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Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GUILHERME D AVILA PROCIDA ADV.(A/S) :EDUARDO ALVES FERNANDEZ AGDO.(A/S) :RODRIGO CARDOSO BIAGIONI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :JOSÉ PEDRO FACCINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ANTONIO EDUARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS JACÓ ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS SILVA SANTOS NETO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO LARA VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ALEX MARCELO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :AURIVALDO JOSÉ DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CLAUDIO ARENA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :DANIEL SOARES DA SILVA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUIZ BERBIZ DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÉRGIO SILVESTRE RODRIGUES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. VEREADOR. PROCESSO DE CRIME DE RESPONSABILIDADE DE PREFEITO MUNICIPAL. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910F-5C5C-36B3-19BD e senha 6430-B2C6-97C5-DEFD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão RCL 31579 AGR / SP IMPEDIMENTO DO EXERCÍCIO DE MANDATO PARLAMENTAR. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE 46. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ENTRE PARADIGMA E ATO RECLAMADO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina- se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da CF, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, da Constituição, incluído pela EC 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou ação rescisória, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. Incidência do “princípio da não- reclamação contra o recorrível” ou da “irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2ª Edição, p. 390 e 394). 3. O ajuizamento de reclamação contra decisão da qual cabe recurso contraria o sistema jurídico-processual e revela-se disfuncional, caracterizando hipótese de abuso do direito de ação. Necessidade das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo a preservar a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional. 4. O exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal deve ser observado, sob pena de se estimular a propositura per saltum da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910F-5C5C-36B3-19BD e senha 6430-B2C6-97C5-DEFD Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP IMPEDIMENTO DO EXERCÍCIO DE MANDATO PARLAMENTAR. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE 46. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ENTRE PARADIGMA E ATO RECLAMADO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina- se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da CF, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, da Constituição, incluído pela EC 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou ação rescisória, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. Incidência do “princípio da não- reclamação contra o recorrível” ou da “irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2ª Edição, p. 390 e 394). 3. O ajuizamento de reclamação contra decisão da qual cabe recurso contraria o sistema jurídico-processual e revela-se disfuncional, caracterizando hipótese de abuso do direito de ação. Necessidade das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo a preservar a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional. 4. O exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal deve ser observado, sob pena de se estimular a propositura per saltum da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910F-5C5C-36B3-19BD e senha 6430-B2C6-97C5-DEFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Ementa e Acórdão RCL 31579 AGR / SP via eleita. Precedentes: Rcl 25.596-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1º/08/2017; e Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/04/2016. 5. In casu, a reclamação foi ajuizada contra decisão da 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. 6. A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes apontada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 22/04/2016; e Rcl 21.559-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1º/09/2017. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910F-5C5C-36B3-19BD e senha 6430-B2C6-97C5-DEFD Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP via eleita. Precedentes: Rcl 25.596-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1º/08/2017; e Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/04/2016. 5. In casu, a reclamação foi ajuizada contra decisão da 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. 6. A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes apontada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 22/04/2016; e Rcl 21.559-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1º/09/2017. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910F-5C5C-36B3-19BD e senha 6430-B2C6-97C5-DEFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GUILHERME D AVILA PROCIDA ADV.(A/S) :EDUARDO ALVES FERNANDEZ AGDO.(A/S) :RODRIGO CARDOSO BIAGIONI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :JOSÉ PEDRO FACCINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ANTONIO EDUARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS JACÓ ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS SILVA SANTOS NETO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO LARA VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ALEX MARCELO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :AURIVALDO JOSÉ DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CLAUDIO ARENA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :DANIEL SOARES DA SILVA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUIZ BERBIZ DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÉRGIO SILVESTRE RODRIGUES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GUILHERME D AVILA PROCIDA ADV.(A/S) :EDUARDO ALVES FERNANDEZ AGDO.(A/S) :RODRIGO CARDOSO BIAGIONI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :JOSÉ PEDRO FACCINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ANTONIO EDUARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS JACÓ ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS SILVA SANTOS NETO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO LARA VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ALEX MARCELO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :AURIVALDO JOSÉ DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CLAUDIO ARENA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :DANIEL SOARES DA SILVA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUIZ BERBIZ DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÉRGIO SILVESTRE RODRIGUES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório RCL 31579 AGR / SP regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. VEREADOR. PROCESSO DE CRIME DE RESPONSABILIDADE DE PREFEITO MUNICIPAL. IMPEDIMENTO DO EXERCÍCIO DE MANDATO PARLAMENTAR. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 46. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ENTRE PARADIGMA E ATO RECLAMADO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” O agravante sustenta a inexigibilidade do exaurimento de instâncias ordinárias para o ajuizamento da reclamação, uma vez que o pronunciamento judicial está em desconformidade com enunciado da Súmula Vinculante 46. Em sede de agravo regimental, repisa as razões expendidas na inicial, argumentando que “o ato reclamado violou a Súmula Vinculante nº46, bem como o artigo 5º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/1967, pois somente se encontra impedido de votar a denúncia e integrar a Comissão Processante o vereador que apresenta a peça acusatória, o que não é a hipótese dos autos, bem como pelo fato de ser incabível a aplicação analógica de qualquer dispositivo legal, tendo em vista a incompetência da Câmara dos Vereadores para estabelecer regras sobre o processo e julgamento dos crimes de responsabilidade” (Doc. 37, fl. 13). Ao final, requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento da reclamação, nestes termos: “Diante do exposto, pede o recebimento e processamento das razões recursais, para reformar a r. decisão monocrática sob ataque, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. VEREADOR. PROCESSO DE CRIME DE RESPONSABILIDADE DE PREFEITO MUNICIPAL. IMPEDIMENTO DO EXERCÍCIO DE MANDATO PARLAMENTAR. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 46. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ENTRE PARADIGMA E ATO RECLAMADO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” O agravante sustenta a inexigibilidade do exaurimento de instâncias ordinárias para o ajuizamento da reclamação, uma vez que o pronunciamento judicial está em desconformidade com enunciado da Súmula Vinculante 46. Em sede de agravo regimental, repisa as razões expendidas na inicial, argumentando que “o ato reclamado violou a Súmula Vinculante nº46, bem como o artigo 5º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/1967, pois somente se encontra impedido de votar a denúncia e integrar a Comissão Processante o vereador que apresenta a peça acusatória, o que não é a hipótese dos autos, bem como pelo fato de ser incabível a aplicação analógica de qualquer dispositivo legal, tendo em vista a incompetência da Câmara dos Vereadores para estabelecer regras sobre o processo e julgamento dos crimes de responsabilidade” (Doc. 37, fl. 13). Ao final, requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento da reclamação, nestes termos: “Diante do exposto, pede o recebimento e processamento das razões recursais, para reformar a r. decisão monocrática sob ataque, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Relatório RCL 31579 AGR / SP conhecendo da presente reclamação, com a concessão de medida liminar nos termos do artigo 989 inciso II do NCPC, notificando-se o reclamado no endereço acima mencionado para prestar informações no prazo de dez dias, e após, os autos serão remetidos para oitiva do Ilustre Procurador Geral da República, para que ao final, seja cassado o ato reclamado proferido nos autos do agravo de instrumento nº 2165842-71.2018.8.26.0000, distribuído perante a 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Relator Desembargador Décio Notarangeli, cujo mesma viola o teor da Súmula Vinculante nº 46.” É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP conhecendo da presente reclamação, com a concessão de medida liminar nos termos do artigo 989 inciso II do NCPC, notificando-se o reclamado no endereço acima mencionado para prestar informações no prazo de dez dias, e após, os autos serão remetidos para oitiva do Ilustre Procurador Geral da República, para que ao final, seja cassado o ato reclamado proferido nos autos do agravo de instrumento nº 2165842-71.2018.8.26.0000, distribuído perante a 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Relator Desembargador Décio Notarangeli, cujo mesma viola o teor da Súmula Vinculante nº 46.” É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, verifica-se que 9ª Câmara de Direito Público deu provimento ao Agravo de Instrumento 2165842-71.2018.8.26.0000, “para reformar a r. decisão agravada e cassar a liminar concedida, ratificada a decisão concessiva de efeito suspensivo ao recurso”. Nada obstante, “o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo órgão reclamado não prejudica a reclamação” (artigo 988, § 6º, do CPC, grifei). Passo a apreciar o agravo regimental interposto. A presente irresignação não merece prosperar. Cumpre fazer breve digressão sobre o instituto da reclamação. Na sua origem, a reclamação é uma emanação da teoria dos poderes implícitos, esta proveniente da tradição jurídico-constitucional norte- americana. No julgamento do caso McCulloch v. Maryland, a Suprema Corte americana assentou que, além daqueles poderes expressamente conferidos pela Constituição aos órgãos estatais, haveria outros, implícitos (implied powers), sem os quais a execução daqueles poderes claramente enumerados pela Carta Política seria inviável (SULLIVAN, Kathleen M.; GUNTHER, Gerald. Constitutional Law. New York: Foundation Press, 16ª Edição, 2007). No Brasil, a teoria dos poderes implícitos começou a ser aplicada no âmbito do Poder Judiciário por intermédio do instituto da reclamação, que tinha a função de assegurar o efetivo cumprimento das suas decisões. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, verifica-se que 9ª Câmara de Direito Público deu provimento ao Agravo de Instrumento 2165842-71.2018.8.26.0000, “para reformar a r. decisão agravada e cassar a liminar concedida, ratificada a decisão concessiva de efeito suspensivo ao recurso”. Nada obstante, “o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo órgão reclamado não prejudica a reclamação” (artigo 988, § 6º, do CPC, grifei). Passo a apreciar o agravo regimental interposto. A presente irresignação não merece prosperar. Cumpre fazer breve digressão sobre o instituto da reclamação. Na sua origem, a reclamação é uma emanação da teoria dos poderes implícitos, esta proveniente da tradição jurídico-constitucional norte- americana. No julgamento do caso McCulloch v. Maryland, a Suprema Corte americana assentou que, além daqueles poderes expressamente conferidos pela Constituição aos órgãos estatais, haveria outros, implícitos (implied powers), sem os quais a execução daqueles poderes claramente enumerados pela Carta Política seria inviável (SULLIVAN, Kathleen M.; GUNTHER, Gerald. Constitutional Law. New York: Foundation Press, 16ª Edição, 2007). No Brasil, a teoria dos poderes implícitos começou a ser aplicada no âmbito do Poder Judiciário por intermédio do instituto da reclamação, que tinha a função de assegurar o efetivo cumprimento das suas decisões. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP De fato, seria inócua a instituição expressa da eficácia cogente das decisões judiciais pela Constituição se não houvesse um meio, ainda que implícito, para se fazerem valer essas decisões. Isto ficou claro no julgamento da Reclamação 141, Rel. Min. Rocha Lagoa, Pleno, DJ de 17/04/1952: “A competência não expressa dos tribunais federais pode ser ampliada por construção constitucional. - Vão seria o poder, outorgado ao Supremo Tribunal Federal de julgar em recurso extraordinário as causas decididas por outros tribunais, se lhe não fora possível fazer prevalecer os seus próprios pronunciamentos, acaso desatendidos pelas justiças locais. - A criação dum remédio de direito para vindicar o cumprimento fiel das suas sentenças, está na vocação do Supremo Tribunal Federal e na amplitude constitucional e natural de seus poderes. - Necessária e legítima é assim a admissão do processo de Reclamação, como o Supremo Tribunal tem feito. - É de ser julgada procedente a Reclamação quando a justiça local deixa de atender à decisão do Supremo Tribunal Federal.” Posteriormente, a reclamação passou a ser formalmente regulamentada pelos artigos 156 a 162 do Regimento Interno do STF, com a finalidade de “preservar a competência do Tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões” (artigo 156, caput, do RISTF). Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, a reclamação dirigida à Suprema Corte foi expressamente prevista entre as suas competências originárias e erigida ao status de norma constitucional, conforme a dicção do artigo 102, I, l, da Carta Magna, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (...) l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP De fato, seria inócua a instituição expressa da eficácia cogente das decisões judiciais pela Constituição se não houvesse um meio, ainda que implícito, para se fazerem valer essas decisões. Isto ficou claro no julgamento da Reclamação 141, Rel. Min. Rocha Lagoa, Pleno, DJ de 17/04/1952: “A competência não expressa dos tribunais federais pode ser ampliada por construção constitucional. - Vão seria o poder, outorgado ao Supremo Tribunal Federal de julgar em recurso extraordinário as causas decididas por outros tribunais, se lhe não fora possível fazer prevalecer os seus próprios pronunciamentos, acaso desatendidos pelas justiças locais. - A criação dum remédio de direito para vindicar o cumprimento fiel das suas sentenças, está na vocação do Supremo Tribunal Federal e na amplitude constitucional e natural de seus poderes. - Necessária e legítima é assim a admissão do processo de Reclamação, como o Supremo Tribunal tem feito. - É de ser julgada procedente a Reclamação quando a justiça local deixa de atender à decisão do Supremo Tribunal Federal.” Posteriormente, a reclamação passou a ser formalmente regulamentada pelos artigos 156 a 162 do Regimento Interno do STF, com a finalidade de “preservar a competência do Tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões” (artigo 156, caput, do RISTF). Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, a reclamação dirigida à Suprema Corte foi expressamente prevista entre as suas competências originárias e erigida ao status de norma constitucional, conforme a dicção do artigo 102, I, l, da Carta Magna, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (...) l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP da autoridade de suas decisões;” Regulamentando essa previsão constitucional – agora expressa – a Lei 8.038/1990 trouxe novas disposições de ordem processual à reclamação, nos seus artigos 13 a 18, mantendo, porém, as duas hipóteses de cabimento já firmadas pela Constituição Federal. A EC 45/2004 deu nova feição ao instituto da reclamação, a fim alargar as suas hipóteses de cabimento, incluindo o desrespeito ao enunciado de súmula vinculante como ato impugnável por intermédio dessa ação constitucional, conforme se observa do artigo 103-A, § 3º, da CF, com redação dada pela EC 45/2004: “§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso.” O artigo 7º da Lei 11.417/2006 implementou normas processuais aplicáveis a esta nova espécie de reclamação, destinada especificamente a combater atos atentatórios ao conteúdo das súmulas vinculantes do Supremo Tribunal Federal. Por fim, em 2015, sobreveio o novo Código de Processo Civil, regulamentando integralmente o instituto da reclamação nos seus artigos 988 a 993, bem como revogando expressamente os artigos 13 a 18 da Lei 8.038/1990 (artigo 1.072, IV, do CPC). Ocorre, contudo, que nem mesmo a edição do novo diploma processual, unificando a disciplina jurídica da reclamação, foi capaz de espancar todas as dúvidas e incertezas acerca do instituto, remanescendo terreno fértil para o ajuizamento indiscriminado de reclamações, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP da autoridade de suas decisões;” Regulamentando essa previsão constitucional – agora expressa – a Lei 8.038/1990 trouxe novas disposições de ordem processual à reclamação, nos seus artigos 13 a 18, mantendo, porém, as duas hipóteses de cabimento já firmadas pela Constituição Federal. A EC 45/2004 deu nova feição ao instituto da reclamação, a fim alargar as suas hipóteses de cabimento, incluindo o desrespeito ao enunciado de súmula vinculante como ato impugnável por intermédio dessa ação constitucional, conforme se observa do artigo 103-A, § 3º, da CF, com redação dada pela EC 45/2004: “§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso.” O artigo 7º da Lei 11.417/2006 implementou normas processuais aplicáveis a esta nova espécie de reclamação, destinada especificamente a combater atos atentatórios ao conteúdo das súmulas vinculantes do Supremo Tribunal Federal. Por fim, em 2015, sobreveio o novo Código de Processo Civil, regulamentando integralmente o instituto da reclamação nos seus artigos 988 a 993, bem como revogando expressamente os artigos 13 a 18 da Lei 8.038/1990 (artigo 1.072, IV, do CPC). Ocorre, contudo, que nem mesmo a edição do novo diploma processual, unificando a disciplina jurídica da reclamação, foi capaz de espancar todas as dúvidas e incertezas acerca do instituto, remanescendo terreno fértil para o ajuizamento indiscriminado de reclamações, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP inclusive fora dos parâmetros normativos até então estabelecidos. A título de exemplo, entre os meses de janeiro de 2015 e outubro de 2017, foram ajuizadas perante o Supremo Tribunal Federal mais de 9.000 ações autuadas sob a classe de reclamação. Nessa perspectiva, a propositura de reclamações objetivando provimentos jurisdicionais incompatíveis com a sua missão constitucional revela o intento de, por via transversa, trazer ao mais elevado órgão do Poder Judiciário nacional o conhecimento imediato das mesmas questões que são objeto de apreciação em múltiplos processos em tramitação em todos os órgãos jurisdicionais do país. Esse comportamento proporciona a existência de decisões contraditórias entre si e, em última análise, provoca tumulto processual, mercê da pluralidade de processos incidentais que podem exsurgir a partir do exame da mesma questão que deveria ser objeto de decisão em um único processo. Assim, conforme magistralmente ressaltado por PONTES DE MIRANDA: “A reclamação há de ser apenas para os casos em que não haja recurso. Se não há recurso e a ofensa não é à integridade da competência do Supremo Tribunal Federal, ou à autoridade de julgado seu, somente pode caber mandado de segurança se certo e líquido o direito. […] Nos casos que cabe recurso, era e é inadmissível: criar-se-ia outro recurso que não consta das leis, nem, sequer, dos Regimentos Internos dos Tribunais. Se o recurso cabe, a reclamação é absurda. Se se alega que se desrespeitou decisão do Supremo Tribunal Federal, tem-se de provar que a decisão do Supremo Tribunal Federal foi sobre o caso. Porque não há decisões normativas do Supremo Tribunal Federal; […] Só se pode admitir reclamação nas espécies em que o caso esteja julgado pelo Supremo Tribunal Federal entre as partes e o ato do juiz, que cumpre a decisão do Supremo Tribunal Federal, ofenda a res iudicata. Se a ofensa à res iudicata foi por outro juiz, não se podem 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP inclusive fora dos parâmetros normativos até então estabelecidos. A título de exemplo, entre os meses de janeiro de 2015 e outubro de 2017, foram ajuizadas perante o Supremo Tribunal Federal mais de 9.000 ações autuadas sob a classe de reclamação. Nessa perspectiva, a propositura de reclamações objetivando provimentos jurisdicionais incompatíveis com a sua missão constitucional revela o intento de, por via transversa, trazer ao mais elevado órgão do Poder Judiciário nacional o conhecimento imediato das mesmas questões que são objeto de apreciação em múltiplos processos em tramitação em todos os órgãos jurisdicionais do país. Esse comportamento proporciona a existência de decisões contraditórias entre si e, em última análise, provoca tumulto processual, mercê da pluralidade de processos incidentais que podem exsurgir a partir do exame da mesma questão que deveria ser objeto de decisão em um único processo. Assim, conforme magistralmente ressaltado por PONTES DE MIRANDA: “A reclamação há de ser apenas para os casos em que não haja recurso. Se não há recurso e a ofensa não é à integridade da competência do Supremo Tribunal Federal, ou à autoridade de julgado seu, somente pode caber mandado de segurança se certo e líquido o direito. […] Nos casos que cabe recurso, era e é inadmissível: criar-se-ia outro recurso que não consta das leis, nem, sequer, dos Regimentos Internos dos Tribunais. Se o recurso cabe, a reclamação é absurda. Se se alega que se desrespeitou decisão do Supremo Tribunal Federal, tem-se de provar que a decisão do Supremo Tribunal Federal foi sobre o caso. Porque não há decisões normativas do Supremo Tribunal Federal; […] Só se pode admitir reclamação nas espécies em que o caso esteja julgado pelo Supremo Tribunal Federal entre as partes e o ato do juiz, que cumpre a decisão do Supremo Tribunal Federal, ofenda a res iudicata. Se a ofensa à res iudicata foi por outro juiz, não se podem 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP eliminar a exceção de coisa julgada, a decisão do juiz na exceção e os recursos. Fora daí, entra-se em plena subversão dos princípios constitucionais, de direito processual e de hierarquia judiciária. Onde a espécie escapa à competência recursal do Supremo Tribunal Federal ou ainda não se perfizeram os pressupostos para essa competência, quem dá a palavra última é outro tribunal.” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2ª Edição, p. 385-387) À luz do acima exposto, revela-se inidôneo o manejo da reclamação quando possível ao interessado a utilização do sistema recursal posto. Cuida-se de hipótese de aplicação do que já se denominou “princípio da não-reclamação contra o recorrível” ou “irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2ª Edição, p. 390 e 394). Isso significa que a utilização da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outra ação de impugnação cabível no caso concreto não só é anômala, como também é abusiva e, por conseguinte, ilícita. Com efeito, o exercício regular do direito de ação não comporta condutas abusivas. Sob esse enfoque, ante a sua pertinência, colaciono o escólio do doutrinador português ANTÔNIO MENEZES CORDEIRO a respeito do tema, in verbis: “A aplicação geral do instituto do abuso do direito no campo do Direito processual civil surge, hoje, indiscutível. Nenhuma posição jurídico-subjectiva está imune a uma sindicância, no momento do seu exercício, feita à luz dos valores fundamentais do ordenamento em causa. Não há alternativa: o exercício subjetivo imune ao sistema – e, como tal, susceptível de um exercício ilimitado – acabaria por se colocar fora do próprio ordenamento, tornando-se irreconhecível.” (CORDEIRO, Antônio Menezes. Litigância de Má Fé, Abuso do direito de acção e culpa in agendo. Coimbra: Almedina, 2005, p. 85) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP eliminar a exceção de coisa julgada, a decisão do juiz na exceção e os recursos. Fora daí, entra-se em plena subversão dos princípios constitucionais, de direito processual e de hierarquia judiciária. Onde a espécie escapa à competência recursal do Supremo Tribunal Federal ou ainda não se perfizeram os pressupostos para essa competência, quem dá a palavra última é outro tribunal.” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2ª Edição, p. 385-387) À luz do acima exposto, revela-se inidôneo o manejo da reclamação quando possível ao interessado a utilização do sistema recursal posto. Cuida-se de hipótese de aplicação do que já se denominou “princípio da não-reclamação contra o recorrível” ou “irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2ª Edição, p. 390 e 394). Isso significa que a utilização da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outra ação de impugnação cabível no caso concreto não só é anômala, como também é abusiva e, por conseguinte, ilícita. Com efeito, o exercício regular do direito de ação não comporta condutas abusivas. Sob esse enfoque, ante a sua pertinência, colaciono o escólio do doutrinador português ANTÔNIO MENEZES CORDEIRO a respeito do tema, in verbis: “A aplicação geral do instituto do abuso do direito no campo do Direito processual civil surge, hoje, indiscutível. Nenhuma posição jurídico-subjectiva está imune a uma sindicância, no momento do seu exercício, feita à luz dos valores fundamentais do ordenamento em causa. Não há alternativa: o exercício subjetivo imune ao sistema – e, como tal, susceptível de um exercício ilimitado – acabaria por se colocar fora do próprio ordenamento, tornando-se irreconhecível.” (CORDEIRO, Antônio Menezes. Litigância de Má Fé, Abuso do direito de acção e culpa in agendo. Coimbra: Almedina, 2005, p. 85) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP O referido autor português concebe a figura do abuso de direito como o exercício disfuncional de uma posição jurídica, implicando violação do sistema jurídico. É dizer, haverá abuso do direito sempre que se desempenhar uma determinada posição jurídica em situação de desconformidade com o ordenamento jurídico globalmente considerado. A propósito, vale a transcrição do seguinte trecho da já mencionada obra, in litteris: “Digamos que o sistema, no seu conjunto, tem exigências periféricas que se projectam no interior dos direitos subjectivos, em certas circunstâncias. E é o desrespeito por essas exigências que dá azo ao abuso do direito. A conduta contrária ao sistema é disfuncional. A disfuncionalidade intra-subjectiva constitui a base ontológica do abuso do direito. Um sistema jurídico postula um conjunto de normas e princípios de Direito, ordenados em função de um ou mais pontos de vista. Esse conjunto projecta um sistema de acções jurídicas – portanto de comportamentos que, por se colocarem como actuações juridicamente permitidas ou impostas, relevam para o sistema. O não- acatamento das imposições e o ultrapassar do âmbito posto às permissões contraria o sistema: há disfunção. (...) O abuso do direito reside na disfuncionalidade de comportamentos jurídico-subjectivos por, embora consentâneos com normas jurídicas permissivas concretamente em causa, não confluírem no sistema em que estas se integrem.” (Idem, p. 72-73) Sobre a referida sistematicidade do direito, prisma sob o qual deve ser interpretado o cabimento da reclamação, trago à baila os ensinamentos de CANARIS, segundo o qual as características principais do sistema jurídico são o desenvolvimento da adequação valorativa e da unidade interna da ordem jurídica (CANARIS, Claus-Wilhelm. Pensamento sistemático e conceito de sistema na Ciência do Direito. Tradução 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP O referido autor português concebe a figura do abuso de direito como o exercício disfuncional de uma posição jurídica, implicando violação do sistema jurídico. É dizer, haverá abuso do direito sempre que se desempenhar uma determinada posição jurídica em situação de desconformidade com o ordenamento jurídico globalmente considerado. A propósito, vale a transcrição do seguinte trecho da já mencionada obra, in litteris: “Digamos que o sistema, no seu conjunto, tem exigências periféricas que se projectam no interior dos direitos subjectivos, em certas circunstâncias. E é o desrespeito por essas exigências que dá azo ao abuso do direito. A conduta contrária ao sistema é disfuncional. A disfuncionalidade intra-subjectiva constitui a base ontológica do abuso do direito. Um sistema jurídico postula um conjunto de normas e princípios de Direito, ordenados em função de um ou mais pontos de vista. Esse conjunto projecta um sistema de acções jurídicas – portanto de comportamentos que, por se colocarem como actuações juridicamente permitidas ou impostas, relevam para o sistema. O não- acatamento das imposições e o ultrapassar do âmbito posto às permissões contraria o sistema: há disfunção. (...) O abuso do direito reside na disfuncionalidade de comportamentos jurídico-subjectivos por, embora consentâneos com normas jurídicas permissivas concretamente em causa, não confluírem no sistema em que estas se integrem.” (Idem, p. 72-73) Sobre a referida sistematicidade do direito, prisma sob o qual deve ser interpretado o cabimento da reclamação, trago à baila os ensinamentos de CANARIS, segundo o qual as características principais do sistema jurídico são o desenvolvimento da adequação valorativa e da unidade interna da ordem jurídica (CANARIS, Claus-Wilhelm. Pensamento sistemático e conceito de sistema na Ciência do Direito. Tradução 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP de A. Menezes Cordeiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 4ª Edição, 2008, p. 23). Nesse ponto, vale transcrever as seguintes lições do jurista alemão: “O sistema cumpre sobretudo, em particular, duas tarefas na obtenção do Direito: ele contribui para a plena composição do conteúdo teleológico de uma norma ou de um instituto jurídico, o que conduz a interpretá-los como parte do conjunto da ordem jurídica e sobre o pano de fundo das conexões relevantes; e ele serve para a garantia e a realização da adequação valorativa e de unidade interior do Direito, porquanto mostra as inconsequências valorativas, proporcionando, com isso, o aperfeiçoamento do Direito, tanto pela delimitação de ameaçadoras contradições de valores como pela determinação de lacunas.” (CANARIS, Claus-Wilhelm. Pensamento sistemático e conceito de sistema na Ciência do Direito. Tradução de A. Menezes Cordeiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 4ª Edição, 2008, p. 283) Destarte, impõe-se a compreensão da possibilidade do exercício do direito de ação pela via processual da reclamação como componente de um sistema jurídico coeso e coerente, como propugnado por BOBBIO, ao lecionar que: “Entendemos por ‘sistema’ uma totalidade ordenada, um conjunto de entes entre os quais existe uma certa ordem. Para que se possa falar em ordem, é necessário que os entes que a constituem não estejam somente em relacionamento com o todo, mas também num relacionamento de coerência em si. Quando nos perguntamos se um ordenamento jurídico constitui um sistema, nos perguntamos se as normas que o compõem estão num relacionamento de coerência entre si, e em que condições é possível essa relação.” (BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico. Brasília: Universidade de Brasília, 10ª Edição, 1999, tradução de Maria Celeste C. J. Santos, p. 71) Deveras, mostra-se incompatível com o sistema jurídico vigente o 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP de A. Menezes Cordeiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 4ª Edição, 2008, p. 23). Nesse ponto, vale transcrever as seguintes lições do jurista alemão: “O sistema cumpre sobretudo, em particular, duas tarefas na obtenção do Direito: ele contribui para a plena composição do conteúdo teleológico de uma norma ou de um instituto jurídico, o que conduz a interpretá-los como parte do conjunto da ordem jurídica e sobre o pano de fundo das conexões relevantes; e ele serve para a garantia e a realização da adequação valorativa e de unidade interior do Direito, porquanto mostra as inconsequências valorativas, proporcionando, com isso, o aperfeiçoamento do Direito, tanto pela delimitação de ameaçadoras contradições de valores como pela determinação de lacunas.” (CANARIS, Claus-Wilhelm. Pensamento sistemático e conceito de sistema na Ciência do Direito. Tradução de A. Menezes Cordeiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 4ª Edição, 2008, p. 283) Destarte, impõe-se a compreensão da possibilidade do exercício do direito de ação pela via processual da reclamação como componente de um sistema jurídico coeso e coerente, como propugnado por BOBBIO, ao lecionar que: “Entendemos por ‘sistema’ uma totalidade ordenada, um conjunto de entes entre os quais existe uma certa ordem. Para que se possa falar em ordem, é necessário que os entes que a constituem não estejam somente em relacionamento com o todo, mas também num relacionamento de coerência em si. Quando nos perguntamos se um ordenamento jurídico constitui um sistema, nos perguntamos se as normas que o compõem estão num relacionamento de coerência entre si, e em que condições é possível essa relação.” (BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico. Brasília: Universidade de Brasília, 10ª Edição, 1999, tradução de Maria Celeste C. J. Santos, p. 71) Deveras, mostra-se incompatível com o sistema jurídico vigente o 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP manejo de reclamação que enseje a discussão paralela e simultânea da mesma questão jurídica perante diversos juízos. Forçoso concluir, assim, pela imperiosidade de se conferir interpretação sistemática ao regramento jurídico da reclamação, vedando-se a sua utilização como substitutivo de outros meios processuais destinados à correção de decisões contrárias à ordem jurídica. Ora, se é possível a interposição de recursos contra o ato que se repute violador de direito subjetivo, não há que se falar em reclamação, devendo a matéria ser resolvida, como regra, no bojo do próprio processo em que surgiu e perante o tribunal de origem, sob pena de se empregar a reclamação de forma assistemática, disfuncional, abusiva e ilícita. É indispensável, aqui, a observância da organicidade e dinâmica do direito, a ensejar verdadeira “correção de rumos”, como bem discorreu o Ministro MARCO AURÉLIO no voto proferido no HC 109.956, in verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática.” De fato, a jurisprudência da Suprema Corte se orientou nesse sentido, conferindo compreensão sistemática ao instituto da reclamação para vedar a sua utilização espúria, na forma de atalho processual que, por via transversa, pretenda trazer qualquer demanda ao exame imediato do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, in verbis: “Agravo Regimental em Reclamação. Decisão que negou, de plano, seguimento à Reclamação. Alegação de afronta ao enunciado da Súmula Vinculante nº 26 do Supremo Tribunal Federal. Inocorrência das hipóteses constitucionalmente previstas. Inadequação da Reclamação. Precedentes. Inviável o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e já devidamente apreciados na decisão agravada. Ausentes os pressupostos 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP manejo de reclamação que enseje a discussão paralela e simultânea da mesma questão jurídica perante diversos juízos. Forçoso concluir, assim, pela imperiosidade de se conferir interpretação sistemática ao regramento jurídico da reclamação, vedando-se a sua utilização como substitutivo de outros meios processuais destinados à correção de decisões contrárias à ordem jurídica. Ora, se é possível a interposição de recursos contra o ato que se repute violador de direito subjetivo, não há que se falar em reclamação, devendo a matéria ser resolvida, como regra, no bojo do próprio processo em que surgiu e perante o tribunal de origem, sob pena de se empregar a reclamação de forma assistemática, disfuncional, abusiva e ilícita. É indispensável, aqui, a observância da organicidade e dinâmica do direito, a ensejar verdadeira “correção de rumos”, como bem discorreu o Ministro MARCO AURÉLIO no voto proferido no HC 109.956, in verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática.” De fato, a jurisprudência da Suprema Corte se orientou nesse sentido, conferindo compreensão sistemática ao instituto da reclamação para vedar a sua utilização espúria, na forma de atalho processual que, por via transversa, pretenda trazer qualquer demanda ao exame imediato do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, in verbis: “Agravo Regimental em Reclamação. Decisão que negou, de plano, seguimento à Reclamação. Alegação de afronta ao enunciado da Súmula Vinculante nº 26 do Supremo Tribunal Federal. Inocorrência das hipóteses constitucionalmente previstas. Inadequação da Reclamação. Precedentes. Inviável o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e já devidamente apreciados na decisão agravada. Ausentes os pressupostos 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado. Os precedentes que subsidiaram a elaboração da Súmula Vinculante nº 26, à exceção do HC 90.262/SP, rel. min. Eros Grau, são anteriores à edição da Lei 11.464/07 e, por óbvio, não trataram da aplicação retroativa da aludida Lei. Inadequação da hipótese descrita nos autos à Súmula Vinculante nº 26, razão por que incabível a reclamação. Agravo Regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 10.036-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 1º/02/2012) É imperioso destacar a orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a “necessidade de máximo rigor na verificação dos pressupostos específicos da reclamação constitucional, sob pena de seu desvirtuamento” (Rcl 6.735-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 10/09/2010). Nessa toada, vem sendo maciçamente reiterado o entendimento desta Corte no sentido da imprescindibilidade do exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental na reclamação. ADPF nº 130/DF e ADI nº 4.451/DF. Ausência de aderência estrita. Exame per saltum. Agravo regimental não provido. 1. As decisões na ADPF nº 130/DF e na ADI nº 4.451/DF-MC não constituem obstáculo ao acesso ao Poder Judiciário para a proteção do direito à intimidade e à honra daquele cuja imagem ou nome tenham sido expressamente relacionados na matéria jornalística objeto da controvérsia no caso concreto. 2. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação constitucional como sucedâneo dos meios processuais adequados colocados à disposição da parte para submeter a questão ao Poder Judiciário, com o 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado. Os precedentes que subsidiaram a elaboração da Súmula Vinculante nº 26, à exceção do HC 90.262/SP, rel. min. Eros Grau, são anteriores à edição da Lei 11.464/07 e, por óbvio, não trataram da aplicação retroativa da aludida Lei. Inadequação da hipótese descrita nos autos à Súmula Vinculante nº 26, razão por que incabível a reclamação. Agravo Regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 10.036-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 1º/02/2012) É imperioso destacar a orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a “necessidade de máximo rigor na verificação dos pressupostos específicos da reclamação constitucional, sob pena de seu desvirtuamento” (Rcl 6.735-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 10/09/2010). Nessa toada, vem sendo maciçamente reiterado o entendimento desta Corte no sentido da imprescindibilidade do exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental na reclamação. ADPF nº 130/DF e ADI nº 4.451/DF. Ausência de aderência estrita. Exame per saltum. Agravo regimental não provido. 1. As decisões na ADPF nº 130/DF e na ADI nº 4.451/DF-MC não constituem obstáculo ao acesso ao Poder Judiciário para a proteção do direito à intimidade e à honra daquele cuja imagem ou nome tenham sido expressamente relacionados na matéria jornalística objeto da controvérsia no caso concreto. 2. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação constitucional como sucedâneo dos meios processuais adequados colocados à disposição da parte para submeter a questão ao Poder Judiciário, com o 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP demérito de provocar o exame per saltum pelo STF de questão a ser examinada pelos meios ordinários e respectivos graus. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 25.596-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 1º/08/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXTENSÃO DO PRÊMIO DE DESEMPENHO INDIVIDUAL AOS INATIVOS. SÚMULA VINCULANTE 20. PRECEDENTES DA REPERCUSSÃO GERAL. ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA APONTADO. INEXISTÊNCIA. 1. Inexiste a indispensável pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle, sendo incabível o manejo de reclamação no presente caso. Precedentes. 2. Não bastasse, a reclamação não se presta a funcionar como sucedâneo recursal, sendo certo ainda, nessa perspectiva, que não cabe ao Supremo Tribunal Federal a imediata revisão do acerto ou desacerto de decisões proferidas pelo Juízo singular. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 26.154- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 30/08/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA NA ADI 3.395-MC. AFRONTA. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE OBJETO ENTRE O ATO IMPUGNADO E A DECISÃO INDICADA COMO DESRESPEITADA. O manejo de reclamação é restrito às hipóteses expressamente previstas nos arts. 102, I, ‘l’, e 103-A, § 3º, da Constituição da República - incabível a utilização desse instrumento como sucedâneo de recurso ou atalho processual. O Tribunal de origem se limitou a registrar, ao exame de recurso interposto pelo Município em fase de execução, a competência da Justiça do Trabalho para executar as decisões proferidas por aquela Justiça Especializada. Ausência de identidade de objeto entre o ato impugnado e a decisão indicada como desrespeitada. Agravo regimental conhecido e não 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP demérito de provocar o exame per saltum pelo STF de questão a ser examinada pelos meios ordinários e respectivos graus. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 25.596-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 1º/08/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXTENSÃO DO PRÊMIO DE DESEMPENHO INDIVIDUAL AOS INATIVOS. SÚMULA VINCULANTE 20. PRECEDENTES DA REPERCUSSÃO GERAL. ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA APONTADO. INEXISTÊNCIA. 1. Inexiste a indispensável pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle, sendo incabível o manejo de reclamação no presente caso. Precedentes. 2. Não bastasse, a reclamação não se presta a funcionar como sucedâneo recursal, sendo certo ainda, nessa perspectiva, que não cabe ao Supremo Tribunal Federal a imediata revisão do acerto ou desacerto de decisões proferidas pelo Juízo singular. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 26.154- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 30/08/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA NA ADI 3.395-MC. AFRONTA. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE OBJETO ENTRE O ATO IMPUGNADO E A DECISÃO INDICADA COMO DESRESPEITADA. O manejo de reclamação é restrito às hipóteses expressamente previstas nos arts. 102, I, ‘l’, e 103-A, § 3º, da Constituição da República - incabível a utilização desse instrumento como sucedâneo de recurso ou atalho processual. O Tribunal de origem se limitou a registrar, ao exame de recurso interposto pelo Município em fase de execução, a competência da Justiça do Trabalho para executar as decisões proferidas por aquela Justiça Especializada. Ausência de identidade de objeto entre o ato impugnado e a decisão indicada como desrespeitada. Agravo regimental conhecido e não 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP provido.” (Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/04/2016) “Agravo regimental na reclamação. Utilização da reclamação para análise per saltum da matéria. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. 1. A reclamação não tem como função primária resolver conflitos subjetivos, mas sim manter a autoridade do órgão jurisdicional, ainda que, indiretamente, isso seja alcançado. 2. Não se admite o uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do STF e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não figurar como sujeito processual nos casos concretos versados no paradigma. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação constitucional como sucedâneo dos meios processuais adequados colocados à disposição da parte para submeter a questão ao Poder Judiciário, com o demérito de provocar o exame per saltum pelo STF de questão a ser examinada pelos meios ordinários e respectivos graus. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.” (Rcl 22.704-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 02/05/2016) No direito comparado, a utilização do amparo constitucional, nos países de tradição hispânica, equivale à reclamação brasileira, na medida em que permite o acesso direto à Suprema Corte em casos de grave violação de direitos fundamentais, apresentando, de igual sorte, o pressuposto o exaurimento das vias recursais ordinárias. A esse respeito, cumpre mencionar as lições de JUAN MONTERO AROCA e JOSÉ FLORS MATÍES: “Para poder solicitar el amparo constitucional frente a una vulneración cometida por la actuación de un órgano judicial, la LOTC exige que se hayan agotado previamente por el demandante de amparo todos los recursos utilizabeles dentro de la vía judicial (art. 44.1., a); para ello deberá estarse a lo estabelecido em cada caso por las leyes procesales. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP provido.” (Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/04/2016) “Agravo regimental na reclamação. Utilização da reclamação para análise per saltum da matéria. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. 1. A reclamação não tem como função primária resolver conflitos subjetivos, mas sim manter a autoridade do órgão jurisdicional, ainda que, indiretamente, isso seja alcançado. 2. Não se admite o uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do STF e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não figurar como sujeito processual nos casos concretos versados no paradigma. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação constitucional como sucedâneo dos meios processuais adequados colocados à disposição da parte para submeter a questão ao Poder Judiciário, com o demérito de provocar o exame per saltum pelo STF de questão a ser examinada pelos meios ordinários e respectivos graus. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.” (Rcl 22.704-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 02/05/2016) No direito comparado, a utilização do amparo constitucional, nos países de tradição hispânica, equivale à reclamação brasileira, na medida em que permite o acesso direto à Suprema Corte em casos de grave violação de direitos fundamentais, apresentando, de igual sorte, o pressuposto o exaurimento das vias recursais ordinárias. A esse respeito, cumpre mencionar as lições de JUAN MONTERO AROCA e JOSÉ FLORS MATÍES: “Para poder solicitar el amparo constitucional frente a una vulneración cometida por la actuación de un órgano judicial, la LOTC exige que se hayan agotado previamente por el demandante de amparo todos los recursos utilizabeles dentro de la vía judicial (art. 44.1., a); para ello deberá estarse a lo estabelecido em cada caso por las leyes procesales. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP El Fundamento del artículo 44.2 LOTC suele explicarse por Tribunal Constitucional diciendo que radica em el principio de subsidiariedad << que rige las relaciones entre Poder Judicial y Tribunal Constitucional em materia de protección jurisdiccional de los derechos fundamentales >> (STC 122/7997, de 1 de julio, FJ 2), siendo << garantia de la correcta articulación entre el Tribunal Constitucional y los órganos integrantes del Poder Judicial, a quienes primeramente corresponde reparar las posibles lesiones de decrechos fundamentales invocados por los ciudadanos >> (STC 20/2004, de 23 de febrero, FJ 4). Se trata de evitar que quien considere vulnerados sus derechos fundamentales acuda per saltum ante el Tribunal Constitucional (STC 208/2001, de 22 de octubre, FJ2) y de procurar, em cambio, que la vulneración padecida encuentre remedio, de ser ello posible, ante los próprios órganos de la jurisdicción ordinaria […] Cuando la vulneración tiene su origen em un acto o omisión judicial, no resulta posible acudir una inexistente vía judicial previa al amparo constitucional, sino que de lo que se trata es de procurar, cuando sea posible, que se corrija la vulneración dento del mismo proceso em el que se ha producido, utilizando los recursos útiles y pertinentes para ello, o, en su caso, mediante el ejercicio de las acciones rescisorias o de nulidade que seja procedentes. Una cosa es la vía judicial previa (art. 43.1 LOTC) y outra diferente el agotiamento de los medios de impugnación utilizables dentro de la vía judicial em la que la vulneración se cometió [art. 44.1, a) LOTC].” (AROCA, Juan Montero; MATÍES, José Flors. Amparo Constitucional y Proceso Civil. Tirant lo blanch: Valencia, 2005, p. 271-272) Ao tratar desse mesmo instituto, ALÍ JOAQUIM SALGADO leciona que a ação de amparo não será admissível quando existirem recursos ou remédios judiciais ou administrativos que permitam obter a proteção do direito ou a garantia constitucional que se busca. Sobre o tema, transcrevo algumas de suas considerações: “La ley no reconoce la acción de amparo cuando hay otros ‘recursos o remedios’, sean ‘judiciales o administrativos’, que protejan el derecho constitucional afectado. Em verdade, puede decirse que 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP El Fundamento del artículo 44.2 LOTC suele explicarse por Tribunal Constitucional diciendo que radica em el principio de subsidiariedad << que rige las relaciones entre Poder Judicial y Tribunal Constitucional em materia de protección jurisdiccional de los derechos fundamentales >> (STC 122/7997, de 1 de julio, FJ 2), siendo << garantia de la correcta articulación entre el Tribunal Constitucional y los órganos integrantes del Poder Judicial, a quienes primeramente corresponde reparar las posibles lesiones de decrechos fundamentales invocados por los ciudadanos >> (STC 20/2004, de 23 de febrero, FJ 4). Se trata de evitar que quien considere vulnerados sus derechos fundamentales acuda per saltum ante el Tribunal Constitucional (STC 208/2001, de 22 de octubre, FJ2) y de procurar, em cambio, que la vulneración padecida encuentre remedio, de ser ello posible, ante los próprios órganos de la jurisdicción ordinaria […] Cuando la vulneración tiene su origen em un acto o omisión judicial, no resulta posible acudir una inexistente vía judicial previa al amparo constitucional, sino que de lo que se trata es de procurar, cuando sea posible, que se corrija la vulneración dento del mismo proceso em el que se ha producido, utilizando los recursos útiles y pertinentes para ello, o, en su caso, mediante el ejercicio de las acciones rescisorias o de nulidade que seja procedentes. Una cosa es la vía judicial previa (art. 43.1 LOTC) y outra diferente el agotiamento de los medios de impugnación utilizables dentro de la vía judicial em la que la vulneración se cometió [art. 44.1, a) LOTC].” (AROCA, Juan Montero; MATÍES, José Flors. Amparo Constitucional y Proceso Civil. Tirant lo blanch: Valencia, 2005, p. 271-272) Ao tratar desse mesmo instituto, ALÍ JOAQUIM SALGADO leciona que a ação de amparo não será admissível quando existirem recursos ou remédios judiciais ou administrativos que permitam obter a proteção do direito ou a garantia constitucional que se busca. Sobre o tema, transcrevo algumas de suas considerações: “La ley no reconoce la acción de amparo cuando hay otros ‘recursos o remedios’, sean ‘judiciales o administrativos’, que protejan el derecho constitucional afectado. Em verdade, puede decirse que 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP siempre hay recursos o remedios judiciales o administrativos, ya que, aun no contemplado el caso explícitamente em algún procedimento especial, siempre quedaría la alternativa receptiva del judicio ordinário.” (SALGADO, Alí Joaquim. Judicio de Amparo y acción de inconstitucionalidad. Buenos Aires, 1987, p. 31) A necessidade de esgotamento prévio das vias judiciais cabíveis é evidenciada no trecho em que o referido autor sustenta que “en cuanto hay la ‘via judicial’, existiendo una idónea, debe intentársela o agotársela, si ya se la ha promovido” (Idem, p. 32). Nessa ordem de ideias, a Corte Suprema argentina entendeu que a existência de uma via legal para a proteção de direitos que se dizem lesionados exclui a admissibilidade do amparo, pois este meio não pode alterar o jogo das instituições vigentes. Nesse sentido: “El solo hecho de que se haya planteado un recurso em sede administrativa que se encuentre pendiente de decisión, es suficiente para resolver la improcedencia del amparo, pues una demanda de esta naturaleza no puede ser utilizada para sustraer la cuestión debatida del conocimento de la autoridade que interviene em ella por recurso del próprio interessado. La lesión constitucional que se había configurado por violación del derecho de defensa em el trámite impresso em sede administrativa, puede hallar también reparación adecuada em dicha sede, o eventualmente, y para el supuesto de que así no fuera, por médio de la correspondiente demanda contenciosoadministrativa, oportunidad em la cual las partes contarán con la amplitud própria del juicio ordinario y podrán sustentar sus pretensiones en las pruebas de que intentaren valerse según las reglas del Código Procesal, lo cual torna improcedente el amparo.” (SALGADO, Alí Joaquim. Judicio de Amparo y acción de inconstitucionalidad. Buenos Aires, 1987, p. 33) Isso não significa, por outro lado, que os tribunais inferiores poderão interpretar a Constituição Federal cada qual ao seu modo, em desrespeito 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP siempre hay recursos o remedios judiciales o administrativos, ya que, aun no contemplado el caso explícitamente em algún procedimento especial, siempre quedaría la alternativa receptiva del judicio ordinário.” (SALGADO, Alí Joaquim. Judicio de Amparo y acción de inconstitucionalidad. Buenos Aires, 1987, p. 31) A necessidade de esgotamento prévio das vias judiciais cabíveis é evidenciada no trecho em que o referido autor sustenta que “en cuanto hay la ‘via judicial’, existiendo una idónea, debe intentársela o agotársela, si ya se la ha promovido” (Idem, p. 32). Nessa ordem de ideias, a Corte Suprema argentina entendeu que a existência de uma via legal para a proteção de direitos que se dizem lesionados exclui a admissibilidade do amparo, pois este meio não pode alterar o jogo das instituições vigentes. Nesse sentido: “El solo hecho de que se haya planteado un recurso em sede administrativa que se encuentre pendiente de decisión, es suficiente para resolver la improcedencia del amparo, pues una demanda de esta naturaleza no puede ser utilizada para sustraer la cuestión debatida del conocimento de la autoridade que interviene em ella por recurso del próprio interessado. La lesión constitucional que se había configurado por violación del derecho de defensa em el trámite impresso em sede administrativa, puede hallar también reparación adecuada em dicha sede, o eventualmente, y para el supuesto de que así no fuera, por médio de la correspondiente demanda contenciosoadministrativa, oportunidad em la cual las partes contarán con la amplitud própria del juicio ordinario y podrán sustentar sus pretensiones en las pruebas de que intentaren valerse según las reglas del Código Procesal, lo cual torna improcedente el amparo.” (SALGADO, Alí Joaquim. Judicio de Amparo y acción de inconstitucionalidad. Buenos Aires, 1987, p. 33) Isso não significa, por outro lado, que os tribunais inferiores poderão interpretar a Constituição Federal cada qual ao seu modo, em desrespeito 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP à função precípua do Supremo Tribunal Federal, de guardião da Carta Política e intérprete derradeiro das suas normas. Deveras, tendo o Plenário do Supremo Tribunal Federal fixado o sentido e o alcance de uma determinada norma jurídica à luz da Constituição Federal, não pode a instância a quo divergir do entendimento firmado, máxime em se tratando de tese firmada em Súmula Vinculante ou em processo de índole objetiva. É o que dispõe o artigo 927 do CPC: “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: I - as decisões do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; II - os enunciados de súmula vinculante; III - os acórdãos em incidente de assunção de competência ou de resolução de demandas repetitivas e em julgamento de recursos extraordinário e especial repetitivos; IV - os enunciados das súmulas do Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional e do Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional; V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Impende consignar, todavia, o dever das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo que deve ser preservada a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional, sob pena de se estimular a propositura de reclamações constitucionais manifestamente inadmissíveis. Aliás, essa competência que se estabelece entre os diversos graus de jurisdição pelos quais deve tramitar um processo é de caráter funcional, fazendo-se presente a advertência de CHIOVENDA de que “a competência funcional é sempre absoluta e improrrogável, e isto constitui a sua característica e importância prática dessa categoria” (CHIOVENDA, Giuseppe. Instituições de direito processual civil. Campinas: Bookseller, 4ª Edição, 2009, tradução de Paolo Capitano, p. 718). 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP à função precípua do Supremo Tribunal Federal, de guardião da Carta Política e intérprete derradeiro das suas normas. Deveras, tendo o Plenário do Supremo Tribunal Federal fixado o sentido e o alcance de uma determinada norma jurídica à luz da Constituição Federal, não pode a instância a quo divergir do entendimento firmado, máxime em se tratando de tese firmada em Súmula Vinculante ou em processo de índole objetiva. É o que dispõe o artigo 927 do CPC: “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: I - as decisões do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; II - os enunciados de súmula vinculante; III - os acórdãos em incidente de assunção de competência ou de resolução de demandas repetitivas e em julgamento de recursos extraordinário e especial repetitivos; IV - os enunciados das súmulas do Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional e do Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional; V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Impende consignar, todavia, o dever das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo que deve ser preservada a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional, sob pena de se estimular a propositura de reclamações constitucionais manifestamente inadmissíveis. Aliás, essa competência que se estabelece entre os diversos graus de jurisdição pelos quais deve tramitar um processo é de caráter funcional, fazendo-se presente a advertência de CHIOVENDA de que “a competência funcional é sempre absoluta e improrrogável, e isto constitui a sua característica e importância prática dessa categoria” (CHIOVENDA, Giuseppe. Instituições de direito processual civil. Campinas: Bookseller, 4ª Edição, 2009, tradução de Paolo Capitano, p. 718). 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP Sob o influxo dessas lições, exsurge a concepção de que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se tão somente a preservar a competência desta Suprema Corte e a garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, além de salvaguardar a estrita observância de preceito constante em enunciado de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, ambos da Constituição Federal. O que não se admite, por outro lado, é o uso do instrumento processual da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outras ações cabíveis, porquanto tal conduta seria disfuncional e abusiva. Já restou assentado neste Tribunal que “a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 05/08/2011). Desta sorte, o exercício regular e funcional do direito de demandar pela via processual da reclamação pressupõe: i) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2º, do CPC), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP Sob o influxo dessas lições, exsurge a concepção de que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se tão somente a preservar a competência desta Suprema Corte e a garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, além de salvaguardar a estrita observância de preceito constante em enunciado de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, ambos da Constituição Federal. O que não se admite, por outro lado, é o uso do instrumento processual da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outras ações cabíveis, porquanto tal conduta seria disfuncional e abusiva. Já restou assentado neste Tribunal que “a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 05/08/2011). Desta sorte, o exercício regular e funcional do direito de demandar pela via processual da reclamação pressupõe: i) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2º, do CPC), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP origem. In casu, contudo, a presente reclamação foi ajuizada contra decisão que atribuiu efeito suspensivo ao agravo de instrumento interposto com o fim de sustar os efeitos da decisão liminar concedida no Mandado de Segurança 1001763-61.2018.8.26.0366, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. Ainda que superado tal óbice, melhor sorte não assiste ao recorrente. Isso porque não é possível visualizar a ofensa à tese firmada no Enunciado 46 da Súmula Vinculante, que dispõe, in verbis: “A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União.” Conforme já asseverado, no caso concreto, o ato reclamado não examinou o teor da Súmula Vinculante apontada como paradigma, mas tão somente sustou os efeitos da decisão agravada até pronunciamento definitivo do Tribunal. Destarte, está evidenciado que não existe identificação material entre o ato reclamado e o paradigma tido como violado, o que evidencia a ausência de atendimento aos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP origem. In casu, contudo, a presente reclamação foi ajuizada contra decisão que atribuiu efeito suspensivo ao agravo de instrumento interposto com o fim de sustar os efeitos da decisão liminar concedida no Mandado de Segurança 1001763-61.2018.8.26.0366, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. Ainda que superado tal óbice, melhor sorte não assiste ao recorrente. Isso porque não é possível visualizar a ofensa à tese firmada no Enunciado 46 da Súmula Vinculante, que dispõe, in verbis: “A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União.” Conforme já asseverado, no caso concreto, o ato reclamado não examinou o teor da Súmula Vinculante apontada como paradigma, mas tão somente sustou os efeitos da decisão agravada até pronunciamento definitivo do Tribunal. Destarte, está evidenciado que não existe identificação material entre o ato reclamado e o paradigma tido como violado, o que evidencia a ausência de atendimento aos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal.” (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 17/10/2008) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes.” (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 11/12/2009) Fica claro, portanto, que é incabível o ajuizamento de reclamação no caso em comento, ante a falta de exaurimento das instâncias ordinárias, não se vislumbrando, outrossim, a alegada violação à Súmula Vinculante 46, tudo a recomendar a manutenção da decisão monocrática que negou seguimento à reclamação. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal.” (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 17/10/2008) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes.” (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 11/12/2009) Fica claro, portanto, que é incabível o ajuizamento de reclamação no caso em comento, ante a falta de exaurimento das instâncias ordinárias, não se vislumbrando, outrossim, a alegada violação à Súmula Vinculante 46, tudo a recomendar a manutenção da decisão monocrática que negou seguimento à reclamação. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GUILHERME D AVILA PROCIDA ADV.(A/S) : EDUARDO ALVES FERNANDEZ (186051/SP) AGDO.(A/S) : RODRIGO CARDOSO BIAGIONI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : JOSÉ PEDRO FACCINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : ANTONIO EDUARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CARLOS JACÓ ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CARLOS SILVA SANTOS NETO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUCIANO LARA VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : ALEX MARCELO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : AURIVALDO JOSÉ DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CLAUDIO ARENA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : DANIEL SOARES DA SILVA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUIZ BERBIZ DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SÉRGIO SILVESTRE RODRIGUES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E262-9C79-BB1A-AC37 e senha 5117-BCE2-90EC-5BB8 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GUILHERME D AVILA PROCIDA ADV.(A/S) : EDUARDO ALVES FERNANDEZ (186051/SP) AGDO.(A/S) : RODRIGO CARDOSO BIAGIONI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : JOSÉ PEDRO FACCINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : ANTONIO EDUARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CARLOS JACÓ ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CARLOS SILVA SANTOS NETO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUCIANO LARA VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : ALEX MARCELO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : AURIVALDO JOSÉ DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CLAUDIO ARENA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : DANIEL SOARES DA SILVA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUIZ BERBIZ DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SÉRGIO SILVESTRE RODRIGUES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E262-9C79-BB1A-AC37 e senha 5117-BCE2-90EC-5BB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748747845
2018-11-12T00:00:00
2018-11-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. VEREADOR. PROCESSO DE CRIME DE RESPONSABILIDADE DE PREFEITO MUNICIPAL. IMPEDIMENTO DO EXERCÍCIO DE MANDATO PARLAMENTAR. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE 46. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ENTRE PARADIGMA E ATO RECLAMADO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da CF, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, da Constituição, incluído pela EC 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou ação rescisória, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. Incidência do “princípio da não-reclamação contra o recorrível” ou da “irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2ª Edição, p. 390 e 394). 3. O ajuizamento de reclamação contra decisão da qual cabe recurso contraria o sistema jurídico-processual e revela-se disfuncional, caracterizando hipótese de abuso do direito de ação. Necessidade das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo a preservar a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional. 4. O exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal deve ser observado, sob pena de se estimular a propositura per saltum da via eleita. Precedentes: Rcl 25.596-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1º/08/2017; e Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/04/2016. 5. In casu, a reclamação foi ajuizada contra decisão da 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. 6. A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes apontada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 22/04/2016; e Rcl 21.559-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1º/09/2017. 7. Agravo regimental desprovido.
sjur395391
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, STF, RECLAMAÇÃO, ESGOTAMENTO, INSTÂNCIA ORDINÁRIA) Rcl 6735 AgR (TP), Rcl 18020 AgR (1ªT), Rcl 22704 ED (2ªT), Rcl 25596 AgR (2ªT), Rcl 26154 AgR (2ªT). (REQUISITO, ADMISSIBILIDADE, RECLAMAÇÃO) Rcl 21559 AgR (1ªT), Rcl 22608 AgR (2ªT). (RECLAMAÇÃO, TEORIA DOS PODERES IMPLÍCITOS) Rcl 141 (TP). (RECLAMAÇÃO, INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA) Rcl 10036 AgR (TP), HC 109956 (1ªT). (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 4381 AgR (TP). (RECLAMAÇÃO, IDENTIDADE, DECISÃO RECLAMADA, ACÓRDÃO PARADIGMA) Rcl 6534 AgR (TP), Rcl 8780 AgR (TP). Número de páginas: 24. Análise: 29/01/2019, JRS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
31579
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L \n ART-0103A INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n ART-0103A PAR-00003 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00013 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n ART-00014 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n ART-00015 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n ART-00016 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n ART-00017 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n ART-00018 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011417 ANO-2006\n ART-00007\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00927 INC-00001 INC-00002 INC-00003 \n INC-00004 INC-00005 ART-00988 PAR-00002 \n PAR-00006 ART-00989 ART-00990 ART-00991 \n ART-00992 ART-00993 ART-01072 INC-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00156 \"CAPUT\" ART-00157 ART-00158 \n ART-00159 ART-00160 ART-00161 ART-00162\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUV-000046 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 31579 AgR
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AGTE.(S) : GUILHERME D AVILA PROCIDA ADV.(A/S) : EDUARDO ALVES FERNANDEZ AGDO.(A/S) : RODRIGO CARDOSO BIAGIONI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : JOSÉ PEDRO FACCINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : ANTONIO EDUARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CARLOS JACÓ ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CARLOS SILVA SANTOS NETO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUCIANO LARA VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : ALEX MARCELO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : AURIVALDO JOSÉ DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CLAUDIO ARENA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : DANIEL SOARES DA SILVA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUIZ BERBIZ DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SÉRGIO SILVESTRE RODRIGUES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GUILHERME D AVILA PROCIDA ADV.(A/S) :EDUARDO ALVES FERNANDEZ AGDO.(A/S) :RODRIGO CARDOSO BIAGIONI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :JOSÉ PEDRO FACCINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ANTONIO EDUARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS JACÓ ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS SILVA SANTOS NETO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO LARA VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ALEX MARCELO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :AURIVALDO JOSÉ DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CLAUDIO ARENA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :DANIEL SOARES DA SILVA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUIZ BERBIZ DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÉRGIO SILVESTRE RODRIGUES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. VEREADOR. PROCESSO DE CRIME DE RESPONSABILIDADE DE PREFEITO MUNICIPAL. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910F-5C5C-36B3-19BD e senha 6430-B2C6-97C5-DEFD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão RCL 31579 AGR / SP IMPEDIMENTO DO EXERCÍCIO DE MANDATO PARLAMENTAR. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE 46. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ENTRE PARADIGMA E ATO RECLAMADO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina- se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da Constituição Federal de 1988, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3..., da Constituição, incluído pela EC 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou ação rescisória, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. Incidência do “princípio da não- reclamação contra o recorrível” ou da “irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2... Edição, p. 390 e 394). 3. O ajuizamento de reclamação contra decisão da qual cabe recurso contraria o sistema jurídico-processual e revela-se disfuncional, caracterizando hipótese de abuso do direito de ação. Necessidade das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo a preservar a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional. 4. O exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal deve ser observado, sob pena de se estimular a propositura per saltum da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910F-5C5C-36B3-19BD e senha 6430-B2C6-97C5-DEFD Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP IMPEDIMENTO DO EXERCÍCIO DE MANDATO PARLAMENTAR. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE 46. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ENTRE PARADIGMA E ATO RECLAMADO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina- se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da Constituição Federal de 1988, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3..., da Constituição, incluído pela EC 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou ação rescisória, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. Incidência do “princípio da não- reclamação contra o recorrível” ou da “irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2... Edição, p. 390 e 394). 3. O ajuizamento de reclamação contra decisão da qual cabe recurso contraria o sistema jurídico-processual e revela-se disfuncional, caracterizando hipótese de abuso do direito de ação. Necessidade das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo a preservar a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional. 4. O exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal deve ser observado, sob pena de se estimular a propositura per saltum da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910F-5C5C-36B3-19BD e senha 6430-B2C6-97C5-DEFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Ementa e Acórdão RCL 31579 AGR / SP via eleita. Precedentes: Rcl 25.596-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1.../08/2017; e Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/04/2016. 5. In casu, a reclamação foi ajuizada contra decisão da 9... Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. 6. A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes apontada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 22/04/2016; e Rcl 21.559-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1.../09/2017. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910F-5C5C-36B3-19BD e senha 6430-B2C6-97C5-DEFD Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP via eleita. Precedentes: Rcl 25.596-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1.../08/2017; e Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/04/2016. 5. In casu, a reclamação foi ajuizada contra decisão da 9... Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. 6. A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes apontada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 22/04/2016; e Rcl 21.559-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1.../09/2017. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910F-5C5C-36B3-19BD e senha 6430-B2C6-97C5-DEFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GUILHERME D AVILA PROCIDA ADV.(A/S) :EDUARDO ALVES FERNANDEZ AGDO.(A/S) :RODRIGO CARDOSO BIAGIONI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :JOSÉ PEDRO FACCINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ANTONIO EDUARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS JACÓ ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS SILVA SANTOS NETO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO LARA VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ALEX MARCELO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :AURIVALDO JOSÉ DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CLAUDIO ARENA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :DANIEL SOARES DA SILVA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUIZ BERBIZ DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÉRGIO SILVESTRE RODRIGUES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GUILHERME D AVILA PROCIDA ADV.(A/S) :EDUARDO ALVES FERNANDEZ AGDO.(A/S) :RODRIGO CARDOSO BIAGIONI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :JOSÉ PEDRO FACCINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ANTONIO EDUARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS JACÓ ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CARLOS SILVA SANTOS NETO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUCIANO LARA VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :ALEX MARCELO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :AURIVALDO JOSÉ DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :CLAUDIO ARENA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :DANIEL SOARES DA SILVA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :LUIZ BERBIZ DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÉRGIO SILVESTRE RODRIGUES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório RCL 31579 AGR / SP regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. VEREADOR. PROCESSO DE CRIME DE RESPONSABILIDADE DE PREFEITO MUNICIPAL. IMPEDIMENTO DO EXERCÍCIO DE MANDATO PARLAMENTAR. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE n 46. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ENTRE PARADIGMA E ATO RECLAMADO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” O agravante sustenta a inexigibilidade do exaurimento de instâncias ordinárias para o ajuizamento da reclamação, uma vez que o pronunciamento judicial está em desconformidade com enunciado da Súmula Vinculante 46. Em sede de agravo regimental, repisa as razões expendidas na inicial, argumentando que “o ato reclamado violou a Súmula Vinculante n46, bem como o artigo 5..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/1967, pois somente se encontra impedido de votar a denúncia e integrar a Comissão Processante o vereador que apresenta a peça acusatória, o que não é a hipótese dos autos, bem como pelo fato de ser incabível a aplicação analógica de qualquer dispositivo legal, tendo em vista a incompetência da Câmara dos Vereadores para estabelecer regras sobre o processo e julgamento dos crimes de responsabilidade” (Doc. 37, fl. 13). Ao final, requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento da reclamação, nestes termos: “Diante do exposto, pede o recebimento e processamento das razões recursais, para reformar a r. decisão monocrática sob ataque, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. VEREADOR. PROCESSO DE CRIME DE RESPONSABILIDADE DE PREFEITO MUNICIPAL. IMPEDIMENTO DO EXERCÍCIO DE MANDATO PARLAMENTAR. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ENUNCIADO DA SÚMULA VINCULANTE n 46. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ENTRE PARADIGMA E ATO RECLAMADO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” O agravante sustenta a inexigibilidade do exaurimento de instâncias ordinárias para o ajuizamento da reclamação, uma vez que o pronunciamento judicial está em desconformidade com enunciado da Súmula Vinculante 46. Em sede de agravo regimental, repisa as razões expendidas na inicial, argumentando que “o ato reclamado violou a Súmula Vinculante n46, bem como o artigo 5..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/1967, pois somente se encontra impedido de votar a denúncia e integrar a Comissão Processante o vereador que apresenta a peça acusatória, o que não é a hipótese dos autos, bem como pelo fato de ser incabível a aplicação analógica de qualquer dispositivo legal, tendo em vista a incompetência da Câmara dos Vereadores para estabelecer regras sobre o processo e julgamento dos crimes de responsabilidade” (Doc. 37, fl. 13). Ao final, requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento da reclamação, nestes termos: “Diante do exposto, pede o recebimento e processamento das razões recursais, para reformar a r. decisão monocrática sob ataque, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Relatório RCL 31579 AGR / SP conhecendo da presente reclamação, com a concessão de medida liminar nos termos do artigo 989 inciso II do NCPC, notificando-se o reclamado no endereço acima mencionado para prestar informações no prazo de dez dias, e após, os autos serão remetidos para oitiva do Ilustre Procurador Geral da República, para que ao final, seja cassado o ato reclamado proferido nos autos do agravo de instrumento n 2165842-71.2018.8.26.0000, distribuído perante a 9... Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Relator Desembargador Décio Notarangeli, cujo mesma viola o teor da Súmula Vinculante n 46.” É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP conhecendo da presente reclamação, com a concessão de medida liminar nos termos do artigo 989 inciso II do NCPC, notificando-se o reclamado no endereço acima mencionado para prestar informações no prazo de dez dias, e após, os autos serão remetidos para oitiva do Ilustre Procurador Geral da República, para que ao final, seja cassado o ato reclamado proferido nos autos do agravo de instrumento n 2165842-71.2018.8.26.0000, distribuído perante a 9... Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Relator Desembargador Décio Notarangeli, cujo mesma viola o teor da Súmula Vinculante n 46.” É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6436-FBF4-82B3-E45A e senha 04AF-FF81-4379-E604 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, verifica-se que 9... Câmara de Direito Público deu provimento ao Agravo de Instrumento 2165842-71.2018.8.26.0000, “para reformar a r. decisão agravada e cassar a liminar concedida, ratificada a decisão concessiva de efeito suspensivo ao recurso”. Nada obstante, “o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo órgão reclamado não prejudica a reclamação” (artigo 988, § 6..., do Código de Processo Civil, grifei). Passo a apreciar o agravo regimental interposto. A presente irresignação não merece prosperar. Cumpre fazer breve digressão sobre o instituto da reclamação. Na sua origem, a reclamação é uma emanação da teoria dos poderes implícitos, esta proveniente da tradição jurídico-constitucional norte- americana. No julgamento do caso McCulloch v. Maryland, a Suprema Corte americana assentou que, além daqueles poderes expressamente conferidos pela Constituição aos órgãos estatais, haveria outros, implícitos (implied powers), sem os quais a execução daqueles poderes claramente enumerados pela Carta Política seria inviável (SULLIVAN, Kathleen M.; GUNTHER, Gerald. Constitutional Law. New York: Foundation Press, 16... Edição, 2007). No Brasil, a teoria dos poderes implícitos começou a ser aplicada no âmbito do Poder Judiciário por intermédio do instituto da reclamação, que tinha a função de assegurar o efetivo cumprimento das suas decisões. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, verifica-se que 9... Câmara de Direito Público deu provimento ao Agravo de Instrumento 2165842-71.2018.8.26.0000, “para reformar a r. decisão agravada e cassar a liminar concedida, ratificada a decisão concessiva de efeito suspensivo ao recurso”. Nada obstante, “o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo órgão reclamado não prejudica a reclamação” (artigo 988, § 6..., do Código de Processo Civil, grifei). Passo a apreciar o agravo regimental interposto. A presente irresignação não merece prosperar. Cumpre fazer breve digressão sobre o instituto da reclamação. Na sua origem, a reclamação é uma emanação da teoria dos poderes implícitos, esta proveniente da tradição jurídico-constitucional norte- americana. No julgamento do caso McCulloch v. Maryland, a Suprema Corte americana assentou que, além daqueles poderes expressamente conferidos pela Constituição aos órgãos estatais, haveria outros, implícitos (implied powers), sem os quais a execução daqueles poderes claramente enumerados pela Carta Política seria inviável (SULLIVAN, Kathleen M.; GUNTHER, Gerald. Constitutional Law. New York: Foundation Press, 16... Edição, 2007). No Brasil, a teoria dos poderes implícitos começou a ser aplicada no âmbito do Poder Judiciário por intermédio do instituto da reclamação, que tinha a função de assegurar o efetivo cumprimento das suas decisões. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP De fato, seria inócua a instituição expressa da eficácia cogente das decisões judiciais pela Constituição se não houvesse um meio, ainda que implícito, para se fazerem valer essas decisões. Isto ficou claro no julgamento da Reclamação 141, Rel. Min. Rocha Lagoa, Pleno, DJ de 17/04/1952: “A competência não expressa dos tribunais federais pode ser ampliada por construção constitucional. - Vão seria o poder, outorgado ao Supremo Tribunal Federal de julgar em recurso extraordinário as causas decididas por outros tribunais, se lhe não fora possível fazer prevalecer os seus próprios pronunciamentos, acaso desatendidos pelas justiças locais. - A criação dum remédio de direito para vindicar o cumprimento fiel das suas sentenças, está na vocação do Supremo Tribunal Federal e na amplitude constitucional e natural de seus poderes. - Necessária e legítima é assim a admissão do processo de Reclamação, como o Supremo Tribunal tem feito. - É de ser julgada procedente a Reclamação quando a justiça local deixa de atender à decisão do Supremo Tribunal Federal.” Posteriormente, a reclamação passou a ser formalmente regulamentada pelos artigos 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a finalidade de “preservar a competência do Tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões” (artigo 156, caput, do RISTF). Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, a reclamação dirigida à Suprema Corte foi expressamente prevista entre as suas competências originárias e erigida ao status de norma constitucional, conforme a dicção do artigo 102, I, l, da Carta Magna, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (...) l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP De fato, seria inócua a instituição expressa da eficácia cogente das decisões judiciais pela Constituição se não houvesse um meio, ainda que implícito, para se fazerem valer essas decisões. Isto ficou claro no julgamento da Reclamação 141, Rel. Min. Rocha Lagoa, Pleno, DJ de 17/04/1952: “A competência não expressa dos tribunais federais pode ser ampliada por construção constitucional. - Vão seria o poder, outorgado ao Supremo Tribunal Federal de julgar em recurso extraordinário as causas decididas por outros tribunais, se lhe não fora possível fazer prevalecer os seus próprios pronunciamentos, acaso desatendidos pelas justiças locais. - A criação dum remédio de direito para vindicar o cumprimento fiel das suas sentenças, está na vocação do Supremo Tribunal Federal e na amplitude constitucional e natural de seus poderes. - Necessária e legítima é assim a admissão do processo de Reclamação, como o Supremo Tribunal tem feito. - É de ser julgada procedente a Reclamação quando a justiça local deixa de atender à decisão do Supremo Tribunal Federal.” Posteriormente, a reclamação passou a ser formalmente regulamentada pelos artigos 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a finalidade de “preservar a competência do Tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões” (artigo 156, caput, do RISTF). Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, a reclamação dirigida à Suprema Corte foi expressamente prevista entre as suas competências originárias e erigida ao status de norma constitucional, conforme a dicção do artigo 102, I, l, da Carta Magna, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (...) l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP da autoridade de suas decisões;” Regulamentando essa previsão constitucional – agora expressa – a Lei 8.038/1990 trouxe novas disposições de ordem processual à reclamação, nos seus artigos 13 a 18, mantendo, porém, as duas hipóteses de cabimento já firmadas pela Constituição Federal. A EC 45/2004 deu nova feição ao instituto da reclamação, a fim alargar as suas hipóteses de cabimento, incluindo o desrespeito ao enunciado de súmula vinculante como ato impugnável por intermédio dessa ação constitucional, conforme se observa do artigo 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988, com redação dada pela EC 45/2004: “§ 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso.” O artigo 7... da Lei 11.417/2006 implementou normas processuais aplicáveis a esta nova espécie de reclamação, destinada especificamente a combater atos atentatórios ao conteúdo das súmulas vinculantes do Supremo Tribunal Federal. Por fim, em 2015, sobreveio o novo Código de Processo Civil, regulamentando integralmente o instituto da reclamação nos seus artigos 988 a 993, bem como revogando expressamente os artigos 13 a 18 da Lei 8.038/1990 (artigo 1.072, IV, do Código de Processo Civil). Ocorre, contudo, que nem mesmo a edição do novo diploma processual, unificando a disciplina jurídica da reclamação, foi capaz de espancar todas as dúvidas e incertezas acerca do instituto, remanescendo terreno fértil para o ajuizamento indiscriminado de reclamações, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP da autoridade de suas decisões;” Regulamentando essa previsão constitucional – agora expressa – a Lei 8.038/1990 trouxe novas disposições de ordem processual à reclamação, nos seus artigos 13 a 18, mantendo, porém, as duas hipóteses de cabimento já firmadas pela Constituição Federal. A EC 45/2004 deu nova feição ao instituto da reclamação, a fim alargar as suas hipóteses de cabimento, incluindo o desrespeito ao enunciado de súmula vinculante como ato impugnável por intermédio dessa ação constitucional, conforme se observa do artigo 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988, com redação dada pela EC 45/2004: “§ 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso.” O artigo 7... da Lei 11.417/2006 implementou normas processuais aplicáveis a esta nova espécie de reclamação, destinada especificamente a combater atos atentatórios ao conteúdo das súmulas vinculantes do Supremo Tribunal Federal. Por fim, em 2015, sobreveio o novo Código de Processo Civil, regulamentando integralmente o instituto da reclamação nos seus artigos 988 a 993, bem como revogando expressamente os artigos 13 a 18 da Lei 8.038/1990 (artigo 1.072, IV, do Código de Processo Civil). Ocorre, contudo, que nem mesmo a edição do novo diploma processual, unificando a disciplina jurídica da reclamação, foi capaz de espancar todas as dúvidas e incertezas acerca do instituto, remanescendo terreno fértil para o ajuizamento indiscriminado de reclamações, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP inclusive fora dos parâmetros normativos até então estabelecidos. A título de exemplo, entre os meses de janeiro de 2015 e outubro de 2017, foram ajuizadas perante o Supremo Tribunal Federal mais de 9.000 ações autuadas sob a classe de reclamação. Nessa perspectiva, a propositura de reclamações objetivando provimentos jurisdicionais incompatíveis com a sua missão constitucional revela o intento de, por via transversa, trazer ao mais elevado órgão do Poder Judiciário nacional o conhecimento imediato das mesmas questões que são objeto de apreciação em múltiplos processos em tramitação em todos os órgãos jurisdicionais do país. Esse comportamento proporciona a existência de decisões contraditórias entre si e, em última análise, provoca tumulto processual, mercê da pluralidade de processos incidentais que podem exsurgir a partir do exame da mesma questão que deveria ser objeto de decisão em um único processo. Assim, conforme magistralmente ressaltado por PONTES DE MIRANDA: “A reclamação há de ser apenas para os casos em que não haja recurso. Se não há recurso e a ofensa não é à integridade da competência do Supremo Tribunal Federal, ou à autoridade de julgado seu, somente pode caber mandado de segurança se certo e líquido o direito. […] Nos casos que cabe recurso, era e é inadmissível: criar-se-ia outro recurso que não consta das leis, nem, sequer, dos Regimentos Internos dos Tribunais. Se o recurso cabe, a reclamação é absurda. Se se alega que se desrespeitou decisão do Supremo Tribunal Federal, tem-se de provar que a decisão do Supremo Tribunal Federal foi sobre o caso. Porque não há decisões normativas do Supremo Tribunal Federal; […] Só se pode admitir reclamação nas espécies em que o caso esteja julgado pelo Supremo Tribunal Federal entre as partes e o ato do juiz, que cumpre a decisão do Supremo Tribunal Federal, ofenda a res iudicata. Se a ofensa à res iudicata foi por outro juiz, não se podem 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP inclusive fora dos parâmetros normativos até então estabelecidos. A título de exemplo, entre os meses de janeiro de 2015 e outubro de 2017, foram ajuizadas perante o Supremo Tribunal Federal mais de 9.000 ações autuadas sob a classe de reclamação. Nessa perspectiva, a propositura de reclamações objetivando provimentos jurisdicionais incompatíveis com a sua missão constitucional revela o intento de, por via transversa, trazer ao mais elevado órgão do Poder Judiciário nacional o conhecimento imediato das mesmas questões que são objeto de apreciação em múltiplos processos em tramitação em todos os órgãos jurisdicionais do país. Esse comportamento proporciona a existência de decisões contraditórias entre si e, em última análise, provoca tumulto processual, mercê da pluralidade de processos incidentais que podem exsurgir a partir do exame da mesma questão que deveria ser objeto de decisão em um único processo. Assim, conforme magistralmente ressaltado por PONTES DE MIRANDA: “A reclamação há de ser apenas para os casos em que não haja recurso. Se não há recurso e a ofensa não é à integridade da competência do Supremo Tribunal Federal, ou à autoridade de julgado seu, somente pode caber mandado de segurança se certo e líquido o direito. […] Nos casos que cabe recurso, era e é inadmissível: criar-se-ia outro recurso que não consta das leis, nem, sequer, dos Regimentos Internos dos Tribunais. Se o recurso cabe, a reclamação é absurda. Se se alega que se desrespeitou decisão do Supremo Tribunal Federal, tem-se de provar que a decisão do Supremo Tribunal Federal foi sobre o caso. Porque não há decisões normativas do Supremo Tribunal Federal; […] Só se pode admitir reclamação nas espécies em que o caso esteja julgado pelo Supremo Tribunal Federal entre as partes e o ato do juiz, que cumpre a decisão do Supremo Tribunal Federal, ofenda a res iudicata. Se a ofensa à res iudicata foi por outro juiz, não se podem 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP eliminar a exceção de coisa julgada, a decisão do juiz na exceção e os recursos. Fora daí, entra-se em plena subversão dos princípios constitucionais, de direito processual e de hierarquia judiciária. Onde a espécie escapa à competência recursal do Supremo Tribunal Federal ou ainda não se perfizeram os pressupostos para essa competência, quem dá a palavra última é outro tribunal.” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2... Edição, p. 385-387) À luz do acima exposto, revela-se inidôneo o manejo da reclamação quando possível ao interessado a utilização do sistema recursal posto. Cuida-se de hipótese de aplicação do que já se denominou “princípio da não-reclamação contra o recorrível” ou “irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2... Edição, p. 390 e 394). Isso significa que a utilização da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outra ação de impugnação cabível no caso concreto não só é anômala, como também é abusiva e, por conseguinte, ilícita. Com efeito, o exercício regular do direito de ação não comporta condutas abusivas. Sob esse enfoque, ante a sua pertinência, colaciono o escólio do doutrinador português ANTÔNIO MENEZES CORDEIRO a respeito do tema, in verbis: “A aplicação geral do instituto do abuso do direito no campo do Direito processual civil surge, hoje, indiscutível. Nenhuma posição jurídico-subjectiva está imune a uma sindicância, no momento do seu exercício, feita à luz dos valores fundamentais do ordenamento em causa. Não há alternativa: o exercício subjetivo imune ao sistema – e, como tal, susceptível de um exercício ilimitado – acabaria por se colocar fora do próprio ordenamento, tornando-se irreconhecível.” (CORDEIRO, Antônio Menezes. Litigância de Má Fé, Abuso do direito de acção e culpa in agendo. Coimbra: Almedina, 2005, p. 85) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP eliminar a exceção de coisa julgada, a decisão do juiz na exceção e os recursos. Fora daí, entra-se em plena subversão dos princípios constitucionais, de direito processual e de hierarquia judiciária. Onde a espécie escapa à competência recursal do Supremo Tribunal Federal ou ainda não se perfizeram os pressupostos para essa competência, quem dá a palavra última é outro tribunal.” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2... Edição, p. 385-387) À luz do acima exposto, revela-se inidôneo o manejo da reclamação quando possível ao interessado a utilização do sistema recursal posto. Cuida-se de hipótese de aplicação do que já se denominou “princípio da não-reclamação contra o recorrível” ou “irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso” (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2... Edição, p. 390 e 394). Isso significa que a utilização da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outra ação de impugnação cabível no caso concreto não só é anômala, como também é abusiva e, por conseguinte, ilícita. Com efeito, o exercício regular do direito de ação não comporta condutas abusivas. Sob esse enfoque, ante a sua pertinência, colaciono o escólio do doutrinador português ANTÔNIO MENEZES CORDEIRO a respeito do tema, in verbis: “A aplicação geral do instituto do abuso do direito no campo do Direito processual civil surge, hoje, indiscutível. Nenhuma posição jurídico-subjectiva está imune a uma sindicância, no momento do seu exercício, feita à luz dos valores fundamentais do ordenamento em causa. Não há alternativa: o exercício subjetivo imune ao sistema – e, como tal, susceptível de um exercício ilimitado – acabaria por se colocar fora do próprio ordenamento, tornando-se irreconhecível.” (CORDEIRO, Antônio Menezes. Litigância de Má Fé, Abuso do direito de acção e culpa in agendo. Coimbra: Almedina, 2005, p. 85) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP O referido autor português concebe a figura do abuso de direito como o exercício disfuncional de uma posição jurídica, implicando violação do sistema jurídico. É dizer, haverá abuso do direito sempre que se desempenhar uma determinada posição jurídica em situação de desconformidade com o ordenamento jurídico globalmente considerado. A propósito, vale a transcrição do seguinte trecho da já mencionada obra, in litteris: “Digamos que o sistema, no seu conjunto, tem exigências periféricas que se projectam no interior dos direitos subjectivos, em certas circunstâncias. E é o desrespeito por essas exigências que dá azo ao abuso do direito. A conduta contrária ao sistema é disfuncional. A disfuncionalidade intra-subjectiva constitui a base ontológica do abuso do direito. Um sistema jurídico postula um conjunto de normas e princípios de Direito, ordenados em função de um ou mais pontos de vista. Esse conjunto projecta um sistema de acções jurídicas – portanto de comportamentos que, por se colocarem como actuações juridicamente permitidas ou impostas, relevam para o sistema. O não- acatamento das imposições e o ultrapassar do âmbito posto às permissões contraria o sistema: há disfunção. (...) O abuso do direito reside na disfuncionalidade de comportamentos jurídico-subjectivos por, embora consentâneos com normas jurídicas permissivas concretamente em causa, não confluírem no sistema em que estas se integrem.” (Idem, p. 72-73) Sobre a referida sistematicidade do direito, prisma sob o qual deve ser interpretado o cabimento da reclamação, trago à baila os ensinamentos de CANARIS, segundo o qual as características principais do sistema jurídico são o desenvolvimento da adequação valorativa e da unidade interna da ordem jurídica (CANARIS, Claus-Wilhelm. Pensamento sistemático e conceito de sistema na Ciência do Direito. Tradução 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP O referido autor português concebe a figura do abuso de direito como o exercício disfuncional de uma posição jurídica, implicando violação do sistema jurídico. É dizer, haverá abuso do direito sempre que se desempenhar uma determinada posição jurídica em situação de desconformidade com o ordenamento jurídico globalmente considerado. A propósito, vale a transcrição do seguinte trecho da já mencionada obra, in litteris: “Digamos que o sistema, no seu conjunto, tem exigências periféricas que se projectam no interior dos direitos subjectivos, em certas circunstâncias. E é o desrespeito por essas exigências que dá azo ao abuso do direito. A conduta contrária ao sistema é disfuncional. A disfuncionalidade intra-subjectiva constitui a base ontológica do abuso do direito. Um sistema jurídico postula um conjunto de normas e princípios de Direito, ordenados em função de um ou mais pontos de vista. Esse conjunto projecta um sistema de acções jurídicas – portanto de comportamentos que, por se colocarem como actuações juridicamente permitidas ou impostas, relevam para o sistema. O não- acatamento das imposições e o ultrapassar do âmbito posto às permissões contraria o sistema: há disfunção. (...) O abuso do direito reside na disfuncionalidade de comportamentos jurídico-subjectivos por, embora consentâneos com normas jurídicas permissivas concretamente em causa, não confluírem no sistema em que estas se integrem.” (Idem, p. 72-73) Sobre a referida sistematicidade do direito, prisma sob o qual deve ser interpretado o cabimento da reclamação, trago à baila os ensinamentos de CANARIS, segundo o qual as características principais do sistema jurídico são o desenvolvimento da adequação valorativa e da unidade interna da ordem jurídica (CANARIS, Claus-Wilhelm. Pensamento sistemático e conceito de sistema na Ciência do Direito. Tradução 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP de A. Menezes Cordeiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 4... Edição, 2008, p. 23). Nesse ponto, vale transcrever as seguintes lições do jurista alemão: “O sistema cumpre sobretudo, em particular, duas tarefas na obtenção do Direito: ele contribui para a plena composição do conteúdo teleológico de uma norma ou de um instituto jurídico, o que conduz a interpretá-los como parte do conjunto da ordem jurídica e sobre o pano de fundo das conexões relevantes; e ele serve para a garantia e a realização da adequação valorativa e de unidade interior do Direito, porquanto mostra as inconsequências valorativas, proporcionando, com isso, o aperfeiçoamento do Direito, tanto pela delimitação de ameaçadoras contradições de valores como pela determinação de lacunas.” (CANARIS, Claus-Wilhelm. Pensamento sistemático e conceito de sistema na Ciência do Direito. Tradução de A. Menezes Cordeiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 4... Edição, 2008, p. 283) Destarte, impõe-se a compreensão da possibilidade do exercício do direito de ação pela via processual da reclamação como componente de um sistema jurídico coeso e coerente, como propugnado por BOBBIO, ao lecionar que: “Entendemos por ‘sistema’ uma totalidade ordenada, um conjunto de entes entre os quais existe uma certa ordem. Para que se possa falar em ordem, é necessário que os entes que a constituem não estejam somente em relacionamento com o todo, mas também num relacionamento de coerência em si. Quando nos perguntamos se um ordenamento jurídico constitui um sistema, nos perguntamos se as normas que o compõem estão num relacionamento de coerência entre si, e em que condições é possível essa relação.” (BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico. Brasília: Universidade de Brasília, 10... Edição, 1999, tradução de Maria Celeste C. J. Santos, p. 71) Deveras, mostra-se incompatível com o sistema jurídico vigente o 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP de A. Menezes Cordeiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 4... Edição, 2008, p. 23). Nesse ponto, vale transcrever as seguintes lições do jurista alemão: “O sistema cumpre sobretudo, em particular, duas tarefas na obtenção do Direito: ele contribui para a plena composição do conteúdo teleológico de uma norma ou de um instituto jurídico, o que conduz a interpretá-los como parte do conjunto da ordem jurídica e sobre o pano de fundo das conexões relevantes; e ele serve para a garantia e a realização da adequação valorativa e de unidade interior do Direito, porquanto mostra as inconsequências valorativas, proporcionando, com isso, o aperfeiçoamento do Direito, tanto pela delimitação de ameaçadoras contradições de valores como pela determinação de lacunas.” (CANARIS, Claus-Wilhelm. Pensamento sistemático e conceito de sistema na Ciência do Direito. Tradução de A. Menezes Cordeiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 4... Edição, 2008, p. 283) Destarte, impõe-se a compreensão da possibilidade do exercício do direito de ação pela via processual da reclamação como componente de um sistema jurídico coeso e coerente, como propugnado por BOBBIO, ao lecionar que: “Entendemos por ‘sistema’ uma totalidade ordenada, um conjunto de entes entre os quais existe uma certa ordem. Para que se possa falar em ordem, é necessário que os entes que a constituem não estejam somente em relacionamento com o todo, mas também num relacionamento de coerência em si. Quando nos perguntamos se um ordenamento jurídico constitui um sistema, nos perguntamos se as normas que o compõem estão num relacionamento de coerência entre si, e em que condições é possível essa relação.” (BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico. Brasília: Universidade de Brasília, 10... Edição, 1999, tradução de Maria Celeste C. J. Santos, p. 71) Deveras, mostra-se incompatível com o sistema jurídico vigente o 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP manejo de reclamação que enseje a discussão paralela e simultânea da mesma questão jurídica perante diversos juízos. Forçoso concluir, assim, pela imperiosidade de se conferir interpretação sistemática ao regramento jurídico da reclamação, vedando-se a sua utilização como substitutivo de outros meios processuais destinados à correção de decisões contrárias à ordem jurídica. Ora, se é possível a interposição de recursos contra o ato que se repute violador de direito subjetivo, não há que se falar em reclamação, devendo a matéria ser resolvida, como regra, no bojo do próprio processo em que surgiu e perante o tribunal de origem, sob pena de se empregar a reclamação de forma assistemática, disfuncional, abusiva e ilícita. É indispensável, aqui, a observância da organicidade e dinâmica do direito, a ensejar verdadeira “correção de rumos”, como bem discorreu o Ministro MARCO AURÉLIO no voto proferido no HC 109.956, in verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática.” De fato, a jurisprudência da Suprema Corte se orientou nesse sentido, conferindo compreensão sistemática ao instituto da reclamação para vedar a sua utilização espúria, na forma de atalho processual que, por via transversa, pretenda trazer qualquer demanda ao exame imediato do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, in verbis: “Agravo Regimental em Reclamação. Decisão que negou, de plano, seguimento à Reclamação. Alegação de afronta ao enunciado da Súmula Vinculante n 26 do Supremo Tribunal Federal. Inocorrência das hipóteses constitucionalmente previstas. Inadequação da Reclamação. Precedentes. Inviável o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e já devidamente apreciados na decisão agravada. Ausentes os pressupostos 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP manejo de reclamação que enseje a discussão paralela e simultânea da mesma questão jurídica perante diversos juízos. Forçoso concluir, assim, pela imperiosidade de se conferir interpretação sistemática ao regramento jurídico da reclamação, vedando-se a sua utilização como substitutivo de outros meios processuais destinados à correção de decisões contrárias à ordem jurídica. Ora, se é possível a interposição de recursos contra o ato que se repute violador de direito subjetivo, não há que se falar em reclamação, devendo a matéria ser resolvida, como regra, no bojo do próprio processo em que surgiu e perante o tribunal de origem, sob pena de se empregar a reclamação de forma assistemática, disfuncional, abusiva e ilícita. É indispensável, aqui, a observância da organicidade e dinâmica do direito, a ensejar verdadeira “correção de rumos”, como bem discorreu o Ministro MARCO AURÉLIO no voto proferido no HC 109.956, in verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática.” De fato, a jurisprudência da Suprema Corte se orientou nesse sentido, conferindo compreensão sistemática ao instituto da reclamação para vedar a sua utilização espúria, na forma de atalho processual que, por via transversa, pretenda trazer qualquer demanda ao exame imediato do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, in verbis: “Agravo Regimental em Reclamação. Decisão que negou, de plano, seguimento à Reclamação. Alegação de afronta ao enunciado da Súmula Vinculante n 26 do Supremo Tribunal Federal. Inocorrência das hipóteses constitucionalmente previstas. Inadequação da Reclamação. Precedentes. Inviável o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e já devidamente apreciados na decisão agravada. Ausentes os pressupostos 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado. Os precedentes que subsidiaram a elaboração da Súmula Vinculante n 26, à exceção do HC 90.262/SP, rel. min. Eros Grau, são anteriores à edição da Lei 11.464/07 e, por óbvio, não trataram da aplicação retroativa da aludida Lei. Inadequação da hipótese descrita nos autos à Súmula Vinculante n 26, razão por que incabível a reclamação. Agravo Regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 10.036-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 1.../02/2012) É imperioso destacar a orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a “necessidade de máximo rigor na verificação dos pressupostos específicos da reclamação constitucional, sob pena de seu desvirtuamento” (Rcl 6.735-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 10/09/2010). Nessa toada, vem sendo maciçamente reiterado o entendimento desta Corte no sentido da imprescindibilidade do exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental na reclamação. ADPF n 130/DF e ADI n 4.451/DF. Ausência de aderência estrita. Exame per saltum. Agravo regimental não provido. 1. As decisões na ADPF n 130/DF e na ADI n 4.451/DF-MC não constituem obstáculo ao acesso ao Poder Judiciário para a proteção do direito à intimidade e à honra daquele cuja imagem ou nome tenham sido expressamente relacionados na matéria jornalística objeto da controvérsia no caso concreto. 2. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação constitucional como sucedâneo dos meios processuais adequados colocados à disposição da parte para submeter a questão ao Poder Judiciário, com o 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado. Os precedentes que subsidiaram a elaboração da Súmula Vinculante n 26, à exceção do HC 90.262/SP, rel. min. Eros Grau, são anteriores à edição da Lei 11.464/07 e, por óbvio, não trataram da aplicação retroativa da aludida Lei. Inadequação da hipótese descrita nos autos à Súmula Vinculante n 26, razão por que incabível a reclamação. Agravo Regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 10.036-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe de 1.../02/2012) É imperioso destacar a orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a “necessidade de máximo rigor na verificação dos pressupostos específicos da reclamação constitucional, sob pena de seu desvirtuamento” (Rcl 6.735-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 10/09/2010). Nessa toada, vem sendo maciçamente reiterado o entendimento desta Corte no sentido da imprescindibilidade do exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental na reclamação. ADPF n 130/DF e ADI n 4.451/DF. Ausência de aderência estrita. Exame per saltum. Agravo regimental não provido. 1. As decisões na ADPF n 130/DF e na ADI n 4.451/DF-MC não constituem obstáculo ao acesso ao Poder Judiciário para a proteção do direito à intimidade e à honra daquele cuja imagem ou nome tenham sido expressamente relacionados na matéria jornalística objeto da controvérsia no caso concreto. 2. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação constitucional como sucedâneo dos meios processuais adequados colocados à disposição da parte para submeter a questão ao Poder Judiciário, com o 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP demérito de provocar o exame per saltum pelo Supremo Tribunal Federal de questão a ser examinada pelos meios ordinários e respectivos graus. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 25.596-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 1.../08/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXTENSÃO DO PRÊMIO DE DESEMPENHO INDIVIDUAL AOS INATIVOS. SÚMULA VINCULANTE 20. PRECEDENTES DA REPERCUSSÃO GERAL. ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA APONTADO. INEXISTÊNCIA. 1. Inexiste a indispensável pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle, sendo incabível o manejo de reclamação no presente caso. Precedentes. 2. Não bastasse, a reclamação não se presta a funcionar como sucedâneo recursal, sendo certo ainda, nessa perspectiva, que não cabe ao Supremo Tribunal Federal a imediata revisão do acerto ou desacerto de decisões proferidas pelo Juízo singular. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 26.154- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 30/08/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA NA ADI 3.395-MC. AFRONTA. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE OBJETO ENTRE O ATO IMPUGNADO E A DECISÃO INDICADA COMO DESRESPEITADA. O manejo de reclamação é restrito às hipóteses expressamente previstas nos arts. 102, I, ‘l’, e 103-A, § 3..., da Constituição da República - incabível a utilização desse instrumento como sucedâneo de recurso ou atalho processual. O Tribunal de origem se limitou a registrar, ao exame de recurso interposto pelo Município em fase de execução, a competência da Justiça do Trabalho para executar as decisões proferidas por aquela Justiça Especializada. Ausência de identidade de objeto entre o ato impugnado e a decisão indicada como desrespeitada. Agravo regimental conhecido e não 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP demérito de provocar o exame per saltum pelo Supremo Tribunal Federal de questão a ser examinada pelos meios ordinários e respectivos graus. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 25.596-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 1.../08/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXTENSÃO DO PRÊMIO DE DESEMPENHO INDIVIDUAL AOS INATIVOS. SÚMULA VINCULANTE 20. PRECEDENTES DA REPERCUSSÃO GERAL. ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA APONTADO. INEXISTÊNCIA. 1. Inexiste a indispensável pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle, sendo incabível o manejo de reclamação no presente caso. Precedentes. 2. Não bastasse, a reclamação não se presta a funcionar como sucedâneo recursal, sendo certo ainda, nessa perspectiva, que não cabe ao Supremo Tribunal Federal a imediata revisão do acerto ou desacerto de decisões proferidas pelo Juízo singular. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 26.154- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 30/08/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA NA ADI 3.395-MC. AFRONTA. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE OBJETO ENTRE O ATO IMPUGNADO E A DECISÃO INDICADA COMO DESRESPEITADA. O manejo de reclamação é restrito às hipóteses expressamente previstas nos arts. 102, I, ‘l’, e 103-A, § 3..., da Constituição da República - incabível a utilização desse instrumento como sucedâneo de recurso ou atalho processual. O Tribunal de origem se limitou a registrar, ao exame de recurso interposto pelo Município em fase de execução, a competência da Justiça do Trabalho para executar as decisões proferidas por aquela Justiça Especializada. Ausência de identidade de objeto entre o ato impugnado e a decisão indicada como desrespeitada. Agravo regimental conhecido e não 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP provido.” (Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/04/2016) “Agravo regimental na reclamação. Utilização da reclamação para análise per saltum da matéria. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. 1. A reclamação não tem como função primária resolver conflitos subjetivos, mas sim manter a autoridade do órgão jurisdicional, ainda que, indiretamente, isso seja alcançado. 2. Não se admite o uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não figurar como sujeito processual nos casos concretos versados no paradigma. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação constitucional como sucedâneo dos meios processuais adequados colocados à disposição da parte para submeter a questão ao Poder Judiciário, com o demérito de provocar o exame per saltum pelo Supremo Tribunal Federal de questão a ser examinada pelos meios ordinários e respectivos graus. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.” (Rcl 22.704-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 02/05/2016) No direito comparado, a utilização do amparo constitucional, nos países de tradição hispânica, equivale à reclamação brasileira, na medida em que permite o acesso direto à Suprema Corte em casos de grave violação de direitos fundamentais, apresentando, de igual sorte, o pressuposto o exaurimento das vias recursais ordinárias. A esse respeito, cumpre mencionar as lições de JUAN MONTERO AROCA e JOSÉ FLORS MATÍES: “Para poder solicitar el amparo constitucional frente a una vulneración cometida por la actuación de un órgano judicial, la LOTC exige que se hayan agotado previamente por el demandante de amparo todos los recursos utilizabeles dentro de la vía judicial (art. 44.1., a); para ello deberá estarse a lo estabelecido em cada caso por las leyes procesales. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP provido.” (Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/04/2016) “Agravo regimental na reclamação. Utilização da reclamação para análise per saltum da matéria. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. 1. A reclamação não tem como função primária resolver conflitos subjetivos, mas sim manter a autoridade do órgão jurisdicional, ainda que, indiretamente, isso seja alcançado. 2. Não se admite o uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não figurar como sujeito processual nos casos concretos versados no paradigma. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação constitucional como sucedâneo dos meios processuais adequados colocados à disposição da parte para submeter a questão ao Poder Judiciário, com o demérito de provocar o exame per saltum pelo Supremo Tribunal Federal de questão a ser examinada pelos meios ordinários e respectivos graus. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.” (Rcl 22.704-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 02/05/2016) No direito comparado, a utilização do amparo constitucional, nos países de tradição hispânica, equivale à reclamação brasileira, na medida em que permite o acesso direto à Suprema Corte em casos de grave violação de direitos fundamentais, apresentando, de igual sorte, o pressuposto o exaurimento das vias recursais ordinárias. A esse respeito, cumpre mencionar as lições de JUAN MONTERO AROCA e JOSÉ FLORS MATÍES: “Para poder solicitar el amparo constitucional frente a una vulneración cometida por la actuación de un órgano judicial, la LOTC exige que se hayan agotado previamente por el demandante de amparo todos los recursos utilizabeles dentro de la vía judicial (art. 44.1., a); para ello deberá estarse a lo estabelecido em cada caso por las leyes procesales. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP El Fundamento del artículo 44.2 LOTC suele explicarse por Tribunal Constitucional diciendo que radica em el principio de subsidiariedad << que rige las relaciones entre Poder Judicial y Tribunal Constitucional em materia de protección jurisdiccional de los derechos fundamentales >> (STC 122/7997, de 1 de julio, FJ 2), siendo << garantia de la correcta articulación entre el Tribunal Constitucional y los órganos integrantes del Poder Judicial, a quienes primeramente corresponde reparar las posibles lesiones de decrechos fundamentales invocados por los ciudadanos >> (STC 20/2004, de 23 de febrero, FJ 4). Se trata de evitar que quien considere vulnerados sus derechos fundamentales acuda per saltum ante el Tribunal Constitucional (STC 208/2001, de 22 de octubre, FJ2) y de procurar, em cambio, que la vulneración padecida encuentre remedio, de ser ello posible, ante los próprios órganos de la jurisdicción ordinaria […] Cuando la vulneración tiene su origen em un acto o omisión judicial, no resulta posible acudir una inexistente vía judicial previa al amparo constitucional, sino que de lo que se trata es de procurar, cuando sea posible, que se corrija la vulneración dento del mismo proceso em el que se ha producido, utilizando los recursos útiles y pertinentes para ello, o, en su caso, mediante el ejercicio de las acciones rescisorias o de nulidade que seja procedentes. Una cosa es la vía judicial previa (art. 43.1 LOTC) y outra diferente el agotiamento de los medios de impugnación utilizables dentro de la vía judicial em la que la vulneración se cometió [art. 44.1, a) LOTC].” (AROCA, Juan Montero; MATÍES, José Flors. Amparo Constitucional y Proceso Civil. Tirant lo blanch: Valencia, 2005, p. 271-272) Ao tratar desse mesmo instituto, ALÍ JOAQUIM SALGADO leciona que a ação de amparo não será admissível quando existirem recursos ou remédios judiciais ou administrativos que permitam obter a proteção do direito ou a garantia constitucional que se busca. Sobre o tema, transcrevo algumas de suas considerações: “La ley no reconoce la acción de amparo cuando hay otros ‘recursos o remedios’, sean ‘judiciales o administrativos’, que protejan el derecho constitucional afectado. Em verdade, puede decirse que 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP El Fundamento del artículo 44.2 LOTC suele explicarse por Tribunal Constitucional diciendo que radica em el principio de subsidiariedad << que rige las relaciones entre Poder Judicial y Tribunal Constitucional em materia de protección jurisdiccional de los derechos fundamentales >> (STC 122/7997, de 1 de julio, FJ 2), siendo << garantia de la correcta articulación entre el Tribunal Constitucional y los órganos integrantes del Poder Judicial, a quienes primeramente corresponde reparar las posibles lesiones de decrechos fundamentales invocados por los ciudadanos >> (STC 20/2004, de 23 de febrero, FJ 4). Se trata de evitar que quien considere vulnerados sus derechos fundamentales acuda per saltum ante el Tribunal Constitucional (STC 208/2001, de 22 de octubre, FJ2) y de procurar, em cambio, que la vulneración padecida encuentre remedio, de ser ello posible, ante los próprios órganos de la jurisdicción ordinaria […] Cuando la vulneración tiene su origen em un acto o omisión judicial, no resulta posible acudir una inexistente vía judicial previa al amparo constitucional, sino que de lo que se trata es de procurar, cuando sea posible, que se corrija la vulneración dento del mismo proceso em el que se ha producido, utilizando los recursos útiles y pertinentes para ello, o, en su caso, mediante el ejercicio de las acciones rescisorias o de nulidade que seja procedentes. Una cosa es la vía judicial previa (art. 43.1 LOTC) y outra diferente el agotiamento de los medios de impugnación utilizables dentro de la vía judicial em la que la vulneración se cometió [art. 44.1, a) LOTC].” (AROCA, Juan Montero; MATÍES, José Flors. Amparo Constitucional y Proceso Civil. Tirant lo blanch: Valencia, 2005, p. 271-272) Ao tratar desse mesmo instituto, ALÍ JOAQUIM SALGADO leciona que a ação de amparo não será admissível quando existirem recursos ou remédios judiciais ou administrativos que permitam obter a proteção do direito ou a garantia constitucional que se busca. Sobre o tema, transcrevo algumas de suas considerações: “La ley no reconoce la acción de amparo cuando hay otros ‘recursos o remedios’, sean ‘judiciales o administrativos’, que protejan el derecho constitucional afectado. Em verdade, puede decirse que 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP siempre hay recursos o remedios judiciales o administrativos, ya que, aun no contemplado el caso explícitamente em algún procedimento especial, siempre quedaría la alternativa receptiva del judicio ordinário.” (SALGADO, Alí Joaquim. Judicio de Amparo y acción de inconstitucionalidad. Buenos Aires, 1987, p. 31) A necessidade de esgotamento prévio das vias judiciais cabíveis é evidenciada no trecho em que o referido autor sustenta que “en cuanto hay la ‘via judicial’, existiendo una idónea, debe intentársela o agotársela, si ya se la ha promovido” (Idem, p. 32). Nessa ordem de ideias, a Corte Suprema argentina entendeu que a existência de uma via legal para a proteção de direitos que se dizem lesionados exclui a admissibilidade do amparo, pois este meio não pode alterar o jogo das instituições vigentes. Nesse sentido: “El solo hecho de que se haya planteado un recurso em sede administrativa que se encuentre pendiente de decisión, es suficiente para resolver la improcedencia del amparo, pues una demanda de esta naturaleza no puede ser utilizada para sustraer la cuestión debatida del conocimento de la autoridade que interviene em ella por recurso del próprio interessado. La lesión constitucional que se había configurado por violación del derecho de defensa em el trámite impresso em sede administrativa, puede hallar también reparación adecuada em dicha sede, o eventualmente, y para el supuesto de que así no fuera, por médio de la correspondiente demanda contenciosoadministrativa, oportunidad em la cual las partes contarán con la amplitud própria del juicio ordinario y podrán sustentar sus pretensiones en las pruebas de que intentaren valerse según las reglas del Código Procesal, lo cual torna improcedente el amparo.” (SALGADO, Alí Joaquim. Judicio de Amparo y acción de inconstitucionalidad. Buenos Aires, 1987, p. 33) Isso não significa, por outro lado, que os tribunais inferiores poderão interpretar a Constituição Federal cada qual ao seu modo, em desrespeito 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP siempre hay recursos o remedios judiciales o administrativos, ya que, aun no contemplado el caso explícitamente em algún procedimento especial, siempre quedaría la alternativa receptiva del judicio ordinário.” (SALGADO, Alí Joaquim. Judicio de Amparo y acción de inconstitucionalidad. Buenos Aires, 1987, p. 31) A necessidade de esgotamento prévio das vias judiciais cabíveis é evidenciada no trecho em que o referido autor sustenta que “en cuanto hay la ‘via judicial’, existiendo una idónea, debe intentársela o agotársela, si ya se la ha promovido” (Idem, p. 32). Nessa ordem de ideias, a Corte Suprema argentina entendeu que a existência de uma via legal para a proteção de direitos que se dizem lesionados exclui a admissibilidade do amparo, pois este meio não pode alterar o jogo das instituições vigentes. Nesse sentido: “El solo hecho de que se haya planteado un recurso em sede administrativa que se encuentre pendiente de decisión, es suficiente para resolver la improcedencia del amparo, pues una demanda de esta naturaleza no puede ser utilizada para sustraer la cuestión debatida del conocimento de la autoridade que interviene em ella por recurso del próprio interessado. La lesión constitucional que se había configurado por violación del derecho de defensa em el trámite impresso em sede administrativa, puede hallar también reparación adecuada em dicha sede, o eventualmente, y para el supuesto de que así no fuera, por médio de la correspondiente demanda contenciosoadministrativa, oportunidad em la cual las partes contarán con la amplitud própria del juicio ordinario y podrán sustentar sus pretensiones en las pruebas de que intentaren valerse según las reglas del Código Procesal, lo cual torna improcedente el amparo.” (SALGADO, Alí Joaquim. Judicio de Amparo y acción de inconstitucionalidad. Buenos Aires, 1987, p. 33) Isso não significa, por outro lado, que os tribunais inferiores poderão interpretar a Constituição Federal cada qual ao seu modo, em desrespeito 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP à função precípua do Supremo Tribunal Federal, de guardião da Carta Política e intérprete derradeiro das suas normas. Deveras, tendo o Plenário do Supremo Tribunal Federal fixado o sentido e o alcance de uma determinada norma jurídica à luz da Constituição Federal, não pode a instância a quo divergir do entendimento firmado, máxime em se tratando de tese firmada em Súmula Vinculante ou em processo de índole objetiva. É o que dispõe o artigo 927 do Código de Processo Civil: “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: I - as decisões do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; II - os enunciados de súmula vinculante; III - os acórdãos em incidente de assunção de competência ou de resolução de demandas repetitivas e em julgamento de recursos extraordinário e especial repetitivos; IV - os enunciados das súmulas do Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional e do Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional; V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Impende consignar, todavia, o dever das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo que deve ser preservada a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional, sob pena de se estimular a propositura de reclamações constitucionais manifestamente inadmissíveis. Aliás, essa competência que se estabelece entre os diversos graus de jurisdição pelos quais deve tramitar um processo é de caráter funcional, fazendo-se presente a advertência de CHIOVENDA de que “a competência funcional é sempre absoluta e improrrogável, e isto constitui a sua característica e importância prática dessa categoria” (CHIOVENDA, Giuseppe. Instituições de direito processual civil. Campinas: Bookseller, 4... Edição, 2009, tradução de Paolo Capitano, p. 718). 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP à função precípua do Supremo Tribunal Federal, de guardião da Carta Política e intérprete derradeiro das suas normas. Deveras, tendo o Plenário do Supremo Tribunal Federal fixado o sentido e o alcance de uma determinada norma jurídica à luz da Constituição Federal, não pode a instância a quo divergir do entendimento firmado, máxime em se tratando de tese firmada em Súmula Vinculante ou em processo de índole objetiva. É o que dispõe o artigo 927 do Código de Processo Civil: “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: I - as decisões do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; II - os enunciados de súmula vinculante; III - os acórdãos em incidente de assunção de competência ou de resolução de demandas repetitivas e em julgamento de recursos extraordinário e especial repetitivos; IV - os enunciados das súmulas do Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional e do Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional; V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Impende consignar, todavia, o dever das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo que deve ser preservada a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional, sob pena de se estimular a propositura de reclamações constitucionais manifestamente inadmissíveis. Aliás, essa competência que se estabelece entre os diversos graus de jurisdição pelos quais deve tramitar um processo é de caráter funcional, fazendo-se presente a advertência de CHIOVENDA de que “a competência funcional é sempre absoluta e improrrogável, e isto constitui a sua característica e importância prática dessa categoria” (CHIOVENDA, Giuseppe. Instituições de direito processual civil. Campinas: Bookseller, 4... Edição, 2009, tradução de Paolo Capitano, p. 718). 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP Sob o influxo dessas lições, exsurge a concepção de que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se tão somente a preservar a competência desta Suprema Corte e a garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, além de salvaguardar a estrita observância de preceito constante em enunciado de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3..., ambos da Constituição Federal. O que não se admite, por outro lado, é o uso do instrumento processual da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outras ações cabíveis, porquanto tal conduta seria disfuncional e abusiva. Já restou assentado neste Tribunal que “a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 05/08/2011). Desta sorte, o exercício regular e funcional do direito de demandar pela via processual da reclamação pressupõe: i) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2..., do Código de Processo Civil), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP Sob o influxo dessas lições, exsurge a concepção de que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se tão somente a preservar a competência desta Suprema Corte e a garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, além de salvaguardar a estrita observância de preceito constante em enunciado de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3..., ambos da Constituição Federal. O que não se admite, por outro lado, é o uso do instrumento processual da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outras ações cabíveis, porquanto tal conduta seria disfuncional e abusiva. Já restou assentado neste Tribunal que “a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 05/08/2011). Desta sorte, o exercício regular e funcional do direito de demandar pela via processual da reclamação pressupõe: i) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2..., do Código de Processo Civil), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP origem. In casu, contudo, a presente reclamação foi ajuizada contra decisão que atribuiu efeito suspensivo ao agravo de instrumento interposto com o fim de sustar os efeitos da decisão liminar concedida no Mandado de Segurança 1001763-61.2018.8.26.0366, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. Ainda que superado tal óbice, melhor sorte não assiste ao recorrente. Isso porque não é possível visualizar a ofensa à tese firmada no Enunciado 46 da Súmula Vinculante, que dispõe, in verbis: “A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União.” Conforme já asseverado, no caso concreto, o ato reclamado não examinou o teor da Súmula Vinculante apontada como paradigma, mas tão somente sustou os efeitos da decisão agravada até pronunciamento definitivo do Tribunal. Destarte, está evidenciado que não existe identificação material entre o ato reclamado e o paradigma tido como violado, o que evidencia a ausência de atendimento aos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP origem. In casu, contudo, a presente reclamação foi ajuizada contra decisão que atribuiu efeito suspensivo ao agravo de instrumento interposto com o fim de sustar os efeitos da decisão liminar concedida no Mandado de Segurança 1001763-61.2018.8.26.0366, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. Ainda que superado tal óbice, melhor sorte não assiste ao recorrente. Isso porque não é possível visualizar a ofensa à tese firmada no Enunciado 46 da Súmula Vinculante, que dispõe, in verbis: “A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União.” Conforme já asseverado, no caso concreto, o ato reclamado não examinou o teor da Súmula Vinculante apontada como paradigma, mas tão somente sustou os efeitos da decisão agravada até pronunciamento definitivo do Tribunal. Destarte, está evidenciado que não existe identificação material entre o ato reclamado e o paradigma tido como violado, o que evidencia a ausência de atendimento aos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31579 AGR / SP que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal.” (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 17/10/2008) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes.” (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 11/12/2009) Fica claro, portanto, que é incabível o ajuizamento de reclamação no caso em comento, ante a falta de exaurimento das instâncias ordinárias, não se vislumbrando, outrossim, a alegada violação à Súmula Vinculante 46, tudo a recomendar a manutenção da decisão monocrática que negou seguimento à reclamação. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Supremo Tribunal Federal RCL 31579 AGR / SP que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal.” (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 17/10/2008) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes.” (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 11/12/2009) Fica claro, portanto, que é incabível o ajuizamento de reclamação no caso em comento, ante a falta de exaurimento das instâncias ordinárias, não se vislumbrando, outrossim, a alegada violação à Súmula Vinculante 46, tudo a recomendar a manutenção da decisão monocrática que negou seguimento à reclamação. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD9-55E3-BAE7-60AB e senha D888-C9BF-89F9-4088 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GUILHERME D AVILA PROCIDA ADV.(A/S) : EDUARDO ALVES FERNANDEZ (186051/SP) AGDO.(A/S) : RODRIGO CARDOSO BIAGIONI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : JOSÉ PEDRO FACCINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : ANTONIO EDUARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CARLOS JACÓ ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CARLOS SILVA SANTOS NETO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUCIANO LARA VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : ALEX MARCELO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : AURIVALDO JOSÉ DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CLAUDIO ARENA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : DANIEL SOARES DA SILVA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUIZ BERBIZ DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SÉRGIO SILVESTRE RODRIGUES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E262-9C79-BB1A-AC37 e senha 5117-BCE2-90EC-5BB8 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.579 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GUILHERME D AVILA PROCIDA ADV.(A/S) : EDUARDO ALVES FERNANDEZ (186051/SP) AGDO.(A/S) : RODRIGO CARDOSO BIAGIONI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : JOSÉ PEDRO FACCINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : ANTONIO EDUARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CARLOS JACÓ ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CARLOS SILVA SANTOS NETO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUCIANO LARA VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : ALEX MARCELO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : AURIVALDO JOSÉ DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : CLAUDIO ARENA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : DANIEL SOARES DA SILVA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : LUIZ BERBIZ DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SÉRGIO SILVESTRE RODRIGUES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E262-9C79-BB1A-AC37 e senha 5117-BCE2-90EC-5BB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 31 . 579", "RCL 31579", "RCL 31579", "Rcl 25 . 596 - AgR", "Rcl 18 . 020 - AgR", "Rcl 22 . 608 - AgR", "Rcl 21 . 559 - AgR", "Rcl 25 . 596 - AgR", "Rcl 18 . 020 - AgR", "Rcl 22 . 608 - AgR", "Rcl 21 . 559 - AgR", "RECLAMAÇÃO 31 . 579", "RCL 31579 AGR", "SÚMULA", "agravo de instrumento n 2165842 - 71 . 2018 . 8 . 26 . 0000", "Súmula Vinculante n 46 .", "RCL 31579", "agravo de instrumento n 2165842 - 71 . 2018 . 8 . 26 . 0000", "Súmula Vinculante n 46 .", "RECLAMAÇÃO 31", "Agravo de Instrumento 2165842 - 71 . 2018 . 8 . 26 . 0000", "RECLAMAÇÃO 31 . 579", "Agravo de Instrumento 2165842 - 71 . 2018 . 8 . 26 . 0000", "RCL 31579", "Reclamação 141", "Reclamação 141", "RCL 31579 AGR / SP", "RCL 31579 AGR / SP", "RCL", "RCL 31579 AGR", "HC 109 . 956", "Súmula Vinculante n 26 do Supremo Tribunal Federal", "RCL 31579 AGR / SP", "HC 109 . 956", "Súmula Vinculante n 26 do Supremo Tribunal Federal", "RCL 31579", "Súmula Vinculante n 26", "HC 90 . 262 / SP", "Súmula 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/ 1967", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso I , do Decreto - Lei n 201 / 1967", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 989 inciso II do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 989 inciso II do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 988 , § 6 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 988 , § 6 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigos 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigo 156 , caput , do RISTF", "Constituição Federal de 1988", "artigo 102 , I , l , da Carta Magna", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigos 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigo 156 , caput , do RISTF", "Constituição Federal de 1988", "artigo 102 , I , l , da Carta Magna", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 038 / 1990", "Constituição Federal", "EC 45 / 2004", "artigo 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC 45 / 2004", "artigo 7 . . . da Lei 11 . 417 / 2006", "Código de Processo Civil", "artigos 13 a 18 da Lei 8 . 038 / 1990", "artigo 1 . 072 , IV , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 038 / 1990", "Constituição Federal", "EC 45 / 2004", "artigo 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EC 45 / 2004", "artigo 7 . . . da Lei 11 . 417 / 2006", "Código de Processo Civil", "artigos 13 a 18 da Lei 8 . 038 / 1990", "artigo 1 . 072 , IV , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", 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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MARLOS ROBERTO MAGALHAES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. SÉTIMA HORA TRABALHADA. AUMENTO REMUNERATÓRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONTROVÉRSIA ACERCA DA AMPLIAÇÃO DA CARGA HORÁRIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 5 a 11/10/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDF2-8106-93A6-D92C e senha 5E83-E3AD-737A-9228 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MARLOS ROBERTO MAGALHAES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DA PARAÍBA, contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. SÉTIMA HORA TRABALHADA. AUMENTO REMUNERATÓRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ao contrário do afirmado, a questão constitucional discutida no recurso extraordinário foi, efetivamente, debatida nos autos. Ora, o recurso extraordinário indica violação às regras dispostas na Constituição Federal, as quais, como se sabe, são preclaras ao determinarem que compete à Administração Pública a fixação do regime jurídico do servidor, não havendo direito adquirido a regime jurídico, especialmente no que se trata à mudança de horário na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9C5-D95F-EECD-55FB e senha 12BC-6260-F569-5A25 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MARLOS ROBERTO MAGALHAES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DA PARAÍBA, contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. SÉTIMA HORA TRABALHADA. AUMENTO REMUNERATÓRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ao contrário do afirmado, a questão constitucional discutida no recurso extraordinário foi, efetivamente, debatida nos autos. Ora, o recurso extraordinário indica violação às regras dispostas na Constituição Federal, as quais, como se sabe, são preclaras ao determinarem que compete à Administração Pública a fixação do regime jurídico do servidor, não havendo direito adquirido a regime jurídico, especialmente no que se trata à mudança de horário na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9C5-D95F-EECD-55FB e senha 12BC-6260-F569-5A25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 1085217 AGR / PB jornada de trabalho de servidor. O tema em questão foi expressamente analisado no acordão recorrido, conforme se depreende do seguinte excerto: 'Sobre o tema, convém mencionar que o Supremo Tribunal Federal, reiteradamente se posicionou no sentido de não ter o servidor público direito adquirido a regime jurídico remuneratório, salvo se, em virtude dessa redução, decorrer minoração de vencimentos, como se vislumbra na hipótese dos autos. Ressalte-se, ademais, que, por ocasião do julgamento do RE n° 660.01OIPR, que teve sua repercussão geral submetida ao rito dos recursos repetitivos (art. 543-B do CPC/73), o Supremo Tribunal Federal posicionou-se pela impossibilidade do acréscimo da carga horária dos servidores públicos sem a respectiva vantagem remuneratória', sob pena de afronta ao princípio da irredutibilidade dos vencimentos. Nesse sentido: ...' Ora, se a decisão combatida expressamente emite juízo sobre a questão constitucional em análise, não há o que se falar de falta de prequestionamento. O Supremo Tribunal Federal já se manifestou no sentido de que a discussão do tema constitucional, tornando-se res dubia ou res controversa, já é suficiente para que se tenha a matéria como prequestionada, abrindo-se o caminho para o recurso extraordinário." (Doc. 13, fls. 2-3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9C5-D95F-EECD-55FB e senha 12BC-6260-F569-5A25 Supremo Tribunal Federal RE 1085217 AGR / PB jornada de trabalho de servidor. O tema em questão foi expressamente analisado no acordão recorrido, conforme se depreende do seguinte excerto: 'Sobre o tema, convém mencionar que o Supremo Tribunal Federal, reiteradamente se posicionou no sentido de não ter o servidor público direito adquirido a regime jurídico remuneratório, salvo se, em virtude dessa redução, decorrer minoração de vencimentos, como se vislumbra na hipótese dos autos. Ressalte-se, ademais, que, por ocasião do julgamento do RE n° 660.01OIPR, que teve sua repercussão geral submetida ao rito dos recursos repetitivos (art. 543-B do CPC/73), o Supremo Tribunal Federal posicionou-se pela impossibilidade do acréscimo da carga horária dos servidores públicos sem a respectiva vantagem remuneratória', sob pena de afronta ao princípio da irredutibilidade dos vencimentos. Nesse sentido: ...' Ora, se a decisão combatida expressamente emite juízo sobre a questão constitucional em análise, não há o que se falar de falta de prequestionamento. O Supremo Tribunal Federal já se manifestou no sentido de que a discussão do tema constitucional, tornando-se res dubia ou res controversa, já é suficiente para que se tenha a matéria como prequestionada, abrindo-se o caminho para o recurso extraordinário." (Doc. 13, fls. 2-3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9C5-D95F-EECD-55FB e senha 12BC-6260-F569-5A25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela parte recorrente, o dispositivo constitucional tido por violado não foi objeto de debate no Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração para suscitar o pronunciamento do Juízo a quo sobre o tema. Conforme já asseverado, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios.” (RE 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 8/3/1991). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela parte recorrente, o dispositivo constitucional tido por violado não foi objeto de debate no Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração para suscitar o pronunciamento do Juízo a quo sobre o tema. Conforme já asseverado, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios.” (RE 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 8/3/1991). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1085217 AGR / PB Impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu artigo 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no STF está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. Por oportuno, trago à colação trecho do voto condutor do AI 140.623-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 18/9/1992: “Ora, o fato de não estar explícito na Constituição, não afeta a exigibilidade do prequestionamento como pressuposto do recurso extraordinário. Antiga e firme jurisprudência desta Corte o reputa da própria natureza do recurso extraordinário. Ao julgá-lo, o Tribunal não se converte em terceiro grau de jurisdição, mas se detém no exame do acórdão recorrido e verifica se nele a regra de direito recebeu boa ou má aplicação. Daí a necessidade de que no julgamento impugnado se tenha discutido a questão constitucional posta no extraordinário.” In casu, dessume-se dos autos que a parte recorrente se furtou em prequestionar, em momento oportuno, o dispositivo constitucional apontado como violado nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. E tampouco suscitou a questão em sede de embargos declaratórios no Tribunal de origem. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula 282 do STF, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. Nesse sentido: “De acordo com a jurisprudência desta Corte, para se ter como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Supremo Tribunal Federal RE 1085217 AGR / PB Impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu artigo 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no STF está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. Por oportuno, trago à colação trecho do voto condutor do AI 140.623-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 18/9/1992: “Ora, o fato de não estar explícito na Constituição, não afeta a exigibilidade do prequestionamento como pressuposto do recurso extraordinário. Antiga e firme jurisprudência desta Corte o reputa da própria natureza do recurso extraordinário. Ao julgá-lo, o Tribunal não se converte em terceiro grau de jurisdição, mas se detém no exame do acórdão recorrido e verifica se nele a regra de direito recebeu boa ou má aplicação. Daí a necessidade de que no julgamento impugnado se tenha discutido a questão constitucional posta no extraordinário.” In casu, dessume-se dos autos que a parte recorrente se furtou em prequestionar, em momento oportuno, o dispositivo constitucional apontado como violado nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. E tampouco suscitou a questão em sede de embargos declaratórios no Tribunal de origem. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula 282 do STF, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. Nesse sentido: “De acordo com a jurisprudência desta Corte, para se ter como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1085217 AGR / PB prequestionada, a matéria deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Da mesma forma, para que a ofensa surgida no acórdão recorrido seja considerada prequestionada, deve-se dar ao tribunal recorrido, via embargos de declaração, oportunidade para manifestar-se acerca da violação apontada.” (AI 742.256-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 17/5/2011). Ainda que superado referido óbice, observo que o Tribunal de origem consignou que os servidores do Judiciário local vinham exercendo jornada de trabalho de 6 horas diárias, nos termos da Lei Complementar Estadual 58/2003, tendo sido compelidos, pela Resolução 33/2009 do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, a cumprir jornada de 7 horas diárias sem acréscimo remuneratório. Assim, acolher a pretensão da parte agravante e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a análise da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal, além de atrair o óbice da Súmula 280 do STF, de seguinte teor, in verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário". Nesse sentido: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Regime de compensação. Jornada de trabalho. Horas extras. 3. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Lei Complementar Estadual n. 92/2002. Súmula 280 do STF. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 784.408-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 23/4/2014) No mesmo sentido, em casos análogos ao dos autos, menciono as seguintes decisões: RE 1.114.613, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 3/8/2018; ARE 1.085.216, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 3/8/2018; e RE 1.116.929, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/4/2018. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Supremo Tribunal Federal RE 1085217 AGR / PB prequestionada, a matéria deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Da mesma forma, para que a ofensa surgida no acórdão recorrido seja considerada prequestionada, deve-se dar ao tribunal recorrido, via embargos de declaração, oportunidade para manifestar-se acerca da violação apontada.” (AI 742.256-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 17/5/2011). Ainda que superado referido óbice, observo que o Tribunal de origem consignou que os servidores do Judiciário local vinham exercendo jornada de trabalho de 6 horas diárias, nos termos da Lei Complementar Estadual 58/2003, tendo sido compelidos, pela Resolução 33/2009 do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, a cumprir jornada de 7 horas diárias sem acréscimo remuneratório. Assim, acolher a pretensão da parte agravante e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a análise da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal, além de atrair o óbice da Súmula 280 do STF, de seguinte teor, in verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário". Nesse sentido: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Regime de compensação. Jornada de trabalho. Horas extras. 3. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Lei Complementar Estadual n. 92/2002. Súmula 280 do STF. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 784.408-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 23/4/2014) No mesmo sentido, em casos análogos ao dos autos, menciono as seguintes decisões: RE 1.114.613, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 3/8/2018; ARE 1.085.216, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 3/8/2018; e RE 1.116.929, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/4/2018. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1085217 AGR / PB A propósito, menciono as lições do ilustre professor Roberto Rosas sobre a Súmula 280 desta Corte: “A interpretação do direito local ou então a violação de direito local para possibilitar o recurso extraordinário é impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do STF são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (RE 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963). Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal a quo, discutindo- se a sistemática nos julgamentos: juízes impedidos, convocação de juízes etc. (RE 66.149, RTJ 49/356).” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 138) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Supremo Tribunal Federal RE 1085217 AGR / PB A propósito, menciono as lições do ilustre professor Roberto Rosas sobre a Súmula 280 desta Corte: “A interpretação do direito local ou então a violação de direito local para possibilitar o recurso extraordinário é impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do STF são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (RE 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963). Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal a quo, discutindo- se a sistemática nos julgamentos: juízes impedidos, convocação de juízes etc. (RE 66.149, RTJ 49/356).” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 138) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : MARLOS ROBERTO MAGALHAES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC48-3684-0138-BB4C e senha B776-11F0-D3B5-62C0 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : MARLOS ROBERTO MAGALHAES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC48-3684-0138-BB4C e senha B776-11F0-D3B5-62C0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748490473
2018-10-15T00:00:00
2018-10-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. SÉTIMA HORA TRABALHADA. AUMENTO REMUNERATÓRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONTROVÉRSIA ACERCA DA AMPLIAÇÃO DA CARGA HORÁRIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur393268
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 128518, AI 140623 AgR (1ªT), AI 742256 AgR (2ªT). (JORNADA DE TRABALHO, HORAS EXTRAS, DIREITO LOCAL) ARE 784408 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (JORNADA DE TRABALHO, HORAS EXTRAS, DIREITO LOCAL) ARE 1085216, ARE 1114613, RE 1116929. Número de páginas: 8. Análise: 07/11/2018, ER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1085217
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00009 ART-00006\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000058 ANO-2003\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-EST RES-000033 ANO-2009\n RESOLUÇÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1085217 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : MARLOS ROBERTO MAGALHAES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA
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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MARLOS ROBERTO MAGALHAES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. SÉTIMA HORA TRABALHADA. AUMENTO REMUNERATÓRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA ACERCA DA AMPLIAÇÃO DA CARGA HORÁRIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 5 a 11/10/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDF2-8106-93A6-D92C e senha 5E83-E3AD-737A-9228 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MARLOS ROBERTO MAGALHAES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DA PARAÍBA, contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. SÉTIMA HORA TRABALHADA. AUMENTO REMUNERATÓRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ao contrário do afirmado, a questão constitucional discutida no recurso extraordinário foi, efetivamente, debatida nos autos. Ora, o recurso extraordinário indica violação às regras dispostas na Constituição Federal, as quais, como se sabe, são preclaras ao determinarem que compete à Administração Pública a fixação do regime jurídico do servidor, não havendo direito adquirido a regime jurídico, especialmente no que se trata à mudança de horário na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9C5-D95F-EECD-55FB e senha 12BC-6260-F569-5A25 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MARLOS ROBERTO MAGALHAES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DA PARAÍBA, contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. SÉTIMA HORA TRABALHADA. AUMENTO REMUNERATÓRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ao contrário do afirmado, a questão constitucional discutida no recurso extraordinário foi, efetivamente, debatida nos autos. Ora, o recurso extraordinário indica violação às regras dispostas na Constituição Federal, as quais, como se sabe, são preclaras ao determinarem que compete à Administração Pública a fixação do regime jurídico do servidor, não havendo direito adquirido a regime jurídico, especialmente no que se trata à mudança de horário na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9C5-D95F-EECD-55FB e senha 12BC-6260-F569-5A25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB jornada de trabalho de servidor. O tema em questão foi expressamente analisado no acordão recorrido, conforme se depreende do seguinte excerto: 'Sobre o tema, convém mencionar que o Supremo Tribunal Federal, reiteradamente se posicionou no sentido de não ter o servidor público direito adquirido a regime jurídico remuneratório, salvo se, em virtude dessa redução, decorrer minoração de vencimentos, como se vislumbra na hipótese dos autos. Ressalte-se, ademais, que, por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário n 660.01OIPR, que teve sua repercussão geral submetida ao rito dos recursos repetitivos (art. 543-B do Código de Processo Civil/73), o Supremo Tribunal Federal posicionou-se pela impossibilidade do acréscimo da carga horária dos servidores públicos sem a respectiva vantagem remuneratória', sob pena de afronta ao princípio da irredutibilidade dos vencimentos. Nesse sentido: ...' Ora, se a decisão combatida expressamente emite juízo sobre a questão constitucional em análise, não há o que se falar de falta de prequestionamento. O Supremo Tribunal Federal já se manifestou no sentido de que a discussão do tema constitucional, tornando-se res dubia ou res controversa, já é suficiente para que se tenha a matéria como prequestionada, abrindo-se o caminho para o recurso extraordinário." (Doc. 13, fls. 2-3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9C5-D95F-EECD-55FB e senha 12BC-6260-F569-5A25 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB jornada de trabalho de servidor. O tema em questão foi expressamente analisado no acordão recorrido, conforme se depreende do seguinte excerto: 'Sobre o tema, convém mencionar que o Supremo Tribunal Federal, reiteradamente se posicionou no sentido de não ter o servidor público direito adquirido a regime jurídico remuneratório, salvo se, em virtude dessa redução, decorrer minoração de vencimentos, como se vislumbra na hipótese dos autos. Ressalte-se, ademais, que, por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário n 660.01OIPR, que teve sua repercussão geral submetida ao rito dos recursos repetitivos (art. 543-B do Código de Processo Civil/73), o Supremo Tribunal Federal posicionou-se pela impossibilidade do acréscimo da carga horária dos servidores públicos sem a respectiva vantagem remuneratória', sob pena de afronta ao princípio da irredutibilidade dos vencimentos. Nesse sentido: ...' Ora, se a decisão combatida expressamente emite juízo sobre a questão constitucional em análise, não há o que se falar de falta de prequestionamento. O Supremo Tribunal Federal já se manifestou no sentido de que a discussão do tema constitucional, tornando-se res dubia ou res controversa, já é suficiente para que se tenha a matéria como prequestionada, abrindo-se o caminho para o recurso extraordinário." (Doc. 13, fls. 2-3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9C5-D95F-EECD-55FB e senha 12BC-6260-F569-5A25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela parte recorrente, o dispositivo constitucional tido por violado não foi objeto de debate no Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração para suscitar o pronunciamento do Juízo a quo sobre o tema. Conforme já asseverado, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios.” (Recurso Extraordinário 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 8/3/1991). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela parte recorrente, o dispositivo constitucional tido por violado não foi objeto de debate no Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração para suscitar o pronunciamento do Juízo a quo sobre o tema. Conforme já asseverado, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios.” (Recurso Extraordinário 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 8/3/1991). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB Impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu artigo 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no Supremo Tribunal Federal está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. Por oportuno, trago à colação trecho do voto condutor do AI 140.623-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 18/9/1992: “Ora, o fato de não estar explícito na Constituição, não afeta a exigibilidade do prequestionamento como pressuposto do recurso extraordinário. Antiga e firme jurisprudência desta Corte o reputa da própria natureza do recurso extraordinário. Ao julgá-lo, o Tribunal não se converte em terceiro grau de jurisdição, mas se detém no exame do acórdão recorrido e verifica se nele a regra de direito recebeu boa ou má aplicação. Daí a necessidade de que no julgamento impugnado se tenha discutido a questão constitucional posta no extraordinário.” In casu, dessume-se dos autos que a parte recorrente se furtou em prequestionar, em momento oportuno, o dispositivo constitucional apontado como violado nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. E tampouco suscitou a questão em sede de embargos declaratórios no Tribunal de origem. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. Nesse sentido: “De acordo com a jurisprudência desta Corte, para se ter como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB Impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu artigo 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no Supremo Tribunal Federal está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. Por oportuno, trago à colação trecho do voto condutor do AI 140.623-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 18/9/1992: “Ora, o fato de não estar explícito na Constituição, não afeta a exigibilidade do prequestionamento como pressuposto do recurso extraordinário. Antiga e firme jurisprudência desta Corte o reputa da própria natureza do recurso extraordinário. Ao julgá-lo, o Tribunal não se converte em terceiro grau de jurisdição, mas se detém no exame do acórdão recorrido e verifica se nele a regra de direito recebeu boa ou má aplicação. Daí a necessidade de que no julgamento impugnado se tenha discutido a questão constitucional posta no extraordinário.” In casu, dessume-se dos autos que a parte recorrente se furtou em prequestionar, em momento oportuno, o dispositivo constitucional apontado como violado nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. E tampouco suscitou a questão em sede de embargos declaratórios no Tribunal de origem. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. Nesse sentido: “De acordo com a jurisprudência desta Corte, para se ter como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB prequestionada, a matéria deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Da mesma forma, para que a ofensa surgida no acórdão recorrido seja considerada prequestionada, deve-se dar ao tribunal recorrido, via embargos de declaração, oportunidade para manifestar-se acerca da violação apontada.” (AI 742.256-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 17/5/2011). Ainda que superado referido óbice, observo que o Tribunal de origem consignou que os servidores do Judiciário local vinham exercendo jornada de trabalho de 6 horas diárias, nos termos da Lei Complementar Estadual 58/2003, tendo sido compelidos, pela Resolução 33/2009 do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, a cumprir jornada de 7 horas diárias sem acréscimo remuneratório. Assim, acolher a pretensão da parte agravante e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a análise da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal, além de atrair o óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, in verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário". Nesse sentido: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Regime de compensação. Jornada de trabalho. Horas extras. 3. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Lei Complementar Estadual n. 92/2002. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 784.408-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 23/4/2014) No mesmo sentido, em casos análogos ao dos autos, menciono as seguintes decisões: Recurso Extraordinário 1.114.613, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 3/8/2018; ARE 1.085.216, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 3/8/2018; e Recurso Extraordinário 1.116.929, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/4/2018. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB prequestionada, a matéria deve ter sido trazida nas razões do recurso e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Da mesma forma, para que a ofensa surgida no acórdão recorrido seja considerada prequestionada, deve-se dar ao tribunal recorrido, via embargos de declaração, oportunidade para manifestar-se acerca da violação apontada.” (AI 742.256-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 17/5/2011). Ainda que superado referido óbice, observo que o Tribunal de origem consignou que os servidores do Judiciário local vinham exercendo jornada de trabalho de 6 horas diárias, nos termos da Lei Complementar Estadual 58/2003, tendo sido compelidos, pela Resolução 33/2009 do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, a cumprir jornada de 7 horas diárias sem acréscimo remuneratório. Assim, acolher a pretensão da parte agravante e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a análise da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal, além de atrair o óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, in verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário". Nesse sentido: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Regime de compensação. Jornada de trabalho. Horas extras. 3. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Lei Complementar Estadual n. 92/2002. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 784.408-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 23/4/2014) No mesmo sentido, em casos análogos ao dos autos, menciono as seguintes decisões: Recurso Extraordinário 1.114.613, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 3/8/2018; ARE 1.085.216, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 3/8/2018; e Recurso Extraordinário 1.116.929, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/4/2018. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB A propósito, menciono as lições do ilustre professor Roberto Rosas sobre a Súmula 280 desta Corte: “A interpretação do direito local ou então a violação de direito local para possibilitar o recurso extraordinário é impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do Supremo Tribunal Federal são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (Recurso Extraordinário 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963). Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal a quo, discutindo- se a sistemática nos julgamentos: juízes impedidos, convocação de juízes etc. (Recurso Extraordinário 66.149, RTJ 49/356).” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 138) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB A propósito, menciono as lições do ilustre professor Roberto Rosas sobre a Súmula 280 desta Corte: “A interpretação do direito local ou então a violação de direito local para possibilitar o recurso extraordinário é impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do Supremo Tribunal Federal são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (Recurso Extraordinário 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963). Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal a quo, discutindo- se a sistemática nos julgamentos: juízes impedidos, convocação de juízes etc. (Recurso Extraordinário 66.149, RTJ 49/356).” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 138) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B25A-C3E7-EE68-8EA0 e senha C173-374B-4FE6-8D24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : MARLOS ROBERTO MAGALHAES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC48-3684-0138-BB4C e senha B776-11F0-D3B5-62C0 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.085.217 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : MARLOS ROBERTO MAGALHAES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC48-3684-0138-BB4C e senha B776-11F0-D3B5-62C0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 085 . 217", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 085 . 217", "SÚMULAS 282", "SÚMULAS 282", "Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB", "Recurso Extraordinário n 660 . 01OIPR", "Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB", "Recurso Extraordinário n 660 . 01OIPR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 085 . 217", "Recurso Extraordinário 128 . 518", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 085 . 217", "Recurso Extraordinário 128 . 518", "Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB", "AI 140 . 623 - AgR", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1085217 AGR", "AI 140 . 623 - AgR", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1085217", "AI 742 . 256 - AgR", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 784 . 408 - AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 114 . 613", "ARE 1 . 085 . 216", "Recurso Extraordinário 1 . 116 . 929", "Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB", "AI 742 . 256 - AgR", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 784 . 408 - AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 114 . 613", "ARE 1 . 085 . 216", "Recurso Extraordinário 1 . 116 . 929", "Recurso Extraordinário 1085217 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 51 . 680", "Recurso Extraordinário 66 . 149", "Recurso Extraordinário 1085217 AGR", "Recurso Extraordinário 51 . 680", "Recurso Extraordinário 66 . 149", "RTJ 49 / 356", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 085 . 217" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal ,", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 58 / 2003", "Resolução 33 / 2009 do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba", "Constituição Federal", "Lei Complementar Estadual n . 92 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 58 / 2003", "Resolução 33 / 2009 do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba", "Constituição Federal", "Lei Complementar Estadual n . 92 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 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Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MARLOS ROBERTO MAGALHAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARLOS ROBERTO MAGALHAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARLOS ROBERTO MAGALHAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "LUIZ FUX", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Alexandre de Moraes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Alexandre de Moraes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "Roberto Rosas", "Luiz Gallotti", "Roberto Rosas", "Luiz Gallotti", "LUIZ FUX", "MARLOS ROBERTO MAGALHAES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "LUIZ FUX", "MARLOS ROBERTO MAGALHAES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "15", "/", "10", "/", "2018", "5", "11", "/", "10", "/", "2018", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "8", "/", "3", "/", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "8", "/", "3", "/", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "9", "/", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "9", "/", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "2011", "23", "/", "4", "/", "2014", "3", "/", "8", "/", "2018", "3", "/", "8", "/", "2018", "19", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "2011", "23", "/", "4", "/", "2014", "3", "/", "8", "/", "2018", "3", "/", "8", "/", "2018", "19", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "8", ".", "1963", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "8", ".", "1963", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", 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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :CREUSA FONSECA ROLEMBERG ADV.(A/S) :LUCAS MENDONCA RIOS EMBDO.(A/S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ESCLARECIMENTOS. 1. Não há que se falar em majoração de honorários ante a ausência de fixação anterior. 2. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 a 11 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F495-1E2A-1688-FACE e senha 0733-EB57-0192-3B95 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :CREUSA FONSECA ROLEMBERG ADV.(A/S) :LUCAS MENDONCA RIOS EMBDO.(A/S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão, da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim ementado: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. 2. A parte embargante sustenta que “a fixação de honorários independe de fixação anterior, mas apenas da sucumbência no recurso”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9928-575E-FCF5-B1DA e senha E99F-A6E2-5B6C-4C84 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :CREUSA FONSECA ROLEMBERG ADV.(A/S) :LUCAS MENDONCA RIOS EMBDO.(A/S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão, da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim ementado: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. 2. A parte embargante sustenta que “a fixação de honorários independe de fixação anterior, mas apenas da sucumbência no recurso”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9928-575E-FCF5-B1DA e senha E99F-A6E2-5B6C-4C84 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 1081990 AGR-ED / SE 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9928-575E-FCF5-B1DA e senha E99F-A6E2-5B6C-4C84 Supremo Tribunal Federal ARE 1081990 AGR-ED / SE 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9928-575E-FCF5-B1DA e senha E99F-A6E2-5B6C-4C84 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Acolho os presentes embargos, sem efeitos modificativos, para prestar esclarecimentos. 2. O art. 85, § 11, do CPC/2015, estabelece que “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente levando em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, observando, conforme o caso, o disposto nos §§ 2o a 6o, sendo vedado ao tribunal, no cômputo geral da fixação de honorários devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos §§ 2o e 3o para a fase de conhecimento”. 3. O Tribunal de origem, no julgamento do recurso de agravo de instrumento, não condenou o ora embargado em honorários advocatícios. Por esse motivo, ao proferir voto no agravo interno interposto no recurso extraordinário com agravo, deixei de determinar a majoração da verba honorária, ante a ausência de fixação anterior. 4. Diante do exposto, acolho os presentes embargos, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FFE-CD56-8F97-BEB6 e senha B190-F58D-1687-530F Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Acolho os presentes embargos, sem efeitos modificativos, para prestar esclarecimentos. 2. O art. 85, § 11, do CPC/2015, estabelece que “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente levando em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, observando, conforme o caso, o disposto nos §§ 2o a 6o, sendo vedado ao tribunal, no cômputo geral da fixação de honorários devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos §§ 2o e 3o para a fase de conhecimento”. 3. O Tribunal de origem, no julgamento do recurso de agravo de instrumento, não condenou o ora embargado em honorários advocatícios. Por esse motivo, ao proferir voto no agravo interno interposto no recurso extraordinário com agravo, deixei de determinar a majoração da verba honorária, ante a ausência de fixação anterior. 4. Diante do exposto, acolho os presentes embargos, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FFE-CD56-8F97-BEB6 e senha B190-F58D-1687-530F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : CREUSA FONSECA ROLEMBERG ADV.(A/S) : LUCAS MENDONCA RIOS (3938/SE) EMBDO.(A/S) : GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES (SP128341/) Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 101B-0CB1-1F1C-1704 e senha CAF3-A854-C59E-7295 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : CREUSA FONSECA ROLEMBERG ADV.(A/S) : LUCAS MENDONCA RIOS (3938/SE) EMBDO.(A/S) : GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES (SP128341/) Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 101B-0CB1-1F1C-1704 e senha CAF3-A854-C59E-7295 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748626737
2018-10-15T00:00:00
2018-11-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ESCLARECIMENTOS. 1. Não há que se falar em majoração de honorários ante a ausência de fixação anterior. 2. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos.
sjur394067
Número de páginas: 5. Análise: 27/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1081990
null
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 1081990 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : CREUSA FONSECA ROLEMBERG ADV.(A/S) : LUCAS MENDONCA RIOS EMBDO.(A/S) : GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES
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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :CREUSA FONSECA ROLEMBERG ADV.(A/S) :LUCAS MENDONCA RIOS EMBDO.(A/S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ESCLARECIMENTOS. 1. Não há que se falar em majoração de honorários ante a ausência de fixação anterior. 2. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 a 11 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F495-1E2A-1688-FACE e senha 0733-EB57-0192-3B95 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :CREUSA FONSECA ROLEMBERG ADV.(A/S) :LUCAS MENDONCA RIOS EMBDO.(A/S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão, da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim ementado: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. 2. A parte embargante sustenta que “a fixação de honorários independe de fixação anterior, mas apenas da sucumbência no recurso”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9928-575E-FCF5-B1DA e senha E99F-A6E2-5B6C-4C84 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :CREUSA FONSECA ROLEMBERG ADV.(A/S) :LUCAS MENDONCA RIOS EMBDO.(A/S) :GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão, da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim ementado: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. 2. A parte embargante sustenta que “a fixação de honorários independe de fixação anterior, mas apenas da sucumbência no recurso”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9928-575E-FCF5-B1DA e senha E99F-A6E2-5B6C-4C84 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 1081990 AGR-ED / SE 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9928-575E-FCF5-B1DA e senha E99F-A6E2-5B6C-4C84 Supremo Tribunal Federal ARE 1081990 AGR-ED / SE 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9928-575E-FCF5-B1DA e senha E99F-A6E2-5B6C-4C84 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Acolho os presentes embargos, sem efeitos modificativos, para prestar esclarecimentos. 2. O art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, estabelece que “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente levando em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, observando, conforme o caso, o disposto nos §§ 2o a 6o, sendo vedado ao tribunal, no cômputo geral da fixação de honorários devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos §§ 2o e 3o para a fase de conhecimento”. 3. O Tribunal de origem, no julgamento do recurso de agravo de instrumento, não condenou o ora embargado em honorários advocatícios. Por esse motivo, ao proferir voto no agravo interno interposto no recurso extraordinário com agravo, deixei de determinar a majoração da verba honorária, ante a ausência de fixação anterior. 4. Diante do exposto, acolho os presentes embargos, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FFE-CD56-8F97-BEB6 e senha B190-F58D-1687-530F Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Acolho os presentes embargos, sem efeitos modificativos, para prestar esclarecimentos. 2. O art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, estabelece que “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente levando em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, observando, conforme o caso, o disposto nos §§ 2o a 6o, sendo vedado ao tribunal, no cômputo geral da fixação de honorários devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos §§ 2o e 3o para a fase de conhecimento”. 3. O Tribunal de origem, no julgamento do recurso de agravo de instrumento, não condenou o ora embargado em honorários advocatícios. Por esse motivo, ao proferir voto no agravo interno interposto no recurso extraordinário com agravo, deixei de determinar a majoração da verba honorária, ante a ausência de fixação anterior. 4. Diante do exposto, acolho os presentes embargos, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FFE-CD56-8F97-BEB6 e senha B190-F58D-1687-530F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : CREUSA FONSECA ROLEMBERG ADV.(A/S) : LUCAS MENDONCA RIOS (3938/SE) EMBDO.(A/S) : GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES (SP128341/) Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 101B-0CB1-1F1C-1704 e senha CAF3-A854-C59E-7295 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.990 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : CREUSA FONSECA ROLEMBERG ADV.(A/S) : LUCAS MENDONCA RIOS (3938/SE) EMBDO.(A/S) : GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES (SP128341/) Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, apenas para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 101B-0CB1-1F1C-1704 e senha CAF3-A854-C59E-7295 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 081 . 990", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GEAP AUTOGESTAO EM", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GEAP AUTOGESTAO EM SAUDE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "CREUSA FONSECA ROLEMBERG", "LUCAS MENDONCA RIOS", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CREUSA FONSECA ROLEMBERG", "LUCAS MENDONCA RIOS", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CREUSA FONSECA ROLEMBERG", "LUCAS MENDONCA RIOS", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CREUSA FONSECA ROLEMBERG", "LUCAS MENDONCA RIOS", "GEAP", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "CREUSA FONSECA ROLEMBERG", "LUCAS MENDONCA RIOS", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "15", "/", "10", "/", "2018", "5 a 11 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCENTIVOS E BENEFÍCIOS FISCAIS. CONCESSÃO UNILATERAL. DECRETO DO ESTADO DE SÃO PAULO 52.371/2007 e ALTERAÇÕES POSTERIORES (DECRETO 52.824/2008). INCONSTITUCIONALIDADE. DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÕES, CONTRADIÇÕES, OBSCURIDADES OU ERROS MATERIAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO IMPROVIDOS. 1. Os Decretos do Estado de São Paulo 52.371/2007 e 52.824/2008 promoveram a concessão unilateral de incentivos e benefícios fiscais, desconsiderado o determinado pela letra “g” do inciso XII do § 2º do art. 155 da Constituição Federal. 2. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente. 3. Rejeição às práticas que fomentam a guerra fiscal. 4. Inaplicabilidade do art. 27 da Lei 9.868/1999, considerada o conteúdo e a abrangência do julgamento e da decorrente declaração de inconstitucionalidade. Precedentes. 5. Ausência de obscuridades, contradições, omissões ou erros materiais. 6. Embargos de Declaração improvidos. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63B2-0F6A-ECD7-E670 e senha 3E41-9FC3-5D93-7E2B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ADI 4152 ED / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em conhecer dos embargos de declaração e negar-lhes provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63B2-0F6A-ECD7-E670 e senha 3E41-9FC3-5D93-7E2B Supremo Tribunal Federal ADI 4152 ED / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em conhecer dos embargos de declaração e negar-lhes provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63B2-0F6A-ECD7-E670 e senha 3E41-9FC3-5D93-7E2B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Embargos Declaratórios opostos pelo Governador do Estado de São Paulo contra Acórdão exarado pelo Plenário da CORTE, por intermédio do qual, à unanimidade, ao submeter a exame o Decreto do Estado de São Paulo 52.371/2007 e alterações promovidas pelo Decreto do Estado de São Paulo 52.824/2008, decidiu-se pela procedência de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4.152) ajuizada pelo Governador do Estado do Paraná. Fundou-se a Decisão na compreensão de que a norma impugnada violou o disposto na letra g do inciso XII do § 2º do art. 155 da Constituição da República, concedendo unilateralmente incentivo fiscal em âmbito da tributação com base no Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). A Decisão foi assim ementada: 1.INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Objeto. Admissibilidade. Impugnação de decreto autônomo, que institui benefícios fiscais. Caráter não meramente regulamentar. Introdução de novidade normativa. Preliminar repelida. Precedentes. Decreto que, não se limitando a regulamentar lei, institua benefício fiscal ou introduza outra novidade normativa, reputa-se autônomo e, como tal, é suscetível de controle concentrado de constitucionalidade. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Decreto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E6-5872-FA54-4B73 e senha A395-C1F3-EDA3-7272 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Embargos Declaratórios opostos pelo Governador do Estado de São Paulo contra Acórdão exarado pelo Plenário da CORTE, por intermédio do qual, à unanimidade, ao submeter a exame o Decreto do Estado de São Paulo 52.371/2007 e alterações promovidas pelo Decreto do Estado de São Paulo 52.824/2008, decidiu-se pela procedência de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4.152) ajuizada pelo Governador do Estado do Paraná. Fundou-se a Decisão na compreensão de que a norma impugnada violou o disposto na letra g do inciso XII do § 2º do art. 155 da Constituição da República, concedendo unilateralmente incentivo fiscal em âmbito da tributação com base no Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). A Decisão foi assim ementada: 1.INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Objeto. Admissibilidade. Impugnação de decreto autônomo, que institui benefícios fiscais. Caráter não meramente regulamentar. Introdução de novidade normativa. Preliminar repelida. Precedentes. Decreto que, não se limitando a regulamentar lei, institua benefício fiscal ou introduza outra novidade normativa, reputa-se autônomo e, como tal, é suscetível de controle concentrado de constitucionalidade. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Decreto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E6-5872-FA54-4B73 e senha A395-C1F3-EDA3-7272 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ADI 4152 ED / SP nº 52.381/2007, do Estado de São Paulo. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS. Benefícios fiscais. Redução de base de cálculo e concessão de crédito presumido, por Estado-membro, mediante decreto. Inexistência de suporte em convênio celebrado no âmbito do CONFAZ, nos termos da LC 24/75. Expressão da chamada guerra fiscal. Inadmissibilidade. Ofensa aos arts. 150, § 6º, 152 e 155, § 2º, inc. XII, letra g, da CF. Ação julgada procedente. Precedentes. Não pode o Estado-membro conceder isenção, incentivo ou benefício fiscal, relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS, de modo unilateral, mediante decreto ou outro ato normativo, sem prévia celebração de convênio intergovernamental no âmbito do CONFAZ. O Embargante, sustentando a verificação de omissão relativamente ao tratamento temporal dos efeitos do decidido, defende como necessária a modulação, uma vez que medida de preservação da segurança jurídica e de interesse social. De sua parte, o Estado do Paraná, Embargado, defende a inexistência de fundamento à modulação. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento dos embargos de declaração, argumentando que acaso deferida a pretensão do Embargante, sinalizado incentivo ao fenômeno da guerra fiscal. É o Relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E6-5872-FA54-4B73 e senha A395-C1F3-EDA3-7272 Supremo Tribunal Federal ADI 4152 ED / SP nº 52.381/2007, do Estado de São Paulo. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS. Benefícios fiscais. Redução de base de cálculo e concessão de crédito presumido, por Estado-membro, mediante decreto. Inexistência de suporte em convênio celebrado no âmbito do CONFAZ, nos termos da LC 24/75. Expressão da chamada guerra fiscal. Inadmissibilidade. Ofensa aos arts. 150, § 6º, 152 e 155, § 2º, inc. XII, letra g, da CF. Ação julgada procedente. Precedentes. Não pode o Estado-membro conceder isenção, incentivo ou benefício fiscal, relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS, de modo unilateral, mediante decreto ou outro ato normativo, sem prévia celebração de convênio intergovernamental no âmbito do CONFAZ. O Embargante, sustentando a verificação de omissão relativamente ao tratamento temporal dos efeitos do decidido, defende como necessária a modulação, uma vez que medida de preservação da segurança jurídica e de interesse social. De sua parte, o Estado do Paraná, Embargado, defende a inexistência de fundamento à modulação. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento dos embargos de declaração, argumentando que acaso deferida a pretensão do Embargante, sinalizado incentivo ao fenômeno da guerra fiscal. É o Relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E6-5872-FA54-4B73 e senha A395-C1F3-EDA3-7272 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Embargos Declaratórios opostos pelo Governador do Estado de São Paulo contra Decisão plenária da CORTE, que, à unanimidade, ao julgou inconstitucional, por afronta ao art. 155, § 2º, inciso XII, letra ”g”, da Constituição Federal, o Decreto do Estado de São Paulo 52.371/2007 e alterações promovidas pelo Decreto do Estado de São Paulo 52.824/2008, objetivando a modulação dos efeitos do decidido. Essa a Ementa do Julgamento: 1. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Objeto. Admissibilidade. Impugnação de decreto autônomo, que institui benefícios fiscais. Caráter não meramente regulamentar. Introdução de novidade normativa. Preliminar repelida. Precedentes. Decreto que, não se limitando a regulamentar lei, institua benefício fiscal ou introduza outra novidade normativa, reputa-se autônomo e, como tal, é suscetível de controle concentrado de constitucionalidade. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Decreto nº 52.381/2007, do Estado de São Paulo. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS. Benefícios fiscais. Redução de base de cálculo e concessão de crédito presumido, por Estado-membro, mediante decreto. Inexistência de suporte em convênio celebrado no âmbito do CONFAZ, nos termos da LC 24/75. Expressão da chamada guerra fiscal. Inadmissibilidade. Ofensa aos arts. 150, § 6º, 152 e 155, § 2º, inc. XII, letra g, da CF. Ação julgada procedente. Precedentes. Não pode o Estado-membro conceder isenção, incentivo ou benefício fiscal, relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS, de modo unilateral, mediante decreto ou outro ato normativo, sem prévia celebração de convênio intergovernamental no âmbito do CONFAZ. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Embargos Declaratórios opostos pelo Governador do Estado de São Paulo contra Decisão plenária da CORTE, que, à unanimidade, ao julgou inconstitucional, por afronta ao art. 155, § 2º, inciso XII, letra ”g”, da Constituição Federal, o Decreto do Estado de São Paulo 52.371/2007 e alterações promovidas pelo Decreto do Estado de São Paulo 52.824/2008, objetivando a modulação dos efeitos do decidido. Essa a Ementa do Julgamento: 1. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Objeto. Admissibilidade. Impugnação de decreto autônomo, que institui benefícios fiscais. Caráter não meramente regulamentar. Introdução de novidade normativa. Preliminar repelida. Precedentes. Decreto que, não se limitando a regulamentar lei, institua benefício fiscal ou introduza outra novidade normativa, reputa-se autônomo e, como tal, é suscetível de controle concentrado de constitucionalidade. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Decreto nº 52.381/2007, do Estado de São Paulo. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS. Benefícios fiscais. Redução de base de cálculo e concessão de crédito presumido, por Estado-membro, mediante decreto. Inexistência de suporte em convênio celebrado no âmbito do CONFAZ, nos termos da LC 24/75. Expressão da chamada guerra fiscal. Inadmissibilidade. Ofensa aos arts. 150, § 6º, 152 e 155, § 2º, inc. XII, letra g, da CF. Ação julgada procedente. Precedentes. Não pode o Estado-membro conceder isenção, incentivo ou benefício fiscal, relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS, de modo unilateral, mediante decreto ou outro ato normativo, sem prévia celebração de convênio intergovernamental no âmbito do CONFAZ. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 4152 ED / SP O Embargante sustenta a necessidade de modulação para preservação da segurança jurídica e de interesse social. O Embargado defende o incabimento da modulação, alegando ausência de fundamento para tanto. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento dos Embargos de Declaração. É o relato essencial. Informa a natureza das decisões que reconhecem a inconstitucionalidade de normas, que essas devem, em regra, assumir efeitos ex tunc. A mácula da inconstitucionalidade recua até o nascimento da norma impugnada. A Lei que rege o rito e o julgamento daquelas ações, Lei 9.868/1999, prevê (art. 27) poder a declaração de inconstitucionalidade, tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, sempre por maioria de dois terços de Integrantes do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, restringir os seus efeitos de modo a que somente produza eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou a partir de algum outro momento que venha a ser arbitrado. O nuclear interesse que se preserva a partir do decidido na presente Ação Direta é o de se desincentivar as práticas que definem o fenômeno da guerra fiscal. Deixar de o fazer é desprestigiar a mensagem constitucional estampada no art. 155, § 2º, inciso XII, letra “g”, que impõe, segundo os termos da lei, papel desempenhado pela Lei Complementar 24/1975, arts. 1º e 2º, a adoção, para instituição de incentivo ou benefício fiscal na tributação pelo ICMS, de prévia deliberação de Estados e do Distrito Federal, ao final traduzida em convênio específico. No caso em tela, decidiu o Plenário da CORTE, de forma unânime, pela inconstitucionalidade dos Decretos do Estado de São Paulo 52.371/2007 e 52.824/2008, por malferimento do art. 155, § 2º, inciso XII, letra “g”, da Constituição Federal, identificada a concessão de benefício fiscal com desatenção a prévia aprovação em convênio, quadro que deságua incontornavelmente na inadmissão de qualquer modulação de efeitos. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Supremo Tribunal Federal ADI 4152 ED / SP O Embargante sustenta a necessidade de modulação para preservação da segurança jurídica e de interesse social. O Embargado defende o incabimento da modulação, alegando ausência de fundamento para tanto. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento dos Embargos de Declaração. É o relato essencial. Informa a natureza das decisões que reconhecem a inconstitucionalidade de normas, que essas devem, em regra, assumir efeitos ex tunc. A mácula da inconstitucionalidade recua até o nascimento da norma impugnada. A Lei que rege o rito e o julgamento daquelas ações, Lei 9.868/1999, prevê (art. 27) poder a declaração de inconstitucionalidade, tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, sempre por maioria de dois terços de Integrantes do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, restringir os seus efeitos de modo a que somente produza eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou a partir de algum outro momento que venha a ser arbitrado. O nuclear interesse que se preserva a partir do decidido na presente Ação Direta é o de se desincentivar as práticas que definem o fenômeno da guerra fiscal. Deixar de o fazer é desprestigiar a mensagem constitucional estampada no art. 155, § 2º, inciso XII, letra “g”, que impõe, segundo os termos da lei, papel desempenhado pela Lei Complementar 24/1975, arts. 1º e 2º, a adoção, para instituição de incentivo ou benefício fiscal na tributação pelo ICMS, de prévia deliberação de Estados e do Distrito Federal, ao final traduzida em convênio específico. No caso em tela, decidiu o Plenário da CORTE, de forma unânime, pela inconstitucionalidade dos Decretos do Estado de São Paulo 52.371/2007 e 52.824/2008, por malferimento do art. 155, § 2º, inciso XII, letra “g”, da Constituição Federal, identificada a concessão de benefício fiscal com desatenção a prévia aprovação em convênio, quadro que deságua incontornavelmente na inadmissão de qualquer modulação de efeitos. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 4152 ED / SP A par com esse entendimento, de se assinalar como ausentes obscuridade, contradição, omissão ou erro material na Decisão Embargada. Diante do exposto, conhece-se dos Embargos de Declaração (ADI 4.152 ED), mas a eles se NEGA PROVIMENTO. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Supremo Tribunal Federal ADI 4152 ED / SP A par com esse entendimento, de se assinalar como ausentes obscuridade, contradição, omissão ou erro material na Decisão Embargada. Diante do exposto, conhece-se dos Embargos de Declaração (ADI 4.152 ED), mas a eles se NEGA PROVIMENTO. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/11/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu dos embargos de declaração e negou-lhes provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1E3-15F1-C277-13DF e senha 7B68-793A-1480-26C4 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu dos embargos de declaração e negou-lhes provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1E3-15F1-C277-13DF e senha 7B68-793A-1480-26C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748785736
2018-11-23T00:00:00
2018-12-04T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, conheceu dos embargos de declaração e negou-lhes provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018.
EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCENTIVOS E BENEFÍCIOS FISCAIS. CONCESSÃO UNILATERAL. DECRETO DO ESTADO DE SÃO PAULO 52.371/2007 e ALTERAÇÕES POSTERIORES (DECRETO 52.824/2008). INCONSTITUCIONALIDADE. DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÕES, CONTRADIÇÕES, OBSCURIDADES OU ERROS MATERIAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO IMPROVIDOS. 1. Os Decretos do Estado de São Paulo 52.371/2007 e 52.824/2008 promoveram a concessão unilateral de incentivos e benefícios fiscais, desconsiderado o determinado pela letra “g” do inciso XII do § 2º do art. 155 da Constituição Federal. 2. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente. 3. Rejeição às práticas que fomentam a guerra fiscal. 4. Inaplicabilidade do art. 27 da Lei 9.868/1999, considerada o conteúdo e a abrangência do julgamento e da decorrente declaração de inconstitucionalidade. Precedentes. 5. Ausência de obscuridades, contradições, omissões ou erros materiais. 6. Embargos de Declaração improvidos.
sjur395919
Número de páginas: 8. Análise: 07/02/2019, KBP.
ALEXANDRE DE MORAES
Tribunal Pleno
4152
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00155 PAR-00002 INC-00012 LET-G\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000024 ANO-1975\n ART-00001 ART-00002\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-009868 ANO-1999\n ART-00027\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-EST DEC-052371 ANO-2007\n DECRETO, SP - ALTERADO PELO DEC-52824/2008\n\n", "LEG-EST DEC-052824 ANO-2008\n DECRETO, SP" ]
ADI-ED
acordaos
ADI 4152 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCENTIVOS E BENEFÍCIOS FISCAIS. CONCESSÃO UNILATERAL. DECRETO DO ESTADO DE SÃO PAULO 52.371/2007 e ALTERAÇÕES POSTERIORES (DECRETO 52.824/2008). INCONSTITUCIONALIDADE. DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÕES, CONTRADIÇÕES, OBSCURIDADES OU ERROS MATERIAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO IMPROVIDOS. 1. Os Decretos do Estado de São Paulo 52.371/2007 e 52.824/2008 promoveram a concessão unilateral de incentivos e benefícios fiscais, desconsiderado o determinado pela letra “g” do inciso XII do § 2... do art. 155 da Constituição Federal. 2. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente. 3. Rejeição às práticas que fomentam a guerra fiscal. 4. Inaplicabilidade do art. 27 da Lei 9.868/1999, considerada o conteúdo e a abrangência do julgamento e da decorrente declaração de inconstitucionalidade. Precedentes. 5. Ausência de obscuridades, contradições, omissões ou erros materiais. 6. Embargos de Declaração improvidos. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63B2-0F6A-ECD7-E670 e senha 3E41-9FC3-5D93-7E2B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ADI 4152 ED / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em conhecer dos embargos de declaração e negar-lhes provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63B2-0F6A-ECD7-E670 e senha 3E41-9FC3-5D93-7E2B Supremo Tribunal Federal ADI 4152 ED / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em conhecer dos embargos de declaração e negar-lhes provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63B2-0F6A-ECD7-E670 e senha 3E41-9FC3-5D93-7E2B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Embargos Declaratórios opostos pelo Governador do Estado de São Paulo contra Acórdão exarado pelo Plenário da CORTE, por intermédio do qual, à unanimidade, ao submeter a exame o Decreto do Estado de São Paulo 52.371/2007 e alterações promovidas pelo Decreto do Estado de São Paulo 52.824/2008, decidiu-se pela procedência de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4.152) ajuizada pelo Governador do Estado do Paraná. Fundou-se a Decisão na compreensão de que a norma impugnada violou o disposto na letra g do inciso XII do § 2... do art. 155 da Constituição da República, concedendo unilateralmente incentivo fiscal em âmbito da tributação com base no Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). A Decisão foi assim ementada: 1.INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Objeto. Admissibilidade. Impugnação de decreto autônomo, que institui benefícios fiscais. Caráter não meramente regulamentar. Introdução de novidade normativa. Preliminar repelida. Precedentes. Decreto que, não se limitando a regulamentar lei, institua benefício fiscal ou introduza outra novidade normativa, reputa-se autônomo e, como tal, é suscetível de controle concentrado de constitucionalidade. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Decreto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E6-5872-FA54-4B73 e senha A395-C1F3-EDA3-7272 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Embargos Declaratórios opostos pelo Governador do Estado de São Paulo contra Acórdão exarado pelo Plenário da CORTE, por intermédio do qual, à unanimidade, ao submeter a exame o Decreto do Estado de São Paulo 52.371/2007 e alterações promovidas pelo Decreto do Estado de São Paulo 52.824/2008, decidiu-se pela procedência de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4.152) ajuizada pelo Governador do Estado do Paraná. Fundou-se a Decisão na compreensão de que a norma impugnada violou o disposto na letra g do inciso XII do § 2... do art. 155 da Constituição da República, concedendo unilateralmente incentivo fiscal em âmbito da tributação com base no Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). A Decisão foi assim ementada: 1.INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Objeto. Admissibilidade. Impugnação de decreto autônomo, que institui benefícios fiscais. Caráter não meramente regulamentar. Introdução de novidade normativa. Preliminar repelida. Precedentes. Decreto que, não se limitando a regulamentar lei, institua benefício fiscal ou introduza outra novidade normativa, reputa-se autônomo e, como tal, é suscetível de controle concentrado de constitucionalidade. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Decreto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E6-5872-FA54-4B73 e senha A395-C1F3-EDA3-7272 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ADI 4152 ED / SP n 52.381/2007, do Estado de São Paulo. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS. Benefícios fiscais. Redução de base de cálculo e concessão de crédito presumido, por Estado-membro, mediante decreto. Inexistência de suporte em convênio celebrado no âmbito do CONFAZ, nos termos da Lei Complementar 24/75. Expressão da chamada guerra fiscal. Inadmissibilidade. Ofensa aos arts. 150, § 6..., 152 e 155, § 2..., inc. XII, letra g, da Constituição Federal de 1988. Ação julgada procedente. Precedentes. Não pode o Estado-membro conceder isenção, incentivo ou benefício fiscal, relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS, de modo unilateral, mediante decreto ou outro ato normativo, sem prévia celebração de convênio intergovernamental no âmbito do CONFAZ. O Embargante, sustentando a verificação de omissão relativamente ao tratamento temporal dos efeitos do decidido, defende como necessária a modulação, uma vez que medida de preservação da segurança jurídica e de interesse social. De sua parte, o Estado do Paraná, Embargado, defende a inexistência de fundamento à modulação. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento dos embargos de declaração, argumentando que acaso deferida a pretensão do Embargante, sinalizado incentivo ao fenômeno da guerra fiscal. É o Relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E6-5872-FA54-4B73 e senha A395-C1F3-EDA3-7272 Supremo Tribunal Federal ADI 4152 ED / SP n 52.381/2007, do Estado de São Paulo. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS. Benefícios fiscais. Redução de base de cálculo e concessão de crédito presumido, por Estado-membro, mediante decreto. Inexistência de suporte em convênio celebrado no âmbito do CONFAZ, nos termos da Lei Complementar 24/75. Expressão da chamada guerra fiscal. Inadmissibilidade. Ofensa aos arts. 150, § 6..., 152 e 155, § 2..., inc. XII, letra g, da Constituição Federal de 1988. Ação julgada procedente. Precedentes. Não pode o Estado-membro conceder isenção, incentivo ou benefício fiscal, relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS, de modo unilateral, mediante decreto ou outro ato normativo, sem prévia celebração de convênio intergovernamental no âmbito do CONFAZ. O Embargante, sustentando a verificação de omissão relativamente ao tratamento temporal dos efeitos do decidido, defende como necessária a modulação, uma vez que medida de preservação da segurança jurídica e de interesse social. De sua parte, o Estado do Paraná, Embargado, defende a inexistência de fundamento à modulação. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento dos embargos de declaração, argumentando que acaso deferida a pretensão do Embargante, sinalizado incentivo ao fenômeno da guerra fiscal. É o Relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E6-5872-FA54-4B73 e senha A395-C1F3-EDA3-7272 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Embargos Declaratórios opostos pelo Governador do Estado de São Paulo contra Decisão plenária da CORTE, que, à unanimidade, ao julgou inconstitucional, por afronta ao art. 155, § 2..., inciso XII, letra ”g”, da Constituição Federal, o Decreto do Estado de São Paulo 52.371/2007 e alterações promovidas pelo Decreto do Estado de São Paulo 52.824/2008, objetivando a modulação dos efeitos do decidido. Essa a Ementa do Julgamento: 1. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Objeto. Admissibilidade. Impugnação de decreto autônomo, que institui benefícios fiscais. Caráter não meramente regulamentar. Introdução de novidade normativa. Preliminar repelida. Precedentes. Decreto que, não se limitando a regulamentar lei, institua benefício fiscal ou introduza outra novidade normativa, reputa-se autônomo e, como tal, é suscetível de controle concentrado de constitucionalidade. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Decreto n 52.381/2007, do Estado de São Paulo. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS. Benefícios fiscais. Redução de base de cálculo e concessão de crédito presumido, por Estado-membro, mediante decreto. Inexistência de suporte em convênio celebrado no âmbito do CONFAZ, nos termos da Lei Complementar 24/75. Expressão da chamada guerra fiscal. Inadmissibilidade. Ofensa aos arts. 150, § 6..., 152 e 155, § 2..., inc. XII, letra g, da Constituição Federal de 1988. Ação julgada procedente. Precedentes. Não pode o Estado-membro conceder isenção, incentivo ou benefício fiscal, relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS, de modo unilateral, mediante decreto ou outro ato normativo, sem prévia celebração de convênio intergovernamental no âmbito do CONFAZ. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Embargos Declaratórios opostos pelo Governador do Estado de São Paulo contra Decisão plenária da CORTE, que, à unanimidade, ao julgou inconstitucional, por afronta ao art. 155, § 2..., inciso XII, letra ”g”, da Constituição Federal, o Decreto do Estado de São Paulo 52.371/2007 e alterações promovidas pelo Decreto do Estado de São Paulo 52.824/2008, objetivando a modulação dos efeitos do decidido. Essa a Ementa do Julgamento: 1. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Objeto. Admissibilidade. Impugnação de decreto autônomo, que institui benefícios fiscais. Caráter não meramente regulamentar. Introdução de novidade normativa. Preliminar repelida. Precedentes. Decreto que, não se limitando a regulamentar lei, institua benefício fiscal ou introduza outra novidade normativa, reputa-se autônomo e, como tal, é suscetível de controle concentrado de constitucionalidade. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Decreto n 52.381/2007, do Estado de São Paulo. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS. Benefícios fiscais. Redução de base de cálculo e concessão de crédito presumido, por Estado-membro, mediante decreto. Inexistência de suporte em convênio celebrado no âmbito do CONFAZ, nos termos da Lei Complementar 24/75. Expressão da chamada guerra fiscal. Inadmissibilidade. Ofensa aos arts. 150, § 6..., 152 e 155, § 2..., inc. XII, letra g, da Constituição Federal de 1988. Ação julgada procedente. Precedentes. Não pode o Estado-membro conceder isenção, incentivo ou benefício fiscal, relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS, de modo unilateral, mediante decreto ou outro ato normativo, sem prévia celebração de convênio intergovernamental no âmbito do CONFAZ. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 4152 ED / SP O Embargante sustenta a necessidade de modulação para preservação da segurança jurídica e de interesse social. O Embargado defende o incabimento da modulação, alegando ausência de fundamento para tanto. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento dos Embargos de Declaração. É o relato essencial. Informa a natureza das decisões que reconhecem a inconstitucionalidade de normas, que essas devem, em regra, assumir efeitos ex tunc. A mácula da inconstitucionalidade recua até o nascimento da norma impugnada. A Lei que rege o rito e o julgamento daquelas ações, Lei 9.868/1999, prevê (art. 27) poder a declaração de inconstitucionalidade, tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, sempre por maioria de dois terços de Integrantes do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, restringir os seus efeitos de modo a que somente produza eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou a partir de algum outro momento que venha a ser arbitrado. O nuclear interesse que se preserva a partir do decidido na presente Ação Direta é o de se desincentivar as práticas que definem o fenômeno da guerra fiscal. Deixar de o fazer é desprestigiar a mensagem constitucional estampada no art. 155, § 2..., inciso XII, letra “g”, que impõe, segundo os termos da lei, papel desempenhado pela Lei Complementar 24/1975, arts. 1... e 2..., a adoção, para instituição de incentivo ou benefício fiscal na tributação pelo ICMS, de prévia deliberação de Estados e do Distrito Federal, ao final traduzida em convênio específico. No caso em tela, decidiu o Plenário da CORTE, de forma unânime, pela inconstitucionalidade dos Decretos do Estado de São Paulo 52.371/2007 e 52.824/2008, por malferimento do art. 155, § 2..., inciso XII, letra “g”, da Constituição Federal, identificada a concessão de benefício fiscal com desatenção a prévia aprovação em convênio, quadro que deságua incontornavelmente na inadmissão de qualquer modulação de efeitos. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Supremo Tribunal Federal ADI 4152 ED / SP O Embargante sustenta a necessidade de modulação para preservação da segurança jurídica e de interesse social. O Embargado defende o incabimento da modulação, alegando ausência de fundamento para tanto. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento dos Embargos de Declaração. É o relato essencial. Informa a natureza das decisões que reconhecem a inconstitucionalidade de normas, que essas devem, em regra, assumir efeitos ex tunc. A mácula da inconstitucionalidade recua até o nascimento da norma impugnada. A Lei que rege o rito e o julgamento daquelas ações, Lei 9.868/1999, prevê (art. 27) poder a declaração de inconstitucionalidade, tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, sempre por maioria de dois terços de Integrantes do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, restringir os seus efeitos de modo a que somente produza eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou a partir de algum outro momento que venha a ser arbitrado. O nuclear interesse que se preserva a partir do decidido na presente Ação Direta é o de se desincentivar as práticas que definem o fenômeno da guerra fiscal. Deixar de o fazer é desprestigiar a mensagem constitucional estampada no art. 155, § 2..., inciso XII, letra “g”, que impõe, segundo os termos da lei, papel desempenhado pela Lei Complementar 24/1975, arts. 1... e 2..., a adoção, para instituição de incentivo ou benefício fiscal na tributação pelo ICMS, de prévia deliberação de Estados e do Distrito Federal, ao final traduzida em convênio específico. No caso em tela, decidiu o Plenário da CORTE, de forma unânime, pela inconstitucionalidade dos Decretos do Estado de São Paulo 52.371/2007 e 52.824/2008, por malferimento do art. 155, § 2..., inciso XII, letra “g”, da Constituição Federal, identificada a concessão de benefício fiscal com desatenção a prévia aprovação em convênio, quadro que deságua incontornavelmente na inadmissão de qualquer modulação de efeitos. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 4152 ED / SP A par com esse entendimento, de se assinalar como ausentes obscuridade, contradição, omissão ou erro material na Decisão Embargada. Diante do exposto, conhece-se dos Embargos de Declaração (ADI 4.152 ED), mas a eles se NEGA PROVIMENTO. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Supremo Tribunal Federal ADI 4152 ED / SP A par com esse entendimento, de se assinalar como ausentes obscuridade, contradição, omissão ou erro material na Decisão Embargada. Diante do exposto, conhece-se dos Embargos de Declaração (ADI 4.152 ED), mas a eles se NEGA PROVIMENTO. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF75-2103-E79E-ABE1 e senha 43B7-BAE0-A47B-A2A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/11/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu dos embargos de declaração e negou-lhes provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1E3-15F1-C277-13DF e senha 7B68-793A-1480-26C4 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.152 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu dos embargos de declaração e negou-lhes provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1E3-15F1-C277-13DF e senha 7B68-793A-1480-26C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 152", "ADI 4152 ED / SP", "ADI 4152 ED / SP", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 152", "ADI 4 . 152", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 152", "ADI 4 . 152", "ADI 4152 ED / SP n 52 . 381 / 2007", "ADI 4152 ED / SP n 52 . 381 / 2007", "ADI 4152 ED / SP", "ADI 4152 ED / SP", "ADI 4152 ED / SP", "ADI 4 . 152 ED", "ADI 4152 ED / SP", "ADI 4 . 152 ED", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 152", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 152" ], "LEGISLACAO": [ "DECRETO DO ESTADO DE SÃO PAULO 52 . 371 / 2007", "DECRETO 52 . 824 / 2008", "Decretos do Estado de São Paulo 52 . 371 / 2007", "52", ".", "824", "/", "2008", "letra “ g ” do inciso XII do § 2 . . . do art . 155 da Constituição Federal", "art . 27 da Lei 9", ".", "868", "/", "1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto do Estado de São Paulo 52 . 371 / 2007", "Decreto do Estado de São Paulo 52 . 824 / 2008", "inciso XII do § 2 . . . do art . 155 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto do Estado de São Paulo 52 . 371 / 2007", "Decreto do Estado de São Paulo 52 . 824 / 2008", "letra g do inciso XII do § 2 . . . do art . 155 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 24 / 75", "arts . 150 , § 6 . . . , 152 e 155 , § 2 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SANDOZ DO BRASIL INDUSTRIA FARMACEUTICA LTDA ADV.(A/S) :SILVIA MARIA COSTA BREGA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental. Tributário. Pena de perdimento. Duplo grau de jurisdição. Inexistência de assento constitucional. Inafastabilidade da jurisdição. Devido processo legal. Ofensa reflexa. 1. Segundo a jurisprudência da Corte, não há no ordenamento jurídico brasileiro a garantia constitucional do duplo grau de jurisdição. A afronta aos princípios do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, em termos processuais, configura, via de regra, apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição. Precedentes. 2. Agravo regimental não provido. A título de honorários recursais, a verba honorária já fixada deve ser acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400383. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RE 976178 AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400383. Supremo Tribunal Federal RE 976178 AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400383. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SANDOZ DO BRASIL INDUSTRIA FARMACEUTICA LTDA ADV.(A/S) :SILVIA MARIA COSTA BREGA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica LTDA. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal. Anote-se a ementa do acórdão recorrido: ‘TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. MEDICAMENTOS. IMPORTAÇÃO. SIMULAÇÃO. PENA DE PERDIMENTO. AUTUAÇÃO. PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. - Não há que se falar em nulidade em razão da falta de observância do duplo grau na via administrativa, porquanto não existe garantia constitucional ou legal ao duplo grau de jurisdição em tal seara. - Também não prospera a alegação de nulidade do procedimento administrativo por alteração da motivação, porquanto se observa que, desde o princípio, o fundamento foi a apuração de fraude caracterizada por '(...) simulação da operação de intermediação na importação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SANDOZ DO BRASIL INDUSTRIA FARMACEUTICA LTDA ADV.(A/S) :SILVIA MARIA COSTA BREGA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica LTDA. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal. Anote-se a ementa do acórdão recorrido: ‘TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. MEDICAMENTOS. IMPORTAÇÃO. SIMULAÇÃO. PENA DE PERDIMENTO. AUTUAÇÃO. PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. - Não há que se falar em nulidade em razão da falta de observância do duplo grau na via administrativa, porquanto não existe garantia constitucional ou legal ao duplo grau de jurisdição em tal seara. - Também não prospera a alegação de nulidade do procedimento administrativo por alteração da motivação, porquanto se observa que, desde o princípio, o fundamento foi a apuração de fraude caracterizada por '(...) simulação da operação de intermediação na importação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 976178 AGR / PR (...)' , fundamento este que restou confirmado ao final. - No caso concreto, além da divergência em relação ao preço da mercadoria importada, foi comprovada fraude caracterizada pela interposição simulada de terceiro - Não comprovada irregularidade no procedimento administrativo que aplicou a punição prevista em lei para a infração apurada, concluindo pela ocorrência de simulação na importação em questão, punível com pena de perdimento das mercadorias importadas, nos termos do artigo 23, inciso V, c/c parágrafo único, do Decreto-lei nº 1.455/1976.’ Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5º, LIV e LV e 93, IX, da CF/88, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral’ (ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Supremo Tribunal Federal RE 976178 AGR / PR (...)' , fundamento este que restou confirmado ao final. - No caso concreto, além da divergência em relação ao preço da mercadoria importada, foi comprovada fraude caracterizada pela interposição simulada de terceiro - Não comprovada irregularidade no procedimento administrativo que aplicou a punição prevista em lei para a infração apurada, concluindo pela ocorrência de simulação na importação em questão, punível com pena de perdimento das mercadorias importadas, nos termos do artigo 23, inciso V, c/c parágrafo único, do Decreto-lei nº 1.455/1976.’ Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5º, LIV e LV e 93, IX, da CF/88, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral’ (ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 976178 AGR / PR nº 748.371/MT-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes , DJe de 1°/8/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III Agravo regimental improvido’ (AI nº 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 1°/2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Publique-se.” Alega a agravante que a decisão agravada foi omissa em relação à suposta ofensa ao princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV CF/88). Aduz que opôs devidamente embargos de declaração e que, além de arguir matéria eminentemente constitucional, não seria necessária a análise de legislação infraconstitucional para o acolhimento da pretensão recursal. Em contrarrazões, a agravada sustenta que as alegações constituem 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Supremo Tribunal Federal RE 976178 AGR / PR nº 748.371/MT-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes , DJe de 1°/8/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III Agravo regimental improvido’ (AI nº 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 1°/2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Publique-se.” Alega a agravante que a decisão agravada foi omissa em relação à suposta ofensa ao princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV CF/88). Aduz que opôs devidamente embargos de declaração e que, além de arguir matéria eminentemente constitucional, não seria necessária a análise de legislação infraconstitucional para o acolhimento da pretensão recursal. Em contrarrazões, a agravada sustenta que as alegações constituem 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 976178 AGR / PR mera irresignação da parte contribuinte, que não apresentou fundamentação relevante. Reforça que as alegadas violações constitucionais seriam indiretas ou reflexas. Por fim, requer a condenação do agravante em honorários advocatícios, nos termos do NCPC, art. 85, §3º c/c §11. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Supremo Tribunal Federal RE 976178 AGR / PR mera irresignação da parte contribuinte, que não apresentou fundamentação relevante. Reforça que as alegadas violações constitucionais seriam indiretas ou reflexas. Por fim, requer a condenação do agravante em honorários advocatícios, nos termos do NCPC, art. 85, §3º c/c §11. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. A Constituição Federal de 1988 não erigiu garantia de duplo grau de jurisdição administrativa. Com efeito, na jurisprudência da Corte não há no ordenamento jurídico brasileiro a garantia constitucional do duplo grau de jurisdição. Nesse sentido: ( RE nº 169.077/MG, Primeira Turma, Rel. Min. Octávio Gallotti, DJ 27/3/98; AI nº 513.055/SP–AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Carlos Velloso, DJe de 8/4/05; RHC nº 79.785/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 22/22/01; RE nº 460.162/RS–AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 12/3/09. A partir dessa orientação, a Corte tem reiteradamente decidido que a afronta aos princípios do devido processo legal (art. 5º, LV, CF) e da inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV, CF), em termos processuais, configura, via de regra, apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição, como ocorre na espécie. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENA DE PERDIMENTO DE BENS. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 704.364/DF–AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 8/11/12). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. A Constituição Federal de 1988 não erigiu garantia de duplo grau de jurisdição administrativa. Com efeito, na jurisprudência da Corte não há no ordenamento jurídico brasileiro a garantia constitucional do duplo grau de jurisdição. Nesse sentido: ( RE nº 169.077/MG, Primeira Turma, Rel. Min. Octávio Gallotti, DJ 27/3/98; AI nº 513.055/SP–AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Carlos Velloso, DJe de 8/4/05; RHC nº 79.785/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 22/22/01; RE nº 460.162/RS–AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 12/3/09. A partir dessa orientação, a Corte tem reiteradamente decidido que a afronta aos princípios do devido processo legal (art. 5º, LV, CF) e da inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV, CF), em termos processuais, configura, via de regra, apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição, como ocorre na espécie. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENA DE PERDIMENTO DE BENS. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 704.364/DF–AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 8/11/12). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 976178 AGR / PR REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 976.865/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 13/10/16). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Impossibilidade de apelação em casos de execução fiscal cujo valor seja inferior a 50 ORTN. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Inexistência de violação. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE nº 637.975/MG-RG (DJe de 1º/9/11), com repercussão geral reconhecida, de relatoria do Ministro Cezar Peluzo, entendeu que a norma que afirma ser incabível apelação em casos de execução fiscal cujo valor seja inferior a 50 ORTN não afronta os princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e do duplo grau de jurisdição. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 639.448/MG–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/8/12). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO, COM 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Supremo Tribunal Federal RE 976178 AGR / PR REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 976.865/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 13/10/16). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Impossibilidade de apelação em casos de execução fiscal cujo valor seja inferior a 50 ORTN. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Inexistência de violação. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE nº 637.975/MG-RG (DJe de 1º/9/11), com repercussão geral reconhecida, de relatoria do Ministro Cezar Peluzo, entendeu que a norma que afirma ser incabível apelação em casos de execução fiscal cujo valor seja inferior a 50 ORTN não afronta os princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e do duplo grau de jurisdição. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 639.448/MG–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/8/12). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO, COM 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 976178 AGR / PR PEDIDO DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS INFRINGENTES. SUPRIMENTO DE OMISSÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO E DO JUIZ NATURAL. MATÉRIA DE CUNHO INFRACONSTITUCIONAL, CONSTITUINDO EVENTUAL OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PERSISTÊNCIA DA INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A garantia constitucional do duplo grau de jurisdição (art. 5º, LV) insere-se no âmbito de proteção do princípio constitucional da ampla defesa, insculpido no mesmo enunciado normativo da Carta Magna, razão pela qual o tema foi enfrentado no acórdão embargado sob essa ótica, consignando-se a natureza infraconstitucional da controvérsia. 2. A violação do princípio constitucional do juiz natural (art. 5º, LIII), implica suprir a omissão do acórdão embargado para assentar que, também nessa hipótese, há eventual ofensa indireta ou reflexa, que não autoriza a interposição do recurso extraordinário. 3. Mantida a inadmissibilidade do recurso extraordinário, é de se rejeitar a atribuição dos pretendidos efeitos infringentes. 4. Embargos declaratórios a que se dá provimento parcial” (AI 845.223 AgR- ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 2/4/12). Agravo regimental não provido. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Supremo Tribunal Federal RE 976178 AGR / PR PEDIDO DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS INFRINGENTES. SUPRIMENTO DE OMISSÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO E DO JUIZ NATURAL. MATÉRIA DE CUNHO INFRACONSTITUCIONAL, CONSTITUINDO EVENTUAL OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PERSISTÊNCIA DA INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A garantia constitucional do duplo grau de jurisdição (art. 5º, LV) insere-se no âmbito de proteção do princípio constitucional da ampla defesa, insculpido no mesmo enunciado normativo da Carta Magna, razão pela qual o tema foi enfrentado no acórdão embargado sob essa ótica, consignando-se a natureza infraconstitucional da controvérsia. 2. A violação do princípio constitucional do juiz natural (art. 5º, LIII), implica suprir a omissão do acórdão embargado para assentar que, também nessa hipótese, há eventual ofensa indireta ou reflexa, que não autoriza a interposição do recurso extraordinário. 3. Mantida a inadmissibilidade do recurso extraordinário, é de se rejeitar a atribuição dos pretendidos efeitos infringentes. 4. Embargos declaratórios a que se dá provimento parcial” (AI 845.223 AgR- ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 2/4/12). Agravo regimental não provido. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SANDOZ DO BRASIL INDUSTRIA FARMACEUTICA LTDA ADV.(A/S) : SILVIA MARIA COSTA BREGA (127142/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210391 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SANDOZ DO BRASIL INDUSTRIA FARMACEUTICA LTDA ADV.(A/S) : SILVIA MARIA COSTA BREGA (127142/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210391 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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2016-12-09T00:00:00
2017-02-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental. Tributário. Pena de perdimento. Duplo grau de jurisdição. Inexistência de assento constitucional. Inafastabilidade da jurisdição. Devido processo legal. Ofensa reflexa. 1. Segundo a jurisprudência da Corte, não há no ordenamento jurídico brasileiro a garantia constitucional do duplo grau de jurisdição. A afronta aos princípios do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, em termos processuais, configura, via de regra, apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição. Precedentes. 2. Agravo regimental não provido. A título de honorários recursais, a verba honorária já fixada deve ser acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur363236
- Acórdão(s) citado(s): (DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO) RE 169077 (2ªT), RHC 79785 (TP), AI 513055 AgR (1ªT), RE 460162 AgR (1ªT). (PENA DE PERDIMENTO DE BENS) AI 845223 AgR-ED (1ªT), ARE 639448 AgR (1ªT), ARE 704364 AgR (2ªT), ARE 976865 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 22/02/2017, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
976178
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 976178 AgR
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AGTE.(S) : SANDOZ DO BRASIL INDUSTRIA FARMACEUTICA LTDA ADV.(A/S) : SILVIA MARIA COSTA BREGA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SANDOZ DO BRASIL INDUSTRIA FARMACEUTICA LTDA ADV.(A/S) :SILVIA MARIA COSTA BREGA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental. Tributário. Pena de perdimento. Duplo grau de jurisdição. Inexistência de assento constitucional. Inafastabilidade da jurisdição. Devido processo legal. Ofensa reflexa. 1. Segundo a jurisprudência da Corte, não há no ordenamento jurídico brasileiro a garantia constitucional do duplo grau de jurisdição. A afronta aos princípios do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, em termos processuais, configura, via de regra, apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição. Precedentes. 2. Agravo regimental não provido. A título de honorários recursais, a verba honorária já fixada deve ser acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400383. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400383. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400383. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SANDOZ DO BRASIL INDUSTRIA FARMACEUTICA LTDA ADV.(A/S) :SILVIA MARIA COSTA BREGA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica LTDA. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal. Anote-se a ementa do acórdão recorrido: ‘TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. MEDICAMENTOS. IMPORTAÇÃO. SIMULAÇÃO. PENA DE PERDIMENTO. AUTUAÇÃO. PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. - Não há que se falar em nulidade em razão da falta de observância do duplo grau na via administrativa, porquanto não existe garantia constitucional ou legal ao duplo grau de jurisdição em tal seara. - Também não prospera a alegação de nulidade do procedimento administrativo por alteração da motivação, porquanto se observa que, desde o princípio, o fundamento foi a apuração de fraude caracterizada por '(...) simulação da operação de intermediação na importação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SANDOZ DO BRASIL INDUSTRIA FARMACEUTICA LTDA ADV.(A/S) :SILVIA MARIA COSTA BREGA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica LTDA. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal. Anote-se a ementa do acórdão recorrido: ‘TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. MEDICAMENTOS. IMPORTAÇÃO. SIMULAÇÃO. PENA DE PERDIMENTO. AUTUAÇÃO. PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. - Não há que se falar em nulidade em razão da falta de observância do duplo grau na via administrativa, porquanto não existe garantia constitucional ou legal ao duplo grau de jurisdição em tal seara. - Também não prospera a alegação de nulidade do procedimento administrativo por alteração da motivação, porquanto se observa que, desde o princípio, o fundamento foi a apuração de fraude caracterizada por '(...) simulação da operação de intermediação na importação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR (...)' , fundamento este que restou confirmado ao final. - No caso concreto, além da divergência em relação ao preço da mercadoria importada, foi comprovada fraude caracterizada pela interposição simulada de terceiro - Não comprovada irregularidade no procedimento administrativo que aplicou a punição prevista em lei para a infração apurada, concluindo pela ocorrência de simulação na importação em questão, punível com pena de perdimento das mercadorias importadas, nos termos do artigo 23, inciso V, c/c parágrafo único, do Decreto-lei n 1.455/1976.’ Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5..., LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral’ (ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR (...)' , fundamento este que restou confirmado ao final. - No caso concreto, além da divergência em relação ao preço da mercadoria importada, foi comprovada fraude caracterizada pela interposição simulada de terceiro - Não comprovada irregularidade no procedimento administrativo que aplicou a punição prevista em lei para a infração apurada, concluindo pela ocorrência de simulação na importação em questão, punível com pena de perdimento das mercadorias importadas, nos termos do artigo 23, inciso V, c/c parágrafo único, do Decreto-lei n 1.455/1976.’ Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5..., LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral’ (ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR n 748.371/MT-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes , DJe de 1.../8/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III Agravo regimental improvido’ (AI n 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 1.../2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Publique-se.” Alega a agravante que a decisão agravada foi omissa em relação à suposta ofensa ao princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. 5..., XXXV Constituição Federal de 1988/88). Aduz que opôs devidamente embargos de declaração e que, além de arguir matéria eminentemente constitucional, não seria necessária a análise de legislação infraconstitucional para o acolhimento da pretensão recursal. Em contrarrazões, a agravada sustenta que as alegações constituem 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR n 748.371/MT-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes , DJe de 1.../8/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III Agravo regimental improvido’ (AI n 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 1.../2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Publique-se.” Alega a agravante que a decisão agravada foi omissa em relação à suposta ofensa ao princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. 5..., XXXV Constituição Federal de 1988/88). Aduz que opôs devidamente embargos de declaração e que, além de arguir matéria eminentemente constitucional, não seria necessária a análise de legislação infraconstitucional para o acolhimento da pretensão recursal. Em contrarrazões, a agravada sustenta que as alegações constituem 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR mera irresignação da parte contribuinte, que não apresentou fundamentação relevante. Reforça que as alegadas violações constitucionais seriam indiretas ou reflexas. Por fim, requer a condenação do agravante em honorários advocatícios, nos termos do NCPC, art. 85, §3... c/c §11. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR mera irresignação da parte contribuinte, que não apresentou fundamentação relevante. Reforça que as alegadas violações constitucionais seriam indiretas ou reflexas. Por fim, requer a condenação do agravante em honorários advocatícios, nos termos do NCPC, art. 85, §3... c/c §11. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. A Constituição Federal de 1988 não erigiu garantia de duplo grau de jurisdição administrativa. Com efeito, na jurisprudência da Corte não há no ordenamento jurídico brasileiro a garantia constitucional do duplo grau de jurisdição. Nesse sentido: ( Recurso Extraordinário n 169.077/MG, Primeira Turma, Rel. Min. Octávio Gallotti, DJ 27/3/98; AI n 513.055/SP–AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Carlos Velloso, DJe de 8/4/05; RHC n 79.785/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 22/22/01; Recurso Extraordinário n 460.162/RS–AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 12/3/09. A partir dessa orientação, a Corte tem reiteradamente decidido que a afronta aos princípios do devido processo legal (art. 5..., LV, Constituição Federal de 1988) e da inafastabilidade da jurisdição (art. 5..., XXXV, Constituição Federal de 1988), em termos processuais, configura, via de regra, apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição, como ocorre na espécie. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENA DE PERDIMENTO DE BENS. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 704.364/DF–AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 8/11/12). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. A Constituição Federal de 1988 não erigiu garantia de duplo grau de jurisdição administrativa. Com efeito, na jurisprudência da Corte não há no ordenamento jurídico brasileiro a garantia constitucional do duplo grau de jurisdição. Nesse sentido: ( Recurso Extraordinário n 169.077/MG, Primeira Turma, Rel. Min. Octávio Gallotti, DJ 27/3/98; AI n 513.055/SP–AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Carlos Velloso, DJe de 8/4/05; RHC n 79.785/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 22/22/01; Recurso Extraordinário n 460.162/RS–AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 12/3/09. A partir dessa orientação, a Corte tem reiteradamente decidido que a afronta aos princípios do devido processo legal (art. 5..., LV, Constituição Federal de 1988) e da inafastabilidade da jurisdição (art. 5..., XXXV, Constituição Federal de 1988), em termos processuais, configura, via de regra, apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição, como ocorre na espécie. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENA DE PERDIMENTO DE BENS. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 704.364/DF–AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 8/11/12). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 976.865/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 13/10/16). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Impossibilidade de apelação em casos de execução fiscal cujo valor seja inferior a 50 ORTN. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Inexistência de violação. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE n 637.975/MG-RG (DJe de 1.../9/11), com repercussão geral reconhecida, de relatoria do Ministro Cezar Peluzo, entendeu que a norma que afirma ser incabível apelação em casos de execução fiscal cujo valor seja inferior a 50 ORTN não afronta os princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e do duplo grau de jurisdição. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 639.448/MG–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/8/12). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO, COM 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 976.865/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 13/10/16). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Impossibilidade de apelação em casos de execução fiscal cujo valor seja inferior a 50 ORTN. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Inexistência de violação. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE n 637.975/MG-RG (DJe de 1.../9/11), com repercussão geral reconhecida, de relatoria do Ministro Cezar Peluzo, entendeu que a norma que afirma ser incabível apelação em casos de execução fiscal cujo valor seja inferior a 50 ORTN não afronta os princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e do duplo grau de jurisdição. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 639.448/MG–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/8/12). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO, COM 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR PEDIDO DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS INFRINGENTES. SUPRIMENTO DE OMISSÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO E DO JUIZ NATURAL. MATÉRIA DE CUNHO INFRACONSTITUCIONAL, CONSTITUINDO EVENTUAL OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PERSISTÊNCIA DA INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A garantia constitucional do duplo grau de jurisdição (art. 5..., LV) insere-se no âmbito de proteção do princípio constitucional da ampla defesa, insculpido no mesmo enunciado normativo da Carta Magna, razão pela qual o tema foi enfrentado no acórdão embargado sob essa ótica, consignando-se a natureza infraconstitucional da controvérsia. 2. A violação do princípio constitucional do juiz natural (art. 5..., LIII), implica suprir a omissão do acórdão embargado para assentar que, também nessa hipótese, há eventual ofensa indireta ou reflexa, que não autoriza a interposição do recurso extraordinário. 3. Mantida a inadmissibilidade do recurso extraordinário, é de se rejeitar a atribuição dos pretendidos efeitos infringentes. 4. Embargos declaratórios a que se dá provimento parcial” (AI 845.223 AgR- ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 2/4/12). Agravo regimental não provido. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR PEDIDO DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS INFRINGENTES. SUPRIMENTO DE OMISSÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO E DO JUIZ NATURAL. MATÉRIA DE CUNHO INFRACONSTITUCIONAL, CONSTITUINDO EVENTUAL OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PERSISTÊNCIA DA INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A garantia constitucional do duplo grau de jurisdição (art. 5..., LV) insere-se no âmbito de proteção do princípio constitucional da ampla defesa, insculpido no mesmo enunciado normativo da Carta Magna, razão pela qual o tema foi enfrentado no acórdão embargado sob essa ótica, consignando-se a natureza infraconstitucional da controvérsia. 2. A violação do princípio constitucional do juiz natural (art. 5..., LIII), implica suprir a omissão do acórdão embargado para assentar que, também nessa hipótese, há eventual ofensa indireta ou reflexa, que não autoriza a interposição do recurso extraordinário. 3. Mantida a inadmissibilidade do recurso extraordinário, é de se rejeitar a atribuição dos pretendidos efeitos infringentes. 4. Embargos declaratórios a que se dá provimento parcial” (AI 845.223 AgR- ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 2/4/12). Agravo regimental não provido. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SANDOZ DO BRASIL INDUSTRIA FARMACEUTICA LTDA ADV.(A/S) : SILVIA MARIA COSTA BREGA (127142/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210391 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.178 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SANDOZ DO BRASIL INDUSTRIA FARMACEUTICA LTDA ADV.(A/S) : SILVIA MARIA COSTA BREGA (127142/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210391 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976 . 178", "Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976 . 178", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976 . 178", "Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR n 748 . 371 / MT -", "AI n 812 . 481 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário 976178", "AGR", "/", "PR n 748 . 371 / MT - RG", "AI n 812 . 481 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976 . 178", "Recurso Extraordinário n 169 . 077 / MG", "AI n 513 . 055 / SP – AgR", "RHC n 79 . 785 / RS", "Recurso Extraordinário n 460 . 162 / RS – AgR", "ARE n 704 . 364 / DF – AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976 . 178", "Recurso Extraordinário n 169 . 077 / MG", "AI n 513 . 055 / SP – AgR", "RHC n 79 . 785 / RS", "Recurso Extraordinário n 460 . 162 / RS – AgR", "ARE n 704 . 364 / DF – AgR", "Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR", "ARE n 976 . 865 / SP - AgR", "ARE n 637 . 975 / MG - RG", "ARE n 639 . 448 / MG – AgR", "Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR", "ARE n 976 . 865 / SP - AgR", "ARE n 637 . 975 / MG - RG", "ARE n 639 . 448 / MG – AgR", "Recurso Extraordinário 976178 AGR / PR", "AI 845 . 223 AgR - ED", "Recurso Extraordinário 976178 AGR", "AI 845 . 223 AgR - ED", "RECURSO", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 23 , inciso V , c / c parágrafo único , do Decreto - lei n 1 . 455 / 1976", "artigos 5 . . . , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 23 , inciso V , c / c parágrafo único , do Decreto - lei n 1 . 455 / 1976", "artigos 5 .", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta", "art . 93 , IX , da Constituição", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , XXXV Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta", "art . 93 , IX , da Constituição", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , XXXV Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "NCPC , art . 85 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "NCPC , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LV , Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , XXXV , Constituição Federal de 1988", "Constituição", "ART . 5 . . . , INC . LIV E LV , DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 5 . . . , XXXV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LV , Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , XXXV , Constituição Federal de 1988", "Constituição", "ART . 5 . . . , INC . 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"Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves 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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) :ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRIBUNAL DO JÚRI. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. REFORMATIO IN PEJUS NÃO CARACTERIZADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD52-8CE5-B9F2-1DE0 e senha E9E5-C6F3-7AAB-6398 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) :ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Irresignada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, neste Supremo Tribunal Federal, sustentando, em suma, que a antecipação da tutela recursal deveria ser deferida, ante a existência de fumus boni iuris e periculum in mora, determinando a imediata liberdade dos recorrentes e a expedição de alvará de soltura em favor dos mesmos, para que pudessem aguardar em liberdade a efetiva entrega da prestação jurisdicional. No mérito, requereu o provimento do recurso, para devolver aos recorrentes, aqui agravantes, o status libertatis, porque detentores do direito de aguardar em liberdade o provimento final, conforme se verificava na sentença prolatada pelo Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, nos autos do processo-crime n. 000052675.2010.8.22.0018, a qual transitou em julgado para a acusação, razão pela qual a prisão decretada no Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia seria nula, por incidir em reformatio in pejus e violar princípios de envergadura constitucional. Requereu, ainda, a nulidade do julgamento ocorrido no Plenário do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87B9-994A-F1E0-0430 e senha 2BD2-04AA-B512-9DAD Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) :ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Irresignada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, neste Supremo Tribunal Federal, sustentando, em suma, que a antecipação da tutela recursal deveria ser deferida, ante a existência de fumus boni iuris e periculum in mora, determinando a imediata liberdade dos recorrentes e a expedição de alvará de soltura em favor dos mesmos, para que pudessem aguardar em liberdade a efetiva entrega da prestação jurisdicional. No mérito, requereu o provimento do recurso, para devolver aos recorrentes, aqui agravantes, o status libertatis, porque detentores do direito de aguardar em liberdade o provimento final, conforme se verificava na sentença prolatada pelo Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, nos autos do processo-crime n. 000052675.2010.8.22.0018, a qual transitou em julgado para a acusação, razão pela qual a prisão decretada no Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia seria nula, por incidir em reformatio in pejus e violar princípios de envergadura constitucional. Requereu, ainda, a nulidade do julgamento ocorrido no Plenário do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87B9-994A-F1E0-0430 e senha 2BD2-04AA-B512-9DAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório RHC 154515 AGR / RO Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, por violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos, em face da reunião capitaneada pelo representante do Ministério Público, sem a competente intimação dos advogados de defesa, eivando de nulidade absoluta o julgamento ao qual foram submetidos os recorrentes. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reiterou a necessidade de se determinar a imediata soltura dos agravantes, para que possam aguardar em liberdade a efetiva entrega da prestação jurisdicional. Requereu, ainda, a revogação da prisão decretada no Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, por incidir em reformatio in pejus e violar princípios constitucionais. Requereu, também, a nulidade do julgamento ocorrido no Plenário do Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, por violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos. Requereu, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87B9-994A-F1E0-0430 e senha 2BD2-04AA-B512-9DAD Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, por violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos, em face da reunião capitaneada pelo representante do Ministério Público, sem a competente intimação dos advogados de defesa, eivando de nulidade absoluta o julgamento ao qual foram submetidos os recorrentes. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reiterou a necessidade de se determinar a imediata soltura dos agravantes, para que possam aguardar em liberdade a efetiva entrega da prestação jurisdicional. Requereu, ainda, a revogação da prisão decretada no Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, por incidir em reformatio in pejus e violar princípios constitucionais. Requereu, também, a nulidade do julgamento ocorrido no Plenário do Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, por violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos. Requereu, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87B9-994A-F1E0-0430 e senha 2BD2-04AA-B512-9DAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: Não prospera a irresignação recursal. Conforme me manifestei na Primeira Turma, no julgamento do RE 696.533, a presunção de inocência é uma presunção juris tantum, que exige, para ser afastada, a existência de um mínimo necessário de provas produzidas por meio de um devido processo legal e está prevista no art. 9º, da Declaração francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão, promulgada em 26/8/1789 ("Todo o acusado se presume inocente até ser declarado culpado"). A presunção de inocência condiciona toda condenação a uma atividade probatória produzida pela acusação e veda, taxativamente, a condenação, inexistindo as necessárias provas, devendo o Estado comprovar a culpabilidade do indivíduo, que é constitucionalmente presumido inocente, sob pena de voltarmos ao total arbítrio. Trata-se de um dos princípios basilares do Estado de Direito, como garantia processual penal, visando à tutela da liberdade pessoal e possui quatro básicas funções: (a) limitação à atividade legislativa; (b) critério condicionador das interpretações das normas vigentes; (c) critério de tratamento extraprocessual como inocente em todos os seus aspectos; (d) obrigatoriedade de o ônus da prova da prática de um fato delituoso ser sempre do acusador. No direito brasileiro, a presunção de inocência é consagrada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: Não prospera a irresignação recursal. Conforme me manifestei na Primeira Turma, no julgamento do RE 696.533, a presunção de inocência é uma presunção juris tantum, que exige, para ser afastada, a existência de um mínimo necessário de provas produzidas por meio de um devido processo legal e está prevista no art. 9º, da Declaração francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão, promulgada em 26/8/1789 ("Todo o acusado se presume inocente até ser declarado culpado"). A presunção de inocência condiciona toda condenação a uma atividade probatória produzida pela acusação e veda, taxativamente, a condenação, inexistindo as necessárias provas, devendo o Estado comprovar a culpabilidade do indivíduo, que é constitucionalmente presumido inocente, sob pena de voltarmos ao total arbítrio. Trata-se de um dos princípios basilares do Estado de Direito, como garantia processual penal, visando à tutela da liberdade pessoal e possui quatro básicas funções: (a) limitação à atividade legislativa; (b) critério condicionador das interpretações das normas vigentes; (c) critério de tratamento extraprocessual como inocente em todos os seus aspectos; (d) obrigatoriedade de o ônus da prova da prática de um fato delituoso ser sempre do acusador. No direito brasileiro, a presunção de inocência é consagrada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO constitucionalmente pelo art. 5º, LVII, ao estabelecer que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Com razão o eminente Ministro CELSO DE MELLO, Decano desta CORTE, quando alerta ser "mais intensa, portanto, no modelo constitucional brasileiro, a proteção à presunção de inocência" (Voto no HC 126.292/SP), em face da redação constitucional que se refere ao "trânsito em julgado". A condicionante constitucional ao "trânsito em julgado", portanto, exige a análise da sua razão de existência, finalidade e extensão, para que seja possível, no exercício de interpretação constitucional, realizar a delimitação do âmbito normativo do inciso LVII, do art. 5º, da Constituição Federal, em face dos demais princípios constitucionais penais e processuais penais, em especial os da efetividade da tutela judicial, do juízo natural, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, estabelecidos nos incisos LIII, LIV, LV, LVI e LXI do referido art. 5º. A interligação e complementariedade entre todos esses princípios no exercício da persecução penal são ínsitas ao Estado democrático de Direito, uma vez que somente por meio de uma sequência de atos processuais, realizados perante a autoridade judicial competente, poder-se-ão obter provas lícitas produzidas com a integral participação e controle da defesa pessoal e técnica do acusado, a fim de se obter uma decisão condenatória, escrita e fundamentada, afastando-se, portanto, a presunção constitucional de inocência. A interpretação constitucional deverá superar aparentes contradições entre os referidos princípios por meio da adequação proporcional do âmbito de alcance de cada um deles, de maneira harmônica e de modo a prestigiar o esquema organizatório-funcional constitucionalmente estabelecido pelo legislador constituinte originário, garantindo-lhes a maior eficácia e aplicabilidade possível, pois, como salienta CANOTILHO, o intérprete deve: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO constitucionalmente pelo art. 5º, LVII, ao estabelecer que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Com razão o eminente Ministro CELSO DE MELLO, Decano desta CORTE, quando alerta ser "mais intensa, portanto, no modelo constitucional brasileiro, a proteção à presunção de inocência" (Voto no HC 126.292/SP), em face da redação constitucional que se refere ao "trânsito em julgado". A condicionante constitucional ao "trânsito em julgado", portanto, exige a análise da sua razão de existência, finalidade e extensão, para que seja possível, no exercício de interpretação constitucional, realizar a delimitação do âmbito normativo do inciso LVII, do art. 5º, da Constituição Federal, em face dos demais princípios constitucionais penais e processuais penais, em especial os da efetividade da tutela judicial, do juízo natural, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, estabelecidos nos incisos LIII, LIV, LV, LVI e LXI do referido art. 5º. A interligação e complementariedade entre todos esses princípios no exercício da persecução penal são ínsitas ao Estado democrático de Direito, uma vez que somente por meio de uma sequência de atos processuais, realizados perante a autoridade judicial competente, poder-se-ão obter provas lícitas produzidas com a integral participação e controle da defesa pessoal e técnica do acusado, a fim de se obter uma decisão condenatória, escrita e fundamentada, afastando-se, portanto, a presunção constitucional de inocência. A interpretação constitucional deverá superar aparentes contradições entre os referidos princípios por meio da adequação proporcional do âmbito de alcance de cada um deles, de maneira harmônica e de modo a prestigiar o esquema organizatório-funcional constitucionalmente estabelecido pelo legislador constituinte originário, garantindo-lhes a maior eficácia e aplicabilidade possível, pois, como salienta CANOTILHO, o intérprete deve: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO "considerar a Constituição na sua globalidade e procurar harmonizar os espaços de tensão existentes entre as normas constitucionais a concretizar" (Direito Constitucional e teoria da Constituição. 2. Ed. Coimbra: Almedina, 1998). O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL deverá, portanto, compatibilizar o texto da Constituição Federal a partir da interdependência e complementaridade dos mencionados princípios e regras, que não deverão, como nos lembra GARCIA DE ENTERRÍA, ser interpretados isoladamente, sob pena de desrespeito à vontade do legislador constituinte (Reflexiones sobre la ley e los princípios generales del derecho. Madri: Civitas, 1996, p. 30), sendo impositivo e primordial guardar a coerência lógica dos dispositivos constitucionais, analisando-os com prudência, razoabilidade e coerência, de maneira a impedir que a eficácia de uns simplesmente anule a eficácia dos demais, negando-lhes efetividade. A eficácia do princípio do juiz natural exigirá, sempre, que a decisão criminal condenatória tenha sido proferida em ambas as instâncias ordinárias por integrantes do Poder Judiciário, com todas as garantias institucionais e pessoais previstas na Constituição Federal, devendo ser interpretada em sua plenitude, de forma a não só proibir a criação de Tribunais ou juízos de exceção, como também exigir respeito absoluto às regras objetivas de determinação de competência, para que não seja afetada a independência e a imparcialidade do órgão julgador. A eficácia do princípio da tutela judicial efetiva estará observada quando houver o estrito cumprimento pelos órgãos judiciários dos princípios processuais previstos no ordenamento jurídico, em especial o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, incluído o direito a uma dupla instância de mérito em relação aos recursos existentes ("direito de recorrer"), visando a assegurar a justa e imparcial decisão final e sua eficácia, após duas análises diversas da matéria fática e jurídica. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO "considerar a Constituição na sua globalidade e procurar harmonizar os espaços de tensão existentes entre as normas constitucionais a concretizar" (Direito Constitucional e teoria da Constituição. 2. Ed. Coimbra: Almedina, 1998). O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL deverá, portanto, compatibilizar o texto da Constituição Federal a partir da interdependência e complementaridade dos mencionados princípios e regras, que não deverão, como nos lembra GARCIA DE ENTERRÍA, ser interpretados isoladamente, sob pena de desrespeito à vontade do legislador constituinte (Reflexiones sobre la ley e los princípios generales del derecho. Madri: Civitas, 1996, p. 30), sendo impositivo e primordial guardar a coerência lógica dos dispositivos constitucionais, analisando-os com prudência, razoabilidade e coerência, de maneira a impedir que a eficácia de uns simplesmente anule a eficácia dos demais, negando-lhes efetividade. A eficácia do princípio do juiz natural exigirá, sempre, que a decisão criminal condenatória tenha sido proferida em ambas as instâncias ordinárias por integrantes do Poder Judiciário, com todas as garantias institucionais e pessoais previstas na Constituição Federal, devendo ser interpretada em sua plenitude, de forma a não só proibir a criação de Tribunais ou juízos de exceção, como também exigir respeito absoluto às regras objetivas de determinação de competência, para que não seja afetada a independência e a imparcialidade do órgão julgador. A eficácia do princípio da tutela judicial efetiva estará observada quando houver o estrito cumprimento pelos órgãos judiciários dos princípios processuais previstos no ordenamento jurídico, em especial o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, incluído o direito a uma dupla instância de mérito em relação aos recursos existentes ("direito de recorrer"), visando a assegurar a justa e imparcial decisão final e sua eficácia, após duas análises diversas da matéria fática e jurídica. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO A eficácia do devido processo legal estará configurada quando presente sua dupla proteção individual, tanto no âmbito material de proteção ao direito de liberdade, cuja supressão exige decisão judicial escrita e fundamentada da autoridade competente (CF, art. 5º, LXI), como no âmbito formal, ao assegurar ao réu paridade total de condições com o Estado-persecutor e plenitude de defesa, visando a impedir o arbítrio do Estado. O devido processo legal tem como corolários a ampla defesa e o contraditório, que deverão ser assegurados a todos os litigantes. A eficácia do princípio da ampla defesa estará presente quando ao réu forem garantidas as condições que lhe possibilitem trazer para o processo todos os elementos tendentes a esclarecer a verdade (direito à defesa técnica, à publicidade do processo, à citação, à produção ampla de provas, a ser processado e julgado pelo juiz competente, aos recursos previstos em lei, à decisão imutável, à revisão criminal) ou mesmo de calar-se, se entender necessário, à medida que a eficácia do princípio do contraditório, enquanto exteriorização da ampla defesa, será respeitada quando houver a condução dialética do processo (par conditio), pois a todo ato produzido pela acusação caberá igual direito da defesa de a ele se opor ou de dar a versão que lhe convenha, ou, ainda, de fornecer uma interpretação jurídica diversa daquela feita pelo autor da ação penal. Por sua vez, a eficácia do inciso LVII, do art. 5º, do texto constitucional, estará observada, em cada etapa processual, se as três exigências básicas decorrentes da razão da previsão constitucional da presunção de inocência tiverem sido observadas pelo Poder Judiciário: (1) o ônus da prova dos fatos constitutivos da pretensão penal pertencer com exclusividade à acusação, sem que se possa exigir a produção por parte da defesa de provas referentes a fatos negativos (provas diabólicas); (2) necessidade de colheita de provas ou de repetição de provas já obtidas, sempre perante o órgão judicial competente, mediante o devido processo legal, contraditório e ampla defesa; 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO A eficácia do devido processo legal estará configurada quando presente sua dupla proteção individual, tanto no âmbito material de proteção ao direito de liberdade, cuja supressão exige decisão judicial escrita e fundamentada da autoridade competente (CF, art. 5º, LXI), como no âmbito formal, ao assegurar ao réu paridade total de condições com o Estado-persecutor e plenitude de defesa, visando a impedir o arbítrio do Estado. O devido processo legal tem como corolários a ampla defesa e o contraditório, que deverão ser assegurados a todos os litigantes. A eficácia do princípio da ampla defesa estará presente quando ao réu forem garantidas as condições que lhe possibilitem trazer para o processo todos os elementos tendentes a esclarecer a verdade (direito à defesa técnica, à publicidade do processo, à citação, à produção ampla de provas, a ser processado e julgado pelo juiz competente, aos recursos previstos em lei, à decisão imutável, à revisão criminal) ou mesmo de calar-se, se entender necessário, à medida que a eficácia do princípio do contraditório, enquanto exteriorização da ampla defesa, será respeitada quando houver a condução dialética do processo (par conditio), pois a todo ato produzido pela acusação caberá igual direito da defesa de a ele se opor ou de dar a versão que lhe convenha, ou, ainda, de fornecer uma interpretação jurídica diversa daquela feita pelo autor da ação penal. Por sua vez, a eficácia do inciso LVII, do art. 5º, do texto constitucional, estará observada, em cada etapa processual, se as três exigências básicas decorrentes da razão da previsão constitucional da presunção de inocência tiverem sido observadas pelo Poder Judiciário: (1) o ônus da prova dos fatos constitutivos da pretensão penal pertencer com exclusividade à acusação, sem que se possa exigir a produção por parte da defesa de provas referentes a fatos negativos (provas diabólicas); (2) necessidade de colheita de provas ou de repetição de provas já obtidas, sempre perante o órgão judicial competente, mediante o devido processo legal, contraditório e ampla defesa; 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO (3) absoluta independência funcional dos magistrados na valoração livre das provas, tanto em 1ª quanto em 2ª Instâncias, por possuírem cognição plena. Respeitadas essas três exigências básicas, haverá eficácia nas finalidades pretendidas pela previsão constitucional da presunção de inocência no tocante à análise de mérito da culpabilidade do acusado, permitindo-se, consequentemente, a plena eficácia aos já citados princípios da tutela judicial efetiva e do juízo natural, com a possibilidade de as condenações criminais de mérito proferidas pelos Tribunais de 2º grau, no exercício de suas competências jurisdicionais, serem respeitadas, sem o "congelamento de sua efetividade" pela existência de competências recursais restritas e sem efeito suspensivo do Superior Tribunal de Justiça e do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, cuja atuação não possibilita a realização de novas análises probatórias e de mérito da questão penal, respectivamente, nos recursos especial e extraordinário; mesmo porque essa competência jurisdicional foi constitucionalmente atribuída às instâncias ordinárias do Poder Judiciário, definidas como únicos juízos naturais com cognição fática e probatória ampla. Ignorar a possibilidade de execução provisória de decisão condenatória final de segundo grau – esgotada a sua jurisdição – , escrita e fundamentada mediante a observância do devido processo legal, ampla defesa e contraditório e com absoluto respeito às exigências básicas decorrentes do princípio da presunção de inocência perante o juízo natural de mérito do Poder Judiciário – que, repita-se, não é o Superior Tribunal de Justiça, tampouco o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL –, seria atribuir eficácia zero ao princípio da efetiva tutela jurisdicional, em virtude de uma aplicação desproporcional e absoluta do princípio da presunção de inocência, que não estaria levando em conta, na interpretação constitucional, o método da justeza ou conformidade funcional, que aponta, como ensina VITAL MOREIRA, a necessidade de os órgãos encarregados da interpretação da norma constitucional não poderem chegar a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO (3) absoluta independência funcional dos magistrados na valoração livre das provas, tanto em 1ª quanto em 2ª Instâncias, por possuírem cognição plena. Respeitadas essas três exigências básicas, haverá eficácia nas finalidades pretendidas pela previsão constitucional da presunção de inocência no tocante à análise de mérito da culpabilidade do acusado, permitindo-se, consequentemente, a plena eficácia aos já citados princípios da tutela judicial efetiva e do juízo natural, com a possibilidade de as condenações criminais de mérito proferidas pelos Tribunais de 2º grau, no exercício de suas competências jurisdicionais, serem respeitadas, sem o "congelamento de sua efetividade" pela existência de competências recursais restritas e sem efeito suspensivo do Superior Tribunal de Justiça e do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, cuja atuação não possibilita a realização de novas análises probatórias e de mérito da questão penal, respectivamente, nos recursos especial e extraordinário; mesmo porque essa competência jurisdicional foi constitucionalmente atribuída às instâncias ordinárias do Poder Judiciário, definidas como únicos juízos naturais com cognição fática e probatória ampla. Ignorar a possibilidade de execução provisória de decisão condenatória final de segundo grau – esgotada a sua jurisdição – , escrita e fundamentada mediante a observância do devido processo legal, ampla defesa e contraditório e com absoluto respeito às exigências básicas decorrentes do princípio da presunção de inocência perante o juízo natural de mérito do Poder Judiciário – que, repita-se, não é o Superior Tribunal de Justiça, tampouco o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL –, seria atribuir eficácia zero ao princípio da efetiva tutela jurisdicional, em virtude de uma aplicação desproporcional e absoluta do princípio da presunção de inocência, que não estaria levando em conta, na interpretação constitucional, o método da justeza ou conformidade funcional, que aponta, como ensina VITAL MOREIRA, a necessidade de os órgãos encarregados da interpretação da norma constitucional não poderem chegar a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO uma posição que subverta, altere ou perturbe o esquema organizatóriofuncional constitucionalmente estabelecido pelo legislador originário (Fundamentos da Constituição. Coimbra: Coimbra, 1991, p. 134 e ss.). O "esquema organizatório-funcional" estabelecido pelo legislador constituinte, no tocante à persecução penal estatal, garante aos juízes e tribunais de 2º grau a competência para analisar o conjunto probatório e decidir o mérito das causas penais, afastando a não culpabilidade do réu e lhe impondo pena privativa de liberdade, pela presença do que o Ministro NÉRI DA SILVEIRA denominava de "juízo de consistência" (HC 72.366/SP). Essa análise do conjunto probatório não pode ser revista pelo Superior Tribunal de Justiça ou pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, pois, em relação a essas Cortes, a competência constitucional é restrita, não permitindo nova análise da justiça ou da injustiça da valoração probatória realizada pelos juízos ordinários competentes. Esse mesmo "esquema organizatório-funcional" autoriza constitucionalmente a prisão por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, e reserva para eventuais abusos dos tribunais de segunda instância a possibilidade do ajuizamento de Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça com recurso ordinário constitucional ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Exigir o trânsito em julgado ou a decisão final do Superior Tribunal de Justiça ou do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL para iniciar a execução da pena aplicada após o esgotamento da análise de mérito da dupla instância judicial, constitucionalmente escolhida como juízo natural criminal seria subverter a lógica da harmonização dos diversos princípios constitucionais penais e processuais penais e negar eficácia aos diversos dispositivos já apontados em favor da aplicação absoluta e desproporcional de um único inciso do art. 5º, com patente prejuízo ao princípio da tutela judicial efetiva. A tutela judicial efetiva, inclusive, exige o início da execução 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO uma posição que subverta, altere ou perturbe o esquema organizatóriofuncional constitucionalmente estabelecido pelo legislador originário (Fundamentos da Constituição. Coimbra: Coimbra, 1991, p. 134 e ss.). O "esquema organizatório-funcional" estabelecido pelo legislador constituinte, no tocante à persecução penal estatal, garante aos juízes e tribunais de 2º grau a competência para analisar o conjunto probatório e decidir o mérito das causas penais, afastando a não culpabilidade do réu e lhe impondo pena privativa de liberdade, pela presença do que o Ministro NÉRI DA SILVEIRA denominava de "juízo de consistência" (HC 72.366/SP). Essa análise do conjunto probatório não pode ser revista pelo Superior Tribunal de Justiça ou pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, pois, em relação a essas Cortes, a competência constitucional é restrita, não permitindo nova análise da justiça ou da injustiça da valoração probatória realizada pelos juízos ordinários competentes. Esse mesmo "esquema organizatório-funcional" autoriza constitucionalmente a prisão por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, e reserva para eventuais abusos dos tribunais de segunda instância a possibilidade do ajuizamento de Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça com recurso ordinário constitucional ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Exigir o trânsito em julgado ou a decisão final do Superior Tribunal de Justiça ou do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL para iniciar a execução da pena aplicada após o esgotamento da análise de mérito da dupla instância judicial, constitucionalmente escolhida como juízo natural criminal seria subverter a lógica da harmonização dos diversos princípios constitucionais penais e processuais penais e negar eficácia aos diversos dispositivos já apontados em favor da aplicação absoluta e desproporcional de um único inciso do art. 5º, com patente prejuízo ao princípio da tutela judicial efetiva. A tutela judicial efetiva, inclusive, exige o início da execução 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO provisória da pena como marco interruptivo da prescrição penal, de maneira a impedir a inefetividade da jurisdição penal em face da ocorrência de grandes lapsos temporais entre a sentença ou o acórdão condenatório e eventual início do cumprimento da pena após o trânsito em julgado, postergado pela demora nos julgamentos dos recursos especiais e extraordinários. Em que pese a respeitável posição em contrário, em quase 30 (trinta) anos do texto constitucional, foi essa a posição majoritária do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL por aproximadamente 23 (vinte e três) anos. Da promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988 até a decisão de 5 de fevereiro de 2009 (HC 84.078/MG, Rel. Min. EROS GRAU) e, posteriormente, de 17 de fevereiro de 2016 (HC 126.292/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI) – com a confirmação em repercussão geral no ARE 964.246/SP, em 10 de novembro de 2016 – até o presente momento. Durante mais de duas décadas, interpretando o alcance do artigo 5º, inciso LVII, da Constituição de 1988, a CORTE considerou que a presunção de inocência não impedia o início da execução provisória de pena após o esgotamento do julgamento da apelação em segunda instância – ou mesmo quando o julgamento pelo Tribunal fosse proferido em instância única, em razão de foro por prerrogativa de função. Em 28 de junho de 1991, o primeiro julgamento nesse sentido foi unânime, ausentes, ocasionalmente, o Ministro SYDNEY SANCHES, Presidente, e os Ministros MARCO AURÉLIO e CELSO DE MELLO (HC 68726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA), tendo o PLENÁRIO DA CORTE definido: HABEAS CORPUS. SENTENÇA CONDENATÓRIA MANTIDA EM SEGUNDO GRAU. MANDADO DE PRISÃO DO PACIENTE. INVOCAÇÃO DO ART. 5, INCISO LVII, DA CONSTITUIÇÃO. CÓDIGO DE PROCESSO PENAL, ART. 669. A ORDEM DE PRISÃO, EM DECORRÊNCIA DE DECRETO DE CUSTÓDIA PREVENTIVA, DE SENTENÇA DE 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO provisória da pena como marco interruptivo da prescrição penal, de maneira a impedir a inefetividade da jurisdição penal em face da ocorrência de grandes lapsos temporais entre a sentença ou o acórdão condenatório e eventual início do cumprimento da pena após o trânsito em julgado, postergado pela demora nos julgamentos dos recursos especiais e extraordinários. Em que pese a respeitável posição em contrário, em quase 30 (trinta) anos do texto constitucional, foi essa a posição majoritária do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL por aproximadamente 23 (vinte e três) anos. Da promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988 até a decisão de 5 de fevereiro de 2009 (HC 84.078/MG, Rel. Min. EROS GRAU) e, posteriormente, de 17 de fevereiro de 2016 (HC 126.292/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI) – com a confirmação em repercussão geral no ARE 964.246/SP, em 10 de novembro de 2016 – até o presente momento. Durante mais de duas décadas, interpretando o alcance do artigo 5º, inciso LVII, da Constituição de 1988, a CORTE considerou que a presunção de inocência não impedia o início da execução provisória de pena após o esgotamento do julgamento da apelação em segunda instância – ou mesmo quando o julgamento pelo Tribunal fosse proferido em instância única, em razão de foro por prerrogativa de função. Em 28 de junho de 1991, o primeiro julgamento nesse sentido foi unânime, ausentes, ocasionalmente, o Ministro SYDNEY SANCHES, Presidente, e os Ministros MARCO AURÉLIO e CELSO DE MELLO (HC 68726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA), tendo o PLENÁRIO DA CORTE definido: HABEAS CORPUS. SENTENÇA CONDENATÓRIA MANTIDA EM SEGUNDO GRAU. MANDADO DE PRISÃO DO PACIENTE. INVOCAÇÃO DO ART. 5, INCISO LVII, DA CONSTITUIÇÃO. CÓDIGO DE PROCESSO PENAL, ART. 669. A ORDEM DE PRISÃO, EM DECORRÊNCIA DE DECRETO DE CUSTÓDIA PREVENTIVA, DE SENTENÇA DE 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO PRONÚNCIA OU DE DECISÃO DE ÓRGÃO JULGADOR DE SEGUNDO GRAU E DE NATUREZA PROCESSUAL E CONCERNE AOS INTERESSES DE GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL OU DE EXECUÇÃO DA PENA IMPOSTA, APÓS O DEVIDO PROCESSO LEGAL. NÃO CONFLITA COM O ART. 5, INCISO LVII, DA CONSTITUIÇÃO. DE ACORDO COM O PAR. 2 DO ART. 27. DA LEI N 8.038/1990, OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIO E ESPECIAL SÃO RECEBIDOS NO EFEITO DEVOLUTIVO. MANTIDA, POR UNANIMIDADE, A SENTENÇA CONDENATÓRIA, CONTRA A QUAL O RÉU APELARA EM LIBERDADE, EXAURIDAS ESTÃO AS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS CRIMINAIS, NÃO SENDO, ASSIM, ILEGAL O MANDADO DE PRISÃO QUE ÓRGÃO JULGADOR DE SEGUNDO GRAU DETERMINA SE EXPEÇA CONTRA O RÉU. HABEAS CORPUS INDEFERIDO. Posteriormente, em 18 de dezembro de 1992, o posicionamento do TRIBUNAL foi confirmado no HC 69.964/RJ, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, com apenas dois Votos vencidos (Ministros MARCO AURÉLIO e SEPÚLVEDA PERTENCE): EMENTA: HABEAS CORPUS. PACIENTE RECOLHIDO A PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO CONDENATÓRIA. PRETENDIDO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. PEDIDO SUBSIDIÁRIO DE PROGRESSÃO DE REGIME. Contra decisão condenatória, proferida em única instância, por Tribunal estadual, cabe apenas recurso de índole extraordinária, sem efeito suspensivo, que não impede o cumprimento do mandado de prisão. Precedentes do STF. De outra parte, não configura constrangimento ilegal a falta de progressão no regime de cumprimento da pena, se o paciente ainda se acha, a requerimento próprio, fora do sistema penitenciário, em prisão especial, onde se torna impossível, por absoluta falta de meios, a realização do exame criminológico que, no caso, constitui pressuposto necessário a concessão do beneficio (art.112, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO PRONÚNCIA OU DE DECISÃO DE ÓRGÃO JULGADOR DE SEGUNDO GRAU E DE NATUREZA PROCESSUAL E CONCERNE AOS INTERESSES DE GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL OU DE EXECUÇÃO DA PENA IMPOSTA, APÓS O DEVIDO PROCESSO LEGAL. NÃO CONFLITA COM O ART. 5, INCISO LVII, DA CONSTITUIÇÃO. DE ACORDO COM O PAR. 2 DO ART. 27. DA LEI N 8.038/1990, OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIO E ESPECIAL SÃO RECEBIDOS NO EFEITO DEVOLUTIVO. MANTIDA, POR UNANIMIDADE, A SENTENÇA CONDENATÓRIA, CONTRA A QUAL O RÉU APELARA EM LIBERDADE, EXAURIDAS ESTÃO AS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS CRIMINAIS, NÃO SENDO, ASSIM, ILEGAL O MANDADO DE PRISÃO QUE ÓRGÃO JULGADOR DE SEGUNDO GRAU DETERMINA SE EXPEÇA CONTRA O RÉU. HABEAS CORPUS INDEFERIDO. Posteriormente, em 18 de dezembro de 1992, o posicionamento do TRIBUNAL foi confirmado no HC 69.964/RJ, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, com apenas dois Votos vencidos (Ministros MARCO AURÉLIO e SEPÚLVEDA PERTENCE): EMENTA: HABEAS CORPUS. PACIENTE RECOLHIDO A PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO CONDENATÓRIA. PRETENDIDO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. PEDIDO SUBSIDIÁRIO DE PROGRESSÃO DE REGIME. Contra decisão condenatória, proferida em única instância, por Tribunal estadual, cabe apenas recurso de índole extraordinária, sem efeito suspensivo, que não impede o cumprimento do mandado de prisão. Precedentes do STF. De outra parte, não configura constrangimento ilegal a falta de progressão no regime de cumprimento da pena, se o paciente ainda se acha, a requerimento próprio, fora do sistema penitenciário, em prisão especial, onde se torna impossível, por absoluta falta de meios, a realização do exame criminológico que, no caso, constitui pressuposto necessário a concessão do beneficio (art.112, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO paragrafo único, c/c art. 8, da LEP). Pedido indeferido. Inúmeros outros julgados afirmaram e reafirmaram a tese, dos quais menciono apenas alguns: "Contra decisão condenatória, proferida em única instância por Tribunal estadual cabe, apenas, recurso de índole extraordinária – especial ou extraordinário – sem efeito suspensivo, o que possibilita o cumprimento do mandado de prisão, mesmo antes do seu trânsito em julgado" (HC 67.968, rel. Min. PAULO BROSSARD j. 28.8.92). "O julgamento do recurso de apelação, com desfecho condenatório, sem que se tenha o trânsito em julgado da decisão, não impede a prisão do réu. O direito do condenado permanecer em liberdade termina com o julgamento dos recursos ordinários. Os recursos de natureza extraordinária não têm efeito suspensivo (art. 27, §2º da Lei 8.038/90). A jurisprudência do STF não vê incompatibilidade entre o que diz a lei e o disposto no artigo 5º, LVII da Constituição Federal. Recurso improvido." (RHC 71959-7/RS, 2ª. Turma, Rel. Min. FRANCISCO REZEK, j. 3.2.1995,). "O inciso LVII do art. 5º da CF, segundo o qual ‘ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória’, impede, apenas, que o nome do réu seja desde logo lançado no rol dos culpados, mas não é obstáculo à sua prisão imediata, conforme precedente do Plenário do STF." (HC 73.968, rel. Min. SYDNEY SANCHES, j. 14.5.96). "Firmou-se o entendimento do Tribunal no sentido de que não ofende o disposto no artigo 5º, LVII da Constituição a prisão imediata do condenado por decisão sujeita apenas a recursos sem efeito suspensivo, como o extraordinário e o especial." (HC n. 75.233-1, 1ª Turma, rel. p/ o acórdão Min. MOREIRA ALVES). "A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção de inocência. Habeas corpus 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO paragrafo único, c/c art. 8, da LEP). Pedido indeferido. Inúmeros outros julgados afirmaram e reafirmaram a tese, dos quais menciono apenas alguns: "Contra decisão condenatória, proferida em única instância por Tribunal estadual cabe, apenas, recurso de índole extraordinária – especial ou extraordinário – sem efeito suspensivo, o que possibilita o cumprimento do mandado de prisão, mesmo antes do seu trânsito em julgado" (HC 67.968, rel. Min. PAULO BROSSARD j. 28.8.92). "O julgamento do recurso de apelação, com desfecho condenatório, sem que se tenha o trânsito em julgado da decisão, não impede a prisão do réu. O direito do condenado permanecer em liberdade termina com o julgamento dos recursos ordinários. Os recursos de natureza extraordinária não têm efeito suspensivo (art. 27, §2º da Lei 8.038/90). A jurisprudência do STF não vê incompatibilidade entre o que diz a lei e o disposto no artigo 5º, LVII da Constituição Federal. Recurso improvido." (RHC 71959-7/RS, 2ª. Turma, Rel. Min. FRANCISCO REZEK, j. 3.2.1995,). "O inciso LVII do art. 5º da CF, segundo o qual ‘ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória’, impede, apenas, que o nome do réu seja desde logo lançado no rol dos culpados, mas não é obstáculo à sua prisão imediata, conforme precedente do Plenário do STF." (HC 73.968, rel. Min. SYDNEY SANCHES, j. 14.5.96). "Firmou-se o entendimento do Tribunal no sentido de que não ofende o disposto no artigo 5º, LVII da Constituição a prisão imediata do condenado por decisão sujeita apenas a recursos sem efeito suspensivo, como o extraordinário e o especial." (HC n. 75.233-1, 1ª Turma, rel. p/ o acórdão Min. MOREIRA ALVES). "A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção de inocência. Habeas corpus 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO indeferido." (HC 90.645, rel. Min. MENEZES DIREITO, j. 11.9.2007). No voto proferido no RHC 71.959-7/RS, julgado em 3 de fevereiro de 1995, o Relator, Min. FRANCISCO REZEK, fez considerações que permanecem atuais: "(...) exaurido o primeiro grau de jurisdição penal com uma sentença condenatória, e exaurido o segundo grau com a confirmação da mesma – cabendo ainda recursos, mas de natureza não ordinária; cabendo recursos tão-só pela superabundante generosidade do sistema processual brasileiro – pode ter início a execução da sentença condenatória com o recolhimento do réu à prisão. O que me pareceu, desde o início, é que uma interpretação radical do preceito atinente à presunção de inocência faria sentido se pudéssemos combinála, dentro de certa ordem jurídica, com alguma parcimônia, com alguma compostura legislativa na determinação das regras de processo. Isso faria sentido num país onde não fosse tão longa a trilha recursiva possível no processo comum; onde, esgotadas as instâncias ordinárias, o processo pudesse dar-se por findo, não se abrindo válvulas especiais ou extraordinárias de recurso. Pareceu à maioria, portanto, que a maneira sensata de interpretar a regra constitucional da presunção de inocência é aquela que compatibiliza, de algum modo, o sentido nobre da regra com o fato de que nossa sistemática processual é superabundante em matéria de recursos. Podemos, então, admitir o início de execução da sentença penal condenatória quando exauridas as instâncias ordinárias, não obstante a pendência, como neste caso, de um recurso especial – de resto trancado na origem, e para cujo destrancamento se tenta a via estreita do agravo de instrumento." A possibilidade de execução provisória da pena foi, inclusive, o pressuposto básico para a edição de duas Súmulas do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, editadas em sessão Plenária de 24/9/2003: SÚMULA 716: Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação imediata de regime menos 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO indeferido." (HC 90.645, rel. Min. MENEZES DIREITO, j. 11.9.2007). No voto proferido no RHC 71.959-7/RS, julgado em 3 de fevereiro de 1995, o Relator, Min. FRANCISCO REZEK, fez considerações que permanecem atuais: "(...) exaurido o primeiro grau de jurisdição penal com uma sentença condenatória, e exaurido o segundo grau com a confirmação da mesma – cabendo ainda recursos, mas de natureza não ordinária; cabendo recursos tão-só pela superabundante generosidade do sistema processual brasileiro – pode ter início a execução da sentença condenatória com o recolhimento do réu à prisão. O que me pareceu, desde o início, é que uma interpretação radical do preceito atinente à presunção de inocência faria sentido se pudéssemos combinála, dentro de certa ordem jurídica, com alguma parcimônia, com alguma compostura legislativa na determinação das regras de processo. Isso faria sentido num país onde não fosse tão longa a trilha recursiva possível no processo comum; onde, esgotadas as instâncias ordinárias, o processo pudesse dar-se por findo, não se abrindo válvulas especiais ou extraordinárias de recurso. Pareceu à maioria, portanto, que a maneira sensata de interpretar a regra constitucional da presunção de inocência é aquela que compatibiliza, de algum modo, o sentido nobre da regra com o fato de que nossa sistemática processual é superabundante em matéria de recursos. Podemos, então, admitir o início de execução da sentença penal condenatória quando exauridas as instâncias ordinárias, não obstante a pendência, como neste caso, de um recurso especial – de resto trancado na origem, e para cujo destrancamento se tenta a via estreita do agravo de instrumento." A possibilidade de execução provisória da pena foi, inclusive, o pressuposto básico para a edição de duas Súmulas do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, editadas em sessão Plenária de 24/9/2003: SÚMULA 716: Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação imediata de regime menos 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. SÚMULA 717: Não impede a progressão de regime de execução da pena, fixada em sentença não transitada em julgado, o fato de o réu se encontrar em prisão especial. Trata-se do mesmo entendimento no direito comparado, que, no máximo, exige para iniciar o cumprimento da pena a efetivação do duplo grau de jurisdição, conforme detalhadamente destacado no brilhante Voto do saudoso Ministro TEORI ZAVASCKI (HC 126.292/SP). Da mesma maneira, não há nenhuma exigência normativa, seja na Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San Jose da Costa Rica), seja na Convenção Europeia dos Direitos do Homem que condicione o início do cumprimento da pena ao trânsito em julgado da sentença condenatória. Ambas – respectivamente artigo 8.2 e artigo 6º2 – consagram o princípio da presunção de inocência até o momento em que a culpabilidade do acusado for legalmente comprovada, respeitados os demais princípios e garantias penais e processuais penais já analisados. Conforme apontam JOSÉ RIBAS VIEIRA e RANIERI LIMA RESENDE, em detalhado artigo denominado "Execução provisória da pena: Causa para a Corte Interamericana de Direitos Humanos?", que analisa importantes precedentes relacionados à presente hipótese (casos Herrera Ulloa vs. Costa Rica, 2004; Ricardo Canese vs. Paraguay, 2004; Rosendo Cantú y outra vs. México, 2011; Mohamed vs. Argentina, 2012): "identifica-se com clareza a validade convencional da decisão condenatória criminal, desde que atendidos os pressupostos do devido processo legal e disponibilizado ao condenado um recurso de natureza ordinária dirigido à instância que lhe seja superior. Entretanto, cumpre registrar que não se identificou na Convenção Americana sobre Direitos Humanos um dispositivo normativo específico que condicione o cumprimento da condenação penal ao trânsito em julgado da causa. Do mesmo modo, não se logrou êxito em localizar 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. SÚMULA 717: Não impede a progressão de regime de execução da pena, fixada em sentença não transitada em julgado, o fato de o réu se encontrar em prisão especial. Trata-se do mesmo entendimento no direito comparado, que, no máximo, exige para iniciar o cumprimento da pena a efetivação do duplo grau de jurisdição, conforme detalhadamente destacado no brilhante Voto do saudoso Ministro TEORI ZAVASCKI (HC 126.292/SP). Da mesma maneira, não há nenhuma exigência normativa, seja na Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San Jose da Costa Rica), seja na Convenção Europeia dos Direitos do Homem que condicione o início do cumprimento da pena ao trânsito em julgado da sentença condenatória. Ambas – respectivamente artigo 8.2 e artigo 6º2 – consagram o princípio da presunção de inocência até o momento em que a culpabilidade do acusado for legalmente comprovada, respeitados os demais princípios e garantias penais e processuais penais já analisados. Conforme apontam JOSÉ RIBAS VIEIRA e RANIERI LIMA RESENDE, em detalhado artigo denominado "Execução provisória da pena: Causa para a Corte Interamericana de Direitos Humanos?", que analisa importantes precedentes relacionados à presente hipótese (casos Herrera Ulloa vs. Costa Rica, 2004; Ricardo Canese vs. Paraguay, 2004; Rosendo Cantú y outra vs. México, 2011; Mohamed vs. Argentina, 2012): "identifica-se com clareza a validade convencional da decisão condenatória criminal, desde que atendidos os pressupostos do devido processo legal e disponibilizado ao condenado um recurso de natureza ordinária dirigido à instância que lhe seja superior. Entretanto, cumpre registrar que não se identificou na Convenção Americana sobre Direitos Humanos um dispositivo normativo específico que condicione o cumprimento da condenação penal ao trânsito em julgado da causa. Do mesmo modo, não se logrou êxito em localizar 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO precedente do Tribunal Interamericano a defender tal linha interpretativa". As exigências decorrentes da previsão constitucional do princípio da presunção de inocência não são desrespeitadas mediante a possibilidade de execução provisória da pena privativa de liberdade, quando a decisão condenatória observar todos os demais princípios constitucionais interligados; ou seja, quando o juízo de culpabilidade do acusado tiver sido firmado com absoluta independência pelo juízo natural, a partir da valoração de provas obtidas mediante o devido processo legal, contraditório e ampla defesa em dupla instância e a condenação criminal tiver sido imposta, em decisão colegiada, devidamente motivada, de Tribunal de 2º grau. Esse entendimento, conforme anteriormente mencionado, é aplicável integralmente a todas as hipóteses excepcionais de prerrogativa de foro, nas quais, constitucionalmente, o Tribunal competente (órgão colegiado) é o único órgão do Poder Judiciário com competência originária e exclusiva para a análise do mérito da ação penal, com ampla cognição probatória. O esgotamento legal da jurisdição de segundo grau ou do Tribunal competente nas hipóteses de prerrogativa de foro encerra a possibilidade recursal de cognição plena e da análise fática, probatória e jurídica integral, permitindo a execução provisória da pena em respeito ao princípio da tutela penal efetiva. Esse posicionamento não retira a eficácia da previsão constitucional do inciso LVII, do art. 5º, do texto constitucional, que, sob sua importante perspectiva processual (voto da Min. ELLEN GRACIE no HC 84.078/MG), manterá sua incidência em relação aos demais efeitos da condenação criminal que deverão aguardar os julgamentos dos recursos especiais e extraordinários, com respectivo trânsito em julgado: efeitos extrapenais (indenização do dano), perda do cargo ou função pública, perda da primariedade e possibilidade de reincidência e aumento do prazo prescricional no caso do cometimento de nova infração penal, por exemplo. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO precedente do Tribunal Interamericano a defender tal linha interpretativa". As exigências decorrentes da previsão constitucional do princípio da presunção de inocência não são desrespeitadas mediante a possibilidade de execução provisória da pena privativa de liberdade, quando a decisão condenatória observar todos os demais princípios constitucionais interligados; ou seja, quando o juízo de culpabilidade do acusado tiver sido firmado com absoluta independência pelo juízo natural, a partir da valoração de provas obtidas mediante o devido processo legal, contraditório e ampla defesa em dupla instância e a condenação criminal tiver sido imposta, em decisão colegiada, devidamente motivada, de Tribunal de 2º grau. Esse entendimento, conforme anteriormente mencionado, é aplicável integralmente a todas as hipóteses excepcionais de prerrogativa de foro, nas quais, constitucionalmente, o Tribunal competente (órgão colegiado) é o único órgão do Poder Judiciário com competência originária e exclusiva para a análise do mérito da ação penal, com ampla cognição probatória. O esgotamento legal da jurisdição de segundo grau ou do Tribunal competente nas hipóteses de prerrogativa de foro encerra a possibilidade recursal de cognição plena e da análise fática, probatória e jurídica integral, permitindo a execução provisória da pena em respeito ao princípio da tutela penal efetiva. Esse posicionamento não retira a eficácia da previsão constitucional do inciso LVII, do art. 5º, do texto constitucional, que, sob sua importante perspectiva processual (voto da Min. ELLEN GRACIE no HC 84.078/MG), manterá sua incidência em relação aos demais efeitos da condenação criminal que deverão aguardar os julgamentos dos recursos especiais e extraordinários, com respectivo trânsito em julgado: efeitos extrapenais (indenização do dano), perda do cargo ou função pública, perda da primariedade e possibilidade de reincidência e aumento do prazo prescricional no caso do cometimento de nova infração penal, por exemplo. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO Portanto, a expedição de mandado de prisão contra os recorrentes, para fins de execução da reprimenda, não enseja constrangimento ilegal. De outro canto, a alegada nulidade pela suposta violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos, em face da reunião capitaneada pelo representante do Ministério Público, sem a competente intimação dos advogados de defesa, não merece prosperar. Isto porque não se pode ignorar a regra segundo a qual não haverá declaração de nulidade quando não demonstrado o efetivo prejuízo causado à parte (pas de nullité sans grief). Pertinentes, a propósito dessa temática, as lições de ADA, SCARANCE e MAGALHÃES: "Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade jurisdicional." (As nulidades no processo penal, p. 27, 12ª ed., 2011, RT). Nesse sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: (HC 132.149-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 16/06/2017; RE 971.305-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 13/03/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13/03/2017; RHC 129.663-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 16/05/2017; HC 120.121-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 09/12/2016; HC 130.549-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe 17/11/2016; RHC 134.182, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 08/08/2016; HC 132.814, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 01/08/2016 e AP 481EI-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 12/08/2014), este último assim ementado: (…) 3. Além da arguição opportune tempore da suposta nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é igualmente essencial para o seu reconhecimento, de acordo com o princípio do pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO Portanto, a expedição de mandado de prisão contra os recorrentes, para fins de execução da reprimenda, não enseja constrangimento ilegal. De outro canto, a alegada nulidade pela suposta violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos, em face da reunião capitaneada pelo representante do Ministério Público, sem a competente intimação dos advogados de defesa, não merece prosperar. Isto porque não se pode ignorar a regra segundo a qual não haverá declaração de nulidade quando não demonstrado o efetivo prejuízo causado à parte (pas de nullité sans grief). Pertinentes, a propósito dessa temática, as lições de ADA, SCARANCE e MAGALHÃES: "Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade jurisdicional." (As nulidades no processo penal, p. 27, 12ª ed., 2011, RT). Nesse sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: (HC 132.149-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 16/06/2017; RE 971.305-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 13/03/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13/03/2017; RHC 129.663-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 16/05/2017; HC 120.121-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 09/12/2016; HC 130.549-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe 17/11/2016; RHC 134.182, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 08/08/2016; HC 132.814, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 01/08/2016 e AP 481EI-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 12/08/2014), este último assim ementado: (…) 3. Além da arguição opportune tempore da suposta nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é igualmente essencial para o seu reconhecimento, de acordo com o princípio do pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO Precedentes. (...) No presente caso, os recorrentes não demonstraram qualquer prejuízo, em virtude da reunião para entrega da "Cartilha do Jurado" aos cidadãos sorteados para atuar na sessão do Tribunal do Júri, como destacado pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, o Superior Tribunal de Justiça, no seu mister precípuo de fiscalização da devida aplicação da Lei Federal, conferiu aos dispositivos legais sob luzes interpretação coerente e jurídica, não se mostrando devido rever, "in casu", as diretrizes seguidas pela Corte da Cidadania. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO Precedentes. (...) No presente caso, os recorrentes não demonstraram qualquer prejuízo, em virtude da reunião para entrega da "Cartilha do Jurado" aos cidadãos sorteados para atuar na sessão do Tribunal do Júri, como destacado pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, o Superior Tribunal de Justiça, no seu mister precípuo de fiscalização da devida aplicação da Lei Federal, conferiu aos dispositivos legais sob luzes interpretação coerente e jurídica, não se mostrando devido rever, "in casu", as diretrizes seguidas pela Corte da Cidadania. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) :ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. A par desse aspecto, vencido no ponto, cumpre divergir do relator quanto à questão de fundo envolvida. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem natural do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da reprimenda. Ante o quadro, provejo o habeas para determinar a suspensão da execução provisória do título condenatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFE6-9D2E-C430-03A9 e senha 8938-5F13-3B4E-CFC8 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) :ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. A par desse aspecto, vencido no ponto, cumpre divergir do relator quanto à questão de fundo envolvida. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem natural do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da reprimenda. Ante o quadro, provejo o habeas para determinar a suspensão da execução provisória do título condenatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFE6-9D2E-C430-03A9 e senha 8938-5F13-3B4E-CFC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto Vogal RHC 154515 AGR / RO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFE6-9D2E-C430-03A9 e senha 8938-5F13-3B4E-CFC8 Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFE6-9D2E-C430-03A9 e senha 8938-5F13-3B4E-CFC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) : ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 544A-651C-8376-4F53 e senha D808-31E7-6904-224A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) : ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 544A-651C-8376-4F53 e senha D808-31E7-6904-224A Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748625874
2018-10-26T00:00:00
2018-11-09T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRIBUNAL DO JÚRI. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. REFORMATIO IN PEJUS NÃO CARACTERIZADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur394110
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA, EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA) HC 68726 (TP), HC 69964 (TP), RHC 71959 (2ªT), HC 73968 (1ªT), HC 75233 (1ªT), HC 84078 (TP), HC 90645 (1ªT), RE 696533 (1ªT), HC 126292 (TP), ARE 964246 RG, HC 68968 (2ªT). (JUÍZO DE CONSISTÊNCIA) HC 72366 (1ªT). (PRINCÍPIO PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF) HC 120121 AgR (1ªT), AP 481 EI-ED (TP), RHC 128827 (2ªT), HC 132814 (2ªT), RHC 134182 (2ªT), RHC 129663 AgR (2ªT), HC 130549 AgR (1ªT), RE 971305 AgR (1ªT), HC 132149 AgR (1ªT). (PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA) RE 696533 (1ªT), HC 126292 (TP). - Legislação estrangeira citada: art. 9º da Declaração francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão, promulgada em 26/8/1789; art. 6º, item 2, da Convenção Europeia dos Direitos do Homem. - Decisões estrangeiras citadas: Caso Herrera Ulloa vs. Costa Rica, de 2004; Caso Ricardo Canese vs. Paraguay, de 2004; Caso Rosendo Cantú y otra vs. México, de 2011; Caso Mohamed vs. Argentina, de 2012, da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Número de páginas: 20. Análise: 05/02/2019, JSF.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
154515
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00053 INC-00054 INC-00055 \n INC-00056 INC-00057 INC-00061\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-INT CVC ANO-1969\n ART-00008 ITEM-2\n CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA), DE 22 DE NOVEMBRO DE 1969\n\n", "LEG-FED DLG-000027 ANO-1992\n DECRETO LEGISLATIVO - APROVA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA), DE 22 DE NOVEMBRO DE 1969\n\n", "LEG-FED DEC-000678 ANO-1992\n DECRETO - PROMULGA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA), DE 22 DE NOVEMBRO DE 1969\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000716 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000717 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 154515 AgR
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AGTE.(S) : AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) : ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) :ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRIBUNAL DO JÚRI. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. REFORMATIO IN PEJUS NÃO CARACTERIZADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD52-8CE5-B9F2-1DE0 e senha E9E5-C6F3-7AAB-6398 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) :ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Irresignada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, neste Supremo Tribunal Federal, sustentando, em suma, que a antecipação da tutela recursal deveria ser deferida, ante a existência de fumus boni iuris e periculum in mora, determinando a imediata liberdade dos recorrentes e a expedição de alvará de soltura em favor dos mesmos, para que pudessem aguardar em liberdade a efetiva entrega da prestação jurisdicional. No mérito, requereu o provimento do recurso, para devolver aos recorrentes, aqui agravantes, o status libertatis, porque detentores do direito de aguardar em liberdade o provimento final, conforme se verificava na sentença prolatada pelo Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, nos autos do processo-crime n. 000052675.2010.8.22.0018, a qual transitou em julgado para a acusação, razão pela qual a prisão decretada no Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia seria nula, por incidir em reformatio in pejus e violar princípios de envergadura constitucional. Requereu, ainda, a nulidade do julgamento ocorrido no Plenário do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87B9-994A-F1E0-0430 e senha 2BD2-04AA-B512-9DAD Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) :ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Irresignada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, neste Supremo Tribunal Federal, sustentando, em suma, que a antecipação da tutela recursal deveria ser deferida, ante a existência de fumus boni iuris e periculum in mora, determinando a imediata liberdade dos recorrentes e a expedição de alvará de soltura em favor dos mesmos, para que pudessem aguardar em liberdade a efetiva entrega da prestação jurisdicional. No mérito, requereu o provimento do recurso, para devolver aos recorrentes, aqui agravantes, o status libertatis, porque detentores do direito de aguardar em liberdade o provimento final, conforme se verificava na sentença prolatada pelo Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, nos autos do processo-crime n. 000052675.2010.8.22.0018, a qual transitou em julgado para a acusação, razão pela qual a prisão decretada no Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia seria nula, por incidir em reformatio in pejus e violar princípios de envergadura constitucional. Requereu, ainda, a nulidade do julgamento ocorrido no Plenário do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87B9-994A-F1E0-0430 e senha 2BD2-04AA-B512-9DAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório RHC 154515 AGR / RO Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, por violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos, em face da reunião capitaneada pelo representante do Ministério Público, sem a competente intimação dos advogados de defesa, eivando de nulidade absoluta o julgamento ao qual foram submetidos os recorrentes. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reiterou a necessidade de se determinar a imediata soltura dos agravantes, para que possam aguardar em liberdade a efetiva entrega da prestação jurisdicional. Requereu, ainda, a revogação da prisão decretada no Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, por incidir em reformatio in pejus e violar princípios constitucionais. Requereu, também, a nulidade do julgamento ocorrido no Plenário do Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, por violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos. Requereu, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87B9-994A-F1E0-0430 e senha 2BD2-04AA-B512-9DAD Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, por violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos, em face da reunião capitaneada pelo representante do Ministério Público, sem a competente intimação dos advogados de defesa, eivando de nulidade absoluta o julgamento ao qual foram submetidos os recorrentes. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reiterou a necessidade de se determinar a imediata soltura dos agravantes, para que possam aguardar em liberdade a efetiva entrega da prestação jurisdicional. Requereu, ainda, a revogação da prisão decretada no Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, por incidir em reformatio in pejus e violar princípios constitucionais. Requereu, também, a nulidade do julgamento ocorrido no Plenário do Tribunal do Júri da Comarca de Santa Luzia do Oeste/RO, por violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos. Requereu, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87B9-994A-F1E0-0430 e senha 2BD2-04AA-B512-9DAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: Não prospera a irresignação recursal. Conforme me manifestei na Primeira Turma, no julgamento do Recurso Extraordinário 696.533, a presunção de inocência é uma presunção juris tantum, que exige, para ser afastada, a existência de um mínimo necessário de provas produzidas por meio de um devido processo legal e está prevista no art. 9..., da Declaração francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão, promulgada em 26/8/1789 ("Todo o acusado se presume inocente até ser declarado culpado"). A presunção de inocência condiciona toda condenação a uma atividade probatória produzida pela acusação e veda, taxativamente, a condenação, inexistindo as necessárias provas, devendo o Estado comprovar a culpabilidade do indivíduo, que é constitucionalmente presumido inocente, sob pena de voltarmos ao total arbítrio. Trata-se de um dos princípios basilares do Estado de Direito, como garantia processual penal, visando à tutela da liberdade pessoal e possui quatro básicas funções: (a) limitação à atividade legislativa; (b) critério condicionador das interpretações das normas vigentes; (c) critério de tratamento extraprocessual como inocente em todos os seus aspectos; (d) obrigatoriedade de o ônus da prova da prática de um fato delituoso ser sempre do acusador. No direito brasileiro, a presunção de inocência é consagrada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: Não prospera a irresignação recursal. Conforme me manifestei na Primeira Turma, no julgamento do Recurso Extraordinário 696.533, a presunção de inocência é uma presunção juris tantum, que exige, para ser afastada, a existência de um mínimo necessário de provas produzidas por meio de um devido processo legal e está prevista no art. 9..., da Declaração francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão, promulgada em 26/8/1789 ("Todo o acusado se presume inocente até ser declarado culpado"). A presunção de inocência condiciona toda condenação a uma atividade probatória produzida pela acusação e veda, taxativamente, a condenação, inexistindo as necessárias provas, devendo o Estado comprovar a culpabilidade do indivíduo, que é constitucionalmente presumido inocente, sob pena de voltarmos ao total arbítrio. Trata-se de um dos princípios basilares do Estado de Direito, como garantia processual penal, visando à tutela da liberdade pessoal e possui quatro básicas funções: (a) limitação à atividade legislativa; (b) critério condicionador das interpretações das normas vigentes; (c) critério de tratamento extraprocessual como inocente em todos os seus aspectos; (d) obrigatoriedade de o ônus da prova da prática de um fato delituoso ser sempre do acusador. No direito brasileiro, a presunção de inocência é consagrada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO constitucionalmente pelo art. 5..., LVII, ao estabelecer que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Com razão o eminente Ministro CELSO DE MELLO, Decano desta CORTE, quando alerta ser "mais intensa, portanto, no modelo constitucional brasileiro, a proteção à presunção de inocência" (Voto no HC 126.292/SP), em face da redação constitucional que se refere ao "trânsito em julgado". A condicionante constitucional ao "trânsito em julgado", portanto, exige a análise da sua razão de existência, finalidade e extensão, para que seja possível, no exercício de interpretação constitucional, realizar a delimitação do âmbito normativo do inciso LVII, do art. 5..., da Constituição Federal, em face dos demais princípios constitucionais penais e processuais penais, em especial os da efetividade da tutela judicial, do juízo natural, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, estabelecidos nos incisos LIII, LIV, LV, LVI e LXI do referido art. 5.... A interligação e complementariedade entre todos esses princípios no exercício da persecução penal são ínsitas ao Estado democrático de Direito, uma vez que somente por meio de uma sequência de atos processuais, realizados perante a autoridade judicial competente, poder-se-ão obter provas lícitas produzidas com a integral participação e controle da defesa pessoal e técnica do acusado, a fim de se obter uma decisão condenatória, escrita e fundamentada, afastando-se, portanto, a presunção constitucional de inocência. A interpretação constitucional deverá superar aparentes contradições entre os referidos princípios por meio da adequação proporcional do âmbito de alcance de cada um deles, de maneira harmônica e de modo a prestigiar o esquema organizatório-funcional constitucionalmente estabelecido pelo legislador constituinte originário, garantindo-lhes a maior eficácia e aplicabilidade possível, pois, como salienta CANOTILHO, o intérprete deve: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO constitucionalmente pelo art. 5..., LVII, ao estabelecer que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Com razão o eminente Ministro CELSO DE MELLO, Decano desta CORTE, quando alerta ser "mais intensa, portanto, no modelo constitucional brasileiro, a proteção à presunção de inocência" (Voto no HC 126.292/SP), em face da redação constitucional que se refere ao "trânsito em julgado". A condicionante constitucional ao "trânsito em julgado", portanto, exige a análise da sua razão de existência, finalidade e extensão, para que seja possível, no exercício de interpretação constitucional, realizar a delimitação do âmbito normativo do inciso LVII, do art. 5..., da Constituição Federal, em face dos demais princípios constitucionais penais e processuais penais, em especial os da efetividade da tutela judicial, do juízo natural, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, estabelecidos nos incisos LIII, LIV, LV, LVI e LXI do referido art. 5.... A interligação e complementariedade entre todos esses princípios no exercício da persecução penal são ínsitas ao Estado democrático de Direito, uma vez que somente por meio de uma sequência de atos processuais, realizados perante a autoridade judicial competente, poder-se-ão obter provas lícitas produzidas com a integral participação e controle da defesa pessoal e técnica do acusado, a fim de se obter uma decisão condenatória, escrita e fundamentada, afastando-se, portanto, a presunção constitucional de inocência. A interpretação constitucional deverá superar aparentes contradições entre os referidos princípios por meio da adequação proporcional do âmbito de alcance de cada um deles, de maneira harmônica e de modo a prestigiar o esquema organizatório-funcional constitucionalmente estabelecido pelo legislador constituinte originário, garantindo-lhes a maior eficácia e aplicabilidade possível, pois, como salienta CANOTILHO, o intérprete deve: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO "considerar a Constituição na sua globalidade e procurar harmonizar os espaços de tensão existentes entre as normas constitucionais a concretizar" (Direito Constitucional e teoria da Constituição. 2. Ed. Coimbra: Almedina, 1998). O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL deverá, portanto, compatibilizar o texto da Constituição Federal a partir da interdependência e complementaridade dos mencionados princípios e regras, que não deverão, como nos lembra GARCIA DE ENTERRÍA, ser interpretados isoladamente, sob pena de desrespeito à vontade do legislador constituinte (Reflexiones sobre la ley e los princípios generales del derecho. Madri: Civitas, 1996, p. 30), sendo impositivo e primordial guardar a coerência lógica dos dispositivos constitucionais, analisando-os com prudência, razoabilidade e coerência, de maneira a impedir que a eficácia de uns simplesmente anule a eficácia dos demais, negando-lhes efetividade. A eficácia do princípio do juiz natural exigirá, sempre, que a decisão criminal condenatória tenha sido proferida em ambas as instâncias ordinárias por integrantes do Poder Judiciário, com todas as garantias institucionais e pessoais previstas na Constituição Federal, devendo ser interpretada em sua plenitude, de forma a não só proibir a criação de Tribunais ou juízos de exceção, como também exigir respeito absoluto às regras objetivas de determinação de competência, para que não seja afetada a independência e a imparcialidade do órgão julgador. A eficácia do princípio da tutela judicial efetiva estará observada quando houver o estrito cumprimento pelos órgãos judiciários dos princípios processuais previstos no ordenamento jurídico, em especial o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, incluído o direito a uma dupla instância de mérito em relação aos recursos existentes ("direito de recorrer"), visando a assegurar a justa e imparcial decisão final e sua eficácia, após duas análises diversas da matéria fática e jurídica. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO "considerar a Constituição na sua globalidade e procurar harmonizar os espaços de tensão existentes entre as normas constitucionais a concretizar" (Direito Constitucional e teoria da Constituição. 2. Ed. Coimbra: Almedina, 1998). O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL deverá, portanto, compatibilizar o texto da Constituição Federal a partir da interdependência e complementaridade dos mencionados princípios e regras, que não deverão, como nos lembra GARCIA DE ENTERRÍA, ser interpretados isoladamente, sob pena de desrespeito à vontade do legislador constituinte (Reflexiones sobre la ley e los princípios generales del derecho. Madri: Civitas, 1996, p. 30), sendo impositivo e primordial guardar a coerência lógica dos dispositivos constitucionais, analisando-os com prudência, razoabilidade e coerência, de maneira a impedir que a eficácia de uns simplesmente anule a eficácia dos demais, negando-lhes efetividade. A eficácia do princípio do juiz natural exigirá, sempre, que a decisão criminal condenatória tenha sido proferida em ambas as instâncias ordinárias por integrantes do Poder Judiciário, com todas as garantias institucionais e pessoais previstas na Constituição Federal, devendo ser interpretada em sua plenitude, de forma a não só proibir a criação de Tribunais ou juízos de exceção, como também exigir respeito absoluto às regras objetivas de determinação de competência, para que não seja afetada a independência e a imparcialidade do órgão julgador. A eficácia do princípio da tutela judicial efetiva estará observada quando houver o estrito cumprimento pelos órgãos judiciários dos princípios processuais previstos no ordenamento jurídico, em especial o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, incluído o direito a uma dupla instância de mérito em relação aos recursos existentes ("direito de recorrer"), visando a assegurar a justa e imparcial decisão final e sua eficácia, após duas análises diversas da matéria fática e jurídica. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO A eficácia do devido processo legal estará configurada quando presente sua dupla proteção individual, tanto no âmbito material de proteção ao direito de liberdade, cuja supressão exige decisão judicial escrita e fundamentada da autoridade competente (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXI), como no âmbito formal, ao assegurar ao réu paridade total de condições com o Estado-persecutor e plenitude de defesa, visando a impedir o arbítrio do Estado. O devido processo legal tem como corolários a ampla defesa e o contraditório, que deverão ser assegurados a todos os litigantes. A eficácia do princípio da ampla defesa estará presente quando ao réu forem garantidas as condições que lhe possibilitem trazer para o processo todos os elementos tendentes a esclarecer a verdade (direito à defesa técnica, à publicidade do processo, à citação, à produção ampla de provas, a ser processado e julgado pelo juiz competente, aos recursos previstos em lei, à decisão imutável, à revisão criminal) ou mesmo de calar-se, se entender necessário, à medida que a eficácia do princípio do contraditório, enquanto exteriorização da ampla defesa, será respeitada quando houver a condução dialética do processo (par conditio), pois a todo ato produzido pela acusação caberá igual direito da defesa de a ele se opor ou de dar a versão que lhe convenha, ou, ainda, de fornecer uma interpretação jurídica diversa daquela feita pelo autor da ação penal. Por sua vez, a eficácia do inciso LVII, do art. 5..., do texto constitucional, estará observada, em cada etapa processual, se as três exigências básicas decorrentes da razão da previsão constitucional da presunção de inocência tiverem sido observadas pelo Poder Judiciário: (1) o ônus da prova dos fatos constitutivos da pretensão penal pertencer com exclusividade à acusação, sem que se possa exigir a produção por parte da defesa de provas referentes a fatos negativos (provas diabólicas); (2) necessidade de colheita de provas ou de repetição de provas já obtidas, sempre perante o órgão judicial competente, mediante o devido processo legal, contraditório e ampla defesa; 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO A eficácia do devido processo legal estará configurada quando presente sua dupla proteção individual, tanto no âmbito material de proteção ao direito de liberdade, cuja supressão exige decisão judicial escrita e fundamentada da autoridade competente (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXI), como no âmbito formal, ao assegurar ao réu paridade total de condições com o Estado-persecutor e plenitude de defesa, visando a impedir o arbítrio do Estado. O devido processo legal tem como corolários a ampla defesa e o contraditório, que deverão ser assegurados a todos os litigantes. A eficácia do princípio da ampla defesa estará presente quando ao réu forem garantidas as condições que lhe possibilitem trazer para o processo todos os elementos tendentes a esclarecer a verdade (direito à defesa técnica, à publicidade do processo, à citação, à produção ampla de provas, a ser processado e julgado pelo juiz competente, aos recursos previstos em lei, à decisão imutável, à revisão criminal) ou mesmo de calar-se, se entender necessário, à medida que a eficácia do princípio do contraditório, enquanto exteriorização da ampla defesa, será respeitada quando houver a condução dialética do processo (par conditio), pois a todo ato produzido pela acusação caberá igual direito da defesa de a ele se opor ou de dar a versão que lhe convenha, ou, ainda, de fornecer uma interpretação jurídica diversa daquela feita pelo autor da ação penal. Por sua vez, a eficácia do inciso LVII, do art. 5..., do texto constitucional, estará observada, em cada etapa processual, se as três exigências básicas decorrentes da razão da previsão constitucional da presunção de inocência tiverem sido observadas pelo Poder Judiciário: (1) o ônus da prova dos fatos constitutivos da pretensão penal pertencer com exclusividade à acusação, sem que se possa exigir a produção por parte da defesa de provas referentes a fatos negativos (provas diabólicas); (2) necessidade de colheita de provas ou de repetição de provas já obtidas, sempre perante o órgão judicial competente, mediante o devido processo legal, contraditório e ampla defesa; 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO (3) absoluta independência funcional dos magistrados na valoração livre das provas, tanto em 1... quanto em 2... Instâncias, por possuírem cognição plena. Respeitadas essas três exigências básicas, haverá eficácia nas finalidades pretendidas pela previsão constitucional da presunção de inocência no tocante à análise de mérito da culpabilidade do acusado, permitindo-se, consequentemente, a plena eficácia aos já citados princípios da tutela judicial efetiva e do juízo natural, com a possibilidade de as condenações criminais de mérito proferidas pelos Tribunais de 2... grau, no exercício de suas competências jurisdicionais, serem respeitadas, sem o "congelamento de sua efetividade" pela existência de competências recursais restritas e sem efeito suspensivo do Superior Tribunal de Justiça e do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, cuja atuação não possibilita a realização de novas análises probatórias e de mérito da questão penal, respectivamente, nos recursos especial e extraordinário; mesmo porque essa competência jurisdicional foi constitucionalmente atribuída às instâncias ordinárias do Poder Judiciário, definidas como únicos juízos naturais com cognição fática e probatória ampla. Ignorar a possibilidade de execução provisória de decisão condenatória final de segundo grau – esgotada a sua jurisdição – , escrita e fundamentada mediante a observância do devido processo legal, ampla defesa e contraditório e com absoluto respeito às exigências básicas decorrentes do princípio da presunção de inocência perante o juízo natural de mérito do Poder Judiciário – que, repita-se, não é o Superior Tribunal de Justiça, tampouco o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL –, seria atribuir eficácia zero ao princípio da efetiva tutela jurisdicional, em virtude de uma aplicação desproporcional e absoluta do princípio da presunção de inocência, que não estaria levando em conta, na interpretação constitucional, o método da justeza ou conformidade funcional, que aponta, como ensina VITAL MOREIRA, a necessidade de os órgãos encarregados da interpretação da norma constitucional não poderem chegar a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO (3) absoluta independência funcional dos magistrados na valoração livre das provas, tanto em 1... quanto em 2... Instâncias, por possuírem cognição plena. Respeitadas essas três exigências básicas, haverá eficácia nas finalidades pretendidas pela previsão constitucional da presunção de inocência no tocante à análise de mérito da culpabilidade do acusado, permitindo-se, consequentemente, a plena eficácia aos já citados princípios da tutela judicial efetiva e do juízo natural, com a possibilidade de as condenações criminais de mérito proferidas pelos Tribunais de 2... grau, no exercício de suas competências jurisdicionais, serem respeitadas, sem o "congelamento de sua efetividade" pela existência de competências recursais restritas e sem efeito suspensivo do Superior Tribunal de Justiça e do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, cuja atuação não possibilita a realização de novas análises probatórias e de mérito da questão penal, respectivamente, nos recursos especial e extraordinário; mesmo porque essa competência jurisdicional foi constitucionalmente atribuída às instâncias ordinárias do Poder Judiciário, definidas como únicos juízos naturais com cognição fática e probatória ampla. Ignorar a possibilidade de execução provisória de decisão condenatória final de segundo grau – esgotada a sua jurisdição – , escrita e fundamentada mediante a observância do devido processo legal, ampla defesa e contraditório e com absoluto respeito às exigências básicas decorrentes do princípio da presunção de inocência perante o juízo natural de mérito do Poder Judiciário – que, repita-se, não é o Superior Tribunal de Justiça, tampouco o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL –, seria atribuir eficácia zero ao princípio da efetiva tutela jurisdicional, em virtude de uma aplicação desproporcional e absoluta do princípio da presunção de inocência, que não estaria levando em conta, na interpretação constitucional, o método da justeza ou conformidade funcional, que aponta, como ensina VITAL MOREIRA, a necessidade de os órgãos encarregados da interpretação da norma constitucional não poderem chegar a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO uma posição que subverta, altere ou perturbe o esquema organizatóriofuncional constitucionalmente estabelecido pelo legislador originário (Fundamentos da Constituição. Coimbra: Coimbra, 1991, p. 134 e ss.). O "esquema organizatório-funcional" estabelecido pelo legislador constituinte, no tocante à persecução penal estatal, garante aos juízes e tribunais de 2... grau a competência para analisar o conjunto probatório e decidir o mérito das causas penais, afastando a não culpabilidade do réu e lhe impondo pena privativa de liberdade, pela presença do que o Ministro NÉRI DA SILVEIRA denominava de "juízo de consistência" (HC 72.366/SP). Essa análise do conjunto probatório não pode ser revista pelo Superior Tribunal de Justiça ou pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, pois, em relação a essas Cortes, a competência constitucional é restrita, não permitindo nova análise da justiça ou da injustiça da valoração probatória realizada pelos juízos ordinários competentes. Esse mesmo "esquema organizatório-funcional" autoriza constitucionalmente a prisão por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, e reserva para eventuais abusos dos tribunais de segunda instância a possibilidade do ajuizamento de Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça com recurso ordinário constitucional ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Exigir o trânsito em julgado ou a decisão final do Superior Tribunal de Justiça ou do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL para iniciar a execução da pena aplicada após o esgotamento da análise de mérito da dupla instância judicial, constitucionalmente escolhida como juízo natural criminal seria subverter a lógica da harmonização dos diversos princípios constitucionais penais e processuais penais e negar eficácia aos diversos dispositivos já apontados em favor da aplicação absoluta e desproporcional de um único inciso do art. 5..., com patente prejuízo ao princípio da tutela judicial efetiva. A tutela judicial efetiva, inclusive, exige o início da execução 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO uma posição que subverta, altere ou perturbe o esquema organizatóriofuncional constitucionalmente estabelecido pelo legislador originário (Fundamentos da Constituição. Coimbra: Coimbra, 1991, p. 134 e ss.). O "esquema organizatório-funcional" estabelecido pelo legislador constituinte, no tocante à persecução penal estatal, garante aos juízes e tribunais de 2... grau a competência para analisar o conjunto probatório e decidir o mérito das causas penais, afastando a não culpabilidade do réu e lhe impondo pena privativa de liberdade, pela presença do que o Ministro NÉRI DA SILVEIRA denominava de "juízo de consistência" (HC 72.366/SP). Essa análise do conjunto probatório não pode ser revista pelo Superior Tribunal de Justiça ou pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, pois, em relação a essas Cortes, a competência constitucional é restrita, não permitindo nova análise da justiça ou da injustiça da valoração probatória realizada pelos juízos ordinários competentes. Esse mesmo "esquema organizatório-funcional" autoriza constitucionalmente a prisão por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, e reserva para eventuais abusos dos tribunais de segunda instância a possibilidade do ajuizamento de Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça com recurso ordinário constitucional ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Exigir o trânsito em julgado ou a decisão final do Superior Tribunal de Justiça ou do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL para iniciar a execução da pena aplicada após o esgotamento da análise de mérito da dupla instância judicial, constitucionalmente escolhida como juízo natural criminal seria subverter a lógica da harmonização dos diversos princípios constitucionais penais e processuais penais e negar eficácia aos diversos dispositivos já apontados em favor da aplicação absoluta e desproporcional de um único inciso do art. 5..., com patente prejuízo ao princípio da tutela judicial efetiva. A tutela judicial efetiva, inclusive, exige o início da execução 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO provisória da pena como marco interruptivo da prescrição penal, de maneira a impedir a inefetividade da jurisdição penal em face da ocorrência de grandes lapsos temporais entre a sentença ou o acórdão condenatório e eventual início do cumprimento da pena após o trânsito em julgado, postergado pela demora nos julgamentos dos recursos especiais e extraordinários. Em que pese a respeitável posição em contrário, em quase 30 (trinta) anos do texto constitucional, foi essa a posição majoritária do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL por aproximadamente 23 (vinte e três) anos. Da promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988 até a decisão de 5 de fevereiro de 2009 (HC 84.078/MG, Rel. Min. EROS GRAU) e, posteriormente, de 17 de fevereiro de 2016 (HC 126.292/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI) – com a confirmação em repercussão geral no ARE 964.246/SP, em 10 de novembro de 2016 – até o presente momento. Durante mais de duas décadas, interpretando o alcance do artigo 5..., inciso LVII, da Constituição de 1988, a CORTE considerou que a presunção de inocência não impedia o início da execução provisória de pena após o esgotamento do julgamento da apelação em segunda instância – ou mesmo quando o julgamento pelo Tribunal fosse proferido em instância única, em razão de foro por prerrogativa de função. Em 28 de junho de 1991, o primeiro julgamento nesse sentido foi unânime, ausentes, ocasionalmente, o Ministro SYDNEY SANCHES, Presidente, e os Ministros MARCO AURÉLIO e CELSO DE MELLO (HC 68726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA), tendo o PLENÁRIO DA CORTE definido: HABEAS CORPUS. SENTENÇA CONDENATÓRIA MANTIDA EM SEGUNDO GRAU. MANDADO DE PRISÃO DO PACIENTE. INVOCAÇÃO DO ART. 5, INCISO LVII, DA CONSTITUIÇÃO. CÓDIGO DE PROCESSO PENAL, ART. 669. A ORDEM DE PRISÃO, EM DECORRÊNCIA DE DECRETO DE CUSTÓDIA PREVENTIVA, DE SENTENÇA DE 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO provisória da pena como marco interruptivo da prescrição penal, de maneira a impedir a inefetividade da jurisdição penal em face da ocorrência de grandes lapsos temporais entre a sentença ou o acórdão condenatório e eventual início do cumprimento da pena após o trânsito em julgado, postergado pela demora nos julgamentos dos recursos especiais e extraordinários. Em que pese a respeitável posição em contrário, em quase 30 (trinta) anos do texto constitucional, foi essa a posição majoritária do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL por aproximadamente 23 (vinte e três) anos. Da promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988 até a decisão de 5 de fevereiro de 2009 (HC 84.078/MG, Rel. Min. EROS GRAU) e, posteriormente, de 17 de fevereiro de 2016 (HC 126.292/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI) – com a confirmação em repercussão geral no ARE 964.246/SP, em 10 de novembro de 2016 – até o presente momento. Durante mais de duas décadas, interpretando o alcance do artigo 5..., inciso LVII, da Constituição de 1988, a CORTE considerou que a presunção de inocência não impedia o início da execução provisória de pena após o esgotamento do julgamento da apelação em segunda instância – ou mesmo quando o julgamento pelo Tribunal fosse proferido em instância única, em razão de foro por prerrogativa de função. Em 28 de junho de 1991, o primeiro julgamento nesse sentido foi unânime, ausentes, ocasionalmente, o Ministro SYDNEY SANCHES, Presidente, e os Ministros MARCO AURÉLIO e CELSO DE MELLO (HC 68726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA), tendo o PLENÁRIO DA CORTE definido: HABEAS CORPUS. SENTENÇA CONDENATÓRIA MANTIDA EM SEGUNDO GRAU. MANDADO DE PRISÃO DO PACIENTE. INVOCAÇÃO DO ART. 5, INCISO LVII, DA CONSTITUIÇÃO. CÓDIGO DE PROCESSO PENAL, ART. 669. A ORDEM DE PRISÃO, EM DECORRÊNCIA DE DECRETO DE CUSTÓDIA PREVENTIVA, DE SENTENÇA DE 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO PRONÚNCIA OU DE DECISÃO DE ÓRGÃO JULGADOR DE SEGUNDO GRAU E DE NATUREZA PROCESSUAL E CONCERNE AOS INTERESSES DE GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL OU DE EXECUÇÃO DA PENA IMPOSTA, APÓS O DEVIDO PROCESSO LEGAL. NÃO CONFLITA COM O ART. 5, INCISO LVII, DA CONSTITUIÇÃO. DE ACORDO COM O PAR. 2 DO ART. 27. DA LEI N 8.038/1990, OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIO E ESPECIAL SÃO RECEBIDOS NO EFEITO DEVOLUTIVO. MANTIDA, POR UNANIMIDADE, A SENTENÇA CONDENATÓRIA, CONTRA A QUAL O RÉU APELARA EM LIBERDADE, EXAURIDAS ESTÃO AS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS CRIMINAIS, NÃO SENDO, ASSIM, ILEGAL O MANDADO DE PRISÃO QUE ÓRGÃO JULGADOR DE SEGUNDO GRAU DETERMINA SE EXPEÇA CONTRA O RÉU. HABEAS CORPUS INDEFERIDO. Posteriormente, em 18 de dezembro de 1992, o posicionamento do TRIBUNAL foi confirmado no HC 69.964/RJ, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, com apenas dois Votos vencidos (Ministros MARCO AURÉLIO e SEPÚLVEDA PERTENCE): EMENTA: HABEAS CORPUS. PACIENTE RECOLHIDO A PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO CONDENATÓRIA. PRETENDIDO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. PEDIDO SUBSIDIÁRIO DE PROGRESSÃO DE REGIME. Contra decisão condenatória, proferida em única instância, por Tribunal estadual, cabe apenas recurso de índole extraordinária, sem efeito suspensivo, que não impede o cumprimento do mandado de prisão. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. De outra parte, não configura constrangimento ilegal a falta de progressão no regime de cumprimento da pena, se o paciente ainda se acha, a requerimento próprio, fora do sistema penitenciário, em prisão especial, onde se torna impossível, por absoluta falta de meios, a realização do exame criminológico que, no caso, constitui pressuposto necessário a concessão do beneficio (art.112, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO PRONÚNCIA OU DE DECISÃO DE ÓRGÃO JULGADOR DE SEGUNDO GRAU E DE NATUREZA PROCESSUAL E CONCERNE AOS INTERESSES DE GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL OU DE EXECUÇÃO DA PENA IMPOSTA, APÓS O DEVIDO PROCESSO LEGAL. NÃO CONFLITA COM O ART. 5, INCISO LVII, DA CONSTITUIÇÃO. DE ACORDO COM O PAR. 2 DO ART. 27. DA LEI N 8.038/1990, OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIO E ESPECIAL SÃO RECEBIDOS NO EFEITO DEVOLUTIVO. MANTIDA, POR UNANIMIDADE, A SENTENÇA CONDENATÓRIA, CONTRA A QUAL O RÉU APELARA EM LIBERDADE, EXAURIDAS ESTÃO AS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS CRIMINAIS, NÃO SENDO, ASSIM, ILEGAL O MANDADO DE PRISÃO QUE ÓRGÃO JULGADOR DE SEGUNDO GRAU DETERMINA SE EXPEÇA CONTRA O RÉU. HABEAS CORPUS INDEFERIDO. Posteriormente, em 18 de dezembro de 1992, o posicionamento do TRIBUNAL foi confirmado no HC 69.964/RJ, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, com apenas dois Votos vencidos (Ministros MARCO AURÉLIO e SEPÚLVEDA PERTENCE): EMENTA: HABEAS CORPUS. PACIENTE RECOLHIDO A PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO CONDENATÓRIA. PRETENDIDO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. PEDIDO SUBSIDIÁRIO DE PROGRESSÃO DE REGIME. Contra decisão condenatória, proferida em única instância, por Tribunal estadual, cabe apenas recurso de índole extraordinária, sem efeito suspensivo, que não impede o cumprimento do mandado de prisão. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. De outra parte, não configura constrangimento ilegal a falta de progressão no regime de cumprimento da pena, se o paciente ainda se acha, a requerimento próprio, fora do sistema penitenciário, em prisão especial, onde se torna impossível, por absoluta falta de meios, a realização do exame criminológico que, no caso, constitui pressuposto necessário a concessão do beneficio (art.112, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO paragrafo único, c/c art. 8, da LEP). Pedido indeferido. Inúmeros outros julgados afirmaram e reafirmaram a tese, dos quais menciono apenas alguns: "Contra decisão condenatória, proferida em única instância por Tribunal estadual cabe, apenas, recurso de índole extraordinária – especial ou extraordinário – sem efeito suspensivo, o que possibilita o cumprimento do mandado de prisão, mesmo antes do seu trânsito em julgado" (HC 67.968, rel. Min. PAULO BROSSARD j. 28.8.92). "O julgamento do recurso de apelação, com desfecho condenatório, sem que se tenha o trânsito em julgado da decisão, não impede a prisão do réu. O direito do condenado permanecer em liberdade termina com o julgamento dos recursos ordinários. Os recursos de natureza extraordinária não têm efeito suspensivo (art. 27, §2... da Lei 8.038/90). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não vê incompatibilidade entre o que diz a lei e o disposto no artigo 5..., LVII da Constituição Federal. Recurso improvido." (RHC 71959-7/RS, 2.... Turma, Rel. Min. FRANCISCO REZEK, j. 3.2.1995,). "O inciso LVII do art. 5... da Constituição Federal de 1988, segundo o qual ‘ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória’, impede, apenas, que o nome do réu seja desde logo lançado no rol dos culpados, mas não é obstáculo à sua prisão imediata, conforme precedente do Plenário do Supremo Tribunal Federal." (HC 73.968, rel. Min. SYDNEY SANCHES, j. 14.5.96). "Firmou-se o entendimento do Tribunal no sentido de que não ofende o disposto no artigo 5..., LVII da Constituição a prisão imediata do condenado por decisão sujeita apenas a recursos sem efeito suspensivo, como o extraordinário e o especial." (HC n. 75.233-1, 1... Turma, rel. p/ o acórdão Min. MOREIRA ALVES). "A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção de inocência. Habeas corpus 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO paragrafo único, c/c art. 8, da LEP). Pedido indeferido. Inúmeros outros julgados afirmaram e reafirmaram a tese, dos quais menciono apenas alguns: "Contra decisão condenatória, proferida em única instância por Tribunal estadual cabe, apenas, recurso de índole extraordinária – especial ou extraordinário – sem efeito suspensivo, o que possibilita o cumprimento do mandado de prisão, mesmo antes do seu trânsito em julgado" (HC 67.968, rel. Min. PAULO BROSSARD j. 28.8.92). "O julgamento do recurso de apelação, com desfecho condenatório, sem que se tenha o trânsito em julgado da decisão, não impede a prisão do réu. O direito do condenado permanecer em liberdade termina com o julgamento dos recursos ordinários. Os recursos de natureza extraordinária não têm efeito suspensivo (art. 27, §2... da Lei 8.038/90). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não vê incompatibilidade entre o que diz a lei e o disposto no artigo 5..., LVII da Constituição Federal. Recurso improvido." (RHC 71959-7/RS, 2.... Turma, Rel. Min. FRANCISCO REZEK, j. 3.2.1995,). "O inciso LVII do art. 5... da Constituição Federal de 1988, segundo o qual ‘ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória’, impede, apenas, que o nome do réu seja desde logo lançado no rol dos culpados, mas não é obstáculo à sua prisão imediata, conforme precedente do Plenário do Supremo Tribunal Federal." (HC 73.968, rel. Min. SYDNEY SANCHES, j. 14.5.96). "Firmou-se o entendimento do Tribunal no sentido de que não ofende o disposto no artigo 5..., LVII da Constituição a prisão imediata do condenado por decisão sujeita apenas a recursos sem efeito suspensivo, como o extraordinário e o especial." (HC n. 75.233-1, 1... Turma, rel. p/ o acórdão Min. MOREIRA ALVES). "A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção de inocência. Habeas corpus 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO indeferido." (HC 90.645, rel. Min. MENEZES DIREITO, j. 11.9.2007). No voto proferido no RHC 71.959-7/RS, julgado em 3 de fevereiro de 1995, o Relator, Min. FRANCISCO REZEK, fez considerações que permanecem atuais: "(...) exaurido o primeiro grau de jurisdição penal com uma sentença condenatória, e exaurido o segundo grau com a confirmação da mesma – cabendo ainda recursos, mas de natureza não ordinária; cabendo recursos tão-só pela superabundante generosidade do sistema processual brasileiro – pode ter início a execução da sentença condenatória com o recolhimento do réu à prisão. O que me pareceu, desde o início, é que uma interpretação radical do preceito atinente à presunção de inocência faria sentido se pudéssemos combinála, dentro de certa ordem jurídica, com alguma parcimônia, com alguma compostura legislativa na determinação das regras de processo. Isso faria sentido num país onde não fosse tão longa a trilha recursiva possível no processo comum; onde, esgotadas as instâncias ordinárias, o processo pudesse dar-se por findo, não se abrindo válvulas especiais ou extraordinárias de recurso. Pareceu à maioria, portanto, que a maneira sensata de interpretar a regra constitucional da presunção de inocência é aquela que compatibiliza, de algum modo, o sentido nobre da regra com o fato de que nossa sistemática processual é superabundante em matéria de recursos. Podemos, então, admitir o início de execução da sentença penal condenatória quando exauridas as instâncias ordinárias, não obstante a pendência, como neste caso, de um recurso especial – de resto trancado na origem, e para cujo destrancamento se tenta a via estreita do agravo de instrumento." A possibilidade de execução provisória da pena foi, inclusive, o pressuposto básico para a edição de duas Súmulas do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, editadas em sessão Plenária de 24/9/2003: SÚMULA 716: Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação imediata de regime menos 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO indeferido." (HC 90.645, rel. Min. MENEZES DIREITO, j. 11.9.2007). No voto proferido no RHC 71.959-7/RS, julgado em 3 de fevereiro de 1995, o Relator, Min. FRANCISCO REZEK, fez considerações que permanecem atuais: "(...) exaurido o primeiro grau de jurisdição penal com uma sentença condenatória, e exaurido o segundo grau com a confirmação da mesma – cabendo ainda recursos, mas de natureza não ordinária; cabendo recursos tão-só pela superabundante generosidade do sistema processual brasileiro – pode ter início a execução da sentença condenatória com o recolhimento do réu à prisão. O que me pareceu, desde o início, é que uma interpretação radical do preceito atinente à presunção de inocência faria sentido se pudéssemos combinála, dentro de certa ordem jurídica, com alguma parcimônia, com alguma compostura legislativa na determinação das regras de processo. Isso faria sentido num país onde não fosse tão longa a trilha recursiva possível no processo comum; onde, esgotadas as instâncias ordinárias, o processo pudesse dar-se por findo, não se abrindo válvulas especiais ou extraordinárias de recurso. Pareceu à maioria, portanto, que a maneira sensata de interpretar a regra constitucional da presunção de inocência é aquela que compatibiliza, de algum modo, o sentido nobre da regra com o fato de que nossa sistemática processual é superabundante em matéria de recursos. Podemos, então, admitir o início de execução da sentença penal condenatória quando exauridas as instâncias ordinárias, não obstante a pendência, como neste caso, de um recurso especial – de resto trancado na origem, e para cujo destrancamento se tenta a via estreita do agravo de instrumento." A possibilidade de execução provisória da pena foi, inclusive, o pressuposto básico para a edição de duas Súmulas do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, editadas em sessão Plenária de 24/9/2003: SÚMULA 716: Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação imediata de regime menos 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. SÚMULA 717: Não impede a progressão de regime de execução da pena, fixada em sentença não transitada em julgado, o fato de o réu se encontrar em prisão especial. Trata-se do mesmo entendimento no direito comparado, que, no máximo, exige para iniciar o cumprimento da pena a efetivação do duplo grau de jurisdição, conforme detalhadamente destacado no brilhante Voto do saudoso Ministro TEORI ZAVASCKI (HC 126.292/SP). Da mesma maneira, não há nenhuma exigência normativa, seja na Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San Jose da Costa Rica), seja na Convenção Europeia dos Direitos do Homem que condicione o início do cumprimento da pena ao trânsito em julgado da sentença condenatória. Ambas – respectivamente artigo 8.2 e artigo 6...2 – consagram o princípio da presunção de inocência até o momento em que a culpabilidade do acusado for legalmente comprovada, respeitados os demais princípios e garantias penais e processuais penais já analisados. Conforme apontam JOSÉ RIBAS VIEIRA e RANIERI LIMA RESENDE, em detalhado artigo denominado "Execução provisória da pena: Causa para a Corte Interamericana de Direitos Humanos?", que analisa importantes precedentes relacionados à presente hipótese (casos Herrera Ulloa vs. Costa Rica, 2004; Ricardo Canese vs. Paraguay, 2004; Rosendo Cantú y outra vs. México, 2011; Mohamed vs. Argentina, 2012): "identifica-se com clareza a validade convencional da decisão condenatória criminal, desde que atendidos os pressupostos do devido processo legal e disponibilizado ao condenado um recurso de natureza ordinária dirigido à instância que lhe seja superior. Entretanto, cumpre registrar que não se identificou na Convenção Americana sobre Direitos Humanos um dispositivo normativo específico que condicione o cumprimento da condenação penal ao trânsito em julgado da causa. Do mesmo modo, não se logrou êxito em localizar 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. SÚMULA 717: Não impede a progressão de regime de execução da pena, fixada em sentença não transitada em julgado, o fato de o réu se encontrar em prisão especial. Trata-se do mesmo entendimento no direito comparado, que, no máximo, exige para iniciar o cumprimento da pena a efetivação do duplo grau de jurisdição, conforme detalhadamente destacado no brilhante Voto do saudoso Ministro TEORI ZAVASCKI (HC 126.292/SP). Da mesma maneira, não há nenhuma exigência normativa, seja na Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San Jose da Costa Rica), seja na Convenção Europeia dos Direitos do Homem que condicione o início do cumprimento da pena ao trânsito em julgado da sentença condenatória. Ambas – respectivamente artigo 8.2 e artigo 6...2 – consagram o princípio da presunção de inocência até o momento em que a culpabilidade do acusado for legalmente comprovada, respeitados os demais princípios e garantias penais e processuais penais já analisados. Conforme apontam JOSÉ RIBAS VIEIRA e RANIERI LIMA RESENDE, em detalhado artigo denominado "Execução provisória da pena: Causa para a Corte Interamericana de Direitos Humanos?", que analisa importantes precedentes relacionados à presente hipótese (casos Herrera Ulloa vs. Costa Rica, 2004; Ricardo Canese vs. Paraguay, 2004; Rosendo Cantú y outra vs. México, 2011; Mohamed vs. Argentina, 2012): "identifica-se com clareza a validade convencional da decisão condenatória criminal, desde que atendidos os pressupostos do devido processo legal e disponibilizado ao condenado um recurso de natureza ordinária dirigido à instância que lhe seja superior. Entretanto, cumpre registrar que não se identificou na Convenção Americana sobre Direitos Humanos um dispositivo normativo específico que condicione o cumprimento da condenação penal ao trânsito em julgado da causa. Do mesmo modo, não se logrou êxito em localizar 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO precedente do Tribunal Interamericano a defender tal linha interpretativa". As exigências decorrentes da previsão constitucional do princípio da presunção de inocência não são desrespeitadas mediante a possibilidade de execução provisória da pena privativa de liberdade, quando a decisão condenatória observar todos os demais princípios constitucionais interligados; ou seja, quando o juízo de culpabilidade do acusado tiver sido firmado com absoluta independência pelo juízo natural, a partir da valoração de provas obtidas mediante o devido processo legal, contraditório e ampla defesa em dupla instância e a condenação criminal tiver sido imposta, em decisão colegiada, devidamente motivada, de Tribunal de 2... grau. Esse entendimento, conforme anteriormente mencionado, é aplicável integralmente a todas as hipóteses excepcionais de prerrogativa de foro, nas quais, constitucionalmente, o Tribunal competente (órgão colegiado) é o único órgão do Poder Judiciário com competência originária e exclusiva para a análise do mérito da ação penal, com ampla cognição probatória. O esgotamento legal da jurisdição de segundo grau ou do Tribunal competente nas hipóteses de prerrogativa de foro encerra a possibilidade recursal de cognição plena e da análise fática, probatória e jurídica integral, permitindo a execução provisória da pena em respeito ao princípio da tutela penal efetiva. Esse posicionamento não retira a eficácia da previsão constitucional do inciso LVII, do art. 5..., do texto constitucional, que, sob sua importante perspectiva processual (voto da Min. ELLEN GRACIE no HC 84.078/MG), manterá sua incidência em relação aos demais efeitos da condenação criminal que deverão aguardar os julgamentos dos recursos especiais e extraordinários, com respectivo trânsito em julgado: efeitos extrapenais (indenização do dano), perda do cargo ou função pública, perda da primariedade e possibilidade de reincidência e aumento do prazo prescricional no caso do cometimento de nova infração penal, por exemplo. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO precedente do Tribunal Interamericano a defender tal linha interpretativa". As exigências decorrentes da previsão constitucional do princípio da presunção de inocência não são desrespeitadas mediante a possibilidade de execução provisória da pena privativa de liberdade, quando a decisão condenatória observar todos os demais princípios constitucionais interligados; ou seja, quando o juízo de culpabilidade do acusado tiver sido firmado com absoluta independência pelo juízo natural, a partir da valoração de provas obtidas mediante o devido processo legal, contraditório e ampla defesa em dupla instância e a condenação criminal tiver sido imposta, em decisão colegiada, devidamente motivada, de Tribunal de 2... grau. Esse entendimento, conforme anteriormente mencionado, é aplicável integralmente a todas as hipóteses excepcionais de prerrogativa de foro, nas quais, constitucionalmente, o Tribunal competente (órgão colegiado) é o único órgão do Poder Judiciário com competência originária e exclusiva para a análise do mérito da ação penal, com ampla cognição probatória. O esgotamento legal da jurisdição de segundo grau ou do Tribunal competente nas hipóteses de prerrogativa de foro encerra a possibilidade recursal de cognição plena e da análise fática, probatória e jurídica integral, permitindo a execução provisória da pena em respeito ao princípio da tutela penal efetiva. Esse posicionamento não retira a eficácia da previsão constitucional do inciso LVII, do art. 5..., do texto constitucional, que, sob sua importante perspectiva processual (voto da Min. ELLEN GRACIE no HC 84.078/MG), manterá sua incidência em relação aos demais efeitos da condenação criminal que deverão aguardar os julgamentos dos recursos especiais e extraordinários, com respectivo trânsito em julgado: efeitos extrapenais (indenização do dano), perda do cargo ou função pública, perda da primariedade e possibilidade de reincidência e aumento do prazo prescricional no caso do cometimento de nova infração penal, por exemplo. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO Portanto, a expedição de mandado de prisão contra os recorrentes, para fins de execução da reprimenda, não enseja constrangimento ilegal. De outro canto, a alegada nulidade pela suposta violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos, em face da reunião capitaneada pelo representante do Ministério Público, sem a competente intimação dos advogados de defesa, não merece prosperar. Isto porque não se pode ignorar a regra segundo a qual não haverá declaração de nulidade quando não demonstrado o efetivo prejuízo causado à parte (pas de nullité sans grief). Pertinentes, a propósito dessa temática, as lições de ADA, SCARANCE e MAGALHÃES: "Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade jurisdicional." (As nulidades no processo penal, p. 27, 12... ed., 2011, RT). Nesse sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: (HC 132.149-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 16/06/2017; Recurso Extraordinário 971.305-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 13/03/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13/03/2017; RHC 129.663-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 16/05/2017; HC 120.121-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 09/12/2016; HC 130.549-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe 17/11/2016; RHC 134.182, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 08/08/2016; HC 132.814, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 01/08/2016 e AP 481EI-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 12/08/2014), este último assim ementado: (…) 3. Além da arguição opportune tempore da suposta nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é igualmente essencial para o seu reconhecimento, de acordo com o princípio do pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO Portanto, a expedição de mandado de prisão contra os recorrentes, para fins de execução da reprimenda, não enseja constrangimento ilegal. De outro canto, a alegada nulidade pela suposta violação aos princípios da amplitude de defesa e da imparcialidade dos julgadores leigos, em face da reunião capitaneada pelo representante do Ministério Público, sem a competente intimação dos advogados de defesa, não merece prosperar. Isto porque não se pode ignorar a regra segundo a qual não haverá declaração de nulidade quando não demonstrado o efetivo prejuízo causado à parte (pas de nullité sans grief). Pertinentes, a propósito dessa temática, as lições de ADA, SCARANCE e MAGALHÃES: "Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade jurisdicional." (As nulidades no processo penal, p. 27, 12... ed., 2011, RT). Nesse sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: (HC 132.149-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 16/06/2017; Recurso Extraordinário 971.305-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 13/03/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13/03/2017; RHC 129.663-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 16/05/2017; HC 120.121-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 09/12/2016; HC 130.549-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe 17/11/2016; RHC 134.182, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 08/08/2016; HC 132.814, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 01/08/2016 e AP 481EI-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 12/08/2014), este último assim ementado: (…) 3. Além da arguição opportune tempore da suposta nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é igualmente essencial para o seu reconhecimento, de acordo com o princípio do pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 154515 AGR / RO Precedentes. (...) No presente caso, os recorrentes não demonstraram qualquer prejuízo, em virtude da reunião para entrega da "Cartilha do Jurado" aos cidadãos sorteados para atuar na sessão do Tribunal do Júri, como destacado pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, o Superior Tribunal de Justiça, no seu mister precípuo de fiscalização da devida aplicação da Lei Federal, conferiu aos dispositivos legais sob luzes interpretação coerente e jurídica, não se mostrando devido rever, "in casu", as diretrizes seguidas pela Corte da Cidadania. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO Precedentes. (...) No presente caso, os recorrentes não demonstraram qualquer prejuízo, em virtude da reunião para entrega da "Cartilha do Jurado" aos cidadãos sorteados para atuar na sessão do Tribunal do Júri, como destacado pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, o Superior Tribunal de Justiça, no seu mister precípuo de fiscalização da devida aplicação da Lei Federal, conferiu aos dispositivos legais sob luzes interpretação coerente e jurídica, não se mostrando devido rever, "in casu", as diretrizes seguidas pela Corte da Cidadania. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E964-C273-A5E4-9F00 e senha 523F-FF7D-EFC5-521A Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) :ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. A par desse aspecto, vencido no ponto, cumpre divergir do relator quanto à questão de fundo envolvida. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem natural do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da reprimenda. Ante o quadro, provejo o habeas para determinar a suspensão da execução provisória do título condenatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFE6-9D2E-C430-03A9 e senha 8938-5F13-3B4E-CFC8 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) :ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. A par desse aspecto, vencido no ponto, cumpre divergir do relator quanto à questão de fundo envolvida. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem natural do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da reprimenda. Ante o quadro, provejo o habeas para determinar a suspensão da execução provisória do título condenatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFE6-9D2E-C430-03A9 e senha 8938-5F13-3B4E-CFC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto Vogal RHC 154515 AGR / RO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFE6-9D2E-C430-03A9 e senha 8938-5F13-3B4E-CFC8 Supremo Tribunal Federal RHC 154515 AGR / RO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFE6-9D2E-C430-03A9 e senha 8938-5F13-3B4E-CFC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) : ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 544A-651C-8376-4F53 e senha D808-31E7-6904-224A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.515 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : AGNALDO BEZERRA DA SILVA AGTE.(S) : ADEVALDO DA SILVA GILO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 544A-651C-8376-4F53 e senha D808-31E7-6904-224A Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154 . 515", "RECURSO ORDINÁRIO EM", "HABEAS CORPUS 154 . 515", "processo", "-", "crime n . 000052675 . 2010 . 8 . 22 . 0018", "processo", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154 . 515", "Recurso Extraordinário 696 . 533", "HABEAS CORPUS 154 . 515", "Recurso Extraordinário 696 . 533", "HC 126 . 292 / SP", "HC 126 . 292 / SP", "RHC 154515", "RHC", "HC 72 . 366 / SP", "RHC 154515", "HC 72 . 366 / SP", "HC 84 . 078 / MG", "HC 126 . 292 / SP", "ARE 964 . 246 / SP", "HC 68726 / DF", "RHC", "HC 84 . 078 / MG", "HC 126 . 292 / SP", "ARE 964 . 246 / SP", "HC 68726 / DF", "HC 69 . 964 / RJ", "HC 69 . 964 / RJ", "RHC 154515", "HC 67 . 968", "RHC 71959 - 7 / RS", "HC 73 . 968", "HC n . 75 . 233 - 1", "RHC 154515 AGR", "HC 67 . 968", "RHC 71959 - 7 / RS", "HC 73 . 968", "HC n . 75 . 233 - 1", "RHC 154515 AGR", "HC 90 . 645", "RHC 71 . 959 - 7 / RS", "HC 90 . 645", "RHC 71 . 959 - 7 / RS", "HC 126 . 292 / SP", "HC 126 . 292 / SP", "RHC 154515 AGR", "HC 84 . 078 / MG", "HC 84 . 078 / MG", "HC 132 . 149 - AgR", "Recurso Extraordinário 971 . 305 - AgR", "RHC 128 . 827", "HC 120 . 121 - AgR", "HC 130 . 549 - AgR", "RHC 134 . 182", "HC 132 . 814", "AP 481EI - ED", "HC 132 . 149 - AgR", "Recurso Extraordinário 971 . 305 - AgR", "RHC 128 . 827", "RHC 129 . 663 - AgR", "HC 120 . 121 - AgR", "HC 130 . 549 - AgR", "RHC 134 . 182", "HC 132 . 814", "AP 481EI - ED", "RECURSO", "HABEAS" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Declaração francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso LVII , do art . 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso LVII , do art . 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXI", "inciso LVII , do art . 5 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição de 1988", "ART . 5 , INCISO LVII , DA CONSTITUIÇÃO", "CÓDIGO DE PROCESSO PENAL , ART . 669", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição de 1988", "ART . 5 , INCISO LVII , DA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 , INCISO LVII , DA", "PAR . 2 DO ART . 27 . 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Turma", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Corte Interamericana de Direitos Humanos", "Herrera", "Costa Rica", "Paraguay", "México", "Argentina", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Interamericana de Direitos Humanos", "Herrera", "Costa Rica", "Paraguay", "México", "Argentina", "/", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Superior Tribunal de 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Ementa e Acórdão 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. 1. Incidência da Súmula 699/STF: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, firmou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/1990 (na redação anterior à Lei nº 13.105/2016) para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade do recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin. Brasília, 02 a 08 de dezembro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355426. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1005420 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355426. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355426. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 14.11.2016, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, sob os seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. O agravo é manifestamente inadmissível, por ser intempestivo. Com efeito, a decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias. Incide, portanto, a Súmula 699/STF: O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8.038/90, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8.950/94 ao Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355427. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 14.11.2016, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, sob os seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. O agravo é manifestamente inadmissível, por ser intempestivo. Com efeito, a decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias. Incide, portanto, a Súmula 699/STF: O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8.038/90, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8.950/94 ao Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1005420 AGR / RJ O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, firmou o entendimento de que, em matéria penal, é mantido o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/1990 (na vigência do CPC/1973) para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade do recurso extraordinário. No mesmo sentido, vejam-se: ARE 681840-AgR-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 114876-AgR/MS, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 693904-AgR/PR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. A parte agravante alega que “a convenção Americana de direitos humanos veio a existência em 1969, assim, observamos que essa legislação, que inclusive teve portal comemorativo no site do próprio STF é anterior a lei 8038/90 o qual se baseia o Nobre Relator para negar seguimento ao Agravo de Instrumento. O pacto de São José da Costa Rica no art. 25 garante a qualquer pessoa a apreciação de seus recursos”. Afirma que “o Novo CPC de 2015 no art. 1070, estabeleceu que o prazo de todos os Agravos são de 15 dias”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355427. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, firmou o entendimento de que, em matéria penal, é mantido o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/1990 (na vigência do CPC/1973) para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade do recurso extraordinário. No mesmo sentido, vejam-se: ARE 681840-AgR-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 114876-AgR/MS, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 693904-AgR/PR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. A parte agravante alega que “a convenção Americana de direitos humanos veio a existência em 1969, assim, observamos que essa legislação, que inclusive teve portal comemorativo no site do próprio STF é anterior a lei 8038/90 o qual se baseia o Nobre Relator para negar seguimento ao Agravo de Instrumento. O pacto de São José da Costa Rica no art. 25 garante a qualquer pessoa a apreciação de seus recursos”. Afirma que “o Novo CPC de 2015 no art. 1070, estabeleceu que o prazo de todos os Agravos são de 15 dias”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que, tal como constatou a decisão agravada, o agravo é manifestamente inadmissível, por ser intempestivo. 2. A decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias. Ressalta-se que o recurso extraordinário foi instruído na vigência do CPC/1973. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, firmou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/1990 (na redação anterior à Lei nº 13.105/2016) para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade do recurso extraordinário. A propósito, confira-se a ementa do referido julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO. LEI Nº 12.322/2010. MATÉRIA CRIMINAL. INAPLICABILIDADE DO ART. 544 DO CPC. INCIDÊNCIA DO ART. 28 DA LEI Nº 8.038/90. PRECEDENTES. QUESTÃO DE ORDEM REJEITADA E AGRAVO NÃO CONHECIDO . 1. A alteração promovida pela Lei nº 12.322, de 9 de setembro de 2010, não se aplica aos recursos extraordinários e agravos que versem sobre matéria penal e processual penal, de modo que o prazo do Agravo em Recurso Extraordinário criminal é o de 5 (cinco) dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/90, e não o de 10 (dez) dias, conforme o art. 544 do CPC. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355428. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que, tal como constatou a decisão agravada, o agravo é manifestamente inadmissível, por ser intempestivo. 2. A decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias. Ressalta-se que o recurso extraordinário foi instruído na vigência do CPC/1973. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, firmou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/1990 (na redação anterior à Lei nº 13.105/2016) para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade do recurso extraordinário. A propósito, confira-se a ementa do referido julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO. LEI Nº 12.322/2010. MATÉRIA CRIMINAL. INAPLICABILIDADE DO ART. 544 DO CPC. INCIDÊNCIA DO ART. 28 DA LEI Nº 8.038/90. PRECEDENTES. QUESTÃO DE ORDEM REJEITADA E AGRAVO NÃO CONHECIDO . 1. A alteração promovida pela Lei nº 12.322, de 9 de setembro de 2010, não se aplica aos recursos extraordinários e agravos que versem sobre matéria penal e processual penal, de modo que o prazo do Agravo em Recurso Extraordinário criminal é o de 5 (cinco) dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/90, e não o de 10 (dez) dias, conforme o art. 544 do CPC. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1005420 AGR / RJ Precedentes (AG 197.032-RS, rel. Min. Sepúlveda Pertence, 5.11.97; AG (AgRg) 234.016-SP, rel. Min. Ilmar Galvão, 8.6.99). 2. Questão de ordem rejeitada para não conhecer do recurso de agravo.” 4. No mesmo sentido, vejam-se: ARE 681.840 AgR-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 114.876 AgR/MS, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 693.904 AgR/PR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355428. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ Precedentes (AG 197.032-RS, rel. Min. Sepúlveda Pertence, 5.11.97; AG (AgRg) 234.016-SP, rel. Min. Ilmar Galvão, 8.6.99). 2. Questão de ordem rejeitada para não conhecer do recurso de agravo.” 4. No mesmo sentido, vejam-se: ARE 681.840 AgR-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 114.876 AgR/MS, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 693.904 AgR/PR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Tipo Texto 524 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: Senhor Presidente, verifico que a decisão recorrida, em que se negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, aponta que “a decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias.” Importa observar que realmente o prazo para a interposição do agravo de instrumento contra decisão que não admitia recurso extraordinário estava estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/1990, que previa o prazo de 05 (cinco) dias. Com as alterações trazidas ao Código de Processo Civil pela Lei 8.950/1994, esta Corte pacificou o entendimento de que o art. 28 da Lei 8.038/1990 não foi revogado em matéria penal, permanecendo em 05 (cinco) dias o prazo de interposição do agravo, nos termos da Súmula 699 do STF (AI 197.032-QO, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 05.12.1997). Na mesma linha, a despeito da controvérsia suscitada quando da edição da Lei 12.322/2010, o Plenário desta Corte, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO, firmou o entendimento no sentido de que a edição da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: Senhor Presidente, verifico que a decisão recorrida, em que se negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, aponta que “a decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias.” Importa observar que realmente o prazo para a interposição do agravo de instrumento contra decisão que não admitia recurso extraordinário estava estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/1990, que previa o prazo de 05 (cinco) dias. Com as alterações trazidas ao Código de Processo Civil pela Lei 8.950/1994, esta Corte pacificou o entendimento de que o art. 28 da Lei 8.038/1990 não foi revogado em matéria penal, permanecendo em 05 (cinco) dias o prazo de interposição do agravo, nos termos da Súmula 699 do STF (AI 197.032-QO, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 05.12.1997). Na mesma linha, a despeito da controvérsia suscitada quando da edição da Lei 12.322/2010, o Plenário desta Corte, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO, firmou o entendimento no sentido de que a edição da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Tipo Texto 524 ARE 1005420 AGR / RJ referida lei não afetou o prazo de interposição do agravo em matéria criminal, restando mantidos, portanto, os termos da Súmula 699 desta Corte. Eis a ementa do acórdão: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO. LEI Nº 12.322/2010. MATÉRIA CRIMINAL. INAPLICABILIDADE DO ART. 544 DO CPC. INCIDÊNCIA DO ART. 28 DA LEI Nº 8.038/90. PRECEDENTES. QUESTÃO DE ORDEM REJEITADA E AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. A alteração promovida pela Lei nº 12.322, de 9 de setembro de 2010, não se aplica aos recursos extraordinários e agravos que versem sobre matéria penal e processual penal, de modo que o prazo do Agravo em Recurso Extraordinário criminal é o de 5 (cinco) dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/90, e não o de 10 (dez) dias, conforme o art. 544 do CPC. Precedentes (AG 197.032-RS, rel. Min. Sepúlveda Pertence, 5.11.97; AG (AgRg) 234.016-SP, rel. Min. Ilmar Galvão, 8.6.99). 2. Questão de ordem rejeitada para não conhecer do recurso de agravo. (ARE 639.846-AgR-QO, Rel. Min. Dias Toffoli, Rel. p/ Acórdão Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2012).” No mesmo sentido: ARE 917.234-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 13.11.2015; ARE 896.066-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 10.11.2015; ARE 877.694-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.06.2015; ARE 837.392-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 05.03.2015; ARE 827.192-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 09.10.2014; ARE 802.971-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02.06.2014; ARE 736.179-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 02.04.2014. Ocorre que o novo Código de Processo Civil alterou toda a sistemática recursal e, especificamente quanto ao recurso extraordinário, revogou expressamente os arts. 26 a 29 e 38 da Lei 8.038/1990 (art. 1.072 do NCPC). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ referida lei não afetou o prazo de interposição do agravo em matéria criminal, restando mantidos, portanto, os termos da Súmula 699 desta Corte. Eis a ementa do acórdão: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO. LEI Nº 12.322/2010. MATÉRIA CRIMINAL. INAPLICABILIDADE DO ART. 544 DO CPC. INCIDÊNCIA DO ART. 28 DA LEI Nº 8.038/90. PRECEDENTES. QUESTÃO DE ORDEM REJEITADA E AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. A alteração promovida pela Lei nº 12.322, de 9 de setembro de 2010, não se aplica aos recursos extraordinários e agravos que versem sobre matéria penal e processual penal, de modo que o prazo do Agravo em Recurso Extraordinário criminal é o de 5 (cinco) dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/90, e não o de 10 (dez) dias, conforme o art. 544 do CPC. Precedentes (AG 197.032-RS, rel. Min. Sepúlveda Pertence, 5.11.97; AG (AgRg) 234.016-SP, rel. Min. Ilmar Galvão, 8.6.99). 2. Questão de ordem rejeitada para não conhecer do recurso de agravo. (ARE 639.846-AgR-QO, Rel. Min. Dias Toffoli, Rel. p/ Acórdão Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2012).” No mesmo sentido: ARE 917.234-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 13.11.2015; ARE 896.066-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 10.11.2015; ARE 877.694-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.06.2015; ARE 837.392-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 05.03.2015; ARE 827.192-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 09.10.2014; ARE 802.971-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02.06.2014; ARE 736.179-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 02.04.2014. Ocorre que o novo Código de Processo Civil alterou toda a sistemática recursal e, especificamente quanto ao recurso extraordinário, revogou expressamente os arts. 26 a 29 e 38 da Lei 8.038/1990 (art. 1.072 do NCPC). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Tipo Texto 524 ARE 1005420 AGR / RJ Apenas a título de esclarecimento, não se desconhece a manutenção do art. 39 da Lei 8.038/90, o qual prevê: “Art. 39 - Da decisão do Presidente do Tribunal, de Seção, de Turma ou de Relator que causar gravame à parte, caberá agravo para o órgão especial, Seção ou Turma, conforme o caso, no prazo de cinco dias.” Embora permaneça em plena aplicabilidade o dispositivo acima colacionado, faz-se mister ponderar que versa sobre agravo interposto em face de decisão monocrática de Relator, a fim de que a matéria objurgada seja enfrentada pelo Colegiado. Ou seja, trata-se de previsão sobre agravo interno, que não se confunde com o agravo cabível para destrancamento de recurso extraordinário, como é o caso em mesa. Dessa forma, o agravo destinado a destrancar o recurso extraordinário criminal era aquele regulamentado pelo art. 28 da Lei 8.038/90, que, como anteriormente mencionado, foi expressamente revogado. Feitas essas considerações, verifico que, em razão da alteração da base normativa, inexistindo previsão específica no CPP e no RISTF, à luz do preconizado no art. 3º do CPP, o prazo a ser observado na interposição do agravo destinado a impugnar a decisão de admissibilidade do recurso extraordinário é aquele da regra geral do art. 1.003, § 5º, do NCPC, ou seja, de 15 (quinze) dias. Por outro lado, a despeito do que dispõe o art. 219, caput , do NCPC, que determina a contagem do prazo recursal em dias úteis, o caso em apreço trata de agravo em recurso extraordinário em matéria criminal, cujo processo penal é regido por regras processuais penais. As regras do processo civil só se aplicam aos processos penais 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ Apenas a título de esclarecimento, não se desconhece a manutenção do art. 39 da Lei 8.038/90, o qual prevê: “Art. 39 - Da decisão do Presidente do Tribunal, de Seção, de Turma ou de Relator que causar gravame à parte, caberá agravo para o órgão especial, Seção ou Turma, conforme o caso, no prazo de cinco dias.” Embora permaneça em plena aplicabilidade o dispositivo acima colacionado, faz-se mister ponderar que versa sobre agravo interposto em face de decisão monocrática de Relator, a fim de que a matéria objurgada seja enfrentada pelo Colegiado. Ou seja, trata-se de previsão sobre agravo interno, que não se confunde com o agravo cabível para destrancamento de recurso extraordinário, como é o caso em mesa. Dessa forma, o agravo destinado a destrancar o recurso extraordinário criminal era aquele regulamentado pelo art. 28 da Lei 8.038/90, que, como anteriormente mencionado, foi expressamente revogado. Feitas essas considerações, verifico que, em razão da alteração da base normativa, inexistindo previsão específica no CPP e no RISTF, à luz do preconizado no art. 3º do CPP, o prazo a ser observado na interposição do agravo destinado a impugnar a decisão de admissibilidade do recurso extraordinário é aquele da regra geral do art. 1.003, § 5º, do NCPC, ou seja, de 15 (quinze) dias. Por outro lado, a despeito do que dispõe o art. 219, caput , do NCPC, que determina a contagem do prazo recursal em dias úteis, o caso em apreço trata de agravo em recurso extraordinário em matéria criminal, cujo processo penal é regido por regras processuais penais. As regras do processo civil só se aplicam aos processos penais 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Tipo Texto 524 ARE 1005420 AGR / RJ subsidiariamente, pela via do art. 3º do CPP, vale dizer, quando não houver regra processual penal expressa regulando a matéria. Dessa forma, sempre que em conflito regras formalmente expressas em lei, há de ser aplicado o critério da especialidade. No caso, a contagem dos prazos no processo penal está prevista em regra específica do CPP, que dispõe: “Art. 798. Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou dia feriado.” Sendo assim, o novo Código de Processo Civil não regula o processo penal nesse particular, por não ser matéria sem regulamentação expressa, não demandando, portanto, aplicação subsidiária do NCPC. Logo, diante da nova sistemática processual, o prazo para interposição do agravo que almeja destrancar recurso extraordinário criminal inadmitido na origem passou a ser de 15 (quinze) dias, face ao NCPC. Porém, a contagem continua regida pelo CPP. Considerando que a publicação da decisão agravada se deu em 27.04.2015 e observado o prazo de 15 (quinze) dias, contados de forma contínua, é tempestivo o agravo interposto em 07.05.2015. Ante o exposto, com a devida vênia ao Relator, voto pelo reconhecimento da tempestividade do agravo, incumbindo a análise, a tempo e modo, dos demais pressupostos de admissibilidade. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ subsidiariamente, pela via do art. 3º do CPP, vale dizer, quando não houver regra processual penal expressa regulando a matéria. Dessa forma, sempre que em conflito regras formalmente expressas em lei, há de ser aplicado o critério da especialidade. No caso, a contagem dos prazos no processo penal está prevista em regra específica do CPP, que dispõe: “Art. 798. Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou dia feriado.” Sendo assim, o novo Código de Processo Civil não regula o processo penal nesse particular, por não ser matéria sem regulamentação expressa, não demandando, portanto, aplicação subsidiária do NCPC. Logo, diante da nova sistemática processual, o prazo para interposição do agravo que almeja destrancar recurso extraordinário criminal inadmitido na origem passou a ser de 15 (quinze) dias, face ao NCPC. Porém, a contagem continua regida pelo CPP. Considerando que a publicação da decisão agravada se deu em 27.04.2015 e observado o prazo de 15 (quinze) dias, contados de forma contínua, é tempestivo o agravo interposto em 07.05.2015. Ante o exposto, com a devida vênia ao Relator, voto pelo reconhecimento da tempestividade do agravo, incumbindo a análise, a tempo e modo, dos demais pressupostos de admissibilidade. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA (101311/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin. 1ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12228297 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA (101311/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin. 1ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12228297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12475229
2016-12-09T00:00:00
2017-02-23T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin. 1ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. 1. Incidência da Súmula 699/STF: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, firmou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/1990 (na redação anterior à Lei nº 13.105/2016) para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade do recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur363648
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO, MATÉRIA CRIMINAL, PRAZO, SÚMULA 699/STF) AI 197032 QO (2ªT), ARE 639846 AgR-QO (TP), ARE 693904 AgR (2ªT), HC 114876 AgR (1ªT), ARE 681840 AgR-ED (2ªT), ARE 736179 AgR (2ªT), ARE 802971 AgR (2ªT), ARE 827192 AgR (1ªT), ARE 837392 AgR (1ªT), ARE 877694 AgR (1ªT), ARE 896066 AgR (2ªT), ARE 917234 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 09/03/2017, JSF. Revisão: 10/03/2017, KBP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1005420
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00026 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n ART-00027 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n ART-00028 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n ART-00029 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n ART-00038 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n ART-00039\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00219 \"CAPUT\" ART-01003 PAR-00005 \n ART-01072\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00003 ART-00798\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000699 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1005420 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. 1. Incidência da Súmula 699/Supremo Tribunal Federal: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, firmou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/1990 (na redação anterior à Lei n 13.105/2016) para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade do recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin. Brasília, 02 a 08 de dezembro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355426. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1005420 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355426. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355426. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 14.11.2016, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, sob os seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. O agravo é manifestamente inadmissível, por ser intempestivo. Com efeito, a decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias. Incide, portanto, a Súmula 699/Supremo Tribunal Federal: O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8.038/90, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8.950/94 ao Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355427. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 14.11.2016, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, sob os seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. O agravo é manifestamente inadmissível, por ser intempestivo. Com efeito, a decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias. Incide, portanto, a Súmula 699/Supremo Tribunal Federal: O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8.038/90, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8.950/94 ao Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1005420 AGR / RJ O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, firmou o entendimento de que, em matéria penal, é mantido o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/1990 (na vigência do Código de Processo Civil/1973) para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade do recurso extraordinário. No mesmo sentido, vejam-se: ARE 681840-AgR-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 114876-AgR/MS, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 693904-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. A parte agravante alega que “a convenção Americana de direitos humanos veio a existência em 1969, assim, observamos que essa legislação, que inclusive teve portal comemorativo no site do próprio Supremo Tribunal Federal é anterior a lei 8038/90 o qual se baseia o Nobre Relator para negar seguimento ao Agravo de Instrumento. O pacto de São José da Costa Rica no art. 25 garante a qualquer pessoa a apreciação de seus recursos”. Afirma que “o Novo Código de Processo Civil de 2015 no art. 1070, estabeleceu que o prazo de todos os Agravos são de 15 dias”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355427. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, firmou o entendimento de que, em matéria penal, é mantido o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/1990 (na vigência do Código de Processo Civil/1973) para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade do recurso extraordinário. No mesmo sentido, vejam-se: ARE 681840-AgR-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 114876-AgR/MS, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 693904-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. A parte agravante alega que “a convenção Americana de direitos humanos veio a existência em 1969, assim, observamos que essa legislação, que inclusive teve portal comemorativo no site do próprio Supremo Tribunal Federal é anterior a lei 8038/90 o qual se baseia o Nobre Relator para negar seguimento ao Agravo de Instrumento. O pacto de São José da Costa Rica no art. 25 garante a qualquer pessoa a apreciação de seus recursos”. Afirma que “o Novo Código de Processo Civil de 2015 no art. 1070, estabeleceu que o prazo de todos os Agravos são de 15 dias”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que, tal como constatou a decisão agravada, o agravo é manifestamente inadmissível, por ser intempestivo. 2. A decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias. Ressalta-se que o recurso extraordinário foi instruído na vigência do Código de Processo Civil/1973. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, firmou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/1990 (na redação anterior à Lei n 13.105/2016) para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade do recurso extraordinário. A propósito, confira-se a ementa do referido julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO. LEI n 12.322/2010. MATÉRIA CRIMINAL. INAPLICABILIDADE DO ART. 544 DO Código de Processo Civil. INCIDÊNCIA DO ART. 28 DA LEI n 8.038/90. PRECEDENTES. QUESTÃO DE ORDEM REJEITADA E AGRAVO NÃO CONHECIDO . 1. A alteração promovida pela Lei n 12.322, de 9 de setembro de 2010, não se aplica aos recursos extraordinários e agravos que versem sobre matéria penal e processual penal, de modo que o prazo do Agravo em Recurso Extraordinário criminal é o de 5 (cinco) dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/90, e não o de 10 (dez) dias, conforme o art. 544 do Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355428. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que, tal como constatou a decisão agravada, o agravo é manifestamente inadmissível, por ser intempestivo. 2. A decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias. Ressalta-se que o recurso extraordinário foi instruído na vigência do Código de Processo Civil/1973. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, firmou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/1990 (na redação anterior à Lei n 13.105/2016) para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade do recurso extraordinário. A propósito, confira-se a ementa do referido julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO. LEI n 12.322/2010. MATÉRIA CRIMINAL. INAPLICABILIDADE DO ART. 544 DO Código de Processo Civil. INCIDÊNCIA DO ART. 28 DA LEI n 8.038/90. PRECEDENTES. QUESTÃO DE ORDEM REJEITADA E AGRAVO NÃO CONHECIDO . 1. A alteração promovida pela Lei n 12.322, de 9 de setembro de 2010, não se aplica aos recursos extraordinários e agravos que versem sobre matéria penal e processual penal, de modo que o prazo do Agravo em Recurso Extraordinário criminal é o de 5 (cinco) dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/90, e não o de 10 (dez) dias, conforme o art. 544 do Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1005420 AGR / RJ Precedentes (AG 197.032-RS, rel. Min. Sepúlveda Pertence, 5.11.97; AG (AgRg) 234.016-SP, rel. Min. Ilmar Galvão, 8.6.99). 2. Questão de ordem rejeitada para não conhecer do recurso de agravo.” 4. No mesmo sentido, vejam-se: ARE 681.840 AgR-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 114.876 AgR/MS, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 693.904 AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355428. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ Precedentes (AG 197.032-RS, rel. Min. Sepúlveda Pertence, 5.11.97; AG (AgRg) 234.016-SP, rel. Min. Ilmar Galvão, 8.6.99). 2. Questão de ordem rejeitada para não conhecer do recurso de agravo.” 4. No mesmo sentido, vejam-se: ARE 681.840 AgR-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 114.876 AgR/MS, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 693.904 AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12355428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Tipo Texto 524 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: Senhor Presidente, verifico que a decisão recorrida, em que se negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, aponta que “a decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias.” Importa observar que realmente o prazo para a interposição do agravo de instrumento contra decisão que não admitia recurso extraordinário estava estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/1990, que previa o prazo de 05 (cinco) dias. Com as alterações trazidas ao Código de Processo Civil pela Lei 8.950/1994, esta Corte pacificou o entendimento de que o art. 28 da Lei 8.038/1990 não foi revogado em matéria penal, permanecendo em 05 (cinco) dias o prazo de interposição do agravo, nos termos da Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal (AI 197.032-QO, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 05.12.1997). Na mesma linha, a despeito da controvérsia suscitada quando da edição da Lei 12.322/2010, o Plenário desta Corte, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO, firmou o entendimento no sentido de que a edição da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: Senhor Presidente, verifico que a decisão recorrida, em que se negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, aponta que “a decisão agravada foi publicada em 27.04.2015 e a petição de agravo foi protocolada no Tribunal de origem somente em 07.05.2015, ou seja, após o término do prazo recursal de cinco dias.” Importa observar que realmente o prazo para a interposição do agravo de instrumento contra decisão que não admitia recurso extraordinário estava estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/1990, que previa o prazo de 05 (cinco) dias. Com as alterações trazidas ao Código de Processo Civil pela Lei 8.950/1994, esta Corte pacificou o entendimento de que o art. 28 da Lei 8.038/1990 não foi revogado em matéria penal, permanecendo em 05 (cinco) dias o prazo de interposição do agravo, nos termos da Súmula 699 do Supremo Tribunal Federal (AI 197.032-QO, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 05.12.1997). Na mesma linha, a despeito da controvérsia suscitada quando da edição da Lei 12.322/2010, o Plenário desta Corte, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO, firmou o entendimento no sentido de que a edição da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Tipo Texto 524 ARE 1005420 AGR / RJ referida lei não afetou o prazo de interposição do agravo em matéria criminal, restando mantidos, portanto, os termos da Súmula 699 desta Corte. Eis a ementa do acórdão: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO. LEI n 12.322/2010. MATÉRIA CRIMINAL. INAPLICABILIDADE DO ART. 544 DO Código de Processo Civil. INCIDÊNCIA DO ART. 28 DA LEI n 8.038/90. PRECEDENTES. QUESTÃO DE ORDEM REJEITADA E AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. A alteração promovida pela Lei n 12.322, de 9 de setembro de 2010, não se aplica aos recursos extraordinários e agravos que versem sobre matéria penal e processual penal, de modo que o prazo do Agravo em Recurso Extraordinário criminal é o de 5 (cinco) dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/90, e não o de 10 (dez) dias, conforme o art. 544 do Código de Processo Civil. Precedentes (AG 197.032-RS, rel. Min. Sepúlveda Pertence, 5.11.97; AG (AgRg) 234.016-SP, rel. Min. Ilmar Galvão, 8.6.99). 2. Questão de ordem rejeitada para não conhecer do recurso de agravo. (ARE 639.846-AgR-QO, Rel. Min. Dias Toffoli, Rel. p/ Acórdão Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2012).” No mesmo sentido: ARE 917.234-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 13.11.2015; ARE 896.066-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 10.11.2015; ARE 877.694-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.06.2015; ARE 837.392-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 05.03.2015; ARE 827.192-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 09.10.2014; ARE 802.971-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02.06.2014; ARE 736.179-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 02.04.2014. Ocorre que o novo Código de Processo Civil alterou toda a sistemática recursal e, especificamente quanto ao recurso extraordinário, revogou expressamente os arts. 26 a 29 e 38 da Lei 8.038/1990 (art. 1.072 do NCPC). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ referida lei não afetou o prazo de interposição do agravo em matéria criminal, restando mantidos, portanto, os termos da Súmula 699 desta Corte. Eis a ementa do acórdão: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO. LEI n 12.322/2010. MATÉRIA CRIMINAL. INAPLICABILIDADE DO ART. 544 DO Código de Processo Civil. INCIDÊNCIA DO ART. 28 DA LEI n 8.038/90. PRECEDENTES. QUESTÃO DE ORDEM REJEITADA E AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. A alteração promovida pela Lei n 12.322, de 9 de setembro de 2010, não se aplica aos recursos extraordinários e agravos que versem sobre matéria penal e processual penal, de modo que o prazo do Agravo em Recurso Extraordinário criminal é o de 5 (cinco) dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/90, e não o de 10 (dez) dias, conforme o art. 544 do Código de Processo Civil. Precedentes (AG 197.032-RS, rel. Min. Sepúlveda Pertence, 5.11.97; AG (AgRg) 234.016-SP, rel. Min. Ilmar Galvão, 8.6.99). 2. Questão de ordem rejeitada para não conhecer do recurso de agravo. (ARE 639.846-AgR-QO, Rel. Min. Dias Toffoli, Rel. p/ Acórdão Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2012).” No mesmo sentido: ARE 917.234-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 13.11.2015; ARE 896.066-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 10.11.2015; ARE 877.694-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.06.2015; ARE 837.392-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 05.03.2015; ARE 827.192-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 09.10.2014; ARE 802.971-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02.06.2014; ARE 736.179-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 02.04.2014. Ocorre que o novo Código de Processo Civil alterou toda a sistemática recursal e, especificamente quanto ao recurso extraordinário, revogou expressamente os arts. 26 a 29 e 38 da Lei 8.038/1990 (art. 1.072 do NCPC). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Tipo Texto 524 ARE 1005420 AGR / RJ Apenas a título de esclarecimento, não se desconhece a manutenção do art. 39 da Lei 8.038/90, o qual prevê: “Art. 39 - Da decisão do Presidente do Tribunal, de Seção, de Turma ou de Relator que causar gravame à parte, caberá agravo para o órgão especial, Seção ou Turma, conforme o caso, no prazo de cinco dias.” Embora permaneça em plena aplicabilidade o dispositivo acima colacionado, faz-se mister ponderar que versa sobre agravo interposto em face de decisão monocrática de Relator, a fim de que a matéria objurgada seja enfrentada pelo Colegiado. Ou seja, trata-se de previsão sobre agravo interno, que não se confunde com o agravo cabível para destrancamento de recurso extraordinário, como é o caso em mesa. Dessa forma, o agravo destinado a destrancar o recurso extraordinário criminal era aquele regulamentado pelo art. 28 da Lei 8.038/90, que, como anteriormente mencionado, foi expressamente revogado. Feitas essas considerações, verifico que, em razão da alteração da base normativa, inexistindo previsão específica no CPP e no RISTF, à luz do preconizado no art. 3... do CPP, o prazo a ser observado na interposição do agravo destinado a impugnar a decisão de admissibilidade do recurso extraordinário é aquele da regra geral do art. 1.003, § 5..., do NCPC, ou seja, de 15 (quinze) dias. Por outro lado, a despeito do que dispõe o art. 219, caput , do NCPC, que determina a contagem do prazo recursal em dias úteis, o caso em apreço trata de agravo em recurso extraordinário em matéria criminal, cujo processo penal é regido por regras processuais penais. As regras do processo civil só se aplicam aos processos penais 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ Apenas a título de esclarecimento, não se desconhece a manutenção do art. 39 da Lei 8.038/90, o qual prevê: “Art. 39 - Da decisão do Presidente do Tribunal, de Seção, de Turma ou de Relator que causar gravame à parte, caberá agravo para o órgão especial, Seção ou Turma, conforme o caso, no prazo de cinco dias.” Embora permaneça em plena aplicabilidade o dispositivo acima colacionado, faz-se mister ponderar que versa sobre agravo interposto em face de decisão monocrática de Relator, a fim de que a matéria objurgada seja enfrentada pelo Colegiado. Ou seja, trata-se de previsão sobre agravo interno, que não se confunde com o agravo cabível para destrancamento de recurso extraordinário, como é o caso em mesa. Dessa forma, o agravo destinado a destrancar o recurso extraordinário criminal era aquele regulamentado pelo art. 28 da Lei 8.038/90, que, como anteriormente mencionado, foi expressamente revogado. Feitas essas considerações, verifico que, em razão da alteração da base normativa, inexistindo previsão específica no CPP e no RISTF, à luz do preconizado no art. 3... do CPP, o prazo a ser observado na interposição do agravo destinado a impugnar a decisão de admissibilidade do recurso extraordinário é aquele da regra geral do art. 1.003, § 5..., do NCPC, ou seja, de 15 (quinze) dias. Por outro lado, a despeito do que dispõe o art. 219, caput , do NCPC, que determina a contagem do prazo recursal em dias úteis, o caso em apreço trata de agravo em recurso extraordinário em matéria criminal, cujo processo penal é regido por regras processuais penais. As regras do processo civil só se aplicam aos processos penais 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Tipo Texto 524 ARE 1005420 AGR / RJ subsidiariamente, pela via do art. 3... do CPP, vale dizer, quando não houver regra processual penal expressa regulando a matéria. Dessa forma, sempre que em conflito regras formalmente expressas em lei, há de ser aplicado o critério da especialidade. No caso, a contagem dos prazos no processo penal está prevista em regra específica do CPP, que dispõe: “Art. 798. Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou dia feriado.” Sendo assim, o novo Código de Processo Civil não regula o processo penal nesse particular, por não ser matéria sem regulamentação expressa, não demandando, portanto, aplicação subsidiária do NCPC. Logo, diante da nova sistemática processual, o prazo para interposição do agravo que almeja destrancar recurso extraordinário criminal inadmitido na origem passou a ser de 15 (quinze) dias, face ao NCPC. Porém, a contagem continua regida pelo CPP. Considerando que a publicação da decisão agravada se deu em 27.04.2015 e observado o prazo de 15 (quinze) dias, contados de forma contínua, é tempestivo o agravo interposto em 07.05.2015. Ante o exposto, com a devida vênia ao Relator, voto pelo reconhecimento da tempestividade do agravo, incumbindo a análise, a tempo e modo, dos demais pressupostos de admissibilidade. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Supremo Tribunal Federal ARE 1005420 AGR / RJ subsidiariamente, pela via do art. 3... do CPP, vale dizer, quando não houver regra processual penal expressa regulando a matéria. Dessa forma, sempre que em conflito regras formalmente expressas em lei, há de ser aplicado o critério da especialidade. No caso, a contagem dos prazos no processo penal está prevista em regra específica do CPP, que dispõe: “Art. 798. Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou dia feriado.” Sendo assim, o novo Código de Processo Civil não regula o processo penal nesse particular, por não ser matéria sem regulamentação expressa, não demandando, portanto, aplicação subsidiária do NCPC. Logo, diante da nova sistemática processual, o prazo para interposição do agravo que almeja destrancar recurso extraordinário criminal inadmitido na origem passou a ser de 15 (quinze) dias, face ao NCPC. Porém, a contagem continua regida pelo CPP. Considerando que a publicação da decisão agravada se deu em 27.04.2015 e observado o prazo de 15 (quinze) dias, contados de forma contínua, é tempestivo o agravo interposto em 07.05.2015. Ante o exposto, com a devida vênia ao Relator, voto pelo reconhecimento da tempestividade do agravo, incumbindo a análise, a tempo e modo, dos demais pressupostos de admissibilidade. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12467026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 09/12/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA (101311/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin. 1... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12228297 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.005.420 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JAIRTON MACHADO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JORGE EDUARDO MACHADO DE OLIVEIRA (101311/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin. 1... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12228297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 005 . 420", "Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 846 - AgR - QO / SP", "ARE 1005420 AGR / RJ", "ARE 1005420 AGR", "Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1005420 AGR / RJ", "ARE 639 . 846 - AgR - QO / SP", "ARE 681840 - AgR - ED / MS", "HC 114876 - AgR / MS", "ARE 693904 - AgR / PR", "ARE 1005420 AGR / RJ", "ARE 639 . 846 - AgR - QO", "ARE 681840 - AgR - ED / MS", "HC 114876 - AgR / MS", "ARE 693904 - AgR / PR", "ARE 639 . 846 - AgR - QO / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 005 . 420", "ARE 639 . 846 - AgR - QO / SP", "ROBERTO BARROSO", "ARE 1005420 AGR / RJ", "AG 197 . 032 - RS", "AG", "AgRg ) 234 . 016 - SP", "ARE 681 . 840 AgR - ED / MS", "HC 114 . 876 AgR / MS", "ARE 693 . 904 AgR / PR", "ARE 1005420 AGR / RJ", "AG 197 . 032 - RS", "AG ( AgRg ) 234 . 016 - SP", "ARE 681 . 840 AgR - ED / MS", "HC 114 . 876 AgR / MS", "ARE 693 . 904 AgR / PR", "Súmula 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"art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Lei 8 . 038 / 90", "Lei 8 . 950 / 94", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Lei 8 . 038 / 90", "Lei 8 . 950 / 94", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 28 da Lei n 8 . 038 / 1990", "Código de Processo Civil / 1973", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "convenção Americana de direitos humanos", "lei 8038 / 90", "Novo Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 28 da Lei n 8 . 038 / 1990", "Código de Processo Civil / 1973", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "convenção Americana de direitos", "lei 8038 / 90", "Novo Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "art . 28 da Lei n 8 . 038 / 1990", "Lei n 13 . 105 / 2016", "LEI n 12 . 322 / 2010", "ART . 544 DO Código de 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de setembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "11", ".", "97", "8", ".", "6", ".", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "11", ".", "97", "8", ".", "6", ".", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "27", ".", "04", ".", "2015", "07", ".", "05", ".", "2015", "05", ".", "12", ".", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "27", ".", "04", ".", "2015", "07", ".", "05", ".", "2015", "05", ".", "12", ".", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de setembro de 2010", "5", ".", "11", ".", "97", "8", ".", "6", ".", "99", "20", ".", "03", ".", "2012", "13", ".", "11", ".", "2015", "10", ".", "11", ".", "2015", "30", ".", "06", ".", "2015", "05", ".", "03", ".", "2015", "09", ".", "10", ".", "2014", "02", ".", "06", ".", "2014", "02", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de setembro de 2010", "5", ".", "11", ".", "97", "8", ".", "6", ".", "99", "20", ".", "03", ".", "2012", "13", ".", "11", ".", 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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE ADV.(A/S) :EDUARDO DE MELLO E SOUZA AGDO.(A/S) :MARIA HELENA LORENZON ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Prescrição. Danos morais e patrimoniais. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inviável o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais indicados como violados carecem do necessário prequestionamento. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400387. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1002294 AGR / DF Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400387. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE ADV.(A/S) :EDUARDO DE MELLO E SOUZA AGDO.(A/S) :MARIA HELENA LORENZON ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: “RECURSO DE REVISTA. PRELIMINAR DE NULIDADE POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. Diante da possibilidade de provimento do recurso e em atenção aos princípios da celeridade e economia processuais, deixa-se de analisar a preliminar, com fundamento no art. 249, § 2º, do CPC. PRESCRIÇÃO - INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS EM FACE DE EXECUÇÃO FISCAL REFERENTE A IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE SOBRE VALORES DECORRENTES DE ACORDO JUDICIAL - ACTIO NATA. A lide versa sobre o marco prescricional da pretensão referente à indenização Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE ADV.(A/S) :EDUARDO DE MELLO E SOUZA AGDO.(A/S) :MARIA HELENA LORENZON ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: “RECURSO DE REVISTA. PRELIMINAR DE NULIDADE POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. Diante da possibilidade de provimento do recurso e em atenção aos princípios da celeridade e economia processuais, deixa-se de analisar a preliminar, com fundamento no art. 249, § 2º, do CPC. PRESCRIÇÃO - INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS EM FACE DE EXECUÇÃO FISCAL REFERENTE A IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE SOBRE VALORES DECORRENTES DE ACORDO JUDICIAL - ACTIO NATA. A lide versa sobre o marco prescricional da pretensão referente à indenização Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1002294 AGR / DF por danos morais e materiais em face do alegado ato ilícito praticado pelo réu, que não teria quitado os débitos fiscais referentes ao imposto de renda incidente sobre o acordo coletivo homologado em juízo, recaindo, tal despesa, para a trabalhadora. Referido acordo foi firmado a título indenizatório em 1992, tendo a autora sido notificada pela Receita Federal em 1996 para pagamento do débito fiscal, cujo fato foi informado (7/5/1996) ao Banco, com solicitação para que arcasse com o pagamento. A Diretoria do Banco autorizou o repasse às associações de valores referentes ao pagamento dos honorários que deveriam ser pagos para o patrocínio das ações anulatórias dos referidos débitos. As tentativas, por parte da autora, de se eximir do débito fiscal perante a Receita Federal, foram frustradas, tendo que arcar com o débito. Em 22/11/2006 o réu comunicou sua posição final de que não pagaria o valor do imposto de renda referente ao acordo judicial, tendo a autora ajuizado a ação de indenização em 22/10/2008. A Corte Regional considerou prescrita a pretensão referente à indenização por danos morais e materiais, ao fundamento de que," embora tenha havido o repasse de valores pelo réu à Associação dos Funcionários do BRDE para auxiliar o pagamento dos honorários decorrentes da contratação pelos empregados do escritório de advocacia para a defesa de seus interesses, e ainda, a despeito do fato de alguns pareceres do departamento jurídico mencionarem a responsabilidade do banco no tocante a retenção do imposto de renda, observo que em nenhum momento foi admitido de forma inequívoca a assunção da dívida fiscal por parte do réu." A teoria da actio nata, segundo a qual a pretensão nasce com a violação de um direito, deve servir de balizador para a solução da controvérsia. No presente caso, o direito à reparação por danos materiais e morais nasceu no momento em que o réu declarou a intenção de descumprir a obrigação de pagar o imposto de renda, em 22/11/2006. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF por danos morais e materiais em face do alegado ato ilícito praticado pelo réu, que não teria quitado os débitos fiscais referentes ao imposto de renda incidente sobre o acordo coletivo homologado em juízo, recaindo, tal despesa, para a trabalhadora. Referido acordo foi firmado a título indenizatório em 1992, tendo a autora sido notificada pela Receita Federal em 1996 para pagamento do débito fiscal, cujo fato foi informado (7/5/1996) ao Banco, com solicitação para que arcasse com o pagamento. A Diretoria do Banco autorizou o repasse às associações de valores referentes ao pagamento dos honorários que deveriam ser pagos para o patrocínio das ações anulatórias dos referidos débitos. As tentativas, por parte da autora, de se eximir do débito fiscal perante a Receita Federal, foram frustradas, tendo que arcar com o débito. Em 22/11/2006 o réu comunicou sua posição final de que não pagaria o valor do imposto de renda referente ao acordo judicial, tendo a autora ajuizado a ação de indenização em 22/10/2008. A Corte Regional considerou prescrita a pretensão referente à indenização por danos morais e materiais, ao fundamento de que," embora tenha havido o repasse de valores pelo réu à Associação dos Funcionários do BRDE para auxiliar o pagamento dos honorários decorrentes da contratação pelos empregados do escritório de advocacia para a defesa de seus interesses, e ainda, a despeito do fato de alguns pareceres do departamento jurídico mencionarem a responsabilidade do banco no tocante a retenção do imposto de renda, observo que em nenhum momento foi admitido de forma inequívoca a assunção da dívida fiscal por parte do réu." A teoria da actio nata, segundo a qual a pretensão nasce com a violação de um direito, deve servir de balizador para a solução da controvérsia. No presente caso, o direito à reparação por danos materiais e morais nasceu no momento em que o réu declarou a intenção de descumprir a obrigação de pagar o imposto de renda, em 22/11/2006. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1002294 AGR / DF Precedentes. Logo, ajuizada a ação em 22/10/2008, não há prescrição a ser declarada. Recurso de revista conhecido por violação do art. 11, I, da CLT e provido.” Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5º, incisos I, LIV e LV, 7º, inciso XXIX, e 37 da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5º, inciso I, e 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF Precedentes. Logo, ajuizada a ação em 22/10/2008, não há prescrição a ser declarada. Recurso de revista conhecido por violação do art. 11, I, da CLT e provido.” Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5º, incisos I, LIV e LV, 7º, inciso XXIX, e 37 da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5º, inciso I, e 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1002294 AGR / DF meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 651.130/DF-AgR, Primeira 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 651.130/DF-AgR, Primeira 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 1002294 AGR / DF Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. PRESCRIÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 2. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 737.822/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. QUESTÃO AFETA À OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental desprovido’ (RE nº 612.799/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10). Registre-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que foram frontalmente violados 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. PRESCRIÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 2. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 737.822/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. QUESTÃO AFETA À OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental desprovido’ (RE nº 612.799/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10). Registre-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que foram frontalmente violados 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 1002294 AGR / DF os arts. 5º, incisos I, LIV e LV; 7º, inciso XXIX; e 37 da Constituição Federal. Sustenta que os dispositivos tidos como violados foram devidamente prequestionados, tendo sido, inclusive, opostos embargos de declaração. Defende que os dispositivos constitucionais foram frontalmente violados. Aduz que se trata “(...) destaque, de violação direta, não meramente reflexa. Em nenhum momento a discussão dos autos perpassou as normas federais que refletem os princípios constitucionais acima elencados. Basta analisar o recurso extraordinário para perceber que a Constituição foi diretamente ferida“. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF os arts. 5º, incisos I, LIV e LV; 7º, inciso XXIX; e 37 da Constituição Federal. Sustenta que os dispositivos tidos como violados foram devidamente prequestionados, tendo sido, inclusive, opostos embargos de declaração. Defende que os dispositivos constitucionais foram frontalmente violados. Aduz que se trata “(...) destaque, de violação direta, não meramente reflexa. Em nenhum momento a discussão dos autos perpassou as normas federais que refletem os princípios constitucionais acima elencados. Basta analisar o recurso extraordinário para perceber que a Constituição foi diretamente ferida“. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que, consoante expresso na decisão agravada, a matéria constitucional contida nos arts. 5º, inciso I, e 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal, carece do necessário prequestionamento, o que faz incidir na espécie os óbices das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/STF. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que, consoante expresso na decisão agravada, a matéria constitucional contida nos arts. 5º, inciso I, e 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal, carece do necessário prequestionamento, o que faz incidir na espécie os óbices das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/STF. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1002294 AGR / DF suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/STF. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/STF. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1002294 AGR / DF Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE nº 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. ACIDENTE DE TRABALHO. DANOS MATERIAL E MORAL. ART. 7º, XXVIII, CF/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. PRECEDENTES. 1. O dispositivo constitucional tido como violado não foi prequestionado pelo acórdão recorrido, nem suscitado nos embargos de declaração opostos. Incidência da Súmula STF 282. 2. O Supremo Tribunal não admite o ‘prequestionamento implícito’ da questão constitucional. Precedentes. 3. Incidência da Súmula STF 279 para aferir alegada ofensa, no caso, ao artigo 7º, XXVIII, da Constituição Federal. 4. Agravo regimental improvido” (AI nº 780.955/RJ- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 30/4/10). Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório ou da prestação jurisdicional, quando depende para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, como ocorre no caso dos autos, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário. Por fim, para dissentir do que restou decidido pelo Tribunal Superior do Trabalho acerca da contagem do prazo prescricional no caso concreto, seria necessário reexaminar a causa à luz da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas constantes dos autos, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência na espécie das Súmulas nºs 636 e 279/STF. A propósito, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE nº 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. ACIDENTE DE TRABALHO. DANOS MATERIAL E MORAL. ART. 7º, XXVIII, CF/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. PRECEDENTES. 1. O dispositivo constitucional tido como violado não foi prequestionado pelo acórdão recorrido, nem suscitado nos embargos de declaração opostos. Incidência da Súmula STF 282. 2. O Supremo Tribunal não admite o ‘prequestionamento implícito’ da questão constitucional. Precedentes. 3. Incidência da Súmula STF 279 para aferir alegada ofensa, no caso, ao artigo 7º, XXVIII, da Constituição Federal. 4. Agravo regimental improvido” (AI nº 780.955/RJ- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 30/4/10). Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório ou da prestação jurisdicional, quando depende para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, como ocorre no caso dos autos, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário. Por fim, para dissentir do que restou decidido pelo Tribunal Superior do Trabalho acerca da contagem do prazo prescricional no caso concreto, seria necessário reexaminar a causa à luz da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas constantes dos autos, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência na espécie das Súmulas nºs 636 e 279/STF. A propósito, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1002294 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO CONTRA O ESTADO. DANO MORAL. ANISTIA POLÍTICA. DEBATE SOBRE A PRESCRIÇÃO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. 1. A prescrição, quando sub judice a controvérsia, não dá ensejo ao cabimento de recurso extraordinário por situar-se no âmbito infraconstitucional. Precedentes: ARE 749.479-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 12/8/2013, AI 764.126-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 1º/2/2011. 2. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou, in verbis: ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. FAZENDA PÚBLICA. PRAZO PRESCRICIONAL QUINQUENAL. 1. Nas ações indenizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública, incide o prazo prescricional quinquenal previsto no Decreto 20.910/32, em detrimento do prazo de três anos previsto no art. 206, § 3º, V, do Código Civil de 2002 (REsp 1.251.993/PR - art. 543-C do CPC). 2. Firmada a jurisprudência desta Corte no mesmo sentido da decisão embargada, aplica-se à espécie a Súmula 168/STJ. 3. Agravo regimental não provido.’ 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE nº 786.012/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/6/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRAZO PRESCRICIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5º, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO CONTRA O ESTADO. DANO MORAL. ANISTIA POLÍTICA. DEBATE SOBRE A PRESCRIÇÃO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. 1. A prescrição, quando sub judice a controvérsia, não dá ensejo ao cabimento de recurso extraordinário por situar-se no âmbito infraconstitucional. Precedentes: ARE 749.479-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 12/8/2013, AI 764.126-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 1º/2/2011. 2. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou, in verbis: ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. FAZENDA PÚBLICA. PRAZO PRESCRICIONAL QUINQUENAL. 1. Nas ações indenizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública, incide o prazo prescricional quinquenal previsto no Decreto 20.910/32, em detrimento do prazo de três anos previsto no art. 206, § 3º, V, do Código Civil de 2002 (REsp 1.251.993/PR - art. 543-C do CPC). 2. Firmada a jurisprudência desta Corte no mesmo sentido da decisão embargada, aplica-se à espécie a Súmula 168/STJ. 3. Agravo regimental não provido.’ 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE nº 786.012/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/6/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRAZO PRESCRICIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5º, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1002294 AGR / DF GENÉRICA, DEFICIÊNCIA RECURSAL. SÚMULA 284/STF. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. DECRETO 20.910/32 E CÓDIGO CIVIL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 777.390/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/3/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, §11, do CPC, pois não houve, na origem, condenação do agravante em honorários advocatícios. É com o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF GENÉRICA, DEFICIÊNCIA RECURSAL. SÚMULA 284/STF. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. DECRETO 20.910/32 E CÓDIGO CIVIL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 777.390/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/3/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, §11, do CPC, pois não houve, na origem, condenação do agravante em honorários advocatícios. É com o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE ADV.(A/S) : EDUARDO DE MELLO E SOUZA (166318/RJ, 11073/SC) AGDO.(A/S) : MARIA HELENA LORENZON ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210418 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE ADV.(A/S) : EDUARDO DE MELLO E SOUZA (166318/RJ, 11073/SC) AGDO.(A/S) : MARIA HELENA LORENZON ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210418 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12416915
2016-12-09T00:00:00
2017-02-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Prescrição. Danos morais e patrimoniais. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inviável o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais indicados como violados carecem do necessário prequestionamento. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa.
sjur363276
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 780955 AgR (2ªT), RE 760160 AgR (2ªT), ARE 801373 AgR (1ªT). (DANO MORAL) ARE 777390 AgR (2ªT), ARE 786012 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 22/02/2017, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1002294
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1002294 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE ADV.(A/S) : EDUARDO DE MELLO E SOUZA AGDO.(A/S) : MARIA HELENA LORENZON ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA
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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE ADV.(A/S) :EDUARDO DE MELLO E SOUZA AGDO.(A/S) :MARIA HELENA LORENZON ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Prescrição. Danos morais e patrimoniais. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inviável o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais indicados como violados carecem do necessário prequestionamento. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 da Corte. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400387. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1002294 AGR / DF Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400387. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE ADV.(A/S) :EDUARDO DE MELLO E SOUZA AGDO.(A/S) :MARIA HELENA LORENZON ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: “RECURSO DE REVISTA. PRELIMINAR DE NULIDADE POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. Diante da possibilidade de provimento do recurso e em atenção aos princípios da celeridade e economia processuais, deixa-se de analisar a preliminar, com fundamento no art. 249, § 2..., do Código de Processo Civil. PRESCRIÇÃO - INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS EM FACE DE EXECUÇÃO FISCAL REFERENTE A IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE SOBRE VALORES DECORRENTES DE ACORDO JUDICIAL - ACTIO NATA. A lide versa sobre o marco prescricional da pretensão referente à indenização Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE ADV.(A/S) :EDUARDO DE MELLO E SOUZA AGDO.(A/S) :MARIA HELENA LORENZON ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: “RECURSO DE REVISTA. PRELIMINAR DE NULIDADE POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. Diante da possibilidade de provimento do recurso e em atenção aos princípios da celeridade e economia processuais, deixa-se de analisar a preliminar, com fundamento no art. 249, § 2..., do Código de Processo Civil. PRESCRIÇÃO - INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS EM FACE DE EXECUÇÃO FISCAL REFERENTE A IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE SOBRE VALORES DECORRENTES DE ACORDO JUDICIAL - ACTIO NATA. A lide versa sobre o marco prescricional da pretensão referente à indenização Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1002294 AGR / DF por danos morais e materiais em face do alegado ato ilícito praticado pelo réu, que não teria quitado os débitos fiscais referentes ao imposto de renda incidente sobre o acordo coletivo homologado em juízo, recaindo, tal despesa, para a trabalhadora. Referido acordo foi firmado a título indenizatório em 1992, tendo a autora sido notificada pela Receita Federal em 1996 para pagamento do débito fiscal, cujo fato foi informado (7/5/1996) ao Banco, com solicitação para que arcasse com o pagamento. A Diretoria do Banco autorizou o repasse às associações de valores referentes ao pagamento dos honorários que deveriam ser pagos para o patrocínio das ações anulatórias dos referidos débitos. As tentativas, por parte da autora, de se eximir do débito fiscal perante a Receita Federal, foram frustradas, tendo que arcar com o débito. Em 22/11/2006 o réu comunicou sua posição final de que não pagaria o valor do imposto de renda referente ao acordo judicial, tendo a autora ajuizado a ação de indenização em 22/10/2008. A Corte Regional considerou prescrita a pretensão referente à indenização por danos morais e materiais, ao fundamento de que," embora tenha havido o repasse de valores pelo réu à Associação dos Funcionários do BRDE para auxiliar o pagamento dos honorários decorrentes da contratação pelos empregados do escritório de advocacia para a defesa de seus interesses, e ainda, a despeito do fato de alguns pareceres do departamento jurídico mencionarem a responsabilidade do banco no tocante a retenção do imposto de renda, observo que em nenhum momento foi admitido de forma inequívoca a assunção da dívida fiscal por parte do réu." A teoria da actio nata, segundo a qual a pretensão nasce com a violação de um direito, deve servir de balizador para a solução da controvérsia. No presente caso, o direito à reparação por danos materiais e morais nasceu no momento em que o réu declarou a intenção de descumprir a obrigação de pagar o imposto de renda, em 22/11/2006. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF por danos morais e materiais em face do alegado ato ilícito praticado pelo réu, que não teria quitado os débitos fiscais referentes ao imposto de renda incidente sobre o acordo coletivo homologado em juízo, recaindo, tal despesa, para a trabalhadora. Referido acordo foi firmado a título indenizatório em 1992, tendo a autora sido notificada pela Receita Federal em 1996 para pagamento do débito fiscal, cujo fato foi informado (7/5/1996) ao Banco, com solicitação para que arcasse com o pagamento. A Diretoria do Banco autorizou o repasse às associações de valores referentes ao pagamento dos honorários que deveriam ser pagos para o patrocínio das ações anulatórias dos referidos débitos. As tentativas, por parte da autora, de se eximir do débito fiscal perante a Receita Federal, foram frustradas, tendo que arcar com o débito. Em 22/11/2006 o réu comunicou sua posição final de que não pagaria o valor do imposto de renda referente ao acordo judicial, tendo a autora ajuizado a ação de indenização em 22/10/2008. A Corte Regional considerou prescrita a pretensão referente à indenização por danos morais e materiais, ao fundamento de que," embora tenha havido o repasse de valores pelo réu à Associação dos Funcionários do BRDE para auxiliar o pagamento dos honorários decorrentes da contratação pelos empregados do escritório de advocacia para a defesa de seus interesses, e ainda, a despeito do fato de alguns pareceres do departamento jurídico mencionarem a responsabilidade do banco no tocante a retenção do imposto de renda, observo que em nenhum momento foi admitido de forma inequívoca a assunção da dívida fiscal por parte do réu." A teoria da actio nata, segundo a qual a pretensão nasce com a violação de um direito, deve servir de balizador para a solução da controvérsia. No presente caso, o direito à reparação por danos materiais e morais nasceu no momento em que o réu declarou a intenção de descumprir a obrigação de pagar o imposto de renda, em 22/11/2006. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1002294 AGR / DF Precedentes. Logo, ajuizada a ação em 22/10/2008, não há prescrição a ser declarada. Recurso de revista conhecido por violação do art. 11, I, da Consolidação das Leis do Trabalho e provido.” Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5..., incisos I, LIV e LV, 7..., inciso XXIX, e 37 da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5..., inciso I, e 7..., inciso XXIX, da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF Precedentes. Logo, ajuizada a ação em 22/10/2008, não há prescrição a ser declarada. Recurso de revista conhecido por violação do art. 11, I, da Consolidação das Leis do Trabalho e provido.” Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5..., incisos I, LIV e LV, 7..., inciso XXIX, e 37 da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5..., inciso I, e 7..., inciso XXIX, da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1002294 AGR / DF meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 651.130/DF-AgR, Primeira 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 651.130/DF-AgR, Primeira 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 1002294 AGR / DF Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. PRESCRIÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 2. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 737.822/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. QUESTÃO AFETA À OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 612.799/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10). Registre-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que foram frontalmente violados 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. PRESCRIÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 2. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 737.822/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. QUESTÃO AFETA À OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 612.799/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10). Registre-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no artigo 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que foram frontalmente violados 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 1002294 AGR / DF os arts. 5..., incisos I, LIV e LV; 7..., inciso XXIX; e 37 da Constituição Federal. Sustenta que os dispositivos tidos como violados foram devidamente prequestionados, tendo sido, inclusive, opostos embargos de declaração. Defende que os dispositivos constitucionais foram frontalmente violados. Aduz que se trata “(...) destaque, de violação direta, não meramente reflexa. Em nenhum momento a discussão dos autos perpassou as normas federais que refletem os princípios constitucionais acima elencados. Basta analisar o recurso extraordinário para perceber que a Constituição foi diretamente ferida“. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF os arts. 5..., incisos I, LIV e LV; 7..., inciso XXIX; e 37 da Constituição Federal. Sustenta que os dispositivos tidos como violados foram devidamente prequestionados, tendo sido, inclusive, opostos embargos de declaração. Defende que os dispositivos constitucionais foram frontalmente violados. Aduz que se trata “(...) destaque, de violação direta, não meramente reflexa. Em nenhum momento a discussão dos autos perpassou as normas federais que refletem os princípios constitucionais acima elencados. Basta analisar o recurso extraordinário para perceber que a Constituição foi diretamente ferida“. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que, consoante expresso na decisão agravada, a matéria constitucional contida nos arts. 5..., inciso I, e 7..., inciso XXIX, da Constituição Federal, carece do necessário prequestionamento, o que faz incidir na espécie os óbices das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que, consoante expresso na decisão agravada, a matéria constitucional contida nos arts. 5..., inciso I, e 7..., inciso XXIX, da Constituição Federal, carece do necessário prequestionamento, o que faz incidir na espécie os óbices das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1002294 AGR / DF suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1002294 AGR / DF Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. ACIDENTE DE TRABALHO. DANOS MATERIAL E MORAL. ART. 7..., XXVIII, Constituição Federal de 1988/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. PRECEDENTES. 1. O dispositivo constitucional tido como violado não foi prequestionado pelo acórdão recorrido, nem suscitado nos embargos de declaração opostos. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 282. 2. O Supremo Tribunal não admite o ‘prequestionamento implícito’ da questão constitucional. Precedentes. 3. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279 para aferir alegada ofensa, no caso, ao artigo 7..., XXVIII, da Constituição Federal. 4. Agravo regimental improvido” (AI n 780.955/RJ- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 30/4/10). Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório ou da prestação jurisdicional, quando depende para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, como ocorre no caso dos autos, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário. Por fim, para dissentir do que restou decidido pelo Tribunal Superior do Trabalho acerca da contagem do prazo prescricional no caso concreto, seria necessário reexaminar a causa à luz da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas constantes dos autos, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência na espécie das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. A propósito, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. ACIDENTE DE TRABALHO. DANOS MATERIAL E MORAL. ART. 7..., XXVIII, Constituição Federal de 1988/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. PRECEDENTES. 1. O dispositivo constitucional tido como violado não foi prequestionado pelo acórdão recorrido, nem suscitado nos embargos de declaração opostos. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 282. 2. O Supremo Tribunal não admite o ‘prequestionamento implícito’ da questão constitucional. Precedentes. 3. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279 para aferir alegada ofensa, no caso, ao artigo 7..., XXVIII, da Constituição Federal. 4. Agravo regimental improvido” (AI n 780.955/RJ- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 30/4/10). Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório ou da prestação jurisdicional, quando depende para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, como ocorre no caso dos autos, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário. Por fim, para dissentir do que restou decidido pelo Tribunal Superior do Trabalho acerca da contagem do prazo prescricional no caso concreto, seria necessário reexaminar a causa à luz da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas constantes dos autos, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência na espécie das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. A propósito, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1002294 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO CONTRA O ESTADO. DANO MORAL. ANISTIA POLÍTICA. DEBATE SOBRE A PRESCRIÇÃO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. 1. A prescrição, quando sub judice a controvérsia, não dá ensejo ao cabimento de recurso extraordinário por situar-se no âmbito infraconstitucional. Precedentes: ARE 749.479-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 12/8/2013, AI 764.126-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 1.../2/2011. 2. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou, in verbis: ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. FAZENDA PÚBLICA. PRAZO PRESCRICIONAL QUINQUENAL. 1. Nas ações indenizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública, incide o prazo prescricional quinquenal previsto no Decreto 20.910/32, em detrimento do prazo de três anos previsto no art. 206, § 3..., V, do Código Civil de 2002 (REsp 1.251.993/PR - art. 543-C do Código de Processo Civil). 2. Firmada a jurisprudência desta Corte no mesmo sentido da decisão embargada, aplica-se à espécie a Súmula 168/Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo regimental não provido.’ 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n 786.012/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/6/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRAZO PRESCRICIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5..., CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO CONTRA O ESTADO. DANO MORAL. ANISTIA POLÍTICA. DEBATE SOBRE A PRESCRIÇÃO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. 1. A prescrição, quando sub judice a controvérsia, não dá ensejo ao cabimento de recurso extraordinário por situar-se no âmbito infraconstitucional. Precedentes: ARE 749.479-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 12/8/2013, AI 764.126-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 1.../2/2011. 2. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou, in verbis: ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. FAZENDA PÚBLICA. PRAZO PRESCRICIONAL QUINQUENAL. 1. Nas ações indenizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública, incide o prazo prescricional quinquenal previsto no Decreto 20.910/32, em detrimento do prazo de três anos previsto no art. 206, § 3..., V, do Código Civil de 2002 (REsp 1.251.993/PR - art. 543-C do Código de Processo Civil). 2. Firmada a jurisprudência desta Corte no mesmo sentido da decisão embargada, aplica-se à espécie a Súmula 168/Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo regimental não provido.’ 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n 786.012/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/6/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PRAZO PRESCRICIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5..., CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1002294 AGR / DF GENÉRICA, DEFICIÊNCIA RECURSAL. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. DECRETO 20.910/32 E CÓDIGO CIVIL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 777.390/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/3/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, §11, do Código de Processo Civil, pois não houve, na origem, condenação do agravante em honorários advocatícios. É com o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Supremo Tribunal Federal ARE 1002294 AGR / DF GENÉRICA, DEFICIÊNCIA RECURSAL. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. DECRETO 20.910/32 E CÓDIGO CIVIL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 777.390/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/3/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, §11, do Código de Processo Civil, pois não houve, na origem, condenação do agravante em honorários advocatícios. É com o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE ADV.(A/S) : EDUARDO DE MELLO E SOUZA (166318/RJ, 11073/SC) AGDO.(A/S) : MARIA HELENA LORENZON ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210418 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.002.294 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE ADV.(A/S) : EDUARDO DE MELLO E SOUZA (166318/RJ, 11073/SC) AGDO.(A/S) : MARIA HELENA LORENZON ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210418 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 002 . 294", "Súmulas ns 282", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1002294 AGR / DF", "ARE 1002294 AGR / DF", "ARE 1002294 AGR / DF", "ARE 1002294 AGR / DF", "ARE 1002294 AGR / DF", "ARE 1002294 AGR", "ARE 1002294 AGR / DF", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n", "807", ".", "332", "/", "SP", "-", "AgR", "ARE n 651 . 130 / DF - AgR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 807 . 332 / SP - AgR", "ARE n 651 . 130 / DF - AgR", "ARE 1002294 AGR / DF", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 737 . 822 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 612 . 799 / RS - AgR", "ARE 1002294 AGR / DF Turma", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 737 . 822 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 612 . 799 / RS - AgR", "ARE 1002294", "ARE 1002294 AGR", "Súmulas ns 282", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1002294 AGR / DF", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 640 . 671", "ARE n 801 . 373 / RS - AgR", "SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1002294 AGR / DF", "Súmulas 282", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 640 . 671", "ARE n 801 . 373 / RS - AgR", "SÚMULA 282", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1002294 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 760 . 160 / PR - AgR", "REEXAME", "Súmula", "AI n 780 . 955 / RJ - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1002294 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 760 . 160 / PR - AgR", "Súmula", "AI n 780 . 955 / RJ - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1002294 AGR", "ARE 749 . 479 - AgR", "AI 764 . 126 - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "REsp 1 . 251 . 993 / PR", "Súmula 168 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE n 786 . 012 / DF", "ARE 1002294 AGR / DF", "ARE 749 . 479 - AgR", "AI 764 . 126 - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "REsp 1 . 251 . 993 / PR", "Súmula 168 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE n 786 . 012 / DF", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE n 777 . 390 / RS - AgR", "ARE", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE n 777 . 390 / RS - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 249 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 249 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 11 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigos 5 . . . , incisos I , LIV e LV , 7 . . . , inciso XXIX , e 37 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , inciso I , e 7 . . . , inciso XXIX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 11 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigos 5 . . . , incisos I , LIV e LV , 7 . . . , inciso XXIX , e 37 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , inciso I , e 7 . . . , inciso XXIX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "DECRETO N . 20 . 910 / 1932", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "DECRETO N . 20 . 910 / 1932", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO", "artigo 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "artigo 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , incisos I , LIV e LV", "7", ". . . , inciso XXIX ; e", "37 da Constituição Federal", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , incisos I , LIV e LV ;", "7 . . . , inciso XXIX ; e", "37 da Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , inciso I , e 7 . . . , inciso XXIX , da Constituição Federal", "Constituição", "ART . 109 , I , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , inciso I , e 7 . . . , inciso XXIX , da Constituição Federal", "Constituição", "ART . 109 , I , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "arts . 5 . . . , XIII e 133 , ambos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "arts . 5 . . . , XIII e 133 , ambos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 7 . . . , XXVIII , Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 7 . . . , XXVIII , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 7 . . . , XXVIII , Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 7 . . . , XXVIII , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Decreto 20 . 910 / 32", "art . 206 , § 3 . . . , V , do Código Civil de 2002", "art . 543 - C do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Decreto 20 . 910 / 32", "art . 206 , § 3 . . . , V , do Código Civil de 2002", "art . 543 - C do Código de Processo Civil", "ART . 5 . . . , CAPUT , DA", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO 20 . 910 / 32", "CÓDIGO CIVIL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO 20 . 910 / 32", "CÓDIGO CIVIL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE", "Segunda Turma do", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE", "Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul", "BRDE", "Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - BRDE", "Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul", "BRDE", "Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Receita Federal", "Banco", "Receita Federal", "Associação dos Funcionários do BRDE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Receita Federal", "Banco", "Receita Federal", "Associação dos Funcionários do BRDE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Fazenda Pública", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Fazenda", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL - 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Ementa e Acórdão 18/09/2018 SEGUNDA TURMA AÇÃO PENAL 1.018 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :RENAN CALHEIROS OU JOSÉ RENAN VASCONCELOS CALHEIROS ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE ALVES SOBREIRA MACHADO E OUTRO(A/S) EMENTA: AÇÃO PENAL. PECULATO-DESVIO. SAQUE DE VERBA INDENIZATÓRIA DESTINADA AO EXERCÍCIO DO MANDATO PARLAMENTAR. FICTÍCIA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE LOCAÇÃO DE VEÍCULOS. ÔNUS PROBATÓRIO DO ÓRGÃO ACUSATÓRIO. FRAGILIDADE DAS PROVAS PRODUZIDAS. IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO CONDENATÓRIA QUE SE IMPÕE. 1. O princípio da presunção de inocência ou de não culpabilidade, insculpido no art. 5º, LVII, da Constituição Federal, preceitua, na sua acepção probatória, que cabe ao órgão acusatório o ônus de comprovar a ocorrência de todas as circunstâncias elementares do tipo penal atribuído ao acusado na incoativa, sob pena de tornar inviável a pretendida responsabilização criminal. 2. No caso, a denúncia, na parte em que recebida pelo Plenário da Suprema Corte, imputa ao acusado a prática do crime de peculato, na modalidade desvio, em razão do saque de verba indenizatória disponibilizada pelo Senado Federal para custeio de despesas relacionadas ao exercício do mandato parlamentar, mediante a apresentação de notas fiscais que representariam de forma fictícia a prestação de serviço de locação de veículos. 3. Nada obstante as inúmeras contradições verificadas nas declarações prestadas em juízo por testemunhas defensivas, o conjunto probatório não se mostra capaz de sustentar a referida tese acusatória com a certeza exigida para a prolação do pretendido édito condenatório, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C75D-7E42-8D16-3AB0 e senha B91D-BBAA-AE26-31BA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão AP 1018 / DF razão pela qual se mostra imperiosa a absolvição do acusado, nos termos do art. 386, VII, do Código de Processo Penal. 4. Denúncia julgada improcedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos nos termos do voto do Relator, em julgar improcedente a ação penal movida pelo Ministério Público contra o Senador Renan Calheiros e, por maioria de votos, absolvê-lo com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, vencido, no ponto, o Ministro Gilmar Mendes, que o absolvia com base no art. 386, III. Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C75D-7E42-8D16-3AB0 e senha B91D-BBAA-AE26-31BA Supremo Tribunal Federal AP 1018 / DF razão pela qual se mostra imperiosa a absolvição do acusado, nos termos do art. 386, VII, do Código de Processo Penal. 4. Denúncia julgada improcedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos nos termos do voto do Relator, em julgar improcedente a ação penal movida pelo Ministério Público contra o Senador Renan Calheiros e, por maioria de votos, absolvê-lo com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, vencido, no ponto, o Ministro Gilmar Mendes, que o absolvia com base no art. 386, III. Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C75D-7E42-8D16-3AB0 e senha B91D-BBAA-AE26-31BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 18/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 1.018 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : RENAN CALHEIROS OU JOSÉ RENAN VASCONCELOS CALHEIROS ADV.(A/S) : LUIS HENRIQUE ALVES SOBREIRA MACHADO (0028512/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, nos termos do voto do Relator, julgou improcedente a ação penal movida pelo Ministério Público contra o Senador Renan Calheiros e, por maioria de votos, absolveram-no com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, vencido, no ponto, o Ministro Gilmar Mendes que o absolvia com base no art. 386, III. Falaram, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Juliano Baiocchi e, pelo acusado, o Dr. Luis Henrique Machado. Ausente, justificadamente, a Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Juliano Baiocchi. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9A6-68A3-C44B-42F1 e senha 9EAD-79C3-8A03-EDBA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 1.018 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : RENAN CALHEIROS OU JOSÉ RENAN VASCONCELOS CALHEIROS ADV.(A/S) : LUIS HENRIQUE ALVES SOBREIRA MACHADO (0028512/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, nos termos do voto do Relator, julgou improcedente a ação penal movida pelo Ministério Público contra o Senador Renan Calheiros e, por maioria de votos, absolveram-no com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, vencido, no ponto, o Ministro Gilmar Mendes que o absolvia com base no art. 386, III. Falaram, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Juliano Baiocchi e, pelo acusado, o Dr. Luis Henrique Machado. Ausente, justificadamente, a Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Juliano Baiocchi. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9A6-68A3-C44B-42F1 e senha 9EAD-79C3-8A03-EDBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748852403
2018-09-18T00:00:00
2018-12-12T00:00:00
A Turma, por votação unânime, nos termos do voto do Relator, julgou improcedente a ação penal movida pelo Ministério Público contra o Senador Renan Calheiros e, por maioria de votos, absolveram-no com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, vencido, no ponto, o Ministro Gilmar Mendes que o absolvia com base no art. 386, III. Falaram, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Juliano Baiocchi e, pelo acusado, o Dr. Luis Henrique Machado. Ausente, justificadamente, a Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 18.9.2018.
AÇÃO PENAL
Ementa: AÇÃO PENAL. PECULATO-DESVIO. SAQUE DE VERBA INDENIZATÓRIA DESTINADA AO EXERCÍCIO DO MANDATO PARLAMENTAR. FICTÍCIA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE LOCAÇÃO DE VEÍCULOS. ÔNUS PROBATÓRIO DO ÓRGÃO ACUSATÓRIO. FRAGILIDADE DAS PROVAS PRODUZIDAS. IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO CONDENATÓRIA QUE SE IMPÕE. 1. O princípio da presunção de inocência ou de não culpabilidade, insculpido no art. 5º, LVII, da Constituição Federal, preceitua, na sua acepção probatória, que cabe ao órgão acusatório o ônus de comprovar a ocorrência de todas as circunstâncias elementares do tipo penal atribuído ao acusado na incoativa, sob pena de tornar inviável a pretendida responsabilização criminal. 2. No caso, a denúncia, na parte em que recebida pelo Plenário da Suprema Corte, imputa ao acusado a prática do crime de peculato, na modalidade desvio, em razão do saque de verba indenizatória disponibilizada pelo Senado Federal para custeio de despesas relacionadas ao exercício do mandato parlamentar, mediante a apresentação de notas fiscais que representariam de forma fictícia a prestação de serviço de locação de veículos. 3. Nada obstante as inúmeras contradições verificadas nas declarações prestadas em juízo por testemunhas defensivas, o conjunto probatório não se mostra capaz de sustentar a referida tese acusatória com a certeza exigida para a prolação do pretendido édito condenatório, razão pela qual se mostra imperiosa a absolvição do acusado, nos termos do art. 386, VII, do Código de Processo Penal. 4. Denúncia julgada improcedente.
sjur396709
Número de páginas: 3. Análise: 03/02/2019, BMP.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1018
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00386 INC-00003 INC-00007\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
AP
acordaos
AP 1018
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AUTOR(A/S)(ES) : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : RENAN CALHEIROS OU JOSÉ RENAN VASCONCELOS CALHEIROS ADV.(A/S) : LUIS HENRIQUE ALVES SOBREIRA MACHADO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 18/09/2018 SEGUNDA TURMA AÇÃO PENAL 1.018 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) :RENAN CALHEIROS OU JOSÉ RENAN VASCONCELOS CALHEIROS ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE ALVES SOBREIRA MACHADO E OUTRO(A/S) EMENTA: AÇÃO PENAL. PECULATO-DESVIO. SAQUE DE VERBA INDENIZATÓRIA DESTINADA AO EXERCÍCIO DO MANDATO PARLAMENTAR. FICTÍCIA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE LOCAÇÃO DE VEÍCULOS. ÔNUS PROBATÓRIO DO ÓRGÃO ACUSATÓRIO. FRAGILIDADE DAS PROVAS PRODUZIDAS. IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO CONDENATÓRIA QUE SE IMPÕE. 1. O princípio da presunção de inocência ou de não culpabilidade, insculpido no art. 5..., LVII, da Constituição Federal, preceitua, na sua acepção probatória, que cabe ao órgão acusatório o ônus de comprovar a ocorrência de todas as circunstâncias elementares do tipo penal atribuído ao acusado na incoativa, sob pena de tornar inviável a pretendida responsabilização criminal. 2. No caso, a denúncia, na parte em que recebida pelo Plenário da Suprema Corte, imputa ao acusado a prática do crime de peculato, na modalidade desvio, em razão do saque de verba indenizatória disponibilizada pelo Senado Federal para custeio de despesas relacionadas ao exercício do mandato parlamentar, mediante a apresentação de notas fiscais que representariam de forma fictícia a prestação de serviço de locação de veículos. 3. Nada obstante as inúmeras contradições verificadas nas declarações prestadas em juízo por testemunhas defensivas, o conjunto probatório não se mostra capaz de sustentar a referida tese acusatória com a certeza exigida para a prolação do pretendido édito condenatório, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C75D-7E42-8D16-3AB0 e senha B91D-BBAA-AE26-31BA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão AP 1018 / DF razão pela qual se mostra imperiosa a absolvição do acusado, nos termos do art. 386, VII, do Código de Processo Penal. 4. Denúncia julgada improcedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos nos termos do voto do Relator, em julgar improcedente a ação penal movida pelo Ministério Público contra o Senador Renan Calheiros e, por maioria de votos, absolvê-lo com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, vencido, no ponto, o Ministro Gilmar Mendes, que o absolvia com base no art. 386, III. Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C75D-7E42-8D16-3AB0 e senha B91D-BBAA-AE26-31BA Supremo Tribunal Federal AP 1018 / DF razão pela qual se mostra imperiosa a absolvição do acusado, nos termos do art. 386, VII, do Código de Processo Penal. 4. Denúncia julgada improcedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos nos termos do voto do Relator, em julgar improcedente a ação penal movida pelo Ministério Público contra o Senador Renan Calheiros e, por maioria de votos, absolvê-lo com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, vencido, no ponto, o Ministro Gilmar Mendes, que o absolvia com base no art. 386, III. Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C75D-7E42-8D16-3AB0 e senha B91D-BBAA-AE26-31BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 18/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 1.018 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : RENAN CALHEIROS OU JOSÉ RENAN VASCONCELOS CALHEIROS ADV.(A/S) : LUIS HENRIQUE ALVES SOBREIRA MACHADO (0028512/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, nos termos do voto do Relator, julgou improcedente a ação penal movida pelo Ministério Público contra o Senador Renan Calheiros e, por maioria de votos, absolveram-no com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, vencido, no ponto, o Ministro Gilmar Mendes que o absolvia com base no art. 386, III. Falaram, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Juliano Baiocchi e, pelo acusado, o Dr. Luis Henrique Machado. Ausente, justificadamente, a Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Juliano Baiocchi. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9A6-68A3-C44B-42F1 e senha 9EAD-79C3-8A03-EDBA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AÇÃO PENAL 1.018 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REVISOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RÉU(É)(S) : RENAN CALHEIROS OU JOSÉ RENAN VASCONCELOS CALHEIROS ADV.(A/S) : LUIS HENRIQUE ALVES SOBREIRA MACHADO (0028512/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, nos termos do voto do Relator, julgou improcedente a ação penal movida pelo Ministério Público contra o Senador Renan Calheiros e, por maioria de votos, absolveram-no com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, vencido, no ponto, o Ministro Gilmar Mendes que o absolvia com base no art. 386, III. Falaram, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Juliano Baiocchi e, pelo acusado, o Dr. Luis Henrique Machado. Ausente, justificadamente, a Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Juliano Baiocchi. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9A6-68A3-C44B-42F1 e senha 9EAD-79C3-8A03-EDBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO PENAL 1 . 018", "AP 1018 / DF", "AÇÃO", "AÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 386 , VII , do Código de Processo Penal", "art . 386 , VII , do Código de Processo Penal", "art . 386 , III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 386 , VII , do Código de Processo Penal", "art . 386 , VII , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 386 , VII , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 386 , VII , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTERIO PUBLICO FEDERAL", "Plenário da Suprema Corte", "Senado Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AP", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTERIO PUBLICO FEDERAL", "Ministério Público", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTERIO PUBLICO FEDERAL", "Ministério Público", "Ministério Público Federal" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "RENAN CALHEIROS OU", "JOSÉ RENAN VASCONCELOS CALHEIROS", "LUIS HENRIQUE ALVES SOBREIRA MACHADO", "Ricardo Lewandowski", "Renan Calheiros", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Renan Calheiros", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "RENAN CALHEIROS", "JOSÉ RENAN VASCONCELOS CALHEIROS", "LUIS HENRIQUE ALVES SOBREIRA MACHADO", "Renan Calheiros", "Gilmar Mendes", "Juliano Baiocchi", "Luis Henrique Machado", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Cármen Lúcia", "Juliano Baiocchi", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "RENAN CALHEIROS OU", "JOSÉ RENAN VASCONCELOS CALHEIROS", "LUIS HENRIQUE ALVES SOBREIRA MACHADO", "Renan Calheiros", "Gilmar Mendes", "Juliano Baiocchi", "Luis Henrique Machado", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Cármen Lúcia", "Juliano Baiocchi", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "18", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO ADV.(A/S) :PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de setembro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2A7-F906-386B-2DCE e senha F107-4755-0088-7D82 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1125224 AGR / RJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2A7-F906-386B-2DCE e senha F107-4755-0088-7D82 Supremo Tribunal Federal ARE 1125224 AGR / RJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2A7-F906-386B-2DCE e senha F107-4755-0088-7D82 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO ADV.(A/S) :PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de junho de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência do pedido de anulação de processos administrativos disciplinares, nos termos da legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados os artigos 5º, incisos X, XXXV, LIV e LV, e 37 da Constituição Federal. Aponta a inobservância dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Afirma a falta de publicidade dos atos administrativos. Diz não ter sido o advogado intimado das decisões proferias no processo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO ADV.(A/S) :PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de junho de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência do pedido de anulação de processos administrativos disciplinares, nos termos da legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados os artigos 5º, incisos X, XXXV, LIV e LV, e 37 da Constituição Federal. Aponta a inobservância dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Afirma a falta de publicidade dos atos administrativos. Diz não ter sido o advogado intimado das decisões proferias no processo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1125224 AGR / RJ premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: Não há que se falar em cerceamento de defesa pelo fato de não ter sido notificado/intimado dos atos processuais administrativos o procurador constituído, mas tão somente o próprio Apelante, porquanto a Lei 9.784/99 prevê a necessidade de intimação apenas do interessado ou acusado, a qual pode ser dada tanto pessoalmente quanto por procurador habilitado. Veja-se: "Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências."(Grifei) Portanto, não há qualquer previsão legal que determine que o patrono do acusado seja intimado dos atos processuais. Isso se deve ao fato de que no processo administrativo, diferentemente do que ocorre nos processos judiciais, a presença do advogado não é essencial, mas meramente facultativa. Assim, a comunicação dos atos processuais far-se-á sempre na pessoa do acusado, conforme estabelecido pela Lei n° 9.784/99. […] Da mesma forma, não vislumbro qualquer prejuízo ao Apelante pelo fato de seu procurador ter constado como "testemunhe nos termos de declarações dos PAI. que acompanhou. Não merece respaldo, igualmente, a alegação de inexistência de tipificação das suas condutas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1125224 AGR / RJ premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: Não há que se falar em cerceamento de defesa pelo fato de não ter sido notificado/intimado dos atos processuais administrativos o procurador constituído, mas tão somente o próprio Apelante, porquanto a Lei 9.784/99 prevê a necessidade de intimação apenas do interessado ou acusado, a qual pode ser dada tanto pessoalmente quanto por procurador habilitado. Veja-se: "Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências."(Grifei) Portanto, não há qualquer previsão legal que determine que o patrono do acusado seja intimado dos atos processuais. Isso se deve ao fato de que no processo administrativo, diferentemente do que ocorre nos processos judiciais, a presença do advogado não é essencial, mas meramente facultativa. Assim, a comunicação dos atos processuais far-se-á sempre na pessoa do acusado, conforme estabelecido pela Lei n° 9.784/99. […] Da mesma forma, não vislumbro qualquer prejuízo ao Apelante pelo fato de seu procurador ter constado como "testemunhe nos termos de declarações dos PAI. que acompanhou. Não merece respaldo, igualmente, a alegação de inexistência de tipificação das suas condutas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1125224 AGR / RJ As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, em especial a Lei 9.784/99 não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço parcialmente do agravo e o desprovejo. Fixo os honorários recursais em R$ 50,00 (cinquenta reais), nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. Tendo a parte agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. 4. Publiquem. O agravante insiste na natureza constitucional da controvérsia. Sustenta ser a discussão sem necessidade de reexame de provas ou interpretação de matéria legal. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão de 28 de agosto de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1125224 AGR / RJ As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, em especial a Lei 9.784/99 não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço parcialmente do agravo e o desprovejo. Fixo os honorários recursais em R$ 50,00 (cinquenta reais), nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. Tendo a parte agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. 4. Publiquem. O agravante insiste na natureza constitucional da controvérsia. Sustenta ser a discussão sem necessidade de reexame de provas ou interpretação de matéria legal. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão de 28 de agosto de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. O deslinde da questão ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência. O Tribunal confirmou o entendimento do Juízo, assentando a regularidade dos Processos Administrativos Disciplinares e da Sindicância, afastando as nulidades alegadas e ressaltando o cumprimento de todas as formalidades previstas pela lei e pela comissão processante. Quanto à ausência de intimação do procurador constituído, decidiu, com base na Lei nº 9.784/1999, ter o agravante sido intimado e ser a presença do advogado facultativa. Somente pelo reexame do quadro fático e da apreciação da legislação infraconstitucional seria dado concluir de modo contrário ao proclamado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região: ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR E SINDICÂNCIA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO PROCURADOR CONSTITUÍDO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. INTIMAÇÃO DO INTERESSADO. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. AGRAVO RETIDO E APELAÇÃO DESPROVIDOS. 1. O Apelante alega nulidade dos Processos Administrativos Disciplinares e da Sindicância instaurados contra si, decorrente da suposta ofensa aos Princípios da Ampla Defesa, do Contraditório, do Devido Processo Legal e da Publicidade nos Processos Administrativos, pela ausência de intimação do procurador constituído nos respectivos PADs. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. O deslinde da questão ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência. O Tribunal confirmou o entendimento do Juízo, assentando a regularidade dos Processos Administrativos Disciplinares e da Sindicância, afastando as nulidades alegadas e ressaltando o cumprimento de todas as formalidades previstas pela lei e pela comissão processante. Quanto à ausência de intimação do procurador constituído, decidiu, com base na Lei nº 9.784/1999, ter o agravante sido intimado e ser a presença do advogado facultativa. Somente pelo reexame do quadro fático e da apreciação da legislação infraconstitucional seria dado concluir de modo contrário ao proclamado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região: ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR E SINDICÂNCIA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO PROCURADOR CONSTITUÍDO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. INTIMAÇÃO DO INTERESSADO. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. AGRAVO RETIDO E APELAÇÃO DESPROVIDOS. 1. O Apelante alega nulidade dos Processos Administrativos Disciplinares e da Sindicância instaurados contra si, decorrente da suposta ofensa aos Princípios da Ampla Defesa, do Contraditório, do Devido Processo Legal e da Publicidade nos Processos Administrativos, pela ausência de intimação do procurador constituído nos respectivos PADs. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1125224 AGR / RJ 2. Inocorrência da nulidade alegada, pois cumpridas todas as formalidades previstas em lei pela comissão processante, respeitados os Princípios Constitucionais mencionados, pois o Apelante teve ciência da instauração dos respectivos PADs e Sindicância, apresentou defesa prévia, arrolou testemunhos, foi notificado e participou das oitivas das testemunhas, prestou depoimento e formulou pedido de reconsideração das punições advindas dos procedimentos indicados. 3. Não há que se falar em cerceamento de defesa pelo fato de não ter sido notificado/intimado dos atos processuais administrativos o procurador constituído, mas tão somente o próprio Apelante, porquanto a Lei 9.784/99 prevê a necessidade de intimação apenas do interessado ou acusado, a qual pode ser dada tanto pessoalmente quanto por procurador habilitado. Isso se deve ao fato de que no processo administrativo, diferentemente do que ocorre nos processos judiciais, a presença do advogado nado é essencial, mas meramente facultativa. Precedentes. 4. Os processos disciplinares foram instaurados, obedecendo ao disposto no Regulamento Disciplinar do Exército, através da análise dos fatos descritos nos Formulários de Apuração de Transgressão Disciplinar, que tipificam transgressão disciplinar. 5. Agravo Retido e Apelação desprovidos. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados, a implicar a imposição da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Supremo Tribunal Federal ARE 1125224 AGR / RJ 2. Inocorrência da nulidade alegada, pois cumpridas todas as formalidades previstas em lei pela comissão processante, respeitados os Princípios Constitucionais mencionados, pois o Apelante teve ciência da instauração dos respectivos PADs e Sindicância, apresentou defesa prévia, arrolou testemunhos, foi notificado e participou das oitivas das testemunhas, prestou depoimento e formulou pedido de reconsideração das punições advindas dos procedimentos indicados. 3. Não há que se falar em cerceamento de defesa pelo fato de não ter sido notificado/intimado dos atos processuais administrativos o procurador constituído, mas tão somente o próprio Apelante, porquanto a Lei 9.784/99 prevê a necessidade de intimação apenas do interessado ou acusado, a qual pode ser dada tanto pessoalmente quanto por procurador habilitado. Isso se deve ao fato de que no processo administrativo, diferentemente do que ocorre nos processos judiciais, a presença do advogado nado é essencial, mas meramente facultativa. Precedentes. 4. Os processos disciplinares foram instaurados, obedecendo ao disposto no Regulamento Disciplinar do Exército, através da análise dos fatos descritos nos Formulários de Apuração de Transgressão Disciplinar, que tipificam transgressão disciplinar. 5. Agravo Retido e Apelação desprovidos. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados, a implicar a imposição da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1125224 AGR / RJ que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do referido diploma. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Supremo Tribunal Federal ARE 1125224 AGR / RJ que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do referido diploma. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO ADV.(A/S) : PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE (249588/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 70B9-F475-72EB-5D8F e senha 7DB7-1C1F-3BE0-C2D0 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO ADV.(A/S) : PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE (249588/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 70B9-F475-72EB-5D8F e senha 7DB7-1C1F-3BE0-C2D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748692455
2018-09-18T00:00:00
2018-11-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur394851
Número de páginas: 9. Análise: 04/12/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1125224
[ "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00026\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00098 PAR-00004 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1125224 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO ADV.(A/S) : PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO ADV.(A/S) :PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de setembro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2A7-F906-386B-2DCE e senha F107-4755-0088-7D82 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1125224 AGR / RJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2A7-F906-386B-2DCE e senha F107-4755-0088-7D82 Supremo Tribunal Federal ARE 1125224 AGR / RJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2A7-F906-386B-2DCE e senha F107-4755-0088-7D82 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO ADV.(A/S) :PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de junho de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal Regional Federal da 2... Região confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência do pedido de anulação de processos administrativos disciplinares, nos termos da legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados os artigos 5..., incisos X, XXXV, LIV e LV, e 37 da Constituição Federal. Aponta a inobservância dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Afirma a falta de publicidade dos atos administrativos. Diz não ter sido o advogado intimado das decisões proferias no processo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO ADV.(A/S) :PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de junho de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal Regional Federal da 2... Região confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência do pedido de anulação de processos administrativos disciplinares, nos termos da legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados os artigos 5..., incisos X, XXXV, LIV e LV, e 37 da Constituição Federal. Aponta a inobservância dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Afirma a falta de publicidade dos atos administrativos. Diz não ter sido o advogado intimado das decisões proferias no processo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1125224 AGR / RJ premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: Não há que se falar em cerceamento de defesa pelo fato de não ter sido notificado/intimado dos atos processuais administrativos o procurador constituído, mas tão somente o próprio Apelante, porquanto a Lei 9.784/99 prevê a necessidade de intimação apenas do interessado ou acusado, a qual pode ser dada tanto pessoalmente quanto por procurador habilitado. Veja-se: "Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências."(Grifei) Portanto, não há qualquer previsão legal que determine que o patrono do acusado seja intimado dos atos processuais. Isso se deve ao fato de que no processo administrativo, diferentemente do que ocorre nos processos judiciais, a presença do advogado não é essencial, mas meramente facultativa. Assim, a comunicação dos atos processuais far-se-á sempre na pessoa do acusado, conforme estabelecido pela Lei n 9.784/99. […] Da mesma forma, não vislumbro qualquer prejuízo ao Apelante pelo fato de seu procurador ter constado como "testemunhe nos termos de declarações dos PAI. que acompanhou. Não merece respaldo, igualmente, a alegação de inexistência de tipificação das suas condutas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1125224 AGR / RJ premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: Não há que se falar em cerceamento de defesa pelo fato de não ter sido notificado/intimado dos atos processuais administrativos o procurador constituído, mas tão somente o próprio Apelante, porquanto a Lei 9.784/99 prevê a necessidade de intimação apenas do interessado ou acusado, a qual pode ser dada tanto pessoalmente quanto por procurador habilitado. Veja-se: "Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências."(Grifei) Portanto, não há qualquer previsão legal que determine que o patrono do acusado seja intimado dos atos processuais. Isso se deve ao fato de que no processo administrativo, diferentemente do que ocorre nos processos judiciais, a presença do advogado não é essencial, mas meramente facultativa. Assim, a comunicação dos atos processuais far-se-á sempre na pessoa do acusado, conforme estabelecido pela Lei n 9.784/99. […] Da mesma forma, não vislumbro qualquer prejuízo ao Apelante pelo fato de seu procurador ter constado como "testemunhe nos termos de declarações dos PAI. que acompanhou. Não merece respaldo, igualmente, a alegação de inexistência de tipificação das suas condutas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1125224 AGR / RJ As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, em especial a Lei 9.784/99 não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço parcialmente do agravo e o desprovejo. Fixo os honorários recursais em R$ 50,00 (cinquenta reais), nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. Tendo a parte agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. 4. Publiquem. O agravante insiste na natureza constitucional da controvérsia. Sustenta ser a discussão sem necessidade de reexame de provas ou interpretação de matéria legal. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão de 28 de agosto de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1125224 AGR / RJ As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, em especial a Lei 9.784/99 não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço parcialmente do agravo e o desprovejo. Fixo os honorários recursais em R$ 50,00 (cinquenta reais), nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. Tendo a parte agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. 4. Publiquem. O agravante insiste na natureza constitucional da controvérsia. Sustenta ser a discussão sem necessidade de reexame de provas ou interpretação de matéria legal. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão de 28 de agosto de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894B-9ACA-7D88-B932 e senha D92B-FBDB-309C-2EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. O deslinde da questão ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência. O Tribunal confirmou o entendimento do Juízo, assentando a regularidade dos Processos Administrativos Disciplinares e da Sindicância, afastando as nulidades alegadas e ressaltando o cumprimento de todas as formalidades previstas pela lei e pela comissão processante. Quanto à ausência de intimação do procurador constituído, decidiu, com base na Lei n 9.784/1999, ter o agravante sido intimado e ser a presença do advogado facultativa. Somente pelo reexame do quadro fático e da apreciação da legislação infraconstitucional seria dado concluir de modo contrário ao proclamado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região: ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR E SINDICÂNCIA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO PROCURADOR CONSTITUÍDO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. INTIMAÇÃO DO INTERESSADO. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. AGRAVO RETIDO E APELAÇÃO DESPROVIDOS. 1. O Apelante alega nulidade dos Processos Administrativos Disciplinares e da Sindicância instaurados contra si, decorrente da suposta ofensa aos Princípios da Ampla Defesa, do Contraditório, do Devido Processo Legal e da Publicidade nos Processos Administrativos, pela ausência de intimação do procurador constituído nos respectivos PADs. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. O deslinde da questão ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência. O Tribunal confirmou o entendimento do Juízo, assentando a regularidade dos Processos Administrativos Disciplinares e da Sindicância, afastando as nulidades alegadas e ressaltando o cumprimento de todas as formalidades previstas pela lei e pela comissão processante. Quanto à ausência de intimação do procurador constituído, decidiu, com base na Lei n 9.784/1999, ter o agravante sido intimado e ser a presença do advogado facultativa. Somente pelo reexame do quadro fático e da apreciação da legislação infraconstitucional seria dado concluir de modo contrário ao proclamado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região: ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR E SINDICÂNCIA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO PROCURADOR CONSTITUÍDO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. INTIMAÇÃO DO INTERESSADO. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. AGRAVO RETIDO E APELAÇÃO DESPROVIDOS. 1. O Apelante alega nulidade dos Processos Administrativos Disciplinares e da Sindicância instaurados contra si, decorrente da suposta ofensa aos Princípios da Ampla Defesa, do Contraditório, do Devido Processo Legal e da Publicidade nos Processos Administrativos, pela ausência de intimação do procurador constituído nos respectivos PADs. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1125224 AGR / RJ 2. Inocorrência da nulidade alegada, pois cumpridas todas as formalidades previstas em lei pela comissão processante, respeitados os Princípios Constitucionais mencionados, pois o Apelante teve ciência da instauração dos respectivos PADs e Sindicância, apresentou defesa prévia, arrolou testemunhos, foi notificado e participou das oitivas das testemunhas, prestou depoimento e formulou pedido de reconsideração das punições advindas dos procedimentos indicados. 3. Não há que se falar em cerceamento de defesa pelo fato de não ter sido notificado/intimado dos atos processuais administrativos o procurador constituído, mas tão somente o próprio Apelante, porquanto a Lei 9.784/99 prevê a necessidade de intimação apenas do interessado ou acusado, a qual pode ser dada tanto pessoalmente quanto por procurador habilitado. Isso se deve ao fato de que no processo administrativo, diferentemente do que ocorre nos processos judiciais, a presença do advogado nado é essencial, mas meramente facultativa. Precedentes. 4. Os processos disciplinares foram instaurados, obedecendo ao disposto no Regulamento Disciplinar do Exército, através da análise dos fatos descritos nos Formulários de Apuração de Transgressão Disciplinar, que tipificam transgressão disciplinar. 5. Agravo Retido e Apelação desprovidos. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados, a implicar a imposição da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Supremo Tribunal Federal ARE 1125224 AGR / RJ 2. Inocorrência da nulidade alegada, pois cumpridas todas as formalidades previstas em lei pela comissão processante, respeitados os Princípios Constitucionais mencionados, pois o Apelante teve ciência da instauração dos respectivos PADs e Sindicância, apresentou defesa prévia, arrolou testemunhos, foi notificado e participou das oitivas das testemunhas, prestou depoimento e formulou pedido de reconsideração das punições advindas dos procedimentos indicados. 3. Não há que se falar em cerceamento de defesa pelo fato de não ter sido notificado/intimado dos atos processuais administrativos o procurador constituído, mas tão somente o próprio Apelante, porquanto a Lei 9.784/99 prevê a necessidade de intimação apenas do interessado ou acusado, a qual pode ser dada tanto pessoalmente quanto por procurador habilitado. Isso se deve ao fato de que no processo administrativo, diferentemente do que ocorre nos processos judiciais, a presença do advogado nado é essencial, mas meramente facultativa. Precedentes. 4. Os processos disciplinares foram instaurados, obedecendo ao disposto no Regulamento Disciplinar do Exército, através da análise dos fatos descritos nos Formulários de Apuração de Transgressão Disciplinar, que tipificam transgressão disciplinar. 5. Agravo Retido e Apelação desprovidos. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados, a implicar a imposição da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1125224 AGR / RJ que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do referido diploma. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Supremo Tribunal Federal ARE 1125224 AGR / RJ que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do referido diploma. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 541D-14E6-7F5D-5EAE e senha 0D48-5F47-AECD-541B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO ADV.(A/S) : PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE (249588/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 70B9-F475-72EB-5D8F e senha 7DB7-1C1F-3BE0-C2D0 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.224 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO ADV.(A/S) : PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE (249588/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 70B9-F475-72EB-5D8F e senha 7DB7-1C1F-3BE0-C2D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 125 . 224", "ARE 1125224 AGR / RJ", "ARE 1125224 AGR / RJ", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 1125224 AGR", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 1125224 AGR / RJ", "ARE 1125224 AGR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , §", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos X , XXXV , LIV e LV , e 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos X , XXXV , LIV e LV , e 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 784 / 99", "Lei n 9 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 784 / 99", "Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 784 / 99", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 784 / 99", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 784 / 99", "Regulamento Disciplinar do Exército", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 784 / 99", "Regulamento Disciplinar do Exército", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO", "PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO", "PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO", "PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO", "PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURELIO MAZZONETTO FILHO", "PAULO FRANCISCO TEIXEIRA BERTAZINE", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "18", "/", "09", "/", "2018", "18 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "5 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "5 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "18", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÁSSIO TADEU RIZZITANO ADV.(A/S) :GUILHERME MADI REZENDE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Alegação de nulidade, ante a ausência de intimação para apresentação de alegações finais. Nulidade não arguida oportunamente. Prejuízo não demonstrado. Regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0267-FAB7-85CE-9654 e senha FD1C-192B-6CD9-ADB1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÁSSIO TADEU RIZZITANO ADV.(A/S) :GUILHERME MADI REZENDE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Cássio Tadeu Rizzitano, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental nos embargos de declaração no HC nº 362.669/SP, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Os impetrantes sustentaram, em síntese, a presença de nulidade absoluta no processo que resultou na condenação do paciente, pois não teria sido oportunizado à defesa se manifestar sobre toda a prova produzida, uma vez que suas alegações finais teriam sido apresentadas em momento anterior à juntada de laudo pericial e das alegações finais do Parquet estadual. Aduziram que “toda a prova produzida inocenta o paciente das acusações contra ele formuladas. A prova é farta no sentido de que ele não estava no shopping no dia e horário dos fatos. Os fatos aconteceram ao meio-dia e ele entrou no serviço no período noturno. Não estava e não tinha porque estar no shopping na hora dos fatos”. Requereram os impetrantes o deferimento da liminar para suspender a execução da pena e, no mérito, pleitearam a concessão da ordem para que fosse reconhecida a nulidade absoluta da condenação [do paciente] e para que lhe fosse conferido o direito a novo julgamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63BE-39C1-6787-991C e senha 2128-1788-12B1-6A32 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÁSSIO TADEU RIZZITANO ADV.(A/S) :GUILHERME MADI REZENDE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Cássio Tadeu Rizzitano, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental nos embargos de declaração no HC nº 362.669/SP, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Os impetrantes sustentaram, em síntese, a presença de nulidade absoluta no processo que resultou na condenação do paciente, pois não teria sido oportunizado à defesa se manifestar sobre toda a prova produzida, uma vez que suas alegações finais teriam sido apresentadas em momento anterior à juntada de laudo pericial e das alegações finais do Parquet estadual. Aduziram que “toda a prova produzida inocenta o paciente das acusações contra ele formuladas. A prova é farta no sentido de que ele não estava no shopping no dia e horário dos fatos. Os fatos aconteceram ao meio-dia e ele entrou no serviço no período noturno. Não estava e não tinha porque estar no shopping na hora dos fatos”. Requereram os impetrantes o deferimento da liminar para suspender a execução da pena e, no mérito, pleitearam a concessão da ordem para que fosse reconhecida a nulidade absoluta da condenação [do paciente] e para que lhe fosse conferido o direito a novo julgamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63BE-39C1-6787-991C e senha 2128-1788-12B1-6A32 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 147867 AGR / SP Ausentes os pressupostos, indeferi a liminar requerida e, por considerar a impetração devidamente instruída, dispensei o pedido de informações. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento. Em 21/6/18, neguei seguimento ao habeas corpus (art. 21, § 1º, do RISTF). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera os fundamentos suscitados na inicial da impetração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63BE-39C1-6787-991C e senha 2128-1788-12B1-6A32 Supremo Tribunal Federal HC 147867 AGR / SP Ausentes os pressupostos, indeferi a liminar requerida e, por considerar a impetração devidamente instruída, dispensei o pedido de informações. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento. Em 21/6/18, neguei seguimento ao habeas corpus (art. 21, § 1º, do RISTF). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera os fundamentos suscitados na inicial da impetração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63BE-39C1-6787-991C e senha 2128-1788-12B1-6A32 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A decisão ora hostilizada não merece reparos, pois a questão foi resolvida nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte, não tendo a defesa do agravante apresentado novos argumentos capazes de infirmá-la. Conforme consignado na decisão agravada, o julgado proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não evidencia ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Pelo contrário, o aresto emanado daquela Corte se encontra suficientemente motivado, restando justificado o convencimento formado. Conforme destacou o Ministro Sebastião Reis Júnior em seu voto, “ficou claro na decisão ora embargada que, não tendo a defesa do então réu, em grau de apelação, arguido a dita nulidade, tornou-se preclusa a questão. Veja-se que os advogados que assinaram as razões do apelo não fizeram nenhuma referência a eventual violação do art. 500 do Código de Processo Penal, insistiram, isto sim, na ausência de provas contra o réu e na fragilidade nas alegações das vítimas”. Segundo a jurisprudência da Corte “a nulidade não suscitada no momento oportuno é impossível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal” (RHC nº 107.758/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/09/11). Ademais, vê-se que o entendimento firmado no Superior Tribunal de Justiça no sentido de ser imprescindível a demonstração do efetivo prejuízo na defesa, o que não ocorreu, reflete a jurisprudência da Corte segundo a qual, no caso de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é essencial para seu reconhecimento, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A decisão ora hostilizada não merece reparos, pois a questão foi resolvida nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte, não tendo a defesa do agravante apresentado novos argumentos capazes de infirmá-la. Conforme consignado na decisão agravada, o julgado proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não evidencia ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Pelo contrário, o aresto emanado daquela Corte se encontra suficientemente motivado, restando justificado o convencimento formado. Conforme destacou o Ministro Sebastião Reis Júnior em seu voto, “ficou claro na decisão ora embargada que, não tendo a defesa do então réu, em grau de apelação, arguido a dita nulidade, tornou-se preclusa a questão. Veja-se que os advogados que assinaram as razões do apelo não fizeram nenhuma referência a eventual violação do art. 500 do Código de Processo Penal, insistiram, isto sim, na ausência de provas contra o réu e na fragilidade nas alegações das vítimas”. Segundo a jurisprudência da Corte “a nulidade não suscitada no momento oportuno é impossível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal” (RHC nº 107.758/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/09/11). Ademais, vê-se que o entendimento firmado no Superior Tribunal de Justiça no sentido de ser imprescindível a demonstração do efetivo prejuízo na defesa, o que não ocorreu, reflete a jurisprudência da Corte segundo a qual, no caso de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é essencial para seu reconhecimento, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 147867 AGR / SP de acordo com o princípio pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal (v.g. RHC nº 120.571/RS, Primeira Turma de minha relatoria, DJe de 31/3/14). Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. MANIFESTAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO APÓS ALEGAÇÕES FINAIS DA DEFESA. NULIDADE SUSCITADA. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. 1. Sem a demonstração de efetivo prejuízo causado à parte, em atenção ao disposto no art. 563 do CPP, não se reconhece nulidade no processo penal (pas de nullité sans grief). Precedentes. 2. A manifestação do Ministério Público, apesar de posterior às alegações finais da defesa, abarcou exclusivamente questões de Direito, as quais já haviam sido articuladas pela defesa e sobre as quais o magistrado poderia ter-se manifestado de ofício. Inexistência de prejuízo. 3. Habeas corpus denegado” (HC nº 130.433/SP, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 19/4/18 - grifei). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE PROCESSUAL. NEGATIVA DE AUTORIA. NECESSIDADE DE EXAME DOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. DEFICIÊNCIA DEFESA TÉCNICA. INOCORRÊNCIA. FLAGRANTE FORJADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática de Ministra Relatora do Superior Tribunal de Justiça, em que negado seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte, cuja jurisdição não se esgotou. Precedentes. 2. O habeas corpus não se presta ao exame e à valoração aprofundada das provas, de todo inviável nele reavaliar o conjunto probatório que levou à condenação criminal. 3. Participação ativa do advogado, conforme legalmente determinado, e ausência de prova de prejuízo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Supremo Tribunal Federal HC 147867 AGR / SP de acordo com o princípio pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal (v.g. RHC nº 120.571/RS, Primeira Turma de minha relatoria, DJe de 31/3/14). Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. MANIFESTAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO APÓS ALEGAÇÕES FINAIS DA DEFESA. NULIDADE SUSCITADA. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. 1. Sem a demonstração de efetivo prejuízo causado à parte, em atenção ao disposto no art. 563 do CPP, não se reconhece nulidade no processo penal (pas de nullité sans grief). Precedentes. 2. A manifestação do Ministério Público, apesar de posterior às alegações finais da defesa, abarcou exclusivamente questões de Direito, as quais já haviam sido articuladas pela defesa e sobre as quais o magistrado poderia ter-se manifestado de ofício. Inexistência de prejuízo. 3. Habeas corpus denegado” (HC nº 130.433/SP, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 19/4/18 - grifei). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE PROCESSUAL. NEGATIVA DE AUTORIA. NECESSIDADE DE EXAME DOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. DEFICIÊNCIA DEFESA TÉCNICA. INOCORRÊNCIA. FLAGRANTE FORJADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática de Ministra Relatora do Superior Tribunal de Justiça, em que negado seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte, cuja jurisdição não se esgotou. Precedentes. 2. O habeas corpus não se presta ao exame e à valoração aprofundada das provas, de todo inviável nele reavaliar o conjunto probatório que levou à condenação criminal. 3. Participação ativa do advogado, conforme legalmente determinado, e ausência de prova de prejuízo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 147867 AGR / SP concreto ao paciente, a afastar a tese de deficiência de defesa técnica ensejadora da pretendida nulidade processual, nos termos do art. 563 do Código de Processo Penal. 4. Inviável a apreciação por este Supremo Tribunal Federal, em sede de habeas corpus, de matéria não apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC nº 120.655/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber DJe de 1º/8/14 – grifei); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE PELA DEFICIÊNCIA DE DEFESA. IMPROCEDÊNCIA. 1. A tese de autodefesa apresentada pelo Recorrente, referente à origem dos valores que circularam pela sua conta corrente, foi expressamente veiculada pela defesa técnica quando da apresentação de alegações finais, tendo sido devidamente apreciada pelo órgão jurisdicional competente. 2. Ausência de demonstração de prejuízo concreto para o Recorrente pela ausência de apresentação de defesa prévia. 3. Sem a demonstração de prejuízo, em atenção ao princípio do pas de nullité sans grief , corolário da natureza instrumental do processo, não se decreta nulidade no processo penal. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC nº 118.862/PR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/2/14 – grifei); “Habeas corpus. Processual penal. Improcedência da alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada pelo defensor dativo. Prejuízo não demonstrado pelos impetrantes. Incidência da Súmula nº 523 do STF. Precedentes da Corte. 1. A alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada pelo defensor dativo não encontra respaldo nos autos, uma vez que os impetrantes não lograram demonstrar eventual prejuízo causado ao paciente de modo a justificar a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Supremo Tribunal Federal HC 147867 AGR / SP concreto ao paciente, a afastar a tese de deficiência de defesa técnica ensejadora da pretendida nulidade processual, nos termos do art. 563 do Código de Processo Penal. 4. Inviável a apreciação por este Supremo Tribunal Federal, em sede de habeas corpus, de matéria não apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC nº 120.655/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber DJe de 1º/8/14 – grifei); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE PELA DEFICIÊNCIA DE DEFESA. IMPROCEDÊNCIA. 1. A tese de autodefesa apresentada pelo Recorrente, referente à origem dos valores que circularam pela sua conta corrente, foi expressamente veiculada pela defesa técnica quando da apresentação de alegações finais, tendo sido devidamente apreciada pelo órgão jurisdicional competente. 2. Ausência de demonstração de prejuízo concreto para o Recorrente pela ausência de apresentação de defesa prévia. 3. Sem a demonstração de prejuízo, em atenção ao princípio do pas de nullité sans grief , corolário da natureza instrumental do processo, não se decreta nulidade no processo penal. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC nº 118.862/PR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/2/14 – grifei); “Habeas corpus. Processual penal. Improcedência da alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada pelo defensor dativo. Prejuízo não demonstrado pelos impetrantes. Incidência da Súmula nº 523 do STF. Precedentes da Corte. 1. A alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada pelo defensor dativo não encontra respaldo nos autos, uma vez que os impetrantes não lograram demonstrar eventual prejuízo causado ao paciente de modo a justificar a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 147867 AGR / SP concessão da ordem. 2. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a nulidade por deficiência na defesa do réu só deverá ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse entendimento está, ainda, preconizado na Súmula nº 523/STF, que assim dispõe: ‘No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu’. 3. Habeas corpus denegado” (HC nº 97.413/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 18/12/09). Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Supremo Tribunal Federal HC 147867 AGR / SP concessão da ordem. 2. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a nulidade por deficiência na defesa do réu só deverá ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse entendimento está, ainda, preconizado na Súmula nº 523/STF, que assim dispõe: ‘No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu’. 3. Habeas corpus denegado” (HC nº 97.413/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 18/12/09). Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CÁSSIO TADEU RIZZITANO ADV.(A/S) : GUILHERME MADI REZENDE (137976/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFA8-40CC-8352-8C42 e senha 9970-7BB8-5A36-A084 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CÁSSIO TADEU RIZZITANO ADV.(A/S) : GUILHERME MADI REZENDE (137976/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFA8-40CC-8352-8C42 e senha 9970-7BB8-5A36-A084 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748450965
2018-08-28T00:00:00
2018-10-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Alegação de nulidade, ante a ausência de intimação para apresentação de alegações finais. Nulidade não arguida oportunamente. Prejuízo não demonstrado. Regimental não provido.
sjur392800
- Acórdão(s) citado(s): (PRECLUSÃO, HC, SUCEDÂNEO RECURSAL, IMPOSSIBILIDADE) RHC 107758 (1ªT). (NULIDADE, PREJUÍZO, DEMONSTRAÇÃO) HC 97413 (1ªT), RHC 118862 (2ªT), RHC 120571 (1ªT), HC 120655 (1ªT), HC 130433 (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 06/11/2018, BMP.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
147867
null
HC-AgR
acordaos
HC 147867 AgR
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AGTE.(S) : CÁSSIO TADEU RIZZITANO ADV.(A/S) : GUILHERME MADI REZENDE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÁSSIO TADEU RIZZITANO ADV.(A/S) :GUILHERME MADI REZENDE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Alegação de nulidade, ante a ausência de intimação para apresentação de alegações finais. Nulidade não arguida oportunamente. Prejuízo não demonstrado. Regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0267-FAB7-85CE-9654 e senha FD1C-192B-6CD9-ADB1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÁSSIO TADEU RIZZITANO ADV.(A/S) :GUILHERME MADI REZENDE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Cássio Tadeu Rizzitano, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental nos embargos de declaração no HC n 362.669/SP, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Os impetrantes sustentaram, em síntese, a presença de nulidade absoluta no processo que resultou na condenação do paciente, pois não teria sido oportunizado à defesa se manifestar sobre toda a prova produzida, uma vez que suas alegações finais teriam sido apresentadas em momento anterior à juntada de laudo pericial e das alegações finais do Parquet estadual. Aduziram que “toda a prova produzida inocenta o paciente das acusações contra ele formuladas. A prova é farta no sentido de que ele não estava no shopping no dia e horário dos fatos. Os fatos aconteceram ao meio-dia e ele entrou no serviço no período noturno. Não estava e não tinha porque estar no shopping na hora dos fatos”. Requereram os impetrantes o deferimento da liminar para suspender a execução da pena e, no mérito, pleitearam a concessão da ordem para que fosse reconhecida a nulidade absoluta da condenação [do paciente] e para que lhe fosse conferido o direito a novo julgamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63BE-39C1-6787-991C e senha 2128-1788-12B1-6A32 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÁSSIO TADEU RIZZITANO ADV.(A/S) :GUILHERME MADI REZENDE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Cássio Tadeu Rizzitano, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental nos embargos de declaração no HC n 362.669/SP, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Os impetrantes sustentaram, em síntese, a presença de nulidade absoluta no processo que resultou na condenação do paciente, pois não teria sido oportunizado à defesa se manifestar sobre toda a prova produzida, uma vez que suas alegações finais teriam sido apresentadas em momento anterior à juntada de laudo pericial e das alegações finais do Parquet estadual. Aduziram que “toda a prova produzida inocenta o paciente das acusações contra ele formuladas. A prova é farta no sentido de que ele não estava no shopping no dia e horário dos fatos. Os fatos aconteceram ao meio-dia e ele entrou no serviço no período noturno. Não estava e não tinha porque estar no shopping na hora dos fatos”. Requereram os impetrantes o deferimento da liminar para suspender a execução da pena e, no mérito, pleitearam a concessão da ordem para que fosse reconhecida a nulidade absoluta da condenação [do paciente] e para que lhe fosse conferido o direito a novo julgamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63BE-39C1-6787-991C e senha 2128-1788-12B1-6A32 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 147867 AGR / SP Ausentes os pressupostos, indeferi a liminar requerida e, por considerar a impetração devidamente instruída, dispensei o pedido de informações. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento. Em 21/6/18, neguei seguimento ao habeas corpus (art. 21, § 1..., do RISTF). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera os fundamentos suscitados na inicial da impetração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63BE-39C1-6787-991C e senha 2128-1788-12B1-6A32 Supremo Tribunal Federal HC 147867 AGR / SP Ausentes os pressupostos, indeferi a liminar requerida e, por considerar a impetração devidamente instruída, dispensei o pedido de informações. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento. Em 21/6/18, neguei seguimento ao habeas corpus (art. 21, § 1..., do RISTF). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera os fundamentos suscitados na inicial da impetração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 63BE-39C1-6787-991C e senha 2128-1788-12B1-6A32 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A decisão ora hostilizada não merece reparos, pois a questão foi resolvida nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte, não tendo a defesa do agravante apresentado novos argumentos capazes de infirmá-la. Conforme consignado na decisão agravada, o julgado proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não evidencia ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Pelo contrário, o aresto emanado daquela Corte se encontra suficientemente motivado, restando justificado o convencimento formado. Conforme destacou o Ministro Sebastião Reis Júnior em seu voto, “ficou claro na decisão ora embargada que, não tendo a defesa do então réu, em grau de apelação, arguido a dita nulidade, tornou-se preclusa a questão. Veja-se que os advogados que assinaram as razões do apelo não fizeram nenhuma referência a eventual violação do art. 500 do Código de Processo Penal, insistiram, isto sim, na ausência de provas contra o réu e na fragilidade nas alegações das vítimas”. Segundo a jurisprudência da Corte “a nulidade não suscitada no momento oportuno é impossível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal” (RHC n 107.758/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/09/11). Ademais, vê-se que o entendimento firmado no Superior Tribunal de Justiça no sentido de ser imprescindível a demonstração do efetivo prejuízo na defesa, o que não ocorreu, reflete a jurisprudência da Corte segundo a qual, no caso de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é essencial para seu reconhecimento, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A decisão ora hostilizada não merece reparos, pois a questão foi resolvida nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte, não tendo a defesa do agravante apresentado novos argumentos capazes de infirmá-la. Conforme consignado na decisão agravada, o julgado proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não evidencia ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Pelo contrário, o aresto emanado daquela Corte se encontra suficientemente motivado, restando justificado o convencimento formado. Conforme destacou o Ministro Sebastião Reis Júnior em seu voto, “ficou claro na decisão ora embargada que, não tendo a defesa do então réu, em grau de apelação, arguido a dita nulidade, tornou-se preclusa a questão. Veja-se que os advogados que assinaram as razões do apelo não fizeram nenhuma referência a eventual violação do art. 500 do Código de Processo Penal, insistiram, isto sim, na ausência de provas contra o réu e na fragilidade nas alegações das vítimas”. Segundo a jurisprudência da Corte “a nulidade não suscitada no momento oportuno é impossível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal” (RHC n 107.758/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/09/11). Ademais, vê-se que o entendimento firmado no Superior Tribunal de Justiça no sentido de ser imprescindível a demonstração do efetivo prejuízo na defesa, o que não ocorreu, reflete a jurisprudência da Corte segundo a qual, no caso de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é essencial para seu reconhecimento, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 147867 AGR / SP de acordo com o princípio pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal (v.g. RHC n 120.571/RS, Primeira Turma de minha relatoria, DJe de 31/3/14). Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. MANIFESTAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO APÓS ALEGAÇÕES FINAIS DA DEFESA. NULIDADE SUSCITADA. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. 1. Sem a demonstração de efetivo prejuízo causado à parte, em atenção ao disposto no art. 563 do CPP, não se reconhece nulidade no processo penal (pas de nullité sans grief). Precedentes. 2. A manifestação do Ministério Público, apesar de posterior às alegações finais da defesa, abarcou exclusivamente questões de Direito, as quais já haviam sido articuladas pela defesa e sobre as quais o magistrado poderia ter-se manifestado de ofício. Inexistência de prejuízo. 3. Habeas corpus denegado” (HC n 130.433/SP, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 19/4/18 - grifei). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE PROCESSUAL. NEGATIVA DE AUTORIA. NECESSIDADE DE EXAME DOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. DEFICIÊNCIA DEFESA TÉCNICA. INOCORRÊNCIA. FLAGRANTE FORJADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática de Ministra Relatora do Superior Tribunal de Justiça, em que negado seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte, cuja jurisdição não se esgotou. Precedentes. 2. O habeas corpus não se presta ao exame e à valoração aprofundada das provas, de todo inviável nele reavaliar o conjunto probatório que levou à condenação criminal. 3. Participação ativa do advogado, conforme legalmente determinado, e ausência de prova de prejuízo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Supremo Tribunal Federal HC 147867 AGR / SP de acordo com o princípio pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal (v.g. RHC n 120.571/RS, Primeira Turma de minha relatoria, DJe de 31/3/14). Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. MANIFESTAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO APÓS ALEGAÇÕES FINAIS DA DEFESA. NULIDADE SUSCITADA. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. 1. Sem a demonstração de efetivo prejuízo causado à parte, em atenção ao disposto no art. 563 do CPP, não se reconhece nulidade no processo penal (pas de nullité sans grief). Precedentes. 2. A manifestação do Ministério Público, apesar de posterior às alegações finais da defesa, abarcou exclusivamente questões de Direito, as quais já haviam sido articuladas pela defesa e sobre as quais o magistrado poderia ter-se manifestado de ofício. Inexistência de prejuízo. 3. Habeas corpus denegado” (HC n 130.433/SP, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 19/4/18 - grifei). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE PROCESSUAL. NEGATIVA DE AUTORIA. NECESSIDADE DE EXAME DOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. DEFICIÊNCIA DEFESA TÉCNICA. INOCORRÊNCIA. FLAGRANTE FORJADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática de Ministra Relatora do Superior Tribunal de Justiça, em que negado seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte, cuja jurisdição não se esgotou. Precedentes. 2. O habeas corpus não se presta ao exame e à valoração aprofundada das provas, de todo inviável nele reavaliar o conjunto probatório que levou à condenação criminal. 3. Participação ativa do advogado, conforme legalmente determinado, e ausência de prova de prejuízo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 147867 AGR / SP concreto ao paciente, a afastar a tese de deficiência de defesa técnica ensejadora da pretendida nulidade processual, nos termos do art. 563 do Código de Processo Penal. 4. Inviável a apreciação por este Supremo Tribunal Federal, em sede de habeas corpus, de matéria não apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC n 120.655/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber DJe de 1.../8/14 – grifei); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE PELA DEFICIÊNCIA DE DEFESA. IMPROCEDÊNCIA. 1. A tese de autodefesa apresentada pelo Recorrente, referente à origem dos valores que circularam pela sua conta corrente, foi expressamente veiculada pela defesa técnica quando da apresentação de alegações finais, tendo sido devidamente apreciada pelo órgão jurisdicional competente. 2. Ausência de demonstração de prejuízo concreto para o Recorrente pela ausência de apresentação de defesa prévia. 3. Sem a demonstração de prejuízo, em atenção ao princípio do pas de nullité sans grief , corolário da natureza instrumental do processo, não se decreta nulidade no processo penal. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC n 118.862/PR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/2/14 – grifei); “Habeas corpus. Processual penal. Improcedência da alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada pelo defensor dativo. Prejuízo não demonstrado pelos impetrantes. Incidência da Súmula n 523 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes da Corte. 1. A alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada pelo defensor dativo não encontra respaldo nos autos, uma vez que os impetrantes não lograram demonstrar eventual prejuízo causado ao paciente de modo a justificar a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Supremo Tribunal Federal HC 147867 AGR / SP concreto ao paciente, a afastar a tese de deficiência de defesa técnica ensejadora da pretendida nulidade processual, nos termos do art. 563 do Código de Processo Penal. 4. Inviável a apreciação por este Supremo Tribunal Federal, em sede de habeas corpus, de matéria não apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito” (HC n 120.655/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber DJe de 1.../8/14 – grifei); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE PELA DEFICIÊNCIA DE DEFESA. IMPROCEDÊNCIA. 1. A tese de autodefesa apresentada pelo Recorrente, referente à origem dos valores que circularam pela sua conta corrente, foi expressamente veiculada pela defesa técnica quando da apresentação de alegações finais, tendo sido devidamente apreciada pelo órgão jurisdicional competente. 2. Ausência de demonstração de prejuízo concreto para o Recorrente pela ausência de apresentação de defesa prévia. 3. Sem a demonstração de prejuízo, em atenção ao princípio do pas de nullité sans grief , corolário da natureza instrumental do processo, não se decreta nulidade no processo penal. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC n 118.862/PR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/2/14 – grifei); “Habeas corpus. Processual penal. Improcedência da alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada pelo defensor dativo. Prejuízo não demonstrado pelos impetrantes. Incidência da Súmula n 523 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes da Corte. 1. A alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada pelo defensor dativo não encontra respaldo nos autos, uma vez que os impetrantes não lograram demonstrar eventual prejuízo causado ao paciente de modo a justificar a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 147867 AGR / SP concessão da ordem. 2. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a nulidade por deficiência na defesa do réu só deverá ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse entendimento está, ainda, preconizado na Súmula n 523/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: ‘No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu’. 3. Habeas corpus denegado” (HC n 97.413/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 18/12/09). Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Supremo Tribunal Federal HC 147867 AGR / SP concessão da ordem. 2. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a nulidade por deficiência na defesa do réu só deverá ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse entendimento está, ainda, preconizado na Súmula n 523/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: ‘No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu’. 3. Habeas corpus denegado” (HC n 97.413/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 18/12/09). Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33B9-73F7-C085-99B8 e senha 2403-D1EB-322A-B06E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CÁSSIO TADEU RIZZITANO ADV.(A/S) : GUILHERME MADI REZENDE (137976/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFA8-40CC-8352-8C42 e senha 9970-7BB8-5A36-A084 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.867 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CÁSSIO TADEU RIZZITANO ADV.(A/S) : GUILHERME MADI REZENDE (137976/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFA8-40CC-8352-8C42 e senha 9970-7BB8-5A36-A084 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 147 . 867", "HABEAS CORPUS 147 . 867", "HC n 362 . 669 / SP", "HABEAS CORPUS 147 . 867", "HC n 362 . 669 / SP", "HC 147867 AGR / SP", "HC 147867 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 147 . 867", "RHC n 107 . 758 / RS", "HABEAS CORPUS 147 . 867", "RHC n 107 . 758 / RS", "HC 147867 AGR / SP", "RHC n 120 . 571 / RS", "HC n 130 . 433 / SP", "HC 147867 AGR / SP", "RHC n 120 . 571 / RS", "HC n 130 . 433 / SP", "HC 147867 AGR / SP", "HC n 120 . 655 / SP", "RHC n 118 . 862 / PR", "Súmula n 523 do Supremo Tribunal Federal", "HC 147867 AGR / SP", "HC n 120 . 655 / SP", "RHC n 118 .", "862", "/", "PR", "Súmula n 523 do Supremo Tribunal Federal", "HC 147867 AGR / SP", "Súmula n 523 / Supremo Tribunal Federal", "HC n 97 . 413 / SP", "HC 147867 AGR / SP", "Súmula n 523 / Supremo Tribunal Federal", "HC n 97 . 413 / SP", "HABEAS CORPUS 147 . 867", "HABEAS CORPUS 147 . 867" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 500 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 500 do Código de Processo Penal", "art . 563 do Código de Processo Penal", "art . 563 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 do Código de Processo Penal", "art . 563 do", "CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "SEGUNDA TURMA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Ministério Público", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", ".", ".", "." ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "CÁSSIO TADEU RIZZITANO", "GUILHERME MADI REZENDE", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CÁSSIO TADEU", "GUILHERME MADI REZENDE", "DIAS TOFFOLI", "Cássio Tadeu Rizzitano", "Sebastião Reis Júnior", "DIAS TOFFOLI", "CÁSSIO TADEU RIZZITANO", "GUILHERME MADI REZENDE", "DIAS TOFFOLI", "Cássio Tadeu Rizzitano", "Sebastião Reis Júnior", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Sebastião Reis Júnior", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Sebastião Reis Júnior", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CÁSSIO TADEU RIZZITANO", "GUILHERME MADI REZENDE", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel", "DIAS TOFFOLI", "CÁSSIO TADEU RIZZITANO", "GUILHERME MADI REZENDE", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2018", "28 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "6", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "6", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "28", "/", "09", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "28", "/", "09", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "3", "/", "14", "19", "/", "4", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "3", "/", "14", "19", "/", "4", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "14", "12", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "14", "12", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "12", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "12", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "28", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MYLENA CAMPELO PINHEIRO INTDO.(A/S) :AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. Adimplemento de honorários contratuais decorrentes de negócio jurídico firmado entre particulares. Súmula Vinculante nº 47. Ausência de aderência estrita. Agravo regimental não provido. 1. A Súmula Vinculante nº 47 não alcança os honorários contratuais, resultante do contrato firmado entre advogado e cliente, não alcançando aquele que não fez parte do acordo. 2. A pretensão de adimplemento de honorários decorrentes de cláusula de contrato de prestação de serviço firmado entre a parte vencedora e seu patrono por meio de precatório ou requisição de pequeno valor de forma destacada do montante principal é matéria que não possui aderência estrita com o entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante nº 47. 3. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. 4. Agravo regimental não provido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400495. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 23886 AGR / AP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400495. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MYLENA CAMPELO PINHEIRO INTDO.(A/S) :AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo regimental de FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação por não existir afronta à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia da Súmula Vinculante nº 47. A decisão agravada é no sentido de que não há contrariedade à Súmula Vinculante nº 47, uma vez que sua força vinculativa não se estende aos honorários contratuais, por serem esses créditos originados de relação entre particulares, não existindo relação com o art. 100 da Constituição Federal, o qual regula o regime de precatórios. O agravante sustenta que tanto os honorários sucumbenciais (incluídos na condenação) quanto os honorários contratuais (destacados do montante principal) são verbas de natureza alimentar e podem ser adimplidos por intermédio do regime de precatórios, trazendo alguns precedentes que corroborariam sua tese, a saber, o RE nº 564.132/RS (Rel. Min. Eros Graun) e Rcl nº 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MYLENA CAMPELO PINHEIRO INTDO.(A/S) :AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo regimental de FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação por não existir afronta à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia da Súmula Vinculante nº 47. A decisão agravada é no sentido de que não há contrariedade à Súmula Vinculante nº 47, uma vez que sua força vinculativa não se estende aos honorários contratuais, por serem esses créditos originados de relação entre particulares, não existindo relação com o art. 100 da Constituição Federal, o qual regula o regime de precatórios. O agravante sustenta que tanto os honorários sucumbenciais (incluídos na condenação) quanto os honorários contratuais (destacados do montante principal) são verbas de natureza alimentar e podem ser adimplidos por intermédio do regime de precatórios, trazendo alguns precedentes que corroborariam sua tese, a saber, o RE nº 564.132/RS (Rel. Min. Eros Graun) e Rcl nº 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 23886 AGR / AP Alega, ainda, que estariam configurados os requisitos para a concessão de tutela de evidência, requerendo que a decisão judicial reclamada seja cassada em sede de liminar. Requer ainda o conhecimento do presente agravo para reformar a decisão agravada, dando seguimento à reclamação com a consequente apreciação do pedido liminar formulado. Não houve contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP Alega, ainda, que estariam configurados os requisitos para a concessão de tutela de evidência, requerendo que a decisão judicial reclamada seja cassada em sede de liminar. Requer ainda o conhecimento do presente agravo para reformar a decisão agravada, dando seguimento à reclamação com a consequente apreciação do pedido liminar formulado. Não houve contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Segue trecho que expressa o teor da decisão agravada: “A Súmula Vinculante nº 47 possui a seguinte redação: ‘Os honorários advocatícios incluídos na condenação ou destacados do montante principal devido ao credor consubstanciam verba de natureza alimentar cuja satisfação ocorrerá com a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor, observada ordem especial restrita aos créditos dessa natureza.’ A SV nº 47, portanto, não prescreve o direito do advogado da parte vencedora receber diretamente da parte sucumbente, de forma destacada e independente do crédito principal, os honorários decorrentes de contrato firmado entre o vencedor e seu patrono para a prestação do serviço de advocacia. Isso por que: a) enquanto o título judicial – do qual decorrem os honorários sucumbenciais – vincula as partes que integram a relação processual, em regra, representadas por seus advogados para postular em juízo, cuja vontade é substituída por decisão judicial; b) o contrato de prestação de serviço profissional de advocacia – do qual resultam os honorários objeto da presente reclamação – decorre de relação negocial ou empregatícia ou administrativa entre o advogado e o cliente por si representado, da qual não há qualquer evidência de participação da parte contrária na formação de vontade manifestada no instrumento que os vincula. A existência, a validade e a eficácia dos termos do acordo, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Segue trecho que expressa o teor da decisão agravada: “A Súmula Vinculante nº 47 possui a seguinte redação: ‘Os honorários advocatícios incluídos na condenação ou destacados do montante principal devido ao credor consubstanciam verba de natureza alimentar cuja satisfação ocorrerá com a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor, observada ordem especial restrita aos créditos dessa natureza.’ A SV nº 47, portanto, não prescreve o direito do advogado da parte vencedora receber diretamente da parte sucumbente, de forma destacada e independente do crédito principal, os honorários decorrentes de contrato firmado entre o vencedor e seu patrono para a prestação do serviço de advocacia. Isso por que: a) enquanto o título judicial – do qual decorrem os honorários sucumbenciais – vincula as partes que integram a relação processual, em regra, representadas por seus advogados para postular em juízo, cuja vontade é substituída por decisão judicial; b) o contrato de prestação de serviço profissional de advocacia – do qual resultam os honorários objeto da presente reclamação – decorre de relação negocial ou empregatícia ou administrativa entre o advogado e o cliente por si representado, da qual não há qualquer evidência de participação da parte contrária na formação de vontade manifestada no instrumento que os vincula. A existência, a validade e a eficácia dos termos do acordo, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23886 AGR / AP bem como a satisfação do contrato de prestação de serviços advocatícios – tanto pelo patrono contratado (com a prestação do serviço profissional) como pelo cliente contratante (com o pagamento da retribuição pecuniária correspondente) – são matérias estranhas à execução do título judicial em face da parte vencida, que, sendo a Fazendo Pública, resultará na expedição de precatório ou requisitório de pequeno valor. Ao editar a SV nº 47, não se pretendeu, a título de sucumbência, estender a força vinculante do contrato firmado entre advogado e cliente para alcançar quem não fez parte do acordo; a satisfação desse contrato é de responsabilidade das partes previamente acordadas, com recursos financeiros próprios, sendo irrelevante para essa conclusão a inclusão, em contrato, de cláusula que vincula o recebimento dessa retribuição pelo advogado ao sucesso na resolução da lide em que se exerça a advocacia ou ao efetivo recebimento do valor pelo credor da Fazenda Pública. Dessa perspectiva e no sentido de explicitar o conteúdo da Súmula Vinculante nº 47, destaco trecho da decisão proferida pelo Ministro Teori Zavascki, pela qual se negou seguimento à Rcl nº 22.187/AP: ‘O caso é de improcedência da reclamação, pois, conforme consignou o juízo reclamado em suas informações, ‘(…) A interpretação direta e literal da Súmula não permite concluir que os honorários contratuais sejam alcançados na expressão ‘incluídos na condenação’ que, aparentemente, referem-se a honorários fixados na sentença e nem na locução ‘destacados do montante principal devido ao credor’ que parecem referir-se ao momento satisfativo da verba tendo em vista que a mesma possui aptidão para satisfação autônoma (doc. 10, fls. 2/3).’ 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP bem como a satisfação do contrato de prestação de serviços advocatícios – tanto pelo patrono contratado (com a prestação do serviço profissional) como pelo cliente contratante (com o pagamento da retribuição pecuniária correspondente) – são matérias estranhas à execução do título judicial em face da parte vencida, que, sendo a Fazendo Pública, resultará na expedição de precatório ou requisitório de pequeno valor. Ao editar a SV nº 47, não se pretendeu, a título de sucumbência, estender a força vinculante do contrato firmado entre advogado e cliente para alcançar quem não fez parte do acordo; a satisfação desse contrato é de responsabilidade das partes previamente acordadas, com recursos financeiros próprios, sendo irrelevante para essa conclusão a inclusão, em contrato, de cláusula que vincula o recebimento dessa retribuição pelo advogado ao sucesso na resolução da lide em que se exerça a advocacia ou ao efetivo recebimento do valor pelo credor da Fazenda Pública. Dessa perspectiva e no sentido de explicitar o conteúdo da Súmula Vinculante nº 47, destaco trecho da decisão proferida pelo Ministro Teori Zavascki, pela qual se negou seguimento à Rcl nº 22.187/AP: ‘O caso é de improcedência da reclamação, pois, conforme consignou o juízo reclamado em suas informações, ‘(…) A interpretação direta e literal da Súmula não permite concluir que os honorários contratuais sejam alcançados na expressão ‘incluídos na condenação’ que, aparentemente, referem-se a honorários fixados na sentença e nem na locução ‘destacados do montante principal devido ao credor’ que parecem referir-se ao momento satisfativo da verba tendo em vista que a mesma possui aptidão para satisfação autônoma (doc. 10, fls. 2/3).’ 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23886 AGR / AP Esse entendimento é corroborado no parecer da Procuradoria-Geral da República, da lavra do Subprocurador-Geral Odim Brandão Ferreira, cuja fundamentação também se adota: ‘(…) O pressuposto da procedência dessa reclamação é a existência de desrespeito de súmula vinculadora, que, por sua vez, só pode ser editada a respeito de tema constitucional. Em outras palavras, a tese do autor apenas terá viabilidade, se a relação jurídica em causa for regulada pelo direito constitucional. O art. 100 da CR regula o adimplemento das relações de crédito oponíveis ao poder público, em decorrência de sentença transitada em julgado. Tal relação jurídica tem um credor, que pode ser público ou privado, e um devedor, necessariamente público. Isso não acontece no caso. O credor é um advogado privado e o devedor, seu cliente. Tal diferença subjetiva na estrutura da relação jurídica faz com que não se subsuma ao art. 100 da CR, do qual se extraiu a SV 47. Quando muito, o STF terá reconhecido o caráter alimentar tanto dos honorários de sucumbência, como dos convencionais. Considerando, entretanto, que o art. 100 da CR não regula o modo pelo qual o advogado satisfaz seu crédito contra o cliente, segue-se que a SV 47 não resolve essa espécie de problema. Afinal, as súmulas vinculatórias do STF não criam direito constitucional novo; apenas declaram o que nele se contém. Logo, o que não é objeto do art. 100 da CR não pode tornar-se assunto da SV 47. A prova final para se demonstrar tal conclusão encontra-se no fato de que o modo pelo qual os advogados cobram seus honorários convencionais está regulado apenas no art. 22, § 4º, da Lei 8.906/1994: ‘se o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP Esse entendimento é corroborado no parecer da Procuradoria-Geral da República, da lavra do Subprocurador-Geral Odim Brandão Ferreira, cuja fundamentação também se adota: ‘(…) O pressuposto da procedência dessa reclamação é a existência de desrespeito de súmula vinculadora, que, por sua vez, só pode ser editada a respeito de tema constitucional. Em outras palavras, a tese do autor apenas terá viabilidade, se a relação jurídica em causa for regulada pelo direito constitucional. O art. 100 da CR regula o adimplemento das relações de crédito oponíveis ao poder público, em decorrência de sentença transitada em julgado. Tal relação jurídica tem um credor, que pode ser público ou privado, e um devedor, necessariamente público. Isso não acontece no caso. O credor é um advogado privado e o devedor, seu cliente. Tal diferença subjetiva na estrutura da relação jurídica faz com que não se subsuma ao art. 100 da CR, do qual se extraiu a SV 47. Quando muito, o STF terá reconhecido o caráter alimentar tanto dos honorários de sucumbência, como dos convencionais. Considerando, entretanto, que o art. 100 da CR não regula o modo pelo qual o advogado satisfaz seu crédito contra o cliente, segue-se que a SV 47 não resolve essa espécie de problema. Afinal, as súmulas vinculatórias do STF não criam direito constitucional novo; apenas declaram o que nele se contém. Logo, o que não é objeto do art. 100 da CR não pode tornar-se assunto da SV 47. A prova final para se demonstrar tal conclusão encontra-se no fato de que o modo pelo qual os advogados cobram seus honorários convencionais está regulado apenas no art. 22, § 4º, da Lei 8.906/1994: ‘se o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23886 AGR / AP advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe sejam pagos diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou’. Ao contrário do crédito decorrente da sucumbência, baseado na reparação da parte vencedora por ser compelida a litigar, a execução dos honorários convencionais é promovida contra particular, decorrente do negócio jurídico livremente entabulado por advogado e seu cliente. Não existe base constitucional que a regule. Ademais, nenhuma das referências da SV 47 cuidou do tema; todas solucionam controvérsias relativas a honorários sucumbenciais, de modo que sua força vinculativa não pode ser estendida a questões supostamente implícitas nos debates. Procedimento dessa natureza atentaria contra a natureza e o escopo dessa espécie de deliberação judicial, que se baseia na reiteração de julgados, a ponto de se obter algum tipo de consenso no STF quanto à matéria (doc.13, fls. 2/4)’” (DJe de 18/12/15, grifei). O reclamante juntou cópia da decisão questionada, na qual se indeferiu o pedido de expedição em requisitório autônomo da parcela honorários contratuais, nos seguintes termos: “[A SV nº 47] não se aplica aos honorários contratuais cujo fundamento de existência é o próprio crédito autoral e por essa razão fica a este vinculado e, portanto, não admite expedição de precatório ou RPV em separado porque isso violaria a vedação constitucional ao fracionamento para realizar quitação por dois meios distintos.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe sejam pagos diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou’. Ao contrário do crédito decorrente da sucumbência, baseado na reparação da parte vencedora por ser compelida a litigar, a execução dos honorários convencionais é promovida contra particular, decorrente do negócio jurídico livremente entabulado por advogado e seu cliente. Não existe base constitucional que a regule. Ademais, nenhuma das referências da SV 47 cuidou do tema; todas solucionam controvérsias relativas a honorários sucumbenciais, de modo que sua força vinculativa não pode ser estendida a questões supostamente implícitas nos debates. Procedimento dessa natureza atentaria contra a natureza e o escopo dessa espécie de deliberação judicial, que se baseia na reiteração de julgados, a ponto de se obter algum tipo de consenso no STF quanto à matéria (doc.13, fls. 2/4)’” (DJe de 18/12/15, grifei). O reclamante juntou cópia da decisão questionada, na qual se indeferiu o pedido de expedição em requisitório autônomo da parcela honorários contratuais, nos seguintes termos: “[A SV nº 47] não se aplica aos honorários contratuais cujo fundamento de existência é o próprio crédito autoral e por essa razão fica a este vinculado e, portanto, não admite expedição de precatório ou RPV em separado porque isso violaria a vedação constitucional ao fracionamento para realizar quitação por dois meios distintos.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23886 AGR / AP O pedido de pagamento de honorários decorrentes do contrato de prestação e serviço entre a parte vencedora e seu patrono por meio de precatório ou requisição de pequeno valor de forma destacada do montante principal é matéria que, conforme acima consignado, não possui aderência estrita com o entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante nº 47. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo do paradigma é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional, a qual não se verifica na presente reclamação.” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. Como já afirmado na decisão monocrática, os honorários contratuais decorrem de relação jurídica entre particulares (advogado e cliente), por isso não se coadunam com o disposto no art. 100 da Constituição Federal, que dispõe sobre o regime de pagamento de débito da Fazenda Pública (ente público e patrono da parte vencedora, quanto aos honorários sucumbenciais ou fixados pelo juiz em montante destacado; e ente público e parte vendedora, referente ao montante principal), matéria tratada na Súmula Vinculante 47. No tocante aos precedentes do STF indicados pela reclamante a fim de corroborar a tese de que os honorários contratuais podem ser incluídos, juntamente com os honorários sucumbenciais, em precatório ou requisitório de pequeno valor destacado do montante principal para a satisfação do crédito de natureza alimentícia do patrono da parte vencedora, além de não terem eles como objeto o contrato cuja satisfação é buscada por meio da presente reclamação, bem como não ter a reclamante integrado as relações processuais no RE nº 564.132/RS (Rel. Min. Eros Grau) e Rcl nº 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux), não vinculam o órgão jurídico desta Suprema Corte competente para julgamento da presente reclamação, seja monocraticamente ou em sede colegiada, porquanto a jurisdição é exercida sob a garantia do princípio do livre convencimento motivado do Estado-juiz, o qual garante, mais do que a independência do julgador na aplicação da norma jurídica para a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP O pedido de pagamento de honorários decorrentes do contrato de prestação e serviço entre a parte vencedora e seu patrono por meio de precatório ou requisição de pequeno valor de forma destacada do montante principal é matéria que, conforme acima consignado, não possui aderência estrita com o entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante nº 47. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo do paradigma é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional, a qual não se verifica na presente reclamação.” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. Como já afirmado na decisão monocrática, os honorários contratuais decorrem de relação jurídica entre particulares (advogado e cliente), por isso não se coadunam com o disposto no art. 100 da Constituição Federal, que dispõe sobre o regime de pagamento de débito da Fazenda Pública (ente público e patrono da parte vencedora, quanto aos honorários sucumbenciais ou fixados pelo juiz em montante destacado; e ente público e parte vendedora, referente ao montante principal), matéria tratada na Súmula Vinculante 47. No tocante aos precedentes do STF indicados pela reclamante a fim de corroborar a tese de que os honorários contratuais podem ser incluídos, juntamente com os honorários sucumbenciais, em precatório ou requisitório de pequeno valor destacado do montante principal para a satisfação do crédito de natureza alimentícia do patrono da parte vencedora, além de não terem eles como objeto o contrato cuja satisfação é buscada por meio da presente reclamação, bem como não ter a reclamante integrado as relações processuais no RE nº 564.132/RS (Rel. Min. Eros Grau) e Rcl nº 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux), não vinculam o órgão jurídico desta Suprema Corte competente para julgamento da presente reclamação, seja monocraticamente ou em sede colegiada, porquanto a jurisdição é exercida sob a garantia do princípio do livre convencimento motivado do Estado-juiz, o qual garante, mais do que a independência do julgador na aplicação da norma jurídica para a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23886 AGR / AP resolução dos conflitos, a realização do devido processo legal mediante decisão judicial devidamente fundamentada nos autos, à luz dos elementos do caso concreto e das normas jurídicas vigentes. Ausente a aderência estrita entre a pretensão de adimplemento de honorários contratuais (decorrente de negócio jurídico entre particulares) e o tema constitucional consubstanciado na Súmula Vinculante nº 47, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP resolução dos conflitos, a realização do devido processo legal mediante decisão judicial devidamente fundamentada nos autos, à luz dos elementos do caso concreto e das normas jurídicas vigentes. Ausente a aderência estrita entre a pretensão de adimplemento de honorários contratuais (decorrente de negócio jurídico entre particulares) e o tema constitucional consubstanciado na Súmula Vinculante nº 47, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA (1886/AP) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) : MYLENA CAMPELO PINHEIRO (2192/AP) INTDO.(A/S) : AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210325 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA (1886/AP) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) : MYLENA CAMPELO PINHEIRO (2192/AP) INTDO.(A/S) : AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12411646
2016-12-09T00:00:00
2017-02-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA Agravo regimental na reclamação. Adimplemento de honorários contratuais decorrentes de negócio jurídico firmado entre particulares. Súmula Vinculante nº 47. Ausência de aderência estrita. Agravo regimental não provido. 1. A Súmula Vinculante nº 47 não alcança os honorários contratuais, resultante do contrato firmado entre advogado e cliente, não alcançando aquele que não fez parte do acordo. 2. A pretensão de adimplemento de honorários decorrentes de cláusula de contrato de prestação de serviço firmado entre a parte vencedora e seu patrono por meio de precatório ou requisição de pequeno valor de forma destacada do montante principal é matéria que não possui aderência estrita com o entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante nº 47. 3. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. 4. Agravo regimental não provido.
sjur363212
Número de páginas: 11. Análise: 22/02/2017, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
23886
[ "LEG-FED SUV-000047 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 23886 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) : MYLENA CAMPELO PINHEIRO INTDO.(A/S) : AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MYLENA CAMPELO PINHEIRO INTDO.(A/S) :AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. Adimplemento de honorários contratuais decorrentes de negócio jurídico firmado entre particulares. Súmula Vinculante n 47. Ausência de aderência estrita. Agravo regimental não provido. 1. A Súmula Vinculante n 47 não alcança os honorários contratuais, resultante do contrato firmado entre advogado e cliente, não alcançando aquele que não fez parte do acordo. 2. A pretensão de adimplemento de honorários decorrentes de cláusula de contrato de prestação de serviço firmado entre a parte vencedora e seu patrono por meio de precatório ou requisição de pequeno valor de forma destacada do montante principal é matéria que não possui aderência estrita com o entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante n 47. 3. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. 4. Agravo regimental não provido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400495. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 23886 AGR / AP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400495. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MYLENA CAMPELO PINHEIRO INTDO.(A/S) :AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo regimental de FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação por não existir afronta à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia da Súmula Vinculante n 47. A decisão agravada é no sentido de que não há contrariedade à Súmula Vinculante n 47, uma vez que sua força vinculativa não se estende aos honorários contratuais, por serem esses créditos originados de relação entre particulares, não existindo relação com o art. 100 da Constituição Federal, o qual regula o regime de precatórios. O agravante sustenta que tanto os honorários sucumbenciais (incluídos na condenação) quanto os honorários contratuais (destacados do montante principal) são verbas de natureza alimentar e podem ser adimplidos por intermédio do regime de precatórios, trazendo alguns precedentes que corroborariam sua tese, a saber, o Recurso Extraordinário n 564.132/RS (Rel. Min. Eros Graun) e Rcl n 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) :FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MYLENA CAMPELO PINHEIRO INTDO.(A/S) :AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo regimental de FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação por não existir afronta à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia da Súmula Vinculante n 47. A decisão agravada é no sentido de que não há contrariedade à Súmula Vinculante n 47, uma vez que sua força vinculativa não se estende aos honorários contratuais, por serem esses créditos originados de relação entre particulares, não existindo relação com o art. 100 da Constituição Federal, o qual regula o regime de precatórios. O agravante sustenta que tanto os honorários sucumbenciais (incluídos na condenação) quanto os honorários contratuais (destacados do montante principal) são verbas de natureza alimentar e podem ser adimplidos por intermédio do regime de precatórios, trazendo alguns precedentes que corroborariam sua tese, a saber, o Recurso Extraordinário n 564.132/RS (Rel. Min. Eros Graun) e Rcl n 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 23886 AGR / AP Alega, ainda, que estariam configurados os requisitos para a concessão de tutela de evidência, requerendo que a decisão judicial reclamada seja cassada em sede de liminar. Requer ainda o conhecimento do presente agravo para reformar a decisão agravada, dando seguimento à reclamação com a consequente apreciação do pedido liminar formulado. Não houve contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP Alega, ainda, que estariam configurados os requisitos para a concessão de tutela de evidência, requerendo que a decisão judicial reclamada seja cassada em sede de liminar. Requer ainda o conhecimento do presente agravo para reformar a decisão agravada, dando seguimento à reclamação com a consequente apreciação do pedido liminar formulado. Não houve contrarrazões. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Segue trecho que expressa o teor da decisão agravada: “A Súmula Vinculante n 47 possui a seguinte redação: ‘Os honorários advocatícios incluídos na condenação ou destacados do montante principal devido ao credor consubstanciam verba de natureza alimentar cuja satisfação ocorrerá com a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor, observada ordem especial restrita aos créditos dessa natureza.’ A SV n 47, portanto, não prescreve o direito do advogado da parte vencedora receber diretamente da parte sucumbente, de forma destacada e independente do crédito principal, os honorários decorrentes de contrato firmado entre o vencedor e seu patrono para a prestação do serviço de advocacia. Isso por que: a) enquanto o título judicial – do qual decorrem os honorários sucumbenciais – vincula as partes que integram a relação processual, em regra, representadas por seus advogados para postular em juízo, cuja vontade é substituída por decisão judicial; b) o contrato de prestação de serviço profissional de advocacia – do qual resultam os honorários objeto da presente reclamação – decorre de relação negocial ou empregatícia ou administrativa entre o advogado e o cliente por si representado, da qual não há qualquer evidência de participação da parte contrária na formação de vontade manifestada no instrumento que os vincula. A existência, a validade e a eficácia dos termos do acordo, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 AMAPÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Segue trecho que expressa o teor da decisão agravada: “A Súmula Vinculante n 47 possui a seguinte redação: ‘Os honorários advocatícios incluídos na condenação ou destacados do montante principal devido ao credor consubstanciam verba de natureza alimentar cuja satisfação ocorrerá com a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor, observada ordem especial restrita aos créditos dessa natureza.’ A SV n 47, portanto, não prescreve o direito do advogado da parte vencedora receber diretamente da parte sucumbente, de forma destacada e independente do crédito principal, os honorários decorrentes de contrato firmado entre o vencedor e seu patrono para a prestação do serviço de advocacia. Isso por que: a) enquanto o título judicial – do qual decorrem os honorários sucumbenciais – vincula as partes que integram a relação processual, em regra, representadas por seus advogados para postular em juízo, cuja vontade é substituída por decisão judicial; b) o contrato de prestação de serviço profissional de advocacia – do qual resultam os honorários objeto da presente reclamação – decorre de relação negocial ou empregatícia ou administrativa entre o advogado e o cliente por si representado, da qual não há qualquer evidência de participação da parte contrária na formação de vontade manifestada no instrumento que os vincula. A existência, a validade e a eficácia dos termos do acordo, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23886 AGR / AP bem como a satisfação do contrato de prestação de serviços advocatícios – tanto pelo patrono contratado (com a prestação do serviço profissional) como pelo cliente contratante (com o pagamento da retribuição pecuniária correspondente) – são matérias estranhas à execução do título judicial em face da parte vencida, que, sendo a Fazendo Pública, resultará na expedição de precatório ou requisitório de pequeno valor. Ao editar a SV n 47, não se pretendeu, a título de sucumbência, estender a força vinculante do contrato firmado entre advogado e cliente para alcançar quem não fez parte do acordo; a satisfação desse contrato é de responsabilidade das partes previamente acordadas, com recursos financeiros próprios, sendo irrelevante para essa conclusão a inclusão, em contrato, de cláusula que vincula o recebimento dessa retribuição pelo advogado ao sucesso na resolução da lide em que se exerça a advocacia ou ao efetivo recebimento do valor pelo credor da Fazenda Pública. Dessa perspectiva e no sentido de explicitar o conteúdo da Súmula Vinculante n 47, destaco trecho da decisão proferida pelo Ministro Teori Zavascki, pela qual se negou seguimento à Rcl n 22.187/AP: ‘O caso é de improcedência da reclamação, pois, conforme consignou o juízo reclamado em suas informações, ‘(…) A interpretação direta e literal da Súmula não permite concluir que os honorários contratuais sejam alcançados na expressão ‘incluídos na condenação’ que, aparentemente, referem-se a honorários fixados na sentença e nem na locução ‘destacados do montante principal devido ao credor’ que parecem referir-se ao momento satisfativo da verba tendo em vista que a mesma possui aptidão para satisfação autônoma (doc. 10, fls. 2/3).’ 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP bem como a satisfação do contrato de prestação de serviços advocatícios – tanto pelo patrono contratado (com a prestação do serviço profissional) como pelo cliente contratante (com o pagamento da retribuição pecuniária correspondente) – são matérias estranhas à execução do título judicial em face da parte vencida, que, sendo a Fazendo Pública, resultará na expedição de precatório ou requisitório de pequeno valor. Ao editar a SV n 47, não se pretendeu, a título de sucumbência, estender a força vinculante do contrato firmado entre advogado e cliente para alcançar quem não fez parte do acordo; a satisfação desse contrato é de responsabilidade das partes previamente acordadas, com recursos financeiros próprios, sendo irrelevante para essa conclusão a inclusão, em contrato, de cláusula que vincula o recebimento dessa retribuição pelo advogado ao sucesso na resolução da lide em que se exerça a advocacia ou ao efetivo recebimento do valor pelo credor da Fazenda Pública. Dessa perspectiva e no sentido de explicitar o conteúdo da Súmula Vinculante n 47, destaco trecho da decisão proferida pelo Ministro Teori Zavascki, pela qual se negou seguimento à Rcl n 22.187/AP: ‘O caso é de improcedência da reclamação, pois, conforme consignou o juízo reclamado em suas informações, ‘(…) A interpretação direta e literal da Súmula não permite concluir que os honorários contratuais sejam alcançados na expressão ‘incluídos na condenação’ que, aparentemente, referem-se a honorários fixados na sentença e nem na locução ‘destacados do montante principal devido ao credor’ que parecem referir-se ao momento satisfativo da verba tendo em vista que a mesma possui aptidão para satisfação autônoma (doc. 10, fls. 2/3).’ 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23886 AGR / AP Esse entendimento é corroborado no parecer da Procuradoria-Geral da República, da lavra do Subprocurador-Geral Odim Brandão Ferreira, cuja fundamentação também se adota: ‘(…) O pressuposto da procedência dessa reclamação é a existência de desrespeito de súmula vinculadora, que, por sua vez, só pode ser editada a respeito de tema constitucional. Em outras palavras, a tese do autor apenas terá viabilidade, se a relação jurídica em causa for regulada pelo direito constitucional. O art. 100 da CR regula o adimplemento das relações de crédito oponíveis ao poder público, em decorrência de sentença transitada em julgado. Tal relação jurídica tem um credor, que pode ser público ou privado, e um devedor, necessariamente público. Isso não acontece no caso. O credor é um advogado privado e o devedor, seu cliente. Tal diferença subjetiva na estrutura da relação jurídica faz com que não se subsuma ao art. 100 da CR, do qual se extraiu a SV 47. Quando muito, o Supremo Tribunal Federal terá reconhecido o caráter alimentar tanto dos honorários de sucumbência, como dos convencionais. Considerando, entretanto, que o art. 100 da CR não regula o modo pelo qual o advogado satisfaz seu crédito contra o cliente, segue-se que a SV 47 não resolve essa espécie de problema. Afinal, as súmulas vinculatórias do Supremo Tribunal Federal não criam direito constitucional novo; apenas declaram o que nele se contém. Logo, o que não é objeto do art. 100 da CR não pode tornar-se assunto da SV 47. A prova final para se demonstrar tal conclusão encontra-se no fato de que o modo pelo qual os advogados cobram seus honorários convencionais está regulado apenas no art. 22, § 4..., da Lei 8.906/1994: ‘se o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP Esse entendimento é corroborado no parecer da Procuradoria-Geral da República, da lavra do Subprocurador-Geral Odim Brandão Ferreira, cuja fundamentação também se adota: ‘(…) O pressuposto da procedência dessa reclamação é a existência de desrespeito de súmula vinculadora, que, por sua vez, só pode ser editada a respeito de tema constitucional. Em outras palavras, a tese do autor apenas terá viabilidade, se a relação jurídica em causa for regulada pelo direito constitucional. O art. 100 da CR regula o adimplemento das relações de crédito oponíveis ao poder público, em decorrência de sentença transitada em julgado. Tal relação jurídica tem um credor, que pode ser público ou privado, e um devedor, necessariamente público. Isso não acontece no caso. O credor é um advogado privado e o devedor, seu cliente. Tal diferença subjetiva na estrutura da relação jurídica faz com que não se subsuma ao art. 100 da CR, do qual se extraiu a SV 47. Quando muito, o Supremo Tribunal Federal terá reconhecido o caráter alimentar tanto dos honorários de sucumbência, como dos convencionais. Considerando, entretanto, que o art. 100 da CR não regula o modo pelo qual o advogado satisfaz seu crédito contra o cliente, segue-se que a SV 47 não resolve essa espécie de problema. Afinal, as súmulas vinculatórias do Supremo Tribunal Federal não criam direito constitucional novo; apenas declaram o que nele se contém. Logo, o que não é objeto do art. 100 da CR não pode tornar-se assunto da SV 47. A prova final para se demonstrar tal conclusão encontra-se no fato de que o modo pelo qual os advogados cobram seus honorários convencionais está regulado apenas no art. 22, § 4..., da Lei 8.906/1994: ‘se o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23886 AGR / AP advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe sejam pagos diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou’. Ao contrário do crédito decorrente da sucumbência, baseado na reparação da parte vencedora por ser compelida a litigar, a execução dos honorários convencionais é promovida contra particular, decorrente do negócio jurídico livremente entabulado por advogado e seu cliente. Não existe base constitucional que a regule. Ademais, nenhuma das referências da SV 47 cuidou do tema; todas solucionam controvérsias relativas a honorários sucumbenciais, de modo que sua força vinculativa não pode ser estendida a questões supostamente implícitas nos debates. Procedimento dessa natureza atentaria contra a natureza e o escopo dessa espécie de deliberação judicial, que se baseia na reiteração de julgados, a ponto de se obter algum tipo de consenso no Supremo Tribunal Federal quanto à matéria (doc.13, fls. 2/4)’” (DJe de 18/12/15, grifei). O reclamante juntou cópia da decisão questionada, na qual se indeferiu o pedido de expedição em requisitório autônomo da parcela honorários contratuais, nos seguintes termos: “[A SV n 47] não se aplica aos honorários contratuais cujo fundamento de existência é o próprio crédito autoral e por essa razão fica a este vinculado e, portanto, não admite expedição de precatório ou RPV em separado porque isso violaria a vedação constitucional ao fracionamento para realizar quitação por dois meios distintos.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe sejam pagos diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou’. Ao contrário do crédito decorrente da sucumbência, baseado na reparação da parte vencedora por ser compelida a litigar, a execução dos honorários convencionais é promovida contra particular, decorrente do negócio jurídico livremente entabulado por advogado e seu cliente. Não existe base constitucional que a regule. Ademais, nenhuma das referências da SV 47 cuidou do tema; todas solucionam controvérsias relativas a honorários sucumbenciais, de modo que sua força vinculativa não pode ser estendida a questões supostamente implícitas nos debates. Procedimento dessa natureza atentaria contra a natureza e o escopo dessa espécie de deliberação judicial, que se baseia na reiteração de julgados, a ponto de se obter algum tipo de consenso no Supremo Tribunal Federal quanto à matéria (doc.13, fls. 2/4)’” (DJe de 18/12/15, grifei). O reclamante juntou cópia da decisão questionada, na qual se indeferiu o pedido de expedição em requisitório autônomo da parcela honorários contratuais, nos seguintes termos: “[A SV n 47] não se aplica aos honorários contratuais cujo fundamento de existência é o próprio crédito autoral e por essa razão fica a este vinculado e, portanto, não admite expedição de precatório ou RPV em separado porque isso violaria a vedação constitucional ao fracionamento para realizar quitação por dois meios distintos.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23886 AGR / AP O pedido de pagamento de honorários decorrentes do contrato de prestação e serviço entre a parte vencedora e seu patrono por meio de precatório ou requisição de pequeno valor de forma destacada do montante principal é matéria que, conforme acima consignado, não possui aderência estrita com o entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante n 47. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo do paradigma é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional, a qual não se verifica na presente reclamação.” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. Como já afirmado na decisão monocrática, os honorários contratuais decorrem de relação jurídica entre particulares (advogado e cliente), por isso não se coadunam com o disposto no art. 100 da Constituição Federal, que dispõe sobre o regime de pagamento de débito da Fazenda Pública (ente público e patrono da parte vencedora, quanto aos honorários sucumbenciais ou fixados pelo juiz em montante destacado; e ente público e parte vendedora, referente ao montante principal), matéria tratada na Súmula Vinculante 47. No tocante aos precedentes do Supremo Tribunal Federal indicados pela reclamante a fim de corroborar a tese de que os honorários contratuais podem ser incluídos, juntamente com os honorários sucumbenciais, em precatório ou requisitório de pequeno valor destacado do montante principal para a satisfação do crédito de natureza alimentícia do patrono da parte vencedora, além de não terem eles como objeto o contrato cuja satisfação é buscada por meio da presente reclamação, bem como não ter a reclamante integrado as relações processuais no Recurso Extraordinário n 564.132/RS (Rel. Min. Eros Grau) e Rcl n 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux), não vinculam o órgão jurídico desta Suprema Corte competente para julgamento da presente reclamação, seja monocraticamente ou em sede colegiada, porquanto a jurisdição é exercida sob a garantia do princípio do livre convencimento motivado do Estado-juiz, o qual garante, mais do que a independência do julgador na aplicação da norma jurídica para a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP O pedido de pagamento de honorários decorrentes do contrato de prestação e serviço entre a parte vencedora e seu patrono por meio de precatório ou requisição de pequeno valor de forma destacada do montante principal é matéria que, conforme acima consignado, não possui aderência estrita com o entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante n 47. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo do paradigma é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional, a qual não se verifica na presente reclamação.” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. Como já afirmado na decisão monocrática, os honorários contratuais decorrem de relação jurídica entre particulares (advogado e cliente), por isso não se coadunam com o disposto no art. 100 da Constituição Federal, que dispõe sobre o regime de pagamento de débito da Fazenda Pública (ente público e patrono da parte vencedora, quanto aos honorários sucumbenciais ou fixados pelo juiz em montante destacado; e ente público e parte vendedora, referente ao montante principal), matéria tratada na Súmula Vinculante 47. No tocante aos precedentes do Supremo Tribunal Federal indicados pela reclamante a fim de corroborar a tese de que os honorários contratuais podem ser incluídos, juntamente com os honorários sucumbenciais, em precatório ou requisitório de pequeno valor destacado do montante principal para a satisfação do crédito de natureza alimentícia do patrono da parte vencedora, além de não terem eles como objeto o contrato cuja satisfação é buscada por meio da presente reclamação, bem como não ter a reclamante integrado as relações processuais no Recurso Extraordinário n 564.132/RS (Rel. Min. Eros Grau) e Rcl n 22.228/AP (Rel. Min. Luiz Fux), não vinculam o órgão jurídico desta Suprema Corte competente para julgamento da presente reclamação, seja monocraticamente ou em sede colegiada, porquanto a jurisdição é exercida sob a garantia do princípio do livre convencimento motivado do Estado-juiz, o qual garante, mais do que a independência do julgador na aplicação da norma jurídica para a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23886 AGR / AP resolução dos conflitos, a realização do devido processo legal mediante decisão judicial devidamente fundamentada nos autos, à luz dos elementos do caso concreto e das normas jurídicas vigentes. Ausente a aderência estrita entre a pretensão de adimplemento de honorários contratuais (decorrente de negócio jurídico entre particulares) e o tema constitucional consubstanciado na Súmula Vinculante n 47, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Supremo Tribunal Federal RCL 23886 AGR / AP resolução dos conflitos, a realização do devido processo legal mediante decisão judicial devidamente fundamentada nos autos, à luz dos elementos do caso concreto e das normas jurídicas vigentes. Ausente a aderência estrita entre a pretensão de adimplemento de honorários contratuais (decorrente de negócio jurídico entre particulares) e o tema constitucional consubstanciado na Súmula Vinculante n 47, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400494. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA (1886/AP) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) : MYLENA CAMPELO PINHEIRO (2192/AP) INTDO.(A/S) : AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210325 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.886 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA ADV.(A/S) : FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA (1886/AP) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA ADV.(A/S) : MYLENA CAMPELO PINHEIRO (2192/AP) INTDO.(A/S) : AMAPÁ PREVIDÊNCIA - AMPREV ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MACAPÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 23 . 886", "Súmula Vinculante n 47 .", "RCL", "RECLAMAÇÃO 23 . 886", "Súmula Vinculante n 47", "Súmula Vinculante n 47", "Recurso Extraordinário n 564 . 132 / RS", "Rcl n 22 . 228 / AP", "Súmula Vinculante n 47", "Súmula Vinculante n 47", "Recurso Extraordinário n 564 . 132 / RS", "Rcl n 22 . 228 / AP", "RCL 23886 AGR / AP", "Súmula", "Súmula Vinculante n 47", "RCL 23886 AGR / AP", "Súmula Vinculante n 47", "Rcl n 22 . 187 / AP", "RCL 23886 AGR / AP", "Súmula Vinculante n 47", "Rcl n 22 . 187 / AP", "RCL 23886 AGR", "RCL 23886 AGR", "RCL 23886 AGR / AP", "RCL 23886 AGR", "RCL 23886 AGR / AP", "Súmula Vinculante n 47", "Súmula Vinculante 47", "Recurso Extraordinário n 564 . 132 / RS", "Rcl n 22 . 228 / AP", "RCL 23886", "Súmula Vinculante n 47", "Súmula Vinculante 47", "Recurso Extraordinário n 564 . 132 / RS", "Rcl n 22 . 228 / AP", "RCL 23886", "Súmula Vinculante n 47", "Súmula Vinculante n 47", "RECLAMAÇÃO 23 . 886", "RECLAMAÇÃO 23 . 886" ], 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Brandão Ferreira", "Odim Brandão Ferreira", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "Luiz Fux", "Eros Grau", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA", "FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA", "EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA", "MYLENA CAMPELO PINHEIRO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA", "FERNANDA TAYANNE DA LUZ PIMENTEL COSTA", "EDIELZE SUELY COUTO DE SOUZA", "MYLENA CAMPELO PINHEIRO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "8", "/", "12", "/", "2016", "9 de", "dezembro de", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "8", "/", "12", "/", "2016", "9 de dezembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", 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Ementa e Acórdão 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO - ACEPB ADV.(A/S) :VIRGILIO CESAR DE MELO ADV.(A/S) :MOACIR DE MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Inclusão de crédito presumido de imposto sobre circulação de mercadorias e serviços – ICMS na base de cálculo do imposto de renda de pessoa jurídica – IPPJ da contribuição social sobre lucro líquido – CSLL 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C54-0085-519C-5D4A e senha 65D1-D8F0-96F1-03D3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO - ACEPB ADV.(A/S) :VIRGILIO CESAR DE MELO ADV.(A/S) :MOACIR DE MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Esta Turma já decidiu a matéria posta nos presentes autos, quando do julgamento do agravo de instrumento n. 5037512-84.2017.4.04.0000/SC, na sessão de 08- 11-2017, nos termos do voto do Juiz Federal Alexandre Rossato da Silva Ávila, que examinou com critério e acerto as questões suscitadas. Assim, para evitar desnecessária tautologia, transcrevo os fundamentos do voto e adoto-os como razões de decidir, in verbis: ‘A impetrante é tributada pelo lucro presumido. Na tributação pelo lucro presumido, a base de cálculo do IRPJ e da CSL é obtida pela aplicação de um coeficiente sobre a receita bruta mensal, nos termos dos artigos 15 e 20, ‘caput’, respectivamente, da Lei 9.249/95, na sua redação original. (…) O ICMS incide sobre o valor da operação, integrando a base de cálculo o montante do próprio imposto, reputado legítimo pelo STF (RE 212.209 e RE 582.461), Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO - ACEPB ADV.(A/S) :VIRGILIO CESAR DE MELO ADV.(A/S) :MOACIR DE MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Esta Turma já decidiu a matéria posta nos presentes autos, quando do julgamento do agravo de instrumento n. 5037512-84.2017.4.04.0000/SC, na sessão de 08- 11-2017, nos termos do voto do Juiz Federal Alexandre Rossato da Silva Ávila, que examinou com critério e acerto as questões suscitadas. Assim, para evitar desnecessária tautologia, transcrevo os fundamentos do voto e adoto-os como razões de decidir, in verbis: ‘A impetrante é tributada pelo lucro presumido. Na tributação pelo lucro presumido, a base de cálculo do IRPJ e da CSL é obtida pela aplicação de um coeficiente sobre a receita bruta mensal, nos termos dos artigos 15 e 20, ‘caput’, respectivamente, da Lei 9.249/95, na sua redação original. (…) O ICMS incide sobre o valor da operação, integrando a base de cálculo o montante do próprio imposto, reputado legítimo pelo STF (RE 212.209 e RE 582.461), Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 1145860 AGR / PR constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de controle (art. 13, I e §1º, I, da LC 87/96). (…) Assim, ao vender mercadorias, a impetrante aufere receita bruta. A mutação patrimonial positiva é obtida com a receita bruta das vendas, nesta incluída todos os custos e despesas, inclusive de natureza tributária. Tudo isso compõe o preço pago pelo comprador e ingressa como receita bruta. A utilização de uma fração da receita bruta para compor o sistema de créditos e débitos do ICMS por força da não cumulatividade não desconfigura o fato que gera o IRPJ e a CSL, uma vez que estes recaem sempre sobre um incremento positivo - a receita bruta auferida com as vendas - pouco importando que parte destas receitas seja utilizada para cumprir outras obrigações, sejam tributárias ou não. (…) Por outro lado, adoto as razões do voto divergente apresentado pelo Des. Federal Sebastião Ogê Muniz (evento nº 12), que, fazendo as devidas distinções, demonstrou que o acolhimento do pedido de exclusão do ICMS da base de cálculo do IRPJ e CSLL apurados pelo lucro presumido levaria a uma dupla dedução, já que o arbitramento do lucro presumido como um percentual da receita bruta já são consideradas todas as possíveis deduções. O mesmo entendimento acima referido com relação ao ICMS aplica-se à hipótese dos autos, em que pretendida também a exclusão do ISS da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Portanto, deve ser mantida a sentença que denegou a segurança.” (eDOC 37, p. 2-3) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso.” . (eDOC 50) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Supremo Tribunal Federal RE 1145860 AGR / PR constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de controle (art. 13, I e §1º, I, da LC 87/96). (…) Assim, ao vender mercadorias, a impetrante aufere receita bruta. A mutação patrimonial positiva é obtida com a receita bruta das vendas, nesta incluída todos os custos e despesas, inclusive de natureza tributária. Tudo isso compõe o preço pago pelo comprador e ingressa como receita bruta. A utilização de uma fração da receita bruta para compor o sistema de créditos e débitos do ICMS por força da não cumulatividade não desconfigura o fato que gera o IRPJ e a CSL, uma vez que estes recaem sempre sobre um incremento positivo - a receita bruta auferida com as vendas - pouco importando que parte destas receitas seja utilizada para cumprir outras obrigações, sejam tributárias ou não. (…) Por outro lado, adoto as razões do voto divergente apresentado pelo Des. Federal Sebastião Ogê Muniz (evento nº 12), que, fazendo as devidas distinções, demonstrou que o acolhimento do pedido de exclusão do ICMS da base de cálculo do IRPJ e CSLL apurados pelo lucro presumido levaria a uma dupla dedução, já que o arbitramento do lucro presumido como um percentual da receita bruta já são consideradas todas as possíveis deduções. O mesmo entendimento acima referido com relação ao ICMS aplica-se à hipótese dos autos, em que pretendida também a exclusão do ISS da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Portanto, deve ser mantida a sentença que denegou a segurança.” (eDOC 37, p. 2-3) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso.” . (eDOC 50) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 1145860 AGR / PR No agravo regimental, sustenta-se que acórdão recorrido abordou o aspecto constitucional da matéria, porém entendeu que o entendimento firmado quanto ao conceito de receita bruta não deve se aplicar ao IRPJ e à CSLL. Aduz-se que conceito de receita bruta utilizado na decisão recorrida é diverso do precedente desta Corte Excelsa firmado no julgamento do RE 574.706, havendo ofensa direta à Constituição e não reflexa. (eDOC 53) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido da improcedência do recurso pois o “artigo 195, I, b, da Constituição refere-se à base de cálculo de contribuição destinada à seguridade social, incidente sobre receita ou faturamento (PIS e COFINS). No que diz respeito ao IRPJ e CSLL não existe um único dispositivo constitucional que mencione ou defina a base “’lucro presumido’”(eDOC 56) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Supremo Tribunal Federal RE 1145860 AGR / PR No agravo regimental, sustenta-se que acórdão recorrido abordou o aspecto constitucional da matéria, porém entendeu que o entendimento firmado quanto ao conceito de receita bruta não deve se aplicar ao IRPJ e à CSLL. Aduz-se que conceito de receita bruta utilizado na decisão recorrida é diverso do precedente desta Corte Excelsa firmado no julgamento do RE 574.706, havendo ofensa direta à Constituição e não reflexa. (eDOC 53) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido da improcedência do recurso pois o “artigo 195, I, b, da Constituição refere-se à base de cálculo de contribuição destinada à seguridade social, incidente sobre receita ou faturamento (PIS e COFINS). No que diz respeito ao IRPJ e CSLL não existe um único dispositivo constitucional que mencione ou defina a base “’lucro presumido’”(eDOC 56) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei nº 9.249/95), o Tribunal a quo consignou que para a apuração do IRPJ e da CSLL, no regime do lucro presumido, utiliza-se a receita bruta do contribuinte, vez que a presunção de lucro já exclui o valor dos impostos. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRÉDITOS PRESUMIDOS DE ICMS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO IRPJ E DA CSLL. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. PRECEDENTES. 1. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia sobre a inclusão dos créditos presumidos de ICMS na base de cálculo do IRPJ e da CSLL tem caráter nitidamente infraconstitucional, fato que torna inviável o provimento do presente recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 885.349 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 21.6.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCLUSÃO DE CRÉDITO PRESUMIDO DE IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07F8-87FC-0E6C-5338 e senha F3CE-B8D3-5F60-CA5B Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei nº 9.249/95), o Tribunal a quo consignou que para a apuração do IRPJ e da CSLL, no regime do lucro presumido, utiliza-se a receita bruta do contribuinte, vez que a presunção de lucro já exclui o valor dos impostos. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRÉDITOS PRESUMIDOS DE ICMS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO IRPJ E DA CSLL. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. PRECEDENTES. 1. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia sobre a inclusão dos créditos presumidos de ICMS na base de cálculo do IRPJ e da CSLL tem caráter nitidamente infraconstitucional, fato que torna inviável o provimento do presente recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 885.349 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 21.6.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCLUSÃO DE CRÉDITO PRESUMIDO DE IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07F8-87FC-0E6C-5338 e senha F3CE-B8D3-5F60-CA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1145860 AGR / PR MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO – CSLL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 855.791 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.4.2015) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07F8-87FC-0E6C-5338 e senha F3CE-B8D3-5F60-CA5B Supremo Tribunal Federal RE 1145860 AGR / PR MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO – CSLL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 855.791 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.4.2015) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07F8-87FC-0E6C-5338 e senha F3CE-B8D3-5F60-CA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO - ACEPB ADV.(A/S) : VIRGILIO CESAR DE MELO (14114/PR, 5882/SC, 362671/SP) ADV.(A/S) : MOACIR DE MELO (02268/PR, 3824/SC) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F628-DDA7-B1DF-B684 e senha 390E-BD3B-1D94-CC57 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO - ACEPB ADV.(A/S) : VIRGILIO CESAR DE MELO (14114/PR, 5882/SC, 362671/SP) ADV.(A/S) : MOACIR DE MELO (02268/PR, 3824/SC) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F628-DDA7-B1DF-B684 e senha 390E-BD3B-1D94-CC57 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748762181
2018-11-23T00:00:00
2018-11-30T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Inclusão de crédito presumido de imposto sobre circulação de mercadorias e serviços – ICMS na base de cálculo do imposto de renda de pessoa jurídica – IPPJ da contribuição social sobre lucro líquido – CSLL 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur395556
- Acórdão(s) citado(s): (ICMS, CRÉDITO PRESUMIDO, INCLUSÃO, BASE DE CÁLCULO DE IRPJ) RE 855791 AgR (2ªT), RE 885349 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 28/01/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1145860
[ "LEG-FED LEI-009249 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1145860 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO - ACEPB ADV.(A/S) : VIRGILIO CESAR DE MELO ADV.(A/S) : MOACIR DE MELO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO - ACEPB ADV.(A/S) :VIRGILIO CESAR DE MELO ADV.(A/S) :MOACIR DE MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Inclusão de crédito presumido de imposto sobre circulação de mercadorias e serviços – ICMS na base de cálculo do imposto de renda de pessoa jurídica – IPPJ da contribuição social sobre lucro líquido – CSLL 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C54-0085-519C-5D4A e senha 65D1-D8F0-96F1-03D3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO - ACEPB ADV.(A/S) :VIRGILIO CESAR DE MELO ADV.(A/S) :MOACIR DE MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Esta Turma já decidiu a matéria posta nos presentes autos, quando do julgamento do agravo de instrumento n. 5037512-84.2017.4.04.0000/SC, na sessão de 08- 11-2017, nos termos do voto do Juiz Federal Alexandre Rossato da Silva Ávila, que examinou com critério e acerto as questões suscitadas. Assim, para evitar desnecessária tautologia, transcrevo os fundamentos do voto e adoto-os como razões de decidir, in verbis: ‘A impetrante é tributada pelo lucro presumido. Na tributação pelo lucro presumido, a base de cálculo do IRPJ e da CSL é obtida pela aplicação de um coeficiente sobre a receita bruta mensal, nos termos dos artigos 15 e 20, ‘caput’, respectivamente, da Lei 9.249/95, na sua redação original. (…) O ICMS incide sobre o valor da operação, integrando a base de cálculo o montante do próprio imposto, reputado legítimo pelo Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 212.209 e Recurso Extraordinário 582.461), Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO - ACEPB ADV.(A/S) :VIRGILIO CESAR DE MELO ADV.(A/S) :MOACIR DE MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Esta Turma já decidiu a matéria posta nos presentes autos, quando do julgamento do agravo de instrumento n. 5037512-84.2017.4.04.0000/SC, na sessão de 08- 11-2017, nos termos do voto do Juiz Federal Alexandre Rossato da Silva Ávila, que examinou com critério e acerto as questões suscitadas. Assim, para evitar desnecessária tautologia, transcrevo os fundamentos do voto e adoto-os como razões de decidir, in verbis: ‘A impetrante é tributada pelo lucro presumido. Na tributação pelo lucro presumido, a base de cálculo do IRPJ e da CSL é obtida pela aplicação de um coeficiente sobre a receita bruta mensal, nos termos dos artigos 15 e 20, ‘caput’, respectivamente, da Lei 9.249/95, na sua redação original. (…) O ICMS incide sobre o valor da operação, integrando a base de cálculo o montante do próprio imposto, reputado legítimo pelo Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 212.209 e Recurso Extraordinário 582.461), Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1145860 AGR / PR constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de controle (art. 13, I e §1..., I, da Lei Complementar 87/96). (…) Assim, ao vender mercadorias, a impetrante aufere receita bruta. A mutação patrimonial positiva é obtida com a receita bruta das vendas, nesta incluída todos os custos e despesas, inclusive de natureza tributária. Tudo isso compõe o preço pago pelo comprador e ingressa como receita bruta. A utilização de uma fração da receita bruta para compor o sistema de créditos e débitos do ICMS por força da não cumulatividade não desconfigura o fato que gera o IRPJ e a CSL, uma vez que estes recaem sempre sobre um incremento positivo - a receita bruta auferida com as vendas - pouco importando que parte destas receitas seja utilizada para cumprir outras obrigações, sejam tributárias ou não. (…) Por outro lado, adoto as razões do voto divergente apresentado pelo Des. Federal Sebastião Ogê Muniz (evento n 12), que, fazendo as devidas distinções, demonstrou que o acolhimento do pedido de exclusão do ICMS da base de cálculo do IRPJ e CSLL apurados pelo lucro presumido levaria a uma dupla dedução, já que o arbitramento do lucro presumido como um percentual da receita bruta já são consideradas todas as possíveis deduções. O mesmo entendimento acima referido com relação ao ICMS aplica-se à hipótese dos autos, em que pretendida também a exclusão do ISS da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Portanto, deve ser mantida a sentença que denegou a segurança.” (eDOC 37, p. 2-3) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso.” . (eDOC 50) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1145860 AGR / PR constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de controle (art. 13, I e §1..., I, da Lei Complementar 87/96). (…) Assim, ao vender mercadorias, a impetrante aufere receita bruta. A mutação patrimonial positiva é obtida com a receita bruta das vendas, nesta incluída todos os custos e despesas, inclusive de natureza tributária. Tudo isso compõe o preço pago pelo comprador e ingressa como receita bruta. A utilização de uma fração da receita bruta para compor o sistema de créditos e débitos do ICMS por força da não cumulatividade não desconfigura o fato que gera o IRPJ e a CSL, uma vez que estes recaem sempre sobre um incremento positivo - a receita bruta auferida com as vendas - pouco importando que parte destas receitas seja utilizada para cumprir outras obrigações, sejam tributárias ou não. (…) Por outro lado, adoto as razões do voto divergente apresentado pelo Des. Federal Sebastião Ogê Muniz (evento n 12), que, fazendo as devidas distinções, demonstrou que o acolhimento do pedido de exclusão do ICMS da base de cálculo do IRPJ e CSLL apurados pelo lucro presumido levaria a uma dupla dedução, já que o arbitramento do lucro presumido como um percentual da receita bruta já são consideradas todas as possíveis deduções. O mesmo entendimento acima referido com relação ao ICMS aplica-se à hipótese dos autos, em que pretendida também a exclusão do ISS da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Portanto, deve ser mantida a sentença que denegou a segurança.” (eDOC 37, p. 2-3) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso.” . (eDOC 50) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1145860 AGR / PR No agravo regimental, sustenta-se que acórdão recorrido abordou o aspecto constitucional da matéria, porém entendeu que o entendimento firmado quanto ao conceito de receita bruta não deve se aplicar ao IRPJ e à CSLL. Aduz-se que conceito de receita bruta utilizado na decisão recorrida é diverso do precedente desta Corte Excelsa firmado no julgamento do Recurso Extraordinário 574.706, havendo ofensa direta à Constituição e não reflexa. (eDOC 53) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido da improcedência do recurso pois o “artigo 195, I, b, da Constituição refere-se à base de cálculo de contribuição destinada à seguridade social, incidente sobre receita ou faturamento (PIS e COFINS). No que diz respeito ao IRPJ e CSLL não existe um único dispositivo constitucional que mencione ou defina a base “’lucro presumido’”(eDOC 56) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1145860 AGR / PR No agravo regimental, sustenta-se que acórdão recorrido abordou o aspecto constitucional da matéria, porém entendeu que o entendimento firmado quanto ao conceito de receita bruta não deve se aplicar ao IRPJ e à CSLL. Aduz-se que conceito de receita bruta utilizado na decisão recorrida é diverso do precedente desta Corte Excelsa firmado no julgamento do Recurso Extraordinário 574.706, havendo ofensa direta à Constituição e não reflexa. (eDOC 53) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido da improcedência do recurso pois o “artigo 195, I, b, da Constituição refere-se à base de cálculo de contribuição destinada à seguridade social, incidente sobre receita ou faturamento (PIS e COFINS). No que diz respeito ao IRPJ e CSLL não existe um único dispositivo constitucional que mencione ou defina a base “’lucro presumido’”(eDOC 56) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91B-1F00-C109-7600 e senha 86F6-2161-CEE2-C2FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n 9.249/95), o Tribunal a quo consignou que para a apuração do IRPJ e da CSLL, no regime do lucro presumido, utiliza-se a receita bruta do contribuinte, vez que a presunção de lucro já exclui o valor dos impostos. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRÉDITOS PRESUMIDOS DE ICMS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO IRPJ E DA CSLL. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. PRECEDENTES. 1. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia sobre a inclusão dos créditos presumidos de ICMS na base de cálculo do IRPJ e da CSLL tem caráter nitidamente infraconstitucional, fato que torna inviável o provimento do presente recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 885.349 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 21.6.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCLUSÃO DE CRÉDITO PRESUMIDO DE IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07F8-87FC-0E6C-5338 e senha F3CE-B8D3-5F60-CA5B Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n 9.249/95), o Tribunal a quo consignou que para a apuração do IRPJ e da CSLL, no regime do lucro presumido, utiliza-se a receita bruta do contribuinte, vez que a presunção de lucro já exclui o valor dos impostos. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRÉDITOS PRESUMIDOS DE ICMS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO IRPJ E DA CSLL. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. PRECEDENTES. 1. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia sobre a inclusão dos créditos presumidos de ICMS na base de cálculo do IRPJ e da CSLL tem caráter nitidamente infraconstitucional, fato que torna inviável o provimento do presente recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 885.349 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 21.6.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCLUSÃO DE CRÉDITO PRESUMIDO DE IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07F8-87FC-0E6C-5338 e senha F3CE-B8D3-5F60-CA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1145860 AGR / PR MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO – CSLL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 855.791 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.4.2015) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07F8-87FC-0E6C-5338 e senha F3CE-B8D3-5F60-CA5B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1145860 AGR / PR MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO – CSLL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 855.791 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.4.2015) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07F8-87FC-0E6C-5338 e senha F3CE-B8D3-5F60-CA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO - ACEPB ADV.(A/S) : VIRGILIO CESAR DE MELO (14114/PR, 5882/SC, 362671/SP) ADV.(A/S) : MOACIR DE MELO (02268/PR, 3824/SC) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F628-DDA7-B1DF-B684 e senha 390E-BD3B-1D94-CC57 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.145.860 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO - ACEPB ADV.(A/S) : VIRGILIO CESAR DE MELO (14114/PR, 5882/SC, 362671/SP) ADV.(A/S) : MOACIR DE MELO (02268/PR, 3824/SC) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F628-DDA7-B1DF-B684 e senha 390E-BD3B-1D94-CC57 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 145 . 860", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 145 . 860", "agravo de instrumento n . 5037512 - 84 . 2017 . 4 . 04 . 0000 / SC", "Recurso Extraordinário 212 . 209", "Recurso Extraordinário 582 . 461", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 145 . 860", "agravo de instrumento n . 5037512 - 84 . 2017 . 4 . 04 . 0000 / SC", "Recurso Extraordinário 212 . 209", "Recurso Extraordinário 582 . 461", "Recurso Extraordinário 1145860 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 1145860 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 1145860 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 574 . 706", "Recurso Extraordinário 1145860 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 574 . 706", "Recurso Extraordinário 885 . 349 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 145 . 860", "Recurso Extraordinário 885 . 349 AgR", "SÚMULAS NS . 282", "Recurso Extraordinário 855 . 791 AgR", "Recurso Extraordinário 1145860 AGR / PR", "SÚMULAS NS . 282", "Recurso Extraordinário 855 . 791 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 15 e 20 , ‘ caput ’ , respectivamente , da Lei 9 . 249 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 15 e 20 , ‘ caput ’ , respectivamente , da Lei 9 . 249 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 , I e § 1 . . . , I , da Lei Complementar 87 / 96", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 , I e § 1 . . . , I , da Lei Complementar 87 / 96", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 195 , I , b , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 195 , I , b , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 249 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 249 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO", "ACEPB", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO", "ACEPB", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO", "ACEPB", "UNIÃO", "FAZENDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO", "ACEPB", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PATO BRANCO", "ACEPB", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "VIRGILIO CESAR DE MELO", "MOACIR DE MELO", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "VIRGILIO CESAR DE MELO", "MOACIR DE MELO", "Gilmar Mendes", "Alexandre Rossato da Silva Ávila", "GILMAR MENDES", "VIRGILIO CESAR DE MELO", "MOACIR DE MELO", "Gilmar Mendes", "Alexandre Rossato da Silva Ávila", "Sebastião Ogê Muniz", "Sebastião Ogê Muniz", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "VIRGILIO CESAR DE MELO", "MOACIR DE MELO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "VIRGILIO CESAR DE MELO", "MOACIR DE MELO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "23", "/", "11", "/", "2018", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "08", "-", "11", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "08", "-", "11", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "21", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "21", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "16", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :EMBRAPORT EMPRESA BRASILEIRA DE TERMINAIS PORTUARIOS S/A ADV.(A/S) :TACIO LACERDA GAMA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. ISS. Importação de serviços. Base de Cálculo. Inclusão. PIS/Pasep e COFINS-importação. Impossibilidade. 1. A orientação firmada no julgamento do RE nº 559.937/RS, no qual se decidiu pela impossibilidade da inclusão do ICMS-importação na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, aplica-se ao deslinde da presente controvérsia, referente à impossibilidade da inclusão do ISS na base de cálculo das supracitadas contribuições cobradas em razão da importação de serviços. 2. Agravo regimental não provido. 3. Não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7BF-CB8A-D3EF-69BB e senha E5C7-717E-CC73-1EE0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 351 Ementa e Acórdão RE 1105428 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7BF-CB8A-D3EF-69BB e senha E5C7-717E-CC73-1EE0 Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7BF-CB8A-D3EF-69BB e senha E5C7-717E-CC73-1EE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 352 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :EMBRAPORT EMPRESA BRASILEIRA DE TERMINAIS PORTUARIOS S/A ADV.(A/S) :TACIO LACERDA GAMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra a decisão com a qual neguei seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos arts. 149, § 2º, II e III, “a”, e 195, IV, da Constituição Federal. Insurge-se contra acórdão que restou assim, em parte, ementado: ‘CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. PIS E COFINS - IMPORTAÇÃO. LEI Nº 10.865/2004. BASE DE CÁLCULO: EXCLUSÃO DO ICMS. STF. RE 559.937/RS. ISS. APLICAÇÃO ANALÓGICA. MODULAÇÃO AFASTADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 170-A DO CTN. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. (…) 2. O Supremo Tribunal Federal, em sede de controle difuso, ao julgar recentemente o RE 559.937/RS, sob o regime previsto no artigo 543-B, do Código de Processo Civil, reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS - Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :EMBRAPORT EMPRESA BRASILEIRA DE TERMINAIS PORTUARIOS S/A ADV.(A/S) :TACIO LACERDA GAMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra a decisão com a qual neguei seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos arts. 149, § 2º, II e III, “a”, e 195, IV, da Constituição Federal. Insurge-se contra acórdão que restou assim, em parte, ementado: ‘CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. PIS E COFINS - IMPORTAÇÃO. LEI Nº 10.865/2004. BASE DE CÁLCULO: EXCLUSÃO DO ICMS. STF. RE 559.937/RS. ISS. APLICAÇÃO ANALÓGICA. MODULAÇÃO AFASTADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 170-A DO CTN. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. (…) 2. O Supremo Tribunal Federal, em sede de controle difuso, ao julgar recentemente o RE 559.937/RS, sob o regime previsto no artigo 543-B, do Código de Processo Civil, reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS - Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 353 Relatório RE 1105428 AGR / SP importação, nos seguintes termos: ‘Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7º, inciso I, da Lei 10.865/04: 'acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições', por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01.’ 3. Possibilidade de modulação afastada nos termos dos Emb.Decl. no RE 559.937/RS, Relator Ministro DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, j. 17/09/2014, DJe 14/10/2014. 4. Entendimento analógico aplicado ao ISS, no sentido de sua não inclusão na base de cálculo do PIS - importação e da COFINS - importação. (...)’ Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem assentou que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE nº 559.937/RS, reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS-importação na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros. Da óptica do Desembargador Relator, esse entendimento seria, por analogia, aplicável ao ISS, de modo a também impedir sua inclusão na base de cálculo dessas contribuições cobradas em razão da importação de serviços. A conclusão a que chegou o Tribunal a quo não destoa da orientação da Corte. Do julgamento do citado apelo extremo importa destacar ter a Relatora a Ministra Ellen Gracie consignado que o art. 149, § 2º, III, “a”, do texto constitucional, ao prever o valor aduaneiro como base econômica daquelas contribuições incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, teria utilizado “expressão com sentido técnico inequívoco”, tendo em vista que tal referência “já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP importação, nos seguintes termos: ‘Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7º, inciso I, da Lei 10.865/04: 'acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições', por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01.’ 3. Possibilidade de modulação afastada nos termos dos Emb.Decl. no RE 559.937/RS, Relator Ministro DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, j. 17/09/2014, DJe 14/10/2014. 4. Entendimento analógico aplicado ao ISS, no sentido de sua não inclusão na base de cálculo do PIS - importação e da COFINS - importação. (...)’ Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem assentou que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE nº 559.937/RS, reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS-importação na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros. Da óptica do Desembargador Relator, esse entendimento seria, por analogia, aplicável ao ISS, de modo a também impedir sua inclusão na base de cálculo dessas contribuições cobradas em razão da importação de serviços. A conclusão a que chegou o Tribunal a quo não destoa da orientação da Corte. Do julgamento do citado apelo extremo importa destacar ter a Relatora a Ministra Ellen Gracie consignado que o art. 149, § 2º, III, “a”, do texto constitucional, ao prever o valor aduaneiro como base econômica daquelas contribuições incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, teria utilizado “expressão com sentido técnico inequívoco”, tendo em vista que tal referência “já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 354 Relatório RE 1105428 AGR / SP Imposto sobre a Importação”. Desenvolvendo o assunto, Sua Excelência verificou que a legislação desse imposto remetia a compreensão da dimensão do que fosse valor aduaneiro a acordo internacional relativo à tributação. Mais precisamente, remetia ao art. 7º do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). Nesse sentido, a Relatora do processo referiu que o Brasil teria incorporado o acordo internacional específico sobre a implementação desse dispositivo, conhecido como Acordo de Valoração Aduaneira (ou AVA-GATT) – vide Decreto Legislativo nº 30/94 e Decreto nº 1.355/94. A Ministra ressaltou, fora isso, que o valor aduaneiro também compreenderia ‘os custos de transporte, de carga, descarga e manuseio e de seguro, de modo que corresponda ao valor do produto posto no país importador, ou seja, ao preço CIF (…) e não ao simples preço FOB’ (arts. 76 e 77 do Decreto nº 6.759/09). Levando em consideração esse quadro, concluiu-se que o art. 7º, I, da Lei nº 10.865/04, na sua redação originária, teria desconsiderado a base econômica ‘valor aduaneiro’, prevista no texto constitucional, ao determinar que fossem acrescidos a esse valor, para fins de cobrança da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, o valor do ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e o valor das próprias contribuições. Eis a ementa desse julgado: ‘Tributário. Recurso extraordinário. Repercussão geral. PIS/COFINS – importação. Lei nº 10.865/04. Vedação de bis in idem. Não ocorrência. Suporte direto da contribuição do importador (arts. 149, II, e 195, IV, da CF e art. 149, § 2º, III, da CF, acrescido pela EC 33/01). Alíquota específica ou ad valorem. Valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias contribuições. Inconstitucionalidade. Isonomia. Ausência de afronta. 1. Afastada a alegação de violação da vedação ao bis in 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP Imposto sobre a Importação”. Desenvolvendo o assunto, Sua Excelência verificou que a legislação desse imposto remetia a compreensão da dimensão do que fosse valor aduaneiro a acordo internacional relativo à tributação. Mais precisamente, remetia ao art. 7º do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). Nesse sentido, a Relatora do processo referiu que o Brasil teria incorporado o acordo internacional específico sobre a implementação desse dispositivo, conhecido como Acordo de Valoração Aduaneira (ou AVA-GATT) – vide Decreto Legislativo nº 30/94 e Decreto nº 1.355/94. A Ministra ressaltou, fora isso, que o valor aduaneiro também compreenderia ‘os custos de transporte, de carga, descarga e manuseio e de seguro, de modo que corresponda ao valor do produto posto no país importador, ou seja, ao preço CIF (…) e não ao simples preço FOB’ (arts. 76 e 77 do Decreto nº 6.759/09). Levando em consideração esse quadro, concluiu-se que o art. 7º, I, da Lei nº 10.865/04, na sua redação originária, teria desconsiderado a base econômica ‘valor aduaneiro’, prevista no texto constitucional, ao determinar que fossem acrescidos a esse valor, para fins de cobrança da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, o valor do ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e o valor das próprias contribuições. Eis a ementa desse julgado: ‘Tributário. Recurso extraordinário. Repercussão geral. PIS/COFINS – importação. Lei nº 10.865/04. Vedação de bis in idem. Não ocorrência. Suporte direto da contribuição do importador (arts. 149, II, e 195, IV, da CF e art. 149, § 2º, III, da CF, acrescido pela EC 33/01). Alíquota específica ou ad valorem. Valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias contribuições. Inconstitucionalidade. Isonomia. Ausência de afronta. 1. Afastada a alegação de violação da vedação ao bis in 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 355 Relatório RE 1105428 AGR / SP idem, com invocação do art. 195, § 4º, da CF. Não há que se falar sobre invalidade da instituição originária e simultânea de contribuições idênticas com fundamento no inciso IV do art. 195, com alíquotas apartadas para fins exclusivos de destinação. 2. Contribuições cuja instituição foi previamente prevista e autorizada, de modo expresso, em um dos incisos do art. 195 da Constituição validamente instituídas por lei ordinária. Precedentes. 3. Inaplicável ao caso o art. 195, § 4º, da Constituição. Não há que se dizer que devessem as contribuições em questão ser necessariamente não-cumulativas. O fato de não se admitir o crédito senão para as empresas sujeitas à apuração do PIS e da COFINS pelo regime não cumulativo não chega a implicar ofensa à isonomia, de modo a fulminar todo o tributo. A sujeição ao regime do lucro presumido, que implica submissão ao regime cumulativo, é opcional, de modo que não se vislumbra, igualmente, violação do art. 150, II, da CF. 4 Ao dizer que a contribuição ao PIS/PASEP- Importação e a COFINS - Importação poderão ter alíquotas ad valorem e base de cálculo o valor aduaneiro, o constituinte derivado circunscreveu a tal base a respectiva competência. 5. A referência ao valor aduaneiro no art. 149, § 2º, III, a , da CF implicou utilização de expressão com sentido técnico inequívoco, porquanto já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do Imposto sobre a Importação. 6. A Lei 10.865/04, ao instituir o PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação, não alargou propriamente o conceito de valor aduaneiro, de modo que passasse a abranger, para fins de apuração de tais contribuições, outras grandezas nele não contidas. O que fez foi desconsiderar a imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro, extrapolando a norma do art. 149, § 2º, III, a, da Constituição Federal. 7. Não há como 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP idem, com invocação do art. 195, § 4º, da CF. Não há que se falar sobre invalidade da instituição originária e simultânea de contribuições idênticas com fundamento no inciso IV do art. 195, com alíquotas apartadas para fins exclusivos de destinação. 2. Contribuições cuja instituição foi previamente prevista e autorizada, de modo expresso, em um dos incisos do art. 195 da Constituição validamente instituídas por lei ordinária. Precedentes. 3. Inaplicável ao caso o art. 195, § 4º, da Constituição. Não há que se dizer que devessem as contribuições em questão ser necessariamente não-cumulativas. O fato de não se admitir o crédito senão para as empresas sujeitas à apuração do PIS e da COFINS pelo regime não cumulativo não chega a implicar ofensa à isonomia, de modo a fulminar todo o tributo. A sujeição ao regime do lucro presumido, que implica submissão ao regime cumulativo, é opcional, de modo que não se vislumbra, igualmente, violação do art. 150, II, da CF. 4 Ao dizer que a contribuição ao PIS/PASEP- Importação e a COFINS - Importação poderão ter alíquotas ad valorem e base de cálculo o valor aduaneiro, o constituinte derivado circunscreveu a tal base a respectiva competência. 5. A referência ao valor aduaneiro no art. 149, § 2º, III, a , da CF implicou utilização de expressão com sentido técnico inequívoco, porquanto já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do Imposto sobre a Importação. 6. A Lei 10.865/04, ao instituir o PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação, não alargou propriamente o conceito de valor aduaneiro, de modo que passasse a abranger, para fins de apuração de tais contribuições, outras grandezas nele não contidas. O que fez foi desconsiderar a imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro, extrapolando a norma do art. 149, § 2º, III, a, da Constituição Federal. 7. Não há como 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 356 Relatório RE 1105428 AGR / SP equiparar, de modo absoluto, a tributação da importação com a tributação das operações internas. O PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação incidem sobre operação na qual o contribuinte efetuou despesas com a aquisição do produto importado, enquanto a PIS e a COFINS internas incidem sobre o faturamento ou a receita, conforme o regime. São tributos distintos. 8. O gravame das operações de importação se dá não como concretização do princípio da isonomia, mas como medida de política tributária tendente a evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País, visando, assim, ao equilíbrio da balança comercial. 9. Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7º, inciso I, da Lei 10.865/04: ‘acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01. 10. Recurso extraordinário a que se nega provimento’ (RE nº 559.937/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 17/10/13 – destaquei). Dito isso, importa asseverar que a Constituição Federal prevê a possibilidade da incidência de contribuições sociais não só na importação de produtos e bens estrangeiros, mas também na de serviços (art. 149, § 2º, II, incluído pela EC nº 33/01, art. 195, IV). Cabe também ressaltar que o texto constitucional elegeu como base econômica dessas contribuições (na hipótese de elas adotarem alíquotas ad valorem) o valor aduaneiro, não fazendo aqui qualquer distinção a respeito de a importação referir-se a produtos e bens estrangeiros ou a serviços (art. 149, § 2º, III, 'a', incluído pela EC nº 33/01). Transcrevo os dispositivos pertinentes da Carta Federal: 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP equiparar, de modo absoluto, a tributação da importação com a tributação das operações internas. O PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação incidem sobre operação na qual o contribuinte efetuou despesas com a aquisição do produto importado, enquanto a PIS e a COFINS internas incidem sobre o faturamento ou a receita, conforme o regime. São tributos distintos. 8. O gravame das operações de importação se dá não como concretização do princípio da isonomia, mas como medida de política tributária tendente a evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País, visando, assim, ao equilíbrio da balança comercial. 9. Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7º, inciso I, da Lei 10.865/04: ‘acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01. 10. Recurso extraordinário a que se nega provimento’ (RE nº 559.937/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 17/10/13 – destaquei). Dito isso, importa asseverar que a Constituição Federal prevê a possibilidade da incidência de contribuições sociais não só na importação de produtos e bens estrangeiros, mas também na de serviços (art. 149, § 2º, II, incluído pela EC nº 33/01, art. 195, IV). Cabe também ressaltar que o texto constitucional elegeu como base econômica dessas contribuições (na hipótese de elas adotarem alíquotas ad valorem) o valor aduaneiro, não fazendo aqui qualquer distinção a respeito de a importação referir-se a produtos e bens estrangeiros ou a serviços (art. 149, § 2º, III, 'a', incluído pela EC nº 33/01). Transcrevo os dispositivos pertinentes da Carta Federal: 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 357 Relatório RE 1105428 AGR / SP ‘Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. (…) § 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) (…) II - incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) III - poderão ter alíquotas: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)’ Pois bem. É verdade que o AVA-GATT, o qual serviu de referência para a resolução do citado RE nº 559.937/RS, refere-se ao valor aduaneiro na hipótese de mercadorias importadas. Todavia, isso não impede que desse acordo se extraia a dimensão do valor aduaneiro relativo à importação de serviço. Sobressai do art. 1º, item 1, desse acordo que o valor aduaneiro, no caso de mercadorias importadas, é, na regra, o valor de transação, ‘isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias em uma venda para exportação para o país de importação’, valor esse a ser ajustado consoante as disposições do art. 8º do mesmo acordo. Vale destacar não existir nele previsão de que pode ser acrescido ao valor de transação a título desse ajuste o valor de tributos como o ICMS- 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP ‘Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. (…) § 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) (…) II - incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) III - poderão ter alíquotas: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)’ Pois bem. É verdade que o AVA-GATT, o qual serviu de referência para a resolução do citado RE nº 559.937/RS, refere-se ao valor aduaneiro na hipótese de mercadorias importadas. Todavia, isso não impede que desse acordo se extraia a dimensão do valor aduaneiro relativo à importação de serviço. Sobressai do art. 1º, item 1, desse acordo que o valor aduaneiro, no caso de mercadorias importadas, é, na regra, o valor de transação, ‘isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias em uma venda para exportação para o país de importação’, valor esse a ser ajustado consoante as disposições do art. 8º do mesmo acordo. Vale destacar não existir nele previsão de que pode ser acrescido ao valor de transação a título desse ajuste o valor de tributos como o ICMS- 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 358 Relatório RE 1105428 AGR / SP importação, o ISS e o PIS/Cofins-importação. Note-se que o valor de transação, significando, na regra e na essência, o preço efetivamente pago ou a pagar – o que abrange o valor creditado, entregue, empregado ou remetido – por força de um negócio (na hipótese, de natureza internacional), existe não só no caso de importação de produtos e bens estrangeiros, mas também no de serviços. Quanto ao argumento levantado pela parte recorrente de que o princípio da isonomia e a extrafiscalidade permitiriam incluir o ISS na base de cálculo das contribuições em tela a fim de proporcionar aos serviços importados tratamento tributário igual ao conferido aos serviços nacionais, verifica-se que ele não merece ser acolhido. Cabe aqui a mesma referência que fiz quando do julgamento do citado RE nº 559.937/RS: ‘Por fim, quanto ao princípio maior da isonomia, observo que esse foi invocado, já na exposição de motivos da Medida Provisória nº 164, que originou a lei em discussão, como fundamento de validade à tributação em causa, a qual buscaria equalizar, mediante tratamento tributário isonômico, a tributação dos bens produzidos no país com os importados de residentes e domiciliados no exterior, ‘sob pena de prejudicar a produção nacional, favorecendo as importações pela vantagem comparativa proporcionada pela não incidência hoje, existente, prejudicando o nível de emprego e a geração de renda no País’. No entanto, também entendo que o gravame das operações de importação dá-se como medida de política tributária de extrafiscalidade, visando equilibrar a balança comercial e evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País e não como concretização do princípio da isonomia, como, aliás, bem lembrou a ilustre Relatora. De tudo isso se extrai, pois, que a pretensa repercussão econômica não pode subsistir como critério 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP importação, o ISS e o PIS/Cofins-importação. Note-se que o valor de transação, significando, na regra e na essência, o preço efetivamente pago ou a pagar – o que abrange o valor creditado, entregue, empregado ou remetido – por força de um negócio (na hipótese, de natureza internacional), existe não só no caso de importação de produtos e bens estrangeiros, mas também no de serviços. Quanto ao argumento levantado pela parte recorrente de que o princípio da isonomia e a extrafiscalidade permitiriam incluir o ISS na base de cálculo das contribuições em tela a fim de proporcionar aos serviços importados tratamento tributário igual ao conferido aos serviços nacionais, verifica-se que ele não merece ser acolhido. Cabe aqui a mesma referência que fiz quando do julgamento do citado RE nº 559.937/RS: ‘Por fim, quanto ao princípio maior da isonomia, observo que esse foi invocado, já na exposição de motivos da Medida Provisória nº 164, que originou a lei em discussão, como fundamento de validade à tributação em causa, a qual buscaria equalizar, mediante tratamento tributário isonômico, a tributação dos bens produzidos no país com os importados de residentes e domiciliados no exterior, ‘sob pena de prejudicar a produção nacional, favorecendo as importações pela vantagem comparativa proporcionada pela não incidência hoje, existente, prejudicando o nível de emprego e a geração de renda no País’. No entanto, também entendo que o gravame das operações de importação dá-se como medida de política tributária de extrafiscalidade, visando equilibrar a balança comercial e evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País e não como concretização do princípio da isonomia, como, aliás, bem lembrou a ilustre Relatora. De tudo isso se extrai, pois, que a pretensa repercussão econômica não pode subsistir como critério 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 359 Relatório RE 1105428 AGR / SP classificatório que possibilite, mediante a invocação da isonomia, justificar, constitucionalmente, a tributação pretendida, deixando-se de atender às delimitações impostas pelo texto constitucional, o qual outorga a competência respectiva.’ (destaquei) Conclui-se, desse modo, que não se pode incluir na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços o valor relativo ao ISS. Correto, portanto, o posicionamento do Tribunal de origem. Corroborando o entendimento, cito os seguintes trechos das decisões monocráticas proferidas no julgamento do RE nº 980.249/SP, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/11/16, e do RE nº 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17: ‘Quanto à exclusão do ISS da base de cálculo do PIS/COFINS sobre a importação, tenho que o recurso merece provimento. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 559.937, declarou a inconstitucionalidade do art. 7º, I, da Lei nº 10.865/2004, para excluir o ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS- importação. Naquela assentada, a Corte restringiu a base de cálculo das referidas contribuições ao valor aduaneiro da operação de importação, vedando qualquer outro acréscimo. Vale registrar que o conceito de valor aduaneiro é retirado do art. VII do Acordo Geral sobre Tarias e Comércio – GATT. Em razão de o ICMS e o ISS não estarem presentes no conceito de valor aduaneiro, de se notar que o legislador contrariou o disposto no art. 149, §2º, II, da Carta. Dessa forma, a exemplo do que decidido no RE 559.937, o ISS também deve ser excluído da base de cálculo do PIS-importação e da COFINS-importação.’ (RE nº 980.249/SP, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/11/16). 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP classificatório que possibilite, mediante a invocação da isonomia, justificar, constitucionalmente, a tributação pretendida, deixando-se de atender às delimitações impostas pelo texto constitucional, o qual outorga a competência respectiva.’ (destaquei) Conclui-se, desse modo, que não se pode incluir na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços o valor relativo ao ISS. Correto, portanto, o posicionamento do Tribunal de origem. Corroborando o entendimento, cito os seguintes trechos das decisões monocráticas proferidas no julgamento do RE nº 980.249/SP, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/11/16, e do RE nº 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17: ‘Quanto à exclusão do ISS da base de cálculo do PIS/COFINS sobre a importação, tenho que o recurso merece provimento. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 559.937, declarou a inconstitucionalidade do art. 7º, I, da Lei nº 10.865/2004, para excluir o ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS- importação. Naquela assentada, a Corte restringiu a base de cálculo das referidas contribuições ao valor aduaneiro da operação de importação, vedando qualquer outro acréscimo. Vale registrar que o conceito de valor aduaneiro é retirado do art. VII do Acordo Geral sobre Tarias e Comércio – GATT. Em razão de o ICMS e o ISS não estarem presentes no conceito de valor aduaneiro, de se notar que o legislador contrariou o disposto no art. 149, §2º, II, da Carta. Dessa forma, a exemplo do que decidido no RE 559.937, o ISS também deve ser excluído da base de cálculo do PIS-importação e da COFINS-importação.’ (RE nº 980.249/SP, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/11/16). 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 360 Relatório RE 1105428 AGR / SP ‘Ressalto que o fato de o paradigma da repercussão geral, acima citado, tratar do ICMS, e não do ISS, não afasta a sua aplicação ao caso concreto, porquanto o fundamento jurídico para o afastamento da tributação da forma como defendido pela recorrente, é o mesmo – violação do art. 149, § 2º, III, ‘a’, da Lei Maior, ante a desconsideração da imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro.’ (RE nº 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Publique-se.“ A agravante sustenta a inaplicabilidade do RE nº 559.937/RS ao caso em tela, haja vista que o referido precedente se limitou a analisar a controvérsia no tocante à importação de mercadorias, e não sob o enfoque da exclusão da incidência do ISS da base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP ‘Ressalto que o fato de o paradigma da repercussão geral, acima citado, tratar do ICMS, e não do ISS, não afasta a sua aplicação ao caso concreto, porquanto o fundamento jurídico para o afastamento da tributação da forma como defendido pela recorrente, é o mesmo – violação do art. 149, § 2º, III, ‘a’, da Lei Maior, ante a desconsideração da imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro.’ (RE nº 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Publique-se.“ A agravante sustenta a inaplicabilidade do RE nº 559.937/RS ao caso em tela, haja vista que o referido precedente se limitou a analisar a controvérsia no tocante à importação de mercadorias, e não sob o enfoque da exclusão da incidência do ISS da base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 361 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que foi decidido. De acordo com o consignado na decisão agravada, aplica-se ao caso em tela a orientação firmada no julgamento do RE nº 559.937/RS, no qual a Corte reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS- importação na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros. Diante da discussão naquele precedente, esta Corte concluiu que o art. 7º, I, da Lei nº 10.865/04, em sua redação originária, teria desconsiderado a base econômica “valor aduaneiro”, prevista no texto constitucional, ao determinar que fossem acrescidos a esse valor, para fins de cobrança da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, o valor do ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e o valor das próprias contribuições. Eis a ementa desse julgado: “Tributário. Recurso extraordinário. Repercussão geral. PIS/COFINS – importação. Lei nº 10.865/04. Vedação de bis in idem. Não ocorrência. Suporte direto da contribuição do importador (arts. 149, II, e 195, IV, da CF e art. 149, § 2º, III, da CF, acrescido pela EC 33/01). Alíquota específica ou ad valorem. Valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias contribuições. Inconstitucionalidade. Isonomia. Ausência de afronta. 1. Afastada a alegação de violação da vedação ao bis in idem, com invocação do art. 195, § 4º, da CF. Não há que se falar sobre invalidade da instituição originária e simultânea de contribuições idênticas com fundamento no inciso IV do art. 195, com alíquotas apartadas para fins exclusivos de destinação. 2. Contribuições cuja instituição foi previamente prevista e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que foi decidido. De acordo com o consignado na decisão agravada, aplica-se ao caso em tela a orientação firmada no julgamento do RE nº 559.937/RS, no qual a Corte reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS- importação na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros. Diante da discussão naquele precedente, esta Corte concluiu que o art. 7º, I, da Lei nº 10.865/04, em sua redação originária, teria desconsiderado a base econômica “valor aduaneiro”, prevista no texto constitucional, ao determinar que fossem acrescidos a esse valor, para fins de cobrança da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, o valor do ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e o valor das próprias contribuições. Eis a ementa desse julgado: “Tributário. Recurso extraordinário. Repercussão geral. PIS/COFINS – importação. Lei nº 10.865/04. Vedação de bis in idem. Não ocorrência. Suporte direto da contribuição do importador (arts. 149, II, e 195, IV, da CF e art. 149, § 2º, III, da CF, acrescido pela EC 33/01). Alíquota específica ou ad valorem. Valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias contribuições. Inconstitucionalidade. Isonomia. Ausência de afronta. 1. Afastada a alegação de violação da vedação ao bis in idem, com invocação do art. 195, § 4º, da CF. Não há que se falar sobre invalidade da instituição originária e simultânea de contribuições idênticas com fundamento no inciso IV do art. 195, com alíquotas apartadas para fins exclusivos de destinação. 2. Contribuições cuja instituição foi previamente prevista e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 362 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1105428 AGR / SP autorizada, de modo expresso, em um dos incisos do art. 195 da Constituição validamente instituídas por lei ordinária. Precedentes. 3. Inaplicável ao caso o art. 195, § 4º, da Constituição. Não há que se dizer que devessem as contribuições em questão ser necessariamente não-cumulativas. O fato de não se admitir o crédito senão para as empresas sujeitas à apuração do PIS e da COFINS pelo regime não cumulativo não chega a implicar ofensa à isonomia, de modo a fulminar todo o tributo. A sujeição ao regime do lucro presumido, que implica submissão ao regime cumulativo, é opcional, de modo que não se vislumbra, igualmente, violação do art. 150, II, da CF. 4 Ao dizer que a contribuição ao PIS/PASEP- Importação e a COFINS - Importação poderão ter alíquotas ad valorem e base de cálculo o valor aduaneiro, o constituinte derivado circunscreveu a tal base a respectiva competência. 5. A referência ao valor aduaneiro no art. 149, § 2º, III, a , da CF implicou utilização de expressão com sentido técnico inequívoco, porquanto já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do Imposto sobre a Importação. 6. A Lei 10.865/04, ao instituir o PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação, não alargou propriamente o conceito de valor aduaneiro, de modo que passasse a abranger, para fins de apuração de tais contribuições, outras grandezas nele não contidas. O que fez foi desconsiderar a imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro, extrapolando a norma do art. 149, § 2º, III, a, da Constituição Federal. 7. Não há como equiparar, de modo absoluto, a tributação da importação com a tributação das operações internas. O PIS/PASEP - Importação e a COFINS – Importação incidem sobre operação na qual o contribuinte efetuou despesas com a aquisição do produto importado, enquanto a PIS e a COFINS internas incidem sobre o faturamento ou a receita, conforme o regime. São tributos distintos. 8. O gravame das operações de importação se dá não como concretização do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP autorizada, de modo expresso, em um dos incisos do art. 195 da Constituição validamente instituídas por lei ordinária. Precedentes. 3. Inaplicável ao caso o art. 195, § 4º, da Constituição. Não há que se dizer que devessem as contribuições em questão ser necessariamente não-cumulativas. O fato de não se admitir o crédito senão para as empresas sujeitas à apuração do PIS e da COFINS pelo regime não cumulativo não chega a implicar ofensa à isonomia, de modo a fulminar todo o tributo. A sujeição ao regime do lucro presumido, que implica submissão ao regime cumulativo, é opcional, de modo que não se vislumbra, igualmente, violação do art. 150, II, da CF. 4 Ao dizer que a contribuição ao PIS/PASEP- Importação e a COFINS - Importação poderão ter alíquotas ad valorem e base de cálculo o valor aduaneiro, o constituinte derivado circunscreveu a tal base a respectiva competência. 5. A referência ao valor aduaneiro no art. 149, § 2º, III, a , da CF implicou utilização de expressão com sentido técnico inequívoco, porquanto já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do Imposto sobre a Importação. 6. A Lei 10.865/04, ao instituir o PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação, não alargou propriamente o conceito de valor aduaneiro, de modo que passasse a abranger, para fins de apuração de tais contribuições, outras grandezas nele não contidas. O que fez foi desconsiderar a imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro, extrapolando a norma do art. 149, § 2º, III, a, da Constituição Federal. 7. Não há como equiparar, de modo absoluto, a tributação da importação com a tributação das operações internas. O PIS/PASEP - Importação e a COFINS – Importação incidem sobre operação na qual o contribuinte efetuou despesas com a aquisição do produto importado, enquanto a PIS e a COFINS internas incidem sobre o faturamento ou a receita, conforme o regime. São tributos distintos. 8. O gravame das operações de importação se dá não como concretização do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 363 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1105428 AGR / SP princípio da isonomia, mas como medida de política tributária tendente a evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País, visando, assim, ao equilíbrio da balança comercial. 9. Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7º, inciso I, da Lei 10.865/04: ‘acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01. 10. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (RE nº 559.937/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 17/10/13 – destaquei). Verifico que a Constituição Federal prevê a possibilidade da incidência de contribuições sociais não só na importação de produtos e bens estrangeiros, mas também na de serviços (art. 149, § 2º, II, e art. 195, da CF/88). Cabe também ressaltar que o texto constitucional elegeu como base econômica dessas contribuições (na hipótese de elas adotarem alíquotas ad valorem) o valor aduaneiro, não fazendo aqui qualquer distinção a respeito de a importação referir-se a produtos e bens estrangeiros ou a serviços (art. 149, § 2º, III, a, da CF/88). Destaco que o AVA-GATT, o qual serviu de referência para a resolução do citado RE nº 559.937/RS, refere-se ao valor aduaneiro na hipótese de mercadorias importadas. Todavia, isso não impede que desse acordo se extraia a dimensão do valor aduaneiro relativo à importação de serviço. Sobressai do art. 1º, item 1, desse acordo que o valor aduaneiro, no caso de mercadorias importadas, é, na regra, o valor de transação, “isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias em uma venda para exportação para o país de importação”, valor esse a ser ajustado consoante as disposições do art. 8º do mesmo acordo. Vale destacar não existir nele previsão de que pode ser acrescido ao valor de transação a título desse ajuste o valor de tributos como o ICMS-importação, o ISS e o PIS/Cofins-importação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP princípio da isonomia, mas como medida de política tributária tendente a evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País, visando, assim, ao equilíbrio da balança comercial. 9. Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7º, inciso I, da Lei 10.865/04: ‘acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01. 10. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (RE nº 559.937/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 17/10/13 – destaquei). Verifico que a Constituição Federal prevê a possibilidade da incidência de contribuições sociais não só na importação de produtos e bens estrangeiros, mas também na de serviços (art. 149, § 2º, II, e art. 195, da CF/88). Cabe também ressaltar que o texto constitucional elegeu como base econômica dessas contribuições (na hipótese de elas adotarem alíquotas ad valorem) o valor aduaneiro, não fazendo aqui qualquer distinção a respeito de a importação referir-se a produtos e bens estrangeiros ou a serviços (art. 149, § 2º, III, a, da CF/88). Destaco que o AVA-GATT, o qual serviu de referência para a resolução do citado RE nº 559.937/RS, refere-se ao valor aduaneiro na hipótese de mercadorias importadas. Todavia, isso não impede que desse acordo se extraia a dimensão do valor aduaneiro relativo à importação de serviço. Sobressai do art. 1º, item 1, desse acordo que o valor aduaneiro, no caso de mercadorias importadas, é, na regra, o valor de transação, “isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias em uma venda para exportação para o país de importação”, valor esse a ser ajustado consoante as disposições do art. 8º do mesmo acordo. Vale destacar não existir nele previsão de que pode ser acrescido ao valor de transação a título desse ajuste o valor de tributos como o ICMS-importação, o ISS e o PIS/Cofins-importação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 364 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1105428 AGR / SP Note-se que o valor de transação, significando, na regra e na essência, o preço efetivamente pago ou a pagar – o que abrange o valor creditado, entregue, empregado ou remetido – por força de um negócio (na hipótese, de natureza internacional), existe não só no caso de importação de produtos e bens estrangeiros, mas também no de serviços. Dessa maneira, reafirmo o entendimento firmado na decisão agravada no sentindo da impossibilidade de se incluir o valor do ISS na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços. Nesse mesmo sentido, cito a decisão monocrática proferida no julgamento do RE nº 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17: “Ressalto que o fato de o paradigma da repercussão geral, acima citado, tratar do ICMS, e não do ISS, não afasta a sua aplicação ao caso concreto, porquanto o fundamento jurídico para o afastamento da tributação da forma como defendido pela recorrente, é o mesmo – violação do art. 149, § 2º, III, ‘a’, da Lei Maior, ante a desconsideração da imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro” (RE nº 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17). Na mesma direção: RE nº 980.249/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/4/18. Nego provimento ao agravo regimental. Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração de honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Supremo Tribunal Federal RE 1105428 AGR / SP Note-se que o valor de transação, significando, na regra e na essência, o preço efetivamente pago ou a pagar – o que abrange o valor creditado, entregue, empregado ou remetido – por força de um negócio (na hipótese, de natureza internacional), existe não só no caso de importação de produtos e bens estrangeiros, mas também no de serviços. Dessa maneira, reafirmo o entendimento firmado na decisão agravada no sentindo da impossibilidade de se incluir o valor do ISS na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços. Nesse mesmo sentido, cito a decisão monocrática proferida no julgamento do RE nº 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17: “Ressalto que o fato de o paradigma da repercussão geral, acima citado, tratar do ICMS, e não do ISS, não afasta a sua aplicação ao caso concreto, porquanto o fundamento jurídico para o afastamento da tributação da forma como defendido pela recorrente, é o mesmo – violação do art. 149, § 2º, III, ‘a’, da Lei Maior, ante a desconsideração da imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro” (RE nº 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17). Na mesma direção: RE nº 980.249/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/4/18. Nego provimento ao agravo regimental. Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração de honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 365 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : EMBRAPORT EMPRESA BRASILEIRA DE TERMINAIS PORTUARIOS S/A ADV.(A/S) : TACIO LACERDA GAMA (15667/BA, 30376/DF, 219045/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2431-CC4F-3DDE-48CC e senha 7CFD-CD47-8729-E189 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : EMBRAPORT EMPRESA BRASILEIRA DE TERMINAIS PORTUARIOS S/A ADV.(A/S) : TACIO LACERDA GAMA (15667/BA, 30376/DF, 219045/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2431-CC4F-3DDE-48CC e senha 7CFD-CD47-8729-E189 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16 366
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748451567
2018-08-28T00:00:00
2018-10-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. ISS. Importação de serviços. Base de Cálculo. Inclusão. PIS/Pasep e COFINS-importação. Impossibilidade. 1. A orientação firmada no julgamento do RE nº 559.937/RS, no qual se decidiu pela impossibilidade da inclusão do ICMS-importação na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, aplica-se ao deslinde da presente controvérsia, referente à impossibilidade da inclusão do ISS na base de cálculo das supracitadas contribuições cobradas em razão da importação de serviços. 2. Agravo regimental não provido. 3. Não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem.
sjur392840
- Acórdão(s) citado(s): (ICMS- IMPORTAÇÃO, BASE DE CÁLCULO, PIS/PASEP, COFINS-IMPORTAÇÃO) RE 559937 (TP). - Decisões monocráticas citadas: (ICMS- IMPORTAÇÃO, BASE DE CÁLCULO, PIS/PASEP, COFINS-IMPORTAÇÃO) RE 980249, RE 1041925. Número de páginas: 16. Análise: 05/11/2018, BMP.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1105428
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00149 PAR-00002 INC-00002 ART-00195\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-010865 ANO-2004\n ART-00007 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1105428 AgR
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AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : EMBRAPORT EMPRESA BRASILEIRA DE TERMINAIS PORTUARIOS S/A ADV.(A/S) : TACIO LACERDA GAMA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :EMBRAPORT EMPRESA BRASILEIRA DE TERMINAIS PORTUARIOS S/A ADV.(A/S) :TACIO LACERDA GAMA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. ISS. Importação de serviços. Base de Cálculo. Inclusão. PIS/Pasep e COFINS-importação. Impossibilidade. 1. A orientação firmada no julgamento do Recurso Extraordinário n 559.937/RS, no qual se decidiu pela impossibilidade da inclusão do ICMS-importação na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, aplica-se ao deslinde da presente controvérsia, referente à impossibilidade da inclusão do ISS na base de cálculo das supracitadas contribuições cobradas em razão da importação de serviços. 2. Agravo regimental não provido. 3. Não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7BF-CB8A-D3EF-69BB e senha E5C7-717E-CC73-1EE0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 351 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7BF-CB8A-D3EF-69BB e senha E5C7-717E-CC73-1EE0 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7BF-CB8A-D3EF-69BB e senha E5C7-717E-CC73-1EE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 352 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :EMBRAPORT EMPRESA BRASILEIRA DE TERMINAIS PORTUARIOS S/A ADV.(A/S) :TACIO LACERDA GAMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra a decisão com a qual neguei seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos arts. 149, § 2..., II e III, “a”, e 195, IV, da Constituição Federal. Insurge-se contra acórdão que restou assim, em parte, ementado: ‘CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. PIS E COFINS - IMPORTAÇÃO. LEI n 10.865/2004. BASE DE CÁLCULO: EXCLUSÃO DO ICMS. Supremo Tribunal Federal. Recurso Extraordinário 559.937/RS. ISS. APLICAÇÃO ANALÓGICA. MODULAÇÃO AFASTADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 170-A DO CTN. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. (…) 2. O Supremo Tribunal Federal, em sede de controle difuso, ao julgar recentemente o Recurso Extraordinário 559.937/RS, sob o regime previsto no artigo 543-B, do Código de Processo Civil, reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS - Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :EMBRAPORT EMPRESA BRASILEIRA DE TERMINAIS PORTUARIOS S/A ADV.(A/S) :TACIO LACERDA GAMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra a decisão com a qual neguei seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos arts. 149, § 2..., II e III, “a”, e 195, IV, da Constituição Federal. Insurge-se contra acórdão que restou assim, em parte, ementado: ‘CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. PIS E COFINS - IMPORTAÇÃO. LEI n 10.865/2004. BASE DE CÁLCULO: EXCLUSÃO DO ICMS. Supremo Tribunal Federal. Recurso Extraordinário 559.937/RS. ISS. APLICAÇÃO ANALÓGICA. MODULAÇÃO AFASTADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 170-A DO CTN. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. (…) 2. O Supremo Tribunal Federal, em sede de controle difuso, ao julgar recentemente o Recurso Extraordinário 559.937/RS, sob o regime previsto no artigo 543-B, do Código de Processo Civil, reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS - Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 353 Relatório Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP importação, nos seguintes termos: ‘Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7..., inciso I, da Lei 10.865/04: 'acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições', por violação do art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal de 1988, acrescido pela EC 33/01.’ 3. Possibilidade de modulação afastada nos termos dos Emb.Decl. no Recurso Extraordinário 559.937/RS, Relator Ministro DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, j. 17/09/2014, DJe 14/10/2014. 4. Entendimento analógico aplicado ao ISS, no sentido de sua não inclusão na base de cálculo do PIS - importação e da COFINS - importação. (...)’ Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem assentou que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 559.937/RS, reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS-importação na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros. Da óptica do Desembargador Relator, esse entendimento seria, por analogia, aplicável ao ISS, de modo a também impedir sua inclusão na base de cálculo dessas contribuições cobradas em razão da importação de serviços. A conclusão a que chegou o Tribunal a quo não destoa da orientação da Corte. Do julgamento do citado apelo extremo importa destacar ter a Relatora a Ministra Ellen Gracie consignado que o art. 149, § 2..., III, “a”, do texto constitucional, ao prever o valor aduaneiro como base econômica daquelas contribuições incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, teria utilizado “expressão com sentido técnico inequívoco”, tendo em vista que tal referência “já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP importação, nos seguintes termos: ‘Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7..., inciso I, da Lei 10.865/04: 'acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições', por violação do art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal de 1988, acrescido pela EC 33/01.’ 3. Possibilidade de modulação afastada nos termos dos Emb.Decl. no Recurso Extraordinário 559.937/RS, Relator Ministro DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, j. 17/09/2014, DJe 14/10/2014. 4. Entendimento analógico aplicado ao ISS, no sentido de sua não inclusão na base de cálculo do PIS - importação e da COFINS - importação. (...)’ Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem assentou que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 559.937/RS, reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS-importação na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros. Da óptica do Desembargador Relator, esse entendimento seria, por analogia, aplicável ao ISS, de modo a também impedir sua inclusão na base de cálculo dessas contribuições cobradas em razão da importação de serviços. A conclusão a que chegou o Tribunal a quo não destoa da orientação da Corte. Do julgamento do citado apelo extremo importa destacar ter a Relatora a Ministra Ellen Gracie consignado que o art. 149, § 2..., III, “a”, do texto constitucional, ao prever o valor aduaneiro como base econômica daquelas contribuições incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, teria utilizado “expressão com sentido técnico inequívoco”, tendo em vista que tal referência “já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 354 Relatório Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP Imposto sobre a Importação”. Desenvolvendo o assunto, Sua Excelência verificou que a legislação desse imposto remetia a compreensão da dimensão do que fosse valor aduaneiro a acordo internacional relativo à tributação. Mais precisamente, remetia ao art. 7... do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). Nesse sentido, a Relatora do processo referiu que o Brasil teria incorporado o acordo internacional específico sobre a implementação desse dispositivo, conhecido como Acordo de Valoração Aduaneira (ou AVA-GATT) – vide Decreto Legislativo n 30/94 e Decreto n 1.355/94. A Ministra ressaltou, fora isso, que o valor aduaneiro também compreenderia ‘os custos de transporte, de carga, descarga e manuseio e de seguro, de modo que corresponda ao valor do produto posto no país importador, ou seja, ao preço CIF (…) e não ao simples preço FOB’ (arts. 76 e 77 do Decreto n 6.759/09). Levando em consideração esse quadro, concluiu-se que o art. 7..., I, da Lei n 10.865/04, na sua redação originária, teria desconsiderado a base econômica ‘valor aduaneiro’, prevista no texto constitucional, ao determinar que fossem acrescidos a esse valor, para fins de cobrança da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, o valor do ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e o valor das próprias contribuições. Eis a ementa desse julgado: ‘Tributário. Recurso extraordinário. Repercussão geral. PIS/COFINS – importação. Lei n 10.865/04. Vedação de bis in idem. Não ocorrência. Suporte direto da contribuição do importador (arts. 149, II, e 195, IV, da Constituição Federal de 1988 e art. 149, § 2..., III, da Constituição Federal de 1988, acrescido pela EC 33/01). Alíquota específica ou ad valorem. Valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias contribuições. Inconstitucionalidade. Isonomia. Ausência de afronta. 1. Afastada a alegação de violação da vedação ao bis in 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP Imposto sobre a Importação”. Desenvolvendo o assunto, Sua Excelência verificou que a legislação desse imposto remetia a compreensão da dimensão do que fosse valor aduaneiro a acordo internacional relativo à tributação. Mais precisamente, remetia ao art. 7... do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). Nesse sentido, a Relatora do processo referiu que o Brasil teria incorporado o acordo internacional específico sobre a implementação desse dispositivo, conhecido como Acordo de Valoração Aduaneira (ou AVA-GATT) – vide Decreto Legislativo n 30/94 e Decreto n 1.355/94. A Ministra ressaltou, fora isso, que o valor aduaneiro também compreenderia ‘os custos de transporte, de carga, descarga e manuseio e de seguro, de modo que corresponda ao valor do produto posto no país importador, ou seja, ao preço CIF (…) e não ao simples preço FOB’ (arts. 76 e 77 do Decreto n 6.759/09). Levando em consideração esse quadro, concluiu-se que o art. 7..., I, da Lei n 10.865/04, na sua redação originária, teria desconsiderado a base econômica ‘valor aduaneiro’, prevista no texto constitucional, ao determinar que fossem acrescidos a esse valor, para fins de cobrança da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, o valor do ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e o valor das próprias contribuições. Eis a ementa desse julgado: ‘Tributário. Recurso extraordinário. Repercussão geral. PIS/COFINS – importação. Lei n 10.865/04. Vedação de bis in idem. Não ocorrência. Suporte direto da contribuição do importador (arts. 149, II, e 195, IV, da Constituição Federal de 1988 e art. 149, § 2..., III, da Constituição Federal de 1988, acrescido pela EC 33/01). Alíquota específica ou ad valorem. Valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias contribuições. Inconstitucionalidade. Isonomia. Ausência de afronta. 1. Afastada a alegação de violação da vedação ao bis in 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 355 Relatório Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP idem, com invocação do art. 195, § 4..., da Constituição Federal de 1988. Não há que se falar sobre invalidade da instituição originária e simultânea de contribuições idênticas com fundamento no inciso IV do art. 195, com alíquotas apartadas para fins exclusivos de destinação. 2. Contribuições cuja instituição foi previamente prevista e autorizada, de modo expresso, em um dos incisos do art. 195 da Constituição validamente instituídas por lei ordinária. Precedentes. 3. Inaplicável ao caso o art. 195, § 4..., da Constituição. Não há que se dizer que devessem as contribuições em questão ser necessariamente não-cumulativas. O fato de não se admitir o crédito senão para as empresas sujeitas à apuração do PIS e da COFINS pelo regime não cumulativo não chega a implicar ofensa à isonomia, de modo a fulminar todo o tributo. A sujeição ao regime do lucro presumido, que implica submissão ao regime cumulativo, é opcional, de modo que não se vislumbra, igualmente, violação do art. 150, II, da Constituição Federal de 1988. 4 Ao dizer que a contribuição ao PIS/PASEP- Importação e a COFINS - Importação poderão ter alíquotas ad valorem e base de cálculo o valor aduaneiro, o constituinte derivado circunscreveu a tal base a respectiva competência. 5. A referência ao valor aduaneiro no art. 149, § 2..., III, a , da Constituição Federal de 1988 implicou utilização de expressão com sentido técnico inequívoco, porquanto já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do Imposto sobre a Importação. 6. A Lei 10.865/04, ao instituir o PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação, não alargou propriamente o conceito de valor aduaneiro, de modo que passasse a abranger, para fins de apuração de tais contribuições, outras grandezas nele não contidas. O que fez foi desconsiderar a imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro, extrapolando a norma do art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal. 7. Não há como 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP idem, com invocação do art. 195, § 4..., da Constituição Federal de 1988. Não há que se falar sobre invalidade da instituição originária e simultânea de contribuições idênticas com fundamento no inciso IV do art. 195, com alíquotas apartadas para fins exclusivos de destinação. 2. Contribuições cuja instituição foi previamente prevista e autorizada, de modo expresso, em um dos incisos do art. 195 da Constituição validamente instituídas por lei ordinária. Precedentes. 3. Inaplicável ao caso o art. 195, § 4..., da Constituição. Não há que se dizer que devessem as contribuições em questão ser necessariamente não-cumulativas. O fato de não se admitir o crédito senão para as empresas sujeitas à apuração do PIS e da COFINS pelo regime não cumulativo não chega a implicar ofensa à isonomia, de modo a fulminar todo o tributo. A sujeição ao regime do lucro presumido, que implica submissão ao regime cumulativo, é opcional, de modo que não se vislumbra, igualmente, violação do art. 150, II, da Constituição Federal de 1988. 4 Ao dizer que a contribuição ao PIS/PASEP- Importação e a COFINS - Importação poderão ter alíquotas ad valorem e base de cálculo o valor aduaneiro, o constituinte derivado circunscreveu a tal base a respectiva competência. 5. A referência ao valor aduaneiro no art. 149, § 2..., III, a , da Constituição Federal de 1988 implicou utilização de expressão com sentido técnico inequívoco, porquanto já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do Imposto sobre a Importação. 6. A Lei 10.865/04, ao instituir o PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação, não alargou propriamente o conceito de valor aduaneiro, de modo que passasse a abranger, para fins de apuração de tais contribuições, outras grandezas nele não contidas. O que fez foi desconsiderar a imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro, extrapolando a norma do art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal. 7. Não há como 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 356 Relatório Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP equiparar, de modo absoluto, a tributação da importação com a tributação das operações internas. O PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação incidem sobre operação na qual o contribuinte efetuou despesas com a aquisição do produto importado, enquanto a PIS e a COFINS internas incidem sobre o faturamento ou a receita, conforme o regime. São tributos distintos. 8. O gravame das operações de importação se dá não como concretização do princípio da isonomia, mas como medida de política tributária tendente a evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País, visando, assim, ao equilíbrio da balança comercial. 9. Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7..., inciso I, da Lei 10.865/04: ‘acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal de 1988, acrescido pela EC 33/01. 10. Recurso extraordinário a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 559.937/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 17/10/13 – destaquei). Dito isso, importa asseverar que a Constituição Federal prevê a possibilidade da incidência de contribuições sociais não só na importação de produtos e bens estrangeiros, mas também na de serviços (art. 149, § 2..., II, incluído pela EC n 33/01, art. 195, IV). Cabe também ressaltar que o texto constitucional elegeu como base econômica dessas contribuições (na hipótese de elas adotarem alíquotas ad valorem) o valor aduaneiro, não fazendo aqui qualquer distinção a respeito de a importação referir-se a produtos e bens estrangeiros ou a serviços (art. 149, § 2..., III, 'a', incluído pela EC n 33/01). Transcrevo os dispositivos pertinentes da Carta Federal: 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP equiparar, de modo absoluto, a tributação da importação com a tributação das operações internas. O PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação incidem sobre operação na qual o contribuinte efetuou despesas com a aquisição do produto importado, enquanto a PIS e a COFINS internas incidem sobre o faturamento ou a receita, conforme o regime. São tributos distintos. 8. O gravame das operações de importação se dá não como concretização do princípio da isonomia, mas como medida de política tributária tendente a evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País, visando, assim, ao equilíbrio da balança comercial. 9. Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7..., inciso I, da Lei 10.865/04: ‘acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal de 1988, acrescido pela EC 33/01. 10. Recurso extraordinário a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 559.937/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 17/10/13 – destaquei). Dito isso, importa asseverar que a Constituição Federal prevê a possibilidade da incidência de contribuições sociais não só na importação de produtos e bens estrangeiros, mas também na de serviços (art. 149, § 2..., II, incluído pela EC n 33/01, art. 195, IV). Cabe também ressaltar que o texto constitucional elegeu como base econômica dessas contribuições (na hipótese de elas adotarem alíquotas ad valorem) o valor aduaneiro, não fazendo aqui qualquer distinção a respeito de a importação referir-se a produtos e bens estrangeiros ou a serviços (art. 149, § 2..., III, 'a', incluído pela EC n 33/01). Transcrevo os dispositivos pertinentes da Carta Federal: 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 357 Relatório Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP ‘Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6..., relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. (…) § 2... As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: (Incluído pela Emenda Constitucional n 33, de 2001) (…) II - incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços; (Redação dada pela Emenda Constitucional n 42, de 19.12.2003) III - poderão ter alíquotas: (Incluído pela Emenda Constitucional n 33, de 2001) a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro; (Incluído pela Emenda Constitucional n 33, de 2001)’ Pois bem. É verdade que o AVA-GATT, o qual serviu de referência para a resolução do citado Recurso Extraordinário n 559.937/RS, refere-se ao valor aduaneiro na hipótese de mercadorias importadas. Todavia, isso não impede que desse acordo se extraia a dimensão do valor aduaneiro relativo à importação de serviço. Sobressai do art. 1..., item 1, desse acordo que o valor aduaneiro, no caso de mercadorias importadas, é, na regra, o valor de transação, ‘isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias em uma venda para exportação para o país de importação’, valor esse a ser ajustado consoante as disposições do art. 8... do mesmo acordo. Vale destacar não existir nele previsão de que pode ser acrescido ao valor de transação a título desse ajuste o valor de tributos como o ICMS- 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP ‘Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6..., relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. (…) § 2... As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: (Incluído pela Emenda Constitucional n 33, de 2001) (…) II - incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços; (Redação dada pela Emenda Constitucional n 42, de 19.12.2003) III - poderão ter alíquotas: (Incluído pela Emenda Constitucional n 33, de 2001) a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro; (Incluído pela Emenda Constitucional n 33, de 2001)’ Pois bem. É verdade que o AVA-GATT, o qual serviu de referência para a resolução do citado Recurso Extraordinário n 559.937/RS, refere-se ao valor aduaneiro na hipótese de mercadorias importadas. Todavia, isso não impede que desse acordo se extraia a dimensão do valor aduaneiro relativo à importação de serviço. Sobressai do art. 1..., item 1, desse acordo que o valor aduaneiro, no caso de mercadorias importadas, é, na regra, o valor de transação, ‘isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias em uma venda para exportação para o país de importação’, valor esse a ser ajustado consoante as disposições do art. 8... do mesmo acordo. Vale destacar não existir nele previsão de que pode ser acrescido ao valor de transação a título desse ajuste o valor de tributos como o ICMS- 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 358 Relatório Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP importação, o ISS e o PIS/Cofins-importação. Note-se que o valor de transação, significando, na regra e na essência, o preço efetivamente pago ou a pagar – o que abrange o valor creditado, entregue, empregado ou remetido – por força de um negócio (na hipótese, de natureza internacional), existe não só no caso de importação de produtos e bens estrangeiros, mas também no de serviços. Quanto ao argumento levantado pela parte recorrente de que o princípio da isonomia e a extrafiscalidade permitiriam incluir o ISS na base de cálculo das contribuições em tela a fim de proporcionar aos serviços importados tratamento tributário igual ao conferido aos serviços nacionais, verifica-se que ele não merece ser acolhido. Cabe aqui a mesma referência que fiz quando do julgamento do citado Recurso Extraordinário n 559.937/RS: ‘Por fim, quanto ao princípio maior da isonomia, observo que esse foi invocado, já na exposição de motivos da Medida Provisória n 164, que originou a lei em discussão, como fundamento de validade à tributação em causa, a qual buscaria equalizar, mediante tratamento tributário isonômico, a tributação dos bens produzidos no país com os importados de residentes e domiciliados no exterior, ‘sob pena de prejudicar a produção nacional, favorecendo as importações pela vantagem comparativa proporcionada pela não incidência hoje, existente, prejudicando o nível de emprego e a geração de renda no País’. No entanto, também entendo que o gravame das operações de importação dá-se como medida de política tributária de extrafiscalidade, visando equilibrar a balança comercial e evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País e não como concretização do princípio da isonomia, como, aliás, bem lembrou a ilustre Relatora. De tudo isso se extrai, pois, que a pretensa repercussão econômica não pode subsistir como critério 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP importação, o ISS e o PIS/Cofins-importação. Note-se que o valor de transação, significando, na regra e na essência, o preço efetivamente pago ou a pagar – o que abrange o valor creditado, entregue, empregado ou remetido – por força de um negócio (na hipótese, de natureza internacional), existe não só no caso de importação de produtos e bens estrangeiros, mas também no de serviços. Quanto ao argumento levantado pela parte recorrente de que o princípio da isonomia e a extrafiscalidade permitiriam incluir o ISS na base de cálculo das contribuições em tela a fim de proporcionar aos serviços importados tratamento tributário igual ao conferido aos serviços nacionais, verifica-se que ele não merece ser acolhido. Cabe aqui a mesma referência que fiz quando do julgamento do citado Recurso Extraordinário n 559.937/RS: ‘Por fim, quanto ao princípio maior da isonomia, observo que esse foi invocado, já na exposição de motivos da Medida Provisória n 164, que originou a lei em discussão, como fundamento de validade à tributação em causa, a qual buscaria equalizar, mediante tratamento tributário isonômico, a tributação dos bens produzidos no país com os importados de residentes e domiciliados no exterior, ‘sob pena de prejudicar a produção nacional, favorecendo as importações pela vantagem comparativa proporcionada pela não incidência hoje, existente, prejudicando o nível de emprego e a geração de renda no País’. No entanto, também entendo que o gravame das operações de importação dá-se como medida de política tributária de extrafiscalidade, visando equilibrar a balança comercial e evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País e não como concretização do princípio da isonomia, como, aliás, bem lembrou a ilustre Relatora. De tudo isso se extrai, pois, que a pretensa repercussão econômica não pode subsistir como critério 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 359 Relatório Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP classificatório que possibilite, mediante a invocação da isonomia, justificar, constitucionalmente, a tributação pretendida, deixando-se de atender às delimitações impostas pelo texto constitucional, o qual outorga a competência respectiva.’ (destaquei) Conclui-se, desse modo, que não se pode incluir na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços o valor relativo ao ISS. Correto, portanto, o posicionamento do Tribunal de origem. Corroborando o entendimento, cito os seguintes trechos das decisões monocráticas proferidas no julgamento do Recurso Extraordinário n 980.249/SP, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/11/16, e do Recurso Extraordinário n 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17: ‘Quanto à exclusão do ISS da base de cálculo do PIS/COFINS sobre a importação, tenho que o recurso merece provimento. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 559.937, declarou a inconstitucionalidade do art. 7..., I, da Lei n 10.865/2004, para excluir o ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS- importação. Naquela assentada, a Corte restringiu a base de cálculo das referidas contribuições ao valor aduaneiro da operação de importação, vedando qualquer outro acréscimo. Vale registrar que o conceito de valor aduaneiro é retirado do art. VII do Acordo Geral sobre Tarias e Comércio – GATT. Em razão de o ICMS e o ISS não estarem presentes no conceito de valor aduaneiro, de se notar que o legislador contrariou o disposto no art. 149, §2..., II, da Carta. Dessa forma, a exemplo do que decidido no Recurso Extraordinário 559.937, o ISS também deve ser excluído da base de cálculo do PIS-importação e da COFINS-importação.’ (Recurso Extraordinário n 980.249/SP, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/11/16). 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP classificatório que possibilite, mediante a invocação da isonomia, justificar, constitucionalmente, a tributação pretendida, deixando-se de atender às delimitações impostas pelo texto constitucional, o qual outorga a competência respectiva.’ (destaquei) Conclui-se, desse modo, que não se pode incluir na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços o valor relativo ao ISS. Correto, portanto, o posicionamento do Tribunal de origem. Corroborando o entendimento, cito os seguintes trechos das decisões monocráticas proferidas no julgamento do Recurso Extraordinário n 980.249/SP, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/11/16, e do Recurso Extraordinário n 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17: ‘Quanto à exclusão do ISS da base de cálculo do PIS/COFINS sobre a importação, tenho que o recurso merece provimento. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 559.937, declarou a inconstitucionalidade do art. 7..., I, da Lei n 10.865/2004, para excluir o ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS- importação. Naquela assentada, a Corte restringiu a base de cálculo das referidas contribuições ao valor aduaneiro da operação de importação, vedando qualquer outro acréscimo. Vale registrar que o conceito de valor aduaneiro é retirado do art. VII do Acordo Geral sobre Tarias e Comércio – GATT. Em razão de o ICMS e o ISS não estarem presentes no conceito de valor aduaneiro, de se notar que o legislador contrariou o disposto no art. 149, §2..., II, da Carta. Dessa forma, a exemplo do que decidido no Recurso Extraordinário 559.937, o ISS também deve ser excluído da base de cálculo do PIS-importação e da COFINS-importação.’ (Recurso Extraordinário n 980.249/SP, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/11/16). 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 360 Relatório Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP ‘Ressalto que o fato de o paradigma da repercussão geral, acima citado, tratar do ICMS, e não do ISS, não afasta a sua aplicação ao caso concreto, porquanto o fundamento jurídico para o afastamento da tributação da forma como defendido pela recorrente, é o mesmo – violação do art. 149, § 2..., III, ‘a’, da Lei Maior, ante a desconsideração da imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro.’ (Recurso Extraordinário n 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Publique-se.“ A agravante sustenta a inaplicabilidade do Recurso Extraordinário n 559.937/RS ao caso em tela, haja vista que o referido precedente se limitou a analisar a controvérsia no tocante à importação de mercadorias, e não sob o enfoque da exclusão da incidência do ISS da base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP ‘Ressalto que o fato de o paradigma da repercussão geral, acima citado, tratar do ICMS, e não do ISS, não afasta a sua aplicação ao caso concreto, porquanto o fundamento jurídico para o afastamento da tributação da forma como defendido pela recorrente, é o mesmo – violação do art. 149, § 2..., III, ‘a’, da Lei Maior, ante a desconsideração da imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro.’ (Recurso Extraordinário n 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17). Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. Ante o exposto, nos termos do art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Publique-se.“ A agravante sustenta a inaplicabilidade do Recurso Extraordinário n 559.937/RS ao caso em tela, haja vista que o referido precedente se limitou a analisar a controvérsia no tocante à importação de mercadorias, e não sob o enfoque da exclusão da incidência do ISS da base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDAD-B925-17DA-1437 e senha E4D8-6EB7-D761-8276 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 361 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que foi decidido. De acordo com o consignado na decisão agravada, aplica-se ao caso em tela a orientação firmada no julgamento do Recurso Extraordinário n 559.937/RS, no qual a Corte reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS- importação na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros. Diante da discussão naquele precedente, esta Corte concluiu que o art. 7..., I, da Lei n 10.865/04, em sua redação originária, teria desconsiderado a base econômica “valor aduaneiro”, prevista no texto constitucional, ao determinar que fossem acrescidos a esse valor, para fins de cobrança da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, o valor do ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e o valor das próprias contribuições. Eis a ementa desse julgado: “Tributário. Recurso extraordinário. Repercussão geral. PIS/COFINS – importação. Lei n 10.865/04. Vedação de bis in idem. Não ocorrência. Suporte direto da contribuição do importador (arts. 149, II, e 195, IV, da Constituição Federal de 1988 e art. 149, § 2..., III, da Constituição Federal de 1988, acrescido pela EC 33/01). Alíquota específica ou ad valorem. Valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias contribuições. Inconstitucionalidade. Isonomia. Ausência de afronta. 1. Afastada a alegação de violação da vedação ao bis in idem, com invocação do art. 195, § 4..., da Constituição Federal de 1988. Não há que se falar sobre invalidade da instituição originária e simultânea de contribuições idênticas com fundamento no inciso IV do art. 195, com alíquotas apartadas para fins exclusivos de destinação. 2. Contribuições cuja instituição foi previamente prevista e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que foi decidido. De acordo com o consignado na decisão agravada, aplica-se ao caso em tela a orientação firmada no julgamento do Recurso Extraordinário n 559.937/RS, no qual a Corte reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS- importação na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros. Diante da discussão naquele precedente, esta Corte concluiu que o art. 7..., I, da Lei n 10.865/04, em sua redação originária, teria desconsiderado a base econômica “valor aduaneiro”, prevista no texto constitucional, ao determinar que fossem acrescidos a esse valor, para fins de cobrança da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de produtos e bens estrangeiros, o valor do ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e o valor das próprias contribuições. Eis a ementa desse julgado: “Tributário. Recurso extraordinário. Repercussão geral. PIS/COFINS – importação. Lei n 10.865/04. Vedação de bis in idem. Não ocorrência. Suporte direto da contribuição do importador (arts. 149, II, e 195, IV, da Constituição Federal de 1988 e art. 149, § 2..., III, da Constituição Federal de 1988, acrescido pela EC 33/01). Alíquota específica ou ad valorem. Valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias contribuições. Inconstitucionalidade. Isonomia. Ausência de afronta. 1. Afastada a alegação de violação da vedação ao bis in idem, com invocação do art. 195, § 4..., da Constituição Federal de 1988. Não há que se falar sobre invalidade da instituição originária e simultânea de contribuições idênticas com fundamento no inciso IV do art. 195, com alíquotas apartadas para fins exclusivos de destinação. 2. Contribuições cuja instituição foi previamente prevista e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 362 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP autorizada, de modo expresso, em um dos incisos do art. 195 da Constituição validamente instituídas por lei ordinária. Precedentes. 3. Inaplicável ao caso o art. 195, § 4..., da Constituição. Não há que se dizer que devessem as contribuições em questão ser necessariamente não-cumulativas. O fato de não se admitir o crédito senão para as empresas sujeitas à apuração do PIS e da COFINS pelo regime não cumulativo não chega a implicar ofensa à isonomia, de modo a fulminar todo o tributo. A sujeição ao regime do lucro presumido, que implica submissão ao regime cumulativo, é opcional, de modo que não se vislumbra, igualmente, violação do art. 150, II, da Constituição Federal de 1988. 4 Ao dizer que a contribuição ao PIS/PASEP- Importação e a COFINS - Importação poderão ter alíquotas ad valorem e base de cálculo o valor aduaneiro, o constituinte derivado circunscreveu a tal base a respectiva competência. 5. A referência ao valor aduaneiro no art. 149, § 2..., III, a , da Constituição Federal de 1988 implicou utilização de expressão com sentido técnico inequívoco, porquanto já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do Imposto sobre a Importação. 6. A Lei 10.865/04, ao instituir o PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação, não alargou propriamente o conceito de valor aduaneiro, de modo que passasse a abranger, para fins de apuração de tais contribuições, outras grandezas nele não contidas. O que fez foi desconsiderar a imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro, extrapolando a norma do art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal. 7. Não há como equiparar, de modo absoluto, a tributação da importação com a tributação das operações internas. O PIS/PASEP - Importação e a COFINS – Importação incidem sobre operação na qual o contribuinte efetuou despesas com a aquisição do produto importado, enquanto a PIS e a COFINS internas incidem sobre o faturamento ou a receita, conforme o regime. São tributos distintos. 8. O gravame das operações de importação se dá não como concretização do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP autorizada, de modo expresso, em um dos incisos do art. 195 da Constituição validamente instituídas por lei ordinária. Precedentes. 3. Inaplicável ao caso o art. 195, § 4..., da Constituição. Não há que se dizer que devessem as contribuições em questão ser necessariamente não-cumulativas. O fato de não se admitir o crédito senão para as empresas sujeitas à apuração do PIS e da COFINS pelo regime não cumulativo não chega a implicar ofensa à isonomia, de modo a fulminar todo o tributo. A sujeição ao regime do lucro presumido, que implica submissão ao regime cumulativo, é opcional, de modo que não se vislumbra, igualmente, violação do art. 150, II, da Constituição Federal de 1988. 4 Ao dizer que a contribuição ao PIS/PASEP- Importação e a COFINS - Importação poderão ter alíquotas ad valorem e base de cálculo o valor aduaneiro, o constituinte derivado circunscreveu a tal base a respectiva competência. 5. A referência ao valor aduaneiro no art. 149, § 2..., III, a , da Constituição Federal de 1988 implicou utilização de expressão com sentido técnico inequívoco, porquanto já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do Imposto sobre a Importação. 6. A Lei 10.865/04, ao instituir o PIS/PASEP - Importação e a COFINS - Importação, não alargou propriamente o conceito de valor aduaneiro, de modo que passasse a abranger, para fins de apuração de tais contribuições, outras grandezas nele não contidas. O que fez foi desconsiderar a imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro, extrapolando a norma do art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal. 7. Não há como equiparar, de modo absoluto, a tributação da importação com a tributação das operações internas. O PIS/PASEP - Importação e a COFINS – Importação incidem sobre operação na qual o contribuinte efetuou despesas com a aquisição do produto importado, enquanto a PIS e a COFINS internas incidem sobre o faturamento ou a receita, conforme o regime. São tributos distintos. 8. O gravame das operações de importação se dá não como concretização do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 363 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP princípio da isonomia, mas como medida de política tributária tendente a evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País, visando, assim, ao equilíbrio da balança comercial. 9. Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7..., inciso I, da Lei 10.865/04: ‘acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal de 1988, acrescido pela EC 33/01. 10. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 559.937/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 17/10/13 – destaquei). Verifico que a Constituição Federal prevê a possibilidade da incidência de contribuições sociais não só na importação de produtos e bens estrangeiros, mas também na de serviços (art. 149, § 2..., II, e art. 195, da Constituição Federal de 1988/88). Cabe também ressaltar que o texto constitucional elegeu como base econômica dessas contribuições (na hipótese de elas adotarem alíquotas ad valorem) o valor aduaneiro, não fazendo aqui qualquer distinção a respeito de a importação referir-se a produtos e bens estrangeiros ou a serviços (art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal de 1988/88). Destaco que o AVA-GATT, o qual serviu de referência para a resolução do citado Recurso Extraordinário n 559.937/RS, refere-se ao valor aduaneiro na hipótese de mercadorias importadas. Todavia, isso não impede que desse acordo se extraia a dimensão do valor aduaneiro relativo à importação de serviço. Sobressai do art. 1..., item 1, desse acordo que o valor aduaneiro, no caso de mercadorias importadas, é, na regra, o valor de transação, “isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias em uma venda para exportação para o país de importação”, valor esse a ser ajustado consoante as disposições do art. 8... do mesmo acordo. Vale destacar não existir nele previsão de que pode ser acrescido ao valor de transação a título desse ajuste o valor de tributos como o ICMS-importação, o ISS e o PIS/Cofins-importação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP princípio da isonomia, mas como medida de política tributária tendente a evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País, visando, assim, ao equilíbrio da balança comercial. 9. Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7..., inciso I, da Lei 10.865/04: ‘acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal de 1988, acrescido pela EC 33/01. 10. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 559.937/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 17/10/13 – destaquei). Verifico que a Constituição Federal prevê a possibilidade da incidência de contribuições sociais não só na importação de produtos e bens estrangeiros, mas também na de serviços (art. 149, § 2..., II, e art. 195, da Constituição Federal de 1988/88). Cabe também ressaltar que o texto constitucional elegeu como base econômica dessas contribuições (na hipótese de elas adotarem alíquotas ad valorem) o valor aduaneiro, não fazendo aqui qualquer distinção a respeito de a importação referir-se a produtos e bens estrangeiros ou a serviços (art. 149, § 2..., III, a, da Constituição Federal de 1988/88). Destaco que o AVA-GATT, o qual serviu de referência para a resolução do citado Recurso Extraordinário n 559.937/RS, refere-se ao valor aduaneiro na hipótese de mercadorias importadas. Todavia, isso não impede que desse acordo se extraia a dimensão do valor aduaneiro relativo à importação de serviço. Sobressai do art. 1..., item 1, desse acordo que o valor aduaneiro, no caso de mercadorias importadas, é, na regra, o valor de transação, “isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias em uma venda para exportação para o país de importação”, valor esse a ser ajustado consoante as disposições do art. 8... do mesmo acordo. Vale destacar não existir nele previsão de que pode ser acrescido ao valor de transação a título desse ajuste o valor de tributos como o ICMS-importação, o ISS e o PIS/Cofins-importação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 364 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP Note-se que o valor de transação, significando, na regra e na essência, o preço efetivamente pago ou a pagar – o que abrange o valor creditado, entregue, empregado ou remetido – por força de um negócio (na hipótese, de natureza internacional), existe não só no caso de importação de produtos e bens estrangeiros, mas também no de serviços. Dessa maneira, reafirmo o entendimento firmado na decisão agravada no sentindo da impossibilidade de se incluir o valor do ISS na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços. Nesse mesmo sentido, cito a decisão monocrática proferida no julgamento do Recurso Extraordinário n 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17: “Ressalto que o fato de o paradigma da repercussão geral, acima citado, tratar do ICMS, e não do ISS, não afasta a sua aplicação ao caso concreto, porquanto o fundamento jurídico para o afastamento da tributação da forma como defendido pela recorrente, é o mesmo – violação do art. 149, § 2..., III, ‘a’, da Lei Maior, ante a desconsideração da imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro” (Recurso Extraordinário n 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17). Na mesma direção: Recurso Extraordinário n 980.249/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/4/18. Nego provimento ao agravo regimental. Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração de honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105428 AGR / SP Note-se que o valor de transação, significando, na regra e na essência, o preço efetivamente pago ou a pagar – o que abrange o valor creditado, entregue, empregado ou remetido – por força de um negócio (na hipótese, de natureza internacional), existe não só no caso de importação de produtos e bens estrangeiros, mas também no de serviços. Dessa maneira, reafirmo o entendimento firmado na decisão agravada no sentindo da impossibilidade de se incluir o valor do ISS na base de cálculo da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins incidentes na importação de serviços. Nesse mesmo sentido, cito a decisão monocrática proferida no julgamento do Recurso Extraordinário n 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17: “Ressalto que o fato de o paradigma da repercussão geral, acima citado, tratar do ICMS, e não do ISS, não afasta a sua aplicação ao caso concreto, porquanto o fundamento jurídico para o afastamento da tributação da forma como defendido pela recorrente, é o mesmo – violação do art. 149, § 2..., III, ‘a’, da Lei Maior, ante a desconsideração da imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro” (Recurso Extraordinário n 1.041.925/PR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/17). Na mesma direção: Recurso Extraordinário n 980.249/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 2/4/18. Nego provimento ao agravo regimental. Ressalte-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos a majoração de honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7386-B3DE-7A48-189D e senha D71F-AB06-1946-22EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 365 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : EMBRAPORT EMPRESA BRASILEIRA DE TERMINAIS PORTUARIOS S/A ADV.(A/S) : TACIO LACERDA GAMA (15667/BA, 30376/DF, 219045/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2431-CC4F-3DDE-48CC e senha 7CFD-CD47-8729-E189 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.428 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : EMBRAPORT EMPRESA BRASILEIRA DE TERMINAIS PORTUARIOS S/A ADV.(A/S) : TACIO LACERDA GAMA (15667/BA, 30376/DF, 219045/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2431-CC4F-3DDE-48CC e senha 7CFD-CD47-8729-E189 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16 366
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Ementa e Acórdão 12/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA ADV.(A/S) :PAULA CANHEDO AZEVEDO AGDO.(A/S) :NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :MARCIO GONTIJO ADV.(A/S) :MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil e do Trabalho. Legislação infraconstitucional. Ofensa Reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame do acervo fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 2 a 9/11/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 94CF-539C-1847-DC45 e senha 7C77-4908-8992-CD2C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 12/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA ADV.(A/S) :PAULA CANHEDO AZEVEDO AGDO.(A/S) :NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :MARCIO GONTIJO ADV.(A/S) :MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos do decisum então agravado (Súmula nº 287 do STF). Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Pede, assim, a reconsideração da decisão ou a submissão deste recurso ao colegiado com o ulterior provimento. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF74-1DD6-3BB1-728A e senha 5174-65BB-3537-1C29 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA ADV.(A/S) :PAULA CANHEDO AZEVEDO AGDO.(A/S) :NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :MARCIO GONTIJO ADV.(A/S) :MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos do decisum então agravado (Súmula nº 287 do STF). Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Pede, assim, a reconsideração da decisão ou a submissão deste recurso ao colegiado com o ulterior provimento. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF74-1DD6-3BB1-728A e senha 5174-65BB-3537-1C29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Ainda que o óbice relativo à Súmula nº 287/STF, possa ser superado, melhor sorte não socorre a agravante. Com efeito, a solução da lide não prescinde da análise da legislação infraconstitucional pertinente, bem como do exame do conjunto fático- probatório da causa, providências inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nego provimento ao agravo. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69EE-DF74-A504-32BC e senha E59B-85A7-1987-2B88 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Ainda que o óbice relativo à Súmula nº 287/STF, possa ser superado, melhor sorte não socorre a agravante. Com efeito, a solução da lide não prescinde da análise da legislação infraconstitucional pertinente, bem como do exame do conjunto fático- probatório da causa, providências inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nego provimento ao agravo. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69EE-DF74-A504-32BC e senha E59B-85A7-1987-2B88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 12/11/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA ADV.(A/S) : PAULA CANHEDO AZEVEDO (21514/DF) AGDO.(A/S) : NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE ADV.(A/S) : MARCIO GONTIJO (01734/DF) ADV.(A/S) : MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO (19484/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA9-4CEE-F4D8-B99F e senha 92A1-F98E-0E86-398B Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA ADV.(A/S) : PAULA CANHEDO AZEVEDO (21514/DF) AGDO.(A/S) : NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE ADV.(A/S) : MARCIO GONTIJO (01734/DF) ADV.(A/S) : MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO (19484/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA9-4CEE-F4D8-B99F e senha 92A1-F98E-0E86-398B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748841549
2018-11-12T00:00:00
2018-12-11T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil e do Trabalho. Legislação infraconstitucional. Ofensa Reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame do acervo fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.
sjur396629
Número de páginas: 4. Análise: 07/02/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1145874
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1145874 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA ADV.(A/S) : PAULA CANHEDO AZEVEDO AGDO.(A/S) : NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE ADV.(A/S) : MARCIO GONTIJO ADV.(A/S) : MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA ADV.(A/S) :PAULA CANHEDO AZEVEDO AGDO.(A/S) :NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :MARCIO GONTIJO ADV.(A/S) :MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil e do Trabalho. Legislação infraconstitucional. Ofensa Reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame do acervo fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 2 a 9/11/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 94CF-539C-1847-DC45 e senha 7C77-4908-8992-CD2C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 12/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA ADV.(A/S) :PAULA CANHEDO AZEVEDO AGDO.(A/S) :NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :MARCIO GONTIJO ADV.(A/S) :MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos do decisum então agravado (Súmula n 287 do Supremo Tribunal Federal). Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Pede, assim, a reconsideração da decisão ou a submissão deste recurso ao colegiado com o ulterior provimento. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF74-1DD6-3BB1-728A e senha 5174-65BB-3537-1C29 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA ADV.(A/S) :PAULA CANHEDO AZEVEDO AGDO.(A/S) :NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :MARCIO GONTIJO ADV.(A/S) :MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos do decisum então agravado (Súmula n 287 do Supremo Tribunal Federal). Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Pede, assim, a reconsideração da decisão ou a submissão deste recurso ao colegiado com o ulterior provimento. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF74-1DD6-3BB1-728A e senha 5174-65BB-3537-1C29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Ainda que o óbice relativo à Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal, possa ser superado, melhor sorte não socorre a agravante. Com efeito, a solução da lide não prescinde da análise da legislação infraconstitucional pertinente, bem como do exame do conjunto fático- probatório da causa, providências inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nego provimento ao agravo. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69EE-DF74-A504-32BC e senha E59B-85A7-1987-2B88 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Ainda que o óbice relativo à Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal, possa ser superado, melhor sorte não socorre a agravante. Com efeito, a solução da lide não prescinde da análise da legislação infraconstitucional pertinente, bem como do exame do conjunto fático- probatório da causa, providências inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nego provimento ao agravo. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69EE-DF74-A504-32BC e senha E59B-85A7-1987-2B88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 12/11/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA ADV.(A/S) : PAULA CANHEDO AZEVEDO (21514/DF) AGDO.(A/S) : NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE ADV.(A/S) : MARCIO GONTIJO (01734/DF) ADV.(A/S) : MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO (19484/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA9-4CEE-F4D8-B99F e senha 92A1-F98E-0E86-398B Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.145.874 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA ADV.(A/S) : PAULA CANHEDO AZEVEDO (21514/DF) AGDO.(A/S) : NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE ADV.(A/S) : MARCIO GONTIJO (01734/DF) ADV.(A/S) : MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO (19484/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA9-4CEE-F4D8-B99F e senha 92A1-F98E-0E86-398B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 145 . 874", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Súmula n 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Presidência", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "VIPLAN VIACAO PLANALTO LIMITADA", "Plenário" ], "PESSOA": [ "VIPLAN VIACAO", "PAULA CANHEDO AZEVEDO", "NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE", "MARCIO GONTIJO", "MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "VIPLAN VIACAO", "PAULA CANHEDO AZEVEDO", "NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE", "MARCIO GONTIJO", "MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO", "DIAS TOFFOLI", "VIPLAN VIACAO", "PAULA CANHEDO AZEVEDO", "NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE", "MARCIO GONTIJO", "MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "VIPLAN VIACAO", "PAULA CANHEDO AZEVEDO", "NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE", "MARCIO GONTIJO", "MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "PAULA CANHEDO AZEVEDO", "NESTOR BRAZ ALBUQUERQUE", "MARCIO GONTIJO", "MARIA CONSUELO PORTO GONTIJO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "11", "/", "2018", "2", "9", "/", "11", "/", "2018", "12 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "2", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALJICIO BARBOSA DE ALMEIDA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. FURTO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REITERÂNCIA DELITIVA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVA DE DIREITOS. CONCESSÃO DE OFÍCIO. 1. A orientação firmada pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a aferição da insignificância da conduta como requisito negativo da tipicidade, em crimes contra o patrimônio, envolve um juízo amplo, que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados (HC 123.533, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2016). 2. Busca-se, desse modo, evitar que ações típicas de pequena significação passem a ser consideradas penalmente lícitas e imunes a qualquer espécie de repressão estatal, perdendo-se de vista as relevantes consequências jurídicas e sociais desse fato decorrentes. 3. A aplicação do princípio da insignificância não depende apenas da magnitude do resultado da conduta. Essa ideia se reforça pelo fato de já haver previsão na legislação penal da possibilidade de mensuração da gravidade da ação, o que, embora sem excluir a tipicidade da conduta, pode desembocar em significativo abrandamento da pena ou até mesmo na mitigação da persecução penal. 4. Não se mostra possível acatar a tese de atipicidade material da conduta, pois não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D69-38DB-2D6A-A7FC e senha 7FD9-E4E1-9DF4-D88C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão HC 137217 / MG assentado pelas instâncias antecedentes, ainda mais considerando os registros do Tribunal local dando conta de que o réu possui diversos registros criminais, ostentando, inclusive, uma condenação com trânsito em julgado por delito de natureza patrimonial, o que desautoriza a aplicação do princípio da insignificância, na linha da jurisprudência desta CORTE. 5. Quanto ao modo de cumprimento da reprimenda penal, há quadro de constrangimento ilegal a ser corrigido de ofício. A imposição do regime inicial semiaberto, com arrimo na reincidência, parece colidir com a proporcionalidade na escolha do regime que melhor se coadune com as circunstâncias da conduta de furto de bem pertencente a estabelecimento comercial, avaliado em R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos). Acrescente-se que as circunstâncias judiciais são favoráveis, razão por que a pena-base fora estabelecida no mínimo legal (cf. HC 123.533, Tribunal Pleno, Rel. Min. ROBERTO BARROSO), de modo que a conversão da reprimenda corporal por restritivas de direito melhor se amolda à espécie. 6. Ordem de Habeas Corpus concedida, de ofício, para converter a pena corporal em sanções restritivas de direito, cabendo ao Juízo de origem fixar as condições das penas substitutivas. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria e nos termos do voto médio do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator, acordam em conceder a ordem, de ofício, no sentido da substituição da pena por medidas restritivas de direito a serem fixadas pelo Juízo de origem, vencidos o Ministro Marco Aurélio, Relator, que denegava a ordem; os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D69-38DB-2D6A-A7FC e senha 7FD9-E4E1-9DF4-D88C Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG assentado pelas instâncias antecedentes, ainda mais considerando os registros do Tribunal local dando conta de que o réu possui diversos registros criminais, ostentando, inclusive, uma condenação com trânsito em julgado por delito de natureza patrimonial, o que desautoriza a aplicação do princípio da insignificância, na linha da jurisprudência desta CORTE. 5. Quanto ao modo de cumprimento da reprimenda penal, há quadro de constrangimento ilegal a ser corrigido de ofício. A imposição do regime inicial semiaberto, com arrimo na reincidência, parece colidir com a proporcionalidade na escolha do regime que melhor se coadune com as circunstâncias da conduta de furto de bem pertencente a estabelecimento comercial, avaliado em R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos). Acrescente-se que as circunstâncias judiciais são favoráveis, razão por que a pena-base fora estabelecida no mínimo legal (cf. HC 123.533, Tribunal Pleno, Rel. Min. ROBERTO BARROSO), de modo que a conversão da reprimenda corporal por restritivas de direito melhor se amolda à espécie. 6. Ordem de Habeas Corpus concedida, de ofício, para converter a pena corporal em sanções restritivas de direito, cabendo ao Juízo de origem fixar as condições das penas substitutivas. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria e nos termos do voto médio do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator, acordam em conceder a ordem, de ofício, no sentido da substituição da pena por medidas restritivas de direito a serem fixadas pelo Juízo de origem, vencidos o Ministro Marco Aurélio, Relator, que denegava a ordem; os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D69-38DB-2D6A-A7FC e senha 7FD9-E4E1-9DF4-D88C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Ementa e Acórdão HC 137217 / MG Ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que votaram no sentido da absolvição; e, parcialmente, o Ministro Luiz Fux, que fixava o regime aberto. Falou o Dr. Gustavo Zortéa da Silva, Defensor Público Federal, pelo Paciente. Brasília, 28 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D69-38DB-2D6A-A7FC e senha 7FD9-E4E1-9DF4-D88C Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG Ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que votaram no sentido da absolvição; e, parcialmente, o Ministro Luiz Fux, que fixava o regime aberto. Falou o Dr. Gustavo Zortéa da Silva, Defensor Público Federal, pelo Paciente. Brasília, 28 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D69-38DB-2D6A-A7FC e senha 7FD9-E4E1-9DF4-D88C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALJICIO BARBOSA DE ALMEIDA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, no processo nº 0086329- 92.2013.13.0625, absolveu o paciente da prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto), do Código Penal. Apontou a atipicidade material da conduta, levando em conta o pequeno valor da coisa subtraída – R$ 31,20 – e a restituição dos bens – 4 frascos de xampu– à vítima. O Ministério Público interpôs apelação, objetivando a condenação. A Quinta Câmara Criminal, ao prover o recurso, condenou o paciente a 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, e ao pagamento de 6 dias-multa, ante o cometimento da infração prevista no artigo 155 (furto), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Aludiu a antecedentes criminais e à reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial, tendo-os como suficientes para afastar o princípio da bagatela. Na sequência, deixou de acolher os embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALJICIO BARBOSA DE ALMEIDA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, no processo nº 0086329- 92.2013.13.0625, absolveu o paciente da prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto), do Código Penal. Apontou a atipicidade material da conduta, levando em conta o pequeno valor da coisa subtraída – R$ 31,20 – e a restituição dos bens – 4 frascos de xampu– à vítima. O Ministério Público interpôs apelação, objetivando a condenação. A Quinta Câmara Criminal, ao prover o recurso, condenou o paciente a 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, e ao pagamento de 6 dias-multa, ante o cometimento da infração prevista no artigo 155 (furto), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Aludiu a antecedentes criminais e à reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial, tendo-os como suficientes para afastar o princípio da bagatela. Na sequência, deixou de acolher os embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório HC 137217 / MG infringentes formalizados pela defesa. Protocolado recurso especial, foi inadmitido pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça. A defesa interpôs agravo – de nº 848.760 – no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Relator negou provimento, por entender estar a decisão atacada em consonância com a jurisprudência do Tribunal. A Quinta Turma desproveu agravo interno, consignando o acerto das premissas lançadas no ato impugnado. A Defensoria Pública da União reafirma o cabimento do princípio da insignificância. Diz que a função do Direito Penal é tutelar bens jurídicos relevantes. Refere-se à inexpressividade da lesão, reportando-se ao pequeno valor da coisa, a demonstrar a atipicidade material da conduta. Destaca precedentes. Salienta mostrar-se a condenação do paciente pelo Tribunal de Justiça contrária à jurisprudência. Anota não ser a reincidência apta a impedir a absolvição, implementada pelo Juízo. Requereu, em âmbito liminar, fosse assegurado ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o julgamento desta impetração. No mérito, postula a observância do princípio da bagatela. Vossa Excelência, em 5 de maio de 2017, deixou de acolher o pedido de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pelo deferimento parcial da ordem a fim de ser redimensionada a sanção para 2 meses e 20 dias de reclusão, a cumprir-se no regime aberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG infringentes formalizados pela defesa. Protocolado recurso especial, foi inadmitido pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça. A defesa interpôs agravo – de nº 848.760 – no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Relator negou provimento, por entender estar a decisão atacada em consonância com a jurisprudência do Tribunal. A Quinta Turma desproveu agravo interno, consignando o acerto das premissas lançadas no ato impugnado. A Defensoria Pública da União reafirma o cabimento do princípio da insignificância. Diz que a função do Direito Penal é tutelar bens jurídicos relevantes. Refere-se à inexpressividade da lesão, reportando-se ao pequeno valor da coisa, a demonstrar a atipicidade material da conduta. Destaca precedentes. Salienta mostrar-se a condenação do paciente pelo Tribunal de Justiça contrária à jurisprudência. Anota não ser a reincidência apta a impedir a absolvição, implementada pelo Juízo. Requereu, em âmbito liminar, fosse assegurado ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o julgamento desta impetração. No mérito, postula a observância do princípio da bagatela. Vossa Excelência, em 5 de maio de 2017, deixou de acolher o pedido de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pelo deferimento parcial da ordem a fim de ser redimensionada a sanção para 2 meses e 20 dias de reclusão, a cumprir-se no regime aberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório HC 137217 / MG Andamento processual, constante do sítio do Tribunal de Justiça, revelou o início do processo de execução da pena em 21 de outubro de 2016, não havendo informação sobre o atual estágio. Lancei visto no processo em 18 de agosto de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir do dia 28, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG Andamento processual, constante do sítio do Tribunal de Justiça, revelou o início do processo de execução da pena em 21 de outubro de 2016, não havendo informação sobre o atual estágio. Lancei visto no processo em 18 de agosto de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir do dia 28, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): FURTO – OBJETO – PEQUENO VALOR – INSIGNIFICÂNCIA – DIMINUIÇÃO DA PENA. A teoria da insignificância não se coaduna com a previsão do § 2º do artigo 155 do Código Penal, a revelar que, sendo primário o réu e de pequeno valor a coisa furtada, o juiz poderá substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços ou somente aplicar multa. Busca-se o reconhecimento da prática do denominado crime de bagatela. Reitero o que fiz ver, em 5 de maio de 2017, quando indeferi o pedido de medida acauteladora: […] 2. Observem a ordem jurídica. Para a situação em que o bem furtado é de pequeno valor, há figura típica específica. Eis o preceito regedor da matéria: Art. 155. Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. […] § 2º Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. […] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6573-C31A-E407-8E61 e senha 3848-42F9-3269-4740 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): FURTO – OBJETO – PEQUENO VALOR – INSIGNIFICÂNCIA – DIMINUIÇÃO DA PENA. A teoria da insignificância não se coaduna com a previsão do § 2º do artigo 155 do Código Penal, a revelar que, sendo primário o réu e de pequeno valor a coisa furtada, o juiz poderá substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços ou somente aplicar multa. Busca-se o reconhecimento da prática do denominado crime de bagatela. Reitero o que fiz ver, em 5 de maio de 2017, quando indeferi o pedido de medida acauteladora: […] 2. Observem a ordem jurídica. Para a situação em que o bem furtado é de pequeno valor, há figura típica específica. Eis o preceito regedor da matéria: Art. 155. Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. […] § 2º Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. […] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6573-C31A-E407-8E61 e senha 3848-42F9-3269-4740 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 137217 / MG Vejam que o Tribunal estadual, no julgamento da apelação formalizada pelo Órgão acusador, destacou a existência de antecedentes criminais e a reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial. Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6573-C31A-E407-8E61 e senha 3848-42F9-3269-4740 Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG Vejam que o Tribunal estadual, no julgamento da apelação formalizada pelo Órgão acusador, destacou a existência de antecedentes criminais e a reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial. Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6573-C31A-E407-8E61 e senha 3848-42F9-3269-4740 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, a hipótese é de tentativa de furto de quatro frascos de shampoo, marca Dove, no valor de trinta e um reais e vinte centavos. Conforme foi destacado da Tribuna, não se tem notícia nem de violência física nem de prejuízo real para vítima, no caso o supermercado, porque os bens foram prontamente devolvidos. E observou o Doutor Gustavo Zortéa da Silva, da tribuna, houve o monitoramento durante todo o tempo em que o paciente esteve no supermercado. O Plenário do Supremo, quando julgou um habeas corpus, de minha relatoria, sobre a questão da insignificância, assentou o seguinte: "1. A aplicação do princípio da insignificância envolve um juízo amplo (“conglobante”), que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados. 2. Por maioria, foram também acolhidas as seguintes teses: (I) a reincidência não impede, por si só, que o juiz da causa reconheça a insignificância penal da conduta, à luz dos elementos do caso concreto; e (II) na hipótese de o juiz da causa considerar penal ou socialmente indesejável a aplicação do princípio da insignificância por furto, em situações em que tal enquadramento seja cogitável, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2º, c, do CP no caso concreto, com base no princípio da proporcionalidade." Assim decidiu o douto Plenário. Aqui, neste caso - R$ 31,20 -, o juiz de primeiro grau, que é o que está mais próximo do fato, que é o que está mais próximo da comunidade, entendeu ser a hipótese de aplicação do princípio da insignificância. Desse modo, com todas as vênias à posição do Tribunal e à posição do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, a hipótese é de tentativa de furto de quatro frascos de shampoo, marca Dove, no valor de trinta e um reais e vinte centavos. Conforme foi destacado da Tribuna, não se tem notícia nem de violência física nem de prejuízo real para vítima, no caso o supermercado, porque os bens foram prontamente devolvidos. E observou o Doutor Gustavo Zortéa da Silva, da tribuna, houve o monitoramento durante todo o tempo em que o paciente esteve no supermercado. O Plenário do Supremo, quando julgou um habeas corpus, de minha relatoria, sobre a questão da insignificância, assentou o seguinte: "1. A aplicação do princípio da insignificância envolve um juízo amplo (“conglobante”), que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados. 2. Por maioria, foram também acolhidas as seguintes teses: (I) a reincidência não impede, por si só, que o juiz da causa reconheça a insignificância penal da conduta, à luz dos elementos do caso concreto; e (II) na hipótese de o juiz da causa considerar penal ou socialmente indesejável a aplicação do princípio da insignificância por furto, em situações em que tal enquadramento seja cogitável, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2º, c, do CP no caso concreto, com base no princípio da proporcionalidade." Assim decidiu o douto Plenário. Aqui, neste caso - R$ 31,20 -, o juiz de primeiro grau, que é o que está mais próximo do fato, que é o que está mais próximo da comunidade, entendeu ser a hipótese de aplicação do princípio da insignificância. Desse modo, com todas as vênias à posição do Tribunal e à posição do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 137217 / MG Ministro Marco Aurélio, não vejo por que, neste caso, se ultrapassar a avaliação que a pessoa mais qualificada para valorar o fato concreto e o impacto dele sobre a comunidade realizou. Assim, eu vou pedir todas as vênias para, excepcionalmente, não conhecendo do recurso, conceder a ordem de ofício, Presidente, para restabelecer a decisão absolutória de primeiro grau, cumprimentando, uma vez mais, o ilustre Defensor Público. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vossa Excelência me permite? Talvez seja o caso de admitir-se a impetração, porque o ato impugnado foi formalizado em agravo interno visando à subida do recurso especial. Não se trata de habeas contra decisão proferida considerada outra impetração. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A minha anotação, Ministro Marco Aurélio, é que já teria transitado em julgado, que seria uma revisão criminal, portanto o habeas é substitutivo da revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Temos uma divergência, profunda, no que Vossa Excelência não admite o habeas corpus quando a decisão desafia, em tese, a revisão criminal. Admito-a em qualquer situação jurídica na qual esteja em jogo a liberdade de ir e vir e se aponte ato ilegal a cerceá-la. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas é a posição majoritária da Turma que eu sigo, portanto. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministro Luís Roberto, transitou em julgado e já extinguiu a punibilidade porque já foi executada a pena, começou a ser executada em 21 de outubro de 2016, oito meses de reclusão. Só como observação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Seja como for, o momento em que me cabe julgar é este e, de toda forma, você retiraria da ficha de antecedentes da reincidência o fato, que pode ter algum proveito para o paciente, de modo que eu não considero prejudicado o habeas corpus e, portanto, eu estou concedendo a ordem de ofício para restabelecer a sentença absolutória de primeiro grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG Ministro Marco Aurélio, não vejo por que, neste caso, se ultrapassar a avaliação que a pessoa mais qualificada para valorar o fato concreto e o impacto dele sobre a comunidade realizou. Assim, eu vou pedir todas as vênias para, excepcionalmente, não conhecendo do recurso, conceder a ordem de ofício, Presidente, para restabelecer a decisão absolutória de primeiro grau, cumprimentando, uma vez mais, o ilustre Defensor Público. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vossa Excelência me permite? Talvez seja o caso de admitir-se a impetração, porque o ato impugnado foi formalizado em agravo interno visando à subida do recurso especial. Não se trata de habeas contra decisão proferida considerada outra impetração. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A minha anotação, Ministro Marco Aurélio, é que já teria transitado em julgado, que seria uma revisão criminal, portanto o habeas é substitutivo da revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Temos uma divergência, profunda, no que Vossa Excelência não admite o habeas corpus quando a decisão desafia, em tese, a revisão criminal. Admito-a em qualquer situação jurídica na qual esteja em jogo a liberdade de ir e vir e se aponte ato ilegal a cerceá-la. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas é a posição majoritária da Turma que eu sigo, portanto. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministro Luís Roberto, transitou em julgado e já extinguiu a punibilidade porque já foi executada a pena, começou a ser executada em 21 de outubro de 2016, oito meses de reclusão. Só como observação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Seja como for, o momento em que me cabe julgar é este e, de toda forma, você retiraria da ficha de antecedentes da reincidência o fato, que pode ter algum proveito para o paciente, de modo que eu não considero prejudicado o habeas corpus e, portanto, eu estou concedendo a ordem de ofício para restabelecer a sentença absolutória de primeiro grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 137217 / MG 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, o Supremo Tribunal Federal neste tema, princípio da insignificância, e a partir de, como sempre, belíssimo acórdão do Ministro Celso de Mello, concluiu no sentido de que a aplicação do princípio fica condicionada a quatro vetores, que seriam a mínima ofensividade da conduta, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica produzida. Todos esses vetores, a meu juízo, na minha avaliação, fazem-se presentes neste caso, em que houve a subtração – tentativa, porque houve, inclusive, a devolução – de quatro frascos de xampu no valor em torno de R$ 32,00. Eu sempre, desde que aqui cheguei, acolhi o princípio da insignificância. Entendo que, quando pode ser acionado, ele implica atipicidade material e, consequentemente – mesmo nas hipóteses de reincidência ou de reiteração de uma conduta delitiva, ainda que não configuradora de reincidência –, levaria, pela atipicidade material, ao trancamento da ação penal ou à absolvição. Então, neste caso específico, em que o tema foi debatido no Plenário, como bem lembrou o Ministro Luís Roberto, foram estabelecidas algumas condicionantes. Aliás, o Ministro Luís Roberto levou esse tema a Plenário justamente em função dos debates aqui na Turma, onde, antes da chegada de Sua Excelência, eu ficava vencida de forma isolada. Debatemos, lá, a minha posição ficou vencida, mas foram estabelecidas essas condicionantes, que eu costumo respeitar nas minhas decisões monocráticas. Mas aqui, reunida a Turma, no caso concreto, de fato, pedindo todas as vênias ao eminente Relator, acompanho a divergência e concedo a ordem de ofício, porque também não admito, como regra, habeas corpus substitutivo de revisão criminal. Concedo a ordem de ofício para efeito de absolver o impetrante, restabelecendo a sentença de primeiro grau. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16CA-CFDE-E038-E36A e senha 2962-2CEF-C2E4-55CF Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, o Supremo Tribunal Federal neste tema, princípio da insignificância, e a partir de, como sempre, belíssimo acórdão do Ministro Celso de Mello, concluiu no sentido de que a aplicação do princípio fica condicionada a quatro vetores, que seriam a mínima ofensividade da conduta, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica produzida. Todos esses vetores, a meu juízo, na minha avaliação, fazem-se presentes neste caso, em que houve a subtração – tentativa, porque houve, inclusive, a devolução – de quatro frascos de xampu no valor em torno de R$ 32,00. Eu sempre, desde que aqui cheguei, acolhi o princípio da insignificância. Entendo que, quando pode ser acionado, ele implica atipicidade material e, consequentemente – mesmo nas hipóteses de reincidência ou de reiteração de uma conduta delitiva, ainda que não configuradora de reincidência –, levaria, pela atipicidade material, ao trancamento da ação penal ou à absolvição. Então, neste caso específico, em que o tema foi debatido no Plenário, como bem lembrou o Ministro Luís Roberto, foram estabelecidas algumas condicionantes. Aliás, o Ministro Luís Roberto levou esse tema a Plenário justamente em função dos debates aqui na Turma, onde, antes da chegada de Sua Excelência, eu ficava vencida de forma isolada. Debatemos, lá, a minha posição ficou vencida, mas foram estabelecidas essas condicionantes, que eu costumo respeitar nas minhas decisões monocráticas. Mas aqui, reunida a Turma, no caso concreto, de fato, pedindo todas as vênias ao eminente Relator, acompanho a divergência e concedo a ordem de ofício, porque também não admito, como regra, habeas corpus substitutivo de revisão criminal. Concedo a ordem de ofício para efeito de absolver o impetrante, restabelecendo a sentença de primeiro grau. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16CA-CFDE-E038-E36A e senha 2962-2CEF-C2E4-55CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 137217 / MG É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16CA-CFDE-E038-E36A e senha 2962-2CEF-C2E4-55CF Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16CA-CFDE-E038-E36A e senha 2962-2CEF-C2E4-55CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, Senhores Advogados, Estudantes e Jornalistas presentes. Senhor Presidente, este é um caso típico de uso promíscuo e epidêmico do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal julgando tentativa de furto de quatro frascos de xampu, sendo certo que é um habeas corpus substitutivo de uma revisão criminal. Isso é absolutamente incabível em qualquer Corte do mundo, isso faz parte exatamente desse uso imoderado do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, quando não se obedece nem a competência em razão da matéria de autoridade coatora nem a competência em razão da matéria das pessoas que sofrem coação pelas autoridades indicadas pela Constituição Federal. Esse é o primeiro aspecto. O segundo aspecto, o ilustre Defensor, como sempre muito dedicado, suscitou uma tese interessante, talvez de crime impossível, tendo em vista que ele estava sendo vigiado. Mas a ratio legis é evitar exatamente o comportamento de subtrair, porque ele subtraiu sendo vigiado e sendo certo que essa vigília era feita com conhecimento do estabelecimento, mas sem conhecimento do autor do fato. Então, na verdade, nós estamos realmente diante de um crime tentado, porque não saiu da esfera de vigilância do titular do bem jurídico ofendido. Agora, veja Vossa Excelência o seguinte: Vossa Excelência foi Promotor de Justiça e eu fui também, depois, fiz concurso para Juiz, sempre esclareço isso para não pensar que tenho algo contra o quinto, eu não tenho nada contra o quinto, mas só para esclarecer que minha experiência veio do Ministério Público e da magistratura. Na magistratura, não fui de comarca do interior, tenho a experiência do Ministério Público e da comarca do interior. Então essa jurisprudência é um péssimo exemplo que um tribunal pode dar a um País do tamanho do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3A9-9AF8-12C4-6024 e senha EB20-70A9-9645-9F21 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, Senhores Advogados, Estudantes e Jornalistas presentes. Senhor Presidente, este é um caso típico de uso promíscuo e epidêmico do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal julgando tentativa de furto de quatro frascos de xampu, sendo certo que é um habeas corpus substitutivo de uma revisão criminal. Isso é absolutamente incabível em qualquer Corte do mundo, isso faz parte exatamente desse uso imoderado do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, quando não se obedece nem a competência em razão da matéria de autoridade coatora nem a competência em razão da matéria das pessoas que sofrem coação pelas autoridades indicadas pela Constituição Federal. Esse é o primeiro aspecto. O segundo aspecto, o ilustre Defensor, como sempre muito dedicado, suscitou uma tese interessante, talvez de crime impossível, tendo em vista que ele estava sendo vigiado. Mas a ratio legis é evitar exatamente o comportamento de subtrair, porque ele subtraiu sendo vigiado e sendo certo que essa vigília era feita com conhecimento do estabelecimento, mas sem conhecimento do autor do fato. Então, na verdade, nós estamos realmente diante de um crime tentado, porque não saiu da esfera de vigilância do titular do bem jurídico ofendido. Agora, veja Vossa Excelência o seguinte: Vossa Excelência foi Promotor de Justiça e eu fui também, depois, fiz concurso para Juiz, sempre esclareço isso para não pensar que tenho algo contra o quinto, eu não tenho nada contra o quinto, mas só para esclarecer que minha experiência veio do Ministério Público e da magistratura. Na magistratura, não fui de comarca do interior, tenho a experiência do Ministério Público e da comarca do interior. Então essa jurisprudência é um péssimo exemplo que um tribunal pode dar a um País do tamanho do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3A9-9AF8-12C4-6024 e senha EB20-70A9-9645-9F21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 137217 / MG Brasil: dizer que, pelo princípio da insignificância, a conduta é atípica. Ou seja, não há crime. É claro que há crime! Só que há crime tentado. O valor é insignificante diante do panorama moral que o Brasil alcançou, então ele é mais insignificante ainda. Mas a verdade é que a jurisprudência, no campo penal, ela tem que ser uma jurisprudência exemplar. Então, por exemplo, eu fui Promotor de Trajano de Moraes, onde havia apenas uma farmácia, e essa farmácia certamente deveria levar mais de um mês para vender 4 xampus, então, nesta Comarca, esse valor furtado não seria insignificante. É que eu também não vou defender pela máxima não, só quero uma digressão aqui, só para chegar ao ponto de razoabilidade. Como é reincidente específico, ficar com essa carta de alforria! Entendo que a proposta do Ministério Público é bastante proporcional e razoável. O Ministério Público, com base no acórdão do Pleno, sugere - porque até não é passível de ser cumprida - uma pena, em regime aberto, de dois meses. Eu acho que é, talvez, uma reprimenda que, de alguma forma, chame a atenção desse infrator de que não é possível mais reincidir. Então, eu estou, na verdade, concedendo a ordem de ofício para este fim proposto pelo Ministério Público, de reduzir para dois meses em regime aberto. Vossa Excelência disse que isso já foi até cumprido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3A9-9AF8-12C4-6024 e senha EB20-70A9-9645-9F21 Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG Brasil: dizer que, pelo princípio da insignificância, a conduta é atípica. Ou seja, não há crime. É claro que há crime! Só que há crime tentado. O valor é insignificante diante do panorama moral que o Brasil alcançou, então ele é mais insignificante ainda. Mas a verdade é que a jurisprudência, no campo penal, ela tem que ser uma jurisprudência exemplar. Então, por exemplo, eu fui Promotor de Trajano de Moraes, onde havia apenas uma farmácia, e essa farmácia certamente deveria levar mais de um mês para vender 4 xampus, então, nesta Comarca, esse valor furtado não seria insignificante. É que eu também não vou defender pela máxima não, só quero uma digressão aqui, só para chegar ao ponto de razoabilidade. Como é reincidente específico, ficar com essa carta de alforria! Entendo que a proposta do Ministério Público é bastante proporcional e razoável. O Ministério Público, com base no acórdão do Pleno, sugere - porque até não é passível de ser cumprida - uma pena, em regime aberto, de dois meses. Eu acho que é, talvez, uma reprimenda que, de alguma forma, chame a atenção desse infrator de que não é possível mais reincidir. Então, eu estou, na verdade, concedendo a ordem de ofício para este fim proposto pelo Ministério Público, de reduzir para dois meses em regime aberto. Vossa Excelência disse que isso já foi até cumprido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3A9-9AF8-12C4-6024 e senha EB20-70A9-9645-9F21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Consoante relatou o Ministro MARCO AURÉLIO: O Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, no processo nº 0086329- 92.2013.13.0625, absolveu o paciente da prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto), do Código Penal. Apontou a atipicidade material da conduta, levando em conta o pequeno valor da coisa subtraída – R$ 31,20 – e a restituição dos bens – 4 frascos de xampu– à vítima. O Ministério Público interpôs apelação, objetivando a condenação. A Quinta Câmara Criminal, ao prover o recurso, condenou o paciente a 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, e ao pagamento de 6 dias-multa, ante o cometimento da infração prevista no artigo 155 (furto), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Aludiu a antecedentes criminais e à reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial, tendo-os como suficientes para afastar o princípio da bagatela. Na sequência, deixou de acolher os embargos infringentes formalizados pela defesa. Protocolado recurso especial, foi inadmitido pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça. A defesa interpôs agravo – de nº 848.760 – no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Relator negou provimento, por entender estar a decisão atacada em consonância com a jurisprudência do Tribunal. A Quinta Turma desproveu agravo interno, consignando o acerto das premissas lançadas no ato impugnado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Consoante relatou o Ministro MARCO AURÉLIO: O Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, no processo nº 0086329- 92.2013.13.0625, absolveu o paciente da prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto), do Código Penal. Apontou a atipicidade material da conduta, levando em conta o pequeno valor da coisa subtraída – R$ 31,20 – e a restituição dos bens – 4 frascos de xampu– à vítima. O Ministério Público interpôs apelação, objetivando a condenação. A Quinta Câmara Criminal, ao prover o recurso, condenou o paciente a 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, e ao pagamento de 6 dias-multa, ante o cometimento da infração prevista no artigo 155 (furto), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Aludiu a antecedentes criminais e à reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial, tendo-os como suficientes para afastar o princípio da bagatela. Na sequência, deixou de acolher os embargos infringentes formalizados pela defesa. Protocolado recurso especial, foi inadmitido pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça. A defesa interpôs agravo – de nº 848.760 – no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Relator negou provimento, por entender estar a decisão atacada em consonância com a jurisprudência do Tribunal. A Quinta Turma desproveu agravo interno, consignando o acerto das premissas lançadas no ato impugnado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 137217 / MG O pleito defensivo está centrado na alegação de que a reincidência, por si só, não afasta a aplicação do princípio da insignificância. Em 5/5/2017 Sua Excelência indeferiu o pedido de medida liminar (Doc. 5). Instado a se manifestar, opina o Ministério Público Federal: “Reconhecido o furto privilegiado, a pena deve ser reduzida em dois terços, ficando em dois (2) meses e vinte (20) dias, a ser cumprida no regime inicial aberto.” (Doc. 6). Feita essa breve retrospectiva, passo a votar. Pois bem. A orientação firmada pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a aferição da insignificância da conduta como requisito negativo da tipicidade, em crimes contra o patrimônio, envolve um juízo amplo, “que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados” (HC 123.533, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2016. Busca-se, desse modo, evitar que ações típicas de pequena significação passem a ser consideradas penalmente lícitas e imunes a qualquer espécie de repressão estatal, perdendo-se de vista as relevantes consequências jurídicas e sociais desse fato decorrentes. Daí a importância da atuação do juiz da causa que, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, deverá estabelecer a justa medida na dosagem da pena, tendo em conta, inclusive, heterogeneidades sociais, econômicas e culturais. Com efeito, a aplicação do princípio da insignificância não depende apenas da magnitude do resultado da conduta. Essa ideia se reforça pelo fato de já haver previsão na legislação penal da possibilidade de mensuração da gravidade da ação, o que, embora sem excluir a tipicidade 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG O pleito defensivo está centrado na alegação de que a reincidência, por si só, não afasta a aplicação do princípio da insignificância. Em 5/5/2017 Sua Excelência indeferiu o pedido de medida liminar (Doc. 5). Instado a se manifestar, opina o Ministério Público Federal: “Reconhecido o furto privilegiado, a pena deve ser reduzida em dois terços, ficando em dois (2) meses e vinte (20) dias, a ser cumprida no regime inicial aberto.” (Doc. 6). Feita essa breve retrospectiva, passo a votar. Pois bem. A orientação firmada pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a aferição da insignificância da conduta como requisito negativo da tipicidade, em crimes contra o patrimônio, envolve um juízo amplo, “que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados” (HC 123.533, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2016. Busca-se, desse modo, evitar que ações típicas de pequena significação passem a ser consideradas penalmente lícitas e imunes a qualquer espécie de repressão estatal, perdendo-se de vista as relevantes consequências jurídicas e sociais desse fato decorrentes. Daí a importância da atuação do juiz da causa que, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, deverá estabelecer a justa medida na dosagem da pena, tendo em conta, inclusive, heterogeneidades sociais, econômicas e culturais. Com efeito, a aplicação do princípio da insignificância não depende apenas da magnitude do resultado da conduta. Essa ideia se reforça pelo fato de já haver previsão na legislação penal da possibilidade de mensuração da gravidade da ação, o que, embora sem excluir a tipicidade 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 137217 / MG da conduta, pode desembocar em significativo abrandamento da pena ou até mesmo na mitigação da persecução penal. A propósito, o legislador fez constar da Exposição de Motivos da Parte Especial do Código Penal que “não se distingue, para diverso tratamento penal, entre o maior ou menor valor da lesão patrimonial; mas, tratando-se de furto, apropriação indébita ou estelionato, quando a coisa subtraída, desviada ou captada é de pequeno valor, (...) pode o juiz substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um até dois terços, ou aplicar somente a de multa (arts. 155, §2º, 170, 171, §1º)” . À luz das referidas premissas, em ampla análise à conduta do paciente, não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes, notadamente se considerados os registros do Tribunal local, referendados pelo STJ, de que o paciente é contumaz na prática delituosa, visto que “a despeito do pequeno valor dos bens subtraídos – R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos) – o réu possui diversos registros criminais, ostentando, inclusive, uma condenação com trânsito em julgado por delito de natureza patrimonial” (Doc. 2 – fl. 203). Essa conclusão não destoa do entendimento firmado pelo Plenário e do que têm decidido as Turmas deste Tribunal: HC 118.028, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013 e HC 133.252, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 8/4/2016. Nesse contexto, não se verifica ilegalidade apta a desconstituir a decisão ora impugnada, ao menos nesse particular. Por outro lado, quanto ao modo de cumprimento da reprimenda penal, a presente hipótese apresenta quadro de constrangimento ilegal, a ser corrigido de ofício. O essencial em relação às liberdades individuais, em especial a liberdade de ir e vir, não é somente sua proclamação formal nos textos constitucionais ou nas declarações de direitos, mas a absoluta necessidade de sua pronta e eficaz consagração no mundo real, de maneira prática e eficiente, a partir de uma justa e razoável compatibilização com os demais direitos fundamentais da sociedade, de maneira a permitir a efetividade da Justiça Penal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG da conduta, pode desembocar em significativo abrandamento da pena ou até mesmo na mitigação da persecução penal. A propósito, o legislador fez constar da Exposição de Motivos da Parte Especial do Código Penal que “não se distingue, para diverso tratamento penal, entre o maior ou menor valor da lesão patrimonial; mas, tratando-se de furto, apropriação indébita ou estelionato, quando a coisa subtraída, desviada ou captada é de pequeno valor, (...) pode o juiz substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um até dois terços, ou aplicar somente a de multa (arts. 155, §2º, 170, 171, §1º)” . À luz das referidas premissas, em ampla análise à conduta do paciente, não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes, notadamente se considerados os registros do Tribunal local, referendados pelo STJ, de que o paciente é contumaz na prática delituosa, visto que “a despeito do pequeno valor dos bens subtraídos – R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos) – o réu possui diversos registros criminais, ostentando, inclusive, uma condenação com trânsito em julgado por delito de natureza patrimonial” (Doc. 2 – fl. 203). Essa conclusão não destoa do entendimento firmado pelo Plenário e do que têm decidido as Turmas deste Tribunal: HC 118.028, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013 e HC 133.252, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 8/4/2016. Nesse contexto, não se verifica ilegalidade apta a desconstituir a decisão ora impugnada, ao menos nesse particular. Por outro lado, quanto ao modo de cumprimento da reprimenda penal, a presente hipótese apresenta quadro de constrangimento ilegal, a ser corrigido de ofício. O essencial em relação às liberdades individuais, em especial a liberdade de ir e vir, não é somente sua proclamação formal nos textos constitucionais ou nas declarações de direitos, mas a absoluta necessidade de sua pronta e eficaz consagração no mundo real, de maneira prática e eficiente, a partir de uma justa e razoável compatibilização com os demais direitos fundamentais da sociedade, de maneira a permitir a efetividade da Justiça Penal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 137217 / MG MAURICE HAURIOU ensinou a importância de compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade, ressaltando a consagração do direito à segurança, ao salientar que “em todas as declarações de direitos e em todas as Constituições revolucionárias figura a segurança na primeira fila dos direitos fundamentais”, inclusive apontando que “os publicistas ingleses colocaram em primeiro plano a preocupação com a segurança”, pois, conclui o Catedrático da Faculdade de Direito de Toulouse, “por meio do direito de segurança, se pretende garantir a liberdade individual contra o arbítrio da justiça penal, ou seja, contra as jurisdições excepcionais, contra as penas arbitrárias, contra as detenções e prisões preventivas, contra as arbitrariedades do processo criminal” (Derecho público y constitucional. 2. ed. Madri: Instituto editorial Réus, 1927. p. 135- 136). Essa necessária compatibilização admite a relativização da liberdade de ir e vir em hipóteses excepcionais e razoavelmente previstas nos textos normativos, pois a consagração do Estado de Direito não admite a existência de restrições abusivas ou arbitrárias à liberdade de locomoção, como historicamente salientado pelo grande magistrado inglês COKE, em seus comentários à CARTA MAGNA, de 1642, por ordem da Câmara dos Comuns, nos estratos do Segundo Instituto, ao afirmar: “que nenhum homem seja detido ou preso senão pela lei da terra, isto é, pela lei comum, lei estatutária ou costume da Inglaterra” (capítulo 29). Com a consagração das ideias libertárias francesas do século XVIII, como lembrado pelo ilustre professor MIRKINE GUETZÉVITCH (russo de nascimento e francês por opção), essas limitações se tornaram exclusivamente “trabalho das Câmaras legislativas”, para se evitar o abuso da força estatal (As novas tendências do direito constitucional. Companhia editora nacional, 1933. p. 77 e ss.). No particular, não houve a devida compatibilização, uma vez que a imposição do regime inicial semiaberto, com arrimo na reincidência, parece colidir com a proporcionalidade na escolha do regime de cumprimento de pena que melhor se coadune com as circunstâncias da conduta de furto de bem pertencente a estabelecimento comercial, avaliado em R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos). Sobressai, neste 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG MAURICE HAURIOU ensinou a importância de compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade, ressaltando a consagração do direito à segurança, ao salientar que “em todas as declarações de direitos e em todas as Constituições revolucionárias figura a segurança na primeira fila dos direitos fundamentais”, inclusive apontando que “os publicistas ingleses colocaram em primeiro plano a preocupação com a segurança”, pois, conclui o Catedrático da Faculdade de Direito de Toulouse, “por meio do direito de segurança, se pretende garantir a liberdade individual contra o arbítrio da justiça penal, ou seja, contra as jurisdições excepcionais, contra as penas arbitrárias, contra as detenções e prisões preventivas, contra as arbitrariedades do processo criminal” (Derecho público y constitucional. 2. ed. Madri: Instituto editorial Réus, 1927. p. 135- 136). Essa necessária compatibilização admite a relativização da liberdade de ir e vir em hipóteses excepcionais e razoavelmente previstas nos textos normativos, pois a consagração do Estado de Direito não admite a existência de restrições abusivas ou arbitrárias à liberdade de locomoção, como historicamente salientado pelo grande magistrado inglês COKE, em seus comentários à CARTA MAGNA, de 1642, por ordem da Câmara dos Comuns, nos estratos do Segundo Instituto, ao afirmar: “que nenhum homem seja detido ou preso senão pela lei da terra, isto é, pela lei comum, lei estatutária ou costume da Inglaterra” (capítulo 29). Com a consagração das ideias libertárias francesas do século XVIII, como lembrado pelo ilustre professor MIRKINE GUETZÉVITCH (russo de nascimento e francês por opção), essas limitações se tornaram exclusivamente “trabalho das Câmaras legislativas”, para se evitar o abuso da força estatal (As novas tendências do direito constitucional. Companhia editora nacional, 1933. p. 77 e ss.). No particular, não houve a devida compatibilização, uma vez que a imposição do regime inicial semiaberto, com arrimo na reincidência, parece colidir com a proporcionalidade na escolha do regime de cumprimento de pena que melhor se coadune com as circunstâncias da conduta de furto de bem pertencente a estabelecimento comercial, avaliado em R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos). Sobressai, neste 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 137217 / MG exame, a pequena significação da conduta pela qual fora condenado o paciente. Acrescente-se que as circunstâncias judiciais lhe são favoráveis, razão por que a pena-base fora estabelecida no mínimo legal. Em abono a esse entendimento: ii) na hipótese de o juiz da causa considerar penal ou socialmente indesejável a aplicação do princípio da insignificância por furto, em situações em que tal enquadramento seja cogitável, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2º, c, do CP no caso concreto, com base no princípio da proporcionalidade. (HC 123.533, Tribunal Pleno, Rel. Min. ROBERTO BARROSO) Diante desse quadro, é cabível a conversão da reprimenda corporal por restritivas de direito. Enfim, como nenhum homem ou mulher poderá ser privado de sua liberdade de ir e vir sem expressa autorização constitucional e de acordo com os excepcionais e razoáveis requisitos legais, pois o “direito à liberdade de locomoção resulta da própria natureza humana”, como ensinou o grande constitucionalista do Império, Pimenta Bueno (Direito público brasileiro e análise da Constituição do Império. Rio de Janeiro: Ministério da Justiça e Negócios Interiores, 1958. p. 388); o presente Habeas Corpus é meio idôneo para garantir todos os direitos legais previstos ao paciente e relacionados com sua liberdade de locomoção, mesmo que, como salientado pelo Ministro CELSO DE MELLO, “na simples condição de direito-meio”, essa liberdade individual esteja sendo afetada “apenas de modo reflexo, indireto ou oblíquo” (Constituição Federal anotada. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 1986. p. 459). Diante do exposto, CONCEDO A ORDEM de HABEAS CORPUS, de ofício, para, no tocante à Ação Penal 0086329- 92.2013.13.0625, em trâmite 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG exame, a pequena significação da conduta pela qual fora condenado o paciente. Acrescente-se que as circunstâncias judiciais lhe são favoráveis, razão por que a pena-base fora estabelecida no mínimo legal. Em abono a esse entendimento: ii) na hipótese de o juiz da causa considerar penal ou socialmente indesejável a aplicação do princípio da insignificância por furto, em situações em que tal enquadramento seja cogitável, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2º, c, do CP no caso concreto, com base no princípio da proporcionalidade. (HC 123.533, Tribunal Pleno, Rel. Min. ROBERTO BARROSO) Diante desse quadro, é cabível a conversão da reprimenda corporal por restritivas de direito. Enfim, como nenhum homem ou mulher poderá ser privado de sua liberdade de ir e vir sem expressa autorização constitucional e de acordo com os excepcionais e razoáveis requisitos legais, pois o “direito à liberdade de locomoção resulta da própria natureza humana”, como ensinou o grande constitucionalista do Império, Pimenta Bueno (Direito público brasileiro e análise da Constituição do Império. Rio de Janeiro: Ministério da Justiça e Negócios Interiores, 1958. p. 388); o presente Habeas Corpus é meio idôneo para garantir todos os direitos legais previstos ao paciente e relacionados com sua liberdade de locomoção, mesmo que, como salientado pelo Ministro CELSO DE MELLO, “na simples condição de direito-meio”, essa liberdade individual esteja sendo afetada “apenas de modo reflexo, indireto ou oblíquo” (Constituição Federal anotada. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 1986. p. 459). Diante do exposto, CONCEDO A ORDEM de HABEAS CORPUS, de ofício, para, no tocante à Ação Penal 0086329- 92.2013.13.0625, em trâmite 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 137217 / MG junto ao Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, converter a reprimenda corporal em sanções restritivas de direito, cabendo ao Juízo de origem fixar as condições das penas substitutivas. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG junto ao Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, converter a reprimenda corporal em sanções restritivas de direito, cabendo ao Juízo de origem fixar as condições das penas substitutivas. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 137.217 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ALJICIO BARBOSA DE ALMEIDA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria e nos termos do voto médio do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator para o acórdão, a Turma concedeu a ordem, de ofício, no sentido da substituição da pena por medidas restritivas de direito a serem fixadas pelo Juízo de origem, vencidos o Ministro Marco Aurélio, Relator, que denegava a ordem; os Ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que votaram no sentido da absolvição; e, parcialmente, o Ministro Luiz Fux, que fixava o regime aberto. Falou o Dr. Gustavo Zortéa da Silva, Defensor Público Federal, pelo Paciente. Primeira Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Vice-Procurador-Geral da República, Dr. Luciano Mariz Maia. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8651-515D-91F6-D131 e senha 736B-B007-9693-82D9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 137.217 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ALJICIO BARBOSA DE ALMEIDA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria e nos termos do voto médio do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator para o acórdão, a Turma concedeu a ordem, de ofício, no sentido da substituição da pena por medidas restritivas de direito a serem fixadas pelo Juízo de origem, vencidos o Ministro Marco Aurélio, Relator, que denegava a ordem; os Ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que votaram no sentido da absolvição; e, parcialmente, o Ministro Luiz Fux, que fixava o regime aberto. Falou o Dr. Gustavo Zortéa da Silva, Defensor Público Federal, pelo Paciente. Primeira Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Vice-Procurador-Geral da República, Dr. Luciano Mariz Maia. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8651-515D-91F6-D131 e senha 736B-B007-9693-82D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748709505
2018-08-28T00:00:00
2018-11-23T00:00:00
Por maioria e nos termos do voto médio do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator para o acórdão, a Turma concedeu a ordem, de ofício, no sentido da substituição da pena por medidas restritivas de direito a serem fixadas pelo Juízo de origem, vencidos o Ministro Marco Aurélio, Relator, que denegava a ordem; os Ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que votaram no sentido da absolvição; e, parcialmente, o Ministro Luiz Fux, que fixava o regime aberto. Falou o Dr. Gustavo Zortéa da Silva, Defensor Público Federal, pelo Paciente. Primeira Turma, 28.8.2018.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. FURTO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REITERÂNCIA DELITIVA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVA DE DIREITOS. CONCESSÃO DE OFÍCIO. 1. A orientação firmada pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a aferição da insignificância da conduta como requisito negativo da tipicidade, em crimes contra o patrimônio, envolve um juízo amplo, que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados (HC 123.533, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2016). 2. Busca-se, desse modo, evitar que ações típicas de pequena significação passem a ser consideradas penalmente lícitas e imunes a qualquer espécie de repressão estatal, perdendo-se de vista as relevantes consequências jurídicas e sociais desse fato decorrentes. 3. A aplicação do princípio da insignificância não depende apenas da magnitude do resultado da conduta. Essa ideia se reforça pelo fato de já haver previsão na legislação penal da possibilidade de mensuração da gravidade da ação, o que, embora sem excluir a tipicidade da conduta, pode desembocar em significativo abrandamento da pena ou até mesmo na mitigação da persecução penal. 4. Não se mostra possível acatar a tese de atipicidade material da conduta, pois não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes, ainda mais considerando os registros do Tribunal local dando conta de que o réu possui diversos registros criminais, ostentando, inclusive, uma condenação com trânsito em julgado por delito de natureza patrimonial, o que desautoriza a aplicação do princípio da insignificância, na linha da jurisprudência desta CORTE. 5. Quanto ao modo de cumprimento da reprimenda penal, há quadro de constrangimento ilegal a ser corrigido de ofício. A imposição do regime inicial semiaberto, com arrimo na reincidência, parece colidir com a proporcionalidade na escolha do regime que melhor se coadune com as circunstâncias da conduta de furto de bem pertencente a estabelecimento comercial, avaliado em R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos). Acrescente-se que as circunstâncias judiciais são favoráveis, razão por que a pena-base fora estabelecida no mínimo legal (cf. HC 123.533, Tribunal Pleno, Rel. Min. ROBERTO BARROSO), de modo que a conversão da reprimenda corporal por restritivas de direito melhor se amolda à espécie. 6. Ordem de Habeas Corpus concedida, de ofício, para converter a pena corporal em sanções restritivas de direito, cabendo ao Juízo de origem fixar as condições das penas substitutivas.
sjur395037
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, REINCIDÊNCIA) HC 118028 (1ªT), HC 123533 (TP), HC 133252 (2ªT). Número de páginas: 22. Análise: 07/02/2019, TLR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
137217
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 ART-00155 \"CAPUT\" \n PAR-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 137217
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PACTE.(S) : ALJICIO BARBOSA DE ALMEIDA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALJICIO BARBOSA DE ALMEIDA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. FURTO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REITERÂNCIA DELITIVA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVA DE DIREITOS. CONCESSÃO DE OFÍCIO. 1. A orientação firmada pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a aferição da insignificância da conduta como requisito negativo da tipicidade, em crimes contra o patrimônio, envolve um juízo amplo, que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados (HC 123.533, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2016). 2. Busca-se, desse modo, evitar que ações típicas de pequena significação passem a ser consideradas penalmente lícitas e imunes a qualquer espécie de repressão estatal, perdendo-se de vista as relevantes consequências jurídicas e sociais desse fato decorrentes. 3. A aplicação do princípio da insignificância não depende apenas da magnitude do resultado da conduta. Essa ideia se reforça pelo fato de já haver previsão na legislação penal da possibilidade de mensuração da gravidade da ação, o que, embora sem excluir a tipicidade da conduta, pode desembocar em significativo abrandamento da pena ou até mesmo na mitigação da persecução penal. 4. Não se mostra possível acatar a tese de atipicidade material da conduta, pois não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D69-38DB-2D6A-A7FC e senha 7FD9-E4E1-9DF4-D88C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão HC 137217 / MG assentado pelas instâncias antecedentes, ainda mais considerando os registros do Tribunal local dando conta de que o réu possui diversos registros criminais, ostentando, inclusive, uma condenação com trânsito em julgado por delito de natureza patrimonial, o que desautoriza a aplicação do princípio da insignificância, na linha da jurisprudência desta CORTE. 5. Quanto ao modo de cumprimento da reprimenda penal, há quadro de constrangimento ilegal a ser corrigido de ofício. A imposição do regime inicial semiaberto, com arrimo na reincidência, parece colidir com a proporcionalidade na escolha do regime que melhor se coadune com as circunstâncias da conduta de furto de bem pertencente a estabelecimento comercial, avaliado em R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos). Acrescente-se que as circunstâncias judiciais são favoráveis, razão por que a pena-base fora estabelecida no mínimo legal (cf. HC 123.533, Tribunal Pleno, Rel. Min. ROBERTO BARROSO), de modo que a conversão da reprimenda corporal por restritivas de direito melhor se amolda à espécie. 6. Ordem de Habeas Corpus concedida, de ofício, para converter a pena corporal em sanções restritivas de direito, cabendo ao Juízo de origem fixar as condições das penas substitutivas. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria e nos termos do voto médio do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator, acordam em conceder a ordem, de ofício, no sentido da substituição da pena por medidas restritivas de direito a serem fixadas pelo Juízo de origem, vencidos o Ministro Marco Aurélio, Relator, que denegava a ordem; os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D69-38DB-2D6A-A7FC e senha 7FD9-E4E1-9DF4-D88C Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG assentado pelas instâncias antecedentes, ainda mais considerando os registros do Tribunal local dando conta de que o réu possui diversos registros criminais, ostentando, inclusive, uma condenação com trânsito em julgado por delito de natureza patrimonial, o que desautoriza a aplicação do princípio da insignificância, na linha da jurisprudência desta CORTE. 5. Quanto ao modo de cumprimento da reprimenda penal, há quadro de constrangimento ilegal a ser corrigido de ofício. A imposição do regime inicial semiaberto, com arrimo na reincidência, parece colidir com a proporcionalidade na escolha do regime que melhor se coadune com as circunstâncias da conduta de furto de bem pertencente a estabelecimento comercial, avaliado em R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos). Acrescente-se que as circunstâncias judiciais são favoráveis, razão por que a pena-base fora estabelecida no mínimo legal (cf. HC 123.533, Tribunal Pleno, Rel. Min. ROBERTO BARROSO), de modo que a conversão da reprimenda corporal por restritivas de direito melhor se amolda à espécie. 6. Ordem de Habeas Corpus concedida, de ofício, para converter a pena corporal em sanções restritivas de direito, cabendo ao Juízo de origem fixar as condições das penas substitutivas. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria e nos termos do voto médio do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator, acordam em conceder a ordem, de ofício, no sentido da substituição da pena por medidas restritivas de direito a serem fixadas pelo Juízo de origem, vencidos o Ministro Marco Aurélio, Relator, que denegava a ordem; os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D69-38DB-2D6A-A7FC e senha 7FD9-E4E1-9DF4-D88C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Ementa e Acórdão HC 137217 / MG Ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que votaram no sentido da absolvição; e, parcialmente, o Ministro Luiz Fux, que fixava o regime aberto. Falou o Dr. Gustavo Zortéa da Silva, Defensor Público Federal, pelo Paciente. Brasília, 28 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D69-38DB-2D6A-A7FC e senha 7FD9-E4E1-9DF4-D88C Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG Ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que votaram no sentido da absolvição; e, parcialmente, o Ministro Luiz Fux, que fixava o regime aberto. Falou o Dr. Gustavo Zortéa da Silva, Defensor Público Federal, pelo Paciente. Brasília, 28 de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D69-38DB-2D6A-A7FC e senha 7FD9-E4E1-9DF4-D88C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALJICIO BARBOSA DE ALMEIDA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, no processo n 0086329- 92.2013.13.0625, absolveu o paciente da prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto), do Código Penal. Apontou a atipicidade material da conduta, levando em conta o pequeno valor da coisa subtraída – R$ 31,20 – e a restituição dos bens – 4 frascos de xampu– à vítima. O Ministério Público interpôs apelação, objetivando a condenação. A Quinta Câmara Criminal, ao prover o recurso, condenou o paciente a 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, e ao pagamento de 6 dias-multa, ante o cometimento da infração prevista no artigo 155 (furto), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Aludiu a antecedentes criminais e à reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial, tendo-os como suficientes para afastar o princípio da bagatela. Na sequência, deixou de acolher os embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALJICIO BARBOSA DE ALMEIDA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, no processo n 0086329- 92.2013.13.0625, absolveu o paciente da prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto), do Código Penal. Apontou a atipicidade material da conduta, levando em conta o pequeno valor da coisa subtraída – R$ 31,20 – e a restituição dos bens – 4 frascos de xampu– à vítima. O Ministério Público interpôs apelação, objetivando a condenação. A Quinta Câmara Criminal, ao prover o recurso, condenou o paciente a 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, e ao pagamento de 6 dias-multa, ante o cometimento da infração prevista no artigo 155 (furto), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Aludiu a antecedentes criminais e à reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial, tendo-os como suficientes para afastar o princípio da bagatela. Na sequência, deixou de acolher os embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório HC 137217 / MG infringentes formalizados pela defesa. Protocolado recurso especial, foi inadmitido pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça. A defesa interpôs agravo – de n 848.760 – no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Relator negou provimento, por entender estar a decisão atacada em consonância com a jurisprudência do Tribunal. A Quinta Turma desproveu agravo interno, consignando o acerto das premissas lançadas no ato impugnado. A Defensoria Pública da União reafirma o cabimento do princípio da insignificância. Diz que a função do Direito Penal é tutelar bens jurídicos relevantes. Refere-se à inexpressividade da lesão, reportando-se ao pequeno valor da coisa, a demonstrar a atipicidade material da conduta. Destaca precedentes. Salienta mostrar-se a condenação do paciente pelo Tribunal de Justiça contrária à jurisprudência. Anota não ser a reincidência apta a impedir a absolvição, implementada pelo Juízo. Requereu, em âmbito liminar, fosse assegurado ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o julgamento desta impetração. No mérito, postula a observância do princípio da bagatela. Vossa Excelência, em 5 de maio de 2017, deixou de acolher o pedido de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pelo deferimento parcial da ordem a fim de ser redimensionada a sanção para 2 meses e 20 dias de reclusão, a cumprir-se no regime aberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG infringentes formalizados pela defesa. Protocolado recurso especial, foi inadmitido pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça. A defesa interpôs agravo – de n 848.760 – no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Relator negou provimento, por entender estar a decisão atacada em consonância com a jurisprudência do Tribunal. A Quinta Turma desproveu agravo interno, consignando o acerto das premissas lançadas no ato impugnado. A Defensoria Pública da União reafirma o cabimento do princípio da insignificância. Diz que a função do Direito Penal é tutelar bens jurídicos relevantes. Refere-se à inexpressividade da lesão, reportando-se ao pequeno valor da coisa, a demonstrar a atipicidade material da conduta. Destaca precedentes. Salienta mostrar-se a condenação do paciente pelo Tribunal de Justiça contrária à jurisprudência. Anota não ser a reincidência apta a impedir a absolvição, implementada pelo Juízo. Requereu, em âmbito liminar, fosse assegurado ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o julgamento desta impetração. No mérito, postula a observância do princípio da bagatela. Vossa Excelência, em 5 de maio de 2017, deixou de acolher o pedido de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pelo deferimento parcial da ordem a fim de ser redimensionada a sanção para 2 meses e 20 dias de reclusão, a cumprir-se no regime aberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório HC 137217 / MG Andamento processual, constante do sítio do Tribunal de Justiça, revelou o início do processo de execução da pena em 21 de outubro de 2016, não havendo informação sobre o atual estágio. Lancei visto no processo em 18 de agosto de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir do dia 28, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG Andamento processual, constante do sítio do Tribunal de Justiça, revelou o início do processo de execução da pena em 21 de outubro de 2016, não havendo informação sobre o atual estágio. Lancei visto no processo em 18 de agosto de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir do dia 28, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 325E-4321-CFD7-C9A8 e senha 4B68-3531-6BA6-D239 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): FURTO – OBJETO – PEQUENO VALOR – INSIGNIFICÂNCIA – DIMINUIÇÃO DA PENA. A teoria da insignificância não se coaduna com a previsão do § 2... do artigo 155 do Código Penal, a revelar que, sendo primário o réu e de pequeno valor a coisa furtada, o juiz poderá substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços ou somente aplicar multa. Busca-se o reconhecimento da prática do denominado crime de bagatela. Reitero o que fiz ver, em 5 de maio de 2017, quando indeferi o pedido de medida acauteladora: […] 2. Observem a ordem jurídica. Para a situação em que o bem furtado é de pequeno valor, há figura típica específica. Eis o preceito regedor da matéria: Art. 155. Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. […] § 2... Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. […] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6573-C31A-E407-8E61 e senha 3848-42F9-3269-4740 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): FURTO – OBJETO – PEQUENO VALOR – INSIGNIFICÂNCIA – DIMINUIÇÃO DA PENA. A teoria da insignificância não se coaduna com a previsão do § 2... do artigo 155 do Código Penal, a revelar que, sendo primário o réu e de pequeno valor a coisa furtada, o juiz poderá substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços ou somente aplicar multa. Busca-se o reconhecimento da prática do denominado crime de bagatela. Reitero o que fiz ver, em 5 de maio de 2017, quando indeferi o pedido de medida acauteladora: […] 2. Observem a ordem jurídica. Para a situação em que o bem furtado é de pequeno valor, há figura típica específica. Eis o preceito regedor da matéria: Art. 155. Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. […] § 2... Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. […] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6573-C31A-E407-8E61 e senha 3848-42F9-3269-4740 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 137217 / MG Vejam que o Tribunal estadual, no julgamento da apelação formalizada pelo Órgão acusador, destacou a existência de antecedentes criminais e a reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial. Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6573-C31A-E407-8E61 e senha 3848-42F9-3269-4740 Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG Vejam que o Tribunal estadual, no julgamento da apelação formalizada pelo Órgão acusador, destacou a existência de antecedentes criminais e a reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial. Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6573-C31A-E407-8E61 e senha 3848-42F9-3269-4740 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, a hipótese é de tentativa de furto de quatro frascos de shampoo, marca Dove, no valor de trinta e um reais e vinte centavos. Conforme foi destacado da Tribuna, não se tem notícia nem de violência física nem de prejuízo real para vítima, no caso o supermercado, porque os bens foram prontamente devolvidos. E observou o Doutor Gustavo Zortéa da Silva, da tribuna, houve o monitoramento durante todo o tempo em que o paciente esteve no supermercado. O Plenário do Supremo, quando julgou um habeas corpus, de minha relatoria, sobre a questão da insignificância, assentou o seguinte: "1. A aplicação do princípio da insignificância envolve um juízo amplo (“conglobante”), que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados. 2. Por maioria, foram também acolhidas as seguintes teses: (I) a reincidência não impede, por si só, que o juiz da causa reconheça a insignificância penal da conduta, à luz dos elementos do caso concreto; e (II) na hipótese de o juiz da causa considerar penal ou socialmente indesejável a aplicação do princípio da insignificância por furto, em situações em que tal enquadramento seja cogitável, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2..., c, do Código Penal Brasileiro no caso concreto, com base no princípio da proporcionalidade." Assim decidiu o douto Plenário. Aqui, neste caso - R$ 31,20 -, o juiz de primeiro grau, que é o que está mais próximo do fato, que é o que está mais próximo da comunidade, entendeu ser a hipótese de aplicação do princípio da insignificância. Desse modo, com todas as vênias à posição do Tribunal e à posição do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, a hipótese é de tentativa de furto de quatro frascos de shampoo, marca Dove, no valor de trinta e um reais e vinte centavos. Conforme foi destacado da Tribuna, não se tem notícia nem de violência física nem de prejuízo real para vítima, no caso o supermercado, porque os bens foram prontamente devolvidos. E observou o Doutor Gustavo Zortéa da Silva, da tribuna, houve o monitoramento durante todo o tempo em que o paciente esteve no supermercado. O Plenário do Supremo, quando julgou um habeas corpus, de minha relatoria, sobre a questão da insignificância, assentou o seguinte: "1. A aplicação do princípio da insignificância envolve um juízo amplo (“conglobante”), que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados. 2. Por maioria, foram também acolhidas as seguintes teses: (I) a reincidência não impede, por si só, que o juiz da causa reconheça a insignificância penal da conduta, à luz dos elementos do caso concreto; e (II) na hipótese de o juiz da causa considerar penal ou socialmente indesejável a aplicação do princípio da insignificância por furto, em situações em que tal enquadramento seja cogitável, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2..., c, do Código Penal Brasileiro no caso concreto, com base no princípio da proporcionalidade." Assim decidiu o douto Plenário. Aqui, neste caso - R$ 31,20 -, o juiz de primeiro grau, que é o que está mais próximo do fato, que é o que está mais próximo da comunidade, entendeu ser a hipótese de aplicação do princípio da insignificância. Desse modo, com todas as vênias à posição do Tribunal e à posição do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 137217 / MG Ministro Marco Aurélio, não vejo por que, neste caso, se ultrapassar a avaliação que a pessoa mais qualificada para valorar o fato concreto e o impacto dele sobre a comunidade realizou. Assim, eu vou pedir todas as vênias para, excepcionalmente, não conhecendo do recurso, conceder a ordem de ofício, Presidente, para restabelecer a decisão absolutória de primeiro grau, cumprimentando, uma vez mais, o ilustre Defensor Público. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vossa Excelência me permite? Talvez seja o caso de admitir-se a impetração, porque o ato impugnado foi formalizado em agravo interno visando à subida do recurso especial. Não se trata de habeas contra decisão proferida considerada outra impetração. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A minha anotação, Ministro Marco Aurélio, é que já teria transitado em julgado, que seria uma revisão criminal, portanto o habeas é substitutivo da revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Temos uma divergência, profunda, no que Vossa Excelência não admite o habeas corpus quando a decisão desafia, em tese, a revisão criminal. Admito-a em qualquer situação jurídica na qual esteja em jogo a liberdade de ir e vir e se aponte ato ilegal a cerceá-la. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas é a posição majoritária da Turma que eu sigo, portanto. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministro Luís Roberto, transitou em julgado e já extinguiu a punibilidade porque já foi executada a pena, começou a ser executada em 21 de outubro de 2016, oito meses de reclusão. Só como observação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Seja como for, o momento em que me cabe julgar é este e, de toda forma, você retiraria da ficha de antecedentes da reincidência o fato, que pode ter algum proveito para o paciente, de modo que eu não considero prejudicado o habeas corpus e, portanto, eu estou concedendo a ordem de ofício para restabelecer a sentença absolutória de primeiro grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG Ministro Marco Aurélio, não vejo por que, neste caso, se ultrapassar a avaliação que a pessoa mais qualificada para valorar o fato concreto e o impacto dele sobre a comunidade realizou. Assim, eu vou pedir todas as vênias para, excepcionalmente, não conhecendo do recurso, conceder a ordem de ofício, Presidente, para restabelecer a decisão absolutória de primeiro grau, cumprimentando, uma vez mais, o ilustre Defensor Público. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vossa Excelência me permite? Talvez seja o caso de admitir-se a impetração, porque o ato impugnado foi formalizado em agravo interno visando à subida do recurso especial. Não se trata de habeas contra decisão proferida considerada outra impetração. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A minha anotação, Ministro Marco Aurélio, é que já teria transitado em julgado, que seria uma revisão criminal, portanto o habeas é substitutivo da revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Temos uma divergência, profunda, no que Vossa Excelência não admite o habeas corpus quando a decisão desafia, em tese, a revisão criminal. Admito-a em qualquer situação jurídica na qual esteja em jogo a liberdade de ir e vir e se aponte ato ilegal a cerceá-la. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas é a posição majoritária da Turma que eu sigo, portanto. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministro Luís Roberto, transitou em julgado e já extinguiu a punibilidade porque já foi executada a pena, começou a ser executada em 21 de outubro de 2016, oito meses de reclusão. Só como observação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Seja como for, o momento em que me cabe julgar é este e, de toda forma, você retiraria da ficha de antecedentes da reincidência o fato, que pode ter algum proveito para o paciente, de modo que eu não considero prejudicado o habeas corpus e, portanto, eu estou concedendo a ordem de ofício para restabelecer a sentença absolutória de primeiro grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 137217 / MG 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEDF-FD07-CD5D-6832 e senha 17F3-9802-DF41-0C7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, o Supremo Tribunal Federal neste tema, princípio da insignificância, e a partir de, como sempre, belíssimo acórdão do Ministro Celso de Mello, concluiu no sentido de que a aplicação do princípio fica condicionada a quatro vetores, que seriam a mínima ofensividade da conduta, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica produzida. Todos esses vetores, a meu juízo, na minha avaliação, fazem-se presentes neste caso, em que houve a subtração – tentativa, porque houve, inclusive, a devolução – de quatro frascos de xampu no valor em torno de R$ 32,00. Eu sempre, desde que aqui cheguei, acolhi o princípio da insignificância. Entendo que, quando pode ser acionado, ele implica atipicidade material e, consequentemente – mesmo nas hipóteses de reincidência ou de reiteração de uma conduta delitiva, ainda que não configuradora de reincidência –, levaria, pela atipicidade material, ao trancamento da ação penal ou à absolvição. Então, neste caso específico, em que o tema foi debatido no Plenário, como bem lembrou o Ministro Luís Roberto, foram estabelecidas algumas condicionantes. Aliás, o Ministro Luís Roberto levou esse tema a Plenário justamente em função dos debates aqui na Turma, onde, antes da chegada de Sua Excelência, eu ficava vencida de forma isolada. Debatemos, lá, a minha posição ficou vencida, mas foram estabelecidas essas condicionantes, que eu costumo respeitar nas minhas decisões monocráticas. Mas aqui, reunida a Turma, no caso concreto, de fato, pedindo todas as vênias ao eminente Relator, acompanho a divergência e concedo a ordem de ofício, porque também não admito, como regra, habeas corpus substitutivo de revisão criminal. Concedo a ordem de ofício para efeito de absolver o impetrante, restabelecendo a sentença de primeiro grau. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16CA-CFDE-E038-E36A e senha 2962-2CEF-C2E4-55CF Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, o Supremo Tribunal Federal neste tema, princípio da insignificância, e a partir de, como sempre, belíssimo acórdão do Ministro Celso de Mello, concluiu no sentido de que a aplicação do princípio fica condicionada a quatro vetores, que seriam a mínima ofensividade da conduta, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica produzida. Todos esses vetores, a meu juízo, na minha avaliação, fazem-se presentes neste caso, em que houve a subtração – tentativa, porque houve, inclusive, a devolução – de quatro frascos de xampu no valor em torno de R$ 32,00. Eu sempre, desde que aqui cheguei, acolhi o princípio da insignificância. Entendo que, quando pode ser acionado, ele implica atipicidade material e, consequentemente – mesmo nas hipóteses de reincidência ou de reiteração de uma conduta delitiva, ainda que não configuradora de reincidência –, levaria, pela atipicidade material, ao trancamento da ação penal ou à absolvição. Então, neste caso específico, em que o tema foi debatido no Plenário, como bem lembrou o Ministro Luís Roberto, foram estabelecidas algumas condicionantes. Aliás, o Ministro Luís Roberto levou esse tema a Plenário justamente em função dos debates aqui na Turma, onde, antes da chegada de Sua Excelência, eu ficava vencida de forma isolada. Debatemos, lá, a minha posição ficou vencida, mas foram estabelecidas essas condicionantes, que eu costumo respeitar nas minhas decisões monocráticas. Mas aqui, reunida a Turma, no caso concreto, de fato, pedindo todas as vênias ao eminente Relator, acompanho a divergência e concedo a ordem de ofício, porque também não admito, como regra, habeas corpus substitutivo de revisão criminal. Concedo a ordem de ofício para efeito de absolver o impetrante, restabelecendo a sentença de primeiro grau. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16CA-CFDE-E038-E36A e senha 2962-2CEF-C2E4-55CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 137217 / MG É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16CA-CFDE-E038-E36A e senha 2962-2CEF-C2E4-55CF Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16CA-CFDE-E038-E36A e senha 2962-2CEF-C2E4-55CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, Senhores Advogados, Estudantes e Jornalistas presentes. Senhor Presidente, este é um caso típico de uso promíscuo e epidêmico do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal julgando tentativa de furto de quatro frascos de xampu, sendo certo que é um habeas corpus substitutivo de uma revisão criminal. Isso é absolutamente incabível em qualquer Corte do mundo, isso faz parte exatamente desse uso imoderado do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, quando não se obedece nem a competência em razão da matéria de autoridade coatora nem a competência em razão da matéria das pessoas que sofrem coação pelas autoridades indicadas pela Constituição Federal. Esse é o primeiro aspecto. O segundo aspecto, o ilustre Defensor, como sempre muito dedicado, suscitou uma tese interessante, talvez de crime impossível, tendo em vista que ele estava sendo vigiado. Mas a ratio legis é evitar exatamente o comportamento de subtrair, porque ele subtraiu sendo vigiado e sendo certo que essa vigília era feita com conhecimento do estabelecimento, mas sem conhecimento do autor do fato. Então, na verdade, nós estamos realmente diante de um crime tentado, porque não saiu da esfera de vigilância do titular do bem jurídico ofendido. Agora, veja Vossa Excelência o seguinte: Vossa Excelência foi Promotor de Justiça e eu fui também, depois, fiz concurso para Juiz, sempre esclareço isso para não pensar que tenho algo contra o quinto, eu não tenho nada contra o quinto, mas só para esclarecer que minha experiência veio do Ministério Público e da magistratura. Na magistratura, não fui de comarca do interior, tenho a experiência do Ministério Público e da comarca do interior. Então essa jurisprudência é um péssimo exemplo que um tribunal pode dar a um País do tamanho do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3A9-9AF8-12C4-6024 e senha EB20-70A9-9645-9F21 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, Senhores Advogados, Estudantes e Jornalistas presentes. Senhor Presidente, este é um caso típico de uso promíscuo e epidêmico do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal julgando tentativa de furto de quatro frascos de xampu, sendo certo que é um habeas corpus substitutivo de uma revisão criminal. Isso é absolutamente incabível em qualquer Corte do mundo, isso faz parte exatamente desse uso imoderado do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, quando não se obedece nem a competência em razão da matéria de autoridade coatora nem a competência em razão da matéria das pessoas que sofrem coação pelas autoridades indicadas pela Constituição Federal. Esse é o primeiro aspecto. O segundo aspecto, o ilustre Defensor, como sempre muito dedicado, suscitou uma tese interessante, talvez de crime impossível, tendo em vista que ele estava sendo vigiado. Mas a ratio legis é evitar exatamente o comportamento de subtrair, porque ele subtraiu sendo vigiado e sendo certo que essa vigília era feita com conhecimento do estabelecimento, mas sem conhecimento do autor do fato. Então, na verdade, nós estamos realmente diante de um crime tentado, porque não saiu da esfera de vigilância do titular do bem jurídico ofendido. Agora, veja Vossa Excelência o seguinte: Vossa Excelência foi Promotor de Justiça e eu fui também, depois, fiz concurso para Juiz, sempre esclareço isso para não pensar que tenho algo contra o quinto, eu não tenho nada contra o quinto, mas só para esclarecer que minha experiência veio do Ministério Público e da magistratura. Na magistratura, não fui de comarca do interior, tenho a experiência do Ministério Público e da comarca do interior. Então essa jurisprudência é um péssimo exemplo que um tribunal pode dar a um País do tamanho do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3A9-9AF8-12C4-6024 e senha EB20-70A9-9645-9F21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 137217 / MG Brasil: dizer que, pelo princípio da insignificância, a conduta é atípica. Ou seja, não há crime. É claro que há crime! Só que há crime tentado. O valor é insignificante diante do panorama moral que o Brasil alcançou, então ele é mais insignificante ainda. Mas a verdade é que a jurisprudência, no campo penal, ela tem que ser uma jurisprudência exemplar. Então, por exemplo, eu fui Promotor de Trajano de Moraes, onde havia apenas uma farmácia, e essa farmácia certamente deveria levar mais de um mês para vender 4 xampus, então, nesta Comarca, esse valor furtado não seria insignificante. É que eu também não vou defender pela máxima não, só quero uma digressão aqui, só para chegar ao ponto de razoabilidade. Como é reincidente específico, ficar com essa carta de alforria! Entendo que a proposta do Ministério Público é bastante proporcional e razoável. O Ministério Público, com base no acórdão do Pleno, sugere - porque até não é passível de ser cumprida - uma pena, em regime aberto, de dois meses. Eu acho que é, talvez, uma reprimenda que, de alguma forma, chame a atenção desse infrator de que não é possível mais reincidir. Então, eu estou, na verdade, concedendo a ordem de ofício para este fim proposto pelo Ministério Público, de reduzir para dois meses em regime aberto. Vossa Excelência disse que isso já foi até cumprido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3A9-9AF8-12C4-6024 e senha EB20-70A9-9645-9F21 Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG Brasil: dizer que, pelo princípio da insignificância, a conduta é atípica. Ou seja, não há crime. É claro que há crime! Só que há crime tentado. O valor é insignificante diante do panorama moral que o Brasil alcançou, então ele é mais insignificante ainda. Mas a verdade é que a jurisprudência, no campo penal, ela tem que ser uma jurisprudência exemplar. Então, por exemplo, eu fui Promotor de Trajano de Moraes, onde havia apenas uma farmácia, e essa farmácia certamente deveria levar mais de um mês para vender 4 xampus, então, nesta Comarca, esse valor furtado não seria insignificante. É que eu também não vou defender pela máxima não, só quero uma digressão aqui, só para chegar ao ponto de razoabilidade. Como é reincidente específico, ficar com essa carta de alforria! Entendo que a proposta do Ministério Público é bastante proporcional e razoável. O Ministério Público, com base no acórdão do Pleno, sugere - porque até não é passível de ser cumprida - uma pena, em regime aberto, de dois meses. Eu acho que é, talvez, uma reprimenda que, de alguma forma, chame a atenção desse infrator de que não é possível mais reincidir. Então, eu estou, na verdade, concedendo a ordem de ofício para este fim proposto pelo Ministério Público, de reduzir para dois meses em regime aberto. Vossa Excelência disse que isso já foi até cumprido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3A9-9AF8-12C4-6024 e senha EB20-70A9-9645-9F21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Consoante relatou o Ministro MARCO AURÉLIO: O Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, no processo n 0086329- 92.2013.13.0625, absolveu o paciente da prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto), do Código Penal. Apontou a atipicidade material da conduta, levando em conta o pequeno valor da coisa subtraída – R$ 31,20 – e a restituição dos bens – 4 frascos de xampu– à vítima. O Ministério Público interpôs apelação, objetivando a condenação. A Quinta Câmara Criminal, ao prover o recurso, condenou o paciente a 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, e ao pagamento de 6 dias-multa, ante o cometimento da infração prevista no artigo 155 (furto), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Aludiu a antecedentes criminais e à reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial, tendo-os como suficientes para afastar o princípio da bagatela. Na sequência, deixou de acolher os embargos infringentes formalizados pela defesa. Protocolado recurso especial, foi inadmitido pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça. A defesa interpôs agravo – de n 848.760 – no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Relator negou provimento, por entender estar a decisão atacada em consonância com a jurisprudência do Tribunal. A Quinta Turma desproveu agravo interno, consignando o acerto das premissas lançadas no ato impugnado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 137.217 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Consoante relatou o Ministro MARCO AURÉLIO: O Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, no processo n 0086329- 92.2013.13.0625, absolveu o paciente da prática do delito versado no artigo 155, cabeça (furto), do Código Penal. Apontou a atipicidade material da conduta, levando em conta o pequeno valor da coisa subtraída – R$ 31,20 – e a restituição dos bens – 4 frascos de xampu– à vítima. O Ministério Público interpôs apelação, objetivando a condenação. A Quinta Câmara Criminal, ao prover o recurso, condenou o paciente a 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, e ao pagamento de 6 dias-multa, ante o cometimento da infração prevista no artigo 155 (furto), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Aludiu a antecedentes criminais e à reincidência, considerada condenação anterior, transitada em julgado, por crime patrimonial, tendo-os como suficientes para afastar o princípio da bagatela. Na sequência, deixou de acolher os embargos infringentes formalizados pela defesa. Protocolado recurso especial, foi inadmitido pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça. A defesa interpôs agravo – de n 848.760 – no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Relator negou provimento, por entender estar a decisão atacada em consonância com a jurisprudência do Tribunal. A Quinta Turma desproveu agravo interno, consignando o acerto das premissas lançadas no ato impugnado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 137217 / MG O pleito defensivo está centrado na alegação de que a reincidência, por si só, não afasta a aplicação do princípio da insignificância. Em 5/5/2017 Sua Excelência indeferiu o pedido de medida liminar (Doc. 5). Instado a se manifestar, opina o Ministério Público Federal: “Reconhecido o furto privilegiado, a pena deve ser reduzida em dois terços, ficando em dois (2) meses e vinte (20) dias, a ser cumprida no regime inicial aberto.” (Doc. 6). Feita essa breve retrospectiva, passo a votar. Pois bem. A orientação firmada pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a aferição da insignificância da conduta como requisito negativo da tipicidade, em crimes contra o patrimônio, envolve um juízo amplo, “que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados” (HC 123.533, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2016. Busca-se, desse modo, evitar que ações típicas de pequena significação passem a ser consideradas penalmente lícitas e imunes a qualquer espécie de repressão estatal, perdendo-se de vista as relevantes consequências jurídicas e sociais desse fato decorrentes. Daí a importância da atuação do juiz da causa que, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, deverá estabelecer a justa medida na dosagem da pena, tendo em conta, inclusive, heterogeneidades sociais, econômicas e culturais. Com efeito, a aplicação do princípio da insignificância não depende apenas da magnitude do resultado da conduta. Essa ideia se reforça pelo fato de já haver previsão na legislação penal da possibilidade de mensuração da gravidade da ação, o que, embora sem excluir a tipicidade 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG O pleito defensivo está centrado na alegação de que a reincidência, por si só, não afasta a aplicação do princípio da insignificância. Em 5/5/2017 Sua Excelência indeferiu o pedido de medida liminar (Doc. 5). Instado a se manifestar, opina o Ministério Público Federal: “Reconhecido o furto privilegiado, a pena deve ser reduzida em dois terços, ficando em dois (2) meses e vinte (20) dias, a ser cumprida no regime inicial aberto.” (Doc. 6). Feita essa breve retrospectiva, passo a votar. Pois bem. A orientação firmada pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a aferição da insignificância da conduta como requisito negativo da tipicidade, em crimes contra o patrimônio, envolve um juízo amplo, “que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados” (HC 123.533, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2016. Busca-se, desse modo, evitar que ações típicas de pequena significação passem a ser consideradas penalmente lícitas e imunes a qualquer espécie de repressão estatal, perdendo-se de vista as relevantes consequências jurídicas e sociais desse fato decorrentes. Daí a importância da atuação do juiz da causa que, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, deverá estabelecer a justa medida na dosagem da pena, tendo em conta, inclusive, heterogeneidades sociais, econômicas e culturais. Com efeito, a aplicação do princípio da insignificância não depende apenas da magnitude do resultado da conduta. Essa ideia se reforça pelo fato de já haver previsão na legislação penal da possibilidade de mensuração da gravidade da ação, o que, embora sem excluir a tipicidade 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 137217 / MG da conduta, pode desembocar em significativo abrandamento da pena ou até mesmo na mitigação da persecução penal. A propósito, o legislador fez constar da Exposição de Motivos da Parte Especial do Código Penal que “não se distingue, para diverso tratamento penal, entre o maior ou menor valor da lesão patrimonial; mas, tratando-se de furto, apropriação indébita ou estelionato, quando a coisa subtraída, desviada ou captada é de pequeno valor, (...) pode o juiz substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um até dois terços, ou aplicar somente a de multa (arts. 155, §2..., 170, 171, §1...)” . À luz das referidas premissas, em ampla análise à conduta do paciente, não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes, notadamente se considerados os registros do Tribunal local, referendados pelo Superior Tribunal de Justiça, de que o paciente é contumaz na prática delituosa, visto que “a despeito do pequeno valor dos bens subtraídos – R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos) – o réu possui diversos registros criminais, ostentando, inclusive, uma condenação com trânsito em julgado por delito de natureza patrimonial” (Doc. 2 – fl. 203). Essa conclusão não destoa do entendimento firmado pelo Plenário e do que têm decidido as Turmas deste Tribunal: HC 118.028, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013 e HC 133.252, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 8/4/2016. Nesse contexto, não se verifica ilegalidade apta a desconstituir a decisão ora impugnada, ao menos nesse particular. Por outro lado, quanto ao modo de cumprimento da reprimenda penal, a presente hipótese apresenta quadro de constrangimento ilegal, a ser corrigido de ofício. O essencial em relação às liberdades individuais, em especial a liberdade de ir e vir, não é somente sua proclamação formal nos textos constitucionais ou nas declarações de direitos, mas a absoluta necessidade de sua pronta e eficaz consagração no mundo real, de maneira prática e eficiente, a partir de uma justa e razoável compatibilização com os demais direitos fundamentais da sociedade, de maneira a permitir a efetividade da Justiça Penal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG da conduta, pode desembocar em significativo abrandamento da pena ou até mesmo na mitigação da persecução penal. A propósito, o legislador fez constar da Exposição de Motivos da Parte Especial do Código Penal que “não se distingue, para diverso tratamento penal, entre o maior ou menor valor da lesão patrimonial; mas, tratando-se de furto, apropriação indébita ou estelionato, quando a coisa subtraída, desviada ou captada é de pequeno valor, (...) pode o juiz substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um até dois terços, ou aplicar somente a de multa (arts. 155, §2..., 170, 171, §1...)” . À luz das referidas premissas, em ampla análise à conduta do paciente, não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes, notadamente se considerados os registros do Tribunal local, referendados pelo Superior Tribunal de Justiça, de que o paciente é contumaz na prática delituosa, visto que “a despeito do pequeno valor dos bens subtraídos – R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos) – o réu possui diversos registros criminais, ostentando, inclusive, uma condenação com trânsito em julgado por delito de natureza patrimonial” (Doc. 2 – fl. 203). Essa conclusão não destoa do entendimento firmado pelo Plenário e do que têm decidido as Turmas deste Tribunal: HC 118.028, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013 e HC 133.252, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 8/4/2016. Nesse contexto, não se verifica ilegalidade apta a desconstituir a decisão ora impugnada, ao menos nesse particular. Por outro lado, quanto ao modo de cumprimento da reprimenda penal, a presente hipótese apresenta quadro de constrangimento ilegal, a ser corrigido de ofício. O essencial em relação às liberdades individuais, em especial a liberdade de ir e vir, não é somente sua proclamação formal nos textos constitucionais ou nas declarações de direitos, mas a absoluta necessidade de sua pronta e eficaz consagração no mundo real, de maneira prática e eficiente, a partir de uma justa e razoável compatibilização com os demais direitos fundamentais da sociedade, de maneira a permitir a efetividade da Justiça Penal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 137217 / MG MAURICE HAURIOU ensinou a importância de compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade, ressaltando a consagração do direito à segurança, ao salientar que “em todas as declarações de direitos e em todas as Constituições revolucionárias figura a segurança na primeira fila dos direitos fundamentais”, inclusive apontando que “os publicistas ingleses colocaram em primeiro plano a preocupação com a segurança”, pois, conclui o Catedrático da Faculdade de Direito de Toulouse, “por meio do direito de segurança, se pretende garantir a liberdade individual contra o arbítrio da justiça penal, ou seja, contra as jurisdições excepcionais, contra as penas arbitrárias, contra as detenções e prisões preventivas, contra as arbitrariedades do processo criminal” (Derecho público y constitucional. 2. ed. Madri: Instituto editorial Réus, 1927. p. 135- 136). Essa necessária compatibilização admite a relativização da liberdade de ir e vir em hipóteses excepcionais e razoavelmente previstas nos textos normativos, pois a consagração do Estado de Direito não admite a existência de restrições abusivas ou arbitrárias à liberdade de locomoção, como historicamente salientado pelo grande magistrado inglês COKE, em seus comentários à CARTA MAGNA, de 1642, por ordem da Câmara dos Comuns, nos estratos do Segundo Instituto, ao afirmar: “que nenhum homem seja detido ou preso senão pela lei da terra, isto é, pela lei comum, lei estatutária ou costume da Inglaterra” (capítulo 29). Com a consagração das ideias libertárias francesas do século XVIII, como lembrado pelo ilustre professor MIRKINE GUETZÉVITCH (russo de nascimento e francês por opção), essas limitações se tornaram exclusivamente “trabalho das Câmaras legislativas”, para se evitar o abuso da força estatal (As novas tendências do direito constitucional. Companhia editora nacional, 1933. p. 77 e ss.). No particular, não houve a devida compatibilização, uma vez que a imposição do regime inicial semiaberto, com arrimo na reincidência, parece colidir com a proporcionalidade na escolha do regime de cumprimento de pena que melhor se coadune com as circunstâncias da conduta de furto de bem pertencente a estabelecimento comercial, avaliado em R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos). Sobressai, neste 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG MAURICE HAURIOU ensinou a importância de compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade, ressaltando a consagração do direito à segurança, ao salientar que “em todas as declarações de direitos e em todas as Constituições revolucionárias figura a segurança na primeira fila dos direitos fundamentais”, inclusive apontando que “os publicistas ingleses colocaram em primeiro plano a preocupação com a segurança”, pois, conclui o Catedrático da Faculdade de Direito de Toulouse, “por meio do direito de segurança, se pretende garantir a liberdade individual contra o arbítrio da justiça penal, ou seja, contra as jurisdições excepcionais, contra as penas arbitrárias, contra as detenções e prisões preventivas, contra as arbitrariedades do processo criminal” (Derecho público y constitucional. 2. ed. Madri: Instituto editorial Réus, 1927. p. 135- 136). Essa necessária compatibilização admite a relativização da liberdade de ir e vir em hipóteses excepcionais e razoavelmente previstas nos textos normativos, pois a consagração do Estado de Direito não admite a existência de restrições abusivas ou arbitrárias à liberdade de locomoção, como historicamente salientado pelo grande magistrado inglês COKE, em seus comentários à CARTA MAGNA, de 1642, por ordem da Câmara dos Comuns, nos estratos do Segundo Instituto, ao afirmar: “que nenhum homem seja detido ou preso senão pela lei da terra, isto é, pela lei comum, lei estatutária ou costume da Inglaterra” (capítulo 29). Com a consagração das ideias libertárias francesas do século XVIII, como lembrado pelo ilustre professor MIRKINE GUETZÉVITCH (russo de nascimento e francês por opção), essas limitações se tornaram exclusivamente “trabalho das Câmaras legislativas”, para se evitar o abuso da força estatal (As novas tendências do direito constitucional. Companhia editora nacional, 1933. p. 77 e ss.). No particular, não houve a devida compatibilização, uma vez que a imposição do regime inicial semiaberto, com arrimo na reincidência, parece colidir com a proporcionalidade na escolha do regime de cumprimento de pena que melhor se coadune com as circunstâncias da conduta de furto de bem pertencente a estabelecimento comercial, avaliado em R$ 31,20 (trinta e um reais e vinte centavos). Sobressai, neste 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 137217 / MG exame, a pequena significação da conduta pela qual fora condenado o paciente. Acrescente-se que as circunstâncias judiciais lhe são favoráveis, razão por que a pena-base fora estabelecida no mínimo legal. Em abono a esse entendimento: ii) na hipótese de o juiz da causa considerar penal ou socialmente indesejável a aplicação do princípio da insignificância por furto, em situações em que tal enquadramento seja cogitável, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2..., c, do Código Penal Brasileiro no caso concreto, com base no princípio da proporcionalidade. (HC 123.533, Tribunal Pleno, Rel. Min. ROBERTO BARROSO) Diante desse quadro, é cabível a conversão da reprimenda corporal por restritivas de direito. Enfim, como nenhum homem ou mulher poderá ser privado de sua liberdade de ir e vir sem expressa autorização constitucional e de acordo com os excepcionais e razoáveis requisitos legais, pois o “direito à liberdade de locomoção resulta da própria natureza humana”, como ensinou o grande constitucionalista do Império, Pimenta Bueno (Direito público brasileiro e análise da Constituição do Império. Rio de Janeiro: Ministério da Justiça e Negócios Interiores, 1958. p. 388); o presente Habeas Corpus é meio idôneo para garantir todos os direitos legais previstos ao paciente e relacionados com sua liberdade de locomoção, mesmo que, como salientado pelo Ministro CELSO DE MELLO, “na simples condição de direito-meio”, essa liberdade individual esteja sendo afetada “apenas de modo reflexo, indireto ou oblíquo” (Constituição Federal anotada. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 1986. p. 459). Diante do exposto, CONCEDO A ORDEM de HABEAS CORPUS, de ofício, para, no tocante à Ação Penal 0086329- 92.2013.13.0625, em trâmite 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG exame, a pequena significação da conduta pela qual fora condenado o paciente. Acrescente-se que as circunstâncias judiciais lhe são favoráveis, razão por que a pena-base fora estabelecida no mínimo legal. Em abono a esse entendimento: ii) na hipótese de o juiz da causa considerar penal ou socialmente indesejável a aplicação do princípio da insignificância por furto, em situações em que tal enquadramento seja cogitável, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2..., c, do Código Penal Brasileiro no caso concreto, com base no princípio da proporcionalidade. (HC 123.533, Tribunal Pleno, Rel. Min. ROBERTO BARROSO) Diante desse quadro, é cabível a conversão da reprimenda corporal por restritivas de direito. Enfim, como nenhum homem ou mulher poderá ser privado de sua liberdade de ir e vir sem expressa autorização constitucional e de acordo com os excepcionais e razoáveis requisitos legais, pois o “direito à liberdade de locomoção resulta da própria natureza humana”, como ensinou o grande constitucionalista do Império, Pimenta Bueno (Direito público brasileiro e análise da Constituição do Império. Rio de Janeiro: Ministério da Justiça e Negócios Interiores, 1958. p. 388); o presente Habeas Corpus é meio idôneo para garantir todos os direitos legais previstos ao paciente e relacionados com sua liberdade de locomoção, mesmo que, como salientado pelo Ministro CELSO DE MELLO, “na simples condição de direito-meio”, essa liberdade individual esteja sendo afetada “apenas de modo reflexo, indireto ou oblíquo” (Constituição Federal anotada. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 1986. p. 459). Diante do exposto, CONCEDO A ORDEM de HABEAS CORPUS, de ofício, para, no tocante à Ação Penal 0086329- 92.2013.13.0625, em trâmite 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 137217 / MG junto ao Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, converter a reprimenda corporal em sanções restritivas de direito, cabendo ao Juízo de origem fixar as condições das penas substitutivas. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Supremo Tribunal Federal HC 137217 / MG junto ao Juízo da Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei/MG, converter a reprimenda corporal em sanções restritivas de direito, cabendo ao Juízo de origem fixar as condições das penas substitutivas. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E85-EF49-6389-18C4 e senha 034B-C8CC-F524-DEBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 28/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 137.217 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ALJICIO BARBOSA DE ALMEIDA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria e nos termos do voto médio do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator para o acórdão, a Turma concedeu a ordem, de ofício, no sentido da substituição da pena por medidas restritivas de direito a serem fixadas pelo Juízo de origem, vencidos o Ministro Marco Aurélio, Relator, que denegava a ordem; os Ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que votaram no sentido da absolvição; e, parcialmente, o Ministro Luiz Fux, que fixava o regime aberto. Falou o Dr. Gustavo Zortéa da Silva, Defensor Público Federal, pelo Paciente. Primeira Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Vice-Procurador-Geral da República, Dr. Luciano Mariz Maia. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8651-515D-91F6-D131 e senha 736B-B007-9693-82D9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 137.217 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ALJICIO BARBOSA DE ALMEIDA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria e nos termos do voto médio do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator para o acórdão, a Turma concedeu a ordem, de ofício, no sentido da substituição da pena por medidas restritivas de direito a serem fixadas pelo Juízo de origem, vencidos o Ministro Marco Aurélio, Relator, que denegava a ordem; os Ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que votaram no sentido da absolvição; e, parcialmente, o Ministro Luiz Fux, que fixava o regime aberto. Falou o Dr. Gustavo Zortéa da Silva, Defensor Público Federal, pelo Paciente. Primeira Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processo a ele vinculado, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Vice-Procurador-Geral da República, Dr. Luciano Mariz Maia. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8651-515D-91F6-D131 e senha 736B-B007-9693-82D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 137 . 217", "HC 123 . 533", "HC 137217 / MG", "HC 123 . 533", "HC 137217 / MG", "HC 123 . 533", "HC 137217", "HC 137217 / MG", "HABEAS CORPUS 137 . 217 MINAS", "processo n 0086329 - 92 . 2013 . 13 . 0625", "HABEAS CORPUS 137 . 217", "processo n 0086329 - 92 . 2013 . 13 .", "0625", "HC 137217 / MG", "HC 137217 / MG", "HC 137217 / MG", "HC 137217 / MG", "HABEAS CORPUS 137 . 217", "HABEAS CORPUS 137 . 217", "HC 137217 / MG", "HC 137217 / MG", "HABEAS CORPUS 137 . 217", "HABEAS CORPUS 137 . 217", "HC 137217 / MG", "HC 137217 / MG", "HC 137217 / MG", "HC 137217 / MG", "HABEAS CORPUS 137 . 217", "HABEAS CORPUS 137 . 217", "HC 137217 / MG", "HC 137217 / MG", "HABEAS CORPUS 137 . 217", "HABEAS CORPUS 137 . 217", "HC 137217 / MG", "HC 137217 / MG", "HABEAS CORPUS 137 . 217", "processo n 0086329 - 92 . 2013 . 13 . 0625", "HABEAS CORPUS 137 . 217", "processo n 0086329 - 92 . 2013 . 13 . 0625", "HC 137217 / MG", "HC 123 . 533", "HC 137217 / MG", "HC 123 . 533", 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"Segunda Vara Criminal de Execuções Penais da Comarca de São João Del Rei / MG", "Ministério Público", "Quinta Câmara Criminal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Defensoria Pública da União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Defensoria Pública da União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Dove", "Plenário do Supremo", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Dove", "Plenário do Supremo", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", 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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB E OUTRO(A/S) EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental. Omissão. Não verificada. Conexão entre crimes comuns e crimes eleitorais. Competência. Pretensão de rejulgamento de causa já decidida. Embargos rejeitados. 1. As investigações estão em estágio embrionário. Não obstante, no momento, os elementos informativos mais consistentes apontam para a existência de crime eleitoral. Eventuais crimes conexos não prescindem de aprofundamento das investigações. 2. O entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência da Corte no sentido de que, havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Precedentes. 3. “Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte” (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29.06.2018). 4. Embargos rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4083-0316-CF88-BDC6 e senha 24EC-EE0B-3094-FF5D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 276 Ementa e Acórdão PET 6986 AGR-ED / DF Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4083-0316-CF88-BDC6 e senha 24EC-EE0B-3094-FF5D Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4083-0316-CF88-BDC6 e senha 24EC-EE0B-3094-FF5D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 277 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal contra acórdão de fls. 104/126, por meio do qual a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal determinou a remessa dos termos de depoimento dos colaboradores premiados JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO, MÔNICA REGINA CUNHA MOURA e ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente. Alega o embargante haver omissão sobre ponto essencial no acórdão embargado, vício esse que, uma vez reparado, implicará a atribuição de efeitos infringentes ao recurso. Segundo o Parquet federal, a omissão diria respeito à necessidade de reconhecer a bipartição da competência entre a Justiça Eleitoral e a Justiça Federal, por razões de índole técnica (de natureza constitucional). Em síntese, argumenta que (i) eventual conexão entre crimes comuns de natureza federal e crimes eleitorais não se resolve subtraindo- se da Justiça Federal sua parcela de competência para atribuí-la, em seguida, à Justiça Eleitoral, fazendo prevalecer o que preveem os artigos 35, inciso II, do Código Eleitoral e 78, inciso IV, do CPP em detrimento das regras constitucionais; (ii) a melhor solução, em tal hipótese, seria considerar cada Justiça – a Federal e a Eleitoral – como a competente para processar os crimes cujo julgamento pela Constituição (no caso da Justiça Federal) e pela Lei (no caso da Justiça Eleitoral) lhes couber; (iii) esse Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F356-F107-D2E9-2394 e senha D719-2F10-D273-8B64 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal contra acórdão de fls. 104/126, por meio do qual a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal determinou a remessa dos termos de depoimento dos colaboradores premiados JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO, MÔNICA REGINA CUNHA MOURA e ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente. Alega o embargante haver omissão sobre ponto essencial no acórdão embargado, vício esse que, uma vez reparado, implicará a atribuição de efeitos infringentes ao recurso. Segundo o Parquet federal, a omissão diria respeito à necessidade de reconhecer a bipartição da competência entre a Justiça Eleitoral e a Justiça Federal, por razões de índole técnica (de natureza constitucional). Em síntese, argumenta que (i) eventual conexão entre crimes comuns de natureza federal e crimes eleitorais não se resolve subtraindo- se da Justiça Federal sua parcela de competência para atribuí-la, em seguida, à Justiça Eleitoral, fazendo prevalecer o que preveem os artigos 35, inciso II, do Código Eleitoral e 78, inciso IV, do CPP em detrimento das regras constitucionais; (ii) a melhor solução, em tal hipótese, seria considerar cada Justiça – a Federal e a Eleitoral – como a competente para processar os crimes cujo julgamento pela Constituição (no caso da Justiça Federal) e pela Lei (no caso da Justiça Eleitoral) lhes couber; (iii) esse Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F356-F107-D2E9-2394 e senha D719-2F10-D273-8B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 278 Relatório PET 6986 AGR-ED / DF último entendimento é acolhido pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça; e (iv) no caso concreto, as normas constitucionais que determinam a competência da Justiça Federal não foram examinadas, o que configura omissão acerca de ponto essencial para o deslinde da controvérsia, sanável por meio da atribuição de efeitos infringentes ao presente recurso. Ao final, pede sejam conhecidos e providos os embargos de declaração opostos, com atribuição de efeitos infringentes ao recurso, para que a Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal determine a remessa dos termos de depoimento respectivos tanto para a Justiça Eleitoral, quanto para a Justiça Federal, nomeadamente para a 13ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Curitiba, “em razão dos diversos repasses feitos pela Odebrecht guardarem relação com investigações e ações penais em curso na mesma”. Às fls. 145/152, GUIDO MANTEGA manifestou-se pela rejeição dos embargos de declaração, ao argumento de que o acórdão embargado não padece de omissão. Sustenta que a tese ministerial carece de embasamento legal e doutrinário, ressaltando que “a Justiça Federal (...) integra a Justiça Comum e, justamente por isso, é residual em relação às jurisdições especiais”. Assevera, ainda, que a Segunda Turma consolidou o “entendimento de que a Justiça Eleitoral é dotada de vis atractiva para processar e julgar não somente os crimes eleitorais, mas também a integralidade dos comuns que lhes forem conexos” (PET 6.820-AgR). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F356-F107-D2E9-2394 e senha D719-2F10-D273-8B64 Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF último entendimento é acolhido pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça; e (iv) no caso concreto, as normas constitucionais que determinam a competência da Justiça Federal não foram examinadas, o que configura omissão acerca de ponto essencial para o deslinde da controvérsia, sanável por meio da atribuição de efeitos infringentes ao presente recurso. Ao final, pede sejam conhecidos e providos os embargos de declaração opostos, com atribuição de efeitos infringentes ao recurso, para que a Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal determine a remessa dos termos de depoimento respectivos tanto para a Justiça Eleitoral, quanto para a Justiça Federal, nomeadamente para a 13ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Curitiba, “em razão dos diversos repasses feitos pela Odebrecht guardarem relação com investigações e ações penais em curso na mesma”. Às fls. 145/152, GUIDO MANTEGA manifestou-se pela rejeição dos embargos de declaração, ao argumento de que o acórdão embargado não padece de omissão. Sustenta que a tese ministerial carece de embasamento legal e doutrinário, ressaltando que “a Justiça Federal (...) integra a Justiça Comum e, justamente por isso, é residual em relação às jurisdições especiais”. Assevera, ainda, que a Segunda Turma consolidou o “entendimento de que a Justiça Eleitoral é dotada de vis atractiva para processar e julgar não somente os crimes eleitorais, mas também a integralidade dos comuns que lhes forem conexos” (PET 6.820-AgR). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F356-F107-D2E9-2394 e senha D719-2F10-D273-8B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 279 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal contra acórdão de fls. 104/126, por meio do qual a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal determinou a remessa dos termos de depoimento dos colaboradores premiados JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO, MÔNICA REGINA CUNHA MOURA e ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente. Referido julgado foi ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental. Petição. Doações eleitorais por meio de caixa dois. Fatos que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350 do Código Eleitoral). Competência da Justiça Eleitoral. Crimes conexos de competência da Justiça Comum. Irrelevância. Pretendido reconhecimento da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou do Estado de São Paulo. Não cabimento. Prevalência da Justiça Especial (art. 35, II, do Código Eleitoral e art. 78, IV, do Código de Processo Penal). Precedentes. Possível falsidade ideológica relativa a pleito presidencial. Prestação de contas realizada perante o Tribunal Superior Eleitoral. Competência territorial do Distrito Federal. Agravo regimental não provido. Competência absoluta. Matéria de ordem pública. Remessa, de ofício, dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Determinação que não firma, em definitivo, a competência do juízo indicado. Investigação em fase embrionária. Impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal contra acórdão de fls. 104/126, por meio do qual a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal determinou a remessa dos termos de depoimento dos colaboradores premiados JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO, MÔNICA REGINA CUNHA MOURA e ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente. Referido julgado foi ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental. Petição. Doações eleitorais por meio de caixa dois. Fatos que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350 do Código Eleitoral). Competência da Justiça Eleitoral. Crimes conexos de competência da Justiça Comum. Irrelevância. Pretendido reconhecimento da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou do Estado de São Paulo. Não cabimento. Prevalência da Justiça Especial (art. 35, II, do Código Eleitoral e art. 78, IV, do Código de Processo Penal). Precedentes. Possível falsidade ideológica relativa a pleito presidencial. Prestação de contas realizada perante o Tribunal Superior Eleitoral. Competência territorial do Distrito Federal. Agravo regimental não provido. Competência absoluta. Matéria de ordem pública. Remessa, de ofício, dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Determinação que não firma, em definitivo, a competência do juízo indicado. Investigação em fase embrionária. Impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 280 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF 1. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral (PET nº 6.820/DF-AgR-ED, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/3/18). 2. A existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, como corrupção passiva e lavagem de capitais, não afasta a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 3. Tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleito presidencial, em que a prestação de contas é feita perante o Tribunal Superior Eleitoral, o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. 4. Como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento de termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural (Inq nº 4.130/PR-QO, Pleno, de minha relatoria, DJe de 3/2/16). 5. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. 6. Agravo regimental não provido. Determinação, de ofício, de remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente." Na espécie, o embargante sustenta que, ao fixar a competência da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF 1. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral (PET nº 6.820/DF-AgR-ED, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/3/18). 2. A existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, como corrupção passiva e lavagem de capitais, não afasta a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 3. Tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleito presidencial, em que a prestação de contas é feita perante o Tribunal Superior Eleitoral, o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. 4. Como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento de termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural (Inq nº 4.130/PR-QO, Pleno, de minha relatoria, DJe de 3/2/16). 5. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. 6. Agravo regimental não provido. Determinação, de ofício, de remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente." Na espécie, o embargante sustenta que, ao fixar a competência da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 281 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF Justiça Eleitoral para processar e julgar o crime eleitoral e os que lhe forem conexos, consoante art. 35, inciso II, do Código Eleitoral e art. 78, inciso IV, do CPP, o julgado seria omisso quanto à análise das normas constitucionais que determinam a competência da Justiça Federal. A seu ver, a adequada aplicação de tais normas constitucionais e legais determina o desmembramento do feito para que eventuais crimes conexos sejam processados na Justiça Federal, enquanto os de natureza eleitoral sejam submetidos à competência da Justiça especializada. Argumenta que eventual conexão entre crimes comuns de natureza federal e crimes eleitorais não se resolve subtraindo-se da Justiça Federal sua parcela de competência para atribuí-la, em seguida, à Justiça Eleitoral. Inexiste, entretanto, a omissão apontada. Após acurada reapreciação dos autos, destaco que as investigações estão em estágio embrionário. Não obstante isso, no momento, os elementos informativos mais consistentes apontam para a existência de crime eleitoral. Nesse sentido, colhe-se da petição inicial do Ministério Público Federal: “(...) 2. Do caso concreto A presente Petição trata dos Termos de Depoimento nº 06, 09 e 19 de MONICA REGINA CUNHA MOURA, nº 00, 01 e 03 de ANDRÉ LUIS REIS DE SANTANA e nº 03, 04, 06 e 10 de JOAO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO que versam sobre fatos ilícitos ocorridos nas campanhas de DILMA ROUSSEFF à presidência da República nos anos de 2010 e 2014 (grifei). 2.1 Campanha Eleitoral de 2010 Informa a colaboradora MONICA MOURA que ANTÔNIO PALOCCI e JOÃO VACCARI NETO intermediaram pagamento de valores não oficiais para essa campanha por meio da empresa ODEBRECHT e do empresário SWI SKORNICKI, MONICA MOURA relata que, no primeiro encontro, para tratar dos custos da campanha, reuniu-se com 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF Justiça Eleitoral para processar e julgar o crime eleitoral e os que lhe forem conexos, consoante art. 35, inciso II, do Código Eleitoral e art. 78, inciso IV, do CPP, o julgado seria omisso quanto à análise das normas constitucionais que determinam a competência da Justiça Federal. A seu ver, a adequada aplicação de tais normas constitucionais e legais determina o desmembramento do feito para que eventuais crimes conexos sejam processados na Justiça Federal, enquanto os de natureza eleitoral sejam submetidos à competência da Justiça especializada. Argumenta que eventual conexão entre crimes comuns de natureza federal e crimes eleitorais não se resolve subtraindo-se da Justiça Federal sua parcela de competência para atribuí-la, em seguida, à Justiça Eleitoral. Inexiste, entretanto, a omissão apontada. Após acurada reapreciação dos autos, destaco que as investigações estão em estágio embrionário. Não obstante isso, no momento, os elementos informativos mais consistentes apontam para a existência de crime eleitoral. Nesse sentido, colhe-se da petição inicial do Ministério Público Federal: “(...) 2. Do caso concreto A presente Petição trata dos Termos de Depoimento nº 06, 09 e 19 de MONICA REGINA CUNHA MOURA, nº 00, 01 e 03 de ANDRÉ LUIS REIS DE SANTANA e nº 03, 04, 06 e 10 de JOAO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO que versam sobre fatos ilícitos ocorridos nas campanhas de DILMA ROUSSEFF à presidência da República nos anos de 2010 e 2014 (grifei). 2.1 Campanha Eleitoral de 2010 Informa a colaboradora MONICA MOURA que ANTÔNIO PALOCCI e JOÃO VACCARI NETO intermediaram pagamento de valores não oficiais para essa campanha por meio da empresa ODEBRECHT e do empresário SWI SKORNICKI, MONICA MOURA relata que, no primeiro encontro, para tratar dos custos da campanha, reuniu-se com 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 282 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF ANTÔNIO PALOCCI, JOÃO SANTANA e também JOÃO VACCARI, que era o tesoureiro oficial do partido (PT Nacional). Ao detalhar valores e formas de pagamento, a colaboradora informa que relevante parcela da campanha no primeiro turno foi paga mediante forma não contabilizada. (...) 2.2 Campanha eleitoral de 2014 Em seu Termo de Depoimento nº 9, MONICA MOURA relata fatos relacionados à campanha eleitoral de DILMA VANA ROUSSEFF à Presidência da República, em 2014. Narra que em junho de 2014, durante jantar no Palácio do Planalto, DILMA comprometeu-se com JOÃO SANTANA a cuidar pessoalmente do pagamento do marketing da campanha para evitar os mesmos ‘atrasos’ e ‘desvios’ corridos na campanha de 2010. Relata que, dessa vez, o então Ministro GUIDO MANTEGA intermediou pessoalmente o pagamento de valores não oficiais para a campanha de reeleição de DILMA ROUSSEFF em 2014. (...).” Consta, ainda, da decisão agravada o seguinte excerto, “[n]o caso concreto, a petição trata dos Termos de Depoimento ns. 6, 9 e 19 de Mônica Moura, dos Termos de Depoimento ns. 0, 1 e 3 de André Santana e dos Termos de Depoimento ns. 3, 4, 6 e 10 de João Cerqueira de Santana Filho, os quais indicam, em síntese, a utilização de recursos não declarados nas campanhas de Dilma Rousseff à Presidência da República nos anos de 2010 e 2014”. Eventuais crimes conexos não prescindem de aprofundamento das investigações. Por isso mesmo, seria precipitado efetuar-se o desmembramento do feito neste momento, já que a cisão poderia 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF ANTÔNIO PALOCCI, JOÃO SANTANA e também JOÃO VACCARI, que era o tesoureiro oficial do partido (PT Nacional). Ao detalhar valores e formas de pagamento, a colaboradora informa que relevante parcela da campanha no primeiro turno foi paga mediante forma não contabilizada. (...) 2.2 Campanha eleitoral de 2014 Em seu Termo de Depoimento nº 9, MONICA MOURA relata fatos relacionados à campanha eleitoral de DILMA VANA ROUSSEFF à Presidência da República, em 2014. Narra que em junho de 2014, durante jantar no Palácio do Planalto, DILMA comprometeu-se com JOÃO SANTANA a cuidar pessoalmente do pagamento do marketing da campanha para evitar os mesmos ‘atrasos’ e ‘desvios’ corridos na campanha de 2010. Relata que, dessa vez, o então Ministro GUIDO MANTEGA intermediou pessoalmente o pagamento de valores não oficiais para a campanha de reeleição de DILMA ROUSSEFF em 2014. (...).” Consta, ainda, da decisão agravada o seguinte excerto, “[n]o caso concreto, a petição trata dos Termos de Depoimento ns. 6, 9 e 19 de Mônica Moura, dos Termos de Depoimento ns. 0, 1 e 3 de André Santana e dos Termos de Depoimento ns. 3, 4, 6 e 10 de João Cerqueira de Santana Filho, os quais indicam, em síntese, a utilização de recursos não declarados nas campanhas de Dilma Rousseff à Presidência da República nos anos de 2010 e 2014”. Eventuais crimes conexos não prescindem de aprofundamento das investigações. Por isso mesmo, seria precipitado efetuar-se o desmembramento do feito neste momento, já que a cisão poderia 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 283 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF dificultar e/ou obstar a evolução das investigações e, por conseguinte, também a individualização de condutas. Vide que o voto condutor do acórdão é sensível a todas essas peculiaridades e, não por outro motivo, explicita categoricamente que o encaminhamento dos termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado. Confira: “Na espécie, tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleito presidencial, em que a prestação de contas é feita perante o Tribunal Superior Eleitoral, penso que o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Paraná ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. Por fim, registro que, como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento dos termos de colaboração e dos respectivos anexos não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas, exemplificativamente, as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência referidas no Inq. Nº 4.130/PR-QO, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural.” Ademais, o entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Nesse sentido: “Agravo regimental. Petição. Doações eleitorais por meio 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF dificultar e/ou obstar a evolução das investigações e, por conseguinte, também a individualização de condutas. Vide que o voto condutor do acórdão é sensível a todas essas peculiaridades e, não por outro motivo, explicita categoricamente que o encaminhamento dos termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado. Confira: “Na espécie, tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleito presidencial, em que a prestação de contas é feita perante o Tribunal Superior Eleitoral, penso que o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Paraná ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. Por fim, registro que, como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento dos termos de colaboração e dos respectivos anexos não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas, exemplificativamente, as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência referidas no Inq. Nº 4.130/PR-QO, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural.” Ademais, o entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Nesse sentido: “Agravo regimental. Petição. Doações eleitorais por meio 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 284 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF de caixa dois. Fatos que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350 do Código Eleitoral). Competência da Justiça Eleitoral. Crimes conexos de competência da Justiça Comum. Irrelevância. Prevalência da Justiça Especial (art. 35, II, do Código Eleitoral e art. 78, IV, do Código de Processo Penal). Precedentes. Remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Determinação que não firma, em definitivo, a competência do juízo indicado. Investigação em fase embrionária. Impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência. Agravo regimental provido. 1. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral (PET nº 6.820/DF-AgR-ED, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/3/18). 2. A existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, como corrupção passiva e lavagem de capitais, não afasta a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 3. Tratando-se de investigação em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento de termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural (Inq nº 4.130/PR-QO, Pleno, de minha relatoria, DJe de 3/2/16). 4. Agravo regimental provido, para se determinar a remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para posterior 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF de caixa dois. Fatos que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350 do Código Eleitoral). Competência da Justiça Eleitoral. Crimes conexos de competência da Justiça Comum. Irrelevância. Prevalência da Justiça Especial (art. 35, II, do Código Eleitoral e art. 78, IV, do Código de Processo Penal). Precedentes. Remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Determinação que não firma, em definitivo, a competência do juízo indicado. Investigação em fase embrionária. Impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência. Agravo regimental provido. 1. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral (PET nº 6.820/DF-AgR-ED, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/3/18). 2. A existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, como corrupção passiva e lavagem de capitais, não afasta a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 3. Tratando-se de investigação em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento de termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural (Inq nº 4.130/PR-QO, Pleno, de minha relatoria, DJe de 3/2/16). 4. Agravo regimental provido, para se determinar a remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para posterior 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 285 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente” (Pet 7.319/DF, Segunda Turma, Rel. p/ o ac. Min. Dias Toffoli, DJe de 9/5/18). "(...) [E]m se verificando (...) que há processo penal, em andamento na Justiça Federal, por crimes eleitorais e crimes comuns conexos, é de se conceder habeas corpus, de ofício, para anulação, a partir da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, e encaminhamento dos autos respectivos à Justiça Eleitoral de primeira instância" (CC 7.033/SP, Rel. Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, de 2/10/1996 – grifei). Observe-se, outrossim, que o próprio artigo 109, inciso IV, ao definir a competência da Justiça Federal para processar e julgar “os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas”, ressalva expressamente a competência da Justiça Eleitoral. Sobre a matéria, mostram-se valiosas as ponderações do Ministro Celso de Mello no voto proferido na Pet 7.319, cujo excerto passo a transcrever no que é pertinente: “(...) [T]em sido tradicional, em nosso constitucionalismo, a partir da Constituição de 1934 (art. 83, h) e com exceção da Carta Política de 1937 (art. 90), a inclusão de 'um conjunto irredutível de atribuições' (RTJ 100/1005, Rel. Min. RAFAEL MAYER) na esfera da Justiça Eleitoral, a quem se outorgou competência, entre outras matérias, para processar e julgar os delitos eleitorais e as infrações penais comuns que lhes forem conexas. Com efeito, a Constituição de 1946 (art. 119, VII) e as Cartas Políticas de 1967 (art. 130, VII) e de 1969 (art. 137, VII) incluíram no âmbito de competência da Justiça Eleitoral a atribuição para processar e julgar os crimes eleitorais e, também, os ilícitos penais a eles conexos. Com a superveniência da Constituição Federal de 1988, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente” (Pet 7.319/DF, Segunda Turma, Rel. p/ o ac. Min. Dias Toffoli, DJe de 9/5/18). "(...) [E]m se verificando (...) que há processo penal, em andamento na Justiça Federal, por crimes eleitorais e crimes comuns conexos, é de se conceder habeas corpus, de ofício, para anulação, a partir da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, e encaminhamento dos autos respectivos à Justiça Eleitoral de primeira instância" (CC 7.033/SP, Rel. Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, de 2/10/1996 – grifei). Observe-se, outrossim, que o próprio artigo 109, inciso IV, ao definir a competência da Justiça Federal para processar e julgar “os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas”, ressalva expressamente a competência da Justiça Eleitoral. Sobre a matéria, mostram-se valiosas as ponderações do Ministro Celso de Mello no voto proferido na Pet 7.319, cujo excerto passo a transcrever no que é pertinente: “(...) [T]em sido tradicional, em nosso constitucionalismo, a partir da Constituição de 1934 (art. 83, h) e com exceção da Carta Política de 1937 (art. 90), a inclusão de 'um conjunto irredutível de atribuições' (RTJ 100/1005, Rel. Min. RAFAEL MAYER) na esfera da Justiça Eleitoral, a quem se outorgou competência, entre outras matérias, para processar e julgar os delitos eleitorais e as infrações penais comuns que lhes forem conexas. Com efeito, a Constituição de 1946 (art. 119, VII) e as Cartas Políticas de 1967 (art. 130, VII) e de 1969 (art. 137, VII) incluíram no âmbito de competência da Justiça Eleitoral a atribuição para processar e julgar os crimes eleitorais e, também, os ilícitos penais a eles conexos. Com a superveniência da Constituição Federal de 1988, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 286 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF no entanto, rompeu-se essa tradição, pois o vigente estatuto fundamental não mais define, no plano da competência da Justiça Eleitoral, um núcleo mínimo de atribuições, havendo optado por submeter ao domínio normativo da lei complementar 'a organização e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais' (art. 121, 'caput' – grifei). Isso significa, portanto, que, hoje, as normas de competência dos órgãos da Justiça Eleitoral qualificam-se, juridicamente, em virtude do princípio da recepção, como normas impregnadas de força, valor e eficácia de lei complementar (JOSÉ JAIRO GOMES, 'Crimes Eleitorais e Processo Penal Eleitoral', p. 318, item n. 3.8.2.1, 2ª ed., 2016, Atlas, v.g.), como sucede, p. ex., com aquela inscrita no art. 35, inciso II, do Código Eleitoral, que assim dispõe: ‘Art. 35. Compete aos Juízes: (...) II – processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos, ressalvada a competência originária do Tribunal Superior e dos Tribunais Regionais (...).’ (grifei) É por essa razão, Senhor Presidente, que, no concurso entre a jurisdição penal comum e a especial (como a eleitoral), prevalecerá esta na hipótese de conexão entre um delito eleitoral e uma infração penal comum, como observam, entre outros eminentes autores, DAMÁSIO E. DE JESUS (‘Código de Processo Penal Anotado’, p. 128, 27ª ed., 2015, Saraiva), GUILHERME DE SOUZA NUCCI ('Código de Processo Penal Comentado', p. 273/274, item n. 26, 16ª ed., 2017, Forense), JOSÉ JAIRO GOMES ('Crimes Eleitorais e Processo Penal Eleitoral', p. 325/327, item n. 3.8.2.3, 2ª ed., 2016, Atlas), FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (‘Código de Processo Penal Comentado’, vol. 1/346-347, 14ª ed., 2012, Saraiva) e SUZANA DE CAMARGO GOMES (‘Crimes Eleitorais’, p. 48/51, item n. 3.7, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF no entanto, rompeu-se essa tradição, pois o vigente estatuto fundamental não mais define, no plano da competência da Justiça Eleitoral, um núcleo mínimo de atribuições, havendo optado por submeter ao domínio normativo da lei complementar 'a organização e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais' (art. 121, 'caput' – grifei). Isso significa, portanto, que, hoje, as normas de competência dos órgãos da Justiça Eleitoral qualificam-se, juridicamente, em virtude do princípio da recepção, como normas impregnadas de força, valor e eficácia de lei complementar (JOSÉ JAIRO GOMES, 'Crimes Eleitorais e Processo Penal Eleitoral', p. 318, item n. 3.8.2.1, 2ª ed., 2016, Atlas, v.g.), como sucede, p. ex., com aquela inscrita no art. 35, inciso II, do Código Eleitoral, que assim dispõe: ‘Art. 35. Compete aos Juízes: (...) II – processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos, ressalvada a competência originária do Tribunal Superior e dos Tribunais Regionais (...).’ (grifei) É por essa razão, Senhor Presidente, que, no concurso entre a jurisdição penal comum e a especial (como a eleitoral), prevalecerá esta na hipótese de conexão entre um delito eleitoral e uma infração penal comum, como observam, entre outros eminentes autores, DAMÁSIO E. DE JESUS (‘Código de Processo Penal Anotado’, p. 128, 27ª ed., 2015, Saraiva), GUILHERME DE SOUZA NUCCI ('Código de Processo Penal Comentado', p. 273/274, item n. 26, 16ª ed., 2017, Forense), JOSÉ JAIRO GOMES ('Crimes Eleitorais e Processo Penal Eleitoral', p. 325/327, item n. 3.8.2.3, 2ª ed., 2016, Atlas), FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (‘Código de Processo Penal Comentado’, vol. 1/346-347, 14ª ed., 2012, Saraiva) e SUZANA DE CAMARGO GOMES (‘Crimes Eleitorais’, p. 48/51, item n. 3.7, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 287 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF 4ª ed., 2010, RT), cujas lições também encontram reflexo no magistério, sempre autorizado, de JULIO FABBRINI MIRABETE (‘Código de Processo Penal Interpretado’, p. 315, item n. 78.5, 11ª ed., 2008, Atlas): ‘(...) havendo o concurso entre ‘jurisdição’ comum e a especial, prevalece esta. Assim, a competência da Justiça Eleitoral para julgar os crimes eleitorais prevalece com relação à Justiça Comum, federal ou estadual. O juiz ou tribunal da Justiça Eleitoral julgará também o crime comum. (...).’ (grifei).'” Não se pode olvidar que a modificação da competência por aplicação de normas de conexão e continência é matéria sujeita à legislação infraconstitucional, a qual foi observada de forma irrepreensível na espécie. Consigno, por oportuno, que tese semelhante foi aviada pelo Ministério Público Federal nos autos da PET 6.694 AgR-AgR-ED e da PET 7.319 ED, de minha relatoria, cujos embargos de declaração foram julgados na sessão de 7 de agosto de 2018 e, por unanimidade, rejeitados pela Segunda Turma. Transcrevo abaixo as respectivas ementas, ainda pendentes de publicação: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo regimental. Erro material consubstanciado em utilização de premissa incorreta. Não configurado. Inconformismo com a interpretação jurídica conferida aos fatos. Omissão. Inocorrência. Conexão entre crimes comuns e crimes eleitorais. Competência. Pretensão de rejulgamento de causa decidida. Embargos rejeitados. 1. Erro material é aquele objetivo, facilmente perceptível, que constitui equívoco evidente a incidir sobre palavras, números, datas, etc, em virtude de falha na redação ou digitação, e que se revela em flagrante descompasso com o contexto no qual se insere. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF 4ª ed., 2010, RT), cujas lições também encontram reflexo no magistério, sempre autorizado, de JULIO FABBRINI MIRABETE (‘Código de Processo Penal Interpretado’, p. 315, item n. 78.5, 11ª ed., 2008, Atlas): ‘(...) havendo o concurso entre ‘jurisdição’ comum e a especial, prevalece esta. Assim, a competência da Justiça Eleitoral para julgar os crimes eleitorais prevalece com relação à Justiça Comum, federal ou estadual. O juiz ou tribunal da Justiça Eleitoral julgará também o crime comum. (...).’ (grifei).'” Não se pode olvidar que a modificação da competência por aplicação de normas de conexão e continência é matéria sujeita à legislação infraconstitucional, a qual foi observada de forma irrepreensível na espécie. Consigno, por oportuno, que tese semelhante foi aviada pelo Ministério Público Federal nos autos da PET 6.694 AgR-AgR-ED e da PET 7.319 ED, de minha relatoria, cujos embargos de declaração foram julgados na sessão de 7 de agosto de 2018 e, por unanimidade, rejeitados pela Segunda Turma. Transcrevo abaixo as respectivas ementas, ainda pendentes de publicação: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo regimental. Erro material consubstanciado em utilização de premissa incorreta. Não configurado. Inconformismo com a interpretação jurídica conferida aos fatos. Omissão. Inocorrência. Conexão entre crimes comuns e crimes eleitorais. Competência. Pretensão de rejulgamento de causa decidida. Embargos rejeitados. 1. Erro material é aquele objetivo, facilmente perceptível, que constitui equívoco evidente a incidir sobre palavras, números, datas, etc, em virtude de falha na redação ou digitação, e que se revela em flagrante descompasso com o contexto no qual se insere. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 288 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF 2. Em verdade, a pretexto de arguir erro material, o embargante insurge-se contra a interpretação jurídica conferida aos fatos narrados pelos colaboradores, buscando, com isso, a modificação do julgado. 3. O entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Precedentes. 4. ‘Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte’ (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). 5. Embargos rejeitados.” “Embargos de declaração no agravo regimental. Omissões. Não configuradas. Intempestividade do agravo regimental. Não verificada. Conexão entre crimes comuns e crimes eleitorais. Competência. Pretensão de rejulgamento de causa decidida. Embargos rejeitados. 1. A preliminar foi oportunamente analisada pela Segunda Turma, ainda que de forma sucinta, nos termos do voto do então Relator, Ministro Edson Fachin, que fez consignar que ‘não tendo sido o agravante formalmente intimado da decisão anterior, inviável se falar em intempestividade do seu reclamo regimental’. 2. As investigações estão em estágio embrionário. Não obstante isso, no momento, os elementos informativos mais consistentes apontam para a existência de crime eleitoral. Os crimes conexos, potencialmente vislumbrados no caso, não prescindem de aprofundamento das investigações. 3. O entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Precedentes. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF 2. Em verdade, a pretexto de arguir erro material, o embargante insurge-se contra a interpretação jurídica conferida aos fatos narrados pelos colaboradores, buscando, com isso, a modificação do julgado. 3. O entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Precedentes. 4. ‘Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte’ (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). 5. Embargos rejeitados.” “Embargos de declaração no agravo regimental. Omissões. Não configuradas. Intempestividade do agravo regimental. Não verificada. Conexão entre crimes comuns e crimes eleitorais. Competência. Pretensão de rejulgamento de causa decidida. Embargos rejeitados. 1. A preliminar foi oportunamente analisada pela Segunda Turma, ainda que de forma sucinta, nos termos do voto do então Relator, Ministro Edson Fachin, que fez consignar que ‘não tendo sido o agravante formalmente intimado da decisão anterior, inviável se falar em intempestividade do seu reclamo regimental’. 2. As investigações estão em estágio embrionário. Não obstante isso, no momento, os elementos informativos mais consistentes apontam para a existência de crime eleitoral. Os crimes conexos, potencialmente vislumbrados no caso, não prescindem de aprofundamento das investigações. 3. O entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Precedentes. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 289 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF 4. ‘Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte’ (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). 5. Embargos rejeitados.” No caso concreto, foram observadas as regras constitucionais e legais pertinentes. Todavia, pretende o embargante, a pretexto de sanar omissão, alcançar a modificação do julgado, o que não se admite. É que “[o]s declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte” (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). Perfilham esse entendimento: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRETENSÃO DE REFORMA DO JULGADO: IMPOSSIBILIDADE. 1. Os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais. 2. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade a sanar” (AI nº 735.957/RJ-ED-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/2/10). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Cumpre apreciá-los com espírito de compreensão, porquanto voltados, em última análise, ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (Ext 1.366/DF-ED-segundos, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe 9/8/16). Ante o exposto, conheço dos presentes embargos de declaração e os 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF 4. ‘Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte’ (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). 5. Embargos rejeitados.” No caso concreto, foram observadas as regras constitucionais e legais pertinentes. Todavia, pretende o embargante, a pretexto de sanar omissão, alcançar a modificação do julgado, o que não se admite. É que “[o]s declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte” (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). Perfilham esse entendimento: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRETENSÃO DE REFORMA DO JULGADO: IMPOSSIBILIDADE. 1. Os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais. 2. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade a sanar” (AI nº 735.957/RJ-ED-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/2/10). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Cumpre apreciá-los com espírito de compreensão, porquanto voltados, em última análise, ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (Ext 1.366/DF-ED-segundos, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe 9/8/16). Ante o exposto, conheço dos presentes embargos de declaração e os 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 290 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF rejeito. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF rejeito. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 291 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) : FABIO TOFIC SIMANTOB (SP220540/) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C39-6222-BF3A-49B3 e senha 1685-7066-9EF9-C8C6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) : FABIO TOFIC SIMANTOB (SP220540/) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C39-6222-BF3A-49B3 e senha 1685-7066-9EF9-C8C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17 292
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748459929
2018-08-28T00:00:00
2018-10-18T00:00:00
A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO
EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental. Omissão. Não verificada. Conexão entre crimes comuns e crimes eleitorais. Competência. Pretensão de rejulgamento de causa já decidida. Embargos rejeitados. 1. As investigações estão em estágio embrionário. Não obstante, no momento, os elementos informativos mais consistentes apontam para a existência de crime eleitoral. Eventuais crimes conexos não prescindem de aprofundamento das investigações. 2. O entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência da Corte no sentido de que, havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Precedentes. 3. “Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte” (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29.06.2018). 4. Embargos rejeitados.
sjur392926
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, REDISCUSSÃO, DECISÃO AGRAVADA) AI 735957 ED-ED (2ªT), Ext 1366 ED-segundos (1ªT), ARE 1047419 AgR-ED (2ªT). (COMPETÊNCIA, JUSTIÇA ELEITORAL, CONEXÃO, CRIME ELEITORAL, CRIME COMUM) CC 7033 (1ªT), Pet 7319 (2ªT), ARE 1047419 AgR-ED (2ªT), Pet 7319 ED (2ªT), Pet 6694 AgR-AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 17. Análise: 11/01/2019, JSF.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
6986
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00109 INC-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-001164 ANO-1950\n ART-00035 INC-00002\n CEL-1950 CÓDIGO ELEITORAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00078 INC-00004\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
Pet-AgR-ED
acordaos
Pet 6986 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) : FABIO TOFIC SIMANTOB E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB E OUTRO(A/S) EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental. Omissão. Não verificada. Conexão entre crimes comuns e crimes eleitorais. Competência. Pretensão de rejulgamento de causa já decidida. Embargos rejeitados. 1. As investigações estão em estágio embrionário. Não obstante, no momento, os elementos informativos mais consistentes apontam para a existência de crime eleitoral. Eventuais crimes conexos não prescindem de aprofundamento das investigações. 2. O entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência da Corte no sentido de que, havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Precedentes. 3. “Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte” (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29.06.2018). 4. Embargos rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4083-0316-CF88-BDC6 e senha 24EC-EE0B-3094-FF5D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 276 Ementa e Acórdão PET 6986 AGR-ED / DF Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4083-0316-CF88-BDC6 e senha 24EC-EE0B-3094-FF5D Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4083-0316-CF88-BDC6 e senha 24EC-EE0B-3094-FF5D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 277 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal contra acórdão de fls. 104/126, por meio do qual a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal determinou a remessa dos termos de depoimento dos colaboradores premiados JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO, MÔNICA REGINA CUNHA MOURA e ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente. Alega o embargante haver omissão sobre ponto essencial no acórdão embargado, vício esse que, uma vez reparado, implicará a atribuição de efeitos infringentes ao recurso. Segundo o Parquet federal, a omissão diria respeito à necessidade de reconhecer a bipartição da competência entre a Justiça Eleitoral e a Justiça Federal, por razões de índole técnica (de natureza constitucional). Em síntese, argumenta que (i) eventual conexão entre crimes comuns de natureza federal e crimes eleitorais não se resolve subtraindo- se da Justiça Federal sua parcela de competência para atribuí-la, em seguida, à Justiça Eleitoral, fazendo prevalecer o que preveem os artigos 35, inciso II, do Código Eleitoral Brasileiro e 78, inciso IV, do CPP em detrimento das regras constitucionais; (ii) a melhor solução, em tal hipótese, seria considerar cada Justiça – a Federal e a Eleitoral – como a competente para processar os crimes cujo julgamento pela Constituição (no caso da Justiça Federal) e pela Lei (no caso da Justiça Eleitoral) lhes couber; (iii) esse Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F356-F107-D2E9-2394 e senha D719-2F10-D273-8B64 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal contra acórdão de fls. 104/126, por meio do qual a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal determinou a remessa dos termos de depoimento dos colaboradores premiados JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO, MÔNICA REGINA CUNHA MOURA e ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente. Alega o embargante haver omissão sobre ponto essencial no acórdão embargado, vício esse que, uma vez reparado, implicará a atribuição de efeitos infringentes ao recurso. Segundo o Parquet federal, a omissão diria respeito à necessidade de reconhecer a bipartição da competência entre a Justiça Eleitoral e a Justiça Federal, por razões de índole técnica (de natureza constitucional). Em síntese, argumenta que (i) eventual conexão entre crimes comuns de natureza federal e crimes eleitorais não se resolve subtraindo- se da Justiça Federal sua parcela de competência para atribuí-la, em seguida, à Justiça Eleitoral, fazendo prevalecer o que preveem os artigos 35, inciso II, do Código Eleitoral Brasileiro e 78, inciso IV, do CPP em detrimento das regras constitucionais; (ii) a melhor solução, em tal hipótese, seria considerar cada Justiça – a Federal e a Eleitoral – como a competente para processar os crimes cujo julgamento pela Constituição (no caso da Justiça Federal) e pela Lei (no caso da Justiça Eleitoral) lhes couber; (iii) esse Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F356-F107-D2E9-2394 e senha D719-2F10-D273-8B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 278 Relatório PET 6986 AGR-ED / DF último entendimento é acolhido pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça; e (iv) no caso concreto, as normas constitucionais que determinam a competência da Justiça Federal não foram examinadas, o que configura omissão acerca de ponto essencial para o deslinde da controvérsia, sanável por meio da atribuição de efeitos infringentes ao presente recurso. Ao final, pede sejam conhecidos e providos os embargos de declaração opostos, com atribuição de efeitos infringentes ao recurso, para que a Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal determine a remessa dos termos de depoimento respectivos tanto para a Justiça Eleitoral, quanto para a Justiça Federal, nomeadamente para a 13... Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Curitiba, “em razão dos diversos repasses feitos pela Odebrecht guardarem relação com investigações e ações penais em curso na mesma”. Às fls. 145/152, GUIDO MANTEGA manifestou-se pela rejeição dos embargos de declaração, ao argumento de que o acórdão embargado não padece de omissão. Sustenta que a tese ministerial carece de embasamento legal e doutrinário, ressaltando que “a Justiça Federal (...) integra a Justiça Comum e, justamente por isso, é residual em relação às jurisdições especiais”. Assevera, ainda, que a Segunda Turma consolidou o “entendimento de que a Justiça Eleitoral é dotada de vis atractiva para processar e julgar não somente os crimes eleitorais, mas também a integralidade dos comuns que lhes forem conexos” (PET 6.820-AgR). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F356-F107-D2E9-2394 e senha D719-2F10-D273-8B64 Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF último entendimento é acolhido pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça; e (iv) no caso concreto, as normas constitucionais que determinam a competência da Justiça Federal não foram examinadas, o que configura omissão acerca de ponto essencial para o deslinde da controvérsia, sanável por meio da atribuição de efeitos infringentes ao presente recurso. Ao final, pede sejam conhecidos e providos os embargos de declaração opostos, com atribuição de efeitos infringentes ao recurso, para que a Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal determine a remessa dos termos de depoimento respectivos tanto para a Justiça Eleitoral, quanto para a Justiça Federal, nomeadamente para a 13... Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Curitiba, “em razão dos diversos repasses feitos pela Odebrecht guardarem relação com investigações e ações penais em curso na mesma”. Às fls. 145/152, GUIDO MANTEGA manifestou-se pela rejeição dos embargos de declaração, ao argumento de que o acórdão embargado não padece de omissão. Sustenta que a tese ministerial carece de embasamento legal e doutrinário, ressaltando que “a Justiça Federal (...) integra a Justiça Comum e, justamente por isso, é residual em relação às jurisdições especiais”. Assevera, ainda, que a Segunda Turma consolidou o “entendimento de que a Justiça Eleitoral é dotada de vis atractiva para processar e julgar não somente os crimes eleitorais, mas também a integralidade dos comuns que lhes forem conexos” (PET 6.820-AgR). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F356-F107-D2E9-2394 e senha D719-2F10-D273-8B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 279 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal contra acórdão de fls. 104/126, por meio do qual a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal determinou a remessa dos termos de depoimento dos colaboradores premiados JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO, MÔNICA REGINA CUNHA MOURA e ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente. Referido julgado foi ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental. Petição. Doações eleitorais por meio de caixa dois. Fatos que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350 do Código Eleitoral). Competência da Justiça Eleitoral. Crimes conexos de competência da Justiça Comum. Irrelevância. Pretendido reconhecimento da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou do Estado de São Paulo. Não cabimento. Prevalência da Justiça Especial (art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e art. 78, IV, do Código de Processo Penal). Precedentes. Possível falsidade ideológica relativa a pleito presidencial. Prestação de contas realizada perante o Tribunal Superior Eleitoral. Competência territorial do Distrito Federal. Agravo regimental não provido. Competência absoluta. Matéria de ordem pública. Remessa, de ofício, dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Determinação que não firma, em definitivo, a competência do juízo indicado. Investigação em fase embrionária. Impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público Federal contra acórdão de fls. 104/126, por meio do qual a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal determinou a remessa dos termos de depoimento dos colaboradores premiados JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO, MÔNICA REGINA CUNHA MOURA e ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente. Referido julgado foi ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental. Petição. Doações eleitorais por meio de caixa dois. Fatos que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350 do Código Eleitoral). Competência da Justiça Eleitoral. Crimes conexos de competência da Justiça Comum. Irrelevância. Pretendido reconhecimento da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou do Estado de São Paulo. Não cabimento. Prevalência da Justiça Especial (art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e art. 78, IV, do Código de Processo Penal). Precedentes. Possível falsidade ideológica relativa a pleito presidencial. Prestação de contas realizada perante o Tribunal Superior Eleitoral. Competência territorial do Distrito Federal. Agravo regimental não provido. Competência absoluta. Matéria de ordem pública. Remessa, de ofício, dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Determinação que não firma, em definitivo, a competência do juízo indicado. Investigação em fase embrionária. Impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 280 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF 1. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral Brasileiro) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral (PET n 6.820/DF-AgR-ED, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/3/18). 2. A existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, como corrupção passiva e lavagem de capitais, não afasta a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 3. Tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleito presidencial, em que a prestação de contas é feita perante o Tribunal Superior Eleitoral, o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. 4. Como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento de termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural (Inq n 4.130/PR-QO, Pleno, de minha relatoria, DJe de 3/2/16). 5. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. 6. Agravo regimental não provido. Determinação, de ofício, de remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente." Na espécie, o embargante sustenta que, ao fixar a competência da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF 1. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral Brasileiro) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral (PET n 6.820/DF-AgR-ED, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/3/18). 2. A existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, como corrupção passiva e lavagem de capitais, não afasta a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 3. Tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleito presidencial, em que a prestação de contas é feita perante o Tribunal Superior Eleitoral, o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. 4. Como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento de termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural (Inq n 4.130/PR-QO, Pleno, de minha relatoria, DJe de 3/2/16). 5. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. 6. Agravo regimental não provido. Determinação, de ofício, de remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente." Na espécie, o embargante sustenta que, ao fixar a competência da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 281 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF Justiça Eleitoral para processar e julgar o crime eleitoral e os que lhe forem conexos, consoante art. 35, inciso II, do Código Eleitoral Brasileiro e art. 78, inciso IV, do CPP, o julgado seria omisso quanto à análise das normas constitucionais que determinam a competência da Justiça Federal. A seu ver, a adequada aplicação de tais normas constitucionais e legais determina o desmembramento do feito para que eventuais crimes conexos sejam processados na Justiça Federal, enquanto os de natureza eleitoral sejam submetidos à competência da Justiça especializada. Argumenta que eventual conexão entre crimes comuns de natureza federal e crimes eleitorais não se resolve subtraindo-se da Justiça Federal sua parcela de competência para atribuí-la, em seguida, à Justiça Eleitoral. Inexiste, entretanto, a omissão apontada. Após acurada reapreciação dos autos, destaco que as investigações estão em estágio embrionário. Não obstante isso, no momento, os elementos informativos mais consistentes apontam para a existência de crime eleitoral. Nesse sentido, colhe-se da petição inicial do Ministério Público Federal: “(...) 2. Do caso concreto A presente Petição trata dos Termos de Depoimento n 06, 09 e 19 de MONICA REGINA CUNHA MOURA, n 00, 01 e 03 de ANDRÉ LUIS REIS DE SANTANA e n 03, 04, 06 e 10 de JOAO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO que versam sobre fatos ilícitos ocorridos nas campanhas de DILMA ROUSSEFF à presidência da República nos anos de 2010 e 2014 (grifei). 2.1 Campanha Eleitoral de 2010 Informa a colaboradora MONICA MOURA que ANTÔNIO PALOCCI e JOÃO VACCARI NETO intermediaram pagamento de valores não oficiais para essa campanha por meio da empresa ODEBRECHT e do empresário SWI SKORNICKI, MONICA MOURA relata que, no primeiro encontro, para tratar dos custos da campanha, reuniu-se com 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF Justiça Eleitoral para processar e julgar o crime eleitoral e os que lhe forem conexos, consoante art. 35, inciso II, do Código Eleitoral Brasileiro e art. 78, inciso IV, do CPP, o julgado seria omisso quanto à análise das normas constitucionais que determinam a competência da Justiça Federal. A seu ver, a adequada aplicação de tais normas constitucionais e legais determina o desmembramento do feito para que eventuais crimes conexos sejam processados na Justiça Federal, enquanto os de natureza eleitoral sejam submetidos à competência da Justiça especializada. Argumenta que eventual conexão entre crimes comuns de natureza federal e crimes eleitorais não se resolve subtraindo-se da Justiça Federal sua parcela de competência para atribuí-la, em seguida, à Justiça Eleitoral. Inexiste, entretanto, a omissão apontada. Após acurada reapreciação dos autos, destaco que as investigações estão em estágio embrionário. Não obstante isso, no momento, os elementos informativos mais consistentes apontam para a existência de crime eleitoral. Nesse sentido, colhe-se da petição inicial do Ministério Público Federal: “(...) 2. Do caso concreto A presente Petição trata dos Termos de Depoimento n 06, 09 e 19 de MONICA REGINA CUNHA MOURA, n 00, 01 e 03 de ANDRÉ LUIS REIS DE SANTANA e n 03, 04, 06 e 10 de JOAO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO que versam sobre fatos ilícitos ocorridos nas campanhas de DILMA ROUSSEFF à presidência da República nos anos de 2010 e 2014 (grifei). 2.1 Campanha Eleitoral de 2010 Informa a colaboradora MONICA MOURA que ANTÔNIO PALOCCI e JOÃO VACCARI NETO intermediaram pagamento de valores não oficiais para essa campanha por meio da empresa ODEBRECHT e do empresário SWI SKORNICKI, MONICA MOURA relata que, no primeiro encontro, para tratar dos custos da campanha, reuniu-se com 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 282 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF ANTÔNIO PALOCCI, JOÃO SANTANA e também JOÃO VACCARI, que era o tesoureiro oficial do partido (PT Nacional). Ao detalhar valores e formas de pagamento, a colaboradora informa que relevante parcela da campanha no primeiro turno foi paga mediante forma não contabilizada. (...) 2.2 Campanha eleitoral de 2014 Em seu Termo de Depoimento n 9, MONICA MOURA relata fatos relacionados à campanha eleitoral de DILMA VANA ROUSSEFF à Presidência da República, em 2014. Narra que em junho de 2014, durante jantar no Palácio do Planalto, DILMA comprometeu-se com JOÃO SANTANA a cuidar pessoalmente do pagamento do marketing da campanha para evitar os mesmos ‘atrasos’ e ‘desvios’ corridos na campanha de 2010. Relata que, dessa vez, o então Ministro GUIDO MANTEGA intermediou pessoalmente o pagamento de valores não oficiais para a campanha de reeleição de DILMA ROUSSEFF em 2014. (...).” Consta, ainda, da decisão agravada o seguinte excerto, “[n]o caso concreto, a petição trata dos Termos de Depoimento ns. 6, 9 e 19 de Mônica Moura, dos Termos de Depoimento ns. 0, 1 e 3 de André Santana e dos Termos de Depoimento ns. 3, 4, 6 e 10 de João Cerqueira de Santana Filho, os quais indicam, em síntese, a utilização de recursos não declarados nas campanhas de Dilma Rousseff à Presidência da República nos anos de 2010 e 2014”. Eventuais crimes conexos não prescindem de aprofundamento das investigações. Por isso mesmo, seria precipitado efetuar-se o desmembramento do feito neste momento, já que a cisão poderia 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF ANTÔNIO PALOCCI, JOÃO SANTANA e também JOÃO VACCARI, que era o tesoureiro oficial do partido (PT Nacional). Ao detalhar valores e formas de pagamento, a colaboradora informa que relevante parcela da campanha no primeiro turno foi paga mediante forma não contabilizada. (...) 2.2 Campanha eleitoral de 2014 Em seu Termo de Depoimento n 9, MONICA MOURA relata fatos relacionados à campanha eleitoral de DILMA VANA ROUSSEFF à Presidência da República, em 2014. Narra que em junho de 2014, durante jantar no Palácio do Planalto, DILMA comprometeu-se com JOÃO SANTANA a cuidar pessoalmente do pagamento do marketing da campanha para evitar os mesmos ‘atrasos’ e ‘desvios’ corridos na campanha de 2010. Relata que, dessa vez, o então Ministro GUIDO MANTEGA intermediou pessoalmente o pagamento de valores não oficiais para a campanha de reeleição de DILMA ROUSSEFF em 2014. (...).” Consta, ainda, da decisão agravada o seguinte excerto, “[n]o caso concreto, a petição trata dos Termos de Depoimento ns. 6, 9 e 19 de Mônica Moura, dos Termos de Depoimento ns. 0, 1 e 3 de André Santana e dos Termos de Depoimento ns. 3, 4, 6 e 10 de João Cerqueira de Santana Filho, os quais indicam, em síntese, a utilização de recursos não declarados nas campanhas de Dilma Rousseff à Presidência da República nos anos de 2010 e 2014”. Eventuais crimes conexos não prescindem de aprofundamento das investigações. Por isso mesmo, seria precipitado efetuar-se o desmembramento do feito neste momento, já que a cisão poderia 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 283 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF dificultar e/ou obstar a evolução das investigações e, por conseguinte, também a individualização de condutas. Vide que o voto condutor do acórdão é sensível a todas essas peculiaridades e, não por outro motivo, explicita categoricamente que o encaminhamento dos termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado. Confira: “Na espécie, tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleito presidencial, em que a prestação de contas é feita perante o Tribunal Superior Eleitoral, penso que o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Paraná ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. Por fim, registro que, como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento dos termos de colaboração e dos respectivos anexos não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas, exemplificativamente, as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência referidas no Inq. n 4.130/PR-QO, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural.” Ademais, o entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Nesse sentido: “Agravo regimental. Petição. Doações eleitorais por meio 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF dificultar e/ou obstar a evolução das investigações e, por conseguinte, também a individualização de condutas. Vide que o voto condutor do acórdão é sensível a todas essas peculiaridades e, não por outro motivo, explicita categoricamente que o encaminhamento dos termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado. Confira: “Na espécie, tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleito presidencial, em que a prestação de contas é feita perante o Tribunal Superior Eleitoral, penso que o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Paraná ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. Por fim, registro que, como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento dos termos de colaboração e dos respectivos anexos não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas, exemplificativamente, as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência referidas no Inq. n 4.130/PR-QO, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural.” Ademais, o entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Nesse sentido: “Agravo regimental. Petição. Doações eleitorais por meio 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 284 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF de caixa dois. Fatos que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro). Competência da Justiça Eleitoral. Crimes conexos de competência da Justiça Comum. Irrelevância. Prevalência da Justiça Especial (art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e art. 78, IV, do Código de Processo Penal). Precedentes. Remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Determinação que não firma, em definitivo, a competência do juízo indicado. Investigação em fase embrionária. Impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência. Agravo regimental provido. 1. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral (PET n 6.820/DF-AgR-ED, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/3/18). 2. A existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, como corrupção passiva e lavagem de capitais, não afasta a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 3. Tratando-se de investigação em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento de termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural (Inq n 4.130/PR-QO, Pleno, de minha relatoria, DJe de 3/2/16). 4. Agravo regimental provido, para se determinar a remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para posterior 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF de caixa dois. Fatos que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro). Competência da Justiça Eleitoral. Crimes conexos de competência da Justiça Comum. Irrelevância. Prevalência da Justiça Especial (art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e art. 78, IV, do Código de Processo Penal). Precedentes. Remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Determinação que não firma, em definitivo, a competência do juízo indicado. Investigação em fase embrionária. Impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência. Agravo regimental provido. 1. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral (PET n 6.820/DF-AgR-ED, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/3/18). 2. A existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, como corrupção passiva e lavagem de capitais, não afasta a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 3. Tratando-se de investigação em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento de termos de colaboração não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural (Inq n 4.130/PR-QO, Pleno, de minha relatoria, DJe de 3/2/16). 4. Agravo regimental provido, para se determinar a remessa dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para posterior 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 285 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente” (Pet 7.319/DF, Segunda Turma, Rel. p/ o ac. Min. Dias Toffoli, DJe de 9/5/18). "(...) [E]m se verificando (...) que há processo penal, em andamento na Justiça Federal, por crimes eleitorais e crimes comuns conexos, é de se conceder habeas corpus, de ofício, para anulação, a partir da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, e encaminhamento dos autos respectivos à Justiça Eleitoral de primeira instância" (Código Civil Brasileiro 7.033/SP, Rel. Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, de 2/10/1996 – grifei). Observe-se, outrossim, que o próprio artigo 109, inciso IV, ao definir a competência da Justiça Federal para processar e julgar “os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas”, ressalva expressamente a competência da Justiça Eleitoral. Sobre a matéria, mostram-se valiosas as ponderações do Ministro Celso de Mello no voto proferido na Pet 7.319, cujo excerto passo a transcrever no que é pertinente: “(...) [T]em sido tradicional, em nosso constitucionalismo, a partir da Constituição de 1934 (art. 83, h) e com exceção da Carta Política de 1937 (art. 90), a inclusão de 'um conjunto irredutível de atribuições' (RTJ 100/1005, Rel. Min. RAFAEL MAYER) na esfera da Justiça Eleitoral, a quem se outorgou competência, entre outras matérias, para processar e julgar os delitos eleitorais e as infrações penais comuns que lhes forem conexas. Com efeito, a Constituição de 1946 (art. 119, VII) e as Cartas Políticas de 1967 (art. 130, VII) e de 1969 (art. 137, VII) incluíram no âmbito de competência da Justiça Eleitoral a atribuição para processar e julgar os crimes eleitorais e, também, os ilícitos penais a eles conexos. Com a superveniência da Constituição Federal de 1988, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente” (Pet 7.319/DF, Segunda Turma, Rel. p/ o ac. Min. Dias Toffoli, DJe de 9/5/18). "(...) [E]m se verificando (...) que há processo penal, em andamento na Justiça Federal, por crimes eleitorais e crimes comuns conexos, é de se conceder habeas corpus, de ofício, para anulação, a partir da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, e encaminhamento dos autos respectivos à Justiça Eleitoral de primeira instância" (Código Civil Brasileiro 7.033/SP, Rel. Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, de 2/10/1996 – grifei). Observe-se, outrossim, que o próprio artigo 109, inciso IV, ao definir a competência da Justiça Federal para processar e julgar “os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas”, ressalva expressamente a competência da Justiça Eleitoral. Sobre a matéria, mostram-se valiosas as ponderações do Ministro Celso de Mello no voto proferido na Pet 7.319, cujo excerto passo a transcrever no que é pertinente: “(...) [T]em sido tradicional, em nosso constitucionalismo, a partir da Constituição de 1934 (art. 83, h) e com exceção da Carta Política de 1937 (art. 90), a inclusão de 'um conjunto irredutível de atribuições' (RTJ 100/1005, Rel. Min. RAFAEL MAYER) na esfera da Justiça Eleitoral, a quem se outorgou competência, entre outras matérias, para processar e julgar os delitos eleitorais e as infrações penais comuns que lhes forem conexas. Com efeito, a Constituição de 1946 (art. 119, VII) e as Cartas Políticas de 1967 (art. 130, VII) e de 1969 (art. 137, VII) incluíram no âmbito de competência da Justiça Eleitoral a atribuição para processar e julgar os crimes eleitorais e, também, os ilícitos penais a eles conexos. Com a superveniência da Constituição Federal de 1988, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 286 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF no entanto, rompeu-se essa tradição, pois o vigente estatuto fundamental não mais define, no plano da competência da Justiça Eleitoral, um núcleo mínimo de atribuições, havendo optado por submeter ao domínio normativo da lei complementar 'a organização e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais' (art. 121, 'caput' – grifei). Isso significa, portanto, que, hoje, as normas de competência dos órgãos da Justiça Eleitoral qualificam-se, juridicamente, em virtude do princípio da recepção, como normas impregnadas de força, valor e eficácia de lei complementar (JOSÉ JAIRO GOMES, 'Crimes Eleitorais e Processo Penal Eleitoral', p. 318, item n. 3.8.2.1, 2... ed., 2016, Atlas, v.g.), como sucede, p. ex., com aquela inscrita no art. 35, inciso II, do Código Eleitoral, que assim dispõe: ‘Art. 35. Compete aos Juízes: (...) II – processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos, ressalvada a competência originária do Tribunal Superior e dos Tribunais Regionais (...).’ (grifei) É por essa razão, Senhor Presidente, que, no concurso entre a jurisdição penal comum e a especial (como a eleitoral), prevalecerá esta na hipótese de conexão entre um delito eleitoral e uma infração penal comum, como observam, entre outros eminentes autores, DAMÁSIO E. DE JESUS (‘Código de Processo Penal Anotado’, p. 128, 27... ed., 2015, Saraiva), GUILHERME DE SOUZA NUCCI ('Código de Processo Penal Comentado', p. 273/274, item n. 26, 16... ed., 2017, Forense), JOSÉ JAIRO GOMES ('Crimes Eleitorais e Processo Penal Eleitoral', p. 325/327, item n. 3.8.2.3, 2... ed., 2016, Atlas), FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (‘Código de Processo Penal Comentado’, vol. 1/346-347, 14... ed., 2012, Saraiva) e SUZANA DE CAMARGO GOMES (‘Crimes Eleitorais’, p. 48/51, item n. 3.7, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF no entanto, rompeu-se essa tradição, pois o vigente estatuto fundamental não mais define, no plano da competência da Justiça Eleitoral, um núcleo mínimo de atribuições, havendo optado por submeter ao domínio normativo da lei complementar 'a organização e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais' (art. 121, 'caput' – grifei). Isso significa, portanto, que, hoje, as normas de competência dos órgãos da Justiça Eleitoral qualificam-se, juridicamente, em virtude do princípio da recepção, como normas impregnadas de força, valor e eficácia de lei complementar (JOSÉ JAIRO GOMES, 'Crimes Eleitorais e Processo Penal Eleitoral', p. 318, item n. 3.8.2.1, 2... ed., 2016, Atlas, v.g.), como sucede, p. ex., com aquela inscrita no art. 35, inciso II, do Código Eleitoral, que assim dispõe: ‘Art. 35. Compete aos Juízes: (...) II – processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos, ressalvada a competência originária do Tribunal Superior e dos Tribunais Regionais (...).’ (grifei) É por essa razão, Senhor Presidente, que, no concurso entre a jurisdição penal comum e a especial (como a eleitoral), prevalecerá esta na hipótese de conexão entre um delito eleitoral e uma infração penal comum, como observam, entre outros eminentes autores, DAMÁSIO E. DE JESUS (‘Código de Processo Penal Anotado’, p. 128, 27... ed., 2015, Saraiva), GUILHERME DE SOUZA NUCCI ('Código de Processo Penal Comentado', p. 273/274, item n. 26, 16... ed., 2017, Forense), JOSÉ JAIRO GOMES ('Crimes Eleitorais e Processo Penal Eleitoral', p. 325/327, item n. 3.8.2.3, 2... ed., 2016, Atlas), FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (‘Código de Processo Penal Comentado’, vol. 1/346-347, 14... ed., 2012, Saraiva) e SUZANA DE CAMARGO GOMES (‘Crimes Eleitorais’, p. 48/51, item n. 3.7, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 287 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF 4... ed., 2010, RT), cujas lições também encontram reflexo no magistério, sempre autorizado, de JULIO FABBRINI MIRABETE (‘Código de Processo Penal Interpretado’, p. 315, item n. 78.5, 11... ed., 2008, Atlas): ‘(...) havendo o concurso entre ‘jurisdição’ comum e a especial, prevalece esta. Assim, a competência da Justiça Eleitoral para julgar os crimes eleitorais prevalece com relação à Justiça Comum, federal ou estadual. O juiz ou tribunal da Justiça Eleitoral julgará também o crime comum. (...).’ (grifei).'” Não se pode olvidar que a modificação da competência por aplicação de normas de conexão e continência é matéria sujeita à legislação infraconstitucional, a qual foi observada de forma irrepreensível na espécie. Consigno, por oportuno, que tese semelhante foi aviada pelo Ministério Público Federal nos autos da PET 6.694 AgR-AgR-ED e da PET 7.319 ED, de minha relatoria, cujos embargos de declaração foram julgados na sessão de 7 de agosto de 2018 e, por unanimidade, rejeitados pela Segunda Turma. Transcrevo abaixo as respectivas ementas, ainda pendentes de publicação: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo regimental. Erro material consubstanciado em utilização de premissa incorreta. Não configurado. Inconformismo com a interpretação jurídica conferida aos fatos. Omissão. Inocorrência. Conexão entre crimes comuns e crimes eleitorais. Competência. Pretensão de rejulgamento de causa decidida. Embargos rejeitados. 1. Erro material é aquele objetivo, facilmente perceptível, que constitui equívoco evidente a incidir sobre palavras, números, datas, etc, em virtude de falha na redação ou digitação, e que se revela em flagrante descompasso com o contexto no qual se insere. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF 4... ed., 2010, RT), cujas lições também encontram reflexo no magistério, sempre autorizado, de JULIO FABBRINI MIRABETE (‘Código de Processo Penal Interpretado’, p. 315, item n. 78.5, 11... ed., 2008, Atlas): ‘(...) havendo o concurso entre ‘jurisdição’ comum e a especial, prevalece esta. Assim, a competência da Justiça Eleitoral para julgar os crimes eleitorais prevalece com relação à Justiça Comum, federal ou estadual. O juiz ou tribunal da Justiça Eleitoral julgará também o crime comum. (...).’ (grifei).'” Não se pode olvidar que a modificação da competência por aplicação de normas de conexão e continência é matéria sujeita à legislação infraconstitucional, a qual foi observada de forma irrepreensível na espécie. Consigno, por oportuno, que tese semelhante foi aviada pelo Ministério Público Federal nos autos da PET 6.694 AgR-AgR-ED e da PET 7.319 ED, de minha relatoria, cujos embargos de declaração foram julgados na sessão de 7 de agosto de 2018 e, por unanimidade, rejeitados pela Segunda Turma. Transcrevo abaixo as respectivas ementas, ainda pendentes de publicação: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo regimental. Erro material consubstanciado em utilização de premissa incorreta. Não configurado. Inconformismo com a interpretação jurídica conferida aos fatos. Omissão. Inocorrência. Conexão entre crimes comuns e crimes eleitorais. Competência. Pretensão de rejulgamento de causa decidida. Embargos rejeitados. 1. Erro material é aquele objetivo, facilmente perceptível, que constitui equívoco evidente a incidir sobre palavras, números, datas, etc, em virtude de falha na redação ou digitação, e que se revela em flagrante descompasso com o contexto no qual se insere. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 288 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF 2. Em verdade, a pretexto de arguir erro material, o embargante insurge-se contra a interpretação jurídica conferida aos fatos narrados pelos colaboradores, buscando, com isso, a modificação do julgado. 3. O entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Precedentes. 4. ‘Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte’ (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). 5. Embargos rejeitados.” “Embargos de declaração no agravo regimental. Omissões. Não configuradas. Intempestividade do agravo regimental. Não verificada. Conexão entre crimes comuns e crimes eleitorais. Competência. Pretensão de rejulgamento de causa decidida. Embargos rejeitados. 1. A preliminar foi oportunamente analisada pela Segunda Turma, ainda que de forma sucinta, nos termos do voto do então Relator, Ministro Edson Fachin, que fez consignar que ‘não tendo sido o agravante formalmente intimado da decisão anterior, inviável se falar em intempestividade do seu reclamo regimental’. 2. As investigações estão em estágio embrionário. Não obstante isso, no momento, os elementos informativos mais consistentes apontam para a existência de crime eleitoral. Os crimes conexos, potencialmente vislumbrados no caso, não prescindem de aprofundamento das investigações. 3. O entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Precedentes. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF 2. Em verdade, a pretexto de arguir erro material, o embargante insurge-se contra a interpretação jurídica conferida aos fatos narrados pelos colaboradores, buscando, com isso, a modificação do julgado. 3. O entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Precedentes. 4. ‘Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte’ (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). 5. Embargos rejeitados.” “Embargos de declaração no agravo regimental. Omissões. Não configuradas. Intempestividade do agravo regimental. Não verificada. Conexão entre crimes comuns e crimes eleitorais. Competência. Pretensão de rejulgamento de causa decidida. Embargos rejeitados. 1. A preliminar foi oportunamente analisada pela Segunda Turma, ainda que de forma sucinta, nos termos do voto do então Relator, Ministro Edson Fachin, que fez consignar que ‘não tendo sido o agravante formalmente intimado da decisão anterior, inviável se falar em intempestividade do seu reclamo regimental’. 2. As investigações estão em estágio embrionário. Não obstante isso, no momento, os elementos informativos mais consistentes apontam para a existência de crime eleitoral. Os crimes conexos, potencialmente vislumbrados no caso, não prescindem de aprofundamento das investigações. 3. O entendimento firmado nos autos está em harmonia com a jurisprudência desta Corte no sentido de que havendo conexão entre crimes de competência da Justiça Eleitoral e crimes de competência da Justiça comum, prevalecerá a primeira. Precedentes. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 289 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF 4. ‘Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte’ (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). 5. Embargos rejeitados.” No caso concreto, foram observadas as regras constitucionais e legais pertinentes. Todavia, pretende o embargante, a pretexto de sanar omissão, alcançar a modificação do julgado, o que não se admite. É que “[o]s declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte” (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). Perfilham esse entendimento: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRETENSÃO DE REFORMA DO JULGADO: IMPOSSIBILIDADE. 1. Os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais. 2. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade a sanar” (AI n 735.957/RJ-ED-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/2/10). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Cumpre apreciá-los com espírito de compreensão, porquanto voltados, em última análise, ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (Ext 1.366/DF-ED-segundos, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe 9/8/16). Ante o exposto, conheço dos presentes embargos de declaração e os 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF 4. ‘Os declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte’ (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). 5. Embargos rejeitados.” No caso concreto, foram observadas as regras constitucionais e legais pertinentes. Todavia, pretende o embargante, a pretexto de sanar omissão, alcançar a modificação do julgado, o que não se admite. É que “[o]s declaratórios não se prestam para promover o rejulgamento de causa decidida, legitimamente, nos termos da jurisprudência da Corte” (ARE 1047419 AgR-ED, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 29/6/18). Perfilham esse entendimento: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRETENSÃO DE REFORMA DO JULGADO: IMPOSSIBILIDADE. 1. Os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais. 2. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade a sanar” (AI n 735.957/RJ-ED-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/2/10). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Cumpre apreciá-los com espírito de compreensão, porquanto voltados, em última análise, ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (Ext 1.366/DF-ED-segundos, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe 9/8/16). Ante o exposto, conheço dos presentes embargos de declaração e os 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 290 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6986 AGR-ED / DF rejeito. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Supremo Tribunal Federal PET 6986 AGR-ED / DF rejeito. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 00EF-EC45-A1FB-A3F4 e senha CBDB-763F-6317-DF6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 291 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) : FABIO TOFIC SIMANTOB (SP220540/) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C39-6222-BF3A-49B3 e senha 1685-7066-9EF9-C8C6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 6.986 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) : FABIO TOFIC SIMANTOB (SP220540/) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C39-6222-BF3A-49B3 e senha 1685-7066-9EF9-C8C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17 292
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 1047419 AgR - ED", "PETIÇÃO 6 . 986", "PET 6 . 820 - AgR", "PET n 6 . 820 / DF - AgR -", "Inq n 4 . 130 / PR - QO", "PET n 6 . 820 / DF - AgR - ED", "Inq n 4 . 130 / PR - QO", "Inq", "Inq", "PET n 6 . 820 / DF -", "Inq n 4 . 130 / PR - QO", "PET n 6 . 820 / DF", "AgR", "Inq n 4 . 130 / PR - QO", "Pet 7 . 319 / DF", "Pet 7 . 319", "RTJ 100 / 1005", "Pet 7 . 319 / DF", "Pet 7 . 319", "RTJ 100 / 1005", "PET 6 . 694 AgR - AgR - ED", "PET 7 . 319 ED", "PET 6 . 694 AgR - AgR - ED", "PET 7 . 319 ED", "ARE 1047419 AgR - ED", "PET 6986 AGR - ED / DF", "ARE 1047419 AgR - ED", "ARE 1047419 AgR - ED", "ARE 1047419 AgR - ED", "AI n 735 . 957 / RJ - ED - ED", "Ext 1 . 366 / DF - ED - segundos", "ARE 1047419 AgR - ED", "ARE 1047419 AgR - ED", "AI n 735 . 957 / RJ - ED - ED", "Ext 1 . 366 / DF - ED - segundos", "PETIÇÃO 6 . 986" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 35 , inciso II , do Código Eleitoral Brasileiro", "78 , inciso IV , do CPP", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "78 , inciso IV , do CPP", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 , Código Eleitoral Brasileiro", "art . 35 , II , do Código Eleitoral", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 , Código Eleitoral Brasileiro", "art . 35 , II , do Código Eleitoral", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", 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Turma do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Tribunal Superior Eleitoral", "Distrito", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior Eleitoral", "Pleno", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Tribunal", "Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior Eleitoral", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Ministério Público Federal", "ODEBRECHT", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "ODEBRECHT", "PT Nacional", "Presidência", "Supremo Tribunal Federal", "PT Nacional", "Presidência", "Tribunal Superior Eleitoral", "Seção Judiciária do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior Eleitoral", "Seção Judiciária do Paraná", "Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo", 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"Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "GUIDO MANTEGA", "FABIO TOFIC SIMANTOB", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GUIDO MANTEGA", "FABIO TOFIC SIMANTOB", "DIAS TOFFOLI", "JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO", "MÔNICA REGINA CUNHA MOURA", "ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA", "DIAS TOFFOLI", "GUIDO MANTEGA", "FABIO TOFIC SIMANTOB", "DIAS TOFFOLI", "JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO", "MÔNICA REGINA CUNHA MOURA", "ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA", "GUIDO MANTEGA", "GUIDO MANTEGA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO", "MÔNICA REGINA CUNHA MOURA", "ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA", "DIAS TOFFOLI", "JOÃO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO", "MÔNICA REGINA CUNHA MOURA", "ANDRÉ LUIZ REIS DE SANTANA", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI PET", "MONICA REGINA CUNHA MOURA", "ANDRÉ LUIS REIS DE SANTANA", "JOAO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO", "DILMA ROUSSEFF", "MONICA MOURA", "ANTÔNIO PALOCCI", "JOÃO VACCARI NETO", "SWI SKORNICKI", "MONICA MOURA", "MONICA REGINA CUNHA MOURA", "ANDRÉ LUIS REIS DE SANTANA", "JOAO CERQUEIRA DE SANTANA FILHO", "DILMA ROUSSEFF", "MONICA MOURA", "ANTÔNIO PALOCCI", "JOÃO VACCARI NETO", "SWI SKORNICKI", "MONICA MOURA", "DIAS TOFFOLI", "ANTÔNIO PALOCCI", "JOÃO SANTANA", "JOÃO VACCARI", "MONICA MOURA", "DILMA VANA ROUSSEFF", "DILMA", "JOÃO SANTANA", "GUIDO MANTEGA", "DILMA ROUSSEFF", "Mônica Moura", "André Santana", "João Cerqueira de Santana Filho", "Dilma Rousseff", "ANTÔNIO PALOCCI", "JOÃO SANTANA", "JOÃO VACCARI", "MONICA MOURA", "DILMA VANA ROUSSEFF", "DILMA", "JOÃO SANTANA", "GUIDO MANTEGA", "DILMA ROUSSEFF", "Mônica Moura", "André Santana", "João Cerqueira de Santana Filho", "Dilma Rousseff", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "Sydney Sanches", "Celso de Mello", "RAFAEL MAYER", "Dias Toffoli", "Sydney Sanches", "Celso de Mello", "RAFAEL MAYER", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ JAIRO GOMES", "DAMÁSIO E . DE JESUS", "GUILHERME DE SOUZA NUCCI", "JOSÉ JAIRO GOMES", "FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO", "SUZANA DE CAMARGO GOMES", "JOSÉ JAIRO GOMES", "DAMÁSIO E . DE JESUS", "GUILHERME DE SOUZA NUCCI", "JOSÉ JAIRO GOMES", "FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO", "SUZANA DE CAMARGO GOMES", "DIAS TOFFOLI PET", "JULIO FABBRINI MIRABETE", "JULIO FABBRINI MIRABETE", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GUIDO MANTEGA", "FABIO TOFIC SIMANTOB", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel", "DIAS TOFFOLI", "GUIDO MANTEGA", "FABIO TOFIC SIMANTOB", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2018", "29", ".", "06", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "18", "3", "/", "2", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "18", "3", "/", "2", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "2014", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "2014", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "2014", "junho de 2014", "2010", "2014", "2010", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "2014", "junho de 2014", "2010", "2014", "2010", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "18", "3", "/", "2", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "3", "/", "2", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "5", "/", "18", "2", "/", "10", "/", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "5", "/", "18", "2", "/", "10", "/", "1996", "1967", "1969", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "2015", "2017", "2016", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "2015", "2017", "2016", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "2008", "7 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "2008", "7 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "6", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "6", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "6", "/", "18", "29", "/", "6", "/", "18", "19", "/", "2", "/", "10", "9", "/", "8", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "6", "/", "18", "29", "/", "6", "/", "18", "19", "/", "2", "/", "10", "9", "/", "8", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "28", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :KELY CRISTINA SILVA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO ALINHADA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. É firme a jurisprudência desta CORTE no sentido de que as aposentadorias dos servidores públicos e as pensões de seus dependentes devem ser reajustadas pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, até a edição da Lei 11.784/2008. 3. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com ressalva de fundamentação do Ministro Marco Aurélio, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1212-A997-1ED9-C1F4 e senha F4C7-85A1-AED1-45BE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 1130297 AGR / SC Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1212-A997-1ED9-C1F4 e senha F4C7-85A1-AED1-45BE Supremo Tribunal Federal RE 1130297 AGR / SC Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1212-A997-1ED9-C1F4 e senha F4C7-85A1-AED1-45BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :KELY CRISTINA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário ao fundamento de ausência de prequestionamento, bem como de que a decisão está em conformidade com a jurisprudência desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que a matéria foi devidamente prequestionada, bem como que houve violação ao artigo 25 da CF/88. Intimada, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15D6-A185-4558-388E e senha 4360-1505-FA78-923A Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :KELY CRISTINA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário ao fundamento de ausência de prequestionamento, bem como de que a decisão está em conformidade com a jurisprudência desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que a matéria foi devidamente prequestionada, bem como que houve violação ao artigo 25 da CF/88. Intimada, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15D6-A185-4558-388E e senha 4360-1505-FA78-923A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, que, em suma, confirmou a sentença que reconheceu o direito da autora ao reajuste de sua pensão pelos mesmos índices do Regime Geral de Previdência Social. A parte recorrente sustenta, com fulcro no artigo 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, violação ao art. 25 da Carta Magna. É o relatório. Decido. Em relação à alegada violação ao art. 25 da CF/88, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 ( É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 ( O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Ainda que ultrapassado esse óbice, o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta CORTE, no sentido de que as aposentadorias dos servidores públicos e as Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5217-ECFA-4FB5-209F e senha DFD4-19C4-5E4D-57EF Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, que, em suma, confirmou a sentença que reconheceu o direito da autora ao reajuste de sua pensão pelos mesmos índices do Regime Geral de Previdência Social. A parte recorrente sustenta, com fulcro no artigo 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, violação ao art. 25 da Carta Magna. É o relatório. Decido. Em relação à alegada violação ao art. 25 da CF/88, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 ( É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 ( O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Ainda que ultrapassado esse óbice, o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta CORTE, no sentido de que as aposentadorias dos servidores públicos e as Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5217-ECFA-4FB5-209F e senha DFD4-19C4-5E4D-57EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1130297 AGR / SC pensões de seus dependentes devem ser reajustadas pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, até a edição da Lei 11.784/2008. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. REAJUSTE. PERÍODO ANTERIOR À LEI Nº 11.784/2008. ADOÇÃO DO ÍNDICE APLICADO AO RGPS. DECISÃO ALINHADA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DESPROVIMENTO. 1. O Plenário desta Corte assentou que as aposentadorias dos servidores públicos e as pensões dos respectivos dependentes devem ser reajustadas pelos índices aplicados aos benefícios do regime geral de previdência social no período anterior à Lei nº 11.748/2008 (MS 25.871, Rel. Min. Cezar Peluso). Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 716.269-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/10/2017) Por fim, inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da CF/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Diante do exposto, nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5217-ECFA-4FB5-209F e senha DFD4-19C4-5E4D-57EF Supremo Tribunal Federal RE 1130297 AGR / SC pensões de seus dependentes devem ser reajustadas pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, até a edição da Lei 11.784/2008. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. REAJUSTE. PERÍODO ANTERIOR À LEI Nº 11.784/2008. ADOÇÃO DO ÍNDICE APLICADO AO RGPS. DECISÃO ALINHADA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DESPROVIMENTO. 1. O Plenário desta Corte assentou que as aposentadorias dos servidores públicos e as pensões dos respectivos dependentes devem ser reajustadas pelos índices aplicados aos benefícios do regime geral de previdência social no período anterior à Lei nº 11.748/2008 (MS 25.871, Rel. Min. Cezar Peluso). Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 716.269-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/10/2017) Por fim, inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da CF/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Diante do exposto, nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5217-ECFA-4FB5-209F e senha DFD4-19C4-5E4D-57EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :KELY CRISTINA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator com ressalva quanto à fundamentação, considerado o óbice alusivo à falta de prequestionamento do dispositivo constitucional apontado como violado. Quanto à matéria de fundo, reporto-me ao consignado, de improviso, quando do julgamento do mandado de segurança nº 25.871: “Ora, se entendermos que os proventos dos servidores públicos podem ser reajustados automaticamente, tomando-se de empréstimo o que observado quanto aos benefícios daqueles que estão inseridos no Regime Geral de Previdência Social, o aposentado terá uma condição mais relevante, uma condição mais favorecida do que aqueles que continuam em atividade. Isso o nosso sistema – penso – não agasalha. Ou seja, há o achatamento dos vencimentos, mas há a reposição do poder aquisitivo dos proventos. Existirá um tratamento diferenciado que, a meu ver, não se coaduna com o que previsto na Constituição Federal”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3B1-F750-C409-0DAE e senha FB04-00A0-1DAB-F878 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :KELY CRISTINA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator com ressalva quanto à fundamentação, considerado o óbice alusivo à falta de prequestionamento do dispositivo constitucional apontado como violado. Quanto à matéria de fundo, reporto-me ao consignado, de improviso, quando do julgamento do mandado de segurança nº 25.871: “Ora, se entendermos que os proventos dos servidores públicos podem ser reajustados automaticamente, tomando-se de empréstimo o que observado quanto aos benefícios daqueles que estão inseridos no Regime Geral de Previdência Social, o aposentado terá uma condição mais relevante, uma condição mais favorecida do que aqueles que continuam em atividade. Isso o nosso sistema – penso – não agasalha. Ou seja, há o achatamento dos vencimentos, mas há a reposição do poder aquisitivo dos proventos. Existirá um tratamento diferenciado que, a meu ver, não se coaduna com o que previsto na Constituição Federal”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3B1-F750-C409-0DAE e senha FB04-00A0-1DAB-F878 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) : KELY CRISTINA SILVA (72835/PR, 14822/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, com ressalva de fundamentação do Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F14-06EE-099D-34F5 e senha 4D95-403E-E137-93F9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) : KELY CRISTINA SILVA (72835/PR, 14822/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, com ressalva de fundamentação do Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F14-06EE-099D-34F5 e senha 4D95-403E-E137-93F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748233939
2018-09-10T00:00:00
2018-09-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, com ressalva de fundamentação do Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO ALINHADA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. É firme a jurisprudência desta CORTE no sentido de que as aposentadorias dos servidores públicos e as pensões de seus dependentes devem ser reajustadas pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, até a edição da Lei 11.784/2008. 3. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur391011
Número de páginas: 7. Análise: 04/10/2018, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1130297
[ "LEG-FED LEI-011784 ANO-2008\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1130297 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) : KELY CRISTINA SILVA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :KELY CRISTINA SILVA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO ALINHADA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. É firme a jurisprudência desta CORTE no sentido de que as aposentadorias dos servidores públicos e as pensões de seus dependentes devem ser reajustadas pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, até a edição da Lei 11.784/2008. 3. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com ressalva de fundamentação do Ministro Marco Aurélio, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1212-A997-1ED9-C1F4 e senha F4C7-85A1-AED1-45BE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1130297 AGR / SC Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1212-A997-1ED9-C1F4 e senha F4C7-85A1-AED1-45BE Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1130297 AGR / SC Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1212-A997-1ED9-C1F4 e senha F4C7-85A1-AED1-45BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :KELY CRISTINA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário ao fundamento de ausência de prequestionamento, bem como de que a decisão está em conformidade com a jurisprudência desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que a matéria foi devidamente prequestionada, bem como que houve violação ao artigo 25 da Constituição Federal de 1988/88. Intimada, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15D6-A185-4558-388E e senha 4360-1505-FA78-923A Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :KELY CRISTINA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário ao fundamento de ausência de prequestionamento, bem como de que a decisão está em conformidade com a jurisprudência desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que a matéria foi devidamente prequestionada, bem como que houve violação ao artigo 25 da Constituição Federal de 1988/88. Intimada, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15D6-A185-4558-388E e senha 4360-1505-FA78-923A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, que, em suma, confirmou a sentença que reconheceu o direito da autora ao reajuste de sua pensão pelos mesmos índices do Regime Geral de Previdência Social. A parte recorrente sustenta, com fulcro no artigo 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, violação ao art. 25 da Carta Magna. É o relatório. Decido. Em relação à alegada violação ao art. 25 da Constituição Federal de 1988/88, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 ( É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 ( O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Ainda que ultrapassado esse óbice, o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta CORTE, no sentido de que as aposentadorias dos servidores públicos e as Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5217-ECFA-4FB5-209F e senha DFD4-19C4-5E4D-57EF Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, que, em suma, confirmou a sentença que reconheceu o direito da autora ao reajuste de sua pensão pelos mesmos índices do Regime Geral de Previdência Social. A parte recorrente sustenta, com fulcro no artigo 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, violação ao art. 25 da Carta Magna. É o relatório. Decido. Em relação à alegada violação ao art. 25 da Constituição Federal de 1988/88, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 ( É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 ( O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Ainda que ultrapassado esse óbice, o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta CORTE, no sentido de que as aposentadorias dos servidores públicos e as Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5217-ECFA-4FB5-209F e senha DFD4-19C4-5E4D-57EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1130297 AGR / SC pensões de seus dependentes devem ser reajustadas pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, até a edição da Lei 11.784/2008. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. REAJUSTE. PERÍODO ANTERIOR À LEI n 11.784/2008. ADOÇÃO DO ÍNDICE APLICADO AO RGPS. DECISÃO ALINHADA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DESPROVIMENTO. 1. O Plenário desta Corte assentou que as aposentadorias dos servidores públicos e as pensões dos respectivos dependentes devem ser reajustadas pelos índices aplicados aos benefícios do regime geral de previdência social no período anterior à Lei n 11.748/2008 (MS 25.871, Rel. Min. Cezar Peluso). Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 716.269-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/10/2017) Por fim, inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Diante do exposto, nos termos do art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5217-ECFA-4FB5-209F e senha DFD4-19C4-5E4D-57EF Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1130297 AGR / SC pensões de seus dependentes devem ser reajustadas pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, até a edição da Lei 11.784/2008. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. REAJUSTE. PERÍODO ANTERIOR À LEI n 11.784/2008. ADOÇÃO DO ÍNDICE APLICADO AO RGPS. DECISÃO ALINHADA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DESPROVIMENTO. 1. O Plenário desta Corte assentou que as aposentadorias dos servidores públicos e as pensões dos respectivos dependentes devem ser reajustadas pelos índices aplicados aos benefícios do regime geral de previdência social no período anterior à Lei n 11.748/2008 (MS 25.871, Rel. Min. Cezar Peluso). Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 716.269-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/10/2017) Por fim, inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Diante do exposto, nos termos do art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5217-ECFA-4FB5-209F e senha DFD4-19C4-5E4D-57EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :KELY CRISTINA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator com ressalva quanto à fundamentação, considerado o óbice alusivo à falta de prequestionamento do dispositivo constitucional apontado como violado. Quanto à matéria de fundo, reporto-me ao consignado, de improviso, quando do julgamento do mandado de segurança n 25.871: “Ora, se entendermos que os proventos dos servidores públicos podem ser reajustados automaticamente, tomando-se de empréstimo o que observado quanto aos benefícios daqueles que estão inseridos no Regime Geral de Previdência Social, o aposentado terá uma condição mais relevante, uma condição mais favorecida do que aqueles que continuam em atividade. Isso o nosso sistema – penso – não agasalha. Ou seja, há o achatamento dos vencimentos, mas há a reposição do poder aquisitivo dos proventos. Existirá um tratamento diferenciado que, a meu ver, não se coaduna com o que previsto na Constituição Federal”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3B1-F750-C409-0DAE e senha FB04-00A0-1DAB-F878 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :KELY CRISTINA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator com ressalva quanto à fundamentação, considerado o óbice alusivo à falta de prequestionamento do dispositivo constitucional apontado como violado. Quanto à matéria de fundo, reporto-me ao consignado, de improviso, quando do julgamento do mandado de segurança n 25.871: “Ora, se entendermos que os proventos dos servidores públicos podem ser reajustados automaticamente, tomando-se de empréstimo o que observado quanto aos benefícios daqueles que estão inseridos no Regime Geral de Previdência Social, o aposentado terá uma condição mais relevante, uma condição mais favorecida do que aqueles que continuam em atividade. Isso o nosso sistema – penso – não agasalha. Ou seja, há o achatamento dos vencimentos, mas há a reposição do poder aquisitivo dos proventos. Existirá um tratamento diferenciado que, a meu ver, não se coaduna com o que previsto na Constituição Federal”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3B1-F750-C409-0DAE e senha FB04-00A0-1DAB-F878 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) : KELY CRISTINA SILVA (72835/PR, 14822/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, com ressalva de fundamentação do Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F14-06EE-099D-34F5 e senha 4D95-403E-E137-93F9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.297 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) : KELY CRISTINA SILVA (72835/PR, 14822/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, com ressalva de fundamentação do Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F14-06EE-099D-34F5 e senha 4D95-403E-E137-93F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 130 . 297", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 1130297 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1130297 AGR / SC", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 130 . 297", "Recurso Extraordinário 1130297 AGR", "MS 25 . 871", "ARE 716 . 269 - AgR", "Recurso Extraordinário 1130297 AGR / SC", "MS 25 . 871", "ARE 716 . 269 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 130 . 297", "mandado", "de segurança n 25 . 871", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 130 . 297", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 130 . 297", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 130 . 297" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 11 . 784 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 25 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 25 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , “ a ” e “ c ” , da Constituição Federal", "art . 25 da Carta Magna", "art . 25 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III ,", "“ a ” e “ c ” , da Constituição Federal", "art . 25 da Carta Magna", "art . 25 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 784 / 2008", "LEI n 11 . 784", "Lei n 11 . 748 / 2008", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do SUPREMO", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 784 / 2008", "LEI n 11 . 784 / 2008", "Lei n 11 . 748 / 2008", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :A C P ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL EMENTA Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. Matéria criminal. Divulgação e publicação de música com suposto conteúdo de preconceito racial por meio da rede mundial de computadores. Competência da Justiça Federal. Artigo 109, inciso V, da Constituição Federal. Transnacionalidade do delito. Ocorrência. 1. Nos crimes cometidos mediante divulgação ou publicação de dados proibidos por meio da rede mundial de computadores, o requisito da transnacionalidade do delito infere-se da própria potencialidade de abrangência de sítios virtuais de amplo acesso. 2. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos infringentes. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F7FA-E9B4-EB12-F81E e senha 164B-F5D7-CD94-2EA5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :A C P ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ministério Público Federal opõe tempestivos embargos de declaração contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Matéria criminal. Competência da Justiça Federal. Art. 109, inciso V, da Constituição Federal. Transnacionalidade do delito. Inocorrência. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte assentou-se no sentido de que crimes cometidos mediante a divulgação ou publicação de conteúdo proibido pela internet, somente compete à Justiça Federal quando verificado acesso além das fronteiras nacionais. 2. Agravo regimental não provido.” A parte embargante sustenta, em síntese, que “publicada a letra da música preconceituosa na rede mundial de computadores, os resultados instantaneamente ultrapassam os limites do território nacional, atraindo a competência da Justiça Federal, nos termos do art. 109, V, da Constituição, c.c a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (Decreto 68.810/69)”. Requer o acolhimento destes embargos para que seja provido o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DF5-ACE8-39A9-54DB e senha D2B6-CE09-7915-B620 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :A C P ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ministério Público Federal opõe tempestivos embargos de declaração contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Matéria criminal. Competência da Justiça Federal. Art. 109, inciso V, da Constituição Federal. Transnacionalidade do delito. Inocorrência. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte assentou-se no sentido de que crimes cometidos mediante a divulgação ou publicação de conteúdo proibido pela internet, somente compete à Justiça Federal quando verificado acesso além das fronteiras nacionais. 2. Agravo regimental não provido.” A parte embargante sustenta, em síntese, que “publicada a letra da música preconceituosa na rede mundial de computadores, os resultados instantaneamente ultrapassam os limites do território nacional, atraindo a competência da Justiça Federal, nos termos do art. 109, V, da Constituição, c.c a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (Decreto 68.810/69)”. Requer o acolhimento destes embargos para que seja provido o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DF5-ACE8-39A9-54DB e senha D2B6-CE09-7915-B620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RE 626510 AGR-ED / SC recurso extraordinário e reconhecida a competência da Justiça Federal (art. 109, V, da Constituição Federal). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DF5-ACE8-39A9-54DB e senha D2B6-CE09-7915-B620 Supremo Tribunal Federal RE 626510 AGR-ED / SC recurso extraordinário e reconhecida a competência da Justiça Federal (art. 109, V, da Constituição Federal). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DF5-ACE8-39A9-54DB e senha D2B6-CE09-7915-B620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Os embargos merecem acolhimento. Em que pese o delito do presente caso ser diverso daquele do RE nº 628.624/MG, a questão de direito a ser debatida revela-se a mesma, a saber, a competência para julgamento de crimes cometidos mediante divulgação ou publicação de dados proibidos por meio da rede mundial de computadores. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluiu, no exame do RE nº 628.624/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, pela existência da repercussão geral da matéria versada, especificamente no que se refere à controvérsia acerca da competência para o processamento e o julgamento de causa relativa à prática de crime de publicação de imagens, por meio da internet, com conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, o qual está previsto no art. 241-A da Lei nº 8.069/90. Por essa razão, determinei o sobrestamento do feito até a conclusão do julgamento do mencionado recurso extraordinário. Em 29/10/15, o Tribunal Pleno, ao concluir o julgamento de mérito do RE nº 628.624/MG, fixou a seguinte tese de repercussão geral: “Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou adolescente (arts. 241, 241- A e 241-B da Lei nº 8.069/1990) quando praticados por meio da rede mundial de computadores.” Foi lavrada a seguinte ementa para o caso: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Os embargos merecem acolhimento. Em que pese o delito do presente caso ser diverso daquele do RE nº 628.624/MG, a questão de direito a ser debatida revela-se a mesma, a saber, a competência para julgamento de crimes cometidos mediante divulgação ou publicação de dados proibidos por meio da rede mundial de computadores. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluiu, no exame do RE nº 628.624/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, pela existência da repercussão geral da matéria versada, especificamente no que se refere à controvérsia acerca da competência para o processamento e o julgamento de causa relativa à prática de crime de publicação de imagens, por meio da internet, com conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, o qual está previsto no art. 241-A da Lei nº 8.069/90. Por essa razão, determinei o sobrestamento do feito até a conclusão do julgamento do mencionado recurso extraordinário. Em 29/10/15, o Tribunal Pleno, ao concluir o julgamento de mérito do RE nº 628.624/MG, fixou a seguinte tese de repercussão geral: “Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou adolescente (arts. 241, 241- A e 241-B da Lei nº 8.069/1990) quando praticados por meio da rede mundial de computadores.” Foi lavrada a seguinte ementa para o caso: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 626510 AGR-ED / SC GERAL RECONHECIDA. PENAL. PROCESSO PENAL. CRIME PREVISTO NO ARTIGO 241-A DA LEI 8.069/90 (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). COMPETÊNCIA. DIVULGAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE IMAGENS COM CONTEÚDO PORNOGRÁFICO ENVOLVENDO CRIANÇA OU ADOLESCENTE. CONVENÇÃO SOBRE DIREITOS DA CRIANÇA. DELITO COMETIDO POR MEIO DA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES (INTERNET). INTERNACIONALIDADE. ARTIGO 109, V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL RECONHECIDA. RECURSO DESPROVIDO. 1. À luz do preconizado no art. 109, V, da CF, a competência para processamento e julgamento de crime será da Justiça Federal quando preenchidos 03 (três) requisitos essenciais e cumulativos, quais sejam, que: a) o fato esteja previsto como crime no Brasil e no estrangeiro; b) o Brasil seja signatário de convenção ou tratado internacional por meio do qual assume o compromisso de reprimir criminalmente aquela espécie delitiva; e c) a conduta tenha ao menos se iniciado no Brasil e o resultado tenha ocorrido, ou devesse ter ocorrido no exterior, ou reciprocamente. 2. O Brasil pune a prática de divulgação e publicação de conteúdo pedófilo- pornográfico, conforme art. 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente. 3. Além de signatário da Convenção sobre Direitos da Criança, o Estado Brasileiro ratificou o respectivo Protocolo Facultativo. Em tais acordos internacionais se assentou a proteção à infância e se estabeleceu o compromisso de tipificação penal das condutas relacionadas à pornografia infantil. 4. Para fins de preenchimento do terceiro requisito, é necessário que, do exame entre a conduta praticada e o resultado produzido, ou que deveria ser produzido, se extraia o atributo de internacionalidade dessa relação. 5. Quando a publicação de material contendo pornografia infanto-juvenil ocorre na ambiência virtual de sítios de amplo e fácil acesso a qualquer sujeito, em qualquer parte do planeta, que esteja conectado à internet, a constatação da internacionalidade se 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Supremo Tribunal Federal RE 626510 AGR-ED / SC GERAL RECONHECIDA. PENAL. PROCESSO PENAL. CRIME PREVISTO NO ARTIGO 241-A DA LEI 8.069/90 (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). COMPETÊNCIA. DIVULGAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE IMAGENS COM CONTEÚDO PORNOGRÁFICO ENVOLVENDO CRIANÇA OU ADOLESCENTE. CONVENÇÃO SOBRE DIREITOS DA CRIANÇA. DELITO COMETIDO POR MEIO DA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES (INTERNET). INTERNACIONALIDADE. ARTIGO 109, V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL RECONHECIDA. RECURSO DESPROVIDO. 1. À luz do preconizado no art. 109, V, da CF, a competência para processamento e julgamento de crime será da Justiça Federal quando preenchidos 03 (três) requisitos essenciais e cumulativos, quais sejam, que: a) o fato esteja previsto como crime no Brasil e no estrangeiro; b) o Brasil seja signatário de convenção ou tratado internacional por meio do qual assume o compromisso de reprimir criminalmente aquela espécie delitiva; e c) a conduta tenha ao menos se iniciado no Brasil e o resultado tenha ocorrido, ou devesse ter ocorrido no exterior, ou reciprocamente. 2. O Brasil pune a prática de divulgação e publicação de conteúdo pedófilo- pornográfico, conforme art. 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente. 3. Além de signatário da Convenção sobre Direitos da Criança, o Estado Brasileiro ratificou o respectivo Protocolo Facultativo. Em tais acordos internacionais se assentou a proteção à infância e se estabeleceu o compromisso de tipificação penal das condutas relacionadas à pornografia infantil. 4. Para fins de preenchimento do terceiro requisito, é necessário que, do exame entre a conduta praticada e o resultado produzido, ou que deveria ser produzido, se extraia o atributo de internacionalidade dessa relação. 5. Quando a publicação de material contendo pornografia infanto-juvenil ocorre na ambiência virtual de sítios de amplo e fácil acesso a qualquer sujeito, em qualquer parte do planeta, que esteja conectado à internet, a constatação da internacionalidade se 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 626510 AGR-ED / SC infere não apenas do fato de que a postagem se opera em cenário propício ao livre acesso, como também que, ao fazê-lo, o agente comete o delito justamente com o objetivo de atingir o maior número possível de pessoas, inclusive assumindo o risco de que indivíduos localizados no estrangeiro sejam, igualmente, destinatários do material. A potencialidade do dano não se extrai somente do resultado efetivamente produzido, mas também daquele que poderia ocorrer, conforme própria previsão constitucional. 6. Basta à configuração da competência da Justiça Federal que o material pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes tenha estado acessível por alguém no estrangeiro, ainda que não haja evidências de que esse acesso realmente ocorreu. 7. A extração da potencial internacionalidade do resultado advém do nível de abrangência próprio de sítios virtuais de amplo acesso, bem como da reconhecida dispersão mundial preconizada no art. 2º, I, da Lei 12.965/14, que instituiu o Marco Civil da Internet no Brasil. 8. Não se constata o caráter de internacionalidade, ainda que potencial, quando o panorama fático envolve apenas a comunicação eletrônica havida entre particulares em canal de comunicação fechado, tal como ocorre na troca de e- mails ou conversas privadas entre pessoas situadas no Brasil. Evidenciado que o conteúdo permaneceu enclausurado entre os participantes da conversa virtual, bem como que os envolvidos se conectaram por meio de computadores instalados em território nacional, não há que se cogitar na internacionalidade do resultado. 9. Tese fixada: ‘Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou adolescente (arts. 241, 241-A e 241-B da Lei nº 8.069/1990) quando praticados por meio da rede mundial de computadores’. 10. Recurso extraordinário desprovido” (Relator para o acórdão o Ministro Edson Fachin, DJe de 6/4/16 - grifo nosso). Destarte, nos crimes cometidos mediante divulgação ou publicação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Supremo Tribunal Federal RE 626510 AGR-ED / SC infere não apenas do fato de que a postagem se opera em cenário propício ao livre acesso, como também que, ao fazê-lo, o agente comete o delito justamente com o objetivo de atingir o maior número possível de pessoas, inclusive assumindo o risco de que indivíduos localizados no estrangeiro sejam, igualmente, destinatários do material. A potencialidade do dano não se extrai somente do resultado efetivamente produzido, mas também daquele que poderia ocorrer, conforme própria previsão constitucional. 6. Basta à configuração da competência da Justiça Federal que o material pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes tenha estado acessível por alguém no estrangeiro, ainda que não haja evidências de que esse acesso realmente ocorreu. 7. A extração da potencial internacionalidade do resultado advém do nível de abrangência próprio de sítios virtuais de amplo acesso, bem como da reconhecida dispersão mundial preconizada no art. 2º, I, da Lei 12.965/14, que instituiu o Marco Civil da Internet no Brasil. 8. Não se constata o caráter de internacionalidade, ainda que potencial, quando o panorama fático envolve apenas a comunicação eletrônica havida entre particulares em canal de comunicação fechado, tal como ocorre na troca de e- mails ou conversas privadas entre pessoas situadas no Brasil. Evidenciado que o conteúdo permaneceu enclausurado entre os participantes da conversa virtual, bem como que os envolvidos se conectaram por meio de computadores instalados em território nacional, não há que se cogitar na internacionalidade do resultado. 9. Tese fixada: ‘Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou adolescente (arts. 241, 241-A e 241-B da Lei nº 8.069/1990) quando praticados por meio da rede mundial de computadores’. 10. Recurso extraordinário desprovido” (Relator para o acórdão o Ministro Edson Fachin, DJe de 6/4/16 - grifo nosso). Destarte, nos crimes cometidos mediante divulgação ou publicação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 626510 AGR-ED / SC de dados proibidos por meio da rede mundial de computadores, o requisito da transnacionalidade do delito infere-se da própria potencialidade de abrangência de sítios virtuais de amplo acesso. Saliento, por oportuno, excerto do voto proferido pelo eminente Relator nesse sentido: “Quando a publicação de material contendo pornografia infanto-juvenil ocorre na ambiência virtual de sítios de amplo e fácil acesso a qualquer sujeito, em qualquer parte do planeta, que esteja conectado à internet, a constatação da internacionalidade se infere não apenas do fato de que a postagem se opera em cenário propício ao livre acesso, como também que, ao fazê-lo, o agente comete o delito justamente com o objetivo de atingir o maior número possível de pessoas, inclusive assumindo o risco de que indivíduos localizados no estrangeiro sejam, igualmente, destinatários do material. Ou seja, a potencialidade do dano não se extrai somente do resultado efetivamente produzido, mas também daquele que poderia, eventualmente, ocorrer, conforme própria previsão constitucional. Destarte, o que se está em análise não é apenas o uso da internet para a divulgação de imagens com conteúdo pedófilo- pornográfico. Mais do que isso, é a utilização da internet por meio de canal de comunicação de livre acesso a usuários da rede. Nesse ponto, insta esclarecer que tal raciocínio tangencia tanto os sites que são de completo livre acesso v.g. blogs, fotologs, etc -, como também os aplicativos de livre compartilhamento de arquivos eletrônicos exemplo: o E-mule e as redes virtuais de relacionamento como o Facebook, nas quais, a depender da configuração de privacidade do perfil do usuário, o acesso às postagens pode ser realizado até mesmo por pessoas que não estejam no rol de contatos do titular da conta.” Logo, o aresto recorrido, ao manter a competência da Justiça estadual na hipótese dos autos, divergiu da tese de repercussão geral 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Supremo Tribunal Federal RE 626510 AGR-ED / SC de dados proibidos por meio da rede mundial de computadores, o requisito da transnacionalidade do delito infere-se da própria potencialidade de abrangência de sítios virtuais de amplo acesso. Saliento, por oportuno, excerto do voto proferido pelo eminente Relator nesse sentido: “Quando a publicação de material contendo pornografia infanto-juvenil ocorre na ambiência virtual de sítios de amplo e fácil acesso a qualquer sujeito, em qualquer parte do planeta, que esteja conectado à internet, a constatação da internacionalidade se infere não apenas do fato de que a postagem se opera em cenário propício ao livre acesso, como também que, ao fazê-lo, o agente comete o delito justamente com o objetivo de atingir o maior número possível de pessoas, inclusive assumindo o risco de que indivíduos localizados no estrangeiro sejam, igualmente, destinatários do material. Ou seja, a potencialidade do dano não se extrai somente do resultado efetivamente produzido, mas também daquele que poderia, eventualmente, ocorrer, conforme própria previsão constitucional. Destarte, o que se está em análise não é apenas o uso da internet para a divulgação de imagens com conteúdo pedófilo- pornográfico. Mais do que isso, é a utilização da internet por meio de canal de comunicação de livre acesso a usuários da rede. Nesse ponto, insta esclarecer que tal raciocínio tangencia tanto os sites que são de completo livre acesso v.g. blogs, fotologs, etc -, como também os aplicativos de livre compartilhamento de arquivos eletrônicos exemplo: o E-mule e as redes virtuais de relacionamento como o Facebook, nas quais, a depender da configuração de privacidade do perfil do usuário, o acesso às postagens pode ser realizado até mesmo por pessoas que não estejam no rol de contatos do titular da conta.” Logo, o aresto recorrido, ao manter a competência da Justiça estadual na hipótese dos autos, divergiu da tese de repercussão geral 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 626510 AGR-ED / SC fixada pela Corte. Ante o exposto, afasto o sobrestamento dantes determinado nos autos e acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para tornar sem efeito o acórdão embargado e determinar a competência da Justiça Federal (art. 109, V, da Constituição Federal). É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Supremo Tribunal Federal RE 626510 AGR-ED / SC fixada pela Corte. Ante o exposto, afasto o sobrestamento dantes determinado nos autos e acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para tornar sem efeito o acórdão embargado e determinar a competência da Justiça Federal (art. 109, V, da Constituição Federal). É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : A C P ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2012-7955-1E9B-2315 e senha 4607-EFC2-FA79-E3DC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : A C P ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2012-7955-1E9B-2315 e senha 4607-EFC2-FA79-E3DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748475888
2018-08-28T00:00:00
2018-10-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. Matéria criminal. Divulgação e publicação de música com suposto conteúdo de preconceito racial por meio da rede mundial de computadores. Competência da Justiça Federal. Artigo 109, inciso V, da Constituição Federal. Transnacionalidade do delito. Ocorrência. 1. Nos crimes cometidos mediante divulgação ou publicação de dados proibidos por meio da rede mundial de computadores, o requisito da transnacionalidade do delito infere-se da própria potencialidade de abrangência de sítios virtuais de amplo acesso. 2. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos infringentes.
sjur393129
- Acórdão(s) citado(s): (CRIME RACIAL, INTERNET, COMPETÊNCIA, JUSTIÇA FEDERAL) RE 628624 RG. Número de páginas: 9. Análise: 07/11/2018, BMP.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
626510
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00109 INC-00005\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008069 ANO-1990\n ART-0241A\n ECA-1990 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 626510 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : A C P ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :A C P ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL EMENTA Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. Matéria criminal. Divulgação e publicação de música com suposto conteúdo de preconceito racial por meio da rede mundial de computadores. Competência da Justiça Federal. Artigo 109, inciso V, da Constituição Federal. Transnacionalidade do delito. Ocorrência. 1. Nos crimes cometidos mediante divulgação ou publicação de dados proibidos por meio da rede mundial de computadores, o requisito da transnacionalidade do delito infere-se da própria potencialidade de abrangência de sítios virtuais de amplo acesso. 2. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos infringentes. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F7FA-E9B4-EB12-F81E e senha 164B-F5D7-CD94-2EA5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :A C P ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ministério Público Federal opõe tempestivos embargos de declaração contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Matéria criminal. Competência da Justiça Federal. Art. 109, inciso V, da Constituição Federal. Transnacionalidade do delito. Inocorrência. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte assentou-se no sentido de que crimes cometidos mediante a divulgação ou publicação de conteúdo proibido pela internet, somente compete à Justiça Federal quando verificado acesso além das fronteiras nacionais. 2. Agravo regimental não provido.” A parte embargante sustenta, em síntese, que “publicada a letra da música preconceituosa na rede mundial de computadores, os resultados instantaneamente ultrapassam os limites do território nacional, atraindo a competência da Justiça Federal, nos termos do art. 109, V, da Constituição, c.c a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (Decreto 68.810/69)”. Requer o acolhimento destes embargos para que seja provido o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DF5-ACE8-39A9-54DB e senha D2B6-CE09-7915-B620 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) :A C P ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ministério Público Federal opõe tempestivos embargos de declaração contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Matéria criminal. Competência da Justiça Federal. Art. 109, inciso V, da Constituição Federal. Transnacionalidade do delito. Inocorrência. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte assentou-se no sentido de que crimes cometidos mediante a divulgação ou publicação de conteúdo proibido pela internet, somente compete à Justiça Federal quando verificado acesso além das fronteiras nacionais. 2. Agravo regimental não provido.” A parte embargante sustenta, em síntese, que “publicada a letra da música preconceituosa na rede mundial de computadores, os resultados instantaneamente ultrapassam os limites do território nacional, atraindo a competência da Justiça Federal, nos termos do art. 109, V, da Constituição, c.c a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (Decreto 68.810/69)”. Requer o acolhimento destes embargos para que seja provido o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DF5-ACE8-39A9-54DB e senha D2B6-CE09-7915-B620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 626510 AGR-ED / SC recurso extraordinário e reconhecida a competência da Justiça Federal (art. 109, V, da Constituição Federal). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DF5-ACE8-39A9-54DB e senha D2B6-CE09-7915-B620 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626510 AGR-ED / SC recurso extraordinário e reconhecida a competência da Justiça Federal (art. 109, V, da Constituição Federal). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DF5-ACE8-39A9-54DB e senha D2B6-CE09-7915-B620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Os embargos merecem acolhimento. Em que pese o delito do presente caso ser diverso daquele do Recurso Extraordinário n 628.624/MG, a questão de direito a ser debatida revela-se a mesma, a saber, a competência para julgamento de crimes cometidos mediante divulgação ou publicação de dados proibidos por meio da rede mundial de computadores. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluiu, no exame do Recurso Extraordinário n 628.624/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, pela existência da repercussão geral da matéria versada, especificamente no que se refere à controvérsia acerca da competência para o processamento e o julgamento de causa relativa à prática de crime de publicação de imagens, por meio da internet, com conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, o qual está previsto no art. 241-A da Lei n 8.069/90. Por essa razão, determinei o sobrestamento do feito até a conclusão do julgamento do mencionado recurso extraordinário. Em 29/10/15, o Tribunal Pleno, ao concluir o julgamento de mérito do Recurso Extraordinário n 628.624/MG, fixou a seguinte tese de repercussão geral: “Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou adolescente (arts. 241, 241- A e 241-B da Lei n 8.069/1990) quando praticados por meio da rede mundial de computadores.” Foi lavrada a seguinte ementa para o caso: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Os embargos merecem acolhimento. Em que pese o delito do presente caso ser diverso daquele do Recurso Extraordinário n 628.624/MG, a questão de direito a ser debatida revela-se a mesma, a saber, a competência para julgamento de crimes cometidos mediante divulgação ou publicação de dados proibidos por meio da rede mundial de computadores. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluiu, no exame do Recurso Extraordinário n 628.624/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, pela existência da repercussão geral da matéria versada, especificamente no que se refere à controvérsia acerca da competência para o processamento e o julgamento de causa relativa à prática de crime de publicação de imagens, por meio da internet, com conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, o qual está previsto no art. 241-A da Lei n 8.069/90. Por essa razão, determinei o sobrestamento do feito até a conclusão do julgamento do mencionado recurso extraordinário. Em 29/10/15, o Tribunal Pleno, ao concluir o julgamento de mérito do Recurso Extraordinário n 628.624/MG, fixou a seguinte tese de repercussão geral: “Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou adolescente (arts. 241, 241- A e 241-B da Lei n 8.069/1990) quando praticados por meio da rede mundial de computadores.” Foi lavrada a seguinte ementa para o caso: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 626510 AGR-ED / SC GERAL RECONHECIDA. PENAL. PROCESSO PENAL. CRIME PREVISTO NO ARTIGO 241-A DA LEI 8.069/90 (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). COMPETÊNCIA. DIVULGAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE IMAGENS COM CONTEÚDO PORNOGRÁFICO ENVOLVENDO CRIANÇA OU ADOLESCENTE. CONVENÇÃO SOBRE DIREITOS DA CRIANÇA. DELITO COMETIDO POR MEIO DA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES (INTERNET). INTERNACIONALIDADE. ARTIGO 109, V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL RECONHECIDA. RECURSO DESPROVIDO. 1. À luz do preconizado no art. 109, V, da Constituição Federal de 1988, a competência para processamento e julgamento de crime será da Justiça Federal quando preenchidos 03 (três) requisitos essenciais e cumulativos, quais sejam, que: a) o fato esteja previsto como crime no Brasil e no estrangeiro; b) o Brasil seja signatário de convenção ou tratado internacional por meio do qual assume o compromisso de reprimir criminalmente aquela espécie delitiva; e c) a conduta tenha ao menos se iniciado no Brasil e o resultado tenha ocorrido, ou devesse ter ocorrido no exterior, ou reciprocamente. 2. O Brasil pune a prática de divulgação e publicação de conteúdo pedófilo- pornográfico, conforme art. 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente. 3. Além de signatário da Convenção sobre Direitos da Criança, o Estado Brasileiro ratificou o respectivo Protocolo Facultativo. Em tais acordos internacionais se assentou a proteção à infância e se estabeleceu o compromisso de tipificação penal das condutas relacionadas à pornografia infantil. 4. Para fins de preenchimento do terceiro requisito, é necessário que, do exame entre a conduta praticada e o resultado produzido, ou que deveria ser produzido, se extraia o atributo de internacionalidade dessa relação. 5. Quando a publicação de material contendo pornografia infanto-juvenil ocorre na ambiência virtual de sítios de amplo e fácil acesso a qualquer sujeito, em qualquer parte do planeta, que esteja conectado à internet, a constatação da internacionalidade se 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626510 AGR-ED / SC GERAL RECONHECIDA. PENAL. PROCESSO PENAL. CRIME PREVISTO NO ARTIGO 241-A DA LEI 8.069/90 (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). COMPETÊNCIA. DIVULGAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE IMAGENS COM CONTEÚDO PORNOGRÁFICO ENVOLVENDO CRIANÇA OU ADOLESCENTE. CONVENÇÃO SOBRE DIREITOS DA CRIANÇA. DELITO COMETIDO POR MEIO DA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES (INTERNET). INTERNACIONALIDADE. ARTIGO 109, V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL RECONHECIDA. RECURSO DESPROVIDO. 1. À luz do preconizado no art. 109, V, da Constituição Federal de 1988, a competência para processamento e julgamento de crime será da Justiça Federal quando preenchidos 03 (três) requisitos essenciais e cumulativos, quais sejam, que: a) o fato esteja previsto como crime no Brasil e no estrangeiro; b) o Brasil seja signatário de convenção ou tratado internacional por meio do qual assume o compromisso de reprimir criminalmente aquela espécie delitiva; e c) a conduta tenha ao menos se iniciado no Brasil e o resultado tenha ocorrido, ou devesse ter ocorrido no exterior, ou reciprocamente. 2. O Brasil pune a prática de divulgação e publicação de conteúdo pedófilo- pornográfico, conforme art. 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente. 3. Além de signatário da Convenção sobre Direitos da Criança, o Estado Brasileiro ratificou o respectivo Protocolo Facultativo. Em tais acordos internacionais se assentou a proteção à infância e se estabeleceu o compromisso de tipificação penal das condutas relacionadas à pornografia infantil. 4. Para fins de preenchimento do terceiro requisito, é necessário que, do exame entre a conduta praticada e o resultado produzido, ou que deveria ser produzido, se extraia o atributo de internacionalidade dessa relação. 5. Quando a publicação de material contendo pornografia infanto-juvenil ocorre na ambiência virtual de sítios de amplo e fácil acesso a qualquer sujeito, em qualquer parte do planeta, que esteja conectado à internet, a constatação da internacionalidade se 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 626510 AGR-ED / SC infere não apenas do fato de que a postagem se opera em cenário propício ao livre acesso, como também que, ao fazê-lo, o agente comete o delito justamente com o objetivo de atingir o maior número possível de pessoas, inclusive assumindo o risco de que indivíduos localizados no estrangeiro sejam, igualmente, destinatários do material. A potencialidade do dano não se extrai somente do resultado efetivamente produzido, mas também daquele que poderia ocorrer, conforme própria previsão constitucional. 6. Basta à configuração da competência da Justiça Federal que o material pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes tenha estado acessível por alguém no estrangeiro, ainda que não haja evidências de que esse acesso realmente ocorreu. 7. A extração da potencial internacionalidade do resultado advém do nível de abrangência próprio de sítios virtuais de amplo acesso, bem como da reconhecida dispersão mundial preconizada no art. 2..., I, da Lei 12.965/14, que instituiu o Marco Civil da Internet no Brasil. 8. Não se constata o caráter de internacionalidade, ainda que potencial, quando o panorama fático envolve apenas a comunicação eletrônica havida entre particulares em canal de comunicação fechado, tal como ocorre na troca de e- mails ou conversas privadas entre pessoas situadas no Brasil. Evidenciado que o conteúdo permaneceu enclausurado entre os participantes da conversa virtual, bem como que os envolvidos se conectaram por meio de computadores instalados em território nacional, não há que se cogitar na internacionalidade do resultado. 9. Tese fixada: ‘Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou adolescente (arts. 241, 241-A e 241-B da Lei n 8.069/1990) quando praticados por meio da rede mundial de computadores’. 10. Recurso extraordinário desprovido” (Relator para o acórdão o Ministro Edson Fachin, DJe de 6/4/16 - grifo nosso). Destarte, nos crimes cometidos mediante divulgação ou publicação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626510 AGR-ED / SC infere não apenas do fato de que a postagem se opera em cenário propício ao livre acesso, como também que, ao fazê-lo, o agente comete o delito justamente com o objetivo de atingir o maior número possível de pessoas, inclusive assumindo o risco de que indivíduos localizados no estrangeiro sejam, igualmente, destinatários do material. A potencialidade do dano não se extrai somente do resultado efetivamente produzido, mas também daquele que poderia ocorrer, conforme própria previsão constitucional. 6. Basta à configuração da competência da Justiça Federal que o material pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes tenha estado acessível por alguém no estrangeiro, ainda que não haja evidências de que esse acesso realmente ocorreu. 7. A extração da potencial internacionalidade do resultado advém do nível de abrangência próprio de sítios virtuais de amplo acesso, bem como da reconhecida dispersão mundial preconizada no art. 2..., I, da Lei 12.965/14, que instituiu o Marco Civil da Internet no Brasil. 8. Não se constata o caráter de internacionalidade, ainda que potencial, quando o panorama fático envolve apenas a comunicação eletrônica havida entre particulares em canal de comunicação fechado, tal como ocorre na troca de e- mails ou conversas privadas entre pessoas situadas no Brasil. Evidenciado que o conteúdo permaneceu enclausurado entre os participantes da conversa virtual, bem como que os envolvidos se conectaram por meio de computadores instalados em território nacional, não há que se cogitar na internacionalidade do resultado. 9. Tese fixada: ‘Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou adolescente (arts. 241, 241-A e 241-B da Lei n 8.069/1990) quando praticados por meio da rede mundial de computadores’. 10. Recurso extraordinário desprovido” (Relator para o acórdão o Ministro Edson Fachin, DJe de 6/4/16 - grifo nosso). Destarte, nos crimes cometidos mediante divulgação ou publicação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 626510 AGR-ED / SC de dados proibidos por meio da rede mundial de computadores, o requisito da transnacionalidade do delito infere-se da própria potencialidade de abrangência de sítios virtuais de amplo acesso. Saliento, por oportuno, excerto do voto proferido pelo eminente Relator nesse sentido: “Quando a publicação de material contendo pornografia infanto-juvenil ocorre na ambiência virtual de sítios de amplo e fácil acesso a qualquer sujeito, em qualquer parte do planeta, que esteja conectado à internet, a constatação da internacionalidade se infere não apenas do fato de que a postagem se opera em cenário propício ao livre acesso, como também que, ao fazê-lo, o agente comete o delito justamente com o objetivo de atingir o maior número possível de pessoas, inclusive assumindo o risco de que indivíduos localizados no estrangeiro sejam, igualmente, destinatários do material. Ou seja, a potencialidade do dano não se extrai somente do resultado efetivamente produzido, mas também daquele que poderia, eventualmente, ocorrer, conforme própria previsão constitucional. Destarte, o que se está em análise não é apenas o uso da internet para a divulgação de imagens com conteúdo pedófilo- pornográfico. Mais do que isso, é a utilização da internet por meio de canal de comunicação de livre acesso a usuários da rede. Nesse ponto, insta esclarecer que tal raciocínio tangencia tanto os sites que são de completo livre acesso v.g. blogs, fotologs, etc -, como também os aplicativos de livre compartilhamento de arquivos eletrônicos exemplo: o E-mule e as redes virtuais de relacionamento como o Facebook, nas quais, a depender da configuração de privacidade do perfil do usuário, o acesso às postagens pode ser realizado até mesmo por pessoas que não estejam no rol de contatos do titular da conta.” Logo, o aresto recorrido, ao manter a competência da Justiça estadual na hipótese dos autos, divergiu da tese de repercussão geral 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626510 AGR-ED / SC de dados proibidos por meio da rede mundial de computadores, o requisito da transnacionalidade do delito infere-se da própria potencialidade de abrangência de sítios virtuais de amplo acesso. Saliento, por oportuno, excerto do voto proferido pelo eminente Relator nesse sentido: “Quando a publicação de material contendo pornografia infanto-juvenil ocorre na ambiência virtual de sítios de amplo e fácil acesso a qualquer sujeito, em qualquer parte do planeta, que esteja conectado à internet, a constatação da internacionalidade se infere não apenas do fato de que a postagem se opera em cenário propício ao livre acesso, como também que, ao fazê-lo, o agente comete o delito justamente com o objetivo de atingir o maior número possível de pessoas, inclusive assumindo o risco de que indivíduos localizados no estrangeiro sejam, igualmente, destinatários do material. Ou seja, a potencialidade do dano não se extrai somente do resultado efetivamente produzido, mas também daquele que poderia, eventualmente, ocorrer, conforme própria previsão constitucional. Destarte, o que se está em análise não é apenas o uso da internet para a divulgação de imagens com conteúdo pedófilo- pornográfico. Mais do que isso, é a utilização da internet por meio de canal de comunicação de livre acesso a usuários da rede. Nesse ponto, insta esclarecer que tal raciocínio tangencia tanto os sites que são de completo livre acesso v.g. blogs, fotologs, etc -, como também os aplicativos de livre compartilhamento de arquivos eletrônicos exemplo: o E-mule e as redes virtuais de relacionamento como o Facebook, nas quais, a depender da configuração de privacidade do perfil do usuário, o acesso às postagens pode ser realizado até mesmo por pessoas que não estejam no rol de contatos do titular da conta.” Logo, o aresto recorrido, ao manter a competência da Justiça estadual na hipótese dos autos, divergiu da tese de repercussão geral 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 626510 AGR-ED / SC fixada pela Corte. Ante o exposto, afasto o sobrestamento dantes determinado nos autos e acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para tornar sem efeito o acórdão embargado e determinar a competência da Justiça Federal (art. 109, V, da Constituição Federal). É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626510 AGR-ED / SC fixada pela Corte. Ante o exposto, afasto o sobrestamento dantes determinado nos autos e acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para tornar sem efeito o acórdão embargado e determinar a competência da Justiça Federal (art. 109, V, da Constituição Federal). É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4349-662B-2C78-C588 e senha 9789-AAEA-2ECC-0E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : A C P ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2012-7955-1E9B-2315 e senha 4607-EFC2-FA79-E3DC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.510 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMBDO.(A/S) : A C P ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2012-7955-1E9B-2315 e senha 4607-EFC2-FA79-E3DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 510", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 510", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 510", "Recurso Extraordinário n 628 . 624 / MG", "Recurso Extraordinário n 628 . 624 / MG", "Recurso Extraordinário n 628 . 624 / MG", "Recurso Extraordinário n 628 . 624 / MG", "Recurso Extraordinário n 628 . 624 / MG", "Recurso Extraordinário 626510", "Recurso Extraordinário 626510 AGR - ED / SC", "Recurso Extraordinário 626510 AGR - ED / SC", "Recurso Extraordinário 626510 AGR", "Recurso Extraordinário 626510 AGR - ED", "Recurso Extraordinário 626510 AGR", "Recurso Extraordinário 626510 AGR - ED / SC", "Recurso Extraordinário 626510 AGR - ED / SC", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Artigo 109 , inciso V , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 109 , inciso V , da Constituição Federal", "art . 109 , V , da Constituição", "Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial", "Decreto 68 . 810 / 69", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 109 , inciso V , da Constituição Federal", "art . 109 , V , da Constituição", "Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial", "Decreto 68 . 810 / 69", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , V , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , V , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 241 - A da Lei n 8 . 069 / 90", "arts . 241 , 241 - A e 241 - B da Lei n 8 . 069 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 241 - A da Lei n 8 . 069 / 90", "arts . 241 , 241 - A e 241 - B da Lei n 8 . 069 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 241 - A DA LEI 8 . 069 / 90", "ESTATUTO DA CRIANÇA", "ARTIGO 109 , V , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 109 , V , da Constituição Federal de 1988", "art . 241 - A do Estatuto da Criança e do Adolescente", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 241 - A DA LEI 8 . 069 / 90", "ARTIGO 109 , V , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 109 , V , da Constituição Federal de 1988", "art . 241 - A do Estatuto da Criança e do Adolescente", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , I , da Lei 12 . 965 / 14", "Marco Civil da Internet", "arts . 241 , 241 - A e 241 - B da Lei n 8 . 069 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , I , da Lei 12 . 965 / 14", "Marco Civil da Internet", "arts . 241 , 241 - A e 241 - B da Lei n 8 . 069 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , V , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , V , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário desta Corte", "Tribunal Pleno", "REDE", "Estado", "Supremo Tribunal Federal", "REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES", "Brasil", "Estado", "Supremo Tribunal Federal", "/", "E", "-", "mule", "Facebook", "Supremo Tribunal Federal", "-", "Facebook", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "2" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo", "Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2018", "28 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "29", "/", "10", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "29", "/", "10", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "4", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "4", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "28", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA ADV.(A/S) :MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA AGDO.(A/S) :NEIDE APARECIDA ESTEVES ADV.(A/S) :DIEGO DIAS CARVALHO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PROFISSIONAL DA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, XVI, “C”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD76-4E6A-B3A4-861B e senha 25B3-70DE-2C1E-338B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1133892 AGR / MG 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD76-4E6A-B3A4-861B e senha 25B3-70DE-2C1E-338B Supremo Tribunal Federal ARE 1133892 AGR / MG 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD76-4E6A-B3A4-861B e senha 25B3-70DE-2C1E-338B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA ADV.(A/S) :MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA AGDO.(A/S) :NEIDE APARECIDA ESTEVES ADV.(A/S) :DIEGO DIAS CARVALHO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, XVI, “c”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO - CUMULAÇÃO DE CARGOS DE NATUREZA TÉCNICA – TÉCNICO DE ENFERMAGEM E AUXILIAR DE ENFERMAGEM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA -CARGOS PROVATIVOS DE PROFISSIONAL DE SAÚDE – COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS – EXISTÊNCIA – NEGATIVA DE POSSE NO SEGUNDO CARGO – ILEGALIDADE – PEDIDO JULGADO PROCEDENTE – SENTENÇA CONFIRMADA EM REMESSA NECESSÁRIA, PREJUDICADA A APELAÇÃO. 1- A Constituição da República admite, por via de exceção, a acumulação de dois cargos privativos de profissionais de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA66-B978-82A0-0A6D e senha 6741-5BB8-D313-6069 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA ADV.(A/S) :MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA AGDO.(A/S) :NEIDE APARECIDA ESTEVES ADV.(A/S) :DIEGO DIAS CARVALHO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, XVI, “c”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO - CUMULAÇÃO DE CARGOS DE NATUREZA TÉCNICA – TÉCNICO DE ENFERMAGEM E AUXILIAR DE ENFERMAGEM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA -CARGOS PROVATIVOS DE PROFISSIONAL DE SAÚDE – COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS – EXISTÊNCIA – NEGATIVA DE POSSE NO SEGUNDO CARGO – ILEGALIDADE – PEDIDO JULGADO PROCEDENTE – SENTENÇA CONFIRMADA EM REMESSA NECESSÁRIA, PREJUDICADA A APELAÇÃO. 1- A Constituição da República admite, por via de exceção, a acumulação de dois cargos privativos de profissionais de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA66-B978-82A0-0A6D e senha 6741-5BB8-D313-6069 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1133892 AGR / MG saúde, desde que haja compatibilidade de horários. Inteligência do art. 37, XVI, “c”, do texto constitucional. 2- Evidenciada a compatibilidade de horários entre o cargo de Técnico de Enfermagem, exercido em regime de plantão pela servidora, de 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de folga, e o cargo público para o qual foi aprovada em concurso, de Auxiliar de Enfermagem, inicialmente em regime de plantão diurno e posteriormente noturno, é ilegal o ato administrativo que nega posse à particular neste último. 3- Confirmar a sentença em remessa necessária, prejudicada a apelação.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA66-B978-82A0-0A6D e senha 6741-5BB8-D313-6069 Supremo Tribunal Federal ARE 1133892 AGR / MG saúde, desde que haja compatibilidade de horários. Inteligência do art. 37, XVI, “c”, do texto constitucional. 2- Evidenciada a compatibilidade de horários entre o cargo de Técnico de Enfermagem, exercido em regime de plantão pela servidora, de 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de folga, e o cargo público para o qual foi aprovada em concurso, de Auxiliar de Enfermagem, inicialmente em regime de plantão diurno e posteriormente noturno, é ilegal o ato administrativo que nega posse à particular neste último. 3- Confirmar a sentença em remessa necessária, prejudicada a apelação.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA66-B978-82A0-0A6D e senha 6741-5BB8-D313-6069 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que, para aferir a ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado no apelo extremo, seria necessário o revolvimento do quadro fático delineado na instância ordinária, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. CUMULAÇÃO DE DOIS CARGOS DE PROFESSOR. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 613100 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 22/04/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-099 DIVULG 23-05-2014 PUBLIC 26-05-2014) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que, para aferir a ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado no apelo extremo, seria necessário o revolvimento do quadro fático delineado na instância ordinária, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. CUMULAÇÃO DE DOIS CARGOS DE PROFESSOR. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 613100 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 22/04/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-099 DIVULG 23-05-2014 PUBLIC 26-05-2014) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1133892 AGR / MG FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 773327 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 12/11/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 19-11-2013 PUBLIC 20-11- 2013) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Supremo Tribunal Federal ARE 1133892 AGR / MG FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 773327 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 12/11/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 19-11-2013 PUBLIC 20-11- 2013) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1133892 AGR / MG 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Supremo Tribunal Federal ARE 1133892 AGR / MG 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA (54245/DF, 102533/MG) ADV.(A/S) : MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA (136164/MG) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA AGDO.(A/S) : NEIDE APARECIDA ESTEVES ADV.(A/S) : DIEGO DIAS CARVALHO (130383/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4DF9-0D57-4323-BA1D e senha F5B1-BFFC-588B-856E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA (54245/DF, 102533/MG) ADV.(A/S) : MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA (136164/MG) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA AGDO.(A/S) : NEIDE APARECIDA ESTEVES ADV.(A/S) : DIEGO DIAS CARVALHO (130383/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4DF9-0D57-4323-BA1D e senha F5B1-BFFC-588B-856E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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2018-09-10T00:00:00
2018-09-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PROFISSIONAL DA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, XVI, “C”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
sjur391214
- Acórdão(s) citado(s): (ACUMULAÇÃO DE CARGOS, COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS) RE 613100 AgR (1ªT), ARE 773327 AgR (2ªT). (MULTA PROTELATÓRIA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 02/10/2018, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1133892
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1133892 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA ADV.(A/S) : MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA AGDO.(A/S) : NEIDE APARECIDA ESTEVES ADV.(A/S) : DIEGO DIAS CARVALHO
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Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA ADV.(A/S) :MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA AGDO.(A/S) :NEIDE APARECIDA ESTEVES ADV.(A/S) :DIEGO DIAS CARVALHO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PROFISSIONAL DA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, XVI, “C”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD76-4E6A-B3A4-861B e senha 25B3-70DE-2C1E-338B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1133892 AGR / MG 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD76-4E6A-B3A4-861B e senha 25B3-70DE-2C1E-338B Supremo Tribunal Federal ARE 1133892 AGR / MG 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD76-4E6A-B3A4-861B e senha 25B3-70DE-2C1E-338B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA ADV.(A/S) :MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA AGDO.(A/S) :NEIDE APARECIDA ESTEVES ADV.(A/S) :DIEGO DIAS CARVALHO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, XVI, “c”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO - CUMULAÇÃO DE CARGOS DE NATUREZA TÉCNICA – TÉCNICO DE ENFERMAGEM E AUXILIAR DE ENFERMAGEM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA -CARGOS PROVATIVOS DE PROFISSIONAL DE SAÚDE – COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS – EXISTÊNCIA – NEGATIVA DE POSSE NO SEGUNDO CARGO – ILEGALIDADE – PEDIDO JULGADO PROCEDENTE – SENTENÇA CONFIRMADA EM REMESSA NECESSÁRIA, PREJUDICADA A APELAÇÃO. 1- A Constituição da República admite, por via de exceção, a acumulação de dois cargos privativos de profissionais de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA66-B978-82A0-0A6D e senha 6741-5BB8-D313-6069 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA ADV.(A/S) :MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA AGDO.(A/S) :NEIDE APARECIDA ESTEVES ADV.(A/S) :DIEGO DIAS CARVALHO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, XVI, “c”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO - CUMULAÇÃO DE CARGOS DE NATUREZA TÉCNICA – TÉCNICO DE ENFERMAGEM E AUXILIAR DE ENFERMAGEM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA -CARGOS PROVATIVOS DE PROFISSIONAL DE SAÚDE – COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS – EXISTÊNCIA – NEGATIVA DE POSSE NO SEGUNDO CARGO – ILEGALIDADE – PEDIDO JULGADO PROCEDENTE – SENTENÇA CONFIRMADA EM REMESSA NECESSÁRIA, PREJUDICADA A APELAÇÃO. 1- A Constituição da República admite, por via de exceção, a acumulação de dois cargos privativos de profissionais de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA66-B978-82A0-0A6D e senha 6741-5BB8-D313-6069 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1133892 AGR / MG saúde, desde que haja compatibilidade de horários. Inteligência do art. 37, XVI, “c”, do texto constitucional. 2- Evidenciada a compatibilidade de horários entre o cargo de Técnico de Enfermagem, exercido em regime de plantão pela servidora, de 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de folga, e o cargo público para o qual foi aprovada em concurso, de Auxiliar de Enfermagem, inicialmente em regime de plantão diurno e posteriormente noturno, é ilegal o ato administrativo que nega posse à particular neste último. 3- Confirmar a sentença em remessa necessária, prejudicada a apelação.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA66-B978-82A0-0A6D e senha 6741-5BB8-D313-6069 Supremo Tribunal Federal ARE 1133892 AGR / MG saúde, desde que haja compatibilidade de horários. Inteligência do art. 37, XVI, “c”, do texto constitucional. 2- Evidenciada a compatibilidade de horários entre o cargo de Técnico de Enfermagem, exercido em regime de plantão pela servidora, de 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de folga, e o cargo público para o qual foi aprovada em concurso, de Auxiliar de Enfermagem, inicialmente em regime de plantão diurno e posteriormente noturno, é ilegal o ato administrativo que nega posse à particular neste último. 3- Confirmar a sentença em remessa necessária, prejudicada a apelação.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA66-B978-82A0-0A6D e senha 6741-5BB8-D313-6069 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que, para aferir a ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado no apelo extremo, seria necessário o revolvimento do quadro fático delineado na instância ordinária, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. CUMULAÇÃO DE DOIS CARGOS DE PROFESSOR. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 613100 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 22/04/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-099 DIVULG 23-05-2014 PUBLIC 26-05-2014) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que, para aferir a ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado no apelo extremo, seria necessário o revolvimento do quadro fático delineado na instância ordinária, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. CUMULAÇÃO DE DOIS CARGOS DE PROFESSOR. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 613100 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 22/04/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje-099 DIVULG 23-05-2014 PUBLIC 26-05-2014) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1133892 AGR / MG FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 773327 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 12/11/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 19-11-2013 PUBLIC 20-11- 2013) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Supremo Tribunal Federal ARE 1133892 AGR / MG FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 773327 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 12/11/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 19-11-2013 PUBLIC 20-11- 2013) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1133892 AGR / MG 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Supremo Tribunal Federal ARE 1133892 AGR / MG 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5118-AC2A-7259-95C4 e senha 7575-5593-9449-81DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA (54245/DF, 102533/MG) ADV.(A/S) : MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA (136164/MG) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA AGDO.(A/S) : NEIDE APARECIDA ESTEVES ADV.(A/S) : DIEGO DIAS CARVALHO (130383/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4DF9-0D57-4323-BA1D e senha F5B1-BFFC-588B-856E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.892 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA (54245/DF, 102533/MG) ADV.(A/S) : MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA (136164/MG) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA AGDO.(A/S) : NEIDE APARECIDA ESTEVES ADV.(A/S) : DIEGO DIAS CARVALHO (130383/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4DF9-0D57-4323-BA1D e senha F5B1-BFFC-588B-856E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 133 . 892", "ARE 1133892 AGR /", "ARE 1133892 AGR / MG", "AGRAVO 1 . 133 . 892", "ARE 1133892 AGR / MG", "ARE 1133892 AGR / MG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 613100 AgR", "SÚMULAS NS . 279", "AGRAVO 1 . 133 . 892", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 613100 AgR", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 773327 AgR", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "ARE 773327 AgR", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 37 , XVI , “ C ” , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "102 da Magna Carta", "Constituição da República", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 37 , XVI , “ c ” , da Constituição Federal", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 37 , XVI , “ c ” , da Constituição Federal", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional", "45", "2004", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "inciso LXXVIII no art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA", "MINAS", "DE JUIZ DE FORA", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "MG", "Segunda Turma", "República Federativa do Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "República Federativa do Brasil", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "WEDERSON", "ADVINCULA SIQUEIRA", "MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA", "NEIDE APARECIDA ESTEVES", "DIEGO DIAS CARVALHO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA", "MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA", "NEIDE APARECIDA ESTEVES", "DIEGO DIAS CARVALHO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA", "MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA", "NEIDE APARECIDA ESTEVES", "DIEGO DIAS CARVALHO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA", "MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA", "NEIDE APARECIDA ESTEVES", "DIEGO DIAS CARVALHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA", "MARCOS EZEQUIEL DE MOURA LIMA", "NEIDE APARECIDA ESTEVES", "DIEGO DIAS CARVALHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto", "06 de setembro de 2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto", "06 de setembro de 2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "22", "/", "04", "/", "2014", "23", "-", "05", "-", "2014", "26", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "22", "/", "04", "/", "2014", "23", "-", "05", "-", "2014", "26", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2013", "19", "-", "11", "-", "2013", "20", "-", "11", "-", "2013", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2013", "19", "-", "11", "-", "2013", "20", "-", "11", "-", "2013", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JERONIMO GUIMARAES FILHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no recurso em habeas corpus. Processual Penal. Tentativa de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, inciso I, do Código Penal). Prisão preventiva mantida por decisão em que se conferiu efeito suspensivo ao recurso especial. Possibilidade. Precedentes. Custódia assentada na periculosidade do agravante para a ordem pública. Suposto envolvimento com organização criminosa. Necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da referida organização. Precedentes. Alegação de excesso de prazo superada pela superveniência de sentença de pronúncia. Pretendida revisitação dos pressupostos de admissibilidade de recurso especial. Inviabilidade da utilização do habeas corpus para esse fim. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. A atribuição do efeito suspensivo a recursos especial ou extraordinário revela-se medida de boa prudência e que se coaduna com a instrumentalidade do processo quando há plausibilidade jurídica na tese defendida na postulação da medida cautelar e a ocorrência de situação configuradora do periculum in mora. 2. É do entendimento do STF que “a custódia cautelar visando à garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8664-5AC2-6568-C6B3 e senha EA8B-1C36-4531-08F6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RHC 154794 AGR / DF de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa” (HC nº 118.340/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/4/16). 3. A alegação de excesso de prazo resta superada pela superveniência da sentença de pronúncia. 4. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o habeas corpus não se presta para rediscutir as decisões do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade ou não do recurso especial e de seus incidentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8664-5AC2-6568-C6B3 e senha EA8B-1C36-4531-08F6 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa” (HC nº 118.340/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/4/16). 3. A alegação de excesso de prazo resta superada pela superveniência da sentença de pronúncia. 4. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o habeas corpus não se presta para rediscutir as decisões do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade ou não do recurso especial e de seus incidentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8664-5AC2-6568-C6B3 e senha EA8B-1C36-4531-08F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JERONIMO GUIMARAES FILHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Jeronimo Guimarães Filho, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 397.120/RJ, Relator o Ministro Ribeiro Dantas. Em suma, sustentou a defesa, neste recurso, constrangimento ilegal ocasionado ao recorrente pelo 3º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deferiu efeito suspensivo ao recurso especial interposto pelo Ministério Público Estadual contra acórdão oriundo da 2ª Câmara Criminal daquele Tribunal no qual havia sido concedida parcialmente a ordem de habeas corpus para conceder prisão domiciliar ao paciente em virtude do reconhecimento de excesso de prazo na prisão preventiva. Afirmou ela que “por isso a impetração, visando cassar o efeito suspensivo deferido pelo TJ/RJ, seja porque (i) o recurso especial do Ministério Público não impugnou especificamente o art. 8, 1, da Convenção Interamericana de Direitos Humanos1 e/ou o art. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B755-8334-B4F6-EE39 e senha 4057-EAF8-E1BD-6E80 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JERONIMO GUIMARAES FILHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Jeronimo Guimarães Filho, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 397.120/RJ, Relator o Ministro Ribeiro Dantas. Em suma, sustentou a defesa, neste recurso, constrangimento ilegal ocasionado ao recorrente pelo 3º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deferiu efeito suspensivo ao recurso especial interposto pelo Ministério Público Estadual contra acórdão oriundo da 2ª Câmara Criminal daquele Tribunal no qual havia sido concedida parcialmente a ordem de habeas corpus para conceder prisão domiciliar ao paciente em virtude do reconhecimento de excesso de prazo na prisão preventiva. Afirmou ela que “por isso a impetração, visando cassar o efeito suspensivo deferido pelo TJ/RJ, seja porque (i) o recurso especial do Ministério Público não impugnou especificamente o art. 8, 1, da Convenção Interamericana de Direitos Humanos1 e/ou o art. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B755-8334-B4F6-EE39 e senha 4057-EAF8-E1BD-6E80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RHC 154794 AGR / DF 648, II, do Código de Processo Penal, seja porque (ii) inexiste a mais rasa plausibilidade jurídica para a cassação do v. acórdão emanado do TJ/RJ, uma vez que o excesso de prazo da prisão é manifesto, tendo a prisão domiciliar sido fixada na qualidade de mera contra cautela, uma vez que nesse caso a liberdade plena é a regra”. Alegou, ainda, que a prisão processual já dura 4 (quatro) anos e 9 (nove) meses e não há sequer previsão de quando será finalmente realizada a sessão de julgamento do Tribunal do Júri, o que também evidenciaria constrangimento ilegal por excesso de prazo. Requereu, liminarmente, o provimento do recurso para que “[fosse] afastado o Efeito Suspensivo deferido pela 3ª Vice- Presidência do TJ/TJ, assegurando-se os efeitos decorrentes do v. acórdão emanado do TJ/RJ que deferiu a prisão domiciliar em virtude do reconhecimento do excesso de prazo da prisão preventiva”. Em 3/4/18, neguei seguimento ao habeas corpus, dando por prejudicado o pedido de liminar (RISTF, art. 21, § 1º). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera os fundamentos suscitados na inicial da impetração. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B755-8334-B4F6-EE39 e senha 4057-EAF8-E1BD-6E80 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF 648, II, do Código de Processo Penal, seja porque (ii) inexiste a mais rasa plausibilidade jurídica para a cassação do v. acórdão emanado do TJ/RJ, uma vez que o excesso de prazo da prisão é manifesto, tendo a prisão domiciliar sido fixada na qualidade de mera contra cautela, uma vez que nesse caso a liberdade plena é a regra”. Alegou, ainda, que a prisão processual já dura 4 (quatro) anos e 9 (nove) meses e não há sequer previsão de quando será finalmente realizada a sessão de julgamento do Tribunal do Júri, o que também evidenciaria constrangimento ilegal por excesso de prazo. Requereu, liminarmente, o provimento do recurso para que “[fosse] afastado o Efeito Suspensivo deferido pela 3ª Vice- Presidência do TJ/TJ, assegurando-se os efeitos decorrentes do v. acórdão emanado do TJ/RJ que deferiu a prisão domiciliar em virtude do reconhecimento do excesso de prazo da prisão preventiva”. Em 3/4/18, neguei seguimento ao habeas corpus, dando por prejudicado o pedido de liminar (RISTF, art. 21, § 1º). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera os fundamentos suscitados na inicial da impetração. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B755-8334-B4F6-EE39 e senha 4057-EAF8-E1BD-6E80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Razão não assiste ao agravante. Consoante consignado na decisão agravada, o acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 397.120/RJ, Relator o Ministro Ribeiro Dantas, não reflete flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, já que alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vide: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DO RECURSO APROPRIADO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA POR DECISÃO QUE CONFERIU EFEITO SUSPENSIVO AO RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO PELA DEFESA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. PERICULOSIDADE. PACIENTE INTEGRANTE DE MILÍCIA DENOMINADA ‘LIGA DA JUSTIÇA’. EXCESSO DE PRAZO PARA REALIZAÇÃO DO JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DO MAGISTRADO. COMPLEXIDADE DA CAUSA COM VÁRIOS RÉUS. PRONÚNCIA. SÚMULA N. 21 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ORDEM DENEGADA, COM RECOMENDAÇÃO. 1. Na hipótese, afere-se que a decisão que deferiu esfeito suspensivo ao Recurso Especial interposto pela acusação trouxe fundamentos válidos para a manutenção da prisão cautelar, na medida em que se destacou a periculosidade do paciente, supostamente um dos líderes de uma milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que objetivava o controle do transporte alternativo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ‘utilizando-se de ameaças e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Razão não assiste ao agravante. Consoante consignado na decisão agravada, o acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 397.120/RJ, Relator o Ministro Ribeiro Dantas, não reflete flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, já que alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vide: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DO RECURSO APROPRIADO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA POR DECISÃO QUE CONFERIU EFEITO SUSPENSIVO AO RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO PELA DEFESA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. PERICULOSIDADE. PACIENTE INTEGRANTE DE MILÍCIA DENOMINADA ‘LIGA DA JUSTIÇA’. EXCESSO DE PRAZO PARA REALIZAÇÃO DO JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DO MAGISTRADO. COMPLEXIDADE DA CAUSA COM VÁRIOS RÉUS. PRONÚNCIA. SÚMULA N. 21 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ORDEM DENEGADA, COM RECOMENDAÇÃO. 1. Na hipótese, afere-se que a decisão que deferiu esfeito suspensivo ao Recurso Especial interposto pela acusação trouxe fundamentos válidos para a manutenção da prisão cautelar, na medida em que se destacou a periculosidade do paciente, supostamente um dos líderes de uma milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que objetivava o controle do transporte alternativo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ‘utilizando-se de ameaças e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF violência para atingir seus objetivos.’ Ademais, destaca a em. 3ª Vice-Presidente do TJRJ na sua decisão que ‘A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva.’ 2. Não ocorre ilegalidade ou abuso de poder na decisão que, fundamentadamente, descreve a gravidade dos fatos delituosos imputados ao acusado e indica a necessidade da sua custódia cautelar. 3. Nos termos da Súmula n. 21/STJ, pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução. 4. Constitui entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça que somente configura constrangimento ilegal por excesso de prazo, apto a ensejar o relaxamento da prisão cautelar, a mora que decorra de ofensa ao princípio da razoabilidade, consubstanciada em desídia do Poder Judiciário ou da acusação. 5. No caso concreto, verifica-se do exposto nos autos que a demora para realização do julgamento pelo Tribunal do Júri decorre da complexidade da causa, da multiplicidade de réus, bem como dos vários recursos interpostos pela defesa, não havendo falar em desídia por parte do Poder Judiciário ou em demora injustificada no andamento do feito o que afasta, por enquanto, a alegação de constrangimento ilegal. 6. Ordem denegada. Recomendação ao Juízo de origem, a fim de que se atribua a maior celeridade possível ao julgamento da ação penal” (anexo 2 – fls. 300/301 e-STJ). Na ocasião, o Ministro Ribeiro Dantas assentou que a 3ª Vice- Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro conferiu, cautelarmente e de forma fundamentada, efeito suspensivo ao recurso especial, in verbis: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF violência para atingir seus objetivos.’ Ademais, destaca a em. 3ª Vice-Presidente do TJRJ na sua decisão que ‘A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva.’ 2. Não ocorre ilegalidade ou abuso de poder na decisão que, fundamentadamente, descreve a gravidade dos fatos delituosos imputados ao acusado e indica a necessidade da sua custódia cautelar. 3. Nos termos da Súmula n. 21/STJ, pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução. 4. Constitui entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça que somente configura constrangimento ilegal por excesso de prazo, apto a ensejar o relaxamento da prisão cautelar, a mora que decorra de ofensa ao princípio da razoabilidade, consubstanciada em desídia do Poder Judiciário ou da acusação. 5. No caso concreto, verifica-se do exposto nos autos que a demora para realização do julgamento pelo Tribunal do Júri decorre da complexidade da causa, da multiplicidade de réus, bem como dos vários recursos interpostos pela defesa, não havendo falar em desídia por parte do Poder Judiciário ou em demora injustificada no andamento do feito o que afasta, por enquanto, a alegação de constrangimento ilegal. 6. Ordem denegada. Recomendação ao Juízo de origem, a fim de que se atribua a maior celeridade possível ao julgamento da ação penal” (anexo 2 – fls. 300/301 e-STJ). Na ocasião, o Ministro Ribeiro Dantas assentou que a 3ª Vice- Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro conferiu, cautelarmente e de forma fundamentada, efeito suspensivo ao recurso especial, in verbis: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF “(...) [O] Ministério Público Estadual interpôs Recurso Especial, em conjunto com pedido de medida cautelar visando conferir efeito suspensivo ao REsp, tendo sido deferido o referido efeito suspensivo pela 3ª Vice-Presidente do TJRJ, em decisão assim fundamentada: ‘(...) A informação que se tem no processo é de que o acusado tem 68 anos de idade e não demonstrou, de forma inequívoca, qualquer das outras situações condicionantes previstas no dispositivo legal apontado, autorizativas da alteração do regime prisional prevista no caput. Nem mesmo o fato do curso processual ter se prolongado por quatro anos justifica a benesse legal sem o preenchimento daquelas condições. Os inúmeros recursos manejados pelos cinco réus prolongaram o trâmite processual e foram a causa eficiente para que o réu ‘Jerominho’ permanecesse em prisão preventiva, não se podendo atribuir qualquer percalço à atividade judicial desenvolvida no processo. Além do mais, a sentença de pronúncia, por si só, interrompe a contagem do eventual prazo para o término do processo, consoante o verbete sumular 21 do e. Superior Tribunal de Justiça: ‘Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução’. Essa a situação do Réu no processo, em que a denúncia foi oferecida em 2 de julho de 2012 e todos os Réus foram pronunciados em 3 de junho de 2014, pelo crime de homicídio duplamente qualificado, na forma tentada. A própria substituição concedida pelo acórdão demonstra que se encontram presentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva, tanto que não foi concedida a ordem de liberdade, apenas modificada a forma da prisão. No pleito posto pelo Ministério Público, evidente é o ‘periculum in mora’, decorrente da possibilidade de continuidade delitiva, pelo réu, no comando da perigosa 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF “(...) [O] Ministério Público Estadual interpôs Recurso Especial, em conjunto com pedido de medida cautelar visando conferir efeito suspensivo ao REsp, tendo sido deferido o referido efeito suspensivo pela 3ª Vice-Presidente do TJRJ, em decisão assim fundamentada: ‘(...) A informação que se tem no processo é de que o acusado tem 68 anos de idade e não demonstrou, de forma inequívoca, qualquer das outras situações condicionantes previstas no dispositivo legal apontado, autorizativas da alteração do regime prisional prevista no caput. Nem mesmo o fato do curso processual ter se prolongado por quatro anos justifica a benesse legal sem o preenchimento daquelas condições. Os inúmeros recursos manejados pelos cinco réus prolongaram o trâmite processual e foram a causa eficiente para que o réu ‘Jerominho’ permanecesse em prisão preventiva, não se podendo atribuir qualquer percalço à atividade judicial desenvolvida no processo. Além do mais, a sentença de pronúncia, por si só, interrompe a contagem do eventual prazo para o término do processo, consoante o verbete sumular 21 do e. Superior Tribunal de Justiça: ‘Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução’. Essa a situação do Réu no processo, em que a denúncia foi oferecida em 2 de julho de 2012 e todos os Réus foram pronunciados em 3 de junho de 2014, pelo crime de homicídio duplamente qualificado, na forma tentada. A própria substituição concedida pelo acórdão demonstra que se encontram presentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva, tanto que não foi concedida a ordem de liberdade, apenas modificada a forma da prisão. No pleito posto pelo Ministério Público, evidente é o ‘periculum in mora’, decorrente da possibilidade de continuidade delitiva, pelo réu, no comando da perigosa 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que atuava pelo monopólio do transporte alternativo na Zona Oeste da Cidade, utilizando-se de ameaças e violência para atingir seus objetivos. A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva. Manifesto o reconhecimento da plausibilidade do direito invocado, bem como o perigo de dano irreversível, a autorizarem o efeito suspensivo ao Recurso Especial. À conta de tais fundamentos, DEFIRO O PEDIDO. Oficie-se aos juízos do III Tribunal do Júri da Comarca da Capital, da Vara de Execuções deste Estado e da 2ª Vara Criminal Federal de Natal/RN, processo de execução provisória nº 0810403- 77.2016.4.05.8400, comunicando-lhes a suspensão da prisão domiciliar concedida ao requerido, até o julgamento do recurso especial.’ (e-STJ, fls.06/07). Na hipótese, afere-se que a decisão impugnada trouxe fundamentos válidos para a manutenção da prisão cautelar, na medida em que se destacou a periculosidade do paciente, supostamente um dos líderes de uma milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que objetivava o controle do transporte alternativo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ‘utilizando-se de ameaças e violência para atingir seus objetivos’. Ademais, destaca a em. 3ª Vice-Presidente do TJRJ na sua decisão que ‘A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva’ (e-STJ, fl.07). Extrai-se das decisões acima transcritas que restou sobejamente evidenciada a extrema periculosidade do agente, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que atuava pelo monopólio do transporte alternativo na Zona Oeste da Cidade, utilizando-se de ameaças e violência para atingir seus objetivos. A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva. Manifesto o reconhecimento da plausibilidade do direito invocado, bem como o perigo de dano irreversível, a autorizarem o efeito suspensivo ao Recurso Especial. À conta de tais fundamentos, DEFIRO O PEDIDO. Oficie-se aos juízos do III Tribunal do Júri da Comarca da Capital, da Vara de Execuções deste Estado e da 2ª Vara Criminal Federal de Natal/RN, processo de execução provisória nº 0810403- 77.2016.4.05.8400, comunicando-lhes a suspensão da prisão domiciliar concedida ao requerido, até o julgamento do recurso especial.’ (e-STJ, fls.06/07). Na hipótese, afere-se que a decisão impugnada trouxe fundamentos válidos para a manutenção da prisão cautelar, na medida em que se destacou a periculosidade do paciente, supostamente um dos líderes de uma milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que objetivava o controle do transporte alternativo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ‘utilizando-se de ameaças e violência para atingir seus objetivos’. Ademais, destaca a em. 3ª Vice-Presidente do TJRJ na sua decisão que ‘A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva’ (e-STJ, fl.07). Extrai-se das decisões acima transcritas que restou sobejamente evidenciada a extrema periculosidade do agente, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF seja pela gravidade concreta da ação, seja pelo próprio modo de execução do crime, o que torna imperiosa a manutenção da prisão do acusado. Nesse sentido: (…) Ressalte-se, ainda, que nos termos da Súmula n. 21/STJ, pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução. No caso concreto, verifica-se do exposto nos autos que a demora para realização do julgamento pelo Tribunal do Júri decorre da complexidade da causa, da multiplicidade de réus, bem como dos vários recursos interpostos pela defesa, não havendo falar em desídia por parte do Poder Judiciário ou em demora injustificada no andamento do feito o que afasta, por enquanto, a alegação de constrangimento ilegal.” Com efeito, o entendimento firmado está de acordo com a jurisprudência da Corte no sentido da possibilidade de se conferir efeito suspensivo a recursos especial ou extraordinário como medida de boa prudência e que se coaduna com a instrumentalidade do processo, quando há plausibilidade jurídica na tese defendida na postulação da medida cautelar e a ocorrência de situação configuradora do periculum in mora. Nesse sentido: AC nº 3.706/AM-ED-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/3/18; AC nº 3.925/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/5/16; RE nº 402.905/MG-MC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 19/3/14; AC nº 2.698/BA-MC-QO, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/6/12; AC nº 1.550/RO, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/5/07; AC nº 2.096/RJ-QO2-MC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/4/09, e AC nº 1890/SC-MC, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/2/09. Ademais, o excerto acima mencionado permite concluir que a prisão preventiva do paciente está justificada em sua periculosidade para a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF seja pela gravidade concreta da ação, seja pelo próprio modo de execução do crime, o que torna imperiosa a manutenção da prisão do acusado. Nesse sentido: (…) Ressalte-se, ainda, que nos termos da Súmula n. 21/STJ, pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução. No caso concreto, verifica-se do exposto nos autos que a demora para realização do julgamento pelo Tribunal do Júri decorre da complexidade da causa, da multiplicidade de réus, bem como dos vários recursos interpostos pela defesa, não havendo falar em desídia por parte do Poder Judiciário ou em demora injustificada no andamento do feito o que afasta, por enquanto, a alegação de constrangimento ilegal.” Com efeito, o entendimento firmado está de acordo com a jurisprudência da Corte no sentido da possibilidade de se conferir efeito suspensivo a recursos especial ou extraordinário como medida de boa prudência e que se coaduna com a instrumentalidade do processo, quando há plausibilidade jurídica na tese defendida na postulação da medida cautelar e a ocorrência de situação configuradora do periculum in mora. Nesse sentido: AC nº 3.706/AM-ED-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/3/18; AC nº 3.925/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/5/16; RE nº 402.905/MG-MC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 19/3/14; AC nº 2.698/BA-MC-QO, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/6/12; AC nº 1.550/RO, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/5/07; AC nº 2.096/RJ-QO2-MC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/4/09, e AC nº 1890/SC-MC, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/2/09. Ademais, o excerto acima mencionado permite concluir que a prisão preventiva do paciente está justificada em sua periculosidade para a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF ordem pública, tendo em vista seu suposto envolvimento em complexa organização criminosa, ligada à milícia denominada “Liga da Justiça”, desenvolvendo atribuições de liderança relevantes dentro da estrutura da associação criminosa. Com efeito, este Supremo Tribunal Federal já assentou que “a possibilidade de reiteração criminosa e a participação em organização criminosa são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar, a fim de garantir a ordem pública (HC 104.669/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ de 24/11/10)” (RHC nº 133.933/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 9/10/17). Perfilhando esse entendimento: “A custódia preventiva para garantia da ordem pública considera-se justificada ante a gravidade in concreto dos fatos, bem como na presença de elementos que indicam elevado grau de organização e estruturação, com escorreita divisão de tarefas” (HC nº 123.705/MG, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/9/17); “É idôneo o decreto preventivo lastreado na distinção entre a relevância participativa de cada réu no contexto da suposta organização criminosa, descabendo rever referida premissa decisória, na medida em que tal proceder pressupõe aprofundado reexame de fatos e provas, providência incompatível com a estreita via do habeas corpus” (HC nº 134.465/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 22/9/17). Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência da Corte é assente no sentido de que “[a] alegação de excesso de prazo resta superada pela superveniência da sentença de pronúncia” (HC nº 142.011/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 30/6/17). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF ordem pública, tendo em vista seu suposto envolvimento em complexa organização criminosa, ligada à milícia denominada “Liga da Justiça”, desenvolvendo atribuições de liderança relevantes dentro da estrutura da associação criminosa. Com efeito, este Supremo Tribunal Federal já assentou que “a possibilidade de reiteração criminosa e a participação em organização criminosa são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar, a fim de garantir a ordem pública (HC 104.669/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ de 24/11/10)” (RHC nº 133.933/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 9/10/17). Perfilhando esse entendimento: “A custódia preventiva para garantia da ordem pública considera-se justificada ante a gravidade in concreto dos fatos, bem como na presença de elementos que indicam elevado grau de organização e estruturação, com escorreita divisão de tarefas” (HC nº 123.705/MG, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/9/17); “É idôneo o decreto preventivo lastreado na distinção entre a relevância participativa de cada réu no contexto da suposta organização criminosa, descabendo rever referida premissa decisória, na medida em que tal proceder pressupõe aprofundado reexame de fatos e provas, providência incompatível com a estreita via do habeas corpus” (HC nº 134.465/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 22/9/17). Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência da Corte é assente no sentido de que “[a] alegação de excesso de prazo resta superada pela superveniência da sentença de pronúncia” (HC nº 142.011/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 30/6/17). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF Ademais, a notícia a respeito da complexidade do feito e multiplicidade de investigados, quando associada à indicação de que o processo criminal tem regular andamento na origem, afasta o apontado constrangimento ilegal por excesso de prazo. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “[a] duração do processo se submete ao princípio da razoabilidade, havendo inúmeros critérios que auxiliam na determinação do excesso. A complexidade da ação penal e a pluralidade de réus podem ser motivos bastantes a uma tramitação processual menos célere que a habitual” (HC nº 104.845/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 10/9/10). No mesmo sentido, destaco: HC nº 111.755/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 14/9/12; HC nº 116.864/RR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 15/10/13; e HC nº 113.278/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 14/10/14. No que se refere à alegação de inviabilidade do recurso especial manejado pelo Ministério Pública estadual, vale-se registrar, ainda, que o habeas corpus não se presta para rediscutir decisões quanto à admissibilidade ou não do recurso especial e de seus incidentes. Nesse sentido: HC nº 137.758-AgR/SP, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 2/3/17; HC nº 122.100/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/6/16; HC nº 127.684/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 18/5/15; HC nº 126.750/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 13/4/12; e HC nº 122.867/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 3/9/14. Como destacado no HC nº 132.864/PR-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 18/3/16, “[é] firme a jurisprudência da Corte no sentido de que não 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF Ademais, a notícia a respeito da complexidade do feito e multiplicidade de investigados, quando associada à indicação de que o processo criminal tem regular andamento na origem, afasta o apontado constrangimento ilegal por excesso de prazo. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “[a] duração do processo se submete ao princípio da razoabilidade, havendo inúmeros critérios que auxiliam na determinação do excesso. A complexidade da ação penal e a pluralidade de réus podem ser motivos bastantes a uma tramitação processual menos célere que a habitual” (HC nº 104.845/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 10/9/10). No mesmo sentido, destaco: HC nº 111.755/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 14/9/12; HC nº 116.864/RR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 15/10/13; e HC nº 113.278/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 14/10/14. No que se refere à alegação de inviabilidade do recurso especial manejado pelo Ministério Pública estadual, vale-se registrar, ainda, que o habeas corpus não se presta para rediscutir decisões quanto à admissibilidade ou não do recurso especial e de seus incidentes. Nesse sentido: HC nº 137.758-AgR/SP, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 2/3/17; HC nº 122.100/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/6/16; HC nº 127.684/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 18/5/15; HC nº 126.750/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 13/4/12; e HC nº 122.867/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 3/9/14. Como destacado no HC nº 132.864/PR-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 18/3/16, “[é] firme a jurisprudência da Corte no sentido de que não 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF se revela admissível ‘a ação de habeas corpus, quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça’ (HC nº 115.573/SP, decisão monocrática, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 23/11/12)”. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF se revela admissível ‘a ação de habeas corpus, quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça’ (HC nº 115.573/SP, decisão monocrática, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 23/11/12)”. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JERONIMO GUIMARAES FILHO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ABE6-77FE-EAEC-939E e senha D4B5-A525-831D-0F28 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JERONIMO GUIMARAES FILHO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ABE6-77FE-EAEC-939E e senha D4B5-A525-831D-0F28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748450917
2018-08-28T00:00:00
2018-10-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA Agravo regimental no recurso em habeas corpus. Processual Penal. Tentativa de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, inciso I, do Código Penal). Prisão preventiva mantida por decisão em que se conferiu efeito suspensivo ao recurso especial. Possibilidade. Precedentes. Custódia assentada na periculosidade do agravante para a ordem pública. Suposto envolvimento com organização criminosa. Necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da referida organização. Precedentes. Alegação de excesso de prazo superada pela superveniência de sentença de pronúncia. Pretendida revisitação dos pressupostos de admissibilidade de recurso especial. Inviabilidade da utilização do habeas corpus para esse fim. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. A atribuição do efeito suspensivo a recursos especial ou extraordinário revela-se medida de boa prudência e que se coaduna com a instrumentalidade do processo quando há plausibilidade jurídica na tese defendida na postulação da medida cautelar e a ocorrência de situação configuradora do periculum in mora. 2. É do entendimento do STF que “a custódia cautelar visando à garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa” (HC nº 118.340/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/4/16). 3. A alegação de excesso de prazo resta superada pela superveniência da sentença de pronúncia. 4. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o habeas corpus não se presta para rediscutir as decisões do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade ou não do recurso especial e de seus incidentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur392835
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO CAUTELAR, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA) HC 118340 (1ªT), HC 123705 (1ªT), RHC 133933 (2ªT), HC 134465 AgR (1ªT). (RE, RESP, EFEITO SUSPENSIVO, FUMUS BONI JURIS, PERICULUM IN MORA) AC 1550 (2ªT), RE 402905 MC-AgR (2ªT), AC 1890 MC (1ªT), AC 2096 MC-QO-segunda (2ªT), AC 2698 MC-QO (2ªT), AC 3925 AgR (1ªT), AC 3706 ED-AgR (1ªT). (HC, EXCESSO DE PRAZO, SUPERVENIÊNCIA, DECISÃO DE PRONÚNCIA) HC 142011 AgR (1ªT). (EXCESSO DE PRAZO, INSTRUÇÃO CRIMINAL, COMPLEXIDADE, AÇÃO PENAL) HC 104845 (2ªT), HC 111755 (2ªT), HC 116864 (2ªT), HC 113278 ED (1ªT). (HC, DISCUSSÃO, ADMISSIBILIDADE, RECURSO ESPECIAL) HC 122867 (1ªT), HC 122100 AgR (1ªT), HC 126750 AgR (2ªT), HC 127684 AgR (2ªT), HC 132864 AgR (2ªT), HC 137758 AgR (2ªT). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: HC 397120. Número de páginas: 13. Análise: 27/11/2018, TLR.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
154794
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00002 INC-00001\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 154794 AgR
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AGTE.(S) : JERONIMO GUIMARAES FILHO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JERONIMO GUIMARAES FILHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no recurso em habeas corpus. Processual Penal. Tentativa de homicídio qualificado (art. 121, § 2..., inciso I, do Código Penal). Prisão preventiva mantida por decisão em que se conferiu efeito suspensivo ao recurso especial. Possibilidade. Precedentes. Custódia assentada na periculosidade do agravante para a ordem pública. Suposto envolvimento com organização criminosa. Necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da referida organização. Precedentes. Alegação de excesso de prazo superada pela superveniência de sentença de pronúncia. Pretendida revisitação dos pressupostos de admissibilidade de recurso especial. Inviabilidade da utilização do habeas corpus para esse fim. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. A atribuição do efeito suspensivo a recursos especial ou extraordinário revela-se medida de boa prudência e que se coaduna com a instrumentalidade do processo quando há plausibilidade jurídica na tese defendida na postulação da medida cautelar e a ocorrência de situação configuradora do periculum in mora. 2. É do entendimento do Supremo Tribunal Federal que “a custódia cautelar visando à garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8664-5AC2-6568-C6B3 e senha EA8B-1C36-4531-08F6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RHC 154794 AGR / DF de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa” (HC n 118.340/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/4/16). 3. A alegação de excesso de prazo resta superada pela superveniência da sentença de pronúncia. 4. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o habeas corpus não se presta para rediscutir as decisões do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade ou não do recurso especial e de seus incidentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8664-5AC2-6568-C6B3 e senha EA8B-1C36-4531-08F6 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa” (HC n 118.340/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/4/16). 3. A alegação de excesso de prazo resta superada pela superveniência da sentença de pronúncia. 4. É firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o habeas corpus não se presta para rediscutir as decisões do Superior Tribunal de Justiça quanto à admissibilidade ou não do recurso especial e de seus incidentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8664-5AC2-6568-C6B3 e senha EA8B-1C36-4531-08F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JERONIMO GUIMARAES FILHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Jeronimo Guimarães Filho, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 397.120/RJ, Relator o Ministro Ribeiro Dantas. Em suma, sustentou a defesa, neste recurso, constrangimento ilegal ocasionado ao recorrente pelo 3... Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deferiu efeito suspensivo ao recurso especial interposto pelo Ministério Público Estadual contra acórdão oriundo da 2... Câmara Criminal daquele Tribunal no qual havia sido concedida parcialmente a ordem de habeas corpus para conceder prisão domiciliar ao paciente em virtude do reconhecimento de excesso de prazo na prisão preventiva. Afirmou ela que “por isso a impetração, visando cassar o efeito suspensivo deferido pelo TJ/RJ, seja porque (i) o recurso especial do Ministério Público não impugnou especificamente o art. 8, 1, da Convenção Interamericana de Direitos Humanos1 e/ou o art. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B755-8334-B4F6-EE39 e senha 4057-EAF8-E1BD-6E80 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JERONIMO GUIMARAES FILHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Jeronimo Guimarães Filho, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 397.120/RJ, Relator o Ministro Ribeiro Dantas. Em suma, sustentou a defesa, neste recurso, constrangimento ilegal ocasionado ao recorrente pelo 3... Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deferiu efeito suspensivo ao recurso especial interposto pelo Ministério Público Estadual contra acórdão oriundo da 2... Câmara Criminal daquele Tribunal no qual havia sido concedida parcialmente a ordem de habeas corpus para conceder prisão domiciliar ao paciente em virtude do reconhecimento de excesso de prazo na prisão preventiva. Afirmou ela que “por isso a impetração, visando cassar o efeito suspensivo deferido pelo TJ/RJ, seja porque (i) o recurso especial do Ministério Público não impugnou especificamente o art. 8, 1, da Convenção Interamericana de Direitos Humanos1 e/ou o art. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B755-8334-B4F6-EE39 e senha 4057-EAF8-E1BD-6E80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RHC 154794 AGR / DF 648, II, do Código de Processo Penal, seja porque (ii) inexiste a mais rasa plausibilidade jurídica para a cassação do v. acórdão emanado do TJ/RJ, uma vez que o excesso de prazo da prisão é manifesto, tendo a prisão domiciliar sido fixada na qualidade de mera contra cautela, uma vez que nesse caso a liberdade plena é a regra”. Alegou, ainda, que a prisão processual já dura 4 (quatro) anos e 9 (nove) meses e não há sequer previsão de quando será finalmente realizada a sessão de julgamento do Tribunal do Júri, o que também evidenciaria constrangimento ilegal por excesso de prazo. Requereu, liminarmente, o provimento do recurso para que “[fosse] afastado o Efeito Suspensivo deferido pela 3... Vice- Presidência do TJ/TJ, assegurando-se os efeitos decorrentes do v. acórdão emanado do TJ/RJ que deferiu a prisão domiciliar em virtude do reconhecimento do excesso de prazo da prisão preventiva”. Em 3/4/18, neguei seguimento ao habeas corpus, dando por prejudicado o pedido de liminar (RISTF, art. 21, § 1...). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera os fundamentos suscitados na inicial da impetração. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B755-8334-B4F6-EE39 e senha 4057-EAF8-E1BD-6E80 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF 648, II, do Código de Processo Penal, seja porque (ii) inexiste a mais rasa plausibilidade jurídica para a cassação do v. acórdão emanado do TJ/RJ, uma vez que o excesso de prazo da prisão é manifesto, tendo a prisão domiciliar sido fixada na qualidade de mera contra cautela, uma vez que nesse caso a liberdade plena é a regra”. Alegou, ainda, que a prisão processual já dura 4 (quatro) anos e 9 (nove) meses e não há sequer previsão de quando será finalmente realizada a sessão de julgamento do Tribunal do Júri, o que também evidenciaria constrangimento ilegal por excesso de prazo. Requereu, liminarmente, o provimento do recurso para que “[fosse] afastado o Efeito Suspensivo deferido pela 3... Vice- Presidência do TJ/TJ, assegurando-se os efeitos decorrentes do v. acórdão emanado do TJ/RJ que deferiu a prisão domiciliar em virtude do reconhecimento do excesso de prazo da prisão preventiva”. Em 3/4/18, neguei seguimento ao habeas corpus, dando por prejudicado o pedido de liminar (RISTF, art. 21, § 1...). Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera os fundamentos suscitados na inicial da impetração. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B755-8334-B4F6-EE39 e senha 4057-EAF8-E1BD-6E80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Razão não assiste ao agravante. Consoante consignado na decisão agravada, o acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 397.120/RJ, Relator o Ministro Ribeiro Dantas, não reflete flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, já que alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vide: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DO RECURSO APROPRIADO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA POR DECISÃO QUE CONFERIU EFEITO SUSPENSIVO AO RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO PELA DEFESA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. PERICULOSIDADE. PACIENTE INTEGRANTE DE MILÍCIA DENOMINADA ‘LIGA DA JUSTIÇA’. EXCESSO DE PRAZO PARA REALIZAÇÃO DO JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DO MAGISTRADO. COMPLEXIDADE DA CAUSA COM VÁRIOS RÉUS. PRONÚNCIA. SÚMULA N. 21 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ORDEM DENEGADA, COM RECOMENDAÇÃO. 1. Na hipótese, afere-se que a decisão que deferiu esfeito suspensivo ao Recurso Especial interposto pela acusação trouxe fundamentos válidos para a manutenção da prisão cautelar, na medida em que se destacou a periculosidade do paciente, supostamente um dos líderes de uma milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que objetivava o controle do transporte alternativo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ‘utilizando-se de ameaças e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Razão não assiste ao agravante. Consoante consignado na decisão agravada, o acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 397.120/RJ, Relator o Ministro Ribeiro Dantas, não reflete flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, já que alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vide: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DO RECURSO APROPRIADO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA POR DECISÃO QUE CONFERIU EFEITO SUSPENSIVO AO RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO PELA DEFESA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. PERICULOSIDADE. PACIENTE INTEGRANTE DE MILÍCIA DENOMINADA ‘LIGA DA JUSTIÇA’. EXCESSO DE PRAZO PARA REALIZAÇÃO DO JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DO MAGISTRADO. COMPLEXIDADE DA CAUSA COM VÁRIOS RÉUS. PRONÚNCIA. SÚMULA N. 21 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ORDEM DENEGADA, COM RECOMENDAÇÃO. 1. Na hipótese, afere-se que a decisão que deferiu esfeito suspensivo ao Recurso Especial interposto pela acusação trouxe fundamentos válidos para a manutenção da prisão cautelar, na medida em que se destacou a periculosidade do paciente, supostamente um dos líderes de uma milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que objetivava o controle do transporte alternativo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ‘utilizando-se de ameaças e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF violência para atingir seus objetivos.’ Ademais, destaca a em. 3... Vice-Presidente do TJRJ na sua decisão que ‘A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva.’ 2. Não ocorre ilegalidade ou abuso de poder na decisão que, fundamentadamente, descreve a gravidade dos fatos delituosos imputados ao acusado e indica a necessidade da sua custódia cautelar. 3. Nos termos da Súmula n. 21/Superior Tribunal de Justiça, pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução. 4. Constitui entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça que somente configura constrangimento ilegal por excesso de prazo, apto a ensejar o relaxamento da prisão cautelar, a mora que decorra de ofensa ao princípio da razoabilidade, consubstanciada em desídia do Poder Judiciário ou da acusação. 5. No caso concreto, verifica-se do exposto nos autos que a demora para realização do julgamento pelo Tribunal do Júri decorre da complexidade da causa, da multiplicidade de réus, bem como dos vários recursos interpostos pela defesa, não havendo falar em desídia por parte do Poder Judiciário ou em demora injustificada no andamento do feito o que afasta, por enquanto, a alegação de constrangimento ilegal. 6. Ordem denegada. Recomendação ao Juízo de origem, a fim de que se atribua a maior celeridade possível ao julgamento da ação penal” (anexo 2 – fls. 300/301 e-Superior Tribunal de Justiça). Na ocasião, o Ministro Ribeiro Dantas assentou que a 3... Vice- Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro conferiu, cautelarmente e de forma fundamentada, efeito suspensivo ao recurso especial, in verbis: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF violência para atingir seus objetivos.’ Ademais, destaca a em. 3... Vice-Presidente do TJRJ na sua decisão que ‘A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva.’ 2. Não ocorre ilegalidade ou abuso de poder na decisão que, fundamentadamente, descreve a gravidade dos fatos delituosos imputados ao acusado e indica a necessidade da sua custódia cautelar. 3. Nos termos da Súmula n. 21/Superior Tribunal de Justiça, pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução. 4. Constitui entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça que somente configura constrangimento ilegal por excesso de prazo, apto a ensejar o relaxamento da prisão cautelar, a mora que decorra de ofensa ao princípio da razoabilidade, consubstanciada em desídia do Poder Judiciário ou da acusação. 5. No caso concreto, verifica-se do exposto nos autos que a demora para realização do julgamento pelo Tribunal do Júri decorre da complexidade da causa, da multiplicidade de réus, bem como dos vários recursos interpostos pela defesa, não havendo falar em desídia por parte do Poder Judiciário ou em demora injustificada no andamento do feito o que afasta, por enquanto, a alegação de constrangimento ilegal. 6. Ordem denegada. Recomendação ao Juízo de origem, a fim de que se atribua a maior celeridade possível ao julgamento da ação penal” (anexo 2 – fls. 300/301 e-Superior Tribunal de Justiça). Na ocasião, o Ministro Ribeiro Dantas assentou que a 3... Vice- Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro conferiu, cautelarmente e de forma fundamentada, efeito suspensivo ao recurso especial, in verbis: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF “(...) [O] Ministério Público Estadual interpôs Recurso Especial, em conjunto com pedido de medida cautelar visando conferir efeito suspensivo ao REsp, tendo sido deferido o referido efeito suspensivo pela 3... Vice-Presidente do TJRJ, em decisão assim fundamentada: ‘(...) A informação que se tem no processo é de que o acusado tem 68 anos de idade e não demonstrou, de forma inequívoca, qualquer das outras situações condicionantes previstas no dispositivo legal apontado, autorizativas da alteração do regime prisional prevista no caput. Nem mesmo o fato do curso processual ter se prolongado por quatro anos justifica a benesse legal sem o preenchimento daquelas condições. Os inúmeros recursos manejados pelos cinco réus prolongaram o trâmite processual e foram a causa eficiente para que o réu ‘Jerominho’ permanecesse em prisão preventiva, não se podendo atribuir qualquer percalço à atividade judicial desenvolvida no processo. Além do mais, a sentença de pronúncia, por si só, interrompe a contagem do eventual prazo para o término do processo, consoante o verbete sumular 21 do e. Superior Tribunal de Justiça: ‘Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução’. Essa a situação do Réu no processo, em que a denúncia foi oferecida em 2 de julho de 2012 e todos os Réus foram pronunciados em 3 de junho de 2014, pelo crime de homicídio duplamente qualificado, na forma tentada. A própria substituição concedida pelo acórdão demonstra que se encontram presentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva, tanto que não foi concedida a ordem de liberdade, apenas modificada a forma da prisão. No pleito posto pelo Ministério Público, evidente é o ‘periculum in mora’, decorrente da possibilidade de continuidade delitiva, pelo réu, no comando da perigosa 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF “(...) [O] Ministério Público Estadual interpôs Recurso Especial, em conjunto com pedido de medida cautelar visando conferir efeito suspensivo ao REsp, tendo sido deferido o referido efeito suspensivo pela 3... Vice-Presidente do TJRJ, em decisão assim fundamentada: ‘(...) A informação que se tem no processo é de que o acusado tem 68 anos de idade e não demonstrou, de forma inequívoca, qualquer das outras situações condicionantes previstas no dispositivo legal apontado, autorizativas da alteração do regime prisional prevista no caput. Nem mesmo o fato do curso processual ter se prolongado por quatro anos justifica a benesse legal sem o preenchimento daquelas condições. Os inúmeros recursos manejados pelos cinco réus prolongaram o trâmite processual e foram a causa eficiente para que o réu ‘Jerominho’ permanecesse em prisão preventiva, não se podendo atribuir qualquer percalço à atividade judicial desenvolvida no processo. Além do mais, a sentença de pronúncia, por si só, interrompe a contagem do eventual prazo para o término do processo, consoante o verbete sumular 21 do e. Superior Tribunal de Justiça: ‘Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução’. Essa a situação do Réu no processo, em que a denúncia foi oferecida em 2 de julho de 2012 e todos os Réus foram pronunciados em 3 de junho de 2014, pelo crime de homicídio duplamente qualificado, na forma tentada. A própria substituição concedida pelo acórdão demonstra que se encontram presentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva, tanto que não foi concedida a ordem de liberdade, apenas modificada a forma da prisão. No pleito posto pelo Ministério Público, evidente é o ‘periculum in mora’, decorrente da possibilidade de continuidade delitiva, pelo réu, no comando da perigosa 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que atuava pelo monopólio do transporte alternativo na Zona Oeste da Cidade, utilizando-se de ameaças e violência para atingir seus objetivos. A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva. Manifesto o reconhecimento da plausibilidade do direito invocado, bem como o perigo de dano irreversível, a autorizarem o efeito suspensivo ao Recurso Especial. À conta de tais fundamentos, DEFIRO O PEDIDO. Oficie-se aos juízos do III Tribunal do Júri da Comarca da Capital, da Vara de Execuções deste Estado e da 2... Vara Criminal Federal de Natal/RN, processo de execução provisória n 0810403- 77.2016.4.05.8400, comunicando-lhes a suspensão da prisão domiciliar concedida ao requerido, até o julgamento do recurso especial.’ (e-Superior Tribunal de Justiça, fls.06/07). Na hipótese, afere-se que a decisão impugnada trouxe fundamentos válidos para a manutenção da prisão cautelar, na medida em que se destacou a periculosidade do paciente, supostamente um dos líderes de uma milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que objetivava o controle do transporte alternativo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ‘utilizando-se de ameaças e violência para atingir seus objetivos’. Ademais, destaca a em. 3... Vice-Presidente do TJRJ na sua decisão que ‘A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva’ (e-Superior Tribunal de Justiça, fl.07). Extrai-se das decisões acima transcritas que restou sobejamente evidenciada a extrema periculosidade do agente, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que atuava pelo monopólio do transporte alternativo na Zona Oeste da Cidade, utilizando-se de ameaças e violência para atingir seus objetivos. A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva. Manifesto o reconhecimento da plausibilidade do direito invocado, bem como o perigo de dano irreversível, a autorizarem o efeito suspensivo ao Recurso Especial. À conta de tais fundamentos, DEFIRO O PEDIDO. Oficie-se aos juízos do III Tribunal do Júri da Comarca da Capital, da Vara de Execuções deste Estado e da 2... Vara Criminal Federal de Natal/RN, processo de execução provisória n 0810403- 77.2016.4.05.8400, comunicando-lhes a suspensão da prisão domiciliar concedida ao requerido, até o julgamento do recurso especial.’ (e-Superior Tribunal de Justiça, fls.06/07). Na hipótese, afere-se que a decisão impugnada trouxe fundamentos válidos para a manutenção da prisão cautelar, na medida em que se destacou a periculosidade do paciente, supostamente um dos líderes de uma milícia denominada ‘Liga da Justiça’, que objetivava o controle do transporte alternativo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ‘utilizando-se de ameaças e violência para atingir seus objetivos’. Ademais, destaca a em. 3... Vice-Presidente do TJRJ na sua decisão que ‘A partir da prisão domiciliar, já agora no seu território de ação, poderá o Réu expedir comandos e prosseguir impondo o terror, o que foi evitado com a sua transferência e manutenção no presídio de Mossoró-RN onde se encontra durante todo o período da sua prisão preventiva’ (e-Superior Tribunal de Justiça, fl.07). Extrai-se das decisões acima transcritas que restou sobejamente evidenciada a extrema periculosidade do agente, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF seja pela gravidade concreta da ação, seja pelo próprio modo de execução do crime, o que torna imperiosa a manutenção da prisão do acusado. Nesse sentido: (…) Ressalte-se, ainda, que nos termos da Súmula n. 21/Superior Tribunal de Justiça, pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução. No caso concreto, verifica-se do exposto nos autos que a demora para realização do julgamento pelo Tribunal do Júri decorre da complexidade da causa, da multiplicidade de réus, bem como dos vários recursos interpostos pela defesa, não havendo falar em desídia por parte do Poder Judiciário ou em demora injustificada no andamento do feito o que afasta, por enquanto, a alegação de constrangimento ilegal.” Com efeito, o entendimento firmado está de acordo com a jurisprudência da Corte no sentido da possibilidade de se conferir efeito suspensivo a recursos especial ou extraordinário como medida de boa prudência e que se coaduna com a instrumentalidade do processo, quando há plausibilidade jurídica na tese defendida na postulação da medida cautelar e a ocorrência de situação configuradora do periculum in mora. Nesse sentido: AC n 3.706/AM-ED-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/3/18; AC n 3.925/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/5/16; Recurso Extraordinário n 402.905/MG-MC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 19/3/14; AC n 2.698/BA-MC-QO, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/6/12; AC n 1.550/RO, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/5/07; AC n 2.096/RJ-QO2-MC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/4/09, e AC n 1890/SC-MC, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/2/09. Ademais, o excerto acima mencionado permite concluir que a prisão preventiva do paciente está justificada em sua periculosidade para a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF seja pela gravidade concreta da ação, seja pelo próprio modo de execução do crime, o que torna imperiosa a manutenção da prisão do acusado. Nesse sentido: (…) Ressalte-se, ainda, que nos termos da Súmula n. 21/Superior Tribunal de Justiça, pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução. No caso concreto, verifica-se do exposto nos autos que a demora para realização do julgamento pelo Tribunal do Júri decorre da complexidade da causa, da multiplicidade de réus, bem como dos vários recursos interpostos pela defesa, não havendo falar em desídia por parte do Poder Judiciário ou em demora injustificada no andamento do feito o que afasta, por enquanto, a alegação de constrangimento ilegal.” Com efeito, o entendimento firmado está de acordo com a jurisprudência da Corte no sentido da possibilidade de se conferir efeito suspensivo a recursos especial ou extraordinário como medida de boa prudência e que se coaduna com a instrumentalidade do processo, quando há plausibilidade jurídica na tese defendida na postulação da medida cautelar e a ocorrência de situação configuradora do periculum in mora. Nesse sentido: AC n 3.706/AM-ED-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 8/3/18; AC n 3.925/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/5/16; Recurso Extraordinário n 402.905/MG-MC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 19/3/14; AC n 2.698/BA-MC-QO, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/6/12; AC n 1.550/RO, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/5/07; AC n 2.096/RJ-QO2-MC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/4/09, e AC n 1890/SC-MC, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/2/09. Ademais, o excerto acima mencionado permite concluir que a prisão preventiva do paciente está justificada em sua periculosidade para a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF ordem pública, tendo em vista seu suposto envolvimento em complexa organização criminosa, ligada à milícia denominada “Liga da Justiça”, desenvolvendo atribuições de liderança relevantes dentro da estrutura da associação criminosa. Com efeito, este Supremo Tribunal Federal já assentou que “a possibilidade de reiteração criminosa e a participação em organização criminosa são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar, a fim de garantir a ordem pública (HC 104.669/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ de 24/11/10)” (RHC n 133.933/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 9/10/17). Perfilhando esse entendimento: “A custódia preventiva para garantia da ordem pública considera-se justificada ante a gravidade in concreto dos fatos, bem como na presença de elementos que indicam elevado grau de organização e estruturação, com escorreita divisão de tarefas” (HC n 123.705/MG, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/9/17); “É idôneo o decreto preventivo lastreado na distinção entre a relevância participativa de cada réu no contexto da suposta organização criminosa, descabendo rever referida premissa decisória, na medida em que tal proceder pressupõe aprofundado reexame de fatos e provas, providência incompatível com a estreita via do habeas corpus” (HC n 134.465/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 22/9/17). Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência da Corte é assente no sentido de que “[a] alegação de excesso de prazo resta superada pela superveniência da sentença de pronúncia” (HC n 142.011/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 30/6/17). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF ordem pública, tendo em vista seu suposto envolvimento em complexa organização criminosa, ligada à milícia denominada “Liga da Justiça”, desenvolvendo atribuições de liderança relevantes dentro da estrutura da associação criminosa. Com efeito, este Supremo Tribunal Federal já assentou que “a possibilidade de reiteração criminosa e a participação em organização criminosa são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar, a fim de garantir a ordem pública (HC 104.669/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ de 24/11/10)” (RHC n 133.933/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 9/10/17). Perfilhando esse entendimento: “A custódia preventiva para garantia da ordem pública considera-se justificada ante a gravidade in concreto dos fatos, bem como na presença de elementos que indicam elevado grau de organização e estruturação, com escorreita divisão de tarefas” (HC n 123.705/MG, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/9/17); “É idôneo o decreto preventivo lastreado na distinção entre a relevância participativa de cada réu no contexto da suposta organização criminosa, descabendo rever referida premissa decisória, na medida em que tal proceder pressupõe aprofundado reexame de fatos e provas, providência incompatível com a estreita via do habeas corpus” (HC n 134.465/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 22/9/17). Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência da Corte é assente no sentido de que “[a] alegação de excesso de prazo resta superada pela superveniência da sentença de pronúncia” (HC n 142.011/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 30/6/17). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF Ademais, a notícia a respeito da complexidade do feito e multiplicidade de investigados, quando associada à indicação de que o processo criminal tem regular andamento na origem, afasta o apontado constrangimento ilegal por excesso de prazo. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “[a] duração do processo se submete ao princípio da razoabilidade, havendo inúmeros critérios que auxiliam na determinação do excesso. A complexidade da ação penal e a pluralidade de réus podem ser motivos bastantes a uma tramitação processual menos célere que a habitual” (HC n 104.845/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 10/9/10). No mesmo sentido, destaco: HC n 111.755/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 14/9/12; HC n 116.864/RR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 15/10/13; e HC n 113.278/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 14/10/14. No que se refere à alegação de inviabilidade do recurso especial manejado pelo Ministério Pública estadual, vale-se registrar, ainda, que o habeas corpus não se presta para rediscutir decisões quanto à admissibilidade ou não do recurso especial e de seus incidentes. Nesse sentido: HC n 137.758-AgR/SP, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 2/3/17; HC n 122.100/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/6/16; HC n 127.684/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 18/5/15; HC n 126.750/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 13/4/12; e HC n 122.867/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 3/9/14. Como destacado no HC n 132.864/PR-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 18/3/16, “[é] firme a jurisprudência da Corte no sentido de que não 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF Ademais, a notícia a respeito da complexidade do feito e multiplicidade de investigados, quando associada à indicação de que o processo criminal tem regular andamento na origem, afasta o apontado constrangimento ilegal por excesso de prazo. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “[a] duração do processo se submete ao princípio da razoabilidade, havendo inúmeros critérios que auxiliam na determinação do excesso. A complexidade da ação penal e a pluralidade de réus podem ser motivos bastantes a uma tramitação processual menos célere que a habitual” (HC n 104.845/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 10/9/10). No mesmo sentido, destaco: HC n 111.755/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 14/9/12; HC n 116.864/RR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 15/10/13; e HC n 113.278/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 14/10/14. No que se refere à alegação de inviabilidade do recurso especial manejado pelo Ministério Pública estadual, vale-se registrar, ainda, que o habeas corpus não se presta para rediscutir decisões quanto à admissibilidade ou não do recurso especial e de seus incidentes. Nesse sentido: HC n 137.758-AgR/SP, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 2/3/17; HC n 122.100/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/6/16; HC n 127.684/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 18/5/15; HC n 126.750/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 13/4/12; e HC n 122.867/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 3/9/14. Como destacado no HC n 132.864/PR-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 18/3/16, “[é] firme a jurisprudência da Corte no sentido de que não 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 154794 AGR / DF se revela admissível ‘a ação de habeas corpus, quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça’ (HC n 115.573/SP, decisão monocrática, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 23/11/12)”. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Supremo Tribunal Federal RHC 154794 AGR / DF se revela admissível ‘a ação de habeas corpus, quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça’ (HC n 115.573/SP, decisão monocrática, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 23/11/12)”. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E9F5-B563-052F-4D38 e senha D472-6AF5-22DF-D2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JERONIMO GUIMARAES FILHO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ABE6-77FE-EAEC-939E e senha D4B5-A525-831D-0F28 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.794 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JERONIMO GUIMARAES FILHO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ABE6-77FE-EAEC-939E e senha D4B5-A525-831D-0F28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154 . 794", "HC n 118 . 340 / SP", "HC n 118 . 340 / SP", "HC n 397 . 120 / RJ", "HC n 397 . 120 / RJ", "RHC 154794 AGR", "HABEAS CORPUS 154 . 794", "HC n 397 . 120 / RJ", "HC n 397 . 120 / RJ", "SÚMULA N . 21 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Súmula n . 21 / Superior Tribunal de Justiça", "RHC 154794 AGR / DF", "Súmula n . 21 / Superior Tribunal de Justiça", "RHC 154794", "verbete sumular 21 do e . Superior Tribunal de Justiça", "verbete sumular 21 do e . Superior Tribunal de Justiça", "processo", "Súmula n . 21 / Superior Tribunal de Justiça", "AC n 3 . 706 / AM - ED - AgR", "AC n 3 . 925 / RS", "Recurso Extraordinário n 402 . 905 / MG - MC - AgR", "AC n 2 . 698 / BA - MC - QO", "AC n 1 . 550 / RO", "AC n 2 . 096 / RJ - QO2 - MC", "AC n 1890 / SC - MC", "Súmula n . 21 / Superior Tribunal de Justiça", "AC n 3 . 706 / AM - ED - AgR", "AC n 3 . 925 / RS", "Recurso Extraordinário n 402 . 905 / MG - MC - AgR", "AC n 2 . 698 / BA - MC - QO", "AC n 1 . 550 / RO", "AC n 2 . 096 / RJ - QO2 - MC", "AC n 1890 / SC - MC", "RHC 154794", "HC 104 . 669 / SP", "RHC n 133 . 933 / SP", "HC n 123 . 705 / MG", "HC n 134 . 465 / SP - AgR", "HC n 142 . 011 / RJ", "HC 104 . 669 / SP", "RHC n 133 . 933 / SP", "HC n 123 . 705 / MG", "HC n 134 . 465 / SP - AgR", "HC n 142 . 011 / RJ - AgR", "HC n 104 . 845 / SP", "HC n 111 . 755 / ES", "HC n 116 . 864 / RR", "HC n 113 . 278 / SP - ED", "HC n 137 . 758 - AgR / SP", "HC n 122 . 100 / RS - AgR", "HC n 127 . 684 / RS - AgR", "HC n 126 . 750 / SP - AgR", "HC n 122 . 867 / SP", "HC n 132 . 864 / PR - AgR", "HC n 104 . 845 / SP", "HC n 111 . 755 / ES", "HC n 116 . 864 / RR", "HC n 113 . 278 / SP - ED", "HC n 137 . 758 - AgR / SP", "HC n 122 . 100 / RS - AgR", "HC n 127 . 684 / RS - AgR", "HC n 126 . 750 / SP - AgR", "HC n 122 . 867 / SP", "HC n 132 . 864 / PR - AgR", "RHC 154794", "HC n 115 . 573 / SP", "RHC", "HC n 115 . 573 / SP" ], "LEGISLACAO": [ "art . 121 , § 2 . . . , inciso I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 , 1 , da Convenção Interamericana de Direitos Humanos1", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 , 1 , da Convenção Interamericana de Direitos Humanos1", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "648 , II , do Código de Processo Penal", "RISTF , art . 21 , § 1 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RHC", "/", "DF 648 , II , do Código de Processo Penal", "RISTF , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "DISTRITO FEDERAL", "Zona Oeste do Rio de Janeiro", "DISTRITO FEDERAL", "Zona Oeste do Rio de Janeiro", "presídio de", "Mossoró - RN", "presídio de Mossoró - RN", "Zona Oeste da Cidade", "Mossoró - RN", "Zona Oeste do Rio de Janeiro", "presídio de", "Mossoró - RN", "Zona Oeste da Cidade", "presídio de", "Mossoró - RN", "Zona Oeste do Rio de Janeiro", "Mossoró - RN", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Ministério Público Estadual", "2", ".", ".", ". Câmara Criminal", "TJ", "/", "RJ", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Ministério Público Estadual", "2", ".", ".", ". Câmara Criminal", "TJ", "/", "RJ", "Ministério Público", "TJ", "/", "RJ", "TJ", "/", "TJ", "TJ", "/", "RJ", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "RJ", "TJ", "/", "TJ", "TJ", "/", "RJ", "Ministério Público Federal", "SEGUNDA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Liga da Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Liga da Justiça", "TJRJ", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Vice", "Presidência", "Tribunal de Justiça do Estado", "Supremo", "Tribunal Federal", "TJRJ", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Vice", "-", "Presidência do", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "AGR", "/", "DF", "Ministério Público Estadual", "TJRJ", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Estadual", "TJRJ", "Ministério Público", "/", "Liga da Justiça", "III Tribunal do Júri da Comarca da Capital", "Vara de Execuções", "2", ".", "Vara Criminal Federal de Natal / RN", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Liga da Justiça", "TJRJ", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Liga", "III", "Tribunal do Júri da Comarca", "2", ".", "Vara Criminal Federal de Natal / RN", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Liga da Justiça", "TJRJ", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "AGR", "/", "DF", "Liga da Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Liga da Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda 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"JERONIMO GUIMARAES FILHO", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "DIAS TOFFOLI", "Jeronimo Guimarães Filho", "Ribeiro Dantas", "DIAS TOFFOLI", "JERONIMO GUIMARAES FILHO", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "DIAS TOFFOLI", "Jeronimo Guimarães Filho", "Ribeiro Dantas", "Edson Oliveira de Almeida", "Edson Oliveira de Almeida", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ribeiro Dantas", "DIAS TOFFOLI", "Ribeiro Dantas", "DIAS TOFFOLI RHC", "Ribeiro Dantas", "Ribeiro Dantas", "DIAS TOFFOLI", "Jerominho", "Jerominho", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Menezes Direito", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Menezes Direito", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "JERONIMO GUIMARAES FILHO", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel", "DIAS TOFFOLI", "JERONIMO GUIMARAES FILHO", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "4", "/", "16", "28 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "4", "/", "16", "28 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", 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Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL (SUCESSOR DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL - FEDF) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL SERVIDORES DISTRITAIS CELETISTAS – SALÁRIOS – REAJUSTES – LEI DISTRITAL Nº 38/1989 – NORMAS TRABALHISTAS – UNIÃO – COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. Os servidores celetistas do Distrito Federal não têm jus ao recebimento do Índice de Preços ao Consumidor – IPC de março de 1990, pois não submetidos aos ditames da Lei distrital nº 38/1989, ante a competência da União para legislar sobre Direito do Trabalho. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o segundo agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2794-0D18-641B-31A4 e senha ACB2-BD01-2A5A-B5FD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 641 Ementa e Acórdão RE 388439 AGR-SEGUNDO / DF Brasília, 18 de setembro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2794-0D18-641B-31A4 e senha ACB2-BD01-2A5A-B5FD Supremo Tribunal Federal RE 388439 AGR-SEGUNDO / DF Brasília, 18 de setembro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2794-0D18-641B-31A4 e senha ACB2-BD01-2A5A-B5FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 642 Relatório 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL (SUCESSOR DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL - FEDF) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mediante a decisão de folha 618 a 620, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRECEDENTES – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Atentem para o decidido na origem. O Tribunal Superior do Trabalho assentou a ausência do direito de servidores celetistas do Distrito Federal ao recebimento de pagamento do IPC de março de 1990, com base na Lei distrital nº 38/1989. As razões do extraordinário sustentam violação aos artigos 5º, incisos II e XXXVI, 24, cabeça e parágrafos, 37, inciso X, e 39 da Constituição Federal. 2. Não assiste razão aos recorrentes. Colho da síntese do acórdão recorrido: IPC DE MARÇO DE 1990 AOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL. LEI DISTRITAL Nº 38/89. Se os empregados da Fundação Educacional do Distrito Federal eram regidos pela CLT na época da edição da Lei Distrital Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL (SUCESSOR DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL - FEDF) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mediante a decisão de folha 618 a 620, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRECEDENTES – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Atentem para o decidido na origem. O Tribunal Superior do Trabalho assentou a ausência do direito de servidores celetistas do Distrito Federal ao recebimento de pagamento do IPC de março de 1990, com base na Lei distrital nº 38/1989. As razões do extraordinário sustentam violação aos artigos 5º, incisos II e XXXVI, 24, cabeça e parágrafos, 37, inciso X, e 39 da Constituição Federal. 2. Não assiste razão aos recorrentes. Colho da síntese do acórdão recorrido: IPC DE MARÇO DE 1990 AOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL. LEI DISTRITAL Nº 38/89. Se os empregados da Fundação Educacional do Distrito Federal eram regidos pela CLT na época da edição da Lei Distrital Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 643 Relatório RE 388439 AGR-SEGUNDO / DF nº 38/89, que deferiu o pagamento do IPC de março de 1990, esse índice, ainda que amparado nessa lei, é indevido. Prevalência da legislação federal (CLT) em detrimento da legislação local, notadamente se é a União que detém competência para legislar sobre Direito do Trabalho (Constituição Federal, art. 22, inc. I). Embargos conhecidos e desprovidos. A conclusão do ato impugnado não contraria a jurisprudência do Supremo. Os servidores celetistas do Distrito Federal não fazem jus ao recebimento do IPC de março de 1990, em razão da ausência de submissão aos ditames da Lei distrital nº 38/1989. Compete à União legislar sobre Direito do Trabalho, conforme sínteses de julgados: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. DISTRITO FEDERAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. APLICAÇÃO DO REAJUSTE PREVISTO NA LEI DISTRITAL 38/1989 AO PESSOAL REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA ALUSIVA À SUBMISSÃO DOS AGRAVANTES AO REGIME ESTATUTÁRIO, ANTE A PREVISÃO EXPRESSA NA LEI DISTRITAL 51/1989. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A competência legislativa atribuída ao Distrito Federal não abrange os celetistas, porque estes estão submetidos às normas de Direito do Trabalho, que, nos termos do inciso I do art. 22 da Constituição Federal, são de competência privativa da União. 2. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 3. Agravo regimental desprovido. (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Supremo Tribunal Federal RE 388439 AGR-SEGUNDO / DF nº 38/89, que deferiu o pagamento do IPC de março de 1990, esse índice, ainda que amparado nessa lei, é indevido. Prevalência da legislação federal (CLT) em detrimento da legislação local, notadamente se é a União que detém competência para legislar sobre Direito do Trabalho (Constituição Federal, art. 22, inc. I). Embargos conhecidos e desprovidos. A conclusão do ato impugnado não contraria a jurisprudência do Supremo. Os servidores celetistas do Distrito Federal não fazem jus ao recebimento do IPC de março de 1990, em razão da ausência de submissão aos ditames da Lei distrital nº 38/1989. Compete à União legislar sobre Direito do Trabalho, conforme sínteses de julgados: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. DISTRITO FEDERAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. APLICAÇÃO DO REAJUSTE PREVISTO NA LEI DISTRITAL 38/1989 AO PESSOAL REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA ALUSIVA À SUBMISSÃO DOS AGRAVANTES AO REGIME ESTATUTÁRIO, ANTE A PREVISÃO EXPRESSA NA LEI DISTRITAL 51/1989. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A competência legislativa atribuída ao Distrito Federal não abrange os celetistas, porque estes estão submetidos às normas de Direito do Trabalho, que, nos termos do inciso I do art. 22 da Constituição Federal, são de competência privativa da União. 2. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 3. Agravo regimental desprovido. (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 644 Relatório RE 388439 AGR-SEGUNDO / DF 364929, Segunda Turma, relator o ministro Ayres Britto, acórdão publicado no Diário da Justiça de 1º de fevereiro de 2012) RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPC DE MARÇO/90. ÍNDICE DE 84,32%. DISTRITO FEDERAL. EMPREGADOS SOB O REGIME DA CLT. 1. A competência legislativa do Distrito Federal restringe-se aos servidores sob regime estatutário, cabendo à União dispor sobre as normas de Direito do Trabalho aplicáveis aos empregados sob o regime da CLT. Precedentes. 2. Recurso conhecido e improvido. (Recurso Extraordinário 361600, relatora a ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 25 de fevereiro de 2005) 3. Ante a pacificação da matéria, nego seguimento ao recurso extraordinário. 4. Publiquem. As agravantes, na minuta de folha 625 a 629, reiteram a alegação de ofensa aos artigos 5º, incisos II e XXXVI, 24, 37 e 39 da Constituição Federal. Sustentam a competência do Distrito Federal para legislar sobre aumentos salariais dos servidores celetistas. Afirmam ter o ente alterado, por meio da Lei nº 119/1990, o regime jurídico dos celetistas, inserindo-os no quadro de estatutários, o que levaria à conclusão pela possibilidade de concessão de reajustes. O Distrito Federal, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado, requerendo a imposição de multa às agravantes, ante a pacificação da jurisprudência alusiva à questão. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Supremo Tribunal Federal RE 388439 AGR-SEGUNDO / DF 364929, Segunda Turma, relator o ministro Ayres Britto, acórdão publicado no Diário da Justiça de 1º de fevereiro de 2012) RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPC DE MARÇO/90. ÍNDICE DE 84,32%. DISTRITO FEDERAL. EMPREGADOS SOB O REGIME DA CLT. 1. A competência legislativa do Distrito Federal restringe-se aos servidores sob regime estatutário, cabendo à União dispor sobre as normas de Direito do Trabalho aplicáveis aos empregados sob o regime da CLT. Precedentes. 2. Recurso conhecido e improvido. (Recurso Extraordinário 361600, relatora a ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 25 de fevereiro de 2005) 3. Ante a pacificação da matéria, nego seguimento ao recurso extraordinário. 4. Publiquem. As agravantes, na minuta de folha 625 a 629, reiteram a alegação de ofensa aos artigos 5º, incisos II e XXXVI, 24, 37 e 39 da Constituição Federal. Sustentam a competência do Distrito Federal para legislar sobre aumentos salariais dos servidores celetistas. Afirmam ter o ente alterado, por meio da Lei nº 119/1990, o regime jurídico dos celetistas, inserindo-os no quadro de estatutários, o que levaria à conclusão pela possibilidade de concessão de reajustes. O Distrito Federal, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado, requerendo a imposição de multa às agravantes, ante a pacificação da jurisprudência alusiva à questão. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 645 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. A articulação das agravantes não merece prosperar. Conforme assentado na decisão atacada, os servidores celetistas do Distrito Federal não têm jus ao recebimento do Índice de Preços ao Consumidor – IPC de março de 1990, considerada a ausência de submissão aos ditames da Lei distrital nº 38/1989, uma vez que compete à União legislar sobre Direito do Trabalho, regime no qual se enquadram. A óptica foi reiteradamente afirmada por ambas as Turmas: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. DISTRITO FEDERAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. APLICAÇÃO DO REAJUSTE PREVISTO NA LEI DISTRITAL 38/1989 AO PESSOAL REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO STF. 2. CONTROVÉRSIA ALUSIVA À SUBMISSÃO DOS SUBSTITUÍDOS AO REGIME ESTATUTÁRIO, ANTE A PREVISÃO EXPRESSA NA LEI DISTRITAL 51/1989. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A competência legislativa atribuída ao Distrito Federal não abrange os celetistas, porque estes estão submetidos às normas de Direito do Trabalho, que, nos termos do inciso I do art. 22 da Constituição Federal, são de competência privativa da União. 2. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. Agravo regimental desprovido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E74B-494D-343A-B8A5 e senha EFEC-2E88-1E2F-699A Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. A articulação das agravantes não merece prosperar. Conforme assentado na decisão atacada, os servidores celetistas do Distrito Federal não têm jus ao recebimento do Índice de Preços ao Consumidor – IPC de março de 1990, considerada a ausência de submissão aos ditames da Lei distrital nº 38/1989, uma vez que compete à União legislar sobre Direito do Trabalho, regime no qual se enquadram. A óptica foi reiteradamente afirmada por ambas as Turmas: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. DISTRITO FEDERAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. APLICAÇÃO DO REAJUSTE PREVISTO NA LEI DISTRITAL 38/1989 AO PESSOAL REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO STF. 2. CONTROVÉRSIA ALUSIVA À SUBMISSÃO DOS SUBSTITUÍDOS AO REGIME ESTATUTÁRIO, ANTE A PREVISÃO EXPRESSA NA LEI DISTRITAL 51/1989. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A competência legislativa atribuída ao Distrito Federal não abrange os celetistas, porque estes estão submetidos às normas de Direito do Trabalho, que, nos termos do inciso I do art. 22 da Constituição Federal, são de competência privativa da União. 2. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. Agravo regimental desprovido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E74B-494D-343A-B8A5 e senha EFEC-2E88-1E2F-699A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 646 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 388439 AGR-SEGUNDO / DF (Agravo regimental no agravo de instrumento nº 565.346, relator ministro Carlos Ayres Britto, Segunda Turma, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 15 de fevereiro de 2011) Servidores do Distrito Federal contratados pelo regime celetista: reajuste salarial: assente o entendimento do Supremo Tribunal que, em se tratando de servidores celetistas, submetem-se o Estado Federado e os Municípios à legislação federal sobre reajuste de salário (v.g. RREE 144.986, 08.10.1996, 1ª T., Ilmar Galvão; 162.873, 28.06.1996, 2ª T., Maurício Corrêa; 184.791, 22.10.1996, 1ª T., Moreira Alves e 164.715, Pertence, Pleno, RTJ 166/306) (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 419.792, relator ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 6 de outubro de 2006) Conheço do agravo e o desprovejo. Imponho às agravantes, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 1% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do diploma. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E74B-494D-343A-B8A5 e senha EFEC-2E88-1E2F-699A Supremo Tribunal Federal RE 388439 AGR-SEGUNDO / DF (Agravo regimental no agravo de instrumento nº 565.346, relator ministro Carlos Ayres Britto, Segunda Turma, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 15 de fevereiro de 2011) Servidores do Distrito Federal contratados pelo regime celetista: reajuste salarial: assente o entendimento do Supremo Tribunal que, em se tratando de servidores celetistas, submetem-se o Estado Federado e os Municípios à legislação federal sobre reajuste de salário (v.g. RREE 144.986, 08.10.1996, 1ª T., Ilmar Galvão; 162.873, 28.06.1996, 2ª T., Maurício Corrêa; 184.791, 22.10.1996, 1ª T., Moreira Alves e 164.715, Pertence, Pleno, RTJ 166/306) (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 419.792, relator ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 6 de outubro de 2006) Conheço do agravo e o desprovejo. Imponho às agravantes, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 1% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do diploma. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E74B-494D-343A-B8A5 e senha EFEC-2E88-1E2F-699A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 647 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ULISSES RIEDEL DE RESENDE (968/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL (SUCESSOR DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL - FEDF) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 355D-254C-9967-DD88 e senha B579-9613-5C2C-D163 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ULISSES RIEDEL DE RESENDE (968/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL (SUCESSOR DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL - FEDF) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 355D-254C-9967-DD88 e senha B579-9613-5C2C-D163 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8 648
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748557569
2018-09-18T00:00:00
2018-10-31T00:00:00
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
SERVIDORES DISTRITAIS CELETISTAS – SALÁRIOS – REAJUSTES – LEI DISTRITAL Nº 38/1989 – NORMAS TRABALHISTAS – UNIÃO – COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. Os servidores celetistas do Distrito Federal não têm jus ao recebimento do Índice de Preços ao Consumidor – IPC de março de 1990, pois não submetidos aos ditames da Lei distrital nº 38/1989, ante a competência da União para legislar sobre Direito do Trabalho. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur393739
- Acórdão(s) citado(s): (AUSÊNCIA, DIREITO, RECEBIMENTO, IPC, REAJUSTE, SERVIDOR PÚBLICO, DISTRITO FEDERAL, COMPETÊNCIA LEGISLATIVA DA UNIÃO) RE 419792 AgR (1ªT), AI 565346 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 21/01/2019, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
388439
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-DIS LEI-000038 ANO-1989\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 388439 AgR-segundo
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AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL (SUCESSOR DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL - FEDF) ADV.(A/S) : ULISSES RIEDEL DE RESENDE AGTE.(S) : MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
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Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL (SUCESSOR DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL - FEDF) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL SERVIDORES DISTRITAIS CELETISTAS – SALÁRIOS – REAJUSTES – LEI DISTRITAL n 38/1989 – NORMAS TRABALHISTAS – UNIÃO – COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. Os servidores celetistas do Distrito Federal não têm jus ao recebimento do Índice de Preços ao Consumidor – IPC de março de 1990, pois não submetidos aos ditames da Lei distrital n 38/1989, ante a competência da União para legislar sobre Direito do Trabalho. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o segundo agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2794-0D18-641B-31A4 e senha ACB2-BD01-2A5A-B5FD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 641 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 388439 AGR-SEGUNDO / DF Brasília, 18 de setembro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2794-0D18-641B-31A4 e senha ACB2-BD01-2A5A-B5FD Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 388439 AGR-SEGUNDO / DF Brasília, 18 de setembro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2794-0D18-641B-31A4 e senha ACB2-BD01-2A5A-B5FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 642 Relatório 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL (SUCESSOR DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL - FEDF) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mediante a decisão de folha 618 a 620, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRECEDENTES – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Atentem para o decidido na origem. O Tribunal Superior do Trabalho assentou a ausência do direito de servidores celetistas do Distrito Federal ao recebimento de pagamento do IPC de março de 1990, com base na Lei distrital n 38/1989. As razões do extraordinário sustentam violação aos artigos 5..., incisos II e XXXVI, 24, cabeça e parágrafos, 37, inciso X, e 39 da Constituição Federal. 2. Não assiste razão aos recorrentes. Colho da síntese do acórdão recorrido: IPC DE MARÇO DE 1990 AOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL. LEI DISTRITAL n 38/89. Se os empregados da Fundação Educacional do Distrito Federal eram regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho na época da edição da Lei Distrital Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL (SUCESSOR DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL - FEDF) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mediante a decisão de folha 618 a 620, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRECEDENTES – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Atentem para o decidido na origem. O Tribunal Superior do Trabalho assentou a ausência do direito de servidores celetistas do Distrito Federal ao recebimento de pagamento do IPC de março de 1990, com base na Lei distrital n 38/1989. As razões do extraordinário sustentam violação aos artigos 5..., incisos II e XXXVI, 24, cabeça e parágrafos, 37, inciso X, e 39 da Constituição Federal. 2. Não assiste razão aos recorrentes. Colho da síntese do acórdão recorrido: IPC DE MARÇO DE 1990 AOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL. LEI DISTRITAL n 38/89. Se os empregados da Fundação Educacional do Distrito Federal eram regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho na época da edição da Lei Distrital Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 643 Relatório Recurso Extraordinário 388439 AGR-SEGUNDO / DF n 38/89, que deferiu o pagamento do IPC de março de 1990, esse índice, ainda que amparado nessa lei, é indevido. Prevalência da legislação federal (Consolidação das Leis do Trabalho) em detrimento da legislação local, notadamente se é a União que detém competência para legislar sobre Direito do Trabalho (Constituição Federal, art. 22, inc. I). Embargos conhecidos e desprovidos. A conclusão do ato impugnado não contraria a jurisprudência do Supremo. Os servidores celetistas do Distrito Federal não fazem jus ao recebimento do IPC de março de 1990, em razão da ausência de submissão aos ditames da Lei distrital n 38/1989. Compete à União legislar sobre Direito do Trabalho, conforme sínteses de julgados: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. DISTRITO FEDERAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. APLICAÇÃO DO REAJUSTE PREVISTO NA LEI DISTRITAL 38/1989 AO PESSOAL REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA ALUSIVA À SUBMISSÃO DOS AGRAVANTES AO REGIME ESTATUTÁRIO, ANTE A PREVISÃO EXPRESSA NA LEI DISTRITAL 51/1989. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A competência legislativa atribuída ao Distrito Federal não abrange os celetistas, porque estes estão submetidos às normas de Direito do Trabalho, que, nos termos do inciso I do art. 22 da Constituição Federal, são de competência privativa da União. 2. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 3. Agravo regimental desprovido. (Agravo regimental no recurso extraordinário n 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 388439 AGR-SEGUNDO / DF n 38/89, que deferiu o pagamento do IPC de março de 1990, esse índice, ainda que amparado nessa lei, é indevido. Prevalência da legislação federal (Consolidação das Leis do Trabalho) em detrimento da legislação local, notadamente se é a União que detém competência para legislar sobre Direito do Trabalho (Constituição Federal, art. 22, inc. I). Embargos conhecidos e desprovidos. A conclusão do ato impugnado não contraria a jurisprudência do Supremo. Os servidores celetistas do Distrito Federal não fazem jus ao recebimento do IPC de março de 1990, em razão da ausência de submissão aos ditames da Lei distrital n 38/1989. Compete à União legislar sobre Direito do Trabalho, conforme sínteses de julgados: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. DISTRITO FEDERAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. APLICAÇÃO DO REAJUSTE PREVISTO NA LEI DISTRITAL 38/1989 AO PESSOAL REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA ALUSIVA À SUBMISSÃO DOS AGRAVANTES AO REGIME ESTATUTÁRIO, ANTE A PREVISÃO EXPRESSA NA LEI DISTRITAL 51/1989. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A competência legislativa atribuída ao Distrito Federal não abrange os celetistas, porque estes estão submetidos às normas de Direito do Trabalho, que, nos termos do inciso I do art. 22 da Constituição Federal, são de competência privativa da União. 2. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 3. Agravo regimental desprovido. (Agravo regimental no recurso extraordinário n 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 644 Relatório Recurso Extraordinário 388439 AGR-SEGUNDO / DF 364929, Segunda Turma, relator o ministro Ayres Britto, acórdão publicado no Diário da Justiça de 1... de fevereiro de 2012) RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPC DE MARÇO/90. ÍNDICE DE 84,32%. DISTRITO FEDERAL. EMPREGADOS SOB O REGIME DA Consolidação das Leis do Trabalho. 1. A competência legislativa do Distrito Federal restringe-se aos servidores sob regime estatutário, cabendo à União dispor sobre as normas de Direito do Trabalho aplicáveis aos empregados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho. Precedentes. 2. Recurso conhecido e improvido. (Recurso Extraordinário 361600, relatora a ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 25 de fevereiro de 2005) 3. Ante a pacificação da matéria, nego seguimento ao recurso extraordinário. 4. Publiquem. As agravantes, na minuta de folha 625 a 629, reiteram a alegação de ofensa aos artigos 5..., incisos II e XXXVI, 24, 37 e 39 da Constituição Federal. Sustentam a competência do Distrito Federal para legislar sobre aumentos salariais dos servidores celetistas. Afirmam ter o ente alterado, por meio da Lei n 119/1990, o regime jurídico dos celetistas, inserindo-os no quadro de estatutários, o que levaria à conclusão pela possibilidade de concessão de reajustes. O Distrito Federal, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado, requerendo a imposição de multa às agravantes, ante a pacificação da jurisprudência alusiva à questão. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 388439 AGR-SEGUNDO / DF 364929, Segunda Turma, relator o ministro Ayres Britto, acórdão publicado no Diário da Justiça de 1... de fevereiro de 2012) RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPC DE MARÇO/90. ÍNDICE DE 84,32%. DISTRITO FEDERAL. EMPREGADOS SOB O REGIME DA Consolidação das Leis do Trabalho. 1. A competência legislativa do Distrito Federal restringe-se aos servidores sob regime estatutário, cabendo à União dispor sobre as normas de Direito do Trabalho aplicáveis aos empregados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho. Precedentes. 2. Recurso conhecido e improvido. (Recurso Extraordinário 361600, relatora a ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 25 de fevereiro de 2005) 3. Ante a pacificação da matéria, nego seguimento ao recurso extraordinário. 4. Publiquem. As agravantes, na minuta de folha 625 a 629, reiteram a alegação de ofensa aos artigos 5..., incisos II e XXXVI, 24, 37 e 39 da Constituição Federal. Sustentam a competência do Distrito Federal para legislar sobre aumentos salariais dos servidores celetistas. Afirmam ter o ente alterado, por meio da Lei n 119/1990, o regime jurídico dos celetistas, inserindo-os no quadro de estatutários, o que levaria à conclusão pela possibilidade de concessão de reajustes. O Distrito Federal, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado, requerendo a imposição de multa às agravantes, ante a pacificação da jurisprudência alusiva à questão. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 12EB-4240-2D85-4E6E e senha 9832-07E0-9B7A-BE87 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 645 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. A articulação das agravantes não merece prosperar. Conforme assentado na decisão atacada, os servidores celetistas do Distrito Federal não têm jus ao recebimento do Índice de Preços ao Consumidor – IPC de março de 1990, considerada a ausência de submissão aos ditames da Lei distrital n 38/1989, uma vez que compete à União legislar sobre Direito do Trabalho, regime no qual se enquadram. A óptica foi reiteradamente afirmada por ambas as Turmas: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. DISTRITO FEDERAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. APLICAÇÃO DO REAJUSTE PREVISTO NA LEI DISTRITAL 38/1989 AO PESSOAL REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal. 2. CONTROVÉRSIA ALUSIVA À SUBMISSÃO DOS SUBSTITUÍDOS AO REGIME ESTATUTÁRIO, ANTE A PREVISÃO EXPRESSA NA LEI DISTRITAL 51/1989. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A competência legislativa atribuída ao Distrito Federal não abrange os celetistas, porque estes estão submetidos às normas de Direito do Trabalho, que, nos termos do inciso I do art. 22 da Constituição Federal, são de competência privativa da União. 2. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. Agravo regimental desprovido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E74B-494D-343A-B8A5 e senha EFEC-2E88-1E2F-699A Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. A articulação das agravantes não merece prosperar. Conforme assentado na decisão atacada, os servidores celetistas do Distrito Federal não têm jus ao recebimento do Índice de Preços ao Consumidor – IPC de março de 1990, considerada a ausência de submissão aos ditames da Lei distrital n 38/1989, uma vez que compete à União legislar sobre Direito do Trabalho, regime no qual se enquadram. A óptica foi reiteradamente afirmada por ambas as Turmas: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. DISTRITO FEDERAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. APLICAÇÃO DO REAJUSTE PREVISTO NA LEI DISTRITAL 38/1989 AO PESSOAL REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal. 2. CONTROVÉRSIA ALUSIVA À SUBMISSÃO DOS SUBSTITUÍDOS AO REGIME ESTATUTÁRIO, ANTE A PREVISÃO EXPRESSA NA LEI DISTRITAL 51/1989. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A competência legislativa atribuída ao Distrito Federal não abrange os celetistas, porque estes estão submetidos às normas de Direito do Trabalho, que, nos termos do inciso I do art. 22 da Constituição Federal, são de competência privativa da União. 2. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. Agravo regimental desprovido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E74B-494D-343A-B8A5 e senha EFEC-2E88-1E2F-699A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 646 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 388439 AGR-SEGUNDO / DF (Agravo regimental no agravo de instrumento n 565.346, relator ministro Carlos Ayres Britto, Segunda Turma, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 15 de fevereiro de 2011) Servidores do Distrito Federal contratados pelo regime celetista: reajuste salarial: assente o entendimento do Supremo Tribunal que, em se tratando de servidores celetistas, submetem-se o Estado Federado e os Municípios à legislação federal sobre reajuste de salário (v.g. RREE 144.986, 08.10.1996, 1... T., Ilmar Galvão; 162.873, 28.06.1996, 2... T., Maurício Corrêa; 184.791, 22.10.1996, 1... T., Moreira Alves e 164.715, Pertence, Pleno, RTJ 166/306) (Agravo regimental no recurso extraordinário n 419.792, relator ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 6 de outubro de 2006) Conheço do agravo e o desprovejo. Imponho às agravantes, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 1% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do diploma. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E74B-494D-343A-B8A5 e senha EFEC-2E88-1E2F-699A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 388439 AGR-SEGUNDO / DF (Agravo regimental no agravo de instrumento n 565.346, relator ministro Carlos Ayres Britto, Segunda Turma, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 15 de fevereiro de 2011) Servidores do Distrito Federal contratados pelo regime celetista: reajuste salarial: assente o entendimento do Supremo Tribunal que, em se tratando de servidores celetistas, submetem-se o Estado Federado e os Municípios à legislação federal sobre reajuste de salário (v.g. RREE 144.986, 08.10.1996, 1... T., Ilmar Galvão; 162.873, 28.06.1996, 2... T., Maurício Corrêa; 184.791, 22.10.1996, 1... T., Moreira Alves e 164.715, Pertence, Pleno, RTJ 166/306) (Agravo regimental no recurso extraordinário n 419.792, relator ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 6 de outubro de 2006) Conheço do agravo e o desprovejo. Imponho às agravantes, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 1% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do diploma. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E74B-494D-343A-B8A5 e senha EFEC-2E88-1E2F-699A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 647 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ULISSES RIEDEL DE RESENDE (968/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL (SUCESSOR DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL - FEDF) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 355D-254C-9967-DD88 e senha B579-9613-5C2C-D163 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388.439 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ULISSES RIEDEL DE RESENDE (968/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL (SUCESSOR DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL - FEDF) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 355D-254C-9967-DD88 e senha B579-9613-5C2C-D163 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8 648
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388 . 439", "Recurso Extraordinário 388439 AGR - SEGUNDO / DF", "Recurso Extraordinário 388439 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388 . 439", "Recurso Extraordinário 388439 AGR", "-", "SEGUNDO", "/", "DF n 38 / 89", "Recurso Extraordinário 388439", "Recurso Extraordinário 361600", "Recurso Extraordinário 388439", "Recurso Extraordinário 361600", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388 . 439", "Recurso Extraordinário 388439 AGR", "Agravo regimental no agravo de instrumento n 565 . 346", "RREE 144 . 986", "Agravo regimental no recurso extraordinário n 419 . 792", "Recurso Extraordinário 388439 AGR - SEGUNDO / DF", "Agravo regimental no agravo de instrumento n 565 . 346", "RREE 144 . 986", "Agravo regimental no recurso extraordinário n 419 . 792", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388 . 439", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 388 . 439" ], "LEGISLACAO": [ "LEI DISTRITAL n 38 / 1989", "Lei distrital n 38 / 1989", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . ,", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei distrital n 38 / 1989", "artigos 5 . . . , incisos II e XXXVI , 24 , cabeça e parágrafos , 37 , inciso X , e 39 da Constituição Federal", "LEI DISTRITAL n 38 / 89", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei distrital n 38 / 1989", "artigos 5 . . . , incisos II e XXXVI , 24 , cabeça e parágrafos , 37 , inciso X , e 39 da Constituição Federal", "LEI DISTRITAL n 38 / 89", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei Distrital", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição Federal , art . 22 , inc . 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Federal", "Segunda Turma", "Distrito Federal", "União", "Segunda Turma", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "/", "DF", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL", "FEDF", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL", "FEDF", "Primeira", "Primeira" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MARIA DAS GRAÇAS SILVA DO LAGO", "ULISSES RIEDEL DE RESENDE", "DISTRITO", "Alexandre de Moraes", "MARCO 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"Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "18", "/", "09", "/", "2018", "março de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "março de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "março de 1990", "março de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "março de 1990", "março de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "1 . . . de fevereiro de 2012", "25 de fevereiro de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "1 . . . de fevereiro de 2012", "25 de fevereiro de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "março de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "março de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de fevereiro de 2011", "08", ".", "10", ".", "1996", "28", ".", "06", ".", "1996", "22", ".", "10", ".", "1996", "6 de outubro 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Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA ADV.(A/S) :ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 90D1-DF11-880F-6423 e senha A342-194B-04D1-8146 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 256 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA ADV.(A/S) :ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, ante aplicação da Súmula 280/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso propõe o exame de questões constitucionais, tendo em vista, sobretudo, a tese consolidada no Tema 476 de Repercussão Geral (RE 608.482, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI). Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17B6-837C-8204-B70D e senha D2F0-064B-B2A0-C1DE Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA ADV.(A/S) :ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, ante aplicação da Súmula 280/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso propõe o exame de questões constitucionais, tendo em vista, sobretudo, a tese consolidada no Tema 476 de Repercussão Geral (RE 608.482, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI). Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17B6-837C-8204-B70D e senha D2F0-064B-B2A0-C1DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 257 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul em que a parte recorrente, amparando-se no art. 102, III, a, da Constituição Federal, postula a reforma da decisão impugnada sob o argumento de que teria violado preceitos constitucionais É o relatório. Decido. A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 263.534-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJ de 5/3/2004, com trânsito em julgado no dia 17/3/2004 (fl. 227), cuja matéria e partes são as mesmas deste processo, negou provimento ao agravo regimental em acórdão assim ementado: EMENTA: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Prequestionamento. Falta. Agravo regimental não provido. Não se admite RE quando falte prequestionamento da matéria constitucional invocada. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Pensão de filhas solteiras maiores de 21 anos. Lei Estadual 7.672/82. Interpretação de lei local. Agravo regimental não provido. Aplicação da Súmula nº 280. Precedentes. Não cabe RE que teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação ou, até, inobservância de direito local, seria apenas indireta à Constituição da República. 3. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor Público. Pensão por morte. Benefício integral. Inteligência do arts. 37, XI, e 40, § 5º Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9CE7-68CB-C0F4-4100 e senha BAB8-E3AA-AEE8-FC0C Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul em que a parte recorrente, amparando-se no art. 102, III, a, da Constituição Federal, postula a reforma da decisão impugnada sob o argumento de que teria violado preceitos constitucionais É o relatório. Decido. A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 263.534-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJ de 5/3/2004, com trânsito em julgado no dia 17/3/2004 (fl. 227), cuja matéria e partes são as mesmas deste processo, negou provimento ao agravo regimental em acórdão assim ementado: EMENTA: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Prequestionamento. Falta. Agravo regimental não provido. Não se admite RE quando falte prequestionamento da matéria constitucional invocada. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Pensão de filhas solteiras maiores de 21 anos. Lei Estadual 7.672/82. Interpretação de lei local. Agravo regimental não provido. Aplicação da Súmula nº 280. Precedentes. Não cabe RE que teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação ou, até, inobservância de direito local, seria apenas indireta à Constituição da República. 3. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor Público. Pensão por morte. Benefício integral. Inteligência do arts. 37, XI, e 40, § 5º Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9CE7-68CB-C0F4-4100 e senha BAB8-E3AA-AEE8-FC0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 258 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 603276 AGR / RS (atual § 7º), da CF. Agravo regimental não provido. Precedentes. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o benefício da pensão por morte deve corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido. Dessa forma, o presente recurso não merece prosperar. Efetivamente, verifica-se que a análise do recurso depende da interpretação de legislação local (Lei Estadual 7.672/82), o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ressalte-se que a tanto a matéria discutida no Tema 476 de Repercussão Geral, quanto a decisão monocrática proferida nos autos do RE 991.488, tratam da aplicação da teoria do fato consumado em concursos públicos, circunstância distinta do presente caso, que se insere no âmbito do direito previdenciário. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9CE7-68CB-C0F4-4100 e senha BAB8-E3AA-AEE8-FC0C Supremo Tribunal Federal RE 603276 AGR / RS (atual § 7º), da CF. Agravo regimental não provido. Precedentes. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o benefício da pensão por morte deve corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido. Dessa forma, o presente recurso não merece prosperar. Efetivamente, verifica-se que a análise do recurso depende da interpretação de legislação local (Lei Estadual 7.672/82), o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ressalte-se que a tanto a matéria discutida no Tema 476 de Repercussão Geral, quanto a decisão monocrática proferida nos autos do RE 991.488, tratam da aplicação da teoria do fato consumado em concursos públicos, circunstância distinta do presente caso, que se insere no âmbito do direito previdenciário. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9CE7-68CB-C0F4-4100 e senha BAB8-E3AA-AEE8-FC0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 259 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA ADV.(A/S) : ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO (50942/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47FA-F6DB-6546-ED95 e senha A52B-4A52-85BF-885F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA ADV.(A/S) : ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO (50942/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47FA-F6DB-6546-ED95 e senha A52B-4A52-85BF-885F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5 260
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748233666
2018-09-10T00:00:00
2018-09-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 2. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur390986
Número de páginas: 5. Análise: 03/10/2018, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
603276
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-007672 ANO-1982\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
RE-AgR
acordaos
RE 603276 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA ADV.(A/S) : ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO
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Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA ADV.(A/S) :ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 90D1-DF11-880F-6423 e senha A342-194B-04D1-8146 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 256 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA ADV.(A/S) :ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, ante aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso propõe o exame de questões constitucionais, tendo em vista, sobretudo, a tese consolidada no Tema 476 de Repercussão Geral (Recurso Extraordinário 608.482, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI). Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17B6-837C-8204-B70D e senha D2F0-064B-B2A0-C1DE Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA ADV.(A/S) :ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, ante aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso propõe o exame de questões constitucionais, tendo em vista, sobretudo, a tese consolidada no Tema 476 de Repercussão Geral (Recurso Extraordinário 608.482, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI). Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17B6-837C-8204-B70D e senha D2F0-064B-B2A0-C1DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 257 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul em que a parte recorrente, amparando-se no art. 102, III, a, da Constituição Federal, postula a reforma da decisão impugnada sob o argumento de que teria violado preceitos constitucionais É o relatório. Decido. A 1... Turma do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 263.534-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJ de 5/3/2004, com trânsito em julgado no dia 17/3/2004 (fl. 227), cuja matéria e partes são as mesmas deste processo, negou provimento ao agravo regimental em acórdão assim ementado: EMENTA: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Prequestionamento. Falta. Agravo regimental não provido. Não se admite Recurso Extraordinário quando falte prequestionamento da matéria constitucional invocada. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Pensão de filhas solteiras maiores de 21 anos. Lei Estadual 7.672/82. Interpretação de lei local. Agravo regimental não provido. Aplicação da Súmula n 280. Precedentes. Não cabe Recurso Extraordinário que teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação ou, até, inobservância de direito local, seria apenas indireta à Constituição da República. 3. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor Público. Pensão por morte. Benefício integral. Inteligência do arts. 37, XI, e 40, § 5... Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9CE7-68CB-C0F4-4100 e senha BAB8-E3AA-AEE8-FC0C Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul em que a parte recorrente, amparando-se no art. 102, III, a, da Constituição Federal, postula a reforma da decisão impugnada sob o argumento de que teria violado preceitos constitucionais É o relatório. Decido. A 1... Turma do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 263.534-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJ de 5/3/2004, com trânsito em julgado no dia 17/3/2004 (fl. 227), cuja matéria e partes são as mesmas deste processo, negou provimento ao agravo regimental em acórdão assim ementado: EMENTA: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Prequestionamento. Falta. Agravo regimental não provido. Não se admite Recurso Extraordinário quando falte prequestionamento da matéria constitucional invocada. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Pensão de filhas solteiras maiores de 21 anos. Lei Estadual 7.672/82. Interpretação de lei local. Agravo regimental não provido. Aplicação da Súmula n 280. Precedentes. Não cabe Recurso Extraordinário que teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação ou, até, inobservância de direito local, seria apenas indireta à Constituição da República. 3. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor Público. Pensão por morte. Benefício integral. Inteligência do arts. 37, XI, e 40, § 5... Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9CE7-68CB-C0F4-4100 e senha BAB8-E3AA-AEE8-FC0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 258 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 603276 AGR / RS (atual § 7...), da Constituição Federal de 1988. Agravo regimental não provido. Precedentes. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o benefício da pensão por morte deve corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido. Dessa forma, o presente recurso não merece prosperar. Efetivamente, verifica-se que a análise do recurso depende da interpretação de legislação local (Lei Estadual 7.672/82), o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ressalte-se que a tanto a matéria discutida no Tema 476 de Repercussão Geral, quanto a decisão monocrática proferida nos autos do Recurso Extraordinário 991.488, tratam da aplicação da teoria do fato consumado em concursos públicos, circunstância distinta do presente caso, que se insere no âmbito do direito previdenciário. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9CE7-68CB-C0F4-4100 e senha BAB8-E3AA-AEE8-FC0C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 603276 AGR / RS (atual § 7...), da Constituição Federal de 1988. Agravo regimental não provido. Precedentes. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o benefício da pensão por morte deve corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido. Dessa forma, o presente recurso não merece prosperar. Efetivamente, verifica-se que a análise do recurso depende da interpretação de legislação local (Lei Estadual 7.672/82), o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ressalte-se que a tanto a matéria discutida no Tema 476 de Repercussão Geral, quanto a decisão monocrática proferida nos autos do Recurso Extraordinário 991.488, tratam da aplicação da teoria do fato consumado em concursos públicos, circunstância distinta do presente caso, que se insere no âmbito do direito previdenciário. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9CE7-68CB-C0F4-4100 e senha BAB8-E3AA-AEE8-FC0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 259 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA ADV.(A/S) : ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO (50942/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47FA-F6DB-6546-ED95 e senha A52B-4A52-85BF-885F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.276 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA ADV.(A/S) : ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO (50942/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47FA-F6DB-6546-ED95 e senha A52B-4A52-85BF-885F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5 260
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 276", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 276", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 608 . 482", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 276", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 608 . 482", "Recurso Extraordinário 263 . 534 - AgR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 276", "Recurso Extraordinário 263 . 534 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 603276 AGR / RS", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 991 . 488", "Recurso Extraordinário 603276 AGR / RS", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 991 . 488", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 276" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Lei Estadual 7 . 672 / 82", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Lei Estadual 7 . 672 / 82", "Constituição da República", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "Lei Estadual 7 . 672 / 82", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Constituição Federal de 1988", "Lei Estadual 7 . 672 / 82", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", ".", ".", "Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA", "ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA", "ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO", "ALEXANDRE DE MORAES", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA", "ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO", "ALEXANDRE DE MORAES", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CEZAR PELUSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CEZAR PELUSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA", "ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "DÉBORA CAMARGO DE ALMEIDA LIMA", "ROBERTO MEDAGLIA MARRONI NETO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "5", "/", "3", "/", "2004", "17", "/", "3", "/", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "5", "/", "3", "/", "2004", "17", "/", "3", "/", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO BETTIOL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS ADV.(A/S) :VANDERLEI JOSÉ RECH COMPETÊNCIA NORMATIVA – BANCOS – EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA – MUNICÍPIO – INTERESSE LOCAL. Está entre as competências municipais a edição de lei sobre determinadas condições ao funcionamento de estabelecimentos bancários. Precedentes: agravo regimental no recurso extraordinário nº 747.757, relator ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 13 de agosto de 2014; e agravo regimental no recurso extraordinário nº 774.305, relator ministro Luiz Fux, Primeira Turma, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 27 de abril de 2016. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de setembro de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DF6-86D7-DE78-27E6 e senha D63A-AFB6-FF9A-89C2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 241611 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DF6-86D7-DE78-27E6 e senha D63A-AFB6-FF9A-89C2 Supremo Tribunal Federal RE 241611 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DF6-86D7-DE78-27E6 e senha D63A-AFB6-FF9A-89C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO BETTIOL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS ADV.(A/S) :VANDERLEI JOSÉ RECH R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O então relator, ministro Carlos Velloso, à folha 163, proferiu a seguinte decisão: Insurge-se a Federação Brasileira de Associações de Bancos contra o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (fl. 110) que entendeu ser competente o município para legislar sobre a instalação de portas giratórias e outros acessórios de segurança nos estabelecimentos bancários, por cuidar-se de matéria de interesse local dever de zelar pela segurança dos munícipes (CF, artigo 144) . 2. Alega a recorrente que o julgado a quo vulnerou os artigos 5°, II, 30, I, II, 43, XIII, e 192, IV, da Constituição Federal. Observo, contudo, que a decisão impugnada dirimiu a controvérsia com base nos artigos 22, VI, VII, 24, 30, II, 48, XIII, XIV, e 144 da Carta da República. Decorre dessa verificação que somente o preceito constitucional inscrito no artigo 30, II está devidamente prequestionado. Quanto aos demais, incidem as Súmulas 282 e 356, do Supremo Tribunal Federal. - 3. O recurso extraordinário, contudo, não merece ser conhecido, dado que o artigo 30, II, da Carta Federal limita-se à definição da competência dos municípios. Ademais, não foi impugnada a assertiva do acórdão recorrido, pertinente à competência do ente municipal prevista no artigo 144, § 8º, da Constituição Federal, fundamento autônomo suficiente à manutenção do julgado. Incide, por isso, o óbice da Súmula 283 desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5589-670A-5D25-E0D3 e senha 76D9-C5C5-A11A-1072 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO BETTIOL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS ADV.(A/S) :VANDERLEI JOSÉ RECH R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O então relator, ministro Carlos Velloso, à folha 163, proferiu a seguinte decisão: Insurge-se a Federação Brasileira de Associações de Bancos contra o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (fl. 110) que entendeu ser competente o município para legislar sobre a instalação de portas giratórias e outros acessórios de segurança nos estabelecimentos bancários, por cuidar-se de matéria de interesse local dever de zelar pela segurança dos munícipes (CF, artigo 144) . 2. Alega a recorrente que o julgado a quo vulnerou os artigos 5°, II, 30, I, II, 43, XIII, e 192, IV, da Constituição Federal. Observo, contudo, que a decisão impugnada dirimiu a controvérsia com base nos artigos 22, VI, VII, 24, 30, II, 48, XIII, XIV, e 144 da Carta da República. Decorre dessa verificação que somente o preceito constitucional inscrito no artigo 30, II está devidamente prequestionado. Quanto aos demais, incidem as Súmulas 282 e 356, do Supremo Tribunal Federal. - 3. O recurso extraordinário, contudo, não merece ser conhecido, dado que o artigo 30, II, da Carta Federal limita-se à definição da competência dos municípios. Ademais, não foi impugnada a assertiva do acórdão recorrido, pertinente à competência do ente municipal prevista no artigo 144, § 8º, da Constituição Federal, fundamento autônomo suficiente à manutenção do julgado. Incide, por isso, o óbice da Súmula 283 desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5589-670A-5D25-E0D3 e senha 76D9-C5C5-A11A-1072 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 241611 AGR / RS Ante o exposto, com base no artigo 21, § 1°, do RISTF, nego seguimento ao recurso. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta a competência da União para estabelecer normas quanto à instalação, em estabelecimentos bancários, de equipamentos adicionais de segurança. Insiste na alegação de ofensa aos artigos 5º, inciso II, 30, incisos I e II, 48, inciso XIII, e 192, inciso IV, da Constituição Federal. Diz prequestionados os dispositivos. O agravado, intimado, deixou de apresentar contraminuta. O processo foi suspenso em 25 de abril de 2006. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5589-670A-5D25-E0D3 e senha 76D9-C5C5-A11A-1072 Supremo Tribunal Federal RE 241611 AGR / RS Ante o exposto, com base no artigo 21, § 1°, do RISTF, nego seguimento ao recurso. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta a competência da União para estabelecer normas quanto à instalação, em estabelecimentos bancários, de equipamentos adicionais de segurança. Insiste na alegação de ofensa aos artigos 5º, inciso II, 30, incisos I e II, 48, inciso XIII, e 192, inciso IV, da Constituição Federal. Diz prequestionados os dispositivos. O agravado, intimado, deixou de apresentar contraminuta. O processo foi suspenso em 25 de abril de 2006. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5589-670A-5D25-E0D3 e senha 76D9-C5C5-A11A-1072 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos recursais. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Afasto a suspensão anteriormente determinada. O pronunciamento impugnado está em consonância com a jurisprudência do Supremo. A óptica segundo a qual o Município é competente para impor determinadas condições ao funcionamento de estabelecimentos bancários foi adotada por ambas as Turmas deste Tribunal. Confiram os precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. LEI MUNICIPAL QUE OBRIGA OS ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS A INSTALAR, EM SUAS AGÊNCIAS, DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA PARA OS SEUS CLIENTES. COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO PARA LEGISLAR SOBRE ATIVIDADE BANCÁRIA. INTERESSE LOCAL. PRECEDENTES. ALEGADO VÍCIO DE INICIATIVA. SÚMULA Nº 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 774.305, relator ministro Luiz Fux, Primeira Turma, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 27 de abril de 2016) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONSUMIDOR. MEDIDAS DE SEGURANÇA AOS USUÁRIOS DE SERVIÇOS BANCÁRIOS. LEI MUNICIPAL 2.802/2009 DE ITAGUAÍ/RJ. INTERESSE LOCAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA MUNICIPAL. PRECEDENTES. ALEGADO VÍCIO DE INICIATIVA. NECESSIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356F-07BE-3694-E98E e senha 1362-E036-3D55-1510 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos recursais. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Afasto a suspensão anteriormente determinada. O pronunciamento impugnado está em consonância com a jurisprudência do Supremo. A óptica segundo a qual o Município é competente para impor determinadas condições ao funcionamento de estabelecimentos bancários foi adotada por ambas as Turmas deste Tribunal. Confiram os precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. LEI MUNICIPAL QUE OBRIGA OS ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS A INSTALAR, EM SUAS AGÊNCIAS, DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA PARA OS SEUS CLIENTES. COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO PARA LEGISLAR SOBRE ATIVIDADE BANCÁRIA. INTERESSE LOCAL. PRECEDENTES. ALEGADO VÍCIO DE INICIATIVA. SÚMULA Nº 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 774.305, relator ministro Luiz Fux, Primeira Turma, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 27 de abril de 2016) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONSUMIDOR. MEDIDAS DE SEGURANÇA AOS USUÁRIOS DE SERVIÇOS BANCÁRIOS. LEI MUNICIPAL 2.802/2009 DE ITAGUAÍ/RJ. INTERESSE LOCAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA MUNICIPAL. PRECEDENTES. ALEGADO VÍCIO DE INICIATIVA. NECESSIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356F-07BE-3694-E98E e senha 1362-E036-3D55-1510 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 241611 AGR / RS EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Compete ao município legislar sobre medidas que propiciem segurança, conforto e rapidez aos usuários de serviços bancários, uma vez que tratam de assuntos de interesse local. Precedentes. II - Indispensável, na espécie, o exame da legislação municipal que rege as atribuições de cada um dos órgãos componentes do Poder Executivo do Município de Itaguaí para se examinar o argumento de que a Lei municipal 2.802/2009 teria instituído novas atribuições fiscalizatórias para aqueles órgãos, circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 280 do STF. III - Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 747.757, relator ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 13 de agosto de 2014) O entendimento foi ratificado pelo Pleno no exame do recurso extraordinário nº 610.221, relatora ministra Ellen Gracie, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 20 de agosto de 2010, julgado sob a sistemática da repercussão geral, com reafirmação de jurisprudência. Conheço do agravo e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356F-07BE-3694-E98E e senha 1362-E036-3D55-1510 Supremo Tribunal Federal RE 241611 AGR / RS EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Compete ao município legislar sobre medidas que propiciem segurança, conforto e rapidez aos usuários de serviços bancários, uma vez que tratam de assuntos de interesse local. Precedentes. II - Indispensável, na espécie, o exame da legislação municipal que rege as atribuições de cada um dos órgãos componentes do Poder Executivo do Município de Itaguaí para se examinar o argumento de que a Lei municipal 2.802/2009 teria instituído novas atribuições fiscalizatórias para aqueles órgãos, circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 280 do STF. III - Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 747.757, relator ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 13 de agosto de 2014) O entendimento foi ratificado pelo Pleno no exame do recurso extraordinário nº 610.221, relatora ministra Ellen Gracie, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 20 de agosto de 2010, julgado sob a sistemática da repercussão geral, com reafirmação de jurisprudência. Conheço do agravo e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356F-07BE-3694-E98E e senha 1362-E036-3D55-1510 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO BETTIOL (06558/DF, 237748/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS ADV.(A/S) : VANDERLEI JOSÉ RECH (RS009814/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27C1-72EA-5C88-0A3E e senha 0379-71EF-A635-2CFE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO BETTIOL (06558/DF, 237748/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS ADV.(A/S) : VANDERLEI JOSÉ RECH (RS009814/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27C1-72EA-5C88-0A3E e senha 0379-71EF-A635-2CFE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748345545
2018-09-18T00:00:00
2018-10-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COMPETÊNCIA NORMATIVA – BANCOS – EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA – MUNICÍPIO – INTERESSE LOCAL. Está entre as competências municipais a edição de lei sobre determinadas condições ao funcionamento de estabelecimentos bancários. Precedentes: agravo regimental no recurso extraordinário nº 747.757, relator ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 13 de agosto de 2014; e agravo regimental no recurso extraordinário nº 774.305, relator ministro Luiz Fux, Primeira Turma, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 27 de abril de 2016.
sjur391881
- Acórdão(s) citado(s): (ESTABELECIMENTO BANCÁRIO, DISPOSITIVO DE SEGURANÇA) RE 610221 RG, ARE 747757 AgR (2ªT), ARE 774305 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 16/10/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
241611
null
RE-AgR
acordaos
RE 241611 AgR
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AGTE.(S) : FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO BETTIOL AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS ADV.(A/S) : VANDERLEI JOSÉ RECH
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Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO BETTIOL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS ADV.(A/S) :VANDERLEI JOSÉ RECH COMPETÊNCIA NORMATIVA – BANCOS – EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA – MUNICÍPIO – INTERESSE LOCAL. Está entre as competências municipais a edição de lei sobre determinadas condições ao funcionamento de estabelecimentos bancários. Precedentes: agravo regimental no recurso extraordinário n 747.757, relator ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 13 de agosto de 2014; e agravo regimental no recurso extraordinário n 774.305, relator ministro Luiz Fux, Primeira Turma, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 27 de abril de 2016. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de setembro de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DF6-86D7-DE78-27E6 e senha D63A-AFB6-FF9A-89C2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 241611 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DF6-86D7-DE78-27E6 e senha D63A-AFB6-FF9A-89C2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 241611 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DF6-86D7-DE78-27E6 e senha D63A-AFB6-FF9A-89C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO BETTIOL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS ADV.(A/S) :VANDERLEI JOSÉ RECH R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O então relator, ministro Carlos Velloso, à folha 163, proferiu a seguinte decisão: Insurge-se a Federação Brasileira de Associações de Bancos contra o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (fl. 110) que entendeu ser competente o município para legislar sobre a instalação de portas giratórias e outros acessórios de segurança nos estabelecimentos bancários, por cuidar-se de matéria de interesse local dever de zelar pela segurança dos munícipes (Constituição Federal de 1988, artigo 144) . 2. Alega a recorrente que o julgado a quo vulnerou os artigos 5..., II, 30, I, II, 43, XIII, e 192, IV, da Constituição Federal. Observo, contudo, que a decisão impugnada dirimiu a controvérsia com base nos artigos 22, VI, VII, 24, 30, II, 48, XIII, XIV, e 144 da Carta da República. Decorre dessa verificação que somente o preceito constitucional inscrito no artigo 30, II está devidamente prequestionado. Quanto aos demais, incidem as Súmulas 282 e 356, do Supremo Tribunal Federal. - 3. O recurso extraordinário, contudo, não merece ser conhecido, dado que o artigo 30, II, da Carta Federal limita-se à definição da competência dos municípios. Ademais, não foi impugnada a assertiva do acórdão recorrido, pertinente à competência do ente municipal prevista no artigo 144, § 8..., da Constituição Federal, fundamento autônomo suficiente à manutenção do julgado. Incide, por isso, o óbice da Súmula 283 desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5589-670A-5D25-E0D3 e senha 76D9-C5C5-A11A-1072 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO BETTIOL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS ADV.(A/S) :VANDERLEI JOSÉ RECH R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O então relator, ministro Carlos Velloso, à folha 163, proferiu a seguinte decisão: Insurge-se a Federação Brasileira de Associações de Bancos contra o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (fl. 110) que entendeu ser competente o município para legislar sobre a instalação de portas giratórias e outros acessórios de segurança nos estabelecimentos bancários, por cuidar-se de matéria de interesse local dever de zelar pela segurança dos munícipes (Constituição Federal de 1988, artigo 144) . 2. Alega a recorrente que o julgado a quo vulnerou os artigos 5..., II, 30, I, II, 43, XIII, e 192, IV, da Constituição Federal. Observo, contudo, que a decisão impugnada dirimiu a controvérsia com base nos artigos 22, VI, VII, 24, 30, II, 48, XIII, XIV, e 144 da Carta da República. Decorre dessa verificação que somente o preceito constitucional inscrito no artigo 30, II está devidamente prequestionado. Quanto aos demais, incidem as Súmulas 282 e 356, do Supremo Tribunal Federal. - 3. O recurso extraordinário, contudo, não merece ser conhecido, dado que o artigo 30, II, da Carta Federal limita-se à definição da competência dos municípios. Ademais, não foi impugnada a assertiva do acórdão recorrido, pertinente à competência do ente municipal prevista no artigo 144, § 8..., da Constituição Federal, fundamento autônomo suficiente à manutenção do julgado. Incide, por isso, o óbice da Súmula 283 desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5589-670A-5D25-E0D3 e senha 76D9-C5C5-A11A-1072 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 241611 AGR / RS Ante o exposto, com base no artigo 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento ao recurso. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta a competência da União para estabelecer normas quanto à instalação, em estabelecimentos bancários, de equipamentos adicionais de segurança. Insiste na alegação de ofensa aos artigos 5..., inciso II, 30, incisos I e II, 48, inciso XIII, e 192, inciso IV, da Constituição Federal. Diz prequestionados os dispositivos. O agravado, intimado, deixou de apresentar contraminuta. O processo foi suspenso em 25 de abril de 2006. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5589-670A-5D25-E0D3 e senha 76D9-C5C5-A11A-1072 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 241611 AGR / RS Ante o exposto, com base no artigo 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento ao recurso. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta a competência da União para estabelecer normas quanto à instalação, em estabelecimentos bancários, de equipamentos adicionais de segurança. Insiste na alegação de ofensa aos artigos 5..., inciso II, 30, incisos I e II, 48, inciso XIII, e 192, inciso IV, da Constituição Federal. Diz prequestionados os dispositivos. O agravado, intimado, deixou de apresentar contraminuta. O processo foi suspenso em 25 de abril de 2006. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5589-670A-5D25-E0D3 e senha 76D9-C5C5-A11A-1072 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos recursais. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Afasto a suspensão anteriormente determinada. O pronunciamento impugnado está em consonância com a jurisprudência do Supremo. A óptica segundo a qual o Município é competente para impor determinadas condições ao funcionamento de estabelecimentos bancários foi adotada por ambas as Turmas deste Tribunal. Confiram os precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. LEI MUNICIPAL QUE OBRIGA OS ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS A INSTALAR, EM SUAS AGÊNCIAS, DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA PARA OS SEUS CLIENTES. COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO PARA LEGISLAR SOBRE ATIVIDADE BANCÁRIA. INTERESSE LOCAL. PRECEDENTES. ALEGADO VÍCIO DE INICIATIVA. SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (Agravo regimental no recurso extraordinário n 774.305, relator ministro Luiz Fux, Primeira Turma, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 27 de abril de 2016) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONSUMIDOR. MEDIDAS DE SEGURANÇA AOS USUÁRIOS DE SERVIÇOS BANCÁRIOS. LEI MUNICIPAL 2.802/2009 DE ITAGUAÍ/RJ. INTERESSE LOCAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA MUNICIPAL. PRECEDENTES. ALEGADO VÍCIO DE INICIATIVA. NECESSIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356F-07BE-3694-E98E e senha 1362-E036-3D55-1510 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos recursais. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Afasto a suspensão anteriormente determinada. O pronunciamento impugnado está em consonância com a jurisprudência do Supremo. A óptica segundo a qual o Município é competente para impor determinadas condições ao funcionamento de estabelecimentos bancários foi adotada por ambas as Turmas deste Tribunal. Confiram os precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. LEI MUNICIPAL QUE OBRIGA OS ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS A INSTALAR, EM SUAS AGÊNCIAS, DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA PARA OS SEUS CLIENTES. COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO PARA LEGISLAR SOBRE ATIVIDADE BANCÁRIA. INTERESSE LOCAL. PRECEDENTES. ALEGADO VÍCIO DE INICIATIVA. SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (Agravo regimental no recurso extraordinário n 774.305, relator ministro Luiz Fux, Primeira Turma, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 27 de abril de 2016) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONSUMIDOR. MEDIDAS DE SEGURANÇA AOS USUÁRIOS DE SERVIÇOS BANCÁRIOS. LEI MUNICIPAL 2.802/2009 DE ITAGUAÍ/RJ. INTERESSE LOCAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA MUNICIPAL. PRECEDENTES. ALEGADO VÍCIO DE INICIATIVA. NECESSIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356F-07BE-3694-E98E e senha 1362-E036-3D55-1510 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 241611 AGR / RS EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Compete ao município legislar sobre medidas que propiciem segurança, conforto e rapidez aos usuários de serviços bancários, uma vez que tratam de assuntos de interesse local. Precedentes. II - Indispensável, na espécie, o exame da legislação municipal que rege as atribuições de cada um dos órgãos componentes do Poder Executivo do Município de Itaguaí para se examinar o argumento de que a Lei municipal 2.802/2009 teria instituído novas atribuições fiscalizatórias para aqueles órgãos, circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo regimental no recurso extraordinário n 747.757, relator ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 13 de agosto de 2014) O entendimento foi ratificado pelo Pleno no exame do recurso extraordinário n 610.221, relatora ministra Ellen Gracie, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 20 de agosto de 2010, julgado sob a sistemática da repercussão geral, com reafirmação de jurisprudência. Conheço do agravo e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356F-07BE-3694-E98E e senha 1362-E036-3D55-1510 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 241611 AGR / RS EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Compete ao município legislar sobre medidas que propiciem segurança, conforto e rapidez aos usuários de serviços bancários, uma vez que tratam de assuntos de interesse local. Precedentes. II - Indispensável, na espécie, o exame da legislação municipal que rege as atribuições de cada um dos órgãos componentes do Poder Executivo do Município de Itaguaí para se examinar o argumento de que a Lei municipal 2.802/2009 teria instituído novas atribuições fiscalizatórias para aqueles órgãos, circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo regimental no recurso extraordinário n 747.757, relator ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 13 de agosto de 2014) O entendimento foi ratificado pelo Pleno no exame do recurso extraordinário n 610.221, relatora ministra Ellen Gracie, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 20 de agosto de 2010, julgado sob a sistemática da repercussão geral, com reafirmação de jurisprudência. Conheço do agravo e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356F-07BE-3694-E98E e senha 1362-E036-3D55-1510 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO BETTIOL (06558/DF, 237748/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS ADV.(A/S) : VANDERLEI JOSÉ RECH (RS009814/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27C1-72EA-5C88-0A3E e senha 0379-71EF-A635-2CFE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241.611 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO BETTIOL (06558/DF, 237748/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS ADV.(A/S) : VANDERLEI JOSÉ RECH (RS009814/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27C1-72EA-5C88-0A3E e senha 0379-71EF-A635-2CFE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241 . 611", "agravo regimental no recurso extraordinário n 747 . 757", "agravo regimental no recurso extraordinário n 774 . 305", "Recurso Extraordinário 241611 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 241611 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241 . 611", "Súmulas 282 e 356 , do Supremo Tribunal Federal .", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 241611 AGR", "Recurso Extraordinário 241611 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241 . 611", "Agravo regimental no recurso extraordinário n 774 . 305", "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Agravo", "Recurso Extraordinário 241611 AGR / RS", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Agravo regimental no recurso extraordinário n 747 . 757", "recurso extraordinário n 610 . 221", "Recurso Extraordinário 241611 AGR / RS", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Agravo regimental no recurso extraordinário n 747 . 757", "recurso extraordinário n 610 . 221", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241 . 611", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 241 ." ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , artigo 144", "artigos 5 . . . , II , 30 , I , II , 43 , XIII , e 192 , IV , da Constituição Federal", "artigos 22 , VI , VII , 24 , 30 , II , 48 , XIII , XIV , e 144 da Carta da República", "artigo 30 , II , da Carta Federal", "artigo 144 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , artigo 144", "artigos 5 . . . , II , 30 , I , II , 43 , XIII , e 192 , IV , da Constituição Federal", "artigos 22 , VI , VII , 24 , 30 , II , 48 , XIII , XIV , e 144 da Carta da República", "artigo 30 , II , da Carta Federal", "artigo 144 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF", "artigos 5 . . . , inciso II , 30 , incisos I e II , 48 , inciso XIII , e 192 , inciso IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF", "artigos 5 . . . , inciso II , 30 , incisos I e II , 48 , inciso XIII , e 192 , inciso IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI MUNICIPAL 2 . 802 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI MUNICIPAL 2 . 802 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei municipal 2 . 802 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei municipal 2 . 802 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ITAGUAÍ", "/", "RJ", "RIO GRANDE DO SUL", "ITAGUAÍ", "/", "RJ", "Município de Itaguaí", "Município de Itaguaí", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE SÃO MARCOS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS", "MUNICÍPIO", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS", "Federação Brasileira de Associações de Bancos", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS", "Federação Brasileira de Associações de Bancos", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "/", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "União", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "280", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FEDERACAO BRASILEIRA DE BANCOS", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "LUIZ ANTONIO BETTIOL", "VANDERLEI JOSÉ RECH", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ ANTONIO BETTIOL", "VANDERLEI JOSÉ", "MARCO AURÉLIO", "Carlos Velloso", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ ANTONIO BETTIOL", "VANDERLEI JOSÉ RECH", "MARCO AURÉLIO", "Carlos Velloso", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ ANTONIO BETTIOL", "VANDERLEI JOSÉ RECH", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ ANTONIO BETTIOL", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "18", "/", "09", "/", "2018", "13 de agosto de 2014", "27 de abril de 2016", "18 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de abril de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de abril de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "27 de abril de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "27 de abril de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de agosto de 2014", "20 de agosto de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de agosto de 2014", "20 de agosto de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "18", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA ADV.(A/S) :JESUS DA SILVA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER DE PAULA RIBEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10/STF – DECISÃO FUNDADA EM RAZOÁVEL INTERPRETAÇÃO DA LEI ORDINÁRIA - NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES - AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é remansosa no sentido de que somente ocorre afronta à SV 10 desta Corte quando a decisão reclamada afastar, com fundamentos constitucionais – expressa ou implicitamente – incidência de lei aplicável ao caso. Precedentes (RE 240.096, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence; Rcl. 12.122, Rel. Ministro Gilmar Mendes). 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 31 de agosto a 6 de setembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E5-541A-E09A-8CF8 e senha B491-34DF-015A-EC47 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 28644 AGR / DF Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E5-541A-E09A-8CF8 e senha B491-34DF-015A-EC47 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E5-541A-E09A-8CF8 e senha B491-34DF-015A-EC47 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA ADV.(A/S) :JESUS DA SILVA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER DE PAULA RIBEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos (eDOC 13): Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, em face de acórdão prolatado pelo Tribunal Superior do Trabalho, cuja ementa transcrevo: I - AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. Para melhor exame da matéria, impõe-se o provimento do agravo e, via de consequência, do agravo de instrumento para processamento do recurso de revista. Agravo provido. II RECURSO DE REVISTA. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. RECOLHIMENTO A MENOR DAS CUSTAS PROCESSUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 25 DO TST. 1.1. Na hipótese, o Tribunal Regional deu provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante, para, reformando a sentença que julgou improcedente a reclamação trabalhista condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais no importe de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), sem fixar na parte dispositiva do acórdão regional valor da condenação e das custas processuais. A reclamada não opôs embargos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA ADV.(A/S) :JESUS DA SILVA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER DE PAULA RIBEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos (eDOC 13): Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, em face de acórdão prolatado pelo Tribunal Superior do Trabalho, cuja ementa transcrevo: I - AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. Para melhor exame da matéria, impõe-se o provimento do agravo e, via de consequência, do agravo de instrumento para processamento do recurso de revista. Agravo provido. II RECURSO DE REVISTA. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. RECOLHIMENTO A MENOR DAS CUSTAS PROCESSUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 25 DO TST. 1.1. Na hipótese, o Tribunal Regional deu provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante, para, reformando a sentença que julgou improcedente a reclamação trabalhista condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais no importe de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), sem fixar na parte dispositiva do acórdão regional valor da condenação e das custas processuais. A reclamada não opôs embargos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 28644 AGR / DF declaração para sanar omissão nesse sentido. 1.2. A sentença reformada arbitrou custas processuais de R$ 420,00 (quatrocentos e vinte reais), a cargo do reclamante, das quais fora dispensado o recolhimento, e custas de R$ 100,00 (cem reais), a cargo da reclamada, pela improcedência da reconvenção, as quais foram recolhidas. 1.3. Ao interpor o presente recurso de revista, a reclamada recolheu custas processuais, no valor de R$ 300,00 (trezentos reais), utilizando como parâmetro o valor da indenização fixada no acórdão regional. 1.4. De acordo com a jurisprudência desta Corte, a sistemática do pagamento das custas processuais segue o estabelecido na Súmula 25 e nas Orientações Jurisprudenciais 104 e 186 da SBDI-1. 1.5. No caso dos autos, houve inversão do ônus da sucumbência na instância recursal. O reclamante, inicialmente vencido, recorreu e obteve sucesso, sendo isento do pagamento das custas processuais arbitradas na sentença, por ser beneficiário da Justiça Gratuita. A reclamada, que era vencedora na primeira instância, tornou-se vencida na segunda instância. 1.6. Tal situação fática atrai, portanto, a incidência do entendimento preconizado na Súmula 25 do TST que prevê a possibilidade de recurso da decisão de primeira instância sem que tenha havido o pagamento das custas. In verbis: A parte vencedora na primeira instância, se vencida na segunda, está obrigada, independentemente de intimação, a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais ficara isenta a parte então vencida. 1.7. Assim, a reclamada, parte vencedora na primeira instância, como foi vencida na segunda, estava obrigada, independentemente de intimação (haja vista que a sentença já havia estabelecido o valor das custas processuais), a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais o reclamante ficara isento de pagamento, por ser a parte então vencida. 1.8. No caso, a sentença arbitrou as custas processuais em R$ 420,00 (quatrocentos e vinte reais), valor que deveria ter sido recolhido pela reclamada, a qual, todavia, recolheu apenas a quantia de R$ 400,00 (quatrocentos reais), referente ao somatório das custas fixadas na reconvenção (R$ 100,00) e ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF declaração para sanar omissão nesse sentido. 1.2. A sentença reformada arbitrou custas processuais de R$ 420,00 (quatrocentos e vinte reais), a cargo do reclamante, das quais fora dispensado o recolhimento, e custas de R$ 100,00 (cem reais), a cargo da reclamada, pela improcedência da reconvenção, as quais foram recolhidas. 1.3. Ao interpor o presente recurso de revista, a reclamada recolheu custas processuais, no valor de R$ 300,00 (trezentos reais), utilizando como parâmetro o valor da indenização fixada no acórdão regional. 1.4. De acordo com a jurisprudência desta Corte, a sistemática do pagamento das custas processuais segue o estabelecido na Súmula 25 e nas Orientações Jurisprudenciais 104 e 186 da SBDI-1. 1.5. No caso dos autos, houve inversão do ônus da sucumbência na instância recursal. O reclamante, inicialmente vencido, recorreu e obteve sucesso, sendo isento do pagamento das custas processuais arbitradas na sentença, por ser beneficiário da Justiça Gratuita. A reclamada, que era vencedora na primeira instância, tornou-se vencida na segunda instância. 1.6. Tal situação fática atrai, portanto, a incidência do entendimento preconizado na Súmula 25 do TST que prevê a possibilidade de recurso da decisão de primeira instância sem que tenha havido o pagamento das custas. In verbis: A parte vencedora na primeira instância, se vencida na segunda, está obrigada, independentemente de intimação, a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais ficara isenta a parte então vencida. 1.7. Assim, a reclamada, parte vencedora na primeira instância, como foi vencida na segunda, estava obrigada, independentemente de intimação (haja vista que a sentença já havia estabelecido o valor das custas processuais), a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais o reclamante ficara isento de pagamento, por ser a parte então vencida. 1.8. No caso, a sentença arbitrou as custas processuais em R$ 420,00 (quatrocentos e vinte reais), valor que deveria ter sido recolhido pela reclamada, a qual, todavia, recolheu apenas a quantia de R$ 400,00 (quatrocentos reais), referente ao somatório das custas fixadas na reconvenção (R$ 100,00) e ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 28644 AGR / DF valor recolhido quando da interposição do recurso de revista (R$ 300,00), o que revela a deserção de seu recurso de revista, à luz do preconizado na Súmula 25 do TST. Recurso de revista não conhecido. Sustenta-se, em síntese, que o TST, ao afastar a incidência do inciso I do art. 789 da CLT, teria violado a Súmula Vinculante 10 do STF. Dispenso as as informações, assim como a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está em condições para julgamento. É o relatório. Decido. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, l, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45, também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF/88). Assim sendo, nada obstante seja cabível aviar reclamação por violação à Súmula Vinculante, tem-se que o caso dos autos não fornece os elementos para a incidência da Súmula Vinculante 10 do STF. Isso porque, o ato reclamado ao aplicar à sistemática do pagamento das custas processuais conforme o estabelecido na Súmula 25 do TST e nas Orientações Jurisprudenciais 104 e 186 da SBDI-1, não declarou expressamente, nem implicitamente, a inconstitucionalidade da norma especial. Assim, a jurisprudência do STF é firme no sentido de que não há que se exigir reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que emerge do próprio exercício da jurisdição, sendo necessário para caracterizar violação à cláusula de reserva de plenário que a decisão de órgão fracionário fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal e o Texto Constitucional, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF valor recolhido quando da interposição do recurso de revista (R$ 300,00), o que revela a deserção de seu recurso de revista, à luz do preconizado na Súmula 25 do TST. Recurso de revista não conhecido. Sustenta-se, em síntese, que o TST, ao afastar a incidência do inciso I do art. 789 da CLT, teria violado a Súmula Vinculante 10 do STF. Dispenso as as informações, assim como a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está em condições para julgamento. É o relatório. Decido. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, l, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45, também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF/88). Assim sendo, nada obstante seja cabível aviar reclamação por violação à Súmula Vinculante, tem-se que o caso dos autos não fornece os elementos para a incidência da Súmula Vinculante 10 do STF. Isso porque, o ato reclamado ao aplicar à sistemática do pagamento das custas processuais conforme o estabelecido na Súmula 25 do TST e nas Orientações Jurisprudenciais 104 e 186 da SBDI-1, não declarou expressamente, nem implicitamente, a inconstitucionalidade da norma especial. Assim, a jurisprudência do STF é firme no sentido de que não há que se exigir reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que emerge do próprio exercício da jurisdição, sendo necessário para caracterizar violação à cláusula de reserva de plenário que a decisão de órgão fracionário fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal e o Texto Constitucional, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 28644 AGR / DF o que não se verificou no caso concreto. Confira-se: PLENÁRIO RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. (ARE 806506 AgR, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe 11.06.2015) "Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição." (Rcl 12122 AgR, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 24.10.2013) No mesmo sentido, a propósito, os seguintes julgados: Rcl 13.514 AgR, de relatoria do Ministro Celso de Mello, Dje 1.8.2014, Rcl 6.944, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, DJe 13.8.2010. Ante o exposto, com base nos arts. 21, § 1º, e 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente a presente reclamação, ficando prejudicado o pedido de liminar. Nas razões do agravo, reiteram-se os argumentos expendidos na inicial no sentido de que houve violação à Súmula Vinculante 10 do STF, uma vez que, embora não tenha declarado expressamente a inconstitucionalidade incidental da norma especial, a 2ª Turma do TST ao aplicar o teor da Súmula 25 do TST – lacunosa/inadequada/deficiente à hipótese em tela – acabou, concretamente, por afastar a aplicação do inciso I do art.789 da CLT em razão de se tratar de hipótese de condenação e, por conseguinte, exerceu controle difuso de constitucionalidade, desrespeitando o art.97 da Constituição Federal e a Súmula Vinculante (SV) 10 do E.STF. (e DOC 14, p. 3). Intimado o agravado (eDoc. 16) foram apresentadas contrarrazões 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF o que não se verificou no caso concreto. Confira-se: PLENÁRIO RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. (ARE 806506 AgR, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe 11.06.2015) "Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição." (Rcl 12122 AgR, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 24.10.2013) No mesmo sentido, a propósito, os seguintes julgados: Rcl 13.514 AgR, de relatoria do Ministro Celso de Mello, Dje 1.8.2014, Rcl 6.944, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, DJe 13.8.2010. Ante o exposto, com base nos arts. 21, § 1º, e 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente a presente reclamação, ficando prejudicado o pedido de liminar. Nas razões do agravo, reiteram-se os argumentos expendidos na inicial no sentido de que houve violação à Súmula Vinculante 10 do STF, uma vez que, embora não tenha declarado expressamente a inconstitucionalidade incidental da norma especial, a 2ª Turma do TST ao aplicar o teor da Súmula 25 do TST – lacunosa/inadequada/deficiente à hipótese em tela – acabou, concretamente, por afastar a aplicação do inciso I do art.789 da CLT em razão de se tratar de hipótese de condenação e, por conseguinte, exerceu controle difuso de constitucionalidade, desrespeitando o art.97 da Constituição Federal e a Súmula Vinculante (SV) 10 do E.STF. (e DOC 14, p. 3). Intimado o agravado (eDoc. 16) foram apresentadas contrarrazões 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RCL 28644 AGR / DF (eDoc. 18), pleiteando o desprovimento do agravo. Dispensadas as informações, assim como a remessa à Procuradoria- Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está em condições para julgamento sobretudo em face de apresentação de contrarrazões. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF (eDoc. 18), pleiteando o desprovimento do agravo. Dispensadas as informações, assim como a remessa à Procuradoria- Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está em condições para julgamento sobretudo em face de apresentação de contrarrazões. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida, por não superar o ônus argumentativo de ultrapassar os fundamentos da decisão agravada, mediante adequada distinção, limitando-se a reiterar as razões já expendidas na inicial. No caso da presente reclamação, houve a interpretação da legislação infraconstitucional respectiva (no caso o art. 789, I, da CLT), à luz de entendimento firmado no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho (em verbete nº 25), que permite a concordância prática entre aquele dispositivo e a referida orientação. Nesse contexto, há interpretação razoável da legislação, sem declaração de inconstitucionalidade, expressa ou implícita, o que justifica a inadequação da reclamação para a discussão que se pretende. A propósito, remonto precedentes, que bem expressam a condicionante de que haja utilização de fundamentos constitucionais para o afastamento da lei ordinária (ou de parte) que teoricamente incidiria à espécie: “I. Controle de constitucionalidade: reserva de plenário e quorum qualificado (Constituição, art. 99): aplicação não apenas à declaração em via principal, quanto à declaração incidente de inconstitucionalidade, para a qual, aliás, foram inicialmente estabelecidas as exigências. II. Controle de constitucionalidade; reputa-se declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que - embora sem o explicitar - afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição. (RE 240.096, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU de 21.5.1999, p. 2.669). “(...) Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida, por não superar o ônus argumentativo de ultrapassar os fundamentos da decisão agravada, mediante adequada distinção, limitando-se a reiterar as razões já expendidas na inicial. No caso da presente reclamação, houve a interpretação da legislação infraconstitucional respectiva (no caso o art. 789, I, da CLT), à luz de entendimento firmado no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho (em verbete nº 25), que permite a concordância prática entre aquele dispositivo e a referida orientação. Nesse contexto, há interpretação razoável da legislação, sem declaração de inconstitucionalidade, expressa ou implícita, o que justifica a inadequação da reclamação para a discussão que se pretende. A propósito, remonto precedentes, que bem expressam a condicionante de que haja utilização de fundamentos constitucionais para o afastamento da lei ordinária (ou de parte) que teoricamente incidiria à espécie: “I. Controle de constitucionalidade: reserva de plenário e quorum qualificado (Constituição, art. 99): aplicação não apenas à declaração em via principal, quanto à declaração incidente de inconstitucionalidade, para a qual, aliás, foram inicialmente estabelecidas as exigências. II. Controle de constitucionalidade; reputa-se declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que - embora sem o explicitar - afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição. (RE 240.096, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU de 21.5.1999, p. 2.669). “(...) Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 28644 AGR / DF exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição. Como precedentes da Corte que ratificam essa orientação, registro o RE-AgR 572.497, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 28.11.2008; e o RE-AgR 585.401, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 1.2.2011, este com a seguinte ementa: TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL PELO STF. LEIS 9.032/1995 E 9.129/1995. COMPENSAÇÃO. LIMITES. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão relativa aos limites da compensação de tributos declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal com base na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II Não há que falar em violação ao art. 97 da CF, uma vez que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição. Precedentes. III Agravo regimental improvido (grifei). (Rcl 12.122 Agr – Rel. Ministro Gilmar Mendes. Dje. 24.10.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição. Como precedentes da Corte que ratificam essa orientação, registro o RE-AgR 572.497, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 28.11.2008; e o RE-AgR 585.401, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 1.2.2011, este com a seguinte ementa: TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL PELO STF. LEIS 9.032/1995 E 9.129/1995. COMPENSAÇÃO. LIMITES. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão relativa aos limites da compensação de tributos declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal com base na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II Não há que falar em violação ao art. 97 da CF, uma vez que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição. Precedentes. III Agravo regimental improvido (grifei). (Rcl 12.122 Agr – Rel. Ministro Gilmar Mendes. Dje. 24.10.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 28644 AGR / DF Portanto, a reclamação constitucional, fundada em afronta à Súmula Vinculante 10, não pode ser usada como sucedâneo de recurso ou de ação própria para discussões acerca da constitucionalidade, ou não, de normas que foram objeto de interpretação idônea e legítima pelas autoridades jurídicas competentes. Por fim, registre-se que a dúvida razoável acerca da interpretação das normas infraconstitucionais não é hipótese de cabimento de reclamação para esta Suprema Corte, nos termos do art. 102, I, l, da CFRB (preservação de sua competência ou garantia da autoridade de suas decisões), de modo que não se apresenta viável o pedido também por esse argumento. A parte agravante não logrou, portanto, convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF Portanto, a reclamação constitucional, fundada em afronta à Súmula Vinculante 10, não pode ser usada como sucedâneo de recurso ou de ação própria para discussões acerca da constitucionalidade, ou não, de normas que foram objeto de interpretação idônea e legítima pelas autoridades jurídicas competentes. Por fim, registre-se que a dúvida razoável acerca da interpretação das normas infraconstitucionais não é hipótese de cabimento de reclamação para esta Suprema Corte, nos termos do art. 102, I, l, da CFRB (preservação de sua competência ou garantia da autoridade de suas decisões), de modo que não se apresenta viável o pedido também por esse argumento. A parte agravante não logrou, portanto, convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA ADV.(A/S) : JESUS DA SILVA COSTA (049164/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : KLEBER DE PAULA RIBEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F2-9632-5C2B-0045 e senha FF95-1949-7DD0-82AA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA ADV.(A/S) : JESUS DA SILVA COSTA (049164/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : KLEBER DE PAULA RIBEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F2-9632-5C2B-0045 e senha FF95-1949-7DD0-82AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748303062
2018-09-10T00:00:00
2018-09-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10/STF – DECISÃO FUNDADA EM RAZOÁVEL INTERPRETAÇÃO DA LEI ORDINÁRIA - NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES - AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é remansosa no sentido de que somente ocorre afronta à SV 10 desta Corte quando a decisão reclamada afastar, com fundamentos constitucionais – expressa ou implicitamente – incidência de lei aplicável ao caso. Precedentes (RE 240.096, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence; Rcl. 12.122, Rel. Ministro Gilmar Mendes). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur391630
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA VINCULANTE 10, VIOLAÇÃO) RE 240096 (2ªT), RE 572497 AgR (2ªT), RE 585401 AgR (1ªT), Rcl 12122 AgR (TP). Número de páginas: 11. Análise: 10/10/2018, ER.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
28644
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n ART-00789 INC-00001\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \n\n", "LEG-FED SUMTST-000025 \n SÚMULA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO - TST" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 28644 AgR
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AGTE.(S) : INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA ADV.(A/S) : JESUS DA SILVA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : KLEBER DE PAULA RIBEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA ADV.(A/S) :JESUS DA SILVA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER DE PAULA RIBEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10/Supremo Tribunal Federal – DECISÃO FUNDADA EM RAZOÁVEL INTERPRETAÇÃO DA LEI ORDINÁRIA - NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES - AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é remansosa no sentido de que somente ocorre afronta à SV 10 desta Corte quando a decisão reclamada afastar, com fundamentos constitucionais – expressa ou implicitamente – incidência de lei aplicável ao caso. Precedentes (Recurso Extraordinário 240.096, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence; Rcl. 12.122, Rel. Ministro Gilmar Mendes). 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 31 de agosto a 6 de setembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E5-541A-E09A-8CF8 e senha B491-34DF-015A-EC47 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 28644 AGR / DF Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E5-541A-E09A-8CF8 e senha B491-34DF-015A-EC47 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E5-541A-E09A-8CF8 e senha B491-34DF-015A-EC47 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA ADV.(A/S) :JESUS DA SILVA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER DE PAULA RIBEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos (eDOC 13): Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, em face de acórdão prolatado pelo Tribunal Superior do Trabalho, cuja ementa transcrevo: I - AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. Para melhor exame da matéria, impõe-se o provimento do agravo e, via de consequência, do agravo de instrumento para processamento do recurso de revista. Agravo provido. II RECURSO DE REVISTA. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. RECOLHIMENTO A MENOR DAS CUSTAS PROCESSUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 25 DO Tribunal Superior do Trabalho. 1.1. Na hipótese, o Tribunal Regional deu provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante, para, reformando a sentença que julgou improcedente a reclamação trabalhista condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais no importe de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), sem fixar na parte dispositiva do acórdão regional valor da condenação e das custas processuais. A reclamada não opôs embargos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA ADV.(A/S) :JESUS DA SILVA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER DE PAULA RIBEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos (eDOC 13): Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, em face de acórdão prolatado pelo Tribunal Superior do Trabalho, cuja ementa transcrevo: I - AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. Para melhor exame da matéria, impõe-se o provimento do agravo e, via de consequência, do agravo de instrumento para processamento do recurso de revista. Agravo provido. II RECURSO DE REVISTA. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. RECOLHIMENTO A MENOR DAS CUSTAS PROCESSUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 25 DO Tribunal Superior do Trabalho. 1.1. Na hipótese, o Tribunal Regional deu provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante, para, reformando a sentença que julgou improcedente a reclamação trabalhista condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais no importe de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), sem fixar na parte dispositiva do acórdão regional valor da condenação e das custas processuais. A reclamada não opôs embargos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 28644 AGR / DF declaração para sanar omissão nesse sentido. 1.2. A sentença reformada arbitrou custas processuais de R$ 420,00 (quatrocentos e vinte reais), a cargo do reclamante, das quais fora dispensado o recolhimento, e custas de R$ 100,00 (cem reais), a cargo da reclamada, pela improcedência da reconvenção, as quais foram recolhidas. 1.3. Ao interpor o presente recurso de revista, a reclamada recolheu custas processuais, no valor de R$ 300,00 (trezentos reais), utilizando como parâmetro o valor da indenização fixada no acórdão regional. 1.4. De acordo com a jurisprudência desta Corte, a sistemática do pagamento das custas processuais segue o estabelecido na Súmula 25 e nas Orientações Jurisprudenciais 104 e 186 da SBDI-1. 1.5. No caso dos autos, houve inversão do ônus da sucumbência na instância recursal. O reclamante, inicialmente vencido, recorreu e obteve sucesso, sendo isento do pagamento das custas processuais arbitradas na sentença, por ser beneficiário da Justiça Gratuita. A reclamada, que era vencedora na primeira instância, tornou-se vencida na segunda instância. 1.6. Tal situação fática atrai, portanto, a incidência do entendimento preconizado na Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho que prevê a possibilidade de recurso da decisão de primeira instância sem que tenha havido o pagamento das custas. In verbis: A parte vencedora na primeira instância, se vencida na segunda, está obrigada, independentemente de intimação, a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais ficara isenta a parte então vencida. 1.7. Assim, a reclamada, parte vencedora na primeira instância, como foi vencida na segunda, estava obrigada, independentemente de intimação (haja vista que a sentença já havia estabelecido o valor das custas processuais), a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais o reclamante ficara isento de pagamento, por ser a parte então vencida. 1.8. No caso, a sentença arbitrou as custas processuais em R$ 420,00 (quatrocentos e vinte reais), valor que deveria ter sido recolhido pela reclamada, a qual, todavia, recolheu apenas a quantia de R$ 400,00 (quatrocentos reais), referente ao somatório das custas fixadas na reconvenção (R$ 100,00) e ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF declaração para sanar omissão nesse sentido. 1.2. A sentença reformada arbitrou custas processuais de R$ 420,00 (quatrocentos e vinte reais), a cargo do reclamante, das quais fora dispensado o recolhimento, e custas de R$ 100,00 (cem reais), a cargo da reclamada, pela improcedência da reconvenção, as quais foram recolhidas. 1.3. Ao interpor o presente recurso de revista, a reclamada recolheu custas processuais, no valor de R$ 300,00 (trezentos reais), utilizando como parâmetro o valor da indenização fixada no acórdão regional. 1.4. De acordo com a jurisprudência desta Corte, a sistemática do pagamento das custas processuais segue o estabelecido na Súmula 25 e nas Orientações Jurisprudenciais 104 e 186 da SBDI-1. 1.5. No caso dos autos, houve inversão do ônus da sucumbência na instância recursal. O reclamante, inicialmente vencido, recorreu e obteve sucesso, sendo isento do pagamento das custas processuais arbitradas na sentença, por ser beneficiário da Justiça Gratuita. A reclamada, que era vencedora na primeira instância, tornou-se vencida na segunda instância. 1.6. Tal situação fática atrai, portanto, a incidência do entendimento preconizado na Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho que prevê a possibilidade de recurso da decisão de primeira instância sem que tenha havido o pagamento das custas. In verbis: A parte vencedora na primeira instância, se vencida na segunda, está obrigada, independentemente de intimação, a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais ficara isenta a parte então vencida. 1.7. Assim, a reclamada, parte vencedora na primeira instância, como foi vencida na segunda, estava obrigada, independentemente de intimação (haja vista que a sentença já havia estabelecido o valor das custas processuais), a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais o reclamante ficara isento de pagamento, por ser a parte então vencida. 1.8. No caso, a sentença arbitrou as custas processuais em R$ 420,00 (quatrocentos e vinte reais), valor que deveria ter sido recolhido pela reclamada, a qual, todavia, recolheu apenas a quantia de R$ 400,00 (quatrocentos reais), referente ao somatório das custas fixadas na reconvenção (R$ 100,00) e ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 28644 AGR / DF valor recolhido quando da interposição do recurso de revista (R$ 300,00), o que revela a deserção de seu recurso de revista, à luz do preconizado na Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho. Recurso de revista não conhecido. Sustenta-se, em síntese, que o Tribunal Superior do Trabalho, ao afastar a incidência do inciso I do art. 789 da Consolidação das Leis do Trabalho, teria violado a Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. Dispenso as as informações, assim como a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está em condições para julgamento. É o relatório. Decido. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, l, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45, também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88). Assim sendo, nada obstante seja cabível aviar reclamação por violação à Súmula Vinculante, tem-se que o caso dos autos não fornece os elementos para a incidência da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. Isso porque, o ato reclamado ao aplicar à sistemática do pagamento das custas processuais conforme o estabelecido na Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho e nas Orientações Jurisprudenciais 104 e 186 da SBDI-1, não declarou expressamente, nem implicitamente, a inconstitucionalidade da norma especial. Assim, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há que se exigir reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que emerge do próprio exercício da jurisdição, sendo necessário para caracterizar violação à cláusula de reserva de plenário que a decisão de órgão fracionário fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal e o Texto Constitucional, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF valor recolhido quando da interposição do recurso de revista (R$ 300,00), o que revela a deserção de seu recurso de revista, à luz do preconizado na Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho. Recurso de revista não conhecido. Sustenta-se, em síntese, que o Tribunal Superior do Trabalho, ao afastar a incidência do inciso I do art. 789 da Consolidação das Leis do Trabalho, teria violado a Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. Dispenso as as informações, assim como a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está em condições para julgamento. É o relatório. Decido. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, l, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45, também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88). Assim sendo, nada obstante seja cabível aviar reclamação por violação à Súmula Vinculante, tem-se que o caso dos autos não fornece os elementos para a incidência da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal. Isso porque, o ato reclamado ao aplicar à sistemática do pagamento das custas processuais conforme o estabelecido na Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho e nas Orientações Jurisprudenciais 104 e 186 da SBDI-1, não declarou expressamente, nem implicitamente, a inconstitucionalidade da norma especial. Assim, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há que se exigir reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação das normas jurídicas que emerge do próprio exercício da jurisdição, sendo necessário para caracterizar violação à cláusula de reserva de plenário que a decisão de órgão fracionário fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal e o Texto Constitucional, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 28644 AGR / DF o que não se verificou no caso concreto. Confira-se: PLENÁRIO RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. (ARE 806506 AgR, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe 11.06.2015) "Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição." (Rcl 12122 AgR, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 24.10.2013) No mesmo sentido, a propósito, os seguintes julgados: Rcl 13.514 AgR, de relatoria do Ministro Celso de Mello, Dje 1.8.2014, Rcl 6.944, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, DJe 13.8.2010. Ante o exposto, com base nos arts. 21, § 1..., e 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente a presente reclamação, ficando prejudicado o pedido de liminar. Nas razões do agravo, reiteram-se os argumentos expendidos na inicial no sentido de que houve violação à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que, embora não tenha declarado expressamente a inconstitucionalidade incidental da norma especial, a 2... Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao aplicar o teor da Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho – lacunosa/inadequada/deficiente à hipótese em tela – acabou, concretamente, por afastar a aplicação do inciso I do art.789 da Consolidação das Leis do Trabalho em razão de se tratar de hipótese de condenação e, por conseguinte, exerceu controle difuso de constitucionalidade, desrespeitando o art.97 da Constituição Federal e a Súmula Vinculante (SV) 10 do E.Supremo Tribunal Federal. (e DOC 14, p. 3). Intimado o agravado (eDoc. 16) foram apresentadas contrarrazões 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF o que não se verificou no caso concreto. Confira-se: PLENÁRIO RESERVA. Descabe confundir o exame de constitucionalidade com interpretação de norma legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. (ARE 806506 AgR, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe 11.06.2015) "Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição." (Rcl 12122 AgR, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 24.10.2013) No mesmo sentido, a propósito, os seguintes julgados: Rcl 13.514 AgR, de relatoria do Ministro Celso de Mello, Dje 1.8.2014, Rcl 6.944, de relatoria da Ministra Carmem Lúcia, DJe 13.8.2010. Ante o exposto, com base nos arts. 21, § 1..., e 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente a presente reclamação, ficando prejudicado o pedido de liminar. Nas razões do agravo, reiteram-se os argumentos expendidos na inicial no sentido de que houve violação à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que, embora não tenha declarado expressamente a inconstitucionalidade incidental da norma especial, a 2... Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao aplicar o teor da Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho – lacunosa/inadequada/deficiente à hipótese em tela – acabou, concretamente, por afastar a aplicação do inciso I do art.789 da Consolidação das Leis do Trabalho em razão de se tratar de hipótese de condenação e, por conseguinte, exerceu controle difuso de constitucionalidade, desrespeitando o art.97 da Constituição Federal e a Súmula Vinculante (SV) 10 do E.Supremo Tribunal Federal. (e DOC 14, p. 3). Intimado o agravado (eDoc. 16) foram apresentadas contrarrazões 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RCL 28644 AGR / DF (eDoc. 18), pleiteando o desprovimento do agravo. Dispensadas as informações, assim como a remessa à Procuradoria- Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está em condições para julgamento sobretudo em face de apresentação de contrarrazões. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF (eDoc. 18), pleiteando o desprovimento do agravo. Dispensadas as informações, assim como a remessa à Procuradoria- Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está em condições para julgamento sobretudo em face de apresentação de contrarrazões. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47CC-9D49-FFB3-4883 e senha 4E62-399F-3922-79A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida, por não superar o ônus argumentativo de ultrapassar os fundamentos da decisão agravada, mediante adequada distinção, limitando-se a reiterar as razões já expendidas na inicial. No caso da presente reclamação, houve a interpretação da legislação infraconstitucional respectiva (no caso o art. 789, I, da Consolidação das Leis do Trabalho), à luz de entendimento firmado no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho (em verbete n 25), que permite a concordância prática entre aquele dispositivo e a referida orientação. Nesse contexto, há interpretação razoável da legislação, sem declaração de inconstitucionalidade, expressa ou implícita, o que justifica a inadequação da reclamação para a discussão que se pretende. A propósito, remonto precedentes, que bem expressam a condicionante de que haja utilização de fundamentos constitucionais para o afastamento da lei ordinária (ou de parte) que teoricamente incidiria à espécie: “I. Controle de constitucionalidade: reserva de plenário e quorum qualificado (Constituição, art. 99): aplicação não apenas à declaração em via principal, quanto à declaração incidente de inconstitucionalidade, para a qual, aliás, foram inicialmente estabelecidas as exigências. II. Controle de constitucionalidade; reputa-se declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que - embora sem o explicitar - afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição. (Recurso Extraordinário 240.096, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU de 21.5.1999, p. 2.669). “(...) Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O recurso não merece acolhida, por não superar o ônus argumentativo de ultrapassar os fundamentos da decisão agravada, mediante adequada distinção, limitando-se a reiterar as razões já expendidas na inicial. No caso da presente reclamação, houve a interpretação da legislação infraconstitucional respectiva (no caso o art. 789, I, da Consolidação das Leis do Trabalho), à luz de entendimento firmado no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho (em verbete n 25), que permite a concordância prática entre aquele dispositivo e a referida orientação. Nesse contexto, há interpretação razoável da legislação, sem declaração de inconstitucionalidade, expressa ou implícita, o que justifica a inadequação da reclamação para a discussão que se pretende. A propósito, remonto precedentes, que bem expressam a condicionante de que haja utilização de fundamentos constitucionais para o afastamento da lei ordinária (ou de parte) que teoricamente incidiria à espécie: “I. Controle de constitucionalidade: reserva de plenário e quorum qualificado (Constituição, art. 99): aplicação não apenas à declaração em via principal, quanto à declaração incidente de inconstitucionalidade, para a qual, aliás, foram inicialmente estabelecidas as exigências. II. Controle de constitucionalidade; reputa-se declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que - embora sem o explicitar - afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição. (Recurso Extraordinário 240.096, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU de 21.5.1999, p. 2.669). “(...) Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 28644 AGR / DF exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição. Como precedentes da Corte que ratificam essa orientação, registro o Recurso Extraordinário-AgR 572.497, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 28.11.2008; e o Recurso Extraordinário-AgR 585.401, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 1.2.2011, este com a seguinte ementa: TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL PELO Supremo Tribunal Federal. LEIS 9.032/1995 E 9.129/1995. COMPENSAÇÃO. LIMITES. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão relativa aos limites da compensação de tributos declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal com base na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II Não há que falar em violação ao art. 97 da Constituição Federal de 1988, uma vez que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição. Precedentes. III Agravo regimental improvido (grifei). (Rcl 12.122 Agr – Rel. Ministro Gilmar Mendes. Dje. 24.10.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição. Como precedentes da Corte que ratificam essa orientação, registro o Recurso Extraordinário-AgR 572.497, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 28.11.2008; e o Recurso Extraordinário-AgR 585.401, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 1.2.2011, este com a seguinte ementa: TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL PELO Supremo Tribunal Federal. LEIS 9.032/1995 E 9.129/1995. COMPENSAÇÃO. LIMITES. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão relativa aos limites da compensação de tributos declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal com base na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II Não há que falar em violação ao art. 97 da Constituição Federal de 1988, uma vez que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição. Precedentes. III Agravo regimental improvido (grifei). (Rcl 12.122 Agr – Rel. Ministro Gilmar Mendes. Dje. 24.10.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 28644 AGR / DF Portanto, a reclamação constitucional, fundada em afronta à Súmula Vinculante 10, não pode ser usada como sucedâneo de recurso ou de ação própria para discussões acerca da constitucionalidade, ou não, de normas que foram objeto de interpretação idônea e legítima pelas autoridades jurídicas competentes. Por fim, registre-se que a dúvida razoável acerca da interpretação das normas infraconstitucionais não é hipótese de cabimento de reclamação para esta Suprema Corte, nos termos do art. 102, I, l, da CFRB (preservação de sua competência ou garantia da autoridade de suas decisões), de modo que não se apresenta viável o pedido também por esse argumento. A parte agravante não logrou, portanto, convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Supremo Tribunal Federal RCL 28644 AGR / DF Portanto, a reclamação constitucional, fundada em afronta à Súmula Vinculante 10, não pode ser usada como sucedâneo de recurso ou de ação própria para discussões acerca da constitucionalidade, ou não, de normas que foram objeto de interpretação idônea e legítima pelas autoridades jurídicas competentes. Por fim, registre-se que a dúvida razoável acerca da interpretação das normas infraconstitucionais não é hipótese de cabimento de reclamação para esta Suprema Corte, nos termos do art. 102, I, l, da CFRB (preservação de sua competência ou garantia da autoridade de suas decisões), de modo que não se apresenta viável o pedido também por esse argumento. A parte agravante não logrou, portanto, convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3903-1767-0C15-F261 e senha B850-D1F9-E6E6-9947 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA ADV.(A/S) : JESUS DA SILVA COSTA (049164/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : KLEBER DE PAULA RIBEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F2-9632-5C2B-0045 e senha FF95-1949-7DD0-82AA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.644 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA ADV.(A/S) : JESUS DA SILVA COSTA (049164/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : KLEBER DE PAULA RIBEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F2-9632-5C2B-0045 e senha FF95-1949-7DD0-82AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 28 . 644", "SÚMULA VINCULANTE 10 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 240 . 096", "Rcl . 12 . 122", "SÚMULA 25 DO Tribunal Superior do Trabalho", "RECLAMAÇÃO 28 . 644", "SÚMULA 25 DO Tribunal Superior do Trabalho", "Orientações Jurisprudenciais 104", "Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho", "Orientações Jurisprudenciais 104 e 186 da SBDI - 1 .", "Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho", "RCL 28644 AGR / DF", "Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho", "Orientações Jurisprudenciais 104 e 186 da SBDI - 1", "Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho", "Orientações Jurisprudenciais 104 e 186 da SBDI - 1", "RCL 28644", "ARE 806506 AgR", "Súmula Vinculante 10", "Rcl", "Rcl 13 . 514 AgR", "Rcl 6 . 944", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula Vinculante ( SV ) 10 do E . Supremo Tribunal Federal", "ARE 806506 AgR", "Súmula Vinculante 10", "Rcl 12122 AgR", "Rcl 13 . 514 AgR", "Rcl 6 . 944", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 25 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula Vinculante ( SV ) 10 do E . Supremo Tribunal Federal", "RCL 28644 AGR /", "RCL 28644", "RECLAMAÇÃO 28 . 644", "Recurso Extraordinário 240 . 096", "RECLAMAÇÃO 28 . 644", "Recurso Extraordinário 240 . 096", "RCL 28644 AGR / DF", "Súmula Vinculante 10", "Recurso Extraordinário - AgR 572 . 497", "Recurso Extraordinário - AgR 585 . 401", "Rcl 12 . 122 Agr", "Súmula Vinculante 10", "Recurso Extraordinário - AgR 572 . 497", "Recurso Extraordinário - AgR 585 . 401", "Rcl 12 . 122 Agr", "Súmula Vinculante 10", "Súmula Vinculante 10", "RECLAMAÇÃO 28 . 644", "REG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do art . 789 da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 52 , parágrafo único , do RISTF", "Constituição", "Emenda Constitucional 45", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do art . 789 da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 52 , parágrafo único , do RISTF", "Constituição", "Emenda Constitucional 45", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 97 da Constituição", "arts . 21 , § 1 . . . , e 161 , parágrafo único , do RISTF", "inciso I do art . 789 da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 97 da Constituição", "arts . 21 , § 1 . . . , e 161 , parágrafo único , do RISTF", "inciso I do art . 789 da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 52 , parágrafo único , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 789 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição , art . 99", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 789 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição , art . 99", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 97 da Constituição", "LEIS 9 . 032 / 1995", "9", ".", "129", "/", "1995", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição", "art . 97 da Constituição Federal de 1988", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 97 da Constituição", "LEIS 9 . 032 / 1995", "9", ".", "129", "/", "1995", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição", "art . 97 da Constituição Federal de 1988", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da CFRB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da CFRB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "2", ".", ".", ". Turma do Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "Tribunal Pleno", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INDUSTRIA DE AMPOLAS ALIANCA LTDA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "JESUS DA SILVA COSTA", "KLEBER DE PAULA RIBEIRO", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JESUS DA SILVA COSTA", "KLEBER DE PAULA RIBEIRO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JESUS DA SILVA COSTA", "KLEBER DE PAULA RIBEIRO", "EDSON FACHIN", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Carmem Lúcia", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Carmem Lúcia", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Sepúlveda Pertence", "EDSON FACHIN", "Sepúlveda Pertence", "EDSON FACHIN", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JESUS DA SILVA COSTA", "KLEBER DE PAULA RIBEIRO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "JESUS DA SILVA COSTA", "KLEBER DE PAULA RIBEIRO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2018", "31 de agosto", "6 de setembro de 2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "06", ".", "2015", "24", ".", "10", ".", "2013", "1", ".", "8", ".", "2014", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "06", ".", "2015", "24", ".", "10", ".", "2013", "1", ".", "8", ".", "2014", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "21", ".", "5", ".", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "21", ".", "5", ".", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "11", ".", "2008", "1", ".", "2", ".", "2011", "24", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "11", ".", "2008", "1", ".", "2", ".", "2011", "24", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :STELIO VIEIRA ALVES ADV.(A/S) :JOSE ANASTACIO SOBRINHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – APOSENTADORIA ESPECIAL NA FORMA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 51/85 (ART. 1º, INCISO I) – RECEPÇÃO PELA CF/88 – PRECEDENTE – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO RE 567.110/AC – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE MENCIONADO RECURSO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME DESSA CONTROVÉRSIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL JUSTIFICADA, NO CASO, PELA EXISTÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” PRODUZIDO PELA PARTE VENCEDORA (CPC/15, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA (10%) – PERCENTUAL (10%) QUE INCIDE SOBRE A VERBA HONORÁRIA POR ÚLTIMO ARBITRADA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º, DO CPC/15 – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426654. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RE 983955 AGR / RO conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 8 de dezembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426654. Supremo Tribunal Federal RE 983955 AGR / RO conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 8 de dezembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426654. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :STELIO VIEIRA ALVES ADV.(A/S) :JOSE ANASTACIO SOBRINHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por achar-se o apelo extremo em confronto com acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426655. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :STELIO VIEIRA ALVES ADV.(A/S) :JOSE ANASTACIO SOBRINHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por achar-se o apelo extremo em confronto com acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, tal como referida na decisão ora agravada, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a existência de repercussão geral da questão constitucional igualmente versada na presente causa, julgou o RE 567.110/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, nele proferindo decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. RECEPÇÃO CONSTITUCIONAL DO ART. 1º, INC. I, DA LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985. ADOÇÃO DE REQUISITOS E CRITÉRIOS DIFERENCIADOS PARA A CONCESSÃO DE APOSENTADORIA A SERVIDORES CUJAS ATIVIDADES NÃO SÃO EXERCIDAS EXCLUSIVAMENTE SOB CONDIÇÕES ESPECIAIS QUE PREJUDIQUEM A SAÚDE OU A INTEGRIDADE FÍSICA. 1. Reiteração do posicionamento assentado no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.817, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, da recepção do inc. I do art. 1º da Lei Complementar nº 51/1985 pela Constituição. 2. O Tribunal ‘a quo’ reconheceu, corretamente, o direito do Recorrido de se aposentar na forma especial prevista na Lei Complementar 51/1985, por terem sido cumpridos todos os requisitos exigidos pela lei. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” Cabe ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária reflete-se em sucessivos julgamentos, monocráticos e colegiados, proferidos no âmbito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426656. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, tal como referida na decisão ora agravada, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a existência de repercussão geral da questão constitucional igualmente versada na presente causa, julgou o RE 567.110/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, nele proferindo decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. RECEPÇÃO CONSTITUCIONAL DO ART. 1º, INC. I, DA LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985. ADOÇÃO DE REQUISITOS E CRITÉRIOS DIFERENCIADOS PARA A CONCESSÃO DE APOSENTADORIA A SERVIDORES CUJAS ATIVIDADES NÃO SÃO EXERCIDAS EXCLUSIVAMENTE SOB CONDIÇÕES ESPECIAIS QUE PREJUDIQUEM A SAÚDE OU A INTEGRIDADE FÍSICA. 1. Reiteração do posicionamento assentado no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.817, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, da recepção do inc. I do art. 1º da Lei Complementar nº 51/1985 pela Constituição. 2. O Tribunal ‘a quo’ reconheceu, corretamente, o direito do Recorrido de se aposentar na forma especial prevista na Lei Complementar 51/1985, por terem sido cumpridos todos os requisitos exigidos pela lei. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” Cabe ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária reflete-se em sucessivos julgamentos, monocráticos e colegiados, proferidos no âmbito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 983955 AGR / RO desta Corte (AI 738.563/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 704.551-AgR/MS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 720.131/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 660.764/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426656. Supremo Tribunal Federal RE 983955 AGR / RO desta Corte (AI 738.563/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 704.551-AgR/MS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 720.131/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 660.764/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : STELIO VIEIRA ALVES ADV.(A/S) : JOSE ANASTACIO SOBRINHO (872/RO) INTDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210401 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : STELIO VIEIRA ALVES ADV.(A/S) : JOSE ANASTACIO SOBRINHO (872/RO) INTDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210401 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12464546
2016-12-09T00:00:00
2017-02-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – APOSENTADORIA ESPECIAL NA FORMA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 51/85 (ART. 1º, INCISO I) – RECEPÇÃO PELA CF/88 – PRECEDENTE – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO RE 567.110/AC – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE MENCIONADO RECURSO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME DESSA CONTROVÉRSIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL JUSTIFICADA, NO CASO, PELA EXISTÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” PRODUZIDO PELA PARTE VENCEDORA (CPC/15, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA (10%) – PERCENTUAL (10%) QUE INCIDE SOBRE A VERBA HONORÁRIA POR ÚLTIMO ARBITRADA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º, DO CPC/15 – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur363559
- Acórdão(s) citado(s): (APOSENTADORIA ESPECIAL) RE 567110 RG, ARE 704551 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (APOSENTADORIA ESPECIAL) AI 738563, RE 660764, ARE 720131. Número de páginas: 6. Análise: 03/03/2017, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
983955
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 983955 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : STELIO VIEIRA ALVES ADV.(A/S) : JOSE ANASTACIO SOBRINHO INTDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :STELIO VIEIRA ALVES ADV.(A/S) :JOSE ANASTACIO SOBRINHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – APOSENTADORIA ESPECIAL NA FORMA DA LEI COMPLEMENTAR n 51/85 (ART. 1..., INCISO I) – RECEPÇÃO PELA Constituição Federal de 1988/88 – PRECEDENTE – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 567.110/AC – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE MENCIONADO RECURSO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME DESSA CONTROVÉRSIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL JUSTIFICADA, NO CASO, PELA EXISTÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” PRODUZIDO PELA PARTE VENCEDORA (Código de Processo Civil/15, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA (10%) – PERCENTUAL (10%) QUE INCIDE SOBRE A VERBA HONORÁRIA POR ÚLTIMO ARBITRADA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3..., DO Código de Processo Civil/15 – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426654. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 983955 AGR / RO conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 8 de dezembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426654. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 983955 AGR / RO conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 8 de dezembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426654. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :STELIO VIEIRA ALVES ADV.(A/S) :JOSE ANASTACIO SOBRINHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por achar-se o apelo extremo em confronto com acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426655. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :STELIO VIEIRA ALVES ADV.(A/S) :JOSE ANASTACIO SOBRINHO INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por achar-se o apelo extremo em confronto com acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, tal como referida na decisão ora agravada, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a existência de repercussão geral da questão constitucional igualmente versada na presente causa, julgou o Recurso Extraordinário 567.110/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, nele proferindo decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. RECEPÇÃO CONSTITUCIONAL DO ART. 1..., INC. I, DA LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985. ADOÇÃO DE REQUISITOS E CRITÉRIOS DIFERENCIADOS PARA A CONCESSÃO DE APOSENTADORIA A SERVIDORES CUJAS ATIVIDADES NÃO SÃO EXERCIDAS EXCLUSIVAMENTE SOB CONDIÇÕES ESPECIAIS QUE PREJUDIQUEM A SAÚDE OU A INTEGRIDADE FÍSICA. 1. Reiteração do posicionamento assentado no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.817, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, da recepção do inc. I do art. 1... da Lei Complementar n 51/1985 pela Constituição. 2. O Tribunal ‘a quo’ reconheceu, corretamente, o direito do Recorrido de se aposentar na forma especial prevista na Lei Complementar 51/1985, por terem sido cumpridos todos os requisitos exigidos pela lei. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” Cabe ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária reflete-se em sucessivos julgamentos, monocráticos e colegiados, proferidos no âmbito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426656. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, tal como referida na decisão ora agravada, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a existência de repercussão geral da questão constitucional igualmente versada na presente causa, julgou o Recurso Extraordinário 567.110/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, nele proferindo decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. RECEPÇÃO CONSTITUCIONAL DO ART. 1..., INC. I, DA LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985. ADOÇÃO DE REQUISITOS E CRITÉRIOS DIFERENCIADOS PARA A CONCESSÃO DE APOSENTADORIA A SERVIDORES CUJAS ATIVIDADES NÃO SÃO EXERCIDAS EXCLUSIVAMENTE SOB CONDIÇÕES ESPECIAIS QUE PREJUDIQUEM A SAÚDE OU A INTEGRIDADE FÍSICA. 1. Reiteração do posicionamento assentado no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.817, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, da recepção do inc. I do art. 1... da Lei Complementar n 51/1985 pela Constituição. 2. O Tribunal ‘a quo’ reconheceu, corretamente, o direito do Recorrido de se aposentar na forma especial prevista na Lei Complementar 51/1985, por terem sido cumpridos todos os requisitos exigidos pela lei. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” Cabe ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária reflete-se em sucessivos julgamentos, monocráticos e colegiados, proferidos no âmbito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 983955 AGR / RO desta Corte (AI 738.563/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 704.551-AgR/MS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 720.131/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 660.764/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426656. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 983955 AGR / RO desta Corte (AI 738.563/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 704.551-AgR/MS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 720.131/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 660.764/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na análise da matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : STELIO VIEIRA ALVES ADV.(A/S) : JOSE ANASTACIO SOBRINHO (872/RO) INTDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210401 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983.955 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : STELIO VIEIRA ALVES ADV.(A/S) : JOSE ANASTACIO SOBRINHO (872/RO) INTDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210401 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983 . 955", "Recurso Extraordinário 567 . 110 /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983 . 955", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983 . 955", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983 . 955", "Recurso Extraordinário 567 . 110 / AC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983 . 955", "Recurso Extraordinário 567 . 110 / AC", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3 . 817", "Recurso Extraordinário 983955 AGR / RO", "AI 738 . 563 / SP", "ARE 704 . 551 - AgR / MS", "ARE 720 . 131 / SP", "Recurso Extraordinário 660 . 764 / SP", "Recurso Extraordinário 983955 AGR / RO", "AI 738 . 563 / SP", "ARE 704 . 551 - AgR / MS", "ARE 720 . 131 / SP", "Recurso Extraordinário 660 . 764 / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 983 . 955" ], "LEGISLACAO": [ "LEI COMPLEMENTAR n 51 / 85", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Código de Processo Civil / 15 , ART . 85 , § 11", "ART . 85 , § § 2 . . . 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I do art . 1 . . . da Lei Complementar n 51 / 1985", "Constituição", "Lei Complementar 51 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE RONDÔNIA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "STELIO VIEIRA ALVES", "JOSE ANASTACIO SOBRINHO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "STELIO VIEIRA ALVES", "JOSE ANASTACIO SOBRINHO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "STELIO VIEIRA ALVES", "JOSE ANASTACIO SOBRINHO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RONDÔNIA", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "STELIO VIEIRA ALVES", "JOSE ANASTACIO SOBRINHO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "STELIO VIEIRA ALVES", "JOSE ANASTACIO SOBRINHO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "2", "8", ".", "12", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "8", ".", "12", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO. COMPETÊNCIA DAS CORTES DE ORIGEM. DESCABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A aplicação da sistemática da repercussão geral é atribuição das Cortes de origem, nos termos do art. 1.030 do CPC. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21FE-8FD9-CF8A-062A e senha 1716-8209-10D3-A5F6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 29585 AGR / MG negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de outubro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21FE-8FD9-CF8A-062A e senha 1716-8209-10D3-A5F6 Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de outubro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21FE-8FD9-CF8A-062A e senha 1716-8209-10D3-A5F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos (eDOC 25): Trata-se de reclamação em face de decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que negou provimento a agravo interposto contra negativa de seguimento de recurso extraordinário em razão de subsunção da matéria discutida a tema de repercussão geral reconhecida por este Supremo Tribunal Federal. Na reclamação, alega-se que o Tribunal a quo usurpou a competência desta Corte para análise do recurso extraordinário. Dispenso as informações, assim como a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. Decido: inviável a Reclamação. A alegada usurpação de competência não se configura, haja vista que a aplicação da sistemática da repercussão geral é atribuição das Cortes ordinárias nos termos do art. 1.030 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B92-B3D2-5FAD-CC95 e senha 175C-D47C-8837-376B Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos (eDOC 25): Trata-se de reclamação em face de decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que negou provimento a agravo interposto contra negativa de seguimento de recurso extraordinário em razão de subsunção da matéria discutida a tema de repercussão geral reconhecida por este Supremo Tribunal Federal. Na reclamação, alega-se que o Tribunal a quo usurpou a competência desta Corte para análise do recurso extraordinário. Dispenso as informações, assim como a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. Decido: inviável a Reclamação. A alegada usurpação de competência não se configura, haja vista que a aplicação da sistemática da repercussão geral é atribuição das Cortes ordinárias nos termos do art. 1.030 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B92-B3D2-5FAD-CC95 e senha 175C-D47C-8837-376B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 29585 AGR / MG Código de Processo Civil, de modo que não apresenta cabível o manejo de reclamação por este fundamento. Ante o exposto, com base nos artigos 21, §1º, e 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente a reclamação. Nas razões de agravo, sustenta-se que a decisão reclamada teria aplicado indevidamente temas de repercussão geral já julgados para obstar o seguimento do recurso extraordinário. Isso porque a Corte de origem ter-se-ia valido de fundamentos (rati decidendi de temas) inaplicáveis ao caso concreto, sem fazer o necessário distinguishing, e, com isso, usurpado a competência deste STF para conhecer e julgar o apelo extremo. O recurso foi contrarrazoado. (eDOC 31). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B92-B3D2-5FAD-CC95 e senha 175C-D47C-8837-376B Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG Código de Processo Civil, de modo que não apresenta cabível o manejo de reclamação por este fundamento. Ante o exposto, com base nos artigos 21, §1º, e 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente a reclamação. Nas razões de agravo, sustenta-se que a decisão reclamada teria aplicado indevidamente temas de repercussão geral já julgados para obstar o seguimento do recurso extraordinário. Isso porque a Corte de origem ter-se-ia valido de fundamentos (rati decidendi de temas) inaplicáveis ao caso concreto, sem fazer o necessário distinguishing, e, com isso, usurpado a competência deste STF para conhecer e julgar o apelo extremo. O recurso foi contrarrazoado. (eDOC 31). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B92-B3D2-5FAD-CC95 e senha 175C-D47C-8837-376B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão ao agravante em virtude da ausência de argumentos com aptidão para infirmar a decisão impugnada. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que somente a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, CF), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF). Consideradas tais premissas, faz-se necessária a reprodução dos seguintes trechos do ato reclamado (eDOC 18, fls. 2/4): Não prosperam as alegações do agravante de que o decidido no AI nº 791.292/PE (Tema nº 339) não se aplicaria ao caso dos autos, pois a Turma Julgadora decidiu fundamentadamente a questão posta em juízo, emitindo as razões de ordem jurídica que lhe deram sustentação, proferindo, desse modo, acórdão em consonância com o entendimento reafirmado pelo STF, no julgamento do referido paradigma de repercussão geral, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição da República não impõe que a decisão ou acórdão sejam exaustivamente fundamentados, desde que expressem motivos suficientes para afastar a pretensão recursal. Analisando as especificidades do caso concreto, quanto à questão do limite de idade para a inscrição em concurso público, concluiu a Turma Julgadora que “(...) considerando a natureza do cargo, a exigência de limitação etária, máxima e mínima, afigura-se razoável, tendo em vista, especialmente, as atribuições que os aprovados passarão a exercer a partir da investidura, previstas no edital: (...)” (fl. 262). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão ao agravante em virtude da ausência de argumentos com aptidão para infirmar a decisão impugnada. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que somente a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, CF), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF). Consideradas tais premissas, faz-se necessária a reprodução dos seguintes trechos do ato reclamado (eDOC 18, fls. 2/4): Não prosperam as alegações do agravante de que o decidido no AI nº 791.292/PE (Tema nº 339) não se aplicaria ao caso dos autos, pois a Turma Julgadora decidiu fundamentadamente a questão posta em juízo, emitindo as razões de ordem jurídica que lhe deram sustentação, proferindo, desse modo, acórdão em consonância com o entendimento reafirmado pelo STF, no julgamento do referido paradigma de repercussão geral, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição da República não impõe que a decisão ou acórdão sejam exaustivamente fundamentados, desde que expressem motivos suficientes para afastar a pretensão recursal. Analisando as especificidades do caso concreto, quanto à questão do limite de idade para a inscrição em concurso público, concluiu a Turma Julgadora que “(...) considerando a natureza do cargo, a exigência de limitação etária, máxima e mínima, afigura-se razoável, tendo em vista, especialmente, as atribuições que os aprovados passarão a exercer a partir da investidura, previstas no edital: (...)” (fl. 262). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 29585 AGR / MG Verifica-se, ainda, que os julgadores fundamentaram a decisão no Incidente de Arguição de Inconstitucionalidade nº 1.0079.11.027823-5/003, julgado pelo Órgão Especial deste Tribunal, em que se concluiu ser válida a limitação de idade prevista no art. 8º, §1º, da Lei Municipal nº 89/2010. Veja-se: “Ao compulsar os autos, verifica-se que o MINISTÉRIO PÚBLICO tem sustentado, desde a peça de ingresso, a ausência de razoabilidade na fixação pela lei local do patamar mínimo de 21 (vinte e um) anos e máximo de 30 (trinta) anos para ingresso no cargo de guarda municipal dos quadros do MUNICÍPIO DE CONTAGEM. Contudo, no bojo do Incidente de Inconstitucionalidade n.º 1.0079.11.027823-5/003, o eg. Órgão Especial, por maioria, declarou a constitucionalidade do dispositivo, levando-se em conta não apenas a questão atinente à possibilidade de limitação de idade para ingresso na carreira de guarda municipal, mas também os próprios patamares previstos na lei local. A propósito, peço licença para transcrever o seguinte trecho do voto exarado naquela oportunidade pelo em. Des. ARMANDO FREIRE: No contexto, não há a alegada inconstitucionalidade da mencionada norma Municipal que fundamentou o requisito previsto no edital do concurso, que define limite mínimo (21 anos) e máximo (30 anos) de idade na data da posse aos candidatos que se interessem por ingressar na carreira de Guarda Municipal (f. 221v.) A seu turno, após o retorno dos autos a esta eg. Primeira Câmara Cível para a complementação do julgamento da remessa oficial e do recurso voluntário, a Turma Julgadora, à luz do posicionamento firmado no aludido Incidente, expressamente consignou ser razoável ‘a exigência de limitação etária, máxima e mínima’ (f. 262), no caso dos autos. Desta forma, resta claro que a questão atinente às idades mínima de 21 (vinte e um) e máxima de 30 (trinta) anos foi devidamente apreciada.” (fls. 275v/276) Assim, verifica-se que o acórdão recorrido está 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG Verifica-se, ainda, que os julgadores fundamentaram a decisão no Incidente de Arguição de Inconstitucionalidade nº 1.0079.11.027823-5/003, julgado pelo Órgão Especial deste Tribunal, em que se concluiu ser válida a limitação de idade prevista no art. 8º, §1º, da Lei Municipal nº 89/2010. Veja-se: “Ao compulsar os autos, verifica-se que o MINISTÉRIO PÚBLICO tem sustentado, desde a peça de ingresso, a ausência de razoabilidade na fixação pela lei local do patamar mínimo de 21 (vinte e um) anos e máximo de 30 (trinta) anos para ingresso no cargo de guarda municipal dos quadros do MUNICÍPIO DE CONTAGEM. Contudo, no bojo do Incidente de Inconstitucionalidade n.º 1.0079.11.027823-5/003, o eg. Órgão Especial, por maioria, declarou a constitucionalidade do dispositivo, levando-se em conta não apenas a questão atinente à possibilidade de limitação de idade para ingresso na carreira de guarda municipal, mas também os próprios patamares previstos na lei local. A propósito, peço licença para transcrever o seguinte trecho do voto exarado naquela oportunidade pelo em. Des. ARMANDO FREIRE: No contexto, não há a alegada inconstitucionalidade da mencionada norma Municipal que fundamentou o requisito previsto no edital do concurso, que define limite mínimo (21 anos) e máximo (30 anos) de idade na data da posse aos candidatos que se interessem por ingressar na carreira de Guarda Municipal (f. 221v.) A seu turno, após o retorno dos autos a esta eg. Primeira Câmara Cível para a complementação do julgamento da remessa oficial e do recurso voluntário, a Turma Julgadora, à luz do posicionamento firmado no aludido Incidente, expressamente consignou ser razoável ‘a exigência de limitação etária, máxima e mínima’ (f. 262), no caso dos autos. Desta forma, resta claro que a questão atinente às idades mínima de 21 (vinte e um) e máxima de 30 (trinta) anos foi devidamente apreciada.” (fls. 275v/276) Assim, verifica-se que o acórdão recorrido está 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 29585 AGR / MG devidamente fundamentado e que a Turma Julgadora emitiu as razões do seu convencimento, ainda que o tenha feito de forma contrária às pretensões da parte, em razão do que deve ser mantido o decisum ora objurgado, já que a decisão objeto do recurso extraordinário está em conformidade com a jurisprudência consolidada do STF, assentada no AI nº 791.292/PE. Ressalte-se que, diverso do alegado pelo agravante, o paradigma não foi aplicado indevidamente no caso dos autos. O STF, ao julgar o seu mérito, estabeleceu os parâmetros para se avaliar se a decisão está devidamente fundamentada, exame que, por óbvio, somente se pode fazer caso a caso. E foi justamente essa a análise feita pela Primeira Vice Presidência ao aplicar o referido paradigma, haja vista ter examinado o caso dos autos e concluído que a fundamentação adotada no acórdão estava em conformidade com o entendimento firmado naquela Corte Superior. Como se nota, a alegada usurpação de competência não restou configurada, pois a negativa de seguimento do recurso extraordinário deu-se com base na aplicação da sistemática da repercussão geral, cuja atribuição é das Cortes de origem, nos termos do art. 1.030 do CPC, conforme já exposto na decisão ora reclamada. Ademais, não se verifica na espécie errônea aplicação dos temas de repercussão geral ao caso. Inviável, portanto, o manejo da reclamação. Nessa linha e por todos, confira-se o seguinte julgado: Agravo regimental na reclamação. Súmula nº 523/STF. Ausência de efeito vinculante apto a ensejar a instauração da competência originária do STF em sede reclamatória. Precedentes. Negativa de seguimento a recurso extraordinário com fundamento nos Temas nº 181 e 339 de repercussão geral. Recurso extraordinário com agravo. Não conhecimento pelo Tribunal a quo. Ausência de usurpação da competência do STF. Desacerto das decisões tomadas pelo STJ em recurso especial. Reexame de conteúdo do ato reclamado. Inadmissibilidade em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG devidamente fundamentado e que a Turma Julgadora emitiu as razões do seu convencimento, ainda que o tenha feito de forma contrária às pretensões da parte, em razão do que deve ser mantido o decisum ora objurgado, já que a decisão objeto do recurso extraordinário está em conformidade com a jurisprudência consolidada do STF, assentada no AI nº 791.292/PE. Ressalte-se que, diverso do alegado pelo agravante, o paradigma não foi aplicado indevidamente no caso dos autos. O STF, ao julgar o seu mérito, estabeleceu os parâmetros para se avaliar se a decisão está devidamente fundamentada, exame que, por óbvio, somente se pode fazer caso a caso. E foi justamente essa a análise feita pela Primeira Vice Presidência ao aplicar o referido paradigma, haja vista ter examinado o caso dos autos e concluído que a fundamentação adotada no acórdão estava em conformidade com o entendimento firmado naquela Corte Superior. Como se nota, a alegada usurpação de competência não restou configurada, pois a negativa de seguimento do recurso extraordinário deu-se com base na aplicação da sistemática da repercussão geral, cuja atribuição é das Cortes de origem, nos termos do art. 1.030 do CPC, conforme já exposto na decisão ora reclamada. Ademais, não se verifica na espécie errônea aplicação dos temas de repercussão geral ao caso. Inviável, portanto, o manejo da reclamação. Nessa linha e por todos, confira-se o seguinte julgado: Agravo regimental na reclamação. Súmula nº 523/STF. Ausência de efeito vinculante apto a ensejar a instauração da competência originária do STF em sede reclamatória. Precedentes. Negativa de seguimento a recurso extraordinário com fundamento nos Temas nº 181 e 339 de repercussão geral. Recurso extraordinário com agravo. Não conhecimento pelo Tribunal a quo. Ausência de usurpação da competência do STF. Desacerto das decisões tomadas pelo STJ em recurso especial. Reexame de conteúdo do ato reclamado. Inadmissibilidade em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 29585 AGR / MG sede de reclamação constitucional. Precedentes. agravo regimental não provido. 1. A inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal desprovida de efeitos vinculantes não autoriza o ajuizamento da reclamação. 2. Não cabe recurso de agravo ou reclamação contra decisão com que o órgão de origem, fundado em entendimento firmado em regime de repercussão geral, não admite recurso extraordinário. Precedentes. 3. Compete ao órgão colegiado ao qual pertence o juízo prolator do despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem proceder, em sede de agravo interno, à análise de adequação entre o teor do provimento concedido pelo órgão de origem acerca do tema constitucional destacado no recurso extraordinário e a tese de repercussão geral firmada pela Suprema Corte. 4. O aventado desacerto das decisões tomadas pelo Superior Tribunal de Justiça em recurso especial não cabe ser perquirido pela via da reclamação, pois essa não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl nº 4.381/RJ-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 5/8/11). 5. agravo regimental a que se nega provimento. (Rcl 28723 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 26.2.2018) (Grifou-se) A parte agravante não logrou, pois, convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG sede de reclamação constitucional. Precedentes. agravo regimental não provido. 1. A inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal desprovida de efeitos vinculantes não autoriza o ajuizamento da reclamação. 2. Não cabe recurso de agravo ou reclamação contra decisão com que o órgão de origem, fundado em entendimento firmado em regime de repercussão geral, não admite recurso extraordinário. Precedentes. 3. Compete ao órgão colegiado ao qual pertence o juízo prolator do despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem proceder, em sede de agravo interno, à análise de adequação entre o teor do provimento concedido pelo órgão de origem acerca do tema constitucional destacado no recurso extraordinário e a tese de repercussão geral firmada pela Suprema Corte. 4. O aventado desacerto das decisões tomadas pelo Superior Tribunal de Justiça em recurso especial não cabe ser perquirido pela via da reclamação, pois essa não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl nº 4.381/RJ-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 5/8/11). 5. agravo regimental a que se nega provimento. (Rcl 28723 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 26.2.2018) (Grifou-se) A parte agravante não logrou, pois, convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 29585 AGR / MG art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 02/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B8-2F09-EB3F-1F70 e senha DD14-7FF0-03B7-FEC3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B8-2F09-EB3F-1F70 e senha DD14-7FF0-03B7-FEC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748441059
2018-10-02T00:00:00
2018-10-16T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 2.10.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO. COMPETÊNCIA DAS CORTES DE ORIGEM. DESCABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A aplicação da sistemática da repercussão geral é atribuição das Cortes de origem, nos termos do art. 1.030 do CPC. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC.
sjur392522
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, APLICAÇÃO DE REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 28723 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 23/10/2018, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
29585
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 ART-01030\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 29585 AgR
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AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO. COMPETÊNCIA DAS CORTES DE ORIGEM. DESCABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A aplicação da sistemática da repercussão geral é atribuição das Cortes de origem, nos termos do art. 1.030 do Código de Processo Civil. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21FE-8FD9-CF8A-062A e senha 1716-8209-10D3-A5F6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 29585 AGR / MG negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de outubro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21FE-8FD9-CF8A-062A e senha 1716-8209-10D3-A5F6 Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de outubro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21FE-8FD9-CF8A-062A e senha 1716-8209-10D3-A5F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos (eDOC 25): Trata-se de reclamação em face de decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que negou provimento a agravo interposto contra negativa de seguimento de recurso extraordinário em razão de subsunção da matéria discutida a tema de repercussão geral reconhecida por este Supremo Tribunal Federal. Na reclamação, alega-se que o Tribunal a quo usurpou a competência desta Corte para análise do recurso extraordinário. Dispenso as informações, assim como a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. Decido: inviável a Reclamação. A alegada usurpação de competência não se configura, haja vista que a aplicação da sistemática da repercussão geral é atribuição das Cortes ordinárias nos termos do art. 1.030 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B92-B3D2-5FAD-CC95 e senha 175C-D47C-8837-376B Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão em que julguei improcedente a reclamação, nos seguintes termos (eDOC 25): Trata-se de reclamação em face de decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que negou provimento a agravo interposto contra negativa de seguimento de recurso extraordinário em razão de subsunção da matéria discutida a tema de repercussão geral reconhecida por este Supremo Tribunal Federal. Na reclamação, alega-se que o Tribunal a quo usurpou a competência desta Corte para análise do recurso extraordinário. Dispenso as informações, assim como a remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RISTF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. Decido: inviável a Reclamação. A alegada usurpação de competência não se configura, haja vista que a aplicação da sistemática da repercussão geral é atribuição das Cortes ordinárias nos termos do art. 1.030 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B92-B3D2-5FAD-CC95 e senha 175C-D47C-8837-376B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 29585 AGR / MG Código de Processo Civil, de modo que não apresenta cabível o manejo de reclamação por este fundamento. Ante o exposto, com base nos artigos 21, §1..., e 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente a reclamação. Nas razões de agravo, sustenta-se que a decisão reclamada teria aplicado indevidamente temas de repercussão geral já julgados para obstar o seguimento do recurso extraordinário. Isso porque a Corte de origem ter-se-ia valido de fundamentos (rati decidendi de temas) inaplicáveis ao caso concreto, sem fazer o necessário distinguishing, e, com isso, usurpado a competência deste Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar o apelo extremo. O recurso foi contrarrazoado. (eDOC 31). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B92-B3D2-5FAD-CC95 e senha 175C-D47C-8837-376B Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG Código de Processo Civil, de modo que não apresenta cabível o manejo de reclamação por este fundamento. Ante o exposto, com base nos artigos 21, §1..., e 161, parágrafo único, do RISTF, julgo improcedente a reclamação. Nas razões de agravo, sustenta-se que a decisão reclamada teria aplicado indevidamente temas de repercussão geral já julgados para obstar o seguimento do recurso extraordinário. Isso porque a Corte de origem ter-se-ia valido de fundamentos (rati decidendi de temas) inaplicáveis ao caso concreto, sem fazer o necessário distinguishing, e, com isso, usurpado a competência deste Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar o apelo extremo. O recurso foi contrarrazoado. (eDOC 31). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B92-B3D2-5FAD-CC95 e senha 175C-D47C-8837-376B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão ao agravante em virtude da ausência de argumentos com aptidão para infirmar a decisão impugnada. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que somente a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, Constituição Federal de 1988), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Consideradas tais premissas, faz-se necessária a reprodução dos seguintes trechos do ato reclamado (eDOC 18, fls. 2/4): Não prosperam as alegações do agravante de que o decidido no AI n 791.292/PE (Tema n 339) não se aplicaria ao caso dos autos, pois a Turma Julgadora decidiu fundamentadamente a questão posta em juízo, emitindo as razões de ordem jurídica que lhe deram sustentação, proferindo, desse modo, acórdão em consonância com o entendimento reafirmado pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do referido paradigma de repercussão geral, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição da República não impõe que a decisão ou acórdão sejam exaustivamente fundamentados, desde que expressem motivos suficientes para afastar a pretensão recursal. Analisando as especificidades do caso concreto, quanto à questão do limite de idade para a inscrição em concurso público, concluiu a Turma Julgadora que “(...) considerando a natureza do cargo, a exigência de limitação etária, máxima e mínima, afigura-se razoável, tendo em vista, especialmente, as atribuições que os aprovados passarão a exercer a partir da investidura, previstas no edital: (...)” (fl. 262). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão ao agravante em virtude da ausência de argumentos com aptidão para infirmar a decisão impugnada. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que somente a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, Constituição Federal de 1988), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Consideradas tais premissas, faz-se necessária a reprodução dos seguintes trechos do ato reclamado (eDOC 18, fls. 2/4): Não prosperam as alegações do agravante de que o decidido no AI n 791.292/PE (Tema n 339) não se aplicaria ao caso dos autos, pois a Turma Julgadora decidiu fundamentadamente a questão posta em juízo, emitindo as razões de ordem jurídica que lhe deram sustentação, proferindo, desse modo, acórdão em consonância com o entendimento reafirmado pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do referido paradigma de repercussão geral, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição da República não impõe que a decisão ou acórdão sejam exaustivamente fundamentados, desde que expressem motivos suficientes para afastar a pretensão recursal. Analisando as especificidades do caso concreto, quanto à questão do limite de idade para a inscrição em concurso público, concluiu a Turma Julgadora que “(...) considerando a natureza do cargo, a exigência de limitação etária, máxima e mínima, afigura-se razoável, tendo em vista, especialmente, as atribuições que os aprovados passarão a exercer a partir da investidura, previstas no edital: (...)” (fl. 262). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 29585 AGR / MG Verifica-se, ainda, que os julgadores fundamentaram a decisão no Incidente de Arguição de Inconstitucionalidade n 1.0079.11.027823-5/003, julgado pelo Órgão Especial deste Tribunal, em que se concluiu ser válida a limitação de idade prevista no art. 8..., §1..., da Lei Municipal n 89/2010. Veja-se: “Ao compulsar os autos, verifica-se que o MINISTÉRIO PÚBLICO tem sustentado, desde a peça de ingresso, a ausência de razoabilidade na fixação pela lei local do patamar mínimo de 21 (vinte e um) anos e máximo de 30 (trinta) anos para ingresso no cargo de guarda municipal dos quadros do MUNICÍPIO DE CONTAGEM. Contudo, no bojo do Incidente de Inconstitucionalidade n. 1.0079.11.027823-5/003, o eg. Órgão Especial, por maioria, declarou a constitucionalidade do dispositivo, levando-se em conta não apenas a questão atinente à possibilidade de limitação de idade para ingresso na carreira de guarda municipal, mas também os próprios patamares previstos na lei local. A propósito, peço licença para transcrever o seguinte trecho do voto exarado naquela oportunidade pelo em. Des. ARMANDO FREIRE: No contexto, não há a alegada inconstitucionalidade da mencionada norma Municipal que fundamentou o requisito previsto no edital do concurso, que define limite mínimo (21 anos) e máximo (30 anos) de idade na data da posse aos candidatos que se interessem por ingressar na carreira de Guarda Municipal (f. 221v.) A seu turno, após o retorno dos autos a esta eg. Primeira Câmara Cível para a complementação do julgamento da remessa oficial e do recurso voluntário, a Turma Julgadora, à luz do posicionamento firmado no aludido Incidente, expressamente consignou ser razoável ‘a exigência de limitação etária, máxima e mínima’ (f. 262), no caso dos autos. Desta forma, resta claro que a questão atinente às idades mínima de 21 (vinte e um) e máxima de 30 (trinta) anos foi devidamente apreciada.” (fls. 275v/276) Assim, verifica-se que o acórdão recorrido está 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG Verifica-se, ainda, que os julgadores fundamentaram a decisão no Incidente de Arguição de Inconstitucionalidade n 1.0079.11.027823-5/003, julgado pelo Órgão Especial deste Tribunal, em que se concluiu ser válida a limitação de idade prevista no art. 8..., §1..., da Lei Municipal n 89/2010. Veja-se: “Ao compulsar os autos, verifica-se que o MINISTÉRIO PÚBLICO tem sustentado, desde a peça de ingresso, a ausência de razoabilidade na fixação pela lei local do patamar mínimo de 21 (vinte e um) anos e máximo de 30 (trinta) anos para ingresso no cargo de guarda municipal dos quadros do MUNICÍPIO DE CONTAGEM. Contudo, no bojo do Incidente de Inconstitucionalidade n. 1.0079.11.027823-5/003, o eg. Órgão Especial, por maioria, declarou a constitucionalidade do dispositivo, levando-se em conta não apenas a questão atinente à possibilidade de limitação de idade para ingresso na carreira de guarda municipal, mas também os próprios patamares previstos na lei local. A propósito, peço licença para transcrever o seguinte trecho do voto exarado naquela oportunidade pelo em. Des. ARMANDO FREIRE: No contexto, não há a alegada inconstitucionalidade da mencionada norma Municipal que fundamentou o requisito previsto no edital do concurso, que define limite mínimo (21 anos) e máximo (30 anos) de idade na data da posse aos candidatos que se interessem por ingressar na carreira de Guarda Municipal (f. 221v.) A seu turno, após o retorno dos autos a esta eg. Primeira Câmara Cível para a complementação do julgamento da remessa oficial e do recurso voluntário, a Turma Julgadora, à luz do posicionamento firmado no aludido Incidente, expressamente consignou ser razoável ‘a exigência de limitação etária, máxima e mínima’ (f. 262), no caso dos autos. Desta forma, resta claro que a questão atinente às idades mínima de 21 (vinte e um) e máxima de 30 (trinta) anos foi devidamente apreciada.” (fls. 275v/276) Assim, verifica-se que o acórdão recorrido está 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 29585 AGR / MG devidamente fundamentado e que a Turma Julgadora emitiu as razões do seu convencimento, ainda que o tenha feito de forma contrária às pretensões da parte, em razão do que deve ser mantido o decisum ora objurgado, já que a decisão objeto do recurso extraordinário está em conformidade com a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal, assentada no AI n 791.292/PE. Ressalte-se que, diverso do alegado pelo agravante, o paradigma não foi aplicado indevidamente no caso dos autos. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o seu mérito, estabeleceu os parâmetros para se avaliar se a decisão está devidamente fundamentada, exame que, por óbvio, somente se pode fazer caso a caso. E foi justamente essa a análise feita pela Primeira Vice Presidência ao aplicar o referido paradigma, haja vista ter examinado o caso dos autos e concluído que a fundamentação adotada no acórdão estava em conformidade com o entendimento firmado naquela Corte Superior. Como se nota, a alegada usurpação de competência não restou configurada, pois a negativa de seguimento do recurso extraordinário deu-se com base na aplicação da sistemática da repercussão geral, cuja atribuição é das Cortes de origem, nos termos do art. 1.030 do Código de Processo Civil, conforme já exposto na decisão ora reclamada. Ademais, não se verifica na espécie errônea aplicação dos temas de repercussão geral ao caso. Inviável, portanto, o manejo da reclamação. Nessa linha e por todos, confira-se o seguinte julgado: Agravo regimental na reclamação. Súmula n 523/Supremo Tribunal Federal. Ausência de efeito vinculante apto a ensejar a instauração da competência originária do Supremo Tribunal Federal em sede reclamatória. Precedentes. Negativa de seguimento a recurso extraordinário com fundamento nos Temas n 181 e 339 de repercussão geral. Recurso extraordinário com agravo. Não conhecimento pelo Tribunal a quo. Ausência de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Desacerto das decisões tomadas pelo Superior Tribunal de Justiça em recurso especial. Reexame de conteúdo do ato reclamado. Inadmissibilidade em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG devidamente fundamentado e que a Turma Julgadora emitiu as razões do seu convencimento, ainda que o tenha feito de forma contrária às pretensões da parte, em razão do que deve ser mantido o decisum ora objurgado, já que a decisão objeto do recurso extraordinário está em conformidade com a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal, assentada no AI n 791.292/PE. Ressalte-se que, diverso do alegado pelo agravante, o paradigma não foi aplicado indevidamente no caso dos autos. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o seu mérito, estabeleceu os parâmetros para se avaliar se a decisão está devidamente fundamentada, exame que, por óbvio, somente se pode fazer caso a caso. E foi justamente essa a análise feita pela Primeira Vice Presidência ao aplicar o referido paradigma, haja vista ter examinado o caso dos autos e concluído que a fundamentação adotada no acórdão estava em conformidade com o entendimento firmado naquela Corte Superior. Como se nota, a alegada usurpação de competência não restou configurada, pois a negativa de seguimento do recurso extraordinário deu-se com base na aplicação da sistemática da repercussão geral, cuja atribuição é das Cortes de origem, nos termos do art. 1.030 do Código de Processo Civil, conforme já exposto na decisão ora reclamada. Ademais, não se verifica na espécie errônea aplicação dos temas de repercussão geral ao caso. Inviável, portanto, o manejo da reclamação. Nessa linha e por todos, confira-se o seguinte julgado: Agravo regimental na reclamação. Súmula n 523/Supremo Tribunal Federal. Ausência de efeito vinculante apto a ensejar a instauração da competência originária do Supremo Tribunal Federal em sede reclamatória. Precedentes. Negativa de seguimento a recurso extraordinário com fundamento nos Temas n 181 e 339 de repercussão geral. Recurso extraordinário com agravo. Não conhecimento pelo Tribunal a quo. Ausência de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Desacerto das decisões tomadas pelo Superior Tribunal de Justiça em recurso especial. Reexame de conteúdo do ato reclamado. Inadmissibilidade em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 29585 AGR / MG sede de reclamação constitucional. Precedentes. agravo regimental não provido. 1. A inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal desprovida de efeitos vinculantes não autoriza o ajuizamento da reclamação. 2. Não cabe recurso de agravo ou reclamação contra decisão com que o órgão de origem, fundado em entendimento firmado em regime de repercussão geral, não admite recurso extraordinário. Precedentes. 3. Compete ao órgão colegiado ao qual pertence o juízo prolator do despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem proceder, em sede de agravo interno, à análise de adequação entre o teor do provimento concedido pelo órgão de origem acerca do tema constitucional destacado no recurso extraordinário e a tese de repercussão geral firmada pela Suprema Corte. 4. O aventado desacerto das decisões tomadas pelo Superior Tribunal de Justiça em recurso especial não cabe ser perquirido pela via da reclamação, pois essa não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl n 4.381/RJ-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 5/8/11). 5. agravo regimental a que se nega provimento. (Rcl 28723 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 26.2.2018) (Grifou-se) A parte agravante não logrou, pois, convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG sede de reclamação constitucional. Precedentes. agravo regimental não provido. 1. A inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal desprovida de efeitos vinculantes não autoriza o ajuizamento da reclamação. 2. Não cabe recurso de agravo ou reclamação contra decisão com que o órgão de origem, fundado em entendimento firmado em regime de repercussão geral, não admite recurso extraordinário. Precedentes. 3. Compete ao órgão colegiado ao qual pertence o juízo prolator do despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem proceder, em sede de agravo interno, à análise de adequação entre o teor do provimento concedido pelo órgão de origem acerca do tema constitucional destacado no recurso extraordinário e a tese de repercussão geral firmada pela Suprema Corte. 4. O aventado desacerto das decisões tomadas pelo Superior Tribunal de Justiça em recurso especial não cabe ser perquirido pela via da reclamação, pois essa não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl n 4.381/RJ-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 5/8/11). 5. agravo regimental a que se nega provimento. (Rcl 28723 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 26.2.2018) (Grifou-se) A parte agravante não logrou, pois, convelir os fundamentos da decisão agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte, subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 29585 AGR / MG art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Supremo Tribunal Federal RCL 29585 AGR / MG art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5DA-5142-3170-7280 e senha BA32-A8A8-AAE7-A93B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 02/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B8-2F09-EB3F-1F70 e senha DD14-7FF0-03B7-FEC3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.585 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B8-2F09-EB3F-1F70 e senha DD14-7FF0-03B7-FEC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 29 . 585", "RECLAMAÇÃO 29 . 585", "RCL 29585 AGR / MG", "RCL 29585 AGR", "AI n 791 .", "AI n 791 . 292 / PE", "Incidente de Arguição de Inconstitucionalidade n 1 . 0079 . 11 . 027823 - 5 / 003", "Incidente de Inconstitucionalidade n . 1 . 0079 . 11 . 027823 - 5 / 003", "RCL 29585 AGR", "Incidente de Arguição de Inconstitucionalidade n 1 . 0079 . 11 . 027823 - 5 / 003", "Incidente de Inconstitucionalidade n . 1 . 0079 . 11 . 027823 - 5 / 003", "AI n 791 . 292 / PE", "Súmula n 523 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 791 . 292 / PE", "Súmula n 523 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl n 4 . 381 / RJ - AgR", "Rcl 28723 AgR", "RCL 29585", "Rcl n 4 . 381 / RJ - AgR", "Rcl 28723 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 030 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "artigos 21 , § 1 . . . , e 161 , parágrafo único , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "161 , parágrafo único , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , Constituição Federal de 1988", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "artigo 93 , IX , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , Constituição Federal de 1988", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "artigo 93 , IX , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . , § 1 . . . , da Lei Municipal n 89 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . , § 1 . . . , da Lei Municipal n 89 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RCL 29585 AGR", "/", "MG", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "CONTAGEM", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE CONTAGEM", "MUNICÍPIO DE CONTAGEM", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "CONTAGEM", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "MG", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "MG", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Órgão Especial", "Primeira Câmara Cível", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Primeira Câmara Cível", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ARMANDO FREIRE", "ARMANDO FREIRE", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Carlos Vilhena", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Carlos Vilhena", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "8", "/", "11", "26", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", 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Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) :LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES AGDO.(A/S) :MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AFRONTA AO DECIDIDO NA ADI 3.395/DF-MC. OCORRÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM PARA PRONUNCIAR-SE SOBRE A EXISTÊNCIA, A VALIDADE E A EFICÁCIA DA RELAÇÃO ENTRE SERVIDORES E PODER PÚBLICO FUNDADA EM VÍNCULO JURÍDICO-ADMINISTRATIVO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE DÁ PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em dar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencidos os Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber. Brasília, 16 de outubro de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F73-6B1B-1DB2-6E0A e senha B81C-C553-3ECD-899B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 30111 AGR / BA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F73-6B1B-1DB2-6E0A e senha B81C-C553-3ECD-899B Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F73-6B1B-1DB2-6E0A e senha B81C-C553-3ECD-899B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) :LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES AGDO.(A/S) :MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal assim revelou as balizas do caso: Em 13 de abril de 2018, Vossa Excelência negou seguimento à reclamação, assentando: RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 3.395-6 – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado prestou as seguintes informações: O Município de Itaju do Colônia/BA assevera haver a Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, no processo nº 0001297- 66.2017.5.05.0621, inobservado o decidido na medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) :LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES AGDO.(A/S) :MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal assim revelou as balizas do caso: Em 13 de abril de 2018, Vossa Excelência negou seguimento à reclamação, assentando: RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 3.395-6 – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado prestou as seguintes informações: O Município de Itaju do Colônia/BA assevera haver a Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, no processo nº 0001297- 66.2017.5.05.0621, inobservado o decidido na medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 30111 AGR / BA Discorre sobre o cabimento da reclamação. Esclarece figurar como réu em ação ajuizada pelo interessado visando o recebimento de créditos trabalhistas. Diz do reconhecimento da incompetência da Justiça do Trabalho pelo Juízo. Anota a modificação do entendimento em sede de recurso ordinário, tendo sido determinado o retorno do processo à primeira instância para julgamento. Segundo narra, por meio das Leis nº 113/1971 e nº 592/2017, instituiu o regime jurídico estatutário dos funcionários públicos locais. Conforme afirma, o Supremo, ao implementar a medida acauteladora no mencionado processo objetivo, suspendeu, quanto ao artigo 114, inciso I, da Constituição Federal, na redação conferida pela Emenda de nº 45/2004, interpretação que inclua, na competência da Justiça trabalhista, causas instauradas entre o Poder Público e os respectivos servidores, concernentes a relação de cunho estatutário. Diz caber à Justiça comum o processamento da ação formalizada. Entende que a anotação do vínculo na carteira de trabalho não o transmuda em celetista, permanecendo o caráter administrativo da relação. Evoca jurisprudência. Sob o ângulo do risco, alude aos prejuízos financeiros e ao efeito multiplicador decorrente do entendimento adotado. Requer, em sede liminar, a suspensão do curso do processo na origem e, alfim, a cassação dos atos nele praticados. 2. Não concorre a pertinência do pedido. A medida acauteladora deferida na ação direta de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA Discorre sobre o cabimento da reclamação. Esclarece figurar como réu em ação ajuizada pelo interessado visando o recebimento de créditos trabalhistas. Diz do reconhecimento da incompetência da Justiça do Trabalho pelo Juízo. Anota a modificação do entendimento em sede de recurso ordinário, tendo sido determinado o retorno do processo à primeira instância para julgamento. Segundo narra, por meio das Leis nº 113/1971 e nº 592/2017, instituiu o regime jurídico estatutário dos funcionários públicos locais. Conforme afirma, o Supremo, ao implementar a medida acauteladora no mencionado processo objetivo, suspendeu, quanto ao artigo 114, inciso I, da Constituição Federal, na redação conferida pela Emenda de nº 45/2004, interpretação que inclua, na competência da Justiça trabalhista, causas instauradas entre o Poder Público e os respectivos servidores, concernentes a relação de cunho estatutário. Diz caber à Justiça comum o processamento da ação formalizada. Entende que a anotação do vínculo na carteira de trabalho não o transmuda em celetista, permanecendo o caráter administrativo da relação. Evoca jurisprudência. Sob o ângulo do risco, alude aos prejuízos financeiros e ao efeito multiplicador decorrente do entendimento adotado. Requer, em sede liminar, a suspensão do curso do processo na origem e, alfim, a cassação dos atos nele praticados. 2. Não concorre a pertinência do pedido. A medida acauteladora deferida na ação direta de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 30111 AGR / BA inconstitucionalidade nº 3.395 ficou restrita ao afastamento de interpretação do inciso I do artigo 114 da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda de nº 45/2004, a implicar admissão da competência da Justiça do Trabalho para apreciar questões atinentes a regime especial, de caráter jurídico-administrativo. Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Na hipótese dos autos, embora o Magistrado tenha declarado que a Lei Orgânica Municipal (de setembro de 2002), a Lei Complementar nº 393/2001 e a Lei Municipal nº 113/71, que ratificam a instituição do Regime estatutário no aludido Município, encontram-se arquivadas na Secretaria da Vara com o seu integral teor, bem como a certidão de vigência exarada pela Câmara Municipal de Itaju do Colônia, verifica-se que a Demandante comprovou a existência do contrato de trabalho celetista que alega ter firmado com o Ente Público, como se infere da anotação na CTPS. Portanto, entendo que a Trabalhadora se desvencilhou do encargo de provar o fato constitutivo do seu direito, ônus que lhe competia, nos termos do art. 373, I, do NCPC, supletivo, c/c o art. 818 da CLT. [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA inconstitucionalidade nº 3.395 ficou restrita ao afastamento de interpretação do inciso I do artigo 114 da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda de nº 45/2004, a implicar admissão da competência da Justiça do Trabalho para apreciar questões atinentes a regime especial, de caráter jurídico-administrativo. Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Na hipótese dos autos, embora o Magistrado tenha declarado que a Lei Orgânica Municipal (de setembro de 2002), a Lei Complementar nº 393/2001 e a Lei Municipal nº 113/71, que ratificam a instituição do Regime estatutário no aludido Município, encontram-se arquivadas na Secretaria da Vara com o seu integral teor, bem como a certidão de vigência exarada pela Câmara Municipal de Itaju do Colônia, verifica-se que a Demandante comprovou a existência do contrato de trabalho celetista que alega ter firmado com o Ente Público, como se infere da anotação na CTPS. Portanto, entendo que a Trabalhadora se desvencilhou do encargo de provar o fato constitutivo do seu direito, ônus que lhe competia, nos termos do art. 373, I, do NCPC, supletivo, c/c o art. 818 da CLT. [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 30111 AGR / BA processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir é a relação de natureza celetista, pretendendo-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, não à comum. Observem a organicidade e a instrumentalidade do Direito. A reclamação pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisões que haja proferido. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. O Município de Itaju do Colônia, em agravo interno, insiste na competência da Justiça Comum para apreciar o processo em curso na origem. Citando precedentes, sustenta haver o Tribunal acolhido pedido semelhante ao formulado nesta reclamação para suspender a tramitação de demandas trabalhistas, ante contrariedade à decisão liminar proferida na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395/DF. Busca o regular processamento da medida. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 23 de agosto de 2018. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir é a relação de natureza celetista, pretendendo-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, não à comum. Observem a organicidade e a instrumentalidade do Direito. A reclamação pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisões que haja proferido. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. O Município de Itaju do Colônia, em agravo interno, insiste na competência da Justiça Comum para apreciar o processo em curso na origem. Citando precedentes, sustenta haver o Tribunal acolhido pedido semelhante ao formulado nesta reclamação para suspender a tramitação de demandas trabalhistas, ante contrariedade à decisão liminar proferida na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395/DF. Busca o regular processamento da medida. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 23 de agosto de 2018. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): COMPETÊNCIA – JUSTIÇA DO TRABALHO – RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 3.395 – LIMINAR – ALCANCE. O Tribunal, ao examinar a medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395, não excluiu da Justiça do Trabalho a competência para apreciar relação jurídica, regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, entre o Poder Público e servidor. Atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Improcede o inconformismo. Conforme fiz ver no ato agravado, estando a matéria regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, cabe à Justiça especializada o processamento da demanda. Reitero o entendimento veiculado: […] Não concorre a pertinência do pedido. A medida acauteladora deferida na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395 ficou restrita ao afastamento de interpretação do inciso I do artigo 114 da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda de nº 45/2004, a implicar admissão da competência da Justiça do Trabalho para apreciar questões atinentes a regime especial, de caráter jurídico-administrativo. Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E023-FE3D-055E-D0D0 e senha 320A-16F6-1ABF-622B Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): COMPETÊNCIA – JUSTIÇA DO TRABALHO – RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 3.395 – LIMINAR – ALCANCE. O Tribunal, ao examinar a medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395, não excluiu da Justiça do Trabalho a competência para apreciar relação jurídica, regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, entre o Poder Público e servidor. Atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Improcede o inconformismo. Conforme fiz ver no ato agravado, estando a matéria regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, cabe à Justiça especializada o processamento da demanda. Reitero o entendimento veiculado: […] Não concorre a pertinência do pedido. A medida acauteladora deferida na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395 ficou restrita ao afastamento de interpretação do inciso I do artigo 114 da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda de nº 45/2004, a implicar admissão da competência da Justiça do Trabalho para apreciar questões atinentes a regime especial, de caráter jurídico-administrativo. Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E023-FE3D-055E-D0D0 e senha 320A-16F6-1ABF-622B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RCL 30111 AGR / BA síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Na hipótese dos autos, embora o Magistrado tenha declarado que a Lei Orgânica Municipal (de setembro de 2002), a Lei Complementar nº 393/2001 e a Lei Municipal nº 113/71, que ratificam a instituição do Regime estatutário no aludido Município, encontram-se arquivadas na Secretaria da Vara com o seu integral teor, bem como a certidão de vigência exarada pela Câmara Municipal de Itaju do Colônia, verifica-se que a Demandante comprovou a existência do contrato de trabalho celetista que alega ter firmado com o Ente Público, como se infere da anotação na CTPS. Portanto, entendo que a Trabalhadora se desvencilhou do encargo de provar o fato constitutivo do seu direito, ônus que lhe competia, nos termos do art. 373, I, do NCPC, supletivo, c/c o art. 818 da CLT. [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir é a relação de natureza celetista, pretendendo-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, não à comum. […] Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, ante o rito próprio da reclamação, a não comportar a condenação. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E023-FE3D-055E-D0D0 e senha 320A-16F6-1ABF-622B Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Na hipótese dos autos, embora o Magistrado tenha declarado que a Lei Orgânica Municipal (de setembro de 2002), a Lei Complementar nº 393/2001 e a Lei Municipal nº 113/71, que ratificam a instituição do Regime estatutário no aludido Município, encontram-se arquivadas na Secretaria da Vara com o seu integral teor, bem como a certidão de vigência exarada pela Câmara Municipal de Itaju do Colônia, verifica-se que a Demandante comprovou a existência do contrato de trabalho celetista que alega ter firmado com o Ente Público, como se infere da anotação na CTPS. Portanto, entendo que a Trabalhadora se desvencilhou do encargo de provar o fato constitutivo do seu direito, ônus que lhe competia, nos termos do art. 373, I, do NCPC, supletivo, c/c o art. 818 da CLT. [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir é a relação de natureza celetista, pretendendo-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, não à comum. […] Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, ante o rito próprio da reclamação, a não comportar a condenação. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E023-FE3D-055E-D0D0 e senha 320A-16F6-1ABF-622B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu peço vênia ao Ministro Marco Aurélio. Somente no item cinco, dou provimento e já decido a reclamação, cassando a decisão da Justiça do Trabalho e determinando a remessa dos autos à Justiça comum. Na hipótese, trata-se de julgamento de causas envolvendo o Poder Público e seus servidores. É o caráter, a meu ver, jurídico administrativo do vínculo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBE0-AF53-FD22-FFC8 e senha 98BB-D892-FF1A-D45E Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu peço vênia ao Ministro Marco Aurélio. Somente no item cinco, dou provimento e já decido a reclamação, cassando a decisão da Justiça do Trabalho e determinando a remessa dos autos à Justiça comum. Na hipótese, trata-se de julgamento de causas envolvendo o Poder Público e seus servidores. É o caráter, a meu ver, jurídico administrativo do vínculo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBE0-AF53-FD22-FFC8 e senha 98BB-D892-FF1A-D45E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) : LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES (28081/BA) AGDO.(A/S) : MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após os votos dos Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber, que negavam provimento ao agravo; e dos votos dos Ministros Alexandre de Moraes, Presidente, e Luís Roberto Barroso, que o proviam, a Turma suspendeu o julgamento do processo a fim de se aguardar voto de desempate do Ministro Luiz Fux, que não participou, justificadamente, deste julgamento. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5A9-211A-F287-7B7E e senha 5154-69B7-9F6F-CC7D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) : LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES (28081/BA) AGDO.(A/S) : MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após os votos dos Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber, que negavam provimento ao agravo; e dos votos dos Ministros Alexandre de Moraes, Presidente, e Luís Roberto Barroso, que o proviam, a Turma suspendeu o julgamento do processo a fim de se aguardar voto de desempate do Ministro Luiz Fux, que não participou, justificadamente, deste julgamento. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5A9-211A-F287-7B7E e senha 5154-69B7-9F6F-CC7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto Desempate 16/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: Trata-se de reclamação ajuizada pelo Município de Itaju do Colônia/BA contra acórdão proferido pela Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região nos autos da Reclamação Trabalhista 0001297-66.2017.5.05.0621, oriunda da Vara do Trabalho de Itapetinga, Estado da Bahia, por suposta violação ao acórdão proferido por esta Corte no julgamento da Medida Cautelar da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.395. Na origem, o município reclamante é réu em ação visando ao recebimento de créditos trabalhistas. A decisão reclamada reconheceu a competência da Justiça do Trabalho para o julgamento do feito. O reclamante assevera tratar-se o caso de relação de natureza jurídico-administrativa, considerando que o ente federativo em questão, por intermédio das Leis 113/1971 e 592/2017, instituiu o regime jurídico estatutário dos funcionários públicos locais. O Ministro Relator Marco Aurélio, em decisão monocrática, negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Supremo Tribunal Federal 16/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: Trata-se de reclamação ajuizada pelo Município de Itaju do Colônia/BA contra acórdão proferido pela Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região nos autos da Reclamação Trabalhista 0001297-66.2017.5.05.0621, oriunda da Vara do Trabalho de Itapetinga, Estado da Bahia, por suposta violação ao acórdão proferido por esta Corte no julgamento da Medida Cautelar da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.395. Na origem, o município reclamante é réu em ação visando ao recebimento de créditos trabalhistas. A decisão reclamada reconheceu a competência da Justiça do Trabalho para o julgamento do feito. O reclamante assevera tratar-se o caso de relação de natureza jurídico-administrativa, considerando que o ente federativo em questão, por intermédio das Leis 113/1971 e 592/2017, instituiu o regime jurídico estatutário dos funcionários públicos locais. O Ministro Relator Marco Aurélio, em decisão monocrática, negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto Desempate RCL 30111 AGR / BA é a relação de natureza celetista, buscando-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, e não à comum. […] Ante o quadro, nego seguimento ao pedido”. Contra essa decisão, o Município de Itaju do Colônia interpôs o presente agravo regimental. É a necessária síntese do caso. No julgamento da ADI 3.395-MC, o Plenário desta Corte afirmou que o disposto no artigo 114, I, da Constituição da República não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária. Nessa linha, destaco os seguintes trechos do voto proferido na ocasião pelo relator, Ministro Cezar Peluso, que conduziu a maioria formada no julgado, in litteris: “O Supremo Tribunal Federal já decidiu, no julgamento da ADI nº 492 (rel. min. CARLOS VELLOSO, DJ de 12.03.93), ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o Poder Público e seus servidores estatutários. A razão é porque entendeu alheio ao conceito de relação de trabalho o vínculo jurídico de natureza estatutária, vigente entre servidores públicos e a Administração. […] A decisão foi que a Constituição da República não autoriza conferir à expressão relação de trabalho alcance capaz de abranger o liame de natureza estatutária que vincula o Poder Público e seus servidores. Daí, ter-se afirmado a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar litígios entre ambos. Ora, ao atribuir à Justiça do Trabalho competência para apreciar as ações oriundas das relações de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, o art. 114, inc. I, da Constituição, não incluiu, em seu âmbito material de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA é a relação de natureza celetista, buscando-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, e não à comum. […] Ante o quadro, nego seguimento ao pedido”. Contra essa decisão, o Município de Itaju do Colônia interpôs o presente agravo regimental. É a necessária síntese do caso. No julgamento da ADI 3.395-MC, o Plenário desta Corte afirmou que o disposto no artigo 114, I, da Constituição da República não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária. Nessa linha, destaco os seguintes trechos do voto proferido na ocasião pelo relator, Ministro Cezar Peluso, que conduziu a maioria formada no julgado, in litteris: “O Supremo Tribunal Federal já decidiu, no julgamento da ADI nº 492 (rel. min. CARLOS VELLOSO, DJ de 12.03.93), ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o Poder Público e seus servidores estatutários. A razão é porque entendeu alheio ao conceito de relação de trabalho o vínculo jurídico de natureza estatutária, vigente entre servidores públicos e a Administração. […] A decisão foi que a Constituição da República não autoriza conferir à expressão relação de trabalho alcance capaz de abranger o liame de natureza estatutária que vincula o Poder Público e seus servidores. Daí, ter-se afirmado a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar litígios entre ambos. Ora, ao atribuir à Justiça do Trabalho competência para apreciar as ações oriundas das relações de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, o art. 114, inc. I, da Constituição, não incluiu, em seu âmbito material de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto Desempate RCL 30111 AGR / BA validade, as relações de natureza jurídico-administrativa dos servidores públicos.” Destarte, nos termos do que assentado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para a fixação da competência da Justiça Comum ou da Justiça do Trabalho em casos como o presente, deve-se analisar a natureza do vínculo jurídico existente entre o trabalhador – termo aqui tomado em sua acepção ampla – e o órgão empregador: se de natureza jurídico-administrativa o vínculo, a competência fixa-se como da Justiça Comum; se de natureza celetista, a competência é da Justiça Trabalhista. Cumpre, portanto, analisar, no caso concreto, a natureza do vínculo administrativo que rege a relação de trabalho. In casu, a legislação municipal é clara em prescrever o regime estatutário para os seus servidores, nos seguintes termos: “Reafirma-se a submissão ao regime jurídico regido pela Lei Municipal nº 113, de 30 de novembro de 1971 (Estatuto dos Funcionários Públicos da Prefeitura Municipal de Itajau do Colônia), na qualidade de servidores públicos, de todos os servidores do Poder Executivo que tenham prestado concurso público para emprego público e que tenham a sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) anotada, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452 de 1º de maio de 1943 (Lei nº 592/2017, art. 1º).” Está evidenciada, pois, a relação de natureza jurídico-administrativa entre município reclamante e beneficiário. A natureza das verbas requeridas, nesse sentido, não tem o condão de descaracterizar o liame entre Administração Pública e trabalhador, bem como a respectiva competência para julgamento do feito. A respeito, pertinente o que decidido, na Rcl 7.208-AgR, pelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA validade, as relações de natureza jurídico-administrativa dos servidores públicos.” Destarte, nos termos do que assentado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para a fixação da competência da Justiça Comum ou da Justiça do Trabalho em casos como o presente, deve-se analisar a natureza do vínculo jurídico existente entre o trabalhador – termo aqui tomado em sua acepção ampla – e o órgão empregador: se de natureza jurídico-administrativa o vínculo, a competência fixa-se como da Justiça Comum; se de natureza celetista, a competência é da Justiça Trabalhista. Cumpre, portanto, analisar, no caso concreto, a natureza do vínculo administrativo que rege a relação de trabalho. In casu, a legislação municipal é clara em prescrever o regime estatutário para os seus servidores, nos seguintes termos: “Reafirma-se a submissão ao regime jurídico regido pela Lei Municipal nº 113, de 30 de novembro de 1971 (Estatuto dos Funcionários Públicos da Prefeitura Municipal de Itajau do Colônia), na qualidade de servidores públicos, de todos os servidores do Poder Executivo que tenham prestado concurso público para emprego público e que tenham a sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) anotada, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452 de 1º de maio de 1943 (Lei nº 592/2017, art. 1º).” Está evidenciada, pois, a relação de natureza jurídico-administrativa entre município reclamante e beneficiário. A natureza das verbas requeridas, nesse sentido, não tem o condão de descaracterizar o liame entre Administração Pública e trabalhador, bem como a respectiva competência para julgamento do feito. A respeito, pertinente o que decidido, na Rcl 7.208-AgR, pelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto Desempate RCL 30111 AGR / BA Plenário desta Corte: “Se, apesar de o pedido ser relativo a direitos trabalhistas, os autores da ação suscitam a descaracterização da contratação temporária ou do provimento comissionado, antes de se tratar de um problema de direito trabalhista a questão deve ser resolvida no âmbito do direito administrativo, pois para o reconhecimento da relação trabalhista terá o juiz que decidir se teria havido vício na relação administrativa a descaracterizá-la. 4. No caso, não há qualquer direito disciplinado pela legislação trabalhista a justificar a sua permanência na Justiça do Trabalho. 5. Precedentes: Reclamação 4.904, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , Plenário, DJe 17.10.2008 e Reclamações 4.489-AgR, 4.054 e 4.012, Plenário, DJe 21.11.2008, todos Redatora para o acórdão a Ministra Cármen Lúcia . 6. Agravo regimental a que se dá provimento e reclamação julgada procedente.” (Rcl 7.208-AgR, Redatora p/ o acórdão a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 27/11/2009) Por fim, destaco a existência de decisões monocráticas, envolvendo o mesmo município, em que foi dado provimento a reclamações para assentar a competência da Justiça Comum. Cito, exemplificativamente: Rcl 27.711, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 17/08/2017; Rcl 27.885, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 21/02/2018; Rcl 28.040, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 05/03/2018. Ex positis, pedindo vênia ao Relator, voto pelo provimento deste agravo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA Plenário desta Corte: “Se, apesar de o pedido ser relativo a direitos trabalhistas, os autores da ação suscitam a descaracterização da contratação temporária ou do provimento comissionado, antes de se tratar de um problema de direito trabalhista a questão deve ser resolvida no âmbito do direito administrativo, pois para o reconhecimento da relação trabalhista terá o juiz que decidir se teria havido vício na relação administrativa a descaracterizá-la. 4. No caso, não há qualquer direito disciplinado pela legislação trabalhista a justificar a sua permanência na Justiça do Trabalho. 5. Precedentes: Reclamação 4.904, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , Plenário, DJe 17.10.2008 e Reclamações 4.489-AgR, 4.054 e 4.012, Plenário, DJe 21.11.2008, todos Redatora para o acórdão a Ministra Cármen Lúcia . 6. Agravo regimental a que se dá provimento e reclamação julgada procedente.” (Rcl 7.208-AgR, Redatora p/ o acórdão a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 27/11/2009) Por fim, destaco a existência de decisões monocráticas, envolvendo o mesmo município, em que foi dado provimento a reclamações para assentar a competência da Justiça Comum. Cito, exemplificativamente: Rcl 27.711, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 17/08/2017; Rcl 27.885, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 21/02/2018; Rcl 28.040, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 05/03/2018. Ex positis, pedindo vênia ao Relator, voto pelo provimento deste agravo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 16/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) : LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES (28081/BA) AGDO.(A/S) : MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após os votos dos Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber, que negavam provimento ao agravo; e dos votos dos Ministros Alexandre de Moraes, Presidente, e Luís Roberto Barroso, que o proviam, a Turma suspendeu o julgamento do processo a fim de se aguardar voto de desempate do Ministro Luiz Fux, que não participou, justificadamente, deste julgamento. Primeira Turma, 2.10.2018. Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator para o acórdão, vencidos os Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber. Primeira Turma, 16.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4F9-B750-0E3C-7ACD e senha 5757-FF8E-D564-5396 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) : LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES (28081/BA) AGDO.(A/S) : MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após os votos dos Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber, que negavam provimento ao agravo; e dos votos dos Ministros Alexandre de Moraes, Presidente, e Luís Roberto Barroso, que o proviam, a Turma suspendeu o julgamento do processo a fim de se aguardar voto de desempate do Ministro Luiz Fux, que não participou, justificadamente, deste julgamento. Primeira Turma, 2.10.2018. Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator para o acórdão, vencidos os Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber. Primeira Turma, 16.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4F9-B750-0E3C-7ACD e senha 5757-FF8E-D564-5396 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748901310
2018-10-02T00:00:00
2018-12-19T00:00:00
Após os votos dos Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber, que negavam provimento ao agravo; e dos votos dos Ministros Alexandre de Moraes, Presidente, e Luís Roberto Barroso, que o proviam, a Turma suspendeu o julgamento do processo a fim de se aguardar voto de desempate do Ministro Luiz Fux, que não participou, justificadamente, deste julgamento. Primeira Turma, 2.10.2018. Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator para o acórdão, vencidos os Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber. Primeira Turma, 16.10.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AFRONTA AO DECIDIDO NA ADI 3.395/DF-MC. OCORRÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM PARA PRONUNCIAR-SE SOBRE A EXISTÊNCIA, A VALIDADE E A EFICÁCIA DA RELAÇÃO ENTRE SERVIDORES E PODER PÚBLICO FUNDADA EM VÍNCULO JURÍDICO-ADMINISTRATIVO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE DÁ PROVIMENTO.
sjur397125
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, VERBA, NATUREZA TRABALHISTA, RELAÇÃO JURÍDICA, NATUREZA ADMINISTRATIVA) Rcl 7208 AgR (TP). - Decisões monocráticas citadas: (COMPETÊNCIA, JUSTIÇA COMUM, RELAÇÃO JURÍDICA, MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA, SERVIDOR PÚBLICO) Rcl 27711, Rcl 27885, Rcl 28040. - Veja ADI 3395 MC do STF. Número de páginas: 15. Análise: 06/02/2019, JRS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
30111
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00114 INC-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\n\n", "LEG-MUN LEI-000113 ANO-1971\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE ITAJAU DO COLÔNIA, BA\n\n", "LEG-MUN LEI-000592 ANO-2017\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE ITAJU DO COLÔNIA, BA" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 30111 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) : LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES AGDO.(A/S) : MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) :LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES AGDO.(A/S) :MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AFRONTA AO DECIDIDO NA ADI 3.395/DF-MC. OCORRÊNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM PARA PRONUNCIAR-SE SOBRE A EXISTÊNCIA, A VALIDADE E A EFICÁCIA DA RELAÇÃO ENTRE SERVIDORES E PODER PÚBLICO FUNDADA EM VÍNCULO JURÍDICO-ADMINISTRATIVO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE DÁ PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em dar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencidos os Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber. Brasília, 16 de outubro de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F73-6B1B-1DB2-6E0A e senha B81C-C553-3ECD-899B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 30111 AGR / BA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F73-6B1B-1DB2-6E0A e senha B81C-C553-3ECD-899B Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F73-6B1B-1DB2-6E0A e senha B81C-C553-3ECD-899B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) :LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES AGDO.(A/S) :MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal assim revelou as balizas do caso: Em 13 de abril de 2018, Vossa Excelência negou seguimento à reclamação, assentando: RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE n 3.395-6 – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado prestou as seguintes informações: O Município de Itaju do Colônia/BA assevera haver a Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5... Região, no processo n 0001297- 66.2017.5.05.0621, inobservado o decidido na medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) :LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES AGDO.(A/S) :MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal assim revelou as balizas do caso: Em 13 de abril de 2018, Vossa Excelência negou seguimento à reclamação, assentando: RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE n 3.395-6 – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O assessor Dr. Vinicius de Andrade Prado prestou as seguintes informações: O Município de Itaju do Colônia/BA assevera haver a Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5... Região, no processo n 0001297- 66.2017.5.05.0621, inobservado o decidido na medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 30111 AGR / BA Discorre sobre o cabimento da reclamação. Esclarece figurar como réu em ação ajuizada pelo interessado visando o recebimento de créditos trabalhistas. Diz do reconhecimento da incompetência da Justiça do Trabalho pelo Juízo. Anota a modificação do entendimento em sede de recurso ordinário, tendo sido determinado o retorno do processo à primeira instância para julgamento. Segundo narra, por meio das Leis n 113/1971 e n 592/2017, instituiu o regime jurídico estatutário dos funcionários públicos locais. Conforme afirma, o Supremo, ao implementar a medida acauteladora no mencionado processo objetivo, suspendeu, quanto ao artigo 114, inciso I, da Constituição Federal, na redação conferida pela Emenda de n 45/2004, interpretação que inclua, na competência da Justiça trabalhista, causas instauradas entre o Poder Público e os respectivos servidores, concernentes a relação de cunho estatutário. Diz caber à Justiça comum o processamento da ação formalizada. Entende que a anotação do vínculo na carteira de trabalho não o transmuda em celetista, permanecendo o caráter administrativo da relação. Evoca jurisprudência. Sob o ângulo do risco, alude aos prejuízos financeiros e ao efeito multiplicador decorrente do entendimento adotado. Requer, em sede liminar, a suspensão do curso do processo na origem e, alfim, a cassação dos atos nele praticados. 2. Não concorre a pertinência do pedido. A medida acauteladora deferida na ação direta de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA Discorre sobre o cabimento da reclamação. Esclarece figurar como réu em ação ajuizada pelo interessado visando o recebimento de créditos trabalhistas. Diz do reconhecimento da incompetência da Justiça do Trabalho pelo Juízo. Anota a modificação do entendimento em sede de recurso ordinário, tendo sido determinado o retorno do processo à primeira instância para julgamento. Segundo narra, por meio das Leis n 113/1971 e n 592/2017, instituiu o regime jurídico estatutário dos funcionários públicos locais. Conforme afirma, o Supremo, ao implementar a medida acauteladora no mencionado processo objetivo, suspendeu, quanto ao artigo 114, inciso I, da Constituição Federal, na redação conferida pela Emenda de n 45/2004, interpretação que inclua, na competência da Justiça trabalhista, causas instauradas entre o Poder Público e os respectivos servidores, concernentes a relação de cunho estatutário. Diz caber à Justiça comum o processamento da ação formalizada. Entende que a anotação do vínculo na carteira de trabalho não o transmuda em celetista, permanecendo o caráter administrativo da relação. Evoca jurisprudência. Sob o ângulo do risco, alude aos prejuízos financeiros e ao efeito multiplicador decorrente do entendimento adotado. Requer, em sede liminar, a suspensão do curso do processo na origem e, alfim, a cassação dos atos nele praticados. 2. Não concorre a pertinência do pedido. A medida acauteladora deferida na ação direta de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 30111 AGR / BA inconstitucionalidade n 3.395 ficou restrita ao afastamento de interpretação do inciso I do artigo 114 da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda de n 45/2004, a implicar admissão da competência da Justiça do Trabalho para apreciar questões atinentes a regime especial, de caráter jurídico-administrativo. Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Na hipótese dos autos, embora o Magistrado tenha declarado que a Lei Orgânica Municipal (de setembro de 2002), a Lei Complementar n 393/2001 e a Lei Municipal n 113/71, que ratificam a instituição do Regime estatutário no aludido Município, encontram-se arquivadas na Secretaria da Vara com o seu integral teor, bem como a certidão de vigência exarada pela Câmara Municipal de Itaju do Colônia, verifica-se que a Demandante comprovou a existência do contrato de trabalho celetista que alega ter firmado com o Ente Público, como se infere da anotação na CTPS. Portanto, entendo que a Trabalhadora se desvencilhou do encargo de provar o fato constitutivo do seu direito, ônus que lhe competia, nos termos do art. 373, I, do NCPC, supletivo, c/c o art. 818 da Consolidação das Leis do Trabalho. [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA inconstitucionalidade n 3.395 ficou restrita ao afastamento de interpretação do inciso I do artigo 114 da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda de n 45/2004, a implicar admissão da competência da Justiça do Trabalho para apreciar questões atinentes a regime especial, de caráter jurídico-administrativo. Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Na hipótese dos autos, embora o Magistrado tenha declarado que a Lei Orgânica Municipal (de setembro de 2002), a Lei Complementar n 393/2001 e a Lei Municipal n 113/71, que ratificam a instituição do Regime estatutário no aludido Município, encontram-se arquivadas na Secretaria da Vara com o seu integral teor, bem como a certidão de vigência exarada pela Câmara Municipal de Itaju do Colônia, verifica-se que a Demandante comprovou a existência do contrato de trabalho celetista que alega ter firmado com o Ente Público, como se infere da anotação na CTPS. Portanto, entendo que a Trabalhadora se desvencilhou do encargo de provar o fato constitutivo do seu direito, ônus que lhe competia, nos termos do art. 373, I, do NCPC, supletivo, c/c o art. 818 da Consolidação das Leis do Trabalho. [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 30111 AGR / BA processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir é a relação de natureza celetista, pretendendo-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, não à comum. Observem a organicidade e a instrumentalidade do Direito. A reclamação pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisões que haja proferido. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. O Município de Itaju do Colônia, em agravo interno, insiste na competência da Justiça Comum para apreciar o processo em curso na origem. Citando precedentes, sustenta haver o Tribunal acolhido pedido semelhante ao formulado nesta reclamação para suspender a tramitação de demandas trabalhistas, ante contrariedade à decisão liminar proferida na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395/DF. Busca o regular processamento da medida. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 23 de agosto de 2018. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir é a relação de natureza celetista, pretendendo-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, não à comum. Observem a organicidade e a instrumentalidade do Direito. A reclamação pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisões que haja proferido. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. O Município de Itaju do Colônia, em agravo interno, insiste na competência da Justiça Comum para apreciar o processo em curso na origem. Citando precedentes, sustenta haver o Tribunal acolhido pedido semelhante ao formulado nesta reclamação para suspender a tramitação de demandas trabalhistas, ante contrariedade à decisão liminar proferida na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395/DF. Busca o regular processamento da medida. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 23 de agosto de 2018. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA02-3C4A-0EEB-1AAC e senha 8611-0535-5B20-37A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): COMPETÊNCIA – JUSTIÇA DO TRABALHO – RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE n 3.395 – LIMINAR – ALCANCE. O Tribunal, ao examinar a medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395, não excluiu da Justiça do Trabalho a competência para apreciar relação jurídica, regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, entre o Poder Público e servidor. Atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Improcede o inconformismo. Conforme fiz ver no ato agravado, estando a matéria regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, cabe à Justiça especializada o processamento da demanda. Reitero o entendimento veiculado: […] Não concorre a pertinência do pedido. A medida acauteladora deferida na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395 ficou restrita ao afastamento de interpretação do inciso I do artigo 114 da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda de n 45/2004, a implicar admissão da competência da Justiça do Trabalho para apreciar questões atinentes a regime especial, de caráter jurídico-administrativo. Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E023-FE3D-055E-D0D0 e senha 320A-16F6-1ABF-622B Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): COMPETÊNCIA – JUSTIÇA DO TRABALHO – RECLAMAÇÃO – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE n 3.395 – LIMINAR – ALCANCE. O Tribunal, ao examinar a medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395, não excluiu da Justiça do Trabalho a competência para apreciar relação jurídica, regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, entre o Poder Público e servidor. Atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Improcede o inconformismo. Conforme fiz ver no ato agravado, estando a matéria regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, cabe à Justiça especializada o processamento da demanda. Reitero o entendimento veiculado: […] Não concorre a pertinência do pedido. A medida acauteladora deferida na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395 ficou restrita ao afastamento de interpretação do inciso I do artigo 114 da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda de n 45/2004, a implicar admissão da competência da Justiça do Trabalho para apreciar questões atinentes a regime especial, de caráter jurídico-administrativo. Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E023-FE3D-055E-D0D0 e senha 320A-16F6-1ABF-622B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RCL 30111 AGR / BA síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Na hipótese dos autos, embora o Magistrado tenha declarado que a Lei Orgânica Municipal (de setembro de 2002), a Lei Complementar n 393/2001 e a Lei Municipal n 113/71, que ratificam a instituição do Regime estatutário no aludido Município, encontram-se arquivadas na Secretaria da Vara com o seu integral teor, bem como a certidão de vigência exarada pela Câmara Municipal de Itaju do Colônia, verifica-se que a Demandante comprovou a existência do contrato de trabalho celetista que alega ter firmado com o Ente Público, como se infere da anotação na CTPS. Portanto, entendo que a Trabalhadora se desvencilhou do encargo de provar o fato constitutivo do seu direito, ônus que lhe competia, nos termos do art. 373, I, do NCPC, supletivo, c/c o art. 818 da Consolidação das Leis do Trabalho. [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir é a relação de natureza celetista, pretendendo-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, não à comum. […] Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, ante o rito próprio da reclamação, a não comportar a condenação. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E023-FE3D-055E-D0D0 e senha 320A-16F6-1ABF-622B Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Na hipótese dos autos, embora o Magistrado tenha declarado que a Lei Orgânica Municipal (de setembro de 2002), a Lei Complementar n 393/2001 e a Lei Municipal n 113/71, que ratificam a instituição do Regime estatutário no aludido Município, encontram-se arquivadas na Secretaria da Vara com o seu integral teor, bem como a certidão de vigência exarada pela Câmara Municipal de Itaju do Colônia, verifica-se que a Demandante comprovou a existência do contrato de trabalho celetista que alega ter firmado com o Ente Público, como se infere da anotação na CTPS. Portanto, entendo que a Trabalhadora se desvencilhou do encargo de provar o fato constitutivo do seu direito, ônus que lhe competia, nos termos do art. 373, I, do NCPC, supletivo, c/c o art. 818 da Consolidação das Leis do Trabalho. [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir é a relação de natureza celetista, pretendendo-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, não à comum. […] Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, ante o rito próprio da reclamação, a não comportar a condenação. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E023-FE3D-055E-D0D0 e senha 320A-16F6-1ABF-622B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu peço vênia ao Ministro Marco Aurélio. Somente no item cinco, dou provimento e já decido a reclamação, cassando a decisão da Justiça do Trabalho e determinando a remessa dos autos à Justiça comum. Na hipótese, trata-se de julgamento de causas envolvendo o Poder Público e seus servidores. É o caráter, a meu ver, jurídico administrativo do vínculo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBE0-AF53-FD22-FFC8 e senha 98BB-D892-FF1A-D45E Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu peço vênia ao Ministro Marco Aurélio. Somente no item cinco, dou provimento e já decido a reclamação, cassando a decisão da Justiça do Trabalho e determinando a remessa dos autos à Justiça comum. Na hipótese, trata-se de julgamento de causas envolvendo o Poder Público e seus servidores. É o caráter, a meu ver, jurídico administrativo do vínculo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBE0-AF53-FD22-FFC8 e senha 98BB-D892-FF1A-D45E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) : LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES (28081/BA) AGDO.(A/S) : MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após os votos dos Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber, que negavam provimento ao agravo; e dos votos dos Ministros Alexandre de Moraes, Presidente, e Luís Roberto Barroso, que o proviam, a Turma suspendeu o julgamento do processo a fim de se aguardar voto de desempate do Ministro Luiz Fux, que não participou, justificadamente, deste julgamento. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5A9-211A-F287-7B7E e senha 5154-69B7-9F6F-CC7D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) : LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES (28081/BA) AGDO.(A/S) : MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após os votos dos Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber, que negavam provimento ao agravo; e dos votos dos Ministros Alexandre de Moraes, Presidente, e Luís Roberto Barroso, que o proviam, a Turma suspendeu o julgamento do processo a fim de se aguardar voto de desempate do Ministro Luiz Fux, que não participou, justificadamente, deste julgamento. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5A9-211A-F287-7B7E e senha 5154-69B7-9F6F-CC7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto Desempate 16/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: Trata-se de reclamação ajuizada pelo Município de Itaju do Colônia/BA contra acórdão proferido pela Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5... Região nos autos da Reclamação Trabalhista 0001297-66.2017.5.05.0621, oriunda da Vara do Trabalho de Itapetinga, Estado da Bahia, por suposta violação ao acórdão proferido por esta Corte no julgamento da Medida Cautelar da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.395. Na origem, o município reclamante é réu em ação visando ao recebimento de créditos trabalhistas. A decisão reclamada reconheceu a competência da Justiça do Trabalho para o julgamento do feito. O reclamante assevera tratar-se o caso de relação de natureza jurídico-administrativa, considerando que o ente federativo em questão, por intermédio das Leis 113/1971 e 592/2017, instituiu o regime jurídico estatutário dos funcionários públicos locais. O Ministro Relator Marco Aurélio, em decisão monocrática, negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Supremo Tribunal Federal 16/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX: Trata-se de reclamação ajuizada pelo Município de Itaju do Colônia/BA contra acórdão proferido pela Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5... Região nos autos da Reclamação Trabalhista 0001297-66.2017.5.05.0621, oriunda da Vara do Trabalho de Itapetinga, Estado da Bahia, por suposta violação ao acórdão proferido por esta Corte no julgamento da Medida Cautelar da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.395. Na origem, o município reclamante é réu em ação visando ao recebimento de créditos trabalhistas. A decisão reclamada reconheceu a competência da Justiça do Trabalho para o julgamento do feito. O reclamante assevera tratar-se o caso de relação de natureza jurídico-administrativa, considerando que o ente federativo em questão, por intermédio das Leis 113/1971 e 592/2017, instituiu o regime jurídico estatutário dos funcionários públicos locais. O Ministro Relator Marco Aurélio, em decisão monocrática, negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “Conforme se depreende da leitura das peças trazidas com a inicial, o ora interessado postulou, na origem, o pagamento de verbas de natureza trabalhista, especificamente os depósitos concernentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Em síntese, está presente a articulação, como causa de pedir, da regência do vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho. Confiram o seguinte trecho do acórdão impugnado: [...] Não há o arguido desrespeito ao decidido no processo objetivo. Define-se a competência segundo a ação proposta. Se a causa de pedir Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto Desempate RCL 30111 AGR / BA é a relação de natureza celetista, buscando-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, e não à comum. […] Ante o quadro, nego seguimento ao pedido”. Contra essa decisão, o Município de Itaju do Colônia interpôs o presente agravo regimental. É a necessária síntese do caso. No julgamento da ADI 3.395-MC, o Plenário desta Corte afirmou que o disposto no artigo 114, I, da Constituição da República não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária. Nessa linha, destaco os seguintes trechos do voto proferido na ocasião pelo relator, Ministro Cezar Peluso, que conduziu a maioria formada no julgado, in litteris: “O Supremo Tribunal Federal já decidiu, no julgamento da ADI n 492 (rel. min. CARLOS VELLOSO, DJ de 12.03.93), ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o Poder Público e seus servidores estatutários. A razão é porque entendeu alheio ao conceito de relação de trabalho o vínculo jurídico de natureza estatutária, vigente entre servidores públicos e a Administração. […] A decisão foi que a Constituição da República não autoriza conferir à expressão relação de trabalho alcance capaz de abranger o liame de natureza estatutária que vincula o Poder Público e seus servidores. Daí, ter-se afirmado a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar litígios entre ambos. Ora, ao atribuir à Justiça do Trabalho competência para apreciar as ações oriundas das relações de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, o art. 114, inc. I, da Constituição, não incluiu, em seu âmbito material de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA é a relação de natureza celetista, buscando-se parcelas trabalhistas, a análise do tema cabe à Justiça do Trabalho, e não à comum. […] Ante o quadro, nego seguimento ao pedido”. Contra essa decisão, o Município de Itaju do Colônia interpôs o presente agravo regimental. É a necessária síntese do caso. No julgamento da ADI 3.395-MC, o Plenário desta Corte afirmou que o disposto no artigo 114, I, da Constituição da República não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária. Nessa linha, destaco os seguintes trechos do voto proferido na ocasião pelo relator, Ministro Cezar Peluso, que conduziu a maioria formada no julgado, in litteris: “O Supremo Tribunal Federal já decidiu, no julgamento da ADI n 492 (rel. min. CARLOS VELLOSO, DJ de 12.03.93), ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o Poder Público e seus servidores estatutários. A razão é porque entendeu alheio ao conceito de relação de trabalho o vínculo jurídico de natureza estatutária, vigente entre servidores públicos e a Administração. […] A decisão foi que a Constituição da República não autoriza conferir à expressão relação de trabalho alcance capaz de abranger o liame de natureza estatutária que vincula o Poder Público e seus servidores. Daí, ter-se afirmado a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar litígios entre ambos. Ora, ao atribuir à Justiça do Trabalho competência para apreciar as ações oriundas das relações de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, o art. 114, inc. I, da Constituição, não incluiu, em seu âmbito material de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto Desempate RCL 30111 AGR / BA validade, as relações de natureza jurídico-administrativa dos servidores públicos.” Destarte, nos termos do que assentado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para a fixação da competência da Justiça Comum ou da Justiça do Trabalho em casos como o presente, deve-se analisar a natureza do vínculo jurídico existente entre o trabalhador – termo aqui tomado em sua acepção ampla – e o órgão empregador: se de natureza jurídico-administrativa o vínculo, a competência fixa-se como da Justiça Comum; se de natureza celetista, a competência é da Justiça Trabalhista. Cumpre, portanto, analisar, no caso concreto, a natureza do vínculo administrativo que rege a relação de trabalho. In casu, a legislação municipal é clara em prescrever o regime estatutário para os seus servidores, nos seguintes termos: “Reafirma-se a submissão ao regime jurídico regido pela Lei Municipal n 113, de 30 de novembro de 1971 (Estatuto dos Funcionários Públicos da Prefeitura Municipal de Itajau do Colônia), na qualidade de servidores públicos, de todos os servidores do Poder Executivo que tenham prestado concurso público para emprego público e que tenham a sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) anotada, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (Consolidação das Leis do Trabalho), aprovada pelo Decreto-Lei n 5.452 de 1... de maio de 1943 (Lei n 592/2017, art. 1...).” Está evidenciada, pois, a relação de natureza jurídico-administrativa entre município reclamante e beneficiário. A natureza das verbas requeridas, nesse sentido, não tem o condão de descaracterizar o liame entre Administração Pública e trabalhador, bem como a respectiva competência para julgamento do feito. A respeito, pertinente o que decidido, na Rcl 7.208-AgR, pelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA validade, as relações de natureza jurídico-administrativa dos servidores públicos.” Destarte, nos termos do que assentado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para a fixação da competência da Justiça Comum ou da Justiça do Trabalho em casos como o presente, deve-se analisar a natureza do vínculo jurídico existente entre o trabalhador – termo aqui tomado em sua acepção ampla – e o órgão empregador: se de natureza jurídico-administrativa o vínculo, a competência fixa-se como da Justiça Comum; se de natureza celetista, a competência é da Justiça Trabalhista. Cumpre, portanto, analisar, no caso concreto, a natureza do vínculo administrativo que rege a relação de trabalho. In casu, a legislação municipal é clara em prescrever o regime estatutário para os seus servidores, nos seguintes termos: “Reafirma-se a submissão ao regime jurídico regido pela Lei Municipal n 113, de 30 de novembro de 1971 (Estatuto dos Funcionários Públicos da Prefeitura Municipal de Itajau do Colônia), na qualidade de servidores públicos, de todos os servidores do Poder Executivo que tenham prestado concurso público para emprego público e que tenham a sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) anotada, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (Consolidação das Leis do Trabalho), aprovada pelo Decreto-Lei n 5.452 de 1... de maio de 1943 (Lei n 592/2017, art. 1...).” Está evidenciada, pois, a relação de natureza jurídico-administrativa entre município reclamante e beneficiário. A natureza das verbas requeridas, nesse sentido, não tem o condão de descaracterizar o liame entre Administração Pública e trabalhador, bem como a respectiva competência para julgamento do feito. A respeito, pertinente o que decidido, na Rcl 7.208-AgR, pelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto Desempate RCL 30111 AGR / BA Plenário desta Corte: “Se, apesar de o pedido ser relativo a direitos trabalhistas, os autores da ação suscitam a descaracterização da contratação temporária ou do provimento comissionado, antes de se tratar de um problema de direito trabalhista a questão deve ser resolvida no âmbito do direito administrativo, pois para o reconhecimento da relação trabalhista terá o juiz que decidir se teria havido vício na relação administrativa a descaracterizá-la. 4. No caso, não há qualquer direito disciplinado pela legislação trabalhista a justificar a sua permanência na Justiça do Trabalho. 5. Precedentes: Reclamação 4.904, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , Plenário, DJe 17.10.2008 e Reclamações 4.489-AgR, 4.054 e 4.012, Plenário, DJe 21.11.2008, todos Redatora para o acórdão a Ministra Cármen Lúcia . 6. Agravo regimental a que se dá provimento e reclamação julgada procedente.” (Rcl 7.208-AgR, Redatora p/ o acórdão a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 27/11/2009) Por fim, destaco a existência de decisões monocráticas, envolvendo o mesmo município, em que foi dado provimento a reclamações para assentar a competência da Justiça Comum. Cito, exemplificativamente: Rcl 27.711, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 17/08/2017; Rcl 27.885, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 21/02/2018; Rcl 28.040, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 05/03/2018. Ex positis, pedindo vênia ao Relator, voto pelo provimento deste agravo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Supremo Tribunal Federal RCL 30111 AGR / BA Plenário desta Corte: “Se, apesar de o pedido ser relativo a direitos trabalhistas, os autores da ação suscitam a descaracterização da contratação temporária ou do provimento comissionado, antes de se tratar de um problema de direito trabalhista a questão deve ser resolvida no âmbito do direito administrativo, pois para o reconhecimento da relação trabalhista terá o juiz que decidir se teria havido vício na relação administrativa a descaracterizá-la. 4. No caso, não há qualquer direito disciplinado pela legislação trabalhista a justificar a sua permanência na Justiça do Trabalho. 5. Precedentes: Reclamação 4.904, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , Plenário, DJe 17.10.2008 e Reclamações 4.489-AgR, 4.054 e 4.012, Plenário, DJe 21.11.2008, todos Redatora para o acórdão a Ministra Cármen Lúcia . 6. Agravo regimental a que se dá provimento e reclamação julgada procedente.” (Rcl 7.208-AgR, Redatora p/ o acórdão a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 27/11/2009) Por fim, destaco a existência de decisões monocráticas, envolvendo o mesmo município, em que foi dado provimento a reclamações para assentar a competência da Justiça Comum. Cito, exemplificativamente: Rcl 27.711, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 17/08/2017; Rcl 27.885, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 21/02/2018; Rcl 28.040, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 05/03/2018. Ex positis, pedindo vênia ao Relator, voto pelo provimento deste agravo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8776-9948-366B-DD6E e senha 68EC-76CC-00D0-CE69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 16/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) : LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES (28081/BA) AGDO.(A/S) : MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após os votos dos Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber, que negavam provimento ao agravo; e dos votos dos Ministros Alexandre de Moraes, Presidente, e Luís Roberto Barroso, que o proviam, a Turma suspendeu o julgamento do processo a fim de se aguardar voto de desempate do Ministro Luiz Fux, que não participou, justificadamente, deste julgamento. Primeira Turma, 2.10.2018. Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator para o acórdão, vencidos os Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber. Primeira Turma, 16.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4F9-B750-0E3C-7ACD e senha 5757-FF8E-D564-5396 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.111 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE ITAJU DO COLONIA ADV.(A/S) : LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES (28081/BA) AGDO.(A/S) : MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após os votos dos Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber, que negavam provimento ao agravo; e dos votos dos Ministros Alexandre de Moraes, Presidente, e Luís Roberto Barroso, que o proviam, a Turma suspendeu o julgamento do processo a fim de se aguardar voto de desempate do Ministro Luiz Fux, que não participou, justificadamente, deste julgamento. Primeira Turma, 2.10.2018. Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Presidente e Redator para o acórdão, vencidos os Ministros Marco Aurélio, Relator, e Rosa Weber. Primeira Turma, 16.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4F9-B750-0E3C-7ACD e senha 5757-FF8E-D564-5396 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADI 3 . 395 / DF", "RECLAMAÇÃO 30 . 111 BAHIA", "processo n 0001297 - 66 . 2017 . 5 . 05 . 0621", "ação direta de inconstitucionalidade n 3 . 395", "RECLAMAÇÃO 30 . 111 BAHIA", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE n 3 . 395 - 6", "processo n 0001297 - 66 . 2017 . 5 . 05 . 0621", "ação direta de", "RCL 30111 AGR /", "ação direta de inconstitucionalidade n 3 . 395 / DF", "ação direta de inconstitucionalidade n 3 . 395 / DF", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE n 3 . 395", "ação direta de inconstitucionalidade n 3 . 395", "AÇÃO", "ação", "RCL 30111", "RCL 30111", "Reclamação Trabalhista 0001297 - 66 . 2017 . 5 . 05 . 0621", "Reclamação Trabalhista 0001297 - 66 . 2017 . 5 . 05 . 0621", "ADI 3 . 395 - MC", "ADI n 492", "ADI 3 . 395 - MC", "ADI n 492", "RCL 30111 AGR /", "Rcl 7 . 208 - AgR", "Rcl 7 . 208 - AgR", "Reclamação 4 . 904", "Reclamações 4 . 489 - AgR", "Rcl 7", "Rcl 27 . 711", "Rcl 27 . 885", "Rcl 28 . 040", "Reclamação 4 . 904", "Reclamações 4 . 489 - AgR", "Rcl 7 . 208 - AgR", "Rcl 27 . 711", "Rcl 27 . 885", "Rcl 28 . 040" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis n 113 / 1971", "n", "592", "/", "2017", "artigo 114 , inciso I , da Constituição Federal", "Emenda de n 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis n 113 / 1971", "n", "592 / 2017", "artigo 114 , inciso I , da Constituição Federal", "Emenda de n 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do artigo 114 da Constituição Federal", "Emenda de n 45 /", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei Orgânica Municipal", "Lei Complementar n 393 / 2001", "Lei Municipal n 113 / 71", "art . 373 , I , do NCPC", "art . 818 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do artigo 114 da Constituição Federal", "Emenda de n 45 / 2004", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei Orgânica Municipal", "Lei Complementar", "Lei Municipal n 113 / 71", "art . 373 , I , do NCPC", "art . 818 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "inciso I do artigo 114 da Constituição Federal", "Emenda de n 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "inciso I do artigo 114 da Constituição Federal", "Emenda de n 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei Orgânica Municipal", "Lei Complementar n 393 / 2001", "Lei Municipal n 113 / 71", "art . 373 , I , do NCPC", "art . 818 da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei Orgânica Municipal", "Lei Complementar n 393 / 2001", "Lei Municipal n 113 / 71", "art . 373 , I , do NCPC", "art . 818 da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida", "Leis", "113 /", "1971", "592", "/", "2017", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Cautelar", "Leis 113 / 1971", "592", "/", "2017", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 114 , I , da Constituição da República", "Constituição da República", "art . 114 , inc . 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"Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LEONARDO MOREIRA CASTRO CHAVES", "MARCOS RAIMUNDO FARIAS DOS SANTOS", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "02", "/", "10", "/", "2018", "16 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "13 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "13 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2004", "setembro de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "setembro de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de agosto de 2018", 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Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO BATISTA TEODORO ADV.(A/S) :JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4F2-1062-1071-B8B2 e senha 0813-DF32-539E-11CB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO BATISTA TEODORO ADV.(A/S) :JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 28 de maio de 2018, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Atentem para o decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, confirmando o entendimento do Juízo, assentou demonstrado os requisitos para a imposição da apreensão e perdimento dos bens apreendidos. No extraordinário, cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados o artigo 5º, incisos XXXIX, XLVI, alínea “b”, e LVII, da Carta Política. Aduz contrariados os princípios da tipicidade, da individualização da pena e da presunção da inocência. Sustenta não caracterizado o tipo previsto no artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei nº 37/1966, sendo incabível a sanção administrativa imposta. Alega que os veículos apreendidos não transportavam mercadorias de origem ilícita, demonstrada a boa-fé do transportador, porquanto o contrato de frete ainda não se encontrava concluído. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO BATISTA TEODORO ADV.(A/S) :JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 28 de maio de 2018, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Atentem para o decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, confirmando o entendimento do Juízo, assentou demonstrado os requisitos para a imposição da apreensão e perdimento dos bens apreendidos. No extraordinário, cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados o artigo 5º, incisos XXXIX, XLVI, alínea “b”, e LVII, da Carta Política. Aduz contrariados os princípios da tipicidade, da individualização da pena e da presunção da inocência. Sustenta não caracterizado o tipo previsto no artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei nº 37/1966, sendo incabível a sanção administrativa imposta. Alega que os veículos apreendidos não transportavam mercadorias de origem ilícita, demonstrada a boa-fé do transportador, porquanto o contrato de frete ainda não se encontrava concluído. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 1133291 AGR / CE maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: "O ora apelante pleiteou através medida liminar a antecipação da tutela para invalidar o auto de infração que impôs a apreensão de mercadorias. Denegado o pedido, o apelante interpôs agravo de instrumento. No AGTR 111162-CE julgado por esta Quarta Turma, à unanimidade, em 09.06.2011, o douto Relator Convocado Dr. Nagibe Jorge Neto proferiu o seguinte julgamento, a saber : As alegações apresentadas demonstram a inexistência de prova suficiente para lastrear a concessão de medida liberatória das mercadorias apreendidas. Neste diapasão, colaciono precedentes: […]. Pois bem, veio a sentença a qual manteve o entendimento exarado quando da denegação da liminar, isto porque, mesmo passada a fase probatória, o douto Magistrado não se convenceu das alegações e documentos apresentados pelo apelante. Neste sentido, transcrevo parte destes fundamentos (fls. 348/353): 'No caso dos autos, conforme se extrai dos Autos de Infração (fls. 99/224), a apreensão se deu em zona secundária, onde não há mais possibilidade de legalização das mercadorias via pagamento de tributo. Dessa forma, está configurada a infração sujeita à incidência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: "O ora apelante pleiteou através medida liminar a antecipação da tutela para invalidar o auto de infração que impôs a apreensão de mercadorias. Denegado o pedido, o apelante interpôs agravo de instrumento. No AGTR 111162-CE julgado por esta Quarta Turma, à unanimidade, em 09.06.2011, o douto Relator Convocado Dr. Nagibe Jorge Neto proferiu o seguinte julgamento, a saber : As alegações apresentadas demonstram a inexistência de prova suficiente para lastrear a concessão de medida liberatória das mercadorias apreendidas. Neste diapasão, colaciono precedentes: […]. Pois bem, veio a sentença a qual manteve o entendimento exarado quando da denegação da liminar, isto porque, mesmo passada a fase probatória, o douto Magistrado não se convenceu das alegações e documentos apresentados pelo apelante. Neste sentido, transcrevo parte destes fundamentos (fls. 348/353): 'No caso dos autos, conforme se extrai dos Autos de Infração (fls. 99/224), a apreensão se deu em zona secundária, onde não há mais possibilidade de legalização das mercadorias via pagamento de tributo. Dessa forma, está configurada a infração sujeita à incidência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1133291 AGR / CE pena de perdimento do veículo, na esteira da legislação de regência. Por outro lado, a responsabilidade do transportador, quando este não é o dono da mercadoria, demonstra-se através do conhecimento, ainda que potencial, da utilização de seu veículo na pratica do ilícito e de indícios que afastem a presunção de boa-fé (TRF4, APELREEX 2008.70.00.005364-9, Primeira Turma, Relatora Maria de Fátima Freitas Labarrère, D.E. 06/10/2010). […]. No particular, as circunstâncias em que se encontravam os veículos e as mercadorias no momento da apreensão evidenciam o conluio fraudulento entre o dono das mercadorias e o transportador. Para comprovar o que ora se afirma, confiram-se os excertos extraídos das declarações prestadas pelos motoristas dos caminhões (Gerson Soares Barbosa e Amarildo de Sousa) para a Polícia Civil do Estado do Maranhão (fls. 89/93): […]. O apelante não trouxe aos autos prova capaz de impedir, modificar ou extinguir as circunstâncias flagradas, quando da apreensão das mercadorias ( art. 326 do CPC) . Logo, há de ser mantida a sentença. Com estas considerações, nego provimento à apelação" (fls. 399/402e). As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. No mais, atentem não para o apego à literalidade do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE pena de perdimento do veículo, na esteira da legislação de regência. Por outro lado, a responsabilidade do transportador, quando este não é o dono da mercadoria, demonstra-se através do conhecimento, ainda que potencial, da utilização de seu veículo na pratica do ilícito e de indícios que afastem a presunção de boa-fé (TRF4, APELREEX 2008.70.00.005364-9, Primeira Turma, Relatora Maria de Fátima Freitas Labarrère, D.E. 06/10/2010). […]. No particular, as circunstâncias em que se encontravam os veículos e as mercadorias no momento da apreensão evidenciam o conluio fraudulento entre o dono das mercadorias e o transportador. Para comprovar o que ora se afirma, confiram-se os excertos extraídos das declarações prestadas pelos motoristas dos caminhões (Gerson Soares Barbosa e Amarildo de Sousa) para a Polícia Civil do Estado do Maranhão (fls. 89/93): […]. O apelante não trouxe aos autos prova capaz de impedir, modificar ou extinguir as circunstâncias flagradas, quando da apreensão das mercadorias ( art. 326 do CPC) . Logo, há de ser mantida a sentença. Com estas considerações, nego provimento à apelação" (fls. 399/402e). As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. No mais, atentem não para o apego à literalidade do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1133291 AGR / CE verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, resumido na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREQUESTIONAMENTO CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. No caso, o que sustentado não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Não houve a interposição de embargos declaratórios, nem houve debate e decisão prévios sobre contrariados os princípios da tipicidade, da individualização da pena e da presunção da inocência, a partir do comando do artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei nº 37/1966. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, resumido na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREQUESTIONAMENTO CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. No caso, o que sustentado não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Não houve a interposição de embargos declaratórios, nem houve debate e decisão prévios sobre contrariados os princípios da tipicidade, da individualização da pena e da presunção da inocência, a partir do comando do artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei nº 37/1966. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 1133291 AGR / CE 4. Publiquem. O agravante reitera as razões do extraordinário. Discorre sobre o prequestionamento do tema, afirmando incabível o óbice dos verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo à espécie. Diz não buscar o reexame de fatos ou de matéria local. Assevera descaracterizado o tipo previsto no artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei nº 37/1966, sendo incabível a sanção imposta. A União, intimada, deixou de apresentar contraminuta – certidão emitida em 18 de setembro de 2018. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE 4. Publiquem. O agravante reitera as razões do extraordinário. Discorre sobre o prequestionamento do tema, afirmando incabível o óbice dos verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo à espécie. Diz não buscar o reexame de fatos ou de matéria local. Assevera descaracterizado o tipo previsto no artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei nº 37/1966, sendo incabível a sanção imposta. A União, intimada, deixou de apresentar contraminuta – certidão emitida em 18 de setembro de 2018. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região: Tributário e Administrativo. Mercadorias. Transporte ilegal. Pena de Perdimento de veículo. Possibilidade. “As circunstâncias em que se encontravam os veículos e as mercadorias no momento da apreensão evidenciam o conluio fraudulento entre o dono das mercadorias e o transportador”. Apelação improvida. O deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas. O Tribunal ressaltou demonstrados os requisitos para a imposição da apreensão e perdimento dos bens arrecadados. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo contrário ao estabelecido pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Conforme destacado no ato impugnado, em momento algum ocorreu apreciação do tema à luz do disposto nos artigos constitucionais tidos por violados no extraordinário. No particular, o extraordinário padece da falta de prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa debate e decisão prévios da questão jurídica constante das razões apresentadas. Se o pronunciamento atacado nada contém sobre o versado no recurso, descabe assentar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região: Tributário e Administrativo. Mercadorias. Transporte ilegal. Pena de Perdimento de veículo. Possibilidade. “As circunstâncias em que se encontravam os veículos e as mercadorias no momento da apreensão evidenciam o conluio fraudulento entre o dono das mercadorias e o transportador”. Apelação improvida. O deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas. O Tribunal ressaltou demonstrados os requisitos para a imposição da apreensão e perdimento dos bens arrecadados. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo contrário ao estabelecido pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Conforme destacado no ato impugnado, em momento algum ocorreu apreciação do tema à luz do disposto nos artigos constitucionais tidos por violados no extraordinário. No particular, o extraordinário padece da falta de prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa debate e decisão prévios da questão jurídica constante das razões apresentadas. Se o pronunciamento atacado nada contém sobre o versado no recurso, descabe assentar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1133291 AGR / CE enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento nº 541.696-6/DF, de minha relatoria, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao analisar a controvérsia, o Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado. A insurgência das agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento nº 541.696-6/DF, de minha relatoria, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao analisar a controvérsia, o Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado. A insurgência das agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1133291 AGR / CE menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOAO BATISTA TEODORO ADV.(A/S) : JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE (11160/CE, 53277/DF, 23408-A/PB, 42676/PE, 22400/PI, 411769/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7A05-82FF-1B5A-FFED e senha 5F23-9AC4-852A-F3E2 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOAO BATISTA TEODORO ADV.(A/S) : JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE (11160/CE, 53277/DF, 23408-A/PB, 42676/PE, 22400/PI, 411769/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7A05-82FF-1B5A-FFED e senha 5F23-9AC4-852A-F3E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748761436
2018-10-02T00:00:00
2018-11-30T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur395522
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR-ED (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 22/01/2019, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1133291
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1133291 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOAO BATISTA TEODORO ADV.(A/S) : JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO BATISTA TEODORO ADV.(A/S) :JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4F2-1062-1071-B8B2 e senha 0813-DF32-539E-11CB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO BATISTA TEODORO ADV.(A/S) :JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 28 de maio de 2018, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Atentem para o decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 5... Região, confirmando o entendimento do Juízo, assentou demonstrado os requisitos para a imposição da apreensão e perdimento dos bens apreendidos. No extraordinário, cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados o artigo 5..., incisos XXXIX, XLVI, alínea “b”, e LVII, da Carta Política. Aduz contrariados os princípios da tipicidade, da individualização da pena e da presunção da inocência. Sustenta não caracterizado o tipo previsto no artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei n 37/1966, sendo incabível a sanção administrativa imposta. Alega que os veículos apreendidos não transportavam mercadorias de origem ilícita, demonstrada a boa-fé do transportador, porquanto o contrato de frete ainda não se encontrava concluído. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO BATISTA TEODORO ADV.(A/S) :JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 28 de maio de 2018, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Atentem para o decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 5... Região, confirmando o entendimento do Juízo, assentou demonstrado os requisitos para a imposição da apreensão e perdimento dos bens apreendidos. No extraordinário, cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados o artigo 5..., incisos XXXIX, XLVI, alínea “b”, e LVII, da Carta Política. Aduz contrariados os princípios da tipicidade, da individualização da pena e da presunção da inocência. Sustenta não caracterizado o tipo previsto no artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei n 37/1966, sendo incabível a sanção administrativa imposta. Alega que os veículos apreendidos não transportavam mercadorias de origem ilícita, demonstrada a boa-fé do transportador, porquanto o contrato de frete ainda não se encontrava concluído. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 1133291 AGR / CE maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: "O ora apelante pleiteou através medida liminar a antecipação da tutela para invalidar o auto de infração que impôs a apreensão de mercadorias. Denegado o pedido, o apelante interpôs agravo de instrumento. No AGTR 111162-CE julgado por esta Quarta Turma, à unanimidade, em 09.06.2011, o douto Relator Convocado Dr. Nagibe Jorge Neto proferiu o seguinte julgamento, a saber : As alegações apresentadas demonstram a inexistência de prova suficiente para lastrear a concessão de medida liberatória das mercadorias apreendidas. Neste diapasão, colaciono precedentes: […]. Pois bem, veio a sentença a qual manteve o entendimento exarado quando da denegação da liminar, isto porque, mesmo passada a fase probatória, o douto Magistrado não se convenceu das alegações e documentos apresentados pelo apelante. Neste sentido, transcrevo parte destes fundamentos (fls. 348/353): 'No caso dos autos, conforme se extrai dos Autos de Infração (fls. 99/224), a apreensão se deu em zona secundária, onde não há mais possibilidade de legalização das mercadorias via pagamento de tributo. Dessa forma, está configurada a infração sujeita à incidência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: "O ora apelante pleiteou através medida liminar a antecipação da tutela para invalidar o auto de infração que impôs a apreensão de mercadorias. Denegado o pedido, o apelante interpôs agravo de instrumento. No AGTR 111162-CE julgado por esta Quarta Turma, à unanimidade, em 09.06.2011, o douto Relator Convocado Dr. Nagibe Jorge Neto proferiu o seguinte julgamento, a saber : As alegações apresentadas demonstram a inexistência de prova suficiente para lastrear a concessão de medida liberatória das mercadorias apreendidas. Neste diapasão, colaciono precedentes: […]. Pois bem, veio a sentença a qual manteve o entendimento exarado quando da denegação da liminar, isto porque, mesmo passada a fase probatória, o douto Magistrado não se convenceu das alegações e documentos apresentados pelo apelante. Neste sentido, transcrevo parte destes fundamentos (fls. 348/353): 'No caso dos autos, conforme se extrai dos Autos de Infração (fls. 99/224), a apreensão se deu em zona secundária, onde não há mais possibilidade de legalização das mercadorias via pagamento de tributo. Dessa forma, está configurada a infração sujeita à incidência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1133291 AGR / CE pena de perdimento do veículo, na esteira da legislação de regência. Por outro lado, a responsabilidade do transportador, quando este não é o dono da mercadoria, demonstra-se através do conhecimento, ainda que potencial, da utilização de seu veículo na pratica do ilícito e de indícios que afastem a presunção de boa-fé (TRF4, APELREEX 2008.70.00.005364-9, Primeira Turma, Relatora Maria de Fátima Freitas Labarrère, D.E. 06/10/2010). […]. No particular, as circunstâncias em que se encontravam os veículos e as mercadorias no momento da apreensão evidenciam o conluio fraudulento entre o dono das mercadorias e o transportador. Para comprovar o que ora se afirma, confiram-se os excertos extraídos das declarações prestadas pelos motoristas dos caminhões (Gerson Soares Barbosa e Amarildo de Sousa) para a Polícia Civil do Estado do Maranhão (fls. 89/93): […]. O apelante não trouxe aos autos prova capaz de impedir, modificar ou extinguir as circunstâncias flagradas, quando da apreensão das mercadorias ( art. 326 do Código de Processo Civil) . Logo, há de ser mantida a sentença. Com estas considerações, nego provimento à apelação" (fls. 399/402e). As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. No mais, atentem não para o apego à literalidade do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE pena de perdimento do veículo, na esteira da legislação de regência. Por outro lado, a responsabilidade do transportador, quando este não é o dono da mercadoria, demonstra-se através do conhecimento, ainda que potencial, da utilização de seu veículo na pratica do ilícito e de indícios que afastem a presunção de boa-fé (TRF4, APELREEX 2008.70.00.005364-9, Primeira Turma, Relatora Maria de Fátima Freitas Labarrère, D.E. 06/10/2010). […]. No particular, as circunstâncias em que se encontravam os veículos e as mercadorias no momento da apreensão evidenciam o conluio fraudulento entre o dono das mercadorias e o transportador. Para comprovar o que ora se afirma, confiram-se os excertos extraídos das declarações prestadas pelos motoristas dos caminhões (Gerson Soares Barbosa e Amarildo de Sousa) para a Polícia Civil do Estado do Maranhão (fls. 89/93): […]. O apelante não trouxe aos autos prova capaz de impedir, modificar ou extinguir as circunstâncias flagradas, quando da apreensão das mercadorias ( art. 326 do Código de Processo Civil) . Logo, há de ser mantida a sentença. Com estas considerações, nego provimento à apelação" (fls. 399/402e). As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. No mais, atentem não para o apego à literalidade do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1133291 AGR / CE verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, resumido na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREQUESTIONAMENTO CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. No caso, o que sustentado não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Não houve a interposição de embargos declaratórios, nem houve debate e decisão prévios sobre contrariados os princípios da tipicidade, da individualização da pena e da presunção da inocência, a partir do comando do artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei n 37/1966. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, resumido na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREQUESTIONAMENTO CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. No caso, o que sustentado não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Não houve a interposição de embargos declaratórios, nem houve debate e decisão prévios sobre contrariados os princípios da tipicidade, da individualização da pena e da presunção da inocência, a partir do comando do artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei n 37/1966. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 1133291 AGR / CE 4. Publiquem. O agravante reitera as razões do extraordinário. Discorre sobre o prequestionamento do tema, afirmando incabível o óbice dos verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo à espécie. Diz não buscar o reexame de fatos ou de matéria local. Assevera descaracterizado o tipo previsto no artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei n 37/1966, sendo incabível a sanção imposta. A União, intimada, deixou de apresentar contraminuta – certidão emitida em 18 de setembro de 2018. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE 4. Publiquem. O agravante reitera as razões do extraordinário. Discorre sobre o prequestionamento do tema, afirmando incabível o óbice dos verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo à espécie. Diz não buscar o reexame de fatos ou de matéria local. Assevera descaracterizado o tipo previsto no artigo 104, inciso V, do Decreto-Lei n 37/1966, sendo incabível a sanção imposta. A União, intimada, deixou de apresentar contraminuta – certidão emitida em 18 de setembro de 2018. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3E3-89CD-335E-B68F e senha C59C-7B7D-AEA8-69D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 5... Região: Tributário e Administrativo. Mercadorias. Transporte ilegal. Pena de Perdimento de veículo. Possibilidade. “As circunstâncias em que se encontravam os veículos e as mercadorias no momento da apreensão evidenciam o conluio fraudulento entre o dono das mercadorias e o transportador”. Apelação improvida. O deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas. O Tribunal ressaltou demonstrados os requisitos para a imposição da apreensão e perdimento dos bens arrecadados. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo contrário ao estabelecido pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Conforme destacado no ato impugnado, em momento algum ocorreu apreciação do tema à luz do disposto nos artigos constitucionais tidos por violados no extraordinário. No particular, o extraordinário padece da falta de prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa debate e decisão prévios da questão jurídica constante das razões apresentadas. Se o pronunciamento atacado nada contém sobre o versado no recurso, descabe assentar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 5... Região: Tributário e Administrativo. Mercadorias. Transporte ilegal. Pena de Perdimento de veículo. Possibilidade. “As circunstâncias em que se encontravam os veículos e as mercadorias no momento da apreensão evidenciam o conluio fraudulento entre o dono das mercadorias e o transportador”. Apelação improvida. O deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas. O Tribunal ressaltou demonstrados os requisitos para a imposição da apreensão e perdimento dos bens arrecadados. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo contrário ao estabelecido pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Conforme destacado no ato impugnado, em momento algum ocorreu apreciação do tema à luz do disposto nos artigos constitucionais tidos por violados no extraordinário. No particular, o extraordinário padece da falta de prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa debate e decisão prévios da questão jurídica constante das razões apresentadas. Se o pronunciamento atacado nada contém sobre o versado no recurso, descabe assentar o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1133291 AGR / CE enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento n 541.696-6/DF, de minha relatoria, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao analisar a controvérsia, o Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado. A insurgência das agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento n 541.696-6/DF, de minha relatoria, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao analisar a controvérsia, o Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado. A insurgência das agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1133291 AGR / CE menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Supremo Tribunal Federal ARE 1133291 AGR / CE menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31DA-2219-9B2F-ABB5 e senha C30B-C386-5CBE-401C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOAO BATISTA TEODORO ADV.(A/S) : JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE (11160/CE, 53277/DF, 23408-A/PB, 42676/PE, 22400/PI, 411769/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7A05-82FF-1B5A-FFED e senha 5F23-9AC4-852A-F3E2 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.291 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOAO BATISTA TEODORO ADV.(A/S) : JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE (11160/CE, 53277/DF, 23408-A/PB, 42676/PE, 22400/PI, 411769/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7A05-82FF-1B5A-FFED e senha 5F23-9AC4-852A-F3E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 133 . 291", "AGRAVO 1 . 133 . 291", "ARE 1133291 AGR / CE", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "AGTR 111162 - CE", "ARE 1133291 AGR / CE", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "AGTR 111162 - CE", "ARE 1133291 AGR / CE", "APELREEX 2008 . 70 . 00 . 005364 - 9", "ARE 1133291 AGR / CE", "APELREEX 2008 . 70 . 00 . 005364 - 9", "ARE 1133291 AGR / CE", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "agravo de instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "agravo de instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "verbetes n 282", "ARE 1133291 AGR / CE", "verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "AGRAVO 1 . 133 . 291", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "ARE 1133291", "agravo de instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 1133291 AGR / CE", "ARE 1133291 AGR /" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos XXXIX , XLVI , alínea “ b ” , e LVII , da Carta Política", "artigo 104 , inciso V , do Decreto - Lei n 37 / 1966", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos XXXIX , XLVI , alínea “ b ” , e LVII , da Carta Política", "artigo 104 , inciso V , do Decreto - Lei n 37 / 1966", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 326 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 326 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 104 , inciso V , do Decreto - Lei n 37 / 1966", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 104 , inciso V , do Decreto - Lei n 37 / 1966", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 104 , inciso V , do Decreto - Lei n 37 / 1966", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 104 , inciso V , do Decreto - Lei n 37 / 1966", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "Brasília", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . 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Região", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "CE", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ARE", "AGR", "/", "CE", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "JOAO BATISTA TEODORO", "JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOAO BATISTA TEODORO", "JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOAO BATISTA TEODORO", "JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE", "MARCO AURÉLIO", "Nagibe Jorge Neto", "Nagibe Jorge Neto", "Maria de Fátima Freitas Labarrère", "Gerson Soares Barbosa", "Amarildo de Sousa", "Maria", "de Fátima Freitas Labarrère", "Gerson Soares Barbosa", "Amarildo de Sousa", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOAO BATISTA TEODORO", "JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "JOAO BATISTA TEODORO", "JOSE ALEXANDRE GOIANA DE ANDRADE", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "02", "/", "10", "/", "2018", "2 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "28 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "28 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "06", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "06", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "2", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. CRIME DE DESCAMINHO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. HABITUALIDADE DELITIVA. JUÍZO CONGLOBANTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. A habitualidade delitiva constitui motivação idônea a afastar a aplicação do princípio da insignificância, desde que, sopesada com juízo conglobante à luz dos elementos do caso concreto, resulte em maior reprovabilidade da conduta. Precedentes. 3. No caso em análise, apesar de a acusação afirmar que o denunciado faz da prática do crime de descaminho seu meio de vida e sustento, esse dado não foi analisado pelas instâncias ordinárias, que consideraram como critério único, a justificar a insignificância da conduta, tão somente o valor dos tributos, em tese, sonegados, sem qualquer consideração a respeito dos aspectos subjetivos do agente. Tal posição não se alinha à jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FFA-218C-10F4-EC24 e senha FF94-939B-53E4-158D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 147513 AGR / PR Brasília, 2 de outubro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FFA-218C-10F4-EC24 e senha FF94-939B-53E4-158D Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR Brasília, 2 de outubro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FFA-218C-10F4-EC24 e senha FF94-939B-53E4-158D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus em razão da ausência de ilegalidade flagrante no acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no recurso especial. Nas razões recursais alega-se, em síntese, que: a) “a inviabilidade da aplicação da insignificância em decorrência de reiteração foi abrandada pelo STF”, a exemplo do julgamento do HC 136.843; b) “deve ser concedida a ordem, principalmente se considerado que o valor do suposto descaminho no caso em concreto é bastante diminuto: R$ 5.548,31,31 (cinco mil, quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos)”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABD-7A67-178F-708F e senha 2E1C-E44E-1903-12A3 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus em razão da ausência de ilegalidade flagrante no acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no recurso especial. Nas razões recursais alega-se, em síntese, que: a) “a inviabilidade da aplicação da insignificância em decorrência de reiteração foi abrandada pelo STF”, a exemplo do julgamento do HC 136.843; b) “deve ser concedida a ordem, principalmente se considerado que o valor do suposto descaminho no caso em concreto é bastante diminuto: R$ 5.548,31,31 (cinco mil, quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos)”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABD-7A67-178F-708F e senha 2E1C-E44E-1903-12A3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): 1. Os argumentos suscitados pelo recorrente são incapazes de infirmar a decisão combatida, a qual consignou: “1. No caso dos autos, a apontada ilegalidade não pode ser aferida de pronto. De início, pondero que a aplicação do Princípio da Insignificância pressupõe ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. Nesse sentido, “a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade envolve um juízo de tipicidade conglobante, muito mais abrangente que a simples expressão do resultado da conduta. Importa investigar o desvalor da ação criminosa em seu sentido amplo, de modo a impedir que, a pretexto da insignificância apenas do resultado material, acabe desvirtuado o objetivo a que visou o legislador quando formulou a tipificação legal.” (HC 126273 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 12/05/2015, grifei) Ainda nesse caminhar, pontuo que a “via estreita do habeas corpus não admite um profundo revolvimento de provas nem o sopesamento das mesmas. A aplicação do princípio da insignificância só será permitida se os autos revelarem claramente a presença dos requisitos mencionados.” (HC 91920, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 09/02/2010, grifei) No mesmo contexto, é firme a jurisprudência da Corte no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): 1. Os argumentos suscitados pelo recorrente são incapazes de infirmar a decisão combatida, a qual consignou: “1. No caso dos autos, a apontada ilegalidade não pode ser aferida de pronto. De início, pondero que a aplicação do Princípio da Insignificância pressupõe ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. Nesse sentido, “a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade envolve um juízo de tipicidade conglobante, muito mais abrangente que a simples expressão do resultado da conduta. Importa investigar o desvalor da ação criminosa em seu sentido amplo, de modo a impedir que, a pretexto da insignificância apenas do resultado material, acabe desvirtuado o objetivo a que visou o legislador quando formulou a tipificação legal.” (HC 126273 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 12/05/2015, grifei) Ainda nesse caminhar, pontuo que a “via estreita do habeas corpus não admite um profundo revolvimento de provas nem o sopesamento das mesmas. A aplicação do princípio da insignificância só será permitida se os autos revelarem claramente a presença dos requisitos mencionados.” (HC 91920, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 09/02/2010, grifei) No mesmo contexto, é firme a jurisprudência da Corte no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR sentido de que todas as circunstâncias que permeiam o delito devem ser ponderadas para fins de aplicação da insignificância, o que também recomenda a incursão no conjunto fático, sobre o qual se reconhece a soberania das instâncias ordinárias: “A aplicação do princípio da insignificância deve ser precedida de criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. (...) O valor da res furtiva não pode ser o único parâmetro a ser avaliado, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela, bem assim o reflexo da conduta no âmbito da sociedade.” (HC 114174, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/11/2013, grifei) “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. FURTO QUALIFICADO. ÍNFIMO VALOR DA RES FURTIVA. ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. 1. A pertinência do princípio da insignificância deve ser avaliada, em casos de pequenos furtos, considerando não só o valor do bem subtraído, mas igualmente outros aspectos relevantes da conduta imputada. 2. Não tem pertinência o princípio da insignificância em crime de furto qualificado cometido mediante rompimento de obstáculo. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 121760, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 14/10/2014, grifei) Ainda na linha da jurisprudência desta Corte, ressalto que a reiteração delitiva constitui motivação idônea a afastar a aplicação do princípio da insignificância, desde que, sopesada com juízo conglobante à luz dos elementos do caso concreto, resulte em maior reprovabilidade da conduta. Nesse sentido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR sentido de que todas as circunstâncias que permeiam o delito devem ser ponderadas para fins de aplicação da insignificância, o que também recomenda a incursão no conjunto fático, sobre o qual se reconhece a soberania das instâncias ordinárias: “A aplicação do princípio da insignificância deve ser precedida de criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. (...) O valor da res furtiva não pode ser o único parâmetro a ser avaliado, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela, bem assim o reflexo da conduta no âmbito da sociedade.” (HC 114174, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/11/2013, grifei) “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. FURTO QUALIFICADO. ÍNFIMO VALOR DA RES FURTIVA. ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. 1. A pertinência do princípio da insignificância deve ser avaliada, em casos de pequenos furtos, considerando não só o valor do bem subtraído, mas igualmente outros aspectos relevantes da conduta imputada. 2. Não tem pertinência o princípio da insignificância em crime de furto qualificado cometido mediante rompimento de obstáculo. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 121760, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 14/10/2014, grifei) Ainda na linha da jurisprudência desta Corte, ressalto que a reiteração delitiva constitui motivação idônea a afastar a aplicação do princípio da insignificância, desde que, sopesada com juízo conglobante à luz dos elementos do caso concreto, resulte em maior reprovabilidade da conduta. Nesse sentido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR HC 130.453, de minha relatoria, Segunda Turma, julgado em 08.08.2017; HC 133.566, Relatora Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 12.05.2016; HC 113.483, Relator Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 01.08.2014. No caso concreto, o paciente foi denunciado pela prática do seguinte fato: “No dia 12 de março de 2014, na BR 277, Km245, durante no município de Irati-PR, o denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto foi surpreendido na posse de mercadorias de procedência estrangeira, desprovidas de documentação comprobatória de regular internamento no território nacional, as quais introduziu clandestinamente no país, em proveito próprio e com propósito de comercialização, iludindo o pagamento do imposto devido. Segundo consta nos autos, o denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto foi flagrado em fiscalização de rotina a uma van Mercedes Benz CDI JAEDI SPRINTER, placas AXC-8653, no qual transportava produtos identificados como sendo de sua propriedade, devidamente relacionados no Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de Mercadorias n. 10940.720504/2014-97 (fl. 20/21) e avaliados pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em R$ 11.096,62 (onze mil e noventa e seis reais e sessenta e dois reais). Ainda, segundo informação contida na Representação Fiscal para fins Penais (fl. 08), o total de tributos sonegados soma a importância de R$ 5.548,31 (cinco mil e quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos). A destinação comercial das mercadorias introduzidas ilegalmente no País, restou evidenciada pela significativa quantidade de mercadorias específicas, quais sejam, 17 (dezessete ) unidades de trenas, 120 (cento e vinte) unidades de energéticos, 32 (trinta e duas) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR HC 130.453, de minha relatoria, Segunda Turma, julgado em 08.08.2017; HC 133.566, Relatora Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 12.05.2016; HC 113.483, Relator Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 01.08.2014. No caso concreto, o paciente foi denunciado pela prática do seguinte fato: “No dia 12 de março de 2014, na BR 277, Km245, durante no município de Irati-PR, o denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto foi surpreendido na posse de mercadorias de procedência estrangeira, desprovidas de documentação comprobatória de regular internamento no território nacional, as quais introduziu clandestinamente no país, em proveito próprio e com propósito de comercialização, iludindo o pagamento do imposto devido. Segundo consta nos autos, o denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto foi flagrado em fiscalização de rotina a uma van Mercedes Benz CDI JAEDI SPRINTER, placas AXC-8653, no qual transportava produtos identificados como sendo de sua propriedade, devidamente relacionados no Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de Mercadorias n. 10940.720504/2014-97 (fl. 20/21) e avaliados pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em R$ 11.096,62 (onze mil e noventa e seis reais e sessenta e dois reais). Ainda, segundo informação contida na Representação Fiscal para fins Penais (fl. 08), o total de tributos sonegados soma a importância de R$ 5.548,31 (cinco mil e quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos). A destinação comercial das mercadorias introduzidas ilegalmente no País, restou evidenciada pela significativa quantidade de mercadorias específicas, quais sejam, 17 (dezessete ) unidades de trenas, 120 (cento e vinte) unidades de energéticos, 32 (trinta e duas) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR unidades de varas de pesca, 30 (trinta) unidades de telefones celulares, 48 (quarenta e oito) unidades de HD's para notebook, 500 (quinhentas) unidades de anzóis, entre outras. A materialidade e autoria do delito encontram-se suficientemente demonstradas pelo Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal nº 10940.720504/2014-97 (fls. 18/24). No caso em apreço, a habitualidade da conduta delitiva do denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto resta evidenciada pelas diversas autuações aduaneiras. Nos últimos cinco anos, constam outros 04 (quatro) registros de autuações aduaneiras pela Delegacia da Receita Federal em nome do denunciado (Processos 12457.723480/2013-24; 12457.728151/2014-51; 15165.722647/2013-11 e 15165.722326/2013-17 – fls. 04, 05, 09 e 10). É sabido que tais autuações aduaneiras, lavradas tanto pela Polícia Rodoviária Federal quanto pela Delegacia da Receita Federal do Brasil, revelam a exceção da regra consistente na circulação diária de centenas, senão milhares, de pessoas que trafegam pelas rodovias que cortam os Municípios que integram a Subseção Judiciária de Ponta Grossa, trazendo consigo mercadorias de procedência estrangeira, desprovidas de documentação comprobatória de regular internamento no território nacional e iludindo o pagamento do imposto devido. A habitualidade delitiva e as evidências de que o denunciado faz da prática do crime de descaminho o seu meio de vida e sustento inviabilizam a aplicação do princípio da insignificância no caso em apreço.” (eDOC 02, p. 01/02) Na sentença, o Juiz julgou improcedente a denúncia, reconhecendo a atipicidade da conduta, com base no princípio da insignificância, nestes termos (eDOC 02, p. 05/07): 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR unidades de varas de pesca, 30 (trinta) unidades de telefones celulares, 48 (quarenta e oito) unidades de HD's para notebook, 500 (quinhentas) unidades de anzóis, entre outras. A materialidade e autoria do delito encontram-se suficientemente demonstradas pelo Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal nº 10940.720504/2014-97 (fls. 18/24). No caso em apreço, a habitualidade da conduta delitiva do denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto resta evidenciada pelas diversas autuações aduaneiras. Nos últimos cinco anos, constam outros 04 (quatro) registros de autuações aduaneiras pela Delegacia da Receita Federal em nome do denunciado (Processos 12457.723480/2013-24; 12457.728151/2014-51; 15165.722647/2013-11 e 15165.722326/2013-17 – fls. 04, 05, 09 e 10). É sabido que tais autuações aduaneiras, lavradas tanto pela Polícia Rodoviária Federal quanto pela Delegacia da Receita Federal do Brasil, revelam a exceção da regra consistente na circulação diária de centenas, senão milhares, de pessoas que trafegam pelas rodovias que cortam os Municípios que integram a Subseção Judiciária de Ponta Grossa, trazendo consigo mercadorias de procedência estrangeira, desprovidas de documentação comprobatória de regular internamento no território nacional e iludindo o pagamento do imposto devido. A habitualidade delitiva e as evidências de que o denunciado faz da prática do crime de descaminho o seu meio de vida e sustento inviabilizam a aplicação do princípio da insignificância no caso em apreço.” (eDOC 02, p. 01/02) Na sentença, o Juiz julgou improcedente a denúncia, reconhecendo a atipicidade da conduta, com base no princípio da insignificância, nestes termos (eDOC 02, p. 05/07): 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR “2.1. Tipicidade objetiva/material da conduta: princípio da insignificância A jurisprudência pátria tem reconhecido o aludido princípio nos casos em que a Fazenda Pública não manifesta interesse em sua cobrança, consoante previsto no artigo 20 da Lei nº 10.522/2002 ('Serão arquivados, sem baixa na distribuição, mediante requerimento do Procurador da Fazenda Nacional, os autos das execuções fiscais de débitos inscritos como Dívida Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por ela cobrados, de valor consolidado igual ou inferior a R$ 10.000,00 - dez mil reais'), cujo limite foi posteriormente ampliado para R$20.000,00 (vinte mil reais), conforme Portaria 75/2012. Diante desse quadro, o Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento quanto à aplicabilidade do critério de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), inclusive para fatos ocorridos anteriormente à vigência da Portaria 75/2012. Nesse sentido (grifou-se): EMENTA Habeas corpus. Penal. Descaminho (CP, art. 334). Pretensão à aplicação do princípio da insignificância. Incidência. Valor inferior ao estipulado pelo art. 20 da Lei nº 10.522/02, atualizado pelas Portarias nº 75 e nº 130/2012 do Ministério da Fazenda. Preenchimento dos requisitos necessários. Ordem concedida.1. No crime de descaminho, o Supremo Tribunal Federal tem considerado, para a avaliação da insignificância, o patamar de R$ 20.000,00 previsto no art. 20 da Lei nº 10.522/2002, atualizado pelas Portarias nº 75 e nº 130/2012 do Ministério da Fazenda. Precedentes. 2. Na espécie, como a soma dos tributos que deixaram de ser recolhidos perfaz a quantia de R$ 14.922,69, é de se afastar a tipicidade material do delito de descaminho, com base no princípio da insignificância, já que o paciente, segundo os autos, preenche os requisitos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR “2.1. Tipicidade objetiva/material da conduta: princípio da insignificância A jurisprudência pátria tem reconhecido o aludido princípio nos casos em que a Fazenda Pública não manifesta interesse em sua cobrança, consoante previsto no artigo 20 da Lei nº 10.522/2002 ('Serão arquivados, sem baixa na distribuição, mediante requerimento do Procurador da Fazenda Nacional, os autos das execuções fiscais de débitos inscritos como Dívida Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por ela cobrados, de valor consolidado igual ou inferior a R$ 10.000,00 - dez mil reais'), cujo limite foi posteriormente ampliado para R$20.000,00 (vinte mil reais), conforme Portaria 75/2012. Diante desse quadro, o Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento quanto à aplicabilidade do critério de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), inclusive para fatos ocorridos anteriormente à vigência da Portaria 75/2012. Nesse sentido (grifou-se): EMENTA Habeas corpus. Penal. Descaminho (CP, art. 334). Pretensão à aplicação do princípio da insignificância. Incidência. Valor inferior ao estipulado pelo art. 20 da Lei nº 10.522/02, atualizado pelas Portarias nº 75 e nº 130/2012 do Ministério da Fazenda. Preenchimento dos requisitos necessários. Ordem concedida.1. No crime de descaminho, o Supremo Tribunal Federal tem considerado, para a avaliação da insignificância, o patamar de R$ 20.000,00 previsto no art. 20 da Lei nº 10.522/2002, atualizado pelas Portarias nº 75 e nº 130/2012 do Ministério da Fazenda. Precedentes. 2. Na espécie, como a soma dos tributos que deixaram de ser recolhidos perfaz a quantia de R$ 14.922,69, é de se afastar a tipicidade material do delito de descaminho, com base no princípio da insignificância, já que o paciente, segundo os autos, preenche os requisitos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR subjetivos necessários ao reconhecimento da atipicidade de sua conduta. 3. Ordem concedida para restabelecer a sentença com que, em virtude do princípio da insignificância, se rejeitou a denúncia ofertada contra o paciente.(HC 126191/PR, Rel.:Min. DIAS TOFFOLI,Órgão Julgador: Primeira Turma, julgado em 03/03/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-065 DIVULG 07-04-2015 PUBLIC 08-04-2015) Afirma a acusação que a habitualidade delitiva e as evidências de que o denunciado faz da prática do crime de descaminho seu meio de vida e sustento inviabilizam a aplicação do princípio da insignificância no caso em concreto. Porém, recentemente, a 4ª Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, entendeu que reiteradas autuações em processos administrativos fiscais, ou mesmo inquéritos e ações penais em andamento, não se constituiriam em óbice ao reconhecimento da insignificância penal. Confira-se: PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES. DESCAMINHO. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. PARÂMETRO. PORTARIA MF Nº 75/2012. REITERAÇÃO. IRRELEVÂNCIA. DIREITO PENAL DO FATO.1. Consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal - adotado por esta Corte -, aplica-se o princípio da insignificância no crime de descaminho quanto o total dos tributos iludidos (IPI e II), não supera o valor legalmente instituído na esfera administrativa como limite mínimo para fins de execução fiscal que, atualmente, encontra-se no patamar de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), conforme a Portaria nº 75/2012 do Ministério da Fazenda. 2.Em decorrência do direito penal do fato, a 4ª Seção deste Tribunal decidiu que para fins de incidência do princípio da insignificância deve ser levado em conta somente o valor dos tributos, em 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR subjetivos necessários ao reconhecimento da atipicidade de sua conduta. 3. Ordem concedida para restabelecer a sentença com que, em virtude do princípio da insignificância, se rejeitou a denúncia ofertada contra o paciente.(HC 126191/PR, Rel.:Min. DIAS TOFFOLI,Órgão Julgador: Primeira Turma, julgado em 03/03/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-065 DIVULG 07-04-2015 PUBLIC 08-04-2015) Afirma a acusação que a habitualidade delitiva e as evidências de que o denunciado faz da prática do crime de descaminho seu meio de vida e sustento inviabilizam a aplicação do princípio da insignificância no caso em concreto. Porém, recentemente, a 4ª Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, entendeu que reiteradas autuações em processos administrativos fiscais, ou mesmo inquéritos e ações penais em andamento, não se constituiriam em óbice ao reconhecimento da insignificância penal. Confira-se: PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES. DESCAMINHO. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. PARÂMETRO. PORTARIA MF Nº 75/2012. REITERAÇÃO. IRRELEVÂNCIA. DIREITO PENAL DO FATO.1. Consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal - adotado por esta Corte -, aplica-se o princípio da insignificância no crime de descaminho quanto o total dos tributos iludidos (IPI e II), não supera o valor legalmente instituído na esfera administrativa como limite mínimo para fins de execução fiscal que, atualmente, encontra-se no patamar de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), conforme a Portaria nº 75/2012 do Ministério da Fazenda. 2.Em decorrência do direito penal do fato, a 4ª Seção deste Tribunal decidiu que para fins de incidência do princípio da insignificância deve ser levado em conta somente o valor dos tributos, em 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR tese, sonegados, sem qualquer incursão nos aspectos subjetivos do agente, sendo irrelevante a existência de procedimentos administrativos da Receita Federal, inquéritos, ações penais em andamento ou condenações transitadas em julgado. 3. Nesse quadro, considerando, na espécie, o valor dos impostos sonegados, é caso de reconhecimento do delito de bagatela, sendo irrelevante, outrossim, o fato da existência de outro processo contra a ré. (TRF4, ENUL - EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADENº5008552-22.2012.404.7202/SC. Rel.:MÁRCIO ANTÔNIO ROCHA.Órgão Julgador: 4ª SEÇÃO. Fonte:D.E. 19/06/2015). No caso em concreto, as mercadorias apreendidas na posse do acusado foram avaliadas em R$ 11.096,62 (onze mil e noventa e seis reais e sessenta e dois reais) e o valor dos tributos que deixou de ser recolhido aos cofres públicos foi calculado em R$ 5.548,31 (cinco mil e quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos), conforme informação contida no Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de Mercadorias nº 10940.720504/2014-97 (evento 1, PROCADM3, fl. 23). Logo, é aplicável ao delito o princípio da insignificância, considerando que o valor do tributo iludido não excede a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) e é tão ínfimo que sequer pode ser considerado lesão ao bem jurídico tutelado, mesmo havendo eventual reiteração. Assim, a absolvição do acusado por atipicidade da conduta é medida que se impõe.” Portanto, noto que, apesar de a acusação afirmar que o denunciado faz da prática do crime de descaminho seu meio de vida e sustento, esse dado não foi levado em consideração pelo Magistrado. A sentença absolutória considerou como critério único, a justificar a insignificância da conduta, tão somente o valor dos tributos, em tese, sonegados, sem qualquer consideração a respeito dos aspectos subjetivos do 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR tese, sonegados, sem qualquer incursão nos aspectos subjetivos do agente, sendo irrelevante a existência de procedimentos administrativos da Receita Federal, inquéritos, ações penais em andamento ou condenações transitadas em julgado. 3. Nesse quadro, considerando, na espécie, o valor dos impostos sonegados, é caso de reconhecimento do delito de bagatela, sendo irrelevante, outrossim, o fato da existência de outro processo contra a ré. (TRF4, ENUL - EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADENº5008552-22.2012.404.7202/SC. Rel.:MÁRCIO ANTÔNIO ROCHA.Órgão Julgador: 4ª SEÇÃO. Fonte:D.E. 19/06/2015). No caso em concreto, as mercadorias apreendidas na posse do acusado foram avaliadas em R$ 11.096,62 (onze mil e noventa e seis reais e sessenta e dois reais) e o valor dos tributos que deixou de ser recolhido aos cofres públicos foi calculado em R$ 5.548,31 (cinco mil e quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos), conforme informação contida no Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de Mercadorias nº 10940.720504/2014-97 (evento 1, PROCADM3, fl. 23). Logo, é aplicável ao delito o princípio da insignificância, considerando que o valor do tributo iludido não excede a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) e é tão ínfimo que sequer pode ser considerado lesão ao bem jurídico tutelado, mesmo havendo eventual reiteração. Assim, a absolvição do acusado por atipicidade da conduta é medida que se impõe.” Portanto, noto que, apesar de a acusação afirmar que o denunciado faz da prática do crime de descaminho seu meio de vida e sustento, esse dado não foi levado em consideração pelo Magistrado. A sentença absolutória considerou como critério único, a justificar a insignificância da conduta, tão somente o valor dos tributos, em tese, sonegados, sem qualquer consideração a respeito dos aspectos subjetivos do 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR agente, tudo conforme o entendimento do TRF da 4ª Região, que manteve a absolvição. Tal conclusão, de fato, não se coaduna com a jurisprudência desta Suprema Corte, que entende que a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade envolve um juízo de tipicidade conglobante. Assim, ao contrário do que restou assentado pelas instâncias ordinárias, há que se analisar os aspectos subjetivos do caso, ponderando todas as vertentes da conduta imputada, como a habitualidade delitiva, a revelar maior reprovabilidade da conduta. De tal modo, não há reparos na decisão do STJ, que afastou, na espécie, a aplicação do princípio da insignificância ao fundamento de que o requisito de reduzido grau de reprovabilidade do comportamento do agente não teria sido atendido, porquanto o paciente reitera em práticas da mesma espécie (eDOC 02, p. 20/22). Por fim, registro que as premissas decisórias (multiplicidade de procedimentos administrativos, de ações penais e inquérito policiais em curso) não se submetem a juízo revisório a ser empreendido por esta Corte na estreita via do habeas corpus, que, como é sabido, não se compatibiliza com reexame de fatos e provas. Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Com efeito, o precedente citado pelo agravante (HC 136.843, Segunda Turma, DJe 10.10.2017) parte de premissa fática distinta, porquanto, naquele caso, a Turma chegou à conclusão de não havia registro nos autos de reiteração delitiva. Outra é a situação destes autos em que se tem notícia de 04 (quatro) registros de autuações aduaneiras pela Delegacia da Receita Federal em nome do agravante (Processos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR agente, tudo conforme o entendimento do TRF da 4ª Região, que manteve a absolvição. Tal conclusão, de fato, não se coaduna com a jurisprudência desta Suprema Corte, que entende que a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade envolve um juízo de tipicidade conglobante. Assim, ao contrário do que restou assentado pelas instâncias ordinárias, há que se analisar os aspectos subjetivos do caso, ponderando todas as vertentes da conduta imputada, como a habitualidade delitiva, a revelar maior reprovabilidade da conduta. De tal modo, não há reparos na decisão do STJ, que afastou, na espécie, a aplicação do princípio da insignificância ao fundamento de que o requisito de reduzido grau de reprovabilidade do comportamento do agente não teria sido atendido, porquanto o paciente reitera em práticas da mesma espécie (eDOC 02, p. 20/22). Por fim, registro que as premissas decisórias (multiplicidade de procedimentos administrativos, de ações penais e inquérito policiais em curso) não se submetem a juízo revisório a ser empreendido por esta Corte na estreita via do habeas corpus, que, como é sabido, não se compatibiliza com reexame de fatos e provas. Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Com efeito, o precedente citado pelo agravante (HC 136.843, Segunda Turma, DJe 10.10.2017) parte de premissa fática distinta, porquanto, naquele caso, a Turma chegou à conclusão de não havia registro nos autos de reiteração delitiva. Outra é a situação destes autos em que se tem notícia de 04 (quatro) registros de autuações aduaneiras pela Delegacia da Receita Federal em nome do agravante (Processos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR 12457.723480/2013-24; 12457.728151/2014-51; 15165.722647/2013-11 e 15165.722326/2013-17, conforme relata a denúncia). Oportuno citar precedentes atuais da própria Segunda Turma no mesmo sentido deste voto: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Decisão monocrática do STJ. Ausência de interposição de agravo regimental. 3. Não exaurimento da jurisdição e inobservância do princípio da colegialidade. 4. Crime de descaminho. 5. Valor dos tributos elididos inferior a vinte mil reais (Portarias do Ministério da Fazenda 75/2012 e 130/2012). 6. Princípio da Insignificância afastado. 7. Existência de indicadores de habitualidade delitiva. 8. Reprovabilidade da Conduta. 9. Precedentes. 10. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 142.381 AgR, Relator Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 21.06.2018) “Agravo regimental em habeas corpus. Penal. Crime de descaminho (CP, art. 334). Trancamento da ação penal. Pretensão à aplicação do princípio da insignificância. Impossibilidade. Contumácia delitiva cabalmente demonstrada. Precedentes. Registro de outros procedimentos administrativos fiscais da mesma natureza. Atinge o montante de R$ 57.978,89 reais a soma dos tributos elididos pelo agravante em suas autuações por suposto crime de descaminho. Agravo regimental não provido.” (HC 144.862 AgR, Relator Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 26.10.2017) Destarte, reitero que, em se tratando de decisão correlata à jurisprudência do STF, sem resquício de flagrante hipótese de constrangimento ilegal a justificar a concessão de ofício da ordem, não se viabiliza compreender de modo diverso. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR 12457.723480/2013-24; 12457.728151/2014-51; 15165.722647/2013-11 e 15165.722326/2013-17, conforme relata a denúncia). Oportuno citar precedentes atuais da própria Segunda Turma no mesmo sentido deste voto: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Decisão monocrática do STJ. Ausência de interposição de agravo regimental. 3. Não exaurimento da jurisdição e inobservância do princípio da colegialidade. 4. Crime de descaminho. 5. Valor dos tributos elididos inferior a vinte mil reais (Portarias do Ministério da Fazenda 75/2012 e 130/2012). 6. Princípio da Insignificância afastado. 7. Existência de indicadores de habitualidade delitiva. 8. Reprovabilidade da Conduta. 9. Precedentes. 10. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 142.381 AgR, Relator Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 21.06.2018) “Agravo regimental em habeas corpus. Penal. Crime de descaminho (CP, art. 334). Trancamento da ação penal. Pretensão à aplicação do princípio da insignificância. Impossibilidade. Contumácia delitiva cabalmente demonstrada. Precedentes. Registro de outros procedimentos administrativos fiscais da mesma natureza. Atinge o montante de R$ 57.978,89 reais a soma dos tributos elididos pelo agravante em suas autuações por suposto crime de descaminho. Agravo regimental não provido.” (HC 144.862 AgR, Relator Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 26.10.2017) Destarte, reitero que, em se tratando de decisão correlata à jurisprudência do STF, sem resquício de flagrante hipótese de constrangimento ilegal a justificar a concessão de ofício da ordem, não se viabiliza compreender de modo diverso. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 02/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58A6-4ABF-7087-99D9 e senha A719-82CB-D167-9F4E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58A6-4ABF-7087-99D9 e senha A719-82CB-D167-9F4E Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748441211
2018-10-02T00:00:00
2018-10-16T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 2.10.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. CRIME DE DESCAMINHO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. HABITUALIDADE DELITIVA. JUÍZO CONGLOBANTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. A habitualidade delitiva constitui motivação idônea a afastar a aplicação do princípio da insignificância, desde que, sopesada com juízo conglobante à luz dos elementos do caso concreto, resulte em maior reprovabilidade da conduta. Precedentes. 3. No caso em análise, apesar de a acusação afirmar que o denunciado faz da prática do crime de descaminho seu meio de vida e sustento, esse dado não foi analisado pelas instâncias ordinárias, que consideraram como critério único, a justificar a insignificância da conduta, tão somente o valor dos tributos, em tese, sonegados, sem qualquer consideração a respeito dos aspectos subjetivos do agente. Tal posição não se alinha à jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur392525
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, REITERAÇÃO DELITIVA) HC 142381 AgR (2ªT), HC 144862 AgR (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 23/10/2018, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
147513
null
HC-AgR
acordaos
HC 147513 AgR
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AGTE.(S) : CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. CRIME DE DESCAMINHO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. HABITUALIDADE DELITIVA. JUÍZO CONGLOBANTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. A habitualidade delitiva constitui motivação idônea a afastar a aplicação do princípio da insignificância, desde que, sopesada com juízo conglobante à luz dos elementos do caso concreto, resulte em maior reprovabilidade da conduta. Precedentes. 3. No caso em análise, apesar de a acusação afirmar que o denunciado faz da prática do crime de descaminho seu meio de vida e sustento, esse dado não foi analisado pelas instâncias ordinárias, que consideraram como critério único, a justificar a insignificância da conduta, tão somente o valor dos tributos, em tese, sonegados, sem qualquer consideração a respeito dos aspectos subjetivos do agente. Tal posição não se alinha à jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FFA-218C-10F4-EC24 e senha FF94-939B-53E4-158D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 147513 AGR / PR Brasília, 2 de outubro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FFA-218C-10F4-EC24 e senha FF94-939B-53E4-158D Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR Brasília, 2 de outubro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FFA-218C-10F4-EC24 e senha FF94-939B-53E4-158D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus em razão da ausência de ilegalidade flagrante no acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no recurso especial. Nas razões recursais alega-se, em síntese, que: a) “a inviabilidade da aplicação da insignificância em decorrência de reiteração foi abrandada pelo Supremo Tribunal Federal”, a exemplo do julgamento do HC 136.843; b) “deve ser concedida a ordem, principalmente se considerado que o valor do suposto descaminho no caso em concreto é bastante diminuto: R$ 5.548,31,31 (cinco mil, quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos)”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABD-7A67-178F-708F e senha 2E1C-E44E-1903-12A3 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus em razão da ausência de ilegalidade flagrante no acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no recurso especial. Nas razões recursais alega-se, em síntese, que: a) “a inviabilidade da aplicação da insignificância em decorrência de reiteração foi abrandada pelo Supremo Tribunal Federal”, a exemplo do julgamento do HC 136.843; b) “deve ser concedida a ordem, principalmente se considerado que o valor do suposto descaminho no caso em concreto é bastante diminuto: R$ 5.548,31,31 (cinco mil, quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos)”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABD-7A67-178F-708F e senha 2E1C-E44E-1903-12A3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): 1. Os argumentos suscitados pelo recorrente são incapazes de infirmar a decisão combatida, a qual consignou: “1. No caso dos autos, a apontada ilegalidade não pode ser aferida de pronto. De início, pondero que a aplicação do Princípio da Insignificância pressupõe ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. Nesse sentido, “a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade envolve um juízo de tipicidade conglobante, muito mais abrangente que a simples expressão do resultado da conduta. Importa investigar o desvalor da ação criminosa em seu sentido amplo, de modo a impedir que, a pretexto da insignificância apenas do resultado material, acabe desvirtuado o objetivo a que visou o legislador quando formulou a tipificação legal.” (HC 126273 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 12/05/2015, grifei) Ainda nesse caminhar, pontuo que a “via estreita do habeas corpus não admite um profundo revolvimento de provas nem o sopesamento das mesmas. A aplicação do princípio da insignificância só será permitida se os autos revelarem claramente a presença dos requisitos mencionados.” (HC 91920, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 09/02/2010, grifei) No mesmo contexto, é firme a jurisprudência da Corte no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): 1. Os argumentos suscitados pelo recorrente são incapazes de infirmar a decisão combatida, a qual consignou: “1. No caso dos autos, a apontada ilegalidade não pode ser aferida de pronto. De início, pondero que a aplicação do Princípio da Insignificância pressupõe ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. Nesse sentido, “a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade envolve um juízo de tipicidade conglobante, muito mais abrangente que a simples expressão do resultado da conduta. Importa investigar o desvalor da ação criminosa em seu sentido amplo, de modo a impedir que, a pretexto da insignificância apenas do resultado material, acabe desvirtuado o objetivo a que visou o legislador quando formulou a tipificação legal.” (HC 126273 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 12/05/2015, grifei) Ainda nesse caminhar, pontuo que a “via estreita do habeas corpus não admite um profundo revolvimento de provas nem o sopesamento das mesmas. A aplicação do princípio da insignificância só será permitida se os autos revelarem claramente a presença dos requisitos mencionados.” (HC 91920, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 09/02/2010, grifei) No mesmo contexto, é firme a jurisprudência da Corte no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR sentido de que todas as circunstâncias que permeiam o delito devem ser ponderadas para fins de aplicação da insignificância, o que também recomenda a incursão no conjunto fático, sobre o qual se reconhece a soberania das instâncias ordinárias: “A aplicação do princípio da insignificância deve ser precedida de criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. (...) O valor da res furtiva não pode ser o único parâmetro a ser avaliado, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela, bem assim o reflexo da conduta no âmbito da sociedade.” (HC 114174, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/11/2013, grifei) “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. FURTO QUALIFICADO. ÍNFIMO VALOR DA RES FURTIVA. ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. 1. A pertinência do princípio da insignificância deve ser avaliada, em casos de pequenos furtos, considerando não só o valor do bem subtraído, mas igualmente outros aspectos relevantes da conduta imputada. 2. Não tem pertinência o princípio da insignificância em crime de furto qualificado cometido mediante rompimento de obstáculo. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 121760, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 14/10/2014, grifei) Ainda na linha da jurisprudência desta Corte, ressalto que a reiteração delitiva constitui motivação idônea a afastar a aplicação do princípio da insignificância, desde que, sopesada com juízo conglobante à luz dos elementos do caso concreto, resulte em maior reprovabilidade da conduta. Nesse sentido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR sentido de que todas as circunstâncias que permeiam o delito devem ser ponderadas para fins de aplicação da insignificância, o que também recomenda a incursão no conjunto fático, sobre o qual se reconhece a soberania das instâncias ordinárias: “A aplicação do princípio da insignificância deve ser precedida de criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. (...) O valor da res furtiva não pode ser o único parâmetro a ser avaliado, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela, bem assim o reflexo da conduta no âmbito da sociedade.” (HC 114174, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/11/2013, grifei) “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. FURTO QUALIFICADO. ÍNFIMO VALOR DA RES FURTIVA. ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. 1. A pertinência do princípio da insignificância deve ser avaliada, em casos de pequenos furtos, considerando não só o valor do bem subtraído, mas igualmente outros aspectos relevantes da conduta imputada. 2. Não tem pertinência o princípio da insignificância em crime de furto qualificado cometido mediante rompimento de obstáculo. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 121760, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 14/10/2014, grifei) Ainda na linha da jurisprudência desta Corte, ressalto que a reiteração delitiva constitui motivação idônea a afastar a aplicação do princípio da insignificância, desde que, sopesada com juízo conglobante à luz dos elementos do caso concreto, resulte em maior reprovabilidade da conduta. Nesse sentido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR HC 130.453, de minha relatoria, Segunda Turma, julgado em 08.08.2017; HC 133.566, Relatora Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 12.05.2016; HC 113.483, Relator Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 01.08.2014. No caso concreto, o paciente foi denunciado pela prática do seguinte fato: “No dia 12 de março de 2014, na BR 277, Km245, durante no município de Irati-PR, o denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto foi surpreendido na posse de mercadorias de procedência estrangeira, desprovidas de documentação comprobatória de regular internamento no território nacional, as quais introduziu clandestinamente no país, em proveito próprio e com propósito de comercialização, iludindo o pagamento do imposto devido. Segundo consta nos autos, o denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto foi flagrado em fiscalização de rotina a uma van Mercedes Benz CDI JAEDI SPRINTER, placas AXC-8653, no qual transportava produtos identificados como sendo de sua propriedade, devidamente relacionados no Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de Mercadorias n. 10940.720504/2014-97 (fl. 20/21) e avaliados pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em R$ 11.096,62 (onze mil e noventa e seis reais e sessenta e dois reais). Ainda, segundo informação contida na Representação Fiscal para fins Penais (fl. 08), o total de tributos sonegados soma a importância de R$ 5.548,31 (cinco mil e quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos). A destinação comercial das mercadorias introduzidas ilegalmente no País, restou evidenciada pela significativa quantidade de mercadorias específicas, quais sejam, 17 (dezessete ) unidades de trenas, 120 (cento e vinte) unidades de energéticos, 32 (trinta e duas) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR HC 130.453, de minha relatoria, Segunda Turma, julgado em 08.08.2017; HC 133.566, Relatora Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 12.05.2016; HC 113.483, Relator Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 01.08.2014. No caso concreto, o paciente foi denunciado pela prática do seguinte fato: “No dia 12 de março de 2014, na BR 277, Km245, durante no município de Irati-PR, o denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto foi surpreendido na posse de mercadorias de procedência estrangeira, desprovidas de documentação comprobatória de regular internamento no território nacional, as quais introduziu clandestinamente no país, em proveito próprio e com propósito de comercialização, iludindo o pagamento do imposto devido. Segundo consta nos autos, o denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto foi flagrado em fiscalização de rotina a uma van Mercedes Benz CDI JAEDI SPRINTER, placas AXC-8653, no qual transportava produtos identificados como sendo de sua propriedade, devidamente relacionados no Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de Mercadorias n. 10940.720504/2014-97 (fl. 20/21) e avaliados pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em R$ 11.096,62 (onze mil e noventa e seis reais e sessenta e dois reais). Ainda, segundo informação contida na Representação Fiscal para fins Penais (fl. 08), o total de tributos sonegados soma a importância de R$ 5.548,31 (cinco mil e quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos). A destinação comercial das mercadorias introduzidas ilegalmente no País, restou evidenciada pela significativa quantidade de mercadorias específicas, quais sejam, 17 (dezessete ) unidades de trenas, 120 (cento e vinte) unidades de energéticos, 32 (trinta e duas) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR unidades de varas de pesca, 30 (trinta) unidades de telefones celulares, 48 (quarenta e oito) unidades de HD's para notebook, 500 (quinhentas) unidades de anzóis, entre outras. A materialidade e autoria do delito encontram-se suficientemente demonstradas pelo Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal n 10940.720504/2014-97 (fls. 18/24). No caso em apreço, a habitualidade da conduta delitiva do denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto resta evidenciada pelas diversas autuações aduaneiras. Nos últimos cinco anos, constam outros 04 (quatro) registros de autuações aduaneiras pela Delegacia da Receita Federal em nome do denunciado (Processos 12457.723480/2013-24; 12457.728151/2014-51; 15165.722647/2013-11 e 15165.722326/2013-17 – fls. 04, 05, 09 e 10). É sabido que tais autuações aduaneiras, lavradas tanto pela Polícia Rodoviária Federal quanto pela Delegacia da Receita Federal do Brasil, revelam a exceção da regra consistente na circulação diária de centenas, senão milhares, de pessoas que trafegam pelas rodovias que cortam os Municípios que integram a Subseção Judiciária de Ponta Grossa, trazendo consigo mercadorias de procedência estrangeira, desprovidas de documentação comprobatória de regular internamento no território nacional e iludindo o pagamento do imposto devido. A habitualidade delitiva e as evidências de que o denunciado faz da prática do crime de descaminho o seu meio de vida e sustento inviabilizam a aplicação do princípio da insignificância no caso em apreço.” (eDOC 02, p. 01/02) Na sentença, o Juiz julgou improcedente a denúncia, reconhecendo a atipicidade da conduta, com base no princípio da insignificância, nestes termos (eDOC 02, p. 05/07): 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR unidades de varas de pesca, 30 (trinta) unidades de telefones celulares, 48 (quarenta e oito) unidades de HD's para notebook, 500 (quinhentas) unidades de anzóis, entre outras. A materialidade e autoria do delito encontram-se suficientemente demonstradas pelo Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal n 10940.720504/2014-97 (fls. 18/24). No caso em apreço, a habitualidade da conduta delitiva do denunciado Carlos Roberto Pereira Pinto resta evidenciada pelas diversas autuações aduaneiras. Nos últimos cinco anos, constam outros 04 (quatro) registros de autuações aduaneiras pela Delegacia da Receita Federal em nome do denunciado (Processos 12457.723480/2013-24; 12457.728151/2014-51; 15165.722647/2013-11 e 15165.722326/2013-17 – fls. 04, 05, 09 e 10). É sabido que tais autuações aduaneiras, lavradas tanto pela Polícia Rodoviária Federal quanto pela Delegacia da Receita Federal do Brasil, revelam a exceção da regra consistente na circulação diária de centenas, senão milhares, de pessoas que trafegam pelas rodovias que cortam os Municípios que integram a Subseção Judiciária de Ponta Grossa, trazendo consigo mercadorias de procedência estrangeira, desprovidas de documentação comprobatória de regular internamento no território nacional e iludindo o pagamento do imposto devido. A habitualidade delitiva e as evidências de que o denunciado faz da prática do crime de descaminho o seu meio de vida e sustento inviabilizam a aplicação do princípio da insignificância no caso em apreço.” (eDOC 02, p. 01/02) Na sentença, o Juiz julgou improcedente a denúncia, reconhecendo a atipicidade da conduta, com base no princípio da insignificância, nestes termos (eDOC 02, p. 05/07): 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR “2.1. Tipicidade objetiva/material da conduta: princípio da insignificância A jurisprudência pátria tem reconhecido o aludido princípio nos casos em que a Fazenda Pública não manifesta interesse em sua cobrança, consoante previsto no artigo 20 da Lei n 10.522/2002 ('Serão arquivados, sem baixa na distribuição, mediante requerimento do Procurador da Fazenda Nacional, os autos das execuções fiscais de débitos inscritos como Dívida Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por ela cobrados, de valor consolidado igual ou inferior a R$ 10.000,00 - dez mil reais'), cujo limite foi posteriormente ampliado para R$20.000,00 (vinte mil reais), conforme Portaria 75/2012. Diante desse quadro, o Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento quanto à aplicabilidade do critério de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), inclusive para fatos ocorridos anteriormente à vigência da Portaria 75/2012. Nesse sentido (grifou-se): EMENTA Habeas corpus. Penal. Descaminho (Código Penal Brasileiro, art. 334). Pretensão à aplicação do princípio da insignificância. Incidência. Valor inferior ao estipulado pelo art. 20 da Lei n 10.522/02, atualizado pelas Portarias n 75 e n 130/2012 do Ministério da Fazenda. Preenchimento dos requisitos necessários. Ordem concedida.1. No crime de descaminho, o Supremo Tribunal Federal tem considerado, para a avaliação da insignificância, o patamar de R$ 20.000,00 previsto no art. 20 da Lei n 10.522/2002, atualizado pelas Portarias n 75 e n 130/2012 do Ministério da Fazenda. Precedentes. 2. Na espécie, como a soma dos tributos que deixaram de ser recolhidos perfaz a quantia de R$ 14.922,69, é de se afastar a tipicidade material do delito de descaminho, com base no princípio da insignificância, já que o paciente, segundo os autos, preenche os requisitos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR “2.1. Tipicidade objetiva/material da conduta: princípio da insignificância A jurisprudência pátria tem reconhecido o aludido princípio nos casos em que a Fazenda Pública não manifesta interesse em sua cobrança, consoante previsto no artigo 20 da Lei n 10.522/2002 ('Serão arquivados, sem baixa na distribuição, mediante requerimento do Procurador da Fazenda Nacional, os autos das execuções fiscais de débitos inscritos como Dívida Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por ela cobrados, de valor consolidado igual ou inferior a R$ 10.000,00 - dez mil reais'), cujo limite foi posteriormente ampliado para R$20.000,00 (vinte mil reais), conforme Portaria 75/2012. Diante desse quadro, o Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento quanto à aplicabilidade do critério de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), inclusive para fatos ocorridos anteriormente à vigência da Portaria 75/2012. Nesse sentido (grifou-se): EMENTA Habeas corpus. Penal. Descaminho (Código Penal Brasileiro, art. 334). Pretensão à aplicação do princípio da insignificância. Incidência. Valor inferior ao estipulado pelo art. 20 da Lei n 10.522/02, atualizado pelas Portarias n 75 e n 130/2012 do Ministério da Fazenda. Preenchimento dos requisitos necessários. Ordem concedida.1. No crime de descaminho, o Supremo Tribunal Federal tem considerado, para a avaliação da insignificância, o patamar de R$ 20.000,00 previsto no art. 20 da Lei n 10.522/2002, atualizado pelas Portarias n 75 e n 130/2012 do Ministério da Fazenda. Precedentes. 2. Na espécie, como a soma dos tributos que deixaram de ser recolhidos perfaz a quantia de R$ 14.922,69, é de se afastar a tipicidade material do delito de descaminho, com base no princípio da insignificância, já que o paciente, segundo os autos, preenche os requisitos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR subjetivos necessários ao reconhecimento da atipicidade de sua conduta. 3. Ordem concedida para restabelecer a sentença com que, em virtude do princípio da insignificância, se rejeitou a denúncia ofertada contra o paciente.(HC 126191/PR, Rel.:Min. DIAS TOFFOLI,Órgão Julgador: Primeira Turma, julgado em 03/03/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-065 DIVULG 07-04-2015 PUBLIC 08-04-2015) Afirma a acusação que a habitualidade delitiva e as evidências de que o denunciado faz da prática do crime de descaminho seu meio de vida e sustento inviabilizam a aplicação do princípio da insignificância no caso em concreto. Porém, recentemente, a 4... Seção do Tribunal Regional Federal da 4... Região, entendeu que reiteradas autuações em processos administrativos fiscais, ou mesmo inquéritos e ações penais em andamento, não se constituiriam em óbice ao reconhecimento da insignificância penal. Confira-se: PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES. DESCAMINHO. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. PARÂMETRO. PORTARIA MF n 75/2012. REITERAÇÃO. IRRELEVÂNCIA. DIREITO PENAL DO FATO.1. Consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal - adotado por esta Corte -, aplica-se o princípio da insignificância no crime de descaminho quanto o total dos tributos iludidos (IPI e II), não supera o valor legalmente instituído na esfera administrativa como limite mínimo para fins de execução fiscal que, atualmente, encontra-se no patamar de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), conforme a Portaria n 75/2012 do Ministério da Fazenda. 2.Em decorrência do direito penal do fato, a 4... Seção deste Tribunal decidiu que para fins de incidência do princípio da insignificância deve ser levado em conta somente o valor dos tributos, em 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR subjetivos necessários ao reconhecimento da atipicidade de sua conduta. 3. Ordem concedida para restabelecer a sentença com que, em virtude do princípio da insignificância, se rejeitou a denúncia ofertada contra o paciente.(HC 126191/PR, Rel.:Min. DIAS TOFFOLI,Órgão Julgador: Primeira Turma, julgado em 03/03/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-065 DIVULG 07-04-2015 PUBLIC 08-04-2015) Afirma a acusação que a habitualidade delitiva e as evidências de que o denunciado faz da prática do crime de descaminho seu meio de vida e sustento inviabilizam a aplicação do princípio da insignificância no caso em concreto. Porém, recentemente, a 4... Seção do Tribunal Regional Federal da 4... Região, entendeu que reiteradas autuações em processos administrativos fiscais, ou mesmo inquéritos e ações penais em andamento, não se constituiriam em óbice ao reconhecimento da insignificância penal. Confira-se: PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES. DESCAMINHO. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. PARÂMETRO. PORTARIA MF n 75/2012. REITERAÇÃO. IRRELEVÂNCIA. DIREITO PENAL DO FATO.1. Consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal - adotado por esta Corte -, aplica-se o princípio da insignificância no crime de descaminho quanto o total dos tributos iludidos (IPI e II), não supera o valor legalmente instituído na esfera administrativa como limite mínimo para fins de execução fiscal que, atualmente, encontra-se no patamar de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), conforme a Portaria n 75/2012 do Ministério da Fazenda. 2.Em decorrência do direito penal do fato, a 4... Seção deste Tribunal decidiu que para fins de incidência do princípio da insignificância deve ser levado em conta somente o valor dos tributos, em 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR tese, sonegados, sem qualquer incursão nos aspectos subjetivos do agente, sendo irrelevante a existência de procedimentos administrativos da Receita Federal, inquéritos, ações penais em andamento ou condenações transitadas em julgado. 3. Nesse quadro, considerando, na espécie, o valor dos impostos sonegados, é caso de reconhecimento do delito de bagatela, sendo irrelevante, outrossim, o fato da existência de outro processo contra a ré. (TRF4, ENUL - EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADEn5008552-22.2012.404.7202/SC. Rel.:MÁRCIO ANTÔNIO ROCHA.Órgão Julgador: 4... SEÇÃO. Fonte:D.E. 19/06/2015). No caso em concreto, as mercadorias apreendidas na posse do acusado foram avaliadas em R$ 11.096,62 (onze mil e noventa e seis reais e sessenta e dois reais) e o valor dos tributos que deixou de ser recolhido aos cofres públicos foi calculado em R$ 5.548,31 (cinco mil e quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos), conforme informação contida no Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de Mercadorias n 10940.720504/2014-97 (evento 1, PROCADM3, fl. 23). Logo, é aplicável ao delito o princípio da insignificância, considerando que o valor do tributo iludido não excede a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) e é tão ínfimo que sequer pode ser considerado lesão ao bem jurídico tutelado, mesmo havendo eventual reiteração. Assim, a absolvição do acusado por atipicidade da conduta é medida que se impõe.” Portanto, noto que, apesar de a acusação afirmar que o denunciado faz da prática do crime de descaminho seu meio de vida e sustento, esse dado não foi levado em consideração pelo Magistrado. A sentença absolutória considerou como critério único, a justificar a insignificância da conduta, tão somente o valor dos tributos, em tese, sonegados, sem qualquer consideração a respeito dos aspectos subjetivos do 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR tese, sonegados, sem qualquer incursão nos aspectos subjetivos do agente, sendo irrelevante a existência de procedimentos administrativos da Receita Federal, inquéritos, ações penais em andamento ou condenações transitadas em julgado. 3. Nesse quadro, considerando, na espécie, o valor dos impostos sonegados, é caso de reconhecimento do delito de bagatela, sendo irrelevante, outrossim, o fato da existência de outro processo contra a ré. (TRF4, ENUL - EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADEn5008552-22.2012.404.7202/SC. Rel.:MÁRCIO ANTÔNIO ROCHA.Órgão Julgador: 4... SEÇÃO. Fonte:D.E. 19/06/2015). No caso em concreto, as mercadorias apreendidas na posse do acusado foram avaliadas em R$ 11.096,62 (onze mil e noventa e seis reais e sessenta e dois reais) e o valor dos tributos que deixou de ser recolhido aos cofres públicos foi calculado em R$ 5.548,31 (cinco mil e quinhentos e quarenta e oito reais e trinta e um centavos), conforme informação contida no Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de Mercadorias n 10940.720504/2014-97 (evento 1, PROCADM3, fl. 23). Logo, é aplicável ao delito o princípio da insignificância, considerando que o valor do tributo iludido não excede a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) e é tão ínfimo que sequer pode ser considerado lesão ao bem jurídico tutelado, mesmo havendo eventual reiteração. Assim, a absolvição do acusado por atipicidade da conduta é medida que se impõe.” Portanto, noto que, apesar de a acusação afirmar que o denunciado faz da prática do crime de descaminho seu meio de vida e sustento, esse dado não foi levado em consideração pelo Magistrado. A sentença absolutória considerou como critério único, a justificar a insignificância da conduta, tão somente o valor dos tributos, em tese, sonegados, sem qualquer consideração a respeito dos aspectos subjetivos do 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR agente, tudo conforme o entendimento do TRF da 4... Região, que manteve a absolvição. Tal conclusão, de fato, não se coaduna com a jurisprudência desta Suprema Corte, que entende que a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade envolve um juízo de tipicidade conglobante. Assim, ao contrário do que restou assentado pelas instâncias ordinárias, há que se analisar os aspectos subjetivos do caso, ponderando todas as vertentes da conduta imputada, como a habitualidade delitiva, a revelar maior reprovabilidade da conduta. De tal modo, não há reparos na decisão do Superior Tribunal de Justiça, que afastou, na espécie, a aplicação do princípio da insignificância ao fundamento de que o requisito de reduzido grau de reprovabilidade do comportamento do agente não teria sido atendido, porquanto o paciente reitera em práticas da mesma espécie (eDOC 02, p. 20/22). Por fim, registro que as premissas decisórias (multiplicidade de procedimentos administrativos, de ações penais e inquérito policiais em curso) não se submetem a juízo revisório a ser empreendido por esta Corte na estreita via do habeas corpus, que, como é sabido, não se compatibiliza com reexame de fatos e provas. Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Com efeito, o precedente citado pelo agravante (HC 136.843, Segunda Turma, DJe 10.10.2017) parte de premissa fática distinta, porquanto, naquele caso, a Turma chegou à conclusão de não havia registro nos autos de reiteração delitiva. Outra é a situação destes autos em que se tem notícia de 04 (quatro) registros de autuações aduaneiras pela Delegacia da Receita Federal em nome do agravante (Processos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR agente, tudo conforme o entendimento do TRF da 4... Região, que manteve a absolvição. Tal conclusão, de fato, não se coaduna com a jurisprudência desta Suprema Corte, que entende que a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade envolve um juízo de tipicidade conglobante. Assim, ao contrário do que restou assentado pelas instâncias ordinárias, há que se analisar os aspectos subjetivos do caso, ponderando todas as vertentes da conduta imputada, como a habitualidade delitiva, a revelar maior reprovabilidade da conduta. De tal modo, não há reparos na decisão do Superior Tribunal de Justiça, que afastou, na espécie, a aplicação do princípio da insignificância ao fundamento de que o requisito de reduzido grau de reprovabilidade do comportamento do agente não teria sido atendido, porquanto o paciente reitera em práticas da mesma espécie (eDOC 02, p. 20/22). Por fim, registro que as premissas decisórias (multiplicidade de procedimentos administrativos, de ações penais e inquérito policiais em curso) não se submetem a juízo revisório a ser empreendido por esta Corte na estreita via do habeas corpus, que, como é sabido, não se compatibiliza com reexame de fatos e provas. Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Com efeito, o precedente citado pelo agravante (HC 136.843, Segunda Turma, DJe 10.10.2017) parte de premissa fática distinta, porquanto, naquele caso, a Turma chegou à conclusão de não havia registro nos autos de reiteração delitiva. Outra é a situação destes autos em que se tem notícia de 04 (quatro) registros de autuações aduaneiras pela Delegacia da Receita Federal em nome do agravante (Processos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR 12457.723480/2013-24; 12457.728151/2014-51; 15165.722647/2013-11 e 15165.722326/2013-17, conforme relata a denúncia). Oportuno citar precedentes atuais da própria Segunda Turma no mesmo sentido deste voto: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça. Ausência de interposição de agravo regimental. 3. Não exaurimento da jurisdição e inobservância do princípio da colegialidade. 4. Crime de descaminho. 5. Valor dos tributos elididos inferior a vinte mil reais (Portarias do Ministério da Fazenda 75/2012 e 130/2012). 6. Princípio da Insignificância afastado. 7. Existência de indicadores de habitualidade delitiva. 8. Reprovabilidade da Conduta. 9. Precedentes. 10. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 142.381 AgR, Relator Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 21.06.2018) “Agravo regimental em habeas corpus. Penal. Crime de descaminho (Código Penal Brasileiro, art. 334). Trancamento da ação penal. Pretensão à aplicação do princípio da insignificância. Impossibilidade. Contumácia delitiva cabalmente demonstrada. Precedentes. Registro de outros procedimentos administrativos fiscais da mesma natureza. Atinge o montante de R$ 57.978,89 reais a soma dos tributos elididos pelo agravante em suas autuações por suposto crime de descaminho. Agravo regimental não provido.” (HC 144.862 AgR, Relator Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 26.10.2017) Destarte, reitero que, em se tratando de decisão correlata à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, sem resquício de flagrante hipótese de constrangimento ilegal a justificar a concessão de ofício da ordem, não se viabiliza compreender de modo diverso. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR 12457.723480/2013-24; 12457.728151/2014-51; 15165.722647/2013-11 e 15165.722326/2013-17, conforme relata a denúncia). Oportuno citar precedentes atuais da própria Segunda Turma no mesmo sentido deste voto: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça. Ausência de interposição de agravo regimental. 3. Não exaurimento da jurisdição e inobservância do princípio da colegialidade. 4. Crime de descaminho. 5. Valor dos tributos elididos inferior a vinte mil reais (Portarias do Ministério da Fazenda 75/2012 e 130/2012). 6. Princípio da Insignificância afastado. 7. Existência de indicadores de habitualidade delitiva. 8. Reprovabilidade da Conduta. 9. Precedentes. 10. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 142.381 AgR, Relator Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 21.06.2018) “Agravo regimental em habeas corpus. Penal. Crime de descaminho (Código Penal Brasileiro, art. 334). Trancamento da ação penal. Pretensão à aplicação do princípio da insignificância. Impossibilidade. Contumácia delitiva cabalmente demonstrada. Precedentes. Registro de outros procedimentos administrativos fiscais da mesma natureza. Atinge o montante de R$ 57.978,89 reais a soma dos tributos elididos pelo agravante em suas autuações por suposto crime de descaminho. Agravo regimental não provido.” (HC 144.862 AgR, Relator Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 26.10.2017) Destarte, reitero que, em se tratando de decisão correlata à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, sem resquício de flagrante hipótese de constrangimento ilegal a justificar a concessão de ofício da ordem, não se viabiliza compreender de modo diverso. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 147513 AGR / PR É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Supremo Tribunal Federal HC 147513 AGR / PR É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15F5-9969-9B4C-C8DC e senha F81D-550F-3E00-2805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 02/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58A6-4ABF-7087-99D9 e senha A719-82CB-D167-9F4E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 147.513 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58A6-4ABF-7087-99D9 e senha A719-82CB-D167-9F4E Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 147 . 513", "HC 147513 AGR / PR", "HC 147513 AGR / PR", "HC 136 . 843", "HC 136 . 843", "HC 126273 AgR", "HC 91920", "HABEAS CORPUS 147 . 513", "HC 126273 AgR", "HC 91920", "HC 147513 AGR / PR", "HC 114174", "HC 121760", "HC 147513 AGR / PR", "HC 114174", "HC 121760", "HC 147513 AGR / PR", "HC 130 . 453", "HC 133 . 566", "HC 113 . 483", "HC 147513 AGR / PR", "HC 130 . 453", "HC 133 . 566", "HC 113 . 483", "HC 147513 AGR / PR", "HC 147513 AGR / PR", "HC 147513 AGR / PR", "HC 147513 AGR / PR", "HC 147513 AGR / PR", "HC 126191 / PR", "HC 147513 AGR / PR", "HC 126191 / PR", "HC 147513 AGR / PR", "-", "22", ".", "2012", ".", "404", ".", "7202", "/", "SC", "HC 147513 AGR / PR", "HC 147513 AGR / PR", "HC 136 . 843", "HC 147513 AGR / PR", "HC 136 . 843", "HC 147513 AGR / PR", "HC 142 . 381 AgR", "HC 144 . 862 AgR", "HC 147513 AGR / PR", "HC 142 . 381 AgR", "HC 144 . 862 AgR", "HC 147513 AGR / PR", "HC 147513 AGR / PR", "HABEAS CORPUS 147 . 513", "HABEAS CORPUS 147 . 513" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 20 da Lei n 10 . 522 / 2002", "Portaria 75 / 2012", "Portaria 75 / 2012", "Código Penal Brasileiro , art . 334", "art . 20 da Lei n 10 . 522 / 02", "Portarias n 75 e n 130 / 2012", "art . 20 da Lei n 10 . 522 / 2002", "Portarias n 75 e n 130 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 20 da Lei n 10 . 522 / 2002", "Portaria 75 / 2012", "Portaria 75 / 2012", "Código Penal Brasileiro , art . 334", "art . 20 da Lei n 10 . 522 / 02", "Portarias n 75 e n 130 / 2012", "art . 20 da Lei n 10 . 522 / 2002", "Portarias n 75 e n 130 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA", "MF n 75 / 2012", "Portaria n 75 / 2012 do Ministério da Fazenda", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA MF n 75 / 2012", "Portaria n 75 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portarias", "130", "/", "2012", "Código Penal Brasileiro , art . 334", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portarias do", "Ministério da Fazenda 75 / 2012", "130", "/", "2012", "Código Penal Brasileiro , art . 334", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "BR 277", "município", "Irati", "-", "PR", "BR 277", "Irati", "-", "PR", "Subseção Judiciária de Ponta Grossa", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Suprema Corte", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Mercedes Benz", "Delegacia da Receita Federal do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Mercedes Benz", "Delegacia da Receita Federal do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Delegacia da Receita Federal", "Polícia Rodoviária Federal", "Delegacia da Receita Federal do Brasil", "Subseção Judiciária de Ponta", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Delegacia da Receita Federal", "Polícia Rodoviária Federal", "Delegacia da Receita Federal do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Fazenda Nacional", "União", "Procuradoria", "-", "Geral da Fazenda Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério da Fazenda", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "União", "Procuradoria", "-", "Geral da Fazenda Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério da", "Fazenda", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério da Fazenda", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Seção do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "4", ".", "Seção do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo", "Tribunal Federal", "Ministério", "Supremo Tribunal Federal", "Receita Federal", "TRF4", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Receita Federal", "TRF4", "Supremo Tribunal Federal", "TRF da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Delegacia da Receita Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRF da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Delegacia da Receita Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério da", "Fazenda", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "TEORI ZAVASCKI", "JOAQUIM BARBOSA", "EDSON FACHIN", "TEORI ZAVASCKI", "JOAQUIM BARBOSA", "EDSON FACHIN", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Carlos Roberto Pereira Pinto", "Carlos Roberto Pereira Pinto", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Carlos Roberto Pereira Pinto", "Carlos Roberto Pereira Pinto", "EDSON FACHIN", "Carlos Roberto Pereira Pinto", "Carlos Roberto Pereira Pinto", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "EDSON FACHIN", "MÁRCIO ANTÔNIO ROCHA", "MÁRCIO ANTÔNIO ROCHA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Carlos Vilhena", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "CARLOS ROBERTO PEREIRA PINTO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Carlos Vilhena", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "12", "/", "05", "/", "2015", "09", "/", "02", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "12", "/", "05", "/", "2015", "09", "/", "02", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "14", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "14", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "08", ".", "2017", "12", ".", "05", ".", "2016", "01", ".", "08", ".", "2014", "12 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "08", ".", "2017", "12", ".", "05", ".", "2016", "01", ".", "08", ".", "2014", "12 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "03", "/", "2015", "07", "-", "04", "-", "2015", "08", "-", "04", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "03", "/", "2015", "07", "-", "04", "-", "2015", "08", "-", "04", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "06", ".", "2018", "26", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "06", ".", "2018", "26", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "2", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VIVIANE CRISTINA BERGHAN ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 617C-2050-4835-4B1D e senha A8AB-018A-0400-1948 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1135250 AGR / RS taquigráficas. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 617C-2050-4835-4B1D e senha A8AB-018A-0400-1948 Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS taquigráficas. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 617C-2050-4835-4B1D e senha A8AB-018A-0400-1948 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VIVIANE CRISTINA BERGHAN ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de agosto de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de origem confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência dos pedidos de depósitos relativos ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e indenização por danos morais. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente alega a violação do artigo 37, inciso II, da Constituição Federal. Discorre sobre a ilegalidade da contratação realizada. Tece comentários sobre o precedente firmado no julgamento do recurso extraordinário nº 596.478/RR. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VIVIANE CRISTINA BERGHAN ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de agosto de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de origem confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência dos pedidos de depósitos relativos ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e indenização por danos morais. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente alega a violação do artigo 37, inciso II, da Constituição Federal. Discorre sobre a ilegalidade da contratação realizada. Tece comentários sobre o precedente firmado no julgamento do recurso extraordinário nº 596.478/RR. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1135250 AGR / RS premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Com efeito, examinando a documentação acostada aos autos, verifica-se que a parte autora possui vínculo temporário com o Estado do Rio Grande do Sul, oriundo de contratação temporária para o exercício de funções de servidor de escola, nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal e da Lei nº 14.818/15. Destarte, a contratação é regida pelo sistema estatutário, não comportando a almejada aplicação da CLT e, por consequência, o pagamento de FGTS. […] De outra banda, para a hipótese de pagamento de FGTS com base no art. 19-A da Lei nº 8.036/90, urge esclarecer que somente seria possível a partir de eventual reconhecimento e declaração de nulidade do contrato de trabalho temporário, com a imediata e consequente exoneração da parte autora, o que não figura como pedido da inicial. Em respeito ao princípio da legalidade, portanto, não prospera a pretensão da parte recorrente quanto aos depósitos de FGTS. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, da leitura do acórdão recorrido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Com efeito, examinando a documentação acostada aos autos, verifica-se que a parte autora possui vínculo temporário com o Estado do Rio Grande do Sul, oriundo de contratação temporária para o exercício de funções de servidor de escola, nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal e da Lei nº 14.818/15. Destarte, a contratação é regida pelo sistema estatutário, não comportando a almejada aplicação da CLT e, por consequência, o pagamento de FGTS. […] De outra banda, para a hipótese de pagamento de FGTS com base no art. 19-A da Lei nº 8.036/90, urge esclarecer que somente seria possível a partir de eventual reconhecimento e declaração de nulidade do contrato de trabalho temporário, com a imediata e consequente exoneração da parte autora, o que não figura como pedido da inicial. Em respeito ao princípio da legalidade, portanto, não prospera a pretensão da parte recorrente quanto aos depósitos de FGTS. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, da leitura do acórdão recorrido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 1135250 AGR / RS mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, ter o Tribunal de origem julgado a apelação a partir de análise conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei estadual nº 14.828/15. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - verbete nº 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. Está- se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de majorar os honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do citado diploma legal, porquanto ausente fixação de verba sucumbencial na origem. 4. Publiquem. A agravante insiste no processamento do recurso. Articula com o decidido pelo Supremo nos extraordinários de nº 596.478, 830.962 e 705.140, alegando ter direito aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS. Sustenta violado o artigo 37, incisos II e IX, da Constituição Federal, afirmando a natureza constitucional da controvérsia e exclusivamente de matéria de direito. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, ter o Tribunal de origem julgado a apelação a partir de análise conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei estadual nº 14.828/15. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - verbete nº 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. Está- se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de majorar os honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do citado diploma legal, porquanto ausente fixação de verba sucumbencial na origem. 4. Publiquem. A agravante insiste no processamento do recurso. Articula com o decidido pelo Supremo nos extraordinários de nº 596.478, 830.962 e 705.140, alegando ter direito aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS. Sustenta violado o artigo 37, incisos II e IX, da Constituição Federal, afirmando a natureza constitucional da controvérsia e exclusivamente de matéria de direito. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo a síntese do pronunciamento formalizado pela Turma Recursal: RECURSO INOMINADO. SERVIDOR DE ESCOLA ESTADUAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DE VÍNCULO TRABALHISTA. FGTS. DANO MORAL. SENTENÇA ULTRA PETITA. Preliminarmente, tendo a condenação ultrapassado os limites da lide (causa de pedir e pedidos), afrontando o art. 141 do CPC, necessário sejam expungidos os excessos. No caso, afastam-se as deliberações sobre licença prêmio e adicional noturno. Quanto ao mérito, examinando a documentação acostada aos autos, verifica-se que a parte autora possui vínculo temporário com o Estado do Rio Grande do Sul, oriundo de contratação temporária para o exercício de funções de servidor de escola, nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal e da Lei nº 14.818/15. Destarte, a contratação é regida pelo sistema estatutário, não comportando a almejada aplicação da CLT e, por consequência, o pagamento de FGTS. De outra banda, para a hipótese de pagamento de FGTS com base no art. 19-A da Lei nº 8.036/90, urge esclarecer que somente seria possível a partir de eventual reconhecimento e declaração de nulidade do contrato de trabalho temporário, com a imediata e consequente exoneração da parte autora, o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo a síntese do pronunciamento formalizado pela Turma Recursal: RECURSO INOMINADO. SERVIDOR DE ESCOLA ESTADUAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DE VÍNCULO TRABALHISTA. FGTS. DANO MORAL. SENTENÇA ULTRA PETITA. Preliminarmente, tendo a condenação ultrapassado os limites da lide (causa de pedir e pedidos), afrontando o art. 141 do CPC, necessário sejam expungidos os excessos. No caso, afastam-se as deliberações sobre licença prêmio e adicional noturno. Quanto ao mérito, examinando a documentação acostada aos autos, verifica-se que a parte autora possui vínculo temporário com o Estado do Rio Grande do Sul, oriundo de contratação temporária para o exercício de funções de servidor de escola, nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal e da Lei nº 14.818/15. Destarte, a contratação é regida pelo sistema estatutário, não comportando a almejada aplicação da CLT e, por consequência, o pagamento de FGTS. De outra banda, para a hipótese de pagamento de FGTS com base no art. 19-A da Lei nº 8.036/90, urge esclarecer que somente seria possível a partir de eventual reconhecimento e declaração de nulidade do contrato de trabalho temporário, com a imediata e consequente exoneração da parte autora, o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1135250 AGR / RS que não figura como pedido da inicial. Em respeito ao princípio da legalidade, portanto, não prospera a pretensão da parte recorrente aos depósitos de FGTS. RECURSO INOMINADO PARCIALMENTE PROVIDO. Improcede o inconformismo. Ao contrário do alegado, a controvérsia foi dirimida consideradas as provas coligidas para o processo e a legislação local. O Colegiado assentou que a contratação é regida pelo sistema estatutário, mostrando-se indevido o pagamento do FGTS. Somente seria dado concluir de forma diversa a partir do reexame dos elementos probatórios e da análise do Direito estadual, inviável nesta estreita via recursal. A discussão sobre o alcance de norma local inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. Assim decidiu o Supremo no julgamento dos seguintes precedentes: EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. FGTS. AUSÊNCIA DE NULIDADE NO CONTRATO. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. (Agravo em recurso extraordinário nº 967.539, relator ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 29 março de 2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS que não figura como pedido da inicial. Em respeito ao princípio da legalidade, portanto, não prospera a pretensão da parte recorrente aos depósitos de FGTS. RECURSO INOMINADO PARCIALMENTE PROVIDO. Improcede o inconformismo. Ao contrário do alegado, a controvérsia foi dirimida consideradas as provas coligidas para o processo e a legislação local. O Colegiado assentou que a contratação é regida pelo sistema estatutário, mostrando-se indevido o pagamento do FGTS. Somente seria dado concluir de forma diversa a partir do reexame dos elementos probatórios e da análise do Direito estadual, inviável nesta estreita via recursal. A discussão sobre o alcance de norma local inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. Assim decidiu o Supremo no julgamento dos seguintes precedentes: EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. FGTS. AUSÊNCIA DE NULIDADE NO CONTRATO. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. (Agravo em recurso extraordinário nº 967.539, relator ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 29 março de 2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1135250 AGR / RS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 22.8.2016. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CONTRATADO. CONTRATO NÃO NULO. RECOLHIMENTO DO FGTS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A controvérsia referente ao recolhimento do FGTS por parte de servidor público estadual contratado e não declarado nulo o referido contrato demanda o reexame da legislação local. Incidência da Súmula 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. (Agravo em recurso extraordinário nº 984.009, relator ministro Edson Fachin, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 22 de novembro de 2016) EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇAO TEMPORÁRIA. PROFESSOR. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 87/2000. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.4.2010. Divergir do acórdão recorrido quanto à natureza do contrato temporário de professores celebrado com a Administração Pública Estadual, disciplinado pela Lei Complementar Estadual 87/2000, exigiria o reexame da moldura fática constante nos autos e análise de normas infraconstitucionais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Controvérsia divergente daquela em que reconhecida a repercussão geral pelo Plenário desta Casa – RE 596.478-RG/RR. Inadequada a aplicação da sistemática da repercussão geral (art. 543-B do CPC). Agravo regimental conhecido e não provido. (Agravo regimental no agravo de instrumento nº 839.614, relatora ministra Rosa Weber, Primeira Turma, acórdão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 22.8.2016. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CONTRATADO. CONTRATO NÃO NULO. RECOLHIMENTO DO FGTS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A controvérsia referente ao recolhimento do FGTS por parte de servidor público estadual contratado e não declarado nulo o referido contrato demanda o reexame da legislação local. Incidência da Súmula 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. (Agravo em recurso extraordinário nº 984.009, relator ministro Edson Fachin, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 22 de novembro de 2016) EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇAO TEMPORÁRIA. PROFESSOR. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 87/2000. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.4.2010. Divergir do acórdão recorrido quanto à natureza do contrato temporário de professores celebrado com a Administração Pública Estadual, disciplinado pela Lei Complementar Estadual 87/2000, exigiria o reexame da moldura fática constante nos autos e análise de normas infraconstitucionais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Controvérsia divergente daquela em que reconhecida a repercussão geral pelo Plenário desta Casa – RE 596.478-RG/RR. Inadequada a aplicação da sistemática da repercussão geral (art. 543-B do CPC). Agravo regimental conhecido e não provido. (Agravo regimental no agravo de instrumento nº 839.614, relatora ministra Rosa Weber, Primeira Turma, acórdão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1135250 AGR / RS veiculado no Diário da Justiça de 22 de agosto de 2014) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. PROFESSORES. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 87/2000. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. Em casos análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista depender o deslinde da controvérsia do exame prévio da legislação local aplicável à espécie (Súmula 280/STF). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo regimental no agravo de instrumento nº 842.912, relator ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 21 de novembro de 2014) Descabe articular com a semelhança entre o caso e a tese firmada no julgamento do recurso extraordinário nº 569.478/RR, sob a sistemática da repercussão geral. Não se trata de contrato nulo e nem submetido à legislação trabalhista. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Colegiado de origem procedeu com interpretação da legislação de regência e à luz do quadro fático então delineado, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência da agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS veiculado no Diário da Justiça de 22 de agosto de 2014) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. PROFESSORES. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 87/2000. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. Em casos análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista depender o deslinde da controvérsia do exame prévio da legislação local aplicável à espécie (Súmula 280/STF). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo regimental no agravo de instrumento nº 842.912, relator ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 21 de novembro de 2014) Descabe articular com a semelhança entre o caso e a tese firmada no julgamento do recurso extraordinário nº 569.478/RR, sob a sistemática da repercussão geral. Não se trata de contrato nulo e nem submetido à legislação trabalhista. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Colegiado de origem procedeu com interpretação da legislação de regência e à luz do quadro fático então delineado, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência da agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1135250 AGR / RS que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : VIVIANE CRISTINA BERGHAN ADV.(A/S) : LUCIO MOOG ELY (65941/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B61-13F3-A30A-48A7 e senha F65A-06C5-B391-87E4 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : VIVIANE CRISTINA BERGHAN ADV.(A/S) : LUCIO MOOG ELY (65941/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B61-13F3-A30A-48A7 e senha F65A-06C5-B391-87E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748747979
2018-10-02T00:00:00
2018-11-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur395436
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) AI 842912 AgR (1ªT), AI 839614 AgR (1ªT), RE 967539 AgR (1ªT), RE 984009 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 22/01/2019, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1135250
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-014818 ANO-2015\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1135250 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VIVIANE CRISTINA BERGHAN ADV.(A/S) : LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VIVIANE CRISTINA BERGHAN ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 617C-2050-4835-4B1D e senha A8AB-018A-0400-1948 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1135250 AGR / RS taquigráficas. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 617C-2050-4835-4B1D e senha A8AB-018A-0400-1948 Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS taquigráficas. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 617C-2050-4835-4B1D e senha A8AB-018A-0400-1948 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VIVIANE CRISTINA BERGHAN ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de agosto de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de origem confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência dos pedidos de depósitos relativos ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e indenização por danos morais. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente alega a violação do artigo 37, inciso II, da Constituição Federal. Discorre sobre a ilegalidade da contratação realizada. Tece comentários sobre o precedente firmado no julgamento do recurso extraordinário n 596.478/RR. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VIVIANE CRISTINA BERGHAN ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de agosto de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de origem confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência dos pedidos de depósitos relativos ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e indenização por danos morais. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente alega a violação do artigo 37, inciso II, da Constituição Federal. Discorre sobre a ilegalidade da contratação realizada. Tece comentários sobre o precedente firmado no julgamento do recurso extraordinário n 596.478/RR. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1135250 AGR / RS premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Com efeito, examinando a documentação acostada aos autos, verifica-se que a parte autora possui vínculo temporário com o Estado do Rio Grande do Sul, oriundo de contratação temporária para o exercício de funções de servidor de escola, nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal e da Lei n 14.818/15. Destarte, a contratação é regida pelo sistema estatutário, não comportando a almejada aplicação da Consolidação das Leis do Trabalho e, por consequência, o pagamento de FGTS. […] De outra banda, para a hipótese de pagamento de FGTS com base no art. 19-A da Lei n 8.036/90, urge esclarecer que somente seria possível a partir de eventual reconhecimento e declaração de nulidade do contrato de trabalho temporário, com a imediata e consequente exoneração da parte autora, o que não figura como pedido da inicial. Em respeito ao princípio da legalidade, portanto, não prospera a pretensão da parte recorrente quanto aos depósitos de FGTS. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, da leitura do acórdão recorrido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Com efeito, examinando a documentação acostada aos autos, verifica-se que a parte autora possui vínculo temporário com o Estado do Rio Grande do Sul, oriundo de contratação temporária para o exercício de funções de servidor de escola, nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal e da Lei n 14.818/15. Destarte, a contratação é regida pelo sistema estatutário, não comportando a almejada aplicação da Consolidação das Leis do Trabalho e, por consequência, o pagamento de FGTS. […] De outra banda, para a hipótese de pagamento de FGTS com base no art. 19-A da Lei n 8.036/90, urge esclarecer que somente seria possível a partir de eventual reconhecimento e declaração de nulidade do contrato de trabalho temporário, com a imediata e consequente exoneração da parte autora, o que não figura como pedido da inicial. Em respeito ao princípio da legalidade, portanto, não prospera a pretensão da parte recorrente quanto aos depósitos de FGTS. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, da leitura do acórdão recorrido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 1135250 AGR / RS mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, ter o Tribunal de origem julgado a apelação a partir de análise conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei estadual n 14.828/15. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - verbete n 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. Está- se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de majorar os honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do citado diploma legal, porquanto ausente fixação de verba sucumbencial na origem. 4. Publiquem. A agravante insiste no processamento do recurso. Articula com o decidido pelo Supremo nos extraordinários de n 596.478, 830.962 e 705.140, alegando ter direito aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS. Sustenta violado o artigo 37, incisos II e IX, da Constituição Federal, afirmando a natureza constitucional da controvérsia e exclusivamente de matéria de direito. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, ter o Tribunal de origem julgado a apelação a partir de análise conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Lei estadual n 14.828/15. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - verbete n 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. Está- se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de majorar os honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do citado diploma legal, porquanto ausente fixação de verba sucumbencial na origem. 4. Publiquem. A agravante insiste no processamento do recurso. Articula com o decidido pelo Supremo nos extraordinários de n 596.478, 830.962 e 705.140, alegando ter direito aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS. Sustenta violado o artigo 37, incisos II e IX, da Constituição Federal, afirmando a natureza constitucional da controvérsia e exclusivamente de matéria de direito. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B913-390C-DB45-E199 e senha DB69-444B-1C99-78DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo a síntese do pronunciamento formalizado pela Turma Recursal: RECURSO INOMINADO. SERVIDOR DE ESCOLA ESTADUAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DE VÍNCULO TRABALHISTA. FGTS. DANO MORAL. SENTENÇA ULTRA PETITA. Preliminarmente, tendo a condenação ultrapassado os limites da lide (causa de pedir e pedidos), afrontando o art. 141 do Código de Processo Civil, necessário sejam expungidos os excessos. No caso, afastam-se as deliberações sobre licença prêmio e adicional noturno. Quanto ao mérito, examinando a documentação acostada aos autos, verifica-se que a parte autora possui vínculo temporário com o Estado do Rio Grande do Sul, oriundo de contratação temporária para o exercício de funções de servidor de escola, nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal e da Lei n 14.818/15. Destarte, a contratação é regida pelo sistema estatutário, não comportando a almejada aplicação da Consolidação das Leis do Trabalho e, por consequência, o pagamento de FGTS. De outra banda, para a hipótese de pagamento de FGTS com base no art. 19-A da Lei n 8.036/90, urge esclarecer que somente seria possível a partir de eventual reconhecimento e declaração de nulidade do contrato de trabalho temporário, com a imediata e consequente exoneração da parte autora, o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo a síntese do pronunciamento formalizado pela Turma Recursal: RECURSO INOMINADO. SERVIDOR DE ESCOLA ESTADUAL. CONTRATO TEMPORÁRIO. PRETENSÃO AO RECONHECIMENTO DE VÍNCULO TRABALHISTA. FGTS. DANO MORAL. SENTENÇA ULTRA PETITA. Preliminarmente, tendo a condenação ultrapassado os limites da lide (causa de pedir e pedidos), afrontando o art. 141 do Código de Processo Civil, necessário sejam expungidos os excessos. No caso, afastam-se as deliberações sobre licença prêmio e adicional noturno. Quanto ao mérito, examinando a documentação acostada aos autos, verifica-se que a parte autora possui vínculo temporário com o Estado do Rio Grande do Sul, oriundo de contratação temporária para o exercício de funções de servidor de escola, nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal e da Lei n 14.818/15. Destarte, a contratação é regida pelo sistema estatutário, não comportando a almejada aplicação da Consolidação das Leis do Trabalho e, por consequência, o pagamento de FGTS. De outra banda, para a hipótese de pagamento de FGTS com base no art. 19-A da Lei n 8.036/90, urge esclarecer que somente seria possível a partir de eventual reconhecimento e declaração de nulidade do contrato de trabalho temporário, com a imediata e consequente exoneração da parte autora, o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1135250 AGR / RS que não figura como pedido da inicial. Em respeito ao princípio da legalidade, portanto, não prospera a pretensão da parte recorrente aos depósitos de FGTS. RECURSO INOMINADO PARCIALMENTE PROVIDO. Improcede o inconformismo. Ao contrário do alegado, a controvérsia foi dirimida consideradas as provas coligidas para o processo e a legislação local. O Colegiado assentou que a contratação é regida pelo sistema estatutário, mostrando-se indevido o pagamento do FGTS. Somente seria dado concluir de forma diversa a partir do reexame dos elementos probatórios e da análise do Direito estadual, inviável nesta estreita via recursal. A discussão sobre o alcance de norma local inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. Assim decidiu o Supremo no julgamento dos seguintes precedentes: EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. FGTS. AUSÊNCIA DE NULIDADE NO CONTRATO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. (Agravo em recurso extraordinário n 967.539, relator ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 29 março de 2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS que não figura como pedido da inicial. Em respeito ao princípio da legalidade, portanto, não prospera a pretensão da parte recorrente aos depósitos de FGTS. RECURSO INOMINADO PARCIALMENTE PROVIDO. Improcede o inconformismo. Ao contrário do alegado, a controvérsia foi dirimida consideradas as provas coligidas para o processo e a legislação local. O Colegiado assentou que a contratação é regida pelo sistema estatutário, mostrando-se indevido o pagamento do FGTS. Somente seria dado concluir de forma diversa a partir do reexame dos elementos probatórios e da análise do Direito estadual, inviável nesta estreita via recursal. A discussão sobre o alcance de norma local inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. Assim decidiu o Supremo no julgamento dos seguintes precedentes: EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. FGTS. AUSÊNCIA DE NULIDADE NO CONTRATO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. (Agravo em recurso extraordinário n 967.539, relator ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 29 março de 2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1135250 AGR / RS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 22.8.2016. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CONTRATADO. CONTRATO NÃO NULO. RECOLHIMENTO DO FGTS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A controvérsia referente ao recolhimento do FGTS por parte de servidor público estadual contratado e não declarado nulo o referido contrato demanda o reexame da legislação local. Incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. (Agravo em recurso extraordinário n 984.009, relator ministro Edson Fachin, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 22 de novembro de 2016) EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇAO TEMPORÁRIA. PROFESSOR. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 87/2000. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.4.2010. Divergir do acórdão recorrido quanto à natureza do contrato temporário de professores celebrado com a Administração Pública Estadual, disciplinado pela Lei Complementar Estadual 87/2000, exigiria o reexame da moldura fática constante nos autos e análise de normas infraconstitucionais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Controvérsia divergente daquela em que reconhecida a repercussão geral pelo Plenário desta Casa – Recurso Extraordinário 596.478-RG/RR. Inadequada a aplicação da sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil). Agravo regimental conhecido e não provido. (Agravo regimental no agravo de instrumento n 839.614, relatora ministra Rosa Weber, Primeira Turma, acórdão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 22.8.2016. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CONTRATADO. CONTRATO NÃO NULO. RECOLHIMENTO DO FGTS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A controvérsia referente ao recolhimento do FGTS por parte de servidor público estadual contratado e não declarado nulo o referido contrato demanda o reexame da legislação local. Incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. (Agravo em recurso extraordinário n 984.009, relator ministro Edson Fachin, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 22 de novembro de 2016) EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇAO TEMPORÁRIA. PROFESSOR. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 87/2000. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.4.2010. Divergir do acórdão recorrido quanto à natureza do contrato temporário de professores celebrado com a Administração Pública Estadual, disciplinado pela Lei Complementar Estadual 87/2000, exigiria o reexame da moldura fática constante nos autos e análise de normas infraconstitucionais, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Controvérsia divergente daquela em que reconhecida a repercussão geral pelo Plenário desta Casa – Recurso Extraordinário 596.478-RG/RR. Inadequada a aplicação da sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil). Agravo regimental conhecido e não provido. (Agravo regimental no agravo de instrumento n 839.614, relatora ministra Rosa Weber, Primeira Turma, acórdão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1135250 AGR / RS veiculado no Diário da Justiça de 22 de agosto de 2014) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. PROFESSORES. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 87/2000. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Em casos análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista depender o deslinde da controvérsia do exame prévio da legislação local aplicável à espécie (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo regimental no agravo de instrumento n 842.912, relator ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 21 de novembro de 2014) Descabe articular com a semelhança entre o caso e a tese firmada no julgamento do recurso extraordinário n 569.478/RR, sob a sistemática da repercussão geral. Não se trata de contrato nulo e nem submetido à legislação trabalhista. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Colegiado de origem procedeu com interpretação da legislação de regência e à luz do quadro fático então delineado, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência da agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS veiculado no Diário da Justiça de 22 de agosto de 2014) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. PROFESSORES. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 87/2000. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Em casos análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista depender o deslinde da controvérsia do exame prévio da legislação local aplicável à espécie (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo regimental no agravo de instrumento n 842.912, relator ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça de 21 de novembro de 2014) Descabe articular com a semelhança entre o caso e a tese firmada no julgamento do recurso extraordinário n 569.478/RR, sob a sistemática da repercussão geral. Não se trata de contrato nulo e nem submetido à legislação trabalhista. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Colegiado de origem procedeu com interpretação da legislação de regência e à luz do quadro fático então delineado, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência da agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1135250 AGR / RS que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Supremo Tribunal Federal ARE 1135250 AGR / RS que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C0B6-B92B-171F-92A7 e senha 25D5-49B9-40D6-6724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : VIVIANE CRISTINA BERGHAN ADV.(A/S) : LUCIO MOOG ELY (65941/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B61-13F3-A30A-48A7 e senha F65A-06C5-B391-87E4 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.250 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : VIVIANE CRISTINA BERGHAN ADV.(A/S) : LUCIO MOOG ELY (65941/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B61-13F3-A30A-48A7 e senha F65A-06C5-B391-87E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 135 . 250", "ARE 1135250 AGR / RS", "ARE 1135250 AGR /", "recurso extraordinário n 596 . 478 / RR", "recurso extraordinário n 596 . 478 / RR", "ARE 1135250 AGR", "ARE 1135250 AGR / RS", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 1135250 AGR / RS", "extraordinários", "ARE 1135250 AGR / RS", "extraordinários", "ARE 1135250 AGR / RS", "verbete n 280 da Súmula", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Agravo em recurso extraordinário n 967 . 539", "ARE 1135250 AGR / RS", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Agravo em recurso extraordinário n 967 . 539", "ARE 1135250 AGR / RS", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 478 - RG / RR", "Agravo regimental no agravo de instrumento n 839 . 614", "ARE 1135250 AGR / RS", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Agravo em recurso extraordinário n 984 . 009", "Recurso Extraordinário 596 . 478 - RG / RR", "Agravo regimental no agravo de instrumento n 839 . 614", "ARE 1135250 AGR / RS", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Agravo regimental no agravo de instrumento n 842 . 912", "recurso extraordinário n 569 . 478 / RR", "ARE 1135250 AGR / RS", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Agravo regimental no agravo de instrumento n 842 . 912", "recurso extraordinário n 569 . 478 / RR", "ARE 1135250 AGR / RS", "ARE 1135250 AGR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , IX , da Constituição Federal", "Lei n 14 . 818 / 15", "Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 19 - A da Lei n 8 . 036 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , IX , da Constituição Federal", "Lei n 14 . 818 / 15", "Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 19 - A da Lei n 8 . 036 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 14 . 828 / 15", "artigo 37 , incisos II e IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 14 . 828 / 15", "artigo 37 , incisos II e IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 141 do Código de Processo Civil", "art . 37 , IX , da Constituição Federal", "Lei n 14 . 818 / 15", "Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 19 - A da Lei n 8 . 036 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 141 do Código de Processo Civil", "art . 37 , IX , da Constituição Federal", "Lei n 14 . 818 / 15", "Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 19 - A da Lei n 8 . 036 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "1", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 87 / 2000", "Lei Complementar Estadual 87 / 2000", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO TRAUER ADV.(A/S) :HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. CONSTITUCIONALIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA. INEXISTÊNCIA. DECISÕES DE ORIGEM SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADAS. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do RE 573.675-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema em exame e assentou que a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública constitui, dentro do gênero tributo, um novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto. Nessas condições, concluiu pela constitucionalidade de sua cobrança. 2. O Plenário do STF já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. A fundamentação pode, inclusive, ser realizada de forma sucinta. 3. A admissibilidade do recurso extraordinário interposto de julgamento do Superior Tribunal de Justiça pressupõe que a questão constitucional tenha surgido originariamente no STF. Precedentes. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C315-A641-A0C1-AE03 e senha AD76-5859-CFB8-DCCA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão RE 1143253 ED-AGR / SC Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4° do art. 1.021 do CPC. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C315-A641-A0C1-AE03 e senha AD76-5859-CFB8-DCCA Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4° do art. 1.021 do CPC. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C315-A641-A0C1-AE03 e senha AD76-5859-CFB8-DCCA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO TRAUER ADV.(A/S) :HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina - TJSC e negou provimento a agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça - STJ, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de dois recursos. Um recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC) e um agravo contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Analiso os recursos. I Recurso interposto contra acórdão do TJSC Recurso interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA COSIP ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEI COMPLEMENTAR N. 136/2002, DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE CONSTITUCIONALIDADE PRECEDENTES DO TRIBUNAL PLENO DESTE SODALÍCIO E DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO TRAUER ADV.(A/S) :HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina - TJSC e negou provimento a agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça - STJ, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de dois recursos. Um recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC) e um agravo contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Analiso os recursos. I Recurso interposto contra acórdão do TJSC Recurso interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA COSIP ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEI COMPLEMENTAR N. 136/2002, DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE CONSTITUCIONALIDADE PRECEDENTES DO TRIBUNAL PLENO DESTE SODALÍCIO E DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório RE 1143253 ED-AGR / SC SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SEGURANÇA DENEGADA RECURSO IMPROVIDO.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, c e d, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 60, §§ 2º e 4º, IV, 145, 149, 149-A, todos da CF, bem como ao art. 202, § 6º, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Sustenta que: (i) a Emenda Constitucional 39 de 2002 padece de inconstitucionalidade formal e material; (ii) a instituição da COSIP pelo Município de Joinville é inconstitucional, ante a ausência de Lei Complementar de normas gerais; (iii) a Lei Complementar Municipal 136/02 extrapolou sua competência, bem como descreveu o fato gerador de forma inepta. A pretensão recursal não merece prosperar, tendo em vista que o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que, no julgamento do RE 573.675-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema em exame e assentou que a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública constitui, dentro do gênero tributo, um novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto. Nessas condições, concluiu pela constitucionalidade de sua cobrança. Confira-se a ementa da decisão: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. RE INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SEGURANÇA DENEGADA RECURSO IMPROVIDO.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, c e d, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 60, §§ 2º e 4º, IV, 145, 149, 149-A, todos da CF, bem como ao art. 202, § 6º, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Sustenta que: (i) a Emenda Constitucional 39 de 2002 padece de inconstitucionalidade formal e material; (ii) a instituição da COSIP pelo Município de Joinville é inconstitucional, ante a ausência de Lei Complementar de normas gerais; (iii) a Lei Complementar Municipal 136/02 extrapolou sua competência, bem como descreveu o fato gerador de forma inepta. A pretensão recursal não merece prosperar, tendo em vista que o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que, no julgamento do RE 573.675-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema em exame e assentou que a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública constitui, dentro do gênero tributo, um novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto. Nessas condições, concluiu pela constitucionalidade de sua cobrança. Confira-se a ementa da decisão: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. RE INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório RE 1143253 ED-AGR / SC ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido.’ Portanto, o recurso revela-se inadmissível. II Agravo contra acórdão do STJ Agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido.’ Portanto, o recurso revela-se inadmissível. II Agravo contra acórdão do STJ Agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório RE 1143253 ED-AGR / SC RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL E DE NORMA LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE RECURSAL POR ESTA CORTE SUPERIOR. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO CPC/1973. ACLARATÓRIOS DA EMPRESA REJEITADOS. 1. A teor do disposto no art. 535, I e II do CPC/1973, os Embargos de Declaração destinam-se a suprir omissão, afastar obscuridade ou eliminar contradição existente no julgado, o que não se verifica no caso dos autos. 2. Tendo o acórdão recorrido fundamentação constitucional e interpretação de Lei do Município local, esta Corte Superior está impedida da análise recursal, sob pena de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal e afronta ao Verbete Sumular 280/STF, respectivamente. 3. Os Aclaratórios, via de regra, não permitem rejulgamento da causa, como pretende a parte, ora embargante, sendo certo que o efeito modificativo pleiteado somente é possível em hipóteses excepcionalíssimas, e, mesmo assim, é imprescindível a existência de obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se evidencia no caso em exame. 4. Embargos de Declaração da Empresa rejeitados.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXV e 93, IX, da CF. Sustenta que o Superior Tribunal de Justiça deixou de examinar questões aventadas pela parte, quais sejam, a inépcia da descrição do fato gerador do tributo, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL E DE NORMA LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE RECURSAL POR ESTA CORTE SUPERIOR. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO CPC/1973. ACLARATÓRIOS DA EMPRESA REJEITADOS. 1. A teor do disposto no art. 535, I e II do CPC/1973, os Embargos de Declaração destinam-se a suprir omissão, afastar obscuridade ou eliminar contradição existente no julgado, o que não se verifica no caso dos autos. 2. Tendo o acórdão recorrido fundamentação constitucional e interpretação de Lei do Município local, esta Corte Superior está impedida da análise recursal, sob pena de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal e afronta ao Verbete Sumular 280/STF, respectivamente. 3. Os Aclaratórios, via de regra, não permitem rejulgamento da causa, como pretende a parte, ora embargante, sendo certo que o efeito modificativo pleiteado somente é possível em hipóteses excepcionalíssimas, e, mesmo assim, é imprescindível a existência de obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se evidencia no caso em exame. 4. Embargos de Declaração da Empresa rejeitados.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXV e 93, IX, da CF. Sustenta que o Superior Tribunal de Justiça deixou de examinar questões aventadas pela parte, quais sejam, a inépcia da descrição do fato gerador do tributo, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório RE 1143253 ED-AGR / SC demonstração da inconstitucionalidade formal da Emenda Constitucional 39/02 e a indevida equiparação dos conceitos de custeio e investimento. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, em decisão assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA NO TRIBUNAL LOCAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INADMITIDO.’ A pretensão recursal não merece prosperar. Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da CF, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nessa linha, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Ademais, o acórdão recorrido está alinhado ao entendimento jurisprudencial do STF no sentido de que a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC demonstração da inconstitucionalidade formal da Emenda Constitucional 39/02 e a indevida equiparação dos conceitos de custeio e investimento. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, em decisão assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA NO TRIBUNAL LOCAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INADMITIDO.’ A pretensão recursal não merece prosperar. Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da CF, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nessa linha, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Ademais, o acórdão recorrido está alinhado ao entendimento jurisprudencial do STF no sentido de que a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório RE 1143253 ED-AGR / SC admissibilidade do recurso extraordinário interposto de julgamento do Superior Tribunal de Justiça pressupõe que a questão constitucional tenha surgido originariamente nesta Corte. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 409.973-AgR, Rel. Min. Celso de Mello: ‘ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (STJ) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF) - RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídicoprocessuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução "incidenter tantum" da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes.’ 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC admissibilidade do recurso extraordinário interposto de julgamento do Superior Tribunal de Justiça pressupõe que a questão constitucional tenha surgido originariamente nesta Corte. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 409.973-AgR, Rel. Min. Celso de Mello: ‘ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (STJ) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF) - RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídicoprocessuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução "incidenter tantum" da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes.’ 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Relatório RE 1143253 ED-AGR / SC Na mesma linha as seguintes decisões: AI 302.930-AgR- ED/SP, Relª. Minª. Ellen Gracie; RE 753.554-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandoski; AI 641.299-AgR/PR, Rel. Min. Eros Grau. Diante do exposto: (i) quanto ao RE interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso; (ii) quanto ao agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, com base no art. 932, IV e VIII, do CPC/2015 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF).’ 2. A parte agravante sustenta que: (i) o RE 573.675-RG não tratou de todas as matérias veiculadas no recurso extraordinário; (ii) o acórdão recorrido é nulo, uma vez que não abordou a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 39/2002, tampouco a inépcia do fato gerador; (iii) a Emenda Constitucional 39/2002 possui vício de inconstitucionalidade material e formal; (iv) a instituição da COSIP pelo Município de Joinville é inconstitucional por ausência de Lei Complementar de Normas Gerais, por extrapolação da competência e por inépcia do fato gerador; (v) o recurso extraordinário interposto contra acórdão do STJ não diz respeito aos vícios que ocorreram no TJSC. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC Na mesma linha as seguintes decisões: AI 302.930-AgR- ED/SP, Relª. Minª. Ellen Gracie; RE 753.554-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandoski; AI 641.299-AgR/PR, Rel. Min. Eros Grau. Diante do exposto: (i) quanto ao RE interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso; (ii) quanto ao agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, com base no art. 932, IV e VIII, do CPC/2015 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF).’ 2. A parte agravante sustenta que: (i) o RE 573.675-RG não tratou de todas as matérias veiculadas no recurso extraordinário; (ii) o acórdão recorrido é nulo, uma vez que não abordou a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 39/2002, tampouco a inépcia do fato gerador; (iii) a Emenda Constitucional 39/2002 possui vício de inconstitucionalidade material e formal; (iv) a instituição da COSIP pelo Município de Joinville é inconstitucional por ausência de Lei Complementar de Normas Gerais, por extrapolação da competência e por inépcia do fato gerador; (v) o recurso extraordinário interposto contra acórdão do STJ não diz respeito aos vícios que ocorreram no TJSC. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo regimental não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Este Egrégio Tribunal de Justiça, tanto pelas suas Câmaras isoladas quanto pelo Tribunal Pleno, reiteradamente, manifesta-se acerca do cabimento da cobrança da COSIP. Inclusive o Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do Eminente Ministro Ricardo Lewandowski, em 25.3.2009, no RE n. 573.675-RG/SC, em repercussão geral, reconheceu a constitucionalidade da COSIP instituída pelo Município de São José, alertando tratar-se de novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto, podendo eleger-se como contribuintes os consumidores de energia elétrica: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. RE INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo regimental não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Este Egrégio Tribunal de Justiça, tanto pelas suas Câmaras isoladas quanto pelo Tribunal Pleno, reiteradamente, manifesta-se acerca do cabimento da cobrança da COSIP. Inclusive o Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do Eminente Ministro Ricardo Lewandowski, em 25.3.2009, no RE n. 573.675-RG/SC, em repercussão geral, reconheceu a constitucionalidade da COSIP instituída pelo Município de São José, alertando tratar-se de novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto, podendo eleger-se como contribuintes os consumidores de energia elétrica: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. RE INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1143253 ED-AGR / SC SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido’. (…) Destaca-se neste momento, o julgado da Segunda Câmara 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido’. (…) Destaca-se neste momento, o julgado da Segunda Câmara 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1143253 ED-AGR / SC de Direito Público deste Sodalício que, analisando especificamente a Lei Complementar Municipal n. 136/2002, entendeu inexistir nela qualquer vício de inconstitucionalidade: ‘Verifica-se que a lei expressamente estipulou como sujeito ativo o Município de Joinville, que empregará a receita única e exclusivamente no custeio e ampliação do sistema de iluminação pública; como fato gerador o custo mensal do serviço da iluminação pública prestado ao contribuinte; como sujeito passivo o proprietário do bem imóvel, o titular de seu domínio útil ou seu possuidor; como base de cálculo o custo dos serviços prestados; discriminando, ainda, as alíquotas em seu art. 4º. Como se vê, a Lei em momento algum excedeu a sua finalidade, visto que esclareceu o que seria custeado com a referida contribuição - ampliação do sistema de iluminação pública - e qual seria o valor individual devido mensalmente pelos contribuintes da COSIP. As alíquotas estão estabelecidas no art. 4º da Lei Complementar. É perfeitamente possível verificar que são diferenciadas e deverão incidir sobre o custo dos serviços prestados, levando-se em conta a metragem linear de testada do imóvel fronteiriça para o logradouro público beneficiado. Estabelecidos todos os elementos necessários à instituição do tributo, não há falar-se em vício de ilegalidade. 2.2. Quanto ao princípio da irretroatividade Pelo princípio da irretroatividade é vedado ao ente tributante cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os instituiu ou aumentou (CF, art. 150, inc. III, "a", e CE, art. 128, inc. III, "a"). Não há nada na lei ou nos autos que identifique a exigência da exação em período anterior à instituição da Lei Complementar n. 136/2002, o que faz presumir que a norma em questão respeitou o princípio da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC de Direito Público deste Sodalício que, analisando especificamente a Lei Complementar Municipal n. 136/2002, entendeu inexistir nela qualquer vício de inconstitucionalidade: ‘Verifica-se que a lei expressamente estipulou como sujeito ativo o Município de Joinville, que empregará a receita única e exclusivamente no custeio e ampliação do sistema de iluminação pública; como fato gerador o custo mensal do serviço da iluminação pública prestado ao contribuinte; como sujeito passivo o proprietário do bem imóvel, o titular de seu domínio útil ou seu possuidor; como base de cálculo o custo dos serviços prestados; discriminando, ainda, as alíquotas em seu art. 4º. Como se vê, a Lei em momento algum excedeu a sua finalidade, visto que esclareceu o que seria custeado com a referida contribuição - ampliação do sistema de iluminação pública - e qual seria o valor individual devido mensalmente pelos contribuintes da COSIP. As alíquotas estão estabelecidas no art. 4º da Lei Complementar. É perfeitamente possível verificar que são diferenciadas e deverão incidir sobre o custo dos serviços prestados, levando-se em conta a metragem linear de testada do imóvel fronteiriça para o logradouro público beneficiado. Estabelecidos todos os elementos necessários à instituição do tributo, não há falar-se em vício de ilegalidade. 2.2. Quanto ao princípio da irretroatividade Pelo princípio da irretroatividade é vedado ao ente tributante cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os instituiu ou aumentou (CF, art. 150, inc. III, "a", e CE, art. 128, inc. III, "a"). Não há nada na lei ou nos autos que identifique a exigência da exação em período anterior à instituição da Lei Complementar n. 136/2002, o que faz presumir que a norma em questão respeitou o princípio da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1143253 ED-AGR / SC irretroatividade. 2.3. Quanto ao princípio da anterioridade A Constituição Federal garante que nenhum imposto será cobrado no mesmo exercício financeiro sem que haja sido publicada a lei que o instituiu ou aumentou (art. 150, inc. III, alínea 'a'). Não há nos autos notícia de que a Lei tenha sido exigida no mesmo ano em que foi publicada. A Constituição Estadual é clara ao dispor que "os atos municipais que produzam efeitos externos serão publicados no órgão oficial do Município ou da respectiva associação municipal ou em jornal local ou da microrregião a que pertencer ou de acordo com o que determinar a sua lei orgânica" (parágrafo único do art. 111). Não há nos autos alegação de vício na publicação. Importante ressaltar que a Emenda Constitucional n. 39/2002, que possibilitou a cobrança da referida contribuição, foi publicada no dia 19 de dezembro de 2002, o que explica o fato de a Lei Complementar Municipal n. 136/2002 ter sido publicada somente em 30 de dezembro de 2002. Assim, para não ser privado de importante receita, o Município de Joinville, em consonância com a sua Lei Orgânica, encaminhou a legislação instituidora da exação para a imprensa local no ano de 2002, possibilitando a sua cobrança ainda no ano de 2003. Caso assim não agisse, a contribuição só poderia ser cobrada no ano de 2004, causando graves prejuízos ao erário municipal. Não há que se cogitar, pois, de afronta ao princípio da anterioridade. 3. Vale gizar mais uma vez que o legislador Constitucional deixou ao arbítrio dos Municípios elegerem o critério para estabelecer a contribuição para o custeio da iluminação pública. Assim como a CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras, que visa angariar recursos para aplicação nos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC irretroatividade. 2.3. Quanto ao princípio da anterioridade A Constituição Federal garante que nenhum imposto será cobrado no mesmo exercício financeiro sem que haja sido publicada a lei que o instituiu ou aumentou (art. 150, inc. III, alínea 'a'). Não há nos autos notícia de que a Lei tenha sido exigida no mesmo ano em que foi publicada. A Constituição Estadual é clara ao dispor que "os atos municipais que produzam efeitos externos serão publicados no órgão oficial do Município ou da respectiva associação municipal ou em jornal local ou da microrregião a que pertencer ou de acordo com o que determinar a sua lei orgânica" (parágrafo único do art. 111). Não há nos autos alegação de vício na publicação. Importante ressaltar que a Emenda Constitucional n. 39/2002, que possibilitou a cobrança da referida contribuição, foi publicada no dia 19 de dezembro de 2002, o que explica o fato de a Lei Complementar Municipal n. 136/2002 ter sido publicada somente em 30 de dezembro de 2002. Assim, para não ser privado de importante receita, o Município de Joinville, em consonância com a sua Lei Orgânica, encaminhou a legislação instituidora da exação para a imprensa local no ano de 2002, possibilitando a sua cobrança ainda no ano de 2003. Caso assim não agisse, a contribuição só poderia ser cobrada no ano de 2004, causando graves prejuízos ao erário municipal. Não há que se cogitar, pois, de afronta ao princípio da anterioridade. 3. Vale gizar mais uma vez que o legislador Constitucional deixou ao arbítrio dos Municípios elegerem o critério para estabelecer a contribuição para o custeio da iluminação pública. Assim como a CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras, que visa angariar recursos para aplicação nos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1143253 ED-AGR / SC programas da área da saúde pública, a COSIP não pressupõe necessariamente a igualdade no rateio dos custos do serviço de iluminação pública. Naquela, quem movimenta mais recursos, contribui com maior parcela; nesta, quem consome mais energia, por presunção, haja vista que o critério utilizado é a testada do imóvel, possui condições de contribuir com mais. 4. De outro lado, não merece prosperar eventual alegação do apelante de que o gasto com obras para instalação, ampliação, manutenção e melhoramento não pode ser objeto de cobrança por meio de contribuição. Não há óbice algum à destinação do valor arrecadado para suprir esse tipo de necessidade, pois são os gastos inerentes à instalação, manutenção ou ampliação da própria iluminação pública. Não é um plus; ao contrário, são investimentos indispensáveis ao fornecimento da iluminação pública. 5. Verifica-se, então, que não há qualquer irregularidade ou inconstitucionalidade na instituição da cobrança da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública pelo Município de Joinville por meio da Lei Complementar n. 136/2002.’ (ACMS n. 2004.024828- 8, de Joinville, j. 30.8.2005) Ressalta-se que não há comprovação relativa ao vício de inconstitucionalidade formal por violação do disposto no art. 202, § 6º, do Regimento Interno da Câmaras dos Deputados, que exige o interregno de 5 (cinco) dias entre a votação do primeiro e segundo turnos. Nesse sentido, AC n. 2007.003550-9, de Urussanga, Rel. Juiz Jânio Machado, j. 30.4.2009; ACMS n. 2006.029042-5, de Criciúma, Rel. Des. Jaime Ramos, j. 23.2.2007.” 4. Para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte recorrente, seria indispensável o reexame do material probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente à questão, providência vedada nesta fase 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC programas da área da saúde pública, a COSIP não pressupõe necessariamente a igualdade no rateio dos custos do serviço de iluminação pública. Naquela, quem movimenta mais recursos, contribui com maior parcela; nesta, quem consome mais energia, por presunção, haja vista que o critério utilizado é a testada do imóvel, possui condições de contribuir com mais. 4. De outro lado, não merece prosperar eventual alegação do apelante de que o gasto com obras para instalação, ampliação, manutenção e melhoramento não pode ser objeto de cobrança por meio de contribuição. Não há óbice algum à destinação do valor arrecadado para suprir esse tipo de necessidade, pois são os gastos inerentes à instalação, manutenção ou ampliação da própria iluminação pública. Não é um plus; ao contrário, são investimentos indispensáveis ao fornecimento da iluminação pública. 5. Verifica-se, então, que não há qualquer irregularidade ou inconstitucionalidade na instituição da cobrança da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública pelo Município de Joinville por meio da Lei Complementar n. 136/2002.’ (ACMS n. 2004.024828- 8, de Joinville, j. 30.8.2005) Ressalta-se que não há comprovação relativa ao vício de inconstitucionalidade formal por violação do disposto no art. 202, § 6º, do Regimento Interno da Câmaras dos Deputados, que exige o interregno de 5 (cinco) dias entre a votação do primeiro e segundo turnos. Nesse sentido, AC n. 2007.003550-9, de Urussanga, Rel. Juiz Jânio Machado, j. 30.4.2009; ACMS n. 2006.029042-5, de Criciúma, Rel. Des. Jaime Ramos, j. 23.2.2007.” 4. Para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte recorrente, seria indispensável o reexame do material probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente à questão, providência vedada nesta fase 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1143253 ED-AGR / SC processual (Súmulas 279 e 280/STF). 5. O acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do RE 573.675-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema em exame e assentou que a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública constitui, dentro do gênero tributo, um novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto. Nessas condições, concluiu pela constitucionalidade de sua cobrança. Confira-se a ementa da decisão: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. RE INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC processual (Súmulas 279 e 280/STF). 5. O acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do RE 573.675-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema em exame e assentou que a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública constitui, dentro do gênero tributo, um novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto. Nessas condições, concluiu pela constitucionalidade de sua cobrança. Confira-se a ementa da decisão: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. RE INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1143253 ED-AGR / SC energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido” 6. O Supremo Tribunal Federal (STF) já firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, as decisões estão devidamente fundamentadas, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 7. Quanto ao recurso interposto contra decisão do Superior Tribunal Justiça (STJ), a pretensão recursal também não merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está alinhado ao entendimento jurisprudencial do STF no sentido de que a admissibilidade do recurso extraordinário interposto de julgamento do STJ pressupõe que a questão constitucional tenha surgido originariamente nesta Corte. Confiram-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Repercussão geral. Tópico devidamente fundamentado. Ausência. Recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Questão decidida em segundo grau. Inexistência de controvérsia surgida no STJ. Preclusão. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI nº 664.567/RS-QO). 2. Não se admite recurso extraordinário 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido” 6. O Supremo Tribunal Federal (STF) já firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, as decisões estão devidamente fundamentadas, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 7. Quanto ao recurso interposto contra decisão do Superior Tribunal Justiça (STJ), a pretensão recursal também não merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está alinhado ao entendimento jurisprudencial do STF no sentido de que a admissibilidade do recurso extraordinário interposto de julgamento do STJ pressupõe que a questão constitucional tenha surgido originariamente nesta Corte. Confiram-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Repercussão geral. Tópico devidamente fundamentado. Ausência. Recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Questão decidida em segundo grau. Inexistência de controvérsia surgida no STJ. Preclusão. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI nº 664.567/RS-QO). 2. Não se admite recurso extraordinário 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1143253 ED-AGR / SC contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (ARE 806.375-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto) 8. Não se aplica ao presente caso o Tema 670 da sistemática da repercussão geral, uma vez que, no paradigma da repercussão geral se discute, à luz do art. 93, IX, da Constituição Federal, preliminar de nulidade do acórdão recorrido por ausência de fundamentação sobre ponto relevante para a declaração de inconstitucionalidade de norma impugnada por meio de ação direta de inconstitucionalidade estadual, hipótese distinta da presente. 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (ARE 806.375-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto) 8. Não se aplica ao presente caso o Tema 670 da sistemática da repercussão geral, uma vez que, no paradigma da repercussão geral se discute, à luz do art. 93, IX, da Constituição Federal, preliminar de nulidade do acórdão recorrido por ausência de fundamentação sobre ponto relevante para a declaração de inconstitucionalidade de norma impugnada por meio de ação direta de inconstitucionalidade estadual, hipótese distinta da presente. 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1143253 ED-AGR / SC 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal RE 1143253 ED-AGR / SC 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto Vogal AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO TRAUER ADV.(A/S) :HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F339-CFEC-CDA3-D8D6 e senha 074E-E1EC-F048-23B6 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO TRAUER ADV.(A/S) :HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F339-CFEC-CDA3-D8D6 e senha 074E-E1EC-F048-23B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO TRAUER (8862/SC) ADV.(A/S) : HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO (13209/SC) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34C2-98F1-B5C7-EDE7 e senha A54D-1A01-A4A4-551E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO TRAUER (8862/SC) ADV.(A/S) : HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO (13209/SC) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34C2-98F1-B5C7-EDE7 e senha A54D-1A01-A4A4-551E Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748634762
2018-10-26T00:00:00
2018-11-12T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. CONSTITUCIONALIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA. INEXISTÊNCIA. DECISÕES DE ORIGEM SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADAS. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do RE 573.675-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema em exame e assentou que a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública constitui, dentro do gênero tributo, um novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto. Nessas condições, concluiu pela constitucionalidade de sua cobrança. 2. O Plenário do STF já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. A fundamentação pode, inclusive, ser realizada de forma sucinta. 3. A admissibilidade do recurso extraordinário interposto de julgamento do Superior Tribunal de Justiça pressupõe que a questão constitucional tenha surgido originariamente no STF. Precedentes. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 5. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur394251
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRIBUIÇÃO, CUSTEIO, ILUMINAÇÃO PÚBLICA) RE 573675 RG. (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO) AI 791292 QO-RG. (PRECLUSÃO, MATÉRIA CONSTITUCIONAL) AI 761983 AgR (2ªT), ARE 806375 AgR (2ªT). Número de páginas: 20. Análise: 16/01/2019, KBP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1143253
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-00489 PAR-00001 \n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-ED-AgR
acordaos
RE 1143253 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO TRAUER ADV.(A/S) : HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO TRAUER ADV.(A/S) :HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. CONSTITUCIONALIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA. INEXISTÊNCIA. DECISÕES DE ORIGEM SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADAS. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), no julgamento do Recurso Extraordinário 573.675-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema em exame e assentou que a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública constitui, dentro do gênero tributo, um novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto. Nessas condições, concluiu pela constitucionalidade de sua cobrança. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. A fundamentação pode, inclusive, ser realizada de forma sucinta. 3. A admissibilidade do recurso extraordinário interposto de julgamento do Superior Tribunal de Justiça pressupõe que a questão constitucional tenha surgido originariamente no Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C315-A641-A0C1-AE03 e senha AD76-5859-CFB8-DCCA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C315-A641-A0C1-AE03 e senha AD76-5859-CFB8-DCCA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C315-A641-A0C1-AE03 e senha AD76-5859-CFB8-DCCA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO TRAUER ADV.(A/S) :HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina - TJSC e negou provimento a agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça - Superior Tribunal de Justiça, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de dois recursos. Um recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC) e um agravo contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça). Analiso os recursos. I Recurso interposto contra acórdão do TJSC Recurso interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA COSIP ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEI COMPLEMENTAR N. 136/2002, DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE CONSTITUCIONALIDADE PRECEDENTES DO TRIBUNAL PLENO DESTE SODALÍCIO E DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO TRAUER ADV.(A/S) :HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina - TJSC e negou provimento a agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça - Superior Tribunal de Justiça, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de dois recursos. Um recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC) e um agravo contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça). Analiso os recursos. I Recurso interposto contra acórdão do TJSC Recurso interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA COSIP ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEI COMPLEMENTAR N. 136/2002, DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE CONSTITUCIONALIDADE PRECEDENTES DO TRIBUNAL PLENO DESTE SODALÍCIO E DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SEGURANÇA DENEGADA RECURSO IMPROVIDO.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, c e d, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 60, §§ 2... e 4..., IV, 145, 149, 149-A, todos da Constituição Federal de 1988, bem como ao art. 202, § 6..., do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Sustenta que: (i) a Emenda Constitucional 39 de 2002 padece de inconstitucionalidade formal e material; (ii) a instituição da COSIP pelo Município de Joinville é inconstitucional, ante a ausência de Lei Complementar de normas gerais; (iii) a Lei Complementar Municipal 136/02 extrapolou sua competência, bem como descreveu o fato gerador de forma inepta. A pretensão recursal não merece prosperar, tendo em vista que o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), que, no julgamento do Recurso Extraordinário 573.675-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema em exame e assentou que a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública constitui, dentro do gênero tributo, um novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto. Nessas condições, concluiu pela constitucionalidade de sua cobrança. Confira-se a ementa da decisão: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. Recurso Extraordinário INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SEGURANÇA DENEGADA RECURSO IMPROVIDO.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, c e d, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 60, §§ 2... e 4..., IV, 145, 149, 149-A, todos da Constituição Federal de 1988, bem como ao art. 202, § 6..., do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Sustenta que: (i) a Emenda Constitucional 39 de 2002 padece de inconstitucionalidade formal e material; (ii) a instituição da COSIP pelo Município de Joinville é inconstitucional, ante a ausência de Lei Complementar de normas gerais; (iii) a Lei Complementar Municipal 136/02 extrapolou sua competência, bem como descreveu o fato gerador de forma inepta. A pretensão recursal não merece prosperar, tendo em vista que o acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), que, no julgamento do Recurso Extraordinário 573.675-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema em exame e assentou que a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública constitui, dentro do gênero tributo, um novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto. Nessas condições, concluiu pela constitucionalidade de sua cobrança. Confira-se a ementa da decisão: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. Recurso Extraordinário INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido.’ Portanto, o recurso revela-se inadmissível. II Agravo contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça Agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido.’ Portanto, o recurso revela-se inadmissível. II Agravo contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça Agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL E DE NORMA LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE RECURSAL POR ESTA CORTE SUPERIOR. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO Código de Processo Civil/1973. ACLARATÓRIOS DA EMPRESA REJEITADOS. 1. A teor do disposto no art. 535, I e II do Código de Processo Civil/1973, os Embargos de Declaração destinam-se a suprir omissão, afastar obscuridade ou eliminar contradição existente no julgado, o que não se verifica no caso dos autos. 2. Tendo o acórdão recorrido fundamentação constitucional e interpretação de Lei do Município local, esta Corte Superior está impedida da análise recursal, sob pena de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal e afronta ao Verbete Sumular 280/Supremo Tribunal Federal, respectivamente. 3. Os Aclaratórios, via de regra, não permitem rejulgamento da causa, como pretende a parte, ora embargante, sendo certo que o efeito modificativo pleiteado somente é possível em hipóteses excepcionalíssimas, e, mesmo assim, é imprescindível a existência de obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se evidencia no caso em exame. 4. Embargos de Declaração da Empresa rejeitados.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXV e 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Sustenta que o Superior Tribunal de Justiça deixou de examinar questões aventadas pela parte, quais sejam, a inépcia da descrição do fato gerador do tributo, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL E DE NORMA LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE RECURSAL POR ESTA CORTE SUPERIOR. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO Código de Processo Civil/1973. ACLARATÓRIOS DA EMPRESA REJEITADOS. 1. A teor do disposto no art. 535, I e II do Código de Processo Civil/1973, os Embargos de Declaração destinam-se a suprir omissão, afastar obscuridade ou eliminar contradição existente no julgado, o que não se verifica no caso dos autos. 2. Tendo o acórdão recorrido fundamentação constitucional e interpretação de Lei do Município local, esta Corte Superior está impedida da análise recursal, sob pena de usurpação da competência constitucional do Supremo Tribunal Federal e afronta ao Verbete Sumular 280/Supremo Tribunal Federal, respectivamente. 3. Os Aclaratórios, via de regra, não permitem rejulgamento da causa, como pretende a parte, ora embargante, sendo certo que o efeito modificativo pleiteado somente é possível em hipóteses excepcionalíssimas, e, mesmo assim, é imprescindível a existência de obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se evidencia no caso em exame. 4. Embargos de Declaração da Empresa rejeitados.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXV e 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Sustenta que o Superior Tribunal de Justiça deixou de examinar questões aventadas pela parte, quais sejam, a inépcia da descrição do fato gerador do tributo, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC demonstração da inconstitucionalidade formal da Emenda Constitucional 39/02 e a indevida equiparação dos conceitos de custeio e investimento. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, em decisão assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA NO TRIBUNAL LOCAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INADMITIDO.’ A pretensão recursal não merece prosperar. Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nessa linha, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Ademais, o acórdão recorrido está alinhado ao entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC demonstração da inconstitucionalidade formal da Emenda Constitucional 39/02 e a indevida equiparação dos conceitos de custeio e investimento. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, em decisão assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA NO TRIBUNAL LOCAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INADMITIDO.’ A pretensão recursal não merece prosperar. Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nessa linha, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Ademais, o acórdão recorrido está alinhado ao entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC admissibilidade do recurso extraordinário interposto de julgamento do Superior Tribunal de Justiça pressupõe que a questão constitucional tenha surgido originariamente nesta Corte. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 409.973-AgR, Rel. Min. Celso de Mello: ‘ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (Superior Tribunal de Justiça) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal) - RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídicoprocessuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução "incidenter tantum" da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes.’ 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC admissibilidade do recurso extraordinário interposto de julgamento do Superior Tribunal de Justiça pressupõe que a questão constitucional tenha surgido originariamente nesta Corte. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 409.973-AgR, Rel. Min. Celso de Mello: ‘ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (Superior Tribunal de Justiça) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal) - RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídicoprocessuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução "incidenter tantum" da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes.’ 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC Na mesma linha as seguintes decisões: AI 302.930-AgR- ED/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 753.554-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandoski; AI 641.299-AgR/PR, Rel. Min. Eros Grau. Diante do exposto: (i) quanto ao Recurso Extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso; (ii) quanto ao agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, com base no art. 932, IV e VIII, do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal).’ 2. A parte agravante sustenta que: (i) o Recurso Extraordinário 573.675-RG não tratou de todas as matérias veiculadas no recurso extraordinário; (ii) o acórdão recorrido é nulo, uma vez que não abordou a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 39/2002, tampouco a inépcia do fato gerador; (iii) a Emenda Constitucional 39/2002 possui vício de inconstitucionalidade material e formal; (iv) a instituição da COSIP pelo Município de Joinville é inconstitucional por ausência de Lei Complementar de Normas Gerais, por extrapolação da competência e por inépcia do fato gerador; (v) o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça não diz respeito aos vícios que ocorreram no TJSC. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC Na mesma linha as seguintes decisões: AI 302.930-AgR- ED/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 753.554-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandoski; AI 641.299-AgR/PR, Rel. Min. Eros Grau. Diante do exposto: (i) quanto ao Recurso Extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso; (ii) quanto ao agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, com base no art. 932, IV e VIII, do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal).’ 2. A parte agravante sustenta que: (i) o Recurso Extraordinário 573.675-RG não tratou de todas as matérias veiculadas no recurso extraordinário; (ii) o acórdão recorrido é nulo, uma vez que não abordou a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 39/2002, tampouco a inépcia do fato gerador; (iii) a Emenda Constitucional 39/2002 possui vício de inconstitucionalidade material e formal; (iv) a instituição da COSIP pelo Município de Joinville é inconstitucional por ausência de Lei Complementar de Normas Gerais, por extrapolação da competência e por inépcia do fato gerador; (v) o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça não diz respeito aos vícios que ocorreram no TJSC. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC1-CC56-6F69-809C e senha 6C2E-72E7-CAC8-3C3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo regimental não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Este Egrégio Tribunal de Justiça, tanto pelas suas Câmaras isoladas quanto pelo Tribunal Pleno, reiteradamente, manifesta-se acerca do cabimento da cobrança da COSIP. Inclusive o Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do Eminente Ministro Ricardo Lewandowski, em 25.3.2009, no Recurso Extraordinário n. 573.675-RG/SC, em repercussão geral, reconheceu a constitucionalidade da COSIP instituída pelo Município de São José, alertando tratar-se de novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto, podendo eleger-se como contribuintes os consumidores de energia elétrica: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. Recurso Extraordinário INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo regimental não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Este Egrégio Tribunal de Justiça, tanto pelas suas Câmaras isoladas quanto pelo Tribunal Pleno, reiteradamente, manifesta-se acerca do cabimento da cobrança da COSIP. Inclusive o Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do Eminente Ministro Ricardo Lewandowski, em 25.3.2009, no Recurso Extraordinário n. 573.675-RG/SC, em repercussão geral, reconheceu a constitucionalidade da COSIP instituída pelo Município de São José, alertando tratar-se de novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto, podendo eleger-se como contribuintes os consumidores de energia elétrica: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. Recurso Extraordinário INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido’. (…) Destaca-se neste momento, o julgado da Segunda Câmara 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido’. (…) Destaca-se neste momento, o julgado da Segunda Câmara 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC de Direito Público deste Sodalício que, analisando especificamente a Lei Complementar Municipal n. 136/2002, entendeu inexistir nela qualquer vício de inconstitucionalidade: ‘Verifica-se que a lei expressamente estipulou como sujeito ativo o Município de Joinville, que empregará a receita única e exclusivamente no custeio e ampliação do sistema de iluminação pública; como fato gerador o custo mensal do serviço da iluminação pública prestado ao contribuinte; como sujeito passivo o proprietário do bem imóvel, o titular de seu domínio útil ou seu possuidor; como base de cálculo o custo dos serviços prestados; discriminando, ainda, as alíquotas em seu art. 4.... Como se vê, a Lei em momento algum excedeu a sua finalidade, visto que esclareceu o que seria custeado com a referida contribuição - ampliação do sistema de iluminação pública - e qual seria o valor individual devido mensalmente pelos contribuintes da COSIP. As alíquotas estão estabelecidas no art. 4... da Lei Complementar. É perfeitamente possível verificar que são diferenciadas e deverão incidir sobre o custo dos serviços prestados, levando-se em conta a metragem linear de testada do imóvel fronteiriça para o logradouro público beneficiado. Estabelecidos todos os elementos necessários à instituição do tributo, não há falar-se em vício de ilegalidade. 2.2. Quanto ao princípio da irretroatividade Pelo princípio da irretroatividade é vedado ao ente tributante cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os instituiu ou aumentou (Constituição Federal de 1988, art. 150, inc. III, "a", e CE, art. 128, inc. III, "a"). Não há nada na lei ou nos autos que identifique a exigência da exação em período anterior à instituição da Lei Complementar n. 136/2002, o que faz presumir que a norma em questão respeitou o princípio da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC de Direito Público deste Sodalício que, analisando especificamente a Lei Complementar Municipal n. 136/2002, entendeu inexistir nela qualquer vício de inconstitucionalidade: ‘Verifica-se que a lei expressamente estipulou como sujeito ativo o Município de Joinville, que empregará a receita única e exclusivamente no custeio e ampliação do sistema de iluminação pública; como fato gerador o custo mensal do serviço da iluminação pública prestado ao contribuinte; como sujeito passivo o proprietário do bem imóvel, o titular de seu domínio útil ou seu possuidor; como base de cálculo o custo dos serviços prestados; discriminando, ainda, as alíquotas em seu art. 4.... Como se vê, a Lei em momento algum excedeu a sua finalidade, visto que esclareceu o que seria custeado com a referida contribuição - ampliação do sistema de iluminação pública - e qual seria o valor individual devido mensalmente pelos contribuintes da COSIP. As alíquotas estão estabelecidas no art. 4... da Lei Complementar. É perfeitamente possível verificar que são diferenciadas e deverão incidir sobre o custo dos serviços prestados, levando-se em conta a metragem linear de testada do imóvel fronteiriça para o logradouro público beneficiado. Estabelecidos todos os elementos necessários à instituição do tributo, não há falar-se em vício de ilegalidade. 2.2. Quanto ao princípio da irretroatividade Pelo princípio da irretroatividade é vedado ao ente tributante cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os instituiu ou aumentou (Constituição Federal de 1988, art. 150, inc. III, "a", e CE, art. 128, inc. III, "a"). Não há nada na lei ou nos autos que identifique a exigência da exação em período anterior à instituição da Lei Complementar n. 136/2002, o que faz presumir que a norma em questão respeitou o princípio da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC irretroatividade. 2.3. Quanto ao princípio da anterioridade A Constituição Federal garante que nenhum imposto será cobrado no mesmo exercício financeiro sem que haja sido publicada a lei que o instituiu ou aumentou (art. 150, inc. III, alínea 'a'). Não há nos autos notícia de que a Lei tenha sido exigida no mesmo ano em que foi publicada. A Constituição Estadual é clara ao dispor que "os atos municipais que produzam efeitos externos serão publicados no órgão oficial do Município ou da respectiva associação municipal ou em jornal local ou da microrregião a que pertencer ou de acordo com o que determinar a sua lei orgânica" (parágrafo único do art. 111). Não há nos autos alegação de vício na publicação. Importante ressaltar que a Emenda Constitucional n. 39/2002, que possibilitou a cobrança da referida contribuição, foi publicada no dia 19 de dezembro de 2002, o que explica o fato de a Lei Complementar Municipal n. 136/2002 ter sido publicada somente em 30 de dezembro de 2002. Assim, para não ser privado de importante receita, o Município de Joinville, em consonância com a sua Lei Orgânica, encaminhou a legislação instituidora da exação para a imprensa local no ano de 2002, possibilitando a sua cobrança ainda no ano de 2003. Caso assim não agisse, a contribuição só poderia ser cobrada no ano de 2004, causando graves prejuízos ao erário municipal. Não há que se cogitar, pois, de afronta ao princípio da anterioridade. 3. Vale gizar mais uma vez que o legislador Constitucional deixou ao arbítrio dos Municípios elegerem o critério para estabelecer a contribuição para o custeio da iluminação pública. Assim como a CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras, que visa angariar recursos para aplicação nos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC irretroatividade. 2.3. Quanto ao princípio da anterioridade A Constituição Federal garante que nenhum imposto será cobrado no mesmo exercício financeiro sem que haja sido publicada a lei que o instituiu ou aumentou (art. 150, inc. III, alínea 'a'). Não há nos autos notícia de que a Lei tenha sido exigida no mesmo ano em que foi publicada. A Constituição Estadual é clara ao dispor que "os atos municipais que produzam efeitos externos serão publicados no órgão oficial do Município ou da respectiva associação municipal ou em jornal local ou da microrregião a que pertencer ou de acordo com o que determinar a sua lei orgânica" (parágrafo único do art. 111). Não há nos autos alegação de vício na publicação. Importante ressaltar que a Emenda Constitucional n. 39/2002, que possibilitou a cobrança da referida contribuição, foi publicada no dia 19 de dezembro de 2002, o que explica o fato de a Lei Complementar Municipal n. 136/2002 ter sido publicada somente em 30 de dezembro de 2002. Assim, para não ser privado de importante receita, o Município de Joinville, em consonância com a sua Lei Orgânica, encaminhou a legislação instituidora da exação para a imprensa local no ano de 2002, possibilitando a sua cobrança ainda no ano de 2003. Caso assim não agisse, a contribuição só poderia ser cobrada no ano de 2004, causando graves prejuízos ao erário municipal. Não há que se cogitar, pois, de afronta ao princípio da anterioridade. 3. Vale gizar mais uma vez que o legislador Constitucional deixou ao arbítrio dos Municípios elegerem o critério para estabelecer a contribuição para o custeio da iluminação pública. Assim como a CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras, que visa angariar recursos para aplicação nos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC programas da área da saúde pública, a COSIP não pressupõe necessariamente a igualdade no rateio dos custos do serviço de iluminação pública. Naquela, quem movimenta mais recursos, contribui com maior parcela; nesta, quem consome mais energia, por presunção, haja vista que o critério utilizado é a testada do imóvel, possui condições de contribuir com mais. 4. De outro lado, não merece prosperar eventual alegação do apelante de que o gasto com obras para instalação, ampliação, manutenção e melhoramento não pode ser objeto de cobrança por meio de contribuição. Não há óbice algum à destinação do valor arrecadado para suprir esse tipo de necessidade, pois são os gastos inerentes à instalação, manutenção ou ampliação da própria iluminação pública. Não é um plus; ao contrário, são investimentos indispensáveis ao fornecimento da iluminação pública. 5. Verifica-se, então, que não há qualquer irregularidade ou inconstitucionalidade na instituição da cobrança da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública pelo Município de Joinville por meio da Lei Complementar n. 136/2002.’ (ACMS n. 2004.024828- 8, de Joinville, j. 30.8.2005) Ressalta-se que não há comprovação relativa ao vício de inconstitucionalidade formal por violação do disposto no art. 202, § 6..., do Regimento Interno da Câmaras dos Deputados, que exige o interregno de 5 (cinco) dias entre a votação do primeiro e segundo turnos. Nesse sentido, AC n. 2007.003550-9, de Urussanga, Rel. Juiz Jânio Machado, j. 30.4.2009; ACMS n. 2006.029042-5, de Criciúma, Rel. Des. Jaime Ramos, j. 23.2.2007.” 4. Para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte recorrente, seria indispensável o reexame do material probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente à questão, providência vedada nesta fase 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC programas da área da saúde pública, a COSIP não pressupõe necessariamente a igualdade no rateio dos custos do serviço de iluminação pública. Naquela, quem movimenta mais recursos, contribui com maior parcela; nesta, quem consome mais energia, por presunção, haja vista que o critério utilizado é a testada do imóvel, possui condições de contribuir com mais. 4. De outro lado, não merece prosperar eventual alegação do apelante de que o gasto com obras para instalação, ampliação, manutenção e melhoramento não pode ser objeto de cobrança por meio de contribuição. Não há óbice algum à destinação do valor arrecadado para suprir esse tipo de necessidade, pois são os gastos inerentes à instalação, manutenção ou ampliação da própria iluminação pública. Não é um plus; ao contrário, são investimentos indispensáveis ao fornecimento da iluminação pública. 5. Verifica-se, então, que não há qualquer irregularidade ou inconstitucionalidade na instituição da cobrança da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública pelo Município de Joinville por meio da Lei Complementar n. 136/2002.’ (ACMS n. 2004.024828- 8, de Joinville, j. 30.8.2005) Ressalta-se que não há comprovação relativa ao vício de inconstitucionalidade formal por violação do disposto no art. 202, § 6..., do Regimento Interno da Câmaras dos Deputados, que exige o interregno de 5 (cinco) dias entre a votação do primeiro e segundo turnos. Nesse sentido, AC n. 2007.003550-9, de Urussanga, Rel. Juiz Jânio Machado, j. 30.4.2009; ACMS n. 2006.029042-5, de Criciúma, Rel. Des. Jaime Ramos, j. 23.2.2007.” 4. Para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte recorrente, seria indispensável o reexame do material probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente à questão, providência vedada nesta fase 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC processual (Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal). 5. O acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do Recurso Extraordinário 573.675-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema em exame e assentou que a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública constitui, dentro do gênero tributo, um novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto. Nessas condições, concluiu pela constitucionalidade de sua cobrança. Confira-se a ementa da decisão: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. Recurso Extraordinário INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC processual (Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal). 5. O acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do Recurso Extraordinário 573.675-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, reconheceu a repercussão geral do tema em exame e assentou que a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública constitui, dentro do gênero tributo, um novo tipo de contribuição que não se confunde com taxa ou imposto. Nessas condições, concluiu pela constitucionalidade de sua cobrança. Confira-se a ementa da decisão: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. Recurso Extraordinário INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA. PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido” 6. O Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) já firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, as decisões estão devidamente fundamentadas, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 7. Quanto ao recurso interposto contra decisão do Superior Tribunal Justiça (Superior Tribunal de Justiça), a pretensão recursal também não merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está alinhado ao entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a admissibilidade do recurso extraordinário interposto de julgamento do Superior Tribunal de Justiça pressupõe que a questão constitucional tenha surgido originariamente nesta Corte. Confiram-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Repercussão geral. Tópico devidamente fundamentado. Ausência. Recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Questão decidida em segundo grau. Inexistência de controvérsia surgida no Superior Tribunal de Justiça. Preclusão. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI n 664.567/RS-QO). 2. Não se admite recurso extraordinário 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido” 6. O Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) já firmou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, as decisões estão devidamente fundamentadas, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 7. Quanto ao recurso interposto contra decisão do Superior Tribunal Justiça (Superior Tribunal de Justiça), a pretensão recursal também não merece prosperar. Isso porque o acórdão recorrido está alinhado ao entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a admissibilidade do recurso extraordinário interposto de julgamento do Superior Tribunal de Justiça pressupõe que a questão constitucional tenha surgido originariamente nesta Corte. Confiram-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Repercussão geral. Tópico devidamente fundamentado. Ausência. Recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Questão decidida em segundo grau. Inexistência de controvérsia surgida no Superior Tribunal de Justiça. Preclusão. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI n 664.567/RS-QO). 2. Não se admite recurso extraordinário 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (ARE 806.375-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto) 8. Não se aplica ao presente caso o Tema 670 da sistemática da repercussão geral, uma vez que, no paradigma da repercussão geral se discute, à luz do art. 93, IX, da Constituição Federal, preliminar de nulidade do acórdão recorrido por ausência de fundamentação sobre ponto relevante para a declaração de inconstitucionalidade de norma impugnada por meio de ação direta de inconstitucionalidade estadual, hipótese distinta da presente. 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (ARE 806.375-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto) 8. Não se aplica ao presente caso o Tema 670 da sistemática da repercussão geral, uma vez que, no paradigma da repercussão geral se discute, à luz do art. 93, IX, da Constituição Federal, preliminar de nulidade do acórdão recorrido por ausência de fundamentação sobre ponto relevante para a declaração de inconstitucionalidade de norma impugnada por meio de ação direta de inconstitucionalidade estadual, hipótese distinta da presente. 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143253 ED-AGR / SC 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 966E-89BC-508A-40BE e senha A4DD-FC12-B8C8-A955 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto Vogal AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO TRAUER ADV.(A/S) :HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F339-CFEC-CDA3-D8D6 e senha 074E-E1EC-F048-23B6 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO TRAUER ADV.(A/S) :HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F339-CFEC-CDA3-D8D6 e senha 074E-E1EC-F048-23B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO TRAUER (8862/SC) ADV.(A/S) : HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO (13209/SC) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34C2-98F1-B5C7-EDE7 e senha A54D-1A01-A4A4-551E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.253 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : IMOBILIARIA ZATTAR LTDA ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO TRAUER (8862/SC) ADV.(A/S) : HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO (13209/SC) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JOINVILLE ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOINVILLE Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34C2-98F1-B5C7-EDE7 e senha A54D-1A01-A4A4-551E Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 143 . 253", "Recurso Extraordinário 573 . 675 - RG", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1143253 ED - AGR / SC", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1143253 ED -", "Recurso Extraordinário 573 . 675 - RG", "Recurso", "Recurso Extraordinário 573 . 675 - RG", "Recurso Extraordinário 1143253 ED - AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1143253", "Verbete Sumular 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1143253", "Verbete Sumular 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1143253 ED - AGR / SC", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 1143253 ED - AGR / SC", "Recurso Extraordinário 409 . 973 - AgR", "Recurso Extraordinário 1143253 ED -", "Recurso Extraordinário 409 . 973 - AgR", "AI 302 . 930 - AgR - ED / SP", "Recurso Extraordinário 753 . 554 - AgR / RS", "AI 641 . 299 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 573 . 675 - RG", "Recurso Extraordinário 1143253 ED -", "AI 302 . 930 - 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Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SC", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "TJSC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "COSIP", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SC", "Segunda Câmara", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Câmara", "Supremo Tribunal Federal", "COSIP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "IMOBILIARIA ZATTAR LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "IMOBILIARIA ZATTAR LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "IMOBILIARIA ZATTAR LTDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "IMOBILIARIA ZATTAR LTDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "CARLOS EDUARDO TRAUER", "HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CARLOS EDUARDO TRAUER", "HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CARLOS EDUARDO TRAUER", "HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandoski", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandoski", "Eros Grau", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Jânio Machado", "Jaime Ramos", "Jânio Machado", "Jaime Ramos", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Ayres Britto", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CARLOS EDUARDO TRAUER", "HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "CARLOS EDUARDO TRAUER", "HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "CARLOS EDUARDO TRAUER", "HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "CARLOS EDUARDO TRAUER", "HERCÍLIO DA CONCEIÇÃO FILHO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 a 25 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "25", ".", "3", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "25", ".", "3", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de dezembro de 2002", "30 de dezembro de 2002", "2002", "2003", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de dezembro de 2002", "30 de dezembro de 2002", "2002", "2003", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "8", ".", "2005", "30", ".", "4", ".", "2009", "23", ".", "2", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "8", ".", "2005", "30", ".", "4", ".", "2009", "23", ".", "2", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", 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Ementa e Acórdão 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONARDO PITOMBEIRA PINTO ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO ADV.(A/S) :RAQUEL BOTELHO SANTORO ADV.(A/S) :EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE LIMINAR. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. IMÓVEL RURAL. OCUPAÇÃO INDÍGENA TRADICIONAL. ORDEM DE RETIRADA DA COMUNIDADE INDÍGENA TAPEBA. ESTUDO ANTROPOLÓGICO. FUNAI. PROCEDIMENTO DEMARCATÓRIO PENDENTE. RELATÓRIO CIRCUNSTANCIADO DE REVISÃO DE LIMITES. RISCO DE LESÃO À ORDEM E À SEGURANÇA PÚBLICAS. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5276-EFF7-9895-7CBF e senha A352-1D61-315F-3785 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28 Ementa e Acórdão SL 1096 AGR / CE Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5276-EFF7-9895-7CBF e senha A352-1D61-315F-3785 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5276-EFF7-9895-7CBF e senha A352-1D61-315F-3785 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 28 Relatório 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONARDO PITOMBEIRA PINTO ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO ADV.(A/S) :RAQUEL BOTELHO SANTORO ADV.(A/S) :EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Suspensão de liminar, com requerimento de medida liminar, ajuizada pela Fundação Nacional do Índio – Funai, em 13.2.2017, objetivando suspender os efeitos do acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000, pelo qual deferida às empresas STG Construções Imobiliária Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda. a reintegração de posse do imóvel localizado na Estrada do Garrote, no Município de Caucaia/CE. 2. Em 1º.6.2017, deferi o pedido de suspensão de liminar nos termos seguintes: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. COMUNIDADE INDÍGENA TAPEBA. ALEGADO ACIRRAMENTO DO CLIMA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONARDO PITOMBEIRA PINTO ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO ADV.(A/S) :RAQUEL BOTELHO SANTORO ADV.(A/S) :EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Suspensão de liminar, com requerimento de medida liminar, ajuizada pela Fundação Nacional do Índio – Funai, em 13.2.2017, objetivando suspender os efeitos do acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000, pelo qual deferida às empresas STG Construções Imobiliária Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda. a reintegração de posse do imóvel localizado na Estrada do Garrote, no Município de Caucaia/CE. 2. Em 1º.6.2017, deferi o pedido de suspensão de liminar nos termos seguintes: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. COMUNIDADE INDÍGENA TAPEBA. ALEGADO ACIRRAMENTO DO CLIMA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE DE CONFRONTO NA REGIÃO. RISCO À SEGURANÇA E À ORDEM PÚBLICA DEMONSTRADO. MEDIDA LIMINAR DEFERIDA. 1. Suspensão de liminar, com requerimento de medida liminar, ajuizada pela Fundação Nacional do Índio – Funai, em 13.2.2017, objetivando suspender os efeitos do acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000, que, em 8.11.2016, deferiu às empresas STG Construções Imobiliária Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda. a reintegração de posse do imóvel localizado na Estrada do Garrote, no Município de Caucaia/CE. Consta dos autos ter sido o imóvel ocupado em 24.7.2016 pelos índios da Comunidade Tapeba, antes de ultimados os atos de regularização fundiária, tendo as empresas justificado a necessidade de imediata reintegração pela prática de depredação e ameaça aos prepostos e famílias que residem na propriedade. 2. No acórdão impugnado se assentou estarem ausentes elementos concretos sobre a extensão da posse indígena e a não aplicação da vedação constante no art. 19, § 2º, da Lei n. 6.001/1973. Extrai-se do voto condutor: “A decisão atacada determinara a realização de audiência de conciliação, deixando de deferir a liminar de reintegração de posse. Ocorre que está comprovado o esbulho, consistente na invasão da área de propriedade das agravantes por elementos que se dizem indígenas. É importante verificar-se a área em que teria ocorrido a invasão apontada, pois, se realmente coincidir com aquela incluída na demarcação, seria o caso de aplicar-se o disposto no parágrafo 2º do art. 19 da Lei 6.001/73, que veda a concessão, no caso, de interdito possessória. No caso sob exame, trata-se de uma terceira demarcação, já que as duas anteriores foram anuladas, com extensão à área urbana do município de Caucaia e incluindo uma adutora da Companhia de Água e Esgoto do Ceará. Os proprietários não foram regularmente notificados, sendo surpreendidos pela invasão de suas terras, o que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE DE CONFRONTO NA REGIÃO. RISCO À SEGURANÇA E À ORDEM PÚBLICA DEMONSTRADO. MEDIDA LIMINAR DEFERIDA. 1. Suspensão de liminar, com requerimento de medida liminar, ajuizada pela Fundação Nacional do Índio – Funai, em 13.2.2017, objetivando suspender os efeitos do acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000, que, em 8.11.2016, deferiu às empresas STG Construções Imobiliária Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda. a reintegração de posse do imóvel localizado na Estrada do Garrote, no Município de Caucaia/CE. Consta dos autos ter sido o imóvel ocupado em 24.7.2016 pelos índios da Comunidade Tapeba, antes de ultimados os atos de regularização fundiária, tendo as empresas justificado a necessidade de imediata reintegração pela prática de depredação e ameaça aos prepostos e famílias que residem na propriedade. 2. No acórdão impugnado se assentou estarem ausentes elementos concretos sobre a extensão da posse indígena e a não aplicação da vedação constante no art. 19, § 2º, da Lei n. 6.001/1973. Extrai-se do voto condutor: “A decisão atacada determinara a realização de audiência de conciliação, deixando de deferir a liminar de reintegração de posse. Ocorre que está comprovado o esbulho, consistente na invasão da área de propriedade das agravantes por elementos que se dizem indígenas. É importante verificar-se a área em que teria ocorrido a invasão apontada, pois, se realmente coincidir com aquela incluída na demarcação, seria o caso de aplicar-se o disposto no parágrafo 2º do art. 19 da Lei 6.001/73, que veda a concessão, no caso, de interdito possessória. No caso sob exame, trata-se de uma terceira demarcação, já que as duas anteriores foram anuladas, com extensão à área urbana do município de Caucaia e incluindo uma adutora da Companhia de Água e Esgoto do Ceará. Os proprietários não foram regularmente notificados, sendo surpreendidos pela invasão de suas terras, o que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE constitui violação à posse que decorre do domínio devidamente comprovado no registro imobiliário. Durante o procedimento demarcatório e até sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno. Ante o exposto, dou provimento ao agravo, para que se restabeleça o estado anterior ao esbulho, até o deslinde final da demarcação” Ementa: Processual Civil e Administrativo. Reintegração de posse. Designação de audiência de conciliação, postergando-se a concessão de liminar. Reconhecimento de área urbana sob demarcação. Inexistência de elementos concretos sobre a extensão da posse indígena. Vedação do parágrafo 2º do art. 19 da Lei 6.001/73 que não se aplica à situação fática. Agravo de Instrumento provido”. 3. Em 13.12.2016, o juiz de primeiro grau, prevento para a ação de reintegração de posse, proferiu decisão pela qual se deu cumprimento ao acórdão: (...)“DECISÃO Diante do ofício do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (identificador 4050000.7420856), determinando o imediato cumprimento do acórdão proferido no AI 0805973- 62.2016.4.05.0000, que, por sua vez, concedeu a liminar para determinar a desocupação do imóvel objeto da lide, entrei em contato com o Desembargador Federal Lázaro Guimarães, informando-lhe o que se segue: (a) no dia 5 de dezembro de 2016, reuni-me, em meu gabinete, com representantes da FUNAI, da Defensoria Pública da União e da comunidade indígena Tapeba, tendo-lhes explicado o conteúdo da decisão proferida no AI 0805973- 62.2016.4.05.0000, que determinou que o imóvel objeto da lide fosse desocupado; (b) na ocasião, questionei se haveria a possibilidade de desocupação amigável, tendo sido respondido que sim. No entanto, os representantes dos índios pediram-me um prazo para que pudessem verificar a melhor forma de acomodar as famílias que seriam desalojadas, já que havia crianças e idosos habitando na localidade; 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE constitui violação à posse que decorre do domínio devidamente comprovado no registro imobiliário. Durante o procedimento demarcatório e até sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno. Ante o exposto, dou provimento ao agravo, para que se restabeleça o estado anterior ao esbulho, até o deslinde final da demarcação” Ementa: Processual Civil e Administrativo. Reintegração de posse. Designação de audiência de conciliação, postergando-se a concessão de liminar. Reconhecimento de área urbana sob demarcação. Inexistência de elementos concretos sobre a extensão da posse indígena. Vedação do parágrafo 2º do art. 19 da Lei 6.001/73 que não se aplica à situação fática. Agravo de Instrumento provido”. 3. Em 13.12.2016, o juiz de primeiro grau, prevento para a ação de reintegração de posse, proferiu decisão pela qual se deu cumprimento ao acórdão: (...)“DECISÃO Diante do ofício do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (identificador 4050000.7420856), determinando o imediato cumprimento do acórdão proferido no AI 0805973- 62.2016.4.05.0000, que, por sua vez, concedeu a liminar para determinar a desocupação do imóvel objeto da lide, entrei em contato com o Desembargador Federal Lázaro Guimarães, informando-lhe o que se segue: (a) no dia 5 de dezembro de 2016, reuni-me, em meu gabinete, com representantes da FUNAI, da Defensoria Pública da União e da comunidade indígena Tapeba, tendo-lhes explicado o conteúdo da decisão proferida no AI 0805973- 62.2016.4.05.0000, que determinou que o imóvel objeto da lide fosse desocupado; (b) na ocasião, questionei se haveria a possibilidade de desocupação amigável, tendo sido respondido que sim. No entanto, os representantes dos índios pediram-me um prazo para que pudessem verificar a melhor forma de acomodar as famílias que seriam desalojadas, já que havia crianças e idosos habitando na localidade; 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE (c) diante disso, estabeleci um prazo de 5 dias para que apresentassem um plano de desocupação voluntária (identificador 4058100.1920700); (d) antes de escoado o referido prazo, a parte autora comunicou ao Tribunal que a decisão ainda não havia sido cumprida e solicitou o imediato cumprimento do acórdão, o que foi deferido (identificador 4050000.7420856). (...) Sendo assim, INTIMEM-SE as partes requeridas dando- lhes ciência da presente decisão, ficando desde já estabelecido o prazo de 15 dias para que desocupem voluntariamente o imóvel objeto da lide. Ultrapassado o referido prazo sem que haja a desocupação voluntária, tal fato deverá ser certificado pelo oficial de justiça e, em seguida, deverão os autos virem conclusos a este juízo para fixar as medidas coercitivas necessárias. As pessoas físicas que integram a presente lide deverão ser intimadas por mandado, podendo o oficial de justiça requerer que a diligência seja acompanhada por funcionários da FUNAI, caso haja necessidade. Oficie-se ao Tribunal, comunicando o inteiro teor da presente decisão”. 4. Em 13.2.2017, dois meses após aquela decisão, a Fundação Nacional do Índio – Funai ajuizou a presente suspensão de liminar afirmando configurada grave lesão à ordem pública e à segurança, “tendo em vista, o elevado risco de conflito na região”, considerando que “decisões desse tipo vêm sendo cumpridas pelas forças policiais na região sem qualquer aviso prévio”. Esclarece que, após a anulação pelo Superior Tribunal de Justiça de portarias de criação de “Grupos de Trabalho” para a delimitação da área que supostamente seria de ocupação tradicional da Comunidade Tapeba, foi publicado no Diário Oficial da União, em 27.8.2013, o Despacho n. 920/Funai/2013 de “delimitação inaugural do perímetro”. Afirma que “a área em referência foi objeto de reocupação pelos indígenas em julho de 2016, após longa espera pela conclusão do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE (c) diante disso, estabeleci um prazo de 5 dias para que apresentassem um plano de desocupação voluntária (identificador 4058100.1920700); (d) antes de escoado o referido prazo, a parte autora comunicou ao Tribunal que a decisão ainda não havia sido cumprida e solicitou o imediato cumprimento do acórdão, o que foi deferido (identificador 4050000.7420856). (...) Sendo assim, INTIMEM-SE as partes requeridas dando- lhes ciência da presente decisão, ficando desde já estabelecido o prazo de 15 dias para que desocupem voluntariamente o imóvel objeto da lide. Ultrapassado o referido prazo sem que haja a desocupação voluntária, tal fato deverá ser certificado pelo oficial de justiça e, em seguida, deverão os autos virem conclusos a este juízo para fixar as medidas coercitivas necessárias. As pessoas físicas que integram a presente lide deverão ser intimadas por mandado, podendo o oficial de justiça requerer que a diligência seja acompanhada por funcionários da FUNAI, caso haja necessidade. Oficie-se ao Tribunal, comunicando o inteiro teor da presente decisão”. 4. Em 13.2.2017, dois meses após aquela decisão, a Fundação Nacional do Índio – Funai ajuizou a presente suspensão de liminar afirmando configurada grave lesão à ordem pública e à segurança, “tendo em vista, o elevado risco de conflito na região”, considerando que “decisões desse tipo vêm sendo cumpridas pelas forças policiais na região sem qualquer aviso prévio”. Esclarece que, após a anulação pelo Superior Tribunal de Justiça de portarias de criação de “Grupos de Trabalho” para a delimitação da área que supostamente seria de ocupação tradicional da Comunidade Tapeba, foi publicado no Diário Oficial da União, em 27.8.2013, o Despacho n. 920/Funai/2013 de “delimitação inaugural do perímetro”. Afirma que “a área em referência foi objeto de reocupação pelos indígenas em julho de 2016, após longa espera pela conclusão do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE procedimento demarcatório, obstado judicialmente, por anos a fio, como visto, devendo ser ressaltado que a convivência com o preposto das empresas autoras da possessória é pacífica, separada, inclusive, por uma área denominada de perímetro de amortecimento”. Sustenta a Fundação que “a decisão liminar de reintegração de posse foi proferida pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região sem o suficiente amparo jurídico. Como já posto em linhas anteriores, a Corte Regional concedeu, por sua Quarta Turma, a reintegração de posse pretendida pelas empresas Autoras, por entender que durante o procedimento demarcatório e até a sua execução plena, deve a área permanecer na posse de particulares, aduzindo, ademais, que as pessoas jurídicas agravantes não foram notificadas regularmente quanto ao procedimento administrativo”. Assevera que “não só já há residências indígenas constituídas no imóvel, como também plantios de feijão, banana, milho e mandioca. A retirada dos indígenas desse local, que se encontra inserido na Terra Indígena identificada e delimitada pela Presidência da Funai, implicará grave lesão à ordem pública, uma vez que estaremos diante de 80 famílias removidas de seu local de ocupação tradicional sem que haja um outro local para abrigá-las”. Assinala ainda que “(...) um grande número de indígenas está envolvido, dentre crianças, adultos, idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos. Mostra-se patente, portanto, a iminência de conflitos de consequências imprevisíveis, pois os Tapeba estão convictos de que não sairão da área, porquanto de ocupação tradicional, conforme relatório de identificação e delimitação. A necessidade de suspensão da liminar concedida deriva, pois, da necessidade de evitar conflitos graves, sujeitos, inclusive, à repercussão e reprimenda internacional”. Requer: “(...) à vista do manifesto interesse público e para evitar grave lesão à ordem e à segurança públicas, QUE O PEDIDO DE SUSPENSÃO SEJA DEFERIDO DE FORMA LIMINAR 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE procedimento demarcatório, obstado judicialmente, por anos a fio, como visto, devendo ser ressaltado que a convivência com o preposto das empresas autoras da possessória é pacífica, separada, inclusive, por uma área denominada de perímetro de amortecimento”. Sustenta a Fundação que “a decisão liminar de reintegração de posse foi proferida pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região sem o suficiente amparo jurídico. Como já posto em linhas anteriores, a Corte Regional concedeu, por sua Quarta Turma, a reintegração de posse pretendida pelas empresas Autoras, por entender que durante o procedimento demarcatório e até a sua execução plena, deve a área permanecer na posse de particulares, aduzindo, ademais, que as pessoas jurídicas agravantes não foram notificadas regularmente quanto ao procedimento administrativo”. Assevera que “não só já há residências indígenas constituídas no imóvel, como também plantios de feijão, banana, milho e mandioca. A retirada dos indígenas desse local, que se encontra inserido na Terra Indígena identificada e delimitada pela Presidência da Funai, implicará grave lesão à ordem pública, uma vez que estaremos diante de 80 famílias removidas de seu local de ocupação tradicional sem que haja um outro local para abrigá-las”. Assinala ainda que “(...) um grande número de indígenas está envolvido, dentre crianças, adultos, idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos. Mostra-se patente, portanto, a iminência de conflitos de consequências imprevisíveis, pois os Tapeba estão convictos de que não sairão da área, porquanto de ocupação tradicional, conforme relatório de identificação e delimitação. A necessidade de suspensão da liminar concedida deriva, pois, da necessidade de evitar conflitos graves, sujeitos, inclusive, à repercussão e reprimenda internacional”. Requer: “(...) à vista do manifesto interesse público e para evitar grave lesão à ordem e à segurança públicas, QUE O PEDIDO DE SUSPENSÃO SEJA DEFERIDO DE FORMA LIMINAR 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE e INAUDITA ALTERA PARS, sustando a eficácia da ordem de reintegração de posse deferida no Agravo de Instrumento no TRF5 n. 0805973-62.2016.4.03.0000/CE, até o trânsito em julgado da ação possessória originária de nº 0808195- 50.2016.4.05.8100, ante o risco concreto de grave conflito social no perímetro e para preservar a dignidade, a moradia, a saúde e a educação da Comunidade Tapeba” (grifos no original). 5. Em 14.2.2017, requisitei informações com urgência ao juízo processante da reintegração de posse: “Na espécie, a decisão transcrita é expressa ao afirmar: “a possibilidade de desocupação amigável” pelos indígenas, que apenas teriam solicitado “prazo para que pudessem verificar a melhor forma de acomodar as famílias”, o que foi prontamente deferido. Entretanto, patente o transcurso do prazo fixado para o cumprimento da ordem de desocupação, ainda que essa contagem se dê em dias úteis, como pretende a Requerente. O prazo final terminaria em 9.2.2017, mais de quatro dias após o próprio ajuizamento da presente suspensão (recebida às 17h44 de 13 de fevereiro de 2017). 4. Esse cenário, corroborado por declarações do juiz responsável pela ação de reintegração e mais próximo à situação fática da causa, parece se contrapor ao quadro de conflagração e de urgência narrado na inicial. 5. Pelo exposto, considerando a prudência inerente à análise de tema tão sensível, requisitem-se, com urgência, prévias informações ao Juízo da Terceira Vara Federal do Ceará sobre o andamento atualizado da ação de reintegração de posse, objeto da presente suspensão de liminar (Processo n. 0808195-50.2016.4.05.8100), especialmente sobre o efetivo cumprimento da ordem de desocupação determinada pela Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, nos autos do Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000”. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE e INAUDITA ALTERA PARS, sustando a eficácia da ordem de reintegração de posse deferida no Agravo de Instrumento no TRF5 n. 0805973-62.2016.4.03.0000/CE, até o trânsito em julgado da ação possessória originária de nº 0808195- 50.2016.4.05.8100, ante o risco concreto de grave conflito social no perímetro e para preservar a dignidade, a moradia, a saúde e a educação da Comunidade Tapeba” (grifos no original). 5. Em 14.2.2017, requisitei informações com urgência ao juízo processante da reintegração de posse: “Na espécie, a decisão transcrita é expressa ao afirmar: “a possibilidade de desocupação amigável” pelos indígenas, que apenas teriam solicitado “prazo para que pudessem verificar a melhor forma de acomodar as famílias”, o que foi prontamente deferido. Entretanto, patente o transcurso do prazo fixado para o cumprimento da ordem de desocupação, ainda que essa contagem se dê em dias úteis, como pretende a Requerente. O prazo final terminaria em 9.2.2017, mais de quatro dias após o próprio ajuizamento da presente suspensão (recebida às 17h44 de 13 de fevereiro de 2017). 4. Esse cenário, corroborado por declarações do juiz responsável pela ação de reintegração e mais próximo à situação fática da causa, parece se contrapor ao quadro de conflagração e de urgência narrado na inicial. 5. Pelo exposto, considerando a prudência inerente à análise de tema tão sensível, requisitem-se, com urgência, prévias informações ao Juízo da Terceira Vara Federal do Ceará sobre o andamento atualizado da ação de reintegração de posse, objeto da presente suspensão de liminar (Processo n. 0808195-50.2016.4.05.8100), especialmente sobre o efetivo cumprimento da ordem de desocupação determinada pela Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, nos autos do Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000”. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE 6. Em 24.2.2017, as empresas proprietárias das terras em litígio apresentaram manifestação afirmando a necessidade de esclarecer o que seriam “inverdades narradas pela FUNAI”: “1. Inicialmente imperioso que se esclareça a verdade dos fatos e sejam rechaçadas as inverdades narradas pela FUNAI em seu petitório, mormente no que tange à ausência de urgência no caso, tendo em vista que a decisão liminar do agravo de instrumento em epígrafe foi proferida há mais de 100 (cem) dias e só agora referida autarquia vem manejar a presente Suspensão de Liminar perante esta Suprema Corte. 2. A fabricação de urgência no caso em testilha é tão evidente que inclusive já foi descortinada pelo despacho da E. Ministra Presidente deste Egrégio Tribunal ao não deferir de imediato a suspensão pleiteada, tendo em vista que a FUNAI, a DPU e o representante dos invasores já haviam confirmado que desocupariam voluntariamente o imóvel. 3. Saliente-se que a r. decisão exarada pelo Colendo Tribunal Regional da 5ª Região (TRF 5) nos autos do Agravo de Instrumento nº 0805973-62.2016.4.05.0000 desde sua prolação no dia 08/11/2016 e sua quase imediata comunicação ao D. Juízo a quo em 11/11/2016 foi bem clara ao determinar o imediato cumprimento da ordem de reintegração de posse, acatando as então Agravantes, ora Peticionárias, todas as determinações sugeridas pelo juízo de primeiro grau para o cumprimento mais gradual e pacífico da decisão reintegratória.” (…) 8. De antemão, já no preâmbulo da petição a FUNAI introduz um argumento falacioso: “Iminente cumprimento com uso de força policial e sem aviso prévio. (...) 10. Tais manifestações não condizem com a realidade processual, mormente por conta dos sucessivos despachos do juízo de primeira instâncias que determinou verdadeiro roteiro a ser seguido para o cumprimento da decisão 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE 6. Em 24.2.2017, as empresas proprietárias das terras em litígio apresentaram manifestação afirmando a necessidade de esclarecer o que seriam “inverdades narradas pela FUNAI”: “1. Inicialmente imperioso que se esclareça a verdade dos fatos e sejam rechaçadas as inverdades narradas pela FUNAI em seu petitório, mormente no que tange à ausência de urgência no caso, tendo em vista que a decisão liminar do agravo de instrumento em epígrafe foi proferida há mais de 100 (cem) dias e só agora referida autarquia vem manejar a presente Suspensão de Liminar perante esta Suprema Corte. 2. A fabricação de urgência no caso em testilha é tão evidente que inclusive já foi descortinada pelo despacho da E. Ministra Presidente deste Egrégio Tribunal ao não deferir de imediato a suspensão pleiteada, tendo em vista que a FUNAI, a DPU e o representante dos invasores já haviam confirmado que desocupariam voluntariamente o imóvel. 3. Saliente-se que a r. decisão exarada pelo Colendo Tribunal Regional da 5ª Região (TRF 5) nos autos do Agravo de Instrumento nº 0805973-62.2016.4.05.0000 desde sua prolação no dia 08/11/2016 e sua quase imediata comunicação ao D. Juízo a quo em 11/11/2016 foi bem clara ao determinar o imediato cumprimento da ordem de reintegração de posse, acatando as então Agravantes, ora Peticionárias, todas as determinações sugeridas pelo juízo de primeiro grau para o cumprimento mais gradual e pacífico da decisão reintegratória.” (…) 8. De antemão, já no preâmbulo da petição a FUNAI introduz um argumento falacioso: “Iminente cumprimento com uso de força policial e sem aviso prévio. (...) 10. Tais manifestações não condizem com a realidade processual, mormente por conta dos sucessivos despachos do juízo de primeira instâncias que determinou verdadeiro roteiro a ser seguido para o cumprimento da decisão 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE judicial. (...) 12. Pela leitura do referido despacho denota-se claramente que em nenhum momento existe a possibilidade do cumprimento da medida de forma coercitiva, sem a participação do Poder Judiciário, da FUNAI, da DPU e dos próprios invasores. (…) 14. Como se vislumbra do despacho acima colacionado, existe uma série de eventos que deverão ser realizados por todos envolvidos no processo em tablado para que, enfim, se inicie o cumprimento da medida, sucessivamente, de maneira a dar a mais ampla e total transparência e trazer o máximo de segurança a todos os envolvidos. 15. O argumento mencionado na petição da FUNAI não condiz com a realidade dos autos, tendo em vista que em nenhum momento houve a mínima possibilidade de cumprimento da decisão judicial sem a observância de todas as condicionantes impostas pelo Juízo de primeiro grau que exigem ampla participação de todos os envolvidos. 16. Outra inverdade contida na peça inaugural é a contida na fl. 7 que levianamente alega que o procedimento demarcatório da região já teria sido concluído: “A área em referência foi objeto de reocupação pelos indígenas em julho de 2016, após longa espera pela conclusão do procedimento demarcatório(...). 17. Completo absurdo, tendo em vista que o procedimento demarcatório na região não foi finalizado, tendo em vista as exigências legais contidas no art. 19 da Lei nº 6.001/1973 (Estatuto do Índio). 18. Além disso tudo, a narrativa diz respeito a uma suposta inviabilização de acesso à serviços de saúde e educação decorrente do cumprimento da decisão judicial. 19. Este argumento, tão absurdo e ilógico, não encontra nenhum amparo fático, ainda mais porque o imóvel que foi invadido possui apenas alojamentos de lona, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE judicial. (...) 12. Pela leitura do referido despacho denota-se claramente que em nenhum momento existe a possibilidade do cumprimento da medida de forma coercitiva, sem a participação do Poder Judiciário, da FUNAI, da DPU e dos próprios invasores. (…) 14. Como se vislumbra do despacho acima colacionado, existe uma série de eventos que deverão ser realizados por todos envolvidos no processo em tablado para que, enfim, se inicie o cumprimento da medida, sucessivamente, de maneira a dar a mais ampla e total transparência e trazer o máximo de segurança a todos os envolvidos. 15. O argumento mencionado na petição da FUNAI não condiz com a realidade dos autos, tendo em vista que em nenhum momento houve a mínima possibilidade de cumprimento da decisão judicial sem a observância de todas as condicionantes impostas pelo Juízo de primeiro grau que exigem ampla participação de todos os envolvidos. 16. Outra inverdade contida na peça inaugural é a contida na fl. 7 que levianamente alega que o procedimento demarcatório da região já teria sido concluído: “A área em referência foi objeto de reocupação pelos indígenas em julho de 2016, após longa espera pela conclusão do procedimento demarcatório(...). 17. Completo absurdo, tendo em vista que o procedimento demarcatório na região não foi finalizado, tendo em vista as exigências legais contidas no art. 19 da Lei nº 6.001/1973 (Estatuto do Índio). 18. Além disso tudo, a narrativa diz respeito a uma suposta inviabilização de acesso à serviços de saúde e educação decorrente do cumprimento da decisão judicial. 19. Este argumento, tão absurdo e ilógico, não encontra nenhum amparo fático, ainda mais porque o imóvel que foi invadido possui apenas alojamentos de lona, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE precários, portanto, e que sequer trazem segurança alguma para os próprios invasores. 20. Ademais, a falácia da FUNAI não se restringiu a dar essa dramaticidade aos fatos, com o fito de criar uma situação de perigo e urgência que não existe em concreto, tendo em vista que a mesma possui verdadeira postura incoerente, porquanto o presente PSL se vale dos argumentos de que a decisão poderia alterar a atual situação do imóvel com a construção de um loteamento no terreno. 21. Contudo, a referida Autarquia olvida-se de que a decisão que busca suspender a eficácia já possui em seu decisum ordem no sentido de que a situação do terreno não poderá ser alterada até o deslinde final da demarcação, in verbis: (...)“Durante o procedimento demarcatório e até a sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno. Ante o exposto, dou provimento ao agravo, para que se restabeleça o estado anterior ao esbulho, até o deslinde final da demarcação.” 22. Inclusive, o próprio Juízo de primeiro grau já se manifestou sobre referido argumento, restando bem claro que não existe a possibilidade iminente de construção de um loteamento no imóvel objeto da reintegração”. Anotam as proprietárias não ser competente este Supremo Tribunal para apreciar a presente suspensão de liminar pela necessidade de prévia análise de questões de natureza infraconstitucional, “tais como posse e interditos possessórios, matérias reguladas no Código Civil e de Código de Processo Civil, bem como a não incidência no caso concreto da Lei nº 6.001/73”. Sustentam a impossibilidade de suspensão de liminar como sucedâneo recursal e juntam documentos que atestariam a invasão dos imóveis inicialmente “fora da linha (…) que delimita as terras indígenas”, sendo que “de forma surpreendente e desarrazoada, a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE precários, portanto, e que sequer trazem segurança alguma para os próprios invasores. 20. Ademais, a falácia da FUNAI não se restringiu a dar essa dramaticidade aos fatos, com o fito de criar uma situação de perigo e urgência que não existe em concreto, tendo em vista que a mesma possui verdadeira postura incoerente, porquanto o presente PSL se vale dos argumentos de que a decisão poderia alterar a atual situação do imóvel com a construção de um loteamento no terreno. 21. Contudo, a referida Autarquia olvida-se de que a decisão que busca suspender a eficácia já possui em seu decisum ordem no sentido de que a situação do terreno não poderá ser alterada até o deslinde final da demarcação, in verbis: (...)“Durante o procedimento demarcatório e até a sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno. Ante o exposto, dou provimento ao agravo, para que se restabeleça o estado anterior ao esbulho, até o deslinde final da demarcação.” 22. Inclusive, o próprio Juízo de primeiro grau já se manifestou sobre referido argumento, restando bem claro que não existe a possibilidade iminente de construção de um loteamento no imóvel objeto da reintegração”. Anotam as proprietárias não ser competente este Supremo Tribunal para apreciar a presente suspensão de liminar pela necessidade de prévia análise de questões de natureza infraconstitucional, “tais como posse e interditos possessórios, matérias reguladas no Código Civil e de Código de Processo Civil, bem como a não incidência no caso concreto da Lei nº 6.001/73”. Sustentam a impossibilidade de suspensão de liminar como sucedâneo recursal e juntam documentos que atestariam a invasão dos imóveis inicialmente “fora da linha (…) que delimita as terras indígenas”, sendo que “de forma surpreendente e desarrazoada, a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE FUNAI veio a incluir o imóvel na 3ª demarcação (ano de 2013)” (doc. 29, fl. 19). Anexam, ainda, fotos questionando a origem indígena dos invasores e afirmam que “a respeito dos invasores se denominarem índios, apesar de todos serem pessoas totalmente urbanizadas, sem qualquer traço indígena” (doc 29 – fl. 23). Pedem não seja conhecida a suspensão de liminar e, alternativamente, seja a mesma indeferida. 7. Em 3.3.2017, o Juízo da Terceira Vara Federal do Ceará prestou as informações requisitadas: “(...) Num primeiro momento, cumpre esclarecer que a decisão que determinou a desocupação da área atualmente ocupada pela Comunidade Indígena Tapeba foi proferida pela 4ª Turma do TRF da 5ª Região, como, aliás, restou mencionado no despacho proferido por essa Presidência. Referida decisão foi proferida em sede de agravo de instrumento por conta do entendimento adotado por este juízo ao indeferir o pedido liminar de desocupação da área em virtude do andamento do processo de demarcação em ultimação na FUNAI. Somente após o escoamento do prazo fixado pela Corte Regional é que foi autorizado por este juízo o uso da força policial como medida de apoio aos oficiais de justiça responsáveis pelo cumprimento da diligência, em caso de constatada necessidade. Aludida autorização foi determinada por este juízo nos termos da decisão proferida no último dia 16/02/2017, conforme transcrição abaixo: (...)” Nesse sentido, cumpre também informar que a oficiala de justiça já manteve contato com a Polícia Federal no último dia 24/02/2017 e o cumprimento da diligência é iminente. Por fim, julgando relevante a informação, consta dos autos da aludida reintegração de posse pedido apresentado hoje pela FUNAl, ainda não apreciado, requerendo novo prazo para a desocupação, sob o fundamento de que novo levantamento topográfico foi realizado, comprovando que a 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE FUNAI veio a incluir o imóvel na 3ª demarcação (ano de 2013)” (doc. 29, fl. 19). Anexam, ainda, fotos questionando a origem indígena dos invasores e afirmam que “a respeito dos invasores se denominarem índios, apesar de todos serem pessoas totalmente urbanizadas, sem qualquer traço indígena” (doc 29 – fl. 23). Pedem não seja conhecida a suspensão de liminar e, alternativamente, seja a mesma indeferida. 7. Em 3.3.2017, o Juízo da Terceira Vara Federal do Ceará prestou as informações requisitadas: “(...) Num primeiro momento, cumpre esclarecer que a decisão que determinou a desocupação da área atualmente ocupada pela Comunidade Indígena Tapeba foi proferida pela 4ª Turma do TRF da 5ª Região, como, aliás, restou mencionado no despacho proferido por essa Presidência. Referida decisão foi proferida em sede de agravo de instrumento por conta do entendimento adotado por este juízo ao indeferir o pedido liminar de desocupação da área em virtude do andamento do processo de demarcação em ultimação na FUNAI. Somente após o escoamento do prazo fixado pela Corte Regional é que foi autorizado por este juízo o uso da força policial como medida de apoio aos oficiais de justiça responsáveis pelo cumprimento da diligência, em caso de constatada necessidade. Aludida autorização foi determinada por este juízo nos termos da decisão proferida no último dia 16/02/2017, conforme transcrição abaixo: (...)” Nesse sentido, cumpre também informar que a oficiala de justiça já manteve contato com a Polícia Federal no último dia 24/02/2017 e o cumprimento da diligência é iminente. Por fim, julgando relevante a informação, consta dos autos da aludida reintegração de posse pedido apresentado hoje pela FUNAl, ainda não apreciado, requerendo novo prazo para a desocupação, sob o fundamento de que novo levantamento topográfico foi realizado, comprovando que a 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE área atualmente ocupada pela Comunidade Indígena Tapeba faz parte da área historicamente demarcada como sendo tradicionalmente ocupada pelos índios no Município de Caucaia/CE”. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 8. O § 1o do art. 4o. da Lei n. 8.437/199 autoriza-se o deferimento de pedido de suspensão da execução de liminar, em processo de ação cautelar inominada, quando comprovado manifesto interesse público e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança ou à economia públicas. Na espécie, diversamente do que alegam as proprietárias interessadas, a questão jurídica controvertida é de natureza constitucional, nos termos do art. 231 da Constituição da República. Dispõe este Supremo Tribunal de competência para examinar a questão cujo fundamento jurídico seja constitucional (art. 297 do RISTF, c/c art. 25 da Lei n. 8.038/1990), como consolidado na jurisprudência, destacando-se, por exemplo, os seguintes julgados: Rcl n. 475, Relator o Ministro Octavio Gallotti, Pleno, DJ 22.04.1994; Rcl n. 497-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Pleno, DJ 06.04.2001; SS n. 2.187-AgR, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ 21.10.2003; e SS n. 2.465, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ 20.10.2004. 9. De se anotar também que, diferente do alegado pela Fundação Nacional do Índio, o deferimento do pedido de reintegração de posse não desconsiderou a existência do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da terra indígena questionada. O que se realçou foi apenas não se poder, a partir da conclusão desse estudo, legitimar o exercício prematuro da autotutela pelos indígenas para retomada das terras por eles revindicadas como tradicionais, ao menos até a conclusão do procedimento administrativo, em razão: i) de ser controvertida a área incluída na demarcação, ii) da aplicação do art. 19, § 2º, da Lei n. 6.001/1973, iii) da notificação regular dos proprietários. 10. No acórdão do Tribunal Regional Federal de Quinta Região, expressamente se ressaltou que, “durante o procedimento 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE área atualmente ocupada pela Comunidade Indígena Tapeba faz parte da área historicamente demarcada como sendo tradicionalmente ocupada pelos índios no Município de Caucaia/CE”. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 8. O § 1o do art. 4o. da Lei n. 8.437/199 autoriza-se o deferimento de pedido de suspensão da execução de liminar, em processo de ação cautelar inominada, quando comprovado manifesto interesse público e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança ou à economia públicas. Na espécie, diversamente do que alegam as proprietárias interessadas, a questão jurídica controvertida é de natureza constitucional, nos termos do art. 231 da Constituição da República. Dispõe este Supremo Tribunal de competência para examinar a questão cujo fundamento jurídico seja constitucional (art. 297 do RISTF, c/c art. 25 da Lei n. 8.038/1990), como consolidado na jurisprudência, destacando-se, por exemplo, os seguintes julgados: Rcl n. 475, Relator o Ministro Octavio Gallotti, Pleno, DJ 22.04.1994; Rcl n. 497-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Pleno, DJ 06.04.2001; SS n. 2.187-AgR, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ 21.10.2003; e SS n. 2.465, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ 20.10.2004. 9. De se anotar também que, diferente do alegado pela Fundação Nacional do Índio, o deferimento do pedido de reintegração de posse não desconsiderou a existência do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da terra indígena questionada. O que se realçou foi apenas não se poder, a partir da conclusão desse estudo, legitimar o exercício prematuro da autotutela pelos indígenas para retomada das terras por eles revindicadas como tradicionais, ao menos até a conclusão do procedimento administrativo, em razão: i) de ser controvertida a área incluída na demarcação, ii) da aplicação do art. 19, § 2º, da Lei n. 6.001/1973, iii) da notificação regular dos proprietários. 10. No acórdão do Tribunal Regional Federal de Quinta Região, expressamente se ressaltou que, “durante o procedimento 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE demarcatório e até sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno”. Essa determinação foi realçada pelo juízo responsável pela reintegração, como se tem nas decisões e informações anteriormente transcritas. 11. Ao analisar caso análogo ao presente, no qual se apontava que a execução de ordem de reintegração de posse de imóvel ocupado por indígenas com uso de força policial que colocaria em risco à ordem e à segurança pública, em razão do acirramento do conflito fundiário envolvendo índios e não índios no Mato Grosso do Sul, destaquei: “12. Se, de um lado, parece haver precipitação na promoção de ocupação de imóveis particulares a partir da conclusão de estudos antropológicos levados a efeito pela Funai, sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena na região pela autoridade competente e, principalmente, sem que se apresse a conclusão do processo administrativo de demarcação, de outra parte não há como se subestimar que a demora na conclusão do processo administrativo competente, muitas vezes interceptado com excessiva judicialização de demandas sobre cada caso, incentiva a autotutela de interesses, o que resulta no aprofundamento do conflito fundiário na região e no emprego crescente da violência. Não obstante seja de se reconhecer que a reintegração do possuidor direto na posse do imóvel rural restabelece a ordem fática instabilizada pelo esbulho judicialmente reconhecido, não é de desprezar que o exercício da força para a prática deste ato constitui mais um elemento desestabilizador do quadro social, colocando em risco a segurança de todos. Nessa linha é que se revela a plausibilidade da argumentação traçada pela Funai ao afirmar haver “grande número de indígenas estão envolvidos na operação de retomada, dentre crianças, adultos e idosos, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE demarcatório e até sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno”. Essa determinação foi realçada pelo juízo responsável pela reintegração, como se tem nas decisões e informações anteriormente transcritas. 11. Ao analisar caso análogo ao presente, no qual se apontava que a execução de ordem de reintegração de posse de imóvel ocupado por indígenas com uso de força policial que colocaria em risco à ordem e à segurança pública, em razão do acirramento do conflito fundiário envolvendo índios e não índios no Mato Grosso do Sul, destaquei: “12. Se, de um lado, parece haver precipitação na promoção de ocupação de imóveis particulares a partir da conclusão de estudos antropológicos levados a efeito pela Funai, sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena na região pela autoridade competente e, principalmente, sem que se apresse a conclusão do processo administrativo de demarcação, de outra parte não há como se subestimar que a demora na conclusão do processo administrativo competente, muitas vezes interceptado com excessiva judicialização de demandas sobre cada caso, incentiva a autotutela de interesses, o que resulta no aprofundamento do conflito fundiário na região e no emprego crescente da violência. Não obstante seja de se reconhecer que a reintegração do possuidor direto na posse do imóvel rural restabelece a ordem fática instabilizada pelo esbulho judicialmente reconhecido, não é de desprezar que o exercício da força para a prática deste ato constitui mais um elemento desestabilizador do quadro social, colocando em risco a segurança de todos. Nessa linha é que se revela a plausibilidade da argumentação traçada pela Funai ao afirmar haver “grande número de indígenas estão envolvidos na operação de retomada, dentre crianças, adultos e idosos, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos” (fl. 13). As informações apresentadas e devidamente comprovadas pelos documentos que acompanham a presente suspensão de liminar dão conta do acirramento do conflito envolvendo a disputa pela Terra Indígena Dourados Amambaipequá I, localizada em Caarapó/MS, demonstrando grave risco de perda de vidas humanas de lado a lado do conflito se não se encontrar forma de evitar a execução forçada da ordem judicial de reintegração de posse”. 12. Demonstra-se também neste caso risco de conflitos que precisam ser evitados, até mesmo porque se noticia haver possibilidade de solução amigável, o que seria impossibilitado se o cumprimento imediato e com uso da força fosse executado. O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado. 15. Pelo exposto, com base nos dados apresentados neste 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos” (fl. 13). As informações apresentadas e devidamente comprovadas pelos documentos que acompanham a presente suspensão de liminar dão conta do acirramento do conflito envolvendo a disputa pela Terra Indígena Dourados Amambaipequá I, localizada em Caarapó/MS, demonstrando grave risco de perda de vidas humanas de lado a lado do conflito se não se encontrar forma de evitar a execução forçada da ordem judicial de reintegração de posse”. 12. Demonstra-se também neste caso risco de conflitos que precisam ser evitados, até mesmo porque se noticia haver possibilidade de solução amigável, o que seria impossibilitado se o cumprimento imediato e com uso da força fosse executado. O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado. 15. Pelo exposto, com base nos dados apresentados neste 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE requerimento de suspensão de liminar, defiro o pedido para suspender os efeitos da liminar deferida pelo Tribunal Regional Federal da Quinta Região no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000 até a sentença de mérito a ser proferida no processo de origem (art. 297 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e art. 25 da Lei n. 8.038/1990). Comunique-se com urgência”. 3. Contra essa decisão as proprietárias interessadas, STG Construções Imobiliárias Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda.– EPP interpõem agravo regimental (Doc-e n. 77). Insistem nos argumentos suscitados na manifestação apresentada anteriormente ao deferimento da suspensão de liminar, em especial “nas inverdades contidas na narrativa da FUNAI e urgência fabricada pela autarquia indigenista”. Argumentam que “a FUNAI veio a incluir o imóvel na 3ª demarcação (ano de 2013)”, afirmando que a referida fundação “tenta a todos os custos caracterizar como indígenas áreas que nunca o foram, numa tentativa desesperada de compensar os supostos indígenas com áreas que os mesmos perderam em acordos realizados em outras áreas do Município de Caucaia/CE”. Sustentam que “todas as provas fáticas e documentais demonstram que a área constante do imóvel em tela, que há mais de 50 (cinquenta) anos possui casas edificadas”, sendo “ importantíssimo destacar que a FUNAI não citou sequer um episódio em que teria ocorrido conflito possessório entre as Agravantes e os supostos índios”. Asseveram ausência de fundamentação da decisão agravada, na qual não preenchidos os requisitos do art. 4º da Lei n. 8.437/1992, na medida em que “não citou qual interesse público manifesto e qual lesão haveria (ordem, saúde, segurança ou economia), muito menos apontou o motivo de sua gravidade”. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE requerimento de suspensão de liminar, defiro o pedido para suspender os efeitos da liminar deferida pelo Tribunal Regional Federal da Quinta Região no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000 até a sentença de mérito a ser proferida no processo de origem (art. 297 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e art. 25 da Lei n. 8.038/1990). Comunique-se com urgência”. 3. Contra essa decisão as proprietárias interessadas, STG Construções Imobiliárias Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda.– EPP interpõem agravo regimental (Doc-e n. 77). Insistem nos argumentos suscitados na manifestação apresentada anteriormente ao deferimento da suspensão de liminar, em especial “nas inverdades contidas na narrativa da FUNAI e urgência fabricada pela autarquia indigenista”. Argumentam que “a FUNAI veio a incluir o imóvel na 3ª demarcação (ano de 2013)”, afirmando que a referida fundação “tenta a todos os custos caracterizar como indígenas áreas que nunca o foram, numa tentativa desesperada de compensar os supostos indígenas com áreas que os mesmos perderam em acordos realizados em outras áreas do Município de Caucaia/CE”. Sustentam que “todas as provas fáticas e documentais demonstram que a área constante do imóvel em tela, que há mais de 50 (cinquenta) anos possui casas edificadas”, sendo “ importantíssimo destacar que a FUNAI não citou sequer um episódio em que teria ocorrido conflito possessório entre as Agravantes e os supostos índios”. Asseveram ausência de fundamentação da decisão agravada, na qual não preenchidos os requisitos do art. 4º da Lei n. 8.437/1992, na medida em que “não citou qual interesse público manifesto e qual lesão haveria (ordem, saúde, segurança ou economia), muito menos apontou o motivo de sua gravidade”. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE Asseveram que “em nenhum momento existiu a possibilidade do cumprimento da medida de forma coercitiva, sem a participação do Poder Judiciário, da FUNAI, da DPU e dos próprios invasores”. Alegam a ocorrência de supressão de instância e afronta ao princípio do juiz natural, em razão da competência originária do Superior Tribunal de Justiça para julgar o pedido de suspensão de liminar de matéria infraconstitucional, evidenciada, ainda, pela interposição simultânea de recurso especial pela autarquia. Afirmam a impossibilidade da utilização do precedente citado na decisão agravada (SL n. 1.078, caso de Dourados/MS), que “não tem qualquer semelhança com a situação fática narrada nos autos”, acrescentando que, no caso, “existe inequívoca ampliação ilegal da área de demarcação perpetrada pela autarquia indigenista”. Registram não terem expectativa de solução amigável entre as partes, alegando que a decisão agravada, quando menciona que o cumprimento imediato da reintegração com o uso da força poderia comprometer eventual a composição, acabou por afrontar o princípio da imparcialidade. Ressaltam que “o real intuito da FUNAI é desconstituir, anular e/ou reformar a decisão liminar prolatada em sede de agravo e confirmada no julgamento dos embargos de declaração”, sustentando a impossibilidade de utilização do pedido de suspensão como sucedâneo recursal. Pedem a reconsideração da decisão agravada, com a restauração dos efeitos do acórdão objeto da presente suspensão, ou, subsidiariamente, a reforma da decisão, negando-se provimento ao pedido de suspensão de liminar. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE Asseveram que “em nenhum momento existiu a possibilidade do cumprimento da medida de forma coercitiva, sem a participação do Poder Judiciário, da FUNAI, da DPU e dos próprios invasores”. Alegam a ocorrência de supressão de instância e afronta ao princípio do juiz natural, em razão da competência originária do Superior Tribunal de Justiça para julgar o pedido de suspensão de liminar de matéria infraconstitucional, evidenciada, ainda, pela interposição simultânea de recurso especial pela autarquia. Afirmam a impossibilidade da utilização do precedente citado na decisão agravada (SL n. 1.078, caso de Dourados/MS), que “não tem qualquer semelhança com a situação fática narrada nos autos”, acrescentando que, no caso, “existe inequívoca ampliação ilegal da área de demarcação perpetrada pela autarquia indigenista”. Registram não terem expectativa de solução amigável entre as partes, alegando que a decisão agravada, quando menciona que o cumprimento imediato da reintegração com o uso da força poderia comprometer eventual a composição, acabou por afrontar o princípio da imparcialidade. Ressaltam que “o real intuito da FUNAI é desconstituir, anular e/ou reformar a decisão liminar prolatada em sede de agravo e confirmada no julgamento dos embargos de declaração”, sustentando a impossibilidade de utilização do pedido de suspensão como sucedâneo recursal. Pedem a reconsideração da decisão agravada, com a restauração dos efeitos do acórdão objeto da presente suspensão, ou, subsidiariamente, a reforma da decisão, negando-se provimento ao pedido de suspensão de liminar. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE 4. Em 14.8.2017, a Fundação Nacional do Índio - Funai apresentou contrarrazões. Nelas, contestam os argumentos das agravantes, afirmam a competência deste Supremo Tribunal para apreciar a questão e reiteram a potencialidade de conflitos em razão de eventual cumprimento do mandado de reintegração. 5. Em 15.9.2017, O Procurador-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE LIMINAR. INDÍGENA. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. RETIRADA FORÇADA DE INDÍGENAS DO IMÓVEL INVADIDO. SUSPENSÃO. TERRA INDÍGENA EM PROCESSO DE DEMARCAÇÃO. COLISÃO DO DIREITO DE PROPRIEDADE COM O DIREITO DOS ÍNDIOS À POSSE PERMANENTE SOBRE A ÁREA DE OCUPAÇÃO TRADICIONAL. PONDERAÇÃO DOS VALORES EM CONFLITO. RISCO DE LESÃO À ORDEM E À SEGURANÇA PÚBLICAS. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DO QUADRO FÁTICO A FIM DE GARANTIR A SEGURANÇA DE TODOS OS SUJEITOS ENVOLVIDOS NA CONTROVÉRSIA. PARECER PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A existência de dúvidas objetivas quanto ao domínio das terras sob litígio afasta a plausibilidade das razões que fundamentam a decisão de desocupação forçada dos índios de imóveis rurais. 2. Na colisão de dois direitos constitucionais de mesma estatura, como a propriedade particular e o direito indígena à posse permanente sobre área de tradicional ocupação, o órgão julgador deve fazer um cuidadoso juízo de ponderação dos valores envolvidos, de modo a prevenir ou diminuir os riscos de conflitos. 3. O caso dos autos recomenda a preservação do quadro fático, suspendendo-se a ordem de retirada forçada dos índios do imóvel invadido, para evitar o acirramento dos conflitos existentes na região, até ulterior reconhecimento efetivo dos dos corretos limites da terra indígena de que trata os autos. - Parecer pelo desprovimento do agravo”. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE 4. Em 14.8.2017, a Fundação Nacional do Índio - Funai apresentou contrarrazões. Nelas, contestam os argumentos das agravantes, afirmam a competência deste Supremo Tribunal para apreciar a questão e reiteram a potencialidade de conflitos em razão de eventual cumprimento do mandado de reintegração. 5. Em 15.9.2017, O Procurador-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE LIMINAR. INDÍGENA. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. RETIRADA FORÇADA DE INDÍGENAS DO IMÓVEL INVADIDO. SUSPENSÃO. TERRA INDÍGENA EM PROCESSO DE DEMARCAÇÃO. COLISÃO DO DIREITO DE PROPRIEDADE COM O DIREITO DOS ÍNDIOS À POSSE PERMANENTE SOBRE A ÁREA DE OCUPAÇÃO TRADICIONAL. PONDERAÇÃO DOS VALORES EM CONFLITO. RISCO DE LESÃO À ORDEM E À SEGURANÇA PÚBLICAS. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DO QUADRO FÁTICO A FIM DE GARANTIR A SEGURANÇA DE TODOS OS SUJEITOS ENVOLVIDOS NA CONTROVÉRSIA. PARECER PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A existência de dúvidas objetivas quanto ao domínio das terras sob litígio afasta a plausibilidade das razões que fundamentam a decisão de desocupação forçada dos índios de imóveis rurais. 2. Na colisão de dois direitos constitucionais de mesma estatura, como a propriedade particular e o direito indígena à posse permanente sobre área de tradicional ocupação, o órgão julgador deve fazer um cuidadoso juízo de ponderação dos valores envolvidos, de modo a prevenir ou diminuir os riscos de conflitos. 3. O caso dos autos recomenda a preservação do quadro fático, suspendendo-se a ordem de retirada forçada dos índios do imóvel invadido, para evitar o acirramento dos conflitos existentes na região, até ulterior reconhecimento efetivo dos dos corretos limites da terra indígena de que trata os autos. - Parecer pelo desprovimento do agravo”. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE 6. Pela Petição STF n. 55.618/2018, as agravantes requerem “DESTAQUE, nos termos do 4º da RESOLUÇÃO n. 587/2016 DO STF, diante da relevância e das peculiaridades do presente caso” (fl. 1, doc. 100). É o relatório. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE 6. Pela Petição STF n. 55.618/2018, as agravantes requerem “DESTAQUE, nos termos do 4º da RESOLUÇÃO n. 587/2016 DO STF, diante da relevância e das peculiaridades do presente caso” (fl. 1, doc. 100). É o relatório. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Na Resolução n. 587/2016 do Supremo Tribunal Federal dispõe-se sobre a possibilidade de julgamento de agravos internos e embargos de declaração em ambiente eletrônico a critério do Relator. As Agravantes não demonstraram que prejuízo teria para o exercício de seu direito de defesa com o julgamento eletrônico do presente recurso. Indefiro o requerimento de retirada deste recurso da pauta do Plenário virtual. 2. Razão jurídica não assiste ao agravante. 3. Há de se ter presente que o pedido recursal e o próprio pedido de suspensão de segurança não impõem ou autorizam o exame aprofundado da demanda subjacente nem formam quanto a ela juízo definitivo ou vinculante sobre os fatos e fundamentos submetidos ao cuidado das instâncias ordinárias. Não se analisa na suspensão o mérito da ação principal, mas apenas a existência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes assegurados em lei. Nos termos do § 7º do art. 4º da Lei n. 8.437/1992: “Art. 4º Compete ao presidente do tribunal, ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso, suspender, em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Na Resolução n. 587/2016 do Supremo Tribunal Federal dispõe-se sobre a possibilidade de julgamento de agravos internos e embargos de declaração em ambiente eletrônico a critério do Relator. As Agravantes não demonstraram que prejuízo teria para o exercício de seu direito de defesa com o julgamento eletrônico do presente recurso. Indefiro o requerimento de retirada deste recurso da pauta do Plenário virtual. 2. Razão jurídica não assiste ao agravante. 3. Há de se ter presente que o pedido recursal e o próprio pedido de suspensão de segurança não impõem ou autorizam o exame aprofundado da demanda subjacente nem formam quanto a ela juízo definitivo ou vinculante sobre os fatos e fundamentos submetidos ao cuidado das instâncias ordinárias. Não se analisa na suspensão o mérito da ação principal, mas apenas a existência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes assegurados em lei. Nos termos do § 7º do art. 4º da Lei n. 8.437/1992: “Art. 4º Compete ao presidente do tribunal, ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso, suspender, em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE § 7º. O Presidente do Tribunal poderá conferir ao pedido efeito suspensivo liminar, se constatar, em juízo prévio, a plausibilidade do direito invocado e a urgência da concessão da medida”. 4. O agravante não trouxe argumentos suficientes a alterar a decisão agravada. 5. A suspensão de liminar dispõe de caráter excepcional, não servindo de sucedâneo recursal. Não deve ser aproveitada em substituição aos recursos próprios previstos na legislação processual para impugnar decisões pela via ordinária ou extraordinária. A pacífica jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme nesse sentido. Não é, entretanto, o que ocorre na espécie. 6. Conforme ressaltei na decisão agravada, o que pretende o agravante é discutir a legitimidade da demarcação e a legalidade de sua ampliação, de forma a alcançar as propriedades em litígio, questionando o que seriam “inverdades contidas na narrativa da FUNAI e a urgência fabricada pela autarquia indigenista”. 7. O acolhimento dessas alegações exigiria análise exauriente da causa, com reexame de todo o conjunto probatório da ação principal, o que, como antes mencionado, não é cabível nesta classe processual. Esse procedimento tornaria o requerimento verdadeiro incidente vinculado ao recurso interposto. 8. Na espécie, a atuação cautelar deste Supremo Tribunal está limitada a resguardar a ordem e segurança na localidade (comunidade indígena de Tapeba), potencialmente em risco se cumprida a liminar de reintegração de posse, conforme demonstrado em vários documentos contidos dos autos e reforçado pelo parecer da Procuradoria-Geral da República. No Ofício do Delegado Regional Executivo da Polícia Federal no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE § 7º. O Presidente do Tribunal poderá conferir ao pedido efeito suspensivo liminar, se constatar, em juízo prévio, a plausibilidade do direito invocado e a urgência da concessão da medida”. 4. O agravante não trouxe argumentos suficientes a alterar a decisão agravada. 5. A suspensão de liminar dispõe de caráter excepcional, não servindo de sucedâneo recursal. Não deve ser aproveitada em substituição aos recursos próprios previstos na legislação processual para impugnar decisões pela via ordinária ou extraordinária. A pacífica jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme nesse sentido. Não é, entretanto, o que ocorre na espécie. 6. Conforme ressaltei na decisão agravada, o que pretende o agravante é discutir a legitimidade da demarcação e a legalidade de sua ampliação, de forma a alcançar as propriedades em litígio, questionando o que seriam “inverdades contidas na narrativa da FUNAI e a urgência fabricada pela autarquia indigenista”. 7. O acolhimento dessas alegações exigiria análise exauriente da causa, com reexame de todo o conjunto probatório da ação principal, o que, como antes mencionado, não é cabível nesta classe processual. Esse procedimento tornaria o requerimento verdadeiro incidente vinculado ao recurso interposto. 8. Na espécie, a atuação cautelar deste Supremo Tribunal está limitada a resguardar a ordem e segurança na localidade (comunidade indígena de Tapeba), potencialmente em risco se cumprida a liminar de reintegração de posse, conforme demonstrado em vários documentos contidos dos autos e reforçado pelo parecer da Procuradoria-Geral da República. No Ofício do Delegado Regional Executivo da Polícia Federal no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE Ceará, assinado eletronicamente em 29.5.2017 e protocolizado neste Supremo Tribunal em 9.6.2017 (Doc-e n. 69), dispõe-se: ”Assunto: solicita urgência no julgamento de Suspensão de Liminar Referência: SL 1096 Excelentíssima Senhora Ministra, 1. Tramita perante este excelso Supremo Tribunal Federal, sob relatoria de Vossa Excelência, a Suspensão de Liminar em referência, a qual ataca decisão liminar de reintegração de posse exarada pelo Tribunal Regional Federal da 5a Região. 2. Em síntese, a decisão em questão determina a imediata reintegração, cm favor das empresas STG e CATABAN, de área localizada em Caucaia - CE, a qual atualmente está ocupada por famílias indígenas. 3. Esgotadas as tentativas de desocupação pacífica pelo d. Juízo de primeiro grau, veio a esta Polícia Federal a ordem para realização da retirada forçada. 4. Finalizamos o planejamento da ação e agendamos a operação de desocupação para data entre os dias 12 a 15 de junho próximo futuro. 5. Ocorre que, durante as diligências de planejamento, restou levantada a informação de que as, aproximadamente, 60 (sessenta) famílias indígenas que ocupam a área estão predispostas a opor resistência à ação da PF, fato este que torna a operação sobremaneira sensível”. Daí haver assentado na decisão agravada: “O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE Ceará, assinado eletronicamente em 29.5.2017 e protocolizado neste Supremo Tribunal em 9.6.2017 (Doc-e n. 69), dispõe-se: ”Assunto: solicita urgência no julgamento de Suspensão de Liminar Referência: SL 1096 Excelentíssima Senhora Ministra, 1. Tramita perante este excelso Supremo Tribunal Federal, sob relatoria de Vossa Excelência, a Suspensão de Liminar em referência, a qual ataca decisão liminar de reintegração de posse exarada pelo Tribunal Regional Federal da 5a Região. 2. Em síntese, a decisão em questão determina a imediata reintegração, cm favor das empresas STG e CATABAN, de área localizada em Caucaia - CE, a qual atualmente está ocupada por famílias indígenas. 3. Esgotadas as tentativas de desocupação pacífica pelo d. Juízo de primeiro grau, veio a esta Polícia Federal a ordem para realização da retirada forçada. 4. Finalizamos o planejamento da ação e agendamos a operação de desocupação para data entre os dias 12 a 15 de junho próximo futuro. 5. Ocorre que, durante as diligências de planejamento, restou levantada a informação de que as, aproximadamente, 60 (sessenta) famílias indígenas que ocupam a área estão predispostas a opor resistência à ação da PF, fato este que torna a operação sobremaneira sensível”. Daí haver assentado na decisão agravada: “O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado”. Nesse mesmo sentido, entre outras, a SL n. 1.078, que também versava sobre risco de conflito decorrente da ocupação, por indígenas, de imóveis particulares, quando concluídos os estudos antropológicos, mas sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena. Naquela oportunidade, ressaltei: “(...) 12. Se, de um lado, parece haver precipitação na promoção de ocupação de imóveis particulares a partir da conclusão de estudos antropológicos levados a efeito pela Funai, sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena na região pela autoridade competente e, principalmente, sem que se apresse a conclusão do processo administrativo de demarcação, de outra parte não há como se subestimar que a demora na conclusão do processo administrativo competente, muitas vezes interceptado com excessiva judicialização de demandas sobre cada caso, incentiva a autotutela de interesses, o que resulta no aprofundamento do conflito fundiário na região e no emprego crescente da violência. Não obstante seja de se reconhecer que a reintegração do possuidor direto na posse do imóvel rural restabelece a ordem fática instabilizada pelo esbulho judicialmente reconhecido, não é de desprezar que o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado”. Nesse mesmo sentido, entre outras, a SL n. 1.078, que também versava sobre risco de conflito decorrente da ocupação, por indígenas, de imóveis particulares, quando concluídos os estudos antropológicos, mas sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena. Naquela oportunidade, ressaltei: “(...) 12. Se, de um lado, parece haver precipitação na promoção de ocupação de imóveis particulares a partir da conclusão de estudos antropológicos levados a efeito pela Funai, sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena na região pela autoridade competente e, principalmente, sem que se apresse a conclusão do processo administrativo de demarcação, de outra parte não há como se subestimar que a demora na conclusão do processo administrativo competente, muitas vezes interceptado com excessiva judicialização de demandas sobre cada caso, incentiva a autotutela de interesses, o que resulta no aprofundamento do conflito fundiário na região e no emprego crescente da violência. Não obstante seja de se reconhecer que a reintegração do possuidor direto na posse do imóvel rural restabelece a ordem fática instabilizada pelo esbulho judicialmente reconhecido, não é de desprezar que o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE exercício da força para a prática deste ato constitui mais um elemento desestabilizador do quadro social, colocando em risco a segurança de todos. Nessa linha é que se revela a plausibilidade da argumentação traçada pela Funai ao afirmar haver “grande número de indígenas estão envolvidos na operação de retomada, dentre crianças, adultos e idosos, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos” (fl. 13). As informações apresentadas e devidamente comprovadas pelos documentos que acompanham a presente suspensão de liminar dão conta do acirramento do conflito envolvendo a disputa pela Terra Indígena Dourados Amambaipequá I, localizada em Caarapó/MS, demonstrando grave risco de perda de vidas humanas de lado a lado do conflito se não se encontrar forma de evitar a execução forçada da ordem judicial de reintegração de posse”. 9. Em razão da questão constitucional trazida à apreciação (art. 231 da Constituição da República), o reconhecimento da competência da Presidência deste Supremo Tribunal para examinar a presença dos pressupostos necessários para a suspensão de liminar não significa a substituição da atuação do Tribunal de origem. Tampouco implica em restrição ao exercício das competências que foram constitucionalmente outorgadas a este Supremo Tribunal, ou mesmo ao Superior Tribunal de Justiça, para processar e julgar eventual recurso extraordinário e/ou especial, cujos requisitos constitucionais de interposição (inc. III do art. 102 e inc. III do 105 da Constituição da República) não se confundem com aqueles de natureza cautelar, inerentes ao processo de suspensão de liminar (§ 1º do art. 4º da Lei n. 8.437/1992). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE exercício da força para a prática deste ato constitui mais um elemento desestabilizador do quadro social, colocando em risco a segurança de todos. Nessa linha é que se revela a plausibilidade da argumentação traçada pela Funai ao afirmar haver “grande número de indígenas estão envolvidos na operação de retomada, dentre crianças, adultos e idosos, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos” (fl. 13). As informações apresentadas e devidamente comprovadas pelos documentos que acompanham a presente suspensão de liminar dão conta do acirramento do conflito envolvendo a disputa pela Terra Indígena Dourados Amambaipequá I, localizada em Caarapó/MS, demonstrando grave risco de perda de vidas humanas de lado a lado do conflito se não se encontrar forma de evitar a execução forçada da ordem judicial de reintegração de posse”. 9. Em razão da questão constitucional trazida à apreciação (art. 231 da Constituição da República), o reconhecimento da competência da Presidência deste Supremo Tribunal para examinar a presença dos pressupostos necessários para a suspensão de liminar não significa a substituição da atuação do Tribunal de origem. Tampouco implica em restrição ao exercício das competências que foram constitucionalmente outorgadas a este Supremo Tribunal, ou mesmo ao Superior Tribunal de Justiça, para processar e julgar eventual recurso extraordinário e/ou especial, cujos requisitos constitucionais de interposição (inc. III do art. 102 e inc. III do 105 da Constituição da República) não se confundem com aqueles de natureza cautelar, inerentes ao processo de suspensão de liminar (§ 1º do art. 4º da Lei n. 8.437/1992). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE 10. Ressalte-se que a referência, na decisão agravada, no sentido de que “risco de conflitos que precisam ser evitados, até mesmo porque se noticia haver possibilidade de solução amigável, o que seria impossibilitado se o cumprimento imediato e com uso da força fosse executado”, é constatação extraída a partir de elementos constantes dos autos, sem que seja possível dela extrair qualquer relação com a parcialidade da decisão. Tanto assim, que, em seguida, na decisão recorrida se esclarece e assevera: “O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado“. 11. Os argumentos trazidos no presente recurso, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo com a decisão pela qual contrariados os interesses do agravante. 12. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada, pelos fundamentos nela contidos, e voto no sentido de negar provimento ao presente agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE 10. Ressalte-se que a referência, na decisão agravada, no sentido de que “risco de conflitos que precisam ser evitados, até mesmo porque se noticia haver possibilidade de solução amigável, o que seria impossibilitado se o cumprimento imediato e com uso da força fosse executado”, é constatação extraída a partir de elementos constantes dos autos, sem que seja possível dela extrair qualquer relação com a parcialidade da decisão. Tanto assim, que, em seguida, na decisão recorrida se esclarece e assevera: “O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado“. 11. Os argumentos trazidos no presente recurso, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo com a decisão pela qual contrariados os interesses do agravante. 12. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada, pelos fundamentos nela contidos, e voto no sentido de negar provimento ao presente agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 28 Voto Vogal AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONARDO PITOMBEIRA PINTO ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO ADV.(A/S) :RAQUEL BOTELHO SANTORO ADV.(A/S) :EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo da Relatora. O quadro revelado não autoriza a concessão de contracautela para suspender a reintegração de posse determinada. A medida – de caráter absolutamente excepcional, por subverter o regular caminho recursal – revela-se injustificável quando fundada em possível descumprimento de ordem judicial. Conforme consignado em memorial apresentado, tem-se demonstração do título de propriedade e situação a sinalizar a inexistência de indígenas quando da promulgação da Constituição Federal de 1988, mostrando-se relevante, ainda, o fato de área não haver sido incluída em duas tentativas anteriores de demarcação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13DA-13CF-8441-2FF4 e senha 829F-D27C-9E9C-B782 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONARDO PITOMBEIRA PINTO ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO ADV.(A/S) :RAQUEL BOTELHO SANTORO ADV.(A/S) :EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo da Relatora. O quadro revelado não autoriza a concessão de contracautela para suspender a reintegração de posse determinada. A medida – de caráter absolutamente excepcional, por subverter o regular caminho recursal – revela-se injustificável quando fundada em possível descumprimento de ordem judicial. Conforme consignado em memorial apresentado, tem-se demonstração do título de propriedade e situação a sinalizar a inexistência de indígenas quando da promulgação da Constituição Federal de 1988, mostrando-se relevante, ainda, o fato de área não haver sido incluída em duas tentativas anteriores de demarcação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13DA-13CF-8441-2FF4 e senha 829F-D27C-9E9C-B782 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 28 Extrato de Ata - 10/09/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LEONARDO PITOMBEIRA PINTO (16397/CE) ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO (0005008/DF) ADV.(A/S) : RAQUEL BOTELHO SANTORO (DF028868/) ADV.(A/S) : EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA (259400/SP) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD04-06FA-CF1A-8929 e senha CE71-F771-3B9F-D41D Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LEONARDO PITOMBEIRA PINTO (16397/CE) ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO (0005008/DF) ADV.(A/S) : RAQUEL BOTELHO SANTORO (DF028868/) ADV.(A/S) : EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA (259400/SP) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD04-06FA-CF1A-8929 e senha CE71-F771-3B9F-D41D Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748277538
2018-09-10T00:00:00
2018-09-25T00:00:00
O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE LIMINAR. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. IMÓVEL RURAL. OCUPAÇÃO INDÍGENA TRADICIONAL. ORDEM DE RETIRADA DA COMUNIDADE INDÍGENA TAPEBA. ESTUDO ANTROPOLÓGICO. FUNAI. PROCEDIMENTO DEMARCATÓRIO PENDENTE. RELATÓRIO CIRCUNSTANCIADO DE REVISÃO DE LIMITES. RISCO DE LESÃO À ORDEM E À SEGURANÇA PÚBLICAS. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur391439
- Decisão monocrática citada: (REINTEGRAÇÃO DE POSSE, TERRA TRADICIONALMENTE OCUPADA PELOS ÍNDIOS) SL 1078. Número de páginas: 28. Análise: 10/01/2019, JSF.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
1096
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 ART-00105 INC-00003 \n ART-00231\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008437 ANO-1992\n ART-00004 PAR-00001 PAR-00007\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RES-000587 ANO-2016\n RESOLUÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
SL-AgR
acordaos
SL 1096 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LEONARDO PITOMBEIRA PINTO ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO ADV.(A/S) : RAQUEL BOTELHO SANTORO ADV.(A/S) : EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONARDO PITOMBEIRA PINTO ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO ADV.(A/S) :RAQUEL BOTELHO SANTORO ADV.(A/S) :EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE LIMINAR. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. IMÓVEL RURAL. OCUPAÇÃO INDÍGENA TRADICIONAL. ORDEM DE RETIRADA DA COMUNIDADE INDÍGENA TAPEBA. ESTUDO ANTROPOLÓGICO. FUNAI. PROCEDIMENTO DEMARCATÓRIO PENDENTE. RELATÓRIO CIRCUNSTANCIADO DE REVISÃO DE LIMITES. RISCO DE LESÃO À ORDEM E À SEGURANÇA PÚBLICAS. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5276-EFF7-9895-7CBF e senha A352-1D61-315F-3785 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28 Ementa e Acórdão SL 1096 AGR / CE Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5276-EFF7-9895-7CBF e senha A352-1D61-315F-3785 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5276-EFF7-9895-7CBF e senha A352-1D61-315F-3785 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 28 Relatório 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONARDO PITOMBEIRA PINTO ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO ADV.(A/S) :RAQUEL BOTELHO SANTORO ADV.(A/S) :EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Suspensão de liminar, com requerimento de medida liminar, ajuizada pela Fundação Nacional do Índio – Funai, em 13.2.2017, objetivando suspender os efeitos do acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000, pelo qual deferida às empresas STG Construções Imobiliária Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda. a reintegração de posse do imóvel localizado na Estrada do Garrote, no Município de Caucaia/CE. 2. Em 1....6.2017, deferi o pedido de suspensão de liminar nos termos seguintes: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. COMUNIDADE INDÍGENA TAPEBA. ALEGADO ACIRRAMENTO DO CLIMA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONARDO PITOMBEIRA PINTO ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO ADV.(A/S) :RAQUEL BOTELHO SANTORO ADV.(A/S) :EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Suspensão de liminar, com requerimento de medida liminar, ajuizada pela Fundação Nacional do Índio – Funai, em 13.2.2017, objetivando suspender os efeitos do acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000, pelo qual deferida às empresas STG Construções Imobiliária Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda. a reintegração de posse do imóvel localizado na Estrada do Garrote, no Município de Caucaia/CE. 2. Em 1....6.2017, deferi o pedido de suspensão de liminar nos termos seguintes: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. COMUNIDADE INDÍGENA TAPEBA. ALEGADO ACIRRAMENTO DO CLIMA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE DE CONFRONTO NA REGIÃO. RISCO À SEGURANÇA E À ORDEM PÚBLICA DEMONSTRADO. MEDIDA LIMINAR DEFERIDA. 1. Suspensão de liminar, com requerimento de medida liminar, ajuizada pela Fundação Nacional do Índio – Funai, em 13.2.2017, objetivando suspender os efeitos do acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000, que, em 8.11.2016, deferiu às empresas STG Construções Imobiliária Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda. a reintegração de posse do imóvel localizado na Estrada do Garrote, no Município de Caucaia/CE. Consta dos autos ter sido o imóvel ocupado em 24.7.2016 pelos índios da Comunidade Tapeba, antes de ultimados os atos de regularização fundiária, tendo as empresas justificado a necessidade de imediata reintegração pela prática de depredação e ameaça aos prepostos e famílias que residem na propriedade. 2. No acórdão impugnado se assentou estarem ausentes elementos concretos sobre a extensão da posse indígena e a não aplicação da vedação constante no art. 19, § 2..., da Lei n. 6.001/1973. Extrai-se do voto condutor: “A decisão atacada determinara a realização de audiência de conciliação, deixando de deferir a liminar de reintegração de posse. Ocorre que está comprovado o esbulho, consistente na invasão da área de propriedade das agravantes por elementos que se dizem indígenas. É importante verificar-se a área em que teria ocorrido a invasão apontada, pois, se realmente coincidir com aquela incluída na demarcação, seria o caso de aplicar-se o disposto no parágrafo 2... do art. 19 da Lei 6.001/73, que veda a concessão, no caso, de interdito possessória. No caso sob exame, trata-se de uma terceira demarcação, já que as duas anteriores foram anuladas, com extensão à área urbana do município de Caucaia e incluindo uma adutora da Companhia de Água e Esgoto do Ceará. Os proprietários não foram regularmente notificados, sendo surpreendidos pela invasão de suas terras, o que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE DE CONFRONTO NA REGIÃO. RISCO À SEGURANÇA E À ORDEM PÚBLICA DEMONSTRADO. MEDIDA LIMINAR DEFERIDA. 1. Suspensão de liminar, com requerimento de medida liminar, ajuizada pela Fundação Nacional do Índio – Funai, em 13.2.2017, objetivando suspender os efeitos do acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000, que, em 8.11.2016, deferiu às empresas STG Construções Imobiliária Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda. a reintegração de posse do imóvel localizado na Estrada do Garrote, no Município de Caucaia/CE. Consta dos autos ter sido o imóvel ocupado em 24.7.2016 pelos índios da Comunidade Tapeba, antes de ultimados os atos de regularização fundiária, tendo as empresas justificado a necessidade de imediata reintegração pela prática de depredação e ameaça aos prepostos e famílias que residem na propriedade. 2. No acórdão impugnado se assentou estarem ausentes elementos concretos sobre a extensão da posse indígena e a não aplicação da vedação constante no art. 19, § 2..., da Lei n. 6.001/1973. Extrai-se do voto condutor: “A decisão atacada determinara a realização de audiência de conciliação, deixando de deferir a liminar de reintegração de posse. Ocorre que está comprovado o esbulho, consistente na invasão da área de propriedade das agravantes por elementos que se dizem indígenas. É importante verificar-se a área em que teria ocorrido a invasão apontada, pois, se realmente coincidir com aquela incluída na demarcação, seria o caso de aplicar-se o disposto no parágrafo 2... do art. 19 da Lei 6.001/73, que veda a concessão, no caso, de interdito possessória. No caso sob exame, trata-se de uma terceira demarcação, já que as duas anteriores foram anuladas, com extensão à área urbana do município de Caucaia e incluindo uma adutora da Companhia de Água e Esgoto do Ceará. Os proprietários não foram regularmente notificados, sendo surpreendidos pela invasão de suas terras, o que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE constitui violação à posse que decorre do domínio devidamente comprovado no registro imobiliário. Durante o procedimento demarcatório e até sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno. Ante o exposto, dou provimento ao agravo, para que se restabeleça o estado anterior ao esbulho, até o deslinde final da demarcação” Ementa: Processual Civil e Administrativo. Reintegração de posse. Designação de audiência de conciliação, postergando-se a concessão de liminar. Reconhecimento de área urbana sob demarcação. Inexistência de elementos concretos sobre a extensão da posse indígena. Vedação do parágrafo 2... do art. 19 da Lei 6.001/73 que não se aplica à situação fática. Agravo de Instrumento provido”. 3. Em 13.12.2016, o juiz de primeiro grau, prevento para a ação de reintegração de posse, proferiu decisão pela qual se deu cumprimento ao acórdão: (...)“DECISÃO Diante do ofício do Tribunal Regional Federal da 5... Região (identificador 4050000.7420856), determinando o imediato cumprimento do acórdão proferido no AI 0805973- 62.2016.4.05.0000, que, por sua vez, concedeu a liminar para determinar a desocupação do imóvel objeto da lide, entrei em contato com o Desembargador Federal Lázaro Guimarães, informando-lhe o que se segue: (a) no dia 5 de dezembro de 2016, reuni-me, em meu gabinete, com representantes da FUNAI, da Defensoria Pública da União e da comunidade indígena Tapeba, tendo-lhes explicado o conteúdo da decisão proferida no AI 0805973- 62.2016.4.05.0000, que determinou que o imóvel objeto da lide fosse desocupado; (b) na ocasião, questionei se haveria a possibilidade de desocupação amigável, tendo sido respondido que sim. No entanto, os representantes dos índios pediram-me um prazo para que pudessem verificar a melhor forma de acomodar as famílias que seriam desalojadas, já que havia crianças e idosos habitando na localidade; 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE constitui violação à posse que decorre do domínio devidamente comprovado no registro imobiliário. Durante o procedimento demarcatório e até sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno. Ante o exposto, dou provimento ao agravo, para que se restabeleça o estado anterior ao esbulho, até o deslinde final da demarcação” Ementa: Processual Civil e Administrativo. Reintegração de posse. Designação de audiência de conciliação, postergando-se a concessão de liminar. Reconhecimento de área urbana sob demarcação. Inexistência de elementos concretos sobre a extensão da posse indígena. Vedação do parágrafo 2... do art. 19 da Lei 6.001/73 que não se aplica à situação fática. Agravo de Instrumento provido”. 3. Em 13.12.2016, o juiz de primeiro grau, prevento para a ação de reintegração de posse, proferiu decisão pela qual se deu cumprimento ao acórdão: (...)“DECISÃO Diante do ofício do Tribunal Regional Federal da 5... Região (identificador 4050000.7420856), determinando o imediato cumprimento do acórdão proferido no AI 0805973- 62.2016.4.05.0000, que, por sua vez, concedeu a liminar para determinar a desocupação do imóvel objeto da lide, entrei em contato com o Desembargador Federal Lázaro Guimarães, informando-lhe o que se segue: (a) no dia 5 de dezembro de 2016, reuni-me, em meu gabinete, com representantes da FUNAI, da Defensoria Pública da União e da comunidade indígena Tapeba, tendo-lhes explicado o conteúdo da decisão proferida no AI 0805973- 62.2016.4.05.0000, que determinou que o imóvel objeto da lide fosse desocupado; (b) na ocasião, questionei se haveria a possibilidade de desocupação amigável, tendo sido respondido que sim. No entanto, os representantes dos índios pediram-me um prazo para que pudessem verificar a melhor forma de acomodar as famílias que seriam desalojadas, já que havia crianças e idosos habitando na localidade; 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE (c) diante disso, estabeleci um prazo de 5 dias para que apresentassem um plano de desocupação voluntária (identificador 4058100.1920700); (d) antes de escoado o referido prazo, a parte autora comunicou ao Tribunal que a decisão ainda não havia sido cumprida e solicitou o imediato cumprimento do acórdão, o que foi deferido (identificador 4050000.7420856). (...) Sendo assim, INTIMEM-SE as partes requeridas dando- lhes ciência da presente decisão, ficando desde já estabelecido o prazo de 15 dias para que desocupem voluntariamente o imóvel objeto da lide. Ultrapassado o referido prazo sem que haja a desocupação voluntária, tal fato deverá ser certificado pelo oficial de justiça e, em seguida, deverão os autos virem conclusos a este juízo para fixar as medidas coercitivas necessárias. As pessoas físicas que integram a presente lide deverão ser intimadas por mandado, podendo o oficial de justiça requerer que a diligência seja acompanhada por funcionários da FUNAI, caso haja necessidade. Oficie-se ao Tribunal, comunicando o inteiro teor da presente decisão”. 4. Em 13.2.2017, dois meses após aquela decisão, a Fundação Nacional do Índio – Funai ajuizou a presente suspensão de liminar afirmando configurada grave lesão à ordem pública e à segurança, “tendo em vista, o elevado risco de conflito na região”, considerando que “decisões desse tipo vêm sendo cumpridas pelas forças policiais na região sem qualquer aviso prévio”. Esclarece que, após a anulação pelo Superior Tribunal de Justiça de portarias de criação de “Grupos de Trabalho” para a delimitação da área que supostamente seria de ocupação tradicional da Comunidade Tapeba, foi publicado no Diário Oficial da União, em 27.8.2013, o Despacho n. 920/Funai/2013 de “delimitação inaugural do perímetro”. Afirma que “a área em referência foi objeto de reocupação pelos indígenas em julho de 2016, após longa espera pela conclusão do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE (c) diante disso, estabeleci um prazo de 5 dias para que apresentassem um plano de desocupação voluntária (identificador 4058100.1920700); (d) antes de escoado o referido prazo, a parte autora comunicou ao Tribunal que a decisão ainda não havia sido cumprida e solicitou o imediato cumprimento do acórdão, o que foi deferido (identificador 4050000.7420856). (...) Sendo assim, INTIMEM-SE as partes requeridas dando- lhes ciência da presente decisão, ficando desde já estabelecido o prazo de 15 dias para que desocupem voluntariamente o imóvel objeto da lide. Ultrapassado o referido prazo sem que haja a desocupação voluntária, tal fato deverá ser certificado pelo oficial de justiça e, em seguida, deverão os autos virem conclusos a este juízo para fixar as medidas coercitivas necessárias. As pessoas físicas que integram a presente lide deverão ser intimadas por mandado, podendo o oficial de justiça requerer que a diligência seja acompanhada por funcionários da FUNAI, caso haja necessidade. Oficie-se ao Tribunal, comunicando o inteiro teor da presente decisão”. 4. Em 13.2.2017, dois meses após aquela decisão, a Fundação Nacional do Índio – Funai ajuizou a presente suspensão de liminar afirmando configurada grave lesão à ordem pública e à segurança, “tendo em vista, o elevado risco de conflito na região”, considerando que “decisões desse tipo vêm sendo cumpridas pelas forças policiais na região sem qualquer aviso prévio”. Esclarece que, após a anulação pelo Superior Tribunal de Justiça de portarias de criação de “Grupos de Trabalho” para a delimitação da área que supostamente seria de ocupação tradicional da Comunidade Tapeba, foi publicado no Diário Oficial da União, em 27.8.2013, o Despacho n. 920/Funai/2013 de “delimitação inaugural do perímetro”. Afirma que “a área em referência foi objeto de reocupação pelos indígenas em julho de 2016, após longa espera pela conclusão do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE procedimento demarcatório, obstado judicialmente, por anos a fio, como visto, devendo ser ressaltado que a convivência com o preposto das empresas autoras da possessória é pacífica, separada, inclusive, por uma área denominada de perímetro de amortecimento”. Sustenta a Fundação que “a decisão liminar de reintegração de posse foi proferida pelo Tribunal Regional Federal da 5... Região sem o suficiente amparo jurídico. Como já posto em linhas anteriores, a Corte Regional concedeu, por sua Quarta Turma, a reintegração de posse pretendida pelas empresas Autoras, por entender que durante o procedimento demarcatório e até a sua execução plena, deve a área permanecer na posse de particulares, aduzindo, ademais, que as pessoas jurídicas agravantes não foram notificadas regularmente quanto ao procedimento administrativo”. Assevera que “não só já há residências indígenas constituídas no imóvel, como também plantios de feijão, banana, milho e mandioca. A retirada dos indígenas desse local, que se encontra inserido na Terra Indígena identificada e delimitada pela Presidência da Funai, implicará grave lesão à ordem pública, uma vez que estaremos diante de 80 famílias removidas de seu local de ocupação tradicional sem que haja um outro local para abrigá-las”. Assinala ainda que “(...) um grande número de indígenas está envolvido, dentre crianças, adultos, idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos. Mostra-se patente, portanto, a iminência de conflitos de consequências imprevisíveis, pois os Tapeba estão convictos de que não sairão da área, porquanto de ocupação tradicional, conforme relatório de identificação e delimitação. A necessidade de suspensão da liminar concedida deriva, pois, da necessidade de evitar conflitos graves, sujeitos, inclusive, à repercussão e reprimenda internacional”. Requer: “(...) à vista do manifesto interesse público e para evitar grave lesão à ordem e à segurança públicas, QUE O PEDIDO DE SUSPENSÃO SEJA DEFERIDO DE FORMA LIMINAR 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE procedimento demarcatório, obstado judicialmente, por anos a fio, como visto, devendo ser ressaltado que a convivência com o preposto das empresas autoras da possessória é pacífica, separada, inclusive, por uma área denominada de perímetro de amortecimento”. Sustenta a Fundação que “a decisão liminar de reintegração de posse foi proferida pelo Tribunal Regional Federal da 5... Região sem o suficiente amparo jurídico. Como já posto em linhas anteriores, a Corte Regional concedeu, por sua Quarta Turma, a reintegração de posse pretendida pelas empresas Autoras, por entender que durante o procedimento demarcatório e até a sua execução plena, deve a área permanecer na posse de particulares, aduzindo, ademais, que as pessoas jurídicas agravantes não foram notificadas regularmente quanto ao procedimento administrativo”. Assevera que “não só já há residências indígenas constituídas no imóvel, como também plantios de feijão, banana, milho e mandioca. A retirada dos indígenas desse local, que se encontra inserido na Terra Indígena identificada e delimitada pela Presidência da Funai, implicará grave lesão à ordem pública, uma vez que estaremos diante de 80 famílias removidas de seu local de ocupação tradicional sem que haja um outro local para abrigá-las”. Assinala ainda que “(...) um grande número de indígenas está envolvido, dentre crianças, adultos, idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos. Mostra-se patente, portanto, a iminência de conflitos de consequências imprevisíveis, pois os Tapeba estão convictos de que não sairão da área, porquanto de ocupação tradicional, conforme relatório de identificação e delimitação. A necessidade de suspensão da liminar concedida deriva, pois, da necessidade de evitar conflitos graves, sujeitos, inclusive, à repercussão e reprimenda internacional”. Requer: “(...) à vista do manifesto interesse público e para evitar grave lesão à ordem e à segurança públicas, QUE O PEDIDO DE SUSPENSÃO SEJA DEFERIDO DE FORMA LIMINAR 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE e INAUDITA ALTERA PARS, sustando a eficácia da ordem de reintegração de posse deferida no Agravo de Instrumento no TRF5 n. 0805973-62.2016.4.03.0000/CE, até o trânsito em julgado da ação possessória originária de n 0808195- 50.2016.4.05.8100, ante o risco concreto de grave conflito social no perímetro e para preservar a dignidade, a moradia, a saúde e a educação da Comunidade Tapeba” (grifos no original). 5. Em 14.2.2017, requisitei informações com urgência ao juízo processante da reintegração de posse: “Na espécie, a decisão transcrita é expressa ao afirmar: “a possibilidade de desocupação amigável” pelos indígenas, que apenas teriam solicitado “prazo para que pudessem verificar a melhor forma de acomodar as famílias”, o que foi prontamente deferido. Entretanto, patente o transcurso do prazo fixado para o cumprimento da ordem de desocupação, ainda que essa contagem se dê em dias úteis, como pretende a Requerente. O prazo final terminaria em 9.2.2017, mais de quatro dias após o próprio ajuizamento da presente suspensão (recebida às 17h44 de 13 de fevereiro de 2017). 4. Esse cenário, corroborado por declarações do juiz responsável pela ação de reintegração e mais próximo à situação fática da causa, parece se contrapor ao quadro de conflagração e de urgência narrado na inicial. 5. Pelo exposto, considerando a prudência inerente à análise de tema tão sensível, requisitem-se, com urgência, prévias informações ao Juízo da Terceira Vara Federal do Ceará sobre o andamento atualizado da ação de reintegração de posse, objeto da presente suspensão de liminar (Processo n. 0808195-50.2016.4.05.8100), especialmente sobre o efetivo cumprimento da ordem de desocupação determinada pela Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, nos autos do Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000”. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE e INAUDITA ALTERA PARS, sustando a eficácia da ordem de reintegração de posse deferida no Agravo de Instrumento no TRF5 n. 0805973-62.2016.4.03.0000/CE, até o trânsito em julgado da ação possessória originária de n 0808195- 50.2016.4.05.8100, ante o risco concreto de grave conflito social no perímetro e para preservar a dignidade, a moradia, a saúde e a educação da Comunidade Tapeba” (grifos no original). 5. Em 14.2.2017, requisitei informações com urgência ao juízo processante da reintegração de posse: “Na espécie, a decisão transcrita é expressa ao afirmar: “a possibilidade de desocupação amigável” pelos indígenas, que apenas teriam solicitado “prazo para que pudessem verificar a melhor forma de acomodar as famílias”, o que foi prontamente deferido. Entretanto, patente o transcurso do prazo fixado para o cumprimento da ordem de desocupação, ainda que essa contagem se dê em dias úteis, como pretende a Requerente. O prazo final terminaria em 9.2.2017, mais de quatro dias após o próprio ajuizamento da presente suspensão (recebida às 17h44 de 13 de fevereiro de 2017). 4. Esse cenário, corroborado por declarações do juiz responsável pela ação de reintegração e mais próximo à situação fática da causa, parece se contrapor ao quadro de conflagração e de urgência narrado na inicial. 5. Pelo exposto, considerando a prudência inerente à análise de tema tão sensível, requisitem-se, com urgência, prévias informações ao Juízo da Terceira Vara Federal do Ceará sobre o andamento atualizado da ação de reintegração de posse, objeto da presente suspensão de liminar (Processo n. 0808195-50.2016.4.05.8100), especialmente sobre o efetivo cumprimento da ordem de desocupação determinada pela Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, nos autos do Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000”. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE 6. Em 24.2.2017, as empresas proprietárias das terras em litígio apresentaram manifestação afirmando a necessidade de esclarecer o que seriam “inverdades narradas pela FUNAI”: “1. Inicialmente imperioso que se esclareça a verdade dos fatos e sejam rechaçadas as inverdades narradas pela FUNAI em seu petitório, mormente no que tange à ausência de urgência no caso, tendo em vista que a decisão liminar do agravo de instrumento em epígrafe foi proferida há mais de 100 (cem) dias e só agora referida autarquia vem manejar a presente Suspensão de Liminar perante esta Suprema Corte. 2. A fabricação de urgência no caso em testilha é tão evidente que inclusive já foi descortinada pelo despacho da E. Ministra Presidente deste Egrégio Tribunal ao não deferir de imediato a suspensão pleiteada, tendo em vista que a FUNAI, a DPU e o representante dos invasores já haviam confirmado que desocupariam voluntariamente o imóvel. 3. Saliente-se que a r. decisão exarada pelo Colendo Tribunal Regional da 5... Região (TRF 5) nos autos do Agravo de Instrumento n 0805973-62.2016.4.05.0000 desde sua prolação no dia 08/11/2016 e sua quase imediata comunicação ao D. Juízo a quo em 11/11/2016 foi bem clara ao determinar o imediato cumprimento da ordem de reintegração de posse, acatando as então Agravantes, ora Peticionárias, todas as determinações sugeridas pelo juízo de primeiro grau para o cumprimento mais gradual e pacífico da decisão reintegratória.” (…) 8. De antemão, já no preâmbulo da petição a FUNAI introduz um argumento falacioso: “Iminente cumprimento com uso de força policial e sem aviso prévio. (...) 10. Tais manifestações não condizem com a realidade processual, mormente por conta dos sucessivos despachos do juízo de primeira instâncias que determinou verdadeiro roteiro a ser seguido para o cumprimento da decisão 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE 6. Em 24.2.2017, as empresas proprietárias das terras em litígio apresentaram manifestação afirmando a necessidade de esclarecer o que seriam “inverdades narradas pela FUNAI”: “1. Inicialmente imperioso que se esclareça a verdade dos fatos e sejam rechaçadas as inverdades narradas pela FUNAI em seu petitório, mormente no que tange à ausência de urgência no caso, tendo em vista que a decisão liminar do agravo de instrumento em epígrafe foi proferida há mais de 100 (cem) dias e só agora referida autarquia vem manejar a presente Suspensão de Liminar perante esta Suprema Corte. 2. A fabricação de urgência no caso em testilha é tão evidente que inclusive já foi descortinada pelo despacho da E. Ministra Presidente deste Egrégio Tribunal ao não deferir de imediato a suspensão pleiteada, tendo em vista que a FUNAI, a DPU e o representante dos invasores já haviam confirmado que desocupariam voluntariamente o imóvel. 3. Saliente-se que a r. decisão exarada pelo Colendo Tribunal Regional da 5... Região (TRF 5) nos autos do Agravo de Instrumento n 0805973-62.2016.4.05.0000 desde sua prolação no dia 08/11/2016 e sua quase imediata comunicação ao D. Juízo a quo em 11/11/2016 foi bem clara ao determinar o imediato cumprimento da ordem de reintegração de posse, acatando as então Agravantes, ora Peticionárias, todas as determinações sugeridas pelo juízo de primeiro grau para o cumprimento mais gradual e pacífico da decisão reintegratória.” (…) 8. De antemão, já no preâmbulo da petição a FUNAI introduz um argumento falacioso: “Iminente cumprimento com uso de força policial e sem aviso prévio. (...) 10. Tais manifestações não condizem com a realidade processual, mormente por conta dos sucessivos despachos do juízo de primeira instâncias que determinou verdadeiro roteiro a ser seguido para o cumprimento da decisão 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE judicial. (...) 12. Pela leitura do referido despacho denota-se claramente que em nenhum momento existe a possibilidade do cumprimento da medida de forma coercitiva, sem a participação do Poder Judiciário, da FUNAI, da DPU e dos próprios invasores. (…) 14. Como se vislumbra do despacho acima colacionado, existe uma série de eventos que deverão ser realizados por todos envolvidos no processo em tablado para que, enfim, se inicie o cumprimento da medida, sucessivamente, de maneira a dar a mais ampla e total transparência e trazer o máximo de segurança a todos os envolvidos. 15. O argumento mencionado na petição da FUNAI não condiz com a realidade dos autos, tendo em vista que em nenhum momento houve a mínima possibilidade de cumprimento da decisão judicial sem a observância de todas as condicionantes impostas pelo Juízo de primeiro grau que exigem ampla participação de todos os envolvidos. 16. Outra inverdade contida na peça inaugural é a contida na fl. 7 que levianamente alega que o procedimento demarcatório da região já teria sido concluído: “A área em referência foi objeto de reocupação pelos indígenas em julho de 2016, após longa espera pela conclusão do procedimento demarcatório(...). 17. Completo absurdo, tendo em vista que o procedimento demarcatório na região não foi finalizado, tendo em vista as exigências legais contidas no art. 19 da Lei n 6.001/1973 (Estatuto do Índio). 18. Além disso tudo, a narrativa diz respeito a uma suposta inviabilização de acesso à serviços de saúde e educação decorrente do cumprimento da decisão judicial. 19. Este argumento, tão absurdo e ilógico, não encontra nenhum amparo fático, ainda mais porque o imóvel que foi invadido possui apenas alojamentos de lona, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE judicial. (...) 12. Pela leitura do referido despacho denota-se claramente que em nenhum momento existe a possibilidade do cumprimento da medida de forma coercitiva, sem a participação do Poder Judiciário, da FUNAI, da DPU e dos próprios invasores. (…) 14. Como se vislumbra do despacho acima colacionado, existe uma série de eventos que deverão ser realizados por todos envolvidos no processo em tablado para que, enfim, se inicie o cumprimento da medida, sucessivamente, de maneira a dar a mais ampla e total transparência e trazer o máximo de segurança a todos os envolvidos. 15. O argumento mencionado na petição da FUNAI não condiz com a realidade dos autos, tendo em vista que em nenhum momento houve a mínima possibilidade de cumprimento da decisão judicial sem a observância de todas as condicionantes impostas pelo Juízo de primeiro grau que exigem ampla participação de todos os envolvidos. 16. Outra inverdade contida na peça inaugural é a contida na fl. 7 que levianamente alega que o procedimento demarcatório da região já teria sido concluído: “A área em referência foi objeto de reocupação pelos indígenas em julho de 2016, após longa espera pela conclusão do procedimento demarcatório(...). 17. Completo absurdo, tendo em vista que o procedimento demarcatório na região não foi finalizado, tendo em vista as exigências legais contidas no art. 19 da Lei n 6.001/1973 (Estatuto do Índio). 18. Além disso tudo, a narrativa diz respeito a uma suposta inviabilização de acesso à serviços de saúde e educação decorrente do cumprimento da decisão judicial. 19. Este argumento, tão absurdo e ilógico, não encontra nenhum amparo fático, ainda mais porque o imóvel que foi invadido possui apenas alojamentos de lona, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE precários, portanto, e que sequer trazem segurança alguma para os próprios invasores. 20. Ademais, a falácia da FUNAI não se restringiu a dar essa dramaticidade aos fatos, com o fito de criar uma situação de perigo e urgência que não existe em concreto, tendo em vista que a mesma possui verdadeira postura incoerente, porquanto o presente PSL se vale dos argumentos de que a decisão poderia alterar a atual situação do imóvel com a construção de um loteamento no terreno. 21. Contudo, a referida Autarquia olvida-se de que a decisão que busca suspender a eficácia já possui em seu decisum ordem no sentido de que a situação do terreno não poderá ser alterada até o deslinde final da demarcação, in verbis: (...)“Durante o procedimento demarcatório e até a sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno. Ante o exposto, dou provimento ao agravo, para que se restabeleça o estado anterior ao esbulho, até o deslinde final da demarcação.” 22. Inclusive, o próprio Juízo de primeiro grau já se manifestou sobre referido argumento, restando bem claro que não existe a possibilidade iminente de construção de um loteamento no imóvel objeto da reintegração”. Anotam as proprietárias não ser competente este Supremo Tribunal para apreciar a presente suspensão de liminar pela necessidade de prévia análise de questões de natureza infraconstitucional, “tais como posse e interditos possessórios, matérias reguladas no Código Civil e de Código de Processo Civil, bem como a não incidência no caso concreto da Lei n 6.001/73”. Sustentam a impossibilidade de suspensão de liminar como sucedâneo recursal e juntam documentos que atestariam a invasão dos imóveis inicialmente “fora da linha (…) que delimita as terras indígenas”, sendo que “de forma surpreendente e desarrazoada, a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE precários, portanto, e que sequer trazem segurança alguma para os próprios invasores. 20. Ademais, a falácia da FUNAI não se restringiu a dar essa dramaticidade aos fatos, com o fito de criar uma situação de perigo e urgência que não existe em concreto, tendo em vista que a mesma possui verdadeira postura incoerente, porquanto o presente PSL se vale dos argumentos de que a decisão poderia alterar a atual situação do imóvel com a construção de um loteamento no terreno. 21. Contudo, a referida Autarquia olvida-se de que a decisão que busca suspender a eficácia já possui em seu decisum ordem no sentido de que a situação do terreno não poderá ser alterada até o deslinde final da demarcação, in verbis: (...)“Durante o procedimento demarcatório e até a sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno. Ante o exposto, dou provimento ao agravo, para que se restabeleça o estado anterior ao esbulho, até o deslinde final da demarcação.” 22. Inclusive, o próprio Juízo de primeiro grau já se manifestou sobre referido argumento, restando bem claro que não existe a possibilidade iminente de construção de um loteamento no imóvel objeto da reintegração”. Anotam as proprietárias não ser competente este Supremo Tribunal para apreciar a presente suspensão de liminar pela necessidade de prévia análise de questões de natureza infraconstitucional, “tais como posse e interditos possessórios, matérias reguladas no Código Civil e de Código de Processo Civil, bem como a não incidência no caso concreto da Lei n 6.001/73”. Sustentam a impossibilidade de suspensão de liminar como sucedâneo recursal e juntam documentos que atestariam a invasão dos imóveis inicialmente “fora da linha (…) que delimita as terras indígenas”, sendo que “de forma surpreendente e desarrazoada, a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE FUNAI veio a incluir o imóvel na 3... demarcação (ano de 2013)” (doc. 29, fl. 19). Anexam, ainda, fotos questionando a origem indígena dos invasores e afirmam que “a respeito dos invasores se denominarem índios, apesar de todos serem pessoas totalmente urbanizadas, sem qualquer traço indígena” (doc 29 – fl. 23). Pedem não seja conhecida a suspensão de liminar e, alternativamente, seja a mesma indeferida. 7. Em 3.3.2017, o Juízo da Terceira Vara Federal do Ceará prestou as informações requisitadas: “(...) Num primeiro momento, cumpre esclarecer que a decisão que determinou a desocupação da área atualmente ocupada pela Comunidade Indígena Tapeba foi proferida pela 4... Turma do TRF da 5... Região, como, aliás, restou mencionado no despacho proferido por essa Presidência. Referida decisão foi proferida em sede de agravo de instrumento por conta do entendimento adotado por este juízo ao indeferir o pedido liminar de desocupação da área em virtude do andamento do processo de demarcação em ultimação na FUNAI. Somente após o escoamento do prazo fixado pela Corte Regional é que foi autorizado por este juízo o uso da força policial como medida de apoio aos oficiais de justiça responsáveis pelo cumprimento da diligência, em caso de constatada necessidade. Aludida autorização foi determinada por este juízo nos termos da decisão proferida no último dia 16/02/2017, conforme transcrição abaixo: (...)” Nesse sentido, cumpre também informar que a oficiala de justiça já manteve contato com a Polícia Federal no último dia 24/02/2017 e o cumprimento da diligência é iminente. Por fim, julgando relevante a informação, consta dos autos da aludida reintegração de posse pedido apresentado hoje pela FUNAl, ainda não apreciado, requerendo novo prazo para a desocupação, sob o fundamento de que novo levantamento topográfico foi realizado, comprovando que a 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE FUNAI veio a incluir o imóvel na 3... demarcação (ano de 2013)” (doc. 29, fl. 19). Anexam, ainda, fotos questionando a origem indígena dos invasores e afirmam que “a respeito dos invasores se denominarem índios, apesar de todos serem pessoas totalmente urbanizadas, sem qualquer traço indígena” (doc 29 – fl. 23). Pedem não seja conhecida a suspensão de liminar e, alternativamente, seja a mesma indeferida. 7. Em 3.3.2017, o Juízo da Terceira Vara Federal do Ceará prestou as informações requisitadas: “(...) Num primeiro momento, cumpre esclarecer que a decisão que determinou a desocupação da área atualmente ocupada pela Comunidade Indígena Tapeba foi proferida pela 4... Turma do TRF da 5... Região, como, aliás, restou mencionado no despacho proferido por essa Presidência. Referida decisão foi proferida em sede de agravo de instrumento por conta do entendimento adotado por este juízo ao indeferir o pedido liminar de desocupação da área em virtude do andamento do processo de demarcação em ultimação na FUNAI. Somente após o escoamento do prazo fixado pela Corte Regional é que foi autorizado por este juízo o uso da força policial como medida de apoio aos oficiais de justiça responsáveis pelo cumprimento da diligência, em caso de constatada necessidade. Aludida autorização foi determinada por este juízo nos termos da decisão proferida no último dia 16/02/2017, conforme transcrição abaixo: (...)” Nesse sentido, cumpre também informar que a oficiala de justiça já manteve contato com a Polícia Federal no último dia 24/02/2017 e o cumprimento da diligência é iminente. Por fim, julgando relevante a informação, consta dos autos da aludida reintegração de posse pedido apresentado hoje pela FUNAl, ainda não apreciado, requerendo novo prazo para a desocupação, sob o fundamento de que novo levantamento topográfico foi realizado, comprovando que a 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE área atualmente ocupada pela Comunidade Indígena Tapeba faz parte da área historicamente demarcada como sendo tradicionalmente ocupada pelos índios no Município de Caucaia/CE”. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 8. O § 1o do art. 4o. da Lei n. 8.437/199 autoriza-se o deferimento de pedido de suspensão da execução de liminar, em processo de ação cautelar inominada, quando comprovado manifesto interesse público e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança ou à economia públicas. Na espécie, diversamente do que alegam as proprietárias interessadas, a questão jurídica controvertida é de natureza constitucional, nos termos do art. 231 da Constituição da República. Dispõe este Supremo Tribunal de competência para examinar a questão cujo fundamento jurídico seja constitucional (art. 297 do RISTF, c/c art. 25 da Lei n. 8.038/1990), como consolidado na jurisprudência, destacando-se, por exemplo, os seguintes julgados: Rcl n. 475, Relator o Ministro Octavio Gallotti, Pleno, DJ 22.04.1994; Rcl n. 497-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Pleno, DJ 06.04.2001; SS n. 2.187-AgR, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ 21.10.2003; e SS n. 2.465, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ 20.10.2004. 9. De se anotar também que, diferente do alegado pela Fundação Nacional do Índio, o deferimento do pedido de reintegração de posse não desconsiderou a existência do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da terra indígena questionada. O que se realçou foi apenas não se poder, a partir da conclusão desse estudo, legitimar o exercício prematuro da autotutela pelos indígenas para retomada das terras por eles revindicadas como tradicionais, ao menos até a conclusão do procedimento administrativo, em razão: i) de ser controvertida a área incluída na demarcação, ii) da aplicação do art. 19, § 2..., da Lei n. 6.001/1973, iii) da notificação regular dos proprietários. 10. No acórdão do Tribunal Regional Federal de Quinta Região, expressamente se ressaltou que, “durante o procedimento 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE área atualmente ocupada pela Comunidade Indígena Tapeba faz parte da área historicamente demarcada como sendo tradicionalmente ocupada pelos índios no Município de Caucaia/CE”. Examinados os elementos havidos no processo, DECIDO. 8. O § 1o do art. 4o. da Lei n. 8.437/199 autoriza-se o deferimento de pedido de suspensão da execução de liminar, em processo de ação cautelar inominada, quando comprovado manifesto interesse público e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança ou à economia públicas. Na espécie, diversamente do que alegam as proprietárias interessadas, a questão jurídica controvertida é de natureza constitucional, nos termos do art. 231 da Constituição da República. Dispõe este Supremo Tribunal de competência para examinar a questão cujo fundamento jurídico seja constitucional (art. 297 do RISTF, c/c art. 25 da Lei n. 8.038/1990), como consolidado na jurisprudência, destacando-se, por exemplo, os seguintes julgados: Rcl n. 475, Relator o Ministro Octavio Gallotti, Pleno, DJ 22.04.1994; Rcl n. 497-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Pleno, DJ 06.04.2001; SS n. 2.187-AgR, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ 21.10.2003; e SS n. 2.465, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ 20.10.2004. 9. De se anotar também que, diferente do alegado pela Fundação Nacional do Índio, o deferimento do pedido de reintegração de posse não desconsiderou a existência do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da terra indígena questionada. O que se realçou foi apenas não se poder, a partir da conclusão desse estudo, legitimar o exercício prematuro da autotutela pelos indígenas para retomada das terras por eles revindicadas como tradicionais, ao menos até a conclusão do procedimento administrativo, em razão: i) de ser controvertida a área incluída na demarcação, ii) da aplicação do art. 19, § 2..., da Lei n. 6.001/1973, iii) da notificação regular dos proprietários. 10. No acórdão do Tribunal Regional Federal de Quinta Região, expressamente se ressaltou que, “durante o procedimento 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE demarcatório e até sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno”. Essa determinação foi realçada pelo juízo responsável pela reintegração, como se tem nas decisões e informações anteriormente transcritas. 11. Ao analisar caso análogo ao presente, no qual se apontava que a execução de ordem de reintegração de posse de imóvel ocupado por indígenas com uso de força policial que colocaria em risco à ordem e à segurança pública, em razão do acirramento do conflito fundiário envolvendo índios e não índios no Mato Grosso do Sul, destaquei: “12. Se, de um lado, parece haver precipitação na promoção de ocupação de imóveis particulares a partir da conclusão de estudos antropológicos levados a efeito pela Funai, sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena na região pela autoridade competente e, principalmente, sem que se apresse a conclusão do processo administrativo de demarcação, de outra parte não há como se subestimar que a demora na conclusão do processo administrativo competente, muitas vezes interceptado com excessiva judicialização de demandas sobre cada caso, incentiva a autotutela de interesses, o que resulta no aprofundamento do conflito fundiário na região e no emprego crescente da violência. Não obstante seja de se reconhecer que a reintegração do possuidor direto na posse do imóvel rural restabelece a ordem fática instabilizada pelo esbulho judicialmente reconhecido, não é de desprezar que o exercício da força para a prática deste ato constitui mais um elemento desestabilizador do quadro social, colocando em risco a segurança de todos. Nessa linha é que se revela a plausibilidade da argumentação traçada pela Funai ao afirmar haver “grande número de indígenas estão envolvidos na operação de retomada, dentre crianças, adultos e idosos, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE demarcatório e até sua definição e execução, deve ser preservada a situação do terreno”. Essa determinação foi realçada pelo juízo responsável pela reintegração, como se tem nas decisões e informações anteriormente transcritas. 11. Ao analisar caso análogo ao presente, no qual se apontava que a execução de ordem de reintegração de posse de imóvel ocupado por indígenas com uso de força policial que colocaria em risco à ordem e à segurança pública, em razão do acirramento do conflito fundiário envolvendo índios e não índios no Mato Grosso do Sul, destaquei: “12. Se, de um lado, parece haver precipitação na promoção de ocupação de imóveis particulares a partir da conclusão de estudos antropológicos levados a efeito pela Funai, sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena na região pela autoridade competente e, principalmente, sem que se apresse a conclusão do processo administrativo de demarcação, de outra parte não há como se subestimar que a demora na conclusão do processo administrativo competente, muitas vezes interceptado com excessiva judicialização de demandas sobre cada caso, incentiva a autotutela de interesses, o que resulta no aprofundamento do conflito fundiário na região e no emprego crescente da violência. Não obstante seja de se reconhecer que a reintegração do possuidor direto na posse do imóvel rural restabelece a ordem fática instabilizada pelo esbulho judicialmente reconhecido, não é de desprezar que o exercício da força para a prática deste ato constitui mais um elemento desestabilizador do quadro social, colocando em risco a segurança de todos. Nessa linha é que se revela a plausibilidade da argumentação traçada pela Funai ao afirmar haver “grande número de indígenas estão envolvidos na operação de retomada, dentre crianças, adultos e idosos, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos” (fl. 13). As informações apresentadas e devidamente comprovadas pelos documentos que acompanham a presente suspensão de liminar dão conta do acirramento do conflito envolvendo a disputa pela Terra Indígena Dourados Amambaipequá I, localizada em Caarapó/MS, demonstrando grave risco de perda de vidas humanas de lado a lado do conflito se não se encontrar forma de evitar a execução forçada da ordem judicial de reintegração de posse”. 12. Demonstra-se também neste caso risco de conflitos que precisam ser evitados, até mesmo porque se noticia haver possibilidade de solução amigável, o que seria impossibilitado se o cumprimento imediato e com uso da força fosse executado. O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado. 15. Pelo exposto, com base nos dados apresentados neste 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos” (fl. 13). As informações apresentadas e devidamente comprovadas pelos documentos que acompanham a presente suspensão de liminar dão conta do acirramento do conflito envolvendo a disputa pela Terra Indígena Dourados Amambaipequá I, localizada em Caarapó/MS, demonstrando grave risco de perda de vidas humanas de lado a lado do conflito se não se encontrar forma de evitar a execução forçada da ordem judicial de reintegração de posse”. 12. Demonstra-se também neste caso risco de conflitos que precisam ser evitados, até mesmo porque se noticia haver possibilidade de solução amigável, o que seria impossibilitado se o cumprimento imediato e com uso da força fosse executado. O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado. 15. Pelo exposto, com base nos dados apresentados neste 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE requerimento de suspensão de liminar, defiro o pedido para suspender os efeitos da liminar deferida pelo Tribunal Regional Federal da Quinta Região no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000 até a sentença de mérito a ser proferida no processo de origem (art. 297 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e art. 25 da Lei n. 8.038/1990). Comunique-se com urgência”. 3. Contra essa decisão as proprietárias interessadas, STG Construções Imobiliárias Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda.– EPP interpõem agravo regimental (Doc-e n. 77). Insistem nos argumentos suscitados na manifestação apresentada anteriormente ao deferimento da suspensão de liminar, em especial “nas inverdades contidas na narrativa da FUNAI e urgência fabricada pela autarquia indigenista”. Argumentam que “a FUNAI veio a incluir o imóvel na 3... demarcação (ano de 2013)”, afirmando que a referida fundação “tenta a todos os custos caracterizar como indígenas áreas que nunca o foram, numa tentativa desesperada de compensar os supostos indígenas com áreas que os mesmos perderam em acordos realizados em outras áreas do Município de Caucaia/CE”. Sustentam que “todas as provas fáticas e documentais demonstram que a área constante do imóvel em tela, que há mais de 50 (cinquenta) anos possui casas edificadas”, sendo “ importantíssimo destacar que a FUNAI não citou sequer um episódio em que teria ocorrido conflito possessório entre as Agravantes e os supostos índios”. Asseveram ausência de fundamentação da decisão agravada, na qual não preenchidos os requisitos do art. 4... da Lei n. 8.437/1992, na medida em que “não citou qual interesse público manifesto e qual lesão haveria (ordem, saúde, segurança ou economia), muito menos apontou o motivo de sua gravidade”. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE requerimento de suspensão de liminar, defiro o pedido para suspender os efeitos da liminar deferida pelo Tribunal Regional Federal da Quinta Região no Agravo de Instrumento n. 0805973-62.2016.4.05.0000 até a sentença de mérito a ser proferida no processo de origem (art. 297 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e art. 25 da Lei n. 8.038/1990). Comunique-se com urgência”. 3. Contra essa decisão as proprietárias interessadas, STG Construções Imobiliárias Ltda. e Cabatan Incorporadora SPE Ltda.– EPP interpõem agravo regimental (Doc-e n. 77). Insistem nos argumentos suscitados na manifestação apresentada anteriormente ao deferimento da suspensão de liminar, em especial “nas inverdades contidas na narrativa da FUNAI e urgência fabricada pela autarquia indigenista”. Argumentam que “a FUNAI veio a incluir o imóvel na 3... demarcação (ano de 2013)”, afirmando que a referida fundação “tenta a todos os custos caracterizar como indígenas áreas que nunca o foram, numa tentativa desesperada de compensar os supostos indígenas com áreas que os mesmos perderam em acordos realizados em outras áreas do Município de Caucaia/CE”. Sustentam que “todas as provas fáticas e documentais demonstram que a área constante do imóvel em tela, que há mais de 50 (cinquenta) anos possui casas edificadas”, sendo “ importantíssimo destacar que a FUNAI não citou sequer um episódio em que teria ocorrido conflito possessório entre as Agravantes e os supostos índios”. Asseveram ausência de fundamentação da decisão agravada, na qual não preenchidos os requisitos do art. 4... da Lei n. 8.437/1992, na medida em que “não citou qual interesse público manifesto e qual lesão haveria (ordem, saúde, segurança ou economia), muito menos apontou o motivo de sua gravidade”. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE Asseveram que “em nenhum momento existiu a possibilidade do cumprimento da medida de forma coercitiva, sem a participação do Poder Judiciário, da FUNAI, da DPU e dos próprios invasores”. Alegam a ocorrência de supressão de instância e afronta ao princípio do juiz natural, em razão da competência originária do Superior Tribunal de Justiça para julgar o pedido de suspensão de liminar de matéria infraconstitucional, evidenciada, ainda, pela interposição simultânea de recurso especial pela autarquia. Afirmam a impossibilidade da utilização do precedente citado na decisão agravada (SL n. 1.078, caso de Dourados/MS), que “não tem qualquer semelhança com a situação fática narrada nos autos”, acrescentando que, no caso, “existe inequívoca ampliação ilegal da área de demarcação perpetrada pela autarquia indigenista”. Registram não terem expectativa de solução amigável entre as partes, alegando que a decisão agravada, quando menciona que o cumprimento imediato da reintegração com o uso da força poderia comprometer eventual a composição, acabou por afrontar o princípio da imparcialidade. Ressaltam que “o real intuito da FUNAI é desconstituir, anular e/ou reformar a decisão liminar prolatada em sede de agravo e confirmada no julgamento dos embargos de declaração”, sustentando a impossibilidade de utilização do pedido de suspensão como sucedâneo recursal. Pedem a reconsideração da decisão agravada, com a restauração dos efeitos do acórdão objeto da presente suspensão, ou, subsidiariamente, a reforma da decisão, negando-se provimento ao pedido de suspensão de liminar. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE Asseveram que “em nenhum momento existiu a possibilidade do cumprimento da medida de forma coercitiva, sem a participação do Poder Judiciário, da FUNAI, da DPU e dos próprios invasores”. Alegam a ocorrência de supressão de instância e afronta ao princípio do juiz natural, em razão da competência originária do Superior Tribunal de Justiça para julgar o pedido de suspensão de liminar de matéria infraconstitucional, evidenciada, ainda, pela interposição simultânea de recurso especial pela autarquia. Afirmam a impossibilidade da utilização do precedente citado na decisão agravada (SL n. 1.078, caso de Dourados/MS), que “não tem qualquer semelhança com a situação fática narrada nos autos”, acrescentando que, no caso, “existe inequívoca ampliação ilegal da área de demarcação perpetrada pela autarquia indigenista”. Registram não terem expectativa de solução amigável entre as partes, alegando que a decisão agravada, quando menciona que o cumprimento imediato da reintegração com o uso da força poderia comprometer eventual a composição, acabou por afrontar o princípio da imparcialidade. Ressaltam que “o real intuito da FUNAI é desconstituir, anular e/ou reformar a decisão liminar prolatada em sede de agravo e confirmada no julgamento dos embargos de declaração”, sustentando a impossibilidade de utilização do pedido de suspensão como sucedâneo recursal. Pedem a reconsideração da decisão agravada, com a restauração dos efeitos do acórdão objeto da presente suspensão, ou, subsidiariamente, a reforma da decisão, negando-se provimento ao pedido de suspensão de liminar. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE 4. Em 14.8.2017, a Fundação Nacional do Índio - Funai apresentou contrarrazões. Nelas, contestam os argumentos das agravantes, afirmam a competência deste Supremo Tribunal para apreciar a questão e reiteram a potencialidade de conflitos em razão de eventual cumprimento do mandado de reintegração. 5. Em 15.9.2017, O Procurador-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE LIMINAR. INDÍGENA. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. RETIRADA FORÇADA DE INDÍGENAS DO IMÓVEL INVADIDO. SUSPENSÃO. TERRA INDÍGENA EM PROCESSO DE DEMARCAÇÃO. COLISÃO DO DIREITO DE PROPRIEDADE COM O DIREITO DOS ÍNDIOS À POSSE PERMANENTE SOBRE A ÁREA DE OCUPAÇÃO TRADICIONAL. PONDERAÇÃO DOS VALORES EM CONFLITO. RISCO DE LESÃO À ORDEM E À SEGURANÇA PÚBLICAS. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DO QUADRO FÁTICO A FIM DE GARANTIR A SEGURANÇA DE TODOS OS SUJEITOS ENVOLVIDOS NA CONTROVÉRSIA. PARECER PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A existência de dúvidas objetivas quanto ao domínio das terras sob litígio afasta a plausibilidade das razões que fundamentam a decisão de desocupação forçada dos índios de imóveis rurais. 2. Na colisão de dois direitos constitucionais de mesma estatura, como a propriedade particular e o direito indígena à posse permanente sobre área de tradicional ocupação, o órgão julgador deve fazer um cuidadoso juízo de ponderação dos valores envolvidos, de modo a prevenir ou diminuir os riscos de conflitos. 3. O caso dos autos recomenda a preservação do quadro fático, suspendendo-se a ordem de retirada forçada dos índios do imóvel invadido, para evitar o acirramento dos conflitos existentes na região, até ulterior reconhecimento efetivo dos dos corretos limites da terra indígena de que trata os autos. - Parecer pelo desprovimento do agravo”. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE 4. Em 14.8.2017, a Fundação Nacional do Índio - Funai apresentou contrarrazões. Nelas, contestam os argumentos das agravantes, afirmam a competência deste Supremo Tribunal para apreciar a questão e reiteram a potencialidade de conflitos em razão de eventual cumprimento do mandado de reintegração. 5. Em 15.9.2017, O Procurador-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE LIMINAR. INDÍGENA. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. RETIRADA FORÇADA DE INDÍGENAS DO IMÓVEL INVADIDO. SUSPENSÃO. TERRA INDÍGENA EM PROCESSO DE DEMARCAÇÃO. COLISÃO DO DIREITO DE PROPRIEDADE COM O DIREITO DOS ÍNDIOS À POSSE PERMANENTE SOBRE A ÁREA DE OCUPAÇÃO TRADICIONAL. PONDERAÇÃO DOS VALORES EM CONFLITO. RISCO DE LESÃO À ORDEM E À SEGURANÇA PÚBLICAS. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DO QUADRO FÁTICO A FIM DE GARANTIR A SEGURANÇA DE TODOS OS SUJEITOS ENVOLVIDOS NA CONTROVÉRSIA. PARECER PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A existência de dúvidas objetivas quanto ao domínio das terras sob litígio afasta a plausibilidade das razões que fundamentam a decisão de desocupação forçada dos índios de imóveis rurais. 2. Na colisão de dois direitos constitucionais de mesma estatura, como a propriedade particular e o direito indígena à posse permanente sobre área de tradicional ocupação, o órgão julgador deve fazer um cuidadoso juízo de ponderação dos valores envolvidos, de modo a prevenir ou diminuir os riscos de conflitos. 3. O caso dos autos recomenda a preservação do quadro fático, suspendendo-se a ordem de retirada forçada dos índios do imóvel invadido, para evitar o acirramento dos conflitos existentes na região, até ulterior reconhecimento efetivo dos dos corretos limites da terra indígena de que trata os autos. - Parecer pelo desprovimento do agravo”. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 28 Relatório SL 1096 AGR / CE 6. Pela Petição Supremo Tribunal Federal n. 55.618/2018, as agravantes requerem “DESTAQUE, nos termos do 4... da RESOLUÇÃO n. 587/2016 DO Supremo Tribunal Federal, diante da relevância e das peculiaridades do presente caso” (fl. 1, doc. 100). É o relatório. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE 6. Pela Petição Supremo Tribunal Federal n. 55.618/2018, as agravantes requerem “DESTAQUE, nos termos do 4... da RESOLUÇÃO n. 587/2016 DO Supremo Tribunal Federal, diante da relevância e das peculiaridades do presente caso” (fl. 1, doc. 100). É o relatório. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05D4-0BFB-0DFC-4BB1 e senha B22D-33B7-FC7F-2F69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Na Resolução n. 587/2016 do Supremo Tribunal Federal dispõe-se sobre a possibilidade de julgamento de agravos internos e embargos de declaração em ambiente eletrônico a critério do Relator. As Agravantes não demonstraram que prejuízo teria para o exercício de seu direito de defesa com o julgamento eletrônico do presente recurso. Indefiro o requerimento de retirada deste recurso da pauta do Plenário virtual. 2. Razão jurídica não assiste ao agravante. 3. Há de se ter presente que o pedido recursal e o próprio pedido de suspensão de segurança não impõem ou autorizam o exame aprofundado da demanda subjacente nem formam quanto a ela juízo definitivo ou vinculante sobre os fatos e fundamentos submetidos ao cuidado das instâncias ordinárias. Não se analisa na suspensão o mérito da ação principal, mas apenas a existência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes assegurados em lei. Nos termos do § 7... do art. 4... da Lei n. 8.437/1992: “Art. 4... Compete ao presidente do tribunal, ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso, suspender, em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Na Resolução n. 587/2016 do Supremo Tribunal Federal dispõe-se sobre a possibilidade de julgamento de agravos internos e embargos de declaração em ambiente eletrônico a critério do Relator. As Agravantes não demonstraram que prejuízo teria para o exercício de seu direito de defesa com o julgamento eletrônico do presente recurso. Indefiro o requerimento de retirada deste recurso da pauta do Plenário virtual. 2. Razão jurídica não assiste ao agravante. 3. Há de se ter presente que o pedido recursal e o próprio pedido de suspensão de segurança não impõem ou autorizam o exame aprofundado da demanda subjacente nem formam quanto a ela juízo definitivo ou vinculante sobre os fatos e fundamentos submetidos ao cuidado das instâncias ordinárias. Não se analisa na suspensão o mérito da ação principal, mas apenas a existência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes assegurados em lei. Nos termos do § 7... do art. 4... da Lei n. 8.437/1992: “Art. 4... Compete ao presidente do tribunal, ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso, suspender, em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE § 7.... O Presidente do Tribunal poderá conferir ao pedido efeito suspensivo liminar, se constatar, em juízo prévio, a plausibilidade do direito invocado e a urgência da concessão da medida”. 4. O agravante não trouxe argumentos suficientes a alterar a decisão agravada. 5. A suspensão de liminar dispõe de caráter excepcional, não servindo de sucedâneo recursal. Não deve ser aproveitada em substituição aos recursos próprios previstos na legislação processual para impugnar decisões pela via ordinária ou extraordinária. A pacífica jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme nesse sentido. Não é, entretanto, o que ocorre na espécie. 6. Conforme ressaltei na decisão agravada, o que pretende o agravante é discutir a legitimidade da demarcação e a legalidade de sua ampliação, de forma a alcançar as propriedades em litígio, questionando o que seriam “inverdades contidas na narrativa da FUNAI e a urgência fabricada pela autarquia indigenista”. 7. O acolhimento dessas alegações exigiria análise exauriente da causa, com reexame de todo o conjunto probatório da ação principal, o que, como antes mencionado, não é cabível nesta classe processual. Esse procedimento tornaria o requerimento verdadeiro incidente vinculado ao recurso interposto. 8. Na espécie, a atuação cautelar deste Supremo Tribunal está limitada a resguardar a ordem e segurança na localidade (comunidade indígena de Tapeba), potencialmente em risco se cumprida a liminar de reintegração de posse, conforme demonstrado em vários documentos contidos dos autos e reforçado pelo parecer da Procuradoria-Geral da República. No Ofício do Delegado Regional Executivo da Polícia Federal no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE § 7.... O Presidente do Tribunal poderá conferir ao pedido efeito suspensivo liminar, se constatar, em juízo prévio, a plausibilidade do direito invocado e a urgência da concessão da medida”. 4. O agravante não trouxe argumentos suficientes a alterar a decisão agravada. 5. A suspensão de liminar dispõe de caráter excepcional, não servindo de sucedâneo recursal. Não deve ser aproveitada em substituição aos recursos próprios previstos na legislação processual para impugnar decisões pela via ordinária ou extraordinária. A pacífica jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme nesse sentido. Não é, entretanto, o que ocorre na espécie. 6. Conforme ressaltei na decisão agravada, o que pretende o agravante é discutir a legitimidade da demarcação e a legalidade de sua ampliação, de forma a alcançar as propriedades em litígio, questionando o que seriam “inverdades contidas na narrativa da FUNAI e a urgência fabricada pela autarquia indigenista”. 7. O acolhimento dessas alegações exigiria análise exauriente da causa, com reexame de todo o conjunto probatório da ação principal, o que, como antes mencionado, não é cabível nesta classe processual. Esse procedimento tornaria o requerimento verdadeiro incidente vinculado ao recurso interposto. 8. Na espécie, a atuação cautelar deste Supremo Tribunal está limitada a resguardar a ordem e segurança na localidade (comunidade indígena de Tapeba), potencialmente em risco se cumprida a liminar de reintegração de posse, conforme demonstrado em vários documentos contidos dos autos e reforçado pelo parecer da Procuradoria-Geral da República. No Ofício do Delegado Regional Executivo da Polícia Federal no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE Ceará, assinado eletronicamente em 29.5.2017 e protocolizado neste Supremo Tribunal em 9.6.2017 (Doc-e n. 69), dispõe-se: ”Assunto: solicita urgência no julgamento de Suspensão de Liminar Referência: SL 1096 Excelentíssima Senhora Ministra, 1. Tramita perante este excelso Supremo Tribunal Federal, sob relatoria de Vossa Excelência, a Suspensão de Liminar em referência, a qual ataca decisão liminar de reintegração de posse exarada pelo Tribunal Regional Federal da 5a Região. 2. Em síntese, a decisão em questão determina a imediata reintegração, cm favor das empresas STG e CATABAN, de área localizada em Caucaia - CE, a qual atualmente está ocupada por famílias indígenas. 3. Esgotadas as tentativas de desocupação pacífica pelo d. Juízo de primeiro grau, veio a esta Polícia Federal a ordem para realização da retirada forçada. 4. Finalizamos o planejamento da ação e agendamos a operação de desocupação para data entre os dias 12 a 15 de junho próximo futuro. 5. Ocorre que, durante as diligências de planejamento, restou levantada a informação de que as, aproximadamente, 60 (sessenta) famílias indígenas que ocupam a área estão predispostas a opor resistência à ação da PF, fato este que torna a operação sobremaneira sensível”. Daí haver assentado na decisão agravada: “O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE Ceará, assinado eletronicamente em 29.5.2017 e protocolizado neste Supremo Tribunal em 9.6.2017 (Doc-e n. 69), dispõe-se: ”Assunto: solicita urgência no julgamento de Suspensão de Liminar Referência: SL 1096 Excelentíssima Senhora Ministra, 1. Tramita perante este excelso Supremo Tribunal Federal, sob relatoria de Vossa Excelência, a Suspensão de Liminar em referência, a qual ataca decisão liminar de reintegração de posse exarada pelo Tribunal Regional Federal da 5a Região. 2. Em síntese, a decisão em questão determina a imediata reintegração, cm favor das empresas STG e CATABAN, de área localizada em Caucaia - CE, a qual atualmente está ocupada por famílias indígenas. 3. Esgotadas as tentativas de desocupação pacífica pelo d. Juízo de primeiro grau, veio a esta Polícia Federal a ordem para realização da retirada forçada. 4. Finalizamos o planejamento da ação e agendamos a operação de desocupação para data entre os dias 12 a 15 de junho próximo futuro. 5. Ocorre que, durante as diligências de planejamento, restou levantada a informação de que as, aproximadamente, 60 (sessenta) famílias indígenas que ocupam a área estão predispostas a opor resistência à ação da PF, fato este que torna a operação sobremaneira sensível”. Daí haver assentado na decisão agravada: “O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado”. Nesse mesmo sentido, entre outras, a SL n. 1.078, que também versava sobre risco de conflito decorrente da ocupação, por indígenas, de imóveis particulares, quando concluídos os estudos antropológicos, mas sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena. Naquela oportunidade, ressaltei: “(...) 12. Se, de um lado, parece haver precipitação na promoção de ocupação de imóveis particulares a partir da conclusão de estudos antropológicos levados a efeito pela Funai, sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena na região pela autoridade competente e, principalmente, sem que se apresse a conclusão do processo administrativo de demarcação, de outra parte não há como se subestimar que a demora na conclusão do processo administrativo competente, muitas vezes interceptado com excessiva judicialização de demandas sobre cada caso, incentiva a autotutela de interesses, o que resulta no aprofundamento do conflito fundiário na região e no emprego crescente da violência. Não obstante seja de se reconhecer que a reintegração do possuidor direto na posse do imóvel rural restabelece a ordem fática instabilizada pelo esbulho judicialmente reconhecido, não é de desprezar que o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado”. Nesse mesmo sentido, entre outras, a SL n. 1.078, que também versava sobre risco de conflito decorrente da ocupação, por indígenas, de imóveis particulares, quando concluídos os estudos antropológicos, mas sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena. Naquela oportunidade, ressaltei: “(...) 12. Se, de um lado, parece haver precipitação na promoção de ocupação de imóveis particulares a partir da conclusão de estudos antropológicos levados a efeito pela Funai, sem se aguardar a homologação do resultado desse estudo com a consequente declaração formal da tradicionalidade da ocupação indígena na região pela autoridade competente e, principalmente, sem que se apresse a conclusão do processo administrativo de demarcação, de outra parte não há como se subestimar que a demora na conclusão do processo administrativo competente, muitas vezes interceptado com excessiva judicialização de demandas sobre cada caso, incentiva a autotutela de interesses, o que resulta no aprofundamento do conflito fundiário na região e no emprego crescente da violência. Não obstante seja de se reconhecer que a reintegração do possuidor direto na posse do imóvel rural restabelece a ordem fática instabilizada pelo esbulho judicialmente reconhecido, não é de desprezar que o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE exercício da força para a prática deste ato constitui mais um elemento desestabilizador do quadro social, colocando em risco a segurança de todos. Nessa linha é que se revela a plausibilidade da argumentação traçada pela Funai ao afirmar haver “grande número de indígenas estão envolvidos na operação de retomada, dentre crianças, adultos e idosos, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos” (fl. 13). As informações apresentadas e devidamente comprovadas pelos documentos que acompanham a presente suspensão de liminar dão conta do acirramento do conflito envolvendo a disputa pela Terra Indígena Dourados Amambaipequá I, localizada em Caarapó/MS, demonstrando grave risco de perda de vidas humanas de lado a lado do conflito se não se encontrar forma de evitar a execução forçada da ordem judicial de reintegração de posse”. 9. Em razão da questão constitucional trazida à apreciação (art. 231 da Constituição da República), o reconhecimento da competência da Presidência deste Supremo Tribunal para examinar a presença dos pressupostos necessários para a suspensão de liminar não significa a substituição da atuação do Tribunal de origem. Tampouco implica em restrição ao exercício das competências que foram constitucionalmente outorgadas a este Supremo Tribunal, ou mesmo ao Superior Tribunal de Justiça, para processar e julgar eventual recurso extraordinário e/ou especial, cujos requisitos constitucionais de interposição (inc. III do art. 102 e inc. III do 105 da Constituição da República) não se confundem com aqueles de natureza cautelar, inerentes ao processo de suspensão de liminar (§ 1... do art. 4... da Lei n. 8.437/1992). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE exercício da força para a prática deste ato constitui mais um elemento desestabilizador do quadro social, colocando em risco a segurança de todos. Nessa linha é que se revela a plausibilidade da argumentação traçada pela Funai ao afirmar haver “grande número de indígenas estão envolvidos na operação de retomada, dentre crianças, adultos e idosos, cuja retirada compulsória, e com o uso da força policial, poderá ensejar enfrentamentos entre os indígenas e fazendeiros, ou entre indígenas e os próprios policiais, colocando em risco a vida, a saúde e a incolumidade física de todos os envolvidos” (fl. 13). As informações apresentadas e devidamente comprovadas pelos documentos que acompanham a presente suspensão de liminar dão conta do acirramento do conflito envolvendo a disputa pela Terra Indígena Dourados Amambaipequá I, localizada em Caarapó/MS, demonstrando grave risco de perda de vidas humanas de lado a lado do conflito se não se encontrar forma de evitar a execução forçada da ordem judicial de reintegração de posse”. 9. Em razão da questão constitucional trazida à apreciação (art. 231 da Constituição da República), o reconhecimento da competência da Presidência deste Supremo Tribunal para examinar a presença dos pressupostos necessários para a suspensão de liminar não significa a substituição da atuação do Tribunal de origem. Tampouco implica em restrição ao exercício das competências que foram constitucionalmente outorgadas a este Supremo Tribunal, ou mesmo ao Superior Tribunal de Justiça, para processar e julgar eventual recurso extraordinário e/ou especial, cujos requisitos constitucionais de interposição (inc. III do art. 102 e inc. III do 105 da Constituição da República) não se confundem com aqueles de natureza cautelar, inerentes ao processo de suspensão de liminar (§ 1... do art. 4... da Lei n. 8.437/1992). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE 10. Ressalte-se que a referência, na decisão agravada, no sentido de que “risco de conflitos que precisam ser evitados, até mesmo porque se noticia haver possibilidade de solução amigável, o que seria impossibilitado se o cumprimento imediato e com uso da força fosse executado”, é constatação extraída a partir de elementos constantes dos autos, sem que seja possível dela extrair qualquer relação com a parcialidade da decisão. Tanto assim, que, em seguida, na decisão recorrida se esclarece e assevera: “O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado“. 11. Os argumentos trazidos no presente recurso, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo com a decisão pela qual contrariados os interesses do agravante. 12. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada, pelos fundamentos nela contidos, e voto no sentido de negar provimento ao presente agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE 10. Ressalte-se que a referência, na decisão agravada, no sentido de que “risco de conflitos que precisam ser evitados, até mesmo porque se noticia haver possibilidade de solução amigável, o que seria impossibilitado se o cumprimento imediato e com uso da força fosse executado”, é constatação extraída a partir de elementos constantes dos autos, sem que seja possível dela extrair qualquer relação com a parcialidade da decisão. Tanto assim, que, em seguida, na decisão recorrida se esclarece e assevera: “O risco de conflito com graves consequências não pode ser desconhecido, pela instabilidade causada até mesmo pela demora na solução da contenda judicializada, e tendo o próprio acórdão do Tribunal Regional Federal da Quinta Região assentado a impossibilidade de modificação do imóvel até o fim do processo demarcatório. É de prudência judicial, nos termos da legislação vigente, a manutenção da comunidade indígena na área em que atualmente se situa, até perfeito esclarecimento de todos os fatos, atos processuais e administrativos e suas consequências. Caso como o presente, no qual comprovada possibilidade de confronto com risco para a integridade das pessoas e de vidas humanas que podem entrar em conflito, conduzem à prudente decisão de não se conduzir a alteração na situação fática, permitindo que se execute decisão que pode até mesmo revelar-se desnecessária, se o processo demarcatório, iniciado há mais de vinte anos, vier a ser concluído na forma determinado“. 11. Os argumentos trazidos no presente recurso, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo com a decisão pela qual contrariados os interesses do agravante. 12. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada, pelos fundamentos nela contidos, e voto no sentido de negar provimento ao presente agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 28 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1096 AGR / CE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Supremo Tribunal Federal SL 1096 AGR / CE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E82-82AF-DD14-67C8 e senha 57BB-0D57-B553-77C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 28 Voto Vogal AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONARDO PITOMBEIRA PINTO ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO ADV.(A/S) :RAQUEL BOTELHO SANTORO ADV.(A/S) :EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo da Relatora. O quadro revelado não autoriza a concessão de contracautela para suspender a reintegração de posse determinada. A medida – de caráter absolutamente excepcional, por subverter o regular caminho recursal – revela-se injustificável quando fundada em possível descumprimento de ordem judicial. Conforme consignado em memorial apresentado, tem-se demonstração do título de propriedade e situação a sinalizar a inexistência de indígenas quando da promulgação da Constituição Federal de 1988, mostrando-se relevante, ainda, o fato de área não haver sido incluída em duas tentativas anteriores de demarcação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13DA-13CF-8441-2FF4 e senha 829F-D27C-9E9C-B782 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONARDO PITOMBEIRA PINTO ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO ADV.(A/S) :RAQUEL BOTELHO SANTORO ADV.(A/S) :EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo da Relatora. O quadro revelado não autoriza a concessão de contracautela para suspender a reintegração de posse determinada. A medida – de caráter absolutamente excepcional, por subverter o regular caminho recursal – revela-se injustificável quando fundada em possível descumprimento de ordem judicial. Conforme consignado em memorial apresentado, tem-se demonstração do título de propriedade e situação a sinalizar a inexistência de indígenas quando da promulgação da Constituição Federal de 1988, mostrando-se relevante, ainda, o fato de área não haver sido incluída em duas tentativas anteriores de demarcação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13DA-13CF-8441-2FF4 e senha 829F-D27C-9E9C-B782 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 28 Extrato de Ata - 10/09/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LEONARDO PITOMBEIRA PINTO (16397/CE) ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO (0005008/DF) ADV.(A/S) : RAQUEL BOTELHO SANTORO (DF028868/) ADV.(A/S) : EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA (259400/SP) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD04-06FA-CF1A-8929 e senha CE71-F771-3B9F-D41D Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.096 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : STG - CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LEONARDO PITOMBEIRA PINTO (16397/CE) ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO (0005008/DF) ADV.(A/S) : RAQUEL BOTELHO SANTORO (DF028868/) ADV.(A/S) : EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA (259400/SP) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD04-06FA-CF1A-8929 e senha CE71-F771-3B9F-D41D Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Agravo de Instrumento n . 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "SUSPENSÃO", "Agravo de Instrumento n . 0805973 - 62 . 2016 . 4 .", "Agravo de Instrumento n . 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "Agravo de Instrumento n . 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "AI 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "AI 0805973 - 62", "AI 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "AI 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "Agravo de Instrumento no TRF5 n . 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 03 . 0000 / CE", "Processo n . 0808195 - 50 . 2016 . 4 . 05 . 8100", "Agravo de Instrumento n . 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "Agravo de Instrumento no TRF5 n . 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 03 . 0000", "Processo n . 0808195 - 50 . 2016 . 4 . 05", "Agravo de Instrumento n . 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "Agravo de Instrumento n 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "Agravo de Instrumento n 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "Rcl n . 475", "Rcl n . 497 - AgR", "SS n . 2 . 187 - AgR", "SS n . 2 . 465", "Rcl n . 475", "Rcl n . 497 - AgR", "SS n . 2 . 187 - AgR", "SS n . 2 . 465", "SL 1096 AGR / CE", "SL 1096 AGR", "Agravo de Instrumento n . 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "Agravo de Instrumento n . 0805973 - 62 . 2016 . 4 . 05 . 0000", "SL n . 1 . 078", "SL n . 1 . 078", "SL 1096", "RESOLUÇÃO n . 587 / 2016", "SL 1096 AGR /", "SL 1096", "SL 1096 AGR / CE", "SL n . 1 . 078", "SL n . 1 . 078", "SL 1096 AGR / CE" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 19 , § 2 . . . , da Lei n . 6 . 001 / 1973", "parágrafo 2 . . . do art . 19 da Lei 6 . 001 / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 19 , § 2 . . . , da Lei n . 6 . 001 / 1973", "parágrafo 2 . . . do art . 19 da Lei 6 . 001 / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 2 . . . do art . 19 da Lei 6 . 001 / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 19 da Lei 6 . 001 / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 19 da Lei n 6 . 001 / 1973", "Estatuto", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 19 da Lei n 6 . 001 / 1973", "Estatuto", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "Código de Processo Civil", "Lei n 6 . 001 / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "Código de Processo Civil", "Lei n 6 . 001 / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1o do art . 4o . da Lei n . 8 . 437 / 199", "art . 231 da Constituição da República", "art", "25 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 19 , § 2 . . . , da Lei n . 6 . 001 / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1o do art . 4o . da Lei n . 8 . 437 / 199", "art . 231 da Constituição da República", "art . 297 do RISTF ,", "art . 25 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 19 , § 2 . . . , da Lei n . 6 . 001 / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "art . 297 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 25 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 4 . . . da", "Lei n . 8 . 437 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 297 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 25 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 4 . . . da Lei n . 8 . 437 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RESOLUÇÃO n . 587 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n . 587 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n . 587 / 2016", "§ 7 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 231 da Constituição da República", "105 da Constituição da República", "§ 1 . . . do art . 4 . . . da Lei n . 8 . 437 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 231 da Constituição da República", "inc . 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Região", "FUNAI", "Polícia Federal", "FUNAl", "Supremo Tribunal Federal", "2F69", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "/", "CE", "FUNAI", "Terceira Vara Federal do Ceará", "4", ".", ".", ". Turma do TRF da 5 . . . Região", "FUNAI", "Polícia Federal", "FUNAl", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "Comunidade Indígena", "Supremo Tribunal", "Fundação Nacional do Índio", "Tribunal Regional Federal de Quinta Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fundação Nacional do Índio", "Tribunal Regional Federal de Quinta Região", "Supremo Tribunal Federal", "Funai", "Funai", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Funai", "Funai", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da Quinta Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SL 1096", "Tribunal Regional Federal da Quinta Região", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Tribunal Regional Federal da Quinta Região", "STG Construções Imobiliárias Ltda .", "Cabatan Incorporadora SPE Ltda .", "FUNAI", "FUNAI", "FUNAI", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "AGR", "/", "CE", "Tribunal", "Regional Federal da Quinta Região", "STG Construções Imobiliárias Ltda .", "Cabatan 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"Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "FUNAI", "Supremo Tribunal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Polícia Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 5a Região", "STG", "CATABAN", "Polícia Federal", "PF", "Tribunal Regional Federal da Quinta", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 5a Região", "STG", "CATABAN", "PF", "Tribunal Regional Federal da Quinta Região", "Supremo Tribunal Federal", "Funai", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Funai", "Supremo Tribunal Federal", "Funai", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Funai", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da Quinta Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da Quinta Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "STG", "- CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP", "FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "STG", "-", "CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP", "FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "STG", "-", "CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP", "FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "STG", "-", "CONSTRUCOES IMOBILIARIA LTDA - EPP", "FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "LEONARDO PITOMBEIRA PINTO", "JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO", "RAQUEL BOTELHO SANTORO", "EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA", "RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "LEONARDO PITOMBEIRA PINTO", "JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO", "RAQUEL BOTELHO SANTORO", "EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA", "RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA", "CÁRMEN LÚCIA", "LEONARDO PITOMBEIRA PINTO", "JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO", "RAQUEL BOTELHO SANTORO", "EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA", "RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA", "CÁRMEN LÚCIA", "Lázaro Guimarães", "Lázaro Guimarães", "Octavio Gallotti", "Carlos Velloso", "Maurício Corrêa", "Nelson Jobim", "Octavio Gallotti", "Carlos Velloso", "Maurício Corrêa", "Nelson Jobim", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LEONARDO PITOMBEIRA PINTO", "JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO", "RAQUEL BOTELHO SANTORO", "EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA", "RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA", "MARCO AURÉLIO", "LEONARDO PITOMBEIRA PINTO", "JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO", "RAQUEL BOTELHO SANTORO", "EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA", "RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA", "MARCO AURÉLIO", "LEONARDO PITOMBEIRA PINTO", "JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO", "RAQUEL BOTELHO SANTORO", "EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA", "RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "LEONARDO PITOMBEIRA PINTO", "JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO", "RAQUEL BOTELHO SANTORO", "EDUARDO FREDIANI DUARTE MESQUITA", "RICARDO WEIBE NASCIMENTO COSTA", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "13", ".", "2", ".", "2017", "1", ".", ".", ".", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "13", ".", "2", ".", "2017", "1", ".", ".", ".", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "2", ".", "2017", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", ".", "7", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "2", ".", "2017", "8", ".", "11", ".", "2016", "24", ".", "7", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "12", ".", "2016", "5 de dezembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "12", ".", "2016", "5 de dezembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "2", ".", "2017", "27", ".", "8", ".", "2013", "julho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "2", ".", "2017", "27", ".", "8", ".", "2013", "julho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "2", ".", "2017", "9", ".", "2", ".", "2017", "13 de fevereiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "2", ".", "2017", "9", ".", "2", ".", "2017", "13 de fevereiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "2", ".", "2017", "08", "/", "11", "/", "2016", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "2", ".", "2017", "08", "/", "11", "/", "2016", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "julho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "julho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "3", ".", "3", ".", "2017", "16", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "3", ".", "3", ".", "2017", "16", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "04", ".", "1994", "06", ".", "04", ".", "2001", "21", ".", "10", ".", "2003", "20", ".", "10", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "04", ".", "1994", "06", ".", "04", ".", "2001", "21", ".", "10", ".", "2003", "20", ".", "10", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2017", "15", ".", "9", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2017", "15", ".", "9", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2017", "9", ".", "6", ".", "2017", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2017", "9", ".", "6", ".", "2017", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", 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Ementa e Acórdão 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: INQUÉRITO INSTAURADO CONTRA MEMBRO DO CONGRESSO NACIONAL – SUPOSTAS PRÁTICAS DELITUOSAS CUJA ALEGADA OCORRÊNCIA, EMBORA VERIFICADA NO CURSO DO MANDATO LEGISLATIVO, COM ESTE NÃO GUARDA QUALQUER RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA – FATOS, PORTANTO, ABSOLUTAMENTE ESTRANHOS ÀS ATRIBUIÇÕES INERENTES AO OFÍCIO PARLAMENTAR – JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE A QUESTÃO DA PRERROGATIVA DE FORO (AP 937-QO/RJ) – CESSAÇÃO DA COMPETÊNCIA PENAL ORIGINÁRIA DESTA SUPREMA CORTE, NO PRESENTE CASO, EM FACE DA APLICABILIDADE DO PRECEDENTE EM REFERÊNCIA – A PRERROGATIVA DE FORO NO SISTEMA CONSTITUCIONAL BRASILEIRO – LEGITIMIDADE DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A RESPEITO DA MATÉRIA: DOUTRINA E OUTROS PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3952-5771-B310-01D3 e senha 689D-3863-CB5B-B48C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 184 Ementa e Acórdão INQ 4672 AGR / DF conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3952-5771-B310-01D3 e senha 689D-3863-CB5B-B48C Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3952-5771-B310-01D3 e senha 689D-3863-CB5B-B48C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 185 Relatório 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “agravo regimental”, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, reconheceu cessada, na espécie, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciar o procedimento penal em causa e determinou, em consequência, a remessa dos presentes autos, por intermédio do E. Tribunal Regional Federal da 2ª Região, “à Seção Judiciária do Rio de Janeiro para distribuição entre uma de suas Varas Criminais” (fls. 160). Inconformada com essa decisão, a agravante interpõe o presente recurso, sustentando, em síntese, que as supostas práticas delituosas alegadamente cometidas por ela “guardam estreita relação com o exercício de seu mandato de Deputada Federal” (fls. 169v.), razão pela qual deve subsistir, no caso, a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal para apreciação do presente feito. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da eminente Senhora Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, manifestou-se pelo não provimento deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “agravo regimental”, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, reconheceu cessada, na espécie, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciar o procedimento penal em causa e determinou, em consequência, a remessa dos presentes autos, por intermédio do E. Tribunal Regional Federal da 2ª Região, “à Seção Judiciária do Rio de Janeiro para distribuição entre uma de suas Varas Criminais” (fls. 160). Inconformada com essa decisão, a agravante interpõe o presente recurso, sustentando, em síntese, que as supostas práticas delituosas alegadamente cometidas por ela “guardam estreita relação com o exercício de seu mandato de Deputada Federal” (fls. 169v.), razão pela qual deve subsistir, no caso, a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal para apreciação do presente feito. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da eminente Senhora Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, manifestou-se pelo não provimento deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 186 Relatório INQ 4672 AGR / DF “agravo regimental”, apoiando-se, para tanto, nos seguintes fundamentos (fls. 177/178): “Sem razão a agravante. No julgamento da Questão de Ordem suscitada na Ação Penal nº 937/RJ, o Plenário dessa Suprema Corte, por maioria de votos, na linha do substancioso voto do i. Ministro Relator Roberto Barroso, alterou a definição do alcance da prerrogativa de foro de deputados federais e senadores da República, conferindo interpretação restritiva ao artigo 102, inciso I, alínea ‘b’, da Constituição Federal. A competência do Supremo Tribunal Federal foi firmada para processamento e julgamento das infrações penais cometidas durante o exercício do cargo pelos congressistas. Para assegurar que o regime de foro por prerrogativa de função sirva ao seu papel constitucional de garantir o livre exercício das funções, e não ao fim ilegítimo de permitir impunidade, restou igualmente estabelecida a necessidade de relação de causalidade direta entre os supostos crimes praticados e as funções parlamentares desempenhadas. Nas demais hipóteses, a competência passa a ser da primeira instância judicial. Ademais, foi fixado marco temporal para o deslocamento dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, admitindo-se a prorrogação da competência do órgão julgador originário, independentemente da natureza dos delitos, apenas nos casos em que houve encerramento da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação de alegações finais. O d. Colegiado decidiu, neste ponto, por unanimidade pela aplicação da nova linha interpretativa aos processos em curso, ressalvados todos os atos praticados e decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, conforme precedente firmado na Questão de Ordem arguida no Inquérito nº 687/SP. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF “agravo regimental”, apoiando-se, para tanto, nos seguintes fundamentos (fls. 177/178): “Sem razão a agravante. No julgamento da Questão de Ordem suscitada na Ação Penal nº 937/RJ, o Plenário dessa Suprema Corte, por maioria de votos, na linha do substancioso voto do i. Ministro Relator Roberto Barroso, alterou a definição do alcance da prerrogativa de foro de deputados federais e senadores da República, conferindo interpretação restritiva ao artigo 102, inciso I, alínea ‘b’, da Constituição Federal. A competência do Supremo Tribunal Federal foi firmada para processamento e julgamento das infrações penais cometidas durante o exercício do cargo pelos congressistas. Para assegurar que o regime de foro por prerrogativa de função sirva ao seu papel constitucional de garantir o livre exercício das funções, e não ao fim ilegítimo de permitir impunidade, restou igualmente estabelecida a necessidade de relação de causalidade direta entre os supostos crimes praticados e as funções parlamentares desempenhadas. Nas demais hipóteses, a competência passa a ser da primeira instância judicial. Ademais, foi fixado marco temporal para o deslocamento dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, admitindo-se a prorrogação da competência do órgão julgador originário, independentemente da natureza dos delitos, apenas nos casos em que houve encerramento da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação de alegações finais. O d. Colegiado decidiu, neste ponto, por unanimidade pela aplicação da nova linha interpretativa aos processos em curso, ressalvados todos os atos praticados e decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, conforme precedente firmado na Questão de Ordem arguida no Inquérito nº 687/SP. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 187 Relatório INQ 4672 AGR / DF O caso em análise, em que sequer foi instaurada ação penal privada, definitivamente não satisfaz as condições balizadas para a sua permanência no Supremo Tribunal Federal. O ilícito investigado é a possível prática de crime de resistência e desacato contra policiais federais pela Deputada Federal Clarissa Garotinho e seus genitores no momento da remoção de seu pai Anthony Garotinho do Hospital Souza Aguiar para o Hospital Penitenciário do Bangu, no dia 17/11/2016. Assim, os fatos apurados, embora praticados no curso do mandato legislativo, com este não detêm relação de pertinência, tratando-se de fatos alheios às atividades parlamentares. Observe-se que, ao apresentar a justificativa para a sua conduta, (...) nada é relacionado com a atividade parlamentar, mas estritamente pela condição de filha do investigado preso no momento dos fatos investigados. Ao contrário, afirma que sua ação foi ‘...tomada por violenta emoção e desespero ao ver seu genitor, gravemente enfermo e correndo risco de vida (sic)...’. Deste modo, a pretensão recursal não merece acolhimento, tratando-se de recurso meramente protelatório, com o simples objetivo de retardar a remessa dos autos ao juízo de primeira instância.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF O caso em análise, em que sequer foi instaurada ação penal privada, definitivamente não satisfaz as condições balizadas para a sua permanência no Supremo Tribunal Federal. O ilícito investigado é a possível prática de crime de resistência e desacato contra policiais federais pela Deputada Federal Clarissa Garotinho e seus genitores no momento da remoção de seu pai Anthony Garotinho do Hospital Souza Aguiar para o Hospital Penitenciário do Bangu, no dia 17/11/2016. Assim, os fatos apurados, embora praticados no curso do mandato legislativo, com este não detêm relação de pertinência, tratando-se de fatos alheios às atividades parlamentares. Observe-se que, ao apresentar a justificativa para a sua conduta, (...) nada é relacionado com a atividade parlamentar, mas estritamente pela condição de filha do investigado preso no momento dos fatos investigados. Ao contrário, afirma que sua ação foi ‘...tomada por violenta emoção e desespero ao ver seu genitor, gravemente enfermo e correndo risco de vida (sic)...’. Deste modo, a pretensão recursal não merece acolhimento, tratando-se de recurso meramente protelatório, com o simples objetivo de retardar a remessa dos autos ao juízo de primeira instância.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 188 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora recorrida, trata-se de procedimento penal instaurado contra membro do Congresso Nacional para apurar, consoante ressalta a eminente Senhora Procuradora-Geral da República, “a suposta prática dos crimes de resistência e de desacato contra Policiais Federais” (fls. 128), cuja alegada ocorrência, embora verificada no curso de mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência. 2 . O precedente do Supremo Tribunal Federal sobre a questão da prerrogativa de foro O exame dos autos revela que a situação neles exposta ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora recorrida, trata-se de procedimento penal instaurado contra membro do Congresso Nacional para apurar, consoante ressalta a eminente Senhora Procuradora-Geral da República, “a suposta prática dos crimes de resistência e de desacato contra Policiais Federais” (fls. 128), cuja alegada ocorrência, embora verificada no curso de mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência. 2 . O precedente do Supremo Tribunal Federal sobre a questão da prerrogativa de foro O exame dos autos revela que a situação neles exposta ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 189 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, ainda, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, impor-se-á, em regra, como sucedeu na espécie, o encaminhamento dos autos a órgão judiciário competente situado no primeiro grau de jurisdição. 3. A prerrogativa de foro no sistema constitucional brasileiro Ninguém desconhece que o instituto da prerrogativa de foro tem provocado muitas discussões, notadamente naqueles casos em que se dá a instauração, perante esta Suprema Corte, de processos multitudinários, como se verificou, p. ex., no julgamento da AP 470/MG. A vigente Constituição do Brasil – ao pluralizar, de modo excessivo, as hipóteses de prerrogativa de foro – incidiu em verdadeiro paradoxo institucional, pois, pretendendo ser republicana, mostrou-se estranhamente aristocrática. Na verdade, o constituinte republicano, ao demonstrar essa visão aristocrática e seletiva de poder, cometeu censurável distorção na formulação de uma diretriz que se pautou, unicamente, pela perspectiva do Príncipe (“ex parte principis”) e que se afastou, por isso mesmo, do postulado republicano da igualdade. Ninguém ignora que a Carta Política do Império do Brasil, de 1824, consagrou apenas quatro hipóteses de prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal de Justiça, que era o órgão de cúpula do Poder Judiciário do regime monárquico (art. 164, II): “Art. 164. A este Tribunal Compete: …................................................................................................... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, ainda, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, impor-se-á, em regra, como sucedeu na espécie, o encaminhamento dos autos a órgão judiciário competente situado no primeiro grau de jurisdição. 3. A prerrogativa de foro no sistema constitucional brasileiro Ninguém desconhece que o instituto da prerrogativa de foro tem provocado muitas discussões, notadamente naqueles casos em que se dá a instauração, perante esta Suprema Corte, de processos multitudinários, como se verificou, p. ex., no julgamento da AP 470/MG. A vigente Constituição do Brasil – ao pluralizar, de modo excessivo, as hipóteses de prerrogativa de foro – incidiu em verdadeiro paradoxo institucional, pois, pretendendo ser republicana, mostrou-se estranhamente aristocrática. Na verdade, o constituinte republicano, ao demonstrar essa visão aristocrática e seletiva de poder, cometeu censurável distorção na formulação de uma diretriz que se pautou, unicamente, pela perspectiva do Príncipe (“ex parte principis”) e que se afastou, por isso mesmo, do postulado republicano da igualdade. Ninguém ignora que a Carta Política do Império do Brasil, de 1824, consagrou apenas quatro hipóteses de prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal de Justiça, que era o órgão de cúpula do Poder Judiciário do regime monárquico (art. 164, II): “Art. 164. A este Tribunal Compete: …................................................................................................... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 190 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF II. Conhecer dos delictos, e erros do Officio, que commetterem os seus Ministros, os das Relações, os Empregados no Corpo Diplomatico, e os Presidentes das Provincias.” (grifei) A Constituição promulgada em 1988, no entanto, não foi capaz de igual parcimônia, ao ampliar, para quase 20 (vinte), as hipóteses de prerrogativa de foro (considerados, para esse efeito, o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais), além de conferir autorização aos Estados-membros para incluir, nas Cartas estaduais, outras novas hipóteses de prerrogativa de foro perante os respectivos Tribunais de Justiça, ressalvados, apenas, os casos definidos na própria Carta Federal. Essencial destacar-se, no entanto, que a prerrogativa de foro, por não configurar privilégio de ordem pessoal em favor de quem a detém, somente diz respeito ao exercício e às funções inerentes ao cargo ou mandato cuja titularidade enseja o acesso a tal prerrogativa, que é concedida – insista-se – unicamente “ratione muneris”. Daí antiga orientação, que ainda hoje prevalece, que tem sido observada por esta Corte Suprema: “Foro privilegiado em razão de função. A prerrogativa é concedida em obséquio à função, a que é inerente, e não ao cidadão que a exerce. (…).” (HC 33.440/SP, Red. p/ o acórdão Min. NELSON HUNGRIA – grifei) Registre-se, a título de mera ilustração, que, no plano do direito comparado, remanesce, hoje, em poucos sistemas normativos, a prerrogativa de foro em razão de determinadas funções, o que demonstra clara tendência no sentido da extinção (pura e simples) ou da redução desse instituto a poucas hipóteses, valendo destacar, sob tais aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o da Argentina (Constituição 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF II. Conhecer dos delictos, e erros do Officio, que commetterem os seus Ministros, os das Relações, os Empregados no Corpo Diplomatico, e os Presidentes das Provincias.” (grifei) A Constituição promulgada em 1988, no entanto, não foi capaz de igual parcimônia, ao ampliar, para quase 20 (vinte), as hipóteses de prerrogativa de foro (considerados, para esse efeito, o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais), além de conferir autorização aos Estados-membros para incluir, nas Cartas estaduais, outras novas hipóteses de prerrogativa de foro perante os respectivos Tribunais de Justiça, ressalvados, apenas, os casos definidos na própria Carta Federal. Essencial destacar-se, no entanto, que a prerrogativa de foro, por não configurar privilégio de ordem pessoal em favor de quem a detém, somente diz respeito ao exercício e às funções inerentes ao cargo ou mandato cuja titularidade enseja o acesso a tal prerrogativa, que é concedida – insista-se – unicamente “ratione muneris”. Daí antiga orientação, que ainda hoje prevalece, que tem sido observada por esta Corte Suprema: “Foro privilegiado em razão de função. A prerrogativa é concedida em obséquio à função, a que é inerente, e não ao cidadão que a exerce. (…).” (HC 33.440/SP, Red. p/ o acórdão Min. NELSON HUNGRIA – grifei) Registre-se, a título de mera ilustração, que, no plano do direito comparado, remanesce, hoje, em poucos sistemas normativos, a prerrogativa de foro em razão de determinadas funções, o que demonstra clara tendência no sentido da extinção (pura e simples) ou da redução desse instituto a poucas hipóteses, valendo destacar, sob tais aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o da Argentina (Constituição 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 191 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF de 1853), o da Bolívia (Constituição de 2009), o da Colômbia (Constituição Política de 1991), o da Espanha (Constituição de 1978), o dos Estados Unidos da América (Constituição de 1787), o da França (Constituição de 1958), o da Itália (Constituição de 1947) e o de Portugal (Constituição de 1976), entre outros modelos. De qualquer maneira, no entanto, cabe reconhecer que a questão ora em exame há de ser apreciada em função do contexto normativo que resulta da vigente Constituição promulgada em 1988 e que, como anteriormente salientado, pluralizou, de maneira excessiva, as hipóteses definidoras de prerrogativa de foro em matéria penal. A prerrogativa de foro, como anteriormente enfatizado, é outorgada “ratione muneris”, por efeito de previsão constitucional, a determinadas autoridades, a significar, portanto, que é deferida, tão somente, em razão da natureza de certos cargos ou ofícios titularizados por aquele que sofre persecução penal instaurada pelo Estado e, mesmo assim, consoante advertiu esta Corte no precedente referido, desde que a suposta prática delituosa, alegadamente cometida durante o mandato legislativo (ou, então, no curso de investidura funcional), com estes guarde necessária conexão, sob pena de tal prerrogativa – descaracterizando-se em sua essência mesma – degradar-se à condição de inaceitável privilégio de caráter pessoal. Vale mencionar, como simples registro histórico, que os membros do Congresso Nacional somente passaram a dispor de prerrogativa de foro, nas infrações penais comuns, perante esta Corte Suprema, a partir da outorga da Carta Política de 1969, travestida de Emenda Constitucional nº 1, pois, até então, estavam todos eles sujeitos, em sede processual penal e na vigência dos anteriores estatutos constitucionais republicanos (1891, 1934, 1937, 1946 e 1967), à jurisdição e competência dos magistrados de primeira instância, tanto que este Tribunal, em razão de diversos julgamentos sobre essa específica questão, veio a formular enunciado inscrito na Súmula 398, hoje derrogada, que possuía o seguinte teor: “O Supremo Tribunal Federal 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF de 1853), o da Bolívia (Constituição de 2009), o da Colômbia (Constituição Política de 1991), o da Espanha (Constituição de 1978), o dos Estados Unidos da América (Constituição de 1787), o da França (Constituição de 1958), o da Itália (Constituição de 1947) e o de Portugal (Constituição de 1976), entre outros modelos. De qualquer maneira, no entanto, cabe reconhecer que a questão ora em exame há de ser apreciada em função do contexto normativo que resulta da vigente Constituição promulgada em 1988 e que, como anteriormente salientado, pluralizou, de maneira excessiva, as hipóteses definidoras de prerrogativa de foro em matéria penal. A prerrogativa de foro, como anteriormente enfatizado, é outorgada “ratione muneris”, por efeito de previsão constitucional, a determinadas autoridades, a significar, portanto, que é deferida, tão somente, em razão da natureza de certos cargos ou ofícios titularizados por aquele que sofre persecução penal instaurada pelo Estado e, mesmo assim, consoante advertiu esta Corte no precedente referido, desde que a suposta prática delituosa, alegadamente cometida durante o mandato legislativo (ou, então, no curso de investidura funcional), com estes guarde necessária conexão, sob pena de tal prerrogativa – descaracterizando-se em sua essência mesma – degradar-se à condição de inaceitável privilégio de caráter pessoal. Vale mencionar, como simples registro histórico, que os membros do Congresso Nacional somente passaram a dispor de prerrogativa de foro, nas infrações penais comuns, perante esta Corte Suprema, a partir da outorga da Carta Política de 1969, travestida de Emenda Constitucional nº 1, pois, até então, estavam todos eles sujeitos, em sede processual penal e na vigência dos anteriores estatutos constitucionais republicanos (1891, 1934, 1937, 1946 e 1967), à jurisdição e competência dos magistrados de primeira instância, tanto que este Tribunal, em razão de diversos julgamentos sobre essa específica questão, veio a formular enunciado inscrito na Súmula 398, hoje derrogada, que possuía o seguinte teor: “O Supremo Tribunal Federal 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 192 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF não é competente para processar e julgar, originariamente, deputado ou senador acusado de crime” (grifei). Observe-se, por relevante, que o fato de os Deputados Federais e os Senadores da República não haverem sido contemplados, ao longo de quase 08 (oito) décadas, entre fevereiro de 1891 e outubro de 1969, com a prerrogativa de foro, nos ilícitos penais comuns, perante o Supremo Tribunal Federal (ou perante qualquer outra instância superior), não os impediu de exercerem, mesmo assim, com independência, as suas altas funções institucionais nem lhes afetou a dignidade do mandato legislativo por eles titularizado. 4. Legitimidade da interpretação constitucional do Plenário do STF a respeito da prerrogativa de foro: doutrina e outros precedentes Impende pôr em destaque observação que reputo sumamente importante. Entendo revestir-se de legitimidade, de inteira legitimidade, a interpretação jurídica que o Supremo Tribunal Federal realizou, no julgamento da AP 937-QO/RJ, a respeito do alcance da prerrogativa de foro, por tratar-se de matéria sujeita, por efeito de sua natureza mesma, ao âmbito institucional em que atuam, por excelência, os órgãos do Poder Judiciário, qual seja, o domínio que compreende a hermenêutica da Constituição, de que esta Suprema Corte, incumbida de sua guarda, tem “o monopólio da última palavra”. Inegável reconhecer, por isso mesmo, que compete ao Supremo Tribunal Federal, em sua condição indisputável de guardião da Lei Fundamental, interpretá-la e de seu texto extrair, nesse processo de indagação hermenêutica, a máxima eficácia possível, em atenção e respeito aos grandes princípios estruturantes que informam, como verdadeiros vetores interpretativos, o sistema de nossa Carta Política, em ordem a fazer prevalecer a força normativa da Constituição, cuja integridade, eficácia e aplicabilidade, por tal razão, hão de ser valorizadas, em face de sua precedência, autoridade e grau hierárquico, como enfatizam autores 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF não é competente para processar e julgar, originariamente, deputado ou senador acusado de crime” (grifei). Observe-se, por relevante, que o fato de os Deputados Federais e os Senadores da República não haverem sido contemplados, ao longo de quase 08 (oito) décadas, entre fevereiro de 1891 e outubro de 1969, com a prerrogativa de foro, nos ilícitos penais comuns, perante o Supremo Tribunal Federal (ou perante qualquer outra instância superior), não os impediu de exercerem, mesmo assim, com independência, as suas altas funções institucionais nem lhes afetou a dignidade do mandato legislativo por eles titularizado. 4. Legitimidade da interpretação constitucional do Plenário do STF a respeito da prerrogativa de foro: doutrina e outros precedentes Impende pôr em destaque observação que reputo sumamente importante. Entendo revestir-se de legitimidade, de inteira legitimidade, a interpretação jurídica que o Supremo Tribunal Federal realizou, no julgamento da AP 937-QO/RJ, a respeito do alcance da prerrogativa de foro, por tratar-se de matéria sujeita, por efeito de sua natureza mesma, ao âmbito institucional em que atuam, por excelência, os órgãos do Poder Judiciário, qual seja, o domínio que compreende a hermenêutica da Constituição, de que esta Suprema Corte, incumbida de sua guarda, tem “o monopólio da última palavra”. Inegável reconhecer, por isso mesmo, que compete ao Supremo Tribunal Federal, em sua condição indisputável de guardião da Lei Fundamental, interpretá-la e de seu texto extrair, nesse processo de indagação hermenêutica, a máxima eficácia possível, em atenção e respeito aos grandes princípios estruturantes que informam, como verdadeiros vetores interpretativos, o sistema de nossa Carta Política, em ordem a fazer prevalecer a força normativa da Constituição, cuja integridade, eficácia e aplicabilidade, por tal razão, hão de ser valorizadas, em face de sua precedência, autoridade e grau hierárquico, como enfatizam autores 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 193 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF eminentes (ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional”, p. 109, item n. 2.8, 2ª ed., 2003, Atlas; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 50/57, 1999, RT; RITINHA ALZIRA STEVENSON, TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR. e MARIA HELENA DINIZ, “Constituição de 1988: Legitimidade, Vigência e Eficácia: Supremacia”, p. 98/104, 1989, Atlas; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 08/11, item n. 2, 1998, Celso Bastos Editor; CLÈMERSON MERLIN CLÈVE, “A Fiscalização Abstrata de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 215/218, item n. 3, 1995, RT, v.g.). Cabe acentuar, bem por isso, tendo presente o contexto em questão, que assume papel de fundamental importância a interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, cuja função institucional de “guarda da Constituição” (CF, art. 102, “caput”) confere-lhe o monopólio da última palavra em tema de exegese das normas positivadas no texto da Lei Fundamental, como tem sido destacado, com particular ênfase, pela jurisprudência deste Tribunal, para quem “(…) A não observância da decisão desta Corte debilita a força normativa da Constituição (…)” (RE 203.498-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei). A circunstância de o Supremo Tribunal Federal, na qualidade de “organo di chiusura”, dispor de competência para interpretar o ordenamento constitucional, encerrando, em caráter definitivo, as controvérsias jurídicas a ele submetidas, não significa que suas decisões sejam imunes à crítica, à divergência e ao debate no âmbito da sociedade civil e no plano das comunidades jurídica e acadêmica, especialmente se se considerar a afirmação de que se vive sob a égide de uma “sociedade aberta dos intérpretes livres da Constituição”, como a ela se refere Peter Häberle. Inquestionável, desse modo, o reconhecimento, em favor da generalidade das pessoas e das instituições, inclusive dos próprios 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF eminentes (ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional”, p. 109, item n. 2.8, 2ª ed., 2003, Atlas; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 50/57, 1999, RT; RITINHA ALZIRA STEVENSON, TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR. e MARIA HELENA DINIZ, “Constituição de 1988: Legitimidade, Vigência e Eficácia: Supremacia”, p. 98/104, 1989, Atlas; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 08/11, item n. 2, 1998, Celso Bastos Editor; CLÈMERSON MERLIN CLÈVE, “A Fiscalização Abstrata de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 215/218, item n. 3, 1995, RT, v.g.). Cabe acentuar, bem por isso, tendo presente o contexto em questão, que assume papel de fundamental importância a interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, cuja função institucional de “guarda da Constituição” (CF, art. 102, “caput”) confere-lhe o monopólio da última palavra em tema de exegese das normas positivadas no texto da Lei Fundamental, como tem sido destacado, com particular ênfase, pela jurisprudência deste Tribunal, para quem “(…) A não observância da decisão desta Corte debilita a força normativa da Constituição (…)” (RE 203.498-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei). A circunstância de o Supremo Tribunal Federal, na qualidade de “organo di chiusura”, dispor de competência para interpretar o ordenamento constitucional, encerrando, em caráter definitivo, as controvérsias jurídicas a ele submetidas, não significa que suas decisões sejam imunes à crítica, à divergência e ao debate no âmbito da sociedade civil e no plano das comunidades jurídica e acadêmica, especialmente se se considerar a afirmação de que se vive sob a égide de uma “sociedade aberta dos intérpretes livres da Constituição”, como a ela se refere Peter Häberle. Inquestionável, desse modo, o reconhecimento, em favor da generalidade das pessoas e das instituições, inclusive dos próprios 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 194 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF Poderes da República, de verdadeira “abertura hermenêutica”, que lhes permite discutir o alcance, o significado e a abrangência das cláusulas que compõem o “corpus” constitucional. Com essa compreensão, é importante destacar, pluraliza-se o debate constitucional, confere-se expressão real e efetiva ao princípio democrático e permite-se que o Supremo Tribunal Federal disponha de todos os elementos necessários à resolução da controvérsia, buscando-se alcançar, com tal abertura material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário (GUSTAVO BINENBOJM, “A Nova Jurisdição Constitucional Brasileira”, 2ª ed., 2004, Renovar; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 71/94, 1998, Celso Bastos Editor; ALEXANDRE DE MORAES, “Jurisdição Constitucional e Tribunais Constitucionais”, p. 64/81, 2000, Atlas; DAMARES MEDINA, “’Amicus Curiae’: Amigo da Corte ou Amigo da Parte?”, 2010, Saraiva; GILMAR MENDES, “Direitos Fundamentais e Controle de Constitucionalidade”, p. 503/504, 2ª ed., 1999, Celso Bastos Editor; INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO, “As Idéias de Peter Häberle e a Abertura da Interpretação Constitucional no Direito Brasileiro”, “in” RDA 211/125-134, v.g.), a possibilidade de superação da grave questão pertinente à legitimidade democrática das decisões emanadas desta Corte Suprema no exercício de seu extraordinário poder de efetuar, notadamente em abstrato, o controle de constitucionalidade. A única diferença que existe entre a atuação desta Corte Suprema nos processos em que profere o seu julgamento (como no precedente referido no início da presente decisão) e a possibilidade democrática de ampla discussão social em torno da Constituição, passando, inclusive, pelo “diálogo institucional” entre os órgãos e Poderes constituídos, reside no fato, jurídica e processualmente relevante, de que a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal revestir-se-á de definitividade nas causas que julgar, pondo termo ao litígio nelas instaurado, seja com efeito “inter partes” (controle incidental ou difuso de constitucionalidade), seja com efeito 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF Poderes da República, de verdadeira “abertura hermenêutica”, que lhes permite discutir o alcance, o significado e a abrangência das cláusulas que compõem o “corpus” constitucional. Com essa compreensão, é importante destacar, pluraliza-se o debate constitucional, confere-se expressão real e efetiva ao princípio democrático e permite-se que o Supremo Tribunal Federal disponha de todos os elementos necessários à resolução da controvérsia, buscando-se alcançar, com tal abertura material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário (GUSTAVO BINENBOJM, “A Nova Jurisdição Constitucional Brasileira”, 2ª ed., 2004, Renovar; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 71/94, 1998, Celso Bastos Editor; ALEXANDRE DE MORAES, “Jurisdição Constitucional e Tribunais Constitucionais”, p. 64/81, 2000, Atlas; DAMARES MEDINA, “’Amicus Curiae’: Amigo da Corte ou Amigo da Parte?”, 2010, Saraiva; GILMAR MENDES, “Direitos Fundamentais e Controle de Constitucionalidade”, p. 503/504, 2ª ed., 1999, Celso Bastos Editor; INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO, “As Idéias de Peter Häberle e a Abertura da Interpretação Constitucional no Direito Brasileiro”, “in” RDA 211/125-134, v.g.), a possibilidade de superação da grave questão pertinente à legitimidade democrática das decisões emanadas desta Corte Suprema no exercício de seu extraordinário poder de efetuar, notadamente em abstrato, o controle de constitucionalidade. A única diferença que existe entre a atuação desta Corte Suprema nos processos em que profere o seu julgamento (como no precedente referido no início da presente decisão) e a possibilidade democrática de ampla discussão social em torno da Constituição, passando, inclusive, pelo “diálogo institucional” entre os órgãos e Poderes constituídos, reside no fato, jurídica e processualmente relevante, de que a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal revestir-se-á de definitividade nas causas que julgar, pondo termo ao litígio nelas instaurado, seja com efeito “inter partes” (controle incidental ou difuso de constitucionalidade), seja com efeito 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 195 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF “erga omnes” e eficácia vinculante (controle normativo abstrato de constitucionalidade). É por isso que se atribui ao Supremo Tribunal Federal o “monopólio da última palavra” em matéria de interpretação constitucional efetuada por esta Corte Suprema nos processos submetidos a seu julgamento, valendo destacar, quanto a esse ponto, no que concerne à capacidade institucional e aos efeitos sistêmicos em tema de exegese da Constituição, a lição do eminente Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO (“O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 392, item n. 2, 7ª ed., 2016, Saraiva), bastante clara no sentido de que “Cabe aos três Poderes interpretar a Constituição e pautar sua atuação com base nela. Mas, em caso de divergência, a palavra final é do Judiciário” (grifei), embora esse ilustre magistrado e Professor advirta que a primazia judicial “não significa (…) que toda e qualquer matéria deva ser decidida em um tribunal”. As observações que venho de fazer enfatizam a circunstância – que assume absoluto relevo – de que não se pode minimizar o papel do Supremo Tribunal Federal e de suas decisões em matéria constitucional, pois tais decisões, em última análise, dão expressão concreta ao texto da própria Constituição, tal como assinala, em preciso magistério, o saudoso e eminente Ministro TEORI ZAVASCKI (“Ação Rescisória em Matéria Constitucional”, “in” Revista de Direito Renovar, vol. 27/153-174, 2003): “(…) O princípio da supremacia da Constituição e a autoridade do pronunciamento do Supremo Tribunal Federal constituem, conforme se viu, os pilares de sustentação para construir um sistema apto a dar respostas coerentes à variedade de situações (…). …................................................................................................... (…) O STF é o guardião da Constituição. Ele é o órgão autorizado pela própria Constituição a dar a palavra final em temas constitucionais. A Constituição, destarte, é o que o STF diz que ela é. (…). Contrariar o precedente tem o mesmo 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF “erga omnes” e eficácia vinculante (controle normativo abstrato de constitucionalidade). É por isso que se atribui ao Supremo Tribunal Federal o “monopólio da última palavra” em matéria de interpretação constitucional efetuada por esta Corte Suprema nos processos submetidos a seu julgamento, valendo destacar, quanto a esse ponto, no que concerne à capacidade institucional e aos efeitos sistêmicos em tema de exegese da Constituição, a lição do eminente Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO (“O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 392, item n. 2, 7ª ed., 2016, Saraiva), bastante clara no sentido de que “Cabe aos três Poderes interpretar a Constituição e pautar sua atuação com base nela. Mas, em caso de divergência, a palavra final é do Judiciário” (grifei), embora esse ilustre magistrado e Professor advirta que a primazia judicial “não significa (…) que toda e qualquer matéria deva ser decidida em um tribunal”. As observações que venho de fazer enfatizam a circunstância – que assume absoluto relevo – de que não se pode minimizar o papel do Supremo Tribunal Federal e de suas decisões em matéria constitucional, pois tais decisões, em última análise, dão expressão concreta ao texto da própria Constituição, tal como assinala, em preciso magistério, o saudoso e eminente Ministro TEORI ZAVASCKI (“Ação Rescisória em Matéria Constitucional”, “in” Revista de Direito Renovar, vol. 27/153-174, 2003): “(…) O princípio da supremacia da Constituição e a autoridade do pronunciamento do Supremo Tribunal Federal constituem, conforme se viu, os pilares de sustentação para construir um sistema apto a dar respostas coerentes à variedade de situações (…). …................................................................................................... (…) O STF é o guardião da Constituição. Ele é o órgão autorizado pela própria Constituição a dar a palavra final em temas constitucionais. A Constituição, destarte, é o que o STF diz que ela é. (…). Contrariar o precedente tem o mesmo 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 196 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF significado, o mesmo alcance, pragmaticamente considerado, que os de violar a Constituição (…). É nessa perspectiva, pois, que se deve aquilatar o peso institucional dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal, mesmo em controle difuso.” (grifei) Daí a precisa lição de FRANCISCO CAMPOS (“Direito Constitucional”, vol. II/403, 1956, Freitas Bastos), cujo magistério enfatiza, corretamente, que no poder de interpretar inclui-se a prerrogativa de formular e de revelar o próprio sentido do texto constitucional. É que – segundo a lição desse eminente publicista – “O poder de interpretar a Constituição envolve, em muitos casos, o poder de formulá-la. A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la (…). Nos Tribunais incumbidos da guarda da Constituição, funciona, igualmente, o poder constituinte” (grifei), tal como tem sido proclamado, em diversos julgados, por este Supremo Tribunal Federal: “A FORÇA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO E O MONOPÓLIO DA ÚLTIMA PALAVRA, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, EM MATÉRIA DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL – O exercício da jurisdição constitucional, que tem por objetivo preservar a supremacia da Constituição, põe em evidência a dimensão essencialmente política em que se projeta a atividade institucional do Supremo Tribunal Federal, pois, no processo de indagação constitucional, assenta-se a magna prerrogativa de decidir, em última análise, sobre a própria substância do poder. – No poder de interpretar a Lei Fundamental, reside a prerrogativa extraordinária de (re)formulá-la, eis que a interpretação judicial acha-se compreendida entre os processos informais de mutação constitucional, a significar, portanto, que ‘A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la’. Doutrina. Precedentes. – A interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal – a quem se atribuiu a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF significado, o mesmo alcance, pragmaticamente considerado, que os de violar a Constituição (…). É nessa perspectiva, pois, que se deve aquilatar o peso institucional dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal, mesmo em controle difuso.” (grifei) Daí a precisa lição de FRANCISCO CAMPOS (“Direito Constitucional”, vol. II/403, 1956, Freitas Bastos), cujo magistério enfatiza, corretamente, que no poder de interpretar inclui-se a prerrogativa de formular e de revelar o próprio sentido do texto constitucional. É que – segundo a lição desse eminente publicista – “O poder de interpretar a Constituição envolve, em muitos casos, o poder de formulá-la. A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la (…). Nos Tribunais incumbidos da guarda da Constituição, funciona, igualmente, o poder constituinte” (grifei), tal como tem sido proclamado, em diversos julgados, por este Supremo Tribunal Federal: “A FORÇA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO E O MONOPÓLIO DA ÚLTIMA PALAVRA, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, EM MATÉRIA DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL – O exercício da jurisdição constitucional, que tem por objetivo preservar a supremacia da Constituição, põe em evidência a dimensão essencialmente política em que se projeta a atividade institucional do Supremo Tribunal Federal, pois, no processo de indagação constitucional, assenta-se a magna prerrogativa de decidir, em última análise, sobre a própria substância do poder. – No poder de interpretar a Lei Fundamental, reside a prerrogativa extraordinária de (re)formulá-la, eis que a interpretação judicial acha-se compreendida entre os processos informais de mutação constitucional, a significar, portanto, que ‘A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la’. Doutrina. Precedentes. – A interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal – a quem se atribuiu a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 197 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF função eminente de ‘guarda da Constituição’ (CF, art. 102, ‘caput’) – assume papel de fundamental importância na organização institucional do Estado brasileiro, a justificar o reconhecimento de que o modelo político-jurídico vigente em nosso País conferiu à Suprema Corte a singular prerrogativa de dispor do monopólio da última palavra em tema de exegese das normas inscritas no texto da Lei Fundamental.” (MS 26.603/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É de relembrar-se, finalmente, neste tópico, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em importantíssimos precedentes também firmados em “questão de ordem”, agindo em sede de interpretação constitucional, proferiu decisões pelas quais restringiu, de modo bastante expressivo, sempre, porém, nos estritos limites de suas atribuições jurisdicionais, o sentido e a abrangência de uma fundamental prerrogativa de índole constitucional dos membros do Poder Legislativo, prerrogativa essa muito mais relevante (e essencial) do que aquela referente ao foro “ratione muneris”, vindo a definir, então, no julgamento do Inq 104-QO/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO (RTJ 99/477), e do Inq 105-QO/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA (RTJ 99/487), que o congressista, quando licenciado para exercer cargo no Poder Executivo (como ainda o permite o art. 56, I, da vigente Constituição), não pode invocar, em seu favor, por inaplicável, enquanto persistir tal situação, a imunidade parlamentar, tanto material quanto formal, em razão de essa particular e especial proteção constitucional – como adverte o magistério doutrinário (PONTES DE MIRANDA, “Comentários à Constituição de 1967 – com a Emenda nº 1, de 1969”, tomo III/10 e 43, 2ª ed., 1970, RT; JOÃO BARBALHO, “Constituição Federal Brasileira”, p. 64, edição fac-similar, 1992, Senado Federal; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 2/625, 1990, Saraiva; JOSÉ CRETELLA JÚNIOR, “Comentários à Constituição de 1988”, vol. V/2.624-2.625, item n. 204, 1991, Forense Universitária; PEDRO ALEIXO, “Imunidades Parlamentares”, p. 59/65, 1961, Belo Horizonte; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Comentários à Constituição do Brasil”, vol. 4, tomo I/187, 1995, Saraiva; RENÉ ARIEL DOTTI, “Curso de Direito Penal – Parte Geral”, p. 398, item n. 25, 2001, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF função eminente de ‘guarda da Constituição’ (CF, art. 102, ‘caput’) – assume papel de fundamental importância na organização institucional do Estado brasileiro, a justificar o reconhecimento de que o modelo político-jurídico vigente em nosso País conferiu à Suprema Corte a singular prerrogativa de dispor do monopólio da última palavra em tema de exegese das normas inscritas no texto da Lei Fundamental.” (MS 26.603/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É de relembrar-se, finalmente, neste tópico, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em importantíssimos precedentes também firmados em “questão de ordem”, agindo em sede de interpretação constitucional, proferiu decisões pelas quais restringiu, de modo bastante expressivo, sempre, porém, nos estritos limites de suas atribuições jurisdicionais, o sentido e a abrangência de uma fundamental prerrogativa de índole constitucional dos membros do Poder Legislativo, prerrogativa essa muito mais relevante (e essencial) do que aquela referente ao foro “ratione muneris”, vindo a definir, então, no julgamento do Inq 104-QO/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO (RTJ 99/477), e do Inq 105-QO/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA (RTJ 99/487), que o congressista, quando licenciado para exercer cargo no Poder Executivo (como ainda o permite o art. 56, I, da vigente Constituição), não pode invocar, em seu favor, por inaplicável, enquanto persistir tal situação, a imunidade parlamentar, tanto material quanto formal, em razão de essa particular e especial proteção constitucional – como adverte o magistério doutrinário (PONTES DE MIRANDA, “Comentários à Constituição de 1967 – com a Emenda nº 1, de 1969”, tomo III/10 e 43, 2ª ed., 1970, RT; JOÃO BARBALHO, “Constituição Federal Brasileira”, p. 64, edição fac-similar, 1992, Senado Federal; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 2/625, 1990, Saraiva; JOSÉ CRETELLA JÚNIOR, “Comentários à Constituição de 1988”, vol. V/2.624-2.625, item n. 204, 1991, Forense Universitária; PEDRO ALEIXO, “Imunidades Parlamentares”, p. 59/65, 1961, Belo Horizonte; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Comentários à Constituição do Brasil”, vol. 4, tomo I/187, 1995, Saraiva; RENÉ ARIEL DOTTI, “Curso de Direito Penal – Parte Geral”, p. 398, item n. 25, 2001, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 198 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF Forense; ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Legislativo na República”, p. 140/141, item n. 2, 1960, Freitas Bastos, v.g.) – supor o “exercício” do ofício legislativo, inocorrente nas hipóteses em que o Deputado Federal ou o Senador da República esteja a desempenhar, p. ex., o cargo de Ministro ou de Secretário de Estado. Em consequência de tais julgados, procedeu-se ao cancelamento da Súmula 4/STF! 5. Aplicabilidade, ao caso em julgamento, do precedente sobre prerrogativa de foro Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o procedimento em causa refere-se a eventos delituosos cujo alegado cometimento, embora supostamente ocorrido no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência ou de conexão, por tratar-se de fatos absolutamente estranhos às atribuições inerentes ao ofício parlamentar. Vale rememorar os fundamentos que, invocados pela eminente Senhora Procuradora-Geral da República, realçam a integral aplicabilidade, ao caso presente, da decisão plenária desta Corte no precedente que venho de referir (fls. 177/178): “O caso em análise, em que sequer foi instaurada ação penal privada, definitivamente não satisfaz as condições balizadas para a sua permanência no Supremo Tribunal Federal. O ilícito investigado é a possível prática de crime de resistência e desacato contra policiais federais pela Deputada Federal Clarissa Garotinho e seus genitores no momento da remoção de seu pai Anthony Garotinho do Hospital Souza Aguiar para o Hospital Penitenciário do Bangu, no dia 17/11/2016. Assim, os fatos apurados, embora praticados no curso do mandato legislativo, com este não detêm relação de pertinência, tratando-se de fatos alheios às atividades parlamentares. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF Forense; ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Legislativo na República”, p. 140/141, item n. 2, 1960, Freitas Bastos, v.g.) – supor o “exercício” do ofício legislativo, inocorrente nas hipóteses em que o Deputado Federal ou o Senador da República esteja a desempenhar, p. ex., o cargo de Ministro ou de Secretário de Estado. Em consequência de tais julgados, procedeu-se ao cancelamento da Súmula 4/STF! 5. Aplicabilidade, ao caso em julgamento, do precedente sobre prerrogativa de foro Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o procedimento em causa refere-se a eventos delituosos cujo alegado cometimento, embora supostamente ocorrido no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência ou de conexão, por tratar-se de fatos absolutamente estranhos às atribuições inerentes ao ofício parlamentar. Vale rememorar os fundamentos que, invocados pela eminente Senhora Procuradora-Geral da República, realçam a integral aplicabilidade, ao caso presente, da decisão plenária desta Corte no precedente que venho de referir (fls. 177/178): “O caso em análise, em que sequer foi instaurada ação penal privada, definitivamente não satisfaz as condições balizadas para a sua permanência no Supremo Tribunal Federal. O ilícito investigado é a possível prática de crime de resistência e desacato contra policiais federais pela Deputada Federal Clarissa Garotinho e seus genitores no momento da remoção de seu pai Anthony Garotinho do Hospital Souza Aguiar para o Hospital Penitenciário do Bangu, no dia 17/11/2016. Assim, os fatos apurados, embora praticados no curso do mandato legislativo, com este não detêm relação de pertinência, tratando-se de fatos alheios às atividades parlamentares. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 199 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF Observe-se que, ao apresentar a justificativa para a sua conduta, (...) nada é relacionado com a atividade parlamentar, mas estritamente pela condição de filha do investigado preso no momento dos fatos investigados. Ao contrário, afirma que sua ação foi ‘...tomada por violenta emoção e desespero ao ver seu genitor, gravemente enfermo e correndo risco de vida (sic)...’. Deste modo, a pretensão recursal não merece acolhimento, tratando-se de recurso meramente protelatório, com o simples objetivo de retardar a remessa dos autos ao juízo de primeira instância.” (grifei) São essas as razões que me levaram a declarar cessada a competência penal originária desta Corte no caso ora em exame, apoiando-me, para tanto, no precedente que o Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento plenário que mencionei no início da presente decisão (AP 937-QO/RJ). Cumpre acentuar, neste ponto, bem por isso, que essa nova orientação adotada pelo Supremo Tribunal Federal encontra suporte legitimador no princípio republicano que consagra, a partir da ideia central que lhe é subjacente, o dogma de que todos são iguais perante a lei, valendo relembrar que a noção de igualdade dos cidadãos, além de refletir uma conquista básica do regime democrático, tipifica-se como uma das pedras angulares e essenciais à configuração mesma da ordem republicana. Não constitui demasia assinalar que o postulado republicano repele privilégios e não tolera discriminações, impedindo que se estabeleçam tratamentos seletivos em favor de determinadas pessoas e obstando que se imponham restrições gravosas em detrimento de outras, em razão, p. ex., de condição social, de nascimento, de gênero, de origem étnica, de orientação sexual ou, como na espécie, de posição estamental, eis que – cabe insistir – nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República, sob pena de transgredir-se valor fundamental que confere 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF Observe-se que, ao apresentar a justificativa para a sua conduta, (...) nada é relacionado com a atividade parlamentar, mas estritamente pela condição de filha do investigado preso no momento dos fatos investigados. Ao contrário, afirma que sua ação foi ‘...tomada por violenta emoção e desespero ao ver seu genitor, gravemente enfermo e correndo risco de vida (sic)...’. Deste modo, a pretensão recursal não merece acolhimento, tratando-se de recurso meramente protelatório, com o simples objetivo de retardar a remessa dos autos ao juízo de primeira instância.” (grifei) São essas as razões que me levaram a declarar cessada a competência penal originária desta Corte no caso ora em exame, apoiando-me, para tanto, no precedente que o Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento plenário que mencionei no início da presente decisão (AP 937-QO/RJ). Cumpre acentuar, neste ponto, bem por isso, que essa nova orientação adotada pelo Supremo Tribunal Federal encontra suporte legitimador no princípio republicano que consagra, a partir da ideia central que lhe é subjacente, o dogma de que todos são iguais perante a lei, valendo relembrar que a noção de igualdade dos cidadãos, além de refletir uma conquista básica do regime democrático, tipifica-se como uma das pedras angulares e essenciais à configuração mesma da ordem republicana. Não constitui demasia assinalar que o postulado republicano repele privilégios e não tolera discriminações, impedindo que se estabeleçam tratamentos seletivos em favor de determinadas pessoas e obstando que se imponham restrições gravosas em detrimento de outras, em razão, p. ex., de condição social, de nascimento, de gênero, de origem étnica, de orientação sexual ou, como na espécie, de posição estamental, eis que – cabe insistir – nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República, sob pena de transgredir-se valor fundamental que confere 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 200 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF substância à própria configuração dessa ideia nuclear que informa nosso sistema constitucional. Ressalte-se que a prerrogativa de foro traduz matéria de direito estrito e, por isso mesmo, deve merecer interpretação que impeça a expansão indevida da competência penal originária desta Suprema Corte, para não se transgredir o valor fundamental que venho de mencionar e que se orienta pelo vetor axiológico da igualdade, tudo com o objetivo de viabilizar, em relação a quem pratica crimes resultantes de fatos estranhos ao exercício do mandato parlamentar, a aplicação ordinária – comum a qualquer cidadão – do postulado do juiz natural, cuja importância tem sido enfatizada, em sucessivas decisões, por esta Corte Suprema (RTJ 149/962-963 – RTJ 160/1056-1058 – RTJ 169/557 – RTJ 179/378-379, v.g.). A prerrogativa de foro, portanto, nos termos da Constituição da República, não configura, como anteriormente enfatizado, situação de privilégio pessoal. Há de estender-se, como ninguém o desconhece, somente a quem haja cometido, “in officio”, fato criminoso que guarde estrita vinculação com o exercício das funções inerentes ao cargo que titulariza, pois a prerrogativa de foro, enquanto derrogação excepcional dos postulados da igualdade e do juiz natural (que há de ser, ordinariamente, um magistrado de primeira instância), tem caráter eminentemente funcional. É por essa razão que deixa de subsistir a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal, não obstante cometido o delito no curso do mandato legislativo (e mesmo que o crime tenha relação de pertinência com as funções inerentes ao ofício parlamentar), sempre que houver cessado a investidura do agente no cargo que lhe confere prerrogativa de foro, eis que ex- titulares de cargos ou de mandatos não dispõem, em sede processual penal, dessa especial prerrogativa (RTJ 76/18, v.g.), circunstância que levou esta Corte Suprema a cancelar a Súmula 394/STF no julgamento do Inq 687-QO/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF substância à própria configuração dessa ideia nuclear que informa nosso sistema constitucional. Ressalte-se que a prerrogativa de foro traduz matéria de direito estrito e, por isso mesmo, deve merecer interpretação que impeça a expansão indevida da competência penal originária desta Suprema Corte, para não se transgredir o valor fundamental que venho de mencionar e que se orienta pelo vetor axiológico da igualdade, tudo com o objetivo de viabilizar, em relação a quem pratica crimes resultantes de fatos estranhos ao exercício do mandato parlamentar, a aplicação ordinária – comum a qualquer cidadão – do postulado do juiz natural, cuja importância tem sido enfatizada, em sucessivas decisões, por esta Corte Suprema (RTJ 149/962-963 – RTJ 160/1056-1058 – RTJ 169/557 – RTJ 179/378-379, v.g.). A prerrogativa de foro, portanto, nos termos da Constituição da República, não configura, como anteriormente enfatizado, situação de privilégio pessoal. Há de estender-se, como ninguém o desconhece, somente a quem haja cometido, “in officio”, fato criminoso que guarde estrita vinculação com o exercício das funções inerentes ao cargo que titulariza, pois a prerrogativa de foro, enquanto derrogação excepcional dos postulados da igualdade e do juiz natural (que há de ser, ordinariamente, um magistrado de primeira instância), tem caráter eminentemente funcional. É por essa razão que deixa de subsistir a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal, não obstante cometido o delito no curso do mandato legislativo (e mesmo que o crime tenha relação de pertinência com as funções inerentes ao ofício parlamentar), sempre que houver cessado a investidura do agente no cargo que lhe confere prerrogativa de foro, eis que ex- titulares de cargos ou de mandatos não dispõem, em sede processual penal, dessa especial prerrogativa (RTJ 76/18, v.g.), circunstância que levou esta Corte Suprema a cancelar a Súmula 394/STF no julgamento do Inq 687-QO/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 201 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF (RTJ 179/912-913), como resulta claro, entre outros, dos seguintes julgados: “– O postulado republicano – que repele privilégios e não tolera discriminações – impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu no cargo, função ou mandato cuja titularidade (desde que subsistente) qualifica-se como o único fator de legitimação constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária da Suprema Corte (CF, art. 102, I, ‘b’ e ‘c’). Cancelamento da Súmula 394/STF (RTJ 179/912-913).” (Inq 2.231-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “(...) III – A aposentadoria do magistrado, ainda que voluntária, transfere a competência para processamento e julgamento de eventual ilícito penal para o primeiro grau de jurisdição. IV – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (RE 546.609/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) Daí a afirmação incontestável de JOÃO BARBALHO (“Constituição Federal Brasileira”, p. 303/304, edição fac-similar, 1992, Brasília), que associa à autoridade de seus comentários à nossa primeira Constituição republicana a experiência de membro do Congresso Constituinte que elaborou a Lei Fundamental de 1891 e, também, a de Senador da República e a de Ministro do Supremo Tribunal Federal: “Não há, perante a lei republicana, grandes nem pequenos, senhores nem vassalos, patrícios nem plebeus, ricos nem pobres, fortes nem fracos, porque a todos irmana e nivela o direito (…).” (grifei) 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF (RTJ 179/912-913), como resulta claro, entre outros, dos seguintes julgados: “– O postulado republicano – que repele privilégios e não tolera discriminações – impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu no cargo, função ou mandato cuja titularidade (desde que subsistente) qualifica-se como o único fator de legitimação constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária da Suprema Corte (CF, art. 102, I, ‘b’ e ‘c’). Cancelamento da Súmula 394/STF (RTJ 179/912-913).” (Inq 2.231-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “(...) III – A aposentadoria do magistrado, ainda que voluntária, transfere a competência para processamento e julgamento de eventual ilícito penal para o primeiro grau de jurisdição. IV – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (RE 546.609/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) Daí a afirmação incontestável de JOÃO BARBALHO (“Constituição Federal Brasileira”, p. 303/304, edição fac-similar, 1992, Brasília), que associa à autoridade de seus comentários à nossa primeira Constituição republicana a experiência de membro do Congresso Constituinte que elaborou a Lei Fundamental de 1891 e, também, a de Senador da República e a de Ministro do Supremo Tribunal Federal: “Não há, perante a lei republicana, grandes nem pequenos, senhores nem vassalos, patrícios nem plebeus, ricos nem pobres, fortes nem fracos, porque a todos irmana e nivela o direito (…).” (grifei) 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 202 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF Em suma: tais são os fundamentos que tornaram insubsistente, no caso ora em exame, a prerrogativa de foro da congressista em questão. 6. Conclusão Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, a douta manifestação da eminente Senhora Procuradora-Geral da República (fls. 175/178), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF Em suma: tais são os fundamentos que tornaram insubsistente, no caso ora em exame, a prerrogativa de foro da congressista em questão. 6. Conclusão Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, a douta manifestação da eminente Senhora Procuradora-Geral da República (fls. 175/178), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 203 Extrato de Ata - 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO (00150472/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4267-EDC9-E02F-6B05 e senha 6F27-A207-F1BB-D26B Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO (00150472/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4267-EDC9-E02F-6B05 e senha 6F27-A207-F1BB-D26B Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21 204
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748224145
2018-09-10T00:00:00
2018-09-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
AG.REG. NO INQUÉRITO
E M E N T A: INQUÉRITO INSTAURADO CONTRA MEMBRO DO CONGRESSO NACIONAL – SUPOSTAS PRÁTICAS DELITUOSAS CUJA ALEGADA OCORRÊNCIA, EMBORA VERIFICADA NO CURSO DO MANDATO LEGISLATIVO, COM ESTE NÃO GUARDA QUALQUER RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA – FATOS, PORTANTO, ABSOLUTAMENTE ESTRANHOS ÀS ATRIBUIÇÕES INERENTES AO OFÍCIO PARLAMENTAR – JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE A QUESTÃO DA PRERROGATIVA DE FORO (AP 937-QO/RJ) – CESSAÇÃO DA COMPETÊNCIA PENAL ORIGINÁRIA DESTA SUPREMA CORTE, NO PRESENTE CASO, EM FACE DA APLICABILIDADE DO PRECEDENTE EM REFERÊNCIA – A PRERROGATIVA DE FORO NO SISTEMA CONSTITUCIONAL BRASILEIRO – LEGITIMIDADE DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A RESPEITO DA MATÉRIA: DOUTRINA E OUTROS PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur390968
- Acórdão(s) citado(s): (INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL, FORÇA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO) MS 26603 (TP), RE 203498 AgR (2ªT). (PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL) HC 73801 (1ªT) - RTJ 169/557, HC 79865 (1ªT) - RTJ 179/378, RTJ 149/962, RTJ 160/1056. (PRERROGATIVA DE FORO, PARLAMENTAR) AP 470 (TP), HC 33440, RE 546609 (TP), Inq 2231 AgR (TP), AP 937 QO (TP), AP 226 (TP) - RTJ 76/18, Inq 687 QO (TP) - RTJ 179/912. - Legislação estrangeira citada: Constituição da Argentina de 1853; Constituição da Bolívia de 2009; Constituição da Colômbia de 1991; Constituição da Espanha de 1978; Constituição dos Estados Unidos da América de 1787; Constituição da França de 1958; Constituição de Portugal de 1976. Número de páginas: 21. Análise: 06/11/2018, JRS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
4672
[ "LEG-IMP CIB ANO-1824\n ART-00164 INC-00002\n CIB-1824 CONSTITUIÇÃO POLITICA DO IMPERIO DO BRAZIL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1891\n CF-1891 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1934\n CF-1934 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1937\n CF-1937 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1946\n CF-1946 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1967\n CF-1967 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000001 ANO-1969\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00056 INC-00001 ART-00102 \"CAPUT\"\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000004 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000394 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000398 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Inq-AgR
acordaos
Inq 4672 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: INQUÉRITO INSTAURADO CONTRA MEMBRO DO CONGRESSO NACIONAL – SUPOSTAS PRÁTICAS DELITUOSAS CUJA ALEGADA OCORRÊNCIA, EMBORA VERIFICADA NO CURSO DO MANDATO LEGISLATIVO, COM ESTE NÃO GUARDA QUALQUER RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA – FATOS, PORTANTO, ABSOLUTAMENTE ESTRANHOS ÀS ATRIBUIÇÕES INERENTES AO OFÍCIO PARLAMENTAR – JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE A QUESTÃO DA PRERROGATIVA DE FORO (AP 937-QO/RJ) – CESSAÇÃO DA COMPETÊNCIA PENAL ORIGINÁRIA DESTA SUPREMA CORTE, NO PRESENTE CASO, EM FACE DA APLICABILIDADE DO PRECEDENTE EM REFERÊNCIA – A PRERROGATIVA DE FORO NO SISTEMA CONSTITUCIONAL BRASILEIRO – LEGITIMIDADE DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A RESPEITO DA MATÉRIA: DOUTRINA E OUTROS PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3952-5771-B310-01D3 e senha 689D-3863-CB5B-B48C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 21 184 Ementa e Acórdão INQ 4672 AGR / DF conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3952-5771-B310-01D3 e senha 689D-3863-CB5B-B48C Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3952-5771-B310-01D3 e senha 689D-3863-CB5B-B48C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 21 185 Relatório 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “agravo regimental”, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, reconheceu cessada, na espécie, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciar o procedimento penal em causa e determinou, em consequência, a remessa dos presentes autos, por intermédio do E. Tribunal Regional Federal da 2... Região, “à Seção Judiciária do Rio de Janeiro para distribuição entre uma de suas Varas Criminais” (fls. 160). Inconformada com essa decisão, a agravante interpõe o presente recurso, sustentando, em síntese, que as supostas práticas delituosas alegadamente cometidas por ela “guardam estreita relação com o exercício de seu mandato de Deputada Federal” (fls. 169v.), razão pela qual deve subsistir, no caso, a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal para apreciação do presente feito. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da eminente Senhora Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, manifestou-se pelo não provimento deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “agravo regimental”, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, reconheceu cessada, na espécie, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciar o procedimento penal em causa e determinou, em consequência, a remessa dos presentes autos, por intermédio do E. Tribunal Regional Federal da 2... Região, “à Seção Judiciária do Rio de Janeiro para distribuição entre uma de suas Varas Criminais” (fls. 160). Inconformada com essa decisão, a agravante interpõe o presente recurso, sustentando, em síntese, que as supostas práticas delituosas alegadamente cometidas por ela “guardam estreita relação com o exercício de seu mandato de Deputada Federal” (fls. 169v.), razão pela qual deve subsistir, no caso, a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal para apreciação do presente feito. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da eminente Senhora Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, manifestou-se pelo não provimento deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 21 186 Relatório INQ 4672 AGR / DF “agravo regimental”, apoiando-se, para tanto, nos seguintes fundamentos (fls. 177/178): “Sem razão a agravante. No julgamento da Questão de Ordem suscitada na Ação Penal n 937/RJ, o Plenário dessa Suprema Corte, por maioria de votos, na linha do substancioso voto do i. Ministro Relator Roberto Barroso, alterou a definição do alcance da prerrogativa de foro de deputados federais e senadores da República, conferindo interpretação restritiva ao artigo 102, inciso I, alínea ‘b’, da Constituição Federal. A competência do Supremo Tribunal Federal foi firmada para processamento e julgamento das infrações penais cometidas durante o exercício do cargo pelos congressistas. Para assegurar que o regime de foro por prerrogativa de função sirva ao seu papel constitucional de garantir o livre exercício das funções, e não ao fim ilegítimo de permitir impunidade, restou igualmente estabelecida a necessidade de relação de causalidade direta entre os supostos crimes praticados e as funções parlamentares desempenhadas. Nas demais hipóteses, a competência passa a ser da primeira instância judicial. Ademais, foi fixado marco temporal para o deslocamento dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, admitindo-se a prorrogação da competência do órgão julgador originário, independentemente da natureza dos delitos, apenas nos casos em que houve encerramento da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação de alegações finais. O d. Colegiado decidiu, neste ponto, por unanimidade pela aplicação da nova linha interpretativa aos processos em curso, ressalvados todos os atos praticados e decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, conforme precedente firmado na Questão de Ordem arguida no Inquérito n 687/SP. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF “agravo regimental”, apoiando-se, para tanto, nos seguintes fundamentos (fls. 177/178): “Sem razão a agravante. No julgamento da Questão de Ordem suscitada na Ação Penal n 937/RJ, o Plenário dessa Suprema Corte, por maioria de votos, na linha do substancioso voto do i. Ministro Relator Roberto Barroso, alterou a definição do alcance da prerrogativa de foro de deputados federais e senadores da República, conferindo interpretação restritiva ao artigo 102, inciso I, alínea ‘b’, da Constituição Federal. A competência do Supremo Tribunal Federal foi firmada para processamento e julgamento das infrações penais cometidas durante o exercício do cargo pelos congressistas. Para assegurar que o regime de foro por prerrogativa de função sirva ao seu papel constitucional de garantir o livre exercício das funções, e não ao fim ilegítimo de permitir impunidade, restou igualmente estabelecida a necessidade de relação de causalidade direta entre os supostos crimes praticados e as funções parlamentares desempenhadas. Nas demais hipóteses, a competência passa a ser da primeira instância judicial. Ademais, foi fixado marco temporal para o deslocamento dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, admitindo-se a prorrogação da competência do órgão julgador originário, independentemente da natureza dos delitos, apenas nos casos em que houve encerramento da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação de alegações finais. O d. Colegiado decidiu, neste ponto, por unanimidade pela aplicação da nova linha interpretativa aos processos em curso, ressalvados todos os atos praticados e decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, conforme precedente firmado na Questão de Ordem arguida no Inquérito n 687/SP. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 21 187 Relatório INQ 4672 AGR / DF O caso em análise, em que sequer foi instaurada ação penal privada, definitivamente não satisfaz as condições balizadas para a sua permanência no Supremo Tribunal Federal. O ilícito investigado é a possível prática de crime de resistência e desacato contra policiais federais pela Deputada Federal Clarissa Garotinho e seus genitores no momento da remoção de seu pai Anthony Garotinho do Hospital Souza Aguiar para o Hospital Penitenciário do Bangu, no dia 17/11/2016. Assim, os fatos apurados, embora praticados no curso do mandato legislativo, com este não detêm relação de pertinência, tratando-se de fatos alheios às atividades parlamentares. Observe-se que, ao apresentar a justificativa para a sua conduta, (...) nada é relacionado com a atividade parlamentar, mas estritamente pela condição de filha do investigado preso no momento dos fatos investigados. Ao contrário, afirma que sua ação foi ‘...tomada por violenta emoção e desespero ao ver seu genitor, gravemente enfermo e correndo risco de vida (sic)...’. Deste modo, a pretensão recursal não merece acolhimento, tratando-se de recurso meramente protelatório, com o simples objetivo de retardar a remessa dos autos ao juízo de primeira instância.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF O caso em análise, em que sequer foi instaurada ação penal privada, definitivamente não satisfaz as condições balizadas para a sua permanência no Supremo Tribunal Federal. O ilícito investigado é a possível prática de crime de resistência e desacato contra policiais federais pela Deputada Federal Clarissa Garotinho e seus genitores no momento da remoção de seu pai Anthony Garotinho do Hospital Souza Aguiar para o Hospital Penitenciário do Bangu, no dia 17/11/2016. Assim, os fatos apurados, embora praticados no curso do mandato legislativo, com este não detêm relação de pertinência, tratando-se de fatos alheios às atividades parlamentares. Observe-se que, ao apresentar a justificativa para a sua conduta, (...) nada é relacionado com a atividade parlamentar, mas estritamente pela condição de filha do investigado preso no momento dos fatos investigados. Ao contrário, afirma que sua ação foi ‘...tomada por violenta emoção e desespero ao ver seu genitor, gravemente enfermo e correndo risco de vida (sic)...’. Deste modo, a pretensão recursal não merece acolhimento, tratando-se de recurso meramente protelatório, com o simples objetivo de retardar a remessa dos autos ao juízo de primeira instância.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A0-9CF9-A348-B4E7 e senha C526-17B3-950F-553C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 21 188 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora recorrida, trata-se de procedimento penal instaurado contra membro do Congresso Nacional para apurar, consoante ressalta a eminente Senhora Procuradora-Geral da República, “a suposta prática dos crimes de resistência e de desacato contra Policiais Federais” (fls. 128), cuja alegada ocorrência, embora verificada no curso de mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência. 2 . O precedente do Supremo Tribunal Federal sobre a questão da prerrogativa de foro O exame dos autos revela que a situação neles exposta ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora recorrida, trata-se de procedimento penal instaurado contra membro do Congresso Nacional para apurar, consoante ressalta a eminente Senhora Procuradora-Geral da República, “a suposta prática dos crimes de resistência e de desacato contra Policiais Federais” (fls. 128), cuja alegada ocorrência, embora verificada no curso de mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência. 2 . O precedente do Supremo Tribunal Federal sobre a questão da prerrogativa de foro O exame dos autos revela que a situação neles exposta ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 21 189 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, ainda, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, impor-se-á, em regra, como sucedeu na espécie, o encaminhamento dos autos a órgão judiciário competente situado no primeiro grau de jurisdição. 3. A prerrogativa de foro no sistema constitucional brasileiro Ninguém desconhece que o instituto da prerrogativa de foro tem provocado muitas discussões, notadamente naqueles casos em que se dá a instauração, perante esta Suprema Corte, de processos multitudinários, como se verificou, p. ex., no julgamento da AP 470/MG. A vigente Constituição do Brasil – ao pluralizar, de modo excessivo, as hipóteses de prerrogativa de foro – incidiu em verdadeiro paradoxo institucional, pois, pretendendo ser republicana, mostrou-se estranhamente aristocrática. Na verdade, o constituinte republicano, ao demonstrar essa visão aristocrática e seletiva de poder, cometeu censurável distorção na formulação de uma diretriz que se pautou, unicamente, pela perspectiva do Príncipe (“ex parte principis”) e que se afastou, por isso mesmo, do postulado republicano da igualdade. Ninguém ignora que a Carta Política do Império do Brasil, de 1824, consagrou apenas quatro hipóteses de prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal de Justiça, que era o órgão de cúpula do Poder Judiciário do regime monárquico (art. 164, II): “Art. 164. A este Tribunal Compete: …................................................................................................... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, ainda, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, impor-se-á, em regra, como sucedeu na espécie, o encaminhamento dos autos a órgão judiciário competente situado no primeiro grau de jurisdição. 3. A prerrogativa de foro no sistema constitucional brasileiro Ninguém desconhece que o instituto da prerrogativa de foro tem provocado muitas discussões, notadamente naqueles casos em que se dá a instauração, perante esta Suprema Corte, de processos multitudinários, como se verificou, p. ex., no julgamento da AP 470/MG. A vigente Constituição do Brasil – ao pluralizar, de modo excessivo, as hipóteses de prerrogativa de foro – incidiu em verdadeiro paradoxo institucional, pois, pretendendo ser republicana, mostrou-se estranhamente aristocrática. Na verdade, o constituinte republicano, ao demonstrar essa visão aristocrática e seletiva de poder, cometeu censurável distorção na formulação de uma diretriz que se pautou, unicamente, pela perspectiva do Príncipe (“ex parte principis”) e que se afastou, por isso mesmo, do postulado republicano da igualdade. Ninguém ignora que a Carta Política do Império do Brasil, de 1824, consagrou apenas quatro hipóteses de prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal de Justiça, que era o órgão de cúpula do Poder Judiciário do regime monárquico (art. 164, II): “Art. 164. A este Tribunal Compete: …................................................................................................... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 21 190 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF II. Conhecer dos delictos, e erros do Officio, que commetterem os seus Ministros, os das Relações, os Empregados no Corpo Diplomatico, e os Presidentes das Provincias.” (grifei) A Constituição promulgada em 1988, no entanto, não foi capaz de igual parcimônia, ao ampliar, para quase 20 (vinte), as hipóteses de prerrogativa de foro (considerados, para esse efeito, o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais), além de conferir autorização aos Estados-membros para incluir, nas Cartas estaduais, outras novas hipóteses de prerrogativa de foro perante os respectivos Tribunais de Justiça, ressalvados, apenas, os casos definidos na própria Carta Federal. Essencial destacar-se, no entanto, que a prerrogativa de foro, por não configurar privilégio de ordem pessoal em favor de quem a detém, somente diz respeito ao exercício e às funções inerentes ao cargo ou mandato cuja titularidade enseja o acesso a tal prerrogativa, que é concedida – insista-se – unicamente “ratione muneris”. Daí antiga orientação, que ainda hoje prevalece, que tem sido observada por esta Corte Suprema: “Foro privilegiado em razão de função. A prerrogativa é concedida em obséquio à função, a que é inerente, e não ao cidadão que a exerce. (…).” (HC 33.440/SP, Red. p/ o acórdão Min. NELSON HUNGRIA – grifei) Registre-se, a título de mera ilustração, que, no plano do direito comparado, remanesce, hoje, em poucos sistemas normativos, a prerrogativa de foro em razão de determinadas funções, o que demonstra clara tendência no sentido da extinção (pura e simples) ou da redução desse instituto a poucas hipóteses, valendo destacar, sob tais aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o da Argentina (Constituição 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF II. Conhecer dos delictos, e erros do Officio, que commetterem os seus Ministros, os das Relações, os Empregados no Corpo Diplomatico, e os Presidentes das Provincias.” (grifei) A Constituição promulgada em 1988, no entanto, não foi capaz de igual parcimônia, ao ampliar, para quase 20 (vinte), as hipóteses de prerrogativa de foro (considerados, para esse efeito, o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais), além de conferir autorização aos Estados-membros para incluir, nas Cartas estaduais, outras novas hipóteses de prerrogativa de foro perante os respectivos Tribunais de Justiça, ressalvados, apenas, os casos definidos na própria Carta Federal. Essencial destacar-se, no entanto, que a prerrogativa de foro, por não configurar privilégio de ordem pessoal em favor de quem a detém, somente diz respeito ao exercício e às funções inerentes ao cargo ou mandato cuja titularidade enseja o acesso a tal prerrogativa, que é concedida – insista-se – unicamente “ratione muneris”. Daí antiga orientação, que ainda hoje prevalece, que tem sido observada por esta Corte Suprema: “Foro privilegiado em razão de função. A prerrogativa é concedida em obséquio à função, a que é inerente, e não ao cidadão que a exerce. (…).” (HC 33.440/SP, Red. p/ o acórdão Min. NELSON HUNGRIA – grifei) Registre-se, a título de mera ilustração, que, no plano do direito comparado, remanesce, hoje, em poucos sistemas normativos, a prerrogativa de foro em razão de determinadas funções, o que demonstra clara tendência no sentido da extinção (pura e simples) ou da redução desse instituto a poucas hipóteses, valendo destacar, sob tais aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o da Argentina (Constituição 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 21 191 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF de 1853), o da Bolívia (Constituição de 2009), o da Colômbia (Constituição Política de 1991), o da Espanha (Constituição de 1978), o dos Estados Unidos da América (Constituição de 1787), o da França (Constituição de 1958), o da Itália (Constituição de 1947) e o de Portugal (Constituição de 1976), entre outros modelos. De qualquer maneira, no entanto, cabe reconhecer que a questão ora em exame há de ser apreciada em função do contexto normativo que resulta da vigente Constituição promulgada em 1988 e que, como anteriormente salientado, pluralizou, de maneira excessiva, as hipóteses definidoras de prerrogativa de foro em matéria penal. A prerrogativa de foro, como anteriormente enfatizado, é outorgada “ratione muneris”, por efeito de previsão constitucional, a determinadas autoridades, a significar, portanto, que é deferida, tão somente, em razão da natureza de certos cargos ou ofícios titularizados por aquele que sofre persecução penal instaurada pelo Estado e, mesmo assim, consoante advertiu esta Corte no precedente referido, desde que a suposta prática delituosa, alegadamente cometida durante o mandato legislativo (ou, então, no curso de investidura funcional), com estes guarde necessária conexão, sob pena de tal prerrogativa – descaracterizando-se em sua essência mesma – degradar-se à condição de inaceitável privilégio de caráter pessoal. Vale mencionar, como simples registro histórico, que os membros do Congresso Nacional somente passaram a dispor de prerrogativa de foro, nas infrações penais comuns, perante esta Corte Suprema, a partir da outorga da Carta Política de 1969, travestida de Emenda Constitucional n 1, pois, até então, estavam todos eles sujeitos, em sede processual penal e na vigência dos anteriores estatutos constitucionais republicanos (1891, 1934, 1937, 1946 e 1967), à jurisdição e competência dos magistrados de primeira instância, tanto que este Tribunal, em razão de diversos julgamentos sobre essa específica questão, veio a formular enunciado inscrito na Súmula 398, hoje derrogada, que possuía o seguinte teor: “O Supremo Tribunal Federal 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF de 1853), o da Bolívia (Constituição de 2009), o da Colômbia (Constituição Política de 1991), o da Espanha (Constituição de 1978), o dos Estados Unidos da América (Constituição de 1787), o da França (Constituição de 1958), o da Itália (Constituição de 1947) e o de Portugal (Constituição de 1976), entre outros modelos. De qualquer maneira, no entanto, cabe reconhecer que a questão ora em exame há de ser apreciada em função do contexto normativo que resulta da vigente Constituição promulgada em 1988 e que, como anteriormente salientado, pluralizou, de maneira excessiva, as hipóteses definidoras de prerrogativa de foro em matéria penal. A prerrogativa de foro, como anteriormente enfatizado, é outorgada “ratione muneris”, por efeito de previsão constitucional, a determinadas autoridades, a significar, portanto, que é deferida, tão somente, em razão da natureza de certos cargos ou ofícios titularizados por aquele que sofre persecução penal instaurada pelo Estado e, mesmo assim, consoante advertiu esta Corte no precedente referido, desde que a suposta prática delituosa, alegadamente cometida durante o mandato legislativo (ou, então, no curso de investidura funcional), com estes guarde necessária conexão, sob pena de tal prerrogativa – descaracterizando-se em sua essência mesma – degradar-se à condição de inaceitável privilégio de caráter pessoal. Vale mencionar, como simples registro histórico, que os membros do Congresso Nacional somente passaram a dispor de prerrogativa de foro, nas infrações penais comuns, perante esta Corte Suprema, a partir da outorga da Carta Política de 1969, travestida de Emenda Constitucional n 1, pois, até então, estavam todos eles sujeitos, em sede processual penal e na vigência dos anteriores estatutos constitucionais republicanos (1891, 1934, 1937, 1946 e 1967), à jurisdição e competência dos magistrados de primeira instância, tanto que este Tribunal, em razão de diversos julgamentos sobre essa específica questão, veio a formular enunciado inscrito na Súmula 398, hoje derrogada, que possuía o seguinte teor: “O Supremo Tribunal Federal 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 21 192 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF não é competente para processar e julgar, originariamente, deputado ou senador acusado de crime” (grifei). Observe-se, por relevante, que o fato de os Deputados Federais e os Senadores da República não haverem sido contemplados, ao longo de quase 08 (oito) décadas, entre fevereiro de 1891 e outubro de 1969, com a prerrogativa de foro, nos ilícitos penais comuns, perante o Supremo Tribunal Federal (ou perante qualquer outra instância superior), não os impediu de exercerem, mesmo assim, com independência, as suas altas funções institucionais nem lhes afetou a dignidade do mandato legislativo por eles titularizado. 4. Legitimidade da interpretação constitucional do Plenário do Supremo Tribunal Federal a respeito da prerrogativa de foro: doutrina e outros precedentes Impende pôr em destaque observação que reputo sumamente importante. Entendo revestir-se de legitimidade, de inteira legitimidade, a interpretação jurídica que o Supremo Tribunal Federal realizou, no julgamento da AP 937-QO/RJ, a respeito do alcance da prerrogativa de foro, por tratar-se de matéria sujeita, por efeito de sua natureza mesma, ao âmbito institucional em que atuam, por excelência, os órgãos do Poder Judiciário, qual seja, o domínio que compreende a hermenêutica da Constituição, de que esta Suprema Corte, incumbida de sua guarda, tem “o monopólio da última palavra”. Inegável reconhecer, por isso mesmo, que compete ao Supremo Tribunal Federal, em sua condição indisputável de guardião da Lei Fundamental, interpretá-la e de seu texto extrair, nesse processo de indagação hermenêutica, a máxima eficácia possível, em atenção e respeito aos grandes princípios estruturantes que informam, como verdadeiros vetores interpretativos, o sistema de nossa Carta Política, em ordem a fazer prevalecer a força normativa da Constituição, cuja integridade, eficácia e aplicabilidade, por tal razão, hão de ser valorizadas, em face de sua precedência, autoridade e grau hierárquico, como enfatizam autores 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF não é competente para processar e julgar, originariamente, deputado ou senador acusado de crime” (grifei). Observe-se, por relevante, que o fato de os Deputados Federais e os Senadores da República não haverem sido contemplados, ao longo de quase 08 (oito) décadas, entre fevereiro de 1891 e outubro de 1969, com a prerrogativa de foro, nos ilícitos penais comuns, perante o Supremo Tribunal Federal (ou perante qualquer outra instância superior), não os impediu de exercerem, mesmo assim, com independência, as suas altas funções institucionais nem lhes afetou a dignidade do mandato legislativo por eles titularizado. 4. Legitimidade da interpretação constitucional do Plenário do Supremo Tribunal Federal a respeito da prerrogativa de foro: doutrina e outros precedentes Impende pôr em destaque observação que reputo sumamente importante. Entendo revestir-se de legitimidade, de inteira legitimidade, a interpretação jurídica que o Supremo Tribunal Federal realizou, no julgamento da AP 937-QO/RJ, a respeito do alcance da prerrogativa de foro, por tratar-se de matéria sujeita, por efeito de sua natureza mesma, ao âmbito institucional em que atuam, por excelência, os órgãos do Poder Judiciário, qual seja, o domínio que compreende a hermenêutica da Constituição, de que esta Suprema Corte, incumbida de sua guarda, tem “o monopólio da última palavra”. Inegável reconhecer, por isso mesmo, que compete ao Supremo Tribunal Federal, em sua condição indisputável de guardião da Lei Fundamental, interpretá-la e de seu texto extrair, nesse processo de indagação hermenêutica, a máxima eficácia possível, em atenção e respeito aos grandes princípios estruturantes que informam, como verdadeiros vetores interpretativos, o sistema de nossa Carta Política, em ordem a fazer prevalecer a força normativa da Constituição, cuja integridade, eficácia e aplicabilidade, por tal razão, hão de ser valorizadas, em face de sua precedência, autoridade e grau hierárquico, como enfatizam autores 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 21 193 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF eminentes (ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional”, p. 109, item n. 2.8, 2... ed., 2003, Atlas; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 50/57, 1999, RT; RITINHA ALZIRA STEVENSON, TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR. e MARIA HELENA DINIZ, “Constituição de 1988: Legitimidade, Vigência e Eficácia: Supremacia”, p. 98/104, 1989, Atlas; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 08/11, item n. 2, 1998, Celso Bastos Editor; CLÈMERSON MERLIN CLÈVE, “A Fiscalização Abstrata de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 215/218, item n. 3, 1995, RT, v.g.). Cabe acentuar, bem por isso, tendo presente o contexto em questão, que assume papel de fundamental importância a interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, cuja função institucional de “guarda da Constituição” (Constituição Federal de 1988, art. 102, “caput”) confere-lhe o monopólio da última palavra em tema de exegese das normas positivadas no texto da Lei Fundamental, como tem sido destacado, com particular ênfase, pela jurisprudência deste Tribunal, para quem “(…) A não observância da decisão desta Corte debilita a força normativa da Constituição (…)” (Recurso Extraordinário 203.498-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei). A circunstância de o Supremo Tribunal Federal, na qualidade de “organo di chiusura”, dispor de competência para interpretar o ordenamento constitucional, encerrando, em caráter definitivo, as controvérsias jurídicas a ele submetidas, não significa que suas decisões sejam imunes à crítica, à divergência e ao debate no âmbito da sociedade civil e no plano das comunidades jurídica e acadêmica, especialmente se se considerar a afirmação de que se vive sob a égide de uma “sociedade aberta dos intérpretes livres da Constituição”, como a ela se refere Peter Häberle. Inquestionável, desse modo, o reconhecimento, em favor da generalidade das pessoas e das instituições, inclusive dos próprios 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF eminentes (ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional”, p. 109, item n. 2.8, 2... ed., 2003, Atlas; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 50/57, 1999, RT; RITINHA ALZIRA STEVENSON, TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR. e MARIA HELENA DINIZ, “Constituição de 1988: Legitimidade, Vigência e Eficácia: Supremacia”, p. 98/104, 1989, Atlas; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 08/11, item n. 2, 1998, Celso Bastos Editor; CLÈMERSON MERLIN CLÈVE, “A Fiscalização Abstrata de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 215/218, item n. 3, 1995, RT, v.g.). Cabe acentuar, bem por isso, tendo presente o contexto em questão, que assume papel de fundamental importância a interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, cuja função institucional de “guarda da Constituição” (Constituição Federal de 1988, art. 102, “caput”) confere-lhe o monopólio da última palavra em tema de exegese das normas positivadas no texto da Lei Fundamental, como tem sido destacado, com particular ênfase, pela jurisprudência deste Tribunal, para quem “(…) A não observância da decisão desta Corte debilita a força normativa da Constituição (…)” (Recurso Extraordinário 203.498-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei). A circunstância de o Supremo Tribunal Federal, na qualidade de “organo di chiusura”, dispor de competência para interpretar o ordenamento constitucional, encerrando, em caráter definitivo, as controvérsias jurídicas a ele submetidas, não significa que suas decisões sejam imunes à crítica, à divergência e ao debate no âmbito da sociedade civil e no plano das comunidades jurídica e acadêmica, especialmente se se considerar a afirmação de que se vive sob a égide de uma “sociedade aberta dos intérpretes livres da Constituição”, como a ela se refere Peter Häberle. Inquestionável, desse modo, o reconhecimento, em favor da generalidade das pessoas e das instituições, inclusive dos próprios 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 21 194 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF Poderes da República, de verdadeira “abertura hermenêutica”, que lhes permite discutir o alcance, o significado e a abrangência das cláusulas que compõem o “corpus” constitucional. Com essa compreensão, é importante destacar, pluraliza-se o debate constitucional, confere-se expressão real e efetiva ao princípio democrático e permite-se que o Supremo Tribunal Federal disponha de todos os elementos necessários à resolução da controvérsia, buscando-se alcançar, com tal abertura material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário (GUSTAVO BINENBOJM, “A Nova Jurisdição Constitucional Brasileira”, 2... ed., 2004, Renovar; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 71/94, 1998, Celso Bastos Editor; ALEXANDRE DE MORAES, “Jurisdição Constitucional e Tribunais Constitucionais”, p. 64/81, 2000, Atlas; DAMARES MEDINA, “’Amicus Curiae’: Amigo da Corte ou Amigo da Parte?”, 2010, Saraiva; GILMAR MENDES, “Direitos Fundamentais e Controle de Constitucionalidade”, p. 503/504, 2... ed., 1999, Celso Bastos Editor; INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO, “As Idéias de Peter Häberle e a Abertura da Interpretação Constitucional no Direito Brasileiro”, “in” RDA 211/125-134, v.g.), a possibilidade de superação da grave questão pertinente à legitimidade democrática das decisões emanadas desta Corte Suprema no exercício de seu extraordinário poder de efetuar, notadamente em abstrato, o controle de constitucionalidade. A única diferença que existe entre a atuação desta Corte Suprema nos processos em que profere o seu julgamento (como no precedente referido no início da presente decisão) e a possibilidade democrática de ampla discussão social em torno da Constituição, passando, inclusive, pelo “diálogo institucional” entre os órgãos e Poderes constituídos, reside no fato, jurídica e processualmente relevante, de que a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal revestir-se-á de definitividade nas causas que julgar, pondo termo ao litígio nelas instaurado, seja com efeito “inter partes” (controle incidental ou difuso de constitucionalidade), seja com efeito 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF Poderes da República, de verdadeira “abertura hermenêutica”, que lhes permite discutir o alcance, o significado e a abrangência das cláusulas que compõem o “corpus” constitucional. Com essa compreensão, é importante destacar, pluraliza-se o debate constitucional, confere-se expressão real e efetiva ao princípio democrático e permite-se que o Supremo Tribunal Federal disponha de todos os elementos necessários à resolução da controvérsia, buscando-se alcançar, com tal abertura material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário (GUSTAVO BINENBOJM, “A Nova Jurisdição Constitucional Brasileira”, 2... ed., 2004, Renovar; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 71/94, 1998, Celso Bastos Editor; ALEXANDRE DE MORAES, “Jurisdição Constitucional e Tribunais Constitucionais”, p. 64/81, 2000, Atlas; DAMARES MEDINA, “’Amicus Curiae’: Amigo da Corte ou Amigo da Parte?”, 2010, Saraiva; GILMAR MENDES, “Direitos Fundamentais e Controle de Constitucionalidade”, p. 503/504, 2... ed., 1999, Celso Bastos Editor; INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO, “As Idéias de Peter Häberle e a Abertura da Interpretação Constitucional no Direito Brasileiro”, “in” RDA 211/125-134, v.g.), a possibilidade de superação da grave questão pertinente à legitimidade democrática das decisões emanadas desta Corte Suprema no exercício de seu extraordinário poder de efetuar, notadamente em abstrato, o controle de constitucionalidade. A única diferença que existe entre a atuação desta Corte Suprema nos processos em que profere o seu julgamento (como no precedente referido no início da presente decisão) e a possibilidade democrática de ampla discussão social em torno da Constituição, passando, inclusive, pelo “diálogo institucional” entre os órgãos e Poderes constituídos, reside no fato, jurídica e processualmente relevante, de que a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal revestir-se-á de definitividade nas causas que julgar, pondo termo ao litígio nelas instaurado, seja com efeito “inter partes” (controle incidental ou difuso de constitucionalidade), seja com efeito 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 21 195 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF “erga omnes” e eficácia vinculante (controle normativo abstrato de constitucionalidade). É por isso que se atribui ao Supremo Tribunal Federal o “monopólio da última palavra” em matéria de interpretação constitucional efetuada por esta Corte Suprema nos processos submetidos a seu julgamento, valendo destacar, quanto a esse ponto, no que concerne à capacidade institucional e aos efeitos sistêmicos em tema de exegese da Constituição, a lição do eminente Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO (“O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 392, item n. 2, 7... ed., 2016, Saraiva), bastante clara no sentido de que “Cabe aos três Poderes interpretar a Constituição e pautar sua atuação com base nela. Mas, em caso de divergência, a palavra final é do Judiciário” (grifei), embora esse ilustre magistrado e Professor advirta que a primazia judicial “não significa (…) que toda e qualquer matéria deva ser decidida em um tribunal”. As observações que venho de fazer enfatizam a circunstância – que assume absoluto relevo – de que não se pode minimizar o papel do Supremo Tribunal Federal e de suas decisões em matéria constitucional, pois tais decisões, em última análise, dão expressão concreta ao texto da própria Constituição, tal como assinala, em preciso magistério, o saudoso e eminente Ministro TEORI ZAVASCKI (“Ação Rescisória em Matéria Constitucional”, “in” Revista de Direito Renovar, vol. 27/153-174, 2003): “(…) O princípio da supremacia da Constituição e a autoridade do pronunciamento do Supremo Tribunal Federal constituem, conforme se viu, os pilares de sustentação para construir um sistema apto a dar respostas coerentes à variedade de situações (…). …................................................................................................... (…) O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição. Ele é o órgão autorizado pela própria Constituição a dar a palavra final em temas constitucionais. A Constituição, destarte, é o que o Supremo Tribunal Federal diz que ela é. (…). Contrariar o precedente tem o mesmo 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF “erga omnes” e eficácia vinculante (controle normativo abstrato de constitucionalidade). É por isso que se atribui ao Supremo Tribunal Federal o “monopólio da última palavra” em matéria de interpretação constitucional efetuada por esta Corte Suprema nos processos submetidos a seu julgamento, valendo destacar, quanto a esse ponto, no que concerne à capacidade institucional e aos efeitos sistêmicos em tema de exegese da Constituição, a lição do eminente Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO (“O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 392, item n. 2, 7... ed., 2016, Saraiva), bastante clara no sentido de que “Cabe aos três Poderes interpretar a Constituição e pautar sua atuação com base nela. Mas, em caso de divergência, a palavra final é do Judiciário” (grifei), embora esse ilustre magistrado e Professor advirta que a primazia judicial “não significa (…) que toda e qualquer matéria deva ser decidida em um tribunal”. As observações que venho de fazer enfatizam a circunstância – que assume absoluto relevo – de que não se pode minimizar o papel do Supremo Tribunal Federal e de suas decisões em matéria constitucional, pois tais decisões, em última análise, dão expressão concreta ao texto da própria Constituição, tal como assinala, em preciso magistério, o saudoso e eminente Ministro TEORI ZAVASCKI (“Ação Rescisória em Matéria Constitucional”, “in” Revista de Direito Renovar, vol. 27/153-174, 2003): “(…) O princípio da supremacia da Constituição e a autoridade do pronunciamento do Supremo Tribunal Federal constituem, conforme se viu, os pilares de sustentação para construir um sistema apto a dar respostas coerentes à variedade de situações (…). …................................................................................................... (…) O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição. Ele é o órgão autorizado pela própria Constituição a dar a palavra final em temas constitucionais. A Constituição, destarte, é o que o Supremo Tribunal Federal diz que ela é. (…). Contrariar o precedente tem o mesmo 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 21 196 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF significado, o mesmo alcance, pragmaticamente considerado, que os de violar a Constituição (…). É nessa perspectiva, pois, que se deve aquilatar o peso institucional dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal, mesmo em controle difuso.” (grifei) Daí a precisa lição de FRANCISCO CAMPOS (“Direito Constitucional”, vol. II/403, 1956, Freitas Bastos), cujo magistério enfatiza, corretamente, que no poder de interpretar inclui-se a prerrogativa de formular e de revelar o próprio sentido do texto constitucional. É que – segundo a lição desse eminente publicista – “O poder de interpretar a Constituição envolve, em muitos casos, o poder de formulá-la. A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la (…). Nos Tribunais incumbidos da guarda da Constituição, funciona, igualmente, o poder constituinte” (grifei), tal como tem sido proclamado, em diversos julgados, por este Supremo Tribunal Federal: “A FORÇA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO E O MONOPÓLIO DA ÚLTIMA PALAVRA, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, EM MATÉRIA DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL – O exercício da jurisdição constitucional, que tem por objetivo preservar a supremacia da Constituição, põe em evidência a dimensão essencialmente política em que se projeta a atividade institucional do Supremo Tribunal Federal, pois, no processo de indagação constitucional, assenta-se a magna prerrogativa de decidir, em última análise, sobre a própria substância do poder. – No poder de interpretar a Lei Fundamental, reside a prerrogativa extraordinária de (re)formulá-la, eis que a interpretação judicial acha-se compreendida entre os processos informais de mutação constitucional, a significar, portanto, que ‘A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la’. Doutrina. Precedentes. – A interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal – a quem se atribuiu a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF significado, o mesmo alcance, pragmaticamente considerado, que os de violar a Constituição (…). É nessa perspectiva, pois, que se deve aquilatar o peso institucional dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal, mesmo em controle difuso.” (grifei) Daí a precisa lição de FRANCISCO CAMPOS (“Direito Constitucional”, vol. II/403, 1956, Freitas Bastos), cujo magistério enfatiza, corretamente, que no poder de interpretar inclui-se a prerrogativa de formular e de revelar o próprio sentido do texto constitucional. É que – segundo a lição desse eminente publicista – “O poder de interpretar a Constituição envolve, em muitos casos, o poder de formulá-la. A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la (…). Nos Tribunais incumbidos da guarda da Constituição, funciona, igualmente, o poder constituinte” (grifei), tal como tem sido proclamado, em diversos julgados, por este Supremo Tribunal Federal: “A FORÇA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO E O MONOPÓLIO DA ÚLTIMA PALAVRA, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, EM MATÉRIA DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL – O exercício da jurisdição constitucional, que tem por objetivo preservar a supremacia da Constituição, põe em evidência a dimensão essencialmente política em que se projeta a atividade institucional do Supremo Tribunal Federal, pois, no processo de indagação constitucional, assenta-se a magna prerrogativa de decidir, em última análise, sobre a própria substância do poder. – No poder de interpretar a Lei Fundamental, reside a prerrogativa extraordinária de (re)formulá-la, eis que a interpretação judicial acha-se compreendida entre os processos informais de mutação constitucional, a significar, portanto, que ‘A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la’. Doutrina. Precedentes. – A interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal – a quem se atribuiu a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 21 197 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF função eminente de ‘guarda da Constituição’ (Constituição Federal de 1988, art. 102, ‘caput’) – assume papel de fundamental importância na organização institucional do Estado brasileiro, a justificar o reconhecimento de que o modelo político-jurídico vigente em nosso País conferiu à Suprema Corte a singular prerrogativa de dispor do monopólio da última palavra em tema de exegese das normas inscritas no texto da Lei Fundamental.” (MS 26.603/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É de relembrar-se, finalmente, neste tópico, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em importantíssimos precedentes também firmados em “questão de ordem”, agindo em sede de interpretação constitucional, proferiu decisões pelas quais restringiu, de modo bastante expressivo, sempre, porém, nos estritos limites de suas atribuições jurisdicionais, o sentido e a abrangência de uma fundamental prerrogativa de índole constitucional dos membros do Poder Legislativo, prerrogativa essa muito mais relevante (e essencial) do que aquela referente ao foro “ratione muneris”, vindo a definir, então, no julgamento do Inq 104-QO/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO (RTJ 99/477), e do Inq 105-QO/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA (RTJ 99/487), que o congressista, quando licenciado para exercer cargo no Poder Executivo (como ainda o permite o art. 56, I, da vigente Constituição), não pode invocar, em seu favor, por inaplicável, enquanto persistir tal situação, a imunidade parlamentar, tanto material quanto formal, em razão de essa particular e especial proteção constitucional – como adverte o magistério doutrinário (PONTES DE MIRANDA, “Comentários à Constituição de 1967 – com a Emenda n 1, de 1969”, tomo III/10 e 43, 2... ed., 1970, RT; JOÃO BARBALHO, “Constituição Federal Brasileira”, p. 64, edição fac-similar, 1992, Senado Federal; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 2/625, 1990, Saraiva; JOSÉ CRETELLA JÚNIOR, “Comentários à Constituição de 1988”, vol. V/2.624-2.625, item n. 204, 1991, Forense Universitária; PEDRO ALEIXO, “Imunidades Parlamentares”, p. 59/65, 1961, Belo Horizonte; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Comentários à Constituição do Brasil”, vol. 4, tomo I/187, 1995, Saraiva; RENÉ ARIEL DOTTI, “Curso de Direito Penal – Parte Geral”, p. 398, item n. 25, 2001, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF função eminente de ‘guarda da Constituição’ (Constituição Federal de 1988, art. 102, ‘caput’) – assume papel de fundamental importância na organização institucional do Estado brasileiro, a justificar o reconhecimento de que o modelo político-jurídico vigente em nosso País conferiu à Suprema Corte a singular prerrogativa de dispor do monopólio da última palavra em tema de exegese das normas inscritas no texto da Lei Fundamental.” (MS 26.603/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É de relembrar-se, finalmente, neste tópico, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em importantíssimos precedentes também firmados em “questão de ordem”, agindo em sede de interpretação constitucional, proferiu decisões pelas quais restringiu, de modo bastante expressivo, sempre, porém, nos estritos limites de suas atribuições jurisdicionais, o sentido e a abrangência de uma fundamental prerrogativa de índole constitucional dos membros do Poder Legislativo, prerrogativa essa muito mais relevante (e essencial) do que aquela referente ao foro “ratione muneris”, vindo a definir, então, no julgamento do Inq 104-QO/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO (RTJ 99/477), e do Inq 105-QO/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA (RTJ 99/487), que o congressista, quando licenciado para exercer cargo no Poder Executivo (como ainda o permite o art. 56, I, da vigente Constituição), não pode invocar, em seu favor, por inaplicável, enquanto persistir tal situação, a imunidade parlamentar, tanto material quanto formal, em razão de essa particular e especial proteção constitucional – como adverte o magistério doutrinário (PONTES DE MIRANDA, “Comentários à Constituição de 1967 – com a Emenda n 1, de 1969”, tomo III/10 e 43, 2... ed., 1970, RT; JOÃO BARBALHO, “Constituição Federal Brasileira”, p. 64, edição fac-similar, 1992, Senado Federal; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 2/625, 1990, Saraiva; JOSÉ CRETELLA JÚNIOR, “Comentários à Constituição de 1988”, vol. V/2.624-2.625, item n. 204, 1991, Forense Universitária; PEDRO ALEIXO, “Imunidades Parlamentares”, p. 59/65, 1961, Belo Horizonte; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Comentários à Constituição do Brasil”, vol. 4, tomo I/187, 1995, Saraiva; RENÉ ARIEL DOTTI, “Curso de Direito Penal – Parte Geral”, p. 398, item n. 25, 2001, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 21 198 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF Forense; ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Legislativo na República”, p. 140/141, item n. 2, 1960, Freitas Bastos, v.g.) – supor o “exercício” do ofício legislativo, inocorrente nas hipóteses em que o Deputado Federal ou o Senador da República esteja a desempenhar, p. ex., o cargo de Ministro ou de Secretário de Estado. Em consequência de tais julgados, procedeu-se ao cancelamento da Súmula 4/Supremo Tribunal Federal! 5. Aplicabilidade, ao caso em julgamento, do precedente sobre prerrogativa de foro Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o procedimento em causa refere-se a eventos delituosos cujo alegado cometimento, embora supostamente ocorrido no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência ou de conexão, por tratar-se de fatos absolutamente estranhos às atribuições inerentes ao ofício parlamentar. Vale rememorar os fundamentos que, invocados pela eminente Senhora Procuradora-Geral da República, realçam a integral aplicabilidade, ao caso presente, da decisão plenária desta Corte no precedente que venho de referir (fls. 177/178): “O caso em análise, em que sequer foi instaurada ação penal privada, definitivamente não satisfaz as condições balizadas para a sua permanência no Supremo Tribunal Federal. O ilícito investigado é a possível prática de crime de resistência e desacato contra policiais federais pela Deputada Federal Clarissa Garotinho e seus genitores no momento da remoção de seu pai Anthony Garotinho do Hospital Souza Aguiar para o Hospital Penitenciário do Bangu, no dia 17/11/2016. Assim, os fatos apurados, embora praticados no curso do mandato legislativo, com este não detêm relação de pertinência, tratando-se de fatos alheios às atividades parlamentares. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF Forense; ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Legislativo na República”, p. 140/141, item n. 2, 1960, Freitas Bastos, v.g.) – supor o “exercício” do ofício legislativo, inocorrente nas hipóteses em que o Deputado Federal ou o Senador da República esteja a desempenhar, p. ex., o cargo de Ministro ou de Secretário de Estado. Em consequência de tais julgados, procedeu-se ao cancelamento da Súmula 4/Supremo Tribunal Federal! 5. Aplicabilidade, ao caso em julgamento, do precedente sobre prerrogativa de foro Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o procedimento em causa refere-se a eventos delituosos cujo alegado cometimento, embora supostamente ocorrido no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência ou de conexão, por tratar-se de fatos absolutamente estranhos às atribuições inerentes ao ofício parlamentar. Vale rememorar os fundamentos que, invocados pela eminente Senhora Procuradora-Geral da República, realçam a integral aplicabilidade, ao caso presente, da decisão plenária desta Corte no precedente que venho de referir (fls. 177/178): “O caso em análise, em que sequer foi instaurada ação penal privada, definitivamente não satisfaz as condições balizadas para a sua permanência no Supremo Tribunal Federal. O ilícito investigado é a possível prática de crime de resistência e desacato contra policiais federais pela Deputada Federal Clarissa Garotinho e seus genitores no momento da remoção de seu pai Anthony Garotinho do Hospital Souza Aguiar para o Hospital Penitenciário do Bangu, no dia 17/11/2016. Assim, os fatos apurados, embora praticados no curso do mandato legislativo, com este não detêm relação de pertinência, tratando-se de fatos alheios às atividades parlamentares. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 21 199 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF Observe-se que, ao apresentar a justificativa para a sua conduta, (...) nada é relacionado com a atividade parlamentar, mas estritamente pela condição de filha do investigado preso no momento dos fatos investigados. Ao contrário, afirma que sua ação foi ‘...tomada por violenta emoção e desespero ao ver seu genitor, gravemente enfermo e correndo risco de vida (sic)...’. Deste modo, a pretensão recursal não merece acolhimento, tratando-se de recurso meramente protelatório, com o simples objetivo de retardar a remessa dos autos ao juízo de primeira instância.” (grifei) São essas as razões que me levaram a declarar cessada a competência penal originária desta Corte no caso ora em exame, apoiando-me, para tanto, no precedente que o Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento plenário que mencionei no início da presente decisão (AP 937-QO/RJ). Cumpre acentuar, neste ponto, bem por isso, que essa nova orientação adotada pelo Supremo Tribunal Federal encontra suporte legitimador no princípio republicano que consagra, a partir da ideia central que lhe é subjacente, o dogma de que todos são iguais perante a lei, valendo relembrar que a noção de igualdade dos cidadãos, além de refletir uma conquista básica do regime democrático, tipifica-se como uma das pedras angulares e essenciais à configuração mesma da ordem republicana. Não constitui demasia assinalar que o postulado republicano repele privilégios e não tolera discriminações, impedindo que se estabeleçam tratamentos seletivos em favor de determinadas pessoas e obstando que se imponham restrições gravosas em detrimento de outras, em razão, p. ex., de condição social, de nascimento, de gênero, de origem étnica, de orientação sexual ou, como na espécie, de posição estamental, eis que – cabe insistir – nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República, sob pena de transgredir-se valor fundamental que confere 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF Observe-se que, ao apresentar a justificativa para a sua conduta, (...) nada é relacionado com a atividade parlamentar, mas estritamente pela condição de filha do investigado preso no momento dos fatos investigados. Ao contrário, afirma que sua ação foi ‘...tomada por violenta emoção e desespero ao ver seu genitor, gravemente enfermo e correndo risco de vida (sic)...’. Deste modo, a pretensão recursal não merece acolhimento, tratando-se de recurso meramente protelatório, com o simples objetivo de retardar a remessa dos autos ao juízo de primeira instância.” (grifei) São essas as razões que me levaram a declarar cessada a competência penal originária desta Corte no caso ora em exame, apoiando-me, para tanto, no precedente que o Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento plenário que mencionei no início da presente decisão (AP 937-QO/RJ). Cumpre acentuar, neste ponto, bem por isso, que essa nova orientação adotada pelo Supremo Tribunal Federal encontra suporte legitimador no princípio republicano que consagra, a partir da ideia central que lhe é subjacente, o dogma de que todos são iguais perante a lei, valendo relembrar que a noção de igualdade dos cidadãos, além de refletir uma conquista básica do regime democrático, tipifica-se como uma das pedras angulares e essenciais à configuração mesma da ordem republicana. Não constitui demasia assinalar que o postulado republicano repele privilégios e não tolera discriminações, impedindo que se estabeleçam tratamentos seletivos em favor de determinadas pessoas e obstando que se imponham restrições gravosas em detrimento de outras, em razão, p. ex., de condição social, de nascimento, de gênero, de origem étnica, de orientação sexual ou, como na espécie, de posição estamental, eis que – cabe insistir – nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República, sob pena de transgredir-se valor fundamental que confere 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 21 200 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF substância à própria configuração dessa ideia nuclear que informa nosso sistema constitucional. Ressalte-se que a prerrogativa de foro traduz matéria de direito estrito e, por isso mesmo, deve merecer interpretação que impeça a expansão indevida da competência penal originária desta Suprema Corte, para não se transgredir o valor fundamental que venho de mencionar e que se orienta pelo vetor axiológico da igualdade, tudo com o objetivo de viabilizar, em relação a quem pratica crimes resultantes de fatos estranhos ao exercício do mandato parlamentar, a aplicação ordinária – comum a qualquer cidadão – do postulado do juiz natural, cuja importância tem sido enfatizada, em sucessivas decisões, por esta Corte Suprema (RTJ 149/962-963 – RTJ 160/1056-1058 – RTJ 169/557 – RTJ 179/378-379, v.g.). A prerrogativa de foro, portanto, nos termos da Constituição da República, não configura, como anteriormente enfatizado, situação de privilégio pessoal. Há de estender-se, como ninguém o desconhece, somente a quem haja cometido, “in officio”, fato criminoso que guarde estrita vinculação com o exercício das funções inerentes ao cargo que titulariza, pois a prerrogativa de foro, enquanto derrogação excepcional dos postulados da igualdade e do juiz natural (que há de ser, ordinariamente, um magistrado de primeira instância), tem caráter eminentemente funcional. É por essa razão que deixa de subsistir a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal, não obstante cometido o delito no curso do mandato legislativo (e mesmo que o crime tenha relação de pertinência com as funções inerentes ao ofício parlamentar), sempre que houver cessado a investidura do agente no cargo que lhe confere prerrogativa de foro, eis que ex- titulares de cargos ou de mandatos não dispõem, em sede processual penal, dessa especial prerrogativa (RTJ 76/18, v.g.), circunstância que levou esta Corte Suprema a cancelar a Súmula 394/Supremo Tribunal Federal no julgamento do Inq 687-QO/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF substância à própria configuração dessa ideia nuclear que informa nosso sistema constitucional. Ressalte-se que a prerrogativa de foro traduz matéria de direito estrito e, por isso mesmo, deve merecer interpretação que impeça a expansão indevida da competência penal originária desta Suprema Corte, para não se transgredir o valor fundamental que venho de mencionar e que se orienta pelo vetor axiológico da igualdade, tudo com o objetivo de viabilizar, em relação a quem pratica crimes resultantes de fatos estranhos ao exercício do mandato parlamentar, a aplicação ordinária – comum a qualquer cidadão – do postulado do juiz natural, cuja importância tem sido enfatizada, em sucessivas decisões, por esta Corte Suprema (RTJ 149/962-963 – RTJ 160/1056-1058 – RTJ 169/557 – RTJ 179/378-379, v.g.). A prerrogativa de foro, portanto, nos termos da Constituição da República, não configura, como anteriormente enfatizado, situação de privilégio pessoal. Há de estender-se, como ninguém o desconhece, somente a quem haja cometido, “in officio”, fato criminoso que guarde estrita vinculação com o exercício das funções inerentes ao cargo que titulariza, pois a prerrogativa de foro, enquanto derrogação excepcional dos postulados da igualdade e do juiz natural (que há de ser, ordinariamente, um magistrado de primeira instância), tem caráter eminentemente funcional. É por essa razão que deixa de subsistir a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal, não obstante cometido o delito no curso do mandato legislativo (e mesmo que o crime tenha relação de pertinência com as funções inerentes ao ofício parlamentar), sempre que houver cessado a investidura do agente no cargo que lhe confere prerrogativa de foro, eis que ex- titulares de cargos ou de mandatos não dispõem, em sede processual penal, dessa especial prerrogativa (RTJ 76/18, v.g.), circunstância que levou esta Corte Suprema a cancelar a Súmula 394/Supremo Tribunal Federal no julgamento do Inq 687-QO/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 21 201 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF (RTJ 179/912-913), como resulta claro, entre outros, dos seguintes julgados: “– O postulado republicano – que repele privilégios e não tolera discriminações – impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu no cargo, função ou mandato cuja titularidade (desde que subsistente) qualifica-se como o único fator de legitimação constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária da Suprema Corte (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘b’ e ‘c’). Cancelamento da Súmula 394/Supremo Tribunal Federal (RTJ 179/912-913).” (Inq 2.231-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “(...) III – A aposentadoria do magistrado, ainda que voluntária, transfere a competência para processamento e julgamento de eventual ilícito penal para o primeiro grau de jurisdição. IV – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 546.609/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) Daí a afirmação incontestável de JOÃO BARBALHO (“Constituição Federal Brasileira”, p. 303/304, edição fac-similar, 1992, Brasília), que associa à autoridade de seus comentários à nossa primeira Constituição republicana a experiência de membro do Congresso Constituinte que elaborou a Lei Fundamental de 1891 e, também, a de Senador da República e a de Ministro do Supremo Tribunal Federal: “Não há, perante a lei republicana, grandes nem pequenos, senhores nem vassalos, patrícios nem plebeus, ricos nem pobres, fortes nem fracos, porque a todos irmana e nivela o direito (…).” (grifei) 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF (RTJ 179/912-913), como resulta claro, entre outros, dos seguintes julgados: “– O postulado republicano – que repele privilégios e não tolera discriminações – impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu no cargo, função ou mandato cuja titularidade (desde que subsistente) qualifica-se como o único fator de legitimação constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária da Suprema Corte (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘b’ e ‘c’). Cancelamento da Súmula 394/Supremo Tribunal Federal (RTJ 179/912-913).” (Inq 2.231-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “(...) III – A aposentadoria do magistrado, ainda que voluntária, transfere a competência para processamento e julgamento de eventual ilícito penal para o primeiro grau de jurisdição. IV – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 546.609/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) Daí a afirmação incontestável de JOÃO BARBALHO (“Constituição Federal Brasileira”, p. 303/304, edição fac-similar, 1992, Brasília), que associa à autoridade de seus comentários à nossa primeira Constituição republicana a experiência de membro do Congresso Constituinte que elaborou a Lei Fundamental de 1891 e, também, a de Senador da República e a de Ministro do Supremo Tribunal Federal: “Não há, perante a lei republicana, grandes nem pequenos, senhores nem vassalos, patrícios nem plebeus, ricos nem pobres, fortes nem fracos, porque a todos irmana e nivela o direito (…).” (grifei) 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 21 202 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4672 AGR / DF Em suma: tais são os fundamentos que tornaram insubsistente, no caso ora em exame, a prerrogativa de foro da congressista em questão. 6. Conclusão Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, a douta manifestação da eminente Senhora Procuradora-Geral da República (fls. 175/178), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Supremo Tribunal Federal INQ 4672 AGR / DF Em suma: tais são os fundamentos que tornaram insubsistente, no caso ora em exame, a prerrogativa de foro da congressista em questão. 6. Conclusão Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, a douta manifestação da eminente Senhora Procuradora-Geral da República (fls. 175/178), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50A4-DE63-16C9-84E7 e senha E0E9-F9C9-47BE-C200 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 21 203 Extrato de Ata - 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO (00150472/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4267-EDC9-E02F-6B05 e senha 6F27-A207-F1BB-D26B Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.672 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO (00150472/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4267-EDC9-E02F-6B05 e senha 6F27-A207-F1BB-D26B Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 21 204
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AP 937 - QO / RJ", "Ação Penal n 937 / RJ", "Inquérito n 687 / SP", "Ação Penal n 937 / RJ", "Inquérito n 687 / SP", "AP 937 - QO / RJ", "AP 937 - QO / RJ", "AP 470 / MG", "AP 470 / MG", "HC 33 . 440 / SP", "HC 33 . 440 / SP", "AP 937 - QO / RJ", "AP 937 - QO / RJ", "Recurso Extraordinário 203 . 498 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 203 . 498 - AgR / DF", "RDA 211 / 125 - 134", "MS 26 . 603 / DF", "Inq 104 - QO / RJ", "Inq 105 -", "QO / DF", "MS 26 . 603 / DF", "Inq 104 - QO / RJ", "Inq 105 - QO / DF", "Súmula 4 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 4 / Supremo Tribunal Federal", "AP 937 - QO / RJ", "AP 937 - QO / RJ", "RTJ 149 / 962 - 963", "RTJ 76 / 18", "Súmula 394 / Supremo Tribunal Federal", "Inq 687 - QO / SP", "RTJ 149 / 962 - 963", "RTJ 160 / 1056 - 1058", "RTJ 169 / 557", "RTJ", "Súmula 394 / Supremo Tribunal Federal", "Inq 687 - QO / SP", "RTJ 179 / 912 - 913", "Súmula 394 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ", "Inq 2 . 231 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 546 . 609 / DF", "Súmula 394 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ 179 / 912 - 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2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Carta Política de 1969", "Emenda Constitucional n 1", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Brasil", "Constituição de 1988", "Constituição Federal de", "1988", "Lei Fundamental", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Brasil", "Constituição de 1988", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , “ caput ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , ‘ caput ’", "art . 56 , I , da vigente Constituição", "Constituição de 1967", "Constituição Federal Brasileira", "Constituição Brasileira", "Constituição de 1988", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Região", "Seção Judiciária do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário dessa Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário dessa Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Hospital Souza Aguiar", "Hospital Penitenciário do Bangu", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Hospital Souza Aguiar", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal 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Renovar", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Freitas Bastos", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Freitas Bastos", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Pleno", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Senado Federal", "Saraiva", "Forense Universitária", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "RT", "Senado Federal", "Saraiva", "Forense Universitária", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Freitas Bastos", "Supremo Tribunal Federal", "Hospital Souza Aguiar", "Hospital Penitenciário do Bangu", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Freitas Bastos", "Supremo Tribunal Federal", "Hospital Souza Aguiar", "Hospital Penitenciário do Bangu", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Pleno", "Congresso Constituinte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Pleno", "Congresso Constituinte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "CLARISSA BARROS", "CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA", "CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO", "CELSO DE MELLO", "RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE", "CELSO DE MELLO", "CLARISSA BARROS ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA", "CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO", "CELSO DE MELLO", "RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "Clarissa Garotinho", "Anthony Garotinho", "Clarissa Garotinho", "Anthony Garotinho", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "NELSON HUNGRIA", "NELSON HUNGRIA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "OSWALDO LUIZ PALU", "RITINHA ALZIRA STEVENSON", "TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR .", "MARIA HELENA DINIZ", "ANDRÉ RAMOS TAVARES", "CLÈMERSON MERLIN CLÈVE", "GILMAR MENDES", "Peter Häberle", "ALEXANDRE DE MORAES", "OSWALDO LUIZ PALU", "RITINHA ALZIRA STEVENSON", "TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR .", "MARIA HELENA DINIZ", "ANDRÉ RAMOS TAVARES", "CLÈMERSON MERLIN CLÈVE", "GILMAR MENDES", "Peter Häberle", "CELSO DE MELLO", "GUSTAVO BINENBOJM", "ANDRÉ RAMOS TAVARES", "ALEXANDRE DE MORAES", "DAMARES MEDINA ,", "“", "GILMAR MENDES", "INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO", "GUSTAVO BINENBOJM", "ANDRÉ RAMOS TAVARES", "Celso Bastos", "ALEXANDRE DE MORAES", "DAMARES MEDINA ,", "GILMAR MENDES", "Celso Bastos", "INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO", "CELSO DE MELLO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "TEORI ZAVASCKI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO CAMPOS", "FRANCISCO CAMPOS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DJACI FALCÃO", "NÉRI DA SILVEIRA", "PONTES DE MIRANDA", "JOÃO BARBALHO", "PINTO FERREIRA", "JOSÉ CRETELLA JÚNIOR", "PEDRO ALEIXO", "CELSO RIBEIRO BASTOS", "RENÉ ARIEL DOTTI", "CELSO DE MELLO", "DJACI FALCÃO", "NÉRI DA SILVEIRA", "PONTES DE MIRANDA", "JOÃO BARBALHO", "PINTO FERREIRA", "JOSÉ CRETELLA JÚNIOR", "PEDRO ALEIXO", "CELSO RIBEIRO BASTOS", "RENÉ ARIEL DOTTI", "CELSO DE MELLO", "ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA", "Clarissa Garotinho", "Anthony Garotinho", "ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA", "Clarissa Garotinho", "Anthony Garotinho", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOÃO BARBALHO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOÃO BARBALHO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CLARISSA BARROS", "CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "CLARISSA BARROS", "MATHEUS DE OLIVEIRA", "CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEREDO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto", 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Ementa e Acórdão 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PAULO GUIMARAES RODRIGUES ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SEMPRE QUE POSSÍVEL DEVE PREVALECER A APLICAÇÃO DAS MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A análise pelo magistrado quanto ao cabimento das medidas cautelares diversas da prisão consubstancia-se em verdadeira garantia processual conferida ao investigado/réu, de modo que, sempre que possível, sua aplicação deve prevalecer, adotando-se uma, ou quantas forem necessárias, das restrições elencadas no art. 319 do Código de Processo Penal. III - “Efetivamente a cautelar deve ser contemporânea aos riscos que pretende evitar, mas na espécie, tem-se decisão que em verdade converte prisão preventiva em cautelares menos gravosas. Assim, exame de contemporaneidade haveria tão somente ante os riscos indicados e a primeira cautelar fixada (já não mais vigente), e não dos riscos à conversão posterior da prisão em cautelares outras”. IV - A utilização das medidas alternativas descritas no art. 319 do CPP é adequada e suficiente para, a um só tempo, garantir-se que o paciente não voltará a delinquir e preservar-se a presunção de inocência descrita no art. 5º, LVII, da Constituição Federal. V - Agravo regimental a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A0A-3323-E4E4-55A6 e senha 1E81-AE79-DD8A-C7BD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 158262 AGR / MG A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A0A-3323-E4E4-55A6 e senha 1E81-AE79-DD8A-C7BD Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A0A-3323-E4E4-55A6 e senha 1E81-AE79-DD8A-C7BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PAULO GUIMARAES RODRIGUES ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 8). O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial, destacando que “a decisão monocrática ora agravada não analisou a ausência de fundamentação das medidas cautelares impostas ao paciente e que repercutem diretamente sobre sua liberdade, especialmente a proibição de ausentar-se da comarca e o recolhimento do passaporte”. Requer, ao final, a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso (documento eletrônico 9). A vista à Procuradora-Geral da República foi dispensada, nos termos do parágrafo único do art. 52 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02DA-9832-4C06-DE5B e senha 33BE-C11B-3847-6F6D Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PAULO GUIMARAES RODRIGUES ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 8). O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial, destacando que “a decisão monocrática ora agravada não analisou a ausência de fundamentação das medidas cautelares impostas ao paciente e que repercutem diretamente sobre sua liberdade, especialmente a proibição de ausentar-se da comarca e o recolhimento do passaporte”. Requer, ao final, a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso (documento eletrônico 9). A vista à Procuradora-Geral da República foi dispensada, nos termos do parágrafo único do art. 52 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02DA-9832-4C06-DE5B e senha 33BE-C11B-3847-6F6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II - Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130.578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de denegação da ordem. Novamente destaco que a análise pelo magistrado quanto ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II - Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130.578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de denegação da ordem. Novamente destaco que a análise pelo magistrado quanto ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG cabimento das medidas cautelares diversas da prisão consubstancia-se em verdadeira garantia processual conferida ao investigado/réu, de modo que, sempre que possível, sua aplicação deve prevalecer, adotando-se uma, ou quantas forem necessárias, das restrições elencadas no art. 319 do Código de Processo Penal, litteris: “Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão: I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar atividades; II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações; III - proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante; IV - proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução; V - recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos; VI - suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais; VII - internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave ameaça, quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração; VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial; IX - monitoração eletrônica”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG cabimento das medidas cautelares diversas da prisão consubstancia-se em verdadeira garantia processual conferida ao investigado/réu, de modo que, sempre que possível, sua aplicação deve prevalecer, adotando-se uma, ou quantas forem necessárias, das restrições elencadas no art. 319 do Código de Processo Penal, litteris: “Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão: I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar atividades; II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações; III - proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante; IV - proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução; V - recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos; VI - suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais; VII - internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave ameaça, quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração; VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial; IX - monitoração eletrônica”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG Na espécie, verifico que o TJMG entendeu que era o caso de substituir a prisão corporal do paciente por outras cautelares alternativas, tão somente para não criar situação de iniquidade, já que ele se encontrava em situação jurídico-processual similar a de um corréu que foi beneficiado com as mesmas cautelares. Ou seja, embora considerando que eram idôneos os motivos ensejadores da prisão preventiva originária de ambos os acusados - evitar a reiteração criminosa, apurar eventuais crimes que ainda estariam “encobertos” e interromper o suposto ciclo delitivo -, entendeu que, “em respeito aos valores da isonomia e segurança da atuação jurisdicional”, a solução mais adequada seria uniformizar o tratamento dado em ambos os casos (págs. 179-190 do documento eletrônico 3). O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, julgando o recurso ordinário interposto contra essa decisão, manteve duas das quatro cautelares então fixadas pelo Tribunal de Justiça local, destacando os seguintes aspectos que colho do voto do Ministro Relator: “O acórdão objurgado, quanto à extensão do habeas corpus, parcialmente concedido ao corréu, assim dispôs (fls. 491/496): Feito esse registro, entendo que devem ser estendidos a Paulo Guimarães Rodrigues os efeitos do acórdão proferido no habeas corpus de n° 1.0000.17.032458-6/000, no qual foi revogada a prisão preventiva do corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis, mediante a imposição de medidas cautelares diversas da prisão, conforme cheguei a asseverar quando do julgamento dos embargos de declaração de n° 1.0000.17.027165-4/001 (opostos contra o acórdão que denegou a ordem em habeas corpus impetrado em favor do ora paciente). Nesse ponto, ressalto que há havia constatado a similitude entre as situações jurídico-processuais de Paulo e de Emílio nos mencionados embargos de declaração, razão pela qual, em caráter liminar, ali deferira 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG Na espécie, verifico que o TJMG entendeu que era o caso de substituir a prisão corporal do paciente por outras cautelares alternativas, tão somente para não criar situação de iniquidade, já que ele se encontrava em situação jurídico-processual similar a de um corréu que foi beneficiado com as mesmas cautelares. Ou seja, embora considerando que eram idôneos os motivos ensejadores da prisão preventiva originária de ambos os acusados - evitar a reiteração criminosa, apurar eventuais crimes que ainda estariam “encobertos” e interromper o suposto ciclo delitivo -, entendeu que, “em respeito aos valores da isonomia e segurança da atuação jurisdicional”, a solução mais adequada seria uniformizar o tratamento dado em ambos os casos (págs. 179-190 do documento eletrônico 3). O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, julgando o recurso ordinário interposto contra essa decisão, manteve duas das quatro cautelares então fixadas pelo Tribunal de Justiça local, destacando os seguintes aspectos que colho do voto do Ministro Relator: “O acórdão objurgado, quanto à extensão do habeas corpus, parcialmente concedido ao corréu, assim dispôs (fls. 491/496): Feito esse registro, entendo que devem ser estendidos a Paulo Guimarães Rodrigues os efeitos do acórdão proferido no habeas corpus de n° 1.0000.17.032458-6/000, no qual foi revogada a prisão preventiva do corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis, mediante a imposição de medidas cautelares diversas da prisão, conforme cheguei a asseverar quando do julgamento dos embargos de declaração de n° 1.0000.17.027165-4/001 (opostos contra o acórdão que denegou a ordem em habeas corpus impetrado em favor do ora paciente). Nesse ponto, ressalto que há havia constatado a similitude entre as situações jurídico-processuais de Paulo e de Emílio nos mencionados embargos de declaração, razão pela qual, em caráter liminar, ali deferira 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG a extensão dos efeitos do acórdão proferido no habeas corpus n° 1.0000.17.032458-6/000 ao ora paciente e, posteriormente votando pela prejudicialidade dos embargos de declaração opostos e pela ratificação da liminar concedida. Entretanto, em julgamento colegiado, por razões de índole formal/procedimental trazida nos judiciosos votos dos eminentes Pares, foi cassada a liminar e os embargos de declaração foram conhecidos e parcialmente acolhidos, sem modificação do resultado do julgamento do habeas corpus a ele relacionado. À vista disso, considerando que a liminar concedida por este Relator em oportunidade anterior foi cassada tão somente em razão de a Turma Julgadora ter entendido, em sua maioria, que teria sido o momento e a seara inadequados para a extensão dos benefícios ao paciente, diante da impetração do presente writ em favor de Paulo e da inexistência de fatos supervenientes desde a concessão da liminar a ele deferida, hei por manter e ratificar - em sua essência jurídica e agora em sede havida por apropriada, conforme o já exposto julgamento da e Turma ali formada -, meu entendimento quanto ao cabimento da extensão dos benefícios concedidos ao corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis a Paulo Guimarães Rodrigues. Feitas essas considerações e não havendo a necessidade de maiores explanações sobre o caso em tela, peço vênia para colacionar trechos do voto por mim proferido nos aludidos embargos de declaração de n° 1.0000.17.027165-4/001, nos quais exarara meu entendimento quanto ao tema: […] Ante o exposto, ratificando a liminar, CONCEDO A ORDEM, para estender ao paciente os efeitos do acórdão proferido no habeas corpus de nº 1.0000.17.032458-6/000. O acórdão que concedeu parcialmente a ordem ao Corréu e fixou as medidas alternativas asseverou (fls. 185/190): 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG a extensão dos efeitos do acórdão proferido no habeas corpus n° 1.0000.17.032458-6/000 ao ora paciente e, posteriormente votando pela prejudicialidade dos embargos de declaração opostos e pela ratificação da liminar concedida. Entretanto, em julgamento colegiado, por razões de índole formal/procedimental trazida nos judiciosos votos dos eminentes Pares, foi cassada a liminar e os embargos de declaração foram conhecidos e parcialmente acolhidos, sem modificação do resultado do julgamento do habeas corpus a ele relacionado. À vista disso, considerando que a liminar concedida por este Relator em oportunidade anterior foi cassada tão somente em razão de a Turma Julgadora ter entendido, em sua maioria, que teria sido o momento e a seara inadequados para a extensão dos benefícios ao paciente, diante da impetração do presente writ em favor de Paulo e da inexistência de fatos supervenientes desde a concessão da liminar a ele deferida, hei por manter e ratificar - em sua essência jurídica e agora em sede havida por apropriada, conforme o já exposto julgamento da e Turma ali formada -, meu entendimento quanto ao cabimento da extensão dos benefícios concedidos ao corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis a Paulo Guimarães Rodrigues. Feitas essas considerações e não havendo a necessidade de maiores explanações sobre o caso em tela, peço vênia para colacionar trechos do voto por mim proferido nos aludidos embargos de declaração de n° 1.0000.17.027165-4/001, nos quais exarara meu entendimento quanto ao tema: […] Ante o exposto, ratificando a liminar, CONCEDO A ORDEM, para estender ao paciente os efeitos do acórdão proferido no habeas corpus de nº 1.0000.17.032458-6/000. O acórdão que concedeu parcialmente a ordem ao Corréu e fixou as medidas alternativas asseverou (fls. 185/190): 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG Após detida análise dos autos, orientado pelos princípios da presunção de inocência, in dubio pro reo e da necessidade/utilidade das medidas cautelares, a concessão parcial da ordem é medida que se impõe. Verifico que a d. Magistrada a quo, por meio do livre convencimento motivado, decidiu pela prisão preventiva do paciente, fls. 27/55. No entanto, in casu, não vislumbro a necessidade de se aplicar a medida extrema. Como se sabe, com a reforma processual penal que nem já é tão recente, a prisão cautelar é medida excepcional e somente deverá ocorrer se comprovada sua real necessidade. A deliberação acerca da prisão de um indivíduo, por incidir diretamente sobre seu maior bem além da vida – a liberdade – é indiscutivelmente a mais grave das decisões a serem enfrentadas pelo Magistrado. Em face da alteração promovida pela Lei n. 12.403/11, a prisão preventiva passou a ter caráter subsidiário com relação a outras medidas cautelares menos gravosas. O novo diploma alterou sobremaneira os dispositivos do Código de Processo Penal relativos à prisão processual, fiança, liberdade provisória e demais medidas cautelares do âmbito criminal, além de ter ampliado o rol de medidas cautelares penais. Mas, fundamentalmente, enfatizou que a prisão deve ser a última das medidas acautelatórias, e só deve ser imposta, se nenhuma das outras restritivas se vislumbrarem ineficazes ao flagrado. Assim, os provimentos assecuratórios penais não se compreendem mais apenas às espécies de prisões cautelares, porquanto, agora também há previsão legal de provimentos acautelatórios diversos da prisão. À vista disso, após debruçar-me sobre os autos, em observância aos referenciais da necessidade, adequação e proporcionalidade, observo que a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão se mostra adequada e 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG Após detida análise dos autos, orientado pelos princípios da presunção de inocência, in dubio pro reo e da necessidade/utilidade das medidas cautelares, a concessão parcial da ordem é medida que se impõe. Verifico que a d. Magistrada a quo, por meio do livre convencimento motivado, decidiu pela prisão preventiva do paciente, fls. 27/55. No entanto, in casu, não vislumbro a necessidade de se aplicar a medida extrema. Como se sabe, com a reforma processual penal que nem já é tão recente, a prisão cautelar é medida excepcional e somente deverá ocorrer se comprovada sua real necessidade. A deliberação acerca da prisão de um indivíduo, por incidir diretamente sobre seu maior bem além da vida – a liberdade – é indiscutivelmente a mais grave das decisões a serem enfrentadas pelo Magistrado. Em face da alteração promovida pela Lei n. 12.403/11, a prisão preventiva passou a ter caráter subsidiário com relação a outras medidas cautelares menos gravosas. O novo diploma alterou sobremaneira os dispositivos do Código de Processo Penal relativos à prisão processual, fiança, liberdade provisória e demais medidas cautelares do âmbito criminal, além de ter ampliado o rol de medidas cautelares penais. Mas, fundamentalmente, enfatizou que a prisão deve ser a última das medidas acautelatórias, e só deve ser imposta, se nenhuma das outras restritivas se vislumbrarem ineficazes ao flagrado. Assim, os provimentos assecuratórios penais não se compreendem mais apenas às espécies de prisões cautelares, porquanto, agora também há previsão legal de provimentos acautelatórios diversos da prisão. À vista disso, após debruçar-me sobre os autos, em observância aos referenciais da necessidade, adequação e proporcionalidade, observo que a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão se mostra adequada e 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG suficiente no presente caso. Acerca da viabilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão Eugênio Pacelli assim leciona: […] Note-se que, tanto para as medidas cautelares diversas da prisão (arts. 319 e 320, CPP), quanto para a decretação da prisão preventiva (art. 312, CPP), estão presentes as mesmas exigências, quanto ao juízo de necessidade da restrição ao direito (garantir a aplicação da lei penal e a eficácia da investigação e da instrução criminal). E não é só: a referência feita à adequação da providência (art. 282, II, CPP), tendo em vista a gravidade e demais circunstâncias do fato, bem como as condições pessoais do indiciado (na investigação), ou, do acusado (no processo), vem a ser, na realidade, a verdadeira pedra de toque do novo sistema de cautelares. É que a regra deverá ser a imposição preferencial das medidas cautelares, deixando a prisão preventiva para casos de maior gravidade, cujas circunstâncias sejam indicativas de maior risco à efetividade do processo ou de reiteração criminosa. Esta, que, em princípio, deve ser evitada, passa a ocupar o último degrau das preocupações com o processo, somente tendo cabimento quando inadequadas ou descumpridas aquelas (as outras medidas cautelares). Essa é, sem dúvida, a atual orientação da legislação processual penal brasileira, que, no ponto, vem se alinhar com a portuguesa e com a italiana, conforme ainda teremos oportunidade de referir. Necessidade e adequação, portanto, são os referenciais fundamentais na aplicação das medidas cautelares pessoais no processo penal. E ambas as perspectivas reúnem no já famoso postulado, ou princípio (como prefere a doutrina), da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG suficiente no presente caso. Acerca da viabilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão Eugênio Pacelli assim leciona: […] Note-se que, tanto para as medidas cautelares diversas da prisão (arts. 319 e 320, CPP), quanto para a decretação da prisão preventiva (art. 312, CPP), estão presentes as mesmas exigências, quanto ao juízo de necessidade da restrição ao direito (garantir a aplicação da lei penal e a eficácia da investigação e da instrução criminal). E não é só: a referência feita à adequação da providência (art. 282, II, CPP), tendo em vista a gravidade e demais circunstâncias do fato, bem como as condições pessoais do indiciado (na investigação), ou, do acusado (no processo), vem a ser, na realidade, a verdadeira pedra de toque do novo sistema de cautelares. É que a regra deverá ser a imposição preferencial das medidas cautelares, deixando a prisão preventiva para casos de maior gravidade, cujas circunstâncias sejam indicativas de maior risco à efetividade do processo ou de reiteração criminosa. Esta, que, em princípio, deve ser evitada, passa a ocupar o último degrau das preocupações com o processo, somente tendo cabimento quando inadequadas ou descumpridas aquelas (as outras medidas cautelares). Essa é, sem dúvida, a atual orientação da legislação processual penal brasileira, que, no ponto, vem se alinhar com a portuguesa e com a italiana, conforme ainda teremos oportunidade de referir. Necessidade e adequação, portanto, são os referenciais fundamentais na aplicação das medidas cautelares pessoais no processo penal. E ambas as perspectivas reúnem no já famoso postulado, ou princípio (como prefere a doutrina), da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG proporcionalidade. […] Deve-se ter em conta que, em princípio, não se recorrerá à prisão preventiva, salvo quando constatadas imediatamente as hipóteses legais dispostas nos arts. 312 e 313, CPP. A primazia deverá ser da imposição de medida cautelar diversa da prisão. Daí se não queira concluir, repetimos, que se deva, sempre, antecipar outra providência acautelatória diversa da prisão. Não. Sabemos que há casos em que, a gravidade do fato, as circunstâncias de sua execução, aliadas à natureza da ação, a revelar fundado receio de novas investidas, seja no âmbito da própria vítima e seus familiares, seja em relação à terceiros, autorizam a decretação da preventiva desde logo (art. 311, CPP). (PACELLI, Eugênio. Curso de Processo Penal, São Paulo: Atlas, 18ª Ed., 2014, p. 503/505) - Grifo nosso. In casu, constato que, embora revista-se de certa gravidade as condutas que o MP imputa ao acusado, mormente por envolver verbas públicas, os fatos tratados nos autos datam de meados dos anos de 20/4/2015. Inobstante, foi decretada a segregação preventiva do paciente apenas em fevereiro do corrente ano, cujo cumprimento do mandado de prisão ocorreu em 29/3/2017. Observe-se que o paciente esteve acautelado pela prática de fatos semelhantes, perante a Justiça Federal, (em razão de outro contrato celebrado com o ente público) e ali recebeu liberdade provisória, uma vez esvaídos os motivos de sua segregação. E o que teria motivado em princípio a prisão no juízo federal, já não se sustenta, desde o ano passado. Se fato novo não se vê demonstrado nos autos, a motivar a prisão no processo que tramita sob nossa jurisdição, o porquê da prisão fica sem sustentáculo. Inexiste sequer indício de que, ao largo de quase 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG proporcionalidade. […] Deve-se ter em conta que, em princípio, não se recorrerá à prisão preventiva, salvo quando constatadas imediatamente as hipóteses legais dispostas nos arts. 312 e 313, CPP. A primazia deverá ser da imposição de medida cautelar diversa da prisão. Daí se não queira concluir, repetimos, que se deva, sempre, antecipar outra providência acautelatória diversa da prisão. Não. Sabemos que há casos em que, a gravidade do fato, as circunstâncias de sua execução, aliadas à natureza da ação, a revelar fundado receio de novas investidas, seja no âmbito da própria vítima e seus familiares, seja em relação à terceiros, autorizam a decretação da preventiva desde logo (art. 311, CPP). (PACELLI, Eugênio. Curso de Processo Penal, São Paulo: Atlas, 18ª Ed., 2014, p. 503/505) - Grifo nosso. In casu, constato que, embora revista-se de certa gravidade as condutas que o MP imputa ao acusado, mormente por envolver verbas públicas, os fatos tratados nos autos datam de meados dos anos de 20/4/2015. Inobstante, foi decretada a segregação preventiva do paciente apenas em fevereiro do corrente ano, cujo cumprimento do mandado de prisão ocorreu em 29/3/2017. Observe-se que o paciente esteve acautelado pela prática de fatos semelhantes, perante a Justiça Federal, (em razão de outro contrato celebrado com o ente público) e ali recebeu liberdade provisória, uma vez esvaídos os motivos de sua segregação. E o que teria motivado em princípio a prisão no juízo federal, já não se sustenta, desde o ano passado. Se fato novo não se vê demonstrado nos autos, a motivar a prisão no processo que tramita sob nossa jurisdição, o porquê da prisão fica sem sustentáculo. Inexiste sequer indício de que, ao largo de quase 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG dois anos, o paciente tenha reiterado na prática de outros crimes. Não há qualquer elemento no sentido de que E.C.A.F. tenha obstruído as investigações, tentado se desfazer de provas, intimidado testemunhas, ou de qualquer modo, buscado corromper a instrução criminal ou obstruir a ação do Judiciário. Nem se sustenta a alegação de que o paciente viajaria, inclusive ao exterior, e por isso correr-se-ia o risco de inviabilizar ou atrasar os atos instrutórios. Data venia, mera ilação. O fato de um cidadão responder a um ou dois processos, por si só, não lhe retira a perspectiva de continuar a vida. Se não há indícios sérios de que uma eventual viagem possa comprometer a instrução – e aqui não há – não se sustenta o decreto de prisão, porque aqui também não vejo necessidade do acautelamento. A propósito, basta recolher o passaporte do acusado. Neste ponto, acerca do cabimento da prisão preventiva para se assegurar a aplicação da Lei Penal e o risco abstrato de fuga, disciplina Eugênio Pacelli que: […] Lado outro, a d. Magistrada a quo, às fls. 339, salientou que já houve o oferecimento de denúncia por parte do Ministério Público Estadual, donde se conclui pelo encerramento da fase de investigações. Restará a instrução propriamente dita. Mas como dito acima, não se vislumbra, até então, qualquer indício de tentativa de se conspurcar os elementos probatórios. Logo, a meu ver, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão é suficiente, neste caso, para resguardar a ordem pública, haja vista o decurso temporal transcorrido entre a data dos fatos e a prisão do acusado, sem que nada de novo sobreviesse em seu desfavor. Neste sentido é o entendimento do e. Tribunal de Justiça mineiro: […] 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG dois anos, o paciente tenha reiterado na prática de outros crimes. Não há qualquer elemento no sentido de que E.C.A.F. tenha obstruído as investigações, tentado se desfazer de provas, intimidado testemunhas, ou de qualquer modo, buscado corromper a instrução criminal ou obstruir a ação do Judiciário. Nem se sustenta a alegação de que o paciente viajaria, inclusive ao exterior, e por isso correr-se-ia o risco de inviabilizar ou atrasar os atos instrutórios. Data venia, mera ilação. O fato de um cidadão responder a um ou dois processos, por si só, não lhe retira a perspectiva de continuar a vida. Se não há indícios sérios de que uma eventual viagem possa comprometer a instrução – e aqui não há – não se sustenta o decreto de prisão, porque aqui também não vejo necessidade do acautelamento. A propósito, basta recolher o passaporte do acusado. Neste ponto, acerca do cabimento da prisão preventiva para se assegurar a aplicação da Lei Penal e o risco abstrato de fuga, disciplina Eugênio Pacelli que: […] Lado outro, a d. Magistrada a quo, às fls. 339, salientou que já houve o oferecimento de denúncia por parte do Ministério Público Estadual, donde se conclui pelo encerramento da fase de investigações. Restará a instrução propriamente dita. Mas como dito acima, não se vislumbra, até então, qualquer indício de tentativa de se conspurcar os elementos probatórios. Logo, a meu ver, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão é suficiente, neste caso, para resguardar a ordem pública, haja vista o decurso temporal transcorrido entre a data dos fatos e a prisão do acusado, sem que nada de novo sobreviesse em seu desfavor. Neste sentido é o entendimento do e. Tribunal de Justiça mineiro: […] 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG Assim, com escopo no art. 282, § 6º, do Código de Processo Penal, determino a fixação, pela d. Magistrada a quo, das medidas cautelares diversas da prisão, previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, consistentes no comparecimento periódico em Juízo a cada 60 (sessenta) dias para informar e justificar atividades; recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga; proibição de se ausentar da Comarca e, consequentemente, do País, sem autorização judicial, nos termos do art. 320 do CPP; e obrigação de manter o endereço atualizado; sem prejuízo a outras medidas que o d. Juízo singular julgar necessárias. Ante o exposto, renovando vênia ao Exmo. Desembargador Relator, CONCEDO PARCIALMENTE A ORDEM, com as restritivas acima impostas. Como se vê da análise da fundamentação no acórdão, expôs o Relator a reiteração delitiva do agente, mas considerou que o tempo decorrido esmaecia o risco social, pelo que suficientes seriam as cautelares penais. Não vejo falta de contemporaneidade, tampouco. Efetivamente a cautelar deve ser contemporânea aos riscos que pretende evitar, mas na espécie tem-se decisão que em verdade converte prisão preventiva em cautelares menos gravosas. Assim, exame de contemporaneidade haveria tão somente ante os riscos indicados e a primeira cautelar fixada (já não mais vigente), e não dos riscos à conversão posterior da prisão em cautelares outras. Na escolha das medidas cautelares, foi definido o comparecimento periódico em Juízo a cada 60 (sessenta) dias para informar e justificar atividades, a proibição de ausentar-se da Comarca e do País, sem autorização judicial, nos termos do artigo 320 do CPP, bem como a obrigação de manter o endereço atualizado. Tem-se daí a justificação suficiente das escolhas de cautelares, compatíveis com as circunstâncias fáticas dos crimes imputados ao recorrente, e, ao contrário do alegado pela 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG Assim, com escopo no art. 282, § 6º, do Código de Processo Penal, determino a fixação, pela d. Magistrada a quo, das medidas cautelares diversas da prisão, previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, consistentes no comparecimento periódico em Juízo a cada 60 (sessenta) dias para informar e justificar atividades; recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga; proibição de se ausentar da Comarca e, consequentemente, do País, sem autorização judicial, nos termos do art. 320 do CPP; e obrigação de manter o endereço atualizado; sem prejuízo a outras medidas que o d. Juízo singular julgar necessárias. Ante o exposto, renovando vênia ao Exmo. Desembargador Relator, CONCEDO PARCIALMENTE A ORDEM, com as restritivas acima impostas. Como se vê da análise da fundamentação no acórdão, expôs o Relator a reiteração delitiva do agente, mas considerou que o tempo decorrido esmaecia o risco social, pelo que suficientes seriam as cautelares penais. Não vejo falta de contemporaneidade, tampouco. Efetivamente a cautelar deve ser contemporânea aos riscos que pretende evitar, mas na espécie tem-se decisão que em verdade converte prisão preventiva em cautelares menos gravosas. Assim, exame de contemporaneidade haveria tão somente ante os riscos indicados e a primeira cautelar fixada (já não mais vigente), e não dos riscos à conversão posterior da prisão em cautelares outras. Na escolha das medidas cautelares, foi definido o comparecimento periódico em Juízo a cada 60 (sessenta) dias para informar e justificar atividades, a proibição de ausentar-se da Comarca e do País, sem autorização judicial, nos termos do artigo 320 do CPP, bem como a obrigação de manter o endereço atualizado. Tem-se daí a justificação suficiente das escolhas de cautelares, compatíveis com as circunstâncias fáticas dos crimes imputados ao recorrente, e, ao contrário do alegado pela 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG defesa, são adequadas e proporcionais, haja vista a necessidade de vincular o recorrente ao andamento do processo, o que atende aos imperativos legais quanto à adequação e proporcionalidade das medidas na forma exigida pelo artigo 282 do CPP. No que concerne à medida de recolhimento noturno e nos finais de semana, conforme apontou o recorrente na petição, verifica-se em consulta ao banco de dados desta Corte Superior que o pedido de extensão formulado no RHC n. 87591/MG, a fim de afastar a referida cautelar, foi deferido em 31/10/2017, o que provoca parcial perda de objeto do presente recurso. Ante o exposto, voto por julgar parcialmente prejudicado o recurso em habeas corpus e, na extensão não prejudicada, negar-lhe provimento” (págs. 134-138 do documento eletrônico 5; grifos no original). Vê-se, portanto, que a prisão preventiva tornou-se desnecessária e desproporcional no caso em apreço, mormente em razão do tempo transcorrido entre “a data dos fatos e a prisão do acusado, sem que nada de novo sobreviesse em seu desfavor”. Daí por que o Relator do habeas corpus, impetrado em favor do corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis no Tribunal de Justiça local, entendeu que era suficiente a imposição de outras cautelares alternativas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, exatamente à luz do que dispõe o art. 282 desse mesmo Codex. Na mesma linha de consideração e a pedido da defesa do ora paciente, aquela Corte estadual aplicou as mesmas medidas restritivas, levando em consideração a similitude de situações verificada entre esses corréus. Com efeito, ao examinar a alegada ausência de contemporaneidade, o Superior Tribunal de Justiça destacou que “efetivamente a cautelar deve ser contemporânea aos riscos que pretende evitar, mas na espécie tem-se decisão que em verdade converte prisão preventiva em cautelares menos 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG defesa, são adequadas e proporcionais, haja vista a necessidade de vincular o recorrente ao andamento do processo, o que atende aos imperativos legais quanto à adequação e proporcionalidade das medidas na forma exigida pelo artigo 282 do CPP. No que concerne à medida de recolhimento noturno e nos finais de semana, conforme apontou o recorrente na petição, verifica-se em consulta ao banco de dados desta Corte Superior que o pedido de extensão formulado no RHC n. 87591/MG, a fim de afastar a referida cautelar, foi deferido em 31/10/2017, o que provoca parcial perda de objeto do presente recurso. Ante o exposto, voto por julgar parcialmente prejudicado o recurso em habeas corpus e, na extensão não prejudicada, negar-lhe provimento” (págs. 134-138 do documento eletrônico 5; grifos no original). Vê-se, portanto, que a prisão preventiva tornou-se desnecessária e desproporcional no caso em apreço, mormente em razão do tempo transcorrido entre “a data dos fatos e a prisão do acusado, sem que nada de novo sobreviesse em seu desfavor”. Daí por que o Relator do habeas corpus, impetrado em favor do corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis no Tribunal de Justiça local, entendeu que era suficiente a imposição de outras cautelares alternativas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, exatamente à luz do que dispõe o art. 282 desse mesmo Codex. Na mesma linha de consideração e a pedido da defesa do ora paciente, aquela Corte estadual aplicou as mesmas medidas restritivas, levando em consideração a similitude de situações verificada entre esses corréus. Com efeito, ao examinar a alegada ausência de contemporaneidade, o Superior Tribunal de Justiça destacou que “efetivamente a cautelar deve ser contemporânea aos riscos que pretende evitar, mas na espécie tem-se decisão que em verdade converte prisão preventiva em cautelares menos 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG gravosas. Assim, exame de contemporaneidade haveria tão somente ante os riscos indicados e a primeira cautelar fixada (já não mais vigente), e não dos riscos à conversão posterior da prisão em cautelares outras”. Com essa orientação, aliás, cito o seguinte julgado da Segunda Turma desta Suprema Corte, que, em caso análogo, entendeu serem suficientes as cautelares alternativas à prisão para garantir a ordem pública, mormente porque, em razão do tempo transcorrido entre a data dos fatos e a custódia do então acusado, não se verificava mais a contemporaneidade da prisão preventiva originariamente decretada. Esse acórdão recebeu a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. ARTIGO 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PRETENDIDA REVOGAÇÃO DA PRISÃO OU DA SUBSTITUIÇÃO POR MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. ARTIGO 319 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA EM QUE SE MANTÉM SEGREGAÇÃO CAUTELAR COM REMISSÃO A FUNDAMENTOS DO DECRETO ORIGINÁRIO. CONSTRIÇÃO FUNDADA EXCLUSIVAMENTE NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. AVENTADO RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE CONTEMPORANEIDADE DO DECRETO PRISIONAL NESSE ASPECTO. GRAVIDADE EM ABSTRATO DAS CONDUTAS INVOCADAS. INADIMISSIBILIDADE. PRECEDENTE ESPECÍFICO DE CORRÉU NA MESMA AÇÃO PENAL. HIPÓTESE EM QUE AS MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO SE MOSTRAM SUFICIENTES PARA OBVIAR O PERICULUM LIBERTATIS RECONHECIDO NA ESPÉCIE. ORDEM CONCEDIDA PARA SUBSTITUIR A PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE POR OUTRAS MEDIDAS CAUTELARES, A SEREM ESTABELECIDAS PELO JUÍZO DE ORIGEM. I - A partir da análise do caso concreto na via adequada e 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG gravosas. Assim, exame de contemporaneidade haveria tão somente ante os riscos indicados e a primeira cautelar fixada (já não mais vigente), e não dos riscos à conversão posterior da prisão em cautelares outras”. Com essa orientação, aliás, cito o seguinte julgado da Segunda Turma desta Suprema Corte, que, em caso análogo, entendeu serem suficientes as cautelares alternativas à prisão para garantir a ordem pública, mormente porque, em razão do tempo transcorrido entre a data dos fatos e a custódia do então acusado, não se verificava mais a contemporaneidade da prisão preventiva originariamente decretada. Esse acórdão recebeu a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. ARTIGO 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PRETENDIDA REVOGAÇÃO DA PRISÃO OU DA SUBSTITUIÇÃO POR MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. ARTIGO 319 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA EM QUE SE MANTÉM SEGREGAÇÃO CAUTELAR COM REMISSÃO A FUNDAMENTOS DO DECRETO ORIGINÁRIO. CONSTRIÇÃO FUNDADA EXCLUSIVAMENTE NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. AVENTADO RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE CONTEMPORANEIDADE DO DECRETO PRISIONAL NESSE ASPECTO. GRAVIDADE EM ABSTRATO DAS CONDUTAS INVOCADAS. INADIMISSIBILIDADE. PRECEDENTE ESPECÍFICO DE CORRÉU NA MESMA AÇÃO PENAL. HIPÓTESE EM QUE AS MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO SE MOSTRAM SUFICIENTES PARA OBVIAR O PERICULUM LIBERTATIS RECONHECIDO NA ESPÉCIE. ORDEM CONCEDIDA PARA SUBSTITUIR A PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE POR OUTRAS MEDIDAS CAUTELARES, A SEREM ESTABELECIDAS PELO JUÍZO DE ORIGEM. I - A partir da análise do caso concreto na via adequada e 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG em razão do princípio da igualdade, insculpido no art. 5º da Constituição Federal, deve ser concedida a ordem em apreço. II - A prisão preventiva já exauriu todos os seus efeitos no tocante ao requisito da conveniência da instrução criminal (art. 312 do Código de Processo Penal), não mais subsistindo risco de interferência na produção probatória, razão pela qual não se justifica, sob esse fundamento, a manutenção da custódia cautelar. III - A prisão cautelar está ancorada, exclusivamente, na garantia da ordem pública, que se consubstancia, in casu, na possibilidade de reiteração delitiva. IV - No caso sub judice o fundamento da manutenção da custódia cautelar exclusivamente na preservação da ordem pública mostra-se frágil, porquanto, de acordo com o que se colhe nos autos, a alegada conduta criminosa ocorreu entre o início de 2009 e 15.07.2013, havendo, portanto, um lapso temporal de mais de 3 anos entre a data da última prática criminosa e o encarceramento do paciente, tudo a indicar a ausência de contemporaneidade entre os fatos a ele imputados e a data em que foi decretada a sua prisão preventiva. V - Assim, em verdade, a prisão preventiva objeto destes autos, mantida em sentença por simples remição ao decreto de prisão e sem verticalização de fundamentos, está ancorada em presunções tiradas da gravidade abstrata dos crimes em tese praticados e não em elementos concretos dos autos, o que, por si só, não evidencia o risco de reiteração criminosa. VI - Outro dado objetivo que vem em abono ao que explicitado acima e que está em consonância com o que foi decidido no HC 137.728/PR, é o bloqueio das bancárias e dos demais investimentos do paciente e da empresa Credencial, da qual é sócio, fato objetivo que subtrai da hipótese qualquer fundamento válido no sentido de que possa, potencialmente, abalar a ordem pública pela prática de novos crimes da mesma natureza. VII - Nesse diapasão, tomando-se como parâmetro o que já foi decidido por esta 2ª Turma no HC 137.728/PR e levando-se 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG em razão do princípio da igualdade, insculpido no art. 5º da Constituição Federal, deve ser concedida a ordem em apreço. II - A prisão preventiva já exauriu todos os seus efeitos no tocante ao requisito da conveniência da instrução criminal (art. 312 do Código de Processo Penal), não mais subsistindo risco de interferência na produção probatória, razão pela qual não se justifica, sob esse fundamento, a manutenção da custódia cautelar. III - A prisão cautelar está ancorada, exclusivamente, na garantia da ordem pública, que se consubstancia, in casu, na possibilidade de reiteração delitiva. IV - No caso sub judice o fundamento da manutenção da custódia cautelar exclusivamente na preservação da ordem pública mostra-se frágil, porquanto, de acordo com o que se colhe nos autos, a alegada conduta criminosa ocorreu entre o início de 2009 e 15.07.2013, havendo, portanto, um lapso temporal de mais de 3 anos entre a data da última prática criminosa e o encarceramento do paciente, tudo a indicar a ausência de contemporaneidade entre os fatos a ele imputados e a data em que foi decretada a sua prisão preventiva. V - Assim, em verdade, a prisão preventiva objeto destes autos, mantida em sentença por simples remição ao decreto de prisão e sem verticalização de fundamentos, está ancorada em presunções tiradas da gravidade abstrata dos crimes em tese praticados e não em elementos concretos dos autos, o que, por si só, não evidencia o risco de reiteração criminosa. VI - Outro dado objetivo que vem em abono ao que explicitado acima e que está em consonância com o que foi decidido no HC 137.728/PR, é o bloqueio das bancárias e dos demais investimentos do paciente e da empresa Credencial, da qual é sócio, fato objetivo que subtrai da hipótese qualquer fundamento válido no sentido de que possa, potencialmente, abalar a ordem pública pela prática de novos crimes da mesma natureza. VII - Nesse diapasão, tomando-se como parâmetro o que já foi decidido por esta 2ª Turma no HC 137.728/PR e levando-se 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG em consideração os demais elementos concretos extraídos dos autos, a utilização das medidas alternativas descritas no art. 319 do CPP é adequada e suficiente para, a um só tempo, garantir- se que o paciente não voltará a delinquir e preservar-se a presunção de inocência descrita no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, sem o cumprimento antecipado da pena. […] IX - Habeas corpus concedido para substituir a prisão preventiva do paciente por medidas cautelares dela diversas (CPP, art. 319), a serem estabelecidas pelo juízo de origem” (HC 138.850/PR, em que fiquei como redator para o acórdão). Entendo, portanto, que o Tribunal de Justiça local justificou adequadamente a extensão ao paciente da ordem parcialmente concedida ao corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis, sendo certo, ademais, que aquela Corte decidiu nos estritos limites do que fundamentou e pleiteou a defesa. É correta, por conseguinte, a decisão do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do recurso ordinário ora questionado, manteve aquela decisão. Ora, é inadequada a postura da defesa que, num primeiro momento, postula a extensão de benefícios concedidos a um corréu e, em passo seguinte, questiona a validade dos fundamentos da decisão que, não podendo ampliar os limites daquela postulação, a defere nos exatos termos em que foi formulada. Diante desse cenário, verifico que a utilização das medidas alternativas descritas no art. 319 do CPP é adequada e suficiente para, a um só tempo, garantir-se que o paciente não voltará a delinquir e preservar-se a presunção de inocência descrita no art. 5º, LVII, da Constituição Federal. Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG em consideração os demais elementos concretos extraídos dos autos, a utilização das medidas alternativas descritas no art. 319 do CPP é adequada e suficiente para, a um só tempo, garantir- se que o paciente não voltará a delinquir e preservar-se a presunção de inocência descrita no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, sem o cumprimento antecipado da pena. […] IX - Habeas corpus concedido para substituir a prisão preventiva do paciente por medidas cautelares dela diversas (CPP, art. 319), a serem estabelecidas pelo juízo de origem” (HC 138.850/PR, em que fiquei como redator para o acórdão). Entendo, portanto, que o Tribunal de Justiça local justificou adequadamente a extensão ao paciente da ordem parcialmente concedida ao corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis, sendo certo, ademais, que aquela Corte decidiu nos estritos limites do que fundamentou e pleiteou a defesa. É correta, por conseguinte, a decisão do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do recurso ordinário ora questionado, manteve aquela decisão. Ora, é inadequada a postura da defesa que, num primeiro momento, postula a extensão de benefícios concedidos a um corréu e, em passo seguinte, questiona a validade dos fundamentos da decisão que, não podendo ampliar os limites daquela postulação, a defere nos exatos termos em que foi formulada. Diante desse cenário, verifico que a utilização das medidas alternativas descritas no art. 319 do CPP é adequada e suficiente para, a um só tempo, garantir-se que o paciente não voltará a delinquir e preservar-se a presunção de inocência descrita no art. 5º, LVII, da Constituição Federal. Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG É como voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG É como voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 26/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : PAULO GUIMARAES RODRIGUES ADV.(A/S) : LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES (74495/MG) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48EE-AAAD-0618-5D13 e senha 7C52-A118-432E-B334 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : PAULO GUIMARAES RODRIGUES ADV.(A/S) : LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES (74495/MG) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48EE-AAAD-0618-5D13 e senha 7C52-A118-432E-B334 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748583092
2018-10-26T00:00:00
2018-11-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SEMPRE QUE POSSÍVEL DEVE PREVALECER A APLICAÇÃO DAS MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A análise pelo magistrado quanto ao cabimento das medidas cautelares diversas da prisão consubstancia-se em verdadeira garantia processual conferida ao investigado/réu, de modo que, sempre que possível, sua aplicação deve prevalecer, adotando-se uma, ou quantas forem necessárias, das restrições elencadas no art. 319 do Código de Processo Penal. III - “Efetivamente a cautelar deve ser contemporânea aos riscos que pretende evitar, mas na espécie, tem-se decisão que em verdade converte prisão preventiva em cautelares menos gravosas. Assim, exame de contemporaneidade haveria tão somente ante os riscos indicados e a primeira cautelar fixada (já não mais vigente), e não dos riscos à conversão posterior da prisão em cautelares outras”. IV - A utilização das medidas alternativas descritas no art. 319 do CPP é adequada e suficiente para, a um só tempo, garantir-se que o paciente não voltará a delinquir e preservar-se a presunção de inocência descrita no art. 5º, LVII, da Constituição Federal. V - Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur393861
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO INTERNO, REITERAÇÃO, ARGUMENTO, PETIÇÃO INICIAL, HC) HC 108507 AgR (2ªT), RHC 130578 AgR (2ªT). (MEDIDA CAUTELAR DIVERSA DA PRISÃO, AUSÊNCIA, CONTEMPORANEIDADE, PRISÃO CAUTELAR, DATA, FATO) HC 138850 (2ªT). Número de páginas: 18. Análise: 10/01/2019, TLR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
158262
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00057\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00282 ART-00319 INC-00001 INC-00002 \n INC-00003 INC-00004 INC-00005 INC-00006 \n INC-00007 INC-00008 INC-00009\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 158262 AgR
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AGTE.(S) : PAULO GUIMARAES RODRIGUES ADV.(A/S) : LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PAULO GUIMARAES RODRIGUES ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SEMPRE QUE POSSÍVEL DEVE PREVALECER A APLICAÇÃO DAS MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A análise pelo magistrado quanto ao cabimento das medidas cautelares diversas da prisão consubstancia-se em verdadeira garantia processual conferida ao investigado/réu, de modo que, sempre que possível, sua aplicação deve prevalecer, adotando-se uma, ou quantas forem necessárias, das restrições elencadas no art. 319 do Código de Processo Penal. III - “Efetivamente a cautelar deve ser contemporânea aos riscos que pretende evitar, mas na espécie, tem-se decisão que em verdade converte prisão preventiva em cautelares menos gravosas. Assim, exame de contemporaneidade haveria tão somente ante os riscos indicados e a primeira cautelar fixada (já não mais vigente), e não dos riscos à conversão posterior da prisão em cautelares outras”. IV - A utilização das medidas alternativas descritas no art. 319 do CPP é adequada e suficiente para, a um só tempo, garantir-se que o paciente não voltará a delinquir e preservar-se a presunção de inocência descrita no art. 5..., LVII, da Constituição Federal. V - Agravo regimental a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A0A-3323-E4E4-55A6 e senha 1E81-AE79-DD8A-C7BD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 158262 AGR / MG A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A0A-3323-E4E4-55A6 e senha 1E81-AE79-DD8A-C7BD Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A0A-3323-E4E4-55A6 e senha 1E81-AE79-DD8A-C7BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PAULO GUIMARAES RODRIGUES ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 8). O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial, destacando que “a decisão monocrática ora agravada não analisou a ausência de fundamentação das medidas cautelares impostas ao paciente e que repercutem diretamente sobre sua liberdade, especialmente a proibição de ausentar-se da comarca e o recolhimento do passaporte”. Requer, ao final, a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso (documento eletrônico 9). A vista à Procuradora-Geral da República foi dispensada, nos termos do parágrafo único do art. 52 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02DA-9832-4C06-DE5B e senha 33BE-C11B-3847-6F6D Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PAULO GUIMARAES RODRIGUES ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 8). O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial, destacando que “a decisão monocrática ora agravada não analisou a ausência de fundamentação das medidas cautelares impostas ao paciente e que repercutem diretamente sobre sua liberdade, especialmente a proibição de ausentar-se da comarca e o recolhimento do passaporte”. Requer, ao final, a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso (documento eletrônico 9). A vista à Procuradora-Geral da República foi dispensada, nos termos do parágrafo único do art. 52 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02DA-9832-4C06-DE5B e senha 33BE-C11B-3847-6F6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II - Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130.578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de denegação da ordem. Novamente destaco que a análise pelo magistrado quanto ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II - Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130.578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Na espécie, reafirmo, o caso é de denegação da ordem. Novamente destaco que a análise pelo magistrado quanto ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG cabimento das medidas cautelares diversas da prisão consubstancia-se em verdadeira garantia processual conferida ao investigado/réu, de modo que, sempre que possível, sua aplicação deve prevalecer, adotando-se uma, ou quantas forem necessárias, das restrições elencadas no art. 319 do Código de Processo Penal, litteris: “Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão: I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar atividades; II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações; III - proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante; IV - proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução; V - recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos; VI - suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais; VII - internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave ameaça, quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração; VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial; IX - monitoração eletrônica”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG cabimento das medidas cautelares diversas da prisão consubstancia-se em verdadeira garantia processual conferida ao investigado/réu, de modo que, sempre que possível, sua aplicação deve prevalecer, adotando-se uma, ou quantas forem necessárias, das restrições elencadas no art. 319 do Código de Processo Penal, litteris: “Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão: I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar atividades; II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações; III - proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante; IV - proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução; V - recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos; VI - suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais; VII - internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave ameaça, quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração; VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial; IX - monitoração eletrônica”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG Na espécie, verifico que o TJMG entendeu que era o caso de substituir a prisão corporal do paciente por outras cautelares alternativas, tão somente para não criar situação de iniquidade, já que ele se encontrava em situação jurídico-processual similar a de um corréu que foi beneficiado com as mesmas cautelares. Ou seja, embora considerando que eram idôneos os motivos ensejadores da prisão preventiva originária de ambos os acusados - evitar a reiteração criminosa, apurar eventuais crimes que ainda estariam “encobertos” e interromper o suposto ciclo delitivo -, entendeu que, “em respeito aos valores da isonomia e segurança da atuação jurisdicional”, a solução mais adequada seria uniformizar o tratamento dado em ambos os casos (págs. 179-190 do documento eletrônico 3). O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, julgando o recurso ordinário interposto contra essa decisão, manteve duas das quatro cautelares então fixadas pelo Tribunal de Justiça local, destacando os seguintes aspectos que colho do voto do Ministro Relator: “O acórdão objurgado, quanto à extensão do habeas corpus, parcialmente concedido ao corréu, assim dispôs (fls. 491/496): Feito esse registro, entendo que devem ser estendidos a Paulo Guimarães Rodrigues os efeitos do acórdão proferido no habeas corpus de n 1.0000.17.032458-6/000, no qual foi revogada a prisão preventiva do corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis, mediante a imposição de medidas cautelares diversas da prisão, conforme cheguei a asseverar quando do julgamento dos embargos de declaração de n 1.0000.17.027165-4/001 (opostos contra o acórdão que denegou a ordem em habeas corpus impetrado em favor do ora paciente). Nesse ponto, ressalto que há havia constatado a similitude entre as situações jurídico-processuais de Paulo e de Emílio nos mencionados embargos de declaração, razão pela qual, em caráter liminar, ali deferira 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG Na espécie, verifico que o TJMG entendeu que era o caso de substituir a prisão corporal do paciente por outras cautelares alternativas, tão somente para não criar situação de iniquidade, já que ele se encontrava em situação jurídico-processual similar a de um corréu que foi beneficiado com as mesmas cautelares. Ou seja, embora considerando que eram idôneos os motivos ensejadores da prisão preventiva originária de ambos os acusados - evitar a reiteração criminosa, apurar eventuais crimes que ainda estariam “encobertos” e interromper o suposto ciclo delitivo -, entendeu que, “em respeito aos valores da isonomia e segurança da atuação jurisdicional”, a solução mais adequada seria uniformizar o tratamento dado em ambos os casos (págs. 179-190 do documento eletrônico 3). O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, julgando o recurso ordinário interposto contra essa decisão, manteve duas das quatro cautelares então fixadas pelo Tribunal de Justiça local, destacando os seguintes aspectos que colho do voto do Ministro Relator: “O acórdão objurgado, quanto à extensão do habeas corpus, parcialmente concedido ao corréu, assim dispôs (fls. 491/496): Feito esse registro, entendo que devem ser estendidos a Paulo Guimarães Rodrigues os efeitos do acórdão proferido no habeas corpus de n 1.0000.17.032458-6/000, no qual foi revogada a prisão preventiva do corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis, mediante a imposição de medidas cautelares diversas da prisão, conforme cheguei a asseverar quando do julgamento dos embargos de declaração de n 1.0000.17.027165-4/001 (opostos contra o acórdão que denegou a ordem em habeas corpus impetrado em favor do ora paciente). Nesse ponto, ressalto que há havia constatado a similitude entre as situações jurídico-processuais de Paulo e de Emílio nos mencionados embargos de declaração, razão pela qual, em caráter liminar, ali deferira 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG a extensão dos efeitos do acórdão proferido no habeas corpus n 1.0000.17.032458-6/000 ao ora paciente e, posteriormente votando pela prejudicialidade dos embargos de declaração opostos e pela ratificação da liminar concedida. Entretanto, em julgamento colegiado, por razões de índole formal/procedimental trazida nos judiciosos votos dos eminentes Pares, foi cassada a liminar e os embargos de declaração foram conhecidos e parcialmente acolhidos, sem modificação do resultado do julgamento do habeas corpus a ele relacionado. À vista disso, considerando que a liminar concedida por este Relator em oportunidade anterior foi cassada tão somente em razão de a Turma Julgadora ter entendido, em sua maioria, que teria sido o momento e a seara inadequados para a extensão dos benefícios ao paciente, diante da impetração do presente writ em favor de Paulo e da inexistência de fatos supervenientes desde a concessão da liminar a ele deferida, hei por manter e ratificar - em sua essência jurídica e agora em sede havida por apropriada, conforme o já exposto julgamento da e Turma ali formada -, meu entendimento quanto ao cabimento da extensão dos benefícios concedidos ao corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis a Paulo Guimarães Rodrigues. Feitas essas considerações e não havendo a necessidade de maiores explanações sobre o caso em tela, peço vênia para colacionar trechos do voto por mim proferido nos aludidos embargos de declaração de n 1.0000.17.027165-4/001, nos quais exarara meu entendimento quanto ao tema: […] Ante o exposto, ratificando a liminar, CONCEDO A ORDEM, para estender ao paciente os efeitos do acórdão proferido no habeas corpus de n 1.0000.17.032458-6/000. O acórdão que concedeu parcialmente a ordem ao Corréu e fixou as medidas alternativas asseverou (fls. 185/190): 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG a extensão dos efeitos do acórdão proferido no habeas corpus n 1.0000.17.032458-6/000 ao ora paciente e, posteriormente votando pela prejudicialidade dos embargos de declaração opostos e pela ratificação da liminar concedida. Entretanto, em julgamento colegiado, por razões de índole formal/procedimental trazida nos judiciosos votos dos eminentes Pares, foi cassada a liminar e os embargos de declaração foram conhecidos e parcialmente acolhidos, sem modificação do resultado do julgamento do habeas corpus a ele relacionado. À vista disso, considerando que a liminar concedida por este Relator em oportunidade anterior foi cassada tão somente em razão de a Turma Julgadora ter entendido, em sua maioria, que teria sido o momento e a seara inadequados para a extensão dos benefícios ao paciente, diante da impetração do presente writ em favor de Paulo e da inexistência de fatos supervenientes desde a concessão da liminar a ele deferida, hei por manter e ratificar - em sua essência jurídica e agora em sede havida por apropriada, conforme o já exposto julgamento da e Turma ali formada -, meu entendimento quanto ao cabimento da extensão dos benefícios concedidos ao corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis a Paulo Guimarães Rodrigues. Feitas essas considerações e não havendo a necessidade de maiores explanações sobre o caso em tela, peço vênia para colacionar trechos do voto por mim proferido nos aludidos embargos de declaração de n 1.0000.17.027165-4/001, nos quais exarara meu entendimento quanto ao tema: […] Ante o exposto, ratificando a liminar, CONCEDO A ORDEM, para estender ao paciente os efeitos do acórdão proferido no habeas corpus de n 1.0000.17.032458-6/000. O acórdão que concedeu parcialmente a ordem ao Corréu e fixou as medidas alternativas asseverou (fls. 185/190): 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG Após detida análise dos autos, orientado pelos princípios da presunção de inocência, in dubio pro reo e da necessidade/utilidade das medidas cautelares, a concessão parcial da ordem é medida que se impõe. Verifico que a d. Magistrada a quo, por meio do livre convencimento motivado, decidiu pela prisão preventiva do paciente, fls. 27/55. No entanto, in casu, não vislumbro a necessidade de se aplicar a medida extrema. Como se sabe, com a reforma processual penal que nem já é tão recente, a prisão cautelar é medida excepcional e somente deverá ocorrer se comprovada sua real necessidade. A deliberação acerca da prisão de um indivíduo, por incidir diretamente sobre seu maior bem além da vida – a liberdade – é indiscutivelmente a mais grave das decisões a serem enfrentadas pelo Magistrado. Em face da alteração promovida pela Lei n. 12.403/11, a prisão preventiva passou a ter caráter subsidiário com relação a outras medidas cautelares menos gravosas. O novo diploma alterou sobremaneira os dispositivos do Código de Processo Penal relativos à prisão processual, fiança, liberdade provisória e demais medidas cautelares do âmbito criminal, além de ter ampliado o rol de medidas cautelares penais. Mas, fundamentalmente, enfatizou que a prisão deve ser a última das medidas acautelatórias, e só deve ser imposta, se nenhuma das outras restritivas se vislumbrarem ineficazes ao flagrado. Assim, os provimentos assecuratórios penais não se compreendem mais apenas às espécies de prisões cautelares, porquanto, agora também há previsão legal de provimentos acautelatórios diversos da prisão. À vista disso, após debruçar-me sobre os autos, em observância aos referenciais da necessidade, adequação e proporcionalidade, observo que a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão se mostra adequada e 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG Após detida análise dos autos, orientado pelos princípios da presunção de inocência, in dubio pro reo e da necessidade/utilidade das medidas cautelares, a concessão parcial da ordem é medida que se impõe. Verifico que a d. Magistrada a quo, por meio do livre convencimento motivado, decidiu pela prisão preventiva do paciente, fls. 27/55. No entanto, in casu, não vislumbro a necessidade de se aplicar a medida extrema. Como se sabe, com a reforma processual penal que nem já é tão recente, a prisão cautelar é medida excepcional e somente deverá ocorrer se comprovada sua real necessidade. A deliberação acerca da prisão de um indivíduo, por incidir diretamente sobre seu maior bem além da vida – a liberdade – é indiscutivelmente a mais grave das decisões a serem enfrentadas pelo Magistrado. Em face da alteração promovida pela Lei n. 12.403/11, a prisão preventiva passou a ter caráter subsidiário com relação a outras medidas cautelares menos gravosas. O novo diploma alterou sobremaneira os dispositivos do Código de Processo Penal relativos à prisão processual, fiança, liberdade provisória e demais medidas cautelares do âmbito criminal, além de ter ampliado o rol de medidas cautelares penais. Mas, fundamentalmente, enfatizou que a prisão deve ser a última das medidas acautelatórias, e só deve ser imposta, se nenhuma das outras restritivas se vislumbrarem ineficazes ao flagrado. Assim, os provimentos assecuratórios penais não se compreendem mais apenas às espécies de prisões cautelares, porquanto, agora também há previsão legal de provimentos acautelatórios diversos da prisão. À vista disso, após debruçar-me sobre os autos, em observância aos referenciais da necessidade, adequação e proporcionalidade, observo que a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão se mostra adequada e 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG suficiente no presente caso. Acerca da viabilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão Eugênio Pacelli assim leciona: […] Note-se que, tanto para as medidas cautelares diversas da prisão (arts. 319 e 320, CPP), quanto para a decretação da prisão preventiva (art. 312, CPP), estão presentes as mesmas exigências, quanto ao juízo de necessidade da restrição ao direito (garantir a aplicação da lei penal e a eficácia da investigação e da instrução criminal). E não é só: a referência feita à adequação da providência (art. 282, II, CPP), tendo em vista a gravidade e demais circunstâncias do fato, bem como as condições pessoais do indiciado (na investigação), ou, do acusado (no processo), vem a ser, na realidade, a verdadeira pedra de toque do novo sistema de cautelares. É que a regra deverá ser a imposição preferencial das medidas cautelares, deixando a prisão preventiva para casos de maior gravidade, cujas circunstâncias sejam indicativas de maior risco à efetividade do processo ou de reiteração criminosa. Esta, que, em princípio, deve ser evitada, passa a ocupar o último degrau das preocupações com o processo, somente tendo cabimento quando inadequadas ou descumpridas aquelas (as outras medidas cautelares). Essa é, sem dúvida, a atual orientação da legislação processual penal brasileira, que, no ponto, vem se alinhar com a portuguesa e com a italiana, conforme ainda teremos oportunidade de referir. Necessidade e adequação, portanto, são os referenciais fundamentais na aplicação das medidas cautelares pessoais no processo penal. E ambas as perspectivas reúnem no já famoso postulado, ou princípio (como prefere a doutrina), da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG suficiente no presente caso. Acerca da viabilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão Eugênio Pacelli assim leciona: […] Note-se que, tanto para as medidas cautelares diversas da prisão (arts. 319 e 320, CPP), quanto para a decretação da prisão preventiva (art. 312, CPP), estão presentes as mesmas exigências, quanto ao juízo de necessidade da restrição ao direito (garantir a aplicação da lei penal e a eficácia da investigação e da instrução criminal). E não é só: a referência feita à adequação da providência (art. 282, II, CPP), tendo em vista a gravidade e demais circunstâncias do fato, bem como as condições pessoais do indiciado (na investigação), ou, do acusado (no processo), vem a ser, na realidade, a verdadeira pedra de toque do novo sistema de cautelares. É que a regra deverá ser a imposição preferencial das medidas cautelares, deixando a prisão preventiva para casos de maior gravidade, cujas circunstâncias sejam indicativas de maior risco à efetividade do processo ou de reiteração criminosa. Esta, que, em princípio, deve ser evitada, passa a ocupar o último degrau das preocupações com o processo, somente tendo cabimento quando inadequadas ou descumpridas aquelas (as outras medidas cautelares). Essa é, sem dúvida, a atual orientação da legislação processual penal brasileira, que, no ponto, vem se alinhar com a portuguesa e com a italiana, conforme ainda teremos oportunidade de referir. Necessidade e adequação, portanto, são os referenciais fundamentais na aplicação das medidas cautelares pessoais no processo penal. E ambas as perspectivas reúnem no já famoso postulado, ou princípio (como prefere a doutrina), da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG proporcionalidade. […] Deve-se ter em conta que, em princípio, não se recorrerá à prisão preventiva, salvo quando constatadas imediatamente as hipóteses legais dispostas nos arts. 312 e 313, CPP. A primazia deverá ser da imposição de medida cautelar diversa da prisão. Daí se não queira concluir, repetimos, que se deva, sempre, antecipar outra providência acautelatória diversa da prisão. Não. Sabemos que há casos em que, a gravidade do fato, as circunstâncias de sua execução, aliadas à natureza da ação, a revelar fundado receio de novas investidas, seja no âmbito da própria vítima e seus familiares, seja em relação à terceiros, autorizam a decretação da preventiva desde logo (art. 311, CPP). (PACELLI, Eugênio. Curso de Processo Penal, São Paulo: Atlas, 18... Ed., 2014, p. 503/505) - Grifo nosso. In casu, constato que, embora revista-se de certa gravidade as condutas que o Medida Provisória imputa ao acusado, mormente por envolver verbas públicas, os fatos tratados nos autos datam de meados dos anos de 20/4/2015. Inobstante, foi decretada a segregação preventiva do paciente apenas em fevereiro do corrente ano, cujo cumprimento do mandado de prisão ocorreu em 29/3/2017. Observe-se que o paciente esteve acautelado pela prática de fatos semelhantes, perante a Justiça Federal, (em razão de outro contrato celebrado com o ente público) e ali recebeu liberdade provisória, uma vez esvaídos os motivos de sua segregação. E o que teria motivado em princípio a prisão no juízo federal, já não se sustenta, desde o ano passado. Se fato novo não se vê demonstrado nos autos, a motivar a prisão no processo que tramita sob nossa jurisdição, o porquê da prisão fica sem sustentáculo. Inexiste sequer indício de que, ao largo de quase 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG proporcionalidade. […] Deve-se ter em conta que, em princípio, não se recorrerá à prisão preventiva, salvo quando constatadas imediatamente as hipóteses legais dispostas nos arts. 312 e 313, CPP. A primazia deverá ser da imposição de medida cautelar diversa da prisão. Daí se não queira concluir, repetimos, que se deva, sempre, antecipar outra providência acautelatória diversa da prisão. Não. Sabemos que há casos em que, a gravidade do fato, as circunstâncias de sua execução, aliadas à natureza da ação, a revelar fundado receio de novas investidas, seja no âmbito da própria vítima e seus familiares, seja em relação à terceiros, autorizam a decretação da preventiva desde logo (art. 311, CPP). (PACELLI, Eugênio. Curso de Processo Penal, São Paulo: Atlas, 18... Ed., 2014, p. 503/505) - Grifo nosso. In casu, constato que, embora revista-se de certa gravidade as condutas que o Medida Provisória imputa ao acusado, mormente por envolver verbas públicas, os fatos tratados nos autos datam de meados dos anos de 20/4/2015. Inobstante, foi decretada a segregação preventiva do paciente apenas em fevereiro do corrente ano, cujo cumprimento do mandado de prisão ocorreu em 29/3/2017. Observe-se que o paciente esteve acautelado pela prática de fatos semelhantes, perante a Justiça Federal, (em razão de outro contrato celebrado com o ente público) e ali recebeu liberdade provisória, uma vez esvaídos os motivos de sua segregação. E o que teria motivado em princípio a prisão no juízo federal, já não se sustenta, desde o ano passado. Se fato novo não se vê demonstrado nos autos, a motivar a prisão no processo que tramita sob nossa jurisdição, o porquê da prisão fica sem sustentáculo. Inexiste sequer indício de que, ao largo de quase 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG dois anos, o paciente tenha reiterado na prática de outros crimes. Não há qualquer elemento no sentido de que E.C.A.F. tenha obstruído as investigações, tentado se desfazer de provas, intimidado testemunhas, ou de qualquer modo, buscado corromper a instrução criminal ou obstruir a ação do Judiciário. Nem se sustenta a alegação de que o paciente viajaria, inclusive ao exterior, e por isso correr-se-ia o risco de inviabilizar ou atrasar os atos instrutórios. Data venia, mera ilação. O fato de um cidadão responder a um ou dois processos, por si só, não lhe retira a perspectiva de continuar a vida. Se não há indícios sérios de que uma eventual viagem possa comprometer a instrução – e aqui não há – não se sustenta o decreto de prisão, porque aqui também não vejo necessidade do acautelamento. A propósito, basta recolher o passaporte do acusado. Neste ponto, acerca do cabimento da prisão preventiva para se assegurar a aplicação da Lei Penal e o risco abstrato de fuga, disciplina Eugênio Pacelli que: […] Lado outro, a d. Magistrada a quo, às fls. 339, salientou que já houve o oferecimento de denúncia por parte do Ministério Público Estadual, donde se conclui pelo encerramento da fase de investigações. Restará a instrução propriamente dita. Mas como dito acima, não se vislumbra, até então, qualquer indício de tentativa de se conspurcar os elementos probatórios. Logo, a meu ver, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão é suficiente, neste caso, para resguardar a ordem pública, haja vista o decurso temporal transcorrido entre a data dos fatos e a prisão do acusado, sem que nada de novo sobreviesse em seu desfavor. Neste sentido é o entendimento do e. Tribunal de Justiça mineiro: […] 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG dois anos, o paciente tenha reiterado na prática de outros crimes. Não há qualquer elemento no sentido de que E.C.A.F. tenha obstruído as investigações, tentado se desfazer de provas, intimidado testemunhas, ou de qualquer modo, buscado corromper a instrução criminal ou obstruir a ação do Judiciário. Nem se sustenta a alegação de que o paciente viajaria, inclusive ao exterior, e por isso correr-se-ia o risco de inviabilizar ou atrasar os atos instrutórios. Data venia, mera ilação. O fato de um cidadão responder a um ou dois processos, por si só, não lhe retira a perspectiva de continuar a vida. Se não há indícios sérios de que uma eventual viagem possa comprometer a instrução – e aqui não há – não se sustenta o decreto de prisão, porque aqui também não vejo necessidade do acautelamento. A propósito, basta recolher o passaporte do acusado. Neste ponto, acerca do cabimento da prisão preventiva para se assegurar a aplicação da Lei Penal e o risco abstrato de fuga, disciplina Eugênio Pacelli que: […] Lado outro, a d. Magistrada a quo, às fls. 339, salientou que já houve o oferecimento de denúncia por parte do Ministério Público Estadual, donde se conclui pelo encerramento da fase de investigações. Restará a instrução propriamente dita. Mas como dito acima, não se vislumbra, até então, qualquer indício de tentativa de se conspurcar os elementos probatórios. Logo, a meu ver, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão é suficiente, neste caso, para resguardar a ordem pública, haja vista o decurso temporal transcorrido entre a data dos fatos e a prisão do acusado, sem que nada de novo sobreviesse em seu desfavor. Neste sentido é o entendimento do e. Tribunal de Justiça mineiro: […] 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG Assim, com escopo no art. 282, § 6..., do Código de Processo Penal, determino a fixação, pela d. Magistrada a quo, das medidas cautelares diversas da prisão, previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, consistentes no comparecimento periódico em Juízo a cada 60 (sessenta) dias para informar e justificar atividades; recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga; proibição de se ausentar da Comarca e, consequentemente, do País, sem autorização judicial, nos termos do art. 320 do CPP; e obrigação de manter o endereço atualizado; sem prejuízo a outras medidas que o d. Juízo singular julgar necessárias. Ante o exposto, renovando vênia ao Exmo. Desembargador Relator, CONCEDO PARCIALMENTE A ORDEM, com as restritivas acima impostas. Como se vê da análise da fundamentação no acórdão, expôs o Relator a reiteração delitiva do agente, mas considerou que o tempo decorrido esmaecia o risco social, pelo que suficientes seriam as cautelares penais. Não vejo falta de contemporaneidade, tampouco. Efetivamente a cautelar deve ser contemporânea aos riscos que pretende evitar, mas na espécie tem-se decisão que em verdade converte prisão preventiva em cautelares menos gravosas. Assim, exame de contemporaneidade haveria tão somente ante os riscos indicados e a primeira cautelar fixada (já não mais vigente), e não dos riscos à conversão posterior da prisão em cautelares outras. Na escolha das medidas cautelares, foi definido o comparecimento periódico em Juízo a cada 60 (sessenta) dias para informar e justificar atividades, a proibição de ausentar-se da Comarca e do País, sem autorização judicial, nos termos do artigo 320 do CPP, bem como a obrigação de manter o endereço atualizado. Tem-se daí a justificação suficiente das escolhas de cautelares, compatíveis com as circunstâncias fáticas dos crimes imputados ao recorrente, e, ao contrário do alegado pela 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG Assim, com escopo no art. 282, § 6..., do Código de Processo Penal, determino a fixação, pela d. Magistrada a quo, das medidas cautelares diversas da prisão, previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, consistentes no comparecimento periódico em Juízo a cada 60 (sessenta) dias para informar e justificar atividades; recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga; proibição de se ausentar da Comarca e, consequentemente, do País, sem autorização judicial, nos termos do art. 320 do CPP; e obrigação de manter o endereço atualizado; sem prejuízo a outras medidas que o d. Juízo singular julgar necessárias. Ante o exposto, renovando vênia ao Exmo. Desembargador Relator, CONCEDO PARCIALMENTE A ORDEM, com as restritivas acima impostas. Como se vê da análise da fundamentação no acórdão, expôs o Relator a reiteração delitiva do agente, mas considerou que o tempo decorrido esmaecia o risco social, pelo que suficientes seriam as cautelares penais. Não vejo falta de contemporaneidade, tampouco. Efetivamente a cautelar deve ser contemporânea aos riscos que pretende evitar, mas na espécie tem-se decisão que em verdade converte prisão preventiva em cautelares menos gravosas. Assim, exame de contemporaneidade haveria tão somente ante os riscos indicados e a primeira cautelar fixada (já não mais vigente), e não dos riscos à conversão posterior da prisão em cautelares outras. Na escolha das medidas cautelares, foi definido o comparecimento periódico em Juízo a cada 60 (sessenta) dias para informar e justificar atividades, a proibição de ausentar-se da Comarca e do País, sem autorização judicial, nos termos do artigo 320 do CPP, bem como a obrigação de manter o endereço atualizado. Tem-se daí a justificação suficiente das escolhas de cautelares, compatíveis com as circunstâncias fáticas dos crimes imputados ao recorrente, e, ao contrário do alegado pela 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG defesa, são adequadas e proporcionais, haja vista a necessidade de vincular o recorrente ao andamento do processo, o que atende aos imperativos legais quanto à adequação e proporcionalidade das medidas na forma exigida pelo artigo 282 do CPP. No que concerne à medida de recolhimento noturno e nos finais de semana, conforme apontou o recorrente na petição, verifica-se em consulta ao banco de dados desta Corte Superior que o pedido de extensão formulado no RHC n. 87591/MG, a fim de afastar a referida cautelar, foi deferido em 31/10/2017, o que provoca parcial perda de objeto do presente recurso. Ante o exposto, voto por julgar parcialmente prejudicado o recurso em habeas corpus e, na extensão não prejudicada, negar-lhe provimento” (págs. 134-138 do documento eletrônico 5; grifos no original). Vê-se, portanto, que a prisão preventiva tornou-se desnecessária e desproporcional no caso em apreço, mormente em razão do tempo transcorrido entre “a data dos fatos e a prisão do acusado, sem que nada de novo sobreviesse em seu desfavor”. Daí por que o Relator do habeas corpus, impetrado em favor do corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis no Tribunal de Justiça local, entendeu que era suficiente a imposição de outras cautelares alternativas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, exatamente à luz do que dispõe o art. 282 desse mesmo Codex. Na mesma linha de consideração e a pedido da defesa do ora paciente, aquela Corte estadual aplicou as mesmas medidas restritivas, levando em consideração a similitude de situações verificada entre esses corréus. Com efeito, ao examinar a alegada ausência de contemporaneidade, o Superior Tribunal de Justiça destacou que “efetivamente a cautelar deve ser contemporânea aos riscos que pretende evitar, mas na espécie tem-se decisão que em verdade converte prisão preventiva em cautelares menos 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG defesa, são adequadas e proporcionais, haja vista a necessidade de vincular o recorrente ao andamento do processo, o que atende aos imperativos legais quanto à adequação e proporcionalidade das medidas na forma exigida pelo artigo 282 do CPP. No que concerne à medida de recolhimento noturno e nos finais de semana, conforme apontou o recorrente na petição, verifica-se em consulta ao banco de dados desta Corte Superior que o pedido de extensão formulado no RHC n. 87591/MG, a fim de afastar a referida cautelar, foi deferido em 31/10/2017, o que provoca parcial perda de objeto do presente recurso. Ante o exposto, voto por julgar parcialmente prejudicado o recurso em habeas corpus e, na extensão não prejudicada, negar-lhe provimento” (págs. 134-138 do documento eletrônico 5; grifos no original). Vê-se, portanto, que a prisão preventiva tornou-se desnecessária e desproporcional no caso em apreço, mormente em razão do tempo transcorrido entre “a data dos fatos e a prisão do acusado, sem que nada de novo sobreviesse em seu desfavor”. Daí por que o Relator do habeas corpus, impetrado em favor do corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis no Tribunal de Justiça local, entendeu que era suficiente a imposição de outras cautelares alternativas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, exatamente à luz do que dispõe o art. 282 desse mesmo Codex. Na mesma linha de consideração e a pedido da defesa do ora paciente, aquela Corte estadual aplicou as mesmas medidas restritivas, levando em consideração a similitude de situações verificada entre esses corréus. Com efeito, ao examinar a alegada ausência de contemporaneidade, o Superior Tribunal de Justiça destacou que “efetivamente a cautelar deve ser contemporânea aos riscos que pretende evitar, mas na espécie tem-se decisão que em verdade converte prisão preventiva em cautelares menos 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG gravosas. Assim, exame de contemporaneidade haveria tão somente ante os riscos indicados e a primeira cautelar fixada (já não mais vigente), e não dos riscos à conversão posterior da prisão em cautelares outras”. Com essa orientação, aliás, cito o seguinte julgado da Segunda Turma desta Suprema Corte, que, em caso análogo, entendeu serem suficientes as cautelares alternativas à prisão para garantir a ordem pública, mormente porque, em razão do tempo transcorrido entre a data dos fatos e a custódia do então acusado, não se verificava mais a contemporaneidade da prisão preventiva originariamente decretada. Esse acórdão recebeu a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. ARTIGO 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PRETENDIDA REVOGAÇÃO DA PRISÃO OU DA SUBSTITUIÇÃO POR MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. ARTIGO 319 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA EM QUE SE MANTÉM SEGREGAÇÃO CAUTELAR COM REMISSÃO A FUNDAMENTOS DO DECRETO ORIGINÁRIO. CONSTRIÇÃO FUNDADA EXCLUSIVAMENTE NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. AVENTADO RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE CONTEMPORANEIDADE DO DECRETO PRISIONAL NESSE ASPECTO. GRAVIDADE EM ABSTRATO DAS CONDUTAS INVOCADAS. INADIMISSIBILIDADE. PRECEDENTE ESPECÍFICO DE CORRÉU NA MESMA AÇÃO PENAL. HIPÓTESE EM QUE AS MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO SE MOSTRAM SUFICIENTES PARA OBVIAR O PERICULUM LIBERTATIS RECONHECIDO NA ESPÉCIE. ORDEM CONCEDIDA PARA SUBSTITUIR A PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE POR OUTRAS MEDIDAS CAUTELARES, A SEREM ESTABELECIDAS PELO JUÍZO DE ORIGEM. I - A partir da análise do caso concreto na via adequada e 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG gravosas. Assim, exame de contemporaneidade haveria tão somente ante os riscos indicados e a primeira cautelar fixada (já não mais vigente), e não dos riscos à conversão posterior da prisão em cautelares outras”. Com essa orientação, aliás, cito o seguinte julgado da Segunda Turma desta Suprema Corte, que, em caso análogo, entendeu serem suficientes as cautelares alternativas à prisão para garantir a ordem pública, mormente porque, em razão do tempo transcorrido entre a data dos fatos e a custódia do então acusado, não se verificava mais a contemporaneidade da prisão preventiva originariamente decretada. Esse acórdão recebeu a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. ARTIGO 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PRETENDIDA REVOGAÇÃO DA PRISÃO OU DA SUBSTITUIÇÃO POR MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. ARTIGO 319 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA EM QUE SE MANTÉM SEGREGAÇÃO CAUTELAR COM REMISSÃO A FUNDAMENTOS DO DECRETO ORIGINÁRIO. CONSTRIÇÃO FUNDADA EXCLUSIVAMENTE NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. AVENTADO RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE CONTEMPORANEIDADE DO DECRETO PRISIONAL NESSE ASPECTO. GRAVIDADE EM ABSTRATO DAS CONDUTAS INVOCADAS. INADIMISSIBILIDADE. PRECEDENTE ESPECÍFICO DE CORRÉU NA MESMA AÇÃO PENAL. HIPÓTESE EM QUE AS MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO SE MOSTRAM SUFICIENTES PARA OBVIAR O PERICULUM LIBERTATIS RECONHECIDO NA ESPÉCIE. ORDEM CONCEDIDA PARA SUBSTITUIR A PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE POR OUTRAS MEDIDAS CAUTELARES, A SEREM ESTABELECIDAS PELO JUÍZO DE ORIGEM. I - A partir da análise do caso concreto na via adequada e 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG em razão do princípio da igualdade, insculpido no art. 5... da Constituição Federal, deve ser concedida a ordem em apreço. II - A prisão preventiva já exauriu todos os seus efeitos no tocante ao requisito da conveniência da instrução criminal (art. 312 do Código de Processo Penal), não mais subsistindo risco de interferência na produção probatória, razão pela qual não se justifica, sob esse fundamento, a manutenção da custódia cautelar. III - A prisão cautelar está ancorada, exclusivamente, na garantia da ordem pública, que se consubstancia, in casu, na possibilidade de reiteração delitiva. IV - No caso sub judice o fundamento da manutenção da custódia cautelar exclusivamente na preservação da ordem pública mostra-se frágil, porquanto, de acordo com o que se colhe nos autos, a alegada conduta criminosa ocorreu entre o início de 2009 e 15.07.2013, havendo, portanto, um lapso temporal de mais de 3 anos entre a data da última prática criminosa e o encarceramento do paciente, tudo a indicar a ausência de contemporaneidade entre os fatos a ele imputados e a data em que foi decretada a sua prisão preventiva. V - Assim, em verdade, a prisão preventiva objeto destes autos, mantida em sentença por simples remição ao decreto de prisão e sem verticalização de fundamentos, está ancorada em presunções tiradas da gravidade abstrata dos crimes em tese praticados e não em elementos concretos dos autos, o que, por si só, não evidencia o risco de reiteração criminosa. VI - Outro dado objetivo que vem em abono ao que explicitado acima e que está em consonância com o que foi decidido no HC 137.728/PR, é o bloqueio das bancárias e dos demais investimentos do paciente e da empresa Credencial, da qual é sócio, fato objetivo que subtrai da hipótese qualquer fundamento válido no sentido de que possa, potencialmente, abalar a ordem pública pela prática de novos crimes da mesma natureza. VII - Nesse diapasão, tomando-se como parâmetro o que já foi decidido por esta 2... Turma no HC 137.728/PR e levando-se 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG em razão do princípio da igualdade, insculpido no art. 5... da Constituição Federal, deve ser concedida a ordem em apreço. II - A prisão preventiva já exauriu todos os seus efeitos no tocante ao requisito da conveniência da instrução criminal (art. 312 do Código de Processo Penal), não mais subsistindo risco de interferência na produção probatória, razão pela qual não se justifica, sob esse fundamento, a manutenção da custódia cautelar. III - A prisão cautelar está ancorada, exclusivamente, na garantia da ordem pública, que se consubstancia, in casu, na possibilidade de reiteração delitiva. IV - No caso sub judice o fundamento da manutenção da custódia cautelar exclusivamente na preservação da ordem pública mostra-se frágil, porquanto, de acordo com o que se colhe nos autos, a alegada conduta criminosa ocorreu entre o início de 2009 e 15.07.2013, havendo, portanto, um lapso temporal de mais de 3 anos entre a data da última prática criminosa e o encarceramento do paciente, tudo a indicar a ausência de contemporaneidade entre os fatos a ele imputados e a data em que foi decretada a sua prisão preventiva. V - Assim, em verdade, a prisão preventiva objeto destes autos, mantida em sentença por simples remição ao decreto de prisão e sem verticalização de fundamentos, está ancorada em presunções tiradas da gravidade abstrata dos crimes em tese praticados e não em elementos concretos dos autos, o que, por si só, não evidencia o risco de reiteração criminosa. VI - Outro dado objetivo que vem em abono ao que explicitado acima e que está em consonância com o que foi decidido no HC 137.728/PR, é o bloqueio das bancárias e dos demais investimentos do paciente e da empresa Credencial, da qual é sócio, fato objetivo que subtrai da hipótese qualquer fundamento válido no sentido de que possa, potencialmente, abalar a ordem pública pela prática de novos crimes da mesma natureza. VII - Nesse diapasão, tomando-se como parâmetro o que já foi decidido por esta 2... Turma no HC 137.728/PR e levando-se 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG em consideração os demais elementos concretos extraídos dos autos, a utilização das medidas alternativas descritas no art. 319 do CPP é adequada e suficiente para, a um só tempo, garantir- se que o paciente não voltará a delinquir e preservar-se a presunção de inocência descrita no artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal, sem o cumprimento antecipado da pena. […] IX - Habeas corpus concedido para substituir a prisão preventiva do paciente por medidas cautelares dela diversas (CPP, art. 319), a serem estabelecidas pelo juízo de origem” (HC 138.850/PR, em que fiquei como redator para o acórdão). Entendo, portanto, que o Tribunal de Justiça local justificou adequadamente a extensão ao paciente da ordem parcialmente concedida ao corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis, sendo certo, ademais, que aquela Corte decidiu nos estritos limites do que fundamentou e pleiteou a defesa. É correta, por conseguinte, a decisão do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do recurso ordinário ora questionado, manteve aquela decisão. Ora, é inadequada a postura da defesa que, num primeiro momento, postula a extensão de benefícios concedidos a um corréu e, em passo seguinte, questiona a validade dos fundamentos da decisão que, não podendo ampliar os limites daquela postulação, a defere nos exatos termos em que foi formulada. Diante desse cenário, verifico que a utilização das medidas alternativas descritas no art. 319 do CPP é adequada e suficiente para, a um só tempo, garantir-se que o paciente não voltará a delinquir e preservar-se a presunção de inocência descrita no art. 5..., LVII, da Constituição Federal. Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG em consideração os demais elementos concretos extraídos dos autos, a utilização das medidas alternativas descritas no art. 319 do CPP é adequada e suficiente para, a um só tempo, garantir- se que o paciente não voltará a delinquir e preservar-se a presunção de inocência descrita no artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal, sem o cumprimento antecipado da pena. […] IX - Habeas corpus concedido para substituir a prisão preventiva do paciente por medidas cautelares dela diversas (CPP, art. 319), a serem estabelecidas pelo juízo de origem” (HC 138.850/PR, em que fiquei como redator para o acórdão). Entendo, portanto, que o Tribunal de Justiça local justificou adequadamente a extensão ao paciente da ordem parcialmente concedida ao corréu Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis, sendo certo, ademais, que aquela Corte decidiu nos estritos limites do que fundamentou e pleiteou a defesa. É correta, por conseguinte, a decisão do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do recurso ordinário ora questionado, manteve aquela decisão. Ora, é inadequada a postura da defesa que, num primeiro momento, postula a extensão de benefícios concedidos a um corréu e, em passo seguinte, questiona a validade dos fundamentos da decisão que, não podendo ampliar os limites daquela postulação, a defere nos exatos termos em que foi formulada. Diante desse cenário, verifico que a utilização das medidas alternativas descritas no art. 319 do CPP é adequada e suficiente para, a um só tempo, garantir-se que o paciente não voltará a delinquir e preservar-se a presunção de inocência descrita no art. 5..., LVII, da Constituição Federal. Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 158262 AGR / MG É como voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Supremo Tribunal Federal HC 158262 AGR / MG É como voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4607-91DD-A5A5-C3A4 e senha C285-F747-B203-328F Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 26/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : PAULO GUIMARAES RODRIGUES ADV.(A/S) : LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES (74495/MG) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48EE-AAAD-0618-5D13 e senha 7C52-A118-432E-B334 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.262 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : PAULO GUIMARAES RODRIGUES ADV.(A/S) : LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES (74495/MG) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48EE-AAAD-0618-5D13 e senha 7C52-A118-432E-B334 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 158 . 262", "HC 158262 AGR / MG", "HC 158262 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 158 . 262", "HABEAS CORPUS 158 . 262", "HABEAS CORPUS 158 . 262", "RHC 122 . 002 / RJ", "RHC 130 . 578 - AgR / RJ", "HC 108 . 507 - AgR / SP", "HABEAS CORPUS 158 . 262", "RHC 122 . 002 / RJ", "RHC 130 . 578 - AgR / RJ", "HC 108 . 507 - AgR / SP", "HC 158262 AGR / MG", "HC 158262 AGR / MG", "HC 158262 AGR / MG", "habeas corpus de n 1 . 0000 . 17 . 032458 - 6 / 000", "HC 158262 AGR / MG", "habeas corpus de n 1 . 0000 . 17 . 032458 - 6 / 000", "embargos de declaração de n 1 . 0000 . 17 . 027165 - 4 / 001", "HC 158262 AGR / MG", "habeas corpus n 1 . 0000 . 17 . 032458 - 6 / 000", "embargos de declaração de n 1 . 0000 . 17 . 027165 - 4 / 001", "habeas corpus de n 1 . 0000 . 17 . 032458 - 6 / 000", "HC 158262 AGR / MG", "habeas corpus n 1 . 0000 . 17 . 032458 - 6 / 000", "embargos de declaração de n 1 . 0000 . 17 . 027165 - 4 / 001", "habeas corpus de n 1 . 0000 . 17 . 032458 - 6 / 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Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código de Processo Penal", "art . 26 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 319 do Código de Processo Penal", "art . 26 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória", "Lei n . 12 . 403 / 11", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 12 . 403 / 11", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 , CPP", "art . 282 , II , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 319 e 320 , CPP", ".", "312 , CPP", "art . 282 , II , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 312 e 313 , CPP", "art . 311 , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 312 e 313 , CPP", "art . 311 , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 282 , § 6 . . . , do Código de Processo Penal", "art . 319 do Código de Processo Penal", "art . 320 do CPP", "artigo 320 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 282 , § 6 . . . , do Código de Processo Penal", "art . 319 do Código de Processo Penal", "art . 320 do CPP", "artigo 320 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 282 do CPP", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 282 do CPP", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 312 DO CÓDIGO", "ARTIGO 319 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO", "ARTIGO 319 DO CÓDIGO DE PROCESSO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Constituição Federal", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Constituição Federal", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do CPP", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "CPP , art . 319", "art . 319 do CPP", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do CPP", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "CPP , art . 319", "art . 319 do CPP", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "São Paulo", "São Paulo", "Comarca", "Comarca", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE 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Cláudio de Alvarenga Fróis", "Paulo", "Emílio", "Paulo Guimarães Rodrigues", "Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis", "Paulo", "Emílio", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Paulo", "Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis", "Paulo Guimarães Rodrigues", "Paulo", "Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis", "Paulo Guimarães Rodrigues", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Eugênio Pacelli", "Eugênio Pacelli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PACELLI , Eugênio", "PACELLI , Eugênio", "RICARDO LEWANDOWSKI", "E", "Eugênio Pacelli", "E", "Eugênio Pacelli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Emílio Cláudio de Alvarenga", "Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis", "Emílio Cláudio de Alvarenga Fróis", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PAULO GUIMARAES RODRIGUES", "LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PAULO GUIMARAES RODRIGUES", "LEONARDO AUGUSTO MARINHO MARQUES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "20", "/", "4", "/", "2015", "fevereiro do corrente ano", 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Ementa e Acórdão 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGRAVO REGIMENTAL EM ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. DIREITO FINANCEIRO. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL. SUBSIDIARIEDADE. CABIMENTO. SOBERANIA DO PARLAMENTO. COMPETÊNCIA DE ÓRGÃO JURISDICIONAL. DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEI ESTADUAL. 1. O pressuposto da subsidiariedade para ajuizamento de ADPF demanda apenas a existência de meio processual com eficácia potencial de solver a controvérsia judicial apresentada em ação de controle objetivo, e não a efetiva utilização do mencionado instrumento com a pacificação da situação jurídica já à época do ajuizamento da arguição. 2. A presente ação não atende o princípio da subsidiariedade da ADPF, nos termos do art. 4º, §1º, da Lei 9.882/1999, mesmo que o interesse deduzido na exordial seja a declaração de constitucionalidade de lei estadual, porque a representação de inconstitucionalidade ajuizada em seara local, até pela sua abstrativização, sem interesse processual direto e individual, consiste em meio eficaz para fins de sanar lesividade a preceito fundamental da Constituição da República, notadamente a independência e separação dos poderes. 3. Afirmar a constitucionalidade de dispositivo preambular da peça orçamentária, que estima as receitas e fixa as despesas e em nada dispõe sobre a repartição de competências na elaboração do orçamento entre os Poderes do ente federativo, não infirma a inafastabilidade jurisdicional e o postulado do non liquet. Reconhecer a competência e a soberania do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F0C-8ECA-8E89-A658 e senha 1193-DA39-32C3-5C60 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ADPF 536 AGR / PB Poder Legislativo para aprovar periodicamente o orçamento público não significa impedir ou tolher o exercício da atividade jurisdicional de órgão competente para processar e julgar representação de inconstitucionalidade em juízo abstrato. Logo, da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão, culminando na inépcia da exordial. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária virtual de 31 de agosto a 6 de setembro de 2018, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F0C-8ECA-8E89-A658 e senha 1193-DA39-32C3-5C60 Supremo Tribunal Federal ADPF 536 AGR / PB Poder Legislativo para aprovar periodicamente o orçamento público não significa impedir ou tolher o exercício da atividade jurisdicional de órgão competente para processar e julgar representação de inconstitucionalidade em juízo abstrato. Logo, da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão, culminando na inépcia da exordial. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária virtual de 31 de agosto a 6 de setembro de 2018, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F0C-8ECA-8E89-A658 e senha 1193-DA39-32C3-5C60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em face de decisão monocrática em que indeferi a exordial, sob o fundamento de ausência de preenchimento do requisito da subsidiariedade. Nas razões recursais, sustenta-se que os julgamentos das representações de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça local não ocorreram, havendo erro de premissa no raciocínio levado pelo juízo. Alega-se, ainda, que “[n]ão há no âmbito da Constituição do Estado da Paraíba, nem da Constituição da República, qualquer outro meio eficaz para se DECLARAR A CONSTITUCIONALIDADE DA de uma lei estadual como a LOA, que está tendo uma uma controvérsia judicial sobre sua legitimidade.” Isso porque o “arguente pleiteia a DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DA LOA, ante uma controvérsia judicial existente, e o risco de se alterar o orçamento legitimamente aprovado pelo Poder Legislativo, através de uma ação judicial, pelo Poder Judiciário, que não tem função legiferante, como sabemos.” Repisam-se os argumentos já expendidos na petição inicial quanto aos pressupostos de conhecimento da demanda. A Procuradora-Geral da República manifestou-se ciente da decisão recorrida. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560A-91FB-2672-C41A e senha 401E-8446-2D91-44D3 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em face de decisão monocrática em que indeferi a exordial, sob o fundamento de ausência de preenchimento do requisito da subsidiariedade. Nas razões recursais, sustenta-se que os julgamentos das representações de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça local não ocorreram, havendo erro de premissa no raciocínio levado pelo juízo. Alega-se, ainda, que “[n]ão há no âmbito da Constituição do Estado da Paraíba, nem da Constituição da República, qualquer outro meio eficaz para se DECLARAR A CONSTITUCIONALIDADE DA de uma lei estadual como a LOA, que está tendo uma uma controvérsia judicial sobre sua legitimidade.” Isso porque o “arguente pleiteia a DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DA LOA, ante uma controvérsia judicial existente, e o risco de se alterar o orçamento legitimamente aprovado pelo Poder Legislativo, através de uma ação judicial, pelo Poder Judiciário, que não tem função legiferante, como sabemos.” Repisam-se os argumentos já expendidos na petição inicial quanto aos pressupostos de conhecimento da demanda. A Procuradora-Geral da República manifestou-se ciente da decisão recorrida. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560A-91FB-2672-C41A e senha 401E-8446-2D91-44D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ADPF 536 AGR / PB 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560A-91FB-2672-C41A e senha 401E-8446-2D91-44D3 Supremo Tribunal Federal ADPF 536 AGR / PB 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560A-91FB-2672-C41A e senha 401E-8446-2D91-44D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Em relação à inocorrência de julgamento definitivo da ADI estadual por parte do Tribunal de Justiça local, a informação de que o ato processual ainda não ocorreu, embora esteja em vias de ocorrer, não interfere nas razões de decidir expostos na decisão hostilizada. O requisito da subsidiariedade para ajuizamento de ADPF demanda apenas a existência de meio processual com eficácia potencial de solver a controvérsia judicial apresentada em ação de controle objetivo, e não a efetiva utilização do mencionado instrumento com a pacificação da situação jurídica já à época do ajuizamento da arguição. A respeito da indiferença do resultado de processo correlato e suficiente per se, mas distinto ao feito em trâmite nesta Corte, transcrevo a argumentação empreendida pela Ministra Cármen Lúcia na ADPF 228, de relatoria de Sua Excelência, j. 08.08.2011, DJe 12.08.2011: “O Prefeito de Várzea Grande-MT, filiado ao Partido da República, utilizou-se do meio judicial adequado e potencialmente eficaz para atacar o Decreto Legislativo n. 2/2011 da Câmara de Vereadores, qual seja o mandado de segurança. A circunstância de não ter obtido êxito nos requerimentos de medida liminar em duas instâncias do Judiciário estadual não é suficiente para afastar o requisito da subsidiariedade. A arguição de descumprimento de preceito fundamental será subsidiária e, portanto, cabível se não houver outro meio eficaz de sanar a lesividade, não estando a eficácia da medida judicial Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Em relação à inocorrência de julgamento definitivo da ADI estadual por parte do Tribunal de Justiça local, a informação de que o ato processual ainda não ocorreu, embora esteja em vias de ocorrer, não interfere nas razões de decidir expostos na decisão hostilizada. O requisito da subsidiariedade para ajuizamento de ADPF demanda apenas a existência de meio processual com eficácia potencial de solver a controvérsia judicial apresentada em ação de controle objetivo, e não a efetiva utilização do mencionado instrumento com a pacificação da situação jurídica já à época do ajuizamento da arguição. A respeito da indiferença do resultado de processo correlato e suficiente per se, mas distinto ao feito em trâmite nesta Corte, transcrevo a argumentação empreendida pela Ministra Cármen Lúcia na ADPF 228, de relatoria de Sua Excelência, j. 08.08.2011, DJe 12.08.2011: “O Prefeito de Várzea Grande-MT, filiado ao Partido da República, utilizou-se do meio judicial adequado e potencialmente eficaz para atacar o Decreto Legislativo n. 2/2011 da Câmara de Vereadores, qual seja o mandado de segurança. A circunstância de não ter obtido êxito nos requerimentos de medida liminar em duas instâncias do Judiciário estadual não é suficiente para afastar o requisito da subsidiariedade. A arguição de descumprimento de preceito fundamental será subsidiária e, portanto, cabível se não houver outro meio eficaz de sanar a lesividade, não estando a eficácia da medida judicial Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADPF 536 AGR / PB utilizada condicionada à sua procedência. 7. Na espécie, a eficácia e a adequação do mandado de segurança fica evidenciada ao se constatar que o Prefeito foi reconduzido ao cargo depois que o Juízo da Segunda Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande-MT deferiu pedido de medida liminar em mandado de segurança impetrado pelo Vice-Prefeito para ‘para suspender os efeitos do Decreto Legislativo nº 03/2011 e, por consequência do Decreto Legislativo 02/2011, expedido pela Câmara Municipal de Várzea Grande e, determino a reintegração imediata da parte impetrante no cargo de Vice-Prefeito do Município de Várzea Grande, até o julgamento de mérito desta ação mandamental, sem prejuízo de revogação posterior’ (Processo n. 4880- 66.2011.811.0002, decisão proferida em 11.4.2011). Diante dessa decisão, a Câmara de Vereadores suspendeu os efeitos do Decreto Legislativo n. 2/2011 (www.camaravarzeagrande.mt.gov.br/ noticia_completa.php? id=333). 8. Não foram preenchidos, portanto, os requisitos legais para o ajuizamento desta arguição de descumprimento de preceito fundamental, o que legitima o indeferimento monocrático da petição inicial, nos termos do art. 4º, caput, da Lei n. 9.882/1999 (A petição inicial será indeferida liminarmente, pelo relator, quando (…) faltar algum dos requisitos prescritos nesta Lei).” No tocante à ausência de meio eficaz disponível ao Arguente para declarar a constitucionalidade de lei estadual, verifica-se a instauração de demanda com eficácia erga omnes e efeitos vinculantes junto ao Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, com aptidão para determinar a constitucionalidade da lei orçamentária anual do Estado Autor em face de paradigmas normativos presentes na Constituição do Estado da Paraíba. Nesse sentido, conforme posto na decisão recorrida, a presente ação não preenche o requisito processual da subsidiariedade da ADPF, nos termos do art. 4º, §1º, da Lei 9.882/1999, mesmo que o interesse deduzido 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Supremo Tribunal Federal ADPF 536 AGR / PB utilizada condicionada à sua procedência. 7. Na espécie, a eficácia e a adequação do mandado de segurança fica evidenciada ao se constatar que o Prefeito foi reconduzido ao cargo depois que o Juízo da Segunda Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande-MT deferiu pedido de medida liminar em mandado de segurança impetrado pelo Vice-Prefeito para ‘para suspender os efeitos do Decreto Legislativo nº 03/2011 e, por consequência do Decreto Legislativo 02/2011, expedido pela Câmara Municipal de Várzea Grande e, determino a reintegração imediata da parte impetrante no cargo de Vice-Prefeito do Município de Várzea Grande, até o julgamento de mérito desta ação mandamental, sem prejuízo de revogação posterior’ (Processo n. 4880- 66.2011.811.0002, decisão proferida em 11.4.2011). Diante dessa decisão, a Câmara de Vereadores suspendeu os efeitos do Decreto Legislativo n. 2/2011 (www.camaravarzeagrande.mt.gov.br/ noticia_completa.php? id=333). 8. Não foram preenchidos, portanto, os requisitos legais para o ajuizamento desta arguição de descumprimento de preceito fundamental, o que legitima o indeferimento monocrático da petição inicial, nos termos do art. 4º, caput, da Lei n. 9.882/1999 (A petição inicial será indeferida liminarmente, pelo relator, quando (…) faltar algum dos requisitos prescritos nesta Lei).” No tocante à ausência de meio eficaz disponível ao Arguente para declarar a constitucionalidade de lei estadual, verifica-se a instauração de demanda com eficácia erga omnes e efeitos vinculantes junto ao Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, com aptidão para determinar a constitucionalidade da lei orçamentária anual do Estado Autor em face de paradigmas normativos presentes na Constituição do Estado da Paraíba. Nesse sentido, conforme posto na decisão recorrida, a presente ação não preenche o requisito processual da subsidiariedade da ADPF, nos termos do art. 4º, §1º, da Lei 9.882/1999, mesmo que o interesse deduzido 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADPF 536 AGR / PB na exordial seja a declaração de constitucionalidade de lei estadual, porque a representação de inconstitucionalidade ajuizada em seara local, até pela sua abstrativização, consiste em meio eficaz para fins de sanar lesividade a preceito fundamental da Constituição da República, notadamente a independência e separação dos poderes. Igualmente, compreendo que a declaração de constitucionalidade de dispositivo inaugural que estima receitas para exercício financeiro e fixa as despesas em idêntico valor referentes ao Estado-membro, assim disposto: “Art. 1° Esta Lei estima a Receita do Estado da Paraíba para o exercício financeiro de 2018, no montante de R$ 11.050.843.695,00 (onze bilhões, cinquenta milhões, oitocentos e quarenta e três mil, seiscentos e noventa e cinco reais) e fixa a Despesa em igual valor, nos termos dos arts. 166 e 167 da Constituição Estadual e dos dispositivos da Lei n° 10.948, de 17 de julho de 2017 - Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2018, compreendendo: I - o Orçamento Fiscal referente aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos e entidades da Administração Pública Estadual Direta e Indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II -o Orçamento da Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados da Administração Pública Estadual Direta e Indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público; III - o Orçamento de Investimentos das Empresas, em que o Estado, direta ou indiretamente, detém a maioria do capital social com direito a voto e não dependam do Tesouro para o seu funcionamento.” Trata-se de hialino caso de impossibilidade jurídica do pedido e inépcia da petição inicial. Isso porque afirmar a competência e a soberania do Poder Legislativo para aprovar periodicamente o orçamento público não significa impedir ou tolher o exercício da atividade jurisdicional de órgão competente para processar e julgar representação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Supremo Tribunal Federal ADPF 536 AGR / PB na exordial seja a declaração de constitucionalidade de lei estadual, porque a representação de inconstitucionalidade ajuizada em seara local, até pela sua abstrativização, consiste em meio eficaz para fins de sanar lesividade a preceito fundamental da Constituição da República, notadamente a independência e separação dos poderes. Igualmente, compreendo que a declaração de constitucionalidade de dispositivo inaugural que estima receitas para exercício financeiro e fixa as despesas em idêntico valor referentes ao Estado-membro, assim disposto: “Art. 1° Esta Lei estima a Receita do Estado da Paraíba para o exercício financeiro de 2018, no montante de R$ 11.050.843.695,00 (onze bilhões, cinquenta milhões, oitocentos e quarenta e três mil, seiscentos e noventa e cinco reais) e fixa a Despesa em igual valor, nos termos dos arts. 166 e 167 da Constituição Estadual e dos dispositivos da Lei n° 10.948, de 17 de julho de 2017 - Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2018, compreendendo: I - o Orçamento Fiscal referente aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos e entidades da Administração Pública Estadual Direta e Indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II -o Orçamento da Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados da Administração Pública Estadual Direta e Indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público; III - o Orçamento de Investimentos das Empresas, em que o Estado, direta ou indiretamente, detém a maioria do capital social com direito a voto e não dependam do Tesouro para o seu funcionamento.” Trata-se de hialino caso de impossibilidade jurídica do pedido e inépcia da petição inicial. Isso porque afirmar a competência e a soberania do Poder Legislativo para aprovar periodicamente o orçamento público não significa impedir ou tolher o exercício da atividade jurisdicional de órgão competente para processar e julgar representação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADPF 536 AGR / PB de inconstitucionalidade em juízo abstrato. Logo, da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Supremo Tribunal Federal ADPF 536 AGR / PB de inconstitucionalidade em juízo abstrato. Logo, da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/09/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3148-6E3E-C554-EF28 e senha 9241-1BBD-940F-EF5E Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3148-6E3E-C554-EF28 e senha 9241-1BBD-940F-EF5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748246853
2018-09-10T00:00:00
2018-09-20T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL
AGRAVO REGIMENTAL EM ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. DIREITO FINANCEIRO. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL. SUBSIDIARIEDADE. CABIMENTO. SOBERANIA DO PARLAMENTO. COMPETÊNCIA DE ÓRGÃO JURISDICIONAL. DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEI ESTADUAL. 1. O pressuposto da subsidiariedade para ajuizamento de ADPF demanda apenas a existência de meio processual com eficácia potencial de solver a controvérsia judicial apresentada em ação de controle objetivo, e não a efetiva utilização do mencionado instrumento com a pacificação da situação jurídica já à época do ajuizamento da arguição. 2. A presente ação não atende o princípio da subsidiariedade da ADPF, nos termos do art. 4º, §1º, da Lei 9.882/1999, mesmo que o interesse deduzido na exordial seja a declaração de constitucionalidade de lei estadual, porque a representação de inconstitucionalidade ajuizada em seara local, até pela sua abstrativização, sem interesse processual direto e individual, consiste em meio eficaz para fins de sanar lesividade a preceito fundamental da Constituição da República, notadamente a independência e separação dos poderes. 3. Afirmar a constitucionalidade de dispositivo preambular da peça orçamentária, que estima as receitas e fixa as despesas e em nada dispõe sobre a repartição de competências na elaboração do orçamento entre os Poderes do ente federativo, não infirma a inafastabilidade jurisdicional e o postulado do non liquet. Reconhecer a competência e a soberania do Poder Legislativo para aprovar periodicamente o orçamento público não significa impedir ou tolher o exercício da atividade jurisdicional de órgão competente para processar e julgar representação de inconstitucionalidade em juízo abstrato. Logo, da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão, culminando na inépcia da exordial. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur391126
- Veja ADPF 228 do STF. Número de páginas: 9. Análise: 31/10/2018, JRS.
EDSON FACHIN
Tribunal Pleno
536
[ "LEG-FED LEI-009882 ANO-1999\n ART-00004 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA" ]
ADPF-AgR
acordaos
ADPF 536 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGRAVO REGIMENTAL EM ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. DIREITO FINANCEIRO. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL. SUBSIDIARIEDADE. CABIMENTO. SOBERANIA DO PARLAMENTO. COMPETÊNCIA DE ÓRGÃO JURISDICIONAL. DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEI ESTADUAL. 1. O pressuposto da subsidiariedade para ajuizamento de ADPF demanda apenas a existência de meio processual com eficácia potencial de solver a controvérsia judicial apresentada em ação de controle objetivo, e não a efetiva utilização do mencionado instrumento com a pacificação da situação jurídica já à época do ajuizamento da arguição. 2. A presente ação não atende o princípio da subsidiariedade da ADPF, nos termos do art. 4..., §1..., da Lei 9.882/1999, mesmo que o interesse deduzido na exordial seja a declaração de constitucionalidade de lei estadual, porque a representação de inconstitucionalidade ajuizada em seara local, até pela sua abstrativização, sem interesse processual direto e individual, consiste em meio eficaz para fins de sanar lesividade a preceito fundamental da Constituição da República, notadamente a independência e separação dos poderes. 3. Afirmar a constitucionalidade de dispositivo preambular da peça orçamentária, que estima as receitas e fixa as despesas e em nada dispõe sobre a repartição de competências na elaboração do orçamento entre os Poderes do ente federativo, não infirma a inafastabilidade jurisdicional e o postulado do non liquet. Reconhecer a competência e a soberania do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F0C-8ECA-8E89-A658 e senha 1193-DA39-32C3-5C60 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ADPF 536 AGR / PB Poder Legislativo para aprovar periodicamente o orçamento público não significa impedir ou tolher o exercício da atividade jurisdicional de órgão competente para processar e julgar representação de inconstitucionalidade em juízo abstrato. Logo, da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão, culminando na inépcia da exordial. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária virtual de 31 de agosto a 6 de setembro de 2018, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F0C-8ECA-8E89-A658 e senha 1193-DA39-32C3-5C60 Supremo Tribunal Federal ADPF 536 AGR / PB Poder Legislativo para aprovar periodicamente o orçamento público não significa impedir ou tolher o exercício da atividade jurisdicional de órgão competente para processar e julgar representação de inconstitucionalidade em juízo abstrato. Logo, da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão, culminando na inépcia da exordial. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária virtual de 31 de agosto a 6 de setembro de 2018, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F0C-8ECA-8E89-A658 e senha 1193-DA39-32C3-5C60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em face de decisão monocrática em que indeferi a exordial, sob o fundamento de ausência de preenchimento do requisito da subsidiariedade. Nas razões recursais, sustenta-se que os julgamentos das representações de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça local não ocorreram, havendo erro de premissa no raciocínio levado pelo juízo. Alega-se, ainda, que “[n]ão há no âmbito da Constituição do Estado da Paraíba, nem da Constituição da República, qualquer outro meio eficaz para se DECLARAR A CONSTITUCIONALIDADE DA de uma lei estadual como a LOA, que está tendo uma uma controvérsia judicial sobre sua legitimidade.” Isso porque o “arguente pleiteia a DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DA LOA, ante uma controvérsia judicial existente, e o risco de se alterar o orçamento legitimamente aprovado pelo Poder Legislativo, através de uma ação judicial, pelo Poder Judiciário, que não tem função legiferante, como sabemos.” Repisam-se os argumentos já expendidos na petição inicial quanto aos pressupostos de conhecimento da demanda. A Procuradora-Geral da República manifestou-se ciente da decisão recorrida. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560A-91FB-2672-C41A e senha 401E-8446-2D91-44D3 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em face de decisão monocrática em que indeferi a exordial, sob o fundamento de ausência de preenchimento do requisito da subsidiariedade. Nas razões recursais, sustenta-se que os julgamentos das representações de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça local não ocorreram, havendo erro de premissa no raciocínio levado pelo juízo. Alega-se, ainda, que “[n]ão há no âmbito da Constituição do Estado da Paraíba, nem da Constituição da República, qualquer outro meio eficaz para se DECLARAR A CONSTITUCIONALIDADE DA de uma lei estadual como a LOA, que está tendo uma uma controvérsia judicial sobre sua legitimidade.” Isso porque o “arguente pleiteia a DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DA LOA, ante uma controvérsia judicial existente, e o risco de se alterar o orçamento legitimamente aprovado pelo Poder Legislativo, através de uma ação judicial, pelo Poder Judiciário, que não tem função legiferante, como sabemos.” Repisam-se os argumentos já expendidos na petição inicial quanto aos pressupostos de conhecimento da demanda. A Procuradora-Geral da República manifestou-se ciente da decisão recorrida. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560A-91FB-2672-C41A e senha 401E-8446-2D91-44D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ADPF 536 AGR / PB 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560A-91FB-2672-C41A e senha 401E-8446-2D91-44D3 Supremo Tribunal Federal ADPF 536 AGR / PB 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560A-91FB-2672-C41A e senha 401E-8446-2D91-44D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Em relação à inocorrência de julgamento definitivo da ADI estadual por parte do Tribunal de Justiça local, a informação de que o ato processual ainda não ocorreu, embora esteja em vias de ocorrer, não interfere nas razões de decidir expostos na decisão hostilizada. O requisito da subsidiariedade para ajuizamento de ADPF demanda apenas a existência de meio processual com eficácia potencial de solver a controvérsia judicial apresentada em ação de controle objetivo, e não a efetiva utilização do mencionado instrumento com a pacificação da situação jurídica já à época do ajuizamento da arguição. A respeito da indiferença do resultado de processo correlato e suficiente per se, mas distinto ao feito em trâmite nesta Corte, transcrevo a argumentação empreendida pela Ministra Cármen Lúcia na ADPF 228, de relatoria de Sua Excelência, j. 08.08.2011, DJe 12.08.2011: “O Prefeito de Várzea Grande-MT, filiado ao Partido da República, utilizou-se do meio judicial adequado e potencialmente eficaz para atacar o Decreto Legislativo n. 2/2011 da Câmara de Vereadores, qual seja o mandado de segurança. A circunstância de não ter obtido êxito nos requerimentos de medida liminar em duas instâncias do Judiciário estadual não é suficiente para afastar o requisito da subsidiariedade. A arguição de descumprimento de preceito fundamental será subsidiária e, portanto, cabível se não houver outro meio eficaz de sanar a lesividade, não estando a eficácia da medida judicial Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Em relação à inocorrência de julgamento definitivo da ADI estadual por parte do Tribunal de Justiça local, a informação de que o ato processual ainda não ocorreu, embora esteja em vias de ocorrer, não interfere nas razões de decidir expostos na decisão hostilizada. O requisito da subsidiariedade para ajuizamento de ADPF demanda apenas a existência de meio processual com eficácia potencial de solver a controvérsia judicial apresentada em ação de controle objetivo, e não a efetiva utilização do mencionado instrumento com a pacificação da situação jurídica já à época do ajuizamento da arguição. A respeito da indiferença do resultado de processo correlato e suficiente per se, mas distinto ao feito em trâmite nesta Corte, transcrevo a argumentação empreendida pela Ministra Cármen Lúcia na ADPF 228, de relatoria de Sua Excelência, j. 08.08.2011, DJe 12.08.2011: “O Prefeito de Várzea Grande-MT, filiado ao Partido da República, utilizou-se do meio judicial adequado e potencialmente eficaz para atacar o Decreto Legislativo n. 2/2011 da Câmara de Vereadores, qual seja o mandado de segurança. A circunstância de não ter obtido êxito nos requerimentos de medida liminar em duas instâncias do Judiciário estadual não é suficiente para afastar o requisito da subsidiariedade. A arguição de descumprimento de preceito fundamental será subsidiária e, portanto, cabível se não houver outro meio eficaz de sanar a lesividade, não estando a eficácia da medida judicial Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADPF 536 AGR / PB utilizada condicionada à sua procedência. 7. Na espécie, a eficácia e a adequação do mandado de segurança fica evidenciada ao se constatar que o Prefeito foi reconduzido ao cargo depois que o Juízo da Segunda Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande-MT deferiu pedido de medida liminar em mandado de segurança impetrado pelo Vice-Prefeito para ‘para suspender os efeitos do Decreto Legislativo n 03/2011 e, por consequência do Decreto Legislativo 02/2011, expedido pela Câmara Municipal de Várzea Grande e, determino a reintegração imediata da parte impetrante no cargo de Vice-Prefeito do Município de Várzea Grande, até o julgamento de mérito desta ação mandamental, sem prejuízo de revogação posterior’ (Processo n. 4880- 66.2011.811.0002, decisão proferida em 11.4.2011). Diante dessa decisão, a Câmara de Vereadores suspendeu os efeitos do Decreto Legislativo n. 2/2011 (www.camaravarzeagrande.mt.gov.br/ noticia_completa.php? id=333). 8. Não foram preenchidos, portanto, os requisitos legais para o ajuizamento desta arguição de descumprimento de preceito fundamental, o que legitima o indeferimento monocrático da petição inicial, nos termos do art. 4..., caput, da Lei n. 9.882/1999 (A petição inicial será indeferida liminarmente, pelo relator, quando (…) faltar algum dos requisitos prescritos nesta Lei).” No tocante à ausência de meio eficaz disponível ao Arguente para declarar a constitucionalidade de lei estadual, verifica-se a instauração de demanda com eficácia erga omnes e efeitos vinculantes junto ao Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, com aptidão para determinar a constitucionalidade da lei orçamentária anual do Estado Autor em face de paradigmas normativos presentes na Constituição do Estado da Paraíba. Nesse sentido, conforme posto na decisão recorrida, a presente ação não preenche o requisito processual da subsidiariedade da ADPF, nos termos do art. 4..., §1..., da Lei 9.882/1999, mesmo que o interesse deduzido 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Supremo Tribunal Federal ADPF 536 AGR / PB utilizada condicionada à sua procedência. 7. Na espécie, a eficácia e a adequação do mandado de segurança fica evidenciada ao se constatar que o Prefeito foi reconduzido ao cargo depois que o Juízo da Segunda Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande-MT deferiu pedido de medida liminar em mandado de segurança impetrado pelo Vice-Prefeito para ‘para suspender os efeitos do Decreto Legislativo n 03/2011 e, por consequência do Decreto Legislativo 02/2011, expedido pela Câmara Municipal de Várzea Grande e, determino a reintegração imediata da parte impetrante no cargo de Vice-Prefeito do Município de Várzea Grande, até o julgamento de mérito desta ação mandamental, sem prejuízo de revogação posterior’ (Processo n. 4880- 66.2011.811.0002, decisão proferida em 11.4.2011). Diante dessa decisão, a Câmara de Vereadores suspendeu os efeitos do Decreto Legislativo n. 2/2011 (www.camaravarzeagrande.mt.gov.br/ noticia_completa.php? id=333). 8. Não foram preenchidos, portanto, os requisitos legais para o ajuizamento desta arguição de descumprimento de preceito fundamental, o que legitima o indeferimento monocrático da petição inicial, nos termos do art. 4..., caput, da Lei n. 9.882/1999 (A petição inicial será indeferida liminarmente, pelo relator, quando (…) faltar algum dos requisitos prescritos nesta Lei).” No tocante à ausência de meio eficaz disponível ao Arguente para declarar a constitucionalidade de lei estadual, verifica-se a instauração de demanda com eficácia erga omnes e efeitos vinculantes junto ao Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, com aptidão para determinar a constitucionalidade da lei orçamentária anual do Estado Autor em face de paradigmas normativos presentes na Constituição do Estado da Paraíba. Nesse sentido, conforme posto na decisão recorrida, a presente ação não preenche o requisito processual da subsidiariedade da ADPF, nos termos do art. 4..., §1..., da Lei 9.882/1999, mesmo que o interesse deduzido 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADPF 536 AGR / PB na exordial seja a declaração de constitucionalidade de lei estadual, porque a representação de inconstitucionalidade ajuizada em seara local, até pela sua abstrativização, consiste em meio eficaz para fins de sanar lesividade a preceito fundamental da Constituição da República, notadamente a independência e separação dos poderes. Igualmente, compreendo que a declaração de constitucionalidade de dispositivo inaugural que estima receitas para exercício financeiro e fixa as despesas em idêntico valor referentes ao Estado-membro, assim disposto: “Art. 1... Esta Lei estima a Receita do Estado da Paraíba para o exercício financeiro de 2018, no montante de R$ 11.050.843.695,00 (onze bilhões, cinquenta milhões, oitocentos e quarenta e três mil, seiscentos e noventa e cinco reais) e fixa a Despesa em igual valor, nos termos dos arts. 166 e 167 da Constituição Estadual e dos dispositivos da Lei n 10.948, de 17 de julho de 2017 - Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2018, compreendendo: I - o Orçamento Fiscal referente aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos e entidades da Administração Pública Estadual Direta e Indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II -o Orçamento da Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados da Administração Pública Estadual Direta e Indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público; III - o Orçamento de Investimentos das Empresas, em que o Estado, direta ou indiretamente, detém a maioria do capital social com direito a voto e não dependam do Tesouro para o seu funcionamento.” Trata-se de hialino caso de impossibilidade jurídica do pedido e inépcia da petição inicial. Isso porque afirmar a competência e a soberania do Poder Legislativo para aprovar periodicamente o orçamento público não significa impedir ou tolher o exercício da atividade jurisdicional de órgão competente para processar e julgar representação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Supremo Tribunal Federal ADPF 536 AGR / PB na exordial seja a declaração de constitucionalidade de lei estadual, porque a representação de inconstitucionalidade ajuizada em seara local, até pela sua abstrativização, consiste em meio eficaz para fins de sanar lesividade a preceito fundamental da Constituição da República, notadamente a independência e separação dos poderes. Igualmente, compreendo que a declaração de constitucionalidade de dispositivo inaugural que estima receitas para exercício financeiro e fixa as despesas em idêntico valor referentes ao Estado-membro, assim disposto: “Art. 1... Esta Lei estima a Receita do Estado da Paraíba para o exercício financeiro de 2018, no montante de R$ 11.050.843.695,00 (onze bilhões, cinquenta milhões, oitocentos e quarenta e três mil, seiscentos e noventa e cinco reais) e fixa a Despesa em igual valor, nos termos dos arts. 166 e 167 da Constituição Estadual e dos dispositivos da Lei n 10.948, de 17 de julho de 2017 - Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2018, compreendendo: I - o Orçamento Fiscal referente aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos e entidades da Administração Pública Estadual Direta e Indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II -o Orçamento da Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados da Administração Pública Estadual Direta e Indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público; III - o Orçamento de Investimentos das Empresas, em que o Estado, direta ou indiretamente, detém a maioria do capital social com direito a voto e não dependam do Tesouro para o seu funcionamento.” Trata-se de hialino caso de impossibilidade jurídica do pedido e inépcia da petição inicial. Isso porque afirmar a competência e a soberania do Poder Legislativo para aprovar periodicamente o orçamento público não significa impedir ou tolher o exercício da atividade jurisdicional de órgão competente para processar e julgar representação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADPF 536 AGR / PB de inconstitucionalidade em juízo abstrato. Logo, da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Supremo Tribunal Federal ADPF 536 AGR / PB de inconstitucionalidade em juízo abstrato. Logo, da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C424-761D-F4C9-E132 e senha D185-60B9-6DB9-8B79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/09/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3148-6E3E-C554-EF28 e senha 9241-1BBD-940F-EF5E Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 536 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3148-6E3E-C554-EF28 e senha 9241-1BBD-940F-EF5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADPF 536 AGR /", "ADPF 536 AGR / PB", "ADPF 536 AGR / PB", "ADPF 536 AGR", "ADPF 228", "ADPF 228", "ADPF 536 AGR / PB", "Processo n . 4880 - 66 . 2011 . 811 . 0002", "ADPF 536 AGR / PB", "Processo n . 4880 - 66 . 2011 . 811 . 0002", "ADPF 536 AGR / PB", "ADPF 536 AGR / PB", "ADPF 536 AGR", "ADPF 536 AGR / PB" ], "LEGISLACAO": [ "art . 4 . . . , § 1 . . . , da Lei 9 . 882 / 1999", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Estado da Paraíba", "Constituição da República", "LOA", "LOA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Estado da Paraíba", "Constituição da República", "LOA", "LOA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Legislativo n . 2 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Legislativo n . 2 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Legislativo n 03 / 2011", "Decreto Legislativo 02 / 2011", "Decreto Legislativo n . 2 / 2011", "art . 4 . . . , caput , da Lei n . 9 . 882 / 1999", "Constituição do Estado da Paraíba", "art . 4 . . . , § 1 . . . , da Lei 9 . 882 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Legislativo n 03 / 2011", "Decreto Legislativo 02 / 2011", "Decreto Legislativo n . 2 / 2011", "art . 4 . . . , caput , da Lei n . 9 . 882 / 1999", "Constituição do Estado da Paraíba", "art . 4 . . . , § 1 . . . , da Lei 9 . 882 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "arts . 166 e 167 da Constituição Estadual", "Lei n 10 . 948", "Lei de Diretrizes Orçamentárias", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "arts . 166 e 167 da Constituição Estadual", "Lei n 10 . 948", "Lei de Diretrizes Orçamentárias", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Brasília", "Brasília", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "Várzea Grande - MT", "PARAÍBA", "Várzea Grande - MT", "Município de Várzea Grande", "Município de Várzea Grande", "Estado da Paraíba", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA PARAÍBA", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Partido da República", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Partido da República", "Câmara", "Segunda Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande - MT", "Câmara Municipal de Várzea Grande", "Câmara de Vereadores", "Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande - MT", "Câmara Municipal de Várzea Grande", "Câmara de Vereadores", "Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba", "Tesouro", "Supremo Tribunal Federal", "Tesouro", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto", "6 de setembro de 2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto a", "6 de setembro de 2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "08", ".", "08", ".", "2011", "12", ".", "08", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "08", ".", "08", ".", "2011", "12", ".", "08", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "4", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "4", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2018", "17 de julho de 2017", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2018", "17 de julho de 2017", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FELIPE CARNEIRO GONÇALVES ADV.(A/S) :DJALMA FREGNANI JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 421.788 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Direito Penal e Processual Penal. 3. Condenação pelo crime do artigo 33, caput, c/c o artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/2006 à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão. 4. Regime inicial fechado legalmente fundamentado. 5. Alegação de excesso de prazo para o Tribunal local publicar acórdão que julgou recurso de apelação. 6. Alegado cerceamento de defesa pela impossibilidade de oposição de embargos declaratórios. 7. Razões trazidas pela defesa são desconexas com a realidade dos autos. 8. Acórdão publicado da apelação já julgada pelo Tribunal local foi instruído pela própria defesa. 9. Informações de que os embargos declaratórios foram inclusive julgados na origem. 10. Inexistência de manifesta ilegalidade ou teratologia capaz de modificar a decisão agravada. 11. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 25 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC17-316E-8F63-5206 e senha 266F-2DC1-093E-6DB1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FELIPE CARNEIRO GONÇALVES ADV.(A/S) :DJALMA FREGNANI JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 421.788 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 11) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei (eDOC 10) o pedido formulado neste habeas corpus, que da decisão destaco: “As razões não merecem acolhimento. Isso porque o artigo 33, § 2º e § 3º, do Código Penal é claro ao dispor que constitui faculdade, e não obrigação, sujeita ao prudente arbítrio do magistrado, aplicar o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena, examinadas as peculiaridades de cada caso. Consta dos autos que o paciente foi condenado pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, c/c o artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/2006, à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Inicialmente, conforme já relatado, o Juízo sentenciante, de maneira pormenorizada, fundamentou seu convencimento acerca da fixação do regime inicial fechado, como se extrai do seguinte trecho da sentença condenatória: (…) No julgamento da apelação, o Tribunal de origem reduziu a quantidade de pena, mas confirmou a necessidade de aplicação do regime fechado, nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FELIPE CARNEIRO GONÇALVES ADV.(A/S) :DJALMA FREGNANI JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 421.788 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 11) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei (eDOC 10) o pedido formulado neste habeas corpus, que da decisão destaco: “As razões não merecem acolhimento. Isso porque o artigo 33, § 2º e § 3º, do Código Penal é claro ao dispor que constitui faculdade, e não obrigação, sujeita ao prudente arbítrio do magistrado, aplicar o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena, examinadas as peculiaridades de cada caso. Consta dos autos que o paciente foi condenado pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, c/c o artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/2006, à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Inicialmente, conforme já relatado, o Juízo sentenciante, de maneira pormenorizada, fundamentou seu convencimento acerca da fixação do regime inicial fechado, como se extrai do seguinte trecho da sentença condenatória: (…) No julgamento da apelação, o Tribunal de origem reduziu a quantidade de pena, mas confirmou a necessidade de aplicação do regime fechado, nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 152689 AGR / SP (…) Desse modo, verifico que o Juízo de origem, ao fixar o regime fechado para o acusado, baseou-se nas circunstâncias em que o delito foi praticado, principalmente: expressiva quantidade de droga (mais de meio quilo – e considerando que a cidade de Cajuru, lugar em que o crime foi cometido, possui população de apenas 23.353 pessoas); fato de o paciente não ter trazido aos autos prova hábil de que exercia alguma ocupação lícita; aplicação do artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/2006 (prática que envolve ou visa a atingir criança ou adolescente). Portanto, tenho por plenamente justificada a imposição do regime mais severo. Ressalto que a jurisprudência desta Suprema Corte entende que a dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Aos Tribunais Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete somente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais decisões teratológicas e arbitrárias, que violem frontalmente dispositivo constitucional. (…) Desse modo, verifico que o acórdão impugnado está em consonância com a jurisprudência desta Corte e atende ao princípio da individualização da pena. O presente writ decorre de mero inconformismo da parte, que não aceita seus fundamentos. Ante o exposto, com base no artigo 192, caput, do RISTF, denego a ordem”. (eDOC 10) Inconformada a defesa interpôs o presente agravo regimental, sustentando: I- a necessidade de abrandamento na aplicação da Súmula 691/STF. (eDOC 11, p. 2); e II – que “o paciente encontra-se encarcerado preventivamente há mais de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Supremo Tribunal Federal HC 152689 AGR / SP (…) Desse modo, verifico que o Juízo de origem, ao fixar o regime fechado para o acusado, baseou-se nas circunstâncias em que o delito foi praticado, principalmente: expressiva quantidade de droga (mais de meio quilo – e considerando que a cidade de Cajuru, lugar em que o crime foi cometido, possui população de apenas 23.353 pessoas); fato de o paciente não ter trazido aos autos prova hábil de que exercia alguma ocupação lícita; aplicação do artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/2006 (prática que envolve ou visa a atingir criança ou adolescente). Portanto, tenho por plenamente justificada a imposição do regime mais severo. Ressalto que a jurisprudência desta Suprema Corte entende que a dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Aos Tribunais Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete somente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais decisões teratológicas e arbitrárias, que violem frontalmente dispositivo constitucional. (…) Desse modo, verifico que o acórdão impugnado está em consonância com a jurisprudência desta Corte e atende ao princípio da individualização da pena. O presente writ decorre de mero inconformismo da parte, que não aceita seus fundamentos. Ante o exposto, com base no artigo 192, caput, do RISTF, denego a ordem”. (eDOC 10) Inconformada a defesa interpôs o presente agravo regimental, sustentando: I- a necessidade de abrandamento na aplicação da Súmula 691/STF. (eDOC 11, p. 2); e II – que “o paciente encontra-se encarcerado preventivamente há mais de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 152689 AGR / SP 02 (dois) anos e 05 (cinco) meses, e aguarda a publicação do Venerando Acórdão para a interposição de Embargos de Declaração, para aclarar por qual razão não foi aplicado o redutor previsto no parágrafo 4º do artigo 33 da lei 11.343/2006. Portanto, da data do julgamento do Venerando Acordão que ocorreu em 19 de Maio de 2017, até a presente data, 15 de Agosto de 2017, decorreram mais de 90 (noventa) dias, sem qualquer publicação da decisão proferida pela Corte a quo”. (eDOC 11, p. 3) Requer seja conhecido o presente recurso para que sejam deferidos os pedidos aviados na inicial quais sejam, colocação do paciente em liberdade “até o julgamento colegiado de mérito do presente writ”. (eDOC 11, p. 8) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Supremo Tribunal Federal HC 152689 AGR / SP 02 (dois) anos e 05 (cinco) meses, e aguarda a publicação do Venerando Acórdão para a interposição de Embargos de Declaração, para aclarar por qual razão não foi aplicado o redutor previsto no parágrafo 4º do artigo 33 da lei 11.343/2006. Portanto, da data do julgamento do Venerando Acordão que ocorreu em 19 de Maio de 2017, até a presente data, 15 de Agosto de 2017, decorreram mais de 90 (noventa) dias, sem qualquer publicação da decisão proferida pela Corte a quo”. (eDOC 11, p. 3) Requer seja conhecido o presente recurso para que sejam deferidos os pedidos aviados na inicial quais sejam, colocação do paciente em liberdade “até o julgamento colegiado de mérito do presente writ”. (eDOC 11, p. 8) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes, confusas e desconexas e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Explico. Primeiramente, a defesa sustenta a necessidade de superação da Súmula 691/STF (eDOC 11, p. 2). No entanto, a decisão agravada não aplicou o óbice da Súmula 691/STF. Noutra ponta, aponta que “o paciente encontra-se encarcerado preventivamente há mais de 02 (dois) anos e 05 (cinco) meses, e aguarda a publicação do Venerando Acórdão para a interposição de Embargos de Declaração, para aclarar por qual razão não foi aplicado o redutor previsto no parágrafo 4º, do artigo 33 da lei 11.343/2006. Portanto, da data do julgamento do Venerando Acordão que ocorreu em 19 de Maio de 2017, até a presente data, 15 de Agosto de 2017, decorreram mais de 90 (noventa) dias, sem qualquer publicação da decisão proferida pela Corte a quo”. (eDOC 11, p. 3) Ora, a própria defesa fez juntar, na instrução da presente impetração, o eDOC 6, que trata justamente do acórdão que afirma estar aguardando até hoje ser publicado para poder opor embargos de declaração. Em consulta ao andamento da Ação Penal 0000599-72.2015.8.26.0111, verifico que não só o acórdão foi publicado em 20.10.2017 como a informação de que a defesa opôs embargos de declaração (Embargos de Declaração 0000599-72.2015.8.26.0111/50000), já julgados com acórdão publicado em 29.11.2017, os quais foram rejeitados. Assim, não havendo nenhuma informação que pudesse alterar a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EA-58CA-1DD2-D90F e senha 6DDC-2FBF-B39F-B414 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes, confusas e desconexas e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Explico. Primeiramente, a defesa sustenta a necessidade de superação da Súmula 691/STF (eDOC 11, p. 2). No entanto, a decisão agravada não aplicou o óbice da Súmula 691/STF. Noutra ponta, aponta que “o paciente encontra-se encarcerado preventivamente há mais de 02 (dois) anos e 05 (cinco) meses, e aguarda a publicação do Venerando Acórdão para a interposição de Embargos de Declaração, para aclarar por qual razão não foi aplicado o redutor previsto no parágrafo 4º, do artigo 33 da lei 11.343/2006. Portanto, da data do julgamento do Venerando Acordão que ocorreu em 19 de Maio de 2017, até a presente data, 15 de Agosto de 2017, decorreram mais de 90 (noventa) dias, sem qualquer publicação da decisão proferida pela Corte a quo”. (eDOC 11, p. 3) Ora, a própria defesa fez juntar, na instrução da presente impetração, o eDOC 6, que trata justamente do acórdão que afirma estar aguardando até hoje ser publicado para poder opor embargos de declaração. Em consulta ao andamento da Ação Penal 0000599-72.2015.8.26.0111, verifico que não só o acórdão foi publicado em 20.10.2017 como a informação de que a defesa opôs embargos de declaração (Embargos de Declaração 0000599-72.2015.8.26.0111/50000), já julgados com acórdão publicado em 29.11.2017, os quais foram rejeitados. Assim, não havendo nenhuma informação que pudesse alterar a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EA-58CA-1DD2-D90F e senha 6DDC-2FBF-B39F-B414 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 152689 AGR / SP decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EA-58CA-1DD2-D90F e senha 6DDC-2FBF-B39F-B414 Supremo Tribunal Federal HC 152689 AGR / SP decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EA-58CA-1DD2-D90F e senha 6DDC-2FBF-B39F-B414 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 26/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FELIPE CARNEIRO GONÇALVES ADV.(A/S) : DJALMA FREGNANI JUNIOR (169098/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 421.788 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64C2-6872-FECE-35AA e senha 3E0C-3D63-04DA-0FE7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FELIPE CARNEIRO GONÇALVES ADV.(A/S) : DJALMA FREGNANI JUNIOR (169098/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 421.788 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64C2-6872-FECE-35AA e senha 3E0C-3D63-04DA-0FE7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748583060
2018-10-26T00:00:00
2018-11-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Direito Penal e Processual Penal. 3. Condenação pelo crime do artigo 33, caput, c/c o artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/2006 à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão. 4. Regime inicial fechado legalmente fundamentado. 5. Alegação de excesso de prazo para o Tribunal local publicar acórdão que julgou recurso de apelação. 6. Alegado cerceamento de defesa pela impossibilidade de oposição de embargos declaratórios. 7. Razões trazidas pela defesa são desconexas com a realidade dos autos. 8. Acórdão publicado da apelação já julgada pelo Tribunal local foi instruído pela própria defesa. 9. Informações de que os embargos declaratórios foram inclusive julgados na origem. 10. Inexistência de manifesta ilegalidade ou teratologia capaz de modificar a decisão agravada. 11. Negativa de provimento ao agravo regimental.
sjur393831
Número de páginas: 7. Análise: 26/11/2018, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
152689
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 ART-00040 INC-00006\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 152689 AgR
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AGTE.(S) : FELIPE CARNEIRO GONÇALVES ADV.(A/S) : DJALMA FREGNANI JUNIOR COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 421.788 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FELIPE CARNEIRO GONÇALVES ADV.(A/S) :DJALMA FREGNANI JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 421.788 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Direito Penal e Processual Penal. 3. Condenação pelo crime do artigo 33, caput, c/c o artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/2006 à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão. 4. Regime inicial fechado legalmente fundamentado. 5. Alegação de excesso de prazo para o Tribunal local publicar acórdão que julgou recurso de apelação. 6. Alegado cerceamento de defesa pela impossibilidade de oposição de embargos declaratórios. 7. Razões trazidas pela defesa são desconexas com a realidade dos autos. 8. Acórdão publicado da apelação já julgada pelo Tribunal local foi instruído pela própria defesa. 9. Informações de que os embargos declaratórios foram inclusive julgados na origem. 10. Inexistência de manifesta ilegalidade ou teratologia capaz de modificar a decisão agravada. 11. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 25 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC17-316E-8F63-5206 e senha 266F-2DC1-093E-6DB1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FELIPE CARNEIRO GONÇALVES ADV.(A/S) :DJALMA FREGNANI JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 421.788 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 11) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei (eDOC 10) o pedido formulado neste habeas corpus, que da decisão destaco: “As razões não merecem acolhimento. Isso porque o artigo 33, § 2... e § 3..., do Código Penal é claro ao dispor que constitui faculdade, e não obrigação, sujeita ao prudente arbítrio do magistrado, aplicar o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena, examinadas as peculiaridades de cada caso. Consta dos autos que o paciente foi condenado pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, c/c o artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/2006, à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Inicialmente, conforme já relatado, o Juízo sentenciante, de maneira pormenorizada, fundamentou seu convencimento acerca da fixação do regime inicial fechado, como se extrai do seguinte trecho da sentença condenatória: (…) No julgamento da apelação, o Tribunal de origem reduziu a quantidade de pena, mas confirmou a necessidade de aplicação do regime fechado, nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FELIPE CARNEIRO GONÇALVES ADV.(A/S) :DJALMA FREGNANI JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 421.788 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 11) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei (eDOC 10) o pedido formulado neste habeas corpus, que da decisão destaco: “As razões não merecem acolhimento. Isso porque o artigo 33, § 2... e § 3..., do Código Penal é claro ao dispor que constitui faculdade, e não obrigação, sujeita ao prudente arbítrio do magistrado, aplicar o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena, examinadas as peculiaridades de cada caso. Consta dos autos que o paciente foi condenado pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, c/c o artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/2006, à pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Inicialmente, conforme já relatado, o Juízo sentenciante, de maneira pormenorizada, fundamentou seu convencimento acerca da fixação do regime inicial fechado, como se extrai do seguinte trecho da sentença condenatória: (…) No julgamento da apelação, o Tribunal de origem reduziu a quantidade de pena, mas confirmou a necessidade de aplicação do regime fechado, nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 152689 AGR / SP (…) Desse modo, verifico que o Juízo de origem, ao fixar o regime fechado para o acusado, baseou-se nas circunstâncias em que o delito foi praticado, principalmente: expressiva quantidade de droga (mais de meio quilo – e considerando que a cidade de Cajuru, lugar em que o crime foi cometido, possui população de apenas 23.353 pessoas); fato de o paciente não ter trazido aos autos prova hábil de que exercia alguma ocupação lícita; aplicação do artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/2006 (prática que envolve ou visa a atingir criança ou adolescente). Portanto, tenho por plenamente justificada a imposição do regime mais severo. Ressalto que a jurisprudência desta Suprema Corte entende que a dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Aos Tribunais Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete somente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais decisões teratológicas e arbitrárias, que violem frontalmente dispositivo constitucional. (…) Desse modo, verifico que o acórdão impugnado está em consonância com a jurisprudência desta Corte e atende ao princípio da individualização da pena. O presente writ decorre de mero inconformismo da parte, que não aceita seus fundamentos. Ante o exposto, com base no artigo 192, caput, do RISTF, denego a ordem”. (eDOC 10) Inconformada a defesa interpôs o presente agravo regimental, sustentando: I- a necessidade de abrandamento na aplicação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. (eDOC 11, p. 2); e II – que “o paciente encontra-se encarcerado preventivamente há mais de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Supremo Tribunal Federal HC 152689 AGR / SP (…) Desse modo, verifico que o Juízo de origem, ao fixar o regime fechado para o acusado, baseou-se nas circunstâncias em que o delito foi praticado, principalmente: expressiva quantidade de droga (mais de meio quilo – e considerando que a cidade de Cajuru, lugar em que o crime foi cometido, possui população de apenas 23.353 pessoas); fato de o paciente não ter trazido aos autos prova hábil de que exercia alguma ocupação lícita; aplicação do artigo 40, inciso VI, da Lei 11.343/2006 (prática que envolve ou visa a atingir criança ou adolescente). Portanto, tenho por plenamente justificada a imposição do regime mais severo. Ressalto que a jurisprudência desta Suprema Corte entende que a dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Aos Tribunais Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete somente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais decisões teratológicas e arbitrárias, que violem frontalmente dispositivo constitucional. (…) Desse modo, verifico que o acórdão impugnado está em consonância com a jurisprudência desta Corte e atende ao princípio da individualização da pena. O presente writ decorre de mero inconformismo da parte, que não aceita seus fundamentos. Ante o exposto, com base no artigo 192, caput, do RISTF, denego a ordem”. (eDOC 10) Inconformada a defesa interpôs o presente agravo regimental, sustentando: I- a necessidade de abrandamento na aplicação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. (eDOC 11, p. 2); e II – que “o paciente encontra-se encarcerado preventivamente há mais de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 152689 AGR / SP 02 (dois) anos e 05 (cinco) meses, e aguarda a publicação do Venerando Acórdão para a interposição de Embargos de Declaração, para aclarar por qual razão não foi aplicado o redutor previsto no parágrafo 4... do artigo 33 da lei 11.343/2006. Portanto, da data do julgamento do Venerando Acordão que ocorreu em 19 de Maio de 2017, até a presente data, 15 de Agosto de 2017, decorreram mais de 90 (noventa) dias, sem qualquer publicação da decisão proferida pela Corte a quo”. (eDOC 11, p. 3) Requer seja conhecido o presente recurso para que sejam deferidos os pedidos aviados na inicial quais sejam, colocação do paciente em liberdade “até o julgamento colegiado de mérito do presente writ”. (eDOC 11, p. 8) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Supremo Tribunal Federal HC 152689 AGR / SP 02 (dois) anos e 05 (cinco) meses, e aguarda a publicação do Venerando Acórdão para a interposição de Embargos de Declaração, para aclarar por qual razão não foi aplicado o redutor previsto no parágrafo 4... do artigo 33 da lei 11.343/2006. Portanto, da data do julgamento do Venerando Acordão que ocorreu em 19 de Maio de 2017, até a presente data, 15 de Agosto de 2017, decorreram mais de 90 (noventa) dias, sem qualquer publicação da decisão proferida pela Corte a quo”. (eDOC 11, p. 3) Requer seja conhecido o presente recurso para que sejam deferidos os pedidos aviados na inicial quais sejam, colocação do paciente em liberdade “até o julgamento colegiado de mérito do presente writ”. (eDOC 11, p. 8) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1897-C2CB-A826-F7FF e senha EFBC-4A59-B654-4CA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes, confusas e desconexas e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Explico. Primeiramente, a defesa sustenta a necessidade de superação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal (eDOC 11, p. 2). No entanto, a decisão agravada não aplicou o óbice da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Noutra ponta, aponta que “o paciente encontra-se encarcerado preventivamente há mais de 02 (dois) anos e 05 (cinco) meses, e aguarda a publicação do Venerando Acórdão para a interposição de Embargos de Declaração, para aclarar por qual razão não foi aplicado o redutor previsto no parágrafo 4..., do artigo 33 da lei 11.343/2006. Portanto, da data do julgamento do Venerando Acordão que ocorreu em 19 de Maio de 2017, até a presente data, 15 de Agosto de 2017, decorreram mais de 90 (noventa) dias, sem qualquer publicação da decisão proferida pela Corte a quo”. (eDOC 11, p. 3) Ora, a própria defesa fez juntar, na instrução da presente impetração, o eDOC 6, que trata justamente do acórdão que afirma estar aguardando até hoje ser publicado para poder opor embargos de declaração. Em consulta ao andamento da Ação Penal 0000599-72.2015.8.26.0111, verifico que não só o acórdão foi publicado em 20.10.2017 como a informação de que a defesa opôs embargos de declaração (Embargos de Declaração 0000599-72.2015.8.26.0111/50000), já julgados com acórdão publicado em 29.11.2017, os quais foram rejeitados. Assim, não havendo nenhuma informação que pudesse alterar a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EA-58CA-1DD2-D90F e senha 6DDC-2FBF-B39F-B414 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes, confusas e desconexas e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Explico. Primeiramente, a defesa sustenta a necessidade de superação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal (eDOC 11, p. 2). No entanto, a decisão agravada não aplicou o óbice da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Noutra ponta, aponta que “o paciente encontra-se encarcerado preventivamente há mais de 02 (dois) anos e 05 (cinco) meses, e aguarda a publicação do Venerando Acórdão para a interposição de Embargos de Declaração, para aclarar por qual razão não foi aplicado o redutor previsto no parágrafo 4..., do artigo 33 da lei 11.343/2006. Portanto, da data do julgamento do Venerando Acordão que ocorreu em 19 de Maio de 2017, até a presente data, 15 de Agosto de 2017, decorreram mais de 90 (noventa) dias, sem qualquer publicação da decisão proferida pela Corte a quo”. (eDOC 11, p. 3) Ora, a própria defesa fez juntar, na instrução da presente impetração, o eDOC 6, que trata justamente do acórdão que afirma estar aguardando até hoje ser publicado para poder opor embargos de declaração. Em consulta ao andamento da Ação Penal 0000599-72.2015.8.26.0111, verifico que não só o acórdão foi publicado em 20.10.2017 como a informação de que a defesa opôs embargos de declaração (Embargos de Declaração 0000599-72.2015.8.26.0111/50000), já julgados com acórdão publicado em 29.11.2017, os quais foram rejeitados. Assim, não havendo nenhuma informação que pudesse alterar a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EA-58CA-1DD2-D90F e senha 6DDC-2FBF-B39F-B414 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 152689 AGR / SP decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EA-58CA-1DD2-D90F e senha 6DDC-2FBF-B39F-B414 Supremo Tribunal Federal HC 152689 AGR / SP decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EA-58CA-1DD2-D90F e senha 6DDC-2FBF-B39F-B414 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 26/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FELIPE CARNEIRO GONÇALVES ADV.(A/S) : DJALMA FREGNANI JUNIOR (169098/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 421.788 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64C2-6872-FECE-35AA e senha 3E0C-3D63-04DA-0FE7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.689 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FELIPE CARNEIRO GONÇALVES ADV.(A/S) : DJALMA FREGNANI JUNIOR (169098/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 421.788 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 64C2-6872-FECE-35AA e senha 3E0C-3D63-04DA-0FE7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 152 . 689", "HC n 421 . 788", "HABEAS CORPUS 152 . 689 SÃO", "HC n 421 . 788", "HABEAS CORPUS 152 . 689", "HC n 421 . 788", "HC 152689 AGR / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 152689 AGR", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 152689 AGR / SP", "HC 152689 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 152 . 689", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "Ação Penal 0000599 - 72 . 2015 . 8 . 26", "Embargos de Declaração 0000599 - 72 . 2015 . 8 . 26 . 0111 / 50000", "HABEAS CORPUS 152 . 689", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "Ação Penal 0000599 - 72 . 2015 . 8 . 26 . 0111", "Embargos de Declaração 0000599 - 72 . 2015 . 8 . 26 . 0111 / 50000", "HC 152689 AGR / SP", "HC 152689 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 152 . 689", "HC n 421 . 788 DO", "HABEAS CORPUS 152 . 689", "HC n 421 . 788 DO" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 33 , caput , c / c o artigo 40 , inciso VI , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 2 . . . e § 3 . . . , do Código Penal", "artigo 33 , caput , c / c o artigo 40 , inciso VI , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 2 . . . e § 3 . . . , do Código Penal", "artigo 33 , caput , c / c o artigo 40 , inciso VI , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 40 , inciso VI , da Lei 11 . 343 / 2006", "artigo 192 , caput , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 40 , inciso VI , da Lei 11 . 343 / 2006", "artigo 192 , caput , do RISTF", "Medida Provisória n 2", "parágrafo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo", "artigo 33 da lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 4 . . . , do artigo 33 da lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 4 . . . , do artigo 33 da lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "Cajuru", "Cajuru", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "FELIPE CARNEIRO GONÇALVES", "DJALMA FREGNANI JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "FELIPE CARNEIRO GONÇALVES", "DJALMA FREGNANI JUNIOR", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "FELIPE CARNEIRO GONÇALVES", "DJALMA FREGNANI JUNIOR", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR", "MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "FELIPE CARNEIRO GONÇALVES", "DJALMA FREGNANI JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "FELIPE CARNEIRO GONÇALVES", "DJALMA FREGNANI JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "19", "25 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de Maio de 2017", "15 de Agosto de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de Maio de 2017", "15 de Agosto de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19 de Maio de 2017", "15 de Agosto de 2017", "20", ".", "10", ".", "2017", "29", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19 de Maio de 2017", "15 de Agosto de 2017", "20", ".", "10", ".", "2017", "29", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Agravante que confessou se dedicar à criminalidade desde os 14 anos de idade. 3. Aplicação do redutor do artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2006. 4. Impossibilidade. 5. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 25 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D9F-1B4D-7928-5C9D e senha FB45-65F8-CA21-0425 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. Nas razões recursais, o agravante aduz que tem direito ao redutor previsto no artigo 33, § 4º, da Lei de Drogas, porquanto se dedicava a atos infracionais, enquanto referido dispositivo veda a concessão àqueles que se dedicam à prática de crimes. Requer o provimento do recurso, a fim de que lhe seja conferida a citada minorante. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E60-D799-AFB8-B829 e senha F68A-C3CF-855D-DC62 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. Nas razões recursais, o agravante aduz que tem direito ao redutor previsto no artigo 33, § 4º, da Lei de Drogas, porquanto se dedicava a atos infracionais, enquanto referido dispositivo veda a concessão àqueles que se dedicam à prática de crimes. Requer o provimento do recurso, a fim de que lhe seja conferida a citada minorante. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E60-D799-AFB8-B829 e senha F68A-C3CF-855D-DC62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Inicialmente, registro que a dedicação a atividades criminosas é extraída de elementos robustos dos autos, mas sua comprovação, para fins do redutor previsto no artigo 33, § 4º, da Lei de Drogas dispensa, obviamente, condenação penal anterior. Tal exigência fica no campo da primariedade e dos antecedentes. Aliás, isso fica muito claro, ao observar a redação do referido parágrafo: “§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja (1) primário, de (2) bons antecedentes, (3) não se dedique às atividades criminosas (4) nem integre organização criminosa”. Tudo indica que a intenção do legislador, ao inserir a redação contida no § 4º do artigo 33 foi distinguir o traficante contumaz e profissional daquele iniciante na vida criminosa, bem como daquele que se aventura na vida da traficância por motivos que, por vezes, confundem-se com a sua própria sobrevivência e/ou de sua família. Daí, acredito essencial, para legitimar o afastamento do redutor, fundamentação corroborada em elementos capazes de afastar um dos requisitos legais, sob pena de desrespeito ao princípio da individualização da pena e de fundamentação das decisões judiciais. Registrou o Juízo que a quantidade de processo instaurado comprova que o agravante se dedica, desde sempre, a atividades criminosas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Inicialmente, registro que a dedicação a atividades criminosas é extraída de elementos robustos dos autos, mas sua comprovação, para fins do redutor previsto no artigo 33, § 4º, da Lei de Drogas dispensa, obviamente, condenação penal anterior. Tal exigência fica no campo da primariedade e dos antecedentes. Aliás, isso fica muito claro, ao observar a redação do referido parágrafo: “§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja (1) primário, de (2) bons antecedentes, (3) não se dedique às atividades criminosas (4) nem integre organização criminosa”. Tudo indica que a intenção do legislador, ao inserir a redação contida no § 4º do artigo 33 foi distinguir o traficante contumaz e profissional daquele iniciante na vida criminosa, bem como daquele que se aventura na vida da traficância por motivos que, por vezes, confundem-se com a sua própria sobrevivência e/ou de sua família. Daí, acredito essencial, para legitimar o afastamento do redutor, fundamentação corroborada em elementos capazes de afastar um dos requisitos legais, sob pena de desrespeito ao princípio da individualização da pena e de fundamentação das decisões judiciais. Registrou o Juízo que a quantidade de processo instaurado comprova que o agravante se dedica, desde sempre, a atividades criminosas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 152100 AGR / SC Destaco trecho da decisão: “No que tange à causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 (§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.), muito embora não haja antecedentes criminais ou provas de que o réu integre organização criminosa, não resta dúvida de que registra histórico de dedicação a atividades criminosas (como confessou no interrogatório), o que impede a aplicação da referida causa especial de diminuição. Com efeito, não se pode ignorar a extensa relação de atos infracionais (inquérito policial nº 50003644520144047210 - evento 1-INIC1) (mais de 10 processos) instaurados entre 2010 e 2013, enquanto Claudenir era menor de idade, onde se apurou as práticas de delitos graves como estupro, roubo, furto, receptação, lesões corporais, ameaça, tentativa de homicídio (contra o irmão - evento 133) e delitos de trânsito. Além disso, o réu admitiu que desde os 14 anos de idade aderiu à criminalidade e inclusive relatou que roubava ou furtava motocicletas para trocar por drogas, na fronteira em Dionísio Cerqueira. Também se observa dos documentos juntados no evento 133 que, apesar da internação em clínica de recuperação e encaminhamento para tratamento psicológico, Claudenir voltou a usar drogas assim que teve alta e em seguida praticou o fato objeto desta ação, demonstrando não ter tido, até então, força de vontade para mudar seu estilo de vida”. (eDOC 5, p. 46) Ora, é indiscutível que, na adolescência, o agravante não praticou crimes, em seu sentido jurídico-legal. Ocorre que o Juízo singular apenas registrou que a prática dos referidos atos infracionais comprova que o agravante não é nenhum principiante. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Supremo Tribunal Federal HC 152100 AGR / SC Destaco trecho da decisão: “No que tange à causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 (§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.), muito embora não haja antecedentes criminais ou provas de que o réu integre organização criminosa, não resta dúvida de que registra histórico de dedicação a atividades criminosas (como confessou no interrogatório), o que impede a aplicação da referida causa especial de diminuição. Com efeito, não se pode ignorar a extensa relação de atos infracionais (inquérito policial nº 50003644520144047210 - evento 1-INIC1) (mais de 10 processos) instaurados entre 2010 e 2013, enquanto Claudenir era menor de idade, onde se apurou as práticas de delitos graves como estupro, roubo, furto, receptação, lesões corporais, ameaça, tentativa de homicídio (contra o irmão - evento 133) e delitos de trânsito. Além disso, o réu admitiu que desde os 14 anos de idade aderiu à criminalidade e inclusive relatou que roubava ou furtava motocicletas para trocar por drogas, na fronteira em Dionísio Cerqueira. Também se observa dos documentos juntados no evento 133 que, apesar da internação em clínica de recuperação e encaminhamento para tratamento psicológico, Claudenir voltou a usar drogas assim que teve alta e em seguida praticou o fato objeto desta ação, demonstrando não ter tido, até então, força de vontade para mudar seu estilo de vida”. (eDOC 5, p. 46) Ora, é indiscutível que, na adolescência, o agravante não praticou crimes, em seu sentido jurídico-legal. Ocorre que o Juízo singular apenas registrou que a prática dos referidos atos infracionais comprova que o agravante não é nenhum principiante. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 152100 AGR / SC Isso não significa que foram considerados, como crimes, os atos infracionais praticados. Significa, apenas, que todo o contexto fático comprova que não milita, em favor do agravante, a eventualidade do crime praticado. O que a DPU quer é que esta Corte entenda que, até 18.11.2013, data anterior ao atingimento da maioridade, o agravante se dedicava a atos infracionais. Depreende-se dos argumentos da Defensoria que, em 19.11.2013, o agravante teria interrompido sua dedicação a atos infracionais e teria, já com 18 anos de idade, dado início a uma nova vida. Em 9.1.2014, menos de dois meses depois, o agravante teria praticado o crime objeto desta impetração, de forma isolada e pontual. (eDOC 2, p. 15) Ora, o contexto fático dos autos não me permite concluir de modo diverso da conclusão a que chegou o Tribunal de origem: o agravante se dedica, desde seus 13 anos de idade, a atividades criminosas, tendo completado os 18 anos na dedicação a essas atividades. Não tem qualquer sentido o argumento da defesa. Mais a mais, o próprio agravante confessou que se dedica a atividades criminosas: “Além disso, o réu admitiu que desde os 14 anos de idade aderiu à criminalidade e inclusive relatou que roubava ou furtava motocicletas para trocar por drogas, na fronteira em Dionísio Cerqueira”. (eDOC 5, p. 46) Dito isso, não vejo constrangimento ilegal manifesto apto a justificar a concessão da ordem. Assim, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Supremo Tribunal Federal HC 152100 AGR / SC Isso não significa que foram considerados, como crimes, os atos infracionais praticados. Significa, apenas, que todo o contexto fático comprova que não milita, em favor do agravante, a eventualidade do crime praticado. O que a DPU quer é que esta Corte entenda que, até 18.11.2013, data anterior ao atingimento da maioridade, o agravante se dedicava a atos infracionais. Depreende-se dos argumentos da Defensoria que, em 19.11.2013, o agravante teria interrompido sua dedicação a atos infracionais e teria, já com 18 anos de idade, dado início a uma nova vida. Em 9.1.2014, menos de dois meses depois, o agravante teria praticado o crime objeto desta impetração, de forma isolada e pontual. (eDOC 2, p. 15) Ora, o contexto fático dos autos não me permite concluir de modo diverso da conclusão a que chegou o Tribunal de origem: o agravante se dedica, desde seus 13 anos de idade, a atividades criminosas, tendo completado os 18 anos na dedicação a essas atividades. Não tem qualquer sentido o argumento da defesa. Mais a mais, o próprio agravante confessou que se dedica a atividades criminosas: “Além disso, o réu admitiu que desde os 14 anos de idade aderiu à criminalidade e inclusive relatou que roubava ou furtava motocicletas para trocar por drogas, na fronteira em Dionísio Cerqueira”. (eDOC 5, p. 46) Dito isso, não vejo constrangimento ilegal manifesto apto a justificar a concessão da ordem. Assim, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir do eminente Relator, por entender – na linha da jurisprudência dos Tribunais em geral, inclusive do Supremo Tribunal Federal (HC 114.747/PE, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.), e de autorizado magistério doutrinário (CELSO DELMANTO, ROBERTO DELMANTO, ROBERTO DELMANTO JUNIOR E FABIO M DE ALMEIDA DELMANTO, “Código Penal Comentado”, p. 281, 8ª ed., 2010, Saraiva, v.g.) – que a prática de ato infracional não pode ser considerada para efeito de qualificação negativa da vida “ante acta” do réu. Em consequência, dou provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 514D-86D5-E78F-383A e senha CCE8-0872-87F5-C1AF Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir do eminente Relator, por entender – na linha da jurisprudência dos Tribunais em geral, inclusive do Supremo Tribunal Federal (HC 114.747/PE, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.), e de autorizado magistério doutrinário (CELSO DELMANTO, ROBERTO DELMANTO, ROBERTO DELMANTO JUNIOR E FABIO M DE ALMEIDA DELMANTO, “Código Penal Comentado”, p. 281, 8ª ed., 2010, Saraiva, v.g.) – que a prática de ato infracional não pode ser considerada para efeito de qualificação negativa da vida “ante acta” do réu. Em consequência, dou provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 514D-86D5-E78F-383A e senha CCE8-0872-87F5-C1AF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 26/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E337-CE60-7D05-E4D1 e senha 4568-2F58-82AE-6E91 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E337-CE60-7D05-E4D1 e senha 4568-2F58-82AE-6E91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748626344
2018-10-26T00:00:00
2018-11-09T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Agravante que confessou se dedicar à criminalidade desde os 14 anos de idade. 3. Aplicação do redutor do artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2006. 4. Impossibilidade. 5. Negativa de provimento ao agravo regimental.
sjur394152
- Acórdão(s) citado(s): (ATO INFRACIONAL, VALORAÇÃO NEGATIVA, VIDA PREGRESSA) HC 114747 (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 30/11/2018, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
152100
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
HC-AgR
acordaos
HC 152100 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Agravante que confessou se dedicar à criminalidade desde os 14 anos de idade. 3. Aplicação do redutor do artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/2006. 4. Impossibilidade. 5. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 25 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D9F-1B4D-7928-5C9D e senha FB45-65F8-CA21-0425 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. Nas razões recursais, o agravante aduz que tem direito ao redutor previsto no artigo 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), porquanto se dedicava a atos infracionais, enquanto referido dispositivo veda a concessão àqueles que se dedicam à prática de crimes. Requer o provimento do recurso, a fim de que lhe seja conferida a citada minorante. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E60-D799-AFB8-B829 e senha F68A-C3CF-855D-DC62 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. Nas razões recursais, o agravante aduz que tem direito ao redutor previsto no artigo 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), porquanto se dedicava a atos infracionais, enquanto referido dispositivo veda a concessão àqueles que se dedicam à prática de crimes. Requer o provimento do recurso, a fim de que lhe seja conferida a citada minorante. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E60-D799-AFB8-B829 e senha F68A-C3CF-855D-DC62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Inicialmente, registro que a dedicação a atividades criminosas é extraída de elementos robustos dos autos, mas sua comprovação, para fins do redutor previsto no artigo 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) dispensa, obviamente, condenação penal anterior. Tal exigência fica no campo da primariedade e dos antecedentes. Aliás, isso fica muito claro, ao observar a redação do referido parágrafo: “§ 4... Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja (1) primário, de (2) bons antecedentes, (3) não se dedique às atividades criminosas (4) nem integre organização criminosa”. Tudo indica que a intenção do legislador, ao inserir a redação contida no § 4... do artigo 33 foi distinguir o traficante contumaz e profissional daquele iniciante na vida criminosa, bem como daquele que se aventura na vida da traficância por motivos que, por vezes, confundem-se com a sua própria sobrevivência e/ou de sua família. Daí, acredito essencial, para legitimar o afastamento do redutor, fundamentação corroborada em elementos capazes de afastar um dos requisitos legais, sob pena de desrespeito ao princípio da individualização da pena e de fundamentação das decisões judiciais. Registrou o Juízo que a quantidade de processo instaurado comprova que o agravante se dedica, desde sempre, a atividades criminosas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Inicialmente, registro que a dedicação a atividades criminosas é extraída de elementos robustos dos autos, mas sua comprovação, para fins do redutor previsto no artigo 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) dispensa, obviamente, condenação penal anterior. Tal exigência fica no campo da primariedade e dos antecedentes. Aliás, isso fica muito claro, ao observar a redação do referido parágrafo: “§ 4... Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja (1) primário, de (2) bons antecedentes, (3) não se dedique às atividades criminosas (4) nem integre organização criminosa”. Tudo indica que a intenção do legislador, ao inserir a redação contida no § 4... do artigo 33 foi distinguir o traficante contumaz e profissional daquele iniciante na vida criminosa, bem como daquele que se aventura na vida da traficância por motivos que, por vezes, confundem-se com a sua própria sobrevivência e/ou de sua família. Daí, acredito essencial, para legitimar o afastamento do redutor, fundamentação corroborada em elementos capazes de afastar um dos requisitos legais, sob pena de desrespeito ao princípio da individualização da pena e de fundamentação das decisões judiciais. Registrou o Juízo que a quantidade de processo instaurado comprova que o agravante se dedica, desde sempre, a atividades criminosas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 152100 AGR / SC Destaco trecho da decisão: “No que tange à causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 (§ 4... Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.), muito embora não haja antecedentes criminais ou provas de que o réu integre organização criminosa, não resta dúvida de que registra histórico de dedicação a atividades criminosas (como confessou no interrogatório), o que impede a aplicação da referida causa especial de diminuição. Com efeito, não se pode ignorar a extensa relação de atos infracionais (inquérito policial n 50003644520144047210 - evento 1-INIC1) (mais de 10 processos) instaurados entre 2010 e 2013, enquanto Claudenir era menor de idade, onde se apurou as práticas de delitos graves como estupro, roubo, furto, receptação, lesões corporais, ameaça, tentativa de homicídio (contra o irmão - evento 133) e delitos de trânsito. Além disso, o réu admitiu que desde os 14 anos de idade aderiu à criminalidade e inclusive relatou que roubava ou furtava motocicletas para trocar por drogas, na fronteira em Dionísio Cerqueira. Também se observa dos documentos juntados no evento 133 que, apesar da internação em clínica de recuperação e encaminhamento para tratamento psicológico, Claudenir voltou a usar drogas assim que teve alta e em seguida praticou o fato objeto desta ação, demonstrando não ter tido, até então, força de vontade para mudar seu estilo de vida”. (eDOC 5, p. 46) Ora, é indiscutível que, na adolescência, o agravante não praticou crimes, em seu sentido jurídico-legal. Ocorre que o Juízo singular apenas registrou que a prática dos referidos atos infracionais comprova que o agravante não é nenhum principiante. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Supremo Tribunal Federal HC 152100 AGR / SC Destaco trecho da decisão: “No que tange à causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 (§ 4... Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.), muito embora não haja antecedentes criminais ou provas de que o réu integre organização criminosa, não resta dúvida de que registra histórico de dedicação a atividades criminosas (como confessou no interrogatório), o que impede a aplicação da referida causa especial de diminuição. Com efeito, não se pode ignorar a extensa relação de atos infracionais (inquérito policial n 50003644520144047210 - evento 1-INIC1) (mais de 10 processos) instaurados entre 2010 e 2013, enquanto Claudenir era menor de idade, onde se apurou as práticas de delitos graves como estupro, roubo, furto, receptação, lesões corporais, ameaça, tentativa de homicídio (contra o irmão - evento 133) e delitos de trânsito. Além disso, o réu admitiu que desde os 14 anos de idade aderiu à criminalidade e inclusive relatou que roubava ou furtava motocicletas para trocar por drogas, na fronteira em Dionísio Cerqueira. Também se observa dos documentos juntados no evento 133 que, apesar da internação em clínica de recuperação e encaminhamento para tratamento psicológico, Claudenir voltou a usar drogas assim que teve alta e em seguida praticou o fato objeto desta ação, demonstrando não ter tido, até então, força de vontade para mudar seu estilo de vida”. (eDOC 5, p. 46) Ora, é indiscutível que, na adolescência, o agravante não praticou crimes, em seu sentido jurídico-legal. Ocorre que o Juízo singular apenas registrou que a prática dos referidos atos infracionais comprova que o agravante não é nenhum principiante. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 152100 AGR / SC Isso não significa que foram considerados, como crimes, os atos infracionais praticados. Significa, apenas, que todo o contexto fático comprova que não milita, em favor do agravante, a eventualidade do crime praticado. O que a DPU quer é que esta Corte entenda que, até 18.11.2013, data anterior ao atingimento da maioridade, o agravante se dedicava a atos infracionais. Depreende-se dos argumentos da Defensoria que, em 19.11.2013, o agravante teria interrompido sua dedicação a atos infracionais e teria, já com 18 anos de idade, dado início a uma nova vida. Em 9.1.2014, menos de dois meses depois, o agravante teria praticado o crime objeto desta impetração, de forma isolada e pontual. (eDOC 2, p. 15) Ora, o contexto fático dos autos não me permite concluir de modo diverso da conclusão a que chegou o Tribunal de origem: o agravante se dedica, desde seus 13 anos de idade, a atividades criminosas, tendo completado os 18 anos na dedicação a essas atividades. Não tem qualquer sentido o argumento da defesa. Mais a mais, o próprio agravante confessou que se dedica a atividades criminosas: “Além disso, o réu admitiu que desde os 14 anos de idade aderiu à criminalidade e inclusive relatou que roubava ou furtava motocicletas para trocar por drogas, na fronteira em Dionísio Cerqueira”. (eDOC 5, p. 46) Dito isso, não vejo constrangimento ilegal manifesto apto a justificar a concessão da ordem. Assim, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Supremo Tribunal Federal HC 152100 AGR / SC Isso não significa que foram considerados, como crimes, os atos infracionais praticados. Significa, apenas, que todo o contexto fático comprova que não milita, em favor do agravante, a eventualidade do crime praticado. O que a DPU quer é que esta Corte entenda que, até 18.11.2013, data anterior ao atingimento da maioridade, o agravante se dedicava a atos infracionais. Depreende-se dos argumentos da Defensoria que, em 19.11.2013, o agravante teria interrompido sua dedicação a atos infracionais e teria, já com 18 anos de idade, dado início a uma nova vida. Em 9.1.2014, menos de dois meses depois, o agravante teria praticado o crime objeto desta impetração, de forma isolada e pontual. (eDOC 2, p. 15) Ora, o contexto fático dos autos não me permite concluir de modo diverso da conclusão a que chegou o Tribunal de origem: o agravante se dedica, desde seus 13 anos de idade, a atividades criminosas, tendo completado os 18 anos na dedicação a essas atividades. Não tem qualquer sentido o argumento da defesa. Mais a mais, o próprio agravante confessou que se dedica a atividades criminosas: “Além disso, o réu admitiu que desde os 14 anos de idade aderiu à criminalidade e inclusive relatou que roubava ou furtava motocicletas para trocar por drogas, na fronteira em Dionísio Cerqueira”. (eDOC 5, p. 46) Dito isso, não vejo constrangimento ilegal manifesto apto a justificar a concessão da ordem. Assim, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69D3-CDCF-CB26-A06B e senha 9C14-D0E1-C203-E624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir do eminente Relator, por entender – na linha da jurisprudência dos Tribunais em geral, inclusive do Supremo Tribunal Federal (HC 114.747/PE, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.), e de autorizado magistério doutrinário (CELSO DELMANTO, ROBERTO DELMANTO, ROBERTO DELMANTO JUNIOR E FABIO M DE ALMEIDA DELMANTO, “Código Penal Comentado”, p. 281, 8... ed., 2010, Saraiva, v.g.) – que a prática de ato infracional não pode ser considerada para efeito de qualificação negativa da vida “ante acta” do réu. Em consequência, dou provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 514D-86D5-E78F-383A e senha CCE8-0872-87F5-C1AF Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir do eminente Relator, por entender – na linha da jurisprudência dos Tribunais em geral, inclusive do Supremo Tribunal Federal (HC 114.747/PE, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.), e de autorizado magistério doutrinário (CELSO DELMANTO, ROBERTO DELMANTO, ROBERTO DELMANTO JUNIOR E FABIO M DE ALMEIDA DELMANTO, “Código Penal Comentado”, p. 281, 8... ed., 2010, Saraiva, v.g.) – que a prática de ato infracional não pode ser considerada para efeito de qualificação negativa da vida “ante acta” do réu. Em consequência, dou provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 514D-86D5-E78F-383A e senha CCE8-0872-87F5-C1AF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 26/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E337-CE60-7D05-E4D1 e senha 4568-2F58-82AE-6E91 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.100 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CLAUDENIR JUNIOR HAAG PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E337-CE60-7D05-E4D1 e senha 4568-2F58-82AE-6E91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 152 . 100", "HABEAS CORPUS 152 . 100", "HABEAS CORPUS 152 . 100", "HABEAS CORPUS 152 . 100", "HABEAS CORPUS 152 . 100", "HC 152100 AGR / SC", "HC 152100 AGR / SC", "inquérito policial n 50003644520144047210", "HC 152100 AGR / SC", "HC 152100 AGR / SC", "HABEAS CORPUS 152 . 100", "HC 114 . 747 / PE", "HABEAS CORPUS 152 . 100", "HC 114 . 747 / PE", "HABEAS CORPUS 152 . 100", "HABEAS CORPUS 152 . 100" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "Dionísio Cerqueira", "Dionísio Cerqueira", "Dionísio Cerqueira ”", "Dionísio Cerqueira ”", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "DPU", "Supremo Tribunal Federal", "DPU", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "CLAUDENIR JUNIOR HAAG", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CLAUDENIR JUNIOR HAAG", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CLAUDENIR JUNIOR HAAG", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Claudenir", "Claudenir", "Claudenir", "Claudenir", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CLAUDENIR JUNIOR HAAG", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DELMANTO", "ROBERTO DELMANTO", "ROBERTO DELMANTO JUNIOR", "FABIO M DE ALMEIDA DELMANTO", "GILMAR MENDES", "CLAUDENIR JUNIOR HAAG", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DELMANTO", "ROBERTO DELMANTO", "ROBERTO DELMANTO JUNIOR", "FABIO M DE ALMEIDA DELMANTO", "GILMAR MENDES", "CLAUDENIR JUNIOR HAAG", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "CLAUDENIR JUNIOR HAAG", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "11", ".", "2013", "19", ".", "11", ".", "2013", "9", ".", "1", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "11", ".", "2013", "19", ".", "11", ".", "2013", "9", ".", "1", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALAZAR NUEZ ADV.(A/S) :GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO DAMIAO DA SILVA EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA BÉLGICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EXTRADIÇÃO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PEDIDO FORMAL DE EXTRADIÇÃO PELO ESTADO REQUERENTE APÓS O DEFERIMENTO DA PRISÃO PREVENTIVA. INOCORRÊNCIA. REVOGAÇÃO OU SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE SITUAÇÃO EXCEPCIONAL QUE AUTORIZE A FLEXIBILIZAÇÃO DA NECESSIDADE DA CUSTÓDIA CAUTELAR. 1. De acordo com o estatuído no art. 619 do Código de Processo Penal, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão do julgado atacado. No caso, não se constata a existência de nenhum dos vícios na decisão embargada. Ao contrário, o que existe é a invocação protelatória de fundamentos já esgotados no acórdão recorrido que, a pretexto de buscar sanar omissão, traduz mero inconformismo com a conclusão adotada. 2. Na hipótese dos autos, verifica-se que o Estado requerente, após deferimento de pedido prisão preventiva por esta SUPREMA CORTE, solicitou extradição definitiva, nos termos do art. 82, §3º, da Lei 6.815/80, na redação prescrita pela Lei 12.878/13. 3. A defesa não trouxe fatos novos que autorizem a flexibilização da necessidade da custódia cautelar, visto que as condições de saúde do extraditando já foram devidamente observadas e sopesadas por ocasião do julgamento da extradição. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6222-05CD-AF4F-F484 e senha A847-5818-CF58-7F46 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 767 Ementa e Acórdão EXT 1499 ED-AGR / DF 4. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental e em julgar prejudicado o pedido de fls. 674/676, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6222-05CD-AF4F-F484 e senha A847-5818-CF58-7F46 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF 4. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental e em julgar prejudicado o pedido de fls. 674/676, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6222-05CD-AF4F-F484 e senha A847-5818-CF58-7F46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 768 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALAZAR NUEZ ADV.(A/S) :GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO DAMIAO DA SILVA EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA BÉLGICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto por ANTONIO SALAZAR NUEZ contra decisão monocrática que rejeitou os embargos de declaração opostos em face de acórdão que julgou procedente sua extradição. Neste recurso, a defesa sustenta, em suma, que (a) “inexiste requerimento formal e essencial da própria extradição, pois o pedido de extradição não sobreveio ao pedido de prisão”; (b) “a situação do Agravante é desumana, submetido à prisão processual há mais de ano (desde dia 19/05/2017), padecendo de enfermidades graves, num ambiente que é considerado por essa Corte como um estado de coisas inconstitucional e de violação a direito fundamental”; e (c) “sobressai a competência jurisdicional brasileira para processar e julgar os crimes imputados ao extraditando pelo Governo belga, em evidente concurso de jurisdições, evidência que desautoriza a entrega pretendida pelo governo belga”. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou a apreciação do recurso pelo Plenário, “para que possibilite a apreciação dos embargos de declaração propostos, bem como questões públicas não enfrentadas, a fim de que haja a admissibilidade e acolhimento dos pleitos”. Em 10/07/18, nas fls. 674/676, defesa requereu medida cautelar, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C6F-E84A-0A26-A93A e senha 8FC4-45BE-7B6D-3B09 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALAZAR NUEZ ADV.(A/S) :GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO DAMIAO DA SILVA EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA BÉLGICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto por ANTONIO SALAZAR NUEZ contra decisão monocrática que rejeitou os embargos de declaração opostos em face de acórdão que julgou procedente sua extradição. Neste recurso, a defesa sustenta, em suma, que (a) “inexiste requerimento formal e essencial da própria extradição, pois o pedido de extradição não sobreveio ao pedido de prisão”; (b) “a situação do Agravante é desumana, submetido à prisão processual há mais de ano (desde dia 19/05/2017), padecendo de enfermidades graves, num ambiente que é considerado por essa Corte como um estado de coisas inconstitucional e de violação a direito fundamental”; e (c) “sobressai a competência jurisdicional brasileira para processar e julgar os crimes imputados ao extraditando pelo Governo belga, em evidente concurso de jurisdições, evidência que desautoriza a entrega pretendida pelo governo belga”. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou a apreciação do recurso pelo Plenário, “para que possibilite a apreciação dos embargos de declaração propostos, bem como questões públicas não enfrentadas, a fim de que haja a admissibilidade e acolhimento dos pleitos”. Em 10/07/18, nas fls. 674/676, defesa requereu medida cautelar, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C6F-E84A-0A26-A93A e senha 8FC4-45BE-7B6D-3B09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 769 Relatório EXT 1499 ED-AGR / DF aduzindo, novamente, que o extraditando padece de doenças graves e está enclausurado em condições degradantes, [...] aumentando em muito o risco de morte em ambiente carcerário . Busca a substituição da prisão em que se encontra o requerente por prisão domiciliar, conjuntamente ou não com a aplicação de outras medidas cautelares diversas da prisão , ou, alternativamente, que s eja oficiado à Administração Penitenciária do Estado do Pará, para que seu responsável informe, no prazo fixado por Vossa Excelência, o atual estado de saúde do requerente . É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C6F-E84A-0A26-A93A e senha 8FC4-45BE-7B6D-3B09 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF aduzindo, novamente, que o extraditando padece de doenças graves e está enclausurado em condições degradantes, [...] aumentando em muito o risco de morte em ambiente carcerário . Busca a substituição da prisão em que se encontra o requerente por prisão domiciliar, conjuntamente ou não com a aplicação de outras medidas cautelares diversas da prisão , ou, alternativamente, que s eja oficiado à Administração Penitenciária do Estado do Pará, para que seu responsável informe, no prazo fixado por Vossa Excelência, o atual estado de saúde do requerente . É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C6F-E84A-0A26-A93A e senha 8FC4-45BE-7B6D-3B09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 770 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de embargos de declaração opostos por Antonio Salazar Nuez, em face do acórdão que julgou procedente sua extradição. Sustenta a parte embargante, em suma, que não foram atendidos os pressupostos de admissibilidade do pedido extradicional, notadamente, a falta de formalização do pedido. Afirma, ainda, que são graves as condições de saúde do embargante e que este fato não foi observado no acórdão combatido. Pede, ao final, o acolhimento dos presentes embargos para julgar improcedente o pedido de extradição. Instada a se manifestar, a douta Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento dos embargos. É o relatório. Decido. De acordo com o estatuído no art. 619 do Código de Processo Penal, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão do julgado atacado. Da mesma forma, prevê o art. 337 do RISTF: “Cabem embargos de declaração, quando houver no acórdão obscuridade, dúvida, contradição ou omissão que devam ser sanadas”. Haverá ambiguidade se o julgado revelar incerteza, dubiedade; omissão, quando não enfrentadas todas as questões postas ou esquecidos algum dos pedidos dos litigantes; obscuridade, ao faltar clareza no acórdão; contradição, sempre que se desvelarem incongruências entre a fundamentação e a conclusão ou forem registradas proposições inconciliáveis. Ainda se tem admitido, em hipóteses excepcionalíssimas, a atribuição de efeito infringente quando a consequência lógica Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de embargos de declaração opostos por Antonio Salazar Nuez, em face do acórdão que julgou procedente sua extradição. Sustenta a parte embargante, em suma, que não foram atendidos os pressupostos de admissibilidade do pedido extradicional, notadamente, a falta de formalização do pedido. Afirma, ainda, que são graves as condições de saúde do embargante e que este fato não foi observado no acórdão combatido. Pede, ao final, o acolhimento dos presentes embargos para julgar improcedente o pedido de extradição. Instada a se manifestar, a douta Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento dos embargos. É o relatório. Decido. De acordo com o estatuído no art. 619 do Código de Processo Penal, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão do julgado atacado. Da mesma forma, prevê o art. 337 do RISTF: “Cabem embargos de declaração, quando houver no acórdão obscuridade, dúvida, contradição ou omissão que devam ser sanadas”. Haverá ambiguidade se o julgado revelar incerteza, dubiedade; omissão, quando não enfrentadas todas as questões postas ou esquecidos algum dos pedidos dos litigantes; obscuridade, ao faltar clareza no acórdão; contradição, sempre que se desvelarem incongruências entre a fundamentação e a conclusão ou forem registradas proposições inconciliáveis. Ainda se tem admitido, em hipóteses excepcionalíssimas, a atribuição de efeito infringente quando a consequência lógica Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 771 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EXT 1499 ED-AGR / DF do provimento dos embargos de declaração impuser a correção do caminho anteriormente adotado. No caso, não se constata a existência de nenhuma omissão na decisão embargada. Ao contrário, o que existe é a invocação de fundamentos já esgotados na decisão recorrida que, a pretexto de buscar sanar omissão, traduz mero inconformismo com a conclusão adotada (RHC 122.806 ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 11.3.2015; HC 112.254 ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11.3.2013; AI 751.637 AgR-ED, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 1º.3.2011; RHC 112.702 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 4.3.2016; RHC 114.739 ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 30.4.2013). Na hipótese dos autos, a nota verbal encaminhada pelo Estado requerente, datada de 2 de junho de 2017 (fls. 117), reitera o pedido de extradição formulado conjuntamente com o pedido de prisão preventiva anteriormente apresentado. Constou da referida nota “(...) encaminho a Vossa Excelência a Nota Verbal nº 70/62/C1.2, apresentada por via diplomática pela qual a Embaixada da Bélgica informa que persiste o interesse nas buscas e apreensões e oitivas relacionadas a ANTONIO SALAZAR NUEZ”. De observar-se que esse pedido foi formulado nos termos do art. 82 da Lei 6.815/80, ainda vigente àquela data (10.4.2017). Por fim, ressalto que as condições de saúde do extraditando foram devidamente observadas e sopesadas por ocasião do julgamento da extradição. Veja, a propósito, o que constou do acordão embargado: Nessa linha, a nova Lei de Migração, em seu art. 86, autoriza a decretação de prisão albergue ou domiciliar e até mesmo que o extraditando responda o processo em liberdade, se, a juízo deste TRIBUNAL, tais medidas se revelarem pertinentes, c onsiderando a situação administrativa migratória, os antecedentes do extraditando e as circunstâncias do caso . 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF do provimento dos embargos de declaração impuser a correção do caminho anteriormente adotado. No caso, não se constata a existência de nenhuma omissão na decisão embargada. Ao contrário, o que existe é a invocação de fundamentos já esgotados na decisão recorrida que, a pretexto de buscar sanar omissão, traduz mero inconformismo com a conclusão adotada (RHC 122.806 ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 11.3.2015; HC 112.254 ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11.3.2013; AI 751.637 AgR-ED, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 1º.3.2011; RHC 112.702 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 4.3.2016; RHC 114.739 ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 30.4.2013). Na hipótese dos autos, a nota verbal encaminhada pelo Estado requerente, datada de 2 de junho de 2017 (fls. 117), reitera o pedido de extradição formulado conjuntamente com o pedido de prisão preventiva anteriormente apresentado. Constou da referida nota “(...) encaminho a Vossa Excelência a Nota Verbal nº 70/62/C1.2, apresentada por via diplomática pela qual a Embaixada da Bélgica informa que persiste o interesse nas buscas e apreensões e oitivas relacionadas a ANTONIO SALAZAR NUEZ”. De observar-se que esse pedido foi formulado nos termos do art. 82 da Lei 6.815/80, ainda vigente àquela data (10.4.2017). Por fim, ressalto que as condições de saúde do extraditando foram devidamente observadas e sopesadas por ocasião do julgamento da extradição. Veja, a propósito, o que constou do acordão embargado: Nessa linha, a nova Lei de Migração, em seu art. 86, autoriza a decretação de prisão albergue ou domiciliar e até mesmo que o extraditando responda o processo em liberdade, se, a juízo deste TRIBUNAL, tais medidas se revelarem pertinentes, c onsiderando a situação administrativa migratória, os antecedentes do extraditando e as circunstâncias do caso . 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 772 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EXT 1499 ED-AGR / DF Sem embargo, em que pese à novel legislação, a prisão preventiva para extradição não pode ser compreendida sob as lentes do processo penal ordinário, uma vez que a logicidade deste não se aplica àquela. A segregação do extraditando destina-se, em sua precípua função instrumental, a assegurar a execução de eventual ordem de extradição (Ext nº 579-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, DJ de 10/9/93), garantindo- se, desta forma, que o Brasil honrará compromissos assumidos com Estados estrangeiros (Ext 1414 AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 2/3/2016). Dessa forma, a regra do sistema continua sendo a prisão do extraditando durante o trâmite processual, tal qual preconizava o extinto parágrafo único do art. 84 da Lei 6.815/1980. À vista das premissas postas acima, tenho que deve ser mantida a custódia cautelar do súdito estrangeiro. Com efeito, a alegação da defesa de que o extraditando foi transferido para ambiente sem condições de higiene está prejudicada, uma vez que, na mesma petição, já reconhece o retorno do custodiado à unidade prisional em que se encontrava detido e que, segundo o Superintendente da SUSIPE, apresenta condições adequadas para tratamento ambulatorial. Por outro lado, a carência de efetivo para escolta do extraditando, para que possa se submeter às intervenções médicas autorizadas na decisão de fls. 538- 541, pode ser eficazmente suprida com o suporte da Polícia Federal, não havendo justificativa para que se converta a prisão preventiva em domiciliar. Ademais, o extraditando foi condenado a 3 anos e 6 meses de reclusão, pelo Juízo da Vara Distrital de Mosqueiro, no Pará, pela prática dos crimes de posse ilegal de armas de fogo, de uso permitido e restrito, previstos nos arts. 12 e 16 da Lei 10.826/2003 (processo nº 007943-97.2016.8.14.0501). Responde, ainda, conforme confessado em seu interrogatório, por tráfico de drogas junto à Vara Federal de Paranaguá. Além disso, segundo a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF Sem embargo, em que pese à novel legislação, a prisão preventiva para extradição não pode ser compreendida sob as lentes do processo penal ordinário, uma vez que a logicidade deste não se aplica àquela. A segregação do extraditando destina-se, em sua precípua função instrumental, a assegurar a execução de eventual ordem de extradição (Ext nº 579-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, DJ de 10/9/93), garantindo- se, desta forma, que o Brasil honrará compromissos assumidos com Estados estrangeiros (Ext 1414 AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 2/3/2016). Dessa forma, a regra do sistema continua sendo a prisão do extraditando durante o trâmite processual, tal qual preconizava o extinto parágrafo único do art. 84 da Lei 6.815/1980. À vista das premissas postas acima, tenho que deve ser mantida a custódia cautelar do súdito estrangeiro. Com efeito, a alegação da defesa de que o extraditando foi transferido para ambiente sem condições de higiene está prejudicada, uma vez que, na mesma petição, já reconhece o retorno do custodiado à unidade prisional em que se encontrava detido e que, segundo o Superintendente da SUSIPE, apresenta condições adequadas para tratamento ambulatorial. Por outro lado, a carência de efetivo para escolta do extraditando, para que possa se submeter às intervenções médicas autorizadas na decisão de fls. 538- 541, pode ser eficazmente suprida com o suporte da Polícia Federal, não havendo justificativa para que se converta a prisão preventiva em domiciliar. Ademais, o extraditando foi condenado a 3 anos e 6 meses de reclusão, pelo Juízo da Vara Distrital de Mosqueiro, no Pará, pela prática dos crimes de posse ilegal de armas de fogo, de uso permitido e restrito, previstos nos arts. 12 e 16 da Lei 10.826/2003 (processo nº 007943-97.2016.8.14.0501). Responde, ainda, conforme confessado em seu interrogatório, por tráfico de drogas junto à Vara Federal de Paranaguá. Além disso, segundo a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 773 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EXT 1499 ED-AGR / DF narrativa do Estado requerente, fazia do tráfico de drogas seu meio de vida. Por fim, apresenta dupla nacionalidade, com propriedades imobiliárias nas Filipinas (conforme declarou em seu interrogatório), o que acentua o risco de fuga, caso posto em liberdade, ainda que sob a obrigação de permanecer recluso em sua residência. Tais circunstâncias impõem a manutenção da prisão preventiva do súdito estrangeiro. Com efeito, ao contrário do que alegado pelo embargante, não se vislumbra qualquer omissão quanto aos pontos suscitados. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO dos embargos de declaração. Ora, o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir a decisão monocrática proferida em 29/05/18. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Por oportuno, destaco que a questão acerca do concurso de jurisdições foi devidamente enfrentado no acórdão que deferiu o pedido de extradição. Confira-se (fls. 566/568): Competência do Estado estrangeiro. No caso, o Reino da Bélgica foi o destinatário das substâncias psicotrópicas enviadas do território brasileiro, o que revela o concurso de jurisdições soberanas para a repressão dos delitos em apreço. Sem embargo, não tem incidência, na espécie, o disposto no art. 82, III, da Lei 13.445/2017, que reproduziu a literalidade do art. 77, III, do revogado Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/1980). Isso porque a Convenção Única de Nova York sobre Entorpecentes, promulgada, em solo pátrio, pelo Decreto 54.216/1964, instituiu competência internacional concorrente para a repressão do delito de tráfico internacional de drogas. Assim, nos termos do art. 36, 2, a, I, do referido pacto multilateral, cada um dos núcleos do tipo misto alternativo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF narrativa do Estado requerente, fazia do tráfico de drogas seu meio de vida. Por fim, apresenta dupla nacionalidade, com propriedades imobiliárias nas Filipinas (conforme declarou em seu interrogatório), o que acentua o risco de fuga, caso posto em liberdade, ainda que sob a obrigação de permanecer recluso em sua residência. Tais circunstâncias impõem a manutenção da prisão preventiva do súdito estrangeiro. Com efeito, ao contrário do que alegado pelo embargante, não se vislumbra qualquer omissão quanto aos pontos suscitados. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO dos embargos de declaração. Ora, o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir a decisão monocrática proferida em 29/05/18. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Por oportuno, destaco que a questão acerca do concurso de jurisdições foi devidamente enfrentado no acórdão que deferiu o pedido de extradição. Confira-se (fls. 566/568): Competência do Estado estrangeiro. No caso, o Reino da Bélgica foi o destinatário das substâncias psicotrópicas enviadas do território brasileiro, o que revela o concurso de jurisdições soberanas para a repressão dos delitos em apreço. Sem embargo, não tem incidência, na espécie, o disposto no art. 82, III, da Lei 13.445/2017, que reproduziu a literalidade do art. 77, III, do revogado Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/1980). Isso porque a Convenção Única de Nova York sobre Entorpecentes, promulgada, em solo pátrio, pelo Decreto 54.216/1964, instituiu competência internacional concorrente para a repressão do delito de tráfico internacional de drogas. Assim, nos termos do art. 36, 2, a, I, do referido pacto multilateral, cada um dos núcleos do tipo misto alternativo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 774 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EXT 1499 ED-AGR / DF descritos em seu art. 36, 1, será considerado delito distinto, se praticados em países diferentes. Nesse sentido, o Estado da Bélgica tem competência para processar e julgar o acusado pela prática do crime de importação de entorpecentes, o que não anula a atuação punitiva do Estado brasileiro sobre a conduta de exportar a mesma substância, consoantes reiterados precedentes deste TRIBUNAL (Ext 962, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Plenário, DJ de 18/11/2005; Ext 1023, Rel. Min. CARLOS BRITTO, Plenário, DJ de 3/8/2007; Ext 1127, Rel. Min. MENEZES DIREITO, Plenário, DJe de 13/2/2009; Ext 1126, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Plenário, DJe de 11/12/2009; Ext 1370, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 29/6/2015). Na hipótese sob análise, porém, não se tem notícia da deflagração de qualquer atividade persecutória do Estado brasileiro sobre os mesmos fatos que constituem o objeto do presente pedido extradicional, o que, independentemente da espécie de delito, caracteriza – na esteira da jurisprudência segura desta CORTE – circunstância licenciadora do deferimento do pedido ora formulado: Concurso de jurisdição e inexistência, no Brasil, de procedimento penal-persecutório contra o extraditando: possibilidade de deferimento do pleito extradicional. Mesmo em ocorrendo concurso de jurisdições penais entre o Brasil e o Estado requerente, torna-se lícito deferir a extradição naquelas hipóteses em que o fato delituoso, ainda que pertencendo, cumulativamente, ao domínio das leis brasileiras, não haja originado procedimento penal- persecutório, contra o extraditando, perante órgãos competentes do Estado brasileiro. Precedentes. (Ext 683, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 20-11-1996, Plenário, DJE de 21-11-2008.) No mesmo sentido: Ext 652, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 13-6-1996, Plenário, DJE de 21-11-2008. Extradição – Inquérito policial no Brasil – 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF descritos em seu art. 36, 1, será considerado delito distinto, se praticados em países diferentes. Nesse sentido, o Estado da Bélgica tem competência para processar e julgar o acusado pela prática do crime de importação de entorpecentes, o que não anula a atuação punitiva do Estado brasileiro sobre a conduta de exportar a mesma substância, consoantes reiterados precedentes deste TRIBUNAL (Ext 962, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Plenário, DJ de 18/11/2005; Ext 1023, Rel. Min. CARLOS BRITTO, Plenário, DJ de 3/8/2007; Ext 1127, Rel. Min. MENEZES DIREITO, Plenário, DJe de 13/2/2009; Ext 1126, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Plenário, DJe de 11/12/2009; Ext 1370, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 29/6/2015). Na hipótese sob análise, porém, não se tem notícia da deflagração de qualquer atividade persecutória do Estado brasileiro sobre os mesmos fatos que constituem o objeto do presente pedido extradicional, o que, independentemente da espécie de delito, caracteriza – na esteira da jurisprudência segura desta CORTE – circunstância licenciadora do deferimento do pedido ora formulado: Concurso de jurisdição e inexistência, no Brasil, de procedimento penal-persecutório contra o extraditando: possibilidade de deferimento do pleito extradicional. Mesmo em ocorrendo concurso de jurisdições penais entre o Brasil e o Estado requerente, torna-se lícito deferir a extradição naquelas hipóteses em que o fato delituoso, ainda que pertencendo, cumulativamente, ao domínio das leis brasileiras, não haja originado procedimento penal- persecutório, contra o extraditando, perante órgãos competentes do Estado brasileiro. Precedentes. (Ext 683, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 20-11-1996, Plenário, DJE de 21-11-2008.) No mesmo sentido: Ext 652, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 13-6-1996, Plenário, DJE de 21-11-2008. Extradição – Inquérito policial no Brasil – 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 775 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EXT 1499 ED-AGR / DF Neutralidade. A simples possibilidade de instauração de inquérito policial no Brasil não é óbice ao deferimento da extradição. (Ext 1.100, rel. min. Marco Aurélio, julgamento em 11-9-2008, Plenário, DJE de 3-10-2008.) Vide: Ext 1.197, rel. min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 25-11- 2010, Plenário, DJE de 13-12-2010. Diante do exposto, (i) NEGO PROVIMENTO AO AGRAVO REGIMENTAL; (ii) JULGO PREJUDICADO O PEDIDO DE FLS. 674/676. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF Neutralidade. A simples possibilidade de instauração de inquérito policial no Brasil não é óbice ao deferimento da extradição. (Ext 1.100, rel. min. Marco Aurélio, julgamento em 11-9-2008, Plenário, DJE de 3-10-2008.) Vide: Ext 1.197, rel. min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 25-11- 2010, Plenário, DJE de 13-12-2010. Diante do exposto, (i) NEGO PROVIMENTO AO AGRAVO REGIMENTAL; (ii) JULGO PREJUDICADO O PEDIDO DE FLS. 674/676. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 776 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTONIO SALAZAR NUEZ ADV.(A/S) : GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA (2554/PA) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FRANCISCO DAMIAO DA SILVA (0018680/GO) EMBDO.(A/S) : GOVERNO DA BÉLGICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e julgou prejudicado o pedido de fls. 674/676, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 142C-1E87-8580-FEF6 e senha F612-5E79-7824-80DF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTONIO SALAZAR NUEZ ADV.(A/S) : GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA (2554/PA) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FRANCISCO DAMIAO DA SILVA (0018680/GO) EMBDO.(A/S) : GOVERNO DA BÉLGICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e julgou prejudicado o pedido de fls. 674/676, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 142C-1E87-8580-FEF6 e senha F612-5E79-7824-80DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11 777
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748643674
2018-10-26T00:00:00
2018-11-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e julgou prejudicado o pedido de fls. 674/676, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EXTRADIÇÃO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PEDIDO FORMAL DE EXTRADIÇÃO PELO ESTADO REQUERENTE APÓS O DEFERIMENTO DA PRISÃO PREVENTIVA. INOCORRÊNCIA. REVOGAÇÃO OU SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE SITUAÇÃO EXCEPCIONAL QUE AUTORIZE A FLEXIBILIZAÇÃO DA NECESSIDADE DA CUSTÓDIA CAUTELAR. 1. De acordo com o estatuído no art. 619 do Código de Processo Penal, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão do julgado atacado. No caso, não se constata a existência de nenhum dos vícios na decisão embargada. Ao contrário, o que existe é a invocação protelatória de fundamentos já esgotados no acórdão recorrido que, a pretexto de buscar sanar omissão, traduz mero inconformismo com a conclusão adotada. 2. Na hipótese dos autos, verifica-se que o Estado requerente, após deferimento de pedido prisão preventiva por esta SUPREMA CORTE, solicitou extradição definitiva, nos termos do art. 82, §3º, da Lei 6.815/80, na redação prescrita pela Lei 12.878/13. 3. A defesa não trouxe fatos novos que autorizem a flexibilização da necessidade da custódia cautelar, visto que as condições de saúde do extraditando já foram devidamente observadas e sopesadas por ocasião do julgamento da extradição. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento.
sjur394305
Número de páginas: 11. Análise: 10/01/2019, KBP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1499
[ "LEG-FED LEI-006815 ANO-1980\n ART-00082 REDAÇÃO DADA PELA ELI-12878/2013\n ART-00082 PAR-00003 REDAÇÃO DADA PELA ELI-12878/2013\n EE-1980 ESTATUTO DO ESTRANGEIRO\n\n", "LEG-FED LEI-012878 ANO-2013\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
Ext-ED-AgR
acordaos
Ext 1499 ED-AgR
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AGTE.(S) : ANTONIO SALAZAR NUEZ ADV.(A/S) : GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FRANCISCO DAMIAO DA SILVA EMBDO.(A/S) : GOVERNO DA BÉLGICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALAZAR NUEZ ADV.(A/S) :GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO DAMIAO DA SILVA EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA BÉLGICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EXTRADIÇÃO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PEDIDO FORMAL DE EXTRADIÇÃO PELO ESTADO REQUERENTE APÓS O DEFERIMENTO DA PRISÃO PREVENTIVA. INOCORRÊNCIA. REVOGAÇÃO OU SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE SITUAÇÃO EXCEPCIONAL QUE AUTORIZE A FLEXIBILIZAÇÃO DA NECESSIDADE DA CUSTÓDIA CAUTELAR. 1. De acordo com o estatuído no art. 619 do Código de Processo Penal, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão do julgado atacado. No caso, não se constata a existência de nenhum dos vícios na decisão embargada. Ao contrário, o que existe é a invocação protelatória de fundamentos já esgotados no acórdão recorrido que, a pretexto de buscar sanar omissão, traduz mero inconformismo com a conclusão adotada. 2. Na hipótese dos autos, verifica-se que o Estado requerente, após deferimento de pedido prisão preventiva por esta SUPREMA CORTE, solicitou extradição definitiva, nos termos do art. 82, §3..., da Lei 6.815/80, na redação prescrita pela Lei 12.878/13. 3. A defesa não trouxe fatos novos que autorizem a flexibilização da necessidade da custódia cautelar, visto que as condições de saúde do extraditando já foram devidamente observadas e sopesadas por ocasião do julgamento da extradição. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6222-05CD-AF4F-F484 e senha A847-5818-CF58-7F46 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 767 Ementa e Acórdão EXT 1499 ED-AGR / DF 4. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental e em julgar prejudicado o pedido de fls. 674/676, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6222-05CD-AF4F-F484 e senha A847-5818-CF58-7F46 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF 4. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental e em julgar prejudicado o pedido de fls. 674/676, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6222-05CD-AF4F-F484 e senha A847-5818-CF58-7F46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 768 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALAZAR NUEZ ADV.(A/S) :GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO DAMIAO DA SILVA EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA BÉLGICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto por ANTONIO SALAZAR NUEZ contra decisão monocrática que rejeitou os embargos de declaração opostos em face de acórdão que julgou procedente sua extradição. Neste recurso, a defesa sustenta, em suma, que (a) “inexiste requerimento formal e essencial da própria extradição, pois o pedido de extradição não sobreveio ao pedido de prisão”; (b) “a situação do Agravante é desumana, submetido à prisão processual há mais de ano (desde dia 19/05/2017), padecendo de enfermidades graves, num ambiente que é considerado por essa Corte como um estado de coisas inconstitucional e de violação a direito fundamental”; e (c) “sobressai a competência jurisdicional brasileira para processar e julgar os crimes imputados ao extraditando pelo Governo belga, em evidente concurso de jurisdições, evidência que desautoriza a entrega pretendida pelo governo belga”. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou a apreciação do recurso pelo Plenário, “para que possibilite a apreciação dos embargos de declaração propostos, bem como questões públicas não enfrentadas, a fim de que haja a admissibilidade e acolhimento dos pleitos”. Em 10/07/18, nas fls. 674/676, defesa requereu medida cautelar, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C6F-E84A-0A26-A93A e senha 8FC4-45BE-7B6D-3B09 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTONIO SALAZAR NUEZ ADV.(A/S) :GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO DAMIAO DA SILVA EMBDO.(A/S) :GOVERNO DA BÉLGICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto por ANTONIO SALAZAR NUEZ contra decisão monocrática que rejeitou os embargos de declaração opostos em face de acórdão que julgou procedente sua extradição. Neste recurso, a defesa sustenta, em suma, que (a) “inexiste requerimento formal e essencial da própria extradição, pois o pedido de extradição não sobreveio ao pedido de prisão”; (b) “a situação do Agravante é desumana, submetido à prisão processual há mais de ano (desde dia 19/05/2017), padecendo de enfermidades graves, num ambiente que é considerado por essa Corte como um estado de coisas inconstitucional e de violação a direito fundamental”; e (c) “sobressai a competência jurisdicional brasileira para processar e julgar os crimes imputados ao extraditando pelo Governo belga, em evidente concurso de jurisdições, evidência que desautoriza a entrega pretendida pelo governo belga”. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou a apreciação do recurso pelo Plenário, “para que possibilite a apreciação dos embargos de declaração propostos, bem como questões públicas não enfrentadas, a fim de que haja a admissibilidade e acolhimento dos pleitos”. Em 10/07/18, nas fls. 674/676, defesa requereu medida cautelar, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C6F-E84A-0A26-A93A e senha 8FC4-45BE-7B6D-3B09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 769 Relatório EXT 1499 ED-AGR / DF aduzindo, novamente, que o extraditando padece de doenças graves e está enclausurado em condições degradantes, [...] aumentando em muito o risco de morte em ambiente carcerário . Busca a substituição da prisão em que se encontra o requerente por prisão domiciliar, conjuntamente ou não com a aplicação de outras medidas cautelares diversas da prisão , ou, alternativamente, que s eja oficiado à Administração Penitenciária do Estado do Pará, para que seu responsável informe, no prazo fixado por Vossa Excelência, o atual estado de saúde do requerente . É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C6F-E84A-0A26-A93A e senha 8FC4-45BE-7B6D-3B09 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF aduzindo, novamente, que o extraditando padece de doenças graves e está enclausurado em condições degradantes, [...] aumentando em muito o risco de morte em ambiente carcerário . Busca a substituição da prisão em que se encontra o requerente por prisão domiciliar, conjuntamente ou não com a aplicação de outras medidas cautelares diversas da prisão , ou, alternativamente, que s eja oficiado à Administração Penitenciária do Estado do Pará, para que seu responsável informe, no prazo fixado por Vossa Excelência, o atual estado de saúde do requerente . É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C6F-E84A-0A26-A93A e senha 8FC4-45BE-7B6D-3B09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 770 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de embargos de declaração opostos por Antonio Salazar Nuez, em face do acórdão que julgou procedente sua extradição. Sustenta a parte embargante, em suma, que não foram atendidos os pressupostos de admissibilidade do pedido extradicional, notadamente, a falta de formalização do pedido. Afirma, ainda, que são graves as condições de saúde do embargante e que este fato não foi observado no acórdão combatido. Pede, ao final, o acolhimento dos presentes embargos para julgar improcedente o pedido de extradição. Instada a se manifestar, a douta Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento dos embargos. É o relatório. Decido. De acordo com o estatuído no art. 619 do Código de Processo Penal, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão do julgado atacado. Da mesma forma, prevê o art. 337 do RISTF: “Cabem embargos de declaração, quando houver no acórdão obscuridade, dúvida, contradição ou omissão que devam ser sanadas”. Haverá ambiguidade se o julgado revelar incerteza, dubiedade; omissão, quando não enfrentadas todas as questões postas ou esquecidos algum dos pedidos dos litigantes; obscuridade, ao faltar clareza no acórdão; contradição, sempre que se desvelarem incongruências entre a fundamentação e a conclusão ou forem registradas proposições inconciliáveis. Ainda se tem admitido, em hipóteses excepcionalíssimas, a atribuição de efeito infringente quando a consequência lógica Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de embargos de declaração opostos por Antonio Salazar Nuez, em face do acórdão que julgou procedente sua extradição. Sustenta a parte embargante, em suma, que não foram atendidos os pressupostos de admissibilidade do pedido extradicional, notadamente, a falta de formalização do pedido. Afirma, ainda, que são graves as condições de saúde do embargante e que este fato não foi observado no acórdão combatido. Pede, ao final, o acolhimento dos presentes embargos para julgar improcedente o pedido de extradição. Instada a se manifestar, a douta Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento dos embargos. É o relatório. Decido. De acordo com o estatuído no art. 619 do Código de Processo Penal, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão do julgado atacado. Da mesma forma, prevê o art. 337 do RISTF: “Cabem embargos de declaração, quando houver no acórdão obscuridade, dúvida, contradição ou omissão que devam ser sanadas”. Haverá ambiguidade se o julgado revelar incerteza, dubiedade; omissão, quando não enfrentadas todas as questões postas ou esquecidos algum dos pedidos dos litigantes; obscuridade, ao faltar clareza no acórdão; contradição, sempre que se desvelarem incongruências entre a fundamentação e a conclusão ou forem registradas proposições inconciliáveis. Ainda se tem admitido, em hipóteses excepcionalíssimas, a atribuição de efeito infringente quando a consequência lógica Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 771 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EXT 1499 ED-AGR / DF do provimento dos embargos de declaração impuser a correção do caminho anteriormente adotado. No caso, não se constata a existência de nenhuma omissão na decisão embargada. Ao contrário, o que existe é a invocação de fundamentos já esgotados na decisão recorrida que, a pretexto de buscar sanar omissão, traduz mero inconformismo com a conclusão adotada (RHC 122.806 ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 11.3.2015; HC 112.254 ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11.3.2013; AI 751.637 AgR-ED, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 1....3.2011; RHC 112.702 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 4.3.2016; RHC 114.739 ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 30.4.2013). Na hipótese dos autos, a nota verbal encaminhada pelo Estado requerente, datada de 2 de junho de 2017 (fls. 117), reitera o pedido de extradição formulado conjuntamente com o pedido de prisão preventiva anteriormente apresentado. Constou da referida nota “(...) encaminho a Vossa Excelência a Nota Verbal n 70/62/C1.2, apresentada por via diplomática pela qual a Embaixada da Bélgica informa que persiste o interesse nas buscas e apreensões e oitivas relacionadas a ANTONIO SALAZAR NUEZ”. De observar-se que esse pedido foi formulado nos termos do art. 82 da Lei 6.815/80, ainda vigente àquela data (10.4.2017). Por fim, ressalto que as condições de saúde do extraditando foram devidamente observadas e sopesadas por ocasião do julgamento da extradição. Veja, a propósito, o que constou do acordão embargado: Nessa linha, a nova Lei de Migração, em seu art. 86, autoriza a decretação de prisão albergue ou domiciliar e até mesmo que o extraditando responda o processo em liberdade, se, a juízo deste TRIBUNAL, tais medidas se revelarem pertinentes, c onsiderando a situação administrativa migratória, os antecedentes do extraditando e as circunstâncias do caso . 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF do provimento dos embargos de declaração impuser a correção do caminho anteriormente adotado. No caso, não se constata a existência de nenhuma omissão na decisão embargada. Ao contrário, o que existe é a invocação de fundamentos já esgotados na decisão recorrida que, a pretexto de buscar sanar omissão, traduz mero inconformismo com a conclusão adotada (RHC 122.806 ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 11.3.2015; HC 112.254 ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 11.3.2013; AI 751.637 AgR-ED, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 1....3.2011; RHC 112.702 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 4.3.2016; RHC 114.739 ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 30.4.2013). Na hipótese dos autos, a nota verbal encaminhada pelo Estado requerente, datada de 2 de junho de 2017 (fls. 117), reitera o pedido de extradição formulado conjuntamente com o pedido de prisão preventiva anteriormente apresentado. Constou da referida nota “(...) encaminho a Vossa Excelência a Nota Verbal n 70/62/C1.2, apresentada por via diplomática pela qual a Embaixada da Bélgica informa que persiste o interesse nas buscas e apreensões e oitivas relacionadas a ANTONIO SALAZAR NUEZ”. De observar-se que esse pedido foi formulado nos termos do art. 82 da Lei 6.815/80, ainda vigente àquela data (10.4.2017). Por fim, ressalto que as condições de saúde do extraditando foram devidamente observadas e sopesadas por ocasião do julgamento da extradição. Veja, a propósito, o que constou do acordão embargado: Nessa linha, a nova Lei de Migração, em seu art. 86, autoriza a decretação de prisão albergue ou domiciliar e até mesmo que o extraditando responda o processo em liberdade, se, a juízo deste TRIBUNAL, tais medidas se revelarem pertinentes, c onsiderando a situação administrativa migratória, os antecedentes do extraditando e as circunstâncias do caso . 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 772 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EXT 1499 ED-AGR / DF Sem embargo, em que pese à novel legislação, a prisão preventiva para extradição não pode ser compreendida sob as lentes do processo penal ordinário, uma vez que a logicidade deste não se aplica àquela. A segregação do extraditando destina-se, em sua precípua função instrumental, a assegurar a execução de eventual ordem de extradição (Ext n 579-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, DJ de 10/9/93), garantindo- se, desta forma, que o Brasil honrará compromissos assumidos com Estados estrangeiros (Ext 1414 AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 2/3/2016). Dessa forma, a regra do sistema continua sendo a prisão do extraditando durante o trâmite processual, tal qual preconizava o extinto parágrafo único do art. 84 da Lei 6.815/1980. À vista das premissas postas acima, tenho que deve ser mantida a custódia cautelar do súdito estrangeiro. Com efeito, a alegação da defesa de que o extraditando foi transferido para ambiente sem condições de higiene está prejudicada, uma vez que, na mesma petição, já reconhece o retorno do custodiado à unidade prisional em que se encontrava detido e que, segundo o Superintendente da SUSIPE, apresenta condições adequadas para tratamento ambulatorial. Por outro lado, a carência de efetivo para escolta do extraditando, para que possa se submeter às intervenções médicas autorizadas na decisão de fls. 538- 541, pode ser eficazmente suprida com o suporte da Polícia Federal, não havendo justificativa para que se converta a prisão preventiva em domiciliar. Ademais, o extraditando foi condenado a 3 anos e 6 meses de reclusão, pelo Juízo da Vara Distrital de Mosqueiro, no Pará, pela prática dos crimes de posse ilegal de armas de fogo, de uso permitido e restrito, previstos nos arts. 12 e 16 da Lei 10.826/2003 (processo n 007943-97.2016.8.14.0501). Responde, ainda, conforme confessado em seu interrogatório, por tráfico de drogas junto à Vara Federal de Paranaguá. Além disso, segundo a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF Sem embargo, em que pese à novel legislação, a prisão preventiva para extradição não pode ser compreendida sob as lentes do processo penal ordinário, uma vez que a logicidade deste não se aplica àquela. A segregação do extraditando destina-se, em sua precípua função instrumental, a assegurar a execução de eventual ordem de extradição (Ext n 579-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, DJ de 10/9/93), garantindo- se, desta forma, que o Brasil honrará compromissos assumidos com Estados estrangeiros (Ext 1414 AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 2/3/2016). Dessa forma, a regra do sistema continua sendo a prisão do extraditando durante o trâmite processual, tal qual preconizava o extinto parágrafo único do art. 84 da Lei 6.815/1980. À vista das premissas postas acima, tenho que deve ser mantida a custódia cautelar do súdito estrangeiro. Com efeito, a alegação da defesa de que o extraditando foi transferido para ambiente sem condições de higiene está prejudicada, uma vez que, na mesma petição, já reconhece o retorno do custodiado à unidade prisional em que se encontrava detido e que, segundo o Superintendente da SUSIPE, apresenta condições adequadas para tratamento ambulatorial. Por outro lado, a carência de efetivo para escolta do extraditando, para que possa se submeter às intervenções médicas autorizadas na decisão de fls. 538- 541, pode ser eficazmente suprida com o suporte da Polícia Federal, não havendo justificativa para que se converta a prisão preventiva em domiciliar. Ademais, o extraditando foi condenado a 3 anos e 6 meses de reclusão, pelo Juízo da Vara Distrital de Mosqueiro, no Pará, pela prática dos crimes de posse ilegal de armas de fogo, de uso permitido e restrito, previstos nos arts. 12 e 16 da Lei 10.826/2003 (processo n 007943-97.2016.8.14.0501). Responde, ainda, conforme confessado em seu interrogatório, por tráfico de drogas junto à Vara Federal de Paranaguá. Além disso, segundo a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 773 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EXT 1499 ED-AGR / DF narrativa do Estado requerente, fazia do tráfico de drogas seu meio de vida. Por fim, apresenta dupla nacionalidade, com propriedades imobiliárias nas Filipinas (conforme declarou em seu interrogatório), o que acentua o risco de fuga, caso posto em liberdade, ainda que sob a obrigação de permanecer recluso em sua residência. Tais circunstâncias impõem a manutenção da prisão preventiva do súdito estrangeiro. Com efeito, ao contrário do que alegado pelo embargante, não se vislumbra qualquer omissão quanto aos pontos suscitados. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO dos embargos de declaração. Ora, o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir a decisão monocrática proferida em 29/05/18. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Por oportuno, destaco que a questão acerca do concurso de jurisdições foi devidamente enfrentado no acórdão que deferiu o pedido de extradição. Confira-se (fls. 566/568): Competência do Estado estrangeiro. No caso, o Reino da Bélgica foi o destinatário das substâncias psicotrópicas enviadas do território brasileiro, o que revela o concurso de jurisdições soberanas para a repressão dos delitos em apreço. Sem embargo, não tem incidência, na espécie, o disposto no art. 82, III, da Lei 13.445/2017, que reproduziu a literalidade do art. 77, III, do revogado Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/1980). Isso porque a Convenção Única de Nova York sobre Entorpecentes, promulgada, em solo pátrio, pelo Decreto 54.216/1964, instituiu competência internacional concorrente para a repressão do delito de tráfico internacional de drogas. Assim, nos termos do art. 36, 2, a, I, do referido pacto multilateral, cada um dos núcleos do tipo misto alternativo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF narrativa do Estado requerente, fazia do tráfico de drogas seu meio de vida. Por fim, apresenta dupla nacionalidade, com propriedades imobiliárias nas Filipinas (conforme declarou em seu interrogatório), o que acentua o risco de fuga, caso posto em liberdade, ainda que sob a obrigação de permanecer recluso em sua residência. Tais circunstâncias impõem a manutenção da prisão preventiva do súdito estrangeiro. Com efeito, ao contrário do que alegado pelo embargante, não se vislumbra qualquer omissão quanto aos pontos suscitados. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO dos embargos de declaração. Ora, o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir a decisão monocrática proferida em 29/05/18. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Por oportuno, destaco que a questão acerca do concurso de jurisdições foi devidamente enfrentado no acórdão que deferiu o pedido de extradição. Confira-se (fls. 566/568): Competência do Estado estrangeiro. No caso, o Reino da Bélgica foi o destinatário das substâncias psicotrópicas enviadas do território brasileiro, o que revela o concurso de jurisdições soberanas para a repressão dos delitos em apreço. Sem embargo, não tem incidência, na espécie, o disposto no art. 82, III, da Lei 13.445/2017, que reproduziu a literalidade do art. 77, III, do revogado Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/1980). Isso porque a Convenção Única de Nova York sobre Entorpecentes, promulgada, em solo pátrio, pelo Decreto 54.216/1964, instituiu competência internacional concorrente para a repressão do delito de tráfico internacional de drogas. Assim, nos termos do art. 36, 2, a, I, do referido pacto multilateral, cada um dos núcleos do tipo misto alternativo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 774 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EXT 1499 ED-AGR / DF descritos em seu art. 36, 1, será considerado delito distinto, se praticados em países diferentes. Nesse sentido, o Estado da Bélgica tem competência para processar e julgar o acusado pela prática do crime de importação de entorpecentes, o que não anula a atuação punitiva do Estado brasileiro sobre a conduta de exportar a mesma substância, consoantes reiterados precedentes deste TRIBUNAL (Ext 962, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Plenário, DJ de 18/11/2005; Ext 1023, Rel. Min. CARLOS BRITTO, Plenário, DJ de 3/8/2007; Ext 1127, Rel. Min. MENEZES DIREITO, Plenário, DJe de 13/2/2009; Ext 1126, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Plenário, DJe de 11/12/2009; Ext 1370, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 29/6/2015). Na hipótese sob análise, porém, não se tem notícia da deflagração de qualquer atividade persecutória do Estado brasileiro sobre os mesmos fatos que constituem o objeto do presente pedido extradicional, o que, independentemente da espécie de delito, caracteriza – na esteira da jurisprudência segura desta CORTE – circunstância licenciadora do deferimento do pedido ora formulado: Concurso de jurisdição e inexistência, no Brasil, de procedimento penal-persecutório contra o extraditando: possibilidade de deferimento do pleito extradicional. Mesmo em ocorrendo concurso de jurisdições penais entre o Brasil e o Estado requerente, torna-se lícito deferir a extradição naquelas hipóteses em que o fato delituoso, ainda que pertencendo, cumulativamente, ao domínio das leis brasileiras, não haja originado procedimento penal- persecutório, contra o extraditando, perante órgãos competentes do Estado brasileiro. Precedentes. (Ext 683, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 20-11-1996, Plenário, DJE de 21-11-2008.) No mesmo sentido: Ext 652, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 13-6-1996, Plenário, DJE de 21-11-2008. Extradição – Inquérito policial no Brasil – 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF descritos em seu art. 36, 1, será considerado delito distinto, se praticados em países diferentes. Nesse sentido, o Estado da Bélgica tem competência para processar e julgar o acusado pela prática do crime de importação de entorpecentes, o que não anula a atuação punitiva do Estado brasileiro sobre a conduta de exportar a mesma substância, consoantes reiterados precedentes deste TRIBUNAL (Ext 962, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Plenário, DJ de 18/11/2005; Ext 1023, Rel. Min. CARLOS BRITTO, Plenário, DJ de 3/8/2007; Ext 1127, Rel. Min. MENEZES DIREITO, Plenário, DJe de 13/2/2009; Ext 1126, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Plenário, DJe de 11/12/2009; Ext 1370, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 29/6/2015). Na hipótese sob análise, porém, não se tem notícia da deflagração de qualquer atividade persecutória do Estado brasileiro sobre os mesmos fatos que constituem o objeto do presente pedido extradicional, o que, independentemente da espécie de delito, caracteriza – na esteira da jurisprudência segura desta CORTE – circunstância licenciadora do deferimento do pedido ora formulado: Concurso de jurisdição e inexistência, no Brasil, de procedimento penal-persecutório contra o extraditando: possibilidade de deferimento do pleito extradicional. Mesmo em ocorrendo concurso de jurisdições penais entre o Brasil e o Estado requerente, torna-se lícito deferir a extradição naquelas hipóteses em que o fato delituoso, ainda que pertencendo, cumulativamente, ao domínio das leis brasileiras, não haja originado procedimento penal- persecutório, contra o extraditando, perante órgãos competentes do Estado brasileiro. Precedentes. (Ext 683, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 20-11-1996, Plenário, DJE de 21-11-2008.) No mesmo sentido: Ext 652, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 13-6-1996, Plenário, DJE de 21-11-2008. Extradição – Inquérito policial no Brasil – 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 775 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EXT 1499 ED-AGR / DF Neutralidade. A simples possibilidade de instauração de inquérito policial no Brasil não é óbice ao deferimento da extradição. (Ext 1.100, rel. min. Marco Aurélio, julgamento em 11-9-2008, Plenário, DJE de 3-10-2008.) Vide: Ext 1.197, rel. min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 25-11- 2010, Plenário, DJE de 13-12-2010. Diante do exposto, (i) NEGO PROVIMENTO AO AGRAVO REGIMENTAL; (ii) JULGO PREJUDICADO O PEDIDO DE FLS. 674/676. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Supremo Tribunal Federal EXT 1499 ED-AGR / DF Neutralidade. A simples possibilidade de instauração de inquérito policial no Brasil não é óbice ao deferimento da extradição. (Ext 1.100, rel. min. Marco Aurélio, julgamento em 11-9-2008, Plenário, DJE de 3-10-2008.) Vide: Ext 1.197, rel. min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 25-11- 2010, Plenário, DJE de 13-12-2010. Diante do exposto, (i) NEGO PROVIMENTO AO AGRAVO REGIMENTAL; (ii) JULGO PREJUDICADO O PEDIDO DE FLS. 674/676. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59A9-5DFF-C64E-ADC3 e senha 5E4F-E5AE-AA1A-0F95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 776 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTONIO SALAZAR NUEZ ADV.(A/S) : GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA (2554/PA) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FRANCISCO DAMIAO DA SILVA (0018680/GO) EMBDO.(A/S) : GOVERNO DA BÉLGICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e julgou prejudicado o pedido de fls. 674/676, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 142C-1E87-8580-FEF6 e senha F612-5E79-7824-80DF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.499 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTONIO SALAZAR NUEZ ADV.(A/S) : GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA (2554/PA) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FRANCISCO DAMIAO DA SILVA (0018680/GO) EMBDO.(A/S) : GOVERNO DA BÉLGICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e julgou prejudicado o pedido de fls. 674/676, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 142C-1E87-8580-FEF6 e senha F612-5E79-7824-80DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11 777
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RHC 122 . 806 ED", "HC 112 . 254 ED", "AI 751 . 637 AgR - ED", "RHC 112 . 702 AgR - ED", "RHC 114 . 739 ED", "RHC 122 . 806 ED", "HC 112 . 254 ED", "AI 751 . 637 AgR - ED", "RHC 112 . 702 AgR - ED", "RHC 114 . 739 ED", "Ext n 579 - QO", "Ext 1414 AgR / DF", "Ext n 579 - QO", "Ext 1414 AgR / DF", "processo n 007943 - 97 . 2016 . 8 . 14 . 0501", "Ext 962", "Ext 1023", "Ext 1127", "Ext 1126", "Ext 1370", "Ext 683", "Ext", "Ext", "Ext", "Ext 1127", "Ext", "Ext", "Ext 683", "Ext 652", "Ext", "Ext" ], "LEGISLACAO": [ "art . 619 do Código de Processo Penal", "art . 82 , § 3 . . . , da Lei 6 . 815 / 80", "Lei 12 . 878 / 13", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 82 da Lei 6 . 815 / 80", "Lei de Migração", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 82 da Lei 6 . 815 / 80", "Lei de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 84 da Lei 6 . 815 / 1980", "arts . 12 e 16 da Lei 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo único do art . 84 da Lei 6 . 815 / 1980", "arts . 12 e 16 da Lei 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 82 , III , da Lei 13 . 445 / 2017", "art . 77 , III , do revogado Estatuto do Estrangeiro", "Lei 6 . 815 / 1980", "Convenção Única de Nova York sobre Entorpecentes", "Decreto 54 . 216 / 1964", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 82 , III , da Lei 13 . 445 / 2017", "art . 77 , III , do revogado Estatuto do Estrangeiro", "Lei 6 . 815 / 1980", "Convenção Única de Nova York sobre Entorpecentes", "Decreto 54 . 216 / 1964", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Vara Distrital de Mosqueiro", "Pará", "Vara Distrital de Mosqueiro", "Filipinas", "Brasil", "Brasil", "Estado da Bélgica", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "GOVERNO DA BÉLGICA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "PRIMEIRA TURMA", "GOVERNO DA BÉLGICA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GOVERNO DA BÉLGICA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Plenário", "Administração", "Supremo Tribunal Federal", "Administração Penitenciária do Estado do Pará", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Embaixada da Bélgica", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Embaixada da Bélgica", "Tribunal Pleno", "Brasil", "Primeira Turma", "SUSIPE", "Polícia Federal", "Vara Federal de Paranaguá", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Brasil", "Primeira Turma", "SUSIPE", "Polícia Federal", "Vara Federal de Paranaguá", "Reino da Bélgica", "Supremo Tribunal Federal", "Reino da Bélgica", "Estado", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "PRIMEIRA TURMA", "GOVERNO DA BÉLGICA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GOVERNO DA BÉLGICA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALAZAR NUEZ", "GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA", "FRANCISCO DAMIAO DA SILVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALAZAR NUEZ", "GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA", "FRANCISCO DAMIAO DA SILVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALAZAR NUEZ", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALAZAR NUEZ", "GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA", "FRANCISCO DAMIAO DA SILVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALAZAR NUEZ", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Antonio Salazar Nuez", "ALEXANDRE DE MORAES", "Antonio Salazar Nuez", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOAQUIM BARBOSA", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "ANTONIO SALAZAR NUEZ ”", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOAQUIM BARBOSA", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "ANTONIO SALAZAR NUEZ ”", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS BRITTO", "MENEZES DIREITO", "JOAQUIM BARBOSA", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS BRITTO", "MENEZES DIREITO", "JOAQUIM BARBOSA", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALAZAR NUEZ", "GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA", "FRANCISCO DAMIAO DA SILVA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTONIO SALAZAR NUEZ", "GERSON DE OLIVEIRA FACIOLA DE SOUZA", "FRANCISCO DAMIAO DA SILVA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", "/", "05", "/", "2017", "10", "/", "07", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", "/", "05", "/", "2017", "10", "/", "07", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "3", ".", "2015", "11", ".", "3", ".", "2013", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2011", "4", ".", "3", ".", "2016", "30", ".", "4", ".", "2013", "2 de junho de 2017", "10", ".", "4", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "3", ".", "2015", "11", ".", "3", ".", "2013", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2011", "4", ".", "3", ".", "2016", "30", ".", "4", ".", "2013", "2 de junho de 2017", "10", ".", "4", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "9", "/", "93", "2", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "9", "/", "93", "2", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "2005", "3", "/", "8", "/", "2007", "13", "/", "2", "/", "2009", "11", "/", "12", "/", "2009", "29", "/", "6", "/", "2015", "20", "-", "11", "-", "1996", "21", "-", "11", "-", "2008", "13", "-", "6", "-", "1996", "21", "-", "11", "-", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "2005", "3", "/", "8", "/", "2007", "13", "/", "2", "/", "2009", "11", "/", "12", "/", "2009", "29", "/", "6", "/", "2015", "20", "-", "11", "-", "1996", "21", "-", "11", "-", "2008", "13", "-", "6", "-", "1996", "21", "-", "11", "-", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "-", "9", "-", "2008", "3", "-", "10", "-", "2008", "25", "-", "11", "-", "2010", "13", "-", "12", "-", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "-", "9", "-", "2008", "3", "-", "10", "-", "2008", "25", "-", "11", "-", "2010", "13", "-", "12", "-", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOAO CARLOS LOURENCO GASQUES ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VILARDI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAFE-5C8A-127A-AC3B e senha E4C5-D899-3176-82EB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1153613 AGR / SP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 25 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAFE-5C8A-127A-AC3B e senha E4C5-D899-3176-82EB Supremo Tribunal Federal ARE 1153613 AGR / SP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 25 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAFE-5C8A-127A-AC3B e senha E4C5-D899-3176-82EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOAO CARLOS LOURENCO GASQUES ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VILARDI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5º, LIV, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujo parcial teor reproduzo: “[...] Em suma, diante do apurado, de absolvição não se poderia mesmo cogitar, estando plenamente justificada a condenação do réu. No tocante ao delito de apropriação indébita contra idoso, convém salientar que a prova dos autos demonstrou que JOÃO CARLOS agiu dolosamente, uma vez que, no exercício da posse sobre os bens pertencentes à sua mãe, tomou como suas as propriedades dela, e isto é o que basta para caracterizar o crime previsto no artigo 102, da Lei nº 10.741/03. No que se refere ao crime de ameaça, também foi correta a condenação do acusado. [...] Portanto, não merece vingar a tese esposada pela defesa, no sentido de que o Juiz sentenciante afastou-se das provas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3626-BD51-D056-DCB7 e senha 122A-4E1D-20E6-4DB2 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOAO CARLOS LOURENCO GASQUES ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VILARDI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5º, LIV, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujo parcial teor reproduzo: “[...] Em suma, diante do apurado, de absolvição não se poderia mesmo cogitar, estando plenamente justificada a condenação do réu. No tocante ao delito de apropriação indébita contra idoso, convém salientar que a prova dos autos demonstrou que JOÃO CARLOS agiu dolosamente, uma vez que, no exercício da posse sobre os bens pertencentes à sua mãe, tomou como suas as propriedades dela, e isto é o que basta para caracterizar o crime previsto no artigo 102, da Lei nº 10.741/03. No que se refere ao crime de ameaça, também foi correta a condenação do acusado. [...] Portanto, não merece vingar a tese esposada pela defesa, no sentido de que o Juiz sentenciante afastou-se das provas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3626-BD51-D056-DCB7 e senha 122A-4E1D-20E6-4DB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1153613 AGR / SP produzidas nestes autos e condenou o apelante baseando-se somente na decisão cível, diante da farta prova oral produzida nestes autos. Assim, ao contrário do alegado, não houve nulidade da sentença por violação a nenhum princípio constitucional. As reprimendas foram fixadas com brandura, assim como o regime prisional. Aliás, diante das circunstâncias do caso concreto, especialmente do transtorno causado à vítima, devem ser mantidas a prestação pecuniária e a multa nos valores fixados, porquanto o Juiz sentenciante, em obediência aos ditames do artigo 59 do Estatuto Repressivo, utilizou-se do seu poder discricionário, absolutamente dentro dos limites mínimo e máximo estabelecidos pelo legislador. Por fim, quanto ao crime de ameaça, é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, nos termos do artigo 44, inciso I, do Código Penal, uma vez que o delito foi praticado mediante o emprego de grave ameaça contra a ofendida.” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3626-BD51-D056-DCB7 e senha 122A-4E1D-20E6-4DB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1153613 AGR / SP produzidas nestes autos e condenou o apelante baseando-se somente na decisão cível, diante da farta prova oral produzida nestes autos. Assim, ao contrário do alegado, não houve nulidade da sentença por violação a nenhum princípio constitucional. As reprimendas foram fixadas com brandura, assim como o regime prisional. Aliás, diante das circunstâncias do caso concreto, especialmente do transtorno causado à vítima, devem ser mantidas a prestação pecuniária e a multa nos valores fixados, porquanto o Juiz sentenciante, em obediência aos ditames do artigo 59 do Estatuto Repressivo, utilizou-se do seu poder discricionário, absolutamente dentro dos limites mínimo e máximo estabelecidos pelo legislador. Por fim, quanto ao crime de ameaça, é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, nos termos do artigo 44, inciso I, do Código Penal, uma vez que o delito foi praticado mediante o emprego de grave ameaça contra a ofendida.” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3626-BD51-D056-DCB7 e senha 122A-4E1D-20E6-4DB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1153613 AGR / SP arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais (art. 5º da Lei Maior) demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5º da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do STF). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) Acresço que, no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, decidiu-se pela inocorrência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Supremo Tribunal Federal ARE 1153613 AGR / SP arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais (art. 5º da Lei Maior) demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5º da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do STF). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) Acresço que, no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, decidiu-se pela inocorrência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1153613 AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Supremo Tribunal Federal ARE 1153613 AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOAO CARLOS LOURENCO GASQUES ADV.(A/S) : CELSO SANCHEZ VILARDI (174344/RJ, 120797/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D04E-9763-3E38-E151 e senha 5161-A758-AFAC-A1ED Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOAO CARLOS LOURENCO GASQUES ADV.(A/S) : CELSO SANCHEZ VILARDI (174344/RJ, 120797/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D04E-9763-3E38-E151 e senha 5161-A758-AFAC-A1ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748615555
2018-10-26T00:00:00
2018-11-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur394008
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 744656 AgR (1ªT), ARE 800369 AgR (1ªT). (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) ARE 969273 AgR (1ªT). (PRINCÍPIOS PROCESSUAIS) ARE 748371 RG. Número de páginas: 8. Análise: 28/11/2018, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1153613
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1153613 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOAO CARLOS LOURENCO GASQUES ADV.(A/S) : CELSO SANCHEZ VILARDI AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOAO CARLOS LOURENCO GASQUES ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VILARDI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LIV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAFE-5C8A-127A-AC3B e senha E4C5-D899-3176-82EB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1153613 AGR / SP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 25 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAFE-5C8A-127A-AC3B e senha E4C5-D899-3176-82EB Supremo Tribunal Federal ARE 1153613 AGR / SP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 25 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAFE-5C8A-127A-AC3B e senha E4C5-D899-3176-82EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOAO CARLOS LOURENCO GASQUES ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VILARDI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5..., LIV, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujo parcial teor reproduzo: “[...] Em suma, diante do apurado, de absolvição não se poderia mesmo cogitar, estando plenamente justificada a condenação do réu. No tocante ao delito de apropriação indébita contra idoso, convém salientar que a prova dos autos demonstrou que JOÃO CARLOS agiu dolosamente, uma vez que, no exercício da posse sobre os bens pertencentes à sua mãe, tomou como suas as propriedades dela, e isto é o que basta para caracterizar o crime previsto no artigo 102, da Lei n 10.741/03. No que se refere ao crime de ameaça, também foi correta a condenação do acusado. [...] Portanto, não merece vingar a tese esposada pela defesa, no sentido de que o Juiz sentenciante afastou-se das provas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3626-BD51-D056-DCB7 e senha 122A-4E1D-20E6-4DB2 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOAO CARLOS LOURENCO GASQUES ADV.(A/S) :CELSO SANCHEZ VILARDI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5..., LIV, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujo parcial teor reproduzo: “[...] Em suma, diante do apurado, de absolvição não se poderia mesmo cogitar, estando plenamente justificada a condenação do réu. No tocante ao delito de apropriação indébita contra idoso, convém salientar que a prova dos autos demonstrou que JOÃO CARLOS agiu dolosamente, uma vez que, no exercício da posse sobre os bens pertencentes à sua mãe, tomou como suas as propriedades dela, e isto é o que basta para caracterizar o crime previsto no artigo 102, da Lei n 10.741/03. No que se refere ao crime de ameaça, também foi correta a condenação do acusado. [...] Portanto, não merece vingar a tese esposada pela defesa, no sentido de que o Juiz sentenciante afastou-se das provas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3626-BD51-D056-DCB7 e senha 122A-4E1D-20E6-4DB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1153613 AGR / SP produzidas nestes autos e condenou o apelante baseando-se somente na decisão cível, diante da farta prova oral produzida nestes autos. Assim, ao contrário do alegado, não houve nulidade da sentença por violação a nenhum princípio constitucional. As reprimendas foram fixadas com brandura, assim como o regime prisional. Aliás, diante das circunstâncias do caso concreto, especialmente do transtorno causado à vítima, devem ser mantidas a prestação pecuniária e a multa nos valores fixados, porquanto o Juiz sentenciante, em obediência aos ditames do artigo 59 do Estatuto Repressivo, utilizou-se do seu poder discricionário, absolutamente dentro dos limites mínimo e máximo estabelecidos pelo legislador. Por fim, quanto ao crime de ameaça, é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, nos termos do artigo 44, inciso I, do Código Penal, uma vez que o delito foi praticado mediante o emprego de grave ameaça contra a ofendida.” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3626-BD51-D056-DCB7 e senha 122A-4E1D-20E6-4DB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1153613 AGR / SP produzidas nestes autos e condenou o apelante baseando-se somente na decisão cível, diante da farta prova oral produzida nestes autos. Assim, ao contrário do alegado, não houve nulidade da sentença por violação a nenhum princípio constitucional. As reprimendas foram fixadas com brandura, assim como o regime prisional. Aliás, diante das circunstâncias do caso concreto, especialmente do transtorno causado à vítima, devem ser mantidas a prestação pecuniária e a multa nos valores fixados, porquanto o Juiz sentenciante, em obediência aos ditames do artigo 59 do Estatuto Repressivo, utilizou-se do seu poder discricionário, absolutamente dentro dos limites mínimo e máximo estabelecidos pelo legislador. Por fim, quanto ao crime de ameaça, é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, nos termos do artigo 44, inciso I, do Código Penal, uma vez que o delito foi praticado mediante o emprego de grave ameaça contra a ofendida.” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3626-BD51-D056-DCB7 e senha 122A-4E1D-20E6-4DB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1153613 AGR / SP arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais (art. 5... da Lei Maior) demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5... da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) Acresço que, no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013, decidiu-se pela inocorrência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Supremo Tribunal Federal ARE 1153613 AGR / SP arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) O exame de eventual ofensa ao preceito constitucional indicado nas razões recursais (art. 5... da Lei Maior) demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5... da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) Acresço que, no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013, decidiu-se pela inocorrência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1153613 AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Supremo Tribunal Federal ARE 1153613 AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D21-E529-8935-AA40 e senha 2884-6F05-5B59-1CDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOAO CARLOS LOURENCO GASQUES ADV.(A/S) : CELSO SANCHEZ VILARDI (174344/RJ, 120797/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D04E-9763-3E38-E151 e senha 5161-A758-AFAC-A1ED Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.153.613 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOAO CARLOS LOURENCO GASQUES ADV.(A/S) : CELSO SANCHEZ VILARDI (174344/RJ, 120797/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D04E-9763-3E38-E151 e senha 5161-A758-AFAC-A1ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 153 . 613", "RECURSO", "ARE 1153613 AGR / SP", "ARE 1153613 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 153 . 613", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800369 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800369 AgR", "AI 744656 AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 969 . 273 - AgR", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 1153613 AGR / SP", "AI 744656 AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 969 . 273 - AgR", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 1153613", "ARE 1153613 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 153 . 613" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 5 . . . , LIV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 5 . . . , LIV , da Constituição Federal", "artigo 102 , da Lei n 10 . 741 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 5 . . . , LIV , da Constituição Federal", "artigo 102 , da Lei n 10 . 741 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Estatuto Repressivo", "artigo 44 , inciso I , do Código Penal", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Estatuto Repressivo", "artigo 44 , inciso I , do Código Penal", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO IMPTE.(S) :BIANCA ZANATTA ADV.(A/S) :ARTHUR TELLES NEBIAS IMPDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – SISTEMA JUSTIÇA ABERTA – CARTÓRIO – TITULARIDADE – QUESTIONAMENTO – CLASSIFICAÇÃO. Havendo questionamento sobre a titularidade de cartório e pendente recurso administrativo, justifica-se a classificação da serventia como “vaga sub judice” no sistema Justiça Aberta. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3739-F653-D19D-0527 e senha EAAE-B940-E5B7-5863 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO IMPTE.(S) :BIANCA ZANATTA ADV.(A/S) :ARTHUR TELLES NEBIAS IMPDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcelo Maciel Torres Filho: Bianca Zanatta, tabeliã titular do 4º Serviço de Notas e Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas em Dourados/MS, insurge-se contra ato por meio do qual o Corregedor Nacional de Justiça, no pedido de providências nº 0007545-58.2017.2.00.0000, alterou a designação da serventia por si ocupada para “vaga sub judice”. Narra haver sofrido processo disciplinar perante o Conselho Superior da Magistratura do Tribunal estadual, no que determinada a perda da delegação, tendo o cartório passado a constar como “vago” no Portal Justiça Aberta, do Conselho Nacional de Justiça. Consoante afirma, foi atribuído efeito suspensivo ao recurso administrativo por si interposto no Órgão Especial do Tribunal. Anota que solicitou ao Desembargador Relator o envio de ofício ao Conselho, havendo o respectivo Corregedor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO IMPTE.(S) :BIANCA ZANATTA ADV.(A/S) :ARTHUR TELLES NEBIAS IMPDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcelo Maciel Torres Filho: Bianca Zanatta, tabeliã titular do 4º Serviço de Notas e Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas em Dourados/MS, insurge-se contra ato por meio do qual o Corregedor Nacional de Justiça, no pedido de providências nº 0007545-58.2017.2.00.0000, alterou a designação da serventia por si ocupada para “vaga sub judice”. Narra haver sofrido processo disciplinar perante o Conselho Superior da Magistratura do Tribunal estadual, no que determinada a perda da delegação, tendo o cartório passado a constar como “vago” no Portal Justiça Aberta, do Conselho Nacional de Justiça. Consoante afirma, foi atribuído efeito suspensivo ao recurso administrativo por si interposto no Órgão Especial do Tribunal. Anota que solicitou ao Desembargador Relator o envio de ofício ao Conselho, havendo o respectivo Corregedor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório MS 35508 / MS consignado a adequação da classificação, no sistema, de “vago sub judice” para o cartório, e não de “provido”. Aludindo ao artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal e ao decidido no habeas corpus nº 126.292, relator ministro Teori Zavascki, entende violado o princípio da não culpabilidade, tendo em vista a imediata execução da sanção administrativa após decisão de primeira instância. Ressalta descaber a designação efetuada, em virtude da inexistência de discussão judicial. Frisa que foi conferido efeito suspensivo ao recurso por si protocolado, considerado o artigo 48 do Código de Organização e Divisão Judiciária do Mato Grosso do Sul, a revelar inalterada a situação jurídica. Sustenta o prejuízo causado pela categoria em que enquadrado o cartório, a possibilitar a inclusão da serventia em futuros concursos, ante o previsto no artigo 1º da Resolução CNJ nº 81/2009. Aduz a ausência de motivo e de fundamentação do ato administrativo impugnado. Requer o deferimento da ordem para reconhecer a nulidade do pronunciamento, afastar os respectivos efeitos e determinar a alteração, no Portal Justiça Aberta, da condição do cartório para a condição de “provido”. Não formulou pedido de medida acauteladora. Vossa Excelência acolheu o pleito de ingresso da União. O Conselho Nacional de Justiça informa que a indicação “vago sub judice” é utilizada para serventias cuja titularidade está sendo questionada administrativa ou judicialmente, não havendo decisão definitiva. Consoante assevera, o fato de ter sido atribuído efeito suspensivo a recurso não afasta a classificação, porquanto ainda não assentada, de modo conclusivo, a regularidade do provimento. Diz ausente lesão a direito da impetrante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Supremo Tribunal Federal MS 35508 / MS consignado a adequação da classificação, no sistema, de “vago sub judice” para o cartório, e não de “provido”. Aludindo ao artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal e ao decidido no habeas corpus nº 126.292, relator ministro Teori Zavascki, entende violado o princípio da não culpabilidade, tendo em vista a imediata execução da sanção administrativa após decisão de primeira instância. Ressalta descaber a designação efetuada, em virtude da inexistência de discussão judicial. Frisa que foi conferido efeito suspensivo ao recurso por si protocolado, considerado o artigo 48 do Código de Organização e Divisão Judiciária do Mato Grosso do Sul, a revelar inalterada a situação jurídica. Sustenta o prejuízo causado pela categoria em que enquadrado o cartório, a possibilitar a inclusão da serventia em futuros concursos, ante o previsto no artigo 1º da Resolução CNJ nº 81/2009. Aduz a ausência de motivo e de fundamentação do ato administrativo impugnado. Requer o deferimento da ordem para reconhecer a nulidade do pronunciamento, afastar os respectivos efeitos e determinar a alteração, no Portal Justiça Aberta, da condição do cartório para a condição de “provido”. Não formulou pedido de medida acauteladora. Vossa Excelência acolheu o pleito de ingresso da União. O Conselho Nacional de Justiça informa que a indicação “vago sub judice” é utilizada para serventias cuja titularidade está sendo questionada administrativa ou judicialmente, não havendo decisão definitiva. Consoante assevera, o fato de ter sido atribuído efeito suspensivo a recurso não afasta a classificação, porquanto ainda não assentada, de modo conclusivo, a regularidade do provimento. Diz ausente lesão a direito da impetrante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório MS 35508 / MS A Procuradora-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Supremo Tribunal Federal MS 35508 / MS A Procuradora-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atentem para as balizas reveladas: a impetrante, titular do 4º Serviço de Notas e Registro de Títulos e Documentos das Pessoas Jurídicas de Dourados/MS, busca afastar a indicação do cartório por si ocupado, no sistema denominado Justiça Aberta, como “vago sub judice”. A autoridade dita coatora informou que a classificação aplica-se a serventias extrajudiciais cuja titularidade é objeto de discussão, seja no âmbito administrativo, seja no judicial. É o caso, considerada a existência de processo administrativo disciplinar contra a impetrante, no qual o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso determinou a perda da delegação. O fato de ter sido conferido efeito suspensivo ao recurso administrativo interposto, permitindo a manutenção da tabeliã enquanto não concluído o procedimento, não respalda a pretensão formulada. Ao contrário, revela a justeza da designação, uma vez que há questionamento sobre a titularidade do cartório. O princípio da presunção da não culpabilidade, previsto no inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, é próprio ao processo-crime, devendo ser observado com a devida cautela na seara administrativa. Tendo em vista os valores constitucionais em jogo, surge com relevância maior a publicidade, princípio básico alinhado ao da eficiência. Cumpre ter presente a natureza pública do serviço prestado pelas serventias notariais e de registro. Os titulares estão na vitrine, prevalecendo o interesse coletivo sobre o individual. Consoante apontou a Procuradora-Geral da República, caso a sanção administrativa venha a ser revertida, confirmando-se a titularidade, proceder-se-á à alteração no sistema Justiça Aberta. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB76-3993-09D5-BD73 e senha 5201-4CC4-7205-71EC Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atentem para as balizas reveladas: a impetrante, titular do 4º Serviço de Notas e Registro de Títulos e Documentos das Pessoas Jurídicas de Dourados/MS, busca afastar a indicação do cartório por si ocupado, no sistema denominado Justiça Aberta, como “vago sub judice”. A autoridade dita coatora informou que a classificação aplica-se a serventias extrajudiciais cuja titularidade é objeto de discussão, seja no âmbito administrativo, seja no judicial. É o caso, considerada a existência de processo administrativo disciplinar contra a impetrante, no qual o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso determinou a perda da delegação. O fato de ter sido conferido efeito suspensivo ao recurso administrativo interposto, permitindo a manutenção da tabeliã enquanto não concluído o procedimento, não respalda a pretensão formulada. Ao contrário, revela a justeza da designação, uma vez que há questionamento sobre a titularidade do cartório. O princípio da presunção da não culpabilidade, previsto no inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, é próprio ao processo-crime, devendo ser observado com a devida cautela na seara administrativa. Tendo em vista os valores constitucionais em jogo, surge com relevância maior a publicidade, princípio básico alinhado ao da eficiência. Cumpre ter presente a natureza pública do serviço prestado pelas serventias notariais e de registro. Os titulares estão na vitrine, prevalecendo o interesse coletivo sobre o individual. Consoante apontou a Procuradora-Geral da República, caso a sanção administrativa venha a ser revertida, confirmando-se a titularidade, proceder-se-á à alteração no sistema Justiça Aberta. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB76-3993-09D5-BD73 e senha 5201-4CC4-7205-71EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento o Doutor Arthur Telles Nebias, que esteve na tribuna, mas peço vênia para acompanhar o Relator. Acho que, de fato, a matéria se encontra sub judice, e o fato de o registro vedar isso é apenas um dever de transparência e fidelidade aos fatos. Portanto, acompanho o Relator na denegação da ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDF0-7657-DB8C-A8D8 e senha BDDD-9E12-298A-80BC Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento o Doutor Arthur Telles Nebias, que esteve na tribuna, mas peço vênia para acompanhar o Relator. Acho que, de fato, a matéria se encontra sub judice, e o fato de o registro vedar isso é apenas um dever de transparência e fidelidade aos fatos. Portanto, acompanho o Relator na denegação da ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDF0-7657-DB8C-A8D8 e senha BDDD-9E12-298A-80BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, da mesma forma, saúdo o eminente Procurador, Doutor Arthur Telles Nebias, e acompanho o voto do eminente Relator. Na verdade, na minha compreensão, o deferimento do efeito suspensivo ao recurso impede apenas que se consume a perda da serventia, mas não transforma essa ocupação em ocupação definitiva. Trata-se de uma serventia, sem dúvida, sub judice. Por isso, na linha do voto do Ministro Marco Aurélio, também indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3324-79E8-31EE-3265 e senha 8099-D5A3-11D5-79E8 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, da mesma forma, saúdo o eminente Procurador, Doutor Arthur Telles Nebias, e acompanho o voto do eminente Relator. Na verdade, na minha compreensão, o deferimento do efeito suspensivo ao recurso impede apenas que se consume a perda da serventia, mas não transforma essa ocupação em ocupação definitiva. Trata-se de uma serventia, sem dúvida, sub judice. Por isso, na linha do voto do Ministro Marco Aurélio, também indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3324-79E8-31EE-3265 e senha 8099-D5A3-11D5-79E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, ilustre Advogado, Senhores Estudantes. Senhor Presidente, o fato de constar exatamente "serventia sub judice" é um consectário da proteção, da confiança legítima. Quem concorrer sabe que concorre a um cargo sujeito a chuvas e trovoadas, porque está sub judice. De sorte que acompanho integralmente o eminente Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1342-8E50-40DD-5ED0 e senha DA51-734F-DEED-341E Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, ilustre Advogado, Senhores Estudantes. Senhor Presidente, o fato de constar exatamente "serventia sub judice" é um consectário da proteção, da confiança legítima. Quem concorrer sabe que concorre a um cargo sujeito a chuvas e trovoadas, porque está sub judice. De sorte que acompanho integralmente o eminente Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1342-8E50-40DD-5ED0 e senha DA51-734F-DEED-341E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Cumprimentando o Doutor Arthur Telles Nebias pela sustentação oral, acompanho o eminente Relator, porque o que se coloca aqui, como já fundamentado pelo eminente Relator, é a transparência, a publicidade, a necessidade daquele que eventualmente pleitear a vaga saber que está sub judice e sem prejuízo de eventual revogação da decisão. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6051-D8D4-9739-21AB e senha 2F69-305B-B399-9A5F Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Cumprimentando o Doutor Arthur Telles Nebias pela sustentação oral, acompanho o eminente Relator, porque o que se coloca aqui, como já fundamentado pelo eminente Relator, é a transparência, a publicidade, a necessidade daquele que eventualmente pleitear a vaga saber que está sub judice e sem prejuízo de eventual revogação da decisão. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6051-D8D4-9739-21AB e senha 2F69-305B-B399-9A5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO IMPTE.(S) : BIANCA ZANATTA ADV.(A/S) : ARTHUR TELLES NEBIAS (33994/PE, 397576/SP) IMPDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou o Dr. Arthur Telles Nebias, pela Impetrante. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB26-1426-9E53-AC27 e senha 6E98-31B0-C27A-A148 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO IMPTE.(S) : BIANCA ZANATTA ADV.(A/S) : ARTHUR TELLES NEBIAS (33994/PE, 397576/SP) IMPDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou o Dr. Arthur Telles Nebias, pela Impetrante. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB26-1426-9E53-AC27 e senha 6E98-31B0-C27A-A148 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748510881
2018-10-02T00:00:00
2018-10-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou o Dr. Arthur Telles Nebias, pela Impetrante. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018.
MANDADO DE SEGURANÇA
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – SISTEMA JUSTIÇA ABERTA – CARTÓRIO – TITULARIDADE – QUESTIONAMENTO – CLASSIFICAÇÃO. Havendo questionamento sobre a titularidade de cartório e pendente recurso administrativo, justifica-se a classificação da serventia como “vaga sub judice” no sistema Justiça Aberta.
sjur393430
Número de páginas: 10. Análise: 11/01/2019, JRS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
35508
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00057\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
MS
acordaos
MS 35508
[ "" ]
IMPTE.(S) : BIANCA ZANATTA ADV.(A/S) : ARTHUR TELLES NEBIAS IMPDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO IMPTE.(S) :BIANCA ZANATTA ADV.(A/S) :ARTHUR TELLES NEBIAS IMPDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – SISTEMA JUSTIÇA ABERTA – CARTÓRIO – TITULARIDADE – QUESTIONAMENTO – CLASSIFICAÇÃO. Havendo questionamento sobre a titularidade de cartório e pendente recurso administrativo, justifica-se a classificação da serventia como “vaga sub judice” no sistema Justiça Aberta. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3739-F653-D19D-0527 e senha EAAE-B940-E5B7-5863 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO IMPTE.(S) :BIANCA ZANATTA ADV.(A/S) :ARTHUR TELLES NEBIAS IMPDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcelo Maciel Torres Filho: Bianca Zanatta, tabeliã titular do 4... Serviço de Notas e Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas em Dourados/MS, insurge-se contra ato por meio do qual o Corregedor Nacional de Justiça, no pedido de providências n 0007545-58.2017.2.00.0000, alterou a designação da serventia por si ocupada para “vaga sub judice”. Narra haver sofrido processo disciplinar perante o Conselho Superior da Magistratura do Tribunal estadual, no que determinada a perda da delegação, tendo o cartório passado a constar como “vago” no Portal Justiça Aberta, do Conselho Nacional de Justiça. Consoante afirma, foi atribuído efeito suspensivo ao recurso administrativo por si interposto no Órgão Especial do Tribunal. Anota que solicitou ao Desembargador Relator o envio de ofício ao Conselho, havendo o respectivo Corregedor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO IMPTE.(S) :BIANCA ZANATTA ADV.(A/S) :ARTHUR TELLES NEBIAS IMPDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Marcelo Maciel Torres Filho: Bianca Zanatta, tabeliã titular do 4... Serviço de Notas e Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas em Dourados/MS, insurge-se contra ato por meio do qual o Corregedor Nacional de Justiça, no pedido de providências n 0007545-58.2017.2.00.0000, alterou a designação da serventia por si ocupada para “vaga sub judice”. Narra haver sofrido processo disciplinar perante o Conselho Superior da Magistratura do Tribunal estadual, no que determinada a perda da delegação, tendo o cartório passado a constar como “vago” no Portal Justiça Aberta, do Conselho Nacional de Justiça. Consoante afirma, foi atribuído efeito suspensivo ao recurso administrativo por si interposto no Órgão Especial do Tribunal. Anota que solicitou ao Desembargador Relator o envio de ofício ao Conselho, havendo o respectivo Corregedor Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório MS 35508 / MS consignado a adequação da classificação, no sistema, de “vago sub judice” para o cartório, e não de “provido”. Aludindo ao artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal e ao decidido no habeas corpus n 126.292, relator ministro Teori Zavascki, entende violado o princípio da não culpabilidade, tendo em vista a imediata execução da sanção administrativa após decisão de primeira instância. Ressalta descaber a designação efetuada, em virtude da inexistência de discussão judicial. Frisa que foi conferido efeito suspensivo ao recurso por si protocolado, considerado o artigo 48 do Código de Organização e Divisão Judiciária do Mato Grosso do Sul, a revelar inalterada a situação jurídica. Sustenta o prejuízo causado pela categoria em que enquadrado o cartório, a possibilitar a inclusão da serventia em futuros concursos, ante o previsto no artigo 1... da Resolução CNJ n 81/2009. Aduz a ausência de motivo e de fundamentação do ato administrativo impugnado. Requer o deferimento da ordem para reconhecer a nulidade do pronunciamento, afastar os respectivos efeitos e determinar a alteração, no Portal Justiça Aberta, da condição do cartório para a condição de “provido”. Não formulou pedido de medida acauteladora. Vossa Excelência acolheu o pleito de ingresso da União. O Conselho Nacional de Justiça informa que a indicação “vago sub judice” é utilizada para serventias cuja titularidade está sendo questionada administrativa ou judicialmente, não havendo decisão definitiva. Consoante assevera, o fato de ter sido atribuído efeito suspensivo a recurso não afasta a classificação, porquanto ainda não assentada, de modo conclusivo, a regularidade do provimento. Diz ausente lesão a direito da impetrante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Supremo Tribunal Federal MS 35508 / MS consignado a adequação da classificação, no sistema, de “vago sub judice” para o cartório, e não de “provido”. Aludindo ao artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal e ao decidido no habeas corpus n 126.292, relator ministro Teori Zavascki, entende violado o princípio da não culpabilidade, tendo em vista a imediata execução da sanção administrativa após decisão de primeira instância. Ressalta descaber a designação efetuada, em virtude da inexistência de discussão judicial. Frisa que foi conferido efeito suspensivo ao recurso por si protocolado, considerado o artigo 48 do Código de Organização e Divisão Judiciária do Mato Grosso do Sul, a revelar inalterada a situação jurídica. Sustenta o prejuízo causado pela categoria em que enquadrado o cartório, a possibilitar a inclusão da serventia em futuros concursos, ante o previsto no artigo 1... da Resolução CNJ n 81/2009. Aduz a ausência de motivo e de fundamentação do ato administrativo impugnado. Requer o deferimento da ordem para reconhecer a nulidade do pronunciamento, afastar os respectivos efeitos e determinar a alteração, no Portal Justiça Aberta, da condição do cartório para a condição de “provido”. Não formulou pedido de medida acauteladora. Vossa Excelência acolheu o pleito de ingresso da União. O Conselho Nacional de Justiça informa que a indicação “vago sub judice” é utilizada para serventias cuja titularidade está sendo questionada administrativa ou judicialmente, não havendo decisão definitiva. Consoante assevera, o fato de ter sido atribuído efeito suspensivo a recurso não afasta a classificação, porquanto ainda não assentada, de modo conclusivo, a regularidade do provimento. Diz ausente lesão a direito da impetrante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório MS 35508 / MS A Procuradora-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Supremo Tribunal Federal MS 35508 / MS A Procuradora-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D250-B178-A6B1-726F e senha B807-8A2C-F212-23C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atentem para as balizas reveladas: a impetrante, titular do 4... Serviço de Notas e Registro de Títulos e Documentos das Pessoas Jurídicas de Dourados/MS, busca afastar a indicação do cartório por si ocupado, no sistema denominado Justiça Aberta, como “vago sub judice”. A autoridade dita coatora informou que a classificação aplica-se a serventias extrajudiciais cuja titularidade é objeto de discussão, seja no âmbito administrativo, seja no judicial. É o caso, considerada a existência de processo administrativo disciplinar contra a impetrante, no qual o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso determinou a perda da delegação. O fato de ter sido conferido efeito suspensivo ao recurso administrativo interposto, permitindo a manutenção da tabeliã enquanto não concluído o procedimento, não respalda a pretensão formulada. Ao contrário, revela a justeza da designação, uma vez que há questionamento sobre a titularidade do cartório. O princípio da presunção da não culpabilidade, previsto no inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, é próprio ao processo-crime, devendo ser observado com a devida cautela na seara administrativa. Tendo em vista os valores constitucionais em jogo, surge com relevância maior a publicidade, princípio básico alinhado ao da eficiência. Cumpre ter presente a natureza pública do serviço prestado pelas serventias notariais e de registro. Os titulares estão na vitrine, prevalecendo o interesse coletivo sobre o individual. Consoante apontou a Procuradora-Geral da República, caso a sanção administrativa venha a ser revertida, confirmando-se a titularidade, proceder-se-á à alteração no sistema Justiça Aberta. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB76-3993-09D5-BD73 e senha 5201-4CC4-7205-71EC Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atentem para as balizas reveladas: a impetrante, titular do 4... Serviço de Notas e Registro de Títulos e Documentos das Pessoas Jurídicas de Dourados/MS, busca afastar a indicação do cartório por si ocupado, no sistema denominado Justiça Aberta, como “vago sub judice”. A autoridade dita coatora informou que a classificação aplica-se a serventias extrajudiciais cuja titularidade é objeto de discussão, seja no âmbito administrativo, seja no judicial. É o caso, considerada a existência de processo administrativo disciplinar contra a impetrante, no qual o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso determinou a perda da delegação. O fato de ter sido conferido efeito suspensivo ao recurso administrativo interposto, permitindo a manutenção da tabeliã enquanto não concluído o procedimento, não respalda a pretensão formulada. Ao contrário, revela a justeza da designação, uma vez que há questionamento sobre a titularidade do cartório. O princípio da presunção da não culpabilidade, previsto no inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, é próprio ao processo-crime, devendo ser observado com a devida cautela na seara administrativa. Tendo em vista os valores constitucionais em jogo, surge com relevância maior a publicidade, princípio básico alinhado ao da eficiência. Cumpre ter presente a natureza pública do serviço prestado pelas serventias notariais e de registro. Os titulares estão na vitrine, prevalecendo o interesse coletivo sobre o individual. Consoante apontou a Procuradora-Geral da República, caso a sanção administrativa venha a ser revertida, confirmando-se a titularidade, proceder-se-á à alteração no sistema Justiça Aberta. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB76-3993-09D5-BD73 e senha 5201-4CC4-7205-71EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento o Doutor Arthur Telles Nebias, que esteve na tribuna, mas peço vênia para acompanhar o Relator. Acho que, de fato, a matéria se encontra sub judice, e o fato de o registro vedar isso é apenas um dever de transparência e fidelidade aos fatos. Portanto, acompanho o Relator na denegação da ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDF0-7657-DB8C-A8D8 e senha BDDD-9E12-298A-80BC Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento o Doutor Arthur Telles Nebias, que esteve na tribuna, mas peço vênia para acompanhar o Relator. Acho que, de fato, a matéria se encontra sub judice, e o fato de o registro vedar isso é apenas um dever de transparência e fidelidade aos fatos. Portanto, acompanho o Relator na denegação da ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDF0-7657-DB8C-A8D8 e senha BDDD-9E12-298A-80BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, da mesma forma, saúdo o eminente Procurador, Doutor Arthur Telles Nebias, e acompanho o voto do eminente Relator. Na verdade, na minha compreensão, o deferimento do efeito suspensivo ao recurso impede apenas que se consume a perda da serventia, mas não transforma essa ocupação em ocupação definitiva. Trata-se de uma serventia, sem dúvida, sub judice. Por isso, na linha do voto do Ministro Marco Aurélio, também indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3324-79E8-31EE-3265 e senha 8099-D5A3-11D5-79E8 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, da mesma forma, saúdo o eminente Procurador, Doutor Arthur Telles Nebias, e acompanho o voto do eminente Relator. Na verdade, na minha compreensão, o deferimento do efeito suspensivo ao recurso impede apenas que se consume a perda da serventia, mas não transforma essa ocupação em ocupação definitiva. Trata-se de uma serventia, sem dúvida, sub judice. Por isso, na linha do voto do Ministro Marco Aurélio, também indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3324-79E8-31EE-3265 e senha 8099-D5A3-11D5-79E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, ilustre Advogado, Senhores Estudantes. Senhor Presidente, o fato de constar exatamente "serventia sub judice" é um consectário da proteção, da confiança legítima. Quem concorrer sabe que concorre a um cargo sujeito a chuvas e trovoadas, porque está sub judice. De sorte que acompanho integralmente o eminente Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1342-8E50-40DD-5ED0 e senha DA51-734F-DEED-341E Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia Turma, ilustre Representante do Ministério Público, ilustre Advogado, Senhores Estudantes. Senhor Presidente, o fato de constar exatamente "serventia sub judice" é um consectário da proteção, da confiança legítima. Quem concorrer sabe que concorre a um cargo sujeito a chuvas e trovoadas, porque está sub judice. De sorte que acompanho integralmente o eminente Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1342-8E50-40DD-5ED0 e senha DA51-734F-DEED-341E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Cumprimentando o Doutor Arthur Telles Nebias pela sustentação oral, acompanho o eminente Relator, porque o que se coloca aqui, como já fundamentado pelo eminente Relator, é a transparência, a publicidade, a necessidade daquele que eventualmente pleitear a vaga saber que está sub judice e sem prejuízo de eventual revogação da decisão. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6051-D8D4-9739-21AB e senha 2F69-305B-B399-9A5F Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Cumprimentando o Doutor Arthur Telles Nebias pela sustentação oral, acompanho o eminente Relator, porque o que se coloca aqui, como já fundamentado pelo eminente Relator, é a transparência, a publicidade, a necessidade daquele que eventualmente pleitear a vaga saber que está sub judice e sem prejuízo de eventual revogação da decisão. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6051-D8D4-9739-21AB e senha 2F69-305B-B399-9A5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO IMPTE.(S) : BIANCA ZANATTA ADV.(A/S) : ARTHUR TELLES NEBIAS (33994/PE, 397576/SP) IMPDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou o Dr. Arthur Telles Nebias, pela Impetrante. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB26-1426-9E53-AC27 e senha 6E98-31B0-C27A-A148 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 35.508 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO IMPTE.(S) : BIANCA ZANATTA ADV.(A/S) : ARTHUR TELLES NEBIAS (33994/PE, 397576/SP) IMPDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou o Dr. Arthur Telles Nebias, pela Impetrante. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB26-1426-9E53-AC27 e senha 6E98-31B0-C27A-A148 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE SEGURANÇA 35 . 508", "MANDADO", "MANDADO DE SEGURANÇA 35 . 508", "MS 35508 / MS", "habeas corpus n 126 . 292", "MS 35508 / MS", "habeas corpus n 126 . 292", "MS 35508 / MS", "MS 35508 / MS", "MANDADO", "MANDADO", "MANDADO DE SEGURANÇA 35 . 508" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "artigo 48 do Código de Organização e Divisão Judiciária do Mato Grosso do Sul", "artigo 1 . . . da Resolução CNJ n 81 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "artigo 48 do Código de Organização e Divisão Judiciária do Mato Grosso do Sul", "artigo 1 . . . da Resolução CNJ n 81 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso LVII do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso LVII do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO DO SUL", "Brasília", "MATO GROSSO DO SUL", "Dourados", "/", "MS", "MATO GROSSO DO SUL", "Dourados", "/", "MS", "MATO GROSSO DO SUL", "Dourados", "/", "MS", "MATO GROSSO DO SUL", "Dourados", "/", "MS", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Conselho Superior da Magistratura do Tribunal estadual", "Conselho Nacional de Justiça", "Órgão Especial do Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Conselho Superior da Magistratura", "Portal", "Conselho Nacional de Justiça", "Órgão Especial", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "e Registro de Títulos e Documentos das Pessoas Jurídicas", "Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "BIANCA ZANATTA", "ARTHUR TELLES NEBIAS", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "BIANCA ZANATTA", "ARTHUR TELLES NEBIAS", "MARCO AURÉLIO", "Marcelo Maciel Torres Filho", "Bianca Zanatta", "MARCO AURÉLIO", "BIANCA ZANATTA", "ARTHUR TELLES NEBIAS", "MARCO AURÉLIO", "Marcelo Maciel Torres Filho", "Bianca Zanatta", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Arthur Telles Nebias", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Arthur Telles Nebias", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Arthur Telles Nebias", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "Arthur Telles Nebias", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Arthur Telles Nebias", "ALEXANDRE DE MORAES", "Arthur Telles Nebias", "MARCO AURÉLIO", "BIANCA ZANATTA", "ARTHUR TELLES NEBIAS", "Arthur Telles Nebias", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "BIANCA ZANATTA", "ARTHUR TELLES NEBIAS", "Arthur Telles Nebias", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "02", "/", "10", "/", "2018", "2 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", 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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO TEIXEIRA GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 1º, III, 5º, III, X, XII, LIII, XXXIX, XLVI, XLVII, XLIX e LV, e 93 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1191-006C-AC2E-473C e senha 5B92-26F1-DF14-107A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1123092 AGR / SP competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 5. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1191-006C-AC2E-473C e senha 5B92-26F1-DF14-107A Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 5. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1191-006C-AC2E-473C e senha 5B92-26F1-DF14-107A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO TEIXEIRA GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 1º, III, 5º, III, X, XII, LIII, XXXIX, XLVI, XLVII, XLIX e LV, e 93 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. ACOLHIMENTO PARCIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROVA EMPRESTADA. POSSIBILIDADE. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. INÉPCIA DA INICIAL E INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA AFASTADAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. INDEFERIMENTO DA PROVA. PRECLUSÃO. ATO DE IMPROBIDADE. CONFIGURAÇÃO. MULTA CIVIL. ARTIGO 12 DA LEI Nº 8.429/92. REJULGAMENTO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. EXCLUSÃO DOS HONORÁRIOS. AUSÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO. ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS INFRINGENTES AOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO TEIXEIRA GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 1º, III, 5º, III, X, XII, LIII, XXXIX, XLVI, XLVII, XLIX e LV, e 93 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. ACOLHIMENTO PARCIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROVA EMPRESTADA. POSSIBILIDADE. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. INÉPCIA DA INICIAL E INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA AFASTADAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. INDEFERIMENTO DA PROVA. PRECLUSÃO. ATO DE IMPROBIDADE. CONFIGURAÇÃO. MULTA CIVIL. ARTIGO 12 DA LEI Nº 8.429/92. REJULGAMENTO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. EXCLUSÃO DOS HONORÁRIOS. AUSÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO. ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS INFRINGENTES AOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1123092 AGR / SP DECLARATÓRIOS. JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO EXPRESSA NA SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. APLICAÇÃO DO MANUAL DE CÁLCULOS DA JUSTIÇA FEDERAL. REVISÃO DOS ÍNDICES SOB O FUNDAMENTO DE REMESSA OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. O v. acórdão impugnado manifestou-se expressamente sobre a redistribuição do feito, e reiterou, ipso facto a competência da 4ª. Vara Federal de Guarulhos, ainda que "a matéria deduzida fosse estranha à lide", como assentado na decisão que autorizou o empréstimo da prova, sendo certo que houve a expressa menção de decisão do E. STJ envolvendo a mesma Operação Canaã e a mesma matéria, como se lê do excerto de fls. 722v. 2. A legitimidade do Ministério Público Federal para ação civil pública por ato de improbidade administrativa, prevista no artigo 5º, I, da Lei nº 7.347/85, não demanda verificação da pertinência temática, conforme disposto no artigo 129, III, da CF. Tais fundamentos são suficientes para impor também a rejeição da alegação de inadequação da via eleita, haja vista que a Lei nº 8.429/92 estabelece os atos de improbidade administrativa e as penalidades. 3. A alegação de inépcia da inicial por falta de elementos e provas não merece acolhida, na medida em que a defesa do réu não restou prejudicada, ainda que a contraposição aos pelos fatos devidamente comprovados nos autos não tenha sido suficiente para afastar sua responsabilidade. 4. Quanto ao indeferimento pelo MM. Juízo a quo das provas requeridas pelo réu, observa-se que a decisão proferida em 15/10/2010 pelo MM. Juízo a quo não foi objeto de impugnação em tempo e modo, o que impede o conhecimento da questão em razão da preclusão. 5. O embargante-réu repristina suas alegações de defesa tentando reverter o quadro da indigitada improbidade administrativa, revendo o conjunto probatório que lhe parece favorável. Portanto, não há omissão no v. acórdão nesse aspecto, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP DECLARATÓRIOS. JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO EXPRESSA NA SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. APLICAÇÃO DO MANUAL DE CÁLCULOS DA JUSTIÇA FEDERAL. REVISÃO DOS ÍNDICES SOB O FUNDAMENTO DE REMESSA OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. O v. acórdão impugnado manifestou-se expressamente sobre a redistribuição do feito, e reiterou, ipso facto a competência da 4ª. Vara Federal de Guarulhos, ainda que "a matéria deduzida fosse estranha à lide", como assentado na decisão que autorizou o empréstimo da prova, sendo certo que houve a expressa menção de decisão do E. STJ envolvendo a mesma Operação Canaã e a mesma matéria, como se lê do excerto de fls. 722v. 2. A legitimidade do Ministério Público Federal para ação civil pública por ato de improbidade administrativa, prevista no artigo 5º, I, da Lei nº 7.347/85, não demanda verificação da pertinência temática, conforme disposto no artigo 129, III, da CF. Tais fundamentos são suficientes para impor também a rejeição da alegação de inadequação da via eleita, haja vista que a Lei nº 8.429/92 estabelece os atos de improbidade administrativa e as penalidades. 3. A alegação de inépcia da inicial por falta de elementos e provas não merece acolhida, na medida em que a defesa do réu não restou prejudicada, ainda que a contraposição aos pelos fatos devidamente comprovados nos autos não tenha sido suficiente para afastar sua responsabilidade. 4. Quanto ao indeferimento pelo MM. Juízo a quo das provas requeridas pelo réu, observa-se que a decisão proferida em 15/10/2010 pelo MM. Juízo a quo não foi objeto de impugnação em tempo e modo, o que impede o conhecimento da questão em razão da preclusão. 5. O embargante-réu repristina suas alegações de defesa tentando reverter o quadro da indigitada improbidade administrativa, revendo o conjunto probatório que lhe parece favorável. Portanto, não há omissão no v. acórdão nesse aspecto, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1123092 AGR / SP como se lê do v. acórdão recorrido. 6. Quanto à fixação da multa civil, a e. Desembargadora Federal Relatora deixou assente a gravidade da conduta perpetrada pelo recorrido, de modo que, considerando o extenso conjunto probatório, o valor da condenação deveria ser mantido tal como determinado na r. sentença. 7. Em relação à questão dos honorários, efetivamente assiste razão à embargante, eis que o v. acórdão retirou-lhe o direito à verba honorária, ainda que indevidamente fixada na r. sentença, mas igualmente não impugnada especificamente pelo réu recorrente. 8. Nessa situação excepcional impõe-se o acolhimento dos declaratórios, com efeitos infringentes, mantendo-se os honorários em favor da União Federal, reformando-se o v. acórdão para negar provimento à apelação do réu, haja vista que o acolhimento parcial deveu-se exclusivamente a questão atinente à verba honorária. 9. Por fim, sem fundamento a alegação de omissão quanto aos critérios de correção monetária e juros de mora da multa civil do artigo 12, III, da Lei nº 8.429/92, eis que a falta de previsão expressa não afasta a aplicação dos critérios estabelecidos no Manual de Cálculos da Justiça Federal do E. Conselho Federal de Justiça à obrigação imposta na r. sentença. 10. Desta forma, e nesse caso específico, não cabe, sob pretexto de pretensa remessa oficial em sede de sentença de procedência, a fixação de critérios diversos daqueles previstos em norma que rege a atualização das condenações no âmbito da Justiça Federal, diante da ausência de recurso voluntário da União. 11. Embargos de declaração do réu acolhidos parcialmente, sem efeitos modificativos. 12. Declaratórios da União acolhidos parcialmente, com efeitos modificativos, para negar provimento à apelação do réu, mantendo-se integralmente a r. sentença recorrida, inclusive no que tange à condenação à verba honorária.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP como se lê do v. acórdão recorrido. 6. Quanto à fixação da multa civil, a e. Desembargadora Federal Relatora deixou assente a gravidade da conduta perpetrada pelo recorrido, de modo que, considerando o extenso conjunto probatório, o valor da condenação deveria ser mantido tal como determinado na r. sentença. 7. Em relação à questão dos honorários, efetivamente assiste razão à embargante, eis que o v. acórdão retirou-lhe o direito à verba honorária, ainda que indevidamente fixada na r. sentença, mas igualmente não impugnada especificamente pelo réu recorrente. 8. Nessa situação excepcional impõe-se o acolhimento dos declaratórios, com efeitos infringentes, mantendo-se os honorários em favor da União Federal, reformando-se o v. acórdão para negar provimento à apelação do réu, haja vista que o acolhimento parcial deveu-se exclusivamente a questão atinente à verba honorária. 9. Por fim, sem fundamento a alegação de omissão quanto aos critérios de correção monetária e juros de mora da multa civil do artigo 12, III, da Lei nº 8.429/92, eis que a falta de previsão expressa não afasta a aplicação dos critérios estabelecidos no Manual de Cálculos da Justiça Federal do E. Conselho Federal de Justiça à obrigação imposta na r. sentença. 10. Desta forma, e nesse caso específico, não cabe, sob pretexto de pretensa remessa oficial em sede de sentença de procedência, a fixação de critérios diversos daqueles previstos em norma que rege a atualização das condenações no âmbito da Justiça Federal, diante da ausência de recurso voluntário da União. 11. Embargos de declaração do réu acolhidos parcialmente, sem efeitos modificativos. 12. Declaratórios da União acolhidos parcialmente, com efeitos modificativos, para negar provimento à apelação do réu, mantendo-se integralmente a r. sentença recorrida, inclusive no que tange à condenação à verba honorária.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1123092 AGR / SP Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1123092 AGR / SP PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). De mais a mais, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. NEPOTISMO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). De mais a mais, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. NEPOTISMO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1123092 AGR / SP INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (RE 1133979 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, 1ª Turma, DJe 17-09-2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Acumulação indevida de cargos. Restituição dos valores recebidos. Desnecessidade de se perquirir quanto ao dolo do agente. 4. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 5. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1066422 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª Turma, DJe 27-03-2018) “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.” (STF-AI-AgR-495.880/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Preparo recursal realizado a menor. Juizados especiais. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Pressupostos recursais. Repercussão geral. Ausência. Questão infraconstitucional. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (RE 1133979 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, 1ª Turma, DJe 17-09-2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Acumulação indevida de cargos. Restituição dos valores recebidos. Desnecessidade de se perquirir quanto ao dolo do agente. 4. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 5. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1066422 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª Turma, DJe 27-03-2018) “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.” (STF-AI-AgR-495.880/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Preparo recursal realizado a menor. Juizados especiais. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Pressupostos recursais. Repercussão geral. Ausência. Questão infraconstitucional. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1123092 AGR / SP devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279, desta Corte. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outras Cortes, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 691292 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJe 26-10-2012) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREPARO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. DESERÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O recorrente deve comprovar o pagamento do preparo no momento da interposição do recurso. Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III - Agravo regimental improvido.” (STF-AI-AgR-708.559/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 27.3.2009) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. JUIZADOS ESPECIAIS. PREPARO INSUFICIENTE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (STF-AI- 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279, desta Corte. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outras Cortes, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 691292 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJe 26-10-2012) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREPARO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. DESERÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O recorrente deve comprovar o pagamento do preparo no momento da interposição do recurso. Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III - Agravo regimental improvido.” (STF-AI-AgR-708.559/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 27.3.2009) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. JUIZADOS ESPECIAIS. PREPARO INSUFICIENTE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (STF-AI- 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1123092 AGR / SP 669.906/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 08.5.2009). “Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. Majorados, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP 669.906/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 08.5.2009). “Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. Majorados, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1123092 AGR / SP É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO TEIXEIRA GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A07A-352D-6209-E6CC e senha 4693-3EC0-6905-2A6B Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO TEIXEIRA GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A07A-352D-6209-E6CC e senha 4693-3EC0-6905-2A6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) : GLAUCO TEIXEIRA GOMES (20700-B/PB) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C084-FA66-0D69-7893 e senha ECA9-D913-A1D2-81FA Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) : GLAUCO TEIXEIRA GOMES (20700-B/PB) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C084-FA66-0D69-7893 e senha ECA9-D913-A1D2-81FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748465460
2018-10-15T00:00:00
2018-10-19T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 1º, III, 5º, III, X, XII, LIII, XXXIX, XLVI, XLVII, XLIX e LV, e 93 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 5. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur393034
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO) AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT). (IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA) RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT), AI 708559 AgR (1ªT), AI 669906 AgR (1ªT), ARE 691292 AgR (1ªT), ARE 1066422 AgR (2ªT), RE 1133979 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 21/11/2018, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1123092
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 INC-00003 ART-00005 INC-00003 \n INC-00010 INC-00012 INC-00034 INC-00053 \n INC-00064 INC-00065 INC-00066 INC-00067 \n ART-00093 INC-00009 ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-00489 PAR-00001 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1123092 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) : GLAUCO TEIXEIRA GOMES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO TEIXEIRA GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 1..., III, 5..., III, X, XII, LIII, XXXIX, XLVI, XLVII, XLIX e LV, e 93 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1191-006C-AC2E-473C e senha 5B92-26F1-DF14-107A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1123092 AGR / SP competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 5. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1191-006C-AC2E-473C e senha 5B92-26F1-DF14-107A Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 5. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1191-006C-AC2E-473C e senha 5B92-26F1-DF14-107A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO TEIXEIRA GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 1..., III, 5..., III, X, XII, LIII, XXXIX, XLVI, XLVII, XLIX e LV, e 93 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. ACOLHIMENTO PARCIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROVA EMPRESTADA. POSSIBILIDADE. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. INÉPCIA DA INICIAL E INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA AFASTADAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. INDEFERIMENTO DA PROVA. PRECLUSÃO. ATO DE IMPROBIDADE. CONFIGURAÇÃO. MULTA CIVIL. ARTIGO 12 DA LEI n 8.429/92. REJULGAMENTO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. EXCLUSÃO DOS HONORÁRIOS. AUSÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO. ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS INFRINGENTES AOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO TEIXEIRA GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 1..., III, 5..., III, X, XII, LIII, XXXIX, XLVI, XLVII, XLIX e LV, e 93 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. ACOLHIMENTO PARCIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROVA EMPRESTADA. POSSIBILIDADE. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. INÉPCIA DA INICIAL E INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA AFASTADAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. INDEFERIMENTO DA PROVA. PRECLUSÃO. ATO DE IMPROBIDADE. CONFIGURAÇÃO. MULTA CIVIL. ARTIGO 12 DA LEI n 8.429/92. REJULGAMENTO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. EXCLUSÃO DOS HONORÁRIOS. AUSÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO. ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS INFRINGENTES AOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1123092 AGR / SP DECLARATÓRIOS. JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO EXPRESSA NA SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. APLICAÇÃO DO MANUAL DE CÁLCULOS DA JUSTIÇA FEDERAL. REVISÃO DOS ÍNDICES SOB O FUNDAMENTO DE REMESSA OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. O v. acórdão impugnado manifestou-se expressamente sobre a redistribuição do feito, e reiterou, ipso facto a competência da 4.... Vara Federal de Guarulhos, ainda que "a matéria deduzida fosse estranha à lide", como assentado na decisão que autorizou o empréstimo da prova, sendo certo que houve a expressa menção de decisão do E. Superior Tribunal de Justiça envolvendo a mesma Operação Canaã e a mesma matéria, como se lê do excerto de fls. 722v. 2. A legitimidade do Ministério Público Federal para ação civil pública por ato de improbidade administrativa, prevista no artigo 5..., I, da Lei n 7.347/85, não demanda verificação da pertinência temática, conforme disposto no artigo 129, III, da Constituição Federal de 1988. Tais fundamentos são suficientes para impor também a rejeição da alegação de inadequação da via eleita, haja vista que a Lei n 8.429/92 estabelece os atos de improbidade administrativa e as penalidades. 3. A alegação de inépcia da inicial por falta de elementos e provas não merece acolhida, na medida em que a defesa do réu não restou prejudicada, ainda que a contraposição aos pelos fatos devidamente comprovados nos autos não tenha sido suficiente para afastar sua responsabilidade. 4. Quanto ao indeferimento pelo MM. Juízo a quo das provas requeridas pelo réu, observa-se que a decisão proferida em 15/10/2010 pelo MM. Juízo a quo não foi objeto de impugnação em tempo e modo, o que impede o conhecimento da questão em razão da preclusão. 5. O embargante-réu repristina suas alegações de defesa tentando reverter o quadro da indigitada improbidade administrativa, revendo o conjunto probatório que lhe parece favorável. Portanto, não há omissão no v. acórdão nesse aspecto, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP DECLARATÓRIOS. JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO EXPRESSA NA SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. APLICAÇÃO DO MANUAL DE CÁLCULOS DA JUSTIÇA FEDERAL. REVISÃO DOS ÍNDICES SOB O FUNDAMENTO DE REMESSA OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. O v. acórdão impugnado manifestou-se expressamente sobre a redistribuição do feito, e reiterou, ipso facto a competência da 4.... Vara Federal de Guarulhos, ainda que "a matéria deduzida fosse estranha à lide", como assentado na decisão que autorizou o empréstimo da prova, sendo certo que houve a expressa menção de decisão do E. Superior Tribunal de Justiça envolvendo a mesma Operação Canaã e a mesma matéria, como se lê do excerto de fls. 722v. 2. A legitimidade do Ministério Público Federal para ação civil pública por ato de improbidade administrativa, prevista no artigo 5..., I, da Lei n 7.347/85, não demanda verificação da pertinência temática, conforme disposto no artigo 129, III, da Constituição Federal de 1988. Tais fundamentos são suficientes para impor também a rejeição da alegação de inadequação da via eleita, haja vista que a Lei n 8.429/92 estabelece os atos de improbidade administrativa e as penalidades. 3. A alegação de inépcia da inicial por falta de elementos e provas não merece acolhida, na medida em que a defesa do réu não restou prejudicada, ainda que a contraposição aos pelos fatos devidamente comprovados nos autos não tenha sido suficiente para afastar sua responsabilidade. 4. Quanto ao indeferimento pelo MM. Juízo a quo das provas requeridas pelo réu, observa-se que a decisão proferida em 15/10/2010 pelo MM. Juízo a quo não foi objeto de impugnação em tempo e modo, o que impede o conhecimento da questão em razão da preclusão. 5. O embargante-réu repristina suas alegações de defesa tentando reverter o quadro da indigitada improbidade administrativa, revendo o conjunto probatório que lhe parece favorável. Portanto, não há omissão no v. acórdão nesse aspecto, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1123092 AGR / SP como se lê do v. acórdão recorrido. 6. Quanto à fixação da multa civil, a e. Desembargadora Federal Relatora deixou assente a gravidade da conduta perpetrada pelo recorrido, de modo que, considerando o extenso conjunto probatório, o valor da condenação deveria ser mantido tal como determinado na r. sentença. 7. Em relação à questão dos honorários, efetivamente assiste razão à embargante, eis que o v. acórdão retirou-lhe o direito à verba honorária, ainda que indevidamente fixada na r. sentença, mas igualmente não impugnada especificamente pelo réu recorrente. 8. Nessa situação excepcional impõe-se o acolhimento dos declaratórios, com efeitos infringentes, mantendo-se os honorários em favor da União Federal, reformando-se o v. acórdão para negar provimento à apelação do réu, haja vista que o acolhimento parcial deveu-se exclusivamente a questão atinente à verba honorária. 9. Por fim, sem fundamento a alegação de omissão quanto aos critérios de correção monetária e juros de mora da multa civil do artigo 12, III, da Lei n 8.429/92, eis que a falta de previsão expressa não afasta a aplicação dos critérios estabelecidos no Manual de Cálculos da Justiça Federal do E. Conselho Federal de Justiça à obrigação imposta na r. sentença. 10. Desta forma, e nesse caso específico, não cabe, sob pretexto de pretensa remessa oficial em sede de sentença de procedência, a fixação de critérios diversos daqueles previstos em norma que rege a atualização das condenações no âmbito da Justiça Federal, diante da ausência de recurso voluntário da União. 11. Embargos de declaração do réu acolhidos parcialmente, sem efeitos modificativos. 12. Declaratórios da União acolhidos parcialmente, com efeitos modificativos, para negar provimento à apelação do réu, mantendo-se integralmente a r. sentença recorrida, inclusive no que tange à condenação à verba honorária.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP como se lê do v. acórdão recorrido. 6. Quanto à fixação da multa civil, a e. Desembargadora Federal Relatora deixou assente a gravidade da conduta perpetrada pelo recorrido, de modo que, considerando o extenso conjunto probatório, o valor da condenação deveria ser mantido tal como determinado na r. sentença. 7. Em relação à questão dos honorários, efetivamente assiste razão à embargante, eis que o v. acórdão retirou-lhe o direito à verba honorária, ainda que indevidamente fixada na r. sentença, mas igualmente não impugnada especificamente pelo réu recorrente. 8. Nessa situação excepcional impõe-se o acolhimento dos declaratórios, com efeitos infringentes, mantendo-se os honorários em favor da União Federal, reformando-se o v. acórdão para negar provimento à apelação do réu, haja vista que o acolhimento parcial deveu-se exclusivamente a questão atinente à verba honorária. 9. Por fim, sem fundamento a alegação de omissão quanto aos critérios de correção monetária e juros de mora da multa civil do artigo 12, III, da Lei n 8.429/92, eis que a falta de previsão expressa não afasta a aplicação dos critérios estabelecidos no Manual de Cálculos da Justiça Federal do E. Conselho Federal de Justiça à obrigação imposta na r. sentença. 10. Desta forma, e nesse caso específico, não cabe, sob pretexto de pretensa remessa oficial em sede de sentença de procedência, a fixação de critérios diversos daqueles previstos em norma que rege a atualização das condenações no âmbito da Justiça Federal, diante da ausência de recurso voluntário da União. 11. Embargos de declaração do réu acolhidos parcialmente, sem efeitos modificativos. 12. Declaratórios da União acolhidos parcialmente, com efeitos modificativos, para negar provimento à apelação do réu, mantendo-se integralmente a r. sentença recorrida, inclusive no que tange à condenação à verba honorária.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1123092 AGR / SP Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DC8-9367-A472-876C e senha EA61-C3FC-503E-B750 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1123092 AGR / SP PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). De mais a mais, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. NEPOTISMO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). De mais a mais, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. NEPOTISMO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1123092 AGR / SP INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 1133979 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, 1... Turma, DJe 17-09-2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Acumulação indevida de cargos. Restituição dos valores recebidos. Desnecessidade de se perquirir quanto ao dolo do agente. 4. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 5. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1066422 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2... Turma, DJe 27-03-2018) “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.” (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Preparo recursal realizado a menor. Juizados especiais. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Pressupostos recursais. Repercussão geral. Ausência. Questão infraconstitucional. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 1133979 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, 1... Turma, DJe 17-09-2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Acumulação indevida de cargos. Restituição dos valores recebidos. Desnecessidade de se perquirir quanto ao dolo do agente. 4. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 5. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1066422 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2... Turma, DJe 27-03-2018) “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.” (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Preparo recursal realizado a menor. Juizados especiais. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Pressupostos recursais. Repercussão geral. Ausência. Questão infraconstitucional. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1123092 AGR / SP devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula n 279, desta Corte. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outras Cortes, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 691292 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJe 26-10-2012) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREPARO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. DESERÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O recorrente deve comprovar o pagamento do preparo no momento da interposição do recurso. Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III - Agravo regimental improvido.” (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-708.559/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 27.3.2009) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. JUIZADOS ESPECIAIS. PREPARO INSUFICIENTE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Supremo Tribunal Federal-AI- 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula n 279, desta Corte. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outras Cortes, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 691292 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJe 26-10-2012) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREPARO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. DESERÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O recorrente deve comprovar o pagamento do preparo no momento da interposição do recurso. Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III - Agravo regimental improvido.” (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-708.559/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 27.3.2009) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. JUIZADOS ESPECIAIS. PREPARO INSUFICIENTE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Supremo Tribunal Federal-AI- 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1123092 AGR / SP 669.906/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 08.5.2009). “Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. Majorados, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP 669.906/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 08.5.2009). “Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. Majorados, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1123092 AGR / SP É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Supremo Tribunal Federal ARE 1123092 AGR / SP É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8286-3C12-78B4-4E78 e senha AF84-CB2E-7097-7390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO TEIXEIRA GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A07A-352D-6209-E6CC e senha 4693-3EC0-6905-2A6B Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO TEIXEIRA GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A07A-352D-6209-E6CC e senha 4693-3EC0-6905-2A6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) : GLAUCO TEIXEIRA GOMES (20700-B/PB) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C084-FA66-0D69-7893 e senha ECA9-D913-A1D2-81FA Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.092 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DOMINGOS JOSE DA SILVA ADV.(A/S) : GLAUCO TEIXEIRA GOMES (20700-B/PB) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C084-FA66-0D69-7893 e senha ECA9-D913-A1D2-81FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 123 . 092", "ARE 1123092 AGR / SP", "RECURSO", "ARE 1123092", "ARE 1123092 AGR / SP", "ARE 1123092 AGR / SP", "ARE 1123092 AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 123 . 092", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 721 . 783 - AgR / RS", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 721 . 783 - AgR / RS", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1133979 AgR", "ARE 1066422 AgR", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "ARE 1123092 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1133979 AgR", "ARE 1066422 AgR", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "ARE 1123092 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE 691292 AgR", "-", "708", ".", "559", "/", "SP", "SÚMULAS 282", "ARE 1123092 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE 691292 AgR", "AI", "-", "AgR", "-", "708", ".", "559", "/", "SP", "SÚMULAS 282", "SP", "669", ".", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "ARE 1123092 AGR / SP 669 . 906 / SP", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "ARE 1123092 AGR / SP", "ARE 1123092 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 123 . 092" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ARTS .", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 ,", ". . . ,", "3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 1 . . . , III , 5 . . . , III , X , XII , LIII , XXXIX , XLVI , XLVII , XLIX e LV , e 93 da Constituição Federal", "ARTIGO 12 DA LEI n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts", "ARTIGO 12 DA LEI n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , I , da Lei n 7 . 347 / 85", "artigo 129 , III , da Constituição Federal de 1988", "Lei n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , I , da Lei n 7 . 347 / 85", "artigo 129 , III , da Constituição Federal de 1988", "Lei n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 12 , III , da Lei n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 12 , III , da Lei n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil , art . 544 , § §", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE", "§", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CÓDIGO DE PROCESSO", "ARTIGO 85 ,", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "C", ".", "F .", "C", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "1", ".", ".", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SE", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "DOMINGOS JOSE DA SILVA", "GLAUCO TEIXEIRA GOMES", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "DOMINGOS JOSE DA SILVA", "GLAUCO TEIXEIRA GOMES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "DOMINGOS JOSE DA SILVA", "GLAUCO TEIXEIRA GOMES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER ARE 1123092", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "Cezar Peluso", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "Cezar Peluso", "ROSA WEBER", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "DOMINGOS JOSE DA SILVA", "GLAUCO TEIXEIRA GOMES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "DOMINGOS JOSE DA SILVA", "GLAUCO TEIXEIRA GOMES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "DOMINGOS JOSE DA SILVA", "GLAUCO TEIXEIRA GOMES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "DOMINGOS JOSE DA SILVA", "GLAUCO TEIXEIRA GOMES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "11 de", "outubro de 2018", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "-", "09", "-", "2018", "27", "-", "03", "-", "2018", "05", ".", "8", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "-", "09", "-", "2018", "27", "-", "03", "-", "2018", "05", ".", "8", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "-", "10", "-", "2012", "27", ".", "3", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "-", "10", "-", "2012", "27", ".", "3", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "5", ".", "2009", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "5", ".", "2009", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :ROMERO JUCÁ FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AÇÃO PENAL. INSTRUÇÃO CRIMINAL. REALIZAÇÃO DO INTERROGATÓRIO DO RÉU AO FINAL. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O art. 7º da Lei n. 8.038/1990 determina que "recebida a denúncia ou a queixa, o relator designará dia e hora para o interrogatório, mandando citar o acusado ou querelado e intimar o órgão do Ministério Público, bem como o querelante ou o assistente, se for o caso". A interpretação literal do comando normativo é no sentido de que o interrogatório do réu, nos processos de competência originária do Supremo Tribunal Federal, deve ser o ato inaugural da instrução processual penal. 2. No entanto, o dispositivo não se coaduna com os princípios do contraditório e da ampla defesa, que impõem a realização do ato apenas ao término da instrução. 3. Nesse sentido é o entendimento do Pleno e dessa 1 ª Turma (AP 528 AgR, Rei. Min. RICARDO LEW ANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 8/6/2011). (AP 988 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURELIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 04/04/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 101 DIVULG 15-05-2017 PUBLIC 16-05-2017). 4. Provimento do Agravo para reformar a decisão agravada, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6723-A162-5362-9D08 e senha 5DB1-01BB-26E6-5BE0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 767 Ementa e Acórdão AP 1027 AGR / DF determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação, realizando-se o interrogatório ao final. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em dar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6723-A162-5362-9D08 e senha 5DB1-01BB-26E6-5BE0 Supremo Tribunal Federal AP 1027 AGR / DF determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação, realizando-se o interrogatório ao final. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em dar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6723-A162-5362-9D08 e senha 5DB1-01BB-26E6-5BE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 768 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :ROMERO JUCÁ FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: A Primeira Turma recebeu, em 13 de março de 2018, denúncia formalizada contra Romero Jucá Filho, consignando haver materialidade e indícios suficientes de autoria dos delitos descritos nos artigos 317, § 1º (corrupção passiva com aumento de 1/3 da pena se, em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional), do Código Penal e 1º (ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal) da Lei nº 9.613/1998. Vossa Excelência, em 22 de junho de 2018, determinou o interrogatório do réu, considerado o artigo 7º da Lei nº 8.038/1990. A Procuradora-Geral da República, mediante a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 342F-AE0A-79A6-AE96 e senha 29E2-B3C8-A03F-FE70 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :ROMERO JUCÁ FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: A Primeira Turma recebeu, em 13 de março de 2018, denúncia formalizada contra Romero Jucá Filho, consignando haver materialidade e indícios suficientes de autoria dos delitos descritos nos artigos 317, § 1º (corrupção passiva com aumento de 1/3 da pena se, em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional), do Código Penal e 1º (ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal) da Lei nº 9.613/1998. Vossa Excelência, em 22 de junho de 2018, determinou o interrogatório do réu, considerado o artigo 7º da Lei nº 8.038/1990. A Procuradora-Geral da República, mediante a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 342F-AE0A-79A6-AE96 e senha 29E2-B3C8-A03F-FE70 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 769 Relatório AP 1027 AGR / DF petição/STF nº 48.852/2018, juntada à folha 752 à 755, interpôs agravo, buscando a reconsideração do pronunciamento. Aduz que, em observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa, o interrogatório deve ser realizado após o término da instrução processual. Reporta-se ao decidido, pela Primeira Turma, no julgamento do agravo interno na ação penal nº 988/DF. Requer a reconsideração do ato agravado, para estabelecer-se, como ato inicial da instrução, a inquirição das testemunhas arroladas pela acusação. Busca, sucessivamente, seja o pedido submetido ao crivo do Colegiado. Romero Jucá Filho, com a petição/STF nº 58.628/2018, subscrita por advogados credenciados, apresentou contraminuta, postulando o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 342F-AE0A-79A6-AE96 e senha 29E2-B3C8-A03F-FE70 Supremo Tribunal Federal AP 1027 AGR / DF petição/STF nº 48.852/2018, juntada à folha 752 à 755, interpôs agravo, buscando a reconsideração do pronunciamento. Aduz que, em observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa, o interrogatório deve ser realizado após o término da instrução processual. Reporta-se ao decidido, pela Primeira Turma, no julgamento do agravo interno na ação penal nº 988/DF. Requer a reconsideração do ato agravado, para estabelecer-se, como ato inicial da instrução, a inquirição das testemunhas arroladas pela acusação. Busca, sucessivamente, seja o pedido submetido ao crivo do Colegiado. Romero Jucá Filho, com a petição/STF nº 58.628/2018, subscrita por advogados credenciados, apresentou contraminuta, postulando o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 342F-AE0A-79A6-AE96 e senha 29E2-B3C8-A03F-FE70 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 770 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): COMPETÊNCIA – AÇÃO PENAL – INTERROGATÓRIO – ÚLTIMO ATO – DESCABIMENTO. Ante o princípio da especialidade, nos processos criminais da competência originária do Supremo, o interrogatório inaugura a instrução criminal, considerado o artigo 7º da Lei nº 8.038/1990. Atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. O processo foi recebido no Ministério Público Federal em 28 de junho de 2018, tendo sido protocolada a peça, subscrita pela Procuradora-Geral da República, no dia 31 de julho seguinte, dentro do prazo legal de 15 dias úteis, a teor do artigo 15 do Código de Processo Civil de 2015, suplantados, em interpretação integrativa, os artigos 39 da Lei nº 8.038/1990, 317 do Regimento Interno do Supremo e 798 do Código de Processo Penal, consideradas as férias coletivas de julho. Reporto-me ao que consignado na decisão proferida em 22 de junho de 2018: […] 2. Impõe-se a sequência do processo, com a realização do interrogatório do réu, a teor do artigo 7º da Lei nº 8.038/1990. Ante o disposto no § 1º do artigo 9º do mesmo diploma legal e no § 1º do artigo 239 do Regimento Interno do Supremo, delego o interrogatório à Justiça Federal no Distrito Federal, tendo em conta o fato de o denunciado exercer mandato eletivo no Senado. […] Embora o Supremo tenha precedentes no sentido de potencializar a mudança na sequência dos atos processuais, deslocando o interrogatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35BB-E7C3-E659-BB30 e senha 4845-9E4B-14B2-F4AC Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): COMPETÊNCIA – AÇÃO PENAL – INTERROGATÓRIO – ÚLTIMO ATO – DESCABIMENTO. Ante o princípio da especialidade, nos processos criminais da competência originária do Supremo, o interrogatório inaugura a instrução criminal, considerado o artigo 7º da Lei nº 8.038/1990. Atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. O processo foi recebido no Ministério Público Federal em 28 de junho de 2018, tendo sido protocolada a peça, subscrita pela Procuradora-Geral da República, no dia 31 de julho seguinte, dentro do prazo legal de 15 dias úteis, a teor do artigo 15 do Código de Processo Civil de 2015, suplantados, em interpretação integrativa, os artigos 39 da Lei nº 8.038/1990, 317 do Regimento Interno do Supremo e 798 do Código de Processo Penal, consideradas as férias coletivas de julho. Reporto-me ao que consignado na decisão proferida em 22 de junho de 2018: […] 2. Impõe-se a sequência do processo, com a realização do interrogatório do réu, a teor do artigo 7º da Lei nº 8.038/1990. Ante o disposto no § 1º do artigo 9º do mesmo diploma legal e no § 1º do artigo 239 do Regimento Interno do Supremo, delego o interrogatório à Justiça Federal no Distrito Federal, tendo em conta o fato de o denunciado exercer mandato eletivo no Senado. […] Embora o Supremo tenha precedentes no sentido de potencializar a mudança na sequência dos atos processuais, deslocando o interrogatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35BB-E7C3-E659-BB30 e senha 4845-9E4B-14B2-F4AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 771 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AP 1027 AGR / DF para o final da instrução, promovida pela Lei nº 11.719/2008, que alterou a redação do artigo 400 do Código de Processo Penal, para os processos criminais da competência originária do Tribunal, considerado o julgamento, do qual não participei, do agravo regimental na ação penal nº 528, relator o ministro Ricardo Lewandowski, em 24 de março de 2011, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 8 de junho imediato, não posso endossar essa orientação. A transferência do interrogatório, de ato inaugural instrutório para derradeiro, foi positivada para os ritos ordinário e sumário, ante a redação dada pela Lei nº 11.719/2008 aos artigos 400 e 532 do Código de Processo Penal. Apesar de o procedimento comum, do qual são vertentes os acima referidos, ser observável, subsidiariamente, nos demais processos, o artigo 394, § 2º, do Código expressamente ressalva as “disposições em sentido contrário”, direcionando os holofotes para o princípio da especialidade. Ciente disso, o legislador, por intermédio de lei diversa – de nº 11.689/2008 –, estendeu, expressamente, a inovação ao procedimento do júri, que é especial, tanto na primeira quanto na segunda fases, tendo em vista as redações conferidas aos artigos 411, cabeça, e 474, cabeça, do Código de Processo Penal. Se assim não procedeu em relação aos demais, descabe ao intérprete fazê-lo, sob pena de legislar, em descompasso com o citado princípio, adentrando seara própria ao Poder Legislativo. Ofende-se, em última análise, o artigo 2º da Constituição Federal. Qualquer mudança normativa, considerada lei nova, há de ser expressa, e não tácita, conforme preceitua o artigo 12 da Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de 1998, mediante “reprodução integral em novo texto, quando se tratar de alteração considerável” (inciso I), “revogação parcial” (inciso II) ou “por meio de substituição, no próprio texto, do dispositivo alterado, ou acréscimo de dispositivo novo” (inciso III). Uma vez que nada disso foi implementado na Lei nº 8.038/1990, subsiste, hígido, o artigo 7º, a alocar o interrogatório como ato primeiro da instrução, e não último. Conheço do agravo e o desprovejo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35BB-E7C3-E659-BB30 e senha 4845-9E4B-14B2-F4AC Supremo Tribunal Federal AP 1027 AGR / DF para o final da instrução, promovida pela Lei nº 11.719/2008, que alterou a redação do artigo 400 do Código de Processo Penal, para os processos criminais da competência originária do Tribunal, considerado o julgamento, do qual não participei, do agravo regimental na ação penal nº 528, relator o ministro Ricardo Lewandowski, em 24 de março de 2011, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 8 de junho imediato, não posso endossar essa orientação. A transferência do interrogatório, de ato inaugural instrutório para derradeiro, foi positivada para os ritos ordinário e sumário, ante a redação dada pela Lei nº 11.719/2008 aos artigos 400 e 532 do Código de Processo Penal. Apesar de o procedimento comum, do qual são vertentes os acima referidos, ser observável, subsidiariamente, nos demais processos, o artigo 394, § 2º, do Código expressamente ressalva as “disposições em sentido contrário”, direcionando os holofotes para o princípio da especialidade. Ciente disso, o legislador, por intermédio de lei diversa – de nº 11.689/2008 –, estendeu, expressamente, a inovação ao procedimento do júri, que é especial, tanto na primeira quanto na segunda fases, tendo em vista as redações conferidas aos artigos 411, cabeça, e 474, cabeça, do Código de Processo Penal. Se assim não procedeu em relação aos demais, descabe ao intérprete fazê-lo, sob pena de legislar, em descompasso com o citado princípio, adentrando seara própria ao Poder Legislativo. Ofende-se, em última análise, o artigo 2º da Constituição Federal. Qualquer mudança normativa, considerada lei nova, há de ser expressa, e não tácita, conforme preceitua o artigo 12 da Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de 1998, mediante “reprodução integral em novo texto, quando se tratar de alteração considerável” (inciso I), “revogação parcial” (inciso II) ou “por meio de substituição, no próprio texto, do dispositivo alterado, ou acréscimo de dispositivo novo” (inciso III). Uma vez que nada disso foi implementado na Lei nº 8.038/1990, subsiste, hígido, o artigo 7º, a alocar o interrogatório como ato primeiro da instrução, e não último. Conheço do agravo e o desprovejo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35BB-E7C3-E659-BB30 e senha 4845-9E4B-14B2-F4AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 772 Antecipação ao Voto 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, vou pedir todas as vênias, eu estou dando provimento ao agravo para reformar a decisão agravada, determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA07-ADBC-18D2-8925 e senha 4A06-777B-4D62-00E4 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, vou pedir todas as vênias, eu estou dando provimento ao agravo para reformar a decisão agravada, determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA07-ADBC-18D2-8925 e senha 4A06-777B-4D62-00E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 773 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Trata-se de ação penal em desfavor do Senador Romero Jucá Filho em que se lhe imputa a prática dos crimes de corrupção passiva qualificada e de lavagem de dinheiro, tipificados no art. 317 e §1º do Código Penal e no art. 1°, caput, da Lei n° 9.613/1998. 2. Segundo a denúncia, no ano de 2014, Romero Jucá Filho solicitou e recebeu, em razão de sua função de Senador da República, vantagem indevida, no montante de R$ 150.000,00, mediante ajuste operacionalizado por Cláudio Melo Filho, na condição de Diretor de Relações Institucionais da Construtora Norberto Odebrecht SI A., visando garantir sua atuação parlamentar em favor de interesses do Grupo Odebrecht. Em contrapartida, Romero Jucá Filho, na condição de Senador, teria violado dever funcional, intermediando e votando em favor de medidas provisórias de interesses do Grupo Odebrecht, em especial nas Medidas Provisórias nº 651/2014 e n° 656/2014, convertidas, respectivamente, nas Leis n° 13.043/2014 e n° 13.097/2015. 3. A denúncia acrescenta que, com o propósito de ocultar e de dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime contra a administração pública, Cláudio Melo Filho e Romero Jucá Filho acertaram que o pagamento da propina seria concretizado sob a forma de doação eleitoral disfarçada para a campanha do filho do Senador, Rodrigo Holanda de Menezes Jucá, para o cargo de Vice-Governador de Roraima em 2014. 4. Devidamente notificado, o denunciado, Romero Jucá Filho, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Trata-se de ação penal em desfavor do Senador Romero Jucá Filho em que se lhe imputa a prática dos crimes de corrupção passiva qualificada e de lavagem de dinheiro, tipificados no art. 317 e §1º do Código Penal e no art. 1°, caput, da Lei n° 9.613/1998. 2. Segundo a denúncia, no ano de 2014, Romero Jucá Filho solicitou e recebeu, em razão de sua função de Senador da República, vantagem indevida, no montante de R$ 150.000,00, mediante ajuste operacionalizado por Cláudio Melo Filho, na condição de Diretor de Relações Institucionais da Construtora Norberto Odebrecht SI A., visando garantir sua atuação parlamentar em favor de interesses do Grupo Odebrecht. Em contrapartida, Romero Jucá Filho, na condição de Senador, teria violado dever funcional, intermediando e votando em favor de medidas provisórias de interesses do Grupo Odebrecht, em especial nas Medidas Provisórias nº 651/2014 e n° 656/2014, convertidas, respectivamente, nas Leis n° 13.043/2014 e n° 13.097/2015. 3. A denúncia acrescenta que, com o propósito de ocultar e de dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime contra a administração pública, Cláudio Melo Filho e Romero Jucá Filho acertaram que o pagamento da propina seria concretizado sob a forma de doação eleitoral disfarçada para a campanha do filho do Senador, Rodrigo Holanda de Menezes Jucá, para o cargo de Vice-Governador de Roraima em 2014. 4. Devidamente notificado, o denunciado, Romero Jucá Filho, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 774 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 1027 AGR / DF apresentou resposta à acusação, apontando, em breve síntese, as seguintes questões, inclusive preliminares: (i) falta de justa causa para deflagração da ação penal quanto ao crime de corrupção passiva; (ii) ausência de justa causa para a ação penal, também, quanto ao crime de lavagem de dinheiro, em virtude; (iii) inexistência do fato delituoso narrado como crime de lavagem de dinheiro, porque a suposta percepção da vantagem indevida constituiu exaurimento do crime de corrupção passiva. Ao final, requereu a rejeição da denúncia. 5. A Procuradora-Geral da República se manifestou sobre a resposta à acusação, requerendo a rejeição das preliminares e a consequente instauração de ação penal. 6. A lª Turma do STF, por unanimidade, recebeu a denúncia. O Ministro Marco Aurélio, Relator, determinou então a realização de interrogatório, nos termos do art. 7° da Lei n. 8.038/l990. 7. Inconformada, a PGR interpôs o presente recurso pleiteando a reforma da decisão com a realização do interrogatório ao final da instrução. 8. O art. 7º da Lei n. 8.038/1990 determina que "recebida a denúncia ou a queixa, o relator designará dia e hora para o interrogatório, mandando citar o acusado ou querelado e intimar o órgão do Ministério Público, bem como o querelante ou o assistente, se for o caso". A interpretação literal da norma é efetivamente no sentido de que o interrogatório do réu, nos processos de competência originária do Supremo Tribunal Federal, deve ser o ato inaugural da instrução processual penal. 9. No entanto, o dispositivo não se coaduna com os princípios do contraditório e da ampla defesa, que impõem a realização do ato apenas ao término da instrução criminal, o que permite ao acusado se ver processar e, em melhores condições, elaborar sua autodefesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Supremo Tribunal Federal AP 1027 AGR / DF apresentou resposta à acusação, apontando, em breve síntese, as seguintes questões, inclusive preliminares: (i) falta de justa causa para deflagração da ação penal quanto ao crime de corrupção passiva; (ii) ausência de justa causa para a ação penal, também, quanto ao crime de lavagem de dinheiro, em virtude; (iii) inexistência do fato delituoso narrado como crime de lavagem de dinheiro, porque a suposta percepção da vantagem indevida constituiu exaurimento do crime de corrupção passiva. Ao final, requereu a rejeição da denúncia. 5. A Procuradora-Geral da República se manifestou sobre a resposta à acusação, requerendo a rejeição das preliminares e a consequente instauração de ação penal. 6. A lª Turma do STF, por unanimidade, recebeu a denúncia. O Ministro Marco Aurélio, Relator, determinou então a realização de interrogatório, nos termos do art. 7° da Lei n. 8.038/l990. 7. Inconformada, a PGR interpôs o presente recurso pleiteando a reforma da decisão com a realização do interrogatório ao final da instrução. 8. O art. 7º da Lei n. 8.038/1990 determina que "recebida a denúncia ou a queixa, o relator designará dia e hora para o interrogatório, mandando citar o acusado ou querelado e intimar o órgão do Ministério Público, bem como o querelante ou o assistente, se for o caso". A interpretação literal da norma é efetivamente no sentido de que o interrogatório do réu, nos processos de competência originária do Supremo Tribunal Federal, deve ser o ato inaugural da instrução processual penal. 9. No entanto, o dispositivo não se coaduna com os princípios do contraditório e da ampla defesa, que impõem a realização do ato apenas ao término da instrução criminal, o que permite ao acusado se ver processar e, em melhores condições, elaborar sua autodefesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 775 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 1027 AGR / DF 10. Nesse sentido é o entendimento do Pleno e dessa 1 ª Turma (AP 528 AgR, Rei. Min. RICARDO LEW ANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 8/6/2011). (AP 988 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURELIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 04/04/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 101 DIVULG 15-05-2017 PUBLIC 16-05-2017). 11. Desse modo, provejo o Agravo para reformar a decisão agravada, determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação e se encerre com a realização do interrogatório do réu. 12. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Supremo Tribunal Federal AP 1027 AGR / DF 10. Nesse sentido é o entendimento do Pleno e dessa 1 ª Turma (AP 528 AgR, Rei. Min. RICARDO LEW ANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 8/6/2011). (AP 988 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURELIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 04/04/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 101 DIVULG 15-05-2017 PUBLIC 16-05-2017). 11. Desse modo, provejo o Agravo para reformar a decisão agravada, determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação e se encerre com a realização do interrogatório do réu. 12. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 776 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao eminente Relator. Apesar da não alteração específica do art. 7º da Lei 8.038, a partir do Código de Processo Penal, entendendo também que o interrogatório é um ato de defesa. E o ato de defesa se exerce melhor após toda a instrução, porque há possibilidade do contraditório mais amplo. Peço vênia ao Relator, acompanho a divergência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8757-69F9-7799-7EA1 e senha 1AC0-5210-37FD-B371 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao eminente Relator. Apesar da não alteração específica do art. 7º da Lei 8.038, a partir do Código de Processo Penal, entendendo também que o interrogatório é um ato de defesa. E o ato de defesa se exerce melhor após toda a instrução, porque há possibilidade do contraditório mais amplo. Peço vênia ao Relator, acompanho a divergência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8757-69F9-7799-7EA1 e senha 1AC0-5210-37FD-B371 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 777 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : ROMERO JUCÁ FILHO ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO (04107/DF) ADV.(A/S) : ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO (11305/DF) ADV.(A/S) : MARCELO TURBAY FREIRIA (22956/DF) Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CF38-16F7-FCB8-F013 e senha FBFD-1058-AA33-3F29 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : ROMERO JUCÁ FILHO ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO (04107/DF) ADV.(A/S) : ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO (11305/DF) ADV.(A/S) : MARCELO TURBAY FREIRIA (22956/DF) Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CF38-16F7-FCB8-F013 e senha FBFD-1058-AA33-3F29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12 778
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748500349
2018-10-02T00:00:00
2018-10-25T00:00:00
A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018.
AG.REG. NA AÇÃO PENAL
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AÇÃO PENAL. INSTRUÇÃO CRIMINAL. REALIZAÇÃO DO INTERROGATÓRIO DO RÉU AO FINAL. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O art. 7º da Lei n. 8.038/1990 determina que "recebida a denúncia ou a queixa, o relator designará dia e hora para o interrogatório, mandando citar o acusado ou querelado e intimar o órgão do Ministério Público, bem como o querelante ou o assistente, se for o caso". A interpretação literal do comando normativo é no sentido de que o interrogatório do réu, nos processos de competência originária do Supremo Tribunal Federal, deve ser o ato inaugural da instrução processual penal. 2. No entanto, o dispositivo não se coaduna com os princípios do contraditório e da ampla defesa, que impõem a realização do ato apenas ao término da instrução. 3. Nesse sentido é o entendimento do Pleno e dessa 1 ª Turma (AP 528 AgR, Rei. Min. RICARDO LEW ANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 8/6/2011). (AP 988 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURELIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 04/04/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-101 DIVULG 15-05-2017 PUBLIC 16-05-2017). 4. Provimento do Agravo para reformar a decisão agravada, determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação, realizando-se o interrogatório ao final.
sjur393390
- Acórdão(s) citado(s): (INTERROGATÓRIO, INSTRUÇÃO PROCESSUAL, PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA) AP 528 AgR (TP), AP 988 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 17/12/2018, JSF.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1027
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000095 ANO-1998\n ART-00012 INC-00001 INC-00002 INC-00003\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00007 ART-00039\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009613 ANO-1998\n ART-00001 \"CAPUT\"\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011689 ANO-2008\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011719 ANO-2008\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013043 ANO-2014\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013097 ANO-2015\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00015\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00317 PAR-00001\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00394 PAR-00002 \n ART-00400 REDAÇÃO DADA PELA LEI-11719/2008\n ART-00411 \"CAPUT\" REDAÇÃO DADA PELA LEI-11689/2008\n ART-00474 \"CAPUT\" REDAÇÃO DADA PELA LEI-11689/2008\n ART-00532 ART-00798\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED MPR-000651 ANO-2014\n MEDIDA PROVISÓRIA - CONVERTIDA NA LEI-13043/2014\n\n", "LEG-FED MPR-000656 ANO-2014\n MEDIDA PROVISÓRIA - CONVERTIDA NA LEI-13097/2015\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
AP-AgR
acordaos
AP 1027 AgR
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AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : ROMERO JUCÁ FILHO ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) : ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO ADV.(A/S) : MARCELO TURBAY FREIRIA
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Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :ROMERO JUCÁ FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AÇÃO PENAL. INSTRUÇÃO CRIMINAL. REALIZAÇÃO DO INTERROGATÓRIO DO RÉU AO FINAL. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O art. 7... da Lei n. 8.038/1990 determina que "recebida a denúncia ou a queixa, o relator designará dia e hora para o interrogatório, mandando citar o acusado ou querelado e intimar o órgão do Ministério Público, bem como o querelante ou o assistente, se for o caso". A interpretação literal do comando normativo é no sentido de que o interrogatório do réu, nos processos de competência originária do Supremo Tribunal Federal, deve ser o ato inaugural da instrução processual penal. 2. No entanto, o dispositivo não se coaduna com os princípios do contraditório e da ampla defesa, que impõem a realização do ato apenas ao término da instrução. 3. Nesse sentido é o entendimento do Pleno e dessa 1 Turma (AP 528 AgR, Rei. Min. RICARDO LEW ANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 8/6/2011). (AP 988 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURELIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 04/04/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 101 DIVULG 15-05-2017 PUBLIC 16-05-2017). 4. Provimento do Agravo para reformar a decisão agravada, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6723-A162-5362-9D08 e senha 5DB1-01BB-26E6-5BE0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 767 Ementa e Acórdão AP 1027 AGR / DF determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação, realizando-se o interrogatório ao final. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em dar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6723-A162-5362-9D08 e senha 5DB1-01BB-26E6-5BE0 Supremo Tribunal Federal AP 1027 AGR / DF determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação, realizando-se o interrogatório ao final. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em dar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6723-A162-5362-9D08 e senha 5DB1-01BB-26E6-5BE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 768 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :ROMERO JUCÁ FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: A Primeira Turma recebeu, em 13 de março de 2018, denúncia formalizada contra Romero Jucá Filho, consignando haver materialidade e indícios suficientes de autoria dos delitos descritos nos artigos 317, § 1... (corrupção passiva com aumento de 1/3 da pena se, em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional), do Código Penal e 1... (ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal) da Lei n 9.613/1998. Vossa Excelência, em 22 de junho de 2018, determinou o interrogatório do réu, considerado o artigo 7... da Lei n 8.038/1990. A Procuradora-Geral da República, mediante a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 342F-AE0A-79A6-AE96 e senha 29E2-B3C8-A03F-FE70 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :ROMERO JUCÁ FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: A Primeira Turma recebeu, em 13 de março de 2018, denúncia formalizada contra Romero Jucá Filho, consignando haver materialidade e indícios suficientes de autoria dos delitos descritos nos artigos 317, § 1... (corrupção passiva com aumento de 1/3 da pena se, em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional), do Código Penal e 1... (ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal) da Lei n 9.613/1998. Vossa Excelência, em 22 de junho de 2018, determinou o interrogatório do réu, considerado o artigo 7... da Lei n 8.038/1990. A Procuradora-Geral da República, mediante a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 342F-AE0A-79A6-AE96 e senha 29E2-B3C8-A03F-FE70 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 769 Relatório AP 1027 AGR / DF petição/Supremo Tribunal Federal n 48.852/2018, juntada à folha 752 à 755, interpôs agravo, buscando a reconsideração do pronunciamento. Aduz que, em observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa, o interrogatório deve ser realizado após o término da instrução processual. Reporta-se ao decidido, pela Primeira Turma, no julgamento do agravo interno na ação penal n 988/DF. Requer a reconsideração do ato agravado, para estabelecer-se, como ato inicial da instrução, a inquirição das testemunhas arroladas pela acusação. Busca, sucessivamente, seja o pedido submetido ao crivo do Colegiado. Romero Jucá Filho, com a petição/Supremo Tribunal Federal n 58.628/2018, subscrita por advogados credenciados, apresentou contraminuta, postulando o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 342F-AE0A-79A6-AE96 e senha 29E2-B3C8-A03F-FE70 Supremo Tribunal Federal AP 1027 AGR / DF petição/Supremo Tribunal Federal n 48.852/2018, juntada à folha 752 à 755, interpôs agravo, buscando a reconsideração do pronunciamento. Aduz que, em observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa, o interrogatório deve ser realizado após o término da instrução processual. Reporta-se ao decidido, pela Primeira Turma, no julgamento do agravo interno na ação penal n 988/DF. Requer a reconsideração do ato agravado, para estabelecer-se, como ato inicial da instrução, a inquirição das testemunhas arroladas pela acusação. Busca, sucessivamente, seja o pedido submetido ao crivo do Colegiado. Romero Jucá Filho, com a petição/Supremo Tribunal Federal n 58.628/2018, subscrita por advogados credenciados, apresentou contraminuta, postulando o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 342F-AE0A-79A6-AE96 e senha 29E2-B3C8-A03F-FE70 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 770 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): COMPETÊNCIA – AÇÃO PENAL – INTERROGATÓRIO – ÚLTIMO ATO – DESCABIMENTO. Ante o princípio da especialidade, nos processos criminais da competência originária do Supremo, o interrogatório inaugura a instrução criminal, considerado o artigo 7... da Lei n 8.038/1990. Atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. O processo foi recebido no Ministério Público Federal em 28 de junho de 2018, tendo sido protocolada a peça, subscrita pela Procuradora-Geral da República, no dia 31 de julho seguinte, dentro do prazo legal de 15 dias úteis, a teor do artigo 15 do Código de Processo Civil de 2015, suplantados, em interpretação integrativa, os artigos 39 da Lei n 8.038/1990, 317 do Regimento Interno do Supremo e 798 do Código de Processo Penal, consideradas as férias coletivas de julho. Reporto-me ao que consignado na decisão proferida em 22 de junho de 2018: […] 2. Impõe-se a sequência do processo, com a realização do interrogatório do réu, a teor do artigo 7... da Lei n 8.038/1990. Ante o disposto no § 1... do artigo 9... do mesmo diploma legal e no § 1... do artigo 239 do Regimento Interno do Supremo, delego o interrogatório à Justiça Federal no Distrito Federal, tendo em conta o fato de o denunciado exercer mandato eletivo no Senado. […] Embora o Supremo tenha precedentes no sentido de potencializar a mudança na sequência dos atos processuais, deslocando o interrogatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35BB-E7C3-E659-BB30 e senha 4845-9E4B-14B2-F4AC Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): COMPETÊNCIA – AÇÃO PENAL – INTERROGATÓRIO – ÚLTIMO ATO – DESCABIMENTO. Ante o princípio da especialidade, nos processos criminais da competência originária do Supremo, o interrogatório inaugura a instrução criminal, considerado o artigo 7... da Lei n 8.038/1990. Atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. O processo foi recebido no Ministério Público Federal em 28 de junho de 2018, tendo sido protocolada a peça, subscrita pela Procuradora-Geral da República, no dia 31 de julho seguinte, dentro do prazo legal de 15 dias úteis, a teor do artigo 15 do Código de Processo Civil de 2015, suplantados, em interpretação integrativa, os artigos 39 da Lei n 8.038/1990, 317 do Regimento Interno do Supremo e 798 do Código de Processo Penal, consideradas as férias coletivas de julho. Reporto-me ao que consignado na decisão proferida em 22 de junho de 2018: […] 2. Impõe-se a sequência do processo, com a realização do interrogatório do réu, a teor do artigo 7... da Lei n 8.038/1990. Ante o disposto no § 1... do artigo 9... do mesmo diploma legal e no § 1... do artigo 239 do Regimento Interno do Supremo, delego o interrogatório à Justiça Federal no Distrito Federal, tendo em conta o fato de o denunciado exercer mandato eletivo no Senado. […] Embora o Supremo tenha precedentes no sentido de potencializar a mudança na sequência dos atos processuais, deslocando o interrogatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35BB-E7C3-E659-BB30 e senha 4845-9E4B-14B2-F4AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 771 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AP 1027 AGR / DF para o final da instrução, promovida pela Lei n 11.719/2008, que alterou a redação do artigo 400 do Código de Processo Penal, para os processos criminais da competência originária do Tribunal, considerado o julgamento, do qual não participei, do agravo regimental na ação penal n 528, relator o ministro Ricardo Lewandowski, em 24 de março de 2011, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 8 de junho imediato, não posso endossar essa orientação. A transferência do interrogatório, de ato inaugural instrutório para derradeiro, foi positivada para os ritos ordinário e sumário, ante a redação dada pela Lei n 11.719/2008 aos artigos 400 e 532 do Código de Processo Penal. Apesar de o procedimento comum, do qual são vertentes os acima referidos, ser observável, subsidiariamente, nos demais processos, o artigo 394, § 2..., do Código expressamente ressalva as “disposições em sentido contrário”, direcionando os holofotes para o princípio da especialidade. Ciente disso, o legislador, por intermédio de lei diversa – de n 11.689/2008 –, estendeu, expressamente, a inovação ao procedimento do júri, que é especial, tanto na primeira quanto na segunda fases, tendo em vista as redações conferidas aos artigos 411, cabeça, e 474, cabeça, do Código de Processo Penal. Se assim não procedeu em relação aos demais, descabe ao intérprete fazê-lo, sob pena de legislar, em descompasso com o citado princípio, adentrando seara própria ao Poder Legislativo. Ofende-se, em última análise, o artigo 2... da Constituição Federal. Qualquer mudança normativa, considerada lei nova, há de ser expressa, e não tácita, conforme preceitua o artigo 12 da Lei Complementar n 95, de 26 de fevereiro de 1998, mediante “reprodução integral em novo texto, quando se tratar de alteração considerável” (inciso I), “revogação parcial” (inciso II) ou “por meio de substituição, no próprio texto, do dispositivo alterado, ou acréscimo de dispositivo novo” (inciso III). Uma vez que nada disso foi implementado na Lei n 8.038/1990, subsiste, hígido, o artigo 7..., a alocar o interrogatório como ato primeiro da instrução, e não último. Conheço do agravo e o desprovejo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35BB-E7C3-E659-BB30 e senha 4845-9E4B-14B2-F4AC Supremo Tribunal Federal AP 1027 AGR / DF para o final da instrução, promovida pela Lei n 11.719/2008, que alterou a redação do artigo 400 do Código de Processo Penal, para os processos criminais da competência originária do Tribunal, considerado o julgamento, do qual não participei, do agravo regimental na ação penal n 528, relator o ministro Ricardo Lewandowski, em 24 de março de 2011, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 8 de junho imediato, não posso endossar essa orientação. A transferência do interrogatório, de ato inaugural instrutório para derradeiro, foi positivada para os ritos ordinário e sumário, ante a redação dada pela Lei n 11.719/2008 aos artigos 400 e 532 do Código de Processo Penal. Apesar de o procedimento comum, do qual são vertentes os acima referidos, ser observável, subsidiariamente, nos demais processos, o artigo 394, § 2..., do Código expressamente ressalva as “disposições em sentido contrário”, direcionando os holofotes para o princípio da especialidade. Ciente disso, o legislador, por intermédio de lei diversa – de n 11.689/2008 –, estendeu, expressamente, a inovação ao procedimento do júri, que é especial, tanto na primeira quanto na segunda fases, tendo em vista as redações conferidas aos artigos 411, cabeça, e 474, cabeça, do Código de Processo Penal. Se assim não procedeu em relação aos demais, descabe ao intérprete fazê-lo, sob pena de legislar, em descompasso com o citado princípio, adentrando seara própria ao Poder Legislativo. Ofende-se, em última análise, o artigo 2... da Constituição Federal. Qualquer mudança normativa, considerada lei nova, há de ser expressa, e não tácita, conforme preceitua o artigo 12 da Lei Complementar n 95, de 26 de fevereiro de 1998, mediante “reprodução integral em novo texto, quando se tratar de alteração considerável” (inciso I), “revogação parcial” (inciso II) ou “por meio de substituição, no próprio texto, do dispositivo alterado, ou acréscimo de dispositivo novo” (inciso III). Uma vez que nada disso foi implementado na Lei n 8.038/1990, subsiste, hígido, o artigo 7..., a alocar o interrogatório como ato primeiro da instrução, e não último. Conheço do agravo e o desprovejo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35BB-E7C3-E659-BB30 e senha 4845-9E4B-14B2-F4AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 772 Antecipação ao Voto 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, vou pedir todas as vênias, eu estou dando provimento ao agravo para reformar a decisão agravada, determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA07-ADBC-18D2-8925 e senha 4A06-777B-4D62-00E4 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, vou pedir todas as vênias, eu estou dando provimento ao agravo para reformar a decisão agravada, determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA07-ADBC-18D2-8925 e senha 4A06-777B-4D62-00E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 773 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Trata-se de ação penal em desfavor do Senador Romero Jucá Filho em que se lhe imputa a prática dos crimes de corrupção passiva qualificada e de lavagem de dinheiro, tipificados no art. 317 e §1... do Código Penal e no art. 1..., caput, da Lei n 9.613/1998. 2. Segundo a denúncia, no ano de 2014, Romero Jucá Filho solicitou e recebeu, em razão de sua função de Senador da República, vantagem indevida, no montante de R$ 150.000,00, mediante ajuste operacionalizado por Cláudio Melo Filho, na condição de Diretor de Relações Institucionais da Construtora Norberto Odebrecht SI A., visando garantir sua atuação parlamentar em favor de interesses do Grupo Odebrecht. Em contrapartida, Romero Jucá Filho, na condição de Senador, teria violado dever funcional, intermediando e votando em favor de medidas provisórias de interesses do Grupo Odebrecht, em especial nas Medidas Provisórias n 651/2014 e n 656/2014, convertidas, respectivamente, nas Leis n 13.043/2014 e n 13.097/2015. 3. A denúncia acrescenta que, com o propósito de ocultar e de dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime contra a administração pública, Cláudio Melo Filho e Romero Jucá Filho acertaram que o pagamento da propina seria concretizado sob a forma de doação eleitoral disfarçada para a campanha do filho do Senador, Rodrigo Holanda de Menezes Jucá, para o cargo de Vice-Governador de Roraima em 2014. 4. Devidamente notificado, o denunciado, Romero Jucá Filho, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Trata-se de ação penal em desfavor do Senador Romero Jucá Filho em que se lhe imputa a prática dos crimes de corrupção passiva qualificada e de lavagem de dinheiro, tipificados no art. 317 e §1... do Código Penal e no art. 1..., caput, da Lei n 9.613/1998. 2. Segundo a denúncia, no ano de 2014, Romero Jucá Filho solicitou e recebeu, em razão de sua função de Senador da República, vantagem indevida, no montante de R$ 150.000,00, mediante ajuste operacionalizado por Cláudio Melo Filho, na condição de Diretor de Relações Institucionais da Construtora Norberto Odebrecht SI A., visando garantir sua atuação parlamentar em favor de interesses do Grupo Odebrecht. Em contrapartida, Romero Jucá Filho, na condição de Senador, teria violado dever funcional, intermediando e votando em favor de medidas provisórias de interesses do Grupo Odebrecht, em especial nas Medidas Provisórias n 651/2014 e n 656/2014, convertidas, respectivamente, nas Leis n 13.043/2014 e n 13.097/2015. 3. A denúncia acrescenta que, com o propósito de ocultar e de dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime contra a administração pública, Cláudio Melo Filho e Romero Jucá Filho acertaram que o pagamento da propina seria concretizado sob a forma de doação eleitoral disfarçada para a campanha do filho do Senador, Rodrigo Holanda de Menezes Jucá, para o cargo de Vice-Governador de Roraima em 2014. 4. Devidamente notificado, o denunciado, Romero Jucá Filho, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 774 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 1027 AGR / DF apresentou resposta à acusação, apontando, em breve síntese, as seguintes questões, inclusive preliminares: (i) falta de justa causa para deflagração da ação penal quanto ao crime de corrupção passiva; (ii) ausência de justa causa para a ação penal, também, quanto ao crime de lavagem de dinheiro, em virtude; (iii) inexistência do fato delituoso narrado como crime de lavagem de dinheiro, porque a suposta percepção da vantagem indevida constituiu exaurimento do crime de corrupção passiva. Ao final, requereu a rejeição da denúncia. 5. A Procuradora-Geral da República se manifestou sobre a resposta à acusação, requerendo a rejeição das preliminares e a consequente instauração de ação penal. 6. A l Turma do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, recebeu a denúncia. O Ministro Marco Aurélio, Relator, determinou então a realização de interrogatório, nos termos do art. 7... da Lei n. 8.038/l990. 7. Inconformada, a PGR interpôs o presente recurso pleiteando a reforma da decisão com a realização do interrogatório ao final da instrução. 8. O art. 7... da Lei n. 8.038/1990 determina que "recebida a denúncia ou a queixa, o relator designará dia e hora para o interrogatório, mandando citar o acusado ou querelado e intimar o órgão do Ministério Público, bem como o querelante ou o assistente, se for o caso". A interpretação literal da norma é efetivamente no sentido de que o interrogatório do réu, nos processos de competência originária do Supremo Tribunal Federal, deve ser o ato inaugural da instrução processual penal. 9. No entanto, o dispositivo não se coaduna com os princípios do contraditório e da ampla defesa, que impõem a realização do ato apenas ao término da instrução criminal, o que permite ao acusado se ver processar e, em melhores condições, elaborar sua autodefesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Supremo Tribunal Federal AP 1027 AGR / DF apresentou resposta à acusação, apontando, em breve síntese, as seguintes questões, inclusive preliminares: (i) falta de justa causa para deflagração da ação penal quanto ao crime de corrupção passiva; (ii) ausência de justa causa para a ação penal, também, quanto ao crime de lavagem de dinheiro, em virtude; (iii) inexistência do fato delituoso narrado como crime de lavagem de dinheiro, porque a suposta percepção da vantagem indevida constituiu exaurimento do crime de corrupção passiva. Ao final, requereu a rejeição da denúncia. 5. A Procuradora-Geral da República se manifestou sobre a resposta à acusação, requerendo a rejeição das preliminares e a consequente instauração de ação penal. 6. A l Turma do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, recebeu a denúncia. O Ministro Marco Aurélio, Relator, determinou então a realização de interrogatório, nos termos do art. 7... da Lei n. 8.038/l990. 7. Inconformada, a PGR interpôs o presente recurso pleiteando a reforma da decisão com a realização do interrogatório ao final da instrução. 8. O art. 7... da Lei n. 8.038/1990 determina que "recebida a denúncia ou a queixa, o relator designará dia e hora para o interrogatório, mandando citar o acusado ou querelado e intimar o órgão do Ministério Público, bem como o querelante ou o assistente, se for o caso". A interpretação literal da norma é efetivamente no sentido de que o interrogatório do réu, nos processos de competência originária do Supremo Tribunal Federal, deve ser o ato inaugural da instrução processual penal. 9. No entanto, o dispositivo não se coaduna com os princípios do contraditório e da ampla defesa, que impõem a realização do ato apenas ao término da instrução criminal, o que permite ao acusado se ver processar e, em melhores condições, elaborar sua autodefesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 775 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AP 1027 AGR / DF 10. Nesse sentido é o entendimento do Pleno e dessa 1 Turma (AP 528 AgR, Rei. Min. RICARDO LEW ANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 8/6/2011). (AP 988 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURELIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 04/04/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 101 DIVULG 15-05-2017 PUBLIC 16-05-2017). 11. Desse modo, provejo o Agravo para reformar a decisão agravada, determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação e se encerre com a realização do interrogatório do réu. 12. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Supremo Tribunal Federal AP 1027 AGR / DF 10. Nesse sentido é o entendimento do Pleno e dessa 1 Turma (AP 528 AgR, Rei. Min. RICARDO LEW ANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 8/6/2011). (AP 988 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURELIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 04/04/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 101 DIVULG 15-05-2017 PUBLIC 16-05-2017). 11. Desse modo, provejo o Agravo para reformar a decisão agravada, determinando que a instrução processual penal se inicie com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação e se encerre com a realização do interrogatório do réu. 12. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 914C-1F49-265F-3039 e senha 31C5-DDA4-7723-C41C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 776 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao eminente Relator. Apesar da não alteração específica do art. 7... da Lei 8.038, a partir do Código de Processo Penal, entendendo também que o interrogatório é um ato de defesa. E o ato de defesa se exerce melhor após toda a instrução, porque há possibilidade do contraditório mais amplo. Peço vênia ao Relator, acompanho a divergência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8757-69F9-7799-7EA1 e senha 1AC0-5210-37FD-B371 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao eminente Relator. Apesar da não alteração específica do art. 7... da Lei 8.038, a partir do Código de Processo Penal, entendendo também que o interrogatório é um ato de defesa. E o ato de defesa se exerce melhor após toda a instrução, porque há possibilidade do contraditório mais amplo. Peço vênia ao Relator, acompanho a divergência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8757-69F9-7799-7EA1 e senha 1AC0-5210-37FD-B371 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 777 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : ROMERO JUCÁ FILHO ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO (04107/DF) ADV.(A/S) : ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO (11305/DF) ADV.(A/S) : MARCELO TURBAY FREIRIA (22956/DF) Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CF38-16F7-FCB8-F013 e senha FBFD-1058-AA33-3F29 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.027 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : ROMERO JUCÁ FILHO ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO (04107/DF) ADV.(A/S) : ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO (11305/DF) ADV.(A/S) : MARCELO TURBAY FREIRIA (22956/DF) Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CF38-16F7-FCB8-F013 e senha FBFD-1058-AA33-3F29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12 778
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO PENAL 1 . 027", "AP 528 AgR", "AP 988 AgR", "AP 1027 AGR / DF", "AP 1027 AGR / DF", "AÇÃO PENAL 1 . 027", "AÇÃO PENAL 1 . 027", "ação penal n 988 / DF", "ação penal n 988 / DF", "AÇÃO PENAL 1 . 027", "ação penal n 528", "AÇÃO PENAL 1 . 027", "AÇÃO PENAL 1 . 027", "AÇÃO PENAL 1 . 027", "AÇÃO PENAL 1 . 027", "AP 1027 AGR / DF", "AP 1027 AGR / DF", "AP 528 AgR", "AP 988 AgR", "AP 1027 AGR / DF", "AP 528 AgR", "AP 988 AgR", "AÇÃO", "AÇÃO PENAL 1 . 027", "AÇÃO", "AÇÃO PENAL 1 . 027" ], "LEGISLACAO": [ "art . 7 . . . da Lei n . 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Lei n 9 . 613 / 1998", "artigo 7 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Lei n 9 . 613 / 1998", "artigo 7 . . . da Lei n 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 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"Senado", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Construtora Norberto Odebrecht SI A .", "Grupo Odebrecht", "Grupo Odebrecht", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Construtora Norberto Odebrecht SI A .", "Grupo Odebrecht", "Grupo Odebrecht", "Supremo Tribunal Federal", "l Turma do Supremo Tribunal Federal", "PGR", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "l Turma do Supremo Tribunal Federal", "PGR", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal 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CASTRO", "MARCELO TURBAY FREIRIA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Romero Jucá Filho", "Romero Jucá Filho", "Romero Jucá Filho", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Romero Jucá Filho", "Romero Jucá Filho", "Cláudio Melo Filho", "Romero Jucá Filho", "Cláudio Melo Filho", "Romero Jucá Filho", "Rodrigo Holanda de Menezes Jucá", "Romero Jucá Filho", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Romero Jucá Filho", "Romero Jucá Filho", "Cláudio Melo Filho", "Romero Jucá Filho", "Cláudio Melo Filho", "Romero Jucá Filho", "Rodrigo Holanda de Menezes Jucá", "Romero Jucá Filho", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEW ANDOWSKI", "MARCO AURELIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEW ANDOWSKI", "MARCO AURELIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ROMERO JUCÁ FILHO", "ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO", "ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO", "MARCELO TURBAY FREIRIA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ROMERO JUCÁ FILHO", "ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO", "ROBERTA CRISTINA RIBEIRO CASTRO", "MARCELO TURBAY FREIRIA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "02", "/", "10", "/", "2018", "8", "/", "6", "/", "2011", "04", "/", "04", "/", "2017", "15", "-", "05", "-", "2017", "16", "-", "05", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de outubro de", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "13 de março de 2018", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "13 de março de 2018", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "28 de junho de 2018", "31 de julho", "julho", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "28 de junho de 2018", "31 de julho seguinte", "julho", "22 de junho de", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de março de 2011", "8 de junho imediato", "26 de fevereiro de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de março de 2011", "8 de junho imediato", "26 de fevereiro de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "2014", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "2014", "2014", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "6", "/", "2011", "04", "/", "04", "/", "2017", "15", "-", "05", "-", "2017", "16", "-", "05", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "6", "/", "2011", "04", "/", "04", "/", "2017", "15", "-", "05", "-", "2017", "16", "-", "05", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "2", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :FRANCISCO ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem. Agravo interno. Competência do juízo prolator da decisão agravada para julgamento do recurso. 1. Interposto agravo interno é competente o juízo prolator da decisão agravada para o julgamento do recurso. 2. Na ausência de retratação pelo juízo monocrático de origem, o agravo interno deveria ter sido submetido ao colegiado competente. 3. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para as providências legais (§ 2º do art. 317 do regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A839-2D8B-4809-9528 e senha B375-9821-E4A7-1C09 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1024574 AGR-ED / DF (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A839-2D8B-4809-9528 e senha B375-9821-E4A7-1C09 Supremo Tribunal Federal ARE 1024574 AGR-ED / DF (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A839-2D8B-4809-9528 e senha B375-9821-E4A7-1C09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :FRANCISCO ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (Presidente): Trata-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTE. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” O embargante afirma que o acórdão embargado restou omisso, tendo em vista que nele não teria havido manifestação sobre sua alegação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DFF-A21D-351F-9F85 e senha 49D4-717A-417C-4DA8 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :FRANCISCO ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (Presidente): Trata-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTE. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” O embargante afirma que o acórdão embargado restou omisso, tendo em vista que nele não teria havido manifestação sobre sua alegação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DFF-A21D-351F-9F85 e senha 49D4-717A-417C-4DA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório ARE 1024574 AGR-ED / DF de que o agravo interposto na origem foi o “agravo interno previsto no art. 1.030, § 2º, do CPC”. O Distrito Federal apresentou contrarrazões, na qual pugna pela rejeição dos declaratórios. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DFF-A21D-351F-9F85 e senha 49D4-717A-417C-4DA8 Supremo Tribunal Federal ARE 1024574 AGR-ED / DF de que o agravo interposto na origem foi o “agravo interno previsto no art. 1.030, § 2º, do CPC”. O Distrito Federal apresentou contrarrazões, na qual pugna pela rejeição dos declaratórios. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DFF-A21D-351F-9F85 e senha 49D4-717A-417C-4DA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (Presidente): Merece prosperar a irresignação do embargante. Examinados os autos, verifico que, após a decisão de inadmissibilidade proferida pelo Tribunal a quo, foi interposto agravo interno, sendo, portanto, competente o juízo prolator da decisão agravada para o julgamento do recurso. Entretanto, em decisão monocrática, o Presidente da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal entendeu que não caberia retratação da decisão que não admitiu o apelo extremo e determinou o encaminhamento do agravo ao Supremo Tribunal Federal. Com efeito, dispõe o § 2º do art. 1.021: “Art. 1.021. (…) § 2º O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator leva-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta”. Assim, na ausência de retratação, o agravo interno deveria ter sido submetido ao colegiado competente. Ante o exposto, acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para as providências legais (§ 2º do art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5F8-79E5-E80F-49B6 e senha 31B7-E612-6C05-5CF3 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (Presidente): Merece prosperar a irresignação do embargante. Examinados os autos, verifico que, após a decisão de inadmissibilidade proferida pelo Tribunal a quo, foi interposto agravo interno, sendo, portanto, competente o juízo prolator da decisão agravada para o julgamento do recurso. Entretanto, em decisão monocrática, o Presidente da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal entendeu que não caberia retratação da decisão que não admitiu o apelo extremo e determinou o encaminhamento do agravo ao Supremo Tribunal Federal. Com efeito, dispõe o § 2º do art. 1.021: “Art. 1.021. (…) § 2º O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator leva-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta”. Assim, na ausência de retratação, o agravo interno deveria ter sido submetido ao colegiado competente. Ante o exposto, acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para as providências legais (§ 2º do art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5F8-79E5-E80F-49B6 e senha 31B7-E612-6C05-5CF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : FRANCISCO ALVES DA SILVA ADV.(A/S) : MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA (23360/DF, 4846/RN) EMBDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para as providências legais (§ 2º do art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C01-2C8F-76C0-10EA e senha 3489-A580-6D08-3AAF Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : FRANCISCO ALVES DA SILVA ADV.(A/S) : MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA (23360/DF, 4846/RN) EMBDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para as providências legais (§ 2º do art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C01-2C8F-76C0-10EA e senha 3489-A580-6D08-3AAF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748607232
2018-10-15T00:00:00
2018-11-07T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para as providências legais (§ 2º do art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem. Agravo interno. Competência do juízo prolator da decisão agravada para julgamento do recurso. 1. Interposto agravo interno é competente o juízo prolator da decisão agravada para o julgamento do recurso. 2. Na ausência de retratação pelo juízo monocrático de origem, o agravo interno deveria ter sido submetido ao colegiado competente. 3. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem.
sjur393914
Número de páginas: 6. Análise: 28/11/2018, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1024574
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00317 PAR-00002 ART-01021 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 1024574 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : FRANCISCO ALVES DA SILVA ADV.(A/S) : MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :FRANCISCO ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem. Agravo interno. Competência do juízo prolator da decisão agravada para julgamento do recurso. 1. Interposto agravo interno é competente o juízo prolator da decisão agravada para o julgamento do recurso. 2. Na ausência de retratação pelo juízo monocrático de origem, o agravo interno deveria ter sido submetido ao colegiado competente. 3. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para as providências legais (§ 2... do art. 317 do regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A839-2D8B-4809-9528 e senha B375-9821-E4A7-1C09 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1024574 AGR-ED / DF (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A839-2D8B-4809-9528 e senha B375-9821-E4A7-1C09 Supremo Tribunal Federal ARE 1024574 AGR-ED / DF (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A839-2D8B-4809-9528 e senha B375-9821-E4A7-1C09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :FRANCISCO ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (Presidente): Trata-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTE. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” O embargante afirma que o acórdão embargado restou omisso, tendo em vista que nele não teria havido manifestação sobre sua alegação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DFF-A21D-351F-9F85 e senha 49D4-717A-417C-4DA8 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :FRANCISCO ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (Presidente): Trata-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTE. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” O embargante afirma que o acórdão embargado restou omisso, tendo em vista que nele não teria havido manifestação sobre sua alegação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DFF-A21D-351F-9F85 e senha 49D4-717A-417C-4DA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório ARE 1024574 AGR-ED / DF de que o agravo interposto na origem foi o “agravo interno previsto no art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil”. O Distrito Federal apresentou contrarrazões, na qual pugna pela rejeição dos declaratórios. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DFF-A21D-351F-9F85 e senha 49D4-717A-417C-4DA8 Supremo Tribunal Federal ARE 1024574 AGR-ED / DF de que o agravo interposto na origem foi o “agravo interno previsto no art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil”. O Distrito Federal apresentou contrarrazões, na qual pugna pela rejeição dos declaratórios. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DFF-A21D-351F-9F85 e senha 49D4-717A-417C-4DA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (Presidente): Merece prosperar a irresignação do embargante. Examinados os autos, verifico que, após a decisão de inadmissibilidade proferida pelo Tribunal a quo, foi interposto agravo interno, sendo, portanto, competente o juízo prolator da decisão agravada para o julgamento do recurso. Entretanto, em decisão monocrática, o Presidente da 2... Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal entendeu que não caberia retratação da decisão que não admitiu o apelo extremo e determinou o encaminhamento do agravo ao Supremo Tribunal Federal. Com efeito, dispõe o § 2... do art. 1.021: “Art. 1.021. (…) § 2... O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator leva-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta”. Assim, na ausência de retratação, o agravo interno deveria ter sido submetido ao colegiado competente. Ante o exposto, acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para as providências legais (§ 2... do art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5F8-79E5-E80F-49B6 e senha 31B7-E612-6C05-5CF3 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (Presidente): Merece prosperar a irresignação do embargante. Examinados os autos, verifico que, após a decisão de inadmissibilidade proferida pelo Tribunal a quo, foi interposto agravo interno, sendo, portanto, competente o juízo prolator da decisão agravada para o julgamento do recurso. Entretanto, em decisão monocrática, o Presidente da 2... Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal entendeu que não caberia retratação da decisão que não admitiu o apelo extremo e determinou o encaminhamento do agravo ao Supremo Tribunal Federal. Com efeito, dispõe o § 2... do art. 1.021: “Art. 1.021. (…) § 2... O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator leva-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta”. Assim, na ausência de retratação, o agravo interno deveria ter sido submetido ao colegiado competente. Ante o exposto, acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para as providências legais (§ 2... do art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5F8-79E5-E80F-49B6 e senha 31B7-E612-6C05-5CF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : FRANCISCO ALVES DA SILVA ADV.(A/S) : MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA (23360/DF, 4846/RN) EMBDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para as providências legais (§ 2... do art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C01-2C8F-76C0-10EA e senha 3489-A580-6D08-3AAF Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.024.574 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : FRANCISCO ALVES DA SILVA ADV.(A/S) : MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA (23360/DF, 4846/RN) EMBDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e a decisão monocrática anteriormente proferida e determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para as providências legais (§ 2... do art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C01-2C8F-76C0-10EA e senha 3489-A580-6D08-3AAF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "ARE 1024574 AGR - ED / DF" ], "LEGISLACAO": [ "art . 317 do regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "PLENÁRIO", "2", ".", ".", ". Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "2", ".", "Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "FRANCISCO ALVES DA SILVA", "MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "FRANCISCO ALVES DA SILVA", "MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "FRANCISCO ALVES DA SILVA", "MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "FRANCISCO ALVES DA SILVA", "MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "FRANCISCO ALVES DA SILVA", "MARCONI MEDEIROS MARQUES DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "15", "/", "10", "/", "2018", "5", "11", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGRAVO – OBJETO. Visando o agravo a reforma de certa decisão, a minuta deve estar direcionada a infirmá-la. O silêncio quanto a fundamento consignado leva à manutenção do que assentado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em não conhecer o agravo regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B543-C671-9AC0-59B3 e senha 14D0-164D-C941-7F3E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal retratou o caso nos seguintes termos: Em 12 de setembro de 2012, Vossa Excelência declarou prejudicado o pedido, assentando: RECLAMAÇÃO – OBJETO – PREJUÍZO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Em 29 de maio de 2012, Vossa Excelência proferiu a seguinte decisão: RECLAMAÇÃO – AFASTAMENTO DE PRECEITO LEGAL – AUSÊNCIA DE INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE – VERBETE VINCULANTE Nº 10 DA SÚMULA DO SUPREMO – LIMINAR DEFERIDA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal retratou o caso nos seguintes termos: Em 12 de setembro de 2012, Vossa Excelência declarou prejudicado o pedido, assentando: RECLAMAÇÃO – OBJETO – PREJUÍZO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Em 29 de maio de 2012, Vossa Excelência proferiu a seguinte decisão: RECLAMAÇÃO – AFASTAMENTO DE PRECEITO LEGAL – AUSÊNCIA DE INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE – VERBETE VINCULANTE Nº 10 DA SÚMULA DO SUPREMO – LIMINAR DEFERIDA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Defensoria Pública do Estado de São Paulo afirma que a 12ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao proferir decisão no Agravo Regimental nº 0088611-46.2011.8.26.0000/50000, olvidou o Verbete Vinculante nº 10 da Súmula do Supremo. Segundo narra, o HSBC Bank Brasil S.A. formalizou ação de cobrança contra Jefferson Gomes Reipert, em trâmite no Juízo da 3ª Vara Cível do Foro Regional de São Miguel Paulista, em São Paulo. Como o réu não foi encontrado, o Juízo deferiu a citação por edital e, ante o não comparecimento do demandado, determinou o ingresso da Defensoria Pública na qualidade de curadora especial, consoante o artigo 9º, inciso II, do Código de Processo Civil. Afirma haver requerido o adiantamento da verba honorária, pedido não acolhido pelo Juízo. Em seguida, interpôs agravo de instrumento, ao qual o Desembargador relator do recurso teria negado seguimento, fazendo-o com fundamento na ausência de capacidade postulatória do subscritor, haja vista não estar inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Noticia a protocolação de novo agravo regimental, desprovido pelo mesmo motivo, assentando-se a ineficácia do artigo 4º, § 6º, da Lei Complementar nº 80/1994, com a redação atribuída pela Lei Complementar federal nº 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Defensoria Pública do Estado de São Paulo afirma que a 12ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao proferir decisão no Agravo Regimental nº 0088611-46.2011.8.26.0000/50000, olvidou o Verbete Vinculante nº 10 da Súmula do Supremo. Segundo narra, o HSBC Bank Brasil S.A. formalizou ação de cobrança contra Jefferson Gomes Reipert, em trâmite no Juízo da 3ª Vara Cível do Foro Regional de São Miguel Paulista, em São Paulo. Como o réu não foi encontrado, o Juízo deferiu a citação por edital e, ante o não comparecimento do demandado, determinou o ingresso da Defensoria Pública na qualidade de curadora especial, consoante o artigo 9º, inciso II, do Código de Processo Civil. Afirma haver requerido o adiantamento da verba honorária, pedido não acolhido pelo Juízo. Em seguida, interpôs agravo de instrumento, ao qual o Desembargador relator do recurso teria negado seguimento, fazendo-o com fundamento na ausência de capacidade postulatória do subscritor, haja vista não estar inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Noticia a protocolação de novo agravo regimental, desprovido pelo mesmo motivo, assentando-se a ineficácia do artigo 4º, § 6º, da Lei Complementar nº 80/1994, com a redação atribuída pela Lei Complementar federal nº 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP 132/2009. Aduz que o artigo 97 da Constituição da República prevê que o afastamento de dispositivo de lei por vício de inconstitucionalidade somente pode ser proclamado pela maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, do respectivo órgão especial, nunca por órgão fracionário. Assevera que a inobservância do citado verbete vinculante teria ocorrido, porque, embora ausente declaração expressa de inconstitucionalidade, o preceito não foi aplicado em decorrência da suposta ineficácia. Ressalva que, na decisão, o vocábulo acabou utilizado de forma atécnica. Argumenta que o veto parcial a diversos dispositivos da Lei Complementar nº 132/2009, inclusive aqueles que versavam o fim da exigência de inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil para a participação no concurso público de admissão nos quadros da Defensoria Pública, não tem o condão de afastar o que está explicitamente estampado no artigo 4º, § 6º, da Lei Complementar nº 80/1994. Defende que as razões de veto não possuem cunho jurídico e que o acórdão impugnado criou hipótese de “veto por arrastamento”. Quanto à legislação estadual sobre o funcionamento da Defensoria, editadas com base no artigo 24, inciso XIII, da Carta de 1988, diz que tiveram a eficácia paralisada em virtude da modificação das normas gerais sobre a referida entidade, por simples aplicação do artigo 24, § 4º, da Lei Maior. Aponta a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP 132/2009. Aduz que o artigo 97 da Constituição da República prevê que o afastamento de dispositivo de lei por vício de inconstitucionalidade somente pode ser proclamado pela maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, do respectivo órgão especial, nunca por órgão fracionário. Assevera que a inobservância do citado verbete vinculante teria ocorrido, porque, embora ausente declaração expressa de inconstitucionalidade, o preceito não foi aplicado em decorrência da suposta ineficácia. Ressalva que, na decisão, o vocábulo acabou utilizado de forma atécnica. Argumenta que o veto parcial a diversos dispositivos da Lei Complementar nº 132/2009, inclusive aqueles que versavam o fim da exigência de inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil para a participação no concurso público de admissão nos quadros da Defensoria Pública, não tem o condão de afastar o que está explicitamente estampado no artigo 4º, § 6º, da Lei Complementar nº 80/1994. Defende que as razões de veto não possuem cunho jurídico e que o acórdão impugnado criou hipótese de “veto por arrastamento”. Quanto à legislação estadual sobre o funcionamento da Defensoria, editadas com base no artigo 24, inciso XIII, da Carta de 1988, diz que tiveram a eficácia paralisada em virtude da modificação das normas gerais sobre a referida entidade, por simples aplicação do artigo 24, § 4º, da Lei Maior. Aponta a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP derrogação do § 1º do artigo 3º da Lei nº 8.906/1994. Postula a concessão de medida acauteladora para suspender a eficácia do pronunciamento impugnado. Sob o ângulo do risco, alude ao comando contido na primeira decisão proferida de modo individual pelo relator do recurso, no sentido de regularizar-se a representação processual da parte, o que equivale à destituição do Defensor Público natural do processo. Tal ato, segundo articula, afronta a inamovibilidade prevista no artigo 134, § 1º, da Carta da República. Salienta estar em tramitação, no Supremo, a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.636, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, na qual o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil questiona a constitucionalidade do dispositivo. Assim, se este Tribunal optou por obter mais informações para julgar a matéria, não poderia o reclamado avançar na análise do tema. No mérito, pede a cassação do ato judicial atacado, determinando-se seja a questão afetada ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos termos do artigo 103-A, § 3º, da Constituição Federal. Vossa Excelência projetou o exame do pedido de concessão de medida acauteladora para momento posterior à vinda das informações. Em 21 de maio de 2012, a Secretaria certificou o decurso do prazo sem que essas tivessem chegado ao Tribunal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP derrogação do § 1º do artigo 3º da Lei nº 8.906/1994. Postula a concessão de medida acauteladora para suspender a eficácia do pronunciamento impugnado. Sob o ângulo do risco, alude ao comando contido na primeira decisão proferida de modo individual pelo relator do recurso, no sentido de regularizar-se a representação processual da parte, o que equivale à destituição do Defensor Público natural do processo. Tal ato, segundo articula, afronta a inamovibilidade prevista no artigo 134, § 1º, da Carta da República. Salienta estar em tramitação, no Supremo, a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.636, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, na qual o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil questiona a constitucionalidade do dispositivo. Assim, se este Tribunal optou por obter mais informações para julgar a matéria, não poderia o reclamado avançar na análise do tema. No mérito, pede a cassação do ato judicial atacado, determinando-se seja a questão afetada ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos termos do artigo 103-A, § 3º, da Constituição Federal. Vossa Excelência projetou o exame do pedido de concessão de medida acauteladora para momento posterior à vinda das informações. Em 21 de maio de 2012, a Secretaria certificou o decurso do prazo sem que essas tivessem chegado ao Tribunal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP O processo encontra-se concluso para a apreciação do pleito de liminar. 2. Nota-se haver sido afastado, sem a instauração do incidente de inconstitucionalidade, o § 6º do artigo 4º da Lei Complementar nº 80/1994, com a redação que lhe foi atribuída pela Lei Complementar nº 132/2009, no que reconhece a capacidade postulatória do Defensor Público como mera decorrência da nomeação e posse no referido cargo. A utilização de vocábulo impróprio – ineficácia – não tem o condão de modificar o resultado prático da decisão: o afastamento, por inconstitucionalidade, do mencionado dispositivo. É precisamente essa a situação alcançada pelo Verbete Vinculante nº 10 da Súmula do Supremo. Eis o teor: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte. 3. Defiro a liminar para suspender, até o exame final desta reclamação, a eficácia do acórdão proferido pela 12ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no julgamento do Agravo Regimental nº 0088611-46.2011.8.26.0000/50000. 4. Colham o parecer da Procuradoria 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP O processo encontra-se concluso para a apreciação do pleito de liminar. 2. Nota-se haver sido afastado, sem a instauração do incidente de inconstitucionalidade, o § 6º do artigo 4º da Lei Complementar nº 80/1994, com a redação que lhe foi atribuída pela Lei Complementar nº 132/2009, no que reconhece a capacidade postulatória do Defensor Público como mera decorrência da nomeação e posse no referido cargo. A utilização de vocábulo impróprio – ineficácia – não tem o condão de modificar o resultado prático da decisão: o afastamento, por inconstitucionalidade, do mencionado dispositivo. É precisamente essa a situação alcançada pelo Verbete Vinculante nº 10 da Súmula do Supremo. Eis o teor: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte. 3. Defiro a liminar para suspender, até o exame final desta reclamação, a eficácia do acórdão proferido pela 12ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no julgamento do Agravo Regimental nº 0088611-46.2011.8.26.0000/50000. 4. Colham o parecer da Procuradoria 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP Geral da República. 5. Publiquem. Mediante a petição em referência, a reclamante noticia o descumprimento da aludida decisão. Diz haver requerido ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a suspensão do julgamento da Apelação nº 0121529-30.2007.8.26.0005, sob a alegação de que fora deferida liminar, nesta reclamação, para afastar a eficácia do acórdão formalizado pela 12ª Câmara de Direito Privado do mencionado Tribunal. Afirma que o Desembargador relator, em ato posterior ao julgamento do recurso, salientou que a medida acauteladora implementada não impedia o exame de mérito da ação, cuja procedência deixou de ser atacada nas razões da apelação. Ressalta, ainda, que o citado recurso somente foi recebido porque subscrito por Defensor Público inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. O processo encontra-se na Procuradoria Geral da República. 2. Atentem para os parâmetros desta reclamação. Busca-se a cassação de pronunciamento judicial mediante o qual não foi conhecido agravo de instrumento interposto sob o patrocínio da Defensoria, ao argumento de que defensor não inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil é despido de capacidade postulatória. Tal decisão teria afastado a constitucionalidade do artigo 4º, § 6º, da Lei Complementar nº 80/1994, sem observância do artigo 97 da Carta Federal. Esse foi o ato alcançado pela medida acauteladora por mim deferida, e não a tramitação do processo em si. Daí a possibilidade de ser prolatada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP Geral da República. 5. Publiquem. Mediante a petição em referência, a reclamante noticia o descumprimento da aludida decisão. Diz haver requerido ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a suspensão do julgamento da Apelação nº 0121529-30.2007.8.26.0005, sob a alegação de que fora deferida liminar, nesta reclamação, para afastar a eficácia do acórdão formalizado pela 12ª Câmara de Direito Privado do mencionado Tribunal. Afirma que o Desembargador relator, em ato posterior ao julgamento do recurso, salientou que a medida acauteladora implementada não impedia o exame de mérito da ação, cuja procedência deixou de ser atacada nas razões da apelação. Ressalta, ainda, que o citado recurso somente foi recebido porque subscrito por Defensor Público inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. O processo encontra-se na Procuradoria Geral da República. 2. Atentem para os parâmetros desta reclamação. Busca-se a cassação de pronunciamento judicial mediante o qual não foi conhecido agravo de instrumento interposto sob o patrocínio da Defensoria, ao argumento de que defensor não inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil é despido de capacidade postulatória. Tal decisão teria afastado a constitucionalidade do artigo 4º, § 6º, da Lei Complementar nº 80/1994, sem observância do artigo 97 da Carta Federal. Esse foi o ato alcançado pela medida acauteladora por mim deferida, e não a tramitação do processo em si. Daí a possibilidade de ser prolatada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP sentença. Cumpre salientar que a decisão interlocutória impugnada versava indeferimento do pedido de antecipação da verba honorária devida à Defensoria Pública. Sucumbente o réu cujos interesses eram patrocinados pela Defensoria, mostra-se inequívoca a perda de objeto do referido recurso, porquanto já não se pode mais cogitar de verba honorária ou da respectiva antecipação. 3. Ante o quadro, declaro o prejuízo do pedido. 4. Publiquem. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, em agravo interno, sustenta inviável a manutenção de decisão mediante a qual declarada a nulidade de atos praticados por Defensor Público. O agravado, em contraminuta, requer o não conhecimento do recurso considerada a ausência de impugnação dos fundamentos do pronunciamento atacado. Alfim, postula a condenação da agravante ao pagamento de honorários sucumbenciais, aludindo ao § 1º do artigo 85 do Código de Processo Civil. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP sentença. Cumpre salientar que a decisão interlocutória impugnada versava indeferimento do pedido de antecipação da verba honorária devida à Defensoria Pública. Sucumbente o réu cujos interesses eram patrocinados pela Defensoria, mostra-se inequívoca a perda de objeto do referido recurso, porquanto já não se pode mais cogitar de verba honorária ou da respectiva antecipação. 3. Ante o quadro, declaro o prejuízo do pedido. 4. Publiquem. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, em agravo interno, sustenta inviável a manutenção de decisão mediante a qual declarada a nulidade de atos praticados por Defensor Público. O agravado, em contraminuta, requer o não conhecimento do recurso considerada a ausência de impugnação dos fundamentos do pronunciamento atacado. Alfim, postula a condenação da agravante ao pagamento de honorários sucumbenciais, aludindo ao § 1º do artigo 85 do Código de Processo Civil. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A peça recursal, subscrita por Defensor Público do Estado de São Paulo, foi protocolada no prazo assinado em lei, considerada a regência do Código de Processo Civil de 1973. Salta aos olhos o descompasso entre a decisão agravada e a argumentação expendida neste agravo. Na primeira, apontou-se a sucumbência da parte patrocinada pela Defensoria Pública e o consequente prejuízo da reclamação. A minuta trazida ao processo não está direcionada a infirmar o pronunciamento questionado. A agravante limitou-se a discorrer sobre a impossibilidade de manutenção de decisão que implicou a declaração de nulidade de atos praticados por Defensor Público. Cabia-lhe atacar diretamente as premissas consignadas. A falta de impugnação específica é de molde a levar à manutenção do que proclamado. Não conheço do agravo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AEB-6AA9-F57C-C22E e senha 7418-2B4C-DAB4-F899 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A peça recursal, subscrita por Defensor Público do Estado de São Paulo, foi protocolada no prazo assinado em lei, considerada a regência do Código de Processo Civil de 1973. Salta aos olhos o descompasso entre a decisão agravada e a argumentação expendida neste agravo. Na primeira, apontou-se a sucumbência da parte patrocinada pela Defensoria Pública e o consequente prejuízo da reclamação. A minuta trazida ao processo não está direcionada a infirmar o pronunciamento questionado. A agravante limitou-se a discorrer sobre a impossibilidade de manutenção de decisão que implicou a declaração de nulidade de atos praticados por Defensor Público. Cabia-lhe atacar diretamente as premissas consignadas. A falta de impugnação específica é de molde a levar à manutenção do que proclamado. Não conheço do agravo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AEB-6AA9-F57C-C22E e senha 7418-2B4C-DAB4-F899 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA77-4139-CA19-3D16 e senha 67C5-6DA6-3C5C-942E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA77-4139-CA19-3D16 e senha 67C5-6DA6-3C5C-942E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748442180
2018-10-02T00:00:00
2018-10-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
AGRAVO – OBJETO. Visando o agravo a reforma de certa decisão, a minuta deve estar direcionada a infirmá-la. O silêncio quanto a fundamento consignado leva à manutenção do que assentado.
sjur392534
Número de páginas: 10. Análise: 23/10/2018, ER.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
13672
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 13672 AgR
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AGTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGRAVO – OBJETO. Visando o agravo a reforma de certa decisão, a minuta deve estar direcionada a infirmá-la. O silêncio quanto a fundamento consignado leva à manutenção do que assentado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em não conhecer o agravo regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B543-C671-9AC0-59B3 e senha 14D0-164D-C941-7F3E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal retratou o caso nos seguintes termos: Em 12 de setembro de 2012, Vossa Excelência declarou prejudicado o pedido, assentando: RECLAMAÇÃO – OBJETO – PREJUÍZO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Em 29 de maio de 2012, Vossa Excelência proferiu a seguinte decisão: RECLAMAÇÃO – AFASTAMENTO DE PRECEITO LEGAL – AUSÊNCIA DE INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE – VERBETE VINCULANTE n 10 DA SÚMULA DO SUPREMO – LIMINAR DEFERIDA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal retratou o caso nos seguintes termos: Em 12 de setembro de 2012, Vossa Excelência declarou prejudicado o pedido, assentando: RECLAMAÇÃO – OBJETO – PREJUÍZO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Em 29 de maio de 2012, Vossa Excelência proferiu a seguinte decisão: RECLAMAÇÃO – AFASTAMENTO DE PRECEITO LEGAL – AUSÊNCIA DE INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE – VERBETE VINCULANTE n 10 DA SÚMULA DO SUPREMO – LIMINAR DEFERIDA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Defensoria Pública do Estado de São Paulo afirma que a 12... Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao proferir decisão no Agravo Regimental n 0088611-46.2011.8.26.0000/50000, olvidou o Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo. Segundo narra, o HSBC Bank Brasil S.A. formalizou ação de cobrança contra Jefferson Gomes Reipert, em trâmite no Juízo da 3... Vara Cível do Foro Regional de São Miguel Paulista, em São Paulo. Como o réu não foi encontrado, o Juízo deferiu a citação por edital e, ante o não comparecimento do demandado, determinou o ingresso da Defensoria Pública na qualidade de curadora especial, consoante o artigo 9..., inciso II, do Código de Processo Civil. Afirma haver requerido o adiantamento da verba honorária, pedido não acolhido pelo Juízo. Em seguida, interpôs agravo de instrumento, ao qual o Desembargador relator do recurso teria negado seguimento, fazendo-o com fundamento na ausência de capacidade postulatória do subscritor, haja vista não estar inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Noticia a protocolação de novo agravo regimental, desprovido pelo mesmo motivo, assentando-se a ineficácia do artigo 4..., § 6..., da Lei Complementar n 80/1994, com a redação atribuída pela Lei Complementar federal n 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Defensoria Pública do Estado de São Paulo afirma que a 12... Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao proferir decisão no Agravo Regimental n 0088611-46.2011.8.26.0000/50000, olvidou o Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo. Segundo narra, o HSBC Bank Brasil S.A. formalizou ação de cobrança contra Jefferson Gomes Reipert, em trâmite no Juízo da 3... Vara Cível do Foro Regional de São Miguel Paulista, em São Paulo. Como o réu não foi encontrado, o Juízo deferiu a citação por edital e, ante o não comparecimento do demandado, determinou o ingresso da Defensoria Pública na qualidade de curadora especial, consoante o artigo 9..., inciso II, do Código de Processo Civil. Afirma haver requerido o adiantamento da verba honorária, pedido não acolhido pelo Juízo. Em seguida, interpôs agravo de instrumento, ao qual o Desembargador relator do recurso teria negado seguimento, fazendo-o com fundamento na ausência de capacidade postulatória do subscritor, haja vista não estar inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Noticia a protocolação de novo agravo regimental, desprovido pelo mesmo motivo, assentando-se a ineficácia do artigo 4..., § 6..., da Lei Complementar n 80/1994, com a redação atribuída pela Lei Complementar federal n 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP 132/2009. Aduz que o artigo 97 da Constituição da República prevê que o afastamento de dispositivo de lei por vício de inconstitucionalidade somente pode ser proclamado pela maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, do respectivo órgão especial, nunca por órgão fracionário. Assevera que a inobservância do citado verbete vinculante teria ocorrido, porque, embora ausente declaração expressa de inconstitucionalidade, o preceito não foi aplicado em decorrência da suposta ineficácia. Ressalva que, na decisão, o vocábulo acabou utilizado de forma atécnica. Argumenta que o veto parcial a diversos dispositivos da Lei Complementar n 132/2009, inclusive aqueles que versavam o fim da exigência de inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil para a participação no concurso público de admissão nos quadros da Defensoria Pública, não tem o condão de afastar o que está explicitamente estampado no artigo 4..., § 6..., da Lei Complementar n 80/1994. Defende que as razões de veto não possuem cunho jurídico e que o acórdão impugnado criou hipótese de “veto por arrastamento”. Quanto à legislação estadual sobre o funcionamento da Defensoria, editadas com base no artigo 24, inciso XIII, da Carta de 1988, diz que tiveram a eficácia paralisada em virtude da modificação das normas gerais sobre a referida entidade, por simples aplicação do artigo 24, § 4..., da Lei Maior. Aponta a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP 132/2009. Aduz que o artigo 97 da Constituição da República prevê que o afastamento de dispositivo de lei por vício de inconstitucionalidade somente pode ser proclamado pela maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, do respectivo órgão especial, nunca por órgão fracionário. Assevera que a inobservância do citado verbete vinculante teria ocorrido, porque, embora ausente declaração expressa de inconstitucionalidade, o preceito não foi aplicado em decorrência da suposta ineficácia. Ressalva que, na decisão, o vocábulo acabou utilizado de forma atécnica. Argumenta que o veto parcial a diversos dispositivos da Lei Complementar n 132/2009, inclusive aqueles que versavam o fim da exigência de inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil para a participação no concurso público de admissão nos quadros da Defensoria Pública, não tem o condão de afastar o que está explicitamente estampado no artigo 4..., § 6..., da Lei Complementar n 80/1994. Defende que as razões de veto não possuem cunho jurídico e que o acórdão impugnado criou hipótese de “veto por arrastamento”. Quanto à legislação estadual sobre o funcionamento da Defensoria, editadas com base no artigo 24, inciso XIII, da Carta de 1988, diz que tiveram a eficácia paralisada em virtude da modificação das normas gerais sobre a referida entidade, por simples aplicação do artigo 24, § 4..., da Lei Maior. Aponta a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP derrogação do § 1... do artigo 3... da Lei n 8.906/1994. Postula a concessão de medida acauteladora para suspender a eficácia do pronunciamento impugnado. Sob o ângulo do risco, alude ao comando contido na primeira decisão proferida de modo individual pelo relator do recurso, no sentido de regularizar-se a representação processual da parte, o que equivale à destituição do Defensor Público natural do processo. Tal ato, segundo articula, afronta a inamovibilidade prevista no artigo 134, § 1..., da Carta da República. Salienta estar em tramitação, no Supremo, a Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.636, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, na qual o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil questiona a constitucionalidade do dispositivo. Assim, se este Tribunal optou por obter mais informações para julgar a matéria, não poderia o reclamado avançar na análise do tema. No mérito, pede a cassação do ato judicial atacado, determinando-se seja a questão afetada ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos termos do artigo 103-A, § 3..., da Constituição Federal. Vossa Excelência projetou o exame do pedido de concessão de medida acauteladora para momento posterior à vinda das informações. Em 21 de maio de 2012, a Secretaria certificou o decurso do prazo sem que essas tivessem chegado ao Tribunal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP derrogação do § 1... do artigo 3... da Lei n 8.906/1994. Postula a concessão de medida acauteladora para suspender a eficácia do pronunciamento impugnado. Sob o ângulo do risco, alude ao comando contido na primeira decisão proferida de modo individual pelo relator do recurso, no sentido de regularizar-se a representação processual da parte, o que equivale à destituição do Defensor Público natural do processo. Tal ato, segundo articula, afronta a inamovibilidade prevista no artigo 134, § 1..., da Carta da República. Salienta estar em tramitação, no Supremo, a Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4.636, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, na qual o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil questiona a constitucionalidade do dispositivo. Assim, se este Tribunal optou por obter mais informações para julgar a matéria, não poderia o reclamado avançar na análise do tema. No mérito, pede a cassação do ato judicial atacado, determinando-se seja a questão afetada ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos termos do artigo 103-A, § 3..., da Constituição Federal. Vossa Excelência projetou o exame do pedido de concessão de medida acauteladora para momento posterior à vinda das informações. Em 21 de maio de 2012, a Secretaria certificou o decurso do prazo sem que essas tivessem chegado ao Tribunal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP O processo encontra-se concluso para a apreciação do pleito de liminar. 2. Nota-se haver sido afastado, sem a instauração do incidente de inconstitucionalidade, o § 6... do artigo 4... da Lei Complementar n 80/1994, com a redação que lhe foi atribuída pela Lei Complementar n 132/2009, no que reconhece a capacidade postulatória do Defensor Público como mera decorrência da nomeação e posse no referido cargo. A utilização de vocábulo impróprio – ineficácia – não tem o condão de modificar o resultado prático da decisão: o afastamento, por inconstitucionalidade, do mencionado dispositivo. É precisamente essa a situação alcançada pelo Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo. Eis o teor: Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte. 3. Defiro a liminar para suspender, até o exame final desta reclamação, a eficácia do acórdão proferido pela 12... Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no julgamento do Agravo Regimental n 0088611-46.2011.8.26.0000/50000. 4. Colham o parecer da Procuradoria 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP O processo encontra-se concluso para a apreciação do pleito de liminar. 2. Nota-se haver sido afastado, sem a instauração do incidente de inconstitucionalidade, o § 6... do artigo 4... da Lei Complementar n 80/1994, com a redação que lhe foi atribuída pela Lei Complementar n 132/2009, no que reconhece a capacidade postulatória do Defensor Público como mera decorrência da nomeação e posse no referido cargo. A utilização de vocábulo impróprio – ineficácia – não tem o condão de modificar o resultado prático da decisão: o afastamento, por inconstitucionalidade, do mencionado dispositivo. É precisamente essa a situação alcançada pelo Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo. Eis o teor: Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte. 3. Defiro a liminar para suspender, até o exame final desta reclamação, a eficácia do acórdão proferido pela 12... Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no julgamento do Agravo Regimental n 0088611-46.2011.8.26.0000/50000. 4. Colham o parecer da Procuradoria 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP Geral da República. 5. Publiquem. Mediante a petição em referência, a reclamante noticia o descumprimento da aludida decisão. Diz haver requerido ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a suspensão do julgamento da Apelação n 0121529-30.2007.8.26.0005, sob a alegação de que fora deferida liminar, nesta reclamação, para afastar a eficácia do acórdão formalizado pela 12... Câmara de Direito Privado do mencionado Tribunal. Afirma que o Desembargador relator, em ato posterior ao julgamento do recurso, salientou que a medida acauteladora implementada não impedia o exame de mérito da ação, cuja procedência deixou de ser atacada nas razões da apelação. Ressalta, ainda, que o citado recurso somente foi recebido porque subscrito por Defensor Público inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. O processo encontra-se na Procuradoria Geral da República. 2. Atentem para os parâmetros desta reclamação. Busca-se a cassação de pronunciamento judicial mediante o qual não foi conhecido agravo de instrumento interposto sob o patrocínio da Defensoria, ao argumento de que defensor não inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil é despido de capacidade postulatória. Tal decisão teria afastado a constitucionalidade do artigo 4..., § 6..., da Lei Complementar n 80/1994, sem observância do artigo 97 da Carta Federal. Esse foi o ato alcançado pela medida acauteladora por mim deferida, e não a tramitação do processo em si. Daí a possibilidade de ser prolatada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP Geral da República. 5. Publiquem. Mediante a petição em referência, a reclamante noticia o descumprimento da aludida decisão. Diz haver requerido ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a suspensão do julgamento da Apelação n 0121529-30.2007.8.26.0005, sob a alegação de que fora deferida liminar, nesta reclamação, para afastar a eficácia do acórdão formalizado pela 12... Câmara de Direito Privado do mencionado Tribunal. Afirma que o Desembargador relator, em ato posterior ao julgamento do recurso, salientou que a medida acauteladora implementada não impedia o exame de mérito da ação, cuja procedência deixou de ser atacada nas razões da apelação. Ressalta, ainda, que o citado recurso somente foi recebido porque subscrito por Defensor Público inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. O processo encontra-se na Procuradoria Geral da República. 2. Atentem para os parâmetros desta reclamação. Busca-se a cassação de pronunciamento judicial mediante o qual não foi conhecido agravo de instrumento interposto sob o patrocínio da Defensoria, ao argumento de que defensor não inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil é despido de capacidade postulatória. Tal decisão teria afastado a constitucionalidade do artigo 4..., § 6..., da Lei Complementar n 80/1994, sem observância do artigo 97 da Carta Federal. Esse foi o ato alcançado pela medida acauteladora por mim deferida, e não a tramitação do processo em si. Daí a possibilidade de ser prolatada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Relatório RCL 13672 AGR / SP sentença. Cumpre salientar que a decisão interlocutória impugnada versava indeferimento do pedido de antecipação da verba honorária devida à Defensoria Pública. Sucumbente o réu cujos interesses eram patrocinados pela Defensoria, mostra-se inequívoca a perda de objeto do referido recurso, porquanto já não se pode mais cogitar de verba honorária ou da respectiva antecipação. 3. Ante o quadro, declaro o prejuízo do pedido. 4. Publiquem. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, em agravo interno, sustenta inviável a manutenção de decisão mediante a qual declarada a nulidade de atos praticados por Defensor Público. O agravado, em contraminuta, requer o não conhecimento do recurso considerada a ausência de impugnação dos fundamentos do pronunciamento atacado. Alfim, postula a condenação da agravante ao pagamento de honorários sucumbenciais, aludindo ao § 1... do artigo 85 do Código de Processo Civil. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Supremo Tribunal Federal RCL 13672 AGR / SP sentença. Cumpre salientar que a decisão interlocutória impugnada versava indeferimento do pedido de antecipação da verba honorária devida à Defensoria Pública. Sucumbente o réu cujos interesses eram patrocinados pela Defensoria, mostra-se inequívoca a perda de objeto do referido recurso, porquanto já não se pode mais cogitar de verba honorária ou da respectiva antecipação. 3. Ante o quadro, declaro o prejuízo do pedido. 4. Publiquem. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, em agravo interno, sustenta inviável a manutenção de decisão mediante a qual declarada a nulidade de atos praticados por Defensor Público. O agravado, em contraminuta, requer o não conhecimento do recurso considerada a ausência de impugnação dos fundamentos do pronunciamento atacado. Alfim, postula a condenação da agravante ao pagamento de honorários sucumbenciais, aludindo ao § 1... do artigo 85 do Código de Processo Civil. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0922-68D4-DF98-8EA6 e senha B51E-A7A9-8A8A-000F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A peça recursal, subscrita por Defensor Público do Estado de São Paulo, foi protocolada no prazo assinado em lei, considerada a regência do Código de Processo Civil de 1973. Salta aos olhos o descompasso entre a decisão agravada e a argumentação expendida neste agravo. Na primeira, apontou-se a sucumbência da parte patrocinada pela Defensoria Pública e o consequente prejuízo da reclamação. A minuta trazida ao processo não está direcionada a infirmar o pronunciamento questionado. A agravante limitou-se a discorrer sobre a impossibilidade de manutenção de decisão que implicou a declaração de nulidade de atos praticados por Defensor Público. Cabia-lhe atacar diretamente as premissas consignadas. A falta de impugnação específica é de molde a levar à manutenção do que proclamado. Não conheço do agravo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AEB-6AA9-F57C-C22E e senha 7418-2B4C-DAB4-F899 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A peça recursal, subscrita por Defensor Público do Estado de São Paulo, foi protocolada no prazo assinado em lei, considerada a regência do Código de Processo Civil de 1973. Salta aos olhos o descompasso entre a decisão agravada e a argumentação expendida neste agravo. Na primeira, apontou-se a sucumbência da parte patrocinada pela Defensoria Pública e o consequente prejuízo da reclamação. A minuta trazida ao processo não está direcionada a infirmar o pronunciamento questionado. A agravante limitou-se a discorrer sobre a impossibilidade de manutenção de decisão que implicou a declaração de nulidade de atos praticados por Defensor Público. Cabia-lhe atacar diretamente as premissas consignadas. A falta de impugnação específica é de molde a levar à manutenção do que proclamado. Não conheço do agravo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AEB-6AA9-F57C-C22E e senha 7418-2B4C-DAB4-F899 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA77-4139-CA19-3D16 e senha 67C5-6DA6-3C5C-942E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.672 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S.A. - BANCO MULTIPLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA77-4139-CA19-3D16 e senha 67C5-6DA6-3C5C-942E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 13 . 672", "RECLAMAÇÃO 13 . 672", "RECLAMAÇÃO 13 . 672", "VERBETE", "RCL 13672 AGR / SP", "Agravo Regimental n 0088611 - 46 . 2011 . 8 . 26 . 0000 / 50000", "Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo", "RCL 13672", "Agravo Regimental n 0088611 - 46 . 2011 . 8 . 26 . 0000 / 50000", "Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo", "RCL 13672", "RCL 13672 AGR / SP", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 636", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 636", "RCL 13672 AGR", "Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental n 0088611 - 46 . 2011 . 8", "RCL 13672 AGR / SP", "Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental n 0088611 - 46 . 2011 . 8 . 26 . 0000 / 50000", "RCL 13672 AGR / SP", "Apelação n 0121529 - 30 . 2007 . 8 . 26 . 0005", "RCL 13672 AGR", "Apelação n 0121529 - 30 . 2007 . 8 . 26 . 0005", "RCL 13672 AGR / SP", "RCL 13672 AGR / SP", "RECLAMAÇÃO 13 . 672", "RECLAMAÇÃO 13 . 672", "RECLAMAÇÃO 13", "RECLAMAÇÃO 13 . 672" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 9 . . . , inciso II , do Código de Processo Civil", "artigo 4 . . . , § 6 . . . , da Lei Complementar n 80 / 1994", "Lei Complementar federal n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 9 . . . , inciso II , do Código de Processo Civil", "artigo 4 . . . , § 6 . . . , da Lei Complementar n 80 / 1994", "Lei Complementar federal n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Constituição da República", "Lei Complementar n 132 / 2009", "artigo 4 . . . , § 6 . . . , da Lei Complementar n 80 / 1994", "artigo 24 , inciso XIII , da Carta de 1988", "artigo 24 , § 4 . . . , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Constituição da República", "Lei Complementar n 132 / 2009", "artigo 4 . . . , § 6 . . . , da Lei Complementar n 80 / 1994", "artigo 24 , inciso XIII , da Carta de 1988", "artigo 24 , § 4 . . . , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do artigo 3 . . . da Lei n 8 . 906 / 1994", "artigo 134 , § 1 . . . , da Carta da República", "artigo 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do artigo 3 . . . da Lei n 8 . 906 / 1994", "artigo 134 , § 1 . . . , da Carta da República", "artigo 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 4 . . . da Lei Complementar n 80 / 1994", "Lei Complementar n 132 / 2009", "Constituição Federal de 1988 , artigo 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 132 / 2009", "Constituição Federal de 1988 , artigo 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 4 . . . , § 6 . . . , da Lei Complementar n 80 / 1994", "artigo 97 da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 4 . . . , § 6 . . . , da Lei Complementar n 80 / 1994", "artigo 97 da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do artigo 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do artigo 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "São Paulo", "São Paulo", "Estado", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "HSBC BANK BRASIL S . 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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Cumprimento de sentença. Laudo pericial. Coisa julgada e segurança jurídica. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inviável, em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. O conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6º). 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade , em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2774-44CC-A956-0134 e senha 9EA0-B488-CFAB-C111 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1150764 AGR / RJ negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2774-44CC-A956-0134 e senha 9EA0-B488-CFAB-C111 Supremo Tribunal Federal ARE 1150764 AGR / RJ negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2774-44CC-A956-0134 e senha 9EA0-B488-CFAB-C111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e da incidência da Súmula nº 279/STF. Sustenta a parte agravante que o deslinde da controvérsia independe do reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Insiste, ainda, na violação direta do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 964C-1DA9-0190-8B7D e senha 2318-2F99-FCBA-98F7 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e da incidência da Súmula nº 279/STF. Sustenta a parte agravante que o deslinde da controvérsia independe do reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Insiste, ainda, na violação direta do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 964C-1DA9-0190-8B7D e senha 2318-2F99-FCBA-98F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “Na sentença de fls. 428/430, os pedidos do apelante foram julgados parcialmente procedentes, na forma do art. 269, I, do CPC, para afastar o anatocismo verificado no laudo pericial na forma da fundamentação. Na fundamentação foi esclarecido que: (…) Assim, observa-se que não foi homologado o laudo pericial e sim determinado que a CEF recalculasse as prestações sem o anatocismo, que foi verificado no laudo. O valor da prestação pode ser insuficiente para o pagamento das parcelas estipuladas no contrato. Nesse sentido, deve-se priorizar o lançamento dos acessórios e da amortização, e, por derradeiro, os juros. Havendo excesso de juros pela limitação citada, estes deverão ser computados em separado, acrescidos tão-somente de correção monetária, a fim de se evitar a capitalização mensal. Dessa forma, é vedado o anatocismo negativo, por tratar- se de verdadeira anomalia. Assim, é necessário que os juros mensais não pagos, não sejam lançados no saldo devedor, mas contabilizados em separados. Na fase de cumprimento de sentença, o juízo a quo decidiu pela baixa na distribuição e arquivamento dos autos, pois a CEF já cumpriu o julgado, fundamentando que ‘restou esclarecido o fato de o laudo pericial considerar como pagas algumas prestações somente para fins de recálculo sem o anatocismo repudiado pela sentença. Contudo, tais prestações, segundo a CEF, não foram pagas, o que gerou conta de prestações em atraso’. Este Eg. Tribunal determinou, em agravo de instrumento, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “Na sentença de fls. 428/430, os pedidos do apelante foram julgados parcialmente procedentes, na forma do art. 269, I, do CPC, para afastar o anatocismo verificado no laudo pericial na forma da fundamentação. Na fundamentação foi esclarecido que: (…) Assim, observa-se que não foi homologado o laudo pericial e sim determinado que a CEF recalculasse as prestações sem o anatocismo, que foi verificado no laudo. O valor da prestação pode ser insuficiente para o pagamento das parcelas estipuladas no contrato. Nesse sentido, deve-se priorizar o lançamento dos acessórios e da amortização, e, por derradeiro, os juros. Havendo excesso de juros pela limitação citada, estes deverão ser computados em separado, acrescidos tão-somente de correção monetária, a fim de se evitar a capitalização mensal. Dessa forma, é vedado o anatocismo negativo, por tratar- se de verdadeira anomalia. Assim, é necessário que os juros mensais não pagos, não sejam lançados no saldo devedor, mas contabilizados em separados. Na fase de cumprimento de sentença, o juízo a quo decidiu pela baixa na distribuição e arquivamento dos autos, pois a CEF já cumpriu o julgado, fundamentando que ‘restou esclarecido o fato de o laudo pericial considerar como pagas algumas prestações somente para fins de recálculo sem o anatocismo repudiado pela sentença. Contudo, tais prestações, segundo a CEF, não foram pagas, o que gerou conta de prestações em atraso’. Este Eg. Tribunal determinou, em agravo de instrumento, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1150764 AGR / RJ que a apelação deveria ser recebida, pois a decisão que encerra o processo, determinando a baixa e arquivamento dos autos, tem natureza de sentença, sendo a apelação o único recurso cabível para impugná-la. Dessa forma, a alegação de que a CEF não cumpriu o julgado, não merece provimento, pois já apresentou nova planilha, informando que retirou o anatocismo, desde novembro de 2014 (fls. 621/662).” Destarte, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. MONITÓRIA. CONFISSÃO DE DÍVIDA. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS: IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 884.450/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/6/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Anistia política. Termo de adesão. Propositura posterior de ação judicial. Cancelamento do acordo. Alegação de ofensa ao art. 5º, inciso XXXVI, da CF. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 da Corte. 2. A alegada violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, haja vista que sua verificação não prescinde, no caso, da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Supremo Tribunal Federal ARE 1150764 AGR / RJ que a apelação deveria ser recebida, pois a decisão que encerra o processo, determinando a baixa e arquivamento dos autos, tem natureza de sentença, sendo a apelação o único recurso cabível para impugná-la. Dessa forma, a alegação de que a CEF não cumpriu o julgado, não merece provimento, pois já apresentou nova planilha, informando que retirou o anatocismo, desde novembro de 2014 (fls. 621/662).” Destarte, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. MONITÓRIA. CONFISSÃO DE DÍVIDA. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS: IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 884.450/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/6/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Anistia política. Termo de adesão. Propositura posterior de ação judicial. Cancelamento do acordo. Alegação de ofensa ao art. 5º, inciso XXXVI, da CF. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 da Corte. 2. A alegada violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, haja vista que sua verificação não prescinde, no caso, da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1150764 AGR / RJ anterior análise da legislação infraconstitucional e das cláusulas do acordo celebrado entre os litigantes, o que é inviável em recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido” (RE nº 735.667/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/10/13). Registre-se, ainda, que o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem explicitado nos seguintes precedentes: AI nº 638.758/SP-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07, RE nº 437.384/RS-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04 e AI nº 135.632/RS-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 3/9/99. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no valor equivalente a 10% (dez por cento) sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Supremo Tribunal Federal ARE 1150764 AGR / RJ anterior análise da legislação infraconstitucional e das cláusulas do acordo celebrado entre os litigantes, o que é inviável em recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido” (RE nº 735.667/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/10/13). Registre-se, ainda, que o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem explicitado nos seguintes precedentes: AI nº 638.758/SP-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07, RE nº 437.384/RS-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04 e AI nº 135.632/RS-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 3/9/99. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no valor equivalente a 10% (dez por cento) sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido – artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal –, são cláusulas pétreas, medula do Estado Democrático de Direito. Têm proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7663-7B88-DAFC-BB4A e senha C996-7127-DE2C-CBDE Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido – artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal –, são cláusulas pétreas, medula do Estado Democrático de Direito. Têm proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7663-7B88-DAFC-BB4A e senha C996-7127-DE2C-CBDE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA (142224/RJ) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : GERSON DE CARVALHO FRAGOZO (106445/RJ) ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS (8540/DF) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A22-4CC6-66A9-A355 e senha 7B2A-EAF5-1063-A0BC Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA (142224/RJ) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : GERSON DE CARVALHO FRAGOZO (106445/RJ) ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS (8540/DF) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A22-4CC6-66A9-A355 e senha 7B2A-EAF5-1063-A0BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748685932
2018-10-15T00:00:00
2018-11-20T00:00:00
O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Cumprimento de sentença. Laudo pericial. Coisa julgada e segurança jurídica. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inviável, em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. O conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6º). 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur394802
- Acórdão(s) citado(s): (REEXAME DE FATOS E PROVAS) RE 735667 AgR (1ªT), ARE 884450 AgR (2ªT). (ATO JURÍDICO PERFEITO, DA COISA JULGADA, DIREITO ADQUIRIDO) AI 135632 AgR (2ªT), RE 437384 AgR (2ªT), AI 638758 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 10/12/2018, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1150764
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-004657 ANO-1942\n ART-00006\n LINDB-1942 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO (LICC-1942 LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL)\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1150764 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Cumprimento de sentença. Laudo pericial. Coisa julgada e segurança jurídica. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inviável, em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. O conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6...). 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade , em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2774-44CC-A956-0134 e senha 9EA0-B488-CFAB-C111 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1150764 AGR / RJ negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2774-44CC-A956-0134 e senha 9EA0-B488-CFAB-C111 Supremo Tribunal Federal ARE 1150764 AGR / RJ negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2774-44CC-A956-0134 e senha 9EA0-B488-CFAB-C111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e da incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante que o deslinde da controvérsia independe do reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Insiste, ainda, na violação direta do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 964C-1DA9-0190-8B7D e senha 2318-2F99-FCBA-98F7 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e da incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante que o deslinde da controvérsia independe do reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Insiste, ainda, na violação direta do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 964C-1DA9-0190-8B7D e senha 2318-2F99-FCBA-98F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “Na sentença de fls. 428/430, os pedidos do apelante foram julgados parcialmente procedentes, na forma do art. 269, I, do Código de Processo Civil, para afastar o anatocismo verificado no laudo pericial na forma da fundamentação. Na fundamentação foi esclarecido que: (…) Assim, observa-se que não foi homologado o laudo pericial e sim determinado que a CEF recalculasse as prestações sem o anatocismo, que foi verificado no laudo. O valor da prestação pode ser insuficiente para o pagamento das parcelas estipuladas no contrato. Nesse sentido, deve-se priorizar o lançamento dos acessórios e da amortização, e, por derradeiro, os juros. Havendo excesso de juros pela limitação citada, estes deverão ser computados em separado, acrescidos tão-somente de correção monetária, a fim de se evitar a capitalização mensal. Dessa forma, é vedado o anatocismo negativo, por tratar- se de verdadeira anomalia. Assim, é necessário que os juros mensais não pagos, não sejam lançados no saldo devedor, mas contabilizados em separados. Na fase de cumprimento de sentença, o juízo a quo decidiu pela baixa na distribuição e arquivamento dos autos, pois a CEF já cumpriu o julgado, fundamentando que ‘restou esclarecido o fato de o laudo pericial considerar como pagas algumas prestações somente para fins de recálculo sem o anatocismo repudiado pela sentença. Contudo, tais prestações, segundo a CEF, não foram pagas, o que gerou conta de prestações em atraso’. Este Eg. Tribunal determinou, em agravo de instrumento, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “Na sentença de fls. 428/430, os pedidos do apelante foram julgados parcialmente procedentes, na forma do art. 269, I, do Código de Processo Civil, para afastar o anatocismo verificado no laudo pericial na forma da fundamentação. Na fundamentação foi esclarecido que: (…) Assim, observa-se que não foi homologado o laudo pericial e sim determinado que a CEF recalculasse as prestações sem o anatocismo, que foi verificado no laudo. O valor da prestação pode ser insuficiente para o pagamento das parcelas estipuladas no contrato. Nesse sentido, deve-se priorizar o lançamento dos acessórios e da amortização, e, por derradeiro, os juros. Havendo excesso de juros pela limitação citada, estes deverão ser computados em separado, acrescidos tão-somente de correção monetária, a fim de se evitar a capitalização mensal. Dessa forma, é vedado o anatocismo negativo, por tratar- se de verdadeira anomalia. Assim, é necessário que os juros mensais não pagos, não sejam lançados no saldo devedor, mas contabilizados em separados. Na fase de cumprimento de sentença, o juízo a quo decidiu pela baixa na distribuição e arquivamento dos autos, pois a CEF já cumpriu o julgado, fundamentando que ‘restou esclarecido o fato de o laudo pericial considerar como pagas algumas prestações somente para fins de recálculo sem o anatocismo repudiado pela sentença. Contudo, tais prestações, segundo a CEF, não foram pagas, o que gerou conta de prestações em atraso’. Este Eg. Tribunal determinou, em agravo de instrumento, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1150764 AGR / RJ que a apelação deveria ser recebida, pois a decisão que encerra o processo, determinando a baixa e arquivamento dos autos, tem natureza de sentença, sendo a apelação o único recurso cabível para impugná-la. Dessa forma, a alegação de que a CEF não cumpriu o julgado, não merece provimento, pois já apresentou nova planilha, informando que retirou o anatocismo, desde novembro de 2014 (fls. 621/662).” Destarte, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. MONITÓRIA. CONFISSÃO DE DÍVIDA. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS: IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 884.450/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/6/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Anistia política. Termo de adesão. Propositura posterior de ação judicial. Cancelamento do acordo. Alegação de ofensa ao art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal de 1988. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 da Corte. 2. A alegada violação do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, haja vista que sua verificação não prescinde, no caso, da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Supremo Tribunal Federal ARE 1150764 AGR / RJ que a apelação deveria ser recebida, pois a decisão que encerra o processo, determinando a baixa e arquivamento dos autos, tem natureza de sentença, sendo a apelação o único recurso cabível para impugná-la. Dessa forma, a alegação de que a CEF não cumpriu o julgado, não merece provimento, pois já apresentou nova planilha, informando que retirou o anatocismo, desde novembro de 2014 (fls. 621/662).” Destarte, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. MONITÓRIA. CONFISSÃO DE DÍVIDA. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS: IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 884.450/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/6/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Anistia política. Termo de adesão. Propositura posterior de ação judicial. Cancelamento do acordo. Alegação de ofensa ao art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal de 1988. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 da Corte. 2. A alegada violação do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, haja vista que sua verificação não prescinde, no caso, da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1150764 AGR / RJ anterior análise da legislação infraconstitucional e das cláusulas do acordo celebrado entre os litigantes, o que é inviável em recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 735.667/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/10/13). Registre-se, ainda, que o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem explicitado nos seguintes precedentes: AI n 638.758/SP-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07, Recurso Extraordinário n 437.384/RS-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04 e AI n 135.632/RS-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 3/9/99. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no valor equivalente a 10% (dez por cento) sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Supremo Tribunal Federal ARE 1150764 AGR / RJ anterior análise da legislação infraconstitucional e das cláusulas do acordo celebrado entre os litigantes, o que é inviável em recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 735.667/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/10/13). Registre-se, ainda, que o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem explicitado nos seguintes precedentes: AI n 638.758/SP-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07, Recurso Extraordinário n 437.384/RS-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04 e AI n 135.632/RS-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 3/9/99. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no valor equivalente a 10% (dez por cento) sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE00-E2C8-C1C3-5240 e senha 5F0E-03E5-25D2-1384 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido – artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal –, são cláusulas pétreas, medula do Estado Democrático de Direito. Têm proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7663-7B88-DAFC-BB4A e senha C996-7127-DE2C-CBDE Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido – artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal –, são cláusulas pétreas, medula do Estado Democrático de Direito. Têm proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7663-7B88-DAFC-BB4A e senha C996-7127-DE2C-CBDE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA (142224/RJ) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : GERSON DE CARVALHO FRAGOZO (106445/RJ) ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS (8540/DF) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A22-4CC6-66A9-A355 e senha 7B2A-EAF5-1063-A0BC Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.764 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TELMA MARIA CAMPOS SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA (142224/RJ) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : GERSON DE CARVALHO FRAGOZO (106445/RJ) ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS (8540/DF) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A22-4CC6-66A9-A355 e senha 7B2A-EAF5-1063-A0BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 150 . 764", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1150764 AGR / RJ", "ARE 1150764", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1150764 AGR / RJ", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 884 . 450 / RJ - AgR", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 1150764 AGR / RJ", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 884 . 450 / RJ - AgR", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 1150764 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 735 . 667 / RJ - AgR", "AI n 638 . 758 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário n 437 . 384 / RS - AgR", "AI n 135 . 632 / RS - AgR", "ARE 1150764 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 735 . 667 / RJ - AgR", "AI n 638 . 758 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário n 437 . 384 / RS - AgR", "AI n 135 . 632 / RS - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Lei de Introdução ao Código Civil , art . 6 . .", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 269 , I , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 269 , I , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AG", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "PLENÁRIO", "CEF", "CEF", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CEF", "CEF", "CEF", "CEF", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "CEF", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "TELMA MARIA CAMPOS SILVA", "RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "TELMA MARIA CAMPOS SILVA", "RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "DIAS TOFFOLI", "TELMA MARIA CAMPOS SILVA", "RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Velloso", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Velloso", "Celso de Mello", "TELMA MARIA CAMPOS SILVA", "RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "MARCO AURÉLIO", "TELMA MARIA CAMPOS SILVA", "RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "MARCO AURÉLIO", "TELMA MARIA CAMPOS SILVA", "RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "TELMA MARIA CAMPOS SILVA", "RODRIGO XAVIER CHRISTO DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "15", "/", "10", "/", "2018", "5", "11", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "novembro de 2014", "16", "/", "6", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "novembro de 2014", "16", "/", "6", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "10", "/", "13", "19", "/", "12", "/", "07", "8", "/", "10", "/", "04", "3", "/", "9", "/", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "10", "/", "13", "19", "/", "12", "/", "07", "8", "/", "10", "/", "04", "3", "/", "9", "/", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :THAIS CARVALHO DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTONIO DIAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VANILSON IZIDORO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. REGIME DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS INCIDENTE SOBRE CONDENAÇÕES JUDICIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/1997 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 11.960/2009. IRECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 100, § 12, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1B9-BDE5-78B7-FB14 e senha 57FD-55B6-D9C9-BFAA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 1131295 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1B9-BDE5-78B7-FB14 e senha 57FD-55B6-D9C9-BFAA Supremo Tribunal Federal RE 1131295 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1B9-BDE5-78B7-FB14 e senha 57FD-55B6-D9C9-BFAA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :THAIS CARVALHO DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTONIO DIAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VANILSON IZIDORO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 100, § 12, da Constituição da República. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “REEXAME NECESSÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. Sexta Parte – Benefício que deve incidir sobre os vencimentos integrais (respeitada a prescrição quinquenal), incluídas as gratificações não incorporadas, exluídas apenas as verbas eventuais – Artigo 129, da Constituição Paulista – Consonância com o art. 37, XIV, CF – Recurso oficial desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2747-DF2E-A0DA-BA00 e senha F4ED-D59D-C08F-E767 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :THAIS CARVALHO DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTONIO DIAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VANILSON IZIDORO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 100, § 12, da Constituição da República. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “REEXAME NECESSÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. Sexta Parte – Benefício que deve incidir sobre os vencimentos integrais (respeitada a prescrição quinquenal), incluídas as gratificações não incorporadas, exluídas apenas as verbas eventuais – Artigo 129, da Constituição Paulista – Consonância com o art. 37, XIV, CF – Recurso oficial desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2747-DF2E-A0DA-BA00 e senha F4ED-D59D-C08F-E767 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada, em sede de repercussão geral, no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado. Nesse sentido: “DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS INCIDENTE SOBRE CONDENAÇÕES JUDICIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/97 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 11.960/09. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CRFB, ART. 5º, XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. INCONSTITUCIONALIDADE DA UTILIZAÇÃO DO RENDIMENTO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO ÍNDICE DEFINIDOR DOS JUROS MORATÓRIOS DE CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA PÚBLICA, QUANDO ORIUNDAS DE RELAÇÕES JURÍDICO- TRIBUTÁRIAS. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA ENTRE DEVEDOR PÚBLICO E DEVEDOR PRIVADO (CRFB, ART. 5º, CAPUT). RECURSO EXTRAORDINÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio constitucional da isonomia (CRFB, art. 5º, caput), no seu núcleo essencial, revela que o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, na parte em que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada, em sede de repercussão geral, no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado. Nesse sentido: “DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS INCIDENTE SOBRE CONDENAÇÕES JUDICIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/97 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 11.960/09. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CRFB, ART. 5º, XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. INCONSTITUCIONALIDADE DA UTILIZAÇÃO DO RENDIMENTO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO ÍNDICE DEFINIDOR DOS JUROS MORATÓRIOS DE CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA PÚBLICA, QUANDO ORIUNDAS DE RELAÇÕES JURÍDICO- TRIBUTÁRIAS. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA ENTRE DEVEDOR PÚBLICO E DEVEDOR PRIVADO (CRFB, ART. 5º, CAPUT). RECURSO EXTRAORDINÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio constitucional da isonomia (CRFB, art. 5º, caput), no seu núcleo essencial, revela que o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, na parte em que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1131295 AGR / SP disciplina os juros moratórios aplicáveis a condenações da Fazenda Pública, é inconstitucional ao incidir sobre débitos oriundos de relação jurídico-tributária, os quais devem observar os mesmos juros de mora pelos quais a Fazenda Pública remunera seu crédito; nas hipóteses de relação jurídica diversa da tributária, a fixação dos juros moratórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança é constitucional, permanecendo hígido, nesta extensão, o disposto legal supramencionado. 2. O direito fundamental de propriedade (CRFB, art. 5º, XXII) repugna o disposto no art. 1º- F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, porquanto a atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preços da economia, sendo inidônea a promover os fins a que se destina. 3. A correção monetária tem como escopo preservar o poder aquisitivo da moeda diante da sua desvalorização nominal provocada pela inflação. É que a moeda fiduciária, enquanto instrumento de troca, só tem valor na medida em que capaz de ser transformada em bens e serviços. A inflação, por representar o aumento persistente e generalizado do nível de preços, distorce, no tempo, a correspondência entre valores real e nominal (cf. MANKIW, N.G. Macroeconomia. Rio de Janeiro, LTC 2010, p. 94; DORNBUSH, R.; FISCHER, S. e STARTZ, R. Macroeconomia. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 2009, p. 10; BLANCHARD, O. Macroeconomia. São Paulo: Prentice Hall, 2006, p. 29). 4. A correção monetária e a inflação, posto fenômenos econômicos conexos, exigem, por imperativo de adequação lógica, que os instrumentos destinados a realizar a primeira sejam capazes de capturar a segunda, razão pela qual os índices de correção monetária devem consubstanciar autênticos índices de preços. 5. Recurso extraordinário parcialmente provido.” (RE 870947, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 20/09/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-262 DIVULG 17-11- 2017 PUBLIC 20-11-2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Supremo Tribunal Federal RE 1131295 AGR / SP disciplina os juros moratórios aplicáveis a condenações da Fazenda Pública, é inconstitucional ao incidir sobre débitos oriundos de relação jurídico-tributária, os quais devem observar os mesmos juros de mora pelos quais a Fazenda Pública remunera seu crédito; nas hipóteses de relação jurídica diversa da tributária, a fixação dos juros moratórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança é constitucional, permanecendo hígido, nesta extensão, o disposto legal supramencionado. 2. O direito fundamental de propriedade (CRFB, art. 5º, XXII) repugna o disposto no art. 1º- F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, porquanto a atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preços da economia, sendo inidônea a promover os fins a que se destina. 3. A correção monetária tem como escopo preservar o poder aquisitivo da moeda diante da sua desvalorização nominal provocada pela inflação. É que a moeda fiduciária, enquanto instrumento de troca, só tem valor na medida em que capaz de ser transformada em bens e serviços. A inflação, por representar o aumento persistente e generalizado do nível de preços, distorce, no tempo, a correspondência entre valores real e nominal (cf. MANKIW, N.G. Macroeconomia. Rio de Janeiro, LTC 2010, p. 94; DORNBUSH, R.; FISCHER, S. e STARTZ, R. Macroeconomia. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 2009, p. 10; BLANCHARD, O. Macroeconomia. São Paulo: Prentice Hall, 2006, p. 29). 4. A correção monetária e a inflação, posto fenômenos econômicos conexos, exigem, por imperativo de adequação lógica, que os instrumentos destinados a realizar a primeira sejam capazes de capturar a segunda, razão pela qual os índices de correção monetária devem consubstanciar autênticos índices de preços. 5. Recurso extraordinário parcialmente provido.” (RE 870947, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 20/09/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-262 DIVULG 17-11- 2017 PUBLIC 20-11-2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1131295 AGR / SP Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Supremo Tribunal Federal RE 1131295 AGR / SP Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) : THAIS CARVALHO DE SOUZA (332024/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARCOS ANTONIO DIAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VANILSON IZIDORO (145169/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C53F-8B95-0A75-8A68 e senha 8B4D-1362-E104-8511 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) : THAIS CARVALHO DE SOUZA (332024/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARCOS ANTONIO DIAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VANILSON IZIDORO (145169/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C53F-8B95-0A75-8A68 e senha 8B4D-1362-E104-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748465462
2018-10-15T00:00:00
2018-10-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. REGIME DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS INCIDENTE SOBRE CONDENAÇÕES JUDICIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/1997 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 11.960/2009. IRECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 100, § 12, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur393036
- Acórdão(s) citado(s): (CORREÇÃO MONETÁRIA, JUROS MORATÓRIOS, CONDENAÇÃO, FAZENDA PÚBLICA) RE 870947 RG. Número de páginas: 7. Análise: 21/11/2018, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1131295
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00100 PAR-00012\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n ART-0001F REDAÇÃO DADA PELA LEI-11960/2009\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011960 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1131295 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) : THAIS CARVALHO DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARCOS ANTONIO DIAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VANILSON IZIDORO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :THAIS CARVALHO DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTONIO DIAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VANILSON IZIDORO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. REGIME DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS INCIDENTE SOBRE CONDENAÇÕES JUDICIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 1...-F DA LEI n 9.494/1997 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI n 11.960/2009. IRECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 100, § 12, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1B9-BDE5-78B7-FB14 e senha 57FD-55B6-D9C9-BFAA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1131295 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1B9-BDE5-78B7-FB14 e senha 57FD-55B6-D9C9-BFAA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1131295 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1B9-BDE5-78B7-FB14 e senha 57FD-55B6-D9C9-BFAA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :THAIS CARVALHO DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTONIO DIAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VANILSON IZIDORO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 100, § 12, da Constituição da República. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “REEXAME NECESSÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. Sexta Parte – Benefício que deve incidir sobre os vencimentos integrais (respeitada a prescrição quinquenal), incluídas as gratificações não incorporadas, exluídas apenas as verbas eventuais – Artigo 129, da Constituição Paulista – Consonância com o art. 37, XIV, Constituição Federal de 1988 – Recurso oficial desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2747-DF2E-A0DA-BA00 e senha F4ED-D59D-C08F-E767 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :THAIS CARVALHO DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARCOS ANTONIO DIAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :VANILSON IZIDORO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 100, § 12, da Constituição da República. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “REEXAME NECESSÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. Sexta Parte – Benefício que deve incidir sobre os vencimentos integrais (respeitada a prescrição quinquenal), incluídas as gratificações não incorporadas, exluídas apenas as verbas eventuais – Artigo 129, da Constituição Paulista – Consonância com o art. 37, XIV, Constituição Federal de 1988 – Recurso oficial desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2747-DF2E-A0DA-BA00 e senha F4ED-D59D-C08F-E767 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada, em sede de repercussão geral, no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado. Nesse sentido: “DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS INCIDENTE SOBRE CONDENAÇÕES JUDICIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 1...-F DA LEI n 9.494/97 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI n 11.960/09. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CRFB, ART. 5..., XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. INCONSTITUCIONALIDADE DA UTILIZAÇÃO DO RENDIMENTO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO ÍNDICE DEFINIDOR DOS JUROS MORATÓRIOS DE CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA PÚBLICA, QUANDO ORIUNDAS DE RELAÇÕES JURÍDICO- TRIBUTÁRIAS. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA ENTRE DEVEDOR PÚBLICO E DEVEDOR PRIVADO (CRFB, ART. 5..., CAPUT). RECURSO EXTRAORDINÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio constitucional da isonomia (CRFB, art. 5..., caput), no seu núcleo essencial, revela que o art. 1...-F da Lei n 9.494/97, com a redação dada pela Lei n 11.960/09, na parte em que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada, em sede de repercussão geral, no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado. Nesse sentido: “DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS INCIDENTE SOBRE CONDENAÇÕES JUDICIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 1...-F DA LEI n 9.494/97 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI n 11.960/09. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CRFB, ART. 5..., XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. INCONSTITUCIONALIDADE DA UTILIZAÇÃO DO RENDIMENTO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO ÍNDICE DEFINIDOR DOS JUROS MORATÓRIOS DE CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA PÚBLICA, QUANDO ORIUNDAS DE RELAÇÕES JURÍDICO- TRIBUTÁRIAS. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA ENTRE DEVEDOR PÚBLICO E DEVEDOR PRIVADO (CRFB, ART. 5..., CAPUT). RECURSO EXTRAORDINÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio constitucional da isonomia (CRFB, art. 5..., caput), no seu núcleo essencial, revela que o art. 1...-F da Lei n 9.494/97, com a redação dada pela Lei n 11.960/09, na parte em que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1131295 AGR / SP disciplina os juros moratórios aplicáveis a condenações da Fazenda Pública, é inconstitucional ao incidir sobre débitos oriundos de relação jurídico-tributária, os quais devem observar os mesmos juros de mora pelos quais a Fazenda Pública remunera seu crédito; nas hipóteses de relação jurídica diversa da tributária, a fixação dos juros moratórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança é constitucional, permanecendo hígido, nesta extensão, o disposto legal supramencionado. 2. O direito fundamental de propriedade (CRFB, art. 5..., XXII) repugna o disposto no art. 1...- F da Lei n 9.494/97, com a redação dada pela Lei n 11.960/09, porquanto a atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preços da economia, sendo inidônea a promover os fins a que se destina. 3. A correção monetária tem como escopo preservar o poder aquisitivo da moeda diante da sua desvalorização nominal provocada pela inflação. É que a moeda fiduciária, enquanto instrumento de troca, só tem valor na medida em que capaz de ser transformada em bens e serviços. A inflação, por representar o aumento persistente e generalizado do nível de preços, distorce, no tempo, a correspondência entre valores real e nominal (cf. MANKIW, N.G. Macroeconomia. Rio de Janeiro, LTC 2010, p. 94; DORNBUSH, R.; FISCHER, S. e STARTZ, R. Macroeconomia. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 2009, p. 10; BLANCHARD, O. Macroeconomia. São Paulo: Prentice Hall, 2006, p. 29). 4. A correção monetária e a inflação, posto fenômenos econômicos conexos, exigem, por imperativo de adequação lógica, que os instrumentos destinados a realizar a primeira sejam capazes de capturar a segunda, razão pela qual os índices de correção monetária devem consubstanciar autênticos índices de preços. 5. Recurso extraordinário parcialmente provido.” (Recurso Extraordinário 870947, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 20/09/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-262 DIVULG 17-11- 2017 PUBLIC 20-11-2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1131295 AGR / SP disciplina os juros moratórios aplicáveis a condenações da Fazenda Pública, é inconstitucional ao incidir sobre débitos oriundos de relação jurídico-tributária, os quais devem observar os mesmos juros de mora pelos quais a Fazenda Pública remunera seu crédito; nas hipóteses de relação jurídica diversa da tributária, a fixação dos juros moratórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança é constitucional, permanecendo hígido, nesta extensão, o disposto legal supramencionado. 2. O direito fundamental de propriedade (CRFB, art. 5..., XXII) repugna o disposto no art. 1...- F da Lei n 9.494/97, com a redação dada pela Lei n 11.960/09, porquanto a atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preços da economia, sendo inidônea a promover os fins a que se destina. 3. A correção monetária tem como escopo preservar o poder aquisitivo da moeda diante da sua desvalorização nominal provocada pela inflação. É que a moeda fiduciária, enquanto instrumento de troca, só tem valor na medida em que capaz de ser transformada em bens e serviços. A inflação, por representar o aumento persistente e generalizado do nível de preços, distorce, no tempo, a correspondência entre valores real e nominal (cf. MANKIW, N.G. Macroeconomia. Rio de Janeiro, LTC 2010, p. 94; DORNBUSH, R.; FISCHER, S. e STARTZ, R. Macroeconomia. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 2009, p. 10; BLANCHARD, O. Macroeconomia. São Paulo: Prentice Hall, 2006, p. 29). 4. A correção monetária e a inflação, posto fenômenos econômicos conexos, exigem, por imperativo de adequação lógica, que os instrumentos destinados a realizar a primeira sejam capazes de capturar a segunda, razão pela qual os índices de correção monetária devem consubstanciar autênticos índices de preços. 5. Recurso extraordinário parcialmente provido.” (Recurso Extraordinário 870947, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 20/09/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-262 DIVULG 17-11- 2017 PUBLIC 20-11-2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1131295 AGR / SP Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1131295 AGR / SP Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5271-ADE5-7591-A234 e senha F548-674D-015C-7F99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) : THAIS CARVALHO DE SOUZA (332024/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARCOS ANTONIO DIAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VANILSON IZIDORO (145169/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C53F-8B95-0A75-8A68 e senha 8B4D-1362-E104-8511 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.131.295 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) : THAIS CARVALHO DE SOUZA (332024/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARCOS ANTONIO DIAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VANILSON IZIDORO (145169/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C53F-8B95-0A75-8A68 e senha 8B4D-1362-E104-8511 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 131 . 295", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 131 . 295", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 131 . 295", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 131 . 295", "Recurso Extraordinário 1131295 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 870947", "Recurso Extraordinário 1131295 AGR", "Recurso Extraordinário 870947", "Recurso Extraordinário 1131295 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1131295 AGR / SP", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . . . - F DA", "LEI n 9 . 494 / 1997", "LEI n 11 . 960 / 2009", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 100 , § 12 , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 100 , § 12 , da Constituição da República", "Artigo 129 , da Constituição Paulista", "art . 37 , XIV , Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 100 , § 12 , da Constituição da República", "Artigo 129 , da Constituição Paulista", "art . 37 , XIV , Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 494 / 97", "LEI n 11 . 960 / 09", "CRFB , ART . 5 . . . , XXII", "CRFB , ART . 5 . . . , CAPUT", "CRFB , art . 5 . . . , caput", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei n 11 . 960 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . - F DA", "LEI n 9 . 494 / 97", "LEI n 11 . 960 / 09", "CRFB , ART . 5 . . . , XXII", "CRFB , ART . 5 . . . , CAPUT", "CRFB , art . 5 . . . , caput", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei n 11 . 960 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CRFB , art . 5 . . . , XXII", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei n 11 . 960 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CRFB , art . 5 . . . , XXII", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei n 11 . 960 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SAO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SAO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SAO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Rio de Janeiro", "São Paulo", "São Paulo", "Rio de Janeiro", "São Paulo", "São Paulo", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SAO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SAO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FAZENDA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "FAZENDA PÚBLICA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "LTC", "McGraw", "-", "Hill do Brasil", "Prentice Hall", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Fazenda Pública", "Fazenda Pública", "LTC", "McGraw", "-", "Hill do Brasil", "Prentice Hall", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "THAIS CARVALHO DE SOUZA", "MARCOS ANTONIO DIAS", "VANILSON IZIDORO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "THAIS CARVALHO DE SOUZA", "MARCOS ANTONIO DIAS", "VANILSON IZIDORO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "THAIS CARVALHO DE SOUZA", "MARCOS ANTONIO DIAS", "VANILSON IZIDORO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MANKIW , N . G", "DORNBUSH ,", "R .", "FISCHER ,", "S .", "STARTZ ,", "R", "BLANCHARD ,", "O .", "LUIZ FUX", "MANKIW , N . G .", "DORNBUSH", "R .", "FISCHER ,", "S .", "STARTZ ,", "R", "BLANCHARD , O", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "THAIS CARVALHO DE SOUZA", "MARCOS ANTONIO DIAS", "VANILSON IZIDORO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "THAIS CARVALHO DE SOUZA", "MARCOS ANTONIO DIAS", "VANILSON IZIDORO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "2009", "2006", "20", "/", "09", "/", "2017", "17", "-", "11", "-", "2017", "20", "-", "11", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "2009", "2006", "20", "/", "09", "/", "2017", "17", "-", "11", "-", "2017", "20", "-", "11", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :HUGO ENEAS SALOMONE ADV.(A/S) :ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Execução fiscal. Legitimidade passiva. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade , em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91E2-EBDC-C85D-A204 e senha 5276-424D-38F0-FAAD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1151880 AGR / SP do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91E2-EBDC-C85D-A204 e senha 5276-424D-38F0-FAAD Supremo Tribunal Federal ARE 1151880 AGR / SP do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91E2-EBDC-C85D-A204 e senha 5276-424D-38F0-FAAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :HUGO ENEAS SALOMONE ADV.(A/S) :ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e nem do reexame de fatos e provas para a solução da lide. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B00-BB31-09A8-8BB5 e senha E907-ADB7-D035-A09F Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :HUGO ENEAS SALOMONE ADV.(A/S) :ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e nem do reexame de fatos e provas para a solução da lide. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B00-BB31-09A8-8BB5 e senha E907-ADB7-D035-A09F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido, a seguinte fundamentação: “Trata-se de execução fiscal que visa à cobrança de multas por falta de muro, passeio e limpeza. Uma simples escritura de compra e venda (fls.43/50) não levada a registro junto ao Cartório de Registro de Imóveis, não comprova a ilegitimidade passiva alegada. (…) Assim, por força da Súmula n° 399 do STJ, "cabe à legislação municipal estabelecer o sujeito passivo do IPTU", a Municipalidade pode eleger o titular do domínio ou o possuidor para figurar como sujeito passivo tributário, a teor do que dispõe o artigo 34 do CTN, configurando-se legitimidade concorrente. Esse entendimento guarda coerência com o disposto no art. 123 do CTN, segundo o qual, salvo expressa disposição de lei em contrário, não se pode opor à Fazenda Pública convenções particulares que modifiquem a definição legal do sujeito passivo da obrigação tributária. Por isso, a mingua de não haver registro do instrumento particular de compromisso de compra e venda junto a matrícula do imóvel, não pode o promitente vendedor invocar a ilegitimidade passiva “ad causam”, devendo responder pelo débito.” Destarte, verifica-se do excerto transcrito, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido, a seguinte fundamentação: “Trata-se de execução fiscal que visa à cobrança de multas por falta de muro, passeio e limpeza. Uma simples escritura de compra e venda (fls.43/50) não levada a registro junto ao Cartório de Registro de Imóveis, não comprova a ilegitimidade passiva alegada. (…) Assim, por força da Súmula n° 399 do STJ, "cabe à legislação municipal estabelecer o sujeito passivo do IPTU", a Municipalidade pode eleger o titular do domínio ou o possuidor para figurar como sujeito passivo tributário, a teor do que dispõe o artigo 34 do CTN, configurando-se legitimidade concorrente. Esse entendimento guarda coerência com o disposto no art. 123 do CTN, segundo o qual, salvo expressa disposição de lei em contrário, não se pode opor à Fazenda Pública convenções particulares que modifiquem a definição legal do sujeito passivo da obrigação tributária. Por isso, a mingua de não haver registro do instrumento particular de compromisso de compra e venda junto a matrícula do imóvel, não pode o promitente vendedor invocar a ilegitimidade passiva “ad causam”, devendo responder pelo débito.” Destarte, verifica-se do excerto transcrito, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1151880 AGR / SP Incidência das Súmulas 279 e 636/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ANULAÇÃO DE LANÇAMENTO FISCAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 1.092.418/PB- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/4/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual civil. Legitimidade passiva. Infraconstitucional. Necessidade de reexame do conjunto fático probatório. Súmula nº 279/STF. 1. Para superar o entendimento do Tribunal de origem acerca da ilegitimidade do Estado de Goiás para figurar no polo passivo da lide, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático probatório constante dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. (ARE nº 938.374/GO-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Supremo Tribunal Federal ARE 1151880 AGR / SP Incidência das Súmulas 279 e 636/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ANULAÇÃO DE LANÇAMENTO FISCAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 1.092.418/PB- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/4/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual civil. Legitimidade passiva. Infraconstitucional. Necessidade de reexame do conjunto fático probatório. Súmula nº 279/STF. 1. Para superar o entendimento do Tribunal de origem acerca da ilegitimidade do Estado de Goiás para figurar no polo passivo da lide, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático probatório constante dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. (ARE nº 938.374/GO-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1151880 AGR / SP pelas instâncias de origem, determino sua majoração em 10% (dez por cento) do seu total em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2° e 3° do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Supremo Tribunal Federal ARE 1151880 AGR / SP pelas instâncias de origem, determino sua majoração em 10% (dez por cento) do seu total em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2° e 3° do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : HUGO ENEAS SALOMONE ADV.(A/S) : ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA (166213/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 491D-1A6A-8CA0-AA55 e senha CC48-C18E-79C9-EAAC Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : HUGO ENEAS SALOMONE ADV.(A/S) : ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA (166213/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 491D-1A6A-8CA0-AA55 e senha CC48-C18E-79C9-EAAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748685999
2018-10-15T00:00:00
2018-11-20T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Execução fiscal. Legitimidade passiva. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur394657
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO FISCAL, LEGITIMIDADE) ARE 938374 AgR (2ªT), ARE 1092418 AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 12/12/2018, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1151880
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1151880 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : HUGO ENEAS SALOMONE ADV.(A/S) : ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :HUGO ENEAS SALOMONE ADV.(A/S) :ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Execução fiscal. Legitimidade passiva. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade , em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91E2-EBDC-C85D-A204 e senha 5276-424D-38F0-FAAD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1151880 AGR / SP do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91E2-EBDC-C85D-A204 e senha 5276-424D-38F0-FAAD Supremo Tribunal Federal ARE 1151880 AGR / SP do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91E2-EBDC-C85D-A204 e senha 5276-424D-38F0-FAAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :HUGO ENEAS SALOMONE ADV.(A/S) :ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e nem do reexame de fatos e provas para a solução da lide. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B00-BB31-09A8-8BB5 e senha E907-ADB7-D035-A09F Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :HUGO ENEAS SALOMONE ADV.(A/S) :ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e nem do reexame de fatos e provas para a solução da lide. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B00-BB31-09A8-8BB5 e senha E907-ADB7-D035-A09F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido, a seguinte fundamentação: “Trata-se de execução fiscal que visa à cobrança de multas por falta de muro, passeio e limpeza. Uma simples escritura de compra e venda (fls.43/50) não levada a registro junto ao Cartório de Registro de Imóveis, não comprova a ilegitimidade passiva alegada. (…) Assim, por força da Súmula n 399 do Superior Tribunal de Justiça, "cabe à legislação municipal estabelecer o sujeito passivo do IPTU", a Municipalidade pode eleger o titular do domínio ou o possuidor para figurar como sujeito passivo tributário, a teor do que dispõe o artigo 34 do CTN, configurando-se legitimidade concorrente. Esse entendimento guarda coerência com o disposto no art. 123 do CTN, segundo o qual, salvo expressa disposição de lei em contrário, não se pode opor à Fazenda Pública convenções particulares que modifiquem a definição legal do sujeito passivo da obrigação tributária. Por isso, a mingua de não haver registro do instrumento particular de compromisso de compra e venda junto a matrícula do imóvel, não pode o promitente vendedor invocar a ilegitimidade passiva “ad causam”, devendo responder pelo débito.” Destarte, verifica-se do excerto transcrito, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido, a seguinte fundamentação: “Trata-se de execução fiscal que visa à cobrança de multas por falta de muro, passeio e limpeza. Uma simples escritura de compra e venda (fls.43/50) não levada a registro junto ao Cartório de Registro de Imóveis, não comprova a ilegitimidade passiva alegada. (…) Assim, por força da Súmula n 399 do Superior Tribunal de Justiça, "cabe à legislação municipal estabelecer o sujeito passivo do IPTU", a Municipalidade pode eleger o titular do domínio ou o possuidor para figurar como sujeito passivo tributário, a teor do que dispõe o artigo 34 do CTN, configurando-se legitimidade concorrente. Esse entendimento guarda coerência com o disposto no art. 123 do CTN, segundo o qual, salvo expressa disposição de lei em contrário, não se pode opor à Fazenda Pública convenções particulares que modifiquem a definição legal do sujeito passivo da obrigação tributária. Por isso, a mingua de não haver registro do instrumento particular de compromisso de compra e venda junto a matrícula do imóvel, não pode o promitente vendedor invocar a ilegitimidade passiva “ad causam”, devendo responder pelo débito.” Destarte, verifica-se do excerto transcrito, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1151880 AGR / SP Incidência das Súmulas 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ANULAÇÃO DE LANÇAMENTO FISCAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 1.092.418/PB- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/4/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual civil. Legitimidade passiva. Infraconstitucional. Necessidade de reexame do conjunto fático probatório. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para superar o entendimento do Tribunal de origem acerca da ilegitimidade do Estado de Goiás para figurar no polo passivo da lide, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático probatório constante dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. (ARE n 938.374/GO-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Supremo Tribunal Federal ARE 1151880 AGR / SP Incidência das Súmulas 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ANULAÇÃO DE LANÇAMENTO FISCAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 1.092.418/PB- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/4/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual civil. Legitimidade passiva. Infraconstitucional. Necessidade de reexame do conjunto fático probatório. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para superar o entendimento do Tribunal de origem acerca da ilegitimidade do Estado de Goiás para figurar no polo passivo da lide, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional pertinente e do conjunto fático probatório constante dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. (ARE n 938.374/GO-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1151880 AGR / SP pelas instâncias de origem, determino sua majoração em 10% (dez por cento) do seu total em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Supremo Tribunal Federal ARE 1151880 AGR / SP pelas instâncias de origem, determino sua majoração em 10% (dez por cento) do seu total em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6818-65EE-B8FF-CC01 e senha 3691-B8EF-150F-3985 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : HUGO ENEAS SALOMONE ADV.(A/S) : ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA (166213/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 491D-1A6A-8CA0-AA55 e senha CC48-C18E-79C9-EAAC Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.880 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : HUGO ENEAS SALOMONE ADV.(A/S) : ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA (166213/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 491D-1A6A-8CA0-AA55 e senha CC48-C18E-79C9-EAAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 151 . 880", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1151880 AGR / SP", "ARE 1151880 AGR /", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 399 do Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n 399 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 1151880 AGR / SP", "Súmulas 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 1 . 092 . 418 / PB - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 938 . 374 / GO - AgR", "Súmulas 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 1 . 092 . 418 / PB - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 938 . 374 / GO - AgR", "ARE 1151880 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 34 do CTN", "art . 123 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 34 do CTN", "art . 123 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . E 11 DO ART . 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Estado de Goiás", "Estado de Goiás", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO DE", "Presidência", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "Presidência", "PLENÁRIO", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Fazenda Pública", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "HUGO ENEAS SALOMONE", "ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "HUGO ENEAS", "ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA", "DIAS TOFFOLI", "HUGO ENEAS SALOMONE", "ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "HUGO ENEAS SALOMONE", "ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "HUGO ENEAS SALOMONE", "ERIC OURIQUE DE MELLO BRAGA GARCIA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "15", "/", "10", "/", "2018", "5", "11", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "4", "/", "18", "2", "/", "5", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "4", "/", "18", "2", "/", "5", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) :MARCELO JOSE DOMINGUES AGDO.(A/S) :MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) :SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) INTDO.(A/S) :BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) :ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) EMENTA DIREITO CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MATERIAIS E MORAIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II e LV, da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A3B-8D2B-43A8-3AA8 e senha 1559-80A6-DBDD-EB95 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 930544 AGR / RJ Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A3B-8D2B-43A8-3AA8 e senha 1559-80A6-DBDD-EB95 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A3B-8D2B-43A8-3AA8 e senha 1559-80A6-DBDD-EB95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) :MARCELO JOSE DOMINGUES AGDO.(A/S) :MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) :SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) INTDO.(A/S) :BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) :ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno José Nunes Neto. A matéria debatida, em síntese, diz com a ação de responsabilidade civil proposta por Matiel Gonçalves Custódio em face do Hospital Nossa Senhora da Saúde da Beneficência Portuguesa de Teresópolis e José Nunes Neto, objetivando a condenação dos réus ao pagamento de indenização por danos morais e materiais, além de pensão vitalícia no valor de quatro salários mínimos. A parte autora relata na peça inicial que compareceu ao referido hospital, onde permaneceu internado por dois dias, após sentir fortes dores nas costas e abdômen. Sustenta que apenas realizou exames laboratoriais durante o período em que esteve internado e, após ter sido levado às pressas para a realização de cirurgia de emergência, foi surpreendido com a informação de que teria se submetido a nefrectomia total do rim esquerdo, sob a responsabilidade do recorrente, sem seu prévio consentimento ou de seus familiares. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios da legalidade, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5º, II, V e LV, e 93, IX, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D26-FE4B-8715-88AA e senha 57C6-742C-4F7E-46C0 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) :MARCELO JOSE DOMINGUES AGDO.(A/S) :MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) :SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) INTDO.(A/S) :BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) :ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno José Nunes Neto. A matéria debatida, em síntese, diz com a ação de responsabilidade civil proposta por Matiel Gonçalves Custódio em face do Hospital Nossa Senhora da Saúde da Beneficência Portuguesa de Teresópolis e José Nunes Neto, objetivando a condenação dos réus ao pagamento de indenização por danos morais e materiais, além de pensão vitalícia no valor de quatro salários mínimos. A parte autora relata na peça inicial que compareceu ao referido hospital, onde permaneceu internado por dois dias, após sentir fortes dores nas costas e abdômen. Sustenta que apenas realizou exames laboratoriais durante o período em que esteve internado e, após ter sido levado às pressas para a realização de cirurgia de emergência, foi surpreendido com a informação de que teria se submetido a nefrectomia total do rim esquerdo, sob a responsabilidade do recorrente, sem seu prévio consentimento ou de seus familiares. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios da legalidade, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5º, II, V e LV, e 93, IX, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D26-FE4B-8715-88AA e senha 57C6-742C-4F7E-46C0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 930544 AGR / RJ Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO CÍVEL. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO E ERRO MÉDICO. SENTENÇA QUE JULGOU IMPROCEDENTE O PEDIDO DOS AUTORES. NA HIPÓTESE, ONDE SE PRETENDE COMPENSAÇÃO PELOS DANOS DECORRENTES TAMBÉM DE ERRO PRATICADO POR MÉDICO PARTICULAR, É ÔNUS DA PARTE AUTORA A PROVA, INEQUÍVOCA, DO FATO, DO DANO, DA CULPA E DO NEXO DE CAUSALIDADE E, NESSE CASO, CONSTATA- SE A EXISTÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS A IMPOR A MODIFICAÇÃO DA SENTENÇA. NEFRECTOMIA REALIZADA SEM A PRÉVIA REALIZAÇÃO DE EXAMES DE IMAGEM E SEM QUE FOSSE PRESTADA QUALQUER INFORMAÇÃO AO PACIENTE OU PESSOA DA FAMÍLIA DE QUE O ÓRGÃO PODERIA SER RETIRADO NO ATO DA INTERVENÇÃO EXPLORATÓRIA – LAPAROTOMIA. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO. AUSÊNCIA DO ÓRGÃO EXTIRPADO E DA REALIZAÇÃO DE EXAME HISTOPATOLÓGICO QUE PUDESSE COMPROVAR A SUA REAL CONDIÇÃO. DANO MORAL CARACTERIZADO. DANO MATERIAL NÃO COMPROVADO. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D26-FE4B-8715-88AA e senha 57C6-742C-4F7E-46C0 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO CÍVEL. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO E ERRO MÉDICO. SENTENÇA QUE JULGOU IMPROCEDENTE O PEDIDO DOS AUTORES. NA HIPÓTESE, ONDE SE PRETENDE COMPENSAÇÃO PELOS DANOS DECORRENTES TAMBÉM DE ERRO PRATICADO POR MÉDICO PARTICULAR, É ÔNUS DA PARTE AUTORA A PROVA, INEQUÍVOCA, DO FATO, DO DANO, DA CULPA E DO NEXO DE CAUSALIDADE E, NESSE CASO, CONSTATA- SE A EXISTÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS A IMPOR A MODIFICAÇÃO DA SENTENÇA. NEFRECTOMIA REALIZADA SEM A PRÉVIA REALIZAÇÃO DE EXAMES DE IMAGEM E SEM QUE FOSSE PRESTADA QUALQUER INFORMAÇÃO AO PACIENTE OU PESSOA DA FAMÍLIA DE QUE O ÓRGÃO PODERIA SER RETIRADO NO ATO DA INTERVENÇÃO EXPLORATÓRIA – LAPAROTOMIA. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO. AUSÊNCIA DO ÓRGÃO EXTIRPADO E DA REALIZAÇÃO DE EXAME HISTOPATOLÓGICO QUE PUDESSE COMPROVAR A SUA REAL CONDIÇÃO. DANO MORAL CARACTERIZADO. DANO MATERIAL NÃO COMPROVADO. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D26-FE4B-8715-88AA e senha 57C6-742C-4F7E-46C0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, V e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional argüido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, V e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional argüido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). […] O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Recurso extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula nº 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.” (AI 495.880-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). […] O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Recurso extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula nº 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.” (AI 495.880-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). [...] Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ARE 858.068-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 06.8.2015 e ARE 898.106-AgR, de minha lavra, 1ª Turma, DJe 08.10.2015, com a seguinte ementa: ‘DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ERRO MÉDICO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.10.2012. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do art. 5º da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.’ Quanto ao valor da indenização, a matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no ARE 743.771-RG, Rel. Min. Gilmar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). [...] Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ARE 858.068-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 06.8.2015 e ARE 898.106-AgR, de minha lavra, 1ª Turma, DJe 08.10.2015, com a seguinte ementa: ‘DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ERRO MÉDICO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.10.2012. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do art. 5º da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.’ Quanto ao valor da indenização, a matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no ARE 743.771-RG, Rel. Min. Gilmar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ Mendes, Pleno, DJe 31.5.2013, cuja ementa transcrevo: ‘DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ Mendes, Pleno, DJe 31.5.2013, cuja ementa transcrevo: ‘DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, bem como ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF- 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, bem como ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF- 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Na esteira da Súmula nº 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Verifico ainda, quanto ao valor da indenização, negada a existência de repercussão geral pelo Plenário Virtual desta Suprema Corte no ARE 743.771-RG Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 31.05.2013, conforme já mencionado na monocrática. Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Na esteira da Súmula nº 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Verifico ainda, quanto ao valor da indenização, negada a existência de repercussão geral pelo Plenário Virtual desta Suprema Corte no ARE 743.771-RG Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 31.05.2013, conforme já mencionado na monocrática. Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) :MARCELO JOSE DOMINGUES AGDO.(A/S) :MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) :SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) INTDO.(A/S) :BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) :ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EACE-232F-F333-EEFE e senha F56A-1A1C-D226-E319 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) :MARCELO JOSE DOMINGUES AGDO.(A/S) :MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) :SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) INTDO.(A/S) :BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) :ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EACE-232F-F333-EEFE e senha F56A-1A1C-D226-E319 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) : MARCELO JOSE DOMINGUES (17563/RJ/) AGDO.(A/S) : MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) : SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) (RJ130736/) INTDO.(A/S) : BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) : ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) (RJ140135/) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5319-1D30-E026-D0A1 e senha 40C1-75AD-DE6F-8A57 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) : MARCELO JOSE DOMINGUES (17563/RJ/) AGDO.(A/S) : MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) : SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) (RJ130736/) INTDO.(A/S) : BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) : ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) (RJ140135/) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5319-1D30-E026-D0A1 e senha 40C1-75AD-DE6F-8A57 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748465472
2018-10-15T00:00:00
2018-10-19T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MATERIAIS E MORAIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur393046
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO) AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT). (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT), ARE 748371 RG. (INDENIZAÇÃO) ARE 743771 RG. Número de páginas: 13. Análise: 23/11/2018, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
930544
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00002 INC-00055 ART-00093 \n INC-00009 ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 930544 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) : MARCELO JOSE DOMINGUES AGDO.(A/S) : MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) : SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) INTDO.(A/S) : BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) : ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) :MARCELO JOSE DOMINGUES AGDO.(A/S) :MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) :SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) INTDO.(A/S) :BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) :ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) EMENTA DIREITO CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MATERIAIS E MORAIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II e LV, da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A3B-8D2B-43A8-3AA8 e senha 1559-80A6-DBDD-EB95 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 930544 AGR / RJ Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A3B-8D2B-43A8-3AA8 e senha 1559-80A6-DBDD-EB95 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 5 a 11 de outubro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A3B-8D2B-43A8-3AA8 e senha 1559-80A6-DBDD-EB95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) :MARCELO JOSE DOMINGUES AGDO.(A/S) :MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) :SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) INTDO.(A/S) :BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) :ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno José Nunes Neto. A matéria debatida, em síntese, diz com a ação de responsabilidade civil proposta por Matiel Gonçalves Custódio em face do Hospital Nossa Senhora da Saúde da Beneficência Portuguesa de Teresópolis e José Nunes Neto, objetivando a condenação dos réus ao pagamento de indenização por danos morais e materiais, além de pensão vitalícia no valor de quatro salários mínimos. A parte autora relata na peça inicial que compareceu ao referido hospital, onde permaneceu internado por dois dias, após sentir fortes dores nas costas e abdômen. Sustenta que apenas realizou exames laboratoriais durante o período em que esteve internado e, após ter sido levado às pressas para a realização de cirurgia de emergência, foi surpreendido com a informação de que teria se submetido a nefrectomia total do rim esquerdo, sob a responsabilidade do recorrente, sem seu prévio consentimento ou de seus familiares. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios da legalidade, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5..., II, V e LV, e 93, IX, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D26-FE4B-8715-88AA e senha 57C6-742C-4F7E-46C0 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) :MARCELO JOSE DOMINGUES AGDO.(A/S) :MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) :SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) INTDO.(A/S) :BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) :ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno José Nunes Neto. A matéria debatida, em síntese, diz com a ação de responsabilidade civil proposta por Matiel Gonçalves Custódio em face do Hospital Nossa Senhora da Saúde da Beneficência Portuguesa de Teresópolis e José Nunes Neto, objetivando a condenação dos réus ao pagamento de indenização por danos morais e materiais, além de pensão vitalícia no valor de quatro salários mínimos. A parte autora relata na peça inicial que compareceu ao referido hospital, onde permaneceu internado por dois dias, após sentir fortes dores nas costas e abdômen. Sustenta que apenas realizou exames laboratoriais durante o período em que esteve internado e, após ter sido levado às pressas para a realização de cirurgia de emergência, foi surpreendido com a informação de que teria se submetido a nefrectomia total do rim esquerdo, sob a responsabilidade do recorrente, sem seu prévio consentimento ou de seus familiares. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios da legalidade, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5..., II, V e LV, e 93, IX, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D26-FE4B-8715-88AA e senha 57C6-742C-4F7E-46C0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 930544 AGR / RJ Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO CÍVEL. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO E ERRO MÉDICO. SENTENÇA QUE JULGOU IMPROCEDENTE O PEDIDO DOS AUTORES. NA HIPÓTESE, ONDE SE PRETENDE COMPENSAÇÃO PELOS DANOS DECORRENTES TAMBÉM DE ERRO PRATICADO POR MÉDICO PARTICULAR, É ÔNUS DA PARTE AUTORA A PROVA, INEQUÍVOCA, DO FATO, DO DANO, DA CULPA E DO NEXO DE CAUSALIDADE E, NESSE CASO, CONSTATA- SE A EXISTÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS A IMPOR A MODIFICAÇÃO DA SENTENÇA. NEFRECTOMIA REALIZADA SEM A PRÉVIA REALIZAÇÃO DE EXAMES DE IMAGEM E SEM QUE FOSSE PRESTADA QUALQUER INFORMAÇÃO AO PACIENTE OU PESSOA DA FAMÍLIA DE QUE O ÓRGÃO PODERIA SER RETIRADO NO ATO DA INTERVENÇÃO EXPLORATÓRIA – LAPAROTOMIA. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO. AUSÊNCIA DO ÓRGÃO EXTIRPADO E DA REALIZAÇÃO DE EXAME HISTOPATOLÓGICO QUE PUDESSE COMPROVAR A SUA REAL CONDIÇÃO. DANO MORAL CARACTERIZADO. DANO MATERIAL NÃO COMPROVADO. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D26-FE4B-8715-88AA e senha 57C6-742C-4F7E-46C0 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO CÍVEL. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO E ERRO MÉDICO. SENTENÇA QUE JULGOU IMPROCEDENTE O PEDIDO DOS AUTORES. NA HIPÓTESE, ONDE SE PRETENDE COMPENSAÇÃO PELOS DANOS DECORRENTES TAMBÉM DE ERRO PRATICADO POR MÉDICO PARTICULAR, É ÔNUS DA PARTE AUTORA A PROVA, INEQUÍVOCA, DO FATO, DO DANO, DA CULPA E DO NEXO DE CAUSALIDADE E, NESSE CASO, CONSTATA- SE A EXISTÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS A IMPOR A MODIFICAÇÃO DA SENTENÇA. NEFRECTOMIA REALIZADA SEM A PRÉVIA REALIZAÇÃO DE EXAMES DE IMAGEM E SEM QUE FOSSE PRESTADA QUALQUER INFORMAÇÃO AO PACIENTE OU PESSOA DA FAMÍLIA DE QUE O ÓRGÃO PODERIA SER RETIRADO NO ATO DA INTERVENÇÃO EXPLORATÓRIA – LAPAROTOMIA. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO. AUSÊNCIA DO ÓRGÃO EXTIRPADO E DA REALIZAÇÃO DE EXAME HISTOPATOLÓGICO QUE PUDESSE COMPROVAR A SUA REAL CONDIÇÃO. DANO MORAL CARACTERIZADO. DANO MATERIAL NÃO COMPROVADO. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D26-FE4B-8715-88AA e senha 57C6-742C-4F7E-46C0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, V e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional argüido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, V e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional argüido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). […] O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Recurso extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula n 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.” (AI 495.880-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). […] O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Recurso extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula n 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.” (AI 495.880-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). [...] Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ARE 858.068-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 06.8.2015 e ARE 898.106-AgR, de minha lavra, 1... Turma, DJe 08.10.2015, com a seguinte ementa: ‘DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ERRO MÉDICO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.10.2012. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do art. 5... da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.’ Quanto ao valor da indenização, a matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no ARE 743.771-RG, Rel. Min. Gilmar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). [...] Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ARE 858.068-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 06.8.2015 e ARE 898.106-AgR, de minha lavra, 1... Turma, DJe 08.10.2015, com a seguinte ementa: ‘DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ERRO MÉDICO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.10.2012. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do art. 5... da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.’ Quanto ao valor da indenização, a matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no ARE 743.771-RG, Rel. Min. Gilmar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ Mendes, Pleno, DJe 31.5.2013, cuja ementa transcrevo: ‘DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ Mendes, Pleno, DJe 31.5.2013, cuja ementa transcrevo: ‘DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, bem como ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal- 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, bem como ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal- 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Na esteira da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Verifico ainda, quanto ao valor da indenização, negada a existência de repercussão geral pelo Plenário Virtual desta Suprema Corte no ARE 743.771-RG Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 31.05.2013, conforme já mencionado na monocrática. Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Na esteira da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Verifico ainda, quanto ao valor da indenização, negada a existência de repercussão geral pelo Plenário Virtual desta Suprema Corte no ARE 743.771-RG Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 31.05.2013, conforme já mencionado na monocrática. Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 930544 AGR / RJ É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Supremo Tribunal Federal ARE 930544 AGR / RJ É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 065C-6D63-18AD-347A e senha 16F1-CC98-7C98-ADD9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) :MARCELO JOSE DOMINGUES AGDO.(A/S) :MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) :SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) INTDO.(A/S) :BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) :ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EACE-232F-F333-EEFE e senha F56A-1A1C-D226-E319 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) :MARCELO JOSE DOMINGUES AGDO.(A/S) :MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) :SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) INTDO.(A/S) :BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) :ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EACE-232F-F333-EEFE e senha F56A-1A1C-D226-E319 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) : MARCELO JOSE DOMINGUES (17563/RJ/) AGDO.(A/S) : MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) : SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) (RJ130736/) INTDO.(A/S) : BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) : ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) (RJ140135/) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5319-1D30-E026-D0A1 e senha 40C1-75AD-DE6F-8A57 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930.544 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSE NUNES NETO ADV.(A/S) : MARCELO JOSE DOMINGUES (17563/RJ/) AGDO.(A/S) : MATIEL GONCALVES CUSTODIO ADV.(A/S) : SANIO RICARDO DALLIA E OUTRO(S) (RJ130736/) INTDO.(A/S) : BENEFICENCIA PORTUGUESA DE TERESOPOLIS ADV.(A/S) : ALESSANDRO MARTINS GOMES E OUTRO(S) (RJ140135/) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5319-1D30-E026-D0A1 e senha 40C1-75AD-DE6F-8A57 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 930 . 544", "ARE 930544 AGR / RJ Federal", "ARE 930544 AGR", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Súmula n 279 .", "AI 495 . 880 - AgR / SP", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "AI 495 . 880 - AgR / SP", "911", "/", "SE", "ARE 858 . 068 - AgR", "ARE 898 . 106 - AgR", "ARE 743 . 771 - RG", "ARE 930544 AGR / RJ", "AI", "-", "AgR", "-", "436 .", "911 / SE", "ARE 858 . 068 - AgR", "ARE 898 . 106 -", "AgR", "ARE 743 . 771 - RG", "ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 930544 AGR /", "ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 721 . 783 - AgR / RS", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "ARE 930544 AGR / RJ", "ARE 721 . 783 - AgR / RS", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911 /", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 771 - RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 930544 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 771 - RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 930544 AGR / RJ", "AGRAVO 930 . 544", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 5 . . . , II E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 93 , IX , da Lei Maior", "art . 5 . . . , II e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 5 . . . , II , V e LV , e 93 , IX , da Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 5 . . . , II , V e LV , e 93 , IX , da Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo", "Civil", "1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II , V e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II , V e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .", "incisos", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Constituição", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Constituição", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ".", "1", ".", "1", ".", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RJ", "Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Pleno", "Plenário Virtual desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BENEFICENCIA", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "JOSE NUNES NETO", "MARCELO JOSE DOMINGUES", "MATIEL GONCALVES", "SANIO RICARDO DALLIA", "ALESSANDRO MARTINS GOMES", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JOSE NUNES NETO", "MARCELO JOSE DOMINGUES", "MATIEL GONCALVES CUSTODIO", "SANIO RICARDO DALLIA", "ALESSANDRO MARTINS GOMES", "Rosa Weber", "José Nunes Neto", "Matiel Gonçalves Custódio", "José Nunes Neto", "ROSA WEBER", "JOSE NUNES NETO", "MARCELO JOSE DOMINGUES", "MATIEL GONCALVES CUSTODIO", "SANIO RICARDO DALLIA", "ALESSANDRO MARTINS GOMES", "Rosa Weber", "José Nunes Neto", "Matiel Gonçalves Custódio", "José Nunes Neto", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Carlos Britto", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "Carlos Britto", "Cezar Peluso", "ROSA WEBER ARE 930544", "Sepúlveda Pertence", "Roberto Barroso", "Gilmar", "Sepúlveda Pertence", "Roberto Barroso", "Gilmar 3", "ROSA WEBER ARE", "Mendes", "Gilmar Mendes", "Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER ARE", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "ROSA WEBER ARE", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER ARE", "ROSA WEBER", "JOSE NUNES NETO", "MARCELO JOSE DOMINGUES", "MATIEL GONCALVES CUSTODIO", "SANIO RICARDO DALLIA", "ALESSANDRO MARTINS GOMES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "JOSE NUNES NETO", "MARCELO JOSE DOMINGUES", "MATIEL GONCALVES CUSTODIO", "SANIO RICARDO DALLIA", "BENEFICENCIA PORTUGUESA DE", "ALESSANDRO MARTINS GOMES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "JOSE NUNES NETO", "MARCELO JOSE DOMINGUES", "MATIEL GONCALVES CUSTODIO", "SANIO RICARDO DALLIA", "BENEFICENCIA PORTUGUESA DE", "ALESSANDRO MARTINS GOMES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "JOSE NUNES NETO", "MARCELO JOSE DOMINGUES", "MATIEL GONCALVES CUSTODIO", "SANIO RICARDO DALLIA", "ALESSANDRO MARTINS GOMES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "11 de outubro de 2018", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "11 de outubro de 2018", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "11", ".", "04", "20", ".", "02", ".", "09", "05", ".", "8", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "11", ".", "04", "20", ".", "02", ".", "09", "05", ".", "8", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "6", ".", "2005", "06", ".", "8", 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Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.731 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :C.L.A. ADV.(A/S) :MARCO AURELIO VELOSO PINTO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, I E II, DO CÓDIGO PENAL. OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO, OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO, COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32A4-37C9-1D63-A9E6 e senha C9E0-6CC1-A14D-4C70 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.731 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : C.L.A. ADV.(A/S) : MARCO AURELIO VELOSO PINTO (106392/MG) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8B0-AA27-FDCE-EAD0 e senha 92D1-59C0-D360-8EEA Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.731 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : C.L.A. ADV.(A/S) : MARCO AURELIO VELOSO PINTO (106392/MG) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8B0-AA27-FDCE-EAD0 e senha 92D1-59C0-D360-8EEA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748749698
2018-11-12T00:00:00
2018-11-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, I E II, DO CÓDIGO PENAL. OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO, OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO, COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS.
sjur395421
Número de páginas: 2. Análise: 16/01/2019, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1142731
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 1142731 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : C.L.A. ADV.(A/S) : MARCO AURELIO VELOSO PINTO EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.731 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :C.L.A. ADV.(A/S) :MARCO AURELIO VELOSO PINTO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2..., I E II, DO CÓDIGO PENAL. OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO, OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO, COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32A4-37C9-1D63-A9E6 e senha C9E0-6CC1-A14D-4C70 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.731 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : C.L.A. ADV.(A/S) : MARCO AURELIO VELOSO PINTO (106392/MG) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8B0-AA27-FDCE-EAD0 e senha 92D1-59C0-D360-8EEA Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.142.731 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : C.L.A. ADV.(A/S) : MARCO AURELIO VELOSO PINTO (106392/MG) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8B0-AA27-FDCE-EAD0 e senha 92D1-59C0-D360-8EEA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOSSORO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DO MATERIAL FÁTICO-PROBATÓRIO. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, §11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CF9-8096-6C66-5651 e senha 3592-31D0-7A4E-3FC4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1143695 AGR / RN MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CF9-8096-6C66-5651 e senha 3592-31D0-7A4E-3FC4 Supremo Tribunal Federal ARE 1143695 AGR / RN MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CF9-8096-6C66-5651 e senha 3592-31D0-7A4E-3FC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOSSORO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista que incide, na hipótese, a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante alega que: (i) a discussão dos autos dispensa a análise de provas; (ii) a parte não precisaria comprovar que seu estado de saúde é mais grave do que o estado das pessoas que a antecedem na fila do SUS. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F78A-66B4-B8FC-F6F3 e senha 4270-4891-F8B4-406E Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOSSORO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista que incide, na hipótese, a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante alega que: (i) a discussão dos autos dispensa a análise de provas; (ii) a parte não precisaria comprovar que seu estado de saúde é mais grave do que o estado das pessoas que a antecedem na fila do SUS. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F78A-66B4-B8FC-F6F3 e senha 4270-4891-F8B4-406E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido – no sentido de se verificar se a recorrente deve, ou não, aguardar a fila do SUS para receber a prótese pleiteada –, seria imprescindível a análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na hipótese, a Súmula 279/STF. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “Agravos regimentais nos recursos extraordinários. Direito Administrativo. Prótese prescrita por médico conveniado do SUS. Imprescindibilidade do fornecimento. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Lei nº 13.146/15 e Portaria 793/12 do Ministério da saúde. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para reexame do conjunto-fático probatório da causa, tampouco para a análise da legislação infraconstitucional. Incidências das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2575-D383-1FE1-7A73 e senha 5335-AE95-83D6-F753 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido – no sentido de se verificar se a recorrente deve, ou não, aguardar a fila do SUS para receber a prótese pleiteada –, seria imprescindível a análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na hipótese, a Súmula 279/STF. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “Agravos regimentais nos recursos extraordinários. Direito Administrativo. Prótese prescrita por médico conveniado do SUS. Imprescindibilidade do fornecimento. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Lei nº 13.146/15 e Portaria 793/12 do Ministério da saúde. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para reexame do conjunto-fático probatório da causa, tampouco para a análise da legislação infraconstitucional. Incidências das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2575-D383-1FE1-7A73 e senha 5335-AE95-83D6-F753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1143695 AGR / RN 2. Agravos regimentais não providos. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, §11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2575-D383-1FE1-7A73 e senha 5335-AE95-83D6-F753 Supremo Tribunal Federal ARE 1143695 AGR / RN 2. Agravos regimentais não providos. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, §11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2575-D383-1FE1-7A73 e senha 5335-AE95-83D6-F753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA DE LOURDES DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE MOSSORO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D749-6490-1CBD-AB53 e senha 24F3-4ABF-77FF-E330 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA DE LOURDES DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE MOSSORO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D749-6490-1CBD-AB53 e senha 24F3-4ABF-77FF-E330 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748634766
2018-10-26T00:00:00
2018-11-12T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DO MATERIAL FÁTICO-PROBATÓRIO. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, §11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur394255
Número de páginas: 6. Análise: 28/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1143695
[ "LEG-FED LEI-013146 ANO-2015\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED PRT-000793 ANO-2012\n PORTARIA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE - MS\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1143695 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARIA DE LOURDES DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE MOSSORO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOSSORO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DO MATERIAL FÁTICO-PROBATÓRIO. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, §11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CF9-8096-6C66-5651 e senha 3592-31D0-7A4E-3FC4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1143695 AGR / RN MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CF9-8096-6C66-5651 e senha 3592-31D0-7A4E-3FC4 Supremo Tribunal Federal ARE 1143695 AGR / RN MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CF9-8096-6C66-5651 e senha 3592-31D0-7A4E-3FC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOSSORO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista que incide, na hipótese, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante alega que: (i) a discussão dos autos dispensa a análise de provas; (ii) a parte não precisaria comprovar que seu estado de saúde é mais grave do que o estado das pessoas que a antecedem na fila do SUS. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F78A-66B4-B8FC-F6F3 e senha 4270-4891-F8B4-406E Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOSSORO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, tendo em vista que incide, na hipótese, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante alega que: (i) a discussão dos autos dispensa a análise de provas; (ii) a parte não precisaria comprovar que seu estado de saúde é mais grave do que o estado das pessoas que a antecedem na fila do SUS. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F78A-66B4-B8FC-F6F3 e senha 4270-4891-F8B4-406E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido – no sentido de se verificar se a recorrente deve, ou não, aguardar a fila do SUS para receber a prótese pleiteada –, seria imprescindível a análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na hipótese, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “Agravos regimentais nos recursos extraordinários. Direito Administrativo. Prótese prescrita por médico conveniado do SUS. Imprescindibilidade do fornecimento. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Lei n 13.146/15 e Portaria 793/12 do Ministério da saúde. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para reexame do conjunto-fático probatório da causa, tampouco para a análise da legislação infraconstitucional. Incidências das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2575-D383-1FE1-7A73 e senha 5335-AE95-83D6-F753 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido – no sentido de se verificar se a recorrente deve, ou não, aguardar a fila do SUS para receber a prótese pleiteada –, seria imprescindível a análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na hipótese, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “Agravos regimentais nos recursos extraordinários. Direito Administrativo. Prótese prescrita por médico conveniado do SUS. Imprescindibilidade do fornecimento. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Lei n 13.146/15 e Portaria 793/12 do Ministério da saúde. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para reexame do conjunto-fático probatório da causa, tampouco para a análise da legislação infraconstitucional. Incidências das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2575-D383-1FE1-7A73 e senha 5335-AE95-83D6-F753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1143695 AGR / RN 2. Agravos regimentais não providos. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, §11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2575-D383-1FE1-7A73 e senha 5335-AE95-83D6-F753 Supremo Tribunal Federal ARE 1143695 AGR / RN 2. Agravos regimentais não providos. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, §11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2575-D383-1FE1-7A73 e senha 5335-AE95-83D6-F753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA DE LOURDES DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE MOSSORO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D749-6490-1CBD-AB53 e senha 24F3-4ABF-77FF-E330 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.695 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA DE LOURDES DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE MOSSORO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D749-6490-1CBD-AB53 e senha 24F3-4ABF-77FF-E330 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 143 . 695", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1143695", "ARE 1143695", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 143 . 695", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 143 . 695", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 279", "ARE 1143695 AGR / RN", "ARE" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 146 / 15", "Portaria 793 / 12", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 146 / 15", "Portaria 793 / 12", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "MUNICIPIO DE", "MOSSORO", "MUNICÍPIO DE", "MOSSORÓ", "Brasília", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "MOSSORÓ", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "MOSSORO", "MUNICÍPIO", "MOSSORÓ", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "MUNICIPIO DE", "MOSSORO", "MUNICÍPIO", "MOSSORÓ", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "MOSSORO", "MUNICÍPIO DE MOSSORÓ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUS", "SUS", "Ministério", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUS", "SUS", "Ministério", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARIA DE LOURDES DA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIA DE LOURDES DA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIA DE LOURDES DA SILVA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIA DE LOURDES DA SILVA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "MARIA DE LOURDES DA SILVA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "19 a 25 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ISMENIA VENANCIO PINHEIRO ADV.(A/S) :ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. LEI 3.373/1958. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INADMISSÍVEL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Inviável, portanto, o recurso. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC). A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C0A-54F2-BF87-FE44 e senha 6BF1-50F6-7D89-B304 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1135278 AGR / PE multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C0A-54F2-BF87-FE44 e senha 6BF1-50F6-7D89-B304 Supremo Tribunal Federal ARE 1135278 AGR / PE multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C0A-54F2-BF87-FE44 e senha 6BF1-50F6-7D89-B304 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ISMENIA VENANCIO PINHEIRO ADV.(A/S) :ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo em razão de que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta (documento eletrônico 44). A agravante sustenta, em suma, que a decisão merece ser reformada, visto que ficou demonstrada a existência de violação direta à Constituição (documento eletrônico 46). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DE6-27C1-8EFB-353D e senha 9D9C-2A35-A853-D604 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ISMENIA VENANCIO PINHEIRO ADV.(A/S) :ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo em razão de que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta (documento eletrônico 44). A agravante sustenta, em suma, que a decisão merece ser reformada, visto que ficou demonstrada a existência de violação direta à Constituição (documento eletrônico 46). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DE6-27C1-8EFB-353D e senha 9D9C-2A35-A853-D604 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. FILHA MAIOR, SOLTEIRA E NÃO DETENTORA DE CARGO PÚBLICO. LEI Nº 3.373/58. REQUISITOS PREENCHIDOS. RESTABELECIMENTO DEVIDO. RECURSO IMPROVIDO’ (pág. 1 do documento eletrônico 33). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se, em suma, ofensa aos arts. 37, caput; 70; 71, 102, I, d, da mesma Carta (págs. 1-26 do documento eletrônico 35). A pretensão recursal não merece acolhida. O Tribunal de origem decidiu a questão com apoio nos seguintes fundamentos: ‘- In casu, o instituidor da referida pensão por morte, faleceu em maio de 1970. No tocante ao embasamento legal a ser observado no litígio, encontra-se pacificada na jurisprudência dos tribunais brasileiros a tese segundo a qual a legislação aplicável nas questões relativas ao repasse de pensões previdenciárias por morte é aquela vigente ao tempo do óbito do instituidor do benefício. Tal entendimento encontra amparo inclusive em sede de súmula do col. STJ, senão vejamos: A lei aplicável à concessão de pensão previdenciária por morte é aquela vigente na data do óbito do segurado. (STJ - Súmula nº 340). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. FILHA MAIOR, SOLTEIRA E NÃO DETENTORA DE CARGO PÚBLICO. LEI Nº 3.373/58. REQUISITOS PREENCHIDOS. RESTABELECIMENTO DEVIDO. RECURSO IMPROVIDO’ (pág. 1 do documento eletrônico 33). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se, em suma, ofensa aos arts. 37, caput; 70; 71, 102, I, d, da mesma Carta (págs. 1-26 do documento eletrônico 35). A pretensão recursal não merece acolhida. O Tribunal de origem decidiu a questão com apoio nos seguintes fundamentos: ‘- In casu, o instituidor da referida pensão por morte, faleceu em maio de 1970. No tocante ao embasamento legal a ser observado no litígio, encontra-se pacificada na jurisprudência dos tribunais brasileiros a tese segundo a qual a legislação aplicável nas questões relativas ao repasse de pensões previdenciárias por morte é aquela vigente ao tempo do óbito do instituidor do benefício. Tal entendimento encontra amparo inclusive em sede de súmula do col. STJ, senão vejamos: A lei aplicável à concessão de pensão previdenciária por morte é aquela vigente na data do óbito do segurado. (STJ - Súmula nº 340). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1135278 AGR / PE - Assim, aplicável a Lei nº 3.373/58, segundo a qual era considerada família do segurado […] - A União cessou a pensão por morte da autora sob o fundamento de o benefício estar desacordo com o art. 5º, parágrafo único, da Lei nº 3.373/1958, bem como contrariar entendimento do Tribunal de Contas da União, segundo o qual a dependência econômica representa requisito primordial para manutenção de pensão fundamentada no referido diploma legal. A dependência econômica, segundo a União, existe em virtude de a requerente constituir-se de micro-empresa no ramo da costura. Ocorre que, nos termos do art. 5º, inciso II, parágrafo único, da Lei nº 3.373/1958 […] - Ora, o que a lei de regência veda é a continuidade do benefício no caso de a pensionista ser detentora de cargo público, o que não é o caso dos autos. - Assim, o recebimento de aposentadoria regida pelo RGPS não impede o recebimento da pensão por morte concedida sob o regime estatutário. Ademais, o entendimento do TCU, no sentido da beneficiária demonstrar a dependência econômica em relação ao instituidor, não pode afrontar o dispositivo legal’ (págs. 2- 3 do documento eletrônico 33). Assim, para divergir do acórdão recorrido, e verificar a procedência dos argumentos consignados no recurso, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 3.373/1958), sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Nesse mesmo sentido, cito o ARE 877.530-AgR/DF, de relatoria da ministra Rosa Weber: ‘EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. RESTABELECIMENTO. FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Supremo Tribunal Federal ARE 1135278 AGR / PE - Assim, aplicável a Lei nº 3.373/58, segundo a qual era considerada família do segurado […] - A União cessou a pensão por morte da autora sob o fundamento de o benefício estar desacordo com o art. 5º, parágrafo único, da Lei nº 3.373/1958, bem como contrariar entendimento do Tribunal de Contas da União, segundo o qual a dependência econômica representa requisito primordial para manutenção de pensão fundamentada no referido diploma legal. A dependência econômica, segundo a União, existe em virtude de a requerente constituir-se de micro-empresa no ramo da costura. Ocorre que, nos termos do art. 5º, inciso II, parágrafo único, da Lei nº 3.373/1958 […] - Ora, o que a lei de regência veda é a continuidade do benefício no caso de a pensionista ser detentora de cargo público, o que não é o caso dos autos. - Assim, o recebimento de aposentadoria regida pelo RGPS não impede o recebimento da pensão por morte concedida sob o regime estatutário. Ademais, o entendimento do TCU, no sentido da beneficiária demonstrar a dependência econômica em relação ao instituidor, não pode afrontar o dispositivo legal’ (págs. 2- 3 do documento eletrônico 33). Assim, para divergir do acórdão recorrido, e verificar a procedência dos argumentos consignados no recurso, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 3.373/1958), sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Nesse mesmo sentido, cito o ARE 877.530-AgR/DF, de relatoria da ministra Rosa Weber: ‘EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. RESTABELECIMENTO. FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1135278 AGR / PE ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.4.2011. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, 'a’ da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários recursais em 20% (vinte por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. ”. Bem reexaminados os autos, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Além disso, a decisão foi proferida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Por oportuno, além do precedente indicado na decisão recorrida, menciono, ainda, os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS DE IDADE. REQUISITOS. SÚMULAS 279 E 280/STF. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Supremo Tribunal Federal ARE 1135278 AGR / PE ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.4.2011. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, 'a’ da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários recursais em 20% (vinte por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. ”. Bem reexaminados os autos, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Além disso, a decisão foi proferida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Por oportuno, além do precedente indicado na decisão recorrida, menciono, ainda, os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS DE IDADE. REQUISITOS. SÚMULAS 279 E 280/STF. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1135278 AGR / PE MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto ao preenchimento, ou não, dos requisitos para manutenção do benefício previdenciário da parte recorrida, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), bem como da legislação local pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. (ARE 1.014.483-AgR/PE, Rel. para o acórdão Min. Roberto Barroso, Primeira Turma)”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO. LEI N. 3.373/1958. REQUISITOS PARA CONCESSÃO DE BENEFÍCIO. QUALIDADE DE BENEFICIÁRIO. CUMULAÇÃO COM APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE 824.069-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma)”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o caráter manifestamente inadmissível do recurso, aplico à agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4°, do CPC, caso unânime a votação. Com base no art. 85, § 11, do CPC, majoro os honorários sucumbenciais em 10% (dez por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Supremo Tribunal Federal ARE 1135278 AGR / PE MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto ao preenchimento, ou não, dos requisitos para manutenção do benefício previdenciário da parte recorrida, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), bem como da legislação local pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. (ARE 1.014.483-AgR/PE, Rel. para o acórdão Min. Roberto Barroso, Primeira Turma)”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO. LEI N. 3.373/1958. REQUISITOS PARA CONCESSÃO DE BENEFÍCIO. QUALIDADE DE BENEFICIÁRIO. CUMULAÇÃO COM APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE 824.069-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma)”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o caráter manifestamente inadmissível do recurso, aplico à agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4°, do CPC, caso unânime a votação. Com base no art. 85, § 11, do CPC, majoro os honorários sucumbenciais em 10% (dez por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 26/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ISMENIA VENANCIO PINHEIRO ADV.(A/S) : ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES (19168/BA, 01431/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC3C-AC64-F411-C85E e senha 46E3-9DA2-F5AC-07B9 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ISMENIA VENANCIO PINHEIRO ADV.(A/S) : ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES (19168/BA, 01431/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC3C-AC64-F411-C85E e senha 46E3-9DA2-F5AC-07B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748583077
2018-10-26T00:00:00
2018-11-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. LEI 3.373/1958. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INADMISSÍVEL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Inviável, portanto, o recurso. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC).
sjur393848
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) RE 824069 AgR (2ªT), ARE 1014483 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 23/11/2018, BMP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1135278
[ "LEG-FED LEI-003373 ANO-1958\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1135278 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ISMENIA VENANCIO PINHEIRO ADV.(A/S) : ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ISMENIA VENANCIO PINHEIRO ADV.(A/S) :ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. LEI 3.373/1958. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INADMISSÍVEL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Inviável, portanto, o recurso. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C0A-54F2-BF87-FE44 e senha 6BF1-50F6-7D89-B304 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1135278 AGR / PE multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C0A-54F2-BF87-FE44 e senha 6BF1-50F6-7D89-B304 Supremo Tribunal Federal ARE 1135278 AGR / PE multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C0A-54F2-BF87-FE44 e senha 6BF1-50F6-7D89-B304 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ISMENIA VENANCIO PINHEIRO ADV.(A/S) :ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo em razão de que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta (documento eletrônico 44). A agravante sustenta, em suma, que a decisão merece ser reformada, visto que ficou demonstrada a existência de violação direta à Constituição (documento eletrônico 46). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DE6-27C1-8EFB-353D e senha 9D9C-2A35-A853-D604 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ISMENIA VENANCIO PINHEIRO ADV.(A/S) :ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo em razão de que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta (documento eletrônico 44). A agravante sustenta, em suma, que a decisão merece ser reformada, visto que ficou demonstrada a existência de violação direta à Constituição (documento eletrônico 46). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DE6-27C1-8EFB-353D e senha 9D9C-2A35-A853-D604 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. FILHA MAIOR, SOLTEIRA E NÃO DETENTORA DE CARGO PÚBLICO. LEI n 3.373/58. REQUISITOS PREENCHIDOS. RESTABELECIMENTO DEVIDO. RECURSO IMPROVIDO’ (pág. 1 do documento eletrônico 33). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se, em suma, ofensa aos arts. 37, caput; 70; 71, 102, I, d, da mesma Carta (págs. 1-26 do documento eletrônico 35). A pretensão recursal não merece acolhida. O Tribunal de origem decidiu a questão com apoio nos seguintes fundamentos: ‘- In casu, o instituidor da referida pensão por morte, faleceu em maio de 1970. No tocante ao embasamento legal a ser observado no litígio, encontra-se pacificada na jurisprudência dos tribunais brasileiros a tese segundo a qual a legislação aplicável nas questões relativas ao repasse de pensões previdenciárias por morte é aquela vigente ao tempo do óbito do instituidor do benefício. Tal entendimento encontra amparo inclusive em sede de súmula do col. Superior Tribunal de Justiça, senão vejamos: A lei aplicável à concessão de pensão previdenciária por morte é aquela vigente na data do óbito do segurado. (Superior Tribunal de Justiça - Súmula n 340). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Transcrevo o inteiro teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. FILHA MAIOR, SOLTEIRA E NÃO DETENTORA DE CARGO PÚBLICO. LEI n 3.373/58. REQUISITOS PREENCHIDOS. RESTABELECIMENTO DEVIDO. RECURSO IMPROVIDO’ (pág. 1 do documento eletrônico 33). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se, em suma, ofensa aos arts. 37, caput; 70; 71, 102, I, d, da mesma Carta (págs. 1-26 do documento eletrônico 35). A pretensão recursal não merece acolhida. O Tribunal de origem decidiu a questão com apoio nos seguintes fundamentos: ‘- In casu, o instituidor da referida pensão por morte, faleceu em maio de 1970. No tocante ao embasamento legal a ser observado no litígio, encontra-se pacificada na jurisprudência dos tribunais brasileiros a tese segundo a qual a legislação aplicável nas questões relativas ao repasse de pensões previdenciárias por morte é aquela vigente ao tempo do óbito do instituidor do benefício. Tal entendimento encontra amparo inclusive em sede de súmula do col. Superior Tribunal de Justiça, senão vejamos: A lei aplicável à concessão de pensão previdenciária por morte é aquela vigente na data do óbito do segurado. (Superior Tribunal de Justiça - Súmula n 340). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1135278 AGR / PE - Assim, aplicável a Lei n 3.373/58, segundo a qual era considerada família do segurado […] - A União cessou a pensão por morte da autora sob o fundamento de o benefício estar desacordo com o art. 5..., parágrafo único, da Lei n 3.373/1958, bem como contrariar entendimento do Tribunal de Contas da União, segundo o qual a dependência econômica representa requisito primordial para manutenção de pensão fundamentada no referido diploma legal. A dependência econômica, segundo a União, existe em virtude de a requerente constituir-se de micro-empresa no ramo da costura. Ocorre que, nos termos do art. 5..., inciso II, parágrafo único, da Lei n 3.373/1958 […] - Ora, o que a lei de regência veda é a continuidade do benefício no caso de a pensionista ser detentora de cargo público, o que não é o caso dos autos. - Assim, o recebimento de aposentadoria regida pelo RGPS não impede o recebimento da pensão por morte concedida sob o regime estatutário. Ademais, o entendimento do TCU, no sentido da beneficiária demonstrar a dependência econômica em relação ao instituidor, não pode afrontar o dispositivo legal’ (págs. 2- 3 do documento eletrônico 33). Assim, para divergir do acórdão recorrido, e verificar a procedência dos argumentos consignados no recurso, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 3.373/1958), sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Nesse mesmo sentido, cito o ARE 877.530-AgR/DF, de relatoria da ministra Rosa Weber: ‘EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. RESTABELECIMENTO. FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Supremo Tribunal Federal ARE 1135278 AGR / PE - Assim, aplicável a Lei n 3.373/58, segundo a qual era considerada família do segurado […] - A União cessou a pensão por morte da autora sob o fundamento de o benefício estar desacordo com o art. 5..., parágrafo único, da Lei n 3.373/1958, bem como contrariar entendimento do Tribunal de Contas da União, segundo o qual a dependência econômica representa requisito primordial para manutenção de pensão fundamentada no referido diploma legal. A dependência econômica, segundo a União, existe em virtude de a requerente constituir-se de micro-empresa no ramo da costura. Ocorre que, nos termos do art. 5..., inciso II, parágrafo único, da Lei n 3.373/1958 […] - Ora, o que a lei de regência veda é a continuidade do benefício no caso de a pensionista ser detentora de cargo público, o que não é o caso dos autos. - Assim, o recebimento de aposentadoria regida pelo RGPS não impede o recebimento da pensão por morte concedida sob o regime estatutário. Ademais, o entendimento do TCU, no sentido da beneficiária demonstrar a dependência econômica em relação ao instituidor, não pode afrontar o dispositivo legal’ (págs. 2- 3 do documento eletrônico 33). Assim, para divergir do acórdão recorrido, e verificar a procedência dos argumentos consignados no recurso, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 3.373/1958), sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Nesse mesmo sentido, cito o ARE 877.530-AgR/DF, de relatoria da ministra Rosa Weber: ‘EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. RESTABELECIMENTO. FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1135278 AGR / PE ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.4.2011. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, 'a’ da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários recursais em 20% (vinte por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. ”. Bem reexaminados os autos, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Além disso, a decisão foi proferida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Por oportuno, além do precedente indicado na decisão recorrida, menciono, ainda, os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS DE IDADE. REQUISITOS. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Supremo Tribunal Federal ARE 1135278 AGR / PE ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.4.2011. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, 'a’ da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários recursais em 20% (vinte por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. ”. Bem reexaminados os autos, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Além disso, a decisão foi proferida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Por oportuno, além do precedente indicado na decisão recorrida, menciono, ainda, os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS DE IDADE. REQUISITOS. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1135278 AGR / PE MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto ao preenchimento, ou não, dos requisitos para manutenção do benefício previdenciário da parte recorrida, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como da legislação local pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. (ARE 1.014.483-AgR/PE, Rel. para o acórdão Min. Roberto Barroso, Primeira Turma)”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO. LEI N. 3.373/1958. REQUISITOS PARA CONCESSÃO DE BENEFÍCIO. QUALIDADE DE BENEFICIÁRIO. CUMULAÇÃO COM APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário 824.069-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma)”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o caráter manifestamente inadmissível do recurso, aplico à agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso unânime a votação. Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários sucumbenciais em 10% (dez por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Supremo Tribunal Federal ARE 1135278 AGR / PE MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto ao preenchimento, ou não, dos requisitos para manutenção do benefício previdenciário da parte recorrida, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como da legislação local pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. (ARE 1.014.483-AgR/PE, Rel. para o acórdão Min. Roberto Barroso, Primeira Turma)”. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO. LEI N. 3.373/1958. REQUISITOS PARA CONCESSÃO DE BENEFÍCIO. QUALIDADE DE BENEFICIÁRIO. CUMULAÇÃO COM APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário 824.069-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma)”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o caráter manifestamente inadmissível do recurso, aplico à agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso unânime a votação. Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários sucumbenciais em 10% (dez por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9231-BA23-8BEC-79E5 e senha 41B6-1E13-0322-4EBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 26/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ISMENIA VENANCIO PINHEIRO ADV.(A/S) : ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES (19168/BA, 01431/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC3C-AC64-F411-C85E e senha 46E3-9DA2-F5AC-07B9 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.135.278 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ISMENIA VENANCIO PINHEIRO ADV.(A/S) : ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES (19168/BA, 01431/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC3C-AC64-F411-C85E e senha 46E3-9DA2-F5AC-07B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 135 . 278", "ARE 1135278 AGR / PE", "Súmula n 340", "Súmula n 340", "ARE 877 . 530 - AgR / DF", "ARE 1135278 AGR / PE", "ARE 877 . 530 - AgR / DF", "SÚMULAS 279", "ARE 1135278 AGR", "SÚMULAS 279", "ARE 1135278 AGR / PE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 014 . 483 - AgR / PE", "RECURSO", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 824 . 069 - AgR / CE", "ARE 1135278 AGR / PE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 014 . 483 - AgR / PE", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 824 . 069 - AgR / CE" ], "LEGISLACAO": [ "LEI 3 . 373 / 1958", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 3 . 373 / 58", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 3 . 373 / 58", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 3 . 373 / 58", "art . 5 . . . , inciso II , parágrafo único , da Lei n 3 . 373 / 1958", "Lei 3 . 373 / 1958", "Constituição", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 3 . 373 / 58", "art . 5 . . . , parágrafo único , da Lei n 3 . 373 / 1958", "art . 5 . . . , inciso II , parágrafo único , da Lei n 3 . 373 / 1958", "Lei 3 . 373 / 1958", "Constituição", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ' a ’ da Lei Maior", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ' a ’ da Lei Maior", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEI N . 3 . 373 / 1958", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEI N . 3 . 373 / 1958", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "União", "Tribunal de Contas da União", "União", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal de Contas da União", "União", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "ISMENIA VENANCIO PINHEIRO", "ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ISMENIA VENANCIO PINHEIRO", "ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ISMENIA VENANCIO PINHEIRO", "ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ISMENIA VENANCIO PINHEIRO", "ANA IZABEL JORDAO DE FREITAS PINHEIRO GOMES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "maio de 1970", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "maio de 1970", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "4", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "4", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURICIO AUGUSTO ALVES ADV.(A/S) :THIAGO QUINTAS GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Absorção do crime de injúria qualificada pelo de desacato. 3. Controvérsia infraconstitucional. 4. Necessidade de revolvimento fático- probatório. 5. Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 11 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE03-6E25-58EE-D9E0 e senha 938E-9683-8809-5000 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURICIO AUGUSTO ALVES ADV.(A/S) :THIAGO QUINTAS GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo. O agravante reproduz, na íntegra, as razões do recurso extraordinário. Assevera, ainda, que o crime de desacato deve absorver o de injúria qualificada, ainda que este seja mais grave que aquele. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5840-A2BC-5773-D350 e senha DE6D-22BA-49E0-4D73 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURICIO AUGUSTO ALVES ADV.(A/S) :THIAGO QUINTAS GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo. O agravante reproduz, na íntegra, as razões do recurso extraordinário. Assevera, ainda, que o crime de desacato deve absorver o de injúria qualificada, ainda que este seja mais grave que aquele. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5840-A2BC-5773-D350 e senha DE6D-22BA-49E0-4D73 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que, em verdade, o agravante quer mesmo o reconhecimento da prescrição, que já alcançou o crime de desacato. Acerca da tese de absorção do crime de injúria qualificada pelo desacato, registrei que se trata de controvérsia exclusivamente infraconstitucional. Ainda que não fosse, o Tribunal de Justiça registrou a impossibilidade de absorção, porquanto tratou-se de condutas absolutamente autônomas. No desacato, o agravante ofendeu funcionário público, em virtude do cargo que ocupa e, na injúria qualificada, ofendeu-o em razão de sua cor. Destaco trecho do acórdão: “Das provas carreadas aos autos, conclui-se que o réu, efetivamente, injuriou a vítima Alexandre, ofendendo-lhe a dignidade mediante utilização de elementos referentes à raça e à cor, além de fazê-lo em razão de suas funções como funcionário público”. Vê-se, assim, que não há qualquer margem para reconhecer a consunção, nem mesmo se afastada a tese de que apenas crimes menos graves podem ser absorvidos, a menos que se faça verdadeira incursão no conjunto fático-probatório dos autos, providência inviável nesta Corte. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB8-A261-AA7C-57B2 e senha D928-9CC7-5CE1-0CCE Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que, em verdade, o agravante quer mesmo o reconhecimento da prescrição, que já alcançou o crime de desacato. Acerca da tese de absorção do crime de injúria qualificada pelo desacato, registrei que se trata de controvérsia exclusivamente infraconstitucional. Ainda que não fosse, o Tribunal de Justiça registrou a impossibilidade de absorção, porquanto tratou-se de condutas absolutamente autônomas. No desacato, o agravante ofendeu funcionário público, em virtude do cargo que ocupa e, na injúria qualificada, ofendeu-o em razão de sua cor. Destaco trecho do acórdão: “Das provas carreadas aos autos, conclui-se que o réu, efetivamente, injuriou a vítima Alexandre, ofendendo-lhe a dignidade mediante utilização de elementos referentes à raça e à cor, além de fazê-lo em razão de suas funções como funcionário público”. Vê-se, assim, que não há qualquer margem para reconhecer a consunção, nem mesmo se afastada a tese de que apenas crimes menos graves podem ser absorvidos, a menos que se faça verdadeira incursão no conjunto fático-probatório dos autos, providência inviável nesta Corte. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB8-A261-AA7C-57B2 e senha D928-9CC7-5CE1-0CCE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 12/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MAURICIO AUGUSTO ALVES ADV.(A/S) : THIAGO QUINTAS GOMES (178938/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4A5-956F-C371-533D e senha D237-BB3C-F334-8FB1 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MAURICIO AUGUSTO ALVES ADV.(A/S) : THIAGO QUINTAS GOMES (178938/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4A5-956F-C371-533D e senha D237-BB3C-F334-8FB1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748762206
2018-11-12T00:00:00
2018-11-30T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Absorção do crime de injúria qualificada pelo de desacato. 3. Controvérsia infraconstitucional. 4. Necessidade de revolvimento fático-probatório. 5. Agravo a que se nega provimento.
sjur395579
Número de páginas: 4. Análise: 24/01/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1163946
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 1163946 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MAURICIO AUGUSTO ALVES ADV.(A/S) : THIAGO QUINTAS GOMES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURICIO AUGUSTO ALVES ADV.(A/S) :THIAGO QUINTAS GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Absorção do crime de injúria qualificada pelo de desacato. 3. Controvérsia infraconstitucional. 4. Necessidade de revolvimento fático- probatório. 5. Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 11 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE03-6E25-58EE-D9E0 e senha 938E-9683-8809-5000 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURICIO AUGUSTO ALVES ADV.(A/S) :THIAGO QUINTAS GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo. O agravante reproduz, na íntegra, as razões do recurso extraordinário. Assevera, ainda, que o crime de desacato deve absorver o de injúria qualificada, ainda que este seja mais grave que aquele. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5840-A2BC-5773-D350 e senha DE6D-22BA-49E0-4D73 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURICIO AUGUSTO ALVES ADV.(A/S) :THIAGO QUINTAS GOMES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo. O agravante reproduz, na íntegra, as razões do recurso extraordinário. Assevera, ainda, que o crime de desacato deve absorver o de injúria qualificada, ainda que este seja mais grave que aquele. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5840-A2BC-5773-D350 e senha DE6D-22BA-49E0-4D73 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que, em verdade, o agravante quer mesmo o reconhecimento da prescrição, que já alcançou o crime de desacato. Acerca da tese de absorção do crime de injúria qualificada pelo desacato, registrei que se trata de controvérsia exclusivamente infraconstitucional. Ainda que não fosse, o Tribunal de Justiça registrou a impossibilidade de absorção, porquanto tratou-se de condutas absolutamente autônomas. No desacato, o agravante ofendeu funcionário público, em virtude do cargo que ocupa e, na injúria qualificada, ofendeu-o em razão de sua cor. Destaco trecho do acórdão: “Das provas carreadas aos autos, conclui-se que o réu, efetivamente, injuriou a vítima Alexandre, ofendendo-lhe a dignidade mediante utilização de elementos referentes à raça e à cor, além de fazê-lo em razão de suas funções como funcionário público”. Vê-se, assim, que não há qualquer margem para reconhecer a consunção, nem mesmo se afastada a tese de que apenas crimes menos graves podem ser absorvidos, a menos que se faça verdadeira incursão no conjunto fático-probatório dos autos, providência inviável nesta Corte. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB8-A261-AA7C-57B2 e senha D928-9CC7-5CE1-0CCE Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que, em verdade, o agravante quer mesmo o reconhecimento da prescrição, que já alcançou o crime de desacato. Acerca da tese de absorção do crime de injúria qualificada pelo desacato, registrei que se trata de controvérsia exclusivamente infraconstitucional. Ainda que não fosse, o Tribunal de Justiça registrou a impossibilidade de absorção, porquanto tratou-se de condutas absolutamente autônomas. No desacato, o agravante ofendeu funcionário público, em virtude do cargo que ocupa e, na injúria qualificada, ofendeu-o em razão de sua cor. Destaco trecho do acórdão: “Das provas carreadas aos autos, conclui-se que o réu, efetivamente, injuriou a vítima Alexandre, ofendendo-lhe a dignidade mediante utilização de elementos referentes à raça e à cor, além de fazê-lo em razão de suas funções como funcionário público”. Vê-se, assim, que não há qualquer margem para reconhecer a consunção, nem mesmo se afastada a tese de que apenas crimes menos graves podem ser absorvidos, a menos que se faça verdadeira incursão no conjunto fático-probatório dos autos, providência inviável nesta Corte. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB8-A261-AA7C-57B2 e senha D928-9CC7-5CE1-0CCE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 12/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MAURICIO AUGUSTO ALVES ADV.(A/S) : THIAGO QUINTAS GOMES (178938/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4A5-956F-C371-533D e senha D237-BB3C-F334-8FB1 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.946 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MAURICIO AUGUSTO ALVES ADV.(A/S) : THIAGO QUINTAS GOMES (178938/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4A5-956F-C371-533D e senha D237-BB3C-F334-8FB1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 163 . 946", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "AGRAVO 1 . 163 . 946" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MAURICIO AUGUSTO ALVES", "THIAGO QUINTAS GOMES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MAURICIO AUGUSTO ALVES", "THIAGO QUINTAS GOMES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MAURICIO AUGUSTO ALVES", "THIAGO QUINTAS GOMES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Alexandre", "GILMAR MENDES", "Alexandre", "GILMAR MENDES", "MAURICIO AUGUSTO ALVES", "THIAGO QUINTAS GOMES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "MAURICIO AUGUSTO ALVES", "THIAGO QUINTAS GOMES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "11", "/", "2018", "2", "11 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "2", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REVISÃO DO BENEFÍCIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FE2-BD0D-5A32-EF94 e senha 6E62-8CC2-FB27-1024 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1136642 AGR / SP invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 02 a 09 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FE2-BD0D-5A32-EF94 e senha 6E62-8CC2-FB27-1024 Supremo Tribunal Federal ARE 1136642 AGR / SP invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 02 a 09 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FE2-BD0D-5A32-EF94 e senha 6E62-8CC2-FB27-1024 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PREVIDÊNCIA Proventos - Lei 200/74 – Complementação – Revisão administrativa - Revogação do benefício – Processo administrativo – Inexistência- Mandado de Segurança - Denegação da ordem – Recurso extraordinário - Provimento parcial- Garantia da ampla defesa e do contraditório na esfera administrativa - Adequação Possibilidade: -Diante da decisão do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a revogação do benefício previdenciário não prescinde do processo administrativo, impõe-se a adequação do julgado para conferir à impetrante as garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório na esfera administrativa. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 941B-D055-29FA-D18A e senha 617B-35C1-66DF-FEF6 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PREVIDÊNCIA Proventos - Lei 200/74 – Complementação – Revisão administrativa - Revogação do benefício – Processo administrativo – Inexistência- Mandado de Segurança - Denegação da ordem – Recurso extraordinário - Provimento parcial- Garantia da ampla defesa e do contraditório na esfera administrativa - Adequação Possibilidade: -Diante da decisão do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a revogação do benefício previdenciário não prescinde do processo administrativo, impõe-se a adequação do julgado para conferir à impetrante as garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório na esfera administrativa. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 941B-D055-29FA-D18A e senha 617B-35C1-66DF-FEF6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1136642 AGR / SP Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 941B-D055-29FA-D18A e senha 617B-35C1-66DF-FEF6 Supremo Tribunal Federal ARE 1136642 AGR / SP Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 941B-D055-29FA-D18A e senha 617B-35C1-66DF-FEF6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1136642 AGR / SP adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “Recurso extraordinário representativo da controvérsia. Aplicação retroativa de lei mais benéfica às infrações de trânsito. Exegese das normas de trânsito. Interpretação realizada à luz das normas do Código Brasileiro de Trânsito revogado e do vigente. Matéria eminentemente infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 1. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que discute efeitos de normas de trânsito revogadoras e revogadas. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que os conceitos dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição Federal, senão na legislação ordinária, mais especificamente na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. 3. Ausência de repercussão geral.” (RE 657.871-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 17.11.2014) Ressalto que no julgamento do ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. O acórdão está assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Supremo Tribunal Federal ARE 1136642 AGR / SP adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “Recurso extraordinário representativo da controvérsia. Aplicação retroativa de lei mais benéfica às infrações de trânsito. Exegese das normas de trânsito. Interpretação realizada à luz das normas do Código Brasileiro de Trânsito revogado e do vigente. Matéria eminentemente infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 1. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que discute efeitos de normas de trânsito revogadoras e revogadas. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que os conceitos dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição Federal, senão na legislação ordinária, mais especificamente na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. 3. Ausência de repercussão geral.” (RE 657.871-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 17.11.2014) Ressalto que no julgamento do ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. O acórdão está assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1136642 AGR / SP da repercussão geral.” Por fim, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo (Lei Estadual 4.819/58), a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTAD O DE SÃO PAULO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. LEI ESTADUAL N. 4819/58. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULAS 279 E 280 DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 636280 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 16/10/2007, DJe-152 DIVULG 29-11-2007 PUBLIC 30-11-2007 DJ 30-11-2007 PP-00065 EMENT VOL-02301-18 PP-03581) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Supremo Tribunal Federal ARE 1136642 AGR / SP da repercussão geral.” Por fim, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo (Lei Estadual 4.819/58), a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTAD O DE SÃO PAULO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. LEI ESTADUAL N. 4819/58. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULAS 279 E 280 DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 636280 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 16/10/2007, DJe-152 DIVULG 29-11-2007 PUBLIC 30-11-2007 DJ 30-11-2007 PP-00065 EMENT VOL-02301-18 PP-03581) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03B1-2B79-EA83-2C09 e senha 15D8-AE92-EFE2-AF20 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03B1-2B79-EA83-2C09 e senha 15D8-AE92-EFE2-AF20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI (130329/SP) ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFA-FAC4-F29E-A125 e senha C37A-C7A0-4B5E-799A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI (130329/SP) ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFA-FAC4-F29E-A125 e senha C37A-C7A0-4B5E-799A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748721476
2018-11-12T00:00:00
2018-11-26T00:00:00
Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REVISÃO DO BENEFÍCIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur394976
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO) AI 791292 QO-RG. (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG, RE 657871 RG. (COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA) AI 636280 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 07/12/2018, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1136642
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00055 ART-00093 \n INC-00009 ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-004819 ANO-1958\n LEI ORDINÁRIA, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1136642 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REVISÃO DO BENEFÍCIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, desnecessário o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FE2-BD0D-5A32-EF94 e senha 6E62-8CC2-FB27-1024 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1136642 AGR / SP invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 02 a 09 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FE2-BD0D-5A32-EF94 e senha 6E62-8CC2-FB27-1024 Supremo Tribunal Federal ARE 1136642 AGR / SP invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 02 a 09 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5FE2-BD0D-5A32-EF94 e senha 6E62-8CC2-FB27-1024 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PREVIDÊNCIA Proventos - Lei 200/74 – Complementação – Revisão administrativa - Revogação do benefício – Processo administrativo – Inexistência- Mandado de Segurança - Denegação da ordem – Recurso extraordinário - Provimento parcial- Garantia da ampla defesa e do contraditório na esfera administrativa - Adequação Possibilidade: -Diante da decisão do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a revogação do benefício previdenciário não prescinde do processo administrativo, impõe-se a adequação do julgado para conferir à impetrante as garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório na esfera administrativa. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 941B-D055-29FA-D18A e senha 617B-35C1-66DF-FEF6 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PREVIDÊNCIA Proventos - Lei 200/74 – Complementação – Revisão administrativa - Revogação do benefício – Processo administrativo – Inexistência- Mandado de Segurança - Denegação da ordem – Recurso extraordinário - Provimento parcial- Garantia da ampla defesa e do contraditório na esfera administrativa - Adequação Possibilidade: -Diante da decisão do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a revogação do benefício previdenciário não prescinde do processo administrativo, impõe-se a adequação do julgado para conferir à impetrante as garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório na esfera administrativa. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 941B-D055-29FA-D18A e senha 617B-35C1-66DF-FEF6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1136642 AGR / SP Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 941B-D055-29FA-D18A e senha 617B-35C1-66DF-FEF6 Supremo Tribunal Federal ARE 1136642 AGR / SP Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 941B-D055-29FA-D18A e senha 617B-35C1-66DF-FEF6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1136642 AGR / SP adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “Recurso extraordinário representativo da controvérsia. Aplicação retroativa de lei mais benéfica às infrações de trânsito. Exegese das normas de trânsito. Interpretação realizada à luz das normas do Código Brasileiro de Trânsito revogado e do vigente. Matéria eminentemente infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 1. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que discute efeitos de normas de trânsito revogadoras e revogadas. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que os conceitos dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição Federal, senão na legislação ordinária, mais especificamente na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. 3. Ausência de repercussão geral.” (Recurso Extraordinário 657.871-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 17.11.2014) Ressalto que no julgamento do ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. O acórdão está assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Supremo Tribunal Federal ARE 1136642 AGR / SP adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “Recurso extraordinário representativo da controvérsia. Aplicação retroativa de lei mais benéfica às infrações de trânsito. Exegese das normas de trânsito. Interpretação realizada à luz das normas do Código Brasileiro de Trânsito revogado e do vigente. Matéria eminentemente infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 1. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que discute efeitos de normas de trânsito revogadoras e revogadas. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que os conceitos dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição Federal, senão na legislação ordinária, mais especificamente na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. 3. Ausência de repercussão geral.” (Recurso Extraordinário 657.871-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 17.11.2014) Ressalto que no julgamento do ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. O acórdão está assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1136642 AGR / SP da repercussão geral.” Por fim, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo (Lei Estadual 4.819/58), a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTAD O DE SÃO PAULO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. LEI ESTADUAL N. 4819/58. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULAS 279 E 280 DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 636280 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 16/10/2007, DJe-152 DIVULG 29-11-2007 PUBLIC 30-11-2007 DJ 30-11-2007 PP-00065 EMENT VOL-02301-18 PP-03581) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Supremo Tribunal Federal ARE 1136642 AGR / SP da repercussão geral.” Por fim, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo (Lei Estadual 4.819/58), a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTAD O DE SÃO PAULO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. LEI ESTADUAL N. 4819/58. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULAS 279 E 280 DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 636280 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 16/10/2007, DJe-152 DIVULG 29-11-2007 PUBLIC 30-11-2007 DJ 30-11-2007 PP-00065 EMENT VOL-02301-18 PP-03581) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 208B-E84B-7F61-C162 e senha 55C8-F7B1-55CA-3BDE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03B1-2B79-EA83-2C09 e senha 15D8-AE92-EFE2-AF20 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03B1-2B79-EA83-2C09 e senha 15D8-AE92-EFE2-AF20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI (130329/SP) ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFA-FAC4-F29E-A125 e senha C37A-C7A0-4B5E-799A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.642 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CECILIA BERNARDO DI MONACO ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI (130329/SP) ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFA-FAC4-F29E-A125 e senha C37A-C7A0-4B5E-799A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 136 . 642", "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1136642 AGR / SP", "ARE 1136642 AGR / SP", "ARE 1136642 AGR / SP", "ARE 1136642 AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 657 . 871 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 1136642 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 657 . 871 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 636280 AgR", "SÚMULAS 279", "AI 636280 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "ARTS . 5 . . . , XXXV E LV , E 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal", "Proventos", "-", "Lei 200 / 74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal", "Lei 200 / 74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .", "incisos XXXV e LX", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Código Brasileiro de Trânsito", "Constituição Federal", "Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Código Brasileiro de Trânsito", "Constituição Federal", "Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual 4 . 819 / 58", "Constituição", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "LEI ESTADUAL N . 4819 / 58", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual 4 . 819 / 58", "Constituição", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "LEI ESTADUAL N . 4819 / 58", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTAD O DE SÃO PAULO", "ESTAD O DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "CECILIA BERNARDO DI MONACO", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CECILIA BERNARDO DI MONACO", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CECILIA BERNARDO DI MONACO", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "CECILIA BERNARDO DI MONACO", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "CECILIA BERNARDO DI MONACO", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "CECILIA BERNARDO DI MONACO", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "CECILIA BERNARDO DI MONACO", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "12 de novembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "09 de novembro de 2018", "12 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", ".", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2014", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2014", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", 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Ementa e Acórdão 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 MARANHÃO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO ADV.(A/S) :EDGARD CARVALHO SALES NETO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. REJEIÇÃO. 1. O acórdão embargado contém fundamentação apta e suficiente a resolver todos os pontos do recurso que lhe foi submetido. 2. Ausentes omissão, contradição, obscuridade ou erro material no julgado, não há razão para qualquer reparo. 3. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em não conhecer da Petição STF 25.317/2018 (doc. 93) e em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de novembro de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6FC-3CE0-737F-D20B e senha D486-1070-C258-E42C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ADPF 451 AGR-ED / MA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6FC-3CE0-737F-D20B e senha D486-1070-C258-E42C Supremo Tribunal Federal ADPF 451 AGR-ED / MA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6FC-3CE0-737F-D20B e senha D486-1070-C258-E42C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 MARANHÃO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO ADV.(A/S) :EDGARD CARVALHO SALES NETO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração contra acórdão do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL que desproveu Agravo Regimental e manteve decisão que extinguiu Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. Em suas razões, a parte embargante assevera que o julgado foi omisso em relação às razões apresentadas no Agravo, notadamente sobre (i) documentos acostados ao processo; (ii) precedentes invocados com relação à demonstração de pertinência temática e aos princípios da subsidiariedade e da fungibilidade; (iii) a necessidade de se conferir à lei impugnada interpretação conforme ao texto constitucional. Argumenta, ainda, ter havido error in procedendo no trâmite do Agravo, em razão do indeferimento, por este Relator, de questão de ordem dirigida à Ministra Presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, rejeitando pedido de sustentação oral formulado. Com fundamento nesses argumentos, requer a atribuição de efeitos modificativos aos embargos, declarando-se a nulidade do julgamento em ambiente virtual, bem como sejam supridas as demais omissões apontadas, enfrentando-se os argumentos deduzidos no processo capazes de infirmar as conclusões adotadas. Ainda a respeito do alegado error in procedendo, a CONFENEM Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50A-9F80-2123-3438 e senha E3A3-E5B9-6667-6D11 Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 MARANHÃO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO ADV.(A/S) :EDGARD CARVALHO SALES NETO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração contra acórdão do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL que desproveu Agravo Regimental e manteve decisão que extinguiu Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. Em suas razões, a parte embargante assevera que o julgado foi omisso em relação às razões apresentadas no Agravo, notadamente sobre (i) documentos acostados ao processo; (ii) precedentes invocados com relação à demonstração de pertinência temática e aos princípios da subsidiariedade e da fungibilidade; (iii) a necessidade de se conferir à lei impugnada interpretação conforme ao texto constitucional. Argumenta, ainda, ter havido error in procedendo no trâmite do Agravo, em razão do indeferimento, por este Relator, de questão de ordem dirigida à Ministra Presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, rejeitando pedido de sustentação oral formulado. Com fundamento nesses argumentos, requer a atribuição de efeitos modificativos aos embargos, declarando-se a nulidade do julgamento em ambiente virtual, bem como sejam supridas as demais omissões apontadas, enfrentando-se os argumentos deduzidos no processo capazes de infirmar as conclusões adotadas. Ainda a respeito do alegado error in procedendo, a CONFENEM Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50A-9F80-2123-3438 e senha E3A3-E5B9-6667-6D11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ADPF 451 AGR-ED / MA apresenta a Petição 25.317/2018 (doc. 93 dos autos eletrônicos), pela qual também se insurge contra o indeferimento do pedido de destaque e sustentação oral apresentado no curso do julgamento do recurso interposto no ambiente virtual. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50A-9F80-2123-3438 e senha E3A3-E5B9-6667-6D11 Supremo Tribunal Federal ADPF 451 AGR-ED / MA apresenta a Petição 25.317/2018 (doc. 93 dos autos eletrônicos), pela qual também se insurge contra o indeferimento do pedido de destaque e sustentação oral apresentado no curso do julgamento do recurso interposto no ambiente virtual. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50A-9F80-2123-3438 e senha E3A3-E5B9-6667-6D11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta os vícios de omissão alegados pela Embargante. O acórdão embargado resulta de julgamento unânime amparado em fundamentos devidamente explicitados, não havendo necessidade de que sejam analisados, um a um, todos os argumentos apresentados pela parte. Nesse sentido, é a jurisprudência desta CORTE: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. DESNECESSIDADE DE O ÓRGÃO JUDICANTE SE MANIFESTAR SOBRE TODOS OS ARGUMENTOS APRESENTADOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I – Ausência dos pressupostos do art. 535, II, do Código de Processo Civil. II – Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma da decisão. III – O Órgão Julgador não está obrigado a rebater pormenorizadamente todos os argumentos apresentados pela parte, bastando que motive o julgado com as razões que entendeu suficientes à formação do seu convencimento. IV – Embargos de declaração rejeitados. (SS 4836 AgR-ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD8-A5D1-98A4-8A58 e senha D9CE-4645-CDD7-9CA9 Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta os vícios de omissão alegados pela Embargante. O acórdão embargado resulta de julgamento unânime amparado em fundamentos devidamente explicitados, não havendo necessidade de que sejam analisados, um a um, todos os argumentos apresentados pela parte. Nesse sentido, é a jurisprudência desta CORTE: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. DESNECESSIDADE DE O ÓRGÃO JUDICANTE SE MANIFESTAR SOBRE TODOS OS ARGUMENTOS APRESENTADOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I – Ausência dos pressupostos do art. 535, II, do Código de Processo Civil. II – Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma da decisão. III – O Órgão Julgador não está obrigado a rebater pormenorizadamente todos os argumentos apresentados pela parte, bastando que motive o julgado com as razões que entendeu suficientes à formação do seu convencimento. IV – Embargos de declaração rejeitados. (SS 4836 AgR-ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD8-A5D1-98A4-8A58 e senha D9CE-4645-CDD7-9CA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 451 AGR-ED / MA Tribunal Pleno, DJ de 4/11/2015) Não prospera, ainda, a alegação de error in procedendo apresentada. O recurso interposto pela peticionária foi pautado para julgamento no ambiente virtual, conforme pauta divulgada no DJe de 16/3/2018, para a sessão virtual de 30/3/2018 a 6/4/2018. O Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL não prevê a realização de sustentações orais pelas partes no julgamento de agravo regimental, conforme art. 131, § 2º ,do RISTF. Além disso, é faculdade do Relator submeter agravos internos e embargos de declaração a julgamento em ambiente eletrônico, a seu critério, conforme previsto no art. 317, § 5º, e art. 337, § 3º, do RISTF, com redação da Emenda Regimental 51/2016, e no art. 1º da Resolução 587/2016 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A apreciação da matéria no ambiente virtual não restringe ou desqualifica o debate, tendo os demais integrantes da CORTE amplo acesso a todos os elementos influentes para o julgamento do caso. A Petição STF 16.769/2018 (dos. 84) foi endereçada a este Relator com requerimento de destaque do caso com fundamento em interpretação do art. 10, § 2º, da Lei 9.868/1999, e do art. 937, inciso VIII e § 3º, do CPC, segundo a qual teria a CONFENEM direito a formular sustentação oral no julgamento do Agravo Regimental, o que foi indeferido pelo despacho de 27/3/2018 e o julgamento do Agravo Regimental foi finalizado pelo Plenário da CORTE. Havendo normas específicas que tratem do tema, não há que se cogitar de aplicação analógica de dispositivos da Lei 9.868/1999 e do Código de Processo Civil, até porque não se trata aqui de julgamento de medida cautelar ou de recurso contra decisões interlocutórias que versem sobre tutelas provisórias de urgência ou de evidência. Tratava-se, isso sim, de Agravo Regimental interposto de decisão que extinguiu o processo sem julgamento de mérito. Diante do exposto, não conheço da Petição STF 25.317/2018 (doc. 93) e REJEITO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD8-A5D1-98A4-8A58 e senha D9CE-4645-CDD7-9CA9 Supremo Tribunal Federal ADPF 451 AGR-ED / MA Tribunal Pleno, DJ de 4/11/2015) Não prospera, ainda, a alegação de error in procedendo apresentada. O recurso interposto pela peticionária foi pautado para julgamento no ambiente virtual, conforme pauta divulgada no DJe de 16/3/2018, para a sessão virtual de 30/3/2018 a 6/4/2018. O Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL não prevê a realização de sustentações orais pelas partes no julgamento de agravo regimental, conforme art. 131, § 2º ,do RISTF. Além disso, é faculdade do Relator submeter agravos internos e embargos de declaração a julgamento em ambiente eletrônico, a seu critério, conforme previsto no art. 317, § 5º, e art. 337, § 3º, do RISTF, com redação da Emenda Regimental 51/2016, e no art. 1º da Resolução 587/2016 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A apreciação da matéria no ambiente virtual não restringe ou desqualifica o debate, tendo os demais integrantes da CORTE amplo acesso a todos os elementos influentes para o julgamento do caso. A Petição STF 16.769/2018 (dos. 84) foi endereçada a este Relator com requerimento de destaque do caso com fundamento em interpretação do art. 10, § 2º, da Lei 9.868/1999, e do art. 937, inciso VIII e § 3º, do CPC, segundo a qual teria a CONFENEM direito a formular sustentação oral no julgamento do Agravo Regimental, o que foi indeferido pelo despacho de 27/3/2018 e o julgamento do Agravo Regimental foi finalizado pelo Plenário da CORTE. Havendo normas específicas que tratem do tema, não há que se cogitar de aplicação analógica de dispositivos da Lei 9.868/1999 e do Código de Processo Civil, até porque não se trata aqui de julgamento de medida cautelar ou de recurso contra decisões interlocutórias que versem sobre tutelas provisórias de urgência ou de evidência. Tratava-se, isso sim, de Agravo Regimental interposto de decisão que extinguiu o processo sem julgamento de mérito. Diante do exposto, não conheço da Petição STF 25.317/2018 (doc. 93) e REJEITO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD8-A5D1-98A4-8A58 e senha D9CE-4645-CDD7-9CA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/11/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO ADV.(A/S) : EDGARD CARVALHO SALES NETO (5336/MA) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu da Petição STF 25.317/2018 (doc. 93) e rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0B6-6139-FB62-97BD e senha F6A6-D4AE-5A47-D1DB Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO ADV.(A/S) : EDGARD CARVALHO SALES NETO (5336/MA) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu da Petição STF 25.317/2018 (doc. 93) e rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0B6-6139-FB62-97BD e senha F6A6-D4AE-5A47-D1DB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748785737
2018-11-23T00:00:00
2018-12-04T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, não conheceu da Petição STF 25.317/2018 (doc. 93) e rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. REJEIÇÃO. 1. O acórdão embargado contém fundamentação apta e suficiente a resolver todos os pontos do recurso que lhe foi submetido. 2. Ausentes omissão, contradição, obscuridade ou erro material no julgado, não há razão para qualquer reparo. 3. Embargos de declaração rejeitados.
sjur395920
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, NECESSIDADE, ÓRGÃO JUDICIAL, MANIFESTAÇÃO, TOTALIDADE, ARGUMENTAÇÃO) SS 4836 AgR-ED (TP). Número de páginas: 7. Análise: 24/01/2019, TLR.
ALEXANDRE DE MORAES
Tribunal Pleno
451
[ "LEG-FED LEI-009868 ANO-1999\n ART-00010 PAR-00002\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00937 INC-00008 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RES-000587 ANO-2016\n ART-00001\n RESOLUÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00131 PAR-00002 \n ART-00317 PAR-00005 INCLUÍDO PELA EMR-51/2016\n ART-00337 PAR-00003 INCLUÍDO PELA EMR-51/2016\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000051 ANO-2016\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ADPF-AgR-ED
acordaos
ADPF 451 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO ADV.(A/S) : EDGARD CARVALHO SALES NETO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 MARANHÃO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO ADV.(A/S) :EDGARD CARVALHO SALES NETO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. REJEIÇÃO. 1. O acórdão embargado contém fundamentação apta e suficiente a resolver todos os pontos do recurso que lhe foi submetido. 2. Ausentes omissão, contradição, obscuridade ou erro material no julgado, não há razão para qualquer reparo. 3. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em não conhecer da Petição Supremo Tribunal Federal 25.317/2018 (doc. 93) e em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de novembro de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6FC-3CE0-737F-D20B e senha D486-1070-C258-E42C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ADPF 451 AGR-ED / MA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6FC-3CE0-737F-D20B e senha D486-1070-C258-E42C Supremo Tribunal Federal ADPF 451 AGR-ED / MA Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6FC-3CE0-737F-D20B e senha D486-1070-C258-E42C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 MARANHÃO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO ADV.(A/S) :EDGARD CARVALHO SALES NETO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração contra acórdão do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL que desproveu Agravo Regimental e manteve decisão que extinguiu Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. Em suas razões, a parte embargante assevera que o julgado foi omisso em relação às razões apresentadas no Agravo, notadamente sobre (i) documentos acostados ao processo; (ii) precedentes invocados com relação à demonstração de pertinência temática e aos princípios da subsidiariedade e da fungibilidade; (iii) a necessidade de se conferir à lei impugnada interpretação conforme ao texto constitucional. Argumenta, ainda, ter havido error in procedendo no trâmite do Agravo, em razão do indeferimento, por este Relator, de questão de ordem dirigida à Ministra Presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, rejeitando pedido de sustentação oral formulado. Com fundamento nesses argumentos, requer a atribuição de efeitos modificativos aos embargos, declarando-se a nulidade do julgamento em ambiente virtual, bem como sejam supridas as demais omissões apontadas, enfrentando-se os argumentos deduzidos no processo capazes de infirmar as conclusões adotadas. Ainda a respeito do alegado error in procedendo, a CONFENEM Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50A-9F80-2123-3438 e senha E3A3-E5B9-6667-6D11 Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 MARANHÃO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO ADV.(A/S) :EDGARD CARVALHO SALES NETO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração contra acórdão do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL que desproveu Agravo Regimental e manteve decisão que extinguiu Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. Em suas razões, a parte embargante assevera que o julgado foi omisso em relação às razões apresentadas no Agravo, notadamente sobre (i) documentos acostados ao processo; (ii) precedentes invocados com relação à demonstração de pertinência temática e aos princípios da subsidiariedade e da fungibilidade; (iii) a necessidade de se conferir à lei impugnada interpretação conforme ao texto constitucional. Argumenta, ainda, ter havido error in procedendo no trâmite do Agravo, em razão do indeferimento, por este Relator, de questão de ordem dirigida à Ministra Presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, rejeitando pedido de sustentação oral formulado. Com fundamento nesses argumentos, requer a atribuição de efeitos modificativos aos embargos, declarando-se a nulidade do julgamento em ambiente virtual, bem como sejam supridas as demais omissões apontadas, enfrentando-se os argumentos deduzidos no processo capazes de infirmar as conclusões adotadas. Ainda a respeito do alegado error in procedendo, a CONFENEM Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50A-9F80-2123-3438 e senha E3A3-E5B9-6667-6D11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ADPF 451 AGR-ED / MA apresenta a Petição 25.317/2018 (doc. 93 dos autos eletrônicos), pela qual também se insurge contra o indeferimento do pedido de destaque e sustentação oral apresentado no curso do julgamento do recurso interposto no ambiente virtual. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50A-9F80-2123-3438 e senha E3A3-E5B9-6667-6D11 Supremo Tribunal Federal ADPF 451 AGR-ED / MA apresenta a Petição 25.317/2018 (doc. 93 dos autos eletrônicos), pela qual também se insurge contra o indeferimento do pedido de destaque e sustentação oral apresentado no curso do julgamento do recurso interposto no ambiente virtual. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50A-9F80-2123-3438 e senha E3A3-E5B9-6667-6D11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta os vícios de omissão alegados pela Embargante. O acórdão embargado resulta de julgamento unânime amparado em fundamentos devidamente explicitados, não havendo necessidade de que sejam analisados, um a um, todos os argumentos apresentados pela parte. Nesse sentido, é a jurisprudência desta CORTE: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. DESNECESSIDADE DE O ÓRGÃO JUDICANTE SE MANIFESTAR SOBRE TODOS OS ARGUMENTOS APRESENTADOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I – Ausência dos pressupostos do art. 535, II, do Código de Processo Civil. II – Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma da decisão. III – O Órgão Julgador não está obrigado a rebater pormenorizadamente todos os argumentos apresentados pela parte, bastando que motive o julgado com as razões que entendeu suficientes à formação do seu convencimento. IV – Embargos de declaração rejeitados. (SS 4836 AgR-ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD8-A5D1-98A4-8A58 e senha D9CE-4645-CDD7-9CA9 Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta os vícios de omissão alegados pela Embargante. O acórdão embargado resulta de julgamento unânime amparado em fundamentos devidamente explicitados, não havendo necessidade de que sejam analisados, um a um, todos os argumentos apresentados pela parte. Nesse sentido, é a jurisprudência desta CORTE: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. DESNECESSIDADE DE O ÓRGÃO JUDICANTE SE MANIFESTAR SOBRE TODOS OS ARGUMENTOS APRESENTADOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I – Ausência dos pressupostos do art. 535, II, do Código de Processo Civil. II – Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma da decisão. III – O Órgão Julgador não está obrigado a rebater pormenorizadamente todos os argumentos apresentados pela parte, bastando que motive o julgado com as razões que entendeu suficientes à formação do seu convencimento. IV – Embargos de declaração rejeitados. (SS 4836 AgR-ED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD8-A5D1-98A4-8A58 e senha D9CE-4645-CDD7-9CA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 451 AGR-ED / MA Tribunal Pleno, DJ de 4/11/2015) Não prospera, ainda, a alegação de error in procedendo apresentada. O recurso interposto pela peticionária foi pautado para julgamento no ambiente virtual, conforme pauta divulgada no DJe de 16/3/2018, para a sessão virtual de 30/3/2018 a 6/4/2018. O Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL não prevê a realização de sustentações orais pelas partes no julgamento de agravo regimental, conforme art. 131, § 2... ,do RISTF. Além disso, é faculdade do Relator submeter agravos internos e embargos de declaração a julgamento em ambiente eletrônico, a seu critério, conforme previsto no art. 317, § 5..., e art. 337, § 3..., do RISTF, com redação da Emenda Regimental 51/2016, e no art. 1... da Resolução 587/2016 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A apreciação da matéria no ambiente virtual não restringe ou desqualifica o debate, tendo os demais integrantes da CORTE amplo acesso a todos os elementos influentes para o julgamento do caso. A Petição Supremo Tribunal Federal 16.769/2018 (dos. 84) foi endereçada a este Relator com requerimento de destaque do caso com fundamento em interpretação do art. 10, § 2..., da Lei 9.868/1999, e do art. 937, inciso VIII e § 3..., do Código de Processo Civil, segundo a qual teria a CONFENEM direito a formular sustentação oral no julgamento do Agravo Regimental, o que foi indeferido pelo despacho de 27/3/2018 e o julgamento do Agravo Regimental foi finalizado pelo Plenário da CORTE. Havendo normas específicas que tratem do tema, não há que se cogitar de aplicação analógica de dispositivos da Lei 9.868/1999 e do Código de Processo Civil, até porque não se trata aqui de julgamento de medida cautelar ou de recurso contra decisões interlocutórias que versem sobre tutelas provisórias de urgência ou de evidência. Tratava-se, isso sim, de Agravo Regimental interposto de decisão que extinguiu o processo sem julgamento de mérito. Diante do exposto, não conheço da Petição Supremo Tribunal Federal 25.317/2018 (doc. 93) e REJEITO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD8-A5D1-98A4-8A58 e senha D9CE-4645-CDD7-9CA9 Supremo Tribunal Federal ADPF 451 AGR-ED / MA Tribunal Pleno, DJ de 4/11/2015) Não prospera, ainda, a alegação de error in procedendo apresentada. O recurso interposto pela peticionária foi pautado para julgamento no ambiente virtual, conforme pauta divulgada no DJe de 16/3/2018, para a sessão virtual de 30/3/2018 a 6/4/2018. O Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL não prevê a realização de sustentações orais pelas partes no julgamento de agravo regimental, conforme art. 131, § 2... ,do RISTF. Além disso, é faculdade do Relator submeter agravos internos e embargos de declaração a julgamento em ambiente eletrônico, a seu critério, conforme previsto no art. 317, § 5..., e art. 337, § 3..., do RISTF, com redação da Emenda Regimental 51/2016, e no art. 1... da Resolução 587/2016 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A apreciação da matéria no ambiente virtual não restringe ou desqualifica o debate, tendo os demais integrantes da CORTE amplo acesso a todos os elementos influentes para o julgamento do caso. A Petição Supremo Tribunal Federal 16.769/2018 (dos. 84) foi endereçada a este Relator com requerimento de destaque do caso com fundamento em interpretação do art. 10, § 2..., da Lei 9.868/1999, e do art. 937, inciso VIII e § 3..., do Código de Processo Civil, segundo a qual teria a CONFENEM direito a formular sustentação oral no julgamento do Agravo Regimental, o que foi indeferido pelo despacho de 27/3/2018 e o julgamento do Agravo Regimental foi finalizado pelo Plenário da CORTE. Havendo normas específicas que tratem do tema, não há que se cogitar de aplicação analógica de dispositivos da Lei 9.868/1999 e do Código de Processo Civil, até porque não se trata aqui de julgamento de medida cautelar ou de recurso contra decisões interlocutórias que versem sobre tutelas provisórias de urgência ou de evidência. Tratava-se, isso sim, de Agravo Regimental interposto de decisão que extinguiu o processo sem julgamento de mérito. Diante do exposto, não conheço da Petição Supremo Tribunal Federal 25.317/2018 (doc. 93) e REJEITO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAD8-A5D1-98A4-8A58 e senha D9CE-4645-CDD7-9CA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/11/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO ADV.(A/S) : EDGARD CARVALHO SALES NETO (5336/MA) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu da Petição Supremo Tribunal Federal 25.317/2018 (doc. 93) e rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0B6-6139-FB62-97BD e senha F6A6-D4AE-5A47-D1DB Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 451 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO ADV.(A/S) : EDGARD CARVALHO SALES NETO (5336/MA) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu da Petição Supremo Tribunal Federal 25.317/2018 (doc. 93) e rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0B6-6139-FB62-97BD e senha F6A6-D4AE-5A47-D1DB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADPF 451 AGR - ED / MA", "ADPF 451 AGR - ED / MA", "ADPF 451", "ADPF 451", "SS 4836 AgR -", "SS 4836 AgR - ED", "ADPF 451", "ADPF 451 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 535 , II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Código de Processo Civil", "art . 535 , II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 131 ,", "art", "Emenda Regimental 51 / 2016", "art . 10 , § 2 . . . , da Lei 9 . 868 / 1999", "art . 937 , inciso VIII e § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 9 . 868 / 1999", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do", "art . 131 , § 2 . . . , do RISTF", "art . 317 , § 5 . . . , e art . 337 , § 3 . . . , do RISTF", "Emenda Regimental 51 / 2016", "art . 10 , § 2 . . . , da Lei 9 . 868 / 1999", "art . 937 , inciso VIII e § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 9 . 868 / 1999", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MARANHÃO", "Brasília", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO", "INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO", "INSTITUTO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "CONFENEM", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO", "INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "CONFENEM", "Supremo Tribunal Federal", "/", "MA", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal 16 . 769 / 2018", "CONFENEM", "Plenário da CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "CONFENEM", "Plenário da CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO", "INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERACAO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO", "INSTITUTO DE PROTECAO E DEFESA DO CONSUMIDOR", "Supremo Tribunal Federal 25 .", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "451", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDGARD CARVALHO SALES NETO", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDGARD CARVALHO SALES NETO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDGARD CARVALHO SALES NETO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDGARD CARVALHO SALES NETO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDGARD CARVALHO SALES NETO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "23", "/", "11", "/", "2018", "23 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "11", "/", "2015", "16", "/", "3", "/", "2018", "30", "/", "3", "/", "2018", "6", "/", "4", "/", "2018", "27", "/", "3", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "11", "/", "2015", "16", "/", "3", "/", "2018", "30", "/", "3", "/", "2018", "6", "/", "4", "/", "2018", "27", "/", "3", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA ALBINA BENEDET PIZZOLOTTO ADV.(A/S) :JOSE SERGIO DA SILVA CRISTOVAM EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Prequestionamento. Ausência. Licença para concorrer a cargo eletivo. Supressão do auxílio- alimentação. Lei nº 11.647/2000 e Decreto nº 1.989/2000 do Estado de Santa Catarina. Alegada violação do art. 97 da CF/88. Inexistência. Violação de direito local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não ofende a cláusula de reserva de plenário a decisão do órgão fracionário do tribunal que se limita a aplicar entendimento anteriormente firmado pelo plenário ou órgão especial no sentido da inconstitucionalidade de norma. 3. O recurso extraordinário não se presta para o exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413968. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 948969 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413968. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413968. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA ALBINA BENEDET PIZZOLOTTO ADV.(A/S) :JOSE SERGIO DA SILVA CRISTOVAM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Santa Catarina interpõe tempestivo agravo regimental (2/6/16) contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘SERVIDORA DO MAGISTÉRIO ESTADUAL. SUPRESSÃO DO AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO DURANTE LICENÇA PARA CONCORRER A MANDATO ELETIVO, BASEADA NO ART. 1º, § 8º, B, DA LEI N. 11.647/2000 E NO ART. 2º, B, DO DECRETO N. 1.989/2000. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DOS DISPOSITIVOS PELO ÓRGÃO ESPECIAL. RESTITUIÇÃO DOS VALORES DESCONTADOS. RECURSO PROVIDO.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5º, inciso LIV, 14, § 9º, 37, 38 e 97 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA ALBINA BENEDET PIZZOLOTTO ADV.(A/S) :JOSE SERGIO DA SILVA CRISTOVAM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Santa Catarina interpõe tempestivo agravo regimental (2/6/16) contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘SERVIDORA DO MAGISTÉRIO ESTADUAL. SUPRESSÃO DO AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO DURANTE LICENÇA PARA CONCORRER A MANDATO ELETIVO, BASEADA NO ART. 1º, § 8º, B, DA LEI N. 11.647/2000 E NO ART. 2º, B, DO DECRETO N. 1.989/2000. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DOS DISPOSITIVOS PELO ÓRGÃO ESPECIAL. RESTITUIÇÃO DOS VALORES DESCONTADOS. RECURSO PROVIDO.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5º, inciso LIV, 14, § 9º, 37, 38 e 97 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC Federal, bem como da Súmula Vinculante nº 10 desta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o recorrente deveria ter interposto o recurso extraordinário pela alínea ‘b’ do permissivo constitucional, uma vez que o Tribunal de origem fundamentou sua decisão em incidente que julgou a inconstitucionalidade do art. 1º, § 8º, alínea ‘b’, da Lei nº 11.647/00 e do art. 2º, alínea ‘b’ do Decreto nº 1.989/00, conforme se verifica do seguinte trecho do acórdão recorrido: ‘A autora, em apelação, sustenta a inconstitucionalidade formal e material do art. 1º, § 8º, b, da LE n. 11.647/2000 e do art. 2º, b, do Decreto n. 1.989/2000, que vedam a percepção do auxílio-alimentação durante a licença para concorrer a mandato eletivo (fl. 54/60). (…) A questão foi submetida à apreciação do Órgão Especial, que assim decidiu na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Cível n. 2011.005820- 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC Federal, bem como da Súmula Vinculante nº 10 desta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o recorrente deveria ter interposto o recurso extraordinário pela alínea ‘b’ do permissivo constitucional, uma vez que o Tribunal de origem fundamentou sua decisão em incidente que julgou a inconstitucionalidade do art. 1º, § 8º, alínea ‘b’, da Lei nº 11.647/00 e do art. 2º, alínea ‘b’ do Decreto nº 1.989/00, conforme se verifica do seguinte trecho do acórdão recorrido: ‘A autora, em apelação, sustenta a inconstitucionalidade formal e material do art. 1º, § 8º, b, da LE n. 11.647/2000 e do art. 2º, b, do Decreto n. 1.989/2000, que vedam a percepção do auxílio-alimentação durante a licença para concorrer a mandato eletivo (fl. 54/60). (…) A questão foi submetida à apreciação do Órgão Especial, que assim decidiu na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Cível n. 2011.005820- 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC 1/0001.00: (…) Com se vê, o Colendo Órgão Especial, ao pronunciar a inconstitucionalidade da norma referid[a], deu guarida à pretensão da parte autora’ (fls. 74 a 75). Nesse sentido, anote-se: ‘EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI PELO JUÍZO A QUO. INTERPOSIÇÃO DO RECURSO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA “A” DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. NÃO-CONHECIMENTO. Inconstitucionalidade da parte final do artigo 6º do Decreto-lei nº 2.434/88 declarada pelo Tribunal de origem. Interposição do extraordinário com fundamento na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Impossibilidade de conhecimento do recurso, dada a inobservância de um dos requisitos de admissibilidade. Embargos de declaração rejeitados’ (RE n° 258.436/SP- AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJe de 1°/6/01). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI nº 829.877/ES, de minha relatoria, DJe de 17/12/13; AI nº 622.154/RS, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 22/05/07; e AI nº 474.245/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1º/6/04. Ademais, não merece trânsito a alegada violação à cláusula da reserva de plenário, uma vez que o acórdão recorrido declarou a inconstitucionalidade das leis em questão com base em entendimento firmado anteriormente pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Assim, tendo o acórdão atacado fundamentado sua 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC 1/0001.00: (…) Com se vê, o Colendo Órgão Especial, ao pronunciar a inconstitucionalidade da norma referid[a], deu guarida à pretensão da parte autora’ (fls. 74 a 75). Nesse sentido, anote-se: ‘EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI PELO JUÍZO A QUO. INTERPOSIÇÃO DO RECURSO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA “A” DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. NÃO-CONHECIMENTO. Inconstitucionalidade da parte final do artigo 6º do Decreto-lei nº 2.434/88 declarada pelo Tribunal de origem. Interposição do extraordinário com fundamento na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Impossibilidade de conhecimento do recurso, dada a inobservância de um dos requisitos de admissibilidade. Embargos de declaração rejeitados’ (RE n° 258.436/SP- AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJe de 1°/6/01). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI nº 829.877/ES, de minha relatoria, DJe de 17/12/13; AI nº 622.154/RS, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 22/05/07; e AI nº 474.245/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1º/6/04. Ademais, não merece trânsito a alegada violação à cláusula da reserva de plenário, uma vez que o acórdão recorrido declarou a inconstitucionalidade das leis em questão com base em entendimento firmado anteriormente pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Assim, tendo o acórdão atacado fundamentado sua 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC decisão em pronunciamento de inconstitucionalidade proferido pelo Órgão Especial do Tribunal a quo, não há falar em contrariedade à cláusula da reserva de plenário. Nesse sentido, confira-se: ‘AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ICMS. ADICIONAL. INSTITUIÇÃO POR LEI ESTADUAL. FUNDO ESTADUAL DE COMBATE À POBREZA. CONVALIDAÇÃO PELO ART. 4º DA EMENDA CONSTITUCIONAL 42/2003. AGRAVOS IMPROVIDOS. I – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver orientação consolidada do STF sobre a questão constitucional discutida. II – Possibilidade de reconhecimento de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público pelos órgãos fracionários dos Tribunais, com base em julgamentos do plenário ou órgão especial que, embora não guardem identidade absoluta com o caso em concreto, analisaram matéria constitucional equivalente. (…) V – Agravos regimentais improvidos’ (RE nº 571.968/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 5/6/12) (grifo nosso). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA DESTINADA À MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE DOS MILITARES INSTITUÍDO PELO ESTADO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE Nº 10. INOVAÇÃO NÃO PERMITIDA NO AGRAVO REGIMENTAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC decisão em pronunciamento de inconstitucionalidade proferido pelo Órgão Especial do Tribunal a quo, não há falar em contrariedade à cláusula da reserva de plenário. Nesse sentido, confira-se: ‘AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ICMS. ADICIONAL. INSTITUIÇÃO POR LEI ESTADUAL. FUNDO ESTADUAL DE COMBATE À POBREZA. CONVALIDAÇÃO PELO ART. 4º DA EMENDA CONSTITUCIONAL 42/2003. AGRAVOS IMPROVIDOS. I – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver orientação consolidada do STF sobre a questão constitucional discutida. II – Possibilidade de reconhecimento de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público pelos órgãos fracionários dos Tribunais, com base em julgamentos do plenário ou órgão especial que, embora não guardem identidade absoluta com o caso em concreto, analisaram matéria constitucional equivalente. (…) V – Agravos regimentais improvidos’ (RE nº 571.968/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 5/6/12) (grifo nosso). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA DESTINADA À MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE DOS MILITARES INSTITUÍDO PELO ESTADO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE Nº 10. INOVAÇÃO NÃO PERMITIDA NO AGRAVO REGIMENTAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC SÚMULA 282 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 149, § 1°, DA CF. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA À CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. ARTIGO 97 DA CF. NÃO-OCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. (...) 5. Não ofende a cláusula de reserva de plenário o órgão que aplica o disposto no artigo 481, parágrafo único, do CPC. 6. Agravo regimental desprovido’ (RE nº 593.948/RJ- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/5/11) (Grifo nosso). ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI MUNICIPAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: INEXISTÊNCIA. ART. 61, §1º, D, DA CF/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DA LEGISLAÇÃO LOCAL: IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA STF 280. 1. A norma municipal foi declarada inconstitucional pelo órgão especial do TJ/RJ, o que afasta a alegação de ofensa ao princípio da reserva de plenário prevista no art. 97 da CF/88. (...) 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 382.944/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 23/2/11) (grifo nosso). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC SÚMULA 282 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 149, § 1°, DA CF. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA À CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. ARTIGO 97 DA CF. NÃO-OCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. (...) 5. Não ofende a cláusula de reserva de plenário o órgão que aplica o disposto no artigo 481, parágrafo único, do CPC. 6. Agravo regimental desprovido’ (RE nº 593.948/RJ- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/5/11) (Grifo nosso). ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI MUNICIPAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: INEXISTÊNCIA. ART. 61, §1º, D, DA CF/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DA LEGISLAÇÃO LOCAL: IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA STF 280. 1. A norma municipal foi declarada inconstitucional pelo órgão especial do TJ/RJ, o que afasta a alegação de ofensa ao princípio da reserva de plenário prevista no art. 97 da CF/88. (...) 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 382.944/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 23/2/11) (grifo nosso). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC Insiste o agravante na alegação de que teriam sido violados os artigos 5º, LIV, 14, § 9º; 37 e 38, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “[a]ssentada a premissa de que a alínea b do § 8º do art. 1º da Lei E. nº 11.647/2000 é taxativo, impedindo o pagamento do Auxílio-Alimentação durante afastamentos dos servidores, no caso licença para concorrer a mandato eletivo, salta aos olhos que materialmente inconstitucional, não é a norma local, mas sim a decisão que a declarou inconstitucional (…). (...) (…) mesmo que não se admita o recurso extraordinário por ofensa ao art. 97 da CF/1988, uma vez que o Órgão Especial já se manifestou a respeito da inconstitucionalidade Lei 11.647/2000, há ofensa direta e literal ao art. 37 da CF em razão da concessão de benefício, cuja natureza é de verba indenizatória, a servidor afastado de suas funções, preenchendo-se assim os requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário nos termos no art. 102, III, ‘a’, da Constituição da República Federativa do Brasil – CRFB/88”. Intimada a agravada, nos termos do art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, manifestou-se pelo não conhecimento do agravo, uma vez que o agravante não teria impugnado os fundamentos da decisão ora recorrida. Aduziu, também, que a solução da lide encontraria óbice na Súmula nº 280/STF. Assevera, ainda, que “[a]ssim preceitua o art. 1°, II, l da Lei Complementar n° 64/90, que dispõe acerca dos casos de inelegibilidade, prazos de cessação e dá outras providências: (…) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC Insiste o agravante na alegação de que teriam sido violados os artigos 5º, LIV, 14, § 9º; 37 e 38, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “[a]ssentada a premissa de que a alínea b do § 8º do art. 1º da Lei E. nº 11.647/2000 é taxativo, impedindo o pagamento do Auxílio-Alimentação durante afastamentos dos servidores, no caso licença para concorrer a mandato eletivo, salta aos olhos que materialmente inconstitucional, não é a norma local, mas sim a decisão que a declarou inconstitucional (…). (...) (…) mesmo que não se admita o recurso extraordinário por ofensa ao art. 97 da CF/1988, uma vez que o Órgão Especial já se manifestou a respeito da inconstitucionalidade Lei 11.647/2000, há ofensa direta e literal ao art. 37 da CF em razão da concessão de benefício, cuja natureza é de verba indenizatória, a servidor afastado de suas funções, preenchendo-se assim os requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário nos termos no art. 102, III, ‘a’, da Constituição da República Federativa do Brasil – CRFB/88”. Intimada a agravada, nos termos do art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, manifestou-se pelo não conhecimento do agravo, uma vez que o agravante não teria impugnado os fundamentos da decisão ora recorrida. Aduziu, também, que a solução da lide encontraria óbice na Súmula nº 280/STF. Assevera, ainda, que “[a]ssim preceitua o art. 1°, II, l da Lei Complementar n° 64/90, que dispõe acerca dos casos de inelegibilidade, prazos de cessação e dá outras providências: (…) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC De uma clareza hialina o dispositivo citado, quando resguarda o direito dos servidores públicos afastados para concorrer a mandato eletivo à percepção dos vencimentos integrais. Ora, quando o dispositivo fala “vencimentos integrais” não está fazendo qualquer ressalva pertinente às vantagens recebidas pelos servidores, quaisquer gratificações, de caráter indenizatório ou não. Está garantida sim a percepção da remuneração integral, sem quaisquer supressões ou investidas diretas ou indiretas contra a remuneração dos servidores.” É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC De uma clareza hialina o dispositivo citado, quando resguarda o direito dos servidores públicos afastados para concorrer a mandato eletivo à percepção dos vencimentos integrais. Ora, quando o dispositivo fala “vencimentos integrais” não está fazendo qualquer ressalva pertinente às vantagens recebidas pelos servidores, quaisquer gratificações, de caráter indenizatório ou não. Está garantida sim a percepção da remuneração integral, sem quaisquer supressões ou investidas diretas ou indiretas contra a remuneração dos servidores.” É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que os arts. 5º, inciso LIV; e 37, caput, da Constituição Federal, indicados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que as referidas normas também não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, consoante já assentado, havendo o acórdão atacado fundamentado sua decisão em pronunciamento de inconstitucionalidade proferido pelo Órgão Especial do Tribunal a quo, não há falar em contrariedade à cláusula da reserva de plenário. Sobre o tema, além dos precedentes já citados, confira-se: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Súmula Vinculante 10. Ofensa à cláusula da reserva de Plenário. Inocorrência. Exceção admitida pelo Supremo Tribunal Federal. Reconhecimento da inconstitucionalidade de lei ou ato normativo pelos órgãos fracionários, com base em julgamentos do plenário do Supremo Tribunal Federal ou do órgão especial. 3. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos modificativos” (ARE nº 884.584/MG-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/9/15) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação do art. 97 da CF/88. Inexistência. 1. Não ofende a cláusula de reserva de plenário a decisão do Relator ou o acórdão de Turma que se limita a aplicar entendimento anteriormente firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no sentido da inconstitucionalidade de norma. 2. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que os arts. 5º, inciso LIV; e 37, caput, da Constituição Federal, indicados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que as referidas normas também não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, consoante já assentado, havendo o acórdão atacado fundamentado sua decisão em pronunciamento de inconstitucionalidade proferido pelo Órgão Especial do Tribunal a quo, não há falar em contrariedade à cláusula da reserva de plenário. Sobre o tema, além dos precedentes já citados, confira-se: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Súmula Vinculante 10. Ofensa à cláusula da reserva de Plenário. Inocorrência. Exceção admitida pelo Supremo Tribunal Federal. Reconhecimento da inconstitucionalidade de lei ou ato normativo pelos órgãos fracionários, com base em julgamentos do plenário do Supremo Tribunal Federal ou do órgão especial. 3. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos modificativos” (ARE nº 884.584/MG-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/9/15) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação do art. 97 da CF/88. Inexistência. 1. Não ofende a cláusula de reserva de plenário a decisão do Relator ou o acórdão de Turma que se limita a aplicar entendimento anteriormente firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no sentido da inconstitucionalidade de norma. 2. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 948969 AGR / SC Agravo regimental não provido” (RE nº 716.050/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o de minha relatoria, DJe de 20/11/14) Por fim, é certo que, para divergir do entendimento assentado no Tribunal de origem e acolher a pretensão do agravante quanto à suposta ofensa às normas constitucionais, seria necessário analisar a legislação local e infraconstitucional pertinente (Lei Estadual 11.647/2000, Decreto Estadual 1.989/2000 e Lei Complementar Federal 64/90), o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula nº 280/STF. No mesmo sentido, em situações análogas à dos autos, envolvendo os mesmos atos normativos estaduais, registre-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. NECESSIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. 3. RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDADO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRESSUPOSTOS NÃO DEMONSTRADOS. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 846.671/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/13) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE. PAGAMENTO DE AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. DISCIPLINA NA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.8.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC Agravo regimental não provido” (RE nº 716.050/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o de minha relatoria, DJe de 20/11/14) Por fim, é certo que, para divergir do entendimento assentado no Tribunal de origem e acolher a pretensão do agravante quanto à suposta ofensa às normas constitucionais, seria necessário analisar a legislação local e infraconstitucional pertinente (Lei Estadual 11.647/2000, Decreto Estadual 1.989/2000 e Lei Complementar Federal 64/90), o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula nº 280/STF. No mesmo sentido, em situações análogas à dos autos, envolvendo os mesmos atos normativos estaduais, registre-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. NECESSIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. 3. RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDADO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRESSUPOSTOS NÃO DEMONSTRADOS. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 846.671/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/13) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE. PAGAMENTO DE AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. DISCIPLINA NA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.8.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 948969 AGR / SC análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação estadual, aplicável, na espécie, a Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 664.999/SC- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 20/6/13) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA A DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE DA ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 669.561/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 15/8/13) Anotem-se, também, as seguintes decisões monocráticas sobre o tema: RE nº 632.108/MS, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/6/16; ARE 966.483/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/5/16 e ARE 651.941/SC, de minha relatoria, DJe de 22/3/12. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação estadual, aplicável, na espécie, a Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 664.999/SC- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 20/6/13) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA A DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE DA ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 669.561/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 15/8/13) Anotem-se, também, as seguintes decisões monocráticas sobre o tema: RE nº 632.108/MS, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/6/16; ARE 966.483/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/5/16 e ARE 651.941/SC, de minha relatoria, DJe de 22/3/12. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA ALBINA BENEDET PIZZOLOTTO ADV.(A/S) : JOSE SERGIO DA SILVA CRISTOVAM (16298/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210366 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA ALBINA BENEDET PIZZOLOTTO ADV.(A/S) : JOSE SERGIO DA SILVA CRISTOVAM (16298/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210366 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12424874
2016-12-09T00:00:00
2017-02-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Prequestionamento. Ausência. Licença para concorrer a cargo eletivo. Supressão do auxílio-alimentação. Lei nº 11.647/2000 e Decreto nº 1.989/2000 do Estado de Santa Catarina. Alegada violação do art. 97 da CF/88. Inexistência. Violação de direito local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não ofende a cláusula de reserva de plenário a decisão do órgão fracionário do tribunal que se limita a aplicar entendimento anteriormente firmado pelo plenário ou órgão especial no sentido da inconstitucionalidade de norma. 3. O recurso extraordinário não se presta para o exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.
sjur363327
- Acórdão(s) citado(s): (RESERVA DE PLENÁRIO) RE 716050 AgR (1ªT), ARE 884584 AgR-ED (2ªT). (SERVIDOR PÚBLICO, LICENÇA, AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO) ARE 664999 AgR (2ªT), AI 846671 AgR (2ªT), ARE 669561 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SERVIDOR PÚBLICO, LICENÇA, AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO) ARE 651941, ARE 966483, RE 632108 AgR. Número de páginas: 13. Análise: 23/02/2017, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
948969
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-EST LEI-011647 ANO-2000\n LEI ORDINÁRIA, SC\n\n", "LEG-EST DEC-001989 ANO-2000\n DECRETO, SC\n\n", "LEG-FED LCP-000064 ANO-1990\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 948969 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA ALBINA BENEDET PIZZOLOTTO ADV.(A/S) : JOSE SERGIO DA SILVA CRISTOVAM
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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA ALBINA BENEDET PIZZOLOTTO ADV.(A/S) :JOSE SERGIO DA SILVA CRISTOVAM EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Prequestionamento. Ausência. Licença para concorrer a cargo eletivo. Supressão do auxílio- alimentação. Lei n 11.647/2000 e Decreto n 1.989/2000 do Estado de Santa Catarina. Alegada violação do art. 97 da Constituição Federal de 1988/88. Inexistência. Violação de direito local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não ofende a cláusula de reserva de plenário a decisão do órgão fracionário do tribunal que se limita a aplicar entendimento anteriormente firmado pelo plenário ou órgão especial no sentido da inconstitucionalidade de norma. 3. O recurso extraordinário não se presta para o exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413968. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 948969 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413968. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413968. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA ALBINA BENEDET PIZZOLOTTO ADV.(A/S) :JOSE SERGIO DA SILVA CRISTOVAM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Santa Catarina interpõe tempestivo agravo regimental (2/6/16) contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘SERVIDORA DO MAGISTÉRIO ESTADUAL. SUPRESSÃO DO AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO DURANTE LICENÇA PARA CONCORRER A MANDATO ELETIVO, BASEADA NO ART. 1..., § 8..., B, DA LEI N. 11.647/2000 E NO ART. 2..., B, DO DECRETO N. 1.989/2000. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DOS DISPOSITIVOS PELO ÓRGÃO ESPECIAL. RESTITUIÇÃO DOS VALORES DESCONTADOS. RECURSO PROVIDO.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5..., inciso LIV, 14, § 9..., 37, 38 e 97 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA ALBINA BENEDET PIZZOLOTTO ADV.(A/S) :JOSE SERGIO DA SILVA CRISTOVAM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Santa Catarina interpõe tempestivo agravo regimental (2/6/16) contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘SERVIDORA DO MAGISTÉRIO ESTADUAL. SUPRESSÃO DO AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO DURANTE LICENÇA PARA CONCORRER A MANDATO ELETIVO, BASEADA NO ART. 1..., § 8..., B, DA LEI N. 11.647/2000 E NO ART. 2..., B, DO DECRETO N. 1.989/2000. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DOS DISPOSITIVOS PELO ÓRGÃO ESPECIAL. RESTITUIÇÃO DOS VALORES DESCONTADOS. RECURSO PROVIDO.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5..., inciso LIV, 14, § 9..., 37, 38 e 97 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC Federal, bem como da Súmula Vinculante n 10 desta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o recorrente deveria ter interposto o recurso extraordinário pela alínea ‘b’ do permissivo constitucional, uma vez que o Tribunal de origem fundamentou sua decisão em incidente que julgou a inconstitucionalidade do art. 1..., § 8..., alínea ‘b’, da Lei n 11.647/00 e do art. 2..., alínea ‘b’ do Decreto n 1.989/00, conforme se verifica do seguinte trecho do acórdão recorrido: ‘A autora, em apelação, sustenta a inconstitucionalidade formal e material do art. 1..., § 8..., b, da LE n. 11.647/2000 e do art. 2..., b, do Decreto n. 1.989/2000, que vedam a percepção do auxílio-alimentação durante a licença para concorrer a mandato eletivo (fl. 54/60). (…) A questão foi submetida à apreciação do Órgão Especial, que assim decidiu na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Cível n. 2011.005820- 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC Federal, bem como da Súmula Vinculante n 10 desta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o recorrente deveria ter interposto o recurso extraordinário pela alínea ‘b’ do permissivo constitucional, uma vez que o Tribunal de origem fundamentou sua decisão em incidente que julgou a inconstitucionalidade do art. 1..., § 8..., alínea ‘b’, da Lei n 11.647/00 e do art. 2..., alínea ‘b’ do Decreto n 1.989/00, conforme se verifica do seguinte trecho do acórdão recorrido: ‘A autora, em apelação, sustenta a inconstitucionalidade formal e material do art. 1..., § 8..., b, da LE n. 11.647/2000 e do art. 2..., b, do Decreto n. 1.989/2000, que vedam a percepção do auxílio-alimentação durante a licença para concorrer a mandato eletivo (fl. 54/60). (…) A questão foi submetida à apreciação do Órgão Especial, que assim decidiu na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Cível n. 2011.005820- 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC 1/0001.00: (…) Com se vê, o Colendo Órgão Especial, ao pronunciar a inconstitucionalidade da norma referid[a], deu guarida à pretensão da parte autora’ (fls. 74 a 75). Nesse sentido, anote-se: ‘EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI PELO JUÍZO A QUO. INTERPOSIÇÃO DO RECURSO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA “A” DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. NÃO-CONHECIMENTO. Inconstitucionalidade da parte final do artigo 6... do Decreto-lei n 2.434/88 declarada pelo Tribunal de origem. Interposição do extraordinário com fundamento na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Impossibilidade de conhecimento do recurso, dada a inobservância de um dos requisitos de admissibilidade. Embargos de declaração rejeitados’ (Recurso Extraordinário n 258.436/SP- AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJe de 1.../6/01). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI n 829.877/ES, de minha relatoria, DJe de 17/12/13; AI n 622.154/RS, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 22/05/07; e AI n 474.245/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1.../6/04. Ademais, não merece trânsito a alegada violação à cláusula da reserva de plenário, uma vez que o acórdão recorrido declarou a inconstitucionalidade das leis em questão com base em entendimento firmado anteriormente pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Assim, tendo o acórdão atacado fundamentado sua 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC 1/0001.00: (…) Com se vê, o Colendo Órgão Especial, ao pronunciar a inconstitucionalidade da norma referid[a], deu guarida à pretensão da parte autora’ (fls. 74 a 75). Nesse sentido, anote-se: ‘EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI PELO JUÍZO A QUO. INTERPOSIÇÃO DO RECURSO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA “A” DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. NÃO-CONHECIMENTO. Inconstitucionalidade da parte final do artigo 6... do Decreto-lei n 2.434/88 declarada pelo Tribunal de origem. Interposição do extraordinário com fundamento na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Impossibilidade de conhecimento do recurso, dada a inobservância de um dos requisitos de admissibilidade. Embargos de declaração rejeitados’ (Recurso Extraordinário n 258.436/SP- AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJe de 1.../6/01). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI n 829.877/ES, de minha relatoria, DJe de 17/12/13; AI n 622.154/RS, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 22/05/07; e AI n 474.245/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1.../6/04. Ademais, não merece trânsito a alegada violação à cláusula da reserva de plenário, uma vez que o acórdão recorrido declarou a inconstitucionalidade das leis em questão com base em entendimento firmado anteriormente pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Assim, tendo o acórdão atacado fundamentado sua 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC decisão em pronunciamento de inconstitucionalidade proferido pelo Órgão Especial do Tribunal a quo, não há falar em contrariedade à cláusula da reserva de plenário. Nesse sentido, confira-se: ‘AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ICMS. ADICIONAL. INSTITUIÇÃO POR LEI ESTADUAL. FUNDO ESTADUAL DE COMBATE À POBREZA. CONVALIDAÇÃO PELO ART. 4... DA EMENDA CONSTITUCIONAL 42/2003. AGRAVOS IMPROVIDOS. I – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver orientação consolidada do Supremo Tribunal Federal sobre a questão constitucional discutida. II – Possibilidade de reconhecimento de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público pelos órgãos fracionários dos Tribunais, com base em julgamentos do plenário ou órgão especial que, embora não guardem identidade absoluta com o caso em concreto, analisaram matéria constitucional equivalente. (…) V – Agravos regimentais improvidos’ (Recurso Extraordinário n 571.968/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 5/6/12) (grifo nosso). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA DESTINADA À MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE DOS MILITARES INSTITUÍDO PELO ESTADO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE n 10. INOVAÇÃO NÃO PERMITIDA NO AGRAVO REGIMENTAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC decisão em pronunciamento de inconstitucionalidade proferido pelo Órgão Especial do Tribunal a quo, não há falar em contrariedade à cláusula da reserva de plenário. Nesse sentido, confira-se: ‘AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ICMS. ADICIONAL. INSTITUIÇÃO POR LEI ESTADUAL. FUNDO ESTADUAL DE COMBATE À POBREZA. CONVALIDAÇÃO PELO ART. 4... DA EMENDA CONSTITUCIONAL 42/2003. AGRAVOS IMPROVIDOS. I – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver orientação consolidada do Supremo Tribunal Federal sobre a questão constitucional discutida. II – Possibilidade de reconhecimento de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público pelos órgãos fracionários dos Tribunais, com base em julgamentos do plenário ou órgão especial que, embora não guardem identidade absoluta com o caso em concreto, analisaram matéria constitucional equivalente. (…) V – Agravos regimentais improvidos’ (Recurso Extraordinário n 571.968/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 5/6/12) (grifo nosso). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA DESTINADA À MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE DOS MILITARES INSTITUÍDO PELO ESTADO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE n 10. INOVAÇÃO NÃO PERMITIDA NO AGRAVO REGIMENTAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 149, § 1..., DA Constituição Federal de 1988. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA À CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. ARTIGO 97 DA Constituição Federal de 1988. NÃO-OCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. (...) 5. Não ofende a cláusula de reserva de plenário o órgão que aplica o disposto no artigo 481, parágrafo único, do Código de Processo Civil. 6. Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 593.948/RJ- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/5/11) (Grifo nosso). ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI MUNICIPAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: INEXISTÊNCIA. ART. 61, §1..., D, DA Constituição Federal de 1988/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DA LEGISLAÇÃO LOCAL: IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. A norma municipal foi declarada inconstitucional pelo órgão especial do TJ/RJ, o que afasta a alegação de ofensa ao princípio da reserva de plenário prevista no art. 97 da Constituição Federal de 1988/88. (...) 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 382.944/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 23/2/11) (grifo nosso). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 149, § 1..., DA Constituição Federal de 1988. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA À CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. ARTIGO 97 DA Constituição Federal de 1988. NÃO-OCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. (...) 5. Não ofende a cláusula de reserva de plenário o órgão que aplica o disposto no artigo 481, parágrafo único, do Código de Processo Civil. 6. Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 593.948/RJ- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/5/11) (Grifo nosso). ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI MUNICIPAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: INEXISTÊNCIA. ART. 61, §1..., D, DA Constituição Federal de 1988/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DA LEGISLAÇÃO LOCAL: IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. A norma municipal foi declarada inconstitucional pelo órgão especial do TJ/RJ, o que afasta a alegação de ofensa ao princípio da reserva de plenário prevista no art. 97 da Constituição Federal de 1988/88. (...) 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 382.944/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 23/2/11) (grifo nosso). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC Insiste o agravante na alegação de que teriam sido violados os artigos 5..., LIV, 14, § 9...; 37 e 38, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “[a]ssentada a premissa de que a alínea b do § 8... do art. 1... da Lei E. n 11.647/2000 é taxativo, impedindo o pagamento do Auxílio-Alimentação durante afastamentos dos servidores, no caso licença para concorrer a mandato eletivo, salta aos olhos que materialmente inconstitucional, não é a norma local, mas sim a decisão que a declarou inconstitucional (…). (...) (…) mesmo que não se admita o recurso extraordinário por ofensa ao art. 97 da Constituição Federal de 1988/1988, uma vez que o Órgão Especial já se manifestou a respeito da inconstitucionalidade Lei 11.647/2000, há ofensa direta e literal ao art. 37 da Constituição Federal de 1988 em razão da concessão de benefício, cuja natureza é de verba indenizatória, a servidor afastado de suas funções, preenchendo-se assim os requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário nos termos no art. 102, III, ‘a’, da Constituição da República Federativa do Brasil – CRFB/88”. Intimada a agravada, nos termos do art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, manifestou-se pelo não conhecimento do agravo, uma vez que o agravante não teria impugnado os fundamentos da decisão ora recorrida. Aduziu, também, que a solução da lide encontraria óbice na Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Assevera, ainda, que “[a]ssim preceitua o art. 1..., II, l da Lei Complementar n 64/90, que dispõe acerca dos casos de inelegibilidade, prazos de cessação e dá outras providências: (…) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC Insiste o agravante na alegação de que teriam sido violados os artigos 5..., LIV, 14, § 9...; 37 e 38, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “[a]ssentada a premissa de que a alínea b do § 8... do art. 1... da Lei E. n 11.647/2000 é taxativo, impedindo o pagamento do Auxílio-Alimentação durante afastamentos dos servidores, no caso licença para concorrer a mandato eletivo, salta aos olhos que materialmente inconstitucional, não é a norma local, mas sim a decisão que a declarou inconstitucional (…). (...) (…) mesmo que não se admita o recurso extraordinário por ofensa ao art. 97 da Constituição Federal de 1988/1988, uma vez que o Órgão Especial já se manifestou a respeito da inconstitucionalidade Lei 11.647/2000, há ofensa direta e literal ao art. 37 da Constituição Federal de 1988 em razão da concessão de benefício, cuja natureza é de verba indenizatória, a servidor afastado de suas funções, preenchendo-se assim os requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário nos termos no art. 102, III, ‘a’, da Constituição da República Federativa do Brasil – CRFB/88”. Intimada a agravada, nos termos do art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, manifestou-se pelo não conhecimento do agravo, uma vez que o agravante não teria impugnado os fundamentos da decisão ora recorrida. Aduziu, também, que a solução da lide encontraria óbice na Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Assevera, ainda, que “[a]ssim preceitua o art. 1..., II, l da Lei Complementar n 64/90, que dispõe acerca dos casos de inelegibilidade, prazos de cessação e dá outras providências: (…) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Relatório ARE 948969 AGR / SC De uma clareza hialina o dispositivo citado, quando resguarda o direito dos servidores públicos afastados para concorrer a mandato eletivo à percepção dos vencimentos integrais. Ora, quando o dispositivo fala “vencimentos integrais” não está fazendo qualquer ressalva pertinente às vantagens recebidas pelos servidores, quaisquer gratificações, de caráter indenizatório ou não. Está garantida sim a percepção da remuneração integral, sem quaisquer supressões ou investidas diretas ou indiretas contra a remuneração dos servidores.” É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC De uma clareza hialina o dispositivo citado, quando resguarda o direito dos servidores públicos afastados para concorrer a mandato eletivo à percepção dos vencimentos integrais. Ora, quando o dispositivo fala “vencimentos integrais” não está fazendo qualquer ressalva pertinente às vantagens recebidas pelos servidores, quaisquer gratificações, de caráter indenizatório ou não. Está garantida sim a percepção da remuneração integral, sem quaisquer supressões ou investidas diretas ou indiretas contra a remuneração dos servidores.” É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que os arts. 5..., inciso LIV; e 37, caput, da Constituição Federal, indicados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que as referidas normas também não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, consoante já assentado, havendo o acórdão atacado fundamentado sua decisão em pronunciamento de inconstitucionalidade proferido pelo Órgão Especial do Tribunal a quo, não há falar em contrariedade à cláusula da reserva de plenário. Sobre o tema, além dos precedentes já citados, confira-se: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Súmula Vinculante 10. Ofensa à cláusula da reserva de Plenário. Inocorrência. Exceção admitida pelo Supremo Tribunal Federal. Reconhecimento da inconstitucionalidade de lei ou ato normativo pelos órgãos fracionários, com base em julgamentos do plenário do Supremo Tribunal Federal ou do órgão especial. 3. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos modificativos” (ARE n 884.584/MG-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../9/15) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação do art. 97 da Constituição Federal de 1988/88. Inexistência. 1. Não ofende a cláusula de reserva de plenário a decisão do Relator ou o acórdão de Turma que se limita a aplicar entendimento anteriormente firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no sentido da inconstitucionalidade de norma. 2. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que os arts. 5..., inciso LIV; e 37, caput, da Constituição Federal, indicados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que as referidas normas também não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, consoante já assentado, havendo o acórdão atacado fundamentado sua decisão em pronunciamento de inconstitucionalidade proferido pelo Órgão Especial do Tribunal a quo, não há falar em contrariedade à cláusula da reserva de plenário. Sobre o tema, além dos precedentes já citados, confira-se: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Súmula Vinculante 10. Ofensa à cláusula da reserva de Plenário. Inocorrência. Exceção admitida pelo Supremo Tribunal Federal. Reconhecimento da inconstitucionalidade de lei ou ato normativo pelos órgãos fracionários, com base em julgamentos do plenário do Supremo Tribunal Federal ou do órgão especial. 3. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos modificativos” (ARE n 884.584/MG-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../9/15) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Alegada violação do art. 97 da Constituição Federal de 1988/88. Inexistência. 1. Não ofende a cláusula de reserva de plenário a decisão do Relator ou o acórdão de Turma que se limita a aplicar entendimento anteriormente firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no sentido da inconstitucionalidade de norma. 2. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 948969 AGR / SC Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 716.050/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o de minha relatoria, DJe de 20/11/14) Por fim, é certo que, para divergir do entendimento assentado no Tribunal de origem e acolher a pretensão do agravante quanto à suposta ofensa às normas constitucionais, seria necessário analisar a legislação local e infraconstitucional pertinente (Lei Estadual 11.647/2000, Decreto Estadual 1.989/2000 e Lei Complementar Federal 64/90), o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. No mesmo sentido, em situações análogas à dos autos, envolvendo os mesmos atos normativos estaduais, registre-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. NECESSIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. 3. RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDADO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRESSUPOSTOS NÃO DEMONSTRADOS. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 846.671/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/13) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE. PAGAMENTO DE AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. DISCIPLINA NA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.8.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 716.050/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o de minha relatoria, DJe de 20/11/14) Por fim, é certo que, para divergir do entendimento assentado no Tribunal de origem e acolher a pretensão do agravante quanto à suposta ofensa às normas constitucionais, seria necessário analisar a legislação local e infraconstitucional pertinente (Lei Estadual 11.647/2000, Decreto Estadual 1.989/2000 e Lei Complementar Federal 64/90), o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. No mesmo sentido, em situações análogas à dos autos, envolvendo os mesmos atos normativos estaduais, registre-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. NECESSIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. 3. RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDADO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRESSUPOSTOS NÃO DEMONSTRADOS. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 846.671/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/13) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE. PAGAMENTO DE AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO. DISCIPLINA NA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.8.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 948969 AGR / SC análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação estadual, aplicável, na espécie, a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 664.999/SC- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 20/6/13) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA A DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE DA ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 669.561/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 15/8/13) Anotem-se, também, as seguintes decisões monocráticas sobre o tema: Recurso Extraordinário n 632.108/MS, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/6/16; ARE 966.483/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/5/16 e ARE 651.941/SC, de minha relatoria, DJe de 22/3/12. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Supremo Tribunal Federal ARE 948969 AGR / SC análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação estadual, aplicável, na espécie, a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 664.999/SC- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 20/6/13) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA A DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE DA ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 669.561/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 15/8/13) Anotem-se, também, as seguintes decisões monocráticas sobre o tema: Recurso Extraordinário n 632.108/MS, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/6/16; ARE 966.483/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/5/16 e ARE 651.941/SC, de minha relatoria, DJe de 22/3/12. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA ALBINA BENEDET PIZZOLOTTO ADV.(A/S) : JOSE SERGIO DA SILVA CRISTOVAM (16298/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210366 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948.969 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA ALBINA BENEDET PIZZOLOTTO ADV.(A/S) : JOSE SERGIO DA SILVA CRISTOVAM (16298/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210366 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 948 . 969", "Súmulas ns 282", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 948969 AGR / SC", "Súmula Vinculante n 10 desta Suprema Corte", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Cível n . 2011 . 005820 - 2", "ARE 948969 AGR / SC Federal", "Súmula Vinculante n 10 desta Suprema Corte", "Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Cível n . 2011 . 005820 - 2", "ARE 948969 AGR / SC 1 /", "Recurso Extraordinário n 258 . 436 / SP - AgR - ED", "AI n 829 . 877 / ES", "AI n 622 . 154 / RS", "AI n 474 . 245 / SP", "Recurso Extraordinário n 258 . 436 / SP - AgR - ED", "AI n 829 . 877 / ES", "AI n 622 . 154 / RS", "AI n 474 . 245 / SP", "ARE 948969 AGR / SC", "SÚMULAS 282", "Recurso Extraordinário n 571 . 968 / RJ - AgR", "SÚMULA VINCULANTE n 10", "ARE 948969 AGR / SC", "SÚMULAS 282", "Recurso Extraordinário n 571 . 968 / RJ - AgR", "SÚMULA VINCULANTE n 10", "ARE 948969 AGR / SC", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 593 . 948 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 382 . 944 / RJ - AgR", "ARE 948969 AGR / SC", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 593 . 948 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 382 . 944 / RJ - AgR", "ARE 948969 AGR / SC", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 948969", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 884 . 584 / MG - AgR - ED", "Súmula Vinculante 10", "ARE n 884 . 584 / MG - AgR - ED", "ARE 948969 AGR / SC", "Recurso Extraordinário n 716 . 050 / PR - AgR", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 846 . 671 / SC - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 948969 AGR / SC", "Recurso Extraordinário n 716 . 050 / PR - AgR", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 846 . 671 / SC - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 948969 AGR / SC", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 664 . 999 / SC - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 669 . 561 / SC - AgR", "Recurso Extraordinário n 632 . 108 / MS", "ARE 966 . 483 / SP", "ARE 651 . 941 / SC", "ARE 948969 AGR / SC", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 664 . 999 / SC - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 669 . 561 / SC - AgR", "Recurso Extraordinário n 632 . 108 / MS", "ARE 966 . 483 / SP", "ARE 651 . 941 / SC" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 11 . 647 / 2000", "Decreto n 1 . 989 / 2000", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . , § 8 . . . , B , DA LEI N . 11 . 647 / 2000", "ART . 2 . . . , B , DO DECRETO N . 1 . 989 / 2000", "artigos 5 . . . , inciso LIV , 14 , § 9 . . . , 37 , 38 e 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . , § 8 . . . , B , DA", "LEI N . 11 . 647 / 2000", "ART . 2 . . . , B , DO", "DECRETO N . 1 . 989 / 2000", "artigos 5 . . . , inciso LIV , 14 , § 9 . . . , 37 , 38 e 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "art . 1 . . . , § 8 . . . , alínea ‘ b ’ , da Lei n 11 . 647 / 00", ". . , alínea ‘ b ’ do Decreto n 1 . 989 / 00", "art . 1 . . . , § 8 . . . , b , da LE n . 11 . 647 / 2000", "art . 2 . . . , b , do Decreto n . 1 . 989 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "art . 1 . . . , § 8 . . . , alínea ‘ b ’ , da Lei n 11 . 647 / 00", "art . 2 . . . , alínea ‘ b ’ do Decreto n 1 . 989 / 00", "art . 1 . . . , § 8 . . . , b , da LE n . 11 . 647 / 2000", "art . 2 . . . , b , do Decreto n . 1 . 989 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . do Decreto - lei n 2 . 434 / 88", "alínea “ a ” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . do Decreto - lei n 2 . 434 / 88", "alínea “ a ” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ART . 4 . . . 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DA", "EMENDA CONSTITUCIONAL 42 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 149 , §", "ARTIGO 97 DA Constituição Federal de 1988", "artigo 481 , parágrafo único , do Código de Processo Civil", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ART . 61 , § 1 . . . , D , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 149 , § 1 . . . , DA Constituição Federal de 1988", "ARTIGO 97 DA Constituição Federal de 1988", "artigo 481 , parágrafo único , do Código de Processo Civil", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ART . 61 , § 1 . . . , D , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , LIV , 14 , § 9 . . . ; 37 e 38 , da Constituição Federal", "alínea b do § 8 . . . do art . 1 . . . da Lei E . n 11 . 647 / 2000", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Lei 11 . 647 /", "art . 37 da Constituição Federal de 1988", "CRFB", "/", "88", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . . . , II , l da Lei Complementar n 64 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , LIV , 14 , § 9 . . . ;", "37 e 38 , da Constituição Federal", "alínea b do § 8 . . . do art . 1 . . . da Lei E . n 11 . 647 / 2000", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Lei 11 . 647 / 2000", "art . 37 da Constituição Federal de 1988", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição da República Federativa do Brasil", "CRFB", "/", "88", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . . . , II , l da Lei Complementar n 64 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , inciso LIV ; e 37 , caput , da Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , inciso LIV ; e 37 , caput , da Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória", "Lei Estadual 11 . 647 / 2000", "Decreto Estadual 1 . 989 / 2000", "Lei Complementar Federal 64 / 90", "ALÍNEA C DO INC . 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Ementa e Acórdão 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MARCELO IZIDORO PIMENTEL ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Furto tentado. Um frasco de desodorante, uma caixa de neosaldina e um sabonete líquido, avaliados em R$ 30,00, restituídos ao estabelecimento comercial. 3. Reincidência. 4. Princípio da Insignificância. 5. Incidência. 6. Possibilidade. 7. Precedentes: Plenário no julgamento conjunto dos HCs 123.108, 123.533 e 123.734, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 1º.2.2016. 8. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 11 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EE3-C623-E4FD-2C84 e senha FF2F-4D66-3174-8C00 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MARCELO IZIDORO PIMENTEL ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal (eDOC 6) da decisão de minha lavra que, com fundamento no artigo 192, caput, do RISTF, concedeu a ordem para determinar a absolvição do paciente. (eDOC 5) Sobre o caso destaco que o paciente foi condenado pela prática do crime de furto tentado (artigo 155, caput, c/c artigo 14, inciso II, ambos do CP) às penas de 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 4 dias-multa, pelo furto de um frasco de desodorante, uma caixa de Neosaldina e um sabonete líquido, avaliados em R$ 30,00, restituídos ao estabelecimento comercial. (eDOC 5, p. 2) Em 12.9.2018, concedi a ordem para determinar a absolvição do paciente, com fundamento no artigo 386, inciso III, do CPP. Irresignado, o MPF interpôs o presente agravo regimental (eDOC 6), no qual alega, em síntese: “No caso, não obstante não se possa negar o pequeno valor da res furtivae – R$ 30,00 –, ainda assim não é caso de aplicação do princípio da insignificância, pois há outras Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB84-758B-0DF0-D94C e senha FD45-0C96-1E52-2021 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MARCELO IZIDORO PIMENTEL ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal (eDOC 6) da decisão de minha lavra que, com fundamento no artigo 192, caput, do RISTF, concedeu a ordem para determinar a absolvição do paciente. (eDOC 5) Sobre o caso destaco que o paciente foi condenado pela prática do crime de furto tentado (artigo 155, caput, c/c artigo 14, inciso II, ambos do CP) às penas de 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 4 dias-multa, pelo furto de um frasco de desodorante, uma caixa de Neosaldina e um sabonete líquido, avaliados em R$ 30,00, restituídos ao estabelecimento comercial. (eDOC 5, p. 2) Em 12.9.2018, concedi a ordem para determinar a absolvição do paciente, com fundamento no artigo 386, inciso III, do CPP. Irresignado, o MPF interpôs o presente agravo regimental (eDOC 6), no qual alega, em síntese: “No caso, não obstante não se possa negar o pequeno valor da res furtivae – R$ 30,00 –, ainda assim não é caso de aplicação do princípio da insignificância, pois há outras Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB84-758B-0DF0-D94C e senha FD45-0C96-1E52-2021 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 161074 AGR / MG circunstâncias do caso em concreto que devem ser analisadas para a aplicação do princípio em comento. O princípio da insignificância foi afastado em primeira instância pois ‘o réu é reincidente, vivendo, ao que parece, de pequenos furtos para sustentar o seu vício em droga’ (f. 252). De igual modo, o TJMG consignou que ‘o acusado já era conhecido pela prática de pequenos furtos’ (f. 313) Verifica-se, portanto, que, apesar de ser pequeno o valor da res furtivae , o réu já é conhecido na região pela prática de pequenos furtos, sendo inclusive reincidente na prática de delitos patrimoniais, o que justifica o afastamento do princípio da insignificância, sob pena de se estimular – no lugar de inibir – a continuidade de sua reiteração delitiva”. (eDOC 6, p. 6) Requer seja provido o presente agravo regimental para que se mantenha a condenação do agravado pela prática do crime de furto tentado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB84-758B-0DF0-D94C e senha FD45-0C96-1E52-2021 Supremo Tribunal Federal HC 161074 AGR / MG circunstâncias do caso em concreto que devem ser analisadas para a aplicação do princípio em comento. O princípio da insignificância foi afastado em primeira instância pois ‘o réu é reincidente, vivendo, ao que parece, de pequenos furtos para sustentar o seu vício em droga’ (f. 252). De igual modo, o TJMG consignou que ‘o acusado já era conhecido pela prática de pequenos furtos’ (f. 313) Verifica-se, portanto, que, apesar de ser pequeno o valor da res furtivae , o réu já é conhecido na região pela prática de pequenos furtos, sendo inclusive reincidente na prática de delitos patrimoniais, o que justifica o afastamento do princípio da insignificância, sob pena de se estimular – no lugar de inibir – a continuidade de sua reiteração delitiva”. (eDOC 6, p. 6) Requer seja provido o presente agravo regimental para que se mantenha a condenação do agravado pela prática do crime de furto tentado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB84-758B-0DF0-D94C e senha FD45-0C96-1E52-2021 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, cuida-se de agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal (eDOC 6) da decisão de minha lavra que, com fundamento no artigo 192, caput, do RISTF, concedeu a ordem para determinar a absolvição do recorrente. (eDOC 5) O Ministério Público Federal defende, em síntese, a não aplicação, ao caso, do princípio da insignificância, sobretudo diante da ausência de previsão legal, bem como do fato de o agravado ser reincidente específico. Pede, pois, o prosseguimento da ação penal contra o ora agravado. (eDOC 6) Todavia, verifico que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão ora impugnada. Inicio afirmando, como fiz na decisão ora impugnada, que a defesa buscou o reconhecimento do princípio da insignificância ao crime de tentativa de furto de um frasco de desodorante, uma caixa de Neosaldina e um sabonete líquido, avaliados em R$ 30,00, restituídos ao estabelecimento comercial (eDOC 2, p. 32). Assim, neste julgamento agora perante a Segunda Turma, reafirmo que, ao julgar o HC 153.983/SP, por mim relatado, decisão monocrática, DJe 3.5.2018, acentuei que, após longo processo de formação, marcado por decisões casuais e excepcionais, o princípio da insignificância acabou por solidificar-se como importante instrumento de aprimoramento do Direito Penal, sendo paulatinamente reconhecido pela jurisprudência dos tribunais superiores, em especial a deste Tribunal. Por isso, reconheci plausibilidade à tese sustentada pela defesa. Em casos análogos, esta Suprema Corte tem reconhecido a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, cuida-se de agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal (eDOC 6) da decisão de minha lavra que, com fundamento no artigo 192, caput, do RISTF, concedeu a ordem para determinar a absolvição do recorrente. (eDOC 5) O Ministério Público Federal defende, em síntese, a não aplicação, ao caso, do princípio da insignificância, sobretudo diante da ausência de previsão legal, bem como do fato de o agravado ser reincidente específico. Pede, pois, o prosseguimento da ação penal contra o ora agravado. (eDOC 6) Todavia, verifico que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão ora impugnada. Inicio afirmando, como fiz na decisão ora impugnada, que a defesa buscou o reconhecimento do princípio da insignificância ao crime de tentativa de furto de um frasco de desodorante, uma caixa de Neosaldina e um sabonete líquido, avaliados em R$ 30,00, restituídos ao estabelecimento comercial (eDOC 2, p. 32). Assim, neste julgamento agora perante a Segunda Turma, reafirmo que, ao julgar o HC 153.983/SP, por mim relatado, decisão monocrática, DJe 3.5.2018, acentuei que, após longo processo de formação, marcado por decisões casuais e excepcionais, o princípio da insignificância acabou por solidificar-se como importante instrumento de aprimoramento do Direito Penal, sendo paulatinamente reconhecido pela jurisprudência dos tribunais superiores, em especial a deste Tribunal. Por isso, reconheci plausibilidade à tese sustentada pela defesa. Em casos análogos, esta Suprema Corte tem reconhecido a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 161074 AGR / MG possibilidade de aplicação do referido princípio. A propósito, menciono os seguintes precedentes: RHC-AgR 153.694/MS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.8.2018; RHC 140.017/SC, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 27.6.2017; HC 96.822/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, unânime, DJe 7.8.2009; HC 92.988/RS, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, unânime, DJe 26.6.2009; HC 156.041/MG, por mim relatado, decisão monocrática, DJe 15.5.2018. Impende destacar, por oportuno, que o princípio da bagatela, como postulado hermenêutico voltado à descriminalização de condutas formalmente típicas, atua, exatamente, sobre a tipicidade. Embora admita que a tipicidade penal deva ser vista sob o prisma da tipicidade formal, assevero, todavia, que, hodiernamente, ganha relevo a denominada tipicidade material, consoante frisou o Ministro Celso de Mello, ao deferir a ordem no HC 98.152/MG (DJe 5.6.2009): “(...) o princípio da insignificância que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada esta na perspectiva de seu caráter material, razão pela qual, como bem sustentou a Defensoria Pública da União, a concessão da ordem de habeas corpus, pelo E. Superior Tribunal de Justiça, deveria ter conduzido, necessariamente, (…) à absolvição do acusado em razão da ausência de crime e não à mera extinção da punibilidade dos fatos praticados”. Para que seja razoável concluir, em caso concreto, no sentido da tipicidade, mister se faz a conjugação da tipicidade formal com a material, sob pena de abandonar-se, assim, o desiderato do próprio ordenamento jurídico criminal. Evidenciando o aplicador do direito a presença da tipicidade formal, mas a ausência da material, encontrar-se-á diante de caso manifestamente atípico. Não é razoável que o Direito Penal e todo o aparelho do estado- polícia e do estado-juiz movimentem-se no sentido de atribuir relevância 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Supremo Tribunal Federal HC 161074 AGR / MG possibilidade de aplicação do referido princípio. A propósito, menciono os seguintes precedentes: RHC-AgR 153.694/MS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.8.2018; RHC 140.017/SC, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 27.6.2017; HC 96.822/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, unânime, DJe 7.8.2009; HC 92.988/RS, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, unânime, DJe 26.6.2009; HC 156.041/MG, por mim relatado, decisão monocrática, DJe 15.5.2018. Impende destacar, por oportuno, que o princípio da bagatela, como postulado hermenêutico voltado à descriminalização de condutas formalmente típicas, atua, exatamente, sobre a tipicidade. Embora admita que a tipicidade penal deva ser vista sob o prisma da tipicidade formal, assevero, todavia, que, hodiernamente, ganha relevo a denominada tipicidade material, consoante frisou o Ministro Celso de Mello, ao deferir a ordem no HC 98.152/MG (DJe 5.6.2009): “(...) o princípio da insignificância que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada esta na perspectiva de seu caráter material, razão pela qual, como bem sustentou a Defensoria Pública da União, a concessão da ordem de habeas corpus, pelo E. Superior Tribunal de Justiça, deveria ter conduzido, necessariamente, (…) à absolvição do acusado em razão da ausência de crime e não à mera extinção da punibilidade dos fatos praticados”. Para que seja razoável concluir, em caso concreto, no sentido da tipicidade, mister se faz a conjugação da tipicidade formal com a material, sob pena de abandonar-se, assim, o desiderato do próprio ordenamento jurídico criminal. Evidenciando o aplicador do direito a presença da tipicidade formal, mas a ausência da material, encontrar-se-á diante de caso manifestamente atípico. Não é razoável que o Direito Penal e todo o aparelho do estado- polícia e do estado-juiz movimentem-se no sentido de atribuir relevância 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 161074 AGR / MG à hipótese de furto de bens avaliados em R$ 30,00 (trinta reais). Isso porque, ante o caráter eminentemente subsidiário que o Direito Penal assume, impõe-se sua intervenção mínima, somente devendo atuar para proteção dos bens jurídicos de maior relevância e transcendência para a vida social. Em outras palavras, não cabe ao Direito Penal, como instrumento de controle mais rígido e duro que é, ocupar-se de condutas insignificantes, que ofendam com o mínimo grau de lesividade o bem jurídico tutelado. Assim, só cabe ao Direito Penal intervir quando outros ramos do direito demonstrarem-se ineficazes para prevenir práticas delituosas (princípio da intervenção mínima ou ultima ratio), limitando-se a punir somente condutas mais graves dirigidas contra os bens jurídicos mais essenciais à sociedade (princípio da fragmentariedade). Dessarte, insta asseverar, ainda, que, para chegar à tipicidade material, há que se pôr em prática juízo de ponderação entre o dano causado pelo agente e a pena que lhe será imposta como consequência da intervenção penal do Estado. A análise da questão, tendo em vista o princípio da proporcionalidade, pode justificar, dessa forma, a ilegitimidade da intervenção estatal por meio do Direito Penal. Dessa forma, destaco que, no caso em apreço, o prejuízo material foi insignificante, considerada a avaliação da res furtiva no valor de R$ 30,00 (trinta reais), bem como o fato de a conduta não ter causado lesividade relevante à ordem social, havendo que incidir, por conseguinte, o postulado da bagatela. Nesses termos, tenho que, a despeito de restar patente a existência da tipicidade formal (perfeita adequação da conduta do agente ao modelo abstrato previsto na lei penal), não incide, no caso, a material, que se traduz na lesividade efetiva e concreta ao bem jurídico tutelado, sendo- lhe atípica a conduta imputada. Quanto à alegação de que o agravado “é conhecido na região pela prática de pequenos furtos, sendo inclusive reincidente na prática de delitos patrimoniais”. (eDOC 6, p. 6) No ponto, registro que, na Turma, tenho-me posicionado, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Supremo Tribunal Federal HC 161074 AGR / MG à hipótese de furto de bens avaliados em R$ 30,00 (trinta reais). Isso porque, ante o caráter eminentemente subsidiário que o Direito Penal assume, impõe-se sua intervenção mínima, somente devendo atuar para proteção dos bens jurídicos de maior relevância e transcendência para a vida social. Em outras palavras, não cabe ao Direito Penal, como instrumento de controle mais rígido e duro que é, ocupar-se de condutas insignificantes, que ofendam com o mínimo grau de lesividade o bem jurídico tutelado. Assim, só cabe ao Direito Penal intervir quando outros ramos do direito demonstrarem-se ineficazes para prevenir práticas delituosas (princípio da intervenção mínima ou ultima ratio), limitando-se a punir somente condutas mais graves dirigidas contra os bens jurídicos mais essenciais à sociedade (princípio da fragmentariedade). Dessarte, insta asseverar, ainda, que, para chegar à tipicidade material, há que se pôr em prática juízo de ponderação entre o dano causado pelo agente e a pena que lhe será imposta como consequência da intervenção penal do Estado. A análise da questão, tendo em vista o princípio da proporcionalidade, pode justificar, dessa forma, a ilegitimidade da intervenção estatal por meio do Direito Penal. Dessa forma, destaco que, no caso em apreço, o prejuízo material foi insignificante, considerada a avaliação da res furtiva no valor de R$ 30,00 (trinta reais), bem como o fato de a conduta não ter causado lesividade relevante à ordem social, havendo que incidir, por conseguinte, o postulado da bagatela. Nesses termos, tenho que, a despeito de restar patente a existência da tipicidade formal (perfeita adequação da conduta do agente ao modelo abstrato previsto na lei penal), não incide, no caso, a material, que se traduz na lesividade efetiva e concreta ao bem jurídico tutelado, sendo- lhe atípica a conduta imputada. Quanto à alegação de que o agravado “é conhecido na região pela prática de pequenos furtos, sendo inclusive reincidente na prática de delitos patrimoniais”. (eDOC 6, p. 6) No ponto, registro que, na Turma, tenho-me posicionado, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 161074 AGR / MG juntamente com Sua Excelência o Ministro Celso de Mello, no sentido da possibilidade de aplicação do princípio da bagatela em casos a envolver reincidentes. Nesse sentido, cito o HC 112.400/RS de minha relatoria, DJe 8.8.2012, e o HC 116.218/MG, de minha relatoria, no qual foi designado redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, DJe 13.12.2013. É que, para aplicação do princípio em comento, somente aspectos de ordem objetiva do fato devem ser analisados. E não poderia ser diferente. Levando em conta que o princípio da insignificância atua como verdadeira causa de exclusão da própria tipicidade, equivocado é afastar-lhe a incidência tão somente pelo fato de o paciente possuir antecedentes criminais. Partindo- se do raciocínio de que crime é fato típico e antijurídico ou, para outros, fato típico, antijurídico e culpável, é certo que, uma vez excluído o fato típico, não há sequer que se falar em crime. Mais recentemente, menciono o acórdão proferido por esta Segunda Turma no RHC 140.017/SC, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 27.6.2017, do qual destaco da respectiva ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. FURTO SIMPLES. REINCIDÊNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INCIDÊNCIA. POSSIBILIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. A aplicação do Princípio da Insignificância, na linha do que decidido por esta Corte, pressupõe ofensividade mínima da conduta do agente, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão jurídica causada e ausência de periculosidade social. (Precedente). 2. No julgamento conjunto dos HCs 123.108, 123.533 e 123.734 (Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 01.02.2016) o Plenário desta Corte firmou o entendimento de que, no delito de furto simples, a reincidência não impede, por si só, a possibilidade de atipia material. Também foi acolhida a tese de que, afastada a possibilidade de reconhecimento do princípio da insignificância por furto, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2º, c, do CP no caso concreto, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Supremo Tribunal Federal HC 161074 AGR / MG juntamente com Sua Excelência o Ministro Celso de Mello, no sentido da possibilidade de aplicação do princípio da bagatela em casos a envolver reincidentes. Nesse sentido, cito o HC 112.400/RS de minha relatoria, DJe 8.8.2012, e o HC 116.218/MG, de minha relatoria, no qual foi designado redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, DJe 13.12.2013. É que, para aplicação do princípio em comento, somente aspectos de ordem objetiva do fato devem ser analisados. E não poderia ser diferente. Levando em conta que o princípio da insignificância atua como verdadeira causa de exclusão da própria tipicidade, equivocado é afastar-lhe a incidência tão somente pelo fato de o paciente possuir antecedentes criminais. Partindo- se do raciocínio de que crime é fato típico e antijurídico ou, para outros, fato típico, antijurídico e culpável, é certo que, uma vez excluído o fato típico, não há sequer que se falar em crime. Mais recentemente, menciono o acórdão proferido por esta Segunda Turma no RHC 140.017/SC, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 27.6.2017, do qual destaco da respectiva ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. FURTO SIMPLES. REINCIDÊNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INCIDÊNCIA. POSSIBILIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. A aplicação do Princípio da Insignificância, na linha do que decidido por esta Corte, pressupõe ofensividade mínima da conduta do agente, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão jurídica causada e ausência de periculosidade social. (Precedente). 2. No julgamento conjunto dos HCs 123.108, 123.533 e 123.734 (Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 01.02.2016) o Plenário desta Corte firmou o entendimento de que, no delito de furto simples, a reincidência não impede, por si só, a possibilidade de atipia material. Também foi acolhida a tese de que, afastada a possibilidade de reconhecimento do princípio da insignificância por furto, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2º, c, do CP no caso concreto, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 161074 AGR / MG com base no princípio da proporcionalidade. 3. No caso em análise, trata-se de furto simples de um botijão de gás usado, avaliado em R$ 80,00 (oitenta reais), em que a res furtiva, além ser de pequena monta, foi restituída à vítima. Ademais, não está caracterizada a habitualidade delitiva específica em delitos patrimoniais. 4. Recurso provido para restabelecer a sentença de primeiro grau que reconheceu a aplicação do princípio da insignificância e absolveu o paciente do delito de furto”. Por conseguinte, reputo mais coerente a linha de entendimento segundo a qual, para incidência do princípio da bagatela, devem ser analisadas as circunstâncias objetivas em que se deu a prática delituosa, o fato em si, não os atributos inerentes ao agente, sob pena de, ao proceder- se à análise subjetiva, dar-se prioridade ao contestado e ultrapassado direito penal do autor em detrimento do direito penal do fato. É certo, todavia, que as Turmas do STF já se posicionaram no sentido de afastar a aplicação do princípio da insignificância aos acusados reincidentes ou de habitualidade delitiva comprovada: HC 97.007/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 31.3.2011; HC 101.998/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 22.3.2011; HC 103.359/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 6.8.2010; e HC 102.088/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 21.5.2010, dentre outros. Com relação a esse aspecto, respeito esse entendimento no sentido de afastar a aplicação do princípio da insignificância aos acusados reincidentes ou de habitualidade delitiva comprovada, contudo, levando em conta as circunstâncias peculiares do caso (valor ínfimo de R$ 30,00 e ausência de violência), entendi que razão assistia à defesa e, assim, reconheci a atipicidade da conduta do recorrente, fundamentos que entendo incólumes para afastar a presente pretensão recursal do Ministério Público Federal. Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo regimental no habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Supremo Tribunal Federal HC 161074 AGR / MG com base no princípio da proporcionalidade. 3. No caso em análise, trata-se de furto simples de um botijão de gás usado, avaliado em R$ 80,00 (oitenta reais), em que a res furtiva, além ser de pequena monta, foi restituída à vítima. Ademais, não está caracterizada a habitualidade delitiva específica em delitos patrimoniais. 4. Recurso provido para restabelecer a sentença de primeiro grau que reconheceu a aplicação do princípio da insignificância e absolveu o paciente do delito de furto”. Por conseguinte, reputo mais coerente a linha de entendimento segundo a qual, para incidência do princípio da bagatela, devem ser analisadas as circunstâncias objetivas em que se deu a prática delituosa, o fato em si, não os atributos inerentes ao agente, sob pena de, ao proceder- se à análise subjetiva, dar-se prioridade ao contestado e ultrapassado direito penal do autor em detrimento do direito penal do fato. É certo, todavia, que as Turmas do STF já se posicionaram no sentido de afastar a aplicação do princípio da insignificância aos acusados reincidentes ou de habitualidade delitiva comprovada: HC 97.007/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 31.3.2011; HC 101.998/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 22.3.2011; HC 103.359/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 6.8.2010; e HC 102.088/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 21.5.2010, dentre outros. Com relação a esse aspecto, respeito esse entendimento no sentido de afastar a aplicação do princípio da insignificância aos acusados reincidentes ou de habitualidade delitiva comprovada, contudo, levando em conta as circunstâncias peculiares do caso (valor ínfimo de R$ 30,00 e ausência de violência), entendi que razão assistia à defesa e, assim, reconheci a atipicidade da conduta do recorrente, fundamentos que entendo incólumes para afastar a presente pretensão recursal do Ministério Público Federal. Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo regimental no habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MARCELO IZIDORO PIMENTEL ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AB4-2C2A-8E74-023A e senha 541F-51D6-85E3-0DBA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MARCELO IZIDORO PIMENTEL ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AB4-2C2A-8E74-023A e senha 541F-51D6-85E3-0DBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748762193
2018-11-12T00:00:00
2018-11-30T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Furto tentado. Um frasco de desodorante, uma caixa de neosaldina e um sabonete líquido, avaliados em R$ 30,00, restituídos ao estabelecimento comercial. 3. Reincidência. 4. Princípio da Insignificância. 5. Incidência. 6. Possibilidade. 7. Precedentes: Plenário no julgamento conjunto dos HCs 123.108, 123.533 e 123.734, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 1º.2.2016. 8. Negativa de provimento ao agravo regimental.
sjur395567
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, REINCIDÊNCIA) HC 92988 (2ªT), HC 96822 (1ªT), HC 97007 (2ªT), HC 98152 (2ªT), HC 101998 (1ªT), HC 102088 (1ªT), HC 103359 (1ªT), HC 112400 (2ªT), HC 116218 (2ªT), HC 123108 (TP), HC 123533 (TP), HC 123734 (TP), RHC 140017 (2ªT), RHC 153694 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, REINCIDÊNCIA) HC 153983. Número de páginas: 9. Análise: 24/01/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
161074
null
HC-AgR
acordaos
HC 161074 AgR
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AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MARCELO IZIDORO PIMENTEL ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MARCELO IZIDORO PIMENTEL ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Furto tentado. Um frasco de desodorante, uma caixa de neosaldina e um sabonete líquido, avaliados em R$ 30,00, restituídos ao estabelecimento comercial. 3. Reincidência. 4. Princípio da Insignificância. 5. Incidência. 6. Possibilidade. 7. Precedentes: Plenário no julgamento conjunto dos HCs 123.108, 123.533 e 123.734, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 1....2.2016. 8. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 11 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EE3-C623-E4FD-2C84 e senha FF2F-4D66-3174-8C00 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MARCELO IZIDORO PIMENTEL ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal (eDOC 6) da decisão de minha lavra que, com fundamento no artigo 192, caput, do RISTF, concedeu a ordem para determinar a absolvição do paciente. (eDOC 5) Sobre o caso destaco que o paciente foi condenado pela prática do crime de furto tentado (artigo 155, caput, c/c artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal Brasileiro) às penas de 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 4 dias-multa, pelo furto de um frasco de desodorante, uma caixa de Neosaldina e um sabonete líquido, avaliados em R$ 30,00, restituídos ao estabelecimento comercial. (eDOC 5, p. 2) Em 12.9.2018, concedi a ordem para determinar a absolvição do paciente, com fundamento no artigo 386, inciso III, do CPP. Irresignado, o MPF interpôs o presente agravo regimental (eDOC 6), no qual alega, em síntese: “No caso, não obstante não se possa negar o pequeno valor da res furtivae – R$ 30,00 –, ainda assim não é caso de aplicação do princípio da insignificância, pois há outras Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB84-758B-0DF0-D94C e senha FD45-0C96-1E52-2021 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MARCELO IZIDORO PIMENTEL ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal (eDOC 6) da decisão de minha lavra que, com fundamento no artigo 192, caput, do RISTF, concedeu a ordem para determinar a absolvição do paciente. (eDOC 5) Sobre o caso destaco que o paciente foi condenado pela prática do crime de furto tentado (artigo 155, caput, c/c artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal Brasileiro) às penas de 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 4 dias-multa, pelo furto de um frasco de desodorante, uma caixa de Neosaldina e um sabonete líquido, avaliados em R$ 30,00, restituídos ao estabelecimento comercial. (eDOC 5, p. 2) Em 12.9.2018, concedi a ordem para determinar a absolvição do paciente, com fundamento no artigo 386, inciso III, do CPP. Irresignado, o MPF interpôs o presente agravo regimental (eDOC 6), no qual alega, em síntese: “No caso, não obstante não se possa negar o pequeno valor da res furtivae – R$ 30,00 –, ainda assim não é caso de aplicação do princípio da insignificância, pois há outras Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB84-758B-0DF0-D94C e senha FD45-0C96-1E52-2021 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 161074 AGR / MG circunstâncias do caso em concreto que devem ser analisadas para a aplicação do princípio em comento. O princípio da insignificância foi afastado em primeira instância pois ‘o réu é reincidente, vivendo, ao que parece, de pequenos furtos para sustentar o seu vício em droga’ (f. 252). De igual modo, o TJMG consignou que ‘o acusado já era conhecido pela prática de pequenos furtos’ (f. 313) Verifica-se, portanto, que, apesar de ser pequeno o valor da res furtivae , o réu já é conhecido na região pela prática de pequenos furtos, sendo inclusive reincidente na prática de delitos patrimoniais, o que justifica o afastamento do princípio da insignificância, sob pena de se estimular – no lugar de inibir – a continuidade de sua reiteração delitiva”. (eDOC 6, p. 6) Requer seja provido o presente agravo regimental para que se mantenha a condenação do agravado pela prática do crime de furto tentado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB84-758B-0DF0-D94C e senha FD45-0C96-1E52-2021 Supremo Tribunal Federal HC 161074 AGR / MG circunstâncias do caso em concreto que devem ser analisadas para a aplicação do princípio em comento. O princípio da insignificância foi afastado em primeira instância pois ‘o réu é reincidente, vivendo, ao que parece, de pequenos furtos para sustentar o seu vício em droga’ (f. 252). De igual modo, o TJMG consignou que ‘o acusado já era conhecido pela prática de pequenos furtos’ (f. 313) Verifica-se, portanto, que, apesar de ser pequeno o valor da res furtivae , o réu já é conhecido na região pela prática de pequenos furtos, sendo inclusive reincidente na prática de delitos patrimoniais, o que justifica o afastamento do princípio da insignificância, sob pena de se estimular – no lugar de inibir – a continuidade de sua reiteração delitiva”. (eDOC 6, p. 6) Requer seja provido o presente agravo regimental para que se mantenha a condenação do agravado pela prática do crime de furto tentado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB84-758B-0DF0-D94C e senha FD45-0C96-1E52-2021 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, cuida-se de agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal (eDOC 6) da decisão de minha lavra que, com fundamento no artigo 192, caput, do RISTF, concedeu a ordem para determinar a absolvição do recorrente. (eDOC 5) O Ministério Público Federal defende, em síntese, a não aplicação, ao caso, do princípio da insignificância, sobretudo diante da ausência de previsão legal, bem como do fato de o agravado ser reincidente específico. Pede, pois, o prosseguimento da ação penal contra o ora agravado. (eDOC 6) Todavia, verifico que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão ora impugnada. Inicio afirmando, como fiz na decisão ora impugnada, que a defesa buscou o reconhecimento do princípio da insignificância ao crime de tentativa de furto de um frasco de desodorante, uma caixa de Neosaldina e um sabonete líquido, avaliados em R$ 30,00, restituídos ao estabelecimento comercial (eDOC 2, p. 32). Assim, neste julgamento agora perante a Segunda Turma, reafirmo que, ao julgar o HC 153.983/SP, por mim relatado, decisão monocrática, DJe 3.5.2018, acentuei que, após longo processo de formação, marcado por decisões casuais e excepcionais, o princípio da insignificância acabou por solidificar-se como importante instrumento de aprimoramento do Direito Penal, sendo paulatinamente reconhecido pela jurisprudência dos tribunais superiores, em especial a deste Tribunal. Por isso, reconheci plausibilidade à tese sustentada pela defesa. Em casos análogos, esta Suprema Corte tem reconhecido a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, cuida-se de agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal (eDOC 6) da decisão de minha lavra que, com fundamento no artigo 192, caput, do RISTF, concedeu a ordem para determinar a absolvição do recorrente. (eDOC 5) O Ministério Público Federal defende, em síntese, a não aplicação, ao caso, do princípio da insignificância, sobretudo diante da ausência de previsão legal, bem como do fato de o agravado ser reincidente específico. Pede, pois, o prosseguimento da ação penal contra o ora agravado. (eDOC 6) Todavia, verifico que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão ora impugnada. Inicio afirmando, como fiz na decisão ora impugnada, que a defesa buscou o reconhecimento do princípio da insignificância ao crime de tentativa de furto de um frasco de desodorante, uma caixa de Neosaldina e um sabonete líquido, avaliados em R$ 30,00, restituídos ao estabelecimento comercial (eDOC 2, p. 32). Assim, neste julgamento agora perante a Segunda Turma, reafirmo que, ao julgar o HC 153.983/SP, por mim relatado, decisão monocrática, DJe 3.5.2018, acentuei que, após longo processo de formação, marcado por decisões casuais e excepcionais, o princípio da insignificância acabou por solidificar-se como importante instrumento de aprimoramento do Direito Penal, sendo paulatinamente reconhecido pela jurisprudência dos tribunais superiores, em especial a deste Tribunal. Por isso, reconheci plausibilidade à tese sustentada pela defesa. Em casos análogos, esta Suprema Corte tem reconhecido a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 161074 AGR / MG possibilidade de aplicação do referido princípio. A propósito, menciono os seguintes precedentes: RHC-AgR 153.694/MS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.8.2018; RHC 140.017/SC, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 27.6.2017; HC 96.822/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, unânime, DJe 7.8.2009; HC 92.988/RS, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, unânime, DJe 26.6.2009; HC 156.041/MG, por mim relatado, decisão monocrática, DJe 15.5.2018. Impende destacar, por oportuno, que o princípio da bagatela, como postulado hermenêutico voltado à descriminalização de condutas formalmente típicas, atua, exatamente, sobre a tipicidade. Embora admita que a tipicidade penal deva ser vista sob o prisma da tipicidade formal, assevero, todavia, que, hodiernamente, ganha relevo a denominada tipicidade material, consoante frisou o Ministro Celso de Mello, ao deferir a ordem no HC 98.152/MG (DJe 5.6.2009): “(...) o princípio da insignificância que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada esta na perspectiva de seu caráter material, razão pela qual, como bem sustentou a Defensoria Pública da União, a concessão da ordem de habeas corpus, pelo E. Superior Tribunal de Justiça, deveria ter conduzido, necessariamente, (…) à absolvição do acusado em razão da ausência de crime e não à mera extinção da punibilidade dos fatos praticados”. Para que seja razoável concluir, em caso concreto, no sentido da tipicidade, mister se faz a conjugação da tipicidade formal com a material, sob pena de abandonar-se, assim, o desiderato do próprio ordenamento jurídico criminal. Evidenciando o aplicador do direito a presença da tipicidade formal, mas a ausência da material, encontrar-se-á diante de caso manifestamente atípico. Não é razoável que o Direito Penal e todo o aparelho do estado- polícia e do estado-juiz movimentem-se no sentido de atribuir relevância 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Supremo Tribunal Federal HC 161074 AGR / MG possibilidade de aplicação do referido princípio. A propósito, menciono os seguintes precedentes: RHC-AgR 153.694/MS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 27.8.2018; RHC 140.017/SC, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 27.6.2017; HC 96.822/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, unânime, DJe 7.8.2009; HC 92.988/RS, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, unânime, DJe 26.6.2009; HC 156.041/MG, por mim relatado, decisão monocrática, DJe 15.5.2018. Impende destacar, por oportuno, que o princípio da bagatela, como postulado hermenêutico voltado à descriminalização de condutas formalmente típicas, atua, exatamente, sobre a tipicidade. Embora admita que a tipicidade penal deva ser vista sob o prisma da tipicidade formal, assevero, todavia, que, hodiernamente, ganha relevo a denominada tipicidade material, consoante frisou o Ministro Celso de Mello, ao deferir a ordem no HC 98.152/MG (DJe 5.6.2009): “(...) o princípio da insignificância que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada esta na perspectiva de seu caráter material, razão pela qual, como bem sustentou a Defensoria Pública da União, a concessão da ordem de habeas corpus, pelo E. Superior Tribunal de Justiça, deveria ter conduzido, necessariamente, (…) à absolvição do acusado em razão da ausência de crime e não à mera extinção da punibilidade dos fatos praticados”. Para que seja razoável concluir, em caso concreto, no sentido da tipicidade, mister se faz a conjugação da tipicidade formal com a material, sob pena de abandonar-se, assim, o desiderato do próprio ordenamento jurídico criminal. Evidenciando o aplicador do direito a presença da tipicidade formal, mas a ausência da material, encontrar-se-á diante de caso manifestamente atípico. Não é razoável que o Direito Penal e todo o aparelho do estado- polícia e do estado-juiz movimentem-se no sentido de atribuir relevância 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 161074 AGR / MG à hipótese de furto de bens avaliados em R$ 30,00 (trinta reais). Isso porque, ante o caráter eminentemente subsidiário que o Direito Penal assume, impõe-se sua intervenção mínima, somente devendo atuar para proteção dos bens jurídicos de maior relevância e transcendência para a vida social. Em outras palavras, não cabe ao Direito Penal, como instrumento de controle mais rígido e duro que é, ocupar-se de condutas insignificantes, que ofendam com o mínimo grau de lesividade o bem jurídico tutelado. Assim, só cabe ao Direito Penal intervir quando outros ramos do direito demonstrarem-se ineficazes para prevenir práticas delituosas (princípio da intervenção mínima ou ultima ratio), limitando-se a punir somente condutas mais graves dirigidas contra os bens jurídicos mais essenciais à sociedade (princípio da fragmentariedade). Dessarte, insta asseverar, ainda, que, para chegar à tipicidade material, há que se pôr em prática juízo de ponderação entre o dano causado pelo agente e a pena que lhe será imposta como consequência da intervenção penal do Estado. A análise da questão, tendo em vista o princípio da proporcionalidade, pode justificar, dessa forma, a ilegitimidade da intervenção estatal por meio do Direito Penal. Dessa forma, destaco que, no caso em apreço, o prejuízo material foi insignificante, considerada a avaliação da res furtiva no valor de R$ 30,00 (trinta reais), bem como o fato de a conduta não ter causado lesividade relevante à ordem social, havendo que incidir, por conseguinte, o postulado da bagatela. Nesses termos, tenho que, a despeito de restar patente a existência da tipicidade formal (perfeita adequação da conduta do agente ao modelo abstrato previsto na lei penal), não incide, no caso, a material, que se traduz na lesividade efetiva e concreta ao bem jurídico tutelado, sendo- lhe atípica a conduta imputada. Quanto à alegação de que o agravado “é conhecido na região pela prática de pequenos furtos, sendo inclusive reincidente na prática de delitos patrimoniais”. (eDOC 6, p. 6) No ponto, registro que, na Turma, tenho-me posicionado, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Supremo Tribunal Federal HC 161074 AGR / MG à hipótese de furto de bens avaliados em R$ 30,00 (trinta reais). Isso porque, ante o caráter eminentemente subsidiário que o Direito Penal assume, impõe-se sua intervenção mínima, somente devendo atuar para proteção dos bens jurídicos de maior relevância e transcendência para a vida social. Em outras palavras, não cabe ao Direito Penal, como instrumento de controle mais rígido e duro que é, ocupar-se de condutas insignificantes, que ofendam com o mínimo grau de lesividade o bem jurídico tutelado. Assim, só cabe ao Direito Penal intervir quando outros ramos do direito demonstrarem-se ineficazes para prevenir práticas delituosas (princípio da intervenção mínima ou ultima ratio), limitando-se a punir somente condutas mais graves dirigidas contra os bens jurídicos mais essenciais à sociedade (princípio da fragmentariedade). Dessarte, insta asseverar, ainda, que, para chegar à tipicidade material, há que se pôr em prática juízo de ponderação entre o dano causado pelo agente e a pena que lhe será imposta como consequência da intervenção penal do Estado. A análise da questão, tendo em vista o princípio da proporcionalidade, pode justificar, dessa forma, a ilegitimidade da intervenção estatal por meio do Direito Penal. Dessa forma, destaco que, no caso em apreço, o prejuízo material foi insignificante, considerada a avaliação da res furtiva no valor de R$ 30,00 (trinta reais), bem como o fato de a conduta não ter causado lesividade relevante à ordem social, havendo que incidir, por conseguinte, o postulado da bagatela. Nesses termos, tenho que, a despeito de restar patente a existência da tipicidade formal (perfeita adequação da conduta do agente ao modelo abstrato previsto na lei penal), não incide, no caso, a material, que se traduz na lesividade efetiva e concreta ao bem jurídico tutelado, sendo- lhe atípica a conduta imputada. Quanto à alegação de que o agravado “é conhecido na região pela prática de pequenos furtos, sendo inclusive reincidente na prática de delitos patrimoniais”. (eDOC 6, p. 6) No ponto, registro que, na Turma, tenho-me posicionado, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 161074 AGR / MG juntamente com Sua Excelência o Ministro Celso de Mello, no sentido da possibilidade de aplicação do princípio da bagatela em casos a envolver reincidentes. Nesse sentido, cito o HC 112.400/RS de minha relatoria, DJe 8.8.2012, e o HC 116.218/MG, de minha relatoria, no qual foi designado redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, DJe 13.12.2013. É que, para aplicação do princípio em comento, somente aspectos de ordem objetiva do fato devem ser analisados. E não poderia ser diferente. Levando em conta que o princípio da insignificância atua como verdadeira causa de exclusão da própria tipicidade, equivocado é afastar-lhe a incidência tão somente pelo fato de o paciente possuir antecedentes criminais. Partindo- se do raciocínio de que crime é fato típico e antijurídico ou, para outros, fato típico, antijurídico e culpável, é certo que, uma vez excluído o fato típico, não há sequer que se falar em crime. Mais recentemente, menciono o acórdão proferido por esta Segunda Turma no RHC 140.017/SC, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 27.6.2017, do qual destaco da respectiva ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. FURTO SIMPLES. REINCIDÊNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INCIDÊNCIA. POSSIBILIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. A aplicação do Princípio da Insignificância, na linha do que decidido por esta Corte, pressupõe ofensividade mínima da conduta do agente, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão jurídica causada e ausência de periculosidade social. (Precedente). 2. No julgamento conjunto dos HCs 123.108, 123.533 e 123.734 (Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 01.02.2016) o Plenário desta Corte firmou o entendimento de que, no delito de furto simples, a reincidência não impede, por si só, a possibilidade de atipia material. Também foi acolhida a tese de que, afastada a possibilidade de reconhecimento do princípio da insignificância por furto, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2..., c, do Código Penal Brasileiro no caso concreto, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Supremo Tribunal Federal HC 161074 AGR / MG juntamente com Sua Excelência o Ministro Celso de Mello, no sentido da possibilidade de aplicação do princípio da bagatela em casos a envolver reincidentes. Nesse sentido, cito o HC 112.400/RS de minha relatoria, DJe 8.8.2012, e o HC 116.218/MG, de minha relatoria, no qual foi designado redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, DJe 13.12.2013. É que, para aplicação do princípio em comento, somente aspectos de ordem objetiva do fato devem ser analisados. E não poderia ser diferente. Levando em conta que o princípio da insignificância atua como verdadeira causa de exclusão da própria tipicidade, equivocado é afastar-lhe a incidência tão somente pelo fato de o paciente possuir antecedentes criminais. Partindo- se do raciocínio de que crime é fato típico e antijurídico ou, para outros, fato típico, antijurídico e culpável, é certo que, uma vez excluído o fato típico, não há sequer que se falar em crime. Mais recentemente, menciono o acórdão proferido por esta Segunda Turma no RHC 140.017/SC, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 27.6.2017, do qual destaco da respectiva ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. FURTO SIMPLES. REINCIDÊNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INCIDÊNCIA. POSSIBILIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. A aplicação do Princípio da Insignificância, na linha do que decidido por esta Corte, pressupõe ofensividade mínima da conduta do agente, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão jurídica causada e ausência de periculosidade social. (Precedente). 2. No julgamento conjunto dos HCs 123.108, 123.533 e 123.734 (Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 01.02.2016) o Plenário desta Corte firmou o entendimento de que, no delito de furto simples, a reincidência não impede, por si só, a possibilidade de atipia material. Também foi acolhida a tese de que, afastada a possibilidade de reconhecimento do princípio da insignificância por furto, eventual sanção privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2..., c, do Código Penal Brasileiro no caso concreto, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 161074 AGR / MG com base no princípio da proporcionalidade. 3. No caso em análise, trata-se de furto simples de um botijão de gás usado, avaliado em R$ 80,00 (oitenta reais), em que a res furtiva, além ser de pequena monta, foi restituída à vítima. Ademais, não está caracterizada a habitualidade delitiva específica em delitos patrimoniais. 4. Recurso provido para restabelecer a sentença de primeiro grau que reconheceu a aplicação do princípio da insignificância e absolveu o paciente do delito de furto”. Por conseguinte, reputo mais coerente a linha de entendimento segundo a qual, para incidência do princípio da bagatela, devem ser analisadas as circunstâncias objetivas em que se deu a prática delituosa, o fato em si, não os atributos inerentes ao agente, sob pena de, ao proceder- se à análise subjetiva, dar-se prioridade ao contestado e ultrapassado direito penal do autor em detrimento do direito penal do fato. É certo, todavia, que as Turmas do Supremo Tribunal Federal já se posicionaram no sentido de afastar a aplicação do princípio da insignificância aos acusados reincidentes ou de habitualidade delitiva comprovada: HC 97.007/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 31.3.2011; HC 101.998/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 22.3.2011; HC 103.359/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 6.8.2010; e HC 102.088/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 21.5.2010, dentre outros. Com relação a esse aspecto, respeito esse entendimento no sentido de afastar a aplicação do princípio da insignificância aos acusados reincidentes ou de habitualidade delitiva comprovada, contudo, levando em conta as circunstâncias peculiares do caso (valor ínfimo de R$ 30,00 e ausência de violência), entendi que razão assistia à defesa e, assim, reconheci a atipicidade da conduta do recorrente, fundamentos que entendo incólumes para afastar a presente pretensão recursal do Ministério Público Federal. Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo regimental no habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Supremo Tribunal Federal HC 161074 AGR / MG com base no princípio da proporcionalidade. 3. No caso em análise, trata-se de furto simples de um botijão de gás usado, avaliado em R$ 80,00 (oitenta reais), em que a res furtiva, além ser de pequena monta, foi restituída à vítima. Ademais, não está caracterizada a habitualidade delitiva específica em delitos patrimoniais. 4. Recurso provido para restabelecer a sentença de primeiro grau que reconheceu a aplicação do princípio da insignificância e absolveu o paciente do delito de furto”. Por conseguinte, reputo mais coerente a linha de entendimento segundo a qual, para incidência do princípio da bagatela, devem ser analisadas as circunstâncias objetivas em que se deu a prática delituosa, o fato em si, não os atributos inerentes ao agente, sob pena de, ao proceder- se à análise subjetiva, dar-se prioridade ao contestado e ultrapassado direito penal do autor em detrimento do direito penal do fato. É certo, todavia, que as Turmas do Supremo Tribunal Federal já se posicionaram no sentido de afastar a aplicação do princípio da insignificância aos acusados reincidentes ou de habitualidade delitiva comprovada: HC 97.007/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 31.3.2011; HC 101.998/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 22.3.2011; HC 103.359/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 6.8.2010; e HC 102.088/RS, rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 21.5.2010, dentre outros. Com relação a esse aspecto, respeito esse entendimento no sentido de afastar a aplicação do princípio da insignificância aos acusados reincidentes ou de habitualidade delitiva comprovada, contudo, levando em conta as circunstâncias peculiares do caso (valor ínfimo de R$ 30,00 e ausência de violência), entendi que razão assistia à defesa e, assim, reconheci a atipicidade da conduta do recorrente, fundamentos que entendo incólumes para afastar a presente pretensão recursal do Ministério Público Federal. Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo regimental no habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C2-4932-B220-B0D2 e senha D40E-5D06-D141-6638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MARCELO IZIDORO PIMENTEL ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AB4-2C2A-8E74-023A e senha 541F-51D6-85E3-0DBA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.074 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MARCELO IZIDORO PIMENTEL ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AB4-2C2A-8E74-023A e senha 541F-51D6-85E3-0DBA Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 161 . 074", "HCs 123 . 108", ".", "533", "734", "HABEAS CORPUS 161 . 074", "HABEAS CORPUS 161 . 074", "HC 161074 AGR / MG", "HC 161074 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 161 . 074", "HC 153 . 983 / SP", "HABEAS CORPUS 161 . 074", "HC 153 . 983 / SP", "HC 161074 AGR / MG", "RHC", "-", "AgR 153 . 694 / MS", "RHC 140 . 017 / SC", "HC 96 . 822 / RS", "HC 92 . 988 / RS", "HC 156 . 041 / MG", "HC 98 . 152 / MG", "HC 161074 AGR / MG", "RHC", "-", "AgR 153 . 694 / MS", "RHC 140 . 017 / SC", "HC 96 . 822 / RS", "HC 92 . 988 / RS", "HC 156 . 041 / MG", "HC 98 . 152 / MG", "HC 161074 AGR / MG", "HC 161074 AGR / MG", "HC 161074 AGR / MG", "HC 112 . 400 / RS", "HC 116 . 218 / MG", "RHC 140 . 017 / SC", "HCs 123 . 108", "123", ".", "533", "123", ".", "734", "HC 161074 AGR / MG", "HC 112 . 400 / RS", "HC 116 . 218 / MG", "RHC 140 . 017 / SC", "HCs 123 . 108", "734", "HC 161074 AGR / MG", "HC 97 . 007 / SP", "HC 101 . 998 / MG", "HC 103 . 359 / RS", "HC 102 . 088 / RS", "HC 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2001", "art . 33 , § 2 . . . , c , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , c , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Ministério Público Federal", "MPF", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Ministério Público Federal", "MPF", "TJMG", "Supremo Tribunal Federal", "TJMG", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público Federal", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público Federal", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma", "Suprema Corte", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Defensoria Pública da União", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Defensoria Pública da União", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Ministério Público Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MARCELO IZIDORO PIMENTEL", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCELO IZIDORO PIMENTEL", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCELO IZIDORO PIMENTEL", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Edson Fachin", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Celso de Mello", "Edson Fachin", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "MARCELO IZIDORO PIMENTEL", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "MARCELO IZIDORO PIMENTEL", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "11", "/", "2018", ".", ".", "2", ".", "2016", "2", "11 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "12", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "12", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "3", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", 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"2011", "22", ".", "3", ".", "2011", "6", ".", "8", ".", "2010", "21", ".", "5", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "2", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO - CONAB ADV.(A/S) :APOENA ALMEIDA MACHADO ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS AGDO.(A/S) :LINDOMAR ALVES FRANCA ADV.(A/S) :ROBERTO GOMES FERREIRA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Anistia. Efeitos financeiros. Lei nº 8.878/94. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É inviável, em recurso extraordinário, o exame da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 636/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414045. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 999889 AGR / GO Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414045. Supremo Tribunal Federal ARE 999889 AGR / GO Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414045. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO - CONAB ADV.(A/S) :APOENA ALMEIDA MACHADO ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS AGDO.(A/S) :LINDOMAR ALVES FRANCA ADV.(A/S) :ROBERTO GOMES FERREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Companhia Nacional de Abastecimento interpõe tempestivo agravo regimental (31/10/16) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. CONAB. LEI DE ANISTIA. READMISSÃO. EFEITOS. A Lei nº 8.878/94, que dispõe sobre a concessão de anistia aos servidores e aos empregados públicos da União, demitidos ou exonerados no período de 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992, estabelece no seu artigo 6º que a anistia só gerará efeitos financeiros a partir do efetivo retorno à atividade, vedada a remuneração de qualquer espécie em caráter retroativo. Nesse sentido é a Orientação Jurisprudencial Transitória nº 56 desta Corte, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414043. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO - CONAB ADV.(A/S) :APOENA ALMEIDA MACHADO ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS AGDO.(A/S) :LINDOMAR ALVES FRANCA ADV.(A/S) :ROBERTO GOMES FERREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Companhia Nacional de Abastecimento interpõe tempestivo agravo regimental (31/10/16) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. CONAB. LEI DE ANISTIA. READMISSÃO. EFEITOS. A Lei nº 8.878/94, que dispõe sobre a concessão de anistia aos servidores e aos empregados públicos da União, demitidos ou exonerados no período de 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992, estabelece no seu artigo 6º que a anistia só gerará efeitos financeiros a partir do efetivo retorno à atividade, vedada a remuneração de qualquer espécie em caráter retroativo. Nesse sentido é a Orientação Jurisprudencial Transitória nº 56 desta Corte, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 999889 AGR / GO com a qual se coaduna a decisão regional. Agravo a que se nega provimento’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Decido. Não merece trânsito a alegada violação do artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal, uma vez que a afronta ao referido dispositivo constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste a agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 5º, inciso II, da Constituição Federal, porquanto “(…) [o] artigo 6º, da Lei n° 8.878/94, estabelece que a anistia só gera efeitos financeiros a partir do efetivo retorno à atividade,vedando a remuneração de QUALQUER ESPÉCIE EM CARÁTER RETROATIVO”. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, o agravado manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414043. Supremo Tribunal Federal ARE 999889 AGR / GO com a qual se coaduna a decisão regional. Agravo a que se nega provimento’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Decido. Não merece trânsito a alegada violação do artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal, uma vez que a afronta ao referido dispositivo constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste a agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 5º, inciso II, da Constituição Federal, porquanto “(…) [o] artigo 6º, da Lei n° 8.878/94, estabelece que a anistia só gera efeitos financeiros a partir do efetivo retorno à atividade,vedando a remuneração de QUALQUER ESPÉCIE EM CARÁTER RETROATIVO”. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, o agravado manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. Colhe-se do voto conduto do acórdão recorrido o seguinte: “Em que pese aos argumentos da agravante, mantenho o despacho agravado por seus próprios e jurídicos fundamentos, in verbis: ‘A Reclamada insurge-se contra o acórdão, argumentando que o Reclamante não faz jus à licença- prêmio no período posterior a sua readmissão, tendo em vista que a partir desta data foi celebrado novo contrato de trabalho entre as partes e que tais vantagens pecuniárias somente são devidas aos empregados admitidos até 13/10/1996. Por outro lado, defende a tese de que a Lei da Anistia (nº 8.878/94) ‘vedou expressamente o pagamento de salários e consectários com data retroativa ao retorno das atividades’ (fl. 223 dos autos físicos). Consta do acórdão (fls. 208/214 dos autos físicos): (…) Especificamente sobre a licença prêmio, o art. 134 do regulamento de pessoal da CONAB preceitua: (...) Destarte, como o contrato de trabalho no caso do reclamante permaneceu em vigor durante o lapso de afastamento respectivo, o texto reproduzido não macula sua pretensão.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, para divergir desse entendimento e acolher a pretensão da agravante, seria necessário examinar a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o regulamento de pessoal da CONAB, o que é inadmissível no recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. Colhe-se do voto conduto do acórdão recorrido o seguinte: “Em que pese aos argumentos da agravante, mantenho o despacho agravado por seus próprios e jurídicos fundamentos, in verbis: ‘A Reclamada insurge-se contra o acórdão, argumentando que o Reclamante não faz jus à licença- prêmio no período posterior a sua readmissão, tendo em vista que a partir desta data foi celebrado novo contrato de trabalho entre as partes e que tais vantagens pecuniárias somente são devidas aos empregados admitidos até 13/10/1996. Por outro lado, defende a tese de que a Lei da Anistia (nº 8.878/94) ‘vedou expressamente o pagamento de salários e consectários com data retroativa ao retorno das atividades’ (fl. 223 dos autos físicos). Consta do acórdão (fls. 208/214 dos autos físicos): (…) Especificamente sobre a licença prêmio, o art. 134 do regulamento de pessoal da CONAB preceitua: (...) Destarte, como o contrato de trabalho no caso do reclamante permaneceu em vigor durante o lapso de afastamento respectivo, o texto reproduzido não macula sua pretensão.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, para divergir desse entendimento e acolher a pretensão da agravante, seria necessário examinar a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o regulamento de pessoal da CONAB, o que é inadmissível no recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 999889 AGR / GO extraordinário. Incidência da Súmula nº 636/STF. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL (DECRETO 1.499/95 E LEI 8.878/94). IMPOSSIBILIDADE. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 941.096/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 28/10/15). “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. Princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. 3. Preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Existência. 4. Reintegração. Anistia. Lei 8.878/94 e Decreto 6.077/07. Matéria de índole infraconstitucional. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 893.871/PR- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/10/15). “DIREITO DO TRABALHO. ANISTIA. EFEITOS FINANCEIROS. PROGRESSÃO FUNCIONAL. LEI 8.878/94. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.11.2010. O Tribunal a quo se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Supremo Tribunal Federal ARE 999889 AGR / GO extraordinário. Incidência da Súmula nº 636/STF. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL (DECRETO 1.499/95 E LEI 8.878/94). IMPOSSIBILIDADE. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 941.096/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 28/10/15). “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. Princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. 3. Preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Existência. 4. Reintegração. Anistia. Lei 8.878/94 e Decreto 6.077/07. Matéria de índole infraconstitucional. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 893.871/PR- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/10/15). “DIREITO DO TRABALHO. ANISTIA. EFEITOS FINANCEIROS. PROGRESSÃO FUNCIONAL. LEI 8.878/94. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.11.2010. O Tribunal a quo se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 999889 AGR / GO infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 648.363/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/9/14). Nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Supremo Tribunal Federal ARE 999889 AGR / GO infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 648.363/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/9/14). Nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO CONAB ADV.(A/S) : APOENA ALMEIDA MACHADO (1614-A/PE, 3444/PI) ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF) ADV.(A/S) : PEDRO LOPES RAMOS (7481/DF) AGDO.(A/S) : LINDOMAR ALVES FRANCA ADV.(A/S) : ROBERTO GOMES FERREIRA (11723/DF, 23699/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210417 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO CONAB ADV.(A/S) : APOENA ALMEIDA MACHADO (1614-A/PE, 3444/PI) ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF) ADV.(A/S) : PEDRO LOPES RAMOS (7481/DF) AGDO.(A/S) : LINDOMAR ALVES FRANCA ADV.(A/S) : ROBERTO GOMES FERREIRA (11723/DF, 23699/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210417 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12425298
2016-12-09T00:00:00
2017-02-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Anistia. Efeitos financeiros. Lei nº 8.878/94. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É inviável, em recurso extraordinário, o exame da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 636/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.
sjur363340
- Acórdão(s) citado(s): (ANISTIA, EFEITOS) ARE 648363 AgR (1ªT), ARE 893871 ED (2ªT), ARE 941096 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 23/02/2017, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
999889
[ "LEG-FED LEI-008878 ANO-1994\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 999889 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO - CONAB ADV.(A/S) : APOENA ALMEIDA MACHADO ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) : PEDRO LOPES RAMOS AGDO.(A/S) : LINDOMAR ALVES FRANCA ADV.(A/S) : ROBERTO GOMES FERREIRA
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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO - CONAB ADV.(A/S) :APOENA ALMEIDA MACHADO ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS AGDO.(A/S) :LINDOMAR ALVES FRANCA ADV.(A/S) :ROBERTO GOMES FERREIRA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Anistia. Efeitos financeiros. Lei n 8.878/94. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É inviável, em recurso extraordinário, o exame da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414045. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 999889 AGR / GO Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414045. Supremo Tribunal Federal ARE 999889 AGR / GO Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414045. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO - CONAB ADV.(A/S) :APOENA ALMEIDA MACHADO ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS AGDO.(A/S) :LINDOMAR ALVES FRANCA ADV.(A/S) :ROBERTO GOMES FERREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Companhia Nacional de Abastecimento interpõe tempestivo agravo regimental (31/10/16) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI n 13.015/2014. CONAB. LEI DE ANISTIA. READMISSÃO. EFEITOS. A Lei n 8.878/94, que dispõe sobre a concessão de anistia aos servidores e aos empregados públicos da União, demitidos ou exonerados no período de 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992, estabelece no seu artigo 6... que a anistia só gerará efeitos financeiros a partir do efetivo retorno à atividade, vedada a remuneração de qualquer espécie em caráter retroativo. Nesse sentido é a Orientação Jurisprudencial Transitória n 56 desta Corte, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414043. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO - CONAB ADV.(A/S) :APOENA ALMEIDA MACHADO ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :PEDRO LOPES RAMOS AGDO.(A/S) :LINDOMAR ALVES FRANCA ADV.(A/S) :ROBERTO GOMES FERREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Companhia Nacional de Abastecimento interpõe tempestivo agravo regimental (31/10/16) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI n 13.015/2014. CONAB. LEI DE ANISTIA. READMISSÃO. EFEITOS. A Lei n 8.878/94, que dispõe sobre a concessão de anistia aos servidores e aos empregados públicos da União, demitidos ou exonerados no período de 16 de março de 1990 e 30 de setembro de 1992, estabelece no seu artigo 6... que a anistia só gerará efeitos financeiros a partir do efetivo retorno à atividade, vedada a remuneração de qualquer espécie em caráter retroativo. Nesse sentido é a Orientação Jurisprudencial Transitória n 56 desta Corte, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 999889 AGR / GO com a qual se coaduna a decisão regional. Agravo a que se nega provimento’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Decido. Não merece trânsito a alegada violação do artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal, uma vez que a afronta ao referido dispositivo constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste a agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 5..., inciso II, da Constituição Federal, porquanto “(…) [o] artigo 6..., da Lei n 8.878/94, estabelece que a anistia só gera efeitos financeiros a partir do efetivo retorno à atividade,vedando a remuneração de QUALQUER ESPÉCIE EM CARÁTER RETROATIVO”. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, o agravado manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414043. Supremo Tribunal Federal ARE 999889 AGR / GO com a qual se coaduna a decisão regional. Agravo a que se nega provimento’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Decido. Não merece trânsito a alegada violação do artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal, uma vez que a afronta ao referido dispositivo constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Insiste a agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 5..., inciso II, da Constituição Federal, porquanto “(…) [o] artigo 6..., da Lei n 8.878/94, estabelece que a anistia só gera efeitos financeiros a partir do efetivo retorno à atividade,vedando a remuneração de QUALQUER ESPÉCIE EM CARÁTER RETROATIVO”. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, o agravado manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. Colhe-se do voto conduto do acórdão recorrido o seguinte: “Em que pese aos argumentos da agravante, mantenho o despacho agravado por seus próprios e jurídicos fundamentos, in verbis: ‘A Reclamada insurge-se contra o acórdão, argumentando que o Reclamante não faz jus à licença- prêmio no período posterior a sua readmissão, tendo em vista que a partir desta data foi celebrado novo contrato de trabalho entre as partes e que tais vantagens pecuniárias somente são devidas aos empregados admitidos até 13/10/1996. Por outro lado, defende a tese de que a Lei da Anistia (n 8.878/94) ‘vedou expressamente o pagamento de salários e consectários com data retroativa ao retorno das atividades’ (fl. 223 dos autos físicos). Consta do acórdão (fls. 208/214 dos autos físicos): (…) Especificamente sobre a licença prêmio, o art. 134 do regulamento de pessoal da CONAB preceitua: (...) Destarte, como o contrato de trabalho no caso do reclamante permaneceu em vigor durante o lapso de afastamento respectivo, o texto reproduzido não macula sua pretensão.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, para divergir desse entendimento e acolher a pretensão da agravante, seria necessário examinar a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o regulamento de pessoal da CONAB, o que é inadmissível no recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. Colhe-se do voto conduto do acórdão recorrido o seguinte: “Em que pese aos argumentos da agravante, mantenho o despacho agravado por seus próprios e jurídicos fundamentos, in verbis: ‘A Reclamada insurge-se contra o acórdão, argumentando que o Reclamante não faz jus à licença- prêmio no período posterior a sua readmissão, tendo em vista que a partir desta data foi celebrado novo contrato de trabalho entre as partes e que tais vantagens pecuniárias somente são devidas aos empregados admitidos até 13/10/1996. Por outro lado, defende a tese de que a Lei da Anistia (n 8.878/94) ‘vedou expressamente o pagamento de salários e consectários com data retroativa ao retorno das atividades’ (fl. 223 dos autos físicos). Consta do acórdão (fls. 208/214 dos autos físicos): (…) Especificamente sobre a licença prêmio, o art. 134 do regulamento de pessoal da CONAB preceitua: (...) Destarte, como o contrato de trabalho no caso do reclamante permaneceu em vigor durante o lapso de afastamento respectivo, o texto reproduzido não macula sua pretensão.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, para divergir desse entendimento e acolher a pretensão da agravante, seria necessário examinar a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o regulamento de pessoal da CONAB, o que é inadmissível no recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 999889 AGR / GO extraordinário. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL (DECRETO 1.499/95 E LEI 8.878/94). IMPOSSIBILIDADE. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 941.096/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 28/10/15). “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. Princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. 3. Preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Existência. 4. Reintegração. Anistia. Lei 8.878/94 e Decreto 6.077/07. Matéria de índole infraconstitucional. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 893.871/PR- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/10/15). “DIREITO DO TRABALHO. ANISTIA. EFEITOS FINANCEIROS. PROGRESSÃO FUNCIONAL. LEI 8.878/94. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.11.2010. O Tribunal a quo se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Supremo Tribunal Federal ARE 999889 AGR / GO extraordinário. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL (DECRETO 1.499/95 E LEI 8.878/94). IMPOSSIBILIDADE. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 941.096/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 28/10/15). “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. Princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. 3. Preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Existência. 4. Reintegração. Anistia. Lei 8.878/94 e Decreto 6.077/07. Matéria de índole infraconstitucional. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 893.871/PR- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/10/15). “DIREITO DO TRABALHO. ANISTIA. EFEITOS FINANCEIROS. PROGRESSÃO FUNCIONAL. LEI 8.878/94. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.11.2010. O Tribunal a quo se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 999889 AGR / GO infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 648.363/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/9/14). Nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Supremo Tribunal Federal ARE 999889 AGR / GO infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 648.363/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/9/14). Nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12414042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO CONAB ADV.(A/S) : APOENA ALMEIDA MACHADO (1614-A/PE, 3444/PI) ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF) ADV.(A/S) : PEDRO LOPES RAMOS (7481/DF) AGDO.(A/S) : LINDOMAR ALVES FRANCA ADV.(A/S) : ROBERTO GOMES FERREIRA (11723/DF, 23699/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210417 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 999.889 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO CONAB ADV.(A/S) : APOENA ALMEIDA MACHADO (1614-A/PE, 3444/PI) ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF) ADV.(A/S) : PEDRO LOPES RAMOS (7481/DF) AGDO.(A/S) : LINDOMAR ALVES FRANCA ADV.(A/S) : ROBERTO GOMES FERREIRA (11723/DF, 23699/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210417 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 999889 AGR / GO", "ARE 999889 AGR / GO", "ARE 999889 AGR", "Súmula n 636 desta Corte", "Súmula n 636 desta Corte", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 941 . 096 / DF - AgR", "ARE n 893 . 871 / PR - AgR", "ARE 999889 AGR / GO extraordinário", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 941 . 096 / DF - AgR", "ARE n 893 . 871 / PR - AgR", "ARE n 648 . 363 /", "ARE 999889 AGR /", "ARE n 648 . 363 / DF - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 8 . 878 / 94", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 13 . 015 / 2014", "Lei n 8 . 878 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 13 . 015 / 2014", "Lei n 8 . 878 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 6 . . . , da", "Lei n 8 . 878 / 94", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 6 . . . , da Lei n 8 . 878 / 94", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei da Anistia", "n 8 . 878 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei da Anistia", "n 8 . 878 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO 1 . 499 / 95", "LEI 8 . 878 / 94", "Lei 8 . 878 / 94", "Decreto 6 . 077 / 07", "LEI 8 . 878 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO 1 . 499 / 95", "LEI 8 . 878 / 94", "Lei 8 . 878 / 94", "Decreto 6 . 077 / 07", "LEI 8 . 878 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :HILDA DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. NÃO CONFIGURAÇÃO DE AÇÃO DE COBRANÇA. NÃO INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 269 E 271 DESTA CORTE. INTEGRAL CUMPRIMENTO DA PORTARIA DE ANISTIA. INCIDÊNCIA DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. CONSECTÁRIOS LEGALMENTE DEVIDOS. CABIMENTO DO WRIT. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA PROVIDO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Os valores retroativos previstos nas portarias de anistia deverão ser acrecidos de juros moratórios e de correção monetária, que, por serem consectários legais da condenação (art. 322, § 1º, do CPC/2015), incidem independentemente de pronunciamento judicial expresso. Precedente do Plenário: RE 553.710 ED, Relator Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgado em 01/08/2018, DJe 24.08.2018. 2. In casu, o recurso ordinário volta-se contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que assentou ser “inviável ampliar o objeto da demanda para definição da quantia a ser adicionada a título de juros e correção monetária”. 3. Agravo interno DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A927-1EFD-9606-7A9B e senha 0FF6-D15E-F9B8-A069 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RMS 35057 AGR / DF da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A927-1EFD-9606-7A9B e senha 0FF6-D15E-F9B8-A069 Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A927-1EFD-9606-7A9B e senha 0FF6-D15E-F9B8-A069 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :HILDA DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que prolatei, assim ementada: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. NÃO CONFIGURAÇÃO DE AÇÃO DE COBRANÇA. NÃO INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 269 E 271 DESTA CORTE. INTEGRAL CUMPRIMENTO DA PORTARIA DE ANISTIA. INCIDÊNCIA DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. CONSECTÁRIOS LEGALMENTE DEVIDOS. CABIMENTO DO WRIT. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA PROVIDO. Originariamente, o mandamus foi impetrado contra ato do Ministro de Estado da Defesa que não efetuou o pagamento de valores retroativos relacionados à reparação econômica devido em virtude da concessão de anistia política. Argumentou o impetrante que a Portaria, editada pelo Ministro da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :HILDA DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que prolatei, assim ementada: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. NÃO CONFIGURAÇÃO DE AÇÃO DE COBRANÇA. NÃO INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 269 E 271 DESTA CORTE. INTEGRAL CUMPRIMENTO DA PORTARIA DE ANISTIA. INCIDÊNCIA DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. CONSECTÁRIOS LEGALMENTE DEVIDOS. CABIMENTO DO WRIT. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA PROVIDO. Originariamente, o mandamus foi impetrado contra ato do Ministro de Estado da Defesa que não efetuou o pagamento de valores retroativos relacionados à reparação econômica devido em virtude da concessão de anistia política. Argumentou o impetrante que a Portaria, editada pelo Ministro da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RMS 35057 AGR / DF Justiça, reconheceu em seu benefício a condição de anistiado político, concedendo-lhe reparação econômica de caráter indenizatório, em prestação mensal permanente e continuada, com efeitos retroativos. Afirmou, ainda, que os arts. 12, § 4º, e 18, parágrafo único, da Lei 10.559/2002, fixaram prazo de sessenta dias para cumprimento das obrigações estabelecidas nos processos de anistia política. O Tribunal a quo concedeu a segurança para determinar o pagamento dos efeitos retroativos advindos do reconhecimento da condição de anistiado político, no entanto, entendeu que a fixação e o pagamento dos juros e correção monetária deverão ser demandados em ação própria. Irresignado, o impetrante manejou o recurso ordinário alegando que os juros e correção monetária, dada a natureza de verbas acessórias em relação ao pedido principal, são consectários legais imprescindíveis para que o credor efetivamente receba o valor que lhe é devido. Após analisar o feito, dei provimento ao recurso ordinário, salientando que a parcela retroativa da reparação econômica, decorrente do reconhecimento da condição de anistiado político, engloba, também, os juros legais e a correção monetária, nos termos do art. 322, § 1º, do CPC/2015. Em face deste decisum a União manejou o presente agravo interno. Defende, em síntese, que o mandado de segurança consiste em garantia constitucional limitada à apuração da ofensa ao direito líquido e certo, que, no caso, foi o reconhecimento da omissão no dever de providenciar o pagamento dos valores retroativos previstos na portaria de anistia, de acordo com valor nominal estabelecido no ato administrativo. Dessa forma, deferir o pleito de que a quantia seja 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF Justiça, reconheceu em seu benefício a condição de anistiado político, concedendo-lhe reparação econômica de caráter indenizatório, em prestação mensal permanente e continuada, com efeitos retroativos. Afirmou, ainda, que os arts. 12, § 4º, e 18, parágrafo único, da Lei 10.559/2002, fixaram prazo de sessenta dias para cumprimento das obrigações estabelecidas nos processos de anistia política. O Tribunal a quo concedeu a segurança para determinar o pagamento dos efeitos retroativos advindos do reconhecimento da condição de anistiado político, no entanto, entendeu que a fixação e o pagamento dos juros e correção monetária deverão ser demandados em ação própria. Irresignado, o impetrante manejou o recurso ordinário alegando que os juros e correção monetária, dada a natureza de verbas acessórias em relação ao pedido principal, são consectários legais imprescindíveis para que o credor efetivamente receba o valor que lhe é devido. Após analisar o feito, dei provimento ao recurso ordinário, salientando que a parcela retroativa da reparação econômica, decorrente do reconhecimento da condição de anistiado político, engloba, também, os juros legais e a correção monetária, nos termos do art. 322, § 1º, do CPC/2015. Em face deste decisum a União manejou o presente agravo interno. Defende, em síntese, que o mandado de segurança consiste em garantia constitucional limitada à apuração da ofensa ao direito líquido e certo, que, no caso, foi o reconhecimento da omissão no dever de providenciar o pagamento dos valores retroativos previstos na portaria de anistia, de acordo com valor nominal estabelecido no ato administrativo. Dessa forma, deferir o pleito de que a quantia seja 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RMS 35057 AGR / DF adicionada de juros e correção monetária significaria ampliar o objeto da demanda, o que esbarraria no óbice da Súmula 269 do STF. É o Relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF adicionada de juros e correção monetária significaria ampliar o objeto da demanda, o que esbarraria no óbice da Súmula 269 do STF. É o Relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Como bem ressaltado pelo decisum impugnado, o writ foi impetrado no Superior Tribunal de Justiça objetivando o pagamento de valores retroativos relacionados à reparação econômica devidos em virtude da concessão de anistia política pelo Ministro da Justiça. O e. STJ, ao julgar o feito, concedeu a segurança para determinar o pagamento desses valores, mas sem a incidência de juros e correção monetária. Irresignado, o recorrente insurgiu-se contra a parte do acórdão recorrido que assentou que é “Inviável, portanto, ampliar o objeto da demanda para definição da quantia a ser adicionada a título de juros e correção monetária, pois, em tal hipótese, o feito assumiria os contornos de ação de cobrança, escopo absolutamente estranho ao mandado de segurança.” Nesse ponto, ressaltei que a jurisprudência pátria reconhece a inviabilidade da utilização do mandado de segurança como sucedâneo de ação que vise a cobrança de obrigações patrimoniais vencidas. A matéria restou sintetizada nas Súmulas 269 e 271 do STF, in verbis: Súmula 269 O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança. Súmula 271 Concessão de mandado de segurança não produz efeitos patrimoniais em relação a período pretérito, os quais devem ser Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Como bem ressaltado pelo decisum impugnado, o writ foi impetrado no Superior Tribunal de Justiça objetivando o pagamento de valores retroativos relacionados à reparação econômica devidos em virtude da concessão de anistia política pelo Ministro da Justiça. O e. STJ, ao julgar o feito, concedeu a segurança para determinar o pagamento desses valores, mas sem a incidência de juros e correção monetária. Irresignado, o recorrente insurgiu-se contra a parte do acórdão recorrido que assentou que é “Inviável, portanto, ampliar o objeto da demanda para definição da quantia a ser adicionada a título de juros e correção monetária, pois, em tal hipótese, o feito assumiria os contornos de ação de cobrança, escopo absolutamente estranho ao mandado de segurança.” Nesse ponto, ressaltei que a jurisprudência pátria reconhece a inviabilidade da utilização do mandado de segurança como sucedâneo de ação que vise a cobrança de obrigações patrimoniais vencidas. A matéria restou sintetizada nas Súmulas 269 e 271 do STF, in verbis: Súmula 269 O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança. Súmula 271 Concessão de mandado de segurança não produz efeitos patrimoniais em relação a período pretérito, os quais devem ser Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF reclamados administrativamente ou pela via judicial própria. Apesar disso, a controvérsia sub examine não se encaixa na vedação contida nas referidas súmulas editadas por esta Corte. É que, no caso em questão, busca-se o cumprimento integral de obrigação de fazer consubstanciada em ato administrativo – portaria anistiadora do Ministro da Justiça – que expressamente reconheceu direito líquido e certo à reparação econômica em prestação mensal, com efeitos financeiros retroativos. Nesse contexto, o que se demanda no writ não é a concessão de indenização patrimonial pretérita em razão do reconhecimento de anistia política, uma vez que tanto a condição de anistiado, como a reparação econômica devida já foram declarados pela Administração Pública. Na realidade, o que se pretende é o cumprimento integral do direito previsto na Portaria, inclusive aos efeitos financeiros retroativos. Assim, não há se falar em pretensão de efeitos patrimoniais anteriores à impetração do mandado de segurança, conforme já reconheceu esta Corte ao examinar questão similar a dos autos, ao julgar o RE 553.710, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 31/8/2017, feito submetido à sistemática da repercussão geral. Transcrevo a ementa: “Direito Constitucional e Administrativo. Mandado de segurança. Anistiado político. Pagamento retroativo de prestação mensal concedida. Norma que torna vinculante requisição ou decisão administrativa de órgão competente que determina o pagamento pela União. Dívida da Fazenda Pública que não foi reconhecida por decisão do Poder Judiciário. Afastamento do regime do art. 100 da Constituição Federal. Obrigação de fazer que está sendo descumprida. Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Tese fixada. 1. Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos arts. 167, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF reclamados administrativamente ou pela via judicial própria. Apesar disso, a controvérsia sub examine não se encaixa na vedação contida nas referidas súmulas editadas por esta Corte. É que, no caso em questão, busca-se o cumprimento integral de obrigação de fazer consubstanciada em ato administrativo – portaria anistiadora do Ministro da Justiça – que expressamente reconheceu direito líquido e certo à reparação econômica em prestação mensal, com efeitos financeiros retroativos. Nesse contexto, o que se demanda no writ não é a concessão de indenização patrimonial pretérita em razão do reconhecimento de anistia política, uma vez que tanto a condição de anistiado, como a reparação econômica devida já foram declarados pela Administração Pública. Na realidade, o que se pretende é o cumprimento integral do direito previsto na Portaria, inclusive aos efeitos financeiros retroativos. Assim, não há se falar em pretensão de efeitos patrimoniais anteriores à impetração do mandado de segurança, conforme já reconheceu esta Corte ao examinar questão similar a dos autos, ao julgar o RE 553.710, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 31/8/2017, feito submetido à sistemática da repercussão geral. Transcrevo a ementa: “Direito Constitucional e Administrativo. Mandado de segurança. Anistiado político. Pagamento retroativo de prestação mensal concedida. Norma que torna vinculante requisição ou decisão administrativa de órgão competente que determina o pagamento pela União. Dívida da Fazenda Pública que não foi reconhecida por decisão do Poder Judiciário. Afastamento do regime do art. 100 da Constituição Federal. Obrigação de fazer que está sendo descumprida. Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Tese fixada. 1. Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos arts. 167, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF II, e 169, § 1º, I e II, da Constituição Federal, a possibilidade, ou não, de se determinar o pagamento imediato, em sede de mandado de segurança, de valores retroativos devidos a título de reparação econômica a anistiados políticos, assim declarados com base em portaria expedida pelo Ministro de Estado da Justiça, com fundamento no art. 8º, caput, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e na lei. 2. Declarado anistiado político por portaria do Ministro de Estado da Justiça, a falta de cumprimento da determinação de providências por parte da União, por intermédio do Ministério competente, no prazo previsto no parágrafo único do art. 18 da Lei nº 10.599/2002 caracteriza omissão ilegal e violação de direito líquido e certo. (...) 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 6. Fixada a seguinte tese de repercussão geral, dividida em três pontos: i) Reconhecido o direito à anistia política, a falta de cumprimento de requisição ou determinação de providências por parte da União, por intermédio do órgão competente, no prazo previsto nos arts. 12, § 4º, e 18, caput e parágrafo único, da Lei nº 10.599/02, caracteriza ilegalidade e violação de direito líquido e certo. ii) Havendo rubricas no orçamento destinadas ao pagamento das indenizações devidas aos anistiados políticos e não demonstrada a ausência de disponibilidade de caixa, a União há de promover o pagamento do valor ao anistiado no prazo de 60 dias. iii) Na ausência ou na insuficiência de disponibilidade orçamentária no exercício em curso, cumpre à União promover sua previsão no projeto de lei orçamentária imediatamente seguinte.” (Grifos próprios). Noutro giro, a falta de menção, na portaria, dos juros e da correção monetária devidos, além dos respectivos critérios para o cálculo, não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF II, e 169, § 1º, I e II, da Constituição Federal, a possibilidade, ou não, de se determinar o pagamento imediato, em sede de mandado de segurança, de valores retroativos devidos a título de reparação econômica a anistiados políticos, assim declarados com base em portaria expedida pelo Ministro de Estado da Justiça, com fundamento no art. 8º, caput, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e na lei. 2. Declarado anistiado político por portaria do Ministro de Estado da Justiça, a falta de cumprimento da determinação de providências por parte da União, por intermédio do Ministério competente, no prazo previsto no parágrafo único do art. 18 da Lei nº 10.599/2002 caracteriza omissão ilegal e violação de direito líquido e certo. (...) 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 6. Fixada a seguinte tese de repercussão geral, dividida em três pontos: i) Reconhecido o direito à anistia política, a falta de cumprimento de requisição ou determinação de providências por parte da União, por intermédio do órgão competente, no prazo previsto nos arts. 12, § 4º, e 18, caput e parágrafo único, da Lei nº 10.599/02, caracteriza ilegalidade e violação de direito líquido e certo. ii) Havendo rubricas no orçamento destinadas ao pagamento das indenizações devidas aos anistiados políticos e não demonstrada a ausência de disponibilidade de caixa, a União há de promover o pagamento do valor ao anistiado no prazo de 60 dias. iii) Na ausência ou na insuficiência de disponibilidade orçamentária no exercício em curso, cumpre à União promover sua previsão no projeto de lei orçamentária imediatamente seguinte.” (Grifos próprios). Noutro giro, a falta de menção, na portaria, dos juros e da correção monetária devidos, além dos respectivos critérios para o cálculo, não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF impede que esses valores sejam demandados em mandado de segurança, pois configuram meros consectários legais de direito explicitamente reconhecido. Com efeito, a previsão legal encartada no art. 322, § 1º, do CPC/2015 determina que os juros legais e a correção monetária compreendem-se no pedido principal, demonstrando o caráter acessório, mas inexorável dessas parcelas em relação à obrigação patrimonial substancialmente demandada. Por oportuno, transcrevo o que dispõe a referida norma, in verbis: “Art. 322. O pedido deve ser certo. § 1º Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive os honorários advocatícios.” De fato, reconhecido o direito líquido e certo a determinado valor, a prestação jurisdicional efetiva se perfaz a partir da determinação de pagamento do principal acrescido dos reflexos legais derivados do adimplemento tardio da pretensão, que tinha prazo certo para cumprimento, determinado por ato normativo. Além disso, essa orientação atende o princípio da economia processual, evitando a proposição de nova ação, que buscará, apenas, os consectários legais de um direito já reconhecido e não usufruído por mora ilegítima da Administração Pública. Nessa linha, ressalto que esse entendimento tem sido adotado por esta Corte em casos análogos, conforme se extrai das seguintes decisões: RMS 35.224, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 18/4/2018, RMS 35.349, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 1º/6/2018, RMS 35.346, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 17/5/2018, RMS 28.502, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 4/5/2018, RMS 35.401-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/5/2018, e RMS 28.716 AgR, Relator Min. Edson Fachin, Segunda Turma, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF impede que esses valores sejam demandados em mandado de segurança, pois configuram meros consectários legais de direito explicitamente reconhecido. Com efeito, a previsão legal encartada no art. 322, § 1º, do CPC/2015 determina que os juros legais e a correção monetária compreendem-se no pedido principal, demonstrando o caráter acessório, mas inexorável dessas parcelas em relação à obrigação patrimonial substancialmente demandada. Por oportuno, transcrevo o que dispõe a referida norma, in verbis: “Art. 322. O pedido deve ser certo. § 1º Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive os honorários advocatícios.” De fato, reconhecido o direito líquido e certo a determinado valor, a prestação jurisdicional efetiva se perfaz a partir da determinação de pagamento do principal acrescido dos reflexos legais derivados do adimplemento tardio da pretensão, que tinha prazo certo para cumprimento, determinado por ato normativo. Além disso, essa orientação atende o princípio da economia processual, evitando a proposição de nova ação, que buscará, apenas, os consectários legais de um direito já reconhecido e não usufruído por mora ilegítima da Administração Pública. Nessa linha, ressalto que esse entendimento tem sido adotado por esta Corte em casos análogos, conforme se extrai das seguintes decisões: RMS 35.224, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 18/4/2018, RMS 35.349, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 1º/6/2018, RMS 35.346, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 17/5/2018, RMS 28.502, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 4/5/2018, RMS 35.401-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/5/2018, e RMS 28.716 AgR, Relator Min. Edson Fachin, Segunda Turma, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF DJe de 22/08/2018, estes últimos portando as seguintes ementas, in verbis: “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Recurso ordinário provido para se reformar parcialmente o acórdão recorrido. Integral cumprimento da portaria de anistia em que se reconhecera ao agravado a condição de anistiado político, assegurando-se-lhe o pagamento da reparação econômica devida com efeitos financeiros retroativos, acrescida de juros moratórios e correção monetária. Juros de mora e correção monetária constituem consectários legais. Agravo regimental não provido. 1. Cuida-se de recurso ordinário em mandado de segurança por ato omissivo por meio do qual se busca o cumprimento integral de obrigação de fazer contida em portaria de anistia do Ministro de Estado da Justiça na qual se reconhecera ao agravado a condição de anistiado político e se determinara o pagamento de reparação econômica em prestação mensal, permanente e continuada, com efeitos financeiros retroativos (Lei nº 10.559/02), e não mera ação de cobrança de valores atrasados em face da Fazenda Pública. 2. A mora da Administração quanto ao pagamento dos efeitos financeiros retroativos está configurada a partir do 61º (sexagésimo primeiro) dia após a publicação da portaria concessiva de anistia, nos termos do art. 12, § 4º, da Lei nº 10.559/02. 3. Os juros de mora e a correção monetária são consectários legais da condenação. 4. Agravo regimental não provido.” “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. PAGAMENTO IMEDIATO DE REPARAÇÃO. POSSIBILIDADE. SÚMULA 261 DO STF. NÃO INCIDÊNCIA. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. POSSIBILIDADE. 1. Nos termos da orientação firmada no RE 553.710 (Tema 394 da sistemática da repercussão geral), havendo a previsão orçamentária para a indenização aos anistiados políticos, é exigível, desde logo, o pagamento imediato dos valores, cabendo à União o dever de pagar àqueles cujo direito restou reconhecido em exercício financeiro no qual se previu ação orçamentária para pagamento das indenizações, e, quando menos, o dever de planejar a inclusão, no exercício financeiro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF DJe de 22/08/2018, estes últimos portando as seguintes ementas, in verbis: “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Recurso ordinário provido para se reformar parcialmente o acórdão recorrido. Integral cumprimento da portaria de anistia em que se reconhecera ao agravado a condição de anistiado político, assegurando-se-lhe o pagamento da reparação econômica devida com efeitos financeiros retroativos, acrescida de juros moratórios e correção monetária. Juros de mora e correção monetária constituem consectários legais. Agravo regimental não provido. 1. Cuida-se de recurso ordinário em mandado de segurança por ato omissivo por meio do qual se busca o cumprimento integral de obrigação de fazer contida em portaria de anistia do Ministro de Estado da Justiça na qual se reconhecera ao agravado a condição de anistiado político e se determinara o pagamento de reparação econômica em prestação mensal, permanente e continuada, com efeitos financeiros retroativos (Lei nº 10.559/02), e não mera ação de cobrança de valores atrasados em face da Fazenda Pública. 2. A mora da Administração quanto ao pagamento dos efeitos financeiros retroativos está configurada a partir do 61º (sexagésimo primeiro) dia após a publicação da portaria concessiva de anistia, nos termos do art. 12, § 4º, da Lei nº 10.559/02. 3. Os juros de mora e a correção monetária são consectários legais da condenação. 4. Agravo regimental não provido.” “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. PAGAMENTO IMEDIATO DE REPARAÇÃO. POSSIBILIDADE. SÚMULA 261 DO STF. NÃO INCIDÊNCIA. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. POSSIBILIDADE. 1. Nos termos da orientação firmada no RE 553.710 (Tema 394 da sistemática da repercussão geral), havendo a previsão orçamentária para a indenização aos anistiados políticos, é exigível, desde logo, o pagamento imediato dos valores, cabendo à União o dever de pagar àqueles cujo direito restou reconhecido em exercício financeiro no qual se previu ação orçamentária para pagamento das indenizações, e, quando menos, o dever de planejar a inclusão, no exercício financeiro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF seguinte, do passivo de indenizações posteriormente reconhecidas, a fim de abranger o sentido da disponibilidade orçamentária prevista no artigo 12, § 4º da Lei nº 10.559/2002. 2. A jurisprudência desta Corte tem afastado a incidência da Súmula 261 do STF nos casos de cumprimento de portaria de anistia, uma vez que não tratam de mera cobrança de valores atrasados em face da Fazenda Pública, mas de cumprimento integral de obrigação de fazer contida em portaria do Ministro da Justiça. Precedentes. 3. Os juros e a correção monetária, nestas hipóteses, constituem-se como consectários legais da condenação. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Deveras, a tese da União, ora agravante, não merece qualquer respaldo, na medida em que a parcela retroativa da reparação econômica, decorrente do reconhecimento da condição de anistiado político, engloba, também, os juros legais e a correção monetária, nos termos do art. 322, § 1º, do CPC/2015. Essa questão, aliás, restou esclarecida e ratificada pelo Plenário da Corte no recentíssimo julgamento dos embargos de declaração opostos nos autos do RE 553.710/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 24.08.2018, que restou assim ementado, in verbis: “EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário. Decisão condenatória. Silêncio quanto à incidência dos consectários legais. Embargos de declaração acolhidos para se prestarem esclarecimentos. 1. Negado provimento ao recurso extraordinário, o acórdão recorrido encontra-se confirmado em toda sua extensão, inclusive naquela que não foi expressamente abordada por esta Corte. 2. Havendo condenação da instância inferior ao pagamento de juros de mora e correção monetária, uma vez mantido o acórdão recorrido, também está reconhecido o direito ao percebimento de tais valores, ainda que a respeito do tema não se tenha pronunciado expressamente o STF. 3. Os juros de mora e a correção monetária constituem consectários legais da condenação, de modo que incidem 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF seguinte, do passivo de indenizações posteriormente reconhecidas, a fim de abranger o sentido da disponibilidade orçamentária prevista no artigo 12, § 4º da Lei nº 10.559/2002. 2. A jurisprudência desta Corte tem afastado a incidência da Súmula 261 do STF nos casos de cumprimento de portaria de anistia, uma vez que não tratam de mera cobrança de valores atrasados em face da Fazenda Pública, mas de cumprimento integral de obrigação de fazer contida em portaria do Ministro da Justiça. Precedentes. 3. Os juros e a correção monetária, nestas hipóteses, constituem-se como consectários legais da condenação. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Deveras, a tese da União, ora agravante, não merece qualquer respaldo, na medida em que a parcela retroativa da reparação econômica, decorrente do reconhecimento da condição de anistiado político, engloba, também, os juros legais e a correção monetária, nos termos do art. 322, § 1º, do CPC/2015. Essa questão, aliás, restou esclarecida e ratificada pelo Plenário da Corte no recentíssimo julgamento dos embargos de declaração opostos nos autos do RE 553.710/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 24.08.2018, que restou assim ementado, in verbis: “EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário. Decisão condenatória. Silêncio quanto à incidência dos consectários legais. Embargos de declaração acolhidos para se prestarem esclarecimentos. 1. Negado provimento ao recurso extraordinário, o acórdão recorrido encontra-se confirmado em toda sua extensão, inclusive naquela que não foi expressamente abordada por esta Corte. 2. Havendo condenação da instância inferior ao pagamento de juros de mora e correção monetária, uma vez mantido o acórdão recorrido, também está reconhecido o direito ao percebimento de tais valores, ainda que a respeito do tema não se tenha pronunciado expressamente o STF. 3. Os juros de mora e a correção monetária constituem consectários legais da condenação, de modo que incidem 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF independentemente de expresso pronunciamento judicial. 4. Embargos de declaração acolhidos apenas para esclarecer que os valores retroativos previstos nas portarias de anistia deverão ser acrescidos de juros moratórios e de correção monetária.” (RE 553710 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 01/08/2018, DJe 24-08-2018). Por fim, ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao presente agravo interno. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF independentemente de expresso pronunciamento judicial. 4. Embargos de declaração acolhidos apenas para esclarecer que os valores retroativos previstos nas portarias de anistia deverão ser acrescidos de juros moratórios e de correção monetária.” (RE 553710 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 01/08/2018, DJe 24-08-2018). Por fim, ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao presente agravo interno. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : HILDA DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS (20304/PE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB89-228D-EC9F-4523 e senha 65CD-3629-CF2B-391F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : HILDA DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS (20304/PE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB89-228D-EC9F-4523 e senha 65CD-3629-CF2B-391F Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748747863
2018-11-12T00:00:00
2018-11-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. NÃO CONFIGURAÇÃO DE AÇÃO DE COBRANÇA. NÃO INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 269 E 271 DESTA CORTE. INTEGRAL CUMPRIMENTO DA PORTARIA DE ANISTIA. INCIDÊNCIA DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. CONSECTÁRIOS LEGALMENTE DEVIDOS. CABIMENTO DO WRIT. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA PROVIDO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Os valores retroativos previstos nas portarias de anistia deverão ser acrecidos de juros moratórios e de correção monetária, que, por serem consectários legais da condenação (art. 322, § 1º, do CPC/2015), incidem independentemente de pronunciamento judicial expresso. Precedente do Plenário: RE 553.710 ED, Relator Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgado em 01/08/2018, DJe 24.08.2018. 2. In casu, o recurso ordinário volta-se contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que assentou ser “inviável ampliar o objeto da demanda para definição da quantia a ser adicionada a título de juros e correção monetária”. 3. Agravo interno DESPROVIDO.
sjur395409
- Acórdão(s) citado(s): (CONDENAÇÃO, JUROS, CORREÇÃO MONETÁRIA) RE 553710 ED (TP), RMS 35401 AgR (2ªT), RMS 28716 AgR (2ªT). (REPARAÇÃO DE DANO, ANISTIADO POLÍTICO, EFEITO RETROATIVO) RE 553710 (TP). - Decisões monocráticas citadas: (CONDENAÇÃO, JUROS, CORREÇÃO MONETÁRIA) RMS 28502, RMS 35346, RMS 35224, RMS 35349. Número de páginas: 13. Análise: 26/01/2019, KBP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
35057
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00322 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000269 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000271 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RMS-AgR
acordaos
RMS 35057 AgR
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AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : HILDA DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :HILDA DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. NÃO CONFIGURAÇÃO DE AÇÃO DE COBRANÇA. NÃO INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 269 E 271 DESTA CORTE. INTEGRAL CUMPRIMENTO DA PORTARIA DE ANISTIA. INCIDÊNCIA DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. CONSECTÁRIOS LEGALMENTE DEVIDOS. CABIMENTO DO WRIT. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA PROVIDO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Os valores retroativos previstos nas portarias de anistia deverão ser acrecidos de juros moratórios e de correção monetária, que, por serem consectários legais da condenação (art. 322, § 1..., do Código de Processo Civil/2015), incidem independentemente de pronunciamento judicial expresso. Precedente do Plenário: Recurso Extraordinário 553.710 ED, Relator Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgado em 01/08/2018, DJe 24.08.2018. 2. In casu, o recurso ordinário volta-se contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que assentou ser “inviável ampliar o objeto da demanda para definição da quantia a ser adicionada a título de juros e correção monetária”. 3. Agravo interno DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A927-1EFD-9606-7A9B e senha 0FF6-D15E-F9B8-A069 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RMS 35057 AGR / DF da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A927-1EFD-9606-7A9B e senha 0FF6-D15E-F9B8-A069 Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A927-1EFD-9606-7A9B e senha 0FF6-D15E-F9B8-A069 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :HILDA DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que prolatei, assim ementada: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. NÃO CONFIGURAÇÃO DE AÇÃO DE COBRANÇA. NÃO INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 269 E 271 DESTA CORTE. INTEGRAL CUMPRIMENTO DA PORTARIA DE ANISTIA. INCIDÊNCIA DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. CONSECTÁRIOS LEGALMENTE DEVIDOS. CABIMENTO DO WRIT. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA PROVIDO. Originariamente, o mandamus foi impetrado contra ato do Ministro de Estado da Defesa que não efetuou o pagamento de valores retroativos relacionados à reparação econômica devido em virtude da concessão de anistia política. Argumentou o impetrante que a Portaria, editada pelo Ministro da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :HILDA DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que prolatei, assim ementada: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. NÃO CONFIGURAÇÃO DE AÇÃO DE COBRANÇA. NÃO INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 269 E 271 DESTA CORTE. INTEGRAL CUMPRIMENTO DA PORTARIA DE ANISTIA. INCIDÊNCIA DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. CONSECTÁRIOS LEGALMENTE DEVIDOS. CABIMENTO DO WRIT. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA PROVIDO. Originariamente, o mandamus foi impetrado contra ato do Ministro de Estado da Defesa que não efetuou o pagamento de valores retroativos relacionados à reparação econômica devido em virtude da concessão de anistia política. Argumentou o impetrante que a Portaria, editada pelo Ministro da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RMS 35057 AGR / DF Justiça, reconheceu em seu benefício a condição de anistiado político, concedendo-lhe reparação econômica de caráter indenizatório, em prestação mensal permanente e continuada, com efeitos retroativos. Afirmou, ainda, que os arts. 12, § 4..., e 18, parágrafo único, da Lei 10.559/2002, fixaram prazo de sessenta dias para cumprimento das obrigações estabelecidas nos processos de anistia política. O Tribunal a quo concedeu a segurança para determinar o pagamento dos efeitos retroativos advindos do reconhecimento da condição de anistiado político, no entanto, entendeu que a fixação e o pagamento dos juros e correção monetária deverão ser demandados em ação própria. Irresignado, o impetrante manejou o recurso ordinário alegando que os juros e correção monetária, dada a natureza de verbas acessórias em relação ao pedido principal, são consectários legais imprescindíveis para que o credor efetivamente receba o valor que lhe é devido. Após analisar o feito, dei provimento ao recurso ordinário, salientando que a parcela retroativa da reparação econômica, decorrente do reconhecimento da condição de anistiado político, engloba, também, os juros legais e a correção monetária, nos termos do art. 322, § 1..., do Código de Processo Civil/2015. Em face deste decisum a União manejou o presente agravo interno. Defende, em síntese, que o mandado de segurança consiste em garantia constitucional limitada à apuração da ofensa ao direito líquido e certo, que, no caso, foi o reconhecimento da omissão no dever de providenciar o pagamento dos valores retroativos previstos na portaria de anistia, de acordo com valor nominal estabelecido no ato administrativo. Dessa forma, deferir o pleito de que a quantia seja 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF Justiça, reconheceu em seu benefício a condição de anistiado político, concedendo-lhe reparação econômica de caráter indenizatório, em prestação mensal permanente e continuada, com efeitos retroativos. Afirmou, ainda, que os arts. 12, § 4..., e 18, parágrafo único, da Lei 10.559/2002, fixaram prazo de sessenta dias para cumprimento das obrigações estabelecidas nos processos de anistia política. O Tribunal a quo concedeu a segurança para determinar o pagamento dos efeitos retroativos advindos do reconhecimento da condição de anistiado político, no entanto, entendeu que a fixação e o pagamento dos juros e correção monetária deverão ser demandados em ação própria. Irresignado, o impetrante manejou o recurso ordinário alegando que os juros e correção monetária, dada a natureza de verbas acessórias em relação ao pedido principal, são consectários legais imprescindíveis para que o credor efetivamente receba o valor que lhe é devido. Após analisar o feito, dei provimento ao recurso ordinário, salientando que a parcela retroativa da reparação econômica, decorrente do reconhecimento da condição de anistiado político, engloba, também, os juros legais e a correção monetária, nos termos do art. 322, § 1..., do Código de Processo Civil/2015. Em face deste decisum a União manejou o presente agravo interno. Defende, em síntese, que o mandado de segurança consiste em garantia constitucional limitada à apuração da ofensa ao direito líquido e certo, que, no caso, foi o reconhecimento da omissão no dever de providenciar o pagamento dos valores retroativos previstos na portaria de anistia, de acordo com valor nominal estabelecido no ato administrativo. Dessa forma, deferir o pleito de que a quantia seja 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RMS 35057 AGR / DF adicionada de juros e correção monetária significaria ampliar o objeto da demanda, o que esbarraria no óbice da Súmula 269 do Supremo Tribunal Federal. É o Relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF adicionada de juros e correção monetária significaria ampliar o objeto da demanda, o que esbarraria no óbice da Súmula 269 do Supremo Tribunal Federal. É o Relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B01E-0BF2-A82F-ED2B e senha A6C0-D342-2453-94DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Como bem ressaltado pelo decisum impugnado, o writ foi impetrado no Superior Tribunal de Justiça objetivando o pagamento de valores retroativos relacionados à reparação econômica devidos em virtude da concessão de anistia política pelo Ministro da Justiça. O e. Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o feito, concedeu a segurança para determinar o pagamento desses valores, mas sem a incidência de juros e correção monetária. Irresignado, o recorrente insurgiu-se contra a parte do acórdão recorrido que assentou que é “Inviável, portanto, ampliar o objeto da demanda para definição da quantia a ser adicionada a título de juros e correção monetária, pois, em tal hipótese, o feito assumiria os contornos de ação de cobrança, escopo absolutamente estranho ao mandado de segurança.” Nesse ponto, ressaltei que a jurisprudência pátria reconhece a inviabilidade da utilização do mandado de segurança como sucedâneo de ação que vise a cobrança de obrigações patrimoniais vencidas. A matéria restou sintetizada nas Súmulas 269 e 271 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: Súmula 269 O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança. Súmula 271 Concessão de mandado de segurança não produz efeitos patrimoniais em relação a período pretérito, os quais devem ser Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Como bem ressaltado pelo decisum impugnado, o writ foi impetrado no Superior Tribunal de Justiça objetivando o pagamento de valores retroativos relacionados à reparação econômica devidos em virtude da concessão de anistia política pelo Ministro da Justiça. O e. Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o feito, concedeu a segurança para determinar o pagamento desses valores, mas sem a incidência de juros e correção monetária. Irresignado, o recorrente insurgiu-se contra a parte do acórdão recorrido que assentou que é “Inviável, portanto, ampliar o objeto da demanda para definição da quantia a ser adicionada a título de juros e correção monetária, pois, em tal hipótese, o feito assumiria os contornos de ação de cobrança, escopo absolutamente estranho ao mandado de segurança.” Nesse ponto, ressaltei que a jurisprudência pátria reconhece a inviabilidade da utilização do mandado de segurança como sucedâneo de ação que vise a cobrança de obrigações patrimoniais vencidas. A matéria restou sintetizada nas Súmulas 269 e 271 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: Súmula 269 O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança. Súmula 271 Concessão de mandado de segurança não produz efeitos patrimoniais em relação a período pretérito, os quais devem ser Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF reclamados administrativamente ou pela via judicial própria. Apesar disso, a controvérsia sub examine não se encaixa na vedação contida nas referidas súmulas editadas por esta Corte. É que, no caso em questão, busca-se o cumprimento integral de obrigação de fazer consubstanciada em ato administrativo – portaria anistiadora do Ministro da Justiça – que expressamente reconheceu direito líquido e certo à reparação econômica em prestação mensal, com efeitos financeiros retroativos. Nesse contexto, o que se demanda no writ não é a concessão de indenização patrimonial pretérita em razão do reconhecimento de anistia política, uma vez que tanto a condição de anistiado, como a reparação econômica devida já foram declarados pela Administração Pública. Na realidade, o que se pretende é o cumprimento integral do direito previsto na Portaria, inclusive aos efeitos financeiros retroativos. Assim, não há se falar em pretensão de efeitos patrimoniais anteriores à impetração do mandado de segurança, conforme já reconheceu esta Corte ao examinar questão similar a dos autos, ao julgar o Recurso Extraordinário 553.710, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 31/8/2017, feito submetido à sistemática da repercussão geral. Transcrevo a ementa: “Direito Constitucional e Administrativo. Mandado de segurança. Anistiado político. Pagamento retroativo de prestação mensal concedida. Norma que torna vinculante requisição ou decisão administrativa de órgão competente que determina o pagamento pela União. Dívida da Fazenda Pública que não foi reconhecida por decisão do Poder Judiciário. Afastamento do regime do art. 100 da Constituição Federal. Obrigação de fazer que está sendo descumprida. Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Tese fixada. 1. Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos arts. 167, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF reclamados administrativamente ou pela via judicial própria. Apesar disso, a controvérsia sub examine não se encaixa na vedação contida nas referidas súmulas editadas por esta Corte. É que, no caso em questão, busca-se o cumprimento integral de obrigação de fazer consubstanciada em ato administrativo – portaria anistiadora do Ministro da Justiça – que expressamente reconheceu direito líquido e certo à reparação econômica em prestação mensal, com efeitos financeiros retroativos. Nesse contexto, o que se demanda no writ não é a concessão de indenização patrimonial pretérita em razão do reconhecimento de anistia política, uma vez que tanto a condição de anistiado, como a reparação econômica devida já foram declarados pela Administração Pública. Na realidade, o que se pretende é o cumprimento integral do direito previsto na Portaria, inclusive aos efeitos financeiros retroativos. Assim, não há se falar em pretensão de efeitos patrimoniais anteriores à impetração do mandado de segurança, conforme já reconheceu esta Corte ao examinar questão similar a dos autos, ao julgar o Recurso Extraordinário 553.710, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 31/8/2017, feito submetido à sistemática da repercussão geral. Transcrevo a ementa: “Direito Constitucional e Administrativo. Mandado de segurança. Anistiado político. Pagamento retroativo de prestação mensal concedida. Norma que torna vinculante requisição ou decisão administrativa de órgão competente que determina o pagamento pela União. Dívida da Fazenda Pública que não foi reconhecida por decisão do Poder Judiciário. Afastamento do regime do art. 100 da Constituição Federal. Obrigação de fazer que está sendo descumprida. Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Tese fixada. 1. Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos arts. 167, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF II, e 169, § 1..., I e II, da Constituição Federal, a possibilidade, ou não, de se determinar o pagamento imediato, em sede de mandado de segurança, de valores retroativos devidos a título de reparação econômica a anistiados políticos, assim declarados com base em portaria expedida pelo Ministro de Estado da Justiça, com fundamento no art. 8..., caput, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e na lei. 2. Declarado anistiado político por portaria do Ministro de Estado da Justiça, a falta de cumprimento da determinação de providências por parte da União, por intermédio do Ministério competente, no prazo previsto no parágrafo único do art. 18 da Lei n 10.599/2002 caracteriza omissão ilegal e violação de direito líquido e certo. (...) 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 6. Fixada a seguinte tese de repercussão geral, dividida em três pontos: i) Reconhecido o direito à anistia política, a falta de cumprimento de requisição ou determinação de providências por parte da União, por intermédio do órgão competente, no prazo previsto nos arts. 12, § 4..., e 18, caput e parágrafo único, da Lei n 10.599/02, caracteriza ilegalidade e violação de direito líquido e certo. ii) Havendo rubricas no orçamento destinadas ao pagamento das indenizações devidas aos anistiados políticos e não demonstrada a ausência de disponibilidade de caixa, a União há de promover o pagamento do valor ao anistiado no prazo de 60 dias. iii) Na ausência ou na insuficiência de disponibilidade orçamentária no exercício em curso, cumpre à União promover sua previsão no projeto de lei orçamentária imediatamente seguinte.” (Grifos próprios). Noutro giro, a falta de menção, na portaria, dos juros e da correção monetária devidos, além dos respectivos critérios para o cálculo, não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF II, e 169, § 1..., I e II, da Constituição Federal, a possibilidade, ou não, de se determinar o pagamento imediato, em sede de mandado de segurança, de valores retroativos devidos a título de reparação econômica a anistiados políticos, assim declarados com base em portaria expedida pelo Ministro de Estado da Justiça, com fundamento no art. 8..., caput, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e na lei. 2. Declarado anistiado político por portaria do Ministro de Estado da Justiça, a falta de cumprimento da determinação de providências por parte da União, por intermédio do Ministério competente, no prazo previsto no parágrafo único do art. 18 da Lei n 10.599/2002 caracteriza omissão ilegal e violação de direito líquido e certo. (...) 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 6. Fixada a seguinte tese de repercussão geral, dividida em três pontos: i) Reconhecido o direito à anistia política, a falta de cumprimento de requisição ou determinação de providências por parte da União, por intermédio do órgão competente, no prazo previsto nos arts. 12, § 4..., e 18, caput e parágrafo único, da Lei n 10.599/02, caracteriza ilegalidade e violação de direito líquido e certo. ii) Havendo rubricas no orçamento destinadas ao pagamento das indenizações devidas aos anistiados políticos e não demonstrada a ausência de disponibilidade de caixa, a União há de promover o pagamento do valor ao anistiado no prazo de 60 dias. iii) Na ausência ou na insuficiência de disponibilidade orçamentária no exercício em curso, cumpre à União promover sua previsão no projeto de lei orçamentária imediatamente seguinte.” (Grifos próprios). Noutro giro, a falta de menção, na portaria, dos juros e da correção monetária devidos, além dos respectivos critérios para o cálculo, não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF impede que esses valores sejam demandados em mandado de segurança, pois configuram meros consectários legais de direito explicitamente reconhecido. Com efeito, a previsão legal encartada no art. 322, § 1..., do Código de Processo Civil/2015 determina que os juros legais e a correção monetária compreendem-se no pedido principal, demonstrando o caráter acessório, mas inexorável dessas parcelas em relação à obrigação patrimonial substancialmente demandada. Por oportuno, transcrevo o que dispõe a referida norma, in verbis: “Art. 322. O pedido deve ser certo. § 1... Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive os honorários advocatícios.” De fato, reconhecido o direito líquido e certo a determinado valor, a prestação jurisdicional efetiva se perfaz a partir da determinação de pagamento do principal acrescido dos reflexos legais derivados do adimplemento tardio da pretensão, que tinha prazo certo para cumprimento, determinado por ato normativo. Além disso, essa orientação atende o princípio da economia processual, evitando a proposição de nova ação, que buscará, apenas, os consectários legais de um direito já reconhecido e não usufruído por mora ilegítima da Administração Pública. Nessa linha, ressalto que esse entendimento tem sido adotado por esta Corte em casos análogos, conforme se extrai das seguintes decisões: RMS 35.224, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 18/4/2018, RMS 35.349, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 1.../6/2018, RMS 35.346, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 17/5/2018, RMS 28.502, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 4/5/2018, RMS 35.401-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/5/2018, e RMS 28.716 AgR, Relator Min. Edson Fachin, Segunda Turma, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF impede que esses valores sejam demandados em mandado de segurança, pois configuram meros consectários legais de direito explicitamente reconhecido. Com efeito, a previsão legal encartada no art. 322, § 1..., do Código de Processo Civil/2015 determina que os juros legais e a correção monetária compreendem-se no pedido principal, demonstrando o caráter acessório, mas inexorável dessas parcelas em relação à obrigação patrimonial substancialmente demandada. Por oportuno, transcrevo o que dispõe a referida norma, in verbis: “Art. 322. O pedido deve ser certo. § 1... Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive os honorários advocatícios.” De fato, reconhecido o direito líquido e certo a determinado valor, a prestação jurisdicional efetiva se perfaz a partir da determinação de pagamento do principal acrescido dos reflexos legais derivados do adimplemento tardio da pretensão, que tinha prazo certo para cumprimento, determinado por ato normativo. Além disso, essa orientação atende o princípio da economia processual, evitando a proposição de nova ação, que buscará, apenas, os consectários legais de um direito já reconhecido e não usufruído por mora ilegítima da Administração Pública. Nessa linha, ressalto que esse entendimento tem sido adotado por esta Corte em casos análogos, conforme se extrai das seguintes decisões: RMS 35.224, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 18/4/2018, RMS 35.349, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 1.../6/2018, RMS 35.346, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 17/5/2018, RMS 28.502, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 4/5/2018, RMS 35.401-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/5/2018, e RMS 28.716 AgR, Relator Min. Edson Fachin, Segunda Turma, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF DJe de 22/08/2018, estes últimos portando as seguintes ementas, in verbis: “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Recurso ordinário provido para se reformar parcialmente o acórdão recorrido. Integral cumprimento da portaria de anistia em que se reconhecera ao agravado a condição de anistiado político, assegurando-se-lhe o pagamento da reparação econômica devida com efeitos financeiros retroativos, acrescida de juros moratórios e correção monetária. Juros de mora e correção monetária constituem consectários legais. Agravo regimental não provido. 1. Cuida-se de recurso ordinário em mandado de segurança por ato omissivo por meio do qual se busca o cumprimento integral de obrigação de fazer contida em portaria de anistia do Ministro de Estado da Justiça na qual se reconhecera ao agravado a condição de anistiado político e se determinara o pagamento de reparação econômica em prestação mensal, permanente e continuada, com efeitos financeiros retroativos (Lei n 10.559/02), e não mera ação de cobrança de valores atrasados em face da Fazenda Pública. 2. A mora da Administração quanto ao pagamento dos efeitos financeiros retroativos está configurada a partir do 61... (sexagésimo primeiro) dia após a publicação da portaria concessiva de anistia, nos termos do art. 12, § 4..., da Lei n 10.559/02. 3. Os juros de mora e a correção monetária são consectários legais da condenação. 4. Agravo regimental não provido.” “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. PAGAMENTO IMEDIATO DE REPARAÇÃO. POSSIBILIDADE. SÚMULA 261 DO Supremo Tribunal Federal. NÃO INCIDÊNCIA. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. POSSIBILIDADE. 1. Nos termos da orientação firmada no Recurso Extraordinário 553.710 (Tema 394 da sistemática da repercussão geral), havendo a previsão orçamentária para a indenização aos anistiados políticos, é exigível, desde logo, o pagamento imediato dos valores, cabendo à União o dever de pagar àqueles cujo direito restou reconhecido em exercício financeiro no qual se previu ação orçamentária para pagamento das indenizações, e, quando menos, o dever de planejar a inclusão, no exercício financeiro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF DJe de 22/08/2018, estes últimos portando as seguintes ementas, in verbis: “Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Recurso ordinário provido para se reformar parcialmente o acórdão recorrido. Integral cumprimento da portaria de anistia em que se reconhecera ao agravado a condição de anistiado político, assegurando-se-lhe o pagamento da reparação econômica devida com efeitos financeiros retroativos, acrescida de juros moratórios e correção monetária. Juros de mora e correção monetária constituem consectários legais. Agravo regimental não provido. 1. Cuida-se de recurso ordinário em mandado de segurança por ato omissivo por meio do qual se busca o cumprimento integral de obrigação de fazer contida em portaria de anistia do Ministro de Estado da Justiça na qual se reconhecera ao agravado a condição de anistiado político e se determinara o pagamento de reparação econômica em prestação mensal, permanente e continuada, com efeitos financeiros retroativos (Lei n 10.559/02), e não mera ação de cobrança de valores atrasados em face da Fazenda Pública. 2. A mora da Administração quanto ao pagamento dos efeitos financeiros retroativos está configurada a partir do 61... (sexagésimo primeiro) dia após a publicação da portaria concessiva de anistia, nos termos do art. 12, § 4..., da Lei n 10.559/02. 3. Os juros de mora e a correção monetária são consectários legais da condenação. 4. Agravo regimental não provido.” “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. PAGAMENTO IMEDIATO DE REPARAÇÃO. POSSIBILIDADE. SÚMULA 261 DO Supremo Tribunal Federal. NÃO INCIDÊNCIA. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. POSSIBILIDADE. 1. Nos termos da orientação firmada no Recurso Extraordinário 553.710 (Tema 394 da sistemática da repercussão geral), havendo a previsão orçamentária para a indenização aos anistiados políticos, é exigível, desde logo, o pagamento imediato dos valores, cabendo à União o dever de pagar àqueles cujo direito restou reconhecido em exercício financeiro no qual se previu ação orçamentária para pagamento das indenizações, e, quando menos, o dever de planejar a inclusão, no exercício financeiro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF seguinte, do passivo de indenizações posteriormente reconhecidas, a fim de abranger o sentido da disponibilidade orçamentária prevista no artigo 12, § 4... da Lei n 10.559/2002. 2. A jurisprudência desta Corte tem afastado a incidência da Súmula 261 do Supremo Tribunal Federal nos casos de cumprimento de portaria de anistia, uma vez que não tratam de mera cobrança de valores atrasados em face da Fazenda Pública, mas de cumprimento integral de obrigação de fazer contida em portaria do Ministro da Justiça. Precedentes. 3. Os juros e a correção monetária, nestas hipóteses, constituem-se como consectários legais da condenação. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Deveras, a tese da União, ora agravante, não merece qualquer respaldo, na medida em que a parcela retroativa da reparação econômica, decorrente do reconhecimento da condição de anistiado político, engloba, também, os juros legais e a correção monetária, nos termos do art. 322, § 1..., do Código de Processo Civil/2015. Essa questão, aliás, restou esclarecida e ratificada pelo Plenário da Corte no recentíssimo julgamento dos embargos de declaração opostos nos autos do Recurso Extraordinário 553.710/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 24.08.2018, que restou assim ementado, in verbis: “EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário. Decisão condenatória. Silêncio quanto à incidência dos consectários legais. Embargos de declaração acolhidos para se prestarem esclarecimentos. 1. Negado provimento ao recurso extraordinário, o acórdão recorrido encontra-se confirmado em toda sua extensão, inclusive naquela que não foi expressamente abordada por esta Corte. 2. Havendo condenação da instância inferior ao pagamento de juros de mora e correção monetária, uma vez mantido o acórdão recorrido, também está reconhecido o direito ao percebimento de tais valores, ainda que a respeito do tema não se tenha pronunciado expressamente o Supremo Tribunal Federal. 3. Os juros de mora e a correção monetária constituem consectários legais da condenação, de modo que incidem 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF seguinte, do passivo de indenizações posteriormente reconhecidas, a fim de abranger o sentido da disponibilidade orçamentária prevista no artigo 12, § 4... da Lei n 10.559/2002. 2. A jurisprudência desta Corte tem afastado a incidência da Súmula 261 do Supremo Tribunal Federal nos casos de cumprimento de portaria de anistia, uma vez que não tratam de mera cobrança de valores atrasados em face da Fazenda Pública, mas de cumprimento integral de obrigação de fazer contida em portaria do Ministro da Justiça. Precedentes. 3. Os juros e a correção monetária, nestas hipóteses, constituem-se como consectários legais da condenação. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Deveras, a tese da União, ora agravante, não merece qualquer respaldo, na medida em que a parcela retroativa da reparação econômica, decorrente do reconhecimento da condição de anistiado político, engloba, também, os juros legais e a correção monetária, nos termos do art. 322, § 1..., do Código de Processo Civil/2015. Essa questão, aliás, restou esclarecida e ratificada pelo Plenário da Corte no recentíssimo julgamento dos embargos de declaração opostos nos autos do Recurso Extraordinário 553.710/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 24.08.2018, que restou assim ementado, in verbis: “EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário. Decisão condenatória. Silêncio quanto à incidência dos consectários legais. Embargos de declaração acolhidos para se prestarem esclarecimentos. 1. Negado provimento ao recurso extraordinário, o acórdão recorrido encontra-se confirmado em toda sua extensão, inclusive naquela que não foi expressamente abordada por esta Corte. 2. Havendo condenação da instância inferior ao pagamento de juros de mora e correção monetária, uma vez mantido o acórdão recorrido, também está reconhecido o direito ao percebimento de tais valores, ainda que a respeito do tema não se tenha pronunciado expressamente o Supremo Tribunal Federal. 3. Os juros de mora e a correção monetária constituem consectários legais da condenação, de modo que incidem 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 35057 AGR / DF independentemente de expresso pronunciamento judicial. 4. Embargos de declaração acolhidos apenas para esclarecer que os valores retroativos previstos nas portarias de anistia deverão ser acrescidos de juros moratórios e de correção monetária.” (Recurso Extraordinário 553710 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 01/08/2018, DJe 24-08-2018). Por fim, ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao presente agravo interno. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Supremo Tribunal Federal RMS 35057 AGR / DF independentemente de expresso pronunciamento judicial. 4. Embargos de declaração acolhidos apenas para esclarecer que os valores retroativos previstos nas portarias de anistia deverão ser acrescidos de juros moratórios e de correção monetária.” (Recurso Extraordinário 553710 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 01/08/2018, DJe 24-08-2018). Por fim, ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao presente agravo interno. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0020-050A-26C6-5249 e senha 671F-410F-5699-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : HILDA DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS (20304/PE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB89-228D-EC9F-4523 e senha 65CD-3629-CF2B-391F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.057 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : HILDA DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS (20304/PE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB89-228D-EC9F-4523 e senha 65CD-3629-CF2B-391F Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS", "Recurso Extraordinário 553 . 710 ED", "RMS 35057", "RMS", "RMS 35057 AGR / DF", "Súmula 269 do Supremo Tribunal Federal", "RMS 35057 AGR", "Súmula 269 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 269", "Súmulas 269", "RMS 35057 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 553 . 710", "RMS 35057 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 553 . 710", "RMS 35057", "RMS 35 . 224", "RMS 35 . 349", "RMS 35 . 346", "RMS 28 . 502", "RMS 35 . 401 - AgR", "RMS 28 . 716 AgR", "RMS 35057 AGR / DF", "RMS 35 . 224", "RMS 35 . 349", "RMS 35 . 346", "RMS 28 . 502", "RMS 35 . 401 - AgR", "RMS 28 . 716 AgR", "SÚMULA 261 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 553 . 710", "RMS 35057 AGR", "SÚMULA 261 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 553 . 710", "Súmula 261 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 553 . 710 / DF", "Súmula 261 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 553 . 710 / DF", "Recurso Extraordinário 553710 ED", "RMS 35057", "Recurso Extraordinário 553710 ED", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 322 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 12 , § 4 . . . , e 18 , parágrafo único , da Lei 10 . 559 / 2002", "art . 322 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 12 , § 4 . . . , e 18 , parágrafo único , da Lei 10 . 559 / 2002", "art . 322 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 da Constituição Federal", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 da Constituição Federal", "arts . 167 , 2 Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "II , e 169 , § 1 . . . , I e II , da Constituição Federal", "art . 8 . . . , caput , do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "parágrafo único do art . 18 da Lei n 10 . 599 / 2002", "arts . 12 , § 4 . . . , e 18 , caput e parágrafo único , da Lei n 10 . 599 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo único do art . 18 da Lei n 10 . 599 / 2002", "arts . 12 , § 4 . . . , e 18 , caput e parágrafo único , da Lei n 10 . 599 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 322 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 322 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 559 / 02", "art . 12 , § 4 . . . , da Lei n 10 . 559 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 559 / 02", "art . 12 , § 4 . . . , da Lei n 10 . 559 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 12 , § 4 . . . da Lei n 10 . 559 / 2002", "art . 322 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 12 , § 4 . . . da Lei n 10 . 559 / 2002", "art . 322 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal 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Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI Nº 11.343/06. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. INOCORRÊNCIA DE TRÁFICO PRIVILEGIADO. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. In casu, o recorrente foi condenado à pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no artigo 33 da Lei 11.343/06. 3. Para dissentir dos fundamentos do acórdão recorrido, seria necessário o revolvimento de fatos e provas, sendo o habeas corpus ação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03C9-A26C-75D2-000D e senha 2BA8-85A0-EA60-39DC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão HC 162972 AGR / SP inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático- probatório engendrado nos autos. 4. O regime inicial fixado pelo juízo a quo, ainda que mais rigoroso do que o cominado em lei com base no quantum da pena, revela-se viável quando fundamentado nas especificidades do caso concreto. Precedentes: RHC 122.620, Segunda Turma, Relator Min. Ricardo Lewandowski, DJe 13/08/2014, HC 113.274, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 10/09/2013, RHC 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, e HC 112.661, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 25/06/2013. 5. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de recurso revisão criminal. 6. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03C9-A26C-75D2-000D e senha 2BA8-85A0-EA60-39DC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático- probatório engendrado nos autos. 4. O regime inicial fixado pelo juízo a quo, ainda que mais rigoroso do que o cominado em lei com base no quantum da pena, revela-se viável quando fundamentado nas especificidades do caso concreto. Precedentes: RHC 122.620, Segunda Turma, Relator Min. Ricardo Lewandowski, DJe 13/08/2014, HC 113.274, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 10/09/2013, RHC 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, e HC 112.661, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 25/06/2013. 5. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de recurso revisão criminal. 6. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03C9-A26C-75D2-000D e senha 2BA8-85A0-EA60-39DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 385E-B8B5-C38A-6146 e senha 9F51-2584-4840-9E61 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 385E-B8B5-C38A-6146 e senha 9F51-2584-4840-9E61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por JEAN FELIPE DA COSTA contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI Nº 11.343/06. INOCORRÊNCIA DE TRÁFICO PRIVILEGIADO. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1º do RISTF. Prejudicado o exame do pedido de liminar. - Ciência ao Ministério Público Federal.” Consta dos autos que o paciente foi condenado, pelo juízo natural, à pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no artigo 33 da Lei 11.343/06. Em sede de apelação, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso, mantendo integralmente a sentença. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por JEAN FELIPE DA COSTA contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI Nº 11.343/06. INOCORRÊNCIA DE TRÁFICO PRIVILEGIADO. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1º do RISTF. Prejudicado o exame do pedido de liminar. - Ciência ao Ministério Público Federal.” Consta dos autos que o paciente foi condenado, pelo juízo natural, à pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no artigo 33 da Lei 11.343/06. Em sede de apelação, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso, mantendo integralmente a sentença. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Relatório HC 162972 AGR / SP Contra esse decisum, a defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Ato contínuo, foi interposto agravo regimental, o qual restou desprovido pela Corte Superior. Na presente impetração, a defesa sustentou, em síntese, existência de constrangimento ilegal consubstanciado na indevida dosimetria da pena. Negado seguimento ao habeas corpus, sobrevém o presente recurso em que o agravante repisa os argumentos da inicial. Aduz que “está evidente a desproporcionalidade na fixação da reprimenda, fazendo com que, caso não diminuída ao mínimo legal em razão da neutralidade das circunstâncias judiciais – que devem ser afastadas (ausentes maus antecedentes e quantidade não é tão significativa), a fundamentação empregada não autoriza a exasperação de um terço (1/3), sendo aplicável menor fração”. Argumenta que “existe precedente reconhecendo a desproporcionalidade na exasperação demasiada, como a ora impugnada, com base na quantidade e/ou diversidade de droga”. Alega que “o recorrente não possui reincidência, tampouco maus antecedentes, porquanto a condenação anterior não pode ser reconhecida como maus antecedentes”. Afirma que “estão presentes os requisitos da causa de diminuição do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, consistente na redução da pena de um sexto (1/6) a dois terços (2/3), na medida em que o recorrente é primário, de bons antecedentes e não se dedique a atividades criminosas e nem integre organização criminosa”. Sustenta que “o exercício interpretativo de que o agravante se dedicaria às atividades criminosas decorre apenas da quantidade de drogas apreendidas, o que, apenas por si, não conduz a esta conclusão”. Sustenta, ainda, que “a fixação de regime mais severo demanda motivação idônea amparada em elementos concretos, nos termos da súmula 719 do E. STJ, cujo entendimento sumulado restou violado no caso in concreto, na medida em que ausente fundamentação idônea para impor o regime fechado”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP Contra esse decisum, a defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Ato contínuo, foi interposto agravo regimental, o qual restou desprovido pela Corte Superior. Na presente impetração, a defesa sustentou, em síntese, existência de constrangimento ilegal consubstanciado na indevida dosimetria da pena. Negado seguimento ao habeas corpus, sobrevém o presente recurso em que o agravante repisa os argumentos da inicial. Aduz que “está evidente a desproporcionalidade na fixação da reprimenda, fazendo com que, caso não diminuída ao mínimo legal em razão da neutralidade das circunstâncias judiciais – que devem ser afastadas (ausentes maus antecedentes e quantidade não é tão significativa), a fundamentação empregada não autoriza a exasperação de um terço (1/3), sendo aplicável menor fração”. Argumenta que “existe precedente reconhecendo a desproporcionalidade na exasperação demasiada, como a ora impugnada, com base na quantidade e/ou diversidade de droga”. Alega que “o recorrente não possui reincidência, tampouco maus antecedentes, porquanto a condenação anterior não pode ser reconhecida como maus antecedentes”. Afirma que “estão presentes os requisitos da causa de diminuição do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, consistente na redução da pena de um sexto (1/6) a dois terços (2/3), na medida em que o recorrente é primário, de bons antecedentes e não se dedique a atividades criminosas e nem integre organização criminosa”. Sustenta que “o exercício interpretativo de que o agravante se dedicaria às atividades criminosas decorre apenas da quantidade de drogas apreendidas, o que, apenas por si, não conduz a esta conclusão”. Sustenta, ainda, que “a fixação de regime mais severo demanda motivação idônea amparada em elementos concretos, nos termos da súmula 719 do E. STJ, cujo entendimento sumulado restou violado no caso in concreto, na medida em que ausente fundamentação idônea para impor o regime fechado”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Relatório HC 162972 AGR / SP Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, reiterando os termos do recurso especial, requer seja o presente recurso recebido e, não havendo retratação do Senhor Ministro Relator, seja conhecido e, ao final, concedida a ordem para a mitigação da pena-base, aplicação do redutor do tráfico privilegiado, alteração do regime e sua conversão, por ser medida de justiça e direito.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, reiterando os termos do recurso especial, requer seja o presente recurso recebido e, não havendo retratação do Senhor Ministro Relator, seja conhecido e, ao final, concedida a ordem para a mitigação da pena-base, aplicação do redutor do tráfico privilegiado, alteração do regime e sua conversão, por ser medida de justiça e direito.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado na decisão impugnada, inexiste situação que autorize a concessão da ordem, ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Da leitura das razões do agravo interno, conquanto reconheça o esforço do agravante, verifica-se que não verteu argumentos suficientemente válidos para reformar a decisão agravada. Com efeito, no caso, penso que devem ser mantidos os fundamentos do decisum, máxime porque amparados no entendimento desta Corte. Assim, conservo o meu posicionamento inicial, verbis: ‘Busca-se, por meio da presente impetração, a redução da pena-base do paciente, bem como a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n.º 11.343/06, a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, e a alteração do regime inicial de cumprimento de pena. Cumpre salientar, preliminarmente, que se vem firmando na jurisprudência dos Tribunais Superiores a convicção de que o habeas corpus não é a via apropriada para a discussão da dosimetria da pena, quando há a necessidade de mergulho em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado na decisão impugnada, inexiste situação que autorize a concessão da ordem, ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Da leitura das razões do agravo interno, conquanto reconheça o esforço do agravante, verifica-se que não verteu argumentos suficientemente válidos para reformar a decisão agravada. Com efeito, no caso, penso que devem ser mantidos os fundamentos do decisum, máxime porque amparados no entendimento desta Corte. Assim, conservo o meu posicionamento inicial, verbis: ‘Busca-se, por meio da presente impetração, a redução da pena-base do paciente, bem como a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n.º 11.343/06, a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, e a alteração do regime inicial de cumprimento de pena. Cumpre salientar, preliminarmente, que se vem firmando na jurisprudência dos Tribunais Superiores a convicção de que o habeas corpus não é a via apropriada para a discussão da dosimetria da pena, quando há a necessidade de mergulho em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP dados fáticos. Nesse sentido: (...) Assim, a correção da reprimenda penal nesta sede é extraordinária, como já registrei: (...) Na espécie, não se vislumbra manifesto constrangimento ilegal a excepcionar o referido posicionamento. A título ilustrativo, confira-se a fundamentação perfilhada pelo Magistrado de primeira instância acerca da dosimetria do paciente: […] Verifica-se, dessarte, que foram adotados elementos concretos para justificar a primeira fase da dosimetria, não parecendo arbitrário ou desarrazoado o quantum imposto, considerando-se a quantidade da substância entorpecente apreendida – 1.198,5g de maconha (fl. 21) – a atrair a incidência do art. 42 da Lei n.º 11.343/06. O indigitado dispositivo legal determina que "o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente". Nesse passo, tratando-se dos crimes previstos na Lei de Drogas, a quantidade, a natureza e a variedade das substâncias entorpecentes são fatores que preponderam sobre as circunstâncias judiciais do art. 59 do Codex, haja vista que, quanto maior o volume e quanto mais deletérios os efeitos da droga, maior será a probabilidade de lesão ao bem jurídico tutelado, qual seja, a saúde pública. Assim, levando em consideração a quantidade das droga encontrada em poder do paciente, não se vislumbra manifesta ilegalidade na fixação da pena-base acima do mínimo legal a ensejar a concessão da ordem, não sendo, portanto, desarrazoado o patamar fixado na espécie. Nesse sentido: (...) Ademais, o Magistrado de primeira instância valorou em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP dados fáticos. Nesse sentido: (...) Assim, a correção da reprimenda penal nesta sede é extraordinária, como já registrei: (...) Na espécie, não se vislumbra manifesto constrangimento ilegal a excepcionar o referido posicionamento. A título ilustrativo, confira-se a fundamentação perfilhada pelo Magistrado de primeira instância acerca da dosimetria do paciente: […] Verifica-se, dessarte, que foram adotados elementos concretos para justificar a primeira fase da dosimetria, não parecendo arbitrário ou desarrazoado o quantum imposto, considerando-se a quantidade da substância entorpecente apreendida – 1.198,5g de maconha (fl. 21) – a atrair a incidência do art. 42 da Lei n.º 11.343/06. O indigitado dispositivo legal determina que "o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente". Nesse passo, tratando-se dos crimes previstos na Lei de Drogas, a quantidade, a natureza e a variedade das substâncias entorpecentes são fatores que preponderam sobre as circunstâncias judiciais do art. 59 do Codex, haja vista que, quanto maior o volume e quanto mais deletérios os efeitos da droga, maior será a probabilidade de lesão ao bem jurídico tutelado, qual seja, a saúde pública. Assim, levando em consideração a quantidade das droga encontrada em poder do paciente, não se vislumbra manifesta ilegalidade na fixação da pena-base acima do mínimo legal a ensejar a concessão da ordem, não sendo, portanto, desarrazoado o patamar fixado na espécie. Nesse sentido: (...) Ademais, o Magistrado de primeira instância valorou em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP desfavor do paciente, na primeira etapa do cálculo da reprimenda, os seus antecedentes criminais. Com efeito, o art. 59 do Código Penal disciplina que "o juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime". Assim, não há falar em ilegalidade, tendo em vista a consideração da existência de maus antecedentes na primeira fase da dosimetria. Outrossim, mister sublinhar que o art. 33, § 4º, da Lei n.º 11.343/06 dispõe que as penas poderão ser reduzidas de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços), desde que o agente preencha cumulativamente os seguintes requisitos: ser primário, possuir bons antecedentes, não se dedicar às atividades criminosas e nem integrar organização criminosa. No caso em comento, verifica-se que as instâncias ordinárias, com arrimo nos fatos da causa, negaram a incidência da causa especial de redução de pena por entenderem, com fulcro nos elementos concretos dos autos, que o paciente dedicava-se às atividades criminosas, destacando, ainda, que o paciente ostenta maus antecedentes, razão pela qual não faria jus à benesse. Dessarte, afigura-se inviável a aplicação do aludido redutor, ante o não preenchimento dos requisitos legais. Outrossim, não há falar em bis in idem, porquanto a majoração da pena-base deu-se em razão da quantidade do entorpecente envolvido na empreitada criminosa – 1.198,5g de maconha (fl. 21) – e dos maus antecedentes do paciente, e a causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n.º 11.343/06, por sua vez, foi negada por entenderem o Juízo de primeira instância e o Tribunal a quo, com base nas circunstâncias do caso concreto, que o paciente dedicava-se às práticas delitivas, motivos diversos, pois. Nesse diapasão: […] 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP desfavor do paciente, na primeira etapa do cálculo da reprimenda, os seus antecedentes criminais. Com efeito, o art. 59 do Código Penal disciplina que "o juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime". Assim, não há falar em ilegalidade, tendo em vista a consideração da existência de maus antecedentes na primeira fase da dosimetria. Outrossim, mister sublinhar que o art. 33, § 4º, da Lei n.º 11.343/06 dispõe que as penas poderão ser reduzidas de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços), desde que o agente preencha cumulativamente os seguintes requisitos: ser primário, possuir bons antecedentes, não se dedicar às atividades criminosas e nem integrar organização criminosa. No caso em comento, verifica-se que as instâncias ordinárias, com arrimo nos fatos da causa, negaram a incidência da causa especial de redução de pena por entenderem, com fulcro nos elementos concretos dos autos, que o paciente dedicava-se às atividades criminosas, destacando, ainda, que o paciente ostenta maus antecedentes, razão pela qual não faria jus à benesse. Dessarte, afigura-se inviável a aplicação do aludido redutor, ante o não preenchimento dos requisitos legais. Outrossim, não há falar em bis in idem, porquanto a majoração da pena-base deu-se em razão da quantidade do entorpecente envolvido na empreitada criminosa – 1.198,5g de maconha (fl. 21) – e dos maus antecedentes do paciente, e a causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n.º 11.343/06, por sua vez, foi negada por entenderem o Juízo de primeira instância e o Tribunal a quo, com base nas circunstâncias do caso concreto, que o paciente dedicava-se às práticas delitivas, motivos diversos, pois. Nesse diapasão: […] 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, cumpre destacar que a estipulação do regime inicial fechado - contida no § 1º do art. 2º da Lei n.º 8.072, que fora alterado pela Lei n.º 11.464/07 - foi superada pelo Pretório Excelso, órgão responsável pela análise de compatibilidade das leis com a Constituição Federal. A esse respeito, confira-se o teor do Informativo n.º 569 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: (...) Assim, restou superada pela Suprema Corte e por este Tribunal Superior a obrigatoriedade do regime inicial fechado aos condenados por tráfico ilícito de entorpecentes. Cumpre transcrever trecho do aresto guerreado: […] Na espécie, verifica-se que não há ilegalidade a ser sanada, haja vista que a Corte de origem manteve o regime inicial fechado com fulcro em elementos concretos dos autos, destacando a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a saber, a quantidade da droga apreendida e a mácula nos antecedentes criminais do paciente, que ensejaram, inclusive, a fixação da pena-base acima do mínimo legal. Não há falar, pois, em constrangimento ilegal. Neste sentido: […]’ Na espécie, observa-se que o agravante não infirmou, de maneira eficiente, nas razões do regimental, os argumentos do decisum monocrático, restringindo-se, tão somente, a reiterar o que fora declinado na inicial. Inviável o recurso, pois, porquanto a motivação do decisum agravado não foi rechaçada por meio de argumentos aptos a ensejar uma mudança de posicionamento desta Relatora. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, limitando-se o agravante a ratificar os termos da inicial do habeas corpus, é de ser negada simples pretensão de simples reforma. À vista disso, firme nos fundamentos da decisão combatida, nego provimento ao agravo regimental.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, cumpre destacar que a estipulação do regime inicial fechado - contida no § 1º do art. 2º da Lei n.º 8.072, que fora alterado pela Lei n.º 11.464/07 - foi superada pelo Pretório Excelso, órgão responsável pela análise de compatibilidade das leis com a Constituição Federal. A esse respeito, confira-se o teor do Informativo n.º 569 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: (...) Assim, restou superada pela Suprema Corte e por este Tribunal Superior a obrigatoriedade do regime inicial fechado aos condenados por tráfico ilícito de entorpecentes. Cumpre transcrever trecho do aresto guerreado: […] Na espécie, verifica-se que não há ilegalidade a ser sanada, haja vista que a Corte de origem manteve o regime inicial fechado com fulcro em elementos concretos dos autos, destacando a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a saber, a quantidade da droga apreendida e a mácula nos antecedentes criminais do paciente, que ensejaram, inclusive, a fixação da pena-base acima do mínimo legal. Não há falar, pois, em constrangimento ilegal. Neste sentido: […]’ Na espécie, observa-se que o agravante não infirmou, de maneira eficiente, nas razões do regimental, os argumentos do decisum monocrático, restringindo-se, tão somente, a reiterar o que fora declinado na inicial. Inviável o recurso, pois, porquanto a motivação do decisum agravado não foi rechaçada por meio de argumentos aptos a ensejar uma mudança de posicionamento desta Relatora. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, limitando-se o agravante a ratificar os termos da inicial do habeas corpus, é de ser negada simples pretensão de simples reforma. À vista disso, firme nos fundamentos da decisão combatida, nego provimento ao agravo regimental.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, o Tribunal regional concluiu pela existência de provas suficientes quanto à participação do paciente em organização criminosa. Na espécie, a Corte Superior assentou que “as instâncias ordinárias, com arrimo nos fatos da causa, negaram a incidência da causa especial de redução de pena por entenderem, com fulcro nos elementos concretos dos autos, que o paciente dedicava-se às atividades criminosas”. Desta sorte, reconhecido o não preenchimento cumulativo dos vetores estabelecidos pelo legislador, não se cuida de hipótese de reconhecimento da figura do tráfico privilegiado. Outrossim, impende consignar, no que tange à aplicabilidade do redutor previsto no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, que o Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que se comprovado o não preenchimento cumulativo dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, é impossível a sua aplicação. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO. INVIABILIDADE. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. ORDEM DENEGADA. 1. A não aplicação da minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de conjunto probatório apto a afastar ao menos um dos critérios – porquanto autônomos –, descritos no preceito legal: (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. Nesse juízo, não se pode ignorar que a norma em questão tem a clara finalidade de apenar com menor grau de intensidade quem pratica de modo eventual as condutas descritas no art. 33, caput e § 1º, daquele mesmo diploma legal em contraponto ao agente que faz do crime o seu modo de vida, razão pela qual, evidentemente, não estaria apto a usufruir do referido benefício 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, o Tribunal regional concluiu pela existência de provas suficientes quanto à participação do paciente em organização criminosa. Na espécie, a Corte Superior assentou que “as instâncias ordinárias, com arrimo nos fatos da causa, negaram a incidência da causa especial de redução de pena por entenderem, com fulcro nos elementos concretos dos autos, que o paciente dedicava-se às atividades criminosas”. Desta sorte, reconhecido o não preenchimento cumulativo dos vetores estabelecidos pelo legislador, não se cuida de hipótese de reconhecimento da figura do tráfico privilegiado. Outrossim, impende consignar, no que tange à aplicabilidade do redutor previsto no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, que o Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que se comprovado o não preenchimento cumulativo dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, é impossível a sua aplicação. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO. INVIABILIDADE. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. ORDEM DENEGADA. 1. A não aplicação da minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de conjunto probatório apto a afastar ao menos um dos critérios – porquanto autônomos –, descritos no preceito legal: (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. Nesse juízo, não se pode ignorar que a norma em questão tem a clara finalidade de apenar com menor grau de intensidade quem pratica de modo eventual as condutas descritas no art. 33, caput e § 1º, daquele mesmo diploma legal em contraponto ao agente que faz do crime o seu modo de vida, razão pela qual, evidentemente, não estaria apto a usufruir do referido benefício 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, pela dedicação do paciente a atividades criminosas, circunstância que não pode contraditada em sede de habeas corpus, instrumento que não se presta para o revolvimento do conjunto fático probatório. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 129.360, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 04/02/2016). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO A PENA INFERIOR A OITO ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. A aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Precedentes: HC 108.135, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.06.12; RHC 105.150, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 06.08.12; RHC 107.860, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12. 2. In casu, a paciente, na condição de “mula”, foi surpreendida transportando expressiva quantidade de droga ao exterior. Tal fato afasta o preenchimento dos requisitos do art. 33, § 4°, da Lei de Drogas, conforme parecer ministerial: “as instâncias ordinárias com base no acervo fático-probatório, evidenciaram que a paciente integrava organização criminosa ou, ao menos, dedicava-se a atividades criminosas, desautorizando a incidência da minorante prevista no art. 33, § 4° da Lei 11.343/06¹, uma vez que o redutor é incompatível com ambas as condições. A revisão de tal entendimento é inviável de ser realizada na via estreita do writ, por exigir dilação probatória. Contra a pretensão da paciente, é importante argumentar que o transportador da droga é elemento essencial na dinâmica do tráfico, pois sem a pessoa que conduza a droga ao seu local de destino 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, pela dedicação do paciente a atividades criminosas, circunstância que não pode contraditada em sede de habeas corpus, instrumento que não se presta para o revolvimento do conjunto fático probatório. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 129.360, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 04/02/2016). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO A PENA INFERIOR A OITO ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. A aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Precedentes: HC 108.135, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.06.12; RHC 105.150, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 06.08.12; RHC 107.860, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12. 2. In casu, a paciente, na condição de “mula”, foi surpreendida transportando expressiva quantidade de droga ao exterior. Tal fato afasta o preenchimento dos requisitos do art. 33, § 4°, da Lei de Drogas, conforme parecer ministerial: “as instâncias ordinárias com base no acervo fático-probatório, evidenciaram que a paciente integrava organização criminosa ou, ao menos, dedicava-se a atividades criminosas, desautorizando a incidência da minorante prevista no art. 33, § 4° da Lei 11.343/06¹, uma vez que o redutor é incompatível com ambas as condições. A revisão de tal entendimento é inviável de ser realizada na via estreita do writ, por exigir dilação probatória. Contra a pretensão da paciente, é importante argumentar que o transportador da droga é elemento essencial na dinâmica do tráfico, pois sem a pessoa que conduza a droga ao seu local de destino 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP fica inviabilizado o seu comércio.” 3. O regime inicial fechado revela- se possível em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 (oito) anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada, o paciente teria direito ao regime inicial semiaberto, nos termos do artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, verbis: “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. 5. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes: HC 111.412-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14.08.13; RHC 116.038, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15.08.13; RHC 116.204, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 02.05.13; HC 115.609, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.04.13; RHC 111.547, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 15.06.12. E a condenação transitou em julgado em 13.06.2014. 6 A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 7. Habeas Corpus extinto.” (HC 123.430, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 18/11/214). Ademais, a decisão da Corte Superior não diverge da posição do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, in verbis: “PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – DROGA – QUANTIDADE. Possível é considerar-se, para efeito de diminuição da pena – artigo 33, § 4º da Lei nº 11.343/2006 –, a quantidade de droga apreendida, assentando-se a integração a grupo criminoso.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP fica inviabilizado o seu comércio.” 3. O regime inicial fechado revela- se possível em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 (oito) anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada, o paciente teria direito ao regime inicial semiaberto, nos termos do artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, verbis: “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. 5. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes: HC 111.412-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14.08.13; RHC 116.038, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15.08.13; RHC 116.204, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 02.05.13; HC 115.609, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.04.13; RHC 111.547, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 15.06.12. E a condenação transitou em julgado em 13.06.2014. 6 A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 7. Habeas Corpus extinto.” (HC 123.430, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 18/11/214). Ademais, a decisão da Corte Superior não diverge da posição do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, in verbis: “PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – DROGA – QUANTIDADE. Possível é considerar-se, para efeito de diminuição da pena – artigo 33, § 4º da Lei nº 11.343/2006 –, a quantidade de droga apreendida, assentando-se a integração a grupo criminoso.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP (HC 130.981, Primeira Turma, Rel. Min. Márco Aurélio, DJe de 28/04/2017). Outrossim, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a fixação da pena não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1° E § 2°, II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP (HC 130.981, Primeira Turma, Rel. Min. Márco Aurélio, DJe de 28/04/2017). Outrossim, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a fixação da pena não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1° E § 2°, II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.688-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10/06/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2º), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.688-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10/06/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2º), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC nº 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada.” (HC 128.754, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 11/05/2016). Demais disso, há que se reconhecer, ainda, que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC n.º 132.475, de relatoria da Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/08/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO habeas corpus. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. dosimetria. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida 57 kg de maconha'. 5. A 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC nº 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada.” (HC 128.754, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 11/05/2016). Demais disso, há que se reconhecer, ainda, que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC n.º 132.475, de relatoria da Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/08/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO habeas corpus. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. dosimetria. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida 57 kg de maconha'. 5. A 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP tese defensiva de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido”. A propósito, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP tese defensiva de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido”. A propósito, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2º, a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013) Por outro lado, no que tange ao regime inicial de cumprimento de 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2º, a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013) Por outro lado, no que tange ao regime inicial de cumprimento de 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP pena, verifico que a decisão da Corte Superior não diverge da posição do Supremo Tribunal Federal, porquanto esta Corte sufraga o entendimento no sentido da possibilidade de fixação de regime mais gravoso diante das circunstâncias do fato concreto. Nessa linha, in verbis: “Agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/06). Condenação. Pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão em regime semiaberto. Pretendida aplicação do redutor de pena do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas no grau máximo - 2/3 (dois terços). Descabimento. Fração de 1/3 (um terço) devidamente justificada na gravidade da conduta, evidenciada pela natureza e pela quantidade de droga apreendida (29 pedras de crack). Regime intermediário. Motivação idônea. Observância do disposto no art. 33, § 3º, do Código Penal e do que art. 42 da Lei nº 11.343/06. Regimental não provido. 1. Justificada, na espécie, a aplicação do redutor de pena descrito no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 na fração de 1/3, diante da gravidade concreta da infração, evidenciada pela natureza e pela quantidade de droga apreendida (29 pedras de crack). 2. Está sedimentado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que o regime inicial de cumprimento de pena deve observar o disposto no art. 33, § 3º, do Código Penal, e no art. 42 da Lei nº 11.343/06, que expressamente remetem às circunstâncias do crime (art. 59, CP) e à natureza e à quantidade da droga. Por esse contexto, não há constrangimento ilegal na valoração negativa desses mesmos vetores na fixação da pena e na imposição do regime prisional mais gravoso (v.g. HC nº 132.904/MS, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 11/10/16). 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RHC 152.037-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 16/04/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA. AFASTAMENTO. DEDICAÇÃO A ATIVIDADE CRIMINOSA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. REGIME INICIAL FECHADO. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP pena, verifico que a decisão da Corte Superior não diverge da posição do Supremo Tribunal Federal, porquanto esta Corte sufraga o entendimento no sentido da possibilidade de fixação de regime mais gravoso diante das circunstâncias do fato concreto. Nessa linha, in verbis: “Agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/06). Condenação. Pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão em regime semiaberto. Pretendida aplicação do redutor de pena do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas no grau máximo - 2/3 (dois terços). Descabimento. Fração de 1/3 (um terço) devidamente justificada na gravidade da conduta, evidenciada pela natureza e pela quantidade de droga apreendida (29 pedras de crack). Regime intermediário. Motivação idônea. Observância do disposto no art. 33, § 3º, do Código Penal e do que art. 42 da Lei nº 11.343/06. Regimental não provido. 1. Justificada, na espécie, a aplicação do redutor de pena descrito no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 na fração de 1/3, diante da gravidade concreta da infração, evidenciada pela natureza e pela quantidade de droga apreendida (29 pedras de crack). 2. Está sedimentado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que o regime inicial de cumprimento de pena deve observar o disposto no art. 33, § 3º, do Código Penal, e no art. 42 da Lei nº 11.343/06, que expressamente remetem às circunstâncias do crime (art. 59, CP) e à natureza e à quantidade da droga. Por esse contexto, não há constrangimento ilegal na valoração negativa desses mesmos vetores na fixação da pena e na imposição do regime prisional mais gravoso (v.g. HC nº 132.904/MS, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 11/10/16). 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RHC 152.037-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 16/04/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA. AFASTAMENTO. DEDICAÇÃO A ATIVIDADE CRIMINOSA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. REGIME INICIAL FECHADO. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal chancela o afastamento da causa de diminuição quando presentes fatos indicadores do envolvimento do agente com organização criminosa, como, por exemplo, a) a conduta social do agente, b) o concurso eventual de pessoas, e c) a quantidade de droga. 2. As instâncias ordinárias, soberanas na apreciação do conteúdo fático-probatório, assentaram que os elementos colhidos sob o crivo do contraditório indicaram a dedicação dos pacientes a atividades criminosas, sobretudo em razão da quantidade de droga apreendida. Para se afastar essa conclusão seria necessário proceder à análise de fatos e provas, providência incompatível com esta via processual. Precedentes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada. Desde que o faça em decisão motivada, o magistrado sentenciante está autorizado a impor ao condenado regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2º do art. 33 do Código Penal. Inteligência da Súmula 719/STF. 4. As particularidades do caso concreto apuradas pelos Juízos antecedentes, notadamente em relação ao volume de drogas, constituem fundamentação apta a justificar a imposição de regime mais severo – fechado –, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 143.577-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/10/2017) Destarte, reconhecer a procedência das alegações defensivas demandaria um indevido incursionamento na moldura fática delineada nos autos. Assim, sendo o habeas corpus ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal chancela o afastamento da causa de diminuição quando presentes fatos indicadores do envolvimento do agente com organização criminosa, como, por exemplo, a) a conduta social do agente, b) o concurso eventual de pessoas, e c) a quantidade de droga. 2. As instâncias ordinárias, soberanas na apreciação do conteúdo fático-probatório, assentaram que os elementos colhidos sob o crivo do contraditório indicaram a dedicação dos pacientes a atividades criminosas, sobretudo em razão da quantidade de droga apreendida. Para se afastar essa conclusão seria necessário proceder à análise de fatos e provas, providência incompatível com esta via processual. Precedentes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada. Desde que o faça em decisão motivada, o magistrado sentenciante está autorizado a impor ao condenado regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2º do art. 33 do Código Penal. Inteligência da Súmula 719/STF. 4. As particularidades do caso concreto apuradas pelos Juízos antecedentes, notadamente em relação ao volume de drogas, constituem fundamentação apta a justificar a imposição de regime mais severo – fechado –, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 143.577-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/10/2017) Destarte, reconhecer a procedência das alegações defensivas demandaria um indevido incursionamento na moldura fática delineada nos autos. Assim, sendo o habeas corpus ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC nº 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Ademais, consigno que o Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que as condenações anteriores do réu, alcançadas pelo período depurador de 5 anos, previsto no art. 64, I, do Código Penal, podem ser consideradas como maus antecedentes. Com relação a essa matéria, destaco que se cuida de tema pendente de julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, nesta Corte - Tema 150, RE 593.818, Rel. Min. Roberto Barroso. Dessa forma, diante da ausência de posicionamento definitivo deste Supremo Tribunal, não se pode qualificar como ilegal ou abusiva a decisão impugnada, em ordem a permitir a concessão de habeas corpus de ofício. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. MAUS ANTECEDENTES. PERÍODO DEPURADOR. CONTROVÉRSIA SUBMETIDA À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O afastamento dos maus antecedentes na hipótese 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC nº 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Ademais, consigno que o Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que as condenações anteriores do réu, alcançadas pelo período depurador de 5 anos, previsto no art. 64, I, do Código Penal, podem ser consideradas como maus antecedentes. Com relação a essa matéria, destaco que se cuida de tema pendente de julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, nesta Corte - Tema 150, RE 593.818, Rel. Min. Roberto Barroso. Dessa forma, diante da ausência de posicionamento definitivo deste Supremo Tribunal, não se pode qualificar como ilegal ou abusiva a decisão impugnada, em ordem a permitir a concessão de habeas corpus de ofício. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. MAUS ANTECEDENTES. PERÍODO DEPURADOR. CONTROVÉRSIA SUBMETIDA À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O afastamento dos maus antecedentes na hipótese 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP em que ultrapassado o prazo para reconhecimento da reincidência penal é tema pendente de julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, nesta Corte (Tema 150, RE 593.818, Rel. Min. Roberto Barroso). 3. Diante da existência de precedentes em ambos os sentidos, e forte na ausência de definição da matéria pelo Plenário da Corte, a decisão que opta por uma das correntes não se qualifica como ilegal ou abusiva, âmbito normativo destinado à concessão de habeas corpus de ofício. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 132.120-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 06/03/2017) Demais disso, diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 15/08/2018, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n.º 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 04/03/2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP em que ultrapassado o prazo para reconhecimento da reincidência penal é tema pendente de julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, nesta Corte (Tema 150, RE 593.818, Rel. Min. Roberto Barroso). 3. Diante da existência de precedentes em ambos os sentidos, e forte na ausência de definição da matéria pelo Plenário da Corte, a decisão que opta por uma das correntes não se qualifica como ilegal ou abusiva, âmbito normativo destinado à concessão de habeas corpus de ofício. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 132.120-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 06/03/2017) Demais disso, diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 15/08/2018, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n.º 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 04/03/2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC nº 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016). Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC nº 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016). Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) : JOSE PEDRO SAID JUNIOR (125337/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D14-09AB-8BEB-ECDC e senha E9B7-9C0E-0487-7CC7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) : JOSE PEDRO SAID JUNIOR (125337/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D14-09AB-8BEB-ECDC e senha E9B7-9C0E-0487-7CC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748747853
2018-11-12T00:00:00
2018-11-29T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI Nº 11.343/06. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. INOCORRÊNCIA DE TRÁFICO PRIVILEGIADO. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. In casu, o recorrente foi condenado à pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no artigo 33 da Lei 11.343/06. 3. Para dissentir dos fundamentos do acórdão recorrido, seria necessário o revolvimento de fatos e provas, sendo o habeas corpus ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 4. O regime inicial fixado pelo juízo a quo, ainda que mais rigoroso do que o cominado em lei com base no quantum da pena, revela-se viável quando fundamentado nas especificidades do caso concreto. Precedentes: RHC 122.620, Segunda Turma, Relator Min. Ricardo Lewandowski, DJe 13/08/2014, HC 113.274, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 10/09/2013, RHC 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, e HC 112.661, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 25/06/2013. 5. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de recurso revisão criminal. 6. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 7. Agravo regimental desprovido.
sjur395399
- Acórdão(s) citado(s): (HC, DOSIMETRIA DA PENA) HC 114650 (1ªT), RHC 114965 (1ªT), RHC 115213 (1ªT), HC 116531 (1ªT), RHC 100837 AgR (1ªT), HC 122688 AgR (1ªT), HC 128754 (2ªT). (REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO, CIRCUNSTÂNCIA DO CRIME) HC 112661 (1ªT), RHC 113274 (2ªT), RHC 114965 (1ªT), RHC 122620 (2ªT), HC 143577 AgR (1ªT), RHC 152037 AgR (2ªT). (REITERAÇÃO, ARGUMENTO, DECISÃO AGRAVADA) HC 122904 AgR (1ªT), RHC 124487 AgR (1ªT), HC 136071 AgR (2ªT). (TRÁFICO DE DROGAS PRIVILEGIADO, ACUMULAÇÃO, CRITÉRIO, LEI) HC 123430 (1ªT), HC 129360 (2ªT), HC 130981 (1ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 130439 AgR (1ªT). (DOSIMETRIA DA PENA, DISCRICIONARIEDADE, ÂMBITO JUDICIAL) HC 132475 AgR (1ªT). (PENA-BASE, MAUS ANTECEDENTES, CONDENAÇÃO ANTERIOR, PRAZO, CINCO ANOS) RE 593818 RG, HC 132120 AgR (1ªT). (HC, SUCEDÂNEO, RECURSO, REVISÃO CRIMINAL) RHC 125077 AgR (1ªT), HC 132103 AgR (2ªT), HC 133648 AgR (1ªT). Número de páginas: 26. Análise: 05/02/2019, KBP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
162972
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00932\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 162972 AgR
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AGTE.(S) : JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) : JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI n 11.343/06. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. INOCORRÊNCIA DE TRÁFICO PRIVILEGIADO. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC n 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC n 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC n 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013, e RHC n 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. In casu, o recorrente foi condenado à pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no artigo 33 da Lei 11.343/06. 3. Para dissentir dos fundamentos do acórdão recorrido, seria necessário o revolvimento de fatos e provas, sendo o habeas corpus ação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03C9-A26C-75D2-000D e senha 2BA8-85A0-EA60-39DC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão HC 162972 AGR / SP inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático- probatório engendrado nos autos. 4. O regime inicial fixado pelo juízo a quo, ainda que mais rigoroso do que o cominado em lei com base no quantum da pena, revela-se viável quando fundamentado nas especificidades do caso concreto. Precedentes: RHC 122.620, Segunda Turma, Relator Min. Ricardo Lewandowski, DJe 13/08/2014, HC 113.274, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 10/09/2013, RHC 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, e HC 112.661, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 25/06/2013. 5. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de recurso revisão criminal. 6. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03C9-A26C-75D2-000D e senha 2BA8-85A0-EA60-39DC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático- probatório engendrado nos autos. 4. O regime inicial fixado pelo juízo a quo, ainda que mais rigoroso do que o cominado em lei com base no quantum da pena, revela-se viável quando fundamentado nas especificidades do caso concreto. Precedentes: RHC 122.620, Segunda Turma, Relator Min. Ricardo Lewandowski, DJe 13/08/2014, HC 113.274, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 10/09/2013, RHC 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, e HC 112.661, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 25/06/2013. 5. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de recurso revisão criminal. 6. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 2 a 9.11.2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03C9-A26C-75D2-000D e senha 2BA8-85A0-EA60-39DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 385E-B8B5-C38A-6146 e senha 9F51-2584-4840-9E61 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 385E-B8B5-C38A-6146 e senha 9F51-2584-4840-9E61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por JEAN FELIPE DA COSTA contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI n 11.343/06. INOCORRÊNCIA DE TRÁFICO PRIVILEGIADO. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1... do RISTF. Prejudicado o exame do pedido de liminar. - Ciência ao Ministério Público Federal.” Consta dos autos que o paciente foi condenado, pelo juízo natural, à pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no artigo 33 da Lei 11.343/06. Em sede de apelação, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso, mantendo integralmente a sentença. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por JEAN FELIPE DA COSTA contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI n 11.343/06. INOCORRÊNCIA DE TRÁFICO PRIVILEGIADO. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. - Seguimento negado, com esteio no artigo 21, § 1... do RISTF. Prejudicado o exame do pedido de liminar. - Ciência ao Ministério Público Federal.” Consta dos autos que o paciente foi condenado, pelo juízo natural, à pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no artigo 33 da Lei 11.343/06. Em sede de apelação, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso, mantendo integralmente a sentença. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Relatório HC 162972 AGR / SP Contra esse decisum, a defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Ato contínuo, foi interposto agravo regimental, o qual restou desprovido pela Corte Superior. Na presente impetração, a defesa sustentou, em síntese, existência de constrangimento ilegal consubstanciado na indevida dosimetria da pena. Negado seguimento ao habeas corpus, sobrevém o presente recurso em que o agravante repisa os argumentos da inicial. Aduz que “está evidente a desproporcionalidade na fixação da reprimenda, fazendo com que, caso não diminuída ao mínimo legal em razão da neutralidade das circunstâncias judiciais – que devem ser afastadas (ausentes maus antecedentes e quantidade não é tão significativa), a fundamentação empregada não autoriza a exasperação de um terço (1/3), sendo aplicável menor fração”. Argumenta que “existe precedente reconhecendo a desproporcionalidade na exasperação demasiada, como a ora impugnada, com base na quantidade e/ou diversidade de droga”. Alega que “o recorrente não possui reincidência, tampouco maus antecedentes, porquanto a condenação anterior não pode ser reconhecida como maus antecedentes”. Afirma que “estão presentes os requisitos da causa de diminuição do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, consistente na redução da pena de um sexto (1/6) a dois terços (2/3), na medida em que o recorrente é primário, de bons antecedentes e não se dedique a atividades criminosas e nem integre organização criminosa”. Sustenta que “o exercício interpretativo de que o agravante se dedicaria às atividades criminosas decorre apenas da quantidade de drogas apreendidas, o que, apenas por si, não conduz a esta conclusão”. Sustenta, ainda, que “a fixação de regime mais severo demanda motivação idônea amparada em elementos concretos, nos termos da súmula 719 do E. Superior Tribunal de Justiça, cujo entendimento sumulado restou violado no caso in concreto, na medida em que ausente fundamentação idônea para impor o regime fechado”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP Contra esse decisum, a defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Ato contínuo, foi interposto agravo regimental, o qual restou desprovido pela Corte Superior. Na presente impetração, a defesa sustentou, em síntese, existência de constrangimento ilegal consubstanciado na indevida dosimetria da pena. Negado seguimento ao habeas corpus, sobrevém o presente recurso em que o agravante repisa os argumentos da inicial. Aduz que “está evidente a desproporcionalidade na fixação da reprimenda, fazendo com que, caso não diminuída ao mínimo legal em razão da neutralidade das circunstâncias judiciais – que devem ser afastadas (ausentes maus antecedentes e quantidade não é tão significativa), a fundamentação empregada não autoriza a exasperação de um terço (1/3), sendo aplicável menor fração”. Argumenta que “existe precedente reconhecendo a desproporcionalidade na exasperação demasiada, como a ora impugnada, com base na quantidade e/ou diversidade de droga”. Alega que “o recorrente não possui reincidência, tampouco maus antecedentes, porquanto a condenação anterior não pode ser reconhecida como maus antecedentes”. Afirma que “estão presentes os requisitos da causa de diminuição do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, consistente na redução da pena de um sexto (1/6) a dois terços (2/3), na medida em que o recorrente é primário, de bons antecedentes e não se dedique a atividades criminosas e nem integre organização criminosa”. Sustenta que “o exercício interpretativo de que o agravante se dedicaria às atividades criminosas decorre apenas da quantidade de drogas apreendidas, o que, apenas por si, não conduz a esta conclusão”. Sustenta, ainda, que “a fixação de regime mais severo demanda motivação idônea amparada em elementos concretos, nos termos da súmula 719 do E. Superior Tribunal de Justiça, cujo entendimento sumulado restou violado no caso in concreto, na medida em que ausente fundamentação idônea para impor o regime fechado”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Relatório HC 162972 AGR / SP Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, reiterando os termos do recurso especial, requer seja o presente recurso recebido e, não havendo retratação do Senhor Ministro Relator, seja conhecido e, ao final, concedida a ordem para a mitigação da pena-base, aplicação do redutor do tráfico privilegiado, alteração do regime e sua conversão, por ser medida de justiça e direito.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, reiterando os termos do recurso especial, requer seja o presente recurso recebido e, não havendo retratação do Senhor Ministro Relator, seja conhecido e, ao final, concedida a ordem para a mitigação da pena-base, aplicação do redutor do tráfico privilegiado, alteração do regime e sua conversão, por ser medida de justiça e direito.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 146D-1883-1D71-805B e senha 5205-9FB9-DA82-456C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado na decisão impugnada, inexiste situação que autorize a concessão da ordem, ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Da leitura das razões do agravo interno, conquanto reconheça o esforço do agravante, verifica-se que não verteu argumentos suficientemente válidos para reformar a decisão agravada. Com efeito, no caso, penso que devem ser mantidos os fundamentos do decisum, máxime porque amparados no entendimento desta Corte. Assim, conservo o meu posicionamento inicial, verbis: ‘Busca-se, por meio da presente impetração, a redução da pena-base do paciente, bem como a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06, a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, e a alteração do regime inicial de cumprimento de pena. Cumpre salientar, preliminarmente, que se vem firmando na jurisprudência dos Tribunais Superiores a convicção de que o habeas corpus não é a via apropriada para a discussão da dosimetria da pena, quando há a necessidade de mergulho em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado na decisão impugnada, inexiste situação que autorize a concessão da ordem, ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Da leitura das razões do agravo interno, conquanto reconheça o esforço do agravante, verifica-se que não verteu argumentos suficientemente válidos para reformar a decisão agravada. Com efeito, no caso, penso que devem ser mantidos os fundamentos do decisum, máxime porque amparados no entendimento desta Corte. Assim, conservo o meu posicionamento inicial, verbis: ‘Busca-se, por meio da presente impetração, a redução da pena-base do paciente, bem como a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06, a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, e a alteração do regime inicial de cumprimento de pena. Cumpre salientar, preliminarmente, que se vem firmando na jurisprudência dos Tribunais Superiores a convicção de que o habeas corpus não é a via apropriada para a discussão da dosimetria da pena, quando há a necessidade de mergulho em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP dados fáticos. Nesse sentido: (...) Assim, a correção da reprimenda penal nesta sede é extraordinária, como já registrei: (...) Na espécie, não se vislumbra manifesto constrangimento ilegal a excepcionar o referido posicionamento. A título ilustrativo, confira-se a fundamentação perfilhada pelo Magistrado de primeira instância acerca da dosimetria do paciente: […] Verifica-se, dessarte, que foram adotados elementos concretos para justificar a primeira fase da dosimetria, não parecendo arbitrário ou desarrazoado o quantum imposto, considerando-se a quantidade da substância entorpecente apreendida – 1.198,5g de maconha (fl. 21) – a atrair a incidência do art. 42 da Lei n. 11.343/06. O indigitado dispositivo legal determina que "o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente". Nesse passo, tratando-se dos crimes previstos na Lei de Drogas, a quantidade, a natureza e a variedade das substâncias entorpecentes são fatores que preponderam sobre as circunstâncias judiciais do art. 59 do Codex, haja vista que, quanto maior o volume e quanto mais deletérios os efeitos da droga, maior será a probabilidade de lesão ao bem jurídico tutelado, qual seja, a saúde pública. Assim, levando em consideração a quantidade das droga encontrada em poder do paciente, não se vislumbra manifesta ilegalidade na fixação da pena-base acima do mínimo legal a ensejar a concessão da ordem, não sendo, portanto, desarrazoado o patamar fixado na espécie. Nesse sentido: (...) Ademais, o Magistrado de primeira instância valorou em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP dados fáticos. Nesse sentido: (...) Assim, a correção da reprimenda penal nesta sede é extraordinária, como já registrei: (...) Na espécie, não se vislumbra manifesto constrangimento ilegal a excepcionar o referido posicionamento. A título ilustrativo, confira-se a fundamentação perfilhada pelo Magistrado de primeira instância acerca da dosimetria do paciente: […] Verifica-se, dessarte, que foram adotados elementos concretos para justificar a primeira fase da dosimetria, não parecendo arbitrário ou desarrazoado o quantum imposto, considerando-se a quantidade da substância entorpecente apreendida – 1.198,5g de maconha (fl. 21) – a atrair a incidência do art. 42 da Lei n. 11.343/06. O indigitado dispositivo legal determina que "o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente". Nesse passo, tratando-se dos crimes previstos na Lei de Drogas, a quantidade, a natureza e a variedade das substâncias entorpecentes são fatores que preponderam sobre as circunstâncias judiciais do art. 59 do Codex, haja vista que, quanto maior o volume e quanto mais deletérios os efeitos da droga, maior será a probabilidade de lesão ao bem jurídico tutelado, qual seja, a saúde pública. Assim, levando em consideração a quantidade das droga encontrada em poder do paciente, não se vislumbra manifesta ilegalidade na fixação da pena-base acima do mínimo legal a ensejar a concessão da ordem, não sendo, portanto, desarrazoado o patamar fixado na espécie. Nesse sentido: (...) Ademais, o Magistrado de primeira instância valorou em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP desfavor do paciente, na primeira etapa do cálculo da reprimenda, os seus antecedentes criminais. Com efeito, o art. 59 do Código Penal disciplina que "o juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime". Assim, não há falar em ilegalidade, tendo em vista a consideração da existência de maus antecedentes na primeira fase da dosimetria. Outrossim, mister sublinhar que o art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06 dispõe que as penas poderão ser reduzidas de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços), desde que o agente preencha cumulativamente os seguintes requisitos: ser primário, possuir bons antecedentes, não se dedicar às atividades criminosas e nem integrar organização criminosa. No caso em comento, verifica-se que as instâncias ordinárias, com arrimo nos fatos da causa, negaram a incidência da causa especial de redução de pena por entenderem, com fulcro nos elementos concretos dos autos, que o paciente dedicava-se às atividades criminosas, destacando, ainda, que o paciente ostenta maus antecedentes, razão pela qual não faria jus à benesse. Dessarte, afigura-se inviável a aplicação do aludido redutor, ante o não preenchimento dos requisitos legais. Outrossim, não há falar em bis in idem, porquanto a majoração da pena-base deu-se em razão da quantidade do entorpecente envolvido na empreitada criminosa – 1.198,5g de maconha (fl. 21) – e dos maus antecedentes do paciente, e a causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06, por sua vez, foi negada por entenderem o Juízo de primeira instância e o Tribunal a quo, com base nas circunstâncias do caso concreto, que o paciente dedicava-se às práticas delitivas, motivos diversos, pois. Nesse diapasão: […] 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP desfavor do paciente, na primeira etapa do cálculo da reprimenda, os seus antecedentes criminais. Com efeito, o art. 59 do Código Penal disciplina que "o juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime". Assim, não há falar em ilegalidade, tendo em vista a consideração da existência de maus antecedentes na primeira fase da dosimetria. Outrossim, mister sublinhar que o art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06 dispõe que as penas poderão ser reduzidas de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços), desde que o agente preencha cumulativamente os seguintes requisitos: ser primário, possuir bons antecedentes, não se dedicar às atividades criminosas e nem integrar organização criminosa. No caso em comento, verifica-se que as instâncias ordinárias, com arrimo nos fatos da causa, negaram a incidência da causa especial de redução de pena por entenderem, com fulcro nos elementos concretos dos autos, que o paciente dedicava-se às atividades criminosas, destacando, ainda, que o paciente ostenta maus antecedentes, razão pela qual não faria jus à benesse. Dessarte, afigura-se inviável a aplicação do aludido redutor, ante o não preenchimento dos requisitos legais. Outrossim, não há falar em bis in idem, porquanto a majoração da pena-base deu-se em razão da quantidade do entorpecente envolvido na empreitada criminosa – 1.198,5g de maconha (fl. 21) – e dos maus antecedentes do paciente, e a causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06, por sua vez, foi negada por entenderem o Juízo de primeira instância e o Tribunal a quo, com base nas circunstâncias do caso concreto, que o paciente dedicava-se às práticas delitivas, motivos diversos, pois. Nesse diapasão: […] 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, cumpre destacar que a estipulação do regime inicial fechado - contida no § 1... do art. 2... da Lei n. 8.072, que fora alterado pela Lei n. 11.464/07 - foi superada pelo Pretório Excelso, órgão responsável pela análise de compatibilidade das leis com a Constituição Federal. A esse respeito, confira-se o teor do Informativo n. 569 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: (...) Assim, restou superada pela Suprema Corte e por este Tribunal Superior a obrigatoriedade do regime inicial fechado aos condenados por tráfico ilícito de entorpecentes. Cumpre transcrever trecho do aresto guerreado: […] Na espécie, verifica-se que não há ilegalidade a ser sanada, haja vista que a Corte de origem manteve o regime inicial fechado com fulcro em elementos concretos dos autos, destacando a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a saber, a quantidade da droga apreendida e a mácula nos antecedentes criminais do paciente, que ensejaram, inclusive, a fixação da pena-base acima do mínimo legal. Não há falar, pois, em constrangimento ilegal. Neste sentido: […]’ Na espécie, observa-se que o agravante não infirmou, de maneira eficiente, nas razões do regimental, os argumentos do decisum monocrático, restringindo-se, tão somente, a reiterar o que fora declinado na inicial. Inviável o recurso, pois, porquanto a motivação do decisum agravado não foi rechaçada por meio de argumentos aptos a ensejar uma mudança de posicionamento desta Relatora. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, limitando-se o agravante a ratificar os termos da inicial do habeas corpus, é de ser negada simples pretensão de simples reforma. À vista disso, firme nos fundamentos da decisão combatida, nego provimento ao agravo regimental.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP No tocante ao regime inicial de cumprimento de pena, cumpre destacar que a estipulação do regime inicial fechado - contida no § 1... do art. 2... da Lei n. 8.072, que fora alterado pela Lei n. 11.464/07 - foi superada pelo Pretório Excelso, órgão responsável pela análise de compatibilidade das leis com a Constituição Federal. A esse respeito, confira-se o teor do Informativo n. 569 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: (...) Assim, restou superada pela Suprema Corte e por este Tribunal Superior a obrigatoriedade do regime inicial fechado aos condenados por tráfico ilícito de entorpecentes. Cumpre transcrever trecho do aresto guerreado: […] Na espécie, verifica-se que não há ilegalidade a ser sanada, haja vista que a Corte de origem manteve o regime inicial fechado com fulcro em elementos concretos dos autos, destacando a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a saber, a quantidade da droga apreendida e a mácula nos antecedentes criminais do paciente, que ensejaram, inclusive, a fixação da pena-base acima do mínimo legal. Não há falar, pois, em constrangimento ilegal. Neste sentido: […]’ Na espécie, observa-se que o agravante não infirmou, de maneira eficiente, nas razões do regimental, os argumentos do decisum monocrático, restringindo-se, tão somente, a reiterar o que fora declinado na inicial. Inviável o recurso, pois, porquanto a motivação do decisum agravado não foi rechaçada por meio de argumentos aptos a ensejar uma mudança de posicionamento desta Relatora. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, limitando-se o agravante a ratificar os termos da inicial do habeas corpus, é de ser negada simples pretensão de simples reforma. À vista disso, firme nos fundamentos da decisão combatida, nego provimento ao agravo regimental.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, o Tribunal regional concluiu pela existência de provas suficientes quanto à participação do paciente em organização criminosa. Na espécie, a Corte Superior assentou que “as instâncias ordinárias, com arrimo nos fatos da causa, negaram a incidência da causa especial de redução de pena por entenderem, com fulcro nos elementos concretos dos autos, que o paciente dedicava-se às atividades criminosas”. Desta sorte, reconhecido o não preenchimento cumulativo dos vetores estabelecidos pelo legislador, não se cuida de hipótese de reconhecimento da figura do tráfico privilegiado. Outrossim, impende consignar, no que tange à aplicabilidade do redutor previsto no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, que o Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que se comprovado o não preenchimento cumulativo dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, é impossível a sua aplicação. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO. INVIABILIDADE. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. ORDEM DENEGADA. 1. A não aplicação da minorante prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de conjunto probatório apto a afastar ao menos um dos critérios – porquanto autônomos –, descritos no preceito legal: (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. Nesse juízo, não se pode ignorar que a norma em questão tem a clara finalidade de apenar com menor grau de intensidade quem pratica de modo eventual as condutas descritas no art. 33, caput e § 1..., daquele mesmo diploma legal em contraponto ao agente que faz do crime o seu modo de vida, razão pela qual, evidentemente, não estaria apto a usufruir do referido benefício 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, o Tribunal regional concluiu pela existência de provas suficientes quanto à participação do paciente em organização criminosa. Na espécie, a Corte Superior assentou que “as instâncias ordinárias, com arrimo nos fatos da causa, negaram a incidência da causa especial de redução de pena por entenderem, com fulcro nos elementos concretos dos autos, que o paciente dedicava-se às atividades criminosas”. Desta sorte, reconhecido o não preenchimento cumulativo dos vetores estabelecidos pelo legislador, não se cuida de hipótese de reconhecimento da figura do tráfico privilegiado. Outrossim, impende consignar, no que tange à aplicabilidade do redutor previsto no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, que o Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que se comprovado o não preenchimento cumulativo dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, é impossível a sua aplicação. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO. INVIABILIDADE. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. ORDEM DENEGADA. 1. A não aplicação da minorante prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de conjunto probatório apto a afastar ao menos um dos critérios – porquanto autônomos –, descritos no preceito legal: (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. Nesse juízo, não se pode ignorar que a norma em questão tem a clara finalidade de apenar com menor grau de intensidade quem pratica de modo eventual as condutas descritas no art. 33, caput e § 1..., daquele mesmo diploma legal em contraponto ao agente que faz do crime o seu modo de vida, razão pela qual, evidentemente, não estaria apto a usufruir do referido benefício 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, pela dedicação do paciente a atividades criminosas, circunstância que não pode contraditada em sede de habeas corpus, instrumento que não se presta para o revolvimento do conjunto fático probatório. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 129.360, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 04/02/2016). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO A PENA INFERIOR A OITO ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. A aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Precedentes: HC 108.135, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.06.12; RHC 105.150, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 06.08.12; RHC 107.860, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12. 2. In casu, a paciente, na condição de “mula”, foi surpreendida transportando expressiva quantidade de droga ao exterior. Tal fato afasta o preenchimento dos requisitos do art. 33, § 4..., da Lei de Drogas, conforme parecer ministerial: “as instâncias ordinárias com base no acervo fático-probatório, evidenciaram que a paciente integrava organização criminosa ou, ao menos, dedicava-se a atividades criminosas, desautorizando a incidência da minorante prevista no art. 33, § 4... da Lei 11.343/06¹, uma vez que o redutor é incompatível com ambas as condições. A revisão de tal entendimento é inviável de ser realizada na via estreita do writ, por exigir dilação probatória. Contra a pretensão da paciente, é importante argumentar que o transportador da droga é elemento essencial na dinâmica do tráfico, pois sem a pessoa que conduza a droga ao seu local de destino 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, pela dedicação do paciente a atividades criminosas, circunstância que não pode contraditada em sede de habeas corpus, instrumento que não se presta para o revolvimento do conjunto fático probatório. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 129.360, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 04/02/2016). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO A PENA INFERIOR A OITO ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. A aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Precedentes: HC 108.135, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.06.12; RHC 105.150, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 06.08.12; RHC 107.860, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12. 2. In casu, a paciente, na condição de “mula”, foi surpreendida transportando expressiva quantidade de droga ao exterior. Tal fato afasta o preenchimento dos requisitos do art. 33, § 4..., da Lei de Drogas, conforme parecer ministerial: “as instâncias ordinárias com base no acervo fático-probatório, evidenciaram que a paciente integrava organização criminosa ou, ao menos, dedicava-se a atividades criminosas, desautorizando a incidência da minorante prevista no art. 33, § 4... da Lei 11.343/06¹, uma vez que o redutor é incompatível com ambas as condições. A revisão de tal entendimento é inviável de ser realizada na via estreita do writ, por exigir dilação probatória. Contra a pretensão da paciente, é importante argumentar que o transportador da droga é elemento essencial na dinâmica do tráfico, pois sem a pessoa que conduza a droga ao seu local de destino 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP fica inviabilizado o seu comércio.” 3. O regime inicial fechado revela- se possível em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 (oito) anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada, o paciente teria direito ao regime inicial semiaberto, nos termos do artigo 33, § 2..., alínea b, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, verbis: “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. 5. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes: HC 111.412-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14.08.13; RHC 116.038, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15.08.13; RHC 116.204, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 02.05.13; HC 115.609, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1....04.13; RHC 111.547, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 15.06.12. E a condenação transitou em julgado em 13.06.2014. 6 A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 7. Habeas Corpus extinto.” (HC 123.430, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 18/11/214). Ademais, a decisão da Corte Superior não diverge da posição do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, in verbis: “PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – DROGA – QUANTIDADE. Possível é considerar-se, para efeito de diminuição da pena – artigo 33, § 4... da Lei n 11.343/2006 –, a quantidade de droga apreendida, assentando-se a integração a grupo criminoso.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP fica inviabilizado o seu comércio.” 3. O regime inicial fechado revela- se possível em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 (oito) anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada, o paciente teria direito ao regime inicial semiaberto, nos termos do artigo 33, § 2..., alínea b, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, verbis: “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. 5. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes: HC 111.412-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14.08.13; RHC 116.038, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15.08.13; RHC 116.204, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 02.05.13; HC 115.609, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1....04.13; RHC 111.547, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 15.06.12. E a condenação transitou em julgado em 13.06.2014. 6 A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 7. Habeas Corpus extinto.” (HC 123.430, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 18/11/214). Ademais, a decisão da Corte Superior não diverge da posição do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, in verbis: “PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – DROGA – QUANTIDADE. Possível é considerar-se, para efeito de diminuição da pena – artigo 33, § 4... da Lei n 11.343/2006 –, a quantidade de droga apreendida, assentando-se a integração a grupo criminoso.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP (HC 130.981, Primeira Turma, Rel. Min. Márco Aurélio, DJe de 28/04/2017). Outrossim, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a fixação da pena não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1... E § 2..., II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC n 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC n 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC n 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC n 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP (HC 130.981, Primeira Turma, Rel. Min. Márco Aurélio, DJe de 28/04/2017). Outrossim, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a fixação da pena não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1... E § 2..., II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC n 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC n 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC n 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC n 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.688-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10/06/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2...), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.688-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10/06/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2...), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC n 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada.” (HC 128.754, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 11/05/2016). Demais disso, há que se reconhecer, ainda, que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC n. 132.475, de relatoria da Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/08/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO habeas corpus. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. dosimetria. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida 57 kg de maconha'. 5. A 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC n 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada.” (HC 128.754, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 11/05/2016). Demais disso, há que se reconhecer, ainda, que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC n. 132.475, de relatoria da Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/08/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO habeas corpus. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. dosimetria. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida 57 kg de maconha'. 5. A 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP tese defensiva de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido”. A propósito, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2..., incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP tese defensiva de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido”. A propósito, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2..., incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC n 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2..., a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC n 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013) Por outro lado, no que tange ao regime inicial de cumprimento de 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC n 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2..., a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC n 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013) Por outro lado, no que tange ao regime inicial de cumprimento de 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP pena, verifico que a decisão da Corte Superior não diverge da posição do Supremo Tribunal Federal, porquanto esta Corte sufraga o entendimento no sentido da possibilidade de fixação de regime mais gravoso diante das circunstâncias do fato concreto. Nessa linha, in verbis: “Agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Tráfico de drogas (art. 33 da Lei n 11.343/06). Condenação. Pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão em regime semiaberto. Pretendida aplicação do redutor de pena do art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) no grau máximo - 2/3 (dois terços). Descabimento. Fração de 1/3 (um terço) devidamente justificada na gravidade da conduta, evidenciada pela natureza e pela quantidade de droga apreendida (29 pedras de crack). Regime intermediário. Motivação idônea. Observância do disposto no art. 33, § 3..., do Código Penal e do que art. 42 da Lei n 11.343/06. Regimental não provido. 1. Justificada, na espécie, a aplicação do redutor de pena descrito no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 na fração de 1/3, diante da gravidade concreta da infração, evidenciada pela natureza e pela quantidade de droga apreendida (29 pedras de crack). 2. Está sedimentado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que o regime inicial de cumprimento de pena deve observar o disposto no art. 33, § 3..., do Código Penal, e no art. 42 da Lei n 11.343/06, que expressamente remetem às circunstâncias do crime (art. 59, Código Penal Brasileiro) e à natureza e à quantidade da droga. Por esse contexto, não há constrangimento ilegal na valoração negativa desses mesmos vetores na fixação da pena e na imposição do regime prisional mais gravoso (v.g. HC n 132.904/MS, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 11/10/16). 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RHC 152.037-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 16/04/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA. AFASTAMENTO. DEDICAÇÃO A ATIVIDADE CRIMINOSA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. REGIME INICIAL FECHADO. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP pena, verifico que a decisão da Corte Superior não diverge da posição do Supremo Tribunal Federal, porquanto esta Corte sufraga o entendimento no sentido da possibilidade de fixação de regime mais gravoso diante das circunstâncias do fato concreto. Nessa linha, in verbis: “Agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Tráfico de drogas (art. 33 da Lei n 11.343/06). Condenação. Pena de 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão em regime semiaberto. Pretendida aplicação do redutor de pena do art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) no grau máximo - 2/3 (dois terços). Descabimento. Fração de 1/3 (um terço) devidamente justificada na gravidade da conduta, evidenciada pela natureza e pela quantidade de droga apreendida (29 pedras de crack). Regime intermediário. Motivação idônea. Observância do disposto no art. 33, § 3..., do Código Penal e do que art. 42 da Lei n 11.343/06. Regimental não provido. 1. Justificada, na espécie, a aplicação do redutor de pena descrito no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 na fração de 1/3, diante da gravidade concreta da infração, evidenciada pela natureza e pela quantidade de droga apreendida (29 pedras de crack). 2. Está sedimentado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que o regime inicial de cumprimento de pena deve observar o disposto no art. 33, § 3..., do Código Penal, e no art. 42 da Lei n 11.343/06, que expressamente remetem às circunstâncias do crime (art. 59, Código Penal Brasileiro) e à natureza e à quantidade da droga. Por esse contexto, não há constrangimento ilegal na valoração negativa desses mesmos vetores na fixação da pena e na imposição do regime prisional mais gravoso (v.g. HC n 132.904/MS, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 11/10/16). 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RHC 152.037-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 16/04/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA. AFASTAMENTO. DEDICAÇÃO A ATIVIDADE CRIMINOSA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. REGIME INICIAL FECHADO. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal chancela o afastamento da causa de diminuição quando presentes fatos indicadores do envolvimento do agente com organização criminosa, como, por exemplo, a) a conduta social do agente, b) o concurso eventual de pessoas, e c) a quantidade de droga. 2. As instâncias ordinárias, soberanas na apreciação do conteúdo fático-probatório, assentaram que os elementos colhidos sob o crivo do contraditório indicaram a dedicação dos pacientes a atividades criminosas, sobretudo em razão da quantidade de droga apreendida. Para se afastar essa conclusão seria necessário proceder à análise de fatos e provas, providência incompatível com esta via processual. Precedentes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada. Desde que o faça em decisão motivada, o magistrado sentenciante está autorizado a impor ao condenado regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2... do art. 33 do Código Penal. Inteligência da Súmula 719/Supremo Tribunal Federal. 4. As particularidades do caso concreto apuradas pelos Juízos antecedentes, notadamente em relação ao volume de drogas, constituem fundamentação apta a justificar a imposição de regime mais severo – fechado –, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 143.577-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/10/2017) Destarte, reconhecer a procedência das alegações defensivas demandaria um indevido incursionamento na moldura fática delineada nos autos. Assim, sendo o habeas corpus ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal chancela o afastamento da causa de diminuição quando presentes fatos indicadores do envolvimento do agente com organização criminosa, como, por exemplo, a) a conduta social do agente, b) o concurso eventual de pessoas, e c) a quantidade de droga. 2. As instâncias ordinárias, soberanas na apreciação do conteúdo fático-probatório, assentaram que os elementos colhidos sob o crivo do contraditório indicaram a dedicação dos pacientes a atividades criminosas, sobretudo em razão da quantidade de droga apreendida. Para se afastar essa conclusão seria necessário proceder à análise de fatos e provas, providência incompatível com esta via processual. Precedentes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada. Desde que o faça em decisão motivada, o magistrado sentenciante está autorizado a impor ao condenado regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2... do art. 33 do Código Penal. Inteligência da Súmula 719/Supremo Tribunal Federal. 4. As particularidades do caso concreto apuradas pelos Juízos antecedentes, notadamente em relação ao volume de drogas, constituem fundamentação apta a justificar a imposição de regime mais severo – fechado –, como medida necessária e suficiente para reprovação e prevenção do crime. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 143.577-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/10/2017) Destarte, reconhecer a procedência das alegações defensivas demandaria um indevido incursionamento na moldura fática delineada nos autos. Assim, sendo o habeas corpus ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC n 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Ademais, consigno que o Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que as condenações anteriores do réu, alcançadas pelo período depurador de 5 anos, previsto no art. 64, I, do Código Penal, podem ser consideradas como maus antecedentes. Com relação a essa matéria, destaco que se cuida de tema pendente de julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, nesta Corte - Tema 150, Recurso Extraordinário 593.818, Rel. Min. Roberto Barroso. Dessa forma, diante da ausência de posicionamento definitivo deste Supremo Tribunal, não se pode qualificar como ilegal ou abusiva a decisão impugnada, em ordem a permitir a concessão de habeas corpus de ofício. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. MAUS ANTECEDENTES. PERÍODO DEPURADOR. CONTROVÉRSIA SUBMETIDA À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O afastamento dos maus antecedentes na hipótese 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC n 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Ademais, consigno que o Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido de que as condenações anteriores do réu, alcançadas pelo período depurador de 5 anos, previsto no art. 64, I, do Código Penal, podem ser consideradas como maus antecedentes. Com relação a essa matéria, destaco que se cuida de tema pendente de julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, nesta Corte - Tema 150, Recurso Extraordinário 593.818, Rel. Min. Roberto Barroso. Dessa forma, diante da ausência de posicionamento definitivo deste Supremo Tribunal, não se pode qualificar como ilegal ou abusiva a decisão impugnada, em ordem a permitir a concessão de habeas corpus de ofício. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. MAUS ANTECEDENTES. PERÍODO DEPURADOR. CONTROVÉRSIA SUBMETIDA À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O afastamento dos maus antecedentes na hipótese 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP em que ultrapassado o prazo para reconhecimento da reincidência penal é tema pendente de julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, nesta Corte (Tema 150, Recurso Extraordinário 593.818, Rel. Min. Roberto Barroso). 3. Diante da existência de precedentes em ambos os sentidos, e forte na ausência de definição da matéria pelo Plenário da Corte, a decisão que opta por uma das correntes não se qualifica como ilegal ou abusiva, âmbito normativo destinado à concessão de habeas corpus de ofício. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 132.120-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 06/03/2017) Demais disso, diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 15/08/2018, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel. Min. Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n. 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 04/03/2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP em que ultrapassado o prazo para reconhecimento da reincidência penal é tema pendente de julgamento, sob a sistemática da repercussão geral, nesta Corte (Tema 150, Recurso Extraordinário 593.818, Rel. Min. Roberto Barroso). 3. Diante da existência de precedentes em ambos os sentidos, e forte na ausência de definição da matéria pelo Plenário da Corte, a decisão que opta por uma das correntes não se qualifica como ilegal ou abusiva, âmbito normativo destinado à concessão de habeas corpus de ofício. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 132.120-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 06/03/2017) Demais disso, diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 15/08/2018, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel. Min. Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n. 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 04/03/2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC n 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016). Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC n 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016). Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 162972 AGR / SP Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Supremo Tribunal Federal HC 162972 AGR / SP Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5976-D5B0-D8A5-7629 e senha 3B69-63BB-1B46-A7AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) : JOSE PEDRO SAID JUNIOR (125337/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D14-09AB-8BEB-ECDC e senha E9B7-9C0E-0487-7CC7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.972 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JEAN FELIPE DA COSTA ADV.(A/S) : JOSE PEDRO SAID JUNIOR (125337/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D14-09AB-8BEB-ECDC e senha E9B7-9C0E-0487-7CC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 162 . 972", "HC n 114 . 650", "RHC n 115 . 213", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "RHC n 100 . 837 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "RHC 122 . 620", "HC 113 . 274", "HC 112 . 661", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "RHC 122 . 620", "HC 113 . 274", "RHC 114 . 965", "HC 112 . 661", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HABEAS CORPUS 162 . 972", "HABEAS CORPUS 162 . 972", "HABEAS CORPUS 162 . 972", "HABEAS CORPUS 162 . 972", "HC 162972 AGR / SP", "súmula 719 do E . Superior Tribunal de Justiça", "HC 162972 AGR / SP", "súmula 719 do E . Superior Tribunal de Justiça", "HC 162972 AGR / SP", "HC 162972 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 162 . 972", "HABEAS CORPUS 162 . 972", "HC 162972 AGR / SP", "HC 162972 AGR / SP", "HC 162972 AGR / SP", "HC 162972 AGR / SP", "HC 162972 AGR / SP", "Informativo n . 569 do Supremo Tribunal", "HC 162972 AGR / SP", "Informativo n . 569 do Supremo Tribunal", "HC 162972 AGR / SP", "HC 162972 AGR / SP", "HC 162972 AGR / SP", "HC 129 . 360", "HC 108 . 135", "RHC 105 . 150", "HC 101 . 265", "RHC 107 . 860", "HC 162972 AGR / SP", "HC 129 . 360", "HC 108 . 135", "RHC 105 . 150", "HC 101 . 265", "RHC 107 . 860", "HC 162972 AGR / SP", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 116 . 038", "RHC 116 . 204", "HC 115 . 609", "RHC 111 . 547", "HC 123 . 430", "HC 162972 AGR / SP", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 116 . 038", "RHC 116 . 204", "HC 115 . 609", "RHC 111 . 547", "HC 123 . 430", "HC 162972 AGR / SP", "HC 130 . 981", "HC n 114 . 650", "RHC n 115 . 213", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "RHC n 100 . 837 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "HC 130 . 981", "HC n 114 . 650", "RHC n 115 . 213", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "RHC n 100 . 837 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "HC 122 . 688 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "HC 122 . 688 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "HC n 125 . 077MS", "HC 128 . 754", "HC n . 132 . 475", "HC 112 . 645 / TO", "HC 162972 AGR / SP", "HC n 125 . 077MS - AgR", "HC 128 . 754", "HC n . 132 . 475", "HC 112 . 645 / TO", "HC 162972 AGR", "HC n 114 . 650", "HC 162972 AGR / SP", "HC n 114 . 650", "HC 162972 AGR / SP", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "HC 162972 AGR / SP", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "HC 162972 AGR / SP", "HC n 132 . 904 / MS", "RHC 152 . 037 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "HC n 132 . 904 / MS", "RHC 152 . 037 - AgR", "HC 162972", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 143 . 577 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 143 . 577 - AgR", "HC 162972 AGR", "HC n 130 . 439", "Recurso Extraordinário 593 . 818", "HC 162972 AGR / SP", "HC n 130 . 439", "Recurso Extraordinário 593 . 818", "HC 162972 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 593 . 818", "HC 132 . 120 - AgR", "HC 119515", "RHC n . 12 . 5077 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 593 . 818", "HC 132 . 120 - AgR", "HC 119515", "RHC n . 12 . 5077 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "HC n 133 . 648 - AgR", "HC n 132 . 103", "HC 162972 AGR / SP", "HC n 133 . 648 - AgR", "HC n 132 . 103", "HC 162972 AGR / SP", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 162972 AGR / SP", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HABEAS CORPUS 162 . 972", "HABEAS CORPUS 162 ." ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 33 DA LEI n 11 . 343 / 06", "artigo 33 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 33 DA LEI n 11 . 343 / 06", "artigo 21 , § 1 . . . do RISTF", "artigo 33 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 33 DA LEI n 11 . 343 / 06", "artigo 21 , § 1 . . . do RISTF", "artigo 33 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 59 do Código Penal", "Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 59 do Código Penal", "Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "artigo 59 do Código Penal", "artigo 33 , § 2 . . . , alínea b , do Código Penal", "artigo 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "artigo 33 , § 4 . . . da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Código Penal", "artigo 33 , § 2 . . . , alínea b , do Código Penal", "artigo 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "artigo 33 , § 4 . . . da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 121 , § 1 . . . E § 2 . . . , II E IV , DO CÓDIGO PENAL", "artigo 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 121 , § 1 . . . E § 2 . . . , II E IV , DO CÓDIGO PENAL", "artigo 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição da República", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "CPP , art . 33 , § 2 . . .", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição da República", "Lei de Drogas", "CPP", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 2006", "Constituição", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 33 , § 4 . . . , DA", "LEI 11 . 343 / 2006", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 06", "Código Penal", "art . 157 , § 2 . . . , incisos I , II e V , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO ADV.(A/S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO AGDO.(A/S) :ADRIANA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NAYDER JOSE XAVIER NUNES ADV.(A/S) :ANA MARTA DE OLIVEIRA AROLD FARIA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Recurso submetido ao regime do CPC/73. Recurso extraordinário. Preparo. Comprovação no ato de interposição. Ausência. Deserção. Astreintes. Repercussão geral. Tópico devidamente fundamentado. Ausência. Precedentes. Incidência, ademais, das Súmulas nºs 284, 636 e 279/STF. 1. O preparo do recurso extraordinário deve ocorrer concomitantemente a sua interposição. Sua não efetivação, conforme os ditames legais, enseja a deserção do recurso. 2. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI nº 664.567/RS-QO). 3. Incidência, ademais, na hipótese, dos óbices das Súmulas nºs 284, 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413972. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 958408 ED-AGR / MG Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413972. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO ADV.(A/S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO AGDO.(A/S) :ADRIANA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NAYDER JOSE XAVIER NUNES ADV.(A/S) :ANA MARTA DE OLIVEIRA AROLD FARIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Gustavo Capanema de Melo Franco interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que não conheci de agravo, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ACORDO JUDICIAL. EXECUÇÃO DE ‘ASTREINTES’ PREVISTAS PARA O CASO DE ATRASO. EXIGIBILIDADE POSSÍVEL. AUSÊNCIA DE PRECLUSÃO. INTIMAÇÃO NOS TERMOS DO ARTIGO 475-J DO CPC. VALOR. CRITÉRIOS NA FIXAÇÃO. A preclusão é um dos efeitos da inércia da parte, acarretando a perda da faculdade de praticar o ato processual. Por meio do cumprimento de sentença, poderá o credor apresentar seus cálculos e, assim, intimar o devedor ao pagamento do que foi apurado, a título de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO ADV.(A/S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO AGDO.(A/S) :ADRIANA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NAYDER JOSE XAVIER NUNES ADV.(A/S) :ANA MARTA DE OLIVEIRA AROLD FARIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Gustavo Capanema de Melo Franco interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que não conheci de agravo, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ACORDO JUDICIAL. EXECUÇÃO DE ‘ASTREINTES’ PREVISTAS PARA O CASO DE ATRASO. EXIGIBILIDADE POSSÍVEL. AUSÊNCIA DE PRECLUSÃO. INTIMAÇÃO NOS TERMOS DO ARTIGO 475-J DO CPC. VALOR. CRITÉRIOS NA FIXAÇÃO. A preclusão é um dos efeitos da inércia da parte, acarretando a perda da faculdade de praticar o ato processual. Por meio do cumprimento de sentença, poderá o credor apresentar seus cálculos e, assim, intimar o devedor ao pagamento do que foi apurado, a título de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 958408 ED-AGR / MG multa cominatória, prosseguindo-se sua cobrança pelo disposto no art. 475-J, do código de processo civil. O valor da multa cominatória ('astreinte') deve ser arbitrado de maneira razoável, porém, sempre orientado pela idéia de que o descumprimento da ordem judicial se mostre mais oneroso ao devedor que a sua obediência, sob pena de total subversão da sua finalidade.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado (e comprovado) no ato da interposição do apelo extremo, o que inegavelmente não ocorreu neste caso. Já há algum tempo firmou-se, neste Supremo Tribunal Federal, o entendimento de que, nos termos do disposto no artigo 511 do Código de Processo Civil e, ainda, com amparo na norma do artigo 59 do Regimento Interno da Corte, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado dentro do prazo cominado para sua interposição. Esse entendimento foi sedimentado quando do julgamento, pelo Pleno deste Tribunal, de Questão de Ordem no AI nº 209.885/RJ, cuja ementa assim dispõe: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREPARO. Conjugam-se os artigos 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e 511 do Código de Processo Civil. Impõe-se a comprovação do preparo do extraordinário no prazo relativo à interposição deste. O fato de não haver coincidência entre o expediente forense e o de funcionamento das agências bancárias longe fica de projetar o termo final do prazo concernente ao preparo para o dia subseqüente ao do término do recursal’ (Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJ de 10/05/02). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG multa cominatória, prosseguindo-se sua cobrança pelo disposto no art. 475-J, do código de processo civil. O valor da multa cominatória ('astreinte') deve ser arbitrado de maneira razoável, porém, sempre orientado pela idéia de que o descumprimento da ordem judicial se mostre mais oneroso ao devedor que a sua obediência, sob pena de total subversão da sua finalidade.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado (e comprovado) no ato da interposição do apelo extremo, o que inegavelmente não ocorreu neste caso. Já há algum tempo firmou-se, neste Supremo Tribunal Federal, o entendimento de que, nos termos do disposto no artigo 511 do Código de Processo Civil e, ainda, com amparo na norma do artigo 59 do Regimento Interno da Corte, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado dentro do prazo cominado para sua interposição. Esse entendimento foi sedimentado quando do julgamento, pelo Pleno deste Tribunal, de Questão de Ordem no AI nº 209.885/RJ, cuja ementa assim dispõe: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREPARO. Conjugam-se os artigos 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e 511 do Código de Processo Civil. Impõe-se a comprovação do preparo do extraordinário no prazo relativo à interposição deste. O fato de não haver coincidência entre o expediente forense e o de funcionamento das agências bancárias longe fica de projetar o termo final do prazo concernente ao preparo para o dia subseqüente ao do término do recursal’ (Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJ de 10/05/02). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 958408 ED-AGR / MG Ademais, esta Corte firmou orientação de que o recurso extraordinário não pode ser admitido quando o preparo não é feito de forma correta. Nesse sentido: ARE nº 706.988/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/9/12; e AI nº 704.101/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/3/11. Ademais, mesmo que superado tal óbice, a discussão acerca da aplicação e fixação do valor de multa (astreintes), não prescinde da interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e do reexame dos fatos e provas que compõem a lide, operações vedadas no âmbito do recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido’ (AI nº 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10); ‘Embargos de declaração em agravo de instrumento em recurso extraordinário. 2. Tese que objetiva a concessão de efeitos infringentes aos embargos declaratórios. 3. Discussão de valor de multa diária (astreintes). 4. Incabível a veiculação da matéria em recurso extraordinário. 5. Precedentes. 6. Embargos de declaração rejeitados’ (AI nº 745.730/BA-ED, Segunda Turma, Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG Ademais, esta Corte firmou orientação de que o recurso extraordinário não pode ser admitido quando o preparo não é feito de forma correta. Nesse sentido: ARE nº 706.988/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/9/12; e AI nº 704.101/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/3/11. Ademais, mesmo que superado tal óbice, a discussão acerca da aplicação e fixação do valor de multa (astreintes), não prescinde da interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e do reexame dos fatos e provas que compõem a lide, operações vedadas no âmbito do recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido’ (AI nº 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10); ‘Embargos de declaração em agravo de instrumento em recurso extraordinário. 2. Tese que objetiva a concessão de efeitos infringentes aos embargos declaratórios. 3. Discussão de valor de multa diária (astreintes). 4. Incabível a veiculação da matéria em recurso extraordinário. 5. Precedentes. 6. Embargos de declaração rejeitados’ (AI nº 745.730/BA-ED, Segunda Turma, Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 958408 ED-AGR / MG o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/3/11). Ante o exposto, não conheço do agravo.” Sustenta o agravante que o recolhimento da guia recursal teria sido efetuado dentro do prazo legal. Alega, ainda, que a matéria seria eminentemente de direito e que o recurso não seria extemporâneo, haja vista o que foi decidido por esta Corte no exame do AI 703.269. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, o agravado manifestou-se pela manutenção da decisão agravada, haja vista que i) o preparo foi realizado de forma irregular; ii) a incidência dos óbices previstos nas Súmula nºs 279 e 636/STF. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/3/11). Ante o exposto, não conheço do agravo.” Sustenta o agravante que o recolhimento da guia recursal teria sido efetuado dentro do prazo legal. Alega, ainda, que a matéria seria eminentemente de direito e que o recurso não seria extemporâneo, haja vista o que foi decidido por esta Corte no exame do AI 703.269. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, o agravado manifestou-se pela manutenção da decisão agravada, haja vista que i) o preparo foi realizado de forma irregular; ii) a incidência dos óbices previstos nas Súmula nºs 279 e 636/STF. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que não há na decisão agravada fundamento relativo à extemporaneidade para a negativa de seguimento ao recurso extraordinário. Ademais, conforme já foi consignado, a jurisprudência desta Suprema Corte é pacífica no sentido de que, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado (e comprovado) no ato da interposição do apelo, o que, inegavelmente, não ocorreu neste caso. Por outro lado, mesmo que o óbice relativo à irregularidade do preparo pudesse ser superado, melhor sorte não socorreria o agravante. Isso porque esta Corte, no julgamento da Questão de Ordem no AI nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, firmou o entendimento de que os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo. O ora agravante, todavia, no recurso extraordinário, não demonstrou, de forma suficiente, a importância da matéria sob os aspectos econômico, político, social ou jurídico, os quais devem ultrapassar os interesses subjetivos da causa, descumprindo as exigências previstas nos arts. 102, § 3º, da Constituição Federal, acrescentado pela EC nº 45/04, e 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei nº 11.418/06, o que impõe, destarte, a negativa de seguimento ao recurso extraordinário. Ressalte-se que esta Corte já se posicionou no sentido de que a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que não há na decisão agravada fundamento relativo à extemporaneidade para a negativa de seguimento ao recurso extraordinário. Ademais, conforme já foi consignado, a jurisprudência desta Suprema Corte é pacífica no sentido de que, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado (e comprovado) no ato da interposição do apelo, o que, inegavelmente, não ocorreu neste caso. Por outro lado, mesmo que o óbice relativo à irregularidade do preparo pudesse ser superado, melhor sorte não socorreria o agravante. Isso porque esta Corte, no julgamento da Questão de Ordem no AI nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, firmou o entendimento de que os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo. O ora agravante, todavia, no recurso extraordinário, não demonstrou, de forma suficiente, a importância da matéria sob os aspectos econômico, político, social ou jurídico, os quais devem ultrapassar os interesses subjetivos da causa, descumprindo as exigências previstas nos arts. 102, § 3º, da Constituição Federal, acrescentado pela EC nº 45/04, e 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei nº 11.418/06, o que impõe, destarte, a negativa de seguimento ao recurso extraordinário. Ressalte-se que esta Corte já se posicionou no sentido de que a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 958408 ED-AGR / MG repercussão geral deve ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Sobre o tema, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Penal. 3. Pressuposto de admissibilidade do recurso extraordinário. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. (Artigo 543-A, § 2º, do antigo CPC, e artigo 1.035, § 2º, do atual CPC). 4. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 939.311/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/4/16) . “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Precedente. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 719.142/DF- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 11/12/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG repercussão geral deve ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Sobre o tema, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Penal. 3. Pressuposto de admissibilidade do recurso extraordinário. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. (Artigo 543-A, § 2º, do antigo CPC, e artigo 1.035, § 2º, do atual CPC). 4. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 939.311/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/4/16) . “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Precedente. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 719.142/DF- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 11/12/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 958408 ED-AGR / MG “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Repercussão Geral. Preliminar formal fundamentada. Ausência. Impossibilidade. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI nº 664.567/RS-QO). 2. A repercussão geral deverá ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (ARE nº 662.376/SE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/6/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Não ficou demonstrada nas razões do recurso extraordinário, em preliminar formal e fundamentada, a existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. II - Nos termos do art. 327, § 1º, do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. III - Agravo regimental improvido” (RE nº 603.775/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/3/13). Anote-se, por fim, que o agravante não apontou, nas razões do recurso extraordinário, quais dispositivos constitucionais teriam sido supostamente violados, sendo certo, também, que a solução da lide, relativamente à execução das astreintes, demandaria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidem no caso, os óbices das Súmulas nºs 284, 636 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Repercussão Geral. Preliminar formal fundamentada. Ausência. Impossibilidade. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI nº 664.567/RS-QO). 2. A repercussão geral deverá ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (ARE nº 662.376/SE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/6/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Não ficou demonstrada nas razões do recurso extraordinário, em preliminar formal e fundamentada, a existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. II - Nos termos do art. 327, § 1º, do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. III - Agravo regimental improvido” (RE nº 603.775/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/3/13). Anote-se, por fim, que o agravante não apontou, nas razões do recurso extraordinário, quais dispositivos constitucionais teriam sido supostamente violados, sendo certo, também, que a solução da lide, relativamente à execução das astreintes, demandaria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidem no caso, os óbices das Súmulas nºs 284, 636 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 958408 ED-AGR / MG e 279/STF. Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG e 279/STF. Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO ADV.(A/S) : JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO (98693/MG, 0098693/MG) AGDO.(A/S) : ADRIANA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NAYDER JOSE XAVIER NUNES (39386/MG) ADV.(A/S) : ANA MARTA DE OLIVEIRA AROLD FARIA (47766/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210373 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO ADV.(A/S) : JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO (98693/MG, 0098693/MG) AGDO.(A/S) : ADRIANA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NAYDER JOSE XAVIER NUNES (39386/MG) ADV.(A/S) : ANA MARTA DE OLIVEIRA AROLD FARIA (47766/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210373 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12424845
2016-12-09T00:00:00
2017-02-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Recurso submetido ao regime do CPC/73. Recurso extraordinário. Preparo. Comprovação no ato de interposição. Ausência. Deserção. Astreintes. Repercussão geral. Tópico devidamente fundamentado. Ausência. Precedentes. Incidência, ademais, das Súmulas nºs 284, 636 e 279/STF. 1. O preparo do recurso extraordinário deve ocorrer concomitantemente a sua interposição. Sua não efetivação, conforme os ditames legais, enseja a deserção do recurso. 2. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI nº 664.567/RS-QO). 3. Incidência, ademais, na hipótese, dos óbices das Súmulas nºs 284, 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa.
sjur363329
- Acórdão(s) citado(s): (PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL) AI 664567 QO (TP). Número de páginas: 11. Análise: 23/02/2017, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
958408
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002 INCLUÍDO PELA LEI-11418/2006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED-AgR
acordaos
ARE 958408 ED-AgR
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AGTE.(S) : JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO ADV.(A/S) : JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO AGDO.(A/S) : ADRIANA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NAYDER JOSE XAVIER NUNES ADV.(A/S) : ANA MARTA DE OLIVEIRA AROLD FARIA
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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO ADV.(A/S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO AGDO.(A/S) :ADRIANA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NAYDER JOSE XAVIER NUNES ADV.(A/S) :ANA MARTA DE OLIVEIRA AROLD FARIA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Recurso submetido ao regime do Código de Processo Civil/73. Recurso extraordinário. Preparo. Comprovação no ato de interposição. Ausência. Deserção. Astreintes. Repercussão geral. Tópico devidamente fundamentado. Ausência. Precedentes. Incidência, ademais, das Súmulas ns 284, 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O preparo do recurso extraordinário deve ocorrer concomitantemente a sua interposição. Sua não efetivação, conforme os ditames legais, enseja a deserção do recurso. 2. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI n 664.567/RS-QO). 3. Incidência, ademais, na hipótese, dos óbices das Súmulas ns 284, 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413972. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 958408 ED-AGR / MG Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413972. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO ADV.(A/S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO AGDO.(A/S) :ADRIANA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NAYDER JOSE XAVIER NUNES ADV.(A/S) :ANA MARTA DE OLIVEIRA AROLD FARIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Gustavo Capanema de Melo Franco interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que não conheci de agravo, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ACORDO JUDICIAL. EXECUÇÃO DE ‘ASTREINTES’ PREVISTAS PARA O CASO DE ATRASO. EXIGIBILIDADE POSSÍVEL. AUSÊNCIA DE PRECLUSÃO. INTIMAÇÃO NOS TERMOS DO ARTIGO 475-J DO Código de Processo Civil. VALOR. CRITÉRIOS NA FIXAÇÃO. A preclusão é um dos efeitos da inércia da parte, acarretando a perda da faculdade de praticar o ato processual. Por meio do cumprimento de sentença, poderá o credor apresentar seus cálculos e, assim, intimar o devedor ao pagamento do que foi apurado, a título de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO ADV.(A/S) :JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO AGDO.(A/S) :ADRIANA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NAYDER JOSE XAVIER NUNES ADV.(A/S) :ANA MARTA DE OLIVEIRA AROLD FARIA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): José Gustavo Capanema de Melo Franco interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que não conheci de agravo, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ACORDO JUDICIAL. EXECUÇÃO DE ‘ASTREINTES’ PREVISTAS PARA O CASO DE ATRASO. EXIGIBILIDADE POSSÍVEL. AUSÊNCIA DE PRECLUSÃO. INTIMAÇÃO NOS TERMOS DO ARTIGO 475-J DO Código de Processo Civil. VALOR. CRITÉRIOS NA FIXAÇÃO. A preclusão é um dos efeitos da inércia da parte, acarretando a perda da faculdade de praticar o ato processual. Por meio do cumprimento de sentença, poderá o credor apresentar seus cálculos e, assim, intimar o devedor ao pagamento do que foi apurado, a título de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 958408 ED-AGR / MG multa cominatória, prosseguindo-se sua cobrança pelo disposto no art. 475-J, do código de processo civil. O valor da multa cominatória ('astreinte') deve ser arbitrado de maneira razoável, porém, sempre orientado pela idéia de que o descumprimento da ordem judicial se mostre mais oneroso ao devedor que a sua obediência, sob pena de total subversão da sua finalidade.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado (e comprovado) no ato da interposição do apelo extremo, o que inegavelmente não ocorreu neste caso. Já há algum tempo firmou-se, neste Supremo Tribunal Federal, o entendimento de que, nos termos do disposto no artigo 511 do Código de Processo Civil e, ainda, com amparo na norma do artigo 59 do Regimento Interno da Corte, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado dentro do prazo cominado para sua interposição. Esse entendimento foi sedimentado quando do julgamento, pelo Pleno deste Tribunal, de Questão de Ordem no AI n 209.885/RJ, cuja ementa assim dispõe: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREPARO. Conjugam-se os artigos 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e 511 do Código de Processo Civil. Impõe-se a comprovação do preparo do extraordinário no prazo relativo à interposição deste. O fato de não haver coincidência entre o expediente forense e o de funcionamento das agências bancárias longe fica de projetar o termo final do prazo concernente ao preparo para o dia subseqüente ao do término do recursal’ (Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJ de 10/05/02). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG multa cominatória, prosseguindo-se sua cobrança pelo disposto no art. 475-J, do código de processo civil. O valor da multa cominatória ('astreinte') deve ser arbitrado de maneira razoável, porém, sempre orientado pela idéia de que o descumprimento da ordem judicial se mostre mais oneroso ao devedor que a sua obediência, sob pena de total subversão da sua finalidade.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado (e comprovado) no ato da interposição do apelo extremo, o que inegavelmente não ocorreu neste caso. Já há algum tempo firmou-se, neste Supremo Tribunal Federal, o entendimento de que, nos termos do disposto no artigo 511 do Código de Processo Civil e, ainda, com amparo na norma do artigo 59 do Regimento Interno da Corte, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado dentro do prazo cominado para sua interposição. Esse entendimento foi sedimentado quando do julgamento, pelo Pleno deste Tribunal, de Questão de Ordem no AI n 209.885/RJ, cuja ementa assim dispõe: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREPARO. Conjugam-se os artigos 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e 511 do Código de Processo Civil. Impõe-se a comprovação do preparo do extraordinário no prazo relativo à interposição deste. O fato de não haver coincidência entre o expediente forense e o de funcionamento das agências bancárias longe fica de projetar o termo final do prazo concernente ao preparo para o dia subseqüente ao do término do recursal’ (Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJ de 10/05/02). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 958408 ED-AGR / MG Ademais, esta Corte firmou orientação de que o recurso extraordinário não pode ser admitido quando o preparo não é feito de forma correta. Nesse sentido: ARE n 706.988/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/9/12; e AI n 704.101/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/3/11. Ademais, mesmo que superado tal óbice, a discussão acerca da aplicação e fixação do valor de multa (astreintes), não prescinde da interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e do reexame dos fatos e provas que compõem a lide, operações vedadas no âmbito do recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido’ (AI n 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10); ‘Embargos de declaração em agravo de instrumento em recurso extraordinário. 2. Tese que objetiva a concessão de efeitos infringentes aos embargos declaratórios. 3. Discussão de valor de multa diária (astreintes). 4. Incabível a veiculação da matéria em recurso extraordinário. 5. Precedentes. 6. Embargos de declaração rejeitados’ (AI n 745.730/BA-ED, Segunda Turma, Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG Ademais, esta Corte firmou orientação de que o recurso extraordinário não pode ser admitido quando o preparo não é feito de forma correta. Nesse sentido: ARE n 706.988/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/9/12; e AI n 704.101/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/3/11. Ademais, mesmo que superado tal óbice, a discussão acerca da aplicação e fixação do valor de multa (astreintes), não prescinde da interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e do reexame dos fatos e provas que compõem a lide, operações vedadas no âmbito do recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido’ (AI n 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10); ‘Embargos de declaração em agravo de instrumento em recurso extraordinário. 2. Tese que objetiva a concessão de efeitos infringentes aos embargos declaratórios. 3. Discussão de valor de multa diária (astreintes). 4. Incabível a veiculação da matéria em recurso extraordinário. 5. Precedentes. 6. Embargos de declaração rejeitados’ (AI n 745.730/BA-ED, Segunda Turma, Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 958408 ED-AGR / MG o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/3/11). Ante o exposto, não conheço do agravo.” Sustenta o agravante que o recolhimento da guia recursal teria sido efetuado dentro do prazo legal. Alega, ainda, que a matéria seria eminentemente de direito e que o recurso não seria extemporâneo, haja vista o que foi decidido por esta Corte no exame do AI 703.269. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, o agravado manifestou-se pela manutenção da decisão agravada, haja vista que i) o preparo foi realizado de forma irregular; ii) a incidência dos óbices previstos nas Súmula ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/3/11). Ante o exposto, não conheço do agravo.” Sustenta o agravante que o recolhimento da guia recursal teria sido efetuado dentro do prazo legal. Alega, ainda, que a matéria seria eminentemente de direito e que o recurso não seria extemporâneo, haja vista o que foi decidido por esta Corte no exame do AI 703.269. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, o agravado manifestou-se pela manutenção da decisão agravada, haja vista que i) o preparo foi realizado de forma irregular; ii) a incidência dos óbices previstos nas Súmula ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413969. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que não há na decisão agravada fundamento relativo à extemporaneidade para a negativa de seguimento ao recurso extraordinário. Ademais, conforme já foi consignado, a jurisprudência desta Suprema Corte é pacífica no sentido de que, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado (e comprovado) no ato da interposição do apelo, o que, inegavelmente, não ocorreu neste caso. Por outro lado, mesmo que o óbice relativo à irregularidade do preparo pudesse ser superado, melhor sorte não socorreria o agravante. Isso porque esta Corte, no julgamento da Questão de Ordem no AI n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, firmou o entendimento de que os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo. O ora agravante, todavia, no recurso extraordinário, não demonstrou, de forma suficiente, a importância da matéria sob os aspectos econômico, político, social ou jurídico, os quais devem ultrapassar os interesses subjetivos da causa, descumprindo as exigências previstas nos arts. 102, § 3..., da Constituição Federal, acrescentado pela EC n 45/04, e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n 11.418/06, o que impõe, destarte, a negativa de seguimento ao recurso extraordinário. Ressalte-se que esta Corte já se posicionou no sentido de que a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que não há na decisão agravada fundamento relativo à extemporaneidade para a negativa de seguimento ao recurso extraordinário. Ademais, conforme já foi consignado, a jurisprudência desta Suprema Corte é pacífica no sentido de que, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado (e comprovado) no ato da interposição do apelo, o que, inegavelmente, não ocorreu neste caso. Por outro lado, mesmo que o óbice relativo à irregularidade do preparo pudesse ser superado, melhor sorte não socorreria o agravante. Isso porque esta Corte, no julgamento da Questão de Ordem no AI n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, firmou o entendimento de que os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo. O ora agravante, todavia, no recurso extraordinário, não demonstrou, de forma suficiente, a importância da matéria sob os aspectos econômico, político, social ou jurídico, os quais devem ultrapassar os interesses subjetivos da causa, descumprindo as exigências previstas nos arts. 102, § 3..., da Constituição Federal, acrescentado pela EC n 45/04, e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n 11.418/06, o que impõe, destarte, a negativa de seguimento ao recurso extraordinário. Ressalte-se que esta Corte já se posicionou no sentido de que a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 958408 ED-AGR / MG repercussão geral deve ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Sobre o tema, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Penal. 3. Pressuposto de admissibilidade do recurso extraordinário. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. (Artigo 543-A, § 2..., do antigo Código de Processo Civil, e artigo 1.035, § 2..., do atual Código de Processo Civil). 4. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 939.311/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/4/16) . “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Precedente. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 719.142/DF- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 11/12/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG repercussão geral deve ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Sobre o tema, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Penal. 3. Pressuposto de admissibilidade do recurso extraordinário. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. (Artigo 543-A, § 2..., do antigo Código de Processo Civil, e artigo 1.035, § 2..., do atual Código de Processo Civil). 4. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 939.311/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/4/16) . “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Precedente. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 719.142/DF- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 11/12/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 958408 ED-AGR / MG “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Repercussão Geral. Preliminar formal fundamentada. Ausência. Impossibilidade. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI n 664.567/RS-QO). 2. A repercussão geral deverá ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (ARE n 662.376/SE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/6/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Não ficou demonstrada nas razões do recurso extraordinário, em preliminar formal e fundamentada, a existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. II - Nos termos do art. 327, § 1..., do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 603.775/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/3/13). Anote-se, por fim, que o agravante não apontou, nas razões do recurso extraordinário, quais dispositivos constitucionais teriam sido supostamente violados, sendo certo, também, que a solução da lide, relativamente à execução das astreintes, demandaria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidem no caso, os óbices das Súmulas ns 284, 636 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Repercussão Geral. Preliminar formal fundamentada. Ausência. Impossibilidade. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI n 664.567/RS-QO). 2. A repercussão geral deverá ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (ARE n 662.376/SE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/6/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Não ficou demonstrada nas razões do recurso extraordinário, em preliminar formal e fundamentada, a existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. II - Nos termos do art. 327, § 1..., do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 603.775/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11/3/13). Anote-se, por fim, que o agravante não apontou, nas razões do recurso extraordinário, quais dispositivos constitucionais teriam sido supostamente violados, sendo certo, também, que a solução da lide, relativamente à execução das astreintes, demandaria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidem no caso, os óbices das Súmulas ns 284, 636 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 958408 ED-AGR / MG e 279/Supremo Tribunal Federal. Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Supremo Tribunal Federal ARE 958408 ED-AGR / MG e 279/Supremo Tribunal Federal. Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO ADV.(A/S) : JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO (98693/MG, 0098693/MG) AGDO.(A/S) : ADRIANA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NAYDER JOSE XAVIER NUNES (39386/MG) ADV.(A/S) : ANA MARTA DE OLIVEIRA AROLD FARIA (47766/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210373 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 958.408 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO ADV.(A/S) : JOSE GUSTAVO CAPANEMA DE MELO FRANCO (98693/MG, 0098693/MG) AGDO.(A/S) : ADRIANA CAMPOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NAYDER JOSE XAVIER NUNES (39386/MG) ADV.(A/S) : ANA MARTA DE OLIVEIRA AROLD FARIA (47766/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210373 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmulas ns 284 , 636", "AI n 664 . 567 / RS - QO", "Súmulas ns 284 , 636", "ARE 958408 ED - AGR / MG", "ARE 958408 ED", "AGRAVO 958 . 408", "AGRAVO 958 . 408", "ARE 958408 ED - AGR / MG", "AI n 209 . 885 / RJ", "ARE 958408 ED - AGR / MG", "AI n 209 . 885 / RJ", "ARE 958408 ED - AGR / MG", "ARE n 706 . 988 / RJ", "AI n 704 . 101 / RJ", "AI n 731 . 718 / GO -", "AgR", "AI n 745 . 730 / BA - ED", "ARE 958408 ED - AGR / MG", "ARE n 706 . 988 / RJ", "AI n 704 . 101 / RJ", "Súmulas", "AI n 731 . 718 / GO - AgR", "AI n 745 . 730 / BA - ED", "ARE 958408 ED - AGR / MG", "AI 703 . 269", "Súmula ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 958408 ED - AGR / MG", "AI 703 . 269", "AI n 664 . 567", "AGRAVO 958 . 408", "AI n 664 . 567 / RS", "ARE 958408 ED - AGR / MG", "ARE 939 . 311 / SC - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 719 . 142 / DF - AgR", "ARE 958408 ED - AGR / MG", "ARE 939 . 311 / SC - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 719 . 142 / DF - 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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Improbidade. Violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Interpretação da legislação infraconstitucional. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ausência de ofensa constitucional direta. Multa aplicada no percentual de 1%, conforme o § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Agravo regimental ao qual se nega provimento. Majoração dos honorários advocatícios em 1% (um por cento) do valor arbitrado pelas instâncias de origem, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B97D-5E13-05CC-F8CF e senha 1F63-DE7A-16AF-A6DE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1146957 AGR / MG Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B97D-5E13-05CC-F8CF e senha 1F63-DE7A-16AF-A6DE Supremo Tribunal Federal ARE 1146957 AGR / MG Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B97D-5E13-05CC-F8CF e senha 1F63-DE7A-16AF-A6DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660) e incidência da Súmula 279/STF. Afirma a parte agravante que a matéria teria repercussão geral (Tema 897), e que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e nem do reexame de fatos e provas para a solução da lide. Intimada, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), a parte agravada manifestou-se pelo desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE33-1EB6-3866-F3B8 e senha 280D-1E2D-1E95-CCC8 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660) e incidência da Súmula 279/STF. Afirma a parte agravante que a matéria teria repercussão geral (Tema 897), e que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e nem do reexame de fatos e provas para a solução da lide. Intimada, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), a parte agravada manifestou-se pelo desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE33-1EB6-3866-F3B8 e senha 280D-1E2D-1E95-CCC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Em relação à prova emprestada, não vejo como se sustentar a tese, uma vez que todas as provas foram submetidas ao contraditório e a ampla defesa, como se vê do conteúdo do despacho à fl. 42: ‘Tendo em consideração os princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa (…) apreciarei os pedidos constantes dos itens II, III, e IV da inicial após as defesas preliminares dos requeridos.’ O réu teve a oportunidade de examinar o conjunto probatório carreado aos autos pelo Ministério Público Federal, apresentar sua defesa e as provas de sua alegação, não havendo nenhuma situação real de cerceamento de defesa que possa levar à nulidade da sentença.” Destarte, verifica-se que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 636/STF. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Improbidade. Prequestionamento. Ausência. Violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Repercussão geral. Inexistência. Alegação de afronta ao art. 5º, incisos XXXVII e LIII, da CF. Proporcionalidade e razoabilidade das sanções impostas. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Em relação à prova emprestada, não vejo como se sustentar a tese, uma vez que todas as provas foram submetidas ao contraditório e a ampla defesa, como se vê do conteúdo do despacho à fl. 42: ‘Tendo em consideração os princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa (…) apreciarei os pedidos constantes dos itens II, III, e IV da inicial após as defesas preliminares dos requeridos.’ O réu teve a oportunidade de examinar o conjunto probatório carreado aos autos pelo Ministério Público Federal, apresentar sua defesa e as provas de sua alegação, não havendo nenhuma situação real de cerceamento de defesa que possa levar à nulidade da sentença.” Destarte, verifica-se que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 636/STF. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Improbidade. Prequestionamento. Ausência. Violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Repercussão geral. Inexistência. Alegação de afronta ao art. 5º, incisos XXXVII e LIII, da CF. Proporcionalidade e razoabilidade das sanções impostas. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1146957 AGR / MG provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1º/8/13). 3. É inviável, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas nº s 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.”(ARE 972.113/SP, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/18) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 799.231/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 7/8/17) Ademais, acrescente-se que este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Supremo Tribunal Federal ARE 1146957 AGR / MG provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1º/8/13). 3. É inviável, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas nº s 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.”(ARE 972.113/SP, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/18) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 799.231/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 7/8/17) Ademais, acrescente-se que este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1146957 AGR / MG contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Por fim, registre-se que nas alegações trazidas nas razões do apelo extremo não há qualquer menção à “prescritibilidade da pretensão de ressarcimento ao erário em face de agentes públicos por ato de improbidade administrativa”, as quais referem-se tão somente à violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa, haja vista a impossibilidade de manifestação do agravante nas provas produzidas nos autos e ausência de oportunidade de fazer sustentação oral. Desse modo, não há falar em aplicação do Tema 897 ao caso em epígrafe. Os argumentos da parte agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Supremo Tribunal Federal ARE 1146957 AGR / MG contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Por fim, registre-se que nas alegações trazidas nas razões do apelo extremo não há qualquer menção à “prescritibilidade da pretensão de ressarcimento ao erário em face de agentes públicos por ato de improbidade administrativa”, as quais referem-se tão somente à violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa, haja vista a impossibilidade de manifestação do agravante nas provas produzidas nos autos e ausência de oportunidade de fazer sustentação oral. Desse modo, não há falar em aplicação do Tema 897 ao caso em epígrafe. Os argumentos da parte agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1146957 AGR / MG pelas instâncias de origem, determino sua majoração em 10% (dez por cento) do seu total em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2° e 3° do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Supremo Tribunal Federal ARE 1146957 AGR / MG pelas instâncias de origem, determino sua majoração em 10% (dez por cento) do seu total em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2° e 3° do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS ADV.(A/S) : WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA (54245/DF, 102533/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3E6-EB27-972B-446B e senha 7736-2A4A-FC01-5566 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS ADV.(A/S) : WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA (54245/DF, 102533/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3E6-EB27-972B-446B e senha 7736-2A4A-FC01-5566 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748685943
2018-10-15T00:00:00
2018-11-20T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Improbidade. Violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Interpretação da legislação infraconstitucional. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ausência de ofensa constitucional direta. Multa aplicada no percentual de 1%, conforme o § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Agravo regimental ao qual se nega provimento. Majoração dos honorários advocatícios em 1% (um por cento) do valor arbitrado pelas instâncias de origem, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur394813
- Acórdão(s) citado(s): (IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA) ARE 799231 AgR (1ªT), ARE 972113 AgR (2ªT). (PRINCÍPIOSDO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 8. Análise: 14/12/2018, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1146957
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1146957 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS ADV.(A/S) : WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Improbidade. Violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Interpretação da legislação infraconstitucional. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ausência de ofensa constitucional direta. Multa aplicada no percentual de 1%, conforme o § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Agravo regimental ao qual se nega provimento. Majoração dos honorários advocatícios em 1% (um por cento) do valor arbitrado pelas instâncias de origem, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B97D-5E13-05CC-F8CF e senha 1F63-DE7A-16AF-A6DE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1146957 AGR / MG Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B97D-5E13-05CC-F8CF e senha 1F63-DE7A-16AF-A6DE Supremo Tribunal Federal ARE 1146957 AGR / MG Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B97D-5E13-05CC-F8CF e senha 1F63-DE7A-16AF-A6DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660) e incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Afirma a parte agravante que a matéria teria repercussão geral (Tema 897), e que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e nem do reexame de fatos e provas para a solução da lide. Intimada, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), a parte agravada manifestou-se pelo desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE33-1EB6-3866-F3B8 e senha 280D-1E2D-1E95-CCC8 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS ADV.(A/S) :WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660) e incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Afirma a parte agravante que a matéria teria repercussão geral (Tema 897), e que não haveria necessidade de análise da legislação infraconstitucional e nem do reexame de fatos e provas para a solução da lide. Intimada, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), a parte agravada manifestou-se pelo desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE33-1EB6-3866-F3B8 e senha 280D-1E2D-1E95-CCC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Em relação à prova emprestada, não vejo como se sustentar a tese, uma vez que todas as provas foram submetidas ao contraditório e a ampla defesa, como se vê do conteúdo do despacho à fl. 42: ‘Tendo em consideração os princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa (…) apreciarei os pedidos constantes dos itens II, III, e IV da inicial após as defesas preliminares dos requeridos.’ O réu teve a oportunidade de examinar o conjunto probatório carreado aos autos pelo Ministério Público Federal, apresentar sua defesa e as provas de sua alegação, não havendo nenhuma situação real de cerceamento de defesa que possa levar à nulidade da sentença.” Destarte, verifica-se que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Improbidade. Prequestionamento. Ausência. Violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Repercussão geral. Inexistência. Alegação de afronta ao art. 5..., incisos XXXVII e LIII, da Constituição Federal de 1988. Proporcionalidade e razoabilidade das sanções impostas. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Em relação à prova emprestada, não vejo como se sustentar a tese, uma vez que todas as provas foram submetidas ao contraditório e a ampla defesa, como se vê do conteúdo do despacho à fl. 42: ‘Tendo em consideração os princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa (…) apreciarei os pedidos constantes dos itens II, III, e IV da inicial após as defesas preliminares dos requeridos.’ O réu teve a oportunidade de examinar o conjunto probatório carreado aos autos pelo Ministério Público Federal, apresentar sua defesa e as provas de sua alegação, não havendo nenhuma situação real de cerceamento de defesa que possa levar à nulidade da sentença.” Destarte, verifica-se que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Improbidade. Prequestionamento. Ausência. Violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Repercussão geral. Inexistência. Alegação de afronta ao art. 5..., incisos XXXVII e LIII, da Constituição Federal de 1988. Proporcionalidade e razoabilidade das sanções impostas. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1146957 AGR / MG provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE n 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1.../8/13). 3. É inviável, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas n s 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.”(ARE 972.113/SP, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/18) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 799.231/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 7/8/17) Ademais, acrescente-se que este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Supremo Tribunal Federal ARE 1146957 AGR / MG provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE n 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 660, DJe de 1.../8/13). 3. É inviável, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas n s 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.”(ARE 972.113/SP, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/18) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 799.231/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 7/8/17) Ademais, acrescente-se que este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1146957 AGR / MG contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Por fim, registre-se que nas alegações trazidas nas razões do apelo extremo não há qualquer menção à “prescritibilidade da pretensão de ressarcimento ao erário em face de agentes públicos por ato de improbidade administrativa”, as quais referem-se tão somente à violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa, haja vista a impossibilidade de manifestação do agravante nas provas produzidas nos autos e ausência de oportunidade de fazer sustentação oral. Desse modo, não há falar em aplicação do Tema 897 ao caso em epígrafe. Os argumentos da parte agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Supremo Tribunal Federal ARE 1146957 AGR / MG contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Por fim, registre-se que nas alegações trazidas nas razões do apelo extremo não há qualquer menção à “prescritibilidade da pretensão de ressarcimento ao erário em face de agentes públicos por ato de improbidade administrativa”, as quais referem-se tão somente à violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa, haja vista a impossibilidade de manifestação do agravante nas provas produzidas nos autos e ausência de oportunidade de fazer sustentação oral. Desse modo, não há falar em aplicação do Tema 897 ao caso em epígrafe. Os argumentos da parte agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1146957 AGR / MG pelas instâncias de origem, determino sua majoração em 10% (dez por cento) do seu total em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Supremo Tribunal Federal ARE 1146957 AGR / MG pelas instâncias de origem, determino sua majoração em 10% (dez por cento) do seu total em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14DA-2D47-2531-182D e senha 703B-9E7F-237A-3526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS ADV.(A/S) : WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA (54245/DF, 102533/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3E6-EB27-972B-446B e senha 7736-2A4A-FC01-5566 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.146.957 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS ADV.(A/S) : WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA (54245/DF, 102533/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3E6-EB27-972B-446B e senha 7736-2A4A-FC01-5566 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 146 . 957", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1146957 AGR / MG", "ARE 1146957 AGR /", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 146 . 957", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1146957 AGR / MG", "Súmulas ns 282", "ARE n 748 . 371 / MT", "Súmulas n s 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 972 . 113 / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Tema", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 799 . 231 / RJ", "ARE 1146957 AGR / MG", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 748 . 371 / MT", "Súmulas n s 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 972 . 113 / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 799 . 231 / RJ", "ARE 1146957 AGR / MG", "ARE n . 748 . 371", "ARE 1146957 AGR / MG", "ARE n . 748 . 371", "ARE 1146957 AGR / MG", "ARE 1146957 AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "§", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos XXXVII e LIII , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos XXXVII e LIII , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "REPÚBLICA", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Presidência", "PLENÁRIO", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS", "WEDERSON", "ADVINCULA SIQUEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS", "WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA", "DIAS TOFFOLI", "JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS", "WEDERSON", "ADVINCULA SIQUEIRA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS", "WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "JULIO CESAR GOMES DOS SANTOS", "WEDERSON ADVINCULA SIQUEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "15", "/", "10", "/", "2018", "5", "11", "/", "10", "/", "2018", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "15", "/", "2", "/", "18", "7", "/", "8", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "15", "/", "2", "/", "18", "7", "/", "8", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :THELMA INÁCIO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :JEAN CARLOS VARELA AQUINO AGDO.(A/S) :MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO SOCIAL - MEIOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. Trânsito em julgado da decisão reclamada. Súmula nº 734/STF. Aplicação da sistemática da repercussão geral. Ausência de usurpação de competência do STF pela Corte de origem. Agravo regimental não provido. 1. Impropriedade do uso da reclamação em face da coisa julgada incidente sobre o ato reclamado (Súmula nº 734/STF). 2. A aplicação da sistemática da repercussão geral pelo órgão a quo – com a negativa de seguimento a recurso extraordinário e/ou o julgamento de recurso de agravo interposto contra esse despacho por órgão colegiado – não configura usurpação da competência do STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400499. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 23757 AGR / RN 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400499. Supremo Tribunal Federal RCL 23757 AGR / RN 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :THELMA INÁCIO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :JEAN CARLOS VARELA AQUINO AGDO.(A/S) :MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO SOCIAL - MEIOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática em que neguei seguimento à espécie, ante a impropriedade do uso da reclamação em face da coisa julgada incidente sobre o ato reclamado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória, conforme estabelece a Súmula nº 734/STF (Rcl nº 22.385/SP-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Carmen Lúcia, DJe de 25/2/16; Rcl nº 17.811/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 20/8/14). O agravante sustenta que não se aplica à hipótese dos autos o entendimento consubstanciado na Súmula nº 734/STF, pois a decisão reclamada foi proferida por juízo incompetente, o que inviabiliza a configuração da coisa julgada. Requer o conhecimento do presente agravo para reformar a decisão agravada, dando se seguimento à reclamação com a consequente apreciação do pedido liminar formulado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400498. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :THELMA INÁCIO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :JEAN CARLOS VARELA AQUINO AGDO.(A/S) :MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO SOCIAL - MEIOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática em que neguei seguimento à espécie, ante a impropriedade do uso da reclamação em face da coisa julgada incidente sobre o ato reclamado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória, conforme estabelece a Súmula nº 734/STF (Rcl nº 22.385/SP-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Carmen Lúcia, DJe de 25/2/16; Rcl nº 17.811/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 20/8/14). O agravante sustenta que não se aplica à hipótese dos autos o entendimento consubstanciado na Súmula nº 734/STF, pois a decisão reclamada foi proferida por juízo incompetente, o que inviabiliza a configuração da coisa julgada. Requer o conhecimento do presente agravo para reformar a decisão agravada, dando se seguimento à reclamação com a consequente apreciação do pedido liminar formulado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Não prospera o argumento apresentado pelo agravante de que há impossibilidade de trânsito em julgado de decisão proferida por juiz absolutamente incompetente, porquanto essa afirmação vai de encontro ao que prescreve o art. 966, II, do CPC (regra antes prevista no art. 485, II, do CPC/73), in verbis: “Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando: (...) II - for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente;” Portanto, subsiste íntegra a decisão agravada, de cujos fundamentos transcrevo trecho em que explicitada a situação dos autos: “Em consulta à página eletrônica do TST pelo número do processo, verifico que a decisão reclamada transitou em julgado em 15/2/2016. A presente ação constitucional foi protocolada nessa Suprema Corte em 20/4/2016, conforme recibo de petição eletrônica juntado aos autos. A diretriz jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal firmou-se, ainda soba égide do CPC/73, no sentido da impropriedade do uso da reclamação constitucional em face da coisa julgada incidente sobre o ato reclamado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória, estando consubstanciado esse entendimento na Súmula nº 734/STF: ‘Não cabe reclamação quando já houver transitado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Não prospera o argumento apresentado pelo agravante de que há impossibilidade de trânsito em julgado de decisão proferida por juiz absolutamente incompetente, porquanto essa afirmação vai de encontro ao que prescreve o art. 966, II, do CPC (regra antes prevista no art. 485, II, do CPC/73), in verbis: “Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando: (...) II - for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente;” Portanto, subsiste íntegra a decisão agravada, de cujos fundamentos transcrevo trecho em que explicitada a situação dos autos: “Em consulta à página eletrônica do TST pelo número do processo, verifico que a decisão reclamada transitou em julgado em 15/2/2016. A presente ação constitucional foi protocolada nessa Suprema Corte em 20/4/2016, conforme recibo de petição eletrônica juntado aos autos. A diretriz jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal firmou-se, ainda soba égide do CPC/73, no sentido da impropriedade do uso da reclamação constitucional em face da coisa julgada incidente sobre o ato reclamado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória, estando consubstanciado esse entendimento na Súmula nº 734/STF: ‘Não cabe reclamação quando já houver transitado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23757 AGR / RN em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.’ O entendimento firmado sob a égide do CPC/73 é corroborado pelo novel diploma processual introduzido pela Lei nº 13.105/2015 (CPC/2015), o qual dispõe: ‘Art. 988. (...) § 5 º É inadmissível a reclamação: I proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; ‘ Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE RESTABELECIMENTO DO DEBATE SOBRE QUESTÃO COM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. SÚMULA N. 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Rcl nº 22.385/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/2/16). ‘CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO. AJUIZAMENTO CONTRA DECISÃO JÁ TRANSITADA EM JULGADO. NÃO CABIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 734 DESTA CORTE. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO’ (Rcl nº 17.811/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 20/8/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. COMPETÊNCIA. DECISÃO DA JUSTIÇA DO TRABALHO QUE SUPOSTAMENTE DESRESPEITA A DECISÃO DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Supremo Tribunal Federal RCL 23757 AGR / RN em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.’ O entendimento firmado sob a égide do CPC/73 é corroborado pelo novel diploma processual introduzido pela Lei nº 13.105/2015 (CPC/2015), o qual dispõe: ‘Art. 988. (...) § 5 º É inadmissível a reclamação: I proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; ‘ Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE RESTABELECIMENTO DO DEBATE SOBRE QUESTÃO COM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. SÚMULA N. 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Rcl nº 22.385/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/2/16). ‘CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO. AJUIZAMENTO CONTRA DECISÃO JÁ TRANSITADA EM JULGADO. NÃO CABIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 734 DESTA CORTE. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO’ (Rcl nº 17.811/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 20/8/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. COMPETÊNCIA. DECISÃO DA JUSTIÇA DO TRABALHO QUE SUPOSTAMENTE DESRESPEITA A DECISÃO DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23757 AGR / RN ADI 3.395-MC. TRÂNSITO EM JULGADO (SÚMULA 734). Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que, segundo se alega, teria desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal. Ante a irrecorribilidade da decisão no âmbito da Justiça do Trabalho, deveria o agravante ter se utilizado da reclamação constitucional quando proferido o primeiro acórdão que tratou do tema relativo à competência para julgar a ação. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Rcl nº 9.892/SE-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/6/12). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO CONHECIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO AJUIZADA APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. DESCABIMENTO. 1. Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão desta Corte (Súmula 734/STF). 2. Embargos de declaração conhecidos como agravo regimental, a que se nega provimento’ (Rcl nº 22.020/PE-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).” Ademais, a aplicação da sistemática da repercussão geral pelo órgão a quo – com a negativa de seguimento a recurso extraordinário e/ou o julgamento de recurso de agravo interposto contra esse despacho por órgão colegiado – não configura usurpação da competência do STF, porquanto a Corte de origem possui competência para proceder ao primeiro juízo de admissibilidade de recurso da competência dessa Suprema Corte, inclusive sob a perspectiva de identidade com precedente de força obrigatória em razão da nova sistemática. A jurisprudência do STF é firme no sentido de não se admitir o uso de reclamação constitucional como instrumento destinado a manifestar mero inconformismo com a aplicação, pelo tribunal de origem, de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Supremo Tribunal Federal RCL 23757 AGR / RN ADI 3.395-MC. TRÂNSITO EM JULGADO (SÚMULA 734). Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que, segundo se alega, teria desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal. Ante a irrecorribilidade da decisão no âmbito da Justiça do Trabalho, deveria o agravante ter se utilizado da reclamação constitucional quando proferido o primeiro acórdão que tratou do tema relativo à competência para julgar a ação. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Rcl nº 9.892/SE-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/6/12). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO CONHECIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO AJUIZADA APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. DESCABIMENTO. 1. Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão desta Corte (Súmula 734/STF). 2. Embargos de declaração conhecidos como agravo regimental, a que se nega provimento’ (Rcl nº 22.020/PE-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).” Ademais, a aplicação da sistemática da repercussão geral pelo órgão a quo – com a negativa de seguimento a recurso extraordinário e/ou o julgamento de recurso de agravo interposto contra esse despacho por órgão colegiado – não configura usurpação da competência do STF, porquanto a Corte de origem possui competência para proceder ao primeiro juízo de admissibilidade de recurso da competência dessa Suprema Corte, inclusive sob a perspectiva de identidade com precedente de força obrigatória em razão da nova sistemática. A jurisprudência do STF é firme no sentido de não se admitir o uso de reclamação constitucional como instrumento destinado a manifestar mero inconformismo com a aplicação, pelo tribunal de origem, de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23757 AGR / RN entendimento do STF firmado de acordo com a sistemática de repercussão geral. Vide precedentes: “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS OU RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O agravo nos próprios autos ou reclamação contra decisão do Tribunal a quo que aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-A e art. 543-B, ambos do CPC, é inadmissível consoante jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 13.492-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 21/10/2013; Rcl. 12.652-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 20/8/2013; Rcl 9.633-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 7/8/2013; e, ainda, Rcl 14.614-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 6/11/2013; e Rcl 12.356-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12/11/2013). 2. In casu, o agravante alega a existência de equívoco na decisão reclamada, que teria indevidamente aplicado o entendimento firmado no RE 564.354/SE, submetido à sistemática da repercussão geral. 3. Agravo Interno a que se nega provimento” (Rcl nº 23.300/SP-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 10/11/2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SÚMULA 727 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. É improcedente a reclamação, por usurpação de competência, nos termos da Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal, quando o recurso de agravo (art. 544 do CPC) ataca inadmissão do recurso extraordinário com fundamento em precedente da sistemática da repercussão geral. 2. Não é cabível o manejo de reclamação para se questionar o acerto de decisão do Tribunal de origem 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Supremo Tribunal Federal RCL 23757 AGR / RN entendimento do STF firmado de acordo com a sistemática de repercussão geral. Vide precedentes: “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS OU RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O agravo nos próprios autos ou reclamação contra decisão do Tribunal a quo que aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-A e art. 543-B, ambos do CPC, é inadmissível consoante jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 13.492-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 21/10/2013; Rcl. 12.652-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 20/8/2013; Rcl 9.633-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 7/8/2013; e, ainda, Rcl 14.614-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 6/11/2013; e Rcl 12.356-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12/11/2013). 2. In casu, o agravante alega a existência de equívoco na decisão reclamada, que teria indevidamente aplicado o entendimento firmado no RE 564.354/SE, submetido à sistemática da repercussão geral. 3. Agravo Interno a que se nega provimento” (Rcl nº 23.300/SP-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 10/11/2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SÚMULA 727 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. É improcedente a reclamação, por usurpação de competência, nos termos da Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal, quando o recurso de agravo (art. 544 do CPC) ataca inadmissão do recurso extraordinário com fundamento em precedente da sistemática da repercussão geral. 2. Não é cabível o manejo de reclamação para se questionar o acerto de decisão do Tribunal de origem 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23757 AGR / RN que aplica a sistemática da repercussão geral. 3 Agravo regimental, interposto em 23/06/2016, a que se nega provimento” (Rcl nº 24.145/SC-AgR, Rel. Min. Edson Facchin, Primeira Turma, DJe de 25/10/2016). “Agravo regimental em reclamação. 2. Reclamação contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Não cabimento. Ausência de exaurimento das instâncias ordinárias. Artigos 988, § 5º, e 1.030, § 2º, do NCPC. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 4. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 5. Agravo regimental não provido” (Rcl nº 24.323/BA-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 19/10/2016). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. IMPOSSIBILIDADE DE IMPUGNAÇÃO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 1.022 DO CPC/2015. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES JÁ DECIDIDAS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (Rcl nº 23.133/DF-AgR-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/5/2016). Voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Supremo Tribunal Federal RCL 23757 AGR / RN que aplica a sistemática da repercussão geral. 3 Agravo regimental, interposto em 23/06/2016, a que se nega provimento” (Rcl nº 24.145/SC-AgR, Rel. Min. Edson Facchin, Primeira Turma, DJe de 25/10/2016). “Agravo regimental em reclamação. 2. Reclamação contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Não cabimento. Ausência de exaurimento das instâncias ordinárias. Artigos 988, § 5º, e 1.030, § 2º, do NCPC. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 4. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 5. Agravo regimental não provido” (Rcl nº 24.323/BA-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 19/10/2016). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. IMPOSSIBILIDADE DE IMPUGNAÇÃO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 1.022 DO CPC/2015. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES JÁ DECIDIDAS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (Rcl nº 23.133/DF-AgR-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/5/2016). Voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : THELMA INÁCIO DE MEDEIROS ADV.(A/S) : JEAN CARLOS VARELA AQUINO (4676/RN) AGDO.(A/S) : MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO SOCIAL - MEIOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210324 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : THELMA INÁCIO DE MEDEIROS ADV.(A/S) : JEAN CARLOS VARELA AQUINO (4676/RN) AGDO.(A/S) : MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO SOCIAL - MEIOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12411854
2016-12-09T00:00:00
2017-02-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA Agravo regimental na reclamação. Trânsito em julgado da decisão reclamada. Súmula nº 734/STF. Aplicação da sistemática da repercussão geral. Ausência de usurpação de competência do STF pela Corte de origem. Agravo regimental não provido. 1. Impropriedade do uso da reclamação em face da coisa julgada incidente sobre o ato reclamado (Súmula nº 734/STF). 2. A aplicação da sistemática da repercussão geral pelo órgão a quo – com a negativa de seguimento a recurso extraordinário e/ou o julgamento de recurso de agravo interposto contra esse despacho por órgão colegiado – não configura usurpação da competência do STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur363239
- Acórdão(s) citado(s): (RLC, SUCEDÂNEO RECURSAL) Rcl 23300 AgR (1ªT), Rcl 23133 AgR-ED (2ªT), Rcl 24323 AgR (2ªT), Rcl 24145 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 22/02/2017, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
23757
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00485 INC-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00966 INC-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000734 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 23757 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : THELMA INÁCIO DE MEDEIROS ADV.(A/S) : JEAN CARLOS VARELA AQUINO AGDO.(A/S) : MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO SOCIAL - MEIOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :THELMA INÁCIO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :JEAN CARLOS VARELA AQUINO AGDO.(A/S) :MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO SOCIAL - MEIOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. Trânsito em julgado da decisão reclamada. Súmula n 734/Supremo Tribunal Federal. Aplicação da sistemática da repercussão geral. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal pela Corte de origem. Agravo regimental não provido. 1. Impropriedade do uso da reclamação em face da coisa julgada incidente sobre o ato reclamado (Súmula n 734/Supremo Tribunal Federal). 2. A aplicação da sistemática da repercussão geral pelo órgão a quo – com a negativa de seguimento a recurso extraordinário e/ou o julgamento de recurso de agravo interposto contra esse despacho por órgão colegiado – não configura usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400499. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 23757 AGR / RN 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400499. Supremo Tribunal Federal RCL 23757 AGR / RN 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :THELMA INÁCIO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :JEAN CARLOS VARELA AQUINO AGDO.(A/S) :MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO SOCIAL - MEIOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática em que neguei seguimento à espécie, ante a impropriedade do uso da reclamação em face da coisa julgada incidente sobre o ato reclamado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória, conforme estabelece a Súmula n 734/Supremo Tribunal Federal (Rcl n 22.385/SP-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Carmen Lúcia, DJe de 25/2/16; Rcl n 17.811/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 20/8/14). O agravante sustenta que não se aplica à hipótese dos autos o entendimento consubstanciado na Súmula n 734/Supremo Tribunal Federal, pois a decisão reclamada foi proferida por juízo incompetente, o que inviabiliza a configuração da coisa julgada. Requer o conhecimento do presente agravo para reformar a decisão agravada, dando se seguimento à reclamação com a consequente apreciação do pedido liminar formulado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400498. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :THELMA INÁCIO DE MEDEIROS ADV.(A/S) :JEAN CARLOS VARELA AQUINO AGDO.(A/S) :MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO SOCIAL - MEIOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática em que neguei seguimento à espécie, ante a impropriedade do uso da reclamação em face da coisa julgada incidente sobre o ato reclamado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória, conforme estabelece a Súmula n 734/Supremo Tribunal Federal (Rcl n 22.385/SP-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Carmen Lúcia, DJe de 25/2/16; Rcl n 17.811/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 20/8/14). O agravante sustenta que não se aplica à hipótese dos autos o entendimento consubstanciado na Súmula n 734/Supremo Tribunal Federal, pois a decisão reclamada foi proferida por juízo incompetente, o que inviabiliza a configuração da coisa julgada. Requer o conhecimento do presente agravo para reformar a decisão agravada, dando se seguimento à reclamação com a consequente apreciação do pedido liminar formulado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Não prospera o argumento apresentado pelo agravante de que há impossibilidade de trânsito em julgado de decisão proferida por juiz absolutamente incompetente, porquanto essa afirmação vai de encontro ao que prescreve o art. 966, II, do Código de Processo Civil (regra antes prevista no art. 485, II, do Código de Processo Civil/73), in verbis: “Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando: (...) II - for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente;” Portanto, subsiste íntegra a decisão agravada, de cujos fundamentos transcrevo trecho em que explicitada a situação dos autos: “Em consulta à página eletrônica do Tribunal Superior do Trabalho pelo número do processo, verifico que a decisão reclamada transitou em julgado em 15/2/2016. A presente ação constitucional foi protocolada nessa Suprema Corte em 20/4/2016, conforme recibo de petição eletrônica juntado aos autos. A diretriz jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal firmou-se, ainda soba égide do Código de Processo Civil/73, no sentido da impropriedade do uso da reclamação constitucional em face da coisa julgada incidente sobre o ato reclamado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória, estando consubstanciado esse entendimento na Súmula n 734/Supremo Tribunal Federal: ‘Não cabe reclamação quando já houver transitado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Não prospera o argumento apresentado pelo agravante de que há impossibilidade de trânsito em julgado de decisão proferida por juiz absolutamente incompetente, porquanto essa afirmação vai de encontro ao que prescreve o art. 966, II, do Código de Processo Civil (regra antes prevista no art. 485, II, do Código de Processo Civil/73), in verbis: “Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando: (...) II - for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente;” Portanto, subsiste íntegra a decisão agravada, de cujos fundamentos transcrevo trecho em que explicitada a situação dos autos: “Em consulta à página eletrônica do Tribunal Superior do Trabalho pelo número do processo, verifico que a decisão reclamada transitou em julgado em 15/2/2016. A presente ação constitucional foi protocolada nessa Suprema Corte em 20/4/2016, conforme recibo de petição eletrônica juntado aos autos. A diretriz jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal firmou-se, ainda soba égide do Código de Processo Civil/73, no sentido da impropriedade do uso da reclamação constitucional em face da coisa julgada incidente sobre o ato reclamado, sob pena de se utilizar a reclamatória constitucional como sucedâneo de ação rescisória, estando consubstanciado esse entendimento na Súmula n 734/Supremo Tribunal Federal: ‘Não cabe reclamação quando já houver transitado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23757 AGR / RN em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.’ O entendimento firmado sob a égide do Código de Processo Civil/73 é corroborado pelo novel diploma processual introduzido pela Lei n 13.105/2015 (Código de Processo Civil/2015), o qual dispõe: ‘Art. 988. (...) § 5 É inadmissível a reclamação: I proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; ‘ Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE RESTABELECIMENTO DO DEBATE SOBRE QUESTÃO COM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. SÚMULA N. 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Rcl n 22.385/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/2/16). ‘CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO. AJUIZAMENTO CONTRA DECISÃO JÁ TRANSITADA EM JULGADO. NÃO CABIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 734 DESTA CORTE. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO’ (Rcl n 17.811/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 20/8/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. COMPETÊNCIA. DECISÃO DA JUSTIÇA DO TRABALHO QUE SUPOSTAMENTE DESRESPEITA A DECISÃO DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Supremo Tribunal Federal RCL 23757 AGR / RN em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.’ O entendimento firmado sob a égide do Código de Processo Civil/73 é corroborado pelo novel diploma processual introduzido pela Lei n 13.105/2015 (Código de Processo Civil/2015), o qual dispõe: ‘Art. 988. (...) § 5 É inadmissível a reclamação: I proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; ‘ Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE RESTABELECIMENTO DO DEBATE SOBRE QUESTÃO COM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. SÚMULA N. 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Rcl n 22.385/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/2/16). ‘CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO. AJUIZAMENTO CONTRA DECISÃO JÁ TRANSITADA EM JULGADO. NÃO CABIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 734 DESTA CORTE. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO’ (Rcl n 17.811/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 20/8/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. COMPETÊNCIA. DECISÃO DA JUSTIÇA DO TRABALHO QUE SUPOSTAMENTE DESRESPEITA A DECISÃO DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23757 AGR / RN ADI 3.395-MC. TRÂNSITO EM JULGADO (SÚMULA 734). Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que, segundo se alega, teria desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal. Ante a irrecorribilidade da decisão no âmbito da Justiça do Trabalho, deveria o agravante ter se utilizado da reclamação constitucional quando proferido o primeiro acórdão que tratou do tema relativo à competência para julgar a ação. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Rcl n 9.892/SE-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/6/12). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO CONHECIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO AJUIZADA APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. DESCABIMENTO. 1. Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão desta Corte (Súmula 734/Supremo Tribunal Federal). 2. Embargos de declaração conhecidos como agravo regimental, a que se nega provimento’ (Rcl n 22.020/PE-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).” Ademais, a aplicação da sistemática da repercussão geral pelo órgão a quo – com a negativa de seguimento a recurso extraordinário e/ou o julgamento de recurso de agravo interposto contra esse despacho por órgão colegiado – não configura usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, porquanto a Corte de origem possui competência para proceder ao primeiro juízo de admissibilidade de recurso da competência dessa Suprema Corte, inclusive sob a perspectiva de identidade com precedente de força obrigatória em razão da nova sistemática. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de não se admitir o uso de reclamação constitucional como instrumento destinado a manifestar mero inconformismo com a aplicação, pelo tribunal de origem, de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Supremo Tribunal Federal RCL 23757 AGR / RN ADI 3.395-MC. TRÂNSITO EM JULGADO (SÚMULA 734). Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que, segundo se alega, teria desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal. Ante a irrecorribilidade da decisão no âmbito da Justiça do Trabalho, deveria o agravante ter se utilizado da reclamação constitucional quando proferido o primeiro acórdão que tratou do tema relativo à competência para julgar a ação. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Rcl n 9.892/SE-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/6/12). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO CONHECIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO AJUIZADA APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. DESCABIMENTO. 1. Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão desta Corte (Súmula 734/Supremo Tribunal Federal). 2. Embargos de declaração conhecidos como agravo regimental, a que se nega provimento’ (Rcl n 22.020/PE-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016).” Ademais, a aplicação da sistemática da repercussão geral pelo órgão a quo – com a negativa de seguimento a recurso extraordinário e/ou o julgamento de recurso de agravo interposto contra esse despacho por órgão colegiado – não configura usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, porquanto a Corte de origem possui competência para proceder ao primeiro juízo de admissibilidade de recurso da competência dessa Suprema Corte, inclusive sob a perspectiva de identidade com precedente de força obrigatória em razão da nova sistemática. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de não se admitir o uso de reclamação constitucional como instrumento destinado a manifestar mero inconformismo com a aplicação, pelo tribunal de origem, de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23757 AGR / RN entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado de acordo com a sistemática de repercussão geral. Vide precedentes: “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS OU RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O agravo nos próprios autos ou reclamação contra decisão do Tribunal a quo que aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-A e art. 543-B, ambos do Código de Processo Civil, é inadmissível consoante jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 13.492-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 21/10/2013; Rcl. 12.652-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 20/8/2013; Rcl 9.633-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 7/8/2013; e, ainda, Rcl 14.614-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 6/11/2013; e Rcl 12.356-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12/11/2013). 2. In casu, o agravante alega a existência de equívoco na decisão reclamada, que teria indevidamente aplicado o entendimento firmado no Recurso Extraordinário 564.354/SE, submetido à sistemática da repercussão geral. 3. Agravo Interno a que se nega provimento” (Rcl n 23.300/SP-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 10/11/2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SÚMULA 727 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. É improcedente a reclamação, por usurpação de competência, nos termos da Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal, quando o recurso de agravo (art. 544 do Código de Processo Civil) ataca inadmissão do recurso extraordinário com fundamento em precedente da sistemática da repercussão geral. 2. Não é cabível o manejo de reclamação para se questionar o acerto de decisão do Tribunal de origem 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Supremo Tribunal Federal RCL 23757 AGR / RN entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado de acordo com a sistemática de repercussão geral. Vide precedentes: “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS OU RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O agravo nos próprios autos ou reclamação contra decisão do Tribunal a quo que aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-A e art. 543-B, ambos do Código de Processo Civil, é inadmissível consoante jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 13.492-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 21/10/2013; Rcl. 12.652-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 20/8/2013; Rcl 9.633-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 7/8/2013; e, ainda, Rcl 14.614-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 6/11/2013; e Rcl 12.356-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12/11/2013). 2. In casu, o agravante alega a existência de equívoco na decisão reclamada, que teria indevidamente aplicado o entendimento firmado no Recurso Extraordinário 564.354/SE, submetido à sistemática da repercussão geral. 3. Agravo Interno a que se nega provimento” (Rcl n 23.300/SP-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 10/11/2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SÚMULA 727 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. É improcedente a reclamação, por usurpação de competência, nos termos da Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal, quando o recurso de agravo (art. 544 do Código de Processo Civil) ataca inadmissão do recurso extraordinário com fundamento em precedente da sistemática da repercussão geral. 2. Não é cabível o manejo de reclamação para se questionar o acerto de decisão do Tribunal de origem 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 23757 AGR / RN que aplica a sistemática da repercussão geral. 3 Agravo regimental, interposto em 23/06/2016, a que se nega provimento” (Rcl n 24.145/SC-AgR, Rel. Min. Edson Facchin, Primeira Turma, DJe de 25/10/2016). “Agravo regimental em reclamação. 2. Reclamação contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Não cabimento. Ausência de exaurimento das instâncias ordinárias. Artigos 988, § 5..., e 1.030, § 2..., do NCPC. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 4. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 5. Agravo regimental não provido” (Rcl n 24.323/BA-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 19/10/2016). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. IMPOSSIBILIDADE DE IMPUGNAÇÃO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 1.022 DO Código de Processo Civil/2015. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES JÁ DECIDIDAS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (Rcl n 23.133/DF-AgR-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/5/2016). Voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Supremo Tribunal Federal RCL 23757 AGR / RN que aplica a sistemática da repercussão geral. 3 Agravo regimental, interposto em 23/06/2016, a que se nega provimento” (Rcl n 24.145/SC-AgR, Rel. Min. Edson Facchin, Primeira Turma, DJe de 25/10/2016). “Agravo regimental em reclamação. 2. Reclamação contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Não cabimento. Ausência de exaurimento das instâncias ordinárias. Artigos 988, § 5..., e 1.030, § 2..., do NCPC. 3. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 4. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 5. Agravo regimental não provido” (Rcl n 24.323/BA-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 19/10/2016). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. IMPOSSIBILIDADE DE IMPUGNAÇÃO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 1.022 DO Código de Processo Civil/2015. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES JÁ DECIDIDAS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (Rcl n 23.133/DF-AgR-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/5/2016). Voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12400496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : THELMA INÁCIO DE MEDEIROS ADV.(A/S) : JEAN CARLOS VARELA AQUINO (4676/RN) AGDO.(A/S) : MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO SOCIAL - MEIOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210324 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.757 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : THELMA INÁCIO DE MEDEIROS ADV.(A/S) : JEAN CARLOS VARELA AQUINO (4676/RN) AGDO.(A/S) : MOVIMENTO DE INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO SOCIAL - MEIOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula n 734 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 734 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 23757", "RCL", "Súmula n 734 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl n 22 . 385 / SP - AgR", "Rcl n 17 . 811 / RS - AgR", "Súmula n 734 / Supremo Tribunal Federal", "RECLAMAÇÃO 23 . 757", "Súmula n 734 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl n 22 . 385 / SP - AgR", "Rcl n 17 . 811 / RS - AgR", "Súmula n 734 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 734 / Supremo Tribunal Federal", "RECLAMAÇÃO 23 . 757", "Súmula n 734 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 23757 AGR / RN", "SÚMULA N . 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Rcl n 22 . 385 / SP - AgR", "Rcl n 17 . 811 / RS - AgR", "RCL 23757 AGR /", "SÚMULA N . 734 DO SUPREMO", "Rcl n 22 . 385 / SP - AgR", "SÚMULA 734 DESTA CORTE", "Rcl n 17 . 811 / RS - AgR", "ADI 3 . 395 - MC", "Rcl n 9 . 892 / SE - AgR", "Súmula 734 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl n 22 . 020 / PE - ED", "RCL 23757 AGR / RN", "ADI 3 . 395 - MC", "Rcl n 9 . 892 / SE - AgR", "Súmula 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Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo 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"PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "THELMA INÁCIO DE MEDEIROS", "JEAN CARLOS VARELA AQUINO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "THELMA INÁCIO DE MEDEIROS", "JEAN CARLOS VARELA AQUINO", "DIAS TOFFOLI", "Carmen Lúcia", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "THELMA INÁCIO DE MEDEIROS", "JEAN CARLOS VARELA AQUINO", "DIAS TOFFOLI", "Carmen Lúcia", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "Roberto Barroso", "Joaquim Barbosa", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Edson Facchin", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Edson Facchin", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "THELMA INÁCIO DE MEDEIROS", "JEAN CARLOS VARELA AQUINO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "THELMA INÁCIO DE MEDEIROS", "JEAN CARLOS VARELA AQUINO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "12", "/", "2016", "9 de dezembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "12", "/", "2016", "9 de dezembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "16", "20", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "16", "20", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "15", "/", "2", "/", "2016", "20", "/", "4", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "15", "/", "2", "/", "2016", "20", "/", "4", "/", "2016", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DARCY COSTA ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL JUSTIFICADA, NO CASO, PELA EXISTÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” PRODUZIDO PELA PARTE VENCEDORA (CPC/15, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA (10%) – PERCENTUAL (10%) QUE INCIDE SOBRE A VERBA HONORÁRIA POR ÚLTIMO ARBITRADA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º, DO CPC/15 – A EVENTUAL CONCESSÃO DA GRATUIDADE NÃO EXONERA O BENEFICIÁRIO DOS ENCARGOS FINANCEIROS DECORRENTES DE SUA SUCUMBÊNCIA (CPC/15, ART. 98, § 2º) – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, QUANTO À EXIGIBILIDADE DE TAIS VERBAS, DA CONDIÇÃO SUSPENSIVA A QUE SE REFERE O § 3º DO ART. 98 DO CPC/15 – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426666. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RE 999106 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 8 de dezembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426666. Supremo Tribunal Federal RE 999106 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 8 de dezembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426666. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DARCY COSTA ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426667. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DARCY COSTA ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em questão foi interposto contra acórdão confirmado em sede de embargos de declaração pela colenda Terceira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná. O recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido os preceitos inscritos no art. 5º, XXXV e LIV, e 37, XV, da Constituição da República. Sob tal perspectiva, revela-se absolutamente inviável o recurso extraordinário em questão. É que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em questão foi interposto contra acórdão confirmado em sede de embargos de declaração pela colenda Terceira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná. O recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido os preceitos inscritos no art. 5º, XXXV e LIV, e 37, XV, da Constituição da República. Sob tal perspectiva, revela-se absolutamente inviável o recurso extraordinário em questão. É que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 999106 AGR / PR situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RE 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM, v.g.). É por essa razão que a situação de ofensa indireta ao texto constitucional, quando ocorrente, não bastará, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impende destacar, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5º, inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte recorrente, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5º, inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal RE 999106 AGR / PR situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RE 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM, v.g.). É por essa razão que a situação de ofensa indireta ao texto constitucional, quando ocorrente, não bastará, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impende destacar, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5º, inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte recorrente, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5º, inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 999106 AGR / PR A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. Cabe assinalar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5º, incisos LIV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – CF, art. 5º, LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal RE 999106 AGR / PR A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. Cabe assinalar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5º, incisos LIV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – CF, art. 5º, LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 999106 AGR / PR tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o órgão judiciário de origem – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal RE 999106 AGR / PR tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o órgão judiciário de origem – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 999106 AGR / PR É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (CF, art. 5º, II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (…).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5º, II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5º, II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal RE 999106 AGR / PR É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (CF, art. 5º, II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (…).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5º, II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5º, II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 999106 AGR / PR Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Cabe ter presente, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que a colenda Terceira Turma Recursal, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem estritamente infraconstitucional e em aspectos fático-probatórios: “Da instituição e regulamentação da GDAMP A Gratificação de Desempenho de Atividade Médico Pericial – GDAMP foi instituída pela Medida Provisória nº 166, de 18 de fevereiro de 2004, posteriormente, convertida na Lei nº 10.876/04, nos seguintes termos: ‘Art. 11. Fica instituída a Gratificação de Desempenho de Atividade Médico Pericial GDAMP, devida aos ocupantes dos cargos a que se refere o art. 4º desta Lei. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal RE 999106 AGR / PR Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Cabe ter presente, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que a colenda Terceira Turma Recursal, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem estritamente infraconstitucional e em aspectos fático-probatórios: “Da instituição e regulamentação da GDAMP A Gratificação de Desempenho de Atividade Médico Pericial – GDAMP foi instituída pela Medida Provisória nº 166, de 18 de fevereiro de 2004, posteriormente, convertida na Lei nº 10.876/04, nos seguintes termos: ‘Art. 11. Fica instituída a Gratificação de Desempenho de Atividade Médico Pericial GDAMP, devida aos ocupantes dos cargos a que se refere o art. 4º desta Lei. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 999106 AGR / PR Art. 12. A GDAMP será paga observado o limite máximo de 100 (cem) pontos e mínimo de 10 (dez) pontos por servidor, correspondendo cada ponto ao valor estabelecido no Anexo V desta Lei. § 1º A pontuação referente à GDAMP será assim distribuída: I – até 60 (sessenta) pontos serão atribuídos em função dos resultados obtidos na avaliação de desempenho institucional; e II – até 40 (quarenta) pontos serão atribuídos em função dos resultados obtidos na avaliação de desempenho individual. § 2º A avaliação de desempenho individual visa a aferir o desempenho do servidor no exercício das atribuições do cargo ou função, com foco na contribuição individual para o alcance dos objetivos organizacionais. Art. 13. Ressalvado o direito de opção pela aposentadoria conforme as normas estabelecidas no art. 40 da Constituição ou as normas estabelecidas no art. 2º da Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003, a GDAMP integrará os proventos da aposentadoria e das pensões dos servidores amparados pelo disposto no art. 6º daquela Emenda Constitucional, de acordo com: I – a média dos valores recebidos nos últimos 60 (sessenta) meses; ou II – o valor correspondente a 30% (trinta por cento) do valor máximo a que o servidor faria jus na atividade, quando percebida por período inferior a 60 (sessenta) meses. Parágrafo único. Às aposentadorias e às pensões concedidas até a vigência da Medida Provisória no 166, de 18 de fevereiro de 2004, aplica-se o disposto no inciso II do ‘caput’ deste artigo. […] Art. 16. Os critérios e procedimentos da avaliação de desempenho institucional e individual e de atribuição da GDAMP serão estabelecidos em regulamento. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal RE 999106 AGR / PR Art. 12. A GDAMP será paga observado o limite máximo de 100 (cem) pontos e mínimo de 10 (dez) pontos por servidor, correspondendo cada ponto ao valor estabelecido no Anexo V desta Lei. § 1º A pontuação referente à GDAMP será assim distribuída: I – até 60 (sessenta) pontos serão atribuídos em função dos resultados obtidos na avaliação de desempenho institucional; e II – até 40 (quarenta) pontos serão atribuídos em função dos resultados obtidos na avaliação de desempenho individual. § 2º A avaliação de desempenho individual visa a aferir o desempenho do servidor no exercício das atribuições do cargo ou função, com foco na contribuição individual para o alcance dos objetivos organizacionais. Art. 13. Ressalvado o direito de opção pela aposentadoria conforme as normas estabelecidas no art. 40 da Constituição ou as normas estabelecidas no art. 2º da Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003, a GDAMP integrará os proventos da aposentadoria e das pensões dos servidores amparados pelo disposto no art. 6º daquela Emenda Constitucional, de acordo com: I – a média dos valores recebidos nos últimos 60 (sessenta) meses; ou II – o valor correspondente a 30% (trinta por cento) do valor máximo a que o servidor faria jus na atividade, quando percebida por período inferior a 60 (sessenta) meses. Parágrafo único. Às aposentadorias e às pensões concedidas até a vigência da Medida Provisória no 166, de 18 de fevereiro de 2004, aplica-se o disposto no inciso II do ‘caput’ deste artigo. […] Art. 16. Os critérios e procedimentos da avaliação de desempenho institucional e individual e de atribuição da GDAMP serão estabelecidos em regulamento. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 999106 AGR / PR § 1º Enquanto não for regulamentada e até que sejam processados os resultados da avaliação de desempenho, a GDAMP corresponderá a 25% (vinte e cinco por cento) incidentes sobre o vencimento básico de cada servidor. Com o advento do Decreto 5.275/04, ficou instituído que a GDAMP seria paga com a observância dos seguintes percentuais e limites: ‘Art. 2º .............................................................................. I – até trinta por cento, incidente sobre o vencimento básico do servidor, em decorrência dos resultados da avaliação de desempenho individual; e II – até vinte e cinco por cento, incidente sobre o maior vencimento básico constante da Tabela de Vencimento Básico 40 Horas Semanais dos cargos referidos no art. 1º deste Decreto, em decorrência do alcance das metas de desempenho institucional. § 4º Enquanto não forem fixadas as metas a que se refere o ‘caput’ deste artigo, será atribuído aos servidores de que trata o art. 1º deste Decreto o percentual de sessenta por cento a título de avaliação institucional.’ É verdade que, embora desde o início houvesse previsão para a fixação de avaliação de desempenho institucional e individual para a atribuição da gratificação, a regulamentação de seus critérios e procedimentos somente ocorreu com a publicação da Instrução Normativa INSS/PRES nº 116, de 2 de março de 2005. Contudo, o primeiro ciclo de avaliação, processado em maio de 2005, remeteu-se a período anterior, referente a outubro de 2004 a março de 2005. Assim, a rigor, apenas no período de fevereiro de 2004 a setembro de 2004 a gratificação, de fato, foi paga de forma indiscriminada e geral, justificando-se, somente nesse intervalo, a equiparação dos valores pagos aos aposentados e pensionistas em relação àqueles recebidos pelos servidores da ativa. Com efeito, após a regulamentação da matéria e a realização das avaliações de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal RE 999106 AGR / PR § 1º Enquanto não for regulamentada e até que sejam processados os resultados da avaliação de desempenho, a GDAMP corresponderá a 25% (vinte e cinco por cento) incidentes sobre o vencimento básico de cada servidor. Com o advento do Decreto 5.275/04, ficou instituído que a GDAMP seria paga com a observância dos seguintes percentuais e limites: ‘Art. 2º .............................................................................. I – até trinta por cento, incidente sobre o vencimento básico do servidor, em decorrência dos resultados da avaliação de desempenho individual; e II – até vinte e cinco por cento, incidente sobre o maior vencimento básico constante da Tabela de Vencimento Básico 40 Horas Semanais dos cargos referidos no art. 1º deste Decreto, em decorrência do alcance das metas de desempenho institucional. § 4º Enquanto não forem fixadas as metas a que se refere o ‘caput’ deste artigo, será atribuído aos servidores de que trata o art. 1º deste Decreto o percentual de sessenta por cento a título de avaliação institucional.’ É verdade que, embora desde o início houvesse previsão para a fixação de avaliação de desempenho institucional e individual para a atribuição da gratificação, a regulamentação de seus critérios e procedimentos somente ocorreu com a publicação da Instrução Normativa INSS/PRES nº 116, de 2 de março de 2005. Contudo, o primeiro ciclo de avaliação, processado em maio de 2005, remeteu-se a período anterior, referente a outubro de 2004 a março de 2005. Assim, a rigor, apenas no período de fevereiro de 2004 a setembro de 2004 a gratificação, de fato, foi paga de forma indiscriminada e geral, justificando-se, somente nesse intervalo, a equiparação dos valores pagos aos aposentados e pensionistas em relação àqueles recebidos pelos servidores da ativa. Com efeito, após a regulamentação da matéria e a realização das avaliações de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 999106 AGR / PR desempenho e atividade, a gratificação passou a ser paga de forma específica e com observância dos critérios previstos na legislação que a instituiu. Logo, considerando a data de ajuizamento da demanda, estão prescritas todas as eventuais diferenças a que a parte autora faria jus, que, conforme já explicitado acima, sequer foram objeto dessa demanda.” Impõe-se registrar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 770.316-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 782.248-AgR/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 793.819/PR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – RE 554.672-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Gratificação de desempenho de atividade médico-pericial (GDAMP). Manutenção da pontuação após a adoção dos critérios de avaliação. Prequestionamento. Ausência. Princípio da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Legislação infraconstitucional. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. A jurisprudência da Corte assentou que o direito à paridade dos servidores inativos com relação às gratificações de natureza 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal RE 999106 AGR / PR desempenho e atividade, a gratificação passou a ser paga de forma específica e com observância dos critérios previstos na legislação que a instituiu. Logo, considerando a data de ajuizamento da demanda, estão prescritas todas as eventuais diferenças a que a parte autora faria jus, que, conforme já explicitado acima, sequer foram objeto dessa demanda.” Impõe-se registrar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 770.316-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 782.248-AgR/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 793.819/PR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – RE 554.672-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Gratificação de desempenho de atividade médico-pericial (GDAMP). Manutenção da pontuação após a adoção dos critérios de avaliação. Prequestionamento. Ausência. Princípio da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Legislação infraconstitucional. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. A jurisprudência da Corte assentou que o direito à paridade dos servidores inativos com relação às gratificações de natureza 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 999106 AGR / PR ‘propter laborem’ ocorre somente até que sejam processados os resultados das primeiras avaliações de desempenho. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 881.868-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (CPC/15, art. 98, § 2º), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3º do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal RE 999106 AGR / PR ‘propter laborem’ ocorre somente até que sejam processados os resultados das primeiras avaliações de desempenho. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 881.868-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (CPC/15, art. 98, § 2º), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3º do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DARCY COSTA ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210416 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DARCY COSTA ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210416 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12464500
2016-12-09T00:00:00
2017-02-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL JUSTIFICADA, NO CASO, PELA EXISTÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” PRODUZIDO PELA PARTE VENCEDORA (CPC/15, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA (10%) – PERCENTUAL (10%) QUE INCIDE SOBRE A VERBA HONORÁRIA POR ÚLTIMO ARBITRADA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º, DO CPC/15 – A EVENTUAL CONCESSÃO DA GRATUIDADE NÃO EXONERA O BENEFICIÁRIO DOS ENCARGOS FINANCEIROS DECORRENTES DE SUA SUCUMBÊNCIA (CPC/15, ART. 98, § 2º) – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, QUANTO À EXIGIBILIDADE DE TAIS VERBAS, DA CONDIÇÃO SUSPENSIVA A QUE SE REFERE O § 3º DO ART. 98 DO CPC/15 – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur363563
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) RE 182811 (2ªT), RE 236333 (2ªT), RE 174473 AgR (2ªT), AI 192995 AgR (2ªT), AI 188762 AgR (2ªT), AI 215885 AgR (2ªT), RE 257533 AgR (2ªT), AI 447774 AgR (2ªT), AI 427186 AgR (2ªT), RTJ 189/336-337. (PRINCÍPIO DA LEGALIDADE) AI 192995 AgR (2ªT), AI 161396 AgR, AI 153310 AgR (1ªT), AI 339607 AgR (2ªT), RTJ 144/962, RTJ 189/336-337,. (SERVIDOR PÚBLICO, EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO) AI 770316 AgR (1ªT), RE 554672 AgR (2ªT), ARE 782248 AgR (2ªT), ARE 793819 AgR (1ªT), ARE 881868 AgR (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 03/03/2017, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
999106
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 999106 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DARCY COSTA ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DARCY COSTA ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL JUSTIFICADA, NO CASO, PELA EXISTÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” PRODUZIDO PELA PARTE VENCEDORA (Código de Processo Civil/15, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA (10%) – PERCENTUAL (10%) QUE INCIDE SOBRE A VERBA HONORÁRIA POR ÚLTIMO ARBITRADA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3..., DO Código de Processo Civil/15 – A EVENTUAL CONCESSÃO DA GRATUIDADE NÃO EXONERA O BENEFICIÁRIO DOS ENCARGOS FINANCEIROS DECORRENTES DE SUA SUCUMBÊNCIA (Código de Processo Civil/15, ART. 98, § 2...) – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, QUANTO À EXIGIBILIDADE DE TAIS VERBAS, DA CONDIÇÃO SUSPENSIVA A QUE SE REFERE O § 3... DO ART. 98 DO Código de Processo Civil/15 – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426666. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 8 de dezembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426666. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 2 a 8 de dezembro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426666. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DARCY COSTA ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426667. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DARCY COSTA ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em questão foi interposto contra acórdão confirmado em sede de embargos de declaração pela colenda Terceira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná. O recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido os preceitos inscritos no art. 5..., XXXV e LIV, e 37, XV, da Constituição da República. Sob tal perspectiva, revela-se absolutamente inviável o recurso extraordinário em questão. É que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em questão foi interposto contra acórdão confirmado em sede de embargos de declaração pela colenda Terceira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná. O recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido os preceitos inscritos no art. 5..., XXXV e LIV, e 37, XV, da Constituição da República. Sob tal perspectiva, revela-se absolutamente inviável o recurso extraordinário em questão. É que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – Recurso Extraordinário 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM, v.g.). É por essa razão que a situação de ofensa indireta ao texto constitucional, quando ocorrente, não bastará, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impende destacar, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5..., inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte recorrente, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5..., inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – Recurso Extraordinário 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM, v.g.). É por essa razão que a situação de ofensa indireta ao texto constitucional, quando ocorrente, não bastará, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impende destacar, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5..., inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte recorrente, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5..., inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. Cabe assinalar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5..., incisos LIV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. Cabe assinalar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5..., incisos LIV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o órgão judiciário de origem – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o órgão judiciário de origem – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (…).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5..., II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5..., II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (…).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5..., II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5..., II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Cabe ter presente, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que a colenda Terceira Turma Recursal, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem estritamente infraconstitucional e em aspectos fático-probatórios: “Da instituição e regulamentação da GDAMP A Gratificação de Desempenho de Atividade Médico Pericial – GDAMP foi instituída pela Medida Provisória n 166, de 18 de fevereiro de 2004, posteriormente, convertida na Lei n 10.876/04, nos seguintes termos: ‘Art. 11. Fica instituída a Gratificação de Desempenho de Atividade Médico Pericial GDAMP, devida aos ocupantes dos cargos a que se refere o art. 4... desta Lei. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Cabe ter presente, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que a colenda Terceira Turma Recursal, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem estritamente infraconstitucional e em aspectos fático-probatórios: “Da instituição e regulamentação da GDAMP A Gratificação de Desempenho de Atividade Médico Pericial – GDAMP foi instituída pela Medida Provisória n 166, de 18 de fevereiro de 2004, posteriormente, convertida na Lei n 10.876/04, nos seguintes termos: ‘Art. 11. Fica instituída a Gratificação de Desempenho de Atividade Médico Pericial GDAMP, devida aos ocupantes dos cargos a que se refere o art. 4... desta Lei. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR Art. 12. A GDAMP será paga observado o limite máximo de 100 (cem) pontos e mínimo de 10 (dez) pontos por servidor, correspondendo cada ponto ao valor estabelecido no Anexo V desta Lei. § 1... A pontuação referente à GDAMP será assim distribuída: I – até 60 (sessenta) pontos serão atribuídos em função dos resultados obtidos na avaliação de desempenho institucional; e II – até 40 (quarenta) pontos serão atribuídos em função dos resultados obtidos na avaliação de desempenho individual. § 2... A avaliação de desempenho individual visa a aferir o desempenho do servidor no exercício das atribuições do cargo ou função, com foco na contribuição individual para o alcance dos objetivos organizacionais. Art. 13. Ressalvado o direito de opção pela aposentadoria conforme as normas estabelecidas no art. 40 da Constituição ou as normas estabelecidas no art. 2... da Emenda Constitucional n 41, de 19 de dezembro de 2003, a GDAMP integrará os proventos da aposentadoria e das pensões dos servidores amparados pelo disposto no art. 6... daquela Emenda Constitucional, de acordo com: I – a média dos valores recebidos nos últimos 60 (sessenta) meses; ou II – o valor correspondente a 30% (trinta por cento) do valor máximo a que o servidor faria jus na atividade, quando percebida por período inferior a 60 (sessenta) meses. Parágrafo único. Às aposentadorias e às pensões concedidas até a vigência da Medida Provisória no 166, de 18 de fevereiro de 2004, aplica-se o disposto no inciso II do ‘caput’ deste artigo. […] Art. 16. Os critérios e procedimentos da avaliação de desempenho institucional e individual e de atribuição da GDAMP serão estabelecidos em regulamento. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR Art. 12. A GDAMP será paga observado o limite máximo de 100 (cem) pontos e mínimo de 10 (dez) pontos por servidor, correspondendo cada ponto ao valor estabelecido no Anexo V desta Lei. § 1... A pontuação referente à GDAMP será assim distribuída: I – até 60 (sessenta) pontos serão atribuídos em função dos resultados obtidos na avaliação de desempenho institucional; e II – até 40 (quarenta) pontos serão atribuídos em função dos resultados obtidos na avaliação de desempenho individual. § 2... A avaliação de desempenho individual visa a aferir o desempenho do servidor no exercício das atribuições do cargo ou função, com foco na contribuição individual para o alcance dos objetivos organizacionais. Art. 13. Ressalvado o direito de opção pela aposentadoria conforme as normas estabelecidas no art. 40 da Constituição ou as normas estabelecidas no art. 2... da Emenda Constitucional n 41, de 19 de dezembro de 2003, a GDAMP integrará os proventos da aposentadoria e das pensões dos servidores amparados pelo disposto no art. 6... daquela Emenda Constitucional, de acordo com: I – a média dos valores recebidos nos últimos 60 (sessenta) meses; ou II – o valor correspondente a 30% (trinta por cento) do valor máximo a que o servidor faria jus na atividade, quando percebida por período inferior a 60 (sessenta) meses. Parágrafo único. Às aposentadorias e às pensões concedidas até a vigência da Medida Provisória no 166, de 18 de fevereiro de 2004, aplica-se o disposto no inciso II do ‘caput’ deste artigo. […] Art. 16. Os critérios e procedimentos da avaliação de desempenho institucional e individual e de atribuição da GDAMP serão estabelecidos em regulamento. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR § 1... Enquanto não for regulamentada e até que sejam processados os resultados da avaliação de desempenho, a GDAMP corresponderá a 25% (vinte e cinco por cento) incidentes sobre o vencimento básico de cada servidor. Com o advento do Decreto 5.275/04, ficou instituído que a GDAMP seria paga com a observância dos seguintes percentuais e limites: ‘Art. 2... .............................................................................. I – até trinta por cento, incidente sobre o vencimento básico do servidor, em decorrência dos resultados da avaliação de desempenho individual; e II – até vinte e cinco por cento, incidente sobre o maior vencimento básico constante da Tabela de Vencimento Básico 40 Horas Semanais dos cargos referidos no art. 1... deste Decreto, em decorrência do alcance das metas de desempenho institucional. § 4... Enquanto não forem fixadas as metas a que se refere o ‘caput’ deste artigo, será atribuído aos servidores de que trata o art. 1... deste Decreto o percentual de sessenta por cento a título de avaliação institucional.’ É verdade que, embora desde o início houvesse previsão para a fixação de avaliação de desempenho institucional e individual para a atribuição da gratificação, a regulamentação de seus critérios e procedimentos somente ocorreu com a publicação da Instrução Normativa INSS/PRES n 116, de 2 de março de 2005. Contudo, o primeiro ciclo de avaliação, processado em maio de 2005, remeteu-se a período anterior, referente a outubro de 2004 a março de 2005. Assim, a rigor, apenas no período de fevereiro de 2004 a setembro de 2004 a gratificação, de fato, foi paga de forma indiscriminada e geral, justificando-se, somente nesse intervalo, a equiparação dos valores pagos aos aposentados e pensionistas em relação àqueles recebidos pelos servidores da ativa. Com efeito, após a regulamentação da matéria e a realização das avaliações de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR § 1... Enquanto não for regulamentada e até que sejam processados os resultados da avaliação de desempenho, a GDAMP corresponderá a 25% (vinte e cinco por cento) incidentes sobre o vencimento básico de cada servidor. Com o advento do Decreto 5.275/04, ficou instituído que a GDAMP seria paga com a observância dos seguintes percentuais e limites: ‘Art. 2... .............................................................................. I – até trinta por cento, incidente sobre o vencimento básico do servidor, em decorrência dos resultados da avaliação de desempenho individual; e II – até vinte e cinco por cento, incidente sobre o maior vencimento básico constante da Tabela de Vencimento Básico 40 Horas Semanais dos cargos referidos no art. 1... deste Decreto, em decorrência do alcance das metas de desempenho institucional. § 4... Enquanto não forem fixadas as metas a que se refere o ‘caput’ deste artigo, será atribuído aos servidores de que trata o art. 1... deste Decreto o percentual de sessenta por cento a título de avaliação institucional.’ É verdade que, embora desde o início houvesse previsão para a fixação de avaliação de desempenho institucional e individual para a atribuição da gratificação, a regulamentação de seus critérios e procedimentos somente ocorreu com a publicação da Instrução Normativa INSS/PRES n 116, de 2 de março de 2005. Contudo, o primeiro ciclo de avaliação, processado em maio de 2005, remeteu-se a período anterior, referente a outubro de 2004 a março de 2005. Assim, a rigor, apenas no período de fevereiro de 2004 a setembro de 2004 a gratificação, de fato, foi paga de forma indiscriminada e geral, justificando-se, somente nesse intervalo, a equiparação dos valores pagos aos aposentados e pensionistas em relação àqueles recebidos pelos servidores da ativa. Com efeito, após a regulamentação da matéria e a realização das avaliações de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR desempenho e atividade, a gratificação passou a ser paga de forma específica e com observância dos critérios previstos na legislação que a instituiu. Logo, considerando a data de ajuizamento da demanda, estão prescritas todas as eventuais diferenças a que a parte autora faria jus, que, conforme já explicitado acima, sequer foram objeto dessa demanda.” Impõe-se registrar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 770.316-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 782.248-AgR/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 793.819/PR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Recurso Extraordinário 554.672-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Gratificação de desempenho de atividade médico-pericial (GDAMP). Manutenção da pontuação após a adoção dos critérios de avaliação. Prequestionamento. Ausência. Princípio da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Legislação infraconstitucional. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. A jurisprudência da Corte assentou que o direito à paridade dos servidores inativos com relação às gratificações de natureza 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR desempenho e atividade, a gratificação passou a ser paga de forma específica e com observância dos critérios previstos na legislação que a instituiu. Logo, considerando a data de ajuizamento da demanda, estão prescritas todas as eventuais diferenças a que a parte autora faria jus, que, conforme já explicitado acima, sequer foram objeto dessa demanda.” Impõe-se registrar, por relevante, no que concerne à própria controvérsia ora suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 770.316-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 782.248-AgR/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 793.819/PR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Recurso Extraordinário 554.672-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Gratificação de desempenho de atividade médico-pericial (GDAMP). Manutenção da pontuação após a adoção dos critérios de avaliação. Prequestionamento. Ausência. Princípio da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Legislação infraconstitucional. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. A jurisprudência da Corte assentou que o direito à paridade dos servidores inativos com relação às gratificações de natureza 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR ‘propter laborem’ ocorre somente até que sejam processados os resultados das primeiras avaliações de desempenho. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 881.868-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (Código de Processo Civil/15, art. 98, § 2...), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3... do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR ‘propter laborem’ ocorre somente até que sejam processados os resultados das primeiras avaliações de desempenho. 5. Agravo regimental não provido.” (ARE 881.868-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (Código de Processo Civil/15, art. 98, § 2...), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3... do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12426668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DARCY COSTA ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210416 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999.106 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DARCY COSTA ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210416 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999 . 106", "SÚMULA 279 / Supremo", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999 . 106", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "AI 165 . 054 / SP", "AI 174 . 473 / MG", "AI 182 . 811 / SP", "AI 188 . 762 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 236 . 333 / DF", "RTJ 132 / 455", "RTJ", "AI 120 . 933 - AgR / RS", "AI 125 . 492 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 999106 AGR /", "AI 165 . 054 / SP", "AI 174 . 473 / MG", "AI 182 . 811 / SP", "AI 188 . 762 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 236 . 333 / DF", "RTJ 132 / 455", "RTJ 141 / 980", "AI 120 . 933 - AgR / RS", "AI 125 . 492 - AgR /", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "AI 192 . 995 - AgR / PE", "AI 215 . 885 - AgR / SP", "AI 414 . 167", "/ RS", "Recurso Extraordinário 257 . 533 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 999106 AGR /", "AI 192 . 995 - AgR / PE", "AI 215 . 885 - AgR / SP", "AI 414 . 167 / RS", "Recurso Extraordinário 257 . 533 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "RTJ 189 / 336 - 337", "AI 427 . 186 - AgR / DF", "AI 447 . 774 - AgR / CE", "AI 161 . 396 - AgR / SP", "AI 192 . 995 - AgR / PE", "AI 307 . 711 / PA", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "RTJ 189 / 336 - 337", "AI 427 . 186 - AgR / DF", "AI 447 . 774 - AgR / CE", "AI 161 . 396 - AgR / SP", "AI 192 . 995 - AgR / PE", "AI 307 . 711 / PA", "Recurso Extraordinário 999106 AGR", "RTJ 144 / 962", "AI 153 . 310 - AgR / RS", "RTJ 189 / 336 - 337", "AI 339 . 607 / MG", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "RTJ 144 / 962", "AI 153 . 310 - AgR / RS", "RTJ 189 / 336 - 337", "AI 339 . 607", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "AI 770 . 316 - AgR / SP", "ARE 782 . 248 - AgR / PR", "ARE 793 . 819 / PR", "Recurso Extraordinário 554 . 672 - AgR / SP", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "AI 770 . 316 - AgR / SP", "ARE 782 . 248 - AgR / PR", "ARE 793 . 819 / PR", "Recurso Extraordinário 554 . 672 - AgR / SP", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "ARE 881 . 868 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 999106 AGR / PR", "ARE 881 . 868 - AgR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999 . 106", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 999 . 106" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 15 , ART . 85 , § 11", "ART . 85 , § § 2 . . . 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"Medida Provisória n 166", "Lei n 10 . 876 / 04", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 40 da Constituição", "art . 2 . . . da Emenda Constitucional n 41", "Medida Provisória no 166", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 da Constituição", "Emenda Constitucional n 41", "Emenda", "Medida Provisória no 166", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 5 . 275 / 04", "Instrução Normativa INSS / PRES n 116", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 5 . 275 / 04", "Instrução Normativa INSS / PRES n 116", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Código de Processo Civil / 15 , art . 98 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "§ §", "Código de Processo Civil / 15 , art . 98 , § 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO E OUTRO(S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Artigo 93, inciso IX, da CF/88. Violação. Não ocorrência. Concurso público. Candidato aprovado fora do número de vagas. Contratação de servidores temporários e terceirizados. Cargos efetivos vagos. Não comprovação. Preterição. Discussão. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Cerceamento de defesa. Produção de provas. Repercussão geral. Inexistência. Precedentes. 1. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente fundamentadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 2. A Corte de origem assentou que, não comprovada a existência de cargos efetivos vagos, a mera contratação de terceirizados não bastaria para a caracterização da preterição. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. O Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Agravo regimental não provido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413984. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão RE 971880 AGR / RS 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413984. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO E OUTRO(S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Newton Augusto Severo da Rosa interpôs tempestivo agravo regimental, em 10/6/16, contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. AUSÊNCIA DE CARGOS VAGOS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À NOMEAÇÃO. 1. Consoante entendimento do Egrégio STJ, os candidatos aprovados fora das vagas indicadas no edital não têm direito à nomeação, visto que, ainda que novas vagas surjam no período de validade do concurso - seja por força de lei, seja por força de vacância -, o seu preenchimento se insere na esfera de discricionariedade de que dispõe a Administração. Aos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de concurso público Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO E OUTRO(S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Newton Augusto Severo da Rosa interpôs tempestivo agravo regimental, em 10/6/16, contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. AUSÊNCIA DE CARGOS VAGOS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À NOMEAÇÃO. 1. Consoante entendimento do Egrégio STJ, os candidatos aprovados fora das vagas indicadas no edital não têm direito à nomeação, visto que, ainda que novas vagas surjam no período de validade do concurso - seja por força de lei, seja por força de vacância -, o seu preenchimento se insere na esfera de discricionariedade de que dispõe a Administração. Aos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de concurso público Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório RE 971880 AGR / RS assiste direito subjetivo à nomeação somente se, no prazo de validade do certame, suceder contratação precária para o exercício dos cargos vagos. 2. É indispensável à caracterização de preterição do autor, a comprovação de plano da positiva existência de vagas de caráter efetivo, a qual não se presume do mero fato da existência de contrato com terceirizados para o desempenho de idêntica atividade, conforme apontam precedentes das Cortes superiores.’ Opostos embargos de declaração, foram parcialmente providos em acórdão que recebeu a seguinte ementa: ‘EMBARGOS DECLARATÓRIOS. PREQUESTIONAMENTO. OMISSÃO. APRECIAÇÃO DO AGRAVO RETIDO. OCORRÊNCIA. SANEAMENTO. 1. No caso dos autos, de fato não houve apreciação do Agravo retido, o qual postula a dilação probatória. De acordo com os arts. 130 e 131 do CPC, o magistrado deve propiciar a produção das provas que considera necessárias à instrução do processo, de ofício ou a requerimento das partes, dispensando as diligências inúteis ou as que julgar desimportantes para o julgamento da lide, bem como apreciá-las livremente para a formação de seu convencimento. 2. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente, mas sim dos debates e decisões do Colegiado, emitindo juízo sobre o tema, fundado em razões bastantes a este desiderato’. Alega o recorrente violação dos artigos 5º, incisos XXXV e LV, 37, caput, inciso IV e § 6º, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS assiste direito subjetivo à nomeação somente se, no prazo de validade do certame, suceder contratação precária para o exercício dos cargos vagos. 2. É indispensável à caracterização de preterição do autor, a comprovação de plano da positiva existência de vagas de caráter efetivo, a qual não se presume do mero fato da existência de contrato com terceirizados para o desempenho de idêntica atividade, conforme apontam precedentes das Cortes superiores.’ Opostos embargos de declaração, foram parcialmente providos em acórdão que recebeu a seguinte ementa: ‘EMBARGOS DECLARATÓRIOS. PREQUESTIONAMENTO. OMISSÃO. APRECIAÇÃO DO AGRAVO RETIDO. OCORRÊNCIA. SANEAMENTO. 1. No caso dos autos, de fato não houve apreciação do Agravo retido, o qual postula a dilação probatória. De acordo com os arts. 130 e 131 do CPC, o magistrado deve propiciar a produção das provas que considera necessárias à instrução do processo, de ofício ou a requerimento das partes, dispensando as diligências inúteis ou as que julgar desimportantes para o julgamento da lide, bem como apreciá-las livremente para a formação de seu convencimento. 2. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente, mas sim dos debates e decisões do Colegiado, emitindo juízo sobre o tema, fundado em razões bastantes a este desiderato’. Alega o recorrente violação dos artigos 5º, incisos XXXV e LV, 37, caput, inciso IV e § 6º, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório RE 971880 AGR / RS Constituição, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). No mais, conforme bem fixado pela Primeira Turma desse Supremo Tribunal Federal no julgamento do RMS 29.915/DF- AgR, de minha relatoria, a preterição de candidatos aprovados em concurso público fora das vagas ofertadas no edital em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS Constituição, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). No mais, conforme bem fixado pela Primeira Turma desse Supremo Tribunal Federal no julgamento do RMS 29.915/DF- AgR, de minha relatoria, a preterição de candidatos aprovados em concurso público fora das vagas ofertadas no edital em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Relatório RE 971880 AGR / RS decorrência da contratação de servidores temporários ou empregados terceirizados somente se caracterizaria quando comprovada a existência de cargos efetivos vagos. Desse julgado, destaco a seguinte fundamentação de meu voto: ‘Irretocáveis as razões de decidir, no sentido de que: ‘É posição pacífica desta Suprema Corte que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago, para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. Aqui, friso a condição sine qua non de existência de cargo efetivo vago, devidamente comprovado. Ressalto que o direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente, surge quando comprovada a existência de vaga de exercício efetivo e constatada a contratação e terceirização das respectivas atribuições. Nesse sentido, entende-se que a contratação de terceiros, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, implicando preterição ao direito do candidato aprovado no concurso público. (…) No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso. Pelo contrário, os documentos demonstram que as 3 (três) vagas existentes foram devidamente preenchidas por aprovados naquele certame. E, ainda durante a vigência, houve criação de mais 1 (uma) vaga, a qual foi preenchida pela 4ª (quarta) colocada no referido concurso. Consigno que através dos e-mails e documentos que informam a existência de convênios 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS decorrência da contratação de servidores temporários ou empregados terceirizados somente se caracterizaria quando comprovada a existência de cargos efetivos vagos. Desse julgado, destaco a seguinte fundamentação de meu voto: ‘Irretocáveis as razões de decidir, no sentido de que: ‘É posição pacífica desta Suprema Corte que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago, para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. Aqui, friso a condição sine qua non de existência de cargo efetivo vago, devidamente comprovado. Ressalto que o direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente, surge quando comprovada a existência de vaga de exercício efetivo e constatada a contratação e terceirização das respectivas atribuições. Nesse sentido, entende-se que a contratação de terceiros, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, implicando preterição ao direito do candidato aprovado no concurso público. (…) No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso. Pelo contrário, os documentos demonstram que as 3 (três) vagas existentes foram devidamente preenchidas por aprovados naquele certame. E, ainda durante a vigência, houve criação de mais 1 (uma) vaga, a qual foi preenchida pela 4ª (quarta) colocada no referido concurso. Consigno que através dos e-mails e documentos que informam a existência de convênios 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Relatório RE 971880 AGR / RS para a contratação de pessoal terceirizado, não é possível se aferir o real interesse público, sendo necessária dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Portanto, deixo claro que a via mandamental não é a via apropriada para discussão acerca de dilação probatória.’ As referidas razões de decidir se harmonizam, assim, com a jurisprudência desta Corte. Além disso, no próprio precedente citado pelo agravante, RE 474.140/DF, verifica-se que, apesar de a existência de termo de cooperação entre a União e Município comprovar a contratação de funcionários terceirizados e o interesse público na contratação, ficou evidenciado que, naquele caso, se fazia presente a existência de vagas efetivas, conforme se depreende das partes do julgado abaixo colacionadas: ‘Ademais, a tese do acórdão recorrido encontra amparo na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Com efeito, entende-se que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago , para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente à preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. (…) não se discutiu, nos presentes autos, o caráter do certame, se nacional ou regional, mas sim a preterição do candidato aprovado para aquela localidade que, apesar de contratado temporariamente (donde exsurge o interesse da Administração e a necessidade do serviço) deixou de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS para a contratação de pessoal terceirizado, não é possível se aferir o real interesse público, sendo necessária dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Portanto, deixo claro que a via mandamental não é a via apropriada para discussão acerca de dilação probatória.’ As referidas razões de decidir se harmonizam, assim, com a jurisprudência desta Corte. Além disso, no próprio precedente citado pelo agravante, RE 474.140/DF, verifica-se que, apesar de a existência de termo de cooperação entre a União e Município comprovar a contratação de funcionários terceirizados e o interesse público na contratação, ficou evidenciado que, naquele caso, se fazia presente a existência de vagas efetivas, conforme se depreende das partes do julgado abaixo colacionadas: ‘Ademais, a tese do acórdão recorrido encontra amparo na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Com efeito, entende-se que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago , para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente à preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. (…) não se discutiu, nos presentes autos, o caráter do certame, se nacional ou regional, mas sim a preterição do candidato aprovado para aquela localidade que, apesar de contratado temporariamente (donde exsurge o interesse da Administração e a necessidade do serviço) deixou de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Relatório RE 971880 AGR / RS ser nomeado. O Superior Tribunal de Justiça utilizou como premissa de julgamento a efetiva existência de contrato temporário firmado entre o impetrante e a recorrida para a prestação de serviço naquela localidade específica, bem como a existência de vaga e a aprovação do candidato no Curso de formação. Sendo assim, para ultrapassar esse entendimento, seria necessário o reexame dos fatos e das provas (RE 474.140/DF, Relator o Ministro Dias Toffoli , DJe-113, de 22/6/10). Por sua vez, no presente caso, não se discute a presença de funcionários contratados temporariamente para exercer as mesmas funções que servidor efetivo; o que se põe em dúvida é a existência, ou não, de vagas efetivas . E isso, de acordo com as provas dos autos, o recorrente não conseguiu demonstrar. Nesse sentido, esclarecedor é o trecho do voto-vista proferido pelo Ministro Jorge Mussi no julgamento do presente mandamus pelo Superior Tribunal de Justiça, em concordância com o voto do Relator: ‘Entretanto, o caso em exame apresenta peculiaridade que impede o reconhecimento do direito líquido e certo defendido, qual seja, o impetrante foi aprovado fora do número de vagas oferecidas no certame e não logrou demonstrar, na via estreita do mandado de segurança, a existência de cargo vago . Nesses casos, a existência de contratação temporária, por si só, não tem o condão de demonstrar a existência de vaga a ser preenchida por aprovado em concurso público. Acentua-se que a criação de cargos, bem como a admissão e contratação de pessoal, a qualquer 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS ser nomeado. O Superior Tribunal de Justiça utilizou como premissa de julgamento a efetiva existência de contrato temporário firmado entre o impetrante e a recorrida para a prestação de serviço naquela localidade específica, bem como a existência de vaga e a aprovação do candidato no Curso de formação. Sendo assim, para ultrapassar esse entendimento, seria necessário o reexame dos fatos e das provas (RE 474.140/DF, Relator o Ministro Dias Toffoli , DJe-113, de 22/6/10). Por sua vez, no presente caso, não se discute a presença de funcionários contratados temporariamente para exercer as mesmas funções que servidor efetivo; o que se põe em dúvida é a existência, ou não, de vagas efetivas . E isso, de acordo com as provas dos autos, o recorrente não conseguiu demonstrar. Nesse sentido, esclarecedor é o trecho do voto-vista proferido pelo Ministro Jorge Mussi no julgamento do presente mandamus pelo Superior Tribunal de Justiça, em concordância com o voto do Relator: ‘Entretanto, o caso em exame apresenta peculiaridade que impede o reconhecimento do direito líquido e certo defendido, qual seja, o impetrante foi aprovado fora do número de vagas oferecidas no certame e não logrou demonstrar, na via estreita do mandado de segurança, a existência de cargo vago . Nesses casos, a existência de contratação temporária, por si só, não tem o condão de demonstrar a existência de vaga a ser preenchida por aprovado em concurso público. Acentua-se que a criação de cargos, bem como a admissão e contratação de pessoal, a qualquer 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Relatório RE 971880 AGR / RS título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, somente se dará por meio de lei , conforme o disposto nos arts. 37, I; 48, X; e 61, § 1º, II, d, da Constituição Federal. Por isso, não pode o Poder Judiciário determinar a nomeação do impetrante sem que exista a comprovação de que existe cargo vago a ser preenchido’ (grifos meus). Nesse sentido, é farta a jurisprudência desta Corte, já colacionada no juízo monocrático: ‘1. Concurso público: terceirização da vaga: preterição de candidatos aprovados: direito à nomeação: uma vez comprovada a existência da vaga , sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279’ (AI nº 440.895/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). ‘Recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. 2. Acórdão que negou provimento à apelação, assentando a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados em concurso para provimento de cargo de Professor Assistente. 3. Criação de dois cargos de Professor Assistente no Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito, quando se encontrava em pleno curso o tempo de eficácia do concurso público. Ocorrência de contratação de professores e renovação de contrato. 4. Precedente da Turma no RE 192.569-PI, em que se assegurou a nomeação de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, somente se dará por meio de lei , conforme o disposto nos arts. 37, I; 48, X; e 61, § 1º, II, d, da Constituição Federal. Por isso, não pode o Poder Judiciário determinar a nomeação do impetrante sem que exista a comprovação de que existe cargo vago a ser preenchido’ (grifos meus). Nesse sentido, é farta a jurisprudência desta Corte, já colacionada no juízo monocrático: ‘1. Concurso público: terceirização da vaga: preterição de candidatos aprovados: direito à nomeação: uma vez comprovada a existência da vaga , sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279’ (AI nº 440.895/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). ‘Recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. 2. Acórdão que negou provimento à apelação, assentando a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados em concurso para provimento de cargo de Professor Assistente. 3. Criação de dois cargos de Professor Assistente no Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito, quando se encontrava em pleno curso o tempo de eficácia do concurso público. Ocorrência de contratação de professores e renovação de contrato. 4. Precedente da Turma no RE 192.569-PI, em que se assegurou a nomeação de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Relatório RE 971880 AGR / RS concursados, eis que existentes vagas e necessidade de pessoal. 5. Constituição, art. 37, IV. Prequestionamento verificado. 6. Recurso extraordinário conhecido e provido’ (RE nº 273.605/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Néri da Silveira , DJ de 28/6/02). Confira-se, ainda, trecho da ementa de recente decisão proferida pelo Ministro Luiz Fux, no RE 614.438/ES: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA. ARTIGO 323, § 1º, DO RISTF. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS APROVADOS. CONTRATAÇÃO DE TEMPORÁRIOS. PRETERIÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DESTA CORTE. (...) 2. A ocupação precária, por comissão, terceirização, ou contratação temporária, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago , para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente à preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal (AI n. 776.070- AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe de 22.03.11). (Precedentes: RE n. 555.141-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de 24.2.11; AI n. 777.644-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJe de 14.05.10; SS n. 4.196-AgR, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS concursados, eis que existentes vagas e necessidade de pessoal. 5. Constituição, art. 37, IV. Prequestionamento verificado. 6. Recurso extraordinário conhecido e provido’ (RE nº 273.605/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Néri da Silveira , DJ de 28/6/02). Confira-se, ainda, trecho da ementa de recente decisão proferida pelo Ministro Luiz Fux, no RE 614.438/ES: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA. ARTIGO 323, § 1º, DO RISTF. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS APROVADOS. CONTRATAÇÃO DE TEMPORÁRIOS. PRETERIÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DESTA CORTE. (...) 2. A ocupação precária, por comissão, terceirização, ou contratação temporária, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago , para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente à preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal (AI n. 776.070- AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe de 22.03.11). (Precedentes: RE n. 555.141-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de 24.2.11; AI n. 777.644-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJe de 14.05.10; SS n. 4.196-AgR, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Relatório RE 971880 AGR / RS Relator o Ministro Cezar Peluso, Pleno, DJe de 27.8.10; AI n. 684.518-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJe de 29.5.09; AI n. 440.895-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ de 20.10.06; RE n. 273.605, Relator o Ministro Néri da Silveira, 2ª Turma, DJ de 28.6.02, entre outros)’. Não comprovada, no caso, a existência de cargos de provimento efetivo vagos, conclui-se que o impetrante não logrou demonstrar a violação a direito líquido e certo a ser amparado por meio da presente impetração’. Ao rejeitar os embargos declaratórios opostos contra esse acórdão, essa orientação foi reafirmada expressamente, consignando-se nesse acórdão que: ‘(...) Não é demais ressaltar, por outro lado, que, conforme exposto na decisão embargada, para se considerar a ilegalidade da contratação de funcionários terceirizados, em detrimento de candidatos aprovados em concurso público - mesmo fora do número de vagas previstas no Edital -, é necessário se comprovar a existência de vagas efetivas , criadas por lei, o que não ocorreu no caso em questão’. No caso dos autos, entretanto, os acórdão proferidos pela Corte de origem assentaram expressamente que o autor não comprovou a existência de cargos efetivos vagos, sendo insuficiente para a caracterização da alegada preterição, conforme já mencionado, a mera comprovação de contratação de servidores terceirizados. Nessa hipótese, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal regional seria necessário o reexame do conjunto fático-probatórtio dos autos, o que foge do campo do recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. A propósito: 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS Relator o Ministro Cezar Peluso, Pleno, DJe de 27.8.10; AI n. 684.518-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJe de 29.5.09; AI n. 440.895-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ de 20.10.06; RE n. 273.605, Relator o Ministro Néri da Silveira, 2ª Turma, DJ de 28.6.02, entre outros)’. Não comprovada, no caso, a existência de cargos de provimento efetivo vagos, conclui-se que o impetrante não logrou demonstrar a violação a direito líquido e certo a ser amparado por meio da presente impetração’. Ao rejeitar os embargos declaratórios opostos contra esse acórdão, essa orientação foi reafirmada expressamente, consignando-se nesse acórdão que: ‘(...) Não é demais ressaltar, por outro lado, que, conforme exposto na decisão embargada, para se considerar a ilegalidade da contratação de funcionários terceirizados, em detrimento de candidatos aprovados em concurso público - mesmo fora do número de vagas previstas no Edital -, é necessário se comprovar a existência de vagas efetivas , criadas por lei, o que não ocorreu no caso em questão’. No caso dos autos, entretanto, os acórdão proferidos pela Corte de origem assentaram expressamente que o autor não comprovou a existência de cargos efetivos vagos, sendo insuficiente para a caracterização da alegada preterição, conforme já mencionado, a mera comprovação de contratação de servidores terceirizados. Nessa hipótese, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal regional seria necessário o reexame do conjunto fático-probatórtio dos autos, o que foge do campo do recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. A propósito: 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Relatório RE 971880 AGR / RS ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Concurso público. Concurso de remoção. Preterição de candidato. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como por meio da análise dos critérios que nortearam a remoção de servidor já em exercício no cargo, concluiu que não houve preterição no provimento do cargo referente ao concurso do qual participou o ora agravante. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático- probatório da causa e para a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (RE nº 692.545/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 28/11/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. NÚMERO LIMITADO DE VAGAS. CANDIDATOS APROVADOS FORA DO NÚMERO DE VAGAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise prévia da legislação infraconstitucional e das normas editalícias e, ainda, do reexame de provas (Súmula n. 279). Ofensa constitucional indireta. 2. Inadmissibilidade de inovação de fundamento no agravo regimental. Precedentes’ (AI 598.675/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Concurso público. Concurso de remoção. Preterição de candidato. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como por meio da análise dos critérios que nortearam a remoção de servidor já em exercício no cargo, concluiu que não houve preterição no provimento do cargo referente ao concurso do qual participou o ora agravante. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático- probatório da causa e para a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (RE nº 692.545/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 28/11/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. NÚMERO LIMITADO DE VAGAS. CANDIDATOS APROVADOS FORA DO NÚMERO DE VAGAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise prévia da legislação infraconstitucional e das normas editalícias e, ainda, do reexame de provas (Súmula n. 279). Ofensa constitucional indireta. 2. Inadmissibilidade de inovação de fundamento no agravo regimental. Precedentes’ (AI 598.675/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Relatório RE 971880 AGR / RS Insiste o agravante na alegação de que teria havido negativa de prestação jurisdicional, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, em sede de embargos declaratórios, teria deixado de apreciar aspectos importantes para o deslinde da controvérsia. No tocante à violação do art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal, aduz que: “(...) a discussão dos autos não é exatamente quanto ao indeferimento de prova, mas sim quanto à reviravolta de entendimento praticado pelo julgador de primeiro grau, que, num primeiro momento considerou suficiente a prova, e por isso indeferiu o pedido de dilação probatória do agravante, para, ao depois, em sentença, julgar improcedente o feito por carência de prova da preterição!”. Sustenta, ainda, que a análise do acórdão recorrido não importa em reexame de fatos e provas, estando suficientemente demonstrada a preterição do agravante. Argumenta, in verbis, que “[a]s razões apresentadas no recurso extraordinário são claras ao demonstrar que o Tribunal a quo não conferiu a correta interpretação ao conteúdo dos autos. A análise unicamente das decisões proferidas e dos argumentos apresentados pelo ora agravante tornam perfeitamente possível a compreensão da matéria e seu entendimento como questão exclusivamente de direito”. Intimado o agravado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, pois entende que está alicerçada em firme jurisprudência desta Suprema Corte, tendo sido enfrentados todos os temas de forma fundamentada e conclusiva. É o relatório. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS Insiste o agravante na alegação de que teria havido negativa de prestação jurisdicional, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, em sede de embargos declaratórios, teria deixado de apreciar aspectos importantes para o deslinde da controvérsia. No tocante à violação do art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal, aduz que: “(...) a discussão dos autos não é exatamente quanto ao indeferimento de prova, mas sim quanto à reviravolta de entendimento praticado pelo julgador de primeiro grau, que, num primeiro momento considerou suficiente a prova, e por isso indeferiu o pedido de dilação probatória do agravante, para, ao depois, em sentença, julgar improcedente o feito por carência de prova da preterição!”. Sustenta, ainda, que a análise do acórdão recorrido não importa em reexame de fatos e provas, estando suficientemente demonstrada a preterição do agravante. Argumenta, in verbis, que “[a]s razões apresentadas no recurso extraordinário são claras ao demonstrar que o Tribunal a quo não conferiu a correta interpretação ao conteúdo dos autos. A análise unicamente das decisões proferidas e dos argumentos apresentados pelo ora agravante tornam perfeitamente possível a compreensão da matéria e seu entendimento como questão exclusivamente de direito”. Intimado o agravado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, pois entende que está alicerçada em firme jurisprudência desta Suprema Corte, tendo sido enfrentados todos os temas de forma fundamentada e conclusiva. É o relatório. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, conforme exposto na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Registre-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI nº 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 - Tema 339. Ademais, extrai-se do acórdão recorrido: “Conforme salientado pela magistrada, o candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas do edital só terá a sua expectativa de direito à nomeação convolada em direito subjetivo, se comprovada a sua preterição na ordem de convocação, de forma direta ou indireta, exigindo-se, neste último caso, a demonstração não apenas de que houve a contratação em caráter precário de um terceiro para o exercício da função, mas também de que existe vaga não preenchida nos quadros da Administração. É cediço que, durante o prazo de validade do concurso, o candidato aprovado deve ser convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir o cargo, forte no art. 37, IV, da Constituição Federal e art. 12, § 2º da Lei nº 8.112. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, conforme exposto na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Registre-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI nº 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 - Tema 339. Ademais, extrai-se do acórdão recorrido: “Conforme salientado pela magistrada, o candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas do edital só terá a sua expectativa de direito à nomeação convolada em direito subjetivo, se comprovada a sua preterição na ordem de convocação, de forma direta ou indireta, exigindo-se, neste último caso, a demonstração não apenas de que houve a contratação em caráter precário de um terceiro para o exercício da função, mas também de que existe vaga não preenchida nos quadros da Administração. É cediço que, durante o prazo de validade do concurso, o candidato aprovado deve ser convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir o cargo, forte no art. 37, IV, da Constituição Federal e art. 12, § 2º da Lei nº 8.112. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 971880 AGR / RS Todavia, consoante entendimento do Egrégio STJ, os candidatos aprovados fora das vagas indicadas no edital não têm direito líquido e certo à nomeação, visto que, ainda que novas vagas surjam no período de validade do concurso - seja por força de lei, seja por força de vacância -, o seu preenchimento se insere na esfera de discricionariedade de que dispõe a Administração. Nesse sentido: (…) Assim, aos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de concurso público não assiste direito subjetivo à nomeação. Apenas excepcionalmente, nos casos em que, no prazo de validade do certame, suceder contratação precária para o exercício dos cargos vagos. No caso em tela, foram oferecidas 10 vagas para o Estado do Rio Grande do Sul (Evento 1 - EDITAL3). Posteriormente, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da Portaria nº 82/2007, autorizou a nomeação de mais 50% do número total das vagas anteriormente oferecidas, o que ensejou a viabilidade de contratação de mais 5 (cinco) Analistas de Infra-Estrutura de Transportes no DNIT/RS. Em virtude da criação de tais vagas, acabaram sendo nomeados, no total, 23 aprovados, em virtude da desistência ou não comparecimento para posse de alguns classificados em posições precedentes, conforme se extrai das Portarias anexadas pelo DNIT (Evento 20). A classificação do autor, contudo, foi a 25ª. Assim, é indispensável à caracterização de tal preterição do autor, a comprovação de plano da positiva existência de vagas de caráter efetivo, a qual não se presume do mero fato da existência de contrato com terceirizados para o desempenho de idêntica atividade, conforme o particularmente explicitado por recente pronunciamento do Supremo Tribunal Federal no julgamento do RMS 29915-AgR (Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 25/09/2012), cujo acórdão e elucidativo trecho do voto condutor transcrevo a seguir: (…) No caso em questão, não ficou comprovada, nos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS Todavia, consoante entendimento do Egrégio STJ, os candidatos aprovados fora das vagas indicadas no edital não têm direito líquido e certo à nomeação, visto que, ainda que novas vagas surjam no período de validade do concurso - seja por força de lei, seja por força de vacância -, o seu preenchimento se insere na esfera de discricionariedade de que dispõe a Administração. Nesse sentido: (…) Assim, aos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de concurso público não assiste direito subjetivo à nomeação. Apenas excepcionalmente, nos casos em que, no prazo de validade do certame, suceder contratação precária para o exercício dos cargos vagos. No caso em tela, foram oferecidas 10 vagas para o Estado do Rio Grande do Sul (Evento 1 - EDITAL3). Posteriormente, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da Portaria nº 82/2007, autorizou a nomeação de mais 50% do número total das vagas anteriormente oferecidas, o que ensejou a viabilidade de contratação de mais 5 (cinco) Analistas de Infra-Estrutura de Transportes no DNIT/RS. Em virtude da criação de tais vagas, acabaram sendo nomeados, no total, 23 aprovados, em virtude da desistência ou não comparecimento para posse de alguns classificados em posições precedentes, conforme se extrai das Portarias anexadas pelo DNIT (Evento 20). A classificação do autor, contudo, foi a 25ª. Assim, é indispensável à caracterização de tal preterição do autor, a comprovação de plano da positiva existência de vagas de caráter efetivo, a qual não se presume do mero fato da existência de contrato com terceirizados para o desempenho de idêntica atividade, conforme o particularmente explicitado por recente pronunciamento do Supremo Tribunal Federal no julgamento do RMS 29915-AgR (Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 25/09/2012), cujo acórdão e elucidativo trecho do voto condutor transcrevo a seguir: (…) No caso em questão, não ficou comprovada, nos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 971880 AGR / RS documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso.” Verifica-se que a Corte de origem assentou a não ocorrência de preterição do agravante, haja vista que não teria ficado comprovada a existência de vagas efetivas. Assentou, ainda, que não se presume a existência de vagas efetivas pelo mero fato de existirem contratos da Administração Pública com terceirizados, de acordo com entendimento desta Suprema Corte. Nessa conformidade, para divergir da conclusão adotada pela Tribunal de origem no sentido da existência de vagas e da preterição do agravante seria necessário reexaminar os fatos e as provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anotem-se os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VAGAS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 812.169/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1º/9/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE HOMOLOGAÇÃO DE SELEÇÃO PÚBLICA. PRETERIÇÃO ASSENTADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. Hipótese em que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seriam necessários o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso.” Verifica-se que a Corte de origem assentou a não ocorrência de preterição do agravante, haja vista que não teria ficado comprovada a existência de vagas efetivas. Assentou, ainda, que não se presume a existência de vagas efetivas pelo mero fato de existirem contratos da Administração Pública com terceirizados, de acordo com entendimento desta Suprema Corte. Nessa conformidade, para divergir da conclusão adotada pela Tribunal de origem no sentido da existência de vagas e da preterição do agravante seria necessário reexaminar os fatos e as provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anotem-se os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VAGAS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 812.169/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1º/9/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE HOMOLOGAÇÃO DE SELEÇÃO PÚBLICA. PRETERIÇÃO ASSENTADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. Hipótese em que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seriam necessários o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 971880 AGR / RS Incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. A decisão do Tribunal de origem está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 603.336/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 22/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOVAS VAGAS CRIADAS POR LEI NA VIGÊNCIA DE CONCURSO VÁLIDO. CANDIDATO APROVADO FORA DO NÚMERO DE VAGAS DO EDITAL. PRETERIÇÃO NÃO CARACTERIZADA. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. A preterição do candidato em concurso público, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula 279/STF que dispõe, verbis: ’Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A jurisprudência do STF já firmou entendimento no sentido de que tem direito subjetivo à nomeação o candidato aprovado dentro das vagas previstas no edital do concurso público a que se submeteu. Nestes casos, a Administração tem um dever de nomeação, salvo situações excepcionalíssimas plenamente justificadas. Contudo, a criação de novas vagas durante o prazo de validade de concurso não gera, automaticamente, direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas do edital, salvo se comprovados arbítrios ou preterições. Precedentes” (ARE nº 757.978/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/4/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS Incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. A decisão do Tribunal de origem está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 603.336/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 22/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOVAS VAGAS CRIADAS POR LEI NA VIGÊNCIA DE CONCURSO VÁLIDO. CANDIDATO APROVADO FORA DO NÚMERO DE VAGAS DO EDITAL. PRETERIÇÃO NÃO CARACTERIZADA. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. A preterição do candidato em concurso público, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula 279/STF que dispõe, verbis: ’Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A jurisprudência do STF já firmou entendimento no sentido de que tem direito subjetivo à nomeação o candidato aprovado dentro das vagas previstas no edital do concurso público a que se submeteu. Nestes casos, a Administração tem um dever de nomeação, salvo situações excepcionalíssimas plenamente justificadas. Contudo, a criação de novas vagas durante o prazo de validade de concurso não gera, automaticamente, direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas do edital, salvo se comprovados arbítrios ou preterições. Precedentes” (ARE nº 757.978/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/4/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 971880 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 777.644/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/5/10) Por fim, no tocante ao indeferimento de produção de provas, colhe- se do voto condutor do acórdão proferido em sede de embargos de declaração, no qual se negou provimento ao agravo retido interposto pelo agravante: “De acordo com os arts. 130 e 131 do CPC, o magistrado deve propiciar a produção das provas que considera necessárias à instrução do processo, de ofício ou a requerimento das partes, dispensando as diligências inúteis ou as que julgar desimportantes para o julgamento da lide, bem como apreciá- las livremente para a formação de seu convencimento. Com efeito, a produção de provas visa à formação do juízo de convicção do julgador. No caso, entendeu o Juízo a quo, ao prolatar a sentença, desnecessária a produção de depoimento e de prova testemunhal para o deslinde da questão, considerando as provas constantes nos autos suficientes para o julgamento do feito. (…) Portanto, o juiz, guiado pelo princípio do livre convencimento insculpido no artigo 131 do Código de Processo Civil, tem ampla liberdade para autorizar ou negar a realização de uma determinada prova, porquanto, sendo o destinatário final desta, somente a ele compete analisar a conveniência e 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 777.644/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/5/10) Por fim, no tocante ao indeferimento de produção de provas, colhe- se do voto condutor do acórdão proferido em sede de embargos de declaração, no qual se negou provimento ao agravo retido interposto pelo agravante: “De acordo com os arts. 130 e 131 do CPC, o magistrado deve propiciar a produção das provas que considera necessárias à instrução do processo, de ofício ou a requerimento das partes, dispensando as diligências inúteis ou as que julgar desimportantes para o julgamento da lide, bem como apreciá- las livremente para a formação de seu convencimento. Com efeito, a produção de provas visa à formação do juízo de convicção do julgador. No caso, entendeu o Juízo a quo, ao prolatar a sentença, desnecessária a produção de depoimento e de prova testemunhal para o deslinde da questão, considerando as provas constantes nos autos suficientes para o julgamento do feito. (…) Portanto, o juiz, guiado pelo princípio do livre convencimento insculpido no artigo 131 do Código de Processo Civil, tem ampla liberdade para autorizar ou negar a realização de uma determinada prova, porquanto, sendo o destinatário final desta, somente a ele compete analisar a conveniência e 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 971880 AGR / RS necessidade da sua produção. Assim, em princípio, se o julgador considera que há elementos probatórios nos autos suficientes para a formação da sua convicção, não há que se falar em cerceamento do direito de defesa pela não confecção de alguma prova. Cerceamento de defesa só haverá em situações excepcionais, se ficar evidenciado de forma cabal, pelas circunstâncias peculiares do caso concreto, que a prova indeferida pelo juízo era absolutamente imprescindível para a solução do litígio. Não é esta, porém, a hipótese vertente, considerando que a matéria posta em causa é passível de resolução pela prova documental produzida.” Destarte, o Tribunal de origem indeferiu a realização de depoimento e prova testemunhal por considerá-las desnecessárias ao deslinde do feito, uma vez que os documentos acostados aos autos seriam suficientes para tal. Assim, aplica-se ao caso o entendimento firmado por esta Corte no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, quando ela concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, anote-se: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS NO PROCESSO JUDICIAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS necessidade da sua produção. Assim, em princípio, se o julgador considera que há elementos probatórios nos autos suficientes para a formação da sua convicção, não há que se falar em cerceamento do direito de defesa pela não confecção de alguma prova. Cerceamento de defesa só haverá em situações excepcionais, se ficar evidenciado de forma cabal, pelas circunstâncias peculiares do caso concreto, que a prova indeferida pelo juízo era absolutamente imprescindível para a solução do litígio. Não é esta, porém, a hipótese vertente, considerando que a matéria posta em causa é passível de resolução pela prova documental produzida.” Destarte, o Tribunal de origem indeferiu a realização de depoimento e prova testemunhal por considerá-las desnecessárias ao deslinde do feito, uma vez que os documentos acostados aos autos seriam suficientes para tal. Assim, aplica-se ao caso o entendimento firmado por esta Corte no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, quando ela concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, anote-se: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS NO PROCESSO JUDICIAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 971880 AGR / RS GERAL REJEITADA NO ARE 639.228 (REL. MIN. CEZAR PELUSO, TEMA 424). VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 688.986/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 5/10/15). “DIREITO CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. DANO MORAL. PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Supremo Tribunal Federal já decidiu pela ausência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660). 2. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228 RG, Rel. Min. Cezar Peluso (Tema 424). 3. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 860.579/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 6/5/15) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. TV A CABO. COBRANÇA DE PONTO ADICIONAL. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS GERAL REJEITADA NO ARE 639.228 (REL. MIN. CEZAR PELUSO, TEMA 424). VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 688.986/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 5/10/15). “DIREITO CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. DANO MORAL. PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Supremo Tribunal Federal já decidiu pela ausência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660). 2. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228 RG, Rel. Min. Cezar Peluso (Tema 424). 3. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 860.579/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 6/5/15) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. TV A CABO. COBRANÇA DE PONTO ADICIONAL. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 971880 AGR / RS INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 639.228-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 639.228, da Relatoria do Min. Cezar Peluso. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO ADESIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. 1. AGRAVO RETIDO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE nº 844.933/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/12/14). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Processual Civil e Administrativo. Servidor público estadual. Pagamento de quintos incorporados. Recusa da Administração com base em limites orçamentários. 3. Direito ao recebimento da vantagem. Valores atualizados. Legislação estadual nº 68/92. Inaplicabilidade dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/00). Necessidade de revolvimento da legislação local. Súmula 280. 4. Alegação de fundamentação deficiente. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Tema 339. 5. Produção judicial de provas. Contraditório e ampla defesa. Precedente: ARE-RG 639.228, Tema 424. 6. Estabilidade financeira. Constitucionalidade. Precedente: ADI 1.264. 7. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 785.431/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 7/11/14). Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 639.228-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 639.228, da Relatoria do Min. Cezar Peluso. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO ADESIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. 1. AGRAVO RETIDO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE nº 844.933/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/12/14). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Processual Civil e Administrativo. Servidor público estadual. Pagamento de quintos incorporados. Recusa da Administração com base em limites orçamentários. 3. Direito ao recebimento da vantagem. Valores atualizados. Legislação estadual nº 68/92. Inaplicabilidade dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/00). Necessidade de revolvimento da legislação local. Súmula 280. 4. Alegação de fundamentação deficiente. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Tema 339. 5. Produção judicial de provas. Contraditório e ampla defesa. Precedente: ARE-RG 639.228, Tema 424. 6. Estabilidade financeira. Constitucionalidade. Precedente: ADI 1.264. 7. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 785.431/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 7/11/14). Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 971880 AGR / RS Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal RE 971880 AGR / RS Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA ADV.(A/S) : PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO E OUTRO(S) (RS024372/) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210387 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA ADV.(A/S) : PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO E OUTRO(S) (RS024372/) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210387 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12424847
2016-12-09T00:00:00
2017-02-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Artigo 93, inciso IX, da CF/88. Violação. Não ocorrência. Concurso público. Candidato aprovado fora do número de vagas. Contratação de servidores temporários e terceirizados. Cargos efetivos vagos. Não comprovação. Preterição. Discussão. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Cerceamento de defesa. Produção de provas. Repercussão geral. Inexistência. Precedentes. 1. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente fundamentadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 2. A Corte de origem assentou que, não comprovada a existência de cargos efetivos vagos, a mera contratação de terceirizados não bastaria para a caracterização da preterição. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. O Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Agravo regimental não provido. 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.
sjur363326
- Acórdão(s) citado(s): (INDEFERIMENTO, PRODUÇÃO DE PROVA, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 639228 RG, RE 785431 AgR (2ªT), ARE 844933 AgR (1ªT), ARE 860579 AgR (1ªT), ARE 688986 AgR (2ªT). (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. (CONCURSO PÚBLICO, PRETERIÇÃO DE CANDIDATO, REEXAME, FATO, PROVA) AI 777644 AgR (2ªT), RE 603336 AgR (1ªT), ARE 757978 AgR (1ªT), ARE 812169 AgR (2ªT). Número de páginas: 23. Análise: 02/03/2017, JSF.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
971880
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 971880 AgR
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AGTE.(S) : NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA ADV.(A/S) : PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO E OUTRO(S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO E OUTRO(S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988/88. Violação. Não ocorrência. Concurso público. Candidato aprovado fora do número de vagas. Contratação de servidores temporários e terceirizados. Cargos efetivos vagos. Não comprovação. Preterição. Discussão. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Cerceamento de defesa. Produção de provas. Repercussão geral. Inexistência. Precedentes. 1. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente fundamentadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 2. A Corte de origem assentou que, não comprovada a existência de cargos efetivos vagos, a mera contratação de terceirizados não bastaria para a caracterização da preterição. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. O Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Agravo regimental não provido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413984. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413984. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO E OUTRO(S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Newton Augusto Severo da Rosa interpôs tempestivo agravo regimental, em 10/6/16, contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. AUSÊNCIA DE CARGOS VAGOS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À NOMEAÇÃO. 1. Consoante entendimento do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, os candidatos aprovados fora das vagas indicadas no edital não têm direito à nomeação, visto que, ainda que novas vagas surjam no período de validade do concurso - seja por força de lei, seja por força de vacância -, o seu preenchimento se insere na esfera de discricionariedade de que dispõe a Administração. Aos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de concurso público Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA ADV.(A/S) :PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO E OUTRO(S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Newton Augusto Severo da Rosa interpôs tempestivo agravo regimental, em 10/6/16, contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. AUSÊNCIA DE CARGOS VAGOS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À NOMEAÇÃO. 1. Consoante entendimento do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, os candidatos aprovados fora das vagas indicadas no edital não têm direito à nomeação, visto que, ainda que novas vagas surjam no período de validade do concurso - seja por força de lei, seja por força de vacância -, o seu preenchimento se insere na esfera de discricionariedade de que dispõe a Administração. Aos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de concurso público Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS assiste direito subjetivo à nomeação somente se, no prazo de validade do certame, suceder contratação precária para o exercício dos cargos vagos. 2. É indispensável à caracterização de preterição do autor, a comprovação de plano da positiva existência de vagas de caráter efetivo, a qual não se presume do mero fato da existência de contrato com terceirizados para o desempenho de idêntica atividade, conforme apontam precedentes das Cortes superiores.’ Opostos embargos de declaração, foram parcialmente providos em acórdão que recebeu a seguinte ementa: ‘EMBARGOS DECLARATÓRIOS. PREQUESTIONAMENTO. OMISSÃO. APRECIAÇÃO DO AGRAVO RETIDO. OCORRÊNCIA. SANEAMENTO. 1. No caso dos autos, de fato não houve apreciação do Agravo retido, o qual postula a dilação probatória. De acordo com os arts. 130 e 131 do Código de Processo Civil, o magistrado deve propiciar a produção das provas que considera necessárias à instrução do processo, de ofício ou a requerimento das partes, dispensando as diligências inúteis ou as que julgar desimportantes para o julgamento da lide, bem como apreciá-las livremente para a formação de seu convencimento. 2. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente, mas sim dos debates e decisões do Colegiado, emitindo juízo sobre o tema, fundado em razões bastantes a este desiderato’. Alega o recorrente violação dos artigos 5..., incisos XXXV e LV, 37, caput, inciso IV e § 6..., e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS assiste direito subjetivo à nomeação somente se, no prazo de validade do certame, suceder contratação precária para o exercício dos cargos vagos. 2. É indispensável à caracterização de preterição do autor, a comprovação de plano da positiva existência de vagas de caráter efetivo, a qual não se presume do mero fato da existência de contrato com terceirizados para o desempenho de idêntica atividade, conforme apontam precedentes das Cortes superiores.’ Opostos embargos de declaração, foram parcialmente providos em acórdão que recebeu a seguinte ementa: ‘EMBARGOS DECLARATÓRIOS. PREQUESTIONAMENTO. OMISSÃO. APRECIAÇÃO DO AGRAVO RETIDO. OCORRÊNCIA. SANEAMENTO. 1. No caso dos autos, de fato não houve apreciação do Agravo retido, o qual postula a dilação probatória. De acordo com os arts. 130 e 131 do Código de Processo Civil, o magistrado deve propiciar a produção das provas que considera necessárias à instrução do processo, de ofício ou a requerimento das partes, dispensando as diligências inúteis ou as que julgar desimportantes para o julgamento da lide, bem como apreciá-las livremente para a formação de seu convencimento. 2. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente, mas sim dos debates e decisões do Colegiado, emitindo juízo sobre o tema, fundado em razões bastantes a este desiderato’. Alega o recorrente violação dos artigos 5..., incisos XXXV e LV, 37, caput, inciso IV e § 6..., e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Constituição, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). No mais, conforme bem fixado pela Primeira Turma desse Supremo Tribunal Federal no julgamento do RMS 29.915/DF- AgR, de minha relatoria, a preterição de candidatos aprovados em concurso público fora das vagas ofertadas no edital em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Constituição, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ (DJe de 31/8/11). No mais, conforme bem fixado pela Primeira Turma desse Supremo Tribunal Federal no julgamento do RMS 29.915/DF- AgR, de minha relatoria, a preterição de candidatos aprovados em concurso público fora das vagas ofertadas no edital em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Relatório Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS decorrência da contratação de servidores temporários ou empregados terceirizados somente se caracterizaria quando comprovada a existência de cargos efetivos vagos. Desse julgado, destaco a seguinte fundamentação de meu voto: ‘Irretocáveis as razões de decidir, no sentido de que: ‘É posição pacífica desta Suprema Corte que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago, para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. Aqui, friso a condição sine qua non de existência de cargo efetivo vago, devidamente comprovado. Ressalto que o direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente, surge quando comprovada a existência de vaga de exercício efetivo e constatada a contratação e terceirização das respectivas atribuições. Nesse sentido, entende-se que a contratação de terceiros, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, implicando preterição ao direito do candidato aprovado no concurso público. (…) No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso. Pelo contrário, os documentos demonstram que as 3 (três) vagas existentes foram devidamente preenchidas por aprovados naquele certame. E, ainda durante a vigência, houve criação de mais 1 (uma) vaga, a qual foi preenchida pela 4... (quarta) colocada no referido concurso. Consigno que através dos e-mails e documentos que informam a existência de convênios 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS decorrência da contratação de servidores temporários ou empregados terceirizados somente se caracterizaria quando comprovada a existência de cargos efetivos vagos. Desse julgado, destaco a seguinte fundamentação de meu voto: ‘Irretocáveis as razões de decidir, no sentido de que: ‘É posição pacífica desta Suprema Corte que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago, para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. Aqui, friso a condição sine qua non de existência de cargo efetivo vago, devidamente comprovado. Ressalto que o direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente, surge quando comprovada a existência de vaga de exercício efetivo e constatada a contratação e terceirização das respectivas atribuições. Nesse sentido, entende-se que a contratação de terceiros, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, implicando preterição ao direito do candidato aprovado no concurso público. (…) No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso. Pelo contrário, os documentos demonstram que as 3 (três) vagas existentes foram devidamente preenchidas por aprovados naquele certame. E, ainda durante a vigência, houve criação de mais 1 (uma) vaga, a qual foi preenchida pela 4... (quarta) colocada no referido concurso. Consigno que através dos e-mails e documentos que informam a existência de convênios 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Relatório Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS para a contratação de pessoal terceirizado, não é possível se aferir o real interesse público, sendo necessária dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Portanto, deixo claro que a via mandamental não é a via apropriada para discussão acerca de dilação probatória.’ As referidas razões de decidir se harmonizam, assim, com a jurisprudência desta Corte. Além disso, no próprio precedente citado pelo agravante, Recurso Extraordinário 474.140/DF, verifica-se que, apesar de a existência de termo de cooperação entre a União e Município comprovar a contratação de funcionários terceirizados e o interesse público na contratação, ficou evidenciado que, naquele caso, se fazia presente a existência de vagas efetivas, conforme se depreende das partes do julgado abaixo colacionadas: ‘Ademais, a tese do acórdão recorrido encontra amparo na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Com efeito, entende-se que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago , para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente à preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. (…) não se discutiu, nos presentes autos, o caráter do certame, se nacional ou regional, mas sim a preterição do candidato aprovado para aquela localidade que, apesar de contratado temporariamente (donde exsurge o interesse da Administração e a necessidade do serviço) deixou de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS para a contratação de pessoal terceirizado, não é possível se aferir o real interesse público, sendo necessária dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Portanto, deixo claro que a via mandamental não é a via apropriada para discussão acerca de dilação probatória.’ As referidas razões de decidir se harmonizam, assim, com a jurisprudência desta Corte. Além disso, no próprio precedente citado pelo agravante, Recurso Extraordinário 474.140/DF, verifica-se que, apesar de a existência de termo de cooperação entre a União e Município comprovar a contratação de funcionários terceirizados e o interesse público na contratação, ficou evidenciado que, naquele caso, se fazia presente a existência de vagas efetivas, conforme se depreende das partes do julgado abaixo colacionadas: ‘Ademais, a tese do acórdão recorrido encontra amparo na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Com efeito, entende-se que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago , para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente à preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. (…) não se discutiu, nos presentes autos, o caráter do certame, se nacional ou regional, mas sim a preterição do candidato aprovado para aquela localidade que, apesar de contratado temporariamente (donde exsurge o interesse da Administração e a necessidade do serviço) deixou de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Relatório Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS ser nomeado. O Superior Tribunal de Justiça utilizou como premissa de julgamento a efetiva existência de contrato temporário firmado entre o impetrante e a recorrida para a prestação de serviço naquela localidade específica, bem como a existência de vaga e a aprovação do candidato no Curso de formação. Sendo assim, para ultrapassar esse entendimento, seria necessário o reexame dos fatos e das provas (Recurso Extraordinário 474.140/DF, Relator o Ministro Dias Toffoli , DJe-113, de 22/6/10). Por sua vez, no presente caso, não se discute a presença de funcionários contratados temporariamente para exercer as mesmas funções que servidor efetivo; o que se põe em dúvida é a existência, ou não, de vagas efetivas . E isso, de acordo com as provas dos autos, o recorrente não conseguiu demonstrar. Nesse sentido, esclarecedor é o trecho do voto-vista proferido pelo Ministro Jorge Mussi no julgamento do presente mandamus pelo Superior Tribunal de Justiça, em concordância com o voto do Relator: ‘Entretanto, o caso em exame apresenta peculiaridade que impede o reconhecimento do direito líquido e certo defendido, qual seja, o impetrante foi aprovado fora do número de vagas oferecidas no certame e não logrou demonstrar, na via estreita do mandado de segurança, a existência de cargo vago . Nesses casos, a existência de contratação temporária, por si só, não tem o condão de demonstrar a existência de vaga a ser preenchida por aprovado em concurso público. Acentua-se que a criação de cargos, bem como a admissão e contratação de pessoal, a qualquer 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS ser nomeado. O Superior Tribunal de Justiça utilizou como premissa de julgamento a efetiva existência de contrato temporário firmado entre o impetrante e a recorrida para a prestação de serviço naquela localidade específica, bem como a existência de vaga e a aprovação do candidato no Curso de formação. Sendo assim, para ultrapassar esse entendimento, seria necessário o reexame dos fatos e das provas (Recurso Extraordinário 474.140/DF, Relator o Ministro Dias Toffoli , DJe-113, de 22/6/10). Por sua vez, no presente caso, não se discute a presença de funcionários contratados temporariamente para exercer as mesmas funções que servidor efetivo; o que se põe em dúvida é a existência, ou não, de vagas efetivas . E isso, de acordo com as provas dos autos, o recorrente não conseguiu demonstrar. Nesse sentido, esclarecedor é o trecho do voto-vista proferido pelo Ministro Jorge Mussi no julgamento do presente mandamus pelo Superior Tribunal de Justiça, em concordância com o voto do Relator: ‘Entretanto, o caso em exame apresenta peculiaridade que impede o reconhecimento do direito líquido e certo defendido, qual seja, o impetrante foi aprovado fora do número de vagas oferecidas no certame e não logrou demonstrar, na via estreita do mandado de segurança, a existência de cargo vago . Nesses casos, a existência de contratação temporária, por si só, não tem o condão de demonstrar a existência de vaga a ser preenchida por aprovado em concurso público. Acentua-se que a criação de cargos, bem como a admissão e contratação de pessoal, a qualquer 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Relatório Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, somente se dará por meio de lei , conforme o disposto nos arts. 37, I; 48, X; e 61, § 1..., II, d, da Constituição Federal. Por isso, não pode o Poder Judiciário determinar a nomeação do impetrante sem que exista a comprovação de que existe cargo vago a ser preenchido’ (grifos meus). Nesse sentido, é farta a jurisprudência desta Corte, já colacionada no juízo monocrático: ‘1. Concurso público: terceirização da vaga: preterição de candidatos aprovados: direito à nomeação: uma vez comprovada a existência da vaga , sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279’ (AI n 440.895/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). ‘Recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. 2. Acórdão que negou provimento à apelação, assentando a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados em concurso para provimento de cargo de Professor Assistente. 3. Criação de dois cargos de Professor Assistente no Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito, quando se encontrava em pleno curso o tempo de eficácia do concurso público. Ocorrência de contratação de professores e renovação de contrato. 4. Precedente da Turma no Recurso Extraordinário 192.569-PI, em que se assegurou a nomeação de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, somente se dará por meio de lei , conforme o disposto nos arts. 37, I; 48, X; e 61, § 1..., II, d, da Constituição Federal. Por isso, não pode o Poder Judiciário determinar a nomeação do impetrante sem que exista a comprovação de que existe cargo vago a ser preenchido’ (grifos meus). Nesse sentido, é farta a jurisprudência desta Corte, já colacionada no juízo monocrático: ‘1. Concurso público: terceirização da vaga: preterição de candidatos aprovados: direito à nomeação: uma vez comprovada a existência da vaga , sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279’ (AI n 440.895/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). ‘Recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. 2. Acórdão que negou provimento à apelação, assentando a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados em concurso para provimento de cargo de Professor Assistente. 3. Criação de dois cargos de Professor Assistente no Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito, quando se encontrava em pleno curso o tempo de eficácia do concurso público. Ocorrência de contratação de professores e renovação de contrato. 4. Precedente da Turma no Recurso Extraordinário 192.569-PI, em que se assegurou a nomeação de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Relatório Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS concursados, eis que existentes vagas e necessidade de pessoal. 5. Constituição, art. 37, IV. Prequestionamento verificado. 6. Recurso extraordinário conhecido e provido’ (Recurso Extraordinário n 273.605/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Néri da Silveira , DJ de 28/6/02). Confira-se, ainda, trecho da ementa de recente decisão proferida pelo Ministro Luiz Fux, no Recurso Extraordinário 614.438/ES: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA. ARTIGO 323, § 1..., DO RISTF. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS APROVADOS. CONTRATAÇÃO DE TEMPORÁRIOS. PRETERIÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DESTA CORTE. (...) 2. A ocupação precária, por comissão, terceirização, ou contratação temporária, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago , para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente à preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal (AI n. 776.070- AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe de 22.03.11). (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 555.141-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2... Turma, DJe de 24.2.11; AI n. 777.644-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2... Turma, DJe de 14.05.10; SS n. 4.196-AgR, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS concursados, eis que existentes vagas e necessidade de pessoal. 5. Constituição, art. 37, IV. Prequestionamento verificado. 6. Recurso extraordinário conhecido e provido’ (Recurso Extraordinário n 273.605/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Néri da Silveira , DJ de 28/6/02). Confira-se, ainda, trecho da ementa de recente decisão proferida pelo Ministro Luiz Fux, no Recurso Extraordinário 614.438/ES: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA. ARTIGO 323, § 1..., DO RISTF. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS APROVADOS. CONTRATAÇÃO DE TEMPORÁRIOS. PRETERIÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DESTA CORTE. (...) 2. A ocupação precária, por comissão, terceirização, ou contratação temporária, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago , para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente à preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal (AI n. 776.070- AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe de 22.03.11). (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 555.141-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2... Turma, DJe de 24.2.11; AI n. 777.644-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2... Turma, DJe de 14.05.10; SS n. 4.196-AgR, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Relatório Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Relator o Ministro Cezar Peluso, Pleno, DJe de 27.8.10; AI n. 684.518-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2... Turma, DJe de 29.5.09; AI n. 440.895-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ de 20.10.06; Recurso Extraordinário n. 273.605, Relator o Ministro Néri da Silveira, 2... Turma, DJ de 28.6.02, entre outros)’. Não comprovada, no caso, a existência de cargos de provimento efetivo vagos, conclui-se que o impetrante não logrou demonstrar a violação a direito líquido e certo a ser amparado por meio da presente impetração’. Ao rejeitar os embargos declaratórios opostos contra esse acórdão, essa orientação foi reafirmada expressamente, consignando-se nesse acórdão que: ‘(...) Não é demais ressaltar, por outro lado, que, conforme exposto na decisão embargada, para se considerar a ilegalidade da contratação de funcionários terceirizados, em detrimento de candidatos aprovados em concurso público - mesmo fora do número de vagas previstas no Edital -, é necessário se comprovar a existência de vagas efetivas , criadas por lei, o que não ocorreu no caso em questão’. No caso dos autos, entretanto, os acórdão proferidos pela Corte de origem assentaram expressamente que o autor não comprovou a existência de cargos efetivos vagos, sendo insuficiente para a caracterização da alegada preterição, conforme já mencionado, a mera comprovação de contratação de servidores terceirizados. Nessa hipótese, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal regional seria necessário o reexame do conjunto fático-probatórtio dos autos, o que foge do campo do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. A propósito: 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Relator o Ministro Cezar Peluso, Pleno, DJe de 27.8.10; AI n. 684.518-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2... Turma, DJe de 29.5.09; AI n. 440.895-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ de 20.10.06; Recurso Extraordinário n. 273.605, Relator o Ministro Néri da Silveira, 2... Turma, DJ de 28.6.02, entre outros)’. Não comprovada, no caso, a existência de cargos de provimento efetivo vagos, conclui-se que o impetrante não logrou demonstrar a violação a direito líquido e certo a ser amparado por meio da presente impetração’. Ao rejeitar os embargos declaratórios opostos contra esse acórdão, essa orientação foi reafirmada expressamente, consignando-se nesse acórdão que: ‘(...) Não é demais ressaltar, por outro lado, que, conforme exposto na decisão embargada, para se considerar a ilegalidade da contratação de funcionários terceirizados, em detrimento de candidatos aprovados em concurso público - mesmo fora do número de vagas previstas no Edital -, é necessário se comprovar a existência de vagas efetivas , criadas por lei, o que não ocorreu no caso em questão’. No caso dos autos, entretanto, os acórdão proferidos pela Corte de origem assentaram expressamente que o autor não comprovou a existência de cargos efetivos vagos, sendo insuficiente para a caracterização da alegada preterição, conforme já mencionado, a mera comprovação de contratação de servidores terceirizados. Nessa hipótese, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal regional seria necessário o reexame do conjunto fático-probatórtio dos autos, o que foge do campo do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. A propósito: 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Relatório Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Concurso público. Concurso de remoção. Preterição de candidato. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como por meio da análise dos critérios que nortearam a remoção de servidor já em exercício no cargo, concluiu que não houve preterição no provimento do cargo referente ao concurso do qual participou o ora agravante. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático- probatório da causa e para a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 692.545/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 28/11/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. NÚMERO LIMITADO DE VAGAS. CANDIDATOS APROVADOS FORA DO NÚMERO DE VAGAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise prévia da legislação infraconstitucional e das normas editalícias e, ainda, do reexame de provas (Súmula n. 279). Ofensa constitucional indireta. 2. Inadmissibilidade de inovação de fundamento no agravo regimental. Precedentes’ (AI 598.675/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Concurso público. Concurso de remoção. Preterição de candidato. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como por meio da análise dos critérios que nortearam a remoção de servidor já em exercício no cargo, concluiu que não houve preterição no provimento do cargo referente ao concurso do qual participou o ora agravante. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático- probatório da causa e para a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 692.545/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 28/11/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. NÚMERO LIMITADO DE VAGAS. CANDIDATOS APROVADOS FORA DO NÚMERO DE VAGAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise prévia da legislação infraconstitucional e das normas editalícias e, ainda, do reexame de provas (Súmula n. 279). Ofensa constitucional indireta. 2. Inadmissibilidade de inovação de fundamento no agravo regimental. Precedentes’ (AI 598.675/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Relatório Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Insiste o agravante na alegação de que teria havido negativa de prestação jurisdicional, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, em sede de embargos declaratórios, teria deixado de apreciar aspectos importantes para o deslinde da controvérsia. No tocante à violação do art. 5..., inciso LV, da Constituição Federal, aduz que: “(...) a discussão dos autos não é exatamente quanto ao indeferimento de prova, mas sim quanto à reviravolta de entendimento praticado pelo julgador de primeiro grau, que, num primeiro momento considerou suficiente a prova, e por isso indeferiu o pedido de dilação probatória do agravante, para, ao depois, em sentença, julgar improcedente o feito por carência de prova da preterição!”. Sustenta, ainda, que a análise do acórdão recorrido não importa em reexame de fatos e provas, estando suficientemente demonstrada a preterição do agravante. Argumenta, in verbis, que “[a]s razões apresentadas no recurso extraordinário são claras ao demonstrar que o Tribunal a quo não conferiu a correta interpretação ao conteúdo dos autos. A análise unicamente das decisões proferidas e dos argumentos apresentados pelo ora agravante tornam perfeitamente possível a compreensão da matéria e seu entendimento como questão exclusivamente de direito”. Intimado o agravado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, pois entende que está alicerçada em firme jurisprudência desta Suprema Corte, tendo sido enfrentados todos os temas de forma fundamentada e conclusiva. É o relatório. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Insiste o agravante na alegação de que teria havido negativa de prestação jurisdicional, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, em sede de embargos declaratórios, teria deixado de apreciar aspectos importantes para o deslinde da controvérsia. No tocante à violação do art. 5..., inciso LV, da Constituição Federal, aduz que: “(...) a discussão dos autos não é exatamente quanto ao indeferimento de prova, mas sim quanto à reviravolta de entendimento praticado pelo julgador de primeiro grau, que, num primeiro momento considerou suficiente a prova, e por isso indeferiu o pedido de dilação probatória do agravante, para, ao depois, em sentença, julgar improcedente o feito por carência de prova da preterição!”. Sustenta, ainda, que a análise do acórdão recorrido não importa em reexame de fatos e provas, estando suficientemente demonstrada a preterição do agravante. Argumenta, in verbis, que “[a]s razões apresentadas no recurso extraordinário são claras ao demonstrar que o Tribunal a quo não conferiu a correta interpretação ao conteúdo dos autos. A análise unicamente das decisões proferidas e dos argumentos apresentados pelo ora agravante tornam perfeitamente possível a compreensão da matéria e seu entendimento como questão exclusivamente de direito”. Intimado o agravado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, pois entende que está alicerçada em firme jurisprudência desta Suprema Corte, tendo sido enfrentados todos os temas de forma fundamentada e conclusiva. É o relatório. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, conforme exposto na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Registre-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI n 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 - Tema 339. Ademais, extrai-se do acórdão recorrido: “Conforme salientado pela magistrada, o candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas do edital só terá a sua expectativa de direito à nomeação convolada em direito subjetivo, se comprovada a sua preterição na ordem de convocação, de forma direta ou indireta, exigindo-se, neste último caso, a demonstração não apenas de que houve a contratação em caráter precário de um terceiro para o exercício da função, mas também de que existe vaga não preenchida nos quadros da Administração. É cediço que, durante o prazo de validade do concurso, o candidato aprovado deve ser convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir o cargo, forte no art. 37, IV, da Constituição Federal e art. 12, § 2... da Lei n 8.112. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, conforme exposto na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante tenha sido contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Registre-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI n 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 - Tema 339. Ademais, extrai-se do acórdão recorrido: “Conforme salientado pela magistrada, o candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas do edital só terá a sua expectativa de direito à nomeação convolada em direito subjetivo, se comprovada a sua preterição na ordem de convocação, de forma direta ou indireta, exigindo-se, neste último caso, a demonstração não apenas de que houve a contratação em caráter precário de um terceiro para o exercício da função, mas também de que existe vaga não preenchida nos quadros da Administração. É cediço que, durante o prazo de validade do concurso, o candidato aprovado deve ser convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir o cargo, forte no art. 37, IV, da Constituição Federal e art. 12, § 2... da Lei n 8.112. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Todavia, consoante entendimento do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, os candidatos aprovados fora das vagas indicadas no edital não têm direito líquido e certo à nomeação, visto que, ainda que novas vagas surjam no período de validade do concurso - seja por força de lei, seja por força de vacância -, o seu preenchimento se insere na esfera de discricionariedade de que dispõe a Administração. Nesse sentido: (…) Assim, aos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de concurso público não assiste direito subjetivo à nomeação. Apenas excepcionalmente, nos casos em que, no prazo de validade do certame, suceder contratação precária para o exercício dos cargos vagos. No caso em tela, foram oferecidas 10 vagas para o Estado do Rio Grande do Sul (Evento 1 - EDITAL3). Posteriormente, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da Portaria n 82/2007, autorizou a nomeação de mais 50% do número total das vagas anteriormente oferecidas, o que ensejou a viabilidade de contratação de mais 5 (cinco) Analistas de Infra-Estrutura de Transportes no DNIT/RS. Em virtude da criação de tais vagas, acabaram sendo nomeados, no total, 23 aprovados, em virtude da desistência ou não comparecimento para posse de alguns classificados em posições precedentes, conforme se extrai das Portarias anexadas pelo DNIT (Evento 20). A classificação do autor, contudo, foi a 25.... Assim, é indispensável à caracterização de tal preterição do autor, a comprovação de plano da positiva existência de vagas de caráter efetivo, a qual não se presume do mero fato da existência de contrato com terceirizados para o desempenho de idêntica atividade, conforme o particularmente explicitado por recente pronunciamento do Supremo Tribunal Federal no julgamento do RMS 29915-AgR (Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 25/09/2012), cujo acórdão e elucidativo trecho do voto condutor transcrevo a seguir: (…) No caso em questão, não ficou comprovada, nos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Todavia, consoante entendimento do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, os candidatos aprovados fora das vagas indicadas no edital não têm direito líquido e certo à nomeação, visto que, ainda que novas vagas surjam no período de validade do concurso - seja por força de lei, seja por força de vacância -, o seu preenchimento se insere na esfera de discricionariedade de que dispõe a Administração. Nesse sentido: (…) Assim, aos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital de concurso público não assiste direito subjetivo à nomeação. Apenas excepcionalmente, nos casos em que, no prazo de validade do certame, suceder contratação precária para o exercício dos cargos vagos. No caso em tela, foram oferecidas 10 vagas para o Estado do Rio Grande do Sul (Evento 1 - EDITAL3). Posteriormente, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da Portaria n 82/2007, autorizou a nomeação de mais 50% do número total das vagas anteriormente oferecidas, o que ensejou a viabilidade de contratação de mais 5 (cinco) Analistas de Infra-Estrutura de Transportes no DNIT/RS. Em virtude da criação de tais vagas, acabaram sendo nomeados, no total, 23 aprovados, em virtude da desistência ou não comparecimento para posse de alguns classificados em posições precedentes, conforme se extrai das Portarias anexadas pelo DNIT (Evento 20). A classificação do autor, contudo, foi a 25.... Assim, é indispensável à caracterização de tal preterição do autor, a comprovação de plano da positiva existência de vagas de caráter efetivo, a qual não se presume do mero fato da existência de contrato com terceirizados para o desempenho de idêntica atividade, conforme o particularmente explicitado por recente pronunciamento do Supremo Tribunal Federal no julgamento do RMS 29915-AgR (Rel. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 25/09/2012), cujo acórdão e elucidativo trecho do voto condutor transcrevo a seguir: (…) No caso em questão, não ficou comprovada, nos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso.” Verifica-se que a Corte de origem assentou a não ocorrência de preterição do agravante, haja vista que não teria ficado comprovada a existência de vagas efetivas. Assentou, ainda, que não se presume a existência de vagas efetivas pelo mero fato de existirem contratos da Administração Pública com terceirizados, de acordo com entendimento desta Suprema Corte. Nessa conformidade, para divergir da conclusão adotada pela Tribunal de origem no sentido da existência de vagas e da preterição do agravante seria necessário reexaminar os fatos e as provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anotem-se os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VAGAS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 812.169/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1.../9/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE HOMOLOGAÇÃO DE SELEÇÃO PÚBLICA. PRETERIÇÃO ASSENTADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. Hipótese em que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seriam necessários o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso.” Verifica-se que a Corte de origem assentou a não ocorrência de preterição do agravante, haja vista que não teria ficado comprovada a existência de vagas efetivas. Assentou, ainda, que não se presume a existência de vagas efetivas pelo mero fato de existirem contratos da Administração Pública com terceirizados, de acordo com entendimento desta Suprema Corte. Nessa conformidade, para divergir da conclusão adotada pela Tribunal de origem no sentido da existência de vagas e da preterição do agravante seria necessário reexaminar os fatos e as provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anotem-se os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VAGAS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 812.169/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1.../9/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE HOMOLOGAÇÃO DE SELEÇÃO PÚBLICA. PRETERIÇÃO ASSENTADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. Hipótese em que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seriam necessários o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. A decisão do Tribunal de origem está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 603.336/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 22/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOVAS VAGAS CRIADAS POR LEI NA VIGÊNCIA DE CONCURSO VÁLIDO. CANDIDATO APROVADO FORA DO NÚMERO DE VAGAS DO EDITAL. PRETERIÇÃO NÃO CARACTERIZADA. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A preterição do candidato em concurso público, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe, verbis: ’Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que tem direito subjetivo à nomeação o candidato aprovado dentro das vagas previstas no edital do concurso público a que se submeteu. Nestes casos, a Administração tem um dever de nomeação, salvo situações excepcionalíssimas plenamente justificadas. Contudo, a criação de novas vagas durante o prazo de validade de concurso não gera, automaticamente, direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas do edital, salvo se comprovados arbítrios ou preterições. Precedentes” (ARE n 757.978/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/4/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. A decisão do Tribunal de origem está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 603.336/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 22/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOVAS VAGAS CRIADAS POR LEI NA VIGÊNCIA DE CONCURSO VÁLIDO. CANDIDATO APROVADO FORA DO NÚMERO DE VAGAS DO EDITAL. PRETERIÇÃO NÃO CARACTERIZADA. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A preterição do candidato em concurso público, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe, verbis: ’Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que tem direito subjetivo à nomeação o candidato aprovado dentro das vagas previstas no edital do concurso público a que se submeteu. Nestes casos, a Administração tem um dever de nomeação, salvo situações excepcionalíssimas plenamente justificadas. Contudo, a criação de novas vagas durante o prazo de validade de concurso não gera, automaticamente, direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas do edital, salvo se comprovados arbítrios ou preterições. Precedentes” (ARE n 757.978/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/4/14). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 777.644/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/5/10) Por fim, no tocante ao indeferimento de produção de provas, colhe- se do voto condutor do acórdão proferido em sede de embargos de declaração, no qual se negou provimento ao agravo retido interposto pelo agravante: “De acordo com os arts. 130 e 131 do Código de Processo Civil, o magistrado deve propiciar a produção das provas que considera necessárias à instrução do processo, de ofício ou a requerimento das partes, dispensando as diligências inúteis ou as que julgar desimportantes para o julgamento da lide, bem como apreciá- las livremente para a formação de seu convencimento. Com efeito, a produção de provas visa à formação do juízo de convicção do julgador. No caso, entendeu o Juízo a quo, ao prolatar a sentença, desnecessária a produção de depoimento e de prova testemunhal para o deslinde da questão, considerando as provas constantes nos autos suficientes para o julgamento do feito. (…) Portanto, o juiz, guiado pelo princípio do livre convencimento insculpido no artigo 131 do Código de Processo Civil, tem ampla liberdade para autorizar ou negar a realização de uma determinada prova, porquanto, sendo o destinatário final desta, somente a ele compete analisar a conveniência e 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 777.644/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/5/10) Por fim, no tocante ao indeferimento de produção de provas, colhe- se do voto condutor do acórdão proferido em sede de embargos de declaração, no qual se negou provimento ao agravo retido interposto pelo agravante: “De acordo com os arts. 130 e 131 do Código de Processo Civil, o magistrado deve propiciar a produção das provas que considera necessárias à instrução do processo, de ofício ou a requerimento das partes, dispensando as diligências inúteis ou as que julgar desimportantes para o julgamento da lide, bem como apreciá- las livremente para a formação de seu convencimento. Com efeito, a produção de provas visa à formação do juízo de convicção do julgador. No caso, entendeu o Juízo a quo, ao prolatar a sentença, desnecessária a produção de depoimento e de prova testemunhal para o deslinde da questão, considerando as provas constantes nos autos suficientes para o julgamento do feito. (…) Portanto, o juiz, guiado pelo princípio do livre convencimento insculpido no artigo 131 do Código de Processo Civil, tem ampla liberdade para autorizar ou negar a realização de uma determinada prova, porquanto, sendo o destinatário final desta, somente a ele compete analisar a conveniência e 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS necessidade da sua produção. Assim, em princípio, se o julgador considera que há elementos probatórios nos autos suficientes para a formação da sua convicção, não há que se falar em cerceamento do direito de defesa pela não confecção de alguma prova. Cerceamento de defesa só haverá em situações excepcionais, se ficar evidenciado de forma cabal, pelas circunstâncias peculiares do caso concreto, que a prova indeferida pelo juízo era absolutamente imprescindível para a solução do litígio. Não é esta, porém, a hipótese vertente, considerando que a matéria posta em causa é passível de resolução pela prova documental produzida.” Destarte, o Tribunal de origem indeferiu a realização de depoimento e prova testemunhal por considerá-las desnecessárias ao deslinde do feito, uma vez que os documentos acostados aos autos seriam suficientes para tal. Assim, aplica-se ao caso o entendimento firmado por esta Corte no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, quando ela concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, anote-se: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS NO PROCESSO JUDICIAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS necessidade da sua produção. Assim, em princípio, se o julgador considera que há elementos probatórios nos autos suficientes para a formação da sua convicção, não há que se falar em cerceamento do direito de defesa pela não confecção de alguma prova. Cerceamento de defesa só haverá em situações excepcionais, se ficar evidenciado de forma cabal, pelas circunstâncias peculiares do caso concreto, que a prova indeferida pelo juízo era absolutamente imprescindível para a solução do litígio. Não é esta, porém, a hipótese vertente, considerando que a matéria posta em causa é passível de resolução pela prova documental produzida.” Destarte, o Tribunal de origem indeferiu a realização de depoimento e prova testemunhal por considerá-las desnecessárias ao deslinde do feito, uma vez que os documentos acostados aos autos seriam suficientes para tal. Assim, aplica-se ao caso o entendimento firmado por esta Corte no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, quando ela concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse sentido, anote-se: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS NO PROCESSO JUDICIAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS GERAL REJEITADA NO ARE 639.228 (REL. MIN. CEZAR PELUSO, TEMA 424). VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 688.986/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 5/10/15). “DIREITO CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. DANO MORAL. PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Supremo Tribunal Federal já decidiu pela ausência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660). 2. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228 RG, Rel. Min. Cezar Peluso (Tema 424). 3. O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, bem como os arts. 326 e 327 do RI/Supremo Tribunal Federal, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 860.579/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 6/5/15) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. TV A CABO. COBRANÇA DE PONTO ADICIONAL. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS GERAL REJEITADA NO ARE 639.228 (REL. MIN. CEZAR PELUSO, TEMA 424). VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 688.986/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 5/10/15). “DIREITO CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. DANO MORAL. PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Supremo Tribunal Federal já decidiu pela ausência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660). 2. O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228 RG, Rel. Min. Cezar Peluso (Tema 424). 3. O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, bem como os arts. 326 e 327 do RI/Supremo Tribunal Federal, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 860.579/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 6/5/15) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. TV A CABO. COBRANÇA DE PONTO ADICIONAL. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 639.228-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 639.228, da Relatoria do Min. Cezar Peluso. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO ADESIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. 1. AGRAVO RETIDO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n 844.933/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/12/14). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Processual Civil e Administrativo. Servidor público estadual. Pagamento de quintos incorporados. Recusa da Administração com base em limites orçamentários. 3. Direito ao recebimento da vantagem. Valores atualizados. Legislação estadual n 68/92. Inaplicabilidade dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00). Necessidade de revolvimento da legislação local. Súmula 280. 4. Alegação de fundamentação deficiente. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Tema 339. 5. Produção judicial de provas. Contraditório e ampla defesa. Precedente: ARE-RG 639.228, Tema 424. 6. Estabilidade financeira. Constitucionalidade. Precedente: ADI 1.264. 7. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 785.431/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 7/11/14). Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 639.228-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 639.228, da Relatoria do Min. Cezar Peluso. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO ADESIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. 1. AGRAVO RETIDO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n 844.933/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/12/14). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Processual Civil e Administrativo. Servidor público estadual. Pagamento de quintos incorporados. Recusa da Administração com base em limites orçamentários. 3. Direito ao recebimento da vantagem. Valores atualizados. Legislação estadual n 68/92. Inaplicabilidade dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00). Necessidade de revolvimento da legislação local. Súmula 280. 4. Alegação de fundamentação deficiente. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Tema 339. 5. Produção judicial de provas. Contraditório e ampla defesa. Precedente: ARE-RG 639.228, Tema 424. 6. Estabilidade financeira. Constitucionalidade. Precedente: ADI 1.264. 7. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 785.431/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 7/11/14). Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12413981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA ADV.(A/S) : PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO E OUTRO(S) (RS024372/) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210387 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971.880 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA ADV.(A/S) : PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO E OUTRO(S) (RS024372/) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210387 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971 . 880", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 639 . 228 / RJ", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971 . 880", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 971 . 880", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE n 639 . 228 / RJ", "RMS 29 . 915 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE n 639 . 228 / RJ", "RMS 29 . 915 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 474 . 140 / DF", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 474 . 140 / DF", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 474 . 140 / DF", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 474 . 140 / DF", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "AI n 440 . 895 / SE - AgR", "Recurso Extraordinário 192 . 569 - PI", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "AI n 440 . 895 / SE - AgR", "Recurso Extraordinário 192 . 569 - PI", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 273 . 605 / SP", "Recurso Extraordinário 614 . 438 / ES", "AI n . 776 . 070 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 555 . 141 - AgR", "AI n . 777 . 644 - AgR", "SS n . 4 . 196 - AgR", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 273 . 605 / SP", "Recurso Extraordinário 614 . 438 / ES", "AI n . 776 . 070 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 555 . 141 - AgR", "AI n . 777 . 644 - AgR", "SS n . 4 . 196 - AgR", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "AI n . 684 . 518 - AgR", "AI n . 440 . 895 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 273 . 605", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "AI n . 684 . 518 - AgR", "AI n . 440 . 895 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 273 . 605", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 971880 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 692 . 545 / RS - 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"Dias Toffoli", "Jorge Mussi", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Néri da Silveira", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Néri da Silveira", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Cezar Peluso", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "Néri da Silveira", "Cezar Peluso", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "Néri da Silveira", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "GILMAR MENDES", "Cezar Peluso", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CEZAR PELUSO", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Cezar Peluso", "Roberto Barroso", "CEZAR PELUSO", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Cezar Peluso", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA", "PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "NEWTON AUGUSTO SEVERO DA ROSA", "PEDRO MAURÍCIO PITA DA SILVA MACHADO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "8", "/", "12", "/", "2016", "9 de dezembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "8", "/", "12", "/", "2016", "9 de dezembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "10", "/", "6", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "10", "/", "6", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", 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"10", "29", ".", "5", ".", "09", "20", ".", "10", ".", "06", "28", ".", "6", ".", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "11", "/", "13", "13", "/", "3", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "11", "/", "13", "13", "/", "3", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "09", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "09", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "14", "7", "/", "4", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "14", "7", "/", "4", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "5", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "5", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "10", "/", "15", "6", "/", "5", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "10", "/", "15", "6", "/", "5", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "14", "7", "/", "11", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "14", "7", "/", "11", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "2", "8", ".", "12", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "8", ".", "12", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NUCLEO DE INFORMACAO E COORDENACAO DO PONTO BR - NIC .BR ADV.(A/S) :VICENTE COELHO ARAUJO ADV.(A/S) :MARCOS DRUMMOND MALVAR AGDO.(A/S) :JAN STRUIVING ADV.(A/S) :GENY MARTINEZ FREIRE ADV.(A/S) :CLEDINEY BOEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :RONALDO CARDONETTI ADV.(A/S) :ARTUR GABRIEL FERREIRA AGDO.(A/S) :JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME ADV.(A/S) :MARCOS LUIZ MASKOW EMENTA DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. OFENSA À IMAGEM. TEXTOS OFENSIVOS CONTIDOS EM SITES E E- MAIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 739.382-RG, REL. MIN. GILMAR MENDES. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O Plenário desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à responsabilidade civil por danos morais em razão de ofensa à imagem (ARE 739.382-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.5.2013). 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4C6-F6EE-0B81-7909 e senha FBE6-B710-FEE0-BB62 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1051367 AGR / SP Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão da Primeira Turma presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4C6-F6EE-0B81-7909 e senha FBE6-B710-FEE0-BB62 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão da Primeira Turma presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4C6-F6EE-0B81-7909 e senha FBE6-B710-FEE0-BB62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NUCLEO DE INFORMACAO E COORDENACAO DO PONTO BR - NIC .BR ADV.(A/S) :VICENTE COELHO ARAUJO ADV.(A/S) :MARCOS DRUMMOND MALVAR AGDO.(A/S) :JAN STRUIVING ADV.(A/S) :GENY MARTINEZ FREIRE ADV.(A/S) :CLEDINEY BOEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :RONALDO CARDONETTI ADV.(A/S) :ARTUR GABRIEL FERREIRA AGDO.(A/S) :JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME ADV.(A/S) :MARCOS LUIZ MASKOW RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. A matéria debatida, em síntese, diz com a pretensão à indenização por danos morais em razão de alegada ofensa à imagem. Trata-se na origem de ação de condenação em obrigação de fazer, c/c ação indenizatória, ajuizada pelo ora recorrente em face de Jan Struiving e Ronaldo Cardonetti, em razão de textos ofensivos publicados nos sítios eletrônicos “interjuris.com.br” e “abusando.org”, administrados pelo jornal Folha do Bacaheri Ltda. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que “[...] não trata de matéria unicamente de responsabilidade civil, mas também do conflito entre os princípios constitucionais da liberdade de expressão (art. 5º, inciso IV, e art. 220, da Constituição Federal) e da proteção à honra e à imagem (art. 5º, incisos V e X, da Constituição Federal)”. Afirma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50D5-186B-872B-247C e senha 34FF-3115-7E5D-21D3 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NUCLEO DE INFORMACAO E COORDENACAO DO PONTO BR - NIC .BR ADV.(A/S) :VICENTE COELHO ARAUJO ADV.(A/S) :MARCOS DRUMMOND MALVAR AGDO.(A/S) :JAN STRUIVING ADV.(A/S) :GENY MARTINEZ FREIRE ADV.(A/S) :CLEDINEY BOEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :RONALDO CARDONETTI ADV.(A/S) :ARTUR GABRIEL FERREIRA AGDO.(A/S) :JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME ADV.(A/S) :MARCOS LUIZ MASKOW RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. A matéria debatida, em síntese, diz com a pretensão à indenização por danos morais em razão de alegada ofensa à imagem. Trata-se na origem de ação de condenação em obrigação de fazer, c/c ação indenizatória, ajuizada pelo ora recorrente em face de Jan Struiving e Ronaldo Cardonetti, em razão de textos ofensivos publicados nos sítios eletrônicos “interjuris.com.br” e “abusando.org”, administrados pelo jornal Folha do Bacaheri Ltda. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que “[...] não trata de matéria unicamente de responsabilidade civil, mas também do conflito entre os princípios constitucionais da liberdade de expressão (art. 5º, inciso IV, e art. 220, da Constituição Federal) e da proteção à honra e à imagem (art. 5º, incisos V e X, da Constituição Federal)”. Afirma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50D5-186B-872B-247C e senha 34FF-3115-7E5D-21D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1051367 AGR / SP adequado o enquadramento ao tema objeto do RE 662.055/SP. Reitera a afronta aos arts. 5º, IV, V e X, e 220 da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RESPONSABILIDADE CIVIL. Ofensa a honrado autor causada por textos ofensivos contidos em sites e e-mail. Cerceamento de defesa. Inocorrência. Dano moral. Afastamento. Necessidade de harmonização entre a garantia à inviolabilidade da honra e do direito de livre manifestação do pensamento e da informação. Aplicação dos art. 5º, IV, IX, X, XIV, e 220, § 1º, da CF. Interesse público que deve prevalecer sobre o particular. Denúncias que deram início a procedimentos judiciais visando à apuração da veracidade dos fatos. Prejuízo moral afastado. Sentença de improcedência mantida. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50D5-186B-872B-247C e senha 34FF-3115-7E5D-21D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP adequado o enquadramento ao tema objeto do RE 662.055/SP. Reitera a afronta aos arts. 5º, IV, V e X, e 220 da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RESPONSABILIDADE CIVIL. Ofensa a honrado autor causada por textos ofensivos contidos em sites e e-mail. Cerceamento de defesa. Inocorrência. Dano moral. Afastamento. Necessidade de harmonização entre a garantia à inviolabilidade da honra e do direito de livre manifestação do pensamento e da informação. Aplicação dos art. 5º, IV, IX, X, XIV, e 220, § 1º, da CF. Interesse público que deve prevalecer sobre o particular. Denúncias que deram início a procedimentos judiciais visando à apuração da veracidade dos fatos. Prejuízo moral afastado. Sentença de improcedência mantida. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50D5-186B-872B-247C e senha 34FF-3115-7E5D-21D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, IV, V e X, e 220 da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Transcrevo o inteiro teor da ementa do acórdão (fl.1075) objeto da insurgência manifestada no apelo extremo: ‘RESPONSABILIDADE CIVIL. Ofensa a honrado autor causada por textos ofensivos contidos em sites e e- mail. Cerceamento de defesa Inocorrência. Dano moral Afastamento Necessidade de harmonização entre a garantia à inviolabilidade da honra e do direito de livre manifestação do pensamento e da informação Aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, IV, V e X, e 220 da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Transcrevo o inteiro teor da ementa do acórdão (fl.1075) objeto da insurgência manifestada no apelo extremo: ‘RESPONSABILIDADE CIVIL. Ofensa a honrado autor causada por textos ofensivos contidos em sites e e- mail. Cerceamento de defesa Inocorrência. Dano moral Afastamento Necessidade de harmonização entre a garantia à inviolabilidade da honra e do direito de livre manifestação do pensamento e da informação Aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1051367 AGR / SP dos art. 5º, IV, IX, X, XIV e 220, § 1º, da CF Interesse público que deve prevalecer sobre o particular. Denúncias que deram início a procedimentos judiciais visando à apuração da veracidade dos fatos. Prejuízo moral afastado Sentença de improcedência mantida Recurso desprovido.’ Não prospera o recurso pelo prisma dos arts. 5º, IV, V e X, e 220 da Constituição da República. Ao julgamento do ARE 739382 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.05.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à responsabilidade civil por danos morais em razão de ofensa à imagem. O acórdão está assim ementado: ‘Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6.Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada.8. Recurso extraordinário não conhecido.’ (ARE 739382 RG, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, julgado em 23/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 31-05-2013 PUBLIC 03-06-2013). O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF:Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP dos art. 5º, IV, IX, X, XIV e 220, § 1º, da CF Interesse público que deve prevalecer sobre o particular. Denúncias que deram início a procedimentos judiciais visando à apuração da veracidade dos fatos. Prejuízo moral afastado Sentença de improcedência mantida Recurso desprovido.’ Não prospera o recurso pelo prisma dos arts. 5º, IV, V e X, e 220 da Constituição da República. Ao julgamento do ARE 739382 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.05.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à responsabilidade civil por danos morais em razão de ofensa à imagem. O acórdão está assim ementado: ‘Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6.Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada.8. Recurso extraordinário não conhecido.’ (ARE 739382 RG, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, julgado em 23/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 31-05-2013 PUBLIC 03-06-2013). O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF:Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1051367 AGR / SP Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea c do art. 102, III, da CF/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho como precedentes o RE 633.421- AgR/MS, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o RE 597.003-AgR/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009. Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento(art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. O Plenário desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à responsabilidade civil por danos morais em razão de ofensa à imagem no ARE 739.382-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.5.2013, in verbis: “Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6.Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada.8. Recurso extraordinário não conhecido.” (ARE 739382 RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 03.6.2013) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea c do art. 102, III, da CF/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho como precedentes o RE 633.421- AgR/MS, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o RE 597.003-AgR/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009. Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento(art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. O Plenário desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à responsabilidade civil por danos morais em razão de ofensa à imagem no ARE 739.382-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.5.2013, in verbis: “Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6.Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada.8. Recurso extraordinário não conhecido.” (ARE 739382 RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 03.6.2013) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1051367 AGR / SP Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo das alíneas “b”, “c” e “d” do art. 102, III, da Constituição Federal, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal ou de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição ou lei local contestada em face de lei federal. Colho como precedentes o RE 633.421- AgR/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 12.4.2011; e o RE 597.003-AgR/RJ, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 29.5.2009, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo das alíneas “b”, “c” e “d” do art. 102, III, da Constituição Federal, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal ou de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição ou lei local contestada em face de lei federal. Colho como precedentes o RE 633.421- AgR/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 12.4.2011; e o RE 597.003-AgR/RJ, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 29.5.2009, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1051367 AGR / SP extraordinário.” Verifico, por seu turno, que a questão da responsabilidade civil por danos morais decorrentes de ofensa à imagem “causada por textos ofensivos contidos em sites e e-mail”, matéria trazida à apreciação desta Corte por meio do presente recurso extraordinário, consoante se extrai dos fundamentos do acórdão recorrido, não foi submetida ao Plenário Virtual para manifestação acerca da existência de repercussão geral no RE 662.055/SP-RG, no qual se discute a possibilidade de impor “restrições a publicações em sítio eletrônico de entidade de proteção aos animais, que denunciava a crueldade da utilização de animais em rodeios, condenando-a ao pagamento de danos morais e proibindo-a de contactar patrocinadores de um evento específico, tradicional e culturalmente importante”, razão pela qual inaplicável o paradigma invocado. Inadequado, portanto, o enquadramento do presente feito ao RE 662.055/SP-RG, diversas as circunstâncias jurídico-normativas do paradigma invocado. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Agravo interno conhecido e não provido. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP extraordinário.” Verifico, por seu turno, que a questão da responsabilidade civil por danos morais decorrentes de ofensa à imagem “causada por textos ofensivos contidos em sites e e-mail”, matéria trazida à apreciação desta Corte por meio do presente recurso extraordinário, consoante se extrai dos fundamentos do acórdão recorrido, não foi submetida ao Plenário Virtual para manifestação acerca da existência de repercussão geral no RE 662.055/SP-RG, no qual se discute a possibilidade de impor “restrições a publicações em sítio eletrônico de entidade de proteção aos animais, que denunciava a crueldade da utilização de animais em rodeios, condenando-a ao pagamento de danos morais e proibindo-a de contactar patrocinadores de um evento específico, tradicional e culturalmente importante”, razão pela qual inaplicável o paradigma invocado. Inadequado, portanto, o enquadramento do presente feito ao RE 662.055/SP-RG, diversas as circunstâncias jurídico-normativas do paradigma invocado. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Agravo interno conhecido e não provido. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu vou acompanhar Vossa Excelência. Eu destaquei, na minha análise inicial da ementa, porque eu achei que o caso fosse mais amplo do que realmente é. Ao analisar detalhadamente o caso, eu acompanho integralmente Vossa Excelência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B9A-A7CF-59B2-4095 e senha CCE5-B66C-4B69-8554 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu vou acompanhar Vossa Excelência. Eu destaquei, na minha análise inicial da ementa, porque eu achei que o caso fosse mais amplo do que realmente é. Ao analisar detalhadamente o caso, eu acompanho integralmente Vossa Excelência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B9A-A7CF-59B2-4095 e senha CCE5-B66C-4B69-8554 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, cheguei a preparar voto para a denominada Sessão Virtual, que, a meu ver, transgride o devido processo legal. E o fiz, presente o princípio da eventualidade, consideradas duas partes: na primeira, pronunciei-me, no esboço de voto – que não chegou a ser materializado, porque Vossa Excelência indicou o destaque – no sentido de estar o tema pendente ante a repercussão geral admitida no recurso extraordinário 662.055, da relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, a versar a problemática dos limites da liberdade de expressão frente a outros direitos de igual hierarquia, como a inviabilidade da honra e da imagem – Tema 837. Fui vencido nessa parte, na proposta de sobrestamento, para aguardar o crivo do verdadeiro Supremo, que é o revelado pelo Colegiado Maior. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministro Marco Aurélio, até explicando à Ministra Rosa e ao Colegiado, o meu destaque foi exatamente para analisar o que Vossa Excelência aqui coloca: se entraria a hipótese no Tema 837, de relatoria do Ministro Barroso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência tem o meu voto – chegou a ser lançado. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Não tenho. O meu estudo era para verificar isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Coloco agora. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Agora, detalhando a hipótese completa, eu entendi que, realmente, não seria a hipótese do Tema 837, porque não se negou o direito à indenização por danos morais e à análise. O que se negou foi, no caso concreto, a indenização; mas não se negou a possibilidade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em segundo passo, vencido quanto ao sobrestamento, provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2699-B6A0-F6CC-2648 e senha 2407-1B36-5F6A-B854 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, cheguei a preparar voto para a denominada Sessão Virtual, que, a meu ver, transgride o devido processo legal. E o fiz, presente o princípio da eventualidade, consideradas duas partes: na primeira, pronunciei-me, no esboço de voto – que não chegou a ser materializado, porque Vossa Excelência indicou o destaque – no sentido de estar o tema pendente ante a repercussão geral admitida no recurso extraordinário 662.055, da relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, a versar a problemática dos limites da liberdade de expressão frente a outros direitos de igual hierarquia, como a inviabilidade da honra e da imagem – Tema 837. Fui vencido nessa parte, na proposta de sobrestamento, para aguardar o crivo do verdadeiro Supremo, que é o revelado pelo Colegiado Maior. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministro Marco Aurélio, até explicando à Ministra Rosa e ao Colegiado, o meu destaque foi exatamente para analisar o que Vossa Excelência aqui coloca: se entraria a hipótese no Tema 837, de relatoria do Ministro Barroso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência tem o meu voto – chegou a ser lançado. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Não tenho. O meu estudo era para verificar isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Coloco agora. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Agora, detalhando a hipótese completa, eu entendi que, realmente, não seria a hipótese do Tema 837, porque não se negou o direito à indenização por danos morais e à análise. O que se negou foi, no caso concreto, a indenização; mas não se negou a possibilidade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em segundo passo, vencido quanto ao sobrestamento, provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2699-B6A0-F6CC-2648 e senha 2407-1B36-5F6A-B854 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NUCLEO DE INFORMACAO E COORDENACAO DO PONTO BR - NIC .BR ADV.(A/S) : VICENTE COELHO ARAUJO (13134/DF, 166076/RJ, 304476/SP) ADV.(A/S) : MARCOS DRUMMOND MALVAR (26942/DF, 353428/SP) AGDO.(A/S) : JAN STRUIVING ADV.(A/S) : GENY MARTINEZ FREIRE (55895/SP) ADV.(A/S) : CLEDINEY BOEIRA DA SILVA (52051/PR) AGDO.(A/S) : RONALDO CARDONETTI ADV.(A/S) : ARTUR GABRIEL FERREIRA (29141/PR) AGDO.(A/S) : JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME ADV.(A/S) : MARCOS LUIZ MASKOW (22814/PR) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11 do CPC/ 2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade, porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A29-70D9-09AB-F3B1 e senha 66F2-30E1-199A-3BB6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NUCLEO DE INFORMACAO E COORDENACAO DO PONTO BR - NIC .BR ADV.(A/S) : VICENTE COELHO ARAUJO (13134/DF, 166076/RJ, 304476/SP) ADV.(A/S) : MARCOS DRUMMOND MALVAR (26942/DF, 353428/SP) AGDO.(A/S) : JAN STRUIVING ADV.(A/S) : GENY MARTINEZ FREIRE (55895/SP) ADV.(A/S) : CLEDINEY BOEIRA DA SILVA (52051/PR) AGDO.(A/S) : RONALDO CARDONETTI ADV.(A/S) : ARTUR GABRIEL FERREIRA (29141/PR) AGDO.(A/S) : JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME ADV.(A/S) : MARCOS LUIZ MASKOW (22814/PR) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11 do CPC/ 2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade, porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A29-70D9-09AB-F3B1 e senha 66F2-30E1-199A-3BB6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748387754
2018-09-18T00:00:00
2018-10-08T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11 do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade, porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. OFENSA À IMAGEM. TEXTOS OFENSIVOS CONTIDOS EM SITES E E-MAIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 739.382-RG, REL. MIN. GILMAR MENDES. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O Plenário desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à responsabilidade civil por danos morais em razão de ofensa à imagem (ARE 739.382-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.5.2013). 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur392102
- Acórdão(s) citado(s): (DANO MORAL, OFENSA À IMAGEM) ARE 739382 RG. (RE, CABIMENTO) RE 597003 AgR (2ªT), RE 633421 AgR (1ªT). (OFENSA À IMAGEM, PUBLICAÇÃO SITES E EMAIL) RE 662055 RG. Número de páginas: 12. Análise: 15/10/2018, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1051367
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1051367 AgR
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AGTE.(S) : NUCLEO DE INFORMACAO E COORDENACAO DO PONTO BR - NIC .BR ADV.(A/S) : VICENTE COELHO ARAUJO ADV.(A/S) : MARCOS DRUMMOND MALVAR AGDO.(A/S) : JAN STRUIVING ADV.(A/S) : GENY MARTINEZ FREIRE ADV.(A/S) : CLEDINEY BOEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) : RONALDO CARDONETTI ADV.(A/S) : ARTUR GABRIEL FERREIRA AGDO.(A/S) : JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME ADV.(A/S) : MARCOS LUIZ MASKOW
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Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NUCLEO DE INFORMACAO E COORDENACAO DO PONTO BR - NIC .BR ADV.(A/S) :VICENTE COELHO ARAUJO ADV.(A/S) :MARCOS DRUMMOND MALVAR AGDO.(A/S) :JAN STRUIVING ADV.(A/S) :GENY MARTINEZ FREIRE ADV.(A/S) :CLEDINEY BOEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :RONALDO CARDONETTI ADV.(A/S) :ARTUR GABRIEL FERREIRA AGDO.(A/S) :JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME ADV.(A/S) :MARCOS LUIZ MASKOW EMENTA DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. OFENSA À IMAGEM. TEXTOS OFENSIVOS CONTIDOS EM SITES E E- MAIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 739.382-RG, REL. MIN. GILMAR MENDES. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O Plenário desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à responsabilidade civil por danos morais em razão de ofensa à imagem (ARE 739.382-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.5.2013). 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4C6-F6EE-0B81-7909 e senha FBE6-B710-FEE0-BB62 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1051367 AGR / SP Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão da Primeira Turma presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4C6-F6EE-0B81-7909 e senha FBE6-B710-FEE0-BB62 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão da Primeira Turma presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015 porquanto não atingida a unanimidade. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4C6-F6EE-0B81-7909 e senha FBE6-B710-FEE0-BB62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NUCLEO DE INFORMACAO E COORDENACAO DO PONTO BR - NIC .BR ADV.(A/S) :VICENTE COELHO ARAUJO ADV.(A/S) :MARCOS DRUMMOND MALVAR AGDO.(A/S) :JAN STRUIVING ADV.(A/S) :GENY MARTINEZ FREIRE ADV.(A/S) :CLEDINEY BOEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :RONALDO CARDONETTI ADV.(A/S) :ARTUR GABRIEL FERREIRA AGDO.(A/S) :JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME ADV.(A/S) :MARCOS LUIZ MASKOW RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. A matéria debatida, em síntese, diz com a pretensão à indenização por danos morais em razão de alegada ofensa à imagem. Trata-se na origem de ação de condenação em obrigação de fazer, c/c ação indenizatória, ajuizada pelo ora recorrente em face de Jan Struiving e Ronaldo Cardonetti, em razão de textos ofensivos publicados nos sítios eletrônicos “interjuris.com.br” e “abusando.org”, administrados pelo jornal Folha do Bacaheri Ltda. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que “[...] não trata de matéria unicamente de responsabilidade civil, mas também do conflito entre os princípios constitucionais da liberdade de expressão (art. 5..., inciso IV, e art. 220, da Constituição Federal) e da proteção à honra e à imagem (art. 5..., incisos V e X, da Constituição Federal)”. Afirma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50D5-186B-872B-247C e senha 34FF-3115-7E5D-21D3 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NUCLEO DE INFORMACAO E COORDENACAO DO PONTO BR - NIC .BR ADV.(A/S) :VICENTE COELHO ARAUJO ADV.(A/S) :MARCOS DRUMMOND MALVAR AGDO.(A/S) :JAN STRUIVING ADV.(A/S) :GENY MARTINEZ FREIRE ADV.(A/S) :CLEDINEY BOEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :RONALDO CARDONETTI ADV.(A/S) :ARTUR GABRIEL FERREIRA AGDO.(A/S) :JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME ADV.(A/S) :MARCOS LUIZ MASKOW RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. A matéria debatida, em síntese, diz com a pretensão à indenização por danos morais em razão de alegada ofensa à imagem. Trata-se na origem de ação de condenação em obrigação de fazer, c/c ação indenizatória, ajuizada pelo ora recorrente em face de Jan Struiving e Ronaldo Cardonetti, em razão de textos ofensivos publicados nos sítios eletrônicos “interjuris.com.br” e “abusando.org”, administrados pelo jornal Folha do Bacaheri Ltda. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta que “[...] não trata de matéria unicamente de responsabilidade civil, mas também do conflito entre os princípios constitucionais da liberdade de expressão (art. 5..., inciso IV, e art. 220, da Constituição Federal) e da proteção à honra e à imagem (art. 5..., incisos V e X, da Constituição Federal)”. Afirma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50D5-186B-872B-247C e senha 34FF-3115-7E5D-21D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1051367 AGR / SP adequado o enquadramento ao tema objeto do Recurso Extraordinário 662.055/SP. Reitera a afronta aos arts. 5..., IV, V e X, e 220 da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RESPONSABILIDADE CIVIL. Ofensa a honrado autor causada por textos ofensivos contidos em sites e e-mail. Cerceamento de defesa. Inocorrência. Dano moral. Afastamento. Necessidade de harmonização entre a garantia à inviolabilidade da honra e do direito de livre manifestação do pensamento e da informação. Aplicação dos art. 5..., IV, IX, X, XIV, e 220, § 1..., da Constituição Federal de 1988. Interesse público que deve prevalecer sobre o particular. Denúncias que deram início a procedimentos judiciais visando à apuração da veracidade dos fatos. Prejuízo moral afastado. Sentença de improcedência mantida. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50D5-186B-872B-247C e senha 34FF-3115-7E5D-21D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP adequado o enquadramento ao tema objeto do Recurso Extraordinário 662.055/SP. Reitera a afronta aos arts. 5..., IV, V e X, e 220 da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RESPONSABILIDADE CIVIL. Ofensa a honrado autor causada por textos ofensivos contidos em sites e e-mail. Cerceamento de defesa. Inocorrência. Dano moral. Afastamento. Necessidade de harmonização entre a garantia à inviolabilidade da honra e do direito de livre manifestação do pensamento e da informação. Aplicação dos art. 5..., IV, IX, X, XIV, e 220, § 1..., da Constituição Federal de 1988. Interesse público que deve prevalecer sobre o particular. Denúncias que deram início a procedimentos judiciais visando à apuração da veracidade dos fatos. Prejuízo moral afastado. Sentença de improcedência mantida. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50D5-186B-872B-247C e senha 34FF-3115-7E5D-21D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., IV, V e X, e 220 da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Transcrevo o inteiro teor da ementa do acórdão (fl.1075) objeto da insurgência manifestada no apelo extremo: ‘RESPONSABILIDADE CIVIL. Ofensa a honrado autor causada por textos ofensivos contidos em sites e e- mail. Cerceamento de defesa Inocorrência. Dano moral Afastamento Necessidade de harmonização entre a garantia à inviolabilidade da honra e do direito de livre manifestação do pensamento e da informação Aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., IV, V e X, e 220 da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Transcrevo o inteiro teor da ementa do acórdão (fl.1075) objeto da insurgência manifestada no apelo extremo: ‘RESPONSABILIDADE CIVIL. Ofensa a honrado autor causada por textos ofensivos contidos em sites e e- mail. Cerceamento de defesa Inocorrência. Dano moral Afastamento Necessidade de harmonização entre a garantia à inviolabilidade da honra e do direito de livre manifestação do pensamento e da informação Aplicação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1051367 AGR / SP dos art. 5..., IV, IX, X, XIV e 220, § 1..., da Constituição Federal de 1988 Interesse público que deve prevalecer sobre o particular. Denúncias que deram início a procedimentos judiciais visando à apuração da veracidade dos fatos. Prejuízo moral afastado Sentença de improcedência mantida Recurso desprovido.’ Não prospera o recurso pelo prisma dos arts. 5..., IV, V e X, e 220 da Constituição da República. Ao julgamento do ARE 739382 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.05.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à responsabilidade civil por danos morais em razão de ofensa à imagem. O acórdão está assim ementado: ‘Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6.Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada.8. Recurso extraordinário não conhecido.’ (ARE 739382 RG, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, julgado em 23/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 31-05-2013 PUBLIC 03-06-2013). O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal:Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP dos art. 5..., IV, IX, X, XIV e 220, § 1..., da Constituição Federal de 1988 Interesse público que deve prevalecer sobre o particular. Denúncias que deram início a procedimentos judiciais visando à apuração da veracidade dos fatos. Prejuízo moral afastado Sentença de improcedência mantida Recurso desprovido.’ Não prospera o recurso pelo prisma dos arts. 5..., IV, V e X, e 220 da Constituição da República. Ao julgamento do ARE 739382 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.05.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à responsabilidade civil por danos morais em razão de ofensa à imagem. O acórdão está assim ementado: ‘Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6.Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada.8. Recurso extraordinário não conhecido.’ (ARE 739382 RG, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, julgado em 23/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 31-05-2013 PUBLIC 03-06-2013). O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal:Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1051367 AGR / SP Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea c do art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho como precedentes o Recurso Extraordinário 633.421- AgR/MS, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o Recurso Extraordinário 597.003-AgR/RJ, 2... Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009. Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento(art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. O Plenário desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à responsabilidade civil por danos morais em razão de ofensa à imagem no ARE 739.382-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.5.2013, in verbis: “Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6.Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada.8. Recurso extraordinário não conhecido.” (ARE 739382 RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 03.6.2013) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea c do art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho como precedentes o Recurso Extraordinário 633.421- AgR/MS, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o Recurso Extraordinário 597.003-AgR/RJ, 2... Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009. Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento(art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. O Plenário desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à responsabilidade civil por danos morais em razão de ofensa à imagem no ARE 739.382-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 03.5.2013, in verbis: “Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6.Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada.8. Recurso extraordinário não conhecido.” (ARE 739382 RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 03.6.2013) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1051367 AGR / SP Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo das alíneas “b”, “c” e “d” do art. 102, III, da Constituição Federal, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal ou de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição ou lei local contestada em face de lei federal. Colho como precedentes o Recurso Extraordinário 633.421- AgR/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 12.4.2011; e o Recurso Extraordinário 597.003-AgR/RJ, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 29.5.2009, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo das alíneas “b”, “c” e “d” do art. 102, III, da Constituição Federal, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal ou de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição ou lei local contestada em face de lei federal. Colho como precedentes o Recurso Extraordinário 633.421- AgR/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 12.4.2011; e o Recurso Extraordinário 597.003-AgR/RJ, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 29.5.2009, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1051367 AGR / SP extraordinário.” Verifico, por seu turno, que a questão da responsabilidade civil por danos morais decorrentes de ofensa à imagem “causada por textos ofensivos contidos em sites e e-mail”, matéria trazida à apreciação desta Corte por meio do presente recurso extraordinário, consoante se extrai dos fundamentos do acórdão recorrido, não foi submetida ao Plenário Virtual para manifestação acerca da existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 662.055/SP-RG, no qual se discute a possibilidade de impor “restrições a publicações em sítio eletrônico de entidade de proteção aos animais, que denunciava a crueldade da utilização de animais em rodeios, condenando-a ao pagamento de danos morais e proibindo-a de contactar patrocinadores de um evento específico, tradicional e culturalmente importante”, razão pela qual inaplicável o paradigma invocado. Inadequado, portanto, o enquadramento do presente feito ao Recurso Extraordinário 662.055/SP-RG, diversas as circunstâncias jurídico-normativas do paradigma invocado. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Agravo interno conhecido e não provido. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Supremo Tribunal Federal ARE 1051367 AGR / SP extraordinário.” Verifico, por seu turno, que a questão da responsabilidade civil por danos morais decorrentes de ofensa à imagem “causada por textos ofensivos contidos em sites e e-mail”, matéria trazida à apreciação desta Corte por meio do presente recurso extraordinário, consoante se extrai dos fundamentos do acórdão recorrido, não foi submetida ao Plenário Virtual para manifestação acerca da existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 662.055/SP-RG, no qual se discute a possibilidade de impor “restrições a publicações em sítio eletrônico de entidade de proteção aos animais, que denunciava a crueldade da utilização de animais em rodeios, condenando-a ao pagamento de danos morais e proibindo-a de contactar patrocinadores de um evento específico, tradicional e culturalmente importante”, razão pela qual inaplicável o paradigma invocado. Inadequado, portanto, o enquadramento do presente feito ao Recurso Extraordinário 662.055/SP-RG, diversas as circunstâncias jurídico-normativas do paradigma invocado. Majoro em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Agravo interno conhecido e não provido. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240A-0945-FF88-99C5 e senha 18D5-E447-3561-3459 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu vou acompanhar Vossa Excelência. Eu destaquei, na minha análise inicial da ementa, porque eu achei que o caso fosse mais amplo do que realmente é. Ao analisar detalhadamente o caso, eu acompanho integralmente Vossa Excelência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B9A-A7CF-59B2-4095 e senha CCE5-B66C-4B69-8554 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu vou acompanhar Vossa Excelência. Eu destaquei, na minha análise inicial da ementa, porque eu achei que o caso fosse mais amplo do que realmente é. Ao analisar detalhadamente o caso, eu acompanho integralmente Vossa Excelência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B9A-A7CF-59B2-4095 e senha CCE5-B66C-4B69-8554 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, cheguei a preparar voto para a denominada Sessão Virtual, que, a meu ver, transgride o devido processo legal. E o fiz, presente o princípio da eventualidade, consideradas duas partes: na primeira, pronunciei-me, no esboço de voto – que não chegou a ser materializado, porque Vossa Excelência indicou o destaque – no sentido de estar o tema pendente ante a repercussão geral admitida no recurso extraordinário 662.055, da relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, a versar a problemática dos limites da liberdade de expressão frente a outros direitos de igual hierarquia, como a inviabilidade da honra e da imagem – Tema 837. Fui vencido nessa parte, na proposta de sobrestamento, para aguardar o crivo do verdadeiro Supremo, que é o revelado pelo Colegiado Maior. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministro Marco Aurélio, até explicando à Ministra Rosa e ao Colegiado, o meu destaque foi exatamente para analisar o que Vossa Excelência aqui coloca: se entraria a hipótese no Tema 837, de relatoria do Ministro Barroso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência tem o meu voto – chegou a ser lançado. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Não tenho. O meu estudo era para verificar isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Coloco agora. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Agora, detalhando a hipótese completa, eu entendi que, realmente, não seria a hipótese do Tema 837, porque não se negou o direito à indenização por danos morais e à análise. O que se negou foi, no caso concreto, a indenização; mas não se negou a possibilidade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em segundo passo, vencido quanto ao sobrestamento, provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2699-B6A0-F6CC-2648 e senha 2407-1B36-5F6A-B854 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, cheguei a preparar voto para a denominada Sessão Virtual, que, a meu ver, transgride o devido processo legal. E o fiz, presente o princípio da eventualidade, consideradas duas partes: na primeira, pronunciei-me, no esboço de voto – que não chegou a ser materializado, porque Vossa Excelência indicou o destaque – no sentido de estar o tema pendente ante a repercussão geral admitida no recurso extraordinário 662.055, da relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, a versar a problemática dos limites da liberdade de expressão frente a outros direitos de igual hierarquia, como a inviabilidade da honra e da imagem – Tema 837. Fui vencido nessa parte, na proposta de sobrestamento, para aguardar o crivo do verdadeiro Supremo, que é o revelado pelo Colegiado Maior. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministro Marco Aurélio, até explicando à Ministra Rosa e ao Colegiado, o meu destaque foi exatamente para analisar o que Vossa Excelência aqui coloca: se entraria a hipótese no Tema 837, de relatoria do Ministro Barroso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência tem o meu voto – chegou a ser lançado. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Não tenho. O meu estudo era para verificar isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Coloco agora. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Agora, detalhando a hipótese completa, eu entendi que, realmente, não seria a hipótese do Tema 837, porque não se negou o direito à indenização por danos morais e à análise. O que se negou foi, no caso concreto, a indenização; mas não se negou a possibilidade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em segundo passo, vencido quanto ao sobrestamento, provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2699-B6A0-F6CC-2648 e senha 2407-1B36-5F6A-B854 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NUCLEO DE INFORMACAO E COORDENACAO DO PONTO BR - NIC .BR ADV.(A/S) : VICENTE COELHO ARAUJO (13134/DF, 166076/RJ, 304476/SP) ADV.(A/S) : MARCOS DRUMMOND MALVAR (26942/DF, 353428/SP) AGDO.(A/S) : JAN STRUIVING ADV.(A/S) : GENY MARTINEZ FREIRE (55895/SP) ADV.(A/S) : CLEDINEY BOEIRA DA SILVA (52051/PR) AGDO.(A/S) : RONALDO CARDONETTI ADV.(A/S) : ARTUR GABRIEL FERREIRA (29141/PR) AGDO.(A/S) : JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME ADV.(A/S) : MARCOS LUIZ MASKOW (22814/PR) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11 do Código de Processo Civil/ 2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade, porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A29-70D9-09AB-F3B1 e senha 66F2-30E1-199A-3BB6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.051.367 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NUCLEO DE INFORMACAO E COORDENACAO DO PONTO BR - NIC .BR ADV.(A/S) : VICENTE COELHO ARAUJO (13134/DF, 166076/RJ, 304476/SP) ADV.(A/S) : MARCOS DRUMMOND MALVAR (26942/DF, 353428/SP) AGDO.(A/S) : JAN STRUIVING ADV.(A/S) : GENY MARTINEZ FREIRE (55895/SP) ADV.(A/S) : CLEDINEY BOEIRA DA SILVA (52051/PR) AGDO.(A/S) : RONALDO CARDONETTI ADV.(A/S) : ARTUR GABRIEL FERREIRA (29141/PR) AGDO.(A/S) : JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME ADV.(A/S) : MARCOS LUIZ MASKOW (22814/PR) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11 do Código de Processo Civil/ 2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da penalidade, porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A29-70D9-09AB-F3B1 e senha 66F2-30E1-199A-3BB6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 051 . 367", "ARE 739 . 382 - RG", "ARE 739 . 382 - RG", "ARE 1051367 AGR / SP", "ARE 1051367 AGR / SP", "ARE 1051367 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 662 . 055 / SP", "ARE 1051367 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 662 . 055 / SP", "ARE 1051367 AGR / SP", "ARE 739382 RG", "ARE 739382 RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1051367 AGR / SP", "ARE 739382 RG", "ARE 739382 RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 633 . 421 - AgR / MS", "Recurso Extraordinário 597 . 003 - AgR / RJ", "ARE 739 . 382 - RG", "ARE 739382 RG", "ARE 1051367 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 633 . 421 - AgR / MS", "Recurso Extraordinário 597 . 003 - AgR / RJ", "ARE 739 . 382 - RG", "ARE 739382 RG", "ARE 1051367 AGR", "Recurso Extraordinário 633 . 421 - AgR / MS", "Recurso Extraordinário 597 . 003 - AgR / RJ", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1051367 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 633 . 421 - AgR / MS", "Recurso Extraordinário 597 . 003 - AgR / RJ", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 662 . 055 / SP - RG", "Recurso Extraordinário 662 . 055 / SP - RG", "ARE 1051367 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 662 . 055 / SP - RG", "Recurso Extraordinário 662 . 055 / SP - RG", "AGRAVO 1 . 051 . 367", "recurso extraordinário 662 . 055", "recurso extraordinário 662 . 055" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , inciso IV , e art . 220 , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , incisos V e X , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , inciso IV , e art . 220 , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , incisos V e X , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , IV , V e X , e 220 da Constituição Federal", "art . 5 . . . , IV , IX , X , XIV , e 220 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , IV , V e X , e 220 da Constituição Federal", "art . 5 . . . , IV , IX , X , XIV , e 220 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "arts . 5 . . . , IV , V e X , e 220 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , IV , V e X , e 220 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , IV , IX , X , XIV e 220 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988", "arts . 5 . . . , IV , V e X , e 220 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , IV , IX , X , XIV e 220 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988", "arts . 5 . . . , IV , V e X , e 220 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea c do art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea c do art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alíneas “ b ” , “ c ” e “ d ” do art . 102 , III , da Constituição Federal", "Constituição", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 53 / 1990", "ALÍNEAS C E D DO INC . III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição", "alíneas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alíneas “ b ” , “ c ” e “ d ” do art . 102 , III , da Constituição Federal", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 53 / 1990", "ALÍNEAS C E D DO INC . 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Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "1", ".", ".", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PONTO BR", "JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "JORNAL FOLHA DO BACACHERI LTDA - ME", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "VICENTE COELHO ARAUJO", "MARCOS DRUMMOND MALVAR", "JAN STRUIVING", "GENY MARTINEZ FREIRE", "CLEDINEY BOEIRA DA SILVA", "RONALDO CARDONETTI", "ARTUR GABRIEL FERREIRA", "MARCOS LUIZ MASKOW", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "VICENTE COELHO ARAUJO", "MARCOS DRUMMOND MALVAR", "JAN STRUIVING", "GENY MARTINEZ FREIRE", "CLEDINEY BOEIRA DA SILVA", "RONALDO CARDONETTI", "ARTUR GABRIEL FERREIRA", "MARCOS LUIZ MASKOW", "Rosa Weber", "Jan Struiving", "Ronaldo Cardonetti", "ROSA WEBER", "VICENTE COELHO ARAUJO", "MARCOS DRUMMOND MALVAR", "JAN STRUIVING", "GENY MARTINEZ FREIRE", "CLEDINEY BOEIRA DA SILVA", "RONALDO CARDONETTI", "ARTUR GABRIEL FERREIRA", "MARCOS LUIZ MASKOW", "Rosa Weber", "Jan Struiving", "Ronaldo Cardonetti", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER ARE", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "ROSA 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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ODEBRECHT S/A ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Penal e Processual Penal. 2. Compartilhamento de provas e acordo de leniência. 3. A possibilidade de compartilhamento de provas produzidas consensualmente para outras investigações não incluídas na abrangência do negócio jurídico pode colocar em risco a sua efetividade e a esfera de direitos dos imputados que consentirem em colaborar com a persecução estatal. 4. No caso em concreto, o inquérito civil investiga possível prática de ato que envolve imputado que não é abrangido pelo acordo de leniência em questão. 5. Contudo, deverão ser respeitados os termos do acordo em relação à agravante e aos demais aderentes, em caso de eventual prejuízo a tais pessoas. 6. Nego provimento ao agravo, mantendo a decisão impugnada e o compartilhamento de provas, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes. A C Ó R D à O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA4B-3805-C517-64BB e senha F251-7745-5956-815A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 335 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ODEBRECHT S/A ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fl. 272-276) interposto ao deferimento (fl. 239) de compartilhamento das provas dos autos do Inquérito 4.420 à 1ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo para instrução de inquérito civil que investiga possível prática de ato de improbidade e lesão ao erário estadual em razão do recebimento de valores da ODEBRECHT destinados à campanha eleitoral do investigado Rodrigo Garcia, que, à época dos fatos, ocupava o cargo de Secretário Municipal de Modernização, Gestão e Desburocratização de São Paulo. Sustenta que o MP/SP deverá aderir ao acordo de leniência para obter o compartilhamento das provas e ainda assim não poderia ingressar com ação de improbidade em desfavor da Odebrecht e seus aderentes, nos termos do acordo. Ressalta a “nocividade da r. decisão aos seus interesses, haja vista (i) o descumprimento contratual do Acordo de Leniência firmado entre a Agravante e o MPF e (ii) o provável dano a ser sofrido pela Agravante, caso seja mantida a r. decisão, em função de inúmeras tratativas mantidas pela empresa em outros âmbitos investigativos” (fl. 273). Em contrarrazões, o representante do MPF afirma que “é certo que o Acordo de Leniência celebrado entre o parquet federal e a empresa Odebrecht impõe limitação no uso das provas compartilhadas com outros órgãos, salvaguardando os colaboradores para que não sejam punidos além das sanções previstas no referido acordo” (fl. 321). Assim, “o compartilhamento das provas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEAC-E145-0DFB-4808 e senha 9229-636C-4CF9-3246 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ODEBRECHT S/A ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fl. 272-276) interposto ao deferimento (fl. 239) de compartilhamento das provas dos autos do Inquérito 4.420 à 1ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo para instrução de inquérito civil que investiga possível prática de ato de improbidade e lesão ao erário estadual em razão do recebimento de valores da ODEBRECHT destinados à campanha eleitoral do investigado Rodrigo Garcia, que, à época dos fatos, ocupava o cargo de Secretário Municipal de Modernização, Gestão e Desburocratização de São Paulo. Sustenta que o MP/SP deverá aderir ao acordo de leniência para obter o compartilhamento das provas e ainda assim não poderia ingressar com ação de improbidade em desfavor da Odebrecht e seus aderentes, nos termos do acordo. Ressalta a “nocividade da r. decisão aos seus interesses, haja vista (i) o descumprimento contratual do Acordo de Leniência firmado entre a Agravante e o MPF e (ii) o provável dano a ser sofrido pela Agravante, caso seja mantida a r. decisão, em função de inúmeras tratativas mantidas pela empresa em outros âmbitos investigativos” (fl. 273). Em contrarrazões, o representante do MPF afirma que “é certo que o Acordo de Leniência celebrado entre o parquet federal e a empresa Odebrecht impõe limitação no uso das provas compartilhadas com outros órgãos, salvaguardando os colaboradores para que não sejam punidos além das sanções previstas no referido acordo” (fl. 321). Assim, “o compartilhamento das provas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEAC-E145-0DFB-4808 e senha 9229-636C-4CF9-3246 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 336 Relatório INQ 4420 AGR / DF deste inquérito com o Ministério Público de São Paulo para instrução do inquérito civil que lá tramita sobre os mesmos fatos deverá observar os termos do Acordo de Leniência em relação à Agravante e aos demais aderentes no caso de eventual propositura de ação de improbidade administrativa”. Diante disso, o MPF se manifestou pelo “não provimento do agravo, mantendo-se a decisão de fls. 239 que deferiu o compartilhamento dos autos com o Ministério Público do Estado de São Paulo para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no Acordo de Leniência em relação à Agravante e aos demais aderentes” (fl. 322). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEAC-E145-0DFB-4808 e senha 9229-636C-4CF9-3246 Supremo Tribunal Federal INQ 4420 AGR / DF deste inquérito com o Ministério Público de São Paulo para instrução do inquérito civil que lá tramita sobre os mesmos fatos deverá observar os termos do Acordo de Leniência em relação à Agravante e aos demais aderentes no caso de eventual propositura de ação de improbidade administrativa”. Diante disso, o MPF se manifestou pelo “não provimento do agravo, mantendo-se a decisão de fls. 239 que deferiu o compartilhamento dos autos com o Ministério Público do Estado de São Paulo para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no Acordo de Leniência em relação à Agravante e aos demais aderentes” (fl. 322). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEAC-E145-0DFB-4808 e senha 9229-636C-4CF9-3246 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 337 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravo regimental em análise aborda a questão do compartilhamento de provas produzidas a partir de acordo de leniência, para outras investigações (ex. Inquérito Civil), que podem prejudicar os interessados, a partir de requerimento de autoridade que não aderiu ao referido acordo. Sem dúvidas, trata-se de temática extremamente relevante no cenário da Justiça Negocial, em institutos como a colaboração premiada e o acordo de leniência. A possibilidade de compartilhamento de provas produzidas consensualmente para outras investigações não incluídas na abrangência do negócio jurídico pode colocar em risco a sua efetividade e a esfera de direitos dos imputados que consentirem em colaborar com a persecução estatal (LAMY, Anna Carolina. Reflexos do acordo de leniência no processo penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2014. p. 159-161). Nos termos da orientação firmada no Estudo Técnico 01/2017 da 5ª Câmara de Coordenação de Revisão do MPF, o qual trata da normativa sobre acordos de leniência, “o acesso a informações e documentos obtidos em colaboração premiada, por outros órgãos públicos de fiscalização e controle ou por terceiros interessados que se legitimem a tal disclosure, depende da adesão racional e razoável aos termos negociados e acertados entre Estado e colaborador”. Conforme a orientação: “Trata-se de decorrência lógica que deflui do paradigma de consensualidade e da própria negociação encetada, que impõe ao Estado a aceitação deste ônus em troca de bônus investigativos e sancionatórios, sob pena de, ao contrário, enfraquecer-se demasiadamente a posição de quem colabora com o poder público sancionador, abrindo mão de direitos fundamentais de autodefesa e lançando por terra as demandas de segurança jurídica”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravo regimental em análise aborda a questão do compartilhamento de provas produzidas a partir de acordo de leniência, para outras investigações (ex. Inquérito Civil), que podem prejudicar os interessados, a partir de requerimento de autoridade que não aderiu ao referido acordo. Sem dúvidas, trata-se de temática extremamente relevante no cenário da Justiça Negocial, em institutos como a colaboração premiada e o acordo de leniência. A possibilidade de compartilhamento de provas produzidas consensualmente para outras investigações não incluídas na abrangência do negócio jurídico pode colocar em risco a sua efetividade e a esfera de direitos dos imputados que consentirem em colaborar com a persecução estatal (LAMY, Anna Carolina. Reflexos do acordo de leniência no processo penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2014. p. 159-161). Nos termos da orientação firmada no Estudo Técnico 01/2017 da 5ª Câmara de Coordenação de Revisão do MPF, o qual trata da normativa sobre acordos de leniência, “o acesso a informações e documentos obtidos em colaboração premiada, por outros órgãos públicos de fiscalização e controle ou por terceiros interessados que se legitimem a tal disclosure, depende da adesão racional e razoável aos termos negociados e acertados entre Estado e colaborador”. Conforme a orientação: “Trata-se de decorrência lógica que deflui do paradigma de consensualidade e da própria negociação encetada, que impõe ao Estado a aceitação deste ônus em troca de bônus investigativos e sancionatórios, sob pena de, ao contrário, enfraquecer-se demasiadamente a posição de quem colabora com o poder público sancionador, abrindo mão de direitos fundamentais de autodefesa e lançando por terra as demandas de segurança jurídica”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 338 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4420 AGR / DF Igualmente, em relação aos acordos de colaboração premiada, a Orientação Conjunta 1/2018 do MPF afirma que: “As provas decorrentes do acordo de colaboração premiada poderão ser compartilhadas com outros órgãos e autoridades públicas nacionais, para fins cíveis, fiscais e administrativos, e com autoridades públicas estrangeiras, inclusive para fins criminais, com a ressalva de que tais provas não poderão ser utilizadas contra os próprios colaboradores para produzir punições além daquelas pactuadas no acordo. Esta ressalva deve ser expressamente comunicada ao destinatário da prova, com a informação de que se trata de uma limitação intrínseca e subjetiva de validade do uso da prova, nos termos da Nota Técnica nº 01/2017, da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão”. O imputado colaborador aceita produzir provas contra si mesmo tendo em vista os termos acordados no pacto negocial com o Estado. Assim, a utilização de tais elementos probatórios, produzidos pelo próprio colaborador, em seu prejuízo, de modo distinto do firmado com a acusação e homologado pelo Judiciário é prática abusiva, que viola o direito a não autoincriminação. A renúncia (ou não exercício) imposta pela Lei em relação ao direito ao silêncio (art. 4°, §14°, Lei 12.850/2013) se limita à abrangência e às consequências previstas no acordo. Deve-se ressaltar que isso não impede que outras autoridades não aderentes ao acordo realizem investigações e persecuções distintas (por exemplo sobre fatos novos ou não incluídos no acordo), mas veda somente a utilização para esses casos de elementos probatórios produzidos pelos próprios colaboradores em razão do negócio firmado. Em caso anterior, em sede de medida cautelar, já ressaltei a necessidade de atenção a acordo de leniência, decidindo que: “(...) não seria vedado ao TCU realizar a fiscalização da aplicação de dinheiro público em hipóteses já albergadas pelos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Supremo Tribunal Federal INQ 4420 AGR / DF Igualmente, em relação aos acordos de colaboração premiada, a Orientação Conjunta 1/2018 do MPF afirma que: “As provas decorrentes do acordo de colaboração premiada poderão ser compartilhadas com outros órgãos e autoridades públicas nacionais, para fins cíveis, fiscais e administrativos, e com autoridades públicas estrangeiras, inclusive para fins criminais, com a ressalva de que tais provas não poderão ser utilizadas contra os próprios colaboradores para produzir punições além daquelas pactuadas no acordo. Esta ressalva deve ser expressamente comunicada ao destinatário da prova, com a informação de que se trata de uma limitação intrínseca e subjetiva de validade do uso da prova, nos termos da Nota Técnica nº 01/2017, da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão”. O imputado colaborador aceita produzir provas contra si mesmo tendo em vista os termos acordados no pacto negocial com o Estado. Assim, a utilização de tais elementos probatórios, produzidos pelo próprio colaborador, em seu prejuízo, de modo distinto do firmado com a acusação e homologado pelo Judiciário é prática abusiva, que viola o direito a não autoincriminação. A renúncia (ou não exercício) imposta pela Lei em relação ao direito ao silêncio (art. 4°, §14°, Lei 12.850/2013) se limita à abrangência e às consequências previstas no acordo. Deve-se ressaltar que isso não impede que outras autoridades não aderentes ao acordo realizem investigações e persecuções distintas (por exemplo sobre fatos novos ou não incluídos no acordo), mas veda somente a utilização para esses casos de elementos probatórios produzidos pelos próprios colaboradores em razão do negócio firmado. Em caso anterior, em sede de medida cautelar, já ressaltei a necessidade de atenção a acordo de leniência, decidindo que: “(...) não seria vedado ao TCU realizar a fiscalização da aplicação de dinheiro público em hipóteses já albergadas pelos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 339 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4420 AGR / DF acordos de leniência. Todavia, sua atuação deve limitar-se ao escopo de buscar integralmente a reparação do dano causado, sem inviabilizar o cumprimento dos citados acordos”. (MS-MC 35.435, de minha relatoria, j. 13.4.2018). Nos termos do acordo de leniência em análise neste caso concreto, os membros do Ministério Público que aderirem ao contrato comprometem- se a: “c) a não propor qualquer ação de natureza criminal pelos fatos e/ou condutas de sua atribuição e revelados em decorrência deste Acordo de Leniência contra os Aderentes por suas condutas reveladas em decorrência deste Acordo de Leniência, ou constantes dos anexos, inclusive documentos, provas, dados de corroboração, sistemas eletrônicos, bases de dados, entrevistas e depoimentos prestados, nos termos do §3º da Cláusula 5, acima; d) a não propor qualquer ação de natureza cível ou sancionatória, inclusive ações de improbidade administrativa, pelos fatos ou condutas revelados em decorrência deste Acordo de Leniência, contra a COLABORADORA, empresas de seu grupo econômico, Aderentes, enquanto cumpridas integralmente as cláusula estabelecidas neste Acordo, salvo se, por necessidade de interromper a prescrição, for oferecida com pedido exclusivamente declaratório, caso em que, em seguida à propositura, far-se-á requerimento de suspensão de seu trâmite, nos termos do §3° da Cláusula 8a“. Em caso de não adesão, restringe-se o compartilhamento de provas. Assenta o negócio que: “Cláusula 4ª. §3°. Em caso de negativa de adesão a este Acordo de Leniência pelo membro do Ministério Público mencionado no §2° desta Cláusula, por qualquer motivo, os anexos e provas decorrentes deste Acordo de Leniência que digam respeito aos fatos submetidos a tais promotores ou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Supremo Tribunal Federal INQ 4420 AGR / DF acordos de leniência. Todavia, sua atuação deve limitar-se ao escopo de buscar integralmente a reparação do dano causado, sem inviabilizar o cumprimento dos citados acordos”. (MS-MC 35.435, de minha relatoria, j. 13.4.2018). Nos termos do acordo de leniência em análise neste caso concreto, os membros do Ministério Público que aderirem ao contrato comprometem- se a: “c) a não propor qualquer ação de natureza criminal pelos fatos e/ou condutas de sua atribuição e revelados em decorrência deste Acordo de Leniência contra os Aderentes por suas condutas reveladas em decorrência deste Acordo de Leniência, ou constantes dos anexos, inclusive documentos, provas, dados de corroboração, sistemas eletrônicos, bases de dados, entrevistas e depoimentos prestados, nos termos do §3º da Cláusula 5, acima; d) a não propor qualquer ação de natureza cível ou sancionatória, inclusive ações de improbidade administrativa, pelos fatos ou condutas revelados em decorrência deste Acordo de Leniência, contra a COLABORADORA, empresas de seu grupo econômico, Aderentes, enquanto cumpridas integralmente as cláusula estabelecidas neste Acordo, salvo se, por necessidade de interromper a prescrição, for oferecida com pedido exclusivamente declaratório, caso em que, em seguida à propositura, far-se-á requerimento de suspensão de seu trâmite, nos termos do §3° da Cláusula 8a“. Em caso de não adesão, restringe-se o compartilhamento de provas. Assenta o negócio que: “Cláusula 4ª. §3°. Em caso de negativa de adesão a este Acordo de Leniência pelo membro do Ministério Público mencionado no §2° desta Cláusula, por qualquer motivo, os anexos e provas decorrentes deste Acordo de Leniência que digam respeito aos fatos submetidos a tais promotores ou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 340 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4420 AGR / DF procuradores e cuja adesão foi negada serão devolvidas pelo Ministério Público Federal à empresa, mediante recibo, e não poderão ser utilizadas pelo membro do Ministério Público não aderente para quaisquer fins. Na hipótese de um anexo que aponte fatos atinentes a duas jurisdições ter sido rejeitado por um dos membros do Ministério Público competente e não pelo outro, o anexo poderá ser utilizado pelo último após excluídas as informações que digam respeito aos fatos de atribuição do Ministério Público não aderente”. Contudo, neste caso em concreto, o compartilhamento se deu com finalidade de instrução de inquérito civil que investiga possível prática de ato de improbidade e lesão ao erário estadual em razão do recebimento de valores da ODEBRECHT destinados à campanha eleitoral do investigado Rodrigo Garcia (fl. 108-109), ou seja, foca-se em imputado que não é abrangido pelo acordo de leniência em questão. Conforme afirmado pelo MPF, “o Acordo de Leniência suscitado pela Agravante não se estende ao parlamentar, mas apenas em relação à recorrente e aos demais aderentes, conforme cláusula 8ª” do referido negócio jurídico (fl. 321). Conforme precedentes desta Suprema Corte, não há óbices ao compartilhamento de provas, desde que o pedido se mostre adequadamente delimitado e justificado. Nesse sentido: PET 6.845, Min. Edson Fachin, j. 14.8.2018; PET 7.463, Min. Edson Fachin, j. 14.8.2018. De modo amplo, “é assente na jurisprudência desta Corte a admissibilidade, em procedimentos administrativos, de prova emprestada do processo penal” (RE- AgR 810.906, Primeira Turma, rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 25.5.2015). Contudo, nas hipóteses de meios de obtenção de prova como colaboração premiada (ou acordos de leniência), devem ser adotadas especiais cautelas. Conforme assentado na doutrina: “Nesses casos, ao estabelecer os estreitos parâmetros de tais atividades, fica clara a intenção do legislador em assegurar que a obtenção de provas seja realizada de forma compatível 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Supremo Tribunal Federal INQ 4420 AGR / DF procuradores e cuja adesão foi negada serão devolvidas pelo Ministério Público Federal à empresa, mediante recibo, e não poderão ser utilizadas pelo membro do Ministério Público não aderente para quaisquer fins. Na hipótese de um anexo que aponte fatos atinentes a duas jurisdições ter sido rejeitado por um dos membros do Ministério Público competente e não pelo outro, o anexo poderá ser utilizado pelo último após excluídas as informações que digam respeito aos fatos de atribuição do Ministério Público não aderente”. Contudo, neste caso em concreto, o compartilhamento se deu com finalidade de instrução de inquérito civil que investiga possível prática de ato de improbidade e lesão ao erário estadual em razão do recebimento de valores da ODEBRECHT destinados à campanha eleitoral do investigado Rodrigo Garcia (fl. 108-109), ou seja, foca-se em imputado que não é abrangido pelo acordo de leniência em questão. Conforme afirmado pelo MPF, “o Acordo de Leniência suscitado pela Agravante não se estende ao parlamentar, mas apenas em relação à recorrente e aos demais aderentes, conforme cláusula 8ª” do referido negócio jurídico (fl. 321). Conforme precedentes desta Suprema Corte, não há óbices ao compartilhamento de provas, desde que o pedido se mostre adequadamente delimitado e justificado. Nesse sentido: PET 6.845, Min. Edson Fachin, j. 14.8.2018; PET 7.463, Min. Edson Fachin, j. 14.8.2018. De modo amplo, “é assente na jurisprudência desta Corte a admissibilidade, em procedimentos administrativos, de prova emprestada do processo penal” (RE- AgR 810.906, Primeira Turma, rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 25.5.2015). Contudo, nas hipóteses de meios de obtenção de prova como colaboração premiada (ou acordos de leniência), devem ser adotadas especiais cautelas. Conforme assentado na doutrina: “Nesses casos, ao estabelecer os estreitos parâmetros de tais atividades, fica clara a intenção do legislador em assegurar que a obtenção de provas seja realizada de forma compatível 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 341 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4420 AGR / DF com os direitos fundamentais envolvidos, como a intimidade, a inviolabilidade do domicilio e o sigilo das comunicações (art. 5.º, incs. X, XI e XII, CF)”. (GOMES FILHO, Antonio Magalhães. Limites ao compartilhamento de provas no processo penal. Revista Brasileira de Ciências Criminais, v. 122, ago. 2016). Diante do exposto, resta claro que o compartilhamento apresenta justificativa legítima, estando adequadamente delimitado e fundamentado. Entretanto, deverá respeitar os termos do acordo em relação à agravante (Odebrecht) e aos demais aderentes, em caso de eventual prejuízo a tais pessoas. Diante do exposto, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão impugnada (fl. 239) e o compartilhamento de provas com o MPSP para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Supremo Tribunal Federal INQ 4420 AGR / DF com os direitos fundamentais envolvidos, como a intimidade, a inviolabilidade do domicilio e o sigilo das comunicações (art. 5.º, incs. X, XI e XII, CF)”. (GOMES FILHO, Antonio Magalhães. Limites ao compartilhamento de provas no processo penal. Revista Brasileira de Ciências Criminais, v. 122, ago. 2016). Diante do exposto, resta claro que o compartilhamento apresenta justificativa legítima, estando adequadamente delimitado e fundamentado. Entretanto, deverá respeitar os termos do acordo em relação à agravante (Odebrecht) e aos demais aderentes, em caso de eventual prejuízo a tais pessoas. Diante do exposto, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão impugnada (fl. 239) e o compartilhamento de provas com o MPSP para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 342 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ODEBRECHT S/A ADV.(A/S) : MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO (71229/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão impugnada e o compartilhamento de provas com o Ministério Público de São Paulo para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972E-8B3B-08C0-058D e senha 03EF-3AB8-D6B0-1261 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ODEBRECHT S/A ADV.(A/S) : MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO (71229/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão impugnada e o compartilhamento de provas com o Ministério Público de São Paulo para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972E-8B3B-08C0-058D e senha 03EF-3AB8-D6B0-1261 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9 343
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748191792
2018-08-28T00:00:00
2018-09-13T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão impugnada e o compartilhamento de provas com o Ministério Público de São Paulo para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018.
AG.REG. NO INQUÉRITO
Penal e Processual Penal. 2. Compartilhamento de provas e acordo de leniência. 3. A possibilidade de compartilhamento de provas produzidas consensualmente para outras investigações não incluídas na abrangência do negócio jurídico pode colocar em risco a sua efetividade e a esfera de direitos dos imputados que consentirem em colaborar com a persecução estatal. 4. No caso em concreto, o inquérito civil investiga possível prática de ato que envolve imputado que não é abrangido pelo acordo de leniência em questão. 5. Contudo, deverão ser respeitados os termos do acordo em relação à agravante e aos demais aderentes, em caso de eventual prejuízo a tais pessoas. 6. Nego provimento ao agravo, mantendo a decisão impugnada e o compartilhamento de provas, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes.
sjur390663
- Acórdão(s) citado(s): (PROVA EMPRESTADA) RE 810906 AgR (1ªT). - Veja MS 35435 MC, Pet 6845, e Pet 7463 do STF; Estudo Técnico Nº 01/2017 da 5ª Câmara de Coordenação de Revisão do MPF; Orientação Conjunta Nº 01/2018 do Ministério Público Federal - MPF. Número de páginas: 9. Análise: 15/11/2018, KBP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
4420
[ "LEG-FED LEI-012850 ANO-2013\n ART-00004 PAR-00014\n LEI ORDINÁRIA" ]
Inq-AgR
acordaos
Inq 4420 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ODEBRECHT S/A ADV.(A/S) : MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ODEBRECHT S/A ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Penal e Processual Penal. 2. Compartilhamento de provas e acordo de leniência. 3. A possibilidade de compartilhamento de provas produzidas consensualmente para outras investigações não incluídas na abrangência do negócio jurídico pode colocar em risco a sua efetividade e a esfera de direitos dos imputados que consentirem em colaborar com a persecução estatal. 4. No caso em concreto, o inquérito civil investiga possível prática de ato que envolve imputado que não é abrangido pelo acordo de leniência em questão. 5. Contudo, deverão ser respeitados os termos do acordo em relação à agravante e aos demais aderentes, em caso de eventual prejuízo a tais pessoas. 6. Nego provimento ao agravo, mantendo a decisão impugnada e o compartilhamento de provas, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA4B-3805-C517-64BB e senha F251-7745-5956-815A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 335 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ODEBRECHT S/A ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fl. 272-276) interposto ao deferimento (fl. 239) de compartilhamento das provas dos autos do Inquérito 4.420 à 1... Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo para instrução de inquérito civil que investiga possível prática de ato de improbidade e lesão ao erário estadual em razão do recebimento de valores da ODEBRECHT destinados à campanha eleitoral do investigado Rodrigo Garcia, que, à época dos fatos, ocupava o cargo de Secretário Municipal de Modernização, Gestão e Desburocratização de São Paulo. Sustenta que o Medida Provisória/SP deverá aderir ao acordo de leniência para obter o compartilhamento das provas e ainda assim não poderia ingressar com ação de improbidade em desfavor da Odebrecht e seus aderentes, nos termos do acordo. Ressalta a “nocividade da r. decisão aos seus interesses, haja vista (i) o descumprimento contratual do Acordo de Leniência firmado entre a Agravante e o MPF e (ii) o provável dano a ser sofrido pela Agravante, caso seja mantida a r. decisão, em função de inúmeras tratativas mantidas pela empresa em outros âmbitos investigativos” (fl. 273). Em contrarrazões, o representante do MPF afirma que “é certo que o Acordo de Leniência celebrado entre o parquet federal e a empresa Odebrecht impõe limitação no uso das provas compartilhadas com outros órgãos, salvaguardando os colaboradores para que não sejam punidos além das sanções previstas no referido acordo” (fl. 321). Assim, “o compartilhamento das provas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEAC-E145-0DFB-4808 e senha 9229-636C-4CF9-3246 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ODEBRECHT S/A ADV.(A/S) :MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fl. 272-276) interposto ao deferimento (fl. 239) de compartilhamento das provas dos autos do Inquérito 4.420 à 1... Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo para instrução de inquérito civil que investiga possível prática de ato de improbidade e lesão ao erário estadual em razão do recebimento de valores da ODEBRECHT destinados à campanha eleitoral do investigado Rodrigo Garcia, que, à época dos fatos, ocupava o cargo de Secretário Municipal de Modernização, Gestão e Desburocratização de São Paulo. Sustenta que o Medida Provisória/SP deverá aderir ao acordo de leniência para obter o compartilhamento das provas e ainda assim não poderia ingressar com ação de improbidade em desfavor da Odebrecht e seus aderentes, nos termos do acordo. Ressalta a “nocividade da r. decisão aos seus interesses, haja vista (i) o descumprimento contratual do Acordo de Leniência firmado entre a Agravante e o MPF e (ii) o provável dano a ser sofrido pela Agravante, caso seja mantida a r. decisão, em função de inúmeras tratativas mantidas pela empresa em outros âmbitos investigativos” (fl. 273). Em contrarrazões, o representante do MPF afirma que “é certo que o Acordo de Leniência celebrado entre o parquet federal e a empresa Odebrecht impõe limitação no uso das provas compartilhadas com outros órgãos, salvaguardando os colaboradores para que não sejam punidos além das sanções previstas no referido acordo” (fl. 321). Assim, “o compartilhamento das provas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEAC-E145-0DFB-4808 e senha 9229-636C-4CF9-3246 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 336 Relatório INQ 4420 AGR / DF deste inquérito com o Ministério Público de São Paulo para instrução do inquérito civil que lá tramita sobre os mesmos fatos deverá observar os termos do Acordo de Leniência em relação à Agravante e aos demais aderentes no caso de eventual propositura de ação de improbidade administrativa”. Diante disso, o MPF se manifestou pelo “não provimento do agravo, mantendo-se a decisão de fls. 239 que deferiu o compartilhamento dos autos com o Ministério Público do Estado de São Paulo para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no Acordo de Leniência em relação à Agravante e aos demais aderentes” (fl. 322). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEAC-E145-0DFB-4808 e senha 9229-636C-4CF9-3246 Supremo Tribunal Federal INQ 4420 AGR / DF deste inquérito com o Ministério Público de São Paulo para instrução do inquérito civil que lá tramita sobre os mesmos fatos deverá observar os termos do Acordo de Leniência em relação à Agravante e aos demais aderentes no caso de eventual propositura de ação de improbidade administrativa”. Diante disso, o MPF se manifestou pelo “não provimento do agravo, mantendo-se a decisão de fls. 239 que deferiu o compartilhamento dos autos com o Ministério Público do Estado de São Paulo para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no Acordo de Leniência em relação à Agravante e aos demais aderentes” (fl. 322). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEAC-E145-0DFB-4808 e senha 9229-636C-4CF9-3246 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 337 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravo regimental em análise aborda a questão do compartilhamento de provas produzidas a partir de acordo de leniência, para outras investigações (ex. Inquérito Civil), que podem prejudicar os interessados, a partir de requerimento de autoridade que não aderiu ao referido acordo. Sem dúvidas, trata-se de temática extremamente relevante no cenário da Justiça Negocial, em institutos como a colaboração premiada e o acordo de leniência. A possibilidade de compartilhamento de provas produzidas consensualmente para outras investigações não incluídas na abrangência do negócio jurídico pode colocar em risco a sua efetividade e a esfera de direitos dos imputados que consentirem em colaborar com a persecução estatal (LAMY, Anna Carolina. Reflexos do acordo de leniência no processo penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2014. p. 159-161). Nos termos da orientação firmada no Estudo Técnico 01/2017 da 5... Câmara de Coordenação de Revisão do MPF, o qual trata da normativa sobre acordos de leniência, “o acesso a informações e documentos obtidos em colaboração premiada, por outros órgãos públicos de fiscalização e controle ou por terceiros interessados que se legitimem a tal disclosure, depende da adesão racional e razoável aos termos negociados e acertados entre Estado e colaborador”. Conforme a orientação: “Trata-se de decorrência lógica que deflui do paradigma de consensualidade e da própria negociação encetada, que impõe ao Estado a aceitação deste ônus em troca de bônus investigativos e sancionatórios, sob pena de, ao contrário, enfraquecer-se demasiadamente a posição de quem colabora com o poder público sancionador, abrindo mão de direitos fundamentais de autodefesa e lançando por terra as demandas de segurança jurídica”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravo regimental em análise aborda a questão do compartilhamento de provas produzidas a partir de acordo de leniência, para outras investigações (ex. Inquérito Civil), que podem prejudicar os interessados, a partir de requerimento de autoridade que não aderiu ao referido acordo. Sem dúvidas, trata-se de temática extremamente relevante no cenário da Justiça Negocial, em institutos como a colaboração premiada e o acordo de leniência. A possibilidade de compartilhamento de provas produzidas consensualmente para outras investigações não incluídas na abrangência do negócio jurídico pode colocar em risco a sua efetividade e a esfera de direitos dos imputados que consentirem em colaborar com a persecução estatal (LAMY, Anna Carolina. Reflexos do acordo de leniência no processo penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2014. p. 159-161). Nos termos da orientação firmada no Estudo Técnico 01/2017 da 5... Câmara de Coordenação de Revisão do MPF, o qual trata da normativa sobre acordos de leniência, “o acesso a informações e documentos obtidos em colaboração premiada, por outros órgãos públicos de fiscalização e controle ou por terceiros interessados que se legitimem a tal disclosure, depende da adesão racional e razoável aos termos negociados e acertados entre Estado e colaborador”. Conforme a orientação: “Trata-se de decorrência lógica que deflui do paradigma de consensualidade e da própria negociação encetada, que impõe ao Estado a aceitação deste ônus em troca de bônus investigativos e sancionatórios, sob pena de, ao contrário, enfraquecer-se demasiadamente a posição de quem colabora com o poder público sancionador, abrindo mão de direitos fundamentais de autodefesa e lançando por terra as demandas de segurança jurídica”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 338 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4420 AGR / DF Igualmente, em relação aos acordos de colaboração premiada, a Orientação Conjunta 1/2018 do MPF afirma que: “As provas decorrentes do acordo de colaboração premiada poderão ser compartilhadas com outros órgãos e autoridades públicas nacionais, para fins cíveis, fiscais e administrativos, e com autoridades públicas estrangeiras, inclusive para fins criminais, com a ressalva de que tais provas não poderão ser utilizadas contra os próprios colaboradores para produzir punições além daquelas pactuadas no acordo. Esta ressalva deve ser expressamente comunicada ao destinatário da prova, com a informação de que se trata de uma limitação intrínseca e subjetiva de validade do uso da prova, nos termos da Nota Técnica n 01/2017, da 5... Câmara de Coordenação e Revisão”. O imputado colaborador aceita produzir provas contra si mesmo tendo em vista os termos acordados no pacto negocial com o Estado. Assim, a utilização de tais elementos probatórios, produzidos pelo próprio colaborador, em seu prejuízo, de modo distinto do firmado com a acusação e homologado pelo Judiciário é prática abusiva, que viola o direito a não autoincriminação. A renúncia (ou não exercício) imposta pela Lei em relação ao direito ao silêncio (art. 4..., §14..., Lei 12.850/2013) se limita à abrangência e às consequências previstas no acordo. Deve-se ressaltar que isso não impede que outras autoridades não aderentes ao acordo realizem investigações e persecuções distintas (por exemplo sobre fatos novos ou não incluídos no acordo), mas veda somente a utilização para esses casos de elementos probatórios produzidos pelos próprios colaboradores em razão do negócio firmado. Em caso anterior, em sede de medida cautelar, já ressaltei a necessidade de atenção a acordo de leniência, decidindo que: “(...) não seria vedado ao TCU realizar a fiscalização da aplicação de dinheiro público em hipóteses já albergadas pelos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Supremo Tribunal Federal INQ 4420 AGR / DF Igualmente, em relação aos acordos de colaboração premiada, a Orientação Conjunta 1/2018 do MPF afirma que: “As provas decorrentes do acordo de colaboração premiada poderão ser compartilhadas com outros órgãos e autoridades públicas nacionais, para fins cíveis, fiscais e administrativos, e com autoridades públicas estrangeiras, inclusive para fins criminais, com a ressalva de que tais provas não poderão ser utilizadas contra os próprios colaboradores para produzir punições além daquelas pactuadas no acordo. Esta ressalva deve ser expressamente comunicada ao destinatário da prova, com a informação de que se trata de uma limitação intrínseca e subjetiva de validade do uso da prova, nos termos da Nota Técnica n 01/2017, da 5... Câmara de Coordenação e Revisão”. O imputado colaborador aceita produzir provas contra si mesmo tendo em vista os termos acordados no pacto negocial com o Estado. Assim, a utilização de tais elementos probatórios, produzidos pelo próprio colaborador, em seu prejuízo, de modo distinto do firmado com a acusação e homologado pelo Judiciário é prática abusiva, que viola o direito a não autoincriminação. A renúncia (ou não exercício) imposta pela Lei em relação ao direito ao silêncio (art. 4..., §14..., Lei 12.850/2013) se limita à abrangência e às consequências previstas no acordo. Deve-se ressaltar que isso não impede que outras autoridades não aderentes ao acordo realizem investigações e persecuções distintas (por exemplo sobre fatos novos ou não incluídos no acordo), mas veda somente a utilização para esses casos de elementos probatórios produzidos pelos próprios colaboradores em razão do negócio firmado. Em caso anterior, em sede de medida cautelar, já ressaltei a necessidade de atenção a acordo de leniência, decidindo que: “(...) não seria vedado ao TCU realizar a fiscalização da aplicação de dinheiro público em hipóteses já albergadas pelos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 339 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4420 AGR / DF acordos de leniência. Todavia, sua atuação deve limitar-se ao escopo de buscar integralmente a reparação do dano causado, sem inviabilizar o cumprimento dos citados acordos”. (MS-MC 35.435, de minha relatoria, j. 13.4.2018). Nos termos do acordo de leniência em análise neste caso concreto, os membros do Ministério Público que aderirem ao contrato comprometem- se a: “c) a não propor qualquer ação de natureza criminal pelos fatos e/ou condutas de sua atribuição e revelados em decorrência deste Acordo de Leniência contra os Aderentes por suas condutas reveladas em decorrência deste Acordo de Leniência, ou constantes dos anexos, inclusive documentos, provas, dados de corroboração, sistemas eletrônicos, bases de dados, entrevistas e depoimentos prestados, nos termos do §3... da Cláusula 5, acima; d) a não propor qualquer ação de natureza cível ou sancionatória, inclusive ações de improbidade administrativa, pelos fatos ou condutas revelados em decorrência deste Acordo de Leniência, contra a COLABORADORA, empresas de seu grupo econômico, Aderentes, enquanto cumpridas integralmente as cláusula estabelecidas neste Acordo, salvo se, por necessidade de interromper a prescrição, for oferecida com pedido exclusivamente declaratório, caso em que, em seguida à propositura, far-se-á requerimento de suspensão de seu trâmite, nos termos do §3... da Cláusula 8a“. Em caso de não adesão, restringe-se o compartilhamento de provas. Assenta o negócio que: “Cláusula 4.... §3.... Em caso de negativa de adesão a este Acordo de Leniência pelo membro do Ministério Público mencionado no §2... desta Cláusula, por qualquer motivo, os anexos e provas decorrentes deste Acordo de Leniência que digam respeito aos fatos submetidos a tais promotores ou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Supremo Tribunal Federal INQ 4420 AGR / DF acordos de leniência. Todavia, sua atuação deve limitar-se ao escopo de buscar integralmente a reparação do dano causado, sem inviabilizar o cumprimento dos citados acordos”. (MS-MC 35.435, de minha relatoria, j. 13.4.2018). Nos termos do acordo de leniência em análise neste caso concreto, os membros do Ministério Público que aderirem ao contrato comprometem- se a: “c) a não propor qualquer ação de natureza criminal pelos fatos e/ou condutas de sua atribuição e revelados em decorrência deste Acordo de Leniência contra os Aderentes por suas condutas reveladas em decorrência deste Acordo de Leniência, ou constantes dos anexos, inclusive documentos, provas, dados de corroboração, sistemas eletrônicos, bases de dados, entrevistas e depoimentos prestados, nos termos do §3... da Cláusula 5, acima; d) a não propor qualquer ação de natureza cível ou sancionatória, inclusive ações de improbidade administrativa, pelos fatos ou condutas revelados em decorrência deste Acordo de Leniência, contra a COLABORADORA, empresas de seu grupo econômico, Aderentes, enquanto cumpridas integralmente as cláusula estabelecidas neste Acordo, salvo se, por necessidade de interromper a prescrição, for oferecida com pedido exclusivamente declaratório, caso em que, em seguida à propositura, far-se-á requerimento de suspensão de seu trâmite, nos termos do §3... da Cláusula 8a“. Em caso de não adesão, restringe-se o compartilhamento de provas. Assenta o negócio que: “Cláusula 4.... §3.... Em caso de negativa de adesão a este Acordo de Leniência pelo membro do Ministério Público mencionado no §2... desta Cláusula, por qualquer motivo, os anexos e provas decorrentes deste Acordo de Leniência que digam respeito aos fatos submetidos a tais promotores ou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 340 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4420 AGR / DF procuradores e cuja adesão foi negada serão devolvidas pelo Ministério Público Federal à empresa, mediante recibo, e não poderão ser utilizadas pelo membro do Ministério Público não aderente para quaisquer fins. Na hipótese de um anexo que aponte fatos atinentes a duas jurisdições ter sido rejeitado por um dos membros do Ministério Público competente e não pelo outro, o anexo poderá ser utilizado pelo último após excluídas as informações que digam respeito aos fatos de atribuição do Ministério Público não aderente”. Contudo, neste caso em concreto, o compartilhamento se deu com finalidade de instrução de inquérito civil que investiga possível prática de ato de improbidade e lesão ao erário estadual em razão do recebimento de valores da ODEBRECHT destinados à campanha eleitoral do investigado Rodrigo Garcia (fl. 108-109), ou seja, foca-se em imputado que não é abrangido pelo acordo de leniência em questão. Conforme afirmado pelo MPF, “o Acordo de Leniência suscitado pela Agravante não se estende ao parlamentar, mas apenas em relação à recorrente e aos demais aderentes, conforme cláusula 8...” do referido negócio jurídico (fl. 321). Conforme precedentes desta Suprema Corte, não há óbices ao compartilhamento de provas, desde que o pedido se mostre adequadamente delimitado e justificado. Nesse sentido: PET 6.845, Min. Edson Fachin, j. 14.8.2018; PET 7.463, Min. Edson Fachin, j. 14.8.2018. De modo amplo, “é assente na jurisprudência desta Corte a admissibilidade, em procedimentos administrativos, de prova emprestada do processo penal” (Recurso Extraordinário- AgR 810.906, Primeira Turma, rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 25.5.2015). Contudo, nas hipóteses de meios de obtenção de prova como colaboração premiada (ou acordos de leniência), devem ser adotadas especiais cautelas. Conforme assentado na doutrina: “Nesses casos, ao estabelecer os estreitos parâmetros de tais atividades, fica clara a intenção do legislador em assegurar que a obtenção de provas seja realizada de forma compatível 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Supremo Tribunal Federal INQ 4420 AGR / DF procuradores e cuja adesão foi negada serão devolvidas pelo Ministério Público Federal à empresa, mediante recibo, e não poderão ser utilizadas pelo membro do Ministério Público não aderente para quaisquer fins. Na hipótese de um anexo que aponte fatos atinentes a duas jurisdições ter sido rejeitado por um dos membros do Ministério Público competente e não pelo outro, o anexo poderá ser utilizado pelo último após excluídas as informações que digam respeito aos fatos de atribuição do Ministério Público não aderente”. Contudo, neste caso em concreto, o compartilhamento se deu com finalidade de instrução de inquérito civil que investiga possível prática de ato de improbidade e lesão ao erário estadual em razão do recebimento de valores da ODEBRECHT destinados à campanha eleitoral do investigado Rodrigo Garcia (fl. 108-109), ou seja, foca-se em imputado que não é abrangido pelo acordo de leniência em questão. Conforme afirmado pelo MPF, “o Acordo de Leniência suscitado pela Agravante não se estende ao parlamentar, mas apenas em relação à recorrente e aos demais aderentes, conforme cláusula 8...” do referido negócio jurídico (fl. 321). Conforme precedentes desta Suprema Corte, não há óbices ao compartilhamento de provas, desde que o pedido se mostre adequadamente delimitado e justificado. Nesse sentido: PET 6.845, Min. Edson Fachin, j. 14.8.2018; PET 7.463, Min. Edson Fachin, j. 14.8.2018. De modo amplo, “é assente na jurisprudência desta Corte a admissibilidade, em procedimentos administrativos, de prova emprestada do processo penal” (Recurso Extraordinário- AgR 810.906, Primeira Turma, rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 25.5.2015). Contudo, nas hipóteses de meios de obtenção de prova como colaboração premiada (ou acordos de leniência), devem ser adotadas especiais cautelas. Conforme assentado na doutrina: “Nesses casos, ao estabelecer os estreitos parâmetros de tais atividades, fica clara a intenção do legislador em assegurar que a obtenção de provas seja realizada de forma compatível 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 341 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4420 AGR / DF com os direitos fundamentais envolvidos, como a intimidade, a inviolabilidade do domicilio e o sigilo das comunicações (art. 5., incs. X, XI e XII, Constituição Federal de 1988)”. (GOMES FILHO, Antonio Magalhães. Limites ao compartilhamento de provas no processo penal. Revista Brasileira de Ciências Criminais, v. 122, ago. 2016). Diante do exposto, resta claro que o compartilhamento apresenta justificativa legítima, estando adequadamente delimitado e fundamentado. Entretanto, deverá respeitar os termos do acordo em relação à agravante (Odebrecht) e aos demais aderentes, em caso de eventual prejuízo a tais pessoas. Diante do exposto, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão impugnada (fl. 239) e o compartilhamento de provas com o MPSP para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Supremo Tribunal Federal INQ 4420 AGR / DF com os direitos fundamentais envolvidos, como a intimidade, a inviolabilidade do domicilio e o sigilo das comunicações (art. 5., incs. X, XI e XII, Constituição Federal de 1988)”. (GOMES FILHO, Antonio Magalhães. Limites ao compartilhamento de provas no processo penal. Revista Brasileira de Ciências Criminais, v. 122, ago. 2016). Diante do exposto, resta claro que o compartilhamento apresenta justificativa legítima, estando adequadamente delimitado e fundamentado. Entretanto, deverá respeitar os termos do acordo em relação à agravante (Odebrecht) e aos demais aderentes, em caso de eventual prejuízo a tais pessoas. Diante do exposto, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão impugnada (fl. 239) e o compartilhamento de provas com o MPSP para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1146-D7EC-FA58-75BB e senha 1978-2CA8-C1AA-BB3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 342 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ODEBRECHT S/A ADV.(A/S) : MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO (71229/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão impugnada e o compartilhamento de provas com o Ministério Público de São Paulo para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972E-8B3B-08C0-058D e senha 03EF-3AB8-D6B0-1261 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.420 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ODEBRECHT S/A ADV.(A/S) : MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO (71229/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão impugnada e o compartilhamento de provas com o Ministério Público de São Paulo para instrução do inquérito civil em desfavor do parlamentar, observados os limites estabelecidos no acordo de leniência em relação à agravante e aos demais aderentes, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972E-8B3B-08C0-058D e senha 03EF-3AB8-D6B0-1261 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9 343
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Inquérito 4 . 420", "Orientação Conjunta 1 / 2018 do MPF", "Orientação Conjunta 1 / 2018 do MPF", "INQ 4420 AGR / DF", "MS", "-", "MC 35 . 435", "MS", "-", "MC 35 . 435", "PET 6 . 845", "PET 7 . 463", "Recurso Extraordinário - AgR 810 . 906", "PET 6 . 845", "PET", "Recurso Extraordinário - AgR 810 . 906" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . , § 14 . . . , Lei 12 . 850 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . , § 14 . . . , Lei 12 . 850 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . , incs . X , XI e XII , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 5 . , incs . X , XI e XII , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "Rio de Janeiro", "DISTRITO FEDERAL", "Rio de Janeiro", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "ODEBRECHT S / A", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ODEBRECHT S / A", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Promotoria de", "Patrimônio Público", "ODEBRECHT", "Medida Provisória / SP", "Odebrecht", "MPF", "MPF", "Odebrecht", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ODEBRECHT S / A", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "ODEBRECHT", "Medida Provisória /", "SP", "Odebrecht", "MPF", "MPF", "Odebrecht", "Ministério Público de São Paulo", "MPF", "Ministério Público do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público de São Paulo", "MPF", "Ministério Público do Estado de São Paulo", "SEGUNDA TURMA", "Lumen Juris", ".", "Câmara de Coordenação de Revisão do", "MPF", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Lumen Juris", "5", "Câmara de Coordenação de Revisão do", "MPF", "/", ".", "Câmara de Coordenação e Revisão", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "/", "5", ".", ".", ". Câmara de Coordenação e Revisão", "TCU", "Ministério Público", "COLABORADORA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ministério Público Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ministério Público", "ODEBRECHT", "MPF", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ministério Público", "ODEBRECHT", "MPF", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Revista Brasileira de Ciências Criminais", "Odebrecht", "MPSP", "Supremo Tribunal Federal", "Revista Brasileira de Ciências Criminais", "Odebrecht", "MPSP", "SEGUNDA TURMA", "ODEBRECHT S / A", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Ministério Público de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ODEBRECHT S / A", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Ministério Público de São Paulo", "2", ".", ".", "." ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO", "GILMAR MENDES", "Rodrigo Garcia", "GILMAR MENDES", "MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO", "GILMAR MENDES", "Rodrigo Garcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LAMY , Anna Carolina", "GILMAR MENDES", "LAMY , Anna Carolina", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Rodrigo Garcia", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Rodrigo Garcia", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "GOMES FILHO , Antonio Magalhães", "GOMES FILHO", "GILMAR MENDES", "MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2018", "28 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "25", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "25", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "ago", "2016", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "ago", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "28", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REJANNE RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR ADV.(A/S) :THIAGO SUS SOBRAL DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Servidor público. Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Processo administrativo disciplinar. Sanção aplicada. Pretensão de reapreciação de matéria de fato e de verificação de proporcionalidade na dosimetria da pena. Necessidade de dilação probatória. Impossibilidade em sede de mandado de segurança. Sanção disciplinar fundamentada no conjunto fático probatório colhido no PAD e na legislação de regência. Ausência de indícios de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar ou de exorbitância de seu papel constitucional. O STF não deve funcionar como instância recursal de toda e qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ. Agravo regimental não provido. 1. A pretendida reapreciação de elementos fáticos e, não raro, subjetivos, tal como é o caso da alegada atenuante, e a verificação quanto à razoabilidade e à proporcionalidade da penalidade disciplinar aplicada demandariam dilação probatória. Procedimento incabível em sede de mandamus. Precedentes. 2. Descabida alegação de inexistência de motivo ou inadequação jurídica da penalidade de demissão aplicada à agravante. A sanção disciplinar foi devidamente fundamentada nas particularidades do caso concreto e na legislação de regência. 3. Inexistência de indícios de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar em tela ou de exorbitância de seu papel constitucional. Desnecessidade de atuação excepcional desta Corte, que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368997. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão MS 33740 AGR / DF não deve funcionar como instância recursal de toda e qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368997. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF não deve funcionar como instância recursal de toda e qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368997. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REJANNE RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR ADV.(A/S) :THIAGO SUS SOBRAL DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): REJANNE RODRIGUES DA COSTA interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual deneguei a segurança pleiteada, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Cuida-se de mandado de segurança impetrado por Rejanne Rodrigues da Costa em face do Presidente do Conselho Nacional de Justiça - CNJ, por ato praticado nos autos do Processo Administrativo n.º CNJ-ADM-2014/01345, com o objetivo de: ‘anular a Portaria n.º 72, de 13 de agosto de 2015, que demitiu a Impetrante do serviço público, e reintegrá-la ao cargo de Analista Judiciário – Área Administrativa, do quadro de pessoal do CNJ’. Narra, em síntese, que foi instituída comissão de processo disciplinar para apurar o comportamento da impetrante volvido ao acúmulo de faltas injustificadas ao trabalho, tendo a comissão processante decidido ‘pela inobservância dos deveres funcionais antevistos no art. 116, III e X, da Lei n.º 8.112/1990, bem como de princípios administrativos’. Prossegue a narrativa aduzindo que: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REJANNE RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR ADV.(A/S) :THIAGO SUS SOBRAL DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): REJANNE RODRIGUES DA COSTA interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual deneguei a segurança pleiteada, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Cuida-se de mandado de segurança impetrado por Rejanne Rodrigues da Costa em face do Presidente do Conselho Nacional de Justiça - CNJ, por ato praticado nos autos do Processo Administrativo n.º CNJ-ADM-2014/01345, com o objetivo de: ‘anular a Portaria n.º 72, de 13 de agosto de 2015, que demitiu a Impetrante do serviço público, e reintegrá-la ao cargo de Analista Judiciário – Área Administrativa, do quadro de pessoal do CNJ’. Narra, em síntese, que foi instituída comissão de processo disciplinar para apurar o comportamento da impetrante volvido ao acúmulo de faltas injustificadas ao trabalho, tendo a comissão processante decidido ‘pela inobservância dos deveres funcionais antevistos no art. 116, III e X, da Lei n.º 8.112/1990, bem como de princípios administrativos’. Prossegue a narrativa aduzindo que: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF “7. A CPAD entendeu que as ações da Impetrante violariam ainda os deveres de honestidade e lealdade às instituições, enquadrando-se naquilo que disposto nos arts. 4º e 11, I, da Lei n.º 8.4.29/1990 (Lei de Improbidade Administrativa), pelo que opinou pela aplicação da penalidade de demissão prevista no art. 132, IV, da Lei n.º 8.112/1990. 8. Desta vez, a Assessoria Jurídica esclareceu inicialmente que os dias para os quais a Impetrante apresentou os atestados médicos com indícios de fraude (25, 28 e 31 de julho de 2014) foram devidamente descontados de seus vencimentos, não havendo nenhum favorecimento pela apresentação dos citados expedientes ou prejuízo ao Erário. 9. Além disso, a AJU/CNJ recomendou a reavaliação da penalidade indicada pela Comissão de PAD, uma vez que desproporcional à falta funcional cometida, pois considerou a ausência de menção no Relatório Final das circunstâncias atenuantes extraídas a partir do interrogatório da Impetrante que poderiam modificar o resultado do julgamento. 10. Por fim, a AJU/CNJ sugeriu ser mais apropriada aplicação de sanção pertinente ao descumprimento de deveres funcionais contidos no art. 116, III e X, da Lei n.º 8.112/1990, sem prejuízo da oitiva do MPF acerca da possibilidade de apuração dos eventuais crimes de improbidade administrativa ou dos contidos nos arts. 302 e 304 do Código Penal. 11. Ainda assim, o Exmo. Sr. Min. Ricardo Lewandowski entendeu que a conduta concernente a apresentação de 3 (três) atestados médicos supostamente fraudulentos praticada da Impetrante se amolda ao tipo descrito no art. 11, I, da Lei de Improbidade Administrativa, pelo lhe impôs a penalidade administrativa extrema de demissão’. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF “7. A CPAD entendeu que as ações da Impetrante violariam ainda os deveres de honestidade e lealdade às instituições, enquadrando-se naquilo que disposto nos arts. 4º e 11, I, da Lei n.º 8.4.29/1990 (Lei de Improbidade Administrativa), pelo que opinou pela aplicação da penalidade de demissão prevista no art. 132, IV, da Lei n.º 8.112/1990. 8. Desta vez, a Assessoria Jurídica esclareceu inicialmente que os dias para os quais a Impetrante apresentou os atestados médicos com indícios de fraude (25, 28 e 31 de julho de 2014) foram devidamente descontados de seus vencimentos, não havendo nenhum favorecimento pela apresentação dos citados expedientes ou prejuízo ao Erário. 9. Além disso, a AJU/CNJ recomendou a reavaliação da penalidade indicada pela Comissão de PAD, uma vez que desproporcional à falta funcional cometida, pois considerou a ausência de menção no Relatório Final das circunstâncias atenuantes extraídas a partir do interrogatório da Impetrante que poderiam modificar o resultado do julgamento. 10. Por fim, a AJU/CNJ sugeriu ser mais apropriada aplicação de sanção pertinente ao descumprimento de deveres funcionais contidos no art. 116, III e X, da Lei n.º 8.112/1990, sem prejuízo da oitiva do MPF acerca da possibilidade de apuração dos eventuais crimes de improbidade administrativa ou dos contidos nos arts. 302 e 304 do Código Penal. 11. Ainda assim, o Exmo. Sr. Min. Ricardo Lewandowski entendeu que a conduta concernente a apresentação de 3 (três) atestados médicos supostamente fraudulentos praticada da Impetrante se amolda ao tipo descrito no art. 11, I, da Lei de Improbidade Administrativa, pelo lhe impôs a penalidade administrativa extrema de demissão’. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF Defende a impetrante que não houve prejuízo ao erário ou favorecimento pessoal com a apresentação de atestados não homologados pela Administração, ao argumento de que: ‘há certeza irretorquível da ausência de favorecimento da Impetrante pela apresentação de 3 (três) atestados médicos com indícios de fraude nos dias 25, 28 e 31 de julho de 20145 ou, além disso, de efetivo prejuízo à Administração Pública, eis que a parcela pecuniária referente a tais datas foram decotadas de seus vencimentos’. Argui que a aplicação da pena de demissão torna nula a Portaria n.º 72, de 13 de agosto de 2015, pois a penalidade foi aplicada sob a compreensão de que teria a servidora/impetrante praticado ‘conduta equiparada a ato improbidade administrativa, consubstanciada na ‘apresentação de documento falso visando fim proibido em lei ou regulamento’. Tal conduta, contudo, não teria ocorrido, pois: ‘os atestados médicos apresentados pela Impetrante não foram declarados falsos ou inidôneos por perito oficial, nos termos do art. 159 do CPP, mas tão somente por declaração unilateral da Administração Pública, daí já perceber que – no mínimo – as razões que dão suporte ao ato objurgado não se sustentam’. E conclui, ‘o motivo que deu ensejo ao nascimento do ato administrativo vergalhado, qual seja, a ‘apresentação de documento falso visando fim proibido em lei ou regulamento’, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequado para o resultado perquirido (o fim colimado) pela Administração Pública (in casu, a demissão da Impetrante)’, pois: ‘os atestados médicos apresentados pela Impetrante 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Defende a impetrante que não houve prejuízo ao erário ou favorecimento pessoal com a apresentação de atestados não homologados pela Administração, ao argumento de que: ‘há certeza irretorquível da ausência de favorecimento da Impetrante pela apresentação de 3 (três) atestados médicos com indícios de fraude nos dias 25, 28 e 31 de julho de 20145 ou, além disso, de efetivo prejuízo à Administração Pública, eis que a parcela pecuniária referente a tais datas foram decotadas de seus vencimentos’. Argui que a aplicação da pena de demissão torna nula a Portaria n.º 72, de 13 de agosto de 2015, pois a penalidade foi aplicada sob a compreensão de que teria a servidora/impetrante praticado ‘conduta equiparada a ato improbidade administrativa, consubstanciada na ‘apresentação de documento falso visando fim proibido em lei ou regulamento’. Tal conduta, contudo, não teria ocorrido, pois: ‘os atestados médicos apresentados pela Impetrante não foram declarados falsos ou inidôneos por perito oficial, nos termos do art. 159 do CPP, mas tão somente por declaração unilateral da Administração Pública, daí já perceber que – no mínimo – as razões que dão suporte ao ato objurgado não se sustentam’. E conclui, ‘o motivo que deu ensejo ao nascimento do ato administrativo vergalhado, qual seja, a ‘apresentação de documento falso visando fim proibido em lei ou regulamento’, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequado para o resultado perquirido (o fim colimado) pela Administração Pública (in casu, a demissão da Impetrante)’, pois: ‘os atestados médicos apresentados pela Impetrante 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF (...) tiveram como razão de ser, expressamente declarados pela Impetrante, o acompanhando sua genitora em tratamento de saúde específico (cardíaco) e não ‘fim proibido em lei ou regulamento’’. Defende, ainda, a desproporcionalidade na aplicação da pena de demissão com os fatos imputados à servidora/impetrante, sob alegação de que foram desprezadas as circunstâncias atenuantes envolvidas no caso, uma vez que a impetrante apresentou ‘confissão espontânea de que os atestados médicos apresentados nos dias 25, 28 e 31 de julho de 2014 ‘eram falsos’’. Indeferi o requerimento de concessão da tutela de urgência. Contra essa decisão, a impetrante interpôs agravo. Instada a se manifestar, a d. PGR apresentou opinativo sob a seguinte ementa: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. DEMISSÃO DE SERVIDORA PÚBLICA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA PARA REEXAME DE PROVAS. 1. A aferição da alegada violação a direito líquido e certo necessita de dilação probatória, incompatível com o rito do mandado de segurança. 2. Parecer pela denegação da segurança, ressalvadas as vias ordinárias.’ É o relatório. Decido. Tenho que a jurisprudência desta Corte não ampara o pleito autoral. De início, é de se ver que esta Corte tem se posicionado no sentido de que a reapreciação de matéria de fato no âmbito de Mandado de Segurança é possível apenas quando não comporta dilação probatória. Vide: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF (...) tiveram como razão de ser, expressamente declarados pela Impetrante, o acompanhando sua genitora em tratamento de saúde específico (cardíaco) e não ‘fim proibido em lei ou regulamento’’. Defende, ainda, a desproporcionalidade na aplicação da pena de demissão com os fatos imputados à servidora/impetrante, sob alegação de que foram desprezadas as circunstâncias atenuantes envolvidas no caso, uma vez que a impetrante apresentou ‘confissão espontânea de que os atestados médicos apresentados nos dias 25, 28 e 31 de julho de 2014 ‘eram falsos’’. Indeferi o requerimento de concessão da tutela de urgência. Contra essa decisão, a impetrante interpôs agravo. Instada a se manifestar, a d. PGR apresentou opinativo sob a seguinte ementa: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. DEMISSÃO DE SERVIDORA PÚBLICA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA PARA REEXAME DE PROVAS. 1. A aferição da alegada violação a direito líquido e certo necessita de dilação probatória, incompatível com o rito do mandado de segurança. 2. Parecer pela denegação da segurança, ressalvadas as vias ordinárias.’ É o relatório. Decido. Tenho que a jurisprudência desta Corte não ampara o pleito autoral. De início, é de se ver que esta Corte tem se posicionado no sentido de que a reapreciação de matéria de fato no âmbito de Mandado de Segurança é possível apenas quando não comporta dilação probatória. Vide: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. INDIGNIDADE DA FUNÇÃO PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR: DEMISSÃO. ALEGADA OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E SEUS COROLÁRIOS. INOCORRÊNCIA. PRETENDIDA REAPRECIAÇÃO DE MATÉRIA DE FATO CONTROVERTIDA. DESCABIMENTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROCEDENTE.’ (RMS 32758/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 12-05-2014). Esse mesmo entendimento tem sido adotado quanto à verificação, em sede de mandamus, da dosimetria da pena, que exige, em regra, a reapreciação de elementos fáticos e não raro subjetivos, tal como é o caso da alegada atenuante apontada na exordial. Nesse sentido: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REINSTAURAÇÃO, PELO RECONHECIMENTO DE ANTERIOR NULIDADE, DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR VÁLIDO. INTERRUPÇÃO DO PRAZO QUINQUENAL. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA DE DEMISSÃO. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A instauração de processo administrativo disciplinar válido interrompe o prazo prescricional previsto no art. 142, I, da Lei 8.112/1990, razão pela qual não se verifica in casu a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Precedentes. II - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. INDIGNIDADE DA FUNÇÃO PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR: DEMISSÃO. ALEGADA OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E SEUS COROLÁRIOS. INOCORRÊNCIA. PRETENDIDA REAPRECIAÇÃO DE MATÉRIA DE FATO CONTROVERTIDA. DESCABIMENTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROCEDENTE.’ (RMS 32758/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 12-05-2014). Esse mesmo entendimento tem sido adotado quanto à verificação, em sede de mandamus, da dosimetria da pena, que exige, em regra, a reapreciação de elementos fáticos e não raro subjetivos, tal como é o caso da alegada atenuante apontada na exordial. Nesse sentido: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REINSTAURAÇÃO, PELO RECONHECIMENTO DE ANTERIOR NULIDADE, DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR VÁLIDO. INTERRUPÇÃO DO PRAZO QUINQUENAL. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA DE DEMISSÃO. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A instauração de processo administrativo disciplinar válido interrompe o prazo prescricional previsto no art. 142, I, da Lei 8.112/1990, razão pela qual não se verifica in casu a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Precedentes. II - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. III - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento.’ (RMS 31494/DF, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 9/12/13). ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENAS DE DEMISSÃO. PROPORCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. Precedentes. II - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento.’ (RMS 31471/DF, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 9/12/13). No caso dos autos, a análise dos fatos trazidos à apreciação desta Corte pelo presente mandamus não socorre a impetrante. De fato, da apreciação documental cabível a este feito, é possível observar que a autoridade impetrada amparou-se nos elementos contidos nos autos administrativos para concluir 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. III - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento.’ (RMS 31494/DF, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 9/12/13). ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENAS DE DEMISSÃO. PROPORCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. Precedentes. II - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento.’ (RMS 31471/DF, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 9/12/13). No caso dos autos, a análise dos fatos trazidos à apreciação desta Corte pelo presente mandamus não socorre a impetrante. De fato, da apreciação documental cabível a este feito, é possível observar que a autoridade impetrada amparou-se nos elementos contidos nos autos administrativos para concluir 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF pela aplicação da pena de demissão, acompanhando, inclusive, o relatório da comissão processante, que individualizou as condutas da impetrante e justificou a penalidade sugerida. Observe-se: a sindicância foi instaurada para apurar a ocorrência de 17 faltas não justificadas, no período de três meses (fl. 3, do doc. Eletrônico 05), fatos incursos, inicialmente, pela autoridade administrativa, no art. 116, I, III e V, da Lei 8.112/90, com possibilidade de aplicação da pena de advertência (art. 129, da mesma lei) salvo quando o fato constituir infração mais grave. No decorrer das investigações, foi recebido ofício do Coordenador-Geral de Saúde de Taguatinga da SES/DF, por meio do qual informou: ‘acerca da confirmação de autenticidade dos atestados médicos emitidos em favor da Sra. Rejanne Rodrigues da Costa, informamos que o médico Dr. Daniel Régis Barra – CRM/DF nº 15624 não é lotado nesta Regional de Saúde e não faz parte do quadro de servidores da Secretaria do Estado de Saúde do DF’. Diante de indícios de que os atestados apresentados eram fraudulentos, com possibilidade de restar configurado o ato de improbidade administrativa inserto no art. 11, da Lei nº 8429/92, passível de aplicação da penalidade de demissão (art. 132, da Lei nº 8.112/90), foi instaurado processo administrativo disciplinar. No relatório final (item 22 dos autos eletrônicos), a Comissão processante, após ter destacado a existência de 22 ausências injustificadas em 2014 e 08 no ano de 2015, concluiu pela violação ao dever funcional de assiduidade ao serviço (art. 116, X, da Lei 8.112/90) e, registrando a utilização do atestado falso pela indiciada (fato reconhecido em seu interrogatório), apontou para a incidência do art. 11 da Lei 8.429/92, que combinado com os artigos 132, IV, da Lei 8.112/90, justificavam a aplicação da penalidade de demissão. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF pela aplicação da pena de demissão, acompanhando, inclusive, o relatório da comissão processante, que individualizou as condutas da impetrante e justificou a penalidade sugerida. Observe-se: a sindicância foi instaurada para apurar a ocorrência de 17 faltas não justificadas, no período de três meses (fl. 3, do doc. Eletrônico 05), fatos incursos, inicialmente, pela autoridade administrativa, no art. 116, I, III e V, da Lei 8.112/90, com possibilidade de aplicação da pena de advertência (art. 129, da mesma lei) salvo quando o fato constituir infração mais grave. No decorrer das investigações, foi recebido ofício do Coordenador-Geral de Saúde de Taguatinga da SES/DF, por meio do qual informou: ‘acerca da confirmação de autenticidade dos atestados médicos emitidos em favor da Sra. Rejanne Rodrigues da Costa, informamos que o médico Dr. Daniel Régis Barra – CRM/DF nº 15624 não é lotado nesta Regional de Saúde e não faz parte do quadro de servidores da Secretaria do Estado de Saúde do DF’. Diante de indícios de que os atestados apresentados eram fraudulentos, com possibilidade de restar configurado o ato de improbidade administrativa inserto no art. 11, da Lei nº 8429/92, passível de aplicação da penalidade de demissão (art. 132, da Lei nº 8.112/90), foi instaurado processo administrativo disciplinar. No relatório final (item 22 dos autos eletrônicos), a Comissão processante, após ter destacado a existência de 22 ausências injustificadas em 2014 e 08 no ano de 2015, concluiu pela violação ao dever funcional de assiduidade ao serviço (art. 116, X, da Lei 8.112/90) e, registrando a utilização do atestado falso pela indiciada (fato reconhecido em seu interrogatório), apontou para a incidência do art. 11 da Lei 8.429/92, que combinado com os artigos 132, IV, da Lei 8.112/90, justificavam a aplicação da penalidade de demissão. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF Observa-se, assim, que, além da confissão da servidora/impetrante quanto à obtenção de atestados em momento posterior a suas faltas, (obtidos, segundo ela mesma afirma, através de uma amiga), conta ainda dos autos afirmação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal de que o médico que constou como subscritor dos atestados não fazia parte da equipe de servidores da SES/DF. Tais elementos fazem demonstrar que houve apreciação fundamentada dos fatos pela comissão processante que identificou a ocorrência de falsidade não combatida pela ora impetrante: a apresentação espontânea de atestado médico constante de documento da SES/DF, mas assinado por profissional que não compunha a equipe médica daquela secretaria. Tal constatação, ressalte-se, não é passível de desconstituição por meio de perícia, uma vez que esta serviria apenas para confirmar se o documento foi ou não assinado pelo subscritor ali constante, elemento que em nada alteraria a conduta da impetrante de ter apresentado tal documento falso com o fito de abonar suas faltas, sendo inclusive de se salientar que a ora impetrante confirmou nos autos do PAD que não obteve o atestado diretamente do profissional ali apontado, mas sim, por intermédio de uma amiga. Também não é apto a desconstituir a conclusão da comissão o fato de – segundo alega – ter efetivamente acompanhado a mãe em tratamento médico, pois: (i) não é essa a forma de falsidade apontada pelo ato coator; e (ii) a perícia não serviria para provar o alegado acompanhamento, já que a análise pericial não tem o condão de reconstruir as circunstâncias em que foi emitido um atestado médico. Descabido, desse modo, afirmar-se que inexiste motivo para a penalidade aplicada ou que este seria juridicamente inadequada quando a impetrante sequer se desvencilhou das imputações que lhe foram dirigidas pela Comissão processante. Saliente-se que a jurisprudência desta Corte tem se posicionado pela excepcionalidade da revisão dos atos do 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Observa-se, assim, que, além da confissão da servidora/impetrante quanto à obtenção de atestados em momento posterior a suas faltas, (obtidos, segundo ela mesma afirma, através de uma amiga), conta ainda dos autos afirmação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal de que o médico que constou como subscritor dos atestados não fazia parte da equipe de servidores da SES/DF. Tais elementos fazem demonstrar que houve apreciação fundamentada dos fatos pela comissão processante que identificou a ocorrência de falsidade não combatida pela ora impetrante: a apresentação espontânea de atestado médico constante de documento da SES/DF, mas assinado por profissional que não compunha a equipe médica daquela secretaria. Tal constatação, ressalte-se, não é passível de desconstituição por meio de perícia, uma vez que esta serviria apenas para confirmar se o documento foi ou não assinado pelo subscritor ali constante, elemento que em nada alteraria a conduta da impetrante de ter apresentado tal documento falso com o fito de abonar suas faltas, sendo inclusive de se salientar que a ora impetrante confirmou nos autos do PAD que não obteve o atestado diretamente do profissional ali apontado, mas sim, por intermédio de uma amiga. Também não é apto a desconstituir a conclusão da comissão o fato de – segundo alega – ter efetivamente acompanhado a mãe em tratamento médico, pois: (i) não é essa a forma de falsidade apontada pelo ato coator; e (ii) a perícia não serviria para provar o alegado acompanhamento, já que a análise pericial não tem o condão de reconstruir as circunstâncias em que foi emitido um atestado médico. Descabido, desse modo, afirmar-se que inexiste motivo para a penalidade aplicada ou que este seria juridicamente inadequada quando a impetrante sequer se desvencilhou das imputações que lhe foram dirigidas pela Comissão processante. Saliente-se que a jurisprudência desta Corte tem se posicionado pela excepcionalidade da revisão dos atos do 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF Conselho Nacional de Justiça em sede disciplinar. Vide: ‘EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOTORA DE JUSTIÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA. PROCESSO DISCIPLINAR. CONDENAÇÃO. COLÉGIO DE PROCURADORES. DECADÊNCIA DO PROCESSO DISCIPLINAR: ANULAÇÃO DA PENA DE ADVERTÊNCIA. PEDIDO DE REVISÃO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO: RECURSO SEM PREVISÃO LEGAL. EXTRAPOLAÇÃO DO PRAZO: AUSÊNCIA DE NULIDADE. RESTABELECIMENTO DA PENA. 1. A competência revisional do Conselho Nacional do Ministério Público, prevista no inc. IV do § 2º do art. 103-A da Constituição da República, não fica restrita aos fundamentos utilizados na decisão questionada, alcançando também o exame da higidez na atuação do órgão administrativo julgador. 2. A decisão condenatória da Impetrante, Promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, foi proferida pelo Corregedor-Geral daquela instituição, e não pelo Procurador-Geral de Justiça, o que afasta a incidência dos permissivos legais invocados no recurso dirigido ao Colégio de Procuradores (arts. 159 e 160 do Regimento Interno da Corregedoria Geral do Ministério Pública da Bahia). 3. O postulado do duplo grau de jurisdição garante a possibilidade de reexame integral da decisão ordinária por órgão de hierarquia superior do que a proferiu, com a consideração dos argumentos apresentados pelo recorrente, o que, de acordo com os documentos juntados ao processo, foi observado no julgamento realizado pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público da Bahia. 4. Descabida a pretensão de transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. 5. A ausência de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Conselho Nacional de Justiça em sede disciplinar. Vide: ‘EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOTORA DE JUSTIÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA. PROCESSO DISCIPLINAR. CONDENAÇÃO. COLÉGIO DE PROCURADORES. DECADÊNCIA DO PROCESSO DISCIPLINAR: ANULAÇÃO DA PENA DE ADVERTÊNCIA. PEDIDO DE REVISÃO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO: RECURSO SEM PREVISÃO LEGAL. EXTRAPOLAÇÃO DO PRAZO: AUSÊNCIA DE NULIDADE. RESTABELECIMENTO DA PENA. 1. A competência revisional do Conselho Nacional do Ministério Público, prevista no inc. IV do § 2º do art. 103-A da Constituição da República, não fica restrita aos fundamentos utilizados na decisão questionada, alcançando também o exame da higidez na atuação do órgão administrativo julgador. 2. A decisão condenatória da Impetrante, Promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, foi proferida pelo Corregedor-Geral daquela instituição, e não pelo Procurador-Geral de Justiça, o que afasta a incidência dos permissivos legais invocados no recurso dirigido ao Colégio de Procuradores (arts. 159 e 160 do Regimento Interno da Corregedoria Geral do Ministério Pública da Bahia). 3. O postulado do duplo grau de jurisdição garante a possibilidade de reexame integral da decisão ordinária por órgão de hierarquia superior do que a proferiu, com a consideração dos argumentos apresentados pelo recorrente, o que, de acordo com os documentos juntados ao processo, foi observado no julgamento realizado pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público da Bahia. 4. Descabida a pretensão de transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. 5. A ausência de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF demonstração de prejuízo concreto resultante da demora na conclusão do processo disciplinar desautoriza a declaração de nulidade processual. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo à parte que suscita o vício; não se decreta nulidade processual por presunção. Precedentes. 6. Mandado de segurança denegado.’ (MS 31199/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 24/6/14). No caso, consoante demonstrado, não há nada que justifique a excepcional atuação desta Corte. Pelo exposto, com amparo no § 1º, do art. 21, do RISTF, denego a segurança. Publique-se. Intime-se.” A agravante alega que “o motivo do ato administrativo guerreado é materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado para a demissão da Agravante, tese que, não obstante agitada no relatório da r. decisão agravada, não teve a atenção devida, merecendo especial atenção da Excelsa Corte”(fl. 04 – documento eletrônico nº 61). Argui que, ao contrário do que consignado na decisão ora agravada, “o não reconhecimento da assinatura do profissional (médico) nos atestados apresentados ao órgão ou a confissão da Agravante de que tais expedientes eram falsos não dispensam a perícia por um perito oficial, portador de diploma de curso superior” (fl. 5 – documento eletrônico nº 61). Prossegue aduzindo que “um possível resultado pericial que concluísse pela autenticidade e validade dos atestados médicos apresentados confirmaria o motivo lícito declinado nos documentos e, destarte, serviria como prova suficiente para desconstituir a 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF demonstração de prejuízo concreto resultante da demora na conclusão do processo disciplinar desautoriza a declaração de nulidade processual. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo à parte que suscita o vício; não se decreta nulidade processual por presunção. Precedentes. 6. Mandado de segurança denegado.’ (MS 31199/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 24/6/14). No caso, consoante demonstrado, não há nada que justifique a excepcional atuação desta Corte. Pelo exposto, com amparo no § 1º, do art. 21, do RISTF, denego a segurança. Publique-se. Intime-se.” A agravante alega que “o motivo do ato administrativo guerreado é materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado para a demissão da Agravante, tese que, não obstante agitada no relatório da r. decisão agravada, não teve a atenção devida, merecendo especial atenção da Excelsa Corte”(fl. 04 – documento eletrônico nº 61). Argui que, ao contrário do que consignado na decisão ora agravada, “o não reconhecimento da assinatura do profissional (médico) nos atestados apresentados ao órgão ou a confissão da Agravante de que tais expedientes eram falsos não dispensam a perícia por um perito oficial, portador de diploma de curso superior” (fl. 5 – documento eletrônico nº 61). Prossegue aduzindo que “um possível resultado pericial que concluísse pela autenticidade e validade dos atestados médicos apresentados confirmaria o motivo lícito declinado nos documentos e, destarte, serviria como prova suficiente para desconstituir a 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF conclusão da comissão processante e, obviamente o ato de demissão impugnado.” (fl. 05 – doc. eletrônico nº 61). Defende que “a comprovação, por meio de perícia, de que os expedientes tidos como falsos, que serviram de motivo/fundamento do ato administrativo atacado, eram, com efeito, autênticos, é capaz de mudar a sorte da Agravante, fazendo-a retornar ao serviço público imediatamente” (fl. 5 – doc. eletrônico nº 61). Sustenta que “(...) não há nestes autos pedido de produção de prova pericial. É a ausência da perícia como prova capaz de confirmar a validade do motivo utilizado pela Administração no ato de demissão que o torna totalmente nulo, até porque a confissão de que os atestados eram falsos não é suficiente para aplicar a pena de demissão. 15. Logo, não se pede a produção de prova pericial. 16. Aliás, é justamente o contrário. É a falta dela e o desrespeito aos artigos 158 e 159 do CPP, bem como aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, que embasam a pretensão de nulidade do ato demissório, uma vez que o motivo é materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado ao resultado obtido: a demissão” (fl. 6 – doc. eletrônico nº 61). A agravante transcreve o teor do art. 2º, alínea d, c/c seu parágrafo único, alínea “d”, da Lei nº 4.717/1965 (que regula a Ação Popular), arguindo, no ponto, que a Portaria nº 72/15, que “deu concretude ao ato de demissão, apoiou-se em motivo inexistente e/ou juridicamente inadequado para o fim colimado, pelo que é nula” (fl. 6 – doc. eletrônico nº 61). 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF conclusão da comissão processante e, obviamente o ato de demissão impugnado.” (fl. 05 – doc. eletrônico nº 61). Defende que “a comprovação, por meio de perícia, de que os expedientes tidos como falsos, que serviram de motivo/fundamento do ato administrativo atacado, eram, com efeito, autênticos, é capaz de mudar a sorte da Agravante, fazendo-a retornar ao serviço público imediatamente” (fl. 5 – doc. eletrônico nº 61). Sustenta que “(...) não há nestes autos pedido de produção de prova pericial. É a ausência da perícia como prova capaz de confirmar a validade do motivo utilizado pela Administração no ato de demissão que o torna totalmente nulo, até porque a confissão de que os atestados eram falsos não é suficiente para aplicar a pena de demissão. 15. Logo, não se pede a produção de prova pericial. 16. Aliás, é justamente o contrário. É a falta dela e o desrespeito aos artigos 158 e 159 do CPP, bem como aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, que embasam a pretensão de nulidade do ato demissório, uma vez que o motivo é materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado ao resultado obtido: a demissão” (fl. 6 – doc. eletrônico nº 61). A agravante transcreve o teor do art. 2º, alínea d, c/c seu parágrafo único, alínea “d”, da Lei nº 4.717/1965 (que regula a Ação Popular), arguindo, no ponto, que a Portaria nº 72/15, que “deu concretude ao ato de demissão, apoiou-se em motivo inexistente e/ou juridicamente inadequado para o fim colimado, pelo que é nula” (fl. 6 – doc. eletrônico nº 61). 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF Sustenta, assim, que “o direito líquido e certo à concessão da segurança para anular a Portaria nº 72, de 13/08/2015, que demitiu a Agravante do serviço público, e reintegrá-la ao cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária Administrativa, do quadro de pessoal do CNJ, emerge de prova pré-constituída que dispensa dilação probatória” (fls. 06-07 – doc. eletrônico nº 61). Alega, ainda, que o MS nº 31.199/DF, “utilizado no bojo da r. decisão agravada também não se aplica ao caso da Agravante, porque trata de questão totalmente distante da ventilada nestes autos (decisão do CNMP quanto a membro do MP/BA), devendo ser afastada a incidência” (fl. 7 – doc. eletrônico nº 61). Repisa a argumentação desenvolvida na inicial do mandamus no sentido de que o ato de demissão não teria observado os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, pois “se alicerçou exclusivamente em 3 (três) atestados médicos apresentados pela Agravante para abonar os dias 25, 28 e 31/07/2014, aos quais a Administração reputou falsos, aduzindo que a conduta seria equiparada a ato de improbidade administrativa” (fl. 11 – doc. eletrônico nº 61). Por fim, requer “a reconsideração da r. decisão agravada de fls. retro ou, subsidiariamente, seja o agravo regimental conhecido e provido para cassá-la e, com isso, conceder a segurança para anular a Portaria nº 72, de 13/08/2015, que demitiu a Agravante do serviço público, e determinar sua reintegração imediata, assegurados o s direitos funcionais corolários da medida. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Sustenta, assim, que “o direito líquido e certo à concessão da segurança para anular a Portaria nº 72, de 13/08/2015, que demitiu a Agravante do serviço público, e reintegrá-la ao cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária Administrativa, do quadro de pessoal do CNJ, emerge de prova pré-constituída que dispensa dilação probatória” (fls. 06-07 – doc. eletrônico nº 61). Alega, ainda, que o MS nº 31.199/DF, “utilizado no bojo da r. decisão agravada também não se aplica ao caso da Agravante, porque trata de questão totalmente distante da ventilada nestes autos (decisão do CNMP quanto a membro do MP/BA), devendo ser afastada a incidência” (fl. 7 – doc. eletrônico nº 61). Repisa a argumentação desenvolvida na inicial do mandamus no sentido de que o ato de demissão não teria observado os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, pois “se alicerçou exclusivamente em 3 (três) atestados médicos apresentados pela Agravante para abonar os dias 25, 28 e 31/07/2014, aos quais a Administração reputou falsos, aduzindo que a conduta seria equiparada a ato de improbidade administrativa” (fl. 11 – doc. eletrônico nº 61). Por fim, requer “a reconsideração da r. decisão agravada de fls. retro ou, subsidiariamente, seja o agravo regimental conhecido e provido para cassá-la e, com isso, conceder a segurança para anular a Portaria nº 72, de 13/08/2015, que demitiu a Agravante do serviço público, e determinar sua reintegração imediata, assegurados o s direitos funcionais corolários da medida. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF Ao final, caso não seja esse o entendimento desta Corte Suprema, requer seja franqueado à Agravante o direito de obter tutela jurisdicional pelas via ordinárias, na esteira do que, acerca do ponto, em especial, bem pontuou o e. Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, na ementa e razões de seu judicioso parecer” (fls. 12-13 – doc. eletrônico nº 61). Contrarrazões apresentadas pela União (doc. eletrônico nº 67). É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Ao final, caso não seja esse o entendimento desta Corte Suprema, requer seja franqueado à Agravante o direito de obter tutela jurisdicional pelas via ordinárias, na esteira do que, acerca do ponto, em especial, bem pontuou o e. Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, na ementa e razões de seu judicioso parecer” (fls. 12-13 – doc. eletrônico nº 61). Contrarrazões apresentadas pela União (doc. eletrônico nº 67). É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que a agravante não aduz, nas razões recursais, qualquer argumento capaz de reformar as conclusões da decisão agravada. Relativamente à repisada alegação de que o motivo do ato apontado como coator é “materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado para a demissão da Agravante” (fl. 4 – documento eletrônico nº 61), reitero que “é descabido (…) afirmar-se que inexiste motivo para a penalidade aplicada ou que este seria juridicamente inadequada quando a impetrante sequer se desvencilhou das imputações que lhe foram dirigidas pela Comissão processante”. Não socorre a agravante a tese de que a realização de perícia “serviria como prova para desconstituir a conclusão da comissão processante e, obviamente, o ato de demissão impugnado” (fl. 05 – doc. eletrônico nº 61). Conforme ressaltei na decisão singular, esta Corte tem se posicionado no sentido de que a reapreciação de matéria de fato no âmbito de Mandado de Segurança é possível apenas quando não comporta dilação probatória. Vide: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL. ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. INDIGNIDADE DA FUNÇÃO PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR: DEMISSÃO. ALEGADA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que a agravante não aduz, nas razões recursais, qualquer argumento capaz de reformar as conclusões da decisão agravada. Relativamente à repisada alegação de que o motivo do ato apontado como coator é “materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado para a demissão da Agravante” (fl. 4 – documento eletrônico nº 61), reitero que “é descabido (…) afirmar-se que inexiste motivo para a penalidade aplicada ou que este seria juridicamente inadequada quando a impetrante sequer se desvencilhou das imputações que lhe foram dirigidas pela Comissão processante”. Não socorre a agravante a tese de que a realização de perícia “serviria como prova para desconstituir a conclusão da comissão processante e, obviamente, o ato de demissão impugnado” (fl. 05 – doc. eletrônico nº 61). Conforme ressaltei na decisão singular, esta Corte tem se posicionado no sentido de que a reapreciação de matéria de fato no âmbito de Mandado de Segurança é possível apenas quando não comporta dilação probatória. Vide: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL. ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. INDIGNIDADE DA FUNÇÃO PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR: DEMISSÃO. ALEGADA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E SEUS COROLÁRIOS. INOCORRÊNCIA. PRETENDIDA REAPRECIAÇÃO DE MATÉRIA DE FATO CONTROVERTIDA. DESCABIMENTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROCEDENTE” (RMS nº 32758/DF, Segunda Turma, Relatora a Min. Cármen Lúcia, DJe de 12/05/2014). Esse mesmo entendimento tem sido adotado quanto à verificação, em sede de mandamus, da dosimetria da pena, que exige, em regra, a reapreciação de elementos fáticos e, não raro, subjetivos, tal como é o caso da alegada atenuante apontada na exordial. Nesse sentido: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REINSTAURAÇÃO, PELO RECONHECIMENTO DE ANTERIOR NULIDADE, DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR VÁLIDO. INTERRUPÇÃO DO PRAZO QUINQUENAL. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA DE DEMISSÃO. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A instauração de processo administrativo disciplinar válido interrompe o prazo prescricional previsto no art. 142, I, da Lei 8.112/1990, razão pela qual não se verifica in casu a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Precedentes. II - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré- constituída. III - Recurso ordinário em mandado de segurança a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E SEUS COROLÁRIOS. INOCORRÊNCIA. PRETENDIDA REAPRECIAÇÃO DE MATÉRIA DE FATO CONTROVERTIDA. DESCABIMENTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROCEDENTE” (RMS nº 32758/DF, Segunda Turma, Relatora a Min. Cármen Lúcia, DJe de 12/05/2014). Esse mesmo entendimento tem sido adotado quanto à verificação, em sede de mandamus, da dosimetria da pena, que exige, em regra, a reapreciação de elementos fáticos e, não raro, subjetivos, tal como é o caso da alegada atenuante apontada na exordial. Nesse sentido: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REINSTAURAÇÃO, PELO RECONHECIMENTO DE ANTERIOR NULIDADE, DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR VÁLIDO. INTERRUPÇÃO DO PRAZO QUINQUENAL. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA DE DEMISSÃO. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A instauração de processo administrativo disciplinar válido interrompe o prazo prescricional previsto no art. 142, I, da Lei 8.112/1990, razão pela qual não se verifica in casu a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Precedentes. II - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré- constituída. III - Recurso ordinário em mandado de segurança a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF que se nega provimento” (RMS nº 31.494/DF, Segunda Turma, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/12/13). “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENAS DE DEMISSÃO. PROPORCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. Precedentes. II - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento” (RMS nº 31.471/DF, Segunda Turma, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/12/13). Não cabe, destarte, no presente mandamus a apreciação da proporcionalidade na dosimetria da pena e da apreciação de eventuais atenuantes na conduta da impetrante, razão pela qual a decisão agravada cingiu-se a apreciar a legalidade do ato combatido sob a perspectiva das alegações: (i) de cerceamento de defesa (por lhe ter sido negada a produção de perícia no âmbito do PAD); e (ii) de desconsideração, pelo ato apontado coator, das peculiaridades que estariam, segundo a impetrante, envolvidos no caso concreto. Em seu recurso de agravo, a impetrante apenas repisa as alegações sem fazer constar nenhum argumento que infirme o que exposto no decisum monocrático, pelo que reafirmo o que dele constou. Da apreciação documental cabível a este feito, é possível observar que a autoridade impetrada amparou-se nos elementos contidos nos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF que se nega provimento” (RMS nº 31.494/DF, Segunda Turma, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/12/13). “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENAS DE DEMISSÃO. PROPORCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. Precedentes. II - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento” (RMS nº 31.471/DF, Segunda Turma, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/12/13). Não cabe, destarte, no presente mandamus a apreciação da proporcionalidade na dosimetria da pena e da apreciação de eventuais atenuantes na conduta da impetrante, razão pela qual a decisão agravada cingiu-se a apreciar a legalidade do ato combatido sob a perspectiva das alegações: (i) de cerceamento de defesa (por lhe ter sido negada a produção de perícia no âmbito do PAD); e (ii) de desconsideração, pelo ato apontado coator, das peculiaridades que estariam, segundo a impetrante, envolvidos no caso concreto. Em seu recurso de agravo, a impetrante apenas repisa as alegações sem fazer constar nenhum argumento que infirme o que exposto no decisum monocrático, pelo que reafirmo o que dele constou. Da apreciação documental cabível a este feito, é possível observar que a autoridade impetrada amparou-se nos elementos contidos nos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF autos administrativos para concluir pela aplicação da pena de demissão, acompanhando, inclusive, o relatório da comissão processante, que individualizou as condutas da impetrante e justificou a penalidade sugerida. Observe-se: a sindicância foi instaurada para apurar a ocorrência de 17 faltas não justificadas, no período de três meses (fl. 3, do doc. Eletrônico 05), fatos incursos, inicialmente, pela autoridade administrativa, no art. 116, I, III e V, da Lei 8.112/90, com possibilidade de aplicação da pena de advertência (art. 129, da mesma lei), salvo quando o fato constituir infração mais grave. No decorrer das investigações, foi recebido ofício do Coordenador- Geral de Saúde de Taguatinga da SES/DF, por meio do qual informou: “acerca da confirmação de autenticidade dos atestados médicos emitidos em favor da Sra. Rejanne Rodrigues da Costa, informamos que o médico Dr. Daniel Régis Barra – CRM/DF nº 15624 não é lotado nesta Regional de Saúde e não faz parte do quadro de servidores da Secretaria do Estado de Saúde do DF”. Diante de indícios de que os atestados apresentados eram fraudulentos, com possibilidade de restar configurado o ato de improbidade administrativa inserto no art. 11, da Lei nº 8429/92, passível de aplicação da penalidade de demissão (art. 132, da Lei nº 8.112/90), foi instaurado processo administrativo disciplinar. No relatório final (item 22 dos autos eletrônicos), a Comissão processante, após ter destacado a existência de 22 ausências injustificadas em 2014 e 8 no ano de 2015, concluiu pela violação de dever funcional de assiduidade ao serviço (art. 116, X, da Lei 8.112/90) e, registrando a utilização do atestado falso pela indiciada (fato reconhecido em seu interrogatório), apontou para a incidência do art. 11 da Lei 8.429/92, que combinado com os arts. 132, IV, da Lei 8.112/90, justificavam a aplicação da penalidade de demissão. Observa-se, assim, que, além da confissão da servidora/impetrante quanto à obtenção de atestados em momento posterior a suas faltas, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF autos administrativos para concluir pela aplicação da pena de demissão, acompanhando, inclusive, o relatório da comissão processante, que individualizou as condutas da impetrante e justificou a penalidade sugerida. Observe-se: a sindicância foi instaurada para apurar a ocorrência de 17 faltas não justificadas, no período de três meses (fl. 3, do doc. Eletrônico 05), fatos incursos, inicialmente, pela autoridade administrativa, no art. 116, I, III e V, da Lei 8.112/90, com possibilidade de aplicação da pena de advertência (art. 129, da mesma lei), salvo quando o fato constituir infração mais grave. No decorrer das investigações, foi recebido ofício do Coordenador- Geral de Saúde de Taguatinga da SES/DF, por meio do qual informou: “acerca da confirmação de autenticidade dos atestados médicos emitidos em favor da Sra. Rejanne Rodrigues da Costa, informamos que o médico Dr. Daniel Régis Barra – CRM/DF nº 15624 não é lotado nesta Regional de Saúde e não faz parte do quadro de servidores da Secretaria do Estado de Saúde do DF”. Diante de indícios de que os atestados apresentados eram fraudulentos, com possibilidade de restar configurado o ato de improbidade administrativa inserto no art. 11, da Lei nº 8429/92, passível de aplicação da penalidade de demissão (art. 132, da Lei nº 8.112/90), foi instaurado processo administrativo disciplinar. No relatório final (item 22 dos autos eletrônicos), a Comissão processante, após ter destacado a existência de 22 ausências injustificadas em 2014 e 8 no ano de 2015, concluiu pela violação de dever funcional de assiduidade ao serviço (art. 116, X, da Lei 8.112/90) e, registrando a utilização do atestado falso pela indiciada (fato reconhecido em seu interrogatório), apontou para a incidência do art. 11 da Lei 8.429/92, que combinado com os arts. 132, IV, da Lei 8.112/90, justificavam a aplicação da penalidade de demissão. Observa-se, assim, que, além da confissão da servidora/impetrante quanto à obtenção de atestados em momento posterior a suas faltas, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF (obtidos, segundo ela mesma afirma, por meio de uma amiga), consta ainda dos autos afirmação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal de que o médico que constou como subscritor dos atestados não fazia parte da equipe de servidores da SES/DF. Tais elementos fazem demonstrar que houve apreciação fundamentada dos fatos pela comissão processante que identificou a ocorrência de falsidade não combatida pela ora impetrante: a apresentação espontânea de atestado médico constante de documento da SES/DF, mas assinado por profissional que não compunha a equipe médica daquela secretaria. Tal constatação, ressalte-se, não é passível de desconstituição por meio de perícia, uma vez que essa serviria apenas para confirmar se o documento foi ou não assinado pelo subscritor ali constante, elemento que em nada alteraria a conduta da impetrante de ter apresentado tal documento falso com o fito de abonar suas faltas, sendo inclusive de se salientar que a ora impetrante confirmou nos autos do PAD que não obteve o atestado diretamente do profissional ali apontado, mas sim, por intermédio de uma amiga. Também não é apto a desconstituir a conclusão da comissão o fato de – segundo alega – ter efetivamente acompanhado a mãe em tratamento médico, pois: (i) não é essa a forma de falsidade apontada pelo ato coator; e (ii) a perícia não serviria para provar o alegado acompanhamento, já que a análise pericial não tem o condão de reconstruir as circunstâncias em que foi emitido um atestado médico. Tem-se, desse modo, que não há que se falar em inexistência de motivo ou inadequação jurídica da penalidade de demissão aplicada à agravante. Ao contrário, verifica-se que a sanção disciplinar aplicada in casu foi devidamente fundamentada nas particularidades do caso concreto e na legislação de regência, não se vislumbrando indícios de ilegalidade que ensejem a nulidade da decisão tomada no processo administrativo disciplinar. Por fim, no tocante à alegação da agravante de que o MS nº 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF (obtidos, segundo ela mesma afirma, por meio de uma amiga), consta ainda dos autos afirmação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal de que o médico que constou como subscritor dos atestados não fazia parte da equipe de servidores da SES/DF. Tais elementos fazem demonstrar que houve apreciação fundamentada dos fatos pela comissão processante que identificou a ocorrência de falsidade não combatida pela ora impetrante: a apresentação espontânea de atestado médico constante de documento da SES/DF, mas assinado por profissional que não compunha a equipe médica daquela secretaria. Tal constatação, ressalte-se, não é passível de desconstituição por meio de perícia, uma vez que essa serviria apenas para confirmar se o documento foi ou não assinado pelo subscritor ali constante, elemento que em nada alteraria a conduta da impetrante de ter apresentado tal documento falso com o fito de abonar suas faltas, sendo inclusive de se salientar que a ora impetrante confirmou nos autos do PAD que não obteve o atestado diretamente do profissional ali apontado, mas sim, por intermédio de uma amiga. Também não é apto a desconstituir a conclusão da comissão o fato de – segundo alega – ter efetivamente acompanhado a mãe em tratamento médico, pois: (i) não é essa a forma de falsidade apontada pelo ato coator; e (ii) a perícia não serviria para provar o alegado acompanhamento, já que a análise pericial não tem o condão de reconstruir as circunstâncias em que foi emitido um atestado médico. Tem-se, desse modo, que não há que se falar em inexistência de motivo ou inadequação jurídica da penalidade de demissão aplicada à agravante. Ao contrário, verifica-se que a sanção disciplinar aplicada in casu foi devidamente fundamentada nas particularidades do caso concreto e na legislação de regência, não se vislumbrando indícios de ilegalidade que ensejem a nulidade da decisão tomada no processo administrativo disciplinar. Por fim, no tocante à alegação da agravante de que o MS nº 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF 31.199/DF, utilizado no bojo da decisão agravada, não se aplicaria ao caso “porque trata de questão totalmente distante da ventilada nestes autos (decisão do CNMP quanto a membro do MP/BA)”, cumpre observar que a utilização de precedentes não requer a identidade fática, mas apenas a aplicação da tese jurídica nele firmada. No caso, o decisum agravado valeu-se daquele precedente – justamente da parte destacada em negrito na transcrição –, para destacar a impossibilidade de se transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas, raciocínio perfeitamente aplicável ao caso dos autos. Reproduzo o trecho pertinente da decisão, com os destaques originais: “Saliente-se que a jurisprudência desta Corte tem se posicionado pela excepcionalidade da revisão dos atos do Conselho Nacional de Justiça em sede disciplinar. Vide: ‘EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOTORA DE JUSTIÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA. PROCESSO DISCIPLINAR. CONDENAÇÃO. COLÉGIO DE PROCURADORES. DECADÊNCIA DO PROCESSO DISCIPLINAR: ANULAÇÃO DA PENA DE ADVERTÊNCIA. PEDIDO DE REVISÃO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO: RECURSO SEM PREVISÃO LEGAL. EXTRAPOLAÇÃO DO PRAZO: AUSÊNCIA DE NULIDADE. RESTABELECIMENTO DA PENA. 1. A competência revisional do Conselho Nacional do Ministério Público, prevista no inc. IV do § 2º do art. 103-A da Constituição da República, não fica restrita aos fundamentos utilizados na decisão questionada, alcançando também o exame da higidez na atuação do órgão administrativo julgador. 2. A decisão condenatória da Impetrante, Promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, foi proferida pelo Corregedor-Geral daquela 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF 31.199/DF, utilizado no bojo da decisão agravada, não se aplicaria ao caso “porque trata de questão totalmente distante da ventilada nestes autos (decisão do CNMP quanto a membro do MP/BA)”, cumpre observar que a utilização de precedentes não requer a identidade fática, mas apenas a aplicação da tese jurídica nele firmada. No caso, o decisum agravado valeu-se daquele precedente – justamente da parte destacada em negrito na transcrição –, para destacar a impossibilidade de se transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas, raciocínio perfeitamente aplicável ao caso dos autos. Reproduzo o trecho pertinente da decisão, com os destaques originais: “Saliente-se que a jurisprudência desta Corte tem se posicionado pela excepcionalidade da revisão dos atos do Conselho Nacional de Justiça em sede disciplinar. Vide: ‘EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOTORA DE JUSTIÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA. PROCESSO DISCIPLINAR. CONDENAÇÃO. COLÉGIO DE PROCURADORES. DECADÊNCIA DO PROCESSO DISCIPLINAR: ANULAÇÃO DA PENA DE ADVERTÊNCIA. PEDIDO DE REVISÃO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO: RECURSO SEM PREVISÃO LEGAL. EXTRAPOLAÇÃO DO PRAZO: AUSÊNCIA DE NULIDADE. RESTABELECIMENTO DA PENA. 1. A competência revisional do Conselho Nacional do Ministério Público, prevista no inc. IV do § 2º do art. 103-A da Constituição da República, não fica restrita aos fundamentos utilizados na decisão questionada, alcançando também o exame da higidez na atuação do órgão administrativo julgador. 2. A decisão condenatória da Impetrante, Promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, foi proferida pelo Corregedor-Geral daquela 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF instituição, e não pelo Procurador-Geral de Justiça, o que afasta a incidência dos permissivos legais invocados no recurso dirigido ao Colégio de Procuradores (arts. 159 e 160 do Regimento Interno da Corregedoria Geral do Ministério Pública da Bahia). 3. O postulado do duplo grau de jurisdição garante a possibilidade de reexame integral da decisão ordinária por órgão de hierarquia superior do que a proferiu, com a consideração dos argumentos apresentados pelo recorrente, o que, de acordo com os documentos juntados ao processo, foi observado no julgamento realizado pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público da Bahia. 4. Descabida a pretensão de transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. 5. A ausência de demonstração de prejuízo concreto resultante da demora na conclusão do processo disciplinar desautoriza a declaração de nulidade processual. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo à parte que suscita o vício; não se decreta nulidade processual por presunção. Precedentes. 6. Mandado de segurança denegado.’ (MS nº 31.199/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 24/6/14). No caso, consoante demonstrado, não há nada que justifique a excepcional atuação desta Corte.” Assim, considerando que não se constatou, in casu, qualquer nulidade no ato apontado como coator, tampouco exorbitância do papel constitucional conferido ao CNJ, as razões aduzidas na inicial do mandamus e repisadas no presente agravo revelam mero inconformismo da agravante com o desfecho do processo disciplinar. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF instituição, e não pelo Procurador-Geral de Justiça, o que afasta a incidência dos permissivos legais invocados no recurso dirigido ao Colégio de Procuradores (arts. 159 e 160 do Regimento Interno da Corregedoria Geral do Ministério Pública da Bahia). 3. O postulado do duplo grau de jurisdição garante a possibilidade de reexame integral da decisão ordinária por órgão de hierarquia superior do que a proferiu, com a consideração dos argumentos apresentados pelo recorrente, o que, de acordo com os documentos juntados ao processo, foi observado no julgamento realizado pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público da Bahia. 4. Descabida a pretensão de transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. 5. A ausência de demonstração de prejuízo concreto resultante da demora na conclusão do processo disciplinar desautoriza a declaração de nulidade processual. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo à parte que suscita o vício; não se decreta nulidade processual por presunção. Precedentes. 6. Mandado de segurança denegado.’ (MS nº 31.199/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 24/6/14). No caso, consoante demonstrado, não há nada que justifique a excepcional atuação desta Corte.” Assim, considerando que não se constatou, in casu, qualquer nulidade no ato apontado como coator, tampouco exorbitância do papel constitucional conferido ao CNJ, as razões aduzidas na inicial do mandamus e repisadas no presente agravo revelam mero inconformismo da agravante com o desfecho do processo disciplinar. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF Mantenho, assim, a conclusão adotada em decisão monocrática pela denegação da segurança. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Mantenho, assim, a conclusão adotada em decisão monocrática pela denegação da segurança. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : REJANNE RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR (11555/DF) ADV.(A/S) : THIAGO SUS SOBRAL DE ALMEIDA (0041337/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210335 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : REJANNE RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR (11555/DF) ADV.(A/S) : THIAGO SUS SOBRAL DE ALMEIDA (0041337/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210335 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12376360
2016-12-09T00:00:00
2017-02-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Servidor público. Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Processo administrativo disciplinar. Sanção aplicada. Pretensão de reapreciação de matéria de fato e de verificação de proporcionalidade na dosimetria da pena. Necessidade de dilação probatória. Impossibilidade em sede de mandado de segurança. Sanção disciplinar fundamentada no conjunto fático probatório colhido no PAD e na legislação de regência. Ausência de indícios de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar ou de exorbitância de seu papel constitucional. O STF não deve funcionar como instância recursal de toda e qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ. Agravo regimental não provido. 1. A pretendida reapreciação de elementos fáticos e, não raro, subjetivos, tal como é o caso da alegada atenuante, e a verificação quanto à razoabilidade e à proporcionalidade da penalidade disciplinar aplicada demandariam dilação probatória. Procedimento incabível em sede de mandamus. Precedentes. 2. Descabida alegação de inexistência de motivo ou inadequação jurídica da penalidade de demissão aplicada à agravante. A sanção disciplinar foi devidamente fundamentada nas particularidades do caso concreto e na legislação de regência. 3. Inexistência de indícios de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar em tela ou de exorbitância de seu papel constitucional. Desnecessidade de atuação excepcional desta Corte, que não deve funcionar como instância recursal de toda e qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido.
sjur363008
- Acórdão(s) citado(s): (MS, REEXAME, FATO) RMS 31471 (2ªT), RMS 31494 (2ªT), RMS 32758 (2ªT). - Veja MS 31199 do STF. Número de páginas: 24. Análise: 13/02/2017, JRS.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
33740
[ "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n ART-00116 INC-00001 INC-00003 INC-00005 \n INC-00010 ART-00129 ART-00132 INC-00004\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS\n\n", "LEG-FED LEI-008429 ANO-1992\n ART-00011\n LEI ORDINÁRIA" ]
MS-AgR
acordaos
MS 33740 AgR
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AGTE.(S) : REJANNE RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR ADV.(A/S) : THIAGO SUS SOBRAL DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REJANNE RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR ADV.(A/S) :THIAGO SUS SOBRAL DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Servidor público. Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Processo administrativo disciplinar. Sanção aplicada. Pretensão de reapreciação de matéria de fato e de verificação de proporcionalidade na dosimetria da pena. Necessidade de dilação probatória. Impossibilidade em sede de mandado de segurança. Sanção disciplinar fundamentada no conjunto fático probatório colhido no PAD e na legislação de regência. Ausência de indícios de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar ou de exorbitância de seu papel constitucional. O Supremo Tribunal Federal não deve funcionar como instância recursal de toda e qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ. Agravo regimental não provido. 1. A pretendida reapreciação de elementos fáticos e, não raro, subjetivos, tal como é o caso da alegada atenuante, e a verificação quanto à razoabilidade e à proporcionalidade da penalidade disciplinar aplicada demandariam dilação probatória. Procedimento incabível em sede de mandamus. Precedentes. 2. Descabida alegação de inexistência de motivo ou inadequação jurídica da penalidade de demissão aplicada à agravante. A sanção disciplinar foi devidamente fundamentada nas particularidades do caso concreto e na legislação de regência. 3. Inexistência de indícios de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar em tela ou de exorbitância de seu papel constitucional. Desnecessidade de atuação excepcional desta Corte, que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368997. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão MS 33740 AGR / DF não deve funcionar como instância recursal de toda e qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368997. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF não deve funcionar como instância recursal de toda e qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368997. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REJANNE RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR ADV.(A/S) :THIAGO SUS SOBRAL DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): REJANNE RODRIGUES DA COSTA interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual deneguei a segurança pleiteada, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Cuida-se de mandado de segurança impetrado por Rejanne Rodrigues da Costa em face do Presidente do Conselho Nacional de Justiça - CNJ, por ato praticado nos autos do Processo Administrativo n. CNJ-ADM-2014/01345, com o objetivo de: ‘anular a Portaria n. 72, de 13 de agosto de 2015, que demitiu a Impetrante do serviço público, e reintegrá-la ao cargo de Analista Judiciário – Área Administrativa, do quadro de pessoal do CNJ’. Narra, em síntese, que foi instituída comissão de processo disciplinar para apurar o comportamento da impetrante volvido ao acúmulo de faltas injustificadas ao trabalho, tendo a comissão processante decidido ‘pela inobservância dos deveres funcionais antevistos no art. 116, III e X, da Lei n. 8.112/1990, bem como de princípios administrativos’. Prossegue a narrativa aduzindo que: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :REJANNE RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR ADV.(A/S) :THIAGO SUS SOBRAL DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): REJANNE RODRIGUES DA COSTA interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual deneguei a segurança pleiteada, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Cuida-se de mandado de segurança impetrado por Rejanne Rodrigues da Costa em face do Presidente do Conselho Nacional de Justiça - CNJ, por ato praticado nos autos do Processo Administrativo n. CNJ-ADM-2014/01345, com o objetivo de: ‘anular a Portaria n. 72, de 13 de agosto de 2015, que demitiu a Impetrante do serviço público, e reintegrá-la ao cargo de Analista Judiciário – Área Administrativa, do quadro de pessoal do CNJ’. Narra, em síntese, que foi instituída comissão de processo disciplinar para apurar o comportamento da impetrante volvido ao acúmulo de faltas injustificadas ao trabalho, tendo a comissão processante decidido ‘pela inobservância dos deveres funcionais antevistos no art. 116, III e X, da Lei n. 8.112/1990, bem como de princípios administrativos’. Prossegue a narrativa aduzindo que: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF “7. A CPAD entendeu que as ações da Impetrante violariam ainda os deveres de honestidade e lealdade às instituições, enquadrando-se naquilo que disposto nos arts. 4... e 11, I, da Lei n. 8.4.29/1990 (Lei de Improbidade Administrativa), pelo que opinou pela aplicação da penalidade de demissão prevista no art. 132, IV, da Lei n. 8.112/1990. 8. Desta vez, a Assessoria Jurídica esclareceu inicialmente que os dias para os quais a Impetrante apresentou os atestados médicos com indícios de fraude (25, 28 e 31 de julho de 2014) foram devidamente descontados de seus vencimentos, não havendo nenhum favorecimento pela apresentação dos citados expedientes ou prejuízo ao Erário. 9. Além disso, a AJU/CNJ recomendou a reavaliação da penalidade indicada pela Comissão de PAD, uma vez que desproporcional à falta funcional cometida, pois considerou a ausência de menção no Relatório Final das circunstâncias atenuantes extraídas a partir do interrogatório da Impetrante que poderiam modificar o resultado do julgamento. 10. Por fim, a AJU/CNJ sugeriu ser mais apropriada aplicação de sanção pertinente ao descumprimento de deveres funcionais contidos no art. 116, III e X, da Lei n. 8.112/1990, sem prejuízo da oitiva do MPF acerca da possibilidade de apuração dos eventuais crimes de improbidade administrativa ou dos contidos nos arts. 302 e 304 do Código Penal. 11. Ainda assim, o Exmo. Sr. Min. Ricardo Lewandowski entendeu que a conduta concernente a apresentação de 3 (três) atestados médicos supostamente fraudulentos praticada da Impetrante se amolda ao tipo descrito no art. 11, I, da Lei de Improbidade Administrativa, pelo lhe impôs a penalidade administrativa extrema de demissão’. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF “7. A CPAD entendeu que as ações da Impetrante violariam ainda os deveres de honestidade e lealdade às instituições, enquadrando-se naquilo que disposto nos arts. 4... e 11, I, da Lei n. 8.4.29/1990 (Lei de Improbidade Administrativa), pelo que opinou pela aplicação da penalidade de demissão prevista no art. 132, IV, da Lei n. 8.112/1990. 8. Desta vez, a Assessoria Jurídica esclareceu inicialmente que os dias para os quais a Impetrante apresentou os atestados médicos com indícios de fraude (25, 28 e 31 de julho de 2014) foram devidamente descontados de seus vencimentos, não havendo nenhum favorecimento pela apresentação dos citados expedientes ou prejuízo ao Erário. 9. Além disso, a AJU/CNJ recomendou a reavaliação da penalidade indicada pela Comissão de PAD, uma vez que desproporcional à falta funcional cometida, pois considerou a ausência de menção no Relatório Final das circunstâncias atenuantes extraídas a partir do interrogatório da Impetrante que poderiam modificar o resultado do julgamento. 10. Por fim, a AJU/CNJ sugeriu ser mais apropriada aplicação de sanção pertinente ao descumprimento de deveres funcionais contidos no art. 116, III e X, da Lei n. 8.112/1990, sem prejuízo da oitiva do MPF acerca da possibilidade de apuração dos eventuais crimes de improbidade administrativa ou dos contidos nos arts. 302 e 304 do Código Penal. 11. Ainda assim, o Exmo. Sr. Min. Ricardo Lewandowski entendeu que a conduta concernente a apresentação de 3 (três) atestados médicos supostamente fraudulentos praticada da Impetrante se amolda ao tipo descrito no art. 11, I, da Lei de Improbidade Administrativa, pelo lhe impôs a penalidade administrativa extrema de demissão’. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF Defende a impetrante que não houve prejuízo ao erário ou favorecimento pessoal com a apresentação de atestados não homologados pela Administração, ao argumento de que: ‘há certeza irretorquível da ausência de favorecimento da Impetrante pela apresentação de 3 (três) atestados médicos com indícios de fraude nos dias 25, 28 e 31 de julho de 20145 ou, além disso, de efetivo prejuízo à Administração Pública, eis que a parcela pecuniária referente a tais datas foram decotadas de seus vencimentos’. Argui que a aplicação da pena de demissão torna nula a Portaria n. 72, de 13 de agosto de 2015, pois a penalidade foi aplicada sob a compreensão de que teria a servidora/impetrante praticado ‘conduta equiparada a ato improbidade administrativa, consubstanciada na ‘apresentação de documento falso visando fim proibido em lei ou regulamento’. Tal conduta, contudo, não teria ocorrido, pois: ‘os atestados médicos apresentados pela Impetrante não foram declarados falsos ou inidôneos por perito oficial, nos termos do art. 159 do CPP, mas tão somente por declaração unilateral da Administração Pública, daí já perceber que – no mínimo – as razões que dão suporte ao ato objurgado não se sustentam’. E conclui, ‘o motivo que deu ensejo ao nascimento do ato administrativo vergalhado, qual seja, a ‘apresentação de documento falso visando fim proibido em lei ou regulamento’, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequado para o resultado perquirido (o fim colimado) pela Administração Pública (in casu, a demissão da Impetrante)’, pois: ‘os atestados médicos apresentados pela Impetrante 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Defende a impetrante que não houve prejuízo ao erário ou favorecimento pessoal com a apresentação de atestados não homologados pela Administração, ao argumento de que: ‘há certeza irretorquível da ausência de favorecimento da Impetrante pela apresentação de 3 (três) atestados médicos com indícios de fraude nos dias 25, 28 e 31 de julho de 20145 ou, além disso, de efetivo prejuízo à Administração Pública, eis que a parcela pecuniária referente a tais datas foram decotadas de seus vencimentos’. Argui que a aplicação da pena de demissão torna nula a Portaria n. 72, de 13 de agosto de 2015, pois a penalidade foi aplicada sob a compreensão de que teria a servidora/impetrante praticado ‘conduta equiparada a ato improbidade administrativa, consubstanciada na ‘apresentação de documento falso visando fim proibido em lei ou regulamento’. Tal conduta, contudo, não teria ocorrido, pois: ‘os atestados médicos apresentados pela Impetrante não foram declarados falsos ou inidôneos por perito oficial, nos termos do art. 159 do CPP, mas tão somente por declaração unilateral da Administração Pública, daí já perceber que – no mínimo – as razões que dão suporte ao ato objurgado não se sustentam’. E conclui, ‘o motivo que deu ensejo ao nascimento do ato administrativo vergalhado, qual seja, a ‘apresentação de documento falso visando fim proibido em lei ou regulamento’, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequado para o resultado perquirido (o fim colimado) pela Administração Pública (in casu, a demissão da Impetrante)’, pois: ‘os atestados médicos apresentados pela Impetrante 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF (...) tiveram como razão de ser, expressamente declarados pela Impetrante, o acompanhando sua genitora em tratamento de saúde específico (cardíaco) e não ‘fim proibido em lei ou regulamento’’. Defende, ainda, a desproporcionalidade na aplicação da pena de demissão com os fatos imputados à servidora/impetrante, sob alegação de que foram desprezadas as circunstâncias atenuantes envolvidas no caso, uma vez que a impetrante apresentou ‘confissão espontânea de que os atestados médicos apresentados nos dias 25, 28 e 31 de julho de 2014 ‘eram falsos’’. Indeferi o requerimento de concessão da tutela de urgência. Contra essa decisão, a impetrante interpôs agravo. Instada a se manifestar, a d. PGR apresentou opinativo sob a seguinte ementa: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. DEMISSÃO DE SERVIDORA PÚBLICA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA PARA REEXAME DE PROVAS. 1. A aferição da alegada violação a direito líquido e certo necessita de dilação probatória, incompatível com o rito do mandado de segurança. 2. Parecer pela denegação da segurança, ressalvadas as vias ordinárias.’ É o relatório. Decido. Tenho que a jurisprudência desta Corte não ampara o pleito autoral. De início, é de se ver que esta Corte tem se posicionado no sentido de que a reapreciação de matéria de fato no âmbito de Mandado de Segurança é possível apenas quando não comporta dilação probatória. Vide: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF (...) tiveram como razão de ser, expressamente declarados pela Impetrante, o acompanhando sua genitora em tratamento de saúde específico (cardíaco) e não ‘fim proibido em lei ou regulamento’’. Defende, ainda, a desproporcionalidade na aplicação da pena de demissão com os fatos imputados à servidora/impetrante, sob alegação de que foram desprezadas as circunstâncias atenuantes envolvidas no caso, uma vez que a impetrante apresentou ‘confissão espontânea de que os atestados médicos apresentados nos dias 25, 28 e 31 de julho de 2014 ‘eram falsos’’. Indeferi o requerimento de concessão da tutela de urgência. Contra essa decisão, a impetrante interpôs agravo. Instada a se manifestar, a d. PGR apresentou opinativo sob a seguinte ementa: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. DEMISSÃO DE SERVIDORA PÚBLICA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA PARA REEXAME DE PROVAS. 1. A aferição da alegada violação a direito líquido e certo necessita de dilação probatória, incompatível com o rito do mandado de segurança. 2. Parecer pela denegação da segurança, ressalvadas as vias ordinárias.’ É o relatório. Decido. Tenho que a jurisprudência desta Corte não ampara o pleito autoral. De início, é de se ver que esta Corte tem se posicionado no sentido de que a reapreciação de matéria de fato no âmbito de Mandado de Segurança é possível apenas quando não comporta dilação probatória. Vide: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. INDIGNIDADE DA FUNÇÃO PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR: DEMISSÃO. ALEGADA OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E SEUS COROLÁRIOS. INOCORRÊNCIA. PRETENDIDA REAPRECIAÇÃO DE MATÉRIA DE FATO CONTROVERTIDA. DESCABIMENTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROCEDENTE.’ (RMS 32758/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 12-05-2014). Esse mesmo entendimento tem sido adotado quanto à verificação, em sede de mandamus, da dosimetria da pena, que exige, em regra, a reapreciação de elementos fáticos e não raro subjetivos, tal como é o caso da alegada atenuante apontada na exordial. Nesse sentido: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REINSTAURAÇÃO, PELO RECONHECIMENTO DE ANTERIOR NULIDADE, DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR VÁLIDO. INTERRUPÇÃO DO PRAZO QUINQUENAL. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA DE DEMISSÃO. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A instauração de processo administrativo disciplinar válido interrompe o prazo prescricional previsto no art. 142, I, da Lei 8.112/1990, razão pela qual não se verifica in casu a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Precedentes. II - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. INDIGNIDADE DA FUNÇÃO PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR: DEMISSÃO. ALEGADA OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E SEUS COROLÁRIOS. INOCORRÊNCIA. PRETENDIDA REAPRECIAÇÃO DE MATÉRIA DE FATO CONTROVERTIDA. DESCABIMENTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROCEDENTE.’ (RMS 32758/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 12-05-2014). Esse mesmo entendimento tem sido adotado quanto à verificação, em sede de mandamus, da dosimetria da pena, que exige, em regra, a reapreciação de elementos fáticos e não raro subjetivos, tal como é o caso da alegada atenuante apontada na exordial. Nesse sentido: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REINSTAURAÇÃO, PELO RECONHECIMENTO DE ANTERIOR NULIDADE, DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR VÁLIDO. INTERRUPÇÃO DO PRAZO QUINQUENAL. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA DE DEMISSÃO. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A instauração de processo administrativo disciplinar válido interrompe o prazo prescricional previsto no art. 142, I, da Lei 8.112/1990, razão pela qual não se verifica in casu a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Precedentes. II - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. III - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento.’ (RMS 31494/DF, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 9/12/13). ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENAS DE DEMISSÃO. PROPORCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. Precedentes. II - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento.’ (RMS 31471/DF, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 9/12/13). No caso dos autos, a análise dos fatos trazidos à apreciação desta Corte pelo presente mandamus não socorre a impetrante. De fato, da apreciação documental cabível a este feito, é possível observar que a autoridade impetrada amparou-se nos elementos contidos nos autos administrativos para concluir 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. III - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento.’ (RMS 31494/DF, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 9/12/13). ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENAS DE DEMISSÃO. PROPORCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. Precedentes. II - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento.’ (RMS 31471/DF, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 9/12/13). No caso dos autos, a análise dos fatos trazidos à apreciação desta Corte pelo presente mandamus não socorre a impetrante. De fato, da apreciação documental cabível a este feito, é possível observar que a autoridade impetrada amparou-se nos elementos contidos nos autos administrativos para concluir 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF pela aplicação da pena de demissão, acompanhando, inclusive, o relatório da comissão processante, que individualizou as condutas da impetrante e justificou a penalidade sugerida. Observe-se: a sindicância foi instaurada para apurar a ocorrência de 17 faltas não justificadas, no período de três meses (fl. 3, do doc. Eletrônico 05), fatos incursos, inicialmente, pela autoridade administrativa, no art. 116, I, III e V, da Lei 8.112/90, com possibilidade de aplicação da pena de advertência (art. 129, da mesma lei) salvo quando o fato constituir infração mais grave. No decorrer das investigações, foi recebido ofício do Coordenador-Geral de Saúde de Taguatinga da SES/DF, por meio do qual informou: ‘acerca da confirmação de autenticidade dos atestados médicos emitidos em favor da Sra. Rejanne Rodrigues da Costa, informamos que o médico Dr. Daniel Régis Barra – CRM/DF n 15624 não é lotado nesta Regional de Saúde e não faz parte do quadro de servidores da Secretaria do Estado de Saúde do DF’. Diante de indícios de que os atestados apresentados eram fraudulentos, com possibilidade de restar configurado o ato de improbidade administrativa inserto no art. 11, da Lei n 8429/92, passível de aplicação da penalidade de demissão (art. 132, da Lei n 8.112/90), foi instaurado processo administrativo disciplinar. No relatório final (item 22 dos autos eletrônicos), a Comissão processante, após ter destacado a existência de 22 ausências injustificadas em 2014 e 08 no ano de 2015, concluiu pela violação ao dever funcional de assiduidade ao serviço (art. 116, X, da Lei 8.112/90) e, registrando a utilização do atestado falso pela indiciada (fato reconhecido em seu interrogatório), apontou para a incidência do art. 11 da Lei 8.429/92, que combinado com os artigos 132, IV, da Lei 8.112/90, justificavam a aplicação da penalidade de demissão. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF pela aplicação da pena de demissão, acompanhando, inclusive, o relatório da comissão processante, que individualizou as condutas da impetrante e justificou a penalidade sugerida. Observe-se: a sindicância foi instaurada para apurar a ocorrência de 17 faltas não justificadas, no período de três meses (fl. 3, do doc. Eletrônico 05), fatos incursos, inicialmente, pela autoridade administrativa, no art. 116, I, III e V, da Lei 8.112/90, com possibilidade de aplicação da pena de advertência (art. 129, da mesma lei) salvo quando o fato constituir infração mais grave. No decorrer das investigações, foi recebido ofício do Coordenador-Geral de Saúde de Taguatinga da SES/DF, por meio do qual informou: ‘acerca da confirmação de autenticidade dos atestados médicos emitidos em favor da Sra. Rejanne Rodrigues da Costa, informamos que o médico Dr. Daniel Régis Barra – CRM/DF n 15624 não é lotado nesta Regional de Saúde e não faz parte do quadro de servidores da Secretaria do Estado de Saúde do DF’. Diante de indícios de que os atestados apresentados eram fraudulentos, com possibilidade de restar configurado o ato de improbidade administrativa inserto no art. 11, da Lei n 8429/92, passível de aplicação da penalidade de demissão (art. 132, da Lei n 8.112/90), foi instaurado processo administrativo disciplinar. No relatório final (item 22 dos autos eletrônicos), a Comissão processante, após ter destacado a existência de 22 ausências injustificadas em 2014 e 08 no ano de 2015, concluiu pela violação ao dever funcional de assiduidade ao serviço (art. 116, X, da Lei 8.112/90) e, registrando a utilização do atestado falso pela indiciada (fato reconhecido em seu interrogatório), apontou para a incidência do art. 11 da Lei 8.429/92, que combinado com os artigos 132, IV, da Lei 8.112/90, justificavam a aplicação da penalidade de demissão. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF Observa-se, assim, que, além da confissão da servidora/impetrante quanto à obtenção de atestados em momento posterior a suas faltas, (obtidos, segundo ela mesma afirma, através de uma amiga), conta ainda dos autos afirmação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal de que o médico que constou como subscritor dos atestados não fazia parte da equipe de servidores da SES/DF. Tais elementos fazem demonstrar que houve apreciação fundamentada dos fatos pela comissão processante que identificou a ocorrência de falsidade não combatida pela ora impetrante: a apresentação espontânea de atestado médico constante de documento da SES/DF, mas assinado por profissional que não compunha a equipe médica daquela secretaria. Tal constatação, ressalte-se, não é passível de desconstituição por meio de perícia, uma vez que esta serviria apenas para confirmar se o documento foi ou não assinado pelo subscritor ali constante, elemento que em nada alteraria a conduta da impetrante de ter apresentado tal documento falso com o fito de abonar suas faltas, sendo inclusive de se salientar que a ora impetrante confirmou nos autos do PAD que não obteve o atestado diretamente do profissional ali apontado, mas sim, por intermédio de uma amiga. Também não é apto a desconstituir a conclusão da comissão o fato de – segundo alega – ter efetivamente acompanhado a mãe em tratamento médico, pois: (i) não é essa a forma de falsidade apontada pelo ato coator; e (ii) a perícia não serviria para provar o alegado acompanhamento, já que a análise pericial não tem o condão de reconstruir as circunstâncias em que foi emitido um atestado médico. Descabido, desse modo, afirmar-se que inexiste motivo para a penalidade aplicada ou que este seria juridicamente inadequada quando a impetrante sequer se desvencilhou das imputações que lhe foram dirigidas pela Comissão processante. Saliente-se que a jurisprudência desta Corte tem se posicionado pela excepcionalidade da revisão dos atos do 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Observa-se, assim, que, além da confissão da servidora/impetrante quanto à obtenção de atestados em momento posterior a suas faltas, (obtidos, segundo ela mesma afirma, através de uma amiga), conta ainda dos autos afirmação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal de que o médico que constou como subscritor dos atestados não fazia parte da equipe de servidores da SES/DF. Tais elementos fazem demonstrar que houve apreciação fundamentada dos fatos pela comissão processante que identificou a ocorrência de falsidade não combatida pela ora impetrante: a apresentação espontânea de atestado médico constante de documento da SES/DF, mas assinado por profissional que não compunha a equipe médica daquela secretaria. Tal constatação, ressalte-se, não é passível de desconstituição por meio de perícia, uma vez que esta serviria apenas para confirmar se o documento foi ou não assinado pelo subscritor ali constante, elemento que em nada alteraria a conduta da impetrante de ter apresentado tal documento falso com o fito de abonar suas faltas, sendo inclusive de se salientar que a ora impetrante confirmou nos autos do PAD que não obteve o atestado diretamente do profissional ali apontado, mas sim, por intermédio de uma amiga. Também não é apto a desconstituir a conclusão da comissão o fato de – segundo alega – ter efetivamente acompanhado a mãe em tratamento médico, pois: (i) não é essa a forma de falsidade apontada pelo ato coator; e (ii) a perícia não serviria para provar o alegado acompanhamento, já que a análise pericial não tem o condão de reconstruir as circunstâncias em que foi emitido um atestado médico. Descabido, desse modo, afirmar-se que inexiste motivo para a penalidade aplicada ou que este seria juridicamente inadequada quando a impetrante sequer se desvencilhou das imputações que lhe foram dirigidas pela Comissão processante. Saliente-se que a jurisprudência desta Corte tem se posicionado pela excepcionalidade da revisão dos atos do 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF Conselho Nacional de Justiça em sede disciplinar. Vide: ‘EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOTORA DE JUSTIÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA. PROCESSO DISCIPLINAR. CONDENAÇÃO. COLÉGIO DE PROCURADORES. DECADÊNCIA DO PROCESSO DISCIPLINAR: ANULAÇÃO DA PENA DE ADVERTÊNCIA. PEDIDO DE REVISÃO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO: RECURSO SEM PREVISÃO LEGAL. EXTRAPOLAÇÃO DO PRAZO: AUSÊNCIA DE NULIDADE. RESTABELECIMENTO DA PENA. 1. A competência revisional do Conselho Nacional do Ministério Público, prevista no inc. IV do § 2... do art. 103-A da Constituição da República, não fica restrita aos fundamentos utilizados na decisão questionada, alcançando também o exame da higidez na atuação do órgão administrativo julgador. 2. A decisão condenatória da Impetrante, Promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, foi proferida pelo Corregedor-Geral daquela instituição, e não pelo Procurador-Geral de Justiça, o que afasta a incidência dos permissivos legais invocados no recurso dirigido ao Colégio de Procuradores (arts. 159 e 160 do Regimento Interno da Corregedoria Geral do Ministério Pública da Bahia). 3. O postulado do duplo grau de jurisdição garante a possibilidade de reexame integral da decisão ordinária por órgão de hierarquia superior do que a proferiu, com a consideração dos argumentos apresentados pelo recorrente, o que, de acordo com os documentos juntados ao processo, foi observado no julgamento realizado pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público da Bahia. 4. Descabida a pretensão de transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. 5. A ausência de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Conselho Nacional de Justiça em sede disciplinar. Vide: ‘EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOTORA DE JUSTIÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA. PROCESSO DISCIPLINAR. CONDENAÇÃO. COLÉGIO DE PROCURADORES. DECADÊNCIA DO PROCESSO DISCIPLINAR: ANULAÇÃO DA PENA DE ADVERTÊNCIA. PEDIDO DE REVISÃO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO: RECURSO SEM PREVISÃO LEGAL. EXTRAPOLAÇÃO DO PRAZO: AUSÊNCIA DE NULIDADE. RESTABELECIMENTO DA PENA. 1. A competência revisional do Conselho Nacional do Ministério Público, prevista no inc. IV do § 2... do art. 103-A da Constituição da República, não fica restrita aos fundamentos utilizados na decisão questionada, alcançando também o exame da higidez na atuação do órgão administrativo julgador. 2. A decisão condenatória da Impetrante, Promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, foi proferida pelo Corregedor-Geral daquela instituição, e não pelo Procurador-Geral de Justiça, o que afasta a incidência dos permissivos legais invocados no recurso dirigido ao Colégio de Procuradores (arts. 159 e 160 do Regimento Interno da Corregedoria Geral do Ministério Pública da Bahia). 3. O postulado do duplo grau de jurisdição garante a possibilidade de reexame integral da decisão ordinária por órgão de hierarquia superior do que a proferiu, com a consideração dos argumentos apresentados pelo recorrente, o que, de acordo com os documentos juntados ao processo, foi observado no julgamento realizado pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público da Bahia. 4. Descabida a pretensão de transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. 5. A ausência de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF demonstração de prejuízo concreto resultante da demora na conclusão do processo disciplinar desautoriza a declaração de nulidade processual. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo à parte que suscita o vício; não se decreta nulidade processual por presunção. Precedentes. 6. Mandado de segurança denegado.’ (MS 31199/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 24/6/14). No caso, consoante demonstrado, não há nada que justifique a excepcional atuação desta Corte. Pelo exposto, com amparo no § 1..., do art. 21, do RISTF, denego a segurança. Publique-se. Intime-se.” A agravante alega que “o motivo do ato administrativo guerreado é materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado para a demissão da Agravante, tese que, não obstante agitada no relatório da r. decisão agravada, não teve a atenção devida, merecendo especial atenção da Excelsa Corte”(fl. 04 – documento eletrônico n 61). Argui que, ao contrário do que consignado na decisão ora agravada, “o não reconhecimento da assinatura do profissional (médico) nos atestados apresentados ao órgão ou a confissão da Agravante de que tais expedientes eram falsos não dispensam a perícia por um perito oficial, portador de diploma de curso superior” (fl. 5 – documento eletrônico n 61). Prossegue aduzindo que “um possível resultado pericial que concluísse pela autenticidade e validade dos atestados médicos apresentados confirmaria o motivo lícito declinado nos documentos e, destarte, serviria como prova suficiente para desconstituir a 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF demonstração de prejuízo concreto resultante da demora na conclusão do processo disciplinar desautoriza a declaração de nulidade processual. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo à parte que suscita o vício; não se decreta nulidade processual por presunção. Precedentes. 6. Mandado de segurança denegado.’ (MS 31199/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 24/6/14). No caso, consoante demonstrado, não há nada que justifique a excepcional atuação desta Corte. Pelo exposto, com amparo no § 1..., do art. 21, do RISTF, denego a segurança. Publique-se. Intime-se.” A agravante alega que “o motivo do ato administrativo guerreado é materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado para a demissão da Agravante, tese que, não obstante agitada no relatório da r. decisão agravada, não teve a atenção devida, merecendo especial atenção da Excelsa Corte”(fl. 04 – documento eletrônico n 61). Argui que, ao contrário do que consignado na decisão ora agravada, “o não reconhecimento da assinatura do profissional (médico) nos atestados apresentados ao órgão ou a confissão da Agravante de que tais expedientes eram falsos não dispensam a perícia por um perito oficial, portador de diploma de curso superior” (fl. 5 – documento eletrônico n 61). Prossegue aduzindo que “um possível resultado pericial que concluísse pela autenticidade e validade dos atestados médicos apresentados confirmaria o motivo lícito declinado nos documentos e, destarte, serviria como prova suficiente para desconstituir a 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF conclusão da comissão processante e, obviamente o ato de demissão impugnado.” (fl. 05 – doc. eletrônico n 61). Defende que “a comprovação, por meio de perícia, de que os expedientes tidos como falsos, que serviram de motivo/fundamento do ato administrativo atacado, eram, com efeito, autênticos, é capaz de mudar a sorte da Agravante, fazendo-a retornar ao serviço público imediatamente” (fl. 5 – doc. eletrônico n 61). Sustenta que “(...) não há nestes autos pedido de produção de prova pericial. É a ausência da perícia como prova capaz de confirmar a validade do motivo utilizado pela Administração no ato de demissão que o torna totalmente nulo, até porque a confissão de que os atestados eram falsos não é suficiente para aplicar a pena de demissão. 15. Logo, não se pede a produção de prova pericial. 16. Aliás, é justamente o contrário. É a falta dela e o desrespeito aos artigos 158 e 159 do CPP, bem como aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, que embasam a pretensão de nulidade do ato demissório, uma vez que o motivo é materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado ao resultado obtido: a demissão” (fl. 6 – doc. eletrônico n 61). A agravante transcreve o teor do art. 2..., alínea d, c/c seu parágrafo único, alínea “d”, da Lei n 4.717/1965 (que regula a Ação Popular), arguindo, no ponto, que a Portaria n 72/15, que “deu concretude ao ato de demissão, apoiou-se em motivo inexistente e/ou juridicamente inadequado para o fim colimado, pelo que é nula” (fl. 6 – doc. eletrônico n 61). 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF conclusão da comissão processante e, obviamente o ato de demissão impugnado.” (fl. 05 – doc. eletrônico n 61). Defende que “a comprovação, por meio de perícia, de que os expedientes tidos como falsos, que serviram de motivo/fundamento do ato administrativo atacado, eram, com efeito, autênticos, é capaz de mudar a sorte da Agravante, fazendo-a retornar ao serviço público imediatamente” (fl. 5 – doc. eletrônico n 61). Sustenta que “(...) não há nestes autos pedido de produção de prova pericial. É a ausência da perícia como prova capaz de confirmar a validade do motivo utilizado pela Administração no ato de demissão que o torna totalmente nulo, até porque a confissão de que os atestados eram falsos não é suficiente para aplicar a pena de demissão. 15. Logo, não se pede a produção de prova pericial. 16. Aliás, é justamente o contrário. É a falta dela e o desrespeito aos artigos 158 e 159 do CPP, bem como aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, que embasam a pretensão de nulidade do ato demissório, uma vez que o motivo é materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado ao resultado obtido: a demissão” (fl. 6 – doc. eletrônico n 61). A agravante transcreve o teor do art. 2..., alínea d, c/c seu parágrafo único, alínea “d”, da Lei n 4.717/1965 (que regula a Ação Popular), arguindo, no ponto, que a Portaria n 72/15, que “deu concretude ao ato de demissão, apoiou-se em motivo inexistente e/ou juridicamente inadequado para o fim colimado, pelo que é nula” (fl. 6 – doc. eletrônico n 61). 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF Sustenta, assim, que “o direito líquido e certo à concessão da segurança para anular a Portaria n 72, de 13/08/2015, que demitiu a Agravante do serviço público, e reintegrá-la ao cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária Administrativa, do quadro de pessoal do CNJ, emerge de prova pré-constituída que dispensa dilação probatória” (fls. 06-07 – doc. eletrônico n 61). Alega, ainda, que o MS n 31.199/DF, “utilizado no bojo da r. decisão agravada também não se aplica ao caso da Agravante, porque trata de questão totalmente distante da ventilada nestes autos (decisão do CNMP quanto a membro do Medida Provisória/BA), devendo ser afastada a incidência” (fl. 7 – doc. eletrônico n 61). Repisa a argumentação desenvolvida na inicial do mandamus no sentido de que o ato de demissão não teria observado os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, pois “se alicerçou exclusivamente em 3 (três) atestados médicos apresentados pela Agravante para abonar os dias 25, 28 e 31/07/2014, aos quais a Administração reputou falsos, aduzindo que a conduta seria equiparada a ato de improbidade administrativa” (fl. 11 – doc. eletrônico n 61). Por fim, requer “a reconsideração da r. decisão agravada de fls. retro ou, subsidiariamente, seja o agravo regimental conhecido e provido para cassá-la e, com isso, conceder a segurança para anular a Portaria n 72, de 13/08/2015, que demitiu a Agravante do serviço público, e determinar sua reintegração imediata, assegurados o s direitos funcionais corolários da medida. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Sustenta, assim, que “o direito líquido e certo à concessão da segurança para anular a Portaria n 72, de 13/08/2015, que demitiu a Agravante do serviço público, e reintegrá-la ao cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária Administrativa, do quadro de pessoal do CNJ, emerge de prova pré-constituída que dispensa dilação probatória” (fls. 06-07 – doc. eletrônico n 61). Alega, ainda, que o MS n 31.199/DF, “utilizado no bojo da r. decisão agravada também não se aplica ao caso da Agravante, porque trata de questão totalmente distante da ventilada nestes autos (decisão do CNMP quanto a membro do Medida Provisória/BA), devendo ser afastada a incidência” (fl. 7 – doc. eletrônico n 61). Repisa a argumentação desenvolvida na inicial do mandamus no sentido de que o ato de demissão não teria observado os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, pois “se alicerçou exclusivamente em 3 (três) atestados médicos apresentados pela Agravante para abonar os dias 25, 28 e 31/07/2014, aos quais a Administração reputou falsos, aduzindo que a conduta seria equiparada a ato de improbidade administrativa” (fl. 11 – doc. eletrônico n 61). Por fim, requer “a reconsideração da r. decisão agravada de fls. retro ou, subsidiariamente, seja o agravo regimental conhecido e provido para cassá-la e, com isso, conceder a segurança para anular a Portaria n 72, de 13/08/2015, que demitiu a Agravante do serviço público, e determinar sua reintegração imediata, assegurados o s direitos funcionais corolários da medida. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Relatório MS 33740 AGR / DF Ao final, caso não seja esse o entendimento desta Corte Suprema, requer seja franqueado à Agravante o direito de obter tutela jurisdicional pelas via ordinárias, na esteira do que, acerca do ponto, em especial, bem pontuou o e. Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, na ementa e razões de seu judicioso parecer” (fls. 12-13 – doc. eletrônico n 61). Contrarrazões apresentadas pela União (doc. eletrônico n 67). É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Ao final, caso não seja esse o entendimento desta Corte Suprema, requer seja franqueado à Agravante o direito de obter tutela jurisdicional pelas via ordinárias, na esteira do que, acerca do ponto, em especial, bem pontuou o e. Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, na ementa e razões de seu judicioso parecer” (fls. 12-13 – doc. eletrônico n 61). Contrarrazões apresentadas pela União (doc. eletrônico n 67). É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368994. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que a agravante não aduz, nas razões recursais, qualquer argumento capaz de reformar as conclusões da decisão agravada. Relativamente à repisada alegação de que o motivo do ato apontado como coator é “materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado para a demissão da Agravante” (fl. 4 – documento eletrônico n 61), reitero que “é descabido (…) afirmar-se que inexiste motivo para a penalidade aplicada ou que este seria juridicamente inadequada quando a impetrante sequer se desvencilhou das imputações que lhe foram dirigidas pela Comissão processante”. Não socorre a agravante a tese de que a realização de perícia “serviria como prova para desconstituir a conclusão da comissão processante e, obviamente, o ato de demissão impugnado” (fl. 05 – doc. eletrônico n 61). Conforme ressaltei na decisão singular, esta Corte tem se posicionado no sentido de que a reapreciação de matéria de fato no âmbito de Mandado de Segurança é possível apenas quando não comporta dilação probatória. Vide: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL. ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. INDIGNIDADE DA FUNÇÃO PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR: DEMISSÃO. ALEGADA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que a agravante não aduz, nas razões recursais, qualquer argumento capaz de reformar as conclusões da decisão agravada. Relativamente à repisada alegação de que o motivo do ato apontado como coator é “materialmente inexistente e/ou juridicamente inadequado para a demissão da Agravante” (fl. 4 – documento eletrônico n 61), reitero que “é descabido (…) afirmar-se que inexiste motivo para a penalidade aplicada ou que este seria juridicamente inadequada quando a impetrante sequer se desvencilhou das imputações que lhe foram dirigidas pela Comissão processante”. Não socorre a agravante a tese de que a realização de perícia “serviria como prova para desconstituir a conclusão da comissão processante e, obviamente, o ato de demissão impugnado” (fl. 05 – doc. eletrônico n 61). Conforme ressaltei na decisão singular, esta Corte tem se posicionado no sentido de que a reapreciação de matéria de fato no âmbito de Mandado de Segurança é possível apenas quando não comporta dilação probatória. Vide: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA FEDERAL. ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. INDIGNIDADE DA FUNÇÃO PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR: DEMISSÃO. ALEGADA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E SEUS COROLÁRIOS. INOCORRÊNCIA. PRETENDIDA REAPRECIAÇÃO DE MATÉRIA DE FATO CONTROVERTIDA. DESCABIMENTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROCEDENTE” (RMS n 32758/DF, Segunda Turma, Relatora a Min. Cármen Lúcia, DJe de 12/05/2014). Esse mesmo entendimento tem sido adotado quanto à verificação, em sede de mandamus, da dosimetria da pena, que exige, em regra, a reapreciação de elementos fáticos e, não raro, subjetivos, tal como é o caso da alegada atenuante apontada na exordial. Nesse sentido: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REINSTAURAÇÃO, PELO RECONHECIMENTO DE ANTERIOR NULIDADE, DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR VÁLIDO. INTERRUPÇÃO DO PRAZO QUINQUENAL. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA DE DEMISSÃO. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A instauração de processo administrativo disciplinar válido interrompe o prazo prescricional previsto no art. 142, I, da Lei 8.112/1990, razão pela qual não se verifica in casu a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Precedentes. II - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré- constituída. III - Recurso ordinário em mandado de segurança a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E SEUS COROLÁRIOS. INOCORRÊNCIA. PRETENDIDA REAPRECIAÇÃO DE MATÉRIA DE FATO CONTROVERTIDA. DESCABIMENTO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROCEDENTE” (RMS n 32758/DF, Segunda Turma, Relatora a Min. Cármen Lúcia, DJe de 12/05/2014). Esse mesmo entendimento tem sido adotado quanto à verificação, em sede de mandamus, da dosimetria da pena, que exige, em regra, a reapreciação de elementos fáticos e, não raro, subjetivos, tal como é o caso da alegada atenuante apontada na exordial. Nesse sentido: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REINSTAURAÇÃO, PELO RECONHECIMENTO DE ANTERIOR NULIDADE, DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR VÁLIDO. INTERRUPÇÃO DO PRAZO QUINQUENAL. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA DE DEMISSÃO. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A instauração de processo administrativo disciplinar válido interrompe o prazo prescricional previsto no art. 142, I, da Lei 8.112/1990, razão pela qual não se verifica in casu a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Precedentes. II - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré- constituída. III - Recurso ordinário em mandado de segurança a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF que se nega provimento” (RMS n 31.494/DF, Segunda Turma, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/12/13). “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENAS DE DEMISSÃO. PROPORCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. Precedentes. II - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento” (RMS n 31.471/DF, Segunda Turma, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/12/13). Não cabe, destarte, no presente mandamus a apreciação da proporcionalidade na dosimetria da pena e da apreciação de eventuais atenuantes na conduta da impetrante, razão pela qual a decisão agravada cingiu-se a apreciar a legalidade do ato combatido sob a perspectiva das alegações: (i) de cerceamento de defesa (por lhe ter sido negada a produção de perícia no âmbito do PAD); e (ii) de desconsideração, pelo ato apontado coator, das peculiaridades que estariam, segundo a impetrante, envolvidos no caso concreto. Em seu recurso de agravo, a impetrante apenas repisa as alegações sem fazer constar nenhum argumento que infirme o que exposto no decisum monocrático, pelo que reafirmo o que dele constou. Da apreciação documental cabível a este feito, é possível observar que a autoridade impetrada amparou-se nos elementos contidos nos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF que se nega provimento” (RMS n 31.494/DF, Segunda Turma, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/12/13). “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENAS DE DEMISSÃO. PROPORCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE DIVERGÊNCIA QUANTO ÀS CONDUTAS PRATICADAS. ANÁLISE DO CONTEXTO FÁTICO INVIÁVEL EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPROVIDO. I - A reprimenda imposta aos recorrentes mostrou-se plenamente adequada aos atos ilícitos praticados, para os quais a lei comina a pena de demissão. Conclusão diversa em relação à proporcionalidade na dosimetria da pena demandaria a reapreciação de aspectos fáticos, o que não se admite na via estreita do mandado de segurança, haja vista tratar-se de ação que demanda prova pré-constituída. Precedentes. II - Recurso ordinário em mandado de segurança a que se nega provimento” (RMS n 31.471/DF, Segunda Turma, Relator o Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/12/13). Não cabe, destarte, no presente mandamus a apreciação da proporcionalidade na dosimetria da pena e da apreciação de eventuais atenuantes na conduta da impetrante, razão pela qual a decisão agravada cingiu-se a apreciar a legalidade do ato combatido sob a perspectiva das alegações: (i) de cerceamento de defesa (por lhe ter sido negada a produção de perícia no âmbito do PAD); e (ii) de desconsideração, pelo ato apontado coator, das peculiaridades que estariam, segundo a impetrante, envolvidos no caso concreto. Em seu recurso de agravo, a impetrante apenas repisa as alegações sem fazer constar nenhum argumento que infirme o que exposto no decisum monocrático, pelo que reafirmo o que dele constou. Da apreciação documental cabível a este feito, é possível observar que a autoridade impetrada amparou-se nos elementos contidos nos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF autos administrativos para concluir pela aplicação da pena de demissão, acompanhando, inclusive, o relatório da comissão processante, que individualizou as condutas da impetrante e justificou a penalidade sugerida. Observe-se: a sindicância foi instaurada para apurar a ocorrência de 17 faltas não justificadas, no período de três meses (fl. 3, do doc. Eletrônico 05), fatos incursos, inicialmente, pela autoridade administrativa, no art. 116, I, III e V, da Lei 8.112/90, com possibilidade de aplicação da pena de advertência (art. 129, da mesma lei), salvo quando o fato constituir infração mais grave. No decorrer das investigações, foi recebido ofício do Coordenador- Geral de Saúde de Taguatinga da SES/DF, por meio do qual informou: “acerca da confirmação de autenticidade dos atestados médicos emitidos em favor da Sra. Rejanne Rodrigues da Costa, informamos que o médico Dr. Daniel Régis Barra – CRM/DF n 15624 não é lotado nesta Regional de Saúde e não faz parte do quadro de servidores da Secretaria do Estado de Saúde do DF”. Diante de indícios de que os atestados apresentados eram fraudulentos, com possibilidade de restar configurado o ato de improbidade administrativa inserto no art. 11, da Lei n 8429/92, passível de aplicação da penalidade de demissão (art. 132, da Lei n 8.112/90), foi instaurado processo administrativo disciplinar. No relatório final (item 22 dos autos eletrônicos), a Comissão processante, após ter destacado a existência de 22 ausências injustificadas em 2014 e 8 no ano de 2015, concluiu pela violação de dever funcional de assiduidade ao serviço (art. 116, X, da Lei 8.112/90) e, registrando a utilização do atestado falso pela indiciada (fato reconhecido em seu interrogatório), apontou para a incidência do art. 11 da Lei 8.429/92, que combinado com os arts. 132, IV, da Lei 8.112/90, justificavam a aplicação da penalidade de demissão. Observa-se, assim, que, além da confissão da servidora/impetrante quanto à obtenção de atestados em momento posterior a suas faltas, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF autos administrativos para concluir pela aplicação da pena de demissão, acompanhando, inclusive, o relatório da comissão processante, que individualizou as condutas da impetrante e justificou a penalidade sugerida. Observe-se: a sindicância foi instaurada para apurar a ocorrência de 17 faltas não justificadas, no período de três meses (fl. 3, do doc. Eletrônico 05), fatos incursos, inicialmente, pela autoridade administrativa, no art. 116, I, III e V, da Lei 8.112/90, com possibilidade de aplicação da pena de advertência (art. 129, da mesma lei), salvo quando o fato constituir infração mais grave. No decorrer das investigações, foi recebido ofício do Coordenador- Geral de Saúde de Taguatinga da SES/DF, por meio do qual informou: “acerca da confirmação de autenticidade dos atestados médicos emitidos em favor da Sra. Rejanne Rodrigues da Costa, informamos que o médico Dr. Daniel Régis Barra – CRM/DF n 15624 não é lotado nesta Regional de Saúde e não faz parte do quadro de servidores da Secretaria do Estado de Saúde do DF”. Diante de indícios de que os atestados apresentados eram fraudulentos, com possibilidade de restar configurado o ato de improbidade administrativa inserto no art. 11, da Lei n 8429/92, passível de aplicação da penalidade de demissão (art. 132, da Lei n 8.112/90), foi instaurado processo administrativo disciplinar. No relatório final (item 22 dos autos eletrônicos), a Comissão processante, após ter destacado a existência de 22 ausências injustificadas em 2014 e 8 no ano de 2015, concluiu pela violação de dever funcional de assiduidade ao serviço (art. 116, X, da Lei 8.112/90) e, registrando a utilização do atestado falso pela indiciada (fato reconhecido em seu interrogatório), apontou para a incidência do art. 11 da Lei 8.429/92, que combinado com os arts. 132, IV, da Lei 8.112/90, justificavam a aplicação da penalidade de demissão. Observa-se, assim, que, além da confissão da servidora/impetrante quanto à obtenção de atestados em momento posterior a suas faltas, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF (obtidos, segundo ela mesma afirma, por meio de uma amiga), consta ainda dos autos afirmação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal de que o médico que constou como subscritor dos atestados não fazia parte da equipe de servidores da SES/DF. Tais elementos fazem demonstrar que houve apreciação fundamentada dos fatos pela comissão processante que identificou a ocorrência de falsidade não combatida pela ora impetrante: a apresentação espontânea de atestado médico constante de documento da SES/DF, mas assinado por profissional que não compunha a equipe médica daquela secretaria. Tal constatação, ressalte-se, não é passível de desconstituição por meio de perícia, uma vez que essa serviria apenas para confirmar se o documento foi ou não assinado pelo subscritor ali constante, elemento que em nada alteraria a conduta da impetrante de ter apresentado tal documento falso com o fito de abonar suas faltas, sendo inclusive de se salientar que a ora impetrante confirmou nos autos do PAD que não obteve o atestado diretamente do profissional ali apontado, mas sim, por intermédio de uma amiga. Também não é apto a desconstituir a conclusão da comissão o fato de – segundo alega – ter efetivamente acompanhado a mãe em tratamento médico, pois: (i) não é essa a forma de falsidade apontada pelo ato coator; e (ii) a perícia não serviria para provar o alegado acompanhamento, já que a análise pericial não tem o condão de reconstruir as circunstâncias em que foi emitido um atestado médico. Tem-se, desse modo, que não há que se falar em inexistência de motivo ou inadequação jurídica da penalidade de demissão aplicada à agravante. Ao contrário, verifica-se que a sanção disciplinar aplicada in casu foi devidamente fundamentada nas particularidades do caso concreto e na legislação de regência, não se vislumbrando indícios de ilegalidade que ensejem a nulidade da decisão tomada no processo administrativo disciplinar. Por fim, no tocante à alegação da agravante de que o MS n 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF (obtidos, segundo ela mesma afirma, por meio de uma amiga), consta ainda dos autos afirmação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal de que o médico que constou como subscritor dos atestados não fazia parte da equipe de servidores da SES/DF. Tais elementos fazem demonstrar que houve apreciação fundamentada dos fatos pela comissão processante que identificou a ocorrência de falsidade não combatida pela ora impetrante: a apresentação espontânea de atestado médico constante de documento da SES/DF, mas assinado por profissional que não compunha a equipe médica daquela secretaria. Tal constatação, ressalte-se, não é passível de desconstituição por meio de perícia, uma vez que essa serviria apenas para confirmar se o documento foi ou não assinado pelo subscritor ali constante, elemento que em nada alteraria a conduta da impetrante de ter apresentado tal documento falso com o fito de abonar suas faltas, sendo inclusive de se salientar que a ora impetrante confirmou nos autos do PAD que não obteve o atestado diretamente do profissional ali apontado, mas sim, por intermédio de uma amiga. Também não é apto a desconstituir a conclusão da comissão o fato de – segundo alega – ter efetivamente acompanhado a mãe em tratamento médico, pois: (i) não é essa a forma de falsidade apontada pelo ato coator; e (ii) a perícia não serviria para provar o alegado acompanhamento, já que a análise pericial não tem o condão de reconstruir as circunstâncias em que foi emitido um atestado médico. Tem-se, desse modo, que não há que se falar em inexistência de motivo ou inadequação jurídica da penalidade de demissão aplicada à agravante. Ao contrário, verifica-se que a sanção disciplinar aplicada in casu foi devidamente fundamentada nas particularidades do caso concreto e na legislação de regência, não se vislumbrando indícios de ilegalidade que ensejem a nulidade da decisão tomada no processo administrativo disciplinar. Por fim, no tocante à alegação da agravante de que o MS n 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF 31.199/DF, utilizado no bojo da decisão agravada, não se aplicaria ao caso “porque trata de questão totalmente distante da ventilada nestes autos (decisão do CNMP quanto a membro do Medida Provisória/BA)”, cumpre observar que a utilização de precedentes não requer a identidade fática, mas apenas a aplicação da tese jurídica nele firmada. No caso, o decisum agravado valeu-se daquele precedente – justamente da parte destacada em negrito na transcrição –, para destacar a impossibilidade de se transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas, raciocínio perfeitamente aplicável ao caso dos autos. Reproduzo o trecho pertinente da decisão, com os destaques originais: “Saliente-se que a jurisprudência desta Corte tem se posicionado pela excepcionalidade da revisão dos atos do Conselho Nacional de Justiça em sede disciplinar. Vide: ‘EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOTORA DE JUSTIÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA. PROCESSO DISCIPLINAR. CONDENAÇÃO. COLÉGIO DE PROCURADORES. DECADÊNCIA DO PROCESSO DISCIPLINAR: ANULAÇÃO DA PENA DE ADVERTÊNCIA. PEDIDO DE REVISÃO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO: RECURSO SEM PREVISÃO LEGAL. EXTRAPOLAÇÃO DO PRAZO: AUSÊNCIA DE NULIDADE. RESTABELECIMENTO DA PENA. 1. A competência revisional do Conselho Nacional do Ministério Público, prevista no inc. IV do § 2... do art. 103-A da Constituição da República, não fica restrita aos fundamentos utilizados na decisão questionada, alcançando também o exame da higidez na atuação do órgão administrativo julgador. 2. A decisão condenatória da Impetrante, Promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, foi proferida pelo Corregedor-Geral daquela 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF 31.199/DF, utilizado no bojo da decisão agravada, não se aplicaria ao caso “porque trata de questão totalmente distante da ventilada nestes autos (decisão do CNMP quanto a membro do Medida Provisória/BA)”, cumpre observar que a utilização de precedentes não requer a identidade fática, mas apenas a aplicação da tese jurídica nele firmada. No caso, o decisum agravado valeu-se daquele precedente – justamente da parte destacada em negrito na transcrição –, para destacar a impossibilidade de se transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas, raciocínio perfeitamente aplicável ao caso dos autos. Reproduzo o trecho pertinente da decisão, com os destaques originais: “Saliente-se que a jurisprudência desta Corte tem se posicionado pela excepcionalidade da revisão dos atos do Conselho Nacional de Justiça em sede disciplinar. Vide: ‘EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOTORA DE JUSTIÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA. PROCESSO DISCIPLINAR. CONDENAÇÃO. COLÉGIO DE PROCURADORES. DECADÊNCIA DO PROCESSO DISCIPLINAR: ANULAÇÃO DA PENA DE ADVERTÊNCIA. PEDIDO DE REVISÃO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO: RECURSO SEM PREVISÃO LEGAL. EXTRAPOLAÇÃO DO PRAZO: AUSÊNCIA DE NULIDADE. RESTABELECIMENTO DA PENA. 1. A competência revisional do Conselho Nacional do Ministério Público, prevista no inc. IV do § 2... do art. 103-A da Constituição da República, não fica restrita aos fundamentos utilizados na decisão questionada, alcançando também o exame da higidez na atuação do órgão administrativo julgador. 2. A decisão condenatória da Impetrante, Promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, foi proferida pelo Corregedor-Geral daquela 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF instituição, e não pelo Procurador-Geral de Justiça, o que afasta a incidência dos permissivos legais invocados no recurso dirigido ao Colégio de Procuradores (arts. 159 e 160 do Regimento Interno da Corregedoria Geral do Ministério Pública da Bahia). 3. O postulado do duplo grau de jurisdição garante a possibilidade de reexame integral da decisão ordinária por órgão de hierarquia superior do que a proferiu, com a consideração dos argumentos apresentados pelo recorrente, o que, de acordo com os documentos juntados ao processo, foi observado no julgamento realizado pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público da Bahia. 4. Descabida a pretensão de transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. 5. A ausência de demonstração de prejuízo concreto resultante da demora na conclusão do processo disciplinar desautoriza a declaração de nulidade processual. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo à parte que suscita o vício; não se decreta nulidade processual por presunção. Precedentes. 6. Mandado de segurança denegado.’ (MS n 31.199/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 24/6/14). No caso, consoante demonstrado, não há nada que justifique a excepcional atuação desta Corte.” Assim, considerando que não se constatou, in casu, qualquer nulidade no ato apontado como coator, tampouco exorbitância do papel constitucional conferido ao CNJ, as razões aduzidas na inicial do mandamus e repisadas no presente agravo revelam mero inconformismo da agravante com o desfecho do processo disciplinar. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF instituição, e não pelo Procurador-Geral de Justiça, o que afasta a incidência dos permissivos legais invocados no recurso dirigido ao Colégio de Procuradores (arts. 159 e 160 do Regimento Interno da Corregedoria Geral do Ministério Pública da Bahia). 3. O postulado do duplo grau de jurisdição garante a possibilidade de reexame integral da decisão ordinária por órgão de hierarquia superior do que a proferiu, com a consideração dos argumentos apresentados pelo recorrente, o que, de acordo com os documentos juntados ao processo, foi observado no julgamento realizado pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público da Bahia. 4. Descabida a pretensão de transformar este Supremo Tribunal em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. 5. A ausência de demonstração de prejuízo concreto resultante da demora na conclusão do processo disciplinar desautoriza a declaração de nulidade processual. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo à parte que suscita o vício; não se decreta nulidade processual por presunção. Precedentes. 6. Mandado de segurança denegado.’ (MS n 31.199/DF, Relatora a Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 24/6/14). No caso, consoante demonstrado, não há nada que justifique a excepcional atuação desta Corte.” Assim, considerando que não se constatou, in casu, qualquer nulidade no ato apontado como coator, tampouco exorbitância do papel constitucional conferido ao CNJ, as razões aduzidas na inicial do mandamus e repisadas no presente agravo revelam mero inconformismo da agravante com o desfecho do processo disciplinar. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 33740 AGR / DF Mantenho, assim, a conclusão adotada em decisão monocrática pela denegação da segurança. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Supremo Tribunal Federal MS 33740 AGR / DF Mantenho, assim, a conclusão adotada em decisão monocrática pela denegação da segurança. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12368995. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : REJANNE RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR (11555/DF) ADV.(A/S) : THIAGO SUS SOBRAL DE ALMEIDA (0041337/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210335 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.740 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : REJANNE RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR (11555/DF) ADV.(A/S) : THIAGO SUS SOBRAL DE ALMEIDA (0041337/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210335 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 33740 AGR /", "MS 33740", "MS 33740 AGR / DF", "MS 33740 AGR", "MS 33740 AGR / DF", "MS 33740", "MS 33740 AGR / DF", "RMS 32758 / DF", "MS 33740", "RMS 32758 / DF", "MS 33740 AGR / DF", "RMS 31494 / DF", "RMS 31471 / DF", "MS 33740 AGR / DF", "RMS 31494 / DF", "RMS 31471 / DF", "MS 33740 AGR / DF", "MS 33740", "MS 33740 AGR", "MS 33740 AGR / DF", "MS 33740", "MS 33740 AGR / DF", "MS 31199 / DF", "MS 33740 AGR / DF", "MS 31199 / DF", "MS 33740 AGR / DF", "MS 33740 AGR / DF", "MS n 31 . 199 / DF", "MS 33740 AGR /", "MS n 31 . 199 / DF", "MS 33740 AGR / DF", "MS 33740 AGR / DF", "MS 33740 AGR / DF", "RMS n 32758 / DF", "RMS n 32758 / DF", "MS 33740 AGR / DF", "RMS n 31 . 494 / DF", "RMS n 31 . 471 / DF", "MS 33740 AGR / DF", "RMS n 31 . 494 / DF", "RMS n 31 . 471 / DF", "MS 33740", "MS 33740", "MS 33740 AGR / DF", "MS 33740 AGR / DF 31 . 199 / DF", "MS 33740", "MS 33740 AGR / DF", "MS n 31 . 199 / DF", "MS 33740 AGR / DF", "MS n 31 . 199 / DF", "MS 33740 AGR /", "MS 33740 AGR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 72", "art . 116 , III e X , da Lei n . 8 . 112 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 72", "art . 116 , III e X , da Lei n . 8 . 112 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 4 . . . e 11 , I , da Lei n . 8 . 4 . 29 / 1990", "Lei", "art . 132 , IV , da Lei n . 8 . 112 / 1990", "art . 116 , III e X , da Lei n . 8 .", "arts . 302 e 304 do Código Penal", "art . 11 , I , da Lei de Improbidade", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 4 . . . e 11 , I , da Lei n . 8 . 4 . 29 / 1990", "Lei de Improbidade", "art . 132 , IV , da Lei n . 8 . 112 / 1990", "116 , III e X , da Lei n . 8 . 112 / 1990", "arts . 302 e 304 do Código Penal .", "art . 11 , I , da Lei de Improbidade Administrativa", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria", "art . 159 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria", "art . 159 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 142 , I , da Lei 8 . 112 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 116 , I , III e V , da Lei 8 . 112 / 90", "art . 11 , da Lei n 8429 / 92", "art . 132 , da Lei n 8 . 112 / 90", "art . 116 , X , da Lei 8 . 112 / 90", "art . 11 da Lei 8 . 429 / 92", "artigos 132 , IV , da Lei 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 116 , I , III e V , da Lei 8 . 112 / 90", "art . 11 , da Lei n 8429 / 92", "art . 132 , da Lei n 8 . 112 / 90", "art . 116 , X , da Lei 8 . 112 / 90", "art . 11 da Lei 8 . 429 / 92", "artigos 132 , IV , da Lei 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . IV do § 2 . . . do art . 103 - A da Constituição da República", "arts . 159 e 160 do Regimento Interno da Corregedoria Geral do Ministério Pública da Bahia", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . 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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO IMPTE.(S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 446.588 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Operação Rizoma. 2. Habeas Corpus distribuído por prevenção ao HC 141.478/RJ (Operação Caliculte). 3. Juízo da 7a Vara Federal Criminal declinou da competência para toda a Operação. 4. Manifestação da PGR pela livre redistribuição. 5. Pedido de redistribuição não conhecido. 6. Manutenção da prevenção determinada na distribuição. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, resolver a questão de ordem no sentido de rejeitar o pedido de redistribuição, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C945-B039-EB10-6D43 e senha 4FB7-719B-630D-AF2A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO IMPTE.(S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 446.588 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de manifestação da Procuradoria-Geral da República (eDoc. 178), de 20 de agosto de 2018, por meio da qual noticia que, em 4 de junho de 2018, a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região reconheceu a incompetência da 7ª Vara Federal da SJ/RJ para processar e julgar parte dos feitos relacionados à Operação Rizoma, nos autos do habeas corpus impetrado em favor de Arthur Machado. Em razão desse fato, requer o reconhecimento da incompetência deste relator para julgar o presente habeas corpus, bem como a determinação de livre redistribuição. Sustenta que o presente habeas foi a mim distribuído por prevenção ao HC 141.478/RJ, por estar vinculado à Operação Calicute, em tramite perante a 7ª Vara Federal da SJ/RJ. Informa que o juízo da 7ª Vara Federal da SJ/RJ, ao ser informado da decisão do TRF2, declinou de sua competência em relação à integralidade da Operação Rizoma: “Ante a notícia do julgamento do Habeas Corpus nº 0005322-76.2018.4.02.0000, cumpre-me obedecer à decisão da 1ª Turma Especializada do TRF 2ª Região que determinou o desmembramento da ação penal nº 0066693-64.2018.4.02.5101 (Operação Rizoma), em relação ao réu Arthur Mario Pinheiro Machado, e posterior encaminhamento à livre distribuição entre as varas criminais com competência para crimes de lavagem de dinheiro, embora mantenha a convicção de que a presente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51AE-3216-96DD-0A08 e senha F46C-50C4-826A-27F6 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO IMPTE.(S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 446.588 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de manifestação da Procuradoria-Geral da República (eDoc. 178), de 20 de agosto de 2018, por meio da qual noticia que, em 4 de junho de 2018, a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região reconheceu a incompetência da 7ª Vara Federal da SJ/RJ para processar e julgar parte dos feitos relacionados à Operação Rizoma, nos autos do habeas corpus impetrado em favor de Arthur Machado. Em razão desse fato, requer o reconhecimento da incompetência deste relator para julgar o presente habeas corpus, bem como a determinação de livre redistribuição. Sustenta que o presente habeas foi a mim distribuído por prevenção ao HC 141.478/RJ, por estar vinculado à Operação Calicute, em tramite perante a 7ª Vara Federal da SJ/RJ. Informa que o juízo da 7ª Vara Federal da SJ/RJ, ao ser informado da decisão do TRF2, declinou de sua competência em relação à integralidade da Operação Rizoma: “Ante a notícia do julgamento do Habeas Corpus nº 0005322-76.2018.4.02.0000, cumpre-me obedecer à decisão da 1ª Turma Especializada do TRF 2ª Região que determinou o desmembramento da ação penal nº 0066693-64.2018.4.02.5101 (Operação Rizoma), em relação ao réu Arthur Mario Pinheiro Machado, e posterior encaminhamento à livre distribuição entre as varas criminais com competência para crimes de lavagem de dinheiro, embora mantenha a convicção de que a presente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51AE-3216-96DD-0A08 e senha F46C-50C4-826A-27F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório HC 156730 QO / RJ operação guarda conexão com as demais deflagradas por este juízo. Todavia, entendo não ser razoável o julgamento da mesma ação penal por juízos distintos, uma vez que a aplicação cega da decisão da Corte ad quem acarretaria o julgamento do autor do fato por um juízo e dos co-autores e/ou partícipes por outro, desconsiderando a evidente conexão e possibilitando a prolação de decisões conflitantes. Isso porque, dos 16 conjuntos de fatos da denúncia, 15 descrevem condutas imputadas ao paciente, sempre em conjunto com os outros réus: (…) Assim, antecipo-me aos prováveis requerimentos das defesas e declino de minha competência quanto à integralidade desta ação (denominada Operação Rizoma), devendo ser redistribuída a integralidade da ação penal e dos respectivos procedimentos vinculados, listados a seguir, para uma das varas criminais com competência para crimes de lavagem de dinheiro.” Assim, considerando que o MPF não apresentou recurso contra essa decisão, entende que não subsistiria a prevenção apontada no momento da distribuição desse writ, devendo o processo ser livremente redistribuído. Os impetrantes manifestaram-se sobre o pedido da PGR por meio da Petição 54851/2018 (eDoc 179). Sustentam que referido pedido contraria a doutrina e a jurisprudência desta Corte sobre as regras prorrogação de competência jurisdicional. Alega que a competência por prevenção tem natureza relativa, razão pela qual é prorrogada se precluso o seu questionamento em momento oportuno. No caso dos autos, afirma que os próprios impetrantes teriam alegado a incompetência da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, nos presentes autos, e que a PGR havia se posicionado em sentido contrário, pela competência do referido juízo, havendo, portanto, preclusão no ponto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51AE-3216-96DD-0A08 e senha F46C-50C4-826A-27F6 Supremo Tribunal Federal HC 156730 QO / RJ operação guarda conexão com as demais deflagradas por este juízo. Todavia, entendo não ser razoável o julgamento da mesma ação penal por juízos distintos, uma vez que a aplicação cega da decisão da Corte ad quem acarretaria o julgamento do autor do fato por um juízo e dos co-autores e/ou partícipes por outro, desconsiderando a evidente conexão e possibilitando a prolação de decisões conflitantes. Isso porque, dos 16 conjuntos de fatos da denúncia, 15 descrevem condutas imputadas ao paciente, sempre em conjunto com os outros réus: (…) Assim, antecipo-me aos prováveis requerimentos das defesas e declino de minha competência quanto à integralidade desta ação (denominada Operação Rizoma), devendo ser redistribuída a integralidade da ação penal e dos respectivos procedimentos vinculados, listados a seguir, para uma das varas criminais com competência para crimes de lavagem de dinheiro.” Assim, considerando que o MPF não apresentou recurso contra essa decisão, entende que não subsistiria a prevenção apontada no momento da distribuição desse writ, devendo o processo ser livremente redistribuído. Os impetrantes manifestaram-se sobre o pedido da PGR por meio da Petição 54851/2018 (eDoc 179). Sustentam que referido pedido contraria a doutrina e a jurisprudência desta Corte sobre as regras prorrogação de competência jurisdicional. Alega que a competência por prevenção tem natureza relativa, razão pela qual é prorrogada se precluso o seu questionamento em momento oportuno. No caso dos autos, afirma que os próprios impetrantes teriam alegado a incompetência da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, nos presentes autos, e que a PGR havia se posicionado em sentido contrário, pela competência do referido juízo, havendo, portanto, preclusão no ponto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51AE-3216-96DD-0A08 e senha F46C-50C4-826A-27F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, destaco que o juízo da 7ª Vara Federal Criminal da SJ/RJ não informou este Supremo Tribunal Federal sobre a decisão em que declina de sua competência na integralidade da ação em comento (Operação Rizoma). Destaco, ainda, que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, ao conceder parcialmente a ordem de habeas corpus para determinar o desmembramento da ação penal nº 0066693-64.2018.4.02.5101 apenas em relação ao paciente Arthur Mario Pinheiro Machado e a livre distribuição do processo desmembrado, manteve íntegras as decisões até então proferidas: “Todavia, não se trata aqui de competência capaz de ensejar nulidade absoluta, haja vista que o MM. Juiz da 7a Vara Federal Criminal/SJRJ não agiu sob erro inescusável, conforme prevê o art. 101 do CPP, mas sim atuou a partir de uma interpretação jurídica de conexão agora devida e oportunamente submetida à reapreciação por este Tribunal Regional Federal da 2ª Região, em estrita e escorreita observância ao duplo grau de jurisdição, não havendo por isso nulidade alguma por incompetência absoluta e de cunho constitucional a declarar na hipótese, mas tão somente acolher o pedido veiculado na impetração com vistas a que o processo seja então encaminhado ao MM. Juiz competente.” Verifico que o processo foi a mim distribuído por prevenção em 10 de maio de 2018 (Certidão eDoc. 53). A distribuição por prevenção se deu com base no art. 69 do RI/STF: Art. 69. A distribuição da ação ou do recurso gera prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão ou continência. (Redação dada pela Emenda Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, destaco que o juízo da 7ª Vara Federal Criminal da SJ/RJ não informou este Supremo Tribunal Federal sobre a decisão em que declina de sua competência na integralidade da ação em comento (Operação Rizoma). Destaco, ainda, que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, ao conceder parcialmente a ordem de habeas corpus para determinar o desmembramento da ação penal nº 0066693-64.2018.4.02.5101 apenas em relação ao paciente Arthur Mario Pinheiro Machado e a livre distribuição do processo desmembrado, manteve íntegras as decisões até então proferidas: “Todavia, não se trata aqui de competência capaz de ensejar nulidade absoluta, haja vista que o MM. Juiz da 7a Vara Federal Criminal/SJRJ não agiu sob erro inescusável, conforme prevê o art. 101 do CPP, mas sim atuou a partir de uma interpretação jurídica de conexão agora devida e oportunamente submetida à reapreciação por este Tribunal Regional Federal da 2ª Região, em estrita e escorreita observância ao duplo grau de jurisdição, não havendo por isso nulidade alguma por incompetência absoluta e de cunho constitucional a declarar na hipótese, mas tão somente acolher o pedido veiculado na impetração com vistas a que o processo seja então encaminhado ao MM. Juiz competente.” Verifico que o processo foi a mim distribuído por prevenção em 10 de maio de 2018 (Certidão eDoc. 53). A distribuição por prevenção se deu com base no art. 69 do RI/STF: Art. 69. A distribuição da ação ou do recurso gera prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão ou continência. (Redação dada pela Emenda Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 156730 QO / RJ Regimental n. 34, de 7 de agosto de 2009) § 1º O conhecimento excepcional de processo por outro Ministro que não o prevento prorroga-lhe a competência nos termos do § 6º do art. 67. Em 15 de maio de 2018, deferi o pedido de liminar em favor do paciente Milton de Oliveira Lyra Filho. (eDoc. 60) A Segunda Turma, em 26 de junho de 2018, concedeu a ordem, confirmando a liminar deferida. (eDoc. 159) Verifico, portanto, que, em nenhum momento - inclusive após o julgamento de mérito pela Turma - a Procuradoria-Geral da República alegou possível incompetência deste Relator. Nesse caso, entendo incidir o disposto no art. 67, § 6º, do RI/STF: "§ 6º A prevenção deve ser alegada pela parte na primeira oportunidade que se lhe apresente, sob pena de preclusão." Ademais, o art. 70-D do RI/STF determina que o habeas corpus seja distribuído por prevenção quando oriundo do mesmo inquérito: Art. 77-D. Serão distribuídos por prevenção os habeas corpus oriundos do mesmo inquérito ou ação penal. (Incluído pela Emenda Regimental n. 34, de 7 de agosto de 2009) § 1º A prevenção para habeas corpus relativo a ações penais distintas oriundas de um mesmo inquérito observará os critérios de conexão e de continência." Assim, considerando que quando da distribuição do presente habeas estavam presentes todos os requisitos que determinavam a prevenção deste Relator, entendo que aplica-se ao caso dos autos o princípio da “perpetuatio jurisdiciones”. Por todo o exposto, voto no sentido de rejeitar o pedido de redistribuição formulado pela Procuradoria-Geral da República, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Supremo Tribunal Federal HC 156730 QO / RJ Regimental n. 34, de 7 de agosto de 2009) § 1º O conhecimento excepcional de processo por outro Ministro que não o prevento prorroga-lhe a competência nos termos do § 6º do art. 67. Em 15 de maio de 2018, deferi o pedido de liminar em favor do paciente Milton de Oliveira Lyra Filho. (eDoc. 60) A Segunda Turma, em 26 de junho de 2018, concedeu a ordem, confirmando a liminar deferida. (eDoc. 159) Verifico, portanto, que, em nenhum momento - inclusive após o julgamento de mérito pela Turma - a Procuradoria-Geral da República alegou possível incompetência deste Relator. Nesse caso, entendo incidir o disposto no art. 67, § 6º, do RI/STF: "§ 6º A prevenção deve ser alegada pela parte na primeira oportunidade que se lhe apresente, sob pena de preclusão." Ademais, o art. 70-D do RI/STF determina que o habeas corpus seja distribuído por prevenção quando oriundo do mesmo inquérito: Art. 77-D. Serão distribuídos por prevenção os habeas corpus oriundos do mesmo inquérito ou ação penal. (Incluído pela Emenda Regimental n. 34, de 7 de agosto de 2009) § 1º A prevenção para habeas corpus relativo a ações penais distintas oriundas de um mesmo inquérito observará os critérios de conexão e de continência." Assim, considerando que quando da distribuição do presente habeas estavam presentes todos os requisitos que determinavam a prevenção deste Relator, entendo que aplica-se ao caso dos autos o princípio da “perpetuatio jurisdiciones”. Por todo o exposto, voto no sentido de rejeitar o pedido de redistribuição formulado pela Procuradoria-Geral da República, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 156730 QO / RJ mantendo o reconhecimento da prevenção no presente writ. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Supremo Tribunal Federal HC 156730 QO / RJ mantendo o reconhecimento da prevenção no presente writ. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Incidências ao Voto 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO INCIDÊNCIAS AO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Eu estou repetindo esses nomes de operação, mas entendo que deveríamos nos abster, em nome inclusive da independência do Poder Judiciário e do próprio juízo natural, de fazer valer essas denominações, esses nomes de fantasia de dados pela Polícia Federal. Na minha gestão no CNJ, inclusive aprovamos uma resolução nesse sentido. Parece-me que elas acabam por ter um efeito que pode contaminar a própria independência do Judiciário. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Pois não. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Em meu gabinete, há uma instrução expressa para que nenhum caso seja chamado pelo nome emprestado pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público. O processo tem número e tem, eventualmente, uma parte, que pode, ou não, vir a público, dependendo de o processo tramitar em sigilo ou não. Peço escusas por interrompê-lo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Ocorreu- me, exatamente, por causa desse efeito, de tantas remissões a tantas operações e com um certo intuito publicitário e publicista. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E185-9BDF-B933-0B80 e senha 475A-0CAB-1D7C-7E74 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO INCIDÊNCIAS AO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Eu estou repetindo esses nomes de operação, mas entendo que deveríamos nos abster, em nome inclusive da independência do Poder Judiciário e do próprio juízo natural, de fazer valer essas denominações, esses nomes de fantasia de dados pela Polícia Federal. Na minha gestão no CNJ, inclusive aprovamos uma resolução nesse sentido. Parece-me que elas acabam por ter um efeito que pode contaminar a própria independência do Judiciário. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Pois não. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Em meu gabinete, há uma instrução expressa para que nenhum caso seja chamado pelo nome emprestado pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público. O processo tem número e tem, eventualmente, uma parte, que pode, ou não, vir a público, dependendo de o processo tramitar em sigilo ou não. Peço escusas por interrompê-lo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Ocorreu- me, exatamente, por causa desse efeito, de tantas remissões a tantas operações e com um certo intuito publicitário e publicista. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E185-9BDF-B933-0B80 e senha 475A-0CAB-1D7C-7E74 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu teria um pedido de esclarecimento, se for possível, ao eminente Ministro- Relator. Tenho aqui, em mãos, a decisão que este Juízo Colegiado proferiu em 26 de julho de 2018, aqui nesta Segunda Turma, em que o paciente era Milton de Oliveira Lyra Filho, e na petição que vem subscrita pela eminente Dra. Raquel Dodge, Procuradora-Geral da República, há, na página 2, a notícia de que a incompetência da 7ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro foi reconhecida em 4 de julho de 2018, portanto, posterior ao julgamento aqui levado a efeito. Por isso, não creio haver como, de qualquer sorte, o Ministério Público ter suscitado essa matéria antes. Essa é a dúvida que tenho. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Mas aí seria um caso de incompetência superveniente a partir da... O que também seria absurdo. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - É, pode gerar essa consequência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Primeiro, uma arguição de suspeição tem um rito próprio e é arguida em autos em separado. A questão da redistribuição, ao que eu saiba, tem também uma disciplina... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas aqui há uma arguição de suspeição? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Não, mas tem a redistribuição. A redistribuição por prevenção, ao que saiba, tem um rito próprio disciplinar do Regimento Interno da Casa e essas questões são decididas pelo Presidente e não pela Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu teria um pedido de esclarecimento, se for possível, ao eminente Ministro- Relator. Tenho aqui, em mãos, a decisão que este Juízo Colegiado proferiu em 26 de julho de 2018, aqui nesta Segunda Turma, em que o paciente era Milton de Oliveira Lyra Filho, e na petição que vem subscrita pela eminente Dra. Raquel Dodge, Procuradora-Geral da República, há, na página 2, a notícia de que a incompetência da 7ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro foi reconhecida em 4 de julho de 2018, portanto, posterior ao julgamento aqui levado a efeito. Por isso, não creio haver como, de qualquer sorte, o Ministério Público ter suscitado essa matéria antes. Essa é a dúvida que tenho. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Mas aí seria um caso de incompetência superveniente a partir da... O que também seria absurdo. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - É, pode gerar essa consequência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Primeiro, uma arguição de suspeição tem um rito próprio e é arguida em autos em separado. A questão da redistribuição, ao que eu saiba, tem também uma disciplina... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas aqui há uma arguição de suspeição? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Não, mas tem a redistribuição. A redistribuição por prevenção, ao que saiba, tem um rito próprio disciplinar do Regimento Interno da Casa e essas questões são decididas pelo Presidente e não pela Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 156730 QO / RJ Turma. Quer dizer, o Presidente é soberano nessas questões, nessas decisões, inclusive não cabe recurso quanto a... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas se houve decisão da Presidência aqui, então está tudo muito bem. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Não, estou dizendo que essa questão está vindo para nós. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Na verdade, essa questão foi colocada nos próprios autos agora. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, e a destempo, segundo Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Sim. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Porquanto essa arguição ou esse requerimento deve ser feito... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O que estou dizendo é que, se tivesse algum problema nessa questão, a competência estaria automaticamente prorrogada, por força da norma regimental. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Só trata, Ministro Gilmar, da prevenção? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Eu entendo que é o caso de nem sequer conhecermos. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, isso é o que estou dizendo, porque é matéria regimental; é o Presidente que trata dessa matéria. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Como houve uma petição da Procuradoria num tema já julgado, estou trazendo para fim de que seja... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu adiantaria o meu voto, data venia, no sentido do não conhecimento, porque é matéria que não pertine à apreciação da Turma. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Supremo Tribunal Federal HC 156730 QO / RJ Turma. Quer dizer, o Presidente é soberano nessas questões, nessas decisões, inclusive não cabe recurso quanto a... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas se houve decisão da Presidência aqui, então está tudo muito bem. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Não, estou dizendo que essa questão está vindo para nós. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Na verdade, essa questão foi colocada nos próprios autos agora. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, e a destempo, segundo Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Sim. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Porquanto essa arguição ou esse requerimento deve ser feito... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O que estou dizendo é que, se tivesse algum problema nessa questão, a competência estaria automaticamente prorrogada, por força da norma regimental. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Só trata, Ministro Gilmar, da prevenção? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Eu entendo que é o caso de nem sequer conhecermos. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, isso é o que estou dizendo, porque é matéria regimental; é o Presidente que trata dessa matéria. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Como houve uma petição da Procuradoria num tema já julgado, estou trazendo para fim de que seja... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu adiantaria o meu voto, data venia, no sentido do não conhecimento, porque é matéria que não pertine à apreciação da Turma. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 156730 QO / RJ Quem decide isso, soberanamente, sem recurso inclusive, é o Presidente. Se a matéria não foi submetida à Presidência da Casa, não vejo como substituirmos a Presidente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O julgamento já tinha ocorrido em... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Inclusive esse aspecto. E Vossa Excelência levanta uma questão, que parece bastante importante, quer dizer, seja suspeição, seja a prevenção, deve ser arguida no momento em que se tem conhecimento, o primeiro momento em que se tem conhecimento desse fato, e o processo já... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - No fundo, o que aparentemente a Procuradoria busca aqui é colocar em xeque a própria decisão já tomada, concessiva de habeas corpus pela Turma. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Isso só pela via própria, o fato não faz sentido pela via de simples petição após o julgamento voltar essa matéria. Mas o que me chamou atenção é que o Ministério Público, a menos que haja alguma informação diferente do ilustre subprocurador que aqui se encontra, o Ministério Público, nessa petição, deu a notícia da declaração do reconhecimento da incompetência, portanto, posteriormente ao próprio julgado aqui levada a efeito. Portanto, concordando com o que traduz o Ministro Ricardo Lewandowski no sentido de que incube à Presidência solver essas circunstâncias, nessa hipótese em que o eminente Ministro-Relator traz como questão de ordem, talvez seja o caminho sugerir ao eminente Ministro Toffoli sequer conhecer para não adentrar ao exame desse mérito, que deve vir pelas vias próprias. Embora o Ministro Toffoli não tenha votado, eu estou acolhendo a sugestão e nessa dimensão de não conhecer da pretensão tal como deduzida pelo Ministério Público Federal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Supremo Tribunal Federal HC 156730 QO / RJ Quem decide isso, soberanamente, sem recurso inclusive, é o Presidente. Se a matéria não foi submetida à Presidência da Casa, não vejo como substituirmos a Presidente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O julgamento já tinha ocorrido em... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Inclusive esse aspecto. E Vossa Excelência levanta uma questão, que parece bastante importante, quer dizer, seja suspeição, seja a prevenção, deve ser arguida no momento em que se tem conhecimento, o primeiro momento em que se tem conhecimento desse fato, e o processo já... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - No fundo, o que aparentemente a Procuradoria busca aqui é colocar em xeque a própria decisão já tomada, concessiva de habeas corpus pela Turma. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Isso só pela via própria, o fato não faz sentido pela via de simples petição após o julgamento voltar essa matéria. Mas o que me chamou atenção é que o Ministério Público, a menos que haja alguma informação diferente do ilustre subprocurador que aqui se encontra, o Ministério Público, nessa petição, deu a notícia da declaração do reconhecimento da incompetência, portanto, posteriormente ao próprio julgado aqui levada a efeito. Portanto, concordando com o que traduz o Ministro Ricardo Lewandowski no sentido de que incube à Presidência solver essas circunstâncias, nessa hipótese em que o eminente Ministro-Relator traz como questão de ordem, talvez seja o caminho sugerir ao eminente Ministro Toffoli sequer conhecer para não adentrar ao exame desse mérito, que deve vir pelas vias próprias. Embora o Ministro Toffoli não tenha votado, eu estou acolhendo a sugestão e nessa dimensão de não conhecer da pretensão tal como deduzida pelo Ministério Público Federal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Esta seria a solução adequada. De qualquer sorte, o eminente Relator já despachou no feito. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Já foi decidido, na verdade. Houve julgamento da Turma em junho. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Quando o Relator fez a leitura do voto, nós debatemos. Acompanho o Relator. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Rejeitar o pedido de redistribuição. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: A prevenção está patente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E se nós coonestássemos este expediente, criaríamos uma via para contestar as decisões da Presidente ou do Presidente da Casa no sentido da distribuição, o que não se pode cogitar, até por uma questão de economia processual. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 219F-1ECB-225A-8A0D e senha 398D-DEEB-9A5B-C6FA Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Esta seria a solução adequada. De qualquer sorte, o eminente Relator já despachou no feito. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Já foi decidido, na verdade. Houve julgamento da Turma em junho. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Quando o Relator fez a leitura do voto, nós debatemos. Acompanho o Relator. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Rejeitar o pedido de redistribuição. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: A prevenção está patente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E se nós coonestássemos este expediente, criaríamos uma via para contestar as decisões da Presidente ou do Presidente da Casa no sentido da distribuição, o que não se pode cogitar, até por uma questão de economia processual. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 219F-1ECB-225A-8A0D e senha 398D-DEEB-9A5B-C6FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Confirmação de Voto 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Eu fico no não conhecimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4F5-33AB-FDD4-E017 e senha 7A5A-689B-3DFC-8A80 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Eu fico no não conhecimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4F5-33AB-FDD4-E017 e senha 7A5A-689B-3DFC-8A80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu, data venia, vou acompanhar o Relator porque entendo que é uma consequência do não conhecimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B3A-B8BD-2CD1-F76B e senha B174-7D37-1873-97EA Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu, data venia, vou acompanhar o Relator porque entendo que é uma consequência do não conhecimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B3A-B8BD-2CD1-F76B e senha B174-7D37-1873-97EA Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO IMPTE.(S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI (25350/DF, 163657/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 446.588 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, resolveu a questão de ordem no sentido de rejeitar o pedido de redistribuição formulado pela Procuradoria-Geral da República, nos termos do voto do Relator, vencido, em menor extensão, o Ministro Edson Fachin, que não conhecia da pretensão. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F7B0-C7AA-8D89-690D e senha A8F2-1C66-E7B6-ED11 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO IMPTE.(S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI (25350/DF, 163657/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 446.588 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, resolveu a questão de ordem no sentido de rejeitar o pedido de redistribuição formulado pela Procuradoria-Geral da República, nos termos do voto do Relator, vencido, em menor extensão, o Ministro Edson Fachin, que não conhecia da pretensão. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F7B0-C7AA-8D89-690D e senha A8F2-1C66-E7B6-ED11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748450265
2018-08-28T00:00:00
2018-10-17T00:00:00
A Turma, por maioria, resolveu a questão de ordem no sentido de rejeitar o pedido de redistribuição formulado pela Procuradoria-Geral da República, nos termos do voto do Relator, vencido, em menor extensão, o Ministro Edson Fachin, que não conhecia da pretensão. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018.
QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS
Operação Rizoma. 2. Habeas Corpus distribuído por prevenção ao HC 141.478/RJ (Operação Caliculte). 3. Juízo da 7a Vara Federal Criminal declinou da competência para toda a Operação. 4. Manifestação da PGR pela livre redistribuição. 5. Pedido de redistribuição não conhecido. 6. Manutenção da prevenção determinada na distribuição.
sjur392730
- Veja HC 141478 do STF. Número de páginas: 14. Análise: 12/12/2018, JRS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
156730
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00067 PAR-00006 \n ART-00069 REDAÇÃO DADA PELA EMR-34/2009\n ART-00069 PAR-00001 \n ART-0070D INCLUÍDO PELA EMR-34/2009\n ART-0070D PAR-00001 INCLUÍDO PELA EMR-34/2009\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000034 ANO-2009\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-QO
acordaos
HC 156730 QO
[ "" ]
PACTE.(S) : MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO IMPTE.(S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 446.588 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO IMPTE.(S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 446.588 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Operação Rizoma. 2. Habeas Corpus distribuído por prevenção ao HC 141.478/RJ (Operação Caliculte). 3. Juízo da 7a Vara Federal Criminal declinou da competência para toda a Operação. 4. Manifestação da PGR pela livre redistribuição. 5. Pedido de redistribuição não conhecido. 6. Manutenção da prevenção determinada na distribuição. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, resolver a questão de ordem no sentido de rejeitar o pedido de redistribuição, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C945-B039-EB10-6D43 e senha 4FB7-719B-630D-AF2A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO IMPTE.(S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 446.588 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de manifestação da Procuradoria-Geral da República (eDoc. 178), de 20 de agosto de 2018, por meio da qual noticia que, em 4 de junho de 2018, a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 2... Região reconheceu a incompetência da 7... Vara Federal da SJ/RJ para processar e julgar parte dos feitos relacionados à Operação Rizoma, nos autos do habeas corpus impetrado em favor de Arthur Machado. Em razão desse fato, requer o reconhecimento da incompetência deste relator para julgar o presente habeas corpus, bem como a determinação de livre redistribuição. Sustenta que o presente habeas foi a mim distribuído por prevenção ao HC 141.478/RJ, por estar vinculado à Operação Calicute, em tramite perante a 7... Vara Federal da SJ/RJ. Informa que o juízo da 7... Vara Federal da SJ/RJ, ao ser informado da decisão do TRF2, declinou de sua competência em relação à integralidade da Operação Rizoma: “Ante a notícia do julgamento do Habeas Corpus n 0005322-76.2018.4.02.0000, cumpre-me obedecer à decisão da 1... Turma Especializada do TRF 2... Região que determinou o desmembramento da ação penal n 0066693-64.2018.4.02.5101 (Operação Rizoma), em relação ao réu Arthur Mario Pinheiro Machado, e posterior encaminhamento à livre distribuição entre as varas criminais com competência para crimes de lavagem de dinheiro, embora mantenha a convicção de que a presente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51AE-3216-96DD-0A08 e senha F46C-50C4-826A-27F6 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO IMPTE.(S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 446.588 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de manifestação da Procuradoria-Geral da República (eDoc. 178), de 20 de agosto de 2018, por meio da qual noticia que, em 4 de junho de 2018, a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 2... Região reconheceu a incompetência da 7... Vara Federal da SJ/RJ para processar e julgar parte dos feitos relacionados à Operação Rizoma, nos autos do habeas corpus impetrado em favor de Arthur Machado. Em razão desse fato, requer o reconhecimento da incompetência deste relator para julgar o presente habeas corpus, bem como a determinação de livre redistribuição. Sustenta que o presente habeas foi a mim distribuído por prevenção ao HC 141.478/RJ, por estar vinculado à Operação Calicute, em tramite perante a 7... Vara Federal da SJ/RJ. Informa que o juízo da 7... Vara Federal da SJ/RJ, ao ser informado da decisão do TRF2, declinou de sua competência em relação à integralidade da Operação Rizoma: “Ante a notícia do julgamento do Habeas Corpus n 0005322-76.2018.4.02.0000, cumpre-me obedecer à decisão da 1... Turma Especializada do TRF 2... Região que determinou o desmembramento da ação penal n 0066693-64.2018.4.02.5101 (Operação Rizoma), em relação ao réu Arthur Mario Pinheiro Machado, e posterior encaminhamento à livre distribuição entre as varas criminais com competência para crimes de lavagem de dinheiro, embora mantenha a convicção de que a presente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51AE-3216-96DD-0A08 e senha F46C-50C4-826A-27F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório HC 156730 QO / RJ operação guarda conexão com as demais deflagradas por este juízo. Todavia, entendo não ser razoável o julgamento da mesma ação penal por juízos distintos, uma vez que a aplicação cega da decisão da Corte ad quem acarretaria o julgamento do autor do fato por um juízo e dos co-autores e/ou partícipes por outro, desconsiderando a evidente conexão e possibilitando a prolação de decisões conflitantes. Isso porque, dos 16 conjuntos de fatos da denúncia, 15 descrevem condutas imputadas ao paciente, sempre em conjunto com os outros réus: (…) Assim, antecipo-me aos prováveis requerimentos das defesas e declino de minha competência quanto à integralidade desta ação (denominada Operação Rizoma), devendo ser redistribuída a integralidade da ação penal e dos respectivos procedimentos vinculados, listados a seguir, para uma das varas criminais com competência para crimes de lavagem de dinheiro.” Assim, considerando que o MPF não apresentou recurso contra essa decisão, entende que não subsistiria a prevenção apontada no momento da distribuição desse writ, devendo o processo ser livremente redistribuído. Os impetrantes manifestaram-se sobre o pedido da PGR por meio da Petição 54851/2018 (eDoc 179). Sustentam que referido pedido contraria a doutrina e a jurisprudência desta Corte sobre as regras prorrogação de competência jurisdicional. Alega que a competência por prevenção tem natureza relativa, razão pela qual é prorrogada se precluso o seu questionamento em momento oportuno. No caso dos autos, afirma que os próprios impetrantes teriam alegado a incompetência da 7... Vara Criminal do Rio de Janeiro, nos presentes autos, e que a PGR havia se posicionado em sentido contrário, pela competência do referido juízo, havendo, portanto, preclusão no ponto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51AE-3216-96DD-0A08 e senha F46C-50C4-826A-27F6 Supremo Tribunal Federal HC 156730 QO / RJ operação guarda conexão com as demais deflagradas por este juízo. Todavia, entendo não ser razoável o julgamento da mesma ação penal por juízos distintos, uma vez que a aplicação cega da decisão da Corte ad quem acarretaria o julgamento do autor do fato por um juízo e dos co-autores e/ou partícipes por outro, desconsiderando a evidente conexão e possibilitando a prolação de decisões conflitantes. Isso porque, dos 16 conjuntos de fatos da denúncia, 15 descrevem condutas imputadas ao paciente, sempre em conjunto com os outros réus: (…) Assim, antecipo-me aos prováveis requerimentos das defesas e declino de minha competência quanto à integralidade desta ação (denominada Operação Rizoma), devendo ser redistribuída a integralidade da ação penal e dos respectivos procedimentos vinculados, listados a seguir, para uma das varas criminais com competência para crimes de lavagem de dinheiro.” Assim, considerando que o MPF não apresentou recurso contra essa decisão, entende que não subsistiria a prevenção apontada no momento da distribuição desse writ, devendo o processo ser livremente redistribuído. Os impetrantes manifestaram-se sobre o pedido da PGR por meio da Petição 54851/2018 (eDoc 179). Sustentam que referido pedido contraria a doutrina e a jurisprudência desta Corte sobre as regras prorrogação de competência jurisdicional. Alega que a competência por prevenção tem natureza relativa, razão pela qual é prorrogada se precluso o seu questionamento em momento oportuno. No caso dos autos, afirma que os próprios impetrantes teriam alegado a incompetência da 7... Vara Criminal do Rio de Janeiro, nos presentes autos, e que a PGR havia se posicionado em sentido contrário, pela competência do referido juízo, havendo, portanto, preclusão no ponto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51AE-3216-96DD-0A08 e senha F46C-50C4-826A-27F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, destaco que o juízo da 7... Vara Federal Criminal da SJ/RJ não informou este Supremo Tribunal Federal sobre a decisão em que declina de sua competência na integralidade da ação em comento (Operação Rizoma). Destaco, ainda, que o Tribunal Regional Federal da 2... Região, ao conceder parcialmente a ordem de habeas corpus para determinar o desmembramento da ação penal n 0066693-64.2018.4.02.5101 apenas em relação ao paciente Arthur Mario Pinheiro Machado e a livre distribuição do processo desmembrado, manteve íntegras as decisões até então proferidas: “Todavia, não se trata aqui de competência capaz de ensejar nulidade absoluta, haja vista que o MM. Juiz da 7a Vara Federal Criminal/SJRJ não agiu sob erro inescusável, conforme prevê o art. 101 do CPP, mas sim atuou a partir de uma interpretação jurídica de conexão agora devida e oportunamente submetida à reapreciação por este Tribunal Regional Federal da 2... Região, em estrita e escorreita observância ao duplo grau de jurisdição, não havendo por isso nulidade alguma por incompetência absoluta e de cunho constitucional a declarar na hipótese, mas tão somente acolher o pedido veiculado na impetração com vistas a que o processo seja então encaminhado ao MM. Juiz competente.” Verifico que o processo foi a mim distribuído por prevenção em 10 de maio de 2018 (Certidão eDoc. 53). A distribuição por prevenção se deu com base no art. 69 do RI/Supremo Tribunal Federal: Art. 69. A distribuição da ação ou do recurso gera prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão ou continência. (Redação dada pela Emenda Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, destaco que o juízo da 7... Vara Federal Criminal da SJ/RJ não informou este Supremo Tribunal Federal sobre a decisão em que declina de sua competência na integralidade da ação em comento (Operação Rizoma). Destaco, ainda, que o Tribunal Regional Federal da 2... Região, ao conceder parcialmente a ordem de habeas corpus para determinar o desmembramento da ação penal n 0066693-64.2018.4.02.5101 apenas em relação ao paciente Arthur Mario Pinheiro Machado e a livre distribuição do processo desmembrado, manteve íntegras as decisões até então proferidas: “Todavia, não se trata aqui de competência capaz de ensejar nulidade absoluta, haja vista que o MM. Juiz da 7a Vara Federal Criminal/SJRJ não agiu sob erro inescusável, conforme prevê o art. 101 do CPP, mas sim atuou a partir de uma interpretação jurídica de conexão agora devida e oportunamente submetida à reapreciação por este Tribunal Regional Federal da 2... Região, em estrita e escorreita observância ao duplo grau de jurisdição, não havendo por isso nulidade alguma por incompetência absoluta e de cunho constitucional a declarar na hipótese, mas tão somente acolher o pedido veiculado na impetração com vistas a que o processo seja então encaminhado ao MM. Juiz competente.” Verifico que o processo foi a mim distribuído por prevenção em 10 de maio de 2018 (Certidão eDoc. 53). A distribuição por prevenção se deu com base no art. 69 do RI/Supremo Tribunal Federal: Art. 69. A distribuição da ação ou do recurso gera prevenção para todos os processos a eles vinculados por conexão ou continência. (Redação dada pela Emenda Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 156730 QO / RJ Regimental n. 34, de 7 de agosto de 2009) § 1... O conhecimento excepcional de processo por outro Ministro que não o prevento prorroga-lhe a competência nos termos do § 6... do art. 67. Em 15 de maio de 2018, deferi o pedido de liminar em favor do paciente Milton de Oliveira Lyra Filho. (eDoc. 60) A Segunda Turma, em 26 de junho de 2018, concedeu a ordem, confirmando a liminar deferida. (eDoc. 159) Verifico, portanto, que, em nenhum momento - inclusive após o julgamento de mérito pela Turma - a Procuradoria-Geral da República alegou possível incompetência deste Relator. Nesse caso, entendo incidir o disposto no art. 67, § 6..., do RI/Supremo Tribunal Federal: "§ 6... A prevenção deve ser alegada pela parte na primeira oportunidade que se lhe apresente, sob pena de preclusão." Ademais, o art. 70-D do RI/Supremo Tribunal Federal determina que o habeas corpus seja distribuído por prevenção quando oriundo do mesmo inquérito: Art. 77-D. Serão distribuídos por prevenção os habeas corpus oriundos do mesmo inquérito ou ação penal. (Incluído pela Emenda Regimental n. 34, de 7 de agosto de 2009) § 1... A prevenção para habeas corpus relativo a ações penais distintas oriundas de um mesmo inquérito observará os critérios de conexão e de continência." Assim, considerando que quando da distribuição do presente habeas estavam presentes todos os requisitos que determinavam a prevenção deste Relator, entendo que aplica-se ao caso dos autos o princípio da “perpetuatio jurisdiciones”. Por todo o exposto, voto no sentido de rejeitar o pedido de redistribuição formulado pela Procuradoria-Geral da República, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Supremo Tribunal Federal HC 156730 QO / RJ Regimental n. 34, de 7 de agosto de 2009) § 1... O conhecimento excepcional de processo por outro Ministro que não o prevento prorroga-lhe a competência nos termos do § 6... do art. 67. Em 15 de maio de 2018, deferi o pedido de liminar em favor do paciente Milton de Oliveira Lyra Filho. (eDoc. 60) A Segunda Turma, em 26 de junho de 2018, concedeu a ordem, confirmando a liminar deferida. (eDoc. 159) Verifico, portanto, que, em nenhum momento - inclusive após o julgamento de mérito pela Turma - a Procuradoria-Geral da República alegou possível incompetência deste Relator. Nesse caso, entendo incidir o disposto no art. 67, § 6..., do RI/Supremo Tribunal Federal: "§ 6... A prevenção deve ser alegada pela parte na primeira oportunidade que se lhe apresente, sob pena de preclusão." Ademais, o art. 70-D do RI/Supremo Tribunal Federal determina que o habeas corpus seja distribuído por prevenção quando oriundo do mesmo inquérito: Art. 77-D. Serão distribuídos por prevenção os habeas corpus oriundos do mesmo inquérito ou ação penal. (Incluído pela Emenda Regimental n. 34, de 7 de agosto de 2009) § 1... A prevenção para habeas corpus relativo a ações penais distintas oriundas de um mesmo inquérito observará os critérios de conexão e de continência." Assim, considerando que quando da distribuição do presente habeas estavam presentes todos os requisitos que determinavam a prevenção deste Relator, entendo que aplica-se ao caso dos autos o princípio da “perpetuatio jurisdiciones”. Por todo o exposto, voto no sentido de rejeitar o pedido de redistribuição formulado pela Procuradoria-Geral da República, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 156730 QO / RJ mantendo o reconhecimento da prevenção no presente writ. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Supremo Tribunal Federal HC 156730 QO / RJ mantendo o reconhecimento da prevenção no presente writ. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFFB-4329-FFC6-4DFE e senha 4ABE-C4BF-6A9B-BA92 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Incidências ao Voto 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO INCIDÊNCIAS AO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Eu estou repetindo esses nomes de operação, mas entendo que deveríamos nos abster, em nome inclusive da independência do Poder Judiciário e do próprio juízo natural, de fazer valer essas denominações, esses nomes de fantasia de dados pela Polícia Federal. Na minha gestão no CNJ, inclusive aprovamos uma resolução nesse sentido. Parece-me que elas acabam por ter um efeito que pode contaminar a própria independência do Judiciário. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Pois não. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Em meu gabinete, há uma instrução expressa para que nenhum caso seja chamado pelo nome emprestado pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público. O processo tem número e tem, eventualmente, uma parte, que pode, ou não, vir a público, dependendo de o processo tramitar em sigilo ou não. Peço escusas por interrompê-lo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Ocorreu- me, exatamente, por causa desse efeito, de tantas remissões a tantas operações e com um certo intuito publicitário e publicista. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E185-9BDF-B933-0B80 e senha 475A-0CAB-1D7C-7E74 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO INCIDÊNCIAS AO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Eu estou repetindo esses nomes de operação, mas entendo que deveríamos nos abster, em nome inclusive da independência do Poder Judiciário e do próprio juízo natural, de fazer valer essas denominações, esses nomes de fantasia de dados pela Polícia Federal. Na minha gestão no CNJ, inclusive aprovamos uma resolução nesse sentido. Parece-me que elas acabam por ter um efeito que pode contaminar a própria independência do Judiciário. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Ministro Gilmar, Vossa Excelência me permite? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Pois não. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Em meu gabinete, há uma instrução expressa para que nenhum caso seja chamado pelo nome emprestado pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público. O processo tem número e tem, eventualmente, uma parte, que pode, ou não, vir a público, dependendo de o processo tramitar em sigilo ou não. Peço escusas por interrompê-lo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Ocorreu- me, exatamente, por causa desse efeito, de tantas remissões a tantas operações e com um certo intuito publicitário e publicista. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E185-9BDF-B933-0B80 e senha 475A-0CAB-1D7C-7E74 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu teria um pedido de esclarecimento, se for possível, ao eminente Ministro- Relator. Tenho aqui, em mãos, a decisão que este Juízo Colegiado proferiu em 26 de julho de 2018, aqui nesta Segunda Turma, em que o paciente era Milton de Oliveira Lyra Filho, e na petição que vem subscrita pela eminente Dra. Raquel Dodge, Procuradora-Geral da República, há, na página 2, a notícia de que a incompetência da 7... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro foi reconhecida em 4 de julho de 2018, portanto, posterior ao julgamento aqui levado a efeito. Por isso, não creio haver como, de qualquer sorte, o Ministério Público ter suscitado essa matéria antes. Essa é a dúvida que tenho. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Mas aí seria um caso de incompetência superveniente a partir da... O que também seria absurdo. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - É, pode gerar essa consequência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Primeiro, uma arguição de suspeição tem um rito próprio e é arguida em autos em separado. A questão da redistribuição, ao que eu saiba, tem também uma disciplina... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas aqui há uma arguição de suspeição? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Não, mas tem a redistribuição. A redistribuição por prevenção, ao que saiba, tem um rito próprio disciplinar do Regimento Interno da Casa e essas questões são decididas pelo Presidente e não pela Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu teria um pedido de esclarecimento, se for possível, ao eminente Ministro- Relator. Tenho aqui, em mãos, a decisão que este Juízo Colegiado proferiu em 26 de julho de 2018, aqui nesta Segunda Turma, em que o paciente era Milton de Oliveira Lyra Filho, e na petição que vem subscrita pela eminente Dra. Raquel Dodge, Procuradora-Geral da República, há, na página 2, a notícia de que a incompetência da 7... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro foi reconhecida em 4 de julho de 2018, portanto, posterior ao julgamento aqui levado a efeito. Por isso, não creio haver como, de qualquer sorte, o Ministério Público ter suscitado essa matéria antes. Essa é a dúvida que tenho. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Mas aí seria um caso de incompetência superveniente a partir da... O que também seria absurdo. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - É, pode gerar essa consequência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Primeiro, uma arguição de suspeição tem um rito próprio e é arguida em autos em separado. A questão da redistribuição, ao que eu saiba, tem também uma disciplina... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas aqui há uma arguição de suspeição? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Não, mas tem a redistribuição. A redistribuição por prevenção, ao que saiba, tem um rito próprio disciplinar do Regimento Interno da Casa e essas questões são decididas pelo Presidente e não pela Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 156730 QO / RJ Turma. Quer dizer, o Presidente é soberano nessas questões, nessas decisões, inclusive não cabe recurso quanto a... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas se houve decisão da Presidência aqui, então está tudo muito bem. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Não, estou dizendo que essa questão está vindo para nós. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Na verdade, essa questão foi colocada nos próprios autos agora. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, e a destempo, segundo Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Sim. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Porquanto essa arguição ou esse requerimento deve ser feito... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O que estou dizendo é que, se tivesse algum problema nessa questão, a competência estaria automaticamente prorrogada, por força da norma regimental. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Só trata, Ministro Gilmar, da prevenção? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Eu entendo que é o caso de nem sequer conhecermos. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, isso é o que estou dizendo, porque é matéria regimental; é o Presidente que trata dessa matéria. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Como houve uma petição da Procuradoria num tema já julgado, estou trazendo para fim de que seja... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu adiantaria o meu voto, data venia, no sentido do não conhecimento, porque é matéria que não pertine à apreciação da Turma. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Supremo Tribunal Federal HC 156730 QO / RJ Turma. Quer dizer, o Presidente é soberano nessas questões, nessas decisões, inclusive não cabe recurso quanto a... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas se houve decisão da Presidência aqui, então está tudo muito bem. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Não, estou dizendo que essa questão está vindo para nós. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Na verdade, essa questão foi colocada nos próprios autos agora. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, e a destempo, segundo Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Sim. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Porquanto essa arguição ou esse requerimento deve ser feito... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O que estou dizendo é que, se tivesse algum problema nessa questão, a competência estaria automaticamente prorrogada, por força da norma regimental. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Só trata, Ministro Gilmar, da prevenção? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Eu entendo que é o caso de nem sequer conhecermos. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, isso é o que estou dizendo, porque é matéria regimental; é o Presidente que trata dessa matéria. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Como houve uma petição da Procuradoria num tema já julgado, estou trazendo para fim de que seja... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu adiantaria o meu voto, data venia, no sentido do não conhecimento, porque é matéria que não pertine à apreciação da Turma. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 156730 QO / RJ Quem decide isso, soberanamente, sem recurso inclusive, é o Presidente. Se a matéria não foi submetida à Presidência da Casa, não vejo como substituirmos a Presidente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O julgamento já tinha ocorrido em... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Inclusive esse aspecto. E Vossa Excelência levanta uma questão, que parece bastante importante, quer dizer, seja suspeição, seja a prevenção, deve ser arguida no momento em que se tem conhecimento, o primeiro momento em que se tem conhecimento desse fato, e o processo já... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - No fundo, o que aparentemente a Procuradoria busca aqui é colocar em xeque a própria decisão já tomada, concessiva de habeas corpus pela Turma. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Isso só pela via própria, o fato não faz sentido pela via de simples petição após o julgamento voltar essa matéria. Mas o que me chamou atenção é que o Ministério Público, a menos que haja alguma informação diferente do ilustre subprocurador que aqui se encontra, o Ministério Público, nessa petição, deu a notícia da declaração do reconhecimento da incompetência, portanto, posteriormente ao próprio julgado aqui levada a efeito. Portanto, concordando com o que traduz o Ministro Ricardo Lewandowski no sentido de que incube à Presidência solver essas circunstâncias, nessa hipótese em que o eminente Ministro-Relator traz como questão de ordem, talvez seja o caminho sugerir ao eminente Ministro Toffoli sequer conhecer para não adentrar ao exame desse mérito, que deve vir pelas vias próprias. Embora o Ministro Toffoli não tenha votado, eu estou acolhendo a sugestão e nessa dimensão de não conhecer da pretensão tal como deduzida pelo Ministério Público Federal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Supremo Tribunal Federal HC 156730 QO / RJ Quem decide isso, soberanamente, sem recurso inclusive, é o Presidente. Se a matéria não foi submetida à Presidência da Casa, não vejo como substituirmos a Presidente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O julgamento já tinha ocorrido em... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Inclusive esse aspecto. E Vossa Excelência levanta uma questão, que parece bastante importante, quer dizer, seja suspeição, seja a prevenção, deve ser arguida no momento em que se tem conhecimento, o primeiro momento em que se tem conhecimento desse fato, e o processo já... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - No fundo, o que aparentemente a Procuradoria busca aqui é colocar em xeque a própria decisão já tomada, concessiva de habeas corpus pela Turma. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Isso só pela via própria, o fato não faz sentido pela via de simples petição após o julgamento voltar essa matéria. Mas o que me chamou atenção é que o Ministério Público, a menos que haja alguma informação diferente do ilustre subprocurador que aqui se encontra, o Ministério Público, nessa petição, deu a notícia da declaração do reconhecimento da incompetência, portanto, posteriormente ao próprio julgado aqui levada a efeito. Portanto, concordando com o que traduz o Ministro Ricardo Lewandowski no sentido de que incube à Presidência solver essas circunstâncias, nessa hipótese em que o eminente Ministro-Relator traz como questão de ordem, talvez seja o caminho sugerir ao eminente Ministro Toffoli sequer conhecer para não adentrar ao exame desse mérito, que deve vir pelas vias próprias. Embora o Ministro Toffoli não tenha votado, eu estou acolhendo a sugestão e nessa dimensão de não conhecer da pretensão tal como deduzida pelo Ministério Público Federal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4553-A8FF-EBAF-EAA0 e senha 4241-88A1-F50A-2B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Esta seria a solução adequada. De qualquer sorte, o eminente Relator já despachou no feito. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Já foi decidido, na verdade. Houve julgamento da Turma em junho. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Quando o Relator fez a leitura do voto, nós debatemos. Acompanho o Relator. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Rejeitar o pedido de redistribuição. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: A prevenção está patente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E se nós coonestássemos este expediente, criaríamos uma via para contestar as decisões da Presidente ou do Presidente da Casa no sentido da distribuição, o que não se pode cogitar, até por uma questão de economia processual. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 219F-1ECB-225A-8A0D e senha 398D-DEEB-9A5B-C6FA Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Esta seria a solução adequada. De qualquer sorte, o eminente Relator já despachou no feito. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Já foi decidido, na verdade. Houve julgamento da Turma em junho. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Quando o Relator fez a leitura do voto, nós debatemos. Acompanho o Relator. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Rejeitar o pedido de redistribuição. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: A prevenção está patente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E se nós coonestássemos este expediente, criaríamos uma via para contestar as decisões da Presidente ou do Presidente da Casa no sentido da distribuição, o que não se pode cogitar, até por uma questão de economia processual. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 219F-1ECB-225A-8A0D e senha 398D-DEEB-9A5B-C6FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Confirmação de Voto 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Eu fico no não conhecimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4F5-33AB-FDD4-E017 e senha 7A5A-689B-3DFC-8A80 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Eu fico no não conhecimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4F5-33AB-FDD4-E017 e senha 7A5A-689B-3DFC-8A80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu, data venia, vou acompanhar o Relator porque entendo que é uma consequência do não conhecimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B3A-B8BD-2CD1-F76B e senha B174-7D37-1873-97EA Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu, data venia, vou acompanhar o Relator porque entendo que é uma consequência do não conhecimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B3A-B8BD-2CD1-F76B e senha B174-7D37-1873-97EA Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO IMPTE.(S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI (25350/DF, 163657/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 446.588 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, resolveu a questão de ordem no sentido de rejeitar o pedido de redistribuição formulado pela Procuradoria-Geral da República, nos termos do voto do Relator, vencido, em menor extensão, o Ministro Edson Fachin, que não conhecia da pretensão. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F7B0-C7AA-8D89-690D e senha A8F2-1C66-E7B6-ED11 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA QUESTÃO DE ORDEM NO HABEAS CORPUS 156.730 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO IMPTE.(S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI (25350/DF, 163657/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 446.588 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, resolveu a questão de ordem no sentido de rejeitar o pedido de redistribuição formulado pela Procuradoria-Geral da República, nos termos do voto do Relator, vencido, em menor extensão, o Ministro Edson Fachin, que não conhecia da pretensão. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F7B0-C7AA-8D89-690D e senha A8F2-1C66-E7B6-ED11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HC n 446 . 588", "HC 141 . 478 / RJ", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HC n 446 . 588", "HC 141 . 478 / RJ", "Habeas Corpus n 0005322 - 76 . 2018 . 4 .", "ação penal n 0066693 - 64 . 2018 . 4 . 02 . 5101", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HC n 446 . 588", "HC 141 .", "Habeas Corpus n 0005322 - 76 . 2018 . 4 . 02 . 0000", "ação penal n 0066693 - 64 . 2018 . 4 . 02 . 5101", "HC 156730 QO / RJ", "HC 156730 QO / RJ", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "ação penal n 0066693 - 64 . 2018 . 4 . 02 . 5101", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "ação penal n 0066693 - 64 . 2018 . 4 . 02 . 5101", "HC 156730 QO / RJ Regimental n . 34", "HC 156730 QO / RJ Regimental n . 34", "HC 156730 QO / RJ", "HC 156730 QO / RJ", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HC 156730 QO / RJ", "HC 156730 QO / RJ", "HC 156730 QO / RJ", "HC 156730 QO / RJ", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HABEAS CORPUS 156", "HABEAS CORPUS 156 .", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HC n 446 . 588", "HABEAS CORPUS 156 . 730", "HC n 446 . 588" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 101 do CPP", "art . 69 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 101 do CPP", "art . 69 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 67 , § 6 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 70 - D do RI / Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n . 34", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 67 , § 6 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 70 - D do RI / Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n . 34", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "7a Vara Federal Criminal", "PGR", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "7", ".", "Vara Federal da SJ / RJ", "7", ".", "Vara Federal da SJ / RJ", "Vara Federal da SJ / RJ", "TRF2", "1", ".", "Turma Especializada do TRF 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "7", ".", ".", ".", "Vara Federal da SJ / RJ", "7", ".", ". Vara Federal da", "SJ", "/", "RJ", "7", "TRF2", "Turma Especializada do TRF", "MPF", "PGR", "7", ".", ". . Vara Criminal do Rio de Janeiro", "PGR", "Supremo Tribunal Federal", "MPF", "PGR", "7", ".", ".", ". Vara Criminal do Rio de Janeiro", "PGR", "SEGUNDA TURMA", "7", ".", ".", ".", "Vara Federal Criminal da SJ / RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "7a Vara Federal Criminal / SJRJ", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "7", ".", ".", ". Vara Federal Criminal da SJ / RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "7a Vara Federal Criminal / SJRJ", "Segunda Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Polícia", "CNJ", "Polícia Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Polícia Federal", "CNJ", "Polícia Federal", "Ministério Público", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "7", ".", ".", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ministério Público Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "2", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "2", ".", "." ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO", "PIERPAOLO CRUZ BOTTINI", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO", "PIERPAOLO CRUZ BOTTINI", "GILMAR MENDES", "Arthur Machado", "Arthur Mario Pinheiro Machado", "GILMAR MENDES", "MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO", "PIERPAOLO CRUZ BOTTINI", "GILMAR MENDES", "Arthur Machado", "Arthur Mario Pinheiro Machado", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Arthur Mario Pinheiro Machado", "GILMAR MENDES", "Arthur Mario Pinheiro Machado", "GILMAR MENDES", "Milton de Oliveira Lyra Filho", "Milton de Oliveira Lyra Filho", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Milton de Oliveira Lyra Filho", "Raquel Dodge", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDSON FACHIN", "Milton de Oliveira Lyra Filho", "Raquel Dodge", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDSON FACHIN", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Toffoli", "Toffoli", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Toffoli", "Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO", "PIERPAOLO CRUZ BOTTINI", "Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "MILTON DE OLIVEIRA LYRA FILHO", "PIERPAOLO CRUZ BOTTINI", "Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2018", "28 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "20 de agosto de 2018", "4 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "20 de agosto de 2018", "4 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "10 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "10 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de agosto de 2009", "15 de maio de 2018", "26 de junho de 2018", "7 de agosto de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de agosto de 2009", "15 de maio de 2018", "26 de junho de 2018", "7 de agosto de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "26 de julho de 2018", "4 de julho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "26 de julho de 2018", "4 de julho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "junho", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "junho", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "28", ".", "8", ".", 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Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :LEANDRO VAN ASS ADV.(A/S) :ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental em recurso extraordinário. Ausência de omissão, contradição, obscuridade ou erro material a serem sanados. Honorários advocatícios recursais. Fixação segundo os critérios do art. 85 do CPC. 1. No julgamento do recurso, as questões postas pela parte recorrente foram enfrentadas adequadamente. Inexistência dos vícios previstos no art. 1.022 do Código de Processo Civil. 2. Os honorários advocatícios foram fixados nos exatos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, em consonância com os critérios definidos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal. 3. Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403355. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :LEANDRO VAN ASS ADV.(A/S) :ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma assim ementado: Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. FUNRURAL. Empregador rural pessoa física. Contribuição incidente sobre receita bruta proveniente da comercialização da produção. Declaração de inconstitucionalidade. Lei aplicável em razão de efeito repristinatório. Infraconstitucional. 1. É de índole infraconstitucional a controvérsia a respeito da legislação aplicável resultante do efeito repristinatório advindo de declaração de inconstitucionalidade de normas. 2. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. 3. Agravo regimental não provido. Em síntese, o embargante insurge-se contra os critérios utilizados para a fixação dos honorários recursais. Sustenta a ausência de proporcionalidade na fixação cumulativa de honorários, considerado o “singelo trabalho efetuado pela Fazenda no presente recurso e a própria natureza sumária deste”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403354. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :LEANDRO VAN ASS ADV.(A/S) :ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma assim ementado: Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. FUNRURAL. Empregador rural pessoa física. Contribuição incidente sobre receita bruta proveniente da comercialização da produção. Declaração de inconstitucionalidade. Lei aplicável em razão de efeito repristinatório. Infraconstitucional. 1. É de índole infraconstitucional a controvérsia a respeito da legislação aplicável resultante do efeito repristinatório advindo de declaração de inconstitucionalidade de normas. 2. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. 3. Agravo regimental não provido. Em síntese, o embargante insurge-se contra os critérios utilizados para a fixação dos honorários recursais. Sustenta a ausência de proporcionalidade na fixação cumulativa de honorários, considerado o “singelo trabalho efetuado pela Fazenda no presente recurso e a própria natureza sumária deste”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório RE 956210 AGR-ED / RS É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403354. Supremo Tribunal Federal RE 956210 AGR-ED / RS É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade. É certo, também, que não há no julgado nenhum erro material a ser corrigido. O embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da questão atinente à fixação dos honorários advocatícios, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Os honorários advocatícios foram fixados nos exatos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, em consonância com os critérios definidos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal. No mesmo sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA RECURSAL. FIXAÇÃO. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO” (ARE nº 950.306/RJ AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 30/9/16). Rejeito os embargos de declaração. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403353. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade. É certo, também, que não há no julgado nenhum erro material a ser corrigido. O embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da questão atinente à fixação dos honorários advocatícios, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Os honorários advocatícios foram fixados nos exatos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, em consonância com os critérios definidos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal. No mesmo sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA RECURSAL. FIXAÇÃO. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO” (ARE nº 950.306/RJ AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 30/9/16). Rejeito os embargos de declaração. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : LEANDRO VAN ASS ADV.(A/S) : ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA (57010/PR, 24137/RS) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210369 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : LEANDRO VAN ASS ADV.(A/S) : ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA (57010/PR, 24137/RS) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12417613
2016-12-09T00:00:00
2017-02-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental em recurso extraordinário. Ausência de omissão, contradição, obscuridade ou erro material a serem sanados. Honorários advocatícios recursais. Fixação segundo os critérios do art. 85 do CPC. 1. No julgamento do recurso, as questões postas pela parte recorrente foram enfrentadas adequadamente. Inexistência dos vícios previstos no art. 1.022 do Código de Processo Civil. 2. Os honorários advocatícios foram fixados nos exatos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, em consonância com os critérios definidos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal. 3. Embargos de declaração rejeitados.
sjur363273
- Acórdão(s) citado(s): (ED, EFEITOS INFRINGENTES) ARE 950306 AgR-ED (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 22/02/2017, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
956210
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01022\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 956210 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : LEANDRO VAN ASS ADV.(A/S) : ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :LEANDRO VAN ASS ADV.(A/S) :ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental em recurso extraordinário. Ausência de omissão, contradição, obscuridade ou erro material a serem sanados. Honorários advocatícios recursais. Fixação segundo os critérios do art. 85 do Código de Processo Civil. 1. No julgamento do recurso, as questões postas pela parte recorrente foram enfrentadas adequadamente. Inexistência dos vícios previstos no art. 1.022 do Código de Processo Civil. 2. Os honorários advocatícios foram fixados nos exatos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, em consonância com os critérios definidos nos §§ 2... e 3... do referido dispositivo legal. 3. Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 2 a 8/12/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de dezembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403355. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :LEANDRO VAN ASS ADV.(A/S) :ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma assim ementado: Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. FUNRURAL. Empregador rural pessoa física. Contribuição incidente sobre receita bruta proveniente da comercialização da produção. Declaração de inconstitucionalidade. Lei aplicável em razão de efeito repristinatório. Infraconstitucional. 1. É de índole infraconstitucional a controvérsia a respeito da legislação aplicável resultante do efeito repristinatório advindo de declaração de inconstitucionalidade de normas. 2. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. 3. Agravo regimental não provido. Em síntese, o embargante insurge-se contra os critérios utilizados para a fixação dos honorários recursais. Sustenta a ausência de proporcionalidade na fixação cumulativa de honorários, considerado o “singelo trabalho efetuado pela Fazenda no presente recurso e a própria natureza sumária deste”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403354. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :LEANDRO VAN ASS ADV.(A/S) :ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma assim ementado: Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. FUNRURAL. Empregador rural pessoa física. Contribuição incidente sobre receita bruta proveniente da comercialização da produção. Declaração de inconstitucionalidade. Lei aplicável em razão de efeito repristinatório. Infraconstitucional. 1. É de índole infraconstitucional a controvérsia a respeito da legislação aplicável resultante do efeito repristinatório advindo de declaração de inconstitucionalidade de normas. 2. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. 3. Agravo regimental não provido. Em síntese, o embargante insurge-se contra os critérios utilizados para a fixação dos honorários recursais. Sustenta a ausência de proporcionalidade na fixação cumulativa de honorários, considerado o “singelo trabalho efetuado pela Fazenda no presente recurso e a própria natureza sumária deste”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório Recurso Extraordinário 956210 AGR-ED / RS É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403354. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 956210 AGR-ED / RS É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade. É certo, também, que não há no julgado nenhum erro material a ser corrigido. O embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da questão atinente à fixação dos honorários advocatícios, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Os honorários advocatícios foram fixados nos exatos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, em consonância com os critérios definidos nos §§ 2... e 3... do referido dispositivo legal. No mesmo sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA RECURSAL. FIXAÇÃO. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO” (ARE n 950.306/RJ AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 30/9/16). Rejeito os embargos de declaração. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403353. Supremo Tribunal Federal 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade. É certo, também, que não há no julgado nenhum erro material a ser corrigido. O embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da questão atinente à fixação dos honorários advocatícios, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Os honorários advocatícios foram fixados nos exatos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, em consonância com os critérios definidos nos §§ 2... e 3... do referido dispositivo legal. No mesmo sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA RECURSAL. FIXAÇÃO. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO” (ARE n 950.306/RJ AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 30/9/16). Rejeito os embargos de declaração. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12403353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 09/12/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : LEANDRO VAN ASS ADV.(A/S) : ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA (57010/PR, 24137/RS) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210369 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956.210 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : LEANDRO VAN ASS ADV.(A/S) : ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA (57010/PR, 24137/RS) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 2 a 8.12.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12210369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956 . 210", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956 . 210", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956 . 210", "Recurso Extraordinário 956210 AGR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 956210 AGR - ED / RS", "ARE n 950 . 306 / RJ AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956 . 210", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 956 ." ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARE", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Fazenda", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "Segunda Turma", "Fazenda", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "LEANDRO VAN ASS", "ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LEANDRO VAN ASS", "ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LEANDRO VAN ASS", "ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "LEANDRO VAN ASS", "ANDRE AZAMBUJA DA ROCHA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "LEANDRO VAN", "ANDRE AZAMBUJA DA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "12", "/", "2016", "2", "8", "/", "12", "/", "2016", "9 de dezembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "30", "/", "9", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "30", "/", "9", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "2016", "2", "8", ".", "12", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "8", ".", "12", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JANIA MARIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. CAPACIDADE POSTULATÓRIA. AUSÊNCIA. APELO EXTREMO REGIDO PELO CPC/1973. INAPLICABILIDADE DO ART 932, PÁRAGRAFO ÚNICO, DO ATUAL CPC. 1. A Procuradora Geral da Câmara Municipal não detém legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça, nem para interpor recursos nessa ação, nos termos do art. 103 da Constituição Federal e do art. 162 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. 2. Sendo o Recurso Extraordinário regido pelo Código de Processo Civil de 1973, inaplicável a medida do art. 932, parágrafo único, do atual CPC. 3. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de setembro de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8D-4466-BEDD-9ADD e senha 4B6F-A471-7C63-0C7F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 112 Ementa e Acórdão RE 580923 AGR / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8D-4466-BEDD-9ADD e senha 4B6F-A471-7C63-0C7F Supremo Tribunal Federal RE 580923 AGR / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8D-4466-BEDD-9ADD e senha 4B6F-A471-7C63-0C7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 113 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JANIA MARIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário aos argumentos de que (a) esta Corte assentou que procurador de município não possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade, nem para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa legitimada pela Constituição; (b) seja no âmbito da Constituição Federal (art. 103), seja no da Constituição do Estado do Rio de Janeiro (art. 162), não há previsão acerca da legitimidade ativa da Procuradora Geral da Câmara Municipal para a propor ação de controle concentrado de constitucionalidade, o que atrai a conclusão de que não há, da mesma forma, legitimidade para interpor recurso extraordinário; e (c) o presente recurso rege-se pelo Código de Processo Civil de 1973, em que não se previa a medida do art. 932, parágrafo único, do atual CPC. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) “a Procuradoria-Geral da Câmara Municipal do Rio de Janeiro constitui o órgão de representação judicial do Poder Legislativo local, por dicção do artigo 86 da Lei Orgânica do Município e que, in casu, a ação de inconstitucionalidade foi proposta pelo Prefeito Municipal, cumprindo à Casa Legislativa a defesa do ato, inexistindo, a rigor, dever legal no sentido de que a defesa em hipóteses tais deva ser formulada pela sua Mesa Diretora”; (b) “o entendimento dessa Egrégia Corte ainda não se sedimentou no sentido de que as peças processuais de todos os envolvidos em ações de controle abstrato de constitucionalidade devam ser subscritas por seus órgãos legitimados”; (c) “tal entendimento, caso prevaleça, criará, ademais, desequilíbrio em relação às corporações privadas (confederações sindicais e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA96-BA38-AA94-401F e senha 2F5A-F5BB-1EDD-EF81 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JANIA MARIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário aos argumentos de que (a) esta Corte assentou que procurador de município não possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade, nem para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa legitimada pela Constituição; (b) seja no âmbito da Constituição Federal (art. 103), seja no da Constituição do Estado do Rio de Janeiro (art. 162), não há previsão acerca da legitimidade ativa da Procuradora Geral da Câmara Municipal para a propor ação de controle concentrado de constitucionalidade, o que atrai a conclusão de que não há, da mesma forma, legitimidade para interpor recurso extraordinário; e (c) o presente recurso rege-se pelo Código de Processo Civil de 1973, em que não se previa a medida do art. 932, parágrafo único, do atual CPC. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) “a Procuradoria-Geral da Câmara Municipal do Rio de Janeiro constitui o órgão de representação judicial do Poder Legislativo local, por dicção do artigo 86 da Lei Orgânica do Município e que, in casu, a ação de inconstitucionalidade foi proposta pelo Prefeito Municipal, cumprindo à Casa Legislativa a defesa do ato, inexistindo, a rigor, dever legal no sentido de que a defesa em hipóteses tais deva ser formulada pela sua Mesa Diretora”; (b) “o entendimento dessa Egrégia Corte ainda não se sedimentou no sentido de que as peças processuais de todos os envolvidos em ações de controle abstrato de constitucionalidade devam ser subscritas por seus órgãos legitimados”; (c) “tal entendimento, caso prevaleça, criará, ademais, desequilíbrio em relação às corporações privadas (confederações sindicais e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA96-BA38-AA94-401F e senha 2F5A-F5BB-1EDD-EF81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 114 Relatório RE 580923 AGR / RJ entidades de classe, p.ex.), já que para estas, o artigo 3º da Lei n. 9.868/99 permite que as peças sejam subscritas apenas por advogados”; e (d) “caso prevaleça o entendimento, que se confira prazo para a regularização da representação, por aplicação do artigo 13 do CPC/73, replicado pelo artigo 76 do CPC/2015, ou mesmo por aplicação do artigo 932, parágrafo único do CPC vigente, recordando que o recurso extraordinário, in casu, foi interposto em 2007”. Pede, alternativamente, a modulação dos efeitos das decisões acerca da capacidade postulatória em sede de controle concentrado de constitucionalidade, de forma a estabelecer um marco temporal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA96-BA38-AA94-401F e senha 2F5A-F5BB-1EDD-EF81 Supremo Tribunal Federal RE 580923 AGR / RJ entidades de classe, p.ex.), já que para estas, o artigo 3º da Lei n. 9.868/99 permite que as peças sejam subscritas apenas por advogados”; e (d) “caso prevaleça o entendimento, que se confira prazo para a regularização da representação, por aplicação do artigo 13 do CPC/73, replicado pelo artigo 76 do CPC/2015, ou mesmo por aplicação do artigo 932, parágrafo único do CPC vigente, recordando que o recurso extraordinário, in casu, foi interposto em 2007”. Pede, alternativamente, a modulação dos efeitos das decisões acerca da capacidade postulatória em sede de controle concentrado de constitucionalidade, de forma a estabelecer um marco temporal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA96-BA38-AA94-401F e senha 2F5A-F5BB-1EDD-EF81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 115 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. No apelo extremo, com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, foram alegadas violações a dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Esta Corte assentou que procurador de município não possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade, nem para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa legitimada pela Constituição. Nesse sentido: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA (CF, ART. 125, § 2º) – APELO EXTREMO SUBSCRITO APENAS POR PROCURADOR DO MUNICÍPIO – AUSÊNCIA DE QUALIDADE PARA AGIR EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO, INCLUSIVE PARA DEDUZIR OS PERTINENTES RECURSOS – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE, NA ORIGEM, DE PROCESSO DE CONTROLE CONCENTRADO DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. No apelo extremo, com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, foram alegadas violações a dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Esta Corte assentou que procurador de município não possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade, nem para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa legitimada pela Constituição. Nesse sentido: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA (CF, ART. 125, § 2º) – APELO EXTREMO SUBSCRITO APENAS POR PROCURADOR DO MUNICÍPIO – AUSÊNCIA DE QUALIDADE PARA AGIR EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO, INCLUSIVE PARA DEDUZIR OS PERTINENTES RECURSOS – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE, NA ORIGEM, DE PROCESSO DE CONTROLE CONCENTRADO DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 116 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 580923 AGR / RJ CONSTITUCIONALIDADE – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. (RE 1030662 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 27/06/2017) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 4.5.2017. RECURSO ORIUNDO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PETIÇÃO RECURSAL ASSINADA POR PROCURADOR MUNICIPAL. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PREFEITO. ILEGITIMIDADE. OBSERVÂNCIA DAS NORMAS DO ART. 103, III, E, POR SIMETRIA, DO ART. 90, II, da Constituição do Estado de São Paulo. 1. A legitimidade ativa para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade, bem como dos recursos dela decorrentes, é do Prefeito Municipal, e não de procurador municipal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Sem honorários, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade (RE 1.038.014- AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 1º/8/17). AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA PERANTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL (CF, ART. 125, § 2º) - RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO, EM REFERIDO PROCESSO DE CONTROLE ABSTRATO, PELO PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO - DECISÃO DO RELATOR QUE NÃO CONHECEU DO MENCIONADO APELO EXTREMO - A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE ATIVA (E RECURSAL) DO PRÓPRIO MUNICÍPIO E DE SEU PROCURADOR-GERAL, EM SEDE DE FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Supremo Tribunal Federal RE 580923 AGR / RJ CONSTITUCIONALIDADE – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. (RE 1030662 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 27/06/2017) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 4.5.2017. RECURSO ORIUNDO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PETIÇÃO RECURSAL ASSINADA POR PROCURADOR MUNICIPAL. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PREFEITO. ILEGITIMIDADE. OBSERVÂNCIA DAS NORMAS DO ART. 103, III, E, POR SIMETRIA, DO ART. 90, II, da Constituição do Estado de São Paulo. 1. A legitimidade ativa para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade, bem como dos recursos dela decorrentes, é do Prefeito Municipal, e não de procurador municipal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Sem honorários, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade (RE 1.038.014- AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 1º/8/17). AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA PERANTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL (CF, ART. 125, § 2º) - RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO, EM REFERIDO PROCESSO DE CONTROLE ABSTRATO, PELO PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO - DECISÃO DO RELATOR QUE NÃO CONHECEU DO MENCIONADO APELO EXTREMO - A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE ATIVA (E RECURSAL) DO PRÓPRIO MUNICÍPIO E DE SEU PROCURADOR-GERAL, EM SEDE DE FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 117 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 580923 AGR / RJ CONSTITUCIONALIDADE - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE RECURSAL DO PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO. - É do Prefeito do Município, e não do próprio Município ou de seu Procurador-Geral, a legitimidade para fazer instaurar, mesmo em âmbito local (CF, art. 125, § 2º), o processo de fiscalização abstrata de constitucionalidade e, neste, interpor os recursos pertinentes, inclusive o próprio recurso extraordinário. Precedentes. (RE 831.936-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 7/10/2014) Ressalte-se que, seja no âmbito da Constituição Federal (art. 103), seja no da Constituição do Estado do Rio de Janeiro (art. 162), não há previsão acerca da legitimidade ativa da Procuradora Geral da Câmara Municipal para a propor ação de controle concentrado de constitucionalidade, o que atrai a conclusão de que não há, da mesma forma, legitimidade para interpor recurso extraordinário. Registre-se, ainda, que a petição de fls. 89 não possui o condão de convalidar o vício do apelo extremo. Lembre-se que o presente recurso rege-se pelo Código de Processo Civil de 1973, em que não se previa a medida do art. 932, parágrafo único, do atual CPC. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Supremo Tribunal Federal RE 580923 AGR / RJ CONSTITUCIONALIDADE - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE RECURSAL DO PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO. - É do Prefeito do Município, e não do próprio Município ou de seu Procurador-Geral, a legitimidade para fazer instaurar, mesmo em âmbito local (CF, art. 125, § 2º), o processo de fiscalização abstrata de constitucionalidade e, neste, interpor os recursos pertinentes, inclusive o próprio recurso extraordinário. Precedentes. (RE 831.936-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 7/10/2014) Ressalte-se que, seja no âmbito da Constituição Federal (art. 103), seja no da Constituição do Estado do Rio de Janeiro (art. 162), não há previsão acerca da legitimidade ativa da Procuradora Geral da Câmara Municipal para a propor ação de controle concentrado de constitucionalidade, o que atrai a conclusão de que não há, da mesma forma, legitimidade para interpor recurso extraordinário. Registre-se, ainda, que a petição de fls. 89 não possui o condão de convalidar o vício do apelo extremo. Lembre-se que o presente recurso rege-se pelo Código de Processo Civil de 1973, em que não se previa a medida do art. 932, parágrafo único, do atual CPC. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 118 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JANIA MARIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Cumpre distinguir a legitimidade para atuar em juízo como parte e a representação processual. A capacidade postulatória é própria aos profissionais da advocacia, aos bacharéis em Direito inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, consideradas as diversas Seccionais. Também as têm os procuradores dos órgãos públicos. Daí a impossibilidade de glosar-se recursos por si subscritos. A representação processual de assembleia legislativa faz-se mediante a atuação de procurador. Da mesma forma ocorre com o Estado ou o Município, não cabendo exigir que os recursos estejam subscritos pelo Presidente da casa legislativa ou pelo Chefe do Poder Executivo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E95-5C4E-BA9D-36FD e senha 26ED-E7EB-214D-4AA3 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JANIA MARIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Cumpre distinguir a legitimidade para atuar em juízo como parte e a representação processual. A capacidade postulatória é própria aos profissionais da advocacia, aos bacharéis em Direito inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, consideradas as diversas Seccionais. Também as têm os procuradores dos órgãos públicos. Daí a impossibilidade de glosar-se recursos por si subscritos. A representação processual de assembleia legislativa faz-se mediante a atuação de procurador. Da mesma forma ocorre com o Estado ou o Município, não cabendo exigir que os recursos estejam subscritos pelo Presidente da casa legislativa ou pelo Chefe do Poder Executivo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E95-5C4E-BA9D-36FD e senha 26ED-E7EB-214D-4AA3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 119 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : JANIA MARIA DE SOUZA (067758/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : ANDRE HERMANNY TOSTES (48365/RJ) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E5-2398-7EC7-7002 e senha 43A1-4204-6A37-6218 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : JANIA MARIA DE SOUZA (067758/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : ANDRE HERMANNY TOSTES (48365/RJ) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E5-2398-7EC7-7002 e senha 43A1-4204-6A37-6218 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9 120
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748234174
2018-09-10T00:00:00
2018-09-19T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. CAPACIDADE POSTULATÓRIA. AUSÊNCIA. APELO EXTREMO REGIDO PELO CPC/1973. INAPLICABILIDADE DO ART 932, PÁRAGRAFO ÚNICO, DO ATUAL CPC. 1. A Procuradora Geral da Câmara Municipal não detém legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça, nem para interpor recursos nessa ação, nos termos do art. 103 da Constituição Federal e do art. 162 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. 2. Sendo o Recurso Extraordinário regido pelo Código de Processo Civil de 1973, inaplicável a medida do art. 932, parágrafo único, do atual CPC. 3. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur390988
- Acórdão(s) citado(s): (PROCURADOR MUNICIPAL, ILEGITIMIDADE ATIVA, AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE) RE 831936 AgR (2ªT), RE 1030662 AgR (2ªT), RE 1038014 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 03/10/2018, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
580923
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00103\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932 PAR-ÚNICO\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00162\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, RJ" ]
RE-AgR
acordaos
RE 580923 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : JANIA MARIA DE SOUZA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : ANDRE HERMANNY TOSTES
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Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JANIA MARIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. CAPACIDADE POSTULATÓRIA. AUSÊNCIA. APELO EXTREMO REGIDO PELO Código de Processo Civil/1973. INAPLICABILIDADE DO ART 932, PÁRAGRAFO ÚNICO, DO ATUAL Código de Processo Civil. 1. A Procuradora Geral da Câmara Municipal não detém legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça, nem para interpor recursos nessa ação, nos termos do art. 103 da Constituição Federal e do art. 162 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. 2. Sendo o Recurso Extraordinário regido pelo Código de Processo Civil de 1973, inaplicável a medida do art. 932, parágrafo único, do atual Código de Processo Civil. 3. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de setembro de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8D-4466-BEDD-9ADD e senha 4B6F-A471-7C63-0C7F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 112 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8D-4466-BEDD-9ADD e senha 4B6F-A471-7C63-0C7F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8D-4466-BEDD-9ADD e senha 4B6F-A471-7C63-0C7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 113 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JANIA MARIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário aos argumentos de que (a) esta Corte assentou que procurador de município não possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade, nem para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa legitimada pela Constituição; (b) seja no âmbito da Constituição Federal (art. 103), seja no da Constituição do Estado do Rio de Janeiro (art. 162), não há previsão acerca da legitimidade ativa da Procuradora Geral da Câmara Municipal para a propor ação de controle concentrado de constitucionalidade, o que atrai a conclusão de que não há, da mesma forma, legitimidade para interpor recurso extraordinário; e (c) o presente recurso rege-se pelo Código de Processo Civil de 1973, em que não se previa a medida do art. 932, parágrafo único, do atual Código de Processo Civil. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) “a Procuradoria-Geral da Câmara Municipal do Rio de Janeiro constitui o órgão de representação judicial do Poder Legislativo local, por dicção do artigo 86 da Lei Orgânica do Município e que, in casu, a ação de inconstitucionalidade foi proposta pelo Prefeito Municipal, cumprindo à Casa Legislativa a defesa do ato, inexistindo, a rigor, dever legal no sentido de que a defesa em hipóteses tais deva ser formulada pela sua Mesa Diretora”; (b) “o entendimento dessa Egrégia Corte ainda não se sedimentou no sentido de que as peças processuais de todos os envolvidos em ações de controle abstrato de constitucionalidade devam ser subscritas por seus órgãos legitimados”; (c) “tal entendimento, caso prevaleça, criará, ademais, desequilíbrio em relação às corporações privadas (confederações sindicais e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA96-BA38-AA94-401F e senha 2F5A-F5BB-1EDD-EF81 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JANIA MARIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário aos argumentos de que (a) esta Corte assentou que procurador de município não possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade, nem para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa legitimada pela Constituição; (b) seja no âmbito da Constituição Federal (art. 103), seja no da Constituição do Estado do Rio de Janeiro (art. 162), não há previsão acerca da legitimidade ativa da Procuradora Geral da Câmara Municipal para a propor ação de controle concentrado de constitucionalidade, o que atrai a conclusão de que não há, da mesma forma, legitimidade para interpor recurso extraordinário; e (c) o presente recurso rege-se pelo Código de Processo Civil de 1973, em que não se previa a medida do art. 932, parágrafo único, do atual Código de Processo Civil. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) “a Procuradoria-Geral da Câmara Municipal do Rio de Janeiro constitui o órgão de representação judicial do Poder Legislativo local, por dicção do artigo 86 da Lei Orgânica do Município e que, in casu, a ação de inconstitucionalidade foi proposta pelo Prefeito Municipal, cumprindo à Casa Legislativa a defesa do ato, inexistindo, a rigor, dever legal no sentido de que a defesa em hipóteses tais deva ser formulada pela sua Mesa Diretora”; (b) “o entendimento dessa Egrégia Corte ainda não se sedimentou no sentido de que as peças processuais de todos os envolvidos em ações de controle abstrato de constitucionalidade devam ser subscritas por seus órgãos legitimados”; (c) “tal entendimento, caso prevaleça, criará, ademais, desequilíbrio em relação às corporações privadas (confederações sindicais e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA96-BA38-AA94-401F e senha 2F5A-F5BB-1EDD-EF81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 114 Relatório Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ entidades de classe, p.ex.), já que para estas, o artigo 3... da Lei n. 9.868/99 permite que as peças sejam subscritas apenas por advogados”; e (d) “caso prevaleça o entendimento, que se confira prazo para a regularização da representação, por aplicação do artigo 13 do Código de Processo Civil/73, replicado pelo artigo 76 do Código de Processo Civil/2015, ou mesmo por aplicação do artigo 932, parágrafo único do Código de Processo Civil vigente, recordando que o recurso extraordinário, in casu, foi interposto em 2007”. Pede, alternativamente, a modulação dos efeitos das decisões acerca da capacidade postulatória em sede de controle concentrado de constitucionalidade, de forma a estabelecer um marco temporal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA96-BA38-AA94-401F e senha 2F5A-F5BB-1EDD-EF81 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ entidades de classe, p.ex.), já que para estas, o artigo 3... da Lei n. 9.868/99 permite que as peças sejam subscritas apenas por advogados”; e (d) “caso prevaleça o entendimento, que se confira prazo para a regularização da representação, por aplicação do artigo 13 do Código de Processo Civil/73, replicado pelo artigo 76 do Código de Processo Civil/2015, ou mesmo por aplicação do artigo 932, parágrafo único do Código de Processo Civil vigente, recordando que o recurso extraordinário, in casu, foi interposto em 2007”. Pede, alternativamente, a modulação dos efeitos das decisões acerca da capacidade postulatória em sede de controle concentrado de constitucionalidade, de forma a estabelecer um marco temporal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA96-BA38-AA94-401F e senha 2F5A-F5BB-1EDD-EF81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 115 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. No apelo extremo, com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, foram alegadas violações a dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Esta Corte assentou que procurador de município não possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade, nem para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa legitimada pela Constituição. Nesse sentido: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA (Constituição Federal de 1988, ART. 125, § 2...) – APELO EXTREMO SUBSCRITO APENAS POR PROCURADOR DO MUNICÍPIO – AUSÊNCIA DE QUALIDADE PARA AGIR EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO, INCLUSIVE PARA DEDUZIR OS PERTINENTES RECURSOS – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE, NA ORIGEM, DE PROCESSO DE CONTROLE CONCENTRADO DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. No apelo extremo, com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, foram alegadas violações a dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Esta Corte assentou que procurador de município não possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade, nem para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa legitimada pela Constituição. Nesse sentido: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA (Constituição Federal de 1988, ART. 125, § 2...) – APELO EXTREMO SUBSCRITO APENAS POR PROCURADOR DO MUNICÍPIO – AUSÊNCIA DE QUALIDADE PARA AGIR EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO, INCLUSIVE PARA DEDUZIR OS PERTINENTES RECURSOS – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE, NA ORIGEM, DE PROCESSO DE CONTROLE CONCENTRADO DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 116 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ CONSTITUCIONALIDADE – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. (Recurso Extraordinário 1030662 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 27/06/2017) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 4.5.2017. RECURSO ORIUNDO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PETIÇÃO RECURSAL ASSINADA POR PROCURADOR MUNICIPAL. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PREFEITO. ILEGITIMIDADE. OBSERVÂNCIA DAS NORMAS DO ART. 103, III, E, POR SIMETRIA, DO ART. 90, II, da Constituição do Estado de São Paulo. 1. A legitimidade ativa para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade, bem como dos recursos dela decorrentes, é do Prefeito Municipal, e não de procurador municipal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Sem honorários, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade (Recurso Extraordinário 1.038.014- AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 1.../8/17). AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA PERANTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL (Constituição Federal de 1988, ART. 125, § 2...) - RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO, EM REFERIDO PROCESSO DE CONTROLE ABSTRATO, PELO PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO - DECISÃO DO RELATOR QUE NÃO CONHECEU DO MENCIONADO APELO EXTREMO - A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE ATIVA (E RECURSAL) DO PRÓPRIO MUNICÍPIO E DE SEU PROCURADOR-GERAL, EM SEDE DE FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ CONSTITUCIONALIDADE – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. (Recurso Extraordinário 1030662 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 27/06/2017) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 4.5.2017. RECURSO ORIUNDO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PETIÇÃO RECURSAL ASSINADA POR PROCURADOR MUNICIPAL. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PREFEITO. ILEGITIMIDADE. OBSERVÂNCIA DAS NORMAS DO ART. 103, III, E, POR SIMETRIA, DO ART. 90, II, da Constituição do Estado de São Paulo. 1. A legitimidade ativa para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade, bem como dos recursos dela decorrentes, é do Prefeito Municipal, e não de procurador municipal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Sem honorários, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade (Recurso Extraordinário 1.038.014- AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 1.../8/17). AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA PERANTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL (Constituição Federal de 1988, ART. 125, § 2...) - RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO, EM REFERIDO PROCESSO DE CONTROLE ABSTRATO, PELO PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO - DECISÃO DO RELATOR QUE NÃO CONHECEU DO MENCIONADO APELO EXTREMO - A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE ATIVA (E RECURSAL) DO PRÓPRIO MUNICÍPIO E DE SEU PROCURADOR-GERAL, EM SEDE DE FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 117 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ CONSTITUCIONALIDADE - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE RECURSAL DO PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO. - É do Prefeito do Município, e não do próprio Município ou de seu Procurador-Geral, a legitimidade para fazer instaurar, mesmo em âmbito local (Constituição Federal de 1988, art. 125, § 2...), o processo de fiscalização abstrata de constitucionalidade e, neste, interpor os recursos pertinentes, inclusive o próprio recurso extraordinário. Precedentes. (Recurso Extraordinário 831.936-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 7/10/2014) Ressalte-se que, seja no âmbito da Constituição Federal (art. 103), seja no da Constituição do Estado do Rio de Janeiro (art. 162), não há previsão acerca da legitimidade ativa da Procuradora Geral da Câmara Municipal para a propor ação de controle concentrado de constitucionalidade, o que atrai a conclusão de que não há, da mesma forma, legitimidade para interpor recurso extraordinário. Registre-se, ainda, que a petição de fls. 89 não possui o condão de convalidar o vício do apelo extremo. Lembre-se que o presente recurso rege-se pelo Código de Processo Civil de 1973, em que não se previa a medida do art. 932, parágrafo único, do atual Código de Processo Civil. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ CONSTITUCIONALIDADE - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE RECURSAL DO PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO. - É do Prefeito do Município, e não do próprio Município ou de seu Procurador-Geral, a legitimidade para fazer instaurar, mesmo em âmbito local (Constituição Federal de 1988, art. 125, § 2...), o processo de fiscalização abstrata de constitucionalidade e, neste, interpor os recursos pertinentes, inclusive o próprio recurso extraordinário. Precedentes. (Recurso Extraordinário 831.936-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 7/10/2014) Ressalte-se que, seja no âmbito da Constituição Federal (art. 103), seja no da Constituição do Estado do Rio de Janeiro (art. 162), não há previsão acerca da legitimidade ativa da Procuradora Geral da Câmara Municipal para a propor ação de controle concentrado de constitucionalidade, o que atrai a conclusão de que não há, da mesma forma, legitimidade para interpor recurso extraordinário. Registre-se, ainda, que a petição de fls. 89 não possui o condão de convalidar o vício do apelo extremo. Lembre-se que o presente recurso rege-se pelo Código de Processo Civil de 1973, em que não se previa a medida do art. 932, parágrafo único, do atual Código de Processo Civil. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD20-AB8F-AA49-A1D5 e senha 1CB3-F177-602E-C0A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 118 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JANIA MARIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Cumpre distinguir a legitimidade para atuar em juízo como parte e a representação processual. A capacidade postulatória é própria aos profissionais da advocacia, aos bacharéis em Direito inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, consideradas as diversas Seccionais. Também as têm os procuradores dos órgãos públicos. Daí a impossibilidade de glosar-se recursos por si subscritos. A representação processual de assembleia legislativa faz-se mediante a atuação de procurador. Da mesma forma ocorre com o Estado ou o Município, não cabendo exigir que os recursos estejam subscritos pelo Presidente da casa legislativa ou pelo Chefe do Poder Executivo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E95-5C4E-BA9D-36FD e senha 26ED-E7EB-214D-4AA3 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JANIA MARIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Cumpre distinguir a legitimidade para atuar em juízo como parte e a representação processual. A capacidade postulatória é própria aos profissionais da advocacia, aos bacharéis em Direito inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, consideradas as diversas Seccionais. Também as têm os procuradores dos órgãos públicos. Daí a impossibilidade de glosar-se recursos por si subscritos. A representação processual de assembleia legislativa faz-se mediante a atuação de procurador. Da mesma forma ocorre com o Estado ou o Município, não cabendo exigir que os recursos estejam subscritos pelo Presidente da casa legislativa ou pelo Chefe do Poder Executivo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E95-5C4E-BA9D-36FD e senha 26ED-E7EB-214D-4AA3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 119 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : JANIA MARIA DE SOUZA (067758/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : ANDRE HERMANNY TOSTES (48365/RJ) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E5-2398-7EC7-7002 e senha 43A1-4204-6A37-6218 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.923 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : JANIA MARIA DE SOUZA (067758/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : ANDRE HERMANNY TOSTES (48365/RJ) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26E5-2398-7EC7-7002 e senha 43A1-4204-6A37-6218 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9 120
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580 . 923", "Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580 . 923", "Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580 . 923", "Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1030662 AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 038 . 014 - AgR", "Recurso Extraordinário 580923", "Recurso Extraordinário 1030662 AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 038 . 014 - AgR", "Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 831 . 936 - AgR", "Recurso Extraordinário 580923 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 831 . 936 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580 . 923", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580 . 923", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580 . 923", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580 ." ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "ART 932 , PÁRAGRAFO ÚNICO , DO ATUAL Código de Processo Civil", "art . 103 da Constituição Federal", "art . 162 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 932 , parágrafo único , do atual Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição Federal", "Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 932 , parágrafo único , do atual Código de Processo Civil", "artigo 86 da Lei Orgânica do Município", "Medida Provisória n", "Constituição Federal", "Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 932 , parágrafo único ,", "Código de Processo Civil", "artigo 86 da Lei Orgânica do Município", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 3 . . . da Lei n . 9 . 868 / 99", "artigo 13 do Código de Processo Civil / 73", "artigo 76 do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 932 , parágrafo único do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 3 . . . da Lei n . 9 . 868 / 99", "artigo 13 do Código de Processo Civil / 73", "artigo 76 do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 932 , parágrafo único do Código de Processo Civil vigente", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , ART . 125 , § 2 . . .", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , ART . 125 , § 2 . . .", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 103 , III , E", "ART . 90 , II , da Constituição do Estado de São Paulo", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal de 1988 , ART . 125 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Estado de São Paulo", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal de 1988 , ART . 125 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 125 , § 2 . . .", "Constituição Federal ( art . 103", "Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 932 , parágrafo único , do", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CONSTRUTORA E COMERCIAL TORELLO DINUCCI S/A ADV.(A/S) :MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Tributário. 3. PIS. Declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98. 4. Subsistência da cobrança na forma do disposto na Lei 9.715/98. Precedentes. 5. Ausência de vícios da decisão embargada. 6. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de agosto a 6 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A008-99FB-96C4-03DF e senha 63F3-517E-6E80-A2F5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CONSTRUTORA E COMERCIAL TORELLO DINUCCI S/A ADV.(A/S) :MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Turma desta Corte, ementado nos seguintes termos: “Agravo Regimental em Recurso Extraordinário. 2. Decisão monocrática. 3. Tributário. Base de cálculo PIS e COFINS. Não incidência sobre receita estranha ao faturamento. Precedentes. RE-QO 585.235. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (eDOC 6, p. 167) Nos embargos de declaração, sustenta-se que o acórdão recorrido, ao ratificar a monocrática que proveu integralmente o apelo extraordinário da parte ora embargada, teria afastado a incidência da Lei 9.715/98 e suas sucessivas alterações, na medida em que inserta essa pretensão dentre os pedidos deduzidos no recurso extremo. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido da inexistência de vício do provimento embargado (eDOC 9, p. 1-2). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEFB-2FA6-4B9B-9601 e senha 959D-A6BC-9EF3-9137 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CONSTRUTORA E COMERCIAL TORELLO DINUCCI S/A ADV.(A/S) :MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Turma desta Corte, ementado nos seguintes termos: “Agravo Regimental em Recurso Extraordinário. 2. Decisão monocrática. 3. Tributário. Base de cálculo PIS e COFINS. Não incidência sobre receita estranha ao faturamento. Precedentes. RE-QO 585.235. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (eDOC 6, p. 167) Nos embargos de declaração, sustenta-se que o acórdão recorrido, ao ratificar a monocrática que proveu integralmente o apelo extraordinário da parte ora embargada, teria afastado a incidência da Lei 9.715/98 e suas sucessivas alterações, na medida em que inserta essa pretensão dentre os pedidos deduzidos no recurso extremo. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido da inexistência de vício do provimento embargado (eDOC 9, p. 1-2). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEFB-2FA6-4B9B-9601 e senha 959D-A6BC-9EF3-9137 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Feita essa consideração, passo à análise do mérito recursal. Os embargos de declaração são cabíveis para sanar a ocorrência de omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do CPC/1973). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses. Com efeito, os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, ora não vislumbradas. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: AI-AgR-ED 808.362, Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011; e AI-AgR-ED 674.130, Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 22.2.2011. Da detida análise dos autos, observo que o acórdão recorrido (eDOC 6, p. 164-167) confirmou o provimento monocrático (eDOC 6, p. 133) no sentido de afastar a ampliação da base de cálculo do PIS promovida pelo art. 3º, § 1º, da Lei 9.718/98, uma vez que inconstitucional o alargamento do conceito de receita bruta promovido pelo mencionado dispositivo, não restando derrogada no caso a cobrança da citada contribuição na forma do disposto na Lei 9.715/98, orientação essa que, a propósito, converge à jurisprudência desta Corte. Eis, nesse sentido, precedente sobre a exata questão: “PIS – LEI Nº 9.718/98 – ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/98 – INCONSTITUCIONALIDADE. Tendo o Supremo assentado a inconstitucionalidade da majoração da base de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A63-DD01-37CB-B4AC e senha 2285-56EB-3C7A-4172 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Feita essa consideração, passo à análise do mérito recursal. Os embargos de declaração são cabíveis para sanar a ocorrência de omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do CPC/1973). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses. Com efeito, os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, ora não vislumbradas. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: AI-AgR-ED 808.362, Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011; e AI-AgR-ED 674.130, Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 22.2.2011. Da detida análise dos autos, observo que o acórdão recorrido (eDOC 6, p. 164-167) confirmou o provimento monocrático (eDOC 6, p. 133) no sentido de afastar a ampliação da base de cálculo do PIS promovida pelo art. 3º, § 1º, da Lei 9.718/98, uma vez que inconstitucional o alargamento do conceito de receita bruta promovido pelo mencionado dispositivo, não restando derrogada no caso a cobrança da citada contribuição na forma do disposto na Lei 9.715/98, orientação essa que, a propósito, converge à jurisprudência desta Corte. Eis, nesse sentido, precedente sobre a exata questão: “PIS – LEI Nº 9.718/98 – ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/98 – INCONSTITUCIONALIDADE. Tendo o Supremo assentado a inconstitucionalidade da majoração da base de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A63-DD01-37CB-B4AC e senha 2285-56EB-3C7A-4172 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 505572 AGR-ED / SP cálculo da Contribuição ao PIS ocorrida com a Lei nº 9.718, de 1998, subsistiu, até alteração ulterior, a exigência na forma prevista na Lei nº 9.715, de 1998”. (RE-AgR-segundo 470.811, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 20.2.2015) Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A63-DD01-37CB-B4AC e senha 2285-56EB-3C7A-4172 Supremo Tribunal Federal RE 505572 AGR-ED / SP cálculo da Contribuição ao PIS ocorrida com a Lei nº 9.718, de 1998, subsistiu, até alteração ulterior, a exigência na forma prevista na Lei nº 9.715, de 1998”. (RE-AgR-segundo 470.811, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 20.2.2015) Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A63-DD01-37CB-B4AC e senha 2285-56EB-3C7A-4172 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) : CONSTRUTORA E COMERCIAL TORELLO DINUCCI S/A ADV.(A/S) : MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA (01934A/DF, 117622/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8CB-DE52-23B3-A84D e senha CE96-3F53-8CCC-B789 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) : CONSTRUTORA E COMERCIAL TORELLO DINUCCI S/A ADV.(A/S) : MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA (01934A/DF, 117622/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8CB-DE52-23B3-A84D e senha CE96-3F53-8CCC-B789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748275773
2018-09-10T00:00:00
2018-09-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Tributário. 3. PIS. Declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98. 4. Subsistência da cobrança na forma do disposto na Lei 9.715/98. Precedentes. 5. Ausência de vícios da decisão embargada. 6. Embargos de declaração rejeitados.
sjur391307
- Acórdão(s) citado(s): (ED, EFEITOS INFRINGENTES) AI 808362 AgR-ED (2ªT), AI 674130 AgR-ED-ED-ED (1ªT). (PIS, AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO) RE 470811 AgR-segundo (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 08/10/2018, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
505572
[ "LEG-FED LEI-009715 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009718 ANO-1998\n ART-00003 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 505572 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) : CONSTRUTORA E COMERCIAL TORELLO DINUCCI S/A ADV.(A/S) : MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CONSTRUTORA E COMERCIAL TORELLO DINUCCI S/A ADV.(A/S) :MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Tributário. 3. PIS. Declaração de inconstitucionalidade do § 1... do art. 3... da Lei 9.718/98. 4. Subsistência da cobrança na forma do disposto na Lei 9.715/98. Precedentes. 5. Ausência de vícios da decisão embargada. 6. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de agosto a 6 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A008-99FB-96C4-03DF e senha 63F3-517E-6E80-A2F5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CONSTRUTORA E COMERCIAL TORELLO DINUCCI S/A ADV.(A/S) :MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Turma desta Corte, ementado nos seguintes termos: “Agravo Regimental em Recurso Extraordinário. 2. Decisão monocrática. 3. Tributário. Base de cálculo PIS e COFINS. Não incidência sobre receita estranha ao faturamento. Precedentes. Recurso Extraordinário-QO 585.235. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (eDOC 6, p. 167) Nos embargos de declaração, sustenta-se que o acórdão recorrido, ao ratificar a monocrática que proveu integralmente o apelo extraordinário da parte ora embargada, teria afastado a incidência da Lei 9.715/98 e suas sucessivas alterações, na medida em que inserta essa pretensão dentre os pedidos deduzidos no recurso extremo. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido da inexistência de vício do provimento embargado (eDOC 9, p. 1-2). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEFB-2FA6-4B9B-9601 e senha 959D-A6BC-9EF3-9137 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CONSTRUTORA E COMERCIAL TORELLO DINUCCI S/A ADV.(A/S) :MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Turma desta Corte, ementado nos seguintes termos: “Agravo Regimental em Recurso Extraordinário. 2. Decisão monocrática. 3. Tributário. Base de cálculo PIS e COFINS. Não incidência sobre receita estranha ao faturamento. Precedentes. Recurso Extraordinário-QO 585.235. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (eDOC 6, p. 167) Nos embargos de declaração, sustenta-se que o acórdão recorrido, ao ratificar a monocrática que proveu integralmente o apelo extraordinário da parte ora embargada, teria afastado a incidência da Lei 9.715/98 e suas sucessivas alterações, na medida em que inserta essa pretensão dentre os pedidos deduzidos no recurso extremo. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido da inexistência de vício do provimento embargado (eDOC 9, p. 1-2). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEFB-2FA6-4B9B-9601 e senha 959D-A6BC-9EF3-9137 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Feita essa consideração, passo à análise do mérito recursal. Os embargos de declaração são cabíveis para sanar a ocorrência de omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do Código de Processo Civil/1973). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses. Com efeito, os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, ora não vislumbradas. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: AI-AgR-ED 808.362, Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011; e AI-AgR-ED 674.130, Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 22.2.2011. Da detida análise dos autos, observo que o acórdão recorrido (eDOC 6, p. 164-167) confirmou o provimento monocrático (eDOC 6, p. 133) no sentido de afastar a ampliação da base de cálculo do PIS promovida pelo art. 3..., § 1..., da Lei 9.718/98, uma vez que inconstitucional o alargamento do conceito de receita bruta promovido pelo mencionado dispositivo, não restando derrogada no caso a cobrança da citada contribuição na forma do disposto na Lei 9.715/98, orientação essa que, a propósito, converge à jurisprudência desta Corte. Eis, nesse sentido, precedente sobre a exata questão: “PIS – LEI n 9.718/98 – ARTIGO 3..., § 1..., DA LEI n 9.718/98 – INCONSTITUCIONALIDADE. Tendo o Supremo assentado a inconstitucionalidade da majoração da base de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A63-DD01-37CB-B4AC e senha 2285-56EB-3C7A-4172 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Feita essa consideração, passo à análise do mérito recursal. Os embargos de declaração são cabíveis para sanar a ocorrência de omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do Código de Processo Civil/1973). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses. Com efeito, os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, ora não vislumbradas. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: AI-AgR-ED 808.362, Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011; e AI-AgR-ED 674.130, Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 22.2.2011. Da detida análise dos autos, observo que o acórdão recorrido (eDOC 6, p. 164-167) confirmou o provimento monocrático (eDOC 6, p. 133) no sentido de afastar a ampliação da base de cálculo do PIS promovida pelo art. 3..., § 1..., da Lei 9.718/98, uma vez que inconstitucional o alargamento do conceito de receita bruta promovido pelo mencionado dispositivo, não restando derrogada no caso a cobrança da citada contribuição na forma do disposto na Lei 9.715/98, orientação essa que, a propósito, converge à jurisprudência desta Corte. Eis, nesse sentido, precedente sobre a exata questão: “PIS – LEI n 9.718/98 – ARTIGO 3..., § 1..., DA LEI n 9.718/98 – INCONSTITUCIONALIDADE. Tendo o Supremo assentado a inconstitucionalidade da majoração da base de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A63-DD01-37CB-B4AC e senha 2285-56EB-3C7A-4172 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 505572 AGR-ED / SP cálculo da Contribuição ao PIS ocorrida com a Lei n 9.718, de 1998, subsistiu, até alteração ulterior, a exigência na forma prevista na Lei n 9.715, de 1998”. (Recurso Extraordinário-AgR-segundo 470.811, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 20.2.2015) Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A63-DD01-37CB-B4AC e senha 2285-56EB-3C7A-4172 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 505572 AGR-ED / SP cálculo da Contribuição ao PIS ocorrida com a Lei n 9.718, de 1998, subsistiu, até alteração ulterior, a exigência na forma prevista na Lei n 9.715, de 1998”. (Recurso Extraordinário-AgR-segundo 470.811, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 20.2.2015) Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A63-DD01-37CB-B4AC e senha 2285-56EB-3C7A-4172 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) : CONSTRUTORA E COMERCIAL TORELLO DINUCCI S/A ADV.(A/S) : MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA (01934A/DF, 117622/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8CB-DE52-23B3-A84D e senha CE96-3F53-8CCC-B789 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.572 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) : CONSTRUTORA E COMERCIAL TORELLO DINUCCI S/A ADV.(A/S) : MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA (01934A/DF, 117622/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8CB-DE52-23B3-A84D e senha CE96-3F53-8CCC-B789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 572", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 572", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 572", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 572", "AI", "-", "AgR", "-", "ED 808 . 362", "AI", "-", "AgR", "-", "ED 674 . 130", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 572", "AI", "-", "AgR", "-", "ED 808 . 362", "AI", "-", "AgR", "-", "ED 674 . 130", "Recurso Extraordinário - AgR - segundo 470 . 811", "Recurso Extraordinário 505572 AGR - ED / SP", "Recurso Extraordinário - AgR - segundo 470 . 811", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 572" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 9 . 715 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 715 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 715 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 535 do Código de Processo Civil / 1973", "art . 3 . . . , § 1 . . . , da Lei 9 . 718 / 98", "Lei 9 . 715 / 98", "LEI n 9 . 718 / 98", "ARTIGO 3 . . . , § 1 . . . , DA", "LEI n 9 . 718 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 535 do Código de Processo Civil / 1973", "art . 3 . . . , § 1 . . . , da Lei 9 . 718 / 98", "Lei 9 . 715 / 98", "LEI n 9 . 718 / 98", "ARTIGO 3 . . . , §", "LEI n 9 . 718 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 718", "Lei n 9 . 715", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 718", "Lei n 9 . 715", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "TORELLO DINUCCI S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "TORELLO DINUCCI S / A", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "TORELLO DINUCCI S / A", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo", "-", "ED", "/", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "TORELLO DINUCCI S / A", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "TORELLO DINUCCI S / A", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "MÁRIO LUIZ OLIVEIRA DA COSTA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2018", "31 de agosto", "6 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "17", ".", "3", ".", "2016", "24", ".", "2", ".", "2011", "22", ".", "2", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "17", ".", "3", ".", "2016", "24", ".", "2", ".", "2011", "22", ".", "2", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "1998", "1998", "20", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1998", "1998", "20", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GILMARA MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE CONTRATO CUMULADA COM COBRANÇA DE DEPÓSITOS DO FGTS. CONTRATO ATIVO. AUSÊNCIA DE INTERESSE DE AGIR. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PELO JUÍZO RECORRIDO NO MÁXIMO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 31/08 a 6/09/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 700B-C40C-C8D4-FC5C e senha A0DB-24C5-39A8-092E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GILMARA MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por GILMARA MARIA DOS SANTOS contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO POPULAR. CABIMENTO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. DOAÇÃO DE BEM PÚBLICO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO NO MÁXIMO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “Em análise meticulosa do caso, verifica-se que o agravante, em sede de Recurso Extraordinário, apresentou repercussão geral no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01D1-43E3-9105-29C0 e senha A12E-3703-50C5-275D Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GILMARA MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por GILMARA MARIA DOS SANTOS contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO POPULAR. CABIMENTO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. DOAÇÃO DE BEM PÚBLICO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO NO MÁXIMO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “Em análise meticulosa do caso, verifica-se que o agravante, em sede de Recurso Extraordinário, apresentou repercussão geral no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01D1-43E3-9105-29C0 e senha A12E-3703-50C5-275D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1136040 AGR / RS tópico nominado: ‘Do Cabimento do Recurso’. É de se olvidar que na apresentação do Recurso Extraordinário, a preliminar demonstra seu cabimento, portanto, esta atingiu o objetivo pretendido pela forma prevista no §2º do art. 1.035 do Código de Processo Civil, não se enquadrando na súmula 280/STF, tendo em vista que claramente o presente recurso extraordinário trata de lei constitucional, nos termos o art. 37, inc. II e IX da Constituição Federal. Inicialmente cabe salientar que a Súmula 279 do STF se refere à análise probatória. O que não é o caso dos autos, pois se trata exclusivamente de matéria de direito, tendo em vista que somente trata -se da aplicação da lei federal em contratos de emergência com mais de 2 anos de duração, sendo o assunto é de repercussão geral no STF, tema 191 - Recolhimento de FGTS na contratação de servidor público sem a prévia aprovação em concurso público. Sendo que o entendimento é consolidado a favor do recebimento do fundo, sem a obrigatória rescisão do contrato. ” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01D1-43E3-9105-29C0 e senha A12E-3703-50C5-275D Supremo Tribunal Federal ARE 1136040 AGR / RS tópico nominado: ‘Do Cabimento do Recurso’. É de se olvidar que na apresentação do Recurso Extraordinário, a preliminar demonstra seu cabimento, portanto, esta atingiu o objetivo pretendido pela forma prevista no §2º do art. 1.035 do Código de Processo Civil, não se enquadrando na súmula 280/STF, tendo em vista que claramente o presente recurso extraordinário trata de lei constitucional, nos termos o art. 37, inc. II e IX da Constituição Federal. Inicialmente cabe salientar que a Súmula 279 do STF se refere à análise probatória. O que não é o caso dos autos, pois se trata exclusivamente de matéria de direito, tendo em vista que somente trata -se da aplicação da lei federal em contratos de emergência com mais de 2 anos de duração, sendo o assunto é de repercussão geral no STF, tema 191 - Recolhimento de FGTS na contratação de servidor público sem a prévia aprovação em concurso público. Sendo que o entendimento é consolidado a favor do recebimento do fundo, sem a obrigatória rescisão do contrato. ” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01D1-43E3-9105-29C0 e senha A12E-3703-50C5-275D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem consignou, verbis: "Em outros termos, é possível afirmar que o Supremo Tribunal Federal pacificou entendimento de que o julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o poder público. [...] No caso dos autos, a parte autora foi contratada em caráter excepcional, muito embora as sucessivas renovações, para o desempenho de serviço ordinário permanente do Estado (magistério). No entanto, o contrato com o ente público continua ativo e a declaração de nulidade contratual resultaria na extinção da contratação, o que flagrantemente a demandante não objetiva. Destarte, como somente mediante a declaração de nulidade da contratação efetivada com o ente público seria possível alcançar o direito postulado (depósito de FGTS), merece ser mantida a sentença de improcedência, por fundamentos diversos." (doc. 6, fls. 23 e 25) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem consignou, verbis: "Em outros termos, é possível afirmar que o Supremo Tribunal Federal pacificou entendimento de que o julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o poder público. [...] No caso dos autos, a parte autora foi contratada em caráter excepcional, muito embora as sucessivas renovações, para o desempenho de serviço ordinário permanente do Estado (magistério). No entanto, o contrato com o ente público continua ativo e a declaração de nulidade contratual resultaria na extinção da contratação, o que flagrantemente a demandante não objetiva. Destarte, como somente mediante a declaração de nulidade da contratação efetivada com o ente público seria possível alcançar o direito postulado (depósito de FGTS), merece ser mantida a sentença de improcedência, por fundamentos diversos." (doc. 6, fls. 23 e 25) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1136040 AGR / RS Releva notar que o interesse de agir ou a implementação de outras condições da ação, quando sub judice a controvérsia, implica o reexame da interpretação conferida pelo tribunal de origem à legislação infraconstitucional aplicável. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais, torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido: "DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO ORDINÁRIA. NULIDADE DE TESTAMENTO. CONDIÇÕES DA AÇÃO. INTERESSE DE AGIR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL TIDO POR VIOLADO. SÚMULAS 282 E 356/STF. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. O preceito constitucional tido por violado não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem, o que atrai a incidência das Súmulas 282 e 356/STF. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. A solução da controvérsia demanda análise de matéria infraconstitucional, procedimento inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015." (ARE 976.768-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 23/9/2016) "Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedente do STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Supremo Tribunal Federal ARE 1136040 AGR / RS Releva notar que o interesse de agir ou a implementação de outras condições da ação, quando sub judice a controvérsia, implica o reexame da interpretação conferida pelo tribunal de origem à legislação infraconstitucional aplicável. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais, torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido: "DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO ORDINÁRIA. NULIDADE DE TESTAMENTO. CONDIÇÕES DA AÇÃO. INTERESSE DE AGIR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL TIDO POR VIOLADO. SÚMULAS 282 E 356/STF. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. O preceito constitucional tido por violado não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem, o que atrai a incidência das Súmulas 282 e 356/STF. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. A solução da controvérsia demanda análise de matéria infraconstitucional, procedimento inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015." (ARE 976.768-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 23/9/2016) "Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedente do STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1136040 AGR / RS 3. Condições da ação. Interesse de agir. Discussão de índole infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 556.262-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 9/4/2013) Ainda que assim não fosse, melhor sorte não teria a agravante. É que não houve a declaração de nulidade do contrato temporário, o que afasta a aplicação da jurisprudência desta Corte reafirmada nos julgamentos dos Temas 191, 308 e 916 da sistemática da repercussão geral. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da lei processual de 2015, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no máximo legal pela Turma Recursal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Supremo Tribunal Federal ARE 1136040 AGR / RS 3. Condições da ação. Interesse de agir. Discussão de índole infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 556.262-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 9/4/2013) Ainda que assim não fosse, melhor sorte não teria a agravante. É que não houve a declaração de nulidade do contrato temporário, o que afasta a aplicação da jurisprudência desta Corte reafirmada nos julgamentos dos Temas 191, 308 e 916 da sistemática da repercussão geral. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da lei processual de 2015, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no máximo legal pela Turma Recursal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1136040 AGR / RS Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Supremo Tribunal Federal ARE 1136040 AGR / RS Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GILMARA MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIO MOOG ELY (65941/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C21-31C3-7437-FA2D e senha 7CC6-CE00-AE47-79B4 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GILMARA MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIO MOOG ELY (65941/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C21-31C3-7437-FA2D e senha 7CC6-CE00-AE47-79B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748284106
2018-09-10T00:00:00
2018-09-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE CONTRATO CUMULADA COM COBRANÇA DE DEPÓSITOS DO FGTS. CONTRATO ATIVO. AUSÊNCIA DE INTERESSE DE AGIR. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PELO JUÍZO RECORRIDO NO MÁXIMO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur391568
- Acórdão(s) citado(s): (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) RE 556262 AgR (2ªT), ARE 976768 AgR (1ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) AI 552492 AgR (1ªT), ARE 827024 AgR (1ªT), ARE 878103 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 10/10/2018, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1136040
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1136040 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GILMARA MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GILMARA MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE CONTRATO CUMULADA COM COBRANÇA DE DEPÓSITOS DO FGTS. CONTRATO ATIVO. AUSÊNCIA DE INTERESSE DE AGIR. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PELO JUÍZO RECORRIDO NO MÁXIMO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 31/08 a 6/09/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 700B-C40C-C8D4-FC5C e senha A0DB-24C5-39A8-092E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GILMARA MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por GILMARA MARIA DOS SANTOS contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO POPULAR. CABIMENTO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. DOAÇÃO DE BEM PÚBLICO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO NO MÁXIMO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “Em análise meticulosa do caso, verifica-se que o agravante, em sede de Recurso Extraordinário, apresentou repercussão geral no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01D1-43E3-9105-29C0 e senha A12E-3703-50C5-275D Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GILMARA MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIO MOOG ELY AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por GILMARA MARIA DOS SANTOS contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO POPULAR. CABIMENTO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. DOAÇÃO DE BEM PÚBLICO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO NO MÁXIMO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “Em análise meticulosa do caso, verifica-se que o agravante, em sede de Recurso Extraordinário, apresentou repercussão geral no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01D1-43E3-9105-29C0 e senha A12E-3703-50C5-275D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1136040 AGR / RS tópico nominado: ‘Do Cabimento do Recurso’. É de se olvidar que na apresentação do Recurso Extraordinário, a preliminar demonstra seu cabimento, portanto, esta atingiu o objetivo pretendido pela forma prevista no §2... do art. 1.035 do Código de Processo Civil, não se enquadrando na súmula 280/Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que claramente o presente recurso extraordinário trata de lei constitucional, nos termos o art. 37, inc. II e IX da Constituição Federal. Inicialmente cabe salientar que a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal se refere à análise probatória. O que não é o caso dos autos, pois se trata exclusivamente de matéria de direito, tendo em vista que somente trata -se da aplicação da lei federal em contratos de emergência com mais de 2 anos de duração, sendo o assunto é de repercussão geral no Supremo Tribunal Federal, tema 191 - Recolhimento de FGTS na contratação de servidor público sem a prévia aprovação em concurso público. Sendo que o entendimento é consolidado a favor do recebimento do fundo, sem a obrigatória rescisão do contrato. ” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01D1-43E3-9105-29C0 e senha A12E-3703-50C5-275D Supremo Tribunal Federal ARE 1136040 AGR / RS tópico nominado: ‘Do Cabimento do Recurso’. É de se olvidar que na apresentação do Recurso Extraordinário, a preliminar demonstra seu cabimento, portanto, esta atingiu o objetivo pretendido pela forma prevista no §2... do art. 1.035 do Código de Processo Civil, não se enquadrando na súmula 280/Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que claramente o presente recurso extraordinário trata de lei constitucional, nos termos o art. 37, inc. II e IX da Constituição Federal. Inicialmente cabe salientar que a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal se refere à análise probatória. O que não é o caso dos autos, pois se trata exclusivamente de matéria de direito, tendo em vista que somente trata -se da aplicação da lei federal em contratos de emergência com mais de 2 anos de duração, sendo o assunto é de repercussão geral no Supremo Tribunal Federal, tema 191 - Recolhimento de FGTS na contratação de servidor público sem a prévia aprovação em concurso público. Sendo que o entendimento é consolidado a favor do recebimento do fundo, sem a obrigatória rescisão do contrato. ” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01D1-43E3-9105-29C0 e senha A12E-3703-50C5-275D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem consignou, verbis: "Em outros termos, é possível afirmar que o Supremo Tribunal Federal pacificou entendimento de que o julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o poder público. [...] No caso dos autos, a parte autora foi contratada em caráter excepcional, muito embora as sucessivas renovações, para o desempenho de serviço ordinário permanente do Estado (magistério). No entanto, o contrato com o ente público continua ativo e a declaração de nulidade contratual resultaria na extinção da contratação, o que flagrantemente a demandante não objetiva. Destarte, como somente mediante a declaração de nulidade da contratação efetivada com o ente público seria possível alcançar o direito postulado (depósito de FGTS), merece ser mantida a sentença de improcedência, por fundamentos diversos." (doc. 6, fls. 23 e 25) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem consignou, verbis: "Em outros termos, é possível afirmar que o Supremo Tribunal Federal pacificou entendimento de que o julgamento dos Temas 191 e 308 aplica-se aos servidores contratados por tempo determinado, quando nulo o vínculo com o poder público. [...] No caso dos autos, a parte autora foi contratada em caráter excepcional, muito embora as sucessivas renovações, para o desempenho de serviço ordinário permanente do Estado (magistério). No entanto, o contrato com o ente público continua ativo e a declaração de nulidade contratual resultaria na extinção da contratação, o que flagrantemente a demandante não objetiva. Destarte, como somente mediante a declaração de nulidade da contratação efetivada com o ente público seria possível alcançar o direito postulado (depósito de FGTS), merece ser mantida a sentença de improcedência, por fundamentos diversos." (doc. 6, fls. 23 e 25) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1136040 AGR / RS Releva notar que o interesse de agir ou a implementação de outras condições da ação, quando sub judice a controvérsia, implica o reexame da interpretação conferida pelo tribunal de origem à legislação infraconstitucional aplicável. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais, torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido: "DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO ORDINÁRIA. NULIDADE DE TESTAMENTO. CONDIÇÕES DA AÇÃO. INTERESSE DE AGIR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL TIDO POR VIOLADO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. O preceito constitucional tido por violado não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem, o que atrai a incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. A solução da controvérsia demanda análise de matéria infraconstitucional, procedimento inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015." (ARE 976.768-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 23/9/2016) "Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Supremo Tribunal Federal ARE 1136040 AGR / RS Releva notar que o interesse de agir ou a implementação de outras condições da ação, quando sub judice a controvérsia, implica o reexame da interpretação conferida pelo tribunal de origem à legislação infraconstitucional aplicável. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais, torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido: "DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO ORDINÁRIA. NULIDADE DE TESTAMENTO. CONDIÇÕES DA AÇÃO. INTERESSE DE AGIR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL TIDO POR VIOLADO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. O preceito constitucional tido por violado não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem, o que atrai a incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 3. A solução da controvérsia demanda análise de matéria infraconstitucional, procedimento inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015." (ARE 976.768-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 23/9/2016) "Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1136040 AGR / RS 3. Condições da ação. Interesse de agir. Discussão de índole infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 556.262-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 9/4/2013) Ainda que assim não fosse, melhor sorte não teria a agravante. É que não houve a declaração de nulidade do contrato temporário, o que afasta a aplicação da jurisprudência desta Corte reafirmada nos julgamentos dos Temas 191, 308 e 916 da sistemática da repercussão geral. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da lei processual de 2015, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no máximo legal pela Turma Recursal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Supremo Tribunal Federal ARE 1136040 AGR / RS 3. Condições da ação. Interesse de agir. Discussão de índole infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 556.262-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 9/4/2013) Ainda que assim não fosse, melhor sorte não teria a agravante. É que não houve a declaração de nulidade do contrato temporário, o que afasta a aplicação da jurisprudência desta Corte reafirmada nos julgamentos dos Temas 191, 308 e 916 da sistemática da repercussão geral. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da lei processual de 2015, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no máximo legal pela Turma Recursal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1136040 AGR / RS Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Supremo Tribunal Federal ARE 1136040 AGR / RS Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2F9-EBD4-B82E-5798 e senha 3209-48A0-7715-C6E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GILMARA MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIO MOOG ELY (65941/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C21-31C3-7437-FA2D e senha 7CC6-CE00-AE47-79B4 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.136.040 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GILMARA MARIA DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIO MOOG ELY (65941/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C21-31C3-7437-FA2D e senha 7CC6-CE00-AE47-79B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 136 . 040", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1136040 AGR / RS", "súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1136040", "súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1136040 AGR / RS", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Tema 660 - ARE 748 . 371 - RG", "ARE 976 . 768 - AgR", "ARE 1136040 AGR / RS", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 976 . 768 - AgR", "ARE 1136040 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 556 . 262 - AgR", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "Recurso Extraordinário 556 . 262 - AgR", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 1136040 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 136 . 040" ], "LEGISLACAO": [ "CÓDIGO", "DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 1 . 035 do Código de Processo Civil", "art . 37 , inc . II e IX da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 .", "art . 37 , inc . II e IX da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Temas 191 , 308 e 916", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RS", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "GILMARA MARIA DOS SANTOS", "LUCIO MOOG ELY", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "GILMARA MARIA DOS SANTOS", "LUCIO MOOG ELY", "LUIZ FUX", "GILMARA MARIA DOS SANTOS", "LUIZ FUX", "GILMARA MARIA DOS SANTOS", "LUCIO MOOG ELY", "LUIZ FUX", "GILMARA MARIA DOS SANTOS", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "GILMARA MARIA DOS SANTOS", "LUCIO MOOG ELY", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "GILMARA MARIA DOS SANTOS", "LUCIO MOOG ELY", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2018", "31", "/", "08", "6", "/", "09", "/", "2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "9", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "9", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "4", "/", "2013", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "4", "/", "2013", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO ORIGINÁRIA. PORTE DE ARMA DE DEFESA PESSOAL POR MAGISTRADO. MEIO PROCESSUAL ADEQUADO. LEGITIMIDADE ATIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO PARANÁ. PRERROGATIVA INSTITUCIONAL DA MAGISTRATURA. LOMAN. AGRAVO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. I – Ação originária consiste em meio processual adequado para delimitar a abrangência subjetiva dos Estatutos da Magistratura e do Desarmamento sem, necessariamente, declarar a inconstitucionalidade de nenhum deles. II – Autora não pretende o exercício de controle concentrado da constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, mas apenas a declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à Associação, por força da prerrogativa de portar arma que lhes garante a LOMAN. III – Indiscutível legitimidade da AMAPAR para representar em juízo os interesses de seus associados, consoante dispõe o art. 5º, XXI, da Constituição. IV – Agravo regimental a que se dá provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamentos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6EA-3B0F-F259-99F2 e senha 63CE-CCC5-A87E-0477 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão AO 2259 AGR / PR das notas taquigráficas, por votação unânime, dar provimento ao agravo regimental para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação, nos termos do voto do Relator, que reajustou o voto. Brasília, 28 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6EA-3B0F-F259-99F2 e senha 63CE-CCC5-A87E-0477 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR das notas taquigráficas, por votação unânime, dar provimento ao agravo regimental para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação, nos termos do voto do Relator, que reajustou o voto. Brasília, 28 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6EA-3B0F-F259-99F2 e senha 63CE-CCC5-A87E-0477 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 19/02/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto pela Associação dos Magistrados do Paraná - Amapar contra decisão monocrática, de minha lavra, que negou seguimento à pretensão exposta na inicial. Neste recurso, a agravante assevera não pretender a realização de controle concentrado de constitucionalidade, nem mesmo a declaração incidental de inconstitucionalidade de dispositivos do Estatuto do Desarmamento. Insistiu em que pretende, unicamente, “a declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à AMAPAR, porque estes gozam da prerrogativa de portar arma por força da LOMAN”. Assim, afirmou pretender apenas que a União se abstenha de lhes impor tais exigências. Em contrarrazões, a União asseverou que a autora postula, implicitamente, a declaração de inconstitucionalidade dos art. 4º, caput e incisos I, II e III, da Lei 10.826/2003, porque afastar a incidência de dispositivos legais às situações que estes regulam equivale à declaração de sua inconstitucionalidade. Afirmou ainda que a Lei Orgânica da Magistratura se refere, tão somente, ao porte de arma, ao passo que o Estatuto do Desarmamento relacionam-se à aquisição ou registro da arma. Frisou que o acolhimento da pretensão autoral implicaria a possibilidade de o integrante da Magistratura adquirir e registrar arma de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6041-526C-7973-BBEF e senha 8A82-9DCC-1756-BA46 Supremo Tribunal Federal 19/02/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto pela Associação dos Magistrados do Paraná - Amapar contra decisão monocrática, de minha lavra, que negou seguimento à pretensão exposta na inicial. Neste recurso, a agravante assevera não pretender a realização de controle concentrado de constitucionalidade, nem mesmo a declaração incidental de inconstitucionalidade de dispositivos do Estatuto do Desarmamento. Insistiu em que pretende, unicamente, “a declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à AMAPAR, porque estes gozam da prerrogativa de portar arma por força da LOMAN”. Assim, afirmou pretender apenas que a União se abstenha de lhes impor tais exigências. Em contrarrazões, a União asseverou que a autora postula, implicitamente, a declaração de inconstitucionalidade dos art. 4º, caput e incisos I, II e III, da Lei 10.826/2003, porque afastar a incidência de dispositivos legais às situações que estes regulam equivale à declaração de sua inconstitucionalidade. Afirmou ainda que a Lei Orgânica da Magistratura se refere, tão somente, ao porte de arma, ao passo que o Estatuto do Desarmamento relacionam-se à aquisição ou registro da arma. Frisou que o acolhimento da pretensão autoral implicaria a possibilidade de o integrante da Magistratura adquirir e registrar arma de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6041-526C-7973-BBEF e senha 8A82-9DCC-1756-BA46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório AO 2259 AGR / PR fogo sem possuir nenhuma habilitação para o seu manuseio, colocando em risco toda a sociedade e, inclusive, o próprio magistrado, o que destoaria da ratio legis. Requereu a improcedência. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6041-526C-7973-BBEF e senha 8A82-9DCC-1756-BA46 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR fogo sem possuir nenhuma habilitação para o seu manuseio, colocando em risco toda a sociedade e, inclusive, o próprio magistrado, o que destoaria da ratio legis. Requereu a improcedência. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6041-526C-7973-BBEF e senha 8A82-9DCC-1756-BA46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/02/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico que a decisão agravada não merece reforma. Por oportuno, transcrevo o inteiro teor da decisão guerreada: “Trata-se de ação originária com pedido de tutela de urgência inaudita altera parte proposta pela Associação dos Magistrados do Paraná – Amapar contra a União Federal, alegando que: ‘O art. 33, inciso V, da Lei Complementar nº 35, de 14 de março de 1979 (Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN), dispõe que ‘são prerrogativas do magistrado: (...) V - portar arma de defesa pessoal.’ Afirmou que, entretanto, o Departamento de Polícia Federal (DPF) tem imposto restrições ao exercício dessa prerrogativa funcional, exigindo, com fundamento nos artigos 3º e 4ª da Lei nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), que o Magistrado obtenha prévia autorização, mediante o atendimento de determinados requisitos, para adquirir e registrar arma de fogo. Asseverou que, como se não bastasse, a cada cinco anos os Juízes devem renovar o Certificado de Registro, sendo obrigados, em cada renovação, a comprovar sua aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, atestada em laudo conclusivo fornecido por Psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado (Decreto 5.123/2004, art. 12, VII e art. 16, § 2º). Ainda, estão obrigados, a cada duas renovações, a comprovarem capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo, mediante a realização de provas teórica e prática (Lei nº 10.826/2003, art. 5º, § 2º; Decreto nº 5.123/2004, art. 12, VI e § 3º e art. 16, § 2º-A). Disse que tais exigências invadem matéria reservada à lei complementar de iniciativa do Poder Judiciário (CF, 93) ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Supremo Tribunal Federal 19/02/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico que a decisão agravada não merece reforma. Por oportuno, transcrevo o inteiro teor da decisão guerreada: “Trata-se de ação originária com pedido de tutela de urgência inaudita altera parte proposta pela Associação dos Magistrados do Paraná – Amapar contra a União Federal, alegando que: ‘O art. 33, inciso V, da Lei Complementar nº 35, de 14 de março de 1979 (Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN), dispõe que ‘são prerrogativas do magistrado: (...) V - portar arma de defesa pessoal.’ Afirmou que, entretanto, o Departamento de Polícia Federal (DPF) tem imposto restrições ao exercício dessa prerrogativa funcional, exigindo, com fundamento nos artigos 3º e 4ª da Lei nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), que o Magistrado obtenha prévia autorização, mediante o atendimento de determinados requisitos, para adquirir e registrar arma de fogo. Asseverou que, como se não bastasse, a cada cinco anos os Juízes devem renovar o Certificado de Registro, sendo obrigados, em cada renovação, a comprovar sua aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, atestada em laudo conclusivo fornecido por Psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado (Decreto 5.123/2004, art. 12, VII e art. 16, § 2º). Ainda, estão obrigados, a cada duas renovações, a comprovarem capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo, mediante a realização de provas teórica e prática (Lei nº 10.826/2003, art. 5º, § 2º; Decreto nº 5.123/2004, art. 12, VI e § 3º e art. 16, § 2º-A). Disse que tais exigências invadem matéria reservada à lei complementar de iniciativa do Poder Judiciário (CF, 93) ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 2259 AGR / PR limitar prerrogativa funcional assegurada no art. 33, V, da LOMAN. Ressaltou sua legitimação ativa, pela autorização expressa em assembleia, e que a competência para julgamento é do Supremo Tribunal Federal, por força do art. 102,I, n, da Constituição e de precedente do plenário desta Corte na Reclamação 11.323. Salientou que o Estatuto da Magistratura prevalece sobre o Estatuto do Desarmamento em razão da reserva constitucional para o domínio de lei complementar sobre as prerrogativas dos Magistrados. Destacou que o conflito se materializa porque “o que para a LOMAN é uma presunção legal, para a Lei 10.826/2003 depende de comprovação”, como a declaração de efetiva necessidade da arma de fogo, a idoneidade, a ocupação lícita, a residência certa, a aptidão psicológica, sendo todos esses requisitos exigidos para o próprio exercício para a função de magistrado. Insistiu no argumento de que aos policiais, o próprio Estatuto do Desarmamento presume os requisitos de necessidade, idoneidade, ocupação lícita, residência certa, capacidade técnica e aptidão psicológica (art. 6º, § 4º), ainda que muitos exerçam atividades administrativas e cartoriais. Requereu, liminarmente, que a Polícia Federal ‘abstenha- se de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR o cumprimento do art. 4ª, caput e incisos I, II e III, da Lei nº 10.826/2003, em especial a comprovação de aptidão psicológica e capacidade técnica, para aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo para defesa pessoal’ e, subsidiariamente, que a União, por meio do Departamento de Polícia Federal, ‘abstenha-se de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR que já comprovaram possuir aptidão psicológica e capacidade técnica por ocasião do registro, nova comprovação do preenchimento deste requisito no ato de renovação.’ Ao final, requereu que: (i) Seja determinado à União, por meio do Departamento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR limitar prerrogativa funcional assegurada no art. 33, V, da LOMAN. Ressaltou sua legitimação ativa, pela autorização expressa em assembleia, e que a competência para julgamento é do Supremo Tribunal Federal, por força do art. 102,I, n, da Constituição e de precedente do plenário desta Corte na Reclamação 11.323. Salientou que o Estatuto da Magistratura prevalece sobre o Estatuto do Desarmamento em razão da reserva constitucional para o domínio de lei complementar sobre as prerrogativas dos Magistrados. Destacou que o conflito se materializa porque “o que para a LOMAN é uma presunção legal, para a Lei 10.826/2003 depende de comprovação”, como a declaração de efetiva necessidade da arma de fogo, a idoneidade, a ocupação lícita, a residência certa, a aptidão psicológica, sendo todos esses requisitos exigidos para o próprio exercício para a função de magistrado. Insistiu no argumento de que aos policiais, o próprio Estatuto do Desarmamento presume os requisitos de necessidade, idoneidade, ocupação lícita, residência certa, capacidade técnica e aptidão psicológica (art. 6º, § 4º), ainda que muitos exerçam atividades administrativas e cartoriais. Requereu, liminarmente, que a Polícia Federal ‘abstenha- se de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR o cumprimento do art. 4ª, caput e incisos I, II e III, da Lei nº 10.826/2003, em especial a comprovação de aptidão psicológica e capacidade técnica, para aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo para defesa pessoal’ e, subsidiariamente, que a União, por meio do Departamento de Polícia Federal, ‘abstenha-se de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR que já comprovaram possuir aptidão psicológica e capacidade técnica por ocasião do registro, nova comprovação do preenchimento deste requisito no ato de renovação.’ Ao final, requereu que: (i) Seja determinado à União, por meio do Departamento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 2259 AGR / PR de Polícia Federal, que se abstenha de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR a comprovação do disposto no art. 4ª, caput e incisos I, II e III, da Lei 10.826/2003, especialmente a aptidão psicológica e a capacidade técnica, como requisito para a aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo para defesa pessoal, declarando-se, ainda, que os associados da autora não estão sujeitos a tais exigências; (ii) Caso não seja acolhido o pedido anterior, que seja declarado que os Magistrados filiados à AMAPAR que já comprovaram possuir aptidão psicológica e capacidade técnica por ocasião da aquisição e primeiro registro de sua arma, estão dispensados de comprová-la novamente, determinando-se, assim, que a União abstenha-se de exigir tal comprovação no ato de renovação. É o relatório. Decido. Bem examinados os autos, verifico a existência de óbice intransponível ao seguimento da presente ação. Conforme já decidi em caso análogo (AO 1429), a demanda implica discussão de lei em tese, cabível apenas em âmbito de controle concentrado de constitucionalidade (CF, art. 102, I, a ), o que não é o caso destes autos. Isto posto, nego seguimento à pretensão exposta na inicial com base no art. 21, § 1º do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Custas pela autora’. Os argumentos lançados no regimental não são capazes de afastar os fundamentos da decisão combatida, que, por tal razão, deve ser mantida. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR de Polícia Federal, que se abstenha de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR a comprovação do disposto no art. 4ª, caput e incisos I, II e III, da Lei 10.826/2003, especialmente a aptidão psicológica e a capacidade técnica, como requisito para a aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo para defesa pessoal, declarando-se, ainda, que os associados da autora não estão sujeitos a tais exigências; (ii) Caso não seja acolhido o pedido anterior, que seja declarado que os Magistrados filiados à AMAPAR que já comprovaram possuir aptidão psicológica e capacidade técnica por ocasião da aquisição e primeiro registro de sua arma, estão dispensados de comprová-la novamente, determinando-se, assim, que a União abstenha-se de exigir tal comprovação no ato de renovação. É o relatório. Decido. Bem examinados os autos, verifico a existência de óbice intransponível ao seguimento da presente ação. Conforme já decidi em caso análogo (AO 1429), a demanda implica discussão de lei em tese, cabível apenas em âmbito de controle concentrado de constitucionalidade (CF, art. 102, I, a ), o que não é o caso destes autos. Isto posto, nego seguimento à pretensão exposta na inicial com base no art. 21, § 1º do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Custas pela autora’. Os argumentos lançados no regimental não são capazes de afastar os fundamentos da decisão combatida, que, por tal razão, deve ser mantida. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Extrato de Ata - 20/02/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES (35303/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Após o voto do Ministro Relator, negando provimento ao agravo regimental, pediu vista o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.2.2018 a 19.2.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14397556 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES (35303/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Após o voto do Ministro Relator, negando provimento ao agravo regimental, pediu vista o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.2.2018 a 19.2.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14397556 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto Vista 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ VOTO VISTA O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo interno interposto pela ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO PARANÁ contra decisão monocrática proferida pelo e. Relator, que negou “seguimento à pretensão exposta na inicial com base no art. 21, § 1º[,] do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”, sob a fundamentação de que “a demanda implica discussão de lei em tese, cabível apenas em âmbito de controle concentrado de constitucionalidade (CF, art. 102, I, a )” (eDoc. 9). Em suas razões recursais, sustenta a agravante que a decisão monocrática merece reforma, sob o argumento, em apertada síntese, de que, “em momento algum a AMAPAR pede que se realize controle concentrado de constitucionalidade. Aliás, sequer se pleiteia a declaração incidental de inconstitucionalidade de algum dispositivo do Estatuto do Desarmamento. O que se pede é a declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à AMAPAR, porque estes gozam da prerrogativa de portar arma por força da LOMAN. Como consequência desta declaração, pede-se que a União se abstenha de lhes impor tais exigências” (fl. 2 – eDoc. 11 – destaques da autora). Requer a agravante a reconsideração da decisão agravada para dar seguimento à ação originária, ou, caso assim não se entenda, seja o presente recurso submetido ao crivo do colegiado, dando-se provimento a ele, para o fim de se reformar a decisão agravada e dar seguimento à demanda. As contrarrazões foram apresentadas (eDoc. 21). Foi negado o pedido de retirada do feito da pauta da sessão virtual da Segunda Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ VOTO VISTA O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo interno interposto pela ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO PARANÁ contra decisão monocrática proferida pelo e. Relator, que negou “seguimento à pretensão exposta na inicial com base no art. 21, § 1º[,] do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”, sob a fundamentação de que “a demanda implica discussão de lei em tese, cabível apenas em âmbito de controle concentrado de constitucionalidade (CF, art. 102, I, a )” (eDoc. 9). Em suas razões recursais, sustenta a agravante que a decisão monocrática merece reforma, sob o argumento, em apertada síntese, de que, “em momento algum a AMAPAR pede que se realize controle concentrado de constitucionalidade. Aliás, sequer se pleiteia a declaração incidental de inconstitucionalidade de algum dispositivo do Estatuto do Desarmamento. O que se pede é a declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à AMAPAR, porque estes gozam da prerrogativa de portar arma por força da LOMAN. Como consequência desta declaração, pede-se que a União se abstenha de lhes impor tais exigências” (fl. 2 – eDoc. 11 – destaques da autora). Requer a agravante a reconsideração da decisão agravada para dar seguimento à ação originária, ou, caso assim não se entenda, seja o presente recurso submetido ao crivo do colegiado, dando-se provimento a ele, para o fim de se reformar a decisão agravada e dar seguimento à demanda. As contrarrazões foram apresentadas (eDoc. 21). Foi negado o pedido de retirada do feito da pauta da sessão virtual da Segunda Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto Vista AO 2259 AGR / PR e de inclusão na sessão presencial, para fins de sustentação oral do advogado da parte autora (eDoc. 25). Em sessão virtual de 9/2/18 a 19/2/18, o Relator do feito proferiu voto no sentido de se negar provimento ao recurso de agravo, mantendo o entendimento de existência de óbice intransponível ao seguimento da ação exarado no provimento monocrático que ora se busca reparar, sob a fundamentação de que a questão deve ser mais bem apreciada em sede de controle concentrado de constitucionalidade. Naquela oportunidade, pedi vista dos autos para melhor apreciar a questão. Observo, entretanto, que o e. Relator reajustou seu voto no sentido de dar provimento ao recurso e “determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação”, sob a compreensão de que “a AMAPAR não pretende o exercício de controle concentrado de constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, mas, sim, a mera declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à Associação, por força da prerrogativa de portar arma que lhes garante a LOMAN”. Ponho-me, nesse passo, de acordo com o entendimento. Observo que a discussão envolve o alcance dos dispositivos atinentes ao registro de arma de fogo estabelecidos no Estatuto do Desarmamento (CAPÍTULO II da Lei n. 10.826/03) para os magistrados – os quais possuem regramento próprio (LC n. 35/79) que contempla o porte de armas. Em outras palavras, encontra-se em voga, em especial, a prescindibilidade ou não de demonstração, por magistrado, de capacidade técnica e psicológica para manuseio de instrumento bélico - cujo porte se encontra previsto nas prerrogativas da carreira. De fato, a matéria a ser aqui tratada não exige confronto com o texto constitucional que demande apreciação e deslinde em sede de controle de constitucionalidade, seja incidental ou concentrado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR e de inclusão na sessão presencial, para fins de sustentação oral do advogado da parte autora (eDoc. 25). Em sessão virtual de 9/2/18 a 19/2/18, o Relator do feito proferiu voto no sentido de se negar provimento ao recurso de agravo, mantendo o entendimento de existência de óbice intransponível ao seguimento da ação exarado no provimento monocrático que ora se busca reparar, sob a fundamentação de que a questão deve ser mais bem apreciada em sede de controle concentrado de constitucionalidade. Naquela oportunidade, pedi vista dos autos para melhor apreciar a questão. Observo, entretanto, que o e. Relator reajustou seu voto no sentido de dar provimento ao recurso e “determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação”, sob a compreensão de que “a AMAPAR não pretende o exercício de controle concentrado de constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, mas, sim, a mera declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à Associação, por força da prerrogativa de portar arma que lhes garante a LOMAN”. Ponho-me, nesse passo, de acordo com o entendimento. Observo que a discussão envolve o alcance dos dispositivos atinentes ao registro de arma de fogo estabelecidos no Estatuto do Desarmamento (CAPÍTULO II da Lei n. 10.826/03) para os magistrados – os quais possuem regramento próprio (LC n. 35/79) que contempla o porte de armas. Em outras palavras, encontra-se em voga, em especial, a prescindibilidade ou não de demonstração, por magistrado, de capacidade técnica e psicológica para manuseio de instrumento bélico - cujo porte se encontra previsto nas prerrogativas da carreira. De fato, a matéria a ser aqui tratada não exige confronto com o texto constitucional que demande apreciação e deslinde em sede de controle de constitucionalidade, seja incidental ou concentrado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto Vista AO 2259 AGR / PR Isso porque se está defronte de nítida interpretação de alcance de norma legal (Lei n. 10.826/03) diante da existência de regramento próprio da magistratura nacional (LC nº 35/79) - que consigna direito a porte de arma -, sendo a solução jurídica encontrada no cotejo entre leis, sem que se faça necessário, portanto, sob qualquer perspectiva, confronto da legislação com o texto constitucional. Com efeito, a própria Constituição Federal remete a solução da questão à legislação, ao dispor no art. 93, caput, que “lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura”, observados princípios preestabelecidos na própria Carta Política que norteiam a carreira. A Lei Complementar nº 35/79 entrou em vigor com o propósito de regulamentar a carreira da magistratura, sendo que, em seu CAPÍTULO II (arts. 33 e 34), tratou das prerrogativas do magistrado, entre as quais se inclui “V – portar arma de defesa pessoal”. Contudo, nada dispôs acerca do registro pretendido pelo impetrante. Cumpre apreciar, portanto, à luz daquela legislação complementar, se é aplicável aos membros da magistratura a exigência inserta na Lei nº 10.826/03, Estatuto do Desarmamento, para fins de renovação de registro de instrumento bélico. Assim sendo, não vislumbro qualquer óbice ao exame das questões postas em debate na via processual originária eleita. A propósito, ressalto que, há muito, essa temática ganha contornos cada vez mais relevantes - dada a segurança pública envolvida na tese de manuseio de material bélico com dispensa de demonstração de capacidade técnica e psicológica -, exigindo-se, assim, um concreto posicionamento desta Suprema Corte diante da polêmica que acaba por envolver toda a magistratura. Esteado, portanto, nos fundamentos acima alinhados, devolvo os presentes autos, acompanhando o Relator. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR Isso porque se está defronte de nítida interpretação de alcance de norma legal (Lei n. 10.826/03) diante da existência de regramento próprio da magistratura nacional (LC nº 35/79) - que consigna direito a porte de arma -, sendo a solução jurídica encontrada no cotejo entre leis, sem que se faça necessário, portanto, sob qualquer perspectiva, confronto da legislação com o texto constitucional. Com efeito, a própria Constituição Federal remete a solução da questão à legislação, ao dispor no art. 93, caput, que “lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura”, observados princípios preestabelecidos na própria Carta Política que norteiam a carreira. A Lei Complementar nº 35/79 entrou em vigor com o propósito de regulamentar a carreira da magistratura, sendo que, em seu CAPÍTULO II (arts. 33 e 34), tratou das prerrogativas do magistrado, entre as quais se inclui “V – portar arma de defesa pessoal”. Contudo, nada dispôs acerca do registro pretendido pelo impetrante. Cumpre apreciar, portanto, à luz daquela legislação complementar, se é aplicável aos membros da magistratura a exigência inserta na Lei nº 10.826/03, Estatuto do Desarmamento, para fins de renovação de registro de instrumento bélico. Assim sendo, não vislumbro qualquer óbice ao exame das questões postas em debate na via processual originária eleita. A propósito, ressalto que, há muito, essa temática ganha contornos cada vez mais relevantes - dada a segurança pública envolvida na tese de manuseio de material bélico com dispensa de demonstração de capacidade técnica e psicológica -, exigindo-se, assim, um concreto posicionamento desta Suprema Corte diante da polêmica que acaba por envolver toda a magistratura. Esteado, portanto, nos fundamentos acima alinhados, devolvo os presentes autos, acompanhando o Relator. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Retificação de Voto 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que, por meio da presente ação, a Associação dos Magistrados do Paraná – AMAPAR pretende a declaração de que seus filiados não estariam sujeitos à comprovação de aptidão psicológica e capacidade técnica para portar armas, devendo a União abster-se de formular tais exigências como requisito para aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo. Refletindo mais detidamente sobre o tema sub judice, verifiquei a existência de precedentes em que a questão, assim formulada, foi conhecida por Ministros desta Casa. Verbi gratia, veja-se a Ação Originária 2280, de relatoria do Ministro Edson Fachin, em que manifestou seu entendimento no sentido de conhecer de ação originária análoga à presente, reconhecendo, ainda, a competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento da referida ação, nos termos do art. 102, I, n, da Constituição. Revendo minha posição anterior, parece-me que a ação originária consiste em meio processual adequado para o debate jurídico ora travado, por permitir uma discussão aprofundada sobre a prerrogativa do porte de arma por Magistrados. Trata-se de conflito normativo em que é necessário circunscrever a abrangência subjetiva de cada um dos Estatutos – da Magistratura e do Desarmamento – sem, necessariamente, declarar a inconstitucionalidade de nenhum deles. Convenci-me, portanto, de que a AMAPAR não pretende o exercício de controle concentrado da constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, mas, sim, a mera declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7765-3AFB-FF31-D932 e senha 1761-9484-8537-0145 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que, por meio da presente ação, a Associação dos Magistrados do Paraná – AMAPAR pretende a declaração de que seus filiados não estariam sujeitos à comprovação de aptidão psicológica e capacidade técnica para portar armas, devendo a União abster-se de formular tais exigências como requisito para aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo. Refletindo mais detidamente sobre o tema sub judice, verifiquei a existência de precedentes em que a questão, assim formulada, foi conhecida por Ministros desta Casa. Verbi gratia, veja-se a Ação Originária 2280, de relatoria do Ministro Edson Fachin, em que manifestou seu entendimento no sentido de conhecer de ação originária análoga à presente, reconhecendo, ainda, a competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento da referida ação, nos termos do art. 102, I, n, da Constituição. Revendo minha posição anterior, parece-me que a ação originária consiste em meio processual adequado para o debate jurídico ora travado, por permitir uma discussão aprofundada sobre a prerrogativa do porte de arma por Magistrados. Trata-se de conflito normativo em que é necessário circunscrever a abrangência subjetiva de cada um dos Estatutos – da Magistratura e do Desarmamento – sem, necessariamente, declarar a inconstitucionalidade de nenhum deles. Convenci-me, portanto, de que a AMAPAR não pretende o exercício de controle concentrado da constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, mas, sim, a mera declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7765-3AFB-FF31-D932 e senha 1761-9484-8537-0145 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Retificação de Voto AO 2259 AGR / PR Associação, por força da prerrogativa de portar arma que lhes garante a LOMAN. Registro, ainda, a indiscutível legitimidade da AMAPAR para representar em juízo os interesses de seus associados, consoante dispõe o art. 5º, XXI, da Constituição. No caso concreto, ressalto que a inicial foi instruída com a ata da assembleia que autorizou o ajuizamento da ação e a relação dos filiados, em conformidade com o art. 2º -A, parágrafo único, da Lei 9.494/1997. Sendo assim, reajusto meu voto para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7765-3AFB-FF31-D932 e senha 1761-9484-8537-0145 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR Associação, por força da prerrogativa de portar arma que lhes garante a LOMAN. Registro, ainda, a indiscutível legitimidade da AMAPAR para representar em juízo os interesses de seus associados, consoante dispõe o art. 5º, XXI, da Constituição. No caso concreto, ressalto que a inicial foi instruída com a ata da assembleia que autorizou o ajuizamento da ação e a relação dos filiados, em conformidade com o art. 2º -A, parágrafo único, da Lei 9.494/1997. Sendo assim, reajusto meu voto para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7765-3AFB-FF31-D932 e senha 1761-9484-8537-0145 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Explicação 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eminente Ministro Dias Toffoli, estou revendo o meu voto, até em função da objeção de Vossa Excelência. Reajustei o meu voto para determinar que prossiga o trâmite processual até o final do julgamento do mérito; por meio desta decisão, a União já representada nos autos fique intimada para, querendo, contestar a ação. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Então, acompanho Vossa Excelência. Entendo que é importante decidirmos isso, porque, senão, ficam várias decisões no âmbito subjetivo dos magistrados sobre a necessidade ou não de se passar por determinados exames de reavaliação para o porte de arma. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Então, instigado pelo pedido de vista do Ministro Dias Toffoli, eu reposiciono-me dando provimento para que prossiga então esta ação. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Portanto, para que se debata futuramente a questão específica da exigência, ou não, do requisito da capacidade técnica e psicológica para manuseio de arma, inclusive por parte do magistrado. Essa é a questão de fundo que daí iremos examinar. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Porque o Relator, inicialmente, negara seguimento a ação. Então, pedi vista, apresentei um voto divergente. Mas o eminente Relator, ao verificar o voto que eu apresentei, reajustou o posicionamento inicial. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - É, a questão é importante, inclusive, nós, no futuro Estatuto da Magistratura, debatemos essa questão. E nós, salvo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3F9-759A-5A8F-67C7 e senha 7B39-09F7-4167-0B73 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eminente Ministro Dias Toffoli, estou revendo o meu voto, até em função da objeção de Vossa Excelência. Reajustei o meu voto para determinar que prossiga o trâmite processual até o final do julgamento do mérito; por meio desta decisão, a União já representada nos autos fique intimada para, querendo, contestar a ação. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Então, acompanho Vossa Excelência. Entendo que é importante decidirmos isso, porque, senão, ficam várias decisões no âmbito subjetivo dos magistrados sobre a necessidade ou não de se passar por determinados exames de reavaliação para o porte de arma. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Então, instigado pelo pedido de vista do Ministro Dias Toffoli, eu reposiciono-me dando provimento para que prossiga então esta ação. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Portanto, para que se debata futuramente a questão específica da exigência, ou não, do requisito da capacidade técnica e psicológica para manuseio de arma, inclusive por parte do magistrado. Essa é a questão de fundo que daí iremos examinar. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Porque o Relator, inicialmente, negara seguimento a ação. Então, pedi vista, apresentei um voto divergente. Mas o eminente Relator, ao verificar o voto que eu apresentei, reajustou o posicionamento inicial. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - É, a questão é importante, inclusive, nós, no futuro Estatuto da Magistratura, debatemos essa questão. E nós, salvo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3F9-759A-5A8F-67C7 e senha 7B39-09F7-4167-0B73 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Explicação AO 2259 AGR / PR melhor juízo, condicionamos o porte de arma, no futuro Estatuto, à autorização do tribunal a que pertence o magistrado, que certamente examinará a necessidade e estabelecerá algumas condições. Portanto, nós já avançamos, um pouquinho, com relação àquela autorização incondicional de porte de arma, que hoje consta da LOMAN. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3F9-759A-5A8F-67C7 e senha 7B39-09F7-4167-0B73 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR melhor juízo, condicionamos o porte de arma, no futuro Estatuto, à autorização do tribunal a que pertence o magistrado, que certamente examinará a necessidade e estabelecerá algumas condições. Portanto, nós já avançamos, um pouquinho, com relação àquela autorização incondicional de porte de arma, que hoje consta da LOMAN. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3F9-759A-5A8F-67C7 e senha 7B39-09F7-4167-0B73 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES (35303/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Após o voto do Ministro Relator, negando provimento ao agravo regimental, pediu vista o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.2.2018 a 19.2.2018. Decisão: A Turma, por votação unânime, deu provimento ao agravo regimental para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação, nos termos do voto do Relator, que reajustou o voto. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F9F-FE84-EFFD-B036 e senha DA24-37BF-C6B2-FB8D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES (35303/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Após o voto do Ministro Relator, negando provimento ao agravo regimental, pediu vista o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.2.2018 a 19.2.2018. Decisão: A Turma, por votação unânime, deu provimento ao agravo regimental para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação, nos termos do voto do Relator, que reajustou o voto. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F9F-FE84-EFFD-B036 e senha DA24-37BF-C6B2-FB8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748450522
2018-08-28T00:00:00
2018-10-17T00:00:00
Após o voto do Ministro Relator, negando provimento ao agravo regimental, pediu vista o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.2.2018 a 19.2.2018. Decisão: A Turma, por votação unânime, deu provimento ao agravo regimental para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação, nos termos do voto do Relator, que reajustou o voto. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018.
AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO ORIGINÁRIA. PORTE DE ARMA DE DEFESA PESSOAL POR MAGISTRADO. MEIO PROCESSUAL ADEQUADO. LEGITIMIDADE ATIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO PARANÁ. PRERROGATIVA INSTITUCIONAL DA MAGISTRATURA. LOMAN. AGRAVO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. I – Ação originária consiste em meio processual adequado para delimitar a abrangência subjetiva dos Estatutos da Magistratura e do Desarmamento sem, necessariamente, declarar a inconstitucionalidade de nenhum deles. II – Autora não pretende o exercício de controle concentrado da constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, mas apenas a declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à Associação, por força da prerrogativa de portar arma que lhes garante a LOMAN. III – Indiscutível legitimidade da AMAPAR para representar em juízo os interesses de seus associados, consoante dispõe o art. 5º, XXI, da Constituição. IV – Agravo regimental a que se dá provimento.
sjur392816
- Decisão monocrática citada: (CONHECIMENTO TÉCNICO, APTIDÃO PSICOLÓGICA, MANUSEIO, ARMA DE FOGO, MAGISTRADO) AO 2280. Número de páginas: 16. Análise: 10/01/2019, JSF.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
2259
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00021 ART-00093 \"CAPUT\" \n ART-00102 INC-00001 LET-N\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000035 ANO-1979\n ART-00033 ART-00034 ART-00102 INC-00001 \n LET-N\n LOMAN-1979 LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n ART-0002A PAR-ÚNICO\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO" ]
AO-AgR
acordaos
AO 2259 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO ORIGINÁRIA. PORTE DE ARMA DE DEFESA PESSOAL POR MAGISTRADO. MEIO PROCESSUAL ADEQUADO. LEGITIMIDADE ATIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO PARANÁ. PRERROGATIVA INSTITUCIONAL DA MAGISTRATURA. LOMAN. AGRAVO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. I – Ação originária consiste em meio processual adequado para delimitar a abrangência subjetiva dos Estatutos da Magistratura e do Desarmamento sem, necessariamente, declarar a inconstitucionalidade de nenhum deles. II – Autora não pretende o exercício de controle concentrado da constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, mas apenas a declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à Associação, por força da prerrogativa de portar arma que lhes garante a LOMAN. III – Indiscutível legitimidade da AMAPAR para representar em juízo os interesses de seus associados, consoante dispõe o art. 5..., XXI, da Constituição. IV – Agravo regimental a que se dá provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamentos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6EA-3B0F-F259-99F2 e senha 63CE-CCC5-A87E-0477 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão AO 2259 AGR / PR das notas taquigráficas, por votação unânime, dar provimento ao agravo regimental para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação, nos termos do voto do Relator, que reajustou o voto. Brasília, 28 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6EA-3B0F-F259-99F2 e senha 63CE-CCC5-A87E-0477 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR das notas taquigráficas, por votação unânime, dar provimento ao agravo regimental para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação, nos termos do voto do Relator, que reajustou o voto. Brasília, 28 de agosto de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6EA-3B0F-F259-99F2 e senha 63CE-CCC5-A87E-0477 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 19/02/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto pela Associação dos Magistrados do Paraná - Amapar contra decisão monocrática, de minha lavra, que negou seguimento à pretensão exposta na inicial. Neste recurso, a agravante assevera não pretender a realização de controle concentrado de constitucionalidade, nem mesmo a declaração incidental de inconstitucionalidade de dispositivos do Estatuto do Desarmamento. Insistiu em que pretende, unicamente, “a declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à AMAPAR, porque estes gozam da prerrogativa de portar arma por força da LOMAN”. Assim, afirmou pretender apenas que a União se abstenha de lhes impor tais exigências. Em contrarrazões, a União asseverou que a autora postula, implicitamente, a declaração de inconstitucionalidade dos art. 4..., caput e incisos I, II e III, da Lei 10.826/2003, porque afastar a incidência de dispositivos legais às situações que estes regulam equivale à declaração de sua inconstitucionalidade. Afirmou ainda que a Lei Orgânica da Magistratura se refere, tão somente, ao porte de arma, ao passo que o Estatuto do Desarmamento relacionam-se à aquisição ou registro da arma. Frisou que o acolhimento da pretensão autoral implicaria a possibilidade de o integrante da Magistratura adquirir e registrar arma de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6041-526C-7973-BBEF e senha 8A82-9DCC-1756-BA46 Supremo Tribunal Federal 19/02/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto pela Associação dos Magistrados do Paraná - Amapar contra decisão monocrática, de minha lavra, que negou seguimento à pretensão exposta na inicial. Neste recurso, a agravante assevera não pretender a realização de controle concentrado de constitucionalidade, nem mesmo a declaração incidental de inconstitucionalidade de dispositivos do Estatuto do Desarmamento. Insistiu em que pretende, unicamente, “a declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à AMAPAR, porque estes gozam da prerrogativa de portar arma por força da LOMAN”. Assim, afirmou pretender apenas que a União se abstenha de lhes impor tais exigências. Em contrarrazões, a União asseverou que a autora postula, implicitamente, a declaração de inconstitucionalidade dos art. 4..., caput e incisos I, II e III, da Lei 10.826/2003, porque afastar a incidência de dispositivos legais às situações que estes regulam equivale à declaração de sua inconstitucionalidade. Afirmou ainda que a Lei Orgânica da Magistratura se refere, tão somente, ao porte de arma, ao passo que o Estatuto do Desarmamento relacionam-se à aquisição ou registro da arma. Frisou que o acolhimento da pretensão autoral implicaria a possibilidade de o integrante da Magistratura adquirir e registrar arma de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6041-526C-7973-BBEF e senha 8A82-9DCC-1756-BA46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório AO 2259 AGR / PR fogo sem possuir nenhuma habilitação para o seu manuseio, colocando em risco toda a sociedade e, inclusive, o próprio magistrado, o que destoaria da ratio legis. Requereu a improcedência. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6041-526C-7973-BBEF e senha 8A82-9DCC-1756-BA46 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR fogo sem possuir nenhuma habilitação para o seu manuseio, colocando em risco toda a sociedade e, inclusive, o próprio magistrado, o que destoaria da ratio legis. Requereu a improcedência. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6041-526C-7973-BBEF e senha 8A82-9DCC-1756-BA46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/02/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico que a decisão agravada não merece reforma. Por oportuno, transcrevo o inteiro teor da decisão guerreada: “Trata-se de ação originária com pedido de tutela de urgência inaudita altera parte proposta pela Associação dos Magistrados do Paraná – Amapar contra a União Federal, alegando que: ‘O art. 33, inciso V, da Lei Complementar n 35, de 14 de março de 1979 (Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN), dispõe que ‘são prerrogativas do magistrado: (...) V - portar arma de defesa pessoal.’ Afirmou que, entretanto, o Departamento de Polícia Federal (DPF) tem imposto restrições ao exercício dessa prerrogativa funcional, exigindo, com fundamento nos artigos 3... e 4... da Lei n 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), que o Magistrado obtenha prévia autorização, mediante o atendimento de determinados requisitos, para adquirir e registrar arma de fogo. Asseverou que, como se não bastasse, a cada cinco anos os Juízes devem renovar o Certificado de Registro, sendo obrigados, em cada renovação, a comprovar sua aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, atestada em laudo conclusivo fornecido por Psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado (Decreto 5.123/2004, art. 12, VII e art. 16, § 2...). Ainda, estão obrigados, a cada duas renovações, a comprovarem capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo, mediante a realização de provas teórica e prática (Lei n 10.826/2003, art. 5..., § 2...; Decreto n 5.123/2004, art. 12, VI e § 3... e art. 16, § 2...-A). Disse que tais exigências invadem matéria reservada à lei complementar de iniciativa do Poder Judiciário (Constituição Federal de 1988, 93) ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Supremo Tribunal Federal 19/02/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico que a decisão agravada não merece reforma. Por oportuno, transcrevo o inteiro teor da decisão guerreada: “Trata-se de ação originária com pedido de tutela de urgência inaudita altera parte proposta pela Associação dos Magistrados do Paraná – Amapar contra a União Federal, alegando que: ‘O art. 33, inciso V, da Lei Complementar n 35, de 14 de março de 1979 (Lei Orgânica da Magistratura Nacional - LOMAN), dispõe que ‘são prerrogativas do magistrado: (...) V - portar arma de defesa pessoal.’ Afirmou que, entretanto, o Departamento de Polícia Federal (DPF) tem imposto restrições ao exercício dessa prerrogativa funcional, exigindo, com fundamento nos artigos 3... e 4... da Lei n 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), que o Magistrado obtenha prévia autorização, mediante o atendimento de determinados requisitos, para adquirir e registrar arma de fogo. Asseverou que, como se não bastasse, a cada cinco anos os Juízes devem renovar o Certificado de Registro, sendo obrigados, em cada renovação, a comprovar sua aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, atestada em laudo conclusivo fornecido por Psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado (Decreto 5.123/2004, art. 12, VII e art. 16, § 2...). Ainda, estão obrigados, a cada duas renovações, a comprovarem capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo, mediante a realização de provas teórica e prática (Lei n 10.826/2003, art. 5..., § 2...; Decreto n 5.123/2004, art. 12, VI e § 3... e art. 16, § 2...-A). Disse que tais exigências invadem matéria reservada à lei complementar de iniciativa do Poder Judiciário (Constituição Federal de 1988, 93) ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 2259 AGR / PR limitar prerrogativa funcional assegurada no art. 33, V, da LOMAN. Ressaltou sua legitimação ativa, pela autorização expressa em assembleia, e que a competência para julgamento é do Supremo Tribunal Federal, por força do art. 102,I, n, da Constituição e de precedente do plenário desta Corte na Reclamação 11.323. Salientou que o Estatuto da Magistratura prevalece sobre o Estatuto do Desarmamento em razão da reserva constitucional para o domínio de lei complementar sobre as prerrogativas dos Magistrados. Destacou que o conflito se materializa porque “o que para a LOMAN é uma presunção legal, para a Lei 10.826/2003 depende de comprovação”, como a declaração de efetiva necessidade da arma de fogo, a idoneidade, a ocupação lícita, a residência certa, a aptidão psicológica, sendo todos esses requisitos exigidos para o próprio exercício para a função de magistrado. Insistiu no argumento de que aos policiais, o próprio Estatuto do Desarmamento presume os requisitos de necessidade, idoneidade, ocupação lícita, residência certa, capacidade técnica e aptidão psicológica (art. 6..., § 4...), ainda que muitos exerçam atividades administrativas e cartoriais. Requereu, liminarmente, que a Polícia Federal ‘abstenha- se de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR o cumprimento do art. 4..., caput e incisos I, II e III, da Lei n 10.826/2003, em especial a comprovação de aptidão psicológica e capacidade técnica, para aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo para defesa pessoal’ e, subsidiariamente, que a União, por meio do Departamento de Polícia Federal, ‘abstenha-se de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR que já comprovaram possuir aptidão psicológica e capacidade técnica por ocasião do registro, nova comprovação do preenchimento deste requisito no ato de renovação.’ Ao final, requereu que: (i) Seja determinado à União, por meio do Departamento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR limitar prerrogativa funcional assegurada no art. 33, V, da LOMAN. Ressaltou sua legitimação ativa, pela autorização expressa em assembleia, e que a competência para julgamento é do Supremo Tribunal Federal, por força do art. 102,I, n, da Constituição e de precedente do plenário desta Corte na Reclamação 11.323. Salientou que o Estatuto da Magistratura prevalece sobre o Estatuto do Desarmamento em razão da reserva constitucional para o domínio de lei complementar sobre as prerrogativas dos Magistrados. Destacou que o conflito se materializa porque “o que para a LOMAN é uma presunção legal, para a Lei 10.826/2003 depende de comprovação”, como a declaração de efetiva necessidade da arma de fogo, a idoneidade, a ocupação lícita, a residência certa, a aptidão psicológica, sendo todos esses requisitos exigidos para o próprio exercício para a função de magistrado. Insistiu no argumento de que aos policiais, o próprio Estatuto do Desarmamento presume os requisitos de necessidade, idoneidade, ocupação lícita, residência certa, capacidade técnica e aptidão psicológica (art. 6..., § 4...), ainda que muitos exerçam atividades administrativas e cartoriais. Requereu, liminarmente, que a Polícia Federal ‘abstenha- se de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR o cumprimento do art. 4..., caput e incisos I, II e III, da Lei n 10.826/2003, em especial a comprovação de aptidão psicológica e capacidade técnica, para aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo para defesa pessoal’ e, subsidiariamente, que a União, por meio do Departamento de Polícia Federal, ‘abstenha-se de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR que já comprovaram possuir aptidão psicológica e capacidade técnica por ocasião do registro, nova comprovação do preenchimento deste requisito no ato de renovação.’ Ao final, requereu que: (i) Seja determinado à União, por meio do Departamento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AO 2259 AGR / PR de Polícia Federal, que se abstenha de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR a comprovação do disposto no art. 4..., caput e incisos I, II e III, da Lei 10.826/2003, especialmente a aptidão psicológica e a capacidade técnica, como requisito para a aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo para defesa pessoal, declarando-se, ainda, que os associados da autora não estão sujeitos a tais exigências; (ii) Caso não seja acolhido o pedido anterior, que seja declarado que os Magistrados filiados à AMAPAR que já comprovaram possuir aptidão psicológica e capacidade técnica por ocasião da aquisição e primeiro registro de sua arma, estão dispensados de comprová-la novamente, determinando-se, assim, que a União abstenha-se de exigir tal comprovação no ato de renovação. É o relatório. Decido. Bem examinados os autos, verifico a existência de óbice intransponível ao seguimento da presente ação. Conforme já decidi em caso análogo (AO 1429), a demanda implica discussão de lei em tese, cabível apenas em âmbito de controle concentrado de constitucionalidade (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, a ), o que não é o caso destes autos. Isto posto, nego seguimento à pretensão exposta na inicial com base no art. 21, § 1... do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Custas pela autora’. Os argumentos lançados no regimental não são capazes de afastar os fundamentos da decisão combatida, que, por tal razão, deve ser mantida. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR de Polícia Federal, que se abstenha de exigir dos Magistrados filiados à AMAPAR a comprovação do disposto no art. 4..., caput e incisos I, II e III, da Lei 10.826/2003, especialmente a aptidão psicológica e a capacidade técnica, como requisito para a aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo para defesa pessoal, declarando-se, ainda, que os associados da autora não estão sujeitos a tais exigências; (ii) Caso não seja acolhido o pedido anterior, que seja declarado que os Magistrados filiados à AMAPAR que já comprovaram possuir aptidão psicológica e capacidade técnica por ocasião da aquisição e primeiro registro de sua arma, estão dispensados de comprová-la novamente, determinando-se, assim, que a União abstenha-se de exigir tal comprovação no ato de renovação. É o relatório. Decido. Bem examinados os autos, verifico a existência de óbice intransponível ao seguimento da presente ação. Conforme já decidi em caso análogo (AO 1429), a demanda implica discussão de lei em tese, cabível apenas em âmbito de controle concentrado de constitucionalidade (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, a ), o que não é o caso destes autos. Isto posto, nego seguimento à pretensão exposta na inicial com base no art. 21, § 1... do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Custas pela autora’. Os argumentos lançados no regimental não são capazes de afastar os fundamentos da decisão combatida, que, por tal razão, deve ser mantida. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE1E-AC8A-DF55-D245 e senha C8A2-2A47-C0E6-4EB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Extrato de Ata - 20/02/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES (35303/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Após o voto do Ministro Relator, negando provimento ao agravo regimental, pediu vista o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.2.2018 a 19.2.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14397556 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES (35303/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Após o voto do Ministro Relator, negando provimento ao agravo regimental, pediu vista o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.2.2018 a 19.2.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14397556 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto Vista 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ VOTO VISTA O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo interno interposto pela ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO PARANÁ contra decisão monocrática proferida pelo e. Relator, que negou “seguimento à pretensão exposta na inicial com base no art. 21, § 1...[,] do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”, sob a fundamentação de que “a demanda implica discussão de lei em tese, cabível apenas em âmbito de controle concentrado de constitucionalidade (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, a )” (eDoc. 9). Em suas razões recursais, sustenta a agravante que a decisão monocrática merece reforma, sob o argumento, em apertada síntese, de que, “em momento algum a AMAPAR pede que se realize controle concentrado de constitucionalidade. Aliás, sequer se pleiteia a declaração incidental de inconstitucionalidade de algum dispositivo do Estatuto do Desarmamento. O que se pede é a declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à AMAPAR, porque estes gozam da prerrogativa de portar arma por força da LOMAN. Como consequência desta declaração, pede-se que a União se abstenha de lhes impor tais exigências” (fl. 2 – eDoc. 11 – destaques da autora). Requer a agravante a reconsideração da decisão agravada para dar seguimento à ação originária, ou, caso assim não se entenda, seja o presente recurso submetido ao crivo do colegiado, dando-se provimento a ele, para o fim de se reformar a decisão agravada e dar seguimento à demanda. As contrarrazões foram apresentadas (eDoc. 21). Foi negado o pedido de retirada do feito da pauta da sessão virtual da Segunda Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ VOTO VISTA O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Cuida-se de agravo interno interposto pela ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO PARANÁ contra decisão monocrática proferida pelo e. Relator, que negou “seguimento à pretensão exposta na inicial com base no art. 21, § 1...[,] do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”, sob a fundamentação de que “a demanda implica discussão de lei em tese, cabível apenas em âmbito de controle concentrado de constitucionalidade (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, a )” (eDoc. 9). Em suas razões recursais, sustenta a agravante que a decisão monocrática merece reforma, sob o argumento, em apertada síntese, de que, “em momento algum a AMAPAR pede que se realize controle concentrado de constitucionalidade. Aliás, sequer se pleiteia a declaração incidental de inconstitucionalidade de algum dispositivo do Estatuto do Desarmamento. O que se pede é a declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à AMAPAR, porque estes gozam da prerrogativa de portar arma por força da LOMAN. Como consequência desta declaração, pede-se que a União se abstenha de lhes impor tais exigências” (fl. 2 – eDoc. 11 – destaques da autora). Requer a agravante a reconsideração da decisão agravada para dar seguimento à ação originária, ou, caso assim não se entenda, seja o presente recurso submetido ao crivo do colegiado, dando-se provimento a ele, para o fim de se reformar a decisão agravada e dar seguimento à demanda. As contrarrazões foram apresentadas (eDoc. 21). Foi negado o pedido de retirada do feito da pauta da sessão virtual da Segunda Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto Vista AO 2259 AGR / PR e de inclusão na sessão presencial, para fins de sustentação oral do advogado da parte autora (eDoc. 25). Em sessão virtual de 9/2/18 a 19/2/18, o Relator do feito proferiu voto no sentido de se negar provimento ao recurso de agravo, mantendo o entendimento de existência de óbice intransponível ao seguimento da ação exarado no provimento monocrático que ora se busca reparar, sob a fundamentação de que a questão deve ser mais bem apreciada em sede de controle concentrado de constitucionalidade. Naquela oportunidade, pedi vista dos autos para melhor apreciar a questão. Observo, entretanto, que o e. Relator reajustou seu voto no sentido de dar provimento ao recurso e “determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação”, sob a compreensão de que “a AMAPAR não pretende o exercício de controle concentrado de constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, mas, sim, a mera declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à Associação, por força da prerrogativa de portar arma que lhes garante a LOMAN”. Ponho-me, nesse passo, de acordo com o entendimento. Observo que a discussão envolve o alcance dos dispositivos atinentes ao registro de arma de fogo estabelecidos no Estatuto do Desarmamento (CAPÍTULO II da Lei n. 10.826/03) para os magistrados – os quais possuem regramento próprio (Lei Complementar n. 35/79) que contempla o porte de armas. Em outras palavras, encontra-se em voga, em especial, a prescindibilidade ou não de demonstração, por magistrado, de capacidade técnica e psicológica para manuseio de instrumento bélico - cujo porte se encontra previsto nas prerrogativas da carreira. De fato, a matéria a ser aqui tratada não exige confronto com o texto constitucional que demande apreciação e deslinde em sede de controle de constitucionalidade, seja incidental ou concentrado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR e de inclusão na sessão presencial, para fins de sustentação oral do advogado da parte autora (eDoc. 25). Em sessão virtual de 9/2/18 a 19/2/18, o Relator do feito proferiu voto no sentido de se negar provimento ao recurso de agravo, mantendo o entendimento de existência de óbice intransponível ao seguimento da ação exarado no provimento monocrático que ora se busca reparar, sob a fundamentação de que a questão deve ser mais bem apreciada em sede de controle concentrado de constitucionalidade. Naquela oportunidade, pedi vista dos autos para melhor apreciar a questão. Observo, entretanto, que o e. Relator reajustou seu voto no sentido de dar provimento ao recurso e “determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação”, sob a compreensão de que “a AMAPAR não pretende o exercício de controle concentrado de constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, mas, sim, a mera declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à Associação, por força da prerrogativa de portar arma que lhes garante a LOMAN”. Ponho-me, nesse passo, de acordo com o entendimento. Observo que a discussão envolve o alcance dos dispositivos atinentes ao registro de arma de fogo estabelecidos no Estatuto do Desarmamento (CAPÍTULO II da Lei n. 10.826/03) para os magistrados – os quais possuem regramento próprio (Lei Complementar n. 35/79) que contempla o porte de armas. Em outras palavras, encontra-se em voga, em especial, a prescindibilidade ou não de demonstração, por magistrado, de capacidade técnica e psicológica para manuseio de instrumento bélico - cujo porte se encontra previsto nas prerrogativas da carreira. De fato, a matéria a ser aqui tratada não exige confronto com o texto constitucional que demande apreciação e deslinde em sede de controle de constitucionalidade, seja incidental ou concentrado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto Vista AO 2259 AGR / PR Isso porque se está defronte de nítida interpretação de alcance de norma legal (Lei n. 10.826/03) diante da existência de regramento próprio da magistratura nacional (Lei Complementar n 35/79) - que consigna direito a porte de arma -, sendo a solução jurídica encontrada no cotejo entre leis, sem que se faça necessário, portanto, sob qualquer perspectiva, confronto da legislação com o texto constitucional. Com efeito, a própria Constituição Federal remete a solução da questão à legislação, ao dispor no art. 93, caput, que “lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura”, observados princípios preestabelecidos na própria Carta Política que norteiam a carreira. A Lei Complementar n 35/79 entrou em vigor com o propósito de regulamentar a carreira da magistratura, sendo que, em seu CAPÍTULO II (arts. 33 e 34), tratou das prerrogativas do magistrado, entre as quais se inclui “V – portar arma de defesa pessoal”. Contudo, nada dispôs acerca do registro pretendido pelo impetrante. Cumpre apreciar, portanto, à luz daquela legislação complementar, se é aplicável aos membros da magistratura a exigência inserta na Lei n 10.826/03, Estatuto do Desarmamento, para fins de renovação de registro de instrumento bélico. Assim sendo, não vislumbro qualquer óbice ao exame das questões postas em debate na via processual originária eleita. A propósito, ressalto que, há muito, essa temática ganha contornos cada vez mais relevantes - dada a segurança pública envolvida na tese de manuseio de material bélico com dispensa de demonstração de capacidade técnica e psicológica -, exigindo-se, assim, um concreto posicionamento desta Suprema Corte diante da polêmica que acaba por envolver toda a magistratura. Esteado, portanto, nos fundamentos acima alinhados, devolvo os presentes autos, acompanhando o Relator. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR Isso porque se está defronte de nítida interpretação de alcance de norma legal (Lei n. 10.826/03) diante da existência de regramento próprio da magistratura nacional (Lei Complementar n 35/79) - que consigna direito a porte de arma -, sendo a solução jurídica encontrada no cotejo entre leis, sem que se faça necessário, portanto, sob qualquer perspectiva, confronto da legislação com o texto constitucional. Com efeito, a própria Constituição Federal remete a solução da questão à legislação, ao dispor no art. 93, caput, que “lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura”, observados princípios preestabelecidos na própria Carta Política que norteiam a carreira. A Lei Complementar n 35/79 entrou em vigor com o propósito de regulamentar a carreira da magistratura, sendo que, em seu CAPÍTULO II (arts. 33 e 34), tratou das prerrogativas do magistrado, entre as quais se inclui “V – portar arma de defesa pessoal”. Contudo, nada dispôs acerca do registro pretendido pelo impetrante. Cumpre apreciar, portanto, à luz daquela legislação complementar, se é aplicável aos membros da magistratura a exigência inserta na Lei n 10.826/03, Estatuto do Desarmamento, para fins de renovação de registro de instrumento bélico. Assim sendo, não vislumbro qualquer óbice ao exame das questões postas em debate na via processual originária eleita. A propósito, ressalto que, há muito, essa temática ganha contornos cada vez mais relevantes - dada a segurança pública envolvida na tese de manuseio de material bélico com dispensa de demonstração de capacidade técnica e psicológica -, exigindo-se, assim, um concreto posicionamento desta Suprema Corte diante da polêmica que acaba por envolver toda a magistratura. Esteado, portanto, nos fundamentos acima alinhados, devolvo os presentes autos, acompanhando o Relator. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30E0-DE9F-14ED-72AF e senha 1737-6385-B14F-BFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Retificação de Voto 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que, por meio da presente ação, a Associação dos Magistrados do Paraná – AMAPAR pretende a declaração de que seus filiados não estariam sujeitos à comprovação de aptidão psicológica e capacidade técnica para portar armas, devendo a União abster-se de formular tais exigências como requisito para aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo. Refletindo mais detidamente sobre o tema sub judice, verifiquei a existência de precedentes em que a questão, assim formulada, foi conhecida por Ministros desta Casa. Verbi gratia, veja-se a Ação Originária 2280, de relatoria do Ministro Edson Fachin, em que manifestou seu entendimento no sentido de conhecer de ação originária análoga à presente, reconhecendo, ainda, a competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento da referida ação, nos termos do art. 102, I, n, da Constituição. Revendo minha posição anterior, parece-me que a ação originária consiste em meio processual adequado para o debate jurídico ora travado, por permitir uma discussão aprofundada sobre a prerrogativa do porte de arma por Magistrados. Trata-se de conflito normativo em que é necessário circunscrever a abrangência subjetiva de cada um dos Estatutos – da Magistratura e do Desarmamento – sem, necessariamente, declarar a inconstitucionalidade de nenhum deles. Convenci-me, portanto, de que a AMAPAR não pretende o exercício de controle concentrado da constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, mas, sim, a mera declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7765-3AFB-FF31-D932 e senha 1761-9484-8537-0145 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que, por meio da presente ação, a Associação dos Magistrados do Paraná – AMAPAR pretende a declaração de que seus filiados não estariam sujeitos à comprovação de aptidão psicológica e capacidade técnica para portar armas, devendo a União abster-se de formular tais exigências como requisito para aquisição, registro e renovação de registro de arma de fogo. Refletindo mais detidamente sobre o tema sub judice, verifiquei a existência de precedentes em que a questão, assim formulada, foi conhecida por Ministros desta Casa. Verbi gratia, veja-se a Ação Originária 2280, de relatoria do Ministro Edson Fachin, em que manifestou seu entendimento no sentido de conhecer de ação originária análoga à presente, reconhecendo, ainda, a competência do Supremo Tribunal Federal para o julgamento da referida ação, nos termos do art. 102, I, n, da Constituição. Revendo minha posição anterior, parece-me que a ação originária consiste em meio processual adequado para o debate jurídico ora travado, por permitir uma discussão aprofundada sobre a prerrogativa do porte de arma por Magistrados. Trata-se de conflito normativo em que é necessário circunscrever a abrangência subjetiva de cada um dos Estatutos – da Magistratura e do Desarmamento – sem, necessariamente, declarar a inconstitucionalidade de nenhum deles. Convenci-me, portanto, de que a AMAPAR não pretende o exercício de controle concentrado da constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, mas, sim, a mera declaração de que determinadas exigências da Lei 10.826/2003 não se aplicam aos Magistrados filiados à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7765-3AFB-FF31-D932 e senha 1761-9484-8537-0145 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Retificação de Voto AO 2259 AGR / PR Associação, por força da prerrogativa de portar arma que lhes garante a LOMAN. Registro, ainda, a indiscutível legitimidade da AMAPAR para representar em juízo os interesses de seus associados, consoante dispõe o art. 5..., XXI, da Constituição. No caso concreto, ressalto que a inicial foi instruída com a ata da assembleia que autorizou o ajuizamento da ação e a relação dos filiados, em conformidade com o art. 2... -A, parágrafo único, da Lei 9.494/1997. Sendo assim, reajusto meu voto para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7765-3AFB-FF31-D932 e senha 1761-9484-8537-0145 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR Associação, por força da prerrogativa de portar arma que lhes garante a LOMAN. Registro, ainda, a indiscutível legitimidade da AMAPAR para representar em juízo os interesses de seus associados, consoante dispõe o art. 5..., XXI, da Constituição. No caso concreto, ressalto que a inicial foi instruída com a ata da assembleia que autorizou o ajuizamento da ação e a relação dos filiados, em conformidade com o art. 2... -A, parágrafo único, da Lei 9.494/1997. Sendo assim, reajusto meu voto para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7765-3AFB-FF31-D932 e senha 1761-9484-8537-0145 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Explicação 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eminente Ministro Dias Toffoli, estou revendo o meu voto, até em função da objeção de Vossa Excelência. Reajustei o meu voto para determinar que prossiga o trâmite processual até o final do julgamento do mérito; por meio desta decisão, a União já representada nos autos fique intimada para, querendo, contestar a ação. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Então, acompanho Vossa Excelência. Entendo que é importante decidirmos isso, porque, senão, ficam várias decisões no âmbito subjetivo dos magistrados sobre a necessidade ou não de se passar por determinados exames de reavaliação para o porte de arma. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Então, instigado pelo pedido de vista do Ministro Dias Toffoli, eu reposiciono-me dando provimento para que prossiga então esta ação. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Portanto, para que se debata futuramente a questão específica da exigência, ou não, do requisito da capacidade técnica e psicológica para manuseio de arma, inclusive por parte do magistrado. Essa é a questão de fundo que daí iremos examinar. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Porque o Relator, inicialmente, negara seguimento a ação. Então, pedi vista, apresentei um voto divergente. Mas o eminente Relator, ao verificar o voto que eu apresentei, reajustou o posicionamento inicial. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - É, a questão é importante, inclusive, nós, no futuro Estatuto da Magistratura, debatemos essa questão. E nós, salvo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3F9-759A-5A8F-67C7 e senha 7B39-09F7-4167-0B73 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PARANÁ EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Eminente Ministro Dias Toffoli, estou revendo o meu voto, até em função da objeção de Vossa Excelência. Reajustei o meu voto para determinar que prossiga o trâmite processual até o final do julgamento do mérito; por meio desta decisão, a União já representada nos autos fique intimada para, querendo, contestar a ação. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Então, acompanho Vossa Excelência. Entendo que é importante decidirmos isso, porque, senão, ficam várias decisões no âmbito subjetivo dos magistrados sobre a necessidade ou não de se passar por determinados exames de reavaliação para o porte de arma. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Então, instigado pelo pedido de vista do Ministro Dias Toffoli, eu reposiciono-me dando provimento para que prossiga então esta ação. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Portanto, para que se debata futuramente a questão específica da exigência, ou não, do requisito da capacidade técnica e psicológica para manuseio de arma, inclusive por parte do magistrado. Essa é a questão de fundo que daí iremos examinar. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Porque o Relator, inicialmente, negara seguimento a ação. Então, pedi vista, apresentei um voto divergente. Mas o eminente Relator, ao verificar o voto que eu apresentei, reajustou o posicionamento inicial. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - É, a questão é importante, inclusive, nós, no futuro Estatuto da Magistratura, debatemos essa questão. E nós, salvo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3F9-759A-5A8F-67C7 e senha 7B39-09F7-4167-0B73 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Explicação AO 2259 AGR / PR melhor juízo, condicionamos o porte de arma, no futuro Estatuto, à autorização do tribunal a que pertence o magistrado, que certamente examinará a necessidade e estabelecerá algumas condições. Portanto, nós já avançamos, um pouquinho, com relação àquela autorização incondicional de porte de arma, que hoje consta da LOMAN. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3F9-759A-5A8F-67C7 e senha 7B39-09F7-4167-0B73 Supremo Tribunal Federal AO 2259 AGR / PR melhor juízo, condicionamos o porte de arma, no futuro Estatuto, à autorização do tribunal a que pertence o magistrado, que certamente examinará a necessidade e estabelecerá algumas condições. Portanto, nós já avançamos, um pouquinho, com relação àquela autorização incondicional de porte de arma, que hoje consta da LOMAN. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3F9-759A-5A8F-67C7 e senha 7B39-09F7-4167-0B73 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES (35303/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Após o voto do Ministro Relator, negando provimento ao agravo regimental, pediu vista o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.2.2018 a 19.2.2018. Decisão: A Turma, por votação unânime, deu provimento ao agravo regimental para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação, nos termos do voto do Relator, que reajustou o voto. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F9F-FE84-EFFD-B036 e senha DA24-37BF-C6B2-FB8D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.259 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS MAGISTRADOS DO PARANA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO ZARDO GUEDES (35303/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Após o voto do Ministro Relator, negando provimento ao agravo regimental, pediu vista o Ministro Dias Toffoli. Segunda Turma, Sessão Virtual de 9.2.2018 a 19.2.2018. Decisão: A Turma, por votação unânime, deu provimento ao agravo regimental para determinar que prossiga o trâmite processual até final julgamento do mérito da ação. Por meio desta decisão, a União, já representada nos autos, fica intimada para, querendo, contestar a ação, nos termos do voto do Relator, que reajustou o voto. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F9F-FE84-EFFD-B036 e senha DA24-37BF-C6B2-FB8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "Reclamação 11 . 323", "Reclamação 11 . 323", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "AO 2259 AGR / PR", "AO 2259 AGR / PR", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "Ação Originária 2280", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "Ação Originária 2280", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 259" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 10 . 826 / 2003", "art . 5 . . . , XXI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto do Desarmamento", "Lei 10 . 826 / 2003", "art . 4 . . . , caput e incisos I , II e III , da Lei 10 . 826 / 2003", "Lei Orgânica da Magistratura", "Estatuto do Desarmamento", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto do Desarmamento", "Lei 10 . 826 / 2003", "art . 4 . . . , caput e incisos I , II e III , da Lei 10 . 826 / 2003", "Lei Orgânica da Magistratura", "Estatuto do Desarmamento", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , inciso V , da Lei Complementar n 35", "Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "LOMAN", "artigos 3 . . . e 4 . . . da Lei n 10 . 826 / 2003", "Estatuto", "Decreto 5 . 123 / 2004 ,", "Lei n 10 . 826 / 2003 , art . 5 .", "Decreto n 5 . 123 / 2004", "Constituição Federal de 1988 , 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , inciso V , da Lei Complementar n 35", "Lei Orgânica da Magistratura Nacional", "LOMAN", "artigos 3 . . . e 4 . . . da Lei n 10 . 826 / 2003", "Estatuto do", "Decreto 5 . 123 / 2004", "Lei n 10 . 826 / 2003 , art . 5 . . . , §", "Decreto n 5 . 123 / 2004", "Constituição Federal de 1988 , 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , V , da LOMAN", "art . 102 , I , n , da Constituição", "Estatuto da Magistratura", "Estatuto", "Lei 10 . 826 / 2003", "Estatuto do Desarmamento", "art . 4 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , V , da LOMAN", "art . 102 , I , n , da Constituição", "Estatuto da Magistratura", "Estatuto do Desarmamento", "LOMAN", "Lei 10 . 826 / 2003", "Estatuto do Desarmamento", "art . 4 . . . , caput e incisos I , II e III , da Lei n 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . , caput e incisos I , II e III , da Lei 10 . 826 / 2003", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , a", "art . 21 , § 1 . . . do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . , caput e incisos I , II e III , da Lei 10 . 826 / 2003", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , a", "art . 21 , § 1 . . . do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , a", "Estatuto do Desarmamento", "Lei 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . 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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO EMENTA Agravo regimental em reclamação. Violação do HC nº 143.641/SP. Não ocorrência. Não cabimento da reclamação na hipótese, conforme expressamente consignado na decisão paradigmática. Agravo regimental não provido. 1. Conforme expressamente consignado no julgamento do HC nº 143.641/SP, para as hipóteses de descumprimento da referida decisão, “a ferramenta a ser utilizada é o recurso, e não a reclamação, como já explicitado na ADPF 347”. 2. Regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E00-6E3C-5315-E1F8 e senha D14C-D52E-4CCF-7319 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de reclamação constitucional, ajuizada por Emmanuelle Alves Ferreira da Silva contra ato do Relator do HC nº 1408249- 18.2018.8.12.0000 no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Segundo a defesa, a autoridade reclamada, ao negar liminar em habeas corpus, no qual se pleiteava prisão domiciliar da reclamante, que é mãe de filhos menores de 12 (doze) anos, afrontou a autoridade do Supremo Tribunal Federal no que ficou decidido no paradigmático HC nº 143.641/SP. A seu ver, “diante do erga omnes da decisão acima, mister sua aplicação imediata, não podendo se relegar a momento futuro sua análise pelo fato de que a Reclamante está em regime fechado cumprindo prisão preventiva, quando o entendimento deste Supremo Tribunal Federal entende pela desnecessidade dessa modalidade de prisão, mormente por serem cabíveis medidas cautelares diversas da prisão.” Requer a procedência da ação para “cassar, reformar (art. 992 do CPC) e sustar de imediato (art. 993 do CPC) os efeitos da decisão liminar proferida pelo MM. Desembargador José Ale Ahmad Netto da 2ª Câmara Criminal do TJMS nos autos de habeas corpus nº 1408249‐ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972B-1941-ADEB-1CF2 e senha 92E5-9949-74C4-ABC3 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de reclamação constitucional, ajuizada por Emmanuelle Alves Ferreira da Silva contra ato do Relator do HC nº 1408249- 18.2018.8.12.0000 no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Segundo a defesa, a autoridade reclamada, ao negar liminar em habeas corpus, no qual se pleiteava prisão domiciliar da reclamante, que é mãe de filhos menores de 12 (doze) anos, afrontou a autoridade do Supremo Tribunal Federal no que ficou decidido no paradigmático HC nº 143.641/SP. A seu ver, “diante do erga omnes da decisão acima, mister sua aplicação imediata, não podendo se relegar a momento futuro sua análise pelo fato de que a Reclamante está em regime fechado cumprindo prisão preventiva, quando o entendimento deste Supremo Tribunal Federal entende pela desnecessidade dessa modalidade de prisão, mormente por serem cabíveis medidas cautelares diversas da prisão.” Requer a procedência da ação para “cassar, reformar (art. 992 do CPC) e sustar de imediato (art. 993 do CPC) os efeitos da decisão liminar proferida pelo MM. Desembargador José Ale Ahmad Netto da 2ª Câmara Criminal do TJMS nos autos de habeas corpus nº 1408249‐ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972B-1941-ADEB-1CF2 e senha 92E5-9949-74C4-ABC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RCL 31408 AGR / MS 18.2018.8.12.0000, que contraria frontalmente os precedentes deste Supremo Tribunal Federal, para que se alinhe aos preceitos estabelecidos.” É o relatório. Em 9/8/18, nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal, neguei seguimento à reclamação. Contra essa decisão a reclamante interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera as teses trazidas na exordial da ação. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela improcedência da reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972B-1941-ADEB-1CF2 e senha 92E5-9949-74C4-ABC3 Supremo Tribunal Federal RCL 31408 AGR / MS 18.2018.8.12.0000, que contraria frontalmente os precedentes deste Supremo Tribunal Federal, para que se alinhe aos preceitos estabelecidos.” É o relatório. Em 9/8/18, nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal, neguei seguimento à reclamação. Contra essa decisão a reclamante interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera as teses trazidas na exordial da ação. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela improcedência da reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972B-1941-ADEB-1CF2 e senha 92E5-9949-74C4-ABC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não comporta êxito. A alegação da reclamante no sentido de que “o caso em tela reveste- se de peculiaridades que não podem ser relegadas” não é suficiente para infirmar a decisão questionada, a qual subsiste na íntegra. Com efeito, conforme consignado na decisão agravada, consta, expressamente, do julgamento do HC nº 143.641/SP, o não cabimento de reclamação para a hipótese de descumprimento da referida decisão paradigma. Vide: “Em face de todo o exposto, concedo a ordem para determinar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar - sem prejuízo da aplicação concomitante das medidas alternativas previstas no art. 319 do CPP - de todas as mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e deficientes, nos termos do art. 2º do ECA e da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiências (Decreto Legislativo 186/2008 e Lei 13.146/2015), relacionadas neste processo pelo DEPEN e outras autoridades estaduais, enquanto perdurar tal condição, excetuados os casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício. Estendo a ordem, de ofício, às demais mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e de pessoas com deficiência, bem assim às adolescentes sujeitas a medidas socioeducativas em idêntica situação no território nacional, observadas as restrições previstas no parágrafo acima. Quando a detida for tecnicamente reincidente, o juiz deverá proceder em atenção às circunstâncias do caso concreto, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não comporta êxito. A alegação da reclamante no sentido de que “o caso em tela reveste- se de peculiaridades que não podem ser relegadas” não é suficiente para infirmar a decisão questionada, a qual subsiste na íntegra. Com efeito, conforme consignado na decisão agravada, consta, expressamente, do julgamento do HC nº 143.641/SP, o não cabimento de reclamação para a hipótese de descumprimento da referida decisão paradigma. Vide: “Em face de todo o exposto, concedo a ordem para determinar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar - sem prejuízo da aplicação concomitante das medidas alternativas previstas no art. 319 do CPP - de todas as mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e deficientes, nos termos do art. 2º do ECA e da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiências (Decreto Legislativo 186/2008 e Lei 13.146/2015), relacionadas neste processo pelo DEPEN e outras autoridades estaduais, enquanto perdurar tal condição, excetuados os casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício. Estendo a ordem, de ofício, às demais mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e de pessoas com deficiência, bem assim às adolescentes sujeitas a medidas socioeducativas em idêntica situação no território nacional, observadas as restrições previstas no parágrafo acima. Quando a detida for tecnicamente reincidente, o juiz deverá proceder em atenção às circunstâncias do caso concreto, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 31408 AGR / MS mas sempre tendo por norte os princípios e as regras acima enunciadas, observando, ademais, a diretriz de excepcionalidade da prisão. Se o juiz entender que a prisão domiciliar se mostra inviável ou inadequada em determinadas situações, poderá substituí-la por medidas alternativas arroladas no já mencionado art. 319 do CPP. Para apurar a situação de guardiã dos filhos da mulher presa, dever-se-á dar credibilidade à palavra da mãe. Faculta-se ao juiz, sem prejuízo de cumprir, desde logo, a presente determinação, requisitar a elaboração de laudo social para eventual reanálise do benefício. Caso se constate a suspensão ou destituição do poder familiar por outros motivos que não a prisão, a presente ordem não se aplicará. A fim de se dar cumprimento imediato a esta decisão, deverão ser comunicados os Presidentes dos Tribunais Estaduais e Federais, inclusive da Justiça Militar Estadual e Federal, para que prestem informações e, no prazo máximo de 60 dias a contar de sua publicação, implementem de modo integral as determinações estabelecidas no presente julgamento, à luz dos parâmetros ora enunciados. Com vistas a conferir maior agilidade, e sem prejuízo da medida determinada acima, também deverá ser oficiado ao DEPEN para que comunique aos estabelecimentos prisionais a decisão, cabendo a estes, independentemente de outra provocação, informar aos respectivos juízos a condição de gestante ou mãe das presas preventivas sob sua custódia. Deverá ser oficiado, igualmente, ao Conselho Nacional de Justiça - CNJ, para que, no âmbito de atuação do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas, avalie o cabimento de intervenção nos termos preconizados no art. 1º, § 1º, II, da Lei 12.106/2009, sem prejuízo de outras medidas de reinserção social para as beneficiárias desta decisão. O CNJ poderá ainda, no contexto do Projeto Saúde Prisional, lançado durante o período em que exerci a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Supremo Tribunal Federal RCL 31408 AGR / MS mas sempre tendo por norte os princípios e as regras acima enunciadas, observando, ademais, a diretriz de excepcionalidade da prisão. Se o juiz entender que a prisão domiciliar se mostra inviável ou inadequada em determinadas situações, poderá substituí-la por medidas alternativas arroladas no já mencionado art. 319 do CPP. Para apurar a situação de guardiã dos filhos da mulher presa, dever-se-á dar credibilidade à palavra da mãe. Faculta-se ao juiz, sem prejuízo de cumprir, desde logo, a presente determinação, requisitar a elaboração de laudo social para eventual reanálise do benefício. Caso se constate a suspensão ou destituição do poder familiar por outros motivos que não a prisão, a presente ordem não se aplicará. A fim de se dar cumprimento imediato a esta decisão, deverão ser comunicados os Presidentes dos Tribunais Estaduais e Federais, inclusive da Justiça Militar Estadual e Federal, para que prestem informações e, no prazo máximo de 60 dias a contar de sua publicação, implementem de modo integral as determinações estabelecidas no presente julgamento, à luz dos parâmetros ora enunciados. Com vistas a conferir maior agilidade, e sem prejuízo da medida determinada acima, também deverá ser oficiado ao DEPEN para que comunique aos estabelecimentos prisionais a decisão, cabendo a estes, independentemente de outra provocação, informar aos respectivos juízos a condição de gestante ou mãe das presas preventivas sob sua custódia. Deverá ser oficiado, igualmente, ao Conselho Nacional de Justiça - CNJ, para que, no âmbito de atuação do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas, avalie o cabimento de intervenção nos termos preconizados no art. 1º, § 1º, II, da Lei 12.106/2009, sem prejuízo de outras medidas de reinserção social para as beneficiárias desta decisão. O CNJ poderá ainda, no contexto do Projeto Saúde Prisional, lançado durante o período em que exerci a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 31408 AGR / MS presidência do referido órgão, atuar junto às esferas competentes para que o protocolo de entrada no ambiente prisional seja precedido de exame apto a verificar a situação de gestante da mulher. Tal diretriz está de acordo com o Eixo 2 do referido programa, que prioriza a saúde das mulheres privadas de liberdade. Os juízes responsáveis pela realização das audiências de custódia, bem como aqueles perante os quais se processam ações penais em que há mulheres presas preventivamente, deverão proceder à análise do cabimento da prisão, à luz das diretrizes ora firmadas, de ofício. Embora a provocação por meio de advogado não seja vedada para o cumprimento desta decisão, ela é dispensável, pois o que se almeja é, justamente, suprir falhas estruturais de acesso à Justiça da população presa. Cabe ao Judiciário adotar postura ativa ao dar pleno cumprimento a esta ordem judicial. Nas hipóteses de descumprimento da presente decisão, a ferramenta a ser utilizada é o recurso, e não a reclamação, como já explicitado na ADPF 347” (Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, julgado em 20/2/18 – grifos nossos). No mesmo sentido, destaco os seguintes julgados: Rcl nº 29.892/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/3/18; Rcl nº 30.549/PB, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 19/6/18, Rcl nºs 30.984/SP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 14/8/18, entre outras. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Supremo Tribunal Federal RCL 31408 AGR / MS presidência do referido órgão, atuar junto às esferas competentes para que o protocolo de entrada no ambiente prisional seja precedido de exame apto a verificar a situação de gestante da mulher. Tal diretriz está de acordo com o Eixo 2 do referido programa, que prioriza a saúde das mulheres privadas de liberdade. Os juízes responsáveis pela realização das audiências de custódia, bem como aqueles perante os quais se processam ações penais em que há mulheres presas preventivamente, deverão proceder à análise do cabimento da prisão, à luz das diretrizes ora firmadas, de ofício. Embora a provocação por meio de advogado não seja vedada para o cumprimento desta decisão, ela é dispensável, pois o que se almeja é, justamente, suprir falhas estruturais de acesso à Justiça da população presa. Cabe ao Judiciário adotar postura ativa ao dar pleno cumprimento a esta ordem judicial. Nas hipóteses de descumprimento da presente decisão, a ferramenta a ser utilizada é o recurso, e não a reclamação, como já explicitado na ADPF 347” (Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, julgado em 20/2/18 – grifos nossos). No mesmo sentido, destaco os seguintes julgados: Rcl nº 29.892/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/3/18; Rcl nº 30.549/PB, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 19/6/18, Rcl nºs 30.984/SP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 14/8/18, entre outras. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : WILSON TAVARES DE LIMA (8290/MS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFAF-1955-E21A-AA31 e senha 5833-4BA4-470E-977C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : WILSON TAVARES DE LIMA (8290/MS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFAF-1955-E21A-AA31 e senha 5833-4BA4-470E-977C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748450331
2018-08-28T00:00:00
2018-10-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 28.8.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA Agravo regimental em reclamação. Violação do HC nº 143.641/SP. Não ocorrência. Não cabimento da reclamação na hipótese, conforme expressamente consignado na decisão paradigmática. Agravo regimental não provido. 1. Conforme expressamente consignado no julgamento do HC nº 143.641/SP, para as hipóteses de descumprimento da referida decisão, “a ferramenta a ser utilizada é o recurso, e não a reclamação, como já explicitado na ADPF 347”. 2. Regimental ao qual se nega provimento.
sjur392836
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, DESCABIMENTO) HC 143641 (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (RECLAMAÇÃO, DESCABIMENTO) Rcl 29892, Rcl 30549, Rcl 30984. Número de páginas: 7. Análise: 05/11/2018, BMP.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
31408
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 31408 AgR
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AGTE.(S) : EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : WILSON TAVARES DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO
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Ementa e Acórdão 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO EMENTA Agravo regimental em reclamação. Violação do HC n 143.641/SP. Não ocorrência. Não cabimento da reclamação na hipótese, conforme expressamente consignado na decisão paradigmática. Agravo regimental não provido. 1. Conforme expressamente consignado no julgamento do HC n 143.641/SP, para as hipóteses de descumprimento da referida decisão, “a ferramenta a ser utilizada é o recurso, e não a reclamação, como já explicitado na ADPF 347”. 2. Regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E00-6E3C-5315-E1F8 e senha D14C-D52E-4CCF-7319 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de reclamação constitucional, ajuizada por Emmanuelle Alves Ferreira da Silva contra ato do Relator do HC n 1408249- 18.2018.8.12.0000 no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Segundo a defesa, a autoridade reclamada, ao negar liminar em habeas corpus, no qual se pleiteava prisão domiciliar da reclamante, que é mãe de filhos menores de 12 (doze) anos, afrontou a autoridade do Supremo Tribunal Federal no que ficou decidido no paradigmático HC n 143.641/SP. A seu ver, “diante do erga omnes da decisão acima, mister sua aplicação imediata, não podendo se relegar a momento futuro sua análise pelo fato de que a Reclamante está em regime fechado cumprindo prisão preventiva, quando o entendimento deste Supremo Tribunal Federal entende pela desnecessidade dessa modalidade de prisão, mormente por serem cabíveis medidas cautelares diversas da prisão.” Requer a procedência da ação para “cassar, reformar (art. 992 do Código de Processo Civil) e sustar de imediato (art. 993 do Código de Processo Civil) os efeitos da decisão liminar proferida pelo MM. Desembargador José Ale Ahmad Netto da 2... Câmara Criminal do TJMS nos autos de habeas corpus n 1408249‐ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972B-1941-ADEB-1CF2 e senha 92E5-9949-74C4-ABC3 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de reclamação constitucional, ajuizada por Emmanuelle Alves Ferreira da Silva contra ato do Relator do HC n 1408249- 18.2018.8.12.0000 no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Segundo a defesa, a autoridade reclamada, ao negar liminar em habeas corpus, no qual se pleiteava prisão domiciliar da reclamante, que é mãe de filhos menores de 12 (doze) anos, afrontou a autoridade do Supremo Tribunal Federal no que ficou decidido no paradigmático HC n 143.641/SP. A seu ver, “diante do erga omnes da decisão acima, mister sua aplicação imediata, não podendo se relegar a momento futuro sua análise pelo fato de que a Reclamante está em regime fechado cumprindo prisão preventiva, quando o entendimento deste Supremo Tribunal Federal entende pela desnecessidade dessa modalidade de prisão, mormente por serem cabíveis medidas cautelares diversas da prisão.” Requer a procedência da ação para “cassar, reformar (art. 992 do Código de Processo Civil) e sustar de imediato (art. 993 do Código de Processo Civil) os efeitos da decisão liminar proferida pelo MM. Desembargador José Ale Ahmad Netto da 2... Câmara Criminal do TJMS nos autos de habeas corpus n 1408249‐ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972B-1941-ADEB-1CF2 e senha 92E5-9949-74C4-ABC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RCL 31408 AGR / MS 18.2018.8.12.0000, que contraria frontalmente os precedentes deste Supremo Tribunal Federal, para que se alinhe aos preceitos estabelecidos.” É o relatório. Em 9/8/18, nos termos do art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal, neguei seguimento à reclamação. Contra essa decisão a reclamante interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera as teses trazidas na exordial da ação. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela improcedência da reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972B-1941-ADEB-1CF2 e senha 92E5-9949-74C4-ABC3 Supremo Tribunal Federal RCL 31408 AGR / MS 18.2018.8.12.0000, que contraria frontalmente os precedentes deste Supremo Tribunal Federal, para que se alinhe aos preceitos estabelecidos.” É o relatório. Em 9/8/18, nos termos do art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal, neguei seguimento à reclamação. Contra essa decisão a reclamante interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual questiona os fundamentos da decisão agravada, bem como reitera as teses trazidas na exordial da ação. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela improcedência da reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 972B-1941-ADEB-1CF2 e senha 92E5-9949-74C4-ABC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não comporta êxito. A alegação da reclamante no sentido de que “o caso em tela reveste- se de peculiaridades que não podem ser relegadas” não é suficiente para infirmar a decisão questionada, a qual subsiste na íntegra. Com efeito, conforme consignado na decisão agravada, consta, expressamente, do julgamento do HC n 143.641/SP, o não cabimento de reclamação para a hipótese de descumprimento da referida decisão paradigma. Vide: “Em face de todo o exposto, concedo a ordem para determinar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar - sem prejuízo da aplicação concomitante das medidas alternativas previstas no art. 319 do CPP - de todas as mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e deficientes, nos termos do art. 2... do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiências (Decreto Legislativo 186/2008 e Lei 13.146/2015), relacionadas neste processo pelo DEPEN e outras autoridades estaduais, enquanto perdurar tal condição, excetuados os casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício. Estendo a ordem, de ofício, às demais mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e de pessoas com deficiência, bem assim às adolescentes sujeitas a medidas socioeducativas em idêntica situação no território nacional, observadas as restrições previstas no parágrafo acima. Quando a detida for tecnicamente reincidente, o juiz deverá proceder em atenção às circunstâncias do caso concreto, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Supremo Tribunal Federal 28/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não comporta êxito. A alegação da reclamante no sentido de que “o caso em tela reveste- se de peculiaridades que não podem ser relegadas” não é suficiente para infirmar a decisão questionada, a qual subsiste na íntegra. Com efeito, conforme consignado na decisão agravada, consta, expressamente, do julgamento do HC n 143.641/SP, o não cabimento de reclamação para a hipótese de descumprimento da referida decisão paradigma. Vide: “Em face de todo o exposto, concedo a ordem para determinar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar - sem prejuízo da aplicação concomitante das medidas alternativas previstas no art. 319 do CPP - de todas as mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e deficientes, nos termos do art. 2... do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiências (Decreto Legislativo 186/2008 e Lei 13.146/2015), relacionadas neste processo pelo DEPEN e outras autoridades estaduais, enquanto perdurar tal condição, excetuados os casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício. Estendo a ordem, de ofício, às demais mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e de pessoas com deficiência, bem assim às adolescentes sujeitas a medidas socioeducativas em idêntica situação no território nacional, observadas as restrições previstas no parágrafo acima. Quando a detida for tecnicamente reincidente, o juiz deverá proceder em atenção às circunstâncias do caso concreto, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 31408 AGR / MS mas sempre tendo por norte os princípios e as regras acima enunciadas, observando, ademais, a diretriz de excepcionalidade da prisão. Se o juiz entender que a prisão domiciliar se mostra inviável ou inadequada em determinadas situações, poderá substituí-la por medidas alternativas arroladas no já mencionado art. 319 do CPP. Para apurar a situação de guardiã dos filhos da mulher presa, dever-se-á dar credibilidade à palavra da mãe. Faculta-se ao juiz, sem prejuízo de cumprir, desde logo, a presente determinação, requisitar a elaboração de laudo social para eventual reanálise do benefício. Caso se constate a suspensão ou destituição do poder familiar por outros motivos que não a prisão, a presente ordem não se aplicará. A fim de se dar cumprimento imediato a esta decisão, deverão ser comunicados os Presidentes dos Tribunais Estaduais e Federais, inclusive da Justiça Militar Estadual e Federal, para que prestem informações e, no prazo máximo de 60 dias a contar de sua publicação, implementem de modo integral as determinações estabelecidas no presente julgamento, à luz dos parâmetros ora enunciados. Com vistas a conferir maior agilidade, e sem prejuízo da medida determinada acima, também deverá ser oficiado ao DEPEN para que comunique aos estabelecimentos prisionais a decisão, cabendo a estes, independentemente de outra provocação, informar aos respectivos juízos a condição de gestante ou mãe das presas preventivas sob sua custódia. Deverá ser oficiado, igualmente, ao Conselho Nacional de Justiça - CNJ, para que, no âmbito de atuação do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas, avalie o cabimento de intervenção nos termos preconizados no art. 1..., § 1..., II, da Lei 12.106/2009, sem prejuízo de outras medidas de reinserção social para as beneficiárias desta decisão. O CNJ poderá ainda, no contexto do Projeto Saúde Prisional, lançado durante o período em que exerci a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Supremo Tribunal Federal RCL 31408 AGR / MS mas sempre tendo por norte os princípios e as regras acima enunciadas, observando, ademais, a diretriz de excepcionalidade da prisão. Se o juiz entender que a prisão domiciliar se mostra inviável ou inadequada em determinadas situações, poderá substituí-la por medidas alternativas arroladas no já mencionado art. 319 do CPP. Para apurar a situação de guardiã dos filhos da mulher presa, dever-se-á dar credibilidade à palavra da mãe. Faculta-se ao juiz, sem prejuízo de cumprir, desde logo, a presente determinação, requisitar a elaboração de laudo social para eventual reanálise do benefício. Caso se constate a suspensão ou destituição do poder familiar por outros motivos que não a prisão, a presente ordem não se aplicará. A fim de se dar cumprimento imediato a esta decisão, deverão ser comunicados os Presidentes dos Tribunais Estaduais e Federais, inclusive da Justiça Militar Estadual e Federal, para que prestem informações e, no prazo máximo de 60 dias a contar de sua publicação, implementem de modo integral as determinações estabelecidas no presente julgamento, à luz dos parâmetros ora enunciados. Com vistas a conferir maior agilidade, e sem prejuízo da medida determinada acima, também deverá ser oficiado ao DEPEN para que comunique aos estabelecimentos prisionais a decisão, cabendo a estes, independentemente de outra provocação, informar aos respectivos juízos a condição de gestante ou mãe das presas preventivas sob sua custódia. Deverá ser oficiado, igualmente, ao Conselho Nacional de Justiça - CNJ, para que, no âmbito de atuação do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas, avalie o cabimento de intervenção nos termos preconizados no art. 1..., § 1..., II, da Lei 12.106/2009, sem prejuízo de outras medidas de reinserção social para as beneficiárias desta decisão. O CNJ poderá ainda, no contexto do Projeto Saúde Prisional, lançado durante o período em que exerci a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 31408 AGR / MS presidência do referido órgão, atuar junto às esferas competentes para que o protocolo de entrada no ambiente prisional seja precedido de exame apto a verificar a situação de gestante da mulher. Tal diretriz está de acordo com o Eixo 2 do referido programa, que prioriza a saúde das mulheres privadas de liberdade. Os juízes responsáveis pela realização das audiências de custódia, bem como aqueles perante os quais se processam ações penais em que há mulheres presas preventivamente, deverão proceder à análise do cabimento da prisão, à luz das diretrizes ora firmadas, de ofício. Embora a provocação por meio de advogado não seja vedada para o cumprimento desta decisão, ela é dispensável, pois o que se almeja é, justamente, suprir falhas estruturais de acesso à Justiça da população presa. Cabe ao Judiciário adotar postura ativa ao dar pleno cumprimento a esta ordem judicial. Nas hipóteses de descumprimento da presente decisão, a ferramenta a ser utilizada é o recurso, e não a reclamação, como já explicitado na ADPF 347” (Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, julgado em 20/2/18 – grifos nossos). No mesmo sentido, destaco os seguintes julgados: Rcl n 29.892/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/3/18; Rcl n 30.549/PB, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 19/6/18, Rcl ns 30.984/SP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 14/8/18, entre outras. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Supremo Tribunal Federal RCL 31408 AGR / MS presidência do referido órgão, atuar junto às esferas competentes para que o protocolo de entrada no ambiente prisional seja precedido de exame apto a verificar a situação de gestante da mulher. Tal diretriz está de acordo com o Eixo 2 do referido programa, que prioriza a saúde das mulheres privadas de liberdade. Os juízes responsáveis pela realização das audiências de custódia, bem como aqueles perante os quais se processam ações penais em que há mulheres presas preventivamente, deverão proceder à análise do cabimento da prisão, à luz das diretrizes ora firmadas, de ofício. Embora a provocação por meio de advogado não seja vedada para o cumprimento desta decisão, ela é dispensável, pois o que se almeja é, justamente, suprir falhas estruturais de acesso à Justiça da população presa. Cabe ao Judiciário adotar postura ativa ao dar pleno cumprimento a esta ordem judicial. Nas hipóteses de descumprimento da presente decisão, a ferramenta a ser utilizada é o recurso, e não a reclamação, como já explicitado na ADPF 347” (Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, julgado em 20/2/18 – grifos nossos). No mesmo sentido, destaco os seguintes julgados: Rcl n 29.892/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/3/18; Rcl n 30.549/PB, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 19/6/18, Rcl ns 30.984/SP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 14/8/18, entre outras. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A31-2EAA-F9FD-0F56 e senha CF3A-E68D-0994-6CB4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : WILSON TAVARES DE LIMA (8290/MS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFAF-1955-E21A-AA31 e senha 5833-4BA4-470E-977C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.408 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : WILSON TAVARES DE LIMA (8290/MS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 28.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFAF-1955-E21A-AA31 e senha 5833-4BA4-470E-977C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HC n 143 . 641 / SP", "HC n 143 . 641 / SP", "ADPF 347 ”", "REG", "HC n 1408249 - 18 . 2018 . 8 . 12 . 0000", "HC n 143 . 641 / SP", "RECLAMAÇÃO 31 . 408", "HC n 1408249 - 18 . 2018 . 8 . 12 . 0000", "HC n 143 . 641 / SP", "habeas corpus n 1408249", "RCL 31408 AGR", "/", "MS 18 . 2018 . 8 .", "RCL", "AGR", "/", "MS 18 . 2018 . 8 . 12", "RECLAMAÇÃO 31 . 408", "HC n 143 . 641 / SP", "RECLAMAÇÃO", "HC n 143 . 641 / SP", "RCL 31408 AGR / MS", "RCL 31408", "ADPF 347 ”", "Rcl n 29 . 892 / SP", "Rcl n 30 . 549 / PB", "Rcl ns 30 . 984 / SP", "RCL 31408", "ADPF 347 ”", "Rcl n 29 . 892 / SP", "Rcl n 30 . 549 / PB", "Rcl ns 30 . 984 / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 992 do Código de Processo Civil", "art . 993 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 992 do Código de Processo Civil", "art . 993 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do CPP", "art", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Convenção sobre Direitos das Pessoas com", "Decreto Legislativo 186 / 2008", "Lei 13 . 146 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do CPP", "art .", "Estatuto da Criança e do", "Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiências", "Decreto Legislativo 186 / 2008", "Lei 13 . 146 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do CPP", "art . 1 . . . , § 1 . . . , II , da Lei 12 . 106 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do CPP", "art . 1 . . . , § 1 . . . , II , da Lei 12 . 106 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO DO SUL", "Brasília", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Câmara Criminal do TJMS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "Câmara Criminal do TJMS", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEPEN", "DEPEN", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "MS", "DEPEN", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Departamento de Monitoramento e", "CNJ", "AGR", "/", "MS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "WILSON TAVARES DE LIMA", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA", "WILSON TAVARES DE LIMA", "DIAS TOFFOLI", "Emmanuelle Alves Ferreira da Silva", "José Ale Ahmad Netto", "DIAS TOFFOLI", "EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA", "WILSON TAVARES DE LIMA", "DIAS TOFFOLI", "Emmanuelle Alves Ferreira da Silva", "José Ale Ahmad Netto", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "DIAS TOFFOLI", "EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA", "WILSON TAVARES DE LIMA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel", "DIAS TOFFOLI", "EMMANUELLE ALVES FERREIRA DA SILVA", "WILSON TAVARES DE LIMA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2018", "28 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "8", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "8", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "18", "16", "/", "3", "/", "18", "19", "/", "6", "/", "18", "14", "/", "8", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "18", "16", "/", "3", "/", "18", "19", "/", "6", "/", "18", "14", "/", "8", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2018", "28", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ANDERSON FAGNER POITES MORENO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. IPTU. LOTEAMENTO. ATRIBUIÇÃO DE VALOR VENAL A IMÓVEL. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB9-448E-F212-8E13 e senha E397-FF28-ADDE-18B9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 1114837 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB9-448E-F212-8E13 e senha E397-FF28-ADDE-18B9 Supremo Tribunal Federal RE 1114837 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB9-448E-F212-8E13 e senha E397-FF28-ADDE-18B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ANDERSON FAGNER POITES MORENO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo interno Anderson Fagner Poites Moreno e outros. A matéria debatida, em síntese, diz com a atribuição de valor venal a imóvel e a consequente alteração da base de cálculo do IPTU. Os agravantes atacam a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustentam inaplicável à espécie o óbice da Súmula nº 280 desta Suprema Corte. Reiteram a afronta ao art. 150, I, da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: RECURSO INOMINADO. TRIBUTÁRIO. IPTU. LONDRINA LOTEAMENTO POSTEIROR À LEI MUNICIPAL Nº 8.672/2001. PLANTA GENÉRICA DE VALORES. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL AO NOVO IMÓVEL CRIADO. PAUTA Nº 011/2016. LEGALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL DA GLEBA ORIGINÁRIA. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL QUE ESTIPULA OS CRITÉRIOS OBJETIVOS PARA A APURAÇÃO DO VALOR VENAL DOS IMÓVEIS CRIADOS APÓS A EDIÇÃO DA RESPECTIVA LEI. INTELIGÊNCIA DO ART. 176, §5º, CTM. ATRIBUIÇÃO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ANDERSON FAGNER POITES MORENO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo interno Anderson Fagner Poites Moreno e outros. A matéria debatida, em síntese, diz com a atribuição de valor venal a imóvel e a consequente alteração da base de cálculo do IPTU. Os agravantes atacam a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustentam inaplicável à espécie o óbice da Súmula nº 280 desta Suprema Corte. Reiteram a afronta ao art. 150, I, da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: RECURSO INOMINADO. TRIBUTÁRIO. IPTU. LONDRINA LOTEAMENTO POSTEIROR À LEI MUNICIPAL Nº 8.672/2001. PLANTA GENÉRICA DE VALORES. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL AO NOVO IMÓVEL CRIADO. PAUTA Nº 011/2016. LEGALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL DA GLEBA ORIGINÁRIA. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL QUE ESTIPULA OS CRITÉRIOS OBJETIVOS PARA A APURAÇÃO DO VALOR VENAL DOS IMÓVEIS CRIADOS APÓS A EDIÇÃO DA RESPECTIVA LEI. INTELIGÊNCIA DO ART. 176, §5º, CTM. ATRIBUIÇÃO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 1114837 AGR / PR VALOR VENAL REALIZADO DE FORMA TÉCNICA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 239, STF. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 1. Cinge-se a controvérsia acerca da constitucionalidade da Pauta de Valores nº. 011/2016, a qual apurou o valor venal do imóvel de propriedade da parte recorrida. Sustenta referida parte que o ato praticado pelo ente municipal é eivado de ilegalidade e inconstitucionalidade, eis que realizado sem edição de lei prévia, afrontando as disposições da Constituição Federal e do Código Tributário Nacional. 2. Não prospera a argüição de inépcia da petição inicial sustentada pela parte recorrente acerca da impossibilidade do pagamento da repetição do indébito por inexistir comprovação de quem realmente pagou os valores referentes ao IPTU. A pretensão não é passível de acolhimento, eis que a relação jurídico-tributária se dá entre o ente municipal instituidor do tributo e o proprietário do imóvel, no caso dos autos, os autores. Assim, havendo a juntada dos carnês de IPTU dos períodos reclamados, entende-se que comprovado está o adimplemento do imposto pela parte autora. Não obstante isto, poderia muito bem a municipalidade ter acostado aos autos certidão/extrato de débitos sobre o imóvel de aventada, sendo imperiosa a rejeição da referida preliminar. Acerca da preliminar de carência da ação, entende-se que ela se confunde com o mérito, motivo pelo qual será analisada conjuntamente com ele. 3. A base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel, conforme expressa disposição do art. 33, CTN. Conceitua-se valor venal “como sendo aquele preço que seria alcançado em uma operação de compra e venda à vista, em condições normais do mercado imobiliário, admitindo-se a diferença de até 10% para mais ou para menos” (HARADA, Kiyoshi in Direito financeiro-tributário). Trata-se, portanto, de um parâmetro dirigido ao legislador, a fim de que não seja extrapolado o valor de mercado do imóvel. Para tanto, pressupõe-se a existência de lei prévia que defina, objetivamente, os critérios para apuração do metro quadrado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Supremo Tribunal Federal RE 1114837 AGR / PR VALOR VENAL REALIZADO DE FORMA TÉCNICA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 239, STF. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 1. Cinge-se a controvérsia acerca da constitucionalidade da Pauta de Valores nº. 011/2016, a qual apurou o valor venal do imóvel de propriedade da parte recorrida. Sustenta referida parte que o ato praticado pelo ente municipal é eivado de ilegalidade e inconstitucionalidade, eis que realizado sem edição de lei prévia, afrontando as disposições da Constituição Federal e do Código Tributário Nacional. 2. Não prospera a argüição de inépcia da petição inicial sustentada pela parte recorrente acerca da impossibilidade do pagamento da repetição do indébito por inexistir comprovação de quem realmente pagou os valores referentes ao IPTU. A pretensão não é passível de acolhimento, eis que a relação jurídico-tributária se dá entre o ente municipal instituidor do tributo e o proprietário do imóvel, no caso dos autos, os autores. Assim, havendo a juntada dos carnês de IPTU dos períodos reclamados, entende-se que comprovado está o adimplemento do imposto pela parte autora. Não obstante isto, poderia muito bem a municipalidade ter acostado aos autos certidão/extrato de débitos sobre o imóvel de aventada, sendo imperiosa a rejeição da referida preliminar. Acerca da preliminar de carência da ação, entende-se que ela se confunde com o mérito, motivo pelo qual será analisada conjuntamente com ele. 3. A base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel, conforme expressa disposição do art. 33, CTN. Conceitua-se valor venal “como sendo aquele preço que seria alcançado em uma operação de compra e venda à vista, em condições normais do mercado imobiliário, admitindo-se a diferença de até 10% para mais ou para menos” (HARADA, Kiyoshi in Direito financeiro-tributário). Trata-se, portanto, de um parâmetro dirigido ao legislador, a fim de que não seja extrapolado o valor de mercado do imóvel. Para tanto, pressupõe-se a existência de lei prévia que defina, objetivamente, os critérios para apuração do metro quadrado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RE 1114837 AGR / PR levando-se em conta os diferentes padrões de construção, bem como de sua localização urbana. Na hipótese, denota-se que a Pauta de Valores nº. 011/2016 fixou o 4. metro quadrado, dos imóveis localizados no Jardim Tenerife, no valor unitário que variam entre R$ 80,00 (oitenta reais) e R$ 300,00 (trezentos reais). 5. Constata-se que os imóveis localizados em referida localidade/empreendimento não existiam à época da edição da Lei nº. 8.672/2001, eis que desmembrados posteriormente, conforme informações prestadas pela Secretaria de Fazenda Municipal de Londrina, o que foi confirmado pela parte autora. Nestes termos, deixou de existir a gleba originária, surgindo, conseqüentemente, novos imóveis com suas respectivas matrículas. 6. Incumbe ao agente administrativo tributário competente, portanto, promover o enquadramento de cada imóvel a ser tributado pelo IPTU nas definições da lei para apuração do valor venal do imóvel, devendo aplicar sobre ele os valores unitários do metro quadrado da construção, assim como do metro quadrado do terreno correspondente. 7. Constata-se que, diferentemente do que sustenta a tese da parte recorrida, não houve majoração da base de cálculo do IPTU efetuada por ato administrativo, mas, tão somente, atribuição do valor venal sobre o novo terreno que surgiu com o desmembramento realizado. 8. Denota-se, através da leitura do art. 176, §5º (acrescido pela Lei nº. 8.671/2001) do Código Tributário Municipal de Londrina que, nos seus incisos I e II, estão previstos os critérios para apuração do valor venal dos imóveis que não estão previstos na Planta Genérica de Valores. Nestes termos, verifica-se que há sim lei prévia que regulamenta os critérios objetivos para tanto, o que foi realizado pelo ente municipal por intermédio de equipe técnica, conforme suficientemente comprovado pela Administração. Assim, não merece acolhimento o entendimento de que há inconstitucionalidade e ilegalidade nos autos praticados pelo Município de Londrina. 9. Nestes temos, igualmente inviável a aplicação de efeitos prospectivos ao caso em mesa, afastando-se o disposto na Súmula 239, STF. Neste sentido: (ARE 704846 ED, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Supremo Tribunal Federal RE 1114837 AGR / PR levando-se em conta os diferentes padrões de construção, bem como de sua localização urbana. Na hipótese, denota-se que a Pauta de Valores nº. 011/2016 fixou o 4. metro quadrado, dos imóveis localizados no Jardim Tenerife, no valor unitário que variam entre R$ 80,00 (oitenta reais) e R$ 300,00 (trezentos reais). 5. Constata-se que os imóveis localizados em referida localidade/empreendimento não existiam à época da edição da Lei nº. 8.672/2001, eis que desmembrados posteriormente, conforme informações prestadas pela Secretaria de Fazenda Municipal de Londrina, o que foi confirmado pela parte autora. Nestes termos, deixou de existir a gleba originária, surgindo, conseqüentemente, novos imóveis com suas respectivas matrículas. 6. Incumbe ao agente administrativo tributário competente, portanto, promover o enquadramento de cada imóvel a ser tributado pelo IPTU nas definições da lei para apuração do valor venal do imóvel, devendo aplicar sobre ele os valores unitários do metro quadrado da construção, assim como do metro quadrado do terreno correspondente. 7. Constata-se que, diferentemente do que sustenta a tese da parte recorrida, não houve majoração da base de cálculo do IPTU efetuada por ato administrativo, mas, tão somente, atribuição do valor venal sobre o novo terreno que surgiu com o desmembramento realizado. 8. Denota-se, através da leitura do art. 176, §5º (acrescido pela Lei nº. 8.671/2001) do Código Tributário Municipal de Londrina que, nos seus incisos I e II, estão previstos os critérios para apuração do valor venal dos imóveis que não estão previstos na Planta Genérica de Valores. Nestes termos, verifica-se que há sim lei prévia que regulamenta os critérios objetivos para tanto, o que foi realizado pelo ente municipal por intermédio de equipe técnica, conforme suficientemente comprovado pela Administração. Assim, não merece acolhimento o entendimento de que há inconstitucionalidade e ilegalidade nos autos praticados pelo Município de Londrina. 9. Nestes temos, igualmente inviável a aplicação de efeitos prospectivos ao caso em mesa, afastando-se o disposto na Súmula 239, STF. Neste sentido: (ARE 704846 ED, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RE 1114837 AGR / PR Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 07-08- 2013 PUBLIC 08-08-2013). 10. Por todo o exposto, a reforma da sentença é medida que se impõe, julgando improcedentes os pedidos autorais. 11. Recurso conhecido e provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Supremo Tribunal Federal RE 1114837 AGR / PR Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 07-08- 2013 PUBLIC 08-08-2013). 10. Por todo o exposto, a reforma da sentença é medida que se impõe, julgando improcedentes os pedidos autorais. 11. Recurso conhecido e provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Anderson Fagner Poites Moreno e outro(a/s). Aparelhado o recurso na afronta ao art. 150, I, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo (Lei Municipal 8.672/2001), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Anderson Fagner Poites Moreno e outro(a/s). Aparelhado o recurso na afronta ao art. 150, I, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo (Lei Municipal 8.672/2001), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1114837 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO IPTU. ISENÇÃO. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. ANÁLISE DE LEI LOCAL: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 841942 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 03/02/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-030 DIVULG 12-02-2015 PUBLIC 13- 02-2015) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. MAJORAÇÃO. COBRANÇA. 1. A controvérsia relativa à existência de majoração do IPTU e respectiva cobrança cinge-se ao reexame da legislação ordinária local e do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. Súmulas 279, 280 e 636 desta Corte. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 900362 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, julgado em 06/10/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-209 DIVULG 19-10-2015 PUBLIC 20- 10-2015) Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPTU. REVISÃO DO LANÇAMENTO. TEMA 339. INOVAÇÃO RECURSAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULAS 279, 280 E 636 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. MULTA APLICADA. I O acórdão impugnado pelo recurso extraordinário não ofendeu o art. 93, IX, da Constituição, na interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar o Tema 339 (AI 791.292 QO-RG) da repercussão geral. II O agravo regimental traz alegações que constituem inadmissível inovação recursal, por não terem sido suscitadas oportunamente no recurso extraordinário. III Revisão do lançamento do IPTU considerada ilegal pelo acórdão recorrido. Princípio da legalidade. Alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, inviável de ser analisada em recurso extraordinário, por demandar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Supremo Tribunal Federal RE 1114837 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO IPTU. ISENÇÃO. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. ANÁLISE DE LEI LOCAL: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 841942 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 03/02/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-030 DIVULG 12-02-2015 PUBLIC 13- 02-2015) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. MAJORAÇÃO. COBRANÇA. 1. A controvérsia relativa à existência de majoração do IPTU e respectiva cobrança cinge-se ao reexame da legislação ordinária local e do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. Súmulas 279, 280 e 636 desta Corte. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 900362 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, julgado em 06/10/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-209 DIVULG 19-10-2015 PUBLIC 20- 10-2015) Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPTU. REVISÃO DO LANÇAMENTO. TEMA 339. INOVAÇÃO RECURSAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULAS 279, 280 E 636 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. MULTA APLICADA. I O acórdão impugnado pelo recurso extraordinário não ofendeu o art. 93, IX, da Constituição, na interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar o Tema 339 (AI 791.292 QO-RG) da repercussão geral. II O agravo regimental traz alegações que constituem inadmissível inovação recursal, por não terem sido suscitadas oportunamente no recurso extraordinário. III Revisão do lançamento do IPTU considerada ilegal pelo acórdão recorrido. Princípio da legalidade. Alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, inviável de ser analisada em recurso extraordinário, por demandar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1114837 AGR / PR interpretação de legislação infraconstitucional para aferir sua ocorrência (CTN e Leis Municipais de Londrina 4.591/1990 e 8.672/2001). Impossibilidade do reexame de fatos e provas. Óbices previstos nas Súmula 279, 280 e 636 do STF. IV Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC).’ (ARE 986150 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 10/02/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-036 DIVULG 22-02-2017 PUBLIC 23-02-2017). Por conseguinte, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280/STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Supremo Tribunal Federal RE 1114837 AGR / PR interpretação de legislação infraconstitucional para aferir sua ocorrência (CTN e Leis Municipais de Londrina 4.591/1990 e 8.672/2001). Impossibilidade do reexame de fatos e provas. Óbices previstos nas Súmula 279, 280 e 636 do STF. IV Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC).’ (ARE 986150 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 10/02/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-036 DIVULG 22-02-2017 PUBLIC 23-02-2017). Por conseguinte, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280/STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1114837 AGR / PR todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Supremo Tribunal Federal RE 1114837 AGR / PR todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ANDERSON FAGNER POITES MORENO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BRUNO MONTENEGRO SACANI (29563/PR) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF3D-66B8-78A4-C396 e senha FF9C-B670-B297-CB14 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ANDERSON FAGNER POITES MORENO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BRUNO MONTENEGRO SACANI (29563/PR) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF3D-66B8-78A4-C396 e senha FF9C-B670-B297-CB14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748275308
2018-09-10T00:00:00
2018-09-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. IPTU. LOTEAMENTO. ATRIBUIÇÃO DE VALOR VENAL A IMÓVEL. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
sjur391349
- Acórdão(s) citado(s): (APLICAÇÃO DE MULTA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 10/10/2018, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1114837
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-008672 ANO-2001\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE LONDRINA, PR" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1114837 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANDERSON FAGNER POITES MORENO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA
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Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ANDERSON FAGNER POITES MORENO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. IPTU. LOTEAMENTO. ATRIBUIÇÃO DE VALOR VENAL A IMÓVEL. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB9-448E-F212-8E13 e senha E397-FF28-ADDE-18B9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB9-448E-F212-8E13 e senha E397-FF28-ADDE-18B9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB9-448E-F212-8E13 e senha E397-FF28-ADDE-18B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ANDERSON FAGNER POITES MORENO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo interno Anderson Fagner Poites Moreno e outros. A matéria debatida, em síntese, diz com a atribuição de valor venal a imóvel e a consequente alteração da base de cálculo do IPTU. Os agravantes atacam a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustentam inaplicável à espécie o óbice da Súmula n 280 desta Suprema Corte. Reiteram a afronta ao art. 150, I, da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: RECURSO INOMINADO. TRIBUTÁRIO. IPTU. LONDRINA LOTEAMENTO POSTEIROR À LEI MUNICIPAL n 8.672/2001. PLANTA GENÉRICA DE VALORES. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL AO NOVO IMÓVEL CRIADO. PAUTA n 011/2016. LEGALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL DA GLEBA ORIGINÁRIA. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL QUE ESTIPULA OS CRITÉRIOS OBJETIVOS PARA A APURAÇÃO DO VALOR VENAL DOS IMÓVEIS CRIADOS APÓS A EDIÇÃO DA RESPECTIVA LEI. INTELIGÊNCIA DO ART. 176, §5..., CTM. ATRIBUIÇÃO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ANDERSON FAGNER POITES MORENO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo interno Anderson Fagner Poites Moreno e outros. A matéria debatida, em síntese, diz com a atribuição de valor venal a imóvel e a consequente alteração da base de cálculo do IPTU. Os agravantes atacam a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustentam inaplicável à espécie o óbice da Súmula n 280 desta Suprema Corte. Reiteram a afronta ao art. 150, I, da Constituição Federal. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: RECURSO INOMINADO. TRIBUTÁRIO. IPTU. LONDRINA LOTEAMENTO POSTEIROR À LEI MUNICIPAL n 8.672/2001. PLANTA GENÉRICA DE VALORES. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL AO NOVO IMÓVEL CRIADO. PAUTA n 011/2016. LEGALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL DA GLEBA ORIGINÁRIA. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL QUE ESTIPULA OS CRITÉRIOS OBJETIVOS PARA A APURAÇÃO DO VALOR VENAL DOS IMÓVEIS CRIADOS APÓS A EDIÇÃO DA RESPECTIVA LEI. INTELIGÊNCIA DO ART. 176, §5..., CTM. ATRIBUIÇÃO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR VALOR VENAL REALIZADO DE FORMA TÉCNICA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 239, Supremo Tribunal Federal. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 1. Cinge-se a controvérsia acerca da constitucionalidade da Pauta de Valores n. 011/2016, a qual apurou o valor venal do imóvel de propriedade da parte recorrida. Sustenta referida parte que o ato praticado pelo ente municipal é eivado de ilegalidade e inconstitucionalidade, eis que realizado sem edição de lei prévia, afrontando as disposições da Constituição Federal e do Código Tributário Nacional. 2. Não prospera a argüição de inépcia da petição inicial sustentada pela parte recorrente acerca da impossibilidade do pagamento da repetição do indébito por inexistir comprovação de quem realmente pagou os valores referentes ao IPTU. A pretensão não é passível de acolhimento, eis que a relação jurídico-tributária se dá entre o ente municipal instituidor do tributo e o proprietário do imóvel, no caso dos autos, os autores. Assim, havendo a juntada dos carnês de IPTU dos períodos reclamados, entende-se que comprovado está o adimplemento do imposto pela parte autora. Não obstante isto, poderia muito bem a municipalidade ter acostado aos autos certidão/extrato de débitos sobre o imóvel de aventada, sendo imperiosa a rejeição da referida preliminar. Acerca da preliminar de carência da ação, entende-se que ela se confunde com o mérito, motivo pelo qual será analisada conjuntamente com ele. 3. A base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel, conforme expressa disposição do art. 33, CTN. Conceitua-se valor venal “como sendo aquele preço que seria alcançado em uma operação de compra e venda à vista, em condições normais do mercado imobiliário, admitindo-se a diferença de até 10% para mais ou para menos” (HARADA, Kiyoshi in Direito financeiro-tributário). Trata-se, portanto, de um parâmetro dirigido ao legislador, a fim de que não seja extrapolado o valor de mercado do imóvel. Para tanto, pressupõe-se a existência de lei prévia que defina, objetivamente, os critérios para apuração do metro quadrado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR VALOR VENAL REALIZADO DE FORMA TÉCNICA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 239, Supremo Tribunal Federal. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 1. Cinge-se a controvérsia acerca da constitucionalidade da Pauta de Valores n. 011/2016, a qual apurou o valor venal do imóvel de propriedade da parte recorrida. Sustenta referida parte que o ato praticado pelo ente municipal é eivado de ilegalidade e inconstitucionalidade, eis que realizado sem edição de lei prévia, afrontando as disposições da Constituição Federal e do Código Tributário Nacional. 2. Não prospera a argüição de inépcia da petição inicial sustentada pela parte recorrente acerca da impossibilidade do pagamento da repetição do indébito por inexistir comprovação de quem realmente pagou os valores referentes ao IPTU. A pretensão não é passível de acolhimento, eis que a relação jurídico-tributária se dá entre o ente municipal instituidor do tributo e o proprietário do imóvel, no caso dos autos, os autores. Assim, havendo a juntada dos carnês de IPTU dos períodos reclamados, entende-se que comprovado está o adimplemento do imposto pela parte autora. Não obstante isto, poderia muito bem a municipalidade ter acostado aos autos certidão/extrato de débitos sobre o imóvel de aventada, sendo imperiosa a rejeição da referida preliminar. Acerca da preliminar de carência da ação, entende-se que ela se confunde com o mérito, motivo pelo qual será analisada conjuntamente com ele. 3. A base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel, conforme expressa disposição do art. 33, CTN. Conceitua-se valor venal “como sendo aquele preço que seria alcançado em uma operação de compra e venda à vista, em condições normais do mercado imobiliário, admitindo-se a diferença de até 10% para mais ou para menos” (HARADA, Kiyoshi in Direito financeiro-tributário). Trata-se, portanto, de um parâmetro dirigido ao legislador, a fim de que não seja extrapolado o valor de mercado do imóvel. Para tanto, pressupõe-se a existência de lei prévia que defina, objetivamente, os critérios para apuração do metro quadrado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR levando-se em conta os diferentes padrões de construção, bem como de sua localização urbana. Na hipótese, denota-se que a Pauta de Valores n. 011/2016 fixou o 4. metro quadrado, dos imóveis localizados no Jardim Tenerife, no valor unitário que variam entre R$ 80,00 (oitenta reais) e R$ 300,00 (trezentos reais). 5. Constata-se que os imóveis localizados em referida localidade/empreendimento não existiam à época da edição da Lei n. 8.672/2001, eis que desmembrados posteriormente, conforme informações prestadas pela Secretaria de Fazenda Municipal de Londrina, o que foi confirmado pela parte autora. Nestes termos, deixou de existir a gleba originária, surgindo, conseqüentemente, novos imóveis com suas respectivas matrículas. 6. Incumbe ao agente administrativo tributário competente, portanto, promover o enquadramento de cada imóvel a ser tributado pelo IPTU nas definições da lei para apuração do valor venal do imóvel, devendo aplicar sobre ele os valores unitários do metro quadrado da construção, assim como do metro quadrado do terreno correspondente. 7. Constata-se que, diferentemente do que sustenta a tese da parte recorrida, não houve majoração da base de cálculo do IPTU efetuada por ato administrativo, mas, tão somente, atribuição do valor venal sobre o novo terreno que surgiu com o desmembramento realizado. 8. Denota-se, através da leitura do art. 176, §5... (acrescido pela Lei n. 8.671/2001) do Código Tributário Municipal de Londrina que, nos seus incisos I e II, estão previstos os critérios para apuração do valor venal dos imóveis que não estão previstos na Planta Genérica de Valores. Nestes termos, verifica-se que há sim lei prévia que regulamenta os critérios objetivos para tanto, o que foi realizado pelo ente municipal por intermédio de equipe técnica, conforme suficientemente comprovado pela Administração. Assim, não merece acolhimento o entendimento de que há inconstitucionalidade e ilegalidade nos autos praticados pelo Município de Londrina. 9. Nestes temos, igualmente inviável a aplicação de efeitos prospectivos ao caso em mesa, afastando-se o disposto na Súmula 239, Supremo Tribunal Federal. Neste sentido: (ARE 704846 ED, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR levando-se em conta os diferentes padrões de construção, bem como de sua localização urbana. Na hipótese, denota-se que a Pauta de Valores n. 011/2016 fixou o 4. metro quadrado, dos imóveis localizados no Jardim Tenerife, no valor unitário que variam entre R$ 80,00 (oitenta reais) e R$ 300,00 (trezentos reais). 5. Constata-se que os imóveis localizados em referida localidade/empreendimento não existiam à época da edição da Lei n. 8.672/2001, eis que desmembrados posteriormente, conforme informações prestadas pela Secretaria de Fazenda Municipal de Londrina, o que foi confirmado pela parte autora. Nestes termos, deixou de existir a gleba originária, surgindo, conseqüentemente, novos imóveis com suas respectivas matrículas. 6. Incumbe ao agente administrativo tributário competente, portanto, promover o enquadramento de cada imóvel a ser tributado pelo IPTU nas definições da lei para apuração do valor venal do imóvel, devendo aplicar sobre ele os valores unitários do metro quadrado da construção, assim como do metro quadrado do terreno correspondente. 7. Constata-se que, diferentemente do que sustenta a tese da parte recorrida, não houve majoração da base de cálculo do IPTU efetuada por ato administrativo, mas, tão somente, atribuição do valor venal sobre o novo terreno que surgiu com o desmembramento realizado. 8. Denota-se, através da leitura do art. 176, §5... (acrescido pela Lei n. 8.671/2001) do Código Tributário Municipal de Londrina que, nos seus incisos I e II, estão previstos os critérios para apuração do valor venal dos imóveis que não estão previstos na Planta Genérica de Valores. Nestes termos, verifica-se que há sim lei prévia que regulamenta os critérios objetivos para tanto, o que foi realizado pelo ente municipal por intermédio de equipe técnica, conforme suficientemente comprovado pela Administração. Assim, não merece acolhimento o entendimento de que há inconstitucionalidade e ilegalidade nos autos praticados pelo Município de Londrina. 9. Nestes temos, igualmente inviável a aplicação de efeitos prospectivos ao caso em mesa, afastando-se o disposto na Súmula 239, Supremo Tribunal Federal. Neste sentido: (ARE 704846 ED, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 07-08- 2013 PUBLIC 08-08-2013). 10. Por todo o exposto, a reforma da sentença é medida que se impõe, julgando improcedentes os pedidos autorais. 11. Recurso conhecido e provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/05/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 07-08- 2013 PUBLIC 08-08-2013). 10. Por todo o exposto, a reforma da sentença é medida que se impõe, julgando improcedentes os pedidos autorais. 11. Recurso conhecido e provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213E-D88A-84DD-AB7F e senha 77BB-0151-F7AC-C619 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Anderson Fagner Poites Moreno e outro(a/s). Aparelhado o recurso na afronta ao art. 150, I, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo (Lei Municipal 8.672/2001), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Anderson Fagner Poites Moreno e outro(a/s). Aparelhado o recurso na afronta ao art. 150, I, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo (Lei Municipal 8.672/2001), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO IPTU. ISENÇÃO. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. ANÁLISE DE LEI LOCAL: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 841942 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 03/02/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-030 DIVULG 12-02-2015 PUBLIC 13- 02-2015) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. MAJORAÇÃO. COBRANÇA. 1. A controvérsia relativa à existência de majoração do IPTU e respectiva cobrança cinge-se ao reexame da legislação ordinária local e do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. Súmulas 279, 280 e 636 desta Corte. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 900362 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, julgado em 06/10/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-209 DIVULG 19-10-2015 PUBLIC 20- 10-2015) Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPTU. REVISÃO DO LANÇAMENTO. TEMA 339. INOVAÇÃO RECURSAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULAS 279, 280 E 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. MULTA APLICADA. I O acórdão impugnado pelo recurso extraordinário não ofendeu o art. 93, IX, da Constituição, na interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar o Tema 339 (AI 791.292 QO-RG) da repercussão geral. II O agravo regimental traz alegações que constituem inadmissível inovação recursal, por não terem sido suscitadas oportunamente no recurso extraordinário. III Revisão do lançamento do IPTU considerada ilegal pelo acórdão recorrido. Princípio da legalidade. Alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, inviável de ser analisada em recurso extraordinário, por demandar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO IPTU. ISENÇÃO. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. ANÁLISE DE LEI LOCAL: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 841942 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 03/02/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-030 DIVULG 12-02-2015 PUBLIC 13- 02-2015) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. MAJORAÇÃO. COBRANÇA. 1. A controvérsia relativa à existência de majoração do IPTU e respectiva cobrança cinge-se ao reexame da legislação ordinária local e do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. Súmulas 279, 280 e 636 desta Corte. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 900362 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, julgado em 06/10/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-209 DIVULG 19-10-2015 PUBLIC 20- 10-2015) Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPTU. REVISÃO DO LANÇAMENTO. TEMA 339. INOVAÇÃO RECURSAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULAS 279, 280 E 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. MULTA APLICADA. I O acórdão impugnado pelo recurso extraordinário não ofendeu o art. 93, IX, da Constituição, na interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar o Tema 339 (AI 791.292 QO-RG) da repercussão geral. II O agravo regimental traz alegações que constituem inadmissível inovação recursal, por não terem sido suscitadas oportunamente no recurso extraordinário. III Revisão do lançamento do IPTU considerada ilegal pelo acórdão recorrido. Princípio da legalidade. Alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, inviável de ser analisada em recurso extraordinário, por demandar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR interpretação de legislação infraconstitucional para aferir sua ocorrência (CTN e Leis Municipais de Londrina 4.591/1990 e 8.672/2001). Impossibilidade do reexame de fatos e provas. Óbices previstos nas Súmula 279, 280 e 636 do Supremo Tribunal Federal. IV Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).’ (ARE 986150 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 10/02/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-036 DIVULG 22-02-2017 PUBLIC 23-02-2017). Por conseguinte, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR interpretação de legislação infraconstitucional para aferir sua ocorrência (CTN e Leis Municipais de Londrina 4.591/1990 e 8.672/2001). Impossibilidade do reexame de fatos e provas. Óbices previstos nas Súmula 279, 280 e 636 do Supremo Tribunal Federal. IV Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).’ (ARE 986150 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 10/02/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-036 DIVULG 22-02-2017 PUBLIC 23-02-2017). Por conseguinte, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6141-A1B0-1289-C593 e senha 14A0-3894-0F09-7D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ANDERSON FAGNER POITES MORENO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BRUNO MONTENEGRO SACANI (29563/PR) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF3D-66B8-78A4-C396 e senha FF9C-B670-B297-CB14 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.837 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ANDERSON FAGNER POITES MORENO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BRUNO MONTENEGRO SACANI (29563/PR) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF3D-66B8-78A4-C396 e senha FF9C-B670-B297-CB14 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 837", "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1114837 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 837", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 837", "Súmula n 280 desta Suprema Corte", "PAUTA n 011 / 2016", "Recurso Extraordinário 1114837 AGR /", "SÚMULA 239 , Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1114837 AGR /", "SÚMULA 239 , Supremo", "Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR", "Súmula 239 , Supremo Tribunal Federal", "ARE 704846 ED", "Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR", "Súmula 239 , Supremo Tribunal Federal", "ARE 704846 ED ,", "Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1114837", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 841942 AgR", "ARE 900362 AgR", "SÚMULAS 279 , 280", "AI 791 . 292 QO - RG", "Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 841942 AgR", "ARE 900362 AgR", "SÚMULAS 279 , 280", "AI 791 . 292 QO - RG", "Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR", "Súmula 279 , 280 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 986150", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 , 280 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 986150 AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1114837 AGR / PR", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "Recurso Extraordinário 1114837 AGR", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 837", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 837" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ANDERSON FAGNER POITES MORENO", "BRUNO MONTENEGRO SACANI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ANDERSON FAGNER POITES MORENO", "BRUNO MONTENEGRO SACANI", "Rosa Weber", "Anderson Fagner Poites Moreno", "ROSA WEBER", "ANDERSON FAGNER POITES MORENO", "BRUNO MONTENEGRO SACANI", "Rosa Weber", "Anderson Fagner Poites Moreno", "HARADA , Kiyoshi", "HARADA , Kiyoshi", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Anderson Fagner Poites Moreno", "Rosa Weber", "Anderson Fagner Poites Moreno", "ROSA WEBER", "CÁRMEN LÚCIA", "EDSON FACHIN", "CÁRMEN LÚCIA", "EDSON FACHIN", "ROSA WEBER", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "ANDERSON FAGNER POITES MORENO", "BRUNO MONTENEGRO SACANI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "ANDERSON FAGNER POITES MORENO", "BRUNO MONTENEGRO SACANI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto", "06 de setembro de 2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto", "06 de setembro de 2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "05", "/", "2013", "07", "-", "08", "-", "2013", "08", "-", "08", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "05", "/", "2013", "07", "-", "08", "-", "2013", "08", "-", "08", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "12", "-", "02", "-", "2015", "13", "-", "02", "-", "2015", "06", "/", "10", "/", "2015", "19", "-", "10", "-", "2015", "20", "-", "10", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "12", "-", "02", "-", "2015", "13", "-", "02", "-", "2015", "06", "/", "10", "/", "2015", "19", "-", "10", "-", "2015", "20", "-", "10", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2017", "22", "-", "02", "-", "2017", "23", "-", "02", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2017", "22", "-", "02", "-", "2017", "23", "-", "02", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES ADV.(A/S) :FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :VALDIR DIAS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de setembro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA5C-73B0-1F72-09CD e senha 8001-2961-496E-08DC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES ADV.(A/S) :FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :VALDIR DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais confirmou o entendimento do Juízo quanto à concessão da segurança, tendo por comprovado o direito líquido e certo da autora à renúncia de aposentadoria. No extraordinário, interposto com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente aponta violados os artigos 2º, 5º, inciso XXXVI, 37, cabeça, 40, § 10, da Constituição Federal. Salienta a inexistência de previsão legal a amparar o pedido formulado pela recorrida. Discorre sobre o vínculo público entre o servidor aposentado e o Estado, não sendo a renúncia à aposentadoria ato unilateral. Diz violados os princípios da legalidade e da moralidade. 2. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: No texto de referido acórdão, destacou o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES ADV.(A/S) :FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :VALDIR DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais confirmou o entendimento do Juízo quanto à concessão da segurança, tendo por comprovado o direito líquido e certo da autora à renúncia de aposentadoria. No extraordinário, interposto com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente aponta violados os artigos 2º, 5º, inciso XXXVI, 37, cabeça, 40, § 10, da Constituição Federal. Salienta a inexistência de previsão legal a amparar o pedido formulado pela recorrida. Discorre sobre o vínculo público entre o servidor aposentado e o Estado, não sendo a renúncia à aposentadoria ato unilateral. Diz violados os princípios da legalidade e da moralidade. 2. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: No texto de referido acórdão, destacou o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 1112461 AGR / MG Desembargador , que: "É sabido que a aposentadoria é um direito da pessoa quando. preenchendo determinados requisitos, adquire o direito de perceber um pagamento. O instituto da aposentadoria se constitui em um direito social do servidor público e, portanto, faz parte de seu patrimônio individual. Sendo um direito de natureza patrimonial, portanto disponível, não há vedação legal que impeça a autora de dispor de seu direito. O que o nosso ordenamento jurídico proíbe é a reversão, ou seja, a pretensão de o servidor se desaposentar. para voltar ao cargo de origem, sem o devido concurso público. A renúncia à aposentadoria é ato unilateral, onde a impetrante renuncia a sua condição de servidora pública inativa e aos seus respectivos proventos A renúncia à aposentadoria sendo ato unilateral independe da concordância da Administração Pública, porquanto trata- se de desistência do exercício do direito de receber proventos. Ademais, não pretende a autora acumular proventos com vencimentos, o que é vedado pela Constituição Federal. Por outro lado: não há qualquer prejuízo as atividades ligadas à Administração Pública. pois trata-se de desistência do exercício do direito de receber os proventos. Assim, a renúncia aos proventos de aposentadoria é direito disponível da autora, constituindo-se em direito liquido e certo amparável por mandado de segurança com expedição de certidão do ato e da contagem do tempo de serviço para averbação em outro ente federativo. Dispensa, pois, como já dito, da aquiescência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Supremo Tribunal Federal RE 1112461 AGR / MG Desembargador , que: "É sabido que a aposentadoria é um direito da pessoa quando. preenchendo determinados requisitos, adquire o direito de perceber um pagamento. O instituto da aposentadoria se constitui em um direito social do servidor público e, portanto, faz parte de seu patrimônio individual. Sendo um direito de natureza patrimonial, portanto disponível, não há vedação legal que impeça a autora de dispor de seu direito. O que o nosso ordenamento jurídico proíbe é a reversão, ou seja, a pretensão de o servidor se desaposentar. para voltar ao cargo de origem, sem o devido concurso público. A renúncia à aposentadoria é ato unilateral, onde a impetrante renuncia a sua condição de servidora pública inativa e aos seus respectivos proventos A renúncia à aposentadoria sendo ato unilateral independe da concordância da Administração Pública, porquanto trata- se de desistência do exercício do direito de receber proventos. Ademais, não pretende a autora acumular proventos com vencimentos, o que é vedado pela Constituição Federal. Por outro lado: não há qualquer prejuízo as atividades ligadas à Administração Pública. pois trata-se de desistência do exercício do direito de receber os proventos. Assim, a renúncia aos proventos de aposentadoria é direito disponível da autora, constituindo-se em direito liquido e certo amparável por mandado de segurança com expedição de certidão do ato e da contagem do tempo de serviço para averbação em outro ente federativo. Dispensa, pois, como já dito, da aquiescência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório RE 1112461 AGR / MG Administração Pública, mormente quando vier assumir novo cargo, emprego ou função pública. cumprindo o disposto no § 10 do artigo 37 da Constituição da República". Assim, despiciendo tecer maiores considerações acerca da matéria, já examinada e resolvida pela Corte Superior deste Tribunal, decisão que espelha a jurisprudência dominante nesta Casa e a do Superior Tribunal de Justiça, representando, ainda, entendimento deste Relator. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O Estado de Minas Gerais renova a alegação de ofensa aos artigos 2º, 5º, inciso XXXVI, e 37, cabeça e inciso II, da Constituição Federal, aludindo ao decidido nos recursos extraordinários nº 381.367/RS e 661.256/SC. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão emitida em 27 de junho de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Supremo Tribunal Federal RE 1112461 AGR / MG Administração Pública, mormente quando vier assumir novo cargo, emprego ou função pública. cumprindo o disposto no § 10 do artigo 37 da Constituição da República". Assim, despiciendo tecer maiores considerações acerca da matéria, já examinada e resolvida pela Corte Superior deste Tribunal, decisão que espelha a jurisprudência dominante nesta Casa e a do Superior Tribunal de Justiça, representando, ainda, entendimento deste Relator. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O Estado de Minas Gerais renova a alegação de ofensa aos artigos 2º, 5º, inciso XXXVI, e 37, cabeça e inciso II, da Constituição Federal, aludindo ao decidido nos recursos extraordinários nº 381.367/RS e 661.256/SC. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão emitida em 27 de junho de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assentou: MANDADO DE SEGURANÇA – REEXAME NECESSÁRIO – RENÚNCIA À APOSENTADORIA – ATO UNILATERAL – DIREITO LÍQUIDO E CERTO – ENTENDIMENTO PREVALENTE – PRECEDENTE DA CORTE SUPERIOR – SENTENÇA MANTIDA. Conforme entendimento sedimentado na Corte Superior deste Tribunal, "A renúncia à aposentadoria é ato unilateral do servidor público, não dependendo da concordância da Administração Pública". O Colegiado, confirmando o Juízo, ressaltou a comprovação do direito líquido e certo da autora à renúncia de aposentadoria. Em momento algum, houve análise do tema à luz do disposto na Constituição Federal. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu à interpretação da legislação de regência, não alcançando, portanto, a matéria constitucional. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. A insurgência do agravante, com pretensão de novo julgamento, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do mencionado § 4º do diploma legal, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F09-9A5D-AD70-DD8C e senha 6A06-E39A-61F8-3D5C Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assentou: MANDADO DE SEGURANÇA – REEXAME NECESSÁRIO – RENÚNCIA À APOSENTADORIA – ATO UNILATERAL – DIREITO LÍQUIDO E CERTO – ENTENDIMENTO PREVALENTE – PRECEDENTE DA CORTE SUPERIOR – SENTENÇA MANTIDA. Conforme entendimento sedimentado na Corte Superior deste Tribunal, "A renúncia à aposentadoria é ato unilateral do servidor público, não dependendo da concordância da Administração Pública". O Colegiado, confirmando o Juízo, ressaltou a comprovação do direito líquido e certo da autora à renúncia de aposentadoria. Em momento algum, houve análise do tema à luz do disposto na Constituição Federal. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu à interpretação da legislação de regência, não alcançando, portanto, a matéria constitucional. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. A insurgência do agravante, com pretensão de novo julgamento, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do mencionado § 4º do diploma legal, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F09-9A5D-AD70-DD8C e senha 6A06-E39A-61F8-3D5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES ADV.(A/S) : FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO (126503/MG) ADV.(A/S) : VALDIR DIAS (89816/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F3B-558F-5F0B-8B54 e senha 8671-CC90-45E4-9BBD Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES ADV.(A/S) : FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO (126503/MG) ADV.(A/S) : VALDIR DIAS (89816/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F3B-558F-5F0B-8B54 e senha 8671-CC90-45E4-9BBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748710797
2018-09-18T00:00:00
2018-11-23T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur395043
Número de páginas: 6. Análise: 04/12/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1112461
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1112461 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES ADV.(A/S) : FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) : VALDIR DIAS
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Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES ADV.(A/S) :FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :VALDIR DIAS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de setembro de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA5C-73B0-1F72-09CD e senha 8001-2961-496E-08DC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES ADV.(A/S) :FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :VALDIR DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais confirmou o entendimento do Juízo quanto à concessão da segurança, tendo por comprovado o direito líquido e certo da autora à renúncia de aposentadoria. No extraordinário, interposto com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente aponta violados os artigos 2..., 5..., inciso XXXVI, 37, cabeça, 40, § 10, da Constituição Federal. Salienta a inexistência de previsão legal a amparar o pedido formulado pela recorrida. Discorre sobre o vínculo público entre o servidor aposentado e o Estado, não sendo a renúncia à aposentadoria ato unilateral. Diz violados os princípios da legalidade e da moralidade. 2. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: No texto de referido acórdão, destacou o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES ADV.(A/S) :FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :VALDIR DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais confirmou o entendimento do Juízo quanto à concessão da segurança, tendo por comprovado o direito líquido e certo da autora à renúncia de aposentadoria. No extraordinário, interposto com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente aponta violados os artigos 2..., 5..., inciso XXXVI, 37, cabeça, 40, § 10, da Constituição Federal. Salienta a inexistência de previsão legal a amparar o pedido formulado pela recorrida. Discorre sobre o vínculo público entre o servidor aposentado e o Estado, não sendo a renúncia à aposentadoria ato unilateral. Diz violados os princípios da legalidade e da moralidade. 2. Colho do acórdão recorrido o seguinte trecho: No texto de referido acórdão, destacou o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 1112461 AGR / MG Desembargador , que: "É sabido que a aposentadoria é um direito da pessoa quando. preenchendo determinados requisitos, adquire o direito de perceber um pagamento. O instituto da aposentadoria se constitui em um direito social do servidor público e, portanto, faz parte de seu patrimônio individual. Sendo um direito de natureza patrimonial, portanto disponível, não há vedação legal que impeça a autora de dispor de seu direito. O que o nosso ordenamento jurídico proíbe é a reversão, ou seja, a pretensão de o servidor se desaposentar. para voltar ao cargo de origem, sem o devido concurso público. A renúncia à aposentadoria é ato unilateral, onde a impetrante renuncia a sua condição de servidora pública inativa e aos seus respectivos proventos A renúncia à aposentadoria sendo ato unilateral independe da concordância da Administração Pública, porquanto trata- se de desistência do exercício do direito de receber proventos. Ademais, não pretende a autora acumular proventos com vencimentos, o que é vedado pela Constituição Federal. Por outro lado: não há qualquer prejuízo as atividades ligadas à Administração Pública. pois trata-se de desistência do exercício do direito de receber os proventos. Assim, a renúncia aos proventos de aposentadoria é direito disponível da autora, constituindo-se em direito liquido e certo amparável por mandado de segurança com expedição de certidão do ato e da contagem do tempo de serviço para averbação em outro ente federativo. Dispensa, pois, como já dito, da aquiescência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1112461 AGR / MG Desembargador , que: "É sabido que a aposentadoria é um direito da pessoa quando. preenchendo determinados requisitos, adquire o direito de perceber um pagamento. O instituto da aposentadoria se constitui em um direito social do servidor público e, portanto, faz parte de seu patrimônio individual. Sendo um direito de natureza patrimonial, portanto disponível, não há vedação legal que impeça a autora de dispor de seu direito. O que o nosso ordenamento jurídico proíbe é a reversão, ou seja, a pretensão de o servidor se desaposentar. para voltar ao cargo de origem, sem o devido concurso público. A renúncia à aposentadoria é ato unilateral, onde a impetrante renuncia a sua condição de servidora pública inativa e aos seus respectivos proventos A renúncia à aposentadoria sendo ato unilateral independe da concordância da Administração Pública, porquanto trata- se de desistência do exercício do direito de receber proventos. Ademais, não pretende a autora acumular proventos com vencimentos, o que é vedado pela Constituição Federal. Por outro lado: não há qualquer prejuízo as atividades ligadas à Administração Pública. pois trata-se de desistência do exercício do direito de receber os proventos. Assim, a renúncia aos proventos de aposentadoria é direito disponível da autora, constituindo-se em direito liquido e certo amparável por mandado de segurança com expedição de certidão do ato e da contagem do tempo de serviço para averbação em outro ente federativo. Dispensa, pois, como já dito, da aquiescência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 1112461 AGR / MG Administração Pública, mormente quando vier assumir novo cargo, emprego ou função pública. cumprindo o disposto no § 10 do artigo 37 da Constituição da República". Assim, despiciendo tecer maiores considerações acerca da matéria, já examinada e resolvida pela Corte Superior deste Tribunal, decisão que espelha a jurisprudência dominante nesta Casa e a do Superior Tribunal de Justiça, representando, ainda, entendimento deste Relator. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O Estado de Minas Gerais renova a alegação de ofensa aos artigos 2..., 5..., inciso XXXVI, e 37, cabeça e inciso II, da Constituição Federal, aludindo ao decidido nos recursos extraordinários n 381.367/RS e 661.256/SC. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão emitida em 27 de junho de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1112461 AGR / MG Administração Pública, mormente quando vier assumir novo cargo, emprego ou função pública. cumprindo o disposto no § 10 do artigo 37 da Constituição da República". Assim, despiciendo tecer maiores considerações acerca da matéria, já examinada e resolvida pela Corte Superior deste Tribunal, decisão que espelha a jurisprudência dominante nesta Casa e a do Superior Tribunal de Justiça, representando, ainda, entendimento deste Relator. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O Estado de Minas Gerais renova a alegação de ofensa aos artigos 2..., 5..., inciso XXXVI, e 37, cabeça e inciso II, da Constituição Federal, aludindo ao decidido nos recursos extraordinários n 381.367/RS e 661.256/SC. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão emitida em 27 de junho de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCB5-647A-7AA1-D86F e senha 1013-11B9-AE6C-5B4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assentou: MANDADO DE SEGURANÇA – REEXAME NECESSÁRIO – RENÚNCIA À APOSENTADORIA – ATO UNILATERAL – DIREITO LÍQUIDO E CERTO – ENTENDIMENTO PREVALENTE – PRECEDENTE DA CORTE SUPERIOR – SENTENÇA MANTIDA. Conforme entendimento sedimentado na Corte Superior deste Tribunal, "A renúncia à aposentadoria é ato unilateral do servidor público, não dependendo da concordância da Administração Pública". O Colegiado, confirmando o Juízo, ressaltou a comprovação do direito líquido e certo da autora à renúncia de aposentadoria. Em momento algum, houve análise do tema à luz do disposto na Constituição Federal. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu à interpretação da legislação de regência, não alcançando, portanto, a matéria constitucional. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. A insurgência do agravante, com pretensão de novo julgamento, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do mencionado § 4... do diploma legal, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F09-9A5D-AD70-DD8C e senha 6A06-E39A-61F8-3D5C Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assentou: MANDADO DE SEGURANÇA – REEXAME NECESSÁRIO – RENÚNCIA À APOSENTADORIA – ATO UNILATERAL – DIREITO LÍQUIDO E CERTO – ENTENDIMENTO PREVALENTE – PRECEDENTE DA CORTE SUPERIOR – SENTENÇA MANTIDA. Conforme entendimento sedimentado na Corte Superior deste Tribunal, "A renúncia à aposentadoria é ato unilateral do servidor público, não dependendo da concordância da Administração Pública". O Colegiado, confirmando o Juízo, ressaltou a comprovação do direito líquido e certo da autora à renúncia de aposentadoria. Em momento algum, houve análise do tema à luz do disposto na Constituição Federal. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu à interpretação da legislação de regência, não alcançando, portanto, a matéria constitucional. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. A insurgência do agravante, com pretensão de novo julgamento, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do mencionado § 4... do diploma legal, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F09-9A5D-AD70-DD8C e senha 6A06-E39A-61F8-3D5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES ADV.(A/S) : FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO (126503/MG) ADV.(A/S) : VALDIR DIAS (89816/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F3B-558F-5F0B-8B54 e senha 8671-CC90-45E4-9BBD Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.461 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES ADV.(A/S) : FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO (126503/MG) ADV.(A/S) : VALDIR DIAS (89816/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F3B-558F-5F0B-8B54 e senha 8671-CC90-45E4-9BBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 112 . 461", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 112 . 461", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 112 . 461", "Recurso Extraordinário 1112461 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 1112461 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 1112461 AGR / MG", "recursos extraordinários n 381 . 367 / RS", "661", ".", "256", "/", "SC", "Recurso Extraordinário 1112461 AGR / MG", "recursos extraordinários n 381 . 367 / RS", "661", ".", "256", "/", "SC", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 2 . . . , 5 . . . , inciso XXXVI , 37 , cabeça , 40 , § 10 , da Constituição Federal", "Medida Provisória n", "artigos 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 10 do artigo 37 da Constituição da República", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 2 . . . , 5", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 10 do artigo 37 da Constituição da República", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 2 . . . , 5 . . . , inciso XXXVI , e 37 , cabeça e inciso II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Estado de Minas Gerais", "Estado de Minas Gerais", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES", "FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO", "VALDIR DIAS", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES", "FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO", "VALDIR DIAS", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES", "FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO", "VALDIR DIAS", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES", "FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO", "VALDIR DIAS", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "TANIA CRISTINA BITTENCOURT MAGALHAES", "FELIPE OLIVEIRA MONTEIRO", "VALDIR DIAS", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "18", "/", "09", "/", "2018", "18 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "5 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "5 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "18", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO ZERBINI ADV.(A/S) :LUIZ NAKAHARADA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MEDIDA PROVISÓRIA. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. ANÁLISE PELO PODER JUDICIÁRIO. EXCEPCIONALIDADE. CEBAS. ANULAÇÃO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI 8.212/1991. NÃO DEMONSTRAÇÃO. 1. Acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08D0-F373-35DB-FEA9 e senha 8F6E-1A08-8A02-D02E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO ZERBINI ADV.(A/S) :LUIZ NAKAHARADA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno interposto por LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário considerando os seguintes entendimentos do STF: (a) descabe examinar a relevância e urgência invocadas pelo Presidente da República quando da edição de medida provisória, salvo em casos de notório abuso de poder; (b) a renovação automática não impede que a entidade busque efetivar os demais requisitos a fim de desfrutar da imunidade prevista no art. 195, § 7º da Constituição Federal; e (c) o autor não demonstrou que a recorrida não preenche tais pressupostos legais. Em suas razões, a parte agravante defende a natureza constitucional da pretensão deduzida no apelo extremo e renova seus argumentos de mérito no sentido da necessidade de anulação do CEBAS concedido a entidade ora agravada. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F0-6F70-3D9B-D78E e senha 50D8-24C0-2332-D5A5 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO ZERBINI ADV.(A/S) :LUIZ NAKAHARADA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno interposto por LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário considerando os seguintes entendimentos do STF: (a) descabe examinar a relevância e urgência invocadas pelo Presidente da República quando da edição de medida provisória, salvo em casos de notório abuso de poder; (b) a renovação automática não impede que a entidade busque efetivar os demais requisitos a fim de desfrutar da imunidade prevista no art. 195, § 7º da Constituição Federal; e (c) o autor não demonstrou que a recorrida não preenche tais pressupostos legais. Em suas razões, a parte agravante defende a natureza constitucional da pretensão deduzida no apelo extremo e renova seus argumentos de mérito no sentido da necessidade de anulação do CEBAS concedido a entidade ora agravada. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F0-6F70-3D9B-D78E e senha 50D8-24C0-2332-D5A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado (fl. 320, Vol. 6): AÇÃO POPULAR. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICIENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS). MEDIDA PROVISÓRIA N.º 446/2008. 1. A Medida Provisória n.º 446/2008, que dispôs sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, foi rejeitada pelo Congresso Nacional, o qual não editou ato disciplinando as relações jurídicas estabelecidas no período de sua vigência (art. 62, § 11, da CF), tornando aplicáveis as respectivas disposições. 2. A possibilidade de o Poder Judiciário apreciar a presença dos requisitos de relevância e urgência, previstos no art. 62 da Constituição Federal, é admitida em casos excepcionais de abuso da discricionariedade do Presidente da República. Não sendo essa a hipótese dos autos, o que se infere pelos motivos que ensejaram sua edição, não há invalidade a ser reconhecida. 3. Tampouco há inconstitucionalidade material, pois a expedição de certificado pelo Conselho Nacional de Assistência Social, no período de vigência da referida Medida Provisória, não exime a entidade beneficiária de implementar os demais requisitos legais para fruição da imunidade prevista no art. 195, § 7º, da Constituição Federal. 4. Inexistindo elementos suficientes para formação de qualquer juízo acerca do efetivo implemento ou não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado (fl. 320, Vol. 6): AÇÃO POPULAR. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICIENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS). MEDIDA PROVISÓRIA N.º 446/2008. 1. A Medida Provisória n.º 446/2008, que dispôs sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, foi rejeitada pelo Congresso Nacional, o qual não editou ato disciplinando as relações jurídicas estabelecidas no período de sua vigência (art. 62, § 11, da CF), tornando aplicáveis as respectivas disposições. 2. A possibilidade de o Poder Judiciário apreciar a presença dos requisitos de relevância e urgência, previstos no art. 62 da Constituição Federal, é admitida em casos excepcionais de abuso da discricionariedade do Presidente da República. Não sendo essa a hipótese dos autos, o que se infere pelos motivos que ensejaram sua edição, não há invalidade a ser reconhecida. 3. Tampouco há inconstitucionalidade material, pois a expedição de certificado pelo Conselho Nacional de Assistência Social, no período de vigência da referida Medida Provisória, não exime a entidade beneficiária de implementar os demais requisitos legais para fruição da imunidade prevista no art. 195, § 7º, da Constituição Federal. 4. Inexistindo elementos suficientes para formação de qualquer juízo acerca do efetivo implemento ou não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1100057 AGR / RS dos requisitos previstos na legislação de regência, tal análise deve se dar na via administrativa, oportunamente. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: art. 5º, XXXV; art. 37, caput; art. 62, caput e § 3º; art. 150, II; art. 170, II, III, e IV; art. 195, caput e § 7º. Em suas razões recursais, o autor pleiteia a declaração de inconstitucionalidade dos arts. 37, 38 e 39 da Medida Provisória nº 446/2008, de modo a impedir a concessão de certificado às entidades beneficentes de assistência social (CEBAS) sem análise dos requisitos exigidos e limitar a isenção tributária ampla concedida a essas entidades. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Como evidenciado pelo Tribunal de origem, segundo entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal, ao Poder Judiciário não cabe examinar a relevância e urgência invocadas pelo Presidente da República quando da edição de medida provisória, salvo em casos de notório abuso de poder (cf. AI-AgR 489108, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 26/05/2006; ADI 2150, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJe de 28/04/2000). Como, no caso concreto, não se cogita desse cenário patológico, não se cogita o reexame judicial da questão. Além disso, não há o que se falar em ausência de pressupostos para a renovação automática do CEBAS, estando em conformidade com o disposto no artigo 62, §11, da Constituição Federal (cf. RE 1015225, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 07/11/2017). Dessa maneira, é inexistente a inconstitucionalidade material alegada, visto que (a) a renovação automática não impede que a entidade busque efetivar os demais requisitos a fim de desfrutar da imunidade prevista no art. 195, § 7º da Constituição Federal; e (b) o autor não demonstrou que a recorrida não preenche tais pressupostos legais. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Supremo Tribunal Federal RE 1100057 AGR / RS dos requisitos previstos na legislação de regência, tal análise deve se dar na via administrativa, oportunamente. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: art. 5º, XXXV; art. 37, caput; art. 62, caput e § 3º; art. 150, II; art. 170, II, III, e IV; art. 195, caput e § 7º. Em suas razões recursais, o autor pleiteia a declaração de inconstitucionalidade dos arts. 37, 38 e 39 da Medida Provisória nº 446/2008, de modo a impedir a concessão de certificado às entidades beneficentes de assistência social (CEBAS) sem análise dos requisitos exigidos e limitar a isenção tributária ampla concedida a essas entidades. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Como evidenciado pelo Tribunal de origem, segundo entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal, ao Poder Judiciário não cabe examinar a relevância e urgência invocadas pelo Presidente da República quando da edição de medida provisória, salvo em casos de notório abuso de poder (cf. AI-AgR 489108, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 26/05/2006; ADI 2150, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJe de 28/04/2000). Como, no caso concreto, não se cogita desse cenário patológico, não se cogita o reexame judicial da questão. Além disso, não há o que se falar em ausência de pressupostos para a renovação automática do CEBAS, estando em conformidade com o disposto no artigo 62, §11, da Constituição Federal (cf. RE 1015225, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 07/11/2017). Dessa maneira, é inexistente a inconstitucionalidade material alegada, visto que (a) a renovação automática não impede que a entidade busque efetivar os demais requisitos a fim de desfrutar da imunidade prevista no art. 195, § 7º da Constituição Federal; e (b) o autor não demonstrou que a recorrida não preenche tais pressupostos legais. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1100057 AGR / RS Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. " Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Supremo Tribunal Federal RE 1100057 AGR / RS Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. " Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) : CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO (0120901/RJ, 0120901/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDACAO ZERBINI ADV.(A/S) : LUIZ NAKAHARADA JUNIOR (44648/DF, 217191/RJ, 163284/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 979F-6118-7B9A-74B7 e senha 0387-62D0-3BE2-A7CC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) : CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO (0120901/RJ, 0120901/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDACAO ZERBINI ADV.(A/S) : LUIZ NAKAHARADA JUNIOR (44648/DF, 217191/RJ, 163284/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 979F-6118-7B9A-74B7 e senha 0387-62D0-3BE2-A7CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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2018-10-26T00:00:00
2018-11-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MEDIDA PROVISÓRIA. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. ANÁLISE PELO PODER JUDICIÁRIO. EXCEPCIONALIDADE. CEBAS. ANULAÇÃO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI 8.212/1991. NÃO DEMONSTRAÇÃO. 1. Acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur393972
Número de páginas: 6. Análise: 21/11/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1100057
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00062 PAR-00011 ART-00195 PAR-00007\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\n ART-00055\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED MPR-000446 ANO-2008\n MEDIDA PROVISÓRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1100057 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) : CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDACAO ZERBINI ADV.(A/S) : LUIZ NAKAHARADA JUNIOR AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO ZERBINI ADV.(A/S) :LUIZ NAKAHARADA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MEDIDA PROVISÓRIA. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. ANÁLISE PELO PODER JUDICIÁRIO. EXCEPCIONALIDADE. CEBAS. ANULAÇÃO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI 8.212/1991. NÃO DEMONSTRAÇÃO. 1. Acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 08D0-F373-35DB-FEA9 e senha 8F6E-1A08-8A02-D02E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO ZERBINI ADV.(A/S) :LUIZ NAKAHARADA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno interposto por LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário considerando os seguintes entendimentos do Supremo Tribunal Federal: (a) descabe examinar a relevância e urgência invocadas pelo Presidente da República quando da edição de medida provisória, salvo em casos de notório abuso de poder; (b) a renovação automática não impede que a entidade busque efetivar os demais requisitos a fim de desfrutar da imunidade prevista no art. 195, § 7... da Constituição Federal; e (c) o autor não demonstrou que a recorrida não preenche tais pressupostos legais. Em suas razões, a parte agravante defende a natureza constitucional da pretensão deduzida no apelo extremo e renova seus argumentos de mérito no sentido da necessidade de anulação do CEBAS concedido a entidade ora agravada. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F0-6F70-3D9B-D78E e senha 50D8-24C0-2332-D5A5 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDACAO ZERBINI ADV.(A/S) :LUIZ NAKAHARADA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno interposto por LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário considerando os seguintes entendimentos do Supremo Tribunal Federal: (a) descabe examinar a relevância e urgência invocadas pelo Presidente da República quando da edição de medida provisória, salvo em casos de notório abuso de poder; (b) a renovação automática não impede que a entidade busque efetivar os demais requisitos a fim de desfrutar da imunidade prevista no art. 195, § 7... da Constituição Federal; e (c) o autor não demonstrou que a recorrida não preenche tais pressupostos legais. Em suas razões, a parte agravante defende a natureza constitucional da pretensão deduzida no apelo extremo e renova seus argumentos de mérito no sentido da necessidade de anulação do CEBAS concedido a entidade ora agravada. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F0-6F70-3D9B-D78E e senha 50D8-24C0-2332-D5A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado (fl. 320, Vol. 6): AÇÃO POPULAR. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICIENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS). MEDIDA PROVISÓRIA N. 446/2008. 1. A Medida Provisória n. 446/2008, que dispôs sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, foi rejeitada pelo Congresso Nacional, o qual não editou ato disciplinando as relações jurídicas estabelecidas no período de sua vigência (art. 62, § 11, da Constituição Federal de 1988), tornando aplicáveis as respectivas disposições. 2. A possibilidade de o Poder Judiciário apreciar a presença dos requisitos de relevância e urgência, previstos no art. 62 da Constituição Federal, é admitida em casos excepcionais de abuso da discricionariedade do Presidente da República. Não sendo essa a hipótese dos autos, o que se infere pelos motivos que ensejaram sua edição, não há invalidade a ser reconhecida. 3. Tampouco há inconstitucionalidade material, pois a expedição de certificado pelo Conselho Nacional de Assistência Social, no período de vigência da referida Medida Provisória, não exime a entidade beneficiária de implementar os demais requisitos legais para fruição da imunidade prevista no art. 195, § 7..., da Constituição Federal. 4. Inexistindo elementos suficientes para formação de qualquer juízo acerca do efetivo implemento ou não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado (fl. 320, Vol. 6): AÇÃO POPULAR. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICIENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS). MEDIDA PROVISÓRIA N. 446/2008. 1. A Medida Provisória n. 446/2008, que dispôs sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, foi rejeitada pelo Congresso Nacional, o qual não editou ato disciplinando as relações jurídicas estabelecidas no período de sua vigência (art. 62, § 11, da Constituição Federal de 1988), tornando aplicáveis as respectivas disposições. 2. A possibilidade de o Poder Judiciário apreciar a presença dos requisitos de relevância e urgência, previstos no art. 62 da Constituição Federal, é admitida em casos excepcionais de abuso da discricionariedade do Presidente da República. Não sendo essa a hipótese dos autos, o que se infere pelos motivos que ensejaram sua edição, não há invalidade a ser reconhecida. 3. Tampouco há inconstitucionalidade material, pois a expedição de certificado pelo Conselho Nacional de Assistência Social, no período de vigência da referida Medida Provisória, não exime a entidade beneficiária de implementar os demais requisitos legais para fruição da imunidade prevista no art. 195, § 7..., da Constituição Federal. 4. Inexistindo elementos suficientes para formação de qualquer juízo acerca do efetivo implemento ou não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1100057 AGR / RS dos requisitos previstos na legislação de regência, tal análise deve se dar na via administrativa, oportunamente. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: art. 5..., XXXV; art. 37, caput; art. 62, caput e § 3...; art. 150, II; art. 170, II, III, e IV; art. 195, caput e § 7.... Em suas razões recursais, o autor pleiteia a declaração de inconstitucionalidade dos arts. 37, 38 e 39 da Medida Provisória n 446/2008, de modo a impedir a concessão de certificado às entidades beneficentes de assistência social (CEBAS) sem análise dos requisitos exigidos e limitar a isenção tributária ampla concedida a essas entidades. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Como evidenciado pelo Tribunal de origem, segundo entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal, ao Poder Judiciário não cabe examinar a relevância e urgência invocadas pelo Presidente da República quando da edição de medida provisória, salvo em casos de notório abuso de poder (cf. AI-AgR 489108, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 26/05/2006; ADI 2150, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJe de 28/04/2000). Como, no caso concreto, não se cogita desse cenário patológico, não se cogita o reexame judicial da questão. Além disso, não há o que se falar em ausência de pressupostos para a renovação automática do CEBAS, estando em conformidade com o disposto no artigo 62, §11, da Constituição Federal (cf. Recurso Extraordinário 1015225, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 07/11/2017). Dessa maneira, é inexistente a inconstitucionalidade material alegada, visto que (a) a renovação automática não impede que a entidade busque efetivar os demais requisitos a fim de desfrutar da imunidade prevista no art. 195, § 7... da Constituição Federal; e (b) o autor não demonstrou que a recorrida não preenche tais pressupostos legais. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100057 AGR / RS dos requisitos previstos na legislação de regência, tal análise deve se dar na via administrativa, oportunamente. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: art. 5..., XXXV; art. 37, caput; art. 62, caput e § 3...; art. 150, II; art. 170, II, III, e IV; art. 195, caput e § 7.... Em suas razões recursais, o autor pleiteia a declaração de inconstitucionalidade dos arts. 37, 38 e 39 da Medida Provisória n 446/2008, de modo a impedir a concessão de certificado às entidades beneficentes de assistência social (CEBAS) sem análise dos requisitos exigidos e limitar a isenção tributária ampla concedida a essas entidades. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Como evidenciado pelo Tribunal de origem, segundo entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal, ao Poder Judiciário não cabe examinar a relevância e urgência invocadas pelo Presidente da República quando da edição de medida provisória, salvo em casos de notório abuso de poder (cf. AI-AgR 489108, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 26/05/2006; ADI 2150, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJe de 28/04/2000). Como, no caso concreto, não se cogita desse cenário patológico, não se cogita o reexame judicial da questão. Além disso, não há o que se falar em ausência de pressupostos para a renovação automática do CEBAS, estando em conformidade com o disposto no artigo 62, §11, da Constituição Federal (cf. Recurso Extraordinário 1015225, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 07/11/2017). Dessa maneira, é inexistente a inconstitucionalidade material alegada, visto que (a) a renovação automática não impede que a entidade busque efetivar os demais requisitos a fim de desfrutar da imunidade prevista no art. 195, § 7... da Constituição Federal; e (b) o autor não demonstrou que a recorrida não preenche tais pressupostos legais. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1100057 AGR / RS Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. " Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100057 AGR / RS Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. " Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8AA-8DCC-FA07-6EE4 e senha 7721-01DD-7EC5-0497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) : CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO (0120901/RJ, 0120901/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDACAO ZERBINI ADV.(A/S) : LUIZ NAKAHARADA JUNIOR (44648/DF, 217191/RJ, 163284/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 979F-6118-7B9A-74B7 e senha 0387-62D0-3BE2-A7CC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.057 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) : CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO (0120901/RJ, 0120901/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDACAO ZERBINI ADV.(A/S) : LUIZ NAKAHARADA JUNIOR (44648/DF, 217191/RJ, 163284/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 979F-6118-7B9A-74B7 e senha 0387-62D0-3BE2-A7CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 057", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 057", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 057", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 057", "Recurso Extraordinário 1100057 AGR / RS", "AI", "-", "AgR 489108", "ADI 2150", "Recurso Extraordinário 1015225", "Recurso Extraordinário 1100057 AGR / RS", "AI", "-", "AgR 489108", "ADI 2150", "Recurso Extraordinário 1015225", "Recurso Extraordinário 1100057 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1100057 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 057", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 057" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 55 DA LEI 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 195 , § 7 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 195 , § 7 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "MEDIDA PROVISÓRIA N . 446 / 2008", "Medida Provisória n . 446 / 2008", "art . 62 , § 11 , da Constituição Federal de 1988", "art . 62 da Constituição Federal", "art . 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "MEDIDA PROVISÓRIA N . 446 / 2008", "Medida Provisória n . 446 / 2008", "art . 62 , § 11 , da Constituição Federal de 1988", "art . 62 da Constituição Federal", "art . 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 37 , 38 e 39 da Medida Provisória n 446 / 2008", "artigo 62 , § 11 , da Constituição Federal", "art . 195 , § 7 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 37 , 38 e 39 da Medida Provisória n 446 / 2008", "artigo 62 , § 11 , da Constituição Federal", "art . 195 , § 7 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO ZERBINI", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . 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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) :AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO, ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR E RESISTÊNCIA. DOSIMETRIA DAS PENAS. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5D7-5F62-3F10-8DD9 e senha 534A-149E-F205-F313 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) :AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os argumentos apontados na Instância Ordinária. Consta dos autos, em apertada síntese, que o agravante Diego Paulo dos Santos foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 2 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, regime fechado, além de 14 (quatorze) dias- multa, no piso, pela prática do crime previsto no art. 157, §2º, II, do Código Penal, e que o agravante Amilton Padilha foi condenado à pena de 15 (quinze) anos e 3 (três) meses de reclusão, regime fechado, além de 50 (cinquenta) dias-multa, no piso, pela prática dos crimes previstos no art. 157, §2º, II, no art. 311 e no art. 329, caput, todos do Código Penal. Irresignada, a defesa interpôs recursos de Apelação, tendo o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina negado provimento e, de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) :AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os argumentos apontados na Instância Ordinária. Consta dos autos, em apertada síntese, que o agravante Diego Paulo dos Santos foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 2 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, regime fechado, além de 14 (quatorze) dias- multa, no piso, pela prática do crime previsto no art. 157, §2º, II, do Código Penal, e que o agravante Amilton Padilha foi condenado à pena de 15 (quinze) anos e 3 (três) meses de reclusão, regime fechado, além de 50 (cinquenta) dias-multa, no piso, pela prática dos crimes previstos no art. 157, §2º, II, no art. 311 e no art. 329, caput, todos do Código Penal. Irresignada, a defesa interpôs recursos de Apelação, tendo o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina negado provimento e, de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório RHC 159896 AGR / SC ofício, reduzido a pena aplicada ao agravante Amilton Padilha para 13 (treze) anos, 4 (quatro) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 3 (três) meses de detenção e 30 (trinta) dias-multa, no piso. Os embargos declaratórios opostos pela defesa do agravante Amilton Padilha foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Contra essa decisão, impetrou-se Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, com pedido liminar, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, a redução da pena-base, sob o fundamento de constrangimento ilegal na valoração negativa indevida das circunstâncias judiciais da personalidade e das circunstâncias do delito relativamente ao paciente, aqui agravante, Amilton Padilha. Asseverou que "a análise da personalidade do agente não pode ser confundida com o suposto histórico criminal do paciente. É uma categoria autônoma que, para ser valorada negativamente, necessita de estudo técnico, por profissional habilitado. Ou seja, a análise da personalidade é um ato de competência exclusiva das ciências (psiquiatria, psicologia e psicanálise)." Destacou que "a mera leitura do fundamento invocado pelo Juízo a quo para exasperar a pena-base no tocante ao vetor circunstâncias do delito permite verificar, de plano, sua ilegalidade, por não se adequar ao conceito normativo dessa circunstância judicial prevista no art. 59, caput, do CP.". Insurgiu-se, também, contra o sopesar negativo das circunstâncias do crime no que tange ao paciente, aqui agravante, Diego Paulo dos Santos, enfatizando que "a mera leitura do fundamento invocado pelo Juízo a quo para exasperar a pena-base no tocante às circunstâncias do crime permite verificar, de plano, sua ilegalidade, por não se adequar ao conceito normativo desta circunstância judicial prevista no art. 59, caput, do CP. De fato, a condição de o paciente Diego Paulo dos Santos ter cometido o crime durante o período em que 'estava em gozo do benefício da saída temporária' não permite a exasperação da pena-base pela valoração negativa das circunstâncias do crime.". A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, Acórdão julgado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Rel. Min. ANTONIO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC ofício, reduzido a pena aplicada ao agravante Amilton Padilha para 13 (treze) anos, 4 (quatro) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 3 (três) meses de detenção e 30 (trinta) dias-multa, no piso. Os embargos declaratórios opostos pela defesa do agravante Amilton Padilha foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Contra essa decisão, impetrou-se Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, com pedido liminar, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, a redução da pena-base, sob o fundamento de constrangimento ilegal na valoração negativa indevida das circunstâncias judiciais da personalidade e das circunstâncias do delito relativamente ao paciente, aqui agravante, Amilton Padilha. Asseverou que "a análise da personalidade do agente não pode ser confundida com o suposto histórico criminal do paciente. É uma categoria autônoma que, para ser valorada negativamente, necessita de estudo técnico, por profissional habilitado. Ou seja, a análise da personalidade é um ato de competência exclusiva das ciências (psiquiatria, psicologia e psicanálise)." Destacou que "a mera leitura do fundamento invocado pelo Juízo a quo para exasperar a pena-base no tocante ao vetor circunstâncias do delito permite verificar, de plano, sua ilegalidade, por não se adequar ao conceito normativo dessa circunstância judicial prevista no art. 59, caput, do CP.". Insurgiu-se, também, contra o sopesar negativo das circunstâncias do crime no que tange ao paciente, aqui agravante, Diego Paulo dos Santos, enfatizando que "a mera leitura do fundamento invocado pelo Juízo a quo para exasperar a pena-base no tocante às circunstâncias do crime permite verificar, de plano, sua ilegalidade, por não se adequar ao conceito normativo desta circunstância judicial prevista no art. 59, caput, do CP. De fato, a condição de o paciente Diego Paulo dos Santos ter cometido o crime durante o período em que 'estava em gozo do benefício da saída temporária' não permite a exasperação da pena-base pela valoração negativa das circunstâncias do crime.". A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, Acórdão julgado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Rel. Min. ANTONIO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RHC 159896 AGR / SC SALDANHA PALHEIRO, que denegou a ordem, consoante se infere da ementa: HABEAS CORPUS. PENA-BASE. MAUS ANTECEDENTES. UTILIZAÇÃO DE CONDENAÇÕES ANTERIORES ALCANÇADAS PELO PERÍODO DEPURADOR. POSSIBILIDADE. PERSONALIDADE. QUATRO CONDENAÇÕES ANTERIORES COM TRÂNSITO EM JULGADO. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. PACIENTE FORAGIDO. COMETIMENTO DO DELITO NO GOZO DE SAÍDA TEMPORÁRIA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. 1. Nos termos da orientação desta Casa, é possível a exasperação da pena-base com fulcro em condenações anteriores transitadas em julgado há mais de 5 (cinco) anos, porquanto, apesar de não espelharem a reincidência, pois alcançadas pelo período depurador previsto no art. 64, inciso I, do Código Penal, podem ser utilizadas para caracterizar os maus antecedentes do réu. Precedentes. 2. As instâncias de origem apontaram diferentes anotações penais com trânsito em julgado para majorar a reprimenda básica à conta de maus antecedentes e personalidade do agente, além daquela utilizada na segunda etapa do cálculo da sanção para a configuração da reincidência. Desse modo, adequada a fundamentação apresentada, não se verificando a ocorrência do vedado bis in idem. 3. De acordo com a jurisprudência desta Casa, a prática do crime por réu foragido ou quando em gozo de saída temporária demonstram desvio de caráter comportamental, justificando a exasperação da reprimenda básica. Precedentes. 4. Habeas corpus denegado. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em Habeas Corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual pugnou pelo provimento do recurso a fim de revisar a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC SALDANHA PALHEIRO, que denegou a ordem, consoante se infere da ementa: HABEAS CORPUS. PENA-BASE. MAUS ANTECEDENTES. UTILIZAÇÃO DE CONDENAÇÕES ANTERIORES ALCANÇADAS PELO PERÍODO DEPURADOR. POSSIBILIDADE. PERSONALIDADE. QUATRO CONDENAÇÕES ANTERIORES COM TRÂNSITO EM JULGADO. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. PACIENTE FORAGIDO. COMETIMENTO DO DELITO NO GOZO DE SAÍDA TEMPORÁRIA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. 1. Nos termos da orientação desta Casa, é possível a exasperação da pena-base com fulcro em condenações anteriores transitadas em julgado há mais de 5 (cinco) anos, porquanto, apesar de não espelharem a reincidência, pois alcançadas pelo período depurador previsto no art. 64, inciso I, do Código Penal, podem ser utilizadas para caracterizar os maus antecedentes do réu. Precedentes. 2. As instâncias de origem apontaram diferentes anotações penais com trânsito em julgado para majorar a reprimenda básica à conta de maus antecedentes e personalidade do agente, além daquela utilizada na segunda etapa do cálculo da sanção para a configuração da reincidência. Desse modo, adequada a fundamentação apresentada, não se verificando a ocorrência do vedado bis in idem. 3. De acordo com a jurisprudência desta Casa, a prática do crime por réu foragido ou quando em gozo de saída temporária demonstram desvio de caráter comportamental, justificando a exasperação da reprimenda básica. Precedentes. 4. Habeas corpus denegado. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em Habeas Corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual pugnou pelo provimento do recurso a fim de revisar a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RHC 159896 AGR / SC dosimetria das penas, afastando (a) a exasperação da pena-base pela valoração negativa da personalidade e das circunstâncias na dosimetria da pena de Amilton Padilha; bem como para (b) excluir, na dosimetria da pena de Diego Paulo dos Santos, o acréscimo decorrente na negativação das circunstâncias do crime. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de se revisar a dosimetria das penas dos agravantes, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC dosimetria das penas, afastando (a) a exasperação da pena-base pela valoração negativa da personalidade e das circunstâncias na dosimetria da pena de Amilton Padilha; bem como para (b) excluir, na dosimetria da pena de Diego Paulo dos Santos, o acréscimo decorrente na negativação das circunstâncias do crime. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de se revisar a dosimetria das penas dos agravantes, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve as penas dos recorrentes, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos neste Recurso Ordinário, a saber: Discute-se no presente inconformismo, vimos do relatório, a legalidade dos fundamentos apresentados pelas instâncias de origem para estabelecer as reprimendas básicas dos pacientes acima do mínimo legal. Por oportuno, transcrevo estes trechos da sentença condenatória (e-STJ fls. 225/229): [...] O colegiado local, ao apreciar o recurso defensivo, teceu estas considerações acerca das sanções estabelecidas em primeira instância: [...] Praticada a infração penal, surge para o Estado o direito de aplicar a sanção penal abstratamente cominada, modo de retribuir o mal causado pelo acusado e meio supostamente eficiente de evitar a reincidência. Nesse tear, demanda-se a estrita observância do devido processo legal, que se encerra com a sentença, ato judicial que aplica ao acusado a reprimenda Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve as penas dos recorrentes, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos neste Recurso Ordinário, a saber: Discute-se no presente inconformismo, vimos do relatório, a legalidade dos fundamentos apresentados pelas instâncias de origem para estabelecer as reprimendas básicas dos pacientes acima do mínimo legal. Por oportuno, transcrevo estes trechos da sentença condenatória (e-STJ fls. 225/229): [...] O colegiado local, ao apreciar o recurso defensivo, teceu estas considerações acerca das sanções estabelecidas em primeira instância: [...] Praticada a infração penal, surge para o Estado o direito de aplicar a sanção penal abstratamente cominada, modo de retribuir o mal causado pelo acusado e meio supostamente eficiente de evitar a reincidência. Nesse tear, demanda-se a estrita observância do devido processo legal, que se encerra com a sentença, ato judicial que aplica ao acusado a reprimenda Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 159896 AGR / SC individualizada de acordo com a gravidade do delito e com as condições pessoais do sentenciado. A primeira etapa de fixação da reprimenda, como é cediço, tem como objetivo estabelecer a pena-base, partindo do preceito secundário simples ou qualificado do tipo incriminador, sobre o qual incidirão as circunstâncias judiciais descritas no art. 59, do Código Penal. As circunstâncias judiciais são valores positivos; para inverter essa polaridade, é imperioso ao prolator da sentença apresentar elementos concretos de convicção presentes no bojo do processo. Sendo assim, é inadmissível o aumento da pena-base com fundamento em meras suposições ou em argumento de autoridade. Não atende à exigência do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal a simples menção aos critérios enumerados no art. 59, do Código Penal, sem anunciar os dados objetivos e subjetivos que a eles se amoldam, ou a invocação de fórmulas imprecisas em prejuízo do condenado. Com efeito, com supedâneo no enunciado n. 444, de Súmula desta Corte Superior, tem-se como firme o entendimento de que inquéritos policiais e ações penais em curso não podem ser utilizados para exasperar a pena-base, seja como maus antecedentes, ou como personalidade voltada à prática de delitos. Entrementes, na espécie, relativamente ao paciente AMILTON PADILHA, as instâncias de origem apontaram a existência de condenações definitivas como motivo para o aumento da reprimenda básica, destacando, nesse contexto, os péssimos antecedentes do paciente e sua personalidade desvirtuada. Rememoro, a propósito, que, nos termos da orientação desta Casa, condenações transitadas em julgado há mais de 5 (cinco) anos, apesar de não espelharem a reincidência, pois alcançadas pelo período depurador previsto no art. 64, inciso I, do Código Penal, podem ser utilizadas para aumentar a penabase no sentenciado na primeira etapa do cálculo da reprimenda. No mesmo caminhar: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC individualizada de acordo com a gravidade do delito e com as condições pessoais do sentenciado. A primeira etapa de fixação da reprimenda, como é cediço, tem como objetivo estabelecer a pena-base, partindo do preceito secundário simples ou qualificado do tipo incriminador, sobre o qual incidirão as circunstâncias judiciais descritas no art. 59, do Código Penal. As circunstâncias judiciais são valores positivos; para inverter essa polaridade, é imperioso ao prolator da sentença apresentar elementos concretos de convicção presentes no bojo do processo. Sendo assim, é inadmissível o aumento da pena-base com fundamento em meras suposições ou em argumento de autoridade. Não atende à exigência do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal a simples menção aos critérios enumerados no art. 59, do Código Penal, sem anunciar os dados objetivos e subjetivos que a eles se amoldam, ou a invocação de fórmulas imprecisas em prejuízo do condenado. Com efeito, com supedâneo no enunciado n. 444, de Súmula desta Corte Superior, tem-se como firme o entendimento de que inquéritos policiais e ações penais em curso não podem ser utilizados para exasperar a pena-base, seja como maus antecedentes, ou como personalidade voltada à prática de delitos. Entrementes, na espécie, relativamente ao paciente AMILTON PADILHA, as instâncias de origem apontaram a existência de condenações definitivas como motivo para o aumento da reprimenda básica, destacando, nesse contexto, os péssimos antecedentes do paciente e sua personalidade desvirtuada. Rememoro, a propósito, que, nos termos da orientação desta Casa, condenações transitadas em julgado há mais de 5 (cinco) anos, apesar de não espelharem a reincidência, pois alcançadas pelo período depurador previsto no art. 64, inciso I, do Código Penal, podem ser utilizadas para aumentar a penabase no sentenciado na primeira etapa do cálculo da reprimenda. No mesmo caminhar: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 159896 AGR / SC [...] Nesse tear, da análise da folha de antecedentes do sentenciado AMILTON PADILHA, esclareço que constam quatro condenações definitivas. Desse modo, correto o aumento da pena-base diante dos maus antecedentes, pois presente condenação passada em julgado em desfavor do paciente, anterior à data do fato em análise, diferente da condenação utilizada na segunda etapa do cálculo da sanção para a configuração da reincidência. O mesmo há de ser dito em relação à personalidade. Esta, sabemos todos, espelha a síntese das qualidades morais e sociais do indivíduo. Sendo assim, na análise da vetorial deve o sentenciante verificar a maior ou menor sensibilidade ético-social do acusado, a presença ou não de eventuais desvios de caráter de forma a identificar se o crime constitui um episódio acidental na sua trajetória. Noutro falar, refere-se "ao seu caráter como pessoa humana. Serve para demonstrar a índole do agente, seu temperamento. São os casos de sensibilidade, controle emocional, predisposição agressiva, discussões antecipadas, atitudes precipitadas, dentre outras" (SCHMITT, Ricardo Augusto. Sentença Penal Condenatória. 8. ed. Salvador: Juspodivm, 2013, p. 130). A personalidade do réu, portanto, não encontra enquadramento em um conceito jurídico, em uma atividade de subsunção, devendo o magistrado voltar seu olhar não apenas à Ciência Jurídica. Contrariamente, a apreciação da circunstância judicial em desfile demanda uma percepção sistêmica, inclinada à Psicologia, à Psiquiatria e à Antropologia, compreendendo um complexo de características individuais que ditam o comportamento do autor do delito. Cumpre ressaltar, outrossim, que a conclusão perpassa pelo sentir do julgador, que tem contato com as provas, com os meandros do processo, sendo absolutamente dispensável a realização de qualquer estudo técnico. A orientação desta Casa é pacífica nesse sentido. A propósito: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC [...] Nesse tear, da análise da folha de antecedentes do sentenciado AMILTON PADILHA, esclareço que constam quatro condenações definitivas. Desse modo, correto o aumento da pena-base diante dos maus antecedentes, pois presente condenação passada em julgado em desfavor do paciente, anterior à data do fato em análise, diferente da condenação utilizada na segunda etapa do cálculo da sanção para a configuração da reincidência. O mesmo há de ser dito em relação à personalidade. Esta, sabemos todos, espelha a síntese das qualidades morais e sociais do indivíduo. Sendo assim, na análise da vetorial deve o sentenciante verificar a maior ou menor sensibilidade ético-social do acusado, a presença ou não de eventuais desvios de caráter de forma a identificar se o crime constitui um episódio acidental na sua trajetória. Noutro falar, refere-se "ao seu caráter como pessoa humana. Serve para demonstrar a índole do agente, seu temperamento. São os casos de sensibilidade, controle emocional, predisposição agressiva, discussões antecipadas, atitudes precipitadas, dentre outras" (SCHMITT, Ricardo Augusto. Sentença Penal Condenatória. 8. ed. Salvador: Juspodivm, 2013, p. 130). A personalidade do réu, portanto, não encontra enquadramento em um conceito jurídico, em uma atividade de subsunção, devendo o magistrado voltar seu olhar não apenas à Ciência Jurídica. Contrariamente, a apreciação da circunstância judicial em desfile demanda uma percepção sistêmica, inclinada à Psicologia, à Psiquiatria e à Antropologia, compreendendo um complexo de características individuais que ditam o comportamento do autor do delito. Cumpre ressaltar, outrossim, que a conclusão perpassa pelo sentir do julgador, que tem contato com as provas, com os meandros do processo, sendo absolutamente dispensável a realização de qualquer estudo técnico. A orientação desta Casa é pacífica nesse sentido. A propósito: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 159896 AGR / SC [...] Em acréscimo, elucida a jurisprudência desta Casa que, "a existência de condenações anteriores transitadas em julgado pode justificar validamente a elevação da pena-base, tanto como maus antecedentes, bem como conduta social e personalidade, desde que diferentes as condenações consideradas, sob pena de bis in idem. O que não se admite é a consideração de uma mesma condenação para a valoração negativa de mais de uma circunstância judicial ou de uma circunstância judicial e da reincidência" (HC n. 348.451/RJ, Relator para acórdão Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 3/5/2016). Sobre o tema, confira-se este precedente: [...] Diante desse cenário, presentes quatro condenações definitivas em desfavor do referido sentenciado, uma delas considerada, vimos, para a valoração negativa dos maus antecedentes; outras duas como fundamento para o reconhecimento da reincidência; remanesce uma condenação passada em julgado bastante a justificar o aumento da reprimenda básica à conta da personalidade. Prossigo para destacar que, de acordo com a orientação desta Corte Superior, as circunstâncias do crime podem ser compreendidas como os pormenores do fato delitivo, acessórios ou acidentais, não inerentes ao tipo penal. Desse modo, na análise das circunstâncias do crime, impreterível ao sentenciante apreciar, com base em fatos concretos, provados nos autos, o lugar do delito, o tempo de sua duração, a atitude assumida pelo agente no decorrer da consumação da infração penal, a mecânica delitiva empregada, dentre outros elementos indicativos de uma maior reprovabilidade do comportamento. Na situação em desfile, destacou o sentenciante que AMILTON PADILHA praticou os crimes narrados na peça acusatória na condição de foragido. Nesta toada, entendo que descreveram as instâncias ordinárias as particularidades do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC [...] Em acréscimo, elucida a jurisprudência desta Casa que, "a existência de condenações anteriores transitadas em julgado pode justificar validamente a elevação da pena-base, tanto como maus antecedentes, bem como conduta social e personalidade, desde que diferentes as condenações consideradas, sob pena de bis in idem. O que não se admite é a consideração de uma mesma condenação para a valoração negativa de mais de uma circunstância judicial ou de uma circunstância judicial e da reincidência" (HC n. 348.451/RJ, Relator para acórdão Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 3/5/2016). Sobre o tema, confira-se este precedente: [...] Diante desse cenário, presentes quatro condenações definitivas em desfavor do referido sentenciado, uma delas considerada, vimos, para a valoração negativa dos maus antecedentes; outras duas como fundamento para o reconhecimento da reincidência; remanesce uma condenação passada em julgado bastante a justificar o aumento da reprimenda básica à conta da personalidade. Prossigo para destacar que, de acordo com a orientação desta Corte Superior, as circunstâncias do crime podem ser compreendidas como os pormenores do fato delitivo, acessórios ou acidentais, não inerentes ao tipo penal. Desse modo, na análise das circunstâncias do crime, impreterível ao sentenciante apreciar, com base em fatos concretos, provados nos autos, o lugar do delito, o tempo de sua duração, a atitude assumida pelo agente no decorrer da consumação da infração penal, a mecânica delitiva empregada, dentre outros elementos indicativos de uma maior reprovabilidade do comportamento. Na situação em desfile, destacou o sentenciante que AMILTON PADILHA praticou os crimes narrados na peça acusatória na condição de foragido. Nesta toada, entendo que descreveram as instâncias ordinárias as particularidades do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 159896 AGR / SC delito e as atitudes assumidas pelo condenado no decorrer do fato criminoso, parecendo-me suficientemente fundamentado o aumento operado na origem. Para cimentar esse ponto de vista, colaciono estes precedentes: [...] Também entendo suficiente para justificar a exasperação da sanção básica de DIEGO PAULO DOS SANTOS a afirmação de que o paciente encontrava-se, no momento do crime, usufruindo do benefício de saída temporária, porquanto bastante a evidenciar desvio de caráter comportamental do sentenciado, bem como a maior reprovabilidade da conduta. No mesmo diapasão: [...] Por derradeiro, rememoro que a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somada à reincidência dos pacientes, impede a modificação do regime inicial de cumprimento das reprimendas. No mesmo sentido: [...] Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe de 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC delito e as atitudes assumidas pelo condenado no decorrer do fato criminoso, parecendo-me suficientemente fundamentado o aumento operado na origem. Para cimentar esse ponto de vista, colaciono estes precedentes: [...] Também entendo suficiente para justificar a exasperação da sanção básica de DIEGO PAULO DOS SANTOS a afirmação de que o paciente encontrava-se, no momento do crime, usufruindo do benefício de saída temporária, porquanto bastante a evidenciar desvio de caráter comportamental do sentenciado, bem como a maior reprovabilidade da conduta. No mesmo diapasão: [...] Por derradeiro, rememoro que a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somada à reincidência dos pacientes, impede a modificação do regime inicial de cumprimento das reprimendas. No mesmo sentido: [...] Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe de 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 159896 AGR / SC BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/06/2018). Mesmo porque, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/06/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/03/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/10/2016). Deste modo, tendo em vista que o Superior Tribunal de Justiça levou em consideração todo o acervo fático-probatório coligido nos autos, inclusive lançando mão de trechos do v. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, não prospera o presente Recurso Ordinário. Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/06/2018). Mesmo porque, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/06/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/03/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/10/2016). Deste modo, tendo em vista que o Superior Tribunal de Justiça levou em consideração todo o acervo fático-probatório coligido nos autos, inclusive lançando mão de trechos do v. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, não prospera o presente Recurso Ordinário. Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) :AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDF8-34C8-9A5F-F3C3 e senha 2911-91F9-52EA-4590 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) :AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDF8-34C8-9A5F-F3C3 e senha 2911-91F9-52EA-4590 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) : AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB5F-0586-D7D7-D9B1 e senha E057-AB31-AC02-1DEF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) : AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB5F-0586-D7D7-D9B1 e senha E057-AB31-AC02-1DEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748625894
2018-10-26T00:00:00
2018-11-09T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO, ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR E RESISTÊNCIA. DOSIMETRIA DAS PENAS. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur394129
- Acórdão(s) citado(s): (HC, CONTROLE DE LEGALIDADE, ARBITRARIEDADE) HC 144020 AgR (2ªT), RHC 140751 AgR (1ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) RHC 136511 (2ªT), HC 149954 AgR (2ªT), RHC 142458 AgR (2ªT), HC 152118 AgR (1ªT), HC 154119 AgR (1ªT), HC 155410 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (HC, CONTROLE DE LEGALIDADE, ARBITRARIEDADE) HC 157943, HC 158515, RHC 156515, HC 157023. Número de páginas: 13. Análise: 06/02/2019, JSF.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
159896
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 159896 AgR
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AGTE.(S) : DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) : AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) :AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO, ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR E RESISTÊNCIA. DOSIMETRIA DAS PENAS. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5D7-5F62-3F10-8DD9 e senha 534A-149E-F205-F313 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) :AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os argumentos apontados na Instância Ordinária. Consta dos autos, em apertada síntese, que o agravante Diego Paulo dos Santos foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 2 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, regime fechado, além de 14 (quatorze) dias- multa, no piso, pela prática do crime previsto no art. 157, §2..., II, do Código Penal, e que o agravante Amilton Padilha foi condenado à pena de 15 (quinze) anos e 3 (três) meses de reclusão, regime fechado, além de 50 (cinquenta) dias-multa, no piso, pela prática dos crimes previstos no art. 157, §2..., II, no art. 311 e no art. 329, caput, todos do Código Penal. Irresignada, a defesa interpôs recursos de Apelação, tendo o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina negado provimento e, de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) :AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os argumentos apontados na Instância Ordinária. Consta dos autos, em apertada síntese, que o agravante Diego Paulo dos Santos foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 2 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, regime fechado, além de 14 (quatorze) dias- multa, no piso, pela prática do crime previsto no art. 157, §2..., II, do Código Penal, e que o agravante Amilton Padilha foi condenado à pena de 15 (quinze) anos e 3 (três) meses de reclusão, regime fechado, além de 50 (cinquenta) dias-multa, no piso, pela prática dos crimes previstos no art. 157, §2..., II, no art. 311 e no art. 329, caput, todos do Código Penal. Irresignada, a defesa interpôs recursos de Apelação, tendo o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina negado provimento e, de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório RHC 159896 AGR / SC ofício, reduzido a pena aplicada ao agravante Amilton Padilha para 13 (treze) anos, 4 (quatro) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 3 (três) meses de detenção e 30 (trinta) dias-multa, no piso. Os embargos declaratórios opostos pela defesa do agravante Amilton Padilha foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Contra essa decisão, impetrou-se Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, com pedido liminar, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, a redução da pena-base, sob o fundamento de constrangimento ilegal na valoração negativa indevida das circunstâncias judiciais da personalidade e das circunstâncias do delito relativamente ao paciente, aqui agravante, Amilton Padilha. Asseverou que "a análise da personalidade do agente não pode ser confundida com o suposto histórico criminal do paciente. É uma categoria autônoma que, para ser valorada negativamente, necessita de estudo técnico, por profissional habilitado. Ou seja, a análise da personalidade é um ato de competência exclusiva das ciências (psiquiatria, psicologia e psicanálise)." Destacou que "a mera leitura do fundamento invocado pelo Juízo a quo para exasperar a pena-base no tocante ao vetor circunstâncias do delito permite verificar, de plano, sua ilegalidade, por não se adequar ao conceito normativo dessa circunstância judicial prevista no art. 59, caput, do Código Penal Brasileiro.". Insurgiu-se, também, contra o sopesar negativo das circunstâncias do crime no que tange ao paciente, aqui agravante, Diego Paulo dos Santos, enfatizando que "a mera leitura do fundamento invocado pelo Juízo a quo para exasperar a pena-base no tocante às circunstâncias do crime permite verificar, de plano, sua ilegalidade, por não se adequar ao conceito normativo desta circunstância judicial prevista no art. 59, caput, do Código Penal Brasileiro. De fato, a condição de o paciente Diego Paulo dos Santos ter cometido o crime durante o período em que 'estava em gozo do benefício da saída temporária' não permite a exasperação da pena-base pela valoração negativa das circunstâncias do crime.". A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, Acórdão julgado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Rel. Min. ANTONIO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC ofício, reduzido a pena aplicada ao agravante Amilton Padilha para 13 (treze) anos, 4 (quatro) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 3 (três) meses de detenção e 30 (trinta) dias-multa, no piso. Os embargos declaratórios opostos pela defesa do agravante Amilton Padilha foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Contra essa decisão, impetrou-se Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, com pedido liminar, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, a redução da pena-base, sob o fundamento de constrangimento ilegal na valoração negativa indevida das circunstâncias judiciais da personalidade e das circunstâncias do delito relativamente ao paciente, aqui agravante, Amilton Padilha. Asseverou que "a análise da personalidade do agente não pode ser confundida com o suposto histórico criminal do paciente. É uma categoria autônoma que, para ser valorada negativamente, necessita de estudo técnico, por profissional habilitado. Ou seja, a análise da personalidade é um ato de competência exclusiva das ciências (psiquiatria, psicologia e psicanálise)." Destacou que "a mera leitura do fundamento invocado pelo Juízo a quo para exasperar a pena-base no tocante ao vetor circunstâncias do delito permite verificar, de plano, sua ilegalidade, por não se adequar ao conceito normativo dessa circunstância judicial prevista no art. 59, caput, do Código Penal Brasileiro.". Insurgiu-se, também, contra o sopesar negativo das circunstâncias do crime no que tange ao paciente, aqui agravante, Diego Paulo dos Santos, enfatizando que "a mera leitura do fundamento invocado pelo Juízo a quo para exasperar a pena-base no tocante às circunstâncias do crime permite verificar, de plano, sua ilegalidade, por não se adequar ao conceito normativo desta circunstância judicial prevista no art. 59, caput, do Código Penal Brasileiro. De fato, a condição de o paciente Diego Paulo dos Santos ter cometido o crime durante o período em que 'estava em gozo do benefício da saída temporária' não permite a exasperação da pena-base pela valoração negativa das circunstâncias do crime.". A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, Acórdão julgado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Rel. Min. ANTONIO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RHC 159896 AGR / SC SALDANHA PALHEIRO, que denegou a ordem, consoante se infere da ementa: HABEAS CORPUS. PENA-BASE. MAUS ANTECEDENTES. UTILIZAÇÃO DE CONDENAÇÕES ANTERIORES ALCANÇADAS PELO PERÍODO DEPURADOR. POSSIBILIDADE. PERSONALIDADE. QUATRO CONDENAÇÕES ANTERIORES COM TRÂNSITO EM JULGADO. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. PACIENTE FORAGIDO. COMETIMENTO DO DELITO NO GOZO DE SAÍDA TEMPORÁRIA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. 1. Nos termos da orientação desta Casa, é possível a exasperação da pena-base com fulcro em condenações anteriores transitadas em julgado há mais de 5 (cinco) anos, porquanto, apesar de não espelharem a reincidência, pois alcançadas pelo período depurador previsto no art. 64, inciso I, do Código Penal, podem ser utilizadas para caracterizar os maus antecedentes do réu. Precedentes. 2. As instâncias de origem apontaram diferentes anotações penais com trânsito em julgado para majorar a reprimenda básica à conta de maus antecedentes e personalidade do agente, além daquela utilizada na segunda etapa do cálculo da sanção para a configuração da reincidência. Desse modo, adequada a fundamentação apresentada, não se verificando a ocorrência do vedado bis in idem. 3. De acordo com a jurisprudência desta Casa, a prática do crime por réu foragido ou quando em gozo de saída temporária demonstram desvio de caráter comportamental, justificando a exasperação da reprimenda básica. Precedentes. 4. Habeas corpus denegado. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em Habeas Corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual pugnou pelo provimento do recurso a fim de revisar a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC SALDANHA PALHEIRO, que denegou a ordem, consoante se infere da ementa: HABEAS CORPUS. PENA-BASE. MAUS ANTECEDENTES. UTILIZAÇÃO DE CONDENAÇÕES ANTERIORES ALCANÇADAS PELO PERÍODO DEPURADOR. POSSIBILIDADE. PERSONALIDADE. QUATRO CONDENAÇÕES ANTERIORES COM TRÂNSITO EM JULGADO. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. PACIENTE FORAGIDO. COMETIMENTO DO DELITO NO GOZO DE SAÍDA TEMPORÁRIA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. 1. Nos termos da orientação desta Casa, é possível a exasperação da pena-base com fulcro em condenações anteriores transitadas em julgado há mais de 5 (cinco) anos, porquanto, apesar de não espelharem a reincidência, pois alcançadas pelo período depurador previsto no art. 64, inciso I, do Código Penal, podem ser utilizadas para caracterizar os maus antecedentes do réu. Precedentes. 2. As instâncias de origem apontaram diferentes anotações penais com trânsito em julgado para majorar a reprimenda básica à conta de maus antecedentes e personalidade do agente, além daquela utilizada na segunda etapa do cálculo da sanção para a configuração da reincidência. Desse modo, adequada a fundamentação apresentada, não se verificando a ocorrência do vedado bis in idem. 3. De acordo com a jurisprudência desta Casa, a prática do crime por réu foragido ou quando em gozo de saída temporária demonstram desvio de caráter comportamental, justificando a exasperação da reprimenda básica. Precedentes. 4. Habeas corpus denegado. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em Habeas Corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual pugnou pelo provimento do recurso a fim de revisar a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RHC 159896 AGR / SC dosimetria das penas, afastando (a) a exasperação da pena-base pela valoração negativa da personalidade e das circunstâncias na dosimetria da pena de Amilton Padilha; bem como para (b) excluir, na dosimetria da pena de Diego Paulo dos Santos, o acréscimo decorrente na negativação das circunstâncias do crime. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de se revisar a dosimetria das penas dos agravantes, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC dosimetria das penas, afastando (a) a exasperação da pena-base pela valoração negativa da personalidade e das circunstâncias na dosimetria da pena de Amilton Padilha; bem como para (b) excluir, na dosimetria da pena de Diego Paulo dos Santos, o acréscimo decorrente na negativação das circunstâncias do crime. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de se revisar a dosimetria das penas dos agravantes, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 709F-1EBE-7AC3-E3B1 e senha A9EA-FFDA-ED42-AAC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve as penas dos recorrentes, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos neste Recurso Ordinário, a saber: Discute-se no presente inconformismo, vimos do relatório, a legalidade dos fundamentos apresentados pelas instâncias de origem para estabelecer as reprimendas básicas dos pacientes acima do mínimo legal. Por oportuno, transcrevo estes trechos da sentença condenatória (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 225/229): [...] O colegiado local, ao apreciar o recurso defensivo, teceu estas considerações acerca das sanções estabelecidas em primeira instância: [...] Praticada a infração penal, surge para o Estado o direito de aplicar a sanção penal abstratamente cominada, modo de retribuir o mal causado pelo acusado e meio supostamente eficiente de evitar a reincidência. Nesse tear, demanda-se a estrita observância do devido processo legal, que se encerra com a sentença, ato judicial que aplica ao acusado a reprimenda Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve as penas dos recorrentes, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos neste Recurso Ordinário, a saber: Discute-se no presente inconformismo, vimos do relatório, a legalidade dos fundamentos apresentados pelas instâncias de origem para estabelecer as reprimendas básicas dos pacientes acima do mínimo legal. Por oportuno, transcrevo estes trechos da sentença condenatória (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 225/229): [...] O colegiado local, ao apreciar o recurso defensivo, teceu estas considerações acerca das sanções estabelecidas em primeira instância: [...] Praticada a infração penal, surge para o Estado o direito de aplicar a sanção penal abstratamente cominada, modo de retribuir o mal causado pelo acusado e meio supostamente eficiente de evitar a reincidência. Nesse tear, demanda-se a estrita observância do devido processo legal, que se encerra com a sentença, ato judicial que aplica ao acusado a reprimenda Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 159896 AGR / SC individualizada de acordo com a gravidade do delito e com as condições pessoais do sentenciado. A primeira etapa de fixação da reprimenda, como é cediço, tem como objetivo estabelecer a pena-base, partindo do preceito secundário simples ou qualificado do tipo incriminador, sobre o qual incidirão as circunstâncias judiciais descritas no art. 59, do Código Penal. As circunstâncias judiciais são valores positivos; para inverter essa polaridade, é imperioso ao prolator da sentença apresentar elementos concretos de convicção presentes no bojo do processo. Sendo assim, é inadmissível o aumento da pena-base com fundamento em meras suposições ou em argumento de autoridade. Não atende à exigência do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal a simples menção aos critérios enumerados no art. 59, do Código Penal, sem anunciar os dados objetivos e subjetivos que a eles se amoldam, ou a invocação de fórmulas imprecisas em prejuízo do condenado. Com efeito, com supedâneo no enunciado n. 444, de Súmula desta Corte Superior, tem-se como firme o entendimento de que inquéritos policiais e ações penais em curso não podem ser utilizados para exasperar a pena-base, seja como maus antecedentes, ou como personalidade voltada à prática de delitos. Entrementes, na espécie, relativamente ao paciente AMILTON PADILHA, as instâncias de origem apontaram a existência de condenações definitivas como motivo para o aumento da reprimenda básica, destacando, nesse contexto, os péssimos antecedentes do paciente e sua personalidade desvirtuada. Rememoro, a propósito, que, nos termos da orientação desta Casa, condenações transitadas em julgado há mais de 5 (cinco) anos, apesar de não espelharem a reincidência, pois alcançadas pelo período depurador previsto no art. 64, inciso I, do Código Penal, podem ser utilizadas para aumentar a penabase no sentenciado na primeira etapa do cálculo da reprimenda. No mesmo caminhar: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC individualizada de acordo com a gravidade do delito e com as condições pessoais do sentenciado. A primeira etapa de fixação da reprimenda, como é cediço, tem como objetivo estabelecer a pena-base, partindo do preceito secundário simples ou qualificado do tipo incriminador, sobre o qual incidirão as circunstâncias judiciais descritas no art. 59, do Código Penal. As circunstâncias judiciais são valores positivos; para inverter essa polaridade, é imperioso ao prolator da sentença apresentar elementos concretos de convicção presentes no bojo do processo. Sendo assim, é inadmissível o aumento da pena-base com fundamento em meras suposições ou em argumento de autoridade. Não atende à exigência do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal a simples menção aos critérios enumerados no art. 59, do Código Penal, sem anunciar os dados objetivos e subjetivos que a eles se amoldam, ou a invocação de fórmulas imprecisas em prejuízo do condenado. Com efeito, com supedâneo no enunciado n. 444, de Súmula desta Corte Superior, tem-se como firme o entendimento de que inquéritos policiais e ações penais em curso não podem ser utilizados para exasperar a pena-base, seja como maus antecedentes, ou como personalidade voltada à prática de delitos. Entrementes, na espécie, relativamente ao paciente AMILTON PADILHA, as instâncias de origem apontaram a existência de condenações definitivas como motivo para o aumento da reprimenda básica, destacando, nesse contexto, os péssimos antecedentes do paciente e sua personalidade desvirtuada. Rememoro, a propósito, que, nos termos da orientação desta Casa, condenações transitadas em julgado há mais de 5 (cinco) anos, apesar de não espelharem a reincidência, pois alcançadas pelo período depurador previsto no art. 64, inciso I, do Código Penal, podem ser utilizadas para aumentar a penabase no sentenciado na primeira etapa do cálculo da reprimenda. No mesmo caminhar: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 159896 AGR / SC [...] Nesse tear, da análise da folha de antecedentes do sentenciado AMILTON PADILHA, esclareço que constam quatro condenações definitivas. Desse modo, correto o aumento da pena-base diante dos maus antecedentes, pois presente condenação passada em julgado em desfavor do paciente, anterior à data do fato em análise, diferente da condenação utilizada na segunda etapa do cálculo da sanção para a configuração da reincidência. O mesmo há de ser dito em relação à personalidade. Esta, sabemos todos, espelha a síntese das qualidades morais e sociais do indivíduo. Sendo assim, na análise da vetorial deve o sentenciante verificar a maior ou menor sensibilidade ético-social do acusado, a presença ou não de eventuais desvios de caráter de forma a identificar se o crime constitui um episódio acidental na sua trajetória. Noutro falar, refere-se "ao seu caráter como pessoa humana. Serve para demonstrar a índole do agente, seu temperamento. São os casos de sensibilidade, controle emocional, predisposição agressiva, discussões antecipadas, atitudes precipitadas, dentre outras" (SCHMITT, Ricardo Augusto. Sentença Penal Condenatória. 8. ed. Salvador: Juspodivm, 2013, p. 130). A personalidade do réu, portanto, não encontra enquadramento em um conceito jurídico, em uma atividade de subsunção, devendo o magistrado voltar seu olhar não apenas à Ciência Jurídica. Contrariamente, a apreciação da circunstância judicial em desfile demanda uma percepção sistêmica, inclinada à Psicologia, à Psiquiatria e à Antropologia, compreendendo um complexo de características individuais que ditam o comportamento do autor do delito. Cumpre ressaltar, outrossim, que a conclusão perpassa pelo sentir do julgador, que tem contato com as provas, com os meandros do processo, sendo absolutamente dispensável a realização de qualquer estudo técnico. A orientação desta Casa é pacífica nesse sentido. A propósito: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC [...] Nesse tear, da análise da folha de antecedentes do sentenciado AMILTON PADILHA, esclareço que constam quatro condenações definitivas. Desse modo, correto o aumento da pena-base diante dos maus antecedentes, pois presente condenação passada em julgado em desfavor do paciente, anterior à data do fato em análise, diferente da condenação utilizada na segunda etapa do cálculo da sanção para a configuração da reincidência. O mesmo há de ser dito em relação à personalidade. Esta, sabemos todos, espelha a síntese das qualidades morais e sociais do indivíduo. Sendo assim, na análise da vetorial deve o sentenciante verificar a maior ou menor sensibilidade ético-social do acusado, a presença ou não de eventuais desvios de caráter de forma a identificar se o crime constitui um episódio acidental na sua trajetória. Noutro falar, refere-se "ao seu caráter como pessoa humana. Serve para demonstrar a índole do agente, seu temperamento. São os casos de sensibilidade, controle emocional, predisposição agressiva, discussões antecipadas, atitudes precipitadas, dentre outras" (SCHMITT, Ricardo Augusto. Sentença Penal Condenatória. 8. ed. Salvador: Juspodivm, 2013, p. 130). A personalidade do réu, portanto, não encontra enquadramento em um conceito jurídico, em uma atividade de subsunção, devendo o magistrado voltar seu olhar não apenas à Ciência Jurídica. Contrariamente, a apreciação da circunstância judicial em desfile demanda uma percepção sistêmica, inclinada à Psicologia, à Psiquiatria e à Antropologia, compreendendo um complexo de características individuais que ditam o comportamento do autor do delito. Cumpre ressaltar, outrossim, que a conclusão perpassa pelo sentir do julgador, que tem contato com as provas, com os meandros do processo, sendo absolutamente dispensável a realização de qualquer estudo técnico. A orientação desta Casa é pacífica nesse sentido. A propósito: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 159896 AGR / SC [...] Em acréscimo, elucida a jurisprudência desta Casa que, "a existência de condenações anteriores transitadas em julgado pode justificar validamente a elevação da pena-base, tanto como maus antecedentes, bem como conduta social e personalidade, desde que diferentes as condenações consideradas, sob pena de bis in idem. O que não se admite é a consideração de uma mesma condenação para a valoração negativa de mais de uma circunstância judicial ou de uma circunstância judicial e da reincidência" (HC n. 348.451/RJ, Relator para acórdão Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 3/5/2016). Sobre o tema, confira-se este precedente: [...] Diante desse cenário, presentes quatro condenações definitivas em desfavor do referido sentenciado, uma delas considerada, vimos, para a valoração negativa dos maus antecedentes; outras duas como fundamento para o reconhecimento da reincidência; remanesce uma condenação passada em julgado bastante a justificar o aumento da reprimenda básica à conta da personalidade. Prossigo para destacar que, de acordo com a orientação desta Corte Superior, as circunstâncias do crime podem ser compreendidas como os pormenores do fato delitivo, acessórios ou acidentais, não inerentes ao tipo penal. Desse modo, na análise das circunstâncias do crime, impreterível ao sentenciante apreciar, com base em fatos concretos, provados nos autos, o lugar do delito, o tempo de sua duração, a atitude assumida pelo agente no decorrer da consumação da infração penal, a mecânica delitiva empregada, dentre outros elementos indicativos de uma maior reprovabilidade do comportamento. Na situação em desfile, destacou o sentenciante que AMILTON PADILHA praticou os crimes narrados na peça acusatória na condição de foragido. Nesta toada, entendo que descreveram as instâncias ordinárias as particularidades do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC [...] Em acréscimo, elucida a jurisprudência desta Casa que, "a existência de condenações anteriores transitadas em julgado pode justificar validamente a elevação da pena-base, tanto como maus antecedentes, bem como conduta social e personalidade, desde que diferentes as condenações consideradas, sob pena de bis in idem. O que não se admite é a consideração de uma mesma condenação para a valoração negativa de mais de uma circunstância judicial ou de uma circunstância judicial e da reincidência" (HC n. 348.451/RJ, Relator para acórdão Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 3/5/2016). Sobre o tema, confira-se este precedente: [...] Diante desse cenário, presentes quatro condenações definitivas em desfavor do referido sentenciado, uma delas considerada, vimos, para a valoração negativa dos maus antecedentes; outras duas como fundamento para o reconhecimento da reincidência; remanesce uma condenação passada em julgado bastante a justificar o aumento da reprimenda básica à conta da personalidade. Prossigo para destacar que, de acordo com a orientação desta Corte Superior, as circunstâncias do crime podem ser compreendidas como os pormenores do fato delitivo, acessórios ou acidentais, não inerentes ao tipo penal. Desse modo, na análise das circunstâncias do crime, impreterível ao sentenciante apreciar, com base em fatos concretos, provados nos autos, o lugar do delito, o tempo de sua duração, a atitude assumida pelo agente no decorrer da consumação da infração penal, a mecânica delitiva empregada, dentre outros elementos indicativos de uma maior reprovabilidade do comportamento. Na situação em desfile, destacou o sentenciante que AMILTON PADILHA praticou os crimes narrados na peça acusatória na condição de foragido. Nesta toada, entendo que descreveram as instâncias ordinárias as particularidades do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 159896 AGR / SC delito e as atitudes assumidas pelo condenado no decorrer do fato criminoso, parecendo-me suficientemente fundamentado o aumento operado na origem. Para cimentar esse ponto de vista, colaciono estes precedentes: [...] Também entendo suficiente para justificar a exasperação da sanção básica de DIEGO PAULO DOS SANTOS a afirmação de que o paciente encontrava-se, no momento do crime, usufruindo do benefício de saída temporária, porquanto bastante a evidenciar desvio de caráter comportamental do sentenciado, bem como a maior reprovabilidade da conduta. No mesmo diapasão: [...] Por derradeiro, rememoro que a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somada à reincidência dos pacientes, impede a modificação do regime inicial de cumprimento das reprimendas. No mesmo sentido: [...] Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe de 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC delito e as atitudes assumidas pelo condenado no decorrer do fato criminoso, parecendo-me suficientemente fundamentado o aumento operado na origem. Para cimentar esse ponto de vista, colaciono estes precedentes: [...] Também entendo suficiente para justificar a exasperação da sanção básica de DIEGO PAULO DOS SANTOS a afirmação de que o paciente encontrava-se, no momento do crime, usufruindo do benefício de saída temporária, porquanto bastante a evidenciar desvio de caráter comportamental do sentenciado, bem como a maior reprovabilidade da conduta. No mesmo diapasão: [...] Por derradeiro, rememoro que a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somada à reincidência dos pacientes, impede a modificação do regime inicial de cumprimento das reprimendas. No mesmo sentido: [...] Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe de 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 159896 AGR / SC BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/06/2018). Mesmo porque, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/06/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/03/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/10/2016). Deste modo, tendo em vista que o Superior Tribunal de Justiça levou em consideração todo o acervo fático-probatório coligido nos autos, inclusive lançando mão de trechos do v. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, não prospera o presente Recurso Ordinário. Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Supremo Tribunal Federal RHC 159896 AGR / SC BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/06/2018). Mesmo porque, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/06/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/03/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/10/2016). Deste modo, tendo em vista que o Superior Tribunal de Justiça levou em consideração todo o acervo fático-probatório coligido nos autos, inclusive lançando mão de trechos do v. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, não prospera o presente Recurso Ordinário. Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-2DC1-DA37-6007 e senha B3CB-54E3-CADC-EA5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) :AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDF8-34C8-9A5F-F3C3 e senha 2911-91F9-52EA-4590 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) :AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDF8-34C8-9A5F-F3C3 e senha 2911-91F9-52EA-4590 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) : AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB5F-0586-D7D7-D9B1 e senha E057-AB31-AC02-1DEF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159.896 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DIEDO PAULO DOS SANTOS AGTE.(S) : AMILTON PADILHA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB5F-0586-D7D7-D9B1 e senha E057-AB31-AC02-1DEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159 . 896", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159 . 896", "HABEAS CORPUS 159 . 896", "RHC 159896 AGR / SC", "RHC", "RHC", "HABEAS CORPUS 159 . 896", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 159 . 896", "enunciado n . 444 , de", "enunciado n . 444 , de Súmula desta Corte Superior", "HC n . 348 . 451 / RJ", "HC n . 348 . 451 / RJ", "HC 157 . 023 / RJ", "HC 158 . 515 / SP", "RHC 156 . 515 / BA", "HC 144 . 020 AgR / RJ", "RHC 140 . 751 AgR / MG", "HC 157 . 023 / RJ", "HC 158 . 515 / SP", "RHC 156 . 515 / BA", "HC 144 . 020 AgR / RJ", "RHC 140 . 751 AgR / MG", "RHC 159896 AGR / SC BARROSO", "HC 157 . 943 / PR", "HC 155 . 410 AgR / SP", "HC 152 . 118 AgR / GO", "HC 154 . 119 AgR / PB", "HC 149 . 954 AgR / SP", "RHC 142 . 458 AgR / RR", "RHC 136 . 511 / SP", "RHC 159896 AGR", "HC 157 . 943 / PR", "HC 155 . 410 AgR / SP", "HC 152 . 118 AgR / GO", "HC 154 . 119 AgR / PB", "HC 149 . 954 AgR / SP", "RHC 142 . 458 AgR / RR", "RHC 136 . 511 / SP", "HABEAS CORPUS 159 . 896", "HABEAS CORPUS 159 . 896", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , II , do Código Penal", "art . 157 , § 2 . . . , II , no art . 311 e no art . 329 , caput , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , II , do Código Penal", "art . 157 , § 2 . . . , II , no art . 311 e no art . 329 , caput , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 , caput , do Código Penal Brasileiro", "art . 59 , caput , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 , caput , do Código Penal Brasileiro", "art . 59 , caput , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 64 , inciso I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 64 , inciso I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 , do Código Penal", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 59 , do Código Penal", "art . 64 , inciso I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 , do Código Penal", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 59 , do Código Penal", "art . 64 , inciso I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "Salvador", "Salvador", "SANTA CATARINA", "ESTADO", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Corte da Cidadania", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Corte", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "Juspodivm", "Supremo Tribunal Federal", "Juspodivm", "Sexta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Sexta Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "DIEDO PAULO DOS SANTOS", "AMILTON PADILHA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIEDO PAULO DOS SANTOS", "AMILTON PADILHA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Diego Paulo dos Santos", "Amilton Padilha", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIEDO PAULO DOS SANTOS", "AMILTON PADILHA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Diego Paulo dos Santos", "Amilton Padilha", "Amilton Padilha", "Amilton Padilha", "Amilton Padilha", "Diego Paulo dos Santos", "Diego Paulo dos Santos", "ANTONIO", "Amilton Padilha", "Amilton Padilha", "Amilton Padilha", "Diego Paulo dos Santos", "Diego Paulo dos Santos", "ANTONIO", "2", "SALDANHA PALHEIRO", "SALDANHA PALHEIRO", "Amilton Padilha", "Diego Paulo dos Santos", "Amilton Padilha", "Diego Paulo dos Santos", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "AMILTON PADILHA", "AMILTON PADILHA", "ALEXANDRE DE MORAES", "AMILTON PADILHA", "SCHMITT , Ricardo Augusto", "AMILTON PADILHA", "SCHMITT , Ricardo Augusto", "ALEXANDRE DE MORAES RHC", "Nefi Cordeiro", "AMILTON PADILHA", "Nefi Cordeiro", "AMILTON PADILHA", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIEGO PAULO DOS SANTOS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "ROBERTO", "DIEGO PAULO DOS SANTOS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "ROBERTO 5", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIEDO PAULO DOS SANTOS", "AMILTON PADILHA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIEDO PAULO DOS SANTOS", "AMILTON PADILHA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIEDO PAULO DOS SANTOS", "AMILTON PADILHA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIEDO PAULO DOS SANTOS", "AMILTON PADILHA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "26 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "06", "/", "2018", "22", "/", "06", "/", "2018", "13", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "06", "/", "2018", "22", "/", "06", "/", "2018", "13", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "06", "/", "2018", "12", "/", "06", "/", "2018", "27", "/", "06", "/", "2018", "17", "/", "05", "/", "2018", "21", "/", "05", "/", "2018", "06", "/", "02", "/", "2018", "23", "/", "03", "/", "2018", "13", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "06", "/", "2018", "12", "/", "06", "/", "2018", "27", "/", "06", "/", "2018", "17", "/", "05", "/", "2018", "21", "/", "05", "/", "2018", "06", "/", "02", "/", "2018", "23", "/", "03", "/", "2018", "13", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) :ENGELS AUGUSTO MUNIZ ADV.(A/S) :JAIME SANTANA DE SOUSA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) :MARCONI MIRANDA VIEIRA INTDO.(A/S) :CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) :MURILO GODOY INTDO.(A/S) :RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D14-C60B-5B31-B099 e senha 7CC2-5D6E-486C-8F76 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 27 Ementa e Acórdão MS 33202 AGR / DF INTDO.(A/S) :ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. CONCURSO PARA PROVIMENTO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS DO ESTADO DO MARANHÃO. CANDIDATA SUB JUDICE QUE, POR NÃO POSSUIR TUTELA PROVISÓRIA FAVORÁVEL NO MOMENTO DA ESCOLHA DAS SERVENTIAS, NÃO PARTICIPOU DO ATO. ATRIBUIÇÃO POSTERIOR DE SERVENTIA NÃO DISPONIBILIZADA NO CERTAME, SOB PRETEXTO DO RESTABELECIMENTO DE LIMINAR PELA MESMA AUTORIDADE QUE VEIO A AUTORIZAR TAL DELEGAÇÃO. ATO ANULADO PELO CNJ. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. AUSÊNCIA DE AMPARO À DECISÃO ADMINISTRATIVA QUE EXCEDEU A EXECUÇÃO DO PROVIMENTO JURISDICIONAL. DESCUMPRIMENTO EXPLÍCITO DO EDITAL, DIANTE DA LIMITAÇÃO DA OFERTA DE VAGAS ÀS DISPONÍVEIS NA ABERTURA DO CONCURSO. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão da Primeira Turma presidida pelo Senhor Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido, parcialmente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D14-C60B-5B31-B099 e senha 7CC2-5D6E-486C-8F76 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF INTDO.(A/S) :ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. CONCURSO PARA PROVIMENTO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS DO ESTADO DO MARANHÃO. CANDIDATA SUB JUDICE QUE, POR NÃO POSSUIR TUTELA PROVISÓRIA FAVORÁVEL NO MOMENTO DA ESCOLHA DAS SERVENTIAS, NÃO PARTICIPOU DO ATO. ATRIBUIÇÃO POSTERIOR DE SERVENTIA NÃO DISPONIBILIZADA NO CERTAME, SOB PRETEXTO DO RESTABELECIMENTO DE LIMINAR PELA MESMA AUTORIDADE QUE VEIO A AUTORIZAR TAL DELEGAÇÃO. ATO ANULADO PELO CNJ. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. AUSÊNCIA DE AMPARO À DECISÃO ADMINISTRATIVA QUE EXCEDEU A EXECUÇÃO DO PROVIMENTO JURISDICIONAL. DESCUMPRIMENTO EXPLÍCITO DO EDITAL, DIANTE DA LIMITAÇÃO DA OFERTA DE VAGAS ÀS DISPONÍVEIS NA ABERTURA DO CONCURSO. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão da Primeira Turma presidida pelo Senhor Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido, parcialmente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D14-C60B-5B31-B099 e senha 7CC2-5D6E-486C-8F76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 27 Ementa e Acórdão MS 33202 AGR / DF Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D14-C60B-5B31-B099 e senha 7CC2-5D6E-486C-8F76 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D14-C60B-5B31-B099 e senha 7CC2-5D6E-486C-8F76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 27 Relatório 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) :ENGELS AUGUSTO MUNIZ ADV.(A/S) :JAIME SANTANA DE SOUSA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) :MARCONI MIRANDA VIEIRA INTDO.(A/S) :CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) :MURILO GODOY INTDO.(A/S) :RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) :ENGELS AUGUSTO MUNIZ ADV.(A/S) :JAIME SANTANA DE SOUSA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) :MARCONI MIRANDA VIEIRA INTDO.(A/S) :CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) :MURILO GODOY INTDO.(A/S) :RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 27 Relatório MS 33202 AGR / DF INTDO.(A/S) :ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, pela qual deneguei a segurança pleiteada, com apoio no art. 205 do RISTF, maneja agravo regimental Alice Emiliana Ribeiro Brito. Os antecedentes necessários à compreensão da controvérsia são os seguintes: a autora, tabeliã e registradora de serventia extrajudicial de Anajatuba-MA, pretendeu participar de certame de remoção realizado naquele Estado. Porém, o edital nº 01/2011 estipulou, em seu item 2.5 ‘a’, que “para concorrer a vagas com provimento por remoção, poderão se inscrever os titulares de serventias extrajudiciais (...) que já detenham a delegação por mais de 2 (dois) anos, contados da data do efetivo exercício na atividade até a data da primeira publicação deste Edital no Diário da Justiça” (doc. 57, fl. 51). A impetrante havia recebido a outorga de delegação em 15.12.2009, de modo que não atendia ao requisito. Assim, propôs ação ordinária, sustentando que o prazo de dois anos deveria ser contado até o término do novo certame, com base na Súmula nº 266/STJ. Obteve tutela antecipatória e sentença de procedência, o que permitiu à interessada participar das etapas do concurso. Porém, em apelação, reverteu-se o mérito. Houve interposição de recursos especial e extraordinário, além de cautelares, na origem. Nestas, o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão concedeu efeitos suspensivos. Pouco depois, contudo, a mesma autoridade os revogou. Nesse ínterim, houve a audiência de escolhas de serventias em 21.6.2013, da qual a autora não participou na condição de aprovada em concurso de remoção, à míngua de decisão judicial que lhe franqueasse prosseguir como candidata (muito embora tenha escolhido serventia pelo critério de ingresso, ao qual também concorreu). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF INTDO.(A/S) :ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, pela qual deneguei a segurança pleiteada, com apoio no art. 205 do RISTF, maneja agravo regimental Alice Emiliana Ribeiro Brito. Os antecedentes necessários à compreensão da controvérsia são os seguintes: a autora, tabeliã e registradora de serventia extrajudicial de Anajatuba-MA, pretendeu participar de certame de remoção realizado naquele Estado. Porém, o edital nº 01/2011 estipulou, em seu item 2.5 ‘a’, que “para concorrer a vagas com provimento por remoção, poderão se inscrever os titulares de serventias extrajudiciais (...) que já detenham a delegação por mais de 2 (dois) anos, contados da data do efetivo exercício na atividade até a data da primeira publicação deste Edital no Diário da Justiça” (doc. 57, fl. 51). A impetrante havia recebido a outorga de delegação em 15.12.2009, de modo que não atendia ao requisito. Assim, propôs ação ordinária, sustentando que o prazo de dois anos deveria ser contado até o término do novo certame, com base na Súmula nº 266/STJ. Obteve tutela antecipatória e sentença de procedência, o que permitiu à interessada participar das etapas do concurso. Porém, em apelação, reverteu-se o mérito. Houve interposição de recursos especial e extraordinário, além de cautelares, na origem. Nestas, o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão concedeu efeitos suspensivos. Pouco depois, contudo, a mesma autoridade os revogou. Nesse ínterim, houve a audiência de escolhas de serventias em 21.6.2013, da qual a autora não participou na condição de aprovada em concurso de remoção, à míngua de decisão judicial que lhe franqueasse prosseguir como candidata (muito embora tenha escolhido serventia pelo critério de ingresso, ao qual também concorreu). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 27 Relatório MS 33202 AGR / DF Alguns dias depois da audiência de escolha, o Desembargador Presidente do TJ/MA novamente reviu sua decisão e revigorou os efeitos suspensivos aos recursos de índole extraordinária. Terceiros prejudicados propuseram reclamações tanto no STJ quanto no STF (por usurpação de competência, na medida em que, a essa altura, já havia ocorrido o exame de admissibilidade dos recursos na origem), sendo que, naquele Tribunal, houve deferimento de liminar, ao contrário do que ocorreu nesta Suprema Corte. A seguir, ao entendimento de que era necessário, nesses moldes, executar o provimento jurisdicional que autorizava a permanência da impetrante no concurso, e para evitar que fossem desfeitas todas as anteriores titulações em “efeito cascata” (o que alegadamente causaria danos às esferas jurídicas de terceiros), o Desembargador Presidente do TJ/MA decidiu delegar à interessada serventia não incluída na lista original do certame, qual seja, o Cartório de Imóveis da 1ª Zona de São Luís-MA, cujo titular falecera havia poucos dias. A impetração diz respeito a esse último ato, desconstituído pelo CNJ no julgamento conjunto dos PCAs antes citados. Entendeu o órgão de controle administrativo inexistir conexão entre a decisão que revigora provimento jurisdicional provisório e a iniciativa administrativa de outorgar serventia à beneficiada, porque os concursos públicos para serviços extrajudiciais são regidos por normas e critérios específicos, dentre os quais incluídos, no edital, dispositivos que delimitavam o objeto do certame aos cartórios listados no próprio instrumento (vedada expressamente a inclusão de vaga surgida em momento futuro). Nesse sentido, destacou o CNJ que cada serventia possui características e remuneração próprias e, por isso, deve ser disputada pelos interessados em iguais condições (o Cartório de Imóveis da 1ª Zona de São Luís-MA arrecadaria mensalmente quase dois milhões de reais – doc. 55, fl. 81). Resolução do próprio TJ/MA, que regulou o concurso público em questão, havia estipulado o encerramento do concurso com a audiência pública realizada. Além disso, a alocação de determinada serventia na lista de remoções ou ingresso originário depende da ordem cronológica 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF Alguns dias depois da audiência de escolha, o Desembargador Presidente do TJ/MA novamente reviu sua decisão e revigorou os efeitos suspensivos aos recursos de índole extraordinária. Terceiros prejudicados propuseram reclamações tanto no STJ quanto no STF (por usurpação de competência, na medida em que, a essa altura, já havia ocorrido o exame de admissibilidade dos recursos na origem), sendo que, naquele Tribunal, houve deferimento de liminar, ao contrário do que ocorreu nesta Suprema Corte. A seguir, ao entendimento de que era necessário, nesses moldes, executar o provimento jurisdicional que autorizava a permanência da impetrante no concurso, e para evitar que fossem desfeitas todas as anteriores titulações em “efeito cascata” (o que alegadamente causaria danos às esferas jurídicas de terceiros), o Desembargador Presidente do TJ/MA decidiu delegar à interessada serventia não incluída na lista original do certame, qual seja, o Cartório de Imóveis da 1ª Zona de São Luís-MA, cujo titular falecera havia poucos dias. A impetração diz respeito a esse último ato, desconstituído pelo CNJ no julgamento conjunto dos PCAs antes citados. Entendeu o órgão de controle administrativo inexistir conexão entre a decisão que revigora provimento jurisdicional provisório e a iniciativa administrativa de outorgar serventia à beneficiada, porque os concursos públicos para serviços extrajudiciais são regidos por normas e critérios específicos, dentre os quais incluídos, no edital, dispositivos que delimitavam o objeto do certame aos cartórios listados no próprio instrumento (vedada expressamente a inclusão de vaga surgida em momento futuro). Nesse sentido, destacou o CNJ que cada serventia possui características e remuneração próprias e, por isso, deve ser disputada pelos interessados em iguais condições (o Cartório de Imóveis da 1ª Zona de São Luís-MA arrecadaria mensalmente quase dois milhões de reais – doc. 55, fl. 81). Resolução do próprio TJ/MA, que regulou o concurso público em questão, havia estipulado o encerramento do concurso com a audiência pública realizada. Além disso, a alocação de determinada serventia na lista de remoções ou ingresso originário depende da ordem cronológica 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 27 Relatório MS 33202 AGR / DF de vacância, sendo inviável decidir, isoladamente, a qual categoria pertencerá esta ou aquela serventia vacante. Por fim, embora inconteste a existência de provimento jurisdicional provisório em favor da impetrante, quanto à questão da participação no concurso de remoção, é de se ver que a Resolução nº 81/2009 veicula regra geral em sentido contrário, de modo que, em termos normativos, a orientação do órgão é a mesma constante no edital questionado. As razões de agravo reiteram as alegações da inicial no sentido de que a autora disporia de decisão judicial apta a lhe assegurar o direito de escolha de serventia por remoção. Em consequência, o CNJ teria invadido matéria jurisdicional, apesar de ser órgão meramente administrativo, e proibido o que lhe havia sido franqueado por decisão judicial, ainda que precária. Além disso, argumenta que a delegação de serventia não listada originariamente no certame seria a única forma de evitar prejuízo aos terceiros que participaram do ato de escolha de serventias. Afirma que “a inclusão de serventia vaga após o edital entre as oferecidas aos aprovados no concurso atende aos princípios da prevalência do interesse público e da economicidade” (doc. 387, fl. 13). Pleiteia a concessão da segurança ou liminar que lhe assegure o “direito de exercer, como primeira colocada no concurso de remoção, o direito de escolha de qualquer serventia dentre as oferecidas para essa modalidade de concurso no edital” (doc. 387, fl. 15). Paulo de Tarso Guedes Carvalho apresentou contraminuta, como litisconsorte passivo (doc. 393), pugnando pelo desprovimento do agravo. A União se manifestou no mesmo sentido (doc. 395). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF de vacância, sendo inviável decidir, isoladamente, a qual categoria pertencerá esta ou aquela serventia vacante. Por fim, embora inconteste a existência de provimento jurisdicional provisório em favor da impetrante, quanto à questão da participação no concurso de remoção, é de se ver que a Resolução nº 81/2009 veicula regra geral em sentido contrário, de modo que, em termos normativos, a orientação do órgão é a mesma constante no edital questionado. As razões de agravo reiteram as alegações da inicial no sentido de que a autora disporia de decisão judicial apta a lhe assegurar o direito de escolha de serventia por remoção. Em consequência, o CNJ teria invadido matéria jurisdicional, apesar de ser órgão meramente administrativo, e proibido o que lhe havia sido franqueado por decisão judicial, ainda que precária. Além disso, argumenta que a delegação de serventia não listada originariamente no certame seria a única forma de evitar prejuízo aos terceiros que participaram do ato de escolha de serventias. Afirma que “a inclusão de serventia vaga após o edital entre as oferecidas aos aprovados no concurso atende aos princípios da prevalência do interesse público e da economicidade” (doc. 387, fl. 13). Pleiteia a concessão da segurança ou liminar que lhe assegure o “direito de exercer, como primeira colocada no concurso de remoção, o direito de escolha de qualquer serventia dentre as oferecidas para essa modalidade de concurso no edital” (doc. 387, fl. 15). Paulo de Tarso Guedes Carvalho apresentou contraminuta, como litisconsorte passivo (doc. 393), pugnando pelo desprovimento do agravo. A União se manifestou no mesmo sentido (doc. 395). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 27 Antecipação ao Voto 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO DO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) – Senhor Presidente, começo cumprimentando a Doutora Carla Rodrigues da Cunha Lôbo pela sustentação oral aguerrida na defesa do interesse da sua constituinte. Eu trouxe o agravo, mas, num primeiro momento, coloquei em lista do Plenário e, a pedido da própria impetrante, retirei para, inclusive, assegurar essa sustentação oral. Eu, com todo respeito, não me convenci das razões e, por isso, trouxe a Plenário no sentido da negativa de provimento ao agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-CEEE-C5C2-809A e senha DC3E-DAED-9860-116D Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO DO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) – Senhor Presidente, começo cumprimentando a Doutora Carla Rodrigues da Cunha Lôbo pela sustentação oral aguerrida na defesa do interesse da sua constituinte. Eu trouxe o agravo, mas, num primeiro momento, coloquei em lista do Plenário e, a pedido da própria impetrante, retirei para, inclusive, assegurar essa sustentação oral. Eu, com todo respeito, não me convenci das razões e, por isso, trouxe a Plenário no sentido da negativa de provimento ao agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-CEEE-C5C2-809A e senha DC3E-DAED-9860-116D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 27 Voto - MIN. ROSA WEBER 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo, no ponto controvertido, o teor da decisão que desafiou o agravo: “1. No contexto dos autos, há enorme diferença entre obter um provimento jurisdicional que assegure participação nas fases de um concurso, até que se julgue o mérito, e obter provimento que atribua uma serventia específica a determinado candidato. A segunda medida não é, neste caso, execução puramente consequencial da primeira. A inicial incorre nesse equívoco, do qual não foi vítima o CNJ. Decisão atribuidora de determinada serventia a candidata sub judice, sob o pálio de cumprir tutela jurisdicional provisória que autoriza, tão somente, participação em concurso, extrapola de forma inegável o objeto da decisão que pretendeu cumprir. Não está comprovada nos autos a existência de provimento jurisdicional provisório que impute à impetrante, especificamente, a outorga do Cartório de Imóveis da 1ª Zona de São Luís-MA. Portanto, decisão tomada nesse sentido é, em seu alcance, absolutamente independente da prévia discussão judicial. Por ser autônoma, sua natureza é administrativa, de modo a se encontrar, então, dentro do âmbito revisional do Conselho Nacional de Justiça. 2. A prova dos autos demonstra constar do edital uma série de regras que reiteram a limitação da disponibilidade de serventias vagas àquelas listadas no próprio instrumento: ‘2.1. O Concurso Público destina-se à seleção dos interessados na outorga de delegação de serviços de notas e de registros, pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão, em serventias atualmente vagas. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo, no ponto controvertido, o teor da decisão que desafiou o agravo: “1. No contexto dos autos, há enorme diferença entre obter um provimento jurisdicional que assegure participação nas fases de um concurso, até que se julgue o mérito, e obter provimento que atribua uma serventia específica a determinado candidato. A segunda medida não é, neste caso, execução puramente consequencial da primeira. A inicial incorre nesse equívoco, do qual não foi vítima o CNJ. Decisão atribuidora de determinada serventia a candidata sub judice, sob o pálio de cumprir tutela jurisdicional provisória que autoriza, tão somente, participação em concurso, extrapola de forma inegável o objeto da decisão que pretendeu cumprir. Não está comprovada nos autos a existência de provimento jurisdicional provisório que impute à impetrante, especificamente, a outorga do Cartório de Imóveis da 1ª Zona de São Luís-MA. Portanto, decisão tomada nesse sentido é, em seu alcance, absolutamente independente da prévia discussão judicial. Por ser autônoma, sua natureza é administrativa, de modo a se encontrar, então, dentro do âmbito revisional do Conselho Nacional de Justiça. 2. A prova dos autos demonstra constar do edital uma série de regras que reiteram a limitação da disponibilidade de serventias vagas àquelas listadas no próprio instrumento: ‘2.1. O Concurso Público destina-se à seleção dos interessados na outorga de delegação de serviços de notas e de registros, pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão, em serventias atualmente vagas. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 27 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33202 AGR / DF 2.2.1. A relação das serventias vagas, com a indicação do provimento, consta do Anexo I a este Edital. (...) 2.4. Os candidatos aprovados não poderão ser aproveitados em vagas que surgirem após a publicação deste Edital. (...) 14.1. Julgados os Pedidos de Revisão em relação aos resultados finais e às classificações, a Comissão Organizadora do Concurso aprovará o Relatório Final do Concurso e seu presidente fará publicar, no Diário da Justiça Eletrônico do Estado do Maranhão, as relações dos candidatos aprovados, na ordem de classificação, convocando-os para, em local, dia e hora designados, em audiência pública, indicar, na rigorosa ordem de classificação, a serventia de preferência do candidato, dentre as relacionadas no edital’ (doc. 57, fl. 50 e ss. – sem grifos no original). A vinculação dos atos administrativos ao edital do concurso é standard tão fortemente estabelecido que, a bem da economia, não há necessidade de estender o tema. Sobre ele discorri ao relatar o MS nº 28.375/DF, ao qual faço remissão – mas há outras manifestações desta Suprema Corte no mesmo sentido (v.g., MS nº 30894/DF, 2ª Turma, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, DJ e de 24.9.2012). A impetrante, portanto, não prestou concurso para concorrer ao Cartório de Imóveis da 1ª Zona de São Luís-MA, porque esse concurso nunca existiu. Houve, sim, concurso para outras serventias, mas não para esta. É incontornável a premissa (com acerto adotada pelo CNJ) de que os concursos para delegação de serventias extrajudiciais precisam levar em conta particularidades inexistentes nos demais concursos para provimento de cargos públicos, pois se verifica enorme diferença (inclusive remuneratória) quando são comparadas serventias individualizadas. Esse ponto também foi por mim tratado com vagar no MS nº 28.375/DF, anteriormente citado. 3. Em conclusão, o provimento jurisdicional provisório, no qual a autora tanto se apega, assegura de modo direto apenas a participação em certo concurso, o que implica aceitação de todas as regras deste que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF 2.2.1. A relação das serventias vagas, com a indicação do provimento, consta do Anexo I a este Edital. (...) 2.4. Os candidatos aprovados não poderão ser aproveitados em vagas que surgirem após a publicação deste Edital. (...) 14.1. Julgados os Pedidos de Revisão em relação aos resultados finais e às classificações, a Comissão Organizadora do Concurso aprovará o Relatório Final do Concurso e seu presidente fará publicar, no Diário da Justiça Eletrônico do Estado do Maranhão, as relações dos candidatos aprovados, na ordem de classificação, convocando-os para, em local, dia e hora designados, em audiência pública, indicar, na rigorosa ordem de classificação, a serventia de preferência do candidato, dentre as relacionadas no edital’ (doc. 57, fl. 50 e ss. – sem grifos no original). A vinculação dos atos administrativos ao edital do concurso é standard tão fortemente estabelecido que, a bem da economia, não há necessidade de estender o tema. Sobre ele discorri ao relatar o MS nº 28.375/DF, ao qual faço remissão – mas há outras manifestações desta Suprema Corte no mesmo sentido (v.g., MS nº 30894/DF, 2ª Turma, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, DJ e de 24.9.2012). A impetrante, portanto, não prestou concurso para concorrer ao Cartório de Imóveis da 1ª Zona de São Luís-MA, porque esse concurso nunca existiu. Houve, sim, concurso para outras serventias, mas não para esta. É incontornável a premissa (com acerto adotada pelo CNJ) de que os concursos para delegação de serventias extrajudiciais precisam levar em conta particularidades inexistentes nos demais concursos para provimento de cargos públicos, pois se verifica enorme diferença (inclusive remuneratória) quando são comparadas serventias individualizadas. Esse ponto também foi por mim tratado com vagar no MS nº 28.375/DF, anteriormente citado. 3. Em conclusão, o provimento jurisdicional provisório, no qual a autora tanto se apega, assegura de modo direto apenas a participação em certo concurso, o que implica aceitação de todas as regras deste que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 27 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33202 AGR / DF não a especificamente impugnada na ação ordinária em que concedida aquela tutela. Como visto, a única regra impugnada disse respeito à contagem do prazo de dois anos de exercício de cargo. A não inclusão de serventias porventura vacantes não faz parte do objeto litigioso. 4. Ressalto que o art. 205 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento monocrático de mandados de segurança quando, respeitados os trâmites da Lei 12.016/09 (ou seja, após pedido de informações e parecer do Ministério Público Federal), concluir o Relator que “a matéria [é] objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal”. Essa prerrogativa, acrescentada pela Emenda Regimental nº 28, de 2009, vem sendo reiteradamente exercida por diversos Ministros desta Corte (MS 28.958/DF, Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11.02.2014; MS 27.147/DF, Ministro Celso de Mello, DJe de 16.11.2013; MS 32.537/DF, Ministro Dias Toffoli, DJe de 06.12.2013; MS 30.792/DF, Ministro Luiz Fux, DJe de 03.02.2014, dentre outras). Denego a ordem, portanto, com apoio no art. 205 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, ficando prejudicado o agravo regimental” (doc. 378). Os argumentos expendidos no agravo são mera reiteração de alegação já suficientemente afastada. A agravante busca convencer de que uma liminar assecuratória da participação em certo concurso assegura, também, a adoção de medidas administrativas (por parte do Tribunal de Justiça local) que resultam no descumprimento explícito de outras regras desse mesmo certame, apesar de não se controverter sobre estas na ação judicial respectiva. De um provimento cautelar que a autorizou a participar de fases do concurso, retira a autora pretensão a ser agraciada com serventia extrajudicial que sequer fez parte da lista de delegações disponíveis no edital. Mais não é preciso dizer para demonstrar o descompasso entre o que se demonstra e o que se pede. Acrescento, de toda sorte, que, em data posterior à decisão monocrática impugnada (08.02.2018), o Superior Tribunal de Justiça julgou o mérito do REsp nº 1.394.902/MA, interposto pela agravante e outros, e desproveu o recurso, nos termos da seguinte ementa: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF não a especificamente impugnada na ação ordinária em que concedida aquela tutela. Como visto, a única regra impugnada disse respeito à contagem do prazo de dois anos de exercício de cargo. A não inclusão de serventias porventura vacantes não faz parte do objeto litigioso. 4. Ressalto que o art. 205 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento monocrático de mandados de segurança quando, respeitados os trâmites da Lei 12.016/09 (ou seja, após pedido de informações e parecer do Ministério Público Federal), concluir o Relator que “a matéria [é] objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal”. Essa prerrogativa, acrescentada pela Emenda Regimental nº 28, de 2009, vem sendo reiteradamente exercida por diversos Ministros desta Corte (MS 28.958/DF, Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11.02.2014; MS 27.147/DF, Ministro Celso de Mello, DJe de 16.11.2013; MS 32.537/DF, Ministro Dias Toffoli, DJe de 06.12.2013; MS 30.792/DF, Ministro Luiz Fux, DJe de 03.02.2014, dentre outras). Denego a ordem, portanto, com apoio no art. 205 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, ficando prejudicado o agravo regimental” (doc. 378). Os argumentos expendidos no agravo são mera reiteração de alegação já suficientemente afastada. A agravante busca convencer de que uma liminar assecuratória da participação em certo concurso assegura, também, a adoção de medidas administrativas (por parte do Tribunal de Justiça local) que resultam no descumprimento explícito de outras regras desse mesmo certame, apesar de não se controverter sobre estas na ação judicial respectiva. De um provimento cautelar que a autorizou a participar de fases do concurso, retira a autora pretensão a ser agraciada com serventia extrajudicial que sequer fez parte da lista de delegações disponíveis no edital. Mais não é preciso dizer para demonstrar o descompasso entre o que se demonstra e o que se pede. Acrescento, de toda sorte, que, em data posterior à decisão monocrática impugnada (08.02.2018), o Superior Tribunal de Justiça julgou o mérito do REsp nº 1.394.902/MA, interposto pela agravante e outros, e desproveu o recurso, nos termos da seguinte ementa: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 27 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33202 AGR / DF “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. APLICABILIDADE. CONCURSO DE REMOÇÃO. OUTORGAS DE DELEGAÇÃO DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS DO ESTADO DO MARANHÃO. EXIGÊNCIA DE 2 (DOIS) ANOS DE TITULARIDADE PARA PARTICIPAR DO CERTAME. MOMENTO DA AFERIÇÃO. PUBLICAÇÃO DO PRIMEIRO EDITAL. CRITÉRIO LEGÍTIMO. INTELIGÊNCIA DO ART. 17 DA LEI N. 8.935/94 E DA RESOLUÇÃO N. 81 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA N. 266/STJ. AUSÊNCIA DE DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. RECURSOS ESPECIAIS IMPROVIDOS. I – Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica- se o Código de Processo Civil de 1973. II - O critério temporal de dois anos de exercício de titularidade em cartório, exigido pela Lei n. 8.935/94 e pela Resolução n. 81 do CNJ, para disputar concurso de remoção, representa condição para participação no próprio certame, não se tratando de mero requisito para o exercício de atividade notarial no cartório de destino, de modo que possa ser aferido tão somente no momento da posse. Inaplicável, à espécie, a orientação contida na Súmula 266/STJ. III - Cuida-se de critério objetivo adotado pelo legislador ordinário que não revela nenhuma desproporcionalidade, não havendo falar em violação ao art. 17 da Lei n. 8.935/94, cuja interpretação não permite outra conclusão senão a de que o tempo de exercício na titularidade de cartório deve ser aferido antes de o candidato submeter-se ao certame, ou seja, não poderá ser admitido na disputa quem não preencha tal requisito. IV - O tempo de exercício de titularidade cartorária, exigido nos concursos de remoção de cartórios, assemelha-se ao período de prática jurídica necessário à inscrição em concursos da Magistratura ou do Ministério Público, hipótese em que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI n. 3.460/DF, concluiu ser constitucional a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. APLICABILIDADE. CONCURSO DE REMOÇÃO. OUTORGAS DE DELEGAÇÃO DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS DO ESTADO DO MARANHÃO. EXIGÊNCIA DE 2 (DOIS) ANOS DE TITULARIDADE PARA PARTICIPAR DO CERTAME. MOMENTO DA AFERIÇÃO. PUBLICAÇÃO DO PRIMEIRO EDITAL. CRITÉRIO LEGÍTIMO. INTELIGÊNCIA DO ART. 17 DA LEI N. 8.935/94 E DA RESOLUÇÃO N. 81 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA N. 266/STJ. AUSÊNCIA DE DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. RECURSOS ESPECIAIS IMPROVIDOS. I – Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica- se o Código de Processo Civil de 1973. II - O critério temporal de dois anos de exercício de titularidade em cartório, exigido pela Lei n. 8.935/94 e pela Resolução n. 81 do CNJ, para disputar concurso de remoção, representa condição para participação no próprio certame, não se tratando de mero requisito para o exercício de atividade notarial no cartório de destino, de modo que possa ser aferido tão somente no momento da posse. Inaplicável, à espécie, a orientação contida na Súmula 266/STJ. III - Cuida-se de critério objetivo adotado pelo legislador ordinário que não revela nenhuma desproporcionalidade, não havendo falar em violação ao art. 17 da Lei n. 8.935/94, cuja interpretação não permite outra conclusão senão a de que o tempo de exercício na titularidade de cartório deve ser aferido antes de o candidato submeter-se ao certame, ou seja, não poderá ser admitido na disputa quem não preencha tal requisito. IV - O tempo de exercício de titularidade cartorária, exigido nos concursos de remoção de cartórios, assemelha-se ao período de prática jurídica necessário à inscrição em concursos da Magistratura ou do Ministério Público, hipótese em que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI n. 3.460/DF, concluiu ser constitucional a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 27 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33202 AGR / DF exigência da comprovação do requisito na data da inscrição no concurso. V - O dissídio jurisprudencial não prospera, porquanto o acórdão recorrido enfrentou a questão relativa à exigência de tempo mínimo no cargo de titular de cartório para participar de concurso de remoção, enquanto os arestos paradigmas cuidam de comprovação de requisitos para o exercício de cargo público. Ademais, o julgado impugnado afastou a aplicação da Súmula n. 266/STJ após interpretar o art. 17 da Lei n. 8.935/94, dispositivo não invocado nos recursos que deram origem aos acórdãos paradigmas, o que evidencia a ausência de divergência jurisprudencial. VI – Recursos especiais improvidos”. Trata-se do julgamento do recurso especial interposto no bojo da ação judicial ordinária em que teria sido concedida, segundo entende a agravante, decisão liminar apta a sustentar delegação de serventia extrajudicial que sequer fazia parte da lista disponível no edital. Como se percebe, o STJ afastou, no mérito, a tese defendida pela autora para sustentar sua participação no certame. Embora, no momento, pendentes embargos de divergência desse acórdão, trata-se de fato superveniente que, por sua relevância, merece registro. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF exigência da comprovação do requisito na data da inscrição no concurso. V - O dissídio jurisprudencial não prospera, porquanto o acórdão recorrido enfrentou a questão relativa à exigência de tempo mínimo no cargo de titular de cartório para participar de concurso de remoção, enquanto os arestos paradigmas cuidam de comprovação de requisitos para o exercício de cargo público. Ademais, o julgado impugnado afastou a aplicação da Súmula n. 266/STJ após interpretar o art. 17 da Lei n. 8.935/94, dispositivo não invocado nos recursos que deram origem aos acórdãos paradigmas, o que evidencia a ausência de divergência jurisprudencial. VI – Recursos especiais improvidos”. Trata-se do julgamento do recurso especial interposto no bojo da ação judicial ordinária em que teria sido concedida, segundo entende a agravante, decisão liminar apta a sustentar delegação de serventia extrajudicial que sequer fazia parte da lista disponível no edital. Como se percebe, o STJ afastou, no mérito, a tese defendida pela autora para sustentar sua participação no certame. Embora, no momento, pendentes embargos de divergência desse acórdão, trata-se de fato superveniente que, por sua relevância, merece registro. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 27 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento a Doutora Carla Rodrigues da Cunha Lôbo. Uma sustentação muito eloquente, eu diria, mas, aqui, não está em discussão o mérito do Direito, em si, em relação à outra demanda, mas sim a circunstância de que houve uma decisão do Tribunal de Justiça fora da previsão do edital. De modo que não há como se entender que o Conselho Nacional de Justiça se houve equivocadamente ao sustentar precisamente o desfazimento do ato de delegação de serventia que não constou da lista original do certame. Assim, não tenho como deixar de concordar com a solução proposta pelo Ministra Rosa Weber. Portanto, estou denegando a segurança. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E46C-F949-78EC-6100 e senha D65C-69C6-0FD0-F58F Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento a Doutora Carla Rodrigues da Cunha Lôbo. Uma sustentação muito eloquente, eu diria, mas, aqui, não está em discussão o mérito do Direito, em si, em relação à outra demanda, mas sim a circunstância de que houve uma decisão do Tribunal de Justiça fora da previsão do edital. De modo que não há como se entender que o Conselho Nacional de Justiça se houve equivocadamente ao sustentar precisamente o desfazimento do ato de delegação de serventia que não constou da lista original do certame. Assim, não tenho como deixar de concordar com a solução proposta pelo Ministra Rosa Weber. Portanto, estou denegando a segurança. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E46C-F949-78EC-6100 e senha D65C-69C6-0FD0-F58F Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 27 Voto - MIN. LUIZ FUX 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Também, Senhor Presidente, estou acompanhando a Ministra Rosa exatamente porque a solução do Presidente do Tribunal foi absolutamente inoficiosa. Ele indicou, diante do quadro de idas e vindas de liminares, uma vez solidificada a situação da candidata, mas já passado o prazo de escolha, ele aleatoriamente indicou, delegou a ela um cartório que não constava do concurso que ela realizara. De sorte que também não vejo direito líquido e certo nessa delegação. Estou acompanhando a Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCAC-BD9B-D389-4FC2 e senha E7FE-67B4-E392-1D6B Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Também, Senhor Presidente, estou acompanhando a Ministra Rosa exatamente porque a solução do Presidente do Tribunal foi absolutamente inoficiosa. Ele indicou, diante do quadro de idas e vindas de liminares, uma vez solidificada a situação da candidata, mas já passado o prazo de escolha, ele aleatoriamente indicou, delegou a ela um cartório que não constava do concurso que ela realizara. De sorte que também não vejo direito líquido e certo nessa delegação. Estou acompanhando a Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCAC-BD9B-D389-4FC2 e senha E7FE-67B4-E392-1D6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 27 Vista 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Relatora, qual foi o objeto do procedimento no Conselho Nacional de Justiça, o pedido formalizado? O pedido atacava essa última designação apenas? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - O pedido, no CNJ, dos interessados era contra o ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, que outorgou uma serventia à impetrante que não estava incluída dentre aquelas para as quais os candidatos estavam tentando se habilitar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E obteve uma eficácia suspensiva ativa para participar de certame de remoção? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Do certame. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, não afastou do cenário jurídico, o Conselho Nacional de Justiça, a decisão judicial. Continuará podendo participar do certame. Não houve o desfazimento do concurso anterior do qual ela não participou? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não houve? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não houve. E essa questão – que é objeto de uma ação ordinária – é, hoje, objeto de embargos infringentes no STJ, porque ela perdeu na apelação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Qual é a situação jurídica dela hoje? Voltou ao Cartório primitivo? Porque o concurso é de remoção, não é? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Esse dado eu não tenho. Talvez a Doutora Carla possa esclarecer. Onde ela está no momento? Em Anajatuba? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ela está em cartório. É exatamente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - E ele? Naquele cartório dela...? Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-0D8E-3ACF-9BCC e senha 6E65-71ED-32EA-0A28 Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Relatora, qual foi o objeto do procedimento no Conselho Nacional de Justiça, o pedido formalizado? O pedido atacava essa última designação apenas? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - O pedido, no CNJ, dos interessados era contra o ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, que outorgou uma serventia à impetrante que não estava incluída dentre aquelas para as quais os candidatos estavam tentando se habilitar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E obteve uma eficácia suspensiva ativa para participar de certame de remoção? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Do certame. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, não afastou do cenário jurídico, o Conselho Nacional de Justiça, a decisão judicial. Continuará podendo participar do certame. Não houve o desfazimento do concurso anterior do qual ela não participou? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não houve? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não houve. E essa questão – que é objeto de uma ação ordinária – é, hoje, objeto de embargos infringentes no STJ, porque ela perdeu na apelação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Qual é a situação jurídica dela hoje? Voltou ao Cartório primitivo? Porque o concurso é de remoção, não é? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Esse dado eu não tenho. Talvez a Doutora Carla possa esclarecer. Onde ela está no momento? Em Anajatuba? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ela está em cartório. É exatamente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - E ele? Naquele cartório dela...? Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-0D8E-3ACF-9BCC e senha 6E65-71ED-32EA-0A28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 27 Vista MS 33202 AGR / DF A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - No de remoção não. Ela não pôde fazer. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O primitivo? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Esse de remoção ele está com outro aprovado no mesmo concurso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Menos mal, com toda certeza. A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Esse de remoção específica foi outorgado para outra pessoa do mesmo concurso que passou atrás dela, só que está interinamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse Cartório seria o de registro? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ele está hoje com outra pessoa do mesmo concurso, que fez o mesmo concurso, também ajuizou a ação e também tem... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O concurso para ingresso, para assunção de cartório ou para remoção? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Os dois. Hoje em dia, tem três pessoas ainda recorrendo do concurso de remoção e pleiteando. Só a impetrante não fez a escolha de cartório. Os demais, depois que o cartório de imóveis, foi desconstituída a outorga, ele foi outorgado para um outro candidato do mesmo concurso, também em remoção, que estava colocado atrás dela. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Foi a primeira colocada no concurso? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ela foi a primeira, e ele não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vista do processo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-0D8E-3ACF-9BCC e senha 6E65-71ED-32EA-0A28 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - No de remoção não. Ela não pôde fazer. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O primitivo? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Esse de remoção ele está com outro aprovado no mesmo concurso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Menos mal, com toda certeza. A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Esse de remoção específica foi outorgado para outra pessoa do mesmo concurso que passou atrás dela, só que está interinamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse Cartório seria o de registro? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ele está hoje com outra pessoa do mesmo concurso, que fez o mesmo concurso, também ajuizou a ação e também tem... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O concurso para ingresso, para assunção de cartório ou para remoção? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Os dois. Hoje em dia, tem três pessoas ainda recorrendo do concurso de remoção e pleiteando. Só a impetrante não fez a escolha de cartório. Os demais, depois que o cartório de imóveis, foi desconstituída a outorga, ele foi outorgado para um outro candidato do mesmo concurso, também em remoção, que estava colocado atrás dela. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Foi a primeira colocada no concurso? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ela foi a primeira, e ele não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vista do processo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-0D8E-3ACF-9BCC e senha 6E65-71ED-32EA-0A28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 27 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu cumprimento a Advogada pela sustentação, mas, assim como a Ministra Rosa, eu não vejo nenhuma ilegalidade na atuação do Conselho Nacional de Justiça, que, seja na questão específica da delegação do Cartório de Imóveis da 1ª Zona de São Luís, seja mesmo no concurso anterior, se ateve ao mandamento constitucional da sua atuação administrativa. Em nenhum momento, nenhuma decisão do Conselho Nacional de Justiça foi contra uma decisão judicial. Pelo contrário, na verdade, quem acabou, diríamos, fazendo essa confusão toda foi o próprio Presidente do Tribunal de Justiça, que concedeu efeito suspensivo, depois o suspendeu às vésperas da escolha, depois retornou, mas já havia ocorrido a escolha, e, para compensar, acabou outorgando algo que nem no concurso estava. Obviamente, essa outorga final foi uma outorga administrativa, não é jurisdicional - o CNJ pode, e é sua função constitucional -, e, no momento da escolha, não havia nenhuma decisão judicial que garantisse a ela escolher. Como trouxe a Ministra Rosa, o Superior Tribunal de Justiça não lhe deu razão, mas se, eventualmente, em embargos infringentes, der razão, anula-se e realizam-se de novo as escolhas do que constava no edital, jamais do cartório que não constava de edital - e a compensação até foi desbalanceada, porque é o cartório de maior rendimento em São Luís do Maranhão. Então, eu acompanho integralmente a Ministra Rosa no sentido do não provimento do agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B87-39E3-529B-7056 e senha 4E26-7913-8C2B-9E6E Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu cumprimento a Advogada pela sustentação, mas, assim como a Ministra Rosa, eu não vejo nenhuma ilegalidade na atuação do Conselho Nacional de Justiça, que, seja na questão específica da delegação do Cartório de Imóveis da 1ª Zona de São Luís, seja mesmo no concurso anterior, se ateve ao mandamento constitucional da sua atuação administrativa. Em nenhum momento, nenhuma decisão do Conselho Nacional de Justiça foi contra uma decisão judicial. Pelo contrário, na verdade, quem acabou, diríamos, fazendo essa confusão toda foi o próprio Presidente do Tribunal de Justiça, que concedeu efeito suspensivo, depois o suspendeu às vésperas da escolha, depois retornou, mas já havia ocorrido a escolha, e, para compensar, acabou outorgando algo que nem no concurso estava. Obviamente, essa outorga final foi uma outorga administrativa, não é jurisdicional - o CNJ pode, e é sua função constitucional -, e, no momento da escolha, não havia nenhuma decisão judicial que garantisse a ela escolher. Como trouxe a Ministra Rosa, o Superior Tribunal de Justiça não lhe deu razão, mas se, eventualmente, em embargos infringentes, der razão, anula-se e realizam-se de novo as escolhas do que constava no edital, jamais do cartório que não constava de edital - e a compensação até foi desbalanceada, porque é o cartório de maior rendimento em São Luís do Maranhão. Então, eu acompanho integralmente a Ministra Rosa no sentido do não provimento do agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B87-39E3-529B-7056 e senha 4E26-7913-8C2B-9E6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 27 Extrato de Ata - 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) : ENGELS AUGUSTO MUNIZ (0036534/DF) ADV.(A/S) : JAIME SANTANA DE SOUSA (45203/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) : MARCONI MIRANDA VIEIRA (0022098/DF) INTDO.(A/S) : CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) : MURILO GODOY (0011828/MS) INTDO.(A/S) : RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após o voto da Ministra Rosa Weber, Relatora, e dos votos dos Ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, Presidente, que negavam provimento ao agravo regimental, pediu vista dos autos o Ministro Marco Aurélio. Falou a Dra. Carla Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76A0-A407-9DB8-A363 e senha 1C13-8926-E2CE-D768 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) : ENGELS AUGUSTO MUNIZ (0036534/DF) ADV.(A/S) : JAIME SANTANA DE SOUSA (45203/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) : MARCONI MIRANDA VIEIRA (0022098/DF) INTDO.(A/S) : CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) : MURILO GODOY (0011828/MS) INTDO.(A/S) : RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após o voto da Ministra Rosa Weber, Relatora, e dos votos dos Ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, Presidente, que negavam provimento ao agravo regimental, pediu vista dos autos o Ministro Marco Aurélio. Falou a Dra. Carla Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76A0-A407-9DB8-A363 e senha 1C13-8926-E2CE-D768 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 27 Extrato de Ata - 04/09/2018 Rodrigues da Cunha Lôbo pela Agravante. Primeira Turma, 4.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76A0-A407-9DB8-A363 e senha 1C13-8926-E2CE-D768 Supremo Tribunal Federal Rodrigues da Cunha Lôbo pela Agravante. Primeira Turma, 4.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76A0-A407-9DB8-A363 e senha 1C13-8926-E2CE-D768 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 27 Voto Vista 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Após terem votado, no sentido do indeferimento da ordem, a ministra Rosa Weber, relatora, e os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, pedi vista deste processo na assentada de 4 de setembro de 2018, visando compreender, considerada a sustentação oral e o contexto fático apresentado, se o Conselho Nacional de Justiça desbordou das próprias atribuições, consideradas as balizas constitucionais. Adianto que acompanharei a maioria já formada, divergindo apenas parcialmente em ponto específico, tendo em vista a interpretação que se pode conferir a uma das determinações constantes do ato impugnado, alusiva à observância irrestrita das Resoluções nº 80 e 81, de 2009, editadas pela autoridade apontada como coatora. A impetração está voltada contra pronunciamento, formalizado em procedimentos de controle administrativo, em que desconstituído ato por meio do qual o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão outorgou à impetrante delegação correspondente ao Registro de Imóveis da 1ª Zona de São Luís/MA. Conforme consta do processo e do voto proferido pela ministra Rosa Weber, essa providência decorreu de situação processual peculiar. Passo a resumi-la, apenas com o propósito de fundamentar a conclusão do raciocínio. A impetrante, então tabeliã na cidade de Anajatuba/MA, formalizou ação sob o rito ordinário, buscando afastar item de edital de concurso público destinado ao provimento de serventias extrajudiciais a exigir, como condição para participação na modalidade de remoção, o exercício de delegação por 2 anos, considerada a data de publicação da norma editalícia no Diário da Justiça. Foi bem sucedida na primeira instância, tendo o Juízo deferido liminar e, posteriormente, julgado procedente o pedido. Ao examinar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Após terem votado, no sentido do indeferimento da ordem, a ministra Rosa Weber, relatora, e os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, pedi vista deste processo na assentada de 4 de setembro de 2018, visando compreender, considerada a sustentação oral e o contexto fático apresentado, se o Conselho Nacional de Justiça desbordou das próprias atribuições, consideradas as balizas constitucionais. Adianto que acompanharei a maioria já formada, divergindo apenas parcialmente em ponto específico, tendo em vista a interpretação que se pode conferir a uma das determinações constantes do ato impugnado, alusiva à observância irrestrita das Resoluções nº 80 e 81, de 2009, editadas pela autoridade apontada como coatora. A impetração está voltada contra pronunciamento, formalizado em procedimentos de controle administrativo, em que desconstituído ato por meio do qual o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão outorgou à impetrante delegação correspondente ao Registro de Imóveis da 1ª Zona de São Luís/MA. Conforme consta do processo e do voto proferido pela ministra Rosa Weber, essa providência decorreu de situação processual peculiar. Passo a resumi-la, apenas com o propósito de fundamentar a conclusão do raciocínio. A impetrante, então tabeliã na cidade de Anajatuba/MA, formalizou ação sob o rito ordinário, buscando afastar item de edital de concurso público destinado ao provimento de serventias extrajudiciais a exigir, como condição para participação na modalidade de remoção, o exercício de delegação por 2 anos, considerada a data de publicação da norma editalícia no Diário da Justiça. Foi bem sucedida na primeira instância, tendo o Juízo deferido liminar e, posteriormente, julgado procedente o pedido. Ao examinar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 27 Voto Vista MS 33202 AGR / DF apelação, o Tribunal de Justiça reformou o pronunciamento, no que interpostos recursos especial e extraordinário. O Presidente atribuiu-lhes efeito suspensivo ativo, revogando a medida em seguida. Ocorreu, então, a sessão de escolha de serventias pelos candidatos no concurso de remoção. Dela não participou a impetrante, porquanto não respaldada em determinação judicial, ainda que provisória. O Presidente do Tribunal local alterou novamente a óptica, restabelecendo o efeito suspensivo dos recursos de natureza extraordinária. Contra essa decisão os interessados formalizaram reclamações, arguindo usurpação de competência, tendo o Superior Tribunal de Justiça implementado liminar, o que não ocorreu no Supremo. Veio à balha, nesse contexto, o ato objeto do controle administrativo realizado pelo Conselho Nacional de Justiça: sob o argumento de evitar prejuízo às designações já efetivadas, desconstituindo-as “em cascata”, e considerado o recente falecimento do titular do Registro de Imóveis da 1ª Zona de São Luís/MA, o Presidente do Tribunal estadual outorgou esse cartório à impetrante. Eis o cerne da controvérsia jurídica: ao afastar esse ato, o Conselho adentrou matéria já submetida ao crivo do Poder Judiciário, em contrariedade ao entendimento pacífico do Supremo quanto à inviabilidade da atuação administrativa? A resposta é negativa. Em discussão no processo judicial estava, apenas, o momento a ser considerado para o cômputo do biênio atinente ao exercício de atividade notarial, considerado item do edital a fixar determinada baliza temporal. Buscava-se interpretação mais alargada, a permitir fosse levado em conta período posterior à publicação da norma interna do concurso. Os procedimentos de controle administrativo apreciados pelo Conselho Nacional de Justiça possuíam pedido e causa de pedir diversos: a anulação de ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça, por implicar inobservância de outra regra editalícia – a qual não era objeto do processo judicial –, a versar a proibição de inclusão de novos cartórios no certame, para além dos já previstos no próprio edital de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF apelação, o Tribunal de Justiça reformou o pronunciamento, no que interpostos recursos especial e extraordinário. O Presidente atribuiu-lhes efeito suspensivo ativo, revogando a medida em seguida. Ocorreu, então, a sessão de escolha de serventias pelos candidatos no concurso de remoção. Dela não participou a impetrante, porquanto não respaldada em determinação judicial, ainda que provisória. O Presidente do Tribunal local alterou novamente a óptica, restabelecendo o efeito suspensivo dos recursos de natureza extraordinária. Contra essa decisão os interessados formalizaram reclamações, arguindo usurpação de competência, tendo o Superior Tribunal de Justiça implementado liminar, o que não ocorreu no Supremo. Veio à balha, nesse contexto, o ato objeto do controle administrativo realizado pelo Conselho Nacional de Justiça: sob o argumento de evitar prejuízo às designações já efetivadas, desconstituindo-as “em cascata”, e considerado o recente falecimento do titular do Registro de Imóveis da 1ª Zona de São Luís/MA, o Presidente do Tribunal estadual outorgou esse cartório à impetrante. Eis o cerne da controvérsia jurídica: ao afastar esse ato, o Conselho adentrou matéria já submetida ao crivo do Poder Judiciário, em contrariedade ao entendimento pacífico do Supremo quanto à inviabilidade da atuação administrativa? A resposta é negativa. Em discussão no processo judicial estava, apenas, o momento a ser considerado para o cômputo do biênio atinente ao exercício de atividade notarial, considerado item do edital a fixar determinada baliza temporal. Buscava-se interpretação mais alargada, a permitir fosse levado em conta período posterior à publicação da norma interna do concurso. Os procedimentos de controle administrativo apreciados pelo Conselho Nacional de Justiça possuíam pedido e causa de pedir diversos: a anulação de ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça, por implicar inobservância de outra regra editalícia – a qual não era objeto do processo judicial –, a versar a proibição de inclusão de novos cartórios no certame, para além dos já previstos no próprio edital de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 27 Voto Vista MS 33202 AGR / DF abertura. A decisão questionada neste agravo interno é irrepreensível no ponto: 3. Em conclusão, o provimento jurisdicional provisório, no qual a autora tanto se apega, assegura de modo direto apenas a participação em certo concurso, o que implica aceitação de todas as regras deste que não a especificamente impugnada na ação ordinária em que concedida aquela tutela. Como visto, a única regra impugnada disse respeito à contagem do prazo de dois anos de exercício de cargo. A não inclusão de serventias porventura vacantes não faz parte do objeto litigioso. Ante esse quadro, não divirjo quanto à solução apresentada pela Relatora, no sentido do indeferimento da ordem, mantendo o pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça, no que afastou ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão a implicar a outorga, à impetrante, do Registro de Imóveis da 1ª Zona de São Luís/MA. Faço-o relativamente a outra determinação constante da decisão dita ilegal, assim redigida: Execuções provisórias de julgados que importem o direito de escolha de serventias devem ser garantidas pelo Tribunal, desde que não representem desobediência às Resoluções nºs 80/2009 e 81/2009 do Conselho Nacional de Justiça. A redação mostra-se demasiado ampla, podendo ser interpretada como a vedar que o Presidente do Tribunal cumpra possível ordem judicial favorável à impetrante, relativamente à forma de cômputo do biênio exigido para a participação em concurso de remoção. Conforme assinalado, a matéria é objeto de discussão judicial, não cabendo ao Conselho – o qual somente atua no âmbito administrativo – impedir o afastamento de regra editalícia, caso assim determine o Poder Judiciário. Divirjo, em parte, da Relatora para deferir parcialmente a ordem e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF abertura. A decisão questionada neste agravo interno é irrepreensível no ponto: 3. Em conclusão, o provimento jurisdicional provisório, no qual a autora tanto se apega, assegura de modo direto apenas a participação em certo concurso, o que implica aceitação de todas as regras deste que não a especificamente impugnada na ação ordinária em que concedida aquela tutela. Como visto, a única regra impugnada disse respeito à contagem do prazo de dois anos de exercício de cargo. A não inclusão de serventias porventura vacantes não faz parte do objeto litigioso. Ante esse quadro, não divirjo quanto à solução apresentada pela Relatora, no sentido do indeferimento da ordem, mantendo o pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça, no que afastou ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão a implicar a outorga, à impetrante, do Registro de Imóveis da 1ª Zona de São Luís/MA. Faço-o relativamente a outra determinação constante da decisão dita ilegal, assim redigida: Execuções provisórias de julgados que importem o direito de escolha de serventias devem ser garantidas pelo Tribunal, desde que não representem desobediência às Resoluções nºs 80/2009 e 81/2009 do Conselho Nacional de Justiça. A redação mostra-se demasiado ampla, podendo ser interpretada como a vedar que o Presidente do Tribunal cumpra possível ordem judicial favorável à impetrante, relativamente à forma de cômputo do biênio exigido para a participação em concurso de remoção. Conforme assinalado, a matéria é objeto de discussão judicial, não cabendo ao Conselho – o qual somente atua no âmbito administrativo – impedir o afastamento de regra editalícia, caso assim determine o Poder Judiciário. Divirjo, em parte, da Relatora para deferir parcialmente a ordem e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 27 Voto Vista MS 33202 AGR / DF afastar o ato do Conselho Nacional de Justiça apenas no que determinada a observância das Resoluções nº 80 e 81, de 2009, relativamente ao marco temporal a ser considerado para aferir o biênio de exercício de atividade notarial como requisito para participar de concurso de remoção. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF afastar o ato do Conselho Nacional de Justiça apenas no que determinada a observância das Resoluções nº 80 e 81, de 2009, relativamente ao marco temporal a ser considerado para aferir o biênio de exercício de atividade notarial como requisito para participar de concurso de remoção. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 27 Esclarecimento 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministra-Relatora, salvo engano, o agravo regimental foi interposto em relação à negativa do mandado de segurança, cujo pedido era somente anular a decisão do CNJ em relação à cassação. Então pergunto, Ministro Marco Aurélio, no dispositivo, Vossa Excelência concorda 100% com a Relatora; mas não na das fundamentação das teses? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Percebi, Presidente, e claro, colocada em dúvida a premissa, seria como que compelido a solicitar nova vista do processo, o que não seria bom, tendo em conta a carga, a avalanche de processos no meu Gabinete. Compreendi que esse pedido – por isso, estou acolhendo – está na petição inicial, ao menos, de forma implícita. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4AC-70CB-95A5-3642 e senha 7BE9-E182-4854-A24D Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministra-Relatora, salvo engano, o agravo regimental foi interposto em relação à negativa do mandado de segurança, cujo pedido era somente anular a decisão do CNJ em relação à cassação. Então pergunto, Ministro Marco Aurélio, no dispositivo, Vossa Excelência concorda 100% com a Relatora; mas não na das fundamentação das teses? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Percebi, Presidente, e claro, colocada em dúvida a premissa, seria como que compelido a solicitar nova vista do processo, o que não seria bom, tendo em conta a carga, a avalanche de processos no meu Gabinete. Compreendi que esse pedido – por isso, estou acolhendo – está na petição inicial, ao menos, de forma implícita. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4AC-70CB-95A5-3642 e senha 7BE9-E182-4854-A24D Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 27 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) : ENGELS AUGUSTO MUNIZ (0036534/DF) ADV.(A/S) : JAIME SANTANA DE SOUSA (45203/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) : MARCONI MIRANDA VIEIRA (0022098/DF) INTDO.(A/S) : CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) : MURILO GODOY (0011828/MS) INTDO.(A/S) : RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após o voto da Ministra Rosa Weber, Relatora, e dos votos dos Ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, Presidente, que negavam provimento ao agravo regimental, pediu vista dos autos o Ministro Marco Aurélio. Falou a Dra. Carla Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E23C-E2C1-E785-5B9F e senha F88E-9F65-24B7-9FEE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) : ENGELS AUGUSTO MUNIZ (0036534/DF) ADV.(A/S) : JAIME SANTANA DE SOUSA (45203/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) : MARCONI MIRANDA VIEIRA (0022098/DF) INTDO.(A/S) : CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) : MURILO GODOY (0011828/MS) INTDO.(A/S) : RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após o voto da Ministra Rosa Weber, Relatora, e dos votos dos Ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, Presidente, que negavam provimento ao agravo regimental, pediu vista dos autos o Ministro Marco Aurélio. Falou a Dra. Carla Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E23C-E2C1-E785-5B9F e senha F88E-9F65-24B7-9FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 27 Extrato de Ata - 18/09/2018 Rodrigues da Cunha Lôbo pela Agravante. Primeira Turma, 4.9.2018. Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido, parcialmente, o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E23C-E2C1-E785-5B9F e senha F88E-9F65-24B7-9FEE Supremo Tribunal Federal Rodrigues da Cunha Lôbo pela Agravante. Primeira Turma, 4.9.2018. Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido, parcialmente, o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E23C-E2C1-E785-5B9F e senha F88E-9F65-24B7-9FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 27
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748901197
2018-09-18T00:00:00
2018-12-19T00:00:00
Após o voto da Ministra Rosa Weber, Relatora, e dos votos dos Ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, Presidente, que negavam provimento ao agravo regimental, pediu vista dos autos o Ministro Marco Aurélio. Falou a Dra. Carla Rodrigues da Cunha Lôbo pela Agravante. Primeira Turma, 4.9.2018. Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido, parcialmente, o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. CONCURSO PARA PROVIMENTO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS DO ESTADO DO MARANHÃO. CANDIDATA SUB JUDICE QUE, POR NÃO POSSUIR TUTELA PROVISÓRIA FAVORÁVEL NO MOMENTO DA ESCOLHA DAS SERVENTIAS, NÃO PARTICIPOU DO ATO. ATRIBUIÇÃO POSTERIOR DE SERVENTIA NÃO DISPONIBILIZADA NO CERTAME, SOB PRETEXTO DO RESTABELECIMENTO DE LIMINAR PELA MESMA AUTORIDADE QUE VEIO A AUTORIZAR TAL DELEGAÇÃO. ATO ANULADO PELO CNJ. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. AUSÊNCIA DE AMPARO À DECISÃO ADMINISTRATIVA QUE EXCEDEU A EXECUÇÃO DO PROVIMENTO JURISDICIONAL. DESCUMPRIMENTO EXPLÍCITO DO EDITAL, DIANTE DA LIMITAÇÃO DA OFERTA DE VAGAS ÀS DISPONÍVEIS NA ABERTURA DO CONCURSO. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur397124
- Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: REsp 1.394.902. Número de páginas: 27. Análise: 14/02/2019, KBP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
33202
[ "LEG-FED RES-000080 ANO-2009\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ\n\n", "LEG-FED RES-000081 ANO-2009\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ" ]
MS-AgR
acordaos
MS 33202 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) : ENGELS AUGUSTO MUNIZ ADV.(A/S) : JAIME SANTANA DE SOUSA AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) : MARCONI MIRANDA VIEIRA INTDO.(A/S) : CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) : MURILO GODOY INTDO.(A/S) : RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) :ENGELS AUGUSTO MUNIZ ADV.(A/S) :JAIME SANTANA DE SOUSA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) :MARCONI MIRANDA VIEIRA INTDO.(A/S) :CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) :MURILO GODOY INTDO.(A/S) :RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D14-C60B-5B31-B099 e senha 7CC2-5D6E-486C-8F76 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 27 Ementa e Acórdão MS 33202 AGR / DF INTDO.(A/S) :ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. CONCURSO PARA PROVIMENTO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS DO ESTADO DO MARANHÃO. CANDIDATA SUB JUDICE QUE, POR NÃO POSSUIR TUTELA PROVISÓRIA FAVORÁVEL NO MOMENTO DA ESCOLHA DAS SERVENTIAS, NÃO PARTICIPOU DO ATO. ATRIBUIÇÃO POSTERIOR DE SERVENTIA NÃO DISPONIBILIZADA NO CERTAME, SOB PRETEXTO DO RESTABELECIMENTO DE LIMINAR PELA MESMA AUTORIDADE QUE VEIO A AUTORIZAR TAL DELEGAÇÃO. ATO ANULADO PELO CNJ. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. AUSÊNCIA DE AMPARO À DECISÃO ADMINISTRATIVA QUE EXCEDEU A EXECUÇÃO DO PROVIMENTO JURISDICIONAL. DESCUMPRIMENTO EXPLÍCITO DO EDITAL, DIANTE DA LIMITAÇÃO DA OFERTA DE VAGAS ÀS DISPONÍVEIS NA ABERTURA DO CONCURSO. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão da Primeira Turma presidida pelo Senhor Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido, parcialmente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D14-C60B-5B31-B099 e senha 7CC2-5D6E-486C-8F76 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF INTDO.(A/S) :ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. CONCURSO PARA PROVIMENTO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS DO ESTADO DO MARANHÃO. CANDIDATA SUB JUDICE QUE, POR NÃO POSSUIR TUTELA PROVISÓRIA FAVORÁVEL NO MOMENTO DA ESCOLHA DAS SERVENTIAS, NÃO PARTICIPOU DO ATO. ATRIBUIÇÃO POSTERIOR DE SERVENTIA NÃO DISPONIBILIZADA NO CERTAME, SOB PRETEXTO DO RESTABELECIMENTO DE LIMINAR PELA MESMA AUTORIDADE QUE VEIO A AUTORIZAR TAL DELEGAÇÃO. ATO ANULADO PELO CNJ. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. AUSÊNCIA DE AMPARO À DECISÃO ADMINISTRATIVA QUE EXCEDEU A EXECUÇÃO DO PROVIMENTO JURISDICIONAL. DESCUMPRIMENTO EXPLÍCITO DO EDITAL, DIANTE DA LIMITAÇÃO DA OFERTA DE VAGAS ÀS DISPONÍVEIS NA ABERTURA DO CONCURSO. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão da Primeira Turma presidida pelo Senhor Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido, parcialmente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D14-C60B-5B31-B099 e senha 7CC2-5D6E-486C-8F76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 27 Ementa e Acórdão MS 33202 AGR / DF Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D14-C60B-5B31-B099 e senha 7CC2-5D6E-486C-8F76 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF Brasília, 18 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D14-C60B-5B31-B099 e senha 7CC2-5D6E-486C-8F76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 27 Relatório 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) :ENGELS AUGUSTO MUNIZ ADV.(A/S) :JAIME SANTANA DE SOUSA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) :MARCONI MIRANDA VIEIRA INTDO.(A/S) :CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) :MURILO GODOY INTDO.(A/S) :RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) :ENGELS AUGUSTO MUNIZ ADV.(A/S) :JAIME SANTANA DE SOUSA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) :MARCONI MIRANDA VIEIRA INTDO.(A/S) :CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) :MURILO GODOY INTDO.(A/S) :RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 27 Relatório MS 33202 AGR / DF INTDO.(A/S) :ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, pela qual deneguei a segurança pleiteada, com apoio no art. 205 do RISTF, maneja agravo regimental Alice Emiliana Ribeiro Brito. Os antecedentes necessários à compreensão da controvérsia são os seguintes: a autora, tabeliã e registradora de serventia extrajudicial de Anajatuba-MA, pretendeu participar de certame de remoção realizado naquele Estado. Porém, o edital n 01/2011 estipulou, em seu item 2.5 ‘a’, que “para concorrer a vagas com provimento por remoção, poderão se inscrever os titulares de serventias extrajudiciais (...) que já detenham a delegação por mais de 2 (dois) anos, contados da data do efetivo exercício na atividade até a data da primeira publicação deste Edital no Diário da Justiça” (doc. 57, fl. 51). A impetrante havia recebido a outorga de delegação em 15.12.2009, de modo que não atendia ao requisito. Assim, propôs ação ordinária, sustentando que o prazo de dois anos deveria ser contado até o término do novo certame, com base na Súmula n 266/Superior Tribunal de Justiça. Obteve tutela antecipatória e sentença de procedência, o que permitiu à interessada participar das etapas do concurso. Porém, em apelação, reverteu-se o mérito. Houve interposição de recursos especial e extraordinário, além de cautelares, na origem. Nestas, o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão concedeu efeitos suspensivos. Pouco depois, contudo, a mesma autoridade os revogou. Nesse ínterim, houve a audiência de escolhas de serventias em 21.6.2013, da qual a autora não participou na condição de aprovada em concurso de remoção, à míngua de decisão judicial que lhe franqueasse prosseguir como candidata (muito embora tenha escolhido serventia pelo critério de ingresso, ao qual também concorreu). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF INTDO.(A/S) :ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, pela qual deneguei a segurança pleiteada, com apoio no art. 205 do RISTF, maneja agravo regimental Alice Emiliana Ribeiro Brito. Os antecedentes necessários à compreensão da controvérsia são os seguintes: a autora, tabeliã e registradora de serventia extrajudicial de Anajatuba-MA, pretendeu participar de certame de remoção realizado naquele Estado. Porém, o edital n 01/2011 estipulou, em seu item 2.5 ‘a’, que “para concorrer a vagas com provimento por remoção, poderão se inscrever os titulares de serventias extrajudiciais (...) que já detenham a delegação por mais de 2 (dois) anos, contados da data do efetivo exercício na atividade até a data da primeira publicação deste Edital no Diário da Justiça” (doc. 57, fl. 51). A impetrante havia recebido a outorga de delegação em 15.12.2009, de modo que não atendia ao requisito. Assim, propôs ação ordinária, sustentando que o prazo de dois anos deveria ser contado até o término do novo certame, com base na Súmula n 266/Superior Tribunal de Justiça. Obteve tutela antecipatória e sentença de procedência, o que permitiu à interessada participar das etapas do concurso. Porém, em apelação, reverteu-se o mérito. Houve interposição de recursos especial e extraordinário, além de cautelares, na origem. Nestas, o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão concedeu efeitos suspensivos. Pouco depois, contudo, a mesma autoridade os revogou. Nesse ínterim, houve a audiência de escolhas de serventias em 21.6.2013, da qual a autora não participou na condição de aprovada em concurso de remoção, à míngua de decisão judicial que lhe franqueasse prosseguir como candidata (muito embora tenha escolhido serventia pelo critério de ingresso, ao qual também concorreu). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 27 Relatório MS 33202 AGR / DF Alguns dias depois da audiência de escolha, o Desembargador Presidente do TJ/MA novamente reviu sua decisão e revigorou os efeitos suspensivos aos recursos de índole extraordinária. Terceiros prejudicados propuseram reclamações tanto no Superior Tribunal de Justiça quanto no Supremo Tribunal Federal (por usurpação de competência, na medida em que, a essa altura, já havia ocorrido o exame de admissibilidade dos recursos na origem), sendo que, naquele Tribunal, houve deferimento de liminar, ao contrário do que ocorreu nesta Suprema Corte. A seguir, ao entendimento de que era necessário, nesses moldes, executar o provimento jurisdicional que autorizava a permanência da impetrante no concurso, e para evitar que fossem desfeitas todas as anteriores titulações em “efeito cascata” (o que alegadamente causaria danos às esferas jurídicas de terceiros), o Desembargador Presidente do TJ/MA decidiu delegar à interessada serventia não incluída na lista original do certame, qual seja, o Cartório de Imóveis da 1... Zona de São Luís-MA, cujo titular falecera havia poucos dias. A impetração diz respeito a esse último ato, desconstituído pelo CNJ no julgamento conjunto dos PCAs antes citados. Entendeu o órgão de controle administrativo inexistir conexão entre a decisão que revigora provimento jurisdicional provisório e a iniciativa administrativa de outorgar serventia à beneficiada, porque os concursos públicos para serviços extrajudiciais são regidos por normas e critérios específicos, dentre os quais incluídos, no edital, dispositivos que delimitavam o objeto do certame aos cartórios listados no próprio instrumento (vedada expressamente a inclusão de vaga surgida em momento futuro). Nesse sentido, destacou o CNJ que cada serventia possui características e remuneração próprias e, por isso, deve ser disputada pelos interessados em iguais condições (o Cartório de Imóveis da 1... Zona de São Luís-MA arrecadaria mensalmente quase dois milhões de reais – doc. 55, fl. 81). Resolução do próprio TJ/MA, que regulou o concurso público em questão, havia estipulado o encerramento do concurso com a audiência pública realizada. Além disso, a alocação de determinada serventia na lista de remoções ou ingresso originário depende da ordem cronológica 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF Alguns dias depois da audiência de escolha, o Desembargador Presidente do TJ/MA novamente reviu sua decisão e revigorou os efeitos suspensivos aos recursos de índole extraordinária. Terceiros prejudicados propuseram reclamações tanto no Superior Tribunal de Justiça quanto no Supremo Tribunal Federal (por usurpação de competência, na medida em que, a essa altura, já havia ocorrido o exame de admissibilidade dos recursos na origem), sendo que, naquele Tribunal, houve deferimento de liminar, ao contrário do que ocorreu nesta Suprema Corte. A seguir, ao entendimento de que era necessário, nesses moldes, executar o provimento jurisdicional que autorizava a permanência da impetrante no concurso, e para evitar que fossem desfeitas todas as anteriores titulações em “efeito cascata” (o que alegadamente causaria danos às esferas jurídicas de terceiros), o Desembargador Presidente do TJ/MA decidiu delegar à interessada serventia não incluída na lista original do certame, qual seja, o Cartório de Imóveis da 1... Zona de São Luís-MA, cujo titular falecera havia poucos dias. A impetração diz respeito a esse último ato, desconstituído pelo CNJ no julgamento conjunto dos PCAs antes citados. Entendeu o órgão de controle administrativo inexistir conexão entre a decisão que revigora provimento jurisdicional provisório e a iniciativa administrativa de outorgar serventia à beneficiada, porque os concursos públicos para serviços extrajudiciais são regidos por normas e critérios específicos, dentre os quais incluídos, no edital, dispositivos que delimitavam o objeto do certame aos cartórios listados no próprio instrumento (vedada expressamente a inclusão de vaga surgida em momento futuro). Nesse sentido, destacou o CNJ que cada serventia possui características e remuneração próprias e, por isso, deve ser disputada pelos interessados em iguais condições (o Cartório de Imóveis da 1... Zona de São Luís-MA arrecadaria mensalmente quase dois milhões de reais – doc. 55, fl. 81). Resolução do próprio TJ/MA, que regulou o concurso público em questão, havia estipulado o encerramento do concurso com a audiência pública realizada. Além disso, a alocação de determinada serventia na lista de remoções ou ingresso originário depende da ordem cronológica 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 27 Relatório MS 33202 AGR / DF de vacância, sendo inviável decidir, isoladamente, a qual categoria pertencerá esta ou aquela serventia vacante. Por fim, embora inconteste a existência de provimento jurisdicional provisório em favor da impetrante, quanto à questão da participação no concurso de remoção, é de se ver que a Resolução n 81/2009 veicula regra geral em sentido contrário, de modo que, em termos normativos, a orientação do órgão é a mesma constante no edital questionado. As razões de agravo reiteram as alegações da inicial no sentido de que a autora disporia de decisão judicial apta a lhe assegurar o direito de escolha de serventia por remoção. Em consequência, o CNJ teria invadido matéria jurisdicional, apesar de ser órgão meramente administrativo, e proibido o que lhe havia sido franqueado por decisão judicial, ainda que precária. Além disso, argumenta que a delegação de serventia não listada originariamente no certame seria a única forma de evitar prejuízo aos terceiros que participaram do ato de escolha de serventias. Afirma que “a inclusão de serventia vaga após o edital entre as oferecidas aos aprovados no concurso atende aos princípios da prevalência do interesse público e da economicidade” (doc. 387, fl. 13). Pleiteia a concessão da segurança ou liminar que lhe assegure o “direito de exercer, como primeira colocada no concurso de remoção, o direito de escolha de qualquer serventia dentre as oferecidas para essa modalidade de concurso no edital” (doc. 387, fl. 15). Paulo de Tarso Guedes Carvalho apresentou contraminuta, como litisconsorte passivo (doc. 393), pugnando pelo desprovimento do agravo. A União se manifestou no mesmo sentido (doc. 395). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF de vacância, sendo inviável decidir, isoladamente, a qual categoria pertencerá esta ou aquela serventia vacante. Por fim, embora inconteste a existência de provimento jurisdicional provisório em favor da impetrante, quanto à questão da participação no concurso de remoção, é de se ver que a Resolução n 81/2009 veicula regra geral em sentido contrário, de modo que, em termos normativos, a orientação do órgão é a mesma constante no edital questionado. As razões de agravo reiteram as alegações da inicial no sentido de que a autora disporia de decisão judicial apta a lhe assegurar o direito de escolha de serventia por remoção. Em consequência, o CNJ teria invadido matéria jurisdicional, apesar de ser órgão meramente administrativo, e proibido o que lhe havia sido franqueado por decisão judicial, ainda que precária. Além disso, argumenta que a delegação de serventia não listada originariamente no certame seria a única forma de evitar prejuízo aos terceiros que participaram do ato de escolha de serventias. Afirma que “a inclusão de serventia vaga após o edital entre as oferecidas aos aprovados no concurso atende aos princípios da prevalência do interesse público e da economicidade” (doc. 387, fl. 13). Pleiteia a concessão da segurança ou liminar que lhe assegure o “direito de exercer, como primeira colocada no concurso de remoção, o direito de escolha de qualquer serventia dentre as oferecidas para essa modalidade de concurso no edital” (doc. 387, fl. 15). Paulo de Tarso Guedes Carvalho apresentou contraminuta, como litisconsorte passivo (doc. 393), pugnando pelo desprovimento do agravo. A União se manifestou no mesmo sentido (doc. 395). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E2D-BB7F-1E5D-6E3F e senha 29BA-B814-7FC3-03BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 27 Antecipação ao Voto 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO DO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) – Senhor Presidente, começo cumprimentando a Doutora Carla Rodrigues da Cunha Lôbo pela sustentação oral aguerrida na defesa do interesse da sua constituinte. Eu trouxe o agravo, mas, num primeiro momento, coloquei em lista do Plenário e, a pedido da própria impetrante, retirei para, inclusive, assegurar essa sustentação oral. Eu, com todo respeito, não me convenci das razões e, por isso, trouxe a Plenário no sentido da negativa de provimento ao agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-CEEE-C5C2-809A e senha DC3E-DAED-9860-116D Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO DO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) – Senhor Presidente, começo cumprimentando a Doutora Carla Rodrigues da Cunha Lôbo pela sustentação oral aguerrida na defesa do interesse da sua constituinte. Eu trouxe o agravo, mas, num primeiro momento, coloquei em lista do Plenário e, a pedido da própria impetrante, retirei para, inclusive, assegurar essa sustentação oral. Eu, com todo respeito, não me convenci das razões e, por isso, trouxe a Plenário no sentido da negativa de provimento ao agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-CEEE-C5C2-809A e senha DC3E-DAED-9860-116D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 27 Voto - MIN. ROSA WEBER 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo, no ponto controvertido, o teor da decisão que desafiou o agravo: “1. No contexto dos autos, há enorme diferença entre obter um provimento jurisdicional que assegure participação nas fases de um concurso, até que se julgue o mérito, e obter provimento que atribua uma serventia específica a determinado candidato. A segunda medida não é, neste caso, execução puramente consequencial da primeira. A inicial incorre nesse equívoco, do qual não foi vítima o CNJ. Decisão atribuidora de determinada serventia a candidata sub judice, sob o pálio de cumprir tutela jurisdicional provisória que autoriza, tão somente, participação em concurso, extrapola de forma inegável o objeto da decisão que pretendeu cumprir. Não está comprovada nos autos a existência de provimento jurisdicional provisório que impute à impetrante, especificamente, a outorga do Cartório de Imóveis da 1... Zona de São Luís-MA. Portanto, decisão tomada nesse sentido é, em seu alcance, absolutamente independente da prévia discussão judicial. Por ser autônoma, sua natureza é administrativa, de modo a se encontrar, então, dentro do âmbito revisional do Conselho Nacional de Justiça. 2. A prova dos autos demonstra constar do edital uma série de regras que reiteram a limitação da disponibilidade de serventias vagas àquelas listadas no próprio instrumento: ‘2.1. O Concurso Público destina-se à seleção dos interessados na outorga de delegação de serviços de notas e de registros, pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão, em serventias atualmente vagas. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo, no ponto controvertido, o teor da decisão que desafiou o agravo: “1. No contexto dos autos, há enorme diferença entre obter um provimento jurisdicional que assegure participação nas fases de um concurso, até que se julgue o mérito, e obter provimento que atribua uma serventia específica a determinado candidato. A segunda medida não é, neste caso, execução puramente consequencial da primeira. A inicial incorre nesse equívoco, do qual não foi vítima o CNJ. Decisão atribuidora de determinada serventia a candidata sub judice, sob o pálio de cumprir tutela jurisdicional provisória que autoriza, tão somente, participação em concurso, extrapola de forma inegável o objeto da decisão que pretendeu cumprir. Não está comprovada nos autos a existência de provimento jurisdicional provisório que impute à impetrante, especificamente, a outorga do Cartório de Imóveis da 1... Zona de São Luís-MA. Portanto, decisão tomada nesse sentido é, em seu alcance, absolutamente independente da prévia discussão judicial. Por ser autônoma, sua natureza é administrativa, de modo a se encontrar, então, dentro do âmbito revisional do Conselho Nacional de Justiça. 2. A prova dos autos demonstra constar do edital uma série de regras que reiteram a limitação da disponibilidade de serventias vagas àquelas listadas no próprio instrumento: ‘2.1. O Concurso Público destina-se à seleção dos interessados na outorga de delegação de serviços de notas e de registros, pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão, em serventias atualmente vagas. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 27 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33202 AGR / DF 2.2.1. A relação das serventias vagas, com a indicação do provimento, consta do Anexo I a este Edital. (...) 2.4. Os candidatos aprovados não poderão ser aproveitados em vagas que surgirem após a publicação deste Edital. (...) 14.1. Julgados os Pedidos de Revisão em relação aos resultados finais e às classificações, a Comissão Organizadora do Concurso aprovará o Relatório Final do Concurso e seu presidente fará publicar, no Diário da Justiça Eletrônico do Estado do Maranhão, as relações dos candidatos aprovados, na ordem de classificação, convocando-os para, em local, dia e hora designados, em audiência pública, indicar, na rigorosa ordem de classificação, a serventia de preferência do candidato, dentre as relacionadas no edital’ (doc. 57, fl. 50 e ss. – sem grifos no original). A vinculação dos atos administrativos ao edital do concurso é standard tão fortemente estabelecido que, a bem da economia, não há necessidade de estender o tema. Sobre ele discorri ao relatar o MS n 28.375/DF, ao qual faço remissão – mas há outras manifestações desta Suprema Corte no mesmo sentido (v.g., MS n 30894/DF, 2... Turma, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, DJ e de 24.9.2012). A impetrante, portanto, não prestou concurso para concorrer ao Cartório de Imóveis da 1... Zona de São Luís-MA, porque esse concurso nunca existiu. Houve, sim, concurso para outras serventias, mas não para esta. É incontornável a premissa (com acerto adotada pelo CNJ) de que os concursos para delegação de serventias extrajudiciais precisam levar em conta particularidades inexistentes nos demais concursos para provimento de cargos públicos, pois se verifica enorme diferença (inclusive remuneratória) quando são comparadas serventias individualizadas. Esse ponto também foi por mim tratado com vagar no MS n 28.375/DF, anteriormente citado. 3. Em conclusão, o provimento jurisdicional provisório, no qual a autora tanto se apega, assegura de modo direto apenas a participação em certo concurso, o que implica aceitação de todas as regras deste que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF 2.2.1. A relação das serventias vagas, com a indicação do provimento, consta do Anexo I a este Edital. (...) 2.4. Os candidatos aprovados não poderão ser aproveitados em vagas que surgirem após a publicação deste Edital. (...) 14.1. Julgados os Pedidos de Revisão em relação aos resultados finais e às classificações, a Comissão Organizadora do Concurso aprovará o Relatório Final do Concurso e seu presidente fará publicar, no Diário da Justiça Eletrônico do Estado do Maranhão, as relações dos candidatos aprovados, na ordem de classificação, convocando-os para, em local, dia e hora designados, em audiência pública, indicar, na rigorosa ordem de classificação, a serventia de preferência do candidato, dentre as relacionadas no edital’ (doc. 57, fl. 50 e ss. – sem grifos no original). A vinculação dos atos administrativos ao edital do concurso é standard tão fortemente estabelecido que, a bem da economia, não há necessidade de estender o tema. Sobre ele discorri ao relatar o MS n 28.375/DF, ao qual faço remissão – mas há outras manifestações desta Suprema Corte no mesmo sentido (v.g., MS n 30894/DF, 2... Turma, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, DJ e de 24.9.2012). A impetrante, portanto, não prestou concurso para concorrer ao Cartório de Imóveis da 1... Zona de São Luís-MA, porque esse concurso nunca existiu. Houve, sim, concurso para outras serventias, mas não para esta. É incontornável a premissa (com acerto adotada pelo CNJ) de que os concursos para delegação de serventias extrajudiciais precisam levar em conta particularidades inexistentes nos demais concursos para provimento de cargos públicos, pois se verifica enorme diferença (inclusive remuneratória) quando são comparadas serventias individualizadas. Esse ponto também foi por mim tratado com vagar no MS n 28.375/DF, anteriormente citado. 3. Em conclusão, o provimento jurisdicional provisório, no qual a autora tanto se apega, assegura de modo direto apenas a participação em certo concurso, o que implica aceitação de todas as regras deste que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 27 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33202 AGR / DF não a especificamente impugnada na ação ordinária em que concedida aquela tutela. Como visto, a única regra impugnada disse respeito à contagem do prazo de dois anos de exercício de cargo. A não inclusão de serventias porventura vacantes não faz parte do objeto litigioso. 4. Ressalto que o art. 205 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento monocrático de mandados de segurança quando, respeitados os trâmites da Lei 12.016/09 (ou seja, após pedido de informações e parecer do Ministério Público Federal), concluir o Relator que “a matéria [é] objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal”. Essa prerrogativa, acrescentada pela Emenda Regimental n 28, de 2009, vem sendo reiteradamente exercida por diversos Ministros desta Corte (MS 28.958/DF, Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11.02.2014; MS 27.147/DF, Ministro Celso de Mello, DJe de 16.11.2013; MS 32.537/DF, Ministro Dias Toffoli, DJe de 06.12.2013; MS 30.792/DF, Ministro Luiz Fux, DJe de 03.02.2014, dentre outras). Denego a ordem, portanto, com apoio no art. 205 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, ficando prejudicado o agravo regimental” (doc. 378). Os argumentos expendidos no agravo são mera reiteração de alegação já suficientemente afastada. A agravante busca convencer de que uma liminar assecuratória da participação em certo concurso assegura, também, a adoção de medidas administrativas (por parte do Tribunal de Justiça local) que resultam no descumprimento explícito de outras regras desse mesmo certame, apesar de não se controverter sobre estas na ação judicial respectiva. De um provimento cautelar que a autorizou a participar de fases do concurso, retira a autora pretensão a ser agraciada com serventia extrajudicial que sequer fez parte da lista de delegações disponíveis no edital. Mais não é preciso dizer para demonstrar o descompasso entre o que se demonstra e o que se pede. Acrescento, de toda sorte, que, em data posterior à decisão monocrática impugnada (08.02.2018), o Superior Tribunal de Justiça julgou o mérito do REsp n 1.394.902/MA, interposto pela agravante e outros, e desproveu o recurso, nos termos da seguinte ementa: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF não a especificamente impugnada na ação ordinária em que concedida aquela tutela. Como visto, a única regra impugnada disse respeito à contagem do prazo de dois anos de exercício de cargo. A não inclusão de serventias porventura vacantes não faz parte do objeto litigioso. 4. Ressalto que o art. 205 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento monocrático de mandados de segurança quando, respeitados os trâmites da Lei 12.016/09 (ou seja, após pedido de informações e parecer do Ministério Público Federal), concluir o Relator que “a matéria [é] objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal”. Essa prerrogativa, acrescentada pela Emenda Regimental n 28, de 2009, vem sendo reiteradamente exercida por diversos Ministros desta Corte (MS 28.958/DF, Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11.02.2014; MS 27.147/DF, Ministro Celso de Mello, DJe de 16.11.2013; MS 32.537/DF, Ministro Dias Toffoli, DJe de 06.12.2013; MS 30.792/DF, Ministro Luiz Fux, DJe de 03.02.2014, dentre outras). Denego a ordem, portanto, com apoio no art. 205 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, ficando prejudicado o agravo regimental” (doc. 378). Os argumentos expendidos no agravo são mera reiteração de alegação já suficientemente afastada. A agravante busca convencer de que uma liminar assecuratória da participação em certo concurso assegura, também, a adoção de medidas administrativas (por parte do Tribunal de Justiça local) que resultam no descumprimento explícito de outras regras desse mesmo certame, apesar de não se controverter sobre estas na ação judicial respectiva. De um provimento cautelar que a autorizou a participar de fases do concurso, retira a autora pretensão a ser agraciada com serventia extrajudicial que sequer fez parte da lista de delegações disponíveis no edital. Mais não é preciso dizer para demonstrar o descompasso entre o que se demonstra e o que se pede. Acrescento, de toda sorte, que, em data posterior à decisão monocrática impugnada (08.02.2018), o Superior Tribunal de Justiça julgou o mérito do REsp n 1.394.902/MA, interposto pela agravante e outros, e desproveu o recurso, nos termos da seguinte ementa: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 27 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33202 AGR / DF “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. APLICABILIDADE. CONCURSO DE REMOÇÃO. OUTORGAS DE DELEGAÇÃO DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS DO ESTADO DO MARANHÃO. EXIGÊNCIA DE 2 (DOIS) ANOS DE TITULARIDADE PARA PARTICIPAR DO CERTAME. MOMENTO DA AFERIÇÃO. PUBLICAÇÃO DO PRIMEIRO EDITAL. CRITÉRIO LEGÍTIMO. INTELIGÊNCIA DO ART. 17 DA LEI N. 8.935/94 E DA RESOLUÇÃO N. 81 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA N. 266/Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. RECURSOS ESPECIAIS IMPROVIDOS. I – Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica- se o Código de Processo Civil de 1973. II - O critério temporal de dois anos de exercício de titularidade em cartório, exigido pela Lei n. 8.935/94 e pela Resolução n. 81 do CNJ, para disputar concurso de remoção, representa condição para participação no próprio certame, não se tratando de mero requisito para o exercício de atividade notarial no cartório de destino, de modo que possa ser aferido tão somente no momento da posse. Inaplicável, à espécie, a orientação contida na Súmula 266/Superior Tribunal de Justiça. III - Cuida-se de critério objetivo adotado pelo legislador ordinário que não revela nenhuma desproporcionalidade, não havendo falar em violação ao art. 17 da Lei n. 8.935/94, cuja interpretação não permite outra conclusão senão a de que o tempo de exercício na titularidade de cartório deve ser aferido antes de o candidato submeter-se ao certame, ou seja, não poderá ser admitido na disputa quem não preencha tal requisito. IV - O tempo de exercício de titularidade cartorária, exigido nos concursos de remoção de cartórios, assemelha-se ao período de prática jurídica necessário à inscrição em concursos da Magistratura ou do Ministério Público, hipótese em que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI n. 3.460/DF, concluiu ser constitucional a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. APLICABILIDADE. CONCURSO DE REMOÇÃO. OUTORGAS DE DELEGAÇÃO DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS DO ESTADO DO MARANHÃO. EXIGÊNCIA DE 2 (DOIS) ANOS DE TITULARIDADE PARA PARTICIPAR DO CERTAME. MOMENTO DA AFERIÇÃO. PUBLICAÇÃO DO PRIMEIRO EDITAL. CRITÉRIO LEGÍTIMO. INTELIGÊNCIA DO ART. 17 DA LEI N. 8.935/94 E DA RESOLUÇÃO N. 81 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA N. 266/Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. RECURSOS ESPECIAIS IMPROVIDOS. I – Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica- se o Código de Processo Civil de 1973. II - O critério temporal de dois anos de exercício de titularidade em cartório, exigido pela Lei n. 8.935/94 e pela Resolução n. 81 do CNJ, para disputar concurso de remoção, representa condição para participação no próprio certame, não se tratando de mero requisito para o exercício de atividade notarial no cartório de destino, de modo que possa ser aferido tão somente no momento da posse. Inaplicável, à espécie, a orientação contida na Súmula 266/Superior Tribunal de Justiça. III - Cuida-se de critério objetivo adotado pelo legislador ordinário que não revela nenhuma desproporcionalidade, não havendo falar em violação ao art. 17 da Lei n. 8.935/94, cuja interpretação não permite outra conclusão senão a de que o tempo de exercício na titularidade de cartório deve ser aferido antes de o candidato submeter-se ao certame, ou seja, não poderá ser admitido na disputa quem não preencha tal requisito. IV - O tempo de exercício de titularidade cartorária, exigido nos concursos de remoção de cartórios, assemelha-se ao período de prática jurídica necessário à inscrição em concursos da Magistratura ou do Ministério Público, hipótese em que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI n. 3.460/DF, concluiu ser constitucional a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 27 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33202 AGR / DF exigência da comprovação do requisito na data da inscrição no concurso. V - O dissídio jurisprudencial não prospera, porquanto o acórdão recorrido enfrentou a questão relativa à exigência de tempo mínimo no cargo de titular de cartório para participar de concurso de remoção, enquanto os arestos paradigmas cuidam de comprovação de requisitos para o exercício de cargo público. Ademais, o julgado impugnado afastou a aplicação da Súmula n. 266/Superior Tribunal de Justiça após interpretar o art. 17 da Lei n. 8.935/94, dispositivo não invocado nos recursos que deram origem aos acórdãos paradigmas, o que evidencia a ausência de divergência jurisprudencial. VI – Recursos especiais improvidos”. Trata-se do julgamento do recurso especial interposto no bojo da ação judicial ordinária em que teria sido concedida, segundo entende a agravante, decisão liminar apta a sustentar delegação de serventia extrajudicial que sequer fazia parte da lista disponível no edital. Como se percebe, o Superior Tribunal de Justiça afastou, no mérito, a tese defendida pela autora para sustentar sua participação no certame. Embora, no momento, pendentes embargos de divergência desse acórdão, trata-se de fato superveniente que, por sua relevância, merece registro. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF exigência da comprovação do requisito na data da inscrição no concurso. V - O dissídio jurisprudencial não prospera, porquanto o acórdão recorrido enfrentou a questão relativa à exigência de tempo mínimo no cargo de titular de cartório para participar de concurso de remoção, enquanto os arestos paradigmas cuidam de comprovação de requisitos para o exercício de cargo público. Ademais, o julgado impugnado afastou a aplicação da Súmula n. 266/Superior Tribunal de Justiça após interpretar o art. 17 da Lei n. 8.935/94, dispositivo não invocado nos recursos que deram origem aos acórdãos paradigmas, o que evidencia a ausência de divergência jurisprudencial. VI – Recursos especiais improvidos”. Trata-se do julgamento do recurso especial interposto no bojo da ação judicial ordinária em que teria sido concedida, segundo entende a agravante, decisão liminar apta a sustentar delegação de serventia extrajudicial que sequer fazia parte da lista disponível no edital. Como se percebe, o Superior Tribunal de Justiça afastou, no mérito, a tese defendida pela autora para sustentar sua participação no certame. Embora, no momento, pendentes embargos de divergência desse acórdão, trata-se de fato superveniente que, por sua relevância, merece registro. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7E6-78B3-8B9C-50FB e senha 2449-55BF-9398-BABD Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 27 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento a Doutora Carla Rodrigues da Cunha Lôbo. Uma sustentação muito eloquente, eu diria, mas, aqui, não está em discussão o mérito do Direito, em si, em relação à outra demanda, mas sim a circunstância de que houve uma decisão do Tribunal de Justiça fora da previsão do edital. De modo que não há como se entender que o Conselho Nacional de Justiça se houve equivocadamente ao sustentar precisamente o desfazimento do ato de delegação de serventia que não constou da lista original do certame. Assim, não tenho como deixar de concordar com a solução proposta pelo Ministra Rosa Weber. Portanto, estou denegando a segurança. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E46C-F949-78EC-6100 e senha D65C-69C6-0FD0-F58F Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento a Doutora Carla Rodrigues da Cunha Lôbo. Uma sustentação muito eloquente, eu diria, mas, aqui, não está em discussão o mérito do Direito, em si, em relação à outra demanda, mas sim a circunstância de que houve uma decisão do Tribunal de Justiça fora da previsão do edital. De modo que não há como se entender que o Conselho Nacional de Justiça se houve equivocadamente ao sustentar precisamente o desfazimento do ato de delegação de serventia que não constou da lista original do certame. Assim, não tenho como deixar de concordar com a solução proposta pelo Ministra Rosa Weber. Portanto, estou denegando a segurança. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E46C-F949-78EC-6100 e senha D65C-69C6-0FD0-F58F Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 27 Voto - MIN. LUIZ FUX 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Também, Senhor Presidente, estou acompanhando a Ministra Rosa exatamente porque a solução do Presidente do Tribunal foi absolutamente inoficiosa. Ele indicou, diante do quadro de idas e vindas de liminares, uma vez solidificada a situação da candidata, mas já passado o prazo de escolha, ele aleatoriamente indicou, delegou a ela um cartório que não constava do concurso que ela realizara. De sorte que também não vejo direito líquido e certo nessa delegação. Estou acompanhando a Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCAC-BD9B-D389-4FC2 e senha E7FE-67B4-E392-1D6B Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Também, Senhor Presidente, estou acompanhando a Ministra Rosa exatamente porque a solução do Presidente do Tribunal foi absolutamente inoficiosa. Ele indicou, diante do quadro de idas e vindas de liminares, uma vez solidificada a situação da candidata, mas já passado o prazo de escolha, ele aleatoriamente indicou, delegou a ela um cartório que não constava do concurso que ela realizara. De sorte que também não vejo direito líquido e certo nessa delegação. Estou acompanhando a Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCAC-BD9B-D389-4FC2 e senha E7FE-67B4-E392-1D6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 27 Vista 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Relatora, qual foi o objeto do procedimento no Conselho Nacional de Justiça, o pedido formalizado? O pedido atacava essa última designação apenas? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - O pedido, no CNJ, dos interessados era contra o ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, que outorgou uma serventia à impetrante que não estava incluída dentre aquelas para as quais os candidatos estavam tentando se habilitar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E obteve uma eficácia suspensiva ativa para participar de certame de remoção? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Do certame. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, não afastou do cenário jurídico, o Conselho Nacional de Justiça, a decisão judicial. Continuará podendo participar do certame. Não houve o desfazimento do concurso anterior do qual ela não participou? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não houve? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não houve. E essa questão – que é objeto de uma ação ordinária – é, hoje, objeto de embargos infringentes no Superior Tribunal de Justiça, porque ela perdeu na apelação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Qual é a situação jurídica dela hoje? Voltou ao Cartório primitivo? Porque o concurso é de remoção, não é? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Esse dado eu não tenho. Talvez a Doutora Carla possa esclarecer. Onde ela está no momento? Em Anajatuba? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ela está em cartório. É exatamente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - E ele? Naquele cartório dela...? Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-0D8E-3ACF-9BCC e senha 6E65-71ED-32EA-0A28 Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Relatora, qual foi o objeto do procedimento no Conselho Nacional de Justiça, o pedido formalizado? O pedido atacava essa última designação apenas? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - O pedido, no CNJ, dos interessados era contra o ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, que outorgou uma serventia à impetrante que não estava incluída dentre aquelas para as quais os candidatos estavam tentando se habilitar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E obteve uma eficácia suspensiva ativa para participar de certame de remoção? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Do certame. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, não afastou do cenário jurídico, o Conselho Nacional de Justiça, a decisão judicial. Continuará podendo participar do certame. Não houve o desfazimento do concurso anterior do qual ela não participou? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não houve? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não houve. E essa questão – que é objeto de uma ação ordinária – é, hoje, objeto de embargos infringentes no Superior Tribunal de Justiça, porque ela perdeu na apelação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Qual é a situação jurídica dela hoje? Voltou ao Cartório primitivo? Porque o concurso é de remoção, não é? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Esse dado eu não tenho. Talvez a Doutora Carla possa esclarecer. Onde ela está no momento? Em Anajatuba? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ela está em cartório. É exatamente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - E ele? Naquele cartório dela...? Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-0D8E-3ACF-9BCC e senha 6E65-71ED-32EA-0A28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 27 Vista MS 33202 AGR / DF A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - No de remoção não. Ela não pôde fazer. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O primitivo? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Esse de remoção ele está com outro aprovado no mesmo concurso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Menos mal, com toda certeza. A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Esse de remoção específica foi outorgado para outra pessoa do mesmo concurso que passou atrás dela, só que está interinamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse Cartório seria o de registro? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ele está hoje com outra pessoa do mesmo concurso, que fez o mesmo concurso, também ajuizou a ação e também tem... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O concurso para ingresso, para assunção de cartório ou para remoção? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Os dois. Hoje em dia, tem três pessoas ainda recorrendo do concurso de remoção e pleiteando. Só a impetrante não fez a escolha de cartório. Os demais, depois que o cartório de imóveis, foi desconstituída a outorga, ele foi outorgado para um outro candidato do mesmo concurso, também em remoção, que estava colocado atrás dela. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Foi a primeira colocada no concurso? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ela foi a primeira, e ele não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vista do processo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-0D8E-3ACF-9BCC e senha 6E65-71ED-32EA-0A28 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - No de remoção não. Ela não pôde fazer. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O primitivo? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Esse de remoção ele está com outro aprovado no mesmo concurso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Menos mal, com toda certeza. A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Esse de remoção específica foi outorgado para outra pessoa do mesmo concurso que passou atrás dela, só que está interinamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse Cartório seria o de registro? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ele está hoje com outra pessoa do mesmo concurso, que fez o mesmo concurso, também ajuizou a ação e também tem... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O concurso para ingresso, para assunção de cartório ou para remoção? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Os dois. Hoje em dia, tem três pessoas ainda recorrendo do concurso de remoção e pleiteando. Só a impetrante não fez a escolha de cartório. Os demais, depois que o cartório de imóveis, foi desconstituída a outorga, ele foi outorgado para um outro candidato do mesmo concurso, também em remoção, que estava colocado atrás dela. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Foi a primeira colocada no concurso? A SENHORA CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO (ADVOGADA) - Ela foi a primeira, e ele não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vista do processo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-0D8E-3ACF-9BCC e senha 6E65-71ED-32EA-0A28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 27 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu cumprimento a Advogada pela sustentação, mas, assim como a Ministra Rosa, eu não vejo nenhuma ilegalidade na atuação do Conselho Nacional de Justiça, que, seja na questão específica da delegação do Cartório de Imóveis da 1... Zona de São Luís, seja mesmo no concurso anterior, se ateve ao mandamento constitucional da sua atuação administrativa. Em nenhum momento, nenhuma decisão do Conselho Nacional de Justiça foi contra uma decisão judicial. Pelo contrário, na verdade, quem acabou, diríamos, fazendo essa confusão toda foi o próprio Presidente do Tribunal de Justiça, que concedeu efeito suspensivo, depois o suspendeu às vésperas da escolha, depois retornou, mas já havia ocorrido a escolha, e, para compensar, acabou outorgando algo que nem no concurso estava. Obviamente, essa outorga final foi uma outorga administrativa, não é jurisdicional - o CNJ pode, e é sua função constitucional -, e, no momento da escolha, não havia nenhuma decisão judicial que garantisse a ela escolher. Como trouxe a Ministra Rosa, o Superior Tribunal de Justiça não lhe deu razão, mas se, eventualmente, em embargos infringentes, der razão, anula-se e realizam-se de novo as escolhas do que constava no edital, jamais do cartório que não constava de edital - e a compensação até foi desbalanceada, porque é o cartório de maior rendimento em São Luís do Maranhão. Então, eu acompanho integralmente a Ministra Rosa no sentido do não provimento do agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B87-39E3-529B-7056 e senha 4E26-7913-8C2B-9E6E Supremo Tribunal Federal 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu cumprimento a Advogada pela sustentação, mas, assim como a Ministra Rosa, eu não vejo nenhuma ilegalidade na atuação do Conselho Nacional de Justiça, que, seja na questão específica da delegação do Cartório de Imóveis da 1... Zona de São Luís, seja mesmo no concurso anterior, se ateve ao mandamento constitucional da sua atuação administrativa. Em nenhum momento, nenhuma decisão do Conselho Nacional de Justiça foi contra uma decisão judicial. Pelo contrário, na verdade, quem acabou, diríamos, fazendo essa confusão toda foi o próprio Presidente do Tribunal de Justiça, que concedeu efeito suspensivo, depois o suspendeu às vésperas da escolha, depois retornou, mas já havia ocorrido a escolha, e, para compensar, acabou outorgando algo que nem no concurso estava. Obviamente, essa outorga final foi uma outorga administrativa, não é jurisdicional - o CNJ pode, e é sua função constitucional -, e, no momento da escolha, não havia nenhuma decisão judicial que garantisse a ela escolher. Como trouxe a Ministra Rosa, o Superior Tribunal de Justiça não lhe deu razão, mas se, eventualmente, em embargos infringentes, der razão, anula-se e realizam-se de novo as escolhas do que constava no edital, jamais do cartório que não constava de edital - e a compensação até foi desbalanceada, porque é o cartório de maior rendimento em São Luís do Maranhão. Então, eu acompanho integralmente a Ministra Rosa no sentido do não provimento do agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B87-39E3-529B-7056 e senha 4E26-7913-8C2B-9E6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 27 Extrato de Ata - 04/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) : ENGELS AUGUSTO MUNIZ (0036534/DF) ADV.(A/S) : JAIME SANTANA DE SOUSA (45203/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) : MARCONI MIRANDA VIEIRA (0022098/DF) INTDO.(A/S) : CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) : MURILO GODOY (0011828/MS) INTDO.(A/S) : RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após o voto da Ministra Rosa Weber, Relatora, e dos votos dos Ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, Presidente, que negavam provimento ao agravo regimental, pediu vista dos autos o Ministro Marco Aurélio. Falou a Dra. Carla Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76A0-A407-9DB8-A363 e senha 1C13-8926-E2CE-D768 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) : ENGELS AUGUSTO MUNIZ (0036534/DF) ADV.(A/S) : JAIME SANTANA DE SOUSA (45203/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) : MARCONI MIRANDA VIEIRA (0022098/DF) INTDO.(A/S) : CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) : MURILO GODOY (0011828/MS) INTDO.(A/S) : RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após o voto da Ministra Rosa Weber, Relatora, e dos votos dos Ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, Presidente, que negavam provimento ao agravo regimental, pediu vista dos autos o Ministro Marco Aurélio. Falou a Dra. Carla Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76A0-A407-9DB8-A363 e senha 1C13-8926-E2CE-D768 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 27 Extrato de Ata - 04/09/2018 Rodrigues da Cunha Lôbo pela Agravante. Primeira Turma, 4.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76A0-A407-9DB8-A363 e senha 1C13-8926-E2CE-D768 Supremo Tribunal Federal Rodrigues da Cunha Lôbo pela Agravante. Primeira Turma, 4.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76A0-A407-9DB8-A363 e senha 1C13-8926-E2CE-D768 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 27 Voto Vista 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Após terem votado, no sentido do indeferimento da ordem, a ministra Rosa Weber, relatora, e os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, pedi vista deste processo na assentada de 4 de setembro de 2018, visando compreender, considerada a sustentação oral e o contexto fático apresentado, se o Conselho Nacional de Justiça desbordou das próprias atribuições, consideradas as balizas constitucionais. Adianto que acompanharei a maioria já formada, divergindo apenas parcialmente em ponto específico, tendo em vista a interpretação que se pode conferir a uma das determinações constantes do ato impugnado, alusiva à observância irrestrita das Resoluções n 80 e 81, de 2009, editadas pela autoridade apontada como coatora. A impetração está voltada contra pronunciamento, formalizado em procedimentos de controle administrativo, em que desconstituído ato por meio do qual o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão outorgou à impetrante delegação correspondente ao Registro de Imóveis da 1... Zona de São Luís/MA. Conforme consta do processo e do voto proferido pela ministra Rosa Weber, essa providência decorreu de situação processual peculiar. Passo a resumi-la, apenas com o propósito de fundamentar a conclusão do raciocínio. A impetrante, então tabeliã na cidade de Anajatuba/MA, formalizou ação sob o rito ordinário, buscando afastar item de edital de concurso público destinado ao provimento de serventias extrajudiciais a exigir, como condição para participação na modalidade de remoção, o exercício de delegação por 2 anos, considerada a data de publicação da norma editalícia no Diário da Justiça. Foi bem sucedida na primeira instância, tendo o Juízo deferido liminar e, posteriormente, julgado procedente o pedido. Ao examinar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Após terem votado, no sentido do indeferimento da ordem, a ministra Rosa Weber, relatora, e os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, pedi vista deste processo na assentada de 4 de setembro de 2018, visando compreender, considerada a sustentação oral e o contexto fático apresentado, se o Conselho Nacional de Justiça desbordou das próprias atribuições, consideradas as balizas constitucionais. Adianto que acompanharei a maioria já formada, divergindo apenas parcialmente em ponto específico, tendo em vista a interpretação que se pode conferir a uma das determinações constantes do ato impugnado, alusiva à observância irrestrita das Resoluções n 80 e 81, de 2009, editadas pela autoridade apontada como coatora. A impetração está voltada contra pronunciamento, formalizado em procedimentos de controle administrativo, em que desconstituído ato por meio do qual o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão outorgou à impetrante delegação correspondente ao Registro de Imóveis da 1... Zona de São Luís/MA. Conforme consta do processo e do voto proferido pela ministra Rosa Weber, essa providência decorreu de situação processual peculiar. Passo a resumi-la, apenas com o propósito de fundamentar a conclusão do raciocínio. A impetrante, então tabeliã na cidade de Anajatuba/MA, formalizou ação sob o rito ordinário, buscando afastar item de edital de concurso público destinado ao provimento de serventias extrajudiciais a exigir, como condição para participação na modalidade de remoção, o exercício de delegação por 2 anos, considerada a data de publicação da norma editalícia no Diário da Justiça. Foi bem sucedida na primeira instância, tendo o Juízo deferido liminar e, posteriormente, julgado procedente o pedido. Ao examinar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 27 Voto Vista MS 33202 AGR / DF apelação, o Tribunal de Justiça reformou o pronunciamento, no que interpostos recursos especial e extraordinário. O Presidente atribuiu-lhes efeito suspensivo ativo, revogando a medida em seguida. Ocorreu, então, a sessão de escolha de serventias pelos candidatos no concurso de remoção. Dela não participou a impetrante, porquanto não respaldada em determinação judicial, ainda que provisória. O Presidente do Tribunal local alterou novamente a óptica, restabelecendo o efeito suspensivo dos recursos de natureza extraordinária. Contra essa decisão os interessados formalizaram reclamações, arguindo usurpação de competência, tendo o Superior Tribunal de Justiça implementado liminar, o que não ocorreu no Supremo. Veio à balha, nesse contexto, o ato objeto do controle administrativo realizado pelo Conselho Nacional de Justiça: sob o argumento de evitar prejuízo às designações já efetivadas, desconstituindo-as “em cascata”, e considerado o recente falecimento do titular do Registro de Imóveis da 1... Zona de São Luís/MA, o Presidente do Tribunal estadual outorgou esse cartório à impetrante. Eis o cerne da controvérsia jurídica: ao afastar esse ato, o Conselho adentrou matéria já submetida ao crivo do Poder Judiciário, em contrariedade ao entendimento pacífico do Supremo quanto à inviabilidade da atuação administrativa? A resposta é negativa. Em discussão no processo judicial estava, apenas, o momento a ser considerado para o cômputo do biênio atinente ao exercício de atividade notarial, considerado item do edital a fixar determinada baliza temporal. Buscava-se interpretação mais alargada, a permitir fosse levado em conta período posterior à publicação da norma interna do concurso. Os procedimentos de controle administrativo apreciados pelo Conselho Nacional de Justiça possuíam pedido e causa de pedir diversos: a anulação de ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça, por implicar inobservância de outra regra editalícia – a qual não era objeto do processo judicial –, a versar a proibição de inclusão de novos cartórios no certame, para além dos já previstos no próprio edital de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF apelação, o Tribunal de Justiça reformou o pronunciamento, no que interpostos recursos especial e extraordinário. O Presidente atribuiu-lhes efeito suspensivo ativo, revogando a medida em seguida. Ocorreu, então, a sessão de escolha de serventias pelos candidatos no concurso de remoção. Dela não participou a impetrante, porquanto não respaldada em determinação judicial, ainda que provisória. O Presidente do Tribunal local alterou novamente a óptica, restabelecendo o efeito suspensivo dos recursos de natureza extraordinária. Contra essa decisão os interessados formalizaram reclamações, arguindo usurpação de competência, tendo o Superior Tribunal de Justiça implementado liminar, o que não ocorreu no Supremo. Veio à balha, nesse contexto, o ato objeto do controle administrativo realizado pelo Conselho Nacional de Justiça: sob o argumento de evitar prejuízo às designações já efetivadas, desconstituindo-as “em cascata”, e considerado o recente falecimento do titular do Registro de Imóveis da 1... Zona de São Luís/MA, o Presidente do Tribunal estadual outorgou esse cartório à impetrante. Eis o cerne da controvérsia jurídica: ao afastar esse ato, o Conselho adentrou matéria já submetida ao crivo do Poder Judiciário, em contrariedade ao entendimento pacífico do Supremo quanto à inviabilidade da atuação administrativa? A resposta é negativa. Em discussão no processo judicial estava, apenas, o momento a ser considerado para o cômputo do biênio atinente ao exercício de atividade notarial, considerado item do edital a fixar determinada baliza temporal. Buscava-se interpretação mais alargada, a permitir fosse levado em conta período posterior à publicação da norma interna do concurso. Os procedimentos de controle administrativo apreciados pelo Conselho Nacional de Justiça possuíam pedido e causa de pedir diversos: a anulação de ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça, por implicar inobservância de outra regra editalícia – a qual não era objeto do processo judicial –, a versar a proibição de inclusão de novos cartórios no certame, para além dos já previstos no próprio edital de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 27 Voto Vista MS 33202 AGR / DF abertura. A decisão questionada neste agravo interno é irrepreensível no ponto: 3. Em conclusão, o provimento jurisdicional provisório, no qual a autora tanto se apega, assegura de modo direto apenas a participação em certo concurso, o que implica aceitação de todas as regras deste que não a especificamente impugnada na ação ordinária em que concedida aquela tutela. Como visto, a única regra impugnada disse respeito à contagem do prazo de dois anos de exercício de cargo. A não inclusão de serventias porventura vacantes não faz parte do objeto litigioso. Ante esse quadro, não divirjo quanto à solução apresentada pela Relatora, no sentido do indeferimento da ordem, mantendo o pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça, no que afastou ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão a implicar a outorga, à impetrante, do Registro de Imóveis da 1... Zona de São Luís/MA. Faço-o relativamente a outra determinação constante da decisão dita ilegal, assim redigida: Execuções provisórias de julgados que importem o direito de escolha de serventias devem ser garantidas pelo Tribunal, desde que não representem desobediência às Resoluções ns 80/2009 e 81/2009 do Conselho Nacional de Justiça. A redação mostra-se demasiado ampla, podendo ser interpretada como a vedar que o Presidente do Tribunal cumpra possível ordem judicial favorável à impetrante, relativamente à forma de cômputo do biênio exigido para a participação em concurso de remoção. Conforme assinalado, a matéria é objeto de discussão judicial, não cabendo ao Conselho – o qual somente atua no âmbito administrativo – impedir o afastamento de regra editalícia, caso assim determine o Poder Judiciário. Divirjo, em parte, da Relatora para deferir parcialmente a ordem e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF abertura. A decisão questionada neste agravo interno é irrepreensível no ponto: 3. Em conclusão, o provimento jurisdicional provisório, no qual a autora tanto se apega, assegura de modo direto apenas a participação em certo concurso, o que implica aceitação de todas as regras deste que não a especificamente impugnada na ação ordinária em que concedida aquela tutela. Como visto, a única regra impugnada disse respeito à contagem do prazo de dois anos de exercício de cargo. A não inclusão de serventias porventura vacantes não faz parte do objeto litigioso. Ante esse quadro, não divirjo quanto à solução apresentada pela Relatora, no sentido do indeferimento da ordem, mantendo o pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça, no que afastou ato administrativo do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão a implicar a outorga, à impetrante, do Registro de Imóveis da 1... Zona de São Luís/MA. Faço-o relativamente a outra determinação constante da decisão dita ilegal, assim redigida: Execuções provisórias de julgados que importem o direito de escolha de serventias devem ser garantidas pelo Tribunal, desde que não representem desobediência às Resoluções ns 80/2009 e 81/2009 do Conselho Nacional de Justiça. A redação mostra-se demasiado ampla, podendo ser interpretada como a vedar que o Presidente do Tribunal cumpra possível ordem judicial favorável à impetrante, relativamente à forma de cômputo do biênio exigido para a participação em concurso de remoção. Conforme assinalado, a matéria é objeto de discussão judicial, não cabendo ao Conselho – o qual somente atua no âmbito administrativo – impedir o afastamento de regra editalícia, caso assim determine o Poder Judiciário. Divirjo, em parte, da Relatora para deferir parcialmente a ordem e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 27 Voto Vista MS 33202 AGR / DF afastar o ato do Conselho Nacional de Justiça apenas no que determinada a observância das Resoluções n 80 e 81, de 2009, relativamente ao marco temporal a ser considerado para aferir o biênio de exercício de atividade notarial como requisito para participar de concurso de remoção. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Supremo Tribunal Federal MS 33202 AGR / DF afastar o ato do Conselho Nacional de Justiça apenas no que determinada a observância das Resoluções n 80 e 81, de 2009, relativamente ao marco temporal a ser considerado para aferir o biênio de exercício de atividade notarial como requisito para participar de concurso de remoção. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E543-CEFE-9598-E6D8 e senha B16F-E41E-C5DF-5833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 27 Esclarecimento 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministra-Relatora, salvo engano, o agravo regimental foi interposto em relação à negativa do mandado de segurança, cujo pedido era somente anular a decisão do CNJ em relação à cassação. Então pergunto, Ministro Marco Aurélio, no dispositivo, Vossa Excelência concorda 100% com a Relatora; mas não na das fundamentação das teses? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Percebi, Presidente, e claro, colocada em dúvida a premissa, seria como que compelido a solicitar nova vista do processo, o que não seria bom, tendo em conta a carga, a avalanche de processos no meu Gabinete. Compreendi que esse pedido – por isso, estou acolhendo – está na petição inicial, ao menos, de forma implícita. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4AC-70CB-95A5-3642 e senha 7BE9-E182-4854-A24D Supremo Tribunal Federal 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Ministra-Relatora, salvo engano, o agravo regimental foi interposto em relação à negativa do mandado de segurança, cujo pedido era somente anular a decisão do CNJ em relação à cassação. Então pergunto, Ministro Marco Aurélio, no dispositivo, Vossa Excelência concorda 100% com a Relatora; mas não na das fundamentação das teses? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Percebi, Presidente, e claro, colocada em dúvida a premissa, seria como que compelido a solicitar nova vista do processo, o que não seria bom, tendo em conta a carga, a avalanche de processos no meu Gabinete. Compreendi que esse pedido – por isso, estou acolhendo – está na petição inicial, ao menos, de forma implícita. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4AC-70CB-95A5-3642 e senha 7BE9-E182-4854-A24D Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 27 Extrato de Ata - 18/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) : ENGELS AUGUSTO MUNIZ (0036534/DF) ADV.(A/S) : JAIME SANTANA DE SOUSA (45203/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) : MARCONI MIRANDA VIEIRA (0022098/DF) INTDO.(A/S) : CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) : MURILO GODOY (0011828/MS) INTDO.(A/S) : RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após o voto da Ministra Rosa Weber, Relatora, e dos votos dos Ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, Presidente, que negavam provimento ao agravo regimental, pediu vista dos autos o Ministro Marco Aurélio. Falou a Dra. Carla Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E23C-E2C1-E785-5B9F e senha F88E-9F65-24B7-9FEE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.202 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO ADV.(A/S) : ENGELS AUGUSTO MUNIZ (0036534/DF) ADV.(A/S) : JAIME SANTANA DE SOUSA (45203/DF) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : ANDECC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CONCURSOS PARA CARTÓRIOS - ANDECC ADV.(A/S) : MARCONI MIRANDA VIEIRA (0022098/DF) INTDO.(A/S) : CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GRACIANA FERNANDES GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : YNARA RAMALHO DANTAS MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RAQUEL CAVALCANTE ROCHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TÁSSIA MARA MARTINS LIMA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : DANIEL EMILIO FONTANA FRIES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO ADV.(A/S) : MURILO GODOY (0011828/MS) INTDO.(A/S) : RAFAEL COUTO VIEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : THYAGO RIBEIRO SOARES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : WEBER RODRIGUES MOTA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Após o voto da Ministra Rosa Weber, Relatora, e dos votos dos Ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, Presidente, que negavam provimento ao agravo regimental, pediu vista dos autos o Ministro Marco Aurélio. Falou a Dra. Carla Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E23C-E2C1-E785-5B9F e senha F88E-9F65-24B7-9FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 27 Extrato de Ata - 18/09/2018 Rodrigues da Cunha Lôbo pela Agravante. Primeira Turma, 4.9.2018. Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido, parcialmente, o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E23C-E2C1-E785-5B9F e senha F88E-9F65-24B7-9FEE Supremo Tribunal Federal Rodrigues da Cunha Lôbo pela Agravante. Primeira Turma, 4.9.2018. Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido, parcialmente, o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 18.9.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E23C-E2C1-E785-5B9F e senha F88E-9F65-24B7-9FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 27
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 33202", "MS 33202", "MS 33202 AGR / DF", "MS 33202 AGR / DF", "MS 33202 AGR / DF", "Súmula n 266 / Superior Tribunal de Justiça", "MS 33202 AGR", "Súmula n 266 / Superior Tribunal de Justiça", "MS 33202 AGR / DF", "MS 33202 AGR / DF", "MS 33202 AGR / DF", "MS", "MS 33202", "MS n 28 . 375 / DF", "MS n 30894 / DF", "MS n 28 . 375 / DF", "MS 33202 AGR / DF", "MS n 28 . 375 / DF", "MS n 30894 / DF", "MS n 28 . 375 / DF", "MS 33202 AGR / DF", "MS 28 . 958 / DF", "MS 27 . 147 / DF", "MS 32 . 537 /", "MS 30 . 792 / DF", "REsp n 1 . 394 . 902 / MA", "MS 33202 AGR / DF", "MS 28 . 958 / DF", "MS 27 . 147 / DF", "MS 32 . 537 / DF", "MS 30 . 792 / DF", "REsp n 1 . 394 . 902 / MA", "MS 33202 AGR / DF", "RESOLUÇÃO N . 81 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "SÚMULA N . 266 / Superior Tribunal de Justiça", "Resolução n . 81 do CNJ", "Súmula 266 / Superior Tribunal de Justiça", "ADI n . 3 . 460 / DF", "MS 33202 AGR", "RESOLUÇÃO N . 81 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "SÚMULA N . 266 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 266 / Superior Tribunal de Justiça", "ADI n . 3 . 460 / DF", "MS 33202 AGR / DF", "Súmula n . 266 / Superior Tribunal de Justiça", "MS 33202 AGR / DF", "Súmula n . 266 / Superior Tribunal de Justiça", "MS 33202 AGR / DF", "MS 33202 AGR / DF", "MS 33202 AGR / DF", "MS 33202 AGR", "MS 33202 AGR / DF", "MS 33202 AGR /" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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"ROSA WEBER", "Carla Rodrigues da Cunha Lôbo", "ROSA WEBER", "Carla Rodrigues da Cunha Lôbo", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Carla Rodrigues da Cunha Lôbo", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Carla Rodrigues da Cunha Lôbo", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Rosa", "LUIZ FUX", "Rosa", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "Carla", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "Carla", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "ROSA WEBER", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO AURÉLIO", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO AURÉLIO", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO AURÉLIO", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO AURÉLIO", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO AURÉLIO", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO AURÉLIO", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO AURÉLIO", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO AURÉLIO", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO AURÉLIO", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO AURÉLIO", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO AURÉLIO", "CARLA RODRIGUES DA CUNHA LÔBO", "MARCO", "AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Rosa", "Rosa", "Rosa", "ALEXANDRE DE MORAES", "Rosa", "Rosa", "Rosa", "ROSA WEBER", "ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO", "AUGUSTO MUNIZ", "JAIME SANTANA DE SOUSA", "MARCONI MIRANDA VIEIRA", "CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA", "GRACIANA FERNANDES GOMES", "YNARA RAMALHO DANTAS MOTA", "LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS", "RAQUEL CAVALCANTE ROCHA", "TÁSSIA MARA MARTINS LIMA", "VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI", "ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS", "DANIEL EMILIO FONTANA FRIES", "FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO", "PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO", "MURILO GODOY", "RAFAEL COUTO VIEIRA", "SEM", "ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO", "THYAGO RIBEIRO SOARES", "WEBER RODRIGUES MOTA", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Carla", "ROSA WEBER", "ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO", "ENGELS AUGUSTO MUNIZ", "JAIME SANTANA DE SOUSA", "MARCONI MIRANDA VIEIRA", "CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA", "GRACIANA FERNANDES GOMES", "YNARA RAMALHO DANTAS MOTA", "LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS", "RAQUEL CAVALCANTE ROCHA", "TÁSSIA MARA MARTINS LIMA", "VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI", "ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS", "DANIEL EMILIO FONTANA FRIES", "FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO", "PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO", "MURILO GODOY", "RAFAEL COUTO VIEIRA", "ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO", "THYAGO RIBEIRO SOARES", "WEBER RODRIGUES MOTA", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Carla", "Rodrigues da Cunha", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "Rodrigues da Cunha Lôbo", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Rosa Weber", "MARCO", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Rosa Weber", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO", "ENGELS AUGUSTO MUNIZ", "JAIME SANTANA DE SOUSA", "MARCONI MIRANDA VIEIRA", "CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA", "GRACIANA FERNANDES GOMES", "YNARA RAMALHO DANTAS MOTA", "LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS", "RAQUEL CAVALCANTE ROCHA", "TÁSSIA MARA MARTINS LIMA", "VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI", "ANGELO MIGUEL DE SOUZA VARGAS", "DANIEL EMILIO FONTANA FRIES", "FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO", "PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO", "MURILO GODOY", "RAFAEL COUTO VIEIRA", "ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO", "THYAGO RIBEIRO SOARES", "WEBER RODRIGUES MOTA", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Carla", "ROSA WEBER", "ALICE EMILIANA RIBEIRO BRITO", "ENGELS AUGUSTO MUNIZ", "JAIME SANTANA DE SOUSA", "MARCONI MIRANDA VIEIRA", "CAROLINA MIRANDA MOTA FERREIRA", "GRACIANA FERNANDES GOMES", "YNARA RAMALHO DANTAS MOTA", "LORAINE APARECIDA DE GIMARÃES BISCOLA VARGAS", "RAQUEL CAVALCANTE ROCHA", "TÁSSIA MARA MARTINS LIMA", "VANESSA PORTELA BARBOSA ZANINI", "ANGELO MIGUEL DE SOUZA", "DANIEL EMILIO FONTANA FRIES", "FRANCISCO JACINTO OLIVEIRA SOBRINHO", "PAULO DE TARSO GUEDES CARVALHO", "MURILO GODOY", "RAFAEL COUTO VIEIRA", "ROGÉRIO DE LIMA REIS ARAÚJO", "THYAGO RIBEIRO SOARES", "WEBER RODRIGUES MOTA", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Carla", "Rodrigues da Cunha Lôbo", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Cintia da Silva Gonçalves", "Rodrigues da Cunha Lôbo", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "09", "/", 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"24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "4 de setembro de 2018", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "4 de setembro de 2018", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "09", "/", "2018", "4", ".", "9", ".", "2018", "18", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "9", ".", "2018", "18", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LAERCIO MAURO BIESDORF ADV.(A/S) :ALEXANDRE MORETTO AGDO.(A/S) :DOUGLAS SABATINI DABUL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PARADIGMA VINCULANTE OU DA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF. PRETENSÃO DE REVISÃO DO MÉRITO DO ATO RECLAMADO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Reclamação, por expressa determinação constitucional, destina- se a preservar a competência desta Suprema Corte e a garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, além de salvaguardar a estrita observância de preceito constante em enunciado de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, ambos da Constituição Federal. 2. In casu, o Tribunal reclamado, no exercício de suas competências, deixou de conhecer agravo interno, ao argumento de que deveria ter sido manejado o agravo em recurso extraordinário. Não há que se falar, diante da circunstância narrada, em usurpação da competência desta Corte. Precedente: Rcl 28070 AgR, Relator Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 14/12/2017. 3. A reclamação “não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, Dje de 05/08/2011). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FB1-B2DD-2FAB-3423 e senha B47C-385B-16AC-982C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 31239 AGR / PR 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedente: Rcl 22.048-ED, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016. 5. Agravo regimental desprovido A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 25/10/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FB1-B2DD-2FAB-3423 e senha B47C-385B-16AC-982C Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedente: Rcl 22.048-ED, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016. 5. Agravo regimental desprovido A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 25/10/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FB1-B2DD-2FAB-3423 e senha B47C-385B-16AC-982C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LAERCIO MAURO BIESDORF ADV.(A/S) :ALEXANDRE MORETTO AGDO.(A/S) :DOUGLAS SABATINI DABUL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CLÁUSULA DE EDITAL. PREENCHIMENTO DE FICHA DE INSCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PARADIGMA VINCULANTE OU DA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF. PRETENSÃO DE REVISÃO DO MÉRITO DO ATO RECLAMADO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.” Ab initio, em atenção ao comando da decisão agravada, o recorrente procede à correção do valor da causa, cumprindo o requisito da petição inicial, conforme a regra do art. 319, V, do Código de Processo Civil. Em sede de agravo regimental, repisa os argumentos da petição inicial, aduzindo “ (…) que se nota que o fundamento de que a parte ‘não indicou especificamente qualquer paradigma vinculante’ para processamento da reclamação é descabido, pois o fundamento da reclamação é única e exclusivamente a usurpação de competência da Corte Constitucional, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8317-063E-2596-6439 e senha 1684-0C6E-8646-95EB Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LAERCIO MAURO BIESDORF ADV.(A/S) :ALEXANDRE MORETTO AGDO.(A/S) :DOUGLAS SABATINI DABUL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CLÁUSULA DE EDITAL. PREENCHIMENTO DE FICHA DE INSCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PARADIGMA VINCULANTE OU DA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF. PRETENSÃO DE REVISÃO DO MÉRITO DO ATO RECLAMADO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.” Ab initio, em atenção ao comando da decisão agravada, o recorrente procede à correção do valor da causa, cumprindo o requisito da petição inicial, conforme a regra do art. 319, V, do Código de Processo Civil. Em sede de agravo regimental, repisa os argumentos da petição inicial, aduzindo “ (…) que se nota que o fundamento de que a parte ‘não indicou especificamente qualquer paradigma vinculante’ para processamento da reclamação é descabido, pois o fundamento da reclamação é única e exclusivamente a usurpação de competência da Corte Constitucional, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8317-063E-2596-6439 e senha 1684-0C6E-8646-95EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 31239 AGR / PR apreciação de recurso extraordinário que foi, indevidamente, inadmitido, no Tribunal de Justiça Paranaense.” O recorrente reafirma que houve negativa de seguimento do recurso extraordinário, sendo o agravo interno o único recurso cabível. Em sua argumentação, defende que: “Por mais que se pudesse cogitar que, à míngua de fundamentação legal no dispositivo da decisão agravada, se trata ela de uma decisão de inadmissão e não de negativa de seguimento (ao contrário do que expressamente constou no dispositivo), estar-se-ia diante de hipótese, destarte, de fungibilidade recursal, até porque – caso entenda-se nesse sentido -, o equívoco (dúvida evidentemente objetiva), em tese, teria partido de quem prolatou a decisão (que fez constar expressamente no dispositivo negativa de seguimento, ao invés de inadmissão) e não do recorrente, que interpôs o recurso cabível, atendendo à literalidade legal, em acordo ao que expressamente constou no dispositivo da decisão recorrida.” (Doc. 10, fl. 9) Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, respeitosamente, requer-se que, na fase de admissibilidade recursal, conheça-se do presente agravo regimental e, no mérito, lhe seja conferido INTEGRAL PROVIMENTO, reformando-se a decisão agravada para efeitos de: i) conceder seguimento à reclamação, processando-se até seus ulteriores termos, com julgamento de seu mérito, pelo órgão colegiado.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8317-063E-2596-6439 e senha 1684-0C6E-8646-95EB Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR apreciação de recurso extraordinário que foi, indevidamente, inadmitido, no Tribunal de Justiça Paranaense.” O recorrente reafirma que houve negativa de seguimento do recurso extraordinário, sendo o agravo interno o único recurso cabível. Em sua argumentação, defende que: “Por mais que se pudesse cogitar que, à míngua de fundamentação legal no dispositivo da decisão agravada, se trata ela de uma decisão de inadmissão e não de negativa de seguimento (ao contrário do que expressamente constou no dispositivo), estar-se-ia diante de hipótese, destarte, de fungibilidade recursal, até porque – caso entenda-se nesse sentido -, o equívoco (dúvida evidentemente objetiva), em tese, teria partido de quem prolatou a decisão (que fez constar expressamente no dispositivo negativa de seguimento, ao invés de inadmissão) e não do recorrente, que interpôs o recurso cabível, atendendo à literalidade legal, em acordo ao que expressamente constou no dispositivo da decisão recorrida.” (Doc. 10, fl. 9) Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, respeitosamente, requer-se que, na fase de admissibilidade recursal, conheça-se do presente agravo regimental e, no mérito, lhe seja conferido INTEGRAL PROVIMENTO, reformando-se a decisão agravada para efeitos de: i) conceder seguimento à reclamação, processando-se até seus ulteriores termos, com julgamento de seu mérito, pelo órgão colegiado.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8317-063E-2596-6439 e senha 1684-0C6E-8646-95EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço o recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De antemão, consigno que a Reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e a garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, além de salvaguardar a estrita observância de preceito constante em enunciado de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, ambos da Constituição Federal. A propósito, a jurisprudência desta Suprema Corte fixou diversas condições para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. Disso resulta: i) a impossibilidade de utilização per saltum a Reclamação, suprimindo graus de jurisdição; ii) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida em rol numerus clausus; e iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado e o conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REGIME DA LEI 8.038/90 E CPC/73. PEDIDO FUNDADO EM JURISPRUDÊNCIA NÃO VINCULANTE E DIREITO OBJETIVO. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a súmula vinculante (CRFB/1988, arts. 102, I, l, e 103-A, § 3º). No segundo caso, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, hipóteses não configuradas nos autos. Também não se admite alegação de afronta a direito objetivo. 2. Agravo interno desprovido.” (Rcl 14.745-AgR, Primeira Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço o recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De antemão, consigno que a Reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e a garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, além de salvaguardar a estrita observância de preceito constante em enunciado de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, ambos da Constituição Federal. A propósito, a jurisprudência desta Suprema Corte fixou diversas condições para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. Disso resulta: i) a impossibilidade de utilização per saltum a Reclamação, suprimindo graus de jurisdição; ii) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida em rol numerus clausus; e iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado e o conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REGIME DA LEI 8.038/90 E CPC/73. PEDIDO FUNDADO EM JURISPRUDÊNCIA NÃO VINCULANTE E DIREITO OBJETIVO. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a súmula vinculante (CRFB/1988, arts. 102, I, l, e 103-A, § 3º). No segundo caso, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, hipóteses não configuradas nos autos. Também não se admite alegação de afronta a direito objetivo. 2. Agravo interno desprovido.” (Rcl 14.745-AgR, Primeira Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31239 AGR / PR Rel. Min. Roberto Barroso, Dje de 10/02/2017) “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF. CAUSA DE PEDIR ESGOTADA PELA LIMINAR DEFERIDA NA RECLAMAÇÃO 23.457/PR, REFERENDADA PELO PLENÁRIO DESTA CORTE. OFENSA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQ 4.130. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. RELAÇÃO PROCESSUAL NÃO INTEGRADA PELO RECLAMANTE. NÃO CABIMENTO. CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE 24. CONTROVÉRSIA SOBRE A CORRETA TIPIFICAÇÃO PENAL DOS FATOS NARRADOS NA DECISÃO RECLAMADA. INVIABIABILIDADE. 1. A causa de pedir da presente reclamação – usurpação da competência do STF – foi esgotada, e a questão foi resolvida com a avocação dos autos de “Busca e Apreensão 500661729.2016.4.04.7000/PR” (e processos conexos) a esta Corte, nos termos da liminar deferida na Reclamação 23.457/PR, decisão referendada pelo Plenário em 31.3.2016. Com a submissão do procedimento, e demais conexos, ao crivo deste Supremo Tribunal Federal, qualquer invocação de nulidade haveria de ser apresentada diretamente ao relator naqueles autos respectivos, não sendo a reclamação, repita-se, a via adequada para tal fim. 2. O acórdão cuja autoridade se pretende preservar foi proferido no âmbito do Inquérito 4.130, no qual o agravante não é investigado. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de ser incabível reclamação ajuizada para garantir a autoridade de decisão desprovida de efeito vinculante e proferida em processo de índole subjetiva cuja relação processual não foi integrada pelo reclamante. (Rcl 10.615- AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 14.6.2013; Rcl 4.381-AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 5.8.2011). 3. O acolhimento da alegação de contrariedade à Súmula Vinculante 24 demandaria a análise da correta tipificação penal dos fatos narrados no ato reclamado, se crimes tributários ou não, controvérsia imprópria para a via da reclamação, cuja finalidade tem previsão constitucional taxativa. 4. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR Rel. Min. Roberto Barroso, Dje de 10/02/2017) “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF. CAUSA DE PEDIR ESGOTADA PELA LIMINAR DEFERIDA NA RECLAMAÇÃO 23.457/PR, REFERENDADA PELO PLENÁRIO DESTA CORTE. OFENSA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQ 4.130. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. RELAÇÃO PROCESSUAL NÃO INTEGRADA PELO RECLAMANTE. NÃO CABIMENTO. CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE 24. CONTROVÉRSIA SOBRE A CORRETA TIPIFICAÇÃO PENAL DOS FATOS NARRADOS NA DECISÃO RECLAMADA. INVIABIABILIDADE. 1. A causa de pedir da presente reclamação – usurpação da competência do STF – foi esgotada, e a questão foi resolvida com a avocação dos autos de “Busca e Apreensão 500661729.2016.4.04.7000/PR” (e processos conexos) a esta Corte, nos termos da liminar deferida na Reclamação 23.457/PR, decisão referendada pelo Plenário em 31.3.2016. Com a submissão do procedimento, e demais conexos, ao crivo deste Supremo Tribunal Federal, qualquer invocação de nulidade haveria de ser apresentada diretamente ao relator naqueles autos respectivos, não sendo a reclamação, repita-se, a via adequada para tal fim. 2. O acórdão cuja autoridade se pretende preservar foi proferido no âmbito do Inquérito 4.130, no qual o agravante não é investigado. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de ser incabível reclamação ajuizada para garantir a autoridade de decisão desprovida de efeito vinculante e proferida em processo de índole subjetiva cuja relação processual não foi integrada pelo reclamante. (Rcl 10.615- AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 14.6.2013; Rcl 4.381-AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 5.8.2011). 3. O acolhimento da alegação de contrariedade à Súmula Vinculante 24 demandaria a análise da correta tipificação penal dos fatos narrados no ato reclamado, se crimes tributários ou não, controvérsia imprópria para a via da reclamação, cuja finalidade tem previsão constitucional taxativa. 4. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31239 AGR / PR Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 23.357-ED, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 29/08/2016) In casu, verifico que a petição inicial limitou-se a afirmar que o ato reclamado usurpou a autoridade desta Corte ao não conhecer do recurso manejado para destrancar recurso extraordinário, sem, entretanto, apontar qual seria a decisão paradigma tida como violada, nem identificar de qual forma teria havido a referida usurpação da competência do STF. Nos termos da própria narrativa do agravante, verbis: “o ora agravante interpôs agravo interno, com fundamento na expressa disposição do § 2º do art. 1.030 do CPC, visando a que se conferisse prosseguimento ao apelo nobre. Sobreveio, em decisão publicada no diário oficial em 01/03/2018, decisão da lavra do Excelentíssimo 1º Vice-Presidente do e. TJPR, não conhecendo do recurso anteriormente interposto (agravo interno), com fundamento no art. 932, inc. III, do CPC. Entendeu o prolator da decisão que, em que pese ter sido negado seguimento ao recurso extraordinário (nada se mencionando a respeito de sua inadmissibilidade), o agravo interno seria recurso manifestamente inadmissível, eis que deveria ter sido manejado o agravo em recurso extraordinário. Assim, não conheceu do recurso interposto pelo então recorrente” (grifei). Noutros termos, o Tribunal reclamado, no exercício de suas competências, deixou de conhecer recurso a ele endereçado, ao argumento de que inexistente, no caso concreto, a hipótese de cabimento legal. Não há que se falar, diante da circunstância narrada, em usurpação da competência desta Corte. Este tem sido o entendimento desta Casa em precedentes similares. Confira-se, exemplificativamente: “Ementa: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE MÁ APLICAÇÃO DE TESE FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOB O RITO DA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 23.357-ED, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 29/08/2016) In casu, verifico que a petição inicial limitou-se a afirmar que o ato reclamado usurpou a autoridade desta Corte ao não conhecer do recurso manejado para destrancar recurso extraordinário, sem, entretanto, apontar qual seria a decisão paradigma tida como violada, nem identificar de qual forma teria havido a referida usurpação da competência do STF. Nos termos da própria narrativa do agravante, verbis: “o ora agravante interpôs agravo interno, com fundamento na expressa disposição do § 2º do art. 1.030 do CPC, visando a que se conferisse prosseguimento ao apelo nobre. Sobreveio, em decisão publicada no diário oficial em 01/03/2018, decisão da lavra do Excelentíssimo 1º Vice-Presidente do e. TJPR, não conhecendo do recurso anteriormente interposto (agravo interno), com fundamento no art. 932, inc. III, do CPC. Entendeu o prolator da decisão que, em que pese ter sido negado seguimento ao recurso extraordinário (nada se mencionando a respeito de sua inadmissibilidade), o agravo interno seria recurso manifestamente inadmissível, eis que deveria ter sido manejado o agravo em recurso extraordinário. Assim, não conheceu do recurso interposto pelo então recorrente” (grifei). Noutros termos, o Tribunal reclamado, no exercício de suas competências, deixou de conhecer recurso a ele endereçado, ao argumento de que inexistente, no caso concreto, a hipótese de cabimento legal. Não há que se falar, diante da circunstância narrada, em usurpação da competência desta Corte. Este tem sido o entendimento desta Casa em precedentes similares. Confira-se, exemplificativamente: “Ementa: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE MÁ APLICAÇÃO DE TESE FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOB O RITO DA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31239 AGR / PR REPERCUSSÃO GERAL. 1. Cabe o agravo do art. 544 do Código de Processo Civil de 1973 ou o agravo do art. 1.042 do CPC/2015 do ato do Juízo de origem que inadmite recurso extraordinário sem utilizar, como fundamento, precedente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL formado sob a sistemática da repercussão geral. O instante da publicação da decisão (se anterior ou posterior a 18/3/2016, marco da vigência do Novo Código) determinará qual desses agravos deve ser interposto. 2. Mostra-se absolutamente correta e não usurpa a competência do SUPREMO a decisão proferida na instância a quo que (a) não conhece o agravo interno de que trata o art. 1.021 do CPC/2015 em face do ato judicial descrito no item anterior; (b) repele a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, haja vista a inexistência de dúvida objetiva e (c) nega seguimento ao agravo do art. 1.042 do CPC/2015 interposto na sequência desses eventos, tendo em conta a preclusão. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 28070 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 01/12/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-288 DIVULG 13-12- 2017 PUBLIC 14-12-2017) Deveras, verifica-se que o que pretende o reclamante, em última análise, é fazer uso do instrumento processual da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outras ações cabíveis. Entretanto, restou assentado neste Tribunal que “a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). No mesmo sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO LIMITADO AO TETO NA ÉPOCA DA CONCESSÃO. DECISÃO EMANADA DE JURISDIÇÃO QUE FEZ INCIDIR A DISCIPLINA DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR REPERCUSSÃO GERAL. 1. Cabe o agravo do art. 544 do Código de Processo Civil de 1973 ou o agravo do art. 1.042 do CPC/2015 do ato do Juízo de origem que inadmite recurso extraordinário sem utilizar, como fundamento, precedente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL formado sob a sistemática da repercussão geral. O instante da publicação da decisão (se anterior ou posterior a 18/3/2016, marco da vigência do Novo Código) determinará qual desses agravos deve ser interposto. 2. Mostra-se absolutamente correta e não usurpa a competência do SUPREMO a decisão proferida na instância a quo que (a) não conhece o agravo interno de que trata o art. 1.021 do CPC/2015 em face do ato judicial descrito no item anterior; (b) repele a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, haja vista a inexistência de dúvida objetiva e (c) nega seguimento ao agravo do art. 1.042 do CPC/2015 interposto na sequência desses eventos, tendo em conta a preclusão. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 28070 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 01/12/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-288 DIVULG 13-12- 2017 PUBLIC 14-12-2017) Deveras, verifica-se que o que pretende o reclamante, em última análise, é fazer uso do instrumento processual da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outras ações cabíveis. Entretanto, restou assentado neste Tribunal que “a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). No mesmo sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO LIMITADO AO TETO NA ÉPOCA DA CONCESSÃO. DECISÃO EMANADA DE JURISDIÇÃO QUE FEZ INCIDIR A DISCIPLINA DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31239 AGR / PR REPERCUSSÃO GERAL. REGIME DA LEI 8.038/90. INOCORRÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DA CORTE. INADMISSIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou-se, no âmbito de vigência do regime processual do CPC/73, no sentido de considerar incabível a reclamação que indique como paradigma recurso extraordinário julgado segundo a sistemática da repercussão geral, sendo admissível apenas a interposição de agravo interno junto ao órgão de origem. 2. É inadequada a utilização da reclamação como sucedâneo de ação rescisória ou dos recursos cabíveis ao tempo da decisão impugnada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 23.310-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 23/08/2016). “RECLAMAÇÃO – INVIABILIDADE –INOCORRÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – ATUAÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EXERCIDA DENTRO DOS ESTRITOS LIMITES DE SUA COMPETÊNCIA – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 6.581-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 25/09/2015). Impende destacar, ainda, que esta Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR REPERCUSSÃO GERAL. REGIME DA LEI 8.038/90. INOCORRÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DA CORTE. INADMISSIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou-se, no âmbito de vigência do regime processual do CPC/73, no sentido de considerar incabível a reclamação que indique como paradigma recurso extraordinário julgado segundo a sistemática da repercussão geral, sendo admissível apenas a interposição de agravo interno junto ao órgão de origem. 2. É inadequada a utilização da reclamação como sucedâneo de ação rescisória ou dos recursos cabíveis ao tempo da decisão impugnada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 23.310-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 23/08/2016). “RECLAMAÇÃO – INVIABILIDADE –INOCORRÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – ATUAÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EXERCIDA DENTRO DOS ESTRITOS LIMITES DE SUA COMPETÊNCIA – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 6.581-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 25/09/2015). Impende destacar, ainda, que esta Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31239 AGR / PR OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da CF, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 22.048-ED, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da CF, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 22.048-ED, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LAERCIO MAURO BIESDORF ADV.(A/S) : ALEXANDRE MORETTO (61369/PR) AGDO.(A/S) : DOUGLAS SABATINI DABUL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89F8-C448-9672-4652 e senha 3D0B-9B91-7431-201E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LAERCIO MAURO BIESDORF ADV.(A/S) : ALEXANDRE MORETTO (61369/PR) AGDO.(A/S) : DOUGLAS SABATINI DABUL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89F8-C448-9672-4652 e senha 3D0B-9B91-7431-201E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748615546
2018-10-26T00:00:00
2018-11-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PARADIGMA VINCULANTE OU DA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF. PRETENSÃO DE REVISÃO DO MÉRITO DO ATO RECLAMADO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e a garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, além de salvaguardar a estrita observância de preceito constante em enunciado de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, ambos da Constituição Federal. 2. In casu, o Tribunal reclamado, no exercício de suas competências, deixou de conhecer agravo interno, ao argumento de que deveria ter sido manejado o agravo em recurso extraordinário. Não há que se falar, diante da circunstância narrada, em usurpação da competência desta Corte. Precedente: Rcl 28070 AgR, Relator Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 14/12/2017. 3. A reclamação “não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, Dje de 05/08/2011). 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedente: Rcl 22.048-ED, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016. 5. Agravo regimental desprovido
sjur393999
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, CABIMENTO, HIPÓTESES) Rcl 14745 AgR (1ªT), Rcl 23357 ED (2ªT), Rcl 28070 AgR (1ªT). (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO RECURSAL) Rcl 4381 AgR (TP), Rcl 6581 AgR (2ªT), Rcl 23310 AgR (1ªT). (REITERAÇÃO, ARGUMENTO, DECISÃO AGRAVADA) Rcl 22048 ED (TP). Número de páginas: 11. Análise: 29/11/2018, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
31239
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A \n PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 31239 AgR
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AGTE.(S) : LAERCIO MAURO BIESDORF ADV.(A/S) : ALEXANDRE MORETTO AGDO.(A/S) : DOUGLAS SABATINI DABUL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LAERCIO MAURO BIESDORF ADV.(A/S) :ALEXANDRE MORETTO AGDO.(A/S) :DOUGLAS SABATINI DABUL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PARADIGMA VINCULANTE OU DA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. PRETENSÃO DE REVISÃO DO MÉRITO DO ATO RECLAMADO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Reclamação, por expressa determinação constitucional, destina- se a preservar a competência desta Suprema Corte e a garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, além de salvaguardar a estrita observância de preceito constante em enunciado de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3..., ambos da Constituição Federal. 2. In casu, o Tribunal reclamado, no exercício de suas competências, deixou de conhecer agravo interno, ao argumento de que deveria ter sido manejado o agravo em recurso extraordinário. Não há que se falar, diante da circunstância narrada, em usurpação da competência desta Corte. Precedente: Rcl 28070 AgR, Relator Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 14/12/2017. 3. A reclamação “não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, Dje de 05/08/2011). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FB1-B2DD-2FAB-3423 e senha B47C-385B-16AC-982C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 31239 AGR / PR 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedente: Rcl 22.048-ED, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016. 5. Agravo regimental desprovido A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 25/10/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FB1-B2DD-2FAB-3423 e senha B47C-385B-16AC-982C Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedente: Rcl 22.048-ED, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016. 5. Agravo regimental desprovido A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 25/10/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FB1-B2DD-2FAB-3423 e senha B47C-385B-16AC-982C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LAERCIO MAURO BIESDORF ADV.(A/S) :ALEXANDRE MORETTO AGDO.(A/S) :DOUGLAS SABATINI DABUL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CLÁUSULA DE EDITAL. PREENCHIMENTO DE FICHA DE INSCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PARADIGMA VINCULANTE OU DA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. PRETENSÃO DE REVISÃO DO MÉRITO DO ATO RECLAMADO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.” Ab initio, em atenção ao comando da decisão agravada, o recorrente procede à correção do valor da causa, cumprindo o requisito da petição inicial, conforme a regra do art. 319, V, do Código de Processo Civil. Em sede de agravo regimental, repisa os argumentos da petição inicial, aduzindo “ (…) que se nota que o fundamento de que a parte ‘não indicou especificamente qualquer paradigma vinculante’ para processamento da reclamação é descabido, pois o fundamento da reclamação é única e exclusivamente a usurpação de competência da Corte Constitucional, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8317-063E-2596-6439 e senha 1684-0C6E-8646-95EB Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LAERCIO MAURO BIESDORF ADV.(A/S) :ALEXANDRE MORETTO AGDO.(A/S) :DOUGLAS SABATINI DABUL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CLÁUSULA DE EDITAL. PREENCHIMENTO DE FICHA DE INSCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PARADIGMA VINCULANTE OU DA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. PRETENSÃO DE REVISÃO DO MÉRITO DO ATO RECLAMADO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.” Ab initio, em atenção ao comando da decisão agravada, o recorrente procede à correção do valor da causa, cumprindo o requisito da petição inicial, conforme a regra do art. 319, V, do Código de Processo Civil. Em sede de agravo regimental, repisa os argumentos da petição inicial, aduzindo “ (…) que se nota que o fundamento de que a parte ‘não indicou especificamente qualquer paradigma vinculante’ para processamento da reclamação é descabido, pois o fundamento da reclamação é única e exclusivamente a usurpação de competência da Corte Constitucional, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8317-063E-2596-6439 e senha 1684-0C6E-8646-95EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 31239 AGR / PR apreciação de recurso extraordinário que foi, indevidamente, inadmitido, no Tribunal de Justiça Paranaense.” O recorrente reafirma que houve negativa de seguimento do recurso extraordinário, sendo o agravo interno o único recurso cabível. Em sua argumentação, defende que: “Por mais que se pudesse cogitar que, à míngua de fundamentação legal no dispositivo da decisão agravada, se trata ela de uma decisão de inadmissão e não de negativa de seguimento (ao contrário do que expressamente constou no dispositivo), estar-se-ia diante de hipótese, destarte, de fungibilidade recursal, até porque – caso entenda-se nesse sentido -, o equívoco (dúvida evidentemente objetiva), em tese, teria partido de quem prolatou a decisão (que fez constar expressamente no dispositivo negativa de seguimento, ao invés de inadmissão) e não do recorrente, que interpôs o recurso cabível, atendendo à literalidade legal, em acordo ao que expressamente constou no dispositivo da decisão recorrida.” (Doc. 10, fl. 9) Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, respeitosamente, requer-se que, na fase de admissibilidade recursal, conheça-se do presente agravo regimental e, no mérito, lhe seja conferido INTEGRAL PROVIMENTO, reformando-se a decisão agravada para efeitos de: i) conceder seguimento à reclamação, processando-se até seus ulteriores termos, com julgamento de seu mérito, pelo órgão colegiado.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8317-063E-2596-6439 e senha 1684-0C6E-8646-95EB Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR apreciação de recurso extraordinário que foi, indevidamente, inadmitido, no Tribunal de Justiça Paranaense.” O recorrente reafirma que houve negativa de seguimento do recurso extraordinário, sendo o agravo interno o único recurso cabível. Em sua argumentação, defende que: “Por mais que se pudesse cogitar que, à míngua de fundamentação legal no dispositivo da decisão agravada, se trata ela de uma decisão de inadmissão e não de negativa de seguimento (ao contrário do que expressamente constou no dispositivo), estar-se-ia diante de hipótese, destarte, de fungibilidade recursal, até porque – caso entenda-se nesse sentido -, o equívoco (dúvida evidentemente objetiva), em tese, teria partido de quem prolatou a decisão (que fez constar expressamente no dispositivo negativa de seguimento, ao invés de inadmissão) e não do recorrente, que interpôs o recurso cabível, atendendo à literalidade legal, em acordo ao que expressamente constou no dispositivo da decisão recorrida.” (Doc. 10, fl. 9) Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, respeitosamente, requer-se que, na fase de admissibilidade recursal, conheça-se do presente agravo regimental e, no mérito, lhe seja conferido INTEGRAL PROVIMENTO, reformando-se a decisão agravada para efeitos de: i) conceder seguimento à reclamação, processando-se até seus ulteriores termos, com julgamento de seu mérito, pelo órgão colegiado.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8317-063E-2596-6439 e senha 1684-0C6E-8646-95EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço o recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De antemão, consigno que a Reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e a garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, além de salvaguardar a estrita observância de preceito constante em enunciado de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3..., ambos da Constituição Federal. A propósito, a jurisprudência desta Suprema Corte fixou diversas condições para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. Disso resulta: i) a impossibilidade de utilização per saltum a Reclamação, suprimindo graus de jurisdição; ii) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida em rol numerus clausus; e iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado e o conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REGIME DA LEI 8.038/90 E Código de Processo Civil/73. PEDIDO FUNDADO EM JURISPRUDÊNCIA NÃO VINCULANTE E DIREITO OBJETIVO. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a súmula vinculante (CRFB/1988, arts. 102, I, l, e 103-A, § 3...). No segundo caso, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, hipóteses não configuradas nos autos. Também não se admite alegação de afronta a direito objetivo. 2. Agravo interno desprovido.” (Rcl 14.745-AgR, Primeira Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço o recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De antemão, consigno que a Reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e a garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, além de salvaguardar a estrita observância de preceito constante em enunciado de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3..., ambos da Constituição Federal. A propósito, a jurisprudência desta Suprema Corte fixou diversas condições para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. Disso resulta: i) a impossibilidade de utilização per saltum a Reclamação, suprimindo graus de jurisdição; ii) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida em rol numerus clausus; e iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado e o conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REGIME DA LEI 8.038/90 E Código de Processo Civil/73. PEDIDO FUNDADO EM JURISPRUDÊNCIA NÃO VINCULANTE E DIREITO OBJETIVO. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a súmula vinculante (CRFB/1988, arts. 102, I, l, e 103-A, § 3...). No segundo caso, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, hipóteses não configuradas nos autos. Também não se admite alegação de afronta a direito objetivo. 2. Agravo interno desprovido.” (Rcl 14.745-AgR, Primeira Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31239 AGR / PR Rel. Min. Roberto Barroso, Dje de 10/02/2017) “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. CAUSA DE PEDIR ESGOTADA PELA LIMINAR DEFERIDA NA RECLAMAÇÃO 23.457/PR, REFERENDADA PELO PLENÁRIO DESTA CORTE. OFENSA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQ 4.130. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. RELAÇÃO PROCESSUAL NÃO INTEGRADA PELO RECLAMANTE. NÃO CABIMENTO. CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE 24. CONTROVÉRSIA SOBRE A CORRETA TIPIFICAÇÃO PENAL DOS FATOS NARRADOS NA DECISÃO RECLAMADA. INVIABIABILIDADE. 1. A causa de pedir da presente reclamação – usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal – foi esgotada, e a questão foi resolvida com a avocação dos autos de “Busca e Apreensão 500661729.2016.4.04.7000/PR” (e processos conexos) a esta Corte, nos termos da liminar deferida na Reclamação 23.457/PR, decisão referendada pelo Plenário em 31.3.2016. Com a submissão do procedimento, e demais conexos, ao crivo deste Supremo Tribunal Federal, qualquer invocação de nulidade haveria de ser apresentada diretamente ao relator naqueles autos respectivos, não sendo a reclamação, repita-se, a via adequada para tal fim. 2. O acórdão cuja autoridade se pretende preservar foi proferido no âmbito do Inquérito 4.130, no qual o agravante não é investigado. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de ser incabível reclamação ajuizada para garantir a autoridade de decisão desprovida de efeito vinculante e proferida em processo de índole subjetiva cuja relação processual não foi integrada pelo reclamante. (Rcl 10.615- AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 14.6.2013; Rcl 4.381-AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 5.8.2011). 3. O acolhimento da alegação de contrariedade à Súmula Vinculante 24 demandaria a análise da correta tipificação penal dos fatos narrados no ato reclamado, se crimes tributários ou não, controvérsia imprópria para a via da reclamação, cuja finalidade tem previsão constitucional taxativa. 4. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR Rel. Min. Roberto Barroso, Dje de 10/02/2017) “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. CAUSA DE PEDIR ESGOTADA PELA LIMINAR DEFERIDA NA RECLAMAÇÃO 23.457/PR, REFERENDADA PELO PLENÁRIO DESTA CORTE. OFENSA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQ 4.130. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. RELAÇÃO PROCESSUAL NÃO INTEGRADA PELO RECLAMANTE. NÃO CABIMENTO. CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE 24. CONTROVÉRSIA SOBRE A CORRETA TIPIFICAÇÃO PENAL DOS FATOS NARRADOS NA DECISÃO RECLAMADA. INVIABIABILIDADE. 1. A causa de pedir da presente reclamação – usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal – foi esgotada, e a questão foi resolvida com a avocação dos autos de “Busca e Apreensão 500661729.2016.4.04.7000/PR” (e processos conexos) a esta Corte, nos termos da liminar deferida na Reclamação 23.457/PR, decisão referendada pelo Plenário em 31.3.2016. Com a submissão do procedimento, e demais conexos, ao crivo deste Supremo Tribunal Federal, qualquer invocação de nulidade haveria de ser apresentada diretamente ao relator naqueles autos respectivos, não sendo a reclamação, repita-se, a via adequada para tal fim. 2. O acórdão cuja autoridade se pretende preservar foi proferido no âmbito do Inquérito 4.130, no qual o agravante não é investigado. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de ser incabível reclamação ajuizada para garantir a autoridade de decisão desprovida de efeito vinculante e proferida em processo de índole subjetiva cuja relação processual não foi integrada pelo reclamante. (Rcl 10.615- AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 14.6.2013; Rcl 4.381-AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 5.8.2011). 3. O acolhimento da alegação de contrariedade à Súmula Vinculante 24 demandaria a análise da correta tipificação penal dos fatos narrados no ato reclamado, se crimes tributários ou não, controvérsia imprópria para a via da reclamação, cuja finalidade tem previsão constitucional taxativa. 4. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31239 AGR / PR Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 23.357-ED, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 29/08/2016) In casu, verifico que a petição inicial limitou-se a afirmar que o ato reclamado usurpou a autoridade desta Corte ao não conhecer do recurso manejado para destrancar recurso extraordinário, sem, entretanto, apontar qual seria a decisão paradigma tida como violada, nem identificar de qual forma teria havido a referida usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Nos termos da própria narrativa do agravante, verbis: “o ora agravante interpôs agravo interno, com fundamento na expressa disposição do § 2... do art. 1.030 do Código de Processo Civil, visando a que se conferisse prosseguimento ao apelo nobre. Sobreveio, em decisão publicada no diário oficial em 01/03/2018, decisão da lavra do Excelentíssimo 1... Vice-Presidente do e. TJPR, não conhecendo do recurso anteriormente interposto (agravo interno), com fundamento no art. 932, inc. III, do Código de Processo Civil. Entendeu o prolator da decisão que, em que pese ter sido negado seguimento ao recurso extraordinário (nada se mencionando a respeito de sua inadmissibilidade), o agravo interno seria recurso manifestamente inadmissível, eis que deveria ter sido manejado o agravo em recurso extraordinário. Assim, não conheceu do recurso interposto pelo então recorrente” (grifei). Noutros termos, o Tribunal reclamado, no exercício de suas competências, deixou de conhecer recurso a ele endereçado, ao argumento de que inexistente, no caso concreto, a hipótese de cabimento legal. Não há que se falar, diante da circunstância narrada, em usurpação da competência desta Corte. Este tem sido o entendimento desta Casa em precedentes similares. Confira-se, exemplificativamente: “Ementa: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE MÁ APLICAÇÃO DE TESE FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOB O RITO DA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 23.357-ED, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 29/08/2016) In casu, verifico que a petição inicial limitou-se a afirmar que o ato reclamado usurpou a autoridade desta Corte ao não conhecer do recurso manejado para destrancar recurso extraordinário, sem, entretanto, apontar qual seria a decisão paradigma tida como violada, nem identificar de qual forma teria havido a referida usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Nos termos da própria narrativa do agravante, verbis: “o ora agravante interpôs agravo interno, com fundamento na expressa disposição do § 2... do art. 1.030 do Código de Processo Civil, visando a que se conferisse prosseguimento ao apelo nobre. Sobreveio, em decisão publicada no diário oficial em 01/03/2018, decisão da lavra do Excelentíssimo 1... Vice-Presidente do e. TJPR, não conhecendo do recurso anteriormente interposto (agravo interno), com fundamento no art. 932, inc. III, do Código de Processo Civil. Entendeu o prolator da decisão que, em que pese ter sido negado seguimento ao recurso extraordinário (nada se mencionando a respeito de sua inadmissibilidade), o agravo interno seria recurso manifestamente inadmissível, eis que deveria ter sido manejado o agravo em recurso extraordinário. Assim, não conheceu do recurso interposto pelo então recorrente” (grifei). Noutros termos, o Tribunal reclamado, no exercício de suas competências, deixou de conhecer recurso a ele endereçado, ao argumento de que inexistente, no caso concreto, a hipótese de cabimento legal. Não há que se falar, diante da circunstância narrada, em usurpação da competência desta Corte. Este tem sido o entendimento desta Casa em precedentes similares. Confira-se, exemplificativamente: “Ementa: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE MÁ APLICAÇÃO DE TESE FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOB O RITO DA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31239 AGR / PR REPERCUSSÃO GERAL. 1. Cabe o agravo do art. 544 do Código de Processo Civil de 1973 ou o agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil/2015 do ato do Juízo de origem que inadmite recurso extraordinário sem utilizar, como fundamento, precedente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL formado sob a sistemática da repercussão geral. O instante da publicação da decisão (se anterior ou posterior a 18/3/2016, marco da vigência do Novo Código) determinará qual desses agravos deve ser interposto. 2. Mostra-se absolutamente correta e não usurpa a competência do SUPREMO a decisão proferida na instância a quo que (a) não conhece o agravo interno de que trata o art. 1.021 do Código de Processo Civil/2015 em face do ato judicial descrito no item anterior; (b) repele a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, haja vista a inexistência de dúvida objetiva e (c) nega seguimento ao agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil/2015 interposto na sequência desses eventos, tendo em conta a preclusão. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 28070 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 01/12/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-288 DIVULG 13-12- 2017 PUBLIC 14-12-2017) Deveras, verifica-se que o que pretende o reclamante, em última análise, é fazer uso do instrumento processual da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outras ações cabíveis. Entretanto, restou assentado neste Tribunal que “a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). No mesmo sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO LIMITADO AO TETO NA ÉPOCA DA CONCESSÃO. DECISÃO EMANADA DE JURISDIÇÃO QUE FEZ INCIDIR A DISCIPLINA DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR REPERCUSSÃO GERAL. 1. Cabe o agravo do art. 544 do Código de Processo Civil de 1973 ou o agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil/2015 do ato do Juízo de origem que inadmite recurso extraordinário sem utilizar, como fundamento, precedente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL formado sob a sistemática da repercussão geral. O instante da publicação da decisão (se anterior ou posterior a 18/3/2016, marco da vigência do Novo Código) determinará qual desses agravos deve ser interposto. 2. Mostra-se absolutamente correta e não usurpa a competência do SUPREMO a decisão proferida na instância a quo que (a) não conhece o agravo interno de que trata o art. 1.021 do Código de Processo Civil/2015 em face do ato judicial descrito no item anterior; (b) repele a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, haja vista a inexistência de dúvida objetiva e (c) nega seguimento ao agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil/2015 interposto na sequência desses eventos, tendo em conta a preclusão. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 28070 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 01/12/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-288 DIVULG 13-12- 2017 PUBLIC 14-12-2017) Deveras, verifica-se que o que pretende o reclamante, em última análise, é fazer uso do instrumento processual da reclamação como sucedâneo de recurso ou de outras ações cabíveis. Entretanto, restou assentado neste Tribunal que “a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). No mesmo sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO LIMITADO AO TETO NA ÉPOCA DA CONCESSÃO. DECISÃO EMANADA DE JURISDIÇÃO QUE FEZ INCIDIR A DISCIPLINA DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31239 AGR / PR REPERCUSSÃO GERAL. REGIME DA LEI 8.038/90. INOCORRÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DA CORTE. INADMISSIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou-se, no âmbito de vigência do regime processual do Código de Processo Civil/73, no sentido de considerar incabível a reclamação que indique como paradigma recurso extraordinário julgado segundo a sistemática da repercussão geral, sendo admissível apenas a interposição de agravo interno junto ao órgão de origem. 2. É inadequada a utilização da reclamação como sucedâneo de ação rescisória ou dos recursos cabíveis ao tempo da decisão impugnada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 23.310-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 23/08/2016). “RECLAMAÇÃO – INVIABILIDADE –INOCORRÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – ATUAÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EXERCIDA DENTRO DOS ESTRITOS LIMITES DE SUA COMPETÊNCIA – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 6.581-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 25/09/2015). Impende destacar, ainda, que esta Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR REPERCUSSÃO GERAL. REGIME DA LEI 8.038/90. INOCORRÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DA CORTE. INADMISSIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou-se, no âmbito de vigência do regime processual do Código de Processo Civil/73, no sentido de considerar incabível a reclamação que indique como paradigma recurso extraordinário julgado segundo a sistemática da repercussão geral, sendo admissível apenas a interposição de agravo interno junto ao órgão de origem. 2. É inadequada a utilização da reclamação como sucedâneo de ação rescisória ou dos recursos cabíveis ao tempo da decisão impugnada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 23.310-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 23/08/2016). “RECLAMAÇÃO – INVIABILIDADE –INOCORRÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – ATUAÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EXERCIDA DENTRO DOS ESTRITOS LIMITES DE SUA COMPETÊNCIA – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 6.581-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 25/09/2015). Impende destacar, ainda, que esta Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31239 AGR / PR OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da Constituição Federal de 1988, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 22.048-ED, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Supremo Tribunal Federal RCL 31239 AGR / PR OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da Constituição Federal de 1988, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 22.048-ED, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BA-A329-0181-CDF3 e senha E76B-DE50-5533-595E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LAERCIO MAURO BIESDORF ADV.(A/S) : ALEXANDRE MORETTO (61369/PR) AGDO.(A/S) : DOUGLAS SABATINI DABUL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89F8-C448-9672-4652 e senha 3D0B-9B91-7431-201E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.239 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LAERCIO MAURO BIESDORF ADV.(A/S) : ALEXANDRE MORETTO (61369/PR) AGDO.(A/S) : DOUGLAS SABATINI DABUL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89F8-C448-9672-4652 e senha 3D0B-9B91-7431-201E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 31 . 239", "Rcl 28070 AgR", "Rcl 4 . 381 - AgR", "Rcl 22 . 048 - ED", "RCL 31239 AGR / PR", "Rcl 22 . 048 - ED", "RCL 31239 AGR / PR", "RCL 31239 AGR / PR", "RECLAMAÇÃO 31 . 239", "Rcl 14 . 745 - AgR", "Rcl 14 . 745 - AgR", "RCL 31239 AGR / PR", "RECLAMAÇÃO 23 . 457 / PR", "Reclamação 23 . 457 / PR", "Inquérito", "Rcl 10 . 615 - AgR", "Rcl 4 . 381 - AgR", "Súmula Vinculante 24", "RCL 31239 AGR / PR", "RECLAMAÇÃO 23 . 457 / PR", "Reclamação 23 . 457 / PR", "Inquérito 4 . 130", "Rcl 10 . 615 - AgR", "Rcl 4 . 381 - AgR", "RCL 31239 AGR / PR", "Rcl 23 . 357 - ED", "Rcl 23 . 357 - ED", "Rcl 28070 AgR", "RTJ 134 / 1033", "Rcl 4 . 381 - AgR", "Rcl 28070 AgR", "Rcl 4 . 381 - AgR", "Rcl 23 . 310 - AgR", "Rcl 6 . 581 - AgR", "Rcl 23 . 310 - AgR", "Rcl 6 . 581 - AgR", "Rcl 22 . 048 - ED", "RCL 31239", "Rcl 22 . 048 - ED", "RECLAMAÇÃO 31 . 239", "RECLAMAÇÃO 31 . 239" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 103 - A , § 3 . . . , ambos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 , V , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 , V , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 - A , § 3 . . . , ambos da Constituição Federal", "LEI 8 . 038 / 90", "Código de Processo Civil / 73", "CRFB", "/", "1988 , arts . 102 , I , l , e 103 - A , § 3 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 - A , § 3 . . . , ambos da Constituição Federal", "LEI 8 . 038 / 90", "Código de Processo Civil / 73", "CRFB", "/", "1988 , arts . 102 , I , l ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 1 . 030 do Código de Processo Civil", "art . 932 , inc . III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 1 . 030 do Código de Processo Civil", "art . 932 , inc . III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil de 1973", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 544 do Código de Processo Civil de 1973", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 038 / 90", "Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 038 / 90", "Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Constitucional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Constitucional", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça Paranaense .", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça Paranaense", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "FUX", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "TJPR", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "TJPR", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL", "PROCURADORIA", "-", "GERAL DA REPÚBLICA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PR", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "-", "GERAL DA REPÚBLICA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "LAERCIO MAURO BIESDORF", "ALEXANDRE MORETTO", "DOUGLAS SABATINI", "Alexandre de Moraes", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LAERCIO MAURO BIESDORF", "ALEXANDRE MORETTO", "DOUGLAS SABATINI", "LUIZ FUX", "LAERCIO MAURO BIESDORF", "ALEXANDRE MORETTO", "DOUGLAS SABATINI DABUL", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "Roberto Barroso", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "LUIZ", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "Celso de Mello", "ALEXANDRE DE MORAES", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LAERCIO MAURO BIESDORF", "ALEXANDRE MORETTO", "DOUGLAS SABATINI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "LUIZ FUX", "LAERCIO MAURO BIESDORF", "ALEXANDRE MORETTO", "DOUGLAS SABATINI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "14", "/", "12", "/", "2017", "05", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "08", "/", "2016", "19", "a", "25", "/", "10", "/", "2018", "26 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "08", "/", "2016", "19 a 25", "/", "10", "/", "2018", "26 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2017", "31", ".", "3", ".", "2016", "14", ".", "6", ".", "2013", "5", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2017", "31", ".", "3", ".", "2016", "14", ".", "6", ".", "2013", "5", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "08", "/", "2016", "01", "/", "03", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "08", "/", "2016", "01", "/", "03", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "2016", "01", "/", "12", "/", "2017", "13", "-", "12", "-", "2017", "14", "-", "12", "-", "2017", "5", "/", "8", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "2016", "01", "/", "12", "/", "2017", "13", "-", "12", "-", "2017", "14", "-", "12", "-", "2017", "5", "/", "8", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "08", "/", "2016", "25", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "08", "/", "2016", "25", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "08", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "08", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", 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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZEN S.A. INDUSTRIA METALURGICA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCENTIVO FISCAL. REVOGAÇÃO. MAJORAÇÃO INDIRETA. ANTERIORIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal concebe que não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 384F-81C8-331E-AC2F e senha D7F9-FCD6-D4F3-C57A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZEN S.A. INDUSTRIA METALURGICA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. REINTEGRA. APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS. DECRETO Nº 8.415/2015. REDUÇÃO DA ALÍQUOTA DE 3% PARA 1%. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO. A Lei 13.043/2014 (REINTEGRA) consubstanciou a possibilidade de tomada de crédito de PIS e de COFINS sobre a receita auferida com as exportações, ao percentual inicial de 3% (estabelecido pelo Decreto 8.304/2014) posteriormente revogado pelo Decreto 8.415/2015. A alteração do REINTEGRA não constitui instituição ou majoração de tributos, e sim mera alteração do beneficio fiscal que autoriza aos contribuintes a reintegração de custos tributários federais residuais existentes nas suas cadeiras de produção, não se sujeitando, pois, ao princípio da anterioridade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZEN S.A. INDUSTRIA METALURGICA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. REINTEGRA. APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS. DECRETO Nº 8.415/2015. REDUÇÃO DA ALÍQUOTA DE 3% PARA 1%. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO. A Lei 13.043/2014 (REINTEGRA) consubstanciou a possibilidade de tomada de crédito de PIS e de COFINS sobre a receita auferida com as exportações, ao percentual inicial de 3% (estabelecido pelo Decreto 8.304/2014) posteriormente revogado pelo Decreto 8.415/2015. A alteração do REINTEGRA não constitui instituição ou majoração de tributos, e sim mera alteração do beneficio fiscal que autoriza aos contribuintes a reintegração de custos tributários federais residuais existentes nas suas cadeiras de produção, não se sujeitando, pois, ao princípio da anterioridade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 1053254 AGR / RS nonagesimal” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 150, III, e 195, §6º, da Carta. A parte recorrente sustenta violação à anterioridade nonagesimal ao argumento de que o decreto 8.415/2015 alterou as alíquotas do decreto anteriormente vigente (8.304/2014) para a tomada de créditos, passando a prever a diminuição do percentual de crédito dos contribuintes. O decreto 8.415/2015 trouxe a possibilidade de sua aplicação de modo retroativo, o que não se encaixa com a melhor aplicação do princípio da segurança jurídica e sua interpretação subjetiva trazida pelo princípio da proteção à confiança. Aduz que metas de ajuste fiscal não legitimam a violação à segurança jurídica dos contribuintes. Defende que um ato normativo que reduz ou extingue benefício fiscal aumenta, indiretamente, o tributo, o que viola o princípio da anterioridade nonagesimal. A pretensão recursal merece prosperar, tendo em vista que o acórdão recorrido está em desconformidade com recente jurisprudência desta Corte. Com base na ADI nº 2.325/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, restou firmado posicionamento no sentido de que não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais. A questão foi apreciada pela Primeira Turma e o entendimento firmado foi no sentido da necessidade de observância da anterioridade, como se vê da ementa do julgado: ’IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – DECRETOS Nº 39.596 E Nº 39.697, DE 1999, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL – PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE – DEVER DE OBSERVÂNCIA – PRECEDENTES. Promovido aumento indireto do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Supremo Tribunal Federal RE 1053254 AGR / RS nonagesimal” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 150, III, e 195, §6º, da Carta. A parte recorrente sustenta violação à anterioridade nonagesimal ao argumento de que o decreto 8.415/2015 alterou as alíquotas do decreto anteriormente vigente (8.304/2014) para a tomada de créditos, passando a prever a diminuição do percentual de crédito dos contribuintes. O decreto 8.415/2015 trouxe a possibilidade de sua aplicação de modo retroativo, o que não se encaixa com a melhor aplicação do princípio da segurança jurídica e sua interpretação subjetiva trazida pelo princípio da proteção à confiança. Aduz que metas de ajuste fiscal não legitimam a violação à segurança jurídica dos contribuintes. Defende que um ato normativo que reduz ou extingue benefício fiscal aumenta, indiretamente, o tributo, o que viola o princípio da anterioridade nonagesimal. A pretensão recursal merece prosperar, tendo em vista que o acórdão recorrido está em desconformidade com recente jurisprudência desta Corte. Com base na ADI nº 2.325/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, restou firmado posicionamento no sentido de que não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais. A questão foi apreciada pela Primeira Turma e o entendimento firmado foi no sentido da necessidade de observância da anterioridade, como se vê da ementa do julgado: ’IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – DECRETOS Nº 39.596 E Nº 39.697, DE 1999, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL – PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE – DEVER DE OBSERVÂNCIA – PRECEDENTES. Promovido aumento indireto do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1053254 AGR / RS Serviços – ICMS por meio da revogação de benefício fiscal, surge o dever de observância ao princípio da anterioridade, geral e nonagesimal, constante das alíneas “b” e “c” do inciso III do artigo 150, da Carta. Precedente – Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2.325/DF, de minha relatoria, julgada em 23 de setembro de 2004. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.’ (RE nº 564.225/RS – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 18/11/14) No mesmo sentido as seguintes decisões monocráticas: RE 970955 / SC, Rel. Min. Dias Toffoli; RE nº 775.181/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; RE nº 1026463/RS, Rel. Min. Rosa Weber; ARE nº 985.209/RO, Rel. Min. Marco Aurélio. Diante do exposto, com base no art. 932, V, do CPC/2015 e no art. 21, § 2º, do RI/STF, dou provimento ao recurso”. 2. A parte agravante requer a reconsideração da decisão. Sustenta que: (i) pela especificidade do caso, a mitigação ou a revogação de benefício fiscal não atrai a regra da anterioridade; (ii) é inaplicável à hipótese o caso do RE 564.225/RS, uma vez que no caso dos autos não haveria majoração do tributo, nem sequer de forma indireta, mas apenas a modificação do incentivo concedido; (iii) para aplicar a anterioridade à majoração indireta de tributos decorrente de revogação de benefícios fiscais seria necessário: a) identificar a espécie de benefício fiscal (isenção ou subvenção) b) avaliar se houve a majoração – mesmo indireta – do tributo, o que não teria ocorrido no caso em exame. 3. Sustenta, ainda, que existem precedentes desta Corte no sentido de que a revisão ou extinção de um benefício fiscal, em se tratando de política econômica, pode ser revista a qualquer momento pelo Estado de modo que não estaria restrita à observância dos princípios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Supremo Tribunal Federal RE 1053254 AGR / RS Serviços – ICMS por meio da revogação de benefício fiscal, surge o dever de observância ao princípio da anterioridade, geral e nonagesimal, constante das alíneas “b” e “c” do inciso III do artigo 150, da Carta. Precedente – Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2.325/DF, de minha relatoria, julgada em 23 de setembro de 2004. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.’ (RE nº 564.225/RS – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 18/11/14) No mesmo sentido as seguintes decisões monocráticas: RE 970955 / SC, Rel. Min. Dias Toffoli; RE nº 775.181/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; RE nº 1026463/RS, Rel. Min. Rosa Weber; ARE nº 985.209/RO, Rel. Min. Marco Aurélio. Diante do exposto, com base no art. 932, V, do CPC/2015 e no art. 21, § 2º, do RI/STF, dou provimento ao recurso”. 2. A parte agravante requer a reconsideração da decisão. Sustenta que: (i) pela especificidade do caso, a mitigação ou a revogação de benefício fiscal não atrai a regra da anterioridade; (ii) é inaplicável à hipótese o caso do RE 564.225/RS, uma vez que no caso dos autos não haveria majoração do tributo, nem sequer de forma indireta, mas apenas a modificação do incentivo concedido; (iii) para aplicar a anterioridade à majoração indireta de tributos decorrente de revogação de benefícios fiscais seria necessário: a) identificar a espécie de benefício fiscal (isenção ou subvenção) b) avaliar se houve a majoração – mesmo indireta – do tributo, o que não teria ocorrido no caso em exame. 3. Sustenta, ainda, que existem precedentes desta Corte no sentido de que a revisão ou extinção de um benefício fiscal, em se tratando de política econômica, pode ser revista a qualquer momento pelo Estado de modo que não estaria restrita à observância dos princípios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 1053254 AGR / RS constitucionais da anterioridade e da irretroatividade. Cita dois processos julgados pela Primeira Turma, o AI 783.509-AgR e RE 562.669-AgR/MG, julgados respectivamente em 2010 e 2011 e, também outro do ano de 2010 cuja relatora para acórdão foi a Minisra Cármen Lúcia, o RE 545308. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Supremo Tribunal Federal RE 1053254 AGR / RS constitucionais da anterioridade e da irretroatividade. Cita dois processos julgados pela Primeira Turma, o AI 783.509-AgR e RE 562.669-AgR/MG, julgados respectivamente em 2010 e 2011 e, também outro do ano de 2010 cuja relatora para acórdão foi a Minisra Cármen Lúcia, o RE 545308. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal concebe que não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais, conforme exarado na ADI n° 2.325/DF, Rel. Min. Marco Aurélio. 4. A controvérsia foi apreciada por ambas as Turmas e o entendimento firmado foi no sentido da necessidade de observância da anterioridade. Confiram-se precedentes de ambas as Turmas: “IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – DECRETOS Nº 39.596 E Nº 39.697, DE 1999, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL – PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE – DEVER DE OBSERVÂNCIA – PRECEDENTES. Promovido aumento indireto do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS por meio da revogação de benefício fiscal, surge o dever de observância ao princípio da anterioridade, geral e nonagesimal, constante das alíneas “b” e “c” do inciso III do artigo 150, da Carta. Precedente – Medida Cautelar na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E3-5AD1-4BDF-749A e senha 7F8C-982B-F8E5-5844 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal concebe que não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais, conforme exarado na ADI n° 2.325/DF, Rel. Min. Marco Aurélio. 4. A controvérsia foi apreciada por ambas as Turmas e o entendimento firmado foi no sentido da necessidade de observância da anterioridade. Confiram-se precedentes de ambas as Turmas: “IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – DECRETOS Nº 39.596 E Nº 39.697, DE 1999, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL – PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE – DEVER DE OBSERVÂNCIA – PRECEDENTES. Promovido aumento indireto do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS por meio da revogação de benefício fiscal, surge o dever de observância ao princípio da anterioridade, geral e nonagesimal, constante das alíneas “b” e “c” do inciso III do artigo 150, da Carta. Precedente – Medida Cautelar na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E3-5AD1-4BDF-749A e senha 7F8C-982B-F8E5-5844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1053254 AGR / RS Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2.325/DF, de minha relatoria, julgada em 23 de setembro de 2004. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.” (RE 564.225/RS – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. REINTEGRA. REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. 1. A alteração no programa fiscal REINTEGRA, por acarretar indiretamente a majoração de tributos, deve respeitar o princípio da anterioridade nonagesimal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa e majoração de honorários advocatícios, nos termos dos arts. 85, §11, e 1.021, § 5º, do CPC.” (RE 1.091.378-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Edson Fachin) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E3-5AD1-4BDF-749A e senha 7F8C-982B-F8E5-5844 Supremo Tribunal Federal RE 1053254 AGR / RS Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2.325/DF, de minha relatoria, julgada em 23 de setembro de 2004. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.” (RE 564.225/RS – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. REINTEGRA. REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. 1. A alteração no programa fiscal REINTEGRA, por acarretar indiretamente a majoração de tributos, deve respeitar o princípio da anterioridade nonagesimal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa e majoração de honorários advocatícios, nos termos dos arts. 85, §11, e 1.021, § 5º, do CPC.” (RE 1.091.378-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Edson Fachin) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E3-5AD1-4BDF-749A e senha 7F8C-982B-F8E5-5844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : ZEN S.A. INDUSTRIA METALURGICA ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 1796A/MG, 15429- A/MS, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0A2-D1F1-66FF-6C12 e senha 3DFC-AFB7-018A-43B6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : ZEN S.A. INDUSTRIA METALURGICA ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 1796A/MG, 15429- A/MS, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0A2-D1F1-66FF-6C12 e senha 3DFC-AFB7-018A-43B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748643445
2018-10-26T00:00:00
2018-11-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCENTIVO FISCAL. REVOGAÇÃO. MAJORAÇÃO INDIRETA. ANTERIORIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal concebe que não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur394265
- Acórdão(s) citado(s): (REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL, ANTERIORIDADE NONAGESIMAL) ADI 2325 MC (TP), RE 564225 AgR (1ªT), RE 1091378 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 30/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1053254
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1053254 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ZEN S.A. INDUSTRIA METALURGICA ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZEN S.A. INDUSTRIA METALURGICA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCENTIVO FISCAL. REVOGAÇÃO. MAJORAÇÃO INDIRETA. ANTERIORIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal concebe que não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 384F-81C8-331E-AC2F e senha D7F9-FCD6-D4F3-C57A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZEN S.A. INDUSTRIA METALURGICA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. REINTEGRA. APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS. DECRETO n 8.415/2015. REDUÇÃO DA ALÍQUOTA DE 3% PARA 1%. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO. A Lei 13.043/2014 (REINTEGRA) consubstanciou a possibilidade de tomada de crédito de PIS e de COFINS sobre a receita auferida com as exportações, ao percentual inicial de 3% (estabelecido pelo Decreto 8.304/2014) posteriormente revogado pelo Decreto 8.415/2015. A alteração do REINTEGRA não constitui instituição ou majoração de tributos, e sim mera alteração do beneficio fiscal que autoriza aos contribuintes a reintegração de custos tributários federais residuais existentes nas suas cadeiras de produção, não se sujeitando, pois, ao princípio da anterioridade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZEN S.A. INDUSTRIA METALURGICA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. REINTEGRA. APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS. DECRETO n 8.415/2015. REDUÇÃO DA ALÍQUOTA DE 3% PARA 1%. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO. A Lei 13.043/2014 (REINTEGRA) consubstanciou a possibilidade de tomada de crédito de PIS e de COFINS sobre a receita auferida com as exportações, ao percentual inicial de 3% (estabelecido pelo Decreto 8.304/2014) posteriormente revogado pelo Decreto 8.415/2015. A alteração do REINTEGRA não constitui instituição ou majoração de tributos, e sim mera alteração do beneficio fiscal que autoriza aos contribuintes a reintegração de custos tributários federais residuais existentes nas suas cadeiras de produção, não se sujeitando, pois, ao princípio da anterioridade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS nonagesimal” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 150, III, e 195, §6..., da Carta. A parte recorrente sustenta violação à anterioridade nonagesimal ao argumento de que o decreto 8.415/2015 alterou as alíquotas do decreto anteriormente vigente (8.304/2014) para a tomada de créditos, passando a prever a diminuição do percentual de crédito dos contribuintes. O decreto 8.415/2015 trouxe a possibilidade de sua aplicação de modo retroativo, o que não se encaixa com a melhor aplicação do princípio da segurança jurídica e sua interpretação subjetiva trazida pelo princípio da proteção à confiança. Aduz que metas de ajuste fiscal não legitimam a violação à segurança jurídica dos contribuintes. Defende que um ato normativo que reduz ou extingue benefício fiscal aumenta, indiretamente, o tributo, o que viola o princípio da anterioridade nonagesimal. A pretensão recursal merece prosperar, tendo em vista que o acórdão recorrido está em desconformidade com recente jurisprudência desta Corte. Com base na ADI n 2.325/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, restou firmado posicionamento no sentido de que não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais. A questão foi apreciada pela Primeira Turma e o entendimento firmado foi no sentido da necessidade de observância da anterioridade, como se vê da ementa do julgado: ’IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – DECRETOS n 39.596 E n 39.697, DE 1999, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL – PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE – DEVER DE OBSERVÂNCIA – PRECEDENTES. Promovido aumento indireto do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS nonagesimal” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 150, III, e 195, §6..., da Carta. A parte recorrente sustenta violação à anterioridade nonagesimal ao argumento de que o decreto 8.415/2015 alterou as alíquotas do decreto anteriormente vigente (8.304/2014) para a tomada de créditos, passando a prever a diminuição do percentual de crédito dos contribuintes. O decreto 8.415/2015 trouxe a possibilidade de sua aplicação de modo retroativo, o que não se encaixa com a melhor aplicação do princípio da segurança jurídica e sua interpretação subjetiva trazida pelo princípio da proteção à confiança. Aduz que metas de ajuste fiscal não legitimam a violação à segurança jurídica dos contribuintes. Defende que um ato normativo que reduz ou extingue benefício fiscal aumenta, indiretamente, o tributo, o que viola o princípio da anterioridade nonagesimal. A pretensão recursal merece prosperar, tendo em vista que o acórdão recorrido está em desconformidade com recente jurisprudência desta Corte. Com base na ADI n 2.325/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, restou firmado posicionamento no sentido de que não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais. A questão foi apreciada pela Primeira Turma e o entendimento firmado foi no sentido da necessidade de observância da anterioridade, como se vê da ementa do julgado: ’IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – DECRETOS n 39.596 E n 39.697, DE 1999, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL – PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE – DEVER DE OBSERVÂNCIA – PRECEDENTES. Promovido aumento indireto do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS Serviços – ICMS por meio da revogação de benefício fiscal, surge o dever de observância ao princípio da anterioridade, geral e nonagesimal, constante das alíneas “b” e “c” do inciso III do artigo 150, da Carta. Precedente – Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 2.325/DF, de minha relatoria, julgada em 23 de setembro de 2004. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil.’ (Recurso Extraordinário n 564.225/RS – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 18/11/14) No mesmo sentido as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário 970955 / SC, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário n 775.181/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário n 1026463/RS, Rel. Min. Rosa Weber; ARE n 985.209/RO, Rel. Min. Marco Aurélio. Diante do exposto, com base no art. 932, V, do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, § 2..., do RI/Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao recurso”. 2. A parte agravante requer a reconsideração da decisão. Sustenta que: (i) pela especificidade do caso, a mitigação ou a revogação de benefício fiscal não atrai a regra da anterioridade; (ii) é inaplicável à hipótese o caso do Recurso Extraordinário 564.225/RS, uma vez que no caso dos autos não haveria majoração do tributo, nem sequer de forma indireta, mas apenas a modificação do incentivo concedido; (iii) para aplicar a anterioridade à majoração indireta de tributos decorrente de revogação de benefícios fiscais seria necessário: a) identificar a espécie de benefício fiscal (isenção ou subvenção) b) avaliar se houve a majoração – mesmo indireta – do tributo, o que não teria ocorrido no caso em exame. 3. Sustenta, ainda, que existem precedentes desta Corte no sentido de que a revisão ou extinção de um benefício fiscal, em se tratando de política econômica, pode ser revista a qualquer momento pelo Estado de modo que não estaria restrita à observância dos princípios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS Serviços – ICMS por meio da revogação de benefício fiscal, surge o dever de observância ao princípio da anterioridade, geral e nonagesimal, constante das alíneas “b” e “c” do inciso III do artigo 150, da Carta. Precedente – Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 2.325/DF, de minha relatoria, julgada em 23 de setembro de 2004. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil.’ (Recurso Extraordinário n 564.225/RS – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 18/11/14) No mesmo sentido as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário 970955 / SC, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário n 775.181/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário n 1026463/RS, Rel. Min. Rosa Weber; ARE n 985.209/RO, Rel. Min. Marco Aurélio. Diante do exposto, com base no art. 932, V, do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, § 2..., do RI/Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao recurso”. 2. A parte agravante requer a reconsideração da decisão. Sustenta que: (i) pela especificidade do caso, a mitigação ou a revogação de benefício fiscal não atrai a regra da anterioridade; (ii) é inaplicável à hipótese o caso do Recurso Extraordinário 564.225/RS, uma vez que no caso dos autos não haveria majoração do tributo, nem sequer de forma indireta, mas apenas a modificação do incentivo concedido; (iii) para aplicar a anterioridade à majoração indireta de tributos decorrente de revogação de benefícios fiscais seria necessário: a) identificar a espécie de benefício fiscal (isenção ou subvenção) b) avaliar se houve a majoração – mesmo indireta – do tributo, o que não teria ocorrido no caso em exame. 3. Sustenta, ainda, que existem precedentes desta Corte no sentido de que a revisão ou extinção de um benefício fiscal, em se tratando de política econômica, pode ser revista a qualquer momento pelo Estado de modo que não estaria restrita à observância dos princípios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS constitucionais da anterioridade e da irretroatividade. Cita dois processos julgados pela Primeira Turma, o AI 783.509-AgR e Recurso Extraordinário 562.669-AgR/MG, julgados respectivamente em 2010 e 2011 e, também outro do ano de 2010 cuja relatora para acórdão foi a Minisra Cármen Lúcia, o Recurso Extraordinário 545308. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS constitucionais da anterioridade e da irretroatividade. Cita dois processos julgados pela Primeira Turma, o AI 783.509-AgR e Recurso Extraordinário 562.669-AgR/MG, julgados respectivamente em 2010 e 2011 e, também outro do ano de 2010 cuja relatora para acórdão foi a Minisra Cármen Lúcia, o Recurso Extraordinário 545308. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDEB-D31E-D621-FA37 e senha 9461-D81A-6595-D13C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal concebe que não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais, conforme exarado na ADI n 2.325/DF, Rel. Min. Marco Aurélio. 4. A controvérsia foi apreciada por ambas as Turmas e o entendimento firmado foi no sentido da necessidade de observância da anterioridade. Confiram-se precedentes de ambas as Turmas: “IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – DECRETOS n 39.596 E n 39.697, DE 1999, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL – PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE – DEVER DE OBSERVÂNCIA – PRECEDENTES. Promovido aumento indireto do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS por meio da revogação de benefício fiscal, surge o dever de observância ao princípio da anterioridade, geral e nonagesimal, constante das alíneas “b” e “c” do inciso III do artigo 150, da Carta. Precedente – Medida Cautelar na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E3-5AD1-4BDF-749A e senha 7F8C-982B-F8E5-5844 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal concebe que não apenas a majoração direta de tributos atrai a eficácia da anterioridade nonagesimal, mas também a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais, conforme exarado na ADI n 2.325/DF, Rel. Min. Marco Aurélio. 4. A controvérsia foi apreciada por ambas as Turmas e o entendimento firmado foi no sentido da necessidade de observância da anterioridade. Confiram-se precedentes de ambas as Turmas: “IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – DECRETOS n 39.596 E n 39.697, DE 1999, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL – PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE – DEVER DE OBSERVÂNCIA – PRECEDENTES. Promovido aumento indireto do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS por meio da revogação de benefício fiscal, surge o dever de observância ao princípio da anterioridade, geral e nonagesimal, constante das alíneas “b” e “c” do inciso III do artigo 150, da Carta. Precedente – Medida Cautelar na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E3-5AD1-4BDF-749A e senha 7F8C-982B-F8E5-5844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS Ação Direta de Inconstitucionalidade n 2.325/DF, de minha relatoria, julgada em 23 de setembro de 2004. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil.” (Recurso Extraordinário 564.225/RS – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. REINTEGRA. REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. 1. A alteração no programa fiscal REINTEGRA, por acarretar indiretamente a majoração de tributos, deve respeitar o princípio da anterioridade nonagesimal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa e majoração de honorários advocatícios, nos termos dos arts. 85, §11, e 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil.” (Recurso Extraordinário 1.091.378-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Edson Fachin) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E3-5AD1-4BDF-749A e senha 7F8C-982B-F8E5-5844 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS Ação Direta de Inconstitucionalidade n 2.325/DF, de minha relatoria, julgada em 23 de setembro de 2004. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil.” (Recurso Extraordinário 564.225/RS – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. REINTEGRA. REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. 1. A alteração no programa fiscal REINTEGRA, por acarretar indiretamente a majoração de tributos, deve respeitar o princípio da anterioridade nonagesimal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa e majoração de honorários advocatícios, nos termos dos arts. 85, §11, e 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil.” (Recurso Extraordinário 1.091.378-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Edson Fachin) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E3-5AD1-4BDF-749A e senha 7F8C-982B-F8E5-5844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : ZEN S.A. INDUSTRIA METALURGICA ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 1796A/MG, 15429- A/MS, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0A2-D1F1-66FF-6C12 e senha 3DFC-AFB7-018A-43B6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.053.254 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : ZEN S.A. INDUSTRIA METALURGICA ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 1796A/MG, 15429- A/MS, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0A2-D1F1-66FF-6C12 e senha 3DFC-AFB7-018A-43B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 053 . 254", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 053 . 254", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 053 . 254", "Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS", "ADI n 2 . 325 / DF", "Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS", "ADI n 2 . 325 / DF", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 2 . 325 / DF", "Recurso Extraordinário n 564 . 225 / RS", "Recurso Extraordinário 970955 / SC", "Recurso Extraordinário n 775 . 181 / SC", "Recurso Extraordinário n 1026463 / RS", "ARE n 985 . 209 / RO", "Recurso Extraordinário 564 . 225 / RS", "Recurso", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 2 . 325 / DF", "Recurso Extraordinário n 564 . 225 / RS –", "Recurso Extraordinário 970955 / SC", "Recurso Extraordinário n 775 . 181 / SC", "Recurso Extraordinário n 1026463 / RS", "ARE n 985 . 209 / RO", "Recurso Extraordinário 564 . 225 / RS", "Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS", "AI 783 . 509 - AgR", "Recurso Extraordinário 562 . 669 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 545308 . 4", "Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS", "AI 783 . 509 - AgR", "Recurso Extraordinário 562 . 669 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 545308 .", "ADI n 2 . 325 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 053 . 254", "ADI n 2 . 325 / DF", "Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 2 . 325 / DF", "Recurso Extraordinário 564 . 225 / RS – AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 091 . 378 - AgR", "Recurso Extraordinário 1053254 AGR / RS", "de Inconstitucionalidade n 2 . 325 / DF", "Recurso Extraordinário 564 . 225 / RS", "Recurso Extraordinário 1 . 091 . 378 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 053 . 254" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO n 8 . 415 / 2015", "Lei 13 . 043 / 2014", "Decreto 8 . 304 / 2014", "Decreto 8 . 415 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO n 8 . 415 / 2015", "Lei 13 . 043 / 2014", "Decreto 8 . 304 / 2014", "Decreto 8 . 415 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 150 , III , e 195 , § 6 . . . , da Carta", "decreto 8 . 415 / 2015", "8", ".", "304", "/", "2014", "decreto 8 . 415 / 2015", "DECRETOS n 39 . 596", "n 39 . 697", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 150 , III , e 195 , § 6 . . . , da Carta", "decreto 8 . 415 / 2015", "decreto 8 . 415 / 2015", "DECRETOS n 39 . 596", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alíneas", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil .", "art . 932 , V , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 21 , § 2 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil .", "art . 932 , V , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 21 , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETOS n 39 . 596", "n 39 . 697", "alíneas “ b ” e “ c ” do inciso III do artigo 150 , da Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETOS n 39 . 596", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "arts . 85 , § 11 , e 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil .", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do", "artigo 557 do Código de Processo Civil .", "arts . 85 , § 11 , e 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "ZEN S . 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INDUSTRIA METALURGICA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "ZEN S . A . INDUSTRIA METALURGICA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ZEN", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "ROBERTO BARROSO", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "19 a 25 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de setembro de 2004", "18", "/", "11", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de setembro de 2004", "18", "/", "11", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "2011", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "2011", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de setembro de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de setembro de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO ELISEU PEREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO ADV.(A/S) :IMILIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. DIREITO ADQUIRIDO. RECONHECIMENTO. PRECEDENTES. 1. O acórdão do Tribunal de origem está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, em reconhecimento do direito adquirido ao melhor benefício, ainda que sob a vigência de uma mesma lei, teria o segurado direito a eleger o benefício mais vantajoso. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C3-AB26-1097-A510 e senha CB92-E710-DB7C-87D6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO ELISEU PEREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO ADV.(A/S) :IMILIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática que negou provimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. 1. De acordo com decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento, submetido à sistemática da repercussão geral, do RE nº 630.501, o segurado do regime geral de previdência social tem direito adquirido ao benefício calculado de modo mais vantajoso, sob a vigência da mesma lei, consideradas todas as datas em que o direito poderia ter sido exercido, desde quando preenchidos os requisitos para a jubilação. 2. O Supremo Tribunal Federal reconheceu repercussão geral à questão da constitucionalidade do uso da Taxa Referencial (TR) e dos juros da caderneta de poupança para o cálculo das dívidas da Fazenda Pública, e vem determinando, por meio de sucessivas reclamações, e até que sobrevenha decisão específica, a manutenção da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO ELISEU PEREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO ADV.(A/S) :IMILIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática que negou provimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. 1. De acordo com decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento, submetido à sistemática da repercussão geral, do RE nº 630.501, o segurado do regime geral de previdência social tem direito adquirido ao benefício calculado de modo mais vantajoso, sob a vigência da mesma lei, consideradas todas as datas em que o direito poderia ter sido exercido, desde quando preenchidos os requisitos para a jubilação. 2. O Supremo Tribunal Federal reconheceu repercussão geral à questão da constitucionalidade do uso da Taxa Referencial (TR) e dos juros da caderneta de poupança para o cálculo das dívidas da Fazenda Pública, e vem determinando, por meio de sucessivas reclamações, e até que sobrevenha decisão específica, a manutenção da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 1156918 AGR / RS aplicação da Lei nº 11.960/2009 para este fim, ressalvando apenas os débitos já inscritos em precatório, cuja atualização deverá observar o decidido nas ADIs 4.357 e 4.425 e respectiva modulação de efeitos. Com o propósito de manter coerência com as recentes decisões, deverão ser adotados, no presente momento, os critérios de atualização e de juros estabelecidos no art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997, na redação dada pela Lei nº 11.960/2009, sem prejuízo de que se observe, quando da liquidação, o que vier a ser decidido, com efeitos expansivos, pelo Supremo Tribunal Federal.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXVI; e 202 da CF. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que o acórdão recorrido está alinhado com o entendimento assentado no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que, ao apreciar o ARE 808.107, Rel. Min. Teori Zavascki, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria em discussão neste processo (Tema 728). Ademais, o STF já decidiu que a definição de critérios para assegurar o reajustamento dos benefícios, de modo a preservar o seu valor real, trata-se de matéria infraconstitucional (AI 543.804-AgR, Relª. Minª. Ellen Gracie). Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, c/c o art. 1.042, § 5º, do CPC/2015, e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao recorrente, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Supremo Tribunal Federal RE 1156918 AGR / RS aplicação da Lei nº 11.960/2009 para este fim, ressalvando apenas os débitos já inscritos em precatório, cuja atualização deverá observar o decidido nas ADIs 4.357 e 4.425 e respectiva modulação de efeitos. Com o propósito de manter coerência com as recentes decisões, deverão ser adotados, no presente momento, os critérios de atualização e de juros estabelecidos no art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997, na redação dada pela Lei nº 11.960/2009, sem prejuízo de que se observe, quando da liquidação, o que vier a ser decidido, com efeitos expansivos, pelo Supremo Tribunal Federal.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXVI; e 202 da CF. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que o acórdão recorrido está alinhado com o entendimento assentado no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que, ao apreciar o ARE 808.107, Rel. Min. Teori Zavascki, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria em discussão neste processo (Tema 728). Ademais, o STF já decidiu que a definição de critérios para assegurar o reajustamento dos benefícios, de modo a preservar o seu valor real, trata-se de matéria infraconstitucional (AI 543.804-AgR, Relª. Minª. Ellen Gracie). Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, c/c o art. 1.042, § 5º, do CPC/2015, e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao recorrente, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 1156918 AGR / RS 2. A parte agravante reitera os fundamentos expostos no recurso extraordinário. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Supremo Tribunal Federal RE 1156918 AGR / RS 2. A parte agravante reitera os fundamentos expostos no recurso extraordinário. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar o RE 630.501, submetido ao regime da repercussão geral, entendeu que, em reconhecimento do direito adquirido ao melhor benefício, ainda que sob a vigência de uma mesma lei, teria o segurado direito a eleger o benefício mais vantajoso. Veja-se a ementa do referido julgado: “APOSENTADORIA – PROVENTOS – CÁLCULO. Cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais. Considerações sobre o instituto do direito adquirido, na voz abalizada da relatora – ministra Ellen Gracie –, subscritas pela maioria”. 4. Quanto à atualização do salário de contribuição, o Tribunal de origem assentou que “os salários de contribuição que integrarão o novo período básico de cálculo (PBC) deverão ser atualizados até a data em que reconhecido o direito adquirido, apurando-se nessa data a renda mensal inicial (RMI)”. Para divergir desse entendimento seria necessária a interpretação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB9-FC62-F65C-9520 e senha DFFC-8F9B-C410-3DC7 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar o RE 630.501, submetido ao regime da repercussão geral, entendeu que, em reconhecimento do direito adquirido ao melhor benefício, ainda que sob a vigência de uma mesma lei, teria o segurado direito a eleger o benefício mais vantajoso. Veja-se a ementa do referido julgado: “APOSENTADORIA – PROVENTOS – CÁLCULO. Cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais. Considerações sobre o instituto do direito adquirido, na voz abalizada da relatora – ministra Ellen Gracie –, subscritas pela maioria”. 4. Quanto à atualização do salário de contribuição, o Tribunal de origem assentou que “os salários de contribuição que integrarão o novo período básico de cálculo (PBC) deverão ser atualizados até a data em que reconhecido o direito adquirido, apurando-se nessa data a renda mensal inicial (RMI)”. Para divergir desse entendimento seria necessária a interpretação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB9-FC62-F65C-9520 e senha DFFC-8F9B-C410-3DC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1156918 AGR / RS da legislação infraconstitucional, e, ainda, o reexame dos fatos e provas dos autos, operações vedadas em recurso extraordinário. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB9-FC62-F65C-9520 e senha DFFC-8F9B-C410-3DC7 Supremo Tribunal Federal RE 1156918 AGR / RS da legislação infraconstitucional, e, ainda, o reexame dos fatos e provas dos autos, operações vedadas em recurso extraordinário. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB9-FC62-F65C-9520 e senha DFFC-8F9B-C410-3DC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTONIO ELISEU PEREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : VILMAR LOURENCO (33559/RS, 38701-A/SC) ADV.(A/S) : IMILIA DE SOUZA (36024/RS, 38681-A/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8BB-77E4-BDAF-CADF e senha 0325-5B01-E3D3-6D98 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTONIO ELISEU PEREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : VILMAR LOURENCO (33559/RS, 38701-A/SC) ADV.(A/S) : IMILIA DE SOUZA (36024/RS, 38681-A/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8BB-77E4-BDAF-CADF e senha 0325-5B01-E3D3-6D98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748643467
2018-10-26T00:00:00
2018-11-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. DIREITO ADQUIRIDO. RECONHECIMENTO. PRECEDENTES. 1. O acórdão do Tribunal de origem está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, em reconhecimento do direito adquirido ao melhor benefício, ainda que sob a vigência de uma mesma lei, teria o segurado direito a eleger o benefício mais vantajoso. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur394287
- Acórdão(s) citado(s): (APOSENTADORIA, MELHOR BENEFÍCIO) RE 630501 RG. Número de páginas: 7. Análise: 30/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1156918
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-00098 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1156918 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANTONIO ELISEU PEREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : VILMAR LOURENCO ADV.(A/S) : IMILIA DE SOUZA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO ELISEU PEREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO ADV.(A/S) :IMILIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. DIREITO ADQUIRIDO. RECONHECIMENTO. PRECEDENTES. 1. O acórdão do Tribunal de origem está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, em reconhecimento do direito adquirido ao melhor benefício, ainda que sob a vigência de uma mesma lei, teria o segurado direito a eleger o benefício mais vantajoso. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C3-AB26-1097-A510 e senha CB92-E710-DB7C-87D6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO ELISEU PEREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO ADV.(A/S) :IMILIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática que negou provimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. 1. De acordo com decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento, submetido à sistemática da repercussão geral, do Recurso Extraordinário n 630.501, o segurado do regime geral de previdência social tem direito adquirido ao benefício calculado de modo mais vantajoso, sob a vigência da mesma lei, consideradas todas as datas em que o direito poderia ter sido exercido, desde quando preenchidos os requisitos para a jubilação. 2. O Supremo Tribunal Federal reconheceu repercussão geral à questão da constitucionalidade do uso da Taxa Referencial (TR) e dos juros da caderneta de poupança para o cálculo das dívidas da Fazenda Pública, e vem determinando, por meio de sucessivas reclamações, e até que sobrevenha decisão específica, a manutenção da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTONIO ELISEU PEREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :VILMAR LOURENCO ADV.(A/S) :IMILIA DE SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática que negou provimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. 1. De acordo com decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento, submetido à sistemática da repercussão geral, do Recurso Extraordinário n 630.501, o segurado do regime geral de previdência social tem direito adquirido ao benefício calculado de modo mais vantajoso, sob a vigência da mesma lei, consideradas todas as datas em que o direito poderia ter sido exercido, desde quando preenchidos os requisitos para a jubilação. 2. O Supremo Tribunal Federal reconheceu repercussão geral à questão da constitucionalidade do uso da Taxa Referencial (TR) e dos juros da caderneta de poupança para o cálculo das dívidas da Fazenda Pública, e vem determinando, por meio de sucessivas reclamações, e até que sobrevenha decisão específica, a manutenção da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1156918 AGR / RS aplicação da Lei n 11.960/2009 para este fim, ressalvando apenas os débitos já inscritos em precatório, cuja atualização deverá observar o decidido nas ADIs 4.357 e 4.425 e respectiva modulação de efeitos. Com o propósito de manter coerência com as recentes decisões, deverão ser adotados, no presente momento, os critérios de atualização e de juros estabelecidos no art. 1...-F da Lei n 9.494/1997, na redação dada pela Lei n 11.960/2009, sem prejuízo de que se observe, quando da liquidação, o que vier a ser decidido, com efeitos expansivos, pelo Supremo Tribunal Federal.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXVI; e 202 da Constituição Federal de 1988. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que o acórdão recorrido está alinhado com o entendimento assentado no Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), que, ao apreciar o ARE 808.107, Rel. Min. Teori Zavascki, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria em discussão neste processo (Tema 728). Ademais, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que a definição de critérios para assegurar o reajustamento dos benefícios, de modo a preservar o seu valor real, trata-se de matéria infraconstitucional (AI 543.804-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie). Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, c/c o art. 1.042, § 5..., do Código de Processo Civil/2015, e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao recorrente, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1156918 AGR / RS aplicação da Lei n 11.960/2009 para este fim, ressalvando apenas os débitos já inscritos em precatório, cuja atualização deverá observar o decidido nas ADIs 4.357 e 4.425 e respectiva modulação de efeitos. Com o propósito de manter coerência com as recentes decisões, deverão ser adotados, no presente momento, os critérios de atualização e de juros estabelecidos no art. 1...-F da Lei n 9.494/1997, na redação dada pela Lei n 11.960/2009, sem prejuízo de que se observe, quando da liquidação, o que vier a ser decidido, com efeitos expansivos, pelo Supremo Tribunal Federal.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXVI; e 202 da Constituição Federal de 1988. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que o acórdão recorrido está alinhado com o entendimento assentado no Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), que, ao apreciar o ARE 808.107, Rel. Min. Teori Zavascki, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada e reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria em discussão neste processo (Tema 728). Ademais, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que a definição de critérios para assegurar o reajustamento dos benefícios, de modo a preservar o seu valor real, trata-se de matéria infraconstitucional (AI 543.804-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie). Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, c/c o art. 1.042, § 5..., do Código de Processo Civil/2015, e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao recorrente, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1156918 AGR / RS 2. A parte agravante reitera os fundamentos expostos no recurso extraordinário. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1156918 AGR / RS 2. A parte agravante reitera os fundamentos expostos no recurso extraordinário. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBDB-470F-9714-F1BC e senha 8D71-0278-15F1-1C4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar o Recurso Extraordinário 630.501, submetido ao regime da repercussão geral, entendeu que, em reconhecimento do direito adquirido ao melhor benefício, ainda que sob a vigência de uma mesma lei, teria o segurado direito a eleger o benefício mais vantajoso. Veja-se a ementa do referido julgado: “APOSENTADORIA – PROVENTOS – CÁLCULO. Cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais. Considerações sobre o instituto do direito adquirido, na voz abalizada da relatora – ministra Ellen Gracie –, subscritas pela maioria”. 4. Quanto à atualização do salário de contribuição, o Tribunal de origem assentou que “os salários de contribuição que integrarão o novo período básico de cálculo (PBC) deverão ser atualizados até a data em que reconhecido o direito adquirido, apurando-se nessa data a renda mensal inicial (RMI)”. Para divergir desse entendimento seria necessária a interpretação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB9-FC62-F65C-9520 e senha DFFC-8F9B-C410-3DC7 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O acórdão recorrido está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, ao julgar o Recurso Extraordinário 630.501, submetido ao regime da repercussão geral, entendeu que, em reconhecimento do direito adquirido ao melhor benefício, ainda que sob a vigência de uma mesma lei, teria o segurado direito a eleger o benefício mais vantajoso. Veja-se a ementa do referido julgado: “APOSENTADORIA – PROVENTOS – CÁLCULO. Cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais. Considerações sobre o instituto do direito adquirido, na voz abalizada da relatora – ministra Ellen Gracie –, subscritas pela maioria”. 4. Quanto à atualização do salário de contribuição, o Tribunal de origem assentou que “os salários de contribuição que integrarão o novo período básico de cálculo (PBC) deverão ser atualizados até a data em que reconhecido o direito adquirido, apurando-se nessa data a renda mensal inicial (RMI)”. Para divergir desse entendimento seria necessária a interpretação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB9-FC62-F65C-9520 e senha DFFC-8F9B-C410-3DC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1156918 AGR / RS da legislação infraconstitucional, e, ainda, o reexame dos fatos e provas dos autos, operações vedadas em recurso extraordinário. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB9-FC62-F65C-9520 e senha DFFC-8F9B-C410-3DC7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1156918 AGR / RS da legislação infraconstitucional, e, ainda, o reexame dos fatos e provas dos autos, operações vedadas em recurso extraordinário. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB9-FC62-F65C-9520 e senha DFFC-8F9B-C410-3DC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTONIO ELISEU PEREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : VILMAR LOURENCO (33559/RS, 38701-A/SC) ADV.(A/S) : IMILIA DE SOUZA (36024/RS, 38681-A/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8BB-77E4-BDAF-CADF e senha 0325-5B01-E3D3-6D98 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.156.918 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTONIO ELISEU PEREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : VILMAR LOURENCO (33559/RS, 38701-A/SC) ADV.(A/S) : IMILIA DE SOUZA (36024/RS, 38681-A/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8BB-77E4-BDAF-CADF e senha 0325-5B01-E3D3-6D98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 156 . 918", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 156 . 918", "Recurso Extraordinário n 630 . 501", "Recurso Extraordinário n 630 . 501", "Recurso Extraordinário 1156918 AGR / RS", "ADIs 4 . 357", "4", ".", "425", "ARE 808 . 107", "AI 543 . 804 - AgR", "Recurso Extraordinário 1156918 AGR / RS", "ADIs 4 . 357", "ARE 808 . 107", "AI 543 . 804 - AgR", "Recurso Extraordinário 1156918 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1156918 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 630 . 501", "Recurso Extraordinário 630 . 501", "Recurso Extraordinário 1156918 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1156918 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 ." ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 960 / 2009", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 1997", "Lei n 11 . 960 / 2009", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , XXXVI ; e 202 da Constituição Federal", "art . 932 , IV e VIII , c / c o art . 1 . 042 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 960 / 2009", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 1997", "Lei n 11 . 960 / 2009", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , XXXVI ; e", "202 da Constituição Federal de 1988", "art . 932 , IV e VIII , c / c o art . 1 . 042 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 21 , § 1 . . . , do", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § §", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . 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Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :DANILO TIAGO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 390.917 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental cabível na origem. Precedentes. 2. Hipótese em que não se verifica teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a revogação da prisão preventiva, em especial pelo fato de o paciente ser apontado como líder de organização criminosa. 3. Habeas corpus não conhecido, revogada a liminar. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5986-B078-47BC-7AE5 e senha F918-B2CF-656A-3EF1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :DANILO TIAGO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 390.917 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho/SP, no processo nº 0003197-59.2016.8.26.0597, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 10 de maio de 2016, e de outros cinco investigados, ante a suposta prática das infrações versadas nos artigos 33, cabeça (tráfico de drogas), e 35 (associação para o tráfico), combinados com o 40, inciso VI (causa de aumento em razão do envolvimento de criança ou adolescente), da Lei nº 11.343/2006. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, reportando-se à quantidade de entorpecentes apreendidos – 4 tijolos de maconha (3.217,200 gramas); 1 porção (97,660 gramas), 106 eppendorfs (107,660 gramas) e mais 5 porções (8,930 gramas) de cocaína; e 1 pedra de crack (5,220 gramas) –, aos prejuízos do tráfico para a saúde pública, ao fato de este fomentar a delinquência e à existência de maus antecedentes. Não acolheu pedido de liberdade provisória. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :DANILO TIAGO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 390.917 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho/SP, no processo nº 0003197-59.2016.8.26.0597, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 10 de maio de 2016, e de outros cinco investigados, ante a suposta prática das infrações versadas nos artigos 33, cabeça (tráfico de drogas), e 35 (associação para o tráfico), combinados com o 40, inciso VI (causa de aumento em razão do envolvimento de criança ou adolescente), da Lei nº 11.343/2006. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, reportando-se à quantidade de entorpecentes apreendidos – 4 tijolos de maconha (3.217,200 gramas); 1 porção (97,660 gramas), 106 eppendorfs (107,660 gramas) e mais 5 porções (8,930 gramas) de cocaína; e 1 pedra de crack (5,220 gramas) –, aos prejuízos do tráfico para a saúde pública, ao fato de este fomentar a delinquência e à existência de maus antecedentes. Não acolheu pedido de liberdade provisória. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 141751 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 390.917/SP, inadmitido pelo Relator. O impetrante sustenta a inidoneidade da motivação do ato que implicou a preventiva, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Articula com a violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. Diz viável a imposição de medida cautelar diversa, aludindo às condições pessoais favoráveis – primariedade, residência fixa e trabalho lícito. Destaca o caráter excepcional da prisão provisória. Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia, com expedição de alvará de soltura. No mérito, busca o reconhecimento do direito do paciente de permanecer em liberdade até o trânsito em julgado de eventual sentença condenatória. Vossa Excelência, em 28 de março de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora, assentando a insubsistência dos fundamentos e o excesso de prazo da prisão. Estendeu os efeitos da decisão aos corréus Eder Tiago da Silva, Cristiano Aparecido Gonçalves, Jeferson de Oliveira, Christian Teodoro do Nascimento e André Luiz Tomaz Ferreira. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, apontando-a formalizada contra pronunciamento individual no âmbito do Superior. Aduz não haver ilegalidade a ser reparada, pretendendo o afastamento da liminar e extensões implementadas. Consulta ao sítio do Tribunal estadual, em 11 de setembro último, revelou encontrar-se o processo-crime na fase de alegações finais. Informações constantes do andamento processual demonstram ter o Juízo declarado extinta a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Supremo Tribunal Federal HC 141751 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 390.917/SP, inadmitido pelo Relator. O impetrante sustenta a inidoneidade da motivação do ato que implicou a preventiva, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Articula com a violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. Diz viável a imposição de medida cautelar diversa, aludindo às condições pessoais favoráveis – primariedade, residência fixa e trabalho lícito. Destaca o caráter excepcional da prisão provisória. Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia, com expedição de alvará de soltura. No mérito, busca o reconhecimento do direito do paciente de permanecer em liberdade até o trânsito em julgado de eventual sentença condenatória. Vossa Excelência, em 28 de março de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora, assentando a insubsistência dos fundamentos e o excesso de prazo da prisão. Estendeu os efeitos da decisão aos corréus Eder Tiago da Silva, Cristiano Aparecido Gonçalves, Jeferson de Oliveira, Christian Teodoro do Nascimento e André Luiz Tomaz Ferreira. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, apontando-a formalizada contra pronunciamento individual no âmbito do Superior. Aduz não haver ilegalidade a ser reparada, pretendendo o afastamento da liminar e extensões implementadas. Consulta ao sítio do Tribunal estadual, em 11 de setembro último, revelou encontrar-se o processo-crime na fase de alegações finais. Informações constantes do andamento processual demonstram ter o Juízo declarado extinta a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 141751 / SP punibilidade do corréu Christian Teodoro do Nascimento, ante o falecimento. Lancei visto no processo em 19 de setembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 25 de setembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Supremo Tribunal Federal HC 141751 / SP punibilidade do corréu Christian Teodoro do Nascimento, ante o falecimento. Lancei visto no processo em 19 de setembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 25 de setembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE DROGAS – FLAGRANTE. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao imputado. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre o tema, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de superior. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Quanto à matéria de fundo, observem que a prisão em flagrante e a gradação do tráfico de drogas, considerada a natureza e quantidade de substâncias apreendidas – 4 tijolos de maconha (3.217,200 gramas); 1 porção (97,660 gramas), 106 eppendorfs (107,660 gramas) e mais 5 porções (8,930 gramas) de cocaína; e 1 pedra de crack (5,220 gramas) – revelam estar em jogo a preservação da ordem pública. Relativamente à fundamentação da custódia provisória, evoluí tendo em conta a periculosidade, ao menos sinalizada. Sem prejuízo do princípio da não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D5D-4D26-4A16-8FFE e senha FF79-1B18-0DDA-2DFA Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE DROGAS – FLAGRANTE. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao imputado. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre o tema, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de superior. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Quanto à matéria de fundo, observem que a prisão em flagrante e a gradação do tráfico de drogas, considerada a natureza e quantidade de substâncias apreendidas – 4 tijolos de maconha (3.217,200 gramas); 1 porção (97,660 gramas), 106 eppendorfs (107,660 gramas) e mais 5 porções (8,930 gramas) de cocaína; e 1 pedra de crack (5,220 gramas) – revelam estar em jogo a preservação da ordem pública. Relativamente à fundamentação da custódia provisória, evoluí tendo em conta a periculosidade, ao menos sinalizada. Sem prejuízo do princípio da não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D5D-4D26-4A16-8FFE e senha FF79-1B18-0DDA-2DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 141751 / SP culpabilidade, a medida se impunha. A inversão da ordem do processo- crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena – foi justificada. Evolução de entendimento. Ocorre que, quando do implemento da medida acauteladora, em 28 de março de 2017, o paciente encontrava-se recolhido, sem culpa formada, há 10 meses e 18 dias. Ficou configurado o excesso de prazo da custódia. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Defiro a ordem para que o paciente e os beneficiários da extensão, Eder Tiago da Silva, Cristiano Aparecido Gonçalves, Jeferson de Oliveira e André Luiz Tomaz Ferreira, aguardem, em liberdade, o desfecho do processo nº 0003197-59.2016.8.26.0597, em tramitação na Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho/SP. Advirtam-nos da necessidade de permanecerem com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informarem possível transferência e de adotarem a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D5D-4D26-4A16-8FFE e senha FF79-1B18-0DDA-2DFA Supremo Tribunal Federal HC 141751 / SP culpabilidade, a medida se impunha. A inversão da ordem do processo- crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena – foi justificada. Evolução de entendimento. Ocorre que, quando do implemento da medida acauteladora, em 28 de março de 2017, o paciente encontrava-se recolhido, sem culpa formada, há 10 meses e 18 dias. Ficou configurado o excesso de prazo da custódia. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Defiro a ordem para que o paciente e os beneficiários da extensão, Eder Tiago da Silva, Cristiano Aparecido Gonçalves, Jeferson de Oliveira e André Luiz Tomaz Ferreira, aguardem, em liberdade, o desfecho do processo nº 0003197-59.2016.8.26.0597, em tramitação na Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho/SP. Advirtam-nos da necessidade de permanecerem com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informarem possível transferência e de adotarem a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D5D-4D26-4A16-8FFE e senha FF79-1B18-0DDA-2DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir todas as vênias. É um habeas corpus substitutivo de agravo regimental. Eu não estou conhecendo e tampouco estou concedendo a ordem de ofício, tendo em vista a informação de que o paciente é um dos líderes de associação criminosa. Fica revogada a liminar. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4082-CF8B-10C1-A03B e senha F9BF-C372-5498-FF5F Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir todas as vênias. É um habeas corpus substitutivo de agravo regimental. Eu não estou conhecendo e tampouco estou concedendo a ordem de ofício, tendo em vista a informação de que o paciente é um dos líderes de associação criminosa. Fica revogada a liminar. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4082-CF8B-10C1-A03B e senha F9BF-C372-5498-FF5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao Ministro-Relator e acompanho a divergência pelo não conhecimento, especificamente, também pelo fato da variedade de drogas e da eventual liderança da organização criminosa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA5B-D6E3-29F0-F933 e senha 16CE-6C70-8D96-A93E Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao Ministro-Relator e acompanho a divergência pelo não conhecimento, especificamente, também pelo fato da variedade de drogas e da eventual liderança da organização criminosa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA5B-D6E3-29F0-F933 e senha 16CE-6C70-8D96-A93E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 141.751 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : DANILO TIAGO DA SILVA IMPTE.(S) : LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA (201063/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 390.917 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 462A-5EF1-8440-B9F4 e senha 41CF-9E55-96D3-CBD7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 141.751 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : DANILO TIAGO DA SILVA IMPTE.(S) : LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA (201063/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 390.917 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 462A-5EF1-8440-B9F4 e senha 41CF-9E55-96D3-CBD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748450463
2018-10-02T00:00:00
2018-10-17T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018.
HABEAS CORPUS
Ementa: Processual Penal. Habeas Corpus substitutivo de agravo regimental. Tráfico de drogas. Associação para o tráfico. Prisão preventiva. Fundamentação idônea. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental cabível na origem. Precedentes. 2. Hipótese em que não se verifica teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a revogação da prisão preventiva, em especial pelo fato de o paciente ser apontado como líder de organização criminosa. 3. Habeas corpus não conhecido, revogada a liminar.
sjur392704
Número de páginas: 9. Análise: 29/10/2018, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
141751
null
HC
acordaos
HC 141751
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PACTE.(S) : DANILO TIAGO DA SILVA IMPTE.(S) : LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 390.917 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :DANILO TIAGO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 390.917 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental cabível na origem. Precedentes. 2. Hipótese em que não se verifica teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a revogação da prisão preventiva, em especial pelo fato de o paciente ser apontado como líder de organização criminosa. 3. Habeas corpus não conhecido, revogada a liminar. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 2 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5986-B078-47BC-7AE5 e senha F918-B2CF-656A-3EF1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :DANILO TIAGO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 390.917 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho/SP, no processo n 0003197-59.2016.8.26.0597, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 10 de maio de 2016, e de outros cinco investigados, ante a suposta prática das infrações versadas nos artigos 33, cabeça (tráfico de drogas), e 35 (associação para o tráfico), combinados com o 40, inciso VI (causa de aumento em razão do envolvimento de criança ou adolescente), da Lei n 11.343/2006. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, reportando-se à quantidade de entorpecentes apreendidos – 4 tijolos de maconha (3.217,200 gramas); 1 porção (97,660 gramas), 106 eppendorfs (107,660 gramas) e mais 5 porções (8,930 gramas) de cocaína; e 1 pedra de crack (5,220 gramas) –, aos prejuízos do tráfico para a saúde pública, ao fato de este fomentar a delinquência e à existência de maus antecedentes. Não acolheu pedido de liberdade provisória. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :DANILO TIAGO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 390.917 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho/SP, no processo n 0003197-59.2016.8.26.0597, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 10 de maio de 2016, e de outros cinco investigados, ante a suposta prática das infrações versadas nos artigos 33, cabeça (tráfico de drogas), e 35 (associação para o tráfico), combinados com o 40, inciso VI (causa de aumento em razão do envolvimento de criança ou adolescente), da Lei n 11.343/2006. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, reportando-se à quantidade de entorpecentes apreendidos – 4 tijolos de maconha (3.217,200 gramas); 1 porção (97,660 gramas), 106 eppendorfs (107,660 gramas) e mais 5 porções (8,930 gramas) de cocaína; e 1 pedra de crack (5,220 gramas) –, aos prejuízos do tráfico para a saúde pública, ao fato de este fomentar a delinquência e à existência de maus antecedentes. Não acolheu pedido de liberdade provisória. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 141751 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 390.917/SP, inadmitido pelo Relator. O impetrante sustenta a inidoneidade da motivação do ato que implicou a preventiva, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Articula com a violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. Diz viável a imposição de medida cautelar diversa, aludindo às condições pessoais favoráveis – primariedade, residência fixa e trabalho lícito. Destaca o caráter excepcional da prisão provisória. Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia, com expedição de alvará de soltura. No mérito, busca o reconhecimento do direito do paciente de permanecer em liberdade até o trânsito em julgado de eventual sentença condenatória. Vossa Excelência, em 28 de março de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora, assentando a insubsistência dos fundamentos e o excesso de prazo da prisão. Estendeu os efeitos da decisão aos corréus Eder Tiago da Silva, Cristiano Aparecido Gonçalves, Jeferson de Oliveira, Christian Teodoro do Nascimento e André Luiz Tomaz Ferreira. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, apontando-a formalizada contra pronunciamento individual no âmbito do Superior. Aduz não haver ilegalidade a ser reparada, pretendendo o afastamento da liminar e extensões implementadas. Consulta ao sítio do Tribunal estadual, em 11 de setembro último, revelou encontrar-se o processo-crime na fase de alegações finais. Informações constantes do andamento processual demonstram ter o Juízo declarado extinta a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Supremo Tribunal Federal HC 141751 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 390.917/SP, inadmitido pelo Relator. O impetrante sustenta a inidoneidade da motivação do ato que implicou a preventiva, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Articula com a violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. Diz viável a imposição de medida cautelar diversa, aludindo às condições pessoais favoráveis – primariedade, residência fixa e trabalho lícito. Destaca o caráter excepcional da prisão provisória. Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia, com expedição de alvará de soltura. No mérito, busca o reconhecimento do direito do paciente de permanecer em liberdade até o trânsito em julgado de eventual sentença condenatória. Vossa Excelência, em 28 de março de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora, assentando a insubsistência dos fundamentos e o excesso de prazo da prisão. Estendeu os efeitos da decisão aos corréus Eder Tiago da Silva, Cristiano Aparecido Gonçalves, Jeferson de Oliveira, Christian Teodoro do Nascimento e André Luiz Tomaz Ferreira. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, apontando-a formalizada contra pronunciamento individual no âmbito do Superior. Aduz não haver ilegalidade a ser reparada, pretendendo o afastamento da liminar e extensões implementadas. Consulta ao sítio do Tribunal estadual, em 11 de setembro último, revelou encontrar-se o processo-crime na fase de alegações finais. Informações constantes do andamento processual demonstram ter o Juízo declarado extinta a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 141751 / SP punibilidade do corréu Christian Teodoro do Nascimento, ante o falecimento. Lancei visto no processo em 19 de setembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 25 de setembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Supremo Tribunal Federal HC 141751 / SP punibilidade do corréu Christian Teodoro do Nascimento, ante o falecimento. Lancei visto no processo em 19 de setembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 25 de setembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0836-D651-66BE-9446 e senha F609-42BD-5004-5095 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE DROGAS – FLAGRANTE. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao imputado. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre o tema, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de superior. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Quanto à matéria de fundo, observem que a prisão em flagrante e a gradação do tráfico de drogas, considerada a natureza e quantidade de substâncias apreendidas – 4 tijolos de maconha (3.217,200 gramas); 1 porção (97,660 gramas), 106 eppendorfs (107,660 gramas) e mais 5 porções (8,930 gramas) de cocaína; e 1 pedra de crack (5,220 gramas) – revelam estar em jogo a preservação da ordem pública. Relativamente à fundamentação da custódia provisória, evoluí tendo em conta a periculosidade, ao menos sinalizada. Sem prejuízo do princípio da não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D5D-4D26-4A16-8FFE e senha FF79-1B18-0DDA-2DFA Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de ato de Colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE DROGAS – FLAGRANTE. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao imputado. A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação desta ação constitucional, uma vez existente órgão com competência para manifestar-se sobre o tema, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de superior. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Quanto à matéria de fundo, observem que a prisão em flagrante e a gradação do tráfico de drogas, considerada a natureza e quantidade de substâncias apreendidas – 4 tijolos de maconha (3.217,200 gramas); 1 porção (97,660 gramas), 106 eppendorfs (107,660 gramas) e mais 5 porções (8,930 gramas) de cocaína; e 1 pedra de crack (5,220 gramas) – revelam estar em jogo a preservação da ordem pública. Relativamente à fundamentação da custódia provisória, evoluí tendo em conta a periculosidade, ao menos sinalizada. Sem prejuízo do princípio da não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D5D-4D26-4A16-8FFE e senha FF79-1B18-0DDA-2DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 141751 / SP culpabilidade, a medida se impunha. A inversão da ordem do processo- crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena – foi justificada. Evolução de entendimento. Ocorre que, quando do implemento da medida acauteladora, em 28 de março de 2017, o paciente encontrava-se recolhido, sem culpa formada, há 10 meses e 18 dias. Ficou configurado o excesso de prazo da custódia. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Defiro a ordem para que o paciente e os beneficiários da extensão, Eder Tiago da Silva, Cristiano Aparecido Gonçalves, Jeferson de Oliveira e André Luiz Tomaz Ferreira, aguardem, em liberdade, o desfecho do processo n 0003197-59.2016.8.26.0597, em tramitação na Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho/SP. Advirtam-nos da necessidade de permanecerem com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informarem possível transferência e de adotarem a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D5D-4D26-4A16-8FFE e senha FF79-1B18-0DDA-2DFA Supremo Tribunal Federal HC 141751 / SP culpabilidade, a medida se impunha. A inversão da ordem do processo- crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena – foi justificada. Evolução de entendimento. Ocorre que, quando do implemento da medida acauteladora, em 28 de março de 2017, o paciente encontrava-se recolhido, sem culpa formada, há 10 meses e 18 dias. Ficou configurado o excesso de prazo da custódia. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Defiro a ordem para que o paciente e os beneficiários da extensão, Eder Tiago da Silva, Cristiano Aparecido Gonçalves, Jeferson de Oliveira e André Luiz Tomaz Ferreira, aguardem, em liberdade, o desfecho do processo n 0003197-59.2016.8.26.0597, em tramitação na Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho/SP. Advirtam-nos da necessidade de permanecerem com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informarem possível transferência e de adotarem a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D5D-4D26-4A16-8FFE e senha FF79-1B18-0DDA-2DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir todas as vênias. É um habeas corpus substitutivo de agravo regimental. Eu não estou conhecendo e tampouco estou concedendo a ordem de ofício, tendo em vista a informação de que o paciente é um dos líderes de associação criminosa. Fica revogada a liminar. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4082-CF8B-10C1-A03B e senha F9BF-C372-5498-FF5F Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir todas as vênias. É um habeas corpus substitutivo de agravo regimental. Eu não estou conhecendo e tampouco estou concedendo a ordem de ofício, tendo em vista a informação de que o paciente é um dos líderes de associação criminosa. Fica revogada a liminar. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4082-CF8B-10C1-A03B e senha F9BF-C372-5498-FF5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao Ministro-Relator e acompanho a divergência pelo não conhecimento, especificamente, também pelo fato da variedade de drogas e da eventual liderança da organização criminosa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA5B-D6E3-29F0-F933 e senha 16CE-6C70-8D96-A93E Supremo Tribunal Federal 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 141.751 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao Ministro-Relator e acompanho a divergência pelo não conhecimento, especificamente, também pelo fato da variedade de drogas e da eventual liderança da organização criminosa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA5B-D6E3-29F0-F933 e senha 16CE-6C70-8D96-A93E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 02/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 141.751 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : DANILO TIAGO DA SILVA IMPTE.(S) : LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA (201063/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 390.917 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 462A-5EF1-8440-B9F4 e senha 41CF-9E55-96D3-CBD7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 141.751 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : DANILO TIAGO DA SILVA IMPTE.(S) : LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA (201063/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 390.917 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 2.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 462A-5EF1-8440-B9F4 e senha 41CF-9E55-96D3-CBD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 141 . 751", "HC n 390 . 917", "HABEAS CORPUS 141 . 751 SÃO", "HC n 390 . 917", "processo n 0003197 - 59 . 2016 . 8 . 26 . 0597", "HABEAS CORPUS 141 . 751", "HC n 390 . 917", "processo n 0003197 - 59 . 2016 . 8 . 26 . 0597", "HC 141751 / SP", "habeas corpus n 390 . 917 / SP", "HC 141751 / SP", "habeas corpus n 390 . 917 / SP", "HC 141751 / SP", "HC 141751 / SP", "HABEAS CORPUS 141 . 751 SÃO", "HABEAS CORPUS 141 . 751", "HC 141751 / SP", "processo n 0003197 - 59 . 2016 . 8 . 26 . 0597", "HC 141751 / SP", "processo n 0003197 - 59 . 2016 . 8 . 26 . 0597", "HABEAS CORPUS 141 . 751", "HABEAS CORPUS 141 . 751", "HABEAS CORPUS 141 . 751", "HC n 390 . 917", "HABEAS CORPUS 141 . 751", "HC n 390 . 917" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 343", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Sertãozinho / SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "DANILO TIAGO DA SILVA", "LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA", "Alexandre de Moraes", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "DANILO TIAGO DA SILVA", "LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "DANILO TIAGO DA SILVA", "LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Eder Tiago da Silva", "Cristiano Aparecido Gonçalves", "Jeferson de Oliveira", "Christian Teodoro do Nascimento", "André Luiz Tomaz Ferreira", "Eder Tiago da Silva", "Cristiano Aparecido Gonçalves", "Jeferson de Oliveira", "Christian Teodoro do Nascimento", "André Luiz Tomaz Ferreira", "Christian Teodoro do Nascimento", "Christian Teodoro do Nascimento", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Eder Tiago da Silva", "Cristiano Aparecido Gonçalves", "Jeferson de Oliveira", "André Luiz Tomaz Ferreira", "Eder Tiago da Silva", "Cristiano Aparecido Gonçalves", "Jeferson de Oliveira", "André Luiz Tomaz Ferreira", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "DANILO TIAGO DA SILVA", "LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "DANILO TIAGO DA SILVA", "LUIZ GUSTAVO VICENTE PENNA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "02", "/", "10", "/", "2018", "2 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "10 de maio de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "10 de maio de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de março de 2017", "11 de setembro último", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de março de 2017", "11 de setembro último", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de setembro de 2018", "25 de setembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de setembro de 2018", "25 de setembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de março de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de março de 2017", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgamento do RE 563.965-RG, Relª. Min. Cármen Lúcia, reafirmou sua jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso remuneratório demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88CC-4DC2-280C-11EB e senha 7420-1360-2B01-1889 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1144484 AGR / SP do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88CC-4DC2-280C-11EB e senha 7420-1360-2B01-1889 Supremo Tribunal Federal ARE 1144484 AGR / SP do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88CC-4DC2-280C-11EB e senha 7420-1360-2B01-1889 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem no sentido de que “não há direito adquirido à forma de composição dos vencimentos, tendo em vista a inexistência de direito adquirido a regime jurídico”. Ademais, entendeu que incide, na hipótese, a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF25-FA1B-64B7-393A e senha EAC0-18C1-7A03-38E9 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem no sentido de que “não há direito adquirido à forma de composição dos vencimentos, tendo em vista a inexistência de direito adquirido a regime jurídico”. Ademais, entendeu que incide, na hipótese, a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF25-FA1B-64B7-393A e senha EAC0-18C1-7A03-38E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, uma vez que a parte agravante não traz argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. 3. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim fundamentado: ”APELAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDORES INATIVOS. DÉCIMOS INCORPORADOS. Cálculo realizado de acordo com o disposto no art. 8º do Decreto nº 35.200/1992, que apenas explicita o teor da garantia constitucional. Absorção das diferenças pela gradativa majoração dos vencimentos dos cargos de origem. Legalidade. Ofensa à garantia de irredutibilidade dos proventos não entrevista e nem demonstrada. Recurso oficial e apelo das rés providos. Recurso dos autores prejudicado.” 4. Da leitura do trecho acima transcrito, depreende-se que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem está alinhado à jurisprudência reafirmada no julgamento do RE 563.965-RG, Relª. Minª. Cármen Lúcia, no sentido de que não existe direito adquirido a regime jurídico, sendo assegurado, contudo, o respeito a irredutibilidade de vencimentos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6094-A274-9803-93B1 e senha 30AD-EF15-F78F-CA8D Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, uma vez que a parte agravante não traz argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. 3. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim fundamentado: ”APELAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDORES INATIVOS. DÉCIMOS INCORPORADOS. Cálculo realizado de acordo com o disposto no art. 8º do Decreto nº 35.200/1992, que apenas explicita o teor da garantia constitucional. Absorção das diferenças pela gradativa majoração dos vencimentos dos cargos de origem. Legalidade. Ofensa à garantia de irredutibilidade dos proventos não entrevista e nem demonstrada. Recurso oficial e apelo das rés providos. Recurso dos autores prejudicado.” 4. Da leitura do trecho acima transcrito, depreende-se que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem está alinhado à jurisprudência reafirmada no julgamento do RE 563.965-RG, Relª. Minª. Cármen Lúcia, no sentido de que não existe direito adquirido a regime jurídico, sendo assegurado, contudo, o respeito a irredutibilidade de vencimentos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6094-A274-9803-93B1 e senha 30AD-EF15-F78F-CA8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1144484 AGR / SP 5. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto à irredutibilidade, ou não, dos vencimentos do servidor, seria necessário o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente (Súmulas 279 e 280/STF), o que é inviável neste momento processual. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6094-A274-9803-93B1 e senha 30AD-EF15-F78F-CA8D Supremo Tribunal Federal ARE 1144484 AGR / SP 5. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto à irredutibilidade, ou não, dos vencimentos do servidor, seria necessário o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente (Súmulas 279 e 280/STF), o que é inviável neste momento processual. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6094-A274-9803-93B1 e senha 30AD-EF15-F78F-CA8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RICARDO FALLEIROS LEBRAO (126465/SP) ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS (250793/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7A4F-9658-1CCF-4840 e senha 4704-9C53-537B-CEA9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RICARDO FALLEIROS LEBRAO (126465/SP) ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS (250793/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7A4F-9658-1CCF-4840 e senha 4704-9C53-537B-CEA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748643457
2018-10-26T00:00:00
2018-11-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgamento do RE 563.965-RG, Relª. Min. Cármen Lúcia, reafirmou sua jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso remuneratório demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur394277
- Acórdão(s) citado(s): (DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO) RE 563965 RG. Número de páginas: 6. Análise: 30/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1144484
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-00098 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEC-035200 ANO-1992\n ART-00008\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1144484 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RICARDO FALLEIROS LEBRAO ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgamento do Recurso Extraordinário 563.965-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, reafirmou sua jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso remuneratório demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88CC-4DC2-280C-11EB e senha 7420-1360-2B01-1889 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1144484 AGR / SP do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88CC-4DC2-280C-11EB e senha 7420-1360-2B01-1889 Supremo Tribunal Federal ARE 1144484 AGR / SP do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88CC-4DC2-280C-11EB e senha 7420-1360-2B01-1889 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem no sentido de que “não há direito adquirido à forma de composição dos vencimentos, tendo em vista a inexistência de direito adquirido a regime jurídico”. Ademais, entendeu que incide, na hipótese, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF25-FA1B-64B7-393A e senha EAC0-18C1-7A03-38E9 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem no sentido de que “não há direito adquirido à forma de composição dos vencimentos, tendo em vista a inexistência de direito adquirido a regime jurídico”. Ademais, entendeu que incide, na hipótese, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF25-FA1B-64B7-393A e senha EAC0-18C1-7A03-38E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, uma vez que a parte agravante não traz argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. 3. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim fundamentado: ”APELAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDORES INATIVOS. DÉCIMOS INCORPORADOS. Cálculo realizado de acordo com o disposto no art. 8... do Decreto n 35.200/1992, que apenas explicita o teor da garantia constitucional. Absorção das diferenças pela gradativa majoração dos vencimentos dos cargos de origem. Legalidade. Ofensa à garantia de irredutibilidade dos proventos não entrevista e nem demonstrada. Recurso oficial e apelo das rés providos. Recurso dos autores prejudicado.” 4. Da leitura do trecho acima transcrito, depreende-se que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem está alinhado à jurisprudência reafirmada no julgamento do Recurso Extraordinário 563.965-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, no sentido de que não existe direito adquirido a regime jurídico, sendo assegurado, contudo, o respeito a irredutibilidade de vencimentos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6094-A274-9803-93B1 e senha 30AD-EF15-F78F-CA8D Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, uma vez que a parte agravante não traz argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. 3. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim fundamentado: ”APELAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDORES INATIVOS. DÉCIMOS INCORPORADOS. Cálculo realizado de acordo com o disposto no art. 8... do Decreto n 35.200/1992, que apenas explicita o teor da garantia constitucional. Absorção das diferenças pela gradativa majoração dos vencimentos dos cargos de origem. Legalidade. Ofensa à garantia de irredutibilidade dos proventos não entrevista e nem demonstrada. Recurso oficial e apelo das rés providos. Recurso dos autores prejudicado.” 4. Da leitura do trecho acima transcrito, depreende-se que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem está alinhado à jurisprudência reafirmada no julgamento do Recurso Extraordinário 563.965-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, no sentido de que não existe direito adquirido a regime jurídico, sendo assegurado, contudo, o respeito a irredutibilidade de vencimentos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6094-A274-9803-93B1 e senha 30AD-EF15-F78F-CA8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1144484 AGR / SP 5. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto à irredutibilidade, ou não, dos vencimentos do servidor, seria necessário o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente (Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal), o que é inviável neste momento processual. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6094-A274-9803-93B1 e senha 30AD-EF15-F78F-CA8D Supremo Tribunal Federal ARE 1144484 AGR / SP 5. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto à irredutibilidade, ou não, dos vencimentos do servidor, seria necessário o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente (Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal), o que é inviável neste momento processual. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6094-A274-9803-93B1 e senha 30AD-EF15-F78F-CA8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RICARDO FALLEIROS LEBRAO (126465/SP) ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS (250793/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7A4F-9658-1CCF-4840 e senha 4704-9C53-537B-CEA9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RICARDO FALLEIROS LEBRAO (126465/SP) ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS (250793/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7A4F-9658-1CCF-4840 e senha 4704-9C53-537B-CEA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 144 . 484", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "Súmulas 279", "ARE 1144484 AGR /", "ARE 1144484 AGR /", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "ARE 1144484 AGR", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . do Decreto n 35 . 200 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . do Decreto n 35 . 200 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § §", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS", "Cármen Lúcia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "ROSEMARY STROMBECK DE OLIVEIRA", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 a 25 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 a 25 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO CANO AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CASTILHO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CASTILHO EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PREFEITO, VICE-PREFEITO E VEREADORES. REMUNERAÇÃO. MAJORAÇÃO. FIXAÇÃO. LEGISLATURA SUBSEQUENTE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 29, VI, E 37, X, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCA9-CE64-C667-EA56 e senha 38FB-B37C-DABD-D0D6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 1062720 AGR / SP 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCA9-CE64-C667-EA56 e senha 38FB-B37C-DABD-D0D6 Supremo Tribunal Federal RE 1062720 AGR / SP 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCA9-CE64-C667-EA56 e senha 38FB-B37C-DABD-D0D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO CANO AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CASTILHO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CASTILHO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal. Afirma que “a fixação dos subsídios dos Vereadores efetuada pelas Leis Municipais nº 2.209/12 e 2.210/12, tem seu fundamento de constitucionalidade estabelecido no artigo 29, inciso VI da Constituição Federal” e que “a Constituição Federal, não afasta a aplicação do artigo 37, X, aos subsídios dos agentes políticos, como o Prefeito Municipal e seus Secretários, não fazendo distinção nenhuma em relação aos Vereadores”. Reitera-se a afronta aos arts. 29, VI, e 37, X, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE- ARTIGO 3º DA LEI Nº 2.209, DE 26 DE JUNHO DE 2012 – Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E7-56A9-D6D8-A38B e senha A6C8-47D5-7FEF-27C1 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO CANO AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CASTILHO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CASTILHO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal. Afirma que “a fixação dos subsídios dos Vereadores efetuada pelas Leis Municipais nº 2.209/12 e 2.210/12, tem seu fundamento de constitucionalidade estabelecido no artigo 29, inciso VI da Constituição Federal” e que “a Constituição Federal, não afasta a aplicação do artigo 37, X, aos subsídios dos agentes políticos, como o Prefeito Municipal e seus Secretários, não fazendo distinção nenhuma em relação aos Vereadores”. Reitera-se a afronta aos arts. 29, VI, e 37, X, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE- ARTIGO 3º DA LEI Nº 2.209, DE 26 DE JUNHO DE 2012 – Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E7-56A9-D6D8-A38B e senha A6C8-47D5-7FEF-27C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1062720 AGR / SP ARTIGO 3º DA LEI 2.210, DE 26 DE JUNHO DE 2012 – LEI Nº 2.300 , DE 31 DE MAIO DE 2013 – LEI Nº 2.444, DE 23 DE ABRIL DE 2014 – MUNICÍPIO DE CASTILHO – NORMAS QUE DISPÕEM E FIXAM A REVISÃO ANUAL DOS SUBSÍDIOS DO PREFEITO, VICE-PREFEITO, VEREADORES E PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL – REAJUSTES CONCEDIDOS AOS MEMBROS DO PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL – INCONSTITUCIONALIDADE – ART. 29, VI, DA CF – VIOLAÇÃO À “REGRA DA LEGISLATURA” – REAJUSTES CONCEDIDOS AOS AGENTES POLÍTICOS DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL – CONSTITUCIONALIDADE – INTELIGÊNCIA DO ART. 29, V, DA CF - REDAÇÃO QUE NÃO EXIGE A OBSERVÃNCIA DA REGRA DA LEGISLATURA EM RELAÇÃO AO SUBSÍDIO DO PREFEITO, VICE PREFEITO – PRECEDENTES. AÇÃO JULGADA PROCEDENTE EM PARTE. ” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E7-56A9-D6D8-A38B e senha A6C8-47D5-7FEF-27C1 Supremo Tribunal Federal RE 1062720 AGR / SP ARTIGO 3º DA LEI 2.210, DE 26 DE JUNHO DE 2012 – LEI Nº 2.300 , DE 31 DE MAIO DE 2013 – LEI Nº 2.444, DE 23 DE ABRIL DE 2014 – MUNICÍPIO DE CASTILHO – NORMAS QUE DISPÕEM E FIXAM A REVISÃO ANUAL DOS SUBSÍDIOS DO PREFEITO, VICE-PREFEITO, VEREADORES E PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL – REAJUSTES CONCEDIDOS AOS MEMBROS DO PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL – INCONSTITUCIONALIDADE – ART. 29, VI, DA CF – VIOLAÇÃO À “REGRA DA LEGISLATURA” – REAJUSTES CONCEDIDOS AOS AGENTES POLÍTICOS DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL – CONSTITUCIONALIDADE – INTELIGÊNCIA DO ART. 29, V, DA CF - REDAÇÃO QUE NÃO EXIGE A OBSERVÃNCIA DA REGRA DA LEGISLATURA EM RELAÇÃO AO SUBSÍDIO DO PREFEITO, VICE PREFEITO – PRECEDENTES. AÇÃO JULGADA PROCEDENTE EM PARTE. ” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E7-56A9-D6D8-A38B e senha A6C8-47D5-7FEF-27C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a remuneração de vereadores será fixada pela Câmara Municipal, na legislatura anterior, para vigorar na subsequente. Logo não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: "CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. VEREADORES. SUBSÍDIO. AUMENTO, DE FORMA RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO AO ART. 29, V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido de que a remuneração de Prefeito, de Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara Municipal para a legislatura subsequente, em conformidade com o art. 29, V, da Constituição Federal. 2. Caso em que inobservado o art. 29, V, da Carta Magna, pois os vereadores majoraram, de forma retroativa, sua remuneração. 3. Agravo regimental desprovido.” (RE 458413 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 06/08/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-164 DIVULG 21-08-2013 PUBLIC 22-08-2013) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREFEITO, VICE-PREFEITO E VEREADORES. REMUNERAÇÃO. MAJORAÇÃO. FIXAÇÃO. LEGISLATURA SUBSEQUENTE. ART. 29, V, DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a remuneração de vereadores será fixada pela Câmara Municipal, na legislatura anterior, para vigorar na subsequente. Logo não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: "CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. VEREADORES. SUBSÍDIO. AUMENTO, DE FORMA RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO AO ART. 29, V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido de que a remuneração de Prefeito, de Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara Municipal para a legislatura subsequente, em conformidade com o art. 29, V, da Constituição Federal. 2. Caso em que inobservado o art. 29, V, da Carta Magna, pois os vereadores majoraram, de forma retroativa, sua remuneração. 3. Agravo regimental desprovido.” (RE 458413 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 06/08/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-164 DIVULG 21-08-2013 PUBLIC 22-08-2013) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREFEITO, VICE-PREFEITO E VEREADORES. REMUNERAÇÃO. MAJORAÇÃO. FIXAÇÃO. LEGISLATURA SUBSEQUENTE. ART. 29, V, DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1062720 AGR / SP CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Tribunal de origem, ao constatar que os Atos 3 e 4/97 da Mesa da Câmara Municipal de Arapongas traduziram majoração de remuneração, agiram em conformidade com o entendimento pacífico desta Suprema Corte no sentido de que a remuneração de Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara Municipal, para a legislatura subsequente, de acordo com o disposto no art. 29, V, da Constituição Federal. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 776230 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-227 DIVULG 25-11-2010 PUBLIC 26-11-2010) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Supremo Tribunal Federal RE 1062720 AGR / SP CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Tribunal de origem, ao constatar que os Atos 3 e 4/97 da Mesa da Câmara Municipal de Arapongas traduziram majoração de remuneração, agiram em conformidade com o entendimento pacífico desta Suprema Corte no sentido de que a remuneração de Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara Municipal, para a legislatura subsequente, de acordo com o disposto no art. 29, V, da Constituição Federal. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 776230 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-227 DIVULG 25-11-2010 PUBLIC 26-11-2010) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1062720 AGR / SP aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Supremo Tribunal Federal RE 1062720 AGR / SP aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO CANO (143013/SP) AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CASTILHO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CASTILHO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C1D-C445-51B5-AA2C e senha 13B5-B86C-5ABC-A058 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO CANO (143013/SP) AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CASTILHO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CASTILHO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C1D-C445-51B5-AA2C e senha 13B5-B86C-5ABC-A058 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748275309
2018-09-10T00:00:00
2018-09-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PREFEITO, VICE-PREFEITO E VEREADORES. REMUNERAÇÃO. MAJORAÇÃO. FIXAÇÃO. LEGISLATURA SUBSEQUENTE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 29, VI, E 37, X, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
sjur391350
- Acórdão(s) citado(s): (APLICAÇÃO DE MULTA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 10/10/2018, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1062720
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00029 INC-00006 ART-00037 INC-00010\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1062720 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO CANO AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CASTILHO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CASTILHO
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Ementa e Acórdão 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO CANO AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CASTILHO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CASTILHO EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PREFEITO, VICE-PREFEITO E VEREADORES. REMUNERAÇÃO. MAJORAÇÃO. FIXAÇÃO. LEGISLATURA SUBSEQUENTE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 29, VI, E 37, X, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCA9-CE64-C667-EA56 e senha 38FB-B37C-DABD-D0D6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCA9-CE64-C667-EA56 e senha 38FB-B37C-DABD-D0D6 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 31 de agosto a 06 de setembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de setembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCA9-CE64-C667-EA56 e senha 38FB-B37C-DABD-D0D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO CANO AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CASTILHO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CASTILHO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal. Afirma que “a fixação dos subsídios dos Vereadores efetuada pelas Leis Municipais n 2.209/12 e 2.210/12, tem seu fundamento de constitucionalidade estabelecido no artigo 29, inciso VI da Constituição Federal” e que “a Constituição Federal, não afasta a aplicação do artigo 37, X, aos subsídios dos agentes políticos, como o Prefeito Municipal e seus Secretários, não fazendo distinção nenhuma em relação aos Vereadores”. Reitera-se a afronta aos arts. 29, VI, e 37, X, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE- ARTIGO 3... DA LEI n 2.209, DE 26 DE JUNHO DE 2012 – Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E7-56A9-D6D8-A38B e senha A6C8-47D5-7FEF-27C1 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO CANO AGDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CASTILHO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CASTILHO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal. Afirma que “a fixação dos subsídios dos Vereadores efetuada pelas Leis Municipais n 2.209/12 e 2.210/12, tem seu fundamento de constitucionalidade estabelecido no artigo 29, inciso VI da Constituição Federal” e que “a Constituição Federal, não afasta a aplicação do artigo 37, X, aos subsídios dos agentes políticos, como o Prefeito Municipal e seus Secretários, não fazendo distinção nenhuma em relação aos Vereadores”. Reitera-se a afronta aos arts. 29, VI, e 37, X, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE- ARTIGO 3... DA LEI n 2.209, DE 26 DE JUNHO DE 2012 – Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E7-56A9-D6D8-A38B e senha A6C8-47D5-7FEF-27C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP ARTIGO 3... DA LEI 2.210, DE 26 DE JUNHO DE 2012 – LEI n 2.300 , DE 31 DE MAIO DE 2013 – LEI n 2.444, DE 23 DE ABRIL DE 2014 – MUNICÍPIO DE CASTILHO – NORMAS QUE DISPÕEM E FIXAM A REVISÃO ANUAL DOS SUBSÍDIOS DO PREFEITO, VICE-PREFEITO, VEREADORES E PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL – REAJUSTES CONCEDIDOS AOS MEMBROS DO PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL – INCONSTITUCIONALIDADE – ART. 29, VI, DA Constituição Federal de 1988 – VIOLAÇÃO À “REGRA DA LEGISLATURA” – REAJUSTES CONCEDIDOS AOS AGENTES POLÍTICOS DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL – CONSTITUCIONALIDADE – INTELIGÊNCIA DO ART. 29, V, DA Constituição Federal de 1988 - REDAÇÃO QUE NÃO EXIGE A OBSERVÃNCIA DA REGRA DA LEGISLATURA EM RELAÇÃO AO SUBSÍDIO DO PREFEITO, VICE PREFEITO – PRECEDENTES. AÇÃO JULGADA PROCEDENTE EM PARTE. ” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E7-56A9-D6D8-A38B e senha A6C8-47D5-7FEF-27C1 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP ARTIGO 3... DA LEI 2.210, DE 26 DE JUNHO DE 2012 – LEI n 2.300 , DE 31 DE MAIO DE 2013 – LEI n 2.444, DE 23 DE ABRIL DE 2014 – MUNICÍPIO DE CASTILHO – NORMAS QUE DISPÕEM E FIXAM A REVISÃO ANUAL DOS SUBSÍDIOS DO PREFEITO, VICE-PREFEITO, VEREADORES E PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL – REAJUSTES CONCEDIDOS AOS MEMBROS DO PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL – INCONSTITUCIONALIDADE – ART. 29, VI, DA Constituição Federal de 1988 – VIOLAÇÃO À “REGRA DA LEGISLATURA” – REAJUSTES CONCEDIDOS AOS AGENTES POLÍTICOS DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL – CONSTITUCIONALIDADE – INTELIGÊNCIA DO ART. 29, V, DA Constituição Federal de 1988 - REDAÇÃO QUE NÃO EXIGE A OBSERVÃNCIA DA REGRA DA LEGISLATURA EM RELAÇÃO AO SUBSÍDIO DO PREFEITO, VICE PREFEITO – PRECEDENTES. AÇÃO JULGADA PROCEDENTE EM PARTE. ” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E7-56A9-D6D8-A38B e senha A6C8-47D5-7FEF-27C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a remuneração de vereadores será fixada pela Câmara Municipal, na legislatura anterior, para vigorar na subsequente. Logo não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: "CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. VEREADORES. SUBSÍDIO. AUMENTO, DE FORMA RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO AO ART. 29, V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido de que a remuneração de Prefeito, de Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara Municipal para a legislatura subsequente, em conformidade com o art. 29, V, da Constituição Federal. 2. Caso em que inobservado o art. 29, V, da Carta Magna, pois os vereadores majoraram, de forma retroativa, sua remuneração. 3. Agravo regimental desprovido.” (Recurso Extraordinário 458413 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 06/08/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-164 DIVULG 21-08-2013 PUBLIC 22-08-2013) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREFEITO, VICE-PREFEITO E VEREADORES. REMUNERAÇÃO. MAJORAÇÃO. FIXAÇÃO. LEGISLATURA SUBSEQUENTE. ART. 29, V, DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a remuneração de vereadores será fixada pela Câmara Municipal, na legislatura anterior, para vigorar na subsequente. Logo não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: "CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. VEREADORES. SUBSÍDIO. AUMENTO, DE FORMA RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO AO ART. 29, V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido de que a remuneração de Prefeito, de Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara Municipal para a legislatura subsequente, em conformidade com o art. 29, V, da Constituição Federal. 2. Caso em que inobservado o art. 29, V, da Carta Magna, pois os vereadores majoraram, de forma retroativa, sua remuneração. 3. Agravo regimental desprovido.” (Recurso Extraordinário 458413 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 06/08/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-164 DIVULG 21-08-2013 PUBLIC 22-08-2013) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREFEITO, VICE-PREFEITO E VEREADORES. REMUNERAÇÃO. MAJORAÇÃO. FIXAÇÃO. LEGISLATURA SUBSEQUENTE. ART. 29, V, DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Tribunal de origem, ao constatar que os Atos 3 e 4/97 da Mesa da Câmara Municipal de Arapongas traduziram majoração de remuneração, agiram em conformidade com o entendimento pacífico desta Suprema Corte no sentido de que a remuneração de Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara Municipal, para a legislatura subsequente, de acordo com o disposto no art. 29, V, da Constituição Federal. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 776230 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-227 DIVULG 25-11-2010 PUBLIC 26-11-2010) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Tribunal de origem, ao constatar que os Atos 3 e 4/97 da Mesa da Câmara Municipal de Arapongas traduziram majoração de remuneração, agiram em conformidade com o entendimento pacífico desta Suprema Corte no sentido de que a remuneração de Prefeito, Vice-Prefeito e de Vereadores será fixada pela Câmara Municipal, para a legislatura subsequente, de acordo com o disposto no art. 29, V, da Constituição Federal. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 776230 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-227 DIVULG 25-11-2010 PUBLIC 26-11-2010) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B554-BCC2-EF84-102A e senha 4136-D9C2-B426-88EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO CANO (143013/SP) AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CASTILHO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CASTILHO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C1D-C445-51B5-AA2C e senha 13B5-B86C-5ABC-A058 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.062.720 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO CANO (143013/SP) AGDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CASTILHO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CASTILHO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Disponibilizou processo para esta Sessão o Ministro Ricardo Lewandowski. Não participou do julgamento desse feito a Ministra Rosa Weber por sucedê-lo na Primeira Turma. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C1D-C445-51B5-AA2C e senha 13B5-B86C-5ABC-A058 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 062 . 720", "Recurso Extraordinário 1062720", "Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 062 . 720", "Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1062720 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 062 . 720", "Recurso Extraordinário 458413 AgR", "Recurso Extraordinário 458413 AgR", "AI 776230 AgR", "Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP", "AI 776230 AgR", "Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "Recurso Extraordinário 1062720 AGR / SP", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 29 , VI , E 37 , X , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Constituição Federal", "Leis Municipais n 2 . 209 / 12", "2", ".", "210", "/", "12", "artigo 29 , inciso VI da Constituição Federal", "Constituição Federal", "arts . 29 , VI , e 37 , X , da Constituição Federal", "ARTIGO", "LEI n 2 . 209", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Constituição Federal", "Leis Municipais n 2 . 209 / 12", "2", ".", "210", "/", "12", "artigo 29 , inciso VI da Constituição Federal", "Constituição Federal", "arts . 29 , VI , e 37 , X , da Constituição Federal", "ARTIGO 3 . . . DA LEI n 2 . 209", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 3 . . . DA", "LEI 2 . 210", "LEI n 2 . 300", "LEI n 2 . 444", "ART . 29 , VI , DA Constituição Federal de 1988", "ART . 29 , V , DA Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 2 . 210", "LEI n 2 . 300", "LEI n 2 . 444", "ART . 29 , VI , DA Constituição Federal de 1988", "ART . 29 , V , DA Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 29 , V , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 29 , V , da Constituição Federal", "art . 29 , V , da Carta Magna", "ART . 29 , V , DA Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 29 , V , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 29 , V , da Constituição Federal", "art . 29 , V , da Carta Magna", "ART . 29 , V , DA Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Atos 3 e 4 / 97", "art . 29 , V , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "inciso LXXVIII no art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 , V , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE CASTILHO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "CASTILHO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE CASTILHO", "MUNICÍPIO DE CASTILHO", "MUNICÍPIO DE CASTILHO", "MUNICÍPIO DE CASTILHO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE CASTILHO", "MUNICÍPIO", "CASTILHO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE CASTILHO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO", "MUNICIPIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO", "Supremo Tribunal Federal", "CÂMARA MUNICIPAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CÂMARA MUNICIPAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara Municipal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara Municipal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara Municipal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara Municipal", "Segunda Turma", "Mesa da", "Câmara Municipal de Arapongas", "Câmara Municipal", "Primeira Turma", "República Federativa do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara Municipal de Arapongas", "Câmara Municipal", "Primeira Turma", "República Federativa do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE CASTILHO", "MUNICIPIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "CARLOS EDUARDO CANO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CARLOS EDUARDO CANO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CARLOS EDUARDO CANO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "TEORI ZAVASCKI", "Rosa Weber", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "CARLOS EDUARDO CANO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "CARLOS EDUARDO CANO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto", "06 de setembro de 2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto", "06 de setembro de 2018", "10 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "26 DE JUNHO DE 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "26 DE JUNHO DE 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 DE JUNHO DE 2012", "31 DE MAIO DE 2013", "23 DE ABRIL DE 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 DE JUNHO DE 2012", "31 DE MAIO DE 2013", "23 DE ABRIL DE 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "06", "/", "08", "/", "2013", "21", "-", "08", "-", "2013", "22", "-", "08", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "06", "/", "08", "/", "2013", "21", "-", "08", "-", "2013", "22", "-", "08", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2010", "25", "-", "11", "-", "2010", "26", "-", "11", "-", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2010", "25", "-", "11", "-", "2010", "26", "-", "11", "-", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES ADV.(A/S) :MEIRE APARECIDA DE AMORIM AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :PAULO JOAO PIACENTINI ADV.(A/S) :VAGNER VON DIEMEN EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CIVIL. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PARCELA CTVA. NATUREZA JURÍDICA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 5 a 11/10/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8370-E779-F1C5-11A6 e senha D8CC-31D9-DB44-EF33 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES ADV.(A/S) :MEIRE APARECIDA DE AMORIM AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :PAULO JOAO PIACENTINI ADV.(A/S) :VAGNER VON DIEMEN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRABALHISTA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. CTVA. INCLUSÃO NO CÁLCULO DE VANTAGENS PESSOAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. VERIFICAÇÃO NO CASO CONCRETO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72F4-5A64-479F-DBEA e senha 01D0-0C78-EC8D-F608 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES ADV.(A/S) :MEIRE APARECIDA DE AMORIM AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :PAULO JOAO PIACENTINI ADV.(A/S) :VAGNER VON DIEMEN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRABALHISTA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. CTVA. INCLUSÃO NO CÁLCULO DE VANTAGENS PESSOAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. VERIFICAÇÃO NO CASO CONCRETO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72F4-5A64-479F-DBEA e senha 01D0-0C78-EC8D-F608 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 1155786 AGR / RS recurso, alegando, em síntese: "A matéria não caracteriza reexame de provas, pois, como visto, não há controvérsia no v. acórdão recorrido sobre a quitação plena conferida pelo ora agravado sobre direitos e obrigações oriundas do plano de previdência privada do qual se desvinculou por ocasião do saldamento. Apesar de reconhecer a quitação, o egrégio TST negou-lhe eficácia com base em regras próprias da relação de trabalho e estranhas à relação jurídica autônoma de previdência privada, contrariando diretamente, a um só tempo, os artigos 202, § 2º (autonomia da relação jurídica de previdência privada) e 5º, XXXVI (intangibilidade do ato jurídico perfeito), da Constituição da República. De igual modo, as razões do recurso extraordinário não se dirigem contra as conclusões do v. acórdão recorrido quanto à interpretação de regulamento empresarial, no sentido de que a CTVA estava incluída no salário do participação do plano de previdência da Funcef. O que se sustenta no recurso extraordinário, a partir do fato incontroverso atinente à exclusão da CTVA no pacto de saldamento e na quitação operada por meio dele, é a impossibilidade de se desconsiderar esse ato jurídico perfeito, realizado no âmbito de uma relação jurídica de cunho privatista e disponível, independente do contrato de trabalho, que implicou renúncia e transação válida sobre os valores decorrentes do cômputo da CTVA no cálculo do benefício saldado." (Doc. 117, fls. 4-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72F4-5A64-479F-DBEA e senha 01D0-0C78-EC8D-F608 Supremo Tribunal Federal RE 1155786 AGR / RS recurso, alegando, em síntese: "A matéria não caracteriza reexame de provas, pois, como visto, não há controvérsia no v. acórdão recorrido sobre a quitação plena conferida pelo ora agravado sobre direitos e obrigações oriundas do plano de previdência privada do qual se desvinculou por ocasião do saldamento. Apesar de reconhecer a quitação, o egrégio TST negou-lhe eficácia com base em regras próprias da relação de trabalho e estranhas à relação jurídica autônoma de previdência privada, contrariando diretamente, a um só tempo, os artigos 202, § 2º (autonomia da relação jurídica de previdência privada) e 5º, XXXVI (intangibilidade do ato jurídico perfeito), da Constituição da República. De igual modo, as razões do recurso extraordinário não se dirigem contra as conclusões do v. acórdão recorrido quanto à interpretação de regulamento empresarial, no sentido de que a CTVA estava incluída no salário do participação do plano de previdência da Funcef. O que se sustenta no recurso extraordinário, a partir do fato incontroverso atinente à exclusão da CTVA no pacto de saldamento e na quitação operada por meio dele, é a impossibilidade de se desconsiderar esse ato jurídico perfeito, realizado no âmbito de uma relação jurídica de cunho privatista e disponível, independente do contrato de trabalho, que implicou renúncia e transação válida sobre os valores decorrentes do cômputo da CTVA no cálculo do benefício saldado." (Doc. 117, fls. 4-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72F4-5A64-479F-DBEA e senha 01D0-0C78-EC8D-F608 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu ser devido o recálculo do valor do benefício saldado, decorrente da integração do CTVA no salário de participação, sob o argumento de que a parcela Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado - CTVA - tem caráter contraprestativo e natureza jurídica salarial, devendo integrar o salário de contribuição devido à FUNCEF por força do disposto nas normas regulamentares. Assentou, ainda, que o fato de o reclamante ter aderido ao novo plano, de forma espontânea e com quitação geral e irrestrita concernente às regras do regime anterior, não comporta renúncia a direito que já se encontra incorporado em seu patrimônio. Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise das cláusulas do regulamento do plano de previdência, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu ser devido o recálculo do valor do benefício saldado, decorrente da integração do CTVA no salário de participação, sob o argumento de que a parcela Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado - CTVA - tem caráter contraprestativo e natureza jurídica salarial, devendo integrar o salário de contribuição devido à FUNCEF por força do disposto nas normas regulamentares. Assentou, ainda, que o fato de o reclamante ter aderido ao novo plano, de forma espontânea e com quitação geral e irrestrita concernente às regras do regime anterior, não comporta renúncia a direito que já se encontra incorporado em seu patrimônio. Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise das cláusulas do regulamento do plano de previdência, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1155786 AGR / RS “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. MIGRAÇÃO ENTRE PLANOS DE BENEFÍCIOS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 909.496-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 16/2/2016). "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTO DE APOSENTADORIA. MIGRAÇÃO ENTRE PLANOS DE BENEFÍCIOS. QUESTÃO QUE CONSTITUI INOVAÇÃO RECURSAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454/STF. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. EXTENSÃO A INATIVOS DE BENEFÍCIOS CONCEDIDOS A TRABALHADORES EM ATIVIDADE. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A questão suscitada que constitui inovação recursal, não apresentada nas razões do recurso extraordinário, motivo pelo qual não devem ser apreciadas pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente, nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), bem como o reexame de cláusulas contratuais (Súmula 454/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 3. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 4. O Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da controvérsia envolvendo extensão a inativos, beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados em atividade, por não se tratar de matéria constitucional. Precedente: RE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Supremo Tribunal Federal RE 1155786 AGR / RS “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. MIGRAÇÃO ENTRE PLANOS DE BENEFÍCIOS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 909.496-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 16/2/2016). "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTO DE APOSENTADORIA. MIGRAÇÃO ENTRE PLANOS DE BENEFÍCIOS. QUESTÃO QUE CONSTITUI INOVAÇÃO RECURSAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454/STF. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. EXTENSÃO A INATIVOS DE BENEFÍCIOS CONCEDIDOS A TRABALHADORES EM ATIVIDADE. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A questão suscitada que constitui inovação recursal, não apresentada nas razões do recurso extraordinário, motivo pelo qual não devem ser apreciadas pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente, nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), bem como o reexame de cláusulas contratuais (Súmula 454/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 3. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 4. O Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da controvérsia envolvendo extensão a inativos, beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados em atividade, por não se tratar de matéria constitucional. Precedente: RE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1155786 AGR / RS 590.005-RG, Rel. Min. Cezar Peluso. 5. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 6. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 851.378-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 7/5/2015). "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 913.015-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 17/12/2015). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Supremo Tribunal Federal RE 1155786 AGR / RS 590.005-RG, Rel. Min. Cezar Peluso. 5. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 6. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 851.378-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 7/5/2015). "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 913.015-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 17/12/2015). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (14499/DF) ADV.(A/S) : MEIRE APARECIDA DE AMORIM (19673/DF) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) AGDO.(A/S) : PAULO JOAO PIACENTINI ADV.(A/S) : VAGNER VON DIEMEN (88146/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7780-3DB5-395B-AA62 e senha 8935-1467-54AE-C1CE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (14499/DF) ADV.(A/S) : MEIRE APARECIDA DE AMORIM (19673/DF) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) AGDO.(A/S) : PAULO JOAO PIACENTINI ADV.(A/S) : VAGNER VON DIEMEN (88146/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7780-3DB5-395B-AA62 e senha 8935-1467-54AE-C1CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748490468
2018-10-15T00:00:00
2018-10-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CIVIL. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PARCELA CTVA. NATUREZA JURÍDICA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur393263
- Acórdão(s) citado(s): (COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, PARCELA CTVA) ARE 851378 ED (1ªT), ARE 913015 AgR (1ªT), ARE 909496 AgR-segundo (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 31/10/2018, ER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1155786
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1155786 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES ADV.(A/S) : MEIRE APARECIDA DE AMORIM AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) : PAULO JOAO PIACENTINI ADV.(A/S) : VAGNER VON DIEMEN
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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES ADV.(A/S) :MEIRE APARECIDA DE AMORIM AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :PAULO JOAO PIACENTINI ADV.(A/S) :VAGNER VON DIEMEN EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CIVIL. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PARCELA CTVA. NATUREZA JURÍDICA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 5 a 11/10/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8370-E779-F1C5-11A6 e senha D8CC-31D9-DB44-EF33 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES ADV.(A/S) :MEIRE APARECIDA DE AMORIM AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :PAULO JOAO PIACENTINI ADV.(A/S) :VAGNER VON DIEMEN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRABALHISTA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. CTVA. INCLUSÃO NO CÁLCULO DE VANTAGENS PESSOAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. VERIFICAÇÃO NO CASO CONCRETO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72F4-5A64-479F-DBEA e senha 01D0-0C78-EC8D-F608 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES ADV.(A/S) :MEIRE APARECIDA DE AMORIM AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :PAULO JOAO PIACENTINI ADV.(A/S) :VAGNER VON DIEMEN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRABALHISTA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. CTVA. INCLUSÃO NO CÁLCULO DE VANTAGENS PESSOAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. VERIFICAÇÃO NO CASO CONCRETO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72F4-5A64-479F-DBEA e senha 01D0-0C78-EC8D-F608 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1155786 AGR / RS recurso, alegando, em síntese: "A matéria não caracteriza reexame de provas, pois, como visto, não há controvérsia no v. acórdão recorrido sobre a quitação plena conferida pelo ora agravado sobre direitos e obrigações oriundas do plano de previdência privada do qual se desvinculou por ocasião do saldamento. Apesar de reconhecer a quitação, o egrégio Tribunal Superior do Trabalho negou-lhe eficácia com base em regras próprias da relação de trabalho e estranhas à relação jurídica autônoma de previdência privada, contrariando diretamente, a um só tempo, os artigos 202, § 2... (autonomia da relação jurídica de previdência privada) e 5..., XXXVI (intangibilidade do ato jurídico perfeito), da Constituição da República. De igual modo, as razões do recurso extraordinário não se dirigem contra as conclusões do v. acórdão recorrido quanto à interpretação de regulamento empresarial, no sentido de que a CTVA estava incluída no salário do participação do plano de previdência da Funcef. O que se sustenta no recurso extraordinário, a partir do fato incontroverso atinente à exclusão da CTVA no pacto de saldamento e na quitação operada por meio dele, é a impossibilidade de se desconsiderar esse ato jurídico perfeito, realizado no âmbito de uma relação jurídica de cunho privatista e disponível, independente do contrato de trabalho, que implicou renúncia e transação válida sobre os valores decorrentes do cômputo da CTVA no cálculo do benefício saldado." (Doc. 117, fls. 4-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72F4-5A64-479F-DBEA e senha 01D0-0C78-EC8D-F608 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1155786 AGR / RS recurso, alegando, em síntese: "A matéria não caracteriza reexame de provas, pois, como visto, não há controvérsia no v. acórdão recorrido sobre a quitação plena conferida pelo ora agravado sobre direitos e obrigações oriundas do plano de previdência privada do qual se desvinculou por ocasião do saldamento. Apesar de reconhecer a quitação, o egrégio Tribunal Superior do Trabalho negou-lhe eficácia com base em regras próprias da relação de trabalho e estranhas à relação jurídica autônoma de previdência privada, contrariando diretamente, a um só tempo, os artigos 202, § 2... (autonomia da relação jurídica de previdência privada) e 5..., XXXVI (intangibilidade do ato jurídico perfeito), da Constituição da República. De igual modo, as razões do recurso extraordinário não se dirigem contra as conclusões do v. acórdão recorrido quanto à interpretação de regulamento empresarial, no sentido de que a CTVA estava incluída no salário do participação do plano de previdência da Funcef. O que se sustenta no recurso extraordinário, a partir do fato incontroverso atinente à exclusão da CTVA no pacto de saldamento e na quitação operada por meio dele, é a impossibilidade de se desconsiderar esse ato jurídico perfeito, realizado no âmbito de uma relação jurídica de cunho privatista e disponível, independente do contrato de trabalho, que implicou renúncia e transação válida sobre os valores decorrentes do cômputo da CTVA no cálculo do benefício saldado." (Doc. 117, fls. 4-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72F4-5A64-479F-DBEA e senha 01D0-0C78-EC8D-F608 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu ser devido o recálculo do valor do benefício saldado, decorrente da integração do CTVA no salário de participação, sob o argumento de que a parcela Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado - CTVA - tem caráter contraprestativo e natureza jurídica salarial, devendo integrar o salário de contribuição devido à FUNCEF por força do disposto nas normas regulamentares. Assentou, ainda, que o fato de o reclamante ter aderido ao novo plano, de forma espontânea e com quitação geral e irrestrita concernente às regras do regime anterior, não comporta renúncia a direito que já se encontra incorporado em seu patrimônio. Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise das cláusulas do regulamento do plano de previdência, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu ser devido o recálculo do valor do benefício saldado, decorrente da integração do CTVA no salário de participação, sob o argumento de que a parcela Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado - CTVA - tem caráter contraprestativo e natureza jurídica salarial, devendo integrar o salário de contribuição devido à FUNCEF por força do disposto nas normas regulamentares. Assentou, ainda, que o fato de o reclamante ter aderido ao novo plano, de forma espontânea e com quitação geral e irrestrita concernente às regras do regime anterior, não comporta renúncia a direito que já se encontra incorporado em seu patrimônio. Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise das cláusulas do regulamento do plano de previdência, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1155786 AGR / RS “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. MIGRAÇÃO ENTRE PLANOS DE BENEFÍCIOS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 909.496-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 16/2/2016). "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTO DE APOSENTADORIA. MIGRAÇÃO ENTRE PLANOS DE BENEFÍCIOS. QUESTÃO QUE CONSTITUI INOVAÇÃO RECURSAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. EXTENSÃO A INATIVOS DE BENEFÍCIOS CONCEDIDOS A TRABALHADORES EM ATIVIDADE. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A questão suscitada que constitui inovação recursal, não apresentada nas razões do recurso extraordinário, motivo pelo qual não devem ser apreciadas pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente, nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como o reexame de cláusulas contratuais (Súmula 454/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 3. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 4. O Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da controvérsia envolvendo extensão a inativos, beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados em atividade, por não se tratar de matéria constitucional. Precedente: Recurso Extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1155786 AGR / RS “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. MIGRAÇÃO ENTRE PLANOS DE BENEFÍCIOS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 909.496-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 16/2/2016). "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTO DE APOSENTADORIA. MIGRAÇÃO ENTRE PLANOS DE BENEFÍCIOS. QUESTÃO QUE CONSTITUI INOVAÇÃO RECURSAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. EXTENSÃO A INATIVOS DE BENEFÍCIOS CONCEDIDOS A TRABALHADORES EM ATIVIDADE. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A questão suscitada que constitui inovação recursal, não apresentada nas razões do recurso extraordinário, motivo pelo qual não devem ser apreciadas pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente, nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como o reexame de cláusulas contratuais (Súmula 454/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 3. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 4. O Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da controvérsia envolvendo extensão a inativos, beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados em atividade, por não se tratar de matéria constitucional. Precedente: Recurso Extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1155786 AGR / RS 590.005-RG, Rel. Min. Cezar Peluso. 5. O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, bem como os arts. 326 e 327 do RI/Supremo Tribunal Federal, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 6. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 851.378-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 7/5/2015). "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 913.015-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 17/12/2015). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1155786 AGR / RS 590.005-RG, Rel. Min. Cezar Peluso. 5. O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, bem como os arts. 326 e 327 do RI/Supremo Tribunal Federal, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 6. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 851.378-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 7/5/2015). "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido." (ARE 913.015-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 17/12/2015). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AD2-28DD-1613-6237 e senha D570-7CE6-5E0B-53D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (14499/DF) ADV.(A/S) : MEIRE APARECIDA DE AMORIM (19673/DF) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) AGDO.(A/S) : PAULO JOAO PIACENTINI ADV.(A/S) : VAGNER VON DIEMEN (88146/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7780-3DB5-395B-AA62 e senha 8935-1467-54AE-C1CE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.786 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CAIXA ECONOMICA FEDERAL ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (14499/DF) ADV.(A/S) : MEIRE APARECIDA DE AMORIM (19673/DF) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) AGDO.(A/S) : PAULO JOAO PIACENTINI ADV.(A/S) : VAGNER VON DIEMEN (88146/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7780-3DB5-395B-AA62 e senha 8935-1467-54AE-C1CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 155 . 786", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 155 . 786", "SÚMULAS 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 155 . 786", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 1155786 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1155786 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 155 . 786", "Súmulas 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 155 . 786", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1155786 AGR / RS", "SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 909 . 496 - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso", "SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 909 . 496 - AgR", "SÚMULAS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 2", "Recurso Extraordinário 1155786 AGR / RS 590 . 005 - RG", "ARE 851 . 378 - ED", "ARE 913 . 015 - AgR", "Recurso Extraordinário 1155786 AGR / RS 590 . 005 - RG", "ARE 851 . 378 - ED", "ARE 913 . 015 - AgR", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 155 . 786" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 202 , § 2 . . . 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Ementa e Acórdão 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA ADV.(A/S) :ROSELI CACHOEIRA SESTREM EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Processual Civil. 3. Agravo regimental interposto contra decisão publicada sob a égide do Código de Processo Civil de 2015. Existência de honorários advocatícios fixados nas instâncias de origem. Majoração (Art. 85, § 11, do CPC). Cabimento. Precedentes. Omissão configurada. 4. Embargos de declaração acolhidos com efeitos infringentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, acolher, em parte, os embargos de declaração com efeitos infringentes, no sentido de majorar o valor da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de agosto a 6 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 691B-76EC-CF7D-6367 e senha 0435-A1B1-9CC3-1E86 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA ADV.(A/S) :ROSELI CACHOEIRA SESTREM EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Turma desta Corte, ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Incidência nos contratos de arrendamento mercantil internacional em que não há transferência de titularidade do bem. Impossibilidade. Precedentes. Tema 297 da repercussão geral (RE-RG 540.829). 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 31, p. 1) Nas razões recursais, sustenta-se omissão da decisão embargada no tocante à majoração dos ônus sucumbenciais e à aplicação de multa ante a manifesta improcedência de tese recursal, a teor do disposto nos arts. 85, § 11, e 1.021, § 4º, do CPC. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 35. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DCB-959A-85C8-0713 e senha B677-E101-7AF4-DEA7 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA ADV.(A/S) :ROSELI CACHOEIRA SESTREM EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Turma desta Corte, ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Incidência nos contratos de arrendamento mercantil internacional em que não há transferência de titularidade do bem. Impossibilidade. Precedentes. Tema 297 da repercussão geral (RE-RG 540.829). 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 31, p. 1) Nas razões recursais, sustenta-se omissão da decisão embargada no tocante à majoração dos ônus sucumbenciais e à aplicação de multa ante a manifesta improcedência de tese recursal, a teor do disposto nos arts. 85, § 11, e 1.021, § 4º, do CPC. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 35. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DCB-959A-85C8-0713 e senha B677-E101-7AF4-DEA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Os embargos de declaração são cabíveis para sanar a ocorrência de omissão, contradição, obscuridade ou erro material da decisão embargada (art. 1.022 do CPC). No presente caso, verifico a existência de omissão da decisão embargada. Isso porque o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de ser cabível a majoração dos honorários advocatícios na forma do Novo Código apenas nos casos em que a decisão recorrida tenha sido publicada após 18 de março de 2016 e houver estipulação de honorários pelas instâncias inferiores. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11)”. (ARE-AgR 103.8178 , Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 20.6.2017) Desse modo, considerando que a decisão (eDOC 16) em face da qual o ente federado se insurgiu por meio de agravo regimental (eDOC 24) foi publicada em 15 de março de 2018, bem como pela existência de fixação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B60-D47E-150A-EC28 e senha 8BA1-746E-89E7-7B24 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Os embargos de declaração são cabíveis para sanar a ocorrência de omissão, contradição, obscuridade ou erro material da decisão embargada (art. 1.022 do CPC). No presente caso, verifico a existência de omissão da decisão embargada. Isso porque o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de ser cabível a majoração dos honorários advocatícios na forma do Novo Código apenas nos casos em que a decisão recorrida tenha sido publicada após 18 de março de 2016 e houver estipulação de honorários pelas instâncias inferiores. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11)”. (ARE-AgR 103.8178 , Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 20.6.2017) Desse modo, considerando que a decisão (eDOC 16) em face da qual o ente federado se insurgiu por meio de agravo regimental (eDOC 24) foi publicada em 15 de março de 2018, bem como pela existência de fixação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B60-D47E-150A-EC28 e senha 8BA1-746E-89E7-7B24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1091890 AGR-ED / SC de honorários advocatícios nas instâncias ordinárias, de rigor a aplicação do disposto no art. 85, § 11, do CPC. Sem razão a recorrente, no que toca à aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, porquanto não se vislumbram na espécie os requisitos autorizadores à sua incidência, sobretudo quando observado o contexto em que exercido o direito de irresignação, no qual modificado por esta Corte entendimento firmado pela inteireza dos provimentos do tribunal de origem, que davam pela improcedência da tese inicial da parte ora embargante. Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração, dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para complementar a decisão embargada no sentido de majorar o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do art. 85 do CPC, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B60-D47E-150A-EC28 e senha 8BA1-746E-89E7-7B24 Supremo Tribunal Federal RE 1091890 AGR-ED / SC de honorários advocatícios nas instâncias ordinárias, de rigor a aplicação do disposto no art. 85, § 11, do CPC. Sem razão a recorrente, no que toca à aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, porquanto não se vislumbram na espécie os requisitos autorizadores à sua incidência, sobretudo quando observado o contexto em que exercido o direito de irresignação, no qual modificado por esta Corte entendimento firmado pela inteireza dos provimentos do tribunal de origem, que davam pela improcedência da tese inicial da parte ora embargante. Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração, dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para complementar a decisão embargada no sentido de majorar o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do art. 85 do CPC, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B60-D47E-150A-EC28 e senha 8BA1-746E-89E7-7B24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA ADV.(A/S) : ROSELI CACHOEIRA SESTREM (37112/PR, 6654/SC) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu, em parte, os embargos de declaração, dando-lhes efeitos infringentes, para complementar a decisão embargada no sentido de majorar o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do art. 85 do CPC, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51E0-0F83-C223-BCF9 e senha 21CD-4190-BE9F-8EEE Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA ADV.(A/S) : ROSELI CACHOEIRA SESTREM (37112/PR, 6654/SC) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu, em parte, os embargos de declaração, dando-lhes efeitos infringentes, para complementar a decisão embargada no sentido de majorar o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do art. 85 do CPC, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51E0-0F83-C223-BCF9 e senha 21CD-4190-BE9F-8EEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748275788
2018-09-10T00:00:00
2018-09-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, acolheu, em parte, os embargos de declaração, dando-lhes efeitos infringentes, para complementar a decisão embargada no sentido de majorar o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do art. 85 do CPC, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Processual Civil. 3. Agravo regimental interposto contra decisão publicada sob a égide do Código de Processo Civil de 2015. Existência de honorários advocatícios fixados nas instâncias de origem. Majoração (Art. 85, § 11, do CPC). Cabimento. Precedentes. Omissão configurada. 4. Embargos de declaração acolhidos com efeitos infringentes.
sjur391321
- Acórdão(s) citado(s): (MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS) ARE 1038178 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 08/10/2018, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1091890
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004 ART-01022\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 1091890 AgR-ED
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EMBTE.(S) : SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA ADV.(A/S) : ROSELI CACHOEIRA SESTREM EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
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Ementa e Acórdão 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA ADV.(A/S) :ROSELI CACHOEIRA SESTREM EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Processual Civil. 3. Agravo regimental interposto contra decisão publicada sob a égide do Código de Processo Civil de 2015. Existência de honorários advocatícios fixados nas instâncias de origem. Majoração (Art. 85, § 11, do Código de Processo Civil). Cabimento. Precedentes. Omissão configurada. 4. Embargos de declaração acolhidos com efeitos infringentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, acolher, em parte, os embargos de declaração com efeitos infringentes, no sentido de majorar o valor da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de agosto a 6 de setembro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 691B-76EC-CF7D-6367 e senha 0435-A1B1-9CC3-1E86 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA ADV.(A/S) :ROSELI CACHOEIRA SESTREM EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Turma desta Corte, ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Incidência nos contratos de arrendamento mercantil internacional em que não há transferência de titularidade do bem. Impossibilidade. Precedentes. Tema 297 da repercussão geral (Recurso Extraordinário-RG 540.829). 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 31, p. 1) Nas razões recursais, sustenta-se omissão da decisão embargada no tocante à majoração dos ônus sucumbenciais e à aplicação de multa ante a manifesta improcedência de tese recursal, a teor do disposto nos arts. 85, § 11, e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 35. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DCB-959A-85C8-0713 e senha B677-E101-7AF4-DEA7 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA ADV.(A/S) :ROSELI CACHOEIRA SESTREM EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Turma desta Corte, ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Incidência nos contratos de arrendamento mercantil internacional em que não há transferência de titularidade do bem. Impossibilidade. Precedentes. Tema 297 da repercussão geral (Recurso Extraordinário-RG 540.829). 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 31, p. 1) Nas razões recursais, sustenta-se omissão da decisão embargada no tocante à majoração dos ônus sucumbenciais e à aplicação de multa ante a manifesta improcedência de tese recursal, a teor do disposto nos arts. 85, § 11, e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 35. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DCB-959A-85C8-0713 e senha B677-E101-7AF4-DEA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Os embargos de declaração são cabíveis para sanar a ocorrência de omissão, contradição, obscuridade ou erro material da decisão embargada (art. 1.022 do Código de Processo Civil). No presente caso, verifico a existência de omissão da decisão embargada. Isso porque o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de ser cabível a majoração dos honorários advocatícios na forma do Novo Código apenas nos casos em que a decisão recorrida tenha sido publicada após 18 de março de 2016 e houver estipulação de honorários pelas instâncias inferiores. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)”. (ARE-AgR 103.8178 , Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 20.6.2017) Desse modo, considerando que a decisão (eDOC 16) em face da qual o ente federado se insurgiu por meio de agravo regimental (eDOC 24) foi publicada em 15 de março de 2018, bem como pela existência de fixação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B60-D47E-150A-EC28 e senha 8BA1-746E-89E7-7B24 Supremo Tribunal Federal 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Os embargos de declaração são cabíveis para sanar a ocorrência de omissão, contradição, obscuridade ou erro material da decisão embargada (art. 1.022 do Código de Processo Civil). No presente caso, verifico a existência de omissão da decisão embargada. Isso porque o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de ser cabível a majoração dos honorários advocatícios na forma do Novo Código apenas nos casos em que a decisão recorrida tenha sido publicada após 18 de março de 2016 e houver estipulação de honorários pelas instâncias inferiores. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)”. (ARE-AgR 103.8178 , Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 20.6.2017) Desse modo, considerando que a decisão (eDOC 16) em face da qual o ente federado se insurgiu por meio de agravo regimental (eDOC 24) foi publicada em 15 de março de 2018, bem como pela existência de fixação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B60-D47E-150A-EC28 e senha 8BA1-746E-89E7-7B24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1091890 AGR-ED / SC de honorários advocatícios nas instâncias ordinárias, de rigor a aplicação do disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. Sem razão a recorrente, no que toca à aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, porquanto não se vislumbram na espécie os requisitos autorizadores à sua incidência, sobretudo quando observado o contexto em que exercido o direito de irresignação, no qual modificado por esta Corte entendimento firmado pela inteireza dos provimentos do tribunal de origem, que davam pela improcedência da tese inicial da parte ora embargante. Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração, dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para complementar a decisão embargada no sentido de majorar o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos §§ 2... e 3... do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B60-D47E-150A-EC28 e senha 8BA1-746E-89E7-7B24 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1091890 AGR-ED / SC de honorários advocatícios nas instâncias ordinárias, de rigor a aplicação do disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. Sem razão a recorrente, no que toca à aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, porquanto não se vislumbram na espécie os requisitos autorizadores à sua incidência, sobretudo quando observado o contexto em que exercido o direito de irresignação, no qual modificado por esta Corte entendimento firmado pela inteireza dos provimentos do tribunal de origem, que davam pela improcedência da tese inicial da parte ora embargante. Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração, dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para complementar a decisão embargada no sentido de majorar o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos §§ 2... e 3... do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B60-D47E-150A-EC28 e senha 8BA1-746E-89E7-7B24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/09/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA ADV.(A/S) : ROSELI CACHOEIRA SESTREM (37112/PR, 6654/SC) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu, em parte, os embargos de declaração, dando-lhes efeitos infringentes, para complementar a decisão embargada no sentido de majorar o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos §§ 2... e 3... do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51E0-0F83-C223-BCF9 e senha 21CD-4190-BE9F-8EEE Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.091.890 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA ADV.(A/S) : ROSELI CACHOEIRA SESTREM (37112/PR, 6654/SC) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu, em parte, os embargos de declaração, dando-lhes efeitos infringentes, para complementar a decisão embargada no sentido de majorar o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos §§ 2... e 3... do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.8.2018 a 6.9.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51E0-0F83-C223-BCF9 e senha 21CD-4190-BE9F-8EEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 091 . 890", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 091 . 890 SANTA", "Recurso Extraordinário - RG 540 . 829", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 .", "RECURSO", "ARE", "-", "AgR 103 . 8178", "ARE", "-", "AgR 103 . 8178", "Recurso Extraordinário 1091890 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 091 . 890" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil de 2015", "Art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 85 , § 11 , e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 85 , § 11 , e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "§", "11 do art . 85 do Código de Processo Civil de 2015", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil de 2015", "Código de Processo Civil / 2015 , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "§", "§ 2 . . . e 3 . . . do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SAO LUCAS", "CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SAO LUCAS", "CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SAO LUCAS", "CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SAO LUCAS", "CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SAO LUCAS - CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM LTDA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ROSELI CACHOEIRA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROSELI CACHOEIRA SESTREM", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROSELI CACHOEIRA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROSELI CACHOEIRA SESTREM", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "ROSELI CACHOEIRA SESTREM", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2018", "31 de agosto", "6 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "18 de março de 2016", "18", "/", "3", "/", "2016", "20", ".", "6", ".", "2017", "15 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "18 de março de 2016", "18", "/", "3", "/", "2016", "20", ".", "6", ".", "2017", "15 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2018", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ EMENTA Embargos de declaração. Conversão em regimental. Agravos regimentais em recurso extraordinário com agravo. Honorários advocatícios. Majoração. Súmula 287/STF. Incidência. 1. Negado seguimento, monocraticamente, ao recurso extraordinário, os honorários advocatícios devem ser majorados, em desfavor do Município de Santo André, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2. O município recorrente não impugnou detalhadamente os fundamentos da inadmissão do recurso extraordinário relativos à incidência da Súmula 279 da Corte. Incidência da Súmula 287/STF. 3. Os argumentos da parte agravante, Município de Santo André, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo aos processos, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Agravo regimental do Instituto Nacional do Seguro Social a que se dá provimento para majorar os honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 5. Agravo regimental do Município a que se nega provimento, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C717-E738-FF45-5397 e senha CC05-7C37-CFD5-C1FB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1132938 ED / SP imposição de multa no percentual de 1%, (um por cento), na forma prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Majoração dos honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, observados, também, os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil e a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em converter os embargos de declaração em agravo regimental. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade, em dar provimento ao recurso para majorar os honorários em desfavor do Município, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C717-E738-FF45-5397 e senha CC05-7C37-CFD5-C1FB Supremo Tribunal Federal ARE 1132938 ED / SP imposição de multa no percentual de 1%, (um por cento), na forma prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Majoração dos honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, observados, também, os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil e a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em converter os embargos de declaração em agravo regimental. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade, em dar provimento ao recurso para majorar os honorários em desfavor do Município, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C717-E738-FF45-5397 e senha CC05-7C37-CFD5-C1FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) opõe embargos de declaração contra decisão mediante a qual a Presidência da Corte negou seguimento ao recurso do Município em razão da incidência da Súmula 287/STF. Requer a majoração dos honorários advocatícios na forma do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. O Município de Santo André, por sua vez, interpõe agravo regimental contra a mesma decisão, sustentando a não incidência da Súmula 287/STF, dadas as peculiaridades do caso concreto e a norma do art. 150, § 2º, da Constituição Federal. Intimadas as partes a apresentar contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 818D-731D-250E-03F4 e senha 7FA1-AC38-8E10-4FD8 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) opõe embargos de declaração contra decisão mediante a qual a Presidência da Corte negou seguimento ao recurso do Município em razão da incidência da Súmula 287/STF. Requer a majoração dos honorários advocatícios na forma do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. O Município de Santo André, por sua vez, interpõe agravo regimental contra a mesma decisão, sustentando a não incidência da Súmula 287/STF, dadas as peculiaridades do caso concreto e a norma do art. 150, § 2º, da Constituição Federal. Intimadas as partes a apresentar contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 818D-731D-250E-03F4 e senha 7FA1-AC38-8E10-4FD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Converto os embargos de declaração do Instituto para julgamento conjunto com o agravo regimental da municipalidade. Assiste razão ao Instituto. Negado seguimento, monocraticamente, ao recurso extraordinário, os honorários advocatícios devem ser majorados, em desfavor do Município de Santo André, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. Quanto ao agravo regimental do Município, sem reparos a decisão monocrática em que se aplicou a Súmula 287 ao caso dos autos. Com efeito, a parte agravante não impugnou os fundamentos da inadmissão do recurso extraordinário relativos à incidência da Súmula 279 da Corte. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA: INVIABILIDADE. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 1.005.678-AgR, Plenário, DJe de 21/3/2017). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Converto os embargos de declaração do Instituto para julgamento conjunto com o agravo regimental da municipalidade. Assiste razão ao Instituto. Negado seguimento, monocraticamente, ao recurso extraordinário, os honorários advocatícios devem ser majorados, em desfavor do Município de Santo André, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. Quanto ao agravo regimental do Município, sem reparos a decisão monocrática em que se aplicou a Súmula 287 ao caso dos autos. Com efeito, a parte agravante não impugnou os fundamentos da inadmissão do recurso extraordinário relativos à incidência da Súmula 279 da Corte. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA: INVIABILIDADE. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 1.005.678-AgR, Plenário, DJe de 21/3/2017). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1132938 ED / SP “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE AUTO DE INFRAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE MULTA. PROCON. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE, NA ORIGEM, INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287 DO STF. INCIDÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE nº 1.014.460-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 23/3/2017). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 966.597-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 14/3/2017). Os argumentos da parte agravante, Município de Santo André, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo aos processos, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Diante do exposto: a) dou provimento ao agravo regimental do Instituto Nacional do Seguro Social para majorar os honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Supremo Tribunal Federal ARE 1132938 ED / SP “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE AUTO DE INFRAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE MULTA. PROCON. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE, NA ORIGEM, INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287 DO STF. INCIDÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE nº 1.014.460-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 23/3/2017). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 966.597-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 14/3/2017). Os argumentos da parte agravante, Município de Santo André, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo aos processos, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Diante do exposto: a) dou provimento ao agravo regimental do Instituto Nacional do Seguro Social para majorar os honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1132938 ED / SP b) nego provimento ao agravo regimental do Município e lhe imponho multa de 1%, na forma prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Determino, nesta instância recursal, a majoração dos honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, observados os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil e a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Supremo Tribunal Federal ARE 1132938 ED / SP b) nego provimento ao agravo regimental do Município e lhe imponho multa de 1%, na forma prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Determino, nesta instância recursal, a majoração dos honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, observados os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil e a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADBC-092A-042D-A0CF e senha 2EEC-21A5-7D53-D882 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADBC-092A-042D-A0CF e senha 2EEC-21A5-7D53-D882 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, deu provimento ao recurso para majorar os honorários em desfavor do Município, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D07D-3CDF-09E6-AB21 e senha 01D7-C523-82D1-E2B0 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, deu provimento ao recurso para majorar os honorários em desfavor do Município, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D07D-3CDF-09E6-AB21 e senha 01D7-C523-82D1-E2B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748582894
2018-10-15T00:00:00
2018-11-06T00:00:00
O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, deu provimento ao recurso para majorar os honorários em desfavor do Município, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Embargos de declaração. Conversão em regimental. Agravos regimentais em recurso extraordinário com agravo. Honorários advocatícios. Majoração. Súmula 287/STF. Incidência. 1. Negado seguimento, monocraticamente, ao recurso extraordinário, os honorários advocatícios devem ser majorados, em desfavor do Município de Santo André, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2. O município recorrente não impugnou detalhadamente os fundamentos da inadmissão do recurso extraordinário relativos à incidência da Súmula 279 da Corte. Incidência da Súmula 287/STF. 3. Os argumentos da parte agravante, Município de Santo André, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo aos processos, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Agravo regimental do Instituto Nacional do Seguro Social a que se dá provimento para majorar os honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 5. Agravo regimental do Município a que se nega provimento, com imposição de multa no percentual de 1%, (um por cento), na forma prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Majoração dos honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, observados, também, os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil e a eventual concessão do benefício da justiça gratuita.
sjur393889
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) ARE 966597 AgR (2ªT), ARE 1005678 AgR (TP), ARE 1014460 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 28/11/2018, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1132938
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00001 PAR-00004 ART-01024 \n PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 1132938 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ EMENTA Embargos de declaração. Conversão em regimental. Agravos regimentais em recurso extraordinário com agravo. Honorários advocatícios. Majoração. Súmula 287/Supremo Tribunal Federal. Incidência. 1. Negado seguimento, monocraticamente, ao recurso extraordinário, os honorários advocatícios devem ser majorados, em desfavor do Município de Santo André, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2. O município recorrente não impugnou detalhadamente os fundamentos da inadmissão do recurso extraordinário relativos à incidência da Súmula 279 da Corte. Incidência da Súmula 287/Supremo Tribunal Federal. 3. Os argumentos da parte agravante, Município de Santo André, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo aos processos, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Agravo regimental do Instituto Nacional do Seguro Social a que se dá provimento para majorar os honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 5. Agravo regimental do Município a que se nega provimento, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C717-E738-FF45-5397 e senha CC05-7C37-CFD5-C1FB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1132938 ED / SP imposição de multa no percentual de 1%, (um por cento), na forma prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Majoração dos honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, observados, também, os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil e a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em converter os embargos de declaração em agravo regimental. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade, em dar provimento ao recurso para majorar os honorários em desfavor do Município, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C717-E738-FF45-5397 e senha CC05-7C37-CFD5-C1FB Supremo Tribunal Federal ARE 1132938 ED / SP imposição de multa no percentual de 1%, (um por cento), na forma prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Majoração dos honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, observados, também, os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil e a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 5 a 11/10/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em converter os embargos de declaração em agravo regimental. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade, em dar provimento ao recurso para majorar os honorários em desfavor do Município, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C717-E738-FF45-5397 e senha CC05-7C37-CFD5-C1FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) opõe embargos de declaração contra decisão mediante a qual a Presidência da Corte negou seguimento ao recurso do Município em razão da incidência da Súmula 287/Supremo Tribunal Federal. Requer a majoração dos honorários advocatícios na forma do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. O Município de Santo André, por sua vez, interpõe agravo regimental contra a mesma decisão, sustentando a não incidência da Súmula 287/Supremo Tribunal Federal, dadas as peculiaridades do caso concreto e a norma do art. 150, § 2..., da Constituição Federal. Intimadas as partes a apresentar contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 818D-731D-250E-03F4 e senha 7FA1-AC38-8E10-4FD8 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) opõe embargos de declaração contra decisão mediante a qual a Presidência da Corte negou seguimento ao recurso do Município em razão da incidência da Súmula 287/Supremo Tribunal Federal. Requer a majoração dos honorários advocatícios na forma do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. O Município de Santo André, por sua vez, interpõe agravo regimental contra a mesma decisão, sustentando a não incidência da Súmula 287/Supremo Tribunal Federal, dadas as peculiaridades do caso concreto e a norma do art. 150, § 2..., da Constituição Federal. Intimadas as partes a apresentar contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 818D-731D-250E-03F4 e senha 7FA1-AC38-8E10-4FD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Converto os embargos de declaração do Instituto para julgamento conjunto com o agravo regimental da municipalidade. Assiste razão ao Instituto. Negado seguimento, monocraticamente, ao recurso extraordinário, os honorários advocatícios devem ser majorados, em desfavor do Município de Santo André, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. Quanto ao agravo regimental do Município, sem reparos a decisão monocrática em que se aplicou a Súmula 287 ao caso dos autos. Com efeito, a parte agravante não impugnou os fundamentos da inadmissão do recurso extraordinário relativos à incidência da Súmula 279 da Corte. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA: INVIABILIDADE. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 1.005.678-AgR, Plenário, DJe de 21/3/2017). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Converto os embargos de declaração do Instituto para julgamento conjunto com o agravo regimental da municipalidade. Assiste razão ao Instituto. Negado seguimento, monocraticamente, ao recurso extraordinário, os honorários advocatícios devem ser majorados, em desfavor do Município de Santo André, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. Quanto ao agravo regimental do Município, sem reparos a decisão monocrática em que se aplicou a Súmula 287 ao caso dos autos. Com efeito, a parte agravante não impugnou os fundamentos da inadmissão do recurso extraordinário relativos à incidência da Súmula 279 da Corte. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA: INVIABILIDADE. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 1.005.678-AgR, Plenário, DJe de 21/3/2017). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1132938 ED / SP “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE AUTO DE INFRAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE MULTA. PROCON. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE, NA ORIGEM, INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n 1.014.460-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 23/3/2017). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 966.597-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 14/3/2017). Os argumentos da parte agravante, Município de Santo André, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo aos processos, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Diante do exposto: a) dou provimento ao agravo regimental do Instituto Nacional do Seguro Social para majorar os honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Supremo Tribunal Federal ARE 1132938 ED / SP “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE AUTO DE INFRAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE MULTA. PROCON. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE, NA ORIGEM, INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n 1.014.460-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 23/3/2017). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 966.597-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 14/3/2017). Os argumentos da parte agravante, Município de Santo André, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo aos processos, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Diante do exposto: a) dou provimento ao agravo regimental do Instituto Nacional do Seguro Social para majorar os honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1132938 ED / SP b) nego provimento ao agravo regimental do Município e lhe imponho multa de 1%, na forma prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Determino, nesta instância recursal, a majoração dos honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, observados os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil e a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Supremo Tribunal Federal ARE 1132938 ED / SP b) nego provimento ao agravo regimental do Município e lhe imponho multa de 1%, na forma prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Determino, nesta instância recursal, a majoração dos honorários advocatícios, em desfavor do Município, em 10% (dez por cento) do valor já arbitrado, observados os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil e a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5633-F295-846F-B027 e senha A5DA-3D89-4C40-D779 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADBC-092A-042D-A0CF e senha 2EEC-21A5-7D53-D882 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADBC-092A-042D-A0CF e senha 2EEC-21A5-7D53-D882 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/10/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, deu provimento ao recurso para majorar os honorários em desfavor do Município, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D07D-3CDF-09E6-AB21 e senha 01D7-C523-82D1-E2B0 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.132.938 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMBDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SANTO ANDRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, deu provimento ao recurso para majorar os honorários em desfavor do Município, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D07D-3CDF-09E6-AB21 e senha 01D7-C523-82D1-E2B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 132 . 938", "Súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 da Corte", "Súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1132938 ED / SP", "ARE 1132938 ED / SP", "Súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 da Corte", "ARE n 1 . 005 . 678 - AgR", "ARE n 1 . 005 . 678 - AgR", "ARE 1132938 ED / SP", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 014", ".", "460", "-", "AgR", "ARE n 966 . 597 - AgR", "ARE 1132938 ED / SP", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 014 . 460 - AgR", "ARE n 966 . 597 - AgR", "ARE 1132938 ED / SP", "ARE 1132938 ED / SP", "AGRAVO 1 . 132 . 938" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 150 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 150 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "SANTO ANDRÉ", "Município de Santo André", "Município de Santo André", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTO", "Município de Santo André", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ", "Município de Santo André", "SÃO PAULO", "Município de Santo André", "SÃO PAULO", "Município de Santo André", "Município de Santo André", "Município", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "SANTO ANDRÉ", "SÃO PAULO", "SANTO ANDRE", "MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "MUNICIPIO", "Instituto Nacional do Seguro Social", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "MUNICIPIO", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "MUNICIPIO", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Presidência", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Instituto Nacional do Seguro Social", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Instituto Nacional do Seguro Social", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "MUNICIPIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "11", "/", "10", "/", "2018", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "11", "/", "10", "/", "2018", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "21", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "21", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "2017", "14", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "2017", "14", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2018", "11", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) :NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. RECEPTAÇÃO. ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691/STF. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 2. As decisões das instâncias precedentes não são teratológicas ou patentemente desfundamentadas. Circunstâncias que não autorização a superação da orientação restritiva. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 5 a 11 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55C9-0D91-76E9-D44F e senha 50D7-1007-CB2A-1132 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) :NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 451.801, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que os pacientes foram presos em flagrante pela suposta prática dos crimes previstos no art. 33, caput, da Lei n.º 11.343/2006; art. 180 e art. 311, ambos do Código Penal. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Denegada a ordem, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 451.801, Ministra Maria Thereza De Assis Moura, indeferiu a medida cautelar. 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que foi decretada ‘a prisão preventiva com fundamentos na gravidade abstrata do delito e na hediondez do crime de tráfico de drogas’. 5. Com essa argumentação, requer a concessão da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) :NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 451.801, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que os pacientes foram presos em flagrante pela suposta prática dos crimes previstos no art. 33, caput, da Lei n.º 11.343/2006; art. 180 e art. 311, ambos do Código Penal. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Denegada a ordem, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 451.801, Ministra Maria Thereza De Assis Moura, indeferiu a medida cautelar. 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que foi decretada ‘a prisão preventiva com fundamentos na gravidade abstrata do delito e na hediondez do crime de tráfico de drogas’. 5. Com essa argumentação, requer a concessão da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 160905 AGR / RS ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia preventiva por outra medida cautelar. Decido. 6. Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 7. A hipótese dos autos não autoriza a superação do entendimento consolidado na Súmula 691/STF. As decisões proferidas pelas instâncias anteriores não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas, notadamente se se considerar que, tal como assentou o Tribunal de origem, a ‘significativa quantidade de entorpecente apreendida em poder dos flagrados, de natureza altamente nociva, além de constituir prova de que dita droga se destinava ao comércio ilícito, somada a apreensão de veículo roubado, revela também a intensa periculosidade dos agentes do crime que demonstram engajamento na prática delituosa’. 8. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, não conheço do habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta a ilegalidade da prisão preventiva dos agravantes, tendo em vista ter sido decretada com base na gravidade abstrata do delito; e aponta que “negar habeas corpus a meninos pobres da favela com 146 gramas de drogas é ferir de morte a democracia com a criminalização da pobreza”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Supremo Tribunal Federal HC 160905 AGR / RS ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia preventiva por outra medida cautelar. Decido. 6. Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 7. A hipótese dos autos não autoriza a superação do entendimento consolidado na Súmula 691/STF. As decisões proferidas pelas instâncias anteriores não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas, notadamente se se considerar que, tal como assentou o Tribunal de origem, a ‘significativa quantidade de entorpecente apreendida em poder dos flagrados, de natureza altamente nociva, além de constituir prova de que dita droga se destinava ao comércio ilícito, somada a apreensão de veículo roubado, revela também a intensa periculosidade dos agentes do crime que demonstram engajamento na prática delituosa’. 8. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, não conheço do habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta a ilegalidade da prisão preventiva dos agravantes, tendo em vista ter sido decretada com base na gravidade abstrata do delito; e aponta que “negar habeas corpus a meninos pobres da favela com 146 gramas de drogas é ferir de morte a democracia com a criminalização da pobreza”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 160905 AGR / RS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Supremo Tribunal Federal HC 160905 AGR / RS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A decisão agravada apontou a inadmissibilidade da impetração contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 3. Além disso, demonstrou-se que, no caso, as decisões das instâncias precedentes não são teratológicas ou patentemente desfundamentadas, de modo a autorizar a superação daquele enunciado sumular. Dou especial importância aos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, no sentido de que a “significativa quantidade de entorpecente apreendida em poder dos flagrados, de natureza altamente nociva, além de constituir prova de que dita droga se destinava ao comércio ilícito, somada a apreensão de veículo roubado, revela também a intensa periculosidade dos agentes do crime que demonstram engajamento na prática delituosa”. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C5-0133-233B-D641 e senha F700-A66D-8E6A-D518 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A decisão agravada apontou a inadmissibilidade da impetração contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 3. Além disso, demonstrou-se que, no caso, as decisões das instâncias precedentes não são teratológicas ou patentemente desfundamentadas, de modo a autorizar a superação daquele enunciado sumular. Dou especial importância aos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, no sentido de que a “significativa quantidade de entorpecente apreendida em poder dos flagrados, de natureza altamente nociva, além de constituir prova de que dita droga se destinava ao comércio ilícito, somada a apreensão de veículo roubado, revela também a intensa periculosidade dos agentes do crime que demonstram engajamento na prática delituosa”. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C5-0133-233B-D641 e senha F700-A66D-8E6A-D518 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) :NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9F0-D47F-B50C-14D3 e senha EF23-9125-DFA3-3E1E Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) :NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9F0-D47F-B50C-14D3 e senha EF23-9125-DFA3-3E1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) : NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (75834/RS) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60D5-35D3-D4EA-A694 e senha C39F-8CAA-C668-23C5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) : NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (75834/RS) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60D5-35D3-D4EA-A694 e senha C39F-8CAA-C668-23C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748643458
2018-10-15T00:00:00
2018-11-13T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. RECEPTAÇÃO. ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691/STF. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 2. As decisões das instâncias precedentes não são teratológicas ou patentemente desfundamentadas. Circunstâncias que não autorização a superação da orientação restritiva. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur394278
Número de páginas: 7. Análise: 30/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
160905
[ "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 160905 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) : NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) :NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. RECEPTAÇÃO. ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). 2. As decisões das instâncias precedentes não são teratológicas ou patentemente desfundamentadas. Circunstâncias que não autorização a superação da orientação restritiva. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 5 a 11 de outubro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55C9-0D91-76E9-D44F e senha 50D7-1007-CB2A-1132 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) :NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 451.801, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que os pacientes foram presos em flagrante pela suposta prática dos crimes previstos no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006; art. 180 e art. 311, ambos do Código Penal. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Denegada a ordem, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 451.801, Ministra Maria Thereza De Assis Moura, indeferiu a medida cautelar. 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que foi decretada ‘a prisão preventiva com fundamentos na gravidade abstrata do delito e na hediondez do crime de tráfico de drogas’. 5. Com essa argumentação, requer a concessão da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) :NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 451.801, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que os pacientes foram presos em flagrante pela suposta prática dos crimes previstos no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006; art. 180 e art. 311, ambos do Código Penal. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Denegada a ordem, sobreveio a impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 451.801, Ministra Maria Thereza De Assis Moura, indeferiu a medida cautelar. 4. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que foi decretada ‘a prisão preventiva com fundamentos na gravidade abstrata do delito e na hediondez do crime de tráfico de drogas’. 5. Com essa argumentação, requer a concessão da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 160905 AGR / RS ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia preventiva por outra medida cautelar. Decido. 6. Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 7. A hipótese dos autos não autoriza a superação do entendimento consolidado na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. As decisões proferidas pelas instâncias anteriores não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas, notadamente se se considerar que, tal como assentou o Tribunal de origem, a ‘significativa quantidade de entorpecente apreendida em poder dos flagrados, de natureza altamente nociva, além de constituir prova de que dita droga se destinava ao comércio ilícito, somada a apreensão de veículo roubado, revela também a intensa periculosidade dos agentes do crime que demonstram engajamento na prática delituosa’. 8. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, não conheço do habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta a ilegalidade da prisão preventiva dos agravantes, tendo em vista ter sido decretada com base na gravidade abstrata do delito; e aponta que “negar habeas corpus a meninos pobres da favela com 146 gramas de drogas é ferir de morte a democracia com a criminalização da pobreza”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Supremo Tribunal Federal HC 160905 AGR / RS ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia preventiva por outra medida cautelar. Decido. 6. Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 7. A hipótese dos autos não autoriza a superação do entendimento consolidado na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. As decisões proferidas pelas instâncias anteriores não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas, notadamente se se considerar que, tal como assentou o Tribunal de origem, a ‘significativa quantidade de entorpecente apreendida em poder dos flagrados, de natureza altamente nociva, além de constituir prova de que dita droga se destinava ao comércio ilícito, somada a apreensão de veículo roubado, revela também a intensa periculosidade dos agentes do crime que demonstram engajamento na prática delituosa’. 8. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, não conheço do habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta a ilegalidade da prisão preventiva dos agravantes, tendo em vista ter sido decretada com base na gravidade abstrata do delito; e aponta que “negar habeas corpus a meninos pobres da favela com 146 gramas de drogas é ferir de morte a democracia com a criminalização da pobreza”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 160905 AGR / RS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Supremo Tribunal Federal HC 160905 AGR / RS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A55A-9BBD-D195-690E e senha D21E-8B25-E3C8-8C6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A decisão agravada apontou a inadmissibilidade da impetração contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). 3. Além disso, demonstrou-se que, no caso, as decisões das instâncias precedentes não são teratológicas ou patentemente desfundamentadas, de modo a autorizar a superação daquele enunciado sumular. Dou especial importância aos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, no sentido de que a “significativa quantidade de entorpecente apreendida em poder dos flagrados, de natureza altamente nociva, além de constituir prova de que dita droga se destinava ao comércio ilícito, somada a apreensão de veículo roubado, revela também a intensa periculosidade dos agentes do crime que demonstram engajamento na prática delituosa”. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C5-0133-233B-D641 e senha F700-A66D-8E6A-D518 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A decisão agravada apontou a inadmissibilidade da impetração contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). 3. Além disso, demonstrou-se que, no caso, as decisões das instâncias precedentes não são teratológicas ou patentemente desfundamentadas, de modo a autorizar a superação daquele enunciado sumular. Dou especial importância aos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, no sentido de que a “significativa quantidade de entorpecente apreendida em poder dos flagrados, de natureza altamente nociva, além de constituir prova de que dita droga se destinava ao comércio ilícito, somada a apreensão de veículo roubado, revela também a intensa periculosidade dos agentes do crime que demonstram engajamento na prática delituosa”. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C5-0133-233B-D641 e senha F700-A66D-8E6A-D518 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) :NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9F0-D47F-B50C-14D3 e senha EF23-9125-DFA3-3E1E Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) :NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito e do devido processo legal, obstando-se a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9F0-D47F-B50C-14D3 e senha EF23-9125-DFA3-3E1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) : NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (75834/RS) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60D5-35D3-D4EA-A694 e senha C39F-8CAA-C668-23C5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 160.905 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JONATAN NATANAEL LEITE CONCEIÇÃO AGTE.(S) : NATANAEL EDUARDO MEDEIROS ADV.(A/S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (75834/RS) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60D5-35D3-D4EA-A694 e senha C39F-8CAA-C668-23C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 160 . 905", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 160 . 905", "HC 451 . 801", "HC 451 . 801", "HABEAS CORPUS 160 . 905", "HC 451 . 801", "HC 451 . 801", "HC 160905 AGR / RS", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 160905 AGR / RS", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 160905 AGR / RS", "HC 160905 AGR / RS", "HABEAS CORPUS 160 . 905", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 160 . 905", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 160 . 905", "HABEAS CORPUS 160 . 905", "HABEAS CORPUS 160 . 905", "HABEAS CORPUS 160 . 905" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , da Lei", "art . 180 e art . 311 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA CRISTINA DOS ANJOS ADV.(A/S) :DJALMA JOSE DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7786-A473-2C2C-5805 e senha B2A3-57BD-EA82-F3FC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1140749 AGR / PE argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7786-A473-2C2C-5805 e senha B2A3-57BD-EA82-F3FC Supremo Tribunal Federal ARE 1140749 AGR / PE argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7786-A473-2C2C-5805 e senha B2A3-57BD-EA82-F3FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA CRISTINA DOS ANJOS ADV.(A/S) :DJALMA JOSE DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional meramente reflexa e (c) a aplicação da Súmula 279/STF. A parte agravante, em suma, renova as razões dos recursos anteriores. Intimada para se manifestar, a parte contrária não compareceu aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B9B-22F0-7757-436A e senha 8891-59E1-64D9-138C Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA CRISTINA DOS ANJOS ADV.(A/S) :DJALMA JOSE DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional meramente reflexa e (c) a aplicação da Súmula 279/STF. A parte agravante, em suma, renova as razões dos recursos anteriores. Intimada para se manifestar, a parte contrária não compareceu aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B9B-22F0-7757-436A e senha 8891-59E1-64D9-138C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, cuja ementa é a seguinte (fl. 121, Vol. 3): PROCESSUAL CIVIL. PENSÃO ESPECIAL DE EX- COMBATENTE. REVERSÃO PARA FILHA MAIOR. REQUISITOS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA INCAPACIDADE E DO ESTADO DE MISERABILIDADE. ART. 30 DA LEI N° 4.242/1963. REMESSA OFICIAL E APELAÇÃO DA UNIÃO PROVIDAS. 1. A matéria devolvida a este egrégio Tribunal Regional diz respeito à possibilidade de reversão da pensão especial para filha maior de ex-combatente, falecido em 15/06/1982 - devendo a pretensão da postulante, portanto, ser analisada nos termos da Lei n 4.242/63. 2. O art. 30 da Lei n 4.242/63 traz requisitos específicos que acentuam a natureza assistencial da pensão especial de ex-combatente, sendo firme o entendimento jurisprudencial no sentido de que tais requisitos devem ser preenchidos não apenas pelo ex- militar, mas também por seus dependentes. 3. Da análise do substrato fático-probatório acostado aos autos, constata-se que não restou demonstrada a incapacidade da demandante de poder prover os próprios meios de subsistência, requisito imprescindível para a obtenção do benefício. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, cuja ementa é a seguinte (fl. 121, Vol. 3): PROCESSUAL CIVIL. PENSÃO ESPECIAL DE EX- COMBATENTE. REVERSÃO PARA FILHA MAIOR. REQUISITOS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA INCAPACIDADE E DO ESTADO DE MISERABILIDADE. ART. 30 DA LEI N° 4.242/1963. REMESSA OFICIAL E APELAÇÃO DA UNIÃO PROVIDAS. 1. A matéria devolvida a este egrégio Tribunal Regional diz respeito à possibilidade de reversão da pensão especial para filha maior de ex-combatente, falecido em 15/06/1982 - devendo a pretensão da postulante, portanto, ser analisada nos termos da Lei n 4.242/63. 2. O art. 30 da Lei n 4.242/63 traz requisitos específicos que acentuam a natureza assistencial da pensão especial de ex-combatente, sendo firme o entendimento jurisprudencial no sentido de que tais requisitos devem ser preenchidos não apenas pelo ex- militar, mas também por seus dependentes. 3. Da análise do substrato fático-probatório acostado aos autos, constata-se que não restou demonstrada a incapacidade da demandante de poder prover os próprios meios de subsistência, requisito imprescindível para a obtenção do benefício. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1140749 AGR / PE 4. Mais que isso, na peça inaugural (fls. 39/47), a demandante sequer desenvolve qualquer argumento nesse sentido, limitando-se a afirmar que, por ser filha dependente do falecido ex-combatente, faria jus, automaticamente, ao benefício almejado. Ademais, a recorrente firmou declaração de pobreza, para efeito de deferimento do pedido de justiça gratuita, declaração que se presume verdadeira somente para esse específico fim. 5. Desta feita, constatado o não preenchimento dos requisitos fixados no art. 30 da Lei n 4.242/1963, inexiste direito à reversão da pensão especial. 6. Remessa oficial e apelação da União providas. Honorários advocatícios fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais), com fulcro no art. 20, §§ 3° e 4°, do CPC/73 (vigente à época da propositura da demanda), observado o disposto no art. 98, § 3°, do CPC/2015. No Apelo Extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Supremo Tribunal Federal ARE 1140749 AGR / PE 4. Mais que isso, na peça inaugural (fls. 39/47), a demandante sequer desenvolve qualquer argumento nesse sentido, limitando-se a afirmar que, por ser filha dependente do falecido ex-combatente, faria jus, automaticamente, ao benefício almejado. Ademais, a recorrente firmou declaração de pobreza, para efeito de deferimento do pedido de justiça gratuita, declaração que se presume verdadeira somente para esse específico fim. 5. Desta feita, constatado o não preenchimento dos requisitos fixados no art. 30 da Lei n 4.242/1963, inexiste direito à reversão da pensão especial. 6. Remessa oficial e apelação da União providas. Honorários advocatícios fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais), com fulcro no art. 20, §§ 3° e 4°, do CPC/73 (vigente à época da propositura da demanda), observado o disposto no art. 98, § 3°, do CPC/2015. No Apelo Extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1140749 AGR / PE constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal a quo, ao apreciar a controvérsia, deu provimento a apelação e a remessa oficial da recorrida, aduzindo a ausência de comprovação do preenchimento dos requisitos de miserabilidade ou incapacidade, exigidos pela Lei 4.242/1963, para a reversão de pensão especial de ex- combatente em favor de filha maior. A solução dessa controvérsia, portanto, depende do reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que é vedado na via extraordinária, bem como demanda, ainda, a análise do contexto fático-probatório dos autos, o que é igualmente incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 279 desta CORTE (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido, cite-se o seguinte precedente: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Supremo Tribunal Federal ARE 1140749 AGR / PE constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal a quo, ao apreciar a controvérsia, deu provimento a apelação e a remessa oficial da recorrida, aduzindo a ausência de comprovação do preenchimento dos requisitos de miserabilidade ou incapacidade, exigidos pela Lei 4.242/1963, para a reversão de pensão especial de ex- combatente em favor de filha maior. A solução dessa controvérsia, portanto, depende do reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que é vedado na via extraordinária, bem como demanda, ainda, a análise do contexto fático-probatório dos autos, o que é igualmente incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 279 desta CORTE (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido, cite-se o seguinte precedente: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1140749 AGR / PE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO DE EX-COMBATENTE. CONDIÇÃO DE DEPENDENTE ECONÔMICO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO DESPROVIDO. (RE 1.088.599/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 16/11/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). ” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Supremo Tribunal Federal ARE 1140749 AGR / PE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO DE EX-COMBATENTE. CONDIÇÃO DE DEPENDENTE ECONÔMICO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO DESPROVIDO. (RE 1.088.599/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 16/11/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). ” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARIA CRISTINA DOS ANJOS ADV.(A/S) : DJALMA JOSE DO NASCIMENTO (10037/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C29-C22D-B670-5BF8 e senha 825C-DF70-2893-DC40 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARIA CRISTINA DOS ANJOS ADV.(A/S) : DJALMA JOSE DO NASCIMENTO (10037/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C29-C22D-B670-5BF8 e senha 825C-DF70-2893-DC40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748721497
2018-11-12T00:00:00
2018-11-26T00:00:00
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur394869
Número de páginas: 8. Análise: 10/12/2018, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1140749
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-004242 ANO-1963\n ART-00030\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1140749 AgR
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ADV.(A/S) : DJALMA JOSE DO NASCIMENTO AGTE.(S) : MARIA CRISTINA DOS ANJOS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA CRISTINA DOS ANJOS ADV.(A/S) :DJALMA JOSE DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7786-A473-2C2C-5805 e senha B2A3-57BD-EA82-F3FC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1140749 AGR / PE argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7786-A473-2C2C-5805 e senha B2A3-57BD-EA82-F3FC Supremo Tribunal Federal ARE 1140749 AGR / PE argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7786-A473-2C2C-5805 e senha B2A3-57BD-EA82-F3FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA CRISTINA DOS ANJOS ADV.(A/S) :DJALMA JOSE DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional meramente reflexa e (c) a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A parte agravante, em suma, renova as razões dos recursos anteriores. Intimada para se manifestar, a parte contrária não compareceu aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B9B-22F0-7757-436A e senha 8891-59E1-64D9-138C Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA CRISTINA DOS ANJOS ADV.(A/S) :DJALMA JOSE DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional meramente reflexa e (c) a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A parte agravante, em suma, renova as razões dos recursos anteriores. Intimada para se manifestar, a parte contrária não compareceu aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B9B-22F0-7757-436A e senha 8891-59E1-64D9-138C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5... Região, cuja ementa é a seguinte (fl. 121, Vol. 3): PROCESSUAL CIVIL. PENSÃO ESPECIAL DE EX- COMBATENTE. REVERSÃO PARA FILHA MAIOR. REQUISITOS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA INCAPACIDADE E DO ESTADO DE MISERABILIDADE. ART. 30 DA LEI n 4.242/1963. REMESSA OFICIAL E APELAÇÃO DA UNIÃO PROVIDAS. 1. A matéria devolvida a este egrégio Tribunal Regional diz respeito à possibilidade de reversão da pensão especial para filha maior de ex-combatente, falecido em 15/06/1982 - devendo a pretensão da postulante, portanto, ser analisada nos termos da Lei n 4.242/63. 2. O art. 30 da Lei n 4.242/63 traz requisitos específicos que acentuam a natureza assistencial da pensão especial de ex-combatente, sendo firme o entendimento jurisprudencial no sentido de que tais requisitos devem ser preenchidos não apenas pelo ex- militar, mas também por seus dependentes. 3. Da análise do substrato fático-probatório acostado aos autos, constata-se que não restou demonstrada a incapacidade da demandante de poder prover os próprios meios de subsistência, requisito imprescindível para a obtenção do benefício. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5... Região, cuja ementa é a seguinte (fl. 121, Vol. 3): PROCESSUAL CIVIL. PENSÃO ESPECIAL DE EX- COMBATENTE. REVERSÃO PARA FILHA MAIOR. REQUISITOS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA INCAPACIDADE E DO ESTADO DE MISERABILIDADE. ART. 30 DA LEI n 4.242/1963. REMESSA OFICIAL E APELAÇÃO DA UNIÃO PROVIDAS. 1. A matéria devolvida a este egrégio Tribunal Regional diz respeito à possibilidade de reversão da pensão especial para filha maior de ex-combatente, falecido em 15/06/1982 - devendo a pretensão da postulante, portanto, ser analisada nos termos da Lei n 4.242/63. 2. O art. 30 da Lei n 4.242/63 traz requisitos específicos que acentuam a natureza assistencial da pensão especial de ex-combatente, sendo firme o entendimento jurisprudencial no sentido de que tais requisitos devem ser preenchidos não apenas pelo ex- militar, mas também por seus dependentes. 3. Da análise do substrato fático-probatório acostado aos autos, constata-se que não restou demonstrada a incapacidade da demandante de poder prover os próprios meios de subsistência, requisito imprescindível para a obtenção do benefício. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1140749 AGR / PE 4. Mais que isso, na peça inaugural (fls. 39/47), a demandante sequer desenvolve qualquer argumento nesse sentido, limitando-se a afirmar que, por ser filha dependente do falecido ex-combatente, faria jus, automaticamente, ao benefício almejado. Ademais, a recorrente firmou declaração de pobreza, para efeito de deferimento do pedido de justiça gratuita, declaração que se presume verdadeira somente para esse específico fim. 5. Desta feita, constatado o não preenchimento dos requisitos fixados no art. 30 da Lei n 4.242/1963, inexiste direito à reversão da pensão especial. 6. Remessa oficial e apelação da União providas. Honorários advocatícios fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais), com fulcro no art. 20, §§ 3... e 4..., do Código de Processo Civil/73 (vigente à época da propositura da demanda), observado o disposto no art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. No Apelo Extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Supremo Tribunal Federal ARE 1140749 AGR / PE 4. Mais que isso, na peça inaugural (fls. 39/47), a demandante sequer desenvolve qualquer argumento nesse sentido, limitando-se a afirmar que, por ser filha dependente do falecido ex-combatente, faria jus, automaticamente, ao benefício almejado. Ademais, a recorrente firmou declaração de pobreza, para efeito de deferimento do pedido de justiça gratuita, declaração que se presume verdadeira somente para esse específico fim. 5. Desta feita, constatado o não preenchimento dos requisitos fixados no art. 30 da Lei n 4.242/1963, inexiste direito à reversão da pensão especial. 6. Remessa oficial e apelação da União providas. Honorários advocatícios fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais), com fulcro no art. 20, §§ 3... e 4..., do Código de Processo Civil/73 (vigente à época da propositura da demanda), observado o disposto no art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. No Apelo Extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1140749 AGR / PE constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal a quo, ao apreciar a controvérsia, deu provimento a apelação e a remessa oficial da recorrida, aduzindo a ausência de comprovação do preenchimento dos requisitos de miserabilidade ou incapacidade, exigidos pela Lei 4.242/1963, para a reversão de pensão especial de ex- combatente em favor de filha maior. A solução dessa controvérsia, portanto, depende do reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que é vedado na via extraordinária, bem como demanda, ainda, a análise do contexto fático-probatório dos autos, o que é igualmente incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 279 desta CORTE (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido, cite-se o seguinte precedente: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Supremo Tribunal Federal ARE 1140749 AGR / PE constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal a quo, ao apreciar a controvérsia, deu provimento a apelação e a remessa oficial da recorrida, aduzindo a ausência de comprovação do preenchimento dos requisitos de miserabilidade ou incapacidade, exigidos pela Lei 4.242/1963, para a reversão de pensão especial de ex- combatente em favor de filha maior. A solução dessa controvérsia, portanto, depende do reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que é vedado na via extraordinária, bem como demanda, ainda, a análise do contexto fático-probatório dos autos, o que é igualmente incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 279 desta CORTE (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido, cite-se o seguinte precedente: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1140749 AGR / PE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO DE EX-COMBATENTE. CONDIÇÃO DE DEPENDENTE ECONÔMICO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO DESPROVIDO. (Recurso Extraordinário 1.088.599/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 16/11/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). ” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Supremo Tribunal Federal ARE 1140749 AGR / PE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO DE EX-COMBATENTE. CONDIÇÃO DE DEPENDENTE ECONÔMICO. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO DESPROVIDO. (Recurso Extraordinário 1.088.599/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 16/11/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). ” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAED-E75D-384D-FE99 e senha 6ACC-D3ED-19EE-4C88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARIA CRISTINA DOS ANJOS ADV.(A/S) : DJALMA JOSE DO NASCIMENTO (10037/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C29-C22D-B670-5BF8 e senha 825C-DF70-2893-DC40 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.140.749 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARIA CRISTINA DOS ANJOS ADV.(A/S) : DJALMA JOSE DO NASCIMENTO (10037/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C29-C22D-B670-5BF8 e senha 825C-DF70-2893-DC40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 140 . 749", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1140749 AGR", "Súmula 279 desta Corte", "ARE 1140749", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1140749", "ARE 1140749 AGR / PE", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1140749 AGR / PE", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmula 279 desta CORTE", "ARE 1140749 AGR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 088 . 599 / PE", "ARE 1140749", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 088 . 599 / PE" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 30 DA LEI n 4 . 242 / 1963", "Lei n 4 . 242 / 63", "art . 30 da Lei n 4 . 242 / 63", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 30 DA LEI", "n 4 . 242 / 1963", "Lei n 4 . 242 / 63", "art . 30 da Lei n 4 . 242 / 63", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 30 da Lei n 4 . 242 / 1963", "art . 20 , § § 3 . . . e 4 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 30 da Lei n", "art . 20 , § § 3 . . . e 4 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei 4 . 242 / 1963", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei 4 . 242 / 1963", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil de 2015 , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "UNIÃO", "AGR", "/", "PE", "União", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "União", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AGR", "/", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "/", "PE", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA CRISTINA DOS ANJOS", "DJALMA JOSE DO NASCIMENTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA CRISTINA DOS ANJOS", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA CRISTINA DOS ANJOS", "DJALMA JOSE DO NASCIMENTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES ARE", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA CRISTINA DOS ANJOS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA CRISTINA DOS ANJOS", "DJALMA JOSE DO NASCIMENTO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "15", "/", "06", "/", "1982", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "15", "/", "06", "/", "1982", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "11", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "11", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "2", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :WALTER MIGLIORANZA ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN Ementa : AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. READEQUAÇÃO AO TETO. RE 564.354-RG (REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, TEMA 76). TESE QUE SE APLICA AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, DESDE QUE HAJAM SOFRIDO LIMITAÇÃO. 1. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do RE 564.354-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 76, DJe de 15/2/2011), assentou que o artigo 14 da EC 20/1998 e o artigo 5º da EC 41/2003 se aplicam aos benefícios que foram limitados ao teto do Regime Geral de Previdência estabelecido antes da vigência dessas normas. 2. Nesse julgamento, não se fixaram limites temporais relacionados à data de inicio do benefício, razão pela qual o entendimento estende-se aos benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988, desde que hajam sofrido limitação pelo teto. 3. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6BFA-7010-210E-CB9B e senha 8824-C4BB-FC41-8F8B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 1100152 ED-AGR / SP provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6BFA-7010-210E-CB9B e senha 8824-C4BB-FC41-8F8B Supremo Tribunal Federal RE 1100152 ED-AGR / SP provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6BFA-7010-210E-CB9B e senha 8824-C4BB-FC41-8F8B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :WALTER MIGLIORANZA ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que recebeu os Embargos de Declaração, opostos por WALTER MIGLIORANZA, como Agravo Interno, e reconsiderou o julgado recorrido para dar provimento ao Recurso Extraordinário do beneficiário, determinando ao Tribunal de origem a realização de novo julgamento à luz das diretrizes estabelecidas no Tema 76, decidido em regime de Repercussão Geral no RE 564.354-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA). Sustenta a parte agravante, em suma, que não se aplica o entendimento assentado por esta CORTE, no julgamento do RE 564.354, aos benefícios previdenciários concedidos antes da CF/88. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 251F-3A6A-9A9D-7F28 e senha 7A26-A41D-657B-CB3D Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :WALTER MIGLIORANZA ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que recebeu os Embargos de Declaração, opostos por WALTER MIGLIORANZA, como Agravo Interno, e reconsiderou o julgado recorrido para dar provimento ao Recurso Extraordinário do beneficiário, determinando ao Tribunal de origem a realização de novo julgamento à luz das diretrizes estabelecidas no Tema 76, decidido em regime de Repercussão Geral no RE 564.354-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA). Sustenta a parte agravante, em suma, que não se aplica o entendimento assentado por esta CORTE, no julgamento do RE 564.354, aos benefícios previdenciários concedidos antes da CF/88. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 251F-3A6A-9A9D-7F28 e senha 7A26-A41D-657B-CB3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário por entender que incide, no caso, o óbice da Súmula 279/STF, além de tratar-se de matéria situada no contexto infraconstitucional (Doc. 7, fls. 1-3). Sustenta a parte embargante, em suma, que o acórdão recorrido se limitou a afirmar que o precedente firmado pelo Plenário do SUPREMO, no RE 564.354, não se aplica aos benefícios concedidos antes da CF/1988. Aduz que a questão é estritamente constitucional, pois o Tribunal de origem, ao impor uma restrição temporal à aplicação do entendimento firmado naquele recurso paradigma, contraria a jurisprudência desta CORTE. Intimada, a parte embargada não se manifestou. É o relatório. Decido. O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como Agravo Interno. Nessa circunstância, o art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015 impõe a concessão de prazo ao embargante para que complemente suas razões, de modo a ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1º . Trata-se de medida pensada para evitar que se convertam os embargos em agravo interno, mas imediatamente se lhe negue conhecimento por não impugnar especificamente a decisão embargada/agravada. No caso, concedido o prazo para a parte infirmar a decisão, sobreveio manifestação adequada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário por entender que incide, no caso, o óbice da Súmula 279/STF, além de tratar-se de matéria situada no contexto infraconstitucional (Doc. 7, fls. 1-3). Sustenta a parte embargante, em suma, que o acórdão recorrido se limitou a afirmar que o precedente firmado pelo Plenário do SUPREMO, no RE 564.354, não se aplica aos benefícios concedidos antes da CF/1988. Aduz que a questão é estritamente constitucional, pois o Tribunal de origem, ao impor uma restrição temporal à aplicação do entendimento firmado naquele recurso paradigma, contraria a jurisprudência desta CORTE. Intimada, a parte embargada não se manifestou. É o relatório. Decido. O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como Agravo Interno. Nessa circunstância, o art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015 impõe a concessão de prazo ao embargante para que complemente suas razões, de modo a ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1º . Trata-se de medida pensada para evitar que se convertam os embargos em agravo interno, mas imediatamente se lhe negue conhecimento por não impugnar especificamente a decisão embargada/agravada. No caso, concedido o prazo para a parte infirmar a decisão, sobreveio manifestação adequada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1100152 ED-AGR / SP Eis a decisão ora agravada (fls. 1-3, Doc. 7): DECISÃO Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado (fls. 27 , Vol. 2): PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO EM DATA ANTERIOR À CF/88. EC 20/98 e 41/03. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO LEGAL (ART. 557, §1º, DO CPC). PODERES DO RELATOR. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER NÃO CARACTERIZADOS. 1- É dado ao relator, na busca pelo processo célere e racional, decidir monocraticamente o recurso interposto, quer negando-lhe seguimento, desde que em descompasso com "súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior", quer lhe dando provimento, na hipótese de decisão contrária "à súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior" (art. 557, caput e §1º-A, do CPC). 2- O denominado agravo legal (art. 557, §1°, do CPC) tem o propósito de submeter ao órgão colegiado o controle da extensão dos poderes do relator e, bem assim, a legalidade da decisão monocrática proferida, não se prestando, afora essas circunstâncias, à rediscussão, em si, de matéria já decidida. 3- Decisão que não padece de qualquer ilegalidade ou abuso de poder, estando seus fundamentos em consonância com a jurisprudência 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal RE 1100152 ED-AGR / SP Eis a decisão ora agravada (fls. 1-3, Doc. 7): DECISÃO Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado (fls. 27 , Vol. 2): PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO EM DATA ANTERIOR À CF/88. EC 20/98 e 41/03. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO LEGAL (ART. 557, §1º, DO CPC). PODERES DO RELATOR. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER NÃO CARACTERIZADOS. 1- É dado ao relator, na busca pelo processo célere e racional, decidir monocraticamente o recurso interposto, quer negando-lhe seguimento, desde que em descompasso com "súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior", quer lhe dando provimento, na hipótese de decisão contrária "à súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior" (art. 557, caput e §1º-A, do CPC). 2- O denominado agravo legal (art. 557, §1°, do CPC) tem o propósito de submeter ao órgão colegiado o controle da extensão dos poderes do relator e, bem assim, a legalidade da decisão monocrática proferida, não se prestando, afora essas circunstâncias, à rediscussão, em si, de matéria já decidida. 3- Decisão que não padece de qualquer ilegalidade ou abuso de poder, estando seus fundamentos em consonância com a jurisprudência 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1100152 ED-AGR / SP pertinente à matéria devolvida a este E. Tribunal. 4- Agravo improvido. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a , da Constituição Federal, o recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu o art. 5º, da Constituição Federal, o artigo 14 da EC nº 20/1998, e o artigo 5º da EC nº 41/2003. É o relatório. Decido. Não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, concluiu que o benefício previdenciário não sofreu limitação do teto do regime geral da previdência, nos seguintes termos a seguir citados (fl. 23-24, Vol. 2): Vistos, nos moldes do art. 557 do Código de Processo Civil. Conforme consta do extrato do INFBEN, do MPAS/INSS, anexado aos autos às fls. 70, a aposentadoria por tempo de contribuição, da parte autora, foi concedida em 01/09/1980, anteriormente à Constituição Federal de 1988. O entendimento da Egrégia Nona Turma desta Corte, é no sentido de que, aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à Constituição Federal de 1988, não se aplica a adequação de seu valor aos novos limites estabelecidos pelas Emendas Constitucionais n° 20/98 e n° 41/03 (...) Assim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal RE 1100152 ED-AGR / SP pertinente à matéria devolvida a este E. Tribunal. 4- Agravo improvido. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a , da Constituição Federal, o recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu o art. 5º, da Constituição Federal, o artigo 14 da EC nº 20/1998, e o artigo 5º da EC nº 41/2003. É o relatório. Decido. Não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, concluiu que o benefício previdenciário não sofreu limitação do teto do regime geral da previdência, nos seguintes termos a seguir citados (fl. 23-24, Vol. 2): Vistos, nos moldes do art. 557 do Código de Processo Civil. Conforme consta do extrato do INFBEN, do MPAS/INSS, anexado aos autos às fls. 70, a aposentadoria por tempo de contribuição, da parte autora, foi concedida em 01/09/1980, anteriormente à Constituição Federal de 1988. O entendimento da Egrégia Nona Turma desta Corte, é no sentido de que, aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à Constituição Federal de 1988, não se aplica a adequação de seu valor aos novos limites estabelecidos pelas Emendas Constitucionais n° 20/98 e n° 41/03 (...) Assim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1100152 ED-AGR / SP Além disso, trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas no Recurso Extraordinário seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Nesse sentido: Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Benefício Previdenciário. Revisão. RE nº 564.354/SE-RG. Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. (RE 762.887-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/11/14). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A decisão agravada merece ser reconsiderada. O Tribunal de origem, em observância ao disposto no artigo 543-B do CPC/1973, exerceu o juízo de readequação, mantendo, contudo, o acórdão impugnado, por entender que não havia divergência com os parâmetros fixados pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do RE 564.354, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 76. Reafirmou, ainda, os termos do aresto atacado, ratificando o entendimento no sentido de que aos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição concedidos anteriormente à CF/1988 não se aplicam os novos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal RE 1100152 ED-AGR / SP Além disso, trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas no Recurso Extraordinário seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Nesse sentido: Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Benefício Previdenciário. Revisão. RE nº 564.354/SE-RG. Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. (RE 762.887-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/11/14). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A decisão agravada merece ser reconsiderada. O Tribunal de origem, em observância ao disposto no artigo 543-B do CPC/1973, exerceu o juízo de readequação, mantendo, contudo, o acórdão impugnado, por entender que não havia divergência com os parâmetros fixados pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do RE 564.354, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 76. Reafirmou, ainda, os termos do aresto atacado, ratificando o entendimento no sentido de que aos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição concedidos anteriormente à CF/1988 não se aplicam os novos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1100152 ED-AGR / SP limites estabelecidos pelas EC 20/1998 e EC 41/2003 (Vol. 2, fls. 8487). Em verdade, esse foi o único fundamento adotado pelo Tribunal de origem para negar seguimento à apelação do ora recorrente. No entanto, a conclusão alcançada pelo Tribunal a quo diverge da pacífica jurisprudência do STF. O Pleno desta CORTE, no RE 564.3541-RG (Tema 76), decidiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5° da EC 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. Nesse julgamento, não se fixaram limites temporais relacionados à data de inicio do benefício, razão pela qual se aplicam aos benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988, desde que hajam sofrido limitação na data da concessão. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RGPS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. BENEFÍCIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IRRELEVÂNCIA. 1. Verifico que a tese do apelo extremo se conforma adequadamente com o que restou julgado no RE-RG 564.354, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.02.2011, não havendo que se falar em limites temporais relacionados à data de início do benefício. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 959.061-AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/10/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal RE 1100152 ED-AGR / SP limites estabelecidos pelas EC 20/1998 e EC 41/2003 (Vol. 2, fls. 8487). Em verdade, esse foi o único fundamento adotado pelo Tribunal de origem para negar seguimento à apelação do ora recorrente. No entanto, a conclusão alcançada pelo Tribunal a quo diverge da pacífica jurisprudência do STF. O Pleno desta CORTE, no RE 564.3541-RG (Tema 76), decidiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5° da EC 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. Nesse julgamento, não se fixaram limites temporais relacionados à data de inicio do benefício, razão pela qual se aplicam aos benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988, desde que hajam sofrido limitação na data da concessão. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RGPS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. BENEFÍCIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IRRELEVÂNCIA. 1. Verifico que a tese do apelo extremo se conforma adequadamente com o que restou julgado no RE-RG 564.354, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.02.2011, não havendo que se falar em limites temporais relacionados à data de início do benefício. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 959.061-AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/10/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1100152 ED-AGR / SP ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5° da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. IV Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa. (RE 1.105.261 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 18/5/2018) Confiram-se, ainda, os seguintes julgados: RE 1.127.988, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, DJe de 5/9/2018; ARE 1.154.478, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 11/9/2018; RE 1.082.503, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 5/9/2018; RE 1.051.398, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, DJe de 4/8/2017; RE 1.050.545, Relator(a): Min. LUIZ FUX, DJe de 2/8/2017; ARE 885.608, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 26/05/2015; e ARE 915.305, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 24/11/2015. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal RE 1100152 ED-AGR / SP ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5° da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. IV Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa. (RE 1.105.261 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 18/5/2018) Confiram-se, ainda, os seguintes julgados: RE 1.127.988, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, DJe de 5/9/2018; ARE 1.154.478, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 11/9/2018; RE 1.082.503, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 5/9/2018; RE 1.051.398, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, DJe de 4/8/2017; RE 1.050.545, Relator(a): Min. LUIZ FUX, DJe de 2/8/2017; ARE 885.608, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 26/05/2015; e ARE 915.305, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 24/11/2015. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1100152 ED-AGR / SP Diante do exposto, recebo os Embargos de Declaração como Agravo Interno, reconsidero a decisão agravada e, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, para determinar ao Tribunal de origem que realize novo julgamento à luz das diretrizes estabelecidas no Tema 76, decidido em regime de Repercussão Geral no RE 564.354-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA). “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Conforme já consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta CORTE não impôs limites temporais à data de início do benefício. Veja-se recente acórdão proferido em processo no qual o INSS figurou como recorrente: “E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 – DIREITO À REVISÃO CONSIDERADO O ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO RE 564.354- -RG/SE (TEMA Nº 76/RG) – POSSIBILIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.(RE 1.116.565 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 20/9/2018)” Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal RE 1100152 ED-AGR / SP Diante do exposto, recebo os Embargos de Declaração como Agravo Interno, reconsidero a decisão agravada e, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, para determinar ao Tribunal de origem que realize novo julgamento à luz das diretrizes estabelecidas no Tema 76, decidido em regime de Repercussão Geral no RE 564.354-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA). “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Conforme já consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta CORTE não impôs limites temporais à data de início do benefício. Veja-se recente acórdão proferido em processo no qual o INSS figurou como recorrente: “E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 – DIREITO À REVISÃO CONSIDERADO O ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO RE 564.354- -RG/SE (TEMA Nº 76/RG) – POSSIBILIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.(RE 1.116.565 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 20/9/2018)” Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : WALTER MIGLIORANZA ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (SP018454/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 241E-F19B-1CB8-9386 e senha 541A-AB14-C0F6-8B9E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : WALTER MIGLIORANZA ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (SP018454/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 241E-F19B-1CB8-9386 e senha 541A-AB14-C0F6-8B9E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748721598
2018-11-12T00:00:00
2018-11-26T00:00:00
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa : AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. READEQUAÇÃO AO TETO. RE 564.354-RG (REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, TEMA 76). TESE QUE SE APLICA AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, DESDE QUE HAJAM SOFRIDO LIMITAÇÃO. 1. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do RE 564.354-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 76, DJe de 15/2/2011), assentou que o artigo 14 da EC 20/1998 e o artigo 5º da EC 41/2003 se aplicam aos benefícios que foram limitados ao teto do Regime Geral de Previdência estabelecido antes da vigência dessas normas. 2. Nesse julgamento, não se fixaram limites temporais relacionados à data de inicio do benefício, razão pela qual o entendimento estende-se aos benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988, desde que hajam sofrido limitação pelo teto. 3. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur394921
- Acórdão(s) citado(s): (REVISÃO, BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO) RE 564354 RG, RE 1116565 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 14/12/2018, AMS.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1100152
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n ART-00014\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n ART-00005\n EMENDA CONSTITUCIONAL" ]
RE-ED-AgR
acordaos
RE 1100152 ED-AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : WALTER MIGLIORANZA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :WALTER MIGLIORANZA ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN Ementa : AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. READEQUAÇÃO AO TETO. Recurso Extraordinário 564.354-RG (REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, TEMA 76). TESE QUE SE APLICA AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, DESDE QUE HAJAM SOFRIDO LIMITAÇÃO. 1. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do Recurso Extraordinário 564.354-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 76, DJe de 15/2/2011), assentou que o artigo 14 da EC 20/1998 e o artigo 5... da EC 41/2003 se aplicam aos benefícios que foram limitados ao teto do Regime Geral de Previdência estabelecido antes da vigência dessas normas. 2. Nesse julgamento, não se fixaram limites temporais relacionados à data de inicio do benefício, razão pela qual o entendimento estende-se aos benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988, desde que hajam sofrido limitação pelo teto. 3. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6BFA-7010-210E-CB9B e senha 8824-C4BB-FC41-8F8B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6BFA-7010-210E-CB9B e senha 8824-C4BB-FC41-8F8B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6BFA-7010-210E-CB9B e senha 8824-C4BB-FC41-8F8B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :WALTER MIGLIORANZA ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que recebeu os Embargos de Declaração, opostos por WALTER MIGLIORANZA, como Agravo Interno, e reconsiderou o julgado recorrido para dar provimento ao Recurso Extraordinário do beneficiário, determinando ao Tribunal de origem a realização de novo julgamento à luz das diretrizes estabelecidas no Tema 76, decidido em regime de Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 564.354-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA). Sustenta a parte agravante, em suma, que não se aplica o entendimento assentado por esta CORTE, no julgamento do Recurso Extraordinário 564.354, aos benefícios previdenciários concedidos antes da Constituição Federal de 1988/88. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 251F-3A6A-9A9D-7F28 e senha 7A26-A41D-657B-CB3D Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :WALTER MIGLIORANZA ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que recebeu os Embargos de Declaração, opostos por WALTER MIGLIORANZA, como Agravo Interno, e reconsiderou o julgado recorrido para dar provimento ao Recurso Extraordinário do beneficiário, determinando ao Tribunal de origem a realização de novo julgamento à luz das diretrizes estabelecidas no Tema 76, decidido em regime de Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 564.354-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA). Sustenta a parte agravante, em suma, que não se aplica o entendimento assentado por esta CORTE, no julgamento do Recurso Extraordinário 564.354, aos benefícios previdenciários concedidos antes da Constituição Federal de 1988/88. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 251F-3A6A-9A9D-7F28 e senha 7A26-A41D-657B-CB3D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário por entender que incide, no caso, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, além de tratar-se de matéria situada no contexto infraconstitucional (Doc. 7, fls. 1-3). Sustenta a parte embargante, em suma, que o acórdão recorrido se limitou a afirmar que o precedente firmado pelo Plenário do SUPREMO, no Recurso Extraordinário 564.354, não se aplica aos benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988/1988. Aduz que a questão é estritamente constitucional, pois o Tribunal de origem, ao impor uma restrição temporal à aplicação do entendimento firmado naquele recurso paradigma, contraria a jurisprudência desta CORTE. Intimada, a parte embargada não se manifestou. É o relatório. Decido. O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como Agravo Interno. Nessa circunstância, o art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil de 2015 impõe a concessão de prazo ao embargante para que complemente suas razões, de modo a ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1... . Trata-se de medida pensada para evitar que se convertam os embargos em agravo interno, mas imediatamente se lhe negue conhecimento por não impugnar especificamente a decisão embargada/agravada. No caso, concedido o prazo para a parte infirmar a decisão, sobreveio manifestação adequada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário por entender que incide, no caso, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, além de tratar-se de matéria situada no contexto infraconstitucional (Doc. 7, fls. 1-3). Sustenta a parte embargante, em suma, que o acórdão recorrido se limitou a afirmar que o precedente firmado pelo Plenário do SUPREMO, no Recurso Extraordinário 564.354, não se aplica aos benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988/1988. Aduz que a questão é estritamente constitucional, pois o Tribunal de origem, ao impor uma restrição temporal à aplicação do entendimento firmado naquele recurso paradigma, contraria a jurisprudência desta CORTE. Intimada, a parte embargada não se manifestou. É o relatório. Decido. O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como Agravo Interno. Nessa circunstância, o art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil de 2015 impõe a concessão de prazo ao embargante para que complemente suas razões, de modo a ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1... . Trata-se de medida pensada para evitar que se convertam os embargos em agravo interno, mas imediatamente se lhe negue conhecimento por não impugnar especificamente a decisão embargada/agravada. No caso, concedido o prazo para a parte infirmar a decisão, sobreveio manifestação adequada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP Eis a decisão ora agravada (fls. 1-3, Doc. 7): DECISÃO Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado (fls. 27 , Vol. 2): PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO EM DATA ANTERIOR À Constituição Federal de 1988/88. EC 20/98 e 41/03. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO LEGAL (ART. 557, §1..., DO Código de Processo Civil). PODERES DO RELATOR. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER NÃO CARACTERIZADOS. 1- É dado ao relator, na busca pelo processo célere e racional, decidir monocraticamente o recurso interposto, quer negando-lhe seguimento, desde que em descompasso com "súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior", quer lhe dando provimento, na hipótese de decisão contrária "à súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior" (art. 557, caput e §1...-A, do Código de Processo Civil). 2- O denominado agravo legal (art. 557, §1..., do Código de Processo Civil) tem o propósito de submeter ao órgão colegiado o controle da extensão dos poderes do relator e, bem assim, a legalidade da decisão monocrática proferida, não se prestando, afora essas circunstâncias, à rediscussão, em si, de matéria já decidida. 3- Decisão que não padece de qualquer ilegalidade ou abuso de poder, estando seus fundamentos em consonância com a jurisprudência 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP Eis a decisão ora agravada (fls. 1-3, Doc. 7): DECISÃO Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado (fls. 27 , Vol. 2): PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO EM DATA ANTERIOR À Constituição Federal de 1988/88. EC 20/98 e 41/03. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO LEGAL (ART. 557, §1..., DO Código de Processo Civil). PODERES DO RELATOR. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER NÃO CARACTERIZADOS. 1- É dado ao relator, na busca pelo processo célere e racional, decidir monocraticamente o recurso interposto, quer negando-lhe seguimento, desde que em descompasso com "súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior", quer lhe dando provimento, na hipótese de decisão contrária "à súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior" (art. 557, caput e §1...-A, do Código de Processo Civil). 2- O denominado agravo legal (art. 557, §1..., do Código de Processo Civil) tem o propósito de submeter ao órgão colegiado o controle da extensão dos poderes do relator e, bem assim, a legalidade da decisão monocrática proferida, não se prestando, afora essas circunstâncias, à rediscussão, em si, de matéria já decidida. 3- Decisão que não padece de qualquer ilegalidade ou abuso de poder, estando seus fundamentos em consonância com a jurisprudência 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP pertinente à matéria devolvida a este E. Tribunal. 4- Agravo improvido. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a , da Constituição Federal, o recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu o art. 5..., da Constituição Federal, o artigo 14 da EC n 20/1998, e o artigo 5... da EC n 41/2003. É o relatório. Decido. Não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, concluiu que o benefício previdenciário não sofreu limitação do teto do regime geral da previdência, nos seguintes termos a seguir citados (fl. 23-24, Vol. 2): Vistos, nos moldes do art. 557 do Código de Processo Civil. Conforme consta do extrato do INFBEN, do MPAS/INSS, anexado aos autos às fls. 70, a aposentadoria por tempo de contribuição, da parte autora, foi concedida em 01/09/1980, anteriormente à Constituição Federal de 1988. O entendimento da Egrégia Nona Turma desta Corte, é no sentido de que, aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à Constituição Federal de 1988, não se aplica a adequação de seu valor aos novos limites estabelecidos pelas Emendas Constitucionais n 20/98 e n 41/03 (...) Assim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP pertinente à matéria devolvida a este E. Tribunal. 4- Agravo improvido. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a , da Constituição Federal, o recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu o art. 5..., da Constituição Federal, o artigo 14 da EC n 20/1998, e o artigo 5... da EC n 41/2003. É o relatório. Decido. Não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, concluiu que o benefício previdenciário não sofreu limitação do teto do regime geral da previdência, nos seguintes termos a seguir citados (fl. 23-24, Vol. 2): Vistos, nos moldes do art. 557 do Código de Processo Civil. Conforme consta do extrato do INFBEN, do MPAS/INSS, anexado aos autos às fls. 70, a aposentadoria por tempo de contribuição, da parte autora, foi concedida em 01/09/1980, anteriormente à Constituição Federal de 1988. O entendimento da Egrégia Nona Turma desta Corte, é no sentido de que, aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à Constituição Federal de 1988, não se aplica a adequação de seu valor aos novos limites estabelecidos pelas Emendas Constitucionais n 20/98 e n 41/03 (...) Assim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP Além disso, trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas no Recurso Extraordinário seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Nesse sentido: Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Benefício Previdenciário. Revisão. Recurso Extraordinário n 564.354/SE-RG. Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. (Recurso Extraordinário 762.887-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/11/14). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A decisão agravada merece ser reconsiderada. O Tribunal de origem, em observância ao disposto no artigo 543-B do Código de Processo Civil/1973, exerceu o juízo de readequação, mantendo, contudo, o acórdão impugnado, por entender que não havia divergência com os parâmetros fixados pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do Recurso Extraordinário 564.354, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 76. Reafirmou, ainda, os termos do aresto atacado, ratificando o entendimento no sentido de que aos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição concedidos anteriormente à Constituição Federal de 1988/1988 não se aplicam os novos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP Além disso, trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas no Recurso Extraordinário seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Nesse sentido: Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Benefício Previdenciário. Revisão. Recurso Extraordinário n 564.354/SE-RG. Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. (Recurso Extraordinário 762.887-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/11/14). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A decisão agravada merece ser reconsiderada. O Tribunal de origem, em observância ao disposto no artigo 543-B do Código de Processo Civil/1973, exerceu o juízo de readequação, mantendo, contudo, o acórdão impugnado, por entender que não havia divergência com os parâmetros fixados pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do Recurso Extraordinário 564.354, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 76. Reafirmou, ainda, os termos do aresto atacado, ratificando o entendimento no sentido de que aos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição concedidos anteriormente à Constituição Federal de 1988/1988 não se aplicam os novos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP limites estabelecidos pelas EC 20/1998 e EC 41/2003 (Vol. 2, fls. 8487). Em verdade, esse foi o único fundamento adotado pelo Tribunal de origem para negar seguimento à apelação do ora recorrente. No entanto, a conclusão alcançada pelo Tribunal a quo diverge da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O Pleno desta CORTE, no Recurso Extraordinário 564.3541-RG (Tema 76), decidiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5... da EC 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. Nesse julgamento, não se fixaram limites temporais relacionados à data de inicio do benefício, razão pela qual se aplicam aos benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988, desde que hajam sofrido limitação na data da concessão. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RGPS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. BENEFÍCIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IRRELEVÂNCIA. 1. Verifico que a tese do apelo extremo se conforma adequadamente com o que restou julgado no Recurso Extraordinário-RG 564.354, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.02.2011, não havendo que se falar em limites temporais relacionados à data de início do benefício. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 959.061-AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/10/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP limites estabelecidos pelas EC 20/1998 e EC 41/2003 (Vol. 2, fls. 8487). Em verdade, esse foi o único fundamento adotado pelo Tribunal de origem para negar seguimento à apelação do ora recorrente. No entanto, a conclusão alcançada pelo Tribunal a quo diverge da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O Pleno desta CORTE, no Recurso Extraordinário 564.3541-RG (Tema 76), decidiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da EC 20/1998 e do art. 5... da EC 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. Nesse julgamento, não se fixaram limites temporais relacionados à data de inicio do benefício, razão pela qual se aplicam aos benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988, desde que hajam sofrido limitação na data da concessão. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. RGPS. REVISÃO DE BENEFÍCIO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. BENEFÍCIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IRRELEVÂNCIA. 1. Verifico que a tese do apelo extremo se conforma adequadamente com o que restou julgado no Recurso Extraordinário-RG 564.354, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.02.2011, não havendo que se falar em limites temporais relacionados à data de início do benefício. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 959.061-AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/10/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5... da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. IV Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa. (Recurso Extraordinário 1.105.261 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 18/5/2018) Confiram-se, ainda, os seguintes julgados: Recurso Extraordinário 1.127.988, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, DJe de 5/9/2018; ARE 1.154.478, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 11/9/2018; Recurso Extraordinário 1.082.503, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 5/9/2018; Recurso Extraordinário 1.051.398, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, DJe de 4/8/2017; Recurso Extraordinário 1.050.545, Relator(a): Min. LUIZ FUX, DJe de 2/8/2017; ARE 885.608, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 26/05/2015; e ARE 915.305, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 24/11/2015. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5... da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. IV Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa. (Recurso Extraordinário 1.105.261 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 18/5/2018) Confiram-se, ainda, os seguintes julgados: Recurso Extraordinário 1.127.988, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, DJe de 5/9/2018; ARE 1.154.478, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 11/9/2018; Recurso Extraordinário 1.082.503, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 5/9/2018; Recurso Extraordinário 1.051.398, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, DJe de 4/8/2017; Recurso Extraordinário 1.050.545, Relator(a): Min. LUIZ FUX, DJe de 2/8/2017; ARE 885.608, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 26/05/2015; e ARE 915.305, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 24/11/2015. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP Diante do exposto, recebo os Embargos de Declaração como Agravo Interno, reconsidero a decisão agravada e, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, para determinar ao Tribunal de origem que realize novo julgamento à luz das diretrizes estabelecidas no Tema 76, decidido em regime de Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 564.354-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA). “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Conforme já consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta CORTE não impôs limites temporais à data de início do benefício. Veja-se recente acórdão proferido em processo no qual o INSS figurou como recorrente: “E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 – DIREITO À REVISÃO CONSIDERADO O ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 564.354- -RG/SE (TEMA n 76/RG) – POSSIBILIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.(Recurso Extraordinário 1.116.565 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 20/9/2018)” Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100152 ED-AGR / SP Diante do exposto, recebo os Embargos de Declaração como Agravo Interno, reconsidero a decisão agravada e, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, para determinar ao Tribunal de origem que realize novo julgamento à luz das diretrizes estabelecidas no Tema 76, decidido em regime de Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 564.354-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA). “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Conforme já consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta CORTE não impôs limites temporais à data de início do benefício. Veja-se recente acórdão proferido em processo no qual o INSS figurou como recorrente: “E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 – DIREITO À REVISÃO CONSIDERADO O ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 564.354- -RG/SE (TEMA n 76/RG) – POSSIBILIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.(Recurso Extraordinário 1.116.565 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 20/9/2018)” Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4706-5962-FC6C-2831 e senha 38AC-EC4E-96D1-0500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : WALTER MIGLIORANZA ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (SP018454/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 241E-F19B-1CB8-9386 e senha 541A-AB14-C0F6-8B9E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.152 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : WALTER MIGLIORANZA ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (SP018454/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 241E-F19B-1CB8-9386 e senha 541A-AB14-C0F6-8B9E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 152", "EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20 / 1998", "Recurso Extraordinário 564 . 354 - RG", "Recurso Extraordinário 564 . 354 - RG", "Recurso Extraordinário 1100152 ED - AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1100152 ED - AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 152", "Recurso Extraordinário 564 . 354 - RG", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 152", "Recurso Extraordinário 564 . 354 - RG", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 152", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 152", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "Recurso Extraordinário 1100152 ED - AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1100152 ED - AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1100152 ED - AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1100152 ED - AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1100152 ED - AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 564 . 354 / SE -", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 762 . 887 - 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Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) :MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1411-BFC2-B7FF-1DC0 e senha A9CF-551B-C990-B4A1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1138312 AGR / CE Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1411-BFC2-B7FF-1DC0 e senha A9CF-551B-C990-B4A1 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1411-BFC2-B7FF-1DC0 e senha A9CF-551B-C990-B4A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1138312 AGR / CE Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1411-BFC2-B7FF-1DC0 e senha A9CF-551B-C990-B4A1 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1411-BFC2-B7FF-1DC0 e senha A9CF-551B-C990-B4A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) :MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) ofensa constitucional meramente reflexa e (d) aplicação da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas. No mais, requer o sobrestamento do processo até o julgamento do RE 699.535-RG, submetido a sistemática da repercussão geral sob o Tema 632. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo Interno. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B054-8750-47AF-4E1C e senha BA8E-E504-7092-3C6F Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) :MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) ofensa constitucional meramente reflexa e (d) aplicação da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas. No mais, requer o sobrestamento do processo até o julgamento do RE 699.535-RG, submetido a sistemática da repercussão geral sob o Tema 632. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo Interno. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B054-8750-47AF-4E1C e senha BA8E-E504-7092-3C6F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado (fl. 73, Vol. 2): “PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. REVISÃO DO ATO DE CONCESSÃO DE BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA. 1. A Administração Pública está submetida aos efeitos trazidos pelo tempo no que tange às relações jurídicas. Aplicação do Princípio da Segurança Jurídica, cujo instituto da decadência é um de seus corolários. 2. O Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp nº 1.114.938/AL, sob a sistemática dos recursos representativos da controvérsia, fixou o entendimento de que o prazo decadencial para a Administração rever os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, praticados antes da vigência da Lei nº 9.784/99, é de dez anos a partir da data vigência do referido diploma legal (01.02.1999). (REsp 1114938 AL 2009/0000240-5, Relator: Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Data de Julgamento: 14/04/2010, S3 - TERCEIRA SEÇÃO, Data de Publicação: DJe 02/08/2010). 3. A aplicação desse julgado ao presente caso implicaria dizer que a decadência para rever a pensão concedida ao Apelado, em dezembro de 2011, se consumaria em dezembro de 2021, não caracterizando a sua ocorrência, pois em maio de 2013, a Administração Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado (fl. 73, Vol. 2): “PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. REVISÃO DO ATO DE CONCESSÃO DE BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA. 1. A Administração Pública está submetida aos efeitos trazidos pelo tempo no que tange às relações jurídicas. Aplicação do Princípio da Segurança Jurídica, cujo instituto da decadência é um de seus corolários. 2. O Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp nº 1.114.938/AL, sob a sistemática dos recursos representativos da controvérsia, fixou o entendimento de que o prazo decadencial para a Administração rever os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, praticados antes da vigência da Lei nº 9.784/99, é de dez anos a partir da data vigência do referido diploma legal (01.02.1999). (REsp 1114938 AL 2009/0000240-5, Relator: Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Data de Julgamento: 14/04/2010, S3 - TERCEIRA SEÇÃO, Data de Publicação: DJe 02/08/2010). 3. A aplicação desse julgado ao presente caso implicaria dizer que a decadência para rever a pensão concedida ao Apelado, em dezembro de 2011, se consumaria em dezembro de 2021, não caracterizando a sua ocorrência, pois em maio de 2013, a Administração Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1138312 AGR / CE expediu comunicado ao Apelado sobre a revisão do seu benefício. 4. No entanto, a situação apresentada no precedente difere da tratada nestes autos. O STJ examinou situação em que o benefício foi concedido em 30.7.1997, quando não havia, no ordenamento jurídico, prazo para a Previdência Social anular seus atos. A fruição do prazo de decadência, para essa hipótese, iniciou-se apenas em 1.2.1999 com a publicação da Lei nº 9.784/99 e, em virtude da edição da MP 138, de 19.11.2003, o prazo para a Administração rever o ato concessório expirou em 1.2.2009. 5. No presente caso pretende-se revisar o benefício do instituidor da pensão, concedido em 26.3.1992. 6. O benefício foi concedido em março de 1992, sob a vigência da Lei nº 6.309/75, que estabeleceu prazo decadencial quinquenal para a Administração revisar os processos de interesses dos beneficiários. Tal circunstância, aliada à boa-fé da parte autora, como também ao fato da revisão não ter sido proposta no prazo de 5 (cinco) anos após a concessão do benefício, consolida a situação fática do benefício que acarretou a pensão da parte autora que não pode mais ser modificada. (PROCESSO: 00037560520114058100, AC20256/PE, RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL MANOEL ERHARDT, Terceira Turma, JULGAMENTO: 31/10/2013, PUBLICAÇÃO: DJE 07/11/2013 – Página 135). Apelação e Reexame necessário não providos.” No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, que o acórdão recorrido violou dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE expediu comunicado ao Apelado sobre a revisão do seu benefício. 4. No entanto, a situação apresentada no precedente difere da tratada nestes autos. O STJ examinou situação em que o benefício foi concedido em 30.7.1997, quando não havia, no ordenamento jurídico, prazo para a Previdência Social anular seus atos. A fruição do prazo de decadência, para essa hipótese, iniciou-se apenas em 1.2.1999 com a publicação da Lei nº 9.784/99 e, em virtude da edição da MP 138, de 19.11.2003, o prazo para a Administração rever o ato concessório expirou em 1.2.2009. 5. No presente caso pretende-se revisar o benefício do instituidor da pensão, concedido em 26.3.1992. 6. O benefício foi concedido em março de 1992, sob a vigência da Lei nº 6.309/75, que estabeleceu prazo decadencial quinquenal para a Administração revisar os processos de interesses dos beneficiários. Tal circunstância, aliada à boa-fé da parte autora, como também ao fato da revisão não ter sido proposta no prazo de 5 (cinco) anos após a concessão do benefício, consolida a situação fática do benefício que acarretou a pensão da parte autora que não pode mais ser modificada. (PROCESSO: 00037560520114058100, AC20256/PE, RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL MANOEL ERHARDT, Terceira Turma, JULGAMENTO: 31/10/2013, PUBLICAÇÃO: DJE 07/11/2013 – Página 135). Apelação e Reexame necessário não providos.” No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, que o acórdão recorrido violou dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1138312 AGR / CE constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Em relação à alegação de afronta ao art. 5º, XXXVI e LIV, da CF/88, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Em relação à alegação de afronta ao art. 5º, XXXVI e LIV, da CF/88, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1138312 AGR / CE esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Quanto ao mais, o Tribunal de origem, ao negar provimento à apelação e ao reexame necessário, consignou o seguinte (fls. 76-77, Vol. 2): “No toante ao prazo decadencial aplicado na revisão dos atos administrativos previdenciários de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp nº 1.114.938/AL, sob a sistemática dos recursos representativos da controvérsia, determinou que o prazo decadencial para a Administração rever os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, praticados antes da vigência da Lei nº 9.784/99, é de dez anos a partir da data vigência do referido diploma legal (01.02.1999). (...) Logo, a aplicação desse julgado ao presente caso implicaria dizer que a decadência para rever a pensão concedida ao Apelado, em dezembro de 2011, se consumaria em dezembro de 2021, não caracterizando a sua ocorrência, pois em maio de 2013, a Administração expediu comunicado ao Apelado sobre a revisão do seu benefício. No entanto, a situação apresentada no precedente acima difere da tratada nestes autos. O STJ examinou situação em que o benefício foi concedido em 30.7.1997, quando não havia, no ordenamento jurídico, prazo para a Previdência Social anular seus atos. A fruição do prazo de decadência, para essa hipótese, iniciou-se apenas em 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Quanto ao mais, o Tribunal de origem, ao negar provimento à apelação e ao reexame necessário, consignou o seguinte (fls. 76-77, Vol. 2): “No toante ao prazo decadencial aplicado na revisão dos atos administrativos previdenciários de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp nº 1.114.938/AL, sob a sistemática dos recursos representativos da controvérsia, determinou que o prazo decadencial para a Administração rever os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, praticados antes da vigência da Lei nº 9.784/99, é de dez anos a partir da data vigência do referido diploma legal (01.02.1999). (...) Logo, a aplicação desse julgado ao presente caso implicaria dizer que a decadência para rever a pensão concedida ao Apelado, em dezembro de 2011, se consumaria em dezembro de 2021, não caracterizando a sua ocorrência, pois em maio de 2013, a Administração expediu comunicado ao Apelado sobre a revisão do seu benefício. No entanto, a situação apresentada no precedente acima difere da tratada nestes autos. O STJ examinou situação em que o benefício foi concedido em 30.7.1997, quando não havia, no ordenamento jurídico, prazo para a Previdência Social anular seus atos. A fruição do prazo de decadência, para essa hipótese, iniciou-se apenas em 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1138312 AGR / CE 1.2.1999 com a publicação da Lei nº 9.784/99 e, em virtude da edição da MP 138, de 19.11.2003, o prazo para a Administração rever o ato concessório expirou em 1.2.2009. No presente caso, importante observar que se pretende revisar o benefício do instituidor da pensão, concedido em 26.3.1992. O benefício foi concedido em março de 1992, sob a vigência da Lei nº 6.309/75, que estabeleceu prazo decadencial quinquenal para a Administração revisar os processos de interesses dos beneficiários. Tal circunstância, aliada à boa-fé da parte autora, como também ao fato da revisão não ter sido proposta no prazo de 5 (cinco) anos após a concessão do benefício, consolida a situação fática do benefício que acarretou a pensão da parte autora que não pode mais ser modificada.” Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE 1.2.1999 com a publicação da Lei nº 9.784/99 e, em virtude da edição da MP 138, de 19.11.2003, o prazo para a Administração rever o ato concessório expirou em 1.2.2009. No presente caso, importante observar que se pretende revisar o benefício do instituidor da pensão, concedido em 26.3.1992. O benefício foi concedido em março de 1992, sob a vigência da Lei nº 6.309/75, que estabeleceu prazo decadencial quinquenal para a Administração revisar os processos de interesses dos beneficiários. Tal circunstância, aliada à boa-fé da parte autora, como também ao fato da revisão não ter sido proposta no prazo de 5 (cinco) anos após a concessão do benefício, consolida a situação fática do benefício que acarretou a pensão da parte autora que não pode mais ser modificada.” Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1138312 AGR / CE interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) :MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido – artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal –, são cláusulas pétreas, medula do Estado Democrático de Direito. Têm proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE3F-723E-4F33-E454 e senha 1D0F-5E87-1094-46DA Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) :MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido – artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal –, são cláusulas pétreas, medula do Estado Democrático de Direito. Têm proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE3F-723E-4F33-E454 e senha 1D0F-5E87-1094-46DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) : MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA (18285/CE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F070-6622-3293-C16E e senha 8AB2-7B43-76BB-705A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) : MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA (18285/CE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F070-6622-3293-C16E e senha 8AB2-7B43-76BB-705A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748482440
2018-10-15T00:00:00
2018-10-23T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur393195
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 12. Análise: 28/11/2018, AMS.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1138312
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036 ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-006309 ANO-1975\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001 ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1138312 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) : MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) :MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1411-BFC2-B7FF-1DC0 e senha A9CF-551B-C990-B4A1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1138312 AGR / CE Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1411-BFC2-B7FF-1DC0 e senha A9CF-551B-C990-B4A1 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 15 de outubro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1411-BFC2-B7FF-1DC0 e senha A9CF-551B-C990-B4A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1138312 AGR / CE Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1411-BFC2-B7FF-1DC0 e senha A9CF-551B-C990-B4A1 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1411-BFC2-B7FF-1DC0 e senha A9CF-551B-C990-B4A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) :MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) ofensa constitucional meramente reflexa e (d) aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas. No mais, requer o sobrestamento do processo até o julgamento do Recurso Extraordinário 699.535-RG, submetido a sistemática da repercussão geral sob o Tema 632. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo Interno. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B054-8750-47AF-4E1C e senha BA8E-E504-7092-3C6F Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) :MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) ofensa constitucional meramente reflexa e (d) aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas. No mais, requer o sobrestamento do processo até o julgamento do Recurso Extraordinário 699.535-RG, submetido a sistemática da repercussão geral sob o Tema 632. Intimada para se manifestar, a parte contrária requer o desprovimento do Agravo Interno. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B054-8750-47AF-4E1C e senha BA8E-E504-7092-3C6F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 5... Região, assim ementado (fl. 73, Vol. 2): “PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. REVISÃO DO ATO DE CONCESSÃO DE BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA. 1. A Administração Pública está submetida aos efeitos trazidos pelo tempo no que tange às relações jurídicas. Aplicação do Princípio da Segurança Jurídica, cujo instituto da decadência é um de seus corolários. 2. O Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp n 1.114.938/AL, sob a sistemática dos recursos representativos da controvérsia, fixou o entendimento de que o prazo decadencial para a Administração rever os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, praticados antes da vigência da Lei n 9.784/99, é de dez anos a partir da data vigência do referido diploma legal (01.02.1999). (REsp 1114938 AL 2009/0000240-5, Relator: Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Data de Julgamento: 14/04/2010, S3 - TERCEIRA SEÇÃO, Data de Publicação: DJe 02/08/2010). 3. A aplicação desse julgado ao presente caso implicaria dizer que a decadência para rever a pensão concedida ao Apelado, em dezembro de 2011, se consumaria em dezembro de 2021, não caracterizando a sua ocorrência, pois em maio de 2013, a Administração Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 5... Região, assim ementado (fl. 73, Vol. 2): “PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. REVISÃO DO ATO DE CONCESSÃO DE BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA. 1. A Administração Pública está submetida aos efeitos trazidos pelo tempo no que tange às relações jurídicas. Aplicação do Princípio da Segurança Jurídica, cujo instituto da decadência é um de seus corolários. 2. O Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp n 1.114.938/AL, sob a sistemática dos recursos representativos da controvérsia, fixou o entendimento de que o prazo decadencial para a Administração rever os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, praticados antes da vigência da Lei n 9.784/99, é de dez anos a partir da data vigência do referido diploma legal (01.02.1999). (REsp 1114938 AL 2009/0000240-5, Relator: Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Data de Julgamento: 14/04/2010, S3 - TERCEIRA SEÇÃO, Data de Publicação: DJe 02/08/2010). 3. A aplicação desse julgado ao presente caso implicaria dizer que a decadência para rever a pensão concedida ao Apelado, em dezembro de 2011, se consumaria em dezembro de 2021, não caracterizando a sua ocorrência, pois em maio de 2013, a Administração Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1138312 AGR / CE expediu comunicado ao Apelado sobre a revisão do seu benefício. 4. No entanto, a situação apresentada no precedente difere da tratada nestes autos. O Superior Tribunal de Justiça examinou situação em que o benefício foi concedido em 30.7.1997, quando não havia, no ordenamento jurídico, prazo para a Previdência Social anular seus atos. A fruição do prazo de decadência, para essa hipótese, iniciou-se apenas em 1.2.1999 com a publicação da Lei n 9.784/99 e, em virtude da edição da Medida Provisória 138, de 19.11.2003, o prazo para a Administração rever o ato concessório expirou em 1.2.2009. 5. No presente caso pretende-se revisar o benefício do instituidor da pensão, concedido em 26.3.1992. 6. O benefício foi concedido em março de 1992, sob a vigência da Lei n 6.309/75, que estabeleceu prazo decadencial quinquenal para a Administração revisar os processos de interesses dos beneficiários. Tal circunstância, aliada à boa-fé da parte autora, como também ao fato da revisão não ter sido proposta no prazo de 5 (cinco) anos após a concessão do benefício, consolida a situação fática do benefício que acarretou a pensão da parte autora que não pode mais ser modificada. (PROCESSO: 00037560520114058100, AC20256/PE, RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL MANOEL ERHARDT, Terceira Turma, JULGAMENTO: 31/10/2013, PUBLICAÇÃO: DJE 07/11/2013 – Página 135). Apelação e Reexame necessário não providos.” No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, que o acórdão recorrido violou dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE expediu comunicado ao Apelado sobre a revisão do seu benefício. 4. No entanto, a situação apresentada no precedente difere da tratada nestes autos. O Superior Tribunal de Justiça examinou situação em que o benefício foi concedido em 30.7.1997, quando não havia, no ordenamento jurídico, prazo para a Previdência Social anular seus atos. A fruição do prazo de decadência, para essa hipótese, iniciou-se apenas em 1.2.1999 com a publicação da Lei n 9.784/99 e, em virtude da edição da Medida Provisória 138, de 19.11.2003, o prazo para a Administração rever o ato concessório expirou em 1.2.2009. 5. No presente caso pretende-se revisar o benefício do instituidor da pensão, concedido em 26.3.1992. 6. O benefício foi concedido em março de 1992, sob a vigência da Lei n 6.309/75, que estabeleceu prazo decadencial quinquenal para a Administração revisar os processos de interesses dos beneficiários. Tal circunstância, aliada à boa-fé da parte autora, como também ao fato da revisão não ter sido proposta no prazo de 5 (cinco) anos após a concessão do benefício, consolida a situação fática do benefício que acarretou a pensão da parte autora que não pode mais ser modificada. (PROCESSO: 00037560520114058100, AC20256/PE, RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL MANOEL ERHARDT, Terceira Turma, JULGAMENTO: 31/10/2013, PUBLICAÇÃO: DJE 07/11/2013 – Página 135). Apelação e Reexame necessário não providos.” No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, que o acórdão recorrido violou dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1138312 AGR / CE constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Em relação à alegação de afronta ao art. 5..., XXXVI e LIV, da Constituição Federal de 1988/88, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Em relação à alegação de afronta ao art. 5..., XXXVI e LIV, da Constituição Federal de 1988/88, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1138312 AGR / CE esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Quanto ao mais, o Tribunal de origem, ao negar provimento à apelação e ao reexame necessário, consignou o seguinte (fls. 76-77, Vol. 2): “No toante ao prazo decadencial aplicado na revisão dos atos administrativos previdenciários de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp n 1.114.938/AL, sob a sistemática dos recursos representativos da controvérsia, determinou que o prazo decadencial para a Administração rever os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, praticados antes da vigência da Lei n 9.784/99, é de dez anos a partir da data vigência do referido diploma legal (01.02.1999). (...) Logo, a aplicação desse julgado ao presente caso implicaria dizer que a decadência para rever a pensão concedida ao Apelado, em dezembro de 2011, se consumaria em dezembro de 2021, não caracterizando a sua ocorrência, pois em maio de 2013, a Administração expediu comunicado ao Apelado sobre a revisão do seu benefício. No entanto, a situação apresentada no precedente acima difere da tratada nestes autos. O Superior Tribunal de Justiça examinou situação em que o benefício foi concedido em 30.7.1997, quando não havia, no ordenamento jurídico, prazo para a Previdência Social anular seus atos. A fruição do prazo de decadência, para essa hipótese, iniciou-se apenas em 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Quanto ao mais, o Tribunal de origem, ao negar provimento à apelação e ao reexame necessário, consignou o seguinte (fls. 76-77, Vol. 2): “No toante ao prazo decadencial aplicado na revisão dos atos administrativos previdenciários de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp n 1.114.938/AL, sob a sistemática dos recursos representativos da controvérsia, determinou que o prazo decadencial para a Administração rever os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis a seus beneficiários, praticados antes da vigência da Lei n 9.784/99, é de dez anos a partir da data vigência do referido diploma legal (01.02.1999). (...) Logo, a aplicação desse julgado ao presente caso implicaria dizer que a decadência para rever a pensão concedida ao Apelado, em dezembro de 2011, se consumaria em dezembro de 2021, não caracterizando a sua ocorrência, pois em maio de 2013, a Administração expediu comunicado ao Apelado sobre a revisão do seu benefício. No entanto, a situação apresentada no precedente acima difere da tratada nestes autos. O Superior Tribunal de Justiça examinou situação em que o benefício foi concedido em 30.7.1997, quando não havia, no ordenamento jurídico, prazo para a Previdência Social anular seus atos. A fruição do prazo de decadência, para essa hipótese, iniciou-se apenas em 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1138312 AGR / CE 1.2.1999 com a publicação da Lei n 9.784/99 e, em virtude da edição da Medida Provisória 138, de 19.11.2003, o prazo para a Administração rever o ato concessório expirou em 1.2.2009. No presente caso, importante observar que se pretende revisar o benefício do instituidor da pensão, concedido em 26.3.1992. O benefício foi concedido em março de 1992, sob a vigência da Lei n 6.309/75, que estabeleceu prazo decadencial quinquenal para a Administração revisar os processos de interesses dos beneficiários. Tal circunstância, aliada à boa-fé da parte autora, como também ao fato da revisão não ter sido proposta no prazo de 5 (cinco) anos após a concessão do benefício, consolida a situação fática do benefício que acarretou a pensão da parte autora que não pode mais ser modificada.” Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE 1.2.1999 com a publicação da Lei n 9.784/99 e, em virtude da edição da Medida Provisória 138, de 19.11.2003, o prazo para a Administração rever o ato concessório expirou em 1.2.2009. No presente caso, importante observar que se pretende revisar o benefício do instituidor da pensão, concedido em 26.3.1992. O benefício foi concedido em março de 1992, sob a vigência da Lei n 6.309/75, que estabeleceu prazo decadencial quinquenal para a Administração revisar os processos de interesses dos beneficiários. Tal circunstância, aliada à boa-fé da parte autora, como também ao fato da revisão não ter sido proposta no prazo de 5 (cinco) anos após a concessão do benefício, consolida a situação fática do benefício que acarretou a pensão da parte autora que não pode mais ser modificada.” Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1138312 AGR / CE interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1138312 AGR / CE interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F408-E7CC-40E8-0B62 e senha AE31-09D0-D56F-D1E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) :MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido – artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal –, são cláusulas pétreas, medula do Estado Democrático de Direito. Têm proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE3F-723E-4F33-E454 e senha 1D0F-5E87-1094-46DA Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) :MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido – artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal –, são cláusulas pétreas, medula do Estado Democrático de Direito. Têm proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE3F-723E-4F33-E454 e senha 1D0F-5E87-1094-46DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 15/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) : MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA (18285/CE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F070-6622-3293-C16E e senha 8AB2-7B43-76BB-705A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.138.312 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSE ARTUE GONCALVES ADV.(A/S) : MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA (18285/CE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 5.10.2018 a 11.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F070-6622-3293-C16E e senha 8AB2-7B43-76BB-705A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 138 . 312", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 279 desta Corte", "ARE 1138312", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 699 . 535 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 699 . 535 - RG", "REsp n 1 . 114 . 938 / AL", "REsp 1114938 AL 2009 / 0000240 - 5", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 138 . 312", "REsp n 1 . 114 . 938 / AL", "REsp 1114938 AL 2009 / 0000240 - 5", "ARE 1138312 AGR", "00037560520114058100", "00037560520114058100", "AC20256", "/", "PE", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1138312 AGR / CE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "REsp n 1 . 114 . 938 / AL", "ARE 1138312 AGR / CE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "REsp n 1 . 114 . 938 / AL", "ARE 1138312", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 138 . 312" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 784 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória 138", "Lei n 6 . 309 / 75", "102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória 138", "Lei n 6 . 309 / 75", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do", "art . 5 . . . , XXXVI e LIV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , XXXVI e LIV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 784 / 99", "Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória 138", "Lei n 6 . 309 / 75", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória 138", "Lei n 6 . 309 / 75", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "Brasília", "Brasília", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "CE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "AGR", "/", "CE", "Supremo Tribunal Federal", "/", "CE", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "S3", "-", "TERCEIRA SEÇÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . 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"UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSE ARTUE GONCALVES", "MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSE ARTUE GONCALVES", "MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSE ARTUE GONCALVES", "MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MANOEL ERHARDT", "MANOEL ERHARDT", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSE ARTUE GONCALVES", "MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSE ARTUE GONCALVES", "MARCELLO MENDES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSE ARTUE GONCALVES", "MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSE ARTUE GONCALVES", "MARCELLO MENDES BATISTA GUERRA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "10", "/", "2018", "01", ".", "02", ".", 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Ementa e Acórdão 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP ADV.(A/S) :DANTE AGUIAR AREND AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. PESSOA JURÍDICA. REFIS. LEI N° 9.964/2000. PAGAMENTO DAS PARCELAS. VALOR INEFICAZ. EXCLUSÃO DO PROGRAMA. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INADMISSÍVEL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame de normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta, e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula/STF 279. Inviável, portanto, o recurso extraordinário. II - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB06-6686-8520-7569 e senha E8B2-D624-3ED4-DE3A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP ADV.(A/S) :DANTE AGUIAR AREND AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. O agravante sustenta, em suma, que “a matéria é indubitavelmente de direito, não de fato” (pág. 4 do documento eletrônico 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A54F-EA41-A329-EBF5 e senha 9090-DDE5-99D8-965D Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP ADV.(A/S) :DANTE AGUIAR AREND AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. O agravante sustenta, em suma, que “a matéria é indubitavelmente de direito, não de fato” (pág. 4 do documento eletrônico 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A54F-EA41-A329-EBF5 e senha 9090-DDE5-99D8-965D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 SANTA CATARINA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, conta da decisão agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. LEI Nº 9.964/2000. REFIS. EXCLUSÃO. CABIMENTO. PAGAMENTO DE PARCELAS COM VALOR INEFICAZ. 1. Nos termos do disposto no artigo 5º, II, da Lei nº 9.964/2000, a pessoa jurídica optante pelo REFIS será dele excluída na hipótese de inadimplência, por 3 meses consecutivos ou 6 alternados, o que primeiro ocorrer, relativamente a qualquer dos tributos e das contribuições abrangidos pelo REFIS, inclusive os com vencimento após 29 de fevereiro de 2000. 2. Destarte, no caso de pagamentos ineficazes, ainda que em percentual determinado referente à receita bruta (0,3%, 0,6%, 1,2% ou 1,5%, conforme prevê o art. 2º da Lei nº 9.964, de 2000), deve ser considerada a empresa como inadimplente, aplicando-se o art. 5º, II, da Lei nº 9.964, de 2000, em face da inviabilidade de quitação da dívida. 3. Sendo a receita bruta da empresa e, por via de conseqüência, os pagamentos das parcelas por ela efetuados insuficientes para a amortização da dívida, é de ser mantida a sua exclusão do REFIS. 4. Resta evidente que os valores recolhidos se mostram ineficazes para promover a efetiva amortização Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 SANTA CATARINA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, conta da decisão agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. LEI Nº 9.964/2000. REFIS. EXCLUSÃO. CABIMENTO. PAGAMENTO DE PARCELAS COM VALOR INEFICAZ. 1. Nos termos do disposto no artigo 5º, II, da Lei nº 9.964/2000, a pessoa jurídica optante pelo REFIS será dele excluída na hipótese de inadimplência, por 3 meses consecutivos ou 6 alternados, o que primeiro ocorrer, relativamente a qualquer dos tributos e das contribuições abrangidos pelo REFIS, inclusive os com vencimento após 29 de fevereiro de 2000. 2. Destarte, no caso de pagamentos ineficazes, ainda que em percentual determinado referente à receita bruta (0,3%, 0,6%, 1,2% ou 1,5%, conforme prevê o art. 2º da Lei nº 9.964, de 2000), deve ser considerada a empresa como inadimplente, aplicando-se o art. 5º, II, da Lei nº 9.964, de 2000, em face da inviabilidade de quitação da dívida. 3. Sendo a receita bruta da empresa e, por via de conseqüência, os pagamentos das parcelas por ela efetuados insuficientes para a amortização da dívida, é de ser mantida a sua exclusão do REFIS. 4. Resta evidente que os valores recolhidos se mostram ineficazes para promover a efetiva amortização Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1109503 AGR / SC do débito, o que equivale, no caso, a não pagamento, autorizando a exclusão da apelante do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS’ (pág. 286 do documento eletrônico 1). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se violação aos arts. 5°, II; e 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Consta do voto condutor do acórdão recorrido: ‘O cumprimento do acordado no pagamento das parcelas: Discute-se nos autos quanto à legalidade do ato de exclusão da empresa do REFIS, tendo por fundamento a inadimplência da parte autora. O artigo 2º, § 4º, da Lei nº 9.964/2000 preceitua que: [...] A Lei 9.964/ 2000, em seu artigo 5º, que dispões sobre as hipóteses de exclusão do REFIS, assim dispõe: […] Deve-se ter em conta que o REFIS constitui um programa de parcelamento, no qual a opção obriga o contribuinte a efetuar o pagamento das parcelas conforme as condições impostas pelo Programa, com o intuito de amortizar a dívida com o Fisco, não sendo possível permitir-se, por consequência, que pagamentos de valores inadequados sejam capazes de realizar a amortização do débito. A análise minuciosa dos documentos carreados aos autos demonstra que a autora foi excluída do REFIS em razão de existência de situação irregular no parcelamento, pois estava recolhendo valores mensais inadequados para a amortização do débito parcelado que era de R$ 755.374,15 em 15/07/2013. Além disso, a atenta verificação dos documentos juntados à inicial mostra que os valores realizados nos últimos anos variam entre R$ 27,24 e R$ 1588,70, conforme planilha constante do documento OUT4. Ressalvo que a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal RE 1109503 AGR / SC do débito, o que equivale, no caso, a não pagamento, autorizando a exclusão da apelante do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS’ (pág. 286 do documento eletrônico 1). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se violação aos arts. 5°, II; e 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Consta do voto condutor do acórdão recorrido: ‘O cumprimento do acordado no pagamento das parcelas: Discute-se nos autos quanto à legalidade do ato de exclusão da empresa do REFIS, tendo por fundamento a inadimplência da parte autora. O artigo 2º, § 4º, da Lei nº 9.964/2000 preceitua que: [...] A Lei 9.964/ 2000, em seu artigo 5º, que dispões sobre as hipóteses de exclusão do REFIS, assim dispõe: […] Deve-se ter em conta que o REFIS constitui um programa de parcelamento, no qual a opção obriga o contribuinte a efetuar o pagamento das parcelas conforme as condições impostas pelo Programa, com o intuito de amortizar a dívida com o Fisco, não sendo possível permitir-se, por consequência, que pagamentos de valores inadequados sejam capazes de realizar a amortização do débito. A análise minuciosa dos documentos carreados aos autos demonstra que a autora foi excluída do REFIS em razão de existência de situação irregular no parcelamento, pois estava recolhendo valores mensais inadequados para a amortização do débito parcelado que era de R$ 755.374,15 em 15/07/2013. Além disso, a atenta verificação dos documentos juntados à inicial mostra que os valores realizados nos últimos anos variam entre R$ 27,24 e R$ 1588,70, conforme planilha constante do documento OUT4. Ressalvo que a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1109503 AGR / SC maioria dominante é de pagamentos inferiores a R$ 500,00 mensais. Nesse passo, os pagamentos efetuados pela demandante são incapazes para promover a efetiva amortização da dívida. Destarte, resta evidente que os valores recolhidos se mostram irrisórios para promover a efetiva amortização do débito, o que equivale, no caso, a não pagamento, autorizando a exclusão da apelante do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS. […] De acordo com o estabelecido no artigo 2º da Lei nº 9.964/2000, a parcela será de: […] Nesse passo, penso que o REFIS consiste em um programa de parcelamento das dívidas fiscais, tendo como um de seus intentos a amortização da dívida. Logo, se o valor da parcela paga é inapto para quitar a dívida, perfeitamente aplicável o disposto do artigo 5º, inciso II, da Lei nº 9.964/2000, devendo ser considerada inadimplente a empresa. Destarte, no caso de pagamentos ineficazes, ainda que em percentual determinado referente à receita bruta (0,3%, 0,6%, 1,2% ou 1,5%, conforme prevê o art. 2º da Lei nº 9.964, de 2000), deve ser considerada a empresa como inadimplente, aplicando-se o art. 5º, II, da Lei nº 9.964, de 2000, em face da inviabilidade de quitação da dívida. Além disso, em conformidade com o disposto no artigo 155 do CTN, o Fisco não é obrigado a manter o favor fiscal concedido, quando alteradas as condições em que este foi deferido, cumprindo ao contribuinte manter as mesmas condições de quando aderiu ao REFIS, durante o parcelamento, inclusive no relativo à sua receita bruta mensal, base de cálculo da parcela. Ressalvo que o fato de não haver fixação de prazo final para o pagamento dos débitos incluídos no 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal RE 1109503 AGR / SC maioria dominante é de pagamentos inferiores a R$ 500,00 mensais. Nesse passo, os pagamentos efetuados pela demandante são incapazes para promover a efetiva amortização da dívida. Destarte, resta evidente que os valores recolhidos se mostram irrisórios para promover a efetiva amortização do débito, o que equivale, no caso, a não pagamento, autorizando a exclusão da apelante do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS. […] De acordo com o estabelecido no artigo 2º da Lei nº 9.964/2000, a parcela será de: […] Nesse passo, penso que o REFIS consiste em um programa de parcelamento das dívidas fiscais, tendo como um de seus intentos a amortização da dívida. Logo, se o valor da parcela paga é inapto para quitar a dívida, perfeitamente aplicável o disposto do artigo 5º, inciso II, da Lei nº 9.964/2000, devendo ser considerada inadimplente a empresa. Destarte, no caso de pagamentos ineficazes, ainda que em percentual determinado referente à receita bruta (0,3%, 0,6%, 1,2% ou 1,5%, conforme prevê o art. 2º da Lei nº 9.964, de 2000), deve ser considerada a empresa como inadimplente, aplicando-se o art. 5º, II, da Lei nº 9.964, de 2000, em face da inviabilidade de quitação da dívida. Além disso, em conformidade com o disposto no artigo 155 do CTN, o Fisco não é obrigado a manter o favor fiscal concedido, quando alteradas as condições em que este foi deferido, cumprindo ao contribuinte manter as mesmas condições de quando aderiu ao REFIS, durante o parcelamento, inclusive no relativo à sua receita bruta mensal, base de cálculo da parcela. Ressalvo que o fato de não haver fixação de prazo final para o pagamento dos débitos incluídos no 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1109503 AGR / SC parcelamento da Lei 9.964/2000 não impede que se aplique o entendimento acima expendido, não sendo possível nem correto que se leve, conforme aduzido pela própria parte, até mesmo 800 anos para quitá-la. Ainda mais se levarmos em consideração que o débito, como não está nem sendo amortizado, vai crescendo mês a mês. Deste modo, sendo a receita bruta da empresa e, por via de conseqüência, os pagamentos das parcelas por ela efetuados insuficientes para a amortização da dívida, é de ser mantida a sua exclusão do REFIS. Diante do expendido, não merece reparos a decisão recorrida, devendo ser mantida conforme lavrada. (págs. 282 - 285 do documento eletrônico 1)” Preliminarmente, observo que esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Esse entendimento foi consolidado no julgamento do ARE 748.371- RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, em que se rejeitou a repercussão geral da matéria sob os seguinte fundamentos: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral’. Por conseguinte, para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos o que é vedado pela Súmula 279/STF e das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal RE 1109503 AGR / SC parcelamento da Lei 9.964/2000 não impede que se aplique o entendimento acima expendido, não sendo possível nem correto que se leve, conforme aduzido pela própria parte, até mesmo 800 anos para quitá-la. Ainda mais se levarmos em consideração que o débito, como não está nem sendo amortizado, vai crescendo mês a mês. Deste modo, sendo a receita bruta da empresa e, por via de conseqüência, os pagamentos das parcelas por ela efetuados insuficientes para a amortização da dívida, é de ser mantida a sua exclusão do REFIS. Diante do expendido, não merece reparos a decisão recorrida, devendo ser mantida conforme lavrada. (págs. 282 - 285 do documento eletrônico 1)” Preliminarmente, observo que esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Esse entendimento foi consolidado no julgamento do ARE 748.371- RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, em que se rejeitou a repercussão geral da matéria sob os seguinte fundamentos: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral’. Por conseguinte, para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos o que é vedado pela Súmula 279/STF e das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1109503 AGR / SC que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Nesse sentido, cito, respectivamente, o RE 955.845- ED/SC, de relatoria do Ministro Roberto Barroso; e o RE 594.923-AgR/DF, de minha relatoria: ‘Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REFIS. PARCELAS COM VALOR IRRISÓRIO. INEXISTÊNCIA DE AMORTIZAÇÃO DO DÉBITO CONSOLIDADO. PAGAMENTO CONSIDERADO INEXISTENTE. APLICAÇÃO DO ART. 5º, II, DA LEI Nº 9.964/2000. APLICABILIDADE DAS VEDAÇÕES CONSTANTES NAS SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, visto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. Não há repercussão geral da controvérsia relativa à violação aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão’ ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MANDADO DE SEGURANÇA. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal RE 1109503 AGR / SC que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Nesse sentido, cito, respectivamente, o RE 955.845- ED/SC, de relatoria do Ministro Roberto Barroso; e o RE 594.923-AgR/DF, de minha relatoria: ‘Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REFIS. PARCELAS COM VALOR IRRISÓRIO. INEXISTÊNCIA DE AMORTIZAÇÃO DO DÉBITO CONSOLIDADO. PAGAMENTO CONSIDERADO INEXISTENTE. APLICAÇÃO DO ART. 5º, II, DA LEI Nº 9.964/2000. APLICABILIDADE DAS VEDAÇÕES CONSTANTES NAS SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, visto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. Não há repercussão geral da controvérsia relativa à violação aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão’ ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MANDADO DE SEGURANÇA. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1109503 AGR / SC OFENSA INDIRETA. SÚMULA 279 DO STF. TRIBUTÁRIO. REFIS. LEI 9.964/2004. EXCLUSÃO DO PROGRAMA. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CF MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão impugnado, no que diz respeito aos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, seria necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem como a análise de normas infraconstitucionais, sendo certo que a ofensa à Lei Maior, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. III – A questão referente à exclusão de contribuinte do REFIS situa-se em âmbito infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. IV - A jurisprudência da Corte é no sentido de que a alegada violação ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. V - Agravo regimental improvido’ Por fim, menciono, também, o ARE 935.048-AgR/PR, de relatoria da Ministra Rosa Weber; e o RE 520.805-ED/DF, de relatoria do Ministro Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF)” Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal RE 1109503 AGR / SC OFENSA INDIRETA. SÚMULA 279 DO STF. TRIBUTÁRIO. REFIS. LEI 9.964/2004. EXCLUSÃO DO PROGRAMA. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CF MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão impugnado, no que diz respeito aos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, seria necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem como a análise de normas infraconstitucionais, sendo certo que a ofensa à Lei Maior, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. III – A questão referente à exclusão de contribuinte do REFIS situa-se em âmbito infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. IV - A jurisprudência da Corte é no sentido de que a alegada violação ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. V - Agravo regimental improvido’ Por fim, menciono, também, o ARE 935.048-AgR/PR, de relatoria da Ministra Rosa Weber; e o RE 520.805-ED/DF, de relatoria do Ministro Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF)” Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 26/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP ADV.(A/S) : DANTE AGUIAR AREND (66510A/RS, 14826/SC, 256275/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED1C-B0D2-FC7D-7280 e senha A2B6-251A-A9D2-1EDF Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP ADV.(A/S) : DANTE AGUIAR AREND (66510A/RS, 14826/SC, 256275/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED1C-B0D2-FC7D-7280 e senha A2B6-251A-A9D2-1EDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748583061
2018-10-26T00:00:00
2018-11-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. PESSOA JURÍDICA. REFIS. LEI N° 9.964/2000. PAGAMENTO DAS PARCELAS. VALOR INEFICAZ. EXCLUSÃO DO PROGRAMA. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INADMISSÍVEL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame de normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta, e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula/STF 279. Inviável, portanto, o recurso extraordinário. II - Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur393832
Número de páginas: 9. Análise: 26/11/2018, BMP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1109503
[ "LEG-FED LEI-009964 ANO-2000\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1109503 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP ADV.(A/S) : DANTE AGUIAR AREND AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP ADV.(A/S) :DANTE AGUIAR AREND AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. PESSOA JURÍDICA. REFIS. LEI n 9.964/2000. PAGAMENTO DAS PARCELAS. VALOR INEFICAZ. EXCLUSÃO DO PROGRAMA. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INADMISSÍVEL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame de normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta, e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula/Supremo Tribunal Federal 279. Inviável, portanto, o recurso extraordinário. II - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB06-6686-8520-7569 e senha E8B2-D624-3ED4-DE3A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP ADV.(A/S) :DANTE AGUIAR AREND AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. O agravante sustenta, em suma, que “a matéria é indubitavelmente de direito, não de fato” (pág. 4 do documento eletrônico 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A54F-EA41-A329-EBF5 e senha 9090-DDE5-99D8-965D Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP ADV.(A/S) :DANTE AGUIAR AREND AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. O agravante sustenta, em suma, que “a matéria é indubitavelmente de direito, não de fato” (pág. 4 do documento eletrônico 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A54F-EA41-A329-EBF5 e senha 9090-DDE5-99D8-965D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 SANTA CATARINA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, conta da decisão agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. LEI n 9.964/2000. REFIS. EXCLUSÃO. CABIMENTO. PAGAMENTO DE PARCELAS COM VALOR INEFICAZ. 1. Nos termos do disposto no artigo 5..., II, da Lei n 9.964/2000, a pessoa jurídica optante pelo REFIS será dele excluída na hipótese de inadimplência, por 3 meses consecutivos ou 6 alternados, o que primeiro ocorrer, relativamente a qualquer dos tributos e das contribuições abrangidos pelo REFIS, inclusive os com vencimento após 29 de fevereiro de 2000. 2. Destarte, no caso de pagamentos ineficazes, ainda que em percentual determinado referente à receita bruta (0,3%, 0,6%, 1,2% ou 1,5%, conforme prevê o art. 2... da Lei n 9.964, de 2000), deve ser considerada a empresa como inadimplente, aplicando-se o art. 5..., II, da Lei n 9.964, de 2000, em face da inviabilidade de quitação da dívida. 3. Sendo a receita bruta da empresa e, por via de conseqüência, os pagamentos das parcelas por ela efetuados insuficientes para a amortização da dívida, é de ser mantida a sua exclusão do REFIS. 4. Resta evidente que os valores recolhidos se mostram ineficazes para promover a efetiva amortização Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 SANTA CATARINA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, conta da decisão agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. LEI n 9.964/2000. REFIS. EXCLUSÃO. CABIMENTO. PAGAMENTO DE PARCELAS COM VALOR INEFICAZ. 1. Nos termos do disposto no artigo 5..., II, da Lei n 9.964/2000, a pessoa jurídica optante pelo REFIS será dele excluída na hipótese de inadimplência, por 3 meses consecutivos ou 6 alternados, o que primeiro ocorrer, relativamente a qualquer dos tributos e das contribuições abrangidos pelo REFIS, inclusive os com vencimento após 29 de fevereiro de 2000. 2. Destarte, no caso de pagamentos ineficazes, ainda que em percentual determinado referente à receita bruta (0,3%, 0,6%, 1,2% ou 1,5%, conforme prevê o art. 2... da Lei n 9.964, de 2000), deve ser considerada a empresa como inadimplente, aplicando-se o art. 5..., II, da Lei n 9.964, de 2000, em face da inviabilidade de quitação da dívida. 3. Sendo a receita bruta da empresa e, por via de conseqüência, os pagamentos das parcelas por ela efetuados insuficientes para a amortização da dívida, é de ser mantida a sua exclusão do REFIS. 4. Resta evidente que os valores recolhidos se mostram ineficazes para promover a efetiva amortização Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC do débito, o que equivale, no caso, a não pagamento, autorizando a exclusão da apelante do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS’ (pág. 286 do documento eletrônico 1). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se violação aos arts. 5..., II; e 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Consta do voto condutor do acórdão recorrido: ‘O cumprimento do acordado no pagamento das parcelas: Discute-se nos autos quanto à legalidade do ato de exclusão da empresa do REFIS, tendo por fundamento a inadimplência da parte autora. O artigo 2..., § 4..., da Lei n 9.964/2000 preceitua que: [...] A Lei 9.964/ 2000, em seu artigo 5..., que dispões sobre as hipóteses de exclusão do REFIS, assim dispõe: […] Deve-se ter em conta que o REFIS constitui um programa de parcelamento, no qual a opção obriga o contribuinte a efetuar o pagamento das parcelas conforme as condições impostas pelo Programa, com o intuito de amortizar a dívida com o Fisco, não sendo possível permitir-se, por consequência, que pagamentos de valores inadequados sejam capazes de realizar a amortização do débito. A análise minuciosa dos documentos carreados aos autos demonstra que a autora foi excluída do REFIS em razão de existência de situação irregular no parcelamento, pois estava recolhendo valores mensais inadequados para a amortização do débito parcelado que era de R$ 755.374,15 em 15/07/2013. Além disso, a atenta verificação dos documentos juntados à inicial mostra que os valores realizados nos últimos anos variam entre R$ 27,24 e R$ 1588,70, conforme planilha constante do documento OUT4. Ressalvo que a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC do débito, o que equivale, no caso, a não pagamento, autorizando a exclusão da apelante do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS’ (pág. 286 do documento eletrônico 1). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se violação aos arts. 5..., II; e 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Consta do voto condutor do acórdão recorrido: ‘O cumprimento do acordado no pagamento das parcelas: Discute-se nos autos quanto à legalidade do ato de exclusão da empresa do REFIS, tendo por fundamento a inadimplência da parte autora. O artigo 2..., § 4..., da Lei n 9.964/2000 preceitua que: [...] A Lei 9.964/ 2000, em seu artigo 5..., que dispões sobre as hipóteses de exclusão do REFIS, assim dispõe: […] Deve-se ter em conta que o REFIS constitui um programa de parcelamento, no qual a opção obriga o contribuinte a efetuar o pagamento das parcelas conforme as condições impostas pelo Programa, com o intuito de amortizar a dívida com o Fisco, não sendo possível permitir-se, por consequência, que pagamentos de valores inadequados sejam capazes de realizar a amortização do débito. A análise minuciosa dos documentos carreados aos autos demonstra que a autora foi excluída do REFIS em razão de existência de situação irregular no parcelamento, pois estava recolhendo valores mensais inadequados para a amortização do débito parcelado que era de R$ 755.374,15 em 15/07/2013. Além disso, a atenta verificação dos documentos juntados à inicial mostra que os valores realizados nos últimos anos variam entre R$ 27,24 e R$ 1588,70, conforme planilha constante do documento OUT4. Ressalvo que a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC maioria dominante é de pagamentos inferiores a R$ 500,00 mensais. Nesse passo, os pagamentos efetuados pela demandante são incapazes para promover a efetiva amortização da dívida. Destarte, resta evidente que os valores recolhidos se mostram irrisórios para promover a efetiva amortização do débito, o que equivale, no caso, a não pagamento, autorizando a exclusão da apelante do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS. […] De acordo com o estabelecido no artigo 2... da Lei n 9.964/2000, a parcela será de: […] Nesse passo, penso que o REFIS consiste em um programa de parcelamento das dívidas fiscais, tendo como um de seus intentos a amortização da dívida. Logo, se o valor da parcela paga é inapto para quitar a dívida, perfeitamente aplicável o disposto do artigo 5..., inciso II, da Lei n 9.964/2000, devendo ser considerada inadimplente a empresa. Destarte, no caso de pagamentos ineficazes, ainda que em percentual determinado referente à receita bruta (0,3%, 0,6%, 1,2% ou 1,5%, conforme prevê o art. 2... da Lei n 9.964, de 2000), deve ser considerada a empresa como inadimplente, aplicando-se o art. 5..., II, da Lei n 9.964, de 2000, em face da inviabilidade de quitação da dívida. Além disso, em conformidade com o disposto no artigo 155 do CTN, o Fisco não é obrigado a manter o favor fiscal concedido, quando alteradas as condições em que este foi deferido, cumprindo ao contribuinte manter as mesmas condições de quando aderiu ao REFIS, durante o parcelamento, inclusive no relativo à sua receita bruta mensal, base de cálculo da parcela. Ressalvo que o fato de não haver fixação de prazo final para o pagamento dos débitos incluídos no 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC maioria dominante é de pagamentos inferiores a R$ 500,00 mensais. Nesse passo, os pagamentos efetuados pela demandante são incapazes para promover a efetiva amortização da dívida. Destarte, resta evidente que os valores recolhidos se mostram irrisórios para promover a efetiva amortização do débito, o que equivale, no caso, a não pagamento, autorizando a exclusão da apelante do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS. […] De acordo com o estabelecido no artigo 2... da Lei n 9.964/2000, a parcela será de: […] Nesse passo, penso que o REFIS consiste em um programa de parcelamento das dívidas fiscais, tendo como um de seus intentos a amortização da dívida. Logo, se o valor da parcela paga é inapto para quitar a dívida, perfeitamente aplicável o disposto do artigo 5..., inciso II, da Lei n 9.964/2000, devendo ser considerada inadimplente a empresa. Destarte, no caso de pagamentos ineficazes, ainda que em percentual determinado referente à receita bruta (0,3%, 0,6%, 1,2% ou 1,5%, conforme prevê o art. 2... da Lei n 9.964, de 2000), deve ser considerada a empresa como inadimplente, aplicando-se o art. 5..., II, da Lei n 9.964, de 2000, em face da inviabilidade de quitação da dívida. Além disso, em conformidade com o disposto no artigo 155 do CTN, o Fisco não é obrigado a manter o favor fiscal concedido, quando alteradas as condições em que este foi deferido, cumprindo ao contribuinte manter as mesmas condições de quando aderiu ao REFIS, durante o parcelamento, inclusive no relativo à sua receita bruta mensal, base de cálculo da parcela. Ressalvo que o fato de não haver fixação de prazo final para o pagamento dos débitos incluídos no 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC parcelamento da Lei 9.964/2000 não impede que se aplique o entendimento acima expendido, não sendo possível nem correto que se leve, conforme aduzido pela própria parte, até mesmo 800 anos para quitá-la. Ainda mais se levarmos em consideração que o débito, como não está nem sendo amortizado, vai crescendo mês a mês. Deste modo, sendo a receita bruta da empresa e, por via de conseqüência, os pagamentos das parcelas por ela efetuados insuficientes para a amortização da dívida, é de ser mantida a sua exclusão do REFIS. Diante do expendido, não merece reparos a decisão recorrida, devendo ser mantida conforme lavrada. (págs. 282 - 285 do documento eletrônico 1)” Preliminarmente, observo que esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Esse entendimento foi consolidado no julgamento do ARE 748.371- RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, em que se rejeitou a repercussão geral da matéria sob os seguinte fundamentos: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral’. Por conseguinte, para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal e das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC parcelamento da Lei 9.964/2000 não impede que se aplique o entendimento acima expendido, não sendo possível nem correto que se leve, conforme aduzido pela própria parte, até mesmo 800 anos para quitá-la. Ainda mais se levarmos em consideração que o débito, como não está nem sendo amortizado, vai crescendo mês a mês. Deste modo, sendo a receita bruta da empresa e, por via de conseqüência, os pagamentos das parcelas por ela efetuados insuficientes para a amortização da dívida, é de ser mantida a sua exclusão do REFIS. Diante do expendido, não merece reparos a decisão recorrida, devendo ser mantida conforme lavrada. (págs. 282 - 285 do documento eletrônico 1)” Preliminarmente, observo que esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Esse entendimento foi consolidado no julgamento do ARE 748.371- RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, em que se rejeitou a repercussão geral da matéria sob os seguinte fundamentos: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral’. Por conseguinte, para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal e das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Nesse sentido, cito, respectivamente, o Recurso Extraordinário 955.845- ED/SC, de relatoria do Ministro Roberto Barroso; e o Recurso Extraordinário 594.923-AgR/DF, de minha relatoria: ‘Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REFIS. PARCELAS COM VALOR IRRISÓRIO. INEXISTÊNCIA DE AMORTIZAÇÃO DO DÉBITO CONSOLIDADO. PAGAMENTO CONSIDERADO INEXISTENTE. APLICAÇÃO DO ART. 5..., II, DA LEI n 9.964/2000. APLICABILIDADE DAS VEDAÇÕES CONSTANTES NAS SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, visto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. Não há repercussão geral da controvérsia relativa à violação aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão’ ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MANDADO DE SEGURANÇA. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Nesse sentido, cito, respectivamente, o Recurso Extraordinário 955.845- ED/SC, de relatoria do Ministro Roberto Barroso; e o Recurso Extraordinário 594.923-AgR/DF, de minha relatoria: ‘Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REFIS. PARCELAS COM VALOR IRRISÓRIO. INEXISTÊNCIA DE AMORTIZAÇÃO DO DÉBITO CONSOLIDADO. PAGAMENTO CONSIDERADO INEXISTENTE. APLICAÇÃO DO ART. 5..., II, DA LEI n 9.964/2000. APLICABILIDADE DAS VEDAÇÕES CONSTANTES NAS SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, visto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. Não há repercussão geral da controvérsia relativa à violação aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão’ ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MANDADO DE SEGURANÇA. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC OFENSA INDIRETA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. TRIBUTÁRIO. REFIS. LEI 9.964/2004. EXCLUSÃO DO PROGRAMA. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988 MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão impugnado, no que diz respeito aos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, seria necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como a análise de normas infraconstitucionais, sendo certo que a ofensa à Lei Maior, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. III – A questão referente à exclusão de contribuinte do REFIS situa-se em âmbito infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. IV - A jurisprudência da Corte é no sentido de que a alegada violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. V - Agravo regimental improvido’ Por fim, menciono, também, o ARE 935.048-AgR/PR, de relatoria da Ministra Rosa Weber; e o Recurso Extraordinário 520.805-ED/DF, de relatoria do Ministro Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF)” Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC OFENSA INDIRETA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. TRIBUTÁRIO. REFIS. LEI 9.964/2004. EXCLUSÃO DO PROGRAMA. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988 MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão impugnado, no que diz respeito aos requisitos de admissibilidade do mandado de segurança, seria necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como a análise de normas infraconstitucionais, sendo certo que a ofensa à Lei Maior, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. III – A questão referente à exclusão de contribuinte do REFIS situa-se em âmbito infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. IV - A jurisprudência da Corte é no sentido de que a alegada violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. V - Agravo regimental improvido’ Por fim, menciono, também, o ARE 935.048-AgR/PR, de relatoria da Ministra Rosa Weber; e o Recurso Extraordinário 520.805-ED/DF, de relatoria do Ministro Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF)” Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B1-2547-8A32-A32F e senha E921-0404-4EF0-1A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 26/10/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP ADV.(A/S) : DANTE AGUIAR AREND (66510A/RS, 14826/SC, 256275/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED1C-B0D2-FC7D-7280 e senha A2B6-251A-A9D2-1EDF Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.503 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP ADV.(A/S) : DANTE AGUIAR AREND (66510A/RS, 14826/SC, 256275/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED1C-B0D2-FC7D-7280 e senha A2B6-251A-A9D2-1EDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 109 . 503", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 109 . 503", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 109 . 503", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 .", "Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 955 . 845 - ED / SC", "Recurso Extraordinário 594 . 923 - AgR / DF", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "SÚMULAS 282", "Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 955 . 845 - ED / SC", "Recurso Extraordinário 594 . 923 - AgR / DF", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1109503 AGR / SC", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 935 . 048 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 520 . 805 - ED / DF", "Recurso", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 935 . 048 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 520 . 805 - ED / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 109 . 503", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 109 . 503" ], "LEGISLACAO": [ "LEI n 9 . 964 / 2000", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 964 / 2000", "artigo 5 . . . , II , da Lei n 9 . 964 / 2000", "art . 2 . . . da Lei n 9 . 964", "art . 5 . . . , II , da Lei n 9 . 964", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 964 / 2000", "artigo 5 . . . , II , da Lei n 9 . 964 / 2000", "art . 2 . . . da Lei n 9 . 964", "art . 5 . . . , II , da Lei n 9 . 964", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts . 5 . . . , II ; e 37 , caput , da mesma", "artigo 2 . . . , § 4 . . . , da Lei n 9 . 964 / 2000", "Lei 9 . 964 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "artigo 2 . . . , § 4 . . . , da Lei n 9 . 964 / 2000", "Lei 9 . 964 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . da Lei n 9 . 964 /", "artigo 5 . . . , inciso II , da Lei n 9 . 964 / 2000", "art . 2 . . . da Lei n 9 . 964", "art . 5 . . . , II , da Lei n 9 . 964", "artigo 155 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . da Lei n 9 . 964 / 2000", "artigo 5 . . . , inciso II , da Lei n 9 . 964 / 2000", "art . 2 . . . da Lei n 9 . 964", "art . 5 . . . , II , da Lei n 9 . 964", "artigo 155 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 964 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 964 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ART . 5 . . . , II , DA LEI n 9 . 964 / 2000", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ART . 5 . . . , II , DA LEI n 9 . 964 / 2000", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 964 / 2004", "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988", "Lei Maior", "Constituição", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 964 / 2004", "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988", "Lei Maior", "Constituição", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "HOTEL BLUMENHOF LTDA", "UNIÃO", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HOTEL BLUMENHOF LTDA - EPP", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HOTEL BLUMENHOF LTDA", "UNIÃO", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SC", "SEGUNDA TURMA", "HOTEL BLUMENHOF LTDA", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HOTEL BLUMENHOF LTDA", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "DANTE AGUIAR", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DANTE AGUIAR AREND", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DANTE AGUIAR AREND", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DANTE AGUIAR AREND", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DANTE AGUIAR AREND", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "26 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "29 de fevereiro de 2000", "2000", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "29 de fevereiro de 2000", "2000", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "07", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "07", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS EMBDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ADIs 4357 E 4425. MODULAÇÃO. 1. O órgão julgador pode receber, como agravo interno, os embargos de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática do Relator, sendo desnecessária a intimação do embargante para complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir impugnação específica a todos os pontos da decisão embargada. Inteligência do art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015. 2. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 3. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C02F-77C9-B7BE-9F0F e senha 12F1-2230-61B9-9774 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1160951 ED / SP constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 4. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Esta SUPREMA CORTE modulou os efeitos da decisão proferida nas ADIs 4357 e 4425, consignando que a declaração de inconstitucionalidade do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, modificado pela Lei 11.960/09, deve ter efeitos prospectivos, considerando como marco temporal a data de 25 de março de 2015. 6. Embargos de declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento. A C Ó R D à O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em receber os embargos de declaração como agravo interno, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, acordam em lhe negar 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C02F-77C9-B7BE-9F0F e senha 12F1-2230-61B9-9774 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 4. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Esta SUPREMA CORTE modulou os efeitos da decisão proferida nas ADIs 4357 e 4425, consignando que a declaração de inconstitucionalidade do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, modificado pela Lei 11.960/09, deve ter efeitos prospectivos, considerando como marco temporal a data de 25 de março de 2015. 6. Embargos de declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento. A C Ó R D à O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em receber os embargos de declaração como agravo interno, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, acordam em lhe negar 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C02F-77C9-B7BE-9F0F e senha 12F1-2230-61B9-9774 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1160951 ED / SP provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C02F-77C9-B7BE-9F0F e senha 12F1-2230-61B9-9774 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C02F-77C9-B7BE-9F0F e senha 12F1-2230-61B9-9774 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS EMBDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão que negou seguimento ao Agravo aos fundamentos de que (a) é deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide, in casu, o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicável o índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR) no caso, conforme decisão que modulou os efeitos das ADIs 4357 e 4425. Sustenta a parte embargante, em suma, erro material da decisão, ao fundamento de que não se aplica a modulação dos efeitos proferida nas ADIs supramencionadas, visto que ainda não houve expedição ou pagamento do precatório. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7524-E6B3-B822-4DE7 e senha 6755-5F87-5443-21AB Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS EMBDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão que negou seguimento ao Agravo aos fundamentos de que (a) é deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide, in casu, o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicável o índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR) no caso, conforme decisão que modulou os efeitos das ADIs 4357 e 4425. Sustenta a parte embargante, em suma, erro material da decisão, ao fundamento de que não se aplica a modulação dos efeitos proferida nas ADIs supramencionadas, visto que ainda não houve expedição ou pagamento do precatório. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7524-E6B3-B822-4DE7 e senha 6755-5F87-5443-21AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como agravo interno. Nessa circunstância, o art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015 impõe a concessão de prazo ao embargante para que complemente suas razões, “de modo a ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1º”. Trata-se de medida pensada para evitar que se convertam os embargos em agravo interno, mas imediatamente se lhe negue conhecimento por não impugnar especificamente a decisão embargada/agravada. No presente caso, todavia, a providência é despicienda, pois os embargos já propõem argumentação específica e apta a abarcar toda a decisão recorrida. Passo ao exame do Agravo Interno. Eis o teor dos fundamentos da decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação ao artigo 5º, inciso XXXVI, da Magna Carta. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como agravo interno. Nessa circunstância, o art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015 impõe a concessão de prazo ao embargante para que complemente suas razões, “de modo a ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1º”. Trata-se de medida pensada para evitar que se convertam os embargos em agravo interno, mas imediatamente se lhe negue conhecimento por não impugnar especificamente a decisão embargada/agravada. No presente caso, todavia, a providência é despicienda, pois os embargos já propõem argumentação específica e apta a abarcar toda a decisão recorrida. Passo ao exame do Agravo Interno. Eis o teor dos fundamentos da decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação ao artigo 5º, inciso XXXVI, da Magna Carta. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1160951 ED / SP apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, no tocante à alegação de afronta ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, no tocante à alegação de afronta ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1160951 ED / SP MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Quanto ao mais, o Tribunal de origem deu provimento à apelação dos recorrentes, condenando a Fazenda Pública ao recálculo do adicional por tempo de serviço, observando, quanto à correção monetária, o disposto na Lei 11.960/09. Opostos Embargos de Declaração dessa decisão, foram rejeitados em acórdão assim ementado (Doc. 2, fl. 140): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – Inconstitucionalidade – Art. 5º, da Lei 11.960/09 – Ausência de modulação dos efeitos da decisão – Modulação dos efeitos na fase de execução - Possibilidade - Embargos de declaração rejeitados”. Sobre essa matéria, esta SUPREMA CORTE modulou os efeitos da decisão proferida nas ADIs 4357 e 4425, consignando que a declaração de inconstitucionalidade do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, modificado pela Lei 11.960/09, deve ter efeitos prospectivos, considerando como marco temporal a data de 25 de março de 2015. Dessa forma, para questões anteriores foi permitida a manutenção da aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR). A propósito, veja-se ementa do julgado: “QUESTÃO DE ORDEM. MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DE DECISÃO DECLARATÓRIA DE INCONSTITUCIONALIDADE (LEI 9.868/99, ART. 27). POSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE ACOMODAÇÃO OTIMIZADA DE VALORES CONSTITUCIONAIS CONFLITANTES. PRECEDENTES 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Quanto ao mais, o Tribunal de origem deu provimento à apelação dos recorrentes, condenando a Fazenda Pública ao recálculo do adicional por tempo de serviço, observando, quanto à correção monetária, o disposto na Lei 11.960/09. Opostos Embargos de Declaração dessa decisão, foram rejeitados em acórdão assim ementado (Doc. 2, fl. 140): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – Inconstitucionalidade – Art. 5º, da Lei 11.960/09 – Ausência de modulação dos efeitos da decisão – Modulação dos efeitos na fase de execução - Possibilidade - Embargos de declaração rejeitados”. Sobre essa matéria, esta SUPREMA CORTE modulou os efeitos da decisão proferida nas ADIs 4357 e 4425, consignando que a declaração de inconstitucionalidade do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, modificado pela Lei 11.960/09, deve ter efeitos prospectivos, considerando como marco temporal a data de 25 de março de 2015. Dessa forma, para questões anteriores foi permitida a manutenção da aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR). A propósito, veja-se ementa do julgado: “QUESTÃO DE ORDEM. MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DE DECISÃO DECLARATÓRIA DE INCONSTITUCIONALIDADE (LEI 9.868/99, ART. 27). POSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE ACOMODAÇÃO OTIMIZADA DE VALORES CONSTITUCIONAIS CONFLITANTES. PRECEDENTES 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1160951 ED / SP DO STF. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 62/2009. EXISTÊNCIA DE RAZÕES DE SEGURANÇA JURÍDICA QUE JUSTIFICAM A MANUTENÇÃO TEMPORÁRIA DO REGIME ESPECIAL NOS TERMOS EM QUE DECIDIDO PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A modulação temporal das decisões em controle judicial de constitucionalidade decorre diretamente da Carta de 1988 ao consubstanciar instrumento voltado à acomodação otimizada entre o princípio da nulidade das leis inconstitucionais e outros valores constitucionais relevantes, notadamente a segurança jurídica e a proteção da confiança legítima, além de encontrar lastro também no plano infraconstitucional (Lei nº 9.868/99, art. 27). Precedentes do STF: ADI nº 2.240; ADI nº 2.501; ADI nº 2.904; ADI nº 2.907; ADI nº 3.022; ADI nº 3.315; ADI nº 3.316; ADI nº 3.430; ADI nº 3.458; ADI nº 3.489; ADI nº 3.660; ADI nº 3.682; ADI nº 3.689; ADI nº 3.819; ADI nº 4.001; ADI nº 4.009; ADI nº 4.029. 2. In casu, modulam-se os efeitos das decisões declaratórias de inconstitucionalidade proferidas nas ADIs nº 4.357 e 4.425 para manter a vigência do regime especial de pagamento de precatórios instituído pela Emenda Constitucional nº 62/2009 por 5 (cinco) exercícios financeiros a contar de primeiro de janeiro de 2016. 3. Confere-se eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade dos seguintes aspectos da ADI, fixando como marco inicial a data de conclusão do julgamento da presente questão de ordem (25.03.2015) e mantendo-se válidos os precatórios expedidos ou pagos até esta data, a saber: (i) fica mantida a aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR), nos termos da Emenda Constitucional nº 62/2009, até 25.03.2015, data após a qual (a) os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP DO STF. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 62/2009. EXISTÊNCIA DE RAZÕES DE SEGURANÇA JURÍDICA QUE JUSTIFICAM A MANUTENÇÃO TEMPORÁRIA DO REGIME ESPECIAL NOS TERMOS EM QUE DECIDIDO PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A modulação temporal das decisões em controle judicial de constitucionalidade decorre diretamente da Carta de 1988 ao consubstanciar instrumento voltado à acomodação otimizada entre o princípio da nulidade das leis inconstitucionais e outros valores constitucionais relevantes, notadamente a segurança jurídica e a proteção da confiança legítima, além de encontrar lastro também no plano infraconstitucional (Lei nº 9.868/99, art. 27). Precedentes do STF: ADI nº 2.240; ADI nº 2.501; ADI nº 2.904; ADI nº 2.907; ADI nº 3.022; ADI nº 3.315; ADI nº 3.316; ADI nº 3.430; ADI nº 3.458; ADI nº 3.489; ADI nº 3.660; ADI nº 3.682; ADI nº 3.689; ADI nº 3.819; ADI nº 4.001; ADI nº 4.009; ADI nº 4.029. 2. In casu, modulam-se os efeitos das decisões declaratórias de inconstitucionalidade proferidas nas ADIs nº 4.357 e 4.425 para manter a vigência do regime especial de pagamento de precatórios instituído pela Emenda Constitucional nº 62/2009 por 5 (cinco) exercícios financeiros a contar de primeiro de janeiro de 2016. 3. Confere-se eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade dos seguintes aspectos da ADI, fixando como marco inicial a data de conclusão do julgamento da presente questão de ordem (25.03.2015) e mantendo-se válidos os precatórios expedidos ou pagos até esta data, a saber: (i) fica mantida a aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR), nos termos da Emenda Constitucional nº 62/2009, até 25.03.2015, data após a qual (a) os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1160951 ED / SP e (b) os precatórios tributários deverão observar os mesmos critérios pelos quais a Fazenda Pública corrige seus créditos tributários; e (ii) ficam resguardados os precatórios expedidos, no âmbito da administração pública federal, com base nos arts. 27 das Leis nº 12.919/13 e nº 13.080/15, que fixam o IPCA-E como índice de correção monetária. 4. Quanto às formas alternativas de pagamento previstas no regime especial: (i) consideram-se válidas as compensações, os leilões e os pagamentos à vista por ordem crescente de crédito previstos na Emenda Constitucional nº 62/2009, desde que realizados até 25.03.2015, data a partir da qual não será possível a quitação de precatórios por tais modalidades; (ii) fica mantida a possibilidade de realização de acordos diretos, observada a ordem de preferência dos credores e de acordo com lei própria da entidade devedora, com redução máxima de 40% do valor do crédito atualizado. 5. Durante o período fixado no item 2 acima, ficam mantidas (i) a vinculação de percentuais mínimos da receita corrente líquida ao pagamento dos precatórios (art. 97, § 10, do ADCT) e (ii) as sanções para o caso de não liberação tempestiva dos recursos destinados ao pagamento de precatórios (art. 97, §10, do ADCT). 6. Delega-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que considere a apresentação de proposta normativa que discipline (i) a utilização compulsória de 50% dos recursos da conta de depósitos judiciais tributários para o pagamento de precatórios e (ii) a possibilidade de compensação de precatórios vencidos, próprios ou de terceiros, com o estoque de créditos inscritos em dívida ativa até 25.03.2015, por opção do credor do precatório. 7. Atribui-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que monitore e supervisione o pagamento dos precatórios pelos entes públicos na forma da presente decisão. (ADI 4425 QO / DF, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 4/8/2015) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP e (b) os precatórios tributários deverão observar os mesmos critérios pelos quais a Fazenda Pública corrige seus créditos tributários; e (ii) ficam resguardados os precatórios expedidos, no âmbito da administração pública federal, com base nos arts. 27 das Leis nº 12.919/13 e nº 13.080/15, que fixam o IPCA-E como índice de correção monetária. 4. Quanto às formas alternativas de pagamento previstas no regime especial: (i) consideram-se válidas as compensações, os leilões e os pagamentos à vista por ordem crescente de crédito previstos na Emenda Constitucional nº 62/2009, desde que realizados até 25.03.2015, data a partir da qual não será possível a quitação de precatórios por tais modalidades; (ii) fica mantida a possibilidade de realização de acordos diretos, observada a ordem de preferência dos credores e de acordo com lei própria da entidade devedora, com redução máxima de 40% do valor do crédito atualizado. 5. Durante o período fixado no item 2 acima, ficam mantidas (i) a vinculação de percentuais mínimos da receita corrente líquida ao pagamento dos precatórios (art. 97, § 10, do ADCT) e (ii) as sanções para o caso de não liberação tempestiva dos recursos destinados ao pagamento de precatórios (art. 97, §10, do ADCT). 6. Delega-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que considere a apresentação de proposta normativa que discipline (i) a utilização compulsória de 50% dos recursos da conta de depósitos judiciais tributários para o pagamento de precatórios e (ii) a possibilidade de compensação de precatórios vencidos, próprios ou de terceiros, com o estoque de créditos inscritos em dívida ativa até 25.03.2015, por opção do credor do precatório. 7. Atribui-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que monitore e supervisione o pagamento dos precatórios pelos entes públicos na forma da presente decisão. (ADI 4425 QO / DF, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 4/8/2015) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1160951 ED / SP Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Por fim, demanda reexame de fatos e provas a alegação de que não houve expedição ou pagamento de precatório, o que afastaria a modulação dos efeitos proferida nas ADIs 4357 e 4425. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo interno, ao qual nego provimento. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Por fim, demanda reexame de fatos e provas a alegação de que não houve expedição ou pagamento de precatório, o que afastaria a modulação dos efeitos proferida nas ADIs 4357 e 4425. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo interno, ao qual nego provimento. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Tipo Texto 524 EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS EMBDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9173-37B7-C931-6EAD e senha 47E0-16E7-1E9D-9769 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS EMBDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9173-37B7-C931-6EAD e senha 47E0-16E7-1E9D-9769 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : WILSON LUIS DE SOUSA FOZ (19449/SP) ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS (77001/SP) EMBDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo interno, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3EE-B092-943E-0036 e senha F4B3-EDF7-421F-8317 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : WILSON LUIS DE SOUSA FOZ (19449/SP) ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS (77001/SP) EMBDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo interno, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3EE-B092-943E-0036 e senha F4B3-EDF7-421F-8317 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748721111
2018-11-12T00:00:00
2018-11-26T00:00:00
Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo interno, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ADIs 4357 E 4425. MODULAÇÃO. 1. O órgão julgador pode receber, como agravo interno, os embargos de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática do Relator, sendo desnecessária a intimação do embargante para complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir impugnação específica a todos os pontos da decisão embargada. Inteligência do art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015. 2. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 3. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 4. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Esta SUPREMA CORTE modulou os efeitos da decisão proferida nas ADIs 4357 e 4425, consignando que a declaração de inconstitucionalidade do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, modificado pela Lei 11.960/09, deve ter efeitos prospectivos, considerando como marco temporal a data de 25 de março de 2015. 6. Embargos de declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento.
sjur394983
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS PROCESSUAIS) ARE 748371 RG. Número de páginas: 12. Análise: 06/12/2018, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1160951
[ "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n ART-0001F\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011960 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01024 PAR-00003 ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 1160951 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : WILSON LUIS DE SOUSA FOZ ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS EMBDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBTE.(S) : CELIA WAIDEMAN PUGA EMBTE.(S) : MARIA DOLORES DOMINGUES TRINDADE EMBTE.(S) : MARIA APPARECIDA LOPES DE ALMEIDA EMBTE.(S) : ILZA EVANGELISTA EMBTE.(S) : CILCE PRESENDE TRINDADE EMBTE.(S) : MARIA DA GRACA LOUREIRO EMBTE.(S) : LOURDES SOUZA DE OLIVEIRA EMBTE.(S) : GISELDA MACEDO ATHAYDE EMBTE.(S) : JEANETTE SALIMON CRESPI EMBTE.(S) : MARIA HELENA AFFONSO RIBEIRO EMBTE.(S) : REGINA ALICE DE AVILA RIBEIRO EMBTE.(S) : EVANIR APPARECIDA DOTTO GIOVANETTI EMBTE.(S) : MARIA THEREZA FOLHARINI LUZIO EMBTE.(S) : MANOEL APARECIDO MARQUES EMBTE.(S) : DALVA ZANIBONI DE OLIVEIRA EMBTE.(S) : ESPÓLIO DE LUZIA MACHADO DE ÁVILA RIBEIRO EMBTE.(S) : ANA BEATRIZ NOGUEIRA PETROCELLI DE AVILA RIBEIRO EMBTE.(S) : MARIA ISABEL DOS SANTOS PINHEIRO EMBTE.(S) : MARIA APARECIDA MARGIOTTI BERTOLDO EMBTE.(S) : LUCY MARIA ALBERTONI JANINI EMBTE.(S) : MOACYR DE AVILA RIBEIRO FILHO EMBTE.(S) : MARIA LUIZA CAPUANO CERBONE EMBTE.(S) : CACILDA JACOB RODRIGUES EMBTE.(S) : FADUA MUSSA EMBTE.(S) : WALMYRA PARREIWAS MENECHINO EMBTE.(S) : ELEONOR CLEMENTINO TOSCANO EMBTE.(S) : HELENA MARY RODRIGUES PIRES GOLDONI EMBTE.(S) : MARIA THEREZA TIDEI LIMA BAPTISTA EMBTE.(S) : JOVENIR DOS REIS GIANOTI
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Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS EMBDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ADIs 4357 E 4425. MODULAÇÃO. 1. O órgão julgador pode receber, como agravo interno, os embargos de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática do Relator, sendo desnecessária a intimação do embargante para complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir impugnação específica a todos os pontos da decisão embargada. Inteligência do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil de 2015. 2. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 3. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C02F-77C9-B7BE-9F0F e senha 12F1-2230-61B9-9774 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1160951 ED / SP constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 4. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Esta SUPREMA CORTE modulou os efeitos da decisão proferida nas ADIs 4357 e 4425, consignando que a declaração de inconstitucionalidade do art. 1...-F da Lei n 9.494/97, modificado pela Lei 11.960/09, deve ter efeitos prospectivos, considerando como marco temporal a data de 25 de março de 2015. 6. Embargos de declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em receber os embargos de declaração como agravo interno, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, acordam em lhe negar 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C02F-77C9-B7BE-9F0F e senha 12F1-2230-61B9-9774 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 4. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Esta SUPREMA CORTE modulou os efeitos da decisão proferida nas ADIs 4357 e 4425, consignando que a declaração de inconstitucionalidade do art. 1...-F da Lei n 9.494/97, modificado pela Lei 11.960/09, deve ter efeitos prospectivos, considerando como marco temporal a data de 25 de março de 2015. 6. Embargos de declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em receber os embargos de declaração como agravo interno, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, acordam em lhe negar 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C02F-77C9-B7BE-9F0F e senha 12F1-2230-61B9-9774 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1160951 ED / SP provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C02F-77C9-B7BE-9F0F e senha 12F1-2230-61B9-9774 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C02F-77C9-B7BE-9F0F e senha 12F1-2230-61B9-9774 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS EMBDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão que negou seguimento ao Agravo aos fundamentos de que (a) é deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide, in casu, o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicável o índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR) no caso, conforme decisão que modulou os efeitos das ADIs 4357 e 4425. Sustenta a parte embargante, em suma, erro material da decisão, ao fundamento de que não se aplica a modulação dos efeitos proferida nas ADIs supramencionadas, visto que ainda não houve expedição ou pagamento do precatório. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7524-E6B3-B822-4DE7 e senha 6755-5F87-5443-21AB Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS EMBDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão que negou seguimento ao Agravo aos fundamentos de que (a) é deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide, in casu, o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicável o índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR) no caso, conforme decisão que modulou os efeitos das ADIs 4357 e 4425. Sustenta a parte embargante, em suma, erro material da decisão, ao fundamento de que não se aplica a modulação dos efeitos proferida nas ADIs supramencionadas, visto que ainda não houve expedição ou pagamento do precatório. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7524-E6B3-B822-4DE7 e senha 6755-5F87-5443-21AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como agravo interno. Nessa circunstância, o art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil de 2015 impõe a concessão de prazo ao embargante para que complemente suas razões, “de modo a ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1...”. Trata-se de medida pensada para evitar que se convertam os embargos em agravo interno, mas imediatamente se lhe negue conhecimento por não impugnar especificamente a decisão embargada/agravada. No presente caso, todavia, a providência é despicienda, pois os embargos já propõem argumentação específica e apta a abarcar toda a decisão recorrida. Passo ao exame do Agravo Interno. Eis o teor dos fundamentos da decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação ao artigo 5..., inciso XXXVI, da Magna Carta. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como agravo interno. Nessa circunstância, o art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil de 2015 impõe a concessão de prazo ao embargante para que complemente suas razões, “de modo a ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1...”. Trata-se de medida pensada para evitar que se convertam os embargos em agravo interno, mas imediatamente se lhe negue conhecimento por não impugnar especificamente a decisão embargada/agravada. No presente caso, todavia, a providência é despicienda, pois os embargos já propõem argumentação específica e apta a abarcar toda a decisão recorrida. Passo ao exame do Agravo Interno. Eis o teor dos fundamentos da decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação ao artigo 5..., inciso XXXVI, da Magna Carta. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1160951 ED / SP apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, no tocante à alegação de afronta ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, no tocante à alegação de afronta ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1160951 ED / SP MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Quanto ao mais, o Tribunal de origem deu provimento à apelação dos recorrentes, condenando a Fazenda Pública ao recálculo do adicional por tempo de serviço, observando, quanto à correção monetária, o disposto na Lei 11.960/09. Opostos Embargos de Declaração dessa decisão, foram rejeitados em acórdão assim ementado (Doc. 2, fl. 140): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – Inconstitucionalidade – Art. 5..., da Lei 11.960/09 – Ausência de modulação dos efeitos da decisão – Modulação dos efeitos na fase de execução - Possibilidade - Embargos de declaração rejeitados”. Sobre essa matéria, esta SUPREMA CORTE modulou os efeitos da decisão proferida nas ADIs 4357 e 4425, consignando que a declaração de inconstitucionalidade do art. 1...-F da Lei n 9.494/97, modificado pela Lei 11.960/09, deve ter efeitos prospectivos, considerando como marco temporal a data de 25 de março de 2015. Dessa forma, para questões anteriores foi permitida a manutenção da aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR). A propósito, veja-se ementa do julgado: “QUESTÃO DE ORDEM. MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DE DECISÃO DECLARATÓRIA DE INCONSTITUCIONALIDADE (LEI 9.868/99, ART. 27). POSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE ACOMODAÇÃO OTIMIZADA DE VALORES CONSTITUCIONAIS CONFLITANTES. PRECEDENTES 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Quanto ao mais, o Tribunal de origem deu provimento à apelação dos recorrentes, condenando a Fazenda Pública ao recálculo do adicional por tempo de serviço, observando, quanto à correção monetária, o disposto na Lei 11.960/09. Opostos Embargos de Declaração dessa decisão, foram rejeitados em acórdão assim ementado (Doc. 2, fl. 140): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – Inconstitucionalidade – Art. 5..., da Lei 11.960/09 – Ausência de modulação dos efeitos da decisão – Modulação dos efeitos na fase de execução - Possibilidade - Embargos de declaração rejeitados”. Sobre essa matéria, esta SUPREMA CORTE modulou os efeitos da decisão proferida nas ADIs 4357 e 4425, consignando que a declaração de inconstitucionalidade do art. 1...-F da Lei n 9.494/97, modificado pela Lei 11.960/09, deve ter efeitos prospectivos, considerando como marco temporal a data de 25 de março de 2015. Dessa forma, para questões anteriores foi permitida a manutenção da aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR). A propósito, veja-se ementa do julgado: “QUESTÃO DE ORDEM. MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DE DECISÃO DECLARATÓRIA DE INCONSTITUCIONALIDADE (LEI 9.868/99, ART. 27). POSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE ACOMODAÇÃO OTIMIZADA DE VALORES CONSTITUCIONAIS CONFLITANTES. PRECEDENTES 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1160951 ED / SP DO Supremo Tribunal Federal. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL n 62/2009. EXISTÊNCIA DE RAZÕES DE SEGURANÇA JURÍDICA QUE JUSTIFICAM A MANUTENÇÃO TEMPORÁRIA DO REGIME ESPECIAL NOS TERMOS EM QUE DECIDIDO PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A modulação temporal das decisões em controle judicial de constitucionalidade decorre diretamente da Carta de 1988 ao consubstanciar instrumento voltado à acomodação otimizada entre o princípio da nulidade das leis inconstitucionais e outros valores constitucionais relevantes, notadamente a segurança jurídica e a proteção da confiança legítima, além de encontrar lastro também no plano infraconstitucional (Lei n 9.868/99, art. 27). Precedentes do Supremo Tribunal Federal: ADI n 2.240; ADI n 2.501; ADI n 2.904; ADI n 2.907; ADI n 3.022; ADI n 3.315; ADI n 3.316; ADI n 3.430; ADI n 3.458; ADI n 3.489; ADI n 3.660; ADI n 3.682; ADI n 3.689; ADI n 3.819; ADI n 4.001; ADI n 4.009; ADI n 4.029. 2. In casu, modulam-se os efeitos das decisões declaratórias de inconstitucionalidade proferidas nas ADIs n 4.357 e 4.425 para manter a vigência do regime especial de pagamento de precatórios instituído pela Emenda Constitucional n 62/2009 por 5 (cinco) exercícios financeiros a contar de primeiro de janeiro de 2016. 3. Confere-se eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade dos seguintes aspectos da ADI, fixando como marco inicial a data de conclusão do julgamento da presente questão de ordem (25.03.2015) e mantendo-se válidos os precatórios expedidos ou pagos até esta data, a saber: (i) fica mantida a aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR), nos termos da Emenda Constitucional n 62/2009, até 25.03.2015, data após a qual (a) os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP DO Supremo Tribunal Federal. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL n 62/2009. EXISTÊNCIA DE RAZÕES DE SEGURANÇA JURÍDICA QUE JUSTIFICAM A MANUTENÇÃO TEMPORÁRIA DO REGIME ESPECIAL NOS TERMOS EM QUE DECIDIDO PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A modulação temporal das decisões em controle judicial de constitucionalidade decorre diretamente da Carta de 1988 ao consubstanciar instrumento voltado à acomodação otimizada entre o princípio da nulidade das leis inconstitucionais e outros valores constitucionais relevantes, notadamente a segurança jurídica e a proteção da confiança legítima, além de encontrar lastro também no plano infraconstitucional (Lei n 9.868/99, art. 27). Precedentes do Supremo Tribunal Federal: ADI n 2.240; ADI n 2.501; ADI n 2.904; ADI n 2.907; ADI n 3.022; ADI n 3.315; ADI n 3.316; ADI n 3.430; ADI n 3.458; ADI n 3.489; ADI n 3.660; ADI n 3.682; ADI n 3.689; ADI n 3.819; ADI n 4.001; ADI n 4.009; ADI n 4.029. 2. In casu, modulam-se os efeitos das decisões declaratórias de inconstitucionalidade proferidas nas ADIs n 4.357 e 4.425 para manter a vigência do regime especial de pagamento de precatórios instituído pela Emenda Constitucional n 62/2009 por 5 (cinco) exercícios financeiros a contar de primeiro de janeiro de 2016. 3. Confere-se eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade dos seguintes aspectos da ADI, fixando como marco inicial a data de conclusão do julgamento da presente questão de ordem (25.03.2015) e mantendo-se válidos os precatórios expedidos ou pagos até esta data, a saber: (i) fica mantida a aplicação do índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança (TR), nos termos da Emenda Constitucional n 62/2009, até 25.03.2015, data após a qual (a) os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1160951 ED / SP e (b) os precatórios tributários deverão observar os mesmos critérios pelos quais a Fazenda Pública corrige seus créditos tributários; e (ii) ficam resguardados os precatórios expedidos, no âmbito da administração pública federal, com base nos arts. 27 das Leis n 12.919/13 e n 13.080/15, que fixam o IPCA-E como índice de correção monetária. 4. Quanto às formas alternativas de pagamento previstas no regime especial: (i) consideram-se válidas as compensações, os leilões e os pagamentos à vista por ordem crescente de crédito previstos na Emenda Constitucional n 62/2009, desde que realizados até 25.03.2015, data a partir da qual não será possível a quitação de precatórios por tais modalidades; (ii) fica mantida a possibilidade de realização de acordos diretos, observada a ordem de preferência dos credores e de acordo com lei própria da entidade devedora, com redução máxima de 40% do valor do crédito atualizado. 5. Durante o período fixado no item 2 acima, ficam mantidas (i) a vinculação de percentuais mínimos da receita corrente líquida ao pagamento dos precatórios (art. 97, § 10, do ADCT) e (ii) as sanções para o caso de não liberação tempestiva dos recursos destinados ao pagamento de precatórios (art. 97, §10, do ADCT). 6. Delega-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que considere a apresentação de proposta normativa que discipline (i) a utilização compulsória de 50% dos recursos da conta de depósitos judiciais tributários para o pagamento de precatórios e (ii) a possibilidade de compensação de precatórios vencidos, próprios ou de terceiros, com o estoque de créditos inscritos em dívida ativa até 25.03.2015, por opção do credor do precatório. 7. Atribui-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que monitore e supervisione o pagamento dos precatórios pelos entes públicos na forma da presente decisão. (ADI 4425 QO / DF, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 4/8/2015) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP e (b) os precatórios tributários deverão observar os mesmos critérios pelos quais a Fazenda Pública corrige seus créditos tributários; e (ii) ficam resguardados os precatórios expedidos, no âmbito da administração pública federal, com base nos arts. 27 das Leis n 12.919/13 e n 13.080/15, que fixam o IPCA-E como índice de correção monetária. 4. Quanto às formas alternativas de pagamento previstas no regime especial: (i) consideram-se válidas as compensações, os leilões e os pagamentos à vista por ordem crescente de crédito previstos na Emenda Constitucional n 62/2009, desde que realizados até 25.03.2015, data a partir da qual não será possível a quitação de precatórios por tais modalidades; (ii) fica mantida a possibilidade de realização de acordos diretos, observada a ordem de preferência dos credores e de acordo com lei própria da entidade devedora, com redução máxima de 40% do valor do crédito atualizado. 5. Durante o período fixado no item 2 acima, ficam mantidas (i) a vinculação de percentuais mínimos da receita corrente líquida ao pagamento dos precatórios (art. 97, § 10, do ADCT) e (ii) as sanções para o caso de não liberação tempestiva dos recursos destinados ao pagamento de precatórios (art. 97, §10, do ADCT). 6. Delega-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que considere a apresentação de proposta normativa que discipline (i) a utilização compulsória de 50% dos recursos da conta de depósitos judiciais tributários para o pagamento de precatórios e (ii) a possibilidade de compensação de precatórios vencidos, próprios ou de terceiros, com o estoque de créditos inscritos em dívida ativa até 25.03.2015, por opção do credor do precatório. 7. Atribui-se competência ao Conselho Nacional de Justiça para que monitore e supervisione o pagamento dos precatórios pelos entes públicos na forma da presente decisão. (ADI 4425 QO / DF, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 4/8/2015) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1160951 ED / SP Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Por fim, demanda reexame de fatos e provas a alegação de que não houve expedição ou pagamento de precatório, o que afastaria a modulação dos efeitos proferida nas ADIs 4357 e 4425. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo interno, ao qual nego provimento. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Supremo Tribunal Federal ARE 1160951 ED / SP Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Por fim, demanda reexame de fatos e provas a alegação de que não houve expedição ou pagamento de precatório, o que afastaria a modulação dos efeitos proferida nas ADIs 4357 e 4425. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo interno, ao qual nego provimento. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4339-1CD5-E268-7012 e senha 9DE4-92FC-7AA6-CE98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Tipo Texto 524 EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS EMBDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9173-37B7-C931-6EAD e senha 47E0-16E7-1E9D-9769 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS EMBDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9173-37B7-C931-6EAD e senha 47E0-16E7-1E9D-9769 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : WILSON LUIS DE SOUSA FOZ (19449/SP) ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS (77001/SP) EMBDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo interno, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3EE-B092-943E-0036 e senha F4B3-EDF7-421F-8317 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.951 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : LEILA CURI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : WILSON LUIS DE SOUSA FOZ (19449/SP) ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS (77001/SP) EMBDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo interno, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3EE-B092-943E-0036 e senha F4B3-EDF7-421F-8317 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 160 . 951", "ADIs 4357", "ARE 1160951 ED / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ADIs 4357", "ARE 1160951 ED / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ADIs 4357", "ARE 1160951 ED / SP", "ARE 1160951 ED / SP", "ADIs 4357", "ADIs 4357", "ARE 1160951 ED / SP", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1160951 ED / SP", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ADIs", "ADIs 4357", "ARE 1160951 ED / SP", "ADI n 2 . 240", "ADI n 2 . 501", "ADI n 2 . 904", "ADI n 2 . 907", "ADI n 3 . 022", "ADI n 3 . 315", "ADI n 3 . 316", "ADI n 3 . 430", "ADI n 3 . 458", "ADI n 3 . 489", "ADI n 3 . 660", "ADI n 3 . 682", "ADI n 3 . 689", "ADI n 3 . 819", "ADI n 4 . 001", "ADI n 4 . 009", "ADI n 4 . 029", "ADIs n 4 . 357", "ARE 1160951 ED / SP", "EMENDA CONSTITUCIONAL n 62 / 2009", "ADI n 2 . 240", "ADI n 2 . 501", "ADI n 2 . 904", "ADI n 2 . 907", "ADI n 3 . 022", "ADI n 3 . 315", "ADI n 3 . 316", "ADI n 3 . 430", "ADI n 3 . 458", "ADI n 3 . 489", "ADI n 3 . 660", "ADI n 3 . 682", "ADI n 3 . 689", "ADI n 3 . 819", "ADI n 4 . 001", "ADI n 4 . 009", "ADI n 4 . 029", "ADIs n 4 . 357", "ARE 1160951 ED / SP", "ADI 4425 QO / DF", "ARE 1160951 ED / SP", "ADI 4425 QO / DF", "ARE 1160951 ED / SP", "ADIs", "ARE 1160951 ED / SP", "ADIs 4357", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 160 . 951", "AGRAVO 1 . 160 . 951" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei 11 . 960 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art .", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei 11 . 960 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1", ".", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 960 / 09", "Art . 5 . . . , da", "Lei 11 . 960 / 09", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei 11 . 960 / 09", "LEI 9 . 868 / 99 , ART . 27", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 960 / 09", "Art . 5 . . . , da Lei 11 . 960 / 09", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei 11 . 960 / 09", "LEI 9 . 868 / 99 , ART . 27", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA", "Carta de 1988", "Lei n 9 . 868 / 99 , art . 27", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta de 1988", "Lei n 9 . 868 / 99 , art . 27", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 27 das Leis n 12 . 919 / 13", "n", "13 . 080 /", "15", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "art", "art . 97 , § 10 , do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 27 das Leis n 12 . 919 / 13", "n", "13", ".", "080", "/", "15", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Fazenda Pública", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PREVIDÊNCIA", "SPPREV", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo 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"ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LEILA CURI", "WILSON LUIS DE SOUSA FOZ", "MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LEILA CURI", "WILSON LUIS DE SOUSA FOZ", "MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LEILA CURI", "WILSON LUIS DE SOUSA FOZ", "MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "LEILA CURI", "WILSON LUIS DE SOUSA FOZ", "MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA NARBUTIS", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "primeiro de janeiro de 2016", "25", ".", "03", ".", "2015", "25", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "primeiro de janeiro de 2016", "25", ".", "03", ".", "2015", "25", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "03", ".", "2015", "25", ".", "03", ".", "2015", "4", "/", "8", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "03", ".", "2015", "25", ".", "03", ".", "2015", "4", "/", "8", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2018", "2", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTANDER S.A. - SERVICOS TECNICOS, ADMINISTRATIVOS E DE CORRETAGEM DE SEGUROS ADV.(A/S) :RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AJUDA DE CUSTO DESLOCAMENTO NOTURNO. NATUREZA DA VERBA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULAS 279 E 280/STF. 1. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional e no conjunto fático e probatório, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25E8-B4E8-7D15-47CE e senha 4BB6-CF1C-6BD9-B943 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1150599 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25E8-B4E8-7D15-47CE e senha 4BB6-CF1C-6BD9-B943 Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25E8-B4E8-7D15-47CE e senha 4BB6-CF1C-6BD9-B943 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTANDER S.A. - SERVICOS TECNICOS, ADMINISTRATIVOS E DE CORRETAGEM DE SEGUROS ADV.(A/S) :RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: “APELAÇÃO. Preliminares de nulidade da r. sentença e ilegitimidade passiva afastadas. Ação declaratória desconstitutiva. Convênios firmados entre a Companhia de Desenvolvimento habitacional do Estado de São Paulo - CDHU e o Município de São Paulo (Secretaria Municipal de Habitação - SEHAB/PMSP). Construção de 1.200 unidades habitacionais destinadas ao projeto de urbanização de favelas. Recusa da ré, após inicio, de repasse da verba pública para desenvolvimento do projeto em razão da inscrição do município no CADIN ESTADUAL. Inconcebível a postura adotada pela empresa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTANDER S.A. - SERVICOS TECNICOS, ADMINISTRATIVOS E DE CORRETAGEM DE SEGUROS ADV.(A/S) :RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: “APELAÇÃO. Preliminares de nulidade da r. sentença e ilegitimidade passiva afastadas. Ação declaratória desconstitutiva. Convênios firmados entre a Companhia de Desenvolvimento habitacional do Estado de São Paulo - CDHU e o Município de São Paulo (Secretaria Municipal de Habitação - SEHAB/PMSP). Construção de 1.200 unidades habitacionais destinadas ao projeto de urbanização de favelas. Recusa da ré, após inicio, de repasse da verba pública para desenvolvimento do projeto em razão da inscrição do município no CADIN ESTADUAL. Inconcebível a postura adotada pela empresa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1150599 AGR / SP pública cujo objeto social não pode destoar do interesse público, de supremacia a ser inarredavelmente observada como fim a ser atingido, propósito máximo. O condicionamento do repasse de convênios à boa situação financeira dos municípios, exatamente na contramão do propósito dos convênios, que antes de tudo é propiciar a consecução do interesse público comum, fornecendo amparo financeiro àquele que não dispõe dos meios orçamentários de arcar sozinho com os custos do projeto habitacional. convênio visa à cooperação entre os entes federados, para gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. Artigo 61, inciso II, e § 11, da Lei Estadual n° 12.799/08, por sinal, declarado inconstitucional, 'incidenter tantum', pelo C. Órgão Especial deste e. Tribunal. Sentença integralmente mantida. Recurso não provido. ” A pretensão não merece prosperar. O acórdão recorrido decidiu a presente questão com base na interpretação da legislação infraconstitucional, bem como na análise dos fatos constantes nos autos, conforme se infere da leitura do seguinte trecho: “O condicionamento do repasse de convênios à boa situação financeira dos municípios malfere o propósito do convênio firmado, que antes de tudo é propiciar a consecução do interesse público comum, fornecendo amparo financeiro àquele que não dispõe dos meios orçamentários de arcar sozinho com os custos do sério e urgente projeto habitacional.” Assim, verifico que para dissentir da conclusão assentada pelo Tribunal de origem seria necessário, inequivocamente, um novo juízo interpretativo sobre o acervo probatório constantes dos autos, providência vedada nesta via processual (Súmula 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP pública cujo objeto social não pode destoar do interesse público, de supremacia a ser inarredavelmente observada como fim a ser atingido, propósito máximo. O condicionamento do repasse de convênios à boa situação financeira dos municípios, exatamente na contramão do propósito dos convênios, que antes de tudo é propiciar a consecução do interesse público comum, fornecendo amparo financeiro àquele que não dispõe dos meios orçamentários de arcar sozinho com os custos do projeto habitacional. convênio visa à cooperação entre os entes federados, para gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. Artigo 61, inciso II, e § 11, da Lei Estadual n° 12.799/08, por sinal, declarado inconstitucional, 'incidenter tantum', pelo C. Órgão Especial deste e. Tribunal. Sentença integralmente mantida. Recurso não provido. ” A pretensão não merece prosperar. O acórdão recorrido decidiu a presente questão com base na interpretação da legislação infraconstitucional, bem como na análise dos fatos constantes nos autos, conforme se infere da leitura do seguinte trecho: “O condicionamento do repasse de convênios à boa situação financeira dos municípios malfere o propósito do convênio firmado, que antes de tudo é propiciar a consecução do interesse público comum, fornecendo amparo financeiro àquele que não dispõe dos meios orçamentários de arcar sozinho com os custos do sério e urgente projeto habitacional.” Assim, verifico que para dissentir da conclusão assentada pelo Tribunal de origem seria necessário, inequivocamente, um novo juízo interpretativo sobre o acervo probatório constantes dos autos, providência vedada nesta via processual (Súmula 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 1150599 AGR / SP 279/STF). No mesmo sentido, confiram-se também os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inscrição no CADIN. Constitucionalidade. ADI nº 1.454/DF. Restrição em lei e decreto estaduais. Normas de direito local. Súmula nº 280/STF. Impedimento de contratar com a administração pública. Não demonstração de incidência das Súmulas nºs 70, 323 e 547/STF. 1. O acórdão recorrido decidiu acerca da manutenção do registro do contribuinte no CADIN, forte no argumento de que a restrição imposta pela lei estadual seria no sentido da impossibilidade de contratar com a administração pública estadual, não vedando o exercício de atividade profissional, concluindo que o procedimento encontraria amparo na Lei estadual nº 12.799/08 e no Decreto nº 53.455/08, normas de direito local, pelo que incide a Súmula nº 280/STF. 2. A agravante sequer se insurge contra os normativos estaduais que impõem a alegada restrição, limitando-se a sustentar, genericamente, a incidência das Súmulas nºs 70, 323 e 547/STF, sem, no entanto, demonstrar em que medida os verbetes sumulares não foram respeitados. 3. Constitucionalidade do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN) reconhecida na ADI nº 1454/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 3/8/07. Na ocasião, o Tribunal não vislumbrou como a simples obrigatoriedade da consulta ao cadastro, possa ser tida como prévio e formal impedimento para o mútuo ou a celebração dos atos previstos no citado art. 6º, nem, ainda, como forma mesmo indireta de ser o interessado compelido a pagamentos. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 663.692- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP 279/STF). No mesmo sentido, confiram-se também os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inscrição no CADIN. Constitucionalidade. ADI nº 1.454/DF. Restrição em lei e decreto estaduais. Normas de direito local. Súmula nº 280/STF. Impedimento de contratar com a administração pública. Não demonstração de incidência das Súmulas nºs 70, 323 e 547/STF. 1. O acórdão recorrido decidiu acerca da manutenção do registro do contribuinte no CADIN, forte no argumento de que a restrição imposta pela lei estadual seria no sentido da impossibilidade de contratar com a administração pública estadual, não vedando o exercício de atividade profissional, concluindo que o procedimento encontraria amparo na Lei estadual nº 12.799/08 e no Decreto nº 53.455/08, normas de direito local, pelo que incide a Súmula nº 280/STF. 2. A agravante sequer se insurge contra os normativos estaduais que impõem a alegada restrição, limitando-se a sustentar, genericamente, a incidência das Súmulas nºs 70, 323 e 547/STF, sem, no entanto, demonstrar em que medida os verbetes sumulares não foram respeitados. 3. Constitucionalidade do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN) reconhecida na ADI nº 1454/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 3/8/07. Na ocasião, o Tribunal não vislumbrou como a simples obrigatoriedade da consulta ao cadastro, possa ser tida como prévio e formal impedimento para o mútuo ou a celebração dos atos previstos no citado art. 6º, nem, ainda, como forma mesmo indireta de ser o interessado compelido a pagamentos. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 663.692- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 1150599 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO. AUSÊNCIA DE DESCONTO EM FOLHA. CADASTROS DE INADIMPLENTES.INSCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessários seriam a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, assim como a análise das cláusulas contratuais, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas 279 e 454/STF. O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão acerca da modificação do valor fixado a título de indenização por danos morais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 832.270-AgR, da minha relatoria) Quanto às supostas violações ao art. 93, IX, da Constituição, incide a jurisprudência deste Tribunal no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO. AUSÊNCIA DE DESCONTO EM FOLHA. CADASTROS DE INADIMPLENTES.INSCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessários seriam a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, assim como a análise das cláusulas contratuais, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas 279 e 454/STF. O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão acerca da modificação do valor fixado a título de indenização por danos morais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 832.270-AgR, da minha relatoria) Quanto às supostas violações ao art. 93, IX, da Constituição, incide a jurisprudência deste Tribunal no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 1150599 AGR / SP que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” Diante do exposto, com base no no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante sustenta que a controvérsia versa sobre questão constitucional, cuja apreciação independe de revolvimento de matéria fática, tampouco da análise de legislação infraconstitucional. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” Diante do exposto, com base no no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante sustenta que a controvérsia versa sobre questão constitucional, cuja apreciação independe de revolvimento de matéria fática, tampouco da análise de legislação infraconstitucional. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não merece provimento tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Não deve ser acolhida a alegação do agravante no sentido de que não incide contribuição previdenciária sobre a ajuda de custo deslocamento noturno. Isso porque, ao contrário do que sustenta a empresa, tal verba não tem natureza indenizatória, já que é paga de forma habitual aos empregados. […] Por outro lado, não assiste razão ao recorrente ao afirmar que tal posicionamento ofende o disposto no art. 458, § 2º, da CLT. O dispositivo legal em tela cuida do salário in natura, consistente no pagamento de parte do salário em utilidade, que assim dispõe: ‘Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou costume, fornecer habitualmente ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não merece provimento tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Não deve ser acolhida a alegação do agravante no sentido de que não incide contribuição previdenciária sobre a ajuda de custo deslocamento noturno. Isso porque, ao contrário do que sustenta a empresa, tal verba não tem natureza indenizatória, já que é paga de forma habitual aos empregados. […] Por outro lado, não assiste razão ao recorrente ao afirmar que tal posicionamento ofende o disposto no art. 458, § 2º, da CLT. O dispositivo legal em tela cuida do salário in natura, consistente no pagamento de parte do salário em utilidade, que assim dispõe: ‘Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou costume, fornecer habitualmente ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1150599 AGR / SP empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas.’ O parágrafo segundo do artigo 458 da CLT exclui do conceito de salário as utilidades concedidas pelo empregado, incluindo o transporte para o deslocamento ao trabalho, in vebis: ‘§ 2º Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (...) III - transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público;’ No entanto, não se pode olvidar que tais parcelas somente não serão consideradas salário se forem pagas em utilidade. Se forem pagas em dinheiro serão consideradas salário para todos os efeitos. No caso dos autos, se a empresa oferecesse o transporte ao empregado, tal utilidade não seria considerada salário, de acordo com a atual redação do dispositivo legal supra. No entanto, sendo o pagamento efetuado em dinheiro, configurará salário, incidindo sobre a verba a contribuição previdenciária.” 4. Dissentir das conclusões adotadas demandaria tão somente o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do acervo probatório dos autos, providência vedada nesta fase processual. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO INTERPOSTO PELA UNIÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL afirma ter caráter infraconstitucional a discussão acerca da natureza jurídica da verba para fins de incidência tributária. 2. Agravo Interno a que se nega provimento.” (RE 1007651 AgR, Rel. Min. Alexandre de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas.’ O parágrafo segundo do artigo 458 da CLT exclui do conceito de salário as utilidades concedidas pelo empregado, incluindo o transporte para o deslocamento ao trabalho, in vebis: ‘§ 2º Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (...) III - transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público;’ No entanto, não se pode olvidar que tais parcelas somente não serão consideradas salário se forem pagas em utilidade. Se forem pagas em dinheiro serão consideradas salário para todos os efeitos. No caso dos autos, se a empresa oferecesse o transporte ao empregado, tal utilidade não seria considerada salário, de acordo com a atual redação do dispositivo legal supra. No entanto, sendo o pagamento efetuado em dinheiro, configurará salário, incidindo sobre a verba a contribuição previdenciária.” 4. Dissentir das conclusões adotadas demandaria tão somente o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do acervo probatório dos autos, providência vedada nesta fase processual. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO INTERPOSTO PELA UNIÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL afirma ter caráter infraconstitucional a discussão acerca da natureza jurídica da verba para fins de incidência tributária. 2. Agravo Interno a que se nega provimento.” (RE 1007651 AgR, Rel. Min. Alexandre de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1150599 AGR / SP Moraes) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. PRECEDENTES. 1. Nos termos da jurisprudência da Corte, a controvérsia relativa à natureza remuneratória ou indenizatória das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame da legislação infraconstitucional. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 968.110-AgR, sob a minha relatoria) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE O ADICIONAL DE RISCO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 883273 AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP Moraes) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. PRECEDENTES. 1. Nos termos da jurisprudência da Corte, a controvérsia relativa à natureza remuneratória ou indenizatória das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame da legislação infraconstitucional. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 968.110-AgR, sob a minha relatoria) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE O ADICIONAL DE RISCO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 883273 AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1150599 AGR / SP (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SANTANDER S.A. - SERVICOS TECNICOS, ADMINISTRATIVOS E DE CORRETAGEM DE SEGUROS ADV.(A/S) : RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA (01646/A/DF, 111917/RJ, 110862/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO AUGUSTO ANDRADE (57491/DF, 177675/RJ, 220925/ SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDCB-8E23-24C2-2F92 e senha 4481-723D-B000-5037 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SANTANDER S.A. - SERVICOS TECNICOS, ADMINISTRATIVOS E DE CORRETAGEM DE SEGUROS ADV.(A/S) : RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA (01646/A/DF, 111917/RJ, 110862/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO AUGUSTO ANDRADE (57491/DF, 177675/RJ, 220925/ SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDCB-8E23-24C2-2F92 e senha 4481-723D-B000-5037 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748643461
2018-10-26T00:00:00
2018-11-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AJUDA DE CUSTO DESLOCAMENTO NOTURNO. NATUREZA DA VERBA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULAS 279 E 280/STF. 1. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional e no conjunto fático e probatório, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur394281
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, NATUREZA JURÍDICA) RE 883273 AgR (2ªT), ARE 968110 AgR (1ªT), RE 1007651 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 30/11/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1150599
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED DEC-053455 ANO-2008\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-012799 ANO-2008\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1150599 AgR
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AGTE.(S) : SANTANDER S.A. - SERVICOS TECNICOS, ADMINISTRATIVOS E DE CORRETAGEM DE SEGUROS ADV.(A/S) : RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA ADV.(A/S) : LEONARDO AUGUSTO ANDRADE AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTANDER S.A. - SERVICOS TECNICOS, ADMINISTRATIVOS E DE CORRETAGEM DE SEGUROS ADV.(A/S) :RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AJUDA DE CUSTO DESLOCAMENTO NOTURNO. NATUREZA DA VERBA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. 1. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional e no conjunto fático e probatório, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 a 25 de outubro de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25E8-B4E8-7D15-47CE e senha 4BB6-CF1C-6BD9-B943 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1150599 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25E8-B4E8-7D15-47CE e senha 4BB6-CF1C-6BD9-B943 Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25E8-B4E8-7D15-47CE e senha 4BB6-CF1C-6BD9-B943 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTANDER S.A. - SERVICOS TECNICOS, ADMINISTRATIVOS E DE CORRETAGEM DE SEGUROS ADV.(A/S) :RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: “APELAÇÃO. Preliminares de nulidade da r. sentença e ilegitimidade passiva afastadas. Ação declaratória desconstitutiva. Convênios firmados entre a Companhia de Desenvolvimento habitacional do Estado de São Paulo - CDHU e o Município de São Paulo (Secretaria Municipal de Habitação - SEHAB/PMSP). Construção de 1.200 unidades habitacionais destinadas ao projeto de urbanização de favelas. Recusa da ré, após inicio, de repasse da verba pública para desenvolvimento do projeto em razão da inscrição do município no CADIN ESTADUAL. Inconcebível a postura adotada pela empresa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTANDER S.A. - SERVICOS TECNICOS, ADMINISTRATIVOS E DE CORRETAGEM DE SEGUROS ADV.(A/S) :RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA ADV.(A/S) :LEONARDO AUGUSTO ANDRADE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: “APELAÇÃO. Preliminares de nulidade da r. sentença e ilegitimidade passiva afastadas. Ação declaratória desconstitutiva. Convênios firmados entre a Companhia de Desenvolvimento habitacional do Estado de São Paulo - CDHU e o Município de São Paulo (Secretaria Municipal de Habitação - SEHAB/PMSP). Construção de 1.200 unidades habitacionais destinadas ao projeto de urbanização de favelas. Recusa da ré, após inicio, de repasse da verba pública para desenvolvimento do projeto em razão da inscrição do município no CADIN ESTADUAL. Inconcebível a postura adotada pela empresa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1150599 AGR / SP pública cujo objeto social não pode destoar do interesse público, de supremacia a ser inarredavelmente observada como fim a ser atingido, propósito máximo. O condicionamento do repasse de convênios à boa situação financeira dos municípios, exatamente na contramão do propósito dos convênios, que antes de tudo é propiciar a consecução do interesse público comum, fornecendo amparo financeiro àquele que não dispõe dos meios orçamentários de arcar sozinho com os custos do projeto habitacional. convênio visa à cooperação entre os entes federados, para gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. Artigo 61, inciso II, e § 11, da Lei Estadual n 12.799/08, por sinal, declarado inconstitucional, 'incidenter tantum', pelo C. Órgão Especial deste e. Tribunal. Sentença integralmente mantida. Recurso não provido. ” A pretensão não merece prosperar. O acórdão recorrido decidiu a presente questão com base na interpretação da legislação infraconstitucional, bem como na análise dos fatos constantes nos autos, conforme se infere da leitura do seguinte trecho: “O condicionamento do repasse de convênios à boa situação financeira dos municípios malfere o propósito do convênio firmado, que antes de tudo é propiciar a consecução do interesse público comum, fornecendo amparo financeiro àquele que não dispõe dos meios orçamentários de arcar sozinho com os custos do sério e urgente projeto habitacional.” Assim, verifico que para dissentir da conclusão assentada pelo Tribunal de origem seria necessário, inequivocamente, um novo juízo interpretativo sobre o acervo probatório constantes dos autos, providência vedada nesta via processual (Súmula 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP pública cujo objeto social não pode destoar do interesse público, de supremacia a ser inarredavelmente observada como fim a ser atingido, propósito máximo. O condicionamento do repasse de convênios à boa situação financeira dos municípios, exatamente na contramão do propósito dos convênios, que antes de tudo é propiciar a consecução do interesse público comum, fornecendo amparo financeiro àquele que não dispõe dos meios orçamentários de arcar sozinho com os custos do projeto habitacional. convênio visa à cooperação entre os entes federados, para gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. Artigo 61, inciso II, e § 11, da Lei Estadual n 12.799/08, por sinal, declarado inconstitucional, 'incidenter tantum', pelo C. Órgão Especial deste e. Tribunal. Sentença integralmente mantida. Recurso não provido. ” A pretensão não merece prosperar. O acórdão recorrido decidiu a presente questão com base na interpretação da legislação infraconstitucional, bem como na análise dos fatos constantes nos autos, conforme se infere da leitura do seguinte trecho: “O condicionamento do repasse de convênios à boa situação financeira dos municípios malfere o propósito do convênio firmado, que antes de tudo é propiciar a consecução do interesse público comum, fornecendo amparo financeiro àquele que não dispõe dos meios orçamentários de arcar sozinho com os custos do sério e urgente projeto habitacional.” Assim, verifico que para dissentir da conclusão assentada pelo Tribunal de origem seria necessário, inequivocamente, um novo juízo interpretativo sobre o acervo probatório constantes dos autos, providência vedada nesta via processual (Súmula 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 1150599 AGR / SP 279/Supremo Tribunal Federal). No mesmo sentido, confiram-se também os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inscrição no CADIN. Constitucionalidade. ADI n 1.454/DF. Restrição em lei e decreto estaduais. Normas de direito local. Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Impedimento de contratar com a administração pública. Não demonstração de incidência das Súmulas ns 70, 323 e 547/Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão recorrido decidiu acerca da manutenção do registro do contribuinte no CADIN, forte no argumento de que a restrição imposta pela lei estadual seria no sentido da impossibilidade de contratar com a administração pública estadual, não vedando o exercício de atividade profissional, concluindo que o procedimento encontraria amparo na Lei estadual n 12.799/08 e no Decreto n 53.455/08, normas de direito local, pelo que incide a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. A agravante sequer se insurge contra os normativos estaduais que impõem a alegada restrição, limitando-se a sustentar, genericamente, a incidência das Súmulas ns 70, 323 e 547/Supremo Tribunal Federal, sem, no entanto, demonstrar em que medida os verbetes sumulares não foram respeitados. 3. Constitucionalidade do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN) reconhecida na ADI n 1454/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 3/8/07. Na ocasião, o Tribunal não vislumbrou como a simples obrigatoriedade da consulta ao cadastro, possa ser tida como prévio e formal impedimento para o mútuo ou a celebração dos atos previstos no citado art. 6..., nem, ainda, como forma mesmo indireta de ser o interessado compelido a pagamentos. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 663.692- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP 279/Supremo Tribunal Federal). No mesmo sentido, confiram-se também os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inscrição no CADIN. Constitucionalidade. ADI n 1.454/DF. Restrição em lei e decreto estaduais. Normas de direito local. Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Impedimento de contratar com a administração pública. Não demonstração de incidência das Súmulas ns 70, 323 e 547/Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão recorrido decidiu acerca da manutenção do registro do contribuinte no CADIN, forte no argumento de que a restrição imposta pela lei estadual seria no sentido da impossibilidade de contratar com a administração pública estadual, não vedando o exercício de atividade profissional, concluindo que o procedimento encontraria amparo na Lei estadual n 12.799/08 e no Decreto n 53.455/08, normas de direito local, pelo que incide a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. A agravante sequer se insurge contra os normativos estaduais que impõem a alegada restrição, limitando-se a sustentar, genericamente, a incidência das Súmulas ns 70, 323 e 547/Supremo Tribunal Federal, sem, no entanto, demonstrar em que medida os verbetes sumulares não foram respeitados. 3. Constitucionalidade do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN) reconhecida na ADI n 1454/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 3/8/07. Na ocasião, o Tribunal não vislumbrou como a simples obrigatoriedade da consulta ao cadastro, possa ser tida como prévio e formal impedimento para o mútuo ou a celebração dos atos previstos no citado art. 6..., nem, ainda, como forma mesmo indireta de ser o interessado compelido a pagamentos. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 663.692- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 1150599 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO. AUSÊNCIA DE DESCONTO EM FOLHA. CADASTROS DE INADIMPLENTES.INSCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessários seriam a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, assim como a análise das cláusulas contratuais, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão acerca da modificação do valor fixado a título de indenização por danos morais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 832.270-AgR, da minha relatoria) Quanto às supostas violações ao art. 93, IX, da Constituição, incide a jurisprudência deste Tribunal no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO. AUSÊNCIA DE DESCONTO EM FOLHA. CADASTROS DE INADIMPLENTES.INSCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessários seriam a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, assim como a análise das cláusulas contratuais, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão acerca da modificação do valor fixado a título de indenização por danos morais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 832.270-AgR, da minha relatoria) Quanto às supostas violações ao art. 93, IX, da Constituição, incide a jurisprudência deste Tribunal no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 1150599 AGR / SP que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” Diante do exposto, com base no no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante sustenta que a controvérsia versa sobre questão constitucional, cuja apreciação independe de revolvimento de matéria fática, tampouco da análise de legislação infraconstitucional. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” Diante do exposto, com base no no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” 2. A parte agravante sustenta que a controvérsia versa sobre questão constitucional, cuja apreciação independe de revolvimento de matéria fática, tampouco da análise de legislação infraconstitucional. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9857-AF18-19A6-475B e senha 9174-01D6-4B4E-1B51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não merece provimento tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Não deve ser acolhida a alegação do agravante no sentido de que não incide contribuição previdenciária sobre a ajuda de custo deslocamento noturno. Isso porque, ao contrário do que sustenta a empresa, tal verba não tem natureza indenizatória, já que é paga de forma habitual aos empregados. […] Por outro lado, não assiste razão ao recorrente ao afirmar que tal posicionamento ofende o disposto no art. 458, § 2..., da Consolidação das Leis do Trabalho. O dispositivo legal em tela cuida do salário in natura, consistente no pagamento de parte do salário em utilidade, que assim dispõe: ‘Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou costume, fornecer habitualmente ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Supremo Tribunal Federal 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não merece provimento tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Não deve ser acolhida a alegação do agravante no sentido de que não incide contribuição previdenciária sobre a ajuda de custo deslocamento noturno. Isso porque, ao contrário do que sustenta a empresa, tal verba não tem natureza indenizatória, já que é paga de forma habitual aos empregados. […] Por outro lado, não assiste razão ao recorrente ao afirmar que tal posicionamento ofende o disposto no art. 458, § 2..., da Consolidação das Leis do Trabalho. O dispositivo legal em tela cuida do salário in natura, consistente no pagamento de parte do salário em utilidade, que assim dispõe: ‘Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou costume, fornecer habitualmente ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1150599 AGR / SP empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas.’ O parágrafo segundo do artigo 458 da Consolidação das Leis do Trabalho exclui do conceito de salário as utilidades concedidas pelo empregado, incluindo o transporte para o deslocamento ao trabalho, in vebis: ‘§ 2... Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (...) III - transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público;’ No entanto, não se pode olvidar que tais parcelas somente não serão consideradas salário se forem pagas em utilidade. Se forem pagas em dinheiro serão consideradas salário para todos os efeitos. No caso dos autos, se a empresa oferecesse o transporte ao empregado, tal utilidade não seria considerada salário, de acordo com a atual redação do dispositivo legal supra. No entanto, sendo o pagamento efetuado em dinheiro, configurará salário, incidindo sobre a verba a contribuição previdenciária.” 4. Dissentir das conclusões adotadas demandaria tão somente o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do acervo probatório dos autos, providência vedada nesta fase processual. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO INTERPOSTO PELA UNIÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL afirma ter caráter infraconstitucional a discussão acerca da natureza jurídica da verba para fins de incidência tributária. 2. Agravo Interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 1007651 AgR, Rel. Min. Alexandre de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas.’ O parágrafo segundo do artigo 458 da Consolidação das Leis do Trabalho exclui do conceito de salário as utilidades concedidas pelo empregado, incluindo o transporte para o deslocamento ao trabalho, in vebis: ‘§ 2... Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (...) III - transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público;’ No entanto, não se pode olvidar que tais parcelas somente não serão consideradas salário se forem pagas em utilidade. Se forem pagas em dinheiro serão consideradas salário para todos os efeitos. No caso dos autos, se a empresa oferecesse o transporte ao empregado, tal utilidade não seria considerada salário, de acordo com a atual redação do dispositivo legal supra. No entanto, sendo o pagamento efetuado em dinheiro, configurará salário, incidindo sobre a verba a contribuição previdenciária.” 4. Dissentir das conclusões adotadas demandaria tão somente o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e do acervo probatório dos autos, providência vedada nesta fase processual. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO INTERPOSTO PELA UNIÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL afirma ter caráter infraconstitucional a discussão acerca da natureza jurídica da verba para fins de incidência tributária. 2. Agravo Interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 1007651 AgR, Rel. Min. Alexandre de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1150599 AGR / SP Moraes) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. PRECEDENTES. 1. Nos termos da jurisprudência da Corte, a controvérsia relativa à natureza remuneratória ou indenizatória das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame da legislação infraconstitucional. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 968.110-AgR, sob a minha relatoria) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE O ADICIONAL DE RISCO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 883273 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP Moraes) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. PRECEDENTES. 1. Nos termos da jurisprudência da Corte, a controvérsia relativa à natureza remuneratória ou indenizatória das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame da legislação infraconstitucional. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 968.110-AgR, sob a minha relatoria) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE O ADICIONAL DE RISCO. DISCUSSÃO SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 883273 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1150599 AGR / SP (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Supremo Tribunal Federal ARE 1150599 AGR / SP (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53E9-B6E8-5D91-FD3D e senha A800-ACBE-00BE-8E9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 26/10/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SANTANDER S.A. - SERVICOS TECNICOS, ADMINISTRATIVOS E DE CORRETAGEM DE SEGUROS ADV.(A/S) : RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA (01646/A/DF, 111917/RJ, 110862/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO AUGUSTO ANDRADE (57491/DF, 177675/RJ, 220925/ SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDCB-8E23-24C2-2F92 e senha 4481-723D-B000-5037 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.599 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SANTANDER S.A. - SERVICOS TECNICOS, ADMINISTRATIVOS E DE CORRETAGEM DE SEGUROS ADV.(A/S) : RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA (01646/A/DF, 111917/RJ, 110862/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO AUGUSTO ANDRADE (57491/DF, 177675/RJ, 220925/ SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.10.2018 a 25.10.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. p/ Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDCB-8E23-24C2-2F92 e senha 4481-723D-B000-5037 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 150 . 599", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1150599 AGR / SP", "ARE 1150599 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 150 . 599", "ARE 1150599 AGR / SP", "Súmula 2 Supremo Tribunal Federal", "ARE 1150599 AGR / SP", "Súmula 2 Supremo Tribunal Federal", "ARE 1150599 AGR / SP 279 / Supremo Tribunal Federal", "ADI n 1 . 454 / DF", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 70 , 323 e 547 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 70 , 323 e 547 / Supremo Tribunal Federal", "ADI n 1454 / DF", "ARE 663 . 692 - AgR", "ARE 1150599 AGR / SP", "ADI n 1 . 454 / DF", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 70 , 323 e 547 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 70 , 323", "ADI n 1454 / DF", "ARE 663 . 692 - AgR", "ARE 1150599 AGR / SP", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 832 . 270 - AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 1150599 AGR / SP", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 832 . 270 - AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 1150599 AGR / SP", "ARE 1150599 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 150 . 599", "Recurso Extraordinário 1007651 AgR", "ARE 1150599 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1007651 AgR", "ARE 1150599 AGR / SP", "ARE 968 . 110 - AgR", "Recurso Extraordinário 883273 AgR", "ARE 968 . 110 - AgR", "Recurso Extraordinário 883273 AgR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1150599 AGR / SP", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 61 , inciso II , e § 11 , da Lei Estadual n 12 . 799 / 08", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 61 , inciso II , e § 11 , da Lei Estadual n 12 . 799 / 08", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 12 . 799 / 08", "Decreto n 53 . 455 / 08", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 12 . 799 / 08", "Decreto n 53 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3", "incisos XXXV e LX", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição", "Código de Processo Civil , art . 544 ,", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 458 , § 2 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 458 , § 2 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo segundo do", "artigo 458 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo segundo do artigo 458 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "Município de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SANTANDER S . A .", "UNIÃO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SANTANDER S . A .", "UNIÃO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Companhia de Desenvolvimento habitacional do Estado de São Paulo", "CDHU", "Secretaria Municipal de Habitação", "SEHAB", "/", "PMSP", "CADIN", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SANTANDER S . A .", "UNIÃO", "FAZENDA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Companhia de Desenvolvimento habitacional do Estado de São Paulo", "CDHU", "Município de São Paulo", "Secretaria Municipal de Habitação", "SEHAB", "/", "PMSP", "CADIN ESTADUAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "547 /", "Supremo Tribunal Federal", "Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal", "CADIN", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SANTANDER S . 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A .", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA", "LEONARDO AUGUSTO ANDRADE", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA", "LEONARDO AUGUSTO ANDRADE", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA", "LEONARDO AUGUSTO ANDRADE", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Alexandre de 2", "Alexandre de 2", "ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA", "LEONARDO AUGUSTO ANDRADE", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "RUBENS JOSE NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA", "LEONARDO AUGUSTO ANDRADE", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2018", "19 a 25 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "8", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "8", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2018", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MÁRCIO FRANCISCO BARBOSA ADV.(A/S) :CLOVIS ALBERTO VOLPE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO PENAL. PROCESSUAL PENAL. FURTO. MATERIALIDADE E AUTORIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LXIII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B19-0B70-ABF6-EDDF e senha 35D3-2A32-7CE7-8978 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1110286 AGR / SP provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 02 a 09 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B19-0B70-ABF6-EDDF e senha 35D3-2A32-7CE7-8978 Supremo Tribunal Federal ARE 1110286 AGR / SP provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 02 a 09 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B19-0B70-ABF6-EDDF e senha 35D3-2A32-7CE7-8978 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MÁRCIO FRANCISCO BARBOSA ADV.(A/S) :CLOVIS ALBERTO VOLPE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5º, LXIII, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO, CONFIRMANDO-SE A R. SENTENÇA RECORRIDA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. V. U.” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B032-B4D4-06FA-6B25 e senha 0C43-8952-3FC2-CB0B Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MÁRCIO FRANCISCO BARBOSA ADV.(A/S) :CLOVIS ALBERTO VOLPE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5º, LXIII, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO, CONFIRMANDO-SE A R. SENTENÇA RECORRIDA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. V. U.” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B032-B4D4-06FA-6B25 e senha 0C43-8952-3FC2-CB0B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8EF-7202-0CA9-1EE7 e senha 03F5-5F12-7101-218A Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8EF-7202-0CA9-1EE7 e senha 03F5-5F12-7101-218A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1110286 AGR / SP arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) Ressalto que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5º da Lei Maior) demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5º da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do STF). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8EF-7202-0CA9-1EE7 e senha 03F5-5F12-7101-218A Supremo Tribunal Federal ARE 1110286 AGR / SP arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) Ressalto que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5º da Lei Maior) demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5º da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do STF). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8EF-7202-0CA9-1EE7 e senha 03F5-5F12-7101-218A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MÁRCIO FRANCISCO BARBOSA ADV.(A/S) : CLOVIS ALBERTO VOLPE FILHO (225214/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-6692-5B5D-01F6 e senha E14D-4A71-1572-42F4 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MÁRCIO FRANCISCO BARBOSA ADV.(A/S) : CLOVIS ALBERTO VOLPE FILHO (225214/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-6692-5B5D-01F6 e senha E14D-4A71-1572-42F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748721459
2018-11-12T00:00:00
2018-11-26T00:00:00
Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PENAL. PROCESSUAL PENAL. FURTO. MATERIALIDADE E AUTORIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LXIII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur394858
- Acórdão(s) citado(s): (REEXAME, FATO, PROVA) AI 744656 AgR (1ªT), ARE 800369 AgR (1ªT), ARE 969273 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 05/12/2018, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1110286
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00063 ART-00102 INC-00003 \n LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1110286 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MÁRCIO FRANCISCO BARBOSA ADV.(A/S) : CLOVIS ALBERTO VOLPE FILHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MÁRCIO FRANCISCO BARBOSA ADV.(A/S) :CLOVIS ALBERTO VOLPE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO PENAL. PROCESSUAL PENAL. FURTO. MATERIALIDADE E AUTORIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LXIII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B19-0B70-ABF6-EDDF e senha 35D3-2A32-7CE7-8978 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1110286 AGR / SP provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 02 a 09 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B19-0B70-ABF6-EDDF e senha 35D3-2A32-7CE7-8978 Supremo Tribunal Federal ARE 1110286 AGR / SP provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 02 a 09 de novembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 12 de novembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B19-0B70-ABF6-EDDF e senha 35D3-2A32-7CE7-8978 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MÁRCIO FRANCISCO BARBOSA ADV.(A/S) :CLOVIS ALBERTO VOLPE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5..., LXIII, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO, CONFIRMANDO-SE A R. SENTENÇA RECORRIDA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. V. U.” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B032-B4D4-06FA-6B25 e senha 0C43-8952-3FC2-CB0B Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MÁRCIO FRANCISCO BARBOSA ADV.(A/S) :CLOVIS ALBERTO VOLPE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5..., LXIII, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO, CONFIRMANDO-SE A R. SENTENÇA RECORRIDA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. V. U.” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B032-B4D4-06FA-6B25 e senha 0C43-8952-3FC2-CB0B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8EF-7202-0CA9-1EE7 e senha 03F5-5F12-7101-218A Supremo Tribunal Federal 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8EF-7202-0CA9-1EE7 e senha 03F5-5F12-7101-218A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1110286 AGR / SP arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) Ressalto que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5... da Lei Maior) demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5... da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8EF-7202-0CA9-1EE7 e senha 03F5-5F12-7101-218A Supremo Tribunal Federal ARE 1110286 AGR / SP arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) Ressalto que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5... da Lei Maior) demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5... da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8EF-7202-0CA9-1EE7 e senha 03F5-5F12-7101-218A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 12/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MÁRCIO FRANCISCO BARBOSA ADV.(A/S) : CLOVIS ALBERTO VOLPE FILHO (225214/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-6692-5B5D-01F6 e senha E14D-4A71-1572-42F4 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.110.286 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MÁRCIO FRANCISCO BARBOSA ADV.(A/S) : CLOVIS ALBERTO VOLPE FILHO (225214/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 2.11.2018 a 9.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5EA9-6692-5B5D-01F6 e senha E14D-4A71-1572-42F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 110 . 286", "ARE 1110286 AGR / SP", "ARE 1110286 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 110 . 286", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 110 . 286", "AGRAVO 1 . 110 . 286", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800369 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800369 AgR", "AI 744656 AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 969 . 273 - AgR", "AI 744656 AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 969 . 273 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 5 . . . , LXIII , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GIOVANNI SIMAO DA SILVA ADV.(A/S) :ANA REGINA MARQUES BRANDAO AGDO.(A/S) :WILMAR PEREIRA FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO DILSON PICOLO FILHO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO ARTIGO 5º, INCISO XXXVI, DA CF/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0672-C358-4192-DF83 e senha 955C-E583-C944-024E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1165034 AGR / SC Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0672-C358-4192-DF83 e senha 955C-E583-C944-024E Supremo Tribunal Federal ARE 1165034 AGR / SC Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0672-C358-4192-DF83 e senha 955C-E583-C944-024E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1165034 AGR / SC Relator Documento assinado digitalmente 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0672-C358-4192-DF83 e senha 955C-E583-C944-024E Supremo Tribunal Federal ARE 1165034 AGR / SC Relator Documento assinado digitalmente 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0672-C358-4192-DF83 e senha 955C-E583-C944-024E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GIOVANNI SIMAO DA SILVA ADV.(A/S) :ANA REGINA MARQUES BRANDAO AGDO.(A/S) :WILMAR PEREIRA FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO DILSON PICOLO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) a necessidade de análise da legislação infraconstitucional; e (d) a aplicação da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas; e (d) é o caso de aplicação do Tema 152 da repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44EA-7A44-1C6A-E4E0 e senha C63C-29D0-A04B-E784 Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GIOVANNI SIMAO DA SILVA ADV.(A/S) :ANA REGINA MARQUES BRANDAO AGDO.(A/S) :WILMAR PEREIRA FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO DILSON PICOLO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) a necessidade de análise da legislação infraconstitucional; e (d) a aplicação da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas; e (d) é o caso de aplicação do Tema 152 da repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44EA-7A44-1C6A-E4E0 e senha C63C-29D0-A04B-E784 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho. No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, que o acórdão recorrido violou os seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5º, XXXVI, e 7º, XXVI. O recurso ficou sobrestado em razão do julgamento do RE 590.415/SC. Após o exercício do juízo de retratação, o entendimento da Corte de origem recebeu a seguinte ementa (Doc. 119): “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO RECLAMADO. JULGAMENTO ANTERIOR PELA TURMA. DEVOLUÇÃO COM O FIM DE APRECIAÇÃO DE EVENTUAL JUÍZO DE RETRATAÇÃO. ADESÃO DO EMPREGADO AO PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. TRANSAÇÃO EXTRAJUDICIAL. ALCANCE E EFEITOS. DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. PRECLUSÃO. Este Colegiado negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo reclamado, consignando expressamente que "a questão relativa à quitação geral do contrato de trabalho por adesão ao PDV está preclusa, porque já apreciada por esta Corte, no acórdão de fls. 1.309/1.331", contra o qual não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho. No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, que o acórdão recorrido violou os seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5º, XXXVI, e 7º, XXVI. O recurso ficou sobrestado em razão do julgamento do RE 590.415/SC. Após o exercício do juízo de retratação, o entendimento da Corte de origem recebeu a seguinte ementa (Doc. 119): “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO RECLAMADO. JULGAMENTO ANTERIOR PELA TURMA. DEVOLUÇÃO COM O FIM DE APRECIAÇÃO DE EVENTUAL JUÍZO DE RETRATAÇÃO. ADESÃO DO EMPREGADO AO PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. TRANSAÇÃO EXTRAJUDICIAL. ALCANCE E EFEITOS. DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. PRECLUSÃO. Este Colegiado negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo reclamado, consignando expressamente que "a questão relativa à quitação geral do contrato de trabalho por adesão ao PDV está preclusa, porque já apreciada por esta Corte, no acórdão de fls. 1.309/1.331", contra o qual não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165034 AGR / SC houve a interposição de recurso, consoante se depreende da certidão de fl. 1.333 (seq. 2). Por conseguinte, refutou a caracterização de contrariedade à Súmula nº 333 do TST, com base no quadro fático delineado pelo acórdão regional. Constata-se, portanto, que a questão sub examine - eficácia liberatória da quitação das parcelas consignadas no recibo de pagamento – não se confunde com a discussão alusiva à validade da quitação ampla decorrente da adesão voluntária do empregado ao PDI do BESC (hipótese examinada pelo STF, no Recurso Extraordinário nº 590.415/SC). Dessa forma, mantida a decisão que negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo reclamado, sem proceder ao juízo de retratação, nos termos do art. 543-B, § 3º, do CPC, devolvam-se os autos à Vice-Presidência desta Corte. ” É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Supremo Tribunal Federal ARE 1165034 AGR / SC houve a interposição de recurso, consoante se depreende da certidão de fl. 1.333 (seq. 2). Por conseguinte, refutou a caracterização de contrariedade à Súmula nº 333 do TST, com base no quadro fático delineado pelo acórdão regional. Constata-se, portanto, que a questão sub examine - eficácia liberatória da quitação das parcelas consignadas no recibo de pagamento – não se confunde com a discussão alusiva à validade da quitação ampla decorrente da adesão voluntária do empregado ao PDI do BESC (hipótese examinada pelo STF, no Recurso Extraordinário nº 590.415/SC). Dessa forma, mantida a decisão que negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo reclamado, sem proceder ao juízo de retratação, nos termos do art. 543-B, § 3º, do CPC, devolvam-se os autos à Vice-Presidência desta Corte. ” É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165034 AGR / SC fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, quanto à alegação de afronta ao art. 5º, XXXVI, da CF/1988, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem asseverou a ocorrência da preclusão da questão relativa à quitação geral do contrato de trabalho por adesão ao PDV, uma vez que já decidida no acórdão de fls. 1.309 e 1.331, contra a qual não houve a interposição de recurso. Assim, a presente controvérsia possui natureza infraconstitucional, de forma que as ofensas indicadas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Supremo Tribunal Federal ARE 1165034 AGR / SC fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, quanto à alegação de afronta ao art. 5º, XXXVI, da CF/1988, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem asseverou a ocorrência da preclusão da questão relativa à quitação geral do contrato de trabalho por adesão ao PDV, uma vez que já decidida no acórdão de fls. 1.309 e 1.331, contra a qual não houve a interposição de recurso. Assim, a presente controvérsia possui natureza infraconstitucional, de forma que as ofensas indicadas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165034 AGR / SC inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Supremo Tribunal Federal ARE 1165034 AGR / SC inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : GIOVANNI SIMAO DA SILVA (19401/DF) ADV.(A/S) : ANA REGINA MARQUES BRANDAO (4891/AL, 33535/BA) AGDO.(A/S) : WILMAR PEREIRA FILHO ADV.(A/S) : ANTONIO DILSON PICOLO FILHO (30484/PR, 17569/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D8D-9885-E6E2-A4A8 e senha 0B27-EC53-7BE0-C362 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : GIOVANNI SIMAO DA SILVA (19401/DF) ADV.(A/S) : ANA REGINA MARQUES BRANDAO (4891/AL, 33535/BA) AGDO.(A/S) : WILMAR PEREIRA FILHO ADV.(A/S) : ANTONIO DILSON PICOLO FILHO (30484/PR, 17569/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D8D-9885-E6E2-A4A8 e senha 0B27-EC53-7BE0-C362 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748786792
2018-11-23T00:00:00
2018-12-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO ARTIGO 5º, INCISO XXXVI, DA CF/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur395885
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 9. Análise: 11/01/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1165034
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1165034 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : GIOVANNI SIMAO DA SILVA ADV.(A/S) : ANA REGINA MARQUES BRANDAO AGDO.(A/S) : WILMAR PEREIRA FILHO ADV.(A/S) : ANTONIO DILSON PICOLO FILHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GIOVANNI SIMAO DA SILVA ADV.(A/S) :ANA REGINA MARQUES BRANDAO AGDO.(A/S) :WILMAR PEREIRA FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO DILSON PICOLO FILHO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO ARTIGO 5..., INCISO XXXVI, DA Constituição Federal de 1988/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0672-C358-4192-DF83 e senha 955C-E583-C944-024E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1165034 AGR / SC Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0672-C358-4192-DF83 e senha 955C-E583-C944-024E Supremo Tribunal Federal ARE 1165034 AGR / SC Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0672-C358-4192-DF83 e senha 955C-E583-C944-024E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1165034 AGR / SC Relator Documento assinado digitalmente 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0672-C358-4192-DF83 e senha 955C-E583-C944-024E Supremo Tribunal Federal ARE 1165034 AGR / SC Relator Documento assinado digitalmente 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0672-C358-4192-DF83 e senha 955C-E583-C944-024E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GIOVANNI SIMAO DA SILVA ADV.(A/S) :ANA REGINA MARQUES BRANDAO AGDO.(A/S) :WILMAR PEREIRA FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO DILSON PICOLO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) a necessidade de análise da legislação infraconstitucional; e (d) a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas; e (d) é o caso de aplicação do Tema 152 da repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44EA-7A44-1C6A-E4E0 e senha C63C-29D0-A04B-E784 Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GIOVANNI SIMAO DA SILVA ADV.(A/S) :ANA REGINA MARQUES BRANDAO AGDO.(A/S) :WILMAR PEREIRA FILHO ADV.(A/S) :ANTONIO DILSON PICOLO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do Recurso Extraordinário pela instância de origem, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) a necessidade de análise da legislação infraconstitucional; e (d) a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas; e (d) é o caso de aplicação do Tema 152 da repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44EA-7A44-1C6A-E4E0 e senha C63C-29D0-A04B-E784 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho. No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, que o acórdão recorrido violou os seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5..., XXXVI, e 7..., XXVI. O recurso ficou sobrestado em razão do julgamento do Recurso Extraordinário 590.415/SC. Após o exercício do juízo de retratação, o entendimento da Corte de origem recebeu a seguinte ementa (Doc. 119): “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO RECLAMADO. JULGAMENTO ANTERIOR PELA TURMA. DEVOLUÇÃO COM O FIM DE APRECIAÇÃO DE EVENTUAL JUÍZO DE RETRATAÇÃO. ADESÃO DO EMPREGADO AO PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. TRANSAÇÃO EXTRAJUDICIAL. ALCANCE E EFEITOS. DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. PRECLUSÃO. Este Colegiado negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo reclamado, consignando expressamente que "a questão relativa à quitação geral do contrato de trabalho por adesão ao PDV está preclusa, porque já apreciada por esta Corte, no acórdão de fls. 1.309/1.331", contra o qual não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho. No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, que o acórdão recorrido violou os seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5..., XXXVI, e 7..., XXVI. O recurso ficou sobrestado em razão do julgamento do Recurso Extraordinário 590.415/SC. Após o exercício do juízo de retratação, o entendimento da Corte de origem recebeu a seguinte ementa (Doc. 119): “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO RECLAMADO. JULGAMENTO ANTERIOR PELA TURMA. DEVOLUÇÃO COM O FIM DE APRECIAÇÃO DE EVENTUAL JUÍZO DE RETRATAÇÃO. ADESÃO DO EMPREGADO AO PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. TRANSAÇÃO EXTRAJUDICIAL. ALCANCE E EFEITOS. DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. PRECLUSÃO. Este Colegiado negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo reclamado, consignando expressamente que "a questão relativa à quitação geral do contrato de trabalho por adesão ao PDV está preclusa, porque já apreciada por esta Corte, no acórdão de fls. 1.309/1.331", contra o qual não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165034 AGR / SC houve a interposição de recurso, consoante se depreende da certidão de fl. 1.333 (seq. 2). Por conseguinte, refutou a caracterização de contrariedade à Súmula n 333 do Tribunal Superior do Trabalho, com base no quadro fático delineado pelo acórdão regional. Constata-se, portanto, que a questão sub examine - eficácia liberatória da quitação das parcelas consignadas no recibo de pagamento – não se confunde com a discussão alusiva à validade da quitação ampla decorrente da adesão voluntária do empregado ao PDI do BESC (hipótese examinada pelo Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário n 590.415/SC). Dessa forma, mantida a decisão que negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo reclamado, sem proceder ao juízo de retratação, nos termos do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil, devolvam-se os autos à Vice-Presidência desta Corte. ” É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Supremo Tribunal Federal ARE 1165034 AGR / SC houve a interposição de recurso, consoante se depreende da certidão de fl. 1.333 (seq. 2). Por conseguinte, refutou a caracterização de contrariedade à Súmula n 333 do Tribunal Superior do Trabalho, com base no quadro fático delineado pelo acórdão regional. Constata-se, portanto, que a questão sub examine - eficácia liberatória da quitação das parcelas consignadas no recibo de pagamento – não se confunde com a discussão alusiva à validade da quitação ampla decorrente da adesão voluntária do empregado ao PDI do BESC (hipótese examinada pelo Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário n 590.415/SC). Dessa forma, mantida a decisão que negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo reclamado, sem proceder ao juízo de retratação, nos termos do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil, devolvam-se os autos à Vice-Presidência desta Corte. ” É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165034 AGR / SC fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, quanto à alegação de afronta ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988/1988, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem asseverou a ocorrência da preclusão da questão relativa à quitação geral do contrato de trabalho por adesão ao PDV, uma vez que já decidida no acórdão de fls. 1.309 e 1.331, contra a qual não houve a interposição de recurso. Assim, a presente controvérsia possui natureza infraconstitucional, de forma que as ofensas indicadas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Supremo Tribunal Federal ARE 1165034 AGR / SC fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, quanto à alegação de afronta ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988/1988, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem asseverou a ocorrência da preclusão da questão relativa à quitação geral do contrato de trabalho por adesão ao PDV, uma vez que já decidida no acórdão de fls. 1.309 e 1.331, contra a qual não houve a interposição de recurso. Assim, a presente controvérsia possui natureza infraconstitucional, de forma que as ofensas indicadas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165034 AGR / SC inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Supremo Tribunal Federal ARE 1165034 AGR / SC inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2336-7044-9333-166E e senha 3C88-40BE-FF5E-F80A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : GIOVANNI SIMAO DA SILVA (19401/DF) ADV.(A/S) : ANA REGINA MARQUES BRANDAO (4891/AL, 33535/BA) AGDO.(A/S) : WILMAR PEREIRA FILHO ADV.(A/S) : ANTONIO DILSON PICOLO FILHO (30484/PR, 17569/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D8D-9885-E6E2-A4A8 e senha 0B27-EC53-7BE0-C362 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.034 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : GIOVANNI SIMAO DA SILVA (19401/DF) ADV.(A/S) : ANA REGINA MARQUES BRANDAO (4891/AL, 33535/BA) AGDO.(A/S) : WILMAR PEREIRA FILHO ADV.(A/S) : ANTONIO DILSON PICOLO FILHO (30484/PR, 17569/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D8D-9885-E6E2-A4A8 e senha 0B27-EC53-7BE0-C362 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 165 . 034", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1165034 AGR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 279 desta Corte", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 590 . 415 / SC", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 590 . 415 / SC", "ARE 1165034 AGR / SC", "Súmula n 333 do Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário n 590 . 415 / SC", "Súmula n 333 do Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário n 590 . 415 / SC", "ARE 1165034 AGR / SC", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263", "-", "AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1165034 AGR / SC", "ARE 1165034 AGR / SC", "Súmula 279 desta CORTE" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 5 . . . , INCISO XXXVI , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1", ".", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO BRASIL", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "BESC", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "BESC", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO BRASIL S / A", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO BRASIL S / A", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "GIOVANNI SIMAO DA SILVA", "ANA REGINA MARQUES BRANDAO", "WILMAR PEREIRA FILHO", "ANTONIO DILSON PICOLO FILHO", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SANTA", "ALEXANDRE DE MORAES", "GIOVANNI SIMAO DA SILVA", "ANA REGINA MARQUES BRANDAO", "WILMAR PEREIRA FILHO", "ANTONIO DILSON PICOLO FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "SANTA", "ALEXANDRE DE MORAES", "GIOVANNI SIMAO DA SILVA", "ANA REGINA MARQUES BRANDAO", "WILMAR PEREIRA FILHO", "ANTONIO DILSON PICOLO FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GIOVANNI SIMAO DA SILVA", "ANA REGINA MARQUES BRANDAO", "WILMAR PEREIRA FILHO", "ANTONIO DILSON PICOLO FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "GIOVANNI SIMAO DA SILVA", "ANA REGINA MARQUES BRANDAO", "WILMAR PEREIRA FILHO", "ANTONIO DILSON PICOLO FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "23", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCIO ANDRE DA SILVA ADV.(A/S) :ALEX SANDRO OCHSENDORF AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. INADMISSIBILIDADE. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso defensivo para manter a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 16 da Lei 10.826/03 e no art. 297 do Código Penal. 3. Quanto à alegação de cerceamento de defesa e afronta ao devido processo legal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFDC-D93B-C6FA-B4C8 e senha 55BC-2686-82D8-340B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1157255 AGR / SP MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFDC-D93B-C6FA-B4C8 e senha 55BC-2686-82D8-340B Supremo Tribunal Federal ARE 1157255 AGR / SP MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFDC-D93B-C6FA-B4C8 e senha 55BC-2686-82D8-340B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCIO ANDRE DA SILVA ADV.(A/S) :ALEX SANDRO OCHSENDORF AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não é caso de reanálise de provas; e (b) a matéria possui repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9409-4078-2857-10AC e senha 9ACF-BB3F-17BA-7D1E Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCIO ANDRE DA SILVA ADV.(A/S) :ALEX SANDRO OCHSENDORF AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não é caso de reanálise de provas; e (b) a matéria possui repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9409-4078-2857-10AC e senha 9ACF-BB3F-17BA-7D1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1157255 AGR / SP jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso defensivo para manter a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 16 da Lei 10.826/03 e no art. 297 do Código Penal. Quanto à alegação de cerceamento de defesa e afronta ao devido processo legal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Supremo Tribunal Federal ARE 1157255 AGR / SP jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso defensivo para manter a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 16 da Lei 10.826/03 e no art. 297 do Código Penal. Quanto à alegação de cerceamento de defesa e afronta ao devido processo legal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1157255 AGR / SP contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Supremo Tribunal Federal ARE 1157255 AGR / SP contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCIO ANDRE DA SILVA ADV.(A/S) : ALEX SANDRO OCHSENDORF (162430/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CAE2-9F24-DD1B-C275 e senha 9088-97F5-68F0-1DC3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCIO ANDRE DA SILVA ADV.(A/S) : ALEX SANDRO OCHSENDORF (162430/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CAE2-9F24-DD1B-C275 e senha 9088-97F5-68F0-1DC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748786775
2018-11-23T00:00:00
2018-12-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. INADMISSIBILIDADE. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso defensivo para manter a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 16 da Lei 10.826/03 e no art. 297 do Código Penal. 3. Quanto à alegação de cerceamento de defesa e afronta ao devido processo legal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur395868
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 7. Análise: 10/01/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1157255
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\n ART-00016\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001 ART-01021 PAR-00001 \n ART-01024 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00297\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1157255 AgR
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AGTE.(S) : MARCIO ANDRE DA SILVA ADV.(A/S) : ALEX SANDRO OCHSENDORF AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCIO ANDRE DA SILVA ADV.(A/S) :ALEX SANDRO OCHSENDORF AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. INADMISSIBILIDADE. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso defensivo para manter a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 16 da Lei 10.826/03 e no art. 297 do Código Penal. 3. Quanto à alegação de cerceamento de defesa e afronta ao devido processo legal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFDC-D93B-C6FA-B4C8 e senha 55BC-2686-82D8-340B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1157255 AGR / SP MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFDC-D93B-C6FA-B4C8 e senha 55BC-2686-82D8-340B Supremo Tribunal Federal ARE 1157255 AGR / SP MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de novembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFDC-D93B-C6FA-B4C8 e senha 55BC-2686-82D8-340B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCIO ANDRE DA SILVA ADV.(A/S) :ALEX SANDRO OCHSENDORF AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não é caso de reanálise de provas; e (b) a matéria possui repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9409-4078-2857-10AC e senha 9ACF-BB3F-17BA-7D1E Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCIO ANDRE DA SILVA ADV.(A/S) :ALEX SANDRO OCHSENDORF AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não é caso de reanálise de provas; e (b) a matéria possui repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9409-4078-2857-10AC e senha 9ACF-BB3F-17BA-7D1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1157255 AGR / SP jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso defensivo para manter a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 16 da Lei 10.826/03 e no art. 297 do Código Penal. Quanto à alegação de cerceamento de defesa e afronta ao devido processo legal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Supremo Tribunal Federal ARE 1157255 AGR / SP jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso defensivo para manter a condenação do recorrente pela prática da conduta descrita no art. 16 da Lei 10.826/03 e no art. 297 do Código Penal. Quanto à alegação de cerceamento de defesa e afronta ao devido processo legal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1157255 AGR / SP contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Supremo Tribunal Federal ARE 1157255 AGR / SP contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3359-C206-9C6D-6259 e senha 19C9-6202-65D3-0FF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCIO ANDRE DA SILVA ADV.(A/S) : ALEX SANDRO OCHSENDORF (162430/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CAE2-9F24-DD1B-C275 e senha 9088-97F5-68F0-1DC3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.255 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCIO ANDRE DA SILVA ADV.(A/S) : ALEX SANDRO OCHSENDORF (162430/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CAE2-9F24-DD1B-C275 e senha 9088-97F5-68F0-1DC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 157 . 255", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1157255 AGR / SP", "ARE 1157255 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1157255 AGR / SP", "ARE 691", "-", "AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1157255 AGR / SP", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 16 da Lei 10 . 826 / 03", "art . 297 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , alínea “ a ” da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :OSWALDO SIMOES ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Benefícios previdenciários concedidos antes da CF/88. 4. Aplicação dos tetos da EC 20/1998 e EC 41/2003. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1DCC-BFB6-6382-866A e senha AF3D-4036-A111-DF48 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :OSWALDO SIMOES ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Com efeito, o caso se adéqua ao paradigma firmado no RE n. 564.354 (Tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC n. 20/1998 e do art. 5º da EC n. 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. Eis a ementa do referido julgado: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. ALTERAÇÃO NO TETO DOS BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA. REFLEXOS NOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS N. 20/1998 E 41/2003. DIREITO INTERTEMPORAL: ATO JURÍDICO PERFEITO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA LEI INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FA-C6EF-DF0E-ED18 e senha C05A-7049-810D-FDFF Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :OSWALDO SIMOES ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Com efeito, o caso se adéqua ao paradigma firmado no RE n. 564.354 (Tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC n. 20/1998 e do art. 5º da EC n. 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. Eis a ementa do referido julgado: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. ALTERAÇÃO NO TETO DOS BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA. REFLEXOS NOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS N. 20/1998 E 41/2003. DIREITO INTERTEMPORAL: ATO JURÍDICO PERFEITO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA LEI INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FA-C6EF-DF0E-ED18 e senha C05A-7049-810D-FDFF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 959519 AGR / SP É fundamental consignar que não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Assim, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988. (eDOC 6) No agravo regimental, “(…) o INSS insiste que, conforme consta no acórdão regional, não é possível adequar a revisão das ECs 20/8 e 41/03 aos benefícios concedidos na vigência da legislação anterior à Constituição de 1988, ora vigente.”(eDOC 10) Argumenta-se ainda que a orientação trazida no RE 564.354 não se aplicaria aos benefícios concedidos anteriormente à CF/88. (eDOC 10 ) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de “a jurisprudência desse Excelso Pretório já se pacificou solidamente no sentido de que o precedente do RE 564.354 se aplica, sim, aos benefícios concedidos anteriormente à Constituição de 1988”. (eDOC 14) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FA-C6EF-DF0E-ED18 e senha C05A-7049-810D-FDFF Supremo Tribunal Federal RE 959519 AGR / SP É fundamental consignar que não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Assim, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988. (eDOC 6) No agravo regimental, “(…) o INSS insiste que, conforme consta no acórdão regional, não é possível adequar a revisão das ECs 20/8 e 41/03 aos benefícios concedidos na vigência da legislação anterior à Constituição de 1988, ora vigente.”(eDOC 10) Argumenta-se ainda que a orientação trazida no RE 564.354 não se aplicaria aos benefícios concedidos anteriormente à CF/88. (eDOC 10 ) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de “a jurisprudência desse Excelso Pretório já se pacificou solidamente no sentido de que o precedente do RE 564.354 se aplica, sim, aos benefícios concedidos anteriormente à Constituição de 1988”. (eDOC 14) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FA-C6EF-DF0E-ED18 e senha C05A-7049-810D-FDFF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Desta forma, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da CF/88. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5° da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E2-9C8B-D01C-DC71 e senha 1F56-B8A8-F05B-4007 Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Desta forma, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da CF/88. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5° da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E2-9C8B-D01C-DC71 e senha 1F56-B8A8-F05B-4007 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 959519 AGR / SP estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II – Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa.” (RE 1105261 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.5.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. ALTERAÇÃO NO TETO DOS BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. REFLEXOS NOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (RE 1084438 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 12.4.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E2-9C8B-D01C-DC71 e senha 1F56-B8A8-F05B-4007 Supremo Tribunal Federal RE 959519 AGR / SP estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II – Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa.” (RE 1105261 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.5.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. ALTERAÇÃO NO TETO DOS BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. REFLEXOS NOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (RE 1084438 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 12.4.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E2-9C8B-D01C-DC71 e senha 1F56-B8A8-F05B-4007 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : OSWALDO SIMOES ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D3E-964E-13C7-F03F e senha F8F4-1EED-2051-0D5A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : OSWALDO SIMOES ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D3E-964E-13C7-F03F e senha F8F4-1EED-2051-0D5A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748762158
2018-11-23T00:00:00
2018-11-30T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Benefícios previdenciários concedidos antes da CF/88. 4. Aplicação dos tetos da EC 20/1998 e EC 41/2003. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur395534
- Acórdão(s) citado(s): (REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO, TETO CONSTITUCIONAL) RE 1084438 AgR (1ªT), RE 1105261 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 28/01/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
959519
[ "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 959519 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : OSWALDO SIMOES ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN
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Ementa e Acórdão 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :OSWALDO SIMOES ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Benefícios previdenciários concedidos antes da Constituição Federal de 1988/88. 4. Aplicação dos tetos da EC 20/1998 e EC 41/2003. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 16 a 22 de outubro de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1DCC-BFB6-6382-866A e senha AF3D-4036-A111-DF48 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :OSWALDO SIMOES ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Com efeito, o caso se adéqua ao paradigma firmado no Recurso Extraordinário n. 564.354 (Tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC n. 20/1998 e do art. 5... da EC n. 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. Eis a ementa do referido julgado: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. ALTERAÇÃO NO TETO DOS BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA. REFLEXOS NOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS N. 20/1998 E 41/2003. DIREITO INTERTEMPORAL: ATO JURÍDICO PERFEITO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA LEI INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FA-C6EF-DF0E-ED18 e senha C05A-7049-810D-FDFF Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :OSWALDO SIMOES ADV.(A/S) :ANIS SLEIMAN R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Com efeito, o caso se adéqua ao paradigma firmado no Recurso Extraordinário n. 564.354 (Tema 76), Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.2.2011. Na ocasião do seu julgamento, esta Corte entendeu ser possível a aplicação imediata do art. 14 da EC n. 20/1998 e do art. 5... da EC n. 41/2003 aos benefícios pagos com base em limitador anterior, levando-se em conta os salários de contribuição utilizados para os cálculos iniciais. Eis a ementa do referido julgado: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. ALTERAÇÃO NO TETO DOS BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA. REFLEXOS NOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS N. 20/1998 E 41/2003. DIREITO INTERTEMPORAL: ATO JURÍDICO PERFEITO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA LEI INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FA-C6EF-DF0E-ED18 e senha C05A-7049-810D-FDFF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 959519 AGR / SP É fundamental consignar que não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Assim, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988. (eDOC 6) No agravo regimental, “(…) o INSS insiste que, conforme consta no acórdão regional, não é possível adequar a revisão das ECs 20/8 e 41/03 aos benefícios concedidos na vigência da legislação anterior à Constituição de 1988, ora vigente.”(eDOC 10) Argumenta-se ainda que a orientação trazida no Recurso Extraordinário 564.354 não se aplicaria aos benefícios concedidos anteriormente à Constituição Federal de 1988/88. (eDOC 10 ) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de “a jurisprudência desse Excelso Pretório já se pacificou solidamente no sentido de que o precedente do Recurso Extraordinário 564.354 se aplica, sim, aos benefícios concedidos anteriormente à Constituição de 1988”. (eDOC 14) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FA-C6EF-DF0E-ED18 e senha C05A-7049-810D-FDFF Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 959519 AGR / SP É fundamental consignar que não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Assim, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988. (eDOC 6) No agravo regimental, “(…) o INSS insiste que, conforme consta no acórdão regional, não é possível adequar a revisão das ECs 20/8 e 41/03 aos benefícios concedidos na vigência da legislação anterior à Constituição de 1988, ora vigente.”(eDOC 10) Argumenta-se ainda que a orientação trazida no Recurso Extraordinário 564.354 não se aplicaria aos benefícios concedidos anteriormente à Constituição Federal de 1988/88. (eDOC 10 ) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de “a jurisprudência desse Excelso Pretório já se pacificou solidamente no sentido de que o precedente do Recurso Extraordinário 564.354 se aplica, sim, aos benefícios concedidos anteriormente à Constituição de 1988”. (eDOC 14) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42FA-C6EF-DF0E-ED18 e senha C05A-7049-810D-FDFF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Desta forma, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988/88. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5... da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E2-9C8B-D01C-DC71 e senha 1F56-B8A8-F05B-4007 Supremo Tribunal Federal 23/11/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, não foi imposto nenhum limite temporal para se perseguir os reajustes das mencionadas emendas. Desta forma, é possível a aplicação imediata dos tetos previstos nas EC 20/98 e 41/03 a todos os benefícios concedidos antes da entrada em vigor dessas normas, inclusive aqueles providos antes da Constituição Federal de 1988/88. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. APLICAÇÃO DOS TETOS ALTERADOS PELAS EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003 AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA ALTERAÇÃO. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. ENTENDIMENTO APLICÁVEL AOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 564.3541-RG (Tema 76 da repercussão geral), de relatoria da Ministra Cármen Lúcia, concluiu que não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14 da Emenda Constitucional 20/1998 e do art. 5... da Emenda Constitucional 41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E2-9C8B-D01C-DC71 e senha 1F56-B8A8-F05B-4007 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 959519 AGR / SP estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II – Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa.” (Recurso Extraordinário 1105261 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.5.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. ALTERAÇÃO NO TETO DOS BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. REFLEXOS NOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário 1084438 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 12.4.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E2-9C8B-D01C-DC71 e senha 1F56-B8A8-F05B-4007 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 959519 AGR / SP estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional. II – Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o único requisito para a aplicação dos novos tetos aos benefícios concedidos anteriormente à sua vigência é que o salário de benefício tenha sofrido, à época de sua concessão, diminuição em razão da incidência do limitador previdenciário, o que alcança inclusive os benefícios concedidos antes da Constituição Federal de 1988. III – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa.” (Recurso Extraordinário 1105261 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.5.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. ALTERAÇÃO NO TETO DOS BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA. TEMA 76 DA REPERCUSSÃO GERAL. REFLEXOS NOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário 1084438 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 12.4.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E2-9C8B-D01C-DC71 e senha 1F56-B8A8-F05B-4007 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/11/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : OSWALDO SIMOES ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D3E-964E-13C7-F03F e senha F8F4-1EED-2051-0D5A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959.519 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : OSWALDO SIMOES ADV.(A/S) : ANIS SLEIMAN (18454/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 16.11.2018 a 22.11.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D3E-964E-13C7-F03F e senha F8F4-1EED-2051-0D5A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959 . 519", "Recurso Extraordinário n . 564 . 354", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959 . 519", "Recurso Extraordinário n . 564 . 354", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "Recurso Extraordinário 564 . 354", "Recurso Extraordinário 959519 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 564 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959 . 519", "Recurso Extraordinário 564 . 3541 - RG", "Recurso Extraordinário 564 . 3541 - RG", "Recurso Extraordinário 959519 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1105261 AgR", "Recurso Extraordinário 1084438 AgR", "Recurso Extraordinário 959519 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1105261 AgR", "Recurso Extraordinário 1084438 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959 . 519", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 959 . 519" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 / 88", "EC 20 / 1998", "EC 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 da EC n . 20 / 1998", "art . 5 . . . da EC", "EMENDAS", "CONSTITUCIONAIS N . 20 / 1998", "41", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "OSWALDO SIMOES", "ANIS SLEIMAN", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "OSWALDO SIMOES", "ANIS SLEIMAN", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "OSWALDO SIMOES", "ANIS SLEIMAN", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "OSWALDO SIMOES", "ANIS SLEIMAN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "OSWALDO SIMOES", "ANIS SLEIMAN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "23", "/", "11", "/", "2018", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "15", ".", "2", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "15", ".", "2", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "5", ".", "2018", "12", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "5", ".", "2018", "12", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "16", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }